REVISTA PÓS-VENDA PESADOS 63
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N.º63
Abril/Maio 2026
2€ PERIODICIDADE BIMESTRAL
www.posvenda.pt
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Olhando para o futuro,
movemos o mundo
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i company/revista-pós-venda
l RevistaPOSVENDA
A ESCOLHA
PERFEITA
HUGO
CANHA
Com três armazéns em
Loures, Sintra e Torres
Vedras, a Multitrucks está
a comemorar 10 anos de
crescimento no negócio
de peças para pesados
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Pós-Venda
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DESTAQUE
Gerir o negócio das peças de
forma ainda mais profissional é
a proposta da Wiseparts com
a sua plataforma CRM, já com
inteligência artificial
ATUALIDADE
A S. José Logística de
Pneus comemorou 60 anos,
organizando um evento à
dimensão que a empresa hoje
tem no mercado dos pneus
DOSSIER
Não existem muitas marcas,
mas a oferta é, mesmo assim,
diversificada ao nível dos
equipamentos de diagnóstico
para veículos pesados
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N.º63
ABRIL/MAIO 2026
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RevistaPOSVENDA
E
Editorial
PROPRIETÁRIA E EDITORA
ORMP Pós-Venda Media, Lda
Estrada de Polima
Centro Industrial da Abóboda nº 1007
2º andar, Escritório I
2785-543 São Domingos de Rana
Nº Contribuinte: 513 634 398
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Paulo Homem
Anabela Machado
CAPITAL SOCIAL DA ORMP
Bettencourt & Mendes, Lda - 50%
Paulofimedia Unipessoal, Lda - 50%
CONTACTOS
Telefone: +351 218 068 949
Telemóvel: +351 939 995 128
E.mail: geral@posvenda.pt
www.posvenda.pt
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i/company/revista-pós-venda
DIRETOR
Paulo Homem
paulo.homem@posvenda.pt
REDAÇÃO
Nádia Conceição
nadia.conceicao@posvenda.pt
DIRETORA COMERCIAL
Anabela Machado
anabela.machado@posvenda.pt
GESTOR COMERCIAL
João Abreu
joao.abreu@posvenda.pt
ADMINISTRATIVA
Anabela Rodrigues
anabela.rodrigues@posvenda.pt
PAGINAÇÃO
Marta Moita
paginacao@posvenda.pt
SEDE DE REDAÇÃO
Estrada de Polima
Centro Industrial da Abóboda nº 1007
2º andar, Escritório I
2785-543 São Domingos de Rana
TIRAGEM
5.000 Exemplares
Nº REGISTO ERC
126723
DEPÓSITO LEGAL
403162/15
PERIODICIDADE
Bimestral
Sumário
S
PÓS-VENDA PESADOS
4
Destaque
WiseParts .............................................................................P.04
8
Notícias .............................................................................P.08
14
Atualidade
60 anos São José Pneus ...............................................P.14
API VDO Fleet ...................................................................P.18
20
Mercado
Grenke ....................................................................................P.20
Tecniquitel ............................................................................P.22
30 anos Berner em Portugal ......................................P.24
APP Diesel Technic .........................................................P.26
4.Operations ........................................................................P.28
30
Personalidade do mês
Hugo Canha, Multitrucks .............................................P.30
36
Mercado Camiões e autocarros
Novos modelos ..................................................................P.36
40
Dossier
Equipamentos de Diagnóstico ....................................P.40
Mais atenção à
manutenção preventiva
O pós-venda no setor dos transportes
nunca teve tanta importância como
agora tem. O aumento exponencial
dos custos dos combustíveis,
nomeadamente do gasóleo, vem trazer
uma pressão adicional às empresas de
transportes. Existe a perspetiva de
aumentar os preços dos fretes, mas
dificilmente os ganhos dessa medida
serão compensados pelo aumento dos
preços dos combustíveis, pelo que
olhar para os custos da manutenção
de forma mais atenta pode ser uma
boa medida para, pelo menos, não
se gastar tantos recursos financeiros
(leia-se dinheiro) com a manutenção
dos veículos pesados.
Atualmente, existem ferramentas
preditivas que ajudam muito o
transportador a poder reduzir
imprevistos e incidências ocasionais
com a sua frota. Bem usadas e bem
aplicadas, as mesmas ajudam a fazer
uma manutenção atempada da frota e,
com isso, evitar custos desnecessários
ou não previstos, que podem pesar na
carteira no final do mês.
Não menos importante é o correto
controlo das pressões dos pneus. Ter
uma política mais fina e assertiva
sobre a inspeção regular aos pneus é
muitíssimo importante para se poupar
combustível num camião, como
também para evitar imprevistos com
rebentamentos ou outros problemas.
As poupanças efetivas resultantes de
uma correta gestão de pneus estão
mais que estudadas e quantificadas,
só não vê quem não quer. Não se
trata apenas de poupar combustível,
mas também de proteger muito
os diversos órgãos mecânicos
que estão no camião e que
são sujeitos a esforços
superiores se os pneus não
andarem sempre com as
pressões corretas.
IMPRESSÃO
DPS – Digital Printing Solutions MLP, Quinta
do Grajal – Venda Seca, 2739-511 Agualva
Cacém – Tel: 214337000
Paulo Homem
DIRETOR
paulo.homem@posvenda.pt
ESTATUTO EDITORIAL
Disponível em www.posvenda.pt
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PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
Destaque
WISEPARTS
D
Venda de peças com
inteligência artificial
Numa altura de margens esmagadas na venda de peças, o segredo
está na especialização do negócio. A empresa desenvolveu o
WiseParts, um CRM para vendedores e gestores, já com inteligência
artificial, que permite potenciar e especializar a venda de peças.
TEXTO PAULO HOMEM
Vive-se num contexto de mercado,
no setor das peças para
pesados, em que a pressão
está muitas vezes na margem.
Preços esmagados, fruto de
uma concorrência feroz, levam a que
alguns distribuidores apostem tudo no
serviço e no stock para ganharem volume.
A questão é saber se estão a ser
eficientes na venda das peças, isto é, se
podem reduzir o custo de cada venda,
para dessa forma poderem potenciarem
a rentabilidade.
Atualmente no mercado existem muitas
ferramentas de CRM (Customer
Relationship Management) que podem
ajudar muito nas vendas, mas quase nenhuma
é especializada numa determinada
área do negócio e muito menos na área das
peças. Mas existe uma exceção, no caso
das peças, que dá pelo nome de WiseParts.
O WiseParts existe como marca há pouco
mais de um ano, mas o projeto que lhe
deu origem foi sendo desenvolvido nos
últimos anos e resulta de muitos anos de
experiência e envolvimento no negócio
das peças auto, com uma ideia central que
visava acima de tudo responder de forma
prática e direta aos desafios específicos
da distribuição de peças neste setor. Os
sócios da empresa têm muita experiência
na gestão associada ao negócio de peças
de grandes distribuidores, mas também
experiência na área tecnológica, surgindo
deste encontro de experiências, conhecimentos
e necessidades, este CRM.
“Toda a minha vida profissional foi dedicada
à venda de peças. Primeiro ligado
ao produto, depois, nos últimos seis a
sete anos, mais focado na gestão e na
componente tecnológica. Montámos uma
equipa de tecnologia e, a certa altura,
5
percebemos que tínhamos capacidade para
transformar todos aqueles projetos internos
– criados para apoiar a operação e a área
comercial (equipas comerciais, call centers,
vendedores) numa solução que pudesse ser
vendida ao mundo”, começa por referir André
Soares, Diretor Geral da WiseParts.
Foi feita uma spin-off, angariaram-se investidores
e o projeto arrancou verdadeiramente em
2021, com uma parceria com um fabricante,
neste caso a Ford, “num projeto ligado à
distribuição e à especialização na venda de
peças, exclusivamente desenvolvido para a
área de peças”, refere o mesmo responsável.
Hoje em dia a empresa já tem uma base de
clientes muito mais ampla. No início de 2025
“abrimos portas de forma mais ativa e começámos
a dar-nos a conhecer, sendo que até aí o
crescimento foi quase todo por referência. Nos
primeiros anos estivemos muito focados em
desenvolver o produto, ajustá-lo e trabalhá-lo
com a nossa base de clientes. Agora estamos
a investir mais no crescimento e no esforço
comercial”, conta André Soares, explicando
que “em Portugal existe ainda algum estigma
em relação à origem dos projetos, mas lá fora a
nossa história é muito bem recebida. De qualquer
forma, o foco do projeto nunca foi apenas
Portugal. Apesar de termos um carinho especial
pelo mercado português e de continuarmos a
investir aqui, atualmente cerca de 90% dos
nossos clientes estão em Espanha e estamos a
começar a expandir para lá da Península Ibérica”.
WiseParts
O WiseParts tem como objetivo capacitar
distribuidores, equipas comerciais e gestores
de negócio, diretamente ligados às peças auto
(ligeiros ou pesados), através de uma plataforma
que combina digitalização profunda dos processos
comerciais com o poder da inteligência
artificial, resultando numa solução intuitiva,
inteligente e totalmente alinhada com a realidade
do mercado.
“O WiseParts está a transformar a forma como
se vendem peças de automóveis, como se comunica
e se gere a distribuição de peças do
presente e do futuro”, diz o Diretor Geral da
WiseParts, acrescentando que “o nosso produto
é um SaaS (software as a service). Os clientes
pagam licenças e usam a solução de forma
contínua. Isso dá-nos grande flexibilidade e
facilita a expansão internacional”.
O que distingue o Wiseparts de muitos outros
produtos de software para este setor das
peças é a verticalização total na distribuição
de peças automóveis. “Os nossos clientes vão
desde grandes distribuidores e fabricantes que
gerem redes até retalhistas profissionais. Não
trabalhamos retalho “amador”, o foco é sempre
retalho profissional”, garante André Soares.
O WiseParts serve tanto grandes grossistas
como retalhistas locais com uma ou várias lojas,
trabalhem eles em peças para ligeiros ou para
pesados. “Temos clientes que faturam mais
de 150 milhões de euros por ano e outros que
faturam 3 a 4 milhões. A condição essencial
é terem (ou quererem ter) uma estrutura de
distribuição profissional com pessoas dedicadas
à prospeção e gestão de contas no terreno e
equipas ao balcão ou em contact center a atender
chamadas, WhatsApp, e-mail e a identificar
peças”, refere o mesmo responsável, garantindo
que “a partir do momento em que existe esta
estrutura (ou ambição de a ter), a nossa ferramenta
resolve grande parte dos problemas
operacionais do dia a dia, sem concorrer com
as plataformas que já existem para aquisição
de peças, catálogos, etc”.
CRM para venda de peças
O WiseParts, de acordo com André Soares
não é um ERP / DMS (que normalmente
tratam faturação, logística, stocks, compras e,
em alguns casos, tocam um pouco em CRM,
mas esse não é o foco principal), não é um
CRM generalista (que normalmente ajuda a
gerir contas de clientes, mas não vão ao detalhe
da planificação diária, definição de rotinas de
visita e análise operacional profunda), e não é
uma solução de apoio a contact centres (geralmente
desenhadas para outros setores que não
respondem às especificidades da distribuição
de peças, onde mais de 80% dos contactos são
para orçamentação e identificação de peças).
O WiseParts unifica tudo o que está ligado à
operação comercial: planeamento, execução e
6
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
D
DIGITALIZAÇÃO
análise, de forma simples e ajustada à realidade
do setor das peças. “Não vendemos
as peças pelos nossos clientes, mas criamos
as condições para que possam vender mais,
mais rápido e com melhor qualidade de
serviço”, explica o mesmo responsável.
Um dos grandes desafios dos operadores
de peças mais profissionalizados é a gestão
eficiente das carteiras de clientes e do tempo
das equipas de vendas. Numa estrutura
tradicional, um chefe de vendas pode até
ter acesso a relatórios de faturação, mas o
vendedor que passa o dia na estrada, raramente
tem tempo ou ferramentas simples
para análises mais profundas. Além disso,
as equipas comerciais são cada vez mais
heterogéneas, com jovens (habituados
a tecnologia) e pessoas com décadas de
experiência, excelentes na relação com
o cliente, mas pouco confortáveis com
ferramentas complexas.
“O WiseParts assume essa realidade e
procura democratizar o acesso à informação
e à análise, com ferramentas simples,
tanto em desktop como em telemóvel. O
objetivo é que qualquer vendedor consiga
trabalhar com o sistema sem que este se
torne um peso adicional”, refere André
Soares.
Muitas vezes a realidade dita que existem
clientes que só são visitados uma
a duas vezes por ano. Um dos objetivos
do WiseParts é ajudar a “limpar” e reestruturar
carteiras de clientes, organizar
territórios e evitar sobreposições, mas
também priorizar clientes com base em
dados objetivos (potencial, histórico de
compras, evolução de vendas, etc.), levando
o responsável da empresa a dizer
que “não impomos um modelo perfeito
que substitua a experiência do vendedor.
O que fazemos é trazer inteligência aos
hábitos que cada um já tem, acrescentando
dados à intuição”.
Integração
Para o WiseParts funcionar precisa, de
uma forma simples, de dados de vendas
(transações) e da base de dados de clientes.
WISEPARTS NASCEU COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Uma das grandes vantagens competitivas do WiseParts, de acordo com os
seus responsáveis, é ter nascido já na era da inteligência artificial. “Somos
nativos neste contexto e isso reflete-se no produto”, refere André Soares,
Diretor Geral da WiseParts.
Neste CRM foram desenvolvidos vários agentes de IA, que apoiam as equipas
no dia a dia, que permitem:
⇨ Analisar histórico de vendas e
alertar quando algo não está bem
num determinado cliente;
⇨ Preparar resumos antes de uma
visita, com os principais pontos a
ter em conta;
⇨ Ler e interpretar informação
comunicacional (e-mails, mensagens)
para entregar ao vendedor
uma visão clara antes da
interação.
“Estamos também a investir
fortemente na integração com
catálogos e sistemas de cotação,
para que o processo de pedir e
receber orçamentos deixe de ser
uma sequência longa de e-mails
e telefonemas, cheia de tempos
A forma de integração pode variar (ficheiros,
ligação direta ao ERP, etc.), mas com
estes dois elementos já é possível tirar
grande partido do WiseParts. A partir
daí, o WiseParts garante o planeamento
de rotas e visitas, a análise de vendas
por cliente, marca, produto e período,
como também faz o acompanhamento
de objetivos e desempenho de equipas.
“Tudo isto foi desenhado para ser usado
de forma simples por vendedores, chefes
de vendas e equipas de suporte”, garante
André Soares.
Com o WiseParts a gestão de cliente é
priorizada. Todo o fluxo de chamadas,
emails e mensagens whatsapp (a pedir
cotações, orçamentos, peças, etc.) é gerido
por WiseParts, que está permanentemente
de espera e retrabalho”, diz André
Soares.
Em clientes onde a versão mais
recente já está implementada, já
se consegue:
⇨ Receber uma mensagem de voz
do cliente;
⇨ Transcrever a mensagem, em
qualquer idioma;
⇨ Consultar o ERP ou outros sistemas
ligados;
⇨ Devolver ao cliente a informação
pedida, de forma automática, quando
estiver configurado para isso.
Através do site:
https://www.wiseparts.ai/pt
poderá consultar mais informações
sobre este CRM.
estruturando e enriquecendo a informação,
agregando pedidos, ligando-os ao
cliente, ao veículo, à peça e ao histórico
de interações. Diz André Soares que “o
objetivo é reduzir o trabalho manual e
os tempos de espera, tanto para a oficina
como para o distribuidor”.
Presente e futuro
Nos últimos 20 anos, o setor da distribuição
de peças investiu muito em logística
(automação de armazéns, WMS) e, mais
recentemente, em e-commerce B2B e
ferramentas de suporte. O que ficou para
trás, em muitos casos, foi precisamente a
modernização da área comercial.
Noutras indústrias, a gestão de equipas
comerciais já é muito mais apoiada em
dados e tecnologia. No setor das peças,
ainda existe uma grande dependência
da intuição e de formas tradicionais de
trabalho. O WiseParts nasce justamente
para colmatar essa lacuna:
• Reduzir quilómetros “mal gastos” na
estrada;
• Aumentar o retorno das visitas feitas;
• Tornar as equipas comerciais mais
rentáveis, não eliminando pessoas, mas
dando-lhes melhores condições para
vender mais.
“O objetivo não é que um vendedor passe
a vender 100 mil com menos esforço e
menos contacto, mas que, com o mesmo
esforço, possa vender 200 mil, com menos
desperdício de tempo e deslocações”,
conclui André Soares.
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Notícias
N
Cada dia... mais próximo de si
NEX TYRES RENOVA IMAGEM E ADQUIRE DON TYRES
Mais foco no
negócio de pneus
O SEU DISTRIBUIDOR INTEGRAL
DE PNEUS
Duas recentes novidades foram divulgadas pela Nex Tyres, a mudança
de identidade visual e a aquisição da Don Tyre, ambos reflexos do
crescimento da empresa grossista de pneus que opera na região ibérica.
Os últimos meses têm sido bem
animados para a Nex Tyres em
Portugal, reconhecido grossista
de pneus. Em 2025, para além
de ter feito 10 anos em Portugal,
mudou de instalações, para um moderno e
amplo armazém logístico em Leiria. Agora, os
primeiros meses de atividade em 2026, trouxeram
outras novidades, que indicam o continuo
caminho de crescimento que a empresa
tem vindo a registar: a mudança de identidade
visual e a aquisição da Don Tyre.
A renovação do logótipo e do universo visual
da Nex Tyres responde à transformação que a
empresa tem vivido, consolidando a sua posição
no mercado e ampliando a sua estrutura
com recentes incorporações estratégicas, como
a aquisição das empresas Palacios e Don Tyre.
Um dos elementos mais destacados desta nova
identidade é a evolução da sua paleta de cores.
A Nex Tyres abandona o característico verde
fluorescente que definiu a sua imagem durante
anos para adotar tons azuis mais equilibrados
e visualmente confortáveis, alinhados com
uma marca mais madura, sólida e profissional.
Além disso, o redesenho introduz uma mudança
significativa no símbolo da empresa: o
«X» da Nex. Até agora orientado para a direita
como representação de avanço, a nova versão
aponta para cima, simbolizando o crescimento
da empresa e a sua ambição de continuar a
expandir-se no mercado.
Esta mudança de identidade não é apenas estética,
mas representa o momento atual da
empresa: uma organização em plena evolução,
que continua a reforçar a sua presença no setor
e a ampliar a sua proposta de valor para
clientes e colaboradores a nível internacional.
