JORNAL DA APAFERJ 1 MAIO 2007 Pág 14
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<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
<strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong> 1<br />
<strong>Pág</strong> <strong>14</strong>
2 <strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong><br />
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
Márcio Alemany<br />
Presidente<br />
Não faz muito tempo e<br />
quem militava nas duas ou<br />
três associações que reuniram<br />
os advogados públicos discutiam<br />
e propunham a montagem<br />
de uma federação, e,<br />
depois uma confederação,<br />
para o almejado fim da construção<br />
final de uma única central<br />
ou associação nacional<br />
que a todos congregasse. Após<br />
a edição da MP 2.048, de 29 de<br />
junho de 2.000, que criou a<br />
carreira de procurador federal,<br />
unificando todo o grupamento<br />
disposto nas autarquias<br />
e fundações públicas, especialmente,<br />
constatamos que dali<br />
para a frente precisávamos,<br />
definitivamente, dar as mãos<br />
e vencer as vaidades e conve-<br />
MENSAGEM DO PRESIDENTE<br />
Formidáveis Avanços<br />
niências de cada grupo então isolado.<br />
A cada posse de novo ministro<br />
a mesma pergunta se<br />
repetia – “por que vocês não se<br />
unem e formam uma única associação<br />
que a todos possa representar?”<br />
Nesses últimos sete<br />
anos de encontros e de tentativas<br />
de acertos surgiu o “Forum<br />
Nacional da Advocacia Pública<br />
Federal” e nele passamos a nos<br />
entender de forma ordenada e<br />
democrática. O convencimento<br />
foi plural e sem resistências, pois<br />
o amadurecimento foi paulatino<br />
e fez com que nos aproximássemos<br />
uns dos outros, dispostos<br />
a todo entendimento, com<br />
reciprocidade e troca de idéias.<br />
Tem vencido o mais lógico, o mais<br />
ético, o mais consensual e no<br />
voto, após intensa e esclarecedora<br />
discussão. Persiste e<br />
todos querem manter essa har-<br />
“A tristeza da velhice é saber que se poderia corrigir o passado”<br />
“Quando não se tem preocupações, qualquer preocupação é grande”.<br />
“Preferível o homem bom ao homem sábio, porque o sábio, que não é<br />
bom, não é tão sábio assim”.<br />
“O pior fanático é o religioso, porque pensa agir em nome de Deus”<br />
O idealista morre por seu ideal, o fanático mata”.<br />
“A generalização é uma forma de preconceito”.<br />
“O tempo não passa, morre”<br />
“O rico quer sempre mais dinheiro, o famoso quer sempre mais louvores”.<br />
“A bondade também consiste em achar os outros bons”.<br />
“O ingrato é capaz de todos os defeitos, o grato é capaz de todas as<br />
virtudes”<br />
“Se fazer o bem fosse fácil, todos seriam bons”.<br />
“Toda esperança é uma forma de religião”<br />
“Não podemos resolver o mistério, mas podemos tornar mais justa a<br />
existência humana”<br />
Idéias Soltas/Aforismos - Pereira Lima<br />
monia, sem perdedores ou vencedores.<br />
Tão forte tem sido esse<br />
afinamento que estamos percebendo<br />
o passar de uma nova<br />
página para a prosperidade de<br />
toda corporação. Ninguém pretende<br />
ser prevalente, com contatos<br />
exclusivos ou com atravessamentos<br />
ou, ainda, com<br />
notícias mal digeridas para o<br />
repasse aos demais dirigentes.<br />
Existe a salutar preocupação do<br />
respeito recíproco. Se tivéssemos<br />
que trabalhar para a fusão<br />
ou incorporação de nossas associações<br />
iríamos perder uma<br />
enormidade de precioso tempo.<br />
Mantidas as características e as<br />
histórias de cada qual, ganhamos<br />
para nossa luta vários perfis<br />
culturais que sempre irão enriquecer<br />
nossa marcha. Não há<br />
donos da verdade ou da boa fé,<br />
todos são partícipes das mesmas<br />
Remuneração e vencimentos<br />
são destinados ao sustento do<br />
trabalhador e de sua família, e,<br />
por isso, não podem ser<br />
penhorados para pagamentos de<br />
honorários advocatícios. Dessa<br />
forma, a 10ª Câmara Cível do TJ-<br />
RS negou provimento a Agravo<br />
Interno de advogado que buscava<br />
receber honorários.<br />
O recorrente citou artigo do<br />
Código de Processo Civil,<br />
sustentando que valores<br />
depositados mensalmente em<br />
conta bancária podem ser<br />
penhorados. Lembrou que é<br />
permitido a instituições<br />
financeiras que abatam parte do<br />
salário do devedor, via desconto<br />
em folha, sendo razoável que<br />
particular também possa ter<br />
seus créditos satisfeitos da<br />
mesma forma.<br />
Argumentou ainda que, para<br />
não prejudicar seu antigo cliente,<br />
idéias. A <strong>APAFERJ</strong>, ANPAF,<br />
ANAJUR, ANAUNI, UNAFE,<br />
ANDPU, ANPPPREV, ABPC e<br />
SINPROFAZ estão presentes<br />
com assento ao redor da mesma<br />
mesa com a inteligência e<br />
a lucidez que brotam das<br />
discussões mais acaloradas,<br />
no interesse da Advocacia<br />
Pública Federal. Com todo<br />
ardor e motivação para esta<br />
representação, estamos certos<br />
de que as estratégias e os<br />
resultados mais sopesados<br />
irão alcançar as vitórias<br />
pretendidas.<br />
Nossa <strong>APAFERJ</strong> integra<br />
esse formidável Forum Nacional<br />
e acredita nele em razão<br />
da especial motivação de seus<br />
membros sempre dispostos a<br />
encontrar as melhores soluções<br />
para a Advocacia Pública.<br />
Negado desconto<br />
em salário<br />
solicitou desconto de apenas 20%<br />
ao mês até que seja paga a<br />
totalidade dos honorários<br />
advocatícios. Esses, defendeu,<br />
também têm caráter alimentar,<br />
assim como o salário. Salientou<br />
que o devedor não tem outros<br />
bens para serem penhorados.<br />
O relator, desembargador<br />
Luiz Ary Vessini de Lima,<br />
entende que é incabível penhora<br />
de valores depositados em conta<br />
corrente que constituem<br />
rendimentos de servidor público.<br />
Destacou que, no caso, trata-se<br />
de ponderar direitos de igual<br />
grandeza: “Se, por um lado, o<br />
agravante quer ver assegurado o<br />
direito de receber crédito<br />
relativo a honorários, que têm<br />
natureza alimentar, por outro, o<br />
devedor tem direito de não ter<br />
penhorado valor que recebe<br />
mensalmente, a título de salário,<br />
já que é funcionário público”.
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
Milton Pinheiro<br />
Procurador Federal<br />
No momento em<br />
que se estuda a flexibilização<br />
da legislação<br />
trabalhista com<br />
posições inflamadas<br />
de sindicalistas e governistas,<br />
é justo que<br />
se observem posicionamentos<br />
contrários<br />
e favoráveis, pra se<br />
evitar causalidade<br />
entre a polêmica flexibilização<br />
e sua implantação.<br />
Na verdade, a qualidade<br />
dos serviços<br />
prestados pela Justiça<br />
Trabalhista aos<br />
seus usuários vem<br />
dando sinais isolados<br />
de sensível melhora,<br />
mas ainda está distante<br />
do que a modernidade<br />
está a exigir.<br />
Separando por segmento<br />
e atendimento<br />
nos balcões é o que<br />
mais evoluiu, isso, data<br />
maxima venia, graças à<br />
interferência dos advogados<br />
trabalhistas. Um dos exemplos<br />
é a atuação dos advogados<br />
locais, que, através de suas<br />
entidades associativas e da<br />
própria OAB, há anos vêm<br />
Cerca de 240 mil aposentados e<br />
pensionistas da União vão receber<br />
integralmente, na mesma proporção<br />
dos 50 mil servidores ativos, a<br />
gratificação conhecida como Gdata,<br />
paga pelo desem-penho de atividades<br />
técnico-ad-ministrativas. O plenário<br />
do STF (Supremo Tribunal Federal)<br />
con-cedeu a paridade entre os<br />
integrantes do antigo PCC (Plano de<br />
Cargos e Carreiras), atual PGPE<br />
pressionando os dirigentes com<br />
suas reinvidicações, tendo à<br />
frente o quesito da celeridade.<br />
Esses dois canais de proteção ao<br />
cliente no alcance de soluções<br />
para melhorar a qualidade dos<br />
serviços no Judiciário trabalhista,<br />
o que nem sempre é<br />
<strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong> 3<br />
JT permanece longe do ideal<br />
O censo em andamento no IBGE<br />
sobre o panorama habitacional do<br />
Brasil e outros detalhes, já aponta<br />
o País com quase 200 milhões de<br />
habitantes. A cor de sua população<br />
também está mais diversificada.<br />
No dia 3 de maio comemorou-se o<br />
“Dia da Liberdade de Imprensa”.<br />
Mas até hoje a mídia ainda “recebe”<br />
incompreensão. Principalmente<br />
nos paises emergentes (antigos subdesenvolvidos).<br />
É uma eterna<br />
“pedra no caminho”...<br />
Em 1916, Einstein revolucionou a<br />
ciência mundial, apresentando as<br />
leis gerais da teoria da relatividade.<br />
Em 1933 (governo de Getúlio Vargas),<br />
as mulheres brasileiras votam<br />
pela primeira vez na Assembléia<br />
Nacional Constituinte.<br />
A “Corrupção” é candidata ao “Prêmio<br />
Nobel” em vários paises do<br />
mundo... Tudo a conferir...<br />
A velhice não nos protege do amor.<br />
É o amor que, até certo ponto, nos<br />
protege da velhice (Jeanne<br />
Moreau).<br />
A Gautama, do empresário Zuleido<br />
Veras, “ganhou” fácil da turma do<br />
mensalão. É a “Moderna Tecnologia”<br />
do mundo de hoje...<br />
fadado ao sucesso e sequer atendido<br />
em seus pleitos. Enquanto<br />
a prestação do serviço burocrático<br />
na área administrativa<br />
progrediu da era do “carimbo” de<br />
repartição para o advento “on<br />
line”, a prestação jurisdicional<br />
ainda caminha a passo de “cágado”.<br />
São visíveis os percalços<br />
existentes em toda a especialização<br />
do trabalho, começando<br />
pela irregular e confusa<br />
jurisprudência extra-oficial das<br />
decisões monocráticas, que obrigam<br />
advogados a uma autêntica<br />
maratona para elaboração de<br />
suas defesas.<br />
Outro senão ainda entranhado<br />
na JT, é a insistência de<br />
parte de seus magistrados se<br />
sentir superior aos que ali militam,<br />
e o pior o fazem, utilizando-se<br />
do expediente falido da<br />
hipossuficiência do trabalhador,<br />
uma abertura democrática para<br />
aqueles que não possuíam o dom<br />
da escrita, mas da palavra<br />
(oralidade) e que nas duas décadas<br />
cresceu politicamente, e<br />
por isso não precisam de tal<br />
proteção jurídica.<br />
É fato que, enquanto o Congresso<br />
não “descongelar” a<br />
reforma trabalhista, a situação<br />
num todo tende a se agravar, até<br />
porque não só pela influência<br />
negativa do desdenho parlamentar<br />
do Executivo Federal<br />
mas também pela ausência de<br />
parâmetro para o planejamento<br />
a longo prazo, só previsível<br />
quando existir clareza oficial e<br />
também iniciativa do governo<br />
Paridade na União<br />
(Plano Geral de Cargos do Poder<br />
Executivo), para o pagamento da<br />
Gdata. A sentença determina que a<br />
gratificação seja repassada aos<br />
inativos no valor correspondente a<br />
37,5 pontos no período de fevereiro a<br />
maio de 2002. O Supremo entendeu<br />
ainda que inativos e pensionistas têm<br />
direito à diferença relativa ao período<br />
em que houve redução do valor.<br />
Além de ser uma decisão de-<br />
finitiva, não havendo mais possibilidade<br />
de recurso por parte da<br />
União, segundo o STF, a sentença<br />
abre precedente para que outras<br />
categorias busquem a mesma<br />
paridade na Justiça. “Foi uma<br />
importante vitória. Vamos orientar<br />
nossas entidades a brigar para que<br />
aposentados de outras categorias<br />
recebam esse tratamento”, disse<br />
Josemilton Costa, secretário-geral da<br />
federal no trato da reforma.<br />
Isso se prende á postura apática<br />
do governo e é bom lembrar<br />
o projeto internacional<br />
global, em que é patente que o<br />
FMI e o Bird atuam em Brasília,<br />
trabalhando o Executivo<br />
e o Legislativo para flexibilizar<br />
os direitos trabalhistas.<br />
O exemplo do fluido positivo<br />
do desenvolvimento nos<br />
tribunais vê-se pelos estaduais,<br />
onde não falta verba<br />
para investimento no aprimoramento<br />
dos juizes, servidores<br />
e da melhoria na qualidade<br />
dos serviços burocráticos.<br />
A avaliação mais precisa<br />
da diferença entre a justiça<br />
está no fato de que a média de<br />
cursos freqüentados por<br />
servidores e magistrados da<br />
Justiça Estadual é três vezes<br />
superior ao da Justiça do<br />
Trabalho. Isso justifica? Sim,<br />
é que a partir da qualificação<br />
profissional é que a JT poderá<br />
dar um gigantesco passo para<br />
superar seus desafios no<br />
âmbito administrativo. Mas<br />
para isso as custa processuais<br />
devem ser cobradas integralmente<br />
dos que ganham processos<br />
e a sucumbência dos<br />
perdedores, e vice-versa, como<br />
queiram, mas sem abrir precedente,<br />
até mesmo para o<br />
INSS, que dispõe de cobradores<br />
de luxo (juizes executores)<br />
do contencioso social.<br />
Se houver boa vontade, a<br />
distância será reduzido.<br />
Condsef (Confederação dos Trabalhadores<br />
no Serviço Público Federal).<br />
O Ministério do Planejamento<br />
informou que o setor jurídico da<br />
Secretaria de Recursos Humanos<br />
está analisando a decisão para<br />
verificar que provi-dências serão<br />
tomadas. O STF entendeu que a<br />
paridade entre servidores ativos e<br />
inativos é garantida pela Constituição.
