FORMA CONTEÚDO

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FORMA&CONTEÚDORevista da Secretaria Nacional de Formaçãonº 15 – Outubro/2011A Formação Sindicalde Norte a Sul


íNdiCeApresentação ...............................................................03A Política Nacional de Formação da CUTno contexto atual da disputa de Hegemonia ............04A Política Nacional de Formação nas Regiões .........07Escola de Formação SindicalChico Mendes na Amazônia .......................................08Formação Sindical na CUT Amazonas ...................10Formação Sindical nas CUTs Acre e Rondônia. ....12Formação Sindical na CUT Amapá .........................13Formação Sindical na CUT Pará .............................15Formação Sindical na CUT Roraima ......................18Escola Sindical Marise Paiva de Moraisda CUT no Nordeste ....................................................19Formação Sindical na CUT Alagoas .......................21Formação Sindical na CUT Bahia ...........................23Formação Sindical na CUT Ceará ...........................25Formação Sindical na CUT Maranhão ....................26Formação Sindical na CUT Paraíba ........................27Formação Sindical na CUT Pernambuco ...............28Formação Sindical na CUT Piauí ............................29Formação Sindical na CUT Rio Grande do Norte ..30Formação Sindical na CUT Sergipe ........................31Formação Sindical como um dosFundamentos Estratégicos da Ação da CUT ............32Escola de Formação Sindical da CUTApolônio de Carvalho – Centro Oeste .......................34Formação Sindical na CUT Goiás ...........................39Formação Sindical na CUT Mato Grosso do Sul ...40Formação Sindical na CUT Mato Grosso ...............41Formação Sindical na CUT Tocantins ....................42Formação Sindical na CUT Distrito Federal ..........43Escola de Formação Sindical da CUT7 de Outubro – Região Sudeste 1 ..............................44Formação Sindical na CUT Espírito Santo ............46Formação Sindical na CUT Minas Gerais ..............47Formação Sindical na CUT Rio de janeiro ............48Escola de Formação SindicalSão Paulo CUT – Região Sudeste 2 ...........................49Formação Sindical na CUT São Paulo ...................52Escola Sul de Formação Sindical Região Sul .......53Formação Sindical na CUT Paraná .........................56Formação Sindical na CUT Rio Grande do Sul .....57Formação Sindical na CUT Santa Catarina ............58Entrevista .....................................................................60Investir na formação para avançar à esquerdae melhor representar os trabalhadores .....................62Depoimentos ................................................................63A Solidariedade Internacional,a Atuação da CUT e a Formação Sindical .................64Depoimentos ................................................................67Publicações..................................................................68Os resultados decorrentes das ações formativas que apresentamos neste número de Forma &Conteúdo, só foi possível graças ao compromisso e envolvimento do conjunto de dirigentes/educadores e militantes, secretários(as) de formação sindical, coordenações das escolassindicais da CUT e educadores(as), homens e mulheres da Rede Nacional de Formação.


APReseNTAçãoA revista Forma & Conteúdo historicamente tem sido um instrumento parafomentar a refl exão sobre temas e desafi os da formação sindical, bem comoum espaço de socialização das diferentes experiências desenvolvidas pelasSecretarias de Formação das CUTs Estaduais, das Confederações e dasEscolas Sindicais da CUT.Neste número, buscamos apresentar para o conjunto das direções umretorno dos investimentos que vêm sendo feitos nos últimos anos, atravésdo PAS Formação, pela atual gestão – 2009/2012 na Política Nacional deFormação da nossa Central.Construído a partir de um amplo debate no âmbito da Rede Nacionalde Formação e legitimado por deliberação da Direção Executiva Nacional,o Programa Nacional de Formação de Dirigentes e Formadores vempossibilitando a um número expressivo de dirigentes/militantes o acesso a umprocesso inicial e continuado de formação sindical fortemente caracterizadopor uma concepção metodológica que tem como fundamento o projeto políticoideológicoda CUT de disputa de hegemonia na sociedade e no movimentosindical nacional e internacional.Abordamos nas páginas seguintes os fundamentos atuais da estratégia daPolítica Nacional de formação, buscando enfatizar a sua relação com a estratégiade ação da própria CUT, e como as dimensões políticas e ideológicas permeiamas abordagens e as intencionalidades dos percursos formativos propostos.Trazemos o conjunto das experiências desenvolvidas e/ou que contaramcom a participação efetiva das Escolas Sindicais da CUT, das Secretarias deFormação das CUTs Estaduais e dos Ramos/Confederações, tendo clareza deque ainda temos um caminho enorme a trilhar no que tange à maior articulaçãoentre as dimensões da formação classista mais geral com a formação especifi caofertada pelas instâncias da estrutura vertical.Em entrevista com o Presidente da CUT, companheiro Artur, dialogamossobre o papel e os desafi os da Formação Sindical no atual contexto dosindicalismo brasileiro, durante a qual este expressou também sua visão sobrea atual estratégia da formação sindical CUTista. Contamos, fi nalmente, com ascontribuições do companheiro Wagner, Secretário de Administração e Finançasda CUT, que escreve sobre a importância dos investimentos na formaçãosindical e do companheiro João Felício que aporta o papel da formação sindicalno atual contexto da atuação da CUT no âmbito do Sindicalismo Internacional.Como forma de atestar os acertos e os limites do que estamos fazendo, fomosbuscar alguns depoimentos de dirigentes sindicais que têm participado ativamentede processos formativos ou nos espaços de gestão da Rede de formação, a fimde percebermos alguns dos impactos da ação formativa realizada.Esperamos assim fomentar o debate sobre a formação sindical da nossaCentral Sindical em todas as suas instâncias.BOA LEITURAjosé Celestino LourençoSecretário Nacional de Formação3


A Política Nacional de Formação da CUT nocontexto atual da disputa de HegemoniaA Central Única dos Trabalhadores(CUT), desde a sua origem, tem comohorizonte a superação das relaçõescapitalistas de produção, baseada nacompreensão de que sem esta premissanão será possível a verdadeiraemancipação da classe trabalhadora.Consoante com esta perspectiva histórica,o 10º CONCUT em 2009 apontouque “a crise atual permite que questionemoscom mais intensidade os pilaresda dominação capitalista. Sua superaçãodeve resultar da construção de ummodelo alternativo, democrático e popularcom horizontes transitórios para asociedade socialista”.O 10º CONCUT apontou ainda,como condição para avançarmos noprocesso de questionamento às basesfundantes do capitalismo, em umcenário de aprofundamento da criseinternacional, combinado ao processode enfrentamento político e ideológicocom a direita brasileira, a necessidadede “construção de um futuro de conquistasde direitos, de consolidaçãoda democracia e, sobretudo, de desenvolvimentosustentável e soberanopara todos e todas”. Tal processo deconstrução, segundo suas resoluções,deveria se balizar em 2 (dois) eixos estratégicosde atuação da CUT:a) Enfrentamento da crise, organizandoa transição para um modelode desenvolvimento com adefesa imediata dos empregos,da renda e dos direitos, e a consolidaçãode um Estado Democrático;Foi no contexto das Resoluções do10º CONCUT que a Direção ExecutivaNacional realizou o planejamento estratégicopara a gestão 2009 – 2012,definindo 3 (três) eixos orientadoresda ação da CUT no período:EIXO 1: Disputar a hegemonia nasociedade por meio do Projeto CUTistade Desenvolvimento.EIXO 2: Fortalecimento do ProjetoSindical CUTista no Brasil e no Mundo.EIXO 3: Potencializar a GestãoParticipativa, Democrática e Eficiente.Portanto, todas as prioridades definidaspela Executiva Nacional orientadaspor tais eixos neste período, buscarame buscam responder aos grandesdesafios da CUT, decorrentes dastransformações nos campos da economia,das políticas sociais, das relaçõesde trabalho e da organização sindical.Neste sentido, as prioridades quevêm orientando o conjunto de açõesda CUT têm sido fundamentais nasformulações e intervenções da Centralem dois espaços de disputa:Análise decenários eatoresProjetoestratégico● O espaço de disputa no âmbitodo Estado e da Sociedade● O espaço de disputa no âmbito dasrelações entre capital e trabalho.Evidentemente, em que pesemas especificidades de cada um destesespaços, estes não estão desvinculadosum do outro. A intervençãoconsistente em um destes espaçosinfluencia diretamente o processo dedisputa no outro. Por esta razão é quenão se pode conceber o processo dedisputa por um novo padrão de relaçõesde trabalho fora do contexto doprocesso de disputa por um novo modelode desenvolvimento sustentávele vice-versa.Compreender esta complexa relaçãoé fundamental para que se percebaque, quando se fala em DISPUTADE HEGEMONIA, coloca-se o pressupostoda necessária compreensão darealidade em seu todo para, a partir deanálises consistentes, se definirem estratégiasde intervenção que envolvamformulações sobre:Política deAliançasb) Atualização e fortalecimento doprojeto sindical CUTista, comampliação da base de representaçãoda CUT para a disputa dehegemonia.Negociação eContrataçãoMobilizaçãoe lutas4


Em uma concepção gramsciana,hegemonia pressupõe “poder legitimado”por outros atores que se reconhecemcomo signatários de umdeterminado projeto político proposto.Quanto maior a representatividade doproponente, maior a legitimidade doque propõe. E, quanto maiores a representatividadee a legitimidade doproponente e da sua proposta, maioré a possibilidade de acumular forçasvisando alterar a hegemonia do seuoponente.No que tange à disputa por umnovo modelo de desenvolvimento queseja ambientalmente sustentável,socialmente equitativo e geopoliticamenteequilibrado, no qual se insereo desafi o da conquista de um novopadrão de relações de trabalho e organizaçãosindical, combinar a lutapor maior distribuição de renda coma crítica consistente à divisão socialdo trabalho, denota uma clara compreensãode que, em uma sociedadesustentada pelos valores capitalistasde dominação, subordinação e competição,do lucro e das desigualdades,a classe trabalhadora tem queser portadora de princípios e práticasque apontem para uma nova ética,sem qual não se pode avançar naprodução de uma nova consciênciasobre a necessidade de superaçãodas relações capitalistas de produçãoe reprodução da vida.Em consonância com as deliberaçõesdo 10º CONCUT, com o planejamentoestratégico da Direção ExecutivaNacional e a compreensão docontexto de disputa política e ideológica,nacional e internacional, no qualnossa Central Sindical está inserida,é que foi construída a atual estratégiada Política Nacional de Formação, quesustenta-se no desenvolvimento de 5(cinco) Programas Nacionais de Formaçãoe em um conjunto de ações nocampo da gestão que pretende garantira identidade político-metodológicada Rede Nacional de Formação.PROGRAMAS NACIONAIS1. Organização e Representação Sindical de Base – ORSB2. Negociação e Contratação Coletiva – NCC3. Desenvolvimento Políticas Públicas e Ação Regional – DPPAR4. Política e Sindicalismo Internacionais – PSI5. Formação de Formadores/as – FFPartindo da visão de que a Formação Sindical tem o papel de se colocarcomo umas das bases estratégicas de suporte da ação política e sindical, seusespaços devem constituir-se como meio para que o conjunto dos trabalhadores/asque se identifi cam com o Projeto Político e Sindical da CUT possam teracesso à instrumentos consistentes de análises para, a partir daí, produziremdiscursos e práticas que efetivamente sejam coerentes com a perspectiva detransformação social que almejamos.Assim, as abordagens sobre os conteúdos de cada um dos referidos programas,tem como horizonte capacitar as direções e lideranças sindicais, considerandotodo o processo de renovação pela qual vem passando o sindicalismoCUTista, nos meio urbano e rural, para o enfrentamento consistente dos desafi osda CUT no que diz respeito:1. Ampliação da sua representatividade e consolidação dos Ramos;2. Maior compreensão da sua concepção e proposta de Sistema Democráticode Relações de Trabalho;3. Reconhecimento das Convenções da OIT;4. Redução da Jornada de Trabalho;5. Enraizamento dos sindicatos com representações nos locais de trabalhoe ampliação da fi liação;6. Saúde do trabalhador;7. Igualdade de oportunidades;8. Intervenção consistente no debate sobre Desenvolvimento, políticaspúblicas, promoção dos direitos e da cidadania, bem como sobre o papeldo Estado;9. Promover a agenda do trabalho decente;10. Ampliar as relações de cooperação e solidariedade, bem como sua intervençãonos espaços internacionais.5


No processo de implementaçãodesta estratégia no âmbito da PolíticaNacional de Formação no períodode 2009 - 2011 estabelecemos comoperspectiva de curto prazo a estruturaçãodos Coletivos Estaduais de Formaçãoem todas as CUTs Estaduais,como uma das condições para se garantira mais ampla cobertura da formaçãosindical. E, como fundamentoneste processo de estruturação dosColetivos, investir estrategicamente noprograma de formação de formadores/as, visando disseminar uma cultura deação solidária entre os sindicatos dasdiferentes categorias nas diversas regiõesdo país.Com mais ou menos dificuldades,em função da realidade de cadaCUT Estadual, os Coletivos se estruturaram.Núcleo de formadores/as seorganizaram e o processo de desenvolvimentoda atual estratégia tem seconstituído em uma importante açãopara a interiorização da CUT e paraa promoção de reflexões estratégicassobre a formação da sociedade e daclasse trabalhadora brasileira, a origemda CUT, a concepção da estruturae prática sindical, os marcos legaisda regulação do trabalho no Brasil,o atual processo de disputa pela representaçãosindical no contexto dasCentrais Sindicais e suas diferenças,a plataforma de desenvolvimento daCUT, a agenda do trabalho decente,entre outros temas.Como resultado, temos hoje naRede Nacional de Formação da CUT470 dirigentes e militantes formadores/as,os quais passaram pelos módulosde formação inicial em 2010,bem como pelas oficinas de formaçãocontinuada em 2011. Tal processo vemsendo fundamental na consolidaçãodos coletivos estaduais de formação,na implementação dos cursos de Organizaçãoe Representação Sindicalde Base, como também na retomadadas reflexões em torno da concepçãometodológica da formação CUTista,essência da nossa identidade políticae sindical. Neste período, mais de6.000 dirigentes passaram pelas atividadespromovidas pela Rede Nacionalde Formação da nossa Central.Do ponto de vista dos Ramos,para além da importante intervençãono Encontro Nacional de Formação enas duas últimas reuniões do ColetivoNacional de Formação – 2009 - 2010,tivemos uma efetiva participação dos/as Secretários/as de Formação daCNM, CNQ, CNTE, CNTT, CONFE-TAM, FNU, CONTICOM, CONTRACS,CONTRAF, e FITTEL na oficina quedebateu as bases do Programa de Negociaçãoe Contratação Coletiva.Na estratégia construída, paraalém da definição dos módulos e seusrespectivos conteúdos, apontou-se anecessidade de se estabelecer claramentea relação entre o papel dosramos e das Escolas Sindicais. Apontou-seainda que o curso nacional deFormação de Formadores em Negociaçãoe Contratação Coletivas deveatender aos seus aspectos estruturaise fundantes, envolvendo os setoresprivado e público, urbanos e rurais,condição para o desenvolvimento doscursos de caráter específico que cadauma das Confederações desenvolverápara o setor, visando potencializar oprocesso formativo e se evitar sobreposições.Neste ano de 2011, a metaé implementar o início do curso nacional,criando as condições para suadescentralização a partir de 2012.O Programa de Desenvolvimentode Políticas Públicas e AçãoRegional teve seu início com o desenvolvimentode algumas atividadespiloto na região sul e nordeste,tendo como público-alvo dirigentese assessorias sindicais que atuamnos espaços de gestão das políticaspúblicas. Busca-se a partir deste anosua ampliação para que possamos capacitaro maior número possível de dirigentese assessorias que representama CUT nos diferentes Conselhos,incluindo aí os representantes da CUTnos espaços de gestão do Sistema S,conforme demanda apresentada noSeminário Nacional dos Conselheirosda CUT Nacional, promovido pela SecretariaGeral em Maio último.Este programa constitui-se comoespaço privilegiado para potencializaro processo de reflexão sobre a intervençãoda CUT nos territórios, tendocomo base a Plataforma de Desenvolvimento.Finalmente, uma das mais importantesiniciativas que foi desencadeadanos últimos anos na Rede deFormação diz respeito à construçãodo Programa de Formação sobre Políticase Sindicalismo Internacionais,ação conjunta da Secretaria de RelaçõesInternacionais com a SecretariaNacional de Formação. Este programafoi concebido para promover um processode debates e reflexões sobre temasatuais do sindicalismo internacional,bem como um curso de extensãouniversitária em parceria com o Centrode Estudos Sindicais e de Economiado Trabalho – CESIT/UNICAMP. Parao curso piloto foram selecionados 42dirigentes, homens e mulheres, jovens,de ramos e CUTS Estaduais.Há também, uma grande demandade formação nos campos da Saúde doTrabalhador e da Comunicação Sindical,sobre as quais precisamos aprofundaras reflexões a respeito de como atendê--las de forma a avançar na qualificaçãodo movimento sindical CUTista para osenfrentamentos de tais questões.Todo este processo de construçãoda estratégia formativa, como enfatizamosanteriormente, busca contribuirdecisivamente para que a CUT se fortaleça,cada vez mais, como a maiorCentral Sindical do Brasil e uma dasmais importantes vozes dos trabalhadores/asno mundo.6


A Política Nacional de Formaçãonas Regiões7


Escola de Formação SindicalChico Mendes na amazôniaAté 1960 a população da Amazôniaera reduzida: nesta época somavaapenas 2.561.782 habitantes (semconsiderar os indígenas da região).Desse total, 60% viviam no Estado doPará - concentrados principalmente emBelém e na Região Bragantina - 28%no Estado do Amazonas, 6% no Acre eos restantes 6%, estavam distribuídosentre Rondônia, Amapá e Roraima.Após a década de 1960, ocorreuum maior crescimento populacional naregião Amazônica. De 1960 a 1991,a população quadruplicou, passandopara 10.257.266 habitantes e, entre1991 e 2000, cresceu 26%, chegandoa 12.919.949 habitantes. Em 2007, segundodados do IBGE (Instituto Brasileirode Geografia e Estatística), a regiãototalizava 14. 623. 316 habitantes.Apesar deste crescimento populacional,as densidades demográficas sãobaixas e a região como um todo, aindaé pouco povoada. Mas quais fatores explicamo maior crescimento populacionalapós a década de 1960? Várias medidasgovernamentais tomadas após 1964 estimularamo povoamento na região.Nos últimos quarenta anos, o territórioamazônico passou por grandestransformações. Houve considerávelfluxo migratório para a região, crescimentoe fundação de novas cidades,construção de rodovias, intensificaçãoda exploração mineral, implantação degrandes projetos agropecuários, instalaçãode um porto livre em Manaus (achamada Zona Franca) e muitas outrasiniciativas que interferiram de formasignificativa, na existência e no modode vida dos povos indígenas regionais,nas condições ambientais e ecológicasda Amazônia e na produção ou construçãode espaços geográficos locais.É neste contexto de diversidade ede uma região geograficamente continental,que a CUT na Amazônia assumeo desafio de formar trabalhadores,respeitando a heterogeneidade locale superando as mais diversas condições.Dessa forma conseguimos chegarcom a ação formativa CUTista nosmais longínquos lugares. De Macapáa Roraima, a CUT fez-se presente nasdiversas categorias e nas lutas trabalhistas,atingindo um número significativode trabalhadores tanto do campoquanto da cidade. É por isso que reconhecere investir na formação sindicalna Amazônia é mais que necessário,não apenas pelo que representa doponto de vista socioambiental, maispelo papel que possui na composiçãodo território nacional com sua importânciageopolítica para o Brasil. DestaATIVIDADES DE FORMAÇÃO PREVISTASforma, contribui para a construção deuma Central onde trabalhadores/as seorganizem considerando a realidadedos povos tradicionais: trabalhadores/as das águas e das florestas.AÇÕES DE FORMAÇÃO: Estrutura: funciona com sede emManaus (AM) e possui sub-sedesem AC/RO, AM/RR, AP/PA. Coordenação: Ribamar Barroso – CoordenadorGeral Rosi Matos – Secretária de Administraçãoe Finanças João Anselmo – Secretário de FormaçãoESTADO PA AP AM AC RO RR TOTALFF 01 01 01 01 01 01 06NCC 02 01 01 01 01 01 07DPPAR 02 02 02 01 01 01 09ORSB 02 01 01 02 02 01 09NÚMERO DE PARTICIPANTES NOS CURSOS DE FORMAÇÃODE FORMADORESESTADOTOTAL DEPARTICIPANTESTOTAL DEHOMENSTOTAL DEMULHERESPARÁ 42 24 18 15AMAPÁ 32 18 14 11AMAZONAS 30 17 13 04RORAIMA 30 20 10 06ACRE 34RONDONIA 34TOTAL DENEGROS8


CATEGORIAS DE TRABALHADORES NO FFESTADOCATEGORIASAMAPÁUrbanitários / Bancários / Saúde / Processamento de Dados / Educação / ServidoresPúblicos (Estaduais e Federais) / RuraisPARÁRodoviários / Gráficos / Bancários / Urbanitários / Correios / Servidores PúblicosEstaduais (saúde, educação) / Trab. na ind. de Minérios/ Trabalhadores RuraisESTADOCATEGORIASAMAZONASSaúde / Processamento de Dados / Educação / Servidores Públicos (Estaduais eFederais) / Comunicação/Plásticos/Hotelaria/Transporte/Metalúrgicos/Vigilantes(oposição) e Trabalhadores Rurais.RORAIMAUrbanitários / Correios / Servidores Públicos (educação, saúde – enfermagem,agentes comunitários), Trabalhadores em áreas indígenas e Rurais.ESTADOCATEGORIASACREEducação / Processamento de Dados / Transportes Urbanos/ Servidores do Sistema/ Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações/Bancários/ Serviços e Limpeza/Vigilantes/ Trabalhador Rural/ Construção Civil/ Trabalhadora DomésticaRONDÔNIAEducação / Processamento de Dados / Transportes Urbanos/ Servidores do Sistema/ Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações/Bancários/ Serviços e Limpeza/Vigilantes/ Trabalhador Rural/ Construção Civil/ Trabalhadora DomésticaRESULTADOS ALCANÇADOS:POUCA EVASÃO;ENVOLVIMENTO DAS CUTs ESTADUAIS;INTEGRAÇÃO DAS CUTs;FORTALECIMENTO DA CUT;APROPRIAÇÃO DA CONCEPÇÃO DA CUT;CONSTRUÇÃO DOS COLETIVOS DE FORMAÇÃO ESTADUAL/REGIONAL;INTERCÂMBIO ENTRE AS SUB-REGIÕES;RELAÇÃO COM OS RAMOS(RURAIS);PARTICIPAÇÃO DE NOVOS DIRIGENTES NOS COLETIVOS DE FORMAÇÃO;MAIOR APROXIMAÇÃO ENTRE TRABALHADORES/AS URBANOS/AS COMOS TRABALHADORES/AS RURAIS.ORSB REALIZADO: MACAPÁ – 4 TURMAS COM 3 MÓDULOS CADA; PARÁ – 6 TURMAS COM 6 MÓDULOS CADA; AMAZÔNIA – 5 TURMAS COM 3 MÓDULOS CADA; RORAIMA – EM PROCESSO DE REALIZAÇÃO; ACRE/RONDÔNIA – 1 TURMA COM 2 MÓDULOS CADA.(Obs: várias categorias já estão realizando ORSB nas suas bases).9


Formação Sindical naCUT AmazonasO ano de 2009 foi um marco importantepara o sindicalismo da CUT noestado do Amazonas. Isso porque, depoisde um certo período sem formaçãovoltada para dirigentes sindicais, vistoque desde 2002 não tínhamos nenhumprograma sendo realizado, a SecretariaNacional de Formação lança o PlanoNacional de Formação de Dirigentes –PNFD como estratégico para o fortalecimentodo Projeto Sindical da CUT.Assim, no Amazonas percebemoso quão necessário se faz a formaçãopara que, os novos dirigentes e militantesvenham a entender a concepção,princípios e práticas da CUT e entendera atual conjuntura que nos levaa repensarmos nas nossas estratégiaspara o campo de disputas de hegemoniatanto no campo das políticas públicas,quanto no campo sindical.Dessa forma, o primeiro grande desafiofoi articular para a criação do ColetivoEstadual de Formação, pois semessa rede de educadores e educadorasseria impossível realizarmos a Formaçãode Dirigentes. Portanto, fizemosvárias reuniões com diversas direçõesde sindicatos, visando atender ao perfildos dirigentes para participarem doCurso de Formação de Formadores –FF. E assim, mesmo não atendendo100% o perfil, pois, apostamos tambémem pessoas que não tinham experiênciaem educação ou ainda não tinhampassado por uma formação da CUT,no entanto, percebemos seu potenciale inscrevemos 30 (trinta) dirigentes,militantes e assessores de sindicatospara a primeira turma de FF, com umpúblico de sindicatos urbanos e ruraisde Manaus e mais 08 (oito) municípiosdo interior do estado.Esse foi o pontapé inicial dessenovo momento para a Formação deDirigentes no estado. Em detrimentoda geografia do estado e do montantede recurso para a realização do Cursode Organização e Representação Sindicalde Base, decidimos por começaresse primeiro momento com 05 (cinco)turmas, cada turma com 30 participantes,divididos da seguinte maneira: 03(três) turmas seriam realizadas emManaus e 02 turmas no interior, emmunicípios próximos de Manaus. EmItacoatiara atenderia participantes dos04 (quatro) sindicatos da cidade e doSindicato dos Trabalhadores Rurais deUrucurituba, vizinho de Itacoatiara. Outraturma foi formada para se realizarem São Sebastião do Uatumã, abrangendoos Sindicatos dos municípios deSilves, Itapiranga, Urucará e Uatumã.Nosso objetivo é o fortalecimentodas ações sindicais, como prioridadeos locais de trabalho visando à ampliaçãoda representação na base e,contribuir na formulação e definiçõesde políticas públicas voltadas para omundo do trabalho e melhorias de vidada classe trabalhadora.10