RES renova a sua identidade
iva para refletir o seu crescimento
ão no setor
Integração da Don Tyre
A partir de 1 de maio, a Don Tyre e a Nex
Tyres iniciam uma nova etapa ao unir ambas as
estruturas como distribuidoras internacionais
de pneus multimarcas e multissegmentos. A
partir dessa data, a Don Tyre passa a ser a Nex
Tyres, mantendo a sua essência, a sua equipa
e a sua forma de trabalhar, mas reforçada por
uma organização de maior dimensão e alcance.
Ao longo dos anos, a Don Tyre construiu uma
sólida reputação no setor da distribuição de
pneus, baseada na proximidade com as oficinas,
na agilidade operacional e num profundo
conhecimento do mercado. Esta trajetória
e forma de entender o negócio encaixam-se
perfeitamente na filosofia da Nex Tyres, centrada
em proporcionar valor real aos profissionais
através do serviço, da disponibilidade
e da eficiência logística.
Com esta incorporação, os clientes da Don Tyre
passam a fazer parte da estrutura da Nex Tyres,
tendo acesso a uma maior capacidade de stock,
uma gama mais ampla de marcas e propostas
comerciais, e ao apoio de uma rede logística e
operacional de alcance nacional e internacional,
tudo isto sem alterar a sua relação habitual
nem o seu dia-a-dia operacional.
presenta a sua nova identidade corporativa, uma
reflete a evolução da empresa e o seu crescimento
s últimos anos dentro do setor.
tipo e do universo visual da marca responde à transformação que a empresa
ando a sua posição no mercado e ampliando a sua estrutura com recentes
tégicas, como a aquisição das empresas Palacios e Don Tyre.
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Memoderiva assinala 50
anos da Fasano Tools
Nova rede Confort Truck
lançada na região ibérica
A Memoderiva anunciou o lançamento do novo
Catálogo Geral 2026 da Fasano Tools em Portugal,
numa iniciativa que assinala os 50 anos de
atividade da marca italiana.
Reconhecida internacionalmente pela qualidade,
inovação e fiabilidade das suas soluções, a Fasano
Tools celebra meio século de história com uma
edição especial do seu catálogo, que reúne uma
oferta alargada de ferramentas profissionais
direcionadas para oficinas mecânicas e indústria.
O novo catálogo apresenta uma gama completa e
atualizada de produtos, concebidos para responder
às exigências dos profissionais mais rigorosos, com
foco na eficiência, durabilidade e desempenho.
Esta edição reforça o compromisso da marca em
acompanhar a evolução tecnológica do setor e em
disponibilizar soluções que elevam os padrões de
trabalho.
Em paralelo, foi também lançado o Catálogo
Promoday 2026, uma edição complementar que
reúne uma seleção de equipamentos e ferramentas
da Fasano Tools com condições especiais.
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O
Grupo Soledad apresentou recentemente
a Confort Truck, uma nova rede de
oficinas oficiais para a manutenção e
reparação de veículos industriais, especializada
em mecânica e semirreboques das frotas de
transporte de mercadorias.
Concebida tanto para gerar claras vantagens
competitivas para as oficinas que integram a
rede no mercado da manutenção e reparação
de camiões, como para responder às necessidades
específicas das frotas de transporte
de mercadorias, que precisam de otimizar
a mobilidade dos seus veículos, esta nova
rede de especialistas irá prestar serviços na
Península Ibérica e em Marrocos, mas também
na Europa, através das redes associadas
ao projeto.
Entre a proposta de serviços de mecânica especializada
em semirreboques da Confort Truck
destacam-se os serviços de travões, suspensão,
iluminação, carroçaria, eixos e EBS. Neste
sentido, a rede estabeleceu alianças estratégicas
com fabricantes de eixos (BPW, SAF Holland
Group e Jost) e de semirreboques (Schmitz
Cargobull e Krone), fricção de travões (Icer),
equipamentos de frio (Thermoking), diagnóstico
(Jaltest) e digitalização (Gesinflot bytdi).
Da mesma forma, celebrou acordos com vários
distribuidores de peças (Trapaco, ADR, Grupo
Barreiro, RS Turia e RAF). Do ponto de vista
da geração de clientes para as oficinas, a rede
arranca com importantes acordos com várias
empresas de aluguer que necessitam de serviços
de manutenção para as suas frotas (TIP, Krone
Fleet e Grupo Disfrimur).
O projeto conta também com importantes
parceiros estratégicos no setor do pneu.
Segundo explicou José Pérez, diretor comercial
do Grupo Soledad, os principais são
Hankook, Sailun Tire e West Lake. A insígnia
irá igualmente colaborar com fabricantes como
Goodyear, Michelin, Continental, Dunlop,
Torque Tyres, Bridgestone e GrounSpeed,
prestando especial atenção, no segmento do
recauchutado, à gama Insa Eco, que maximiza
a eficiência em termos ambientais.
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NOTÍCIAS
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NOVA DIRETIVA DE CRIMES
AMBIENTAIS
Com a aprovação da Diretiva (UE)
2024/1023, a vigorar a partir de 21
de maio de 2026, a União Europeia
deixa claro que a proteção do ambiente
deixou de ser apenas uma questão
administrativa ou política, passando
a assumir uma dimensão penal. Esta
diretiva estabelece um passo decisivo no
reforço ao combate a crimes ambientais,
através de um quadro jurídico mais
rigoroso, harmonizado e eficaz em todos
os Estados-Membros.
A diretiva tem quatro grandes propósitos:
1. Reforçar o recurso ao Direito Penal
como instrumento de dissuasão de
comportamentos prejudiciais ao ambiente;
2. Uniformizar definições comuns de
infrações ambientais na União Europeia;
3. Alargar o leque de condutas
qualificadas como crime ambiental;
4. Estabelecer sanções eficazes,
proporcionadas e verdadeiramente
dissuasivas, tanto ao nível de pessoas
singulares como pessoas coletivas
(empresas).
Impõe aos Estados-Membros a
obrigação de criminalizar um conjunto
alargado de comportamentos praticados
de forma intencional e que provoquem
ou possam provocar danos significativos
no ambiente.
Entre as condutas abrangidas incluemse:
→ A captação ilegal de águas superficiais
ou subterrâneas;
→ A poluição grave do ar, da água e
do solo;
→ A gestão ilegal de resíduos, em
especial resíduos perigosos;
→ Tratamento ilícito de gases fluorados
com efeito de estufa;
→ A execução de projetos, sem
autorização, suscetíveis de causar danos
substanciais ao ambiente;
→ As infrações graves à legislação da
UE em matéria de produtos químicos;
→ Comercialização de produtos
associados à desflorestação contrários
à regulamentação europeia.
Importa notar que, em Portugal, o Código
Penal já prevê crimes como a poluição ou
os danos provocados contra a natureza,
imputáveis também a pessoas coletivas.
A transposição da Diretiva implicará a
adaptação ou articulação destas figuras
com o novo quadro europeu.
Um dos aspetos mais relevantes da nova
legislação é o agravamento das penas.
Para as pessoas singulares, os Estados-
Membros devem prever penas de prisão
mais elevadas, podendo atingir, nos casos
mais graves, um máximo não inferior a
dez anos.
No que diz respeito às pessoas coletivas,
como empresas ou outras organizações,
a Diretiva exige a previsão de sanções
particularmente expressivas. As multas
podem ser calculadas com base numa
percentagem significativa do volume
de negócios mundial anual da entidade,
estando previsto pelo menos 3% ou 5%,
consoante a gravidade da infração, ou
até atingir montantes fixos elevados, que
podem ascender a dezenas de milhões
de euros.
Para além das multas, podem ser
aplicadas outras medidas acessórias,
como a obrigação de restaurar o que
foi danificado, a exclusão do acesso a
financiamento público, a retiradas de
licenças e autorizações ou a imposição de
programas de conformidade ambiental.
A transposição da Diretiva representará
um desafio acrescido para as empresas
portuguesas, que irão necessitar de rever
estruturas de administração, sistemas
de controlo interno e políticas de
compliance.
Apresenta, no entanto, uma oportunidade
de antecipação, através da adoção de
programas robustos de dever de diligência
ambiental, reduzindo o risco penal, bem
como reforçando a sua credibilidade junto
de investidores, clientes e stakeholders.
Num contexto em que a sustentabilidade,
responsabilidade penal e desempenho
ambiental estão cada vez mais
interligados, a nova Diretiva Europeia
confirma a tendência inequívoca da
proteção do ambiente como exigência
jurídica, estratégica e reputacional no
centro da competitividade empresarial.
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o Ambiente…
DT Spare Parts
ultrapassa os 50.000
produtos no aftermarket
A marca DT Spare Parts, da Diesel Technic,
atingiu um novo marco, ao alcançar um
total de 50.000 produtos na sua gama para o
aftermarket
Esta oferta abrange aplicações em camiões,
reboques, autocarros e veículos comerciais,
estendendo-se também a automóveis ligeiros,
veículos agrícolas, de construção, industriais e
aplicações marítimas.
Entre os principais grupos de produtos incluemse
sistemas de travagem, eixos, motores, caixas
de velocidades, direção e suspensão.
A empresa assegura a qualidade dos produtos
através do sistema Diesel Technic Quality
System, que garante otimização contínua e
uma garantia de 24 meses. A expansão da
gama mantém-se em curso, acompanhando
o lançamento de novos modelos de veículos,
com desenvolvimento simultâneo de peças de
substituição para assegurar disponibilidade no
mercado.
Delphi lança pastilhas de
travão Professional+ para
comerciais ligeiros
A Delphi lançou uma nova gama de pastilhas
de travão Professional+ desenvolvida para
veículos comerciais ligeiros, com o objetivo
de responder às exigências de utilização
intensiva em frotas.
A nova gama é composta por 58 referências,
cuja disponibilização será feita de forma
faseada ao longo de 2026, abrangendo
aplicações de elevada procura como
Mercedes-Benz Sprinter e Vito, Ford Transit,
Volkswagen Transporter, Fiat Ducato e Iveco
Daily, cobrindo cerca de 70% do parque
europeu de veículos comerciais ligeiros.
A marca indica que a principal característica
diferenciadora das pastilhas Professional+
é a durabilidade. O produto recorre a um
material de fricção de elevada resistência,
permitindo uma vida útil média 40% superior
face às pastilhas convencionais do mercado
de substituição.
11
Lubrificantes Cepsa
agora são Moeve
Montcada lança atualização de
assentos para transporte pesado
Os lubrificantes da Cepsa passaram a ter uma
designação através da marca Moeve. A recente
reunião de distribuidores serviu precisamente
para apresentar a nova imagem dos lubrificantes
Moeve, assinalando uma nova etapa na evolução
e posicionamento da marca neste segmento.
A convenção teve ainda como objetivo aprofundar
a colaboração com os distribuidores, promover
a troca de experiências e apresentar a visão de
futuro da Moeve para o negócio de lubrificantes,
num setor em constante evolução. Durante
o evento foram também partilhadas novas
estratégias comerciais e o posicionamento
da marca, reforçando o compromisso com a
inovação, a proximidade e o crescimento conjunto.
Com esta Convenção, a Moeve reforça o seu
compromisso em trabalhar lado a lado com
os seus parceiros, promovendo uma relação
próxima e preparando o futuro da distribuição
de lubrificantes com ambição, inovação e visão
estratégica.
equipamentos.pdf 1 06/04/2026 12:22:24
A
Montcada introduziu uma renovação
estética nos assentos Pilot, passando a
disponibilizar novos estofos exclusivos
destinados a veículos pesados e ao transporte de
passageiros. A atualização assinala uma nova etapa
na colaboração entre as duas empresas, iniciada em
1999 e que se mantém como uma das parcerias
mais duradouras no portefólio da Montcada.
A principal novidade centra-se na atualização do
revestimento exterior dos assentos, após vários anos
de utilização das mesmas opções de tecido. Os
novos estofos foram desenvolvidos para oferecer
uma imagem mais atual e alinhada com os interiores
das cabinas contemporâneas, mantendo
simultaneamente as características técnicas que
distinguem estes produtos no setor.
O tecido mantém elevada resistência ao desgaste,
robustez face à fricção e uma longa vida
útil, garantindo a durabilidade necessária para
veículos sujeitos a utilização intensiva. A nova
estética pretende também contribuir para renovar
o interior das cabinas, proporcionando
uma aparência mais cuidada e próxima de um
veículo recém-entregue.
Os novos estofos são exclusivos da Montcada
Artículos Técnicos, S.L., estando disponíveis apenas
através da empresa. Tal como acontece com
a estrutura dos assentos, também os materiais de
revestimento cumprem requisitos técnicos exigentes
e dispõem da certificação ECE R118.02,
uma norma europeia particularmente rigorosa
em matéria de resistência ao fogo aplicada a
componentes interiores de veículos.
A introdução desta atualização estética surge
no âmbito da colaboração contínua entre a
Montcada e a Pilot, empresa responsável pelo
desenvolvimento e fabrico dos assentos. A marca
indica que a gama mantém uma arquitetura
modular que permite adaptar os produtos a
diferentes configurações de veículos e às necessidades
dos clientes, assegurando compatibilidade
técnica e facilidade de integração.
PUB
12
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
N
NOTÍCIAS
Bosch expande gama de filtros Denoxtronic
A
Bosch anunciou a expansão do seu
portefólio de filtros Denoxtronic
com a introdução de dois novos filtros
de ureia destinados a sistemas AdBlue
de fornecedores externos, nomeadamente
os sistemas Cummins Hilite utilizados
em veículos pesados.
A marca indica que a novidade permite
disponibilizar soluções compatíveis para
modelos como o Mercedes-Benz Actros,
bem como para veículos pesados das
marcas DAF e Scania.
Até agora, os filtros Denoxtronic estavam
direcionados sobretudo para sistemas de
injeção da própria Bosch. Com a inclusão
de dois novos códigos de peças para sistemas
Cummins Hilite, a empresa alarga
a sua cobertura a soluções de terceiros.
Um dos novos filtros destina-se a uma
geração do sistema Cummins Hilite presente
em modelos Mercedes-Benz Actros
e utiliza um meio filtrante à base de
celulose. O segundo corresponde a uma
geração mais recente do mesmo sistema,
incorporando um meio filtrante sintético,
sendo compatível não só com o Actros,
mas também com veículos pesados da
DAF e da Scania. Esta diversificação
traduz-se numa simplificação do processo
de aquisição de peças para as oficinas.
Os novos filtros foram desenvolvidos
para garantir a remoção eficaz de partículas
da solução AdBlue, fator determinante
para o correto funcionamento
e durabilidade dos sistemas. A Bosch
lembra que a ausência de filtração adequada
pode provocar entupimentos,
dosagem incorreta, aumento do consumo
de AdBlue e perdas de desempenho
com impacto nos custos operacionais. O
meio filtrante foi concebido para resistir
à natureza agressiva do AdBlue, assegurando
um desempenho consistente ao
longo do tempo.
TMD Friction inaugura
novo armazém em Valência
A TMD Friction inaugurou um novo armazém
em Valência, em Espanha, aumentando assim
a presença da empresa no mercado do pósvenda
automóvel e ampliando a capacidade
logística na região ibérica.
A nova infraestrutura foi inaugurada a 10
de março e representa um passo para a
empresa alinhar as operações logísticas com
as necessidades do mercado, permitindo maior
flexibilidade e uma resposta mais rápida aos
clientes em todo o país.
Com o novo armazém, a TMD Friction passa
a dispor de maior flexibilidade na distribuição
e melhora a disponibilidade global dos seus
produtos de travagem para veículos ligeiros
comercializados sob a marca premium
Textar, reconhecida internacionalmente. A
empresa pretende, desta forma, reforçar a
competitividade e ampliar o apoio aos clientes
no mercado ibérico.
Ana Castro é a nova Key
Account da ContiService
GS Yuasa lança primeira
bateria AGM para pesados
A
GS Yuasa anunciou o lançamento
da sua primeira bateria AGM para
veículos pesados, a Yuasa YBX9625
Super Heavy Duty, ampliando assim a
gama Yuasa YBX CV. A nova bateria introduz
a tecnologia AGM na oferta da marca
para veículos pesados, representando um
avanço em termos de potência, durabilidade
e cobertura de frotas.
Concebida para responder às crescentes
exigências elétricas dos camiões, autocarros,
camionetas e veículos especiais modernos,
a Yuasa YBX9625 apresenta elevada
Num minuto...
A Alcaide & Soledad Pneus e
Mecânica, é uma nova empresa
do Grupo Soledad e da Pneus do
Alcaide que opera a nível ibérico
na assistência a pneus
resistência, aceitação de carga superior e
rápida capacidade de recarga. A construção
selada e sem manutenção, a elevada
resistência às vibrações e a longa vida útil
tornam-na adequada para aplicações com
utilização intensiva de sistemas auxiliares,
ambientes operacionais exigentes e operações
frequentes em estado de carga parcial.
O lançamento reforça também a versatilidade
da gama Yuasa YBX Super Heavy
Duty destinada a veículos pesados e de
transporte de passageiros. As baterias desta
gama são concebidas para garantir elevada
disponibilidade operacional, fornecimento
de energia fiável e longa durabilidade em
diferentes contextos, incluindo transporte,
transporte público, agricultura, construção
e frotas municipais.
As baterias Yuasa, no geral, são instaladas
como equipamento original por fabricantes
como Mercedes-benz, Toyota, Ford
Otosan, Hino, Isuzu, Nissan e Ud Trucks.
A Euromaster pretende em 2026
continuar a introduzir novas oficinas
franqueadas na sua rede, depois
de um ano de 2025 ter atingido 80
milhões de euros de faturação.
A Continental Pneus Portugal nomeou
Ana Castro como nova Key Account da
ContiService, no seguimento da estratégia de
consolidação e desenvolvimento do negócio
em Portugal.
Formada em Engenharia, Ana Castro iniciou
o seu percurso profissional na Bosch, onde
trabalhou durante cerca de 10 anos. Em maio
de 2023, integrou a Continental/ContiTech,
assumindo a função de Area Sales Manager
para Portugal, com responsabilidade sobre
o mercado de peças, tendo desenvolvido
uma sólida experiência no mercado de
Aftermarket. O seu percurso começou na
área de Power Transmission Solutions para
veículos ligeiros, evoluindo posteriormente
para um alargamento das suas áreas de
atuação.
Nos últimos dois anos, acumulou também
a responsabilidade pela área de suspensão
pneumática da ContiTech para veículos
pesados, representando em Portugal as
marcas ContiTech e Phoenix, num contacto
direto e contínuo com clientes e parceiros do
Aftermarket.
Na nova função de Key Account, Ana Castro
assume o desafio de atuar num mercado
altamente dinâmico, com foco no reforço da
proximidade à rede e na criação de valor.
13
Kroftools apresenta
novo enrolador
A Kroftools lançou o novo enrolador de ar
2072, uma solução concebida para reforçar
a organização e eficiência das oficinas no
manuseamento de ar comprimido.
