Jornal da Cidade, n°5 - Prefeitura Municipal de São José dos Campos

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Jornal da Cidade, n°5 - Prefeitura Municipal de São José dos Campos

CIDADE OFERECE 55 ESPAÇOS PARA ESPORTES COMUNITÁRIOS E GINÁSTICA. PÁGINA 8Jornal daCidadeInformativo mensal – Maio de 2011 – Ano I - Nº 5 – www.sjc.sp.gov.brSORRIA!Você estásendo filmadoComo 288 câmeras observam a cidade e ajudama dar mais segurança à população. PÁGINAS 6 E 7AMBIENTESOLIDARIEDADEr rr SÃO FRANCISCOParque Naturalguarda espéciesem extinçãoPÁGINA 3Aprender a fazeré a dica para gerartrabalho e rendaPÁGINA 9Livros e músicaagitam o Festivalda MantiqueiraPÁGINA 10


2 | Jornal da Cidade | maio de 2011você e a cidadeCampanha ORIENTA MOTORISTASE COBRA respeito às vagas especiaisMotoristas estão sendo estimulados a respeitar as vagas de estacionamentoreservadas a pessoas com deficiência e idosos. Para utilizar as vagas é precisosolicitar o cartão de identificação à Secretaria de Transportes.ueditorialO interessedo públicoA sensação de segurança é condiçãobásica para que as pessoasse sintam confortáveis e à vontadepara circular pela cidade e desenvolversuas atividades e seu trabalho.Ela vem de vários componentesde ordem social, de aspectos urbanose dos serviços postos à disposiçãoda comunidade. Quanto maisfáceis de serem identificadas essascondições, mais os cidadãos se sentemseguros.As câmeras colocadas em pontosestratégicos, prédios e áreas públicassão parte fundamental desseconjunto. Conforme destaca a matériade capa desta edição, essa vigilânciatem sido responsável por muitoscasos de sucesso na prevenção àocorrência de atos criminosos e naadoção de ações efetivas de defesado cidadão. É um sistema em permanenteaperfeiçoamento, baseadoem muito treinamento, tecnologiase, sobretudo, no trabalho integradodos poderes públicos.Aí está mais uma sériede oportunidades - edireitos da cidadania- que oferecem chancereal de crescimentopessoal e busca demomentos felizes.Já a política de adoção de praças,apresentada nas páginas 4 e 5,tem o mérito de criar um elo a maisentre a cidadania e o espaço público.Quem dela participa exercita aresponsabilidade social, ajuda a divulgara ideia segundo a qual o queé público pertence a todos, não aosgovernos nem aos poderes constituídos.Fica claro também que nãoé preciso contrato formal para seadotar a praça ou a área pública.Basta gostar e ajudar a cuidar dela,pois o que é de todos merece detodos o mesmo cuidado.Cuidar da saúde, praticar esportes,exercitar-se, aprender profissõescapazes de gerar trabalhoe renda, usufruir o lazer, o turismo,aprender sempre. Aí está mais umasérie de oportunidades – e direitosda cidadania – que são apresentadasnesta edição e que oferecema chance real de crescimento pessoale de busca de momentos felizes.É disso que se fala quando nosreferimos ao interesse público, defendidoem todas as páginas destejornal.As doençasque vêm do frioCom a aproximaçãodo inverno, é precisoaumentar os cuidadoshigiênicos e as atitudespreventivas contra asdoenças respiratóriasA aposentada Maria Lúcia Araentisnunca havia tomado a vacinacontra gripe. Até 2007, ela se julgavatão forte que não cuidou bem de umresfriado e acabou desenvolvendouma pneumonia. Teve que mudar amaneira de se prevenir. “Sempre fuimuito ativa e saudável, e por contadisso nunca me preocupei em tomarvacinas”, diz ela, agora convencida deque precisa se proteger.Foi o médico do postinho que sugeriuque ela tomasse a vacina contragripe. “Agora, tomo todas as vacinasque posso, porque sei que é o melhorpara minha saúde”, diz ela. A aposentadalembra que não teve qualquerreação. Já teve resfriados depois, masos sintomas vieram bem mais fracos,mais fáceis de cuidar. Além disso, elapassou a adotar alguns cuidados quesão fundamentais à saúde, especialmentenesta época do ano.As noites estão ficando mais longas,a temperatura vai caindo e aumidade do ar aumentando. É o outonoseguindo e o inverno que chegaJornal da Cidadetrazendo mudanças que facilitam aocorrência de gripes, ou agravam oquadro de doenças típicas desta época,como a rinite, sinusite e as inflamaçõesda garganta.Os sintomas são comuns – dor nocorpo, dor de cabeça, dor de ouvido,febre, coriza – e podem se tornar maisgraves se a pessoa tem alguma