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Revista Betão

Titulada pela APEB (Associação Portuguesa das Empresas de Betão pronto) e editada pela Companhia das Cores, a Revista Betão desde o seu primeiro número que se afirmou como um natural e relevante projecto de promoção do sector do betão pronto. Com uma periodicidade semestral e uma linha editorial única e de maior qualidade técnica, a BETÃO dirige-se a projectistas, Engenheiros, Arquitectos, produtores de Betão, Técnicos das Câmaras Municipais, Pre-fabricantes, Produtores de materiais (argamassas, cimentos, etc), Universidades, Escolas Superiores de Engenharia, Associações Congéneres e Associações Internacionais (FIHP, ERMCO, entre outras) assegurando uma distribuição com cobertura nacional, incluindo Açores e Madeira.

Titulada pela APEB (Associação Portuguesa das Empresas de Betão pronto) e editada pela Companhia das Cores, a Revista Betão desde o seu primeiro número que se afirmou como um natural e relevante projecto de promoção do sector do betão pronto. Com uma periodicidade semestral e uma linha editorial única e de maior qualidade técnica, a BETÃO dirige-se a projectistas, Engenheiros, Arquitectos, produtores de Betão, Técnicos das Câmaras Municipais, Pre-fabricantes, Produtores de materiais (argamassas, cimentos, etc), Universidades, Escolas Superiores de Engenharia, Associações Congéneres e Associações Internacionais (FIHP, ERMCO, entre outras) assegurando uma distribuição com cobertura nacional, incluindo Açores e Madeira.

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Nº50

Jun. 2024

Entrevista: Bettencourt Ribeiro, Diretor do Departamento de Materiais do LNEC

Notícia: APEB abre Laboratório de Ensaios no Algarve

Técnica: Revisão da EN 12390-4 para máquinas de ensaio à compressão

Obras: Edifício Phoenix (Lisboa) | Edifício Miramar Tower (Porto)

Chaminé em betão branco, Hospital Central do Alentejo




O PRIMEIRO BETÃO

NEUTRO EM CARBONO

DE PORTUGAL

O lançamento do primeiro betão neutro em carbono

de Portugal – O BETÃO VERDI ZERO – é um grande

passo na construção de um futuro mais verde, com

infraestruturas e edifícios mais duradouros e com menor

impacto no meio ambiente.

Teve como base uma inovação SECIL ao nível do desenvolvimento

de produto, complementando medidas internas de

eficiência e de utilização de energia renovável, garantindo, logo

desde o início, uma importante redução de emissões de CO₂.

Este lançamento foi mais um passo importante no caminho da

Descarbonização no Grupo SECIL, com o objetivo de alcançarmos a

neutralidade carbónica em 2050, em sintonia com os compromissos

assumidos para reduzir as emissões de CO₂ da nossa atividade.

CERTIFICADO COMO

PRODUTO CarbonNeutral®

UTILIZAÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS

QUE PROMOVEM A ECONOMIA CIRCULAR

FACILITA A OBTENÇÃO DOS CERTIFICADOS

AMBIENTAIS LEED E BREEAM

secil.pt

O BETÃO VERDI ZERO é certificado como um produto CarbonNeutral®,

sendo a neutralidade de carbono alcançada através da compensação das

emissões remanescentes, nomeadamente em projetos de florestação, energia

eólica e solar, garantindo que, por cada tonelada de C0₂ emitida pelo BETÃO

VERDI ZERO, exista uma tonelada a menos na atmosfera.


Editorial

A Importância do Controlo da Qualidade

do Betão na Construção

Caros leitores,

Jorge Reis

Diretor Geral

Numa indústria onde a segurança, a durabilidade e a eficiência

são fundamentais, o controlo da qualidade do betão aplicado

em obra emerge como um pilar essencial para garantir a integridade

das estruturas e a excelência dos resultados finais. Em

Portugal, onde a construção em betão desempenha um papel

significativo na economia e na vida quotidiana das pessoas, a

qualidade do betão assume uma importância ainda maior, afetando

não apenas a segurança dos edifícios, mas também o

bem-estar e a confiança da sociedade como um todo.

O betão é o material mais utilizado na construção civil e, portanto,

a sua qualidade é crucial para assegurar a solidez e a estabilidade

das estruturas. Desde edifícios residenciais até infraestruturas

complexas, como pontes e túneis, o betão é o alicerce

sobre o qual o nosso ambiente construído é erguido. Por isso,

qualquer comprometimento na sua qualidade pode resultar em

consequências graves, colocando em risco vidas humanas e causando

danos materiais significativos.

O controlo da qualidade do betão não se limita apenas à sua

resistência mecânica, mas abrange uma série de características,

incluindo composição química, consistência, durabilidade

e capacidade de suportar cargas e condições ambientais adversas.

É essencial que este controlo seja realizado em todas as

fases do processo, desde a produção até à aplicação em obra,

garantindo que o betão atenda aos padrões e especificações

técnicas exigidos.

Além de garantir a segurança das estruturas, o controlo de qualidade

do betão também contribui para a eficiência e sustentabilidade

da construção. Betão que garanta o tempo de vida

útil especificado pelo projetista resulta em estruturas mais duradouras

e menos propensas a necessitar de reparações ou substituições

prematuras, o que se traduz em economia de recursos

e redução da pegada ecológica. Além disso, ao garantir a conformidade

com normas ambientais e de eficiência energética,

o controlo da qualidade do betão ajuda a minimizar o impacto

ambiental da construção.

Em suma, o controlo da qualidade do betão é uma prática

essencial que não pode ser negligenciada na indústria da construção.

Contudo, Portugal está ainda longe de ter um controlo

da qualidade do betão generalizado e eficiente, mas a APEB

está e estará sempre na linha da frente para que este objetivo

seja uma realidade.

junho 2024 05


ADJUVANTES INOVADORES E FEITOS À MEDIDA, QUE PERMITEM UMA

MAIOR SUBSITUIÇÃO DE CLINQUER E REDUÇÃO DE CO 2

A CHRYSO desenvolveu EnviroMix ® C-Clay, uma nova solução do portfolio EnviroMix ® dedicado a permitir

redução de CO 2 no betão, para o uso de cimentos baseados em Argilas Calcinadas

A nossa equipa de R&D investiu um esforço significativo na caracterização de numerosas argilas calcinadas de todo

o mundo, com metodologias patenteadas, para determinar a formulação EnviroMix ® C-Clay para cada configuração

potencial.

Os nossos especialistas desenvolveram uma gama de produtos que ultrapassam as dificuldades de performance no

betão com Argilas Calcinadas:

Maior demanda de água

Trabalhabilidade inicial ou tempo em fresco do betão

Resitência a baixas e altas idades

Reologia do betão

CHRYSO ADJUVANTES PORTUGAL, LDA

Rua do Cheinho 120 • 4435-654 Baguim do Monte • Portugal• www.chryso.pt • Tel.:+351 225 379 171


Sumário

Fotografia de capa: Edifício Phoenix, Mota-Engil Engenharia e Construção SA

Nº50

jun. 2024

08 Notícias

› Estatística Setorial Betão Pronto 2023

› APEB abre Laboratório de Ensaio de Betões no Algarve

› Evento Dia do Betão passa a bienal

12 Entrevista

António Bettencourt Ribeiro – Diretor do Departamento

de Materiais do LNEC

20 Vida Associativa

› Edilages, SA

› Entrevista João André

› Novo director Departamento Técnico da APEB

28 Obra

Edifício Phoenix

44 Obra

Edifício Miramar Tower no Porto

48 Técnica

Revisão da EN 12390-4 para máquinas de ensaio

à compressão

52 Obra

Chaminé em betão branco do Hospital Central do Alentejo

54 Ambiente e Sustentabilidade

BETÃO ECO 3R

70 Acervo Normativo Nacional

Sobre Betão e os seus Constituintes

38 Técnica

Aditivos químicos para a descarbonização do betão e do

cimento

Associados da APEB: ABB, Alves Ribeiro, Betão Liz, Betopar, Brivel, Concretope, Edilages, Ibera, Lenobetão, Marques Britas, Mota-Engil, Pragosa Betão, Restradas,

Secil Betão, SPintos, Sonangil Betão, Tconcrete, Tecnovia e Valgroubetão.

Membros Aderentes da APEB: Chryso Portugal, Gebomsa, Mapei, Master Builders Solutions, MC-Bauchemie e Sika Portugal.

Propriedade APEB – Associação Portuguesa das Empresas de Betão Pronto – Rua Vieira da Silva, nº 2, 2650-063 Amadora • T. 217 741 925 • geral@apeb.pt • apeb.pt

Diretor Luís Goucha | Coordenação Editorial Jorge Reis | Publicidade Ana Diniz geral@apeb.pt

Design e Paginação Companhia das Cores – Design e Comunicação Empresarial, Lda. – Campo Grande, 183, 2.º Andar – 1700-090 Lisboa

T. 213 825 610 • marketing@companhiadascores.pt • companhiadascores.pt

Os artigos assinados são da responsabilidade dos seus autores.

dezembro 2022 05


Notícias

Estatística Setorial Betão Pronto 2023

Os resultados preliminares da Estatística Setorial do

Betão Pronto em Portugal referentes a 2023, fornecem

uma visão importante sobre esta indústria e são

uma base sólida para análises e decisões futuras. Estes

resultados já foram compilados, aguardando-se agora

o relatório anual da ERMCO – European Ready Mixed

Concrete Organization, para que se possa realizar uma

análise comparativa entre os dados de Portugal e os

dados da Europa.

Durante o ano de 2023, a indústria do Betão Pronto

em Portugal alcançou uma produção de 7,3 milhões

de metros cúbicos de betão, valor este que revela um

crescimento relativamente a 2022 de cerca de 10%. Esta

estimativa baseou-se nos resultados obtidos através das

informações fornecidas pelos associados da APEB, o

mostrou-nos que a produção per capita em Portugal foi

de 0,7 metros cúbicos por habitante. A faturação estimada

do setor do betão pronto terá atingido cerca de

770 milhões de euros.

As classes de resistência mais produzidas foram a C25/30

e a C30/37, e as classes de abaixamento mais produzidas

foram as S2 e S3. A percentagem de betão bombeado

situou-se em torno de 52% do total produzido.

No que respeita à distribuição da utilização do betão

pronto, aproximadamente 65% destinaram-se à construção

de edifícios residenciais e não residenciais; 17%

foram produzidos para pavimentos, enquanto 13% foram

empregues em infraestruturas como pontes, barragens,

túneis e ferrovias.

O número de trabalhadores diretos e indiretos na indústria

do Betão Pronto ascendeu a cerca de 2.500, distribuídos

por 230 centros de produção. O setor operou com

uma frota composta por 1.300 camiões autobetoneira e

320 camiões autobomba (bomba lança betão).

A elaboração e a análise destas análises estatísticas é

essencial para que as empresas do setor de Betão Pronto

em Portugal se possam manter competitivas, adaptar-se

às mudanças do mercado e garantir o seu crescimento

sustentável a longo prazo.

Produção de Betão Pronto em Portugal (milhões de m 3 )

14

12

10

8

6

4

2

0

1992

1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

2022

2023

08


APEB abre Laboratório

de Ensaio de Betões

em Estói, Algarve

É com enorme satisfação que a APEB anuncia a abertura

do Laboratório de Ensaio de Betões no Algarve, situado

em Estói (Faro). Este laboratório começará a operar em

pleno a partir do próximo mês de agosto, representando

um investimento significativo que reforça o compromisso

contínuo em fornecer serviços de excelência a todos os

associados e clientes.

O novo laboratório estará equipado para realizar ensaios

de provetes de betão à compressão axial, garantindo

um controlo de qualidade mais eficiente e preciso. Estes

ensaios são fundamentais para garantir a qualidade do

betão utilizado nas construções, em conformidade com

as normas e o Decreto-Lei 90/2021.

A sua localização em Estói permitirá uma resposta mais

rápida às necessidades dos Associados e clientes na

região do Algarve, reduzindo significativamente distâncias

e melhorando a comunicação e o atendimento com

o mercado sul do país.

O laboratório funcionará todos os dias úteis, entre as

9:00h e as 17:30h, assegurando um serviço contínuo.

“Estamos entusiasmados com esta nova fase e confiantes

de que o novo laboratório da APEB trará benefícios

significativos para todos os nossos associados e clientes”,

afirma Jorge Reis, Diretor Geral da APEB.

dezembro 2023

09


Notícias

Evento Dia do Betão passa a bienal

O Dia do Betão, um evento que se traduz num enorme

sucesso a cada edição, passará a ser bienal.

A nova periodicidade permitirá um planeamento mais

estratégico e o desenvolvimento de um programa e conteúdos

com maior diversidade e relevância, possibilitando

assim abordar de forma mais abrangente os temas

estruturais e emergentes para o setor, e com isso, garantir

apresentações e debates com maior impacto. A previsão

é também que este intervalo de dois anos resulte

numa maior adesão e envolvimento dos profissionais do

setor, sejam empresas, académicos, especialistas e autoridades

reguladoras.

Esta alteração de periodicidade do Dia do Betão vem

acompanhada de um formato ampliado, passando a ter

a duração de um dia inteiro na perspetiva de proporcionar

mais tempo para networking, potenciando oportunidades

para a troca de experiências e para o estabelecimento

de parcerias.

A decisão de tornar o evento bienal e de ampliar a sua

duração reflete o compromisso da APEB em continuar a

promover a excelência na indústria do betão, proporcionando

um ambiente propício para a inovação e para o

crescimento sustentado do setor.

10



Entrevista

“Os temas onde o betão

é relevante são tão extensos como

a amplitude da sua aplicação”

António Bettencourt Ribeiro

Diretor do Departamento de Materiais do LNEC

Fotos: ©Pedro Bettencourt/Companhia das Cores

12


Num cenário em que é difícil imaginar uma sociedade sem infraestruturas de betão, a

necessidade de abordar as dimensões da sustentabilidade, qualidade e segurança de

forma estratégica e inovadora, tornou-se mais crucial do que nunca. Temas críticos

que moldam atualmente a industria do betão e que conduziram a entrevista com

António Bettencourt Ribeiro, Diretor do Departamento de Materiais do Laboratório

Nacional de Engenharia Civil – LNEC, na qual destaca a importância de colaboração

entre os vários intervenientes, inovação e regulamentação eficaz para enfrentar os

desafios emergentes e garantir o desenvolvimento sustentável do setor.

Por Companhia das Cores

Concorda que temas como a sustentabilidade,

qualidade e segurança

(neste caso relacionada com a

resistência do betão nas estruturas),

são atualmente os grandes desafios

da indústria do betão pronto?

Tal como para muitas industrias, esses

temas são seguramente tópicos que

a indústria do betão não pode deixar

de ter presentes na sua atividade.

O betão é um material que é produzido

para satisfazer necessidades dos

seres humanos, os quais se contam

atualmente em cerca de 8 mil milhões

em todo o mundo. Na sociedade

atual, só é possível assegurar condições

de vida minimamente dignas

para um tão elevado número de pessoas

através da utilização racional e

organizada dos recursos que existem

no planeta. A importância do betão

para a vivência em sociedade é bem

refletida pelo seu grau de utilização

nas infraestruturas existentes. É difícil

imaginar um planeta sem infraestruturas

de betão, e isso deve-se à

capacidade deste material responder

adequadamente às necessidades

dos seres humanos. Sempre se reconheceu

que a qualidade e a segurança

são temas importantes para o

ser humano, o primeiro porque assegura

em geral melhor desempenho e

eficiência e o segundo porque é inerente

à preservação da vida humana.

Refere, e bem, que a segurança, nas

estruturas, está relacionada com a

resistência à compressão do betão,

uma vez que o valor desta propriedade

é uma medida da coesão do

material que assegura a integridade

da construção. O controlo da resistência

à compressão do betão nas

estruturas assume, por isso, um papel

primordial na segurança e deve ser

efetuado com rigor e de forma sistemática.

A sustentabilidade é um tema

cuja importância cresceu nas últimas

décadas, porque se tornou mais evidente

que os recursos naturais são

finitos e que a sua utilização desregrada

pode ser incompatível com a

sobrevivência da espécie humana.

Em que é que se consubstancia cada

um destes desafios e, por consequência,

que medidas considera poderem

ser implementadas para que os vários

intervenientes contribuam para responder

a esses desafios?

Cada um desses desafios assume

aspetos particulares na indústria

de betão. Começando pela sustentabilidade,

é inegável a preocupação

atual de controlo da emissão

de CO2 associada à atividade

humana, assunto que somos confrontados

diariamente na comunicação

social e que a União Europeia

tomou como prioridade no âmbito

das alterações climáticas. A produção

de betão pode ser vista como

uma das grandes fontes causadores

de emissão de CO2, emissão associada

a vários fatores, mas onde a utilização

de cimento Portland assume

um papel relevante. Efetivamente,

frequentemente vemos publicado

que a indústria de cimento é responsável

por 6 a 8% das emissões globais

de CO2 e grande parte do cimento

é utilizado no fabrico do betão. Uma

das grandes componentes da emissão

do CO2 pela indústria cimenteira

é a relativa à produção do clínquer,

devido também ao combustível utilizado,

mas essencialmente associada

à descarbonatação do carbonato de

cálcio presente na matéria-prima. É

hoje consensual que a redução da

emissão de CO2 pela indústria do

betão passa pela utilização de cimentos

com menor teor de clínquer Portland

e pela maior eficiência do uso

desse clínquer. Isto implica que a

indústria de betão será confrontada,

por um lado, com a necessidade de

utilização de cimentos com características

diferentes e, por outro, com o

facto de ser um elemento da cadeia

envolvida no processo de incremento

do valor da unidade de clínquer consumida.

Qualquer um destes desafios

tem uma componente no âmbito da

sustentabilidade, mas também está

relacionado com a qualidade e com

a segurança, os outros temas aqui

colocados.

junho 2024

13


Entrevista

“A segurança,

que é fundamental

para todos nós,

só é implementada

adequadamente

se os intervenientes

estiverem cientes da

sua importância.”

Abordando então o tema da qualidade,

como se referiu ele é fundamental

quando se pretende aumentar

a eficiência, pelo que se torna

ainda mais relevante no atual contexto.

Não é possível produzir com

eficiência, não só no âmbito das

características intrínsecas do material,

mas também associada aos

fatores económicos, se a produção

estiver desligada do controlo

da qualidade do produto. À qualidade

associa-se obtenção de bom

desempenho e regularidade nesse

bom desempenho. Para estes objetivos

é necessário conhecimento

sobre as matérias envolvidas e verificações

regulares. Nas indústrias

competitivas, em sociedades evoluídas,

o custo adicional associado

à implementação dos requisitos de

qualidade vem largamente justificado

pelo retorno na satisfação do

cliente na durabilidade do edificado,

no prestígio da instituição e no

volume de vendas resultante. Portugal

está no caminho de se aproximar

dos países europeus mais evoluídos,

pelo que se antevê que o incremento

na qualidade dos seus produtos se

continue a desenvolver. Na indústria

do betão, o controlo da qualidade

das matérias-primas, o conhecimento

sobre as suas características e em que

medida elas afetam o desempenho

do betão, a responsabilidade, conhecimento

e experiência de quem está

envolvido nas formulações, e a formação

do pessoal dedicado ao fabrico,

transporte e controlo de qualidade,

são fatores que importa considerar

nas equipas que nas empresas desenvolvem

estas atividades. E as pessoas

são a primeira salvaguarda da segurança,

o outro tema mencionado.

Efetivamente, a segurança, que é fundamental

para todos nós, só é implementada

adequadamente se os intervenientes

estiverem cientes da sua

importância. Em muitas das atividades

humanas, um incremento no nível

de segurança implica um aumento de

custo, pelo que é normalmente necessária

uma ponderação entre o nível de

segurança que pretendemos e aquele

que estamos dispostos a pagar. Nas

infraestruturas de grande importância,

como são muitas das que são feitas

com betão, como edifícios, pontes

ou barragens, a falta de segurança

tem implicações sérias para a própria

vida humana, pelo que o nível de

segurança é objeto de regulação. No

entanto, para a regulação surtir efeito

é necessário que os intervenientes

a conheçam e que estejam mobilizados

para a cumprir. A indústria de

betão está envolvida quer na elaboração

da regulação quer no grau do seu

cumprimento, pelo que tem responsabilidades

importantes nesta matéria.

