MONITOR ECONÔMICO Setembro 2015

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MONITOR ECONÔMICO

Setembro 2015


Índice

2

Cenário

Internacional........... 04

• Economia Mundial ............. 05

Cenário Brasil e Minas

Gerais .................... 06

• PIB........................................ 07

• Produção Industrial............. 09

• Faturamento........................ 12

• Emprego.............................. 13

• Folha de pagamento ........... 15

• Produtividade ..................... 16

• Crédito................................. 18

• Inflação e Juros................... 19

• Câmbio................................ 20

• Setor Externo ...................... 21

• Confiança e Expectativas .... 24

• Projeções ............................ 25

Cenário

Setorial..................... 26

• Automotivo........................ 27

• Bens de Capital .................. 28

• Construção Civil ................. 29

• Indústria Extrativa.............. 30

• Metalurgia e Siderurgia...... 31


Introdução

3

• Os indicadores da economia brasileira sugerem o aprofundamento no ritmo de contração econômica, a

despeito da evolução dos preços. O PIB do 2º. trimestre confirma o recuo no nível de atividade, ao

registrar queda de 1,9% em relação ao trimestre anterior. O destaque negativo foi a forte da retração de

4,3% da indústria, pior do que a estimativa do mercado e a terceira seguida nesta base de comparação. Já

a inflação do IPCA acumulada em doze meses atingiu 9,5% em agosto, ligeiramente abaixo do resultado de

9,6% em julho.

• A apresentação do orçamento público de 2016 com previsão de deficit primário de 0,5% do PIB – R$30

bilhões - antecipou a perda do grau de investimento pela agência de avaliação de riscos Standard &

Poor’s. Este fato traz pressão negativa adicional sobre o nível de atividade, ao dificultar o financiamento

do investimento, especialmente pelo encarecimento do crédito privado.

• Os movimentos nas duas maiores economias mundiais, EUA e China são o centro das atenções no cenário

internacional. Nos EUA, a normalização da política monetária será pauta da próxima reunião do Federal

Reserve, o banco central americano, a ser realizada nos dias 16 e 17 de setembro. Ainda são grandes as

incertezas sobre o início do aperto monetário. A solidez da retomada do crescimento dos EUA fortalece a

probabilidade de aumento da taxa de juros. No entanto, o nível de preços ainda distante da meta de

inflação de 2,0% ao ano exerce pressão contrária, assim como a valorização do dólar e a desaceleração da

China.

• As preocupações com o novo ritmo de crescimento chinês não se restringem aos EUA, em virtude da

importância desta economia asiática para o crescimento global, em particular para o desempenho de

países exportadores de commodities, como é o caso do Brasil. Cabe, portanto, monitorar as decisões das

autoridades locais no processo de transição para um novo modelo de crescimento voltado para o

mercado interno.


CENÁRIO

INTERNACIONAL


Economia Mundial

5

PIB 2014: 2,4%

PIB 2015 (e) : 2,5%

PIB 2016 (e) : 3,0%

A expansão do PIB anualizado no

2ºT15 foi revisada de 2,3% para 3,7%,

confirmando a solidez do crescimento

da economia americana, que tem sido

observado na maior parte do país.

A consistência da atividade fortalece a

probabilidade de aumento da taxa de

juros em 2015. No entanto, as

incertezas sobre o momento da

primeira alta continuam elevadas.

Entre os fatores favoráveis, destacamse

os dados positivos do mercado de

trabalho. Em agosto, a taxa de

desemprego caiu para 5,1%, ante a

5,3% em julho. Os pedidos de auxílio

desemprego estão em níveis

históricos de baixa (281 mil), e a

geração de empregos foi de 173 mil.

Exercendo pressões contrárias,

permanecem as preocupações com os

baixos níveis de preços e dos salários,

com a desaceleração da China e com

a desvalorização do dólar.

PIB 2014: 0,8%

PIB 2015 (e) : 1,5%

PIB 2016 (e) : 1,7%

Os últimos indicadores da indústria e

do mercado de trabalho da Área do

Euro apresentaram resultados

positivos. A produção industrial

reverteu a trajetória negativa,

avançando 0,6% em julho em relação

ao mês anterior, enquanto o PMI saiu

de 53,9 em julho para 54,3 pontos em

agosto, com expansão disseminada

entre os países. Embora ainda se

encontre elevada, a taxa de

desemprego caiu para 10,9%, o

menor nível desde fevereiro de 2012.

Em contraposição aos sinais positivos,

a inflação mantem-se em nível bem

abaixo da meta de 2% ao ano

estabelecida pelo BCE, apresentando

variação de 0,2% em agosto 1 . A

recuperação da região ainda é lenta e

sujeita a riscos, justificando as

sinalizações do BCE de ampliação do

programa de compra de ativos.

PIB 2014: 7,4%

PIB 2015 (e) : 6,8%

PIB 2016 (e) : 6,3%

Os dados mais recentes continuam

indicando que o crescimento da

China perde força, aumentando o

temor de um hard landing. Pelo 8º.

mês consecutivo, o valor total das

importações e exportações registrou

queda (7,5% em agosto1), apontando

o enfraquecimento da demanda

interna e externa. O excesso de

capacidade nos setores imobiliário e

na indústria continua a ser revertido.

A taxa de crescimento dos

investimentos em ativos fixos e

imobiliários segue trajetória de

desaceleração, com avanço de 4,3% e

11,2% em julho, respectivamente. O

PMI 2 da indústria continua abaixo dos

50 pontos, indicando contração da

atividade, ao atingir 48,8 pontos em

agosto. Novas medidas para estimular

a economia foram adotadas, como a

redução da taxa do compulsório dos

bancos e o anúncio de um pacote de

investimentos em infraestrutura.

