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Chanucá - Pt.chabad.org

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Comemore<br />

25 DE KISLEV A 3 DE TEVET, 5773<br />

8 A 16 DE DEZEMBRO DE 2012<br />

<strong>Chanucá</strong><br />

com Beit Chabad Central<br />

Vai viajar neste <strong>Chanucá</strong>? Leve com você uma chanukiyá,<br />

44 velas, um sevivon e este guia


Ilumine<br />

O mundo<br />

?<br />

PÁG. 3<br />

<strong>Chanucá</strong><br />

? PÁG.<br />

A HISTÓRIA DE<br />

Jogando r<br />

4<br />

Sevivon<br />

?PÁG. 5<br />

Como r<br />

Acender<br />

a chanukiyá<br />

? PÁG.<br />

7<br />

Curiosidades<br />

de <strong>Chanucá</strong><br />

? PÁG.<br />

8<br />

DELICIOSOS<br />

Sonhos<br />

? PÁG.<br />

10<br />

Calendário<br />

? PÁG.<br />

11<br />

Caro Amigo,<br />

Como todos sabemos, para relembrar o milagre de <strong>Chanucá</strong>, os<br />

Sábios instituíram a mitsvá de acender a chanukiyá.<br />

O que torna <strong>Chanucá</strong> uma festa vibrante e comovente 2.100 anos<br />

depois em S. Paulo, Buenos Aires, Caracas. Casablanca, Joa nes -<br />

bur go, Moscou, Xangai e, claro, Jerusalém? É a história de uma<br />

pequena ânfora de azeite que não deixou de irradiar seu brilho<br />

nem mesmo na noite mais escura e entre os ventos mais<br />

poderosos.<br />

Durante mais de dois milênios as famílias judias se reuniram ao<br />

redor das suas chanukiyot, o rosto das crianças reluzindo com<br />

uma alegria eterna. Enquanto elas contemplavam as chamas<br />

dançando, podiam escutar as velas tremulantes partilhando sua<br />

história, uma história com um final muito forte: a chama da fé<br />

judaica, a chama da Torá, a chama das mitsvot, a tocha da morali -<br />

dade e a luz da redenção jamais se apagariam.<br />

Neste <strong>Chanucá</strong>, além de trazer a luz e o calor das velas para sua<br />

família, torne-se um acendedor de lampiões. Se você conhece na<br />

sua vizinhança uma família judia cuja casa fique às escuras em<br />

<strong>Chanucá</strong>, vá visitá-los, leve uma chanukiyá, algumas velas, um<br />

sevivon, e leve um pouco de luz à vida deles.<br />

Desejamos a você e sua família um <strong>Chanucá</strong> muito, muito feliz.<br />

Rabino Shabsi Alpern<br />

BEIT CHABAD CENTRAL<br />

Rua Melo Alves, 580<br />

S. Paulo - SP 01417-010<br />

Tel: (11) 3081-3081<br />

<strong>chabad</strong>@<strong>chabad</strong>.<strong>org</strong>.br<br />

www.<strong>chabad</strong>.<strong>org</strong>.br<br />

CARREATA DE CHANUCÁ<br />

Desfile de Carros com Menorot<br />

Domingo 9/12<br />

h<br />

A carreata vai sair as 18h da Praça General S. Martin (continuação da rua da<br />

Consolação) e vai circular pela cidade com música no auto-falante. O desfile<br />

de carros vai terminar as 21h no mesmo local.<br />

<strong>Chanucá</strong> Sameach!<br />

Esta publicação contém termos sagrados. Por favor trate-a com respeito. © 2012 por The Shluchim Office. Design & Fotografia<br />

© 2012 por Spotlight Design. Arte da capa por Michoel Muchnik. Edição Brasileira: Beit Chabad Central.


