ATUALIZAÇÃO - Index of
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ALÉMdoVERDE AVALIAÇÃO EXTERNA<br />
E AUTO-AVALIAÇÃO:<br />
processos integrados a<br />
modelos pedagógicos na<br />
prática acadêmica<br />
ANAIS<br />
"Então sabe se que assim é a sabedoria para a tua alma,<br />
se a achares, haverá bom futuro para ti e não será<br />
frustrada a tua esperança". Pv 24:14<br />
XVII SEMINÁRIO DE<br />
<strong>ATUALIZAÇÃO</strong><br />
DE PRÁTICAS DOCENTES<br />
26 a 28 de janeiro de 2009
UniEVANGÉLICA - CENTRO UNIVERSITÁRIO DE<br />
ANÁPOLIS<br />
PRÓ-REITORIA ACADÊMICA<br />
ANAIS DO XVII SEMINÁRIO DE<br />
<strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS<br />
DOCENTES<br />
Avaliação externa e auto-avaliação: processos<br />
integrados a modelos pedagógicos na prática<br />
acadêmica<br />
26, 27 e 28 de janeiro de 2009.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES<br />
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ANÁPOLIS<br />
Ernei de Oliveira Pina<br />
Chanceler<br />
Carlos Hassel Mendes da Silva<br />
Reitor<br />
Ana Lucy Macêdo dos Santos<br />
Pró-Reitora Acadêmica<br />
Francisco Itami Campos<br />
Pró-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa,<br />
Extensão e Ações Comunitárias<br />
Eliseu Vieira Machado Júnior<br />
Pró-Reitor Administrativo<br />
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES<br />
Organização e realização do evento:<br />
Pró-Reitoria Acadêmica<br />
Núcleo de Apoio Didático-Pedagógico<br />
Ana Lucy Macêdo dos Santos<br />
Pró-Reitora Acadêmica<br />
Mirza Seabra Toschi / Odiones de Fátima Borba<br />
Coordenadoria de Apoio ao Docente<br />
Greice Helen de Melo Silva<br />
Coordenadoria de Avaliação e Qualificação Pedagógica<br />
Ariovaldo Lopes Pereira<br />
Coordenadoria de Planejamento<br />
Débora Cristina Santos e Silva<br />
Coordenadoria do Programa Institucional de Linguagem e Comunicação Científica<br />
Gilmar Luiz Provensi<br />
Coordenadoria dos LAB/BAS<br />
Subcomissão de Especialistas em Avaliação (SEA)<br />
Tatiana Valéria Emídio Moreira Roza / Inez Rodrigues Rosa<br />
Assessoria Pedagógica<br />
Cristiane Ingrid de Souza Bonfim<br />
Valdemar Gomes de Oliveira Neto<br />
Secretaria<br />
Capa / Diagramação:<br />
Ricardo Alves de Jesus<br />
Revisão:<br />
Cláudia Oriente, Débora Cristina,<br />
Inez Rodrigues, Odiones Borba
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES<br />
SUMÁRIO<br />
IApresentação.....................................................................................................................................08<br />
II Pressupostos....................................................................................................................................11<br />
III Objetivos..........................................................................................................................................11<br />
IV Programa........................................................................................................................................12<br />
V Programação ...................................................................................................................................12<br />
1 Oficinas.............................................................................................................................................16<br />
A Relação Entre Modelos Pedagógicos e Avaliação ..........................................................................16<br />
Ferramenta deAvaliação dasAtividades de Extensão ........................................................................18<br />
Instrumentos de Avaliação: Validade, Confiabilidade, Praticidade......................................................21<br />
Análise das Provas do Enade e de Outras Modalidades de Avaliação ..............................................23<br />
Exame da Ordem, Enade, Selo “OAB Recomenda” E Prática de Ensino do Curso de Direito da<br />
UniEVANGÉLICA ................................................................................................................................26<br />
Avaliação da Aprendizagem em Cursos On-Line ...............................................................................29<br />
A Pesquisa e a Avaliação Eletrônica Por Intermédio de Questionários: Uma Experiência Básica Com<br />
o Site Survey Monkey. ........................................................................................................................31<br />
O Estudo de Caso Nos Cursos de Graduação: Um Método Didático Adequado para “Potencialização”<br />
dos Talentos dos Aprendizes ..............................................................................................................33<br />
Subjetividade X Objetividade: Critérios de Avaliação no Curso de Gastronomia. ..............................35<br />
Nuptec – Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação Tecnológica: Um Projeto de Inovação,<br />
Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia............................................................................38<br />
A Avaliação em Aprendizagem – Um desafio para os Pr<strong>of</strong>issionais do Ensino Superior ...................39<br />
2. Fóruns: Relatos de Experiência......................................................................................................41<br />
2.1 Avaliação de Estágio.....................................................................................................................41<br />
2.1.1 Licenciaturas e Educação Física ...............................................................................................41
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES<br />
2.1.2 Avaliação de Estágio nas Áreas da Saúde ................................................................................47<br />
2.1.3 Avaliação de Estágio Nas Áreas de Exatas e Ciências Sociais Aplicadas ................................53<br />
2.2 Avaliação de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) .................................................................59<br />
2.3 Experiências em Avaliação da Aprendizagem ..............................................................................64<br />
2.4 Avaliação da Aprendizagem na Educação Básica........................................................................70
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 08<br />
I APRESENTAÇÃO<br />
Ao assumir o compromisso com a promoção da excelência da<br />
formação acadêmica, a UniEVANGÉLICAestabelece como sua Missão:<br />
Promover, com excelência, o conhecimento por meio do<br />
ensino nos diferentes níveis, da pesquisa e da extensão,<br />
buscando a formação de cidadãos comprometidos com o<br />
desenvolvimento sustentável. ( PDI/ 2006 - 2008)<br />
Pensar e efetivar a proposta de “formação integral”, voltada para a<br />
cidadania como fator de desenvolvimento da região, que se fundamente<br />
nas dimensões técnica, científica e, principalmente, ética, constitui um<br />
desafio e uma responsabilidade e requer ações pedagógicas criteriosas<br />
e consistentes.<br />
Nesse contexto, a realização do XVII Seminário de Atualização<br />
de Práticas Docentes atende à necessidade de refletir sobre os<br />
processos educacionais e de avaliação que ocorrem na Instituição, a fim<br />
de analisar os fatores que neles interferem, orientar as políticas de<br />
melhoria que poderão ser implementadas no ensino de graduação, para<br />
que, num esforço coletivo, abram-se possibilidades de construção de<br />
ações educativas coerentes com os objetivos e metas do Centro<br />
Universitário.<br />
O Sistema Nacional deAvaliação da Educação Superior (SINAES),<br />
criado pela Lei nº. 10.861, de 14 de abril de 2004, institui a avaliação de<br />
Instituições de Ensino Superior (IES), de cursos superiores e do<br />
desempenho acadêmico. Em agosto de 2008, o Ministério da Educação<br />
tornou público um novo instrumento de Avaliação de Cursos de<br />
Graduação.<br />
Segundo o INEP (BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2008,<br />
on line),<br />
O Sinaes avalia todos os aspectos que giram em torno<br />
desses três eixos: o ensino, a pesquisa, a extensão, a<br />
responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a<br />
gestão da instituição, o corpo docente, as instalações e<br />
vários outros aspectos.<br />
Ele possui uma série de instrumentos complementares:<br />
auto-avaliação, avaliação externa, Enade, Avaliação dos
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 09<br />
cursos de graduação e instrumentos de informação (censo e<br />
cadastro). Os resultados das avaliações possibilitam traçar<br />
um panorama da qualidade dos cursos e instituições de<br />
educação superior no País [...]. As informações obtidas com<br />
o Sinaes são utilizadas pelas IES, para orientação da sua<br />
eficácia institucional e efetividade acadêmica e social; pelos<br />
órgãos governamentais para orientar políticas públicas e<br />
pelos estudantes, pais de alunos, instituições acadêmicas e<br />
público em geral, para orientar suas decisões quanto à<br />
realidade dos cursos e das instituições.<br />
Com base nos novos indicadores exigidos pelo MEC, é necessária<br />
uma revisão do planejamento acadêmico, com um olhar mais criterioso,<br />
quanto às práticas docentes e o sistema de avaliação. O ENADE e a<br />
avaliação de especialistas não podem ser vistos como momentos de se<br />
ajustar ao contexto ou a uma norma. O atendimento aos padrões de<br />
qualidade faz parte do cotidiano institucional e precisa ser atualizado<br />
constantemente quanto às exigências do MEC, do mundo do trabalho, do<br />
contexto social local, do perfil dos graduandos e das Diretrizes<br />
Curriculares. Ou seja, o exercício de refletir sobre avaliação tem que<br />
acontecer em todos os níveis e em todos os momentos. Não podemos<br />
nos sentir reféns de um processo externo; no entanto, ele pode ser um<br />
indicador para a atualização e aperfeiçoamento institucional.<br />
A avaliação serve como indicador para formulação de estratégias e<br />
dos instrumentos para o alcance e a consolidação da qualidade da<br />
formação. Para ter uma real eficácia, o planejamento acadêmico,<br />
incluídos o plano de curso e, com destaque, a avaliação da<br />
aprendizagem, precisa sintonizar-se com o que será exigido do<br />
acadêmico: na academia, no mundo do trabalho, nas avaliações interna e<br />
externa.<br />
O sistema de auto-avaliação é uma das ferramentas que, nesse<br />
processo, tem por função promover uma leitura das condições de ensino,<br />
permitindo o aperfeiçoamento do Projeto Pedagógico de Curso (PPC) e,<br />
por conseqüência, da prática docente.Aprática de auto-avaliação tem de<br />
fazer parte da cultura institucional, no intuito de servir como diagnóstico e<br />
prognóstico das ações a serem desenvolvidas nos diferentes cursos.<br />
As mudanças na sociedade e na educação refletem-se, a todo<br />
tempo, no cotidiano institucional que, paralelamente, convivem num<br />
contexto macro-social de globalização econômica, de mundialização da<br />
cultura, de tecnologias de informação e comunicação, de alterações nas<br />
concepções e modos de produção, que se manifestam em novas<br />
exigências à formação educativa. Enfim, é um mundo tecnificado e
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 10<br />
globalizado, que deixa perplexos os agentes educativos, pela sua<br />
velocidade e pelas mudanças na concepção de saber, de produção e<br />
difusão de conhecimento, fazendo surgir indagações quanto aos<br />
caminhos que a Educação Superior deve trilhar para enfrentar esses<br />
desafios, no sentido de preparar plenamente os acadêmicos para esta<br />
sociedade da informação.<br />
Temos consciência, todavia, de que existem valores e concepções<br />
que se mantém e que são promotores de uma sociedade que se pretende<br />
menos desigual e mais humana e justa, tais como a ética, o respeito à<br />
humanidade e aos valores da pessoa. Sobretudo, entendemos que o<br />
conhecimento, objeto de trabalho numa instituição educativa, é<br />
produzido para promover a felicidade humana e o bem-estar da<br />
sociedade.<br />
É com base nessas premissas que a UniEVAGÉLICA não somente<br />
elaborou, mas procura vivenciar a sua missão institucional. Os cursos de<br />
graduação (bacharelados, licenciaturas, tecnológicos) <strong>of</strong>erecidos pela<br />
instituição, bem como as Especializações e os Mestrados, incorporam<br />
essa preocupação de <strong>of</strong>erta de um ensino centrado na missão<br />
institucional, que se fundamenta em princípios cristãos e que busca a<br />
formação de cidadãos comprometidos com o desenvolvimento<br />
sustentável da região em que se inserem.<br />
Os Projetos Pedagógicos de Curso trazem essa preocupação<br />
social e ética, assim como seus programas e projetos no âmbito do<br />
ensino, da pesquisa e da extensão têm como meta a formação<br />
pr<strong>of</strong>issional e humana.Aavaliação, em suas diversas dimensões, precisa<br />
ser pensada nesse contexto, com uma concepção clara e integrada à<br />
realidade social. A <strong>of</strong>erta de mais um seminário em que o tema da<br />
Avaliação será novamente discutido é uma prova do interesse<br />
institucional em destacar sua relevância.<br />
Comissão organizadora
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 11<br />
II PRESSUPOSTOS<br />
Diante do atual contexto, alguns princípios foram adotados como<br />
pressupostos para a realização deste Seminário:<br />
1. Discussão mais detalhada do novo Instrumento de Avaliação<br />
do MEC;<br />
2. Reflexões, discussões e análises para a construção de<br />
referências válidas para o encaminhamento do<br />
planejamento pedagógico;<br />
3. Reflexão sobre os diversos níveis de avaliação, bem como<br />
das diferentes modalidades, na perspectiva de que avaliar<br />
serve como diagnóstico e como um espaço de<br />
aperfeiçoamento e aprimoramento;<br />
4. Abordagem e atividades do Seminário feitas de forma<br />
positiva, visando à construção coletiva e ao avanço do<br />
processo pedagógico.<br />
III OBJETIVOS<br />
1 GERAL<br />
Compreender os programas de avaliação externa e de auto-avaliação<br />
institucional, com a perspectiva de orientar o planejamento dos cursos,<br />
conforme modelos pedagógicos, demonstrando a relevância e o papel da<br />
comunidade acadêmica nesse processo.<br />
2 ESPECÍFICOS<br />
• Promover debates sobre o processo de avaliação externa;<br />
• Analisar o impacto da avaliação externa no planejamento das<br />
atividades acadêmicas;
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 12<br />
• Subsidiar o planejamento para modelos pedagógicos, na<br />
perspectiva de uma avaliação significativa;<br />
• Promover o debate, por meio de relatos de experiências de<br />
atividades avaliativas (estágio, TCC e avaliação da<br />
aprendizagem) nas diversas áreas do saber.<br />
IV PROGRAMA<br />
O Programa do XVII Seminário de Práticas Docentes,<br />
construído pela Comissão Organizadora, em interação com Pr<strong>of</strong>essores,<br />
Coordenadores Pedagógicos e Diretores, compreende três etapas: Uma<br />
etapa prévia, em que a Comissão Crganizadora, a partir de<br />
representações de alunos e pr<strong>of</strong>essores, manifestas nos conselhos de<br />
turmas, constrói um instrumento de diagnóstico a ser discutido e<br />
reformulado pelos pr<strong>of</strong>essores de cada curso. Uma segunda etapa,<br />
representada pela realização do Seminário, compreendendo três<br />
momentos: 1) Mesa redonda, cujo tema contextualizará a avaliação em<br />
suas diversas perspectivas; 2) Realização de Oficinas sobre diversos<br />
temas de interesse no âmbito da Avaliação e 3) Fóruns, com<br />
apresentação de relatos de experiências e discussão de processos de<br />
avaliação, em suas diversas modalidades e para diferentes fins. Desta<br />
construção, dados serão sistematizados para compor um documento<br />
final do evento, a ser elaborado pelo grupo de sistematização.<br />
V PROGRAMAÇÃO<br />
DIA 26 DE JANEIRO DE 2009 - Segunda-feira.<br />
Local: Auditório Richard Senn<br />
Horário: das 19h às 22h30'.<br />
18h - Caldo com prosa e entrega das pastas<br />
19h - Momento Cultural<br />
19h15 - ABERTURA:<br />
Devocional - Pastor Francisco Jacob.<br />
Reitor - Dr. Carlos Hassel Mendes da Silva<br />
20h - MESA REDONDA
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 13<br />
Tema: Avaliação externa e auto-avaliação: processos<br />
integrados a modelos pedagógicos na prática<br />
acadêmica<br />
Expositores: Pr<strong>of</strong>. Dr. Ariovaldo Lopes Pereira<br />
Pr<strong>of</strong>ª. Ms. Greice Helen de Melo Silva.<br />
Coordenador/debatedor: Pr<strong>of</strong>. Dr. Adriano de Almeida de Lima<br />
21h - DEBATE.<br />
DIA 27 DE JANEIRO - Terça-feira<br />
Local: salas de aula do bloco F<br />
Horário: das 19h às 22h30'<br />
1 OFICINAS<br />
OFICINA MINISTRANTE VAGAS LOCAL<br />
1) A relação entre model os pedagógicos e avaliação Mirza Seabra 40 Sala 214 Bloco F<br />
2) Ferramenta de avaliação das atividades de<br />
extensão<br />
3) Instrumentos de avaliação: validade, confiabilidade,<br />
praticidade<br />
4) Análise das provas do ENADE e de outras<br />
modalidades de avaliação<br />
5) Exame da ordem, enade, selo “OAB Recomenda” e<br />
prática de ensino do curso de direito da<br />
UniEVANGÉLICA<br />
6) Avaliação de aprendizagem em cursos on line<br />
7) O estudo de caso nos cursos de graduação: um<br />
método didático adequado para “potencialização” dos<br />
talentos dos aprendizes<br />
8) Subjetividade X objetividade: critérios de avaliação<br />
no curso de Gastronomia<br />
9) NUPTEC – Núcleo de Apoio à Pesquisa e<br />
Inovação Tecnológica: um projeto de inovação,<br />
empreendedorismo e transferência de tecnologia<br />
10) A avaliação em aprendizagem – um desafio para<br />
os pr<strong>of</strong>issionais do ensino superior<br />
Lúcia Coelho<br />
Cristiane Lopes<br />
Marcelo Mello<br />
DIA 28 DE JANEIRO DE 2009 - quarta-feira<br />
Local: salas de aula do bloco F<br />
Horário: das 19h às 22h30'.<br />
40 Sala 215 Bloco F<br />
Eliane Anderi 40 Sala 216 Bloco F<br />
Adriano de Almeida<br />
de Lima<br />
Carla Byanka e<br />
Aline Seabra<br />
Moema Gomes<br />
e Eliane Martins<br />
40 Sala 217 Bloco F<br />
40 Sala 218 Bloco F<br />
40 Sala 205 Bloco F<br />
Elaine Abrahão 40 Sala 201 Bloco F<br />
Camila Zicker e<br />
Núbia Camilo<br />
Itami Campos,<br />
José Paulo<br />
Pietrafesa,<br />
Viviane Batista e<br />
Nilton Correia<br />
15<br />
Cozinha-escola<br />
Bloco N<br />
40 Sala 202 Bloco F<br />
Sirlene Costa 30 Sala 203 Bloco F
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 14<br />
2 FÓRUNS: RELATOS DE EXPERIÊNCIA<br />
TEMA ÁREAS<br />
2.1<br />
AVALIAÇÃO<br />
DE ESTÁGIO<br />
2.2<br />
Avaliação de<br />
TCC<br />
2.3<br />
Experiências<br />
em avaliação<br />
da<br />
aprendizagem<br />
2.4<br />
Avaliação na<br />
Educação<br />
Básica<br />
VI RESUMOS<br />
2.1.1<br />
Licenciaturas e<br />
Educação Física<br />
2.1.2<br />
Áreas da Saúde,<br />
Gastronomia e<br />
Radiologia<br />
2.1.3<br />
Áreas das<br />
Ciências Sociais<br />
Aplicadas e<br />
Exatas<br />
Todas as área s<br />
COORDENADOR<br />
(resumo<br />
expandido)<br />
Libna Lemos<br />
Dulcinéa Campos<br />
Rosana Machado<br />
Débora C. Santos<br />
e Mirley Luciene<br />
Todas as áreas Claúdia Major<br />
Colégio Couto<br />
Magalhães e<br />
Colégio Álvaro de<br />
Melo<br />
Aélia Cavalcante<br />
e Patrícia Lins<br />
RELATORES<br />
(resumo simples)<br />
Greice Helen de Melo (Letras);<br />
James Schutz (Educação Física)<br />
Marcos R. Carneiro (Biologia);<br />
Marta Silvia Braz (Matemática)<br />
Neide R. Ramos (Pedagogia)<br />
Ana Lúcia Teixeira Zampieri (Farmácia)<br />
Flávia Ferreira de Almeida<br />
Sandra Vaéria Martins (Enfermagem)<br />