Fonte: FMI, Tendências Consultoria, Eurostat, NBS of China, Markit.²

(e)

Estimativas: FMI ¹Acumulado em 12 meses


CENÁRIO

BRASIL E MINAS GERAIS


Produto Interno Bruto

7

Com ajuste sazonal

O

f

e

r

t

a

D

e

m

a

n

d

a

0,0%

PIB Brasil

-0,2%

-0,8% -0,6%

1,5

Variação Trimestral (T/T -1 )

0,7% 0,7%

-1,1%

-2,5%

0,1% 0,5% 0,0%

-0,4%

-0,7% -0,7%

-1,9%

3T13 4T13 1T14 2T14 3T14 4T14 1T15 2T15

PIB Total

PIB Indústria

Fonte: IBGE e Tendências Consultoria.

1,5

-1,2

-1,2 -2,8 -1,0

-1,0

2014* 2015* 2015(e) 2016(e)

Acumulado em quatro trimestres (%)

Efetivo

Estimativas para o Ano

1T 2015 2T 2015 2015(e) 2016(e)

Agropecuária 0,6 1,6 3,0 2,6

Indústria -2,5 -2,9 -5,7 -1,8

Serviços -0,2 -0,5 -2,0 -0,9

Consumo 0,2 -0,6 -2,2 -0,9

Governo 0,4 -0,3 -0,7 -0,1

Investimentos -6,9 -7,9 -14,6 -7,0

Exportações -1,0 1,0 4,8 6,1

Importações -2,5 -4,7 -8,6 -0,3

-4,3%

• O PIB brasileiro recuou 1,9% no 2º trim/15 em

relação ao trimestre anterior, na série livre de

ajustes sazonais, e 2,6% frente ao 2º trim/14. As

quedas acumuladas no ano e em 12 meses

foram de 2,1% e 1,2%, respectivamente.

• A indústria foi o setor com maior redução na

geração de valor adicionado (2,9%) nos doze

meses encerrados em junho/15. Com exceção

do setor extrativo, todos os segmentos

industriais registraram queda nesta base de

comparação. Este resultado está coerente com a

contração de aproximadamente 5% na produção

industrial no período.

• Nos doze meses encerrados em junho/15, o

setor de serviços também registrou decréscimo

de 0,5%. A atividade agropecuária, ao contrário

cresceu 1,6% no período.

• Dentre os componentes da demanda, o único

com expansão positiva nos doze meses

encerrados em junho/15 foi o setor externo,

com crescimento de 1,0% das exportações e

recuo de 4,7% das importações. Já os

investimentos recuaram 7,9%, o maior

decréscimo desde 1999.

*Acumulado dos quatro últimos trimestres encerrados em junho.

(e)

Estimativas Anuais: Tendências Consultoria.


Produto Interno Bruto

8

Com ajuste sazonal

O

f

e

r

t

a

PIB M. Gerais

0,3% 0,7% 0,6%

-0,7%

Variação Trimestral (T/T -1 )

-3,1%

-4,0%

-0,1%

-0,6% -0,5%

-1,2%-1,4%

-1,5%

-2,5%

-3,0%

4T13 1T14 2T14 3T14 4T14 1T15 2T15

Fonte: IBGE e FJP.

PIB Total

1,1 0,3

1,1 0,3 -4,1

-4,1

2013* 2014* 2015*

Acumulado até o segundo trimestre (%)

Agropecuária 0,1 -2,8 0,1

Indústria -0,6 -0,5 -7,9

Serviços 1,7 1,1 -2,4

PIB Indústria

-4,1

*Acumulado até o segundo trimestre.

• A economia mineira também registra queda no

nível de atividade recente. No 2º trim/15, o PIB

estadual recuou 1,5% frente ao 1º trim/15 (com

ajuste) e 3,5% frente ao 2º trim/14. As quedas

acumuladas atingiram 4,1% no ano e 3,3% em 12

meses.

• Também em Minas Gerais, a indústria foi o setor

com pior desempenho nos doze meses

encerrados em junho/15 (contração de 6,7%). A

indústria de transformação teve queda de 8,6%,

enquanto a construção civil recuou 7,3%. O setor

de serviços industriais de utilidade pública (SIUP)

foi aquele que apresentou o pior resultado

(retração de 9,8%), influenciado pelo baixo nível

de água dos reservatórios, o que prejudicou a

geração de energia das hidrelétricas. Até o setor

de extração mineiro registrou recuo em 12 meses

(-0,7%). Nesse caso, a queda não foi mais intensa

porque o resultado do setor foi favorecido, em

parte, pelo ganho de competitividade resultante

da desvalorização cambial e pela relativa

manutenção da demanda por minério de ferro.

• No acumulado do ano, o setor de serviços

apresentou retração de 2,4%, enquanto a

agropecuária registrou leve crescimento de 0,1%.


Produção Industrial

9

Indústria Geral (12 meses)

Jul/15-Jun/15*: -1,5%

Jul/15-Jul/14: -9,0%

-1,1%

-2,1%

-3,0%

-3,3%

-4,5%

-5,2% -4,9% -5,4%

jul-14 set-14 nov-14 jan-15 mar-15 mai-15 jul-15

2,1%

-1,5%

3,8%

-2,7%

2015 (e) : -6,20% 2016 (e) : 0,50%

Ind. Extrativa e de Transformação (12 meses)

4,9%

-4,0%

Ind. Extrativa

6,7%

7,6% 8,0% 8,1%

-4,5%

-6,0%

-6,8%

Ind. Transformação

-7,0%

jul-14 set-14 nov-14 jan-15 mar-15 mai-15 jul-15

• A trajetória descendente da produção industrial,

iniciada no ano passado, persiste com resultados

negativos disseminados entre as diversos setores.