Ilumine o<br />

<strong>Chanucá</strong>, a Festa das Luzes, relembra<br />

a vitória – há mais de 2.100 anos – de<br />

um povo judeu militarmente fraco<br />

mas espiritualmente forte sobre as poderosas<br />

forças de um inimigo implacável que tinha<br />

conquistado a Terá Santa e ameaçava<br />

engolfar o país e seu povo nas trevas.<br />

A milagrosa vitória – culminando com a consagração<br />

do Santuário em Jerusalém e o reacendimento<br />

da Menorá que tinha sido profanada<br />

e extinta pelo inimigo – é celebrada<br />

anualmente desde então, durante esses oito<br />

dias de <strong>Chanucá</strong>, especialmente acendendo<br />

a chanukiyá, também como um símbolo e<br />

mensagem do triunfo da liberdade sobre a<br />

opressão, do espírito sobre a matéria, da luz<br />

sobre a escuridão.<br />

É uma mensagem oportuna e animadora,<br />

pois as forças das trevas estão sempre presentes.<br />

Além disso, o perigo não vem exclusivamente<br />

de fora; muitas vezes espreita<br />

perto de casa, na forma de insidiosa erosão<br />

de valores e princípios consagrados pelo<br />

<strong>Chanucá</strong> q 3<br />

Mundo<br />

Uma mensagem baseada nos ensinamentos do Rebe<br />

tempo que estão no alicerce de qualquer sociedade<br />

humana decente. Desnecessário dizer,<br />

a escuridão não é expulsa por vassouras<br />

e bastões, mas pela iluminação. Nossos Sábios<br />

disseram: “Um pouco de luz expulsa<br />

muita escuridão.”<br />

As luzes de <strong>Chanucá</strong> nos lembram que a iluminação<br />

começa no lar, dentro da pessoa e<br />

de sua família, aumentando e intensificando<br />

a luz da Torá e mitsvot no dia-a-dia. Mas<br />

embora comece em casa, não para ali. Tão<br />

forte é a natureza da luz que quando alguém<br />

acende as luzes de <strong>Chanucá</strong> é para que elas<br />

iluminem o “lado de fora”, simbolicamente<br />

valudindo ao dever de levar luz também<br />

àqueles que, por um motivo ou outro, ainda<br />

caminham nas trevas.<br />

Rezemos para que a mensagem das luzes de<br />

<strong>Chanucá</strong> iluminem a vida cotidiana de cada<br />

um pessoalmente, e da sociedade em geral,<br />

com uma luz mais brilhante em todos os aspectos,<br />

materiais e espirituais.<br />

Mensagem


Quando Alexandre o Grande conquistou<br />

Jerusalém em 3448 (313<br />

AEC), passamos a pagar impostos<br />

e a viver pacificamente sob o domínio<br />

grego. Após vários outros governantes,<br />

subiu ao poder Antiochus Epifânio. Ele e<br />

seus asseclas saquearam nosso Templo<br />

Sagrado em Jerusalém. Então ele proibiu<br />

algumas mitsvot vitais: circuncisão, Shabat,<br />

estudo de Torá e casamento judaico.<br />

A identidade judaica e nosso relacionamento<br />

com o único e inefável D'us ficou<br />

seriamente ameaçado.<br />

Muitos judeus desafiaram abertamente estes<br />

decretos e morreram como mártires. Finalmente,<br />

quando Antiochus erigiu estátuas de<br />

Zeus nas cidades e exigiu que as pessoas as<br />

adorassem, o povo judeu se ergueu em revolta.<br />

Em 3594 (168 AEC), liderados por uma família<br />

de sacerdotes da dinastia Hasmoneana, eles<br />

empreenderam uma guerra não por território<br />

ou poder, mas pela liberdade<br />

e direitos religiosos.<br />

Esse pequeno exército chamou<br />

a si mesmo de Macabeus,<br />

um acrônimo para “Mi<br />

Camocha Baelim Hashem”<br />

– “Quem é como Tu entre os<br />

poderosos, ó Senhor?”<br />

Logicamente, o hasmoneano<br />

Matityahu e seus cinco filhos,<br />

homens da classe sacerdotal,<br />

não eram páreo para o exército<br />

mais poderoso do mundo. O mila-<br />

<strong>Chanucá</strong><br />

<strong>Chanucá</strong> q 4<br />

A HISTÓRIA DE<br />

gre foi que eles venceram algumas batalhas.<br />

Os gregos continuavam voltando com exércitos<br />

maiores e (para realmente mostrar que não<br />

estavam brincando) elefantes com armaduras.<br />

À medida que as batalhas se tornavam mais<br />