O modelo 2072 integra uma mangueira em
PVC com diâmetro de 12,5 x 18,8 milímetros e
um comprimento total de 15 metros na saída,
acrescido de um metro na entrada. A ligação
é efetuada através de conexão 3/8” BSPT. O
enrolador suporta uma pressão de trabalho de
150 PSI e uma pressão de rutura de 360 PSI,
características que o posicionam como um
equipamento preparado para utilização intensiva
em contexto profissional.
Contentor SaCon apoia modelo
circular de panos Mewa
Haldex lança nova válvula ILAS-EP
com redução de peso de 50%
A
Haldex, marca pertencente ao grupo
SAF-Holland, lançou uma nova geração
de válvulas de eixo elevatório,
designada ILAS-EP, introduzindo melhorias
técnicas relevantes face aos modelos anteriores.
A válvula ILAS-EP da Haldex destina-se a
veículos reboques utilizados no transporte
rodoviário de mercadorias. O novo sistema
Integrated Lift Axle System distingue-se pela
utilização de uma estrutura em plástico, sendo
a primeira solução do mercado com esta característica.
Esta inovação permite reduzir o
peso em cerca de 50% comparativamente ao
modelo anterior em alumínio fundido, além
de reforçar a resistência à corrosão e facilitar
a integração com sistemas como EBS e TRS.
A válvula ILAS-EP é um componente essencial
nos reboques, responsável por controlar
o fornecimento de ar aos foles da suspensão
pneumática que elevam os eixos. O sistema
permite elevar o eixo quando está alimentado e
baixá-lo quando a alimentação é interrompida,
podendo ainda funcionar de forma automática
quando ligado a sistemas eletrónicos de
estabilidade ou travagem, ajustando-se às
variações de carga.
A solução foi desenvolvida com foco na flexibilidade,
sendo compatível com sistemas
EBS ou ABS de diferentes fabricantes. Está
disponível em várias configurações, incluindo
versões com quatro, seis ou sete ligações, bem
como opções de 12 V e 24 V, permitindo
adaptação a diferentes aplicações e necessidades
dos clientes.
A Haldex prevê substituir gradualmente as
versões anteriores ILAS-E e ILAS-E+ pela
nova ILAS-EP, considerando que esta evolução
tecnológica responde às exigências do mercado.
PUB
A Mewa desenvolveu um contentor de segurança
destinado a reforçar a proteção no armazenamento
e transporte de panos de limpeza contaminados
com óleos, massas lubrificantes ou solventes, o
Mewa SaCon.
Este contentor integra o sistema de panos
reutilizáveis da empresa e foi concebida para
reduzir riscos de incêndio em fábricas e oficinas,
para assegurar simultaneamente o transporte
seguro dos têxteis para lavagem.
A Mewa lembra que em ambientes oficinais
é frequente acumularem-se panos de limpeza
impregnados com substâncias inflamáveis. Em
determinadas condições, estes materiais podem
aquecer ou inflamar-se espontaneamente, o que
representa um risco muitas vezes subestimado.
Para responder a este desafio, o contentor SaCon
permite guardar panos e mantas de recolha de
óleo reutilizáveis nas instalações dos clientes até à
sua recolha para processamento.
Os contentores possuem fecho hermético, são
empilháveis e compatíveis com paletes, permitindo
uma utilização prática no dia a dia das empresas.
Equipados com rodas, podem ser deslocados
dentro das instalações. São fabricados em plástico
HDPE, um material resistente e considerado
particularmente seguro para este tipo de aplicação.
A utilização deste material permite também
reduzir o peso em comparação com contentores
metálicos, por forma a tornar o manuseamento
mais ergonómico.
14
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
Atualidade
A
S. JOSÉ PNEUS
60 anos a
construir o futuro
A celebração dos 60 anos da S. José Pneus ficou marcada pelo
lançamento da primeira pedra de uma nova plataforma logística e pelo
anúncio de um novo armazém em Madrid.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Foi junto de mais de 500 convidados,
entre parceiros nacionais e
internacionais, clientes e entidades
oficiais, que a S. José Pneus
celebrou o seu 60.º aniversário,
nas suas instalações em Cantanhede, no
passado mês de março, num evento que
teve como objetivo lembrar o percurso
da empresa, mas também mostrar a sua
ambição de crescimento sustentado no
mercado ibérico.
História
O percurso da José Aniceto & Irmão começou
em 1966, quando o fundador, José
Abrantes Aniceto, criou o seu próprio negócio
de reconstrução de pneus, dando origem
a um projeto que viria a tornar-se uma
referência no setor. Durante o evento, José
Aniceto, sócio-gerente, recordou que a S.
José Pneus enfrentou momentos desafiantes
ao longo das décadas, mas que a entrada
da segunda geração, com os irmãos Luís e
15
LUÍS ANICETO
Sócio-Gerente, S. José Pneus
À PÓS-VENDA PESADOS, Luís Aniceto
expressou a sua gratidão pelo reconhecimento
dos colaboradores e a confiança
no futuro da organização. “Estamos muito
gratos e muito felizes por este momento.
A empresa está com uma dinâmica muito
forte, temos uma equipa muito dedicada
ao projeto, que é o mais importante que
podemos ter. Perspetivamos um grande
futuro, sobretudo com a terceira geração
a assumir o compromisso de seguir com
a empresa”. Sobre o novo espaço físico,
Luís Aniceto detalhou: “Queremos sempre
que o crescimento seja sustentado. É assim
que temos evoluído na empresa, é assim
que temos vindo a singrar ao longo dos
tempos. A S. José Pneus afirma-se cada
vez mais como uma empresa de identidade
ibérica e é por aí o caminho. Neste sentido,
o novo armazém vai ser fundamental, a par
do espaço que vamos constituir também
em Madrid”.
Helena Aniceto, trouxe uma nova dinâmica e
uma visão mais estruturada. Em 1989, os três
sócios investiram no primeiro autoclave para
recauchutagem a frio, reforçando a capacidade
produtiva numa área particularmente relevante
para o segmento de veículos pesados. A aposta
neste segmento revelou-se determinante para o
crescimento da organização, especialmente no
final da década de 80, quando a equipa começou
a procurar carcaças de pneus de camião em
mercados como a Suíça, França e Holanda.
Este investimento permitiu comercializar pneus
recauchutados com carcaça incluída, uma inovação
que exigiu adaptação de equipamentos
e aumento da produtividade. “Esta aposta no
segmento de pesados foi fundamental para o
esforço coletivo que culminou na construção
da nova fábrica, em 1997, já dimensionada para
os desafios do futuro”, destacou José Aniceto.
Distribuição multimarca
Um dos momentos mais decisivos ocorreu em
2005, com a criação da S. José Logística de
Pneus e a entrada na distribuição multimarca.
Este passo marcou uma mudança estratégica,
permitindo à empresa ir além da recauchutagem
e integrar no seu portefólio marcas premium
e especializadas. Neste contexto, os sócios da
empresa destacaram a parceria com a BKT para
os setores agrícola e industrial. Luís Aniceto
recordou que a entrada no mercado espanhol
com esta marca, em 2012, foi inicialmente
recebida com ceticismo, devido às diferenças
entre os mercados ibéricos. Ainda assim, a aposta
revelou-se bem-sucedida: “Correspondemos
com muito trabalho e hoje somos líder ibérico no
setor de pneus agrícolas”. A solidez operacional
foi posta à prova durante a pandemia, altura em
que a empresa decidiu manter níveis elevados de
stock, garantindo que “nunca faltaram pneus
no mercado espanhol, porque a agricultura não
podia parar”. José Aniceto sublinhou ainda a
importância das parcerias internacionais no
crescimento da organização, referindo que
a colaboração com marcas como a BKT e a
Goodride reforça a presença em segmentos
onde a robustez e a especialização do produto
são determinantes.
16
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
A
PNEUS
Logística
Os sócios José, Luís e Helena Aniceto
sublinharam que a evolução da S. José
Pneus ao longo das últimas décadas tem
sido marcada por uma estratégia assente na
diversificação da atividade e na expansão da
sua capacidade logística, fatores decisivos
para dar resposta a um mercado cada vez
mais exigente. Destacaram que a entrada
na distribuição multimarca, aliada ao
know-how acumulado na recauchutagem,
permitiu à empresa alargar a sua atuação
a diferentes segmentos, incluindo o setor
profissional, onde a fiabilidade do produto
e a rapidez de resposta assumem um papel
determinante. Este posicionamento tem
vindo a ganhar particular relevância no
contexto ibérico, onde a empresa se afirma
como um operador mais estruturado, com
capacidade para acompanhar a evolução
das necessidades do setor. Durante o evento,
ficou também evidente que o cresci-
NOVO ESPAÇO EM CANTANHEDE
Um dos momentos mais solenes da
tarde foi o lançamento da primeira
pedra da nova ampliação logística nas
instalações de Cantanhede, um projeto
que visa aumentar significativamente
a capacidade operacional da empresa
e acompanhar o crescimento registado
nos últimos anos. Este novo projeto
nasce num lote unificado de 60.000
m², com uma capacidade construtiva
total de 36.000 m², sendo que a
primeira fase terá aproximadamente
13.765 m², reforçando a infraestrutura
logística, fundamental para a
distribuição de pneus em diferentes
segmentos de mercado. “Voltamos
a fazer história ao lançar a primeira
pedra da expansão da plataforma
logística da S. José Pneus. Esta expansão
será fundamental e mais um
marco para a evolução da empresa”,
afirmou Luís Aniceto, sublinhando a
importância deste investimento para
sustentar o crescimento futuro. Em
seguida, Helena Aniceto reforçou o
valor simbólico do ato para a continuidade
do legado familiar, seguindo-se
a plantação de uma Ginkgo Biloba,
escolhida pelos sócios da empresa pela
sua resiliência histórica. “Tal como a
árvore, a empresa é feita de gerações
unidas pela mesma raiz, e estamos
muito tranquilos com a integração da
terceira geração na gestão”.
O evento serviu também de palco para
a S. José Pneus anunciar um novo passo
no seu percurso: a consolidação da sua
presença física em Espanha, com a
abertura de um armazém em Madrid,
como forma de reforçar a capacidade
logística da empresa num mercado
importante para o setor dos pneus,
incluindo os segmentos de ligeiros e
veículos pesados. “A par da expansão
em Portugal, a empresa irá estabelecer
uma base logística na capital espanhola.
A S. José Pneus afirma-se cada vez
MADRID
mais como uma empresa de identidade
ibérica. Estamos a iniciar a distribuição
multimarca de pneus ligeiros e de
camião em Espanha, e a criação do
armazém em Madrid é fundamental
neste sentido. Mais uma vez, saímos da
nossa zona de conforto, confirmando a
dimensão ibérica da empresa”, afirmou
Luís Aniceto. “Estes novos investimentos
surgem após um período de crescimento
exponencial, tornando o espaço
atual de 25.000 m² insuficiente para as
necessidades logísticas”.
mento da S. José Pneus está fortemente
ligado às pessoas. Luís Almeida, CFO da
empresa há 27 anos, partilhou a sua visão
sobre a transformação da organização e o
papel da cultura interna nesse percurso:
“Chegamos aos 60 anos com a sabedoria
que só a experiência pode dar, e também
com a energia, a ambição e a vontade de
continuar a crescer. Vi equipas crescerem,
superarem-se e mostrarem que o verdadeiro
motor de qualquer organização é a força
humana que existe dentro dela. Não foram
apenas anos de trabalho, foram anos de
aprendizagem e crescimento, e muitos
momentos de conquistas partilhadas”. Na
mesma linha, Luís Aniceto destacou o significado
do momento vivido pela empresa:
“Celebrar 60 anos é olhar para trás com
gratidão, mas é sobretudo olhar para a frente
com responsabilidade. Se mantivermos
os nossos valores, se preservarmos a nossa
humildade e se continuarmos unidos, não
tenho dúvidas: o melhor ainda está por vir”.
Já José Aniceto lembrou a importância dos
princípios que orientam a organização,
afirmando que “as empresas crescem com
estratégia, mas perduram com valores, e a
confiança absoluta continuará a ser o lema
orientador da empresa, independentemente
da escala que atinja”.
www.hbc.pt
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18
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
A
GESTÃO DE FROTAS
API VDO FLEET
Novas oportunidades para a
gestão avançada de frotas
Com a API VDO Fleet as empresas podem transformar os dados do tacógrafo numa
ferramenta estratégica para a eficiência na gestão de frotas, tornando o transporte mais
eficiente e mais rentável.
A
VDO Fleet dá um passo decisivo
na digitalização do transporte
com o seu serviço de dados,
que coloca no mercado uma
API para o acesso em tempo
real aos dados do tacógrafo VDO. Esta
solução permite que empresas terceiras
e integradores desenvolvam aplicações e
serviços baseados em informação fiável,
segura e em conformidade com a regulamentação
em vigor.
Graças à API VDO Fleet, as empresas
podem aceder, em tempo real, a dados
fundamentais como os tempos de condução
disponíveis, os períodos de descanso,
a atividade do condutor, a velocidade,
a localização GPS e os eventos de carga
e descarga. Esta informação, que antes
era utilizada sobretudo para cumprir as
obrigações legais de descarga e arquivo,
permite agora transformar a abordagem
tradicional e abre novas possibilidades para
uma gestão mais eficiente e estratégica
das frotas de transporte. Deste modo, os
dados do tacógrafo deixaram de ser uma
ferramenta centrada exclusivamente no
cumprimento normativo e no controlo
legal, para passarem a constituir um recurso
essencial para otimizar a operação
diária, melhorar a eficiência e facilitar a
tomada de decisões nas empresas do setor.
Melhorar a gestão
A integração dos dados do tacógrafo através
da API VDO Fleet acrescenta valor a
diferentes departamentos de uma empresa
de transporte. Do ponto de vista económico
e administrativo, facilita processos
como o cálculo de salários, o controlo
horário, a gestão de emissões, a digitalização
da documentação ou o controlo e
pagamento de combustível.
No plano operacional e da segurança, os
dados permitem uma melhor planificação
de rotas e períodos de descanso, uma
gestão mais eficiente da atividade diária
e o acesso a serviços orientados para a
segurança do condutor, como a reserva
de parques de estacionamento seguros.
Além disso, toda a informação disponibilizada
pode ser integrada num único
dashboard, configurável de acordo com
as necessidades reais de cada frota. Isto
permite centralizar os dados, adaptar a visualização
a diferentes perfis de utilizador
e dispor de uma visão global e em tempo
real da atividade de veículos e condutores.
PUB
GESTÃO EM TEMPO REAL
Com a API VDO Fleet as empresas de transporte
passam a ter uma solução que abre
novas possibilidades para a gestão avançada
de frotas através do acesso, em tempo real,
aos dados do tacógrafo.
Com esta tecnologia, empresas de transporte,
integradores e parceiros tecnológicos podem
desenvolver aplicações e serviços assentes
em dados fiáveis, seguros e alinhados com
os requisitos regulamentares, contribuindo
para uma operação mais eficiente e para uma
gestão mais inteligente da atividade.
A API VDO Fleet permite o acesso em tempo
real à informação crítica como os tempos de
condução disponíveis, períodos de descanso,
atividade do condutor, velocidade, geolocalização
GPS e eventos associados à operação
do veículo, incluindo carga e descarga. Estes
dados, tradicionalmente usados sobretudo para
efeitos legais e de arquivo, passam agora a
assumir um papel estratégico na otimização
da operação e no apoio à tomada de decisão.
“Na Krautli Portugal, acreditamos que o futuro
da gestão de frotas passa pela capacidade
de transformar dados em decisões rápidas,
informadas e com impacto real no negócio.
Enquanto Distribuidor Oficial da VDO em
Portugal, queremos colocar no mercado soluções
que ajudem os nossos clientes a ganhar
eficiência operacional, reforçar a conformidade
legal e preparar as suas empresas para os
desafios de um setor cada vez mais digital
e exigente”, afirma Carlos Silva, Diretor de
Vendas e Marketing da Krautli Portugal.
Ecossistema tecnológico
O serviço de dados para Frotas da VDO já está
disponível no mercado e apoia-se num ecossistema
tecnológico que combina a API VDO
Fleet com as soluções VDO Link, uma solução
Plug & Play que não requer instalação e facilita
a rápida entrada em funcionamento do veículo,
e o Remote DL 4G. Graças a esta infraestrutura,
os dados do condutor e do veículo são transmitidos
de forma segura e em tempo real desde
os tacógrafos VDO para a cloud, onde ficam
disponíveis para consulta e utilização imediata.
Esta combinação permite, além disso, garantir
o cumprimento normativo através da descarga
remota automática dos dados, ao mesmo tempo
que possibilita a sua integração direta em
sistemas de terceiros e aplicações de negócio.
Desta forma, os dados do tacógrafo deixam de
ser um recurso utilizado principalmente para
fins legais e passam a ser uma fonte estratégica
de informação para a gestão operacional e para
a tomada de decisões.
Com a sua API e uma ampla carteira de integradores
especializados, a VDO Fleet disponibiliza
ao mercado uma plataforma preparada para
desenvolver soluções adaptadas aos desafios
atuais do transporte. Trata-se de um ecossistema
tecnológico orientado para impulsionar um setor
mais eficiente, digitalizado e rentável, no qual
os dados do tacógrafo deixam de ser apenas um
requisito legal para se tornarem um verdadeiro
motor de valor para o negócio.
20
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
Mercado
M
GRENKE
“A Grenke permite
equipar a oficina
por com pleto”
A evolução tecnológica está a obrigar as oficinas a investir de forma
contínua, e o renting surge como uma solução para acompanharem
essa exigência, mantendo flexibilidade financeira.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Num aftermarket automóvel
marcado pela digitalização,
pela crescente complexidade
técnica dos veículos e pela
necessidade de investimento
contínuo em tecnologia, o renting tem
vindo a afirmar-se como uma solução
competitiva para as oficinas. Cláudia
Mendes, Branch Leader Porto da Grenke,
explicou à PÓS-VENDA PESADOS
como esta solução permite às oficinas
modernizarem-se, manterem flexibilidade
e responderem com maior agilidade às
exigências dos novos veículos.
Cláudia Mendes
Branch Leader da Grenke - Porto
21
Como funciona a solução de renting de
equipamentos da Grenke e quais as principais
vantagens face à compra direta para
as oficinas?
A solução de renting da Grenke permite às
oficinas acederem aos equipamentos essenciais
para a sua atividade através de uma renda fixa,
sem necessidade de realizarem um investimento
inicial. O cliente escolhe livremente
o fornecedor e o equipamento que pretende,
utilizando-o durante o período contratual
acordado. No final do contrato, mantém total
flexibilidade: pode renovar, atualizar os equipamentos
ou simplesmente terminar o renting.
