Revista IP nº41 - Solidariedade Download - Escola Interativa

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Revista IP nº41 - Solidariedade Download - Escola Interativa

[ editorial ]

Iniciamos o ano de 2007 com

muito entusiasmo. A inauguração

de uma unidade quando

completamos a maioridade (são 21

anos de Expoente) nos dá dupla

alegria. Primeiro porque a

maioridade, segundo dizem, tornanos

mais responsáveis e, segundo,

porque tudo aquilo em que

sempre acreditamos vai se

transformando em pura realidade.

Uma instituição de ensino não é

feita apenas de prédios, boa infraestrutura,

mas de pessoas

comprometidas com aquilo que

fazem, amam e acreditam. E isso é

o que acontece no Expoente de

hoje, pois, com a inauguração da

unidade, vieram a renovação da

marca Expoente, investimentos em

novos equipamentos gráficos, a

reestruturação de parte do material

didático, um portal educacional

com cara nova e um quadro de

[ expediente ]

Direção-Geral: Armindo Armindo Vilson Vilson Anger Anger Angerer Anger Anger er

CEEE: Rosalina osalina Soar Soares Soar es

Edição CEEE: Cristina Cristina K KKerscher

K erscher Castelan

Castelan

Pré-Impressão: Paulo aulo César César Niehues

Niehues

Arte e Diagramação: Adriana Adriana R RRocha

R ocha Dias

Dias

Marketing: Karina Karina L LLafraia

L afraia

Jornalista Responsável: Alessandra Alessandra Alessandra P PPotamianos

P otamianos

(Mtb (Mtb (Mtb 4469/18/109)

4469/18/109)

Foto da capa: Kraw Kraw Kraw P PPenas

P enas

Editora Gráfica Expoente: Antonio Antonio Both

Both

Fotolitos e Impressão: Editora Editora Gráfica Gráfica Expoente Expoente Ltda.

Ltda.

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Pinhais-PR PP

inhais-PR

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el.: 41 41 41 3312 3312 43 43 43 50 50

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70

Tiragem: 14 000 exemplar exemplares. exemplar es.

Impressão Pedagógica é uma publicação semestral,

de circulação nacional, dirigida a diretores de escolas,

coordenadores e professores, sendo distribuída por mailing

personalizado. Não nos responsabilizamos por opiniões

expressas nos artigos assinados.

Todos os direitos reservados.

profissionais ampliado – pessoas

capazes de trabalhar em prol de

uma educação de qualidade e de

agregar valor a esta. Assim,

gostaríamos que nossas escolas

conveniadas, tanto da área privada

quanto da pública, observassem

que estamos muito empenhados

em lhes prestar um serviço de

qualidade cada vez maior e

melhor, que lhes traga grande

satisfação e resultados sempre

crescentes.

Quanto à Impressão Pedagógica,

ela segue a linha de sempre: ser

uma revista que agrega muito valor

ao fazer pedagógico. A entrevista

com o educador e palestrante Yves

de La Taile, um dos expoentes no

segmento, não pode deixar de ser

lida.

Aquecimento global, Pluralidade

Cultural – nosso tema do ano – e a

entrevista com Alan Sant’Anna

também são matérias que

merecem a nossa leitura e reflexão.

[ 04 ] Entrevista com Yves de La Taille

[ 10 ] Pluralidade Cultural na escola

Armindo Angerer

Diretor-Geral

Grupo Educacional Expoente

Mais uma vez agradecemos a sua

leitura atenta e consciente, pois

temos a certeza de que esta revista

vem preenchendo um importante

papel no sistema educacional

brasileiro.

Parabéns aos nossos colaborares

e a todas as escolas que confiam

no Sistema Educacional Expoente.

[ índice ]

[ 12 ] Aquecimento Global: conscientização

começa em sala

[ 20 ] Reportagem de Capa: solidariedade

[ 26 ] Expoente: inauguração da nova unidade

impressão Pedagógica [ 3 ]


Créditos: USP/CCS/DVIDSON/ARGUS Documentação

Fotógrafo: Oswaldo José dos Santos

[ entrevista ]

[ 4 ] impressão Pedagógica

Moral e ética

no ambiente escolar

Para Yves, a escola representa a transição

entre os espaços privado e público, a

sociedade.

O francês Yves de La Taille é professor do Instituto de Psicologia da

Universidade de São Paulo (USP) e trabalha no Departamento de Psicologia

da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade. Envolvido com

pesquisas a respeito da Psicologia Moral, Yves dedica-se ao entendimento

dos processos psicológicos intelectuais e afetivos, aqueles implícitos aos

juízos e ações morais. Na entrevista concedida à revista Impressão

Pedagógica, o professor comentou sobre as crises moral e ética presentes

em escolas e lares.

IP – Como definir moral e ética,

aproximando esses conceitos do

cotidiano de educadores e

alunos?

Yves – A função primeira dos

educadores é transmitir

conhecimentos. Todavia, ela não se

limita a isto. Por um lado, os

educadores necessariamente

devem trabalhar a dimensão das

relações interindividuais, dimensão

esta que implica a legitimação de

princípios e regras de convívio. Por

outro, eles lidam com seres que

estão em plena busca de

construção de planos de vida e de

identidade. Ora, a moral ocupa-se

dos princípios e regras de

convivência, e a ética, dos planos

de vida, da busca de realização de

uma vida boa. Tal diferenciação de

sentido entre moral (deveres) e

ética (vida boa) não é costumeira,

pois, em geral, emprega-se o

conceito de ética como sinônimo

de moral, mas ela existe na

Filosofia e, creio, é relevante para

nomear duas instâncias diferentes

e complementares da vida. Mais

ainda: do ponto de vista

psicológico, um sistema moral

nunca será, de fato, legitimado e,

portanto, seguido na prática se não

fizer sentido existencial, logo, se

não for incluído na busca de uma

vida boa. Reciprocamente,

somente merece o adjetivo ético

um plano de vida condizente com o

respeito pelos outros, a dignidade

e a justiça.


IP – Por que se fala tanto de

moral e ética atualmente? São

características que, hoje, fazem

falta em nossa sociedade?

Yves – Fala-se em meio ambiente

quando este vai mal, em qualidade

de vida quando esta falta, em paz

quando há violência. Seguindo o

mesmo raciocínio, se os temas da

moral e da ética estão em pauta

hoje em dia, percebe-se que,

mesmo intuitivamente, as relações

entre as pessoas estão tensas, a

desconfiança reina, o desrespeito é

bem mais freqüente do que o

desejável e, até mesmo, do que o

esperado. Nota-se, novamente, que

é costume empregar os conceitos

de moral e de ética com o mesmo

sentido: conjunto de regras e

princípios de convivência. Porém,

se resolvermos reservar a palavra

ética para a dimensão existencial

(que engloba a moral),

verificaremos que ela também se

apresenta problemática hoje, haja

vista o grande número de suicídios,

notadamente entre jovens, e a forte

presença da depressão na

população (pelo menos do mundo

ocidental).

IP – Os assuntos valores e moral

sempre foram abordados nas

instituições de ensino ou você

acredita que, por algum motivo,

eles são mais enfatizados

atualmente?

Yves – Temos uma situação

paradoxal: fala-se muito em moral,

mas a maioria das escolas não tem

nenhuma prática explícita de

educação moral. Aboliu-se a

disciplina Educação Moral e Cívica

– o que foi um acerto –, mas nada

se colocou no lugar – o que foi um

erro. O tema está à tona, mas a

prática está submersa, léguas

abaixo da superfície didática. O

peso que se dava à formação

moral era maior antigamente. Não

quero dizer com isso que o

trabalho era bem feito. Pelo

contrário até, pois costumava ser

dogmático e autoritário. Mas não

fazer nada sob pretexto de que não

ser autoritário não é uma solução,

sobretudo quando se verifica que a

ausência de balizas morais

prejudica, e muito, o convívio entre

alunos, entre professores e alunos

e, também, entre professores.

IP – A moral e a ética são

construídas (ou alicerçadas) em

casa ou na escola? Qual é a

proporção de importância dos

pais e da escola nas

constituições moral e ética de

uma criança?

Yves – A moral e as perspectivas

éticas não são dadas pela

natureza, pela Biologia, portanto,

são frutos de experiências

pessoais, entre elas, aquelas

advindas da educação. Logo,

família e escola (e não uma ou

outra) têm papel fundamental

nesse processo. É impossível falar

em proporções, dizer que a família

é mais importante do que a escola,

e vice-versa. Na verdade, são

complementares. A família, que

corresponde a um espaço privado,

tem papel fundamental para os

valores que dizem respeito a esse

tipo de espaço. A escola

representa a transição entre os

espaços privado e público, a

sociedade. Ela não é, nem deve

ser, extensão da família ou cópia do

tipo de relação que se encontra em

casa. Pelo contrário, seu papel é

apresentar um ambiente relacional

diferente que, pouco a pouco,

aproxima-se daquele que o jovem

encontrará nas relações sociais

mais amplas, nas ruas, no

trabalho, etc.

IP – Pais e educadores são as

maiores e mais importantes

referências de moral e ética para

as crianças? Há algum outro

personagem tão importante

quanto eles?