ferozes, as vitórias eram cada vez mais milagrosas,<br />

e os macabeus continuavam vencendo.<br />

Na verdade, eles conseguiram expulsar aqueles<br />

gregos de Jerusalém, purificar o Templo Sagrado<br />

e declarar independência.<br />

Quando os Macabeus recuperaram Jerusalém<br />

e entraram no Templo Sagrado, encontraram<br />

uma confusão generalizada – ídolos, alimentos<br />

proibidos e vasilhas quebradas em toda parte.<br />

Então eles arrumaram tudo e reconsagraram<br />

o Templo.<br />

Em seguida eles encontraram um novo problema.<br />

A menorá tinha de ser acesa com azeite<br />

puro, não profanado por aqueles que estavam<br />

ritualmente impuros. Todo o azeite no Templo<br />

tinha sido profanado pelos gregos. Não havia<br />

ninguém ali que pudesse preparar novo azeite,<br />

uma vez que todos estavam ritualmente impuros,<br />

tendo acabado de lutar numa guerra e<br />

matado pessoas.<br />

Não podiam usar o azeite profanado, mas para<br />

conseguir azeite de oliva nos pomares de Tecoa<br />

seria uma viagem de sete dias. Não queriam<br />

esperar para acender a menorá!<br />

Ocorreram então mais milagres: primeiro, eles<br />

encontraram uma ânfora de puro azeite escondida<br />

dentro do piso, ainda selada com a<br />

insígnia do Sumo Sacerdote. Então, embora<br />

fosse um único frasco com azeite suficiente<br />

para uma noite, milagrosamente durou por<br />

oito dias!<br />

História


Jogando<br />

Sevivon<br />

AS REGRAS<br />

Para jogar, você precisa de<br />

um sevivon e algumas<br />

moedas (ou qualquer outra<br />

coisa pequena mas fácil de<br />

contar, como balas). Todos<br />

os jogadores começam<br />

com um número igual, e<br />

também contribuem igualmente<br />

para o prêmio.<br />

<strong>Chanucá</strong> q5 Quando o grego Antiochus proibiu<br />

o estudo de Torá, as crianças<br />

judias estudavam secretamente<br />

em cavernas. Quando ouviam<br />

os soldados gregos se aproximando,<br />

elas escondiam os livros escolares e<br />

fingiam estar jogando pião.<br />

Jogamos sevivon (dreidel em iídiche) em<br />

<strong>Chanucá</strong> como um lembrete daquelas<br />

crianças corajosas e sua bravura.<br />

Nosso sevivon tem quatro lados,<br />

com uma letra hebraica<br />

gravada em cada um: Nun,<br />

Guimel, Hei e Shin. Representam<br />

as palavras hebraicas<br />

“Nes Gadol Haya Sham”, que<br />

significa “um grande milagre<br />

aconteceu ali”, em referência à<br />

milagrosa vitória dos Macabeus.<br />

Em Israel, são gravadas as letras<br />

Nun, Guimel, Hei e Pei, que representam<br />

“Nes Gadol Haya Pô” – “um grande milagre<br />

aconteceu aqui.”<br />

Cada um, por sua vez, gira o sevivon.<br />

Se cair em:<br />

נ Nun—não ganha nada.<br />

ג Gimmel—leva todo o prêmio.<br />

ה Hay—leva metade do prêmio.<br />

ש Shin—contribua com o valor original.<br />

Se o prêmio é levado, todos contribuem<br />

igualmente mais uma vez.<br />

Sevivon


A Menorá t<br />

SETE OU OITO BRAÇOS?<br />

Um olhar sobre a história da menorá e seu significado mais profundo<br />

t<br />

Menorá em hebraico significa<br />

lâmpada. Originalmente mencionada<br />

na Torá, é um dos símbolos<br />

mais antigos do Judaísmo.<br />

A Torá nos conta que uma menorá com sete<br />

braços era acesa todo dia no Mishcan, o<br />

Templo portátil usado pelos nossos ancestrais<br />

a caminho da Terra Santa, e também<br />

no Bet Hamicdash, o Templo Sagrado em<br />

Jerusalém.<br />

No decorrer do tempo, a menorá tornou-se<br />

um ícone para a cultura e fé judaicas. Durante<br />

milhares de anos, imagens de menorot<br />

têm prevalecido na arte, arquitetura e cultura<br />

judaicas.<br />

A menorá do Templo tinha apenas sete braços.<br />

Por que então a chanukiyá tem oito?<br />

A resposta é que a chanukiyá não é uma representação<br />

da menorá do Templo, mas de<br />

um candelabro especial de <strong>Chanucá</strong>. <strong>Chanucá</strong><br />

