Perspectivas da economia brasileira

eduardodalbosco

Perspectivas da economia brasileira

Perspectivas da

economia

brasileira

Guido Mantega

Ministro da Fazenda

Fórum Exame

São Paulo, 14 de setembro de 2012

1


A economia mundial continua mergulhada numa

grave crise, mas o Brasil retoma o crescimento

As economias avançadas continuarão com baixo

crescimento e contração do mercado

consumidor. Too little, too late.

Países emergentes sentem os efeitos da crise

internacional, embora com menor intensidade.

A crise de 2012 já causa tanto prejuízo quanto a

crise de 2008.

2


Crise afeta em maior grau os países mais

dependentes dos mercados desenvolvidos

Exportações de países emergentes para países desenvolvidos*, em % do PIB

* Países desenvolvidos selecionados: Estados Unidos , Japão,

Alemanha , França, Reino Unido, Itália, Portugal, Espanha,

Bélgica, Canadá, Irlanda, Holanda, Finlândia e Suécia.

Fonte: FMI e UN Comtrade

Elaboração: Ministério da Fazenda

3


A economia mundial em 2013

Projeção do crescimento para 2013*, em % a.a.

* Projeções do FMI.

Fonte: FMI

Elaboração: Ministério da Fazenda

4


Aceleração do PIB

Variação do PIB trimestral em relação ao mesmo trimestre do ano anterior,

em %

* Projeções de mercado

Fonte: IBGE, Banco Central, Credit Suisse e Itaú

Elaboração: Ministério da Fazenda

5


Brasil é um dos países mais preparados para

enfrentar a crise internacional de longa duração

Fundamentos sólidos

Estabilidade política e jurídica

Solidez financeira

Grande potencial energético

Dinamismo do mercado interno

Eficiência na produção de commodities

6


Solidez fiscal em 2012

Projeção do resultado fiscal do setor público em 2012, em % do PIB

* Para o Brasil, a projeção do

Ministério da Fazenda é de -1,6%

Fonte: FMI

Elaboração: Ministério da Fazenda

7


Dívida do setor público em declínio

Dívida líquida do setor público, em % do PIB

* Projeção do Ministério da Fazenda com base nos

parâmetros de mercado (Pesquisa Focus) e no

cumprimento da meta cheia do resultado primário.

Fonte: Banco Central do Brasil e

Ministério da Fazenda

Elaboração: Ministério da Fazenda

8


Inflação dentro da meta:

impacto das desonerações em 2013

Índice de Preços ao Consumidor Amplo, em % a.m.

Fonte: IBGE

Elaboração: Ministério da Fazenda

9


Reservas internacionais elevadas

No final de cada período, em US$ bilhões

* Posição em 6 de setembro de 2012.

Fonte: Banco Central do Brasil

Elaboração: Ministério da Fazenda

10


ENERGIA

Autossuficiência energética

Dependência externa de energia*, em % do total demandado

* Diferença entre a demanda interna de energia

(inclusive perdas de transformação, distribuição e

armazenagem) e a produção interna. Valores

negativos correspondem a exportações líquidas.

Fonte: MME

Elaboração: Ministério da Fazenda

11


SOLIDEZ DO SISTEMA FINANCEIRO

Índice de capital dos bancos brasileiros, em %

* Posição de julho de 2012

Fonte: Banco Central do Brasil

Elaboração: Ministério da Fazenda

12


Crescimento da classe média

Composição das classes sociais brasileiras, em milhões de pessoas*

*A partir dos dados da PNAD (IBGE)

Fonte: FGV

Elaboração: Ministério da Fazenda

13


Criação de empregos formais

Novos postos de trabalho, em milhões

*Acumulado em doze meses até julho de 2012,

considerando as declarações feitas fora do prazo

Fonte: RAIS e CAGED/MTE

Elaboração: Ministério da Fazenda

14


Dinamismo do comércio:

Pesquisa Mensal do Comércio

Vendas no comércio varejista restrito, com ajuste sazonal, em % a.a.