No âmbito da regulação relativa

às estruturas de betão, importa que

esta seja desenvolvida para que a sua

aplicação permita ter baixa probabilidade

de mau desempenho das estruturas

durante a sua vida útil e muito

baixa probabilidade de colapso nesse

período. Os códigos estruturais em

vigor são feitos com essa intenção, e

neles é exigido ao betão que satisfaça

14


um conjunto de características. Cabe

aos intervenientes na construção assegurar

que o betão aplicado é aquele

que foi considerado no projeto. A

indústria do betão não é responsável

pela aplicação do betão, mas o betão

aplicado só pode cumprir os requisitos

se o betão fornecido ao aplicador tiver

potencial para tal, sendo, portanto, um

ator fundamental no processo. Para

cumprir o seu papel na sociedade, é

importante que a indústria de betão

pronto tenha, na sua prática, um objetivo

de excelência nesta matéria, contribuindo

para evitar que se deixem

implantar no mercado intervenientes

menos escrupulosos num assunto

como este, vital para os seres humanos.

Neste contexto (de atuais exigências),

que atualizações se impõem

ao DL90/2021?

A experiência tem mostrado que a

preparação e a publicação de um

Decreto-Lei como o DL 90/2021 é um

processo demorado e que envolve a

participação de muitos intervenientes.

O DL 90/2021 substituiu o DL

301/2007, constatando-se, portanto,

que entre eles decorreu um período

de 14 anos. A discussão sobre a

necessidade de substituir o DL

301/2007 iniciou-se em 2012, tendo

a sua substituição efetiva decorrido

apenas 9 anos depois. Espera-se que

o processo para a substituição do DL

90/2021 decorra num período muito

menor, mas é importante considerar

que se trata de algo que leva algum

tempo e só deve ser implementado

quando se trata de fazer modificações

com algum impacto.

O DL 90/2021 é relativamente recente

e não terão ainda surgido factos suficientemente

importantes para se considerar

necessário iniciar um processo

de substituição. Para isso contribuem

as disposições no DL 90/2021 que

estabelecem que são aplicáveis erratas,

emendas, revisões, integrações ou

consolidações das normas NP EN 206

e NP EN 13670 editadas pelo IPQ, a

“Além da melhoria dos aspetos relativos à

durabilidade, a incorporação de novos materiais

e novas tecnologias na regulamentação é um

assunto que merece atenção.”

primeira norma relativa à especificação,

produção e controlo do betão e a

segunda norma dedicada à execução

das estruturas de betão. Desta forma,

é possível efetuar algumas alterações

às regras aplicáveis, através dos anexos

nacionais das normas, sem necessidade

de substituir o decreto-lei. Uma

parte importante dos anexos nacionais

é a referência às Especificações

LNEC, as quais adaptam ou complementam

aspetos da norma relevantes

para o nosso país.

No entanto, isso não implica que não

existam já matérias onde se poderiam

encontrar consensos para efetuar alterações

mais profundas que contribuíssem

para melhor ultrapassar os desafios

que se colocam no âmbito das

matérias abrangidas pelo DL 90/2021.

Fazendo um paralelo com o que se

passa no nosso país vizinho, a leitura

do Código Estrutural que entrou

em vigor em Espanha em 2021, pela

publicação do Real Decreto 470/2021,

permite verificar que existem vários

assuntos onde se pode melhorar a

regulação em Portugal, como por

exemplo a condensação num único

documento, apesar de extenso, dos

requisitos associados às estruturas de

betão, que torna mais fácil a leitura da

legislação aplicável, ou aspetos relacionados

com a qualificação do pessoal

envolvido.

Porém, mais do que a legislação

vigente, é importante saber o resultado

da sua aplicação. O desempenho

das nossas estruturas reflete esse

resultado, e, apesar de se poder dizer

que globalmente o cenário é positivo,

também devemos reconhecer que

poderíamos ter feito melhor, perante

os casos de degradação prematura

que vamos conhecendo.

Para além da melhoria dos aspetos

relativos à durabilidade, a incorporação

de novos materiais e novas tecnologias

na regulamentação é um

assunto que merece atenção. Sabe-

-se, porém, que o estabelecimento

de regras implica um conhecimento

consolidado, e que as inovações

só passam a fazer parte da regulamentação

após passarem por uma

fase de comprovação. Nessa fase,

em Portugal usa-se a homologação

como meio de permitir a utilização

de materiais ou métodos para os

junho 2024

15


Entrevista

quais não existe ainda regulamentação

ou normalização, sendo o LNEC

uma instituição que se dedica a essa

atividade. Deste modo, potencia-

-se o desenvolvimento, requisito

nos países avançados, minimizando

os riscos associados à aplicação de

novos conhecimentos.

De que forma podemos enquadrar

aqui o tema da nova geração dos

Eurocódigos e das futuras classes de

resistência à ação ambiental associadas

ao efeito da carbonatação e dos

cloretos, assunto que está a ser considerado

na revisão da NP EN 206?

Julgo que a nova geração dos Eurocódigos

estruturais incorpora de

forma mais adequada as características

do betão, particularmente no

que se refere à durabilidade. Neste

âmbito da durabilidade das estruturas

de betão armado face ao ataque

por carbonatação e por cloretos, a

possibilidade de especificação por

desempenho, atualmente já permitida

em Portugal pela utilização das

Especificações LNEC E 464 e E 465,

assume um papel primordial, relativamente

às anteriores disposições

de natureza prescritiva, muito ligadas

a limites para a razão água/cimento

e para a dosagem de cimento do

betão. A possibilidade de o produtor

de betão definir a sua formulação,

sem restrições de doseamento,

para atingir um desempenho relativamente

a um determinado ataque,

constitui, sem dúvida, um avanço

importante, com implicações no

consumo de cimento, e que vai ao

encontro dos objetivos de sustentabilidade,

durabilidade e segurança

que pretendemos. Na formulação

dos betões, atualmente, a resistência

à compressão é a variável mais

importante do betão endurecido

a considerar. Para além da consistência

do betão fresco, as composições

são normalmente estabelecidas

para atingir uma determinada

resistência à compressão alvo, que

permita satisfazer a classe de resistência

especificada. Com a definição

de classes de resistência à carbonatação

e aos cloretos, será necessário

também efetuar determinações

16


“Será útil que a discussão na indústria de

betão pronto inclua temas relacionados

com o desenvolvimento do produto”

no betão sobre estas propriedades.

A frequência de ensaios e os métodos

de avaliação da conformidade

ainda não estão estabelecidos, pelo

que é prematuro emitir opinião sobre

o impacto que isso terá na indústria

do betão pronto. Parece, porém, que

é um passo no caminho certo para a

consolidação do betão como material

incontornável na construção, que

contribui para a valorização do material

e que reduz o campo de manobra

de intervenientes menos competentes.

As vantagens resultam não

só para a indústria qualificada como

também para os utilizadores, na

medida em que a razão entre o benefício

obtido e o incremento de custo

é seguramente muito elevada.

Na sua opinião, que outros temas

associados ao fabrico e aplicação do

betão pronto deveriam ser objeto

de discussão, nomeadamente aqueles

que possam implicar alterações

significativas para a atividade da

indústria do betão, por exemplo no

âmbito da regulamentação ou da

relação entre intervenientes?

Os temas onde o betão é relevante

são tão extensos como a amplitude

da sua aplicação. Uma análise sobre o

volume de betão aplicado no mundo

e a miríade de aplicações, atuais e

potenciais, torna este material único

e insubstituível em muitas dos seus

atuais usos, sem prejuízo do papel

que outros materiais de construção

assumem no contributo para a sustentabilidade,

na função de todos em

assegurar as infraestruturas necessárias

para a vasta população mundial.

Considerando o betão como

um compósito resultante de um conjunto

de partículas de rocha aglomeradas

por um ligante à base de silicatos

de cálcio hidratados, existem

estudos arqueológicos que evidenciam

a possibilidade de já entre 8000

e 9000 anos antes de Cristo o Homem

ter utilizado esse material de construção.

Porém, a evolução que se assiste

nas últimas décadas não tem paralelo

na história do betão, fruto essencialmente

dos desenvolvimentos na área

dos ligantes e dos adjuvantes, o que

torna este material ainda mais competitivo

e capaz de vencer os novos

desafios que se lhe colocam. A parte

da indústria que não acompanhar

estes desenvolvimentos terá provavelmente

mais dificuldade em se manter

no mercado, tendo em conta também

a maior eficiência esperada com

a utilização de outros materiais que

sejam aperfeiçoados. Neste âmbito,

certamente será útil que a discussão

na indústria de betão pronto inclua

temas relacionados com o desenvolvimento

do produto para melhor resposta

às necessidades da população.

Uma melhor articulação entre a atividade

do projetista, na especificação

do betão, a atividade do empreiteiro,

na encomenda ao produtor de

betão e na aplicação do betão, e a atividade

do produtor de betão, contribuirá

para tirar o melhor partido das

potencialidades do betão e valorizar

o material e as estruturas feitas com

ele, certamente com benefícios para

toda esta indústria. Para este objetivo

poderá ser necessário implementação

de regulação específica

que potencie esta articulação, e atividades

de fiscalização que desmotivem

potenciais aplicações de betões

impróprios, eventualmente a baixo

custo, que não se adequam ao fim a

que se destinam.

junho 2024

17


SOLUÇÕES DE IMPERMEABILIZAÇÃO

Promo

Pedro Sousa

Arnaldo Sousa

ADJUVANTE CRISTALIZANTE

PARA BETÕES IMPERMEÁVEIS

A PERMEABILIDADE CONSISTE NA CAPACIDADE DO BETÃO DE RESISTIR

À PENETRAÇÃO DE ÁGUA E SUBSTÂNCIAS NELA DISSOLVIDAS.

A impermeabilidade é uma das

principais características exigidas

às estruturas de betão. Esta

propriedade não só protege os

elementos da penetração de

água, como também aumenta a

durabilidade da construção. Da

mesma forma, permite o aumento

do seu tempo de vida útil e

respetivo desempenho e reduz

ainda os impactos ambientais

associados à sua manutenção e

possíveis substituições de elementos

com patologias.

A permeabilidade pode ser

definida como “a quantidade de

migração de água na estrutura

de betão” ou mesmo como “a

capacidade do betão de resistir

à penetração de água e substâncias

nela dissolvidas”.

Esta permeabilidade é um tema

de grande importância, pois está

diretamente relacionada à penetração

de agentes agressivos no

betão que, sob certas condições,

podem gerar a degradação rápida

ou progressiva da estrutura.

Assim, quando o betão é permeável,

a água, ar, gases ou outros

agentes agressivos podem

atacar a estrutura e provocar

efeitos negativos como a carbonatação,

eflorescências e/ou corrosão

das armaduras por ataques

de sulfatos, cloretos, etc.

Para medir a permeabilidade,

existem métodos diretos (ensaios

Laboratório de Betões – Mapei Portugal, Cantanhede.

de penetração de água sob pressão e/ou

absorção capilar ou ainda o coeficiente K

da lei de Darcy) e métodos indiretos (por

exemplo, penetração de iões cloreto),

embora estas últimas técnicas não sejam

consideradas tão precisas ao medir a

carga elétrica que atravessa o betão e não

estritamente a sua permeabilidade.

É importante assinalar que o betão é mais

ou menos permeável em função da sua

estrutura porosa (formada por capilares

0,4

0,45

0,5

0,55

0,6

0,7

Tempo de cura recomendado em função da relação

água/cimento no betão.

TEMPO Tempo DE de CURA cu ra

3 dias

7 dias

14 dias

28 dias

180 dias

365 dias


FIGURA 1. Relação entre a porosidade

capilar e a permeabilidade do betão.

e poros com diâmetro superior

a 100 mícron – fenómenos que

ocorrem devido ao ar aprisionado

e/ou ocluído), fissurações

por efeitos de retração, cargas,

degradações por agentes agressivos,

etc.

Portanto, a permeabilidade do

betão dependerá de como está

distribuída a porosidade total e

isso depende de vários fatores:

características da pasta ligante,

compacidade, agregados, etc.

Além disso, tratando-se de

dimensões físicas diferentes, a

permeabilidade e a porosidade

estão correlacionadas (Figura 1)

porque a porosidade é diretamente

proporcional à permeabilidade.

Neste sentido, é também necessário

destacar a importância da

cura do betão para se obter uma

matriz cimentícia com coeficiente

de permeabilidade K de 1x10-11

(Tabela 1).

Para reduzir a permeabilidade

do betão, as estratégias mais

comuns são a redução da relação

água/cimento através do uso de

superplastificantes apropriados, a utilização

de adjuvantes hidrófugos e adjuvantes

que proporcionam a cristalização dos

poros.

Sabendo que o fundamental é tentar

reduzir, na medida do possível, a relação

água/cimento no betão, a adição de

IDROCRETE KR 1000 permite aumentar

ainda mais o seu grau de impermeabilidade.

IDOCRETE KR 1000: adjuvante

cristalizante para betão

impermeável

IDROCRETE KR 1000 é um adjuvante em

pó, à base de componentes hidrofílicos

especiais, que quando adicionado ao

betão fresco reduz a sua permeabilidade

no estado endurecido. Este adjuvante

cristalizante é composto por uma mistura

de componentes ativos que, na presença

de água, transformam os subprodutos da

hidratação do cimento em cristais, reduzindo

a porosidade e a microfissuração do

betão.

Estes cristais crescem nos poros capilares

do betão, reduzindo a sua porosidade e

passando a fazer parte da sua massa.

IDROCRETE KR 1000 também

fornece matéria para a geração

destes cristais. As sementes cristalinas

dão origem à formação

de cristais de carbonato e silicato

que não são solúveis em água.

O crescimento destes cristais

nos poros capilares e nas microfissuras

reduz a porosidade e a

permeabilidade do betão.

Ensaios de laboratório (Figura

2) mostram que a utilização do

IDROCRETE KR 1000 aumenta a

capacidade de resistência do betão

submetido a pressões hidrostáticas

de água, quando comparado

ao betão de referência.

Além disso, a capacidade de

ponte de fissuras do IDROCRETE

KR 1000 permite a cicatrização

de microfissuras até 0,4 mm

de espessura. Por fim, é importante

destacar que IDROCRETE

KR 1000 não afeta a resistência

mecânica do betão, melhorando

inclusivamente o seu aspeto

estético por ser um produto em

pó de finura semelhante ao grão

de cimento.

FIGURA 2. IDROCRETE KR 1000 aumenta a capacidade de resistência do

betão submetido a pressões hidrostáticas de água, quando comparado ao

betão de referência.

Arnaldo Sousa

Especialista da linha de Produto ADM/UTT

a.sousa@mapei.pt

Pedro Sousa

Especialista da linha de Produto ADM/UTT

p.sousa@mapei.pt

Relação água/cimento

Referência

IDROCRETE KR 1000


Vida Associativa

EDILAGES, SA

Há 30 Anos a Construir o Futuro

Construção do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (1952)

Betões e argamassas

A Empresa

A Edilages, fundada em 1990 adotou uma política de

formação contínua dos seus colaboradores, garantindo,

deste modo, a sua aptidão para o desenvolvimento

das suas competências face à constante evolução

dos mercados. O planeamento estratégico é uma

prática de gestão que está na origem do sucesso das

organizações, sendo a vantagem competitiva de um

projeto constituída pela diferença.

Possui uma abordagem centrada no cliente e os projetos

são estruturados de acordo com as necessidades

específicas de cada cliente. Assim, desde a análise

da viabilidade económico-financeira do projeto a

desenvolver, passando pela negociação com as entidades

financiadoras ou investidoras, conceção e a execução

técnica, a construção e reabilitação, o arranque

efetivo do projeto, tudo passa pela equipa de trabalho

com recurso, sempre que necessário, a parcerias estrategicamente

estabelecidas para que todo o processo

reúna os meios necessários para alcançar o sucesso.

A oferta de todos estes serviços, concentrados na

mesma entidade, proporciona sinergias únicas, que

serão utilizadas em benefício dos clientes, traduzindo-

-se, assim, no seu sucesso continuado e na satisfação

contínua dos clientes.

Do seu objeto social, fazem parte essencialmente

cinco ramos de negócio distintos, se bem que complementares.

São eles:

• Construção Civil de raiz e reabilitação;

• Extração, produção e comercialização de derivados

de granito; Produção e comercialização de Betão

Pronto;

• Produção e comercialização de Misturas Betuminosas;

• Metalomecânica e carpintaria;

• Infraestruturas e vias de comunicação;

A excelência dos agregados produzidos pela Edilages,

faz dela uma empresa de referência na qualidade da

20


Centro de Interpretação do Românico

Pavilhão logístico

Massas betuminosas

Betões e argamassas

controlo rigoroso de todos os

seus produtos. As atividades aqui

desenvolvidas são certificadas em

qualidade NP EN ISO 9001 e os

seus produtos possuem a marcação

CE segundo as normas de

produto aplicáveis.

rocha granítica, que permite elevados níveis de qualidade,

para além de uma localização privilegiada ao

mercado regional.

A Edilages está licenciada para a receção e valorização

de resíduos de construção e demolição.

Dispondo de laboratório próprio, a empresa analisa

de forma sistemática e programada toda a gama dos

agregados produzidos, assegurando desta forma um

Efetua a produção das suas massas

betuminosas a quente e a frio

de forma muito criteriosa e exigente oferecendo produtos

de alta qualidade para aplicação em pavimentos

rodoviários, dispondo de 2 centrais descontínuas.

As composições das misturas betuminosas resultam

de estudos de composição, efetuados em laboratório

totalmente equipado com o controlo sistemático da

matéria-prima, assim determinam a qualidade e durabilidade

dos produtos fabricados.

junho 2024

21


Vida Associativa

Extração de agregados

Extração de agregados

A Edilages tem implementado um Sistema do Controlo

da Produção em Fábrica de Misturas Betuminosas, de

acordo com o Regulamento EU nº 305/2011 e segundo

a EN 13108-21, para avaliar a conformidade das diversas

misturas betuminosas produzidas pelas suas Centrais

de Massas, de modo a cumprir com o definido no

Decreto-Lei n.º 130/2013 de 10 de setembro.

A Edilages tem experiência em Betão Pronto há mais

de 25 anos, com três pontos a marcar o reconhecimento

pelos seus clientes ao longo do tempo, sendo

eles, qualidade, capacidade e competitividade. Com

uma política de investimento sustentada tem vindo a

verificar um crescimento contínuo ano após ano, dispondo

de uma frota própria de 38 autobetoneiras e 8

bombas de betão de modo a agilizar o fornecimento

de betão e com 3 centrais de betão no Polo industrial

de Penafiel.

O Controlo de Conformidade dos betões é efetuado

de forma a dar cumprimento ao definido em

Betões e argamassas

NP EN206-1, das Normas Portuguesas e

Especificações do LNEC aplicáveis, possuindo

um laboratório dotado de equipamentos

de vanguarda para dar resposta

a todas as solicitações dos clientes

e efetuar um controlo rigoroso de todo o betão produzido

e fornecido.

Os betões e argamassas representam uma vertente

muito especial nas áreas de negócio desenvolvidas pelo

grupo. Pela constante aferição do produto e meios logísticos

e técnicos envolvidos, esta é, sem dúvida, uma área

que requer um constante desafio por parte de todos.

A central de betão está situada a 800 m dos acessos da

autoestrada A4 (Penafiel Sul), que permite utilizar uma

área de comercialização mais abrangente, sem comprometer

os prazos de entrega.

Existe neste momento a capacidade de produção e

fornecimento de betão fresco, apoiada numa moderna

frota de oito camiões de transporte de betão e de duas

bombas de lançamento.

O laboratório de apoio monitoriza constantemente

todas as etapas do produto, com os seus componentes

devidamente calibrados e aferidos por laboratórios

oficiais.

22


Empresa Multinacional com uma vasta experiência na

Prestação de Serviço de Bombagem de Betão, sediada na

zona de Sintra, prestamos serviço por diversas zonas do Pais.

Temos para lhe oferecer Serviço de Bombagem de Betão com

recurso a Bomba Estática e camião Autobomba.

Temos soluções para todos os tipos de serviço de bombagem

de betão.

Contacte-nos!

