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Jornal da Cidade, n°1 - Prefeitura Municipal de São José dos Campos

AUDIÊNCIAS PÚBLICAS NOS BAIRROS COLOCAM GOVERNO E MORADORES MAIS PERTO. PÁGINA 3CidadeJornal daInformativo mensal – Dezembro de 2010 – Ano I - Nº 1 – www.sjc.sp.gov.brSão José dosNovos TemposLei de Zoneamento crianormas para ordenar ocrescimento da cidadepor mais vinte anosPáginas 6 e 7MUTIRÃOESPORTESEDUCAÇÃOVirada contraa denguePágina 9Cidade ganhaArena multiusoPágina 10Eles são jovens eempreendedoresPágina 4


2 | Jornal da Cidade | dezembro de 2010QUE TAL SER VOLUNTÁRIO?a cidade é suaLigue para 3925-6816 e faça o cadastro. Você receberátreinamento e, em caso de emergência, poderá serchamado para integrar as equipes da Defesa Civil.EDITORIALBoaleituraAproximar o poder público docidadão, informar a população,facilitar o acesso de todos aos serviçosprestados pelo poder público.Em linhas gerais, esses são osobjetivos deste Jornal da Cidade,que circulará mensalmente e seráentregue nos domicílios em todasas regiões da cidade, nas entidades,nas organizações sociais e daadministração pública.Esta edição de estreia traz umpouco da proposta de um jornalque também se dedique a avaliarinformações, propor soluções e difundirconceitos que contribuamna formação social e identidadecultural de nossa cidade.Um jornal que tambémse dedique a avaliarinformações,propor soluções edifundir conceitos.A matéria de capa é um apanhadosobre a São José que queremospara nossos filhos e netos eprocura demonstrar a importânciada participação de todos na construçãode uma cidade moderna,pujante e com altos índices de qualidadede vida. Para isto, foi construídoo consenso que permitiuelaborar e aprovar uma legislaçãonova destinada a ordenar o crescimentoda cidade, sem inibir iniciativasde quaisquer setores.A participação e o voluntariadosão destacados também na OperaçãoVerão, que alerta a comunidadepara a prevenção aos riscos deacidentes e alagamentos, em funçãodas chuvas que se aproximam.De outro, um mutirão da Secretariada Saúde reforça que a dengue édoença letal, e que somente serácontrolada se houver participaçãode todos nessa guerra contra omosquito transmissor.OperaçãoVerãoComente esta notíciajornaldacidade@sjc.sp.gov.brEspremida entre as serras do Mare da Mantiqueira, a região do Vale doParaíba é uma das mais atingidas porchuvas, raios e tempestades elétricas naregião sudeste do Brasil. Quando chegao verão, em dezembro, as descargas atmosféricase as chuvas tornam-se maisintensas e os ventos mais fortes, combinaçãoque cria uma série de riscos parapopulação.Monitorar esses perigos, fazer campanhaspreventivas e agir em caso deemergência são tarefas típicas dos agentesda Defesa Civil de São José dos Campos.Eles recebem diariamente as previsõesde tempo e os alertas do InstitutoNacional de Pesquisas Espaciais (Inpe),monitoram o nível dos rios e córregos,mapeiam áreas de risco e orientam moradores.A Operação Verão 2010 já está montada.Começou com uma reunião deavaliação e planejamento das ações.Dela participaram os técnicos da DefesaCivil, Corpo de Bombeiros, Polícia Mi-Jornal da Cidadelitar, Prefeitura, Bandeirante Energia eSabesp. E vai durar até 31 de março de2011, com equipes de plantão 24 horas.A Defesa Civil tem 20 profissionaisfixos e pelo menos 120 voluntários, quepodem ser convocados a qualquer momento.Todos são treinados para diversastarefas, do combate a incêndios aosprimeiros socorros a vítimas de enchentes.É o caso de Marcos Weber dos Santos,32 anos, que mora em Santana.No início do ano, Weber pegou cordase equipamentos e enfrentou a correntezado Rio Buquira para salvar daenchente algumas famílias e móveis.