celebra o milagre do candelabro de sete<br />

braços do Templo ardendo durante oito dias.<br />

Em comemoração, acendemos a chanukiyá<br />

com oito braços.<br />

O milagre que inspirou o início da celebração<br />

de <strong>Chanucá</strong> instituída pelos Sábios ocorreu<br />

em 165 AEC. Desde então, os judeus do<br />

mundo inteiro acendem a chanukiyá todo<br />

ano em <strong>Chanucá</strong>. Este candelabro continua<br />

<strong>Chanucá</strong><br />

a ser uma fonte de inspiração para nós. Suas<br />

luzes nos dão a força que precisamos para<br />

perseverar, mesmo em meio a horrores como<br />

o Holocausto e nas trevas do gulag soviético.<br />

Além disso, há algo espiritualmente mais<br />

significativo, algo cabalístico, sobre acender<br />

as oito velas de <strong>Chanucá</strong>.<br />

A Cabalá ensina que o número sete simboliza<br />

a ordem natural do universo, como nos<br />

sete dias da semana. Oito, sendo o primeiro<br />

número depois do sete, simboliza transcender<br />

a natureza e abraçar o sobrenatural e o<br />

miraculoso.<br />

Agora entendemos por que especificamente<br />

a chanukiyá com oito braços<br />

é tão popular. É um símbolo de<br />

nossa esperança e eterno otimismo<br />

de que D'us fará com<br />

que tudo dê certo para nós,<br />

mesmo quando isso parece<br />

improvável.<br />

A chanukiyá proclama o<br />

envolvimento de D'us em<br />

nossas vidas, passada e<br />

presente. Quando acendermos<br />

a chanukiyá este<br />

ano, sejamos gratos por todos<br />

os nossos milagres particulares.<br />

q6 Menorá


Acender<br />

Como<br />

a chanukiyá<br />

Todos os oito braços de sua chanukiyá<br />

devem ter a mesma altura e estar<br />

em linha reta, exceto o shamash (ve la<br />

auxiliar) que deve estar claramen te a<br />

uma altura diferente que as outras.<br />

O lugar ideal para a chanukiyá<br />

é no vão da porta, do lado oposto à<br />

mezuzá. Você pode também usar uma<br />

janela que seja visível da rua.<br />

Um casal ou uma família são<br />

considerados uma unidade, portanto<br />

o marido pode acender por todos. Se<br />

você mora sozinho, também precisa<br />

ter um candelabro. Para envolver<br />

as crianças, pode deixar que<br />

acendam as próprias chanukiyot.<br />

Na primeira noite, acenda a<br />

vela mais à direita. A cada dia,<br />

acrescente uma à esquerda da<br />

original. Sempre acenda primeiro a<br />

vela a ser acrescentada no dia.<br />

A hora certa para acender é<br />

ao anoitecer (cerca de 25 minutos<br />

após o pôr-do-sol). Sua chanukiyá<br />

deve permanecer acesa pelo menos<br />

por 30 minutos após o anoite-<br />

<strong>Chanucá</strong> q 7<br />

A Chanukiyá traz luz aos<br />

nossos lares e irradia até<br />

a rua. Espalhando<br />

bondade, nós também<br />

podemos transformar o<br />

mundo exterior e<br />

enfraquecer a escuridão<br />

espiritual.<br />

cer. Você pode acender mais cedo, mas<br />

