A febre do futebol A febre do futebol - comms around

commsaround.com

A febre do futebol A febre do futebol - comms around

N.º 3 - Junho 2010 - Revista do jornal OJE. Não pode ser vendida separadamente

Bem vindos

à nova China

Uma portuguesa

na Expo 2010

A febre

do futebol


Caros Leitores,

É incrível pensar que vamos já na terceira

edição da hOJE. A nossa equipa tem trabalhado

incansavelmente, de forma a preparar uma

revista diferente, no que diz respeito a lifestyle

e viagens. Temos sido muitíssimo encorajados

pelos emails que temos recebido,

dando-nos alento e energia para continuar.

O bom tempo já chegou, e parece que vem

para ficar – já começamos a ter vontade de

tirar umas merecidas férias.

Neste número, sugerimos dois destinos em

particular – a China e a África do Sul, motivados

claramente pela actualidade. Esperamos

que, com esta edição, consigamos despertar o

seu interesse para duas viagens de longo curso

a dois países tão diferentes, em desenvolvimento,

mas que ousam neste momento demonstrar

que têm capacidade de organizar

2 hOJE Junho 2010

eventos à escala mundial. Descubra connosco

um roteiro que cobre as duas principais

cidades chinesas em sete dias e como visitar a

Expo não perdendo muito tempo em filas.

E como não deixaria de ser, Junho será o mês

do futebol – esteja onde estiver, não poderá escapar

à energia e ao espírito patriótico que aí

vem. A febre do futebol move multidões, e

tentámos perceber um pouco o porquê desta

questão – no caso particular da África do Sul,

não é díficil pensar num melhor pretexto para

visitar este fantástico destino.

Como uma imagem vale mais que mil palavras,

convidámos a fotógrafa Sónia Arrépia,

que nos explica como fotografar eventos para

mais tarde recordar.

Até ao próximo mês, boa Leitura!

Equipa hOJE

4

Tema de capa: A febre do futebol

12

Destino

China

revista

PROPRIEDADE Megafin Sociedade

Editora S.A. - Registo na ERCS N.º

223731 - Nº de Depósito Legal:

245365/06

20

Gadgets

Binócolos

que também

são câmara

SEDE Avenida da República, 90

Piso 1 - Fracção 5 - 1600-210 Lisboa

Tel: 21 792 20 70 Fax: 21 792 20 99

Email: geral@oje.pt

18

Guia para

principiantes

Como obter

um visto

EDITORAS EXECUTIVAS Angélique

Martins; Ana Silva O’Reilly, Joana

Sande de Freitas

22

Evento

Uma viagem

à Expo 2010

COMERCIAL

DIRECTOR COMERCIAL João

Pereira - 217922088, jpereira@oje.pt

GESTORES DE CONTAS

Alexandra Pinto - 217922096

Isabel Silva - 217 922 094

Maria Tavares de Almeida -

217 922 091

Tiago Loureiro - 217 922 095

IMPRESSÃO

SOGAPAL - Soc. Gráfica da Paiã, SA

TIRAGEM 25.025

Nenhuma parte desta publicação incluindo textos,

fotografias e ilustrações pode ser reproduzida, por

quaisquer meios sem prévia autorização do editor.


Capa

A febre

do futebol

A duas semanas do começo do Mundial de Futebol 2010, multiplicam-se as

declarações, os favoritismos e a devoção. Como nenhuma outra manifestação

desportiva, o futebol atrai multidões à escala planetária. O que move estes adeptos?

E porque razão a sua paixão se mostra de forma tão exuberante?

Por JOANA SANDE DE FREITAS e ANGÉLIQUE MARTINS

3


4 hOJE Junho 2010

VV

enham os aumentos de

impostos e as medidas de

austeridade; o descontentamento

e as razões

de protesto. Agitem-se os

fantasmas do FMI, da

dívida externa e da redução de ordenados.

É preciso muito para que, mesmo

assim, o povo desça às ruas… A não ser

que estejamos a falar de futebol – ainda

há poucas semanas, dezenas de milhares

de pessoas invadiram o centro de

Lisboa para uma manifestação espontânea

de alegria em torno da vitória de

um só clube no campeonato nacional. O

futebol é assim mesmo: goste-se ou não,

temos de lhe reconhecer que tem

aquela “mola” que faz saltar da cadeira,

que faz sair de casa famílias inteiras

para a celebração.

Não é, por isso, de estranhar que esta

febre do futebol” tenha sido alvo de

análises recorrentes, por parte de sociólogos

e psicólogos, no mundo inteiro.

O Social Issues Research Centre (SIRC),

do Reino Unido, desenvolveu um estudo

que se estendeu a 18 países europeus,

no qual conclui que o futebol proporciona

aos seus fãs a oportunidade de

exteriorizarem as emoções e libertarem


Capa

as frustrações do quotidiano. O que, em

bom rigor, se ajusta perfeitamente aos

dias difíceis que vivemos.

Em Portugal, a tradição do futebol resistiu

a tudo, mesmo a desígnios e a conotações

políticas. Se, no Estado Novo e os

seus três “F” (Futebol, Fátima e Fado)

este desporto era o “ópio do povo” que o

mantinha “entretido” e distante das

questões políticas, a verdade é que

resistiu aos excessos revolucionários do

pós-25 de Abril. Ao contrário dos trajes

académicos ou do fado, o futebol resistiu

aos conturbados tempos do PREC…

O futebol desempenha o papel de elemento

unificador entre membros de

uma mesma família e de diferentes gerações.

Segundo o SIRC, na Europa fazer

parte de um mesmo clube de futebol

fomenta um sentimento de pertença e

uma espécie de continuidade de uma

tradição familiar que começa com a inscrição

de um recém-nascido num determinado

clube idolatrado pelo pai ou

avô...

No caso de uma competição de selecções,

esse espírito acaba por se transpor

para os valores nacionais. O Euro 2004,

em Portugal, foi sintomático disso mesmo:

nunca como até aí se tinha visto

tantas bandeiras nacionais à janela das

casas portuguesas.

“Foi uma altura que nos fez pensar a

todos na defesa dos símbolos nacionais

e isso via-se nas salas de aula”, comentou

à hOJE uma professora do ensino

básico em Lisboa. “Conseguimos fazer

várias aulas em que explicámos às

crianças os símbolos da bandeira e o

significado do hino”, prosseguiu, para

concluir: “A verdade é que tínhamos os

alunos interessados graças ao Euro…

depois, nunca mais foi a mesma coisa”.