doençarespiratória crônica, como asma oubronquite. Crianças e idosos são especialmentesensíveis, e só a consultamédica pode esclarecer se o caso éde gripe, resfriado ou alergia e orientarsobre possíveis complicações.O melhor é prevenir, e começarpelos cuidados higiênicos que ajudama evitar a propagação dos vírus.Durante o dia a dia, objetos de usocomum podem ser fonte de transmissãode doenças, principalmente aotocar em orelhões, corrimãos de escadas,notas de dinheiro, maçanetasde portas. O hábito de levar as mãosà boca, aos olhos e ao nariz aumentaainda mais a chance de algum vírusse instalar no organismo, caso algumdestes objetos esteja contaminado.O princpal é lavar bem as mãos,várias vezes ao dia, com água e sabão.Se a pessoa estiver resfriada, deve utilizarlenços descartáveis, evitar aglomerações,manter os ambientes bemventilados, não compartilhar objetosde uso pessoal, como copos, talherese toalhas, cobrir o nariz e a bocaao tossir ou espirrar, manter uma alimentaçãosaudável e tomar bastanteágua ou sucos.Várias vacinas ficam disponíveis nas UBS, mesmo fora das campanhasAnoteUNIDADES DE SAÚDETÊM DIVERSAS VACINASDISPONÍVEIS O ANO TODO• Pneumocócica23-valente (pneumonia)Para maiores de 60 anose grupos de risco elevado;disponível em hospitais,asilos e casas geriátricas.- Uma dose na Campanhade Vacinação do Idoso e umreforço 5 anos depois.• Pneumococo 10valente (pneumonia, otite,meningite e outras)Três doses com 3, 5 e 7meses e um reforço com 15meses de idade.• Influenza sazonale influenza A (gripe)Para maiores de 60 anos,trabalhadores da saúde,indígenas, crianças de 6meses a 2 anos e gestantes,além grupos de risco (comprescrição médica).• Tetravalente (difteria,tétano, coqueluche emeningite por hemofilusinfluenza tipo B)Três doses aos 2, 4 e 6 mesesde idade.• Meningocococonjugada C (meningite)Primeira aos 3 meses, outraaos 5 e reforço com 12meses de idade.• Tríplice viral (sarampo,caxumba e rubéola)Primeira dose aos 12 mesese a segunda entre os 4 e 6anos de idade. Adolescentesaté 19 anos devem tertomado duas doses, assimcomo as pessoas nascidasa partir de 1960 nuncavacinadas e gestantes nopós-parto e pós-aborto.• Mantenha as janelas abertas nosônibus, em casa e no local de trabalho;• Evite aglomerações em locaisfechados ou com pouca ventilação;• Deixe uma bacia com água no ambienteou uma toalha umedecida;• Agasalhe bem as criançasquando estiver frio;• Com sol forte, evite atividadesao ar livre entre 10h e 16h;• Beba água ou líquidospara melhor hidratação.Informativo mensal da Prefeitura de São José dos Campos | Editado pela Secretaria de Governo | Coordenação editorial eimagens: Departamento de Comunicação Social | Jornalista responsável: Andréa Martins | Cartas: Rua José de Alencar 123Vila Santa Luzia | CEP 12209-530 – São José dos Campos - SP | Telefone: 55 (12) 3947-8235 |E-mail: jornaldacidade@sjc.sp.gov.br | www.sjc.sp.gov.br


3 | Jornal da Cidade | maio de 2011nossa cidadeFundhas vence a primeiraOlimpíada dos Servidores MUNICIPAISCom dez pontos de vantagem, a Fundhas venceu a 1ª Olimpíada Servidor emMovimento, em abril. Em segundo lugar, ficou a Secretaria da Fazenda, com 500pontos, e em terceiro, a de Administração (496). Participaram mais de 500 servidores.Patrimônio da NaturezaBerço de inúmerasespécies, o antigoHorto Florestalconcentra recursosnaturais essenciais edesperta a atenção depesquisadoresComente esta notíciajornaldacidade@sjc.sp.gov.brAlém de bonito, realiza a parteque lhe toca na manutenção doequilíbrio ambiental. Preto, imponentee rápido, ele tem asas longas,visão privilegiada, garras muito fortese um bico preparado pela naturezapara retalhar as presas. É ogavião-pega-macaco, um dos maisnobres habitantes do Parque NaturalAugusto Ruschi, o antigo HortoFlorestal, na região norte da cidade.Essa ave de rapina aparece comdestaque no Livro Vermelho da FaunaAmeaçada de Extinção no Brasil.Era comum em todo o continente,do México ao Rio Grande do Sul.Mas, nos últimos 50 anos, devido àcaça e ao desamatamento, sua ocorrênciaficou restrita à costa atlânticapaulista. Segundo a Fundação ParqueZoológico de São Paulo, é avevulnerável à extinção no estado.Em setembro do ano passado,os biólogos Bruno Damiani e LílianSilvério montaram um posto de observaçãona mata, de onde acompanhamos