As centrais de compras se transformaram em centrais de ... - Amis

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As centrais de compras se transformaram em centrais de ... - Amis

[Centrais de negócios]

Serão 1,5 mil metros de área de

vendas e 13 caixas. O terceiro

empreendimento deve ficar pronto

também em outubro. Será aberto

em Alfenas um atacado para atender

aos associados da rede. Num

primeiro momento, a distribuição

será restrita aos associados, mas já

como perspectivas de atender a

todo o mercado.

A criação de marcas próprias já

faz parte das principais ações das

redes. A Central de Supermercados

do Rio Grande (Cergran), com sede

em Passos, também somou ao mix

alguns produtos de marca própria.

“Já temos arroz, feijão, vassouras,

alho e dentro de trinta dias vamos ter

ovo e carvão todos com a marca ‘-

Cergran’”, informa o gestor da Central,

Adriano Gonçalo. Na Giroforte,

com sede em Três Pontas, os produtos

recebem a marca de Girobom.

O mix inicial é composto de

arroz, feijão, café e alho. Mas o

principal foco da Giroforte é a qualificação

profissional. A rede investiu

num centro de treinamento com

dormitório refeitório e sala de cursos

onde começa o trabalho de qua-

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lificação profissional em outubro.

“Estou certo de que a qualificação

profissional é a grande diferença

nas empresas”, justifica o gestor da

Giroforte, Mauro Alarcom.

Faltam centrais

O isolamento geográfico, a

logística e a dificuldade de promover

a qualificação profissional são

fatores que podem ser resolvidos

com o trabalho em centrais, mas

que se tornam grandes entraves

onde elas não existem. “Falta tudo,

temos uma dificuldade muito grande

para conseguir bons profissionais,

para qualificar o supermercadista.

Muita gente não tem noção

nem de como formar a sua margem

de lucro, como colocar preço no

produto. A criação de uma central

iria ajudar muito nisso”, reclama o

vice-presidente regional da Amis

em Capelinha Gervásio Alves da

Cruz, proprietário de três lojas na

cidade, onde não há centrais. “É

preciso começar do zero para

depois desenvolver outros trabalhos.

A qualificação profissional é

outro problema grande”, ressalta.

Criar uma central, no entanto,

não é só se associar aleatoriamente.

“É muito difícil trabalhar em centrais,

não acredito numa associação

onde eu e meu concorrente estamos

juntos. Já tivemos uma aqui e não

deu certo”, revela o vice-presidente

da Amis em Pirapora, Amadeu

Soares Oliveira, proprietário do

Supermercado Amadeu. Mas ele

admite que o insucesso da Coopervale

pode ter sido por má gestão.

Oliveira não é totalmente contra o

associativismo. “Eu me associaria

sim a uma central. Pode ser um

problema cultural que pode ser

resolvido”, disse.

Foi para evitar problemas como

os apontados por Amadeu Soares

que a Associação de Compras dos

supermercados do Centro-Oeste

Mineiro (ASCCOM) definiu como

norma ter apenas uma empresa por

cidade. Assim, o tão temido “criar

uma cobra para se morder” não

existe. “O associado pode fazer

uma ação e a central vai ajudá-lo,

mas ajudar mesmo”, lembra José

Libério de Souza, proprietário do

Supermercado Josildo em Divinópolis,

um dos associados da

ASCCOM.

O gestor da rede, Fernando Silva,

lembra que o único entrave na gestão

da ASCCOM é de origem cultural e

de ponto-de-vista quanto à maneira

de administrar individualidades. “O

que é comum em qualquer sociedade”,

ressalta ele. “Nosso maior sonho

é fazer da associação um grupo muito

forte, onde todo mundo esteja voltado

para as decisões, como nas

grandes empresas”, diz o gestor. A

ASCCOM vem desenvolvendo parcerias

com as indústrias para a colocação

de produtos a preços mais

acessíveis a todos os associados.

Essa parceria é, aliás, uma tendência

em todas as centrais.

Vantagens

Presente em doze cidades do

Centro-Oeste Mineiro e parte do

Sul de Minas, a ASCCOM deve

registrar crescimento superior a

20% em 2005. Ainda que em números

menores nos outros anos, o

crescimento é contínuo desde 2000,

quando a rede foi fundada. “Nunca

registramos a saída de um associado

por iniciativa dele. Pelo contrário,

temos muitos pedidos para

associação que estão sendo estudados”,

comemora Silva.

A forma de se associar a uma

central varia conforme a rede. Algumas

consideram faturamento, outras

a localização ou dimensão da loja. “-

Não existem desvantagens. Existem

dificuldades que são superadas”, diz

José Libério. O vice-presidente de

pequenas empresas do interior e centrais

de negócios da Amis e diretor

comercial da rede Supermais, Alceu

Freyesleben Sales, é mais incisivo

ao se referir às centrais. “Hoje não

tem saída. Em 10 anos, seis em cada

dez pequenas empresas vão desaparecer

e as que sobrarem vão se juntar

em centrais”, profetiza.

Em Patrocínio, há cerca de seis

FONTE: LATIN PANEL

meses nasceu o que se pode chamar

de embrião de uma central. Da criação

do “núcleo de supermercadista”,

uma segmentação da associação

comercial local nasceu a Associação

dos Amigos do Varejo Alimentar

de Patrocínio (AVAP). “Por

enquanto está funcionando como

um fórum para discussões dos problemas

comuns, mas a nossa intenção

é criar uma central de negócios”,

informa Osmar Nunes, proprietário

da Casa Manoel Nunes e

vice-presidente da Amis em Patrocínio.

A AVAP agrega 23 lojas de

pequeno porte, todas em Patrocínio.

AS CENTRAIS E O CONSUMIDOR

EM RELAÇÃO AO PERFIL POR CLASSE SOCIAL

Associativismo e franquia

Como diz o ditado, “nem tudo que

reluz é ouro”, nem toda central de

negócios está abrigada pelas normas

do associativismo em busca de fortalecimento

e profissionalização. Algumas

redes funcionam como distribuidores

de atacadistas. Isso não quer

dizer que o pequeno supermercadista

não tenha vantagem na relação

comercial, mas o modelo de parceria é

diferente. O que é melhor para o varejista?

Depende do objetivo desejado

ao se formar a união. “As franquias

funcionam como um distribuidor de

produtos dos atacados. Uma parceria

• 28% são classes AB

• 36% classe C

• 36% classes DE

• Os consumidores vão, em média, 3,6 vezes ao mês a essas loja para se abastecer. A proximidade facilita esse

acesso.

• Cada vez mais, ano a ano, as centrais vão se profissionalizando, padronizando suas operações, layout,

etc..promovendo um crescimento contínuo e sustentado.

• Porém ainda mais de 60% dos consumidores não reconhecem e/ou identificam as redes / centrais, ou seja, a

falta de padronização das fachadas, layout, dificulta essa identificação.

• 17% dos consumidores são altamente leais a essas lojas, desembolsando 70% ou mais de seus gastos neste

tipo de estabelecimento.

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