Yves – Com efeito, são os mais

importantes. A criança pequena

costuma ser muito atenta ao que os

adultos de seu entorno social

dizem e fazem. Ela também

observa se há coerência entre o

que dizem que deve ser feito e o

que, de fato, fazem. Do ponto de

vista ético, observa seus modos de

vida, seus gostos, suas queixas,

suas opiniões. Até mesmo os

adolescentes permanecem tendo a

escola e a família como grandes

Fala-se em meio

ambiente quando

este vai mal, em

qualidade de vida

quando esta falta,

em paz quando

há violência.

impressão Pedagógica [ 5 ]


eferências, como mostram dados

que coletei com mais de 5000

alunos do Ensino Médio, pesquisa

esta publicada no meu livro Moral e

Ética: Dimensões Intelectuais e

Afetivas (Porto Alegre: Artmed,

2006). Mas se pais e professores

têm fundamental importância, não

são os únicos agentes que têm

influência. Impossível descartar os

meios de comunicação,

notadamente a televisão, nesse

processo. E tais meios terão tanto

mais influência se educadores e

pais não tiverem um papel ativo e

explícito nas formações moral e

ética de seus alunos e filhos.

IP – Como as escolas podem

inserir as formações moral e

ética no currículo escolar?

Yves – A questão é essencialmente

didática. Em relação à moral,

apontaria quatro elementos. 1. O

tema da moral deve ser claramente

colocado como um tema de

reflexão na escola. 2. O trabalho

deve ser imperativamente feito de

maneira institucional, e não a cargo

de cada professor individualmente.

3. Ao invés de instituir uma

disciplina específica, com carga

horária e dia fixos na semana, é

melhor optar pela transversalidade,

que se traduz pelo fato de todos os

professores, por intermédio das

especificidades de suas matérias,

trabalharem diversos aspectos da

moral. 4. Deve-se, também, fazer

de tudo para que a qualidade do

convívio na escola seja a expressão

da moral. A prática social é a mais

rica das experiências. Em relação à

ética, que implica pensar na vida e

[ 6 ] impressão Pedagógica

na felicidade, não vejo alternativas

didáticas claras. Em compensação,

o que vejo é que, como não há

perspectiva ética sem se dar um

sentido à vida, a escola deve cuidar

muito bem do sentido dos

conhecimentos que ensina. Um

grave problema das instituições de

ensino, seja em que nível for, é o

de ensinar as respostas sem

ensinar as perguntas que

desencadearam a busca dessas

repostas. Ora, o sentido do

conhecimento está nas perguntas,

não nas respostas. A contribuição

que a escola pode dar à formação

ética de seus alunos é justamente

explicitar o sentido existencial dos

conhecimentos que ensina, e não

se limitar a transmiti-los fria e

mecanicamente.

IP – As escolas hoje estão aptas

para falar de moral e ética?

Acontece de existir um discurso

em sala de aula e, no cotidiano

escolar, ocorrem situações

antagônicas?

Yves – Certamente, antagonismo

pode existir, e é por essa razão que

se deve urgentemente cuidar do

convívio escolar. De que adianta,

por exemplo, falar em paz se o

espírito que rege relações sociais

escolares se baseia na

competitividade desenfreada e

cruel, num individualismo egoísta,

e assim por diante. Agora, se as

escolas estão aptas para falar de

moral e ética, penso que não, pelo

menos enquanto não forem

investidos esforços institucionais

nesse sentido. Mas não é material

que falta. Pensemos, por exemplo,

nos Parâmetros Curriculares

Nacionais, publicados há quase

dez anos e que falam, entre outras

coisas, de moral e de ética.

IP – Diante do papel tão

fundamental da escola nos

desenvolvimentos moral e ético

do aluno, como distinguimos um

professor de um educador?

Yves – Fico com a distinção

clássica. Um professor transmite

conhecimento e um educador

preocupa-se com o

desenvolvimento global do aluno.

Assim, quanto menor a criança,

mais ela precisa de educadores. À

medida que ela cresce, amadurece

e torna-se autônoma, menos precisa

de educadores. Digo “menos”

porque, até nós, adultos, sempre

podemos encontrar pessoas que

nos dêem lições de vida.

IP – Você acredita que o

professor vem perdendo o

prestígio com os alunos, seja

pela ausência de limites ou por

algum outro motivo?

Yves – A pesquisa com os alunos

de Ensino Médio a que me referi

anteriormente mostra que a escola

e os professores ainda gozam de

prestígio e confiança junto aos

jovens. A maioria pensa que os

saberes que a escola ensina é

relevante para o progresso da

sociedade e para a vida de cada

um. A maioria também pensa que

os professores têm papel

importante para a sociedade. Mais

ainda: em termos de merecimento

de confiança, os professores

somente perdem para os pais.


Dados como esses, os quais foram

coletados com uma grande

amostra de mais de 5000 sujeitos,

forçam-me a crer que é claramente

exagerada a queixa dos

professores de que eles não mais

teriam valor aos olhos dos jovens.

Penso que há mais um diálogo de

surdos entre eles e seus alunos do

que um desprezo desses últimos

por eles e a escola.

IP – É possível definirmos o que

é ser uma “pessoa boa, moral e

ética”?

Yves – Admiro a definição que o

filósofo francês Paul Ricoeur dá à

ética. Para ele, a perspectiva ética

é aquela de uma vida boa, para e

com outrem, em instituições

justas. Verifica-se nessa bela

definição que uma vida boa

somente merece o nome de ética

se vivida de forma virtuosa, por

pessoas justas e generosas.

Verifica-se, também, que uma

vida boa, para ser ética, depende

de instituições sociais, cujas leis e

funcionamento devem ser

inspirados pelo ideal de justiça.

Mas, é claro, somente há, de fato,

instituições justas se as pessoas

que as dirige são moralmente

virtuosas.

IP – Acontece de os valores

morais e (ou) éticos do professor

não serem afinados com os dos

alunos ou pais de alunos?

Yves – Do ponto de vista ético,

sem dúvida. Há várias opções para

planos de vida que levem à

felicidade. Do ponto de vista moral,

também, mas não vamos esquecer

que a Constituição Brasileira

referenda certos valores e

princípios morais, como os da

justiça e da dignidade. Logo, se

pode haver divergências no que diz

respeito, por exemplo, à moral

sexual, não cabem quando se trata

de valorizar a justiça e a dignidade.

Se, por ventura, um pai resolver

que seu filho deve ter privilégios,

ou se um professor pensar que

algum aluno merece tratamento

diferenciado, não há moral

socialmente legitimada que dê

razão a um ou a outro.

IP – Os valores morais de uma

pessoa podem sofrer alguma

alteração ao longo da vida ou

Um professor transmite

conhecimento e um educador

preocupa-se com o

você acredita que os valores

absorvidos na infância são

eternos?

Yves – Existe um desenvolvimento

moral, atestado por inúmeras

pesquisas psicológicas. E quem

fala em desenvolvimento fala em

processo, em construção, em

evolução. Se os valores absorvidos

durante a pequena infância fossem

“eternos”, não haveria

desenvolvimento, pois tudo já

estaria determinado precocemente.

Felizmente, não é assim que as

coisas acontecem. O desenvolvimento

moral começa cedo – por

volta dos 4 anos de idade – e

prossegue durante a infância, a

adolescência e, até, a vida adulta.

desenvolvimento global do aluno.

impressão Pedagógica [ 7 ]


[ Artigo ]

[ 8 ] impressão Pedagógica

O professor é

referência

* Alan Sant’Anna é professor, escritor, palestrante e

autor dos livros Disciplina: o Caminho da Vitória e

Equilíbrio em um Mundo Difícil, ambos da Editora

Circuito. Contato: conexao.consult@terra.com.br.

Alan Schlup Sant'Anna*

A despeito das profundas modificações por que vem passando a

sociedade, algumas coisas não mudaram e dificilmente se modificarão. Como

regra geral, a primeira referência ou modelo de conduta para crianças e

jovens são os pais e a segunda, os professores. Naturalmente, há exceções,

mas pais e mestres continuam exercendo enorme influência sobre os valores

e conduta futura de seus filhos e alunos. Em muitos casos, o professor passa

a ser a referência número um, sobretudo, para a crescente categoria dos

alunos “órfãos de pais vivos”, ou seja, aqueles que têm pais extremamente

ausentes. Esses pais fornecem a seus filhos meios para sobreviver, mas

nenhuma ou quase nenhuma atenção.

Diante de tudo isto, o professor deve dar especial atenção à imagem

que passa de si mesmo para os estudantes. Os alunos estão muito mais

atentos aos gestos, palavras, comportamentos e aparência dos professores

do que se possa imaginar a princípio. Eles nos avaliam e julgam todo o

tempo e poderão nos tomar como modelos positivos ou negativos. Há

professores que lêem muito, mas não levam à escola qualquer livro ou

periódico que não tenha relação direta com as atividades curriculares.

Conseqüência? O aluno não tem bola de cristal. Se ele nunca o viu lendo,

vai subentender que você não lê.

