Sugestões... TOME NOTA NA AGENDA “A Floresta” - CCD Loures

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Sugestões... TOME NOTA NA AGENDA “A Floresta” - CCD Loures

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DEZEMBRO | 2007 www.ccd-loures.pt

41º ANIVERSÁRIO DO CCD

BOM ANO NOVO


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Ficha Técnica

CONVÍVIO COM JOSÉ COELHO

No dia 29 de Novembro realizou-se um convívio entre dirigentes e colaboradores do CCD, com um significado muito especial:

homenagear José Coelho que se reforma após 38 anos ao serviço da nossa colectividade. Mais do que um colaborador,

José Coelho é um amigo que nos merece a maior das considerações e a quem desejamos as maiores felicidades.

Não é demais sublinhar o respeito que nos merecem os trabalhadores do CCD, profissionais dedicados e com um notável

espírito de colaboração, de que o nosso amigo José Coelho é um excelente exemplo.

Bem-haja José Coelho!

Director: Armindo Alves

Edição: Armindo Alves, José Marques dos Santos

Redacção: Armindo Alves, José Marques dos Santos

Fotos: Armindo Alves, António Mira, José Marques dos Santos, Paulo Santos, Filipe Pereira, Teresa Aguiar, DIRP da Câmara

Municipal de Loures

Propriedade: Centro de Cultura e Desporto do Pessoal da Câmara e Serviços Municipalizados de Loures

Av. Dr. António Carvalho de Figueiredo, nº 34 - 2670-405 - LOURES

Telefones: 21 983 08 32 | 21 982 84 20 - Fax: 21 982 84 24 - E-mail: ccd.loures@mail.telepac.pt

Número de Exemplares: 500

Distribuição Gratuita

Impressão: Ciência Gráfica, Lda.

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Armindo Alves

Presidente da Direcção

DA DIRECÇÃO

O ano que agora chega ao fim

trouxe-nos uma renovada confiança

quanto ao futuro do CCD.

Consolidámos solidariedades, concretizámos

projectos, melhorámos

equipamentos, alcançámos resultados

de que nos orgulhamos e lançámos

as bases de novas realizações.

Apesar das incertezas que pairaram

no início de 2007, na hora da

decisão prevaleceu o sentido de

justiça e o reconhecimento de que a

acção do CCD se tem pautado por

um elevado sentido de responsabilidade,

equilíbrio e profissionalismo -

características que prezamos e

preservamos em todos os momentos

e espaços de intervenção.

Temos plena noção da necessidade

de um CCD cada vez mais forte e

actuante ao serviço das pessoas,

com uma acção social indispensável

ao equilíbrio e à qualidade de vida

dos trabalhadores municipais e

reformados. Contamos com o apoio

da Câmara Municipal e dos SMAS,

apoio que muito valorizamos. Como

contamos com a crescente adesão

dos trabalhadores, assim saibamos

continuar a corresponder às suas

expectativas.

Nas áreas de recreio e cultura realizámos

algumas iniciativas que merecerem

apreciável adesão dos nossos

sócios e seus familiares. Os passeios

que efectuámos permanecerão

na memória de todos os

participantes e foram um estímulo

para que prossigamos, diversificando

destinos e proporcionando mais

momentos de são convívio.

Na área desportiva os resultados

alcançados em diversas modali-

dades, como no atletismo, no futebol

e nas disciplinas de artes marciais

de que se destaca indiscutivelmente

o karaté, fazem do CCD uma

referência nacional e internacional.

Procuramos proporcionar aos sócios

a participação em actividades diversificadas

que de alguma forma contribuam

para a melhoria da sua qualidade

de vida e reforcem a solidariedade

entre os trabalhadores, os

reformados e os seus familiares.

Privilegiamos o espírito de abertura e

acolhemos todas as propostas de

actividade que se enquadrem nos

objectivos do CCD.

Perspectivamos para 2008 a concretização

de uma antiga aspiração:

a transformação do espaço da cantina

num local de convívio, moderno

e funcional onde os nossos sócios

poderão fruir agradáveis momentos

de descontracção e participar em

iniciativas de índole cultural.