Júlio César Arantes (Odontologia)<br />
Rubia Mariano da Silva (Fisioterapia)<br />
Geraldo Lacerda (Radiologia)<br />
Dayse Vieira Santos Barbosa (Medicina) *<br />
Roghério Corrêa (Ciência da Computação/<br />
Sistemas de Informação)<br />
Ieso Costa (Administração)<br />
Aline Seabra (Direito)<br />
Emerson Santana (Gestão Financeira)<br />
Jessé Alves de Almeida (Raízes)<br />
José Mateus/Sirlene (Goianésia)<br />
Mariane Morato Stival (Direito)<br />
Rogério Pereira Leal (Direito)<br />
Vanilda Lourdes Santana (Direito)<br />
Sandra Valéria (Enfermagem),<br />
Edson de Sousa Brito (Direito),<br />
Viviane Carla (Sistema de Informação),<br />
Juarez (Administração/ Goianésia)<br />
Juliana Luiza Del Fiaco (Administração)<br />
Patrícia Espíndola (Educação Física);<br />
Rodrigo Murrer (Odontologia);<br />
William (Goianésia)<br />
* Os pr<strong>of</strong>essores que não entregaram seus resumos para esses Anais, podem, ainda,<br />
participar dos Fóruns, fazendo seus relatos.<br />
Pedro Paulo (Odontologia)<br />
William Álvares (Medicina)<br />
Glaucy Lopes Sakai (Enfermagem)<br />
Matilde Gonçalves da Penha e<br />
João Batista Turíbio (Educação Física)<br />
Maria Geli Sanches (Raízes)<br />
Maurício Nardini (Direito)<br />
Sirlene (Goianésia)<br />
Cristina Gomes (Educação Física);<br />
Patrícia Lins (Couto Magalhães)<br />
Sara Batista (Couto Magalhães)<br />
Edna Elói (COMSEL)<br />
Marcelo Gomides (Couto Magalhães)<br />
LOCAL<br />
Sala 214<br />
Bloco F<br />
Sala 215<br />
Bloco F<br />
Sala 216<br />
Bloco F<br />
Sala 217<br />
Bloco F<br />
Sala 218<br />
Bloco F<br />
Sala 201<br />
Bloco F
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 15<br />
MESA REDONDA<br />
AVALIAÇÃO EXTERNA E AUTO-AVALIAÇÃO: PROCESSOS<br />
INTEGRADOS A MODELOS PEDAGÓGICOS NA PRÁTICA<br />
ACADÊMICA<br />
Ariovaldo Lopes Pereira, Doutor em Linguística Aplicada, UniEVANGÉLICA,<br />
arylopes@terra.com.br<br />
Greice Helen de Melo Silva, Mestre em Linguística Aplicada,<br />
UniEVANGÉLICA, greicehelen@unievangelica.edu.br<br />
AAvaliação Institucional é um dos componentes do Sistema Nacional de<br />
Avaliação da Educação Superior (SINAES) e divide-se em duas<br />
modalidades: auto-avaliação e avaliação externa. A auto-avaliação é<br />
coordenada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) de cada<br />
instituição e orientada pelas diretrizes e pelo roteiro da auto-avaliação<br />
institucional da CONAES. A avaliação externa é realizada por comissões<br />
designadas pelo INEP e tem como referência os padrões de qualidade<br />
para a educação superior expressos nos instrumentos de avaliação e os<br />
relatórios das auto-avaliações. O processo de avaliação externa busca<br />
integrar suas naturezas formativa e de regulação numa perspectiva de<br />
globalidade. Esta mesa redonda propõe uma reflexão a partir da análise<br />
dos elementos que constituem o SINAES, com o objetivo de relacioná-los<br />
às práticas cotidianas fundamentadas em modelos pedagógicos<br />
adotados pelo corpo docente desta Instituição.<br />
Palavras-chave: Avaliação institucional. Auto-avaliação. Avaliação<br />
externa. SINAES
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 16<br />
1. OFICINAS<br />
Oficina 1<br />
A RELAÇÃO ENTRE MODELOS PEDAGÓGICOS E AVALIAÇÃO<br />
Mirza Seabra Toschi, UniEVANGÉLICA,<br />
mirza@unievagelica.edu.br<br />
Embora possa não ter consciência, cada pr<strong>of</strong>essor assume ou escolhe<br />
uma determinada concepção pedagógica em seu fazer docente. Isto<br />
quer dizer que a prática pedagógica de cada pr<strong>of</strong>essor reflete sua<br />
posição filosófica e também demonstra a compreensão que possui da<br />
relação entre educação e sociedade. Conforme Libâneo (1985), há “três<br />
tendências que interpretam o papel da educação na sociedade:<br />
educação como redenção, educação como reprodução e educação<br />
como transformação da sociedade”. São essas tendências teóricas que<br />
procuram entender a compreensão que os pr<strong>of</strong>essores possuem e como<br />
isso se traduz em sua prática educativa. De acordo com o mesmo autor, a<br />
tendência redentora se traduz pelas pedagogias liberais, como as<br />
perspectivas tradicional, nova e tecnicista. A tendência transformadora<br />
se traduz nas pedagogias progressistas, como a perspectiva libertadora,<br />
libertária e a crítico-social dos conteúdos. Libâneo alerta, no entanto, que<br />
não há manifestações puras de cada tendência e esse é o limite das<br />
tentativas de classificação. A tendência tradicional ainda está muito<br />
presente em nossas escolas, até mesmo no ensino superior, e valoriza o<br />
pr<strong>of</strong>essor colocando-o como centro do processo ensino-aprendizagem e,<br />
na relação com o aluno, predomina autoridade do educador. O estudante,<br />
nessa tendência, é avaliado na sua capacidade de assimilar o conteúdo<br />
apresentado pelo pr<strong>of</strong>essor por meio de provas e argüições. Na<br />
perspectiva da escola nova, valoriza-se o aprender fazendo e, assim, o<br />
aluno disciplinado é aquele que é participante, solidário com o grupo de<br />
colegas e respeita as regras do grupo. Cabe ao pr<strong>of</strong>essor o papel de<br />
auxiliar o processo de aprendizagem dos estudantes e a avaliação é<br />
carregada de incentivos à boa perfomance do estudante, valorizando,<br />
não apenas a devolução do que aprendeu, como na escola tradicional;<br />
mas sim, a sua capacidade de pesquisar soluções para os problemas<br />
apresentados. A tendência tecnicista trabalha com objetivos
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 17<br />
instrucionais com perfeito controle das condições ambientais e a<br />
avaliação, em geral, em forma de questões de múltipla escolha, é objetiva<br />
e seus resultados não podem ser questionados pelo rigor e objetividade<br />
com que as questões são elaboradas. Por sua vez, as tendências<br />
transformadoras, ou também chamadas de progressistas, são aquelas<br />
que aceitam as finalidades sociopolíticas da educação, ou seja, têm<br />
como objetivo construir uma sociedade mais justa e melhor para a<br />
maioria da sociedade e a educação pode ser um instrumento para se<br />
conseguir isso. Não que se creia que a educação vá mudar a sociedade,<br />
mas que as mudanças passam pela educação, pela possibilidade que<br />
estas tendências têm de formar consciência, de formar bem e com<br />
espírito crítico os estudantes para que sejam os agentes de<br />
transformação da sociedade. Neste grupo estão as escolas libertária<br />
(autogestionária), libertadora (Paulo Freire) e a escola crítico-social dos<br />
conteúdos. Nestes modelos educativos, o processo de avaliação da<br />
aprendizagem é também diferente. Neles, os processos são mais<br />
valorizados do que o produto expresso numa avaliação de final de<br />
bimestre. A avaliação busca ser mais qualitativa do que quantitativa e,<br />
nesse contexto, nos deparamos com outra questão importante para se<br />
discutir que se refere ao que é qualidade na avaliação pedagógica. Na Lei<br />
nº. 26/1998, art. 33, inciso V, alínea b, é apresentado o conceito de<br />
avaliação qualitativa. “Entende-se como avaliação qualitativa a que se<br />
refere não apenas à verificação da aprendizagem de conteúdos, mas<br />
também o acompanhamento contínuo pelo pr<strong>of</strong>essor das habilidades<br />
desenvolvidas e dos níveis de operações mentais, diagnosticando como<br />
o aluno se encontra frente ao processo de construção do conhecimento”.<br />
As operações mentais, conforme Bloom (2007), vão desde o<br />
conhecimento, compreensão, aplicação, até chegar na análise, síntese,<br />
julgamento, ou seja, dos níveis mais simples até os mais complexos nos<br />
quais se inserem as avaliações qualitativas.<br />
REFERÊNCIAS<br />
BLOOM, Benjamin. Taxonomia dos objetivos cognitivos. Disponível em<br />
http://penta2.ufrgs.br/edu/bloom/bloom.htmAcesso em agosto de 2007.<br />
GOIÁS. Lei complementar nº 26, de 28 de dezembro de 1998. Diretrizes e Bases do<br />
Sistema Educativo do Estado de Goiás. Goiânia: Sintego.<br />
LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: pedagogia crítico-social<br />
dos conteúdos. São Paulo: Loyola, 1985.<br />
SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. 34. ed. Revista. Campinas, Sp: Autores<br />
Associados, 2001.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 18<br />
Oficina 2<br />
FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DE EXTENSÃO<br />
Lúcia Coelho Garcia Pereira, UniEVANGÉLICA,<br />
luciapereira@unievangelica.edu.br<br />
Cristiane Lopes Simão Lemos, UniEVANGÉLICA,<br />
cristianepr<strong>of</strong>essora@yahoo.com.br<br />
Marcelo Mello Barbosa, UniEVANGÉLICA,<br />
marcelomello@unievangelica.edu.br<br />
A universidade é um espaço privilegiado de produção e acesso ao<br />
conhecimento. Entretanto, em nosso país, este ambiente ainda é<br />
considerado um privilégio para poucos, não cabendo a todos o acesso<br />
aos saberes mais elaborados (PEREIRA e SILVA, 2005). A extensão<br />
universitária apareceu no cenário das IES como um dos pilares que<br />
possibilitariam a transformação de uma realidade social desigual e a<br />
democratização do conhecimento produzido.Aextensão é definida como<br />
um processo educativo, cultural e científico, que articula o ensino e a<br />
pesquisa de forma indissociável viabilizando a relação transformadora<br />
entre a Universidade e os demais segmentos da sociedade (NOGUEIRA,<br />
2000). Em 2003, o MEC, por meio do SINAES - Sistema Nacional de<br />
Avaliação da Educação Superior, criou novos mecanismos de avaliação<br />
contínua e sistemática que culminam numa ampliação da melhoria na<br />
qualidade do ensino superior brasileiro, da pesquisa, da extensão e da<br />
gestão universitária em nosso país (ELPO, 2004). Adicionalmente, as<br />
IES são cada vez mais cobradas pela sociedade civil, pelo Estado e pelo<br />
Mercado acerca de uma posição no que diz respeito ao cumprimento de<br />
sua responsabilidade social (SERRANO NOGUEIRA e MENDES, 2008).<br />
A forma da avaliação da extensão deve estar inserida na avaliação<br />
institucional das IES, integrada com as demais áreas do fazer<br />
acadêmico. A proposta de avaliação tem como finalidade auxiliar as<br />
universidades a construir seus processos e metodologias de avaliação<br />
para a extensão universitária, identificando, entre os indicadores<br />
apresentados, aqueles que poderão gerar uma análise da extensão que<br />
realizam. Esta deve ser gestada pela instituição e fomentada pelas próreitorias<br />
ou órgãos similares, envolvendo os departamentos e unidades<br />
acadêmicas, em estreita correlação com a missão e o Projeto<br />
Pedagógico da Instituição (Plano Nacional de Extensão 1999/2001).
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 19<br />
Dentre os pressupostos da avaliação da extensão, segundo Serrano,<br />
Nogueira e Mendes, está a análise da qualidade do que se produz na<br />
extensão, a abrangência das ações da extensão, a continuidade das<br />
atividades, a natureza qualitativa e quantitativa, realizada pela<br />
comunidade universitária e pela sociedade, além de ter seus resultados<br />
considerados no planejamento e na tomada de decisão das IES nas<br />
áreas de ensino, extensão e pesquisa. Elpo (2004), em sua análise, cita<br />
que é comum falar da avaliação do ensino, avaliação da pesquisa e da<br />
pós-graduação; mas que a avaliação da extensão sempre ficou atrelada<br />
a alguns dos critérios utilizados para avaliar as demais atividades, seja<br />
voltada a preencher carga horária ou ampliação do campo de pesquisa.<br />
Segundo o mesmo autor, o descaso com as atividades de extensão não é<br />
exclusividade das questões de avaliação. A pouca importância dada as<br />
atividades de extensão universitária levou a compreensão errônea de<br />
que a extensão é a prestação de contas da Universidade em relação a<br />
sociedade e, por isso, como última atividade a ser desenvolvida. Assim,<br />
ao que parece, a extensão tornou-se “a prima pobre” da<br />
indissociabilidade universitária brasileira (ELPO, 2004), ao passo que,<br />
quando falamos em Universidade devemos pensar na tríplice missão.<br />
Entretanto, quando lembramos de comunidade acadêmica, dificilmente<br />
encontramos mais do que diálogos divididos entre ensino e pesquisa.<br />
Mesquita Filho considera que “integrar o ensino à pesquisa e à extensão<br />
é um trabalho que exige a perspicácia do maestro, a astúcia do político, o<br />
desprendimento do sonhador e a paixão inerente ao educador”. O<br />
cadastramento sistematizado de todas as atividades extensionistas, por<br />
meio de propostas e relatórios padronizados, oportunizou o controle<br />
quantitativo e análise da Extensão dentro da UniEVAGÉLICA. A<br />
avaliação desses documentos pode auxiliar o processo de decisão<br />
visando a torná-lo mais efetivo possível. Em se tratando da extensão, o<br />
processo de avaliação também constitui uma exigência contemporânea,<br />
ou seja, uma exigência no caminho de tentar alcançar a complexidade<br />
que é avaliar práticas e ações no campo da extensão (SANTOS e<br />
CASTRO, 2004). Desta forma, esta <strong>of</strong>icina objetiva demonstrar qual seria<br />
a melhor forma de registrar as atividades de extensão a fim de facilitar o<br />
processo de avaliação da extensão do Centro Universitário de Anápolis -<br />
UniEVAGÉLICA.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 20<br />
REFERÊNCIAS<br />
ELPO, M.E.H.C. Avaliação da Extensão Universitária na proposta do SINAES. Anais<br />
do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Univesitária. Belo Horizonte, 2004. Disponível<br />
em: http:// www.ufmg.br/congrext/Avalia/Avalia1.pdf.Acesso em: 08/12/2008.<br />
FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS<br />
BRASILEIRAS. Plano Nacional de Extensão Universitária. Ilhéus: Editus, 2001. (Coleção<br />
Extensão Universitária; v.1)<br />
MESQUITA FILHO, A. Integração ensino/pesquisa/extensão. Integração, v.III, n.9, p.<br />
138-143, 1997.<br />
NOGUEIRA. M. D. P.; (Org.). Extensão Universitária. Diretrizes Conceituais e<br />
Políticas. Documentos básicos do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das<br />
Universidades Públicas 1987 - 2000. Belo Horizonte: PROEXT/UFMG/Fórum, 2000.<br />
PEREIRA, RF; SILVA, SR. Extensão universitária e avaliação de impactos: o caso do<br />
Projeto GENTE na Universidade Federal de Viçosa. Disponível em:<br />
h t t p : / / w w w. p r 5 . u f r j . b r / c d _ i b e r o / b i b l i o t e c a _ p d f / e d u c a c a o / 1 3 0 % 2 0 -<br />
%20artigocompleto.pdf.Acesso em: 08/12/2008.<br />
Plano Nacional de Extensão 1999-2001. Disponível em: http://www.mec.gov.br/sesu.<br />
Acesso em: 15/05/2004.<br />
SANTOS, S.R.M.; CASTRO, L.M.C. A avaliação da extensão universitária na UERJ:<br />
Resultados e Desafios. Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária. Belo<br />
Horizonte, 2004. Disponível em: http://www.ufmg.br/congrext/Avalia/Avalia7.pdf. Acesso<br />
em: 08/12/2008.<br />
SERRANO, R.M.S.M.; NOGUEIRA, M.D.; MENDES, S.R. A Institucionalização da<br />
avaliação da extensão universitária: A proposta do Fórum de Pró-Reitores de<br />
Extensão. Disponível em:<br />
http://www.prac.ufpb.br/anais/Icbeu_anais/anais/avaliacao/avalia%E7aodaext.ppt.<br />
Acesso em: 08/12/2008.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 21<br />
Oficina 3<br />
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO: VALIDADE,<br />
CONFIABILIDADE, PRATICIDADE<br />
Eliane Gonçalves Costa Anderi, UnUCSEH/UEG,<br />
elicosta1@yahoo.com.br<br />
Discutir a validade, confiabilidade e a praticidade dos instrumentos de<br />
avaliação não pode ocorrer sem se ter claro o que significa a avaliação<br />
Avaliar poderá significar o ato de examinar o grau de adequação entre um<br />
conjunto de informações e um conjunto de critérios apropriados aos<br />
objetivos fixados, para que sejam usados na tomada de decisão. É um<br />
ato polêmico, subjetivo, e quase sempre é motivo de conflitos. Nas<br />
operações de planejamento sistemático a avaliação tem lugar<br />
preponderante, conforme as ações realizadas numa instituição de<br />
ensino, o planejamento de uma disciplina, um semestre, de um curso ou<br />
de uma instituição deve resultar sempre de uma ponderação criteriosa de<br />
determinados aspectos, que fazem da avaliação um processo<br />
extremamente delicado. É necessário então estarmos seguros de que<br />
sabemos o que estamos avaliando - se é a aprendizagens dos alunos, os<br />
nossos métodos de ensino, os materiais que utilizamos nas aulas ou<br />
mesmo o nosso desempenho como pr<strong>of</strong>essores. Segundo Souza (data)<br />
a avaliação pode ser comparada a remédios, no sentido de que eles têm<br />
algumas propriedades, que podem produzir reações antagônicas e<br />
efeitos colaterais e por isto devemos tomar alguns cuidados, ou seja,<br />
precauções ao utilizá-la, pois seu uso tem indicações, mas também<br />
contra-indicações. Do mesmo modo que, há uma maneira correta de<br />
para usar um remédio, uma posologia, a avaliação também o tem. Os<br />
resultados de uma avaliação afetam muito as pessoas. Que efeitos as<br />
classificações (as notas) produzem nas pessoas? A angústia de muitos<br />
pais quando os filhos estão sendo submetidos a uma prova, a ansiedade<br />
dos estudantes antes e depois das provas, o frio na barriga, a dor de<br />
cabeça, a sudorese, a frustração... Por tudo isto é que há a necessidade<br />
de que todo o processo avaliativo se paute pelo rigor e o seu<br />
planejamento deve levar em consideração: a) a natureza da<br />
aprendizagem se está na dimensão do conhecimento, da compreensão,<br />
aplicação, análise, síntese ou da avaliação, pois cada uma destas
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 22<br />
dimensões tem exigências específicas; b) observar: as tentativas que o<br />
aluno fez para realizar, que dúvidas manifestou, interação com os<br />
colegas; nível de autonomia na realização da tarefa; revela progressos<br />
em relação ao ponto em que se encontrava; c) servir para a tomada de<br />
decisões quanto ao trabalho pedagógico a ser desenvolvido. A título de<br />
precauções a avaliação escolar não deve ser empregada quando: não se<br />
tem interesse em aperfeiçoar o ensino, quando não se definiu o seu<br />
objetivo e quando não se têm claro como serão usados os resultados. A<br />
avaliação da aprendizagem deve responder em que medida os objetivos<br />
de ensino estabelecidos no Projeto Pedagógico do curso foi ou não<br />
efetivado? Se a disciplina que leciona está ou não contribuindo para com<br />
a conformação do perfil estabelecido no Projeto?Quais as habilidades e<br />
competências os estudantes já desenvolveram e quais ainda falta<br />
desenvolver? As notas não devem assumir um caráter meramente<br />
comercial, contabilístico, desconsiderando seu aspecto educacional de<br />
orientação do estudante. Conforme diz LUCKESI apud Depresbiteris,<br />
(1998), as notas são comumente usadas para fundamentar<br />
necessidades de classificação de alunos, dentro de um continuum de<br />
posições, onde a maior ênfase é dada à comparação de desempenhos e<br />
não aos objetivos instrucionais que se deseja atingir. Para praticar a<br />
avaliação da aprendizagem, não é necessário que o(a) pr<strong>of</strong>essor(a)<br />
abandone os instrumentos de coleta de dados já utilizados em suas<br />
experiências. O que se precisa, realmente, é usá-los na perspectiva da<br />
avaliação e não do exame. O avaliador ao contrário do examinador<br />
poderá ter um outro olhar - olhar do diagnóstico. Pode-se estar mais<br />
aberto ao avaliar, observando o crescimento do estudante.<br />
REFERÊNCIAS<br />
DEPRESBITERIS, Lea. Avaliação da Aprendizagem do Ponto de Vista Técnico-<br />
Científico e Filosófico-Político. Capturado da Internet em agosto de 2008 no endereço:<br />