Professores podem e devem fazer marketing dos valores e

comportamentos que eles mesmos defendem. Assim, se queremos que

nossos alunos leiam, é necessário aparecer na escola com os livros que

lemos. Ações como estas, muitas vezes, dispensam discursos. O exemplo

é o instrumento de comunicação mais poderoso do universo. Vamos, então,

a algumas sugestões simples para fortalecer uma imagem positiva do

professor.


a. Pontualidade. Rigor quanto aos horários de início e término

das atividades escolares significa respeito para com os alunos

e, também, preparação para um mercado de trabalho em

que os cronicamente atrasados têm menos oportunidades. É de

fundamental importância que as atividades iniciem e terminem nos

horários previstos. É preciso vencer a anticultura que diz que

cinco minutos de atraso não têm importância. Têm sim!

Pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.

b. Pontualidade II. É incoerente cobrar dos alunos o cumprimento de

prazos se o professor não os cumpre. É imperativo que o professor

honre os prazos estabelecidos pela escola ou por ele mesmo para a

entrega de provas, por exemplo. Faça o que for preciso para que isto

aconteça, porque se assim não o for, além do devastador impacto

sobre a sua imagem, você estará dando um péssimo exemplo.

c. Apresentação. Naturalmente, o que as pessoas são é muito mais

importante do que como elas se parecem, mas seria um

radicalismo dizer que a apresentação pessoal não tem

importância. Hoje, existe muita flexibilidade quanto à maneira de

um professor ou professora se vestir, mas algumas coisas não

mudaram. Você até pode pisar na lama a caminho da escola,

mas não custa nada limpar o sapato antes de entrar em sala.

d. Apague o quadro. Se outro professor for usar a

sala depois de você, apague o quadro antes de

sair. Não importa se seus colegas não o fazem.

Um erro não justifica outro. Você o fará e dará

exemplo. Lembre-se de que os alunos estão

observando você e fazendo seus julgamentos,

mesmo que eles jamais se pronunciem a respeito.

e. Mostre que você lê e estuda. Como eu já havia mencionado, leve à

escola os livros, revistas e jornais que lê, de modo que os alunos os

vejam. Converse com eles sobre o que tem lido, independentemente

de você ser professor de Língua Portuguesa ou não. Comente diante

de todos cada vez que algum aluno estiver lendo algo que não seja

um trabalho da escola. Assim, você os estará incentivando a fazer o

mesmo.

f. Atenção para o vocabulário. Em certa ocasião, eu disse a

meus alunos que a infra-estrutura de informática de

determinado órgão público estava subdimensionada. Parte

deles não entendeu, então, eu traduzi para “o bagulho não

dá conta”. Melhor assim, não é? Afinal, todos entendem.

Claro que não!

O exemplo é o

instrumento de

comunicação

mais poderoso

do universo.

Nenhuma empresa lúcida dá

emprego a alguém que se expresse

dizendo que “o bagulho não dá

conta”. É preciso elevar o nível do

vocabulário da garotada. Traduza

cada palavra ou expressão mais

difícil que usar, mas construa e

sustente um vocabulário elegante

e sofisticado, importante instrumento

para o sucesso no complexo

mundo em que vivemos.

Amigo professor, essas idéias

podem parecer muito simples ou até

óbvias, mas não há um de nós que

não possa gerenciar melhor cada

uma dessas questões. Assim, caro

educador, não subestime o efeito

que a sua conduta possa ter sobre

o comportamento futuro da pessoa

mais importante da escola: o senhor

aluno.

impressão Pedagógica [ 9 ]


Pluralidade cultural

valoriza diferenças étnicas e culturais

[ 10 ] impressão Pedagógica

Em uma sociedade que busca incessantemente se adequar a

modismos e incorporar culturas ditas “globais”, a individualidade, as

características e os costumes próprios dos países ficam em segundo plano.

O que é moda nos Estados Unidos, por exemplo, passa a ser moda no

mundo todo. O intercâmbio de culturas deve ser incentivado, mas sem que,

para isso, perca-se a cultura própria de um povo. Para estimular a reflexão e

o debate da pluralidade cultural, o Material Didático Expoente estampa em

suas capas várias vertentes dessa variedade de culturas, hoje, tão

acessíveis a professores e alunos. Em 2007, a cada bimestre,

mudam-se as capas do material didático e, também, as

propostas de trabalhos pedagógicos transdisciplinares que

visam ao debate e à reflexão sobre a pluralidade cultural.

“A escolha de cada tema está voltada à formação de pessoas

mais críticas, solidárias e éticas”, afirma Rosalina Soares,

gerente do Centro de Excelência em Educação Expoente

(CEEE), setor responsável pela elaboração do Material

Didático Expoente e pelas capacitações pedagógicas às

escolas conveniadas ao Sistema de Ensino Expoente. Assuntos

como dança, música, artesanato, esportes, etnias,

brinquedos, cidades e arte são alguns dos tópicos que

figuram nas capas do Material Didático Expoente desse ano.

Durante o período letivo de 2007, a Assessoria

Pedagógica do Expoente fomentará idéias e projetos

pedagógicos que incluam a pluralidade cultural no cotidiano de

alunos e professores. “Serão sugeridas atividades que poderão

se constituir numa eficiente contribuição para a elaboração do

conceito de cidadania em uma sociedade marcantemente pluriétnica

e pluricultural”, complementa Rosalina. O objetivo, segundo o CEEE,

é quebrar barreiras e diminuir preconceitos a fim de preparar crianças


e adolescentes para viver e conviver com aquilo que lhes é diferente. “A

escola é um espaço público. Nela, cada um – aluno ou professor – relacionase,

no dia-a-dia, com outros indivíduos, ou seja, com o diferente dele. Numa

educação voltada à valorização do ser humano, é relevante promovermos

práticas que problematizem a construção das diversidades e que desafiem

preconceitos relacionados àquelas pessoas consideradas ‘diferentes’”,

defende Rosalina. Entre as possibilidades de se tratar a pluralidade cultural

na escola, estão os debates sobre preconceito e discriminação, os estudos

das manifestações culturais de um povo, seja por meio da dança, da culinária,

da religião, da arte, das festas, das lendas, etc.

PAN-AMERICANO 2007:

uma oportunidade de estudar a pluralidade cultural

O mês de julho atrairá as atenções dos países das Américas. A

realização dos jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro é uma

oportunidade para aliar o conteúdo escolar à proposta de incentivar o

debate sobre a pluralidade cultural.

Aliando as disciplinas de Língua Portuguesa e Geografia, por

exemplo, é possível apresentar as diferentes culturas dos 42 países

que disputarão medalhas em 28 modalidades esportivas. Os

estudantes podem pesquisar seus costumes, história e cultura, bem

como investigar a localização geográfica do país por meio de recursos

impressos e audiovisuais. Trabalhar com os Jogos Parapan-

Americanos em sala de aula ainda pode aproximar alunos e

professores da realidade das pessoas que apresentam necessidades

especiais e conseguem superar desafios e atingir seus objetivos.

Sugestões de leitura para se

trabalhar a pluralidade cultural

O Que É Cultura Popular

Autor – Antonio A. Arantes

Editora – Brasiliense

Sinopse – Carnaval? Vatapá? Seresta? Folheto de

cordel? Broa de milho? Afinal, o que é cultura popular?

Embora nos ensinem a ter um modo de vida refinado,

civilizado e eficiente – “culto” –, não conseguimos

evitar que práticas “populares” pontilhem nosso

cotidiano. Qual é a influência dessas práticas sobre

nosso procedimento e cultura? Quais são as

condições para se transformar cultura “pura” em

cultura “popular”?

Os Sete Saberes

Necessários à Educação do

Futuro

Autor – Edgar Morin

Editora – Unesco

Sinopse – Morin coloca em pauta questões

importantes da educação contemporânea, muitas

vezes deixadas de lado nos debates sobre política

educacional.

Currículo, Práticas

Pedagógicas e Identidades

Autores – Antonio Flávio B.

Moreira e Elisabeth F. Macedo

Editora – Porto

Sinopse – Se os currículos nos tornam o que somos,

nos constroem como “devemos” ser construídos,

cabe pensar que identidades estão sendo

produzidas pelos atuais currículos, tanto das escolas

como dos cursos que formam o professorado. Cabe

pensar que identidades gostaríamos de ver

produzidas e que medidas precisaríamos tomar para

produzi-las. O livro está escrito em português

lusitano.