4 <strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong><br />
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
O Presidente da República,<br />
por iniciativa do Advogado-<br />
Geral da União, baixou o Decreto<br />
nº 6119, publicado no Diário<br />
Oficial de hoje, dia 28 de maio,<br />
Seção 1, criando funções<br />
comissionadas no âmbito do<br />
Órgão de Arrecadação da<br />
Procuradoria-Geral Federal, a<br />
fim de centralizar a cobrança da<br />
divida ativa das autarquias e<br />
fundações federais. Estas<br />
últimas darão apoio técnico<br />
logístico e financeiro, pelo prazo<br />
de 24 meses, para o exercício<br />
destas atividades de<br />
arrecadação pela PGF, conforme<br />
determina a lei que criou a<br />
Receita Federal do Brasil.<br />
Segue o Decreto Presidencial.<br />
Atos dos Poder Executivo<br />
DECRETO Nº - 6.119, DE 25<br />
DE <strong>MAIO</strong> DE <strong>2007</strong><br />
Dá nova redação ao art. 2o do<br />
Decreto no 5.255, de 27 de<br />
outubro de 2004, que dispõe<br />
sobre o remanejamento de<br />
cargos em comissão e das funções<br />
gratificadas que menciona, e dá<br />
outras providências.<br />
O PRESIDENTE <strong>DA</strong><br />
REPÚBLICA, no uso das<br />
atribuições que lhe confere o art.<br />
84, incisos IV e VI, alínea “a”, da<br />
Constituição, e tendo em vista o<br />
disposto no art. 22 da Lei no<br />
ANPAF URGENTE VIRTUAL 601 – 28.05.<strong>2007</strong><br />
Divida Ativa - Funções Comissionadas na PGF<br />
Suspensão de Segurança que<br />
pretendia suspender a execução de<br />
sentença que garantiu aos<br />
procuradores da Fazenda Nacional<br />
o restabelecimento de verbas<br />
suprimidas por recálculo promovido<br />
pela Medida Provisória (MP) 43/<br />
2002 (convertida na Lei 10.549/<br />
2002), foi indeferida pela ministra<br />
Ellen Gracie, presidente do Supremo<br />
Tribunal Federal (STF). As SS foi<br />
requerida pela União contra<br />
sentença proferida pelo Juízo Federal<br />
11.457, de 16 de março de <strong>2007</strong>,<br />
DECRETA:<br />
Art. 1 o O art. 2 o do Decreto no<br />
5.255, de 27 de outubro de 2004,<br />
passa a vigorar com a seguinte<br />
redação:<br />
“Art. 2 o .....................................<br />
I - um cargo de Coordenador-<br />
Geral de Cobrança e<br />
Recuperação de Créditos, código<br />
<strong>DA</strong>S 101.4;<br />
II - um cargo de Chefe da<br />
Divisão de Gerenciamento da<br />
Dívida Ativa das Autarquias e<br />
Fundações Públicas Federais,<br />
código <strong>DA</strong>S 101.2;<br />
III - um cargo de Chefe da<br />
Divisão de Gerenciamento de<br />
Ações Prioritárias, código <strong>DA</strong>S<br />
101.2;<br />
IV - um cargo de Chefe da<br />
Divisão de Gerenciamento de<br />
Execução na Justiça do Trabalho,<br />
código <strong>DA</strong>S 101.2;<br />
V - um cargo de Chefe da<br />
Divisão de Consultoria em<br />
Cobrança e Recuperação de<br />
Créditos, código <strong>DA</strong>S 101.2;<br />
VI - oito cargos de Chefe de<br />
Divisão da Procuradoria-Geral<br />
Federal, código <strong>DA</strong>S 101.2;<br />
VII - cinco cargos de Chefe de<br />
Serviço de Cobrança e<br />
Recuperação de Créditos junto a<br />
Tribunais, código <strong>DA</strong>S 101.1;<br />
..........................................” (NR)<br />
Art. 2o O Advogado-Geral da<br />
União, no prazo de sessenta dias,<br />
contado da data de publicação<br />
deste Decreto, editará os atos<br />
dispondo sobre a competência, a<br />
estrutura e o funcionamento da<br />
Procuradoria-Geral Federal, no<br />
que se refere ao disposto no art.<br />
22 da<br />
Lei no 11.457, de 16 de março<br />
de <strong>2007</strong>.<br />
Art. 3o Este Decreto entra em<br />
vigor na data de sua publicação.<br />
Brasília, 25 de maio de <strong>2007</strong>;<br />
186 o da Independência e 119º<br />
da República.<br />
LUIZ INÁCIO LULA <strong>DA</strong><br />
SILVA<br />
Paulo Bernardo Silva<br />
José Antonio Dias Toffoli<br />
A LEGISLAÇÃO CITA<strong>DA</strong>:<br />
LEI Nº 11.457/<strong>2007</strong> – CRIA A<br />
RECEITA FEDERAL DO<br />
BRASIL<br />
(...)<br />
Art. 22. As autarquias e<br />
fundações públicas federais<br />
darão apoio técnico, logístico e<br />
financeiro, pelo prazo de 24<br />
(vinte e quatro) meses a partir da<br />
publicação desta Lei, para que a<br />
Procuradoria-Geral Federal<br />
assuma, de forma centralizada,<br />
nos termos dos $$ 11 e 12 do art.<br />
10 da Lei nº 10.480, de 2 de julho<br />
de 2002, a execução de sua dívida<br />
ativa.<br />
(...)<br />
LEI Nº 10.480/2002 – CRIA A<br />
PROCURADORIA-GERAL<br />
FEDERAL<br />
(...)<br />
Art. 10 (...)<br />
(...)<br />
§ 11. As Procuradorias<br />
Federais não especializadas e as<br />
Procuradorias Regionais<br />
Federais, as Procuradorias<br />
Federais nos Estados e as<br />
Procuradorias Seccionais<br />
Federais poderão assumir<br />
definitivamente as atividades de<br />
representação judicial e<br />
extrajudicial das autarquias e<br />
das fundações públicas federais<br />
de âmbito nacional. ( Incluído<br />
pela Lei nº 11.098, de 2005)<br />
§ 12. As Procuradorias<br />
Federais não especializadas e as<br />
Procuradorias Regionais<br />
Federais, as Procuradorias<br />
Federais nos Estados e as<br />
Procuradorias Seccionais<br />
Federais poderão ainda<br />
centralizar as atividades de<br />
apuração da liquidez e certeza<br />
dos créditos, de qualquer<br />
natureza, inerentes às atividades<br />
das autarquias e fundações<br />
públicas federais, incluindo as de<br />
âmbito nacional, inscrevendo-os<br />
em dívida ativa, para fins de<br />
cobrança amigável ou judicial,<br />
bem como as atividades de<br />
consultoria e assessoramento<br />
jurídico delas derivadas. (Incluído<br />
pela Lei nº 11.098, de 2005)<br />
(...)<br />
STF mantem pagamento a procuradores<br />
da 24ª Vara da Seção Judiciária de São<br />
Paulo, nos autos de mandado de<br />
segurança.<br />
A União afirma que a MP 43/02<br />
alterou a estrutura de vencimento da<br />
carreira de procurador da Fazenda<br />
Nacional, para equipará-la às carreiras<br />
de outros advogados públicos,<br />
passando a sua remuneração a ser<br />
composta pelo vencimento básico e<br />
pelo pro labore (até 30%). Isto não<br />
teria causado redução na<br />
remuneração, mas sim aumento. “A<br />
interpretação pretendida pelos<br />
impetrantes resume-se em aproveitar<br />
a legislação anterior, derrogada<br />
(alterada em parte), e parte da<br />
legislação atual”, ressalta.<br />
Segundo os autos, a União alega,<br />
também, (a) a ocorrência de grave<br />
lesão à ordem pública, em termos de<br />
ordem administrativa, porque a decisão<br />
im-pugnada obriga a administração<br />
pública a pagar a remuneração dos<br />
impetrantes em valores excessivos,<br />
sem qualquer substrato legal; (b) a<br />
existência de grave lesão à economia<br />
pública, pela flagrante majoração da<br />
remuneração dos impetrantes sem<br />
expedição de precatório; (c) a<br />
possibilidade de ocorrência do “efeito<br />
multiplicador”, pelo fato de existirem<br />
mil e duzentos cargos de procurador<br />
da Fazenda Nacional; e (d) a existência<br />
de perigo de irreversibilidade<br />
do prejuízo ao erário, porque não<br />
houve a prévia prestação de caução<br />
ou qual-quer outra garantia.