“Graças a Deus deu tudo certo”, comemorao ajudante de serviços gerais, quehá 15 anos é voluntário. “É gratificanteajudar o próximo e saber que estou colaborandocom a população.”Em 2010, a Defesa Civil realizou 3.900atendimentos. Foram casos de queimadas,deslizamentos de terra, quedas demuros, socorro retirada de famílias deáreas de risco. Além disso, foram distribuídascartilhas e folhetos para orientara população.Defesa Civil está pronta paraapoiar e orientar a comunidadesobre a temporada de chuvasAgentes e voluntáriosem ação durantea enchente doRio BuquiraPREVINA-SEAntes que chova• Mantenha oquintal limpo,não deixe objetossoltos nem entulho• Limpe calhas,tubos e ralos paranão entupirRaios e trovões• Desligue oseletrodomésticosdas tomadas• Fique longedas janelas• Evite usaro telefone fixoou celular• Recolha eproteja os animais• Não fiqueembaixo deárvores, cercasde arame ourede elétrica• Mantenha osvidros do carrofechados e pareem local alto• Em área ampla eaberta há perigode raios. Procureabrigo seguroCom chuva forte• Verifique sealgum vizinhoprecisa de ajuda• Se for necessário,chame aDefesa Civil190Este é o telefoneda Defesa CivilInformativo mensal da Prefeitura de São José dos Campos | Editado pela Secretaria de Governo | Coordenação editorial eimagens: Departamento de Comunicação Social | Jornalista responsável: Andréa Martins | Cartas: Rua José de Alencar 123Vila Santa Luzia | CEP 12209-530 – São José dos Campos - SP | Telefone: 55 (12) 3947-8235 |E-mail: jornaldacidade@sjc.sp.gov.br | www.sjc.sp.gov.br


3 | Jornal da Cidade | dezembro de 2010MAIS 50 FISCAIS E 30 GUARDASa cidade é suaA cidade terá mais 50 fiscais de posturas e estética urbanae 30 guardas civis municipais a partir de janeiro de 2011. Osnovos fiscais estão sendo treinados e os guardas já passarampor avaliação física, médica e psicológica.‘“Achei uma maneirainteligente e criativada Prefeitura conheceros problemasde cada região.”Celina Maria Lino,58 anos, moradorada zona leste.As audiênciassão mensais edivulgadas porfolhetos elíderes locais‘“É a oportunidadeque os moradores têmde falar com o prefeito,pedir melhorias e maisqualidade de vida”.Maria Madalenade Oliveira Macedo, 49anos, dona de casa.Participar é precisoGente, se o que falta é umlocal, o que vocês acham de sairmostodos daqui com o compromissode encontrar uma área eindicar para a prefeitura construira Casa do Idoso aqui nazona Norte? A proposta de umdos 320 participantes da audiênciapública realizada na EscolaMunicipal Vera Lúcia CarnevalliBarreto foi aplaudida pela plateiae, de imediato, aceita peloprefeito e pelos secretários municipais.Naquela noite, os moradoressouberam que o projeto daCasa do Idoso estava adiantadoe os recursos garantidos. Mas emSantana não havia uma área central,com 5 mil metros quadrados,para ser desapropriada e recebera obra. Em pouco tempo, conversandoe trocando informações,os moradores sugeriram algumasáreas. A Prefeitura, depois, avaliouas sugestões e iniciou a desapropriação– a obra vai sair logo.As audiências públicas organizadaspela Prefeitura vêmacontecendo em todas as regiõesda cidade e são para isto:obter a participação da comunidadena solução dos problemaslocais. São reuniões de trabalhode moradores e lideranças locaiscom o prefeito e todos ossecretários municipais. Com diae hora marcados, são anunciadaspreviamente e duram duasGoverno promoveaudiências públicaspara ouvir moradores,colhe sugestões eresolve problemas nosbairros da cidadeJá foram realizadasaudiências públicasnas regiões:Putim / São JudasTadeuParque Industrial /Vale do SolGalo Branco /Eugênio de MeloVila IndustrialJardim da GranjaVila LetôniaSantanaJardim Morumbihoras, para que o encontro sejaprodutivo e não canse os participantes.Não há discursos e todos podemfazer perguntas ao prefeitoe aos secretários, que, ao