Festa no Pedaço

Autor – José Guilherme

Cantor Magnami

Editora – Brasiliense

Sinopse – Analisando o circo-teatro, José Magnani

fala sobre a importância do lazer no cotidiano. Ele

mostra o encontro, a troca, o reforço dos vínculos

de sociabilidade por meio dessa forma peculiar de

entretenimento e dramaturgia, de longa tradição

tanto no interior quanto nos bairros populares das

grandes cidades. Festa no Pedaço chama a atenção

para o lugar especial que tem o lazer no debate sobre

a cultura e os valores sociais de hoje.

impressão Pedagógica [ [ 11 11 ]

]


[ 12 ] impressão Pedagógica

O planeta Terra

As frases acima foram

retiradas do noticiário impresso

brasileiro durante as primeiras

semanas de 2007 e são a ponta de

um iceberg que, por sinal, está se

derretendo. Cientistas e pesquisadores

ambientais do mundo todo

estão em estado de alerta. A cada

dia, surgem novos dados que

apontam para um final escaldante. A

Organização Meteorológica Mundial

(OMM), entidade ligada à Organização

das Nações Unidas (ONU),

em ebulição

Chuvas deixam doze cidades em estado de emergência no Rio de Janeiro

Gelo no Ártico pode sumir em 35 anos, dizem cientistas

Ano de 2007 será o mais quente já registrado, dizem especialistas

Em todo o Sudeste, cinqüenta pessoas morreram por causa das chuvas

Ilha habitada desaparece sob águas da costa da Índia

divulgou um relatório preliminar

sobre a situação climática de nosso

planeta. Segundo esse documento,

a primavera de 2006 na Austrália foi

a mais quente desde 1950. No Brasil,

as ondas de calor registradas entre

os meses de janeiro e março de 2006

também bateram recordes. O

município de Bom Jesus, no sertão

paraibano, é citado como exemplo

no relatório. Lá, os termômetros

registraram, no dia 31 de janeiro,

44,6ºC.

Essas oscilações nos termômetros

mundiais foram o centro

das atenções da Convenção das

Nações Unidas sobre mudança

climática, ocorrida em novembro do

ano passado, em Nairóbi, capital do

Quênia. Nesse evento, cerca de

5 000 ambientalistas e pesquisadores

se reuniram para discutir o

assunto. Em seu artigo divulgado

mundo a fora, Kofi Annan, secretáriogeral

da ONU, que esteve presente

no evento da Convenção, afirmou


que “as alterações climáticas são

consideradas, com muita freqüência,

um problema ambiental, quando

deveriam ser vistas à luz de objetivos

econômicos e de desenvolvimento

mais gerais. Enquanto não reconhecermos

a dimensão global da

ameaça, nossa resposta continuará

sendo insuficiente”.

A ciência sabe as origens do

aquecimento global, mas ainda não

descobriu uma forma eficaz de

conter o problema a tempo e garantir

a sobrevivência dos seres vivos

nessa caldeira gigante em que o

planeta Terra está se transformando.

No Brasil, o aumento da temperatura

ficou em 0,4ºC nos últimos anos.

Parece pouco matematicamente

falando, mas, para os seres vivos,

esse acréscimo desencadeia dificuldades

de sobrevivência. A

variação registrada compromete a

ordem climática de nosso país e nos

coloca em risco.

Ao mesmo tempo em que

somos vítimas desse aquecimento,

somos responsáveis por ele. “No

Brasil, a ação humana que mais

contribuiu para o aquecimento global

foi o desmatamento na Amazônia”,

afirma o professor Enéas Salati,

diretor-técnico da Fundação Brasileira

para o Desenvolvimento

Sustentável (FBDS) e responsável

pela publicação de mais 120

trabalhos científicos sobre temas

ambientais, incluindo as mudanças

climáticas. O FBDS executou, em

2004, um estudo chamado Mudanças

Climáticas Globais e seus Impactos

nos Ecossistemas Brasileiros.

Entre as constatações, estão as

variações das chuvas e o aumento combustíveis fósseis (carvão,

de furacões como o Catarina – petróleo e gás natural). Já o metano

ocorrido em março de 2004 no litoral sobe a nossa atmosfera princi-

de Santa Catarina –, que desenpalmente quando ocorre a decomcadeiam

reflexos na economia posição de resíduos orgânicos. A

brasileira. “Todas as atividades receita do efeito estufa ainda soma

ligadas à agricultura dependem das outros ingredientes: o gás nitroso e

condições climáticas, isto é, da os CFCs, uma combinação de

temperatura e da distribuição das clorofluorcarboneto, existente em

chuvas durante o ano. A cana-de- solventes orgânicos, aerossóis e

açúcar, por exemplo, cresce bem

quando existe um período chuvoso

para o desenvolvimento das

extintores de incêndio.

plantas e, posteriormente, “No Brasil, a ação humana

um período seco para a

maturação. Dessa forma,

qualquer modificação na

que mais contribuiu para o

aquecimento global foi o

temperatura ou na desmatamento na Amazônia.”

distribuição das chuvas

influenciará a produção final desse

importante produto para a economia

brasileira. O mesmo se aplica para O outro lado

culturas como o café e a laranja, Para o diretor do Observatório

explica o professor Salati. Mas, Astronômico de São Petersburgo,

evidentemente, as conseqüências Khabilbullo Abdusamatov, a causa do

não param por aí. “É importante aquecimento global é o Sol e não a

salientar que não é somente a parte ação do homem. Segundo ele, “o

econômica que poderá ser afetada. aquecimento global é resultado da

A manutenção dos ecossistemas elevada e prolongada atividade solar

naturais, como as florestas e os que aconteceu na maior parte do

cerrados, poderão passar por século passado e não se deve ao

situações críticas, com perda da efeito estufa. A população não está

biodiversidade e do equilíbrio em condições de influenciar no

dinâmico que apresentam. Um efeito aquecimento global da Terra, que,

catastrófico é também previsto com após um período de aquecimento,

o aumento do nível médio do mar, sempre experimenta outro de

que poderá impactar as esfriamento”. O russo também afirma

concentrações urbanas que existem que, entre os anos de 2012 e 2015, a

na zona litorânea”, alerta.

temperatura global da Terra começará

Os principais vilões do aque- uma lenta redução, que alcançará os

cimento são o CO e o metano. O

2 níveis mínimos entre 2050 e 2060. São

primeiro é emitido por indústrias e declarações polêmicas que podem

meios de transporte que utilizam ser levadas à sala de aula.

impressão Pedagógica [ 13 ]


Saídas para

resfriar os

termômetros

O professor Enéas Salati, diretor-técnico da Fundação Brasileira para o

Desenvolvimento Sustentável, afirma que, para conter o aquecimento global,

é preciso conter a queima de combustíveis fósseis (petróleo e carvão) e o

desmatamento. Para tanto, ele sugere algumas ações:

• reflorestamento em grande escala;

• desenvolvimento e utilização de energias que ainda são pouco utilizadas

pelos homens, como a energia solar, dos ventos, das marés e da biomassa

– etanol (álcool) e biodiesel.

• utilização da energia da fusão do hidrogênio;

• aumento da eficiência dos processos atuais de utilização das diversas

formas de energia;

• evitar que o CO produzido especialmente nas centrais termelétricas seja

2

lançado na atmosfera. Os trabalhos que estão em desenvolvimento

prevêem que esse gás seja injetado em formações geológicas adequadas,

onde ficariam aprisionados.

Protocolo de Kyoto

Prevendo a calamidade que estava por vir, a comunidade científica,

ambientalistas e governantes de grandes potências mundiais aderiram à

Convenção Marco sobre Mudança Climática na ECO-92, ocorrida no Rio de

Janeiro. Uma das resoluções foi a da responsabilidade pela preservação do

clima. Todos os países envolvidos comprometeram-se a manter as oscilações

climáticas estáveis. Em 1997, no Japão, foi assinado o Protocolo de Kyoto,

documento segundo o qual os países do Hemisfério Norte deveriam reduzir

sensivelmente – pelo menos em 5,2% – a emissão de gases poluentes até

2012. Esse tratado internacional passou a vigorar em 2005. Os Estados

Unidos, principais emissores de poluentes, negaram-se a ratificar o Protocolo

de Kyoto, alarmando a comunidade mundial.

[ 14 ] impressão Pedagógica

Para assistir

Uma grande aula sobre aquecimento

global. Assim pode ser definido o

documentário Uma Verdade

Inconveniente, em que o norteamericano

Al Gore – aquele que quase

foi o presidente dos Estados Unidos,

sendo considerado por muitos o “exfuturo”

presidente dos Estados Unidos –

apresenta dados científicos alarmantes

sobre as conseqüências do

aquecimento global.

O filme é uma palestra que Al Gore vem

dando no mundo todo há seis anos.

Ambientalista engajado, o norteamericano

coleciona estatísticas preocupantes

sobre as ondas de calor

registradas nos últimos anos e

apresenta-as de forma didática. Gore

também relata algumas saídas viáveis

para conter o avanço do calor nos

países, sobretudo, no Hemisfério Norte.

Degelo de calotas polares, secas

intermináveis e elevação do nível do mar

são alguns exemplos dos quais Al Gore

se utiliza para convencer o público de

que a situação está tomando proporções

alarmantes.

O filme foi

premiado com o

Oscar de melhor

documetário de

longa metragem.

Para pesquisar

Alguns sites e entidades nãogovernamentais

disponibilizam dados

importantes para incrementar uma aula

sobre aquecimento global.