Desta forma, nesse período de2009/2011, realizamos os quatro módulosde Formação de Formadores,através da Escola Sindical Amazônia– ESA e, com a participação dosmembros do Coletivo Estadual, desempenhamosos três módulos doCurso de ORSB, em Manaus, Itacoatiara,São Sebastião do Uatumã. Eainda, fizemos formação para a direçãode 02 (dois) Sindicatos a pedidodos próprios, sendo eles: O Sindicatodos Trabalhadores em Empresas dePesquisas – SINPAF – Seção Amazonase, o Sindicato dos Trabalhadoresem Empresas de Extração e Beneficiamentode Minérios – SINTIEBEM,o qual tem sua base na Vila de Pitinga– Município de Presidente Figueiredo,dentro da Reserva Índigena Walmiri--Atroari, local em que se encontra aempresa de exploração de minériosMineração Taboca.Assim, nossa meta inicial de 180dirigentes, militantes, lideranças e assessores,ao término da primeira etapa,alcançaram 223 pessoas na formação.Sendo 30 no Curso de FF, 150 no Cursode ORSB, 20 da direção do SINPAF/AM e 23 da direção do SINTIEBEM.Os principais resultados dessa primeiraetapa foram: à consolidaçãodo Coletivo Estadual de Formação;a Formação Continuada através dosEncontros do coletivo para estudos dediversas temáticas e planejamento defuturas ações; o desejo de continuarematuando como educadores e educadorasnão somente como coletivo daCUT mas em seus sindicatos bases; oestímulo para participantes tanto doCurso de FF como em ORSB a retomaremos estudos ou seja, vários retomame outros iniciam os cursos universitários;passam a participar ativamentenas ações em seus sindicatos, juntoa base, criando estratégias para a eleiçõesde cipeiros(as) comprometidoscom o sindicalismo CUT; a intervémjunto a outras categorias que se retratano número de novos sindicatos filiadosa CUT, uma média de 30%, entre urbanosrurais e pescadores; a organizaçãocomo Coletivo Sindical entre ossindicatos de Itacoatiara e Urucuritubaque se organizaram e hoje têm, na rádio,o Programa do Trabalhador – umespaço de comunicação entre Sindicatose categoria e a participação de40% de mulheres; quase 30% jovense timidamente quase 10% negros(as)nos cursos de formação.Contudo, temos convicção dos muitosdesafios para continuarmos com aFormação Sindical no Amazonas, visandouma formação com qualidade dentrodos objetivos estratégicos da CUT e assim,contribuirmos para a luta por novasconquistas para a classe trabalhadora.11


Formação Sindical nasCUTs Acre e Rondôniabem como de atratividade para quenovas entidades viessem a filiar-se aCentral. Estes tornaram-se, além domais, espaço de discussão e implementaçãodas políticas e deliberaçõesda direção da CUT.Em 2009 foi constatada a necessidadede capacitar novos dirigentessindicais, dado o alto grau de renovaçãodas direções. Em consequênciadisso foi realizado um curso de Formaçãode Formadores com dirigentesdos Estados do Acre e Rondônia.Como fruto desta capacitação foramrealizados no ano de 2010 três cursosde ORSB – Organização e RepresentaçãoSindical de Base - envolvendoao todo sessenta dirigentes sindicais,representando diversos ramos: Educação/ Processamento de Dados /Transportes Urbanos/ Servidores doSistema S/ Trabalhadores dos Correiose Telecomunicações/ Bancários/Serviços e Limpeza/ Vigilantes/ TrabalhadoresRurais/ Construção Civil/ TrabalhadorasDomesticas.Com a capacitação realizada foipossível iniciar uma discussão sobrea necessidade da formação na regiãocomo estratégia para consolidaçãodas concepções da política sindicalda CUT na região, para estabelecerdiferenças na disputa com outras centrais.A legitimação da Central comoentidade que formula de políticas dedefesa da classe trabalhadora bemcomo aponta modelos de desenvolvimentoque visam incluir os trabalhadorescomo atores preponderantes nadistribuição da renda nacional, deixouclaras as diferenças.Outro passo importante foi a criaçãode Coletivos de Formação, quepermitiram fazer diagnósticos e planejaras ações formativas. Espaço dereflexão e formulações, o coletivo demonstrouser instrumento fundamentalde diálogo com as entidades filiadas,Ao ter conhecimento da formulação,da organização e da estruturasindical, diferentes do que propõe aestrutura oficial - (CLT) - alguns ramospassaram a se articular na região,com o intuito de criar federaçõesorgânicas nos moldes da CUT, comopor exemplo, os ramos dos Transportese o Sindicato dos Empregados emEntidades Culturais, Recreativas, deAssistência Social, de Orientação eFormação Profissional no Estado deRondônia - SENALBA. Na prática, decidiramimplementar a estrutura sindicalCUTista.Foi possível ainda fazer reflexões eformulações, visando colocar em práticaa implementação da Organizaçãono Local de Trabalho – OLT, estruturanecessária para o projeto da CUT, epor conseguinte, para a organizaçãodos trabalhadores, democratizando eaprofundando a ação sindical.12


Formação Sindical naCUT AmapáÉ imprescindível a compreensão dolugar onde as ações formativas acontecem.No caso dos cursos de ORSBdo Estado do Amapá, estas ocorremem municípios escolhidos como pólosdas turmas (municípios envolvidos noprocesso da formação), A abrangênciageográfica na execução dos cursos deORSB da CUT/AP os levou a lugaresaonde nenhum outro curso de formaçãojamais chegou, envolvendo quase30 formadores, entre diretores da ExecutivaEstadual/dirigentes sindicais, emais de 09 formandos/participantes.Foi em um universo de diversidadesculturais distintas que o curso deORSB se materializou, atingindo pessoasde diferentes gerações, com diferençasde gênero, de raça/etnia e comvariados acúmulos de conhecimento,envolvendo diferentes entidades sindicais(urbanas e rurais).Quando analisamos os locais emque aconteceram os cursos de ORSBda CUT/AP, fica evidente a diversidadeexistente no que se refere a regionalidade,até mesmo pelo fato dos módulosdo curso terem sido realizados emlocalidades distintas, atingindo váriosmunicípios com realidades diferentes,que ao mesmo tempo se articulam,cada um com sua especificidade: algumaslocalidades mais isoladas domeio urbano, que ainda conservamcertos valores e modos de vida bempróprios da comunidade, como princípios,valores, costumes, vocabulários,crenças, modo de trabalho, enfim, sãopessoas com uma grande riqueza deconhecimento, que muitas das vezesnão são levadas em consideração, eque precisam ser ouvidas, pois percebemosai a dimensão da formação.Os cursos foram dados em diferenteslocalidades, muitas vezes dedifícil acesso, como em Oiapoque(Município distante da Capital na fronteiracom a Guiana Francesa), ondea aconteceu o I Módulo de ORSB daturma Oiapoque/Amapá. Esta atividadeformativa teve um significado históricopara a CUT/AP, pois como relatadopelos dirigentes da região, foi aprimeira vez que se realizou um cursode formação da CUT na localidade,devido à grande distancia geográfica,que acaba contribuindo para um maiorisolamento do município. Outra localidadeque nos chama atenção é Laranjaldo Jarí (situado em uma reservaflorestal no Vale do Jari), que por essadiversidade natural torna o acesso difícil.Se formos observar, a maior partedos municípios onde aconteceram asações de formação apresenta peculiaridades,por exemplo, Serra do Navio,Porto Grande, Ferreira Gomes, Cutias.Conforme o relato de um formando doORSB “o retorno da CUT ao municípiode Serra do Navio após 10 anos,quando o último curso foi o ProjetoTodas as Letras, que trouxe uma satisfaçãopor ser alfabetizado e agora aCUT-PNF, veio oferecer um curso deorganização de sindical de base.Essaformação vai fortalecer o sindicato.”13


AVANÇOS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO:A participação de considerável número da juventude;Aquisição de mais conhecimentos sobre a Central Única dos Trabalhadores;A troca de experiências entre entidades rurais e urbanas;Descentralização dos cursos/conhecendo diferentes realidades;A presença da direção da CUT/AP no acompanhamento dos cursos;O compromisso dos formadores/participação no FF e realização do ORSB;Aproximação da CUT com os sindicatos;Metodologia adequada;Debates/exposições dos temas com clareza;Material didático de boa qualidade;Abrangência dos principais municípios do Estado;Abrangência de várias categorias/Ramos da base CUTista.Infra-estrutura adequada em todos os cursos de formação;A participação de sindicatos afastados;A pouca evasão nas turmas;Intercâmbio das CUTs Estaduais (PA/AP) durante o FF;Intercâmbio dos formadores nas turmas de ORSB;Construção/articulação de uma rede de formadores no Estado.CATEGORIAS ENVOLVIDAS NO CURSO DE ORSB DA CUT/AP:Entidades Sindicais de Trabalhadores e Trabalhadoras RuraisEntidades UrbanasAVANÇOS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO:A participação em considerável número da juventude;Aquisição de mais conhecimentos sobre a Central Única dos Trabalhadores;A troca de experiências entre entidades rurais e urbanas;Descentralização dos cursos/conhecendo diferentes realidades;A presença da direção da CUT/AP no acompanhamento dos cursos;O compromisso dos formadores/participação no FF e realização do ORSB;Aproximação da CUT com os sindicatos;Metodologia adequada;Debates/exposições dos temas com clareza;Material didático de boa qualidade;Abrangência dos principais municípios do Estado;Abrangência de várias categorias/Ramos da base CUTista.Infra-estrutura adequada em todos os cursos de formação;A participação de sindicatos afastados;A pouca evasão nas turmas;Intercâmbio das CUTs Estaduais (PA/AP) durante o FF;Intercâmbio dos formadores nas turmas de ORSB;Construção/articulação de uma rede de formadores no Estado.Criação de novos sindicatos.Filiação de 08 sindicatos.14


Formação Sindical na CUT ParáOs caminhos percorridos na realizaçãodos cursos de Formação emespecial da Organização e RepresentaçãoSindical de Base (ORSB), foramos mais variados e atingiram diversasregiões e localidades do Estado, como universo de diversidades culturaisdistintas, nos quais, os cursos de formaçãoforam construídos, alcançandopessoas de diferentes gerações, acumulandodesta forma, conhecimentose experiências no movimento sindical..A Formação chegou em lugares e re-alidades distantes das vivenciadas nosgrandes centros. Na ótica dos formadores/participantesa descentralização foium salto importante, pois, discutir a realidadea partir do local onde nossa açãose realiza foi fundamental para esteprocesso isto mostrou o quanto aCUTvaloriza e busca estar próxima da base-Neste cenário, os cursos foram acontecendo(em assentamento na zona rural,cooperativa de trabalhadores, sedes deSTTRs, centro de Formação, localidadesribeirinhas, etc...).As turmas (que necessitaram serformadas por mais de uma região)foram organizadas geograficamentepróximas, afim de facilitar a participaçãodos formadores/participantes noscursos. Foram 04 cursos de FF (osdois primeiros módulos aconteceramna região metropolitana – Ananindeua,e os restantes no interior do Estado), e30 cursos ORSB (todos realizados emlocalidades distintas contemplando osmunicípios pólos da região)ESTRUTURA DA TURMA DE FF DA CUT/PA:Período de realização: de Outubro/2009 a Março/2010.Total de turmas: 01Módulos desenvolvidos: 04Número de participantes/formadores: 41Regiões abrangidas: 09Total de municípios atingidos: 27Total de ramos envolvidos: 10Estruturação das turmas de ORSB:TURMA/REGIÃOMUNICÍPIO/SINDICATO/PARTICIPANTESMETROPOLITANAMosqueiro - Oposição SINTEP(2)Belém - SINTRITUR(3)/ STIUPA(13)/STTREPA(6)/ SINCORT(1)/ SINDPD(5)/ SINTRACON(3)/ SERPRO(1)/ SEPUB(1)/SINTAP(1)/ Bancários(1)/ SINDSAUDE(1)/SALGADO, ILHAS EMETROPOLITANAAnanindeua - STTR(2)/ SINDSAUDE(2)/Benevides -STTR(5)/ SINDSAUDE(1)/Castanhal- SINDSAUDE(2)/ - Curralinho STTR(2)/Gurupá -STTR(1)/ Igarapé Açu -SINDSAUDE(1)/ STTR(2)/Inhangapi -STTR(2)/ Maracanã -STTR(5)/Marapanim- STTR(3)/ Muaná -SINDSAUDE(1)/Portel -STTR(2)/ Santa Izabel -STTR(3)/Santa Bárbara -STTR(2)/ Sind. dos Mototáxi(1)/São Francisco-STTR(3)/ SINDSAUDE(2)/São João da Ponta -STTR(2)/ Terra Alta-SINDSAUDE(1)15


TURMA/REGIÃOGUAJARINA ETOCANTINAMUNICÍPIO/SINDICATO/PARTICIPANTESAcará-STTR(2)/ Barcarena -TTR(5)/Baião-STTR(1)/ Bagre -TTR(1)/ Concórdia -STTR(2)/Igarapé Miri -STTR(3)/ SINDSAUDE (1)/Mojú -Assalariados Rurais(2)/ Tailândia -SSTTR(8)BRAGANTINAAurora do Pará -STTR(4)/ Bragança -STTR(5)/Capanema -STTR(2)/ Garrafão do Norte -STTR(1)/Mãe do Rio- Serv. Pub. Municipal(4)/ STTR(5)/São Dom.do Capim -STTR(3)/ Salinas- STTR(1)/Tracuateua- STTR(1)/ Irituia -STTR(1)/BAIXO AMAZONASAlenquer- STTR(2)/ Itaituba -STTR(3)/ Juruti- STTR(4)/Monte Alegre- STTR(2)/ Mojui dos Campos- STTR(2)/Óbidos- STTR(2)/ Oriximiná- Serv. Pub.Municipal(2)/Oriximiná- STTR(4)/ Porto Trombetas MINERAÇÃO (1)/Santarém STTR(5)/ SINDSAUDE(3)/ STIUPA(1)SUL E SUDESTEConceição do Araguaia -STTR(1)/ Floresta do Araguaia -STTR(3)/Marabá -STTR(9)/ Nova Ipixuna -STTR(1)/Ourilândia do Norte -STTR(3)/ Parauapebas- STTR(1)/Pau Darco -STTR(1)/ Redenção -STTR(11)/Rondon do Pará -STTR(1)/São Dom.do Araguaia- Oposição SINTEP(2)/Xinguara -STTR(1)16


METAS ALCANÇADAS NOS CURSOS DE ORSB:• Período de realização: de Abril/2010 a Setembro/2011.• Total de Turmas: 06• Módulos desenvolvidos por turmas: 05• Total de cursos desenvolvidos: 30• Regiões abrangidas: 09• Total de municípios atingidos: 55• Total de Ramos envolvidos: 10 (*Categoria dos Trabalhadores emTransporte Rodoviários do Pará (SINTRITUR, STTREPA)• Total de Participantes de Base: 250• Número de formadores (FF) envolvidos: 42• Total de participantes no processo da formação: 292CATEGORIAS ENVOLVIDAS NO CURSO DE ORSB DA CUT/PA:• Entidades Sindicais de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais: 48• (STTRs, Assalariados Rurais, Associações/assentamentos ligados aoSTTR)• Entidades Urbanas: 27RAMOS ENVOLVIDOS NO CURSO DE ORSB:• 1. CONTRAF - Bancários• 2.CNTSS – Seguridade Social e Previdência• 3.CONFETAM - Municipais• 4.FNU - Urbanitários• 5. CNTSM - Minérios• 6 CONTEE – Educação Básica Privada• 7. CNTE – Educação Básica Pública• 8.FENADADOS – Processamento de Dados• 9.CONTRACS – Comércio e Serviços• 10. CONTAG – Agricultura Familiar/Assalariados*Categoria dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários do Pará(SINTRITUR, STTREPA)AVANÇOS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO:• Aquisição de mais conhecimentos sobre a Central Única dos Trabalhadores;• A troca de experiências entre entidades rurais e urbanas;• Descentralização dos cursos/conhecendo diferentes realidades;• A presença da direção da CUT/PA no acompanhamento dos cursos;• O compromisso dos formadores/participação no FF e realização do ORSB;• Aproximação da CUT com os sindicatos;• Metodologia adequada;• Debates/exposições dos temas com clareza;• Material didático de boa qualidade;• Abrangência das principais regiões da base CUTista no Estado;• Abrangência de várias categorias/ramos.• Infra-estrutura adequada;• A pouca evasão nas turmas;• A certificação dos participantes;• Intercâmbio das CUTs Estaduais (PA/AP) durante o FF;• Intercâmbio dos formadores nas turmas de ORSB;• Construção/articulação de uma rede de formadores.LIMITES NO PROCESSO DEFORMAÇÃO• Local sem comunicação (sem sinalde celular);• A não compreensão por parte dealgumas direções dos sindicatossobre a importância da formação;• Pouca carga horária paradiscussão de muitos, eimportantes conteúdos;• A distância geográfica daslocalidades;• Poucos recursos tecnológicos;• A linguagem do material didático/focado mais nas experiências dosul e sudeste;SUGESTÕES PARA ASPRÓXIMAS AÇÕES/FORMAÇÃO• Que o curso (ORSB) seja feitocom as direções dos sindicatos;• Carga horária maior, possibilitandomais tempo para as discussões.• Construção de uma mídia,contendo os assuntos e vídeosapresentados durante o curso;• Que a CUT continue promovendocursos que priorizem a formaçãoda base;• Visitas mais freqüentes da CUTaos sindicatos do interior;• Continuidade nos cursos deFormação.17


Formação Sindical naCUT RoraimaUM OLHAR VERMELHOA CUT Roraima fez um grande investimentona criação do seu coletivode formação. Ação Coletiva dos Trabalhadorese Trabalhadoras de Roraimacom vistas a intensificar a intervençãoda CUT Roraima nos debatese definições sobre políticas e projetosque incidem sobre as condiçõesde trabalho e de vida da população.Aprofundou-se nos módulos de Formaçãode Formadores os Eixos:Fortalecimento da CUT desde osseus sindicatos de baseBusca de um novo modelo de desenvolvimentoeconômico, social eambiental, Sustentável no Estadode RoraimaDefesa intransigente dos direitosdos trabalhadores e trabalhadorasESTRATÉGIA DA CUT RORAIMATerritorialização das ações1. Democratizar o acesso as informações2. Conscientizar a base sobre a importancia da organização em defesa dos direitos3. Descentralizar a ações tendo em vista a maior participação da basenas deliberações e lutas da CUTINSTRUMENTOSO Coletivo de Formação conta com a participação efetiva de 16 dirigentes devárias categorias os quais estão empenhados na descentralização da formaçãopara todas as regiões do Estado, promovendo a realização dos módulos de Formaçãode Formadores e os de O.R.S.B.Agenda da CUT1. Reforma tributária2. Reforma Política (combate a corrupção)3. Seguridade Social (Previdência,saúde e segurança no trabalho)4. Redução da jornada de trabalho5. Ratificação das Convenções daOIT (87, 151,154, 158)6. Fim do imposto sindical e pela implantaçãoda taxa negocial7. Plano Nacional de EducaçãoAgenda com maior impacto naAmazônia1. Código florestal2. Povos da Floresta3. Grandes Projetos18


escola sindical Marise Paiva de Moraisda CUT no NoRdesTeAo longo dos últimos anos, a Escola Sindical Marise Paiva de Morais temconsolidado a sua atuação na formação política e sindical de dirigentes sindicaisCUTistas nos estados do Nordeste, onde o fortalecimento e a consolidação dasredes estaduais e regional de formadores da CUT vem se colocando como ogrande desafio do Plano Nacional de Formação (PNF).Para transformar este desafio numa oportunidade de crescimento e fortalecimentoda base CUTista nos estados da Região Nordeste, o PNF traçou objetivosque buscam integrar a estrutura vertical e a horizontal da CUT numa perspectivaarticulada, procurando envolver os dirigentes CUTistas nos diversos campos deatuação.Objetivos:1. Promover a formação dos educadores e educadoras dirigentes para oconjunto das categorias, na perspectiva de consolidar a rede de formaçãoCUTista na Região, com os Cursos de Formação de Formadores Dirigentes- FFD;2. Desenvolver Programas de “Organização e Representação Sindical deBase” – ORSB para novos dirigentes e lideranças da base sindical CUTista;3. Desenvolver, articuladas ao Programa “ORSB”, ofi cinas de fi liação e fortalecimentodos Sindicatos fi liados à CUT,4. Implementar o Projeto Escola Móvel de Formação e Fortalecimento Sindicalna perspectiva de ampliação da Política Nacional de Formação na RegiãoNordeste,5. Debater a ação regional e apresentar uma proposta de desenvolvimento,através do Programa de Desenvolvimento, Políticas Públicas e Ação Regional– DPPAR .Encontro da Equipe Escola Sindical da CUT noNordesteO alcance destes objetivos é orientadoa partir da concepção de EducaçãoIntegral, com os fundamentos teóricose metodológicos da Educação Popular,horizontal, processual, permanente,transformadora, libertária e não-excludentee que se propõe a fortalecer omovimento sindical CUTista de base eseus dirigentes para a disputa de hegemoniana sociedade e na produção(relação capital/trabalho), procurandosituar o dirigente sindical no contextode interesse da Classe Trabalhadora.Em termos quantitativos na execuçãodo programas de formação daCUT, apresentamos os seguintes resultadosno Nordeste durante o anode 2010 e primeiro semestre de 2011:1) em relação ao desenvolvimento do Programa de Organização e Representação Sindical de Base – ORSB:Nº de Turmas Nº de participantes Nº Mulheres Nº Homens Nº de Jovens Nº Negros/as28 689 355 239 112 145Obs.: O Programa de ORSB é financiado com recursos da CUT Nacional (50%) e recursos das CUTs estaduais e entidadesfi liadas à CUT2) Em relação ao Programa Formação de Formadores de Dirigentes - FFDNº de Turmas Nº de participantes Nº Mulheres Nº Homens Nº de Jovens Nº Negros/as08 103 41 62 22 32Obs.: O Programa de FFD é financiado com recursos da CUT Nacional (100%)19


Merece destaque no Plano Nacional de formação o aumento da participação das mulheres e jovens nos cursos deformação. Tal aspecto vem impactando também nos espaços políticos da CUT, com mulheres e jovens cada vez mais seexpressando, reivindicando e se posicionando nas políticas de inclusão da Central Única dos Trabalhadores.3) Em relação ao Programa sobre Desenvolvimento Políticas Públicas e Ação Regional – DPPARNº de Turmas Nº de participantes Nº Mulheres Nº Homens Nº de Jovens Nº Negros/as01 45 30 15 20 35Mesmo considerando que estesdados sejam ainda preliminares e nãoreflitam com exatidão os impactos daformação - tal observação não desqualificao presente balanço - identificamoscomo desafio para futuras análises aconstrução de instrumentos - sistema deinformações, indicadores de resultadoe impacto - que contribuam para a sistematizaçãodos dados e experiênciasdo atual Plano de Formação da RedeCUTista, de maneira em que os atoresda rede se apropriem desse processo egarantam sua permanente atualização.Contudo, vale ressaltar aindaque os resultados numéricos apresentadosacima se somam a outrasações nas quais a Escola Sindicalda CUT no Nordeste também estevepresente e para as quais contribuiucom seu planejamento e execução,tais como: Planejamentos Estratégicosde Sindicatos da base CUTista,Seminários Estaduais organizadospelas CUTs, reunião dos coletivosestaduais e regional de formação,participação no Conselho Gestor doCentro de Formação em EconomiaSolidária – CFES/Nordeste, entreoutros.Verifi ca-se, assim, que praticamente1.500 (mil e quinhentos) dirigentessindicais da CUT nos estados do Nordestevêm participando e integrandoas ações formativas da Escola Sindicalda CUT. Este número é resultadode um soma de esforços dos diversosatores sindicais que acreditam que “aeducação sozinha não transforma asociedade, sem ela tampouco a sociedademuda” Paulo Freire.Encontro da Rede de Educadores(as) no nordeste.Educadores(as) em ofi cina – processo deconstrução coletiva.20