final,ficam à disposição dos moradorespara trocar informações,pelo tempo que for necessário.Somente na reunião de Santana,foram feitas 184 perguntas - agrande maioria, com resposta nahora, outras nos dias seguintes,por telefone.As audiências públicas sãopara o governo levantar os problemase a comunidade cobrarsoluções. É como pensa a comercianteRosana de Cássia OliveiraRodrigues, 36 anos, moradora daVila Cristina. “Muita gente nãotem como ir até a Prefeitura parareivindicar, por isso essas audiênciassão uma grande ideia.”Para o diretor de RelaçõesComunitárias da Prefeitura, oobjetivo vem sendo alcançado.“Cada cantinho da cidade teráchance de reivindicar diretamenteaos gestores públicos.”Ele lembra que, durante algumasaudiências, o governo já alteroudecisões anteriores e mudouprojetos, porque concluiu quea proposta dos moradores eramelhor. “As audiências são prioritáriase essenciais para o governo”- conclui.‘“Aqui, perguntamos,ouvimos explicaçõese ficamos sabendo dasações que programadaspara nosso bairro.É bem interessante.”Raimundo Ramosda Costa, aposentado,Altos do Caeté.‘“Achei muito interessanteo prefeito e secretáriosconversarem coma população. Temosmuitos problemas,mas a audiência abrea possibilidadede resolvê-los.”Alex Douglas Cursino ,20 anos , DJAnoteAudiências são mensais e reúnemmoradores dos bairros próximosAs audiências públicas são realizadasuma vez por mês e divulgadas previamentenos bairros a que se destinam. Em geral,procuram envolver moradores de bairrospróximos. A Prefeitura distribui folhetosinformando data, hora e local do encontro emobiliza as lideranças locais e associaçõesde bairros, visando a obter comparecimentoexpressivo da população.


4 | Jornal da Cidade | dezembro de 2010PROGEO VAI FORMAR MAIS 1.260 PROFISSIONAISnossa cidadeA partir de janeiro, 1.260 alunos serão qualificados como assistentes nasáreas de administração, recursos humanos, contabilidade e logística, emcursos gratuitos certificados pelo Senai. Em 2009, o Programa de Geração deOportunidades (Progeo) formou 530 profissionais para a construção civil.TOME NOTAPrazo para pagaro IPTU 2010termina dia 20A Secretaria da Fazenda estáenviando cerca 48 mil cartasde cobrança amigável dedébitos do IPTU e Taxa deColeta de Lixo de 2010. Coma carta, o contribuinte recebeum boleto que pode ser pagoaté o dia 20 de dezembro emqualquer agência bancária oucasa lotérica. Os débitos quenão forem pagos agora serãoinscritos na dívida ativa e terãocorreção monetária a partir de1° de janeiro de 2011. O totalde débitos em cobrança chegaa R$ 31 milhões e incluemmulta de 3% pelo atraso nopagamento e juro de 1% aomês, computado desde ovencimento de cada parcela.Projeto Verãosegue atémarço em 12piscinas públicasO Projeto Verão começou emdezembro e vai até marçoem 12 piscinas públicas. Asatividades são aos sábados edomingos. Podem participarpessoas de todas as idades.Crianças com menos de 7 anosdevem estar com os pais ouresponsáveis. É só comparecerem traje de banho a um doslocais, fazer ficha de inscrição einspeção de pele. Depois é sóse divertir na água. 243Apicultoresterão apoio paraproduzir e venderOs apicultores assistidos peloPrograma de DesenvolvimentoRural (Proder) terão consultoriaespecializada para aumentara produtividade e vender aprodução. Um engenheiroagrônomo da Secretaria deDesenvolvimento Econômicoatenderá produtores deEugênio de Melo e SãoFrancisco Xavier que fizeram ocurso de apicultura oferecidopela Prefeitura. O programaoferecerá suporte à produçãode mel, própolis e pólen, alémde orientar o escoamento dosprodutos.Empreender tambémse aprende na escolaEstudantes de São José criam projetos e sonham tersucesso no mercado e montar as próprias empresasComente esta notíciajornaldacidade@sjc.sp.gov.brNa maioria, eles têm 14 anos, andamem grupo, ficam agitados quando há algumanovidade e agora têm um sonhocomum: crescer profissionalmente. Mas,foi em clima de festa que o grupo de alunosda Escola Municipal Áurea CantinhoRodrigues foi para o pátio posar parafotos. Afinal, conquistaram o primeiro lugarentre os projetos em nível de ensinofundamental apresentados na 8ª Feirado Jovem Empreendedor, realizada emoutubro, no Parque Tecnológico de SãoJosé dos Campos.