Press Review page

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"Sinto-me confortável com

o uníssono de desafios artísticos

e técnicos que a fotografia tem."

admita devorar manuais de câmaras.

"Talvez seja por sequenciar música em

computadores, mas é por isso que me sinto

confortável com o uníssono de desafios

artísticos e técnicos que a fotografia

apresenta. Devo dizer que passei muitos

dos meus primeiros dias fotográficos em

extrema confusão. Podia ser encontrado

a cabecear o volante do carro no parque

de estacionamento do laboratório

fotográfico, ao perceber que mais um lote

de slides tinha saído mal. Foram tempos

difíceis; a película ensinou-me p0uc0..."

A ajuda chegou na forma de sites como

Naturescapes.com, que ofereceram

a David bastante feedback e encorajamento.

"Os fóruns deram-me acesso a fotógrafos

muito técnicos como E. J. Peiker

e o canadiano Royce Howland, que

é agora um grande amigo meu. Outra das

minhas influências foi Guy Edwardes, cuja

incrível motivação e procura pela perfeição

é algo que carrego comigo até hoje."

DFSCOBRSR UMA IDENTIDADE

Este autor começou a indagar se deveria

focar-se mais em encontrar a sua própria

visão criativa. "Comecei como músico,

é certo, e sei tocar solos de Led Zeppelin

e Hendrix de trás para a frente, mas

todas estas influências diluíram a minha

identidade musical. Estava determinado

a não fazer o mesmo com a fotografia.

Evitei todos os grandes de propósito,


e ainda evito. Waite, Ward, Cornish, Noton

- todos os livros de mesa de centro,

a idolatria, a introspeção. É mau para

mini, e sei pouca sobre o seu trabalho".

ALÍVIO DIGITAL

Então, como desenvolveu David Clapp

uma visão distintiva? "Simples. Depressa

aprendi que podemos ter o talento criativo

mais incrível, mas isso não nos leva a lado

nenhum se não soubermos funcionar

no mundo empresarial. Queria vender

o meu trabalho, portanto alinhei as imagens

em consonância, aproveitando lições

do meu passado em engenharia. Tornei-me

um empresário com uma câmara. Analisei

cuidadosamente o que vendia, tanto a

nível de bancos de imagem como editorial,

e alterei o meu objetivo em função disso."

A estratégia compensou. David teve

a sua grande oportunidade ao ser

descoberto em Naturephotographers.net

por um editor de imagem, o que acabou

por levar a contratos com bancos

de imagens. Também começou a apresentar

o portfólio a revistas e, lentamente,

as portas começaram a abrir-se.

Como referido, David debateu- se com

a película e descreve a sua experiência com

as reflex digital como um "enorme alívio".

"Nos primeiros três anos, debati-me com

um scanner de slides Nikon e com película

Velvia, que odiava. O meu olhar era sempre

atraído por imagens de alto contraste, o

que era muito difícil com a película. Queria

imagens de alto contraste homogéneas,

com todas as sombras e altas luzes intactas.

A Canon EOS 5D foi a chave e o Photoshop


"Mantenho uma forte código

de conduta. Se conseguir ver

alterações, todos conseguem."

o laboratório. Aprendi mais sobre fotografia

em poucos meses de digital do que

em três anos de conjeturas com película."

Embora David encare a revolução digital

como uma bênção, considera-se um

fotógrafo técnico e é absolutamente contra

o excesso de pós-processamento. "Sempre

fui muito técnico. Não classifico o que faço

como arte; é mais como recolha

e montagem de dados. Posso identificar,

enquadrar, refinar e depois captar uma

boa composição, mas sou relativamente

claro no meu pensamento. Começo

com boa geografia, depois procuro

equilíbrio, simplicidade e impacto visual.

Acho o mundo da fotografia artística

e das galerias insondável, por isso

mantenho-me afastado. Mantenho

sempre um forte código de conduta.

Se conseguir ver alterações na imagem,

toda a gente consegue. Não entregue

a posse da foto ao computador", partilha.