Brevemente daremos aqui conta do

vai ser este espaço que, estamos

certos, merecerá apoio generalizado.

Mas, acima de tudo, e porque um

novo ano traz consigo a renovação

de esperanças, desejamos aos trabalhadores

do CCD e a todos os trabalhadores

municipais e reformados

as maiores felicidades e mais justiça

social.

Feliz ano novo!

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41º ANIVERSÁRIO

No dia 23 de Novembro, o CCD realizou o jantar comemorativo do seu 41º aniversário, com a presença de 130 associados,

dos Senhores Vereadores Anabela Pacheco, António Pereira, José Manuel Abrantes, Paulo Silva, Ricardo Leão, e do Senhor

Administrador dos SMAS João Breia, a quem agradecemos a solidariedade demons-trada. Momento alto deste convívio foi

a homenagem prestada pela Direcção, partilhada por todos, ao nosso colaborador, José Coelho que, após 38 anos ao

serviço do CCD, granjeando a estima de todos quantos com ele lidaram, se reformará no final deste ano.

A terminar a sessão de convívio, teve lugar um baile, que contou com a animação do conjunto musical “Bemposta Jazz

Band”.

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FESTA DE NATAL

No dia 8 de Dezembro, uma vez mais a Câmara Municipal e os Serviços Municipalizados de Loures proporcionaram

aos filhos dos seus funcionários, com idades até aos 12 anos, a Festa de Natal. O Circo de Victor

Hugo Cardinali foi o local escolhido para esta jornada de festiva.

O CCD preparou e organizou a festa bem como a respectiva distribuição de prendas a mais de 1000 crianças,

numa manhã diferente, em que sobressaiu a alegria dos mais novos que se divertiram e surpreenderam com

a imensa variedade dos números circenses.

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"O Step é uma modalidade de grupo,

muito divertida, praticada ao som de

música, em que se sobe e desce uma

plataforma (step), desenhando coreografias.

Tem imensas potencialidades na prevenção

das doenças cardiovasculares

e no plano muscular localizado.

Procura-se atingir os objectivos de

Desporto

FUTEBOL TEM NOVO TREINADOR

A equipe de futebol tem novo treinador, Sérgio Calado que já treinou o G. S. Loures, o G. A. Ouriense, o G. C. R. Seiça e o

Beira-Mar Almada. Impunha-se que falássemos com ele para nos apercebermos das suas impressões acerca desta sua

nova experiência.

Para Sérgio Calado "treinar o CCD de Loures é tomar contacto

com a realidade da cidade e da região. É um enorme

prazer trabalhar com atletas que, embora sendo

amadores, demonstram vontade de praticar um desporto

que lhes exige tempo e dedicação. No futebol, como em

tantas outras coisas na vida é importante termos as ferramentas

certas para a função, e é com infra-estruturas como

as que a direcção do CCD nos coloca à disposição no

campo da Meia Laranja em Santo Antão do Tojal que se

pode desenvolver a prática da actividade física.

cada praticante, seja na perca de peso,

seja no alívio do stress ou, unicamente,

para a manutenção de uma vida mais

saudável. É uma modalidade sem

competição, mas com uma grande

diversidade de movimentos, sem rotinas,

em que cada aula tem uma coreografia

diferente. Enfim, são momentos

de descontracção que nos ajudam a

Cada dia que passo no CCD procuro contribuir para a criação

de um espírito de grupo em que todos se sintam integrados

e orgulhosos de a ele pertencer sem esquecer as

diferenças que sempre existem entre iguais.

Os objectivos do futebol e dos treinadores de futebol não se

podem limitar às quatro linhas. Ambos devem conseguir

transmitir a participantes e espectadores os valores que

queremos para a sociedade que nos rodeia. O futebol do

CCD de Loures é o reflexo das pessoas que o integram e da

região. É disso que nos devemos orgulhar!

STEP - UMA MODALIDADE DIVERTIDA

Patrícia Capelo é a instrutora da classe de Step, que se pratica no Ginásio do CCD, às 3.ª e 5.ª feira, das 12h30 às

13h45 e das 19h00 às 20h00.

