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Boletim BioPESB 2014 - Edição 13.pdf

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Boletim Biopesb

Ciência, meio ambiente e cidadania em suas mãos ISSN - 2316-6649 - Ano 4 - Nº 13 - 2014

Parque Estadual Serra do Brigadeiro sedia eleição para

formação do Conselho Consultivo

No dia 20 de março

de 2014, o PESB sediou

a eleição para a formação

do Conselho Consultivo

(5° Biênio) da Unidade de

Conservação (UC). Compareceram

62 pessoas, sendo

estas representantes de

órgãos públicos, sociedade

civil, comunidade científica,

organizações não

governamentais e interessados

no assunto. Diversas

entidades do entorno do

PESB ocuparam as vagas

oferecidas no edital de

convocação IEF/Mata Nº.:

02/2013.

Conforme o Sistema

Nacional de Unidade de

Conservação (SNUC) lei

9.985/2000, o Conselho

Consultivo é o principal

instrumento de relacionamento

entre as Unidades

de Conservação e a sociedade

e tem como objetivo

promover uma gestão compartilhada

da Unidade,

ampliando o diálogo e a

participação da sociedade.

São competências de

um Conselho Consultivo:

elaborar o seu regimento

interno; acompanhar a elaboração,

implementação e

revisão do Plano de Manejo

da UC, garantir seu caráter

participativo; buscar

a integração da Unidade

com as demais áreas protegidas

e com o seu entorno,

entre outras.

Veja a tabela completa

com o nome dos habilitados

para compor o Conselho

da UC no interior do

Biopesb.

Pág. 8

Dia Mundial da Água convida à refletir sobre o uso

saudável deste recurso natural

A água é fundamental

para a vida na Terra, mas

apesar de cobrir 70% de

sua superfície, é um recurso

natural que deve ser utilizado

conscientemente. Isso

porque apenas 0,3% dela

está disponível para o consumo

dos seres humanos.

O Dia Mundial da Água

foi criado pela ONU, buscando

promover discussões

sobre seu uso consciente,

além de estímular o debate

em torno dos problemas

e possíveis soluções para o

uso e conservação dos recursos

hídricos

Pág. 2

Ciência

Conheça novas alternativas

saudáveis para o

uso de agrotóxicos e os

agrotóxicos biológicos.

Páginas 4 e 5

Entrevista

José Antônio Bittecourt

Soares comenta sobre a

realização da Cavalgada

Aldeia da Vida.

Página 6

Turismo

Saiba mais sobre as cachoeiras

existentes nos

arredores da Serra do

Brigadeiro.

Página 7


MeioAmbiente Ano 4, n°13 - Pág 2

Desperdício de água preocupa especialistas

A água é um bem fundamental

na vida dos seres

humanos, compõe cerca de

70% do seu corpo, assim

como 70% da superfície da

Terra. Ela é usada em inúmeras

atividades no dia a dia,

na alimentação, nos cuidados

com a higiene, na indústria,

entre outros. Contudo, o

desperdício é preocupante,

visto que, da quantidade

de água disponível, apenas

0,3% pode ser usada para

consumo humano.

Segundo um estudo norte-americano

publicado na

revista da Academia Nacional

de Ciências dos Estados

Unidos (PNAS), o Brasil está

na quarta posição no ranking

dos países que mais gastam

água na produção de bens

de consumo e na produção

agrícola. China, Índia e Estados

Unidos ocupam os outros

lugares. Estima-se que o

Brasil gasta 5,5 mil litros de

água por dia. Por ano, esse

valor chega a 2,03 milhões

de litros.

Estes valores se referem

a chamada “pegada hidrológica”,

que é o quanto se

gasta no país para produzir

comida, gerar energia,

fabricar os produtos para

consumo doméstico dividido

pelo número de habitantes

do país. Cerca de 70% dessa

água é usada para irrigação

de cultivos e alimentação

de rebanho. Estima-se

que 10% é gasta para o uso

doméstico.

Escovar os dentes de torneira

aberta gasta em média

12 litros diários de água, enquanto

que se a mesma atividade

for realizada com a

torneira fechada, o consumo

cai para 1 litro. Pode parecer

pouco, mas imagine que escova-se

os dentes geralmente

três vezes ao dia, todos os

dias. Isso mostra como uma

medida simples pode gerar

tamanha economia ao longo

do tempo.