É uma abordagem totalmente alinhada com a
nova era de inovação e transformação digital,
onde é essencial uma capacidade de adaptação
rápida. O renting elimina a necessidade
de investimento inicial e permite às oficinas
acompanhar a evolução tecnológica, garantindo
o acesso contínuo a soluções inovadoras
sem comprometer a liquidez. Na maioria dos
casos, os equipamentos geram a rentabilidade
necessária para cobrir os custos associados.
A compra direta implica um investimento
elevado, está sujeita a depreciação e oferece
menos flexibilidade para atualizar tecnologia,
tornando a gestão mais lenta e menos adequada
ao contexto atual.
Existem limitações ou requisitos específicos
para aderir à solução Grenke?
Sim. A empresa deve ter, no mínimo, dois
anos de atividade. A solução Grenke permite
locar todos os equipamentos essenciais
ao negócio, com algumas exceções, como
serviços, manutenções, consumíveis, obras,
imóveis e viaturas. É uma solução orientada
para empresas de todos os ramos, com especial
foco em PME que procuram reforçar a sua
competitividade tecnológica.
Que tipo de equipamentos podem ser incluídos
no renting?
A Grenke permite equipar a oficina por completo:
máquinas de diagnóstico, elevadores,
alinhadores, ferramentas e sistemas especializados.
O foco em tecnologia de diagnóstico
avançado ajuda as oficinas a manterem-se
atualizadas num mercado cada vez mais assente
em sistemas eletrónicos, dados e ferramentas
inteligentes, essenciais para enfrentar os desafios
modernos, desde ADAS a veículos elétricos.
Até que ponto os contratos de renting da
Grenke permitem atualizar, adicionar ou
remover equipamentos ao longo do período
contratual?
A Grenke permite substituir ou adicionar
equipamentos ao longo do contrato, garantindo
que a oficina mantém competitividade
tecnológica e acompanha o ritmo da inovação.
Os contratos têm um prazo e valores
previamente definidos, que se mantêm ao
longo do período acordado. É possível realizar
aditamentos, permitindo adicionar ou remover
equipamentos conforme as necessidades da
oficina, sem alterar o prazo inicial do contrato.
Esta flexibilidade é crucial numa altura em
que as empresas adaptam os seus processos à
digitalização e automação.
De que forma a Grenke adapta as suas soluções
de renting às necessidades específicas
de cada oficina e acompanha essa evolução
ao longo do tempo?
A Grenke mantém uma relação de proximidade
com os seus clientes, oferecendo acompanhamento
comercial contínuo. Sempre que
necessário, e caso o cliente deseje adicionar
ou substituir equipamentos, a equipa está
disponível para ajustar o contrato, assegurando
soluções rápidas e eficazes. Existem pacotes
específicos para diferentes tipos de oficinas.
As soluções são definidas pelos fornecedores
de acordo com as necessidades de cada oficina,
desde pequenos espaços independentes
a grandes centros automóveis. A Grenke
adapta o renting à dimensão, especialização
e capacidade de cada cliente, assegurando
que o nível de tecnologia e automatização se
adequa à oficina.
A Grenke fornece algum tipo de suporte
técnico ou assistência associada ao renting?
O contrato abrange exclusivamente o renting
do equipamento. A instalação, manutenção,
consumíveis e assistência técnica são
da responsabilidade do cliente, que deverá
contratar estes serviços diretamente junto dos
fornecedores e/ou fabricantes. Estes serviços
não estão incluídos no contrato da Grenke.
Como tem evoluído a procura por soluções
de renting em Portugal e que tendências
antevê?
A procura tem aumentado de forma consistente.
As oficinas visam modernizar os seus
equipamentos sem comprometer a liquidez,
beneficiando da flexibilidade do renting e das
vantagens fiscais resultantes de os equipamentos
não integrarem o balanço. Esta tendência
é reforçada pela crescente consciencialização
dos benefícios da inovação tecnológica. O
setor está a atravessar uma transformação
profunda. Entre as principais tendências destacam-se:
digitalização e automatização de
processos; expansão dos sistemas de diagnóstico
avançado e calibração ADAS; integração
de conectividade e dados entre equipamentos
e processos; utilização de análise de dados e
inteligência artificial para otimizar operações;
especialização crescente em veículos elétricos
e híbridos; maior foco em sustentabilidade,
eficiência energética e cibersegurança. Neste
contexto, o renting deverá continuar a crescer,
pois permite às oficinas atualizar regularmente
os equipamentos e acompanhar o ritmo acelerado
de inovação tecnológica que caracteriza
o setor automóvel atual.
22
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
M
ASSISTÊNCIA
BUSSHIELD – TECNIQUITEL
“O BusShield distingue-se
pela robustez e pela
redução de falsos alarmes”
O BusShield, da Tecniquitel, apresenta-se como uma solução completa e autónoma, que
combina deteção precoce e resposta imediata a incêndios, para garantir a proteção de
passageiros e viaturas.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Num cenário em que a prevenção
de incêndios ganha relevância
crescente nas frotas, Pedro Pires,
Coordenador Tracking Pessoal
& Gestão da Tecniquitel, explica
as mais-valias do sistema BusShield,
desenvolvido pela Lehavot e comercializado
pela Tecniquitel.
O que distingue o BusShield de outros
sistemas de deteção de incêndio disponíveis
no mercado?
O sistema BusShield distingue-se de outros
sistemas de deteção e supressão de
incêndio para autocarros por se focar na
robustez em ambientes extremos e na
redução drástica de falsos alarmes. As
principais características que o diferenciam
incluem o Sensor Linear Delta, que
utiliza uma tubagem de aço inoxidável
flexível e exclusiva, facilmente instalável
em espaços confinados ou ao longo de
grandes distâncias, como o compartimento
do motor. Destaca-se também a baixa
manutenção, pois possui uma funcionalidade
de auto teste integrada, que elimina
a necessidade de manutenção rotineira
frequente, alertando automaticamente
para qualquer degradação de desempenho.
A fiabilidade sob condições adversas é ou-
Pedro Pires
Coordenador Tracking Pessoal
& Gestão da Tecniquitel
23
tro ponto relevante, tendo sido concebido para
operar em ambientes com elevada presença de
sujidade, pó e gordura, minimizando o risco de
falsos alarmes. Inclui ainda memória não volátil,
que regista e armazena picos de sinal, falhas e
eventos de incêndio, permitindo a sua análise
posterior. Possui certificação R107, cumprindo
as normas europeias específicas para sistemas de
supressão de incêndio em veículos de passageiros,
nomeadamente o Regulamento UNECE R107,
garantindo a segurança das frotas. O sistema
atua de forma autónoma, monitorizando a
temperatura e libertando o agente extintor no
ponto de origem do fogo assim que a ameaça é
confirmada, protegendo a vida dos passageiros
e a integridade da viatura.
Que tecnologia utiliza o sistema e como
garante uma deteção rápida e fiável?
O sistema BusShield utiliza a tecnologia de
deteção linear de calor pneumática eletrónica,
baseada no sensor Delta, desenvolvido pela
Lehavot. O sensor deteta alterações na pressão
interna do tubo causadas pelo aumento da
temperatura, com essa variação analisada em
tempo real. Ao contrário de sistemas que apenas
disparam a uma temperatura fixa, o BusShield
analisa a velocidade de subida da temperatura.
Isto permite detetar um incêndio antes de
atingir um limite térmico crítico. Por ser um
sensor linear, monitoriza todo o percurso onde o
tubo está instalado, como o compartimento do
motor, eliminando “pontos cegos” comuns em
detetores pontuais. O sistema consegue detetar
flutuações anormais de temperatura e confirmar
um incêndio em menos de um segundo. Como
utiliza um tubo de aço fechado, o sistema não
é afetado por sujidade, pó, gordura, vapores de
combustível ou vibrações, que são as principais
causas de falsos alarmes em sensores óticos ou
de fumo. O processador eletrónico distingue
entre o calor operacional normal do motor e
um incêndio real, garantindo que a supressão
só ocorre quando necessário. O sensor continua
a monitorizar mesmo exposto a temperaturas
de até 1.000°C.
O BusShield também integra mecanismos
de extinção automática?
Sim, não é apenas um sistema de deteção. É
um sistema completo e integrado de deteção e
supressão automática de incêndios e funciona de
forma autónoma através de um ciclo fechado. O
sensor linear Delta monitoriza constantemente
a temperatura no compartimento do motor e
assim que o sistema confirma um incêndio, a
unidade de controlo envia um sinal elétrico para
a válvula do cilindro de extinção. O agente extintor
é libertado instantaneamente através de uma
rede de tubagens e bicos difusores, suprimindo
as chamas antes que se propaguem à cabine.
Pode ser instalado em qualquer tipo de veículo
e é compatível com frotas mais antigas?
Sim, o sistema BusShield é altamente versátil
e pode ser instalado numa vasta gama
de veículos pesados, sendo compatível com
frotas mais antigas. Embora o nome sugira
uma aplicação exclusiva em autocarros, a
tecnologia é adaptável a qualquer veículo
com compartimento de motor, como camiões
de longo curso, veículos articulados e
de distribuição. É eficaz em veículos a diesel,
elétricos, híbridos ou a gás. O BusShield é
uma solução ideal para equipar veículos que
já estão em circulação e que não vieram com
sistemas de extinção de fábrica, pois o sensor
linear Delta e as tubagens de aço inoxidável
são flexíveis, permitindo que se adaptem a
qualquer configuração de motor.
Qual o tempo médio de instalação e que
requisitos técnicos são exigidos às oficinas
que pretendam instalar o sistema?
O tempo médio de instalação do sistema
BusShield varia entre 4 e 8 horas por veículo,
dependendo da complexidade do motor e do
número de zonas de proteção definidas. O
sistema utiliza tecnologia Plug & Play e tubagens
flexíveis de aço inoxidável, o que acelera
significativamente o processo de montagem em
comparação com sistemas rígidos tradicionais.
A instalação é projetada para que o veículo
possa regressar à operação, no máximo, em 24
horas. É obrigatório que os técnicos frequentem
uma formação específica ministrada pelo
fabricante ou pela Tecniquitel. Esta formação
cobre o design do sistema, a instalação da rede
de difusão e o comissionamento.
Que manutenção é necessária para garantir a
eficácia do equipamento ao longo do tempo?
A manutenção do BusShield é simples. No
entanto, existem verificações obrigatórias para
cumprir a norma R107 como as manutenções
semestrais ou anuais. O sistema possui uma
função de Built-in-Test que monitoriza o estado
dos sensores, a continuidade dos circuitos e a
carga da bateria. Se houver alguma falha, o
painel de controlo na cabine emite um alerta
visual e sonoro imediato ao motorista. Ao
contrário de sistemas puramente mecânicos, a
eletrónica do BusShield elimina a necessidade
de calibrações manuais frequentes, o que reduz
o custo total de manutenção ao longo da vida
útil do pesado.
Como se justifica o investimento perante
um operador de frota focado no controlo
de custos?
O investimento justifica-se como uma estratégia
de preservação de ativos e redução de custos
operacionais. O retorno assenta em três pilares
principais: redução de custos com seguros e
franquias, uma vez que a instalação de sistemas
certificados pode traduzir-se em prémios mais
competitivos e menor exposição ao risco; evitar
perdas totais, já que a deteção e extinção rápida
de um foco de incêndio permite conter os danos
e evitar a destruição da viatura; e continuidade
do negócio, reduzindo o tempo de imobilização
e os custos associados a reparações extensas ou
substituição de equipamentos. Adicionalmente,
a capacidade de diagnóstico e registo de eventos
permite uma análise mais eficaz das ocorrências,
contribuindo para uma gestão mais eficiente da
manutenção e para a redução do custo total de
propriedade ao longo do ciclo de vida do veículo.
Acredita que a deteção automática de incêndios
poderá tornar-se uma exigência regulamentar
no futuro?
A deteção e extinção automática de incêndios
já não é apenas uma tendência, mas uma
exigência regulamentar em expansão. A nível
internacional, o principal motor desta evolução
é o Regulamento UNECE R107, que desde
2020 torna obrigatória a instalação de sistemas
de supressão de incêndio certificados em novos
autocarros das categorias M2 e M3 na União
Europeia. Existe também uma evolução no sentido
de alargar estas exigências a outros segmentos,
como o transporte de mercadorias perigosas e
máquinas pesadas. Com o crescimento das frotas
elétricas, a monitorização térmica automática
ganha ainda maior relevância devido ao risco
de fuga térmica nas baterias, podendo originar
novas normas específicas a curto prazo. Em
Portugal, as principais operadoras de transporte
público já incluem estes sistemas como requisito
na aquisição de novas viaturas, e a conformidade
com a norma R107 é verificada em processos de
homologação e inspeção. A tendência aponta
para que estes sistemas se tornem progressivamente
um padrão em veículos pesados de
elevado valor ou risco operacional.
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PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
M
CONSUMÍVEIS
30 ANOS BERNER EM PORTUGAL
Duplicar o armazém
é a novidade
Em 2026 a Berner faz 30 anos. É um momento marcante para esta empresa que tem no
setor auto uma das suas áreas de especialização. 2026 ficará também marcado pela mais
que duplicação do armazém em Portugal.
TEXTO PAULO HOMEM
A
Berner celebra 30 anos de atividade
em Portugal com um
percurso marcado por crescimento
sustentado, proximidade
ao cliente e uma aposta
cada vez mais clara na especialização e na
inovação. Presente em setores particularmente
sensíveis ao ciclo económico, como
o automóvel e a construção, a empresa
conseguiu consolidar a sua operação no
mercado nacional e preparar uma nova
fase de expansão. Para Nuno Banha, diretor-geral
da Berner Portugal, o facto
de a empresa chegar a esta data “com um
crescimento consistente, sustentado, sem
grandes oscilações” demonstra a solidez
de um projeto pensado no longo prazo.
Ao longo destas três décadas, a operação
portuguesa da Berner evoluiu de
forma contínua, mesmo em contextos
adversos, como a crise da troika ou a
pandemia. Segundo o responsável, a
empresa conseguiu manter uma lógica
de desenvolvimento estrutural, sem se
deixar condicionar por objetivos imediatos.
Essa visão permitiu-lhe alcançar uma
dimensão significativa no mercado nacional.
A Berner deverá encerrar o exercício
com um volume de negócios superior a
35 milhões de euros, sendo que cerca de
metade desse valor já corresponde à área
automóvel, atualmente o segmento mais
dinâmico da atividade da empresa.
Foi precisamente neste setor que a Berner
aprofundou uma estratégia de especialização,
ajustando a sua abordagem às diferentes
necessidades do mercado. “Chegámos
à conclusão de que não existe uma solução
igual para todos”, afirma Nuno Banha,
sublinhando que cada cliente exige uma
resposta específica. Hoje, a divisão automóvel
está organizada em três grandes
áreas: oficinas independentes de veículos
ligeiros, veículos industriais e transportes,
e ainda rede oficial e concessionários. Esta
reorganização traduziu-se também numa
mudança interna, passando de uma lógica
comercial essencialmente geográfica para
equipas especializadas por segmento, um
dos fatores que, segundo a empresa, ajuda
a explicar o crescimento recente.
25
Pesados com potencial
Entre essas três áreas, o segmento dos veículos
industriais destaca-se como um dos que
apresenta maior potencial. A exigência operacional,
a intensidade de utilização e o impacto
direto que uma avaria tem na atividade do
cliente tornam este mercado particularmente
relevante. Como refere o diretor-geral, “um
camião não pode parar”, o que faz com que
a manutenção preventiva e a fiabilidade dos
produtos tenham um peso ainda maior do que
o fator preço. Este universo inclui também
áreas como a agricultura e a maquinaria de
construção, com expressão significativa em
várias regiões do país.
Mais do que fornecer produtos, a Berner
quer assumir-se como parceira na eficiência
das oficinas. Nesse contexto, tem vindo a
investir em soluções que permitem automatizar
processos, controlar consumos e reduzir
tarefas administrativas. Um dos exemplos mais
recentes é o sistema Bera Matic Scale, uma
solução automatizada de gestão de consumíveis
equipada com balanças de alta precisão.
O sistema permite registar de forma rigorosa
os materiais utilizados por cada colaborador,
associando consumos a centros de trabalho
e facilitando a gestão de stocks. O objetivo,
resume Nuno Banha, é “facilitar a vida ao
cliente e eliminar tarefas administrativas que
não acrescentam valor”.
A digitalização é, aliás, outra das áreas em
que a empresa tem reforçado o investimento.
Nos últimos anos, a Berner desenvolveu
ferramentas destinadas a automatizar encomendas
e simplificar os processos logísticos,
incluindo sistemas de scanner que permitem
registar consumos diretamente e gerar pedidos
de reposição de forma automática. Esta
transformação também se reflete nos canais
de venda: se há alguns anos as encomendas
online representavam menos de 10% do total,
em fevereiro passado já ultrapassavam os
30%. Ainda assim, a empresa sublinha que a
componente humana continua a ser central
no modelo de negócio. “O cliente precisa de
aconselhamento técnico e de alguém que o
ajude a encontrar a melhor solução. A tecnologia
complementa esse trabalho, não o
substitui”, salienta o responsável.
Atualmente, a Berner Portugal conta com
mais de 300 colaboradores, dos quais cerca de
110 estão ligados à área automóvel, sobretudo
em funções comerciais. Apesar da evolução
tecnológica e da crescente digitalização de
processos, a empresa insiste que a sua base
continua a assentar nas pessoas. Nas palavras
de Nuno Banha, “o nosso negócio, na essência,
continua a ser relativamente simples, pois é
um negócio de pessoas”.
Duplicação do armazém
Para responder ao crescimento esperado, a empresa
está também a investir no reforço da sua
infraestrutura logística. Uma das novidades
mais relevantes é a ampliação do armazém,
cuja capacidade será mais do que duplicada.
Este aumento permitirá elevar entre 40% e
50% o número de referências disponíveis para
entrega imediata, num contexto em que rapidez
e disponibilidade são cada vez mais determinantes.
O investimento contempla igualmente
a automatização de processos logísticos, num
reconhecimento claro de que, hoje, a eficiência
da distribuição é um fator crítico de competitividade.
Como o próprio responsável admite,
“os clientes não querem esperar e também não
querem ter stock”, o que transfere essa exigência
para os fornecedores.
Com uma operação consolidada, uma nova infraestrutura
logística em desenvolvimento e uma
aposta reforçada em soluções digitais e serviços
para oficinas, a Berner entra agora numa nova
etapa da sua presença em Portugal. A ambição
passa por continuar a evoluir, com foco na inovação,
em particular nas soluções químicas e
nos serviços que ajudam os clientes a trabalhar
de forma mais eficiente. Ainda assim, a empresa
garante que há um princípio que permanecerá
inalterado. “No fim do dia, continuará a ser um
negócio de pessoas”, conclui Nuno Banha.
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M
DIGITALIZAÇÃO
NOVA APP PARTS SPECIALISTS DA DIESEL TECHNIC
Informação técnica
na palma da mão
De modo a disponibilizar um suporte técnico mais ágil e rápido aos profissionais da
reparação de veículos pesados, a Diesel Technic apresentação uma nova APP técnica,
com idioma em português.