“No começo foi difícil, e o primeiro desafiofoi fazer o grupo ficar quieto duranteas reuniões de trabalho”, lembra RafaelMenezes Santana, presidente da empresafictícia montada para desenvolver umaalternativa de abastecer telefones celularescom energia solar. Aos poucos, foramse envolvendo, ganhando responsabilidade,e agora sonham em aperfeiçoar oproduto e conquistar o mercado.O aparelho foi batizado de Solular eestá inscrito no Lajoe, o Laboratório doJovem Empreendedor, mantido pela Secretariade Educação no Centro de EducaçãoEmpreendedora (Cedemp). Lá, osprojetos que se destacaram na Feira ficarãoincubados. No ano que vem, seus idealizadoresserão orientados sobre comomontar um plano de negócios e definira estratégia para aprimorar o produto eapresentá-lo a possíveis investidores.Números da Feira doJovem Empreendedor120 mil visitantes16 estados enviaram delegações600 atividades em cinco dias120 projetos de alunosPerspectiva semelhante têm os alunosdo Cephas (Centro de Educação ProfissionalHélio Augusto de Souza), que ficaramcom o primeiro lugar entre os projetosdo ensino médio. Lucas Oliveira deSouza estava entre os quatro que criaramo Extra Tan, que pretende desenvolveruma tecnologia de uso da casca de eucaliptocomo agente natural no processo detratamento da água.“Trata-se de um sistema de baixo custoe grandes benefícios”, conta Lucas. Pertoda realização da Feira, o grupo dedicoumuitos dias inteiros para finalizar o projeto.“Foi um ano de muito trabalho até oresultado final, por isto nos emocionamostanto com a premiação”. Agora, o grupoparte para novos desafios: quer participarde outras feiras e conquistar o mercado.O começo parece promissor. O projetofoi apresentado ao Sebrae, que estáacompanhando o trabalho dos alunos noCephas. A ideia da entidade é conseguirapoio de parceiros para incluir o Extra-Tan numa incubadora de negócios, umaagência especializada em abrigar projetosnascentes e com potencial de mercado.Logo, o projeto poderá estar ao alcancede investidores.Estádio Martins Pereirapassa por manutençãoOS VENCEDORES• Nível Fundamental1° lugar: Solular, daEscola Municipal ÁureaCantinho - celular combateria solar.2° lugar: Fabricar, daEscola Municipal JacyraBaracho - carrinho desupermercado comdivisórias para separaros produtos e conservaralimentos gelados.3° lugar: Baby Trocar,da Escola MunicipalGeraldo de Almeida -carrinho de bebê comtrocador.• Nível Médio1° lugar: Extra Tan, doCephas - tratamentode água com casca deeucalipto2° lugar: Manimal, daEscola Estadual JorgeBarbosa – sensores paraabertura automáticade comedouros paraanimais domésticos.3° lugar: Qualit, doInstituto de DesenvolvimentoEducacional(Idea) – terceirizaçãode produtos depanificação.trabalhos foramincluídos na Cápsulado Tempo, que seráaberta quando acidade fizer 300 anosUm conjunto de obras realizadas pela Urbam está preparandoo Estádio Martins Pereira para os campeonatos de futebolprofissional e feminino de 2011. Foram instaladas 16 câmeras desegurança, nova iluminação com mais oito luminárias, que têma potência ampliada em mais 16 mil watts. A grama tambémfoi recuperada. Os vestiários e corredores de acesso ao camporeceberam pintura e as arquibancadas agora têm corrimão. Oestádio receberá jogos da Copa São Paulo e o CampeonatoPaulista de Futebol.