Formação Sindical naCUT AlagoasA formação na estratégia daCUT AlagoasA formação sindical tem conquistadoimportância estratégica para aatuação política da Central Única dosTrabalhadores em Alagoas. Esse processoestá sendo construído por muitoshomens e mulheres que acreditamno papel politizador da formação e nasua contribuição para o fortalecimentodo projeto sindical da CUT no estado.Para tanto, houve uma forte iniciativapara a re-articulação do Coletivo deFormação, contando-se principalmentecom a participação dos sindicatosde base, Federações e Direção Estadualda CUT. Foram esses os atoresque contribuíram nos debates políticose na formulação da estratégia do PlanoEstadual de Formação em Alagoas,juntamente com a assessoria pedagógicada Escola Sindical da CUT noNordeste Marise Paiva de Morais.Em 2010, o Plano de Formaçãopriorizou a formação de duas turmas docurso de Organização e RepresentaçãoSindical de Base (ORSB), articuladascom a estratégia de formação de formadores/as,coordenada pela Escola Nordestena sub-região, composta pelosestados da Bahia, Sergipe e Alagoas.Houve uma turma de ORSB na GrandeMaceió e duas outras turmas, na regiãode Arapiraca, no agreste alagoano, e noAlto Sertão (União dos Palmares).Noutra dimensão, focou-se no processopermanente de encontros do ColetivoEstadual de Formação, contando-se comas secretarias de formação dos sindicatos,Federações estaduais dos rurais(FETAG-AL) e dos municipais (FETAM--AL) e dos/as dirigentes da Executiva daCUT-AL. O fortalecimento da Rede deFormação foi consubstanciado atravésda realização dos Encontros Alagoanosde Formação (ENALFOR 2010 e 2011),onde foram construídas e atualizadasas diretrizes do trabalho da Secretariade Formação, quais sejam: consolidaro coletivo de formação; descentralizar aação formativa CUTista, considerando-sea estratégia dos territórios da cidadania;e contribuir nas políticas estratégicaspara mulheres e jovens no processo deorganização sindical.No sentido de fortalecer o projetoda CUT na sociedade e no movimentosindical, a formação sindical contribuiupara: a organização do debate estadualsobre a Jornada pelo Desenvolvimentocom valorização do trabalho edistribuição de renda da CUT, que reuniumais de 40 dirigentes e militantessindicais, em janeiro de 2010; promoçãodo Encontro Estadual de FortalecimentoInstitucional da CUT, juntamentecom a CUT Nacional e a EscolaNordeste, que priorizou a discussãosobre eleições sindicais, filiação e regularizaçãodo registro sindical.Considerando-se a disputa porbase de representação sindical, valedestacar que no período de implementaçãodo Plano de Formação mais 40sindicatos foram filiados à CUT-AL,dos quais 28 sindicatos da base sindicalda FETAG-AL. Tal iniciativa, alémde contar com o apoio da CUT Nacional,teve a contribuição direta de dirigentesformadores/as da Executivada CUT-AL. Ainda neste âmbito, osespaços formativos propiciaram o debatesobre a estratégia de organizaçãodos ramos da CUT. Com efeito, asações de formação de base (ORSB)têm resultado no fortalecimento da21


organização sindical dos rurais, municipaise consolidado a perspectiva daconstrução dos sindicatos de ramo,sobretudo, na base do Sindprev-AL,do Sinteal e dos Urbanitários.No âmbito das políticas específicas,destaca-se a potencialização das açõesvoltadas para a organização sindical dasmulheres e dos/as jovens trabalhadores/as. Além de integrar dois segmentos nasações de formação, destaca-se a reorganizaçãodos Coletivos Estaduais deMulheres e Jovens da CUT-AL e a realizaçãode encontros para debater a organizaçãosindical e as lutas por direitos decidadania, tais como: I Encontro Estadualda Juventude da CUT, Acampamentoda Juventude do Sindprev-AL, EncontroEstadual da Juventude Urbanitária, VIEncontro das Mulheres Urbanitárias eLançamento Estadual da Marcha dasMargaridas (2011).Essas ações e desdobramentosdemonstram os resultados alcançadospela CUT-AL no sentido de construirum sindicalismo democrático, autônomo,pela base e que luta pela conquistade direitos da classe trabalhadora, tendoa política de formação como um doseixos articuladores desse processo.Ações Desenvolvidas pela FormaçãoAtividadesQtd. departicipantesHomensMulheresEncontros Alagoano de Formação (2010 e 2011) 30 19 11Reuniões do Coletivo de Formação 15 8 7Curso de Formação de Formadores, pela Escola Nordeste 17 9 8Turmas regionais do curso de ORSB nas regiões de Maceió,Agreste e Alto Sertão Alagoanos70 40 30Encontro Estadual da Jornada pelo Desenvolvimento da CUT 40 25 15Encontro Estadual sobre eleições sindicais e regularização doregistro sindical100 65 3522


Formação Sindical naCUT Bahia1. Formação com participaçãoe interiorização para disputarhegemoniaAo construir o seu plano de formação,a CUT Bahia considerou odesafio de articular formação e organizaçãosindical, tendo como premissasbásicas a participação dos sindicatose a estratégia político-organizativa deregionalização, deliberada pelo 12ºCongresso Estadual de 2009.Com recursos próprios e dos seussindicatos de base, a CUT-BA realizouos Encontros Baianos de Formação(EBAFOR 2009 e 2011) com a participaçãode mais de 40 dirigentes sindicaisde várias regiões do estado.Em consonância com as diretrizesdo Plano Nacional de Formação deDirigentes (PNFD), o EBAFOR definiucomo estratégias o fortalecimentodo Coletivo Estadual de Formaçãoenquanto espaço democrático degestão política do plano estadual deformação, a estruturação de turmasregionais para o desenvolvimento docurso de Organização e RepresentaçãoSindical de Base (ORSB) e,para atender a demanda formativapremente, a reestruturação da redede formadores sindicais, contandocom o acompanhamento pedagógicoda Escola Sindical da CUT no NordesteMarise Paiva de Morais.Assim, dirigentes e militantes sindicaisforam selecionados para participarda turma sub-regional do cursode Formação de Formadores (compostapelos estados da BA, SE e AL)e, com o apoio dos grupos de trabalhodas Regionais formados por dirigentesda base sindical da CUT-BA, constituíram-se10 turmas inter-categorias docurso de ORSB, pelo Plano Nacionalde Formação de Dirigentes da CUT,da seguinte forma:Regional da CUT-BAQtd. de turmas1. Cacaueira 012. Extremo Sul 013. Portal do Sertão 014. Piemonte/Senhor do Bonfim 015. Oeste 016. Região Metropolitana Salvador 027. Sisal 018. Submédio São Francisco 019. Sudoeste/ Serra Geral 02Total 10A implementação da estratégia de interiorização da formação sindical contribuiupara fortalecer as Regionais da CUT-BA. Dessa forma, os módulos do cursode ORSB oportunizaram a socialização da trajetória de lutas da classe trabalhadora,a reflexão crítica sobre os princípios e a concepção político-organizativa daCUT, bem como estimularam o planejamento de ações conjuntas entre sindicatosfiliados para uma intervenção qualificada no contexto regional. A maior parte destepúblico foi de trabalhadores ruraise públicos municipais (cerca de 70%),com número significativo de jovens emulheres, que, em sua maioria, nuncahavia participado de uma formação oudas instâncias deliberativas da CUT.23


Neste processo, destacam-se as experiências de mobilização e protagonismopolítico das Regionais Extremo Sul, Portal do Sertão e Piemonte/Senhor doBonfim, que realizaram ações de massa no Dia Nacional de Mobilizações (06 deJulho de 2011) e têm qualificado a intervenção sindical CUTista nos espaços político-institucionaisde gestão e controle social das políticas públicas de desenvolvimentoe inclusão social, a exemplo dos colegiados territoriais e dos programasde economia solidária. Nessas e noutras regiões, iniciativas inter-categorias estãocontribuindo para defender direitosdos/as trabalhadores/as e luta por maisconquistas sociais, tendo como base asolidariedade de classe e articulaçãocom os movimentos sociais de jovens,mulheres, negros, rádios comunitárias,Igrejas, moradia e cultura popular.1. Formação em Ações e Números:AçõesQtd. departicipantesHomensMulheresEBAFOR – Encontro Baiano de Formação (2009 e 2011) 45 27 18Encontros do Coletivo Estadual de Formação (2009 a 2011) 35 20 15Curso de Formação de Formadores, com dirigentes de 15 categorias,pelo plano da Escola NordesteOficinas de planejamento do grupo estadual de formadores/as sindicais(2010 e 2011)27 15 1225 15 1010 turmas do curso de ORSB das Regionais da CUT-BA 331 169 162Cursos de CEPS e Planejamento Estratégico para os sindicatos de baseda CUT-BA:SINDAE (saneamento), SINDITICCC (construção civil), SINDISAÚDE-RP, Sindicato de Verdade (Calçados), RESBAJA (Rede dos ServidoresPúblicos Municipais da Bacia do Jacuípe), SINTERP (radialistas),SISPUMUR (municipais) e CATRUFS (Pólo Sindical dos Rurais doPortal do Sertão)180 120 6001 turma do curso de Desenvolvimento, Políticas Públicas e Ação Regional(DPPAR), com ênfase no Orçamento Público, no Portal do Sertão 45 20 25Participação e representação política da CUT nos Fóruns Estaduais deEducação e de Educação Profissional50 --- ---2. Principais resultados:A consolidação e ampliação da representatividadedo Coletivo Estadualde Formação e da rede de formadoressindicais é um dos resultados maisimportantes do plano de formação emcurso. Este processo de fortalecimentodos atores da rede de formação daCUT no estado tem contribuído paradar maior consistência à construçãodo trabalho formativo de base da CUT--BA e de seus sindicatos, conforme seobserva na planilha de ações.A contribuição da formação ao processode regionalização precisa sermais aprofundada, a partir da articulaçãocom as demais políticas estratégicasda CUT-BA, o que exige um grandeesforço para potencializar açõesque se voltem à disputa por base derepresentação sindical e atuação protagônicada CUT na construção domodelo de desenvolvimento, na óticados trabalhadores. Nesse sentido, asturmas regionais de ORSB estimularamações nessa direção, potencializandoo papel mobilizador das Regionaisda CUT-BA para filiação sindical,e principalmente para o fortalecimentoda organização de assalariados rurais,agricultores familiares e servidores públicosmunicipais e para a construçãode iniciativas articuladas entre os sindicatosde base.No âmbito das políticas públicas, aCUT-BA tem ocupado espaços estratégicospara o controle social das políticasde Educação, a partir da participaçãonos Fóruns Estaduais de Educação eEducação Profissional, bem como estáem curso a negociação de um curso deelevação de escolaridade e qualificaçãoprofissional em gestão de cooperativase sindicatos, com o apoio da SUPROF/Secretaria de Educação do Estado.24


Formação Sindical naCUT CearáA Formação da CUT no estado doCeará tem sido um instrumento de interiorizaçãoque contribui para dar maiscapilaridade a ação sindical, por meiode filiações, registros sindicais, envolvimentodos dirigentes no conhecimentoe debate das bandeiras de luta.A nossa atuação através da formaçãonas diversas regiões do estado,conferiu mais visibilidade às ações dacentral - tanto aos trabalhadores/ascomo à sociedade em geral - e apontouavanços no intuito de garantir aorganicidade da formação às políticasestratégicas da CUT.O aprofundamento de ações formativas,com temas pautados nasconferências que estão acontecendodurante o ano de 2011, estimulou apotencialização da capacidade de intervençãoe a construção necessáriapara os processos de disputa de hegemonia,por meio do fortalecimentode novas temáticas geradas atravésde uma percepção critica da realidadee do incentivo ao diálogo. Criandoassim, condições de formular e proporpolíticas públicas com o objetivo debeneficiar a classe trabalhadora, e setransformando, no decorrer das atividades,em um processo de consolidaçãoda base sindical.Realizamos em 2011 dois encontrosregionais, em Sobral e Crateús, quecontaram com a presença maciça dossindicatos das regiões, um exemplo decomo esse trabalho tem potencializado edifundido a ação da CUT. Formaram-seno decorrer desse período, 7 novas turmasde Organização e RepresentaçãoSindical de Base (ORSB), sendo 3 emBarreira (abrangendo a região do Maciçode Baturité), 2 em Fortaleza (paraa região Metropolitana), 1 em Itapipoca(que contempla os Vales do Curu e Aracatiaçu)e 1 em Massapê (atendendo aregião Norte do estado).Contamos com9 formadores de diversas categoriascomo: comerciários, rurais, professoresestaduais, federais, servidores municipaise têxteis, que vêm sendo os multiplicadoresdo processo de formação noestado.Temos feito parcerias em todasas áreas de atuação da central, mostrandoa importância dos sindicatosestarem conscientes de seu papel nasociedade, seja no apoio aos jovens,às mulheres, aos negros ou a questõesrelacionadas ao meio ambiente,na conscientização que envolve temastratados nos cursos de ORSB (Organizaçãode Representação Sindical deBase) como a Conferência do TrabalhoDecente, Juventude e Mulheres(em todas as atividades), de forma alevar às categorias, a importância departicipar das conferências e ainda,oferecendo a elas conhecimentos relacionadosaos eixos prioritários e àmaneira de se fazer uma boa intervençãopara a classe trabalhadora.A nossa inserção no ano de 2011culminou com a filiação de sindicatos,sendo: 9- Urbanos, 8-Servidores Municipais,2-Rurais, no intuito de fortalecere ampliar o projeto CUT.Temos como objetivo realizar pelomenos mais 3 encontros regionaisnas macrorregiões Vale do Jaguaribe,Sertão Central e Cariri, com a meta deformar 8 turmas de ORSB, sendo 2 noCariri (Crato e Juazeiro do Norte), 1 naRegião Metropolitana (Fortaleza), 1 noSertão Central (Quixadá), 1 na RegiãoNorte (Sobral), 1 no Vale do Jaguaribe(Limoeiro do Norte), 1 nos Vales doCuru e Aracatiaçu (Itapipoca), 1 na Ibiapaba(Crateús) e desta feita, contemplarcerca de 200 dirigentes sindicais.Planejamos realizar na primeiraquinzena de novembro o Encontro Estadualde Formação, no qual apresentaremosaos secretários de formaçãodas entidades filiadas, o planejamentoda secretaria e as temáticas queserão abordadas, seguindo a políticanacional de formação, esperamos assim,atingir 90% dos sindicatosfiliados.Conclui-se que o trabalho desenvolvidopela secretaria nesse ano foi satisfatório,contudo, almejamos ampliar aformação dos dirigentes sindicais cearenses,no próximo período.25


Formação Sindical naCUT MaranhãoEntre Novembro de 2009 e Agosto de 2011 foram realizadas atividades deformação nos mais diversos níveis, podendo destacar as seguintes: Formação de 09 dirigentes em Formação de Formadores; Formação de 03 dirigentes para acompanhamento da Escola Móvel; Formação de 78 dirigentes em ORSB; Dois encontros estaduais de Formação; Dois módulos do FF continuado; 01 módulo do ORSB continuado em São Luís e Santa Inês; 02 seminários regionais fortalecimento sindical – Açailândia e São Luís; 05 reuniões do coletivo de formação.de Sindicatos de Trabalhadores Municipais,dois de Servidores Públicos Federais,um de Sindicato de Processamentode Dados, Um de Transporte Ferroviário,um de sindicato de Trabalhadoresno Comércio e um de Sindicato de TrabalhadoresUrbanitários. Na formaçãocontinuada houve a adesão de doistrabalhadores rurais e dois membrosoriundos da formação da juventude.Mensurar dentro de um espaço detempo tão curto os resultados obtidosa partir do atual plano de formação,seria uma atitude precipitada, porémnão podemos deixar de destacar quea partir da aplicação dos cursos, edos encontros, os membros das direçõespassaram a ser mais atuantes navida da Central, sindicatos voltaram àadimplência e filiamos mais um sindicatode trabalhadores municipais, o deSão João do Caru.Um outro destaque, é que a partir daformação de formadores, a atuação eparticipação da CUT em diversos fórunsfoi potencializada, como também se amplioua participação ativa em todas as atividadesda Central no estado.As planificações dos processossão feitas a partir das reuniões do coletivo,dos encontros estaduais, dosencontros regionais, sempre balizadosa partir das diretrizes da Política Nacionalde Formação.Dentre os objetivos traçados, oslocais escolhidos para realização dosORSB’s tinham como prioridade osmembros de direções de sindicatos detrabalhadores rurais, assim como servidorespúblicos municipais, o que foidevidamente observado e executado.Entre os formadores de dirigentesda CUT Maranhão, três são dirigentes26


Formação Sindical naCUT ParaíbaO processo de desenvolvimentodo Plano Nacional de Formação articuladoregionalmente e materializadona Paraíba no período entre 2010 eo primeiro semestre de 2011, com oacompanhamento político-pedagógicoda Escola Sindical da CUT, vemintervindo na ação sindical de maneiraefetiva e gerando processos de renovaçãode lideranças e fortalecendoo movimento sindical, contemplandoa estratégia de interiorização da CUTno Estado da Paraíba.Qualitativamente, os resultados obtidosnos cursos de FFD e ORSB, fizerama SEF adotar como ação mais significativaa articulação da rede de educadores/dirigentes,que contribuiu parao fortalecimento da formação e para aintervenção sindical nos sindicatos, federaçõese confederações.A abrangência da ação formativase deu nos municípios de CampinaGrande, João Pessoa, São Vicentedo Seridó, Boqueirão, Araçagi, Picuíe Nova Palmeira, contemplando 140dirigentes neste período.Ainda dentro da ação da CUTno estado, foi realizado um EncontroEstadual de Formação e doisencontros de Conselheiros, um emCampina Grande e outro na Regiãometropolitana.Assim culminaram as ações formativas comquatro turmas formadas, sendo:01 turma no litoral;01 turma na Região do Curimatau;01 turma na Região da Borborema e01 turma na Região Metropolitana.Estes grupos contavam com dirigentes sindicais, trabalhadorese trabalhadoras da base das seguintes categorias:Domésticas; Construção Civil; Eletricitários;Metalúrgicos; Calçadistas; Municipais;Bancários; Urbanitários e RuraisMuito motivos nos levam a crerque, conforme a avaliação dos participantes,a retomada da formação porparte da CUT traz o Movimento sindicalpara a ordem do dia para a classetrabalhadora no Estado da Paraíba.Foram feitos muitos elogios aos conteúdose à metodologia utilizada pelosDirigentes/Educadores que participaramdo Curso de FFD.Não se pode negar a participaçãodas mulheres na vida política do movimentosindical e a participação da juventude,apesar de ainda não termosestruturado a Secretaria da Juventudena CUT-PB.O Coletivo de Educadores/Dirigentestambém vem dando uma contribuiçãomuito significativa para a dinâmicada SEF.27


Formação Sindical naCUT PernambucoEm Pernambuco existem vários sindicatosfiliados a CUT com suas direçõesrenovadas no campo e na cidade,no serviço publico e no setor privado.Um número considerável de dirigentessindicais que está iniciando uma vidasindical. Há ainda outros, militantes hácerto tempo, que nunca tiveram contatocom a formação política. A partirdesse diagnóstico, priorizamos nossaintervenção formativa com o objetivode preparar tais dirigentes, dando-lhessubsídios necessários para a compreensãodo contexto histórico, entendimentosobre concepções e princípios‘CUTistas’ e percepção dos diversoscenários que compõem o universo sindicalno Brasil e no mundo.Sendo assim, realizamos nossasações distribuídas de tal forma quecontemplassem os diversos ramosexistentes e garantam a participaçãoda mulher e dos jovens. Além das quatroturmas de O.R.S.B - curso de Organizaçãoe Representação Sindical deBase - concluídas em todo o estado,criamos a Caravana da Formação quepercorreu quatro municípios. As caravanastêm o objetivo de construir umlevantamento mais preciso sobre asdemandas de formação locais. Juntamentecom a rede de educadores e aEscola Nordeste, estamos participandodas atividades da Escola Móvel enos preparando para realização de umdiagnóstico nos territórios escolhidospara receber este projeto. Existe, porparte da maioria dos(as) dirigentesque participaram deste processo deformação, uma compreensão maisclara sobre a necessidade do debatepolítico, da participação mais efetiva ecomprometida na ação sindical e, sobretudo,o desejo de que essa formaçãoseja contínua.O Programa Nacional de Formação,pensado e executado pela CUTNacional, através da Secretaria Nacionalde Formação, tomando comoreferencia as experiências do nossoestado, potencializa os dirigentessindicais para os desafios que a lutade classe exige. Com certeza, esteprograma já começa a oferecer frutosvaliosos desse comprometimentoda Central com formação. Fortalecera rede de educadores e ampliar deforma qualificada a rede nacional deformação deve ser uma tarefa, nãoapenas da Secretaria Nacional e SecretariasEstaduais, mas do conjuntode dirigentes sindicais que atuam emtodo o país. Dessa forma, estaremossempre atuando sobre bases sólidas,na construção de um país mais justoe sem as desigualdades sociais, aindatão presentes em nosso cotidiano.28


Formação Sindical naCUT PiauíO Plano só foi possível graças àsorientações do Plano Nacional de Formação,e pelo envolvimento da Direçãoda CUT/PI. Neste último quesito, destacamosa nossa participação qualificadanas conferências regionais do trabalhodecente, além do envolvimento cadavez maior nas diversas mobilizações.Sua construção e estratégias foram definidasnas discussões do COLEFOR/PI e do Encontro Estadual.Objetivos e MetasO Plano prevê (i) a construção darede de formação – dividindo o Estadoem 5 regiões e em cada uma turmade 25 formadores; (ii) interiorizaras ações CUTistas para atender ascomplexas demandas da diversidaderegional, filiando municipais, rurais eoutras categorias e integrando-os aoutras com atuações regionais; (iii)instrumentalizar os dirigentes sindicaisque atuam em diversos conselhos depolíticas públicas, realizando encontroe curso sobre fundamentos, dificuldadese desafios da atuação; (iv) empoderaros dirigentes para o processode negociação coletiva, propiciando adisseminação, sobretudo, as convenções151 e 154 da OIT.Ações desenvolvidasForam formados, pela Escola Nordeste,10 dirigentes (FFD), que atuamnas 5 regiões (Territórios de Desenvolvimento),cada uma com uma turma deORSB com 25 dirigentes. Essa ação,que envolveu também lideranças deentidades ainda não filiadas, propiciouuma aproximação com diversascategorias. Para 2011/2012, está previstaa realização de atividades parafortalecer a atuação nos conselhos depolíticas públicas. Sobre a negociaçãocoletiva, realizamos o Seminário sobreos desafios para a aplicação dasConvenções da OIT no setor público eprivado e, em parceria com o MTE, umcurso sobre o tema.Público AlvoAs principais categorias envolvidasforam os educadores, os da saúde,comerciários, telefônicos, servidoresfederais, estaduais, municipais, trabalhadoresna construção civil, na indústriade confecção, na indústria têxtil,na de bebidas, rurais, urbanitários,rodoviários, de processamento de dados,bancários, ferroviários, de empresasterceirizadas e pescadores.Principais resultadosA interiorização tem sido realizadaatravés de nove turmas que têm aproximadoos sindicatos recém-filiadosaos históricos. São 10 municipais filiados,outros 4 em processo, a organizaçãoe fundação dos servidores municipaisda saúde do Extremo Sul e areorganização da FETAM. De acordocom dirigentes, graças ao ORSB asações nas mesas de negociação estãomais consistentes, pois são frutode planejamento, organização e envolvimentoda categoria no momentoanterior à data-base. Ressaltamosque é perceptível a participação dedirigentes em cargos estratégicos nasentidades após o processo de formação,especialmente o ORSB.Agora, os desafios são a consolidaçãoda rede de formação, a implementaçãodo projeto Escola Móvel da Escola NE e acontinuação das ações para regionalizaras atividades da CUT, garantindo maiorempoderamento da militância na disputapela hegemonia da sociedade.29


Formação Sindical naCUT Rio Grande do NorteA ação formativa da CUT no Estadodo Rio Grande do Norte vem tendoum tratamento de reflexão e ação.Muitos dos desafios que estão colocadostêm contribuído para os processosde avaliação.Ao mesmo tempo em que as reflexõesacontecem, têm sido realizadasações que dão andamento ao PlanoNacional de Formação articulado regionalmente.A ação da CUT se dá em momentosdistintos e articulados com as entidadesfiliadas à CUT no Estado.1. Seminário “Reforma Tributária e osImpactos na Vida dos Trabalhadores”Realizado no dia 06/04/11 no auditóriodo IFRN, com a presença de dirigentesde sindicatos, federações e confederaçõesdo Estado. Mais de 170pessoas participaram da atividade.2. Uma turma de Dirigentes com 16pessoas participou do Curso de FFD,construindo uma rede de DirigentesSindicais. Esta turma de dirigentes sindicaisque têm como tarefa participarda ação política formativa da SecretariaEstadual de Formação da CUT-RN,contribui para a formação de Dirigentesde base. Investimos na Base e noslocais de trabalho, tendo a formaçãocomo instrumento de disputa do ProjetoCUT na Sociedade e na disputa:Capital X Trabalho.3. Duas turmas no curso de Organizaçãoe Representação Sindical de Base– ORSB, envolvendo a organizaçãodos Ramos de produção: Metalúrgicos,Rurais, Municipais da Indústria eServidores Públicos federais e sindicatosda produção privada.Sindicatos que participaram dos ORSB e FFD:Sindicato dos Servidores Publicos Municipais de CarnaubaisSindicato dos Empregados no Comercio de MossoróSindicato dos Empregados no Cormecio de NatalSindicatos dos Mertalúgicos de MossoróSindicato dos Mertalúgicos de NatalSindicato dos Trabalhadores em Educação do RNSindicatos dos Servidores Publicos Municipais de MossoróSindicato dos Trabalhadores Rurais de JandairaSindicatos dos telefônicos do RN - SINTTELEste processo possibilitou a construção de novas lideranças envolvidas no ProjetoCUT, assim como impulsionou novas filiações à CUT-RN.Sindicatos que se filiaram a CUT neste período:STR de PedênciasSindicatos dos Servidores Publicos de Florânia - 2011Sindicatodos Trabalhadores nas Empresas Prestadoras de Serviços do RN -2011Sindicato dos Servidores Públicos de Tenente Laurentino Cruz -2011Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Empresas de Lavanderias e Tinturariasno RN-2011Sindicato dos Empregados no Comercio de concessionárias e Distribuidora deVeiculos Peças e Acessórios e Administradora de Consórcio de Automoveis deMossoró - 2011Sindicato dos Empregados em Supermercados e Hipermercardos de Mossoró - 2011Sindicatos dos Trabalhadores na Industria de Doces e Conservas Alimentíciasdo RN - 2011Sindicato dos Empregados no Comercio do Municipio de Parnamirim - 2011Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Guamaré - 2011Sindicatos dos Servidores Publicos Municipais de Marcelino Vieira - 2010Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Parelhas - 2010Sindicato dos Servidores Publicos Municipais de Porto do Mangue - 2010Neste sentido, compreende-se que o papel estratégico da formação sindical estásendo reafirmado como processo de interiorização da CUT no Estado, frente àsdiferentes categorias dos meios urbano e rural.30