Rua das Portelas, Nr. 38

Terrugem

2705-864 Sintra

Teotonio Ferreira

ptp.bombagem@pumpingteam.com

Tel. +351 911 584 932


Vida Associativa

João André

“Ao longo destas décadas,

vi a APEB evoluir e adaptar-se

a mudanças tecnológicas

e de mercado, sinto-me orgulhoso

de ter participado nesse crescimento”

Com um percurso de 32 anos dedicado às áreas do Betão e Materiais Constituintes,

João André despede-se agora da APEB onde assumiu a Direção Técnica. Ao longo de

sua carreira testemunhou e contribuiu para inúmeras transformações no setor, sempre

com um compromisso inabalável com a qualidade e a inovação. Em entrevista à Betão,

destaca com enorme orgulho a sua participação no crescimento sustentável da APEB,

uma “marca” que ajudou a consolidar.

Por Companhia das Cores

24


PERFIL

Natural da zona de Castelo Branco mas

atualmente a viver em Pêra, Almada, João

André licenciou-se em Engenharia Civil no

Instituto Superior Técnico de Lisboa e fez

uma pós-graduação em Gestão Ambiental

e Auditorias Ambientais em Empresas

Industriais no International Society

for Computational Social Science (ISCSS).

Assumiu durante 32 anos a Direção Técnica

da APEB, tendo sido responsável

pelo Sistema de Gestão dos Laboratório

da APEB, pelo Laboratório de Ensaios e

pela área da Formação e Consultadoria.

Que balanço faz dos 32 anos na APEB?

O balanço que faço é extremamente

positivo. São 32 anos de um projeto

coletivo dedicado às áreas do betão

e materiais constituintes onde o

compromisso firme entre os colaboradores

e os parceiros dos Laboratórios

APEB esteve sempre presente.

Procurámos sempre reforçar a qualidade,

o rigor e a isenção de uma atividade

laboratorial e formativa indispensável

para assegurar um nível de

qualidade e segurança desejável

às edificações, pois a qualidade de

uma obra não deve ser avaliada unicamente

através do controlo da qualidade

dos materiais de acabamento

e da sua aplicação.

Ao longo destas décadas, vi a APEB

evoluir e adaptar-se a mudanças tecnológicas

e de mercado, e sinto-me

orgulhoso de ter participado nesse

crescimento. São 32 anos preenchidos

por aprendizagem, realizações

e momentos memoráveis que enriqueceram

tanto a minha vida profissional,

quanto a pessoal. Desenvolvi

muitas competências, enfrentei

desafios que me fortaleceram e estabeleci

relações profissionais valiosas

que levo para a vida.

Dos desafios e sucessos que viveu

neste período, há algum que o

tenha marcado?

Negativamente, em 2012, quando a

variação anual do emprego no setor

da construção registou uma queda

de cerca de 20%. Situação que afetou

todo o setor. Foram tempos difíceis,

mas que o coletivo conseguiu

ultrapassar. Outro aspeto negativo

teve a ver com o encerramento dos

serviços laboratoriais da APEB localizados

no norte.

Os sucessos são muitos, nomeadamente

a participação no congresso

ERMCO 98 realizado em Portugal, a

criação do Laboratório de Metrologia

e a participação no projeto das

novas instalações da APEB. Na nossa

atividade o sucesso nunca pode ser

individual pelo que englobo, acima

de tudo, todos os profissionais que

estão e os que passaram pela APEB.

Do que mais se orgulha no seu percurso

profissional na APEB?

Genericamente, a oportunidade de

crescer e aprender continuamente,

de colaborar com colegas talentosos

e dedicados, e de contribuir para

projetos significativos que fizeram a

diferença na vida de muitas pessoas

e empresas do setor. Além disso, a

“Desenvolvi muitas competências,

enfrentei desafios que

me fortaleceram e estabeleci

relações profissionais valiosas

que levo para a vida.”

cultura de inovação e o ambiente de

apoio sempre foram uma motivação

para mim ao longo destes anos.

Acrescento ainda o enorme orgulho

em ter ajudado muitos dos meus

colegas a desenvolverem novas competências;

de ter participado na criação

do Laboratório de Metrologia

que veio aumentar a gama de serviços

prestados aos nossos Associados

e clientes externos; de ter contribuído

para manter e engrandecer a “marca”

APEB da qual os Laboratórios são

parte integrante, pelo que a sua gestão

implica a implementação de muitas

medidas preventivas de forma a

não “beliscar” a Associação e os seus

Associados.

Em forma de resumo, orgulho-me

acima de tudo da capacidade de ter

contribuído para o crescimento e

sucesso sustentável da APEB.

Enquanto diretor técnico dos Laboratórios

da APEB, quais foram as

mudanças mais marcantes que testemunhou?

Já referi anteriormente a criação do

Laboratório de Metrologia e acrescento

a participação no projeto das

novas instalações da APEB. O Laboratório

de Metrologia veio proporcionar

uma qualidade de serviços idóneos,

competentes e livres de conflitos de

interesses, garantidos pelo seu Chefe

de Laboratório, o Rui Simões. Também

a adaptação ao modelo de gestão

da APEB, por diferentes intervenientes

como Santos Pato, João

Duarte e Jorge Reis, ao longo destes

anos implicou sempre um desafio

à adequação que a mudança de gestão

exige.

junho 2024

25


Vida Associativa

“A cultura de inovação

e o ambiente de apoio

sempre foram uma

motivação para mim ao

longo destes anos.”

Foi também um colaborador assíduo

da Revista Betão com a produção

de artigos técnicos. Quais

foram para si os temas mais relevantes

sobre os quais teve oportunidade

de partilhar com os Associados

e restantes leitores?

Tentei enquadrar sempre a vertente

da formação e do ensino nos vários

artigos publicados ao longo destes

anos. O feedback que sempre fui

tendo dos nossos leitores contribuíam

grandemente para uma melhoria contínua

nos artigos seguintes.

Como preparou a passagem de testemunho?

A passagem de testemunho para o

Eng.º Frederico Rodrigues foi feita

através de uma abordagem estruturada

e cuidadosa para garantir uma

transição suave e eficaz. Numa primeira

fase, a aquisição de competências

para a realização dos ensaios.

Atividade acompanhada de formação

contínua e acompanhamento

diário sobre todas as

áreas adstritas ao funcionamento

do Laboratório

de Ensaios.

Como gostaria de ser recordado

nesta sua passagem pela APEB?

Em termos da APEB, como um técnico

que contribuiu ao longo de 32

anos para consolidar a marca APEB.

Quer em termos de recursos humanos,

quer em termos de sustentabilidade

organizacional.

Para o setor da construção, como um

técnico que contribuiu significativamente

para a inovação e sustentabilidade,

nomeadamente no setor do

betão. Alguém que promoveu práticas

no sentido de melhorar o setor

da construção, e do betão em particular,

complementada com a formação

de técnicos competentes e capazes,

quer a nível nacional quer a nível

internacional.

Quais são seus planos ou aspirações

nesta nova fase da sua vida?

Penso abraçar novos projetos que

me permitam enfrentar novos desafios.

Consubstanciar o meu gosto

O LADO B

DE JOÃO ANDRÉ

Pai de dois filhos, é o neto com 10 anos

que exalta o lado mais emocional de João

André. Porque um homem não vive só de

betão, ao longo da sua vida desenvolveu

alguns hobbies nomeadamente em atividades

desportivas, com um grande enfoque

no voleibol, onde foi praticante e treinador.

A música, outra grande paixão,

também esteve sempre presente e expressou-a

de forma muito singular ao integrar

grupos musicais como baterista. Assume

ainda ter um gosto especial por trabalhos

manuais como a pirogravura, estando o

cinema, a leitura e o teatro também na

sua lista de preferências.

pela formação e consultadoria nesta

área na qual já levo décadas de

experiência. Também planeio dedicar

mais tempo à família e a alguns

hobbies.

Estaria disponível para continuar a

colaborar com a Revista Betão?

A Revista Betão tem sido, ao longo

destes anos, um projeto de que

me orgulho imenso em participar.

A coordenação editorial da Revista

Betão desde a sua génese até

2014, em parceria com o Diretor da

Revista, Santos Pato, veio consolidar

uma nova perspetiva e ensinamento

que trazia da constituição de

um outro projeto desenvolvido no

GDINE (Grupo Desportivo do Instituto

Nacional de Estatística). Nestes

anos da Revista Betão não posso

deixar de referir a excelente contribuição

que a Dr.ª Aurora Gonçalves

da Companhia das Cores tem prestado

a este projeto.

Gostaria de deixar um repto a todos

os técnicos do nosso sector: se

não souberem, perguntem… não

inventem.

26


Vida Associativa

Departamento Técnico da APEB

tem novo director

Frederico Rodrigues acaba de assumir

a Direção do Departamento Técnico da

APEB após um ano enquanto Diretor Técnico

Assistente.

Formado em Engenharia Civil, com especialização

em Construção pelo Instituto

Superior Técnico de Lisboa, a sua experiência

profissional inclui uma passagem

pela Tecnovia – Sociedade de Empreitadas,

S.A, no Departamento Técnico Comercial

e no Departamento de Produção onde

participou em projetos significativos como

o Prolongamento do Quebra-mar Exterior

e Acessibilidades Marítimas do Porto de Leixões.

“É com enorme satisfação que assumo este cargo mas

também com grande sentido de responsabilidade que

esta transição acarreta, nomeadamente na continuidade

da excelência técnica do Departamento Técnico, e pelo

compromisso renovado com a inovação e qualidade que

“É com enorme satisfação que assumo

este cargo mas também com grande

sentido de responsabilidade que esta

transição acarreta, nomeadamente na

continuidade da excelência técnica,

e pelo compromisso renovado com

a inovação e qualidade que sempre

definiram a APEB.”

sempre definiram a APEB”, afirma Frederico Rodrigues.

“Gostaria de agradecer ao engenheiro João André

pelos seus anos de dedicação e damos as boas-vindas

ao engenheiro Frederico Rodrigues nesta nova e

desafiante etapa da sua carreira”, refere Jorge Reis,

Diretor Geral da APEB.

27


Obra

Edifício Phoenix

Por Mota-Engil Engenharia e Construção SA

A MOTA-ENGIL ENGENHARIA e

CONSTRUÇÃO SA tem em curso

a construção do Edifício Phoenix

- Empreitada Geral da Parcela C

da Operação Integrada de Entrecampos

e dos respetivos espaços

públicos envolventes, adjudicada

pela FIDELIDADE PROPERTY

EUROPE, S.A.

Localização e Prazo de

Empreitada

A empreitada em curso contempla

a execução de um Empreendimento

situado num terreno de

geometria trapezoidal, enquadrado

a Sul pela linha férrea de

Sintra/Azambuja/Sul, a Nascente

pelo eixo viário da Avenida Álvaro

Pais, a Norte pela rua Sousa Lopes

e Poente pela rotunda que liga ao

túnel do Rego, com um prazo de

27 meses.

Base Arquitetónica

A base arquitetónica do edifício

consiste na conjugação de dois

módulos diferentes, os três pisos

térreos que são constituídos por

dois edifícios prismáticos “BAR”

e um modulo em formato de

“Donut” do piso um ao sete:

BAR `DONUT´ HYBRID

28


Os Pisos térreos destinam-se à

zona de circulação, comercio e

lobby de entrada, enquanto os

pisos superiores destinam-se

essencialmente a escritórios com

iluminação no interior do edifício.

Os três pisos enterrados destinam-se

à zona de estacionamento

e zonas técnicas.

O presente projeto de arquitetura

é desenvolvido para que nos pisos

térreos exista um espaço livre de

circulação de pessoas, sendo uma

área ampla sem elementos verticais,

consistindo num vão livre de

elementos verticais de 60 metros,

que se desenvolve desde a Avenida

Álvaro Pais a Nordeste até ao

alçado Sudoeste.

Figura 1. Identificação dos Pisos

Azul-Pisos enterrados; Rosa-Pisos Térreos, Laranja-Pisos Superiores e Cobertura

Sustentabilidade

Trata-se de um empreendimento com preocupações

de sustentabilidade, nomeadamente:

• Edifício energeticamente mais eficiente, com certificação

da classe energética de A e NZET e certificação

de LEED e Well Gold;

• Eficiência energética e de gestão de recursos em

infraestruturas e espaços públicos;

• Sistemas de iluminação pública de baixo consumo;

produção de energia renovável a partir de geotermia

e de sistemas localmente instalados de captação

de energia fotovoltaica, nomeadamente na

cobertura;

• Promoção de um grande estacionamento para

300 bicicletas integrada na rede ciclável existente

e provida de instalações de balneários associados;

• Promoção da mobilidade elétrica, com a oferta de

pontos de carregamento de veículos elétricos;

• Para aquecimento e arrefecimento optou-se pela

solução de Geotermia que é usada para explorar

o calor terrestre, onde o fluido geotérmico, usualmente

a água, serve de veículo de transporte do

calor gerado no interior da terra para a superfície.

Permitindo desta forma a redução de gasto

de energia.

junho 2024

29


Obra

Descrição dos pisos

O edifício de nova geração, desenvolve-se em 13

pisos, 7 acima do solo, 3 semienterrados, com áreas

de vazados correspondentes a zonas de triplo pé-

-direito sobre átrios e auditório, e 3 pisos em cave

dedicados a estacionamento mais um piso dedicado

a áreas técnicas, com uma área de construção total

de 68.120m 2 .

Os pisos em cave têm funções de estacionamento,

arrumos e áreas técnicas, assim com as áreas de

acesso funcional das mesmas aos átrios de acesso às

restantes funções do empreendimento.

Os pisos -1 baixo, -1 e 0 têm uma função de articulação

com o espaço público destinado às entradas

e áreas públicas do empreendimento com as diversas

cotas exteriores, com pisos intermédios, pisos de

dupla altura, acomodação de áreas de auditório e de

exposições.

Os pisos superiores, do piso 1 ao 5, dedicados aos

escritórios, são pisos eminentemente de “planta livre”,

infraestruturados a partir dos núcleos verticais distribuídos

em três quadrantes, livres de elementos estruturais

em quase toda a sua periferia até à fachada exterior,

desenvolvendo-se à volta de um grande “vazio”

interior, em forma troco-piramidal invertida, que promove

a luz natural para pisos de dimensão variável.

Os pisos 6 e 7, são os pisos do topo que albergam,

para além das áreas de escritórios num piso executivo

(piso 6) e áreas de salas de reuniões mais formais,

uma grande varanda e pequenos terraços em todo o

redor do perímetro do edifício, com um terraço exterior

voltado a Sul e sobre a vista da cidade com zona

de eventos, bar e áreas de refeições. Toda a periferia

do conjunto é encerrada no piso 7 com um sistema de

cobertura em tudo semelhante ao do sombreamento

da fachada, que se simplifica progressivamente sobre

as áreas técnicas, dando suporte à colocação de painéis

fotovoltaicos e conferindo, de todos os ângulos,

uma imagem consistente ao conjunto.

Figura 2. Alçado Norte

Figura 3. Alçado Sudeste

30


Engenharia – Soluções Estruturais

Nos pisos enterrados foram adotados vãos correntes,

em geral, de 8.4mx8.4m, no entanto, em algumas

zonas os vãos estendem-se até 8.4mx11.2m.

A solução estrutural consiste numa laje fungiforme

de 0.22m de espessura, com capitéis de 0.37m de

espessura e dimensões em planta de 3m x 3m, para

garantir a resistência ao punçoamento da laje e controlar

eficazmente a deformação global da laje. Nos

vãos superiores, adotou-se uma banda maciça com

a mesma espessura dos capitéis de 0.37m a interligar

os pilares e com pré-esforço para controlar eficazmente

a deformação da laje. O pré-esforço é

constituído por monocordões para permitir efetuar

o puxe dos cabos no desnível de 0.15m que existe

entre o capitel e a laje.

Nos pisos térreos, a solução adotada será, em geral,

uma laje com 0.25m de espessura e com bandas ou

capitéis de 0.45m e 0.60m. A localização dos pilares

nos pisos térreos foi pensada para privilegiar

a zona da entrada, que é ao nível da cota +76. A

laje da cobertura do auditório tem cerca de 17m de

vão, sendo maciça com 0.30m de espessura e bandas

pré-esforçadas com 0.60m de espessura. Para as

zonas de cargas e descargas, com vãos semelhantes

ao auditório, mas armadas em ambas as direções,

optou-se por uma solução de laje pré-esforçada aligeirada

com moldes recuperáveis.

Nos pisos elevados 1 a 7 e cobertura as lajes encontram-se

apoiadas em pilares que por vezes suspendem

as cargas até às estruturas de transição na

cobertura e nos núcleos de betão armado.

Os pisos elevados são constituídos por uma laje aligeirada

de betão armado com 0.35m de espessura,

com pré-esforço nos alinhamentos dos pilares para

vãos superiores a 10m. Os aligeiramentos da laje

junho 2024 31


Obra

são do tipo Cobiax e o pré-esforço foi dimensionado

para vencer vãos entre 11m e 13m. O número de

cabos de pré-esforço em cada banda varia consoante

o vão a vencer e as condições de apoio da mesma

(simplesmente apoiada ou com continuidade).

Na periferia das lajes dos pisos elevados é adotada

uma banda invertida com 0.45m de espessura e 2.1m

de largura para resolução das questões relacionadas

com o punçoamento excêntrico. Na fachada Poente

essa banda será pré-esforçada pois existem dois

pilares, nos alinhamentos BB e BE que são interrompidos

ao nível da cota +72 e +80, respetivamente.

As vigas de suspensão estão localizadas na cobertura

numa zona reservada a equipamentos técnicos.

Existem diversas vigas de suspensão, cuja geometria

depende da localização dos pilares a suspender

e do vão a vencer.

Os pilares da estrutura têm, em geral, 0.60m ou

0.90m de diâmetro, em função do nível de carga

a que estão sujeitos. Nos pisos enterrados e consoante

as tensões a que estão sujeitos, efetuaram-se

pilares alongados, mantendo a largura de 0.60m, de

modo a evitar interferência com os lugares de estacionamento

adjacentes. No caso dos núcleos estão

previstas paredes que, em geral, apresentam 0.30m

de espessura. Nas zonas onde assentam as vigas de

suspensão da cobertura, foi necessário adotar paredes

com 0.60m ou 0.90m de espessura, de modo a

garantir a continuidade entre a estrutura das vigas e

os elementos verticais e acomodar o necessário pré-

-esforço vertical.

Resumidamente, tendo em conta a conceção arquitetónica

originou várias soluções estruturais, de

acordo com os vãos entre pilares existentes:

32


Tabela 1- Quadro resumo solução estrutural

Localização

Piso

Vãos máximos

entre pilares

Solução estrutural

PISOS

ENTERRADOS

• Estacionamento

Piso Técnico

Piso -4

Piso -3

Piso -2

8,4 m x 8,4 m

8,4m x 11,5 m

• Lajes fungiformes de betão

armado (esp 0.23m) e Capiteis

(0.37m esp e 3mx3 m em

planta)

• Bandas pré-esforçadas nos

alinhamentos dos pilares

PISOS TÉRREOS

• Lobby

• Circulação

• Zona comercial

Piso -1

Piso -1 baixo

Piso 0

Piso -1

Piso -1 baixo

Piso 0

Estruturas de transição:

• Treliça na fachada em betão

armado e pré-esforçado

• Vigas de suspensão

PISOS

ELEVADOS

• Escritórios

PISO 1

a

PISO 7

Cobertura

8.4m x 13m

Lajes aligeiradas (Cobiax) e

pré-esforçadas

Estruturas de Transição:

• Treliça na fachada em betão

armado e pré-esforçado

• Vigas de suspensão

A base arquitetónica do edifício dá origem a uma

estrutura atípica, tendo como maior desafio de

engenharia na construção de sete pisos de escritórios

que são suspensos sobre um vão máximo de 60

metros com 14 metros de altura.

Apesar da complexidade estrutural, a solução de

engenharia aliou-se de forma harmoniosa com a

própria arquitetura dinâmica do edifício, focando

na conceção de transição de cargas por:

Treliça na fachada, localizada na fachada Nascente,

executada em betão armado de alta resistência

com classe C60/75 e pré-esforçado. O pré-esforço

nos pilares diagonais têm como finalidade reduzir a

deformação global e uniformizar tensões de compressão

nas diversas diagonais.