TELEOBJETIVA MÉDIA

David crê que outra chave para o seu

sucesso é a sua preferência por teleobjetivas

médias. "Uso a distância focal de 35-70 mm

mais que qualquer outra, e evito abusar

de objetivas grande-angulares, que

são amiúde as culpadas de fotos de

paisagens sem identidade. Acho que os

metis assuntos variam muito mais que os

de outros fotógrafos, e uso várias objetivas

para aumentar o caráter c a dinâmica.

"Uma escolha de objetiva limitada

refreia as ideias, por isso carrego

várias opções invulgares. E não analiso

demais — fotografo o melhor que

posso e depois avanço. O preconceito

pode restringir a criatividade, por isso

começo de mente aberta, concedo-me

bastante tempo e depois absorvo."

David é muito solicitado como professor

de fotografia e líder de workshops, tendo

uma ideia clara de porque tantos amadores

se debatem para obter as fotos desejadas.

"O maior erro é sempre a posição da

câmara. Aparecer, tirar a câmara para fora,

fixar uma objetiva, fixar ao tripé e ajustar

o zoom para a foto. Não se costuma pensar

na posição e altura da câmara, na distância

focal e na relação de fortes elementos

composicionais. Se pudesse fazer todos

Floresta Gelada,

Kiruna, Suécia

ií.vc;>;


La Defense, Paris

É uma torre feita de tubos

coloridos, mas contrabalança

perfeitamente este poste

de iluminação, tornando-o quase

invisível na parte inferior da

imagem. Quase uma ilusão ótica!

Museu Guggenheim,

Nova lorque

Não se podia usar tripé lá dentro,

mas, mesmo assim, montei

um e inseri uma exposição

aproximada. Consegui três

exposições diferentes antes de

me verem e dizerem para parar!

Cidade das Artes

& Ciências, Valência,

Espanha

Uma objetiva olho de peixe

é essencial em viagem. A objetiva

estica e comprime as coisas

para captar formas impossíveis.

Aqui, usei a luz incidente para

obter as melhores cores e tons.

trabalharem por um dia com uma objetiva

fixa de 35 mm, faria! Muitos dos meus

clientes dominam a relação técnica de ISO,

abertura e velocidade de obturação, mas

esquecem a composição. O botão é premido

com entusiasmo e os resultados pecam

era requinte. Tento não interferir com o seu

pensamento, mas faço perguntas. É muito

importante deixar a criatividade respirar".

No que toca ao Photoshop, o fotógrafo

também tem opiniões interessantes.

"Penso sempre no processamento

ao fotografar. Passei horas a ler informação

técnica, transpondo muitas vezes

técnicas de processamento da fotografia

de retrato em particular. Com imagens

mais complexas de fusão de exposições,

crio seleções, trajetos e máscaras

na gama tonal"

David é ainda um mestre do preto

e branco. "Todas as minhas conversões para

preto e branco são feitas com o Photoshop,

sem plug-ins. Gosto de replicar efeitos

de câmara escura através do split-toning,

e aplico muitas das minhas próprias

Actions para escurecer, aclarar

e ajustar tons", confessa o autor.

"Sabia que tinha de vender

propriedade intelectual, e não um

produto físico, se queria resistir."

Este criador já está na indústria há algum

tempo e, embora reconheça que os tempos

estão difíceis, nem tudo é negro. "Acho que

depende do quão dispostos a adaptar-nos

estamos", diz. "Ir onde há procura,

é tão simples quanto isso. Muitas pessoas

ficam demasiado emocionalmente ligadas

à fotografia e levam as críticas e a rejeição a

peito. Só temos de conseguir reerguer-nos,

sorrir e avançar. Soube desde logo que tinha

de vender propriedade intelectual, e não um

produto físico, se queria que o meu trabalho

resistisse ao teste do tempo. Não imprimo,

nem vendo impressões em galerias,

pois estou no negócio de gestão de direitos.

São os lucros sólidos que permitem viagens

excitantes, melhor equipamento e uma vida

rica; é nisso que têm de focar-se. Continua

a ser arriscado, mas devem esperar que

vos pisem o coração algumas vezes!"O

VEJA MAIS trabalhos da autoria

de David Clapp em www.davidclapp.co.uk

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