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
Ney Machado<br />
Procurador Federal, Professor da<br />
UFF e Membro do IAB.<br />
Identifica-se a personalidade<br />
como a qualidade<br />
jurídica da pessoa singular<br />
ou jurídica com capacidade<br />
de direitos a contrair<br />
obrigações.<br />
A personalidade civil do<br />
homem começa do nascimento<br />
com vida, mas põe a<br />
salvo, desde a concepção, os<br />
direitos do nascituro,<br />
considerado pessoa por uma<br />
ficção jurídica (art.2º CC)<br />
Infere-se, assim, que a<br />
personalidade humana possui<br />
um complexo de atributos,<br />
descobrem-se nela<br />
muitos bens, que, na realidade,<br />
são do mais alto interesse<br />
para o direito.<br />
Vê-se, pois, que o homem<br />
tem uma vida, uma honra,<br />
uma integridade corpórea,<br />
bem como uma série de<br />
atividades que entram na sua<br />
personalidade, constituindo,<br />
por assim dizer, o seu conteúdo<br />
natural, merecendo,<br />
por conseguinte, a proteção<br />
do direito.<br />
Tais bens se encontram na<br />
personalidade, como a liberdade,<br />
a vida, a honra etc.<br />
Quanto à honra, qualidade<br />
íntima do indivíduo, que<br />
habitualmente se conduz<br />
como probidade, dignidade,<br />
vem sendo motivo de sérias<br />
e contumazes denúncias<br />
estampadas na mídia.<br />
Unger observa que há uma<br />
contradição entre o conceito<br />
de personalidade e a pretendida<br />
categoria dos direitos<br />
da personalidade.<br />
Diz ele:<br />
“A personalidade, sendo a<br />
capacidade que tem todo o<br />
homem de direitos e obrigações<br />
é um pressuposto de<br />
todos os direitos”.<br />
Assim, a personalidade pode<br />
ser um ponto de partida e<br />
não de chegada, na contramão<br />
dos direitos subjetivos.<br />
Entretanto, a observação de<br />
Unger, que explana com exuberância,<br />
pode ser, entretanto,<br />
repelida com uma observação<br />
capital, é que a palavra<br />
personalidade está<br />
tomada em dois sentidos diferentes.<br />
Quando se fala em<br />
direitos de personalidade não<br />
se está identificando aí a<br />
personalidade como capacidade<br />
de ter direitos e obrigações,<br />
tipificando apenas<br />
como um fato natural, pensamos<br />
no homem vivo que é a<br />
capacidade jurídica. Já quando<br />
se pensa nos direitos de personalidade,<br />
estar-se-á pensando<br />
na vida, na honra, na<br />
liberdade, na integralidade,<br />
coisas que não são todas<br />
adaptáveis à simples capacidade<br />
de ter direitos e<br />
obrigações.<br />
Dessa forma, o vernáculo<br />
personalidade pode ser tomado<br />
em duas acepções:<br />
a)uma, puramente técnica<br />
jurídica, capacidade de ter<br />
direitos e obrigações, pressuposto<br />
de todos os direitos<br />
subjetivos;<br />
b)na segunda acepção,<br />
chamada de natural (conjunto<br />
dos atributos humanos).<br />
Registre-se, que para a<br />
compreensão do que sejam<br />
direitos de personalidade,<br />
precisa-se partir da idéia de<br />
que o homem, para a sua vida<br />
individual e social precisa,<br />
taxativamente, do gozo de<br />
certos bens os quais se encontram<br />
no seu ambiente,<br />
como bens externos móveis e<br />
imóveis, corpóreos ou incor-<br />
<strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong> 5<br />
A personalidade<br />
e a capacidade de direitos<br />
póreos e de que necessita para<br />
o gozo pleno de suas faculdades.<br />
Ao lado desses bens externos<br />
existem outros, que em sua<br />
falta, podem gerar grave<br />
mutilação nos interesses do<br />
próprio homem (honra, a liberdade,<br />
a vida, a integridade<br />
corpórea).<br />
Como se observa, são direitos<br />
de todos os indivíduos<br />
que se encontram na sociedade<br />
e não de um determinado grupo<br />
ou de determinada pessoa.<br />
Dessa forma, os direitos de<br />
personalidade são tutelados<br />
pelas normas civis e pelas<br />
normas penais, sendo que esta<br />
última é, sem sombra de<br />
qualquer dúvida, a mais eficaz.<br />
Como a proteção desses<br />
direitos da personalidade<br />
humana é um dos temas fundamentais<br />
e uma das razões<br />
mais eficazes do Estado, também<br />
a vulneração desses<br />
direitos pode consistir numa<br />
reparação civil, isto é, a composição<br />
do dano mediante uma<br />
reparação em pecúnia.<br />
Configuram danos morais, a<br />
violação de direitos da personalidade,<br />
como sofrimento<br />
psíquico, perturbação às relações<br />
anímicas, a esfera ética<br />
ou ideal do indivíduo, as suas<br />
afeições, atentado à segurança,<br />
à tranqüilidade de<br />
espírito, à paz interior, aos valores<br />
internos, implicação de<br />
aborrecimentos, incômodos,<br />
transtornos, pânico, desconforto,<br />
desgosto, susto, emoção,<br />
espanto, dor, constrangimento,<br />
angústia, humilhação,<br />
mágoa, tristeza, causados<br />
injustamente a uma pessoa,<br />
sem qualquer repercussão<br />
patrimonial.<br />
Em marcante decisão (RE<br />
n.º 172.720-9- RJ 06/02/96 –<br />
Relator Ministro Marco<br />
Aurélio) admitiu amplamente<br />
a indenização do dano moral<br />
diante dos sentimentos de<br />
desconforto, constrangimento,<br />
aborrecimento e<br />
humilhação.<br />
Por sua vez, Savatier<br />
fornece uma definição de<br />
dano moral em termos bem<br />
amplos, ao condicioná-lo a<br />
qualquer sofrimento humano,<br />
que não é causado por<br />
uma perda pecuniária,<br />
abrange dessa forma todo<br />
atentado a reputação da<br />
vítima, a sua autoridade<br />
legítima, ao seu pudor, a sua<br />
segurança e tranqüilidade,<br />
ao seu amor próprio estético,<br />
a integridade de sua<br />
inteligência, as suas<br />
afeições.<br />
Também, Pontes de Miranda<br />
no mesmo diapasão<br />
ensina que os danos morais<br />
repercutem na esfera ética<br />
do indivíduo ofendido.<br />
Sob o enfoque do comportamento<br />
do causador do<br />
dano, tomando por base o<br />
elemento anímico do agente,<br />
a responsabilidade pode ser:<br />
a)subjetiva, fincada, atrelada<br />
na culpa lato sensu,<br />
isto é, no dolo ou em<br />
qualquer das modalidades<br />
de culpa em sentido<br />
estrito;<br />
b)objetiva, sem indagação<br />
quanto à existência do<br />
aspecto subjetivo representado<br />
pela culpa.<br />
Torna-se, evidente, que ao<br />
enfocarmos o tema em comento,<br />
ele reflete recente<br />
acontecimento estampado na<br />
mídia quando um deputado<br />
federal ao se dirigir a outro<br />
parlamentar, teceu comentários<br />
desairosos não só a<br />
pessoa da deputada como,<br />
também, trilhou o caminho,<br />
segundo alguns, de atingir<br />
a classe feminina (art.186<br />
CC)
6 <strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong><br />
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
Allan Soares<br />
Procurador Federal<br />
Ninguém discute que há<br />
greves injustificáveis pela<br />
motivação ou pela forma pelas<br />
quais se processam e, por isso,<br />
impõe-se a normatização do<br />
procedimento grevista no<br />
serviço público.<br />
Todavia, as propostas, que<br />
vêm sendo divulgadas como<br />
inseridas no anteprojeto de lei<br />
a ser remetido ao Congresso<br />
Nacional, devem ser modificadas,<br />
por não estarem em<br />
consonância com o constitucional<br />
direito de greve.<br />
De saída, é equivocado o<br />
entendimento de que todos os<br />
setores públicos sejam essenciais,<br />
não podendo, assim, neles<br />
haver interrupção. Não é<br />
sensato, por exemplo, falar-se<br />
que serviços de estatística,<br />
administração e contábeis tenham<br />
caráter essencial frente<br />
àqueles da área de saúde ou de<br />
defesa do Estado.<br />
Outro aspecto equivocado é<br />
a exigência de que uma assembléia<br />
que decreta a greve tenha,<br />
obrigatoriamente, como<br />
quorum mínimo a presença de<br />
2/3 de toda a categoria – percentual<br />
este que, por certo, seria<br />
impeditivo de todas as<br />
greves que já foram deflagradas<br />
no Brasil.<br />
Por outro lado, quando o<br />
Governo pretende a contra-<br />
Dia 26 de junho, terça feira,<br />
às 19:00h, no salão nobre da<br />
<strong>APAFERJ</strong>, serão<br />
homenageados os Procuradores<br />
Federais que exerceram a<br />
presidência da casa nos últimos<br />
25 anos com dedicação e<br />
competência.<br />
tação temporária de empregados<br />
para suprir a falta dos<br />
grevistas, é altamente lesivo aos<br />
servidores a obrigatoriedade de<br />
que o movimento grevista tenha<br />
de notificar à autoridade superior<br />
48 horas antes de sua<br />
deflagração.<br />
Observe-se, ainda, que a<br />
substituição de funcionários que<br />
ocupam certos cargos públicos<br />
por celetistas ou prestadores de<br />
serviço poderá ensejar a nulidade<br />
dos atos efetivados nesse<br />
período, em face da exigência de<br />
que os mesmos sejam concretizados<br />
por servidores estatutários.<br />
Ressalte-se, ainda, que a pretensão<br />
de Centrais Sindicais de<br />
que poderia haver um acordo<br />
coletivo nas greves do Setor<br />
Público, que políticos da área<br />
governamental parecem apoiar,<br />
esbarra em decisão, pacificada<br />
na Suprema Corte, de que não é<br />
permitido aos funcionários públicos<br />
o contrato coletivo de<br />
trabalho.<br />
Por fim, a afirmação peremptória<br />
de que greve sem descontos<br />
dos dias parados é férias e,<br />
portanto, estes dias sempre<br />
terão de ser descontados, pode<br />
levar a graves equívocos. Vamos<br />
imaginar uma greve que dure 30<br />
dias e que, submetida à apreciação<br />
judicial, tenha uma de-<br />
A justiça na greve<br />
“O mundo muito engana na aparência, na lei, pois o<br />
aspecto pode ser contrário à essência.”<br />
(O Mercador de Veneza) – W. Shakespeare<br />
cisão final que reconheça sua<br />
legalidade e procedência e,<br />
assim, que sua deflagração deveu-se<br />
à lesiva ação ou omissão<br />
do Governo. Em sentença, embora<br />
possa ser julgada integralmente<br />
procedente a greve, o<br />
Magistrado teria de condenar os<br />
servidores à perda remuneratória<br />
do salário de 1 mês – o<br />
que seria um absurdo do ponto<br />
de vista jurídico, já que uma<br />
cominação só decorre de perda,<br />
pelo menos parcial, da ação.<br />
O Exmo. Sr. Presidente da<br />
República parece, com sinceridade,<br />
preocupar-se com os efeitos<br />
da greve no interesse público,<br />
o qual deseja preservar.<br />
Porém, como Shakespeare já<br />
mostrou, não basta ter um<br />
homem bom no Governo. A<br />
utilização do poder público por<br />
várias pessoas que não o Chefe<br />
(à época, o Rei), pode levar a<br />
sérios desastres e culminar com<br />
a ascensão de maus políticos,<br />
ávidos de poder, como ocorreu<br />
com Ricardo III.<br />
Devemos manifestar-nos contra<br />
isso, pois é o que nos resta.<br />
UMA PROVIDÊNCIA<br />
NECESSÁRIA<br />
A sociedade civil, há muito<br />
tempo, insiste na necessidade de<br />
que se adotem medidas que levem<br />
à uniformização das inter-<br />
A Noite dos Presidentes<br />
Receberão a Medalha do<br />
Mérito do Jubileu de Prata os<br />
seguintes presidentes:<br />
1. Dr. Wagner Cavalcanti de<br />
Albuquerque (1981-1985)<br />
2. Dr. Mauro Monteiro de Paiva -<br />
post morten (1985-1989)<br />
3. Dr. Rosemiro Robinson Silva<br />
Junior (1989 - 1991)<br />
4. Dr. Hugo Fernandes (1991 -<br />
2004)<br />
5. Dr. José Márcio Araújo de<br />
Alemany (2004 - 2006)<br />
Obs.: Dr. José Márcio Araújo de<br />
Alemany foi reeleito para o biênio<br />
pretações e entendimentos do<br />
Poder Judiciário, de modo a<br />
simplificar os procedimentos<br />
judiciais, apressando a usualmente<br />
tardia prestação jurisdicional,<br />
o que a torna, às<br />
vezes, inócua.<br />
Há algum tempo, sustentei,<br />
em artigo neste jornal, que<br />
essa uniformização deveria,<br />
por igual, ser estendida aos<br />
pareceres e procedimentos<br />
judiciais por parte dos<br />
Procuradores e Advogados<br />
da União, de modo a assegurar,<br />
não só ao público por<br />
ela afetado, mas, também,<br />
para evitar que os diversos<br />
órgãos estatais se posicionassem,<br />
muitas vezes,<br />
de forma diferenciada. Isso<br />
era, igualmente, uma forma<br />
de injustiça.<br />
Tal fato não mais ocorrerá,<br />
pois, agora, a Advocacia-<br />
Geral da União criou um<br />
Colégio de Consultoria,<br />
para debate e aprofundamento<br />
das atuais questões<br />
jurídicas de relevo.<br />
Esse Colégio de Consultoria<br />
passará a propor ao<br />
ilustre Advogado-Geral da<br />
União a adoção de medidas<br />
que uniformizem interpretações<br />
e procedimentos, no<br />
âmbito administrativo ou<br />
judicial, nos diversos<br />
órgãos jurídicos da<br />
Administração Pública<br />
Federal.<br />
Quem conhece o Serviço<br />
Público sabe como essa<br />
providência terá um alto<br />
efeito moralizador.<br />
2006 a 2008)<br />
Depois da solenidade será<br />
servido um cock d´honneur para<br />
os presentes.<br />
O traje recomendado é o passeio<br />
completo.
