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suturas

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R E S U M O

Suturas

@ Q U E R O R E S U M O S


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Suturas

SUMÁRIO

1. Introdução.....................................................................1

- História das suturas………………………………………….1

2. Fases da Cicatrização ...............................................1

- Fase de maturação……………………………………………2

3. Materiais de Sutura ...................................................3

- Características dos fios de sutura…………..………..3

- Propriedade dos fios....................................................3

- Fios monofilamentares……………………………………..4

- Fios multifilamentares……………………………………..4

- Diâmetro/Calibre do fio……………………………………5

- visibilidade em campo cirúrgico………………………5

- Características do fio ideal………………………………5

- Agulhas……………………………………………………………..6

- Suturas………………………………………………………………6

- classificação das suturas …………………………………7

- Condições para uma Boa Sutura ……………………..7

- Técnica Anestésica Ideal ………………………………….7

- Técnica de sutura …………………………………………….8

- Suturas Descontínuas ……………………………………..8

- Suturas continuas ……………………………………………9

4. Cuidados Pós-Sutura ..............................................10

Referências Bibliográficas ........................................11

@ Q U E R O R E S U M O S


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Introdução

A sutura constitui a aproximação das bordas de

tecidos lesionados ou seccionados. Tem como

propósito a manutenção de uma correta contigui-

dade dos tecidos, visando orientar e facilitar as

fases iniciais do processo de cicatrização, ao

mesmo tempo em que fornece uma força tênsil

neces- sária à união destes tecidos, até que este

processo se conclua.

Suturas

FASES DA CICATRIZAÇÃO

Pode ser dividido em três etapas: inflamatória,

regenerativa (proliferativa) e fase de maturação

(ou de remodelamento).

Quero resumos

História das suturas

A fase inflamatória:

Egito Antigo

Primeiros relatos de fechamento de feridas

Século VIII

Albucasis introduz o uso de ferro em brasa

para cauterização de feridas

Século XIII

Guglielmo Salicetti e Guido Lanfranchi

abordam o tema sutura em seu livro Chirurgia

Magna

Século XIV

Mondeville preconiza a limpeza das feridas

para melhor cicatrização

caracteriza a reação imediata do tecido à lesão,

na qual ocorre hemostasia e inflamação. Esta

fase representa a tentativa de limitar o dano

mediante parada do sangramento, selamento da

superfície da ferida e remoção de qualquer tecido

necrótico, resíduos estranhos ou bactérias

presentes.

Século XVI

Ambroise Paré substitui a cauterização por

sutura com fios

Século XIX

Joseph Lister desenvolve suturas absorvíveis

estéreis

Apresenta maior permeabilidade vascular, migração

de células para a ferida por quimiotaxia,

secreção de citocinas e fatores de crescimento.

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Logo que se completa a síntese da ferida, poucas

horas após a aproximação de suas bordas, já

ocorre um vedamento desta por um coágulo de

fibrina, constituindo uma barreira protetora

contra a entrada de agentes infecciosos.

Suturas

Quero resumos

reparo da ferida por meio da angiogênese,

A partir do quinto dia, à medida que as respostas

agudas de hemostasia e inflamação começam a

desaparecer, a estrutura da malha aguarda o

fibroplasia e epitelialização. Dá- se então início a

fase proliferativa.

FASE de maturação

A fase de maturação, que tem início no décimo

quarto dia, se caracteriza por uma constante

remodelação do tecido conjuntivo.

Neste instante, a ferida apresenta

aproximadamente 10% da resistência de um

tecido sadio, o que já é o suficiente para garantir

uma sustentação.

A partir de então, a ferida começa a sofrer um

processo contínuo de remodelação e moldagem

que culmina em ganho de força tênsil, evoluindo

progressiva- mente por até 2 anos.

Obs:

também chamada de fase de granulação, na qual

a ferida passa a ser povoada por fibroblastos,

macrófagos e mononucleoses, formando o tecido

de granulação e gerando intensa de- posição de

colágeno, fibronectica e àcido hialurônico,

conferindo à ferida um rápido ganho de força

tênsil.

Após as considerações sobre as fases da

cicatrização se torna mais fácil entender a

necessidade de utilização de materiais de sutura

que mantenham forsa tênsil por um período

adequado de acordo com cada tecido.

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FIOS:

Materiais de sutura

Para que o procedimento de sutura realizado seja

bem sucedido é necessário fazer uma boa escolha

em relação ao fio a ser utilizado, uma vez que eles

serão os responsáveis pela junção dos tecidos que

sofreram lesão ou diérese.

Suturas

Absorção: Os fios são classificados em

absorvíveis e inabsorvíveis.

ABSORVÍVEIS:

Propriedades dos Fios

Os fios absorvíveis são aqueles que, ao passarem

por processos de fagocitose, hidrólise ou reações

de proteólise, se desintegram e não deixam

resíduos no organismo.