• Fundação Brasileira para o

Desenvolvimento Sustentável –

www.fbds.org.br

• Programa das Nações Unidas para o

Meio Ambiente – www.onu-brasil.org.br

• Greenpeace – www.greenpeace.org.br


Matemática

e gasto público

Combinação resulta em cidadania

Uma reportagem publicada no

Jornal Pioneiro, de Caxias do Sul

(RS), motivou a professora Nicéia

Borguetti Sbabo a realizar um projeto

com os alunos da 5.ª série do Ensino

Fundamental do Colégio Mutirão, em

São Marcos, de onde ela também é

diretora. A matéria jornalística era a

respeito das eleições de 2006 e

destacava a função dos deputados

e quanto estes ganham por trabalhar

na Câmara. “Quando saiu essa

reportagem, eu achei interessante

mostrar aos alunos para que eles

discutissem em sala e em casa sobre

quanto ganha um político e o que ele

faz para ganhar esse dinheiro. A

intenção era refletir. Será que eles

precisam ganhar tanto e outras

pessoas ganhar pouco? Quando eu

li a reportagem, é que eu consegui

pensar nesse projeto”, conta Nicéia.

O objetivo do projeto que

idealizou, a partir daí, foi fazer os

alunos enxergarem que existem

vários tipos de classe social no país

e o quanto o trabalho é importante

para conseguir sobreviver. Na

primeira etapa da atividade, as

crianças pesquisaram o número de

deputados estaduais em cada região

e qual era o salário deles. Depois, em

casa e com os pais, eles leram a

reportagem do jornal e mandaram

seus comentários à jornalista. “A

gente vota em alguns políticos, mas

não temos noção do quanto eles

ganham. Na verdade, nós é que

estamos pagando o salário deles

com os impostos e a gente nunca

cobra um retorno deles. A atividade

foi bem importante até para os pais.

Unimos escola e família para o

crescimento do aluno”, frisa.

Outra atividade proposta pela

professora Nicéia foi uma comparação

de como seria a vida de quatro

famílias que ganham salários distintos

(R$ 600, R$2 000, R$5 000 e R$15 000),

levando em consideração os gastos

com saúde, alimentação, vestuário,

lazer e outros pagamentos. “A gente

não pode viver num lugar e achar que

é só aquilo que existe, por isso, gosto

de trabalhar com as diferenças

sociais”, justifica.

A valorização do trabalho e o

reconhecimento ao salário voltou a

[ conveniadas ]

Alunos do Colégio Mutirão

ganharam destaque no Jornal Pioneiro.

ser destaque no Jornal Pioneiro, que,

dessa vez, divulgou o projeto

idealizado no Colégio Mutirão. “O

projeto deu muito certo e os alunos

mostraram maturidade. Acho

importante eles exergarem que

Matemática não é só fazer conta, é

estar preparado para resolver

problemas do dia-a-dia. Eu gosto de

provocar esse tipo de atividade

porque, se eles têm um determinado

raciocínio, conseguem enxergar

mais de uma solução para um

problema”, comenta satisfeita a

professora e diretora Nicéia.

impressão Pedagógica [ 15 ]

Foto Jornal Pioneiro.


[ conveniadas ]

Uma eleição diferente e criativa

foi o que o Centro Educacional

Souza Poletti, no município de

Nova Friburgo(RJ), idealizou para

valorizar o trabalho com a literatura

infantil na escola e na comunidade.

O projeto Ler, Aprender e Crescer

incentivou o hábito da leitura e a

produção de textos e, ainda,

apresentou aos alunos a realidade

e o funcionamento de uma livraria.

Primeiro, as crianças do nível

II da Educação Infantil selecionaram

as poesias de grandes artistas

que mais lhes agradaram e

ensaiaram para a declamação

apresentada durante um coquetel

literário. Rodas de leitura e uma

entrevista com a proprietária de

uma livraria incentivaram as

crianças a irem mais a

fundo no universo dos

livros. Tanto que os

estudantes do Souza

Poletti se envolveram em

uma criativa eleição para

escolher o “Livro

Presidente”. “Selecionamos

quatro livros de

nossa biblioteca para

concorrer à presidência.

A partir daí, a escola

promoveu o ‘Horário

Político Eleitoral do

Livro’, em que cinco

[ 16 ] impressão Pedagógica

O Livro

Presidente

professoras defendiam, em vídeo,

as obras candidatas. Uma iniciou

com um pronunciamento e as

outras fizeram a campanha em

favor dos livros que representavam,

incentivando o pequeno leitor a

votar no seu preferido, de acordo

com a história, o autor, as

ilustrações, etc.”, explica a diretora

Flávia Poletti.

A eleição foi levada a sério e

os alunos da 2ª. série do Ensino

Fundamental encarregaram-se pelo

dia da votação. Houve mesários,

presidente de mesa e secretários.

O livro declarado “presidente da

biblioteca” foi Uma Professora

Muito Maluquinha, do autor Ziraldo.

Em segundo lugar ficou A Descoberta

de Miguel, de Marilurdes


Os alunos já sabem

que, a cada história nova,

há a possibilidade de

viajar na imaginação e

aprender ainda mais sobre

os mais variados assuntos.

Nunes, em terceiro a obra Lua

Cheia de Poesia, de Neusa Sorrenti

e, por fim, mas não menos

importante, ficou o livro No Tempo

dos meus Bisavós, escrito por Nye

Ribeiro.

A avaliação do corpo docente

da instituição não poderia ser

melhor. Segundo a diretora Flávia,

a grande maioria dos estudantes

demonstra gostar de ler e todo

livro apresentado é sempre bem

aceito pelas crianças. “Os alunos

já sabem que, a cada história nova,

há a possibilidade de viajar na imaginação

e aprender ainda mais

sobre os mais variados assuntos.

Essa atividade também foi um

estímulo para os alunos do Ensino

Fundamental, que estão

praticando a leitura

com muito mais

gosto, afinal, eles

debatem sobre as

histórias de seus

autores preferidos,

como Maria Clara

Machado, Ruth

Rocha, Ziraldo, Ana

Maria Machado, entre


outros”, analisa

Fabiane Poletti,

também diretora

da instituição.


Incentivo

ao esporte e à pesquisa

A disciplina de Educação Física sempre esteve muito associada à

prática de exercícios físicos nas quadras das escolas. O colégio 11 de Agosto,

de Fortaleza (CE), acrescentou um pouco de teoria à prática, mas isso não

desanimou os alunos, pelo contrário. A idéia do professor de Educação Física

Kley Mark foi batizada de Mude as Regras do Jogo e permitiu aos alunos

conhecerem ainda mais as características e a história de esportes como

voleibol, handebol e futsal. O objetivo é valorizar e incentivar a prática

esportiva, sem deixar de lado a história e os fundamentos do esporte.

Além das aulas práticas, uma vez por semana os alunos assistem às

aulas de Educação Física em sala. Segundo Kley Mark, não houve rejeição

dos estudantes. “Com os alunos de 5ª. à 8ª. série, trabalhamos dinâmicas,

debates e apresentações. As turmas de Ensino Médio fizeram pesquisas

para aprender como e por que o esporte é praticado da forma que

conhecemos”, explica o professor.

De maneira transdisciplinar, o colégio 11 de Agosto se destaca entre

as outras instituições da cidade por valorizar a Educação Física em um

planejamento pedagógico. O resultado pode ser visto no desempenho dos

alunos em competições esportivas. O último prêmio conquistado foi o Torneio

Metropolitano Cearense, em 2006, na categoria handebol feminino. Mas a

torcida não pára por aí. “Nosso objetivo é representar o nosso estado nos

Jogos Escolares de 2007. Em 2006, ficamos em segundo lugar em um jogo

bem disputado”, comenta o professor, que também é o técnico da equipe

feminina de handebol.

[ conveniadas ]

Diferencial de

mercado

Jemina Góes, diretora do

colégio 11 de Agosto, acredita que

o tratamento sério dado à disciplina

de Educação Física se reverte em

matrículas. Segundo ela, há casos

em que o pai matricula o filho no

colégio por causa do estímulo dado

ao esporte. Para o professor Kley

Mark, essa é uma das principais

recompensas. “Acho que o professor

de Educação Física tem de buscar

seu espaço na escola e pensar na

formação integral do aluno, vê-lo

como um ser humano completo.

Trabalho com Educação Física e,

hoje, posso dizer que me sinto

realizado, pois meu objetivo como

educador é ajudar e valorizar o aluno

e a escola”, finaliza.

O objetivo é

valorizar e incentivar

a prática esportiva,

sem deixar de lado a

história e os

fundamentos do

esporte.

impressão Pedagógica [ 17 ]


[ conveniadas ]

A casa

de muitos filhos

Ex-alunos tornam-se pais de alunos

A história do colégio Trevo

Master, em Santo André (SP),

começou em 1982, quando a recémformada

professora Cristiane

Marcondes realizou seu sonho de

montar uma escola de Educação

Infantil. Depois de onze anos atendendo

crianças de 2 a 6 anos, a

escola aumentou sua estrutura para,

então, oferecer também turmas de

Ensino Fundamental. Em 2003, foi a

vez do Ensino Médio “entrar” para o

Trevo Master. “Quando abrimos a

escola, éramos duas sócias e nós

mesmas ministrávamos as aulas no

primeiro ano. Depois, conforme o

crescimento do número de alunos,

iniciamos as contratações de professores”,

lembra a diretora Cristiane,

que, hoje, conta com 65 professores

em seu colégio.