Formação Sindical naCUT SErgipeA política de formação da CUT-SEestá estruturada em três ações estratégicas.A primeira, o programade formação político-ideológica dedirigentes e militantes sindicais paradisputa de hegemonia na sociedade.A segunda, o projeto CineCUT parapromoção de filmes e documentáriosque possibilitem um conhecimentocrítico sobre a realidade política e socialbrasileira e do mundo, em praçavivemos; Os objetivos históricos eimediatos da classe trabalhadora;História do sindicalismo, no mundo eno Brasil), com recursos próprios daCUT-SE, contando com mais de 60participantes da capital e do interior.Já o CineCUT é realizado toda primeirasexta-feira do mês em frente àsede da CUT-SE e, com a estratégiado projeto Escola Móvel de Formaçãoe Fortalecimento Sindical no Nordeste,fortalecer a luta nacional pela aberturados arquivos do regime militar.A CUT-SE tem intensificado o processode consolidação e ampliaçãoda sua base de representação sindical,atuando nas eleições sindicais ena fundação, filiação e regularizaçãodo registro sindical de sindicatos nabase CUTista. Nesse sentido, com oapoio da Escola Nordeste, foi realizadoo curso sobre registro sindical comvisa-se interiorizar essa iniciativa,pública. Na terceira, estão as políticasestratégicas da CUT acerca da a fim de ampliar a visibilidade da CUT50 dirigentes de sindicatos filiados eem processo de filiação. Além disso, acomunicação, juventude e mundo do nas cidades do interior.CUT-SE tem denunciado o “comércio”trabalho.Por outro lado, no âmbito das políticasestratégicas, houve maior apro-de cartas sindicais e atuado sistematicamenteno combate à fundação deNo âmbito do PNFD-CUT, a CUT-SEtem participado da estratégia do curso fundamento do debate sobre o direitosindicatos cartoriais, através de açãode Formação de Formadores, desenvolvidopela Escola Nordeste, bem democratização, envolvendo dirigen-à comunicação e importância da suadireta e processos judiciais.Nesse último período, a ação sindicalcomo realizado Encontro Estadual tes sindicais da base CUTista e liderançasde entidades da área de co-e formativa tem se direcionado no fortalecimentoda organização do ramo dosde Formação e reuniões do Coletivo,enquanto iniciativas voltadas para o municação popular. Noutra dimensão,trabalhadores públicos municipais parafortalecimento da Rede de Formação a CUT-SE tem realizado semináriosno estado.Na implementação do plano deformação, o curso de formação político-ideológicarealizou três etapasformativas (O mundo e o Brasil quesobre a memória de resistência à DitaduraCivil-Militar de 1964, contandocom o apoio da OAB, como umaestratégia para popularizar a históriade lutas pela democracia no Brasil econsolidação de sua federação estadual(FETAM-SE). Com isso, a CUT-SE temenraizado sua ação sindical pelo interiordo estado e contribuído para a luta pelavalorização do serviço público.Ações desenvolvidasAtividadesQtd. departicipantesEncontro Estadual de Formação 40Curso de Formação de Formadores, pela Escola Nordeste 18Realização de 04 Módulos de Curso de Formação Político-ideológica para dirigentes sindicais 60Curso de Regularização do Registro Sindical 50Seminário de Comunicação Sindical 45Curso de Comunicação para dirigentes sindicais da CUT e sindicatos filiados 5531


Formação Sindical como um dosfundamentos estratégicos da ação da CUTJosé Celestino LourençoSecretário Nacional de FormaçãoNão há duvidas atualmente na CUTque a formação sindical cada vez maisassume uma papel estratégico na afirmaçãoda nossa concepção sindical.Sobretudo, porque os referenciaispolíticos e organizativos da políticaNacional de Formação e dos nossosplanos de formação, inserem tal políticano mesmo campo de disputa dehegemonia da sociedade..É importante neste sentido resgatarmosos princípios que dão base atais da formação CUTista:Classista e de MassasA formação da CUT busca capacitar ostrabalhadores e trabalhadoras para aorganização e a ação sindical necessáriasàs conquistas dos seus objetivos.Atua no sentido de despertar a consciênciade classe e a percepção da importânciada unidade para a luta. Temcomo meta atingir amplos setores dostrabalhadores, procurando articular asdimensões do cotidiano do local de trabalhocom as demandas da classe.to, ao seu projeto político-sindical etem como referência as resoluções desuas instâncias. Sua formulação, execuçãoe sustentação financeira sãode responsabilidade das entidades,fóruns e instâncias. Daí, a importânciada relação permanente com as demaisSecretarias e Políticas da Central.Democrática, Plural e UnitáriaA formação deve estimular o debateentre as diversas correntes deopinião presentes no interior do movimentosindical CUTista, criando condiçõesnecessárias para que as distintasconcepções aflorem, se conheçam,se confrontem e busquem na diversidadeos elementos de unidade parauma ação unificada e fortalecedora daidentidade de classe.Unificada e DescentralizadaA formação CUTista é uma políticaunificada quanto à sua concepção,objetivos, prioridades e estratégias deimplantação. A partir de uma gestãocoletiva e nacionalmente articulada, édescentralizada quanto à sua elaboraçãoe implementação, considerandoas especificidades de cada região eestados e dos setores produtivos organizadosna Central.Processual, Permanente, Planejadae SistematizadaA formação é um processo contínuoe permanente, que acontece nosdiversos momentos da vida cotidiana.Para garantir sua organicidade com osprincípios, compromissos e deliberaçõesda Central e conduzir à apropriaçãoe sistematização do conhecimentopelos sujeitos - educandos, deve serplanejada. Da mesma forma, deve serobjeto de sistematização, contribuindopara a reflexão sobre a organização ea luta sindical, e potencializando a ca-IndelegávelA formação é uma política permanenteda CUT que vincula-se, portanpacidadeeducativa das ações.Instrumento de Reflexão Críticae de LibertaçãoA formação tem como objetivocontribuir para que os trabalhadorestenham uma visão crítica da realidadeconcreta, das relações sociais edo mundo em que estão inseridos ese percebam como sujeitos da história:capazes de analisar a realidade,elaborar propostas para a sua transformaçãoe agir coletivamente comconvicção e consistência em seus propósitos.Integralidade do Ser HumanoO trabalhador é um ser com múltiplasdimensões, estabelecidas porcontínuas e complexas relações sociaisde uma realidade e um mundocultural no qual se interpolam teoriase práticas heterogêneas e mesmo antagônicasno cotidiano do trabalho, dafamília e da comunidade. As atividadesde formação devem considerar essasdimensões, formas de manifestação epercepção da realidade e buscar, atravésde uma relação dialógica, levar ossujeitos a novas posturas, norteadorasde uma práxis emancipadora.Contra as DiscriminaçõesA formação deve ser um instrumentoobjetivo de luta por mudanças de valoresculturais e comportamentos que signifiquemdiscriminação e exclusão de segmentossociais determinados por suascondições gênero, étnico-raciais, deficiênciase opões sexuais, ideológicase religiosas. Deve, portanto, valorizar eincentivar a solidariedade, a integraçãosocial e a luta pela igualdade de direitose o respeito a todos sem distinções.Dimensões Política, Cultural eTécnica32


A formação CUTista abrange asdimensões da educação informal eformal, buscando continuamente o reconhecimentosocial e institucional dosaber acumulado pelos trabalhadorese trabalhadoras, na vida em geral e notrabalho em especial.São princípios, que colocam-secomo condicionantes políticos e culturaispara a valorização dos trabalhadorescomo cidadãos plenos, e na disputapelo direito à mais ampla e profundaeducação, baseada no saber historicamenteacumulado pela humanidade econjugado com a mais alta técnica 1 .Deste modo, ao estruturarmos programasde formação como OrganizaçãoSindical e Representação Sindical deBase, Formação de Formadores, NegociaçãoColetiva, Desenvolvimento ePolíticas Públicas, todos orientados pelosprincípios anteriormente expostos,estamos dialogando diretamente com osdesafios assumidos pela CUT, de acordocom a amplitude de seus desafios. Principalmenteno sentido de forjar uma novaconsciência, resultante de um amplo investimentona formação política e ideológicados trabalhadores e trabalhadoras.A formação sindical ao assumir talpostura, se assume como um instrumentoa mais para a CUT, nas lutas eenfrentamentos da classe trabalhadorana direção definida por nossas bases.A partir da análise conjuntural doscenários políticos, das correlações deforça nos diversos níveis de enfrentamento,da capacidade de mobilizaçãoe organização, são definidas asestratégias de enfrentamento político.A formação sindical é também partedesta definição.Neste sentido, reafirmamos o caráterideológico de nossa prática formativa.Não se trata de ações, programas,cursos, atividades que se esgotam emsi mesmos. O sentido de tais ações édado por tais referencias da disputaem que nos inserimos.Se a CUT tem como horizonte alibertação da classe trabalhadora, a1Política Nacional de Formação – História,princípios, concepção e organização nacional,agosto de 1999conquista de uma soceidade sem exploração,onde o trabalho humano sejaconsiderado digno, onde os trabalhadorese trabalhadoras se realizem nasua atividade profissional, onde a harmoniaentre o trabalho e meio ambienteseja uma realidade, a formação sindicalexiste e se fortalece ao despertarsujeitos conscientes de tal realidadee das relações sociais em que estãoenvolvidos e também sujeitos críticos,que assumam posturas capazes deenfrentar e transformar.Nestas décadas de formação sindical,cada vez mais temos a convicçãodo acerto nas escolhas teórico--metodológicas que deram e dãobase aos nossos planos e programasde formação sindical.Tal convicção se dá pelos inúmerosexemplos de dirigentes sindicais quepassam pelos processos formativos evão ao longo do tempo assumindo novasposturas, novos desafios, novosespaços públicos ou privados e vãogerando novas conquistas para a classetrabalhadora brasileira.Não temos nenhuma modéstia aoreconhecer o lugar da formação sindicalnas mudanças ocorridas na sociedadebrasileira nos últimos anos, poisos próprios dirigentes, participantes detais conquistas, se reconhecem comofruto e resultado de tais processos.Ao considerarmos o sentidoda ideologia em Marx, querelaciona luta de classes epoder político, o sentido denossa formação é profundamenteideológico, pois nossaformação sindical coloca a CUT nocentro da disputa pelo destino denossa sociedade.Definir temas na formação sindicalpara nós vai muito além de tratar detemas restritos à relações de trabalhoe à organização sindical. Nossostemas de trabalho tem a amplitude doprojeto político e sindical da CUT.Consideramos os temas sindicaisstricto sensu, como a estrutura sindical,negociação coletiva, organização nolocal de trabalho, base de nossos processosde formação. Porém, entendemosque as mudanças profundas quequeremos para a classe trabalhadoradeve considerar outros elementos.Ao considerarmos os aspectos econômicos,históricos, sociais e culturaisque definem o Brasil, a partir de nossaperspectiva, vemos que é caracterizadopor uma profunda desigualdadesocial e econômica, pelo autoritarismodas relações sociais e pelo preconceitoe discriminação social e cultural.A Política Nacional de Formação –PNF não fecha os olhos para tal desafio,ao contrário, tem buscado diversosmecanismos para despertar nos e nasdirigentes sindicais suas melhores possibilidadesde intervir na realidade.A PNF parte das realidades concretasem que os dirigentes desenvolvemsuas ações, considerando inclusive orecente contexto de disputa sindicalmuito mais complexo, que agora aliaas propostas de centrais sindicaisconservadoras (como com os tradicionaispelegos) até concepções que seautodefinem como revolucionárias eque se julgam mais combativas e maisclassistas do que a CUT.Aliar a tarefa de consolidar o projetosindical CUTista com a necessidadede realizar ações conjuntas sobretemas comuns com outras centrais(como por exemplo, o aumento dosalário mínimo, a redução da jornadade trabalho, a manutenção dos direitostrabalhistas, entre outros) tem sidotambém um desafio para a formação.Colocar a diferença ideológica entretais propostas sindicais no foco dosdebates provocados pelas atividadesde formação sindical, mostrou-se umaestratégia acertada da política de formaçãosindical.Neste sentido o engajamento detodos e todas dirigentes e militantessindicais no aprimoramento e na execuçãoda Política Nacional de Formação,é condição fundamental para oenraizamento do nosso projeto políticoe sindical desde os locais de trabalho.33


Escola de Formação Sindical da CUT Apolôniode Carvalho – CENTRO OESTEPlano Nacional de Formação de Dirigentes – PNFDda Central Única dos Trabalhadores na Região Centro Oeste.O período que compreende os anosde 2009, 2010 e 2011 a Escola CentroOeste Apolônio de Carvalho, vem coordenandoPlano Nacional de Formaçãode Dirigentes da CUT na Região CentroOeste, ao qual, mais de 600 trabalhadorese trabalhadoras sindicalistaspassaram pelo processo de formaçãopolítica e social da Central Única dosTrabalhadores. Pautados por dois eixosde ação sindical, os conteúdos etemas trabalhados nos módulos doscursos de Organização e RepresentaçãoSindical de Base e Formação deFormadores tiveram o objetivo de proporcionarreflexões acerca da atuaçãoda CUT em sua base e na sociedadebrasileira. Desta forma, os conteúdosvisam: dentro do Eixo 1: Fortalecimentoda Base e no Eixo 2: Democratizaçãodo Estado Brasileiro.No eixo 1 os conteúdos são voltadospara a compreensão do processode construção do movimento sindicalno Brasil e no mundo no passado e naatualidade. As mudanças no comportamentoda classe trabalhadora e osefeitos das constantes transformaçõestecnológicas e estruturais do sistemade produção no local de trabalho e nasociedade contemporânea. Do sindicalismolivre e autônomo do início doséculo XX ao sindicalismo corporativista,fragmentado e preso às regulamentaçõesda CLT e do Ministériodo Trabalho do período Vargas atéa constituição de 1988 os conteúdosbuscam proporcionar o debate acercada ação sindical que vai contrária à lógicacorporativista e pelega e que buscaa liberdade e autonomia sindical.Os campos e correntes que defendemcada linha de atuação no movimentosindical e os princípios que criaram emantém a Central Única dos Trabalhadorescomo a maior Central Sindicaldo país e uma das maiores do mundo.O que é ser um sindicato, um ouuma sindicalista CUTista? Quais osprincípios que regem a ação sindicalCUTista? O que defendemos? O quequeremos? E, o que somos? São perguntasque estão presentes no nossopercurso metodológico e que são trabalhadasno dia-a-dia da nossa formação.Mais que uma concepção e práticasindical, o ORSB tenta construir, coletivamente,o conhecimento necessáriopara uma prática sindical do cotidiano,as questões burocráticas e convencionaise a sua conexão com a realidadesocial. Dessa forma, a compreensãoque se passa é que não adianta ser umótimo sindicalista no campo da negociação,da regulamentação oficial e daburocracia sindical do dia-a-dia, mas épreciso compreender melhor a sociedadeà qual sua base está inserida. Seusanseios, suas atitudes, sua formaçãoe suas perspectivas de vida e sonhos.Além, é claro, dos elementos culturaise históricos que compreendem a política,a economia e a educação de suascomunidades. Sendo assim, os conteúdose temas escolhidos e trabalhadosna Escola Centro Oeste Apolônio deCarvalho, trazem elementos históricose culturais da Região Centro Oeste esuas particularidades que irão influenciarnas atitudes da base de nossossindicatos. A cultura agrária, machistae patriarcal e as influências do coronelismona cultura política do CentroOeste são elementos essenciais paracompreensão da relação dos(as) sindicalistascom os sujeitos de suas basesde atuação.34


Nesse sentido, é importante tambémque se pergunte: Com quem falamos?Quem defendemos? Que sujeitose sujeitas são esses(as)? Contraquem lutamos? Essas questões, assimcomo as anteriores, são problematizaçõesmetodológicas para a construçãode percursos de formação que proporcionema reflexão acerca dos sujeitose sujeitas que constituem a classe trabalhadorado século XXI, em especialaqui na região Centro-Oeste.O Eixo 2 compreende um conjuntode conteúdos e temas que proporcionama reflexão acerca da atuação dosindicato na luta pela democratizaçãodas políticas públicas no Brasil, ou democratizaçãodo Estado e a luta de hegemoniainstaurada entre as classessociais no país. O movimento sindicalnão deve se tornar um mundo em uma“redoma de vidro ou cristal”, é precisoque esteja a par das políticas de desenvolvimentosocial, cultural e econômicoda classe trabalhadora. A consciênciade classe passa pela luta não apenaspor direitos trabalhistas, mas, tambémpelas condições dignas de moradia,alimentação, educação, lazer, meio ambientee cultura da classe trabalhadora.Nesse sentido, é necessário que nossossindicatos compreendam a importânciade suas participações nos organismosconsultivos e deliberativos de políticaspúblicas no Brasil, como os conselhosmunicipais, estaduais e nacionais, osterritórios rurais e de cidadania e os comitêsde bacias hidrográficas, criadospara participação ampla da sociedadena elaboração de políticas públicas paraos estados, municípios e nação brasileira.No caso da Escola Centro OesteApolônio de Carvalho, existe o subsídioda sua participação em dois grandesprojetos do Governo Federal na regiãode atuação junto às organizações deeconomia solidária no Centro Oeste eaos colegiados territoriais dos territóriosrurais e de cidadania do Estado de Goiáse Entorno do Distrito Federal.Pautar as ações sindicais a partirde uma política territorial quer dizerque o que está em foco é a disputade hegemonia da classe trabalhadorano contexto da sociedade brasileira.É, acima de tudo, pensar o sindicatocomo uma ferramenta de luta da classetrabalhadora na relação Capital XTrabalho que se dá no seio da produçãocapitalista industrial e agrária nosambientes rurais e urbanos. A políticaterritorial, quando colocada em prática,pode contribuir para a sensibilizaçãoda classe trabalhadora quantoà necessidade de se construir umaidentidade de classe ou consciênciade classe. O termo política territorialse constitui no elo entre os princípios,metas e ações do sindicato e a identidadeterritorial necessária para a defesados interesses dos trabalhadores etrabalhadoras, ou seja, só se defendeaquilo no qual se tem identidade territorial.A disputa entre classes se materializano espaço geográfico formandoespaços diferenciados pelas condiçõessocioeconômicas daqueles queos construíram.O padrão de moradia, a infraestruturautilizada, a disponibilidade deserviços de saúde, cultura e educaçãoessenciais à qualidade de vida,diferenciam e separam as classes sociaisna cidade e no campo. A luta porigualdade social coincidirá tambémcom a luta de igualdade espacial, pelaconstrução de espaços que permitama todas as classes sociais o acessoaos instrumentos essenciais para umavida digna à qual temos direito. Lutarpara que isso aconteça é também lutarpela categoria de seu sindicato, assimcomo lutar pela categoria passa pelaluta por melhores condições de vidafora do local de trabalho. Diante disso,não se pode mais pensar no sindicatocomo algo limitado às estruturas do localde trabalho. A política sindical deveser acima de tudo, uma política territorialsindical.No programa de Formação deFormadores, buscamos o reforço dosprincípios e conteúdos trabalhadosno ORSB e direcionamos a formaçãopara o campo pedagógico e da formaçãode novos dirigentes como formade ampliar a formação CUTista emnossa base territorial. Nesse sentido,os conteúdos são acrescidos de elementosnos levam à compreensão dosprojetos de educação que disputam aeducação brasileira, seus princípios,35


suas formas e seus conteúdos. Qual oprojeto defendido pelo movimento sindicale qual aquele que queremos paraa classe trabalhadora?A formação crítica do militante sindicalpassa pela compreensão do quevem a ser a Formação Integral doTrabalhador e da Educação Para aClasse Trabalhadora. Com o objetivogeral de Criar e Fortalecer a Rede deFormadores da CUT em todo o país.O FF está relacionado à formação dosColetivos de Formação das entidadesestaduais e de nossos ramos de atuação.Foram 3 turmas de Formaçãode Formadores do PNFD e uma turmaque foi desenvolvida por conta própriada Escola em 2008.Desse trabalho podemos perceberresultados significantes como a inserçãode novos dirigentes no movimentosindical em todos os estados. Egressosdas nossas turmas assumiram direçõesem seus sindicatos e em suasrespectivas centrais estaduais, apresentandopoder de renovação do quadrode dirigentes sindicais na região. Arealização do primeiro curso regionalde juventude e do primeiro seminárioregional de formação que resultou naorganização de coletivos estaduais dejuventude e o fortalecimento dos coletivosestaduais de formação. Mas omais importante foi a reestruturaçãodos coletivos estaduais de formaçãocom participação de egressos na organizaçãoe colaboração no processode formação em ORSB de seus estados,organização de diversos semináriostemáticos em seus sindicatos entreoutras ações.Entre o lado negativo do FF podemosdestacar quanto ao perfil de algunsparticipantes que não condiziamcom a realidade exigida para participardo mesmo. Chegaram para fazero curso, militantes recém-chegadosno movimento sindical e que não tinhamcondições de compreender oconteúdo e os temas trabalhados, nãofazem um retrospecto geral da históriado movimento sindical trabalhadano ORSB, isso fez com que algumasturmas trabalhassem muito o básico eo curso se tornou uma mescla de FFcom curso básico, prejudicando o bomdesenvolvimento de nossa metodologia.Outro ponto negativo foi a evasãoque foi considerável, gerando prejuízosfinanceiros ao programa.Programa Formação de Formadores – FFNº deTurmasNº departicipantesNºMulheresNºHomensNº deJovensNºNegros/asNº Trabalhadorescom DeficiênciaNº TrabalhadoresIndígenas3 93 38 55 16 14 1 -Quanto ao ORSB, foi significativaa participação de militantes do interiorde seus respectivos estados, mostrandoum grande poder de ampliação denossas ações sindicais e proporcionandoo fortalecimento dos princípiosque orientam a ação sindical da CUTentre seus sindicatos e sindicalistas.Pode-se observar várias reflexões acercado “descobrimento” ou “reencontro” do militantecom a CUT, ou seja, ao reforçaros nossos princípios, proporcionamosmomentos de reflexões sobre nossaspráticas sindicais do dia-a-dia e isso foibem destacado no momento de avaliação.Em muitos casos encontramoscom dirigentes recém-chegados nomovimento e que não sabiam do quese tratava ser um sindicato CUTista.Mas, também nos deparamos com sindicalistasantigos no movimento quereformularam suas concepções, principalmenteno que se refere às questõesde raça, gênero e diversidade sexual.A participação de militantes do interior proporcionou várias manifestações importantesde realização de atividades formativas no interior em seus municípios eem seus sindicatos ou federações, foram seminários e encontros temáticos quesurgiram do momento de participação no ORSB proporcionados pelos momentosde troca de experiências e debates ideológicos.De forma geral e resumida, o Plano Nacional de Formação de Dirigentes daCentral Única dos Trabalhadores no Centro Oeste teve suas metas e objetivosalcançados com sobra. Fato que fez crescer a demanda por formação na regiãocom solicitações de abertura de mais turmas de ORSB e de FF.Além das ações desenvolvidas nos âmbito do PNFD, a ECO/CUT tem desenvolvidodentre as suas atividades formativas uma extensa formação sindical debase junto com as CUTs e Sindicatos da região Centro-Oeste, dentre as quaisdestacamos:• Assessoria na Sistematização em atividades da FITTEL, Congressos e Plenáriasdas CUTs;• Assessoria nos Congressos do SINTEGO/GO, SINPRO/DF, FETEMS/MS eSINTET/TO;• Curso de Formação de Dirigentes com o Sindicato dos Bancários do DF;• Curso de Formação de Dirigentes com o Sindicato dos Vigilantes do DF;• Curso de Formação de Dirigentes com o SINPAF;• Curso de Formação de Dirigentes com o SINPOL/MS;• Curso de Formação de Dirigentes com o SINTTEL/GO;• Encontros Regionais de Formação;36


• Oficinas Pedagógicas da Equipe e Regional;• Palestras e Seminários em Escolas e Universidades públicas e privadas;• Planejamento Estratégico com a FETEC/CN/CUT;• Planejamento Estratégico da Direção da CUT/DF;• Planejamento Estratégico da Direção do SAE/DF;• Planejamento Estratégico da Direção do SINDSERVIÇOS/DF;• Planejamento Estratégico da Rede Abraço/DF;• Programa de Formação do SINPRO/DF;• Reuniões com o Coletivo Regional de Formação;• Seminário Estadual de Formação com o SINPOL/MS;• Seminários Regionais da Juventude, dentre outros.Dentre estas ações formativas desenvolvidas,destacamos o Programade Formação do SINPRO/DF, que aECO/CUT vem realizando desde o anode 2004, atividades em Goiânia e CaldasNovas/GO. O Programa consiste em:1. Curso de FormaçãoSindical InicialEste é um Curso Básico, inicialvoltado para a formação dedelegados(as), representantes sindicaisde base e dirigentes do SINPRO.Já foram realizadas 13 turmas do Curso,totalizando 520 representantessindicais e dirigentes. Além de maisuma turma que será concluída até ofinal de 2011. Duração: 03 módulosde 03 dias – 24 horas x 3 = 72 horas.2. Curso de Formação deDirigentes AvançadoA partir do ano de 2009, surgiu a demandade aprofundamento da formaçãoe a partir deste ano, foi iniciado também,Cursos de Formação de DirigentesAvançado. Estes cursos têm a mesmaconcepção do anterior, porém maisaprofundado nos conteúdos, nos debatese nas reflexões. Ele se inicia a partirdos conteúdos do Curso Básico, paraquem já participou. Esta sendo concluídano mês de outubro a 4ª. Turma, comum total de 140 participantes. Duração:05 módulos de 03 dias = 120 horas + 80horas à distância. Total: 200 horas.Este Curso tem como finalidadepropiciar formação para que o(a)professor(a) mesmo aposentado(a)não se afaste do sindicato e da lutasindical. Ele visa promover a formaçãosindical de forma prazerosa... intercalandocom atividades de lazer edescontração, para ser mais atrativaa estes trabalhadores(as). Já foramrealizadas 11 turmas do Curso, totalizandomais de 500 professores/asaposentados/as participantes.Local: os Cursos serão realizadosem Caldas Novas/GO com a duração:04 dias (02 dias voltados paraformação sindical e 02 dias para atividadesorientadas de lazer).4. Seminários de FormaçãoSindical e Política comos Funcionários doSINPRO/DFA partir da formação com os representantessindicais e dirigentes,começou-se a pensar uma propostade formação para o quadro de funcionáriosdo Sindicato. Neste sentido,já foram realizados 02 Seminários deFormação Sindical e Política com osFuncionários do SINPRO/DF e mais02 Seminários que irão acontecer atéo final de 2011. Eixo: Formação PolíticaSindical e, a partir de 2011, aperfeiçoamentoprofissional na área deatuação de cada um.5. Curso de Formação deFormadores (Novo)Proposta para iniciar este ano (emnovembro) a primeira Oficina com oobjetivo de formar a primeira turma doCurso de Formação de Formadorespara atuar na formação do SINPRO/DF.O objetivo do curso de formação de formadoresé formar pessoas para fazernos seus locais de trabalho e no âmbitode atuação do Sindicato a formaçãode novas lideranças da educação nassuas bases e locais de atuação.ECO/CUT... a formação que acontecea muitas mãos!!!A quantidade de atividades da ECO/CUT: Reuniões, Cursos de Formação,Seminários, Oficinas, Projetos, Assessoriase outros eventos demonstram otamanho do compromisso e responsabilidadecom a nossa Escola. Compromissoe responsabilidade coletivos: da coordenaçãoexecutiva, da equipe de educadorese colaboradores, das CUTs e sindicatos,do movimento da economia solidária,dos agentes de desenvolvimentoterritorial, dentre outros apoiadores/as.que fazem acontecer no dia-a-dia umaeducação, que possui a intencionalidadede transformar a realidade a partir daação e do protagonismo dos sujeitos, nonosso caso, dos trabalhadores e trabalhadorasda região Centro-Oeste.3. Cursos de Formaçãocom os Professores/asAposentados/as37