A oportunidade Sul-africana

De acordo com as conclusões do

estudo do Social Issues Research Centre,

em países onde o regionalismo é mais

acentuado, a ligação aos clubes locais é

mais intensa do que a uma equipa de

abrangência nacional, como é o caso de

uma selecção. No entanto, a paixão e a

emoção muitas vezes elevam o comportamento

das pessoas, unindo-as em torno

de algo comum. Pode ser que a ainda

O futebol resiste a

tudo: a sua

capacidade de

mobilizar multidões

e de despertar as

paixões mais

exuberantes faz dele

um fenómeno único

e alvo predilecto de

estudos e análises

psicológicas e sociais

jovem multipartidária democracia sulafricana

volte a usar o génio de Mandela

e volte a mostrar ao mundo que é digna

de confiança e de investimentos; e que

os seus 49,3 milhões de habitantes, de

diferentes raças e credos, vivem em

harmonia, apesar de conviverem num

país onde ainda existe um fosso enorme

entre classes sociais e onde se fala 11

idiomas diferentes, todos eles oficiais.

A África do Sul não é simplesmente um

destino de viagem qualquer, é uma experiência

que permanecerá com o visitante

por toda vida. Frequentemente

descrita como um mundo num país, a

África do Sul oferece ao visitante uma

variedade de paisagens de tirar o fôlego,

de deserto e florestas exuberantes a elevações

montanhosas e vastas planícies

desertas. Culturalmente tão diverso

como as paisagens, atrai muitos visitantes

para experimentar o milagre da derrocada

do Apartheid. Outros são atraídos

pelas infinitas praias douradas,

safaris fotográficos, mergulho ou turismo

ecológico, tal como observação de

pássaros.

PUB

5


Portugueses vão

ao Mundial Há

muitos portugueses a marcar

férias na África do Sul, aproveitando

os programas disponibilizados

pelas agências de viagens.

Segundo o secretário de Estado

das Comunidades Portuguesas, António

Braga, as últimas estimativas apontam

para que se desloquem ao país cerca de

quatro mil portugueses. Angus

September, conselheiro político da embaixada

da África do Sul confirma a

tendência, ao afirmar que “o primeiro

jogo a esgotar na bilheteira foi o Portugal

– Brasil”.

Luis Sousa, director geral da Agência de

Viagens Mr. Travel, esclareceu que “na

altura do Mundial, um programa de

sete noites e pelo menos um jogo ronda

os três mil euros por pessoa. Menos do

que isso é difícil porque os hotéis estão

bastante completos e os voos também”.

6 hOJE Junho 2010

No entanto, “fora dessa altura, o mesmo

programa com três noites em Cape

Town, uma em Joanesburgo e três noites

de safari, pode começar em dois

mil euros por pessoa”.

Para quem queira passear, o

director geral da Mr. Travel,

sugere que “o que não se pode

perder é Cape Town, talvez a cidade

mais desenvolvida em África e, sem

dúvida, das mais animadas e com maior

oferta de hotéis e de actividades”. O

mesmo responsável aconselha também

“um safari no Kruger, ou num dos

parques mais pequenos”.

“Quem queira ficar mais tempo no país

– prossegue Luís Sousa - deve ir a Port

Elizabeth e Durban e passar uma noite

em Joanesburgo. Ou então sair da África

do Sul e combinar com o Botswana, onde

se fazem os melhores safaris de todos,

ou com Moçambique, que tem melhores

praias, como Quirimbas e

Bazaruto.

O que vão os portugueses

lá fazer? Miguel Spínola, Advogado

na Sociedade PLMJ em Maputo, vai

assistir aos primeiros dois jogos de

Portugal com a Costa de Marfim no dia

15/06, em Port Elisabeth, e com a Coreia

do Norte, dia 21, em Cape Town. Aproveitará

a viagem também para fazer turismo.

Irá juntar-se a mais dois amigos

em Port Elisabeth e depois segue de

carro pela costa até Cape Town.

“Vamos fazer a Garden Route (litoral),

parando em alguns sítios míticos, como

por exemplo Jeffrey's Bay, onde se pode

encontrar uma das ondas mais famosas

do mundo, em supertubes”, explica.

Para Ana Alves, a viver em Joanesburgo

há pouco mais de um mês e a trabalhar

como investigadora no South African


Capa

Praticamente todas as

agências de viagens

construiram programas

para aproveitar a paixão

dos portugueses pelo

futebol e pelo turismo...

e eles responderam de

forma assinalável:

bilhetes esgotados para

os jogos e cerca de

quatro mil presentes nas

bancadas do Mundial

Institute of International Affairs, “a febre

do mundial está a alastrar por aqui

e já há bandeiras por todo o lado”.

Para além destas, “as vovuzelas e as makarapas

são os símbolos das festividades

do mundial por aqui, havendo de todas

as cores e feitios”.

“Coreografaram também uma dança

especial, tipo dança da família, mas com

movimentos muito futebolísticos, que

toda a gente cá sabe dançar e baptizaram-na

de Disqui Dance”, explica.

Quanto a precauções especiais a observar

no caso de uma viagem ao país, elas

são essencialmente as mesmas de sem-

pre, segundo Angus September, da embaixada

da África do Sul: “O mais importante

é ter a chamada ‘esperteza de

rua’, ou seja, ouçam os locais. Se alguém

disser ‘não vá para esse local’,

então siga esse conselho”.

Mesmo não precisando um visto para

entrar na África do Sul, é aconselhável

os visitantes portugueses dirigirem-se

para essa fila no aeroporto – será criada

uma zona especial para o Mundial de

Futebol – porque aí terão acesso a um

conjunto de informações correctas sobre

para onde se pode ir ou não.

As precauções de

segurança a observar

por um turista são as

mesmas de sempre

quando se viaja para

a África do Sul

PUB

7


Quais os utensílios, de cozinha, que

prefere?

Sem dúvida, as pinças.

Utiliza com regularidade algum que

seja de origem oriental?

Wok

Faz colecção de alguma coisa?

Viagens no disco rígido da memória e

milhas…

Continente onde colecciona mais

milhas?

Europa

Viagem favorita?

Volta a África de carro

Qual o seu restaurante “oriental”

favorito em Portugal e outros no

mundo?

Chinês: um que fica ao pé da embaixada

chinesa em Berlim

Japonês: O Nobu em Londres

Indiano: O do Hotel Sheraton de Addis

Abeba na Etiópia

Em Portugal, o Mandarin no Casino do

Estoril.

Gosta de futebol? Pensa ir à África do

Sul?

Muito. Está sem dúvida, nos meus

planos…

8 hOJE Junho 2010

A minha colecção...

Memórias no disco

rígido e milhas

É argentino, mas tem sangue galego, suíço-alemão, basco-francês e italiano. É,

de alma e prática, um cidadão do mundo. Por isso, quando lhe pergutamos qual

é o seu objecto de colecção preferido, a resposta só poderia ser uma: memórias

de viagens... e milhas. Diálogo breve, mas saboroso, com o Chef Chakall,

devidamente “temperado” com um Tiradito de Atum...

Por ANGÉLIQUE MARTINS

Receita favorita do Chef Chakall, de

origem oriental:

TIRADITO DE ATUM COM

SÉSAMO

Ingredientes

800 g atum fresco (tipo sushi)

2 cebolas roxas cortadas em juliana

20 g de cebolinho cortado na diagonal

4 pimentos amarelos cortados em juliana

20 g de sésamo preto

Sal e pimenta

Para o molho:

1/2 chávena de sumo de limão (espremido

com a mão sem pressionar muito)

1/2 chávena de concentrado de laranja

1/4 de chávena de molho de soja japonesa

light

1/4 de chávena de óleo de sésamo

10 g de gengibre finamente ralado

Sal e pimenta

Preparação

Cortar o atum na diagonal em lâminas finas.

