*Outubro/2020 Referência Florestal 223

jotacomunicacao

ECONOMIA Investimento em florestas plantadas é capaz de remunerar o capital acima da renda fixa

9 772359 465106 0 0 2 2 3

EFICIÊNCIA E

ECONOMIA

NOVA MÁQUINA FLORESTAL

MELHORA DESEMPENHO E GASTA

MENOS COMBUSTÍVEL NO CAMPO

EFFICIENCY AND SAVINGS

NEW FORESTRY MACHINE IMPROVES PERFORMANCE

IN THE FIELD AND CONSUMES LESS FUEL


SUMÁRIO

OUTUBRO 2020

44

HISTÓRICO

DE RESPEITO

14 Editorial

16 Cartas

18 Bastidores

20 Coluna Ivan Tomaselli

22 Notas

34 Coluna Cipem

36 Frases

38 Entrevista

44 Principal

50 Artigo

54 Economia

60 Espécie

64 Outubro Rosa

68 Mercado

72 Pesquisa

80 Agenda

82 Espaço Aberto

50

54

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

41 ABC Agropecuária

13 Bayer

17 BKT

19 Carrocerias Bachiega

81 D’Antonio Equipamentos

36 Denis Cimaf

84 Denis Cimaf

02 Dinagro

04 Emex

33 Engeforest

83 Envimat

37 Fex Ferro e Aço

06 Grupo AIZ

08 Grupo AIZ

59 Hansa Flex

29 J de Souza

15 Komatsu Forest

23 Liebherr

63 Lion Equipamentos

27 Log Max

10 Manos Implementos

77 Mill Indústrias

79 Mill Indústrias

42 Pesa

25 Ponsse

53 Prêmio REFERÊNCIA 2020

75 Rodoleve

21 Rotary-Ax

71 Rotor Equipamentos

31 Sergomel

35 Vantec

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®

0 0 2 2

EDITORIAL

Retomada a

todo vapor

Após os piores momentos da pandemia, a indústria florestal

brasileira volta a mostrar sua força como protagonista na

economia nacional. Mesmo com todos os problemas, o setor

acumulou US$ 4,2 bilhões em exportações, com destaque para

a cadeia de papel e celulose. Nesta edição da REFERÊNCIA

FLORESTAL, trazemos uma reportagem sobre este panorama na

editoria de Mercado. A entrevista deste mês é com a economista

e especialista climática, Marina Grossi, que é presidente do

CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento

Sustentável), sobre a importância das florestas plantadas

para a sustentabilidade no Brasil. Além disso, esta edição traz

reportagens nas editorias de Espécie e Pesquisa, assim como

novidades do setor. Tenha uma excelente leitura!

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Ano XXII • N°223 • Outubro 2020

ECONOMIA Investimento em florestas plantadas é capaz de remunerar o capital acima da renda fixa

9 7 7 2 35 9 4 65 1 0 6 3

EFFICIENCY AND SAVINGS

NEW FORESTRY MACHINE IMPROVES PERFORMANCE

IN THE FIELD AND CONSUMES LESS FUEL

EFICIÊNCIA E

ECONOMIA

NOVA MÁQUINA FLORESTAL

MELHORA DESEMPENHO E GASTA

MENOS COMBUSTÍVEL NO CAMPO

RESUMPTION AT FULL SPEED

Ater the worst moments of the pandemic, the Brazilian forestry

industry once again shows its strength as a protagonist

in the national economy. Even with all the problems, the sector

accumulated US$ 4.2 billion in exports, especially the pulp and

paper chain. In this edition of REFERÊNCIA Florestal, we bring a

report on this panorama in the market editorial. This month’s interview

is with economist and climate expert Marina Grossi, who

is president of Cebds (Brazilian Business Council for Sustainable

Development), on the importance of planted forests for sustainability

in Brazil. In addition, this edition brings reports in the editorials

of Species and Research, as well as news from the sector.

Pleasant reasding!

Entrevista com

Marina Grossi

Conscientização do Outubro Rosa

nas estradas

3

EXPEDIENTE

ANO XXII - EDIÇÃO 223 - OUTUBRO 2020

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Cipem

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Cartunista / Cartunist

Francis Ortolan

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial

Dash7 Comunicação - Joseane Cristina

Knop

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

0800 600 2038

ASSINATURAS

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GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.

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CARTAS

ENTREVISTA Yeda de Oliveira fala sobre os desafios para o crescimento da indústria florestal brasileira

Capa da Edição 222 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

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Ano XXII • N°222 • Setembro 2020

CONTROL

STRATEGIES

OVERCOMING CHALLENGES

IN LEAF-CUTTING ANT CONTROL

USING RULES AND KNOWLEDGE

INCÊNDIOS

Por Sabrina Leite – Engenheira Florestal – Xanxerê (SC)

Muito esclarecedora a reportagem sobre incêndios florestais! É importante

que muitas inverdades sejam desmitificadas. Parabéns!

REVISTA

Por Matheus Mion Carvalho – Técnico Florestal – Indaiatuba (SP)

Melhor Revista do setor florestal brasileiro! Parabéns pelo trabalho!

Foto: divulgação

SUSTENTABILIDADE

Por Bruno Pellegrini – Arquiteto – Curitiba (PR)

Ótima notícia sobre o manejo florestal sustentável na Flona do Amapá. O

Brasil tem um potencial enorme e precisamos investir cada vez mais nisso!

Foto: André Dib/SFB

SELFIE

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enviados também para redação

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BASTIDORES

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Charge: Francis Ortolan

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DIA DE CAMPO

Em visita à Rio Negrinho (SC) para produção

da reportagem de Capa, nossa equipe de

jornalismo e o diretor comercial, Fábio

Machado, estiveram presentes para

acompanhar um dia de campo na Battistella.

Foto: Marcos Mancinni

IN LOCO

Também em um dia especial, visitamos o

lançamento da Emex Brasil da Campanha

Outubro Rosa, no interior de São Paulo.

Foto: Marcos Mancinni

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COLUNA

Qual tem sido o efeito da

pandemia nas exportações

florestais

Após primeiro semestre conturbado,

mercado nacional de florestas já está

indicando um início de recuperação

Ivan Tomaselli

Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

Foto: divulgação

O mercado

nacional já

está indicando

um início de

recuperação

com a

retomada da

construção

civil e as

exportações,

que estão

crescendo no

período

S

eis meses atrás, nesta coluna, especulamos

sobre as perspectivas para

o setor florestal frente a pandemia

que se iniciava. Na época, com o

avanço da pandemia na Europa e o

aumento exponencial de casos que em abril era

esperado atingir de mais de dois milhões, previa-

-se um forte impacto na economia mundial com a

maioria dos países entrando em recessão.

No Brasil, o governo nacional e dos Estados

estavam iniciando a adoção de diversas medidas

para mitigar o impacto na saúde dos brasileiros e

na economia. Era reconhecido que independente

das medidas adotadas ocorreria uma desaceleração

acentuada da economia.

Não havia como prever a intensidade e amplitude

da crise para o setor florestal, mas se

projetava uma redução da demanda doméstica e

das exportações, principalmente para produtos

de madeira sólida. A expectativa era um declínio

da demanda nacional e internacional de produtos

florestais ao longo de 2020, afetando também

2021.