A
nova aplicação (APP) que a
Diesel Technic desenvolveu,
oferece acesso rápido e direto
ao suporte técnico dos Parts
Specialists. Esta aplicação
conecta os profissionais, em qualquer
parte do mundo, com os especialistas em
produtos da marca DT Spare Parts, tudo
de uma forma simples, móvel e, acima de
tudo, sempre disponível. Outra vantagem,
é que esta APP possibilita o suporte técnico
onde for necessário, seja diretamente no
veículo ou num outro local de trabalho
mais conveniente para o técnico.
Atualmente, esta APP tem como foco
o HelpDesk integrado, que oferece aos
técnicos quatro categorias de suporte.
Elas permitem que os técnicos enviem
as suas solicitações diretamente aos Parts
Specialists em questão. Para assegurar
a acessibilidade global, a APP Parts
Specialists está disponível em oito idiomas,
sendo que um deles é o português.
Em “Perguntas sobre o produto e sua
aplicação”, os técnicos podem encontrar
suporte para o uso ou instalação corretos
de um produto da DT Spare Parts, assim
como informações sobre possíveis versões
do produto para aplicações especiais.
A categoria “Identificação de veículo/
peças (verificação do VIN)” ajuda os
técnicos a encontrarem rapidamente a
peça de reposição correta: verificar o número
VIN/chassi assegura que o produto
desejado seja compatível.
A categoria “Comentários sobre o produto”
oferece a oportunidade de enviar sugestões
de melhoria, por exemplo, quanto
à gama de produtos, informações técnicas
ou dicas de instalação.
Para todas as outras questões, existe a
categoria “Perguntas Gerais”, onde outros
tópicos podem ser enviados diretamente
aos Parts Specialists.
Com esta APP Parts Specialists, o suporte
técnico está sempre disponível no
bolso do utilizador. Não importa onde
esteja, todas as funções estão acessíveis
sem necessidade de e-mails ou longas
conversas, basta um toque para contactar
o especialista certo.
O lançamento da APP Parts Specialists
evidencia um suporte moderno e focado
no cliente. De acordo com a Diesel
Technic está APP vai estar em constante
desenvolvimento e será ampliada com
recursos que serão úteis futuramente a
todos os técnicos e profissionais da reparação
de veículos pesados. A APP Parts
Specialists já está disponível na App Store
da Apple e na Google Play Store. Depois
de ter esta APP no seu telemóvel, basta
registar-se e... começar a usar.
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PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
M
FORMAÇÃO DE CONSULTORIA
4.OPERATIONS
Enfrentar os desafios
do transporte rodoviário
Especializada no setor dos transportes rodoviários, a 4.Operations atua nas áreas de
recrutamento, formação e consultoria para responder aos desafios estruturais do setor, como a
rotatividade de profissionais, a falta de motoristas e a necessidade de valorização das carreiras.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
A
4.Operations posiciona-se
como uma empresa dedicada
ao setor do transporte rodoviário,
trabalhando com
empresas de várias dimensões
ligadas às frotas de veículos pesados,
numa abordagem integrada que combina
recrutamento, formação e consultoria. Ao
trabalhar diretamente com empresas e
profissionais do setor, a empresa procura
contribuir para resolver alguns dos principais
desafios do transporte rodoviário,
desde a atração de novos profissionais até
à retenção de talento nas organizações.
Recursos Humanos
A empresa surgiu para responder à escassez
de soluções integradas de recursos
humanos no setor, capazes de compreender
verdadeiramente a realidade operacional,
explica Ana Varela, CEO da
4.Operations. Para isso, desenvolveu um
modelo que une recrutamento e formação,
com foco em eficiência, segurança
e sustentabilidade humana. De acordo
com a responsável, a especialização neste
segmento foi consolidada ao longo de
vários anos de experiência no mercado.
“Trabalhamos com empresas do setor
Ana Varela
CEO 4.Operations
29
há vários anos e, ao longo do tempo, fomos
desenvolvendo o mercado nacional e também
o internacional, com trabalho em países
como Espanha, França, Alemanha, Holanda,
Irlanda e Escócia, consolidando gradualmente
a nossa presença no espaço europeu.
Trabalhamos sobretudo com transportadoras
e operadores logísticos, apoiando-os na
gestão de um dos fatores mais críticos da
operação: as pessoas”, adianta.
Recrutamento
O recrutamento é uma das principais áreas
de atividade da 4.Operations. O trabalho
abrange empresas de diferentes dimensões
e inclui vários perfis profissionais ligados à
operação das frotas. De acordo com Ana
Varela, os maiores desafios de recrutamento
no setor dos transportes e logística são a escassez
de profissionais qualificados, a elevada
rotatividade e a adaptação às novas exigências
regulatórias e tecnológicas. Sublinha que é
um setor exigente, que precisa urgentemente
de valorização das pessoas e de percursos
profissionais mais sustentáveis. “Trabalhamos
com pequenas e médias empresas e também
com organizações maiores. O recrutamento
pode ser para motoristas, mecânicos, pessoal
técnico ou outros profissionais necessários
às equipas operacionais. Temos capacidade
para apoiar as empresas na identificação
desses perfis e também noutras necessidades
que possam surgir dentro da operação”,
adianta Ana Varela. “Muitas transportadoras
dispõem também de oficinas próprias, o que
aumenta a diversidade de perfis profissionais
necessários. Nesse contexto, procuramos
responder às diferentes necessidades operacionais
das organizações. Antes de iniciar
qualquer processo de recrutamento, procuramos
conhecer profundamente a empresa
cliente. Só assim conseguimos ajustar as
soluções ao mercado e às expectativas, porque
muitas vezes aquilo que as empresas procuram
e aquilo que os candidatos esperam não
coincide”. Ana Varela acrescenta ainda que
este trabalho de análise permite compreender
melhor as necessidades das empresas e ajustar
as estratégias de recrutamento à realidade de
cada organização.
Formação
Ao longo do tempo, a área de formação
tornou-se um complemento natural do
trabalho desenvolvido pela empresa. “A experiência
demonstrou que o recrutamento
e a formação estão profundamente ligados
no setor dos transportes. A formação não se
limita apenas aos requisitos legais exigidos
para a atividade”. A empresa defende uma
abordagem contínua de desenvolvimento
de competências. “Não basta ter a carta de
condução. É necessário saber conduzir em
diferentes contextos, com diferentes cargas e
em diferentes condições atmosféricas, muitas
vezes em vários países. Por isso é fundamental
apostar na formação contínua e também no
desenvolvimento de soft skills, que hoje são
cada vez mais importantes no setor”, explica
Ana Varela. A formação disponibilizada pela
empresa pode incluir vários aspetos da atividade
profissional, desde a condução em diferentes
contextos operacionais até competências
comportamentais. “Trabalhamos também em
rede com parceiros de formação, por forma
a encaminharmos profissionais para áreas
específicas quando necessário, como formação
em línguas, por exemplo, competências úteis
no contexto internacional”.
Soft skills
Um dos aspetos destacados por Ana Varela é
o da importância das competências comportamentais
no setor. “Para além das competências
técnicas, fatores como compromisso,
responsabilidade e capacidade de adaptação são
considerados fundamentais. Na nossa opinião,
a maior dificuldade não é apenas a falta de
profissionais. Muitas vezes o problema está nas
soft skills e na rotatividade. Há motoristas que
mudam frequentemente de empresa porque as
expectativas não correspondem à realidade ou
porque valorizam apenas o fator económico
sem considerar o conjunto de condições que
a empresa oferece”, avança a responsável. Por
esse motivo, indica que a empresa trabalha
também com os candidatos, para os ajudar
a compreender melhor as exigências da profissão
e as diferentes etapas de evolução na
carreira. “Um exemplo frequente acontece
com motoristas que iniciam a carreira e pretendem
rapidamente trabalhar em transporte
internacional, sem terem ainda experiência
suficiente. Muitas vezes encontramos candidatos
que saem das escolas e querem logo fazer
internacional para ganhar mais dinheiro. Mas
é importante explicar que existe um percurso
a fazer, que passa por ganhar experiência
primeiro em operações nacionais ou locais
antes de avançar para rotas internacionais.
A condução internacional implica desafios
adicionais, desde as condições meteorológicas
até às diferenças linguísticas e operacionais
entre países”.
Consultoria
Outra vertente da atividade da 4.Operations
é a consultoria. A empresa procura apoiar
as transportadoras na adaptação às novas
exigências do mercado de trabalho. “Muitas
vezes as empresas dizem que precisam de um
profissional, mas não sabem exatamente o que
podem fazer para atrair esse profissional. O
nosso trabalho passa também por mostrar o
que o mercado está a oferecer e por ajudar as
empresas a perceber que fatores podem tornar
a organização mais apelativa para quem está
a procurar emprego. Este trabalho inclui
aconselhamento sobre condições de trabalho,
benefícios oferecidos aos trabalhadores e estratégias
internas de retenção de talento”, refere
Ana Varela, acrescentando que, em muitos
casos, pequenas iniciativas podem ter impacto
significativo na motivação dos profissionais.
ÁREAS DE FORMAÇÃO
DA 4.OPERATIONS
Condução e operação
• As vantagens de ser eco
• Conhecer a tecnologia embarcada
• Exposição aos riscos na tarefa de conduzir
Segurança rodoviária
• Primeiros socorros para motoristas
• Acidente e incidente e depois do acidente
com DAAA
Segurança no trabalho
• Combate a incêndios
• Primeiros socorros
• Segurança e saúde no trabalho
Soft Skills
• Lidar com passageiros com necessidades
especiais
• O peso da marca
• Capacidade comunicativa e de gestão de
conflitos
Percursos e operação em contexto real
• Formação inicial de percursos
Talento
Ana Varela indica que outro fator que influencia
o desafio da falta de profissionais no setor
é a forte procura de profissionais portugueses
por empresas estrangeiras. “A reputação dos
trabalhadores portugueses no mercado europeu
torna-os particularmente valorizados.
Os profissionais portugueses são muito bem
vistos em toda a Europa. São reconhecidos
como trabalhadores que cumprem as regras e
que têm um forte sentido de responsabilidade.
Isso faz com que muitas empresas estrangeiras
venham a Portugal procurar estes profissionais,
e esta realidade aumenta a pressão sobre as
empresas nacionais, que precisam de melhorar
as condições oferecidas para conseguirem reter
talento”. No que diz respeito à retenção de
talento, explica que a empresa tem procurado
contornar o desafio através de acompanhamento
próximo, formação contínua, alinhamento
entre expectativas e realidade operacional e
valorização do papel de cada profissional. A
responsável sublinha ainda que a retenção
começa muitas vezes no recrutamento certo.
“É necessário tornar as carreiras ligadas ao
setor mais atrativas e promover uma mudança
de mentalidade dentro das empresas, para
fazer face à falta de profissionais na área.
Temos uma geração de profissionais que está
a aproximar-se da reforma e outra geração
que está a iniciar o seu percurso profissional.
Para atrair estes jovens é preciso tornar a profissão
mais interessante e mostrar que existe
evolução, tecnologia e oportunidades dentro
do setor. A evolução tecnológica dos veículos
e das operações logísticas pode também ser
um fator de atração para novas gerações,
desde que exista investimento na formação e
valorização das carreiras”, conclui.
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
Personalidade
P
No nosso
mercado, a
disponibilidade
é decisiva
HUGO CANHA, GERENTE MULTITRUCKS
A Multitrucks faz 10 anos e está em contínuo crescimento. Atualmente
possui três armazéns, todos na zona da grande Lisboa, mas o negócio
continua centrado na constante procura de novas oportunidades, onde o
serviço ao cliente ganha muita relevância.
TEXTO PAULO HOMEM
Com um percurso de vida
profissional sempre ligado às
peças para veículos pesados,
Hugo Canha já fez de tudo
o que havia para fazer dentro
deste negócio. Há 10 anos que se
aventurou com o lançamento da Multitrucks
e a verdade é que o modelo de
negócio que procurou tem sido aceite.
Não procura a massificação, mas olha
para o crescimento do seu negócio não
como uma necessidade a todo o custo,
mas como que uma quase “imposição”
suscitada pelo mercado e pelos clientes.
Com uma forma muito particular de
estar e de pensar o negócio das peças de
pesados, Hugo Canha sabe muito bem
o espaço que a Multitrucks procura
ter no mercado e a forma como o
pretende atingir, garantindo que todos
poderiam ter muito mais rentabilidade
se houvesse união.
32
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
P
PERSONALIDADE
Faz uma apresentação do Hugo Canha
e um pouco do teu percurso na área das
peças para pesados?
Comecei muito novo no setor das peças
para veículos pesados, onde fiz de tudo um
pouco, e acompanhei de perto a grande
transformação que este mercado teve nas
últimas décadas. No início, o negócio era
muito diferente do que é hoje: havia menos
informação, menos operadores especializados
e muito dependia das relações
comerciais, da disponibilidade e da capacidade
de encontrar a peça certa.
Ao longo dos anos fui vivendo essa evolução,
desde um mercado muito mais informal
e limitado até à realidade atual, muito
mais profissionalizada, competitiva e exigente.
Essa experiência foi essencial para
perceber onde estavam as necessidades do
mercado e também as oportunidades para
construir um projeto com identidade própria,
como é a Multitrucks.
A Multitrucks está a fazer 10 anos. A
posição e relevância que têm atualmente
no mercado era a que pensavam ter
quando iniciaram este projeto?
Para os clientes e para os fornecedores, é
importante reconhecer terem tido a coragem
de acreditar numa ideia nova, numa
altura difícil.
Quanto aos clientes, o agradecimento é
enorme. Tenho mesmo de lhes agradecer,
porque acabam por ser a base de tudo.
Mas esse agradecimento não parte só de
mim, parte também de toda esta equipa
de cerca de trinta pessoas que aqui trabalha.
Não depende apenas de uma pessoa:
cada um de nós tem a sua ligação com o
cliente, cada um contribui à sua maneira
para a nossa empresa, pois no fundo
tudo se resume às relações que se criam
com os clientes.
Mas existe sempre ambição de crescer...
Quando se começa um projeto destes há
sempre ambição, mas a verdade é que o
crescimento foi sendo construído passo a
passo. O mercado foi mudando muito e
obrigou-nos a adaptar rapidamente a operação,
sobretudo em áreas como o stock, a
logística e a capacidade de resposta.
Hoje, a posição da Multitrucks resulta muito
dessa consistência diária. Não foi apenas
uma questão de crescer, foi uma questão de
perceber o que o cliente valoriza e responder
de forma eficaz. O mercado tornou-se
muito mais exigente, e isso obrigou-nos a
investir continuamente. Neste momento
ainda não temos tudo consolidado, porque
estamos sempre a crescer e a evoluir.
A proximidade ao cliente é uma das
vossas apostas?
Nós temos um modelo um bocado diferente
das outras empresas, que é mais próximo
e mais pessoal em relação ao cliente.
Criam-se relações, há confiança, e o cliente
acaba por ver este espaço quase como “a
casa dele”, onde sabe que encontra a solução.
Não fazemos grandes apostas em
elevado stock de produtos com elevado
valor unitário, mas sim na variedade, na
consistência e no serviço.
A Multitrucks hoje está presente com
três instalações na região da Grande
Lisboa. Para quando uma instalação
mais a norte ou mais a sul de Portugal?
Nesta fase, o foco continua muito concentrado
na nossa área natural de atuação,
sobretudo na região de Lisboa e arredores.
É aqui que temos maior proximidade ao
cliente e onde conseguimos garantir um
serviço eficaz.
O crescimento geográfico é sempre uma
possibilidade, mas só faz sentido quando
houver condições para manter o mesmo
Mais do que
acumular
marcas,
interessa-nos
ter um portefólio
sólido, adequado
ao perfil do
nosso mercado e
às necessidades
reais dos clientes
33
nível de serviço, proximidade e capacidade de
resposta. Expandir por expandir nunca foi o
nosso objetivo.
Como disse, a escolha desta localização, apesar
da proximidade à sede em São Julião do
Tojal, teve uma lógica estratégica: reforçar
logisticamente a cobertura da zona Oeste e
melhorar os tempos de resposta aos clientes.
Quanto a uma eventual expansão para norte
ou sul do país, não existem planos concretos
neste momento.
A mais recente novidade foi em 2023 a
chegada a Torres Vedras. Qual foi a lógica
dessa abertura, estando relativamente
próxima da sede em São Julião do Tojal?
A abertura em Torres Vedras teve uma lógica
operacional e comercial muito clara, mas
também foi uma forma de responder logisticamente
às necessidades que tínhamos na
nossa operação. Já quando abríamos em Sintra
a ideia foi muito semelhante: dar serviço aos
nossos clientes. Apesar da proximidade relativa
à sede, trata-se de uma zona com dinâmica
própria, com clientes, oficinas e operadores
que justificavam uma presença mais
direta. Mas mais do que a distância física,
o que conta é a capacidade de servir bem o
mercado onde estamos inseridos, com rapidez
e proximidade. Foi essa necessidade logística
que justificou a abertura.
Como tem evoluído a componente logística
do vosso negócio?
A logística tornou-se absolutamente central.
Hoje, o cliente quer resposta imediata, disponibilidade
e fiabilidade. Já não basta ter bons
contactos ou saber onde encontrar a peça, é
preciso tê-la disponível ou conseguir entregá-la
no momento certo. O investimento tem
sido grande precisamente aí: em stock, em organização
interna e em capacidade de servir
melhor. Este é um negócio em que, muitas
vezes, ou temos a peça na hora, ou perdemos
a venda. Para a Multitrucks, a prioridade está
muito clara: mais do que o preço, o fator decisivo
é a disponibilidade.
Porém, existe algo que é o ativo mais importante
de uma empresa: que são os bons colaboradores.
O nosso negócio depende muito disso.
E existe cada vez mais dificuldade em ter
profissionais neste setor...
A dificuldade é enorme. Podemos ter a melhor
ideia de abrir em determinado local, mas se não
tivermos as pessoas certas tal não vai resultar.
Atualmente é mais importante ter a peça
na hora certa...
No nosso mercado, a disponibilidade é decisiva.
O preço continua a ser importante,
naturalmente, mas quando um veículo está
parado, o que o cliente mais valoriza é resolver
o problema depressa. Quando se fideliza
o cliente apenas pelo preço acaba por ser um
casamento por interesse, quando acaba o dinheiro
acaba-se o casamento. Por isso, o preço
não é tudo, até porque existe sempre alguém
que faz mais barato.
Se não tivermos a peça, o cliente arranja-a
noutro lado. Hoje a informação circula muito
depressa, toda a gente sabe quem tem o quê, e
isso faz com que a rapidez e a disponibilidade
tenham um peso enorme na decisão de compra.