Esperamos por ti!

retemperar energias."

Patrícia Calado, instrutora das nossas

classes de step, dá aulas há 7

anos. "Desde muito cedo tive sempre

gosto pela prática desportiva. Aos 3

anos iniciei-me na ginástica e sempre

aspirei a estar ligada à área desportiva."

- diz-nos.

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Desporto

António Mira, Dirigente do CCD, é o responsável pela área do desporto. Conversámos com ele, que não nos escondeu

a sua satisfação pelo trabalho realizado e, ao mesmo tempo, a sua aspiração de ver mais colegas, trabalhadores municipais,

a praticar desporto.

“Como responsável pelo desporto do

CCD penso que conseguimos dar

condições para a prática desportiva

aos nossos associados. Somos hoje

um clube com bons resultados em

várias modalidades.

A nível do atletismo, com uma equipe

compete todos os fins-de-semana. No

futebol treinamos num campo com

relva sintética, com boas condições e

num horário pós-laboral que facilita a

presença continuada dos atletas.

Só lamento que não apareçam mais

colegas, trabalhadores da Câmara e

dos SMAS, tanto mais que o ambiente

Decorreu no dia 8 de Dezembro em

Portimão e sob a égide da Federação

Nacional de Karaté, o campeonato

nacional de Cadetes e Juniores. O

CCD tinha conseguido classificar e

participou com dois atletas, André

Alves em Cadetes masculinos e Diana

Carreira em cadetes femininos,

ambos na disciplina técnica Kata.

Ambos tiveram excelentes prestações

À CONVERSA COM ANTÓNIO MIRA

na equipe é excelente e a prática do

futebol, entre nós, é encarada com

muita alegria e companheirismo. Estou

convencido que aqueles que aceitarem

o desafio de virem praticar futebol

connosco verificarão que é perfeitamente

conciliável com a sua vida

profissional e familiar, para além dos

ganhos no plano da saúde que a prática

desportiva proporciona.

Nas modalidades desportivas praticadas

no nosso ginásio conseguimos

criar condições, em todos os níveis,

para que os atletas e professores se

sintam bem. Temos uma sala com 200

m2, com um excelente piso e com um

espelho de 8 m de comprimento, para

que os praticantes possam corrigir os

seus movimentos. Entretanto adquirimos

um piso apropriado para as artes

marciais, Tatami, para que os atletas se

possam preparar conveniente para as

várias competições, nacionais e internacionais,

em que estão envolvidos.

Nesta vertente competitiva temos de

destacar os excelentes resultados

obtidos por vários dos nossos atletas,

o que nos estimula e dá forças para

melhorarmos cada vez mais as

CAMPEÕES REGIONAIS CENTRO SUL

NA DISCIPLINA DE KATA

desportivas e competitivas, sendo que

sortes diferentes. O André foi eliminado

pelo novo campeão nacional, numa

meia-final disputadíssima, enquanto

que a Diana Carreira seguiu invicta até

à final, onde foi, sem duvida a nossa

vencedora, mas não logrou desta vez a

vitória, tendo-se consagrada como

Vice-Campeã nacional, título que

sabendo a pouco (para o que já nos

habituou) é uma extraordinária classificação.

DIANA CARREIRA NA SELECÇÃO

NACIONAL

A atleta do CCD, Diana Carreira,

após a sucessão de êxitos desportivos

e a inegável qualidade técnica que vem

evidenciando foi chamada à

selecção nacional.

condições oferecidas pelo CCD a

todos quantos pretendam vir praticar

desporto connosco.

Através do desporto o CCD vai-se

tornando uma referência não só a

nível nacional como internacional,

nomeadamente no Karaté em que o

trabalho do Prof. Fernando David tem

produzido um significativo número de

campeões nesta modalidade.

Uma última nota, e que nos tempos

que correm pesa nas decisões de

todos nós quando pretendemos

praticar desporto, tem a ver com os

preços acessíveis que praticamos, de

forma a possibilitar a todos a sua

inscrição nas muitas modalidades do

CCD.