hábitos do gavião-pega-macaco,registram o número deanimais e a frequência com que aparecem.Um casal já foi identificado efotografado por eles. “A ocorrênciada espécie aqui é um ótimo bioindicador,porque essa ave precisade grandes áreas preservadas paraconstituir seu habitat, se alimentar ereproduzir”, diz o biólogo.Trata-se de um predador ágil,que vive solitário ou em pares, sereproduz uma vez por ano e se alimentade aves e mamíferos de médioporte. “É um predador essencialao equilíbrio do ambiente, pois impedeque a população de algumasespécies aumente em excesso, oque seria prejudicial ao meio”, explicaLílian Silvério.A pesquisa dos biólogos formadospelo Centro Universitário de Votuporangatambém aponta a necessidadede preservar fragmentos demata atlântica vizinhos ao Parque.O gavião-pegamacaco,flagradopelos biólogosBruno e Lílian noParque NaturalAugusto Ruschi245HECTARESÉ a área total doParque NaturalAugusto RuschiPela diversidade ambiental, essas áreas,constituem o habitat para inúmerasespécies, algumas ameaçadas de extinção,como a jaguatirica, o lobo-guará, osagui-da-serra-escuro, o gato-do-mato-pequeno,o jacu e a onça-parda.A bióloga Renata Isabel Zimmermann,da Secretaria de meio Ambiente,informa que o Parque está numa zonade transição de florestas de mata atlântica,e tem pouco mais de 2,4 milhõesde metros quadrados, com grande diversidadede recursos naturais. Paragarantir sua preservação, o parque foideclarado pela Prefeitura Unidade deConservação de Proteção Integral, ondetoda ação humana é controlada, paragarantir a harmonia do ecossistema.Um conselho gestor, com representantesdo poder público e da comunidade,elabora normas e acompanha osprojetos de utilização do Parque Natural.As ações no local serão voltadas exclusivamentepara educação e percepçãoambiental e pesquisas científicas.Protegido, o ambiente fica reservadoaos animais e torna-se berçário de espécies.Lá também são produzidas emviveiro mudas em larga escala para arborizaçãoe reflorestamendo da cidade.O Parque Naturalpode se constituirem um rico bancogenético e objeto deprogramas de cooperaçãocientífica para reproduçãode espécies e manutençãodo equilíbrio ambiental.‘Renata ZimmermannAno Internacionaldas FlorestasA Organização das NaçõesUnidas (ONU) definiu 2011 comoo Ano Internacional das Florestaspor considerar que a vegetação quecobre 31% da área terrestre temrelação direta com a sobrevivênciade 1,6 bilhão de pessoas e 80% dabiodiversidade no planeta.O tema também será focalizadodurante a Semana de MeioAmbiente, que será realizada de 2 a5 de junho em São Francisco Xavier,e de 5 a 8 de junho no Parque daCidade. Mais informações no site daPrefeitura:www.sjc.sp.gov.br/semea


4 | Jornal da Cidade | maio de 2011nossa cidadePraça na entrada da cidade temmelhorias e novo paisagismoA Praça Álvaro Prisco de Oliveira, na Vila Sanches, numa das principais entradas da cidade.está sendo reurbanizada. Terá piso novo, melhorias no paisagismo, bancos e lixeiras. Foidado tratamento especial a uma seringueira (Ficus elástica) de aproximadamente 50 anos.utome notaPrefeitura faz consultapública para implantarmais dois projetosA Prefeitura quer saber o que apopulação pensa de dois projetosfundamentais para o futuro dacidade: a criação do ParqueNatural do Banhado e a instalaçãoda Usina de RecuperaçãoEnergética. Os interessados podemconhecer os projetos, consultaros documentos e opinar sobreo conteúdo deles, por meio dainternet (www.sjc.sp.gov.br), ou pordocumento enviado à Secretariade Meio Ambiente. O governoestá colhendo também a opiniãode técnicos, vereadores, conselhosmunicipais, comunidade científica,organizações sociais e entidades declasse, para as quais as propostasforam apresentadas.Prazo para opinarsobre a usina vai atéo dia até 10 de junhoSobre a Unidade de RecuperaçãoEnergética, a consulta fica no siteoficial da Prefeitura até 10 de junhoe a manifestação deve ser feitaon-line, por meio de um formuláriopróprio. A consulta pública visa afutura autorização para a construçãoe operação de uma usina deprodução de energia limpa a partirdo tratamento de resíduos sólidos –o objetivo é gerar energia utilizandotecnologias seguras e prolongar pormais 30 anos a vida útil do aterrosanitário do Torrão de Ouro, ondesão depositadas 220 mil