O vosso stock é maioritariamente composto
por marcas premium do aftermarket. Como
tem evoluído a vossa política de marcas?
A nossa política tem passado por trabalhar
com marcas que garantam confiança, consistência
e boa resposta no terreno. O cliente
profissional precisa de qualidade, mas também
precisa de segurança no fornecimento e
no pós-venda.
Mais do que acumular marcas, interessa-nos
ter um portefólio sólido, adequado ao perfil
do nosso mercado e às necessidades reais dos
clientes. Por isso, a nossa política tem sido
Existe algo que
é o ativo mais
importante de
uma empresa:
que são os bons
colaboradores.
O nosso negócio
depende muito
disso
quase sempre ter duas marcas por cada linha
de produto que comercializamos, em que apostamos
numa marca de primeiro equipamento
e depois numa marca de aftermarket.
Que novidades têm sido introduzidas em
termos de produto e marcas?
Não houve uma aposta em novidades por novidade.
A nossa lógica é muito prática: introduzir
produto e marcas que façam sentido para
o negócio, que tenham rotação e que acrescentem
valor real ao cliente.
A prioridade continua a ser a variedade certa
e a capacidade de resposta, mais do que uma
corrida a lançar novas referências sem critério.
Para quando a loja online B2B?
A digitalização é inevitável e faz parte da evolução
natural do setor. No entanto, neste negócio,
a componente humana e a rapidez de
confirmação continuam a ter muito peso, porque
estamos a falar de peças técnicas, aplicações
específicas e necessidades urgentes. Por
isso, qualquer evolução para uma plataforma
B2B tem de ser feita de forma útil, prática e
ajustada ao dia a dia real do cliente.
Sentimos que existem clientes, mais novos,
que já compram tudo online e nas peças não
é diferente e, por isso, já iniciamos entretanto
o nosso projeto B2B, mas só iremos lançar
quando tivermos confiança para tal.
Os processos no negócio das peças para pesados
estão a digitalizar-se cada vez mais. Estão
os vossos clientes adaptados a essa realidade?
O setor tem vindo a adaptar-se, mas esse processo
não é igual para todos. Há clientes muito
preparados e já bastante digitais, enquanto
outros continuam a valorizar sobretudo o
contacto direto e a rapidez de resposta por vias
mais tradicionais. No fundo, a digitalização é
importante, mas no nosso negócio ainda conta
muito a confiança, o conhecimento técnico e
a capacidade de resolver imediatamente a necessidade
do cliente.
34
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
P
PERSONALIDADE
Se não tivermos
a peça, o cliente
arranja-a noutro
lado. Hoje a
informação
circula muito
depressa, toda
a gente sabe
quem tem o
quê, e isso
faz com que
a rapidez e a
disponibilidade
tenham um
peso enorme
na decisão de
compra
A Multitrucks continua a não pertencer
a nenhum grupo internacional.
Vão continuar assim ou existe a ideia
de integrar algum grupo?
A Multitrucks tem seguido o seu caminho
de forma independente. Até agora,
esse modelo tem permitido trabalhar
com alguma liberdade, proximidade e
foco no nosso mercado.
Naturalmente, o mercado está sempre
em mudança, mas o mais importante é
garantir que qualquer decisão futura faça
sentido para o negócio, para a equipa e
para os clientes. No fundo, tem que ser
bom para ambas as partes e, como tal,
não temos pressa em avançar até porque
um dia poderemos encontrar o parceiro
que entenda a nossa visão e forma de estar.
Para além das peças, vendem também
equipamentos oficinais, como diagnóstico,
ou têm parcerias nessa área?
A nossa atividade está muito centrada
nas peças e na resposta ao cliente profissional.
Esse continua a ser o nosso
foco principal.
Vendemos algumas ferramentas, mas sem
grande expressão, enquanto nos equipamentos
não temos qualquer presença
nem faz para nós qualquer sentido estar
nesse negócio, pois exigia conhecimento
e especialização nessa área que nós não
temos. O centro do negócio está claramente
nas peças para pesados.
Em termos de mercado, onde quer a
Multitrucks chegar?
Queremos continuar a consolidar a nossa
posição, crescer de forma sustentável e
manter a imagem de empresa próxima,
eficaz e fiável. Mais do que crescer por
dimensão, interessa-nos crescer com consistência
e continuar a ser uma referência
para o cliente profissional.
O mercado continua focado no esmagamento
das margens ou já evoluiu?
A pressão sobre as margens continua a
existir e faz parte da realidade do setor.
O mercado está muito competitivo e o
cliente compara mais, sabe mais e decide
mais depressa. Ao mesmo tempo,
nota-se cada vez mais que o serviço, a
disponibilidade e a capacidade logística
contam tanto ou mais do que a simples
comparação de preço. É aí que se faz a
diferença no meu entender.
Por outro lado, está a dar-se muita autonomia
a certos “profissionais” para fazer
preços, sem terem a literacia necessária
para saber que valores devem praticar
em determinada peça. Todos já arranjamos
canais para comprar da melhor
forma, mas com as diferenças de preço
que vejo na venda, certamente que existe
alguma falta de literacia, existindo quem
não faça contas à rentabilidade que uma
venda tem que dar para suportar as estruturas
inerentes.
Porque razão se continua a investir tanto
no mercado das peças para pesados
em Portugal?
Porque continua a existir procura e porque
o transporte rodoviário e a manutenção de
frotas têm uma importância enorme na
economia. Enquanto houver veículos em
operação, haverá necessidade de manutenção,
reparação e fornecimento de peças.
Mas é um mercado exigente, que obriga
a investimento constante. Não basta
abrir portas: é preciso ter stock, estrutura,
conhecimento e capacidade de resposta.
Que novidades poderão anunciar para
os próximos tempos?
Para já, não há grandes novidades a anunciar.
O momento mais marcante é mesmo
a celebração dos 10 anos da Multitrucks,
uma data importante para a empresa e para
todos os que fazem parte do seu percurso.
Ao celebrar 10 anos, que mensagem
gostaria de deixar aos clientes, fornecedores,
parceiros e equipa?
À equipa, deixo uma palavra de grande
reconhecimento e orgulho: isto é um negócio
feito de pessoas, de esforço diário
e de compromisso. Desde o armazém ao
balcão, todos contam, e o trabalho de
cada um é importante para aquilo que a
Multitrucks é hoje.
Aos fornecedores e parceiros, fica o agradecimento
por terem acreditado no projeto,
especialmente numa fase inicial que
não era fácil. E aos clientes, o agradecimento
é muito grande, porque no fundo
são eles que validam diariamente o
nosso trabalho. Esse agradecimento não
vem só de mim - vem de toda a equipa,
de cerca de 30 pessoas, que todos os dias
procuram corresponder à confiança que
nos é dada.
36
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
Mercado
Camiões, Autocarros e VCL
M
MAN lança TGX de 250 toneladas
A
MAN Truck & Bus apresentou
um novo trator TGX 41.640
8x4/4 para transporte pesado,
com uma solução de fábrica capaz de
atingir um peso bruto combinado de 250
toneladas. Este modelo, agora o topo de
gama da marca, alarga o portefólio da
MAN, que passa a cobrir necessidades
de transporte entre as 3,5 e as 250 toneladas.
Equipado com um motor de seis
cilindros em linha com 640 cv e 3.000
Nm de binário, disponível numa ampla
faixa de rotações, o novo TGX foi concebido
para operações como o transporte
de turbinas eólicas, transformadores ou
cargas industriais de grande dimensão.
A combinação de uma embraiagem
com conversor de binário com a caixa
automatizada MAN TipMatic permite
arranques potentes com baixo desgaste e
manobras de elevada precisão, enquanto
sistemas adicionais como o retarder asseguram
elevada capacidade de travagem
contínua e estabilidade térmica. O veículo
é produzido na fábrica de Munique
e posteriormente equipado no centro de
Wittlich, onde recebe componentes específicos
para transporte pesado, como
sistemas hidráulicos de alta capacidade,
depósitos adicionais e arrefecimento reforçado,
garantindo desempenho e controlo
mesmo com reboques de múltiplos
eixos. Para além da vertente técnica, o
TGX pode ser equipado com o pacote
opcional MAN Individual Lion S, que
acrescenta elementos de design exclusivos
e maior conforto a bordo, incluindo
acabamentos premium e soluções orientadas
para operações de longa duração.
A nova proposta é acompanhada por um
portefólio completo de serviços, financiamento
e assistência, incluindo contratos
de manutenção, garantias alargadas
e serviços digitais.
Bosch lança novo módulo de célula
de combustível para autocarros
A
Bosch apresentou o novo Fuel-
-Cell Power Module FCPM
C100 na feira Mobility Move,
em Berlim, alargando o seu portefólio
de soluções de hidrogénio para o transporte
público. Concebido para autocarros
urbanos, o sistema destaca-se pelo
design compacto e montagem no tejadilho,
respondendo às exigências de eficiência
e descarbonização nas cidades
europeias. Com uma potência integrada
entre 100 e 300 kW na gama FCPM,
o novo C100 permite alimentar veículos
elétricos com célula de combustível,
possibilitando operações livres de CO₂
quando utilizado hidrogénio renovável.
A solução foi pensada para autocarros
de 12 a 18 metros e integra-se facilmente
graças às interfaces standard do setor.
Segundo Jan-Oliver Röhrl, responsável
da divisão Bosch Power Solutions, esta
tecnologia surge como complemento
aos autocarros elétricos a bateria, sendo
especialmente indicada para percursos
longos e operações intensivas,
onde o tempo de carregamento pode
ser limitativo. A evolução enquadra-se
nas metas europeias que impõem uma
redução de 90% das emissões de CO₂
em novos autocarros urbanos até 2030.
O FCPM C100 junta-se ao C190, destinado
a autocarros interurbanos, e ao
C300, vocacionado para veículos pesados
de longo curso, consolidando uma
oferta modular. Paralelamente, a Bosch
continua a investir em toda a cadeia de
valor do hidrogénio, desde a produção
com a pilha de eletrólise PEM Hybrion
até à utilização, incluindo motores e
sistemas de injeção dedicados.
37
Iveco Bus entrega 53
autocarros híbridos
ao Grupo Interbus
A Iveco Bus entregou 53 unidades do modelo
Crossway Hybrid ao Grupo Interbus,
reforçando a aposta na mobilidade sustentável
em Espanha. A aquisição destina-se
a operações interurbanas em duas
rotas com certificação ECO, contribuindo
para a redução do impacto ambiental no
transporte de passageiros. A entrega dos
veículos insere-se numa estratégia de
renovação das infraestruturas de transporte
público e consolida a relação entre
a Iveco Bus e o Grupo Interbus. A maioria
das viaturas será integrada no Consórcio
Regional de Transportes de Madrid, reforçando
as ligações na região de Madrid,
enquanto as restantes serão utilizadas em
percursos interurbanos na Andaluzia. O
Crossway Hybrid destaca-se pela redução
do consumo de combustível face às
versões convencionais, permitindo ganhos
operacionais num contexto de aumento dos
custos energéticos. Quando associado a
combustíveis renováveis, contribui também
para a diminuição das emissões de CO 2 .
Equipado com um sistema mild hybrid de
48 V, o modelo recupera energia durante
a travagem e utiliza-a no arranque e aceleração,
sem necessidade de infraestrutura
de carregamento externa. As 53 unidades
incluem ainda sistemas avançados
de assistência à condução, reforçando a
segurança em ambientes urbanos e em
trajetos de longa distância. O interior foi
concebido para garantir acessibilidade, com
rampas automáticas e espaços adaptados
a passageiros com mobilidade reduzida.
Iveco testa eDaily com carregamento
wireless dinâmico em autoestrada
A
Iveco apresentou a primeira eDaily
pronta a circular equipada com
carregamento sem fios dinâmico
e estático, num projeto desenvolvido em
parceria com a concessionária italiana
A35 Brebemi. A iniciativa representa um
avanço na aplicação real da tecnologia
Dynamic Wireless Power Transfer. O veículo
entrou em operação na autoestrada
A35, que liga Brescia a Milão, integrando
a frota Argentea da Brebemi. Trata-se
de uma versão 100% elétrica do modelo
ligeiro da marca, adaptada com um sistema
de carregamento indutivo especificamente
desenvolvido para interagir
com a infraestrutura instalada na via.
Esta solução permite carregar a bateria
Opel iguala preço de comerciais
elétricos às versões diesel
A
Opel anunciou que os seus veículos
comerciais ligeiros elétricos
a bateria, Opel Vivaro Electric
e Opel Combo Electric, passam a estar
disponíveis ao mesmo preço das versões
equipadas com motor diesel, numa medida
dirigida aos clientes profissionais e
com efeitos imediatos. A decisão insere-
-se no programa “Elétrico ao preço do
diesel” e, com esta equiparação, a marca
procura facilitar a transição para soluções
sem emissões. No caso do Vivaro Electric,
está disponível com um motor elétrico
de 100 kW, equivalente a 136 cv, e
em duas configurações de comprimento
de carroçaria. O modelo pode ser equipado
com uma bateria de 49 kWh, com
capacidade útil de 42 kWh e autonomia
tanto em andamento como em paragem,
reduzindo a dependência de carregamentos
convencionais. Este projeto surge na
sequência da iniciativa Arena del Futuro,
um laboratório a céu aberto dedicado ao
desenvolvimento de soluções de carregamento
wireless, e confirma a crescente
maturidade desta tecnologia. Nos últimos
meses, têm-se multiplicado projetos
semelhantes a nível internacional, sinalizando
a passagem da fase experimental
para aplicações concretas em infraestruturas
de transporte. Para a Iveco, testar
um veículo preparado para produção
com esta tecnologia constitui um passo
estratégico na sua abordagem multi-energética
à descarbonização. A Iveco indica
que a colaboração com operadores
de infraestruturas surge, assim, como um
fator crítico para acelerar a adoção de
soluções inovadoras e responder às exigências
operacionais do setor. Acrescenta
também que a introdução da eDaily
com carregamento wireless demonstra o
potencial do DWPT para garantir maior
autonomia operacional, continuidade de
serviço e eficiência energética.
até 223 km em ciclo WLTP, ou com
uma bateria de 75 kWh, com capacidade
útil de 69 kWh, permitindo atingir
até 352 km de autonomia no mesmo ciclo.
A altura aproximada de 1,90 metros
garante compatibilidade com parques de
estacionamento subterrâneos, enquanto
a colocação da bateria sob o piso preserva
o volume de carga. A oferta inclui ainda
um conjunto de serviços associados,
como soluções de conectividade, o sistema
e-Routes para planeamento de trajetos,
o programa FlexCare com extensão
de garantia até 60 meses ou 200.000 km
e assistência em viagem durante oito
anos, incluindo apoio em situações de
carregamento e avarias. A garantia da bateria
é assegurada pelo mesmo período.
38
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
M
CAMIÕES, AUTOCARROS E VCL
Iveco lança solução inteligente
para proteção de frotas
DAF entrega 33 camiões
XD Electric à Contargo
A
Iveco anunciou o lançamento do
serviço Stolen Vehicle Assistance,
uma nova funcionalidade integrada
no ecossistema digital Iveco ON, concebida
para reforçar a proteção contra o
roubo de veículos e acelerar a sua recuperação.
Dirigido a operadores que dependem
de modelos como a Iveco Daily, este
serviço pretende mitigar perdas operacionais
e financeiras associadas ao roubo.
A funcionalidade recorre a conectividade
instalada de fábrica, inteligência artificial
e tecnologia de geofencing para detetar
comportamentos suspeitos, permitindo
ativar rapidamente protocolos de recuperação.
Uma vez confirmado o roubo,
entra em ação um Centro de Segurança
disponível 24 horas, que atua em coordenação
direta com as autoridades policiais
Linde lança nova gama
de empilhadores retráteis
A
Linde Material Handling apresentou,
na LogiMAT 2026, em
Estugarda, a nova gama de empilhadores
retráteis Ri14 a Ri18, pensada
para operações de armazém de baixa
a média intensidade. Com capacidades
de carga entre 1,4 e 1,8 toneladas, os
novos modelos destacam-se pelo design
europeias. Este centro, desenvolvido em
parceria com a Targa Telematics, gere o
rastreamento do veículo e apoia todo o
processo de recuperação, com base em
dados analisados em tempo real. Segundo
Alberto Buttiglieri, responsável
de produto na Iveco, a solução permite
transformar alertas em ações concretas,
reduzindo o tempo de inatividade dos
veículos e garantindo maior continuidade
operacional. Com taxas de recuperação
que podem atingir os 90%, a marca
indica que o Stolen Vehicle Assistance representa
uma evolução face aos sistemas
tradicionais de localização, oferecendo
uma abordagem estruturada e integrada.
O serviço foi inicialmente lançado em
Espanha e será progressivamente disponibilizado
em toda a Europa.
compacto, agilidade e eficiência nas
tarefas diárias de armazenagem. Equipados
com bateria de iões de lítio integrada,
permitem operar em corredores
estreitos e otimizar o espaço disponível.
Com comprimento de 1.215 mm, raio
de viragem de 2.709 mm e elevação até
11 metros, garantem manobrabilidade
e acesso eficaz às estanterias. A gama
pode integrar funcionalidades opcionais
como PowerDrive e PowerLift, que
aumentam a velocidade de deslocação
e elevação. Em termos de segurança,
inclui sistemas como Curve Assist, Safety
Guard e Rack Protection Sensor,
reforçando o controlo e a proteção em
operação. O posto de condução foi desenvolvido
para melhorar o conforto e
reduzir vibrações, enquanto o acesso facilitado
aos componentes e as atualizações
remotas asseguram elevada disponibilidade
e manutenção simplificada.
A DAF Trucks entregou 33 camiões XD
Electric à Contargo, uma ação que se
insere numa parceria de longa data entre
as duas empresas no desenvolvimento
de soluções logísticas com zero emissões.
Os veículos fornecidos integram
a nova geração de camiões elétricos da
DAF, que inclui também os modelos XF,
XG e XG + Electric, posicionados como
referência em eficiência, segurança e
conforto no segmento dos pesados elétricos
a bateria. Equipados com motores
elétricos PACCAR de última geração,
estes camiões disponibilizam potências
entre 170 e 350 kW, equivalentes a
230 a 480 cv, e recorrem a baterias
modulares LFP com capacidades até
525 kWh. No caso dos 33 tratores XD
Electric entregues, cada unidade está
equipada com cinco módulos de bateria,
permitindo uma autonomia superior a
500 km em operação sem emissões. A
marca indica que os veículos foram concebidos
para responder às exigências da
distribuição urbana e regional, mantendo
desempenho adequado em percursos
mais longos, e destacam-se ainda pela
visibilidade otimizada e pelo conforto
proporcionado pela cabine Sleeper High
Cab. A entrega acompanha o reconhecimento
internacional da marca, com
o modelo XF Electric distinguido como
Camião Internacional do Ano 2026.