Colocá-lo estendido no centro do prato.

Tapar e reservar no frigorífico.

Para o molho: no copo da batedeira, deitar o

sumo de limão, o concentrado de laranja, o

molho de soja, o óleo de sésamo e o gengibre.

Temperar com sal e pimenta e ligar a

batedeira na velocidade máxima durante um

minuto. Reservar.

Colocar em cima do peixe a cebola, o

cebolinho e os pimentos doces. Regar com

molho e polvilhar com o sésamo preto.


Histórias com arte

Cores do oriente

nas mulheres de África

OO

estampado das

“capulanas” era

inspirado no sari indiano

e no sarong indonésio,

com os motivos maiores

no centro e uma barra a

toda a volta. Nos dias de hoje, os

motivos são cada vez mais ao gosto

africano.

As cores são, geralmente, garridas e

alegres e os padrões são variados, como

variados são os seus usos. São saias,

vestidos, trouxas, lenços, porta-moedas,

berços. Têm nomes evocativos, como

“espera-maridos”, outros indicam a

idade e estatuto de quem os usa e

Por JOANA SANDE DE FREITAS

Quem visite África pela primeira vez não pode deixar de notar os tecidos

coloridos com que as mulheres locais se vestem. Levados pelos mercadores

portugueses do Oriente para Mombaça, são um legado da história e da fusão de

culturas.

outros ainda mostram-se somente em

ocasiões especiais. Mais do que um

tecido, é um código social.

A capulana não é para uso exclusivo

das camponesas, como se possa pensar.

As mulheres urbanas, que em geral se

vestem à maneira ocidental, usam-na

invariavelmente como traje de trazer

por casa ou em certas cerimónias

familiares.

Outras mulheres em África usam o

mesmo tipo de pano rectangular de

algodão e, ultimamente, com mistura

de fibras sintéticas, largos motivos

estampados e sobretudo com cores

vibrantes.

Guardadas nos baús, as capulanas são o

símbolo da riqueza que uma mulher

possui.

Foram-lhe oferecidas pelo homem que

a cortejou, o marido que a amou, o

genro que lhe quer a filha. Passam

como herança para as descendentes

suficientemente afortunadas para

serem contempladas com o uso destes

tecidos.

Mulheres e raparigas cobertas com

estes panos coloridos dão vida e cor às

estradas de terra que cortam a

paisagem monótona da savana ou às

ruas e mercados das ruidosas e

desordenadas cidades africanas.

9


LISBOA

CENTRO COMERCIAL

DA MOURARIA

Morada: Lg. Martim Moniz

1100-341 LISBOA

Dispa-se de preconceitos e visite aquele que é

provavelmente o maior centro de encontro das

comunidades imigrantes em Lisboa. Se quiser

comprar uma qualquer especiaria ou fazer um

penteado “afro”, não perca o Centro Comercial da

Mouraria, no Martim Moniz.

MUSEU FUNDAÇÃO

ORIENTE

Morada: Avenida Brasília, Doca de Alcântara

(Norte)

1350-352 Lisboa

Tel: +351 213 585 200

E-mail: info@foriente.pt

Website: www.museudooriente.pt

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Horário: 10h00-17h30 | em sessões de 45 minutos

Público-alvo: crianças a partir dos 5 anos

P.V.P: € 3,50

As crianças vão poder descobrir quem são as

figuras que vivem no Museu, que a 1 de Junho

ganham vida.

ORQUESTRA DE SOPROS DA EPM

Data: 25 de Junho

Horário: 21h30

P.V.P: € 5,00

A música para sopros tem um espaço particular na

obra de muitos compositores e uma receptividade

especial junto dos públicos. A sonoridade própria

10 hOJE Junho 2010

Exposições

e Actividades multiculturais

Selecção por ANGÉLIQUE MARTINS

Nesta viagem pelo mundo e por culturas tão diferentes como a oriental e a

africana, fique a saber como viver um pouco destas experiências tão

diversificadas, sem sair de Portugal... ou talvez sim.

destes instrumentos exige uma grande capacidade

interpretativa. É por isso um verdadeiro desafio

ouvir uma Orquestra de Sopros.

DE MALAS AVIADAS

Data: 27 de Junho

Horário: 11h00-12h30

Participantes: Mín.10 - Máx.15

P.V.P: €3,00/participante (adulto ou criança)

Actividade lúdica para famílias com crianças a

partir dos 6 anos.

CENTRO NACIONAL

DE CULTURA

Morada: Rua António Maria Cardoso, 68

1249-101 Lisboa

Telefone: 21 346 67 22

E-mail: info@cnc.pt

Horários: 2ª a 6ª feiras das 10:00h às 19:00h

Website: www.cnc.pt

CICLO OS PORTUGUESES AO

ENCONTRO DA SUA HISTÓRIA

Estas viagens, que são verdadeiras embaixadas

culturais, dão origem a novos laços e projectos,

ficam os documentários para a televisão e os

Diários de Viagem, sempre da autoria de um

artista plástico e de um escritor e/ou historiador.

Este ano comemoram-se os 150 anos do tratado

de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o

Japão. Será este o destino deste ciclo com partida

em 27 de Novembro e regresso em 8 de

Dezembro.

P.V.P.: N.D.


Exposições Junho/Julho

ALKANTARA FESTIVAL

LISBOA E PORTO

Morada: Vários locais nas cidades de Lisboa e

Porto (ver website)

Em curso, até 09 de Junho. De segunda-feira a

sábado, das 16h00 às 02h00. Aos domingos, a

partir das 12h00.

P.V.P.: N.D.

Website: www.alkantarafestival.pt

Artistas dos quatro cantos do mundo rumam a

Portugal para ocupar vários palcos de Lisboa e

Porto.

Até 9 de Junho, o alkantara festival acolhe cerca

de 30 performances de dança, de teatro - e de

tudo o que se encontra entre elas - de artistas

oriundos da Argentina, Áustria, Canada, Croácia,

Suíça, Egipto, Estados Unidos, França, Japão, China,

Hungria, Nova Zelândia, África do Sul, Dinamarca,

Equador, Grécia, Itália, entre outros.

COIMBRA E LEIRIA

FUNDAÇÃO

INÊS DE CASTRO

Morada: Quinta das Lágrimas, próximo da Fonte

dos Amores

Datas: De 16 de Julho a 1 de Agosto

P.V.P.: N.D.

Website: www.festivaldasartes.com

FESTIVAL DAS ARTES

“ÁGUAS INFINDAS”

Um Festival multi-artes, ao ar livre, que tem como

objectivo realizar acontecimentos relacionados

com as Artes, nomeadamente a Música, o Teatro,

a Dança, o Cinema, a Fotografia, a Banda

Desenhada, a Gastronomia, a Poesia e a Narrativa.