toneladasde lixo por ano.Apartamentosdo Henrique Diasserão reformadosOs 64 apartamentos do ConjuntoHenrique Dias, próximo ao bairroMonte Castelo, serão reformados edistribuídos às famílias inscritas noPrograma Municipal de Habitação.O prédio foi construído em 2000e destinado a pessoas que viviamna favela Santa Cruz. Como asfamílias não se adaptaram ao local,a Prefeitura ofereceu casas nosconjuntos habitacionais Xingu, FreiGalvão, Putim-Santa Luzia, SantaInês 3, Boa Vista e Vila Santos. Nosúltimos anos, o prédio foi invadidoe as instalações danificadas,tornando-se sem condições paraser habitado. Por determinação daJustiça, foram retiradas do conjunto48 famílias de invasores, que estãorecebendo da Prefeitura todo apoioe assistência social necessários.Adote umaA cidade tem mais de500 áreas que podem seradotadas por pessoasou empresas dispostas aajudar a cuidar delasComente esta notíciajornaldacidade@sjc.sp.gov.brDirlene Maria de Oliveira mora há45 anos na Vila Ady-Anna. É aposentada,mas decidiu incluir outro trabalhona rotina diária. Acorda cedo,toma café, pega as ferramentas e vaicuidar da área verde que fica ao ladoda casa dela. Ela lembra que o lugarcostumava ser alvo de vândalos, e osmoradores da região tinham certo receio,desconfiavam de todos que passavampor ali. Hoje, o espaço só causaadmiração, pela beleza e harmonia davegetação.Dona Dirlene começou a cuidardo local e foi plantando mudinhas deflores, arbustos e ervas medicinais. Elaadotou a área em setembro de 2003,e é a única pessoa física da cidade aassumir formalmente a responsabilidadede cuidar de uma área pública– no caso, 200 metros quadrados –,preservando as características, mantendo-alimpa, com as plantas viçosase os arbustos podados.“Foi como voltar à ativa”, comemoradona Dirlene, que comprou algunsequipamentos apenas para cuidar dolocal e se considera recompensada.Sempre passa alguém por ali elogiandoa manutenção dos jardins e muitoaté se arriscam a pedir a ela mudinhasde guaco, caninha-do-brejo, canacaiana,café.Na cidade, há 89 espaços adotados– todos por empresas –, como partedo programa Nossa Praça. São praças,jardins, rotatórias, canteiros centraise áreas verdes mantidas por meio deparcerias: quem adota cuida do local ea Prefeitura continua responsável pelourbanismo e o paisagismo. A ideia éAlfabetização de adultos nomeio rural tem 60 alunosCerca de 60 moradores de áreas ruraisfrequentam o curso de alfabetização deadultos, ministrado pelo Serviço Nacionalde Aprendizagem Rural (Senar), emparceria com a Prefeitura e o Sindicato dosTrabalhadores Rurais. As aulas acontecemtrês vezes por semana em São FranciscoXavier, Eugênio de Melo e Torrão de Ouro.Muitos alunos matriculados nunca haviamfrequentado escola.praça89é o número de áreaspúblicas da cidadeadotadas porempresas‘Se maisempresáriosadotassem umapraça para cuidar,São José seriamuito mais bonitado que já é.Rubens Rodrigues Fortesestimular ações de cidadania e responsabilidadesocial para preservaçãodos espaços urbanos de uso coletivo.O empresário Rubens RodriguesFortes só vê vantagens em participardo Nossa Praça. A empresa dele adotaos 2.200 metros quadrados da Praçados Expedicionários, em frente à rodoviáriavelha, e o canteiro central daDona Dirlene, no trabalhode manutenção da área queadotou na Vila Ady-AnnaO empresário Rubens,investindo na ecologia e naimagem social da empresaAvenida Juscelino Kubitschek no JardimPaulista. Ele considera o acordobom para a cidade e também paraseu negócio. “Eu expresso minha preocupaçãocom a ecologia e mostro aresponsabilidade social da minha empresa”-diz ele. Para adotar áreas públicas,basta protocolar um pedido naPrefeitura e indicar a área de interesse.O contrato é de 12 meses.Estratégia de Saúde da Famíliacomeça no segundo semestreA Prefeitura vai implantar no segundo semestre oprograma Estratégia de Saúde da Família. Serão formadas19 equipes, com um médico, um enfermeiro, doisassistentes de enfermagem e de seis a nove agentescomunitários de saúde, para atuar na zona norte dacidade. Está aberto o concurso público para contratar 19médicos de Saúde da Família, que terão carga horária de40 horas semanais. Os cargos de enfermagem e assistentede enfermagem serão preenchidos por profissionaisaprovados no concurso público de agosto de 2010.


