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Ano 2 ‐ Edição 2 ‐ Março 2011

Bons ventos para a matriz

energética brasileira Página 36

AS ENCHENTES URBANAS

E O PLANEJAMENTO

MUNICIPAL

Pág.12

Leia Mais

A ENGENHARIA

MINEIRA E

O PNLT

Projeto inovador Cengefer’’ Pág. 41

Pág. 32

IMPRESSO ESPECIAL

999 122 55 307- DR/MG

SOC. MINEIRA DE ENGENHEIROS

CORREIOS

DEVOLUÇÃO

GARANTIDA

CORREIOS

IMPRESSO FECHADO PODE SER ABERTO PELOS ECT

ENERGIA EM MINAS

Um panorama da energia

em Minas

Pág. 22


Editorial | Palavra do Presidente

HORA DA ENGENHARIA

Em inúmeras reuniões, vários encontros, contato

pessoal, surge sempre como tema e preocupação principal,

a importância da engenharia e seu ensino. O Brasil está acostumado,

na maioria das vezes, às soluções precipitadas,

cobra-se um planejamento adequado e a necessária colaboração

de quem é capaz de proporcionar o alinhamento das

ideias e ações prioritárias. Sente-se o dilema de como enfrentar

o desenvolvimento nacional sem a indispensável

qualificação dos profissionais

requisitados, face ao abandono cercando sua

formação.

Coloca-se em foco o ensino da engenharia,

vítima de um processo de deterioração

por vários fatores conjugados, entre

eles, o desequilíbrio de uma formação inicial

das mentes infantis, no ensino primário, em

que os professores no mais das vezes, mal

pagos e mal preparados se debatem com a

falta de normas e orientações pedagógicas a

preparar uma base suficiente ao avanço no

terreno do conhecimento em crescente multidão

de crianças. Desta forma, vinda dos cursos

secundários com as mesmas distorções, as

universidades recebem uma juventude desconectada, sem os

alicerces próprios à construção do saber aplicável ao processo

desenvolvimentista. Arriscam aí a sua estabilidade e

conceito, obrigando as empresas a se transformarem em centros

de adequação e preparo dos neos-engenheiros que

preencherão o plantel de colaboradores. Infelizmente, no

Brasil, pela ineficiência do poder público, a educação brasileira

abandonou muitas vezes a missão pelo negócio e o

lucro suplantou o aluno como objetivo final.

Outrossim, profissionais altamente qualificados se

afastam dos seus postos de anos de luta, seja em órgãos públicos

ou nas empresas privadas, onde não se proporcionam

oportunidades ou atrativos de transferir sua experiência aos

que estão chegando, muitas vezes inabilitados a uma sequência

lógica de sucessão na linha de frente das expansões e investimentos

a que o Brasil não pode se furtar. Ressalto ainda,

o perigo de nos sujeitarmos às tecnologias impostas por países

que seriamente cuidam de formar seus jovens e amparar

decisivamente a carreira daqueles que contribuíram para sua

liderança na comunidade das nações.

Na busca voraz de atender às oportunidades de trabalho, caminha-se

para uma formação profissional quase, diríamos, "a

toque de caixa", encurtando os cursos e matérias para mais

rapidamente abastecer o mercado. Desdobra-se a engenharia

em novas denominações buscando a figura do tecnólogo,

ignorando muitas vezes a necessidade de uma base sólida em

disciplinas aparentemente deslocadas destas titulações, mas

Márcio Damazio Trindade

Presidente da SME

de importância crucial a uma visão holística que todo engenheiro

deve ter da amplidão que o seu saber proporciona à

mente inquiridora.

De qualquer forma, o avanço exponencial da tecnologia

não nos permite ficarmos presos aos padrões do passado,

exige inovação e criatividade para alcançarmos

métodos de aprendizado mais eficazes aos

tempos de hoje. A engenharia é movimento e

renovação permanente, lançados a partir de

conceitos e predicados fundamentais que não

se podem ignorar.

Inúmeros são os desafios que se apresentam

à sociedade brasileira, ou melhor, são sempre

os mesmos desafios, mas com novas

roupagens, e vez ou outra, açulados na execução

por eventos a satisfazerem nossas vaidades

de nos equipararmos aos melhores do

mundo.

Eis que agora, o sediar uma Copa e uma

Olimpíada provoca um rebuliço financeiro e

especulativo em torno de obras que já deveriam

existir, e se, necessário, alguns ajustes para receber este

tipo de evento. Hoje tudo gira em torno destes projetos que

não se sabe se ficarão prontos, se serão objetos de acabamentos

apressados, o importante é que somos o país da

Copa de 2014 para orgulho nacional e fama de um futebol

que anda perdendo o seu antigo fulgor.

