já tem seus dois primeiros concorrentes - Odebrecht Noticias

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já tem seus dois primeiros concorrentes - Odebrecht Noticias

ANO XXII - NQ 69 MAI/JUN 1995

o crescimento da

Organização e o

conseqüente

aumento do

número de

Parceiros não

atendidos

integralmente

pela previdência

oficial são

fatores que

contribuíram para

a criação da

Odeprev -

Odebrecht

Previdência

Privada

10


-EDITORIAL

Principal medida da competitividade

de uma empresa, a conquista

e a satisfação dos clientes são

objetivos permanentes dos Integrantes

da Odebrecht. Em qualquer segmento

econômico ou área geográfica ,em que

atuem, eles têm buscado formas cada

vez melhores e mais abrangentes de servir,

usando cri atividade para obter crescente

produtividade.

É o que ocorre nos Estados Unidos, onde

equipes da CNO - Construtora Norberto

Odebrecht concluíram recentemente

quatro obras - três delas com vários

meses de antecedência em relação aos prazos

contratuais, o que significou custos

menores e antecipação de benefícios para

as comunidades envolvidas.

Da mesma forma, a CMW Equipamentos,

em seu primeiro contrato fora do

Brasil, contribui para a modernização do

Metrô de Santiago. A comunicação permanente

com o Cliente e a experiência

em sistemas metroviários possibilitam à

empresa propor soluções tecnologicamente

avançadas e economicamente viáveIS.

Os 40 anos da Tenenge - Técnica Nacional

de Engenharia, completados em

abril, podem ser definidos como uma

história de busca permanente da satisfação

do Cliente. História que se renova,

como demonstra o aumento da gama de

serviços que a empresa oferece à indústria

de petróleo e gás, com a qual tem ampliado

relações de parceria por meio de

,

-INDICE

Produti vidade

Transportes

Offshore

Habitação

Meio Ambiente

Concessões

Competitividade

sua subsidiária britânica, SLP Engineenng.

Na Argentina, a Companhia Brasileira

de Projetos e Obras - CBPO também

amplia sua capacidade de servir, ao participar,

por meio do Grupo Concesionario

deI Oeste - GCO, da manutenção do

Acesso Oeste a Buenos Aires. Parte de

um contrato de maior abrangência, o serviço

inclui auxílio aos usuários da via.

A satisfação do Cliente resulta, invariavelmente,

em benefícios comunitários.

Mas o senso de responsabilidade social

que preside as ações das empresas vinculadas

à Odebrecht produz benefícios adicionais.

Um exemplo são as campanhas

pela limpeza de praias no Rio Grande do

Sul e em Pernambuco, das quais a Poliolefinas/PPH

participa. Outro, os programas

de proteção ambiental e de relacionamento

com a comunidade desenvolvidos

pela Salgema Indústrias Químicas, em

Maceió.

A responsabilidade comunitária se traduz

também nas iniciativas da Fundação

Odebrecht, que, este ano, promove juntamente

com o Unicef - Fundo das Nações

Unidas para a Infância e Adolescência

o Prêmio Fundação Odebrecht 1995,

concurso que visa estimular os jovens brasileiros

a debaterem os problemas do ensino.

Com essas e outras ações, a Odebrecht

se associa ao esforço do governo

federal de melhorar a educação, fator essencial

para o aumento da competitividade

do País.

2 Previdência

7 Educação

10 Atualidades

12 Opinião ,

14 Boletim do Núcleo

18 Flashes

20

22

24

26

28

29

33


-PRODUTIVIDADE

Entrega antecipada

Obras nos Estados Unidos são concluídas com meses de antecedência,

resultado da parceria com os Clientes, da aproximação com as

comunidades e do conhecimento do mercado

J

immy Horan, 78 anos, trabalhava

em uma fábrica de equipamentos

elétricos. Aposentado, reside

parte do ano no estado norte-americano

da Pensilvânia, onde nasceu, e

parte em Vero Beach, Condado de lndian

River, na Flórida. Dono de uma

casa ampla e confortável na cidade,

Jimmy participou, entre maio de 1993

e fevereiro de 1995, de uma experiência

que ele considera especial em sua

vida: a construção da Ponte Merrill

Barber, obra pela qual se diz "completamente

apaixonado".

Essa admiração foi demonstrada em

mais de 400 fotografias e em uma monografia

que relata cada passo da obra,

resultado das visitas diárias que Jimmy

fazia ao canteiro. Ali, era cumprimentado

pelos trabalhadores, os quais conhecia

pelos nomes. "Minha obsessão

em registrar os diferentes estágios de

construção da ponte fez com que me

sentisse um integrante da equipe".

Embora pouco comum, o exemplo

2 ODEBRECHT INFORMA

de Jimmy Horan é ilustrativo

do relacionamento entre

a comunidade de Vero

Beach e os responsáveis

pela construção da ponte,

realizada pela Odebrecht

Contractors of Florida -

OFL, subsidiária da CNO -

Construtora Norberto Odebrecht,

para o Florida Department

of Transportation

- FDOT. Este relacionamento,

aliás, não foi diferente

em mais três obras

concluídas pela OFL e pela

CBPO of America, também

subsidiária da CNO,

que atua na Califórnia.

Na Flórida, além da ponte,

foram concluídas pela

OFL as obras do Viaduto

Golden Glades, em Miami,

Condado de Dade - onde

haviam sido entregues as

obras do South Dade Land-

--I

MAI!JUN 95


fill (aterro sanitário) e de um trecho do

Metromover (metrô elevado). Na Califórnia

a CBPO of America finalizou

um trecho de 3,2 km da Route 56, rodovia

na região de San Diego, e os trabalhos

na calha do Rio Santa Ana, na

cidade de Santa Ana, Condado de Orange.

As conclusões da ponte, do Viaduto

Golden Glades e do trecho da

Route 56 foram antecipadas, respectivamente,

em sete, seis e dez meses.

A obra no Rio Santa Ana foi executada

no prazo previsto no contrato.

Antecipações. As reduções nos

prazos são uma demonstração de que

as equipes compreendem cada vez

mais as características específicas do

mercado de obras norte-americano,

no qual atuam há quatro anos. "Em um

ambiente altamente competitivo como

o dos Estados Unidos - e, em especial,

em estados como a Flórida e a Califórnia

-, o término de obras antes dos

prazos estabelecidos em contrato é

um importante fator de diferenciação

entre as construtoras", afirma Renato

Baiardi, Líder Empresarial da CNO.

Para isso, as equipes utilizam equipamentos

de avançada tecnologia, analisam

as especificações técnicas constantes

dos projetos e apresentam pro-

MAI/JUN 95

postas de alterações nos mesmos, visando

a redução de prazos e custos, o

que é positivo para a população, para

o Cliente e para a construtora.

Parceria. Além da postura de motivar

o Cliente a buscar melhorias nos

projetos, as equipes vêm aprimorando

sua estruturação nos canteiros para

ganhar agilidade. A valorização do

trabalho dos superintendentes de obra,

que têm maior autonomia para decidirem

sobre questões que afetam a

frente de serviços, é traço comum nos

empreendimentos da Flórida e da Califórnia.

Os Integrantes da CNO buscam estabelecer

relacionamentos baseados

no diálogo permanente e na mútua

cooperação com seus Clientes, em prol

do encontro rápido de soluções, quando

algum problema é identificado. "Os

objetivos são comuns e o espírito é de

integração, o que contribui de forma

decisiva para a superação de desafios

e a manutenção do bom ritmo dos trabalhos,

proporcionando maior benefício

às comunidades", destaca Luís Oswaldo

Lopes Leite, Diretor-Superintendente

da OFL. Bom exemplo disso

é a prática da parceria (partnering),

por meio da qual construtor e

Cliente assumem o compromisso

de enfrentar eventuais

obstáculos conjuntamente,

no menor tempo possível.

Quando uma das partes percebe

um problema, a outra

deve ser notificada imediatamente.

Confiança. O exemplo

de Jimmy Horan mostra que

as comunidades, como no

caso de Vero Beach, se en-

volvem de modo direto no andamento

da obra e estão constantemente avaliando

o desempenho das eqüipes de

trabalho. "Por termos conquistado um

bom relacionamento não apenas com

o Cliente, mas também com a Prefeitura,

com a polícia e com os responsáveis

pela fiscalização ambiental,

conseguimos minimizar as interferências

no dia-a-dia da população", conta

Marcos Tepedino, Gerente do Contrato.

"Uma relação de confiança se estabeleceu

gradativamente entre nós e

a comunidade local, que verificava o

rápido andamento dos trabalhos e aprovava

a sua qualidade".

Jimmy Horan não foi a única pessoa

a freqüentar o canteiro de obras

durante a construção da ponte. Era

constante a presença de visitantes buscando

informações nos escritórios da

OFL. A Ponte Merrill Barber era uma

antiga reivindicação da população. Os

transtornos causados na cidade pelas

freqüentes interrupções do trânsito na

velha ponte basculante haviam chegado

a uma situação-limite.

A liberação do trânsito é também

mais um estímulo à vinda, para a cidade,

de visitantes ou mesmo de moradores.

Situada cerca de 200 km ao

norte de Miami, Vero Beach é muito

procurada por veranistas, grande parte

dos quais aposentados que buscam

fugir do frio de seus estados de origem.

Tom Greene, Engenheiro de Projeto

do FDOT, onde atua há 20 anos,

a maior parte dos quais na região, analisa:

"O povo de Vero Beach, normalmente

avesso a obras, logo entendeu

que os serviços resultariam em um

grande benefício social. A expectativa

de antecipação da entrega da

obra mobilizou a comunidade, deci-

Calha do Rio Santa Ana, na Califómla; Ponte Merrill Barber e Viaduto Golden

Glades, na Flórida: afinidade com o Cliente, cuidados com o meio ambiente e

comunicação agilizada


dida a dispor do benefício mais cedo".

Durante a cerimônia de inauguração

da nova ponte, em 18 de fevereiro,

Caroline Ginn, Prefeita de Vero

Beach, presenteou a OFL com uma placa,

por meio da qual a cidade agradece

à empresa o desempenho a1cançada

na realização dos serviços.

Planejamento. Além do apoio da

comunidade, do forte espírito de união

da equipe e da sinergia com o Cliente,

outro fator fundamental para que

a OFL entregasse antecipadamente a

obra foi a revisão constante do planejamento

de trabalho. "Desde o início,

procuramos a forma melhor e

mais rápida de realizar os serviços.

Mantivemos um ritmo sempre acelerado,

tentando antecipar necessidades

e prever novos desafios. Só conseguimos

isso porque tínhamos uma

equipe muito entrosada, que sempre

buscou resultados comuns", ressalta

Marcos Tepedino.

A Ponte Merrill Barber (nome de

um destacado líder comunitário, representante

da região no Senado Estadual

entre 1954 e 1958, falecido em 1985),

construída sobre o Intra Coastal Waterway,

canal de navegação ao longo

da costa leste norte-americana, substitui

a antiga ponte basculante, cuja demolição

também é de responsabilidade

da OFL.

Com 1,9 km de extensão (sendo 700

m de acessos), 30 m de largura, quatro

pistas, mais acostamentos e calçadas,

a nova ponte foi erguida em uma

região que abriga várias espécies da

flora e da fauna protegidas por legis-

Tom Greene: beneficio mais cedo

4 ODEBRECHT INFORMA

Jimmy Horan, em Vero Beach: mais de 400 fotografias da ponte

lação ambiental. Por meio desta, fica

estabelecido o compromisso das empresas

construtoras com a identificação,

o monitoramento e a preservação

das espécies. Além disso, uma área de

aproximadamente 50 mil m2 de manguezais

está sendo recuperada, com o

plantio de 176 mil mudas de plantas

de espécies características desse local.

Vero Beach e região possuem um dos

ecossistemas mais ricos da Flórida.

"Trata-se da primeira obra marítima

da OFL", assinala Marcos Tepedino.

"É, também, a primeira obra da

empresa fora de Miami. Contudo, por

meio da busca permanente do aprimoramento

de sua capacitação, as equipes

superaram os desafios".

Alterações. O partnering é uma

realidade também para a equipe da

CBPO of America, na Califórnia. Na

construção do trecho de 3,2 km da

Route 56, realizada entre agosto de

1992 e dezembro de 1994, a implementação

do partnering ocorreu logo no

início dos trabalhos, resultado de uma

coincidência de interesses entre a CBPO

of America e o Caltrans - Department

of Transportation of California, o qual

vinha discutindo internamente esse

conceito e tinha interesse de colocá-

10em prática. A parceria recebeu ainda

o reforço contratual do Cost Reduction

Incentive Program, segundo o

qual qualquer modificação no projeto

que possibilite economia, assegurando

qualidade igualou superior à proposta

original, permite uma divisão

do que foi economizado - metade para

o Cliente, metade para o construtor.

Nas obras da Route 56, foram apre-

sentadas quatro propostas para alteração

de projeto, todas aceitas pelo Cliente.

A primeira referiu-se à aplicação da

tecnologia do solo envelopado em lugar

do uso de gabiões (blocos de concreto

para contenção das encostas) na

canalização de um riacho com 3,3 km

de extensão. O riacho, que corre paralelo

ao trecho da obra, tem seu volume

bastante aumentado nos períodos

chuvosos. A segunda visou garantir, para

os moradores da região próxima à

rodovia, a redução dos transtornos que

seriam causados com a construção, no

limite de suas propriedades, de uma parede

para bloqueio do barulho proveniente

dos veículos em passagem pela

rodovia. O reforço de uma parede

existente, e sua adaptação ao novo

design, evitou a demolição para construção

de uma nova.

A terceira proposição sugeriu a

execução da fundação dos muros de

contenção em uma área do canal onde

se encontra uma residência centenária,

por meio de injeção de brita, eliminando-se,

assim, a necessidade da

realização de extensa escavação e rebaixamento

de lençol freático. A última

proposta de modificação viabilizou

a simplificação do sistema de desvio

de tráfego durante a execução das

obras, mediante a construção de um

acesso sobre o riacho. Isso eliminou

a necessidade de construção de um

acesso temporário ao longo do talude

sul do canal.

Contribuinte. Apesar dos atrasos

substanciais, por parte de outras empresas,

na retirada de diversas instalações

- redes de eletricidade, telefo-

MAI!JUN 95


ne, gás e TV a cabo, eptre outras - os

serviços foram concluídos dez meses

antes do prazo contratual. "O firme propósito

de nos destacarmos no mercado

pela competência e pelo desempenho

diferenciados, foi fundamental

para a conclusão dos trabalhos no menor

período possível, o que gerou economia

para o contribuinte e reduziu os

transtornos inerentes à execução de

uma obra urbana", observa Paulo Suffredini,

Gerente do Contrato.

A obra do trecho da Route 56 (oficialmente

entregue à população em 22

de março último) foi a primeira conquistada

pela CBPO of America na Califórnia

e incluiu, além do canal, a

execução de quatro pontes, uma pista

de ciclismo e uma de equitação, e

o replantio de todas as árvores retiradas

para a realização dos serviços.

Quando concluída, a rodovia, de aproximadamente

36 km, contribuirá para

a diminuição dos congestionamentos

da Interstate-5 (1-5). Essafreeway

liga San Diego - a sexta maior cidade

norte-americana, com 1,I milhão

de habitantes, situada na fronteira com

o México - com o norte do Estado.

Inundações. Ao norte de San Diego,

na cidade de Santa Ana, Condado

de Orange, a empresa executou

obras na calha do Rio Santa Ana, que

objetivam contribuir para eliminar as

inundações resultantes das chuvas de

inverno e beneficiar 3,5 milhões de habitantes

dos condados de Orange, Riverside

e San Bernardino. Os serviços,

que incluíram a demolição do revestimento

existente ao longo de 8 km,

escavações para alargamento do leito

do rio e construção de um novo re-

MAI!JUN 95

Route 56, na Callfórnla: economia para o contribuinte

vestimento de concreto, foram entregues

em novembro de 1994 ao Cliente,

o V.S. Army Corps of Engineers.

Também na realização desse empreendimento

o relacionamento harmônico

entre a empresa e o Cliente foi uma

carcaterística.

Ao lado do Bureau of Reclamation,

o V.S. Army Corps of Engineers

é historicamente responsável pelos

grandes projetos federais de barragens,

canais, reservatórios e outras

obras hidráulicas. Qualidade e segurança

são, invariavelmente, as prioridades

absolutas em seus projetos, cu-

-- - -- > 5

jas especificações técnicas são tomadas

como referência por diversas agências

mundo afora.

"Desde o início, houve grande afinidade

entre a CBPO of America e o

cliente na compreensão e na prática

do conceito do partnering em Santa

Ana", diz Bernardo Gradin, Gerente

do Contrato. "Q relacionamento foi

baseado no mútuo respeito e no diálogo

franco e direto. A equipe entendeu

e cumpriu o que era importante

para o 'Corps': completar o canal antes

da estação das chuvas". Segundo

Bernardo, a equipe do 'Corps' mos-

~

3

Ve~each.

Mi~

ODEBRECHT INFORMA5


trou-se sempre altamente capacitada

e pragmática, o que contribuiu

muito para o surgimento

de um ambiente de completa confiança,

amistosidade e parceria.

Coesão. Outro aspecto de destaque

nas obras de Santa Ana foi

a coesão do grupo, que teve como

prioridade o cumprimento dos

prazos determinados. Os serviços

deveriam estar concluídos antes

do início do período chuvoso,

em novembro. Iniciadas em

maio de 1993, as obras foram entregues

no prazo, apesar de terem

ocorrido duas enchentes e alterações

substanciais em seu escopo

original. "A equipe consistia em

um time muito unido, em que os

superintendentes de obra foram

os maiores responsáveis pela execução,

em campo, de um cronograma

bastante arrojado, assegurando

a qualidade dos trabalhos

e a total segurança de todos", relata

Bernardo.