Passados seis meses, e tendo a pandemia

afetado 30 milhões de pessoas, o cenário é diferente.

O mercado nacional já está indicando

um início de recuperação com a retomada da

construção civil e as exportações, da grande

maioria dos produtos florestais, cresceram. No

quadro abaixo é mostrada uma comparação das

exportações brasileiras em termos de volume,

entre 2019 e 2020 no período janeiro a agosto,

de alguns produtos florestais.

Embora para alguns produtos tenham ocorrido

uma queda nas exportações, na soma geral

houve um crescimento nos primeiros sete meses

deste ano. Lâminas se destacaram, embora os volumes

ainda sejam pequenos. No entanto, outros

produtos como toras de não coníferas cresceram

23%, uma exportação recorde de aproximadamente

700 mil m3 no período. Mesmo portas,

um produto de valor agregado e cujo mercado é

concentrado nos EUA (Estados Unidos da América)

- mais de 70% -, teve um crescimento de 22%.

A exportação de produtos de valor agregado, e

com concentração de mercado, eram esperados

serem mais afetados pela pandemia.

A pandemia afetou as exportações no início

do ano, mais a situação mudou radicalmente nos

últimos dois ou três meses. Comparando agosto

de 2020 com o mesmo mês de 2019 as exportações

de compensado tropical cresceram 98%, a

de compensado de pinus 45% e de pinus serrado

68%.

Este quadro é totalmente diferente daquele

previsto no início do ano, quando se projetava

uma redução de 30 a 40% nas exportações brasileiras

de produtos de madeira sólida, e previa-se

uma retomada somente para o segundo semestre

de 2021. Certamente a redução da demanda

nacional, associada a desvalorização do Real,

corroboraram para este novo quadro nas exportações.

No entanto isto também demonstra a

resiliência da indústria florestal brasileira.

Exportações Brasileiras

(Janeiro - Agosto)

PRODUTO

Toras não Coníferas

Lâmina Tropical

Lâmina Pinus

Compensado Tropical

Compensado Pinus

Serrado Pinus

Portas

2019 - 2020

%

+23

+284

+43

+2

+7

+10

+22

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NOTAS

Livro sobre florestas

A AGEFLOR (Associação Gaúcha de Empresas Florestais) e a produtora

cultural Simples Assim firmaram parceria para realização de um livro artístico

fotográfico com imagens das paisagens gaúchas em regiões com plantios

florestais cultivados para aproveitamento das árvores comercialmente. Com

uma tiragem inicial de 1,5 mil exemplares, a obra: Riquezas Cultivadas no

Rio Grande do Sul - Florestas Plantadas; foi lançada no dia 22 de setembro,

de forma virtual, em evento ao vivo na rede social facebook, cumprindo

protocolos de isolamento social em decorrência da pandemia do Covid-19.

Além da participação do fotógrafo autor, Mateus Portal, a live de lançamento

do livro contou com a participação do presidente da AGEFLOR, Paulo

Cesar Nunes Azevedo, bem como, do presidente do Conselho da Associação

e coordenador do projeto, Diogo Leuck. A data escolhida marca também o

início da celebração dos 50 anos da entidade, fundada em 1970. O projeto

contempla três seminários virtuais que acontecerão no mês de novembro,

e atividades presenciais programadas para o próximo ano. Para o desenvolvimento

do projeto, AGEFLOR e Simples Assim se uniram também à Kunst

Empresa de Cultura no planejamento cultural do livro, que tem a realização

da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, por meio da Lei

Federal de Incentivo à Cultura do Governo Federal. Patrocinam a iniciativa

a CMPC Brasil, a Navegação Aliança, o Grupo Seta e a CORSAN (Companhia

Riograndense de Saneamento).

Imagem: reprodução

Foto: divulgação

Monitoramento via satélite

Um satélite projetado e desenvolvido no Brasil pelo INPE (Instituto

Nacional de Pesquisas Espaciais), o Amazônia-1, já está em fase final de

testes e deve ser lançado no início de 2021, marcando mais uma etapa

de um processo que teve início há 12 anos. Sua missão principal será

observar a Amazônia. O aparelho é um marco para o país. Nunca um

satélite desse porte foi totalmente concebido e desenvolvido no Brasil

- anteriormente, houve casos de aquisição de tecnologia ou parcerias.

Seu desenvolvimento é mais um passo dado na busca da autonomia na

área, gerando conhecimento para profissionais brasileiros, fomentando

a indústria nacional e permitindo que os dados coletados pelo satélite

permaneçam sob controle de brasileiros. O Amazonas-1 foi desenvolvido

a partir dos parâmetros estabelecidos pela Plataforma Multimissão,

uma estrutura para construção de satélites, permitindo que partes

comuns sejam utilizadas por engenhos que tem outros objetivos, como

por exemplo, a observação do espaço. Esse conceito ajuda a diminuir

o custo e o tempo de produção de novos satélites. O Amazonia-1 tem

2,5 metros de altura, pesa 640 quilos e tem entre outros componentes,

6 quilômetros de cabos e 16 mil conexões elétricas - é uma máquina

complexa. Será levado ao espaço por um foguete lançador que partirá

de uma base situada na Índia, para um voo que durará 18 minutos,

após o que o satélite será liberado, a cerca de 750 quilômetros de altitude;

a seguir, os técnicos do INPE assumirão o comando da missão a

partir de São José dos Campos (SP).

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NOTAS

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Novidade

no transporte

Com forte presença no setor de papel e celulose,

a BBM Logística, um dos cinco maiores

operadores logísticos do Mercosul, assina com

a Timber, distribuidor autorizado Fuchs® para o

mercado brasileiro, e adquire o modelo Fuchs®

MHL340F para movimentação de toras em um

projeto no município de Imperatriz, no Maranhão.

“O escopo operacional envolve a movimentação

mensal de 220 mil toneladas de eucalipto, com

toras de 3,5m a 7m (metros) de comprimento, pilhas

de 7m a 11m de altura e disponibilidade mecânica diária de 90%”, explica Sandro Sato, gerente Regional de Vendas Fuchs

para a América do Sul, marca de manipuladores de materiais da Terex. A operação com o equipamento começou no mês de

maio deste ano e, até o momento, o MHL340F apresenta como resultados uma média de 380 m³/h de produção efetiva; consumo

de combustível de 12 l/h (litros por hora); disponibilidade operacional de 95%; e horímetro atual de 550h (horas). Para

esta operação foram dimensionados dois manipuladores de materiais, entre os quais o modelo MHL340F com 35t (toneladas).

“A Timber tinha o equipamento para pronta entrega, as condições operacionais encaixavam no projeto, bem como a ótima

relação custo benefício, o que propiciou a escolha pelo MHL340F. Ou seja, o compromisso da Timber com os indicadores operacionais

deste equipamento (custo e produção) foram cruciais para a confiança desta compra”, comenta João Cristo, diretor

de Soluções Dedicadas da BBM Logística.

É do Brasil, É para você

Com o objetivo de fortalecer e valorizar as indústrias,

os produtos e a mão de obra nacional, a IBÁ (Indústria

Brasileira de Árvores) e a ABIMÓVEL (Associação Brasileira

das Indústrias do Mobiliário) se unem para lançar a campanha

“É do Brasil, É para você”, com o intuito de valorizar

a produção nacional e incentivar a sociedade a comprar

produtos das indústrias nacionais, produzidos pelo povo

brasileiro, como painéis de madeira, design e valor agregado.