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/int_a.php?t=005<br />
SOUZA, CLARILZA PRADO DE. Avaliação escolar limites e possibilidades.<br />
C a p t u r a d o d a I n t e r n e t e m a g o s t o d e 2 0 0 8 n o e n d e r e ç o :<br />
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/ideias_22_p089-090_c.pdf<br />
SOUZA, F. S. Mello e, FIDELIS, G. S. Furtado e FURTADO, R. M.S. A AVALIAÇÃO DA<br />
APRENDIZAGEM E SUAS IMPLICAÇÕES NO FRACASSO ESCOLAR: EVASÃO E<br />
REPETÊNCIA. Capturado da Internet em agosto de 2008 no endereço:<br />
http://www.fasb.edu.br/revista/index.php/conquer/article/viewFile/32/21
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 23<br />
Oficina 4<br />
ANÁLISE DAS PROVAS DO ENADE<br />
E DE OUTRAS MODALIDADES DE AVALIAÇÃO<br />
Adriano de Almeida de Lima, UniEVANGÉLICA,<br />
aalima@unievangelica.edu.br<br />
Conhecer o ENADE e suas implicações para o curso pode trazer<br />
subsídios para o pr<strong>of</strong>essor aprimorar sua prática pedagógica. O objetivo<br />
deste trabalho é apresentar o exame e seus desdobramentos,<br />
analisando a prova e indicadores, para auxiliar os pr<strong>of</strong>essores no<br />
desenvolvimento do planejamento, de estratégias pedagógicas e de<br />
avaliação que construam competências relevantes nos estudantes. O<br />
Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) é um dos<br />
procedimentos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior<br />
1, 5, 6<br />
(SINAES) . Seu objetivo é acompanhar o processo de aprendizagem e<br />
o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos previstos nas<br />
diretrizes curriculares, suas habilidades para ajustamento às exigências<br />
decorrentes da evolução do conhecimento e suas competências para<br />
compreender temas exteriores ao âmbito de sua pr<strong>of</strong>issão, ligados à<br />
realidade brasileira e mundial e a outras áreas do conhecimento. Seus<br />
resultados podem produzir dados referenciais que permitam a definição<br />
de ações de melhoria da qualidade dos cursos de graduação por parte de<br />
1, 2<br />
pr<strong>of</strong>essores, técnicos, dirigentes e autoridades educacionais . O<br />
ENADE é composto de uma Prova, um Questionário de impressões<br />
sobre a prova e um Questionário socioeconômico, feitos pelos<br />
1, 2<br />
estudantes, e um Questionário do coordenador do curso . Ele é aplicado<br />
aos estudantes ingressantes (entre 7% e 22% da carga horária do curso)<br />
1, 2<br />
e concluintes (80% da carga horária, ou possível concluinte) . É<br />
componente curricular obrigatório, sendo inscrita a situação regular em<br />
1<br />
relação a essa obrigação no histórico escolar do estudante . A Prova do<br />
ENADE é desenvolvida com o apoio técnico de comissões compostas<br />
por especialistas de notório saber, atuantes na área, responsáveis pela<br />
determinação das competências, conhecimentos, saberes, habilidades e<br />
1, 2<br />
especificidades a serem avaliados .Aprova é composta de 40 questões,<br />
sendo 10 questões de formação geral e 30 de formação específica da
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 24<br />
área, contendo as duas partes questões discursivas e de múltipla<br />
1, 2, 4<br />
escolha . O conceito do ENADE é calculado pela média ponderada da<br />
nota padronizada dos concluintes no componente específico (peso de<br />
60%), da nota padronizada dos ingressantes no componente específico<br />
1, 2, 4<br />
(15%) e da nota padronizada em formação geral de todos (25%) . O<br />
conceito é apresentado em cinco categorias, sendo que 1 é o resultado<br />
1<br />
mais baixo e 5 é o melhor resultado possível, na área . O Indicador de<br />
Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), tem o<br />
propósito de trazer informações comparativas dos desempenhos de<br />
estudantes concluintes em relação aos resultados obtidos, em média,<br />
pelas demais instituições cujos perfis de estudantes ingressantes são<br />
1, 2<br />
semelhantes . O Conceito Preliminar de Curso (CPC) é o índice usado<br />
como critério para receber visitas in loco, para renovação de<br />
reconhecimento. Cursos com CPC 1 ou 2 devem receber visitas. O CPC<br />
é calculado usando-se a nota no ENADE (peso de 40%), o IDD (30%) e<br />
insumos (30%), sendo que insumos se dividem em: Infra-estrutura e<br />
instalações físicas (10,2%); Recursos didático-pedagógicos (27,2%);<br />
Corpo docente - doutores (38,9%); e Corpo docente - não horista<br />
(23,8%).As notas de infra-estrutura e recursos didático-pedagógicos são<br />
obtidas no questionário socioeconômico do ENADE e do corpo docente<br />
3<br />
do Cadastro Nacional de Docentes .Analisando-se as provas do ENADE,<br />
percebe-se que grande parte das questões envolve domínios cognitivos<br />
8, 9<br />
e afetivos considerados mais complexos . As questões apresentam<br />
interpretações de textos, matemática, casos, problemas, análise de<br />
tabelas e gráficos que exigem dos estudantes competência de análise,<br />
síntese, avaliação e organização de valores. Nessas provas os<br />
estudantes são testados a analisar, calcular, discriminar, distinguir,<br />
examinar, experimentar, testar, esquematizar, questionar, combinar,<br />
compor, construir, criar, desenvolver, estruturar, modificar, montar,<br />
organizar, planejar projetar, avaliar, criticar, comparar, defender, detectar,<br />
escolher, estimar, julgar, selecionar, atribuir prioridades a valores,<br />
resolver conflitos entre valores, adaptar, alterar, completar, concordar,<br />
explicar, formular, generalizar, identificar, integrar, inter-relacionar,<br />
8, 9<br />
ordenar, preparar, relacionar, sintetizar, entre outras . A grande questão<br />
é o quanto destas competências estão sendo trabalhadas em sala de<br />
aula. Os pr<strong>of</strong>essores podem apropriar-se destas experiências para<br />
aprimorar sua prática pedagógica. Ao fazê-lo, contribuirão para uma<br />
formação mais sólida de seus estudantes, preparando-os para os<br />
desafios da futura pr<strong>of</strong>issão e, secundariamente, para terem<br />
desempenho melhor no ENADE.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 25<br />
REFERÊNCIAS<br />
1. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas<br />
Educacionais Anísio Teixeira. ENADE: Perguntas Freqüentes. Disponível em:<br />
. Acesso<br />
em: 01 dez. 2008<br />
2. BRASIL. Ministério da Educação. Portaria nº. 107, de 22 de julho de 2004. DOU<br />
Nº. 141, 23/7/2004, SEÇÃO 1, P. 24.<br />
3. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas<br />
Educacionais Anísio Teixeira. Conceito Preliminar de Cursos de Graduação:<br />
N o t a T é c n i c a . D i s p o n í v e l e m :<br />
.Acesso em 01 dez. 2008.<br />
4. BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas<br />
Educacionais Anísio Teixeira. Manual do ENADE 2008. Disponível em:<br />
.<br />
Acesso em 01 dez. 2008.<br />
5. BRASIL. Ministério da Educação. Lei Nº. 10.861, de 14 de abril de 2004. DOU<br />
Nº. 72, 15/4/2004, SEÇÃO 1, P. 3/4.<br />
6. BRASIL. Ministério da Educação. Portaria Nº. 2.051, de 9 de julho de 2004. DOU<br />
Nº. 131, 12/7/2004, SEÇÃO 1, P. 124.<br />
7. BRASIL. Ministério da Educação. Portaria Normativa Nº. 4 de 5 de agosto de<br />
2008. DOU Nº. 150, 6/8/2008, SEÇÃO 1, P. 19.<br />
8. BLOOM, Benjamin S; et al. Taxionomia de objetivos educacionais. Porto<br />
Alegre, RS, Brasil: Globo, 1977.<br />
9. WAAL, Paula; TELLES, Marcos. A Taxonomia de Bloom. Disponível em:<br />
. Acesso<br />
em: 01 dez. 2008.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 26<br />
Oficina 5<br />
EXAME DA ORDEM, ENADE, SELO “ OAB RECOMENDA” E<br />
PRÁTICA DE ENSINO DO CURSO DE DIREITO DA<br />
UniEVANGÉLICA<br />
Aline Seabra Toschi, UniEVANGÉLICA,<br />
alineseabra@unievangelica.edu.br<br />
Carla Byanka de Sousa Leal, UniEVANGÉLICA,<br />
carlabyanka@unievangelica.edu.br<br />
Durante muito tempo, o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil foi<br />
considerado, pelos Cursos de Direito de todo País, como uma mera<br />
formalidade a ser cumprida para que o formando se ingressasse no<br />
mercado de trabalho. Contudo, ao longo do tempo, o Exame s<strong>of</strong>reu<br />
mudanças, adquiriu credibilidade e notoriedade até alcançar o patamar<br />
atual em que seu resultado influencia até na permanência de vagas<br />
<strong>of</strong>ertadas pelas Instituições de Ensino Superior, através do selo emitido,<br />
desde sessão plenária ocorrida em 1999, pelo Conselho Federal da<br />
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Recomenda). Esse selo tem<br />
como objetivo atribuir qualidade ao ensino jurídico e a finalidade de<br />
demonstrar à sociedade brasileira quais cursos de Direito realmente<br />
preparam seus alunos para a vida pr<strong>of</strong>issional, o que caracterizou uma<br />
verdadeira afronta ao Ministério da Educação que autorizou diversos<br />
cursos de Direito no Brasil e que, de acordo com os critérios do Conselho<br />
Federal da OAB, não receberam o selo OAB Recomenda.<br />
O ensino jurídico precário atinge toda a Justiça, na medida<br />
em que compromete a formação de todos os que<br />
participam de sua administração e, em última análise,<br />
atinge o próprio conceito de cidadania e de democracia. Por<br />
competência legal, a Ordem dos Advogados do Brasil é<br />
chamada a se manifestar nos processos de abertura de<br />
novos cursos jurídicos, mas cabe ao MEC, a última palavra,<br />
independentemente do que opinemos. Em regra, há<br />
imensa desproporção entre o que recomendamos e o que o<br />
governo aprova. Somos bem mais restritivos. E a razão é<br />
simples: temos compromisso estatutário com a qualidade<br />
da prestação jurisdicional no país. E sabemos que há<br />
relação direta entre as duas coisas: qualidade do ensino<br />
jurídico e qualidade da justiça. (grifo nosso) ( OAB<br />
Recomenda, 2007, página 01).
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 27<br />
As fundamentações utilizadas pelo Conselho Federal para a criação do<br />
selo OAB Recomenda não passavam pelas características hoje<br />
utilizadas na práxis e não tinham a característica de punição ao curso não<br />
avaliado satisfatoriamente: 1º- seria uma espécie de premiação e não de<br />
julgamento do curso; 2º- não era para estabelecer um ranking dos<br />
melhores cursos de Direito do Brasil; 3º- era para estabelecer um critério<br />
de orientação para a sociedade através de uma regularidade de bom<br />
desempenho; 4º- a avaliação para a atribuição do selo deveria levar em<br />
consideração a trajetória do curso. Para isso, a Comissão de Ensino<br />
Jurídico do Conselho Federal da OAB, responsável pela avaliação do<br />
selo OAB Recomenda, utilizou-se dos seguintes critérios: média do<br />
antigo Provão + média do Exame de Ordem por curso + análise da<br />
Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da Ordem dos<br />
Advogados do Brasil. Em resultado apresentado, o Conselho Federal da<br />
OAB afirmou que o resultado do antigo provão é proporcionalmente<br />
confirmado pelo Exame de Ordem e, por isso<br />
Em se tratando de forma de seleção dos bacharéis em<br />
direito que aspiram a inscrever-se no quadro de advogados<br />
da OAB, há de ser sempre elemento indispensável para a<br />
aferição o ensino jurídico ministrado no país, conforme,<br />
aliás, ficou assentado na primeira deliberação do Conselho<br />
Federal sobre o assunto. Não é que o Exame deva, de<br />
alguma forma, condicionar o desenvolvimento dos cursos,<br />
como se fosse razoável admitir que as instituições de<br />
ensino elegessem o preparo para o Exame de Ordem como<br />
um dos objetivos de seu projeto pedagógico. Mas, por outro<br />
lado, um curso que não chegue a fornecer aos que o<br />
freqüentam condições básicas para o exercício imediato da<br />
advocacia-campo de atividade que é o estuário natural dos<br />
graduados em direito, ao menos como ponto de partida<br />
para o desempenho de outras atribuições jurídicas-, não<br />
estará cumprindo suas finalidades mínimas. Daí a<br />
irrecusável importância dos resultados do Exame de<br />
Ordem como elemento de avaliação do nível do ensino<br />
<strong>of</strong>erecido pelas Instituições de educação superior que<br />
atuam nessa área. (grifo nosso) ( OAB Recomenda, 2007,<br />
páginas 02 e 03).<br />
A tendência, para a avaliação dos cursos de Direito, passará pelo<br />
resultado do ENADE e do Exame de Ordem, já que, pela Comissão de<br />
Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB, os dois resultados não se<br />
contradizem e, sim, se completam. Em reunião na sede do Conselho<br />
Federal da OAB, promovida pela AMESG (Associação das<br />
Mantenedoras de Ensino Superior de Goiás) ficou demonstrado por parte<br />
do Presidente da Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 28<br />
OAB que a principal forma de avaliação e, portanto, de revalidação dos<br />
cursos de Direito passará, necessariamente, pelo ENADE e pelo Exame<br />
de Ordem. Preocupado com a dimensão, como já dito, alcançada pelo<br />
Exame, o Curso de Direito propõe a discussão dos critérios utilizados<br />
atualmente para a construção e aplicação do mesmo, bem como o papel<br />
desempenhado pela Ordem dosAdvogados do Brasil na consecução dos<br />
objetivos pretendidos através deste mecanismo. A partir dessa<br />
discussão, o curso de Direito busca verificar a necessidade de alteração<br />
na sua prática em sala de aula para, ao mesmo tempo, buscar a<br />
aprovação e colocação perante a Ordem dosAdvogados do Brasil, como,<br />
também, buscar a adequação no ensino humanista, visado pelo Centro<br />
Universitário deAnápolis.<br />
REFERÊNCIA<br />
OAB Recomenda 2007: por um ensino de qualidade/Organização Aline Machado Costa<br />
Timm. 3. ed. Brasília, DF: OAB, Conselho Federal, 2007.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 29<br />
Oficina 6<br />
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM CURSOS ON-LINE<br />
Moema Gomes Moraes, UniEVANGÉLICA,<br />
moemagomes@unievangelica.edu.br<br />
Eliane de Fátima R. Martins, UniEVANGÉLICA,<br />
elianemartins@unievangelica.edu.br<br />
A proposta de <strong>of</strong>erecermos uma <strong>of</strong>icina que aborde sobre os processo de<br />
avaliação de aprendizagem em cursos on-line surgiu em função das<br />
perspectivas da trajetória da UniEVAGÉLICA ao inserir disciplinas semipresenciais<br />
e o uso do ambiente virtual Teleduc nos cursos de graduação<br />
da instituição. Observamos que ao inserir tecnologias na sala de aula,<br />
elas sozinhas não garantem mudanças nas propostas pedagógicas do<br />
pr<strong>of</strong>essor e da instituição, por sua vez, na pedagogia da avaliação da<br />
aprendizagem. Diante disto, pretende-se fazer uma reflexão acerca das<br />
questões relacionadas aos desafios presentes na avaliação da<br />
Educação a Distância, ao utilizarmos diferentes recursos digitais,<br />
conforme a proposta pedagógica do pr<strong>of</strong>essor: listas de discussão, batepapo,<br />
exercícios e portfólio. Pretende-se abrir um espaço para<br />
analisarmos uma concepção de avaliação que possa auxiliar o pr<strong>of</strong>essor<br />
a orientar suas propostas metodológicas, bem como fornecer<br />
informações sobre o processo de ensino-aprendizagem de forma<br />
contínua e permanente. Entende-se que as possibilidades de<br />
comunicação mediadas pelos recursos tecnológicos podem contribuir<br />
com a construção de processos criativos e inovadores ao valorizarmos as<br />
possibilidades de diálogo e interação presentes em ambientes virtuais de<br />
aprendizagem. O ambiente virtual que adotado pela instituição é o<br />
TelEduc, em função de suas características de criação, participação e<br />
administração de cursos na internet. Sua proposta metodológica é<br />
baseada no desenvolvimento de atividades contextualizadas na<br />
realidade dos alunos, privilegiando a interação através do uso das<br />
ferramentas de comunicação. (Rocha, 2001). Este ambiente possui duas<br />
perspectivas de comunicação: síncrona comunicação em tempo real; e<br />
assíncrona, a comunicação é feita em momentos distintos, conforme o<br />
acesso dos membros da comunidade virtual. As características dos
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 30<br />
recursos deste ambiente permitem que o pr<strong>of</strong>essor desenvolva<br />
avaliações qualitativas e quantitativas. A definição da forma como será<br />
realizada estará presente no planejamento pedagógico feito pelo<br />
docente, que irá refletir a concepção pedagógica ao qual ele está<br />
inserido. Destacamos então, que a utilização das tecnologias digitais em<br />
cursos presenciais ou semi-presenciais, implica na organização<br />
detalhada da ação docente. Será neste planejamento que o pr<strong>of</strong>essor irá<br />
definir os recurso, a metodologia, o cronograma e os instrumentos de<br />
avaliação, conforme os objetivos educacionais estabelecidos pelo<br />
pr<strong>of</strong>essor.<br />
O pr<strong>of</strong>essor deve buscar o domínio das ferramentas,<br />
planejando sua aplicabilidade e levando em conta a<br />
estratégia pedagógica a ser utilizada, ou seja, é preciso que<br />
haja formação e entendimento da estrutura. Promover o<br />
processo de ensino-aprendizagem como uma estratégia na<br />
avaliação da aprendizagem do aluno, visando otimizar e<br />
efetivar o aprendizado por meio da dinâmica utilizada, e<br />
transformar seu fazer pedagógico. (MARTINS, et al, 2006, p.<br />
495)<br />
Trata-se, portanto, de permitir a implantação de propostas de avaliação<br />
contínua, valorizando instrumentos que permitam o registro da<br />
participação dos alunos durante a realização da disciplina, além de<br />
<strong>of</strong>erecer recursos que promovam a análise e a reflexão dos conceitos<br />
abordados. A utilização dos recursos síncronos ou assíncronos do<br />
ambiente virtual poderão permitir que o pr<strong>of</strong>essor reflita sobre diferentes<br />
possibilidades metodológicas durante o processo, servindo para a<br />
reorganização e acompanhamento das atividades propostas, além de<br />
fornecer indicadores para promover o feedback entre quem ensina e<br />
quem aprende.<br />
REFERÊNCIAS<br />
CORRÊA, Juliane (org). Educação a distância-orientações metodológicas. Porto<br />
Alegre:Artmed, 2007.<br />
FARIA, Elaine Turk. (org). Educação presencial e virtual-espaços complementares<br />
essenciais na escola e na empresa.PortoAlegre: EDIPUCRS, 2006.<br />
REIS, Izabella S. C. Leal. Processo de avaliação no encino superior online: uma<br />
experiência na universidadeAnhembi Morumbi, 2006, p.502.<br />
ROCHA, H. V. (2001). O ambiente TelEduc para a Educação a Distância baseada na<br />
Web: Princípios, Funcionalidades e Perspectivas de desenvolvimento. Campinas:<br />
IC/Unicamp, 2001.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 31<br />
Oficina 7<br />
A PESQUISA E A AVALIAÇÃO ELETRÔNICA POR INTERMÉDIO DE<br />
QUESTIONÁRIOS: UMA EXPERIÊNCIA BÁSICA COM O SITE SURVEY<br />
MONKEY.<br />
Greice Hellen de Melo Silva, UniEVANGÉLICA.<br />
greiceh@unievangelica.edu.br<br />
Valdemar Gomes de O. Neto, UniEVANGÉLICA,<br />
valdemargomes@unievangelica.edu.br<br />
Esta <strong>of</strong>icina tem como objetivo apresentar um recurso para construção e<br />
tabulação de instrumentos avaliativos online, através do sítio eletrônico<br />
www.surveymonkey.com. Ela destina-se a membros das SIAs<br />
(Subcomissões Internas de Avaliação), funcionários técnicoadministrativos,<br />
bem como pr<strong>of</strong>essores que visualizam a possibilidade<br />
de utilizar instrumentos eletrônicos em avaliações de suas disciplinas<br />
e/ou para coleta de dados para pesquisas científicas. Como todos os<br />
outros instrumentos avaliativos, a avaliação online apresenta vantagens<br />
e limitações.Aliteratura ainda é escassa no que diz respeito a esse tema,<br />