Ricardo Soares, Diretor-Superintendente

da CBPO of America,

considera os resultados obtidos

na obra decisivos para a

conquista de outro empreendimento

do mesmo Cliente: a construção

da Barragem de Seven

Oaks, no Condado de San Bernardino,

que também integra o projeto

para controle das cheias do

Rio Santa Ana. As obras da Route

56, segundo Ricardo, também

foram importantes. Sendo o primeiro

empreendimento da CBPO

of America na Califórnia, apresentou

a empresa ao mercado.

"Nesse contexto, foi fundamental

termos terminado os serviços

com grande antecedência e com

a qualidade esperada".

Comunicação. A redução de

prazos e custos, por meio de modificações

no projeto, da atuação de uma

equipe afinada, da aplicação de tecnologias

avançadas e do diálogo constante

com o Cliente, também foi prioridade

na construção do viaduto Golden

Glades, em Miami. Iniciado em

maio de 1992, para o FDOT, o empreendimento

foi entregue à população

em janeiro deste ano.

Com 2,5 km e duas pistas com 9,5

m de laxgura cada, Golden Glades foi

construído na Interstate-95 (1-95), rodovia

que atravessa a Flórida e se estende

ao Maine, no nordeste do Esta-

6 ODEBRECHT INFORMA

,(

\ \

Lucas Prado, Alex Christiani e Paulo Suffredini, da

equipe da Route 56 (com a casa centenária ao fundo)

Santa Ana: Afrânio Oliveira, Bernardo Gradin, Paul

Summey, Kenny Frego e Ron Leach

Rick McNew, Frank Doddi, Marcos Tepedino e

Gerardo Díaz, de Vero Beach

dos Unidos. O viaduto, que cruza a

maior interseção rodoviária da Flórida,

por onde circulam diariamente

cerca de 400 mil veículos, atende os

usuários do sistema H.O.V. - High

Occupancy Vehicle (transporte solidário),

que incentiva o uso compartilhado

de carros particulares por mais de

um passageiro, de modo a reduzir congestionamentos.

Obra urbana, Golden Glades apresentou

desafios como a necessidade de

execução das obras sem interrupção do

tráfego, a construção de novas pistas

na área e o remanejamento de redes

de drenagem, sistemas de iluminação

e sinalização. Além disso,

sempre que era preciso interromper

o trânsito, a comunidade e o

poder público tinham que ser informados

com, pelo menos, 15

dias de antecedência, o que exigiu

da equipe da OFL a criação

de um sistema especial de comunicação.

Em Golden Glades, o partnering

também teve papel fundamental

na superação dos desafios

ao longo da execução do projeto,

possibilitando à OFL obter

níveis elevados de produtividade.

Novos contratos. Em março,

a OFL conquistou dois novos

contratos junto ao FDOT, para

execução dos projetos New

Smyrna e Dixie Highway. O primeiro

refere-se à construção de

uma ponte de concreto com 700

m, no cruzamento da rodovia estadual

44 com a Intra Coas tal

Waterway, na cidade de New

Smyrna, Condado de Volusia.

Com início de contrução previsto

para maio, a ponte terá um

vão móvel metálico para a passagem

de embarcações.

O outro contrato dispõe sobre

o alargamento e a reconstrução

de 2,8 km da rodovia estadual

811 (Dixie Highway), no

Condado de Broward. A pista,

que tem hoje duas faixas de tráfego,

passará a ter cinco. Os serviços,

que deverão ser iniciados

em junho deste ano, incluem implantação

de drenagem e construção

de retornos, calçadas e pistas

para bicicletas.

Luís Oswaldo Lopes Leite observa

que a empresa vem buscando

atuar com simplicidade e eficiência

nos canteiros de obras,

procurando manter as equipes e estabelecendo,

com os Clientes, relacionamentos

baseados na efetiva parceria.

"Ao mesmo tempo", salienta Luís

Oswaldo, "estamos voltados para o

crescimento orgânico, objetivando assumir

novos e maiores desafios. Depois

de quatro anos no mercado norte-americano,

começamos a viver um

período em que nos preparamos para

participar de projetos especiais. Percebemos

que nossa cultura empresarial

é bem-aceita na Flórida e isso é

fundamental para que continuemos a

crescer". .

MAI!JUN 95


- TRANSPORTES

CMW no Chile

Empresa participa da modernização do Metrô de Santiago, em seu

primeiro contrato fora do Brasil

C

ercada de montanhas e próxima

à Cordilheira dos Andes,

Santiago, com população superior

a 5 milhões de habitantes, vive

os benefícios e os transtornos decorrentes

do ritmo de desenvolvimento

do Chile. Há 11 anos, o País apresenta

um crescimento econômico continuado.

Um dos problemas causados

por esse crescimento é a poluição atmosférica,

75% da qual proveniente dos

veículos automotores, principalmente

os ônibus, cuja frota é maior que a

de São Paulo. Apesar da restrição de

circulação de automóveis que não possuem

catalisadores, os engarrafamentos

na cidade são constantes.

Isso tem levado um número cada vez

maior de habitantes da capital chilena

a mudar seus hábitos e procurar soluções

alternativas. Em 1994, 167 milhões

de pessoas optaram pelo uso do metrô,

com média de 620 mil passageiros

por dia. "Sou um usuário do metrô

e mesmo quando estou a serviço e

participo de reuniões ou cerimônias próximas

ao seu trajeto, prefiro optar por

esse meio de transporte. É a única forma

de estar certo de que chegarei na

hora", diz Guilherme Leite-Ribeiro,

Embaixador do Brasil no Chile.

O aumento da afluência anual de

passageiros do metrô supera a marca

dos 2% e a Empresa de Transporte de

Pasajeros Metro S.A., eleita em 1993

a melhor empresa de serviços do País,

investe pesado na ampliação e na me-

Ihoria do sistema metroviário.

Remodelação. Uma das principais

etapas a serem cumpridas é a remodelação

do Centro de Controle Operacional

das linhas I e 2 do Metrô de

Santiago. Para isso foi assinado contrato

com a CMW Equipamentos S.A.,

que venceu concorrência da qual participaram

empresas do Chile, França,

Espanha, Inglaterra e Estados Unidos.

Nesse que é seu primeiro contrato

fora do Brasil, a CMW fornecerá o

projeto, a fabricação, a instalação e fa- ~

rá os testes do sistema operacional do ~

metrô, que terá a tecnologia Prodix, ~

com funções avançadas de regulação 1

de tráfego.

MAI!JUN 95

Estação do Metrô de Santiago: transporte confiável e limpo

ODEBRECHT INFORMA 7


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Z

~ L

Guilherme Leite-Ribelro: compromissos sem atraso graças ao metrô

Totalmente desenvolvida pela

CMW, essa tecnologia permitirá ao

Metrô de Santiago a operação integrada

de suas duas linhas. "Além de representar

o ambiente próprio para o desenvolvimento

de aplicações de monitoração

e controle em transportes

sobre trilhos, a tecnologia Prodix possibilita

a expansão gradual para as futuras

extensões de linhas", explica

Henrique Boneti, Responsável por

Desenvolvimento de Negócios na América

Latina. Está em andamento a

construção da terceira linha do metrô

de Santiago.

O fornecimento, com prazo de 26

meses para ser concluído, contempla,

no âmbito da sala de controle, novos

consoles operacionais com ambientés

de operação full-graphics e windows,

e painéis sinóticos de última geração.

Os computadores empregados

utilizarão a tecnologia RISC (Reduced

Instruction Set Computer), um

hardware desenvolvido para operações

que precisam ser realizadas com

extrema rapidez.

Para a fase de transição entre os sistemas

operacionais antigo e novo das

linhas I e 2 foram adotadas medidas

visando permitir que a circulação das

Maurício Botelho: marcos relevantes para

a empresa

8 ODEBRECHT INFORMA

i ~

~

composições não seja interrompida. O

sistema obsoleto será gradualmente

desati vado à medida em que o novo

for sendo comissionado e consolidado,

para que os passageiros percebam,

nesta fase, somente a melhora gradual

dos serviços prestados.

Ampliando fronteiras. Maurício

Botelho, Líder Empresarial da OTL -

Odebrecht Automação e Telecomunicações

Ltda, empresa holding da CMW

Equipamentos, afirma: "O contrato

com o Metrô de Santiago representa para

a CMW dois marcos relevantes: a

afirmação da tecnologia desenvolvida

pela empresa em competição aberta

com outras empresas internacionais e

a efetivação de seu processo de internacionalização.

Certamente a experiência

vivenciada na fase de adjudicação

e a que virá a se incorporar ao

longo deste fornecimento serão extremamente

úteis para o desenvolvimento

de nossa atuação no Chile e em outros

países na América Latina".

A visão de Maurício Botelho é compartilhada

por Mássimo Giavina-Bianchi,

Responsável, na CMW, por Automação

nos mercados do Brasil, América

Latina e Portugal. O sistema me-

Mássimo Giavina: manutenção da

tecnologia no estado da arte

tro-ferroviário, segundo ele, retoma a

posição que lhe cabe na intermodalidade

dos transportes, o que abrirá novas

oportunidades de negócios para a

empresa. De acordo com Giavina, por

ser limpo e confiável em termos do

cumprimento de horários, o transporte

sobre trilhos é a melhor solução

para cidades como Santiago.

"Este é o primeiro resultado da de-

~ cisão da empresa de ampliar sua atua-

~ ção além do mercado brasileiro, visan-

~ do a busca da diversificação da car-

.~ teira de clientes e o aumento do volume

de negócios. Isso possibilita também

a manutenção de sua tecnologia

no estado da arte por meio dos investimentos

em pesquisa e desenvolvimento",

explica.

5

o z


Pedro Villar Iroume: defesa dos meios de

transporte de massa

os picos de demanda de passageiros,

com redução dos intervalos entre os

trens - headway -, sem acréscimo de

novas composições.

Maria Virginia Wiegold, Gerente de ,

Desenvolvimento do Metrô de Santiago,

explica que a implantação de um

modo distinto de operação tem como

objetivo melhorar a oferta dos recursos

atuais disponíveis. Hoje, o sistema

de operação dos trens vai de terminal

a terminal. Porém, a maior demanda'ocorre

em determinadas horas

e entre certas estações. "Nosso objetivo

é melhorar a oferta nos trechos

sobrecarregados, que ligam as estações

centrais, e tratar de impedir a circulação

ociosa de composições nas demais

regiões. Esse é o motivo pelo qual

estam os renovando o sistema de teletransmissão

e incorporando a funcionalidade

de terminais de manobra in-

o atual Centro de Controle Operacional, que será modernizado

MAI/JUN 95

termediários. É a forma de solucionar

o problema, principalmente no pico da

manhã".

O programador da CMW terá que

ser capaz de distinguir os trens que operam

nos cicIos curto e longo, observa

Pedro Villar Iroume, Gerente Geral

do Metro S.A. "Apesar de ser a primeira

vez que trabalhamos com a CMW,

temos muita confiança em sua capacidade

tecnológica e esperamos que sua

equipe seja receptiva às nossas necessidades".

Ele explica que o novo sistema

de tráfego possibilitará a injeção

o de trens no sistema nas horas em que

~ o trecho central da linha estiver sobre-

~ carregado de passageiros.

u

j

ô Transporte eficiente. O metrô

§ tem uma boa participação no transporte

de massa de Santiago. Considerado

pela população como um meio de

locomoção rápido, confiável, seguro

e que não contribui com o aumento da

contaminação ambiental e acústica,

apresenta vantagens adicionais: aumenta

o número de áreas livres para

praças, estacionamento e circulação de

pedestres.

Responsável, nas horas de maior

movimento, por 50% do transporte

em sua área de influência e por 8% do

total de viagens efetuadas pelos habitantes

de Santiago, o metrô necessitava

ser modernizado, devido à obsolescência

de seus equipamentos e à dificuldade

de se conseguir peças de reposição,

após 20 anos de operação. As

duas linhas existentes perfazem um total

de 27,3 km e têm 37 estações. A

linha em construção terá mais 11 km,

12 estações e deverá entrar em operação

em 1996.

A população de Santiago, observa

Pedro Villar, cultivou um verdadeiro

Virginia Wiegold: evitar a ociosidade

amor pelo metrô desde asua inauguração,

em 1974. Os usuários se acostumaram

com um transporte confiável

e sempre limpo, exigindo que permanecesse

assim e colaborando como

podiam para que mantivesse o mesmo

padrão.

"A cultura do usuário mudou e ele

pasou a ver o metrô como uma cidade

à parte", lembra Pedro Villar. Ele

diz que as cidades com mais de 4 milhões

de habitantes do mundo inteiro

têm se orientado para os meios de

transporte de massa, estando o sistema

metroviário incluído neste contexto.

Santiago não é uma exceção.

Mercado aberto. A grande vencedora

da licitação para a modernização

das linhas de teletransmissão de

comando centralizado do metrô de

Santiago foi, segundo Guilherme Leite-Ribeiro,

a tecnologia brasileira.

"Não estamos apenas realizando trabalhos

primários, mas sim introduzindo

nesse mercado uma tecnologia

de ponta. É um orgulho para nós, brasileiros

que trabalhamos aqui no Chile,

ver uma empresa brasileira presente

no metrô de Santiago".

O Embaixador considera' que a

CMW, ao ingressar no mercado

chileno, abre uma porta também para

outras empresas brasileiras. A estabilidade

do País, que mantém-se à

margem das crises vividas por outros

países sul-americanos, atrai o empresário

brasileiro. "O Chile é bem administrado,

tem sua economia consolidada

e sempre investiu muito em

educação e saúde. O resultado disso

está na homogeneidade social da população

e na capacitação para diferentes

tipos de trabalho. Constitui um

mercado atraente para empresas que

tenham realmente condições de competir.

Vencem as concorrências, que

são transparentes, aqueles que têm o

menor preço e a melhor oferta. Foi o

casodaCMW". .

ODEBRECHT INFORMA 9


-OFFSHORE

Parceria ampliada

SLP conquista contratos que incluem sua participação no

desenvolvimento dos campos e entrega equipamentos para a Elf

D

ois eventos marcaram, em março

e abril, a atuação da SLP Engeneering,

subsidiária da Tenenge

- Técnica Nacional de Engenharia:

a conquista, junto à Britannia Operator,

de contrato para construção de

equipamentos a serem usados no campo

de Britannia, localizado 130 milhas

a nordeste de Aberdeen; e a entrega,

à Elf Enterprise, de uma jaqueta e de

um módulo de acomodação para campo

de Claymore.

Pelos dois contratos assinados com

a Britannia a SLP é responsável pela

construção de duas das mais importantes

partes de uma plataforma de produção:

o módulo de serviço de perfuração

- que inclui a torre de perfuração

(derrick), a base móvel sobre a qual

será operada (skid base) e subestruturas

-, com peso aproximado de 4,3 mil

t; e um módulo de acomodação, com

capacidade para abrigar 140 pessoas,

cujo peso aproximado será de 2 mil 1.

Os trabalhos de engenharia e de

planejamento estão em andamento e

o começo da fabricação está previsto

para o fim deste ano. O embarque em

direção ao campo de gás será em agosto

de 1997 e o início da produção deve

acontecer no fim de 1998. Os contratos

gerarão empregos para aproximadamente

500 pessoas nos dois canteiros

da SLP.

Trent e Tyne. Equipes da empresa

realizam também os serviços que

possibilitarão à Arco British Limited

produzir gás, a partir de outubro de

1996, nos campos de Trent e Tyne, localizados

a 165 km da costa de East

Anglia, na Inglaterra. Contrato assinado

no início do ano prevê a elaboração

dos projetos, o fornecimento de

Integrantes da SLP em Teesside trabalham na ponte que ligará duas plataformas em alto-mar

materiais, a construção, o hook-up (interligações

de módulos em alto-mar),

bem como todos os testes necessários

à operação dos equipamentos (comissionamento).

Para a plataforma que produzirá no

campo de Trent, a SLP construirá ajaqueta

(estrutura metálica inferior de uma

plataforma) com 927 t, um deck (parte

superior, sustentada pela jaqueta) pesando

1.750 t, estacas com 338 t e um

template submarino (peça que serve de

guia para a conexão entre a plataforma

e o poço de gás ou petróleo) de 10

1.Para a plataforma do campo de Tyne,

será construída uma jaqueta de 300 t,

estacas com 264 t, um deck de 750 t

e template submarino de ] O 1.

Enquanto uma equipe da SLP executa

o projeto das duas jaquetas no seu

escritório de engenharia localizado em

Uxbridge, subúrbio de Londres, outra

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9

~

8

ô

2


Jim Heward, Roly Carmichael, Chris Anderson, Geoff Stephenson, Colin Hutchinson,

Malcolm Blowers e Cizlno Sanchez, integrantes da Equipe Dirigente, com a jaqueta

Claymore

empresa, a Granherne Limited, cria o

projeto dos sistemas de processamento

de gás em Woking, a sudoeste da

cidade. As jaquetas serão construídas

no canteiro da SLP em Teesside e o

projeto e a construção dos decks serão

realizados no de Lowestoft.

Soluções. "Esta é uma conquista

que, além de ser significativa para a

SLP, nos permite trabalhar novamente

para a Arco British, o que nos deixa

extremamente satisfeitos", afirma

David Edwards, Diretor-Superintendente

da SLP. Ele acentua que a conquista

do contratos com a Arco British

e com a Britanniaocorre num período

de mudanças no Mar do Norte,

onde muitos campos são tidos por empresas

petrolíferas como pouco promissores.

Diante desse fato, observa David

Edwards, a solução proposta pela SLP

aos seus Clientes buscou sobretudo oferecer

uma exploracão econômica das

reservas. "Essa postura representa um

importante elemento para futuros negócios

da SLP e servirá para formar

um portfólio de soluções que colocaremos

à disposição de futuros Clientes-parceiros"

.

Segundo David Edwards, os projetos

para os campos de Britannia, Trent

e Tyne representam uma nova abordagem

nas relações entre empresas

contratantes e contratadas, pela qual,

conjuntamente, as duas partes buscam

a melhor solução para o desenvolvimento

dos campos. Nessa modalidade

de contratação, cada empresa

partilha não só das economias do seu

escopo de trabalho como também dos

ganhos obtidos por outras empresas,

no conjunto do empreendimento.