Segundo a PNUD (Programa

das Nações Unidas para

o Desenvolvimento), cerca de

1,5 milhões de Km³ de água

são desperdiçados anualmente

no mundo, enquanto o

volume total de água do planeta

é de 1,4 bilhões de Km³.

Boletim Biopesb

Redação: Alunos do PET- Bioquímica da UFV

(Bárbara Dias, Fernanda Araújo, Flávia Bogno,

Helaindo Guimarães, Isabella Alves, Joana Marchiori,

Lethícia Ribeiro, Luciana Fernandes, Paula Sudré,

Raquel Santos, Renato Senra, Thaís Martins).

Projeto Gráfico : Thamara Pereira

Diagramação: Ana Paula Lopes

Revisão: Lethícia Ribeiro

www.biopesb.ufv.br

Outro fator importante

mas menos citado, é a disseminação

de doenças devido

a má qualidade da água.

Anualmente, cerca de 8,5 milhões

de crianças morrem de

diarreia devido ao contato

com água contaminada por

esgotos. Hoje em dia, cerca

de 1,2 bilhões de pessoas no

mundo não possuem acesso a

água potável. A água é um

bem muito precioso. Muitas

vezes seu uso é feito de maneira

irresponsável. Além de

desperdiçar muita água, o

ser humano ainda polui o restante

que sobra. Ainda que

o Brasil seja um país rico em

recursos hídricos (somos donos

de 13,7% de toda água

doce do planeta), a água

não é um recurso infinito.

Deve-se se usar esse recurso

com consciência e sabedoria.

Joana Marchiori

Isabella Alves

Editor-Chefe: João Paulo Viana Leite

Telefone: (31) 3899-3044

E-mail: biopesbufv@gmail.com

Endereço: Departamento de Bioquímica e Biologia

Molecular - UFV

CEP 36570-000, Viçosa - MG - Brasil

Tiragem: 1.000 exemplares

Apoio: Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PIBEX)-UFV

Apoio: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em

Interações Planta-Praga

Editorial

A espécie humana

sempre teve grande dependência

das águas dos

rios para a sua sobrevivência,

erguendo ao seu

lado suas comunidades e

garantindo o alimento pela

pesca e agricultura. Este já

era o cenário no antigo

Egito, quando os primeiros

aglomerados surgiram

às margens do rio Nilo. E

assim foram se formando

as cidades, porém com a

água sendo vista como

fonte infinita e tratada com

desrespeito e desperdício.

Por esses motivos, a ONU

criou, em 1992, o Dia Mundial

da Água, a ser celebrado

no dia 22 de março,

servindo de momento de

reflexão e discussão pela

sociedade. Dados do IBGE

mostram que os rios brasileiros

estão aumentando

o seu nível de poluição.

Dentre os 10 rios mais poluídos

do Brasil, com menor

índice de Qualidade de

Água, estão o Rio Paraíba

do Sul (1.120 Km) e o Rio

Doce (853 Km), resultado

principalmente do lançamento

de esgoto urbano

dos municípios pelos quais

passam. Para nossa realidade

local da Serra do Brigadeiro,

vale a pena lembrar

que a região constitui

importante fonte de água

para a formação das duas

bacias hidrográficas dos

rios citados acima. Mais

do que justo efetivar medidas

compensatórias a produtores

rurais e a unidades

de conservação da região

que ajudam a preservar as

nascentes de águas límpidas,

de forma a garantir as

necessidades das futuras

gerações que se abastecerão

dessa água.

João Paulo Viana Leite

Editor Chefe


MeioAmbiente Ano 4, n°13 - Pág 3

Dia Internacional da Água traz reflexão e preocupação sobre a

qualidade da água

No dia 22 de março de

1992, a Organização das

Nações Unidas (ONU) criou

o Dia Mundial da Água para

promover discussões acerca

da consciência do homem em

relação a tal bem natural. Em

10 de dezembro de 2002,

o senado brasileiro aprovou

o Dia Nacional da Água, o

qual deve “oferecer à sociedade

brasileira a oportunidade

e o estímulo para o

debate dos problemas e a

busca de soluções relacionadas

ao uso e à conservação

dos recursos hídricos.”

A preocupação surgiu

através dos grandes índices

de poluição ambiental

do planeta, envolvendo a

qualidade da água que

consumimos. A ONU elaborou

um documento com

medidas cautelosas a favor

desse bem natural, trazendo

também informações

para garantir a cultura de

preservação ambiental e a

consciência ecológica em relação

à água.