Figura 4. Treliça na fachada

junho 2024 33


Obra

Vigas de Suspensão, localizada na cobertura, as mesmas

garantem um caminho simples da carga, pelo

que se recorreu ao princípio básico do funicular e

do anti funicular das cargas de modo a privilegiar

a transmissão de cargas por esforço axial em alternativa

a transmissões recorrendo a efeitos de flexão

que são, usualmente, menos rígidos e, consequentemente,

menos eficientes.

Figura 5- Vigas de Suspensão- Esquema transmissão Cargas

(Elemento Pré-esforçados: Vigas, Pilares, Núcleos Pré-esforçados)

34


Particularidade do processo

construtivo nos pisos térreos

Com a particularidade da necessidade de descontinuidade

de pilares nos pisos térreos com uma altura

de 14 metros, altura entre o piso térreo inferior e

o piso 1, a metodologia mais económica e recorrendo

a recursos a tecnologia construtiva disponível,

encontram-se executados 22 elementos verticais

provisórios em betão armado que serão removidos

após a conclusão de toda a estrutura de betão

armado incluído toda a estrutura de transição. Em

fase de construção, cada elemento vertical provisório

encontra-se a ser monitorizados com aparelhos

de apoio e que monitorizam os movimentos verticais

ao longo da construção da estrutura até à sua conclusão

para verificação da suspensão de toda a laje

de maior vão localizada nos Pisos Térreos.

De forma muito resumida, os trabalhos a executar são:

• Fundações

• Superestrutura

• Fachadas incluindo fachada envolvente

de ensombramento em UHPC

• Acabamentos interiores

• Sistemas mecânicos de transporte

• Hidráulica

• Aquecimento, ventilação e ar condicionado

• Proteção e segurança contra incêndios

• Instalações elétricas

• Comunicações

• Segurança eletrónica e contra intrusão

• Automação integrada

• Arranjos exteriores

Principais quantidades:

• Betão 35.435 M 3

• Cofragem 123.507 M 2

• Pré-esforço 396.659 Kg

• Aço 4.917.000 Kg

• Fachadas Alumínio 13.582 M 2

• Fachadas Ensombramento em UHPC 11.696 M 2

INTERVENIENTES

› Dono de obra: Fidelidade Property

› Gestor de projeto: Rockbuilding e Bovis

› Lead consultant: Gensler

› Arquitetura e Paisagismo: Promontorio

› Estruturas: JSJ, JET

› Sustentabilidade: Greenlab

› Incêndios: ETU

› Rede Viária e Tráfego: ENGIMIND

› Elétrica, Mecânica: PROM&E CONSULTING

› Hidráulica: Betar

› Acústica: INNCOUSTICS

› Iluminação: FILAMENTO

› Elevadores: ACCEO

› A/V: Audium

› Resíduos Sólidos: LAQRE

› Gestor BIM: LIMSEN

› Fiscalização: Teixeira Trigo

› Empreiteiro: Mota-Engil Engenharia e

Construção SA

MEMÓRIAS DESCRITIVAS DE

PROJECTO:

› ARQUITECTURA:

ECC-LSN-XX-XX-RP-Q-5001 (Out/2022)

› ESTRUTURAS:

EST-MDJ-ESTRUTURA E FUNDAÇÕES

(Nov/2021)

junho 2024 35


MasterCO 2

re

Inovadora tecnologia ICS (Intelligent Cluster System)

para fabrico de betão com cimentos de baixo

conteúdo de clínquer.

A chave mestra para a descarbonização eficiente

e economicamente viável do betão

MasterCO 2

re: Uma nova era para o betão sustentável

O MasterCO 2

re é uma tecnologia inovadora desenvolvida

pela Master Builders Solutions, uma empresa líder

em soluções de construção sustentável. Trata-se de um

aditivo para betão altamente eficaz que permite reduzir

significativamente o conteúdo de clínker, o componente

principal do cimento Portland, sem comprometer as propriedades

do betão.

O clínker é responsável por aproximadamente 80 % das

emissões de CO 2

de betão e mais de 6 % das emissões

globais. Ao reduzir o clínker no betão, o MasterCO 2

re contribui

para uma menor pegada de carbono na indústria

da construção.

A tecnologia MasterCO 2

re baseia-se num sistema de nano-

-clusters inteligentes (tecnología ICS – Intelligent Cluster

System) que proporciona os seus efeitos de maneira precisa

quando são necessários. Essas nano-clusters são ativadas

na presença de água e cálcio, melhorando a fluidez

e reologia do betão, mesmo com altas temperaturas,

com materiais absorventes e condições de grande necessidade

de água em geral.

Essa tecnologia permite utilizar maiores proporções de

materiais alternativos ao clínker, como filer calcário, pozolanas

naturais, cinzas volantes e escórias de alto-forno,

sem afetar a resistência, durabilidade e trabalhabilidade

do betão. Isso resulta num betão mais sustentável e com

menor impacto ambiental, mas de uma forma economicamente

rentável para o produtor de betão.

O MasterCO 2

re é uma solução ideal para aplicações de

betão pronto, betão pré-fabricado e obra civil. Sua versatilidade

é adequada para uma ampla gama de projetos de

construção, desde edifícios comerciais e residenciais até

infraestruturas de transporte e obras de engenharia civil.

A tecnologia MasterCO 2

re representa um avanço significativo

na produção de betão sustentável e contribui para

os objetivos de redução de emissões de CO 2

na indústria

da construção. Ao combinar a sua eficácia com a sua versatilidade,

o MasterCO 2

re posiciona-se como uma solução

chave para um futuro mais sustentável na construção.

A química do MasterCO 2

re

O MasterCO 2

re é um aditivo para betão que atua na matriz

cimentícia, formando uma rede de nano-clusters inteligentes.

Essas nanoclusters são formadas por uma matriz

inorgânica que bloqueia as unidades aditivas poliméricas

e as liberta de forma controlada ao longo do tempo. Com

esta tecnologia é possível exercer um controlo sem precedentes

do efeito dispersante em condições de grande

necessidade de água.

O tecnología MasterCO 2

re oferece uma série de vantagens

em relação aos aditivos para betão convencionais,

incluindo:

• Permite reduzir significativamente o conteúdo de clínker

no betão, sem comprometer as propriedades do betão

no estado fresco e endurecido;

• É mais eficaz do que os aditivos convencionais para

melhorar a fluidez e reologia do betão, especialmente

em condições de grande necessidade de água;

• Proporciona a manutenção prolongada da fluidez do

betão mesmo em condições adversas (materiais absor-


Promo

ventes, baixa relação água/cimento, cimentos de alta

finura) sem sacrificar a resistência inicial, mesmo em baixas

temperaturas;

• Reduz a absorção de água pelo betão, proporcionando

melhor robustez de misturas de betão fresco;

• Aumenta a resistência mecânica do betão;

• Reduz a permeabilidade do betão e melhora a sua durabilidade,

aumentando a sua resistência à corrosão e ao

ataque químico.

O MasterCO 2

re pode ser utilizado em uma ampla gama

de aplicações de betão, incluindo:

• Betão pronto;

• Betão pré-fabricado;

• Betão estrutural;

• Betão para pavimentos;

• Betão para obra.

Em Espanha e Portugal, MasterCO 2

re acompanha a transição

dos cimentos CEM II/A para os cimentos do tipo CEM

II/B, que acabarão por ser o cimento de referência para

betão pronto nos próximos anos. E na Alemanha, a MasterCO

2

re está a facilitar a introdução de cimentos ainda

mais sustentáveis, como o CEM II/C.

O MasterCO 2

re é uma tecnologia inovadora que tem o

potencial de revolucionar a indústria da construção. A tecnologia

permite reduzir significativamente as emissões de

CO 2

do betão, contribuindo para um futuro mais sustentável

e para a mitigação das mudanças climáticas.

Conclusão

A tecnologia MasterCO 2

re já é uma realidade no mercado.

Começou a ser introduzida na Europa em 2023 com

o impulso das mudanças que a indústria cimenteira está

a aplicar nos seus produtos, em linha com as exigências

climáticas que exigem a sua descarbonização progressiva

até 2050 e com um primeiro objetivo em 2030.


Técnica

Aditivos químicos para

a descarbonização do betão

e do cimento

Por Pere Borralleras Mas – Master Builders Solutions

Resumo

Para alcançar o objetivo da plena

descarbonização do setor do

cimento e, consequentemente,

também do betão, a transição para

cimentos com menor conteúdo de

clínquer é imprescindível. A substituição

dos tipos de cimento atualmente

em uso pelos que têm menor

pegada de carbono conduzirá inevitavelmente

a um ajuste no betão. No

entanto, existe tecnologia de aditivos

suficiente para permitir esta transição

salvaguardando os obstáculos

técnicos que esta transição representa.

Geralmente, esta tecnologia

consiste no controlo da viscosidade

e da necessidade de água (e a conservação

da consistência com a passagem

do tempo) e o desenvolvimento

de resistências iniciais para

permitir a desmoldagem, especialmente

no inverno.

Introdução

O progresso da sociedade para um

modelo mais sustentável aponta

diretamente para os setores industriais

e, em especial, para aqueles

com maior responsabilidade nas

emissões de gases com efeito de

estufa. A figura 1 mostra que 7% das

emissões totais de CO 2 [1] se devem

ao setor do cimento, e, portanto,

este setor não está isento da necessidade

de implementação de melhorias

para a redução da pegada de

carbono.

Há vários anos que o setor cimenteiro

está a fazer grandes esforços

para reduzir o seu impacto ambiental,

maioritariamente com foco na

melhoria produtiva, na eficiência e na

revalorização. Contudo, para alcançar

efetivamente a total descarbonização

do cimento, não há outra

forma que não seja minimizar o seu

conteúdo de clínquer.

A substituição dos tipos de cimento

usados atualmente de forma maioritária

é um dos objetivos contemplados

no roteiro do setor, que tem

como meta a total descarbonização

em 2050 [2] . Para alcançar este objetivo

é obrigatória uma transição

para o uso de cimentos com menor

conteúdo de clínquer, uma vez que

o fabrico de clínquer é responsável

pela maior parte das emissões

de CO 2

resultantes da produção de

cimento [3] .

No entanto, focar explicitamente a

indústria do cimento na perspetiva

Figura 1. Distribuição das emissões

de CO 2

por setores industriais [1]

desta responsabilidade pode ser precipitado.

Se considerarmos que mais

de 70% do cimento produzido tem

como destino a produção de betão [4]

e que este é o material, por natureza,

utilizado na construção de estruturas,

parece apropriado atribuir responsabilidades

de forma partilhada

(desde os projetistas até aos construtores

e utilizadores finais, incluindo,

é claro, o cimento e o betão propriamente

ditos).

Aproximadamente 80% das emissões

de CO 2

associadas ao betão

provêm diretamente do cimento [5] .

Deste modo, o caminho para a descarbonização

implica poder-se fabricar

betões com cimentos de menor

conteúdo de clínquer comparativamente

aos atualmente utilizados [6] .

Esta transição deve dar-se sem com-

38


Figura 2. Tipos de cimento de acordo com a sua pegada

de carbono (definida pelo conteúdo de clínquer)

prometer o desempenho mecânico

e de durabilidade das estruturas, e,

é claro, de uma forma economicamente

viável para todas as partes

envolvidas.

Fabrico de betão com

cimentos de fator clínquer

otimizado para reduzir a

pegada de CO 2

Os tipos de cimento usualmente utilizados

para fabrico de betão são o

CEM I (no betão pré-fabricado) e,

sobretudo, o CEM II/A (no betão

pronto). Como pode observar-se na

figura 2, estes cimentos são os de

maior pegada de carbono, porque

contêm maior proporção de clínquer.

Daí a necessidade de sermos capazes

de implementar novos cimentos

no fabrico de betão de forma sustentável

para todas as partes envolvidas

e avançar para a descarbonização,

não só do cimento, mas também da

construção com estruturas de betão

em geral.

dos da argamassa normalizada, mas

antes de avaliar que propriedades ou

comportamentos podem ser corregidos

posteriormente no betão muito

mais facilmente do que no cimento e,

assim, agir em conformidade.

Uma prática habitual consiste em

utilizar aditivos de moagem do tipo

melhoradores de desempenho, o

que, porém, não dispensa a aplicação

de correções na finura do cimento.

Geralmente, para cumprir os requisitos

do betão, os cimentos com alto

conteúdo de adição devem ter uma

maior finura do que os cimentos mais

ricos em clínquer. Esta é uma consequência

necessária para compensar

a menor reatividade das adições que

substituem o clínquer.

O objetivo principal é não comprometer

as resistências do cimento a

28 dias (fator essencial), dado que

isto não se pode corrigir no betão

de forma eficiente nem economicamente

viável. Em particular, a correção

de finura pretende garantir que

a finura da fração do clínquer não

seja inferior à do cimento de referência.

Na figura 3 ilustra-se esta situação,

para o caso de uma substituição de

CEM II/A-L por CEM II/B-L. Apresentam-se

as curvas granulométricas

do cimento de referência CEM

II/A-L e de duas versões do respetivo

cimento otimizado CEM II/B-L.

Tendências no fabrico

de novos cimentos

No fabrico do próprio cimento é

muito conveniente aplicar certas

ações/correções para minimizar os

efeitos da redução de clínquer no

desempenho do cimento (consequência

direta da substituição de

clínquer por adições com menor reatividade)

e assim facilitar “o encaixe”

no betão.

Estas correções deveriam estar orientadas

tendo o betão como protagonista.

Por outras palavras, não se

trata tanto de equilibrar os resulta-

Figura 3. Curvas granulométricas de um cimento CEM II/A-L (referência)

e da otimização para CEM II/B-L com e sem correção de finura

junho 2024

39


Técnica

Quando se substitui clínquer por um

material de menor dureza (calcário,

por exemplo), é conveniente que o

cimento final apresente valores mais

elevados de finura (Blaine). Caso

contrário, é muito provável que a fração

de clínquer fique mais espessa,

o que afeta notavelmente as resistências

do cimento (e, consequentemente,

as do betão), tanto iniciais

como, especialmente, finais. Este

comportamento acentua-se quanto

maior for a diferença de dureza entre

o clínquer e o calcário utilizado.

Na figura 3 pode observar-se que o

valor de Blaine do cimento de referência

e do CEM II/B-L sem correção

de finura são comparáveis, porém a

posição do pico máximo da curva

deste último (atribuído ao clínquer)

abrange tamanhos maiores. Isto

implica perdas de resistência muito

dificilmente compensáveis no betão.

A consequência direta do aumento

de finura é o aumento da necessidade

de água do cimento (observável

na água de consistência normal),

mas este seria um dos parâmetros

“a sacrificar” no cimento, dado que

pode resolver-se de forma eficiente

no betão.

Em suma, para que os novos cimentos

mais sustentáveis cumpram as

exigências do betão, será preciso

aumentar a sua finura (e em particular

a finura da fração clínquer), e

assumir as consequências adversas

derivadas desta ação como corrigíveis

no betão.

No entanto, é mais complexo equilibrar

o desenvolvimento da resistência

do cimento com pouca idade

com aumentos de finura, mesmo

até com o uso adequado de aditivos

melhoradores de desempenho.

Alargando a perspetiva ao binómio

cimento- betão, a resistência inicial

(a 24 horas) será outro parâmetro a

sacrificar, porque poderá ser corrigido

em boa medida no betão.

Para efeitos práticos, os desafios

técnicos mais relevantes e frequentes

que devem resolver-se na implementação

de cimentos mais sustentáveis

na produção de betão são os

seguintes:

• Aumento da necessidade de água

e limitações de conservação da

consistência com a passagem do

tempo

• Controlo da reologia e da viscosidade

do betão

• Menor desenvolvimento de resistências

a 24 horas (especialmente

no inverno)

Poderia afirmar-se que, por mais

que se façam esforços no fabrico do

cimento a fim de minimizar as alterações

de comportamento, os ajustes

nas fábricas de betão são inevitáveis,

embora menores.

Aditivos químicos para

betão: a chave mestra

Os aditivos químicos revolucionaram

a tecnologia do betão dos últimos

50 anos. O seu desenvolvimento

deu origem a novos betões, tal como

o betão de alta resistência ou o auto-

EM BREVE NO

ALGARVE

LABORATÓRIOS

ACREDITADOS

Ensaios de Betão,

Agregados e Ligantes

Calibração de máquinas

de compressão, peneiros,

balanças, termómetros

e estufas.

www.apeb.pt

40


compactavel, abrindo novas oportunidades

para o desenho e a construção

de estruturas anteriormente

impossíveis. Além disso, desde o seu

aparecimento, contribuíram sempre

para a redução da pegada de CO 2

do betão.

Enquanto o espectro de melhoria

dos aditivos para cimento tem certas

limitações (assume-se que perante

reduções de clínquer superiores a ≈5

pontos não é possível compensar a

100% o desempenho com aditivos

melhoradores de desempenho), a

versatilidade e as possibilidades com

os aditivos para betão (plastificantes

e superplastificantes) são muito mais

abrangentes.

A química dos aditivos superplastificantes

continuou a avançar até ao

ponto de poder afirmar que existe

tecnologia suficiente para solucionar

os desafios técnicos que a implementação

de cimentos mais sustentáveis

no betão apresenta. Desta forma, os

aditivos químicos permitirão encaixar

os novos cimentos nos betões do

dia a dia, solucionando as problemáticas

previstas e sem comprometer a

viabilidade técnica e económica do

betão. E para as questões que ainda

possam ficar por resolver, em breve

existirá nova tecnologia que solucionará

e ampliará os limites atuais.

O aumento da viscosidade

e as limitações na manutenção

da consistência do betão

solucionam-se com aditivos

químicos

As correções de finura explicadas

anteriormente implicam, na maioria

dos casos, um aumento da fração

mais fina (aprox. < 5 µm) no cimento.

Isto tem consequências diretas no

betão, provocando um aumento da

necessidade de água e da viscosidade

plástica (que dificulta o bombagem

e a colocação na obra em

geral). Além disso, pode promover

a perda prematura da consistência

com a passagem do tempo (que

limita o transporte na obra e a execução

do betão fresco). Esta problemática

acentua-se quando for

necessário ajustar por defeito a relação

água/cimento do betão (prática

habitual nestas situações para equilibrar

a resistência final do betão).

As consequências não desejadas

derivadas da acumulação de finos

no cimento podem assumir-se, dado

que existe tecnologia de aditivos (de

betão) para corrigi-las. Em particular,

nestas situações é preciso utilizar um

aditivo superplastificante com controlo

da reologia (MasterEase ou

MasterSure, da Master Builders Solutions)

que, ao contrário dos tipos

convencionais, reduza o impacto

do aumento da fração mais fina do

cimento sobre a viscosidade plástica

do betão, permitindo a bombagem

do betão a pressões normais.

Na figura 4a apresentam-se os valores

de viscosidade plástica de um

betão imediatamente após a amassadura

e passados 90 minutos, comparando

um cimento de referência

CEM II/A-L e um cimento CEM II/B-

-L com a correção de finura e utilizando

aditivos superplastificantes

(SP) convencionais e um superplastificante

da gama MasterEase com

controlo reológico. Pode observar-

-se como a viscosidade plástica do

betão aumenta ao mudar o tipo de

cimento, tanto inicial como especialmente

a 90 minutos, e como

esta adversidade é corrigida ao utilizar

um aditivo superplastificante

tipo MasterEase, à base de polímeros

PAE que reduzem o impacto do

aumento da fração fina do cimento

sobre a viscosidade do betão.

Figura 4. Impacto sobre a viscosidade plástica (4a) e a manutenção da consistência (4b) de betões fabricados com CEM

II/A-L (referência) e CEM II/B-L com correção de finura, utilizando um aditivo superplastificante convencional base PCE e um

aditivo superplastificante com controlo de reologia à base de polímeros PAE

dezembro junho 2024 2023

41


Técnica

Com as mesmas variáveis, a figura

4b apresenta a evolução da conservação

da consistência do betão com

a passagem do tempo. Fica patente

que ao mudar o tipo de cimento para

outro com menor conteúdo de clínquer

e com maior proporção de fração

fina (fruto da correção de finura),

a manutenção do Slump é penalizada,

mas isto pode corrigir-se facilmente

utilizando um aditivo superplastificante

adequado para estas

situações.