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
Carmen Lucia Vieira<br />
Ramos Lima<br />
Procuradora Federal<br />
- “Nem sempre dinheiro, sexo<br />
e divertimento roubam ao<br />
homem a visão de uma felicidade<br />
transcendente, mas podem<br />
torná-los homens-minhocas,<br />
se forem frágeis” -<br />
Ditado sufi.<br />
- “A moda, quase sempre é<br />
não ter modos próprios, ser<br />
escravo da opinião pública” -<br />
Idem.<br />
- “Seguir tendências pode<br />
significar não se guiar pela<br />
própria consciência” - Idem.<br />
- “Eu chorava porque não<br />
tinha sapatos até que vi um<br />
homem que não tinha pés” -<br />
Autor desconhecido.<br />
A curiosidade tem lá as suas<br />
vantagens. Se, cá para nós, não<br />
existisse, muitas grandes descobertas<br />
não teriam sido possíveis.<br />
Os prós e os contras dificilmente<br />
podem ser esquecidos,<br />
é claro. É sempre o Homem<br />
e a Natureza em ação e/<br />
ou combinação.<br />
Há, por exemplo, quem prefira<br />
se alimentar de pétalas de<br />
flores, de cores diversas. Há<br />
quem pretenda imortalizar<br />
essas maravilhas da Natureza<br />
em telas, tentando obsessivamente<br />
captar as diferentes<br />
nuanças porque passam du-<br />
O Congresso será palco de<br />
uma guerra de R$ 63 bilhões - o<br />
suficiente para pagar<br />
investimentos e custeio dos<br />
ministérios da Saúde, da<br />
Educação e do Transporte e o<br />
Bolsa Família por um ano. Está<br />
previsto o início da votação da<br />
proposta de emenda<br />
<strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong> 7<br />
Enquanto a Lei Orgânica não vem...<br />
de pétalas e rosáceas<br />
rante o dia, dependendo da luminosidade<br />
do momento. Há<br />
aqueles ainda que, em êxtase,<br />
esmeram-se em cuidar de um<br />
jardim, não se importando com<br />
as dimensões do mesmo, no<br />
intuito de tocar naquele veludo<br />
quase irreal de uma pétala. E o<br />
que falar do perfume? Será que<br />
alguma essência de “griffes”<br />
famosas pode ser comparada ao<br />
aroma de uma rosa, ao intenso<br />
perfume exalado por uma<br />
pequena pétala branca de<br />
jasmim? Ou captar a essência<br />
pura de uma camélia?<br />
Uma pessoa amiga, cujo nome<br />
não devo declinar, é conhecida<br />
por comer pétalas. Não somente<br />
para limpar o hálito de um vinho<br />
e melhor sentir o sabor de outro,<br />
simples convenção de degustação.<br />
Não. Ela sente compulsão<br />
pela vivacidade das cores das<br />
rosas, o vermelho satânico magnífico<br />
terminando em suave tonalidade<br />
rosada, o amarelo, cujo<br />
tom central de abricó, focaliza a<br />
atenção bem no meio da rosa,<br />
levando à tentação de sentir o<br />
seu aveludado natural, nem que<br />
seja por um curto espaço de<br />
tempo, a rosa-rosa, que mexe com<br />
sensações antigas, assim como a<br />
rosa-chá. E a azul? A referida<br />
“gourmet” de rosáceas disse que,<br />
às vezes, passa horas esperando<br />
que aquele tom azul se transforme<br />
em violeta, pela incidência<br />
da luminosidade e, com o cair da<br />
noite, o tom se torne mais escuro<br />
e, ao amanhecer, as pétalas<br />
constitucional (PEC) com novas<br />
regras para o pagamento dos<br />
precatórios – dívidas da<br />
administração pública<br />
reconhecidas pelo Poder<br />
Judiciário -, o que afeta<br />
diretamente estados e<br />
municípios.<br />
O objetivo é acabar com o<br />
possam estar orvalhadas, num<br />
presente da noite.<br />
Essa amiga esteve em Israel,<br />
mais precisamente em Nazaré.<br />
E, no pequeno jardim da Igreja<br />
da Anunciação, ficou fascinada<br />
com a rosa de Sharon. Estava com<br />
um grupo, a obsessiva pessoa.<br />
Porém, sua admiração foi tanta<br />
que o jardineiro, embora o aviso<br />
de proibição para visitantes não<br />
tocarem nas flores, cometeu ele<br />
próprio a infração de arrancar<br />
(que pena!) uma delas, e a deu,<br />
com um sorriso, à amante das<br />
flores que lá se encontrava. O<br />
grupo ficou boquiaberto. A rosa,<br />
embora vermelha, parecia um pé<br />
de alface: repolhuda, tom vibrante,<br />
embora rubra e não verde<br />
ou arroxeada, aveludada.<br />
Como trazê-la sempre consigo,<br />
pensou a presenteada? Segundo<br />
consta, não pensou muito. As<br />
sensações eram muito fortes, os<br />
sentidos aguçados: tato, paladar,<br />
visão, olfato... pronto! Quando<br />
entrou na Igreja, já tinha<br />
devorado a rosa.<br />
Essa querida amiga já está<br />
familiarizada com as pétalas<br />
orientais, de roseiras e plantas<br />
tão bem cuidadas em terras cuja<br />
aridez só vendo ou sonhando<br />
para crer. Já as Américas<br />
oferecem pratos inolvidáveis<br />
para ela.<br />
Recentemente a comilona,<br />
passando por Giverny/França,<br />
passeando por entre os diferentes<br />
canteiros de rosas, que<br />
ofuscam a visão pela profusão de<br />
“ganha-mas-não-leva” dos<br />
precatórios, que afeta dois<br />
milhões de brasileiros. Mesmo<br />
quando a Justiça determina que<br />
uma pessoa tem direito a<br />
receber, os governos não pagam.<br />
Há estados que não pagam suas<br />
dívidas há 20 anos. No Rio, o<br />
cores e embebedam pela extravagância<br />
de perfumes, fez<br />
uma refeição completa. Os<br />
nenúfares de Monet correram<br />
sério risco! Ainda bem que já<br />
estão suficientemente imortalizados<br />
em tantos lugares do<br />
mundo: Orangerie des Tuileries<br />
/ França, Hermitage/Rússia,<br />
particulares etc. Mas esses<br />
espécimes, até nas telas, convidam<br />
à refeição, dada a genialidade<br />
da mistura entre o real<br />
e o irreal que o mestre conseguiu.<br />
Entretanto, segundo<br />
disse aos seus ouvintes, a minha<br />
amiga preferiu um lauto<br />
almoço, servido numa cesta<br />
com diversos tipos de rosáceas:<br />
pêras, ameixas, morangos,<br />
maçãs, cerejas, pêssegos etc,<br />
cuja pele macia e cores estonteantes<br />
seduzem a visão, o olfato,<br />
o paladar... Ah, e com um<br />
bom vinho amigo para acompanhar...<br />
PÉTALAS: frágeis e fortes<br />
simbolizam tanto e tanta coisa.<br />
Parodiando a pétala, uma PA-<br />
LAVRA bem dita, na hora certa,<br />
é uma pétala aveludada, alimenta,<br />
dá cor e sabor à conversação,<br />
estimula projetos ”E<br />
aquela pétala? Como é que era<br />
mesmo?”, cria e faz arte, impulsiona<br />
o artista, ensina, perdoa,<br />
absolve.<br />
As pétalas, bem digeridas,<br />
harmonizam matéria e espírito. Já<br />
se disse que “palavras bem usadas,<br />
soltas no ar, são irreversíveis”,<br />
transmutam o Universo.<br />
Congresso pode alterar pagamento de precatórios<br />
calote vem desde 1996.<br />
- Tenho certeza de que<br />
isso será uma das prioridades do<br />
novo Congresso – disse o relator<br />
da PEC, senador César Borges<br />
(PFL-BA), que espera aproveitar<br />
a proposta neste semestre.
8 <strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong><br />
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
Homenagem aos<br />
aniversariantes do mês<br />
Outorga de Dip<br />
e Medalha do M<br />
Dr a . Zuleika Martins Ribeiro e sua irmã Ilma<br />
Ribeiro Borré<br />
Dr a . Marlene Cam<br />
Sra. Francine Gue
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
loma<br />
érito<br />
pos Cavalcanti ao lado da nora<br />
rra C. Cavalcanti<br />
O Plenário do Supremo<br />
Tribunal Federal (STF) julgou<br />
hoje (19) dois Recursos Extraordinários<br />
(RE) 476279 e<br />
476390, respectivamente dos<br />
ministros-relatores Sepúlveda<br />
Pertence e Gilmar Mendes,<br />
nos quais a União Federal<br />
contesta decisões da Turma<br />
Recursal dos Juizados Especiais<br />
Federais do Distrito<br />
Federal.<br />
Os acórdãos contestados<br />
concederam a servidores inativos,<br />
a título de Gratificação<br />
de Desempenho de Atividade<br />
Técnico-Administrativa<br />
(G<strong>DA</strong>TA), “o valor correspondente<br />
a 50 (cinqüenta)<br />
pontos dos servidores alcançados<br />
pelo artigo 1° da Lei n°<br />
10.404/2002.”.<br />
A União alega ofensa aos<br />
artigos 2º; 5º, II; 37, X; 61,<br />
parágrafo 1º e II; 169, parágrafo<br />
1º da Constituição Federal, e<br />
que não houve ofensa ao seu<br />
artigo 40, parágrafo 8º. Afirma<br />
ainda que os inativos têm<br />
direito à gratificação relativa<br />
a apenas 10 pontos, nos termos<br />
da Lei 10.404/02. Para a União<br />
os acórdãos também ofenderiam<br />
o disposto na Súmula 339/<br />
STF (não cabe ao Poder<br />
Judiciário, que não tem função<br />
legislativa, aumentar vencimentos<br />
de servidores públicos<br />
sob fundamento de isonomia).<br />
O ministro Sepúlveda<br />
Pertence ponderou que a<br />
G<strong>DA</strong>TA foi instituída pela Lei<br />
10.404/2002 e de sua leitura<br />
“percebe-se claramente que se<br />
trata de uma gratificação paga<br />
<strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong> 9<br />
STF decide que gratificação de<br />
desempenho é devida a<br />
servidores inativos<br />
em razão do efetivo exercício do<br />
cargo e variável conforme critérios<br />
de avaliação da instituição<br />
e do servidor”. Mas, segundo o<br />
relator essas características não<br />
alcançam a totalidade da<br />
G<strong>DA</strong>TA, pois pelo simples fato<br />
do servidor estar em atividade<br />
foi garantida a gratificação no<br />
valor mínimo correspondente a<br />
10 pontos, de acordo com o artigo<br />
2º, inciso II.<br />
O ministro explicou que aos<br />
aposentados e pensionistas foi<br />
garantido inicialmente este<br />
mínimo de 10 pontos, o que<br />
atenderia a exigência do disposto<br />
no parágrafo 8º do artigo 40 da<br />
Constituição, que obriga a<br />
extensão aos servidores inativos<br />
apenas a parcela deferida aos<br />
servidores ativos, pelo fato de se<br />
encontrarem em atividade.<br />
O relator declarou que o<br />
acórdão impugnado estende aos<br />
inativos uma pontuação mínima<br />
que não condiz com o mínimo<br />
garantido aos servidores ativos,<br />
nem com a pontuação prevista na<br />
Lei 10.404, para os aposentados.<br />
Este acórdão se baseou em<br />
norma legal que abrange apenas<br />
os servidores cedidos ou à<br />
disposição de outras entidades.<br />
Ocorre que o mínimo garantido<br />
aos servidores em atividade foi<br />
maior (37,5 pontos) durante um<br />
curto período, conforme o artigo<br />
6º, da Lei 10.404, de 1º de<br />
fevereiro de 2002.<br />
Para Sepúlveda Pertence,<br />
como o regulamento da G<strong>DA</strong>TA<br />
entrou em vigor em 22 de maio<br />
de 2002, os servidores inativos<br />
também fazem jus aos 37,5<br />
pontos, uma vez que ele é<br />
garantido a todos os servidores<br />
em atividade. Além<br />
disso, o artigo 7º, da Emenda<br />
Constitucional 41/2003 determinou<br />
a revisão dos proventos<br />
da aposentadoria e<br />
pensões na mesma proporção<br />
e na mesma data sempre que<br />
se modificar a remuneração<br />
dos servidores em atividade.<br />
Assim, para o relator a<br />
G<strong>DA</strong>TA se transformou em<br />
uma gratificação geral em sua<br />
totalidade, razão pela qual<br />
deve ser estendida às autoras<br />
da ação. Ele determinou ainda<br />
que essa gratificação seja<br />
deferida aos inativos nos<br />
valores correspondentes a 37,5<br />
pontos no período de fevereiro<br />
a maio de 2002, e nos termos<br />
do artigo 5º, parágrafo único,<br />
da Lei 10404 para o período de<br />
junho de 2002 até a conclusão<br />
dos efeitos do último ciclo de<br />
avaliação (artigo 1º, da Medida<br />
Provisória 198/2004), a partir<br />
da qual a G<strong>DA</strong>TA passa a ser<br />
de 60 pontos.<br />
Para o RE 476390, o ministro<br />
Gilmar Mendes adotou<br />
como razão de decidir os fundamentos<br />
semelhantes aos do<br />
voto de Sepúlveda Pertence,<br />
ao declarar que havia chegado<br />
“a solução idêntica à preconizada<br />
pelo ministro Sepúlveda<br />
Pertence, porque não<br />
fosse essa a construção feita,<br />
criaríamos a possibilidade de<br />
o legislador fraudar a chamada<br />
regra da paridade de<br />
proventos entre ativos e<br />
inativos”.