Mas seja como for, se preparamos o Brasil para o

futuro ou para a Copa, uma verdade se impõe: a necessidade

de engenheiros e mão de obra auxiliar especializada para resolver

os inúmeros problemas das obras e de uma carência

quase absoluta de infraestrutura. Somos um país que forma

cerca de 30 mil engenheiros por ano, enquanto necessitaríamos

de 65 mil, mesmo assim permanecendo atrás de uma

Coréia com 80 mil formandos e que não tem nossa extensão

territorial, para não falar da China, que ultrapassa os 300 mil.

Necessitamos com urgência rever nossas escolas,

desde o primário, recebendo a prioridade nesta terra tão

necessitada de conhecimento aplicado, onde falar de ciência

e tecnologia e de pesquisa e inovação, é como pregar

no deserto, tão tímidas são nossas reações à solução desejada

para ancorar o desenvolvimento industrial, a explosão

de patentes, a exploração nativa de nossas riquezas e

sua transformação em solo pátrio, tudo aquilo que o bem

estar da sociedade pede e espera. A presença do engenheiro

em todas as áreas e atividades é ponto de partida

obrigatório. É hora de fortalecer e renovar o ensino da

engenharia brasileira.

3


4

PRESIDENTE

Márcio Damazio Trindade

VICE - PRESIDENTES

Ailton Ricaldoni Lobo

Carlos Eduardo Orsini Nunes de Lima

Décio Vaz de Mello Silveira

Délcio Antônio Duarte

José Ciro Mota

DIRETORES

Alexandre Rocha Resende

Enil Almeida Bréscia

Ildeu Olyntho de Freitas

José Henrique Diniz

José Nelson de Almeida Machado

Márcio Moreira

Nelson Fonseca Leite

Reynaldo Arthur Ramos Ferreira

Sérgio Menin Teixeira de Souza

Wilson Pereira de Almeida

CONSELHO DELIBERATIVO

Felix Ricardo Gonçalves Moutinho

Fernando Henrique Shüffner Neto

Guy Maria Villela Pascoal

Ivan Ribeiro de Oliveira

João Bosco Silva

João Ricardo Barusso Lafraia

José Luiz Gattás Hallak

Marcos Villela Sant'Anna

Marcus Rocha Duarte

Olavo Machado Júnior

Paulo Safady Simão

Ricardo Vinhas Corrêa da Silva

Shelley de Souza Carneiro

Tárcio Primo Belém Barbosa

Teodomiro Diniz Camargos

CONSELHO FISCAL

Ítalo Aurélio Gaetani

José Carlos Lisboa de Oliveira

Marcos de Vasconcelos Bastos

Werner Cançado Rohlfs

Coordenadora Editorial

Alessandra Sardinha

altexa78@hotmail.com

Projeto Gráfico

Direção de Arte

Blog Comunicação e Consultoria

Marcelo Fernandes Távora

Bento Simão 518 - Sao bento -BH/MG

(31) 3309 1036 - 9133 8590

tavora007@hotmail.com

Jornalista Resposnável

Alessandra Sardinha

RJP/MG 9.268

Tiragem

6 mil exemplares

Distribuição Gratuita

Via Correios

Publicação

SME - Sociedade Mineira de Engenheiros

Av. Álvares Cabral, 1600 3ºandar

Santo Agostinho BH/MG - CEP:30170-001

Tel. (31) 3292-3962


Educação e

inovação

para todos

Minas e

Energia

8

Enchentes e

Planejamento

Urbano

12

A inovação

vai inovar

no Brasil?

16

A Engenharia

Mineira e o

PNLT

22

32

52

ÍNDICE

Reportagem

da capa

36

41

46

50

Centro de

referência e excelência

em Engenharia

Ferroviária - Cengefer’’

Chuveiro

o vilão da

energia

Engenheiro

do ano

Revitalização

do Instituto

de Pesquisa

5


6

ART | A Responsabilidade Civil do Engenheiro

ART-0086

Por Patrícia Fernandes

De acordo com a Lei Federal 6496 de

07 de dezembro de 1977, todo contrato para

prestação de serviços por engenheiro, agrônomo,

geógrafo e meteorologista, seja ele profissional

autônomo ou com vínculo

empregatício, está sujeito à Anotação de Responsabilidade

Técnica - ART.

O documento deve ser preenchido e assinado

pelo profissional e pelo seu contratante,

para registro no Conselho Regional de Engenharia,

Agronomia - CREA da região onde os serviços

serão executados.

Além de ser uma necessidade legal, o

profissional, ao registrar os projetos de sua autoria

no CREA ao longo da carreira, forma um

acervo técnico de propriedade legal, reconhecido

pelas empresas na análise de seu currículo.