Com esse documento, a

Organização das Nações

Unidas tornou obrigatório

que todo cidadão seja responsável

pela qualidade da

água, bem como pela sua

manutenção, tendo, assim,

formas de garantir a melhoria

da vida no planeta.

Brasil detém a maior quantidade de água do planeta

O Brasil é o país com a

maior reserva de água doce

do mundo. Apesar disso, o

potencial hídrico é mal distribuído.

A Amazônia detém

a maior bacia fluvial do

mundo, da qual faz parte

o Rio Amazonas, abrigando

em torno de 78% da água

superficial presente no país.

Além disso, mais de 90% do

território brasileiro recebe

chuvas abundantes durante

o ano e as condições climáticas

e geológicas propiciam

a formação de uma extensa

e densa rede de rios, com

exceção da região do semiárido

(Nordeste), onde os

rios são pobres e temporários.

Essa água, no entanto, é

distribuída de forma irregular,

apesar da abundância

em termos gerais. Em regiões

onde há alta concentração

populacional observa-se

que a quantidade de água

chega somente a 6% do total,

em contraste com a região

amazônica, que possui

alto potencial hídrico e, no

entanto, é a região menos

populosa do Brasil.

Outras bacias brasileiras

que também merecem destaque

são as Bacias do Tocantins-Araguaia,

que ocupam

cerca de 11% do território

nacional: seus rios Tocantins e

Araguaia constituem a maior

ilha fluvial do mundo - a Ilha

do Bananal.

Além da riqueza em

águas superficias, que são

de fácil acesso ao homem,

no Brasil está localizado

grande parte do território

subterrâneo ocupado pelo

Aquífero Guarani, o maior

manancial de água doce

subterrânea do mundo. Ele

se encontra na região dos

estados de Goiás, Mato

Grosso do Sul, Minas Gerais,

São Paulo, Paraná, Santa

Catarina e Rio Grande do

Sul e avança para países

como Uruguai, Paraguai e

Argentina. Com poços de

cerca de 1.500 m de profundidade,

a água lá contida

se apresenta em excelente

qualidade para o consumo

público e abastecimento.

Por estar confinado à região

subterrânea do planeta, o

Aquífero Guarani tem sua

dinâmica ainda pouco conhecida,

e são necessários

mais estudos para o seu entendimento,

para que este

seja corretamente aproveitado.

É importante também

ressaltar a importância

destas reservas de água,

não só para o uso direto

(agricultura, por exemplo),

mas também para a geração

de energia. A Bacia

hidrográfica do Paraná

ocupa o primeiro lugar em

produção hidrelétrica no

país. Lá, está localizada

a Usina de Itaipu, a maior

usina geradora de energia

elétrica do mundo.

Embora a abundância

seja evidente, o Brasil sofre

de graves problemas de poluição

devido à urbanização

do país, o que acontece sem

os devidos cuidados ambientais,

e por consequência, a

contaminação de suas águas

é crescente.

Luciana Fernandes

Paula Sudré


Ciência

Ano 4, n°13 - Pág 4

Novas alternativas para o uso de agrotóxicos em busca de uma

vida mais saudável

O Brasil nos últimos tempos

lidera o ranking de maiores

consumidores de agrotóxicos

do mundo, sendo usadas anualmente

mais de 300 mil toneladas.

Em decorrência desse

número e levando em consideração

o uso desses produtos

de forma exagerada, ocasionando

danos a longos prazos,

empresas e pesquisadores

buscam substitutos eficientes e

potencialmente menos tóxicos

para a agricultura de forma a

desenvolver mecanismos naturais

para o controle das chamadas

“pragas agrícolas”. A

preocupação existente hoje é

que os produtores, para não

terem qualquer tipo de prejuízo,

acabam muitas vezes não

utilizando o receituário agronômico,

colocando em risco a

própria saúde, a do consumidor

e do ambiente.

A agricultura orgânica,

também denominada agroecologia,

vem sendo utilizada

como substituta dos agrotóxicos.

Nela evita-se o uso de

antibióticos, herbicidas, fungicidas

e adubos químicos.