A retração de 1,5% na comparação mensal (frente

a jun/15, na série com ajuste) surpreendeu

negativamente o mercado, vindo abaixo de suas

projeções. A produção industrial já acumula recuo

de 6,6% no ano e de 5,4% em 12 meses.

• A indústria extrativa, ao contrário, cresceu 8,1%

nos 12 meses encerrados em julho, ainda que

tenha registrado a terceira redução consecutiva na

comparação mensal (-1,5% diante de jun/15). A

indústria de transformação segue em

desaceleração, com perdas mais acentuadas nos

setores associados à produção de bens de capital

e bens de consumo duráveis. Em 12 meses, a

queda acumulada nestes setores é de 16,8% e

12,1%, respectivamente. Na contramão desta

tendência de queda, o destaque positivo é o setor

de papel e celulose, que registrou a segunda taxa

positiva no acumulado em 12 meses (0,3%). O

segmento de celulose exporta a maior parte de

sua produção e é um dos poucos setores que já se

beneficiou da depreciação cambial.

Fonte: PIM-PF IBGE.

(e)

Estimativas: Relatório Focus Banco Central do Brasil *Com ajuste sazonal


Produção Industrial

Indústria Geral (12 meses)

-1,7% -2,2%

-3,0%

-2,9%

-5,2%

-5,7% -5,6% -5,9%

jul-14 set-14 nov-14 jan-15 mar-15 mai-15 jul-15

1,2% 1,4% 0,1% 0,6%

-2,7%

Jul/15-Jun/15*: -1,3%

Jul/15-Jul/14: -7,7%

Ind. Extrativa e de Transformação (12 meses)

-3,2% -4,0% -4,0%

Ind. Extrativa

-1,6%

-6,4%

Ind. Transformação

-1,2% -0,6%

-7,2% -7,6%

jul-14 set-14 nov-14 jan-15 mar-15 mai-15 jul-15

• A produção física de Minas registrou queda em

todas as bases de comparação. Nos doze meses

encerrados em julho/15, o recuo na produção

industrial do estado foi mais expressivo do que

o resultado agregado do país, fruto da

concentração industrial local.

• Tanto a indústria extrativa quanto a de

transformação continuam em trajetória de

queda na produção. No entanto, o setor

extrativo registra quedas cada vez menos

intensas no acumulado em 12 meses.

• O setor de veículos automotores, responsável

por 9,6% do valor de transformação industrial

mineiro em 2013, permanece registrando uma

das maiores retrações em 12 meses (-25,3%).

• A expectativa é de continuidade na tendência

de enfraquecimento da indústria mineira ao

longo do segundo semestre, fruto da queda da

confiança e do processo de ajuste de estoques.

O aumento do custo do crédito, reflexo do

rebaixamento do rating brasileiro e de alguns

estados, como Minas Gerais, tende a agravar a

crise de confiança.

10

Fonte: PIM-PF IBGE.

(e)

Estimativas: FIEMG

*Com ajuste sazonal


Produção Industrial

11

Destaques Setoriais (% acum. 12 meses – Jul/15)

BRASIL

Indústria Extrativa 8,1%

Papel e Celulose 0,3%

Apenas dois setores registraram resultados

positivos no país.

MINAS GERAIS

Fumo 2,4%

Coque e Combustível 2,2%

Alimentos 0,2%

Apenas três setores registraram resultados

positivos no estado.

Máquinas e Equipamentos -9,0%

Produtos Farmacêuticos -9,2%

Produtos de Metal -9,7%

Veículos Automotores -18,2%

Equipamentos Eletroeletrônicos -22,8%

Minerais Não Metálicos -9,2%

Produtos de Metal -11,4%

Têxtil -16,3%

Veículos Automotores -25,3%

Máquinas e Equipamentos -30,2%

Fonte: IBGE.


Faturamento da Indústria

12

0,1

-5,8

Período

Indústria de Transformação (Var.%)

Jul-15

Jul-14

Faturamento Ind. Transformação

(% 12 meses)

-1,4 -1,8 -2,5

-6,5

-5,1

-6,2

-3,8

-9,1

Jan a Jul-15

Jan a Jul-14

Brasil -6,7% -6,5%

Minas Gerais -14,6% -15,4%

-5,0 -4,6 -4,7

-10,2 -10,3 -10,5

• O faturamento real da indústria segue

em trajetória de queda, tanto no Brasil

quanto em Minas Gerais, em linha com

a contração na produção. Nos doze

meses encerrados em julho/15, o

recuo do indicador no estado foi mais

forte do que no agregado do país,

resultado que se repete na

comparação anual e no acumulado no

ano.

• Na contramão dessa tendência, houve

elevação de 1,2% no faturamento real

em Minas Gerais, embora no país o

resultado tenha sido contração de

0,2%.

• Os setores com pior resultado em 2015

são vestuário (-26,3%), veículos

automotores (-22,9%) e de máquinas e

equipamentos (-21,3%), no âmbito

nacional, e máquinas e equipamentos

(-52,6%), veículos (-31,4%), vestuário

(-27,6%) e produtos de metal (-26,3%)

em Minas Gerais.

Fonte: CNI e FIEMG.


Emprego

13

Taxa de Desemprego (%)

5,9 6,2 6,4 6,7 6,9 7,5

4,9 5,0 4,9 4,7 4,8

5,3

4,3

5,5 5,7 5,6 6,0

4,9

4,1 4,2

4,7

3,8 3,5 3,7 4,1

2,9

Brasil

RMBH

• A deterioração contínua do mercado de trabalho, observada nos primeiros seis meses de 2015, aumentou

ainda mais em julho. De acordo com a pesquisa mensal de emprego (PME) do IBGE, a taxa de

desemprego atingiu 7,5% no mês, 2,6 pontos percentuais acima da taxa registrada no mesmo mês de

2014. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o desemprego subiu de 4,1% para 6,0%, na mesma

base de comparação. Esse resultado deveu-se ao aumento da população economicamente ativa, com o

retorno ao mercado de trabalho de indivíduos que estavam previamente envolvidos em atividades

domésticas ou estudando, em meio à estabilidade do número de trabalhadores ocupados.