MAI/JUN 95

-- ~

~

David Edwards: nova abordagem na

relação com os Clientes

"Do ponto de vista da SLP, esses

contratos representam um marco fundamental

na participação nesta nova forma

de contratação. Temos o compromisso

de dividir o sucesso com os nossos

parceiros", afirma David Edwards.

Claymore. O embarque da jaqueta

que sustentará um módulo de acomodação

para os trabalhadores da Elf

Enterprise, no campo de Claymore,

ocorreu no dia 12 de abril. A jaqueta,

com 3,5 mil te 135 m de comprimento,

é a maior entre as construídas até

hoje pela SLP Engineering. Seu embarque

(load-out) foi realizado, com o

uso de traillers, a partir do canteiro da

empresa em Teesside, na Inglaterra.

O módulo de acomodação, com capacidade

para hospedar 250 pessoas,

também foi construído pela SLP, no canteiro

de Lowestoft. Embarcado em 19

de abril, o módulo oferece conforto e

boas condições de trabalho e lazer aos

trabalhadores que lidam com petróleo

EQUIPE PRODUZ

PEÇAS PARA

O FUNDO DO MAR

. No dia 7 de maio será embarcado

na costa da Inglaterra, em direção

ao Mar do Norte, o segundo manifold

(peça para acoplamento da

cabeça de um poço de petróleo com

a plataforma de produção) fabricado

pela SLP para a empresa norueguesa

Phillips Petroleum. O equipamento,

que pesa cerca de 300 t,

foi produzido pela Equipe Subsea

da SLP.

Instalada em Teesside, a equipe

foi formada em 1994 para projetar

e fabricar equipamentos subaquáticos

utilizados na produção de petróleo

em alto-mar. Sua existência

é conseqüência do esforço da SLP

de capacitar-se para realizar todos

os serviços que compõem o ciclo de

produção offshore. A empresa é especializada

na construção de módulos

de acomodação e de jaquetas para

plataformas. Sua subsidiária, a

SLP Crown, fabrica tubos para exploração

de petróleo e gás.

A equipe dedicada à área Subsea

foi instituída com base na vasta

experiência anterior da empresa

na fabricação de equipamentos subaquáticos.

Desde 1994, conquistou

sete contratos para fabricação

de equipamentos, alguns dos quais

incluíram elaboração do projeto e

realização dos testes necessários à

operação.Já foram entregues equipamentos

para as empresas Phillips,

Mobil, Conoco e Amoco e, até junho

de 1996, outros estarão sendo

embarcados, um dos quais também

para a Phillips e os demais para a

Agip e a Lasmo.

e gás e enfrentam as condições climáticas

hostis do Mar do Norte.

Ao ser instalado em Claymore, o

equipamento permitirá à Elf desmobilizar

o atual sistema temporário de

acomodação. Os trabalhadores que

passarão a viver na nova plataforma de

acomodação terão acesso à de produção

por meio de uma ponte metálica

que mede 106 m de vão livre e pesa

305 1. A ponte, embarcada em 21 de

abril, foi construída em Teeside. A

SLP elaborou os projetos, fabricou,

realizou operações de instalação e interligação

em alto-mar e o comissionamento.

.

ODEBRECHT INFORMA 11

-- - --


-HABITAÇAO

Tempo de construir

Programa de urbanização vai reduzir déficit de moradia em Luanda e

financiar obras de infra-estrutura social

Com a quase totalidade dos recursos

públicos de Angola direcionada

para o custeio dos

gastos relacionados à defesa, em razão

da prolongada guerra civil no

país, a capital, Luanda, vem sofrendo

nos últimos 20 anos um progressivo

processo de obsolescência de sua

infra-estrutura básica. Abastecimento

de água, saneamento primário e

fornecimento de energia elétrica são

serviços públicos cuja precariedade é

evidente.

Na habitação, o quadro não difere

muito. Pelas mesmas razões, a falta de

investimentos na construção de novas

unidades contribuiu para manter

retraída a oferta de moradia, enquanto

a demanda continuou em franco

crescimento.

Como agravante, nos anos recentes,

dois milhões de pessoas fugiram

do interior para as cidades que permaneceram

sob o controle do Governo.

No caso de Luanda, esse movimento

migratório fez com que a

população crescesse de forma significativa

desde o início da década.

Com infra-estrutura capaz de atender

400 mil pessoas, a capital de Angola

abriga hoje cerca de 2,5 milhões

de habitantes.

A conseqüência mais visível disso

é a ocupação desordenada do solo urbano.

Construções irregulares surgem

da noite para o dia, transformando a

região periférica do centro da capital

num gigantesco musseque (favela),

onde a falta de água e de saneamento

agrava as condições críticas de

saúde e de higiene e torna praticamente

impossível a prevenção

de epidemias.

Uma ameaça que paira

sobre toda a cidade.

Qualidade de vida. Diante desse

quadro, o Governo da Província de

Luanda considerou prioritária a inclusão

em seu programa de ação de medidas

capazes de corrigir tais distorções.

Entre essas medidas está a implantação

do Programa-Piloto Luanda

Sul, primeirO núcleo residencial

planejado de Angola, dotado de infra-estrutura

similar à dos mais modernos

projetos urbanísticos do mundo.

Ocupando uma área de 57 milhões

de metros quadrados, Luanda Sul incorpora

os bairros de Talatona, Futungo

de Belas, Benfica e Tchinguali.

Seu objetivo é oferecer um novo

conceito de viver para aqueles que lá

irão morar.

"Mais do que um projeto imobiliário

urbano, entretanto, o Programa

Luanda Sul representa o comprometimento

do Governo de Luanda com

a melhoria da qualidade de vida dos

cidadãos", assegura Justino Fernandes,

Governador da Província de Luanda.

Segundo ele, o Programa Luanda

Sul visa garantir o crescimento

ordenado da cidade, tendo

em conta suas conseqüências

sociais e econômicas,

ao mesmo

tempo em que

são criadas

oportunidades

de investi-

mento e de negócio acessíveis a todos

os interessados em participar desse

crescimento.

Ele explica que essas oportunidades

de investimento derivam do fato

de que Luanda Sul é um empreendimento

totalmente auto-financiado, no

qual nem o Governo da República,

nem o Governo da Província necessitarão

investir recursos públicos.

O projeto começa a ser implantado

no bairro de Talatona, onde foram

iniciadas as obras de infra-estrutura

do núcleo residencial da Sonangol

- estatal de petróleo angolana. De

acordo com o planejamento, os talhões

(lotes) são oferecidos, em regime de

concessão do direito de superfície por

um prazo de 60 anos. Neste primeiro

momento, os talhões estão sendo

colocados em bloco à disposição dos

interessados, como forma de reunir a

massa crítica de recursos suficiente para

o início das obras. Os compradores

são empresas públicas -

como a Sonangol - ou


Justino Fernandes: "Compromisso com a

melhoria da qualidade de vida"

privadas que pretendam assentar seus

colaboradores; representações diplomáticas

junto ao governo angolano;

ou promotores imobiliários interessados

em criar um mercado para compradores

individuais. Numa segunda

etapa, as áreas remanescentes em Talatona

e nos demais bairros serão oferecidas

em leilão público.

Alcance social. Segundo Justino

Fernandes, com os recursos financeiros

obtidos por meio da cessão do direito

de superfície em Luanda Sul, o

Governo da Província fará mais do que

apenas urbanizar as áreas deste Programa.

Realizará obras de infra-estrutura

que trarão vários outros benefícios.

Dentre essas obras, de grande alcance

social, a principal será a construção

da adutora Kikuxi- Talatona

que, com 25 km de extensão e 500 mm

de diâmetro, abastecerá de água as

áreas de Luanda Sul, e beneficiará, paralelamente,

outros programas integrados

de ocupação urbana. Trata-se

dos projetos "Novos Bairros" e "Morar",

em cuja implantação também serão

aplicados os recursos obtidos com

a cessão do direito de superfície em

Luanda Sul.

O Projeto Novos Bairros abrangerá

os bairros de Golfe, Camama, Cambamba

e Sapú, na zona Sudeste de

Luanda. Ali, o Governo da Província

pretende assentar 10 mil famílias que

tenham condições de construir suas

próprias moradias, em talhões previamente

demarcados e ruas devidamente

traçadas, a fim de evitar a ocupação

desordenada.

O outro programa integrado é o

Projeto Morar, que prevê a realização

de serviços de infra-estrutura numa <

área de 653 hectares na região de ~

Viana lI, a leste das áreas do Proje- ê

MAI/JUN 95

Sita José: redução de problemas no centro

de Luanda

to Novos Bairros. Nesse local, o Governo

da Província construirá, por

meio de programas oficiais, moradias

populares em 6.900 talhões, além de

escolas, postos de saúde, centros comunitários

e áreas de lazer. A previsão

é de que essas moradias sejam suficientes

para abrigar cerca de 40 mil

pessoas.

O Engenheiro Sita José, Vice-Governador

da Província para a Esfera

Técnica, assinala que o objetivo é reduzir,

ainda que de forma parcial, a saturação

urbana no centro de Luanda.

"Só assim será possível a recuperação

da sua infra-estrutura, como forma de

regularizar o abastecimento de água e

o saneamento básico, maior anseio

dos Iuandenses", enfatiza.

Gerando riquezas. Para atuar como

gestora da execução do Programa

Luanda Sul, foi constituída a EDURB

- Empresa de Desenvolvimento Urbano

Lda., joint venture entre o Governo

de Luanda e a empresa brasileira

Prado Valladares Participações, autora

do projeto urbanístico. As obras

civis de urbanização estão sendo realizadas

pela CNO - Construtora Norberto

Odebrecht, por intermédio da

OSEL - Odebrecht Serviços no Exterior

Lda.

Carlos Henrique Mathias, Gerente

do Contrato de Luanda Sul, observa

que o Programa é a comprovação de

que as oportunidades surgem mesmo

g em um contexto de dificuldades, des-

~ de que se atue com criatividade. "O

] que nós tínhamos aqui era um quadro

;; caótico no que diz respeito às condi-

2 ções urbanas, resultante, devido a fatores

plenamente conhecidos, da ausência

de investimentos em infra-estrutura

ao longo de duas décadas, uma

vez que o poder público não dispunha

dos recursos necessários para tal. Essa

era a grande dificuldade".

"Mas, de outro lado - prossegue Mathias

- havia a oportunidade, materializada

pela disponibilidade, por parte

do Governo da Província, da área

de terras suficiente para a implantação

de um programa desse vulto. Aí

é que entrou a criatividade, por meio

da qual chegou-se à equação ideal

para viabilizar o empreendimento,

que é o conceito do auto-financiamento".

Otacílio Pereira de Carvalho, Diretor

da CNO na África Austral, destaca

que a importância do Programa

Luanda Sul está na oportunidade de

gerar riquezas para a comunidade. "A

geração de riquezas ocorre quando

uma sociedade agrega valores econômicos

aos bens naturais de que dispõe.

E é isso o que e6tá ocorrendo em

Luanda Sul. A sociedade, por meios

próprios, está contribuindo para o desenvolvimento.

Nós estamos, tão somente,

atuando como agentes desse

processo". .

OtacílioCarvalho: "Agregação de valores econômicos aos bens culturais"; ao lado,

Itamar Pereira, Carlos Henrique Mathias e Luiz Sérgio Ferraz da Costa, da Equipe

Dirigente das obras do Programa Luanda Sul

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ODEBRECHT INFORMA 13


-MEIO AMBIENTE

Atuação

responsável

Salgema desenvolve programas integrados de

proteção ambiental e de relacionamento com

a comunidade

Afábrica da Salgema Indústrias

Químicas S.A. foi construída,

em 1977, numa área de 330 mil

m2 no Pontal da Barra, para onde se

estendeu, anos depois, a cidade de

Maceió. A maior produtora de sodacloro

da América Latina fabrica por

ano cerca 450 mil t de soda cáustica

e 400 mil t de cloro, com as quais são

produzidas 520 mil t de dicloroetano.

Com o dicloroetano obtém-se o PVC,

um dos plásticos mais consumidos

pela indústria moderna. A soda cáus-

Vários espécimes de animais retomaram à

área do Cinturão Verde, onde a apicultura

foi desenvolvida

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14 ODEBRECHT INFORMA

tica e o cloro são usados na fabricação

de sabões e detergentes, tecidos,

fármacos, papel e até no tratamento da

água.

A Salgema adota uma política integrada

de proteção ambiental e segurança

industrial, que inclui seleção de

tecnologia e introdução de melhorias

no processo de produção. As ações são

realizadas de acordo com o programa

de Atuação Responsável (Responsible

Care), estimulado pela Associação o

Brasileira das Indústrias Químicas e ~

Petroquímicas -Abiquim. 8

O monitoramento dos efIuentes, in~ : o

cluindo análises periódicas da água do §

mar, e um sistema informatizado de

monitoramento de emergência estão entre

as iniciativas mais importantes da

Salgema. A empresa investiu recentemente

US$ 6,5 milhões na instalação

de um incinerador de gases e de uma

unidade de tratamento de efIuentes líquidos

de dicloroetano.

Outra iniciativa é a implantação do

Cinturão Verde, um maciço vegetal de

150 ha, implantado em torno da fábrica.

Resultado de um processo de recomposição

ambiental iniciado há sete

anos, que exigiu o investimento de

US$ 5 milhões, o Cinturão Verde produz

benefícios ambientais, isola a fábrica

de núcleos residenciais e comerciais

e evita a degradação da área.

Equilíbrio natural. Antes da implantação

do cinturão, a área em torno

da fábrica vinha sendo devastada,

com a retirada contínua de areia. No

trabalho de recomposição, que trouxe

de volta muitos espécimes que habitavam

originalmente o trecho entre

a Lagoa do Mundaú e o mar, foi

utilizada quantidade de terra correspondente

a mais de mil caçambas.

Para recompor a área, uma série de

fatores negativos precisaram ser superados.

Entre eles, a fragilidade do solo

de areias quartzosas, impróprias pa-

Mário Calheiros no Cinturão Verde:

vencendo a fragilidade do solo

ra o crescimento de vegetação maciça,

por sua pobreza de nutrientes e sua

baixa retençãode umidade; a forçados

ventos à beira- mar, e a salinidade, sete

vezes maior que a ideal, provocada

pelo spray de águamarinha lançado

na área do cinturão.

Mário Calheiros, Coordenador do

Cinturão Verde desde o início de sua

implantação, conta como esses desafios

foram vencidos: "Desenvolvemos

um projeto de irrigação para fortalecer

o solo; realizamos uma vasta pesquisa

para escolha de plantas, arbustos

e árvores adequadas; construímos

telas de proteção contra o vento e monitoramos

a adaptação paulatina das

espécies escolhidas".

Mário e sua equipe, hoje com 16

integrantes, plantaram 150 mil mudas,

40 mil das quais de árvores frutíferas.

Ao caminhar pela área do cinturão,

é possível encontrar pelo chão tamarindos,

açaís, cupuaçus, jacas-dachina,

abacaxis, bananas e jambos.

Um dos princípios adotados é o de não

colher as frutas, destinadas exclusivamente

ao consumo dos animais e ao

fortalecimento do solo. "Promovemos

o equilíbrio natural, interferindo

MAI/JUN 95


o mínimo possível", observa Mário.

A flora local exibe ainda centenas de

outras espécies, que incluem ervas

medicinais, palmeiras de vários tipos,

dalbérgias, craibeiras, algarobas,

mulungos do sertão, brincos-de-viúva

e oliveiras.

No Cinturão Verde, o mundo animal

também é bastante diversificado.

Macacos, tatus, cotias, capivaras, sagüis,

pacas, bichos preguiça, emas,

porcos e veados convivem com aves

de mangue como galinhas-d'angola,

mergulhões, socós, martins-pescadores,

araras e pavões. Nos espelhos

d'água, que ocupam cerca de 7 mil mZ,

vivem tambaquis, jacarés, curimatãs,

pacus, carpas, tilápias e peixes de alagado.

Por conta dessa riqueza animal,

o Ibama classificou o Cinturão. Verde

da Salgema como "criadouro conservacionista

das espécies da fauna

brasileira", o primeiro do gênero no

país.

Participação. O programa de Atuação

Responsável da Salgema, além

do Cinturão Verde, inclui um conjunto

de outras iniciativas. De acordo

com José Antonio Amaral Martinez,

Diretor-Superintendente da empresa,

todas elas buscam o diálogo direto

MAI/JUN 95

com a comunidade. "Praticamos uma

filosofia de 'portas abertas', esclarecendo

a população sobre nosso processo

industrial e nossas ações em saúde,

segurança e meio ambiente".

Com isso, a presença da Salgema

na vida da cidade é intensa. "Somos

freqüentemente procurados para colaborar

com as mais diversas iniciativas",

informa Nelson Ferreira, Assessor de

Comunicação Social, um dos responsáveis

pela criação do Prêmio Salgema

de Jornalismo, oferecido anualmente

aos melhores da imprensa alagoana.

Para a comunidade do Pontal da

Barra, que se encontra próxima à fábrica,

a Salgema reformou e ampliou

as escolas Nossa Senhora da Guia e

Silvestre Péricles. Além disso, desde

1983, distribui cadernos para alunos

do primeiro grau de todas as escolas

públicas de Maceió. A empresa tem levado

anualmente cerca de 1,5 mil

crianças a participar do programa A Escola

Vai ao Teatro.

Na área de saúde, construiu creches

e participou da reforma da Maternidade

do Pilar e do Pronto-Socorro de

Maceió, e tem apoiado campanhas comunitárias

de prevenção à cólera, doação

de sangue, combate à dengue e vacinação

infantil.

A Salgema contribui ainda para a

preservação da memória histórica e arquitetônica

de Alagoas, tendo colaborado

para a restauração das igrejas de

Nossa Senhora da Guia e de Nossa Senhora

da Apresentação, e dos prédios

que abrigam a Fundação Pierre Chalita,

o Arquivo e a Biblioteca Pública

de Maceió.