Não será por falta de condições que os

trabalhadores da Câmara e dos SMAS

deixam de praticar desporto.

Somos uma colectividade onde o

companheirismo impera e com professores

cujas provas dadas são

uma garantia de que serão bem

orientados.

Assim, foi, em representação da

selecção nacional e naturalmente do

CCD, ao Torneio Internacional

Teresa Herrera, que se disputou na

cidade da Corunha no passado 1 de

Dezembro, que venceu na disciplina

de Kata, para Cadetes femininos.

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Sugestões...

CONVITE À LEITURA

“A História do Senhor Sommer”

de Patrick Süskind

"No tempo em que eu ainda trepava às árvores, vivia na

nossa aldeia, a uns dois quilómetros da nossa casa, um

homem a quem chamavam senhor Sommer. Ninguém sabia

qual era o seu nome de baptismo e também ninguém sabia

se ele tinha ou não uma profissão.

Mas embora pouco se soubesse sobre o senhor Sommer,

toda a gente o conhecia, pois andava permanentemente de

um lado para o outro. Podia nevar ou cair granizo, podia

estar um temporal ou chover a cântaros, podia o sol

queimar ou aproximar-se um furacão, sempre o senhor

Sommer peregrinava como uma alma penada, atravessando

a paisagem e os sonhos do narrador..."

A História do Senhor Sommer é uma fascinante viagem

aos episódios mais recônditos da nossa própria infância —

os lugares mágicos onde nos refugiávamos do mundo dos

adultos, as tentativas desesperadas para nos equilibrarmos

numa bicicleta demasiado grande, o receio do mau génio

da nossa professora ou a primeira desilusão de amor.

“A Soma dos Dias”

de Isabel Allende

“Edições ASA”

O regresso da contadora de histórias. Numa envolvente

escrita de afectos, Isabel Allende conta a sua vida, e dela

suga as mais fabulosas personagens, dramas e lutas.

Vivendo hoje em San Francisco com marido e uma mescla

família de norte-americanos e latinos, uma atribulada tribo

com quem vive e comunga a dor, as alegrias, as mortes, os

nascimentos.

Willie, o marido, construiu-lhe uma pequena cabana onde

se pode refugiar a escrever. Isabel Allende tem aliás um ritual

– iniciado desde a escrita de «A Casa dos Espíritos». É

sempre no dia 8 de Janeiro que inicia a escrita de um novo

romance. Na noite anterior limpa o escritório, acende umas

velas, ouve o silêncio... Se o livro tem de acontecer, acontece.

Este «A Soma dos Dias» resulta desse encontro com o

silêncio, a antiga secretária da avó, e a ausência da filha. Se

em «Paula» a escritora vivia a plena dor da sua perda, neste

romance, volvidos mais dez anos sobre a sua morte,

embala-nos num apaziguado diálogo com a filha. Contalhe,

pois, tudo que se passou com o irmão, marido, afilhados,

netos e amigos desde que morreu. Partilhando a sua

vida, há contudo entre páginas – sempre - a contadora. A

eterna contadora de histórias. Histórias suas, dos outros –

de pessoas como nós, que amam e odeiam, vivem e

sofrem, resistem e persistem. Talvez por isso a sua escrita

esteja impregnada de vida! Das cores da vida...

“Círculo de Leitores”

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Sugestões...

CINEMA

“Zidane - Um Retrato do Século XXI”

Realizado pelo escocês Douglas Gordon e pelo francês Philippe Parreno, "Zidane - Um Retrato do Século XXI" acompanha

todos os passos do (então) jogador do Real Madrid num jogo da liga espanhola que opunha o Real Madrid

ao Villarreal. As filmagens datam de 23 de Abril de 2005 e foram captadas no Santiago Bernabéu.

“A Morte do Sr. Lazarescu”

Não é um filme tradicional, nem sequer um documentário.

São 17 câmaras que no tempo de um jogo filmam o famoso

jogador.