• O aumento no desemprego é reforçado pelas estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e

Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, que aponta contração no emprego

formal. No Brasil, houve redução líquida de 494.386 postos de trabalho nos primeiros sete meses de

2015. No mesmo período, Minas Gerais registrou redução de 32.748 postos de trabalho.

• Esse resultado negativo em 2015 foi puxado pelo fechamento líquido de 397.173 postos de trabalho na

indústria, sendo 53.088 deles na indústria mineira, em linha com o aprofundamento da contração

acentuada na produção industrial.

Fonte: PIMES, PME – IBGE.

RMBH = Região Metropolitana de Belo Horizonte


Saldo de Emprego

14

Destaques Setoriais (Saldo acumulado até julho/2015)

BRASIL

Produtos do Fumo 7.721

Coque e Combustíveis 6.933

Calçado e Couro 4.561

Eletricidade, Gás e Outras Utilidades 3.681

Produtos Farmacêuticos 2.722

MINAS GERAIS

Alimentos 3.800

Calçado e Couro 1.519

Coque e Combustíveis 720

Produtos Farmacêuticos 233

Eletricidade, Gás e Outras Utilidades 107

Construção de Edifícios -81.057

Obras de Infraestrutura -70.834

Veículos Automotores -34.772

Produtos de Metal -25.335

Máquinas e Equipamentos -25.229

Construção de Edifícios -12.295

Obras de Infraestrutura -8.942

Veículos Automotores -7.839

Produtos de Metal -3.669

Serviços Especializados para Construção -3.594

Fonte: CAGED – MTE (Saldo extraído em 24/08/15).


Folha de Pagamento Real por Trabalhador

15

Folha de Pagamento Real por Trabalhador

Indústria Geral (12 meses)

2,6% 2,4%

2,0% 2,2%

1,2%

0,9%

0,2%

-0,1%

• A folha de pagamento real dos

trabalhadores industriais recuou 0,1% nos

doze meses encerrados em junho/15,

mesmo valor registrado na indústria de

transformação. Na indústria extrativa o

recuo foi de 1,3% na mesma base de

comparação.

2,9%

2,6% 0,4%

Ind. Extrativa

Folha de Pagamento Real por Trabalhador

(12 meses)

Ind. Transformação

-3,0%

-0,1%

-1,3%

• As contrações mais pronunciadas

ocorreram nos setores de produtos do

fumo (–6,7%), borracha e plástico (–2,5%)

e alimentos e bebidas (–0,8%).

• A redução da folha de pagamento real por

trabalhador tem pressionado a renda das

famílias, ajudando a entender o retorno

de trabalhadores à força de trabalho e

contribuindo para elevar a taxa de

desocupação.

Fonte: PME e PIMES IBGE.


Produtividade

16

Jun/15

Indústria

Geral Extrativa Transformação

Brasil

Acumulado no ano -0,4% 13,5% -2,3%

Acumulado 12 meses 0,4% 11,9% -1,2%

Jun/15 - Jun/14 3,5% 12,6% 2,0%

Indústria Geral (12 meses)

• O indicador de produtividade na

indústria de transformação registrou

crescimento de 0,4% em junho de

2015, em função de uma contração nas

horas pagas na produção superior ao

recuo na produção física.

1,8%

2,2%

1,0% 0,8%

0,0%

Ind. Extrativa e de Transformação (12 meses)

-0,1%

0,4%

11,3% 11,9%

• A perda de produtividade na indústria

de transformação vem sendo

contrabalançada, em parte, pela forte

expansão na produtividade do setor

extrativo. Na indústria de

transformação, o recuo da produção

física supera a queda nas horas

trabalhadas. No setor extrativo, por

outro lado, houve aumento na

produção e queda nas horas

trabalhadas.

1,6%

Ind. Extrativa

Ind. Transformação

-1,6% -1,2%

Fonte: PIM – PF e PIMES IBGE.

Produtividade = Var. % Produção Física (12 meses) – Var % Horas Pagas (12 meses)


Produtividade e Folha de Pagamentos*

17

Indústria Geral

2,6%

2,3%

Indústria Extrativa

11,9%

Acumulado 12 meses (até Jun/15).

Ind. de Transformação

2,3% 2,6%

0,4%

2,9%

1,4%

-0,1%

-1,3%

-0,1%

-1,2%

2014 2015

2014 2015

2014 2015

Produtividade

Folha de Pagamento*

Produtividade

Folha de Pagamento*

Produtividade

Folha de Pagamento*

Fonte: PIM – PF e PIMES IBGE. Produtividade = Var. % Produção Física (12 meses) – Var % Horas Pagas (12 meses)

*Folha de Pagamento Real por Trabalhador


Crédito

18

52,7

53,3

Crédito (% do PIB)

54,4

54,6 54,5 54,5

53,8

jul/14 set/14 nov/14 jan/15 mar/15 mai/15 jul/15

-3,3

Taxa de Crescimento Real dos Saldos (t/t-12)

Mai/15 Jun/15 Jul/15

-3,6

-3,5

-3,6

-3,7

-4,4

4,8

3,7

Taxa de Inadimplência (%)

(Carteira de Recursos Livres)

5,7 5,7 5,5 5,3 5,2 5,4 5,3 5,4

3,5 3,5 3,5 3,5 3,6 4,0 3,9 4,1

jul/14 set/14 nov/14 jan/15 mar/15 mai/15 jul/15

3,1

11,0

9,2

Fonte: Banco Central do Brasil e Tendências Consultoria.