Destacamos alguns dos espectáculos

multiculturais, do extenso programa:

“REGATA BARCO-DRAGÃO”

Organização da prova desportiva pela Divisão de

Desporto da Câmara Municipal de Coimbra com a

Associação Naval Amorense, responsável pela

organização de regatas barco-dragão.

“A RAINHA AFRICANA”

- CICLO CINÉFILO

“The african queen”: Filme de John Huston. Com

Katherine Hepburn e Humphrey Bogart.

GALERIA MUNICIPAL

DE LEIRIA

Morada: Ed. Banco de Portugal, Largo 5 de

Outubro

Leiria

Datas: De 30 de Junho a 11 de Julho

Entrada Livre

“EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA”

A VIAGEM”

Exposição com cerca de 220 fotografias por 5

fotógrafos japoneses: ISHIKAWA Naoki, ONAKA

Koji, SAWA Hiraki, DODO, Takeshi e NAITO Sayuri

PORTO

CENTRO NACIONAL

DE CULTURA

(ver informação na rubrica de Lisboa)

Morada: Palacete Viscondes de Balsemão, Pça. de

Carlos Alberto, 71

4050-157 Porto

Telefone: 22 201 06 54

Email: info.porto@cnc.pt

Horários: 2ª e 4ª feira das 9:30h às 13:00 h

Website: www.cnc.pt

11


ste itinerário é baseado

numa estadia de 6 noites,

visitando apenas a capital

e o centro financeiro

da China.

Pequim Chegámos a Pequim no

domingo de manhã. O primeiro objectivo

era sobreviver ao jetlag - nada fácil,

12 hOJE Junho 2010

Bem vindos à

nova China

Dois anos após os jogos olímpicos de Pequim, o maior país do mundo abre de

novo as portas ao mundo. Saiba como passar uma semana inesquecível,

visitando Pequim e Xangai. A Expo 2010 foi o pretexto para esta viagem, mas

há muito mais para descobrir.

EE

Por ANA SILVA O’REILLY

uma vez que o voo, de 11 horas (desde

Londres), foi feito durante o “nosso” dia,

sendo dificil descansar. A nossa guia

estava à nossa espera no aeroporto para

nos levar ao hotel, a única actividade

planeada para o primeiro dia.

Após um breve descanso, decidimos andar...

ao sol! 32º, muito calor, mas a vontade

de ver a cidade era muita. Andámos

cerca de 2km a pé, até chegarmos ao

centro, perto da Cidade Proibida e a Praça

de Tiananmen. Para todos os efeitos,

o St. Regis, hotel em que ficámos, está

localizado no centro, no bairro de Ritan

(junto às Embaixadas), mas ao vermos o

mapa pela primeira vez é que finalmente

percebemos – Pequim é enorme,

e a pequena distância no mapa (quatro

Xangai


Destino: China

quarteirões), é uma gota de água.

Após um almoço rápido, passeámos pelo

Oriental Mall e encontrámos um mercado

absolutamente típico, com escorpiões,

lagartos e outras iguarias. Confesso

que não estavamos preparados para

tal realidade, tão perto da nossa chegada,

pelo que decidimos ir tomar chá com

uns amigos expatriados que vivem em

Pequim. Após 40 minutos e quatro

ataques de coração (a condução neste

país tem regras próprias), chegámos ao

nosso destino – o absolutamente

fantástico Aman Resort

(http://www.amanresorts.com/

amanatsummerpalace/home.aspx),

localizado no Palácio de Verão. Um oasis

de tranquilidade, “understated luxury”

e uma localização absolutamente de

sonho. Aqui tomámos o nosso primeiro

chá de jasmim, servido com toda a

pompa e circunstância. Queríamos

visitar o referido palácio, mas as filas

que vimos tiraram-nos a vontade – e foi

aí que compreendemos como ficar num

sítio pode abrir portas, literalmente. Um

dos empregados, simplesmente

entregou-nos as chaves da porta para o

palácio, que pudemos visitar sem ter

que perder um único minuto na fila.

Restabelecidos e já “acordados”, regressámos

ao hotel, tendo assegurado uma

reserva para jantar no restaurante do

momento – Made in China, recomendado

pelo guia Luxe como um dos imperdíveis.

Situado no Grand Hyatt, este

restaurante não é o típico restaurante de

hotel. Frequentado pela comunidade de

negócios durante o dia, e pela elite chinesa

e expatriada à noite, tivemos a

oportunidade de provar o melhor pato à

Pequim das nossas vidas, acompanhado

por um verdadeiro espectaculo por

parte do chefe que preparou o dito

animal. A melhor parte foi quando nos

serviram somente a pele do pato, para

supostamente envolver em açúcar.

Absolutamente divinal.

Os dois dias seguintes foram passados

com a Mary e com o John, os nossos

guias privados. Recomendamos vivamente

que recorra a este tipo de apoio –

pagámos cerca de 1000 RMB por dia,

incluindo carro e serviços do guia para

duas pessoas, aproximadamente €115,

Um dos restaurantes do

momento é o Made in

China, frequentado pela

comunidade de negócios,

pela elite local e pelos

estrangeiros residentes

na cidade

não muito mais do que se tivessemos optado

por um acompanhamento massmarket,

em autocarro, com mais 50

“companheiros de viagem”.

Visitámos num dia a Cidade Proibida

(gostámos particularmente de não ter

fila para comprar os bilhetes de entrada)

e fomos surpreendidos pela dimensão

da mesma. Prepare-se para o factor repetição,

uma vez que após ver dois edifí-

Summer Palace, Pequim

cios, a maior parte dos outros são exactamente

iguais. O nosso guia era professor

de história e tivemos direito a todas

as explicações possíveis e imaginárias.

Em seguida, visitámos os “hutongs”, os

tipicos bairros chineses, actualmente

em vias de extinção. Infelizmente, devido

à necessidade de “desenvolver” a cidade,

o governo local está a “relocalizar”

os habitantes destes bairros para os subúrbios

e dentro de um ano, deixarão de

existir. Almoçámos num restaurante

para “locais”, e deliciámo-nos com um

“hot pot”, um tipo de fondue com água

e carvão. Durante a tarde, visitámos o

museu da seda (e comprámos um edredon

em que o interior do mesmo é feito

com fibra de seda – por €60, recomendamos!)

e visitámos uma casa de chá (Dr.

Tea). Como estávamos acompanhados

pelo “John”, tivemos direito a uma visita

e demonstração privada e óbvio que gastamos

quase €40 em chá para trazer

para casa.

Jantámos no fantástico Duck de Chine, e

13


Mutianyu fica a hora e

meia de Pequim, mas é o

local mais recomendável

para ver a Grande

Muralha. Além da beleza

do local, fica longe das

enchentes de turistas...

como pode adivinhar, provamos de novo

o nosso prato preferido – uma óptima

escolha já que esta iguaria não é fácil de

encontrar em outras regiões.