7 | Jornal da Cidade | dezembro de 2010EMPRESAS INVESTIRAM US$ 737 MILHÕESEm 2009, foram anunciados investimentos em São José dosCampos que somam US$ 737,14 milhões, segundo a FundaçãoSeade. Os destaques foram a Vale Soluções de Energia, queinvestiu US$ 494,5 milhões, e a Revap, com US$ 160,6 milhões.s Tempos“A revitalização do centroficou mais fácil com a Lei deZoenamento e será muitoimportante para a cidade;vai trazer melhorias para ocomércio e, principalmente,mais conforto aosconsumidores”.Mário Abdo, 44 anos,economista, centro“A Lei de Zoneamento énecessária e foi uma boainiciativa da Prefeitura. Bastaolhar o Jardim Aquarius,que dá para imaginar osproblemas da região, comorede de esgoto saturada,falta de estacionamento...”Fábio Machado, 34 anos,fotógrafo, Jardim AméricaForamrealizadas13audiências para debatera Lei de Zoneamentoem todas as regiõesda cidadeÁlvaro viveu vinte anos no Riode Janeiro e lamenta os males causadosà Cidade Maravilhosa pelocrescimento sem controle. Tem lugaresque se encheram de prédiosenormes, as ruas ficam para semprena sombra, o sol não entra nosapartamentos. “Copacabana foi fechadapor um paredão de concreto,e esse é um exemplo que nós nãopodemos deixar que se repita emSão José.”É justamente para controlar eorientar a expansão das cidadesque os Municípios criam Plano Diretore Lei de Zoneamento. Essasleis estabelecem limites para o usodo solo urbano, criam zonas residenciais,comerciais, industriais emistas, além de reservar determinadasáreas para futura utilização,conforme as necessidades e o ritmode crescimento.Em São José, a Lei de Zoneamento,elaborada pela Prefeiturae aprovada pela Câmara Municipal,está em vigor desde agostode 2010. Nela estão normas queorientam a expansão da cidade, incentivama ocupação ordenada deáreas vazias e especificam os tiposde empreendimentos adequadospara cada uma – estabelecem, porexemplo, controles para que oficinasbarulhentas ou poluidoras nãose instalem perto de residências.A Lei reserva áreas da cidadepara a expansão industrial, facilitao uso de outras em diversos bairrospara loteamentos e construçãode prédios. Proíbe obras em áreasde preservação natural, em áreasverdes, próximas de mananciais ouao lado de córregos e rios, e aindadetermina recuos nas margens deruas e avenidas para reservar áreaspara futura ampliação da via. Ondea urbanização está consolidada, elalimita a altura dos edifícios ao máximode 15 andares e determina quehaja mais espaço entre eles, parapermitir a entrada do sol e a passagemdos ventos, arejando o local.• PENSE NISTOUma cidade comos pés no chão e acabeça no futuroForam dois anos de trabalho duro egrande dedicação da equipe da Secretariade Planejamento Urbano, empenhadaem avaliar a situação atual da cidadee planejar ações para os próximosanos. O objetivo foi o de juntar numa leias melhores propostas para a São Josédo futuro.A recompensa desse esforço virá,sem dúvida, porque a nova Lei de Zoneamentoatende aos interesses e expectativasde diversos setores da sociedadee garante uma norma capaz de orientare sustentar o crescimento da cidade pelospróximos vinte ou trinta anos.A lei, amplamente discutida e aprovadapela Câmara Municipal, traz a contribuiçãode todos aqueles que quiseramfalar, sugerir e participar. Comunidadese organizações foram consultadas e aPrefeitura procurou debater e compreenderos anseios dos moradores.Inúmeras questões foram levantadas.Quem é que vive na região centralda cidade e quer mais prédios de 30 andaresao lado, na frente ou no fundo doseu quintal? Quem não gostaria de evitarruas e avenidas congestionadas aosair de casa e dirigir-se ao trabalho? Oque fazer do centro antigo, com as áreasconsolidadas e os bairros nascentes?Tudo foi visto com muita atenção.Afinal, é preciso equilibrar a construçãode novos bairros e edifícios, valorizaro que existe, não permitir quenovas edificações e atividades prejudiquemas existentes. Quanto ao centro,é urgente revitalizar aquela área ricaem história e cultura, e isto começa aser feito logo, em conjunto com moradorese comerciantes, com um projetoque será orgulho da cidade.A grande questão, respondida poresta lei, não era sobre o quanto, mascomo a cidade deve crescer. A economiaé dinâmica, a população empreendedorae há espaço urbano suficientepara a cidade crescer ordenadamente,sem apertos, sem desgaste, sem perdera qualidade de vida, com mais asáreas verdes, mobilidade e sossego.Houve divergências, é certo. Mas acidade, por consenso, optou por umaforma segura e ordenada de continuaratraindo investimentos públicos e privados,obras e projetos de infraestrutura,empreendimentos de porte e serviçosde qualidade. Para o bem de todos, estáé uma cidade em movimento constante,e a São José dos Novos tempos seráainda melhor para todos.