Em entrevista cedida para o

boletim BioPESB, o consultor

Sérgio Cabral de Carvalho,

membro titular do Colegiado

Estadual de Agricultura Orgânica

de Minas Gerais, garante

que já está comprovado que

a eficiência das lavouras orgânicas

pode ser a mesma e

muitas vezes até maior que a

das químicas. Sérgio também

cita o exemplo da produção

do café orgânico: bananeiras

são plantadas no meio dos

cafezais oferecendo a eles

sombra no verão e, no inverno,

período seco, são parcialmente

cortadas e deixadas

no solo, sendo fonte de adubo

orgânico. O fundamento

dessa técnica é a criação de

condições para acabar com

o desequilíbrio na produção

que causa dependência do

uso dos “venenos agrícolas”.

“Propostas como a utilização

de plantas companheiras

(que são boas para a lavoura

e controlam os insetos), além

da criação dos sistemas de

produção de compostos orgânicos

(esterco, palha, micro-

-organismos) tem como objetivo

evitar os adubos químicos,

que desequilibram o solo,

observando que as técnicas

utilizadas servem tanto para

pequenos como para grandes

produtores e precisam ser implantadas

gradativamente”,

afirma Sérgio. Um exemplo

interessante, enfatizado por

ele, são os testes feitos com

culturas de milho. A partir

de substâncias retiradas da

própria lagarta que ataca a

plantação, é elaborado um

remédio. Pulverizado no milho,

o produto tem se mostrado

como uma espécie de vacina,

de modo que a planta deixa

de ser atraente para a lagarta.

Outra técnica que tem

se mostrado muito eficaz é a

homeopatia, na qual o veneno

pode ser substituído pelo “extrato

Piro-lenhoso”. O produto

líquido, obtido pela fumaça

condensada do carvão, é pulverizado

na plantação.

A crescente conscientização

dos produtores sobre o

impacto da aplicação de produtos

tóxicos na lavoura e o

conhecimento de alternativas

de combate a pragas agrícolas

podem contribuir para

a melhoria da qualidade de

vida do agricultor, consumidor

e a despoluição do meio ambiente.

Renato Senra

Fernanda Araújo


Ciência Ano 4, n°13 - Pág 5

Agrotóxicos biológicos: uma alternativa sustentável para os

insumos agrícolas

Os agrotóxicos são

produtos químicos que visam

alterar a composição

da flora e/ou da fauna,

a fim de preservá-las da

ação danosa de seres

vivos e de alguns micro-

-organismos considerados

nocivos. Também são considerados

agrotóxicos alguns

produtos empregados

como desfolhantes, dessecantes,

estimuladores e inibidores

de crescimento.

O termo agrotóxico

passou a ser oficialmente

utilizado no Brasil a partir

de 1989 para substituir o

termo defensivo agrícola,

utilizado para designar os

venenos empregados na

agricultura. Esta mudança

ocorreu após uma grande

mobilização da sociedade,

evidenciando o efeito

tóxico que estes produtos

causam ao ambiente e à

saúde, tanto animal quanto

humana, ocasionado

pela aplicação contínua,

muitas vezes não recomendada

e desnecessária.

Em decorrência da significativa

importância do

uso de agrotóxicos - considerados

relevantes no modelo

de desenvolvimento

da agricultura do país -

tanto em relação à sua toxicidade

quando à escala

de uso no Brasil, várias

são as normas legais que

visam normatizar este setor,

mas que infelizmente, ainda

persiste com um cenário

que reflete o uso abusivo,

com grande impacto para

o ambiente, o trabalhador

rural e o consumidor.

Existem vários recursos

para diminuir o uso de

agrotóxicos que possam

ser prejudiciais ao homem

e ao meio ambiente, como

o controle biológico, a agricultura

orgânica ou agroecologia

e o uso de defensivos

naturais, por exemplo.

Dentre as opções, uma

das mais eficientes tem sido

o controle biológico, ou seja,

a redução das populações

de determinado inseto-praga

por meio da introdução

no ambiente de seus inimigos

naturais, podendo

ser estes insetos, pássaros,

ácaros, vírus, ou ainda outro

ser vivo que seja capaz

de deter o organismo

indesejado. Algumas das

vantagens do controle biológico

são a redução de

exposição dos produtores

e técnicos aos pesticidas;

a ausência de resíduos nos

alimentos e o baixo risco de

poluição ambiental.

Já a agricultura orgânica

equivale à utilização

de formas de plantio que

recuperem métodos naturais

evitando o uso de

produtos químicos. O fundamento

dessa técnica

está em criar condições

para acabar com o desequilíbrio

na produção e,

consequentemente, a dependência

de agrotóxicos.