A Formação da CUT nos Territórios Rurais e de CidadaniaA ECO/CUT, ao longo dos seusquase vinte anos realizou diversasatividades formativas na região: cursos,seminários, encontros, palestras,projetos, programas, assessorias,dentre outras atividades. Atuando emdiversos níveis de formação: educacional,política, social e sindical dostrabalhadores e trabalhadoras, buscandoaprofundar coletivamente umaconcepção de formação e educação,que privilegie os saberes, os valores,os conhecimentos, as vivências e asexperiências acumulados pelos trabalhadores/asao longo de suas vidas.Mais recentemente, a ECO/CUTampliou sua atuação para além domovimento sindical, passando a atuarna formação com os Territórios Ruraise de Cidadania.Além da economia solidária, aECO/CUT fez uma parceria (desde oano de 2008) com o Ministério do DesenvolvimentoAgrário e Secretariade Desenvolvimento Territorial, paradesenvolver o Programa de AçõesTerritoriais nos Territórios Rurais e deCidadania do Estado de Goiás, MinasGerais e Distrito Federal, com duasfrentes de atividades:1. atividades de formação, com cursos,seminários, oficinas e assessoriasvoltadas para as políticasterritoriais ;,2. elaboração, revisão e qualificaçãodos PTDRS - Planos Territoriaisde Desenvolvimento RuralSustentável.Dentre as atividades, que foram eserão desenvolvidas, destacamos:• Curso de Formação de Agentesde Desenvolvimento Territorial;• Seminário para a inserção da Juventudeno Desenvolvimento Territorial;• Curso de Formação nos Referenciaisda Gestão Social do DesenvolvimentoTerritorial;• Curso de Formação de Formadoresem Desenvolvimento Territorial;• Oficinas de Cultura e DesenvolvimentoTerritorial;• Seminário Estadual de Educaçãodo Campo;• Oficinas Territoriais de Educaçãodo Campo;• Intercâmbios de Educação doCampo;• Curso de formação em PlanejamentoTerritorial;• Curso de formação controle socialda gestão social dos colegiados.A primeira fase do Projeto foi de elaboração,revisão e qualificação dosPTDRS - Planos Territoriais de DesenvolvimentoRural Sustentável, concluídaem agosto passado, onde foramelaborados os PTDRS dos Territórios:A concepção do Programa e detodas as ações é a idéia de que asfunções da agricultura e todas as dimensõesdo desenvolvimento localconvergem para o Território, para apreservação e valorização dos seusrecursos humanos, relações econômicas,naturais, patrimoniais, acolhimentoe bem estar oferecido pelo Território.O Território está no centro de umaabordagem global da agricultura e é oagregador de diversas dimensões. Entendendocomo ocupação de lugar e deespaço, uma necessidade da sociedadepara estabelecer suas relações.A adoção do desenvolvimento territorialcomo estratégia de execuçãodos programas e ações considera aidentidade um elemento fundamentaldo território, relacionando-o com suasorigens, modos de produção e ocupaçãodos espaços, com o contexto sociale com um futuro mais solidário eindependente para os trabalhadores/as do setor rural.Compreender a formação da identidadeterritorial é fundamental parapensar, propor ações, projetos e planospara as populações que vivem nocampo. Para que o rural se apodere desua capacidade de transformar a realidade,assumir responsabilidades como próprio destino e participar como sujeitodo desenvolvimento nacional.Trata-se fundamentalmente de umavisão inovadora, mesmo que com dimensõesdiversas. Definidas por umaprática solidária, responsável e humanae por concepções comprometidascom o meio ambiente, com o futuro doplaneta e com a vida das pessoas.Território é uma categoria políticasocial. Identidade é movimentação,historicamente determinada e determinante,de inserção comunitária, sempreconstruindo e definindo característicaspróprias gerando apropriação porparte das pessoas em seus espaços.A opção é afirmar e reconstruirparadigmas, um deles, o do desenvolvimentonão é simplesmente ummovimento de acúmulo do capital, éa movimentação coletiva, que envolvemudanças sociais, culturais, econômicas,políticas e fundamentalmente humanas.Envolve identidade e território.Para nós da ECO/CUT estar inseridosnesta discussão é motivo de orgulho,pois, cada vez mais reafirma onosso papel de contribuir para que aformação seja um instrumento de lutapor um mundo melhor para todos/as.38


Formação Sindical na CUT GoiásA formação sindical em Goiás respondeu,na medida do possível, às definiçõesda CUT Nacional e, mais precisamente,ao que deliberou o ColetivoNacional de Formação - CONAFOR.Também foi fundamental para determinaros rumos a Escola Centro-Oestede Formação Sindical da CUT Apolôniode Carvalho.a. Processo de construção doPlano de Formação:Em 2009, ocorreu a eleição para a Direçãoda CUT-GO, que resultou numasignificativa mudança na configuraçãodos cargos, inclusive na Secretaria deFormação. Como desdobramento dissohouve, entre outras consequências,uma certa demora no desenvolvimentodo Plano Nacional de Formação deDirigentes. Somente a partir de marçode 2010 é que conseguimos realizaro Curso de Formação de Dirigentespara Organização e Representaçãode Base (ORSB). A Secretaria de Formação,sem o mínimo de estrutura,se valeu da colaboração totalmentevoluntária de membros da direçãoque se colocaram à disposição. Comestas pessoas criamos, com egressosdo FF, a Coordenação de Formaçãoda CUT-GO, que ficou assim constituída:Antônio Neto, o Secretário deFormação, Benvinda Melo e Evaristo,os dois como diretores sem cargos específicos.Houve muitas discussões edificuldades para a definição das datas,devido à sobrecarga da própriacoordenação, indisponibilidade detempo dos possíveis participantes, eincompreensão da Direção, envolvidano ativismo da agenda da CUT e desuas respectivas entidades. Por fim,no Encontro Regional Centro Oestede Formação, os delegados de Goiásdefiniram as datas e as condições.b. Objetivos:O primeiro objetivo é preparar pessoaspara o enfrentamento da luta sindical,que, por sua vez, significa um tremendodesafio. Na verdade, o grande desafioé enfrentar os vários desafios quea realidade impõe. Tudo isto requer umgrande preparo intelectual dos dirigentes.Em segundo lugar, responder àsmetas da CUT e da SNF: a defesa dostrabalhadores e a disputa na sociedadee no Estado. Para nós, estes objetivossempre estiveram muito claros.c. Metas:Tendo em vista os objetivos, estabelecemosas metas de formarmos trêsturmas no primeiro semestre de 2010.Foi uma loucura! Realizamos entremeados de março e fim de junho oque devíamos ter feito entre agosto de2009 e julho de 2010. Planejamos terturmas de 40 pessoas, o que significava,basicamente, a perspectiva de trêsfinais de semana seguidos por mês.d. Ações desenvolvidas:O Módulo I da Turma 1 teve que seradiado, uma vez que, já nas vésperas,o número de inscritos era muitopequeno. Foi uma grande decepçãoquanto ao cumprimento das metas.Chegamos a pensar que o Plano nãoteria resultados, uma vez que há umproblema constatado em nossa experiência:as pessoas falam da necessidadede formação o tempo inteiro,mas, quando existe a possibilidade,acabam não participando. Quando háa oportunidade, ficam presas em suasquestões pessoais ou envolvidas noimediatismo das lutas específicas desuas entidades sindicais. Entendemosque priorizar a formação, para um dirigentesindical, é um exercício difícil edesafiador. Fizemos uma grande campanha,o próprio Secretário foi para otelefone cobrar das entidades o compromissopela formação. Valeu a pena!A resposta foi uma grande quantidadede pessoas querendo fazer o curso.Uma das turmas teve mais de sessentainscritos, dos quais permanecerammais de 50 até o final do curso.e. Público atingidoFoi interessante a diversidade de categoriasatingidas: trabalhadores daárea da educação, da saúde, da previdência,dos correios, assalariadosrurais, da agricultura familiar, da mineração,operadores de máquinas pesadas,pescadores, do serviço públicofederal, estadual, municipal, do setorprivado, das telecomunicações, daárea de informática. Quanto ao gênero,foram cerca de 40% de mulheres.Mais da metade eram jovens. Os negrosconstituíam cerca de 80%. Houvetambém uma participação, embora pequena,de homossexuais.f. Principais resultados.Passaram pelo curso, ao todo, cercade 140 pessoas. As avaliações foramaltamente positivas. Muitas pessoasdeclararam que não conheciam o conteúdoaplicado, o qual era para elasuma grande novidade. Destacam-seaí os estudos sobre as desigualdadessociais, a história da classe trabalhadorae a construção da CUT e o NovoSindicalismo. Professores usaram ostextos para discussão com a categoriae na sala de aula. Algumas pessoasque começaram o curso sem nunca tertido coragem de falar, hoje, falam empúblico, sem medo. Dada a cobrançapela continuidade do curso, hoje, muitagente do Movimento Sindical reconhecena formação não só um momento deinformação, mas de entrosamento comoutros representantes da mesma luta,de elevação da autoestima, de autovalorização,de energização das forçasinteriores, de recuperação da esperançana luta. “Conhecer a história dagente, com os olhos da gente, liberta agente!”, define um pescador, da Regiãoda Serra da Mesa.39


Formação Sindical naCUT Mato Grosso do SulA CUT/MS vem desenvolvendo oseu Plano Estadual de Formação dentrodo Programa Nacional de Formaçãoda CUT, realizando os Cursos de Organizaçãoe Representação Sindical deBase desde o ano de 2010, as Oficinasde Formação de formadores em 2011e realizando Seminários Estaduais emconjunto as Secretarias de Comunicação,da Mulher Trabalhadora, da Juventude,de Saúde do Trabalhador, dePolíticas Sociais, de Igualdade Racial ede Organização Sindical.O objetivo da CUT/MS com o PlanoEstadual de Formação é prepararos/as dirigentes, as lideranças e oposiçõessindicais da CUT/MS para aatuação de forma organizada no localde trabalho, no sindicato da categoria,na CUT e, também, preparar militantessociais com vistas à intervenção dosmovimentos sociais organizados nasociedade como um todo.No decorrer do processo formativo,acreditando na construção coletiva doconhecimento, vamos intercalando atividades,dinâmicas, trabalhos em grupose conteúdos para, dialeticamente,construir um novo conhecimento. Partindosempre do acúmulo, das experiênciase saberes de cada um/a dos/asparticipantes, dos cadernos de textosdos Cursos e da política de formaçãoda CUT, trabalhamos com a concepçãode Educação Integral, que abrangeas dimensões da educação informale formal, buscando continuamente oreconhecimento do saber acumuladopelos trabalhadores e trabalhadoras.Em todas as atividades desenvolvidas,o processo formativo, pedagógicoe metodológico que vem sendo vivenciadoé, sem dúvida, revolucionário:os conteúdos, os debates, os trabalhosem grupos e as reflexões têmse constituído em um espaço de (re)construção coletiva de novos conhecimentos,promovendo um empoderamentovisível dos/as participantes;percebido nas falas, na atuação e naação no dia-a-dia pessoal e sindical.Nós da CUT/MS temos certeza deque as ações formativas têm mudadoos corações e as mentes dos trabalhadores/asque passam por elas, ao seapropriarem das ferramentas de análisee de construção e re-construção coletivade conhecimentos. Acreditamos,também, que a formação sindical temcontribuído para uma maior politizaçãoe organização do cotidiano sindical,que pode ser percebida pela maiorpresença dos trabalhadores e trabalhadorasque participaram dos cursos deformação, nas atividades, reuniões, assembleiase outros eventos promovidospelos Sindicatos; pelo maior interessepelas políticas e bandeiras de luta assumidaspelo movimento sindical; peloenvolvimento na organização nos locaisde trabalho; pela mobilização paralevar os demais colegas aos atos maisgerais da CUT e dos sindicatos; e peladefesa intransigente dos princípiosda CUT, dentre outros aspectos. Estapostura e este comportamento indicamuma nova relação no cotidiano sindicale no modo como os trabalhadores etrabalhadoras discutem e decidem osseus problemas fundamentais.Como parte das ações formativas,no ano de 2010, a CUT/MS realizoudois Cursos de ORSB, totalizando118 participantes (52 mulheres, 66 homens,37 jovens, 9 negros, 1 pessoacom deficiência e 2 indígenas) e realizouum Seminário com o Lançamentoda Campanha e da Cartilha da CUTem Defesa dos Direitos dos Trabalhadorese Trabalhadoras com Deficiência,que tem por finalidade subsidiaras entidades CUTistas para o debatee fortalecer a organização de coletivosnos estados e nos ramos.No ano de 2011, já realizou o 3º.Módulo do Curso de Organização eRepresentação Sindical de Base –ORSB (que terá 5 módulos) com 55participantes; realizou a 1ª. Oficina deFormação de Formadores e três SemináriosEstaduais: de Saúde do Trabalhador,de Comunicação, da Juventudee da Mulher Trabalhadora e irárealizar mais dois Seminários, um deCombate às Desigualdades Raciais eum de Políticas Sociais.A partir de ações articuladas daSecretaria de Formação com outrasSecretarias já foram constituídos oscoletivos de formação, da juventude,da pessoa com deficiência e dos trabalhadoresindígenas.Participaram das atividades dirigentes,filiados e militantes de diversos municípiosdo interior e de variadas categoriase setores, tais como: alimentação,ferroviários, telefônicos, trabalhadoresna administração pública estadual, rodoviários,coletivos urbanos, previdênciae saúde, vigilantes, eletricitários, rurais,agricultores familiares, servidores municipais,trabalhadores em educação, construçãocivil, bancários, vestuário e pesquisaagropecuária. Além do movimentosindical, participaram também membrosdo Conselho Tutelar de Corumbá/MS epessoas ligadas ao movimento de economiasolidária de Campo Grande, Terenos,Três Lagoas e Corumbá.Reforçando a nossa crença no papelrevolucionário da formação, destacamosuma frase de Pablo Neruda:“Meu caminho junta-se ao caminhode todos. E em seguida, vejo quedesde o sul da solidão fui para o norteque é povo, o povo ao qual a minhahumilde poesia quisera servir de lençopara secar o suor de suas grandesdores e, de espada, para dar-lhesuma arma na luta pelo pão”40


Formação Sindical naCUT MaTo GrossoA disputa pela representação nasbases, no cenário de reconhecimentodas centrais sindicais, pode ser aindamais acirrada, exigindo dos quadrosdirigentes e lideranças CUTistasmaior qualidade política, clareza dosfundamentos que sustentam a nossaconcepção e pratica sindicais alem decapacidade de gestão e formulação.A CUT Mato Grosso vem se esforçandopara realizar as metas do ProgramaNacional de Formação da CUTno estado.No ano de 2009 realizou o Encontrode Formação constituindo o Coletivo deFormação: composto pelos secretários,coordenadores de formação das entidadesfiliadas e formadores da CUT/MT.O curso Organização e RepresentaçãoSindical de Base foi colocado emprática no ano de 2009 e tem sido fundamentalpara capacitar a base para osenfrentamentos nos locais de trabalho.A primeira etapa do ORSB iniciou-seem dezembro deste mesmo ano, com oúltimo módulo tendo sido concluído emabril de 2010. Nele foram trabalhadostemas como a origem e a concepçãoda luta dos trabalhadores no mundo, noBrasil e em Mato Grosso; Estrutura, OrganizaçãoSindical e ORSB; Neoliberalismoe Sociedade Contemporânea naPós-modernidade; Ética e Política doTrabalho de Base; A Conjuntura; DiversidadeCultural e Movimento Sindical;Teoria e Prática da Comunicação Sindical;e Gestão Sindical.Para 2010, a secretaria de formaçãoda CUT/MT realizou o II EncontroEstadual de Formação no mês demarço. Neste encontro foram apresentadasas demandas identificadas peloColetivo de Formação: formação de dirigentesda base; formação de dirigentesda CUT/MT; formação de conselheirosdo controle social, municipais eestadual; meio ambiente e desenvolvimentosustentável; agricultura familiar;serviços públicos com ênfase nos municipais.Apontou-se também a necessidadeda CUT/MT realizar: EncontroEstadual de Formação de Juventude;Seminário Estadual sobre Jornada deDesenvolvimento; Encontro de Conselheirosdo Controle Social; Semináriosobre Trabalho Decente;A segunda etapa do ORSB, realizadaentre maio e julho de 2010 com novaturma, teve participação expressiva dabase filiada, a exemplo do ano anterior.No CONAFOR de dezembro de2010, ficou deliberado que a CUT/MT iria realizar mais duas turmas deORSB – Organização e RepresentaçãoSindical de Base, com cinco módulos,e realizar mais dois móduloscom as turmas 1 e 2, que terminaramo curso em 2010.O ano de 2011 iniciou com a Secretariade Formação da CUT/MT decidindopor realizar a terceira turma deORSB, começando o curso junto como III Encontro Estadual de Formação eo I Encontro Estadual da Mulher Trabalhadora,no mês de março.As demais etapas foram ate o mêsde julho; em agosto deste mesmo anorealizaram-se o IV Módulo e V Módulo,com os egressos de 2009 e 2010. Juntamentecom as duas últimas etapasdo ORSB foram realizadas duas oficinasde formação de formadores.Para o desenvolvimento do curso deORSB, 50% dos recursos foram custeadospela CUT/MT e seus sindicatos filiadose os outros 50% pelo PAS Formação.A central no estado pode contarcom a experiência do Programa de Formaçãodo Sintep/MT (2000), hoje Programade Formação da CNTE (2006).Além das atividades do PNFD, a CUT/MT realizou outras atividades formativas,como: Encontro Estadual de Formação;Encontro Estadual da Mulher Trabalhadora;Encontro Estadual de Formação daJuventude CUTista e um Seminário sobreEmprego e Trabalho Decente.A CUT/MT conta com os Ramos:Educação/CNTE e Bancários/FETEC/Centro Norte. As Principais categoriasenvolvidas nas ações do PNFD são:Trabalhadores da Educação, Trabalhadoresdos Correios e Trabalhadores daUniversidade Federal de Mato Grosso.A central esta representada namaioria dos municípios de Mato Grosso,num total de 141 municípios. Com oobjetivo de ampliar a luta e a representaçãoem todas as regiões e se consolidarcomo referencia na defesa dos interessesdos trabalhadores e trabalhadoras,tem a formação sindical comoinstrumento para multiplicar as práticase concepções CUTistas junto à base.A formação tem contribuído na Intervençãoda CUT nos debates sobredesenvolvimento e políticas públicas,no sentido de cobrar do governo doestado de Mato Grosso o desenvolvimento,enfatizando a garantia de direitose políticas públicas, participandoda mobilização contra a privatizaçãoda saúde, contra as OSs. Uma outraação tem sido exigir a realização deconferências, para que a sociedadedebata propostas de políticas públicaspara o estado.Mato Grosso é um estado continental,são várias os obstáculos que podemoselencar, como distância, estradas,liberações; no entanto, a CUT/MTvem desenvolvendo o PNFD conformeestabelecido, e pretende continuar aformação, pois para a Secretaria deFormação os eixos “Fortalecimento daAção Sindical - Estrutura Horizontal eVertical da CUT, na relação Capital xTrabalho; Ampliação da intervençãoda CUT no espaço da relação sociedade-estado”são fundamentais para ofortalecimento dos princípios CUTistase da organização dos trabalhadores.41


Formação Sindical naCUT TocantinsNo ano de 2009 iniciamos a formaçãosindical da Central Única dosTrabalhadores do Estado do Tocantins(CUT-TO) por meio da realização doCurso de Organização e RepresentaçãoSindical de Base, do ProgramaNacional de Formação de Dirigentes.Iniciamos ali uma grande jornada deformação sindical que tinha como metaa formação de 60 trabalhadores organizadosem duas turmas de 30 sindicalistas,vindos das mais variadas localidadesdo Estado, pois um dos objetivosespecíficos do plano é a interiorizaçãoda formação CUTista para fortalecer aunidade sindical e reforçar os princípiosque orientam as ações sindicaisda CUT. Neste mês (setembro de 2011)estamos encerrando a terceira turmade ORSB, chegando à formação de 90trabalhadores e trabalhadoras.A pluralidade de categorias foi umamarca forte da nossa formação. Passarampelo curso trabalhadores daeducação, do comércio, rurais, vigilantes,construção civil, saúde e enfermagem.Tivemos também a participaçãoespecial de jovens da Escola FamíliaAgrícola. Essa diversidade proporcionoutrocas de experiências enriquecedorasque contribuíram muito com aconstrução coletiva do conhecimento.Do ponto de vista do alcance espacial-territorialtivemos representantesde todas as regiões do estado e dasmais diversas cidades e localidades.A troca de informações acerca dasdiversas realidades locais apresentousituações sociais, políticas e econômicasque nos fizeram compreender oquanto se faz necessária a unificaçãodas lutas sindicais da nossa base territorial.O compromisso com a formaçãofoi um forte elemento presente na formaçãoem nosso estado, pois foi pequenaa evasão durante a realizaçãodos módulos.Os momentos de avaliações apresentarama satisfação dos participantescom temas que os fizeram refletirsobre as questões de raça, gênero,diversidade sexual, reforma agrária,solidariedade sindical, consciência declasse e alienação, cotas nas universidades,aborto, entre outros que estãopresentes nos conflitos ideológicosdos locais de trabalho.O conteúdo dos cadernos de formaçãoe os temas regionais construídospela ECO-CUT possibilitaram o elo entreas questões gerais e nacionais comas realidades locais da nossa região eestado. A importância de se refletir sobrea origem da luta de classes e dasdiferenças sociais no Brasil, trabalhadosno primeiro módulo, fez com quese compreendesse melhor aquilo quenossos sindicalistas reproduzem emseus discursos do cotidiano sindical. Nosegundo módulo, a formação das oposiçõessindicais no período da ditaduramilitar e a emergência de novos movimentossociais que contribuíram paraa formação da CUT proporcionaram acompreensão sobre a diversidade domovimento sindical entre as centrais edentro da própria CUT. E o terceiro móduloproporcionou a compreensão dastransformações do mundo do trabalhoe suas consequências na ação sindicalcontemporânea.42


Formação Sindical naCUT Distrito FederalO processo de construção do Planode Formação da CUT no Distrito Federalsegue a lógica do Plano Nacionalde Formação que, regionalmente buscaarticular as ações desenvolvidaspela Escola Sindical da CUT Apolôniode Carvalho no Programa de Formaçãode Formadores com as ações daSecretaria de Formação do DistritoFederal - DF, particularmente atravésdo Programa de Formação sobre Organizaçãoe Representação Sindicalde Base - ORSB.Com o objetivo de viabilizar umprocesso permanente de formaçãopara dirigentes e lideranças sindicaisCUTistas do DF realizamos 2 cursosde ORSB para 60 dirigentes, sendo 30em cada turma. Concluímos os 3 módulospropostos pelo programa parauma turma e, para a segunda turmaestamos em fase de implementaçãodos módulos 2 e 3.Objetivo GeralQualificar dirigentes sindicais daCUT/DF e delegados de base para aatuação de forma organizada no localde trabalho, no sindicato e na CUT/DF,além de potencializar a atuação e aintervenção do sindicato e da CUT nasociedade como um todoPúblico atingidoSAE, SINDNAÇÕES, SINSER, Aeroviários,SINDERCO, SINDITTRANS--GO, SINDNAÇÕES, SINDSER, Vigilantes,SINPAF, SIMDSAÚDE, SEEBB– Bancários, SINDECOF, SINDESER-VIÇOS, SINDECOM, SINDVALORES,SINPRO, SINTFUB.Resultados AlcançadosSem dúvida alguma podemos afirmarque os dirigentes e lideranças quepassam pelos cursos de ORSB saemcom maior compreensão dos desafiosda CUT no contexto atual do sindicalismobrasileiro e sobre a importância defortalecermos nossa Central Sindicaldesde os locais de trabalho. O grandedesafio que temos é avançar na consolidaçãodo Coletivo Estadual de Formaçãopara que possamos envolver cadavez mais um número maior de sindicatosno processo de desenvolvimento daformação sindical no Distrito Federal.43