7,9

1,6

0,9

PJ PF PJ PF Geral

Recursos livres Recursos Direcionados Total

0,3

Pessoa Jurídica

Pessoa Física

R$ 3,11 bi

• Os indicadores do mercado de crédito do mês

de julho confirmam a estabilidade do crédito

como proporção do PIB em 2015. Após a

expansão de 2 pontos percentuais (p.p.) em

2014, o estoque de crédito tem flutuado ao

redor de 54,5% do PIB desde dezembro de

2014. Nesse período, as maiores mudanças

ocorreram no segmento de pessoa física, com

uma pequena troca da ordem de 0,3 p.p.

entre as modalidades de recursos livres, que

recuou, e crédito direcionado. Embora as

concessões de recursos livres tenham sido

aproximadamente 1% superiores no mês de

julho em relação ao mesmo mês de 2014, as

concessões de crédito direcionado foram

12,5% inferiores na mesma base de

comparação, com destaque negativo para a

contração de 14% para pessoa jurídica.

• A inadimplência na carteira de recursos livres

para pessoa jurídica registrou aumento de 0,6

p.p. entre julho/14 e julho/15, sinalizando

aumento das dificuldades financeiras

enfrentadas pelas empresas em meio à

desaceleração econômica generalizada.

SFH: Sistema Financeiro de Habitação


Inflação e Juros

19

IPCA e Metas de Inflação

10,6%

9,8%

9,0%

8,2%

7,4%

6,6%

5,8%

10,9% 10,9%

6,5%

6,6%

11,6%

6,4%

7,1%

12,7%

12,1% 8,5%

8,1%

13,6%

14,1%

9,6%

9,5%

14,3%

13,5%

12,8%

12,0%

11,3%

10,5%

9,8%

Selic Anualizada (%)

Grupos do IPCA (% 12 meses)

Jul/15 Ago/15

Habitação 18,34% 17,58%

Alimentação e Bebidas 10,48% 10,64%

Despesas Pessoais 8,73% 9,44%

Educação 8,59% 9,01%

Saúde e Cuidados Pessoais 8,08% 8,31%

Transporte 8,61% 7,96%

Artigos de Residência 4,59% 4,48%

5,0%

ago/14 out/14 dez/14 fev/15 abr/15 jun/15 ago/15

IPCA 12m Teto da Meta Selic

9,0%

Vestuário 3,40% 3,77%

Comunicação 0,34% 0,38%

• Apesar da desaceleração na inflação mensal (de 0,60%, em julho, para 0,22%, em agosto), a trajetória do IPCA segue

pressionada por correções de preços administrados, pela inércia nos preços de serviços e pela desvalorização

cambial. Em agosto, o grupo Educação exibiu a maior alta mensal (0,82%), fruto da sazonalidade deste componente.

No grupo Habitação, responsável pela maior alta acumulada em 12 meses, houve recuo nos preços de energia

elétrica e gás no mês. No entanto, a maioria dos demais itens deste grupo registrou alta, fazendo com que o grupo

tivesse novo aumento de 0,29%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou praticamente estável, com ligeiro recuo para

9,5% em agosto (9,6% em julho).

• A ata da reunião do Copom, realizada nos dias 1º e 2 de setembro, confirmou que a autoridade monetária

pretende manter a taxa Selic no atual patamar de 14,25% a.a. por um período prolongado, de modo a garantir a

convergência da inflação do IPCA para a meta de 4,5% a.a. no final de 2016.

Fonte: Banco Central do Brasil e IBGE.


Câmbio

20

Taxa Média Mensal de Câmbio (R$/US$)

2,27 2,33 2,45 2,55 2,64 2,63

2,82

3,14 3,04 3,06 3,11 3,22

3,51

Fim de Período: 2015 (e) : 3,70 2016 (e) : 3,80

ago-14 out-14 dez-14 fev-15 abr-15 jun-15 ago-15

• A tendência de desvalorização do real em relação ao dólar acelerou no mês de agosto, fruto da instabilidade

política e das incertezas referentes à condução da política macroeconômica. A taxa de câmbio média no mês

atingiu R$3,51/US$, uma desvalorização de 9,0% em relação ao mês anterior. Nos primeiros oito meses do

ano, a taxa de câmbio média acumulava desvalorização de quase 33%. Em 12 meses, a desvalorização foi de

quase 55%.

• Nos primeiros oito meses de 2015, os fluxos comerciais promoveram entrada líquida de aproximadamente

16,7 bilhões de dólares, parcialmente compensados por uma saída líquida de aproximadamente 4 bilhões

pelo lado financeiro.

• A entrada líquida de 5,6 bilhões de dólares em agosto reverteu a tendência de saídas líquidas dos três meses

anteriores. A despeito desse movimento, concentrado em poucos dias do mês, a taxa de câmbio seguiu

pressionada, resultando na desvalorização da taxa média de câmbio.

Fonte: Banco Central do Brasil.

(e)

Estimativas: Relatório Focus Banco Central do Brasil


Setor Externo - Balança Comercial

21

Balança Comercial – US$ bilhões

Brasil Exportação Importação Saldo

Agosto/15 15,5 12,8 2,7

Agosto/14 20,5 19,3 1,2

Acum. 2015 128,3 121,1 7,3

Acum. 2014 154,0 153,8 0,2

20,46

19,31

19,51

18,33

Balança Comercial Brasileira

(US$ bilhões)

17,49

17,20

14,93

12,09

15,16

Saldo Comercial: 2015 (e) : 10,0 bi

19,63

14,67 15,10

2016 (e) : 20,0 bi

15,49

12,80

1,16

-0,94

0,46

2,76 2,39 2,69

-2,35 -3,17

ago/14 out/14 dez/14 fev/15 abr/15 jun/15 ago/15

Exportação Importação Saldo Balança

• A balança comercial registrou superávit de US$ 2,7

bilhões em agosto, o que representou um

crescimento de 132% ante o mesmo mês do ano

anterior.