Parte da taxa recolhida para o registro

da ART é destinada à entidade de classe escolhida

por opção do profissional, para aplicação em projetos

de valorização da profissão e do profissional

e de outras atividades associadas às suas

atividades. O formulário para preenchimento dos

dados está disponível no site do CREA-MG, mas

o registro pode ser feito pela internet.

LEMBRE-SE!

Ao preencher o campo

“entidade de classe” na ART,

escolha a SME através do código

0086. Assim, você ajuda

a SME a representar a engenharia

e oferecer os melhores

cursos, serviços, convênios e

produtos para você.


8

EDUCAÇÃO | Qualificação

Educação e inovação para todos

Por Ronaldo Gusmão

O discurso da inovação está em todos os lugares: nos governos

estaduais recém-empossados, em vários ministérios

do governo federal, na Confederação Nacional das Indústrias

(CNI) e nas federações estaduais. Mas por que esse

discurso, ou melhor, as práticas inovadoras, não mobilizam

os profissionais da educação e suas instituições?

Países desenvolvidos que já deram um salto educacional, têm

incentivado a criatividade e incrementado a capacidade de

inovar de seus estudantes e professores. Isso acontece porque

tais nações já perceberam que estamos em uma sociedade

do conhecimento, na qual a informação é matéria-prima

abundante que precisa ser transformada pela criatividade e

pelo espírito inovador em serviços e produtos.

No último Programa Internacional de Avaliação de Aluno

(PISA) – que mede a capacidade de leitura e o aprendizado

de estudantes de 15 anos de idade, sobre matemática e

ciências de 65 países – o Brasil ocupou a vergonhosa 53º

posição.

Numa tentativa de melhorar a educação no país, o Governo

Federal encaminhou para aprovação do Congresso o Plano

Nacional de Educação para os próximos 10 anos. Este plano

pretende fixar o investimento na área em 7% do PIB, dois

pontos percentuais acima do praticado atualmente.

O aumento é necessário. Sem educação não há mão de

obra qualificada, sem qualificação não há melhores salários.

Ou seja, sem educação e qualificação continuaremos com

sérios problemas de distribuição de renda no país.

O problema vai além, e é cíclico. Sem educação e qualificação

estamos, ainda, fadados a inovar cada vez menos, mo-


site revista exame

Escola estadual Osório de Moraes, em Minas Gerais: exemplo de qualidade de

ensino para o Brasil, que ainda está longe dos melhores do mundo

vimento que reduz a competitividade

nacional. Como consequência, os salários

diminuem e cresce a má distribuição

da renda. Voltamos, portanto, ao

início da questão.

A pesquisa de Inovação Tecnológica

(Pintec), realizada pelo IBGE (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística)

e divulgada recentemente,

mostrou que das 106,8 mil empresas

pesquisadas, 41,3 mil implementaram

um produto e/ou processo novo

entre 2006 e 2008. O percentual de empresas que

investem vem caindo ao longo das quatro edições: de

1988 a 2000, 10,29%; de 2001 a 2003, 5,8%; de 2003

a 2005, 5,5%, e de 2005 a 2008, 4,2%.

A falta de mão de obra qualificada para inovação é, certamente,

um dos motivos da queda. Dos 73,265 mil profissionais

que integravam o quadro das empresas que

participaram da pesquisa, apenas 10,292 mil eram pósgraduados

e 35,051 mil graduados.

As empresas de TI que vangloriam altos investimentos no

desenvolvimento de tecnologia de ponta, seguem na mesma

linha. Das 2,514 mil corporações que participaram da pesquisa,

apenas 328 destinaram recursos a P&D, área que emprega

somente 3,367 mil profissionais de um universo de

201 mil pessoas. Quando o assunto é qualificação, o problema

fica mais evidente: menos de 10% dos empregados

que implementaram inovação, possuem pós-graduação.

Em contrapartida, a produção científica nacional,

medida pelo número de publicações científicas e

elaborada pela SCImago Jorunal & Country Rank,

cresceu nos últimos anos. O Brasil já é o 14º no

ranking mundial.

A posição é bastante positiva quando analisada isoladamente.Porém,

é insuficiente quando pensamos que atualmente

somos a oitava economia do mundo.

O mesmo acontece com a quantidade de patentes registradas

no país. De acordo com o Instituto Nacional de

Propriedade Intelectual (Inpi), o número de patentes brasileiras

cresceu 75% entre 2005 e 2009, saltando de 9,643

mil para 16,878 mil. Entretanto, quando confrontados com

outros países, os dados perdem o brilho. No mesmo período,

a China requereu 300 mil patentes, enquanto os Estados

Unidos chegaram próximos de 480 mil. Embora os

números sejam positivos, os asiáticos não estão satisfeitos.