39
VW Transporter Crewvan
assegura mobilidade
na “Euro Trip ‘26”
JAC atinge maior quota do segmento
de camiões elétricos médios
A Volkswagen Veículos Comerciais associou-se
à banda portuguesa Capitão Fausto na digressão
europeia “Euro Trip ‘26”, para garantir a
mobilidade do grupo ao longo de várias cidades
europeias através de uma viatura Volkswagen
Transporter Crewvan de seis lugares. A digressão
arrancou em março e inclui atuações em cidades
como Madrid, Barcelona, Bruxelas, Amesterdão,
Luxemburgo, Paris e Londres, reforçando a projeção
internacional da banda após um concerto esgotado
na MEO Arena. A escolha da Transporter
Crewvan surge como resposta às exigências da
digressão, permitindo conjugar o transporte de
seis ocupantes com uma capacidade de carga
significativa. A parceria traduz-se numa presença
contínua em estrada, acompanhando a banda
ao longo das diferentes etapas da digressão. “A
mobilidade é parte essencial de qualquer equipa
que vive da estrada. Acompanhar os Capitão
Fausto nesta digressão europeia é demonstrar, em
contexto real, a versatilidade e a capacidade da
Transporter Crewvan para responder às exigências
de uma digressão internacional, combinando
espaço, conforto e funcionalidade num único
veículo”, afirmou Bruno Esteves, Diretor-Geral
da Volkswagen Veículos Comerciais.
A
JAC Motors Iberia encerrou
2025 como líder no segmento de
camiões elétricos médios, alcançando
uma quota de mercado de 37,7%
e garantindo, pelo terceiro ano consecutivo,
a primeira posição nas vendas desta
categoria. A empresa destaca que este
desempenho resulta de uma oferta de
produto competitiva, aliada ao reforço
da sua rede comercial direta. O modelo
assenta na venda direta ao cliente profissional,
permitindo maior proximidade
e controlo da experiência de compra.
Atualmente, a marca opera em mais
de 40 cidades e mantém parcerias com
Iveco Bus entrega 29 autocarros
elétricos à cidade de Messina
grandes multinacionais. De acordo com
José Arcos, diretor-geral da empresa em
Espanha, os resultados refletem a confiança
dos clientes e uma estratégia consistente,
centrada em soluções ajustadas
às necessidades reais dos profissionais.
Para 2026, a JAC Motors Iberia prevê
reforçar a sua posição com o alargamento
da gama, incluindo o lançamento de
um camião de 18 toneladas e de um
novo furgão elétrico. A expansão territorial
e a continuidade da venda direta
fazem parte da estratégia para sustentar
o crescimento no mercado ibérico de
veículos pesados elétricos.
Produção da DAF em
Westerlo assinala seis
décadas
A DAF Trucks assinala 60 anos de produção
na Bélgica, destacando a unidade de Westerlo
como uma das mais avançadas da Europa. A
fábrica iniciou atividade em 1966 com a produção
de cabines e passou a incluir eixos a partir
de 1971, assumindo um papel central na rede
industrial da empresa. Nos últimos dez anos,
foram investidos mais de 650 milhões de euros
em modernização, automação e sustentabilidade,
incluindo novas linhas robotizadas e uma nave
de pintura com redução de emissões em 50%.
A unidade produz componentes para a nova
geração de camiões DAF, incluindo modelos premiados
internacionalmente. Com cerca de 2000
colaboradores e 1000 fornecedores, a fábrica foi
distinguida em 2024 como “Fábrica do Futuro”.
“Sessenta anos de produção na Bélgica são uma
homenagem às gerações de colaboradores que
construíram a DAF em Westerlo até ao que é
hoje”, afirmou Jos Habets, responsável pela
Produção da empresa.
A
Iveco Bus entregou 29 autocarros
elétricos E-WAY à ATM,
para a renovação da frota de
transportes públicos da cidade de Messina,
em Itália. Esta entrega integra a
primeira fase de um plano que prevê
a aquisição de um total de 54 veículos
ao abrigo do acordo-quadro Consip.
As unidades agora disponibilizadas
incluem autocarros nas versões de 9,5
e 12 metros, concebidos para carregamento
em garagem, sendo que a versão
standard também permite carregamento
por pantógrafo. Os restantes veículos
da encomenda, atualmente em produção,
correspondem a 12 autocarros articulados
de 18 metros. Os novos veículos
estão equipados com sistemas de
transporte inteligentes que permitem
a monitorização contínua da frota em
tempo real. No interior, os autocarros
dispõem de sistemas de informação
ao passageiro, bem como de sistemas
avançados de assistência ao motorista.
A acessibilidade foi igualmente considerada,
com a inclusão de espaços dedicados
a cadeiras de rodas e rampas de
embarque.
40
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
Dossier
D
EQUIPAMENTOS DE DIAGNÓSTICO
Mais cobertura,
funcionalidades
e apoio técnico
Os equipamentos de diagnóstico tornaram-se ferramentas
indispensáveis nas oficinas, e têm acompanhado a crescente
complexidade tecnológica dos veículos pesados.
TEXTO NÁDIA CONCEIÇÃO
Os veículos pesados estão cada
vez mais tecnológicos e isso
está a mudar a forma como se
trabalha nas oficinas. Hoje já
não basta experiência prática,
é preciso ter ferramentas à altura. Os
equipamentos de diagnóstico evoluíram
muito nos últimos anos e permitem agora
trabalhar com mais marcas, fazer mais
tipos de análise e aceder a informação
técnica essencial. Ao mesmo tempo, a
pressão para resolver problemas de forma
rápida e eficaz continua a aumentar.
Fomos ouvir o mercado para perceber que
soluções existem e como está a evoluir
este segmento em Portugal.
41
Que serviços asseguram após
a venda (formação, suporte,
atualizações)?
GONÇALTEAM
Ricardo Sousa
O cliente Launch tem ao seu
dispor formação contínua nas
nossas instalações, ou no local de
trabalho (caso assim o solicite),
para além de que, usufrui de um
suporte de atualizações para o seu
equipamento, de mais 300/ano.
IBEREQUIPE
Alberto Rodrigues
Todos os nossos clientes ao
adquirirem um equipamento de
diagnóstico recebem sempre
formação de utilização e suporte
técnico online. E desde que tenha
as licenças de software ativas,
têm sempre acesso ao nosso
Suporte Técnico Online. Aliás,
estamos a falar de algo que já
faz parte do “ADN” da Iberequipe
desde 2003, altura em que
entrámos no mercado.
LUSILECTRA
Não vendemos apenas um
equipamento, entregamos
uma parceria: Suporte Técnico:
Assistência em tempo real por
técnicos especializados em
veículos pesados; Formação:
Ensinamos a utilizar as
ferramentas de diagnóstico e
calibração; Atualizações: Software
sempre atualizado via Wi-Fi para
cobrir novos modelos e sistemas.
REPAIRIFY
LUSILECTRA
www.lusilectra.com
A novidade mais recente da Lusilectra é o
Diagnóstico Remoto OEM. “Quando a
oficina se depara com problemas elétricos/
eletrónicos complexos que normalmente
obrigam a recorrer à oficina oficial de marca,
com o Diagnóstico remoto da Repairify
consegue-se, através de uma ligação à nuvem,
conectar-se com um dos técnicos especialistas
da marca e aceder ao software oficial do
fabricante para poder diagnosticar/reparar o
camião remotamente na sua oficina. Tudo
isto é feito rapidamente e só é possível graças
aos novos protocolos DoIP e CAN-FD. Os
pontos fortes da nossa solução ao nível dos
equipamentos de diagnóstico para pesados
são: acesso OEM Remoto: Permite aceder
a funcionalidades que antes eram exclusivas
dos concessionários oficiais, utilizando
o hardware original via nuvem; cobertura e
versatilidade: Um único equipamento que
cobre diagnóstico multimarca e calibrações
ADAS; eficiência: reduz drasticamente o
tempo de imobilização do veículo ao evitar
deslocações à marca”, indicou fonte da marca.
DIAGTEC
Tiago Resende
A Diagtec Plus disponibiliza
formação e suporte técnico via call
center para todos os equipamentos
vendidos. Os pesados não são
exceção e os clientes podem todos
beneficiar dos mesmos serviços.
TEXA
Diana Sanvicens
Na TEXA Ibérica disponibilizamos
um serviço pós-venda completo,
pensado para garantir o máximo
desempenho e continuidade no
trabalho das oficinas: suporte
técnico especializado, assegurado
por profissionais com vasta
experiência em diagnóstico de
veículos industriais; atualizações
regulares do software IDC6,
42
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
D
EQUIPAMENTOS DE DIAGNÓSTICO
AUTOCOM
IBEREQUIPE
Alberto Rodrigues
www.iberequipe.com
A Iberequipe está no mercado há mais
de 20 anos e é especialista na comercialização
de equipamentos de diagnóstico e
disponibiliza para os clientes de veículos
pesados o Autocom ICON TRUCKS.
“O Autocom ICON TRUCKS é de facto
um poderoso equipamento de diagnóstico
para veículos pesados e comerciais
ligeiros e com provas dadas em diversos
mercados e em inúmeras empresas de
reparação. Atualmente, para além da sua
excelente cobertura de veículos, apresenta
a possibilidade de realizar calibrações
ADAS e também tem a possibilidade
de acesso à Security Gateway SGW a
veículos como, por exemplo, a Iveco.
Adicionalmente, o cliente pode adicionar
ao software TRUCKS o acesso à base de
dados técnica InfoSystem da HaynesPro.
Os pontos fortes da nossa solução ao nível
dos equipamentos de diagnóstico para
pesados são, sem dúvida, a sua enorme
cobertura de veículos, bem como a elevada
capacidade de diagnóstico e o vasto
conjunto de funções disponíveis. Entre as
funcionalidades destacam-se, por exemplo,
a calibração do sensor de nível de
altura (suspensão de ar), a substituição
da unidade de controlo em reboques, a
calibração da embraiagem e dos travões,
a análise do cilindro de combustão e a
calibração ADAS, cada vez mais importante
nos veículos atuais. Outro ponto
forte da solução é a garantia vitalícia, válida
desde que o cliente mantenha ativa
a licença do software TRUCKS e nunca
interrompa a sua renovação anual”,
adianta Alberto Rodrigues.
incorporando novas marcas, modelos
e funcionalidades para acompanhar
a evolução do mercado; assistência
remota eficiente, permitindo resolver
com rapidez incidências ou orientar
o técnico em intervenções mais
complexas; garantia e serviço de
reparação oficial, com utilização
exclusiva de componentes originais
TEXA, garantindo fiabilidade e
durabilidade.
COJALI
Arsenio González
O serviço pós-venda é um elementochave
na nossa proposta de valor.
Na Cojali, entendemos que uma
ferramenta de diagnóstico deve ser
acompanhada por um ecossistema de
suporte que garanta o seu máximo
aproveitamento. Por isso, oferecemos
formação técnica especializada
através da Jaltest University,
com programas adaptados aos
diferentes níveis e necessidades da
oficina. Paralelamente, dispomos
de um serviço de suporte técnico
contínuo, que acompanha o cliente
na resolução de incidências e na
utilização avançada da ferramenta.
As atualizações periódicas de
software permitem incorporar
novas funcionalidades, ampliar a
cobertura e melhorar continuamente
a experiência do utilizador. Tudo
isto é complementado com um
acompanhamento próximo, tanto a
nível técnico como comercial, com
o objetivo de assegurar que cada
cliente obtém o máximo retorno do
seu investimento.
ZF
Miguel Angel Ulloa e Eustaquio Vico
aftermarket.zf.com/pt/
A ZF Aftermarket lançou recentemente
no mercado uma nova ferramenta de
diagnóstico multimarca - ZF MultiScan
– destinada a veículos ligeiros de passageiros,
comerciais ligeiros e veículos
comerciais pesados. Miguel Angel Ulloa
e Eustaquio Vico indicam que a solução
de diagnóstico da ZF Aftermarket
se destaca pela sua cobertura multimarca,
“permitindo às oficinas diagnosticar
uma ampla gama de veículos comerciais
pesados com um único equipamento
- ZF MultiScan. Temos software para
reboques, semirreboques, camiões e autocarros
integrados na nossa solução de
diagnóstico. A abordagem centra-se na
funcionalidade e na simplicidade: sem
funcionalidades desnecessárias, apenas
funções de diagnóstico práticas que
otimizam o trabalho diário da oficina”.
ZF
Miguel Angel Ulloa e Eustaquio Vico
O serviço pós-venda da ZF
Aftermarket inclui formação técnica
sobre produtos das marcas da ZF
Aftermarket, como ZF e WABCO.
Adicionalmente, disponibilizamos
assistência técnica e aconselhamento
especializado para a realização das
respetivas atualizações, através de
um call center dedicado e dos nossos
responsáveis de zona.
BOSCH
Sergio Martin Briones
Formação técnica especializada:
dispomos de um amplo catálogo de
cursos de formação para técnicos
de todos os níveis, desde os
fundamentos dos sistemas diesel
até diagnósticos avançados em
44
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
D
EQUIPAMENTOS DE DIAGNÓSTICO
TEXA
Diana Sanvicens
www.texa.com
A falta de mão de obra qualificada
está a impulsionar a procura por
soluções que simplifiquem os
processos e ajudem a melhorar a
eficiência operacional da oficina
COJALI, Arsenio González
A principal novidade da Texa é o
MULTIHUB 2, “a solução de diagnóstico
mais avançada desenvolvida até hoje.
O equipamento apresenta um hardware
totalmente renovado, maior capacidade
de processamento, conectividade otimizada
e compatibilidade com os protocolos
mais recentes utilizados em veículos
pesados, como o RP1220, pass-thru
para veículos pesados. Paralelamente, o
software IDC6 continua a evoluir, integrando
novas funcionalidades, esquemas
elétricos interativos, diagnóstico guiado,
inteligência artificial e conteúdos técnicos
que tornam o trabalho diário das
oficinas de pesados mais rápido, intuitivo
e eficiente. Os pilares da nossa solução
são: cobertura líder de mercado,
abrangendo camiões, autocarros, reboques
e semi-reboques, tratores agrícolas
e veículos de construção; diagnóstico de
elevada profundidade, com acesso a funções
avançadas como calibrações, codificações,
ajustes e regenerações; IDC6,
um software intuitivo, rápido e enriquecido
com informação técnica integrada;
hardware robusto, desenvolvido
especificamente para suportar ambientes
de trabalho exigentes; atualizações
contínuas, assegurando compatibilidade
com os modelos e sistemas mais recentes;
ecossistema TEXA, que integra
diagnóstico, telediagnóstico, soluções
ADAS e equipamentos de climatização;
possibilidade de integrar, no mesmo
equipamento de diagnóstico, outros
softwares dedicados a diferentes tipos
de veículos, incluindo veículos ligeiros,
comerciais ligeiros, veículos agrícolas e
de construção, Bike e Marine; graças aos
avanços contínuos da TEXA, as oficinas
independentes já podem desbloquear
centralinas protegidas e realizar diagnósticos
em toda a gama de veículos da
marca Iveco; inteligência artificial, que
permite um acesso simplificado às informações,
utilizando-a na resolução de
avarias e para pesquisar em várias bases
de dados as soluções já testadas”, refere
Diana Sanvicens.
sistemas Common Rail, póstratamento
de gases e veículos
elétricos/híbridos. Estes cursos
combinam teoria e prática para
assegurar uma transferência de
conhecimento eficaz; Suporte
técnico e hotline: oferecemos uma
linha de suporte técnico onde
os nossos especialistas ajudam
as oficinas a resolver casos
complexos, e até disponibilizam
diagnóstico remoto para agilizar
a resolução de problemas;
Atualizações de software
constantes: o nosso software
ESI[tronic] recebe atualizações
periódicas (quatro vezes por ano)
que não só acrescentam cobertura
para novos veículos e sistemas,
como também incorporam novas
funcionalidades de diagnóstico
e reparação baseadas na
experiência de oficinas a nível
mundial.
LUZDEAIRBAG
Tiago Figueiredo
O nosso pós-venda é o que marca
a diferença: oferecemos 12 meses
de suporte técnico especializado
em Português na compra,
garantindo que os utilizadores
usufruem ao máximo de todas
as capacidades do equipamento.
Quando surge uma dificuldade,
esta é resolvida com um simples
telefonema, evitando deslocações
à marca e tempos de paragem das
frotas. Atualmente, grande parte
das funções de nível OEM podem
ser realizadas diretamente através
do nosso serviço de assistência.
WABCO WÜRTH
Pedro Viana
A WÜRTH Portugal garante um
pósvenda completo que inclui
instalação do equipamento,
formação técnica presencial e uma
Linha de Suporte Mecatrónico
com cinco especialistas
distribuídos pelo país,
complementada por dois técnicos
dedicados ao apoio remoto. As
atualizações de software são
contínuas, assegurando evolução
funcional. O Departamento
WOW integra também as gamas
de ar condicionado COOLIUS
e diagnóstico WOW/WABCO
WÜRTH, garantindo suporte
técnico especializado e coerente.
45
Que critérios recomendam na escolha de um equipamento de diagnóstico por parte das oficinas de pesados?
GONÇALTEAM, Ricardo Sousa
Como todos os equipamentos de
diagnóstico, é importante saber que tipo
de mercado é pretendido operar, tendo
em vista o custo do equipamento e a
sua rentabilidade face a esse mesmo
mercado. Igualmente, recomendamos
que se tenha em conta os canais de
apoio, quer seja ao nível do equipamento
de diagnóstico, software de apoio e
linhas de apoio técnico dedicadas a esse
efeito, com resultados comprovados.
IBEREQUIPE, Alberto Rodrigues
A nossa recomendação é que antes
de adquirirem um equipamento de
diagnóstico para pesados, verifiquem/
confirmem que o equipamento
que pretendem adquirir dispõe das
funcionalidades que necessita para fazer
um diagnóstico e uma reparação o mais
rápido possível. Este tipo de veículos
não podem estar muito tempo parados,
porque é a trabalhar e na estrada
que eles faturam para as empresas
proprietárias.
LUSILECTRA
Conectividade: Suporte a protocolos
modernos (DoIP/CAN-FD). Capacidade
OEM Remota: Possibilidade de ligação
aos servidores do fabricante. Dados
Técnicos: Acesso a esquemas elétricos
e guias de reparação integrados.
Atualizações da Base de Dados:
Equipamento que acompanhe a evolução
para veículos elétricos e autónomos.
DIAGTEC, Tiago Resende
Deve escolher equipamentos com
funcionalidades abrangentes. Mas
mais importante é comprarem os
equipamentos em empresas fidedignas,
presentes no mercado e com
capacidade, formação e know-how, de
forma a prestarem um pós-venda eficaz.