No dia seguinte, visitámos a “piece de resistance”

– a grande muralha da China,

que pode ser visitada em 3 pontos diferentes

– Badaling (a mais turística, e a

ser evitada a todo o custo – localizada a

40 min de Beijing), Mutianyu (a 90 min)

e a menos turística, mais fisicamente

mais exigente, Simatai (a quase 3h de

distância). Optámos por Mutianyu –

menos americanos e autocarros e duas

razões simples: podemos subir até à dita

através de cadeiras teleféricas e podemos

descer... por um escorrega/tobogan

Grande Muralha da China

14 hOJE Junho 2010

(1km!). Chegar ao topo da muralha,

num dia limpo e de sol foi sem dúvida

um privilégio e um momento inesquecível.

Chegados a Pequim, e depois do esforço

físico (muitos dos degraus têm altura de

50 cm), decidimos testar um dos muitos

spas da cidade. Optamos pelo Oriental

Taipan, onde gastámos €40 e tivemos

tratamentos de 2h30.

No nosso último dia em Pequim, decidimos

ajudar a economia local, visitando

os dois mercados principais – Hongqiao

(situado em frente ao Templo do Céu,

que merece uma visita, especialmente

de manhã. Pode ver muitos locais a fazer

tai-chi e a dançar) e Silk Street. Honestamente,

não estávamos preparados para

o que encontrámos – estamos a falar de

falsificações, obviamente. Pérolas, carteiras

(de todas as marcas, as de pior

qualidade estão expostas, as de “Classe

A” podem ser solicitadas via catálogo e

custar até €200), canetas (Montblanc... a

sério!), artigos electrónicos (o novo iPad

estava em todo o lado, mas as capas para

o iPhone foram uma óptima compra a

€2). É importante aprender a lidar com

os vendedores – é uma experiência muito

cansativa, uma vez que são muitos a

tentar a mesma coisa. Em termos de

negociação, comece por oferecer 40% do

preço pedido, e não tenha medo de “perder”

a compra – inevitavelmente, eles

virão atrás de si.

Xangai Voámos para Xangai na

manhã do quinto dia (aprox. 2 horas de

voo) e ficámos absolutamente surpreendidos

com a primeira “vista da cidade”.

Xangai era conhecida como a “Paris do

Oriente”, devido à existência das concessões

britânica, francesa e americana,

que influenciou o aspecto da cidade –

imagine edifícios tradicionais ingleses e

franceses, rodeados de incríveis arranhacéus.

A cidade foi completamente renovada e

melhorada devido à Expo 2010, demonstrando

a todo o mundo a capacidade

de trabalho e dedicação do governo

chinês.

Como tinhamos apenas dois dias inteiros

para explorar a cidade, um dos quais

dedicados à Expo, não perdemos tempo

e após o transfer do aeroporto de

Pudong (o mais recente aeroporto de

Xangai), o nosso guia (Sean, de 25 anos,

com uma pronúncia americana) não nos

deixou parar.

Começámos com uma pequena exploração

pela Nanjing Road, a maior rua de

comércio de Xangai – com mais de

10km de comprimento. Prepare-se para

lutar contra todos os vendedores ambulantes

e dizer que não (“boo yao”

significa “deixe-me em paz, não estou

interessado em comprar nada!”).

Encontrará todas as marcas ocidentais e

inúmeras cadeias chinesas, assim como

grandes armazéns. Tudo o que é do

ocidente é significativamente mais caro

que na Europa, devido aos impostos. Em

seguida, visitamos a “People’s Square”, a

principal praça de Xangai, em que convém

ter especial atenção à carteira e artigos

de valor. Não aceite nenhum

convite de “estudantes de arte” para visitar

galerias ou casas de chá – se o fizer,

será recompensado com uma conta de


Destino: China

mais de €100 e alguma intimidação. Seguimos

para a “Old Town”, que afinal

não é tão antiga quanto isso – foi reconstruida

recentemente, em estilo antigo.

Visitámos o fantástico Yu Garden, que

merece o tempo dispendido. Escusado

será dizer que, caso esteja acompanhado

pelo guia, não tem que esperar em filas.

Fomos novamente a uma casa de chá e

surpreendidos pela diferença dos rituais

que assistimos em ambas cidades.

O dia foi concluido por um passeio pelo

Bund, o novo “calçadão” da cidade, que

nos brindou com vistas extraordinárias.

A mítica avenida marginal de Xangai,

reabriu após três anos de trabalhos de

renovação, durante os quais foram

eliminadas sete das 11 faixas para o

tráfego automóvel, privilegiando o

espaço para os peões.

A noite começou no M on the Bund, um

dos restaurantes do momento (fusão

internacional e asiática), com vistas

extraordinárias da cidade, desde o Bund

até Pudong (o nome da outra margem

Summer Palace, Pequim

“Boo yao” significa

“deixe-me em paz - não

quero comprar nada”. É

importante saber isto nas

ruas de Xangai...

do rio, onde está localizado o centro financeiro

da cidade e grande parte da

Expo). Terminámos a noite no Glamour

Bar (no mesmo edifício do restaurante)

com fantásticos martinis de líchia.

Sexta feira foi destinada à Expo – um dia

inesquecível, que relatamos num artigo

Ponto histórico da cidade,

o mítico Bund está agora

tranformado num enorme

“calçadão” com vista

para Pudong

em separado. Este último dia terminou

com uma massagem e uma visita e jantar

na zona da Taikang Road, na concessão

francesa. Não tenha medo e explore

este labirinto de ruas com boutiques,

restaurantes e bares fantásticos.

Esperamos que este artigo lhe abra o

apetite para esta viagem – foi rápida,

mas abriu-nos os olhos para este extraordinário

país que não pára de se reinventar.

Como dizem os chineses, “zai je-an”

(adeus e até à próxima!).

Pudong, Xangai

15


COMO CHEGAR

Não há voos directos desde Lisboa, pelo que

é necessária uma ligação a uma das capitais

europeias, sendo Londres, Paris, Frankfurt e

Amesterdão, as mais fáceis.

Os bilhetes começam a cerca de €650 para

classe económica e €2400 para classe

executiva, desde Lisboa. Vale a pena voar

com companhias aéreas que tenham a

classe “Premium Economy”, que

disponibiliza muito mais espaço que a classe

económica, a preços que rondam os €1100

(British Airways).

Pode comprar um bilhete “multi-city”,

voando para Pequim e regressando de

Xangai sem acréscimo de preço.

Para a ligação interna, sugerimos que use

Fact

Sheet

*

um site internacional como a expedia.co.uk,

e não os sites das várias companhias

chinesas. O percurso Pequim-Xangai custa

cerca de €170 (apenas ida, já com taxas) com

a Air China, membro da Star Alliance.

VISTOS

Não pode viajar para a China sem um visto

turístico, que pode ser conseguido

directamente com a embaixada (aprox. €40)

ou através de uma agência de viagens ou

vistos. Veja mais detalhes no artigo que

dedicamos ao tema nesta edição da hOJE.