"O objetivo maior de todas essas

ações é mostrar que, além de gerar empregos,

pagar impostos e reinvestir

resultados, a empresa tem responsabilidades

sociais adicionais e procura

cumpri-Ias participando ativamente

da vida da comunidade", explica JoséAntonioAmaralMartinez.

.

Estudantes de escola pública em Maceió com cadernos distribuídos pela Salgema

ODEBRECHT INFORMA15


Limpeza

.

na praia

Campanhas no Rio Grande do Sul e em

Pernambuco ajudam a conscientizar

sobre a preservação ambiental

N

a praia quase deserta, a mocinha

volta-se de repente para

trás e avista o namorado. Ao

som de um tema romântico, correm um

para o outro, mas, quando estão

perto de abraçar-se, o rapaz pisa num

sabugo de milho, desequilibra-se e

cai. Essa versão bem-humorada de

um dos mais repetidos c1ichês do cinema

foi veiculada pela televisão, durante

os meses de janeiro e fevereiro,

várias vezes por dia, como parte da

campanha Verão Limpo, criada para

aumentar a conscientização sobre a

necessidade de manter limpas as praias

do Rio Grande do Sul.

Patrocinada em conjunto pela Poliolefinas/PPH,

Polisul e Copesul, empresas

instaladas no Pólo Petroquímico

de Triunfo, a campanha tem o

apoio da RBS-TV, a maior emissora

do estado. Já em seu segundo ano consecutivo,

o Verão Limpo utiliza também

outros meios, além da tevê, para

chegar às pessoas que literalmente

lotam as principais praias gaúchas durante

o verão.

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Um desses meios, batizado de "arrastão",

foi o trabalho de um grupo de

sete moças, denominadas promotoras.

No início da manhã, vestidas com o

uniforme de banho próprio da campanha

e protegidas por guarda-sóis, elas

alinhavam-se num ponto de determinada

praia e caminhavam em direção

a outro. No percurso, conversavam

com os banhistas sobre a importância

de manter a praia limpa, e, no final da

tarde, percorriam novamente a praia,

distribuindo sacos de polietileno (fabricados

com matéria-prima da Poliolefinas/PPH

e da Polisul), onde podia

ser depositado o lixo produzido durante

o dia.

Crônica. Esse procedimento foi

repetido, durante oito fins de semana

consecutivos, em oito das mais famosas

praias do estado - Capão da Canoa,

Capão Novo, Atlântida, Xangrilá,

Tramandaí, Cassino, 1mbé e Torres.

Quando o tempo estava ruim, os

sacos eram entregues em campings, bares,

restaurante ou onde houvesse con-

Alfredo Fedrizzi, da agência Escala, e Alexandrino Alencar, da PollolefinasjPPH: reação

positiva da comunidade

16 ODEBRECHT INFORMA

centração de veranistas. No final da

campanha, haviam sido distribuídos

mais de 200 mil sacos, que traziam impresso

um texto, sobre tema ambiental,

assinado por Luís Fernando Veríssimo,

um dos mais famosos cronistas

brasileiros.

Enquanto as promotoras faziam o

"arrastão", outras pessoas instalavám,

com guarda-sóis, uma espécie de posto,

onde os freqüentadores da praia

podiam receber informações sobre a

campanha. Ao longo das praias abrangidas

pela iniciativa, foram colocados

100 tonéis, para facilitar a coleta do

lixo por parte dos serviços de limpeza

dos respectivos municípios.

"A receptividade foi excelente",

afirma Eliete de Santana, da agência

Marprom - Marketing, Relações PÚblicas

e Promoções, que coordenou a

execução do projeto. Ela ressalta que

a maioria dos banhistas fez uso dos sacos

de lixo, contribuindo para a limpeza,

e calcula que cerca de I milhão

de pessoas tiveram contato com a campanha

por meio do "arrastão".

Consciência ecológica. Para AIfredo

Fedrizzi, Diretor da agência de

MAI!JUN 95


propaganda Escala, que criou o filme

veiculado pela televisão e as demais

peças publicitárias, a campanha tem

grande poder de penetração entre os

gaúchos, que incorporaram o veraneio

como um dos seus hábitos mais

arraigados. "Além disso, no Rio Grande

do Sul, qualquer movimento que venha

a somar em defesa do meio ambiente

é bem-vindo".

A receptividade ao "Verão Lim- o

po" é destacada também por Alexan- ~

drino Alencar, Responsável por Rela- ~

ções Institucionais e por Mercado na ~

Poliolefinas/PPH. "É motivo de orgulho

saber que a campanha é valorizada

por uma comunidade como a gaúcha,

que tem muito desenvolvida a

consciência ecológica".

Alexandrino informa que o programa,

inspirado em experiência similar

realizada há três anos com o apoio da

empresa nas praias de São Paulo, será

mantido e ampliado nos próximos

anos. "Um caminho natural que devemos

seguir é o da recic1agem do material

plástico recolhido". Será também

fortalecido o relacionamento dos promotores

da campanha com as prefeituras

dos municípios onde estão situadas

praias, de forma a garantir mais

eficácia.

MAI/JUN 95

~.

l_._~ J

-

.

No alto, as promotoras na Praia de Tramandaí, no Rio Grande do Sul; acima, uma fiscal

da natureza distribui sacos de lixo na Praia de Boa Viagem, em Recife

Recife. "Desenvolver ações comunitárias,

especialmente em defesa

do meio ambiente, é responsabilidade

das empresas, observa Alexandrino.

A prática desse princípio, aliada

à percepção do sucesso do "Verão

Limpo", levou a Poliolefinas/PPH a

unir-se às nordestinas Exposende -

fabricante de calçados - e Biscoitos

Águia, para patrocinar uma campanha

semelhante em Recife.

Na capital pernambucana, a campanha,

denominada Operação Praia Limpa,

também recebeu o apoio da maior

cadeia de televisão local, a Rede Glo-

bo Nordeste, e da Prefeitura de Recife.

A área de atuação de um grupo de

45 pessoas envolvidas na campanha foi

o trecho de 8 km da Praia de Boa Viagem,

a mais famosa da cidade.

Enquanto 32 "fiscais da natureza"

distribuíam sacolas, outros agentes

atendiam a banhistas em oito postos

montados na areia a espaços regulares

de I km. No fim de abril, quando

terminou a edição 1995 da campanha,

haviam sido distribuídos 600 mil sacos,

confeccionados pela empresa

Complastic, com polietileno fornecidopelaPoliolefinas/PPH.

.

ODEBRECHT INFORMA17


-CONCESSOES

Pistas do Acesso Oeste a Buenos Aires: trabalhos divididos em quatro trechos, que totalizam 56 km

Em um domingo de setembro do

ano passado, milhares de cavaleiros,

procedentes dos mais diversos

pontos da Argentina, se concentraram

em Lujan, município da Grande

Buenos Aires. Era mais uma peregrinação

anual a cavalo ao Santuário

de Nossa Senhora de Lujan, tradicional

festa religiosa argentina. O tráfego

de fiéis em suas montarias ao longo

da rodovia que liga Lujan à capital

federal, denominada de Acesso Oeste

a Buenos Aires, foi intenso. Os riscos

para a segurança de motoristas e peregrinos

não eram poucos. No entanto,

para surpresa dos que haviam se habituado

aos transtornos e acidentes

ocorridos durante o evento, tudo transcorreu

em completa tranqüilidade.

18 ODEBRECHT INFORMA

Contribuiu para isso a operação

montada especialmente para o dia pelo

Grupo Concesionario dei Oeste -

GCO que, desde agosto passado, é o

consórcio responsável pela manutenção

do Acesso Oeste a Buenos Aires

e pela prestação de primeiros-socorros

e auxílio aos seus usuários. Integrado

pela empresa argentina Benito

Roggio & Hijos (líder), pela Companhia

Brasileira de Projetos e Obras -

CBPO e pelo Grupo Mexicano de DesaroBo

- GMD, o GCO foi declarado,

em 28 de setembro de 1993, o vencedor

de uma concorrência internacional

convocada pelo Governo argentino,

por meio do Ministério da Economia,

Obras e Serviços Públicos, para construção,

melhoria, reparação, conserva-

ção, manutenção, administração e operação

da rodovia, pelo sistema de concessão

remunerada por pedágio.

Participaram da concorrência do

Acesso Oeste, deflagrada no início de

1993, oito grupos compostos por 38

empresas. O GCO foi o vencedor,

por ter assegurado um projeto diferenciado

técnica e economicamente,

capaz de atender a uma previsão inicial

de 140 mil veículos/dia em três

faixas de tráfego por sentido, emzona

urbana. O preço do pedágio proposto

pelo GCO (US$ 1,00) foi o

mais baixo. O consórcio garantiu ainda

o cumprimento de uma das principais

condições apresentadas na licitação:

que os serviços concessionados

mais importantes estejam pron-

MAI!JUN 95


tos antes do começo da cobrança de

pedágio.

"Buscamos, ao mesmo tempo, oferecer

condições de tráfego ao usuário

e facilitar a peregrinação", conta Carlos

Hermanny Filho, da CBPO, Gerente

de Operações do GCO. A solução

foi colocar em prática uma ampla

campanha nas emissoras de rádio e televisão,

com mensagens alertando os

motoristas sobre os cuidados a serem

tomados para evitar acidentes. Boletins

informativos também foram distribuídos

com antecedência pelas equipes

do consórcio. Como resultado, tudo

se realizou sem problemas.

Atendimento. A prestação dos

serviços de manutenção e de atendimento

ao usuário do Acesso Oeste foi

implementada a partir de um evento

contratual chamado de tomada de posse,

que marcou o início de um prazo

de seis meses (e outros seis, caso o prazo

inicial não fosse suficiente)

para que o Governo ar- ~

gentino libere a área da rodo- ~

via visando ao início das obras. ~ z

Além disso, determinou que o g

consórcio iniciasse imediata- i3

mente a manutenção da in- 2,

fra-estrutura existente.

Mesmo não sendo uma

obrigação contratual, o GCO

decidiu agregar à sua atuação

a prestação de primeirossocorros

e auxílio aos usuários,

com o objetivo de proporcionar

um serviço mais

completo e, conforme consideram

seus Integrantes, coerente

com as responsabilidades

que a concessionária deve

assumir como prestadora

de serviços.

Para realizar esse atendimento,

o GCO dispõe de três

carros-patrulha que circulam

na rodovia 24 horas por dia e

são ocupados por um Integrante

do consórcio e um policial

da Província de Buenos

Aires, especialmente treinados

para o tipo de atuação que desenvolvem

no Acesso Oeste.

Serviços de ambulância e de

carros-guincho foram contratados

e se mantêm em prontidão

permanente. Os bom-

Ambulância em prontidão,

realização de reparos e limpeza:

serviços incluídos na atuação do

GCO

MAI/JUN 95

'OI,\~'

beiros voluntários também prestam

sua contribuição.

A coordenação se dá a partir de

uma central localizada no próprio Acesso,

que dispõe de uma linha telefônica

para atendimento de emergências

e para fornecimento de informações aos

usuários. No escritório do GCO, no

centro da capital argentina, uma linha

foi colocada à disposição exclusivamente

de pessoas interessádas em obter

esclarecimentos sobre o desenvolvimento

do projeto.

Patinadores. "Como concessionária,

além do cliente público, assumimos

mais de 100 mil clientes privados,

os usuários do Acesso Oeste,

cada um com seus problemas, suas

necessidades e expectativas", diz Carlos

Hermanny.

Segundo ele, o maior desafio enfrentado

para a realização da manutenção

do Acesso e do atendimento aos usuá-

Carlos Hermanny, Ricardo Edelstein,

Mónica González (Roggio), Horacio

Velasco (GCO) e José Luis Hernández

(GMD), do Comitê Executivo do GCO

rios é a própria diversidade das situações

com que se deparam as equipes.

"É comum a presença de crianças, patinadores,

ciclistas e animais na pista.

Mesmo os incidentes que envolvem

veículos são, por vezes, inusitados.

Recentemente, um container chocouse

com uma ponte e caiu de um caminhão

que desrespeitou a sinalização,

ficando atravessado

na pista até que o retirássemos.

A experiência e a qualificação

das pessoas têm sido

fundamentais para o êxito

na execução dos trabalhos".

Liberação. Os trabalhos

no Acesso Oeste são divididos

em quatro trechos - dos quais

três existentes - que totalizam

56 km. O primeiro, a ser

construído, tem 8,5 km de extensão

e irá da Avenida General

Paz, em Buenos Aires, até

Morón; o segundo, com 15,8

km, situa-se entre Morón e

Moreno; com 26,2 km, o terceiro

trecho segue de Moreno

a General Rodriguez; o último,

localizado entre General Rodriguez

e o início da Rodovia

Provincial 47, nas proximidades

de Lujan, tem 5,5 km. Ali,

o Acesso Oeste estará ligado,

por meio de obras de duplicação

e pontes, às Rodovias Nacionais

5- e 7, que levam ao

Oeste e ao Sul do País.

Segundo o Engenheiro Ricardo

Edelstein, da Benito

Roggio & Hijos, Gerente-Geral

do GCO, o início da construção

do Trecho I do Acesso

Oeste deverá ocorrer até

agosto deste ano, tão logo o

Governo argentino conclua as

expropriações necessárias à

realização das obras. .

ODEBRECHT INFORMA 19


-COMPETITIVIDADE

Estímulo ao desempenho

Prêmio Destaque CNO 95 tem seus dois primeiros concorrentes:

Projeto Chavimochic e Terminal de Cargas do A/Ri

!I' -

O Projeto

de Irrigação Chavimochic,

no Peru, e o Contrato do

Terminal de Cargas do Aeroporto

Internacional do Rio de Janeiro

concorrem, respectivamente nas categorias

de Expressão Social e de Com- .

ríodo pré-incaico. Trata-se de um assentamento

da cultura Galinazza, que

predominou na região entre 200 a. C.

e 400 d. C.

"Durante a prospecção na base do

Cerro Oreja constatamos que, abaixo

petitividade, ao Prêmio Destaque, que de um assentamento Chimu, ainda es-

a CNO - Construtora Norberto Odetavam preservadas estruturas Galinazbrecht

promove anualmente com o inzas. Essa superposição de culturas é de

tuito de estimular a contínua melhoria grande valor científico, porque pode-

do desempenho de suas equipes. rá demonstrar, entre outras coisas, co-

Em 16 de setembro de 1993, foram mo se deu o processo de extinção do

iniciadas as obras da Segunda Etapa povo Galinazzo", revela Ana Maria

do Projeto Chavimochic, na região de Hoyle, arqueóloga do Instituto Regio-

Trujillo, Departamento de La Libertad,

na costa norte do Peru. O projeto

vem permitindo o surgimento, em

pleno deserto, de vales irrigados, nos

quais está prevista a instalação de

complexos agroindustriais privados, capazes

de gerar divisas com a exportação

de produtos agrícolas.

Logo no início dos trabalhos, estu

dos geológicos revelaram uma descoberta

que sensibilizou a comunidade

científica peruana. Entre os vales de

Virú e Moche foram localizados sítios

arqueológicos dos primeiros povos que

habitaram a América do Sul. O prin- §

cipal achado se deu em Cerro Oreja,

onde foi encontrado um templo do pe-

~

~

20 ODEBRECHT INFORMA

nal de Cultura - IRC, órgão responsável

pela preservação e o cadastro dos

sítios arqueológicos na região de Trujillo.

Disposta a contribuir para a pesquisa

histórica, a equipe dirigente do Contrato

procurou o IRC e desenvolveu um

programa de cooperação, fornecendo

apoio logístico à prospecção, inventário

e cadastro dessas civilizações.

"Em uma ação coordenada, iniciamos

os estudos para o desvio do trajeto

do canal, de modo a não afetar o

sítio. Enquanto prosseguem as pes-

Abel Serrudo, Asunción Gomero, Winston Lewls, Rlcardo Canturín (em pé); e Antonio Luiz

Souza, Práxedes Briceiío, Josanar Souza e Sérgio Neves, da Equipe de Chavimochic


Mostra de concreto fibroso, e, ao lado,

aplicação do material na obra do

Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro

quis as arqueológicas, remanejamos

nossas frentes de trabalho para o cumprimento

do cronograma", explica Sérgio

Luiz Neves, Gerente do Contrato.

Em Santo Domingo, povoado próximo

a Cerro Oreja, a CNO e o IRC

promovem um intercâmbio de conhecimentos,

acompanham os resultados

das pesquisas arqueológicas e planejam

as futuras ações.

Projeto auto-sustentado. Outra

ação de apoio desenvolvida pela CNO

refere-se ao programa de privatização

empreendido pelo governo peruano,

com o objetivo de cumprir as metas de

produção das áreas irrigadas na Primeira

Etapa do Projeto Chavimochic. O

programa envolve cerca de 25 mil ha

de terras dos vales de Chao e Virú e

o Complexo Agroindustrial de Chao,

composto de uma planta processadora

de pasta de tomate e de uma área

de mil ha com irrigação tecnificada.

Eventuais atrasos no processo de privatização

poderiam comprometer o

retorno social do projeto, trazer prejuízos

para a imagem do empreendimento

e dificultar a continuidade das

obras. A equipe dirigente iniciou, então,

um programa de cooperação com

o Instituto Nacional de Desarrollo-

Inade e com a Comissão de Privatização

do governo peruano, com objetivo

de identificar o melhor modelo

agroindustrial para a região.

Como resultado desse programa,

em julho de 1994 foram leiloados

14.770 ha de terras irrigadas nos va-

Ies do Chao e Virú. O Grupo Salmi Perú

- uma associação entre a CNO e a

peruana Grana y Montero - participou

do leilão e adquiriu 500 ha no vale de

Virú. Em janeiro, o Grupo Polanca

adquiriu o direito de exploração do

Complexo Agroindustrial de Chao, capaz

de gerar 300 empregos. Foi desen- ~

volvido também um Programa de Di- ~

fusão de Tecnologia Agrícola, para §

auxiliar o agricultor no manejo das 1

MAI/JUN 95

.\_-

o !;

~

o

u

i

culturas, das técnicas de irrigação e do

solo.