Até 2015, a China tem como objetivo requerer 1 milhão

de patentes ao ano.

Se a indústria brasileira já sofre com a ameaça dos produtos

chineses, imagine como será no futuro. Imaginou?

Ótimo, agora, aja. Faça hoje, o necessário para evitar os

males de amanhã.

É necessário investir hoje, em qualificação de mão de obra,

principalmente no que diz respeito à gestão da inovação.

O brasileiro é um povo criativo, possui garra. Falta, porém,

conhecimento para transformar as ideias em projetos que

tragam resultados concretos. Educação e inovação para

todos, dos estudantes aos professores, dos empresários aos

políticos.

Leandro Bifano

Ronaldo Gusmão é

presidente do Ietec e

coordenador-geral da

Conferência

Latino-Americana

sobre Sustentabilidade

(Ecolatina)

9


10

PLANEJAMENTO URBANO | Integração

Articulador da

consciência coletiva

Por Teodomiro Diniz Camargo - Instituto Horizontes

Criado em abril de 2000, o

Instituto Horizontes é uma organização

da Sociedade Civil de Interesse

Público (Oscip), sem fins lucrativos,

formada por voluntários, entre profissionais

liberais, empresários, intelectuais

e pessoas de diversos segmentos

da sociedade, que têm procurado oferecer

sua contribuição ao desenvolvimento

planejado e sustentável da

metrópole.

Sempre que nos perguntam

o que o Instituto “faz de concreto”,

costumo responder que a principal

função do IH tem sido a de ‘articulador

da consciência coletiva’, buscando

motivar, provocar e induzir

pessoas, entidades, empresas e autoridades

a se movimentarem, a agirem

em favor da melhoria das condições

de vida em nossa cidade e nas que a

cercam.

Isto não significa que o Instituto

tenha uma atitude passiva, de distanciamento

dos problemas. Ao

contrário, a história de pouco mais de

dez anos da entidade mostra que ela

teve – e continua tendo – iniciativas

relevantes para a área metropolitana

de Belo Horizonte, sempre em parcerias

produtivas.

Nosso trabalho começou,

por exemplo, com a elaboração de um

Diagnóstico da Grande BH, documento

que é ainda hoje, possivelmente,

o mais completo acervo de

dados sobre a região e que tem servido

de base a outros estudos e pro-

jetos. Depois, o IH desenvolveu, por

demanda do governo estadual, um

alentado Plano de Ações Imediatas

(PAI) para o Vetor Norte, que orientou

decisões já implementadas ou em

implementação, relacionadas com o

crescimento daquela região, a partir

da construção da Cidade Administrativa

e da Linha Verde.

Mais recentemente, o Instituto

fez estudo similar para o Vetor Sul,

o Plano de Ações Estratégicas, em parceria

com o empresariado daquela região,

que deu origem a uma série de

iniciativas para ordenar o crescimento

sustentável da área, minimizando os

efeitos indesejáveis, envolvendo o próprio

empresariado, o Ministério Público,

autoridades estaduais e municipais.


Vale lembrar, também, que

partiu do Instituto, em parceria

com a Fiemg, a iniciativa de elaborar

o estudo de requalificação do

Anel Rodoviário de Belo Horizonte,

para transformá-lo em Avenida

Metropolitana, projeto que

está prestes a ser implantado.

Neste momento, o Instituto

está mergulhado na realização

do Plano de Ações Estratégicas

para o Vetor Noroeste, em busca

de um diagnóstico atualizado e de

definição de soluções consensuais

para os problemas daquela região,

que é, possivelmente a mais sofrida

de toda a RMBH.

Em todos esses projetos,

o Instituto tem contado com a

parceria de entidades, empresas e

órgãos públicos, não apenas para o

financiamento dos trabalhos, mas

principalmente para garantir que

seus estudos e suas conclusões

não sejam resultado apenas da

competência técnica de especialistas

– sempre desejável – mas agregue

também a sensibilidade do

cidadão comum, que é, ao cabo e

ao fim, o destinatário final de toda

ação voltada para a melhoria das

condições de vida em nossa cidade.

Vale registrar que tem

sido grande a participação de profissionais

da Engenharia em nosso

Instituto, o que torna ainda mais

pertinente nossa aproximação

com a Sociedade Mineira de Engenheiros,

neste momento em que

comemora mais um aniversário e

inicia uma nova etapa de sua vida.

Afinal a SME e o IH têm responsabilidades

comuns nisso que tenho

chamado de “articulação da consciência

coletiva”, em busca de

novos e melhores tempos.

