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Edição 29 - Revista Algomais

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50 > > agosto Economia

50 > > agosto Economia Há um velho dito em economia atribuído ao falecido Milton Friedman, professor emérito da Universidade de Chicago, de que não existe, em termos econômicos, “almoço grátis”. Ou seja, se você não paga o seu almoço, alguém na coletividade paga por você, seja o seu chefe, a sua empresa, o seu amigo etc. Podemos estender o argumento para afirmar de que não existe “bebedeira grátis”. Além do que você paga privadamente, isto é, do seu próprio bolso para beber pode haver um custo social associado aos atos de beber e de dirigir um veículo motorizado. Esses custos vão muito além dos custos patrimoniais, quer os veículos estejam segurados ou não. O custo social dos acidentes causados pela associação perigosa entre álcool e direção é representado, primeiramente, pelos recursos públicos gastos pelo sistema público de saúde no atendimento e no tratamento hospitalar dos acidentados, quer podem sobreviver ou não os acidentes que sofreram. Entre os sobreviventes existem duas categorias. Os que voltam à vida economicamente ativa a despeito dos traumas por que passaram e os que se tornam economicamente inativos porque ficaram incapacitados para o trabalho. O custo social desse último grupo é medido pela renda futura que deixou de ser auferida pelo incapacitado durante o restante de sua vida biológica e provavelmente pelo auxílio governamental (pago com dinheiro público) que poderá receber da previdência social devido à aposentadoria precoce. Os acidentados que não sobreviveram também geram custos sociais e privados. Esse último é aferido também pelo custo de oportunidade da renda futura, ou seja, pelo que o falecido receberia em termos de rendimentos se vivo estivesse. Os não sobreviventes pais de família transmitem esses custos ao longo de uma geração e possivelmente por mais de uma geração se a ausência do provedor (a) comprometer os investimentos em educação dos seus descendentes. Deve-se incluir nos custos dos não sobreviventes uma possível pensão Jorge Jatobá jorgejatoba@revistaalgomais.com.br O custo econômico da bebedeira paga com recursos públicos da previdência social ao viúvo(a). O maior custo de todos é o da saudade e da perda de entes queridos. Esses custos emocionais estão inscritos nas mentes e corações de milhares de pessoas que perderam seus parentes e amigos. Isso não tem preço. Esses argumentos favorecem e fundamentam a “Lei Seca” que a sociedade deseja que continue sendo aplicada com rigor. Espera-se também que o Congresso Nacional que teve a rara lucidez de aprovar tal legislação não ceda à pressão de grupos econômicos que valorizam mais seus negócios do que a vida humana. Essa lei já era devida há muito tempo. Caso já estivesse em vigor, muitas vidas teriam sido poupadas, muitas pessoas não teriam se tornado incapacitadas para uma vida produtiva e muito sofrimento teria sido evitado. Essa legislação já vem sendo aplicada em vários países. Onde a lei foi levada a termo houve uma substancial redução nos acidentes causados por motoristas alcoolizados. Nos paises escandinavos a lei reduziu os acidentes, sobretudo durante o inverno quando se bebe mais. Agora se bebe em casa, com segurança. Nos Estados Unidos “drunk driving” é ofensa grave punida com prisão e cancelamento da autorização para conduzir veículos. No caso brasileiro a lei é bem vinda. Trará muitos benefícios sociais e irá reduzir os custos sociais e privados associados aos acidentes causados por motoristas alcoolizados. Espera-se que “o jeitinho” brasileiro para que a lei não funcione fracasse. Porque não há “jeitinho” para trazer de volta os que morreram em razão da irresponsabilidade própria e alheia e para devolver a plenitude de uma vida ativa para aqueles que estão incapacitados e traumatizados para o trabalho. Quem quiser beber pode fazê-lo, mas com as devidas cautelas que o amor e o respeito pela vida humana exigem.

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