Para atingir as metas de competitividade

propostas para a Segunda

Etapa do Projeto Chavimochic - trabalhar

com qualidade, produzir o máximo

possível e aumentar a produtividade

- a equipe dirigente aprimorou

ainda mais o processo de educação

profissional, desenvolvendo um programa

de qualificação de todos os

1.200 integrantes do projeto. Em parceria

com segmentos da sociedade peruana

e com empresas particulares,

foram promovidos cursos sobre vários

temas, como tecnologia de concreto,

segurança industrial e manutenção de

equipamentos.

Concreto fibroso. Também a categoria

Competitividade do Prêmio

Destaque CNO 95 tem seu primeiro

trabalho concorrente. O projeto foi

desenvolvido pela equipe do Complexo

AIRJ - Aeroporto Internacional do

Rio de Janeiro, que está construindo

o Terminal de Cargas Internacional para

a Empresa Brasileira de Correios e

Telégrafos (EBCT).

A partir de março, a pavimentação

do terminal passou a ser feita com

concreto reforçado por fibras. Tratase

de uma nova tecnologia, cujos es-

tudos, iniciados em 1992, estavam

voltados para a conquista de melhores

resultados em relação à aplicação

do concreto simples.

O método convencional exige a

aplicação de uma tela de aço na camada

do concreto, para proporcionar

maior resistência às tensões provenientes

da movimentação de cargas sobre

o pavimento. A nova tecnologia

dispensa esse trabalho. Fibras. sintéticas

são adicionadas ao concreto, que

é aplicado diretamente sobre a base.

Para a pavimentação do terminal,

os estudos indicaram a fibra de aço como

a mais adequada, após serem analisadas

também as de náilon, polipropileno

e polystar. "O concreto fibroso

aumenta a resistência à tração em

até 8 MPa (Mega Pascal), enquanto que

o concreto simples alcança 4,5 a 5

MPa. O concreto reforçado com fibras

também previne a formação de fissuras",

explica Antonio Marcondes, Gerente

do Contrato.

Além destes benefícios, a utilização

do material resulta em aumento da produtividade,

graças à redução do volume

de concreto, diminuição da quantidade

de juntas e eliminação da tela de

aço, proporcionando menor tempo de

aplicação e economia de 24% no custo

do pavimento por m2. .

José Luis Ramos, Antônio Marcondes, Sérgio lannibelli, Waldemar Furlaneto, Ângelo Mele

e Paulo Sérgio Boghossian, da Equipe do AIRJ


- PREVIDENCIA

Plano para a vida

Odeprev estimula os

Integrantes da

Odebrecht a planejar

a vida na fase

/. .

pos-carrelra

Aolongo dos anos, foi amadurecendo

na Odebrecht a idéia

de criar um Plano de Previdência

próprio. Dos fatores que contribuiram

para isso destaca-se o crescimento

da Organização, graças ao qual

houve, naturalmente, um significativo

aumento de Parceiros não atendidos

integralmente pela previdência

oficial, quando aposentados.

A previdência oficial, de fato, não

só no Brasil mas também em quase todos

os países onde existe, tem demonstrado

limitações e insuficiência

para continuar atendendo a todos os ~

trabalhadores. A tendência tem sido, j

portanto, de criação de previdências;

alternativas, que evoluem do Sistema <

de Participação para o Sistema de Ca-

pitalização.

No Sistema de Participação, cada

vez mais em desuso, a contribuição dos

trabalhadores em atividade sustenta a

remuneração dos aposentados, inativos.

Este é o sistema da Previdência

Oficial no Brasil, que deu sinais evidentes

de fragilidade.

No Sistema de Capitalização, cada

vez mais freqüente, a poupança feita

por cada um, em conta individualizada,

reverte em seu próprio benefício.

Os recursos poupados individualmente

durante o período de plena atividade

serão utilizados como renda, no

período pós-aposentadoria.

O Sistema de Capitalização não se

confunde necessariamente com a Previdência

Privada fechada por empresa.

Existem previdências abertas, às

quais cada indivíduo pode se filiar

para formar sua poupança previdenciária,

e também exemplos de previdência

pública baseada no Sistema de

Capitalização, como a do Chile.

A principal diferença da Previdência

Privada Fechada, por empresa ou

grupo de empresas, em relação a outras

modalidades de previdência privada

é que as empresas também contribuem

para a poupança individual,

22 ODEBRECHT INFORMA

Trabalhador aposentado: tranqüilidade garantida com o planejamento do futuro

alavancando O produto final dos recursos

individuais aplicados.

Autodesenvolvimento. Na Odebrecht,

o fator mais importante para

o amadurecimento da implantação de

um plano próprio de Previdência Privada

foi a constatação de que, caso concebido

dentro de determinados conceitos

e premissas, este se constituiria em

instrumento de apoio à prática da Tecnologia

Empresarial Odebrecht - TEO.

Um dos valores da TEO é que cada

um, por meio do trabalho, é responsável

pelo seu autodesenvolvimento,

e portanto, pela definição do seus próprios

planos de vida, de carreira e

pós-carreira. Um plano de previdência

privada cria, na Organização, maiores

condições de apoio para que cada

um construa o próprio futuro com o

produto do seu trabalho.

"As oportunidades de trabalho geradas

com os reinvestimentos em cada

Empresa representam a condição básica

para o autodesenvolvimento das

pessoas. A criação de um Plano de Previdência

Privada na Organização deve

ser entendida como uma contribuição

adicional neste sentido", afirma

Guilherme Abreu, Responsável por

Organização na Odebrecht S. A.

"Previdência", continua Guilherme,

"está diretamente relacionada ao

período de vida pós-carreira, que inclui

a formação de poupança para a

aposentadoria e a prevenção de riscos,

tais como morte e invalidez."Adicionalmente,

um plano de previdência

proporciona maior flexibilidade ao

processo de renovação e adequação de

equipes, seja por aposentadoria, seja

por desligamento consensual, e constitui

atrativo complementar na mobilização

(e desmobilização) de Parceiros

em diferentes fases da vida."

Sob medida. A Odeprev foi concebida

e criada sob medida para os Integrantes

da Odebrecht que atuam no

Brasil. Oferece dois planos: um Básico

e outro Optativo. O Plano Básico

visa proteger o Parceiro, ou seus

dependentes, nos eventos de risco, como

morte e invalidez. É totalmente custeado

pelas empresas e está disponível

para todos os Integrantes da Organização.

O Plano Optativo tem caráter de

acumulação de poupança previden-

MAI!JUN 95


ciária e está disponível para todos

que integram as empresas da Organização

há mais de dois anos. Nele, o

próprio participante determina o valor

de contribuição regular,

a ser debitado na

sua Remuneração Mensal,

e pode efetuar contribuições

esporádicas,

em qualquer época, em

qualquer montante, com

vistas a aumentar o valor

do seu benefício futuro.

Cada Empresa também

contribuirá para o

Plano Optativo com um

valor a ser definido

anualmente, em função

do Lucro Consolidado

da Odebrecht S. A. Esses

valores serão depositados

em cada conta

individual dos Participantes

e serão rateados

em função dos seguintes

critérios: contribuição

de cada um, tempo

de atuação na Organização,

faixa de renda e

tempo que falta para a

aposentadoria.

O valor total acumulado, fruto das

contribuições individuais e da Empresa,

com os rendimentos correspondentes,

estará disponível para o Parceiro

quando da sua aposentadoria.

Esse valores poderá ser retirado gradativamente,

até a exaustão do saldo,

ou de uma só vez, e então canalizado

para outros investimentos, que assegurem,

por exemplo, uma renda mensal

vitalícia.

Continuidade.Caso o Participante

deixe a Organização antes de se

aposentar, saca integralmente o saldo

da sua conta. "Entendemos que o participante

é titular desses valores, mesmo

daqueles que a Empresa colocou

em seu nome, uma vez que ele contribuiu

com seu trabalho para gerá-los",

afirma Paulo Tolentino, Responsável

pela Odeprev.

"A participação de cada um no Plano

Optativo", continua Paulo, "não é

compulsória, mas parte de opção individual

e plenamente informada. Na

campanha de divulgação dos Planos da

Odeprev que estamos iniciando, enfatizaremos

o aspecto educacional relacionado

com a responsabilidade de

cada um de nós com a construção do

próprio futuro, para o qual os Planos

MAI/JUN 95

I

PREVIDÊNCIA CRESCE

NO BRASIL

. Até meadosde abril, haviam ê

I sido criadas no Brasil 328 institui- ~

I

ções fechadas de previdência priva-

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da, também conhecidas como fun- "

dos de pensão. É um número que CarlaGrasso:estudo de medidasde

cresce cada vez mais rapidamente: estímuloà criaçãode fundosde pensão

no semestre que terminou em mar-

IçO, 30 novas entidades - Odeprev in- pois que seu funcionamento foi recluída

- tiveram seu funcionamen- gulamentado, dão mostras de vigor: :

to autorizado pela Secretaria de Pre- 6,5 milhões de pessoas, entre partividência

Complementar do Ministé- cipantes e dependentes, estão sob I

. rio da Previdência Social, contra seu abrigo. O ativo dessas institui-

I apenas uma no semestre anterior. . ções, superior a US$ 55 bilhões, de

Carla Grasso, Secretária de Pre- acordo com dados do fim de março,

vidência Complementar do Ministé- correspondem a 12% do PIE anual.

rio, enumera as razões desse cresci- "Num primeiro momento, quase

I mento: os trabalhadores sentem mais todas as instituições eram patrocia

necessidade de buscar alternati- nadas por estatais. Depois foram as I

vas que garantam uma aposentado- multinacionais, que reproduziam I

ria compatível com sua renda atual;

os empresários procuram manter seus . trabalhadores, em cuja capacitação

aqui a política de pessoal de suas matrizes.

A vez agora é dos fundos

privados nacionais, que represen-

!

investem muito, assim como atrair ,

outros bons profissionais; as regras

tam quase o dobro dos públicos", his- :

toria Carla Grasso. Ela acredita que, I

de funcionamento dos fundos são nos próximos anos, mantido o quaestáveis;

e há estabilidade também dro de estabilidade monetária, o nú- I

I

I na economia, o que favorece o planejamento

de longo prazo.

mero atual dessas

triplicar.

entidades deve I

I

O aumento da renda média da Fórmulas desenvolvidas pelo pró-

I

população também pode estimular a

:

prio mercado, a exemplo dos fundos I

poupança com vistas à terceira ida- patrocinados por mais de uma em-

de, na análise de Carla Grasso, pa- presa, concorrem para o crescimen- I

I

I

ra quem a previdência privada é capaz

de gerar grande parte da poupança

de que o País precisa para desento

do sistema. Essa modalidade tem

crescido muito, como revela a comparação

entre o total de patrocina-

I

I

: volver-se. "Nos Estados Unidos, doras (1.519) e o de entidades (328). I

60% dos trabalhadores participam de Na opinião de Carla Grasso, o Go-

I

fundos de pensão, os quais possuem vemo procura intervir pouco e man-

I cerca de US$ 4 trilhões, ou seja,

70% do PIE americano. É uma soter

regras estáveis, o que contribui

para o crescimento do setor. Ela in-

IluÇãO capitalista para a socializa- forma, conturln que estão em estução

do capital". dos medidas de estímulo à criação

No Brasil, os fundos têm ainda um de novos fundos, como a permissão

I longo caminho a percorrer até ganhar para que estes possam ser geridos por:

~~~~ ~~me~hante~mas,

~.::

da Odeprev podem se constituir em um

forte apoio".

Paulo observa ainda que, da forma

que foram concebidos, os Planos da

Odeprev resultaram em um modelo

singular, inovador, flexível e confiável.

"Os aportes das Empresas, vinculados

aos Resultados Consolidados,

direcionam interesses e comprometimentos

comuns entre o indivíduo e a

Organização".

O assunto Previdência Privada terá

continuidade com o estudo para ex-

de- ,:,oci~ç_ões.

- - ---- - -- - - -J tensão dos Planos da Odeprev aos brasileiros

que atuam em outros países,

com a adequação dos planos existentes

em outros locais de atuação da

Organização e com a criação de novos

planos previdenciários, a exemplo

do que fez a CNO - Construtora Noberto

Odebrecht na Flórida.

A previdência privada traz nos seus

objetivos uma visão de longo prazo,

coerente. com o rumo da Sobrevivência,

Crescimento e Perpetuidade da

Organização. .

ODEBRECHT INFORMA23


- EDUCAÇAO

Por um ensino melhor

Prêmio Fundação Odebrecht 1995 mobiliza adolescentes pela melhoria

da qualidade do ensino

" N ão se apague. Vamos redesenhar

a escola", diz o

slogan criado por quatro

adolescentes de Salvador, na Bahia,

para a divulgação do Prêmio Fundação

Odebrecht 1995 - O Adolescente

por uma Escola Melhor. A convocação

está sendo feÜa a jovens de 13

a 18 anos de todo o país, com o objetivo

de estimulá-Ios a participar de

um processo de mobilização nacional

pela melhoria da qualidade da educação.

O Prêmio está sendo desenvolvido

com a parceria do Fundo das Nações

Unidas para a Infância e Adolescência

Unicef. O concurso vai premiar

os três melhores trabalhos que incluam

um projeto de material educativo

e uma proposta de ação social para

conscientizar e incentivar outras

pessoas a se envolverem na solução dos

problemas do ensino brasileiro.

Os materiais educativos que podem

ter formato de peça de teatro, vídeo,

jogo, revista em quadrinhos, jornal

ou música, entre outros devem ser criativos,

inovadores e capazes de fazer

com que as pessoas assumam uma

postura proativa em favor da melhoria

da educação. Já a ação social, a ser

coordenada pelos próprios autores do

projeto, deve ter como base a utilização

do material educativo elaborado.

Encontros, oficinas, sessões de vídeo

ou apresentações teatrais, seguidas de

debate com a platéia, são idéias com

que os interessados podem trabalhar

no concurso.

Os grupos concorrentes deverão

ser compostos por um mínimo de dois

e um máximo de dez integrantes. O primeiro

colocado no concurso receberá

R$ 5 mil, o segundo, R$ 3 mil e o

terceiro, R$ 2 mil.

Mobilização. "Mais do que um

concurso, o Prêmio Fundação Odebrecht

é um processo de pedagogia social,

que também envolve a realização

de uma série de ações educativas voltadas

para estimular o adolescente a

refletir e mudar sua postura com relação

a determinadas questões", afirma

Neylar Vilar Lins, Superintendente

da Fundação.

Cartaz de divulgação do Prêmio Fundação Odebrecht 1995, criado por adolescentes

-- -. --

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24 ODEBRECHT INFORMA

J~~

PRÊMIO FUNDAÇÃO ODEBRECHT 1995.

Em 1988, o Prêmio mobilizou cerca

de 100 mil jovens em torno da

discussão sobre a responsabilidade

sexual na adolescência. Já em 1992,

envolveu diretamente mais de 25 mil

adolescentes, que promoveram a reflexão

e a mudança de atitude acerca

da gravidez não-planejada em encontros,

oficinas e apresentações teatrais.

Os processos educati vos desenvolvidos

ainda hoje se multiplicam,

a partir da produção e difusão de um

jogo e dois vídeos premiados, que

vêm sendo utilizados por educadores

de todo o país.

Educação básica. "Em 1995, o

Prêmio é nossa ação fundamental na

estratégia de mobilização social em favor

da educação básica e o eixo para

a realização de outras iniciativas sinérgicas,

tanto no âmbito da mídia

quanto no das políticas públicas", explica

Neylar Vilar Lins.

Este ano, as ações educativas serão

realizadas na Bahia, Ceará, Distrito

Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro,

Rio Grande do Sul e São Pau-

,..""" unicef t~l)

O A D O L ES C E N T E PO RUM A ES C O LA M E L H O R :"":SH.~~I!L~RASIL'

MAI/JUN 95


10, por intermédio de facilitadores e

coordenadores regionais, que contarão,

ainda, com a ajuda de jovens

monitores. Os Encontros e Tribunas

Livres acontecerão nas dependências

de escolas públicas e particulares, cujos

diretores estão sendo contatados

e mobilizados para prestar seu

apoio. Já as Oficinas, realizadas nos

fins de semana, estarão abertas à participação

de jovens de diferentes colégios.

"Nosso desafio é canalizar a inquietude

própria do jovem e seu desejo

de mudança em direção à melhoria

do ensino, sensibilizando-o para a

questão e levando-o

a perceber

como a baixa qualidade

da educação

afeta sua vida

e seu futuro",

diz Adenil Vieira,

Gerente de Projetos

da Fundação

e responsável pela

coordenação

geral do Prêmio.

Maria Thereza

Marcílio, educadora

e sócia fundadora

da Avan- ô

te - Qualidade, ~

Educação e Vida, ~

empresa de consultoria

que responderá

pela operacionalização do

Prêmio, acrescenta: "À medida que

trabalhamos com o adolescente, estamos

também incentivando diretores,

pais, educadores e a própria comunidade

a refletirem sobre o problema e

a buscarem soluções para ele. É assim

que a educação passará a ser uma preocupação

de todos".

O Prêmio Fundação Odebrecht será

difundido por todo o país por meio

de um cartaz, um vídeo e do jornal Folha

Jovem, produzidos em Oficinas de

Ci-iação realizadas com adolescentes

da Bahia e do Rio de Janeiro. "Gostei

muito de contribuir para o que

considero um momento de crescimento

para milhares de jovens de todo o

país, inclusive para mim", diz Ana

Márcia Almeida, 18 anos, uma das redatoras

do jornal. "É superinteressan- -

te ter a chance de falar com outros adolescentes

sobre nossos problemas, mas

com uma visão responsável, quebrando

o tabu de que todo jovem é alienado",

conclui Carolina Bulhosa, 19

anos, que também colaborou no FolhaJovem.

.

MAI!JUN 95

A HORA DA ESCOLA

. Um dos principais desafios da

atual equipe do Ministério da Educação

e do Desporto é mobilizar a sociedade

brasileira no sentido da me-

Ihoria da qualidade do ensino público

de primeiro grau. O movimento

foi lançado pelo próprio Presidente

da República, Fernando Henrique

Cardoso, no início do ano letivo, e

envolveu a realização de diversas

ações direcionadas para diferentes

segmentos da comunidade, incluindo

professores, pais e alunos.

Os ministros Paulo Renato e Edson Arantes, e o Presidente Fernando Henrique

O evento Acorda Brasil. Está na

Hora da Escola, parte deste esforço,

aconteceu no dia 17 de março, no

Centro Cultural Banco do Brasil, Rio

de Janeiro, e teve como participantes

formadores de opinião, empresários,

artistas e personalidades. Na

ocasião, as ações desenvolvidas pela

Fundação Odebrecht na área da

educação básica foram apresentadas

como exemplo de parceria entre os

setores público e privado em favor

da melhoria do ensino fundamental.

"Nosso objetivo é ilustrar o compromisso

da sociedade civil com a

educação básica, difundindo exemplos

que, esperamos, possam ser

multiplicados por todo o País", explicou

o Ministro Paulo Renato

Souza. "É importante que todos os

cidadãos tenham consciência de que

a educação é uma prioridade e saibam

o que podem fazer para melhorá-Ia",

acrescentou.

Também participaram do evento

o Presidente Fernando Henrique Cardoso,

os Ministros Francisco Wef-

fort (Cultura) e Edson Arantes do

Nascimento (Esportes), e o Governador

do Rio de Janeiro, Marcello

Alencar.

No encerramento do encontro, o

Presidente da República ressaltou

que a solução dos problemas educacionais

exigirá a colaboração de todos

os brasileiros. "Não vamos conseguir

enfrentar esse desafio sozinhos.

Numa sociedade moderna, o Governo

cria confiança e convergência,

para que todos possam enfrentar os

problemas conjuntamente".

Além da FundaçãoOdebrecht,apresentaram-se

no evento

as Fundações

Bradesco e Roberto

Marinho, o

Banco Itaú, o

Sindicato dos

Metalúrgicos de

Volta Redonda,

o Movimento

Pró-Educação

de Pernambuco,

a Ação da Cidadania

pela Educação

e a comunidade

de Campos

Altos, em Minas Gerais.

Neylar Vilar Lins, Superintendente

da Fundação Odebrecht, relatou o

que a instituição vem fazendo desde

o lançamento da campanha Só a Escola

Corrige o Brasil, promovida no

ano passado em parceria com o Unicef.

"Em 95, continuaremos buscando

consonância e complementaridade

com as ações governamentais, visando

aprimorar o debate e incentivar

novas formas de cooperação entre

as diversas lideranças da sociedade

civil pela melhoria da educação básica".

A Fundação promoverá a veiculação

de novas campanhas na mídia

e a produção de materiais informativos,

com o objetivo de esclarecer

e estimular a população a contribuir

para a melhoria do ensino. O Prêmio

Fundação Odebrecht 1995 - O Aluno

por Uma Escola Melhor também

se somará a esse esforço, buscando

incentivar o próprio jovem a participar

ativamente da melhoria da qualidade

da sua formação.

ODEBRECHT INFORMA25


-ATUALIDADES

EMPRESAS CONQUISTAM CERTIFICAÇÕES

. Nos primeiros meses de 1995 duas

empresas da Organização Odebrecht a

CMW Equipamentos, que atua na área

de eletrônica e automação e a Poliolefinas/PPH,

do setor petroquímico conquistaram

certificações de conformidade

com as normas internacionais de qualidade

ISO 9000. A empresa coligada

Sal gema Indústrias Químicas e sua

controlada integral CQR - Companhia

Química do Recôncavo também foram

certificadas.

A certificação da CMW, conferida

em janeiro pelo American Bureau of

Shipping ABS Quality Evaluations, relacionou-se

à norma 9001, pela qual foi

avaliado todo o sistema de qualidade

da empresa, incluindo os aspectos relativos

a projetos. A certificação, resultado

do programa QPC (Qualidade,

Produtividade e Competitividade), adotado

pela empresa em 1991, é importante

fator diferenciador para a atuação

internacional da CMW.

Planta industrial da Poliolefinas/PPH em Triunfo (RS): certificação pela norma ISO 9001

LIMPEZA URBANA EM SÃO PAULO

. Vila Maria, Vila Guilherme, Penha

e Moóca(Agrupamento 11) e São Miguel

Paulista, Itaquera, Guaianazes e

São Mateus (Agrupamento VI), bairros

que somam 28% (313,5 km2) da área

total do município de São Paulo, abrigam

uma população de mais de 3,2

milhões de pessoas, conforme o Censo

de 1991.

Os serviços de limpeza urbana nesses

dois agrupamentos - a capital paulista

foi dividida em um total de sete,

para efeito de concorrência pública -,

passarão a ser prestados pela Companhia

Brasileira de Projetos e Obras -

CBPO e pela CNO - Construtora Norberto

Odebrecht. As empresas venceram

concorrência por meio da qual

conquistaram contratos, para atuação

26 ODEBRECHT INFORMA

por um período de 54 meses, no valor

de US$ 121 milhões.

Os serviços incluem coleta e transporte

de resíduos sólidos; varriçãomanual

e mecanizada e lavagem de vias e

logradouros públicos, feiras livres e

vias expressas; remoção de entulhos, serviços

complementares e coleta de lixo

em favelas e locais de difícil acesso.

"Esses contratos possibilitam ampliar

nossa capacitação e expandir a atuação

da empresa", observa Labieno Mendonça,

Responsável pelo Programa de

Limpeza Urbana da CBPO. Por meio

de contratos emergenciais, renováveis

a cada 90 dias, a empresa vinha executando

coleta de lixo em São Paulo,

em uma área 50% menor que a dos novos

contratos.

o

J ~

A Poliolefinas/PPH concluiu o processo

de certificação de todas as suas

unidades produtivas, pelo Bureau Veritas

Quality International - BVQI,

conforme as normas ISO 9000. Isso se

confirmou com a recomendação da certificação

das unidades de Camaçari

(BA), pela ISO 9002, e das unidades

de resinas de polipropileno e de polímeros

avançados, ambas localizadas

em Triunfo (RS), pela norma ISO 9001.

As unidades de polietileno da empresa

em Capuava (SP) e Triunfo haviam

sido certificadas, em outubro de

1994, de acordo

9002.

com a norma ISO

A Salgema e a CQR, empresas ope-

racionalmente integradas, iniciaram

~ em novembro de 1992 seu Programa

~ de Certificação ISO 9002. Em setembro

de 1993, o programa cresceu, abrangendo

todos os integrantes das empresas,

e as certificações foram concedidas,

em fevereiro de 1995, pelo BVQI.

Outra empresa coligada da Odebrecht,

a CPC Companhia Petroquímica

Camaçari tem certificação de conformidade

com a norma ISO 9002 desde

1993. Em março de 1994, as três unidades

da empresa instaladas na Bahia,

em São Paulo e em Alagoas avançaram

em seu sistema de controle de

qualidade e receberam a certificação de

conformidade com a norma 9001, mais

abrangente que a 9002.

NOVA OBRA

NA RLAN

. Uma tecnologia de ponta, inédita

no Brasil, será utilizada na construção

da nova unidade de Separador

de Água e Óleo para o sistema

de tratamento de efluentes líquidos

da Refinaria Landulpho Alves -

RLAN, em São Francisco do Conde,

Bahia, pertencente à Petrobrás.

O equipamento, diferente dos convencionais,

será do tipo API, inertizado

e fechado, no qual é injetado

nitrogênio para impedir a presença

de oxigênio altamente combustível.

A nova unidade, que será construíd1i

pela Tenenge - Técnica Nacional

de Engenharia, deverá estar

concluída em 14 meses e aumentará

a segurança da refinaria em relação

à preservação ambiental. Provocará

uma redução de 500 mg/I para

um máximo de 150 mg/I de teor

de óleo e graxa nos efluentes.

MAI/JUN 95


TEJO: ASSINATURA

DE CONTRATO

. Foi assinado em 24 de março, entre

a Lusoponte - Concessionária para a

Travessia do Tejo S. A. e o Ministério

das Obras Públicas, Transportes e Comunicações

de Portugal, o contrato de

concessão e construção da Segunda Travessia

sobre o Rio Tejo. Com isso, a Lusoponte

pode receber os financiamentos

para o projeto, provenientes do

Fundo de Coesão da Unidade Européia

e do Banco Europeu de Investimentos.

Em 15 de dezembro de 1994, o consórcio

construtor da Segunda Travessia,

uma Associação Complementar de

Empresas (ACE) denominada Novaponte,

constituído basicamente pelas

mesmas empresas acionistas da Lusoponte,

iniciou os serviços de dragagem

e montagem dos canteiros. A conclusão

está prevista para o final de

1997. A abertura da ponte ao tráfego

deverá ocorrer em abril de 1998.

A Lusoponte é formada pelas empresas

Trafalgar House Corporate Development

Ltd. (líder) e Trafalgar House

Construction (major projects) Ltd., da

Inglaterra; Campenon Bernard SGE, da

França; e Bento Pedroso Construções -

. Acanalização do Rio Jundiaí, obra

de saneamento autorizada em agosto de

1994 pela Prefeitura de Jundiaí (SP) como

parte do seu Programa de Canalização

de Córregos e Drenagem Urbana,

apresentava uma séria dificuldade:

o rio não podia ter seu curso desviado

por margear uma das mais movimentadas

avenidas da cidade e cor-

O Rio Jundiaí: concretagem submersa com

o uso de fôrmas em polipropileno

MAI/JUN 95

SANEAMENTO EM JUNDIAí

À frente, Joaquim Ferreira do Amaral, Ministro das Obras Públicas, Transportes e

Comunicações, e Renato Mello, da BPC, Administrador da lusoponte; ao fundo, Eduardo

Catroga, Ministro das Finanças, e Aníbal Cavaco e Silva, Primeiro-Ministro de Portugal,

durante a assinatura do contrato

BPC, Mota & Companhia, S. A. - Empreiteiros

de Obras Públicas e Construção

Civil, Sociedade de Empreitadas -

Somague, S. A., Teixeira Duarte, S. A.,

Sociedade de Construções H. Hagen, S.

A. e Edifer - Construções Pires Coelho

e Fernandes, S. A., de Portugal.

Pelo contrato, do tipo B.O.T. (Build,

Operate and Transfer - Construir, Operar

e Transferir), o consórcio garante financiamento,

construção, operação e

manutenção da ponte, sendo remunerado

com a exploração do serviço durante

33 anos. Completado o prazo, a ope-

tar uma área densamente povoada. A

alternativa de construir ensecadeiras

oneraria demasiadamente a obra. Depois

de vários estudos, a equipe da

Companhia Brasileira de Projetos e

Obras - CBPO que executa o Programa

adotou como solução a concretagem

submersa.

A tecnologia consiste no uso de fôrmas

têxteis de polipropileno para moldar

módulos de argamassa ou concreto

fino. As fôrmas são fixadas, ainda

vazias, na seção do canal a ser concretada,

e depois a argamassa (ou o concreto)

é injetada nelas por meio de

bombas. À medida que ganham peso,

as fôrmas vão se acomodando na parede

do canal e no fundo do rio.

A concretagem submersa permitiu

rapidez no andamento da concretagem

- concluída em mais de 50% - e redução

de custos, informa João Roberto

Barcelos, Responsável pelo Programa

de Produção. O material empregado

em Jundiaí é fornecido pela Construserv,

empresa especializada em sistemas

de controie de erosão. A Constru-

§ serv utiliza, na fabricação das fôrmas,

~ polipropileno produzido nas unidades

~ da Poliolefinas/PPH.

ração da ponte é transferida para o Governo.

Além disso, caberá à concessionária

administrar, a partir de janeiro de

1996, a antiga ponte sobre o Tejo.

A construção da Segunda Travessia

sobre o Rio Tejo, entre Montijo e Sacavém,

na Região Metropolitana de

Lisboa, resulta de um investimento de

aproximadamente US$ I bilhão; terá 17

km de extensão e 30 m de largura, correspondendo

a seis faixas de rolamento,

mais os acostamentos. A obra gerará

aproximadamente 1.500 empregos

diretos.

PROLAN NO TELEPORTO

. O Teleportodo Rio de Janeiroé o

primeiro exemplo no Brasil de um núcleo

de empresas integradas em torno

de um centro com serviços de telecomunicações

locais, nacionais e internacionais

24 horas por dia. Entre eles

destacam-se o telecenter, com atendimento

para comunicação de voz, dados

e imagem, os serviços de informação

e orientação interativos, o centro

para vídeo-conferência, correio eletrônico

e de voz e PABX digital.

O projeto e a implantação das redes

de comunicação no Teleporto serão

realizados pela Soluções Integradas

Prolan, que assinou contrato com

a Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade

Social. "Na concepção das redes

de dados, a empresa desenvolveu

um projeto que utiliza tecnologias de