Dois artistas vindos de outras áreas, instalam 17 câmaras

de filmar num estádio de futebol. A coordenar as filmagens

está um dos maiores directores de fotografia de cinema,

Darius Khondji.

Durante uma hora e meia, um dos maiores e melhores

jogadores de futebol de todos os tempos é observado de

todos os pontos de vista, nos mais ínfimos pormenores e

detalhes.

Vemos a forma como se mexe, fala, movimenta e exprime,

durante a partida. O resultado é algo nunca antes visto,

algo que já não é futebol como estamos habituados a vê-lo

filmado pela televisão.

Definido pelos realizadores como o retrato de um

homem no seu local de trabalho, não se trata de um

filme biográfico, mas sim de um retrato de entrega e dedicação

a uma actividade de um dos futebolistas mais marcantes

da sua geração.

"A Morte do Sr. Lazarescu", segunda longa-metragem de

Cristi Puiu marca o início das "Seis Histórias dos

Subúrbios de Bucareste", uma série de filmes sobre o amor

pelo próxi-mo. Neste caso, a história quase caricatural

retrata justamente a ausência desse sentimento.

Este é o relato de uma turbulenta e tensa noite em que um

idoso solitário, num estado físico cada vez mais débil, é

transportado de hospital em hospital, sem contar com ajuda

quer dos médicos, quer dos familiares e conhecidos. A

única excepção é a enfermeira Mioara que o acompanha

pelas urgências por onde passa.

Cristi Puiu filma com um olhar clínico e frio esta penosa

viagem, onde a vertigem da morte se intensifica pelo estilo

quase documental.

Os longos planos fixos e o facto de tudo parecer ser filmado

em tempo real motivam comparações com o movimento

Dogma.~

Entre o drama e o humor negro, este filme de pequeno orçamento

é exemplo da vitalidade do novo cinema romeno,

tendo ganho o Prémio de Melhor Filme da secção Un

Certain Regard, no Festival de Cannes.

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Sugestões...

TOME NOTA NA AGENDA

“A Floresta”, de Aleksandr Ostróvski

De 10 de Janeiro a 18 de Fevereiro de 2008 - Teatro do Bairro Alto, Lisboa

Escrita em 1871, “A Floresta”, traça

com delicado humor o retrato de um

grupo de personagens numa herdade

russa do fim do século XIX, as suas

relações, os seus anseios, a sua

ignorância, as suas insatisfações, o

seu mau viver.

Tudo gira em torno da tensão entre

o dinheiro e a felicidade. Os ricos

não conseguem ser felizes com o seu

dinheiro. Os pobres não são felizes

porque o não conseguem ter. A proprietária,

viúva rica e aparentemente virtuosa,

vai vendendo talhões da sua floresta

a um mujique enriquecido que lhe

corta as árvores para aproveitar a

madeira, e guarda o dinheiro para os

prazeres com que sonha. Impede a

alegria dos que a rodeiam, seus criados

e protegidos.

Dois actores ambulantes chegam um

dia à herdade e vêm perturbar este

equilíbrio. Esses, os artistas, têm a

ilusão de poderem ser felizes sem dinheiro.

Geram-se mais desencontros

que encontros em divertidas situações

que têm tanto de real como de teatral.

Considerada habitualmente como uma

"comédia de costumes", a obra tem

uma qualidade poética que chega a

lembrar Shakespeare na sua capacidade

para pôr em cena a vida ver-

dadeira sem nunca "moralizar", para

entender os seres humanos nas suas

pobres contradições.

Tradução: Nina e Filipe Guerra

Encenação: Luis Miguel Cintra

Cenografia: Cristina Reis

Desenho de luz: Daniel Worm

d'Assumpção

Distribuição: António Fonseca, Dinis

Gomes, Duarte Guimarães, Márcia

Breia, João Pedro Vaz, José

Gonçalo Pais, José Manuel

Mendes, Luís Lima Barreto, Luis

Miguel Cintra, Teresa Madruga e

Rita Durão.