Escola de Formação Sindical da CUT 7 de OutubroRegião Sudeste 1A Organicidade é um dos princípios fundamentais da Política de Formação daCUT (Central Única dos Trabalhadores), pois nela se concretiza o diálogo da formaçãocom as demais políticas. Nela também se vivencia a relação entre os atoresque a tornarão executável, tudo para potencializar o Projeto Político da Central.Orientados por esta organicidade é que a Escola Sindical 7 de Outubro atua,como integrante da Rede Nacional de Formação. Nessa postura de rede, participada construção e da execução do Plano Nacional de Formação na região Sudeste,abrangendo os estados de MG, RJ e ES.O Plano Regional de Formação está fundamentado no Plano Nacional de Formação,que dialoga com a realidade regional, destacando a Formação de Formadorese Organização Sindical de Base.Dentro das metas estabelecidas nocurso de formação de formadores, foiprivilegiado o atendimento às demandasde formação de novos quadros deformadores com capacidade de ação eautonomia, com possibilidade de formulaçãoestratégica, para atuar nas diversasinstancias do movimento sindicalCUTista, e de forma especial, paracontribuir no fortalecimento da RedeNacional de Formação.ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 2010/2011Atividade Público Homens MulheresFormação de Formadores 52 - participantes 31 21ORSB171 - participantesAs atividades foram desenvolvidasnos três estados da região de abrangênciada Escola Sindical 7 de Outubro;até o momento foram realizadosos Cursos de Formação de Formadorese Organização Sindical de Base,atividades estas que originaram outrasdemandas que foram apresentadaspelos secretários de formação, comoFormação Continuada para Formadores,NCC (Negociação e ContrataçãoColetiva), Capacitação de Conselheiros,ORSB específico para oposiçõessindicais e Economia Solidária paraDirigentes Sindicais. Já estão propostasno Plano Nacional de Formação.Foram apresentadas nos três estadosdemandas para novas turmas deFormação de Formadores e ORSB.Isso reflete o caráter de formação continuadapresente na formulação doPlano Nacional de Formação.Quanto aos impactos das açõespara organização do PNF (Plano Na-44


cional de Formação) na região, foramrealizados nos estados os encontrosestaduais de formação, e segundoas avaliações dos secretários de formação,as ações do Plano Nacionalnas regiões ajudaram a potencializaros coletivos estaduais de formação, oque contribui para o fortalecimento darede, dando suporte para as ações deformação e consolidação do projetoCUT.Este ano as ações têm caráter deformação continuada, através de oficinaspara os egressos do curso deFormação de Formadores da regiãoe realização de curso de negociaçãocoletiva e de capacitação dos conselheirosque atuam na região, e atravésda realização do encontro regional deformação, além do acompanhamentodos cursos de ORSB e também doresgate das ações previstas e nãoexecutadas no primeiro semestre.PLANO DE TRABALHO OUTUBRO A DEZEMBRO 2011ORSB – OPOSIÇÃO SINDICAL01 - OFICINACAPACITAÇÃO DE CONSELHEIROS 01 - ATIVIDADENEGOCIAÇÃO E CONTRATAÇÃO COLETIVA II - MODULOSFF – FORMAÇÃO DE FORMADORES CONTINUADA 01 – ATIVIDADE EM CADA ESTADO (MG, ES, RJ)OFICINA COM ASSALARIADOS RURAIS 01ECONOMIA SOLIDÁRIA PARA DIRIGENTESSINDICAISPLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E GESTÃOSINDICALII MODULOSII - MODULOSGT - FORMADORES 01 - ATIVIDADEENCONTRO REGIONAL DE FORMAÇÃO 01 - ATIVIDADEA avaliação final é de que as atividades desenvolvidas têm impacto positivo, principalmente para aprofundar a concepçãoe a prática CUTista. Estas representaram um importante processo de formação política, conhecimento e fortalecimento daconcepção e ação sindical da nossa Central, consolidando os vínculos orgânicos, permitindo a socialização do conhecimento,o livre debate de idéias e concepções, num clima de companheirismo, solidariedade e construção coletiva.45


Formação Sindical naCUT Espírito SantoRelação Secretaria EstadualFormação - SindicatosApesar das dificuldades, a SEFconseguiu atender a um bom númerode sindicatos que apresentaram demandasformativas.Em relação à estrutura - A SEF aindanão dispõe de recursos humanos,materiais e financeiros para atender atodas as demandas formativas.Formação nos SindicatosEm relação à organização dasdemandas formativas, alguns sindicatostêm investido na estruturaçãode suas secretarias e de programasde formação.A SEF e os próprios sindicatoscontam com um número reduzido deformadores(as) para desenvolver otrabalho de formação.Grande parte de dirigentes sindicaistêm participado dos Cursos de Formaçãode Formadores (FF) desenvolvidospela formação da CUT ou cursos promovidospelas entidades nacionais.Estamos fazendo o diálogo comos dirigentes sindicais que fizeram oCurso de Formação de Formadoressolicitando contribuição, para atendera esta preocupação, devido àdemanda.Formação de DirigentesORSB - Organização e RepresentaçãoSindical de Base. Foram realizados3 cursos: na Grande Vitória, Norte eSul do Estado em 2010.Houve um bom número de novos dirigentespara esta demanda formativa.Formação para osTrabalhadores Rurais eServidores Públicos MunicipaisA SEF está viabilizando formaçãoespecífica para essas categorias.Fóruns de debate da política deformação da CentralMuitos sindicatos participaramefetivamente e de forma permanentedas reuniões do coletivo estadual deformação, mas temos a responsabilidadede ampliar cada vez mais essecoletivo. Ressaltamos que o objetivodesse fórum é proporcionar a democratizaçãoe dinamização do debatesobre a formação CUTista nas suasdiversas instâncias, e que de formageral, tivemos um saldo positivo. Umaspecto em que conseguimos avançarfoi a consolidação do coletivo.Foram envolvidos 580 participantesnas Atividades da SEF-CUT-ESdurante este período, e tivemos 06atividades de formação de dirigentessindicais (ORSB), totalizando 49 participações.Em relação a participações de homens/mulheres,foram 308 participaçõesde homens e 200 de mulheres.Neste sentido, a SEF-CUT-ES pretendedar continuidade às nossas atividadesformativas, alcançando um númeromaior de antigos e novos dirigentesdo campo CUTista e pessoas ligadasà área e outros interessados(as).46


Formação Sindical naCUT Minas GeraisA política de formação da CUT éuma ferramenta importante para potencializara combinação da luta maisimediata dos trabalhadores com a lutapor transformação social, de acordocom a tarefa histórica da Central.Começamos a realizar, no ano de2007, encontros regionais de formaçãonas diversas regiões do Estadode Minas Gerais, discutindo o PlanoNacional de Formação e os temas demandadospela região para formaçãode seus dirigentes. Na prática fomoscriando os coletivos de formação nasregiões. O material de apoio do PlanoNacional de Formação nos deu umaestrutura melhor para realizar a formaçãobásica dos dirigentes. Realizamosentão um encontro estadual de formação,que oficializou o coletivo estadualde formação a partir dos coletivos regionais,mas na pratica o engajamentodo coletivo não se concretizou. Realizamoso curso de ORSB nas regiõesdo Vale do Aço, Belo Horizonte e Zonada Mata em 03 módulos. Participamosdo curso de Formação de Formadorese estamos colocando em prática osprincípios que norteiam a CUT desdesua fundação, levando-os a todas asregiões de Minas Gerais, aos diversossegmentos e trabalhadores e trabalhadorasdo Estado.Neste contexto, temos que aperfeiçoara relação com os sindicatos filiados,aprofundar as relações com aliados históricosdos trabalhadores e estreitar relaçõescom os movimentos sociais, alémda ocupação dos espaços políticos, ondeacontece a luta geral de classes.Tais demandas impactam necessariamenteos agentes de formaçãoda CUT – a Secretaria Estadual, SecretariasRegionais, departamentosde formação dos Ramos, Sindicatos eEscola Sindical.O desafio que se coloca para a redede formação é integrar as ações dessesagentes, garantindo a unidade e impedindoa dispersão em relação às estratégiasnacionais de formação e organização.Por isso, é necessário, além deuma melhor definição dos papeis dessesatores, aprofundar o debate acercada constituição do coletivo estadual deformação e do plano estadual de formação,buscando maior aproximação dessasestratégias com as necessidades equestões regionais e locais.Estamos trilhando o caminho dentroda realidade da CUT Minas e buscandoconsolidar cada vez mais a formaçãonos sindicatos filiados e através da formaçãoprocuramos não só trazer novossindicatos para a CUT, mas tambémtorná-lo um instrumento potencializadorpara os dirigentes no seu cotidiano deluta. A dinâmica da ação sindical impõeà formação a necessidade de pautar temassuficientes para contribuir concretamentenas lutas mais imediatas, por issoa estratégia do plano estadual deve garantira sintonia com as ações e políticasda Central. Precisamos do envolvimentode todos os sindicatos e seus dirigentesna formação da CUT para termos êxitode fato na implementação da rede nacionalde formação.Estamos conseguindo implementaros cursos de ORSB e de FF, envolvendovários dirigentes sindicais nestecomprometimento pela formação.Consolidar o coletivo estadual deformação é neste momento o desafioimediato.47


Formação Sindical naCUT Rio de Janeiroa) Processo de construção do Plano de Formação - Nosso plano de trabalhofoi construído em rede, coletivamente, nas reuniões mensais do Coletivo deFormação, a partir das diretrizes da Política Nacional de Formação, e comfoco na estratégia aprovada no Congresso Nacional da CUT, e nas açõesefetivadas durante no CONAFOR e ENAFOR. Essa construção coletiva sedesenvolveu com a participação dos vários sindicatos da CUT presentes noEstado, e foi referendada durante o Encontro Estadual de Formação da CUT--RJ, ocorrido em Araruama, em fevereiro de 2011. Este Encontro teve seusobjetivos traçados e aprovados coletivamente., com sugestão de todos e todasque participaram do evento.O Coletivo de Formação vem se organizando e executando o programa soba coordenação da Secretaria Estadual de Formação. Fundamental paraeste processo foi a realização do primeiro curso de Formação de Formadoresno Estado do Rio de Janeiro - desenvolvido conjuntamente entre aCUT-RJ e a Escola Sindical 7 de Outubro - que formou 12 novos formadoresque, agora, contribuem para realização das turmas de ORSBs nas diferentesregiões do Estado.b) Objetivos - Executar o Plano Nacional de Formação, previsto nas diretrizese nas ações aprovadas pela CUT, buscando seu aprofundamento, consolidaçãoe descentralização nas diferentes regiões e categorias do Estado doRio de Janeiro, e desenvolver as metas e demandas específicas regionais,com temas e abordagens que possibilitem a formação política e ideológicade novos e antigos dirigentes e militantes, fortalecendo a concepção CUTistade ser humano, sociedade, hegemonia, poder e Estado, para o combate àsconcepções e projetos liberais e capitalistas.c) Metas - Desenvolver 6 turmas de ORSBs, em 6 regiões do Estado do Rio deJaneiro, com previsão de participação de 2.000 dirigentes dos sindicatos eoposições CUTistas. Realização de outros cursos previstos no Plano Nacionalde Formação, e aprofundamento da formação dos diretores CUTistas noEstado do Rio de Janeiro.d) Ações desenvolvidas - Realizamos 3 ORSBs entre março de 2010 e outubrode 2011, e iniciaremos mais duas turmas ainda em 2011, que serão concluídasem 2012. Realizamos uma turma de FF – Formação de Formadores- e ainda os seguintes cursos e seminários planejados pela Secretária de Formação(inclusive com auxílio de outras secretarias): Curso de Formação emMarxismo(s) – história, teoria, política e atualidade; 2 turmas do Curso Básicode formação em Relações Jurídicas e Mundo do Trabalho (para dirigentes emilitantes sindicais e em parceria com a Secretaria de Relações de Trabalhoda CUT-RJ); Curso Trabalhadores, Sindicatos e Luta de Classes no Brasil: Omundo do trabalho e a construção da democracia no Brasil; Palestra e debatecom Emir Sader (sobre a atualidade de Marx e do Marxismo História); Teoriae Política, também com Emir Sader; Palestra e debate (sobre a Crise doCapitalismo Global) com Giuseppe Cocco/UFRJ, Novo Mundo do Trabalhoe Desafios aos Sindicatos, hoje; Palestra e debate (sobre as Perspectivas eDesafios à Educação e aos Direitos dos Trabalhadores no Governo Dilma)com Gaudêncio Frigotto/UERJ; Ciclode Debates (sobre Socialismo eDemocracia, com participação deJosé Dirceu e do Deputado EstadualRobson Leite (PT_RJ)); Semináriode Gestão de Pessoas noServiço Público, Carreira e AscensãoFuncional (em parceria como SINTRASEF e SISEJUFE-RJ);Curso de História Política e Socialdo Brasil Recente: Da ditadura militarà Era Lula(em parceria como SINPRO-RIO); Seminário sobreRelações de Trabalho e OrganizaçãoSindical no Brasil (em parceriacom o SINTRASEF e SISEJUFE--RJ); Seminário sobre os 140 anosda Comuna de Paris e a luta declasses, hoje.e) Público atingido - Dirigentes desindicatos e oposições CUTistasda Região Metropolitana do Estado(capital e Baixada Fluminense),Norte Fluminense e Serrana. Seminários,ciclos de palestras e cursosespecíficos de formação, focadonos sindicatos e oposições CUTistasdas cidades do Rio de Janeiro,Angra dos Reis, Niterói, São Gonçalo,Macaé e Baixada Fluminense.f) Principais resultados: Aprimoramentoda formação dos dirigentesCUTistas que sentem-se mais embasadospara fazer o enfrentamento ea disputa de hegemonia com as centraissindicais adversárias, bem comona relação Capital X Trabalho, e nadefesa e conquista dos direitos dostrabalhadores diante dos governos.48


Escola de Formação Sindical São Paulo CUTRegião Sudeste 2DISPUTA DE HEGEMONIA NASOCIEDADE EM SÃO PAULOA Rede de Formação da CUT/SP, estruturadadesde 2002, teve nos últimosanos (2009-2010-2011), a possibilidadede implementar seu plano de formaçãosindical em todo o estado de São Paulo,como resultado de uma construçãocoletiva que busca responder às especificidadesorganizativas dos sindicatos,ramos e dos locais de trabalho, nas diversasregiões do estado.Coordenado pela Secretaria Estadualde Formação (SEF-SP) e pelaEscola Sindical São Paulo, o Planode Formação buscou dialogar com osdesafios gerais da classe trabalhadoraem São Paulo, na busca por melhorescondições de vida e trabalho, combinadocom desenvolvimento sustentávele solidário. Este processo começouem meados de 2009 e reafirmadopelas fóruns legítimos da formaçãosindical em 2010 e 2011.A Escola Sindical e a Secretaria Estadualde Formação vêm dialogandosistematicamente com os sindicatos,subsedes da CUT e ramos de atividadepara construir uma estratégia formativaconjunta, onde todos os atoresassumam responsabilidades e compromissospolíticos, para alcançar o fortalecimentoe enraizamento da CUT noestado de São Paulo, assim como seusobjetivos mais imediatos, expressosnas resoluções congressuais.Durante esse período em que asatividades da Rede de Formação foramfinanciadas pelo Plano de AçãoSindical (PAS), tivemos diversos desafiosconjunturais. O cenário eleitoral de2010, colocou em disputa na sociedadeduas possibilidades: o aprofundamentodo projeto democrático popular,levado a cabo pelos dois mandatos doPresidente Lula e assumido pela entãocandidata Dilma Rousseff e o projetoliberal-conservador representadopelo candidato José Serra.Colocar a diferença entre tais projetosde sociedade, no foco dos debatesprovocados pelas atividades de formaçãosindical, mostrou-se uma estratégiaacertada da política de formaçãosindical, pois foi o momento em que amilitância sindical teve de sistematizarargumentos em torno dos programasde governo e levar paras as suas bases(local de trabalho, bairros, gruposrecreativos, associações etc) dadosconcretos em defesa do modelo capazde aumentar o crescimento econômicocom maior distribuição de renda e superaçãode desigualdades históricasexistentes em nosso país, ou seja, quemais representava os interesses históricose imediatos da classe trabalhadora.Nossa avaliação é que essa açãoda militância resultante de numerososprocessos de formação ao longo dotempo fez a diferença para a vitória daPresidenta Dilma. Deste modo, essadisputa, significou para nós, dirigentese militantes da formação sindical daCUT no estado de São Paulo a certezade que optamos pelo caminho correto.A ORGANIZAÇÃO SINDICALE OS DESAFIOS PARA AFORMAÇÃO SINDICALESTRATÉGIA DA FORMAÇÃOReafirmar a liberdade e autonomiasindical como princípio da CUT e criaras condições práticas para a consolidaçãode nossa concepção sindicaltêm sido a grande referência para osnossos planos de formação sindical.Assim, temos combinado sistematicamentetemas estruturais com temáticasconjunturais, mas, que juntos, dãosentido amplo à ação sindical.Aprofundar a organização nos locaisde trabalho; o fortalecer os sindicatos;combater o imposto sindical compulsórioe a unicidade sindical em todos osgraus de representação, ampliar a sindicalizaçãoe aumentar significativamentea participação de mulheres e jovensna ação sindical (formativa e organizativa);debater e definir instrumentos deenfrentamento à discriminação de trabalhadorese trabalhadoras negras, nolocal de trabalho e na sociedade; discutira necessidade de enfrentar as estratégiasde flexibilização das relações de49


trabalho e ameaças à direitos conquistados,debater alternativas de modelosde desenvolvimento que consideremo esgotamento dos recursos naturaiscomo um problema de toda a sociedadee que exige uma nova postura do capitale também dos trabalhadores, são temasque nortearam a elaboração dos nossosplanos de formação sindical.Este trabalho foi sistematizado noPlano de Formação e referendado emvárias reuniões do Coletivo Estadual deFormação, pelos Encontros Estaduaisde Formação e pela direção da CUTSão Paulo, em ações conjuntas entreSEF e Escola Sindical São Paulo.DESAFIOS NO ESTADOA eleição e a reeleição de um operáriopara a presidência da Repúblicasucedida pela eleição da primeira mulherpara a presidência da República,significou uma grande derrota para osneoliberais no Brasil. Mas, é no estadode São Paulo que o neoliberalismo,resiste há quase duas décadas no governodo estado.As práticas dos sucessivos governosdo PSDB no estado de São Paulose traduzem na falta de diálogo com osmovimentos sociais, na precarizaçãodas relações de trabalho, na privatizaçãoe enfraquecimento de áreas sociaiscomo saúde, educação, transporte, saneamentobásico e agricultura.Esta realidade, para os sindicatos daCUT em São Paulo, colocou para nossoplano, desafios específicos, que tratadas disputas locais e regionais. Alémdisso, temos ainda que combater dia adia a nefasta influência da mídia que representaos interesses conservadores.A pequena alteração na estruturasindical, em que conquistamos o reconhecimentodas centrais (mesmo quehoje ainda enfrentemos a resistênciados setores conservadores, como, porexemplo: com a tramitação no STF daADIN que questiona o repasse para ascentrais sindicai, de acordo com suarepresentatividade, dos 10% do valorarrecadado com o imposto sindical), ofim da unicidade sindical nos ramos, aperspectiva da aprovação da taxa negocial,levou ao acirramento das disputasno seio da classe trabalhadora ea exigência de ações formativas paraconstruir subsídios junto com nossasbases, para a defesa de nosso projetopolítico e sindical.Esse novo cenário nacional trouxepara a CUT novos desafios, pois agoraela se depara com um contexto dedisputa sindical muito mais complexo,compondo um arco de entidades quevão desde projetos conservadores(como com os tradicionais pelegos)até concepções que se autodefinemcomo revolucionárias, além de se julgaremmais combativas e mais classistasdo que a CUT.Aliar a tarefa de consolidar o projetosindical CUTista com a necessidadede realizar ações conjuntas sobretemas comuns com outras centrais(como por exemplo, o aumento dosalário mínimo, a redução da jornadade trabalho, a manutenção dos direitostrabalhistas, entre outros) tem sidotambém um desafio para a formação.Essa nova estratégia não quer dizerque sejamos iguais, que não existamdiferenças de concepção e que aspráticas sejam as mesmas. Nosso planotrata desse tema, de modo a considerara necessidade de fortalecer aluta em torno de questões gerais quesão de consenso de todos os segmentosdo sindicalismo, independentementeda concepção e projeto políticode cada central.Neste sentido, é fundamental queos dirigentes e militantes CUTistas tenhambem claro quais são os princípiose os valores do sindicalismo preconizadopela CUT para que possamter uma prática coerente com essesvalores e possam fazer a disputa dehegemonia a partir de princípios querealmente acreditam.Essa necessidade vem se colocandoa cada período com mais intensidades,pois muitos dirigentes experientestem sistematicamente saído de seussindicatos, federações e confederações,para assumir compromissos emoutros espaços de atuação na sociedadee isto acarretou uma renovaçãomuito rápida dos quadros de dirigentesdas entidades CUTistas.Tomando tais referenciais comobase de nosso Plano de Formação, asações realizadas durante os três últimosanos, qualificou mais de 3.100 pessoas,entre dirigentes, militantes, trabalhadorese trabalhadoras de base e assessoriasdos vários sindicatos e diversasregiões do estado de São Paulo.Contribuir para o fortalecimentopolítico-sindical da CUT no estado de50


São Paulo através da formação de dirigentessindicais para uma intervençãomais qualificada nos diferentesespaços de disputa dos trabalhadorescom o capital e na disputa de projetosna sociedade na perspectiva dostrabalhadores foi a diretriz pela qual aelaboração do projeto foi pautada.Deste modo, desenvolver programasde formação sindical, com ênfaseem Organização e RepresentaçãoSindical de Base, de maneira descentralizada,isto é, nas subsedes daCUT/SP envolvendo o maior númeropossível de dirigentes sindicais quetem sua ação localizada e que tenhamdificuldades em acompanhar processosformativos centralizados.Para cumprir tais desafios, alémdas atividades realizadas no âmbitodo PAS,contamos ainda com a atividadesformativas realizadas no âmbitodo projeto “Fortalecimento da AçãoSindical através da Educação Popularem São Paulo”, financiado pela centralsindical sueca L.O. e pela entidadeOlof Palme Center.A REDE DE FORMAÇÃOPara viabilizar tal estratégia, foi fundamental,condição sine qua non, reativara rede de educadores militantesno estado de São Paulo, que teve seuauge de atuação entre os anos 2002e 2006, mas que conseguiu retomar odebate metodológico e do compromissoda CUT/SP com tal política.Neste sentido, a realização de oficinasmetodológicas foram os espaçosprivilegiados para o resgate e aprimoramentoda atuação destes dirigentessindicais como educadores da redeestadual de formação.A participação ativa e comprometidade 36 educadores militantes na execuçãode nosso plano de formação, foi oque nos possibilitou termos o alcanceque tivemos. Mais do que isso, essegrupo de educadores (atuando a partirde seus sindicatos, subsedes, ramos,nos diversos temas que dialogam comos desafios para a CUT), consolidamvários princípios de nossa concepção de formação sindical, especialmente suaindelegabilidade e descentralização.Ainda tivemos como um dos objetivos do plano, a rearticulação dos coletivosde formação nas subsedes da CUT e também nos sindicatos, coletivos que agregamdirigentes que tenham como preocupação temas como a formação sindical,discriminação no local de trabalho, inserção de mulheres e jovens no movimentosindical, entre outros temas. Subsidiar estes coletivos com ações formativas é odesafio colocado para a Escola Sindical e para a SEF/SP.Além disso, temos caminhado na construção de relações com as diversassecretarias da CUT/SP:• Secretaria de Organização no acompanhamento das oposições sindicais participantesdos curso de ORSB• Secretaria da Mulher Trabalhadora:• Formação sindical específica para a mulher trabalhadora no âmbito da CUT ;• Intensificar a formação das mulheres dirigentes sindicais e de base como umdos mecanismos de valorização do seu empoderamento;• Secretaria da Igualdade Racial:• Iniciar um programa de formação sobre a questão racial articulado com outrassecretárias da CUT-SP• Secretaria de Juventude:• Criar grade de formação para capacitação de dirigentes na temática juventude;• Coletivo de LGBT:• Incluir nos cursos de formação promovidos pela Secretaria de Formação daCUT São Paulo esteja presente uma grade tratando do tema LGBT, buscandoresgatar o histórico desta luta.• Coletivo de pessoas com deficiências:Debate sobre a implantação de um programa de qualificação profissionalpara deficientes e beneficiários reabilitados.BALANÇO DAS ATIVIDADESPARTICIPANTES - 2009-201131331867ATIVIDADES ENTRE 2009-20111266SUBSEDES PARTICIPANTES202 1751


As atividades da Secretaria de Formaçãoda CUT SP são realizadas emsintonia com o Plano Nacional de Formação,com o Plano de Ação da CUTSP e em conjunto com a Escola SindicalSP, conforme recursos liberadospelo PAS - Plano de Ação Sindical.O programa de formação dialogacom as secretarias da CUT SP, objetivandoatender as demandas de formaçãoconforme o projeto estratégico realizandoseminários, cursos e oficinas.A estratégia na construção do planobusca atender a base sindical daCUT SP através das diversas regiõesque atualmente estão organizadas em17 subsedes que abrangem todo estadode São Paulo, além da capital.Uma experiência significativa parao processo formativo são as OficinasMetodológicas, que preparam os cursosque são desenvolvidos em módulosnas subsedes.A equipe de formadores que compõemessas oficinas é de dirigentes eassessores sindicais, que passarampelo curso de Formação de Formadorese atuam na rede de formação.Sem a contribuição desses valorososcompanheiros e companheirasque numa verdadeira atitude de solidariedadesindical, não seria possíveldesenvolver os cursos em todos oscantos do estado de São Paulo.Todos os ramos da CUT, em cadaregião, têm a oportunidade de participardo processo formativo e aindavivenciam uma rica troca de experiências,que tem sido na maioria dasavaliações uma das questões mais importantesdos nossos cursos.O Programa de Formação da CUTSP tem como foco principal o desenvolvimentode dois cursos:O curso CEPS - Concepção ePrática Sindical que desenvolve umconteúdo de Introdução ao Sindicalismo,voltado principalmente às oposiçõessindicais e às novas direções.Formação Sindical naCUT São PauloTrabalhamos os princípios e históriada CUT, nossas lutas prioritárias parao atual momento, a estrutura sindical eo papel do dirigente sindical.O curso ORSB - Organização eRepresentação Sindical de Base érealizado nas subsedes da CUT SPem 03 módulos, destina-se àqueles dirigentesde base, representantes sindicais,militantes e/ou assessores quenunca fizeram curso de formação oucom interesse em atualizar-se. Seusprincipais objetivos são:• Aprofundar o debate e a reflexãosobre a história da formação daclasse trabalhadora;• Estimular a reflexão sobre o papelda CUT, desenvolvimento sustentávele ação nas políticas públicaslocais;• Conhecer os princípios da CUT eseus desafios atuais;• Fortalecer as subsedes da CUT eos coletivos de formação, atravésde atividades de formação sindical;• Proporcionar a troca de experiênciasentre os diversos sindicatosdas subsedes.O curso Trabalho Decente (ORSB– Curso de Organização e RepresentaçãoSindical de Base com foco notema Trabalho Decente) surgiu com anecessidade de atendermos a estratégiada CUT para o próximo períodoque traz como prioridade a agenda doTrabalho Decente.Trata-se de um tema que pela suaconcepção ampla é um conceito queprecisa ser conhecido e reafirmadopelo conjunto dos militantes e dirigentessindicais CUTistas e que se articulacom nossas lutas históricas emdefesa da garantia e da ampliação dosdireitos da classe trabalhadora. Tambémse apontou como prioridade, incidirem todo o processo da ConferênciaNacional de Emprego e Trabalho Decente(maio 2012).Além disso, precisamos incorporaràs nossas lutas cotidianas essa agenda,com o objetivo de alcançarmosuma justa distribuição de renda e valorizaçãodo trabalho.Esse curso será realizado em 02módulos (de 02 dias cada) e deve priorizaros dirigentes que já fizeram o curso“ORSB – Organização e RepresentaçãoSindical de Base” nas subsedes.Seminários – Além dos cursos algunstemas pedem aprofundamento,debate e reflexão, portanto, realizamosseminários que foram organizados emconjunto com as diversas áreas daCUT, entre eles destacam-se o SeminárioReforma Tributária Brasileira, SeminárioA Seguridade Social no Brasile a Saúde do Trabalhador,oficinas dePlanejamento Estratégico, entre outros.Participação em números – Realizamosos cursos em 15 subsedes dointerior de SP e Capital e registramosa participação de 13 ramos, totalizandouma participação de 590 dirigentessindicais.Contabilizamos aqui apenas os doiscursos prioritários, CEPS e ORSB, realizadosde 2010 até o 1º semestre de2011. O Curso sobre Trabalho Decentese iniciou no 2º semestre de 2011.52