Desde o primeiro dia de

existência, o Trevo Master visa ao

desenvolvimento da criança, promovendo,

para isso, ações para a

formação de um cidadão capaz de

obter sucesso pessoal e profissional.

“Quando elaboramos a grade

curricular do Ensino Fundamental,

quisemos acrescentar às disciplinas

de base comum diversas disciplinas

[ 18 ] impressão Pedagógica

que contribuíssem para a formação

integral do indivíduo, fazendo com

que nossas crianças fossem suficientemente

criativas para se tornarem

grandes homens”, explica

Cristiane.

Além de atender crianças e

adolescentes, o Trevo Master abre as

portas para que familiares e a

comunidade possam se integrar ao

convívio escolar. É o caso das

oficinas de dança, instrumentos

musicais, natação, hidroginástica,

entre outras, que atendem famílias

inteiras das redondezas do colégio.

O relacionamento com a família do

aluno é outro diferencial da instituição.

De acordo com a diretora, é

importante para o crescimento do

aluno que pais e escola mantenham

a mesma linha de pensamento sobre

a educação das crianças. Para promover

esse entrosamento, a instituição

faz atendimentos individualizados,

além das reuniões de pais,

e promove encontros de pais com

profissionais especializados, nos

quais estes fornecem informações e

esclarecem dúvidas, que vão da

nutrição ao desenvolvimento neurológico

de uma criança.

Ex-alunos

Muitos alunos que saíram do

Trevo Master retornam ao

colégio, mas, agora, na

condição de pais. Em 25 anos

de história, a escola já

coleciona alguns casos assim.

“Existe o ditado que diz que

‘o bom filho à casa torna’.

Somos pródigos nisso, pois

retornam desde o bom filho e

muitos ‘netos’, que compõem

sensivelmente o nosso Ensino

Infantil. É a perseverança de

nossos valores pedagógicos e

éticos repercutindo nos ideais

desses jovens pais”, diz

satisfeita a idealizadora do

Trevo Master.

“o bom filho à

casa torna”


Pesquisa de satisfação

melhora o relacionamento com pais e alunos

Para quem trabalha com

marketing, o cliente é sempre o centro

das atenções de um negócio. Para

identificar os anseios dele e, então,

buscar atendê-lo, as empresas

utilizam a pesquisa de satisfação, que

envolve uma série de perguntas

criteriosamente elaboradas com o

intuito de extrair e mensurar o grau

de aceitabilidade do usuário de um

produto ou serviço.

As empresas apostam nessa

ferramenta porque ela pode indicar

mudanças estratégicas, que vão

desde o relacionamento com o

consumidor até a alteração total de

um produto ou serviço. Por ser tão

vantajosa, ela vem ganhando espaço

também em instituições de ensino.

"A pesquisa de satisfação deve ser

aplicada com freqüência nas

escolas, pois indica à equipe diretiva

o que está dando certo e o que não

está sendo bem aceito por pais e

alunos. Depois de analisar os

resultados da pesquisa, é possível

identificar no que a escola deve

investir para atender às

necessidades dos clientes. Quando

suprimos essas necessidades,

estamos estreitando o nosso

relacionamento com os clientes e

diminuindo as chances de eles

saírem da escola frustrados com a

marca Expoente", sugere Karina

Lafraia, Gerente de Marketing do

Grupo Educacional Expoente.

O mesmo modelo de pesquisa

de satisfação aplicado nas unidades

O ideal é aplicar a

pesquisa de satisfação a

cada seis meses, para

que as falhas do primeiro

semestre não se repitam no

segundo e o atendimento e a

qualidade de ensino se

mantenham sempre satisfatórios

a pais e alunos. No questionário,

inclua perguntas para avaliar as

seguintes características da sua

instituição:

• infra-estrutura (salas de aula,

laboratórios, biblioteca, etc.);

• atendimentos administrativo e

pedagógico;

• uniforme;

Na sua escola

próprias de ensino do Expoente é

disponibilizado à rede conveniada

ao Sistema de Ensino do Grupo.

Acesse o Portal Escola Interativa

(www.escolainterativa.com.br) e

aplique a mesma pesquisa ou

adapte-a à realidade de sua

instituição.

• atividades extracurriculares.

Garanta na pesquisa um espaço

em branco para que os pais

possam dar sugestões ou opinar

abertamente sobre a escola.

Depois de tabular os resultados,

dê um retorno aos entrevistados

comunicando quais mudanças

sugeridas serão, de fato,

realizadas pela escola.

impressão Pedagógica [ 19 ]


[ 20 ] impressão Pedagógica


Solidariedade

e cidadania

devem ser práticas, não apenas teoria

Cerca de 500 pessoas que moram

em barracos no bairro carente Dom

Miguel, em Rio Verde (GO), têm

novas perspectivas de vida desde

1997. Em especial, duas famílias

que, em 2005, contaram com a

ajuda de estudantes para realizar o

sonho de trocar a casa de lona por

uma de alvenaria. Os adolescentes

do Ensino Médio não construíram

as moradias, mas permitiram que

as obras fossem realizadas ao

executarem um projeto de

cidadania no Centro Educacional

Quasar, escola onde estudam.

Tudo começou quando a instituição

os orientou a fazer uma pesquisa

sobre a estrutura de um bairro para

atender aos conteúdos das

disciplinas de Geografia e Filosofia.

O bairro visitado foi Dom Miguel,

um dos mais pobres da cidade de

Rio Verde. Lá, os alunos se

depararam com uma realidade

bem distinta daquela que

conheciam. A área, antes uma

região de invasão territorial, abriga

famílias desempregadas e com

sérias dificuldades de moradia e

alimentação. O questionário

socioeconômico que aplicaram

abriu os olhos e o coração dos

estudantes, que, mobilizados e

incentivados pela escola,

realizaram um mutirão para

arrecadar alimentos. Na primeira

edição da Gincana Estudantil,

nome dado ao projeto, os alunos

do Quasar presenciaram uma

coleta surpreendente. “A primeira

gincana teve uma repercussão

enorme, pois a arrecadação obtida

em uma semana superou todas as

outras feitas, até então, em nossa

cidade”, lembra Izaida Silva

Martins, coordenadora do Centro

Educacional Quasar. Os alimentos

arrecadados foram transformados

em cestas básicas e doados às

famílias do bairro Dom Miguel.

A idéia de coletar alimentos foi

mantida até 2005, quando foi

lançada a proposta de arrecadar

material de construção para

oferecer um novo abrigo aos mais

carentes. “A apresentação dessa

idéia gerou uma expectativa muito

grande em nossos alunos. A idéia

era audaciosa mas, com o

envolvimento de pais, estudantes,

professores e comunidade,

arrecadamos o suficiente para

construir duas casas”, diz Izaida,

satisfeita com a colaboração da

comunidade rio-verdense. As casas

foram entregues às duas famílias

citadas no início dessa reportagem.

A construção das moradias foi

viabilizada graças às parcerias que

o Quasar mantém com diversas

empresas dos setores público e

privado de Rio Verde.

Os alunos do Quasar se envolvem

com o projeto do começo ao fim.

Eles definem as ações a serem

desenvolvidas, organizam planos

para atingir metas e saem à busca

de alimentos ou materiais de

construção. Depois do montante

arrecadado, o trabalho não pára.

São eles os responsáveis por

distribuir as senhas e pela

organização da solenidade de

entrega. O evento é o maior ato de

solidariedade exercido por esses

cidadãos e, a cada ano, é mais

reconhecido. No ano passado,

quando os alunos voltaram a

arrecadar alimentos, o Senac

participou do mutirão de entrega,

proporcionando um dia de

cidadania no bairro Dom Miguel. A

comunidade recebeu gratuitamente

impressão Pedagógica [ 21 ]


Solidariedade não é só o ato de

doar, arrecadar e entregar. É poder

participar da história de vida e

entender de dignidade humana.”

Izaida Silva Martins, coordenadora do Centro Educacional Quasar.

serviços de corte de cabelo,

exames para identificação de

tipagem sanguínea e puderam tirar

fotos 3x4 para documentos. Em

2007, a intenção é oferecer casas

de alvenaria a outras famílias de

um dos bairros mais necessitados

de Rio Verde.

A frase do filósofo norte-americano

John Dewey, que define a

educação como “uma constante

reestruturação da experiência, de

forma a dar-lhe cada vez mais

sentido e a habilitar as novas

gerações a responder aos desafios

da sociedade”, é aplicada em

instituições como o Centro

Educacional Quasar e em tantas

outras que fazem valer o sentido da

palavra educação. Ainda que sem

mencionar a filosofia de Dewey,

muitas escolas incorporam a

prática de cidadania – em que o

aluno se habilita a uma existência

responsável – ao currículo do

aluno. Até mesmo porque, em uma

sociedade caótica e díspar como é

a brasileira, há uma demanda

natural por essa prática, e a missão

[ 22 ] impressão Pedagógica

da escola seria parcialmente

cumprida caso os educadores não

estimulassem em crianças e

adolescentes o espírito de

solidariedade. Mas o conceito de

solidariedade precisa estar bem

definido. “Solidariedade não é só o

ato de doar, arrecadar e entregar. É

poder participar da história de vida

e entender de dignidade humana”,

explica a coordenadora Izaida Silva

Martins, que desenvolve os

projetos no Quasar. O dicionário

Houaiss apresenta uma definição

“sociológica” da palavra

solidariedade: “estado ou condição

grupal que resulta da comunhão de

atitudes e sentimentos, de maneira

que o grupo venha a constituir uma

unidade sólida, capaz de oferecer

resistência às forças externas e, até

mesmo, de se tornar mais firme

ainda em face da oposição

procedente de fora”.