As perdas de resistência inicial

solucionam-se com mais eficiência

na fábrica de betão do

que no próprio cimento

Em betões fabricados com cimentos

em que o clínquer é substituído

por altos conteúdos de cinza ou

pozolana (CEM IV, CEM V e também

CEM II/B) ou escórias (CEM III, CEM

V e CEM VI), o maior desafio técnico

reside em minimizar a perda de resistências

a 24 horas (rotina habitual

para a desmoldagem em obra) e em

especial em condições de inverno.

Isto também se aplica à substituição

do clínquer por calcário.

Mesmo com as correções de finura

indicadas anteriormente e o uso adequado

de aditivos melhoradores de

desempenho no cimento, é muito

complicado equilibrar o desenvolvimento

inicial de resistências nestes

casos.

Tentar resolver esta limitação no próprio

cimento exigiria aumentos de

finura que gerariam outras problemáticas

técnicas, além de originar custos

de produção mais elevados e, provavelmente,

apenas sucessos parciais.

No entanto, existe uma certa margem

de manobra na produção de betão

para resolver as limitações de resistência

inicial de forma satisfatória.

Para o fabrico da maior parte dos

betões convencionais utilizam-se

dois tipos de aditivos redutores de

água de forma simultânea: aditivo

plastificante (para a conservação da

consistência com a passagem do

tempo) e aditivo superplastificante

(que confere fluidez ao betão).

Quando se utilizam cimentos com

alto conteúdo de adição é necessário

rever as dosagens de aditivo plastificante

e aditivo superplastificante

para reduzir o caráter retardador da

combinação de aditivos. Por exemplo,

ao substituir um cimento CEM

II/A por CEM IV, CEM V ou inclusive

por CEM II/B (assumindo dosagem

de cimento por m 3 equivalente), a

forma mais eficiente de minimizar a

perda de resistência inicial consiste

em reduzir a dosagem de aditivo

plastificante em 40-60% e compensar

a fluidez aumentando o aditivo

superplastificante.

A figura 5 apresenta o impacto das

diferentes combinações plastificante-

superplastificante num betão

convencional preparado na fábrica

de betão quando sesubstitui o tipo

de cimento habitual (CEM II/A) por

outros cimentos com menor pegada

de carbono.

Observa-se a perda de resistência

inicial à medida que o fator clínquer

do cimento diminui, mas também

como se compensa em grande

medida quando se reajustam as

dosagens dos aditivos de betão.

No entanto, tal como se constata,

as resistências finais a 28 dias não

devem ser uma limitação se se aplicaram

as correções de finura adequadas

e se ajustou (se for necessário)

a relação água/cimento do betão

convenientemente.

Figura 5. Evolução das resistências de betões C25/S3 fabricados com diferentes tipos de cimento e diferentes combinações

entre aditivo plastificante e aditivo superplastificante.

42


As modificações de dosagem plastificante-superplastificante

são uma

prática habitual no fabrico de betão

e ajustam-se em função das condições

de temperatura ou dos requisitos

de cada aplicação. Quando

se usam cimentos com alto conteúdo

de adição, esta correção tem

de levar-se mais ao extremo, até ao

ponto de considerar inclusive suprimir

totalmente o aditivo plastificante

e utilizar apenas superplastificante

durante os meses mais frios.

Cimentos com alto conteúdo

de escória podem comprometer

a robustez do betão que

se resolve com uma adequada

seleção do aditivo superplastificante

Quando se fabrica betão com cimentos

com alto conteúdo de escórias,

por vezes pode observar-se que o

ajuste da consistência é mais complicado.

O nível de fluidez fica mais

sensível perante ligeiras variações do

conteúdo de água (humidade das

areias, por exemplo), e a resposta

do aditivo redutor de água também

fica mais abrupta (alterações ligeiras

de dosagem produzem grandes alterações

na fluidez do betão, inclusive

com risco de desagregação).

A perda de robustez costuma observar-se

quando se utilizam cinzas

pouco reativas e mais frequentemente

com o uso crescente de escórias

(especialmente com escórias

com alto grau de vitrificação).

Tudo isto adiciona complexidade à

produção diária de betão e, é claro,

não é algo desejado. A melhor solução

perante o problema referido é

considerar a substituição do aditivo

superplastificante atualmente

em uso por um mais adequado para

esta situação. Existe suficiente versatilidade

na tecnologia para ajustar o

comportamento dos aditivos redutores

de água a estas situações. O

desenvolvimento da engenharia de

polímeros permitiu estabelecer correlações

claras entre estrutura polimérica

e comportamento do aditivo,

e com isso a possibilidade de dispor

de um amplo leque de soluções para

otimizar a compatibilidade cimento-

-aditivo.

Em síntese, trata-se de reequilibrar

a afinidade de adsorção do aditivo

com a capacidade de adsorção

das adições utilizadas. Portanto,

uma primeira ação corretora consistiria

em ajustar a dosagem de aditivo

superplastificante por defeito.

Em várias ocasiões isto proporciona

uma melhoria apenas parcial, mas

notável.

À margem da adequada seleção

do aditivo superplastificante, a possível

perda de robustez pode parcialmente

mitigar-se utilizando filler

calcário no betão ou areias que forneçam

mais finos. Fruto disto, pode

afirmar-se que os problemas de

perda de robustez se tornam mais

visíveis quando se utilizam areias

lavadas com poucos finos e pouco

absorventes do que no caso de

areias calcárias britadas absorventes

e com alto conteúdo de finos.

Conclusões

Os aditivos químicos são a chave

mestra que impulsionará a substituição

dos cimentos que se usam maioritariamente

(CEM I e CEM II/A) por

outros com menor pegada de CO2

(CEM II/B, CEM II/C, CEM III, CEM IV,

CEM V e CEM VI).

Com o uso adequado dos aditivos

de cimento e graças às novas tecnologias

de aditivos superplastificantes,

a indústria do betão será capaz

de solucionar os desafios técnicos

que a transição para cimentos com

menor pegada de carbono apresenta,

sem penalizar os desempenhos

nem ter um impacto relevante

nos custos.

A descarbonização do cimento

representa um efeito em cascata

para descarbonizar, em geral, a construção

de estruturas com betão. Este

esforço é imprescindível e deve dar-

-se num curto espaço de tempo.

Caso contrário, o betão como material

de construção irá perdendo relevância

face a outros materiais mais

competitivos do ponto de vista

ambiental. Por isso, e apesar de o

processo começar com o cimento, é

necessário envolver todas as partes

da cadeia de valor do setor (projetistas,

cimento, betão e construtores).

Bibliografia

[1] E. Dunford, R. Niven, C. Neidl,

“Deploying Low Carbon Public Procurement

to Accelerate Carbon Removal”,

Frontiers in Climate, Sept. 2021,

3:686787.

[2] M. A. Sanjuán, P. Mora, A. Zaragoza,

“Spain’s cement sector: carbon

neutrality by 2050”, 2021, International

Cement Review.

[3] L. Rodgers, “La enorme fuente de

emisiones de CO2 que está por todas

partes y que quizás no conocías”, Dec.

2018, BBC News.

[4] Varios, “Informe: Sector cemento”,

Publicaciones Alimarket, Alimarket-

Construcción, Nov.-Dec. 2022, 86-103.

[5] D. Wimpenny, “Low Carbon Concrete

- Options for the Next Generation

of Infrastructure”, Jan. 2009, Concrete

Solutions 09, Paper 4a-1.

[6] UN Environment; Scrivener, K.L.;

John, V.M.; Gartner, E.M. Eco-efficient

cements: Potential economically viable

solutions for a low-CO2 cement-based

materials industry. Cement and Concrete

Research 2018, 114, 2–26.

junho 2024

43


Obra

Edifício Miramar Tower no Porto

Por Betão Liz, S.A. Grupo Cimpor

© Metropolitano de Lisboa

O Miramar Tower ergue-se majestosamente

como uma torre residencial

de 16 pisos, situada num

condomínio de luxo na Rua Diogo

Botelho, nas proximidades da Foz

do Douro, no Porto. Este empreendimento

é fruto da promoção da

Burgo Sublime, integrante do

grupo KNJ Investment Limited,

liderado por Kevin Ho, também

acionista da Global Media. O projeto

arquitetónico foi concebido

pela OODA, conceituado e premiado

gabinete de arquitetura

localizado na cidade do Porto.

Este imponente edifício é construído

em betão armado e destaca-se

pelas amplas varandas

panorâmicas presentes em todos

os seus apartamentos, proporcionando

uma conexão harmoniosa

entre os espaços internos e externos.

As vistas espetaculares sobre

a Foz do Douro, o mar e a cidade

do Porto são elementos irresistíveis

que agregam valor e atratividade

ao investimento neste local.

Os apartamentos, que variam de T1

a T4, apresentam áreas brutas que

oscilam entre 152 e 613 metros quadrados,

oferecem uma diversidade

de opções para diferentes estilos

de vida.

A empresa responsável pela construção

deste empreendimento é

a Edinorte Edificações Nortenhas,

S.A., cujos trabalhos tiveram início

em setembro de 2021 e têm previsão

de conclusão para este ano de

2024.

O design, desenvolvimento e fornecimento

do betão necessário

para este projeto foram confiados

à Betão Liz, S.A., uma empresa pertencente

ao Grupo Cimpor, reconhecida

pela sua excelência e qualidade

no setor, bem como por ter

44


sido a primeira empresa de betão

pronto a operar em Portugal.

Em relação à produção e fornecimento

de betão, a Betão Liz, S.A.

forneceu aproximadamente 7.000

metros cúbicos de betão, provenientes

do Centro de Produção

situado na Rua de Sistelo, em Rio

Tinto, contando com o suporte

do Centro de Produção de Gaia.

Ambos os centros de produção

possuem Sistemas de Gestão da

Qualidade certificados de acordo

com a norma NP EN ISO 9001, conforme

estabelecido pelo Decreto-

-Lei nº 90/2021 de 5 de novembro.

junho 2024

45


Obra

Além disso, para atender às exigências das obras em

curso, possuem também o Controlo da Produção de

Betão certificado pela norma NP EN 206-1.

O betão fornecido foi cuidadosamente estudado e

desenvolvido pelo Laboratório Central da Betão Liz,

de forma a garantir assim as especificações do projeto

e a conformidade com a regulamentação em vigor.

Entre os diferentes tipos de betão utilizados, destacam-

-se aqueles cujo desempenho é otimizado para resistir

às condições ambientais, às especificações do projeto

e às características específicas da obra, como a

presença de elementos estruturais esbeltos e uma alta

densidade de armadura. Dentre os tipos mais utilizados,

destacam-se o Betão C45/55.S5.XS1(P).D16.Cl0,20

(CPF), representando 30% do volume total fornecido, e

o Betão C40/50.S4.XS1(P).D16.Cl0,20 (CPF), com 43%.

Os restantes 27% foram destinados a betões convencionais,

como o betão "C30/37".

O controle da qualidade do betão foi assegurado pelo

Laboratório da Betão Liz, localizado em Rio Tinto. Para

garantir a conformidade do betão na receção, foram

realizadas aproximadamente 360 amostras, correspondendo

a 2515 provetes cúbicos de betão, de acordo

com as diretrizes estabelecidas pelo projeto. A estreita

colaboração entre a Edinorte Edificações Nortenhas,

S.A. e a Betão Liz S.A. durante todo o processo de execução

da obra foi fundamental para garantir o cumprimento

dos padrões de excelência e qualidade que este

projeto exigiu.

Ficha técnica

› Obra: Miramar Tower – Rua Diogo Botelho,

Porto

› Promotor: Burgo Sublime, Grupo KNJ

Investiment Limited, de Kevin Ho.

› Projecto: OODA

› Construtor: Edinorte Edificações Nortenhas,

S.A.

› Fornecedor de betão: Betão Liz, S.A., Grupo

Cimpor

› Volume de betão fornecido: 7.000 m 3

46


▪ FILLER (BRANCO) E

FILLER BLACK

▪ CARBONATOS DE

CÁLCIO

▪ BRITAS

▪ AREIAS SILICIOSAS

▪ SEIXO LAVADO

▪ CAULINOS

▪ FARINHAS DE SÍLICA

▪ AREIAS SILICIOSAS

Filler Black com Marcação CE, a melhor alternativa às cinzas volantes

Estrada Principal IC2, nº21

Casal da Fisga

2040-078 – Rio Maior, Portugal

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T. +351 243 991 635

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Técnica

Revisão da EN 12390-4

para máquinas de ensaio

à compressão

Por Rui Simões, Chefe do Laboratório de Metrologia da APEB e João André, Ex-Diretor Técnico da APEB

Deu início, em março de 2023, os

trabalhos de revisão da norma EN

12390-4 na sua versão publicada em

2019, estando previsto que este processo

de revisão fique terminado

ainda este ano.

No panorama normativo aplicável

a máquinas de ensaio à compressão,

parece difícil reunir consensos

quanto à extensão dos requisitos a

cumprir, uma vez que na sua primeira

versão editada no ano 2000, o seu

texto remetia, para cada país, a decisão

quanto ao cumprimento ou não

de determinados aspetos construtivos,

nomeadamente os requisitos

que se aplicam ao ensaio que avalia

a forma como a força é transferida

para o provete.

Na altura, caso tivesse vingado a

obrigatoriedade de se cumprir todos

os aspetos construtivos, isto teria

implicado a inaptidão de um grande

número de máquinas, e o impacto

48

económico teria sido enorme em

toda a indústria do betão pronto no

espaço da UE.

Consequentemente, as máquinas

foram sendo substituídas de forma

gradual, pelo que, hoje em dia, dificilmente

algum fabricante se arriscará

a colocar no mercado um equipamento

que não satisfaça os requisitos

da norma. Assistimos também a

uma maior oferta de máquinas, produzidas

por fabricantes europeus,

ou oriundas de economias emergentes.

Registou-se numa primeira

fase a substituição dos dispositivos

de leitura analógicos pelos dispositivos

digitais, com as vantagens que

daí advém como:

• Maior facilidade de leitura e descarga

de dados para softwares

de gestão de amostras laboratoriais;

• Facilidade de configuração de

parâmetros críticos da máquina

ao nível do utilizador;

• Maior facilidade em ajustar, i.e,

reduzir o erro sistemático das

medições obtidas, entre outras

facilidades.

Há, no entanto, também alguns

aspetos menos positivos que merecem

ser referidos, como:

• Menor robustez às condições de

utilização (por exemplo: grande

número de componentes eletrónicos);

• Possibilidade de criar maior

dependência aos fornecedores

das máquinas (por exemplo: a

necessidade de recorrer mais frequentemente

a upgrades dos softwares

de controlo das máquinas);

A par destas evoluções, temos vindo

a observar-se também que a capacidade

nominal das máquinas diminuiu

desde que se implementou a

redução das dimensões dos prove-


Table 1 – Characteristic values of the force-measuring systema

Class

of machine

range

Maximum permissible value (%)

Relative error of

Indication Repeatability Reversibility a Zero

Relative

resolution

1 ± 1,0 1,0 ± 1,5 ± 0,1 0,5

2 ± 2,0 2,0 ± 3,0 ± 0,2 1,0

a The relative reversibility error is only determined when required

Fig. A - Quadros 1 da prEN 12390-4: 2023

tes a ensaiar, pelo que, atualmente,

comercializam-se máquinas de capacidades

de 50 a 70 % das capacidades

que se utilizavam há 30 anos na indústria

do betão.

Assim, de forma resumida e transcrevendo

parte do texto da prEN

12390-4:2023, as principais alterações

resumem-se a:

• Referência à conformidade com

a norma EN ISO 7500-1;

• Inserção do quadro 2 da norma

EN ISO 7500-1

• Criação de duas classes de

máquinas;

Estas duas classes de máquina (A

e B, referidas na norma), são basicamente

os critérios definidos para

as Classes 1 e 2 da norma EN ISO

7500-1, respetivamente (ver Fig. A).

Porém, verifica-se que a novidade

introduzida abrange os critérios de

aceitação do ensaio de transferência

da força, mantendo as mesmas tolerâncias

da anterior versão de 2019

para a Classe A, mas aumentando

essas mesmas tolerâncias para a

nova Classe B (ver Fig. B).

Embora não especificado na norma,

que remete uma vez mais para

as disposições nacionais definir o

âmbito em que se aplicará a atribuição

de cada uma destas classes, não

será surpresa que se atribua a recomendação

de Classe A aos laboratórios

acreditados, e a Classe B aos

laboratórios de controlo da qualidade

da produção.

Merece igualmente nota que alguns

requisitos outrora referidos deixam

de ser considerados, nomeadamente

a necessidade do sistema

Pub

junho 2024

49


Técnica

Table 3 — Limits for proving procedure for compression testing class B machine (see Annex A)

Requirements to the test machine

Requirements to the test machine

Limits for

Limits for

Load

levels

kN

Alignment

of machine

components.

Maximum

permissible

mean strain

ratio

R n

Self-alignment

of upper

machine

platen.

Maximum

permissible

difference in

the strain ratio

ΔRn

Restraint on

movement of

upper platen.

Maximum

permissible

strain ratio

per mm of

displacement

W ac

or W bd

Load

levels

kN

Alignment

of machine

components.

Maximum

permissible

mean strain

ratio

R n

Self-alignment

of upper

machine

platen.

Maximum

permissible

difference in

the strain ratio

ΔRn

Restraint on

movement of

upper platen.

Maximum

permissible

strain ratio

per mm of

displacement

W ac

or W bd

200 ±0,15 0,15 0,06

200 ±0,25 0,25 0,06

400

(optional)

0,05

400

(optional)

0,05

800

1 600

(optional)

±0,10 0,10

0,04

800

1 600

(optional)

±0,15

0,15

0,04

2 000 a

2 000 a

a Or the maximum of the range of use of the machine if lower

than 2 000 kN.

a Or the maximum of the range of use of the machine if lower

than 2 000 kN.

Fig. B – Quadros 2 e 3 da prEN 12390-4: 2023

medição de força trabalhar com

“variações na tensão de alimentação

entre –14 % e +10 %”, que são disposições

relacionadas com as condições

ambientais em que a máquina

funciona. As condições ambientais

podem e devem ser monitorizadas,

mas de nada servirá se não se

implementar disposições que permitam

alcançar as condições ambientais

pretendidas. Se no caso da temperatura

e humidade esse controlo

parece fácil de atingir em edificações

correntes, quer pela ventilação

do espaço, ou um isolamento térmico

eficaz da envolvente, já a condição

de estabilização de corrente

elétrica dentro das tolerâncias indicadas

poderia acarretar um investimento

desmesurado face ao resultado

pretendido.

Assim, a nova norma parece estabelecer

disposições que se ajustam às

características de muitas das máquinas

ainda a uso na indústria bem

como às condições reais em que são

utilizadas, não obstante continuar a

remeter para disposições nacionais

a decisão quanto ao âmbito de aplicação

das duas novas classes: A e B.

Continua, porém, a ser omissa

quanto a recomendações ou decisões

que devem decorrer do não

cumprimento de alguns aspetos

construtivos, embora se possa de

forma simplista concluir que a não

verificação destes requisitos resultará

em prejuízo nos resultados

dos ensaios. Tal omissão pode-nos

levar a refletir se existirá fundamentação

técnica relevante que não é

transmitida (ou inexistente…), ou

se tais requisitos são determinados

somente pelo que a indústria tem

disponível ao alcance para fabricar

os seus equipamentos.

Outro aspeto que continua a não ser

referido, mas que noutros organismos

de normalização faz menção,

como é o caso da ASTM (American

Society for Testing and Materials), é

a forma como a incerteza da medição

é contabilizada na atribuição

das classes das máquinas.

Em conclusão, continuará a ser um

desafio para os fabricantes oferecer

produtos com qualidade construtiva

que permita o bom desempenho

das máquinas de ensaio, que assegurem

a confiabilidade nos resultados

obtidos, pelo que os requisitos

especificados devem ser evidenciados

e reavaliados ao longo da vida

útil da máquina.

Referências

[1] NP EN 12390-4:2021- Ensaios do betão endurecido Parte 4: Resistência à compressão. Características das máquinas de

ensaio.

[2] pr EN 12390-4:2023- Part 4: Compressive strength – Specification for testing machines.

[3] ASTM E4- 21 Standard Practices for Force Calibration and Verification of Testing Machines

50


Possuímos uma abordagem centrada no cliente

e estruturamos os nossos projetos de acordo

com as necessidades específicas dos nossos

clientes.