8 | Jornal da Cidade | dezembro de 2010nossa cidadeEMOÇÃO NA MOSTRA DE ARTE DO INTEGRAEmocionadas, cerca de 300 pessoas assistiram o espetáculo “O melhor de cadapessoa: a arte sem barreiras”, realizado pelo Centro de Integração da Pessoacom Deficiência (Integra). No teatro do Sesi, 117 assistidos pelo programaapresentaram-se com expressão corporal, ópera, tango, coral e dança.4.000Pessoas participam doscursos do Prodec, por anoO Prodec entregou800certificados de conclusãode cursos neste anoFale com o Prodec3922-2299 (coordenação)Porta de entradaFabrício Araújo mal concluiuo ensino fundamental ecomeçou a buscar trabalho,mas não teve muita sorte. Aos23 anos, desempregado, rodavaempresas em busca devaga e não via perspectivas.Um dia, ficou sabendo queo Prodec estava oferecendoum curso de cabeleireiro naunidade do Alto da Ponte.“Essa era a oportunidade queeu precisava para encontraruma profissão”, disse ele.Em quatro meses de aulaspráticas, Fabrício aprendeua profissão. Conquistou seulugar no mercado e ganha osuficiente para manter a família.Trabalha num salão noAlto da Ponte e está formandoclientela própria. Comoele, muitas pessoas de baixarenda e baixa escolaridadetêm a oportunidade de obtercapacitação profissionale melhorar suas chances nomercado de trabalho.É o caso de José Élio Barbosa,de 57 anos, que vivia debicos, de trabalhos informais.Há pouco mais de um ano,ingressou no programa BolsaAuxílio Qualificação (BAQ) ejá fez três cursos pelo Prodec:auxiliar de desenvolvimentopessoal, informática básica eauxiliar administrativo.Como não tem o ensinofundamental, foi encaminhadopara o programa Caminhodo Saber, que começou nesteano e permite a elevação deDesempregados combaixa escolaridaderecorrem ao Prodec,aprendem profissõese voltam ao mercadode trabalhoFabrício é cabeleireirono Alto da Ponte e jáforma clientela própriaOs cursos do Prodec• Técnicas de vendas no varejoe nas empresas• Camareira• Açougueiro• Garçom e bartender• Padeiro, confeiteiro e pizzaioloescolaridade dos bolsistas.“Está sendo muito boa a experiênciade voltar a estudar,ter contato com outras pessoase conhecer coisas novas”,diz ele.José Élio pode ficar noBAQ por até dois anos, poisessa é uma exigência do programapara permitir acessode outros desempregados.Quando sair, ele garante queestará apto a buscar umavaga de trabalho. “Sei queenfrento a barreira da idade,mas com qualificação ficamuito mais fácil”, conclui.• Serviços domésticos• Técnicas de atendimento de segurançaem condomínios• Técnicas secretariais• Cabeleireiro, manicure e pedicure• InglêsJosé Élio já fez três cursosno Prodec e, como bolsista,atua na PrefeituraPrograma oferece4 mil vagas por anoA Prefeitura de São José dos Campos oferece,por meio das oito unidades do Prodec, cerca de 4mil vagas em cursos de capacitação profissional eelevação de escolaridade para desempregados epessoas de baixa renda.Metade das vagas é para desempregados quese tornam bolsistas do Programa Bolsa Auxílio Qualificação(BAQ). Outras duas mil vagas são oferecidasgratuitamente à comunidade. O Prodec englobaos programas Qualifica (Programa de QualificaçãoProfissional) e Caminho do Saber, sob coordenaçãoda Secretaria de Desenvolvimento Social.O Qualifica oferece cursos gratuitos em parceriacom o Senac, Icbeu (Instituto Cultural Brasil-EstadosUnidos), Fundhas e Avape (Associação para Valorizaçãode Pessoas com Deficiência), nas áreas deadministração e negócios, desenvolvimento social,gastronomia, nutrição, hotelaria e serviços.Já o Caminho do Saber se destina à elevação deescolaridade, é aplicado por meio de telecurso supletivooferecido pelo Senai e atende bolsistas quenão concluíram o ensino fundamental.• Informática• Manutenção de computadores• Auxiliar administrativo• Desenvolvimento profissional eatendimento ao cliente• Gestão de pequenos negócios