A campanha é composta por peças para divulgação em

redes sociais, anúncios e vídeos que buscam inspiração na

bandeira do Brasil – o verde como nossa natureza, o amarelo

nossas riquezas e o azul como nosso céu, com objetivo

de valorizar a produção nacional e incentivar o consumo

do nosso mobiliário criando mais riquezas para nosso país,

nossas empresas e gerando empregos para o nosso povo. O

setor moveleiro do Brasil é o 6º produtor mundial de móveis

e a 8ª cadeia produtiva que mais emprega no país. “Com

parques fabris e tecnologia de ponta, o Brasil exporta para

mais de 120 mercados com agilidade, alta produtividade,

design e uso de madeiras e matérias-primas brasileiras”,

destaca a campanha.

Foto: divulgação

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NOTAS

Rumos da indústria de madeira

“Amazônia, legal? Oportunidades e desafios da sustentabilidade

para o setor florestal no pós-pandemia.” Sob este tema,

diversos especialistas de diferentes organizações debateram o

potencial para inserir o mercado de madeira nativa da Floresta

Amazônica na legalidade, promovendo a economia da floresta em

pé e ajudando a coibir ilegalidades e atividades predatórias como

desmatamento e queimadas. Leonardo Sobral, gerente florestal

do IMAFLORA, Marco Lentini, consultor do IMAFLORA; Domingos

Macedo, Coordenador Nacional do Greenpeace; Dalton

Cardoso, Coordenador técnico do Imazon; e Renato Morgado

Coordenador do Programa de Integridade Socioambiental da

Transparência internacional Brasil, debateram durante o webinar

promovido pelo IMAFLORA os impactos da exploração ilegal na

Amazônia e oportunidades para quem opera na sustentabilidade,

quais os desafios e riscos impostos pelo contexto político e

institucional brasileiro para o tema de legalidade florestal, como

promover o monitoramento da degradação florestal causada pela

exploração madeireira na Amazônia e a questão da transparência

para um melhor controle social, contribuição com a legalidade

florestal e oportunidades para o setor. Durante o webinar, foram

apresentados os resultados do segundo estudo da série Timberflow,

a partir de dados da plataforma de mesmo nome, uma

iniciativa do Imaflora para dar transparência ao mercado madeireiro

amazônico. O estudo apontou que o mercado de madeira

tropical Amazônica sofreu uma retração significativa nas últimas

duas décadas. Em 1998, a Amazônia brasileira gerou 10,8 milhões

de metros cúbicos de produtos de madeira nativa. Vinte anos depois,

apenas 57% deste montante foi produzido (6,2 milhões de

m3). Apesar disso, em termos absolutos, o consumo de madeira

tropical dentro da própria Amazônia aumentou (de 1,5 milhões

de m3 em 1998 para 2,2 milhões de m3 em 2018).

Foto: divulgação

Nova minicarregadeira

Foto: divulgação

Garantia de alta performance em espaços restritos, as novas minicarregadeiras

L325 e L330, da New Holland Construction, mantém atributos de

força e economia com o motor FPT F32, produzido pela FPT Industrial, marca

que também pertence à CNH Industrial. Integrante da Família F5, presente

em mais de 1.500 diferentes tipos de aplicações, a motorização de 3,2 litros

se destaca pela alta densidade de potência e torque, entregando consumo

de combustível até 6% melhor na sua faixa de potência, de acordo com a

aplicação. Com turbo de geometria fixa, sistema de injeção mecânica e potências

que variam de 82 hp a 90 hp, nos modelos topo de linha da Série 300

da New Holland, o FPT F32 utiliza soluções técnicas testadas e comprovadas,

fornecendo o equilíbrio perfeito entre baixo custo operacional, fácil manutenção

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NOTAS

Investimentos

verdes

Foto: divulgação

As oportunidades de investimento verde na agricultura

brasileira somam R$ 692,4 bilhões até 2030,

de acordo com o plano “Destravando o Potencial

de Investimentos Verdes para Agricultura no Brasil”,

desenvolvido pela Climate Bonds Initiative (CBI), lançado

em junho deste ano com a presença da ministra

Tereza Cristina. O setor de florestas é um dos mais

promissores e foi tema de webinar promovido pela

CBI, que reuniu representantes de celulose e papel,

de equipamentos florestais, de fundos de investimento,

inovação tecnológica e do Ministério. No mercado

financeiro verde do Brasil, o uso da terra é a segunda

maior categoria de aplicação desses recursos (35,2%

do total), liderada por emissões de títulos de empresas

de papel e celulose. O autor do plano de investimento

e membro da Iniciativa Brasileira de Finanças

Verdes, André Salcedo, destacou que capital próprio

e bancos (linhas públicas de crédito rural) são as principais

fontes financiadoras da agropecuária, e que os títulos verdes aparecem como uma opção. “Uma parte [dessas fontes]

pode ser substituída por títulos verdes”, disse. Para ampliação da emissão desses títulos no país, ele recomenda melhoria

na regulação de instrumentos de mercado (como criação de um fundo específico), simplificação das linhas de crédito (como

concessão de mais crédito para quem preserva) e seguros (por exemplo, expansão do zoneamento agrícola).

Cabeçote Log Max 600B

O setor florestal continua a todo vapor,

com alta produção e realizando sonhos

por todo o Brasil. Em agosto, foi a vez do

empresário Jefferson Selbmann adquirir o

cabeçote Log Max 6000B, para a fábrica de

sua empresa familiar, localizada na cidade

de Ibirama, no interior de Santa Catarina. A

entrega técnica contou com a presença em

campo da qualificada equipe da Log Max.

“Fizemos nossos cálculos e acreditamos

que, com esse cabeçote, conseguiremos

ter em algumas horas a produção que a

empresa desempenhava durante toda uma

semana de trabalho. Esse é um investimento

que está há anos no nosso planejamento

e, enfim, pudemos realizá-lo”, comemorou

Selbmann.

Foto: divulgação

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NOTAS

Incêndios florestais

pelo mundo

Ao contrário do que é divulgado pela grande mídia, diversos países

têm sofrido com o aumento das queimadas durante o período

de estiagem. Na Califórnia, nos EUA (Estados Unidos da América),

os céus se tornaram laranja e assustaram moradores da região.

O estado registrou uma das piores temporadas de queimadas de

sua história, com mais de 93 milhões de m2 (metros quadrados)

destruídos neste ano. O mesmo problema tem enfrentado Portugal

na região central do país, em Oliveira de Frades. Na América do Sul,

além do Brasil, a Argentina também tem registrado fortes incêndios

na região de Córdoba, próxima à capital Buenos Aires. A cidade teve

impactados pelo menos 14.321 ha (hectares) de pastagens e territórios

montanhosos, principalmente nas áreas ao norte de Punilla e

Ischilín. A ação dos ventos e a falta de chuvas, além do difícil acesso

ao local, contribuem para que os incêndios se alastrem com mais

facilidade. Todas essas ocorrências mostram que o Brasil não está

sozinho na guerra contra os incêndios florestais nesta época do ano.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Palestras da Embrapa

sobre araucárias

Entre os meses de outubro e dezembro, a Embrapa Florestas

realizará uma série de palestras técnicas online nos temas Araucária

e Erva-mate. Os eventos acontecem entre os dias 15/10 e

17/12, sempre às quintas-feiras, no período da tarde, no canal

da Embrapa no youtube, com os temas se alternando a cada

semana. Os eventos também vão contar com a apresentação

de resumos técnico-científicos. Ao todo, serão cinco painéis

sobre cada uma das temáticas, que irão congregar os desenvolvimentos

tecnológicos e científicos mais recentes na produção

florestal das araucárias, de grande valor econômico, socioambiental

e cultural. O objetivo deste e dos próximos painéis é ser

um fórum de atualização e troca de informações relacionadas

às tecnologias que envolvem o cultivo da Araucaria angustifolia.