A Edilages nasceu em 1990 e adoptou uma

política de formação contínua dos seus

colaboradores, garantindo, deste modo, a sua

aptidão para o desenvolvimento das suas

competências face à constante evolução dos

mercados. O planeamento estratégico é uma

prática de gestão que está na origem do

sucesso das organizações, sendo a vantagem

competitiva de um projeto constituída pela

diferença.

Os três pontos a marcar o reconhecimento pelos

seus clientes ao longo do tempo, são a

qualidade, capacidade e competitividade. Com

uma política de investimento sustentada tem

vindo a verificar um crescimento contínuo ano

após ano, dispondo de uma frota própria de 38

autobetoneiras e 8 bombas de betão de modo

a agilizar o fornecimento de betão e com 3

centrais de betão no Polo industrial de Penafiel.

O Controlo de Conformidade dos betões é

efetuado de forma a dar cumprimento ao

definido em NP EN206-1, das Normas

Portuguesas e Especificações do LNEC aplicáveis

de forma a garantir a resposta de todas as

solicitações dos clientes e efetuar um controlo

rigoroso de todo o betão produzido e fornecido.

Rua Pedreira das Lages 4560-144 Guilhufe, Penafiel geral@edilages.com 255 215 300


Obra

Hospital Central

do Alentejo

Chaminé em betão branco

Por Secil Betão

O novo Hospital Central do Alentejo (HCA) vai servir

150 mil habitantes no Distrito de Évora, e cerca de 440

mil em todo o Alentejo, em articulação com os hospitais

de Beja, Portalegre, Elvas e Litoral Alentejano, e resulta

num investimento de 210 milhões de Euros.

Com mais de 30 especialidades e as mais recentes

tecnologias de diagnóstico e tratamento, o HCA vai dispor

de 457 camas de internamento, 11 salas operatórias

e 43 postos de recobro.

O HCA está a ser construído num terreno pertencente

ao Estado Português, com uma área total de 75 hectares,

sendo a área do lote do Hospital de 25 hectares e a

área bruta de construção aproximadamente 100.000 m².

O projeto da conceção desenvolve-se por 10 pisos diferentes,

abaixo e acima do solo.

A área circundante do hospital será adaptada com a

construção de duas novas estradas, vias pedonais e

ciclovias, a fim de ligar o hospital às vias de circulação

mais próximas.

O novo hospital de Évora representa um avanço importante

na redução das emissões de CO 2

, pois para alem

de permitir aos doentes receber tratamento localmente,

limitando assim os tempos de viagem e as distâncias

percorridas, “as emissões serão ainda mais reduzidas

graças a uma frota de ambulâncias com zero emissões

e à conceção extremamente avançada do edifício, que

incluirá fontes de energia renováveis para produzir água

quente, equipamento médico com baixo consumo de

energia e a utilização de equipamentos de monitorização

do ar condicionado para otimizar a sua eficiência

energética”.

O dono de obra é a Administração Regional de Saúde

do Alentejo, I.P, com projeto de arquitetura a cargo de

Souto Moura Arquitectos, SA | Pinearq S-L.U.P | Manuela

Abreu | RRJ Arquitectura, e construção por parte da

empresa Acciona Construcción.

O projeto exigente de cerca de 97.000m² de área bruta

conduziu a uma solução de fragmentação do edifício

52


em 8 corpos estruturais independentes uns dos outros,

com uma forma em que o corpo principal do bloco de

9 andares apoia-se perpendicularmente nos restantes

blocos. A solução do projeto também inclui o tratamento

de 170.266m² de espaços exteriores, que incluem

parque de estacionamento para 1.605 lugares.

A responsabilidade pela conceção, fabrico e logística

para a distribuição do fornecimento de betão para toda

a obra ficaram a cargo das empresas Ibera e Secil Betão.

Durante a empreitada, a Secil Betão é responsável pelo

fornecimento de todo o betão branco para a obra.

O projeto de construção inclui uma chaminé em betão

branco para exaustão de gases dos sistemas de AVAC e

refrigeração e que assume um distinto carácter arquitetónico.

Consiste numa chaminé de secção circular com

um diâmetro interior nominal de 5,60 m e uma espessura

de parede de 0,30 m, sendo a altura de 34,06 m.

A estrutura foi erigida com recurso a um processo de

cofragem deslizante e betonagem contínua durante 8

dias com fornecimentos de 2m 3 , espaçados de aproximadamente

2 horas, o que exigiu um esforço logístico

e de produção por parte da Secil Betão para garantir

este ritmo. Estes requisitos foram atingidos, fruto de

Viaduto da Ribeira de Freixo – Carris

uma elevada coordenação entre a obra e a Secil Betão,

no sentido de garantir o fornecimento de betão para o

ritmo de deslize da estrutura previsto de 4,8 m/24 horas.

O betão branco utilizado foi o UniBranco ® C40/50 XC4/

XA1(P) cl0,4 D12,5 S4, já a ser utilizado noutros elementos

da obra, fornecido a partir da central da Secil Betão

de Évora. Foram produzidos 228 m 3 deste betão, especificamente

para a chaminé.

O Departamento Técnico da Secil Betão, procedeu à

elaboração dos estudos de composição dos diferentes

tipos de betão branco a aplicar na obra, conforme as

especificações do caderno de encargos, normalização

em vigor, durabilidade do projeto e de forma a também

responder aos requisitos estéticos e arquitetónicos por

parte da equipa de projeto, recorrendo também à execução

de protótipos.

No caso específico da chaminé e previamente aos fornecimentos,

foram efetuados in situ diversos ensaios

industriais, de forma a aferir a composição, nomeadamente

quantidades de aditivos, no sentido de garantir

o ritmo de deslize necessário e a garantia de qualidade

de acabamento das superfícies de betão branco.

junho 2024 53


Ambiente e Sustentabilidade

BETÃO ECO 3R

– O betão que agrega valoR

Por Grupo PRAGOSA

O grupo PRAGOSA obteve recentemente

o Documento de Aplicação

de betão com agregado

reciclado, em parceria com o Laboratório

de Engenharia Civil (LNEC):

DA 143 | AGR 6,3/12, sendo o primeiro

em Portugal a desenvolvê-lo.

Com a emissão deste documento, o

LNEC pretende fornecer garantias

ao mercado da construção, levando

a cabo estudos que demonstrem

que determinado produto apresenta

um desempenho adequado à

aplicação declarada.

A PRAGOSA atua na construção

desde 1974 – um percurso de quase

meio século que lhe confere um

aprofundado conhecimento de obra,

materiais, processos e atividades

complementares. Tendo como missão

construir um futuro melhor e sustentável,

o grupo aposta na área do

Ambiente, há cerca de duas décadas

e, formalmente, desde 2012 com a

criação da Eco Impact. A empresa é

especializada na recolha, tratamento

e valorização de resíduos de diversas

naturezas e proveniências, desempenha

um papel fulcral na circularidade

das atividades e matérias usadas por

empresas clientes e todas as empresas

do grupo.

A Génese do

Betão ECO 3R

À medida que as atividades do

grupo foram crescendo, foi crescendo

o comprometimento com

a inovação e com a busca de soluções

que permitam construir hoje,

sem comprometer o amanhã. Uma

estratégia de grupo que olha para o

Resíduo como um bem a Reciclar e

a Reincorporar (3R), e que se alicerça

no respeito pelas Pessoas, pelos Parceiros

e pelo Planeta.

Fazendo uma gestão eficiente das

sinergias de grupo e das parcerias

internas que se consolidam

em torno de equipas multidisciplinares,

a PRAGOSA apresenta hoje

produtos diferenciadores no mer-

Figura 1. AGR (6,3/12,5)

cado, com certificação. Exemplo

disso é o BETÃO ECO 3R, by PRA-

GOSA, que nasceu fruto da junção

das atividades das empresas Eco

Impact e Pragosa Betão. A primeira

dedicada à recolha, gestão e valorização

de RCD’s com que produz os

agregados reciclados; a segunda,

fabricante e fornecedora de betão

com incorporação de agregados

reciclados.

54


Documento de aplicação – DA 143

O Documento de Aplicação DA 143 veio definir as características

e estabelecer as condições de produção e de

aplicação no fabrico de betões para elementos de betão

simples ou armado, com agregado reciclado produzido

pela Eco Impact, no complexo industrial de Alenquer

(sito na Carapinha).

O agregado reciclado foi caracterizado, de acordo com

os requisitos da norma portuguesa NP EN 12620+A1 e

da especificação LNEC 471. Os resultados dessa caracterização

são apresentados no Quadro 1, do DA 143, e

tiveram parecer técnico favorável por parte do LNEC.

As características do agregado grosso reciclado apresentam-se

viáveis para a sua incorporação, parcial ou total,

nas composições do grupo PRAGOSA, nomeadamente

no Betão ECO 3R.

Figura 2. Certificado Marcação CE

dA 143

CI/SfB

q4:p9 (Ajv)

Cdu 691.327:691.322.004.8

ISSn 1646-3595

Certificação CE e Documento

de Aplicação do Betão ECO 3R

Presentemente, dispomos de sete produtos com marcação

CE, aplicáveis às normas harmonizadas EN 12620

e EN 13043. Especificamente para a incorporação no

betão, dispomos de um total de três agregados: dois

agregados grossos - AGR (6,3/12,5) e AGR (6/20) - e um

agregado fino - AFR (0/6).

O foco na inovação e desenvolvimento de novos produtos,

consolida a nossa relação com parceiros especializados

como o Laboratório de Engenharia Civil (LNEC).

O seu know-how, valor e apoio técnico são fundamentais

para o desenvolvimento dos estudos que suportam

o Documento de Aplicação (DA). Deste modo, o Betão

ECO 3R pode ser produzido incorporando agregados

reciclados (AGR), enquadrados no âmbito da NP EN

12620 “Agregados para Betão”, respondendo aos standards

reconhecidos pela indústria da construção, e do

Betão em particular.

eCo IMpACt, S.A.

estrada do tojal, km 1

2480-188 porto de MÓS

tel.: (+351) 24 448 01 20

e-e: geral@ecoimpact.pt

ARG 6,3/12,5

AgregAdoS reCIClAdoS groSSoS

AgregAdoS pArA Betão

AggregAteS for ConCrete

grAnulAtS pour Béton

feVereIro de 2024

A situação de validade deste documento de Aplicação deve ser verificada no portal do lneC (www.lnec.pt).

o presente documento de Aplicação, de carácter voluntário, define as características e estabelece as condições de produção e de

aplicação, no fabrico de betões para elementos de betão simples ou armado, do agregado reciclado Arg 6,3/12,5. este agregado é

constituído por resíduos de construção e demolição e produzido pela empresa eCo IMpACt, S.A.

o laboratório nacional de engenharia Civil (lneC) emite um parecer técnico favorável relativamente ao produto Arg 6,3/12,5

descrito na secção 1 deste documento de Aplicação, sujeito à verificação das seguintes condições:

• o campo de aplicação do produto Arg 6,3/12,5 respeita as regras descritas na secção 2;

• a empresa eCo IMpACt, S.A. assegura a constância das condições de produção que permitem a aposição da marcação Ce ao

produto, nomeadamente através do adequado controlo da produção em fábrica, sintetizado na secção 3.

A utilização do produto Arg 6,3/12,5, em aplicações de betão simples ou betão armado, fica ainda condicionada pelas disposições

aplicáveis da regulamentação e da documentação normativa em vigor.

este documento de Aplicação é válido até 28 de fevereiro de 2027, podendo ser renovado mediante solicitação atempada ao lneC.

o lneC reserva-se o direito de proceder à suspensão ou ao cancelamento deste documento de Aplicação caso ocorram situações

que o justifiquem, nomeadamente perante qualquer facto que ponha em dúvida a constância da qualidade do produto Arg 6,3/12,5.

lisboa e laboratório nacional de engenharia Civil, em fevereiro de 2024.

o ConSelHo dIretIVo

laura Caldeira

presidente

lneC departamento de Materiais

AV do BrASIl 101 • 1700-066 lISBoA • portugAl

lnec@lnec.pt www.lnec.pt

“AGR6,3/12,5 – AGREGADOS RECICLADOS GROSSOS”

junho 2024

55


Ambiente e Sustentabilidade

RCD

RCD

Resíduo de Construção e

Resíduo de Construção Demolição e (LER 17 01 07)

Demolição (LER 17 01 07)

TRIAGEM

TRIAGEM

Processo de separação e seleção

Processo de separação do RCD. e seleção

do RCD.

BRITAGEM

BRITAGEM

Processo mecânico de produção do

Processo mecânico AGR. de produção do

AGR.

BETÃO ECO 3R

BETÃO ECO 3R Betão produzido com AGR

Betão produzido com AGR

PRODUTO

AGR*

CLASSIFICAÇÃO

CLASSIFICAÇÃO

Classificação do AGR

Classificação do AGR

PRODUTO

AGR*

*Agregado reciclado de RCD

*Agregado reciclado de RCD

Figura 3 . Fluxograma do processo

O papel da Eco

Impact na obtenção

do Documento de

Aplicação

A ECO IMPACT é responsável pela

receção e armazenagem inicial dos

resíduos de construção e demolição

que são sujeitos a operações de

separação e triagem. Após triagem,

os resíduos são sujeitos a operações

de britagem e crivagem, com

recurso a britador móvel, crivos e

telas transportadoras, sendo posteriormente

depositados em pilhas.

Desde logo, as condições de fabrico

dos produtos, o controlo de produção

em fábrica e as condições de

armazenagem foram validados e

apreciados pelo LNEC. Essas condições

são mantidas estáveis ao

longo do tempo e de todas as atividades,

por forma a assegurar a

constância das características do

produto - objeto do Documento de

Aplicação.

Que estudos foram

desenvolvidos para

determinação das

dosagens do

Betão ECO 3R?

No âmbito do estudo do desempenho

dos betões, foram considerados

dois tipos de betão com incorporação

de agregado AGR 6,3/12,5, avaliando-se

o efeito da utilização deste

agregado reciclado em substituição

do agregado grosso B1.

Para a avaliação do comportamento

da incorporação do desempenho

do agregado reciclado nos betões,

foram consideradas diferentes taxas

de incorporação - desde os 20% aos

100% - para dosagens de cimento de

250 kg a 380 kg.

Com base nos resultados dos

ensaios realizados no âmbito do

estudo feito pelo LNEC, considerou-se

que estava estabelecida a

aptidão ao uso do agregado grosso

reciclado da Eco Impact, como constituinte

do Betão ECO 3R nas condições

apresentadas no documento de

Aplicação DA 143.

À semelhança do desenvolvimento

do DA 143, o grupo PRAGOSA

desenvolveu, também, um Documento

de Aplicação para agregados

reciclados de granulometria extensa,

para aplicação em camadas não ligadas,

o DA 141 | AGER (0/31,5).

56


Rua Ribeira da Calva, N 4, Lt 5 R/C B,

Freiria de Cima – Apartado 46

2440-057 Batalha

Telf.: +351 244 480 120

E-mail: comercial@pragosa.pt

www.pragosa.pt



Membros Aderentes

CHRYSO ADJUVANTES PORTUGAL

R. do Cheinho, 120

4435-654 BAGUIM DO MONTE

T. 225 379 171

geral@chryso.com

MAPEI, S.A.

Business Parque Tejo XXI EN 1,

Km 29 – Gelfas

2600-659 CASTANHEIRA DO RIBATEJO

T. 263 860 360 • F. 263 860 369

www.mapei.pt

MC-BAUCHEMIE PORTUGAL, LDA.

Rua Pinhal dos Morros, 6

2120-064 FOROS DE SALVATERRA

T. 263 509 080 • F. 263 509 089

geral@mc-bauchemie.pt

www.mc-bauchemie.pt

GEBOMSA PORTUGAL, S.A.

Estrada da Sesmaria Limpa

10C – Porto Alto

2135-402 SAMORA CORREIA

T. 263 650 060 • F. 263 650 061

www.gebomsa.com

MASTER BUILDERS SOLUTIONS

Sucursal em Portugal

Edifício Neopark – Avenida Tomás Ribeiro,

Nº43 Bloco 2A 3ºG

2790-221 CARNAXIDE

www.master-builders-solutions.com/pt-pt

SIKA PORTUGAL, S.A.

Rua de Santarém, 113

4400-292 VILA NOVA DE GAIA

T. 223 776 900 • F. 223 776 966

info@pt.sika.com

www.sika.pt

Associação Portuguesa das

Empresas de Betão Pronto

Conheça a oferta formativa

da APEB em www.apeb.pt

junho 2023 51


Associados

Alexandre Barbosa Borges, S.A.

Rua do Labriosque, 70

Martim

4755-307 BARCELOS

Brivel – Britas e Betões

de Vila Real, S.A.

S. Cosme, S. Tomé do Castelo

5000-371 VILA REAL

Lenobetão, S.A.

PC Santa Catarina da Serra

Apt. 1004

2496-907 SANTA CATARINA DA SERRA

Alves Ribeiro, S.A.

Rua Sanches Coelho, n.º 3F

1649-029 LISBOA

Concretope – Fábrica de Betão

Pronto, S.A.

Estrada Nacional 10/1

Qta. dos Porfírios

2819-501 SOBREDA

Marques Britas, S.A.

Rua Joaquim Marques, 34

9600-049 Ribeira Grande, AÇORES

Betão Liz, S.A.

Avenida José Malhoa

n.º 22, pisos 6 a 11

1099-020 LISBOA

Edilages, S.A.

Rua Pedreira das Lages – Guilhufe

4560-155 PENAFIEL

Mota-Engil – Engenharia

e Construção, S.A.

Casa da Calçada

Largo do Paço, nº 06 – Cepelos

4600-017 AMARANTE

BETOPAR – Indústrias

e Participações, S.A.

Av. do Movimento

das Forças Armadas, 10 R/C Dtº

2710-431 SINTRA

Ibera – Indústria de Betão, S.A.

Quinta da Madeira

EN 114, Km 185

7000-172 ÉVORA

Pragosa Betão, S.A.

Rua Ribeira da Calva,

N 4, Lt 5 R/C B,

Freiria de Cima – Apartado 46

2440-057 BATALHA

Restradas – Revitalização

de Estradas do Norte, Lda.

Rua da Pedreira, 2

4560-221 MARECOS - PENAFIEL

60


Secil Betão

Unibetão – Indústrias

de Betão Preparado, S.A.

Av. Duarte Pacheco, n.º 19 – 7.º

1070-100 LISBOA

SPintos – Engenharia

e Construção, S.A.

Rua Fernando Silva

Nogueira Pinto, 187

4585-645 Recarei – PAREDES

Tecnovia – Sociedade

Empreitadas, S.A.

Rua António Variações, N.º 5

2740-315 PORTO SALVO

Sonangil Betão – Fabricação

de Produtos de Betão

para a Construção, Lda.

Loteamento da Parcela

e Monte Feio, Lote 9

7520-064 SINES

TCONCRETE, S.A.

Rua de Pitancinhos,

Apartado 208, Palmeira

4711-911 BRAGA

Valgroubetão – Sociedade

de Betão Pronto, Lda.

Z. I. Vale do Grou, R. Sta. Bárbara

2525-791 ATOUGUIA DA BALEIA

Segurança | Qualidade | Respeito pelo Ambiente

Extracção e comercialização de Agregados

Central de triagem de resíduos e exploração de aterro de resíduos inertes

Marcação CE de Agregados segundo as normas NP EN 12620:2002+A1(2010),

NP EN 13043 e NP EN 13139

Av.ª Quinta de Valadares, Quinta de Valadares, 2855-516 Corroios

Tel: 218 493 278 – 218 428 714 – 218 439 029 | Fax: 218 481 763 | E-mail: comercial@soarvamil.pt

Estaleiro Vale Milhaços – Tel: 212 973 421 Fax: 212 979 461 | E-mail: qualidade@soarvamil.pt


Associados

Alves Ribeiro, S.A.

Capital Social

113.200.000,00 euros

Sede Social

Rua Sanches Coelho, n.º 3 - F

1649-029 LISBOA

Telefone: 217 917 200

Fax: 217 932 549

E-mail: mail@alvesribeiro.pt

Website: www.alvesribeiro.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO

LOCAL RESPONSÁVEL CONTACTO

Camarate

Jorge Galvão

217 917 291

jorge.galvao@alvesribeiro.pt

Porto Salvo

Jorge Galvão

217 917 291

jorge.galvao@alvesribeiro.pt

Betopar – Indústrias e Participações, S.A.