Teodomiro Diniz Camargo é engenheiro

e presidente do Conselho Deliberativo

do IH - Instituto Horizontes e da SME

11


12

METRÓPOLES | Planejamento Urbano

AS ENCHENTES URBANAS E O

por José Nelson de Almeida Machado

As recentes inundações e

deslizamentos de encostas ocorridas

na região serrana do estado do Rio de

Janeiro e no sul de Minas retomam

uma velha discussão acerca de negligências

da administração pública no

sentido de sua prevenção, principalmente

no que se refere a perdas de

vidas humanas.

A gestão da drenagem urbana

compõe com os serviços de

abastecimento de água, esgotamento

sanitário e lixo o conjunto definido

pela Lei 11.445/07 (Lei nacional de di-

retrizes do saneamento básico) designado

por saneamento básico. O município

é o titular e, portanto o

responsável final pelo saneamento,

mesmo que alguns destes serviços

sejam concedidos a prestadores de

serviço especializados (caso típico

dos serviços de água e esgoto).

Na própria evolução histórica

da gestão desses serviços, o

abastecimento de água em nosso país

sempre foi prioridade absoluta, resultando

na situação de um serviço praticamente

universalizado. Pode-se

questionar, em alguns casos, a qualidade

do atendimento como intermitências,

qualidade da água distribuída

e perdas excessivas, mas o fato é que,

com raras exceções o indicador de

cobertura é de praticamente 100%.

Já não se pode dizer o

mesmo dos serviços de esgotamento

sanitário, em que ocorrem razoáveis

níveis de cobertura de redes

coletoras, mas um constrangedor

percentual de volumes tratados. Em

Minas Gerais o índice de tratamento

está por volta de 30%, concentrado


PLANEJAMENTO MUNICIPAL

em grandes cidades, o que resulta

em uma infinidade de municípios

sem qualquer tratamento, gerando

graves danos aos recursos hídricos.

A prestação dos serviços de

resíduos sólidos urbanos apresenta

uma situação parecida com a de esgotos.

Os índices de população atendida

com a coleta atingem percentuais elevados,

mas a destinação final, entendida

como reciclagem ou encaminhar a um

aterro sanitário são insignificantes.

Estes três serviços de sa-

neamento impactam diretamente o

dia a dia das pessoas sendo, por isto,

mais exigidos das administrações

municipais. Além disto, dispõem de

cobertura financeira própria, ainda

que nem sempre em nível adequado

de sustentabilidade. Água e esgoto

são remunerados com base em medições

e tarifas e o lixo é taxado

junto com o pagamento do IPTU.

O quarto componente, a

drenagem apresenta uma maior complexidade,

constituindo uma das principais

fontes de vulnerabilidade urbana

e tem preocupado especialistas devido

à sua gestão inadequada, o que traz

como consequências o comprometimento

das fontes de abastecimento

pela contaminação dos mananciais superficiais

e subterrâneos; erosão e produção

de sólidos; inundações urbanas,

contaminação, danos materiais e principalmente

vítimas. A drenagem urbana

não dispõe de fonte específica de

taxação o que inviabiliza a vários municípios

constituírem equipes técnicas

especializadas em sua gestão. Esta situação

é agravada pelo fato de que as

enchentes não ocorrem todos os

13


14

METRÓPOLES | Planejamento Urbano

anos, o que leva ao esquecimento nos

intervalos de bonança e, convencer os

gestores públicos a priorizarem tais

serviços, torna-se frequentemente tarefa

impossível.

A correta gestão das águas

urbanas está intrinsecamente ligada ao

uso correto do solo, que deveria se

pautar pelos planos diretores (estes

nem sempre estão disponíveis). Porém,

o que se constata na maioria das cidades

é a proliferação de assentamentos

informais, desobedientes aos planos diretores;

a alta densidade de ocupação

no espaço; a ocupação de áreas de

risco; e a urbanização sem infraestrutura

sustentável, resultando em impacto

sobre a própria população. Essa

prática continuada leva, entre outras

consequências, ao desaparecimento

dos rios urbanos, pois a pressão e exploração

do espaço fazem com que os

rios sejam cobertos ou desapareçam

(SILVÉRIO, 2008).

Inundações em Belo Horizonte

De forma geral, as inundações em

áreas urbanas podem ser resolvidas

por meio de soluções estruturais e

não estruturais. Ambas alternativas se

aplicam, isoladamente ou combinadas.

Uma solução não estrutural que pode

ser adotada para a bacia seria o controle

da ocupação urbana principalmente

nas áreas próximas às

nascentes e planícies de inundações

dos cursos de água. Esse controle

pode ser feito através de mudanças

nas leis de uso e ocupação do solo

dos municípios integrantes da bacia,

por exemplo.