Organizado pela Embrapa Florestas, com o apoio do IDR Paraná,

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná e Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os eventos visam

contribuir para a transferência de conhecimentos e para o estabelecimento

de sistemas de produção. Também visam à divulgação

de pesquisas, inovação, tecnologias e políticas públicas que

podem contribuir para a capacitação de profissionais do setor

agropecuário e florestal, técnicos, extensionistas rurais, empresários,

produtores rurais, professores e estudantes.

30 www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

Tecnologias para incêndios

Foto: divulgação

Com investimentos em novas tecnologias, a Suzano

está preparada para prevenir e combater incêndios

em seu maciço florestal durante o período de estiagem,

em que o risco de surgimento de focos de incêndio

tende a aumentar. A empresa conta hoje com o

monitoramento por vídeos de 96% de toda a sua área

florestal e tem feito investimentos constantes em equipamentos

de ponta e treinamento contínuo de seus

brigadistas. “A prevenção e o combate a incêndios

florestais são ininterruptos em nosso maciço florestal,

assim como nossa busca para aprimorarmos estas

ações. Com constantes investimentos em novas tecnologias,

mantemos um monitoramento 24h (horas) por

dia e equipes prontas para atuar em qualquer situação

e a qualquer momento. Com a chegada do período de estiagem esses cuidados são redobrados em decorrência da combinação

típica dessa época do ano, ventos e baixa umidade do ar. Nosso objetivo é preservar tanto o nosso maciço florestal como a

biodiversidade da região e garantir a segurança e a saúde da comunidade em geral”, reforça Jansen Barrozo Fernandes, gerente

executivo de operações florestais da Suzano. Nos últimos anos, a empresa investiu na instalação de 21 torres de observação de

focos de incêndio e 2 repetidoras de frequência nos módulos florestais existentes em Três Lagoas, Brasilândia, Água Clara, Ribas

do Rio Pardo e Selvíria.

ALTA

NOVIDADE NO IBAMA

OUTUBRO 2020

QUEDA DA ECONOMIA

O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos

Recursos Naturais Renováveis) lançou, no início de setembro,

o Sistema de Gestão do Licenciamento Ambien-

O Ministério da Economia manteve a projeção para a

queda da economia este ano e elevou a estimativa para

tal Federal, conhecido como SisG-LAF. O sistema torna

a inflação, por influência da alta nos preços dos alimentos.

As projeções estão no Boletim MacroFiscal. A esti-

o procedimento dentro do órgão mais rápido e transparente,

facilitando, assim, a visualização do andamento

mativa para o recuo do PIB (Produto Interno Bruto) foi

das etapas que devem ser cumpridas, seja pelo IBAMA,

mantida em 4,7%, em relação ao boletim divulgado em

pelos órgãos envolvidos ou pelo próprio empreendedor.

junho. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos

no país. “A atual estimativa para o PIB de 2020

A ferramenta, que foi desenvolvida em conjunto com o

Ministério da Economia, tem como finalidade promover

foi mantida em 4,7%, devido à melhora da projeção

a gestão das demandas dos processos de licenciamento

ambiental em âmbito federal, além de informatizar

para o segundo semestre deste ano. Na projeção para

o 3º trimestre, espera-se que a indústria, agropecuária

e automatizar os serviços oferecidos. O responsável

e comércio sejam os principais motores para a retomada.

“Na estimativa do 4º trimestre, esperamos que o

pela definição das regras do negócio e pela prestação

final do serviço ao empreendedor é o IBAMA mas as

impulso para a recuperação virá pela retomada mais

participações de outros órgãos envolvidos também será

vigorosa dos demais serviços, que foram duramente

contemplada pelo projeto.

afetados pela pandemia”, informa o boletim.

BAIXA

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COLUNA

Alteração na Lei

das Taxas de Mato

Grosso garante

modernização

O processo de

licenciamento

constante na lei

anterior estava

defasado e fora

da realidade dos

empreendimentos

mato-grossenses

https://cipem.org.br

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Novo texto adequou o processo

de licenciamento e melhorou a

metodologia de cálculo das taxas

N

o dia 24 de julho de 2020, foi publicada a Lei nº 11.179, que revogou

a Lei Estadual nº 10.242 de 30 de dezembro de 2014, e versa

sobre a cobrança de taxas decorrentes da prestação de serviço

público e/ou exercício do poder de polícia em matéria ambiental

pela SEMA/MT (Secretaria de Estado do Meio Ambiente).

O novo texto adequou o processo de licenciamento e melhorou a metodologia

de cálculo das taxas, trazendo equidade e isonomia aos valores praticados

no Estado. Mato Grosso é o Estado que possui os maiores valores cobrados por

taxas ambientais, resultando em perda de mercado e competitividade e, consequentemente,

queda na arrecadação e geração de emprego e renda, comprometendo

a sustentabilidade da gestão do Executivo.

“Estamos desde 2014 dialogando com o governo e realizando estudos para

demonstrar a necessidade de adequação dos valores praticados no licenciamento

ambiental. Um Estado pujante na produção como este deveria estar entre

os principais fomentadores da industrialização e não envidando esforços em

diminuir o potencial econômico dos empreendimentos lhe impondo altas taxas

e tributos. Esta é uma das mudanças que colocará Mato Grosso nos trilhos do

crescimento”, comemora Rafael Mason, presidente do CIPEM.

A publicação desta Lei é resultado dos diálogos promovidos com o setor

de base florestal, SEMA (MT) em conjunto com a Comissão de Meio Ambiente,

Recursos Hídricos e Recursos Minerais da ALMT (Assembleia Legislativa de Mato

Grosso) e a Casa Civil.

O processo de licenciamento constante na lei anterior estava defasado e

fora da realidade dos empreendimentos mato-grossenses, o que acabava por

onerar e retardar o trabalho dos agentes envolvidos, além de atuar como impeditivo

ao desenvolvimento do Estado, pois o tornava sem condições de competir

com os demais estados com vocação florestal, onde o custo do licenciamento é

bastante inferior.

As taxas cobradas pela prestação de serviços públicos devem garantir o pagamento

dos custos operacionais empregados para a execução do serviço em

questão, mas também devem levar em consideração a viabilidade da implementação

e da manutenção dos empreendimentos. Para alcançar este equilíbrio,

buscou-se reformulação da legislação, de acordo com a realidade vivida pelo

estado e pelas empresas, que são responsáveis pela manutenção da geração de

divisas, do emprego e da renda.

Neste sentido, em busca da sustentabilidade ambiental, social e econômica,

de acordo com a SEMA, foram criadas duas novas figuras em lei específica. São

elas: LAC (Licença por Adesão e Compromisso) e LAS (Licença Ambiental Simplificada).