Capital Social

1.000.000,00 euros

Sede Social

Av. do Movimento das Forças

Armadas, 10 R/C Dtº

2710-431 SINTRA

Telefone: 219 106 042

E-mail: geral@betopar.pt

Website: www.betopar.pt

CENTRO DE PRODUÇÃO

LOCAL

Loures

DEPARTAMENTO

COMERCIAL

Luis Rocha

producao.loures@betopar.pt

CONTACTO

926 704 420

Sintra-Cascais

Manuel Rocha

producao.sintra@betopar.pt

969 248 640

62


Capital Social

22.000.000,00 euros

Sede Social

Avenida José Malhoa

n.º 22, pisos 6 a 11

1099-020 LISBOA

Telefone: 213 118 100

Fax: 213 118 821

E-mail: betaoliz@cimpor.com

Website: www.cimpor.com

CENTROS DE PRODUÇÃO

CENTROS DE PRODUÇÃO

LOCAL CONTACTO E-MAIL

LOCAL CONTACTO E-MAIL

Valença 962 525 295 btz.valenca@cimpor.com

Guarda 928 500 485 btz.guarda@cimpor.com

RESPONSÁVEL/DIRECTOR DE MERCADO

Pedro Alves

Jorge Santos

Anibal Ferreira

P. de Lima 962 983 510 btz.plima@cimpor.com

Guimarães 961 932 459 btz.guimaraes@cimpor.com

Felgueiras 962 375 979 btz.felgueiras@cimpor.com

Mirandela 962 536 169 btz.mirandela@cimpor.com

Vila Real 969 292 041 btz.vilareal@cimpor.com

Rio Tinto 962 374 398 btz.riotinto@cimpor.com

Gaia 962 605 336 btz.gaia@cimpor.com

Esmoriz 962 374 165 btz.esmoriz@cimpor.com

Aveiro 962 738 182 btz.aveiro@cimpor.com

Viseu 962 983 508 btz.viseu@cimpor.com

Mangualde 962 738 620 btz.mangualde@cimpor.com

Tábua 928 500 486 btz.tabua@cimpor.com

Coimbra 962 373 861 btz.coimbra@cimpor.com

V. N. Poiares 962 373 861 btz.vnpoiares@cimpor.com

Figueira Foz 961 559 379 btz.ffoz@cimpor.com

RESPONSÁVEL/DIRECTOR DE MERCADO

Mário Jorge Neto

Rui Seabra

António

Barradas

Covilhã 968 122 133 btz.covilha@cimpor.com

Pombal 964 242 856 btz.pombal@cimpor.com

Leiria 962 714 627 btz.leiria@cimpor.com

Entroncamento 962 721 916 btz.entroncamento@cimpor.com

Rio Maior 969 292 044 btz.rmaior@cimpor.com

Óbidos 962 374 401 btz.obidos@cimpor.com

Alhandra 962 723 522 btz.alhandra@cimpor.com

Loures 962 738 181 btz.loures@cimpor.com

Frielas 962 738 181 btz.loures@cimpor.com

Alfragide 962 723 524 btz.alfragide@cimpor.com

Portela Sintra 962 723 525 btz.psintra@cimpor.com

Almada 962 738 184 btz.almada@cimpor.com

Alcochete 918 798 830 btz.alcochete@cimpor.com

Setúbal 962 980 776 btz.setubal@cimpor.com

Esteveira 962 993 409 btz.esteveira@cimpor.com

José Carlos

Ferreira

Alcantarilha 962 406 198 btz.alcantarilha@cimpor.com

Loulé 962 723 184 btz.loule@cimpor.com

Tavira 915 404 456 btz.tavira@cimpor.com

junho 2024 63


Associados

Brivel – Britas e Betões de Vila Real, S.A.

Capital Social

400.000,00 euros

Sede Social

S. Cosme – S. Tomé do Castelo

5000-371 VILA REAL

Telefone: 259 302 630

Fax: 259 356 538

E-mail: geral@brivel.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO

LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR

DE MERCADO

CONTACTO

Vila Real

Eng.º Bruno Costa

259 302 630

939 201 020

brunocosta@brivel.pt

Concretope – Fábrica de Betão Pronto, S.A.

Sede Social

Estrada Nacional 10/1

Quinta dos Porfírios

2819-501 SOBREDA

Telefone/Fax: 212 587 540

E-mail: geral@concretope.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO

LOCAL

Almada

Lagos

S. Brás de Alportel

RESPONSÁVEL/DIRETOR

DE MERCADO

CONTACTO

Pedro Silva 968 647 712

64


Edilages, S.A.

Capital Social

553.000,00 euros

Sede Social

Rua Pedreira das Lages – Guilhufe

4560-155 PENAFIEL

Telefone: 255 215 300

E-mail: geral@edilages.com

Website: www.edilages.com

CENTRAIS DE BETÃO

LOCAL RESPONSÁVEL CONTACTO

Direcção Produção

/ Direcção Comercial

Adao Ferreira

933 051 730

adao.ferreira@edilages.com

Penafiel

Expedição

Tatiana Soares

tatiana.soares@edilages.com

933 051 725

Laboratório

Pedro Monteiro

pedro.monteiro@edilages.com

933 051 753

Ibera – Indústria de Betão, S.A.

Capital Social

2.000.000,00 euros

Sede Social

Quinta da Madeira

EN 114, Km 185

7000 -172 ÉVORA

Telefone: 266 758 500

Fax: 266 758 511

Website: www.ibera.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO

LOCAL

Évora

RESPONSÁVEL/DIRETOR

DE MERCADO

CONTACTO

939 707 217

Borba Eng.º Ricardo Matias 937 640 431

rmatias@cimpor.com

Reguengos

de Monsaraz

939 707 217

Sines

Eng.º Ricardo Matias

937 585 002

Beja

rmatias@cimpor.com

969 604 858

junho 2024 65


Associados

Lenobetão, S.A.

Capital Social

2.000.000,00 euros

Sede Social

Rua de Tomar, 80

2495-185 SANTA CATARINA DA SERRA

Telefone: 244 749 766

E-mail: geral@lenobetao.pt

Website: www.novindustria.pt

ISO 9001

BUREAU VERITAS

Certification

CENTRAIS DE BETÃO

LOCAL

Fátima

RESPONSÁVEL/DIRETOR

DE MERCADO

Vitor Antunes vitor.m.antunes@lenobetao.pt

Henrique Coelho henrique.m.coelho@lenobetao.pt

CONTACTO

962 108 192

962 108 188

Castelo Branco Nuno Eusébio nuno.m.eusebio@lenobetao.pt 962 108 195

Portalegre Vitor Antunes vitor.m.antunes@lenobetao.pt 962 108 192

Montijo

Luís Ramiro luis.b.ramiro@lenobetao.pt

Carlos Alberto Martins carlos.a.martins@lenobetao.pt

962 108 207

962 108 036

Sintra Luís Ramiro luis.b.ramiro@lenobetao.pt 962 108 207

Marques Britas, S.A.

Capital Social

6.000.000 euros

Sede Social

Rua Joaquim Marques, 34

9600-049 RIBEIRA GRANDE, AÇORES

Telefone: 296 205 800

E-mail: comercialmb@grupomarques.org

CENTROS DE PRODUÇÃO

LOCAL RESPONSÁVEL PRODUÇÃO CONTACTO

Terceira

S.Miguel

Eng.ª Judith Tavares

judith.tavares@grupomarques.org

916 180 729

LOCAL RESPONSÁVEL SECTOR CONTACTO

Terceira

S.Miguel

Eng.º Jorge Santos

jorge.santos@grupomarques.org

913 575 367

66


Mota-Engil – Engenharia e Construção, S.A.

Capital Social

100.000.000,00 euros

Sede Social

Casa da Calçada

Largo do Paço, nº 06 – Cepelos

4600-017 AMARANTE

Telefone: 220 914 820

Fax: 220 914 830

ÁREA COMERCIAL NACIONAL

RESPONSÁVEL

/DIRETOR DE MERCADO

CONTACTO

*Centrais com capacidade para fornecer

betão para Classe de Inspeção 3.

LOCAL

Paredes

Canelas

Famalicão

Trofa*

Santa Iria da Azóia

Carnide

Melides

Eng.ª Daniela Maia

CENTROS DE PRODUÇÃO

RESPONSÁVEL

PRODUÇÃO

Eng.ª Marta

Durães

Eng.ª Margarida

Morgado

Eng.ª Fernanda

Moreira

912 504 080

comercialbet@mota-engil.pt

CONTACTO

919 448 593

913 642 133

918 541 754

Pragosa Betão, S.A.

Sede Social

Rua Ribeira da Calva, N 4, Lt 5 R/C B,

Freiria de Cima – Apartado 46

2440-057 BATALHA

Telefone: 244 480 120

Fax: 244 481 049

E-mail: betao@pragosa.pt

Website: www.pragosa.pt

LOCAL

Batalha

Alenquer

CENTROS DE PRODUÇÃO

RESPONSÁVEL/DIRETOR

DO MERCADO

CONTACTO

Torres Vedras

Montemor-o-Novo

Gualter Costa 966 597 839

Caldas da Rainha

Alcácer do Sal

junho 2024 67


Associados

Restradas – Revitalização

de Estradas do Norte, Lda.

Capital Social

1.2000.000,0 euros

Sede Social

Rua da Pedreira, n.º 2

4560-221 MARECOS – PENAFIEL

Telefone: 255 710 670

E-mail: info@restradas.com

CENTROS DE PRODUÇÃO

LOCAL

RESPONSÁVEL

PRODUÇÃO

CONTACTO

Penafiel

(Marecos)

Eng.º Luís Ribeiro

967 269 128

luisribeiro@restradas.com

LOCAL

RESPONSÁVEL

COMERCIAL

CONTACTO

Penafiel

(Marecos)

Arménio Soares

967 567 036

armenio.soares@restradas.com

Sonangil Betão – Fabricação de Produtos de Betão

para a Construção, Lda.

Capital Social

10.000,00 euros

Sede Social

Loteamento da Parcela e Monte Feio, Lote 9

7520-064 SINES

Telefone: 212 952 990

Fax: 212 952 989

E-mail: geral@sonangilbetao.pt

Website: www.sonangil.pt

CENTROS DE PRODUÇÃO

LOCAL

RESPONSÁVEL/DIRETOR

DO MERCADO

CONTACTO

Almada

Fernando Mendes

914 398 108

Sines 969 151 546

68


Secil Betão, S.A.

Capital Social

12.000.000,00 euros

Sede Social

Outão – Setúbal

Serviços Centrais

Av. Eng.º Duarte Pacheco, n.º19 – 7.º

1070-100 LISBOA

Telefone: 217 927 100

Telefax: 217 936 200

E-mail: apoiocliente.betao@secil.pt

Website: www.secil.pt

Portal Secil Betão: https://betao.secil.pt/

CENTROS DE PRODUÇÃO

CENTROS DE PRODUÇÃO

ZONA NORTE – COM CENTRO LOGÍSTICO

Responsável Comercial Alain Cunha

LOCAL CONTACTO LOCALIZAÇÃO

Centro Logístico 935 011 766

Escritório 229 871 490

V. N. Gaia 935 011 766 41.0958333, 8.6102778

Maia 938 977 507 41.2268056, 8.6569444

Viana do Castelo 938 970 006 41.6680917, 8.8091611

Braga 938 977 493 41.5094361, 8.45

Penafiel 938 977 473 41.2007694, 8.3065583

Vila Real 938 977 487 41.2739167, 7.7052889

Feira 938 977 478 40.9441667, 8.5361111

Albergaria 938 977 483 40.7122222, 8.4888889

ZONA GRANDE LISBOA – COM CENTRO LOGÍSTICO

Responsável Comercial Mariana Ribeiro

LOCAL CONTACTO LOCALIZAÇÃO

Centro Logístico 935 556 111

Escritório 219 898 640

Frielas 935 556 111 38.8074972, 9.1510917

Linhó 935 556 111 38.7604028, 9.3758528

V. F. Xira 938 977 568 38.9976861, 8.9662583

Torres Vedras 938 977 466 39.1139167, 9.2414667

Setúbal 938 977 589 38.5406056, 8.8359139

Casal do Marco 938 484 893 38.6045417, 9.0923222

Queluz 935 556 111 38.442699, 9.152686

Alcochete 935 556 111 38.444437, 8.563719

Escritório 244 843 171

ALENTEJO

ZONA CENTRO

Responsável Comercial Fernando Neto

Pombal 938 977 625 39.9757667, 8.6275722

Leiria 938 977 626 39.7701, 8.7739778

Caldas da Rainha 918 683 938 39.4208417, 9.1706139

Santarém 932 589 601 39.2801111, 8.7050444

Abrantes 938 977 561 39.4613417, 8.1640306

Portalegre 938 977 625 39.2684111, 7.4297861

Coimbra 938 977 441 40.1833333, 8.4833333

Tondela 938 977 525 40.4837806, 8.8356722

Guarda 271 211 559 40.5247528, 7.229375

ZONA SUL

Responsável Comercial Rodolfo Oliveira

Évora 938 977 612 38.5351417, 7.9516583

Alcácer do Sal 938 977 611 38.3906333, 8.5053389

Sines 917 621 138 37.9555028, 8.8455167

Beja 919 703 652 38.0237306, 7.8530472

ALGARVE

Escritório 289 571 371

Ferreiras 938 977 602 37.1236111, 8.2441667

Olhão 938 977 603 37.0375, 7.8616667

Castelo Branco 938 984 867 39.8969528, 7.4802972

Portimão 938 977 604 37.1619444, 8.6305556

junho 2024 69


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Acervo Normativo Nacional Sobre Betão e os seus Constituintes

O presente documento resume o acervo normativo aplicável ou com interesse para o setor do betão pronto, nomeadamente o referente ao

betão e seus materiais constituintes. Além das normas portuguesas são igualmente referidas as Especificações LNEC e outros documentos

normativos europeus, tais como Relatórios Técnicos (TR) e Especificações Técnicas (TS).

Esta informação corresponde à situação verificada em 23 de maio de 2024, pelo que, após esta data, deverá ser periodicamente atualizada,

face à anulação, substituição ou publicação de novos documentos normativos.

Normas

NP 1385:2023

NP 1387:2015

NP EN 206-1:2007

Emenda 2:2007

Emenda 1:2008

Emenda 2:2010

NP EN 206-9:2010 1

NP EN 206:2013

+A2:2021

Errata 1:2022 2

NP EN 12350-1:2022

NP EN 12350-2:2022

NP EN 12350-3:2019

NP EN 12350-4:2019

NP EN 12350-5:2019

NP EN 12350-6:2019

NP EN 12350-7:2022

NP EN 12350-8:2023

BETÃO

Betões. Determinação da composição do betão fresco.

Betão. Determinação dos tempos de presa.

Betão. Parte 1: Especificação, desempenho, produção e conformidade.

Betão. Parte 9: Regras adicionais para betão autocompactável (BAC).

Betão. Especificação, desempenho, produção e conformidade.

Ensaios do betão fresco. Parte 1: Amostragem.

Ensaios do betão fresco. Parte 2: Ensaio de abaixamento.

Testing fresh concrete. Part 3: Vebe test.

Testing fresh concrete. Part 4: Degree of compactability.

Testing fresh concrete. Part 5: Flow table test.

Testing fresh concrete. Part 6: Density.

Ensaios do betão fresco. Parte 7: Teor de ar – Métodos pressiométricos

Ensaios do betão fresco - Parte 8: Betão autocompactável - Ensaio de espalhamento.

NP EN 12350-9:2010 Ensaios do betão fresco. Parte 9: Betão autocompactável. Ensaio de escoamento no funil V.

NP EN 12350-10:2010 Ensaios do betão fresco. Parte 10: Betão autocompactável. Ensaio de escoamento na caixa L.

NP EN 12350-11:2010

Errata 1: 2012

Ensaios do betão fresco. Parte 11: Betão autocompactável. Ensaio de segregação no peneiro.

NP EN 12350-12:2010 Ensaios do betão fresco. Parte 12: Betão autocompactável. Ensaio de espalhamento no anel J.

NP EN 12390-1:2022

NP EN 12390-2:2021

NP EN 12390-3:2021

NP EN 12390-4:2021

NP EN 12390-5:2023

NP EN 12390-6:2023

Ensaios do betão endurecido. Parte 1: Forma, dimensões e outros requisitos para os provetes e para os moldes.

Ensaios do betão endurecido. Parte 2: Execução e cura dos provetes para ensaios de resistência mecânica.

Ensaios do betão endurecido. Parte 3: Resistência à compressão de provetes.

Ensaios do betão endurecido. Parte 4: Resistência à compressão – Características das máquinas de ensaio.

Ensaios do betão endurecido - Parte 5: Resistência à flexão de provetes

Testing hardened concrete - Part 6: Tensile splitting strength of test specimens

NP EN 12390-7:2019 Testing hardened concrete. Part 7: Density of hardened concrete (includes Corrigendum: 2020).

NP EN 12390-8:2019

NP EN 12390-10:2019

NP EN 12390-11:2017

NP EN 12390-12:2022

NP EN 12390-13:2023

NP EN 12390-14:2019

NP EN 12390-15:2020

NP EN 12390-16:2022

NP EN 12390-17:2022

NP EN 12390-18:2021

NP EN 12390-19:2023

NP EN 12504-1: 2022

EN 12504-2:2021

NP EN 12504-3:2007

EN 12504-4:2021

NP ENV 13670-1:2007

Emenda 1:2008 1

NP EN 13670:2011 2

Emenda 2:2021 2

Errata 1:2022 2

NP EN 13791:2019

NP EN 14487-1:2022

NP EN 14487-2:2008

Testing hardened concrete. Part 8: Depth of penetration of water under pressure.

Ensaios do betão endurecido. Parte 10: Determinação da resistência à carbonatação do betão sob níveis atmosféricos

de dióxido de carbono.

Ensaios do betão endurecido. Parte 11: Determinação da resistência do betão à penetração dos cloretos por difusão unidirectional.

Ensaios do betão endurecido. Parte 12: Determinação da resistência à carbonatação do betão – Método da carbonatação acelarada.

Ensaios do betão endurecido - Parte 13: Determinação do módulo de elasticidade secante à compressão

Ensaios do betão endurecido. Parte 14: Método semiadiabático para a determinação do calor libertado pelo betão

durante o seu processo de endurecimento.

Ensaios do betão endurecido. Parte 15: Método adiabático para a determinação do calor de hidratação do betão.

Ensaios do betão endurecido. Parte 16: Determinação da retração do betão.

Ensaios do betão endurecido. Parte 17: Determinação da fluência do betão em compressão.

Testing hardened concrete. Part 18: Determination of the chloride migration coefficient.

Testing of hardened concrete – Determination of electrical resistivity

Ensaios do betão nas estruturas. Parte 1: Carotes – Extração, exame e ensaio à compressão

Testing concrete in structures. Part 2: Non-destructive testing. Determination of rebound number.

Ensaio de betão nas estruturas. Parte 3: Determinação da força de arranque.

Testing concrete in structures. Part 4: Determination of ultrasonic pulse velocity.

Execução de estruturas em betão. Parte 1: Regras gerais.

Execução de estruturas de betão.

Avaliação da resistência à compressão in-situ do betão em estruturas e elementos pré-fabricados.

Sprayed concrete. Part 1: Definitions, specifications and conformity

Betão projetado. Parte 2: Execução.

1

Estas normas podem ainda ser aplicadas por imposição do Decreto-Lei n.º 301/2007 de 23 de agosto.

2

Estas normas são aplicadas por imposição do Decreto-Lei n.º 90/2021 de 5 de novembro.

Suplemento normativo – 23-05-2024


NP EN 14488-1:2008

NP EN 14488-2:2008

NP EN 14488-3:2008

NP EN 14488-4:2005

+A1: 2008

NP EN 14488-5:2008

NP EN 14488-6:2008

NP EN 14488-7:2008

NP EN 14845-1:2008

NP EN 14845-2:2008

NP EN 14889-1:2008

Errata 1: 2020

NP EN 14889-2:2008

BETÃO (cont.)