5 | Jornal da Cidade | maio de 2011Aterro sanitário de São Joséé o segundo melhor do estadoO aterro sanitário de São José melhorou o desempenho, obteve nota 9,6 e é o segundo melhor do estado, deacordo com a Cetesb. O município recolhe 430,9 toneladas de resíduos domiciliares por dia, faz a separação domaterial reciclável e realiza o aterro do restante, seguindo as normas técnicas de tratamento.“De gota em gota, agente consegue grandestransformações”Foi com esse pensamento que a professoraMaria Gorete Pinto Gonçalves convenceu os alunosda Escola Municipal Mariana Teixeira Cornélio,na Vila Dirce, zona norte da cidade, a participardo projeto de transformar parte das margensdo Rio Paraíba em área preservada, livre de entulhos.Cansada de ver o espaço ao lado da escolase encher de lixo, ela fez primeiro um trabalhode orientação de alunos e professores, e, depoisda várias adesões, foi a campo. Em 2004, foramplantadas as primeiras 95 mudas de árvores pertodo rio, no final da Rua Montanha Fuji. Hoje, olocal é ponto de honra para a comunidade dobairro, utilizado como área de lazer, de caminhadase de descanso à sombra.A URBAM TEM701profissionais na funçãode agente ambientalO casal Ana Maria e Laércio, naárea verde que ajudaram a formarno Altos de SantanaAnoteTodos somosagentes ambientaisEsta é mensagem que os agentesambientais da Urbam estão levando àpopulação. A campanha é para sensibilizarsobre a importância de manter limpasas ruas, calçadas e áreas públicas emgeral. Eles demonstram aos moradoresque, para o bem da comunidade, cadaum deve agir como agente ambientalno próprio espaço e adotar atitudes depreservação e de limpeza. O Dia do AgenteAmbiental é comemorado em 16 de maio.Mas a professora achou que isso ainda erapouco. Com a ajuda do marido, Laércio CarneiroGonçalves, lançou a proposta de recuperação daPraça João Batista, em frente da casa onde morao casal. “Antes, jogavam até sofás e outros móveisvelhos aqui na praça, mas agora as criançase os pais já assumem certa responsabilidade emmanter a área limpa e preservada”, diz Maria Gorete.Os alunos têm outras atividades voltadas paraa preservação dos espaços urbanos. Eles estãosempre de olho na poluição, coletam a água dorio para análise da qualidade e recebem informaçõessobre a destinação do lixo e os cuidadospara evitar e combater criadouros de mosquitostransmissores de doenças, como a dengue.A professora já tem um novo projeto, que érecuperar uma área usada para depósito irregularde entulho, perto do campo da Ponte Nova,no começo do Altos de Santana. Ela vai aproveitarpara esclarecer que lugar de resíduos sólidosé no Ponto de Entrega Voluntária (PEV), comoo que foi construído pela Prefeitura na AvenidaAlto do Rio Doce, no próprio bairro.Já Eliana Fátima, agente ambiental na Urbam,usa o que aprendeu no trabalho para orientar aspessoas e garante que já mudou a opinião demuita gente que não separava o lixo em casa.“Eu explico a importância disso para o meio ambientee, quando conto como faço meu trabalho,as pessoas dão valor ao que estou falando e ficammais dispostas a fazer a sua parte também.”Audiência pública no Campodos Alemães será no dia 27Será no dia 27 de maio a próxima audiênciapública promovida pela Prefeitura. O prefeito eos secretários estarão, a partir das 19h, no Campodos Alemães para uma reunião de trabalho comos moradores. Será na Escola Municipal MoacyrBenecdito de Souza (Rua Maria Martins Otoboni100). O encontro dura duas horas e todos podemfazer perguntas à equipe do governo, alémde obter informações sobre obras eprojetos para os bairros próximos.São José já tem cinco atletas naseleção brasileira de basqueteOs atletas Lucas Colimério e João Pedro Borregoforam confirmados na seleção brasileira sub-15de basquete, para disputar o campeonato sulamericano,no Uruguai. Os dois são integrantesdo programa Atleta Cidadão e se apresentaramno início de abril para os treinos realizados emBrasília. Mais três participantes do programaAtleta Cidadão estão convocadas: Vitória (sub-16), Estela e Carol (sub-17), vão jogar no timefeminino do Brasil no México e na Colômbia.Cursos formam agentesde prevenção às drogasComeçou pelo bairro São Judas Tadeua série de cursos destinados a formaragentes comunitários de prevenção aouso de drogas, promovidos pela Secretariade Juventude. Os alunos que concluíremo curso atuarão como multiplicadores dosconhecimentos, ensinando outras pessoasda comunidade. Até o fim do ano, todasas regiões da cidade receberão o curso,que pretende capacitar 3 mil agentes.