Com este novo processo será possível nivelar o rito exigido para obtenção

do licenciamento com a complexidade e impacto do empreendimento.

“Registre-se que é um tema complexo e sensível, por isso, ações como esta

merecem reconhecimento e apoio do setor de base florestal, que parabeniza

a atual gestão da SEMA, que além do forte comprometimento com o controle

ambiental, demonstra também preocupação com a perenidade das atividades

produtivas. Esta harmonia e plausibilidade são essenciais para o crescimento de

todo e qualquer estado de modo sustentável”, concluiu Mason.


FRASES

Foto: divulgação

O ponto focal que faz falta aos

planejamentos é reconhecer o papel

da iniciativa privada no aspecto de

sustentabilidade da Amazônia. Nós

queremos que as empresas privadas,

nacionais ou estrangeiras, venham

ajudar a cuidar das unidades de

conservação

Ricardo Salles, Ministro do Meio Ambiente, sobre

a participação do setor privado na manutenção da

região amazônica

“É inadiável e imprescindível a união

de esforços efetivos entre o setor

produtivo, governo e sociedade para

combater a perda de recursos naturais

que nos coloca diante de inúmeros

riscos, alguns irreversíveis, como o

aquecimento climático e a escassez

hídrica. As florestas plantadas são

escudos às matas naturais, mas

também sofrem e correm os mesmos

riscos, porque também são formadas

por árvores que, mesmo de espécies

diferentes, padecem frente à perda dos

recursos naturais necessários”

“Estamos no acordo de Paris, temos

crédito de carbono. Vamos taxar o

carbono no Brasil, vamos preservar

nossas florestas. Não precisamos

ir à Amazônia para produzir bens

agrícolas. Isso não vai acontecer.

Só peço que vocês sejam gentis,

pois nós somos muito gentis.

Entendemos sua preocupação.

Tendo vivido tudo o que vocês

viveram, vocês querem nos poupar

de destruir nossas florestas, como

vocês destruíram as de vocês”

Adriana Maugeri, presidente executiva da AMIF

(Associação Mineira da Indústria Florestal), sobre o novo

desenvolvimento econômico verde

Paulo Guedes, Ministro da Economia, em reunião

promovida com um instituto de Chicago, nos EUA

(Estados Unidos da América)

Marca

que não precisa

descansar.

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ENTREVISTA

Florestas

SUSTENTÁVEIS

Sustainable Forests

Foto: divulgação

ENTREVISTA

N

ão é novidade para ninguém que a prática

industrial de manejo de florestas contribui – e

muito – para o desenvolvimento da sustentabilidade

no Brasil. Neste cenário, a economista

e especialista climática, Marina Grossi, fala sobre a visão do

CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento

Sustentável), instituição da qual é presidente, sobre a

indústria florestal no auxílio do crescimento da sustentabilidade

no país. Confira:

I

t is not new to anyone that the industrial practice of

Forest Management contributes – and much – to the

development of Sustainability in Brazil. In this scenario,

Marina Grossi, Economist and Climate Expert, talks

about the goal of the Brazilian Business Council for Sustainable

Development (Cebds), an institution of which she is president,

and about the Forestry Sector in helping the growth of Sustainability

in the Country. Check out the following interview:

Marina

Grossi

LOCAL DE NASCIMENTO

Rio de Janeiro (RJ)

Rio de Janeiro (RJ)

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Presidente do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para

o Desenvolvimento Sustentável)

President of the Brazilian Business Council for Sustainable

Development (Conselho Empresarial Brasileiro para o

Desenvolvimento Sustentável - Cebds)

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Economista pela UnB (Universidade de Brasília)

B.Sc. in Economics, University of Brasilia, (UnB)

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Outubro 2020 39


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PRINCIPAL

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HISTÓRICO DE

RESPEITO

Há mais de duas décadas, empresa

de máquinas e equipamentos tem

grandes resultados em pesquisas

e inovação no competitivo setor

industrial de florestas brasileiro - e

agora traz novidade para o mercado

Fotos: Marcos Mancinni

Outubro 2020

45


PRINCIPAL

Por se tratar de um segmento em que a concorrência

cresce todos os anos, não é fácil se manter no setor

florestal brasileiro. O país é referência na competitividade

e na qualidade de seus produtos, que vão

desde celulose, papel, painéis de madeira, pisos

laminados, madeira serrada, carvão vegetal e também no ramo

moveleiro, exportador para países como EUA (Estados Unidos da

América), Inglaterra e Canadá.

Neste cenário, quem oferece diferenciais e equipamentos eficientes

ao consumidor só tem a crescer e fortalecer suas relações

no mercado interno. Este é o caso da Pesa S/A, que há mais de

sete décadas tem priorizado a qualidade e o bom atendimento

no setor de equipamentos industriais e, desde 1998, tem sido

pioneira no desenvolvimento de soluções para o setor florestal.

A empresa, com forte atuação nos ramos de peças, energético

e rental, desenvolveu em seus primeiros anos no segmento, a

estacionária 320A SM como primeiro projeto da Pesa Forest, uma

de suas ramificações. O equipamento trabalha de forma fixa, em

uma estrutura de concreto ou metal movimentando a madeira.

À época, a máquina foi a primeira no setor a funcionar com

motor elétrico em campo. Esta inovação trouxe muito mais produtividade

e rapidez ao processo florestal, pois necessita de uma

menor manutenção, produz menos ruído e é mais sustentável,

por não agredir o meio ambiente. Além disso, a 320 estacionária

ainda proporcionou à toda a cadeia florestal turnos de trabalho

de 24h (horas).

Além do qualificado grupo de engenheiros e mecânicos, a

Pesa também conta com a confiança e parceria da Caterpillar, já

que é revendedora oficial da bicentenária empresa americana,

na região Sul do Brasil, há mais de 75 anos. Desde então, a com-

A story of respect

For more than two decades, a

machinery and equipment company

has had inordinate results in research

and innovation in the competitive

Brazilian Forest Sector - and now has

news for the market

B

ecause it is a segment in which competition grows

every year, it is not easy to keep operating within

the Brazilian Forest Sector. The Country is a reference

in competitiveness and product quality,

ranging from pulp, paper, wood panel, laminated

flooring, sawn wood, charcoal, and furniture products, exporting

to countries such as the United States, England, and Canada.

In this scenario, those who offer differentials and efficient

equipment to the producer can only grow and strengthen their

domestic market relationships. This is the case of Pesa S/A, which

for more than seven decades, has prioritized quality and good service

in the industrial equipment sector and, since 1998, has been

a pioneer in the development of solutions for the Forestry Sector.

With a strong performance in the parts, energy, and rental

segments, the Company has also developed over its first years in

the Forest Sector. The Stationary 320A SM, as the first project of

46 www.referenciaflorestal.com.br


Outubro 2020 47


Outubro 2020 49


ARTIGO

SOLOS

FLORESTAIS:

do planejamento

ao preparo do solo

Artigo por: Pedro Francio Filho

Fotos: Francio Soluções Florestais

A análise e

interpretação

de solo são

práticas de gestão

importantes para o

plantio de florestas

O

solo é um sistema complexo e vivo, com as

fases sólida, líquida e gasosa em constante

movimentação e interação física, química e

biológica. Práticas de manejo que compactam

o solo interrompem trocas gasosas e a

comunicação entre as fases. As plantas estão inseridas no

solo através do seu sistema radicular e tanto retiram quanto

devolvem substâncias para ele. O desequilíbrio químico torna

pouco eficiente o equilíbrio entre o solo e a planta.