Ensaios de betão projetado. Parte 1: Amostragem do betão fresco e endurecido.

Ensaios de betão projetado. Parte 2: Resistência à compressão do betão projetado jovem.

Ensaios de betão projetado. Parte 3: Resistência à flexão (máxima, última e residual) de vigas reforçadas com fibras.

Ensaios de betão projetado. Parte 4: Resistência de aderência em carotes à tração simples.

Ensaios de betão projetado. Parte 5: Determinação da capacidade de absorção de energia de provetes de lajes reforçadas com fibras.

Ensaios de betão projetado. Parte 6: Espessura de betão sobre um substrato.

Ensaios de betão projetado. Parte 7: Dosagem de fibras no betão reforçado com fibras.

Métodos de ensaio de fibras no betão. Parte 1: Betões de referência.

Métodos de ensaio de fibras no betão. Parte 2: Influência sobre a resistência.

Fibras para betão. Parte 1: Fibras de aço. Definições, especificações e conformidade.

Fibras para betão. Parte 2: Fibras poliméricas. Definições, especificações e conformidade.

Especificações LNEC

E 383:1993

E 387:1993

E 388:1993

E 389:1993

E 390:1993

E 391:1993

E 392:2019

E 393:1993

E 394:1993

E 395:1993

E 396:1993

E 397:1993

E 398:1993

E 399:1993

E 413:1993

E 454:1999

E 461:2021

E 463:2004

E 464:2007

E 465:2007

E 475:2007

Betões. Determinação da resistência à penetração de cloretos. Método da célula de difusão.

Betões. Caracterização de vazios por método microscópico.

Betões. Análise macro e micro-estrutural. Exame petrográfico.

Betões. Preparação de lâminas delgadas para análise micro-estrutural.

Betões. Determinação da resistência à penetração de cloretos. Ensaio de imersão.

Betões. Determinação da resistência à carbonatação.

Betões. Determinação da permeabilidade ao oxigénio.

Betões. Determinação da absorção de água por capilaridade.

Betões. Determinação da absorção de água por imersão. Ensaio à pressão atmosférica.

Betões. Determinação da absorção de água por imersão. Ensaio no vácuo.

Betões. Determinação da resistência à abrasão.

Betões. Determinação do módulo de elasticidade em compressão.

Betões. Determinação da retração e da expansão.

Betões. Determinação da fluência em compressão.

Betões. Determinação da permeabilidade ao ar e à água. Método de Figg.

Betões de cimento branco. Recomendações para a escolha dos constituintes.

Betões. Metodologias para prevenir reações expansivas internas.

Betões. Determinação do coeficiente de difusão dos cloretos por ensaio de migração em regime não estacionário.

Betões. Metodologia prescritiva para uma vida útil de projeto de 50 e de 100 anos face às ações ambientais.

Betões. Metodologia para estimar as propriedades de desempenho do betão que permitem satisfazer a vida útil de projeto

de estruturas de betão armado ou pré-esforçado sob as exposições ambientais XC e XS.

Betões. Determinação da permeabilidade à água. Método GWT.

E 477:2007 Guia para especificação do betão de ligantes hidráulicos conforme com a NP EN 206-1.

Outros documentos

CR 1901:2000

TS 12390-9:2016

CR 12793:2001

CR 13901:2000

CR 13902:2000

TR 15177:2006

TR 15678:2008

TR 15868:2018

Regional specifications and recommendations for the avoidance of damaging alkali silica reactions in concrete.

Testing hardened concrete – Part 9: Freeze-thaw resistance with de-icing salts – Scaling.

Measurement of the carbonation depth of hardened concrete.

The use of the concept of concrete families for the production and conformity control of concrete.

Test methods for determining the water/cement ratio of fresh concrete.

Testing the freeze-thaw resistance of concrete – Internal structural damage.

Concrete – Release of regulated dangerous substances into soil, groundwater and surface water – Test method for new or unapproved

constituents of concrete and for production concretes.

Survey of national requirements used in conjunction with the European concrete standard and developing practice.

TR 15868:2009 Survey of national requirements used in conjunction with EN 206-1:2000.

TR 16142: 2011

TR 16349: 2012

TR 16369: 2012

TR 16563:2013

TR 16639:2014

TR 17172:2022

TR 17310:2019

Concrete – A study of the characteristic leaching behavior of hardened concrete for use in the natural environment.

Framework for a specification on the avoidance of a damaging Alkali-Silica Reaction (ASR) in concrete.

Use of control charts in the production of concrete.

Principles of the equivalent durability procedure.

Use of k-value concept, equivalent concrete performance concept and equivalent performance of combinations concept.

Validation testing program on chloride penetration and carbonation standardized test methods.

Carbonation and CO 2

uptake in concrete.

Normas

NP 4435:2004

NP EN 196-1:2017

NP EN 196-2:2014

NP EN 196-3:2017

NP EN 196-5:2011

CIMENTOS

Cimentos. Condições de fornecimento e receção.

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 1: Determinação das resistências mecânicas.

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 2: Análise química dos cimentos.

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 3: Determinação dos tempos de presa e da expansibilidade.

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 5: Ensaio de pozolanicidade dos cimentos pozolânicos.

Suplemento normativo – 23-05-2024


NP EN 196-6:2019

NP EN 196-7:2008

NP EN 196-8:2010

NP EN 196-9:2010

NP EN 196-10:2017

NP EN 196-11:2020

NP EN 197-1:2012

NP EN 197-2: 2022

NP EN 197-5: 2021

NP EN 197-6:2023

NP EN 413-1:2011

NP EN 413-2:2016

NP EN 13282-1:2014

NP EN 13282-2:2015

NP EN 13282-3:2015

NP EN 14216:2015

NP EN 14647:2010

NP EN 15743:2010

+A1:2015

CIMENTOS (cont.)

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 6: Determinação da finura.

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 7: Métodos de colheita e de preparação de amostras de cimento.

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 8: Calor de hidratação. Método da dissolução.

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 9: Calor de hidratação. Método semi-adiabático.

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 10: Determinação do teor em crómio (VI) solúvel em água do cimento.

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 11: Calor de hidratação. Método da condução isotérmica.

Cimento. Parte 1: Composição, especificações e critérios de conformidade para cimentos correntes.

Cimento. Parte 2: Avaliação e verificação da regularidade no desempenho.

Cimento. Parte 5: Cimento composto Portland CEM II/C-M e cimento composto CEM VI.

Cement – Part 6: Cement with recycled building materials.

Cimento de alvenaria. Parte 1: Composição, especificações e critérios de conformidade.

Masonry cement. Part 2: Test methods.

Ligantes hidráulicos para estradas. Parte 1: Ligantes hidráulicos de endurecimento rápido para estradas – Composição, especificações

e critérios de conformidade.

Ligantes hidráulicos para estradas. Parte 2: Ligantes hidráulicos de endurecimento normal para estradas – Composição, especificações

e critérios de conformidade.

Ligantes hidráulicos para estradas. Parte 3: Avaliação da conformidade.

Cimento. Composição, especificações e critérios de conformidade para cimentos especiais de muito baixo calor de hidratação.

Cimento de aluminato de cálcio. Composição, especificações e critérios de conformidade.

Cimento supersulfatado. Composição, especificações e critérios de conformidade.

Especificações LNEC

E 64:1979

E 357:1995

E 462:2004

E 476:2007

Cimentos. Determinação da massa volúmica.

Cimentos brancos. Determinação da brancura (fator de refletância luminosa).

Cimentos. Resistência dos cimentos ao ataque por sulfatos.

Pastas de cimento. Determinação da retração autogénea.

Outros documentos

PD CEN/TR

196-4:2007

CR 13933:2000

TR 14245:2020

TR 15697:2008

TR 16632:2014

TR 17365:2019

Métodos de ensaio de cimentos. Parte 4: Determinação quantitativa dos constituintes.

Masonry cement – Testing for workability (cohesivity).

Cement. Guidelines for the application of EN 197-2: Assessment and verification of constancy of performance.

Cement. Performance testing for sulfate resistance – State of the art report.

Determinação do calor de hidratação do cimento por calorimetria de condução isotérmica: Estado do conhecimento e recomendações.

Method for the determination of C3A in the clinker from cement analysis.

Normas

NP 957:1973

NP 1039:1974

NP 1380:1976

NP 1382:1976

NP EN 932-1:2002

NP EN 932-2:2002

NP EN 932-3:2022

NP EN 932-5:2014

NP EN 932-6:2002

NP EN 933-1:2014

NP EN 933-2:2021

NP EN 933-3:2014

EN 933-4:2008

NP EN 933-5:2022

NP EN 933-6:2022

NP EN 933-7:2002

NP EN 933-8:2012

+A1:2017

NP EN 933-9:2022

EN 933-10:2009

NP EN 933-11:2011

NP EN 1097-1:2012

AGREGADOS

Inertes para argamassas e betões. Determinação do teor em água superficial de areias.

Inertes para argamassas e betões. Determinação da resistência ao esmagamento.

Inertes para argamassas e betões. Determinação do teor em partículas friáveis.

Inertes para argamassas e betões. Determinação do teor de álcalis solúveis. Processo por espectrofotometria de chama.

Ensaios das propriedades gerais dos agregados. Parte 1: Métodos de amostragem.

Ensaios das propriedades gerais dos agregados. Parte 2: Métodos de redução de amostras laboratoriais.

Tests for general properties of aggregates Procedure and terminology for simplified petrographic description

Ensaios das propriedades gerais dos agregados. Parte 5: Equipamento comum e calibração.

Ensaios das propriedades gerais dos agregados. Parte 6: Definições de repetibilidade e reprodutibilidade.

Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 1: Análise granulométrica – Método da peneiração.

Ensaios para determinação das características geométricas dos agregados. Parte 2: Determinação da distribuição granulométrica –

Peneiros de ensaio, dimensão nominal das aberturas.

Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 3: Determinação da forma das partículas – Índice de achatamento.

Tests for geometrical properties of aggregates. Part 4: Determination of particle shape – Shape index.

Tests for geometrical properties of aggregates - Part 5: Determination of percentage of crushed particles in coarse and all-in natural

aggregates

Tests for geometrical properties of aggregates. Part 6: Assessment of surface characteristics. Flow coefficient of aggregates.

Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 7: Determinação do teor de conchas. Percentagem de conchas

nos agregados grossos.

Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 8: Avaliação dos finos – Ensaio do equivalente de areia.

Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 9: Avaliação dos finos – Ensaio do azul de metileno.

Tests for geometrical properties of aggregates. Part 10: Assessment of fines – Grading of filler aggregates (air jet sieving).

Ensaios das propriedades geométricas dos agregados. Parte 11: Ensaio para classificação dos constituintes de agregados grossos

reciclados.

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 1: Determinação da resistência ao desgaste (micro-Deval).

Suplemento normativo – 23-05-2024


EN 1097-2:2020

NP EN 1097-3:2002

NP EN 1097-4:2012

NP EN 1097-5:2011

NP EN 1097-6:2022

NP EN 1097-7:2012

NP EN 1097-8:2020

NP EN 1097-9:2014

NP EN 1097-10:2014

EN 1097-11:2013

EN 1367-1:2007

NP EN 1367-2:2013

NP EN 1367-3:2005

AC:2011

NP EN 1367-4:2011

NP EN 1367-5:2016

EN 1367-6:2008

EN 1367-7:2014

NP EN 1367-8:2021

NP EN 1744-1:2009

+A1:2014

NP EN 1744-3:2005

NP EN 1744-4:2021

NP EN 1744-5:2011

NP EN 1744-6:2011

EN 1744-7:2012

EN 1744-8:2012

NP EN 12620:2002

+A1:2010

NP EN 13055:2016

NP EN 13139:2005

AC:2010

AGREGADOS (cont.)

Tests for mechanical and physical properties of aggregates. Methods for the determination of resistance to fragmentation.

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 3: Determinação da baridade e do volume de vazios.

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 4: Determinação dos vazios do fíler seco compactado.

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 5: Determinação do teor de água por secagem em estufa ventilada.

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados; Parte 6: Determinação da massa volúmica e da absorção de água.

Ensaios das propriedades mecânicas e físicas dos agregados. Parte 7: Determinação da massa volúmica do fíler. Método do picnómetro.

Tests for mechanical and physical properties of aggregates. Part 8: Determination of the polished stone value.

Tests for mechanical and physical properties of aggregates. Part 9: Determination of the resistance to wear by abrasion

from studded tyres – Nordic test.

Tests for mechanical and physical properties of aggregates. Part 10: Determination of water suction height.

Tests for mechanical and physical properties of aggregates. Part 11: Determination of compressibility and confined

compressive strength of lightweight aggregates.

Tests for thermal and weathering properties of aggregates. Part 1: Determination of resistance to freezing and thawing.

Ensaios das propriedades térmicas e de meteorização dos agregados. Parte 2: Ensaio do sulfato de magnésio.

Ensaios das propriedades térmicas e de meteorização dos agregados. Parte 3: Ensaio de ebulição para basaltos “Sonnenbrand”.

Ensaios das propriedades térmicas e de meteorização dos agregados. Parte 4: Determinação da retração por secagem.

Ensaios das propriedades térmicas e de meteorização dos agregados. Parte 5: Determinação da resistência ao choque térmico.

Tests for thermal and weathering properties of aggregates. Part 6: Determination of resistance to freezing and thawing

in the presence of salt (NaCl).

Tests for thermal and weathering properties of aggregates. Part 7: Determination of resistance to freezing and thawing

of Lightweight aggregates.

Ensaios das propriedades térmicas e de meteorização dos agregados. Parte 8: Determinação da resistência à desintegração

de agregados leves.

Ensaios para determinação das propriedades químicas dos agregados. Parte 1: Análise química.

Ensaios das propriedades químicas dos agregados. Parte 3: Preparação de eluatos por lexiviação dos agregados.

Tests for chemical properties of aggregates. Part 4: Determination of water susceptibility of fillers for bituminous mixtures.

Ensaios das propriedades químicas dos agregados. Parte 5: Determinação de sais de cloreto solúveis em ácido.

Ensaios das propriedades químicas dos agregados. Parte 6: Determinação da influência do extrato de agregados reciclados

no tempo de início de presa do cimento.

Tests for chemical properties of aggregates. Part 7: Determination of loss of ignition of Municipal Incinerator

Bottom Ash Aggregate (MIBA Aggregate).

Tests for chemical properties of aggregates. Part 8: Sorting test to determine metal content of Municipal Incinerator

Bottom Ash (MIBA) Aggregates.

Agregados para betão.

Lightweight aggregates.

Agregados para argamassas.

Especificações LNEC

E 222:1968

E 251:1985

E 415:2021

E 467:2006

E 471:2009

Agregados. Determinação do teor em partículas moles.

Inertes para argamassas e betões. Ensaio de reatividade com os sulfatos em presença de hidróxido de cálcio.

Inertes para argamassas e betões. Determinação da reatividade potencial com os álcalis. Análise petrográfica.

Guia para a utilização de agregados em betões de ligantes hidráulicos.

Guia para a utilização de agregados reciclados grossos em betões de ligantes hidráulicos.

Normas

NP 4220:2015

NP EN 450-1:2012

NP EN 450-2:2006

NP EN 451-1:2018

NP EN 451-2:2018

NP EN 13263-1:2005

+A1: 2009

NP EN 13263-2:2005

+A1: 2009

NP EN 15167-1:2008

NP EN 15167-2:2008

ADIÇÕES

Pozolanas para betão, argamassa e caldas. Definições, requisitos e verificação da conformidade.

Cinzas volantes para betão. Parte 1: Definição, especificações e critérios de conformidade.

Cinzas volantes para betão. Parte 2: Avaliação da conformidade.

Métodos de ensaio das cinzas volantes. Parte 1: Determinação do teor de óxido de cálcio livre.

Métodos de ensaio das cinzas volantes. Parte 2: Determinação da finura por peneiração húmida.

Sílica de fumo para betão. Parte 1: Definições, requisitos e critérios de conformidade.

Sílica de fumo para betão. Parte 2: Avaliação da conformidade.

Escória granulada de alto-forno moída para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 1: Definições, especificações

e critérios de conformidade.

Escória granulada de alto-forno moída para betão, argamassa e caldas de injecção. Parte 2: Avaliação da conformidade.

Especificações LNEC

E 384:1993 Escória granulada de alto-forno moída para betões. Determinação do teor de material vítreo por difração de raios X.

E 386:1993

Fíler calcário para betões. Determinação do teor de carbono orgânico total (TOC).

E 412:1993

Materiais em pó. Determinação da superfície específica. Método B.E.T.

E 466:2005

Fíleres calcários para ligantes hidráulicos.

Suplemento normativo – 23-05-2024


ADIÇÕES (cont.)

Outros documentos

TR 15677:2008 Fly ash obtained from co-combustion – A report on the situation in Europe.

TR 15840:2009 Evaluation of conformity of fly ash for concrete – Guidelines for the application of EN 450-2.

TR 16443:2013 Backgrounds to the revision of EN 450-1:2005+A1:2007 – Fly ash for concrete.

Normas

NP EN 480-1:2023

NP EN 480-2:2007

NP EN 480-4:2007

NP EN 480-5:2007

NP EN 480-6:2007

NP EN 480-8:2012

NP EN 480-10:2009

NP EN 480-11:2007

NP EN 480-12:2007

NP EN 480-13:2015

NP EN 480-14:2007

NP EN 480-15:2013

NP EN 934-1:2008

NP EN 934-2:2009

+A1:2012

NP EN 934-3:2009

+A1:2012

NP EN 934-4:2009

NP EN 934-5:2008

Errata 1: 2012

NP EN 934-6:2019

ADJUVANTES

Admixtures for concrete, mortar and grout - Test methods - Part 1: Reference concrete and reference mortar for testing.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 2: Determinação do tempo de presa.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 4: Determinação da exsudação do betão.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 5: Determinação da absorção capilar.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 6: Análise por espectrofotometria de infravermelhos.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 8: Determinação do teor de resíduo seco.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 10: Determinação do teor de cloretos solúveis em água.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 11: Determinação das características dos vazios do

betão endurecido com ar introduzido.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 12: Determinação do teor de álcalis dos adjuvantes.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 13: Argamassa de alvenaria de referência para o

ensaio de adjuvantes para argamassa.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 14: Medição da suscetibilidade à corrosão do aço

em betão armado pelo ensaio eletroquímico potenciostático.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Métodos de ensaio. Parte 15: Betão de referência e método de ensaio de

adjuvantes modificadores da viscosidade.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 1: Requisitos gerais.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 2: Adjuvantes para betão. Definições, requisitos, conformidade, marcação

e etiquetagem.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 3: Adjuvantes para argamassa de alvenaria. Definições, requisitos,

conformidade, marcação e etiquetagem.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 4: Adjuvantes para caldas de injeção para bainhas de pré-esforço.

Definições, requisitos, conformidade, marcação e etiquetagem.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas de injeção. Parte 5: Adjuvantes para betão projetado. Definições, requisitos, conformidade,

marcação e etiquetagem.

Adjuvantes para betão, argamassa e caldas. Parte 6: Amostragem, avaliação e verificação da regularidade do desempenho.

Especificações LNEC

E 416:1993 Adjuvantes para argamassas e betões. Avaliação da corrosão das armaduras. Métodos eletroquímicos.

Normas

NP EN 1008:2003

NP EN 13577:2008

ÁGUA

Água de amassadura para betão. Especificações para a amostragem, ensaio e avaliação da aptidão da água, incluindo água recuperada

nos processos da indústria de betão, para o fabrico de betão.

Ataque químico do betão. Determinação da concentração de dióxido de carbono agressivo da água.

Normas

NP EN 445:2008

NP EN 446:2008

NP EN 447:2008

Errata: Jan 2011

CALDAS DE INJEÇÃO

Caldas de injeção para armaduras de pré-esforço. Métodos de ensaio.

Caldas de injeção para armaduras de pré-esforço. Procedimentos de injeção.

Caldas de injeção para armaduras de pré-esforço. Requisitos básicos.

Fontes de informação disponíveis em: www.ipq.pt | www.lnec.pt | www.cen.eu

Esta lista de documentos normativos é validada periodicamente atendendo a que está em permanente atualização.

As referências das normas, NP, EN e NP EN, e respetivas designações são as referidas como em vigor no sítio do IPQ em 23/05/2024.

Suplemento normativo – 23-05-2024

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