no entanto, a reflexão a partir da utilização do sítio eletrônico<br />
surveymonkey deve oportunizar subsídios para um apr<strong>of</strong>undamento<br />
mais teórico. Um dos pressupostos adotados como referencial teórico<br />
desta <strong>of</strong>icina vislumbra uma avaliação ou pesquisa mediada pelo uso de<br />
computadores utilizando a metodologia de questionário, que na acepção<br />
de Antônio Carlos Gil (1999) “é uma técnica de investigação composta<br />
por um número mais ou menos elevado de questões apresentadas por<br />
escrito às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões,<br />
crenças (...)”; de modo que, a única diferença para a aplicação tradicional<br />
dos questionários é a utilização de uma tecnologia online.Marcelo<br />
Medeiros (2005) assevera que uma das fases mais importantes para a<br />
elaboração do questionário é o planejamento, uma vez que durante a<br />
aplicação de questionário não é possível redefinir o foco da pesquisa,<br />
como ocorre, por exemplo, na entrevista. Ainda, Gil (1999) destaca<br />
alguns aspectos importantes sobre o questionário, sobretudo quanto às<br />
vantagens:a) possibilita atingir grande número de pessoas, mesmo que<br />
estejam dispersas numa área geográfica muito extensa (...);b) implica<br />
menores gastos com pessoal (...);c) garante o anonimato das
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 32<br />
respostas;d) permite que as pessoas o respondam no momento em que<br />
julgarem mais conveniente. Além dessas vantagens, consideramos que<br />
a aplicação do questionário de pesquisa ou avaliação, por meio<br />
eletrônico garante, sobretudo, celeridade no processo de aplicação e<br />
tabulação dos dados. Entretanto, durante a elaboração do formulário de<br />
avaliação, Marcelo Medeiros (2005) considera que “os levantamentos<br />
baseados em questionários requerem planejamento minucioso e testespiloto<br />
antes de serem lançados a campo”. Isso se confirma também na<br />
avaliação online, que aliás, deve ter cuidado redobrado, uma vez que a<br />
má-configuração do questionário pode acarretar em prejuízos para a<br />
aplicação. Após a aplicação do questionário, os dados serão<br />
automaticamente tabulados, utilizando-se de valores quantitativos e<br />
percentuais para cada alternativa, bem como de escores, para o caso das<br />
questões fechadas.As questões abertas serão agrupadas, textualmente.<br />
Após esta fase, a próxima etapa consiste na análise e interpretação dos<br />
dados, que deverá ser realizada de acordo com a metodologia aplicável a<br />
cada caso. A <strong>of</strong>icina deverá propiciar um momento para apresentação e<br />
utilização das funcionalidades básicas do sítio www.surveymonkey.com,<br />
de modo a proporcionar uma experiência inicial com a tecnologia.<br />
REFERÊNCIAS:<br />
GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5. ed. São Paulo: Atlas,<br />
1999.<br />
MEDEIROS, Marcelo. Questionários: Recomendações para formatação.IPEA: Brasília,<br />
2005. ISSN: 1415-4765.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 33<br />
Oficina 8<br />
O ESTUDO DE CASO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO: UM<br />
MÉTODO DIDÁTICO ADEQUADO PARA “ POTENCIALIZAÇÃO”<br />
DOS TALENTOS DOS APRENDIZES<br />
Elaine AbrahãoAmaral, UniEVANGÉLICA,<br />
elaineabrahão@unievangelica.edu.br<br />
No Brasil, o ensino superior é o locus onde a pr<strong>of</strong>issionalização inicial se<br />
concretiza. Desta forma, recai sobre as Instituições de Ensino Superior a<br />
responsabilidade de preparar seus acadêmicos para enfrentarem, de<br />
forma efetiva, os dilemas sociais inerentes a um mercado de trabalho<br />
globalizado, excludente e estratificado. Nessa perspectiva, para permitir<br />
uma maior contextualização dos conteúdos curriculares, muitas<br />
Instituições de Ensino Superior (IES) estão privilegiando ações<br />
pedagógicas do tipo relatos de experiências, estudos de casos, práticas<br />
de estágios e outros, para priorizar o processo de aprendizagem em<br />
detrimento do produto certificação, por meio de procedimentos teóricometodológicos<br />
que se concretizem, inclusive, em uma prática de<br />
avaliação emancipatória dos seus aprendizes. O objetivo dessa <strong>of</strong>icina é<br />
destacar a importância dos Estudos de Casos no desenvolvimento de<br />
habilidades e competências dentro do perfil do egresso que as IES<br />
pretendem formar em atendimento a Lei de Diretrizes e Bases da<br />
Educação Brasileira e às Diretrizes Curriculares dos cursos de<br />
graduação. Busca, ainda, refletir sobre a possibilidade de se trabalhar<br />
com a metodologia do estudo de caso nos cursos de graduação,<br />
objetivando contribuir para uma verificação do aprendizado voltada não<br />
apenas para a aferição de notas e controles acadêmicos, mas, antes de<br />
tudo, para o desenvolvimento de competências e habilidades que levem<br />
a uma maior autonomia pr<strong>of</strong>issional dos sujeitos envolvidos no processo<br />
de ensino-aprendizagem. Quanto à metodologia, decide-se pela<br />
abordagem do estudo de caso por ser uma técnica metodológica que<br />
<strong>of</strong>erece alternativas razoáveis para mediar o processo de ensinoaprendizagem<br />
articulado à compreensão da realidade social. Conforme<br />
assevera Martins (2000 p.36), “o estudo de caso possibilita a penetração<br />
na realidade social, não conseguida plenamente pela análise e pela
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 34<br />
avaliação quantitativa”. No entender de Bloom, Hastings e Madaus<br />
(1975, apud KRAEMER, 2006);<br />
A avaliação pode ser considerada como um método de adquirir e<br />
processar evidências necessárias para melhorar o ensino e a<br />
aprendizagem, incluindo uma grande variedade de evidências que<br />
vão além do exame usual de 'papel e lápis'. É ainda um auxílio para<br />
classificar os objetivos significativos e as metas educacionais, um<br />
processo para determinar em que medida os alunos estão se<br />
desenvolvendo dos modos desejados, um sistema de controle da<br />
qualidade, pelo qual pode ser determinada etapa por etapa do<br />
processo ensino/aprendizagem, a efetividade ou não do processo<br />
e, em caso negativo, que mudanças devem ser feitas para garantir<br />
sua efetividade.<br />
Enfatiza-se, deste modo, o processo de ensino de forma criativa e<br />
sustentada nos procedimentos teórico-metodológicos orientados para<br />
uma prática de avaliação menos regulatória. Teoricamente o trabalho se<br />
sustenta também nas contribuições de Andrade e Amboni (2004) para a<br />
compreensão da importância da utilização dos cases.<br />
REFERÊNCIAS<br />
ANDRADE, Rui Otávio B de; AMBONI, Nério. Gestão de Cursos de Administração:<br />
metodologias e diretrizes curriculares.São Paulo: Prentice Hall, 2004.<br />
GIL, Antonio Carlos. Didática do ensino superior.São Paulo.Atlas. 2006.<br />
LUCKESI, C.C. Avaliação da aprendizagem escolar.14 ed. São Paulo: Cortez, 2002.<br />
MARTINS, Gilberto de Andrade, LINTZ, Alexandre.Guia para elaboração de<br />
monografias e trabalhos de conclusão de curso, São Paulo:Atlas, 2000.<br />
MARTINS, Pura Lucia O. Didática teórica, didática prática: para além do confronto.<br />
São Paulo, Loyola, 1989.<br />
NËRICI, Imideo O. Metodologia do ensino: uma introdução. 25 ed., São Paulo, Atlas,<br />
1981.<br />
OLIVEIRA, Carla Limongi de. Aprendendo a jogar - a utilização de jogos em<br />
workshop, palestra, treinamento e processo seletivo.Goiânia. Kelps. 2002.<br />
OLIVEIRA, G. P. de. Avaliação formativa nos cursos superiores: verificações<br />
qualitativas no processo de ensino-aprendizagem e a autonomia dos educandos.<br />
www.rieoei.org/deloslectores/261Pastre.PDFAcesso em 14 de nov. de 2007.<br />
KRAEMER, Maria E. P. Avaliação da aprendizagem como construção do saber.<br />
E d u c á c i o n S u p e r i o r . . . I n v e s t i g a c i o n e s y D e b a t e s<br />
http:/integral.objectis.net/AvaliarSaberes.Acesso em 14 de nov. de 2007
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 35<br />
Oficina 9<br />
SUBJETIVIDADE X OBJETIVIDADE: CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO<br />
NO CURSO DE GASTRONOMIA.<br />
Camila Zicker Seronni, UniEVANGÉLICA,<br />
caseronni@hotmail.com<br />
Núbia Camilo Vieira de Paula, UniEVANGÉLICA,<br />
nucamilo@hotmail.com<br />
Não existem normas escritas para avaliação das matérias práticas de<br />
gastronomia.As avaliações são feitas com base em técnicas, modelos de<br />
apresentação e montagem de pratos, preparação de pratos no que diz<br />
respeito ao visual e gustativo. Numa avaliação prática de gastronomia, os<br />
pr<strong>of</strong>essores cobram do aluno tudo aquilo que foi aplicado durante as<br />
aulas práticas, técnicas de cortes, ponto de cocção, temperaturas, altura,<br />
centralização do preparo, combinação de sabores e cores, ou seja, tudo<br />
que possa influenciar no visual e sabor da preparação. O que os alunos<br />
de gastronomia precisam entender durante o curso é que um prato, antes<br />
de ser saboreado, é degustado com os olhos; por isso, precisa ser muito<br />
bem montado e combinado. A pessoa, para saboreá-lo, deverá sentir-se<br />
atraída pela aparência da montagem; ou não sentirá prazer em comê-lo.<br />
Da mesma forma que a combinação de sabores, temperos e texturas são<br />
importantes durante a degustação. Tudo deve ser devidamente pensado<br />
para que a pessoa ao comer possa aprovar o prato. Para demonstrar o<br />
processo avaliativo, iremos, nesta <strong>of</strong>icina, proceder ao ensino de um dos<br />
pratos mais famosos da culinária espanhola: a paella. A Paella surgiu na<br />
Espanha, nos séculos XV e XVI, na região de Valência, situada na Costa<br />
Leste. Os camponeses saíam para trabalhar no campo levando apenas<br />
arroz, óleo de oliva e sal. Usavam para cozinhar uma panela redonda,<br />
rasa, com 2 alças, a qual chamavam de "Paella". O formato facilitava o<br />
cozimento do arroz e dos ingredientes, por ficarem distribuídos por igual.<br />
Atualmente esta panela também é conhecida como "paellera",<br />
principalmente para diferenciar o utensílio do prato. Além do arroz, eram<br />
adicionados ingredientes típicos do campo, tais como carne de caça,<br />
principalmente lebre e coelho, vagem e ervilhas. O ingrediente que mais<br />
caracteriza a Paella é o açafrão - especiaria que dá ao arroz o colorido<br />
amarelado. Passado o tempo foram acrescidos outros ingredientes,
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 36<br />
principalmente os frutos do mar. Hoje, há uma diversidade de receitas e a<br />
Paella Valenciana passou a ser um prato misto, composto de carnes e<br />
frutos do mar. Em qualquer das suas formas a Paella é um prato<br />
requintado, trabalhoso na sua confecção, e elaborado nos detalhes do<br />
seu preparo. É um prato especial, de bom paladar pelo seu visual e<br />
sabor, próprio para ser apreciado em dias significativos, tais como:<br />
aniversários, batizados, casamentos, feriados e outras comemorações.<br />
Dizem que o nome Paella surgiu do hábito dos camponeses, que após<br />
longos períodos no campo, ao chegarem saudosos das suas esposas<br />
preparavam esse delicioso prato "Para ella". Este prato de visual incrível<br />
e elaborada técnica de preparo, feito ao ar livre, assim que iniciado toma<br />
conta da festa. Todos querem saber os segredos dos ingredientes e<br />
temperos, assistirem ao preparo, ver como é que se faz. Há vários tipos<br />
de Paella. Entre as mais famosas, temos: Paella Valenciana, que é a<br />
original e, contrariamente ao que se pensa no Brasil, não comporta<br />
peixes nem frutos do mar. É feita com frango, coelho, às vezes escargots,<br />
e muitas verduras como alcach<strong>of</strong>ras, ervilhas, vagens, tomates,<br />
pimentões, azeite extra-virgem de oliva e açafrão; Paella de frutos do<br />
mar, desenvolvida muito mais tarde e comporta camarões, lulas,<br />
mexilhões, vongoles. Sempre com açafrão e azeite de oliva; e Paella<br />
mista, muito popular na Costa Brava (Catalunha) e se faz com frango,<br />
porco, lulas, camarões, vongoles, mexilhões, ervilhas ou vagens,<br />
pimentões com azeite de oliva e açafrão. Por meio desse exercício<br />
prático, destacaremos os aspectos relevantes da avaliação na<br />
gastronomia.<br />
REFERÊNCIAS<br />
WRIGHT, J.;TREUILLE,E. Le Cordon Bleu - Todas as Técnicas Culinárias. São Paulo:<br />
Editora Marco Zero, 1997.<br />
BARRETO, R.L.P. Passaporte para o Sabor. São Paulo: Editora SENAC, 1999..<br />
SEBESS, Mariana. Técnicas de cozinha pr<strong>of</strong>issional. 2. ed.Rio de Janeiro:SENAC<br />
Nacional, 2008<br />
NORMAN, Jill - Chefs: segredos e receitas dos maiores chefs do mundo - São Paulo;<br />
Editora Melhoramentos, 2007.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 37<br />
MATERIAL PARA A OFICINA:<br />
Paella na wok ou paelleira<br />
Ingredientes<br />
10 colheres de sopa de azeite<br />
1 xícara de cebola ralada<br />
250 gramas de pernil dianteiro de porco desossado em cubos de 2.5 cm<br />
300 gramas de pedaços de frango (pode ser sobrecoxa ou peito) ou pedaços<br />
variados<br />
5 colheres de chá de alho picado<br />
6 tomates cocasse<br />
5 folhas de louro<br />
Salsinha<br />
Sal<br />
Pimenta do reino moída na hora<br />
2 colheres de chá de açafrão em pó<br />
15 mexilhões bem limpos<br />
150 gramas de mariscos pequenos e postos de molho em água fria por 20<br />
minutos para eliminar a areia<br />
2 pimentões verdes, sem sementes e membranas, cortados em tiras finas<br />
150 gramas de vagem verde aparadas e cortadas em pedaços de 5 cm<br />
1 kilo de arroz de grão médio ou curto (arroz agulhinha)<br />
2 pimentões vermelhos, limpos e cortados em tiras finas<br />
300 gramas de camarão descascado e limpo<br />
200 gramas de lingüiça sem pele e cortada em fatias finas<br />
150 gramas de lula em rodelas<br />
100 gramas de polvo<br />
6 limões cortados em quatro<br />
4 colheres de sopa de manteiga
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 38<br />
Oficina 10<br />
NUPTEC - NÚCLEO DE APOIO À PESQUISA E INOVAÇÃO<br />
TECNOLÓGICA: UM PROJETO DE INOVAÇÃO,<br />
EMPREENDEDORISMO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA.<br />
Francisco Itami Campos, UniEVANGÉLICA,<br />
itamicampos@unievangelica.edu.br<br />
José Paulo Pietrafesa, UniEVANGÉLICA,<br />
pietrafesa@unievangelica.edu.br<br />
Nilton Correa da Silva, UniEVANGÉLICA,<br />
nilton@unievangelica.edu.br<br />
Viviane Carla Batista, UniEVANGÉLICA,<br />
vivianebatista@unievangelica.edu.br<br />
A <strong>of</strong>icina tem como objetivo desenvolver o conjunto de idéias que<br />
alimenta a proposta do Núcleo de Apoio à Pesquisa e Transferência de<br />
Tecnologia - NUPTEC, nome que marca o NIT - Núcleo de Inovação<br />
Tecnológica - da UniEVANGÉLICA, qual seja 'mudança de paradigma',<br />
'empreendedorismo', 'inovação', 'transferência de tecnologia', 'incubação<br />
de empresa'. O conhecimento representa o novo eixo de organização da<br />
sociedade pós-industrial. A sociedade do conhecimento tem como<br />
exigência a qualificação pr<strong>of</strong>issional e a busca da inovação e da<br />
tecnologia. A universidade se apresenta como um potencializador deste<br />
saber necessário a essa sociedade qualificada, ao mesmo tempo em que<br />
pode contribuir para uma visão crítica necessária à formação mais<br />
humana, cristã e cidadã. No atual contexto econômico e social, é também<br />
papel da Universidade compreender e difundir o conceito de inovação,<br />
sua importância estratégica para a sociedade e os mecanismos que<br />
propiciam a inovação no Brasil. Segundo o Manual de Oslo (2005,<br />
pág.22), a “inovação pode ocorrer em qualquer setor da economia,<br />
incluindo serviços governamentais como saúde e educação”. Esse<br />
manual define quatro tipos de inovações: inovações de produto,<br />
inovações de processo, inovações organizacionais e inovações de<br />
marketing e eles serão abordados na <strong>of</strong>icina. Será dado um foco na<br />
situação e problemas encontrados para o exercício da inovação em<br />
Goiás. Outro aspecto a ser discutido na <strong>of</strong>icina são as ações inovadoras e<br />
empreendedoras da UniEVANGÉLICA por meio da criação do NUPTEC
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 39<br />
e, dentre outros projetos, a recente criação da Incubadora de Empresas:<br />
a UniINCUBADORA. Uma Incubadora de empresas é uma estrutura que<br />
procura estimular a criação e o desenvolvimento de novos negócios, por<br />
meio da formação complementar do empreendedor em seus aspectos<br />
técnicos e gerenciais e pela <strong>of</strong>erta de uma estrutura física mínima<br />
necessária ao funcionamento das empresas nascentes.<br />
Palavras-chave: Inovação. Tecnologia. Empreendedorismo. NITs.<br />
NUPTEC.<br />
OFICINA 11<br />
A AVALIAÇÃO EM APRENDIZAGEM - UM DESAFIO PARA OS<br />
PROFISSIONAIS DO ENSINO SUPERIOR<br />
Sirlene A. R. Costa, UniEVANGÉLICA, Goianésia,<br />
sirlene@unievangelicagoianésia.edu.br<br />
O momento diferenciado na história da educação brasileira, de<br />
ampliação das oportunidades de acesso ao ensino, público e privado,<br />
nos diversos níveis educacionais, exige outras habilidades do<br />
pr<strong>of</strong>issional que se dedica às atividades de ensino-aprendizagem. Dos<br />
grandes desafios do ensino superior, avaliar, de forma coerente e<br />
produtiva, não tem sido uma tarefa fácil, considerando os aspectos sócioculturais<br />
que envolvem os alunos que chegam às universidades,<br />
sobretudo, os alunos dos cursos noturnos. Essa é uma realidade<br />
educacional, no mínimo, desafiadora.Além do desnível de conhecimento<br />
acadêmico, esses alunos não possuem tempo disponível para os<br />
estudos. Normalmente, são trabalhadores acadêmicos, com limitações<br />
financeiras, com déficit de aprendizagem e muitas responsabilidades<br />
sociais. Do outro lado, observa-se também, uma grande dificuldade por<br />
parte dos pr<strong>of</strong>essores em sistematizar os critérios de avaliação de<br />
aprendizagem a serem adotados. Alguns adotam critérios<br />
exageradamente rígidos, desconsiderando toda uma contextualização<br />
que envolve as práticas educacionais. Outros, adotam critérios
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 40<br />
extramente paternalistas, que exigem pouco ou nenhum esforço por<br />
parte do aluno ao que se refere à aquisição do conhecimento acadêmico.<br />
Desenvolver habilidades avaliativas coerentes, considerando os mais<br />
diversos fatores que envolvem as práticas educacionais, é, portanto, um<br />
dos grandes desafios a ser enfrentado pelos pr<strong>of</strong>essores das faculdades<br />
e universidades brasileiras.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 41<br />
2. FÓRUNS: RELATOS DE<br />
EXPERIÊNCIA<br />
2.1 AVALIAÇÃO DE ESTÁGIO<br />
2.1.1 Licenciaturas e Educação Física<br />
ESTÁGIO CURRICULAR NOS CURSOS DE LICENCIATURA: A<br />
AVALIAÇÃO COMO RECURSO DE APRENDIZAGEM<br />
Coordenadora:<br />
Libna Lemos Ignácio Pereira, UniEVANGÉLICA, libna@unievangélica.edu.br<br />
As novas tarefas atribuídas à escola e as exigências que são<br />
acrescentadas ao trabalho dos pr<strong>of</strong>essores impõem às instituições<br />
formadoras a revisão de aspectos essenciais na formação de<br />
pr<strong>of</strong>essores, de modo a assegurar-lhes a preparação pr<strong>of</strong>issional. Para<br />
responder aos desafios, o projeto pedagógico da instituição formadora<br />
precisa garantir ações comprometidas com suas concepções e<br />
definições acerca do pr<strong>of</strong>issional da educação que se pretende formar,<br />
dos saberes e competências a serem desenvolvidos; mas é<br />
imprescindível a formulação de um projeto de estágio que favoreça as<br />
discussões coletivas sobre as práticas institucionais e docentes, a fim de<br />