10 <strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong><br />
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
José Salvador Iorio<br />
Procurador Federal<br />
O Jornal do Brasil, tem publicado<br />
uma série de reportagens<br />
referentes à situação<br />
sócio-econômica, e aos problemas<br />
da violência e criminalidade.<br />
A exemplo no dia 7 de<br />
abril, às folhas A10, Carlos<br />
Olavo Pacheco de Medeiros -<br />
magistrado federal, sob título<br />
“Tirania da máquina, pobreza<br />
e criminalidade” comenta: - “O<br />
Brasil não tem nenhum outro<br />
problema mais grave do que a<br />
pobreza e o desemprego, causa<br />
primeira dessa incontrolável e<br />
aterrorizante criminalidade.<br />
Os homens públicos manifestam<br />
seus propósitos e opiniões<br />
no sentido de promover uma<br />
reforma urbana, reduzir a<br />
idade da responsabilidade<br />
penal, agravar a apenação das<br />
ilicitudes, unificar as policias<br />
e aperfeiçoá-las, a exemplo de<br />
outros paises-modelos etc.<br />
Todas medidas necessárias,<br />
mas, de momento, sem compromissos<br />
definitivos com a<br />
idéia de ferir o mal na sua raiz<br />
mais profunda...” Mais à<br />
frente: - “Não é possível que<br />
perdure para sempre esse<br />
estado de coisas, de um lado a<br />
corrupção, do outro a pobreza<br />
e o desemprego, constatação<br />
que faz notadamente nos<br />
paises mais pobres...”<br />
Os comentários acima, em<br />
poucas palavras, mostram as<br />
causas básicas desse drama<br />
que ora vivenciamos.<br />
Quando problemas se apresentam,<br />
há que ser visto como<br />
um alerta a pedir atenção,<br />
estudos, para detectar as verdadeiras<br />
causas, e, assim, permitir<br />
as medidas corretas a<br />
serem promovidas. Cabe aos<br />
Leis mais duras<br />
não resolvem as questões sociais<br />
homens públicos se debruçar<br />
sobre esses problemas, para<br />
adotar as medidas necessárias<br />
de solução e mudanças. O importante<br />
é o compromisso sério<br />
em acabar com as causas.<br />
O capitalismo neoliberal é que<br />
dita as normas econômicas no<br />
mundo atual, e, com a implantação<br />
da globalização, vieram as<br />
promessas aos paises do terceiro<br />
mundo ou emergentes, de um<br />
real crescimento, pela participação<br />
nas riquezas mundiais, o<br />
que não ocorreu. Hoje, ricos<br />
ficam mais ricos e os pobres mais<br />
pobres, contrariando a idéia do<br />
acesso prometido. Por outro<br />
lado, bem sabemos que o processo<br />
é lento, quando se trata de<br />
vencer resistências e contrariar<br />
interesses, que permitam conseguir<br />
essas pretensas melhorias<br />
sociais.<br />
Somos mantidos, hoje, como<br />
paises em condições de simples<br />
geradores das riquezas, das quais<br />
não compartilhamos. A esperança<br />
é que se promovam mudanças,<br />
adotando-se regras justas<br />
que norteiem esse relacionamento,<br />
alterando esse quadro<br />
desfavorável, permitindo, assim,<br />
que as melhorias de bem-estar e<br />
estabilidade social alcancem<br />
esses paises, hoje alijados, e que<br />
dependem desses recursos para<br />
promover a cura de seus males<br />
sociais.<br />
Se banalizarmos a criminalidade,<br />
como se fosse uma situação<br />
irremediável, com a qual,<br />
temos de aprender a aceitar e a<br />
conviver, além de resignarmos,<br />
face a sua constância, corremos<br />
o risco de deixar prosperar<br />
idéias de que o crime possa vir a<br />
gerar direitos. O fato é que<br />
quanto mais abrandamos o<br />
cumprimento das penas, mais<br />
vamos perdendo o controle.<br />
O crime é toda ação ou omissão<br />
ilícita, culpável tipificada em<br />
norma penal, onde aparecem o<br />
dolo e a culpa stricto sensu.<br />
Portanto, é a violação da lei. A<br />
Justiça não busca só punir, pois<br />
as normas jurídicas existem para<br />
proteger o cidadão, além de<br />
assegurar o funcionamento da<br />
sociedade, norteando esse relacionamento,<br />
educando, cuidando<br />
para que os direitos de<br />
uns não firam os dos outros. Se<br />
assim não fosse, como poderíamos<br />
conviver socialmente?<br />
Recentemente, um crime mobilizou<br />
a sociedade com a terrível<br />
morte de um menor de seis anos<br />
em um roubo de auto. Nesse<br />
momento de forte emoção vieram<br />
as pressões para que as leis sejam<br />
aplicadas com maior rigor,<br />
levando a uma punição efetiva<br />
desses criminosos. A opinião<br />
pública dividida impediu uma<br />
definição. Como resolver a<br />
questão? Estaremos a aceitar que<br />
o desequilíbrio social e de<br />
classes justifique esse quadro?<br />
O nosso sistema prisional<br />
precisa de profundas reformas,<br />
para que possa cumprir com<br />
seus objetivos de punir, recuperar<br />
e ressocializar, e ao reintegrar<br />
o interno à sociedade, não<br />
o ver reincidir.<br />
Atualmente, a população carcerária<br />
é muito superior à prevista.<br />
Esse excesso de internos<br />
transforma os presídios em<br />
verdadeiros depósitos humanos.<br />
Somemos a isso o fato de ver os<br />
chefes das facções criminosas,<br />
embora presos, continuarem<br />
comandando seus grupos, fora<br />
dos presídios, e de onde, também,<br />
administram as comunidades<br />
que ainda dominam, conforme<br />
amplamente divulgado na imprensa<br />
em geral. Como mudar<br />
esse cenário?<br />
Umas das medidas a serem<br />
adotadas seriam das penitenciárias<br />
serem construídas em áreas<br />
isoladas, pois, em áreas urbanizadas,<br />
ficam, praticamente,<br />
dentro dos quintais das casas,<br />
contrariando todas as normas de<br />
segurança. Há que proibir, ainda,<br />
construções nas proximidades,<br />
criando-se uma faixa de isolamento.<br />
O ideal, em realidade,<br />
é que se construa longe dos<br />
centros urbanos.<br />
O “Estatuto do Menor e do<br />
Adolescente” embora recente,<br />
já está a merecer revisão para<br />
melhor se adaptar à realidade<br />
do momento. O objetivo do<br />
Estatuto é dar proteção ao<br />
menor de maneira formal, e de<br />
amparo ao menor infrator,<br />
propiciando reeducá-lo para o<br />
reingresso na sociedade, sendo,<br />
assim, a esperança e a concretização<br />
da desejada recuperação<br />
social.<br />
É sabido que nossos jovens,<br />
das classes menos<br />
favorecidas, não raro, vivem<br />
em condições de vida<br />
sub-humanas. Quando tomam<br />
café não almoçam e<br />
nem jantam, assim, em<br />
verdadeiro estado de necessidade.<br />
Se desejarmos<br />
mudar esse cenário, temos<br />
que melhorar as suas<br />
condições de vida e de suas<br />
famílias. Em um país de<br />
riquezas ilimitadas, como<br />
deixar o povo alijado das<br />
riquezas que ele ajuda a<br />
criar. Lembremos da extinta<br />
Fundação LBA que<br />
deixou uma lacuna que hoje<br />
ainda não foi preenchida.<br />
Esses menores, ainda em<br />
formação de suas personalidades,<br />
por vezes alcunhados<br />
de malfeitores e marginais,<br />
com facilidade são influenciados,<br />
e não raro, ao cometerem<br />
alguma falta, não têm<br />
noção de sua gravidade.<br />
Ao falar sobre Direitos dos<br />
Menores, indago: - É Direito<br />
do Menor se drogar em<br />
plena via pública?; É Direito<br />
do Menor permanecer na<br />
rua, em abandono à mercê<br />
a toda sorte de agressão?; É
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
Direito do Menor praticar<br />
pequenos furtos para satisfazer<br />
necessidades pessoais?;<br />
É Direito do Menor<br />
ficar à própria sorte, sem<br />
estudo e perspectiva de vida<br />
futura?; É justo, por essa<br />
omissão, deixá-los ao alcance<br />
das facções criminosas,<br />
sendo usado para<br />
praticar toda sorte de delitos?<br />
Que sociedade teremos<br />
no futuro, se esses<br />
menores é que terão, em<br />
suas mãos, o destino da<br />
nação, pois, “QUEIRAMOS<br />
OU NÃO, SERÃO OS HO-<br />
MENS DO AMANHÃ?”<br />
Os estudos e medidas de solução<br />
e proteção ao serem adotados,<br />
hão de ser feitos de forma<br />
séria, continua, pois, esta-<br />
A ANPAF e a ANAJUR, por<br />
deliberação das respectivas Assembléias-Gerais<br />
(novembro de<br />
2006), decidiram realizar conjuntamente<br />
na cidade de Salvador/BA,<br />
no período de 19 a 23<br />
de novembro de <strong>2007</strong>, o VIII<br />
CONPAF – Congresso Nacional<br />
dos Procuradores Federais, e o<br />
VIII Congresso Nacional da<br />
ANAJUR – Associação Nacional<br />
dos Membros das Carreiras da<br />
Advocacia-Geral da União. O<br />
evento terá o apoio institucional<br />
da Escola da Advocacia-Geral da<br />
União e contará ainda com a<br />
participação da <strong>APAFERJ</strong>, do<br />
Rio de Janeiro, entidade-mater<br />
dos Procuradores Federais.<br />
As inscrições estão abertas a<br />
partir de 11 de maio de <strong>2007</strong>,<br />
seguindo-se as informações básicas<br />
sobre o evento e a FICHA<br />
DE INSCRIÇÃO, que deve ser<br />
preenchida e encaminhada às<br />
Secretarias da ANPAF,<br />
ANAJUR e ANPPREV. As<br />
reservas de hotel e passagem<br />
aérea serão feitas diretamente à<br />
GAIA Turismo, conforme as disposições<br />
abaixo. Quanto mais cedo,<br />
melhores serão as condições<br />
mos lidando com o futuro da nação.<br />
Ao Estado, assim, está afeta<br />
essa obrigação de fazer. Deve, no<br />
entanto, aceitar e estimular parcerias<br />
de entidades não governamentais,<br />
mas preservando sua<br />
condição de comando maior.<br />
O avanço da violência está intimamente<br />
ligado a esse estado<br />
de carência em que vive nosso povo.<br />
Não podemos só intervir, de<br />
forma curativa. Isso ocorrendo,<br />
os resultados nem sempre são satisfatórios.<br />
A experiência nos<br />
permite ver que o trabalho preventivo<br />
se antecipa aos momentos<br />
de crises, oportunizando<br />
medidas e soluções mais satisfatórias.<br />
A proposta feita pelo governador<br />
do Estado do Rio de<br />
Janeiro Sr. Sérgio Cabral de<br />
descentralização da legis-<br />
de pagamento. Maio e Junho são<br />
épocas excepcionais para essas<br />
reservas.<br />
PROGRAMAÇÃO<br />
Da programação de Salvador<br />
constarão temas de relevante<br />
interesse para os Advogados Públicos,<br />