• Foi o 6° saldo positivo seguido no ano, resultado

conjunto de uma recuperação das exportações ao

longo do ano e de uma queda nas importações,

causada tanto pelo câmbio depreciado, quanto

pela desaceleração da economia nacional

experimentada desde 2014.

• Assim, a balança comercial já acumula saldo

positivo de US$ 7,3 bilhões em 2015.

• Entretanto, vale destacar que exportações (-32,7%)

e importações (-33,7%) apresentam níveis

inferiores aos registrados em agosto/2014.

• Devido aos recentes resultados da balança

comercial, a expectativa do saldo comercial

melhorou segundo o Boletim Focus, passando de

US$ 8,0 bilhões para US$ 10,0 bilhões em 2015.

Fonte: Secex – MDIC, Valor Econômico.

(e)

Estimativas: Relatório Focus Banco Central do Brasil


Setor Externo - Exportações

22

Minas Gerais Básicos Semimanufaturados Manufaturados T O T A L

Ago/15 (US$bi) 0,9 0,4 0,4 1,7

Ago/15 - Ago/14 -36,7% -8,5% -12,1% -26,6%

Acumulado do Ano (US$bi) 8,1 3,5 3,1 14,8

Acum. 2015/Acum. 2014 -36,7% -2,6% -10,8% -26,1%

• Em agosto/2015, as exportações mineiras apresentaram forte redução em relação a agosto/2014.

Com uma queda de 26,6% nesta base de comparação, as exportações totalizaram US$ 1,7 bilhão.

• Todos o setores registraram queda no valor das exportações, com os produtos básicos

apresentando a redução mais significativa. No setor de minério de ferro, em particular, o valor

das exportações de agosto/2015 foi 48,4% menor do que em agosto/2014. No entanto, o volume

exportado subiu 0,9% na mesma base de comparação.

• No acumulado de janeiro a julho de 2015 a redução no valor das exportações é de 26%, se

comparado a igual período de 2014.

Fonte: Secex – MDIC.


Setor Externo

23

9,5 10,0 7,9 7,8

5,8

Investimento Direto

(US$ bilhões)

10,0

6,6

5,8

5,8 5,4 6,0

4,3

3,1

2015 (e) : 65,00 bi 2016 (e) : 64,90 bi

Reservas Internacionais (US$ bilhões)

379,4

375,7 376,0 375,6 374,1

372,2 372,1

373,0

371,0 371,7 372,2 370,8 370,6

• A entrada de 6 bilhões de dólares de Investimento

Direto no País (IDP) em julho de 2015 trouxe o

acumulado da rubrica no ano para

aproximadamente 37 bilhões. Esse resultado é

muito mais consistente com as expectativas de

mercado, expressas no Relatório Focus, de que o

total em 2015 atinja US$65 bilhões, do que com as

estimativas do Banco Central, que projeta US$81

bilhões para o ano. O IDP acumulado nos

primeiros sete meses de 2015 é 33% inferior ao

registrado no mesmo período de 2014, resultado

em linha com as incertezas acerca da evolução

futura da economia brasileira. O resultado capta a

deterioração das condições macroeconômicas e

políticas do país e a maior aversão a risco por

parte dos investidores.

• O resultado acima é parcialmente explicado pela

queda de 53% das operações intercompanhia,

fruto da redução de US$4 bilhões dos créditos

recebidos do exterior e do aumento de quase

US$9 bilhões nas amortizações pagas ao exterior.

Fonte: Banco Central do Brasil.

(e)

Estimativas: Relatório Focus Banco Central do Brasil


Confiança e Expectativas

24

55,0

Comparativo ICEI Minas Gerais e Brasil

50,0 46,5

44,8

45,0

40,2 38,6

40,0

37,2 37,1

42,5

40,3

35,0

35,5

30,0

34,9 34,3 33,7

ago/14

set/14

out/14

nov/14

dez/14

jan/15

fev/15

mar/15

abr/15

mai/15

jun/15

jul/15

ago/15

ICEI/Brasil ICEI/MG

Expectativa para os próximos seis meses

56,9 58,2

60,0

57,2

51,7 50,3 49,2

50,0 53,5 54,4 54,6 47,2

41,4 42,0

45,3 41,5

40,0

44,5

39,4

37,0

38,5

30,0

ago/13

out/13

dez/13

fev/14

abr/14

jun/14

ago/14

out/14

dez/14

fev/15

abr/15

jun/15

ago/15

Brasil MG

• O indicador de confiança de empresários

(ICEI) mantive relativa estabilidade em

agosto/15 na comparação com o mês

imediatamente anterior, indicando que a

falta de confiança dos empresários

brasileiros continua intensa e disseminada.

Em Minas Gerais, houve recuo adicional em

relação a julho/15.

• O pessimismo dos empresários ocorre em

empresas pesquisadas de todos os portes.

Em Minas Gerais, o descontentamento é

mais intenso nas empresas de pequeno

porte, cujo indicador atingiu 31,6 pontos.

Para as empresas médias e grandes do

estado, o índice registrou 34,5 pontos e 34,4

pontos no mês, respectivamente, abaixo do

limite de 50 pontos (que indica otimismo).