Desse modo, ao utilizar os

conceitos de plantas companheiras,

aquelas que

são consideradas boas

para a lavoura, e controlar

os insetos, além de

criar os sistemas de produção

de compostos orgânicos,

como esterco, palha

e até mesmo alguns tipos

de microrganismos para

evitar os adubos químicos

que desequilibram o solo.

Há também o crescimento

atual do uso de defensivos

naturais, que são

produtos biológicos, orgânicos

ou naturais (provenientes

de plantas), pouco

tóxicos, de baixa ou

nenhuma agressividade

ao homem e à natureza,

eficientes no controle de

insetos e micro-organismos

nocivos, e de manejo simplificado.

Eles representam

mais uma opção na proteção

das lavouras, principalmente

no intuito de

suprir as necessidades dos

produtores de base ecológica

e o desejo da sociedade

em reduzir o uso e o

consumo de agrotóxicos.

Helaindo Guimarães

Flávia Bagno


Entrevista Ano 4, n°13 - Pág 6

José Antônio fala sobre a Cavalgada Aldeia da Vida deste ano

A Cavalgada Aldeia da

Vida é um projeto que existe

há nove anos e já realizou 85

eventos. O principal objetivo

do projeto é “explorar” as

belezas naturais da Zona da

Mata de Minas Gerais, aliando

um trabalho de conscientização

ambiental à divulgação

das potencialidades do

Parque Estadual da Serra do

Brigadeiro.

São utilizadas trilhas e

percorridos, em média, 25 km

por dia, com duração de seis

horas, incluindo duas paradas.

Os roteiros são pré-definidos

em consonância com o Plano

de Manejo do Parque Estadual

da Serra do Brigadeiro.

Além da cavalgada são

desenvolvidas atividades socioambientais,

como: cercamento

de nascentes, plantio

de árvores, produção de vídeos

educativos e apoio ao

Projeto de Turismo de Base

Comunitária.

Nos eventos voltados para

turistas (8 a 10 por ano) são

formados grupos de 15 a 25

pessoas. Os dirigidos às comunidades

do entorno do Parque

contam com 250 participantes

por evento.

Os três maiores eventos

que envolvem as comunidades

locais são: a Cavalgada da

Colheita que será realizada

em 15/06/14, a Cavalgada

da Serra do Brigadeiro, em

anos anteriores foram realizadas

no mês de abril e em

2014 será realizada entre 10

a 12/10 e a da Confraternização

no dia 28/12/14.

Nessa edição o Boletim

BioPESB, conversa com José

Antônio Bittencourt Soares, o

idealizador do projeto Aldeia

da Vida:

Biopesb: Como iniciou seu envolvimento

com a cavalgada e

há quanto tempo participa de

sua organização?

José Antônio: Como sempre

fui ligado às questões sociais,

ambientais e culturais, em

abril de 2006 reuni um grupo

de amigos e, em conjunto com

a gerência do Parque Estadual

da Serra do Brigadeiro,

resolvemos promover uma cavalgada

com a participação

de cavaleiros residentes nos

municípios do entorno do Parque.

E assim nasceu o projeto

“Cavalgada Aldeia da Vida”.

Por que a escolha do território

rural da Serra do Brigadeiro,

como percurso da cavalada?

JA: Pela tradição das comunidades

em usar o animal como

meio de transporte, pela existência

de clubes de cavalos

que promovem, regularmente,

eventos dessa natureza, e

pela beleza ímpar das trilhas

que posso afirmar, não tem

igual em toda Minas Gerais.

O que lhe motiva a organizar

esse evento todos os anos?

JA: A oportunidade de promover

uma maior conscientização

ambiental e divulgar os

atrativos turísticos da Serra do

Brigadeiro.

Como é a interação entre os

moradores do Parque e seu entorno

com os cavaleiros e amazonas?

JA: Os moradores são receptivos

e respondem positivamente

ao projeto, inclusive

oferecendo hospedagem aos

cavaleiros e amazonas. As

cavalgadas têm estimulado

o desenvolvimento das localidades

e a participação das

comunidades, visando fomentar

as iniciativas de empreendimento

na área do turismo

rural.

Qual a importância das atividades

que ocorrem nas escolas na

semana anterior a cavalgada?