7 | Jornal da Cidade | maio de 2011Infraero vai ampliar capacidadedo aeroporto de São JoséAté 2014, serão instalados módulos operacionais no Aeroporto de São José, que terá capacidadepara atender 600 mil passageiros por ano. O aeroporto poderá ser alternativa aos aeroportos deGuarulhos, Congonhas e Viracopos durante a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.re abertosOperação integrada permiteatender emergências com rapidezAs imagens captadas pelascâmeras em toda a cidade sãotransmitidas em tempo realpara o COI e aparecem em 82monitores, que ficam ligados otempo todo, sem interrupção.E, se uma câmera é danificada,imediatamente os operadoresdetectam o problema.Na sala de controle de trânsito,16 monitores permitemaos operadores localizar problemasde fluidez do tráfego,acidentes, veículos quebrados,interrupções de faixas e, rapidamente,informar e orientar a190Este é o telefonepara acionar oCOI em casosde emergênciapolícia e os agentes de trânsitoem tempo real para que elescheguem ao local e resolvam adificuldade.O COI é gerenciado pelaSecretaria Especial de Defesado Cidadão e tem parceria coma Polícia Militar e a Polícia Civil,que também mantêm agentesna sala de operações. Ali trabalham60 profissionais da Prefeiturae das organizações parceiras– entre eles, servidoresdas secretarias municipais deTransportes e DesenvolvimentoSocial, além da Defesa Civil.O COI ainda monitora 445alarmes instalados em prédiospúblicos e funciona de formaintegrada com as polícias militare civil, o Corpo de Bombeirose a Secretaria de Saúde.Essa integração permite adotarprovidências com a rapidezexigida para o caso, a partir deum único chamado, que podeser feito pelo telefone 190.O que o povo fala‘As câmerasajudam no trabalhodos policiais e evitam aação dos bandidos.”Elias Simões Cruz,auxiliar de escritório,Vila das Flores.‘Já assistidiversos noticiárioscom flagrantes de roubose furtos. Com as câmeras,a cidade fica bemmais segura.”Luiz Clóvis, encanador,Novo Horizonte.‘Essas câmerassão muitoeficientes e ajudama manter a segurançaem toda a cidade.”Maria José Guias,dona de casa,Vila Paiva.‘Eu me sintomais segura com o centrovigiado pelas câmeras,e por isso a gente podetrabalhar mais tranquila.”Maria ClareteMachado, balconista,Santa Inês.‘Toda regiãoque tem câmeras émais segura, e acho queos criminosos evitamesses locais que têmmonitoramento.”Silvio Luiz Cintra, atendentede telemarketing,Novo Horizonte.• PENSE NISTOA voz do povoGovernar é tomar decisões que favoreçama maioria da população. Ditoassim, parece tudo muito simples. Muitasvezes, entretanto, é preciso desafiara vontade de alguns setores da sociedade,que têm todo direito de defenderseus interesses, mas não podem colocálosacima do bem comum.Quebrar o monopólio do grupo empresarialque dominava o transporte coletivona cidade há 30 anos foi uma dastarefas mais difíceis do governo municipalnos últimos anos. Houve intensasbatalhas judiciais, tentativas de interrompero processo e muita polêmica. APrefeitura encarou o desafio e agora apopulação se beneficia com um sistemade transporte mais eficiente e econômico,com integração total das linhas.A revisão da planta genérica de valoresdos imóveis foi outra medida desafiadora,mas ela definiu critérios técnicose permanentes para o cálculo do IPTU.Ela impede os governos de distribuir privilégios,não deixa fazer política com osrecursos públicos e garante que o contribuintenão sofrerá com fortes aumentosdo imposto. A seguir, a Lei de Zoneamentodisciplinou empreendimentospara preservar a qualidade de vida dosmoradores. Foi intensamente discutida,e de novo ganhou a população.Há mais exemplos marcantes. Acompra de áreas em torno do Parqueda Cidade, que permitiu criar um acessoadequado ao local; a aquisição deprédios e terrenos para implantação doParque Tecnológico – uma das maioresconquistas da cidade, que se consolidacomo de referência nacional e abre espaçospara abrigar mais 90 indústrias;a aquisição do antigo Sanatório VicentinaAranha, transformado em parque decultura e lazer.Tem ainda o Plano de Carreira, quecriará perspectivas reais para o crescimentoprofissional e pessoal dos servidoresmunicipais e contribuirá para aadministração ser ainda mais moderna.E o projeto da Usina de RecuperaçãoEnergética, com tecnologias avançadaspara gerar energia e prolongar a vidaútil do aterro sanitário. Mais polêmicas,debates e, com certeza, mais avanços.Como se vê, inúmeras medidas estratégicase de impacto foram adotadasnos últimos anos em São José. Elas mobilizarama opinião pública e acabaramaceitas e aprovadas, fruto da ação responsáveldo poder público. Venceramdesafios e manipulações de fundo políticoe eleitoral, mudaram as regras dojogo em favor da maioria da população.Foram necessárias, mas jamais setornariam realidade nas mãos de governostradicionais ou governantes populistas.Porque para governar é preciso agircom coragem cívica, ter compromissocom a cidade e respeitar o interesse público.