10 | Jornal da Cidade | dezembro de 2010MAIS TRÊS MEDALHAS DE OURO PARA SÃO JOSÉnossa cidadeOs pugilistas da equipe de São José, Julião Neto, Robenilson Vieira e RobsonConceição conquistaram medalha de ouro em suas categorias, competindocom boxeadores de seis países no Torneio das Estrelas, em Mogi das Cruzes.O Brasil foi campeão, Argentina vice e a Suécia, terceiro lugar.Maquete virtualda Arena Municipalde EsportesAlto desempenhoComente esta notíciajornaldacidade@sjc.sp.gov.brA construção em São José da maismoderna arena multiuso da regiãovai colocar a cidade no circuito dasmais importantes competições nacionaise internacionais de diversasmodalidades esportivas. A Arena Municipal,anunciada pela Prefeitura emnovembro, será destinada à práticade esportes de alto rendimento e dotadade equipamentos e instalaçõesde última geração.Ela será construída numa área dequase 52 mil metros quadrados localizadana Via Oeste, no entroncamentodas ruas Campos Elísios e WinstonChurchill, no Jardim das Indústriascomcapacidade para 4.400 pessoas.A licitação da obra está em andamentoe prevê investimento máximo daordem de R$ 35 milhões, com prazode doze meses para a realização.“A cidade é referência no estado eno país em diversos esportes, e precisade um grande espaço como este”,diz Régis Marrelli, técnico da equipede basquete joseense, atual campeãpaulista. Ele lembra que cidades menores,como Franca, têm apenas umamodalidade como referência, maspossuem ginásios para abrigar grandeseventos. “A Arena Municipal seráCidade terá a maismoderna Arenaesportiva da regiãoe entrará nocircuito das grandescompetiçõesRégis Marrelli,técnicoda equipede basquetede São Joséum grande presente para os torcedorese para as equipes da cidade”,comemora o técnico.A obra é parte da política públicaque priorizou a construção deequipamentos destinados à práticaesportiva e à formação de atletasem todas as regiões da cidade.Como os centros poliesportivos,voltados para o esporte comunitário.A Arena também vai fortalecero esporte local e as atividades deiniciação esportiva desenvolvidaspela Secretaria de Esportes e Lazer.A torcedora Cinthia Mendes, doParque Industrial, na região sul dacidade, também gostou da notícia.Para ela, mais torcedores poderãoprestigiar os jogos das equipes dacidade. “Dará gosto levar minha filhapara assistir a equipe de vôlei,que ela tanto gosta”.O acesso será por meio de cincoportarias, com rampa para pessoascom deficiência e catracaseletrônicas integradas a sistemasinformatizados, que possibilitarãovenda de ingressos pela internet.O estacionamento terá vagas para739 veículos. No centro da quadramultiuso, haverá um painel dequatro faces com o placar eletrônicovisto de qualquer ponto daArena.Rampas e dois elevadores levarãoàs cadeiras numeradas e aopiso superior, onde ficarão as salasde imprensa e os camarotes. Umsistema de comunicação modernopermitirá transmitir voz, dados eimagens, e terá pontos de acessoà internet por rede sem fio. O monitoramentoda Arena será feitocom tecnologia digital para gravaçãode imagens externas e nasarquibancadas e acionamento dealarmes.Números da ArenaMunicipal de Esportes• Área total: 51.971 m²• Área construída: 10.213 m²• Pavimento Térreo: 6.753,00 m²• Capacidade: 4.400 pessoas• Estacionamento: 739 vagas• Portarias: 5• Elevadores: 2• Valor: R$ 35.432.879,91• Prazo de conclusão: 12 mesesAlgumascaracterísticas da Arena• Quadra esportiva multiuso• Vestiários, galerias de troféus• Arquibancada comcadeiras numeradas• Salas de imprensa,rádio e televisão• Camarotes e setoresadministrativos• Placar Eletrônicode quatro faces• Sonorização em todosos ambientes• Visitação virtual de todaa arena por meio digital• Monitoramento interno eexterno por câmeras• Reutilização de águasservidas e pluviais