JA: A programação dos três

eventos voltados para a comunidade

local é elaborada

juntamente com CEPEC – Centro

de Pesquisa e Promoção

Cultural de Araponga, em

anos anteriores conseguimos

realizar em conjunto com Semana

Pedagógica das escolas

estaduais envolvidas.

As comunidades envolvidas

receberam Shows musicais,

apresentação de grupos folclóricos,

palestras sobre meio

ambiente; exposição de fotografia;

oficinas sobre preservação

de incêndios florestais

e de jogos e brinquedos com

material reciclado e projeção

de filmes. O envolvimento, especialmente,

dos pequenos

produtores rurais é fundamental

para a preservação

ambiental e cultural do local

onde vivem.

Como podem ser feitas as inscrições

para a cavalgada?

JA: As inscrições são feitas

pelo e-mail contato@cavalgadaaldeiadavida.com.br,

e

a programação, bem como

demais informações sobre os

eventos são disponibilizadas

no site www.cavalgadaaldeiadavida.com.br.

A Aldeia

da Vida oferece 16 animais a

baixo custo.

Raquel Santos


Turismo Ano 4, n°13 - Pág 7

Cachoeiras da região da Serra do Brigadeiro dão show de beleza

Turismo de verão não é

apenas sinônimo de praias.

Na Serra do Brigadeiro, o

ecoturismo é um refúgio para

quem quer fugir do agito da

cidade e apreciar a natureza

da região. E para quem quer

se aliviar do calor da estação,

as paisagens incluem a sombra

das árvores e cachoeiras

maravilhosas.

O Parque Estadual da Serra

do Brigadeiro é um santuário

de biodiversidade e atrai

turistas de todas as regiões.

Um dos seus maiores atrativos

são as cachoeiras, que possuem

quedas d’água surpreendentes

e que estão localizadas

em diferentes pontos

no entorno do PESB.

As belezas naturais do

entorno do PESB são indiscutíveis,

entretanto sua apreciação

exige muita cautela. No

verão, especialmente quando

faz sol e muito calor durante

o dia, geralmente chove muito

à tarde ou à noite, dependendo

da região. Consequentemente,

é normal o volume de

água dos rios ficar mais alto,

aumentando também os riscos

de afogamento. A correnteza

fica mais forte e qualquer

descuido ela leva você com

ela. Para que acidentes como

esses sejam evitados é preciso

muito cuidado durante os banhos

principalmente quando

crianças estiverem presentes.

Várias cachoeiras da região

merecem destaque,

cada qual com sua peculiaridade,

seja pela formação de

piscinas, pela água límpida e

gélida ou ainda pela beleza

das rochas. Podemos listar

entre as mais visitadas a Cachoeira

da Lage, a Cachoeira

do Félix, a Cachoeira de São

Domingos.

Bárbara Dias

Kimberly Freitas

Thaís Martins

Cachoeiras do PESB

A Cachoeira do Adão

Cachoeira do Adão (Cachoeira Três Quedas) fica localizada no município de Fervedouro-MG,

na propriedade conhecida como Refúgio dos Galdinos, o local é ideal para o

lazer familiar e conta além da cachoeira, com uma infraestrutura para camping, restaurante

e pousada.

A Cachoeira do Piu

Encontra-se no distrito de Bom Jesus da Madeira, também em Fervedouro. É uma

das cachoeiras mais frequentadas pelos banhistas, mesmo havendo tantos relatos

de afogamentos nela. Sua infraestrutura conta também com quiosque de madeira,

deck, e um gramado para camping.

Cachoeira do Dico Simão

A cachoeira é de água bem fria e transparente , é localizada na propriedade

de Sr. Dico Simão, e é reconhecida pelo IEF como um importante núcleo de turismo.

A propriedade fica localizada em Estouros, distrito de Araponga- MG.

Cachoeira do Boné

Situada no fundo do vale, numa Área de Proteção Ambiental (APA). Sua parte

superior é formada por uma piscina natural, toda em pedra, que inicia uma

queda de aproximadamente 50 metros de altura.