Quero resumos

caracteristica dos fios de

sutura

INABSORVIVEIS

permanecem um tempo maior em contato com o

organismo humano e, desse modo, podem ser

definidos como fios que apresentam maior força

tênsil e durabilidade maior que 60 dias.

•Configuração: Os fios podem ser monofilamentares

ou multifila mentares.

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caracteristica dos fios de

sutura

fios monofilamentares

Fios monofilamentares possuem apenas um

filamento e, por este motivo, são menos maleáveis

e possuem maior memória, o que torna

mais difícil o seu manuseio e diminui a

segurança de seus nós.

Suturas

Origem: Os fios podem ter origem biológica

(animal ou vegetal) ou sintética.

FORÇA TÊNSIL:

Termo utilizado para definir a força necessária

para que o fio sofra algum rompimento. Ao

escolhermos um fio de sutura, devemos ter em

mente que a sua força tênsil não deve ser menor

ou maior que à do tecido no qual será utilizado,

deverá ser equivalente.

Quero resumos

ELASTICIDADE:

têm como vantagem o fato de causarem menos lesões

durante sua passagem pelos tecidos.

Elasticidade: É a capacidade de um fio se alongar

quando está sob tensão e retornar ao seu comprimento

habitual após o fim desta.

fios multifilamentares

possuem vários filamentos trança- dos ou

torcidos entre si, conferindo maior flexibilidade,

porém causam maiores traumas ao tecido e

possibilitam maior adesão bacteriana entre seus

filamentos.

MEMÓRIA:

É definida como acapacidade do fio em retornar

a sua forma original após ser manipulado. É uma

propriedade não desejada nos fios de sutura,

uma vez que permite que os nós se desfaçam com

mais facilidade.

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COEFICIENTE DE FRICÇÃO:

É a capacidade que o fio apresenta de deslizar

através do tecido e dos nós.

• SEGURANÇA DOS NÓS:

Suturas

Diâmetro/Calibre do fio:

Está intimamente relacionada ao coeficiente de

fricção de um fio. Fios com baixo coeficiente de

fricção, como os monofilamentares, afrouxam

com mais facilidade.

Quero resumos

visibiliDade em campo

cirúrgico

É importante que os fios tenham alguma

coloração para que haja maior visibilidade no

campo cirúrgico.

REAÇÃO TECIDUAL

Os fios monofilamentares inabsorvíveis são os

que possuem menor resposta inflamatória. Já

entre os fios absorvíveis, os de origem biológica

são os que desencadeiam maior reação tecidual,

sendo que esta atinge seu pico máximo no sétimo

dia após a realização da sutura.

CRESCIMENTO BACTERIANO

A infecção constitui a complicação mais frequente

nas suturas e seu surgimento depende de algumas

variáveis como o grau de contaminação

da ferida, a técnica de sutura e os materiais

utilizados.

CUSTO:

É importante que olhemos o custo dos fios,

contudo o mais importante é adequar o fio ao

pro- cesso cirúrgico que será realizado.

caracteristica do fio ideal

• Grande resistência à tração e à torção;

•Calibre fino e regular;

•Mole, flexível e pouco elástico;

•Ausência de reação tecidual;

•Esterilização fácil;

• Resistente a esterilizações repetidas;

•Baixo custo.

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agulhas:

As agulhas são o principal agente traumático em

suturas, tem por função promover a passagem

do fio pelo tecido com o menor trauma possível.

Dividem-se em fundo ou olho (região em contato

com o fio), corpo e ponta. Podem ser classificadas

em trau- máticas e atraumáticas.

Além disso as agulhas também podem ser

classificadas em cilíndricas, triangulares

(cortantes) ou espatuladas.

Suturas

Quero resumos

Seu corpo varia entre retangular, redondo e

espatulado, fazendo uma transição entra a

ponta e a inserção do fio. Agulhas cortantes

facilitam a técnica cirúrgica em tecidos

resistentes, como a derme, por exemplo. Porém,

tecidos nobres como fígado ou córnea podem

exigir menos trauma local, sendo indicada a

utilização de agulhas rombas e espatu- ladas

nesses tecidos.

Quanto ao seu formato, podem ser retas ou

circulares. As circulares têm curvatu- ra

relacionada à fração de um círculo (1/4, 3/8, 1⁄2,

5/8). Diferentes curvaturas facilitam

determinado movimento durante sua utilização.

SUTURAS

Todas as suturas promovem em maior ou menor

grau três efeitos básicos nos tecidos vivos onde

são aplicadas.

• síntese - (aproximação)

em que a tensão da sutura terá o efeito de

propiciar a cicatrização primária da ferida.

Secundariamente, ocorrerá o recobrimento das

estruturas em planos anatômicos

imediatamente

abaixo dessa, estejam eles adequadamente

tratados ou não.

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classificação das suturas

• Absorvíveis (temporárias) ou inabsorví- veis

(permanentes);

• À técnica, em sutura descontínua ou sutura

con- tínua;

• Aos planos, em planos separados ou planos

conjuntos;

• À posição das bordas, em coaptante, eversante

ou inversante.