vanguarda, considerando as necessidades

dos usuários quanto às facilidades

de serviços interno e de ligação com

o resto do mundo. O projeto aplicará

a tecnologia ATM (Asyncronous Transfer

Mode), que apresenta redes virtuais

e alta velocidade de transmissão

de dados", explica Manoel Alberto

Rodrigues Neto, Responsável por Tecnologia

na Prolan.

ODEBRECHT INFORMA 27

~

«5(}

~


.. OPINIAO

I

Il~.

Construção

e meio ambiente

Sérgio Leão

A

indústria da construção impacta o meio ambiente

de várias formas, que trabalha principalmente

sobre a modificação desse meio. Para demonstrar

a viabilidade de uma obra é necessário que, ao lado do conjunto

de resultados positivos previstos, se tenha um programa

de eliminação ou redução dos impactos negativos.

É fato conhecido que o desenvolvimento da indústria da

construção com a conquista de melhores níveis de produti.vidade,

de qualidade e de competitividade vem sempre

associado à redução dos seus impactos ambientais negativos.

Mola propulsora desse cenário é a influência crescente

dos fatores ambientais na viabilização de empreendimentos,

com a conscientização da sociedade e a evolução das

normas e exigências legais. É um movimento contínuo e

progressivo.

A indústria da construção necessita, contudo, ser mais

ágil no trato dos assuntos relativos ao meio ambiente. É de

se esperar mais velocidade em seu processo de ajuste, especialmente

quando os grandes empreendimentos industriais

vão equacionando seus principais problemas e as regiões

metropolitanas

e de saneamento.

iniciam projetos de recuperação ambiental

O maior preparo das instituições ligadas ao meio ambiente,

a existência de uma legislação mais específica em

assuntos de dano ambiental, e o interesse e a mobilização

das comunidades são indícios de que é preciso, de fato, realizar

os ajustes. A associação clara dos resultados ambientais

negativos dos empreendimentos à imagem de um país

e de suas empresas e a ênfase à proteção ambiental nos programas

de financiamento internacionais são outros indícios.

Um perfil das sociedades modernas mostra, em um extremo,

aquelas com instituições e um arcabouço legal ainda

incipientes, no que diz respeito aos aspectos ambientais.

Tem grande importância, nesses casos, os movimentos das

organizações não- governamentais. No outro extremo, com

todo o aparato legal e administrativo consolidado, estão os

países mais desenvolvidos, onde é pequena ou nenhuma a

margem de negociação nos assuntos de meio ambiente, a

28 ODEBRECHT INFORMA

legislação é detalhada e é clara a'responsabilidade do empreendedor

com relação aos riscos e danos ambientais decorrentes

da obra.

Como conseqüência dessas novas exigências, surgiu um

mercado de obras e serviços de meio ambiente que as estimativas

colocam em torno de US$ 200 a US$ 300 bilhões

anuais. Esse mercado está entre os que mais crescem nos

países desenvolvidos.

As empresas de construção civil, especialmente aquelas

que atuam no mercado internacional, necessitam, além

de acelerar o passo na implantação de programas de gestão

ambiental, compreender e atuar interativamente com as

comunidades instaladas em torno de suas obras. Aí nasce

boa parte da demanda representada, cada vez mais objetivamente,

pelas organizações da sociedade.

Movimento similar se observa na indústria, que adota

programas voltados para a compreensão e o trabalho com

a percepção do público. Esses programas têm resultado em

experiências pioneiras em educação ambiental, preservação

da biodiversidade, motivação de comunidades e redução

dos índices de poluentes.

Na CNO - Construtora Norberto Odebrecht foram definidos

três pontos de concentração relacionados com a questão

ambiental, e fundamentais para se atingir um patamar

de qualidade, de domínio tecnológico e de competição diferenciada

em novas oportunidades negociais:

1. Qualificação das pessoas nos vários níveis consolidação

da cultura de que meio ambiente é matéria de engenharia

e um campo novo de oportunidades negociais. Há

evidentes ganhos de tecnologia e de produtividade disponíveis

com a ferramenta de meio ambiente no dia-a-dia das

obras;

2. Entendimento da questão ambiental sob os pontos de

vista das instituições, da legislação e de visões dos grupos

de interesse. É necessário buscar a percepção ambiental

desses grupos ou comunidades que conviverão com "a

obra a longo prazo;

3. Uso de oportunidades específicas de cada contrato para

a prática do tema de meio ambiente no interesse das comunidades

próximas. Ter-se-á, com isso, a minimização dos

impactos negativos, a valorização de oportunidades para a

ampliação dos impactos positivos e o atendimento de uma

demanda imediata.

Para uma ação proativa no âmbito de um empreendimento,

destacam-se duas visões:

.Uma visão macro, que percebe o empreendimento inserido

em seu meio, voltada para os impactos de longo prazo

e para as alternativas do projeto. Por essa visão, buscase

um balanço ambiental completo, considerados todos os

impactos positivos e negativos. Implica, para o pessoal

responsável pela obra, ver o projeto em seu ciclo integral,

da concepção ao fim de sua vida útil.

.Uma visão micro, voltada para o detalhe das ações de

engenharia na execução da obra, essencial para os ganhos

de produtividade e de qualidade superior. Envolve, com isso,

todo o pessoal de um contrato.

Com essa concentração e visões tratadas por um adequado

programa de gestão ambiental, a indústria da construção

pode retomar, com a velocidade que lhe é típica, a rota

dos empreendedores, levando atreladas a imagem da

sensibilidade e o rastro da proteção ao meio ambiente.

Sérgio Leão é Responsável por Meio Ambiente na CNO -

Construtora Norberto Odebrecht

MAI!JUN 95


- BOlETIM DO NÚClEO DA MEMÓRIA ODEBRECHT

Tecnolo ia para

o desenvo vimento

Criada há 40 anos, a Tenenge - Técnica Nacional de Engenharia

cresceu contribuindo para o desenvolvimento brasileiro e hoje atua nos

mercados mais competitivos do mundo

~

:'2

E

Q

MAI!JUN 95

Plataforma P-XVIII, entregue em 1994: capacidade para produzir 100 mil barris de petróleo por dia

P

resente no mais competitivo

mercado offshore do mundo,

representado pelos campos petrolíferos

do Mar do Norte, a Tenenge

- Técnica Nacional de Engenharia

caminha para tornar-se capaz de oferecer

todos os serviços necessários ao

ciclo de produção de petróleo e gás,

segmento no qual concentra sua atuação

desde 1994. Esse novo estágio é

resultado do desenvolvimento da empresa,

anos.

que completou, em abril, 40

Foi relevante nesse sentido o conhecimento

acumulado no Brasil, especial-

mente a participação no programa offshore

da Petrobrás. Para essa empresa

a Tenenge também realizou seu empreendimento

mais significativo, em

parceria com a Fels - Far East Levingston

Shipbuilding, de Cingapura,

entre 1992 e 1994, a construção da P-

XVIII, a maior plataforma semi-submersível

do mundo para produção de

petróleo em águas profundas.

Essa história começa, contudo, muito

tempo antes, quando dois jovens

engenheiros recém-formados pela Universidade

Federal de Minas Gerais,

Antonio Maurício da Rocha e José Di-

ODEBRECHT INFORMA 29


...

Estação Experimental de Xisto, no Vale do

Paraíba, a primeira obra

Usina de Jupiá, em São Paulo: marco das

grandes obras de geração de energia

30 ODEBRECHT INFORMA

niz de Souza, criaram, no dia 12 de abril para participar, nos anos seguintes,

de 1955, em São Paulo, uma empre- na implantação e ampliação das maiosa

brasileira de construção industrial res siderúrgicas do Brasil - como Co-

disposta a participar da grande meta sipa, Acesita, Belgo-Mineira, Tubarão,

dos anos 50: desenvolver tecnologia Açominas e Companhia Siderúrgica

nacional e dar o salto rumo à indus- Nacional.

trialização do País. Para isso, seriam No campo das hidrelétricas, par-

necessárias empresas brasileiras capaticipou, a partir de 1964, da construcitadas

a executar obras básicas nas ção de Urubupungá, então o maior

áreas de siderurgia, energia e petró- complexo hidrelétrico brasileiro, no

\2 leo, tripé decisivo para o crescimen-

~ to econômico.

;; Fernando Lisbôa, Diretor Presiden-

§

te da Tenenge, lembra que nos primei-

interior de São Paulo. Urubupungá tornou-se,

uma obra-escola, onde foi

formado pessoal especializado, de

soldadores a engenheiros. A montaros

anos a falta de pessoas qualificagem das hidrelétricas de Jupiá e Ilha

das era um dos problemas mais sérios. Solteira, que integram o complexo, re-

"As empresas estrangeiras, principalpresentou o início de grandes obras

mente as americanas, espanholas e de geração e transmissão de energia

italianas, procuravam preservar seu no País.

know-how. Contratamos, então, pro- Francesco Arcangelo Leone, 50

fissionais de nível médio dessas em- anos, começou a trabalhar na Tenenpresas,

que foram os grandes profesge em 1968, como mecânico ajustasores

de nossos engenheiros, entre os dor na Usina de Jupiá. Hoje Assisten-

quais me incluo", explica.

A primeira obra conquistada, em

te Técnico de Montagem Eletromecânica

e atuando em plataformas marí-

1955, foi a montagem das instalações timas, ele lembra que a empresa esta-

elétricas e hidráulicas da Estação Exva disposta a introduzir novas técniperimental

do Xisto, no Vale do Pacas no mercado brasileiro.

raíba, em São Paulo - a Usina Piloto

de Tremembé. Surgia aí, com a tam-

"Em Jupiá, nós apoiávamos uma

empresa italiana responsável pela monbém

recém-formada Petrobrás, uma tagem industrial das turbinas e traba-

parceria que perdura até hoje.

lhávamos em estruturas mais simples.

",'

'A

"A política de capacitação da indústria

brasileira, desenvolvida pela Pe-

Os técnicos, todos italianos, escondiam

os manuais e as plantas dos bra-

" trobrás, contribuiu para o crescimento

da Tenenge e de outras empresas do

sileiros. Construíram a primeira turbina

em um ano. Fomos responsáveis

setor", reconhece Paulo Lacerda, Lí- pela montagem da segunda, que conder

Empresarial. Naquela época, a escluímos em seis meses. A última das

tatal contratava consultores estrangei- 14 turbinas de Jupiá nós montamos em

ros para a implantação de seus em- apenas três meses", conta, orgulhoso.

preendimentos e garantia espaços pa- A atuação da Tenenge na área de

ra a empresa nacional na execução energia, tanto na montagem de hidre-

dos contratos, de modo a construir létricas como de subestações e linhas

uma rede interna de fornecedores. de transmissão não parou mais. Participou

na montagem das unidades ge-

Grandes obras. Após concluir sua radoras das principais hidrelétricas

"obra de batismo", a Tenenge começou

a operar na área de siderúrgicas,

termelétricas e hidrelétricas. Suas equipes

preparavam-se para desafios cada

vez maiores. Em 1961, uma asso-

brasileiras - Capivara, São Simão, Foz

da Areia, Mascarenhas, Passo Fundo,

Paulo Afonso IV, Tucurui, Itaipu, Itaparica,

Três Irmãos e Xingá.

ciação entre os governos brasileiro e

japonês viabilizou a construção da

Usiminas, em Minas Gerais. A idéia

inicial era contratar empresas estrangeiras

de construção e montagem para

a execução da obra. Foi preciso

convencer os japoneses de que o País

contava com um respeitável potencial

em construção industrial.

Na Usiminas, a Tenenge deu seus

primeiros passos para o domínio da

montagem industrial no setor, desenvolveu

tecnologia e treinou pessoal

Recursos próprios. No início da

década de 70, a.Tenenge se diferenciava

no mercado de construção industrial

pela adaptação da tecnologia internacional

à realidade brasileira, com

a busca de soluções simples e mais baratas.

A autonomia conferi da aos engenheiros

residentes e a formação de

seu pessoal nos canteiros de obra permitia

que os problemas do cliente fossem

superados com mais facilidade.

A Tenenge executou trabalhos em

parceria com renomadas empresas in-

MAI/JUN 95


ternacionais, que dispunham de grande

experiência no segmento de montagem

industrial e no gerenciamento

de obras. "Sem dúvida, o know-how

que absorvemos por meio dessas associações

nos colocou sempre um passo

à frente", assegura Fernando Lisbôa.

Uma fase de desenvolvimento marcou

o Brasil naquela época, quando foram

construídas sete hidrelétricas, refinarias

foram implantadas ou ampliadas,

importantes obras começavam

nos setores de papel, celulose e

cimento, surgiram os metrôs de São

Paulo e do Rio de Janeiro e todas as

principais siderúrgicas estatais - Usiminas,

Cosipa e CSN - entravam num

programa de expansão. A empresa

participou da grande maioria dessas

obras.

O volume de contratos levou a

Tenenge a formar um grande parque

de máquinas. Isso foi possível, segundo

Fernando Lisbôa, com a adoção

de uma política financeira, segundo

a qual a empresa deveria trabalhar

com recursos próprios, mesmo quando

isso implicava sacrifícios, evitando-se,

assim, custos financeiros. Naquela

época, a empresa que possuísse

um guindaste com capacidade de

50 toneladas era considerada grande.

Foi comprado um grande número de

guindastes com capacidade variando

entre 30 a 300 toneladas e formado

o maior parque de máquinas da América

do Sul.

Na segunda metade da década, a Tenenge

formava seus próprios quadros

e aplicava a tecnologia internacional

de construção industrial. Seus desafios

passaram a ser a busca de novos

mercados e a diversificação. Em 1977,

recebeu o prêmio de melhor desempenho

no setor, conferido pelo anuário

"Melhores e Maiores", da Editora

Abril. A empresa voltaria a receber

este mesmo prêmio em 1983.

Novas fronteiras. Vinte anos depois

de fundada, a Tenenge iniciou seu

processo de intemacionalização e criou,

em 1975, a Tenenge deI Paraguay,

para dar suporte à montagem da hidrelétrica

de Acaray, em conjunto

com a CBPO, Companhia Brasileira

de Projetos e Obras, empresa que se

incorporaria à Organização Odebrecht

em 1980. Ainda em 1975, era assinado

contrato com o governo paraguaio

para o projeto e a construção, em regime

turn-key (sistema em que o construtor

é responsável por todas as eta-

MAI/JUN 95

pas do empreendimento, desde o detalhamento

da engenharia até a entrega),

da siderúrgica Acepar - Acero

deI Paraguay, o primeiro projeto integrado

exportado pelo Brasil. "Nessa

obra, transmitimos nossos conhecimentos

aos colegas paraguaios",

lembra Francesco Leone.

Em 1976, abria-se um novo mercado,

com a criação da Tenenge-Chile.

"Reconhecíamos que o relaciona- -

mento cordial entre o Chile e o Bra- ~

sil criava condições favoráveis para o ~

desenvolvimento de negócios. Após vá- ~

rios anos de aprendizagem e de conhe- PauloLacerda:atuação ampliadano

cimento do País, partimos para pro- segmento de petróleoe gás

jetos mais ambiciosos e desafiadores,

como os contratos de Arauco 11e Santa

Fé, plantas de papel e celulose. A

empresa transformou-se, então, em

uma das três maiores do Chile em

construção industrial", conta Fernando

Lisbôa.

Márcio Faria, atual Responsável

pela Tenenge no Brasil e que foi Responsável

pela empresa no Chile, de I

1988 a 1992, explica que esse País te- I

ve uma grande importância no proces- I

so de internacionalização: "Passamos ~..

a atender a clientes de vários segmen- ~ z

tos da ati vidade industrial, como mi- -<

neração, energia, celulose, petróleo e Femando Llsbôa: know-how desenvolvido

siderurgia, o que ampliou a nossa ca- por meio de associações

pacitação" .

Alto mar. No final da década, a Petrobrás

mais uma vez foi importante

no processo de desenvolvimento da

empresa, ao convidá-Ia para trabalhar

na construção de estruturas para a

produção de petróleo em alto mar - o

maior desafio tecnológico da estatal

do final dos anos 70.

O Brasil precisava explorar com urgência

suas reservas no mar para en- ~

frentar a disparada do preço do petró-

leo no mercado internacional e a es- 2

tabilização da produção em terra. A §

Tenenge montou associações (joint

ventures) com empresas que operavam

no Mar do Norte, como a RDL - Redpath,

Dorman & Long e a Heerema

Marine Contractors, e venceu, em

1979, sua primeira concorrência nesse

novo mercado, a construção simultânea

de duas jaquetas para as plataformas

de Namorado 2 e Cheme I, destinadas

à Bacia de Campos. Criou,

então, um canteiro de obras especializado

em serviços offshore, em Paranaguá,

no Paraná.

Na mesma época, a CNO - Construtora

Norberto Odebrecht havia implantado

o canteiro de Aratu, na Ba-

~

Mãrcio Faria: participação no programa de

ãguas profundas da Petrobrãs

ODEBRECHT INFORMA 31


Jaqueta da plataforma Cherne I, na Bacia

de Campos, construída em Paranaguá

Plataforma para a Elf, utilizada no campo

petrolífero de Pambl, em Angola

Construção do módulo de hospedagem no

canteiro de Lowestoft, no Reino Unido

32 ODEBRECHT INFORMA

-~.......-

hia, para servir ao programa de offshore

da Petrobrás. Este canteiro passou

a fazer parte dos ativos da Tenenge

quando a empresa foi incorporada

à Organização Odebrecht.

"Estivemos desde o início ligados

à Petrobrás: participamos da montagem

de todas as suas refinarias e acompanhamos

a evolução tecnológica desse

Cliente no programa de águas pro-

~ fundas", observa Márcio Faria. Isso

~ possibilitou à Tenenge construir, eng

tre 1992 e 1994, com a Fels, a Petro-

§ brás-XVIII, plataforma com capacidade

de produzir 100 mil barris de óleo

por dia.

Integração. A fusão com a Organização

Odebrecht em 1986 abriu novas

perspectivas para a Tenenge. Fernando

Lisbôa ressalta que a empresa

participa hoje de uma Organização

empresarial habilitada a dar suporte a

todo o ciclo de implantação de um

empreendimento. "Isso foi fundamental

para'renfrentar os novos desafios que

surgiam no País e no mercado exter-

" no. Com a fusão, absorvemos a Tec-

~ nologia Empresarial Odebrecht - TEO,

~ que se baseia em Concepções Filosó-

~ ficas com as quais nos identificávamos

plenamente".

O conhecimento tecnológico acumulado

ao longo dos anos de trabalho

no Brasil, especialmente na construção

de plataformas, deram à Tenenge

a capacitação para a atuação no mercado

offshore mundial. O passo decisivo

para o novo estágio de internacionalização

foi a incorporação, em

1991, da empresa britânica SLP Engineering

Ltd., que fortaleceu o relacionamento

com as empresas petrolíferas

operadoras no Mar do Norte,

§ entre as quais a British Petroleum,

~ Amerada Hess, Shell, Agip, Mara-

9 thon, Elf, British Gas, Conoco, Arco

e Phillips, entre outras.

"Mais de dois terços do faturamento

atual vêm do mercado externo",

diz Paulo Lacerda. A empresa possui

bases operacionais na Inglaterra (dois

canteiros offshore, um em Lowestoft

e outro em Teesside) e estabeleceu

uma nova base de desenvolvimento de

negócios em Cingapura, no sudeste

Asiático. Hoje, atua principalmente a

partir de Londres, onde está mais perto

do centro político

petróleo e gás.

da indústria de

Após um redirecionamento de seu

escopo de atuação, ocorrido no início

de 1994, a companhia concentrou suas

atividades no segmento de petróleo e

gás, incluindo petroquímicas, fertilizantes

e térmicas associadas a gás.

Paulo Lacerda explica que nesse campo

competitividade, reputação e tecnologia

são as exigências básicas dos

Clientes, no caso as grandes empresas

de petróleo do mundo.