Existe uma sequência básica operacional fundamental

para obter altas produtividades: planejamento, diagnóstico

dos solos, amostragem, coleta, envio a um laboratório confiável,

análises a serem solicitadas de acordo com o objetivo

do projeto, recomendações com base em equilíbrio de cargas

dos solos com metodologias inovadoras e de acordo com os

insumos disponíveis na região (métodos convencionais estão

muito ultrapassados, acabam comprometendo produtividade

e saúde vegetal), correção e fertilização de solos e preparo do

solo para o plantio. É sempre importante consultar um profissional

de confiança sobre as técnicas adequadas em todas

as etapas do processo, pois qualquer erro pode custar muito

caro, ou diminuir consideravelmente sua produtividade.

A análise e interpretação de solo é uma prática de gestão

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Outubro 2020 51


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ECONOMIA

Baixa da Selic

deve impulsionar

investimento em

FLORESTAS

PLANTADAS

NO BRASIL

Fotos: REFERÊNCIA

54 www.referenciaflorestal.com.br


Investidores devem

migrar para setores com

rentabilidade maior nos

próximos anos. Setor

florestal deve ser um

dos contemplados pelo

movimento

Outubro 2020

55


ECONOMIA

Aqueda da taxa básica de juros (Selic) para

2,25% reduz o interesse de investimentos

em fundos de renda fixa como o CDB, LCA

(Letra de Crédito Agrícola), LCI (Letra de

Créditos Imobiliários) e faz com que investidores

busquem alternativas de investimento em longo

prazo, de baixo risco. Diante de uma baixa taxa de juros,

o investimento em florestas plantadas é capaz de remunerar

o capital acima da renda fixa.

Essa é a análise de Marcelo Schmid, sócio-diretor da

Forest2Market do Brasil, que fez uma análise do segmento

de florestas no Brasil, com perspectivas e análises. “As

mudanças econômicas recentes no Brasil tornarão o investimento

em florestas atrativos para o capital nacional

e para o internacional”, avalia o especialista.

No entanto, o empresário não vê o cenário favorável

para que ocorra em 2020 uma flexibilização das regras

que restringem a aquisição de terras por empresas

estrangeiras no Brasil. “Apesar de haver no Congresso

Nacional um núcleo com boa vontade para trabalhar esta

pauta, o acalorado – e mal informado – debate acerca

dos incêndios ocorridos na floresta amazônica no início

do ano, trouxe a comunidade internacional oportunista à

porta de nosso país, questionando a capacidade brasileira

em zelar por seus recursos ambientais e, consequentemente,

questionando nossa soberania.”

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Os preços de madeira, de

forma geral, manterão

tendência de aumento em

diversos mercados, tanto no

pinus, quanto no eucalipto

Nesse cenário, mesmo que o projeto de lei que trata

do tema e que já teve parecer favorável de duas comissões

do Senado, no final de 2019, venha a ser aprovado,

o efeito causado pelas críticas internacionais dificultará a

sanção pelo presidente Jair Bolsonaro.

CLIMA FAVORÁVEL

O sucesso do setor florestal brasileiro é altamente

relacionado à saúde da economia mundial. Dela depende

boa parte de produção florestal nacional, assim como o

apetite estrangeiro para vir ao país fazer negócios.

O ano de 2019 foi marcado pelo temor global aos

potenciais impactos aos negócios causados pelo conflito

comercial entre EUA (Estados Unidos da América) e China,

além de conflitos políticos em diversos países globalmente

importantes.

Porém, a perspectiva de recessão econômica global,

gerada também pelo coronavírus, diminuiu bastante

nos últimos meses. A sinalização de um possível acordo

comercial entre os dois principais players da economia

global e mudanças em políticas fiscais e monetárias de

Outubro 2020

57


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ESPÉCIE

CEDRO-

BRANCO:

beleza e leveza

Madeira é usada na

construção civil leve e

principalmente na decoração

Foto: divulgação

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Outubro 2020 61


ESPÉCIE

M

uito usada na decoração, móveis, embalagens

e em obras estruturais leve

externa e interna, a cedrarana (Cedrelinga

cateniformis – Ducke) tem muita

encontrada no Mato Grosso, Amazonas,

Pará e Rondônia. Popularmente também é chamada de

cedro-branco, cedroarana, cedromara, cedrorama e taperibá-açu.

A espécie pode substituir madeiras para construção

civil leve externa e interna, estrutural, decorativa e de

utilidade geral, tais como cedro, freijó, jacareúba, louro-

-vermelho, marupá, quaruba, tauari. O “Catálogo de Madeiras

Brasileiras para a Construção Civil”, produzido pelo

IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) do Estado de

São Paulo, traz as principais informações técnicas sobre a

madeira da espécie.

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Características sensoriais: cerne e alburno indistintos

pela cor, bege-rosado; cheiro perceptível, desagradável

quando a madeira está úmida e imperceptível depois da

madeira seca; gosto indistinto; densidade baixa; grã ondulada;

textura grossa.

DESCRIÇÃO ANATÔMICA MACROSCÓPICA

• Parênquima axial: visível apenas sob lente, paratraqueal

vasicêntrico e aliforme losangular de expansões

curtas

• Raios: visíveis apenas sob lente no topo e na face

tangencial, onde se observa a olho nu um ondulado, lembrando

estratificação, finos

• Vasos: visíveis a olho nu, grandes; poucos, com disposição

difusa; solitários e múltiplos; vazios • Camadas

de crescimento: indistintas (fonte: iPt, 1983)

DURABILIDADE/TRATAMENTO

Durabilidade natural: a madeira de cedrorana apresenta

durabilidade moderada ao ataque de fungos apodrecedores

e cupins (inPa, 1991). Estudo realizado verificou

que a durabilidade desta madeira é inferior a 12 anos

de serviço em contato com o solo (sudam/iPt, 1981).

Tratabilidade: cerne e alburno difíceis de tratar com

produtos preservativos hidrossolúveis, mesmo em tratamento

sob pressão (Ibama, 1997a).

CARACTERÍSTICAS DE PROCESSAMENTO

Trabalhabilidade: A madeira de cedrorana é fácil de

aplainar, serrar, pregar e parafusar. Recebe bom acabamento

(inPa, 1991).

Secagem: Com empilhamento bem feito e realizado

em local coberto, a secagem é boa e ocasiona poucos

defeitos de rachaduras ou empenamentos. A secagem

artificial precisa de atenção e deve ser bem controlada

(Jankowsky, 1990).

PROPRIEDADES FÍSICAS

Densidade de massa Aparente a 12% de umidade:

520 kg/m3 / Básica: 440 kg/m Contração Radial: 4,8% /

Tangencial: 7,9% / Volumétrica: 11,8%

Para comparar esses valores de contração (CCOPANT)

com aqueles obtidos pela Norma ABNT (cabnt) é necessário

transformá-los usando a equação: cabnt = ccoPant /

(1 - ccoPant / 100).