12 | Jornal da Cidade | dezembro de 2010PERFILgente daquiNILTON RENNÓO joseense que encontrouágua no planeta MarteNilton RennóFilho de Neie Magdalena RennóNasceu emSantana, em 1959Casado com MariaCarmenDoutor emCiências EspaciaisTrabalha na Nasae na Universidadede MichiganPlanadorese vôo a vela sãoo seu prazerNilton Rennó sempre estudou emescola pública, era um craque em físicae matemática e nunca deixou de seguira própria receita de sucesso: trabalharmuito e fazer aquilo que gosta.Por isso estava sempre voando, gostavade avião, de montar aeromodelos,voar em planadores, conhecer lugares,experimentar coisas e sensações novas.É também por prazer que agoraestá com a cabeça nos planetas, ocupadoem conhecer outros mundos.Joseense da gema, 51 anos, ele éum dos mais importantes cientistas domundo. Professor de Ciências Planetáriasna Universidade Michigan, nosEstados Unidos, desde 2001, ele coordenaum grupo de 20 cientistas daNasa responsável pelo envio da sondaespacial Phoenix ao planeta Marte. EstudouJúpiter e Urano, está empenhadoem pesquisar Marte e quer estudarTitã, uma das luas de Júpiter. Ele é oautor das pesquisas que comprovaramdefinitivamente a existência deágua em Marte.Nilton nasceu no Hospital Pio XII,filho de Ney e Magdalena de OliveiraRennó, que sempre moraram na AvenidaRui Barbosa, em Santana. A avóera professora primária em São José –Rennómostraa fotoda avóVeraBabo deOliveiracomo também a mãe e as tias – e foihomenageada pela cidade com a colocaçãode seu nome na denominaçãoda Escola Municipal Vera Babo de Oliveira,no Jardim Altos de Santana. Temdois irmãos e três irmãs.Vive há vinte anos nos EstadosUnidos, em Ann Arbor, no estado doMichigan, “onde faz um frio do cão”.É casado com a professora de CiênciaPolítica Maria Carmen e tem umfilho, Lucas. A família vem a São Josépelo menos uma vez por ano e Niltonroda mundo mostrando suas pesquisas.“Em todo lugar que vou, tenho omaior orgulho de dizer que nasci emSão José, que sou da terra do avião eda Embraer”.A mãe, dona Magdalena, contaque Nilton foi um garoto brincalhãoe dedicado a compreender o funcionamentodas coisas. “Desmontava emontava várias vezes os presentesque ganhava; misturava peças, criavabrinquedos novos.” Desde 12 anosconstruía aeromodelos, aos 14 montouo primeiro planador. Tornou-seinstrutor de aeromodelismo e disputoucampeonatos nacionais e internacionaisde voo a vela.Nilton sempre estudou em escolaspúblicas. O infantil foi na escolinhaparoquial de Santana e o fundamentalna Escola Estadual José Mariotto Ferreira,que funciona no Departamentode Ciência e Tecnologia Aeroespacial(DCTA). “Quando fiz vestibular na Unicamp,gabaritei em matemática e física,e fiz um bom curso de engenhariacivil”, conta o cientista.“A gente queria que ele construísseum predinho para toda a famíliamorar” – conta dona Magdalena –mas o caminho dele já estava escritonas estrelas. Durante um campeonatomundial de voo a vela na França, Niltonvisitou a Feira Aeroespacial de LeBourget, e ali começou a se interessarpor ciências espaciais. Até o mestradoem Meteorologia no Inpe, só queriaentender a atmosfera para melhorarseu desempenho com os planadores.Nilton escreveu ao Instituto deTecnologia de Massachusetts, nos EstadosUnidos, candidatando-se a umavaga para doutorado em Ciências Espaciais.“Acho que eles me aceitarampor causa do meu perfil, pela formacomo eu encaro a vida, o trabalho e aciência”, reflete. Claro que, com a carta,ele enviou um estudo no qual desenvolveas teorias matemáticas queexplicam a ocorrência dos redemoinhos.Simples, assim.No momento, o projeto de NiltonRennó é dar uma geral em Marte. “Quemsabe agora a gente encontre uma bactériamarciana ou um rastro dela”, o queseria prova definitiva de alguma formade vida no planeta vermelho.Também anda escrevendo poesias,e algumas viraram música nas mãosdo primo, o compositor Carlos Rennó(autor de Escrito nas Estrelas, vencedorado Festival Internacional da Canção).Algumas composições da duplasão uma espécie de trilha sonora paraas descobertas do cientista e expressama consciência cósmica de ambos.“Tenho o maior orgulho de dizer que nasci em São José”Nilton Rennó

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