certifique-se que possa ficar acesa por<br />

30 minutos após o anoitecer.<br />

Chegou tarde em casa? Desde<br />

que haja alguém por perto para ver a<br />

chanukiyá, você ainda pode acendê-la<br />

com as bênçãos. Caso contrário,<br />

acenda sem as bênçãos.<br />

Na tarde de sexta-feira, tanto a<br />

chanukiyá quanto as velas do Shabat<br />

devem ser acesas 20 minutos antes<br />

do pôr-do-sol. Nem pense em acender<br />

após o pôr-do-sol. Sua chanukiyá po de<br />

precisar de mais combustível para durar<br />

até 30 minutos após o anoitecer.<br />

No sábado à noite, espere até<br />

depois do anoitecer, quando o Shabat<br />

termina. Recite a Havdalá antes de<br />

acender o candelabro.<br />

As mulheres têm o costume de<br />

descansar um pouco dos trabalhos<br />

domésticos enquanto a chanukiyá<br />

está acesa. Quanto tempo? Pelo<br />

menos meia hora.<br />

Consulte a pág. 11 para datas e bênçãos.<br />

Acendimento


Curiosidades<br />

de <strong>Chanucá</strong><br />

<strong>Chanucá</strong> Guelt<br />

Apalavra hebraica <strong>Chanucá</strong> tem o mesmo<br />

radical de chinuch (educação). Os gregos<br />

estavam determinados a forçar o Helenismo<br />

sobre a população judaica, às custas dos ideais<br />

e mandamentos da sagrada Torá. Infelizmente,<br />

eles quase foram bem-sucedidos em seus esforços.<br />

Depois que foram derrotados, foi<br />

necessário reintroduzir os valores de Torá a<br />

muitos judeus.<br />

Por este motivo, durante <strong>Chanucá</strong> é costume<br />

dar dinheiro (guelt) às crianças para ensinarlhes<br />

a fazer caridade e boas ações; e para elevar<br />

o espírito festivo da data.<br />

Esta persuasão gentil é um componente essencial<br />

no processo de educação. Maimônides discute<br />

a importância de usar incentivos até que<br />

a criança possa entender por si mesma a beleza<br />

e importância da Torá.<br />

q8 <strong>Chanucá</strong><br />

Curiosidades<br />

Existe ainda um<br />

moti vo mais<br />

profundo pa ra este<br />

antigo costume:<br />

Os gregos colocaram as mãos<br />

sobre as possessões de Israel.<br />

Maimônides<br />

Os gregos assaltaram os bens<br />

do povo judeu com o mesmo<br />

espírito no qual tinham arruinado<br />

o azeite do Templo Sagrado.<br />

Não destruíram o<br />

azeite: eles o profanaram. Não<br />

roubaram o povo judeu; tentaram<br />

infundir suas possessões<br />

com ideais gregos – que seriam<br />

usados para fins egoístas e impuros,<br />

e não com objetivos sagrados.<br />

O <strong>Chanucá</strong> guelt celebra a liberdade<br />

e a ordem de canalizar<br />

a riqueza material rumo<br />

aos fins espirituais.<br />

a<br />

NOITE<br />

A noite mais<br />

significativa<br />

para doar é a quinta, a primeira<br />

noite em que há mais chamas<br />

que escuridão. O Rebe encorajava<br />

o admirável costume de<br />

dar <strong>Chanucá</strong> guelt a cada noite<br />

da festa (exceto no Shabat).