TRANSPORTES

Os taxis são absurdamente económicos – a

“corrida” média custa apenas €2. (A €0.25

por km, é fácil fazer as contas). Um taxi,

para o aeroporto, em Pequim ou Xangai,

custa cerca de 200 RMB (€25).

Em Xangai, pode ser interessante apanhar o

comboio Malev (70 RMB), que atinge

400km/hora, chegando a Pudong (outra

margem do rio) em apenas 7 minutos. Tem

que depois apanhar um taxi para o seu

16 hOJE Junho 2010

hotel, que pode não compensar em termos

de tempo, mas vale pela experiência).

99.9% dos taxistas não falam nem

entendem inglês, pelo que é absolutamente

necessário ter a morada de onde vai (e a do

seu hotel) escrita em mandarim. Em Xangai,

durante a Expo (pelo menos), se ligar para o

962288 (grátis), pode dizer em inglês o seu

destino, e a operadora comunica ao

condutor em chinês. Perfeito!

ONDE FICAR

Ambas as cidades têm hoteis de grande

qualidade e a preços muito competitivos. Os

jogos Olimpicos e a Expo foram pretextos

para a construção de novos hoteis de 4 e 5*.

Uma vez que a noção de serviço é diferente

no Ocidente, sugerimos que opte por hoteis

de cadeias internacionais, como a Starwood

(www.spg.com), Hilton (www.hilton.com),

Marriott (www.marriott.com) ou Radisson

(www.radisson.com).

Dependendo da disponibilidade

(especialmente em Xangai), pode conseguir

um hotel destas cadeias a partir de €100 (até

€500).

Visitámos os seguintes hoteis (que

recomendamos):

Pequim – St Regis, Grand Hyatt, Aman

Resort

Xangai – Westin Bund, Radisson, Royal

Meridien, Hilton

GUIAS PRIVADOS

Em Pequim, usámos a “Mary” -

www.aprivateguidetobeijing.com

Em Xangai, recorremos aos serviços da

China Connection Tours - http://www.chinatour.cn,

que presta serviços em todo o país.

GUIAS DE VIAGEM

Recomendamos a aquisição dos guias LUXE

(www.luxecityguides.com) - €7, disponiveis

em papel (encomenda via amazon.co.uk) ou

em versão para iPhone ou Blackberry ou

Wallpaper (edições 2009 ou 2010), que

podem ser adquiridos pela mesma via, ou

na FNAC, entre outros estabelecimentos

comerciais.

Os guias Top10 American Express são

também muito fiáveis, mas mais comerciais

(e com pouca informação relativamente a

compras, restaurantes e bares).

RESTAURANTES

E BARES

É absolutamente necessário usar as

“connections” do concierge do seu hotel,

para conseguir uma mesa nestes

restaurantes. Tente reservar mal chegue ao

hotel, para evitar uma grande desilusão.

Pequim

Made in China

www.beijing.grand.hyatt.com

Duck de Chine

www.elite-concepts.com/Promotions/

1949/DuckDeChine.htm

Dai Tan Fung

www.dintaifung.com.tw/en/about_a.asp

(Chaoyang)

Xangai

M on the Bund / Glamour Bar

www.m-restaurantgroup.com

Shintori / People 7

www.diningcity.com/shanghai/restaurantshi

ntori/index_eng.jsp

Cloud 9/Sky Lounge Bar

www.shanghai.grand.hyatt.com


Guia para principiantes

Como obter um

visto turístico

EE

ncontrou viagens de

avião a um preço

fantástico, o hotel e o

carro estão marcados...

será que se pode estar a

esquecer de alguma

coisa? Cada vez mais se recorre menos

a agências de viagens, que geralmente

tratam deste tipo de documentos, pelo

que é essencial ler este artigo e saber

como resolver esta questão, antes que

seja demasiadamente tarde!

Como é que sei se preciso de um visto?

Se optou por um pacote de férias, o

operador de viagens é obrigado por lei

a informá-lo se necessita de um visto

para o seu destino. Normalmente, o

operador ou agência de viagens

disponibiliza este serviço, mediante o

pagamento de uma taxa de serviço

acrescido ao custo do visto. Se viajar

POSSO OBTER UM VISTO

QUANDO CHEGAR AO MEU

DESTINO?

Isto é possível em países como o Egipto e a

Turquia, onde é possível “aquirir” o visto turístico

no aeroporto. A titulo de exemplo, na Turquia, o

custo do visto são €15, pagáveis em Euros ou

Libras Turcas. Prepare-se para filas que podem

demorar algumas horas – pode compensar

adquirir estes vistos antes de deixar Portugal.

sem ser em pacote, ou através de uma

agência de viagens, isto é, se marcar

cada componente da viagem individualmente,

é da sua responsabilidade

tratar de todas as questões relacionadas

com o visto. Se viajar para

qualquer país da União Europeia, não

necessita de visto. Recomendamos que

visite o site das Comunidades

Portuguesas, que presta informação

sobre a necessidade de vistos para

cidadãos portugueses actualizada:

www.secomunidades.pt/web/guest/lista

paises

Para obter o visto, a maneira menos

onerosa de o fazer é contactar a

embaixada do país destino e dirigir-se

à mesma, com os documentos

necessários. Contudo, esta opção

obriga a, pelo menos, duas visitas à

embaixada, e não é prático para quem

não vive em Lisboa. Prepare-se para

QUANTO TEMPO DEMORA?

Algumas embaixadas e consulados processam vistos em 24 horas, mas a maior parte demora entre 5 a

10 dias úteis. Caso opte por serviços online, dê uma margem para o envio por correio e não esqueça

de utilizar sempre correio registado, de forma a garantir que o seu passaporte não é extraviado. Tenha

em conta se precisar de viajar entretanto fora da UE, uma vez que ficará sem passaporte durante esse

tempo.

E SE FOR UMA VIAGEM LAST MINUTE?

Não assuma que pode simplesmente

marcar a sua viagem e chegar ao seu

destino. Podem não o deixar entrar.

filas intermináveis em alguns

consultados.

Actualmente, através da internet, é

possível encontrar empresas que

tratam de tudo por si:

www.viistoslobo.com.pt/ - Trata de

vistos para empresas e particulares

para todos os destinos

www.muchocuba.com - site espanhol,

afiliado ao www.muchoviaje.com, que

trata de vistos para Cuba. Testado pela

hOJE

-www.travel-direct.com - trata de vistos

para a China e Rússia, entre outros

destinos. Localizado em Inglaterra,

mas presta serviços para cidadãos

europeus.

Alguns países, como os EUA

(esta.cbp.dhs.gov) e a Australia

(www.immi.gov.au) têm um serviço

online gratuito para a emissão de

vistos, confirmados imediatamente.

Dependendo do destino, alguns países oferecem serviço expresso (24 ou 48h), mediante o pagamento

de uma taxa de urgência. Se for para os Estados Unidos ou Australia, não tem qualquer problema, uma

vez que pode obtê-los online.

Em suma, não descure este pequeno pormenor quando preparar a próxima viagem!