9 | Jornal da Cidade | maio de 2011nossa cidadeComeça a campanha do agasalho:Pior que o frio, somente a friezaA Campanha do Agasalho vai até o dia 30 de julho. Roupas, agasalhos, cobertores ecalçados podem ser doados em lojas e entidades credenciadas e na sede do FundoSocial de Solidariedade, no Parque da Cidade. A meta é arrecadar 250 mil peças.Fábrica de sonhosCursos do Fundo Socialde Solidariedade abremoportunidade para pessoasde baixa renda aprenderemprofissões e realizaremseus projetos de vidaAna Maria Queiroz de Oliveira, 42 anos, morano Jardim São José 2 e carrega um sonho: quercriar roupas de festa e montar uma loja paraalugar os trajes que ela está aprendendo a confeccionar.A julgar pelo que ela fez nos últimosmeses, seu desejo não demora a se concretizar.Ela nem sabia manejar uma máquina de costuraquando se inscreveu no curso gratuito oferecidopelo Fundo Social de Solidariedade.O pai, Joaquim Thomas de Oliveira, já pensaem instalar na casa da família um lugar parao filho produzir quitutes e juntar dinheiro paracomprar equipamentos profissionais. “Eu nãotenho profissão – diz Joaquim –, não tive estudoe vim de uma vida muito sofrida; mas quandoo filho da gente tem um sonho e vontade deestudar e crescer, a gente tem que incentivar eajudar no que for possível.”O primeiro passo para trilhar o mesmo caminhode Alysson e Ana Maria é inscrever-senum dos cursos oferecidos pelo Fundo Socialde Solidariedade. O único requisito é ter idademínima de 15 anos e frequentar as aulas, queduram em média um mês e meio, com turmasde até 20 alunos. O curso de padaria, porexemplo, pode ser feito em dois módulos. Noprimeiro, aprende-se 20 receitas de pães caseiros,e, no segundo, pães especiais e recheados,biscoitos e bolachas.“Quando comecei o primeiro curso, não sabianem pegar numa agulha, minha costura saíatoda torta, feia, e a instrutora mandava refazertudo, várias vezes”, diz ela. Ana Maria cursoudois módulos e agora sabe que “o acabamentodas peças faz uma grande diferença”. Ela vendetudo que produz e, com a ajuda do marido,Marco Antônio, comprou as máquinas e todo omaterial necessário para produzir jogos de colchas,lençóis e fronhas.Ana Mariavendetudo queproduz, e asencomendasnão paramMAIS DE5 milpessoas já participaramdos cursos oferecidospelo Fundo SocialOs primeiros produtos foram logo vendidose as encomendas não param de chegar. “Hoje,não só ganho meu dinheiro e ajudo nas despesasde casa, como me sinto uma pessoa mais felize realizada”, diz ela, que também economizaproduzindo roupas para toda a família. E para ofuturo? “Bem, hoje, eu sei que posso, que soucapaz e que vou realizar o meu sonho”, encerra.Esse também é o caso do garoto AntônioAlysson de Oliveira Costa, 16 anos, que faz todosos cursos oferecidos pelo projeto PadariaArtesanal mantido pelo Fundo Social de Solidariedadeno núcleo do Campo dos Alemães.“Depois que terminei os primeiros cursos, fiz emcasa alguns pães para minha mãe tomar cafécom as amigas, e elas gostaram tanto que perguntarampor que eu não fazia para vender.”Sonhos, ele tem muitos. Quer ser professor,se possível de culinária. Para ele, “professor,seja do que for, é a profissão mais bonita eimportante do mundo”. A família dele veio doCeará há seis anos e também se orgulha das realizaçõesde Alysson. A mãe, Ednalva Evangelista,conta que ficou muito feliz. “Hoje, ele ganhao próprio dinheiro, compra as coisas que gosta,e nós ficamos tranquilos porque sabemos queele está envolvido somente com coisas sadias.”3924-73693911-8060São os telefones para informaçõessobre os cursos oferecidos e asatividades desenvolvidas pelo FundoSocial de SolidariedadeAlysson produz pães emcasa e está ansioso parater o próprio negócioSolidariedade em tempo integralO Fundo Social de Solidariedadedesenvolve atividades demobilização comunitária, eventos,campanhas de interesse sociale projetos de formação parao trabalho e geração de renda.Todas as ações são destinadasa levantar recursos materiaise financeiros para famílias carentese entidades de assistência social.Desenvolve dois projetos decapacitação para o trabalho:Padaria Artesanal - quetem núcleos no Campo dos Alemãese no Jardim São José 2,oferece cursos de padaria, confeitaria,receitas econômicas, pizzas,caldinhos, ovos de páscoa,ONDE FICANúcleo Alto da PonteCentro ComunitárioAvenida Alziro LebrãoTelefone: 3922-1856Núcleo Campo dos AlemãesRua Elpídio dos Santos 60Telefone: 3903-4238Núcleo Jardim São José 2Centro ComunitárioRua FredericoBianchi Filho 161Telefone: 3929-1267pratos natalinos, bolinho caipira,doces, salgadinhos e outros;Costurando o Futuro- que tem núcleos no Alto daPonte, Jardim São José 2 e Campodos Alemães, com cursos decorte e costura, moda malha,moda infantil e outros de artesanato.