aperfeiçoar as atividades de estágio e redimensionar suas ações. Nesse<br />
enfoque, o projeto do estágio supervisionado dos cursos de Licenciatura<br />
do ISE considera o estágio curricular como ponto convergente no<br />
processo de formação do futuro pr<strong>of</strong>essor, responsável por capacitar o<br />
aluno a compreender e a enfrentar o mundo do trabalho, além de<br />
contribuir para a formação de sua consciência política e social, unindo a<br />
teoria à prática. Para alcançar esses objetivos, o estágio supervisionado<br />
deve assumir uma dimensão dinâmica, pr<strong>of</strong>issional, produtora de<br />
possibilidades de abertura para mudanças, ter significado e<br />
instrumentalizar os alunos para a docência, tendo a escola-campo como<br />
espaço de formação dos estagiários. Nesse sentido, é importante<br />
considerar a afirmação de Barreiro e Gebran (2006, p.91)
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 42<br />
Portanto, a prática de ensino deve propiciar ao aluno não<br />
apenas a vivência em sala de aula, como também o contato<br />
com a dinâmica escolar nos seus mais diferentes aspectos,<br />
garantindo e permitindo a interação teórico-prática.<br />
O estágio, então, deve propor situações didáticas em que os pr<strong>of</strong>essores<br />
em formação possam, por meio do estudo, da análise, da reflexão sobre<br />
as situações de ensinar e aprender, desenvolver habilidades para o<br />
conhecimento, a utilização e a avaliação de técnicas, métodos e<br />
estratégias de ensinar em situações diversas. Isso significa que o estágio<br />
deve pautar-se pela investigação da realidade, pela intervenção nas<br />
situações de ensino-aprendizagem, pela compreensão e<br />
problematização das situações observadas. Nessa perspectiva, Pimenta<br />
e Lima (2004, p.111), afirmam:<br />
Ao transitar da universidade para a escola e desta para a<br />
universidade, os estagiários podem tecer uma rede de<br />
relações, conhecimentos e aprendizagens, não com o<br />
objetivo de copiar, de criticar apenas os modelos, mas no<br />
sentido de compreender a realidade para ultrapassá-la.<br />
O bom desenvolvimento do estágio depende de seu planejamento,<br />
organização, acompanhamento e avaliação. Na avaliação do estágio<br />
supervisionado nos cursos de Licenciatura do ISE há, entre outros,<br />
alguns aspectos que são imprescindíveis: a) É realizada de forma<br />
contínua, levando em conta o conjunto de atividades desenvolvidas em<br />
todas as fases da operacionalização do estágio; b) É considerado<br />
espaço de aproximação da escola, de investigação, questionamento e<br />
reflexão; c) O aluno deve participar sistematicamente dos encontros<br />
grupais e apresentar relatórios orais e escritos, demonstrando<br />
capacidade de: criar, planejar, realizar e avaliar situações didáticas<br />
eficazes para o processo de aprendizagem dos alunos da escola-campo,<br />
utilizando seus conhecimentos nas áreas e disciplinas que fundamentam<br />
tais atividades; analisar criticamente a realidade educacional vigente<br />
descobrindo as crenças, as omissões, os estereótipos, as distorções, as<br />
lacunas, as incertezas que estão implícitas nas ações pedagógicas<br />
promovendo mudanças em sua prática docente, sentindo-se<br />
comprometido com a construção dos seus saberes e de sua identidade<br />
pr<strong>of</strong>issional; integrar-se no contexto escolar, desempenhando com<br />
competência o seu papel, compartilhando com os pr<strong>of</strong>essores e demais<br />
elementos da escola-campo os conhecimentos adquiridos no curso.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 43<br />
REFERÊNCIAS<br />
BARREIRO, Iraíde M. de F. ;GEBRAN, Raimunda Abou. Prática de Ensino e Estágio<br />
Supervisionado na Formação de Pr<strong>of</strong>essores. São Paulo: Avercamp, 2006.<br />
PIMENTA, S.G.; LIMA, M.L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004.<br />
A AVALIAÇÃO DE ESTÁGIO NO CURSO DE LETRAS<br />
Greice Helen de Melo Silva, UniEVANGÉLICA,<br />
greicehelen@unievangelica.edu.br<br />
A supervisão de estágio no curso de Letras tem sido um dos maiores<br />
desafios ao longo dos meus quase 15 anos de prática docente no ensino<br />
superior. No entanto, considero um desafio ainda maior, a avaliação de<br />
todo o processo. Como acompanhar efetivamente o desenvolvimento do<br />
estágio? Como avaliar e ressignificar a prática docente? Como avaliar o<br />
aluno-estagiário? Frente a estes questionamentos, proponho uma<br />
análise processual e crítica das diferentes etapas do estágio<br />
supervisionado no curso de Letras constituindo como objetivo<br />
compreender o processo de avaliação feita através do micro-ensino e do<br />
relatório de estágio. Busco, com este trabalho, tentar ultrapassar<br />
concepções e práticas classificatórias e autoritárias de avaliação através<br />
da promoção de uma avaliação dialógica e emancipatória.<br />
Palavras-chave: Estágio. Letras. Prática docente. Micro-ensino.<br />
AVALIAÇÃO DE ESTÁGIO NO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA<br />
James France Schutz, UniEVANGELICA,<br />
jafraschutz@yahoo.com.br<br />
A Prática de Ensino ou Estágio Supervisionado no Curso de Educação
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 44<br />
Física - Licenciatura é considerada como ponto convergente no processo<br />
de formação de pr<strong>of</strong>essores. Deverá auxiliar o aluno a compreender e<br />
enfrentar o campo de trabalho e contribuir para a formação de sua<br />
consciência política e social, unindo a teoria à prática. Para isso, o estágio<br />
deve assumir uma dimensão mais dinâmica, pr<strong>of</strong>issional, produtora de<br />
possibilidades e de abertura para mudanças. O futuro pr<strong>of</strong>essor deve,<br />
essencialmente, encarar a docência como trabalho contextualizado e<br />
transformador da realidade. O trabalho assim compreendido é<br />
considerado princípio articulador da prática-teoria-prática. Para cumprir<br />
tal princípio, o futuro pr<strong>of</strong>issional necessita analisar os métodos de<br />
trabalho, descrever, compreender e interpretar os fenômenos sociais que<br />
envolvem a sua pr<strong>of</strong>issão, com o objetivo de transformar as condições<br />
concretas em que se desenvolve. O aluno então, na segunda metade do<br />
curso, desenvolverá atividades de observação, semi-regência e regência<br />
nas escolas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, e em<br />
entidades de Ensino Especial, tanto da rede municipal, estadual e<br />
particular. O estagiário será orientado pelo pr<strong>of</strong>essor da instituição em<br />
que realiza suas atividades e a supervisão dessas fica a cargo do<br />
coordenador de estágio.<br />
Palavras-chave: Articulação Teoria e Prática. Semiregência. Regência.<br />
AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE<br />
BIOLOGIA.<br />
Marcos Rodrigo Beltrão Carneiro, UniEVANGELICA,<br />
mrbc@bol.com.br<br />
O Estágio Supervisionado consiste no desenvolvimento, junto às<br />
instituições de Ensino Fundamental e Médio da comunidade, das<br />
atividades referentes à formação dos acadêmicos de licenciatura, cujo<br />
principal objetivo é o desenvolvimento da prática pedagógica e a vivência<br />
in locus. Após os acadêmicos terem se instalado nas instituições de<br />
ensino fundamental e médio, os pr<strong>of</strong>essores de estágio fazem visitas ao<br />
local para orientação, supervisão e avaliação do estagiário. Essa<br />
avaliação envolve a coordenação, pr<strong>of</strong>essores regentes, alunos e com o<br />
próprio estagiário. Na avaliação do desempenho dos estagiários, são<br />
considerados, no processo, os aspectos: freqüência, assiduidade,<br />
responsabilidade, competência, metodologias etc.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 45<br />
Palavras-chave: Estágio supervisionado. Prática pedagógica.<br />
Avaliação.<br />
ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO DO CURSO DE<br />
MATEMÁTICA<br />
Marta Silvia Braz G. Pereira, UniEVANGELICA,<br />
msilviabraz@hotmail.com.br<br />
O estágio é uma etapa de fundamental importância na formação do futuro<br />
pr<strong>of</strong>essor de Matemática, pois vai embasar a sua competência, no<br />
exercício de sua função.Assim sendo, o estágio apresenta, para nós, três<br />
fases: observação, semi-regência e regência do Ensino Fundamental e<br />
Médio. Para que não haja dificuldade na compreensão do que deve ser<br />
realizado e relatado, o acadêmico recebe uma ficha orientadora no início<br />
do período, com todas as atividades a serem realizadas, tais como: aulas<br />
simuladas, micro-aulas, aulas de reforço e regência na escola campo,<br />
<strong>of</strong>icinas, confecção de material e montagem do laboratório em escolas<br />
públicas, resenhas de livros que dão fundamentação teórica para melhor<br />
realização das ações pedagógicas e/ou quaisquer outras atividades.<br />
Todas as atividades devem compor um portfólio, utilizado, ao final do<br />
estágio, como recurso de avaliação. O portfólio é um recurso didático que<br />
retrata o desempenho do aluno durante todas as etapas do estágio, além<br />
de ser instrumento que promove o desenvolvimento do acadêmico em<br />
relação à organização, à responsabilidade, à utilização correta da<br />
linguagem e da escrita. O portfólio poderá ser utilizado como recurso<br />
pedagógico, quando o acadêmico estiver no exercício de sua função de<br />
pr<strong>of</strong>essor.<br />
Palavras-chave:Avaliação. Matemática.Aula simulada. Portfólio.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 46<br />
AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO CURRICULAR - PRÁTICA DE ENSINO<br />
NO CURSO DE PEDAGOGIA<br />
Neide Rodrigues Ramos, UniEVANGELICA,<br />
vitor51@bhotmail.com.br<br />
Realizada de forma contínua e sistemática, a avaliação do Estágio<br />
considera cada momento e o conjunto das atividades desenvolvidas<br />
conforme os objetivos propostos e a organização do curso. Prática I -<br />
Observação participativa - O acadêmico deverá observar e registrar o<br />
cotidiano da escola tanto dentro quanto fora da sala de aula; Todas as<br />
atividades são devidamente registradas, com carga horária atestada pela<br />
autoridade competente, constituindo-se em material de análise e reflexão<br />
críticas nos encontros de sala de aula, momentos de contraposição da<br />
teoria à prática. São propostas ainda leituras e discussões de textos e<br />
retomada dos PCNs enquanto referência e apoio às discussões.<br />
Apresentação de relatório final. Prática II - Regência - realizada na<br />
mesma unidade em que foi realizada a prática I. Fazem parte da<br />
avaliação desta etapa os instrumentos de acompanhamento, registros,<br />
carga horária, relatos parciais, dificuldades encontradas, aspectos<br />
positivos, discussões, reflexões, orientações individual e coletiva,<br />
seguindo os mesmos procedimentos da Prática I, incluindo as aulas que<br />
são acompanhadas e avaliadas pela pr<strong>of</strong>essora orientadora, que<br />
considera o desempenho total do acadêmico (somatório dos aspectos<br />
elencados em instrumento específico). Ao aluno que não apresenta<br />
desempenho satisfatório na primeira aula é dada uma segunda<br />
oportunidade. A apresentação do relatório final de todas as atividades<br />
realizadas é condição indispensável para aprovação no Estágio. No<br />
relatório, entre outras competências e habilidades, o estagiário deverá<br />
analisar sua prática à luz dos fundamentos vistos durante o curso e<br />
avaliar criticamente a realidade educacional vigente buscando solução<br />
para as situações postas pelo cotidiano.<br />
Palavras-chave: Prática de ensino. Avaliação participativa. Regência.<br />
PNC.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 47<br />
2.1.2 Avaliação de estágio nas áreas da saúde<br />
Coordenadora:<br />
Dulcinea Campos, UniEVANGÉLICA, dulcinea@unievangelica.edu.br<br />
O estágio, nas diversas áreas de formação, tem a função de formar para a<br />
prática pr<strong>of</strong>issional. As Diretrizes Curriculares do Ministério da Educação<br />
estabelecem a obrigatoriedade da prática em todo o processo de<br />
formação, com destaque para um percentual mínimo de carga-horária de<br />
estágio obrigatório. Nas áreas da saúde, a prática pr<strong>of</strong>issional, nos<br />
campos de estágio, proporciona o processo ensino-aprendizagem para a<br />
atuação na área de conhecimento como também permitem a vivencia<br />
com a realidade do serviço de saúde brasileiro, em qualquer nível de<br />
assistência. Um dos desafios para o docente que acompanha o estágio e<br />
para os discentes em processo de formação está nos instrumentos de<br />
avaliação das atividades de estágio. A dimensão prática, na perspectiva<br />
da análise da ação a ser desempenhada, tem indicadores e protocolos a<br />
serem seguidos; no entanto, para além da execução da atividade<br />
pr<strong>of</strong>issional, observa-se a atitude do acadêmico frente ao paciente, aos<br />
demais pr<strong>of</strong>issionais da área da saúde e seu comportamento em relação<br />
às situações vivenciadas no que será o ambiente de trabalho.Aavaliação<br />
no estágio tem, portanto, uma dimensão objetiva, técnica e também<br />
aquela subjetiva que perpassa o comportamento, os valores e atitudes do<br />
acadêmico em formação. Por outro lado, o acadêmico precisa ser<br />
devidamente acompanhado e orientado no campo de estágio. O<br />
processo avaliativo precisa ser detalhado para que os discentes possam<br />
identificar os problemas e corrigir enquanto estão em processo de<br />
formação. Os desafios para se avaliar o estágio, nas áreas da saúde, são<br />
muitos e esse grupo de trabalho terá como eixo norteador o debate em<br />
torno dos mecanismos de avaliação dos aspectos objetivos e subjetivos<br />
do estágio e os problemas vivenciados na manutenção dos campos de<br />
estagio, especialmente os convênios com hospitais, secretárias de<br />
saúde entre outros. A partir deste fórum, será possível identificar<br />
situações a serem melhoradas, bem como destacar as experiências<br />
positivas e criativas na avaliação em estágio nas diferentes áreas da<br />
saúde.<br />
Palavras-chave:Avaliação. Estágio Curricular. Áreas da saúde.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 48<br />
AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM:<br />
RELATO DE EXPERIÊNCIA NO ESTÁGIO CURRICULAR EM<br />
MANIPULAÇÃO FARMACÊUTICA<br />
Ana Lúcia T. de Carvalho Zampieri,<br />
UniEVANGELICA,analucia.zampieri@terra.com.br<br />
As exigências impostas aos pr<strong>of</strong>issionais de saúde como, formação<br />
especializada sólida, visão holística, progressista e de pesquisa<br />
demonstram a necessidade de se repensar na dinâmica do<br />
conhecimento e investir em práticas educacionais que estimulem o<br />
educando à sua própria produção e construção. De acordo com a<br />
Resolução CNE/CES/2 (2002), o Curso de Graduação em Farmácia tem<br />
como perfil do formando egresso/pr<strong>of</strong>issional a formação generalista,<br />
humanista, crítica e reflexiva, com atuação em todos os níveis de atenção<br />
à saúde, com base no rigor científico e intelectual. Destaca também que a<br />
formação do Farmacêutico deve garantir o desenvolvimento de estágios<br />
curriculares, sob supervisão docente, proporcionando o<br />
aperfeiçoamento das habilidades, aplicação dos conhecimentos<br />
acadêmicos, resolução de problemas e tomada de decisões. Nesse<br />
contexto, a avaliação de estágio torna-se um instrumento importante<br />
para a formação discente, podendo ser considerada um processo de<br />
compreensão dos resultados alcançados e reflexão sobre as diferentes<br />
atividades desenvolvidas, não mais de responsabilidade exclusiva do<br />
corpo docente, mas com responsabilização crescente dos discentes,<br />
como agentes de sua própria construção, na perspectiva de sua<br />
capacitação para o desenvolvimento contínuo. O objetivo desse trabalho<br />
é compartilhar a experiência vivida no Estágio Curricular Supervisionado<br />
em Manipulação Farmacêutica do curso de Farmácia da<br />
UniEVANGÉLICA, buscando uma reflexão sobre a avaliação no<br />
processo de ensino-aprendizagem. Para tanto, o processo de avaliação<br />
será abordado a partir das estratégias de ensinagem adotadas: solução<br />
de problemas, portfólio, seminário e auto-avaliação. Para cada estratégia<br />
serão comentados os critérios de avaliação do ensino e da aprendizagem<br />
do desempenho do estudante.<br />
Palavras-chave: Avaliação. Estágio Curricular. Aprendizagem. Estratégias de<br />
Ensinagem.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 49<br />
AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES PRÁTICAS E ESTÁGIOS<br />
SUPERVISIONADOS SEGUNDO O REFERENCIAL DE<br />
DONABEDIAM - EXPERIÊNCIA DO CURSO DE ENFERMAGEM<br />
Sandra Valéria Martins Pereira, UniEVANGÉLICA,<br />
sandravaleria@unievangelica.edu.br<br />
Flávia Ferreira de Almeida, UniEVANGÉLICA,<br />
flavialmeida@unievangelica.edu.br<br />
A avaliação é um processo abrangente que implica uma reflexão crítica<br />
sobre a prática (captar avanços, resistências e dificuldades),<br />
possibilitando a tomada de decisão para superar os problemas<br />
identificados (VASCONCELLOS, 2005). O plano de avaliação interna do<br />
curso de Enfermagem da UniEVANGÉLICA está apoiada no referencial<br />
teórico de Donabedian - estrutura, processos e resultados (SILVA;<br />
FORMIGLI, 1994). Este processo busca ampliar a capacidade de<br />
feedback dos dirigentes do curso. Um dos empenhos significantes ao<br />
longo dos últimos três semestres letivos tem sido a avaliação das<br />
atividades práticas mediante instrumento de coleta de dados, que é<br />
respondido por alunos e pr<strong>of</strong>essores, bem como controlado e avaliado<br />
pela coordenadora de atividades práticas. Consideramos que este tipo<br />
de empenho constitui uma estratégia poderosa para coleta de dados<br />
realísticos, <strong>of</strong>erecendo bases para planejamento estratégico e tomada<br />
de decisão.<br />
Palavras-chave:Avaliação.Aprendizagem. Enfermagem<br />
AVALIAÇÃO DE ESTÁGIO NO CURSO DE ODONTOLOGIA<br />
Júlio César Arantes, UniEVANGÉLICA,<br />
arantesjc@yahoo.com.br<br />
O processo avaliativo do Estágio Supervisionado no Curso de<br />
Odontologia é realizado continuamente durante o semestre e visa a
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 50<br />
contemplar conteúdos teóricos e prática clínica, além de minimizar a<br />
subjetividade deste processo, tornando-o mais transparente possível.<br />
Quanto à teoria são aplicadas duas verificações de aprendizagem, com<br />
conteúdo de todas as especialidades de acordo com o período cursado.<br />
Caso a nota da primeira avaliação seja inferior a 60, o aluno deverá<br />
apresentar um seminário de um caso clínico que contemple todas as<br />
especialidades odontológicas, tendo a oportunidade de recuperar sua<br />
nota. Na segunda verificação, caso o aluno apresente nota insuficiente,<br />
deverá fazer uma outra avaliação com o objetivo de recuperar-se. Para a<br />
verificação prática, o aluno é submetido a avaliações a cada<br />
procedimento, sendo esta relatada no portfólio do aluno. Além disso, sua<br />
produção também é relacionada, bem como aspectos comportamentais<br />
(ética, responsabilidade, compromisso, iniciativa, organização,<br />
relacionamento interpessoal, pontualidade) e técnicos (preenchimento<br />
de prontuários e documentos, exame, diagnóstico, planejamento,<br />
tratamento, biossegurança, etc.). Caso não atinja a nota necessária, o<br />
aluno pode recuperar-se durante o restante do semestre e, se não houver<br />
recuperação, o aluno será submetido a exames finais práticos.Ao final de<br />
cada avaliação, o acadêmico recebe um relatório contendo: notas<br />