Devem ser providenciadas

revisões nas legislações municipais

(planos diretores, parcelamento do

solo, etc.) com o intuito de garantir a

manutenção de taxas mínimas de permeabilidade

do solo e até mesmo a

implantação de dispositivos de compensação,

como por exemplo: microreservatórios

de detenção, trincheiras

de infiltração, pavimentos permeáveis,

entre outras técnicas alternativas.

Um outro ponto é a preparação

da população para o convívio

com as enchentes com o objetivo de

prevenir mortes em decorrência das

inundações. É baseado num sistema de

detecção de chuvas, comunicação em

tempo hábil e a disponibilização de

núcleos capacitados para remover a

população das áreas afetadas.

Entre os fatores responsáveis

pela crise neste componente é a

pouca disponibilidade financeira das

prefeituras para dar continuidade à

construção de um sistema de canalizações,

em geral muito caro, além dos

custos inerentes à sua manutenção.

Somada a esta dificuldade tem sido

também a escassez de programas de

financiamento de obras públicas aos


municípios por parte da União - recai

sobre as administrações municipais o

fardo mais pesado do ônus financeiro

dos custos de implantação e manutenção

dos sistemas de prevenção e controle

de inundações. O que agrava

ainda mais esta situação é o fato de os

municípios não disporem de meios de

tributação pela prestação destes serviços.

Assim, as prefeituras acabam

executando obras improvisadas sem

seguir um planejamento consistente.

Com a aprovação da Lei de

nº 11.445/07 foi significativamente

mudado o paradigma da participação

do governo federal nas obras de saneamento.

Limitação de recursos

sempre existiu, mas a disponibilidade

de um planejamento favorece a obtenção

de recursos. Esta lei determina em

seu artigo de nº 19 a obrigatoriedade

da elaboração do Plano Municipal de

Saneamento, sendo assegurada ampla

divulgação das propostas e dos estudos

que as fundamentam, inclusive

com a realização de audiências ou

consultas públicas. A própria condução

das etapas do plano, com as adequadas

audiências e consultas públicas

ensejará uma participação motivada

da sociedade de forma a reverter o

atual quadro de desinformação e desinteresse.

O quadro a seguir mostra

a mudança de paradigma sobre a drenagem

urbana.

A Prefeitura de Belo Horizonte

constitui um bom exemplo de

equacionamento dos problemas de

drenagem urbana. Apesar de haver o

registro de várias ocorrências de inundações,

existe um planejamento consistente

de longo prazo e um sistema

de alerta com a participação das comunidades

localizadas em áreas de risco.

O desenvolvimento de um

plano de drenagem incluindo sistemas

de monitoramento e alerta, constitui

um importante fator de salubridade e

de segurança das cidades. Pode, em

muitos casos não conseguir impedir as

perdas materiais, mas com certeza previne

a perda de vidas como o ocorrido

no Rio de Janeiro.

José Nelson de Almeida Machado é engenheiro sanitarista

e ambiental – Diretor da SME e consultor de

saneamento e gestão de recursos hídricos. Associado

fundador e diretor geral da Agência Executiva de

apoio à Gestão de Bacias Hidrográficas Peixe Vivo –

AGB Peixe Vivo. Membro do CBH Velhas. É consultor

na área de desenvolvimento de eficiência operacional

e sustentabilidade financeira e ambiental em sistemas

de saneamento, gestão de recursos hídricos e

de resíduos industriais. Ex-presidente do Conselho Municipal

de Limpeza Urbana e membro do COMUSA-

Conselho Municipal de Saneamento de Belo Horizonte

e do CERH – Conselho Estadual de Recursos

Hídricos. Convidado pela UNESCO para participar

do Global City Water Futures Summit, em 2009 em

Delft – Holanda pelo “reconhecimento como liderança

no gerenciamento de águas urbanas em Belo

Horizonte. Contato: jnam@uai.com.br

15


16

ARTIGO | Inovação

A INOVAÇÃO VAI INOVAR NO BRASIL?

Por Jorge Raggi

“Conhecer é fabricar,” reafirma Piaget. (1)

Engenharia é inovação. Podemos somar ao movimento

atual de persuasão de inovação interagindo na construção.

O processo evolutivo do saber humano e do conhecimento

para a ação é construído por Konrad Lorenz (2)

com a seguinte fundação: o que pensamos é quase sempre

errado, porém o que aprendemos a fazer, é quase

sempre certo.

Primeiramente formamos uma ideia, depois a confrontamos

com a experiência e com os dados que percebemos

na nossa visão da realidade, de outros que possam colaborar,

e concluímos se podemos avançar para as ações.

Essas comparações sucessivas entre as percepções internas

e as realidades do mundo exterior é um método de

conhecimento denominado de pattern matching (modelagem

que vai se fazendo) por Karl Popper e Donald

Campbell. Essa cognição é encontrada em uma forma


em mais simples nos níveis mais inferiores dos

processos vitais ao estudar a evolução da vida.