Escola Sul de Formação SindicalA região sul do Brasil soma atualmentemais de 27 milhões de habitantes.A CUT tem presença forte nostrês estados, representando milharesde trabalhadores e trabalhadoras dosmais diversos ramos e setores. A EscolaSul, criada em 1990, tem suasede em Florianópolis, em conjuntocom a Escola Técnica de Turismo eHotelaria Canto da Ilha e com o HotelCanto da Ilha.A construção do planoO Plano Regional Sul de Formaçãoé debatido e delineado nos EncontrosRegionais de Formação, espaço deavaliação e planejamento onde sãodefinidas as linhas estratégicas daação das secretarias de formação dostrês estados – Paraná, Rio Grande doSul e Santa Catarina –, secretariasdos ramos e Escola Sul. Cada organizaçãoou estrutura, na sequência,detalha e acrescenta suas especificidadesatravés de seus planejamentosem seus espaços próprios de debateCom a ênfase do plano nacionalna organização e representação noslocais de trabalho – o ambiente fundamentale determinante na luta de classes,onde nossa presença organizadaé cada vez mais imprescindível para ofortalecimento da Central e ampliaçãode conquistas dos/as trabalhadores/as – a articulação entre a Escola Sul eas secretarias estaduais de formação,mais que a vontade política, almejada edesenvolvida regularmente, tornou-seuma necessidade imprescindível parao desenvolvimento do plano. Como aresponsabilidade pela execução doscursos de Organização e RepresentaçãoSindical de Base é das secretariasestaduais, boa parte da construção doplano aconteceu nos espaços dos ColetivosEstaduais de Formação, sempreem conjunto com a Escola Sul.Região SulObjetivosDesde os primeiros debates a respeitodo Plano Nacional de Formaçãode Dirigentes, os encontros e reuniõesem diferentes âmbitos e espaços têmapontado para a experimentação eamadurecimento de três principais objetivospara a formação na região sul.Um é o desenvolvimento pleno doPlano Nacional levando em consideração,entretanto, alguns aspectos.O primeiro, consequência naturalda prioridade da organização e representaçãonos locais de trabalho esua disseminação pelos estados, é anecessidade de responder às especificidadesregionais e especialmentelocais, tanto em relação a conteúdosquanto em relação à forma de desenvolvimentodos cursos, o que tem exigidoum razoável esforço de adaptaçãoe recriação das atividades.Outro aspecto é o cuidado de nãolimitar a ação formativa na região aoPlano Nacional, procurando manter acapacidade de desenvolver não apenasoutros programas nacionais, comoo da Juventude Trabalhadora, comotambém de outras iniciativas próprias,como foi o Projeto Bem-me-quer.O terceiro aspecto é a manutenção,por parte da Escola Sul, de umprograma de seminários sobre grandestemas, abrindo espaço para oconfronto de ideias e busca de alternativas,como o Seminário “Crise ouCrises, Qual é o Futuro?”.Um segundo objetivo é o fortalecimentodos Coletivos Estaduais de Formaçãoe da Rede de Formação. Este,evidentemente, tem sido um objetivopermanente na região; entretanto,com a necessidade de descentralizarao máximo as atividades, especialmentede Organização e RepresentaçãoSindical de Base, como dito antes,a vontade política é acrescida agorada exigência prática.Neste sentido, os cursos de Formaçãode Dirigentes Formadores e as oficinasmetodológicas desenvolvidas pelaEscola Sul e Coletivos Estaduais têmprocurado desenvolver um grupo de dirigentesformadores/as ainda pequenopara as necessidades e vontade políticada região sul, porém com grande dedicaçãoe imensa capacidade de superar,com esforço militante, as dificuldadesnormais do trabalho formativo nas micro-regionaisda CUT. Estes/as dirigentesformadores/as constituem a basereal para o desenvolvimento do PlanoNacional de Formação de Dirigentes naRegião Sul, sendo centrais na estratégiade ampliação da Rede. Não há como seimaginar a formação CUTista alcançandoos locais de trabalho sem o fortalecimentodos Coletivos Estaduais e o trabalhodedicado destes/as dirigentes/as.O terceiro objetivo procura responderà necessidade de aprofundaro debate sobre o projeto histórico daclasse trabalhadora. Depois da tragédianeoliberal e do massacre do pensamentocentrado no mercado, a crisemundial que explodiu em 2008 permitecolocar novamente em primeiro planoas questões ligadas à superação dasociedade capitalista, trazendo parao centro das preocupações o socialismo,sua atualização e construção desdejá. Traz, sobretudo, a premência dohorizonte de transformações profundase radicais que precisa ser a basee motivação das ações cotidianas.Ainda mais num momento em que aexpressão “socialismo” é usada paradar abrigo aos mais diversos conceitose propostas, chegando ao cúmulode, até há pouco, o diretor executivodo FMI ser o provável candidato doPartido Socialista Francês.A Escola Sul procura dar conta desteterceiro objetivo abrindo este debateem grandes seminários: “Socialismo53


Hoje: Nosso Projeto Histórico em Debate”,organizado em 2009, e “SocialismoVivo, o Desafio de Transformar aRealidade”, realizado este ano.O coletivo Regional Sul de formaçãoentendeu que era importante o desenvolvimentodo Curso de Formação deDirigentes para Desenvolvimento, PolíticasPúblicas e Ação Regional DPPAR,mesmo sem a garantia de financiamento,foi autofinanciado pelas entidadesparticipantes. Seu objetivo é aprimorara atuação dos dirigentes nas políticaspúblicas a partir do acúmulo da Plataformada Classe Trabalhadora e daestratégia propositiva da Central. Umpúblico diverso, dos ramos da construçãocivil, mobiliário, agricultura familiar,educação, transporte, urbanitário e metalúrgicoparticipou do curso. Uma parcelados participantes atua em conselhosde políticas públicas, e tem comoexpectativa qualificar sua atuação, levandoa pauta da CUT e ampliando arepresentatividade da Central.Os temas desenvolvidos foram: Estadoe Desenvolvimento, voltado para umaleitura crítica da realidade e construçãoda pauta da classe trabalhadora, bemcomo para destacar os diferentes conceitosde estado e sociedade e as diferentesvisões de desenvolvimento; a Agendados Trabalhadores/as para o desenvolvimentosustentável e a democratizaçãodo Estado; realizou-se a oficina PolíticasPúblicas e Diversidade, que tratou dostemas de gênero, raça/etnia, geração epessoas com deficiência; a Democraciae Participação Popular, que debateu opapel dos conselhos de políticas públicase dos conselheiros CUTistas, alémdo papel da CUT na construção da cidadaniaativa e do controle social.Ao mesmo tempo, nos cursos deFormação de Dirigentes para Desenvolvimento,Políticas Públicas e AçãoRegional – DPPAR –, e Formação deDirigentes Formadores/as – FDF – enos debates nos Coletivos Estaduaisde Formação e nas Oficinas Metodológicas,o desvendamento da mecânicae dos valores da sociedade do capitaltem sido conteúdo constante, buscandoampliar a compreensão dos/asdirigentes e relacionando tais tópicoscom a luta cotidiana, especialmentenos locais de trabalho.Desenvolvimento do Plano Nacional de Formação na Região Sul:Planejado (metas) Executado/ano Público atingidoFormação de Formadores 1 turma 30Mutirão de Formação PR 30Oficina Mutirão de FormaçãoMutirão de Formação RS 30Mutirão de Formação SC 30Promoção da Juventude Sindical 3° módulo 18FD Desenvolvimento Políticas Públicas e AçãoRegional – DPPAR1 turma 23Seminário Direitos Humanos 2010 8031° Coletivo Regional Sul de Formação 2010 57FD Desenvolvimento, Políticas Públicas e AçãoRegional – DPPAR 1 turma 13Seminário Socialismo Vivo 1403 oficinas SC 30Oficinas Regionais de acompanhamento ORSB3 oficinas RS 3032° Coletivo Regional Sul de Formação Dezembro 20112 oficinas PR 2054


Principais resultadosNesta primeira etapa de desenvolvimentodo Plano Regional Sul de Formaçãoalguns resultados já podem serdestacados.O primeiro é a aproximação das atividadesde formação das necessidadesreais dos sindicatos, sem perder ofoco no conteúdo trabalhado. O esforçode adaptar as atividades às especificidadeslocais, referida no começo,tem sido positivo neste sentido. Há aaproximação física, a realização deatividades cada vez mais descentralizadase mais próximas aos sindicatos,permitindo a participação de dirigentesnão liberados, o que sempre foidemandado por diversas entidades. Ehá, também, a aproximação às característicase necessidades locais, atravésda reorganização dos pontos departida – e de chegada – sem, entretanto,negligenciar ou descaracterizaros conteúdos de fundo que se propõetrabalhar. Esta, evidentemente, não éuma construção fácil, nem uniforme,mas a vontade de fazê-la tem trazidoresultados concretos.Como consequência desta primeiraconstatação, percebe-se uma retomada,ainda tímida, mas animadora,do gosto de desenvolver/organizar aformação. Com a ampliação das atividadese sua descentralização, mais dirigentese militantes descobrem ou redescobremnão apenas a importância,mas a alegria de debater e aprofundara compreensão sobre os temas quepautam o cotidiano, buscando entendê--los na sua dimensão sistêmica e relacionando-osao horizonte de transformaçõesradicais com que sonhamos.A revitalização e funcionamentoregular dos Coletivos Estaduais deFormação, espaços democráticos eplurais de debate, planejamento e coordenaçãodas atividades formativasnos seus respectivos âmbitos – aindacom grandes dificuldades cotidianas –é outra consequência importante quese pode observar. É através de coletivoscom capacidade de funcionamentoe de decisão que a Política RegionalSul de Formação se espraia pelas diversasmicrorregiões.O fortalecimento da CUT atravésdo entendimento mais aprofundadode seus princípios, história, organizaçãoe lutas, mas também através dovínculo afetivo que se estabelece tantopelo conhecimento da trajetória daCentral e do que ela representa paraa classe trabalhadora, como pela atitude,dedicação e envolvimento dos/as dirigentes formadores/as, tem sidouma consequência concreta e simbólica,ao mesmo tempo.Este fortalecimento do vínculo coma CUT, como de resto todo o trabalhode formação, não apresenta resultadosmensuráveis, quantitativos, de formaimediata. Seus desdobramentos naprática prescindem, também, de diversosoutros esforços e decisões políticasno âmbito da Central. Sem eles,entretanto, é difícil imaginar consequênciasconcretas. Dentro do amplo espectrode ações do universo CUTista, aFormação procura exatamente cumprireste papel: preparar militantes para aslutas cotidianas, para o fortalecimentoda Central e para as grandes transformaçõesque a construção do mundonovo, possível e necessário, exige.55


Formação Sindical na CUT ParanáProcesso de construção doPlano de FormaçãoTodo o trabalho de Formação feitopela CUT Paraná é debatido, planejadoe executado pelo Coletivo deFormação, formado por dirigentesque desempenham os papéeis deFormador/a e Articulador/a, e que, àsvezes, agregam as duas funções.O Coletivo de Formação da CUTParaná ganhou força e novo ânimocom o curso de Organização e RepresentaçãoSindical de Base (ORSB),que conseguiu chegar a todas as regionaisdo estado graças ao esforço dosdirigentes e entidades envolvidas queproporcionaram a participação dos dirigentessindicais (liberados ou não) nocurso. Também tivemos a participaçãode representantes de organizações porlocal de trabalho, sindicalizados, oposiçõessindicais CUTistas e entidadespróximas do movimento social.A Secretaria de Formação da CUTParaná também trabalhou com atividadesintermódulos, como visita ao Assentamentodo MST na Lapa, palestra derepresentantes do MST, além de mantercontato com entidades como CEPAT,Cefúria, CMS e Economia Solidária.Em todas as turmas e cidadesonde o curso de ORSB aconteceu, acontrapartida por parte dos sindicatosfiliados sempre foi igual ou maior doque o valor investido pelo Plano deAção Sindical da CUT Nacional. Estefato demonstrao interesse das entidadesem participar de tais cursos. Valelembrar que a maioria dos formadoressão dirigentes sindicais ou funcionáriosde sindicatos que abdicaram doseu tempo, agenda sindical e demaisatividades, para ministrar os cursosde ORSB (muitas vezes abdicandotambém do seu descanso, já que amaioria dos cursos acontecia duranteos finais de semana).Objetivos e MetasAtingir todas as regionais da CUTParaná para fortalecer a relação CentralX Sindicato. Tornar a CUT maispróxima das entidades filiadas pormeio do conhecimento das realidadese especificidades de cada regional.Além de fortalecer os Coordenadoresdas Regionais.Ações desenvolvidas e Público atingidoAno Turmas Participantes Mulheres Homens Jovens Negros Trabalhadores com Deficiência2010 9 221 88 133 72 11 102011 6 155 82 73 51 22 2Principais categorias envolvidas nas ações do PNFD no Paraná3 Agentes Penitenciários 3 Cooperado, Economia Solidária 5 Refeições Coletivas53 Agricultura Familiar, Assalariado Rural 19 Educação 7 Saúde, Seguridade6 Alimentação 6 Ensacadores 91 Servidor Público5 Aposentado(a) 18 Entidade Sindical 4 Telecomunicações10 Autônomo(a), Profissional Liberal 50 Financeiro (Bancários) 18 Transporte9 Comércio, Serviços 8 Informática 4 Urbanitário8 Comunicação, Publicidade 2 Metalúrgico, Químico, Mineral 7 Vestuário9 Construção, Madeira 1 Movimento Social 17 Vigilantes1 Contadora 2 Porteiro 7 Não declaradoPrincipais resultados.Após o desenvolvimento das ações do PNFD, umsindicato reativou sua participação na CUT PR e 14(catorze) sindicatos se filiaram, são eles: os ServidoresMunicipais de Castro, Jandaia do Sul, MarechalCândido Rondon, Sarandi, Singés, Foz do Iguaçu eWenceslau Braz; Alimentação, de Cianorte, Curitiba,Toledo e Ponta Grossa; FTIA - Federação da Alimentação;Rurais de Ventania e Sindicato dos Jornalistas.56


Formação Sindical naCUT Rio grande do SulProcesso de construção doPlano de Formação:A construção do Plano de Formaçãodo estado do Rio Grande doSul segue as linhas diretrizes da Políticade Formação definida nacionalmentenos fóruns de discussão comoCONAFOR e ENAFOR, passandopelos debates feitos nos espaços regionais,como no Coletivo Regional deFormação, que acontece na Escolade Formação Sindical Sul com a participaçãodas redes de formação dosestados do Rio Grande do Sul, Paranáe Santa Catarina. Também nos organizamosem reuniões estaduais, ondedefinimos nossas prioridades.No ano de 2011 criamos um fórumde discussão entre as secretárias esecretário de formação das três CUTsdo Sul com o claro objetivo de trocarexperiências e mantermos um debatefrequente sobre formação nos nossosestados, criando assim uma identidaderegional Sul.Objetivos:Temos como objetivo trazer parao espaço da Formação os principaiseixos de atuação como Central: Disputade hegemonia na sociedade e naRelação capital x trabalho.Nesse sentido, além dos cursos realizadosna Escola Sul, como DPPAR-Desenvolvimento, Políticas Públicas eAção Regional, e FF- Formação de Formadores,desenvolvemos no estado oORSB – Organização e RepresentaçãoSindical de Base, que está diretamenteinterconectado com a nossa necessidadee prioridade de organização dastrabalhadoras e trabalhadores, cidadãse cidadãos atuantes na sociedade emilitantes da luta contra o capital.Metas:Nossa principal meta é a aproximaçãodas bases das entidades àCUT. Para tanto, temos buscado incessantementecolocar a formaçãosindical como um dos temas prioritáriosna pauta das entidades. Nossameta, no entanto, constitui-se no desafiode organizar coletivos nas regionaisda CUT/RS em que possamosaproximar ainda mais a Formação daCUT das entidades sindicais, debatendosistematica e continuamente nossaspautas, consolidando uma Redede Formação Estadual.Ações desenvolvidas:No período entre 2010 e 2011 aSecretaria Estadual de Formação seempenhou de foma especial na execuçãodos ORSB – Organização eRepresentação Sindical de Base. Oscursos foram organizados em conjuntocom as regionais da CUT e entidadessindicais locais.Foram realizados neste período15 turmas nas seguintes regionaisda CUT/RS: Regional Sul - Pelotas,Regional Serra - Caxias, RegionalVale dos Sinos - São Leopoldo, RegionalAltos da Serra - Sananduva,Regional Vale do Rio Pardo e Jacuí -Santa Cruz/Venâncio Aires, RegionalNoroeste - Ijuí, Regional Missões -Santa Rosa, Regional Missões - SantoÂngelo, Regional Missões - SantaRosa/Juventude, Regional Metropolitana- Porto Alegre, Regional Sarandi- Frederico Westphalen, Regional Sul- Rio Grande, Regional Alto Uruguai- Erechim, Regional Sudoeste - Santanado Livramento, Regional Vale doRio Pardo e Jacuí na cidade de VenâcioAires (nova turma).Participaram destes cursos variadascategorias dos setores público eprivado.Além dos cursos de OrganizaçãoSindical de Base, a Secretaria Estadualde Formação participou deatividades em conjunto com outrassecretarias da CUT, como no caso daorganização de Oficina do Projeto “Decisõespara Vida”, em parceria com aSecretaria da Mulher Trabalhadora ede Juventude. Este projeto culminouna participação na Conferência deMulheres Jovens realizada em maiodeste ano na cidade de Amsterdã, naHolanda, e também no “Seminário deGestão e Sustentação Sindical”, organizadocom a Secretaria de Finanças,e no “Encontro da Juventude daCUT/RS”, organizado pela Secretariade Juventude.A SEF/RS ainda participa da iniciativada Federação dos Trabalhadoresda Indústria de Alimentação na construçãoe execução de um curso de“Formação de Formadores” que estáacontecendo na própria Federação,com participação de outras entidadesfiliadas à CUT.Principais resultados:Os principais resultados não podemser medidos quantitativamente. Ofortalecimento da concepção CUTistae a aproximação das nossas basesqualificam as trabalhadoras e trabalhadorespara o embate cotidiano nosespaços de trabalho.Certamente nosso maior ganhoestá na formação de trabalhadoras etrabalhadores militantes, conscientesda nossa importância, dos nossospríncipios enquanto Central e do nossopapel na luta contra o capital.57


Formação Sindical naCUT Santa Catarina“O socialismo não é uma sociedade beneficente, não é um regime utópico, baseado na bondade do homem com o homem. Osocialismo é um regime a que se chega historicamente e que tem por base a socialização dos bens fundamentais de produção e adistribuição equitativa de todas as riquezas da sociedade, numa situação de produção social.” (Che)O plano de formação que atualmenteexecutamos foi redesenhadoem 2008, a partir das discussões acumuladasao longo dos anos de formaçãosindical CUTista, cujo referencialteórico está fundado nas matrizesmarxistas de análise e na pedagogiade Paulo Freire.Com base na idéia de “mutirão”,aplicado em anos anteriores, formulamoso plano em três módulos que, em2011 se tornaram quatro em função domódulo “Trabalho de Base: organizaçãoe formação no local de trabalho”,conforme o novo Plano Nacionalde Formação.1º Módulo: Sociedade, Estado erelações de poderObjetivos:• Conhecer o funcionamento da sociedadeem que vivemos e discutira função e o modo de atuação dasorganizações sociais, em especialos sindicatos.Temas:• Conceito e tipos de modos de produçãona história;• O funcionamento do sistema capitalista,o Estado brasileiro e asorganizações de sustentação e dealternativas ao sistema;• Movimento sindical CUTista: contextosócioeconômico e político dafundação da CUT.2º Módulo: A organização dostrabalhadoresObjetivos• Conhecer a origem do sindicalismoe as concepções sindicais no Brasil;• Conhecer as origens, princípios,organização, estrutura e funcionamentoda CUT;• Discutir sobre a função dos sindicatose o “papel” do dirigente sindical.Temas• Origem do sindicalismo e as concepçõessindicais no Brasil;• Origem, princípios, organização,estrutura e funcionamento da CUT;• Função do sindicato e o que é serdirigente sindical.3º Módulo: Trabalho de Base:organização e formação nolocal de trabalhoObjetivos• Sensibilizar o dirigente sobre a importânciado trabalho de base;• Possibilitar a reflexão sobre as diferentesformas de organização erepresentação sindical de base• Possibilitar o manuseio de ferramentasque ajudam a potencializaro trabalho de base para torná-loprioridade no seu sindicato;• Contribuir com o dirigente paraconvencer a sua Direção sobre aimportância do trabalho de baseTemas• Trabalho de base – conceito, limitese possibilidades• OLT – Organização no Local deTrabalho: conceito e ferramentas4º Módulo: Políticas da CUTObjetivos• Oportunizar o conhecimento e discussãodas resoluções CUTistassobre os vários segmentos, temase/ou setores de atuação política domovimento sindical CUTista, comosaúde do trabalhador, mulher, juventude,raça/etnia, desenvolvimentosustentável, entre outros.Sob a coordenação da SecretariaEstadual de Formação, o Plano é executadopelo Coletivo de Formação da58


CUT/SC, constituído por dirigentes formadores,coordenadores regionais deformação e dirigentes apoiadores, quesão aqueles que articulam e mobilizamas várias categorias para a constituiçãodas turmas e que dão o suporte, assegurandoa infraestrutura necessária.No início de cada ano, a SEF realizareuniões nas Regionais da CUT/SC com o objetivo de avaliar as atividadesplanejadas (realizadas ounão) e planejar novas turmas. Comas demandas, o Coletivo Estadual deFormação - formado pelos dirigentesformadores, coordenadores regionaisde formação, coordenadores de formaçãodas federações e dos sindicatosde base estadual – se reúne paradiscutir as avaliações das Regionaise também para fazer sua avaliação,além de planejar as atividades demandadaspelas Regionais.Além desse espaço de avaliaçãoe planejamento, realizamos OficinasMetodológicas, cujo objetivo é aprofundarconteúdos e metodologias esocializar ferramentas pedagógicasutilizadas nas atividades pelos nossosdirigentes formadores.Como resultado quantitativo, realizamosem 2010 atividades com 18 turmasde ORSB, totalizando 27 módulos e 380participantes. Com o Seminário Estadualde Saúde do Trabalhador e as duasoficinas metodológicas, tivemos formaçãodireta para 467 pessoas, sendo300 homens (64,24%) e 140 mulheres(29,98%), com a seguinte representaçãopor ramo de atividade: FETRAF Sul: 203(43,477%); FETRACOM: 59 (12,63%);FETRAM: 63 (13,49); FECESC: 48(10,28%); FEM: 24 (5,14%); Alimentação:7 (1,50%); Rurais: 6 (1,28%); FE-TEC: 3 (0,64%); Sinte: 3 (0,64); Diversos:5 (2,46%) (Sinteplu 1; Eletricitários1; Domésticas 1; Saúde 1; Sintespe.Para este ano de 2011, a previsão,conforme planejado na primeira oficinametodológica de 2011, realizadanos dias 22 e 23 de fevereiro, é atender23 turmas de ORSB, das quais 9foram iniciadas em 2010 e 14 novas.Como rápido balanço das atividadesdo Plano Estadual de Formação,além da maior visibilidade, compreensãodo papel, das ações e desafiosda CUT pelos dirigentes sindicais debase, temos recebido relatos de nossosdirigentes liberados do maior envolvimentodas bases CUTistas naslutas do movimento sindical, seja napauta específica sindical quanto naslutas mais amplas para garantirmos ascondições para uma sociedade maisequitativa, uma sociedade pautadano desenvolvimento sustentável, nodesenvolvimento que assegura crescimentoeconômico articulado com aresponsabilidade social e ambiental.59