17


18 hOJE Junho 2010

Uma portuguesa

na Expo 2010

Por ANA SILVA O’REILLY


Visita: Expo 2010

Já leu inúmeros artigos com as estatísticas todas – recinto com 582 hectares de

extensão sobre ambas as margens do rio Huangpu, 70 milhões de visitantes

previstos, 194 países e organizações - mas fique agora a conhecer como uma

visita à Expo 2010, em Xangai, pode ser uma verdadeira aventura. Relato, na

primeira pessoa, de uma passagem por um dos maiores eventos da actualidade e

de um dia cheio de improvisos...

AA

ideia com que ficamos após

uma visita é simples – a

China sabe como organizar

um evento de dimensões

extraordinárias e mais

uma vez colocar-se no

mapa mundo. Após a experiência dos

Jogos Olímpicos de Pequim em 2008,

nada mais se pode esperar.

Tivemos a oportunidade de visitar a

Expo durante 1 dia. Após 9h de andar

sem parar, numa verdadeira volta ao

mundo, temos a ideia que conseguimos

visitar apenas 20% do recinto. Tendo em

conta que precisámos de uns 5 dias inteiros

para ver a “nossa” Expo em 1998,

talvez duas semanas sejam o suficiente

para conseguir ver a Expo 2010, em

Xangai.

A cidade preparou-se para este evento de

forma sui-generis. De acordo com algumas

“leituras locais” e conversas com

estrangeiros alí residentes que tivemos a

oportunidade de conhecer, ficámos a

saber que grande parte dos sem-abrigo

da cidade foram relocalizados. Foi

também pedido que os habitantes não

cuspissem para o chão, de forma a não

impressionar os turistas ocidentais, e a

verdade é que a diferença do hábito é

marcante entre Pequim e Xangai.

Chegada à Expo A compra dos

bilhetes de entrada para o recinto pode

ser mítica – o governo chinês pediu aos

seus habitantes que não visitem a Expo

A compra dos

bilhetes para entrar

no recinto pode ser

uma experiência

mítica. Os locais

resistiram aos apelos

das autoridades

para que deixassem

para mais tarde a

sua visita

durante os primeiros meses, mas o conselho

parece não ter sido seguido. Recomendamos

que adquira o bilhete (160

RMB, aproximadamente €20) antecipadamente,

através do hotel ou guia privado.

A melhor forma de chegar ao

recinto é através dos Expo taxis (super

modernos, e ao mesmo preço que os

“normais”), que conseguem chegar até

às portas (poupando uns 400 metros de

passeio).

Analizando o mapa, tem que tomar

uma decisão – que pavilhões quer realmente

ver? Existem cinco “secções”,

duas das quais na margem de Xangai, e

as restantes três, dedicadas aos pavilhões

internacionais propriamente ditos,

na margem de Pudong. Recomendamos

que escolha a última opção e que

o taxi o leve directamente a uma das

referidas entradas.

Foi mencionada em vários meios a

possibilidade de reserva de “bilhetes” ou

entradas para alguns pavilhões, de forma

a gerir melhor as filas intermináveis...

mas na realidade isto só se aplica

ao pavilhão chinês (que permite a visita

de 40.000 curiosos, que geralmente começam

a fazer fila às 6h da manhã fora

do recinto, que só abre às 9h) e temáticos.

Basicamente, é para esquecer.

O que vimos Começámos a nossa

visita pelo pavilhão dos EUA, localizado

num dos extremos do recinto. Após 30

minutos de fila (o ideal é chegar por

volta das 11h ao recinto, uma vez que as

filas são menores que às 9h), entrámos,

mas ficamos extremamente desiludidos...

fomos “obrigados” a ver 3 filmes,

cujo ponto alto foi o discurso do Presidente

Obama e da Hillary Clinton.

Perfeitamente dispensável. Uns dias

mais tarde, soubemos que o “guarda” da

porta de saída “facilitava” a entrada mediante

o pagamento de 50 RMB (uns €7),

incrivel!

19


Pavilhão inglês

20 hOJE Junho 2010

Desmotivados pelas enormes filas dos

pavilhões vizinhos (Argentina, Brasil,

Peru etc), decidimos investir nos 3

pavilhões que mais queríamos ver – o

inglês, o português e o espanhol.

Chegados ao pavilhão inglês, não queríamos

acreditar na fila – 3 horas, sem

entrada garantida. Foi nesta altura que

se fez luz – o meu marido é inglês... será

que conseguiriamos alguma vantagem?

À porta, encontrámos um senhor com

ar inglês (quase todo o staff dos pavilhões

é chinês), ao qual o meu marido se

dirigiu, perguntando se “haveria alguma

possibilidade de entrarmos sem

estar na fila”, ao qual o senhor respondeu

“who are you?”. O meu marido, que

já deve ser 25% português, responde

“sou um cidadão inglês”. Com grande

espanto, o senhor responde “Por favor,

dê a volta e encontre-me. Afinal de

contas, o senhor foi um dos muitos que

contribuiu para este pavilhão”. Ah!

Nem queríamos acreditar!

No meu melhor espanhol, tentei encontrar

uma espanhola no respectivo pavilhão

– fui surpreendida com a resposta

“por supuesto, tenemos que ayudar los

españoles!”. Pedi encarecidamente ao

meu marido que não dissesse uma

única palavra, uma vez que ainda anda

confuso com o obrigado e o gracias.

Nas horas seguintes fui portuguesa, brasileira,

argentina, cubana, peruana,

venezuelana, mexicana, basicamente de

todos os países luso-hispanos. O meu

marido foi canadiano, australiano,

nova-zelandês e irlandês. O nosso francês

não está muito bom, o que foi uma

pena, porque gostaria de ter visitado o

pavilhão francês. Tentamos a simpatia

grega (“somos os dois piores países da


Visita: Expo 2010

UE” – funcionou!), a Turquia (ainda me

lembro de algumas palavras, mas claro

que o guarda não achou que eu era

turca). O balde de água fria chegou na

Alemanha – perguntámos se estendiam

a “hospitalidade” a cidadãos europeus,

e responderam-nos: “nem a alemães, regras

são regras, se quiser visitar o nosso

pavilhão, tem que ir para a fila”!

Com isto, decidimos voltar ao pavilhão

português – uma recepção fantástica

pelos organizadores do pavilhão, e um

orgulho enorme da minha parte por ver

uma fila de pelo menos 45 minutos à

porta. Gostei do pavilhão – especialmente

do filme, que me fez sentir aquele

orgulho português. Mas o que gostei

mais? Do Lilian’s Café (quem é a Lilian??)

dos 4 pastéis de nata, do pão de ló, do

arroz doce e do Esporão Reserva 2008.

Estivemos “ordeiramente” na fila italiana

(não tinhamos hipotese) durante 20

minutos e valeu a pena. É de ressalvar o

fantástico restaurante e as provas de

vinho.

Fiquei incrivelmente contente por saber

que a próxima Expo terá lugar em

Milão...