SerradoBrigadeiro Ano 4, n°13 - Pág 8

Membros eleitos para compor o 5 o Biênio do Conselho Consultivo do PESB

Representantes Órgãos Públicos Ambientais das esferas Federal, Estadual e Municipal

Titular: Gilsilene Maria Mendes - Prefeitura de Miradouro

Suplente: Ligia Carla Leite - Prefeitura de Rosário da Limeira

Titular: Francisco José de Oliveira Ramos - Prefeitura de Araponga

Suplente: Gilberto de Castro Silva - Instituto Estadual de Florestas (IEF)

Titular: Alcir Martins Gomes - Prefeitura de Pedra Bonita

Suplente: Fernando da Silva Araujo - Superintendência Regional de Regularização Ambiental da Zona da Mata (SUPRAM-ZM)

Titular: José Maria Pinto da Silva - Prefeitura de Fervedouro

Suplente: Elber Ferreira da Silva - Prefeitura de Miradouro

Titular: Juliana Maria Guarino Lopes Aquino - Prefeitura de Muriaé

Suplente: Marcos J. Freitas de Souza - Prefeitura de Ervália

Representantes das Secretarias de Segurança Pública e Defesa Social do Estado de Minas Gerais

Titular: Patrick Tavares Gomes - Corpo de Bombeiros Militar MG

Suplente: Thomaz Tassi de Freitas - Corpo de Bombeiros Militar MG

Titular: Luiz Antônio de Freitas Filho - Policia Militar de Minas Gerais

Suplente: Nazareno Rodrigues - Policia Militar de Minas Gerais

Representantes de organizações(s) não governamentais ambientais ou sócio-ambientais comprovadamente atuantes

na área da Unidade de Conservação ou em seu entorno

Titular: Jurandir dos Santos Assis - Centro de Pesquisa e Promoção Cultural (CEPEC)

Suplente: Joel Roberto de Souza - Associação Escola Família Agrícola de Ervália (AEFAE)

Titular: Titular: Robin Le Breton – Ong Amigos de Iracambi

Suplente: Breno de Mello Silva - Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM)

Representantes do setor privado, comprovadamente atuantes na área de abrangência da Unidade de Conservação ou em

seu entorno

Titular: Simone A. Dias Sampaio Silva - Pousada Dias Felizes

Suplente: João da Silva Neto - Pousada Dias Felizes LTDA

Titular: Maria do Carmo Massenssini Santos - Casa Lotérica e Hotel Alexandria

Suplente: Maria Marcia Machado Lasbik - Casa Lotérica e Hotel Alexandria

Titular: Maria do Carmo Massenssini Santos - Casa Lotérica e Hotel Alexandria

Suplente: Maria Marcia Machado Lasbik - Casa Lotérica e Hotel Alexandria

Representantes de Órgãos Públicos da Educação das esferas Federal, Estadual ou Municipal, atuantes na região abrangida

pela Unidade de Conservação

Titular: João Paulo Viana Leite - Universidade Federal de Viçosa

Suplente: Rolf Puschmann - Universidade Federal de Viçosa

Representantes de sindicatos de trabalhadores rurais e/ou urbanos atuantes na região abrangida pela Unidade de Conservação

Titular: Carlos Alberto de Oliveira - Sindicato dos Trabalhadores Rural de Muriaé, Barão do Monte Alto e Rosário da Limeira

Suplente: Maria Ermelinda Teixeira Rodrigues Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Araponga/MG

Representantes da população residente e/ou do entorno da Unidade de Conservação

Titular: Geraldo Tristão Gonçalves - Conselho de Desenvolvimento Comunitário de Dom Viçoso

Suplente: Não teve candidatos

Eleitos, nos termos do presente Edital de Convocação IEF/Mata Nº. 02/2013, às vagas remanescentes os seguintes representantes

da sociedade civil organizada

Titular: Jaime Eduardo Fonseca - Associação Comunitária de Comunicação, Cultura e Meio Ambiente de Araponga (ACMA)

Suplente: Wilton Célio Batista Mudesto - Associação Comunitária de Comunicação, Cultura e Meio Ambiente de Araponga (ACMA)

Titular: Fernando Maciel Gomes - Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Carangola, Faria Lemos, Fervedouro e São

Francisco do Glória/MG

Suplente: José Gonçalves Ferreira - Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Carangola, Faria Lemos, Fervedouro e

São Francisco do Glória/MG

Titular: Josué Ferreira do Nascimento - Associação dos Agricultores Familiares da Região de Fervedouro

Suplente: José Antônio Alves - Associação dos Agricultores Familiares da Região de Fervedouro

Titular: Wagner Luiz Macenini - Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ervália/MG

Suplente: Rosa Januária de Souza - Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ervália/MG

Lista divulgada no site do IEF no dia 02 de Abril de 2014.

Chamada de capa: Luciana de C. Medeiros

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