No pensamento consciente são suposições seguidas

de confirmações ou não. O que pensamos

ser certo e se demonstra errado pode em outras

provas exigir o abandono ou criar novos

pensamentos – é a formação de hipóteses e verificações

– o teste da realidade.

A hipótese é um andaime na construção do conhecimento

que poderá ser demolida no avanço

das ações. Quem lança uma hipótese deve agradecer

àqueles que lhe mostram a insuficiência,

pois toda verificação consiste em provar que ela

resiste às tentativas de refutação. Cada hipótese

permite incorporar dados que podem gerar outras

mais adaptáveis à realidade. A maioria de

nós, no estado consciente, ama suas hipóteses.

Um exercício doloroso, mas que nos mantém jovens

e saudáveis, é dedicar-se todos os dias,

como se fosse uma ginástica matinal, a se desfazer

de uma hipótese querida, de hábitos de pensamentos.

Uma hipótese obtida empiricamente de observações,

de intuições, de deduções, pode se tornar

uma inovação com as experimentações e modelagens

que vão se adaptando à realidade. Uma das

representações do processo de inovação é Capital

+ Trabalho + Riscos, que se traduz em um

sistema com auto-regulação e instala um círculo

virtuoso.

Não há aplicação de capital e trabalho sem riscos.

“A coragem é mais necessária do que a

sorte: aquela faz nascer esta,” disse Napoleão Bonaparte(3).

Mas como inovar no Brasil com legislação

trabalhista paternal e ultrapassada; um

meio ambiente onde as partes da sociedade não

se entendem; uma infraestrutura desanimante;

tributos elevados; juros altos; baixos níveis de

compreensão na escolaridade; a cultura ibérica

de leis – normas – regulamentos – portarias –

sem decisões para não comprometer os funcionários

(que sentem desprotegidos em suas

ações) e os órgãos públicos que não interagem.

Como inovar no Brasil com uma “selva burocrática

e jurídica formada por 183 mil normas legais”.

Este número citado pelo deputado federal

Cândido Vaccarezza(4) é ainda reforçado quando

ele diz que “a Câmara não pode ser obstáculo às

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18

ARTIGO | Inovação

reformas tributárias, previdenciárias, políticas e trabalhistas”.

Se ele usa a expressão “ a Câmara não pode ser obstáculo”

posso traduzir que ainda é um obstáculo, ao invés

de ser a solução. E se, como é de nossa cultura ibérica,

as reformas que vierem piorarem aumentando a complexidade

e a interação de leis, normas, portarias, e as protelações

nas decisões?

Uma das respostas pode estar com Eliezer Batista:

“contribuir para a melhoria de nossa autoestima e mostrar

que, unidos, temos condições de modernizar e tornar

o Brasil melhor e mais justo”(5). Estas palavras que

lembram as atribuídas a Tiradentes e outros notáveis,

pode, de modo inovador se transformar em realidades.

Uma proposta que possa impactar e fazer com que a

base da população sinta melhorias reais, desenvolvendo

a capacidade de confiar em si próprio, fazendo nascer,

crescer, e produzir cada vez mais.

Uma proposta aqui apresentada para alavancar a autoestima

brasileira seria um conjunto de planos – projetos

– PPP’s (Parcerias Públicas Privadas) visando,

efetivamente, mudar as condições de transportes –

urbanos, rodoviários, aeroviários e portuários. Poderia

transformar nossa BelÍndia em um país com mais respeito

com grande parte da população, que com seu

trabalho faz o Brasil crescer. Grande parte da população

urbana viaja quatro horas por dia, toma quatro lotações,

trabalha mais de oito horas, vivendo em altos

níveis de estresses para construir, limpar nossas cidades,

constituindo uma escravidão moderna que parece

não ter fim.

Seria uma inovação de grande impacto na qualidade de

vida e na autoestima de todos nós brasileiros tornar o

transporte ágil, confortável, para criar novas condições

de trabalho.

Criar um espírito de corpo inovador em grande parte da

população, acabando com estas senzalas distantes , mas

muito mais reais que as antigas na época da escravidão.

Acabando com vários brasis dentro de um Brasil, como

foi a tomada do alto do Complexo do Alemão, RJ, no dia

28 de novembro de 2010 e fincada a bandeira brasileira

como se lá não fosse território do país. Ao invés de uma

luta insana de tentar tornamos todos iguais – o que não

é humano – dar mais oportunidades a todos.