PROPRIEDADES MECÂNICAS

Flexão • Resistência: Madeira verde: 70,8 MPa (722

kgf/cm2) - Madeira a 12% de umidade: 77,8 MPa (793

kgf/cm2)

• Módulo de elasticidade - Madeira verde: 12258

MPa (125000 kgf/cm2)

• Módulo de elasticidade - Madeira a 12%: 12847

MPa (131000 kgf/cm2) Compressão paralela às fibras

• Resistência - Madeira verde: 40,6 MPa (414 kgf/

cm2) - Madeira a 12% de umidade: 46,6 MPa (475 kgf/

cm2) Compressão perpendicular às fibras

• Resistência - Madeira verde: 3,2 MPa (33 kgf/cm2) -

Madeira a 12% de umidade: 3,6 MPa (37 kgf/cm2)

OUTRAS PROPRIEDADES

• Cisalhamento - Madeira verde: 6,7 MPa (68 kgf/

cm2)

• Cisalhamento - Madeira a 12%: 7,2 MPa (73 kgf/

cm2)

• Dureza Janka paralela - Madeira verde: 3932 N (401

kgf)

• Dureza Janka paralela - Madeira a 12%: 3962 N (404

kgf) • Dureza Janka transversal - Madeira verde: 3570 N

(364 kgf)

• Dureza Janka transversal - Madeira a 12%: 3785 N

(386 kgf)

Muito usada na

decoração, móveis,

embalagens e em obras

estruturais leve externa e

interna

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Outubro 2020 63


OUTUBRO ROSA

64 www.referenciaflorestal.com.br


TRANSPORTE

CONSCIENTE

Empresa de fueiros florestais

e transportadora de madeira

se unem e lançam campanha

para a conscientização do

Outubro Rosa nas estradas

Fotos: Fabio Prandini

Outubro 2020

65


OUTUBRO ROSA

S

urgida nos EUA (Estados Unidos da América), no

meio da década de 1990, a campanha do Outubro

Rosa tomou o mundo e hoje é sinônimo de

combate ao câncer de mama e de colo de útero.

O intuito de seus criadores, da Fundação Susan G.

Komen for the Cure, é conscientizar a sociedade e prevenir o

diagnóstico tardio da doença. Estudos apontam que 95% dos

casos identificados precocemente têm a cura garantida após o

tratamento.

Cientes da importância deste movimento, a EMEX Brasil,

que vende soluções para segurança de carga, juntamente com

a Pastori Transportes, referência no carregamento de madeira,

lançaram a sua campanha Outubro Rosa com a pintura dos

fueiros florestais ExTe nos caminhões da Pastori, que rodarão

no interior do Estado de São Paulo.

Idealizadora da iniciativa, a gerente de marketing da EMEX

Brasil, Paula Machado, salientou a importância do movimento

em meio a um setor predominantemente masculino. “Nosso

objetivo é colocar em nosso produto a semente da conscientização

e relembrar a importância do autoexame. Quem estiver

na estrada e avistar os caminhões da Pastori, com os fueiros

rosa da ExTe, relembrará da importância da prevenção”, salientou

Paula, em entrevista durante o evento de lançamento do

caminhão rosa, na cidade de Santa Maria da Serra, no interior

de São Paulo.

Sócia da Pastori, a empresária Tamiris Pastori, agradeceu o

convite da EMEX Brasil e destacou que o setor florestal tem um

importante papel social, já que as florestas plantadas geram

inúmeras riquezas para as populações de diversas regiões brasileiras.

“Achei linda a iniciativa da EMEX Brasil e aceitamos prontamente.

O Outubro Rosa tem uma importância fundamental

para a saúde das mulheres, pois serve para encorajar milhões

de mulheres a realizar o teste. Trazer essa iniciativa para um

setor como o de transporte florestal, majoritariamente masculino,

também dá uma visibilidade para que os homens conversem

sobre o assunto com suas esposas e mães”, acredita

Tamiris.

Além da pintura dos caminhões e dos fueiros, que transportam

as toras de madeira para importantes fornecedores

dos setores madeireiros e de papel e celulose, as funcionárias

da Pastori também ‘vestiram rosa’ para a inauguração da campanha.

Gestora financeira da Pastori, Renata Pastori Urbano,

destacou que o incentivo visual dos veículos rosa fará com que

muitas pessoas reavaliem sua saúde e revelou que possui um

caso da doença na família.

“Na correria do dia a dia, muitas vezes não nos cuidamos

da forma que deveríamos. A campanha vem para nos alertar a

cuidarmos de nós mesmas. É importante o autoexame e o de

Foto: Marcos Mancinni

66 www.referenciaflorestal.com.br

Foto: Marcos Mancinni


MERCADO

Setor florestal atinge

US$ 4,2 bilhões em

exportações no primeiro

SEMESTRE

DE 2020

Destaque do setor foi a produção de

celulose, que mesmo durante um

período de pandemia, cresceu 5,1%

Fotos: divulgação

68 www.referenciaflorestal.com.br


Outubro 2020 69


MERCADO

O

Boletim Cenários IBÁ, produzido pela IBÁ

(Indústria Brasileira de Árvores), apontou

que, no primeiro semestre de 2020, os

produtos da indústria de base florestal

chegaram a US$ 4,2 bilhões em comercialização

com outros países. As vendas para o mercado

externo de celulose totalizaram US$ 3,1 bilhões, enquanto

de papel somaram US$ 950 milhões e painéis de madeira,

US$ 124 milhões.

O saldo da balança comercial do setor atingiu US$ 3,8

bilhões (-25,1%). No período, o segmento representou

8,2% das exportações do agronegócio nacional e 4,1% do

total do comércio exterior brasileiro.

Nos primeiros seis meses do ano, a China seguiu como

principal mercado da celulose nacional, adquirindo US$

1,4 bilhão do produto. A América Latina, por sua vez, é o

destino com maior negociação para painéis de madeira

(US$ 60 milhões) e papel (US$ 529 milhões).

Um dos destaques no semestre foi a produção de

celulose, que mesmo durante um período de pandemia,

aumentou sua produção em 5,1% entre janeiro e junho de

2020, quando comparado com o mesmo período do ano

anterior.

O crescimento de pedidos

via delivery e compras

por e-commerce trouxe

luz à essencialidade das

embalagens de papel

para transporte seguro

de alimentos, remédios e

demais produtos

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DISTRIBUIÇÃO DIAMÉTRICA DE

FRAGMENTOS DE FLORESTAS

NATIVA E PLANTADA

NA AMAZÔNIA SUL

OCIDENTAL

Fotos: divulgação

JOÃO PAULO DA CUNHA LIMA

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA NATUREZA, UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE

JOÃO RICARDO AVELINO LEÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE

72 www.referenciaflorestal.com.br


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PESQUISA

ORESUMO

Brasil é um país com grande vocação florestal,

apresentando em torno de 6,8 milhões

de ha (hectares) de florestas plantadas e

385 milhões de ha de florestas nativas. A

estrutura diamétrica de uma floresta, sob o

ponto de vista da produção, permite caracterizar e indicar

o estoque de madeira disponível anteriormente a uma

exploração, além de fornecer informações que auxiliem

na tomada de decisões sobre a necessidade de reposição

florestal.