“Não queremos que os alunos

apenas façam doações. O que

propomos é uma experiência

pedagógica em que o estudante

conheça realidades distintas às

suas e, a partir daí, reflita sobre

como pode contribuir, de modo

responsável, para a geração de

benefícios à sociedade”, afirma

Rosalina Soares, gerente do Centro

de Excelência em Educação

Expoente. O CEEE, além de

elaborar o Material Didático

Expoente e ser responsável pelo

atendimento pedagógico às

escolas parceiras, coordena as

atividades (pedagógicas)

educacionais praticadas nas

unidades próprias de ensino

Expoente, em Curitiba (PR) e

Florianópolis (SC).

Uma dessas iniciativas é o Projeto

Cidadão, que existe nas escolas

Expoente desde 1998. Toda a

comunidade escolar se envolve

não só na arrecadação de itens

como leite, alimentos nãoperecíveis,

roupas e sapatos, mas

também na seleção das entidades

que recebem os materiais. Além

disso, o relacionamento com elas é

contínuo, durante todo o ano letivo.

Segundo Rosalina, o convívio com

crianças que vivem em mundos


diferentes por conta da

desigualdade social cria

oportunidades para se discutir o

que é preciso fazer para

transformar essa realidade. As

crianças carentes do Educandário

Madre Carmela de Jesus, da

Instituição das Irmãs Vicentinas e

da Creche Vila das Torres, todas

entidades de Curitiba (PR), costumam

receber a visita dos alunos

Expoente e também visitá-los.

Em Florianópolis (SC), onde o

Expoente mantém uma unidade de

Ensino Médio e Pré-Vestibular, os

estudantes têm a oportunidade de

realizar projetos sociais com

crianças de 6 a 14 anos de escolas

públicas de Itacorubi, bairro

carente da capital catarinense. Isso

porque o Expoente é parceiro do

Meio ambiente

A educação ambiental é mais uma

forma de a escola promover a

cidadania. No Colégio Caminho do

Sol, em São João Del Rei (MG), as

crianças do Maternal à 4ª. série do

Ensino Fundamental já estão

conscientes da importância que têm

para a preservação do meio ambiente.

Um projeto de cidadania ambiental

permitiu que as crianças assimilassem

práticas simples, mas fundamentais

para se garantir um futuro pleno de

Instituto Guga Kuerten, uma

associação sem fins lucrativos com

objetivos educacionais, esportivos

e sociais. A iniciativa da família do

tenista Guga atende centenas de

crianças e lhes dá oportunidade de

se desenvolverem social e

fisicamente, já que a prática de

muitas atividades esportivas, entre

elas o tênis, são incentivadas.

“Como o IGK trabalha com

estudantes em todos os seus

projetos, já temos como objetivo

estimular a ação voluntária em

nosso trabalho e oportunizar o

conhecimento de práticas

interdisciplinares. Essa parceria

com o Expoente complementa

ainda mais esse objetivo,

ampliando o número de alunos que

podem ter a oportunidade de

recursos naturais. As crianças do

Colégio Caminho do Sol trabalharam

com materiais recicláveis e criaram

brinquedos pedagógicos, utilizados

para sensibilizá-los sobre a quantidade

de lixo acumulado em aterros. “É

muito importante pensar globalmente,

mas agir localmente. Acreditamos que

a qualidade de vida de nosso planeta

depende de nossas reflexões sobre o

futuro”, comenta a diretora Liliane

Aparecida dos Santos Dutra.

vivência com atividades esportivas

e educacionais para crianças e

adolescentes de baixa renda”,

explica Silvana Medeiros,

coordenadora do Instituto.

Em 2007, o projeto Campeões da

Vida, mantido pelo IGK, será

financiado pelo Expoente e os

alunos terão, ao longo do ano,

diversas oportunidades de

interação com as crianças

assistidas pelo IGK. “O diferencial

de ter uma parceria com uma

instituição de ensino é justamente a

troca, a complementaridade, ou

seja, não se resume a uma parceria

financeira, e sim a uma

oportunidade de troca de

conhecimentos pedagógicos”,

justifica Silvana.

Mas a educação ambiental não precisa

ficar restrita, toda a comunidade

escolar pode aprender o bê-a-bá da

reciclagem. Tanto é verdade que as

funcionárias das unidades de ensino

Expoente, em Curitiba (PR), participam

de atividades para aprender como e

por que separar o lixo que recolhem

durante o recreio. As lixeiras, coloridas

conforme o material que devem

receber, são aliadas nessa batalha de

sobrevi-vência da natureza.

impressão Pedagógica [ 23 ]


Funcional

e prático

Portal Escola Interativa de cara nova

Acesse www.escolainterativa.com.br

[ 24 ] impressão Pedagógica

A tecnologia é um dos responsáveis pela mudança de comportamento

do ser humano. O acesso à informação está cada vez mais rápido e ilimitado.

Basta um toque no celular para falarmos com alguém. Com o iPod, a

revolução tecnológica dos últimos tempos, o usuário só precisa correr o

dedo por um botão circular, sensível ao toque, para assistir a vídeos e escutar

músicas em mp3. Resumindo: estamos a menos cliques de distância do

que queremos ler, ouvir e ver.

Seguindo essa tendência, o Portal Escola

Interativa está mudando. Desde março, o portal

educativo do Expoente proporciona a pais, alunos

e escolas conveniadas uma experiência diferente.

O acesso ao conteúdo do Portal está mais fácil e o

layout, mais clean. A mudança segue as novidades

Expoente. “Mudamos a nossa logomarca e temos

uma nova unidade de ensino. Pensamos que esse

era o momento de também modernizarmos o Portal

Escola Interativa e fizemos isso pensando na

facilidade de navegação”, conta Christina Curcio,

coordenadora do Portal. “Não só o layout mudou.

A filosofia do Portal está mudando. Temos mais

informação e conteúdo e deixamos isso disponível

de maneira muito prática e organizada”, complementa.

As alterações de layout e de navegabilidade

foram feitas depois que a equipe gerenciadora

do Portal analisou as estatísticas do site. “Com

um gerador de estatísticas, pudemos avaliar quais

são os canais mais acessados, para saber as


informações que os usuários procuram

com mais freqüência. Além

das estatísticas, notamos, por

exemplo, que as barras de navegação

lateral e inferior do antigo

layout atrapalhavam o usuário. No

novo layout, utilizamos a tela full

screen para tornar a navegação e

visualização dos canais mais práticas”,

justifica Christina.

Além do visual mais moderno

e que proporciona o acesso direto à

informação desejada, o Portal traz

uma novidade que promete agradar

às instituições conveniadas ao

Sistema de Ensino Expoente. “As

escolas podem personalizar

a home do Portal incluindo

a sua logomarca. Ao acessar

o site, o pai poderá ver

a logo da escola onde o

filho estuda. Isso agrega

valor à marca de nossa

escola conveniada”, explica

Christina, que adianta outras

novidades para este ano. O Escola

Interativa oferecerá novos canais,

como o de Educação Física, e terá

animações em 3D e aulas virtuais.

O Escola Interativa oferece

novos canais de conteúdo

O Portal Escola Interativa está ainda mais interativo. Ao todo, são

mais de 21 canais de conteúdo, desenvolvidos para enriquecer o

aprendizado de toda a comunidade educacional – professores,

alunos e pais – e que contribuem para o planejamento de aula do

professor. Conheça alguns destaques:

Canal de Filosofia

O Hotel Platão abriga a história da Filosofia e, de modo interativo,

apresenta um perfil dos grandes filósofos, como Sócrates,

Nietzsche, Hegel, Descartes e outros. Dividido em Ensino

Fundamental e Ensino Médio, o Hotel Platão apresenta em cada

“andar” algo diferente, como fórum de discussão, vídeos de

reflexão, animações, download de livros de domínio público,

testes on-line e questões de filosofia cobradas nos principais

vestibulares do país.

Autoria e interação

É um canal por onde o professor pode enviar projetos e

atividades para serem publicados no Portal, formando uma

grande rede de interação entre educadores de todo o Brasil. As

propostas são analisadas pela equipe pedagógica do Centro de

Excelência em Educação Expoente e publicadas no canal

escolhido pelo educador autor da proposta.

Material didático

As informações complementares sobre o Material Didático

Expoente, como dicas, cliparts, gabaritos, áudios para as aulas

de Inglês e Espanhol, estão nesse canal. O professor pode

consultar uma série de dicas de atividades para enriquecer o

conteúdo apresentado em sala de aula e acompanhar as

atualizações feitas periodicamente no material didático.

