Exames que geram dúvidas - o que fazer?

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Exames que geram dúvidas - o que fazer?

Exames que geram dúvidas - o que fazer?

SELMA DE PACE BAUAB


Exames que geram dúvidas - o que fazer?

Como ter certeza que é BI-RADS® 3?

Quando não confiar na biópsia percutânea?

O que fazer com resultados de BI-RADS®

diferentes na mamografia, ultrassom e

ressonância magnética?

Em qual confiar ?


Como ter certeza que é BI-RADS® 3?

Seguir os critérios específicos para a categoria BI-RADS® 3

Três tipos de lesões mamográficas :

Nódulo circunscrito

Agrupamento de calcificações redondas ou ovais

Assimetria focal

Três tipos de lesões ultrassonográficas:

Nódulo sólido, ovóide, com orientação paralela à pele, sem

achados acústicos posteriores (ou com reforço)

Microcistos agrupados

Cisto com conteúdo espesso


Nódulo sólido, circunscrito, não

palpável, visto na mamografia

Categoria BI-RADS® 3

Nódulo - Ultrassonografia

Cistos complicados não

palpáveis

Microcistos Agrupados


Categoria BI-RADS ® 3

Calcificações

ACHADOS LOCALIZADOS

Calcificações redondas ou ovais, semelhantes

entre si, de tamanhos iguais ou diferentes,

agrupadas


Categorias BI-RADS ® 3

Assimetria Focal

Assimetria focal com bordas côncavas e tecido adiposo de permeio na mamografia, sem distorção

arquitetural, que se atenua à compressão seletiva ampliada e corresponde a imagem ecogênica ao US


CATEGORIA 3

ABORDAGEM INTUITIVA CRITÉRIOS RIGOROSOS

LESÃO PROVAVELMENTE BENIGNA = QUASE CERTAMENTE BENIGNA


Esta lesão poderia ser classificada como BI-RADS® 3 ?

TRANSVERSAL

LONGITUDINAL


Quando não confiar na biópsia percutânea?

- Imagem suspeita de malignidade na mamografia, com

diagnóstico cito ou histológico de benignidade

Exceções

- tumor de células granulares

- tumor desmóide extra-abdominal


Quando não confiar na biópsia percutânea?

Calcificações não detectadas no espécime, nem na histologia

Calcificações não detectadas no espécime,

mas descritas na histologia


Quando não confiar na biópsia percutânea?

Biópsia de um nódulo destacado do tecido mamário com diagnóstico histológico

de

“tecido mamário benigno”

Taxa de malignidade em repetição de biópsia de

casos discordantes : 0 a 64%


PAAF X CORE BIOPSY

Punção Aspirativa com Agulha Fina

55 anos.

Nódulo na mama direita há 8 meses.

Quadro morfológico compatível com neoplasia maligna com intenso infiltrado linfóide.

H.D.: Carcinoma Medular Cístico

Carcinoma Ductal de Alto Grau com intenso infiltrado linfóide.

Histopatologia da Biópsia Percutânea

Parede de cisto ductal com intensa reação inflamatória crônica.

Histopatológico Cirúrgico

Carcinoma Medular Cístico

Dimensões da Neoplasia : 6,0 X 5,5 cm

Ausência de Metátases em 14 linfonodos


O LAUDO DA BIÓPSIA PERCUTÂNEA

Exame anterior e Instituição: Mamografia - Prefeitura de Catanduva

Data: 02/07/09

Achado e Localização: Calcificações puntiformes agrupadas na mama esquerda.

Categoria (BI-RADS ® ): 4

Biópsia percutânea com agulha grossa ("Core Biopsy") de:

- Calcificações grosseiras e heterogêneas agrupadas no quadrante superior medial da mama esquerda.

Abordagem: estereotáxica, abordagem craniocaudal.

Calibre da Agulha: 12

Número de fragmentos: múltiplos

Presença de calcificações nos espécimes: sim

Documentação: radiografias pré-disparo e ampliadas dos espécimes.

CATEGORIA (BI-RADS ® ): 4

H.D.: - Fibroadenoma calcificado?

- Alteração fibrocística?

CORRELAÇÃO IMAGEM / HISTOLOGIA

DIAGNÓSTICO HISTOLÓGICO: Fibroadenoma hialinizado, com calcificações intraductais.

Presença de áreas de esteatonecrose.

Conclusão: Diagnóstico concordante.