O objetivo do estudo é analisar o padrão de distribuição

por classe diamétrica pelos métodos empírico e estatístico,

bem como a dinâmica de crescimento de dois fragmentos

florestais distintos (nativo e plantado) situados em

Rio Branco (AC). Na floresta plantada de seringueira, foram

realizadas medições a 100% da circunferência e do diâmetro

das árvores, sendo os dados agrupados em classes

tanto pelo método estatístico como empírico. Na floresta

nativa, as árvores de diferentes espécies foram medidas

em dez parcelas com área de 500 m2 (metros quadrados)

- 10 × 50m (metros) -. A partir da obtenção dos diâmetros,

os dados foram agrupados em classes tanto pelo método

estatístico como pelo empírico. Houve maior concentração

de indivíduos nas classes centrais da distribuição, fator

esse muito comum em florestas plantadas.

As florestas plantadas apresentam uma disposição

gráfica que se aproxima de uma curva normal, o que é

característico desse tipo florestal. As florestas nativas,

geralmente, caracterizam-se por apresentar distribuição

diamétrica decrescente, em forma de ‘J-invertido’, ou seja,

maior quantidade de indivíduos nas classes de tamanhos

menores, sendo que isso vai diminuindo com o aumento

das classes.

INTRODUÇÃO

A demanda por produtos madeireiros e não madeireiros

oriundos de áreas manejadas tem aumentado consideravelmente

na região Amazônica. Diante disso, muitas

pesquisas têm sido realizadas visando a conhecer técnicas

ou alternativas que possam assegurar a sustentabilidade

desses recursos em florestas tropicais, em regime de

rendimento sustentado. A falta de informações acerca do

crescimento florestal e do comportamento da estrutura

diamétrica no tempo tem sido um fator limitante para o

manejador florestal (Sanquetta et al., 1996, 1999).

O Brasil possui em torno de 6,8 milhões de ha de florestas

plantadas e 385 milhões de ha de florestas nativas.

Nas florestas nativas, além de toda a complexidade de sua

composição, com um grande número de espécies com as

mais diferentes características silviculturais, ecológicas

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AGENDA

AGENDA2020/2021

Florestas UAI – Encontro da Indústria

Florestal de Minas Gerais

04 e 05

Belo Horizonte (MG)

http://engenhariaflorestal.jatai.ufg.br/

eventos

NOVEMBRO

2020

NOVEMBRO

2020

MAR

2021

XVII EBRAMEM (ENCONTRO

BRASILEIRO EM MADEIRAS E

EM ESTRUTURAS DE MADEIRA)

Voltado para a comunidade de pesquisadores, estudantes,

profissionais e empresários, o objetivo é discutir as

principais necessidades do setor e os avanços da área

da madeira no Brasil e no mundo. Além disso, espera-se

que o intercâmbio de conhecimentos frutifique, trazendo

novas parcerias entre grupos de pesquisas, profissionais e

empresários.

Imagem: reprodução

Feria Forestal Argentina

19 a 22

Posadas (Argentina)

www.feriaforestal.com.ar/

Imagem: reprodução

XVII Ebramem

8 a 10

Florianópolis (SC)

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MARÇO

2021

MAR

2021

LIGNUM BRASIL

O Brasil traz em sua história um forte vínculo com

a produção e transformação da madeira. De um processo

de exploração rudimentar, o setor evoluiu, e hoje, é líder

mundial na produtividade de florestas plantadas, adotando

alta tecnologia nas práticas de produção e colheita

florestal. Como consequência, diversas atividades de

processamento e uso da madeira evoluíram também, em

especial a madeira serrada, os compensados e os painéis

reconstituídos de pinus e eucalipto. Foi da percepção

desta realidade que a Feira Lignum Brasil nasceu. A

Lignum Brasil é realizada a cada dois anos, seguindo a

tendência dos lançamentos do mercado.

80 www.referenciaflorestal.com.br


Disco de corte para Feller

AGENDA2020/2021

• Discos de corte com encaixe para

utilização de até 18 ferramentas

• Diâmetro externo e encaixe central

de acordo com o padrão da máquina

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2021

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ferramentas de 4 lados

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Curitiba (PR)

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Outubro 2020

81


ESPAÇO ABERTO

Foto: divulgação

As novas tecnologias

colocam colaboradores e

empresas como aliados ou

ADVERSÁRIOS?

Por Hjalmar Fugmann,

Líder da Voith Paper

América do Sul

Historicamente, a introdução de

novas tecnologias traz o temor

de extinção da atividade e de

eliminação de postos de trabalho

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R

efletir a respeito da transformação digital e seu

impacto em geral, incluindo os efeitos no ambiente

de trabalho, muito me agrada. Tenho me debruçado

sobre este tema há algum tempo como entusiasta e

testemunha destes momentos extraordinários que

estamos vivendo. Este é um assunto bastante atual e carrega certa

polêmica, talvez ainda rodeado de tabus.

Historicamente, a introdução de novas tecnologias traz o

temor de extinção da atividade, por parte da empresa, e de eliminação

de postos de trabalho ou mão de obra, pelos colaboradores,

desde a mecanização de indústrias, a invenção de motores

a combustão, até exemplos mais recentes, como a aparição de

soluções de ride-sharing ou home-sharing, como é o caso do Uber

e da AirBnB. Neste exato momento, estamos aprendendo que

é possível colaborar sem necessariamente pegar um avião para

outro país ou estar fisicamente com os colegas – e as implicações

disso são enormes.

Cientes de que podemos e devemos aprender com o passado,

mas não o considerar garantia de futuro, vemos que a introdução

das tecnologias remodelou, de fato, a formatação de empregos e

a relação entre colaborador, tecnologia e empresa. Por outro lado,

após cada onda de avanço tecnológico, encontramos maneiras de

assimilar as mudanças, aprender com elas e modificar nosso comportamento.

Num ambiente onde as transformações são cada vez

mais frequentes e profundas, nossa capacidade de nos adaptar rapidamente

é e será cada vez mais exigida e fundamental. O profissional

do futuro é aquele que consegue compreender a expansão

que houve nos limites de sua atuação, e mesclar sua formação

técnica com as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias

sendo lançadas no mercado, incluindo os sistemas de informação.

De forma semelhante, as empresas do futuro são aquelas que

reconhecem nas pessoas sua principal fonte de diferenciação e

prosperidade, e que geram um ambiente favorável a esse modelo

de profissional, instigando a colaboração, a criatividade e a autonomia,

além da minimização do medo de falhar.

Com a transformação promovida pelas ferramentas digitais,

estimamos que no futuro a confiabilidade da operação será 80%

determinada por sistemas e 20% pela força de trabalho; todas

as informações de operação e manutenção serão armazenadas e

poderão ser acessadas; a gestão da produção poderá ser feita remotamente;

e a transmissão de conhecimento passará a ser uniforme.

Observando esse cenário, fica cada vez mais evidente que

devemos investir em pessoas para obter os desejados resultados

da Indústria 4.0. Webinars e ferramentas online de conhecimento

já não são novidades e devem ser cada vez mais explorados. Além

disso, também podemos criar desafios internos nas empresas,

premiando ideias criativas e aplicáveis para questões reais e,

ainda, programas estruturados de imersão dos colaboradores nas

novas tecnologias.

Conclui-se, por fim, que empresa e colaborador não são antagonistas

neste ambiente e sim aliados, organismos que precisam

viver em simbiose se desejam prosperar na era da digitalização

– ambos mutuamente desafiados a responder a um ambiente de

mudanças constantes.


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