Tecnologias educacionais

Tudo o que você precisa saber sobre softwares educacionais

Expoente, capacitação e assessoria de tecnologias educacionais

e projetos desenvolvidos utilizando a informática como

ferramenta de ensino e aprendizado estão neste canal. O link

também disponibiliza tutoriais e videoaulas sobre planilhas

eletrônicas, software de autoria e robótica educacional.

impressão Pedagógica [ 25 ]


Novo Expoente

coloca a instituição entre as mais modernas do país

O ano de 2007 vai marcar a história

do Grupo Educacional Expoente.

A inauguração de uma nova

unidade de ensino em Curitiba

(PR) coloca a instituição em

destaque por oferecer uma infraestrutura

moderna e funcional que

atende alunos da Educação Infantil

ao Ensino Médio.

A nova Unidade Expoente Água

Verde apresenta esse nome por se

localizar em um bairro

nobre de Curitiba

chamado de Água

Verde. A nova sede,

que tem capacidade

para atender mais de

1000 alunos, é

funcional, pois

aproveita os mais de 5 000 m² de

área construída, tornando a escola

acolhedora.

Cada detalhe do novo Expoente

Água Verde tem uma função

importante que contribui para a

valorização do aprendizado. Uma

cisterna com capacidade de

120 000 l garante o consumo

responsável de água no prédio

escolar. A água da chuva é captada

e utilizada na irrigação do jardim e

nos banheiros da escola.

[ 26 ] impressão Pedagógica

A biblioteca, de dois andares,

proporciona um consumo

consciente de energia elétrica, pois

a janela projetada em um grande

semicírculo aproveita a luz natural.

A conscientização ambiental

continua na sala de aula. Em cada

uma, há minilixeiras para coleta

seletiva de lixo, assim como no

pátio e nas demais dependências

do prédio.

Cada detalhe do novo Expoente

Água Verde tem uma função

importante que contribui para a

valorização do aprendizado.

As salas de aula da Educação

Infantil apresentam uma novidade

exclusiva e patenteada: um quadro

multiuso na forma de um livro. O

professor pode optar por utilizar

quadro-de-feltro, quadro-de-giz,

quadro branco ou quadro-de-ímãs

durante as aulas. Basta “folhear” as

opções como se fosse um livro. A

inovação foi desenhada pelo

arquiteto Thiago Salcedo, que

assina o projeto da nova unidade.

O projeto do novo Expoente Água

Verde ainda levou em consideração

os desejos dos alunos, ouvidos em

uma pesquisa no ano passado.

Elevadores que dão acesso aos

três andares do colégio, caixas de

som nos corredores para garantir

um recreio com muita música e

espaço para aulas ao ar livre são

alguns dos destaques. Outra

novidade está na sala de Arte.

Lá, os azulejos que decoram o

tanque foram pintados

pelos próprios alunos no

ano passado. “Mas uma

escola não se faz só com

prédio e bons espaços

físicos. O grande

diferencial do Expoente

continua sendo o seu

trabalho pedagógico, alicerçado

pelo suporte do Centro de

Excelência em Educação, que hoje

atende mais de 300 000 alunos de

900 unidades escolares em 25

estados brasileiros e no Distrito

Federal”, afirma Armindo Angerer,

diretor-geral do Grupo Expoente.

Segundo Angerer, a inauguração

do novo Expoente Água Verde

contou com muitos esforços para

ser alcançado e é a realização de

um sonho idealizado há vinte anos.


Inauguração

Para marcar a finalização das obras

no Expoente Água Verde, a

instituição promoveu uma grande

festa para quase 1 000 convidados.

Pais, alunos e outros

representantes da comunidade do

Paraná prestigiaram o evento, que

teve como mestre de cerimônia o

ator Murilo Rosa. “Essa é uma das

mais bonitas e modernas escolas

que eu já vi no país”, definiu Murilo,

que é filho de professor.

9 10

11

1. O ator Murilo Rosa esteve em Curitiba na inauguração do novo colégio. Na foto, Murilo e Armindo Angerer, diretor–geral do Grupo Expoente.

2. Armindo inaugura o novo colégio. 3. Convidados foram recepcionados por malabaristas. 4. Estrutura tem três andares. 5. Sala de Música. 6.

Quadro-de-giz foi substituído por quadro branco nas salas de ensinos Fundamental e Médio. 7. Recepção. 8. Fachada. 9. Quadro-livro é

exclusividade Expoente. 10. Biblioteca. 11. Laboratório de Informática.

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impressão Pedagógica [ 27 ]


[ notas ]

Estudar outra língua

melhora a cognição

Um estudo realizado no Canadá, divulgado na revista

Neuropsychologia, confirma que aprender idiomas melhora a atenção e ativa

a cognição de crianças e adultos, protegendo-os, assim, da demência. Em

pacientes bilíngües, os sintomas da doença surgem por volta dos 75 anos.

Já quem só fala um idioma pode sofrer de demência aos 70 anos.

Evasão escolar

Não é só a condição financeira que tira o aluno da escola. A

desmotivação nos estudos foi a principal razão para a evasão de alunos em

2005, quando 1,7 milhão de estudantes entre 15 e 17 anos deixaram os

bancos escolares. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas

Educacionais (Inep), que coordenou o estudo, a necessidade de trabalhar

foi a segunda justificativa para a evasão. Outro dado preocupante: dos 1,7

milhão de jovens fora da escola, 43% não trabalham.

[ 28 ] impressão Pedagógica

Álcool

no Ensino Médio

Cerca de 48% dos estudantes

do Ensino Médio no Brasil

consomem freqüentemente

bebidas alcóolicas. O número

foi divulgado pela

Organização das Nações

Unidas e reafirma a influência

da mídia e de colegas no

comportamento dos

adolescentes. Outras

pesquisas indicam que o

consumo de álcool abre

caminho para o vício em

outras drogas.


Enem 2007

inscrições dia 16 de abril

A edição 2007 do Exame Nacional

do Ensino Médio acontecerá no dia

26 de agosto. Os alunos das redes

pública e privada têm até o dia 18 de

maio para fazerem suas inscrições,

em qualquer agência dos Correios.

Como nos anos anteriores, os

estudantes da rede pública de ensino

poderão se inscrever gratuitamente

e os da rede privada deverão pagar

uma taxa no valor de R$35,00, no ato

da inscrição, e anexar o comprovante

de pagamento à ficha entregue na


escola em que está matriculado.

Os estudantes terão cinco horas para

resolver 63 questões objetivas de

múltipla escolha e produzir uma

redação. O Enem avalia a qualidade

do Ensino Médio no país e seu

objetivo é oferecer uma referência

para que cada aluno possa se autoavaliar

quanto às escolhas em

[ notas ]

relação ao mercado de trabalho e à

continuidade dos estudos.

Em 2006, o Pré-Vestibular Expoente

foi o segundo melhor colocado do

Enem em Curitiba (PR).

impressão Pedagógica [ 29 ]


[ notas ]

Educador

Nota 10

A partir de 11 de junho,

educadores de todo o Brasil

poderão concorrer ao Prêmio

Educador Nota 10, com projetos

que mostrem maneiras inovadoras

de praticar o ensino.

Esse prêmio acontece todos os

anos, desde 1998, e, neste ano, as

inscrições da 10.ª edição do

Educador Nota 10 vão até 6 de

julho. Os finalistas premiados

participarão de uma cerimônia no

dia 15 de outubro.

A Fundação Victor Civita, que

realiza o prêmio, divulgará mais

informações no decorrer do ano.

No site da Fundação (http://

fvc.abril.com.br/), é possível obter

informações sobre os projetos

premiados nas edições passadas.

Reforço de cidadania

O site www.plenarinho.gov.br

incentiva crianças e adolescentes

a exercer a cidadania. Com o jogo

do orçamento, o aluno simula um

plano de gastos de uma cidade

chamada Legislândia, onde o

dinheiro do contribuinte deve ser

bem aplicado e administrado.

[ 30 ] impressão Pedagógica

De forma didática e colorida, o site

explica as funções de um deputado

e como funciona a Câmara em

Brasília. Outros links como

Educação, Notícias, Dicas de

Leitura, Ecologia e Saúde também

trazem informações instrutivas às

crianças.

Encontros Temáticos

O Expoente oferece uma oportunidade de capacitação profissional às

escolas conveniadas ao seu sistema de ensino. Confira a programação

do Encontro Temático Expoente de 2007:

São Paulo

Foz do Iguaçu (PR)

Bal. Cmboriú (SC)

Fortaleza

Curitiba

Recife

Salvador

10 de março

17 de março

24 de março

31 de março

14 de abril

5 de maio

19 de maio

Marília (SP)

Goiânia

Cuiabá

Campo Grande

Belo Horizonte

Rio de Janeiro

2 de junho

16 de junho

23 de junho

30 de junho

18 de agosto

25 de agosto

Informações: www.escolainterativa.com.br

Seminário de Educação

A Aprender a Fazer Produções Educacionais promoverá no segundo

semestre, o Seminário de Educação 2007, com o tema Responsabilidade

Social para a Educação e Cidadania. Saiba em que cidades acontecerá

esse seminário acessando o site www.aprenderafazer.com.br.

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