11 | Jornal da Cidade | maio de 2011nossa cidadeMacarronada e a música de SergioReis marcam Festa do TrabalhadorA Festa do Trabalhador, no Novo Horizonte, distribuiu uma tonelada de macarronadapara cerca de 12 mil pessoas. Teve rua de lazer, pula-pula, cama elástica, mágicos, casade brinquedos e pernas de pau. Sergio Reis encerrou a festa, que teve 65 mil pessoas.ELES FORMAM O CASAL SÍMBOLO DA MELHOR IDADEufique sabendo125MILpessoas visitarama Bienal do Livro deSão José dos Campos70MILJosé Luíz é motorista, 69 anos, gosta de jogar futebol e vem batendo um bolão. Alegre e divertido,sonha conhecer Israel. Rosa Amendola, 70 anos, é agente de viagens, e seu sorriso constanteparece indicar que o bom da vida é jamais perder o otimismo. Eles são Mister e Miss Melhor Idade, eforam eleitos em concurso realizado em maio pelo Fundo Social de Solidariedade. Agora, vão participardo concurso estadual e marcar presença em eventos e solenidades em São José dos Campos.obras de autoresnacionais ficaramexpostas na BienalEsses meninos sãoloucos por livrosBienal do Livro incentivaalunos das escolas municipaisa conhecer mais publicações ediscutir suas histórias45MILcheques-livros foramdistribuídos a alunosde escolas municipais43MILalunos de escolasmunicipais visitarama Bienal do LivroA volta para casa era para ser como a dequalquer outra atividade fora do ambiente escolar:agitação dentro do ônibus, muita conversae euforia. Para surpresa dos professoresda Escola Municipal Luzia Levina AparecidaBorges, ao retornarem, os alunos estavamconcentrados apenas na leitura dos exemplarestrazidos da Bienal do Livro de São José dosCampos. “Eles estavam totalmente envolvidoscom os novos livros”, conta a professora GláuciaGiovanelli Cunha.A Bienal, entre 8 e 17 de abril no Parque dacidade, foi visitada por mais de 125 mil pessoase ehegou a receber cerca de 13 mil estudantesde escolas públicas e particulares num só dia.O evento acabou, mas seus efeitos continuamevidentes. “Meus alunos ficaram muito animados,tanto que, dias depois, muitos aindaestavam com os livros comprados na Bienalem suas mesas na sala de aula, todo mundolendo”, relembra Gláucia.Na rede municipal, o projeto Sala de Leituraestimula os alunos a conhecer livros e autoresA Prefeitura distribuiu 45 mil cheques-livrospara alunos da rede municipal - três tíquetesde R$ 5 para cada um. Foi uma experiênciainédita, uma oportunidade de amadurecimentopara muitos estudantes. “Dei três voltaspela Bienal antes de escolher os livros”, diz AlineFernandes da Silva, de 10 anos. “Eu abria,via o resumo, lia a orelha, pegava os melhores,depois fazia a seleção”, conta, orgulhosa.Gabriela Oliveira Santos, 11 anos, optoupor uma coletânea de poemas, e diz que ficouimpressionada. “Parece que os autores pensama mesma coisa que a gente.” GuilhermeSilva de Almeida, 10 anos, escolheu um livrosobre dinossauros. Ele pretende ser biólogo eadora ler. Já Yuri Moraes dos Santos, tambémde 10 anos, esbanjou economia: “Comprei seislivros usando apenas o cheque-livro.”A Bienal criou ainda oportunidade para 25autores joseenses lançarem livros e conversarcom o público sobre suas obras. No estandeda Fundação Cultural, foram vendidos 107 títulosde autores locais.400histórias foramcontadas por80 professores25livros de autoresde São José foramlançados na Bienal

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