Suturas

Quero resumos

Condições para uma Boa Sutura

a ausência de tensão entre as bordas, por

aproximação de planos profundos, quando

necessário, evita deiscências por erro técnico e

propicia cicatrizes com melhor qualidade;

Técnica Anestésica Ideal

No realização de suturas, o anestésico

geralmente utilizado é a lidocaína com

vasoconstritor em extremidades proximais (ex:

couro cabeludo) e sem vasoconstritor em

extremidades distais (ex: dedos).

Algumas condições contribuem para o sucesso do

procedimento de sutura dos tecidos:

•lavagem com solução salina para retirada de

corpos estranhos;

A técnica mais adequada é o bloqueio de campo,

no qual a infiltração local de anestésico é

realizada delimitan- do uma área circunscrita

em torno da lesão a ser tratada.

• A antissepsia ao redor da lesão evitará a

deiscência da sutura devido a processos

infecciosos;

• Apresentação adequada das bordas da ferida

permite uma sutura sem irregularidades ou

falhas de aproximação;

• A hemostasia prévia diminui a possibilidade de

infecções e infiltração dos tecidos, além de evitar

a perda da sutura por formação de coleções

(hematomas);

introduzir a agulha obliquamente até os planos

mais profundos repeitando a área circunscrita.

Aspira-se a seringa previamente à

administração do anestésico local para verificar

se há retorno de sangue e se certificar que o

anestésico não está sendo injetado na corrente

sanguínea.

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técnica de sutura

para que se tenha uma sutura ideal, existem

cinco pré requisitos que devem ser respeitados:

• Realizar tração adequada.

• Não permitir que as bordas fiquem sob tensão.

• Simetria entre um ponto e outro e entre o ponto

e a borda da ferida.

• Evitar nós sobre a ferida.

• Fios e agulhas adequados.

Suturas

Ponto Donati (“longe-longe, perto-perto”):

Permite aproximação uniforme das bordas

mesmo quando for uma incisão incorreta ou

quando as bordas forem irregulares, apesar de

ter uma execução mais trabalhosa.

Suturas

Quero

Descontínuas

resumos

Ponto Simples Separado:

é a técnica mais utilizada, pois é fácil e rápida. É

o ponto ideal para uma aproxima- ção correta

das bordas de uma ferida. Utiliza-se agulha

curva, portanto sua introdução na pele deve

acompanhar seu círculo.

Ponto em X:

Utilizada em regiões com grandes resistências

submetidas à tensão. O fio é passado em um lado

da incisão e, após, a um nível abaixo nas duas

bordas, iniciando pela borda

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Ponto em U Horizontal:

Na sutura em U horizontal, ou ponto de Gillies, a

agulha penetra a pele de forma intradérmica na

fase inicial, em uma das bordas. Na borda

contralateral a passagem do fio é totalmente

intradérmica, de forma horizontal, em U.

Suturas

Quero resumos

agulha retorna verticalmente e ao lado de sua

O fio não é exposto nessa borda. Depois da

confecção do U horizontal intradérmico, a

entrada, também intradérmica

Ponto Contínuo Ancorado (chuleio festonado):

Realizado da mesma forma que a sutura simples

contínua, porém com o cruzamento do fio entre

os nós.

Ponto em U Horizontal Contínuo (barra grega ou

colchoeiro):

Suturas continuas

É indicada em casos que há uma maior extensão

para suturar e é necessário ganhar tempo,

porém seus resultados deixam a desejar.

Sutura realizada em U, horizontalmente,

transfixando a pele em suas bordas.

A entrada e saída dos fios são realizadas lado a

lado, de forma contínua.

Ponto Simples Contínuo (chuleio simples):

É a confecção de pontos simples, seriados e sem

interrupção. O nó é realizado no início e no final

da sutura. Possui técnica rápida e de fácil

execução.

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Sutura Intradérmica:

É realizada por passagem do fio de forma

horizontal, em plano mais superficial possível. A

passagem do fio contra lateral deve ser realizada

no mesmo nível do término da passagem

imediatamente anterior.

Suturas

Quero resumos

Nós Cirúrgicos:

O nó verdadeiro da sutura é dado com 3 seminós:

1- contenção;

2- fixação;

3- segurança.

cuidados pós sutura:

Deve ser coberta com curativo adequado e, se for

necessário, devem ser prescritas as profilaxias

determinadas. Devem ser também prescritos

analgésicos para controle da dor e orientados os

cuidados gerais com a higienização da ferida,

como lavagem com água e sabão e troca dos

curativos.

Os fios de sutura devem ser mantidos apenas

enquanto úteis. Sendo assim, devem ser retirados

o mais breve possível, logo que a cicatriz adquira

resistência.

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Quero Resumos

Por:

ALEF CARVALHO

SAMYA MARIA

Referências bibliográficas

DOCERO. Sanar suturas e fios, 26 mai. 2021. Disponivel em:

https://docero.com.br/doc/exxx55e. Acesso em: 11 de jul. 2022.

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