teóricas e práticas, produção, comentários dos pr<strong>of</strong>essores (pontos<br />
fortes, fracos e sugestões) e recomendações (recuperação, monitoria,<br />
exames, etc.). Esses dados são também distribuídos entre os<br />
coordenadores do estágio supervisionado, para que todos os<br />
pr<strong>of</strong>essores do próximo período tenham conhecimento sobre a vida<br />
acadêmica do aluno. Assim, todas as informações desse processo de<br />
avaliação contínuo são coletadas, registradas, armazenadas e<br />
interpretadas para realização de um diagnóstico discente, docente e do<br />
módulo de estágio supervisionado, detectando as mudanças<br />
necessárias nestes níveis.<br />
Palavras-Chave:Avaliação. Estágio. Odontologia.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 51<br />
ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM FISIOTERAPIA<br />
Rubia Mariana da Silva, UniEVANGÉLICA,<br />
rubiasilva@unievangelica.edu.br<br />
Segundo o artigo 1º do Regulamento de Estágio de Fisioterapia da<br />
UniEVANGÉLICA, “considera-se estágio supervisionado curricular, para<br />
efeitos do decreto federal Nº. 87.497 de 18/08/82, as atividades de<br />
aprendizagem social, pr<strong>of</strong>issional e cultural, proporcionadas ao<br />
estudante pela participação em situações reais da vida e trabalho de seu<br />
meio, sendo realizada na comunidade em geral ou junto a pessoas<br />
jurídicas de direito público ou privado, sob responsabilidade e<br />
coordenação da instituição de ensino superior”. O Estágio<br />
Supervisionado é obrigatório para a conclusão do curso de Fisioterapia<br />
do Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA, sendo<br />
indispensável à conclusão e aprovação deste para o recebimento do<br />
diploma de Bacharel em Fisioterapia. O Estágio tem a finalidade de<br />
aprimoramento científico, visando ao aprendizado de competências<br />
próprias da atividade pr<strong>of</strong>issional e à contextualização curricular,<br />
objetivando assim o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e<br />
para o trabalho. O Estágio acontece no último ano do curso e os<br />
a c a d ê m i c o s s ã o a c o m p a n h a d o s e o r i e n t a d o s p o r<br />
docentes/supervisores/fisioterapeutas do Curso de Fisioterapia do<br />
Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA. Os principais<br />
objetivos do estágio supervisionado são: Promover a interação entre o<br />
Centro Universitário e a comunidade; Estimular no aluno uma atitude<br />
pr<strong>of</strong>issional e ética na sua atuação no mercado de trabalho; Proporcionar<br />
ao aluno condições de experiências práticas, complementando o seu<br />
aprendizado teórico, visando ao aperfeiçoamento de seu processo de<br />
formação pr<strong>of</strong>issional; Capacitar o aluno nas diferentes áreas a realizar e<br />
interpretar a avaliação fisioterapêutica; Desenvolver a capacidade<br />
pedagógica de transmitir informações e orientações aos pacientes,<br />
cuidadores e responsáveis; Reconhecer as variações de evolução dos<br />
diversos quadros, agudos ou crônicos com ou sem atenção<br />
fisioterapêutica prévia; Capacitar o aluno a relatar e transcrever,<br />
documentando, com objetividade, os dados relativos aos seus pacientes,<br />
a desenvolver uma adequada relação com o paciente em seu aspecto<br />
biopsicossocial e a praticar o relacionamento interdisciplinar e<br />
multipr<strong>of</strong>issional com os demais membros da equipe; Possibilitar ao
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 52<br />
aluno o desenvolvimento de sua capacidade científica e criativa na área<br />
de formação por meio de conferências ou outra modalidade pedagógica,<br />
a ser definida pelo Conselho Acadêmico de Fisioterapia - CAF do curso<br />
de fisioterapia; Realizar experiências de pesquisa e extensão<br />
universitária. O acadêmico é avaliado diariamente, segundo<br />
conhecimentos teórico/práticos adquiridos. A avaliação consta de ficha<br />
própria composta por: Avaliação de comportamento pr<strong>of</strong>issional, com<br />
valor máximo de 15 (quinze) pontos; Avaliação de fichas e prontuários<br />
documentada, com valor máximo de 15 (quinze) pontos; Avaliação de<br />
atividades teóricas, com valor máximo de 15 (quinze) pontos; Avaliação<br />
de atividades práticas, com valor máximo de 40 (quarenta) pontos;<br />
Avaliação de atividades de desempenho científico, compreendendo<br />
atividades de desempenho científico (Conferências, seminários,<br />
discussão de casos, elaboração de folders, painéis, palestras,<br />
campanhas de saúde, etc), com valor máximo de 15 (quinze) pontos. Os<br />
tópicos da ficha de avaliação serão explicitados na <strong>of</strong>icina.<br />
Palavras-chave: Estágio. Fisioterapia.Avaliação fisioterapêutica.<br />
AVALIAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO<br />
SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA<br />
Geraldo de Lacerda Carvalho, UniEVANGÉLICA,<br />
lacerda@atelieodontorriso.odo.br<br />
O processo avaliativo do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia<br />
segue normativa própria contida em seu Manual de Estágio<br />
Supervisionado, sendo todo o processo de responsabilidade do(s)<br />
Pr<strong>of</strong>essor(es) Orientador(es) de Estágio. A avaliação é centrada nos<br />
aspectos quantitativos e qualitativos, a partir das atividades relatadas<br />
pelo estagiário nos seguintes momentos: Ficha de Acompanhamento<br />
que tem por finalidade comprovar a freqüência e avaliar o<br />
desenvolvimento do estagiário no campo de atuação específico, ela<br />
possui um campo destinado às assinaturas do Técnico/Tecnólogo<br />
responsável pelo estagiário na empresa cedente e pelo Pr<strong>of</strong>essor<br />
Orientador de estágio que atesta o bom desempenho e a assiduidade do<br />
estagiário no local de trabalho; Relatório deAvaliação Final do Estagiário,<br />
preenchido pelo técnico/tecnólogo em conjunto com responsável pelo<br />
estagiário da empresa cedente ao final do período de estágio e que
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 53<br />
permite aos representantes legais da empresa uma avaliação direta e<br />
precisa da atuação do estagiário; Relatório Final de Estágio redigido ao<br />
final do estágio, seguindo normas preestabelecidas pela Coordenação<br />
Pedagógica do Curso, em que relata as rotinas vivenciadas no ambiente<br />
de trabalho, os ambientes e equipamentos utilizados na área do<br />
radiodiagnóstico, além de tecer uma série de considerações inerentes ao<br />
seu <strong>of</strong>ício, permitindo um feedback aberto entre a empresa cedente e a<br />
instituição de ensino, possibilitando a identificação de pontos críticos no<br />
conteúdo abordado em ambiente acadêmico e a prática realizada em<br />
ambiente real e garantindo uma melhoria constante nos métodos<br />
utilizados pela instituição de ensino para qualificar seus acadêmicos;<br />
Freqüência do Estágio Supervisionado acompanhada mediante<br />
formulário próprio, em poder do acadêmico, devidamente assinada pelo<br />
pr<strong>of</strong>essor orientador no local do estágio.<br />
Palavras-chave: Estágio. Radiologia.Avaliação. Radiodiagnóstico.<br />
2.1.3 Avaliação de estágio nas áreas de exatas e ciências<br />
sociais aplicadas<br />
UMA ABORDAGEM SOBRE A AVALIAÇÃO DE ESTÁGIOS<br />
DOS CURSOS DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO, CIÊNCIA DA<br />
COMPUTAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO, DIREITO E GESTÃO<br />
FINANCEIRA.<br />
Coordenadora:<br />
Rosana Machado de Souza, UniEVAGÉLICA,<br />
rosanamachado@univangelica.edu.br<br />
Os relatos de experiência apresentados pelos diversos cursos da<br />
UniEVAGÉLICA encontram-se amparados na busca incansável das<br />
melhores condições de aprendizagem e a construção de competências<br />
necessárias para o desenvolvimento do futuro pr<strong>of</strong>issional. Dessa forma,<br />
o presente resumo buscará abordar os relatos dos cursos de Sistema de<br />
Informação e Ciência da Computação, com o pr<strong>of</strong>essor Rhogério; do
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 54<br />
curso de Administração, com o Pr<strong>of</strong>. Ieso; do curso de Direito, com a<br />
Pr<strong>of</strong>ª. Aline; e do curso de Gestão Financeira, com o Pr<strong>of</strong>. Emerson. No<br />
curso de Sistemas de Informação e Ciência da Computação, o Estágio<br />
Curricular Pr<strong>of</strong>issional é uma disciplina obrigatória a todos os alunos e faz<br />
parte da matriz curricular do sétimo e oitavo períodos. É realizado<br />
integralmente no ambiente externo a IES, através de um<br />
acompanhamento do desenvolvimento do acadêmico no ambiente<br />
empresarial. Pode ser realizado nos mais diversos locais onde envolve o<br />
conhecimento estudado, inclusive na própria Instituição de Ensino,<br />
mediante laboratórios que congreguem as diversas ordens práticas<br />
correspondentes aos diferentes pensamentos, desde que sejam<br />
estruturados e operacionalizados de acordo com regulamentação<br />
própria. A avaliação se dá através de instrumentos pedagógicos como<br />
relatórios parciais e relatório final, além do julgamento perante a empresa<br />
quanto ao acadêmico. O estágio obrigatório do Curso de Administração<br />
da UniEVANGÉLICA está distribuído em dois semestres, sendo no 7º<br />
período Estágio I e 8º (e último) período o Estágio II, perfazendo no total<br />
320 horas como parte integrante da matriz curricular. O estudante entra<br />
em contato com uma organização de sua preferência,<br />
independentemente do porte ou ramo de atuação e solicita do<br />
empresário a documentação comprobatória necessária, conforme<br />
estabelecido no Regulamento de Estágio. Bimestralmente o estagiário<br />
deve apresentar os relatórios comprobatórios das atividades e carga<br />
horária, com a assinatura do supervisor indicado pela empresa<br />
concedente e também do pr<strong>of</strong>essor orientador indicado pelo curso. A<br />
Empresa Júnior do Curso de Administração da UniEVANGÉLICA<br />
funciona como um laboratório de práticas gerenciais, prestando<br />
consultorias a micro e pequenas empresas de Anápolis e região. Tanto o<br />
estágio supervisionado quanto a Empresa Júnior constituem-se num<br />
importante mecanismo para a construção das competências gerenciais<br />
do estudante de administração. No curso de Direito, a preocupação<br />
constante, adequar o perfil do egresso do com as necessidades do<br />
mercado, é demonstrado pelo Núcleo de Prática Jurídica - NPJ, lugar em<br />
que o estágio curricular obrigatório é cumprido pelos alunos dos 9º e 10º<br />
períodos. No estágio os alunos devem cumprir 80 horas/aula e têm as<br />
seguintes atividades: atendimento aos clientes; confecção de petição<br />
inicial; e acompanhamento das ações iniciadas pelo NPJ até o seu final.<br />
Além das atividades internas, o Núcleo também é responsável pelas<br />
atividades de extensão ligadas ao Curso de Direito, em que os alunos<br />
prestam atendimento jurídico e aplicam o jogo jurídico "Trilha da<br />
Cidadania", direcionado às crianças e aos adolescentes. O NPJ<br />
pressupõe atividade prática e tem por finalidade preparar o aluno para a
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 55<br />
vida jurídica pr<strong>of</strong>issional. No Curso Superior de Tecnologia em<br />
Gestão Financeira, o pr<strong>of</strong>issional ocupa-se de um conjunto de ações e<br />
procedimentos administrativos que envolvem atividades de<br />
planejamento, análise e controle das rotinas financeiras da empresa. O<br />
estágio no curso não é disciplina obrigatória. Dessa forma, o objetivo<br />
básico do gestor financeiro é o de aumentar o valor do patrimônio líquido<br />
da empresa, por meio da geração de lucro líquido decorrente das<br />
atividades operacionais da organização. O gestor financeiro, para atingir<br />
estes objetivos, faz o uso de sistemas de informações gerenciais que lhe<br />
permita conhecer a situação financeira da empresa para a tomada de<br />
decisões atuando diretamente nela. Devido ao perfil do curso<br />
proporcionar formação específica e os discentes buscarem uma<br />
adequação as necessidades do mercado de trabalho, este proporciona<br />
uma aplicação prática dos conhecimentos.<br />
REFERÊNCIAS<br />
Plano de Desenvolvimento Institucional 2006-2008.<br />
Regulamento da Comissão Própria de Avaliação. Resolução CAS Nº. 28, de 21 de<br />
novembro de 2005.<br />
ESTÁGIO CURRICULAR PROFISSIONAL I E II NOS CURSOS DE<br />
SISTEMA DE INFORMAÇÃO E CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO<br />
Rhogério Correia de Souza Araújo, UniEVANGÉLICA,<br />
rhogeriocorrea@gmail.com<br />
O Estágio Curricular Pr<strong>of</strong>issional é uma disciplina obrigatória a todos os<br />
alunos e faz parte da matriz curricular do sétimo e oitavo períodos do<br />
curso de Sistemas de Informação/Ciência da Computação. É<br />
componente direcionado à consolidação do desempenho pr<strong>of</strong>issional<br />
desejado ao perfil do formando, devendo cada Instituição, por seus<br />
colegiados superiores acadêmicos, aprovar o correspondente de<br />
estágio, com suas diferentes modalidades. Pelo seu caráter
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 56<br />
implementador de desempenho pr<strong>of</strong>issional antes mesmo de se<br />
considerar concluído o curso, é necessário que, à proporção que os<br />
resultados do estágio forem sendo verificados, interpretados e avaliados,<br />
o estagiário esteja consciente do seu atual perfil naquela fase, para que<br />
ele próprio reconheça a necessidade da retificação da aprendizagem,<br />
nos conteúdos em que se observem equívocos ou insegurança de<br />
domínio, bem como da reprogramação de sua prática, assegurando,<br />
nessa reorientação e reprogramação teórico-prática, o direito subjetivo<br />
constitucional ao padrão de qualidade que se revelará no exercício<br />
pr<strong>of</strong>issional, já no âmbito das instituições sociais. É realizado<br />
integralmente no ambiente externo a academia, quando se procede ao<br />
acompanhamento do desempenho do acadêmico no ambiente<br />
empresarial. Pode ser realizado nos mais diversos locais que envolvem<br />
as áreas de conhecimento específicas, inclusive na própria IES, em<br />
laboratórios que concentrem as diversas ordens práticas,<br />
correspondentes aos diferentes conteúdos, estruturados e<br />
operacionalizados de acordo com regulamentação própria. A avaliação<br />
se dá através de instrumentos pedagógicos, a exemplo de relatórios<br />
parciais e relatório final, além do julgamento, frente a empresa, quanto ao<br />
nível de desempenho acadêmico.<br />
Palavras-chave: Estágio. Pr<strong>of</strong>issional. Prática. Consolidação.<br />
RELATO DE EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO VIVENCIADAS NO<br />
PROGRAMA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO E CONSULTORIA<br />
EMPRESA JÚNIOR DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA<br />
UniEVANGÉLICA<br />
Ieso Costa Marques, UniEVANGÉLICA,<br />
iesocosta@unievangelica.edu.br<br />
O estágio supervisionado obrigatório, conforme é desenvolvido no Curso<br />
de Administração da UniEVANGÉLICA, está distribuído em dois<br />
semestres: Estágio I, no 7º período, e Estágio II, no 8º , perfazendo um<br />
total 320 horas, enquanto carga-horária integrante da matriz curricular. O<br />
estudante entra em contato com uma organização de sua preferência,
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 57<br />
independentemente do porte ou ramo de atuação, e solicita do<br />
empresário a documentação comprobatória necessária, conforme<br />
estabelecido no Regulamento de Estágio. Bimestralmente, o estagiário<br />
deve apresentar os relatórios comprobatórios das atividades e da carga<br />
horária, com a assinatura do supervisor, indicado pela empresa<br />
concedente, e também do pr<strong>of</strong>essor orientador, indicado pelo curso. A<br />
Empresa Júnior do Curso de Administração da UniEVANGÉLICA<br />
funciona como um laboratório de práticas gerenciais, prestando<br />
consultorias a micro e pequenas empresas de Anápolis e região. O<br />
ingresso na diretoria da Empresa Júnior se faz mediante processo<br />
eleitoral. Os estudantes montam suas chapas anualmente e o colegiado,<br />
composto por todos os estudantes devidamente matriculados no curso,<br />
escolhe a chapa vencedora. Nesta atuam diretores juniores eleitos e<br />
também consultores associados voluntários. Tanto o estágio<br />
supervisionado quanto a Empresa Júnior constituem-se um importante<br />
mecanismo para a construção das competências gerenciais do<br />
estudante de Administração. O objetivo do presente trabalho é relatar<br />
experiências de sucesso vivenciadas no programa de estágio do curso<br />
de Administração e também na Empresa Júnior. Como metodologia, foi<br />
estabelecida a participação no fórum de debates, onde serão<br />
apresentadas e relatadas essas experiências. Dentre outras, podemos<br />
destacar: a) Contratação imediata do estudante após o estágio; b)<br />
Abertura do próprio negócio em função do know-how adquirido durante o<br />
estágio; c) Transferência de conhecimento e tecnologia empresa x<br />
escola.<br />
Palavras-chave:Administração. Empresa Júnior. Estágio. Relatos.<br />
A AVALIAÇÃO DE ESTÁGIO NO CURSO DE DIREITO<br />
Aline Seabra, UniEVANGÉLICA,<br />
alineseabra@unievangelica.edu.br<br />
O Núcleo de Prática Jurídica é o lugar em que o estágio curricular<br />
obrigatório é cumprido pelos alunos dos 9º e 10º períodos. No estágio, os
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 58<br />
alunos devem cumprir 80 horas/aula e possuem as seguintes atividades:<br />
atendimento aos clientes; confecção de petição inicial; acompanhamento<br />
das ações iniciadas pelo NPJ até o seu final. Além das atividades<br />
internas, o NPJ também é responsável pelas atividades de extensão<br />
ligadas ao Curso de Direito, em que os alunos prestam atendimento<br />
jurídico e aplicam o jogo jurídico "Trilha da Cidadania", direcionado às<br />
crianças e aos adolescentes. O NPJ pressupõe atividade prática e tem<br />
por finalidade preparar o aluno para a vida jurídica pr<strong>of</strong>issional.<br />
Palavras-chave: Avaliação. Estágio. Direito. NPJ.<br />
AVALIAÇÃO DE ESTÁGIO EM GESTÃO FINANCEIRA<br />
Emerson Santana de Souza, UniEVANGÉLICA,<br />
emersonsantana@pop.com.br<br />
A gestão financeira se ocupa de um conjunto de ações e procedimentos<br />
administrativos, que envolvem atividades de planejamento, análise e<br />
controle das rotinas financeiras da empresa, objetivando a maximização<br />
dos resultados econômico-financeiros decorrentes de suas atividades<br />
operacionais. As principais funções do gestor financeiro são: a) análise e<br />
planejamento financeiro, a fim de planejar as ações necessárias para<br />
obter melhorias; b) captação e aplicação de recursos financeiros,<br />
negociando a captação de recursos financeiros necessários, bem como a<br />
aplicação destes quando excedentes; c) crédito e cobrança, se ocupando<br />
da análise e concessão de crédito aos clientes e administração dos<br />
recebimentos dos créditos concedidos; d) caixa, se ocupando de efetuar<br />
os recebimentos e os pagamentos, controlando o saldo de caixa; e)<br />
contas a receber, efetuando os controles sobre o recebimento das<br />
vendas a prazo; f) contas a pagar, controlando as contas a pagar relativas<br />
às compras a prazo, impostos, despesas operacionais e outras; g)<br />
contabilidade, supervisionando os registros das operações realizadas<br />
pela empresa e a emissão de relatórios. Dessa forma, resumindo, o<br />
objetivo básico do gestor financeiro é o de aumentar o valor do patrimônio<br />
líquido da empresa, por meio da geração de lucro líquido decorrente das<br />