como a Reforma do Judiciário<br />
e as sucessivas alterações<br />
infraconstitucionais nos<br />
Códigos de Processo Civil e de<br />
Processo Penal, Alterações na<br />
Lei Orgânica da Advocacia-Geral<br />
da União, a Evolução do Direito<br />
Ambiental, do Direito Previdenciário,<br />
Atuação dos Juizados<br />
Especiais Federais, Direito<br />
Agrário e Função da Propriedade,<br />
Reforma Universitária e<br />
seus reflexos jurídicos, o Instituto<br />
da Regulação e alterações<br />
legislativas, Evolução do Direito<br />
Tributário e Financeiro e Gestão<br />
do Patrimônio Público.<br />
Haverá ainda um Painel sobre<br />
“A Advocacia Pública em Nível<br />
Nacional”, com a participação da<br />
Associação Nacional dos Procuradores<br />
de Estado (ANAPE) e a<br />
Associação Nacional dos Procuradores<br />
Municipais (ANPM).<br />
<strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong> 11<br />
lação penal, entendo deva ser<br />
considerada e estudada. Sabemos<br />
que os hábitos e os costumes<br />
regionais são impares,<br />
face suas peculiaridades,<br />
ditadas por suas origens, bem<br />
como, díspares a situação em<br />
que ora se presencia nessas<br />
unidades federativas na questão<br />
da segurança. Por isso as<br />
dificuldades da aplicação de<br />
uma lei única.<br />
Nossas forças armadas, por<br />
sua vez, hão de merecer atenção<br />
especial, pois, uma das suas<br />
obrigações, conforme especificado<br />
na Constituição Brasileira,<br />
está a de proteger e guarnecer<br />
as nossas fronteiras. Assim o<br />
fazendo, sentiremos, de imediato<br />
a redução da violência em nossas<br />
cidades, impedindo-se que continuem<br />
a entrar livremente<br />
VIII CONPAF<br />
Congresso Nacional dos<br />
Procuradores Federais<br />
VIII Congresso Nacional da<br />
ANAJUR<br />
IX Curso Especial de<br />
Advocacia do Estado<br />
Salvador/BA<br />
19 a 23 de novembro de <strong>2007</strong><br />
Local: Hotel Bahia Othon<br />
Hospedagem<br />
Diária apto solteiro— R$ 230,00<br />
+ 5% ISS = R$ 241,50<br />
Diária apto duplo - R$ 230,00 +<br />
5% ISS = R$ 241,50<br />
Obs: Diária com café da manhã<br />
incluso, quando servido no<br />
restaurante as reservas só serão<br />
acatadas, se solicitadas à Gaia<br />
Turismo, via e-mail ou fax.<br />
Formas de pagto:<br />
- Para confirmação de reserva,<br />
solicitamos:<br />
1- depósito da primeira diária<br />
( r$ 241,50 ) até dia 30 de junho<br />
de <strong>2007</strong>. O comprovante deverá<br />
ser enviado junto com a ficha de<br />
solicitação de reserva, por email<br />
ou fax. A reserva só será confirmada<br />
após o recebimento<br />
contrabandos de armas e<br />
tóxicos.<br />
Face à forma como o assunto<br />
deverá ser tratado, acredito<br />
que, paulatinamente, esse quadro<br />
se inverterá, voltando a<br />
níveis toleráveis. A solução não<br />
estará afeta a um só governo,<br />
pois, terá que haver um comprometimento<br />
de continuidade<br />
dos governos futuros, não só<br />
federal, mas também estadual<br />
e municipal.<br />
Por sua vez, também, não<br />
teremos solução somente com<br />
o endurecimento de leis, mas<br />
de uma visão mais ampla e<br />
social, de cidadania, pois uma<br />
convicção existe, de que os<br />
problemas de segurança que<br />
estamos vivenciando estão<br />
ligados aos sócio-econômicos e<br />
educacionais.<br />
ANPAF URGENTE VIRTUAL 584 – 10.05.<strong>2007</strong><br />
Abertas as inscrições para o VIII CONPAF em Salvador<br />
destes, neste caso, o saldo restante<br />
deverá ser pago na saída<br />
do hotel<br />
2- para facilitar o pagto da<br />
hospedagem, estaremos, neste<br />
ano, parcelando em 3 x sem juros<br />
as diárias solicitadas.<br />
Procedimento: Enviar 03 cheques,<br />
nominais a Ticchetti<br />
Viagens e Turismo (razão social<br />
da Gaia Turismo), em valores<br />
iguais, com vencimentos em - 15/<br />
06/07, 15/07/07 e 15/08/07. Os<br />
cheques deverão estar acompanhados<br />
da ficha de solicitação<br />
de reserva. O recibo e a confirmação<br />
serão enviados após o<br />
recebimento dos mesmos.<br />
Passagens aéreas<br />
Devido a oferta de várias promoções<br />
por parte das cias.<br />
aéreas, optamos, neste ano, em<br />
não escolher uma cia. aérea<br />
oficial p/ o evento, e sim,<br />
pesquisar com todas elas,<br />
conforme solicitação, as<br />
melhores tarifas p/ o período do<br />
evento.<br />
Lembramos que, se adquirida
12 <strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong><br />
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
com antecedência, atravé de<br />
cartões de crédito, poderemos<br />
conseguir bons preços nas passagens<br />
aéreas.<br />
Consulte-nos para esta pesquisa.<br />
Procedimentos p/ cancelamento<br />
de reservas:<br />
- Cancelamento, com reembolso<br />
total, só serão aceitos, se solicitados<br />
via fax ou email, ate dia<br />
19 de outubro de <strong>2007</strong>.( 30 dias<br />
antes do evento). Após esta data,<br />
observar as seguintes regras:<br />
- De 29 a 20 dias antes do evento:<br />
Retenção de 20% do valor pago<br />
(21/10 a 30/10/07)<br />
FICHA DE INSCRIÇÃO<br />
VIII CONPAF – Congresso Nacional dos Procuradores Federais<br />
VIII Congresso Nacional da ANAJUR<br />
IX Curso Especial de Advocacia do Estado<br />
Salvador/BA<br />
19 a 23 de novembro de <strong>2007</strong><br />
<strong>DA</strong>TA:____/_____/<strong>2007</strong><br />
Nº INTERNO <strong>DA</strong> INSCRIÇÃO:__________________________________________________________________________________<br />
NOME COMPLETO:___________________________________________________________________________________________<br />
ÓRGÃO ________________________________________________CARGO:_______________________________________________<br />
ESTADO:__________________________________________ ENDEREÇO:_______________________________________________<br />
______________________________________________________________________________________________________________<br />
CEP:_____________________________ TEL.:( )________________________CEL: ( )__________________________________<br />
E-MAIL:______________________________________________________________________________________________________<br />
END. RESIDENCIAL:_________________________________________________________________________________________<br />
_____________________________________________________________________________________ ESTADO:_______________<br />
CEP:____________________________ TEL.( )__________________________ EMAIL-____________________________________<br />
MAT. SIAPE:_________________________________________________________________________________________________<br />
ENCAMINHAR PARA:<br />
- De 19 a 10 dias antes do evento:<br />
Retenção de 40% do valor pago<br />
(31/10 a 09/11/07)<br />
- De 09 a 07 dias antes do evento:<br />
retenção de 50% do valor pago (10<br />
a 12/11/07)<br />
- Após este periodo, não haverá<br />
devolução.<br />
Obs: Quem optou pelo pagto<br />
parcelado, estas regras são válidas<br />
p/ o valor do primeiro cheque,<br />
sendo o valor dos demais cheques<br />
reembolsado em valor integral.<br />
Gaia Turismo<br />
Endereço: SCLN 115- bloco Dloja<br />
66 - Brasília-DF - CEP:<br />
70.772-540<br />
ATIVO ( Sim ou Não ) APOSENTADO ( Sim ou Não )<br />
Fone: 61- 3340-7101 - 61- 8417-<br />
3236<br />
Fax: 61- 3349-5464<br />
Home page:<br />
www.gaiaturismo.com.br<br />
Email: Gaiatour@uol.com.br<br />
Banco para depósito: Banco<br />
HSBC<br />
Agencia: 0417<br />
C/corrente: 12017-04<br />
Verginia Ticchetti - diretora<br />
Inscrições<br />
As inscrições para o VIII<br />
CONPAF são gratuitas.<br />
Preencher a ficha abaixo e enviar<br />
para as secretarias da ANPAF,<br />
da ANAJUR e da <strong>APAFERJ</strong>.<br />
ANPAF: SBN QD. 02 BLOCO “J” ED. ENGº PAULO MAURÍCIO SALAS 601/603 - CEP: 70040-905- BRASÍLIA/<br />
DF<br />
TEL/FAX: (61) 3326-1729, 3326-7547, 3326-3048<br />
E-MAIL: anpaf@terra.com.br<br />
ANAJUR: SAS QD.03 LOTE 02 BL.C – SALA 705 – ED.BUSINESS POINTE – CEP: 70070-934 – BRASÍLIA/DF<br />
TEL: (61) 3322.9054 FAX: 3322.6527<br />
E-MAIL: anajur@anajur.org.br<br />
<strong>APAFERJ</strong>: RUA ÁLVARO ALVIM, 21/2º AN<strong>DA</strong>R – CEP: 20031-010 – RIO DE JANEIRO/RJ<br />
TEL/FAX: (21) 2532.0447<br />
E-MAIL: diretoria@apaferj.org.br<br />
Congresso pode<br />
alterar pagamento<br />
de precatórios<br />
O Congresso será palco de uma<br />
guerra de R$ 63 bilhões - o<br />
suficiente para pagar<br />
investimentos e custeio dos<br />
ministérios da Saúde, da<br />
Educação e do Transporte e o<br />
Bolsa Família por um ano. Está<br />
previsto o início da votação da<br />
proposta de emenda<br />
constitucional (PEC) com novas<br />
regras para o pagamento dos<br />
precatórios – dívidas da<br />
administração pública<br />
reconhecidas pelo Poder<br />
Judiciário -, o que afeta<br />
diretamente estados e municípios.<br />
O objetivo é acabar com o<br />
“ganha-mas-não-leva” dos<br />
precatórios, que afeta dois<br />
milhões de brasileiros. Mesmo<br />
quando a Justiça determina que<br />
uma pessoa tem direito a<br />
receber, os governos não pagam.<br />
Há estados que não pagam suas<br />
dívidas há 20 anos. No Rio, o<br />
calote vem desde 1996.<br />
- Tenho certeza de que isso<br />
será uma das prioridades do<br />
novo Congresso – disse o relator<br />
da PEC, senador César Borges<br />
(PFL-BA), que espera aproveitar<br />
a proposta neste semestre.<br />
Justiça autoriza<br />
acumular pagamentos<br />
Aposentados e pensionistas<br />
do INSS podem conseguir na<br />
Justiça o direito a receber mais<br />
de um benefício. O Superior<br />
Tribunal de Justiça (STJ), em<br />
decisão unânime, negou pedido<br />
de recurso do instituto contra<br />
segurados de Guarulhos (SP).<br />
Ele entrou com ação, solicitando<br />
autorização judicial para receber<br />
dois pagamentos: o da<br />
aposentadoria por tempo de<br />
contribuição e o auxílio-acidente<br />
vitalício.<br />
Um acidente de trabalho<br />
comprometeu os movimentos de<br />
suas mãos. O argumento do<br />
beneficiário do INSS é que o fato<br />
ocorreu antes de 1997, ano em<br />
que uma mudança na legislação<br />
passou a considerar ilegal o<br />
acúmulo de benefícios.