* Acumulado em 12 meses até julho de 2012

Fonte: IBGE

Elaboração: Ministério da Fazenda

15


Brasil será o 5º maior

mercado consumidor do mundo em 2020

Consumo das famílias em 2020 no Brasil e demais países, em R$ trilhões

Fonte: Revista EXAME,

McKinsey e Fecomércio

Elaboração: Ministério da Fazenda

16


COMMODITIES

Forte dinamismo das exportações

Exportações de commodities, em US$ bilhões

* Combustíveis e lubrificantes, energia elétrica e

produtos conexos (hulha, coque e briquetes;

petróleo, derivados de petróleo e produtos conexos;

gás natural e manufaturado)

Fonte: MDIC

Elaboração: Ministério da Fazenda

17


Políticas para aumentar produtividade e

sustentar o crescimento

Política monetária expansionista

Política cambial ativa

Política fiscal sólida e anticíclica

Prioridade do investimento

Reforma do marco regulatório

18


Economia em transição:

Queda das taxas de juros

Taxa de juros nominal (meta Selic) e taxa de juros real ex-ante*, em % a.a.

* Razão das taxas dos contratos de swap-DI 360 dias pela

mediana das expectativas de inflação acumulada para os

próximos 12 meses.

Fonte: Banco Central do Brasil

Elaboração: Ministério da Fazenda

19


Queda das taxas de juros

Taxa de juros, em % a.a.

Fonte: Banco Central do Brasil

Elaboração: Ministério da Fazenda

20


Programa de Sustentação do Investimento (PSI)

TJLP: Taxa de juros de longo prazo em queda

TJLP, em % a.a.

Fonte: Banco Central do Brasil

Elaboração: Ministério da Fazenda

21


Crescimento do mercado de renda fixa*

Captações financeiras, em R$ bilhões

* Inclui debêntures, notas promissórias, FIDCs (Fundos de

Investimento em Direitos Creditórios), CRIs (Certificados de

Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis

do Agronegócio) e CCBs (Cédulas de Crédito Bancário).

Fontes: Banco do Brasil,

CVM e Andima

Elaboração: Ministério da Fazenda

22


Política cambial ativa: real mais competitivo

Cotação do dólar comercial, em R$/US$

* Até 12 de setembro de 2012

A guerra cambial continua

Fonte: Banco Central

Elaboração: Ministério da Fazenda

23


Investimentos crescem

mais rapidamente que o consumo

Participação do FBKF e do consumo das famílias no PIB, em %

Fonte: Banco Mundial

Elaboração: Ministério da Fazenda

24


Investimentos crescem

mais rapidamente que o consumo

Participação do consumo das famílias no PIB, em %

Fonte: Banco Mundial

Elaboração: Ministério da Fazenda

25


Investimentos crescem

mais rapidamente que o consumo

Crescimento dos investimentos entre 2004 e 2011,

taxa acumulada e taxa média anual, em %

Fonte: Banco Mundial

Elaboração: Ministério da Fazenda

26


Programas habitacionais: Minha Casa Minha Vida

Em unidades de novas residências

Fonte: STN/Ministério da Fazenda

Elaboração: Ministério da Fazenda

27


Petrobras garante robustez do investimento

* Divulgado em 14 de junho de 2012

Plano de Negócios da Petrobras*,

2012 a 2016, em US$ bilhões

Exploração e Produção 141,8

Refino, Transporte e Comercialização 65,5

Gás & Energia 13,8

Petroquímica 5,0

Distribuição 3,6

Biocombustíveis 3,8

Corporativo 3,0

Total 236,5

Fonte: Petrobras

Elaboração: Ministério da Fazenda

28


Plano de concessões de aeroportos

Fonte: Secretaria de Aviação Civil

Elaboração: Ministério da Fazenda

29


Concessões em ferrovias e rodovias

Em R$ bilhões

Fonte: Ministério dos Transportes

Elaboração: Ministério da Fazenda

30


Custo de Energia: impacto na inflação

REDUÇÃO MÉDIA DO PREÇO DA ENERGIA ELÉTRICA

PARA OS CONSUMIDORES DAS DISTRIBUIDORAS*

Grupo Tarifa Nível de Tensão

Redução de Preço da

Tarifa (%)

A1 230 kV ou mais 28,0

A2 88 a 138 kV 24,7

Alta Tensão A

A3

A3a

69 kV

30 a 44 kV

21,5

20,0

A4 2,3 a 25 kV 19,4

AS Subterrâneo 19,7

Baixa Tensão B B inferior a 2,3 kV 16,2

* A partir de janeiro de 2013.