• Ambos os componentes do ICEI ( condições

atuais de negócio e expectativas para os

próximos seis meses) seguem em baixa,

sugerindo que a retomada da confiança dos

empresários está longe de ocorrer.

Fonte: FIEMG e CNI

Indicadores variam de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam otimismo.


Projeções

25

Estimativas 2015 e 2016

Brasil 2015 2016

PIB (variação %) -2,55 -0,60

Produção Industrial (variação %) -6,20 0,50

Comércio restrito (%)* -3,20 0,00

Comércio ampliado (%)* -7,00 -0,50

Massa Salarial Real (variação %)* -5,00 -2,80

Estimativas 2015 e 2016

Minas Gerais 2015 2016

PIB (variação %) -4,12 -1,82

Produção Industrial (variação %) -7,60 -1,74

Comércio restrito (variação %) -3,51 -0,66

Massa Salarial Real - RMBH (variação %) -5,93 -0,75

Faturamento (variação %) -13,89 0,18

IPCA (%) 9,28 5,64

IGP-M (%) 7,77 5,67

Taxa de câmbio - fim de período (R$/US$) 3,70 3,80

Taxa de câmbio - média do período (R$/US$) 3,32 3,75

Meta Taxa Selic - fim de período (%a.a.) 14,25 12,00

Meta Taxa Selic - média do período (%a.a.) 13,63 13,13

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) 36,20 39,10

Conta Corrente (US$ bilhões) -73,50 -65,00

Balança Comercial (US$ bilhões) 10,00 20,00

Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões) 65,00 64,90

Fonte: Relatório Focus Banco Central do Brasil (11/09), Fiemg e *Tendências Consultoria.


CENÁRIO

SETORIAL


Automotivo

27

Setor

Automotivo

Destaques

Projeções²

Desempenho e Projeções

Produção Física - Brasil: -19,1%

Jul/2015 1 - Minas Gerais: -43,3%

Faturamento

Jul/2015¹

Exportações (US$)

Ago/2015¹

- Brasil: -25,8%

- Minas Gerais: -35,8%

- Brasil: -10,9%

- Minas Gerais: 30,9%

- As vendas permaneceram negativas em julho (queda de 22,8% nos licenciamentos de veículos) e

foram acompanhadas pelo baixo desempenho na produção do setor, que mostrou redução tanto no

País como no estado pelo 17º mês consecutivo.

- Apesar da adoção de flexibilizações da jornada de trabalho, paralisações e de férias coletivas para

adequar o volume de produção à menor demanda do mercado, os estoques continuam altos,

permanecendo em cerca de 51 dias de vendas.

- Os estoques elevados, o recuo nas vendas e as perspestivas pessimistas para os próximos meses vêm

intensificando as demissões no setor, resultando na queda de 9,2% no emprego até julho no País.

- De janeiro a agosto deste ano, as exportações registraram diminuição de 5,9% no Brasil e de 14,8%

em Minas, provocada pela redução da demanda, em especial da Argentina.

- A previsão é de recuo na produção e nas vendas internas em 2015, considerando que no curto prazo

não há sinal de melhora do mercado. Para 2016, a expectativa é de decréscimos de 3,5% e 4,4% nos

indicadores, respectivamente.

- Para as exportações, a previsão é de reversão na queda, com aumento de 18,4% neste ano e de 8,8%

em 2016. A renovação do acordo automotivo com o México no final do primeiro trimestre já trouxe

benefícios ao setor, e é esperado que o Plano Nacional de Exportações lançado pelo governo em

julho impacte de modo positivo as vendas externas.

1

Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior. ²Tendências Consultoria.

Fonte: IBGE, FIEMG, CNI, MDIC, ANFAVEA e Tendências Consultoria.


Bens de Capital

28

Setor

Máquinas e

Equipamentos

Destaques

Projeções²

Produção Física¹

Julho/2015

Faturamento 1

Julho/2015

Exportações 1

Agosto/2015

Desempenho e Projeções

- Brasil: -15,1%

- Minas Gerais: -42,8%

- Brasil: -25,5%

- Minas Gerais: -44,1%

- Brasil: -22,0%

- Minas Gerais: -2,1%

- O setor de bens de capital continua sofrendo com os efeitos negativos do fraco desempenho da

atividade econômica. Em julho a produção física apresentou queda de 15,1% frente ao registrado no

mesmo mês do ano anterior.

- As vendas de máquinas e equipamentos registraram nova queda expressiva em julho, somando

contração de 21,3% no acumulado de 2015. A perda do grau de investimento deve influenciar nas

decisões de investimento, atrasando ainda mais a recuperação do setor.

- O aumento dos custos de produção, em especial o reajuste dos preços administrados concentrado em

2015, prejudicou a competitividade internacional do produto brasileiro. Por outro lado, a forte

desvalorização no câmbio atua em sentido oposto.

- O segmento de máquinas e equipamentos para extração mineral foi o principal responsável pela queda

nas exportações do setor no Brasil, recuando 51,2% em comparação a agosto de 2014.

- A expectativa é de queda de 25,9% no consumo aparente em 2015 e de 10,2% em 2016.

- Para as exportações espera-se queda de 1,2% em 2015.

- Na produção física, estima-se contração de 25,1 % em 2015 e novo recuo de 7,4% em 2016.

1

Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior. ²Tendências Consultoria.

Fonte: IBGE, FIEMG Index, CNI, MDIC e Tendências Consultoria


Construção Civil

29

Setor

Construção

Destaques

Projeções 2

Desempenho e Projeções

Nível de atividade (CNI) - Jul./15 - Brasil e MG: setor permanece em trajetória de queda.