Pavilhão do Brasil

Pavilhão de Espanha

Pavilhão do Luxemburgo

21


22 hOJE Junho 2010

Binóculo que

fotografa e filma

Se for um dos felizardos

que tem possibilidade de

ir ver o mundial de

futebol ao vivo, aceite a

nossa sugestão e

aproveite para

comprovar a eficácia

desde acessível acessório.

AA

câmara digital Zoomcam,

como também é conhecido

este Binóculo da Ohtek,

está disponível nas cores

preto e cinza. Naturalmente

que não se trata de um topo de gama,

mas insere-se perfeitamente na categoria

“good enough”. Reúne as funções

de fotografia digital (1.3 megapixeis),

serve de webcam, permite gravação de

vídeo digital (AVI) e de binóculo (imagine...)

com alcance até 1 km.

A função de binóculo é bastante razoável

e comprovámos que, pelo preço que

custa, até tira fotos com uma qualidade

compatível com alguns equipamentos

dedicados existentes no mercado... Com

algumas vantagens adicionais: ninguém

desconfia que está a filmar ou a fotografar,

pode levá-lo para locais que não

permitam o registo de imagens e tem

Por ALEXANDRE MARTINS

um zoom que qualquer outra máquina

fotográfica ou de filmar não alcança.

Tem capacidade para armazenar até 75

fotos com qualidade suficiente para

publicação Web (Facebook, blogs, etc),

tem memória interna de 64MB, ligação

USB e é funcional devido às suas vulgares

pilhas alcalinas AAA (2x). A função

de vídeo é a menos conseguida (apenas 9

frames por segundo) e não tem som,

mas pode sempre dar jeito.

Atenção: este produto é na sua essência

um binóculo e essa é a sua principal função,

as restantes funcionalidades são

bem-vindas (e interessantes em algumas

situações) mas quem deseja maior qualidade

para fotos e vídeos, naturalmente

que recomendamos um equipamento

específico para esse fim.

Existem equipamentos deste género de

outras marcas com mais qualidade e

funções, como por exemplo, da Aiptech,

Bushwell, Minox e Celestron. Têm sensores

superiores a 5 megapixeis, utilizam

cartões SD, têm monitor TFT, etc.

No entanto, os preços começam nos

300€ (quase 10 vezes mais). Tendo em

conta o risco associado a levar este

equipamento para um estádio de

futebol, recomendamos utilizar um

“quase descartável” como aquele que

aqui damos a conhecer... nunca se sabe!

www.mrispy.com/

www.espionagem.com/produto.php?fid=068-

198%3A01180&wid=20093

www.ecosinal.com/index.php?cPath=21_32

www.shopmania.pt/compras~online-camarasdigitais~comprar-camera-digital-binoculos~p-

1005033.html

P.V.P. – 35 Euros

Peso – 350 g


Workshop Fotografia

COMO FOTOGRAFAR

EVENTOS

Estamos a iniciar uma época de grandes eventos, exemplos disso são o

Mundial de Futebol na África do Sul, a Expo 2010 em Xangai, os

Festivais de verão, entre muitos outros. Se vai estar presente num destes

eventos tem excelentes oportunidades, com ambientes exóticos e

envolventes, para captar fotografias únicas, super criativas e originais.

AMBIENTES MÁGICOS

Saber tirar partido dos ambientes que se vivem

nestes eventos é a chave principal para fotografias

fantásticas e exuberantes.

Mantenha um olhar atento e procure motivos entre

a mistura de cores, ritmos, texturas, luzes, objectos

e pessoas.

PROCURAR UM MOTIVO

Procure padrões. O aglomerado de pessoas em

concertos, por exemplo, rodeadas por focos de luzes

coloridas e mesmo fumo pode criar composições

interessantes. Certifique-se que está a disparar com

um ISO mais elevado para garantir fotos focadas

em ambientes pouco luminosos.

ISOLE UM MOTIVO

Captar uma pessoa isolada em primeiro plano num

ambiente de festa pode garantir uma imagem

bastante interessante com um plano de fundo

colorido. Principalmente se disparar com objectivas

luminosas que garantam um plano de fundo com

bom desfoque (bokeh).

Experimente usar o flash com uma intensidade

baixa na pessoa em primeiro plano apenas para

iluminar o seu rosto se este estiver em sombra.

CORES EXUBERANTES

Num estádio de futebol deixe o jogo de lado e

procure captar os adeptos que usam pinturas

faciais e outros artefactos coloridos criando

imagens com variações de cor apelativas.

GRANDE ANGULAR

Objectivas que conseguem captar um ângulo de

visão mais alargado são interessantes quando

desejamos captar "a cena toda". Num estádio de

futebol torna a imagem mais dramática e com

maior impacto concentrando um maior numero de

objectos na imagem. Ex: retrato de uma claque na

bancada de cima para baixo com o campo de

cenário.

Texto de: SÓNIA ARREPIA (FOTÓGRAFA)

FOTOGRAFAR PAVILHÕES

Na expo 2010 a arquitectura inovadora dos

pavilhões é uma das principais atracções. Mais do

que os enquadrar por inteiro nas suas fotos procure

captar apenas detalhes e pormenores. Surpreenda

optando por enquadramentos que tornam as

imagens mais abstractas com ênfase em texturas,

linhas de força, sombras etc. A exuberante

iluminação dos pavilhões faz com que as fotos

nocturnas tenham uma magia especial.

Tire partido desta luz usando um tripé e

velocidades mais baixas.

FOTOGRAFAR SILHUETAS

Experimente fotografar uma ou várias pessoas em

contraluz.

A imagem que apresento é exemplo disso. Foi

captada num festival de Jazz num parque natural e

optei por enquadrar as pessoas em primeiro plano,

frente da fonte de luz. O efeito são estas silhuetas

que se destacam na imagem. Usei também uma

lente Tilt Shift para ter um desfoque mais criativo

do background e dar mais força ás silhuetas

perfeitamente focadas.

USAR A LUZ DE FORMA

CRIATIVA

Experimente usar velocidades mais baixas à noite

para fotografar motivos luminosos em movimento e

obtenha fotos com efeito de arrasto com um forte

impacto visual. Use tripé para garantir que apenas

os motivos em movimento ganham o efeito de

arrasto. O resultado será fotos onde se destacam

linhas de luz, desenhadas pelos objectos luminosos

em movimento.

23


Arte em movimento.

Eos. Patrocinador oficial das emoções de Verão.

A pintura desperta emoções. O Eos também. Juntar a arte plástica com a arte de quem sabe construir automóveis

é, à partida, uma experiência interessante. Foi o que fizeram a Volkswagen e a pintora Helena Pedro Nunes,

numa edição do Eos, exclusiva para exposição, que vai tornar este Verão mais emocionante.

Descubra mais em www.volkswagen.pt

Oferta de GPS até 31 Julho.

www.volkswagen.pt

Consumo médio (l/100 km): 4,5 a 6,4. Emissões CO 2 (g/km): 119 a 149.

Similar magazines