Média 20,2

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Elaboração: Ministério da Fazenda

31


Desoneração da folha de pagamentos: 40 setores

ANTES:

Contribuição sobre

a folha de

pagamentos

Estimativas para 2013, em R$ bilhões

NOVA MEDIDA:

Contribuição sobre

o faturamento

(1% a 2%)

Desoneração

21,6 8,7 12,8

Benefícios para: indústria, setor de transporte, alimentos

e serviços

32


Depreciação acelerada de BK

Válida para todas as aquisições de bens de capital: máquinas e

equipamentos (agrícolas, industriais, comerciais)

Para todos os setores produtivos

Bens de capital adquiridos entre 15/set e 31/dez/2012

Depreciação Contábil (Atual): 10 anos (10% ao ano)

Passa para 5 anos (20% ao ano), sendo 10% de depreciação

contábil e 10% de depreciação incentivada

Compradores podem deduzir da base de cálculo do IRPJ o

equivalente a 20% do custo de aquisição do bem em cada ano,

reduzindo o valor IRPJ devido

Renúncia Total: R$ 6,8 bilhões

33


Estímulo aos investimentos dos estados

Proinveste: linha de crédito de

R$ 20 bilhões do BNDES

PAF: ampliação do limite de

financiamento dos estados

em R$ 58,3 bilhões

34


Lista de desonerações em 2012

Medidas

Impacto em 2012

(em R$ bilhões)

Redução da CIDE para zero para gasolina e diesel 8,8

Redução do IPI (automóveis, caminhões, material de construção, linha branca,

BK, móveis, papel de parede etc.)

Redução para zero do prazo de apropriação dos créditos de PIS/COFINS sobre

aquisição de bens de capital

7,6

Aumento dos limites das faixas de tributação do SIMPLES e MEI 5,7

REINTEGRA - Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários

para Empresas Exportadoras

4,6

Desoneração da folha de pagamentos para 15 setores 3,0

Redução do IOF sobre operações de crédito pessoa física (de 3% para 1,5%) 2,8

Alíquota zero de PIS/COFINS sobre trigo e massas 1,1

Banda Larga - Redes 0,4

Dedução do IR da contribuição patronal paga pelo empregador doméstico 0,4

Demais 0,4

TOTAL 43,4

8,6

35


REFORMA DO MARCO REGULATÓRIO

1. Lei de Responsabilidade Fiscal

2. Lei de Recuperação Judicial (Falências)

3. Modelo do setor elétrico / Saneamento

4. Modelo de PPP / Portos

5. Alienação fiduciária

6. Crédito consignado

7. Previdência – Funpresp

8. Cadastro positivo

9. Modelo de concorrência – CADE

10. Novo modelo de poupança

11. Reforma do ICMS e PIS/COFINS

36


CONFIANÇA

Investimento direto estrangeiro em níveis elevados

No final de cada período, em US$ bilhões

* Acumulado em 12 meses até julho de 2012

Julho de 2012: US$ 8,4 bilhões

Fonte: Banco Central do Brasil

Elaboração: Ministério da Fazenda

37


CONFIANÇA

Demanda por títulos soberanos

Taxas* dos títulos soberanos brasileiros e Notas do Tesouro dos EUA,

com prazo de 10 anos, em % a.a.

* Taxas (yields) de emissão de títulos soberanos brasileiros

denominados em dólares e com prazo de 10 anos; e taxas

(yields) das Notas do Tesouro dos EUA, de mesmo prazo,

negociadas no mercado secundário em mesma data.

Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional

Elaboração: Ministério da Fazenda

38

Similar magazines