"Estamos em um processo evoluti

vo na busca de redução de custos e

de novas tecnologias. Acabamos de ser

contratados para o desenvolvimento dos

campos de Trent e Tyne (veja reportagem

na página 10); nesse contrato

nos envolvemos com o projeto conceitual,

identificamos as melhores soluções

para os campos, as melhores tecnologias

de processo e apresentamos

uma proposta global ao Cliente. Deixamos

de ser somente construtores de

plataformas e passamos a tratar de todos

os estágios do projeto", diz Paulo

Lacerda.

O próximo passo a ser dado pela Tenenge,

conforme seu Líder Empresarial,

será entrar no mercado de operação

e manutenção de plataformas e refinarias.

O objetivo é ampliar o escopo

de atuação, para ser uma empresa

do tipo One Stop Shop, com capacidade

de atender integralmente às necessidades

do Cliente, sem que ele

necessite contratar serviços complementares

de outros fornecedores.

Mesmo com a atuação em outros

mercados, Paulo Lacerda diz que o BJ:'asil

continua sendo prioritário para a Tenenge

que, além de operar dois canteiros

de construção offshore no País,

executa contratos nas áreas petroquímica,

de fertilizantes e de centrais térmicas.

A partir do Brasil, a empresa

expandiu seu raio de ação para os

países da costa ocidental da África. Recentemente

exportou uma plataforma

offshore completa para Angola, destinada

ao campo petrolífero de Pambi,

para a Elf Angola.

"Estou muito otimista quanto ao

futuro. Os investimentos na indústria

de petróleo são da ordem de US$ 1 tri-

Ihão por ano. Somente em offshore no

Mar do Norte se investe cerca de US$

25 bilhões/ano e é muito gratificante

participar do primeiro time desse mercado.

Nossa experiência internacional

será capaz de melhorar o nível de produtividade

e de competitividade no

Brasil, ao trazer novas tecnologias e

criar alianças com empresas que estão

em estágios mais avançados que

nós em determinados segmentos. Isso

será muito importante não só para

a Tenenge como para a indústria brasileira",analisaPauloLacerda.

.

MAI/JUN 95


~

2

iJ

:t

-FLASHES

Antero Ferrelra, Presidente da Fundação das Descobertas; Renato

Martlns, Responsável por Desenvolvimento de Negócios na

Odebrecht S.A.; Ana Belluzzo; Mârlo Soares; José Aparecido de

Oliveira, Embaixador do Brasil em Portugal; e Jorge Azevedo,

Responsâvel pela BPC, na exposição em Lisboa

o BRASIL

DOS VIAJANTES

. Dois eventos deram prosseguimento

em 1995 ao projeto

O Brasil dos Viajantes: a realização

de uma exposição no

Centro Cultural de Belém, em

Lisboa, entre 26 de janeiro e 2

de abril, e o lançamento, em 18

de abril, no Museu de Belas

Artes, no Rio de Janeiro, de

um livro, em três volumes.

Patrocinado pela Organização

Odebrecht, o projeto teve

como objeto a pesquisa de toda

a iconografia sobre o Brasil

produzida pelos mais importantes

viajantes estrangeiros

que estiveram no País entre os

séculos XVI e XIX.

A exposição, apresentou pinturas,

desenhos, gravuras, tapeçarias,

manuscritos e outros

trabalhos de autoria de artistas,

cientistas, navegadores e exploradores.

O Presidente de

Portugal, Mário Soares, e a Primeira-Dama

Maria Barroso estiveram

presentes à cerimônia

de inauguração.

O livro, que reúne cerca de

540 das mais de 4 mil imagens

catalogadas com base na pesquisa

realizada pela Professora

Ana Maria Belluzzo, da Universidade

de São Paulo - USP,

será distribuído para bibliotecas,

museus e centros culturais

do Brasil e do exterior.

O projeto O Brasil dos Viajantes

dá continuidade à polí-

MAI!JUN 95

tica da Organização Odebrecht

de patrocinar pesquisas que

contribuam para o resgate e

para a preservação do patrimônio

histórico, artístico e científico

dos países em que atua.

MÁRIO SOARES

VISITA METRÔ

. O Presidente de Portugal visitou,

em 28 de janeiro, as obras

de expansão do Metrô de Lisboa,

que consistem na construção

de duas novas linhas,

Restauradores - Baixa/Chiado

e Rossio - Baixa/Chiado - Cais

do Sodré, com suas estações.

No local das escavações,

onde os trabalhos, realizados

com a utilização de um shield

(escavadeira computadorizada),

se desenvolvem a uma velocidade

média de 10m por

dia, Mário Soares foi informado

sobre pormenores técnicos

e prazos para a conclusão do

empreendimento, o que deverá

ocorrer em 1996. Declarando-se

impressionado com a dimensão

da obra, elogiou a atuação

das equipes envolvidas no

projeto.

A ampliação do Metrô de

Lisboa é de responsabilidade

do consórcio formado pelas empresas

portuguesas Bento Pedroso

Construções - BPC e Somague,

pela Companhia Brasileira

de Projetos e Obras - CBPO,

pela espanhola Agroman e pe-

Ias projetistas Profabril (Portugal),

Kaiser (Estados Unidos) e

Acer (Inglaterra).

Acompanharam Mário Soares

na visita a Primeira-Dama

Maria Barroso, Joaquim Ferreira

do Amaral, Ministro das

Obras Públicas, Transportes e

Comunicações, Jorge Antas,

Secretário de Estado dos Transportes,

José Manuel Consiglieri

Pedroso, Presidente do Metropolitano

de Lisboa, Aluizio

Rebello de Araujo, Presidente

da CBPO, Pedro Novis, Líder

Empresarial da CBPO, Jorge

Carneiro de Azevedo Filho,

Responsável pela BPC, Marcos

Tadeu Penalva Monteiro, Diretor

de Contrato da BPC, e João

Rodrigues, Assessor Negocial

da BPC, entre outros.

DAVID EDWARDS

RECEBE MEDALHA

. Em cerimônia no Palácio de

Buckingham, em Londres, dia

28 de fevereiro, David Edwards,

Diretor-Superintendente da SLP

Engineering, recebeu a medalha

da Ordem do Império Britânico

(Order of the British Empire).

Entregue pela Rainha Elizabeth

lI, a condecoração é um

reconhecimento aos serviços

prestados à indústria offshore.

David, que iniciou sua atuação

no setor há 25 anos, participando

da construção de módulos,

está à frente da SLP desde

1978. Segundo ele, o recebimento

dessa condecoração

"é, na verdade, um reconhecimento

à SLP e aos seus Integrantes".

A medalha da Ordem do

Império Britânico, criada em

1917 para homenagear civis

por seus serviços prestados durante

a I Guerra Mundial, é hoje

concedida a militares e a integrantes

de órgãos públicos e

de outros segmentos da sociedade.

São condecorados cidadãos

e cidadãs do Reino Unido

e de outros países.

COOPERAÇÃO

COM A UNICAMP

. A Universidade Estadual de

Campinas - Unicamp e a PoliolefinaslPPH

firmaram, em 6 de

abril, acordo de cooperação para

o desenvolvimento de pesquisas

de processos, materíais e

produtos relacionados a resinas

poliolefínicas. O acordo inclui

também projetos de inovação

em polímeros, programas

educacionais para formação e

desenvolvimento profissional

e intercâmbio de estudantes de

graduação e pós-graduação.

O programa de cooperação

tem por objetivo estimular pesquisas

de interesse comum à

empresa e à universidade. A

cooperação será multidisciplinar,

com foco nos trabalhos de

pesquisa que a Unicamp realiza

ou que planeja realizar,

nas áreas de Química e de Engenharia

Química.

A PoliolefinaslPPH desenvolve

programas de cooperação

com outras universidades e centros

de pesquisa no Brasil - como

o Instituto de Química da

Universidade Federal do Rio

Grande do Sul e do COPPE, da

Universidade Federal do Rio

de Janeiro - e em outros países

- a exemplo da Universidade de

Wisconsin, nos Estados Unidos.

Davld Edwards recebe a medalha da Rainha Ellzabeth 11


~


g

"

~o~

~

Pedro Vaillant, Diretor Florestal da Veracruz, e Paulo Souto

bem-vindo, que vai incorporar

a tecnologia ambiental mais

moderna do mundo, o que nos

deixa inteiramente tranqüilos

quanto à não-interferência em

outras atividades típicas da região,

entre elas o turismo".

O governador foi recepcionado

por Norberto Odebrecht,

Presidente do Conselho de Administração

da Odebrecht S.A.,

que destacou a colaboração que

o projeto dará à política oficial

de desenvolvimento do Extremo-Sul,

na medida em que vai

gerar 2.800 empregos diretos e

cerca de 10 mil indiretos, que

irão modificar o perfil socioeconômico

dos municípios envolvidos.

TRIBUTO

A TOM JOBIM

. A Câmara de Comércio de

Quito, a Embaixada do Brasil,

a Casa de Cultura Equatoriana

e a Orquestra Sinfônica Nacional

do Equador realizaram,

na capital equatoriana, nos dias

8, 9, 14, 15 e 30 de março,

uma série de eventos culturais

em homenagem ao compositor

Antonio Carlos Jobim, recentemente

falecido.

A programação, intitulada

Águas de Março - um tributo

a Tom Jobim, incluiu a apresentação

de um vídeo sobre o

compositor no cinema Alfredo

Pareja, um espetáculo musical

no Auditório das Câmaras, uma

mostra de vídeos sobre o artista

no Centro de Estudos Bra-

MAI!JUN 95

sileiros e a interpretação pela

Orquestra Sinfônica Nacional

do Equador da Sinfonia da Alvorada,

no Teatro Politécnico.

"O projeto foi importante

para promover, no Equador, o

Brasil e a cultura brasileira,

que o Maestro Jobim tão bem

soube representar em seus versos

e em sua música", disse

Osmar Chohfi, Embaixador do

Brasil naquele País. A CNO -

Construtora Norberto Odebrecht

foi uma das patrocinadoras do

evento.

CESAR CASTRO

NA APEOP

. Cesar Castro, Responsável

por Relações Institucionais da

Companhia Brasileira de

Projetos e Obras - CBPO, foi

eleito, em 29 de março, Vice-

Presidente de Concessões e

Privatizacões da APEOP -

Associação Paulista de Empresários

de Obras Públicas.

Sensibilizar as grandes construtQras

brasileiras para que se

unam e se concentrem no fortalecimento

da imagem institucional

do setor é um dos esforços

a serem desenvolvidos por

Cesar Castro na APEOP. "Vamos

enfatizar a contribuicão

das construtoras para a moderna

engenharia brasileira e na

realizacão de obras de infra-estrutura

necessárias ao desenvolvimento".

De acordo com Cesar Castro,

a mesma preocupação com

o fortalecimento da imagem

institucional das empresas de

construção pesada tem levado

a CBPO a intensificar sua participação

nas associações representativas

do setor.

BENEDITO LUZ

HOMENAGEADO

. Em 10 de abril de 1950,

quando Benedito Dourado da

Luz iniciou sua trajetória no

setor de Administração da CNO

- Construtora Norberto Odebrecht,

a empresa, que ocupava

três salas no Edifício Cruz,

em Salvador, começava a crescer,

realizando obras cada vez

maiores, aumentando o número

de Integrantes e o volume de

negócios. "Naquela época, eu

olhava para os edifícios de dez

NORBERTO OBEBRECHT

NO ROTARY CLUB

. O Ideal de Servir e sua Influência

na Empresa foi o

tema da palestra proferida

por Norberto Odebrecht, Presidente

do Conselho de Admini

stração da Odebrecht

S.A., no Rotary Club da Bahia

- Centro, em 16 de março,

em comemoração aos 90

anos de fundação do Rotary

Club Internacional.

Norberto Odebrecht destacou

a missão do Empresário,

"que consiste em mudar

as condições socioeconômicas,

quando estas não

mais satisfazem a cultura da

comunidade onde atua". Ele

salientou que, "nesse desafio,

o Empresário contemporâneo

nada faz sozinho. Ele

necessita do apoio de Colaboradores,

fornecedores, financiadores

e outros agentes

econômicos, os quais,

assim como os Acionistas e

os Clientes, devem ser satisfeitos".

Ao analisar a história das

organizações empresariais,

mostrou que "nas últimas décadas,

três fatores interagiram

para forçar a comunidade empresarial

a buscar formas mais

flexíveis de organização: a

segmentação de mercados, o

advento do homem de co-

andares ou mais e ficava espantado

com a rapidez com que a

CNO os construía", conta Benedito.

Os 45 anos de Benedito na

Organização Odebrecht foram

comemorados, em 10 de abril,

com um almoço no Núcleo de

Memória Odebrecht, em Salvador.

Técnico em Contabilidade

formado em 1968, Benedito foi

Diretor Tesoureiro da CNO por

25 anos. Hoje é o Responsável

pela empresa auxiliar Centaurus

Táxi Aéreo Ltda. Durante

muitos anos teve a tarefa de

apresentar a situação financeira

da CNO para Norberto Odebrecht.

"Nesses encontros, ele

falava sobre a importância do

nhecimento e a revolução tecnológica".

De acordo com Norberto

Odebrecht, a resposta das

grandes empresas, no final

dos anos 60, foi a descentralização."Para

continuar honrando

seu compromisso de

servir, é preciso que os Empresários

promovam a efetiva

desconcentração do poder

nas grandes organizações".

Finalizando, disse: "O Ser

Humano prepara-se para o

futuro mediante a educação,

que deverá ser generalizada,

tendo como base o espírito,

o ideal de servir. O Jovem de

Talento precisa ser educado

para adquirir a cultura certa,

calcada no princípio de que

é necessário dar para receber.

O EmpresJÍrioprecisa ser educado

para desenvolver essa

mesma cultura, servindo à

Empresa e à Organização

maior à que se vincula. O

Líder Empresarial deve autoeducar-se,

para servir cada

vez melhor à Comunidade

na qual sua Organização está

inserida: visualizando o

futuro e preparando seus Liderados

para que satisfaçam

as necessidades dos Acionistas,

Clientes e Colaboradores,

cada vez mais exigentes".

ODEBRECHT INFORMA 35

'


§

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~

o

~

8

Benedito Luz: 45 anos na

Odebrecht

ser humano e do trabalho. Ensinou-me

a nunca trazer um

problema sem solução".

Às vésperas de completar 70

anos e considerando-se realizado

profissionalmente, Benedito

não pensa em parar de trabalhar

tão cedo. "Pretendo ganhar

a medalha de 50 anos na

Organização Odebrecht e continuar

contribuindo para o seu

sucesso".

NOVA SEDE

DA FIEB

. No dia 7 de abril foi inaugurada

a nova sede da Federação

das Indústrias do Estado da

Bahia Fieb. Com 2.245 m2 de

área, localizado no bairro do

Stiep, em Salvador, o prédio

abriga os diversos departamentos

e assessorias da Federação,

além de contar com um centro

de convenções, com auditório

para 300 pessoas.

Estiveram presentes à cerimônia

de inauguracão o Governador

da Bahia, Paulo Souto;

A sede da Fieb, em Salvador

36 ODEBRECHT INFORMA

o Governador de Sergipe, AIbano

Franco; o Senador Antonio

Carlos Magalhães; o Presidente

da Confederação Nacional

da Indústria, Mário Amato;

o Arcebispo Primaz do Brasil,

Cardeal D. Lucas Moreira

Neves, e José de Freitas Mascarenhas,

Presidente da Fieb e

também Responsável por Administração

de Investimentos na

Odebrecht Química. ~

"A nova sede da Fieb mar- ~

ca um momento da maior im- ~

portância na vida do País, que

luta pela modernização de sua

economia; a indústria baiana,

por sua vez, procura se ajustar

a esta política", disse José de

Freitas Mascarenhas, em discurso

realizado durante a solenidade.

ENCONTRO

BRASil-ÁFRICA

. Foi realizado no Centro de

Convenções de Salvador, Bahia,

em 16 e 17 de março, com

o apoio dos governos federal e

estadual, o I Encontro Brasil-

África - Intercâmbio Cultural,

Turístico e Comercial.

Evento paralelo à Feira

Baiana de Negócios - Feban,

o seminário configurou-se numa

oportunidade para estreitamento

das relações entre o

Brasil e 17 países africanos, representados

por empresários

que vieram à Bahia especialmente

para o encontro e foram

recebidos por colegas brasileiros

e de outros países do

Mercosul.

Além de Jorge Khoury, Se-

- -----

'I

o artista plástico Carybé e Otacíllo Carvalho, ao lado de

recepcionistas, durante o Encontro Brasil-África

cretário de Estado da Indústria

e Comércio, que representou

Paulo Sou to, Governador da

Bahia, estiveram presentes ao

encontro, entre outros, Pierre

Nziengui Mabila, Ministro de

Obras Públicas do Gabão; Matheus

Shikongo, Prefeito de

Windhoek, capital da Namíbia;

Josaphat Marinho e Waldeck

Ornellas, Senadores; e Manoel

Castro, Deputado Federal. Proferiram

palestras Mário Gibson

Barbosa, ex-Ministro das

Relações Exteriores do Brasil;

José Maria Nunes, Diretor do

Instituto Afro-Asiático da Universidade

Cândido Mendes, e

Júlio Braga, Diretor do Instituto

Afro-Oriental da Bahia.

Na condição de Presidente

da Comissão de Relações Exteriores

do Senado Federal, Antônio

Carlos Magalhães foi o

Presidente de Honra do evento

e o responsável por seu encerramento.

O ex-Governador

da Bahia colocou a comissão à

disposição como veículo para

o estreitamento da relações entre

o Brasil e a África.

Empresa com forte atuação

na África, a CNO - Construtora

Norberto Odebrecht esteve

representada no evento por Otacílio

Carvalho, Responsável

pela empresa na África Austral,

e por Jarbas Sant' Anna, Responsável

por Programas Especiais

para Angola e África Austral.

Um estande da CNO foi

montado no local.

PAULO BRITO

. O Engenheiro-Mecânico

Paulo Brito faleceu em 17 de

janeiro, com 65 anos, 25 dos

quais dedicados à CNO -

Construtora Norberto Odebrechl.

Na empresa ou fora

dela, Paulo Brito esteve sempre

ligado às experiências de

vanguarda tecnológica e de

novos equipamentos, contribuindo,

dessa forma, para o

pioneirismo da Odebrecht nessas

áreas.

José Carlos Leal Bezerra,

Assessor de Renato Baiardi,

Líder Empresarial da CNO, e

colega de longa data de Paulo

Brito, escreveu sobre ele:

"'Liga pro Paulo Brito!'.

Com esta recorrência, todos

que o conheceram se acostumaram

a encontrar fonte segura

para a solução dos mais variados

e complexos problemas

técnicos. Quem com ele conviveu

é testemunha de sua

imensa disposição para ajudar,

não se conformando em

deixar quaisquer questões sem

resposta, assumindo-as por inteiro.

Se não dispusesse imediatamente

da solução, era certo

que, .Iançando mão do seu

enorme círculo de relações,

em pouco tempo entregava ao

interessado as alternativas possíveis.

Deixou órfã uma enorme

população de Engenheiros-Mecânicos,

que inclui colegas de

empresas competidoras. Nos

últimos meses de vida, esgrimindo

com a doença que finalmente

o venceu, procurava

entendê-Ia como revisões, reformas,

adaptações e testes mecânicos,

sugerindo que a medicina

poderia ser tão engenhosa

quanto ele foi".

MAI/JUN 95


-FOTOGRAFIA

ODEBRECHTI Responsável por

Comunicação Empresarial

Márcia Polidoro

Apoio de Secretaria

Rossana Chiarella

Thereza Baumgarten

Fotolitos/lmpressão

Pancrom - São Paulo

ANO XXII- N" 69

Luci Lopes

MAIIJUN 1995

Responsável por

Editoração Institucional

José Enrique Barreiro

Arquivo de Imagens

José Raimundo Lima

Publicação

divulgação

para

interna da

Redação

Praia de Botafogo, 300

22250-040 - Rio de Janeiro - RJ

Editores

Cláudio Lovato Filho

Hermann Nass

Raimundo Luedy

Distribuição

Fenisio Pires

Regina Rlbamar

Fotocomposição em Desktop

Organização Odebrecht.

Editada pela Odebrecht S.A.

Agradecemos a todos que

colaboraram para esta edição.

Brasil

Com as mãos, o Ser Humano

constrói, transforma, aperfeiçoa.

Realiza a obra, sempre inconclusa,

de tornar melhor, a cada dia,

sua vida e a de seus semelhantes.

Fotos de Américo Vermelho,

Élcio Carriço e Roberto Rosa.

A.P. Editora

Fone: (021) 536.3222 Arte

Telefax: (021) 536.3435 Maria Celia Ollvleri Produção Gráfica

Telex: (21) 31.606 NORB BR Rogério Nunes Marcos Paulo Ferreira Tiragem: 13.000 exemplares


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Têl.: (07

Constrorora Norherto OiIêbrecht,S.A.

$Prilla'de 'Botafó'go, 300 -'r'ho"andar - Bota'fogo

22250-040 - Rio,di: Janeiro, RJ - Brasil

Tefefax (021) 552.1Í448

Tel.: (021) 536-3222

CO\Jl~3 BraslleirlÍde Projetos

e 6bi'àS:;

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