atividades operacionais da organização. Para atingir estes objetivos, o<br />
gestor financeiro faz uso de sistemas de informações gerenciais que lhe<br />
permitam conhecer a situação financeira da empresa para a tomada de
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 59<br />
decisões.<br />
Palavras-chave: Gestão financeira. Funções financeiras. Administrador<br />
financeiro.<br />
2.2 AVALIAÇÃO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE<br />
CURSO (TCC)<br />
Coordenadoras:<br />
Débora Cristina Santos e Silva, UniEVANGÉLICA,<br />
deborasantos@unievangelica.edu.br<br />
Mirley Luciene dos Santos, UniEVANGÉLICA, mirley@unievangelica.edu.br<br />
As estratégias de avaliação têm-se mostrado cada vez mais relevantes<br />
no processo de formação dos graduandos nas Instituições de Ensino<br />
Superior (IES). Um dos elementos essenciais desse processo é, sem<br />
dúvida, o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), uma vez que se<br />
constitui a produção acadêmica de finalização de cursos de Bacharelado<br />
e, eventualmente, de Licenciaturas. Neste, o graduando demonstra sua<br />
competência na efetivação da pesquisa acadêmica, coroando, assim,<br />
seu processo de formação pr<strong>of</strong>issional. Isso tem acarretado, mesmo em<br />
IES particulares, que normalmente não possuem tradição de pesquisa,<br />
um aumento considerável de demanda em apresentações de TCC.<br />
Diante desse cenário, mostra-se a necessidade premente de se preparar<br />
o docente e os gestores pedagógicos para mais essa atribuição: a<br />
orientação, o acompanhamento e a avaliação do TCC. Portanto, o<br />
objetivo desse fórum é justamente abrir um espaço de discussão dos<br />
critérios para avaliação do TCC, bem como dos aspectos envolvidos em<br />
todo o processo de orientação e defesa, uma vez que estes se encontram<br />
interligados no conjunto da produção como um todo. Pretendemos, a<br />
partir desse fórum, discutir os procedimentos adotados nos diferentes<br />
cursos da UniEVANGÉLICA, por meio do relato de experiência dos<br />
coordenadores de TCC, com o intuito de encontrar soluções para as<br />
questões que se interpõem ao bom andamento do processo de<br />
orientação e defesa. É também uma de nossas metas contribuir para a<br />
formação do pr<strong>of</strong>essor que, além de ser um mediador do processo
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 60<br />
educacional em sala de aula, tem que ser também um pesquisador e um<br />
orientador de pesquisa. Desta forma, nosso trabalho busca pautar-se nos<br />
princípios básicos da pesquisa científica, mas também se volta para os<br />
fatores efetivamente práticos do processo de orientação, tendo como<br />
foco específico o TCC. Desta forma, pretendemos fomentar uma<br />
discussão sobre os aspectos pragmáticos da orientação e da defesa:<br />
escolha e delimitação do tema de pesquisa dentro de linhas de pesquisa,<br />
disponibilização de bibliografia nas áreas de estudo, escolha adequada<br />
de metodologia e categorias de análise, relação pedagógica no processo<br />
de orientação, atuação dos coordenadores de Núcleos de Trabalho de<br />
Conclusão de Cursos (NTCs), escolha e atribuições das bancas de<br />
defesa, critérios para avaliação dos trabalhos pela banca, entre outros.<br />
Nessa perspectiva, defendemos a idéia de que, antes de habilitar-se a<br />
orientar pesquisa e avaliar trabalhos científicos, o docente tem que “ser”<br />
um pesquisador, ou seja, deve entender o processo de ensinoaprendizagem<br />
como um ato contínuo de pesquisa e ter experiência de<br />
produção científica. Isso quer dizer que a pesquisa deve fazer parte<br />
natural da vida acadêmica, tanto por parte do graduando quanto do<br />
pr<strong>of</strong>essor. O que ocorre, na prática, principalmente nas graduações, é<br />
uma desvinculação das ações de ensino e pesquisa, ficando esta última,<br />
quase sempre e com raras exceções, restrita aos últimos semestres do<br />
curso, quando os alunos se vêem diante da tarefa “hercúlea” (para a<br />
grande maioria) de elaborar e apresentar um trabalho monográfico ou um<br />
artigo científico. Evidentemente, a coordenação pedagógica dos cursos,<br />
bem como os coordenadores de estágio e TCC, são igualmente<br />
responsáveis pelo processo de elaboração e apresentação do TCC.<br />
Consequentemente, é preciso que haja um trabalho colaborativo entre<br />
esses e os pr<strong>of</strong>essores-orientadores, no sentido de abrir perspectivas,<br />
tais como: definição de linhas de pesquisa nos cursos, criação de Grupos<br />
de Pesquisa, interação Estágio-TCC, incentivo à pesquisa em nível de<br />
clínicas, laboratórios (entre estes, os pedagógicos, de informática e de<br />
línguas), escritórios-modelo, empresas juniores e projetos de extensão.<br />
Diante dessas considerações, cremos que são em oportunidades como<br />
esta - a dos nossos encontros de capacitação docente - que podemos<br />
expor nossas inquietações, partilhar nossas dificuldades e buscar<br />
soluções para nossos problemas. Este fórum, portanto, defende a idéia<br />
de uma construção coletiva entre os que pretendem dele participar. Não<br />
há fórmulas prontas, mas, com certeza, as experiências de cada um de<br />
nós podem contribuir para novas e criativas saídas. Por isso, esperamos<br />
que todos os envolvidos no processo de orientação e avaliação de TCC<br />
em nossos cursos participem desse fórum.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 61<br />
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS<br />
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - NBR 14724, Dez/ 2005 (Trabalhos<br />
Acadêmicos); NBR 6022, Maio/2003 (Artigo Científico), NBR 6028, Nov/ 2003<br />
(Resumos); NBR 10520, Ago/ 2002 (Citações); NBR 6023, Ago/ 2002 (Referências<br />
Bibliográficas)<br />
AZEVEDO, Israel Belo de. O prazer da produção científica. São Paulo: Hagnos, 2001.<br />
D'ONOFRIO, Salvatore. Metodologia do trabalho intelectual. São<br />
Paulo:Atlas, 1999<br />
KOCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e<br />
prática da pesquisa. 14 ed. Petrópolis: Ed. Vozes, 1997.<br />
_______. Pesquisa científica: critérios epistemológicos. Petrópolis: Vozes, 2005.<br />
MEDEIROS, João Bosco. Redação científica.São Paulo:Atlas, 2004.<br />
MIRANDA, J. Luis C. de; GUSMÃO, Heloísa R. Como escrever um artigo científico.<br />
Niterói: EDUFF, 1997.<br />
PIETRAFESA, José Paulo et al (Org). Do contexto ao texto: os desafios da linguagem<br />
científica. Goiânia: Kelps, 2006.<br />
SALOMON, Décio V. Como fazer uma monografia. São Paulo: Martins Fontes, 2001.<br />
SEVERINO,Antônio J. Metodologia do trabalho científico. São Paulo; Cortez, 2001.<br />
AVALIAÇÃO FORMATIVA NA PRODUÇÃO CIENTÍFICA DO TCC:<br />
EXPERIÊNCIA DO CURSO DE ENFERMAGEM DA<br />
UniEVANGÉLICA, FUNDAMENTADA NOS PRINCÍPIOS DA<br />
PROBLEMATIZAÇÃO E DA CRÍTICA SOCIAL DOS CONTEÚDOS<br />
Sandra Valéria Martins Pereira, UniEVANGÉLICA,<br />
sandravaleria@unievangelica.edu.br<br />
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de graduação em Enfermagem<br />
da UniEVANGÉLICA é construído no chamado eixo de produção
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 62<br />
científica, que integra três disciplinas sucessivas do sexto ao oitavo<br />
períodos. A avaliação da produção científica possui três indicadores<br />
essenciais: a) capacidade de enxergar a realidade e suas demandas; b)<br />
capacidade de levantar recursos teóricos que possibilitem a definição de<br />
conceitos essenciais ao diálogo com a realidade e de argumentação; c)<br />
tomada de decisão na escolha de estratégias de transformação da<br />
realidade, seja por meio de pesquisa-intervenção, seja pela produção<br />
bibliográfica. A avaliação formativa consiste no acompanhamento dos<br />
produtos da pesquisa, protocolos do Comitê de Ética, projeto de<br />
pesquisa, instrumento de coleta de dados, protocolos específicos e<br />
outros. O feed back é operacionalizado por meio de tutoria com<br />
pr<strong>of</strong>essores orientadores e com a Comissão Interna de Avaliação de<br />
Pesquisa em Enfermagem (CIAPE), além de <strong>of</strong>icinas e seminários, que<br />
geram os conceitos avaliativos, cuidadosamente somados e registrados<br />
em ficha individual de acompanhamento semestral. O TCC pode ser uma<br />
monografia individual ou um artigo, com até quatro autores. O método<br />
tem sido monitorado, re-avaliado e adaptado, há cerca de quatro anos.<br />
Os resultados têm incrementado a produção científica do curso e<br />
corroborado com as metas da política institucional nessa área.<br />
Palavras-chave:Avaliação. Graduação. Enfermagem. TCC.<br />
NÚCLEO DE TRABALHO DE CURSO DO DIREITO: RUMO AO<br />
DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA INSTITUCIONAL<br />
Edson de Sousa Brito, UniEVANGÉLICA,<br />
edsonsbrito@ig.com.br<br />
O relato sobre o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Trabalho de Curso<br />
(NTC) do Curso de Direito da UNIEVANGÉLICA constará de três partes.<br />
Primeiramente, serão abordados os desafios atuais que o NTC enfrenta,<br />
depois as ações propostas e desenvolvidas e, por fim, os resultados<br />
esperados dos trabalhos desenvolvidos ao longo do semestre. Quanto<br />
aos desafios atuais, destacam-se o papel do MEC e as novas exigências<br />
de pesquisa na IES. Será abordado também o problema da interpretação
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 63<br />
das normas de ABNT. Outra questão relevante é o grave problema<br />
relacionado à falta de leitura e à correta aplicação da língua portuguesa<br />
nos textos científicos. O segundo momento do relato se refere às ações<br />
desenvolvidas pelo Núcleo, entre as quais se destacam: o incentivo à<br />
pesquisa e à publicação em revistas científicas; a aproximação dos<br />
acadêmicos ao Comitê Institucional de Ética; a criação de novas linhas de<br />
pesquisa que aproximem o NTC e os cursos de pós-graduação lato e<br />
stricto sensus da UniEVANGÉLICA, além da criação de um grupo de<br />
pesquisa do Curso de Direito, que seja cadastrado no Diretório de Grupos<br />
do CNPq. Desta forma, espera-se de ações como essas que se desperte<br />
o espírito de inovação e investigação entre os pr<strong>of</strong>essores, que se<br />
fortaleça o grupo de pesquisa a ser criado e que, por fim, se<br />
disseminem novas publicações de artigos e outros trabalhos<br />
científicos, produzidos pelo curso.<br />
Palavras-Chave: Pesquisa institucional. Grupo de pesquisa.ABNT.<br />
AVALIAÇÃO DE TCC NOS CURSOS DE CIÊNCIA DA<br />
COMPUTAÇÃO E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DA<br />
UniEVANGÉLICA<br />
Viviane Carla Batista, UniEVANGÉLICA,<br />
vivianebatista@unievangelica.edu.br<br />
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) dos Cursos de Ciência da<br />
Computação e Sistemas de Informação da UniEVANGÉLICA está<br />
inserido no Projeto Pedagógico como disciplina da matriz curricular,<br />
possuindo as prerrogativas de uma disciplina comum, inclusive no que se<br />
refere à avaliação. O processo é dividido em dois semestres, sendo que,<br />
no primeiro, o aluno elabora o projeto e este é submetido à qualificação<br />
por meio de uma banca avaliadora, composta por três pr<strong>of</strong>essores: o<br />
pr<strong>of</strong>essor-orientador, um pr<strong>of</strong>essor da área técnica da mesma linha de<br />
pesquisa em que o projeto está inserido e um pr<strong>of</strong>essor da área das<br />
ciências humanas, responsável pelas observações referentes à língua<br />
portuguesa e normas da ABNT. No segundo semestre, o aluno dá<br />
continuidade ao trabalho, desenvolvendo a pesquisa, elaborando uma
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 64<br />
monografia e apresentando os resultados para uma banca avaliadora,<br />
formada com as mesmas exigências relatadas anteriormente. Em sua<br />
primeira experiência, a avaliação aconteceu apenas no final do semestre,<br />
tendo seus critérios e pontuação definidos no Regulamento de TCC.<br />
Esses critérios são previamente conhecidos pelos docentes e discentes.<br />
A coordenação de TCC, juntamente com o colegiado dos cursos de<br />
computação, observou a necessidade de haver checkpoints de avaliação<br />
e não apenas a avaliação formal pela banca. Assim, o regulamento foi<br />
reestruturado e a avaliação ficou dividida em três etapas: a 1ª VA é<br />
realizada pelo pr<strong>of</strong>essor-orientador, de acordo com critérios<br />
estabelecidos por ele, em acordo com o orientando; A 2ª VA é realizada<br />
pela banca; e o Exame Final é uma oportunidade de correção do trabalho,<br />
conforme as ressalvas levantadas pela banca.<br />
Palavras-chave: Avaliação. Trabalho de Conclusão de Curso.<br />
2.3 EXPERIÊNCIAS EM AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM<br />
Coordenadora:<br />
Cláudia Regina Major, UniEVANGÉLICA,<br />
claudiaregina@unievangelica.edu.br.<br />
Segundo Luckesi (2008), a cada dia, buscam-se novas formas de<br />
avaliar enquanto atos subsidiários que tragam resultados positivos de<br />
nossa ação docente e que sirvam de suporte e sustentação para nosso<br />
sucesso. Para Libâneo (1996), a avaliação da aprendizagem deve<br />
permitir uma apreciação qualitativa sobre dados relevantes do processo<br />
ensino-aprendizagem, auxiliando o pr<strong>of</strong>essor a tomar decisões sobre o<br />
seu trabalho. Portanto, para discussão e apresentação de estudos<br />
práticos sobre as novas formas de avaliar, realizaremos este Fórum, que<br />
oportunizará aos pr<strong>of</strong>essores dos Cursos de Enfermagem, Odontologia e<br />
Medicina da UniEVANGÉLICA o relato de suas experiências em<br />
avaliação da aprendizagem. As experiências relatadas vislumbrarão a<br />
avaliação como um processo de reflexão sobre o nível de qualidade do<br />
trabalho escolar, tanto do pr<strong>of</strong>essor como dos acadêmicos, buscando<br />
tornar a aprendizagem significativa. Sendo assim, cada pr<strong>of</strong>essor<br />
procederá ao relato e à reflexão sobre suas vivências no processo de
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 65<br />
ensino-aprendizagem em seu curso. O pr<strong>of</strong>essor Pedro Paulo Ferreira<br />
Spíndola relata sua experiência de avaliação no curso de Odontologia.<br />
Como coordenador pedagógico e pr<strong>of</strong>essor do curso, reafirma que o<br />
processo de avaliação da aprendizagem de um determinado módulo ou<br />
conteúdo tem uma importante função como instrumento de motivação,<br />
valorização e diagnóstico do processo de ensino e aprendizagem. O<br />
planejamento da avaliação, a determinação dos instrumentos<br />
avaliativos, seus valores, a forma de aplicação e a composição da nota<br />
final, bem como o modo de exposição aos alunos podem, de forma<br />
relevante, valorizar as habilidades e competências desenvolvidas pela<br />
disciplina e promoverem um excelente resultado no andamento da<br />
disciplina. Esse sentimento valoriza a relação entre pr<strong>of</strong>essor e aluno<br />
além de aumentar a pertinência do conteúdo trabalhado no contexto<br />
geral de formação do aluno.Adiscussão da forma de composição da nota<br />
nos remete também à reflexão sobre o trabalho necessário à sua<br />
execução, pois o pr<strong>of</strong>essor necessita estimar qual o volume de trabalho<br />
que tal processo avaliativo acarretará e qual a disponibilidade de tempo<br />
para esta atividade. O Pr<strong>of</strong>essor William Álvares, experiencia o ato de<br />
avaliar como pr<strong>of</strong>essor na disciplina Habilidades Médicas, no curso de<br />
Medicina. Defende que a avaliação seja dividida em processos<br />
formativos e somativos. A avaliação formativa possibilita ao pr<strong>of</strong>essortutor<br />
conhecer as dificuldades dos alunos, buscando instrumentos mais<br />
adequados para a sua superação e o desenvolvimento de suas<br />
potencialidades. Esta é realizada em vários passos, destacando, entre<br />
estes: a avaliação pelo Tutor; a avaliação interpares e a auto-avaliação.<br />
Por outro lado, a avaliação somativa ajuda o pr<strong>of</strong>essor-tutor a identificar a<br />
aprendizagem efetivamente ocorrida e é realizada através de provas<br />
escritas, análise de casos e testes múltipla escolha. A Pr<strong>of</strong>essora Glaucy<br />
Lopes Sakai Passos apresenta sua experiência, vivenciada dia-a-dia, no<br />
curso de Enfermagem. Como coordenadora pedagógica e pr<strong>of</strong>essora do<br />
curso, apresenta uma forma de avaliação que segue a política<br />
interinstitucional, sendo um processo consolidado com a nota, o que não<br />
impede que seja desenvolvido por meio de práticas inovadoras,<br />
estendendo-se tanto à perspectiva unidirecional ou somativa, quanto à<br />
multidirecional, que integra a diagnóstica, a formativa e a somativa<br />
(ZAMBELLI, 1997). A coordenação do curso elaborou um instrumento de<br />
avaliação contínua, fundamentada na estratégia dos créditos positivos.<br />
O instrumento é detalhadamente apresentado no início do semestre<br />
letivo. Nele, o acadêmico recebe créditos positivos a serem computados<br />
na média de 1ª VA e reinicia com novos créditos para a 2ª VA,<br />
contemplando a avaliação somativa, na verificação da freqüência e nos<br />
demais itens; a avaliação formativa, que inclui participações, entregas de
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 66<br />
atividades propostas, apresentações e outras. O acadêmico pode manter<br />
os pontos iniciais ou perdê-los, gradativamente, a cada proposta ou aula,<br />
caso não atinja os objetivos pretendidos. Também possibilita ao<br />
pr<strong>of</strong>essor fazer julgamento e apreciação dos fatos observados.<br />
REFERÊNCIAS<br />
CAMARGO, A. L. C. (1997). O discurso sobre a avaliação escolar do ponto de vista<br />
do aluno. Revista da Faculdade de Educação do Rio de Janeiro,23(1-2).<br />
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1996.<br />
LUCKESI C. CIPRIANO.Avaliação daAprendizagem Escolar.São Paulo: Cortez,2000.<br />
SILVA, Z. B. (2001). O processo avaliativo na aprendizagem baseada em problemas:<br />
Um estudo com alunos de medicina. Dissertação de Mestrado não-publicada,<br />
Faculdade de Ciências Humanas, Universidade São Francisco.Bragança Paulista, SP.<br />
ZAMBELLI, P. C. Avaliação: Um pensamento desafio. Tecnologia educacional, v.25 (<br />
136-137). P. 57-60,1997.<br />
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: PLANEJAMENTO DA FORMA<br />
DE COMPOSIÇÃO DA NOTA FINAL COMO INSTRUMENTO DE<br />
VALORIZAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO.<br />
Pedro Paulo Ferreira Spíndola, UniEVANGÉLICA,<br />
pedropaulo@unievangelica.edu.br<br />
O processo de avaliação da aprendizagem de um determinado módulo<br />
ou conteúdo tem uma importante função como instrumento de<br />
motivação, valorização e diagnóstico do processo de ensino e<br />
aprendizagem. O planejamento da avaliação, a escolha dos<br />
instrumentos avaliativos, seus valores, a forma de aplicação e a<br />
composição da nota final, bem como o modo de exposição destes aos<br />
alunos podem, de forma relevante, valorizar as habilidades e<br />
competências desenvolvidas pela disciplina e promover um excelente<br />
resultado no andamento da disciplina. A transparência deste processo,<br />
desde o momento inicial até a divulgação dos resultados, dá ao aluno<br />
uma segurança e uma estimativa do esforço necessário ao cumprimento<br />
de suas atividades. Esse sentimento valoriza a relação entre pr<strong>of</strong>essor e
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 67<br />
aluno, além de aumentar a pertinência do conteúdo trabalhado, no<br />
contexto geral de formação do aluno. Nesse sentido, a discussão da<br />
forma de composição da nota nos remete também à reflexão a respeito<br />
do trabalho necessário para cada atividade proposta, uma vez que o<br />