TEXA, Diana Sanvicens
Recomendamos ter em conta os
seguintes aspetos: Cobertura multimarca
real, capaz de responder eficazmente à
diversidade dos sistemas presentes nas
diversas marcas e modelos de veículos;
Atualizações frequentes, que asseguram
uma compatibilidade contínua com
os novos modelos e evoluções
tecnológicas; Qualidade e robustez do
hardware, fator decisivo para garantir
fiabilidade em ambientes de trabalho
exigentes; Suporte técnico especializado,
indispensável para maximizar o
desempenho e a rentabilidade do
equipamento; Fiabilidade do fabricante,
a sua experiência, estabilidade e
capacidade de acompanhar a oficina
a longo prazo. A TEXA cumpre
plenamente todos estes critérios,
oferecendo uma solução completa, fiável
e preparada para os desafios futuros do
diagnóstico em veículos pesados.
COJALI, Arsenio González
Na escolha de um equipamento de
diagnóstico, é fundamental que a
oficina avalie não apenas o produto
em si, mas o conjunto de capacidades
que o acompanham. É essencial
contar com uma solução que ofereça
ampla cobertura e que se mantenha
constantemente atualizada para
acompanhar a evolução do parque. É
igualmente imprescindível dispor de
profundidade funcional, ou seja, que a
ferramenta permita não só identificar
falhas, mas também atuar sobre o
veículo com fiabilidade. A facilidade de
utilização é outro fator determinante,
uma vez que impacta diretamente
na produtividade da oficina. Por fim,
o acesso a informação técnica fiável,
juntamente com um serviço de suporte
e formação de qualidade, são elementos
decisivos para assegurar uma utilização
eficiente do equipamento e maximizar o
retorno do investimento.
ZF, Miguel Angel Ulloa e Eustaquio Vico
Recomendamos que as oficinas optem
por ferramentas de diagnóstico originais,
compatíveis com os mais recentes
protocolos do mercado e preparadas
para acompanhar a evolução tecnológica
dos veículos. É igualmente fundamental
que o equipamento se adeque ao
trabalho diário da oficina, tanto ao nível
das suas capacidades técnicas como
da facilidade de utilização, garantindo
eficiência, fiabilidade e cobertura
adequada das operações de diagnóstico
e reparação.
BOSCH, Sergio Martin Briones
A escolha de um equipamento de
diagnóstico é uma decisão estratégica
que impacta diretamente na
rentabilidade da oficina. Recomendo
que as oficinas baseiem a sua escolha
na avaliação destes cinco critérios
chave: Profundidade da cobertura: não
basta ter uma longa lista de marcas. É
fundamental que o equipamento ofereça
um diagnóstico profundo em todos os
sistemas do veículo: motor, transmissão,
travões, sistemas de pós-tratamento e,
cada vez mais importante, os sistemas
de segurança e ADAS; Capacidade de
execução e ajuste: um equipamento
profissional deve ir além da leitura de
códigos de avaria. A capacidade de
realizar funções bidirecionais como
calibrações, codificação de componentes,
ajustes de parâmetros e regenerações
forçadas é o que permite completar uma
reparação de princípio a fim; Informação
técnica integrada: o tempo é ouro na
oficina. Um equipamento que integra
na mesma aplicação a informação
de reparação, os esquemas elétricos,
os planos de manutenção e os dados
técnicos elimina a necessidade de
consultar múltiplas fontes e agiliza
drasticamente cada trabalho; Suporte
técnico e atualizações: a tecnologia
dos veículos avança sem parar. É vital
escolher um fornecedor que garanta
atualizações de software periódicas para
cobrir os novos modelos e tecnologias, e
que ofereça suporte técnico profissional
e acessível para resolver os casos mais
complexos; Acesso a veículos protegidos:
com a crescente implementação de
Security Gateways por parte dos
fabricantes, é imprescindível que o
equipamento de diagnóstico garanta um
acesso seguro e autorizado aos veículos
modernos. Uma ferramenta sem esta
capacidade ficará rapidamente obsoleta.
LUZDEAIRBAG, Tiago Figueiredo
Devido às exigências deste setor,
a nossa recomendação foca-se no
investimento em soluções que vão
muito além do ‘ler e apagar erros’. É
crucial optar por sistemas que permitam
a utilização de software de nível
OEM, integrados com dados técnicos
certificados (esquemas e guias de
reparação). Tão ou mais importante
é garantir um verdadeiro suporte
técnico que, mais do que explicar o
funcionamento do equipamento, auxilie
ativamente na interpretação e resolução
dos problemas reais da oficina.
WABCO WÜRTH, Pedro Viana
A escolha deve privilegiar a qualidade
do parceiro tecnológico. São essenciais
equipas técnicas competentes, um
pós-venda sólido, atualizações
contínuas, fiabilidade do fabricante e
compatibilidade plena com Gateways
de Segurança. Dada a complexidade
crescente da eletrónica automóvel, um
suporte técnico eficaz é determinante
para diagnósticos precisos e resolução
rápida de problemas.
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PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
D
EQUIPAMENTOS DE DIAGNÓSTICO
COJALI
Arsenio González
www.cojali.com
Nos últimos anos, a evolução do Jaltest
Diagnostics tem sido marcada pela
incorporação de módulos adicionais,
“que ampliam as suas capacidades e
acrescentam valor à oficina, para além
do diagnóstico convencional”, explica
Arsenio González, que, entre eles,
destaca o Jaltest INFO PLUS, que
permite aceder a informação técnica
avançada, como esquemas elétricos,
procedimentos ou dados de manutenção,
facilitando intervenções mais
rápidas e precisas. “A isto junta-se o
módulo OEM RMI, que oferece acesso a
informação técnica oficial dos fabricantes,
cada vez mais relevante face à crescente
complexidade dos veículos. Por outro lado,
o desbloqueio de SGW tornou-se uma
funcionalidade-chave para trabalhar com
determinadas marcas que incorporam gateways
de segurança, permitindo aceder a
funções avançadas de diagnóstico de forma
segura e autorizada. Módulos como o
Jaltest GRP completam esta evolução ao
alargar o alcance da ferramenta à gestão
integral da oficina, centralizando a informação
e otimizando a operação diária.
O Jaltest Diagnostics oferece uma solução
completa, adaptada às necessidades
reais da oficina, com ampla cobertura
de veículos industriais, maquinaria
agrícola, de construção e equipamentos
de movimentação de cargas de fabricantes
europeus e mundiais. A sua
profundidade funcional permite não
só diagnosticar, mas também realizar
calibrações, parametrizações e manutenção
guiada, tudo num ambiente intuitivo
e fácil de utilizar. A integração
de informação técnica detalhada e as
atualizações periódicas garantem que
a oficina dispõe sempre de ferramentas
alinhadas com a evolução tecnológica,
mantendo a sua competitividade face
às redes oficiais. Além disso, com a recente
incorporação do Jaltest Serviços
Centrais, as oficinas podem aceder a
suporte especializado diretamente a
partir da ferramenta, o que permite executar
funções avançadas e intervenções
complexas que requerem conhecimentos
específicos ou permissões especiais
dos fabricantes, com assistência remota
de um especialista Jaltest”.
Cada vez mais
é essencial para
o trabalho de
reparação e
manutenção um
equipamento
de diagnóstico
à altura, e que
contenha um
suporte técnico
de elevada
qualidade
GONÇALTEAM, Ricardo Sousa
www.posvenda.pt
f facebook.com/revistaposvenda
i linkdin.com/company/revista-pós-venda
Revista Pós-Venda.
Só para profissionais
PARCEIROS NO PÓS-VENDA
48
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
D
EQUIPAMENTOS DE DIAGNÓSTICO
BOSCH
Sergio Martin Briones
www.bosch.pt
Sergio Martin Briones menciona
como as mais recentes inovações o
“Diagnóstico Inteligente e Cobertura
Específica: introduzimos melhorias
como o filtro por “Tipo de Propulsão”
(diesel, elétrico, gás) para aceder mais
rapidamente à informação. Além disso,
ampliamos constantemente a cobertura
para modelos chave na Europa, como
os novos Iveco eDaily e S-Way (Gás)
ou os DAF XF/XG/XG+, e adicionámos
funções avançadas como a visualização
da voltagem em tempo real após
a ligação à ECU, algo fundamental
nos sistemas atuais; Acesso Seguro e
Diagnóstico ao Nível do Fabricante: o
nosso sistema SDA (Secure Diagnostic
Access) garante o acesso autorizado aos
sistemas protegidos de marcas como
MAN, Fiat, Nissan e Renault. Indo um
passo mais além, integrámos o diagnóstico
oficial para a gama completa de sistemas
Knorr-Bremse (tanto de camião como de
reboque) através de um Add-On específico.
Isto transforma o nosso equipamento
na ferramenta oficial para os seus sistemas,
oferecendo a mesma capacidade
de diagnóstico que a própria solução do
fabricante; Integração de Documentos
Originais: para complementar o diagnóstico,
incorporámos o acesso a documentos
originais dos fabricantes. Embora o
maior volume de marcas corresponda ao
setor do turismo, os nossos clientes do
ESI[tronic] Truck também beneficiam
desta documentação em marcas chave do
segmento de veículos comerciais ligeiros
(LCV), como Mercedes-Benz, Ford, Fiat e
Renault, agilizando e garantindo a máxima
fiabilidade nas reparações destas
carrinhas. As fortalezas da nossa solução,
centrada no sistema Bosch ESI[tronic],
residem no seu enfoque integral e na
profundidade das suas capacidades,
desenhadas para maximizar a eficiência
da oficina: Cobertura exaustiva:
oferecemos uma das coberturas mais
amplas do mercado europeu, abrangendo
as principais marcas de camiões
(DAF, Iveco, MAN, Mercedes-Benz,
Renault, Scania, Volvo), bem como
sistemas chave de motor, transmissão
e travões; Capacidades de diagnóstico
ao nível OE: a nossa ferramenta permite
realizar controlos bidirecionais
avançados, como a regeneração forçada
do DPF, o corte de cilindros, a codificação
de injetores e outros testes de
atuadores que são fundamentais para
uma reparação precisa; Software “tudo-em-um”:
o ESI[tronic] 2.0 não é
apenas uma ferramenta de diagnóstico.
Integra manuais de reparação, diagramas
elétricos, planos de manutenção e
dados técnicos, fornecendo ao técnico
toda a informação necessária sem sair
do programa; Design robusto e flexível:
os equipamentos como o KTS Truck e
as tablets DCU estão desenhados para
o exigente ambiente da oficina, com
conectividade Bluetooth para um trabalho
mais cómodo e flexível”.
WABCO WÜRTH
Pedro Viana
www.wabcowuerth.com
De acordo com Pedro Viana, a
WABCO WÜRTH mantém uma
diferenciação única no mercado ao oferecer
acesso direto ao software OEM
WABCO, permitindo executar programação
avançada e alteração de parâmetros
internos das ECU’s. “Esta licença
pode ser adquirida isoladamente, garantindo
funcionalidades exclusivas.
O funcionamento em ambiente OEM
requer SUPERPIN, disponibilizado
mediante participação anual em cursos
oficiais de Especialização Técnica
na WABCO Academy, assegurando
utilização correta e conforme os requisitos
do fabricante”, indica. Além do
acesso exclusivo ao OEM WABCO,
destaca as Gateways de Segurança integradas,
ativadas via Portal WOW
aquando da sua entrega no cliente. “A
oferta inclui ainda Gateways específicas
para 14 fabricantes, incluindo a
IVECO em Ligeiros e Pesados, permitindo
uma cobertura de diagnóstico
mais abrangente e autónoma, sem
dependência externa”.
As oficinas
procuram
cada vez mais
ferramentas
capazes de
responder à
diversidade
de marcas
e sistemas
presentes nos
veículos atuais
TEXA, Diana Sanvicens
49
Como avaliam o mercado de
equipamentos de diagnóstico para
pesados em Portugal?
LUZDEAIRBAG
Tiago Figueiredo
luzdeairbag.com
A grande novidade da Autel é o equipamento
ITS600CV aliado aos sensores
TPMS MX-Sensor. “Garantimos a maior
cobertura do mercado em camiões, autocarros
e reboques (suportando até 48 rodas).
São sensores de elevada durabilidade
e fácil aplicação (cinta de tecido ou metálica),
ajustáveis a jantes de 14” a 24.5”, com
monitorização em tempo real de pressão,
temperatura e aceleração”, indica Tiago
Figueiredo. Em relação aos pontos fortes
da solução, refere que, como distribuidores
Jaltest, “entregamos uma solução de
nível OEM integrada com o nosso suporte
técnico altamente especializado.
Garantimos assim a melhor resposta do
mercado para que os profissionais dominem
funções avançadas com total autonomia,
reduzindo tempos de paragem e
maximizando a rentabilidade da oficina”.
É igualmente fundamental que o
equipamento se adeque ao trabalho
diário da oficina, tanto ao nível das
suas capacidades técnicas como da
facilidade de utilização
ZF, Miguel Angel Ulloa e Eustaquio Vico
GONÇALTEAM, Ricardo Sousa
É um mercado em crescimento devido
à procura para este tipo de viaturas.
Cada vez mais é essencial para o
trabalho de reparação e manutenção
um equipamento de diagnóstico à
altura, e que contenha um suporte
técnico de elevada qualidade. Com o
aumento dos sistemas técnicos nas
viaturas pesadas, é importante que o
mecânico tenha “à mão” uma resposta
rápida e célere.
IBEREQUIPE, Alberto Rodrigues
O mercado de equipamentos de
diagnóstico para pesados em Portugal
dispõe de diversas opções e julgo que
são ajustadas ao mercado de pesados
comercializados na Europa.
LUSILECTRA
O mercado português está a mudar
muito depressa e os camiões em
Portugal estão cada vez mais
modernos e “inteligentes”. As oficinas
já perceberam que tempo é dinheiro
e que ter um camião parado à
espera de assistência na marca é um
prejuízo enorme. Por isso, as oficinas
portuguesas estão a investir em
tecnologia como a nossa para serem
mais independentes e rápidas nas
reparações.
DIAGTEC, Tiago Resende
É um mercado bastante positivo e
em crescimento. Mas ainda é visível
a necessidade de formação a nível de
mecatrónica e eletrónica nos pesados.
THINKCAR
DIAGTEC PLUS
Tiago Resende
diagtecplus.pt
“A nossa mais recente novidade ao nível de
equipamentos para pesados é a THINKCAR
Thinktool 399. Os pontos fortes da nossa solução
são conjugar na já conhecida plataforma
da THINKCAR software para ligeiros,
EV, pesados e ainda máquinas industriais e
agrícolas. Isto tudo com um custo moderado
para o utilizador”, afirma Tiago Resende.
TEXA, Diana Sanvicens
O mercado português atravessa uma
fase de crescimento significativo.
As oficinas procuram cada vez mais
ferramentas capazes de responder
à diversidade de marcas e sistemas
presentes nos veículos atuais.
Identificamos uma procura crescente
por: Equipamentos multimarcas fiáveis,
com ampla cobertura e desempenho
consistente; Soluções integradas, que
combinem diagnóstico, informação
técnica e calibrações num único
equipamento de diagnóstico. Portugal é
um mercado estratégico para a TEXA,
e a nossa presença tem-se reforçado
graças à elevada qualidade dos nossos
produtos e ao suporte técnico local, que
garante proximidade e confiança junto
dos nossos clientes.
50
PÓS-VENDA PESADOS WWW.POSVENDA.PT ABRIL/MAIO 2026
D
EQUIPAMENTOS DE DIAGNÓSTICO
LAUNCH
GONÇALTEAM
Ricardo Sousa
goncalteam.pt
Neste momento, a novidade da
Gonçalteam é referente à calibração
ADAS para as viaturas pesadas.
“Já está disponível para um cliente
Launch que tenha uma máquina
oficial para ligeiros, a opção de
colocar pesados, e incluir nesse pacote
o kit de calibração ADAS para
as viaturas pesadas”, indica Ricardo
Sousa. “Os pontos fortes da nossa solução
ao nível dos equipamentos de
diagnóstico para pesados atualmente
estão centrados na cobertura, que
aumentou em número de marcas disponíveis
para diagnóstico e modelos
de viaturas dessas mesmas marcas,
para além das viaturas industriais
como máquinas e tratores agrícolas.
Também os equipamentos Launch,
para além da cobertura já mencionada,
possuem uma gama de preços
que faz com que este equipamento de
diagnóstico seja fornecido a um baixo
custo face à produção da oficina,
quer seja no custo das atualizações,
quer na sua evolução constante, não
sendo necessário, recorrer à troca de
equipamentos muito regularmente”.
COJALI, Arsenio González
O mercado português está a evoluir
de forma muito positiva, com uma
crescente adoção de soluções
tecnológicas no âmbito da manutenção
e reparação de veículos pesados.
Embora o parque continue a apresentar
uma idade média elevada, observase
uma incorporação progressiva
de veículos com tecnologias mais
avançadas, o que aumenta a
necessidade de ferramentas de
diagnóstico mais completas. Além disso,
a falta de mão de obra qualificada está
a impulsionar a procura por soluções
que simplifiquem os processos e ajudem
a melhorar a eficiência operacional da
oficina. Neste contexto, consideramos
que o mercado continuará a evoluir
para uma maior digitalização, onde a
qualidade do equipamento e do serviço
do Jaltest Diagnostics fará a diferença.
ZF, Miguel Angel Ulloa e Eustaquio Vico
Na ZF Aftermarket, vemos o mercado
de equipamentos de diagnóstico
para veículos comerciais pesados
em Portugal como um mercado em
crescimento, cada vez mais exigente
e tecnologicamente evoluído. Tratase
de um setor fortemente integrado,
tanto ao nível das redes oficiais como
das oficinas multimarca, que procuram
oferecer aos seus clientes diagnósticos
e reparações com elevados padrões
de qualidade, recorrendo, em muitos
casos, a soluções avançadas como as
ferramentas de diagnóstico da ZF.
LUZDEAIRBAG, Tiago Figueiredo
É um mercado em forte crescimento
e extremamente exigente. O facto de
existirem poucas soluções alternativas,
tanto de diagnóstico como de software,
obriga frequentemente à imobilização
das frotas ou a uma elevada
dependência das marcas. Hoje em
dia, as oficinas e os gestores de frotas
encaram este cenário como um desafio
prioritário, o que torna o investimento
em soluções avançadas e independentes
absolutamente indispensável.
WABCO WÜRTH, Pedro Viana
O mercado é composto por três ou
quatro marcas de referência, incluindo
duas líderes europeias ligadas ao
aftermarket, entre as quais a WABCO
WÜRTH. O potencial de crescimento
permanece elevado devido à renovação
das frotas e ao impacto das Gateways
de Segurança implementadas desde
2024, que aceleram a atualização dos
equipamentos de diagnóstico.
Posventa de Automoción