Museus do Século XXI - Conceitos, projectos, edifícios

Até 3 de Fevereiro de 2008

Culturgest

Nos últimos anos, por todo o mundo

têm sido construídos numerosos

museus ou tem-se procedido a renovações

ou expansões de outros. As

tentativas de muitas instituições de

integrarem a arquitectura contemporânea

no programa dos seus

museus coloca mais uma vez a

questão sobre a forma e a função de

um museu e, simultaneamente, a discussão

sobre as relações entre a arquitectura

(o espaço) e a arte (a

exposição).

Em 2000 Suzanne Greub, directora do

Art Centre Basel organizou a exposição

Museus para um Novo Milénio, que até

2005 foi apresentada em 17 museus ou

centros culturais por todo o mundo

(incluindo o CCB, em Lisboa).

A presente exposição vem no seguimento

da anterior e apresenta 27 dos

mais interessantes e seminais projectos

de edifícios museológicos desenhados,

acabados ou em construção,

entre os anos 2000 e 2014. São projectos

muito diversos que revelam dife-

rentes pontos de vista sobre o conceito

de museu, o seu papel na sociedade

contemporânea e as suas traduções

arquitectónicas.

Os projectos são apresentados através

de modelos cuidadosamente escolhidos,

fotografias, simulações por computador,

plantas, desenhos, animações

em DVD e vídeos. O Art Centre Basel

concebeu cada uma destas apresentações

em estreita colaboração com o

respectivo arquitecto mas consistentes

com as directrizes por si definidas de

modo a obter-se uma unidade e

coerência expositivas.

A exposição procura contribuir para

o debate sobre a forma exterior dos

museus e para chamar a atenção

para os diferentes programas que

as instituições concebem tendo em

vista a satisfação dos seus públicos.

Concepção e coordenação:

Art Centre Basel, Basel, Suíça

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Pontos de Vista

O cientista, o político e a mundialização

"O trabalho de construção e de legitimação

de uma opinião pública favorável à ideologia

neoliberal é um elemento essencial do fenómeno

designado por uns por "mundialização"

e por outros por "globalização". Sem esta

mobilização intelectual massiva, a mundialização

dos mercados, fundamentalmente dos

financeiros, jamais teria podido adquirir a

aparência de força natural e irreversível que

ela possui hoje.

Alguns economistas e cientistas sociais, bem

como alguns dirigentes políticos têm neste

processo um papel decisivo, facilitado e

amplificado pelos meios de comunicação

social dominantes.

Estes agentes sociais construíram um sistema

coerente, ao mesmo tempo teórico

e prático, que funciona simultaneamente

como uma filosofia da história, um princípio

universal de interpretação do mundo,

e como um conjunto de preceitos para a

acção.

Este sistema, de tão reiteradamente inculcado,

induz a que se olhe aquele processo como

natural e irreversível, perante o qual os seres

humanos nada podem fazer, a não ser

"adaptarem-se" às suas exigências. E elas aí

estão, com a sua semântica travestida: «flexi-

bilidade», «empregabilidade», «deslocalização»

«adaptabilidade», “rigidez das leis laborais“,

etc.

O principal sucesso deste trabalho de construção

e de legitimação é o de ter largamente

imposto o sentimento de inevitabilidade das

dinâmicas económicas neoliberais, apesar

dos seus malogros cada vez mais patentes e

das suas consequências sociais desastrosas.

Portanto, a adesão às políticas neoliberais

não é tão generalizada como se possa pensar,

mas, num contexto de crise, o essencial não é

provar os seus benefícios para os cidadãos,

mas antes convencê-los da ausência de qualquer

alternativa.

Por isso a repetição até à exaustão, por parte

dos avatares das actuais políticas, do estafado

argumento "NHA" - Não Há Alternativa -,

mesmo quando um número crescente de

agentes sociais a proclamam e reclamam.” *

* - Texto de Frédéric Lebaron, sociólogo,

Mestre de conferências na Universidade de

Picardie, investigador no “Centre de sociologie

européenne” - (Collège de France, École

des hautes études en sciences sociales et

CNRS).

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FELIZ ANO NOVO

FELIZ ANO NOVO

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