<strong>Chanucá</strong> é uma lição na vida – talvez<br />

a lição mais importante que você<br />

jamais aprenderá. É a história da luz desafiando<br />

as trevas.<br />

Todos nós lutamos contra a escuridão –<br />

seja dentro de nós mesmos ou do mundo<br />

grande e assustador lá fora. <strong>Chanucá</strong><br />

vem para dizer: Não lute com as sombras.<br />

Em vez disso, acenda uma<br />

vela e as trevas se afastarão.<br />

O que é uma vela? Uma<br />

vela é uma mitsvá – um<br />

ato belamente Divino,<br />

que nos é entregue diretamente<br />

pelo Céu para<br />

elevar nosso mundo e<br />

transformá-lo num local<br />

Divinamente belo. Nada<br />

é mais poderoso que uma<br />

mitsvá.<br />

MENORÁ<br />

Os sábios ensinaram que a primeira<br />

luz criada era poderosa demais para<br />

os seres humanos usarem, portanto<br />

D'us a ocultou para a época em que o<br />

mundo atingir um estado mais elevado.<br />

Esta é a luz que brilha em sua<br />

chanukiyá.<br />

As janelas do templo<br />

sagrado eram mais largas do<br />

lado de fora que do lado de dentro.<br />

Em vez de deixar a luz do sol entrar<br />

como todas as outras janelas, as do<br />

Templo foram construídas<br />

para deixar sair a luz<br />

da menorá, para<br />

reluzir ao restante<br />

do mundo.<br />

O que é <strong>Chanucá</strong>?<br />

Comemore q 9<br />

Assim, à medida que a luz do sol decresce,<br />

acendemos uma pequena vela.<br />

No dia seguinte, acendemos duas. Dia a<br />

dia, a luz se torna mais forte até chegarmos<br />

ao poder de oito – número que representa<br />

um poder além da natureza,<br />

um poder milagroso.<br />

Há muitas lições a serem aprendidas<br />

com <strong>Chanucá</strong>, mas vamos começar por<br />

aqui: quando surge a escuridão,<br />

faça mais luz. Pratique mais<br />

o bem. Acrescente outra<br />

mitsvá à sua vida e faça sua lamparina<br />

iluminar ainda mais dia a<br />

dia. Pode parecer algo pequeno,<br />

minúsculo em comparação com<br />

as trevas lá fora. Mas jamais subestime<br />

o poder da luz. Como na<br />

história dos Macabeus, apenas<br />

um pou qui nho de luz pode expulsar<br />

muita, muita escuridão.<br />

O MILAGRE DO<br />

AZEITE<br />

Como o milagre de chanucá<br />

aconteceu com azeite (o<br />

azeite de oliva da<br />

Menorá), co me mos<br />

alimentos oleosos<br />

em Cha nucá, como<br />

sonhos e bolinhos<br />

de batata.<br />

O azeite também simboliza a sabedoria<br />

secreta da Torá conhecida como<br />

Cabalá. Assim como o azeite passa pelo<br />

tecido, essa sabedoria per meia todo aspecto<br />

da Torá. Po rém, assim como o<br />

óleo perma nece se parado e flutua<br />

sobre a água, a verdadeira profundidade<br />

da Cabalá sem pre permanece<br />

além do nosso entendimento.<br />

Curiosidades


Receita de Deliciosos<br />

Sonho, um doce tradicional,<br />

fica muito mais saboroso<br />

quando feito em casa.<br />

INGREDIENTES<br />

50 gramas de fermento fresco<br />

1 ½ xícaras de água quente<br />

1 colher de sopa de açúcar<br />

3 ovos<br />

½ xícara de óleo<br />

½ xícara de açúcar<br />

½ xícara de leite em pó parve (Taam Tov)<br />

1 colher de chá de extrato de baunilha<br />

1 colher de chá de raspas de limão<br />

6 a 7 xícaras de farinha<br />

Óleo para fritar<br />

Açúcar de confeiteiro<br />

Use uma panela grande<br />

Rendimento: 5 a 6 dúzias de sonhos<br />

<strong>Chanucá</strong><br />

Sonhos<br />

MODO DE FAZER<br />

Numa tigela pequena, misture o fermento, água e<br />

açúcar (os primeiros três ingredientes). Deixe de<br />

lado por 5 minutos.<br />

Numa tigela grande coloque os ovos, óleo, açúcar,<br />