Como avaliar a extensão da lesão ?

DIAGNÓSTICO HISTOLÓGICO: Carcinoma ductal " in situ" , sólido e cribriforme, com necrose

presente, tipo comedo.


CORRELAÇÃO IMAGEM / HISTOLOGIA

DIAGNÓSTICO HISTOLÓGICO

Carcinoma ductal " in situ" , sólido e cribriforme, com necrose presente, tipo comedo.

Conclusão

Diante do diagnóstico histológico e à presença de microcalcificações difusas, vistas na

mamografia, sugerimos complementação do estudo com ressonância magnética mamária

para avaliação da extensão tumoral.


Resultado não confiável

X

Resultado Subestimado


Achado incidental na “core biopsy”

Neoplasia Lobular Diagnóstico raro na “core biopsy”

Cicatriz Radial

Resultados Subestimados

Lesão Esclerosante Complexa ( > 1,5 cm)

Melhor conduta : exérese

Associação com

- CDIS e Carcinoma Tubular (22%)

- com HDA ou CLIS (18%)

Conduta : exérese quando

- associada a HDA

- menos de 12 espécimes

- imagem de distorção arquitetural


Lesões Papilíferas

Se associadas a atipia exérese (malignidade: 36%)

Papilomas Benignos

Resultados Subestimados

Se localizadas longe da papila, contendo calcificações malignidade

massas intraductais ou intracísticas

microcalcificações amorfas agrupadas

(malignidade: 12% - 7,3%)


Tumor Phyllodes X Fibroadenoma

- fibroadenoma na “core biopsy” que aumentou muito no seguimento

- fibroadenoma hipercelular na “core bx”

Alteração Colunar

Resultados Subestimados

- quando associada a atipia: 30% de malignidade

em paciente jovem

em paciente na pós-menopausa

Tumores com mucocele

- recomendado exérese (ductos preenchidos por mucina, HDA com mucina e CDIS :

associados a carcinoma mucinoso)


O que fazer com resultados BI-RADS® diferentes na

mamografia, ultrassom e ressonância magnética?

CAUSAS

- Interpretações equivocadas das imagens

- Impossibilidade da lesão ser vista pelo outro método


O que fazer com resultados BI-RADS® diferentes na

mamografia, ultrassom e ressonância magnética?

Mamografia – BI-RADS® 0

Ultrassonografia – BI-RADS® 4

Ressonância Magnética – BI-RADS® 4

Mamotomia : Fibroadenoma


O que fazer com resultados de BI-RADS® diferentes na

mamografia, ultrassom e ressonância magnética?

Mamografia – BI-RADS® 0

Ultrassonografia – BI-RADS® 3

Ressonância Magnética – BI-RADS® 4

Não há correlação entre a localização da lesão na

mamografia e no ultrassom

Core Biopsy da lesão vista no US: esclerose

estromal sugestiva de fibroadenoma.

Conduta : Seguimento ou biópsia

dirigida por RM da lesão vista na RM.


Quadrantectomia direita prévia.

Nódulo na mama esquerda, cuja

curva cinética se alterou na

presente RM.

Mamografia – BI-RADS® 1

Ultrassonografia – BI-RADS® 3

Ressonância Magnética – BI-RADS® 4

Dinâmico

Core Biopsy: Fibroadenoma

MIP


Quadrantectomia esquerda , seguida

de radioterapia há 6 anos

Ultrassonografia – BI-RADS® 4

Ressonância Magnética – BI-RADS® 1

Core Biopsy : Fibrose sem sinais de malignidade

Cortesia Dr. Flavio A. A. Caldas


O que fazer com resultados de BI-RADS ® diferentes na

mamografia, ultrassom e ressonância magnética?

- Reavaliar todos os exames

- Fazer sempre a ultrassonografia após a RM com achados

positivos

- Tentar corrrelacionar todos os achados (forma, tamanho,

localização)

- Se o achado for real, optar pelo BI-RADS® mais alto


O que fazer com resultados de BI-RADS ® diferentes na

mamografia, ultrassom e ressonância magnética?

Ultrassonografia “2nd look” : depende de equipamento e operador

Para obter um resultado ótimo, o mesmo radiologista que avalia a RM

deve procurar a lesão incidental na US (taxa de sucesso de 85%)

Idealmente, o médico que realiza a RM deve ter conhecimento da patologia

mamária, da mamografia e da ultrassonografia mamária

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