pr<strong>of</strong>essor necessita estimar qual o volume de trabalho que tal processo<br />
avaliativo acarretará e que tempo terá disponível para esta atividade.<br />
Portanto, o planejamento do processo avaliativo não se restringe tãosomente<br />
a provas e/ou testes, mas a objetivos, relações, motivação do<br />
aluno e volume de trabalho que estes irão acarretar.<br />
Palavras-chave: Avaliação. Planejamento. Composição de nota final.<br />
SISTEMA DE AVALIAÇÃO ADOTADO NA TUTORIA DO<br />
CURSO DE MEDICINA DA UniEVANGÉLICA<br />
Willian Álvares, UniEVANGÉLICA,<br />
walvares@superig.com.br<br />
Considerando que o curso de graduação almeja a formação integral do<br />
aluno, isto é, incluindo atitudes e habilidades, com o mesmo interesse e<br />
valoração dados à aquisição de conhecimentos, a aferição da<br />
aprendizagem deve representar um processo de compreensão dos<br />
avanços, limites e dificuldades que os alunos estão encontrando para<br />
atingir os objetivos propostos. A avaliação deve ser compreendida como<br />
um ato dinâmico, que subsidia o redirecionamento da aprendizagem,<br />
possibilitando o alcance dos resultados desejados. Aavaliação é dividida<br />
em dois processos: o formativo e o somativo. A avaliação formativa<br />
possibilita ao pr<strong>of</strong>essor/tutor conhecer as dificuldades dos alunos e, por<br />
conseguinte, identificar o tipo de intervenção mais adequada à<br />
superação das mesmas e o desenvolvimento das potencialidades do<br />
acadêmico. Por seu lado, a avaliação somativa ajudará o pr<strong>of</strong>essor/tutor<br />
a identificar a aprendizagem efetivamente ocorrida. A avaliação<br />
formativa, na tutoria, é realizada em vários passos, destacando-se, entre<br />
estes: a) Avaliação pelo Tutor; b) Avaliação interpares; c) Auto-avaliação.<br />
A avaliação somativa, na tutoria, é realizada através de provas escritas,<br />
análise de casos e testes múltipla escolha. Para atingir sua finalidade
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 68<br />
específica, a avaliação do aluno deve ser coerente com os princípios<br />
psicopedagógicos e sociais, adotados no processo de ensinoaprendizagem<br />
do curso.<br />
Palavras-chave:Avaliação formativa.Avaliação somativa. Tutoria.<br />
SUPERANDO OS DESAFIOS DA DESMOTIVAÇÃO E DA SALA DE<br />
AULA HIPERHABITADA A PARTIR DA AVALIAÇÃO QUALITATIVA<br />
Glaucy Lopes Sakai Passos, UniEVAGÉLICA,<br />
glaucylopes@unievangelica.edu.br<br />
No projeto pedagógico do curso de Enfermagem, a avaliação segue a<br />
política interinstitucional, sendo um processo consolidado com a nota, o<br />
que não impede o desenvolvimento de práticas inovadoras, estendendose<br />
tanto à perspectiva unidirecional ou somativa, quanto a<br />
multidirecional, integrando a diagnóstica, formativa e somativa<br />
(ZAMBELLI, 1997). Observamos na disciplina Introdução ao Estudo da<br />
Enfermagem que a ementa corresponde à operacionalização de<br />
conteúdos adversos ao olhar tecnicista de uma turma de mais de 55<br />
alunos, os quais aspiram, preferencialmente, ao desenvolvimento de<br />
habilidades técnicas. Diante desta problemática, sentimos a<br />
necessidade de uma forma mais atrativa e capaz de estimular o interesse<br />
do aluno, a partir da motivação e participação nas atividades da sala de<br />
aula. Nesse contexto, elaboramos um instrumento de avaliação<br />
contínua, de natureza qualitativa, fundamentada na estratégia dos<br />
créditos positivos. O instrumento é apresentado no início do semestre<br />
letivo. Por meio deste, o acadêmico recebe créditos positivos,<br />
computados na média de 1ª VA, reiniciando a contagem de novos<br />
créditos para a 2ª VA. Esse instrumento contempla a avaliação somativa,<br />
considerando fatores como: verificação da freqüência, participações em<br />
atividades acadêmicas, entregas de atividades propostas,<br />
apresentações de trabalho e outras. O acadêmico poder manter os<br />
pontos iniciais ou perdê-los, gradativamente, a cada proposta ou aula,<br />
caso não atinja os objetivos pretendidos. Esse processo oportuniza ao<br />
pr<strong>of</strong>essor fazer melhor juízo e apreciação dos fatos observados.Ao longo
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 69<br />
dessa experiência, verificamos que o impacto produzido pela<br />
confiabilidade, relacionada aos créditos positivos, incentiva o aluno a<br />
mantê-los, ao longo do período letivo, e os motiva à participação em<br />
todas as etapas do processo.<br />
Palavras-chave: Avaliação multidirecional. Práticas inovadoras.<br />
Créditos. Motivação.<br />
AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO FÍSICA: UM DESAFIO<br />
Matilde Gonçalves da Penha, UniEVAGÉLICA,<br />
matildepenha@unievangelica.edu.br<br />
João Batista Turíbio de Sena, UniEVAGÉLICA,<br />
jotaturibio@yahoo.com.br<br />
A avaliação apresenta-se como um desafio aos pr<strong>of</strong>essores que, ao final<br />
de determinados períodos, precisam quantificar a qualidade de seus<br />
alunos. Nos cursos de licenciatura, a avaliação deve ser um instrumento<br />
que oriente os futuros educadores no desenvolvimento de seu trabalho,<br />
proporcionando a construção da autonomia destes em relação ao<br />
processo ensino-aprendizagem, de forma a favorecer a qualificação<br />
pr<strong>of</strong>issional. Busca-se, neste trabalho, mostrar como se desenvolve o<br />
processo de avaliação no Curso de Licenciatura em Educação Física da<br />
UniEVANGÉLICA. Para a viabilização deste estudo, foi aplicado um<br />
questionário a 28 (vinte e oito) acadêmicos, formandos da primeira turma<br />
de licenciatura. Os dados coletados foram analisados à luz das Diretrizes<br />
Curriculares para a Formação de Pr<strong>of</strong>essores, das Diretrizes<br />
Curriculares Nacionais para o Curso de Educação Física, da LDB<br />
9.394/96 e de todos as demais informações colhidas dos planos de<br />
ensino das 42 (quarenta e duas) disciplinas da matriz curricular e do<br />
Projeto Pedagógico do Curso (PPC). De acordo com nosso estudo, a<br />
avaliação se apresenta como um desafio, na tentativa de romper com os<br />
métodos tradicionais, ou seja, com a avaliação técnico-desportiva. Na<br />
análise dos planos de ensino, pudemos verificar que os critérios mais<br />
utilizados nesse processo são os trabalhos, as provas teóricas e práticas.<br />
Nesta última, exige-se desempenho técnico, o que implica o saber fazer<br />
em detrimento do saber ensinar, contradizendo o artigo 5º, inciso 5 da
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 70<br />
Resolução CNE/ CP 01/2002, que explicita que os discentes dos cursos<br />
de licenciatura devem ser avaliados, verificando-se sua desenvoltura<br />
perante os alunos. Nessa pesquisa, pudemos constatar que há um<br />
distanciamento entre o real e o legal.<br />
Palavras-chave: Avaliação. Licenciatura. Educação Física. Plano de<br />
Ensino.<br />
2.4 - AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO<br />
BÁSICA<br />
Coordenadoras:<br />
Aélia Cavalcante, UniEVANGÉLICA, aelia@unievagelica.edu.br<br />
Patrícia Lins, UniEVANGÉLICA, linsfreitasrosa@yahoo.com.br<br />
Em um mundo onde o conhecimento está explodindo, a tecnologia está<br />
transformando e o interesse em conquistar a harmonia nunca foi tão<br />
grande, as escolas não podem pretender simplesmente transmitir o que a<br />
geração anterior aprendeu. Sabemos que os alunos precisam aprender<br />
conceitos de matemática, história, ciências, mas um bom desempenho<br />
na escola vai além da lembrança do que se leu ou ouviu. Aprender para o<br />
futuro inclui pensar criticamente, aplicar o conhecimento de modo flexível<br />
em situações variadas, formular e resolver problemas desconhecidos,<br />
colaborar com outras pessoas e utilizar novas metodologias, de forma<br />
fluente, como ferramentas de comunicação e aprendizagem. O Sistema<br />
Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) mostra que metade<br />
dos alunos da 4ª série do ensino fundamental não consegue interpretar<br />
um texto simples. No Programa Internacional deAvaliação de Estudantes<br />
(Pisa), do qual o Brasil participou, em 2000 e 2003, com outros 41 países,<br />
ficamos em último lugar em matemática, em penúltimo, em ciências e na<br />
frente apenas de três países em leitura. Esses resultados expõem a<br />
deficiência da educação brasileira e revelam que a escola não está<br />
cumprindo o seu papel essencial de ensinar. A razão disso tudo seria a<br />
utilização de métodos inadequados, distantes da realidade do aluno que<br />
não levam em conta a sua cultura? Existe uma distorção muito grande<br />
entre o que é ensinado na escola e o que se exige das avaliações
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 71<br />
externas que, na maioria das vezes, mostram-se excludentes. O sistema<br />
de avaliação não deve existir somente para avaliar o desempenho<br />
uniforme dos alunos. Os resultados dessas avaliações deveriam ser<br />
ferramentas de mudanças e investimento nos docentes, adequando o<br />
currículo dos cursos de licenciatura, de forma a qualificar o futuro<br />
pr<strong>of</strong>essor, preparando-os para ensinar os alunos, no dia-a-dia da sala de<br />
aula. Hoje os cursos estão voltados, em sua grande maioria, para a<br />
teoria, desvinculando o que é ensinado do cotidiano do aluno. Como<br />
<strong>of</strong>erecer ao nosso alunado oportunidades de desempenho que<br />
possibilitem múltiplas oportunidades de aprendizagem?Aavaliação deve<br />
ter um caráter contínuo, que supõe trocas constantes entre avaliador e<br />
avaliado. Acreditar sempre que o aluno é capaz de aprender é<br />
fundamental. Por isso, o pr<strong>of</strong>essor deve levar em conta que, ao avaliar,<br />
deve considerar que cada aluno tem uma experiência de vida, bem como<br />
um interesse e uma motivação particular, uma vez que cada aluno<br />
aprende de uma forma diferenciada do outro. Por que, então, querer<br />
padronizá-los? Realçar as atitudes positivas, os saberes trazidos pelos<br />
alunos, muito contribui para estimular a aprendizagem. Para que surjam<br />
e se desenvolvam experiências de aprendizagem, os alunos devem ser<br />
atingidos por um envolvimento muito além da transmissão de conteúdos.<br />
Por essa razão, avaliar requer do pr<strong>of</strong>essor uma relação de paixão pelo<br />
processo de aprendizagem, um olhar mais crítico, um sentimento de<br />
alegria, um compromisso com o sucesso do aluno. Enquanto educadora,<br />
sempre me pergunto: será que o meu aluno está aprendendo? O fato do<br />
aluno não aprender é um dos principais problemas educacionais que<br />
enfrentamos e, muitas vezes, desconhecemos como nossos alunos<br />
podem aprender. Podemos avaliar se ocorreu esse aprendizado a partir<br />
do momento em que nosso aluno foi capaz de aplicar o seu<br />
conhecimento. Alicia Fernández, psicopedagoga argentina, em sua obra<br />
O saber em Jogo, assinala que a aprendizagem é um processo que<br />
envolve vínculos entre quem ensina e quem aprende. Existe, então, uma<br />
relação de troca nos diversos momentos entre quem ensina e quem<br />
aprende e vice-versa. Minha experiência enquanto docente, há 18 anos,<br />
tem me revelado que o perfil do nosso aluno mudou, o acesso às<br />
informações é algo surpreendente! Portanto, se o pr<strong>of</strong>essor não se<br />
“antenar”, corre o risco de ficar ultrapassado. As informações chegam<br />
aos nossos alunos de forma bastante atrativa e, se a escola não mudar,<br />
acaba perdendo seu espaço. Por que é tão difícil ensinar nos dias atuais?<br />
Temos que entender que o alunado é outro, nós também pr<strong>of</strong>essores<br />
somos outros e, por isso, é necessário questionarmos o nosso novo jeito<br />
de ensinar a aprender. Temos procurado primeiramente motivar os<br />
alunos, dar a eles atenção, compreensão e participar junto ao processo
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 72<br />
de aprendizagem, no qual existe espaço para o diálogo, para a reflexão e<br />
o questionamento. Da mesma forma que, como pr<strong>of</strong>essor, precisamos de<br />
liberdade para ensinar; nosso aluno precisa de liberdade para aprender.<br />
A criatividade deve ser a ferramenta aliada do pr<strong>of</strong>essor, visto que, por<br />
meio dela, buscamos novas formas para transmitir os conteúdos que<br />
atendam a esse novo fazer. Não podemos esperar e aceitar respostas<br />
decoradas, como se o saber fosse algo pronto. O que estaremos<br />
ensinando aos nossos alunos nas próximas décadas? O ensino é um<br />
processo que exige avaliação, reflexão e ação. Assimilar um conteúdo,<br />
de forma passiva, não garante a aprendizagem; o aluno precisa sentir-se<br />
atuante e, para isso, deve ser estimulado e querer aprender, coisa que<br />
não é tão simples assim, pois é preciso ter atitude. Aprender, na prática,<br />
pressupõe uma participação ativa e crítica. Temos que mostrar que é<br />
possível aprender de outras maneiras, da mesma forma que existem<br />
inúmeras maneiras de avaliarmos. Estudar astronomia de uma forma<br />
mais divertida, como foi a nossa experiência com o 6º ano, com o qual<br />
fizemos a Festa dos planetas foi muito prazeroso. Os alunos criaram,<br />
pesquisaram, trocaram informações, sentiram-se a bordo de uma<br />
verdadeira nave espacial, viajando pelo universo. Vivenciamos a prática<br />
de iniciar um trabalho interdisciplinar, pois ainda há muito que fazer;<br />
trabalhamos ciências, geografia e matemática, construindo elos entre as<br />
disciplinas, de forma que acompanhamos o crescimento das turmas. Ou<br />
pintando uma Terra no pano literalmente ou construindo fósseis com o<br />
trabalho de argila, os alunos mostraram muito interesse e a<br />
aprendizagem foi alcançada. O trabalho com experiências no laboratório<br />
foi enriquecedor, o microscópio deixou de ser apenas um objeto distante<br />
do seu meio, para fazer parte de suas descobertas.A teoria ligada a<br />
prática abriu um leque de novas possibilidades para vivência dos<br />
conteúdos ministrados. No passeio a trilha ecológica do Tucano me<br />
deparei várias vezes com momentos especiais, onde ficava claro os<br />
resultados alcançados. Avaliamos fazendo teatro, lendo, produzindo<br />
textos, debatendo. O pr<strong>of</strong>essor tem um papel importante de mediação:<br />
ser uma espécie de catalisador, um “andaime” (Bruner, 2001). Sem ele, o<br />
aluno poderia levar anos para aprender sozinho aquele conteúdo. Cabe<br />
ao docente acolher o educando, provocar (problematizar), dispor<br />
objetos/situações e interagir (Vasconcellos, 2005).
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 73<br />
AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA: CIÊNCIAS<br />
Patrícia Cristiane Lins Freitas Rosa, UniEVANGÉLICA,<br />
linsfreitasrosa@yahoo.com.br<br />
Este trabalho tem como objetivo apresentar a metodologia de avaliação<br />
usadas durante as aulas de Ciências com alunos do ensino fundamental,<br />
sustentados em uma concepção de educação na qual a avaliação tem<br />
como finalidade proporcionar a melhoria contínua do aluno, valorizando o<br />
processo de aprendizagem. O conhecimento do que cada aluno sabe é o<br />
ponto de partida que nos permite estabelecer conteúdos e atividades<br />
que propiciem a aprendizagem. A avaliação formativa parece<br />
contraditória, no meio de um sistema de ensino de caráter seletivo, onde<br />
a finalidade última é selecionar os “melhores” para ir de encontro à<br />
universidade. Zabala (2007) diz que é incoerente falar de atenção à<br />
diversidade, globalização, transversalidade, conceitos, formar<br />
habilidades e competências, se toda riqueza tem que ficar diluída na nota<br />
quantitativa. Informes e critérios avaliativos estarão condicionados a<br />
tudo quanto se faz na escola. Temos percebido que o perfil do estudante<br />
mudou e, por isso o jeito de ensinar deve ser outro. Assimilar um<br />
conteúdo de forma passiva não garante a aprendizagem. O aluno precisa<br />
sentir-se atuante no processo. Nas aulas de ciências, desenvolvemos<br />
atividades interdisciplinares. No conteúdo astronomia, fizemos tudo de<br />
forma divertida: Festa dos Planetas, pintura da Terra em tecido, fósseis<br />
com argila. A avaliação envolveu teatro, trilhas ecológicas, discussão de<br />
textos. Acredito nessa perspectiva de avaliação, onde temos o papel de<br />
mediador. Aprendemos mais quando nos sentimos estimulados, quando<br />
nos propomos a metas desafiantes. Essa é sem dúvida a grande tarefa<br />
do educador: despertar o desejo de aprender.<br />
Palavras-chave: Processo.Aprendizagem.Avaliação.
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 74<br />
AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA: HISTÓRIA E GEOGRAFIA<br />
Sara Batista Silva, UniEVANGELICA,<br />
sarabn@ig.com.br<br />
As disciplinas Geografia e História, abordadas numa perspectiva críticacontribuem<br />
para que o aluno não apenas reproduza o conhecimento,<br />
mas produza o conhecimento, mas produza de fato o saber.Portanto,<br />
estas devem ser vinculadas à realidade do educando, levando-o a refletir<br />
e compreender o mundo em que vive - da esfera local à mundial - para<br />
que possa posicionar-se conscientemente frente à realidade mundial<br />
com todas as contradições, conflitos e mudanças. Para que o educando<br />
construa o seu próprio conhecimento, é imprescindível que o pr<strong>of</strong>essor<br />
use a avaliação como um instrumento auxiliar da aprendizagem,<br />
desenvolvendo-a durante todo o tempo em que se realizam as atividades<br />
escolares e não somente em condições especiais. Ela deve ser continua<br />
e coerente com o programa e a metodologia utilizada levando-se em<br />
conta o crescimento e a criatividade do aluno. Desta forma o pr<strong>of</strong>essor<br />
tem a possibilidade de corrigir os problemas de aprendizagem e de<br />
assimilações e construção de conhecimento.Ter um conceito de<br />
avaliação não é apenas falar sobre ela. É saber fazê-la conscientemente,<br />
conhecendo os fundamentos que sustentam nossa prática. Porém, antes<br />
de sugerir algumas atividades práticas sobre o tema, podemos já concluir<br />
que a avaliação é antes de tudo , uma postura de vida. Pressupõe<br />
reflexão, diálogo conosco e com o outro. Alguns aspectos se destacam<br />
no processo avaliativo: a) a análise crítica da realidade do meio, quer seja<br />
parcial ou integral, investigando a ocupação e a organização do espaço<br />
geográfico; b) o exercício do pensar, analisando situações-problema, em<br />
que os alunos poderão elaborar hipóteses, levantar dados e proceder ao<br />
exame destes dados, apresentando soluções; c) o estudo de todo e<br />
qualquer fato geográfico, situando-o no tempo, por meio de tabelas<br />
gráficas, estatísticas, etc. ; d) a elaboração e interpretação de diferentes<br />
tipos de mapas e construções de plantas e maquetes; e) o<br />
desenvolvimento da expressão oral e escrita, através de atividades como<br />
trabalho de pesquisa, exposições orais, elaboração de esquemas,<br />
síntese e textos; f) o uso de debates, seminários e técnicas de grupo,<br />
estimulando e facilitando a comunicação humana na relação pr<strong>of</strong>essoraluno.<br />
Essas técnicas são valiosas para avaliar a aquisição de<br />
conhecimentos, habilidades e atitudes, etc. Como se vê, a avaliação em
XVII SEMINÁRIO DE <strong>ATUALIZAÇÃO</strong> DE PRÁTICAS DOCENTES 75<br />
História e Geografia não se resume à verificação dos conhecimentos<br />
adquiridos e expressos pela linguagem falada e escrita. Deve ter como<br />
parâmetro a observação do aluno quanto aos hábitos e atitudes em<br />
relação ao meio, numa perspectiva de análise e crítica, abolindo-se,<br />
portanto, os exercícios do tipo questionário, que evocam apenas a<br />
memorização.<br />
Palavras-chave: Avaliação contínua. História. Geografia. Reflexão.<br />
Diálogo.