leite em pó parve, baunilha e a casca de limão ralada.<br />

Acrescente a mistura com o fermento; adicione<br />

farinha até que se forme uma massa macia.<br />

(A massa não precisa ser seca; deve ser mais macia<br />

que a da chalá). Amasse durante alguns minutos.<br />

Cubra e deixe crescer até dobrar de volume,<br />

cerca de 1 a 1/12 horas.<br />

Enrole a massa com 1 cm de espessura sobre superfície<br />

enfarinhada. Corte círculos com um cortador.<br />

Coloque bastante óleo numa frigideira e<br />

aqueça sobre fogo médio. Coloque quatro sonhos<br />

por vez. Deixe dourar de um lado e depois do outro.<br />

Retire com a escumadeira, e deixe escorrer sobre<br />

papel toalha. Salpique com açúcar de confeiteiro.<br />

Nota: Para testar se a massa está pronta para enrolar,<br />

coloque um pedaço pequeno num copo com<br />

água – se a massa flutuar até em cima, está pronta.<br />

q10 Receita


<strong>Chanucá</strong> 2012<br />

CALENDÁRIO<br />

PRIMEIRA NOITE DE CHANUCÁ<br />

SHABAT, 8 DE DEZEMBRO<br />

Após o anoitecer recite bênçãos 1, 2 e 3, e acenda uma luz na<br />

sua chanukiyá. A chanukiyá deve ser acesa APÓS o Shabat<br />

terminar e a Havdalá ser recitada (em S. Paulo, após 20:23).<br />

SEGUNDA NOITE DE CHANUCÁ<br />

DOMINGO, 9 DE DEZEMBRO<br />

Após o pôr-do-sol, recite bênçãos 1 e 2 e acenda duas luzes na<br />

sua chanukiyá.<br />

TERCEIRA NOITE DE CHANUCÁ<br />

SEGUNDA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO<br />

Após o pôr-do-sol, recite bênçãos 1 e 2 e acenda três luzes na sua<br />

chanukiyá.<br />

QUARTA NOITE DE CHANUCÁ<br />

TERÇA-FEIRA, 11 DE DEZEMBRO<br />

Após o pôr-do-sol, recite bênçãos 1 e 2 e acenda quatro luzes<br />

na sua chanukiyá.<br />

QUINTA NOITE DE CHANUCÁ<br />

QUARTA-FEIRA, 12 DE DEZEMBRO<br />

Após o pôr-do-sol, recite bênçãos 1 e 2 e acenda cinco luzes na<br />

sua chanukiyá.<br />

SEXTA NOITE DE CHANUCÁ<br />

QUINTA-FEIRA, 13 DE DEZEMBRO<br />

Após o pôr-do-sol, recite bênçãos 1 e 2 e acenda seis luzes na<br />

sua chanukiyá.<br />

SÉTIMA NOITE DE CHANUCÁ<br />

SEXTA-FEIRA, 14 DE DEZEMBRO<br />

Antes do pôr-do-sol recite bênçãos 1 e 2 e acenda sete luzes na<br />

sua chanukiyá. A chanukiyá deve ser acesa ANTES do<br />

acendimento das velas do Shabat (em S. Paulo, antes das 19:29).<br />

OITAVA NOITE DE CHANUCÁ<br />

SÁBADO, 15 DE DEZEMBRO<br />

Após o anoitecer recite bênçãos 1 e 2, e acenda oito luzes na<br />

sua chanukiyá. A chanukiyá deve ser acesa APÓS o Shabat<br />

terminar e a Havdalá ser recitada (em S. Paulo, após 20:28).<br />

Atenção: Em <strong>Chanucá</strong> colocamos Tefilin diariamente.<br />

Comemore<br />

q11 Datas & Dados<br />

BÊNÇÃOS<br />

Baruch Atá A-do-nai E-lo-hênu<br />

1<br />

Mêlech Haolam, asher kide shá -<br />

nu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic<br />

ner <strong>Chanucá</strong>.<br />

Baruch Atá A-do-nai E-lo-hênu<br />

2<br />

Mêlech Haolam, sheassá<br />

nissim laavotênu bayamim hahêm<br />

bizman hazê.<br />

Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê -<br />

3<br />

nu Mêlech Haolam, she he -<br />

che yánu vekiyemánu vehiguiánu<br />

lizman hazê.<br />

APÓS O ACENDIMENTO, RECITE<br />

OU CANTE:<br />

Hanerot halálu ánu madlikin, al<br />

hateshuot, veal hanissim, veal haniflaot,<br />

sheassíta laavotênu, bayamim hahêm,<br />

bizman hazê, al yedê cohanêcha<br />

hakedoshim. Vechol shemonat yemê<br />

<strong>Chanucá</strong>, hanerot halálu côdesh hem,<br />

veen lánu reshut lehishtamesh bahen,<br />

êla lir‘otan bilvad, kedê lehodot ul’halel<br />

leshimechá hagadol, al nissêcha, veal<br />

nifleotêcha, veal yeshuotêcha.

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