Produção Física de Insumos da

Construção Civil (ICC) - Jul./15

Custo da construção/m² (INCC) -

Ago/15

- Brasil: -12,7% 1

- Brasil: 6,0% 1 R$ 955,12

- Minas Gerais: 5,7% 1 R$ 888,77

- No 1º semestre de 2015, o PIB brasileiro apresentou retração de 2,1%, mostrando queda de 5,5% na

indústria da construção civil. Em MG, constatou-se o mesmo comportamento, com recuos de 4,1% e

8,5%, respectivamente.

- O desaquecimento da atividade também é confirmado pelos resultados negativos na produção de

insumos do setor (ICC), ao registrar em julho a 17ª retração consecutiva, se comparado ao mesmo mês

do ano anterior. No acumulado do ano, o recuo da produção foi de 10,1%. A produção de aços longos

caiu 12,0% (YoY), a de cimento 15,2% (YoY) e a de tintas e produtos afins 6,4% (YoY).

- Em agosto 1 , os custos de materiais do setor no Brasil mostraram alta de 3,8%, e os relativos à mão de

obra 8,5%, de acordo o índice INCC-Sinapi (IBGE).

- O custo unitário básico da construção (CUB) no Brasil, calculado pela CBIC, ficou em R$ 1.205,54/m 2 ,

em julho, com alta de 6,0% na variação em 12 meses. Em MG, ficou em R$1.165,46, com alta de 5,2%.

- As perspectivas para o setor nos próximos meses são bastante negativas, tanto no segmento de

infraestrutura como na construção imobiliária, o que repercute na intenção de investir dos empresários

e, consequentemente, no nível de emprego do segmento.

- Diante deste cenário, a expectativa para 2015 em relação à produção de insumos se mantém em queda

de 9,9%.

- As projeções para os custos do setor neste ano são de alta de 5,8%.

1

Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior. 2

Tendências Consultoria e CNI.

Fonte: PIM, INCC-Sinapi (IBGE), Sondagem da Construção (CNI/FIEMG), MCC (Tendências e Criactive).


Indústria Extrativa

30

Setor

Extrativo

Destaques

Desempenho e Projeções

Produção Física*

- Brasil: 2,9%

Jul/2015 1 - Minas Gerais: 2,2%

Exportações - Minério de Ferro

Ago/2015 1

- Brasil : Quantidade: -4,0% Valor (US$): -49,1%

- Minas Gerais: Quantidade: 0,9% Valor (US$): -48,5%

- A produção extrativa brasileira variou positivamente no mês de julho, influenciada pelo incremento

na produção de petróleo, que registrou crescimento de 4,5% frente a julho de 2014.

- No setor de extração mineral, o preço do minério de ferro continua reduzindo. Em agosto, o valor da

commodity atingiu US$ 55,4 a tonelada, o que representa um recuo de 40,2% frente ao mesmo mês

em 2014.

- Em Minas, o faturamento do setor cresceu 19,9% em julho, comparado a igual mês do ano anterior,

como reflexo da valorização do dólar frente ao real.

Projeções²

- As expectativas são de aumento na produção da indústria extrativa em 2015. Tanto a produção de

minério de ferro quanto a produção de petróleo deverão crescer até o final do ano.

- As projeções para o preço do minério de ferro até o final de 2015 são de US$ 57,1/tonelada, e em

2016 , de US$ 57,5/tonelada.

- Apesar das incertezas em relação à demanda chinesa e do recuo no preço da commodity, a Austrália

e Brasil deverão expandir a produção no próximo ano. O aumento da oferta nacional do produto

ocorrerá principalmente no estado do Pará.

1

Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior. ²Tendências Consultoria.

Fonte: IBGE, Tendências, FIEMG, FMI, MDIC.

*PIM / IBGE - CNAE 2.0 = Extração de minérios + produção nacional de petróleo e gás natural.


Metalurgia e Siderurgia

31

Setor

Metalurgia

Destaques




Desempenho e Projeções

Produção Física - Brasil: -7,6%

Janeiro a Julho/2015 1 - Minas Gerais: -1,5%

Faturamento - Brasil: -16,2%

Janeiro a Julho/2015 1 - Minas Gerais: -8,7%

Exportações - Brasil: -4,6%

Agosto/2015 ² - Minas Gerais: -6,0%

O emprego no setor de metalurgia vem caindo em função da queda na demanda por produtos

siderúrgicos, com decréscimo de 8,3% em Minas e 8,6% no Brasil.

Em virtude da demanda desaquecida do mercado doméstico e da necessidade de ajustar a

produção a patamares mais baixos, a siderúrgica Gerdau anunciou um layoff de 200 funcionários

em sua fábrica de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, a partir de outubro. Esta foi uma

saída encontrada pela empresa, com apoio do sindicato, para evitar mais demissões.

O setor metalúrgico tem apostado nas exportações para vencer a crise, especialmente as

siderúrgicas. No período de janeiro a agosto de 2015, as exportações nacionais do setor

cresceram 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Projeções³

- Diante do cenário desfavorável para o setor, a expectativa é de queda de 15,4% no consumo

aparente de aço no Brasil em 2015 e decréscimo de 6,1% em 2016.

- A produção de aço bruto no país deve cair 1,5% e de laminados 9,4% em 2015.

1

Comparativamente ao mesmo período do ano anterior. ²Contra mesmo mês do ano anterior. ³Tendências Consultoria.

Fonte: IBGE, CAGED, FIEMG Index, CNI, IABr e Tendências Consultoria.


Ficha Técnica

Realização:

Sistema FIEMG – Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais

Presidente: Olavo Machado Junior

Responsabilidade Técnica:

Assessoria Econômica

Esta publicação é elaborada com base em análises internas, desenvolvidas através de dados públicos.

Não nos responsabilizamos pelos resultados das decisões tomadas com base no conteúdo da mesma.

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