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
Antonio C. Calmon N. da Gama<br />
Diretor de Divulgação da <strong>APAFERJ</strong><br />
MOSAP<br />
Quem visitou a <strong>APAFERJ</strong><br />
no corrente mês foi o Presidente<br />
do MOSAP – Dr.<br />
Edison Guilherme Haubert,<br />
tendo sido convidado pelo Dr.<br />
Marcio Alemany para participar<br />
da nossa Reunião Ordinária,<br />
ocasião em que teve a oportunidade<br />
de prestar esclarecimentos<br />
sobre alguns aspectos<br />
da contribuiçâo previdenciária<br />
dos servidores públicos aposentados<br />
e a proposta de regulamentação<br />
da lei de greve no<br />
serviço público.<br />
NOSSA<br />
HOMENAGEM<br />
Aqui fica a nossa homenagem<br />
ao estimado colega Procurador<br />
Federal, Dr. Donizete<br />
Itamar Godinho, que deixou,<br />
no mês em curso o encargo de<br />
responsável pela Procuradoria<br />
Federal no Estado de<br />
Minas Gerais, por sua excelente<br />
atuação conduzindo os<br />
interesses da Advocacia Pública,<br />
no período em que esteve<br />
à frente da PF/MG.<br />
POSSE<br />
Tomou posse, recentemente,<br />
na presidência do TRT da<br />
1ª Região, a Desembargadora<br />
Doris Castro Neves. Na ocasião,<br />
afirmou que se dedicará a<br />
iniciativas que consolidem a<br />
Justiça do Trabalho como um<br />
Órgão de pacificação social,<br />
priorizando a modernização<br />
dos seus serviços. Desejamos à<br />
Dra. Doris sucesso na sua<br />
gestão.<br />
FELICI<strong>DA</strong>DE<br />
Quem está feliz da vida é a<br />
nossa colega Procuradora<br />
<strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong> 13<br />
Fatos . Fatos . Fatos . Fatos . Fatos .<br />
Federal, dra. Lea Pontes Castello<br />
Branco. Nasceu no dia 16/05, às<br />
8:30h, seu neto Alexandre, filho<br />
de Gilberto Alexandre e Cristiane<br />
Maria. Parabenizamos a<br />
todos os familiares pela linda<br />
criança que, com certeza, lhes<br />
trará muitas alegrias.<br />
LANÇAMENTO<br />
Lançado pela Editora Forense<br />
o livro “DIREITO DOS<br />
SERVIÇOS PÚBLICOS”. O<br />
Autor, Procurador Alexandre<br />
Santos Aragão, analisa com<br />
muita didática o tema em vários<br />
níveis, com aprofundamento nas<br />
discussões em torno do aspecto<br />
federativo de gestão do serviço<br />
público. Vale a pena conferir.<br />
LANÇAMENTO ll<br />
Outro livro, agora lançado<br />
pela Kroart Editores, intitulado<br />
“Direito em Tese uma Tese<br />
para a Eternidade”, da autoria<br />
do advogado Roberto Lima,<br />
aborda com propriedade a<br />
opressão vivida pelas minorias,<br />
pois, no seu entender, o conjunto<br />
de normas gerais e objetivas não<br />
tem sido suficiente para alimentar<br />
as promessas que a sociedade<br />
brasileira espera ver<br />
cumpridas em relação à questão<br />
social.<br />
PREPAREM AS<br />
MALAS<br />
Aberta as inscrições para o<br />
VIII CONPAF. Desta feita será<br />
em Salvador-BA. Na programação<br />
serão debatidos temas de<br />
relevante interesse para os Advogados<br />
Públicos, como a Reforma<br />
do Judiciário e as sucessivas<br />
alterações na Lei Orgânica<br />
da AGU; a Reforma Universitária<br />
e seus reflexos jurídicos<br />
entre outros. A Comissão Organizadora,<br />
capitaneada por Dr.<br />
Ricardo Franco Neto, já está a<br />
pleno vapor.<br />
Maiores detalhes sobre<br />
reservas de passagens e hotel,<br />
pelo site:<br />
www.gaiaturismo.com.br.<br />
Flash<br />
Nossa homenagem ao Dr.<br />
Miguel Carlos Melgaço<br />
Paschoal, Diretor Administrativo,<br />
antigo e entusiasmado<br />
defensor das causas da<br />
<strong>APAFERJ</strong><br />
PALESTRA<br />
Foi bastante concorrida a<br />
palestra proferida pela<br />
professora Ada Pellegrini<br />
Grinover, no dia 16 de maio, no<br />
auditório do IAB. O tema<br />
escolhido foi “A ação pública e a<br />
legitimidade da Defensoria<br />
Pública”. Parabenizamos a Dra.<br />
Ada pela excepcional exposição<br />
de tema de suma importância<br />
para a área jurídica.<br />
CONCURSO<br />
A Associação dos Procuradores<br />
do Estado do Rio de<br />
Janeiro – APERJ está com<br />
inscrições abertas para seu<br />
PENSAMENTO<br />
“Aproveite bem as pequenas<br />
coisas da vida; um dia você<br />
vai saber que elas eram<br />
grandes”<br />
Robert Brault<br />
concurso de monografia<br />
jurídica, que tem como tema “<br />
A autonomia das procuradorias<br />
gerais do estado e<br />
os novos desafios da advocacia<br />
pública”. O concurso é<br />
facultado aos estudantes de<br />
direito de todo o estado e<br />
premiará os três primeiro<br />
colocados. Maiores informações<br />
pelos telefones (21) 2524-3255 e<br />
2533-7493 ou pelo site:<br />
www.aperj.org.br.<br />
PRU 2ª REGIÃO<br />
A primeira quinzena de maio<br />
foi movimentada para a advocacia<br />
pública. Os advogados<br />
da União lotados na PRU 2ª<br />
Região participaram do<br />
seminário “A Convenção de<br />
Haya/80 e Os Aspectos Civis<br />
do Sequestro Internancional<br />
de Crianças” e do “ II<br />
Congresso Internacional de<br />
Direito Tributário da<br />
Cidade do Rio de Janeiro”.<br />
Os eventos foram realizados na<br />
cidade do Rio de Janeiro.<br />
MomentoLiterário<br />
O TEMPO<br />
Implacável como o vento,<br />
Rápido como o raio,<br />
não retorna quando passa,<br />
mas dele não esqueceremos<br />
É preciso aproveitá-lo<br />
Com sabedoria,<br />
Pois, no exagero, faltará<br />
Fôlego para vivê-lo.<br />
Na verdade, ficamos<br />
Atônitos ao saber<br />
Que, ao passar tão rápido,<br />
Não apagará as lembranças.<br />
Das vitórias e derrotas;<br />
Dos amores e dissabores;<br />
Das alegrias e tristezas<br />
Enquanto existirmos.<br />
A. Calmon
<strong>14</strong> <strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong><br />
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
O Alfa e o Ômega<br />
Tomasz Lychowski<br />
Prof. Aposentado do Colégio Pedro II<br />
Já houve não poucos casos<br />
de sentenças de morte dadas<br />
por engano. Engano! Pelo<br />
menos (pelo menos!) presumiase<br />
nesses casos a culpa do condenado.<br />
Havia um histórico,<br />
evidências e, não menos importante,<br />
uma vítima. O suposto<br />
malfeitor estava pagando<br />
por um mal objetivo. O erro<br />
judicial não ocorria por falta de<br />
um crime, mas por se condenar<br />
uma pessoa errada. Como diria<br />
Conrad: “The horror! The<br />
horror!”.<br />
Em se tratando de aborto<br />
que crime cometeu o ser humano<br />
ainda por nascer? Sem<br />
crime, a condenação é um ato<br />
unilateral. Isso lembra o que<br />
ocorreu durante a II Guerra<br />
Mundial. Em nome da eugenia<br />
matavam idosos, crianças,<br />
todos os pertencentes a uma<br />
“sub-raça”. Não faltou a<br />
“razão”, não faltaram considerações<br />
científicas, com<br />
medições do crânio e tudo o<br />
mais. Um dos primeiros a<br />
pensar desse modo foi o conde<br />
Gobineau.<br />
O caso do aborto é diferente,<br />
contra-argumentam pessoas de<br />
elevada instrução, com doutorados<br />
e pós-doutorados.<br />
Ironia? Não, apenas a constatação<br />
de que não é o nível<br />
intelectual de uma pessoa que<br />
faz dela alguém necessariamente<br />
sensato. O argumento<br />
principal é de que não se pode<br />
dizer do feto que ele é uma pessoa<br />
enquanto não tiver funções<br />
cerebrais. A morte cerebral<br />
não determina o fim da vida?<br />
Então? Acontece que a morte<br />
cerebral é precedida de vida<br />
cerebral. Ao cérebro em gestação<br />
foi dada a chance de vir a<br />
funcionar por determinado<br />
tempo. Uma coisa é constatar<br />
a morte do cérebro, outra é<br />
impedir que ele tenha a opor-<br />
tunidade de vir a existir e de<br />
viver o seu tempo.<br />
Não deixa de ser sintomático<br />
que aqueles são a favor do<br />
aborto ou da eutanásia não foram<br />
eles mesmos vitimas nem<br />
de um e nem de outro. Não é<br />
piada de mau gosto. Acontece<br />
que é muito, muito difícil avaliar<br />
e julgar algo sem ter tido<br />
uma experiência pessoal disso.<br />
Alguém que conscientemente<br />
manda soldados para uma<br />
guerra iníqua, enviaria para lá<br />
o seu próprio filho? Se o faz é<br />
louco. Infelizmente, nem dessa<br />
loucura estamos livres.<br />
Aqueles que são a favor do<br />
aborto estabelecem um hipotético<br />
ponto X. Até lá seria permitido<br />
abortar. Isso lembra, por<br />
sua vez, um país europeu que<br />
fixou em centímetros o tamanho<br />
de um natimorto que teria<br />
direito ao sepultamento. Como<br />
se chegou a esse critério? Por<br />
que essa medida e não outra?<br />
Gostaria de sugerir em vez<br />
desse raciocínio “progressivo”<br />
um raciocínio “regressivo”. Em<br />
vez do início da vida partamos<br />
do seu fim. Uma pessoa morreu<br />
aos 85 anos. Aconteceu o último<br />
minuto de sua existência.<br />
Vamos voltar no tempo aos 70,<br />
60, 50 anos e assim por diante.<br />
Forçosamente, vamos chegar<br />
aos primeiros meses, semanas<br />
e dias. Da mesma forma como<br />
aconteceu o último minuto da<br />
vida de João da Silva houve<br />
também o primeiro. Sem esse<br />
primeiro não haveria os demais.<br />
E impossível escrever sem<br />
as letras “A” e “Z” do alfabeto,<br />
ou suprimir o número “1” em<br />
matemática. A vida é uma vida<br />
de A a Z.começa com 1, 2, 3 e<br />
não do 3, 4, 5.<br />
Eu João da Silva sou João da<br />
Silva porque os meus pais<br />
cuidaram para que não<br />
faltassem neste vale da minha<br />
existência, neste vale da<br />
Grande Esperança, o Alfa e o<br />
Ômega.<br />
Homenagem da <strong>APAFERJ</strong> a todas as mães<br />
Ah, Essas Mães!<br />
É muito rara a pessoa que não se comova diante da lembrança de<br />
sua mãe.<br />
Por que será que as mães são essas criaturas tão especiais?<br />
Talvez seja porque elas têm o dom da renúncia...<br />
Uma mãe consegue abrir mão de seus interesses para atender esse<br />
serzinho indefeso e carente que carrega nos braços.<br />
Mas as mães também têm outras características muito especiais.<br />
Um coração de mãe é compassivo. A mãe sempre encontra um jeito<br />
de socorrer seu filho.<br />
Ela alivia o castigo, esconde as traquinagens, defende, protege,<br />
arruma uns trocos a mais.<br />
Sim, uma mãe sempre tem algum dinheiro guardado, mesmo<br />
convivendo com extrema necessidade, quando se trata de socorrer um<br />
filho.<br />
Mães são excelentes guarda-costas. Estão sempre alertas para<br />
defender seu filho do coleguinha “terrorista”, que quer puxar seu cabelo<br />
ou obrigá-lo a emprestar seu brinquedo predileto...<br />
Quando a criança tem um pesadelo no meio da noite, e o medo<br />
apavora, é a mãe que corre para acudir.<br />
As mães são um pouco fadas, pois um abraço seu cura qualquer<br />
sofrimento, e seu beijo é um santo remédio contra a dor...<br />
Para os filhos, mesmo crescidos, a oração de mãe continua tendo o<br />
poder de remover qualquer dificuldade, resolver qualquer problema,<br />
afastar o mal.<br />
No entender dos filhos, as mães têm ligação direta com Deus, pois<br />
tudo o que elas pedem, Deus atende.<br />
O respeito às mães perdura até nos lugares de onde a esperança fugiu.<br />
Ah, essas mães!<br />
Ao mesmo tempo em que têm algo de fadas, também têm algo de<br />
bruxas...<br />
Elas adivinham coisas a respeito de seus filhos, que eles desejam<br />
esconder de si mesmos.<br />
Sabem quando querem fugir dos compromissos, inventam desculpas<br />
e tentam enganar com suas<br />
falsas histórias...<br />
É que os filhos se<br />
esquecem de que viveram<br />
nove meses no ventre de<br />
suas mães, e por isso elas<br />
os conhecem tão bem.<br />
Ah, essas mães!<br />
Talvez seja por essa<br />
razão que Deus dotou as<br />
mães com sensibilidade e<br />
valentia, coragem e<br />
resignação, renúncia e<br />
ousadia, afeto e firmeza.<br />
Todas essas são forças<br />
para que cumpram a<br />
grande missão de ser mãe.<br />
Autor desconhecido...