EntrevistaBuscando identificar os novos desafios da formação sindical da CUTvisando aprofundamento dos debates sobre a estratégia da PolíticaNacional de Formação, a Revista Forma e Conteúdo conversou com oPresidente Nacional da CUT Artur Henrique.F&C – Atualmente o sindicalismo brasileiro (a partir da perspectiva da CUT)tem desafios que combinam temas históricos (como a conquista da liberdadee autonomia sindical, com o fim do imposto sindical e outras mudançasna estrutura sindical, garantia do direito de organização no local de trabalhoetc.) com temas atuais (regulamentação das Convenções da OIT, comoa 151, 189; agenda do trabalho decente, política econômica com maiorescontrapartidas sociais, etc.)Neste sentido, qual o lugar da formaçãosindical no processo de fortalecimentodas ações da CUT?Artur – Como sempre foi na estratégiada CUT, no próximo período a dimensãoformativa será estratégica e prioritáriapara a potencialização de nossoprojeto sindical. Isso está presentenos dois eixos de atuação definidospara o período 2009 – 2012: o primeiro,o enfrentamento da crise, organizandoa transição para um modelo dedesenvolvimento sustentável e comcentralidade no mundo do trabalho, eo segundo eixo abarca a atualizaçãoe o fortalecimento do projeto sindicalCUTista, com ampliação da base derepresentação da CUT para disputa dehegemonia. Esses dois eixos devemcontar com a contribuição da formaçãopara massificar nossas propostase ampliar a consciência sindical propiciandoque a CUT continue avançandonas conquistas para a classe trabalhadorabrasileira.F&C – Nos últimos anos, sobretudoa partir do Governo Lula, o Brasilalterou significativamente váriosindicadores econômicos e sociais.Mas, de acordo com os princípios eresoluções da CUT, ainda temos umgrande desafio, que é o de rompercom o modelo concentrador de rendaainda vigente em nosso país emfavor de um novo padrão de desenvolvimentocom maior distribuiçãode renda e valorização do trabalho.Na sua opinião, qual a relação entre60


os atuais programas desenvolvidosatravés da Política Nacional de Formaçãoe o processo de preparaçãodas direções e militantes para o enfrentamentodas questões inerentesa alteração do atual padrão de desenvolvimentoeconômico e socialdo país?Artur – Nossa proposta de padrãode desenvolvimento sustentável comvalorização do trabalho está em constanteconstrução e a formação é uminstrumento bastante eficaz para, pormeio da Plataforma da CUT, estimulare fomentar o diálogo entre o nacional,o regional e o local, condição indispensávelna elaboração de um projeto dedesenvolvimento que reflita a concepçãode nação que temos como perspectivapolítica.Por outro lado, para fortalecer a luta porliberdade e autonomia sindical, valorizaçãodo trabalho e democracia, igualdadeentre homens e mulheres, do campo eda cidade, no rumo do desenvolvimentosustentável, a CUT lançara uma CampanhaNacional pela Liberdade de Organização,com a ratificação da Convenção87 da OIT. Desenvolveremos açõespara ampliação da conscientização ea mobilização de nossas bases e umaestratégia organizativa que fortaleça asua identidade com base nos princípiosda liberdade e autonomia sindicais assimcomo nos locais de trabalho, tendoem vista fazer avançar a compreensãodos/as trabalhadores/as sobre o local detrabalho como espaço de sociabilidade,logo espaço de disputa por direitos sobrecondições e qualidade do trabalho, bemcomo pelo controle dos processos produtivos.E a formação é uma dimensãoestruturante dessa campanha.Em conjunto com a Jornada pelo Desenvolvimentocertamente desenvolveremos,no próximo período diversasações formativas que qualificarãonossa militância para o acompanhamentoda implementação das propostascontidas na Plataforma da CUTbem como sua atualização. Nossaintenção é que a base CUTista estejapreparada para debater e formularpropostas, sob a ótica da classe trabalhadorapara que o Brasil siga mudandoe avançando em conquistaspara os trabalhadores/as.F&C - Que sugestões você teria visandoo aprimoramento da atual estratégiade formação da CUT?Artur – Dado o cenário que vivemosno Brasil, de perspectiva positiva decrescimento e acirramento das disputasno movimento sindical, a estratégiaformativa deverá priorizar edesenvolver programas e atividadesformativas que dialoguem com essestemas, potencializando a qualificaçãode dirigentes e o orgulho de ser CUTem nossa militância. Uma estratégiaque deve ser atualizada em seu sentidoestratégico e compor uma culturapolítica sindical renovada. A Organizaçãono Local de Trabalho – OLT deveser parte fundamental dessa estratégiade formação sindical e de disputade hegemonia nos locais de trabalho.F&C - Hoje a CUT é a maior CentralSindical do Brasil e da América Latina,e a quinta maior central sindicalmundial. Nestes 28 anos de existência,qual foi o papel da formaçãosindical para chegarmos à tamanharepresentatividade?Artur – A CUT, nesses 28 anos deexistência, sempre manteve a coerênciaentre seus princípios, sua concepçãode sindicalismo e a sua prática.Os dirigentes de nossas entidadesfortaleceram seus ideais e concepçãode sindicalismo libertador e emancipatóriopor meio de nossa estratégia deformação, que tem reforçado o seu papelde educação política e ideológicada militância sindical. Esse é o papelque a formação sindical vem e continuarácumprindo, para que a CUT ampliesua hegemonia na sociedade e nomovimento sindical.F&C - Um dos temas centrais na estratégiada CUT atualmente, diz respeitoà promoção da agenda do trabalhodecente. Visando potencializaras intervenções da CUT sobreeste tema, estamos dando inicio aum projeto que articula pesquisa--formação e ação sindical, nossetores do comércio e serviços,construção civil e vestuário, cujoobjetivo é identificar os principaisindicadores de déficit de trabalhodecente e capacitar dirigentes e liderançassindicais visando impulsionarprocessos permanentes nocampo da negociação e contrataçãocoletiva, que permitam ampliarconquistas no campo dos direitosdos trabalhadores.Você acredita que este projeto pilotopode se colocar como umareferência para se avançar no estabelecimentode processos de negociaçãoe contratação coletivasarticulados nacionalmente, contribuindona maior compreensão sobrea organização por ramos propostapela CUT?Artur – Acredito que é imprescindívelavançarmos no processo denegociação e contratação coletivanacionalmente articulados. Portanto,projetos e programas que visemimpulsionar esse processo em nossasentidades da estrutura verticalcontribuirão significativamente parao aprimoramento e capacitação delideranças. Um resultado que almejamosé, efetivamente, incentivarprocessos de diálogo coletivos sobrea mais adequada estrutura organizativados trabalhadores/as frenteàs mudanças no mundo do trabalhoe nos processos produtivos. Exemplosde negociações nacionais e supranacionaisbem sucedidos podemlevar a uma alteração da visão organizativae rearranjos em nossa organizaçãovertical.61


Investir na formação para avançar àesquerda e melhor representar os trabalhadoresVagner FreitasSecretário de Administração eFinanças da CUTA CUT se tornou a maior centralsindical do Brasil, da América latina ea quinta do mundo, não apenas pelonúmero de sindicatos filiados, maspela qualidade de sindicalismo exercidacotidianamente, seja no campoou na cidade. Nossa central possui agrande responsabilidade de representarmais de 22 milhões de trabalhadorese para isso foi necessário ampliarnossa organização em todos osestados e regiões do país. Uma dasnossas marcas desde a fundação foi ade produzir importantes quadros políticosque contribuíram para organizaçãoda classe trabalhadora. Por isso,costumo dizer que a formação sindicalnasce junto com a CUT.Não foi por outra razão que o 2ºCONCUT em 1986 realizado no Rio deJaneiro, entre as prioridades daqueleperíodo, deliberou pelo investimento naconstrução de uma Política Nacionalde Formação capaz de garantir a maisampla cobertura da formação sindical.Esta deliberação foi fundamental paraque a formação sindical se consolidassecomo uma das políticas mais estruturadasque temos até hoje.Neste contexto de disputa que estamosvivendo, tanto no que tange aomodelo de desenvolvimento quanto noâmbito da organização sindical, o fortalecimentoda concepção CUTista apartir da formação de formadores e dedirigentes em nossos sindicatos, emtodas as regiões do país, com o objetivode capacitar as lideranças parafazer o enfrentamento capital x trabalholevando nossas bandeiras de lutapara a base, é um desafio que a CUT.Por isso, nesta gestão, resolvemoscoletivamente, por meio do Plano Nacionalde Formação de Dirigentes eFormadores (PNFD) ampliar a oferta eas condições de acesso das direçõessindicais as atividades formativas desenvolvidaspelas nossas Secretariasde Formação no Estados, nos Ramose pelas Escolas Sindicais. Iniciado em2009, o Plano Nacional de Formaçãode Dirigentes e Formadores foi formuladopara atuar no sentido de despertara consciência de classe e a percepçãoda importância da unidade para aluta, tendo como meta atingir amplossetores dos trabalhadores, articulandoas dimensões do cotidiano do local detrabalho com as demandas da classe.Desde então, foram capacitados470 dirigentes e militantes para atuarcomo formadores e multiplicadores, oque resultou na formação de cerca de6 mil dirigentes sindicais neste período.Nesses anos foram ministradoscursos de organização e representaçãosindical de base; Formação deformadores; Formação sobre desenvolvimento,políticas públicas e açãoregional; Negociação, contratação coletivae Sindicalismo Internacional.A atuação articulada entre a Secretariade Administração e Finançase a Secretaria de Formação Sindicalpossibilitou uma ação afinada comas CUT´s estaduais e com todas asescolas sindicas, o que resultou naoperacionalização desse importanteprograma que contribuiu para aproximarsindicatos que estavam distantes,possibilitando a ampliação de nossabase de trabalhadores(as).62


DepoimentosDirigentes de diferentes regiões e ramos de atividadesque participam das ações desenvolvidas no âmbito daRede Nacional de Formação dizem como vêem e avaliama atual estratégia da Formação CUTista.“A Política Nacional de Formação – PNF/CUT vem procurando avançar dentroda nossa categoria, pois a CUT vem priorizando a formação unificada entretrabalhadores(as) urbanos e rurais, eu acho isso de extrema importância paranós, trabalhadores(as) rurais, pois desTa forma conseguimos ter uma formaçãocompleta, entendendo os problemas do trabalhador(a) como um todo.Essa tarefa fez com que pudéssemos envolver na ação de formação pescadores,trabalhadores assalariados e trabalhadores da agricultura familiar; realizamosações dentro de assentamentos, às margens dos rios, nos lugares ondenós, trabalhadores rurais, vivemos de fato. Isto tem sido muito importante parafazermos o enfrentamento da exploração à qual somos submetidos e seus efeitossobre nosso trabalho e principalmente, para resistir aos conflitos que vivemosno campo, como os assassinatos que ocorreram recentemente. Sem a formaçãonão conseguiremos construir um processo organizativo dos trabalhadores ruraisno seu todo.”Vamos a luta!”João da Costa NevesTrabalhador Rural - Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadora Ruralde Barcarena/Pará“Considero que a estratégia de formação desenvolvida pela CUT vem sendoimportante para fortalecer a compreensão das lutas imediatas e históricasda classe trabalhadora pelos dirigentes e militantes da nossa base sindical, e,sobretudo, dos sindicatos recém-filiados à Central. Há assim um espaço abertopara valorizar as experiências de organização sindical e o plano de lutas específicoda CUT em Sergipe.”Rubens Marques (Prof. Dudu)Presidente da CUT/SE“Acredito que o atual plano de formação da CUT tem propiciado um processode politização e ampliação da consciência de classe dos trabalhadores e trabalhadorasda nossa base sindical. Com isso, a CUT Alagoas tem dado um salto dequalidade na mobilização e fortalecimento da sua estrutura e projeto sindical. Etambém tem favorecido a construção de um ambiente de convivência respeitosaentre as forças políticas do interior da CUT.”Francisco MataSec. Formação CUT AL63


A solidariedade internacional, a atuação daCUT e a formação sindicalJoão Antonio FelícioSecretário de Relações InternacionaisA Central Única dos Trabalhadores(CUT), desde a sua fundação,contou de diferentes formas com oapoio fraterno do movimento sindicalinternacional. Particularmente no quediz respeito à formação sindical, nosprimeiros anos de existência da CUTtivemos o importante apoio CGIL e daCISL da Itália, do ISCOS através daFNV, a Central Sindical Holandesa e,posteriormente, da DGB, Central SindicalAlemã.Esta solidariedade do sindicalismointernacional com a CUT foi fundamentalpara que pudéssemos construirnão apenas uma Política de Formaçãonacionalmente articulada, mastambém para a própria consolidaçãodo nosso projeto sindical, baseadono principio da liberdade e autonomiasindicais. Com isso, foi crescendo nossarepresentatividade no sindicalismobrasileiro e fomos conquistando espaçospara uma atuação internacionalque em curto período de tempo nostornou uma referência de prática inovadora,resultando na filiação da CUTà antiga Confederação Internacionalde Organizações Sindicais Livres -CIOSL, hoje Confederação SindicalInternacional - CSI e também a OrganizaçãoRegional Interamericana deTrabalhadores - ORIT, atual ConfederaçãoSindical das Américas - CSA.A conquista destes espaços noâmbito do sindicalismo internacionalpossibilitou-nos também uma grandearticulação com o movimento sindicaldo cone sul, o que nos permitiu umprocesso permanente de intervençãono MERCOSUL, onde temos atuadotanto dentro do bloco, como tambémcom parceiros e principalmente atravésda Coordenadoria de CentraisSindicais do Cone Sul – CCSCS.64


Além da atuação na CSI, CSA eCCSCS, a CUT tem mantido muitasrelações bilaterais e participado dearticulações sindicais como a ComunidadeSindical dos Países de LínguaPortuguesa - CSPLP e no SouthernInitiative on Globalisation and TradeUnion Rights - SIGTUR que é umarede de sindicatos do sul que lida comdiretos da classe trabalhadora e globalização.As alianças com movimentos sociaismarcaram e marcam muitas dasnossas lutas e atuamos internacionalmenteem diversos espaços, masespecialmente através da AliançaSocial Continental e também atravésda Rede Brasileira pela Integraçãodos Povos – REBRIP. O Fórum SocialMundial também é palco de inúmerasmanifestações e construção de aliançasna busca por um mundo melhor.Temos atuado também frente àsmultinacionais, com diversas ações. Aformação de redes de trabalhadores/as da mesma empresa é uma de nossasprincipais estratégias. Além disso,a CUT vem atuando fortemente nosdebates conjunturais e vem participandode diversas cúpulas do G20 etambém em outros espaços como asreuniões de ministros de trabalho doG20, além de demandarmos participaçãoem outros espaços como o fórumIBAS – Índia, Brasil e África do Sul.Assim como a CUT cresceu, oBrasil também passou por grandestransformações, passando de um paísdependente dos interesses das potênciaseconômicas do norte para ser umdos países mais considerados quandoo assunto é enfrentamento da pobreza,participação popular e enfrentamentoda crise. Passamos a ser consideradoscomo um dos principais paísesemergentes neste novo contextomundial, sobretudo no que diz respeitoà inversão da política externa brasileiraque prioriza as relações Sul-Sul.Este novo contexto implicou tambémem algumas reformulações noâmbito da Política Internacional daCUT, levando-nos a redefinir prioridadese nosso papel no campo da cooperaçãointernacional.Neste processo, coloca-se entreas prioridades uma forte relação comos países africanos, a partir da qualestamos investindo na formulação deprojetos e estratégias de cooperaçãoque apontam no sentido de fortalecero sindicalismo naquele continente,bem como desenvolver intercâmbiosa partir dos quais possamos trocarexperiências sobre temas como: saúdee seguridade social; organização eformação sindical; migrações; trabalhodecente; entre outros. Este processoenvolve desde países de língua portuguesacomo Angola, Moçambique,Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomée Príncipe, como também África do Sule Senegal, entre outros.É importante citar que um dos eixosestratégicos do Planejamento daDireção Nacional da CUT foi o de fortalecera CUT no Brasil e no mundo. Eassim, além das diversas políticas quedefendemos, como algumas citadasacima, temos também qualificado nossaintervenção internacional. Nessesentido, foi notória a necessidade decapacitar dirigentes e militantes sobretoda a história que a CUT construiu aolongo dos anos no plano internacionale de todos os desafios que estão impostosà classe trabalhadora no cenáriointernacional.Por isso implantamos neste ano,em conjunto com a Secretaria Nacionalde Formação e em parceria como Centro de Estudos Sindicais e deEconomia do Trabalho – CESIT/UNI-CAMP, um curso de extensão universitáriaem política e sindicalismo internacionalque aborda temas relacionadosà macroeconomia, a geopolítica,e a economia na América Latina e noBrasil, além de Trabalho e SindicalismoInternacional, Instituições Multilaterais,Organizações Internacionais,Política Externa do Brasil e PolíticaInternacional da CUT, entre outrostemas específicos como migrações,multinacionais, códigos de conduta eacordos globais.Também participamos do programada Universidade Global do Trabalho -GLU que promove cursos de mestradopara dirigentes e assessores na Alemanha,Índia, África do Sul e Brasil.A GLU, além dos mestrados, tambémdesenvolve conferências e pesquisasvoltadas aos desafios do mundo dotrabalho.O fato de o Brasil ter assumidoum novo protagonismo mundial tambémtem demandado da CUT umaparticipação mais efetiva em diversosespaços, já que somos chamados acontribuir na formulação de estratégiase políticas internacionais. Temostido uma importante participação, porexemplo, no desenvolvimento do programade formação sobre trabalho decentedesenvolvido pelo Centro Internacionalde Turim da OIT, contribuindoativamente em processos formativose de intercâmbio com trabalhadores/65


as de países africanos e da AméricaLatina.Tais ações refletem a definição deuma nova diretriz de ação da CUT noâmbito internacional, que é a de fortalecere intensificar as relações de cooperaçãoentre países do Sul, sem deixarmosde avançar nas relações comos países do Norte.Por isso, desde 2010 a CUT participade um programa sobre direitossindicais e trabalhistas de migrantesparaguaios no Brasil e de migrantesbrasileiros no Paraguai. Neste anoforam realizados dois seminários sobreos marcos legais do Brasil e doParaguai sobre migração e a discussãogirou em torno das implicações denossa legislação, ainda sob a égide dasegurança nacional e da subordinaçãoà Polícia Federal. A necessidade desubstituir essa lógica pela lógica dosdiretos de cidadania, portanto subordinadaàs esferas civis do governo, foidestacada por todos.As centrais sindicais tratam, juntoaos migrantes, de seus direitos trabalhistase sindicais e dos desafios daorganização dos trabalhadores/as migrantesnos sindicatos.Ainda em 2010 foram organizadosseminários de formação sobre as convençõesda OIT, organismos internacionais,erradicação do trabalho infantil,importância da comunicação e dainformação através da constituição deredes sociais, utilização da Internet erelações de trabalho, especialmentenos serviços públicos.Para 2012, em parceria com a centralCUT Autêntica do Paraguai, estáprevista a realização de seis semináriosregionais e um nacional em tornoda construção de um projeto de desenvolvimentosustentável para o paíse a importância da inclusão de mulheres,jovens e indígenas nos sindicatos.São seminários de formação e elaboraçãoque explorarão a experiência daCUT na sua plataforma e estratégiasde lutas.Em 2011 iniciou-se um processode articulação entre a CUT e a centralboliviana COB, ainda na temática damigração. Já foram organizados encontrosde trabalhadores/as migrantesbolivianos no Brasil e na fronteirado Brasil com a Bolívia, com vistas acoordenar suas reivindicações e suaorganização.Em 2012 serão realizados 3 semináriosregionais e um encontro nacional.São seminários de formação eelaboração do Projeto de DesenvolvimentoEconômico e Social a ser apresentadopela COB a toda a sociedadeboliviana e servirá tanto de base paraalianças com os movimentos sociaiscomo para suas negociações com ogoverno.É importante ressaltar que tantono Paraguai como na Bolívia, em quepesem as diferenças históricas, governospopulares foram eleitos, o queabre possibilidades de conquistas e,ao mesmo tempo, colocam novos desafios.Também em 2011 a CUT atuaránum curso de formação dirigido aostrabalhadores/as angolanos do setorde petróleo, em dois módulos de 5dias, tratando de temas sobre direitossindicais e trabalhistas e negociaçõescoletivas.Portanto, neste novo momento daatuação internacional da CUT, crescea importância da articulação entre asPolíticas Internacional e de Formação,pois cada vez mais é necessário fortalecernossos quadros dirigentes, particularmenteaqueles e aquelas que têma tarefa de representar nossas instânciasnos espaços institucionais e sindicaisinternacionais para que assimpossam fazê-lo com maior desenvoltura,muito mais consistência e, sobretudo,com a convicção de que para superarmosa atual lógica de exploraçãocapitalista é necessário compreendê--la a fundo, para melhor questioná-lae confrontá-la.A construção coletiva do conhecimentoe a luta pelo fortalecimento dademocracia tornam-se cada vez maisdimensões estratégicas no processode emancipação da classe trabalhadorae de disputa de hegemonia nasociedade. Assim a CUT vem atuando,nacionalmente e internacionalmente,e é por isso que o trabalhoconjunto entre as Secretarias de RelaçõesInternacionais e de Formação,com apoio e/ou participação de outrosparceiros, tem sido fundamental paralutarmos por um mundo melhor, nãosó no Brasil, mas também no mundo.Afinal a solidariedade internacionalnão pode ficar somente no campo daretórica, ela tem que ser traduzida emações concretas, visando fazer avançara consciência internacionalista daclasse trabalhadora. Esta é uma denossas principais tarefas.66


Depoimentos“Para sempre minha vida estará marcada pela experiência com a UniversidadeGlobal do Trabalho (GLU). A GLU é muito importante pra mim. Penso queesta experiência já produz e continuará produzindo bons resultados. A aproximaçãodo movimento sindical e acadêmico é fundamental para avançar na consolidaçãode mudanças nas estruturas do mundo do trabalho.Como militante sindical, confesso que tive dificuldades diversas no dia-a-diae no desenvolvimento do mestrado de Políticas de Trabalho e Globalização. Intensivosestudos acadêmicos, idiomas, distância da família, amigos, diferentescomportamentos e culturas foram questões importantes pra mim. Mas tudo issome proporcionou conhecer e refletir melhor sobre as características, os problemase a realidade da classe trabalhadora a partir de novos olhares. Desejo osucesso dessa iniciativa!”Vinicius SartoratoAPEOESP CNTE CUT“Ao promover o Curso de Política e Sindicalismo Internacionais, em parceriacom o CESIT, a CUT demonstra estar comprometida em formar novos/as dirigentessindicais para reforçar o seu internacionalismo. Durante os primeiros módulosdo curso, resgatamos a história de luta e resistência da classe trabalhadora frenteàs constantes crises do sistema capitalista, inclusive a atual. Estamos convencidosde que ao fazer a necessária Auto Reforma Sindical, em especial na AméricaLatina, estaremos mais fortalecidos não só para enfrentar o atual modelo de globalizaçãoneoliberal, mas também para que sejamos protagonistas na construçãode um novo modelo de desenvolvimento econômico e social que regule o sistemafinanceiro e as transações das multinacionais, que seja socialmente inclusivo, soberano,sustentável e que, somada a solidariedade de classe e a integração dospovos, possa fazer uma transição para uma sociedade socialista.”Fábio LinsSecretário de Relações Internacionais da CNQ“O curso de sindicalismo internacional é de uma qualidade surpreendente, asSecretarias de Formação e Relações Internacionais estão de parabéns. O conteúdodeste curso ajuda a compreender mais profundamente as transformaçõesdo mundo do trabalho. Outro fator para nós da Seguridade Social é compreendercomo as políticas de seguridade social foram e têm sido reestruturadas nascrises do capitalismo.”Celia Regina CostaSecretária de Mulheres da CNTSS“Esse espaço de formação está ajudando a ampliar nosso campo de visão,principalmente no aspecto que auxilia a compreensão do quanto as políticaseconômicas adotadas pelos governos influenciam não só a vida no campo, mastambém nossa luta na organização dos trabalhadores e trabalhadoras na agriculturafamiliar.”Jucimara Neotti AraldiCoordenadora da Juventude da FETRAF/SUL-CUT em Santa Catarina67


PublicaçõesPublicação EscolaSindical São PauloCUT 2007Publicação EscolaSindical São PauloCUT 2007Publicação EscolaSindical São PauloCUT 2007Publicação EscolaSindical São PauloCUT 2007Publicação EscolaSindical São PauloCUT 2007


Publicação EscolaSindical 7 de Outubro2008Publicação SecretariaNacional de FormaçãoCUT 2010Publicação SecretariaNacional de FormaçãoCUT 2010Publicação SecretariaNacional de FormaçãoCUT 2010PublicaçãoCUT 2010Publicação sobreIgualdade Sociale combate adescriminação 2010


Direção ExecutivaNacional da cutGestão 2009-2012PresidenteArtur Henrique da Silva SantosSecretário-GeralQuintino Marques SeveroSecretário de Administração e FinançasVagner Freitas de MoraesSecretária de Combate ao RacismoMaria Julia Reis NogueiraSecretária de ComunicaçãoRosane BertottiSecretário de FormaçãoJosé Celestino Lourenço (Tino)Secretária da JuventudeRosana Sousa de DeusSecretária de Meio AmbienteCarmen Helena Ferreira ForoDiretores(as) ExecutivosAntonio Lisboa Amâncio do ValeAparecido Donizeti da SilvaDary Beck FilhoElisângela dos Santos AraújoJasseir Alves FernandesJulio TurraPedro ArmengolRogério PantojaShakespeare Martins de JesusValeir ErtleConselho FiscalJoice Belmira da SilvaPedro de Almeida dos AnjosWaldir Maurício da Costa FilhoSuplentesMarlene Terezinha RuzaRubens GracianoSérgio Irineu BolzanSecretária da Mulher TrabalhadoraRosane da SilvaSecretário de Organização e Política SindicalJacy Afonso de MeloSecretário de Políticas SociaisExpedito Solaney Pereira de MagalhãesSecretário de Relações InternacionaisJoão Antonio FelícioSecretário de Relações do TrabalhoManoel Messias MeloSecretária da Saúde do TrabalhadorJunéia Martins Batista


ExpedienteSecretaria Nacional de Formação da CUTSecretárioJosé Celestino Lourenço (Tino)CoordenadorMartinho da ConceiçãoAssistenteLuci Fernandes SalesEquipe de AssessoresAdriano Soares da SilvaArchimedes Felício LazzeriMarta Regina DominguesColaboraçãoAna Paula MelliProjeto Gráfico e DiagramaçãoMGiora ComunicaçãoFotosDino Santos, Roberto Parizzoti e ArquivoImpressãoBangrafTiragem3 mil exemplaresOutubro, 2011CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

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