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong><br />
D I R E T O R I A<br />
PRESIDENTE<br />
José Marcio Araujo de Alemany<br />
VICE-PRESIDENTE<br />
Rosemiro Robinson Silva Junior<br />
DIRETOR ADMINISTRATIVO<br />
Miguel Carlos Melgaço Paschoal<br />
DIRETOR ADMINISTRATIVO<br />
ADJUNTO<br />
Maria Auxiliadora Calixto<br />
DIRETOR FINANCEIRO<br />
Fernando Ferreira de Mello<br />
DIRETOR FINANCEIRO<br />
ADJUNTO<br />
Dudley de Barros Barreto Filho<br />
DIRETOR JURÍDICO<br />
Hélio Arruda<br />
DIRETOR CULTURAL<br />
Carlos Alberto Mambrini<br />
DIRETOR DE DIVULGAÇÃO<br />
Antonio Carlos Calmon N. da<br />
Gama<br />
DIRETOR DE PATRIMÔNIO<br />
Celina de Souza Lira<br />
DIRETOR SOCIAL<br />
Gracemil Antonio dos Santos<br />
C O N S E L H O<br />
DELIBERATIVO<br />
1. Francisco Pedalino Costa<br />
2. Luiz Carlos de Araujo<br />
3. Allam Cherém Soares<br />
4. Edson de Paula e Silva<br />
5. Luiz Carlos de Sá Peixoto<br />
A P A F E R J<br />
Rua Álvaro Alvim, 21/2º andar CEP: 20031-010<br />
Centro - Rio de Janeiro - Sede Própria<br />
e-mail: diretoria@apaferj.org.br<br />
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Uchôa<br />
6. Maria de Lourdes Caldeira<br />
7. Maria Lucia dos Santos E<br />
Souza<br />
8. Ney Vianna Fernandes<br />
Machado<br />
9. Nina Maria Hauer<br />
10. Pedro Paulo Pereira dos<br />
Anjos<br />
11. Rosa Virginia Christofaro de<br />
Carvalho<br />
12. Sylvio Mauricio Fernandes<br />
13. Sylvio Tavares Ferreira<br />
<strong>14</strong>. Tomaz José de Souza<br />
15. Wagner Cavalcanti de<br />
Albuquerque<br />
SUPLENTES<br />
1. José Pires de Sá<br />
2. Marilia Ruas<br />
3. Ivone Sá Chaves<br />
4. Rosa Maria Rodrigues Motta<br />
5. Fernando Carneiro<br />
CONSELHO FISCAL<br />
1. José Carlos Damas<br />
2. José Salvador Iório<br />
3. Waldyr Tavares Ferreira<br />
SUPLENTES<br />
1. José Rubens Rayol Lopes<br />
2. Eunice Rubim de Moura<br />
3. Maria Conceição Ferreira de<br />
Medeiros<br />
Jornal da <strong>APAFERJ</strong><br />
Editor Responsável: Milton Pinheiro - Reg. Prof. 5485<br />
Corpo Editorial: Hugo Fernandes, Rosemiro Robinson Silva Junior,<br />
Fernando Ferreira de Mello, Carlos Alberto Mambrini, Miguel Carlos<br />
Paschoal, Antonio Calmon da Gama<br />
Supervisão Geral: José Márcio Araújo de Alemany<br />
Supervisão Gráfica: Carlos Alberto Pereira de Araújo<br />
Reg. Prof.: 16.783<br />
Editoração e Arte: Jane Fonseca - janepfonseca@terra.com.br<br />
Impressão: Tipológica<br />
Tiragem: 2.500 exemplares<br />
Distribuição mensal gratuita.<br />
Os artigos assinados<br />
são de exclusiva responsabilidade dos autores<br />
As matérias contidas neste jornal poderão ser publicadas,<br />
desde que citadas as fontes.<br />
<strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong> 15<br />
ANIVERSARIANTES junho<br />
01 HELENA NICOLAU<br />
SPYRIDES - INSS<br />
01 LENY MACHADO - AGU<br />
01 MARIA JOSÉ ROCHA<br />
M. TRANSP<br />
02 <strong>DA</strong>NIEL GUARANY - INSS<br />
02 WALDIR DE OLIVEIRA<br />
JOAQUIM - M. SAÚDE<br />
03 ALEXANDRINA Mª. DE A.<br />
E ARAÚJO - INPI<br />
03 ALZIRA MATOS OLIVEIRA<br />
<strong>DA</strong> SILVA - UFRJ<br />
03 ANNIBAL TEIXEIRA DE<br />
NOVAES - M. TRANSP<br />
03 ELIR DE ARAÚJO - MPAS<br />
03 LIDIA MARIA DELDUQUE<br />
GEVEGIR - AGU<br />
09 MARLENE <strong>DA</strong> ROCHA B.<br />
MERQUIOR - INSS<br />
04 LACY SALGADO L.<br />
FONSECA - EMBRATUR<br />
04 PAULO CESAR DE<br />
SOUZA - INSS<br />
05 MILTON LEAL <strong>DA</strong> SILVA -<br />
M. SAÚDE<br />
06 FRANCISCO CARRILHO<br />
DE SOUZA - INPI<br />
06 MARLY BARROSO<br />
PEREIRA - UFRJ<br />
08 ROBERTO CANDIDO<br />
A.DE C.TOSTES - AGU<br />
09 EDMUNDO RAMON<br />
GOGENURI - INSS<br />
09 GONÇALO VERONESE<br />
M. VIANNA - AGU<br />
11 ANITA GILZ DE SOUZA<br />
CARVALHO - IBAMA<br />
11 GERSON ANTONIO<br />
FONSECA - EMBRATUR<br />
12 EUTÍMIA DE MELLO<br />
SERRA - M. SAÚDE<br />
12 ROBERTO <strong>DA</strong> CUNHA<br />
FORTES - INCRA<br />
13 REYNALDO LACER<strong>DA</strong><br />
DE S.GAYOSO - INSS<br />
15 JOSÉ FRANCO CORREA<br />
- AGU<br />
16 JOSÉ DE AMORIM<br />
PEREIRA - INSS<br />
16 ROBERTO MANHÃES<br />
COUTINHO - M. TRANSP<br />
16 THEOMAR DE LUCCA -<br />
INCRA<br />
17 HERCÍLIA BRUNO PINTO<br />
- M. TRANSP<br />
18 GIUSEPPINA PANZA<br />
BRUNO - AGU<br />
19 JORGE LUIZ SIMMER -<br />
AGU<br />
20 MIGUEL CARLOS M.<br />
PASCHOAL - INMETRO<br />
20 RONALDO DE ARAÚJO<br />
MENDES - INSS<br />
21 ELZA CARAVANA<br />
GUELMAN - INCRA<br />
21 HENRIQUE ARAÚJO Q. DO<br />
VALLE - AGU<br />
21 WELLINGTON RIBEIRO<br />
DE QUEIROZ - MPAS<br />
22 CARLOS DE OLIVEIRA<br />
LIMA - INSS<br />
22 ELIAS JORGE <strong>DA</strong> COSTA<br />
ISSA - M. SAÚDE<br />
22 PLÍNIO PEIXOTO - INSS<br />
23 DIOGO ALVAREZ<br />
TRISTÃO - AGU<br />
23 NEUSA CUNHA - INSS<br />
24 FERNANDO FERREIRA<br />
DE MELLO - M. FAZ.<br />
25 ÁLVARO MARTINS<br />
BISNETTO - INPI<br />
26 HELENA ALBUQUERQUE<br />
A. NETO - INSS<br />
26 NILSON ALVES DE<br />
CASTRO - AGU<br />
27 GERALDO GOMES <strong>DA</strong><br />
SILVA - M. SAÚDE<br />
27 SIRLEY TENÓRIO DE A.<br />
MACHADO - MPAS<br />
28 JOSÉ MESQUITA SANTOS<br />
- M. FAZ<br />
29 JOSÉ MIGUEL LUZ<br />
CARVALHO - SUSEP<br />
29 MARISA SCHLESINGER -<br />
FUNARTE<br />
29 PEDRO PAULO PEREIRA<br />
DOS ANJOS - INSS<br />
No próximo dia 26 de<br />
junho vamos fazer<br />
uma festa para<br />
comemorar o<br />
seu aniversário<br />
COMPAREÇA.<br />
Com a sua presença haverá<br />
mais alegria e confraternização.
16 <strong>JORNAL</strong> <strong>DA</strong> <strong>APAFERJ</strong><br />
<strong>MAIO</strong> <strong>2007</strong> 16<br />
Rosemiro Robinson<br />
S. Junior<br />
Vice-Presidente<br />
Meus caros e fiéis leitores:<br />
como é notório, vivi grande<br />
parte da minha infância e<br />
minha juventude na Cidade do<br />
Natal, Capital do Estado do<br />
Rio Grande do Norte, a Cidade<br />
do Sol e, em razão disso, tenho<br />
sofrido intensamente, enfrentando<br />
a onda de frio que inundou<br />
a Cidade Maravilhosa,<br />
que, atualmente, mais parece<br />
uma metrópole européia, todos<br />
encasacados, portando guarda-chuvas<br />
e sorvendo toneladas<br />
de café ou chá (alguns<br />
apelam para as batidas ou até<br />
mesmo a tradicional cachaça),<br />
obtendo alguns momentos de<br />
conforto corporal.<br />
Sinto-me, às vezes, como<br />
um esquimó potiguar, atravessando,<br />
indômito, a vastidão<br />
gelada do Pólo Norte, sonhando<br />
com um leito acolhedor,<br />
sob miríades de lençóis<br />
e edredons, na expectativa<br />
de poder dormir sem<br />
limites. Contudo, conforme<br />
ensinaram os chineses, a<br />
palavra crise se traduz em<br />
perigo e oportunidade. Assim,<br />
se há o incômodo da friagem<br />
oceânica, o clima vigorante me<br />
obrigou a permanecer mais em<br />
casa, buscando diversão na<br />
televisão e nos livros, o que<br />
muito me apraz, por ser um<br />
notívago empedernido.<br />
É de notar que fui acometido<br />
por intensa gripe,<br />
virose que atingiu numerosas<br />
pessoas, lamentando não<br />
haver tomado a famosa vacina,<br />
que, dizem os entendidos,<br />
inviabiliza ou reduz o risco da<br />
doença. Após um longo e<br />
tenebroso inverno, depois de<br />
ingerir fortes doses de ácido<br />
PEÇO A PALAVRA<br />
Sonho de Uma Noite de Inverno<br />
Vigilantibus et non dormientibus<br />
succurrit jus<br />
“O Direito socorre aos que vigiam e<br />
não aos que dormem”<br />
ascórbico e quejandos, consegui<br />
superar a insidiosa gripe, inobstante<br />
continuar suportando o frio<br />
inclemente e as freqüentes chuvas<br />
que molham até os ossos os<br />
incautos transeuntes. Destarte,<br />
estou novamente em forma, com<br />
a relatividade de quem se<br />
encontra no Inverno da Vida.<br />
Por conta do meu precário<br />
estado de saúde deixei de viajar<br />
a Brasília, mas minha ausência<br />
não fez muita falta, mercê da<br />
atuação eficaz dos Drs. Marcio<br />
Alemany e Fernando Mello, que<br />
bem representaram a <strong>APAFERJ</strong><br />
nas reuniões do Forum Nacional<br />
da Advocacia Pública Federal e<br />
nas audiências com importantes<br />
autoridades do Poder Executivo,<br />
objetivando o conseguimento de<br />
melhores condições de trabalho<br />
e remuneração compatível com a<br />
relevância e complexidade da<br />
Advocacia Pública Federal, que<br />
recebeu notável impulso na<br />
gestão do Dr. Gilmar Mendes,<br />
teve prosseguimento sob a<br />
direção do Dr. Álvaro Augusto<br />
Ribeiro Costa e, agora, sob o<br />
comando do Dr. José Antonio<br />
Dias Toffoli, competente e<br />
entusiasta Advogado, tem grandes<br />
perspectivas de alcançar o<br />
status de há muito almejado e<br />
perseguido.<br />
Sem embargo da profundidade<br />
e da abrangência do programa<br />
proposto pelo supracitado<br />
Forum, creio que o aspecto mais<br />
significativo da presente campanha<br />
reside na perfeita e admirável<br />
união das Entidades representativas<br />
dos Advogados Públicos<br />
Federais e dos Defensores<br />
Públicos da União, somando<br />
esforços, sem divergências, sem<br />
vaidades e sem imediatismo, no<br />
sentindo de obtermos pleno e<br />
incondicional reconhecimento,<br />
por parte dos Poderes da<br />
República, de nossa importância<br />
no universo jurídico brasileiro,<br />
pelo que fizemos no Passado, pelo<br />
que fazemos no Presente e pelo<br />
que faremos no Futuro em prol do<br />
Estado, o que se traduz em<br />
bilionária arrecadação para os<br />
cofres públicos e na ação de<br />
impedir graves lesões ao Erário.<br />
Acredito, desse modo, que, se<br />
mantivermos íntegras a união e<br />
a participação de todas as Entidades<br />
na busca incessante e<br />
exaustiva por melhores dias, a<br />
caminhada será menos penosa e<br />
os resultados virão em prazos<br />
mais curtos, beneficiando a<br />
todos sem distinção, meta que<br />
– diga-se de passagem – foi<br />
pioneiramente sustentada<br />
pela <strong>APAFERJ</strong>, a qual, ao<br />
longo de um quarto de século,<br />
singrou mares, galgou montanhas<br />
e enfrentou tempestades,<br />
sem nunca desistir,<br />
comportamento hoje unanimemente<br />
adotado pelas Entidades<br />
co-irmãs, e o aludido Forum<br />
talvez seja o embrião de<br />
futura e poderosa Associação<br />
que congregue todos os Advogados<br />
Públicos Federais, possibilitando<br />
novas e brilhantes<br />
conquistas, como as que agora<br />
são vislumbradas.