Um processo inovador visando melhoria de autoestima de

grande parte da população pode ter efeitos multiplicadores

desenvolvendo pessoas mais saudáveis, mais criativas, no ambiente

de trabalho de todos nós. A proposta da modernização

dos transportes pode ter o sucesso que obtivemos como

o que criamos para sair do círculo destrutivo da inflação, com

muita vontade política, vários erros, vindo a acertar com o

Plano Real. Pode balizar Planos Inovadores de Transportes.

Talvez nos transportes está um fio condutor de impactos em

inovações no Brasil. O atual sistema de transportes, engessado,

tem muitos beneficiários. Inová-lo vai significar muitas

lutas. Mas se atuarmos em uma frente que pode criar um espírito

de corpo no desenvolvimento e na qualidade de vida

geraria uma cultura capaz de alterar o que temos de ibérico

– ao invés da ação com riscos, fazemos leis, normas e portarias,

que vão depender de regulamentações, aceitações, e práticas

que nunca serão transformadas em ações.


As bases históricas da inovação podem ensinar muito o

como fazer. Maquiavel, cap. VI, escreveu em “O Príncipe” :

“Deve-se ter em conta que não há nada mais difícil de

ser realizado, nem de sucesso mais duvidoso, nem de

maior perigo e manejo, do que o estabelecimento de

grandes inovações, pois o legislador tem por inimigos a

todos aqueles que viviam bem no regime anterior, e só

encontra tímidos defensores entre os favorecidos com o

novo. Timidez é produto, em parte, do medo dos adversários

favorecidos pelas antigas leis e, pela natural incredulidade

dos homens que não estão convencidos de que

uma coisa nova seja boa até que a experiência o prove.

Isto faz com que os adversários de inovações formem

um partido para combatê-las na ocasião propícia e, os

que as defendem o fazem francamente, de forma que uns

e outros representam um perigo para o novo regime.”

“Para se tratar a questão a fundo, é preciso ver se os

inovadores o são por iniciativa própria ou se tem que

os apóie, isto é, se, para realizar sua empresa precisam

apelar para a persuasão ou se podem empregar a

força, pois no primeiro dos casos, sempre fracassam

sem conseguir nada.” A força citada por Maquiavel era

militar. Hoje se traduz, além desta, por poder financeiro,

político, da imprensa, da internet, e a mais importante,

grande mobilização da sociedade para inovar.

A inovação vai inovar no Brasil? – A resposta dependerá

se substituirmos a cultura ibérica – de leis, normas, regulamentos,

portarias, que significa também falta de coragem

– por ações. Uma inovação desta pode gerar

outras inovações de vulto.

Jorge Raggi, engenheiro geólogo, diretor da Geoconomica Minas

(www.geoconomica.com.br) com atuação na área mineral, industrial e

ambiental. Foi professor de engenharia de produção na Escola de

Minas de Ouro Preto, (UFOP), e na Universidade Federal de Minas Ge-

rais,(UFMG). Representou o Brasil no seminário de Proteção Ambiental,

na cidade de Yalta, Ucrânia, convidado pela ONU. Possui várias publica-

ções na área de engenharia de produção e ambiental. Autor do livro

“Perícias Ambientais: Solução de Controvérsias e Estudos de Casos”, da

Qualitymark, RJ, e do livro “Talento & Oportunidades”, da E-Papers, RJ.

REFERÊNCIAS

(1) – Jean Piaget em seu livro “Sabedoria e Ilusões da Filosofia”, Ed. Abril,

SP, 1975, pág. 308, citando o filósofo francês Jacques Maritan.

(2) – K. Lorenz em “Oito Pecados Mortais do Homem Civilizado”, Ed.

Brasiliense, SP, 1988, pág. 86-91.

(3) – Maquiavel em “O Príncipe” – Anotado por Napoleão Bonaparte,

Ed. Rio, 1979, pág. 35.

(4) – Revista Veja, 08/12/2010, “Entrevista”, Ed. Abril, SP, pág. 24.

(5) – Eliezer Batista em comunicação pessoal, 05/03/2009


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ARTIGO | Inovação

Inovação

Novas ideias, ação e produtividade são palavras chaves

quando se trata de inovação. Em meio um cenário

competitivo, inovar é questão de sobrevivência.

É ter capacidade de promover avanços, competir e

se manter, de forma sustentável, no mercado.

Embora esse discurso pareça primário e monótono,

muitos confundem inovação com ideia, com o discursivo.

Apenas ter ideias não é inovar, para isto se

faz necessário conhecimento (ação e produtividade).

“...A verdadeira sabedoria das nações é a experiência”

(Napoleão Bonaparte). Brilhante!! Experiência é ter

conhecimento, agir, analisar e ter resultado e isso é ser

sábio.

Inovar é nada mais nada menos que novidade e renovação,

ou seja, mudança. Sendo esta significando sair de

um estado de conforto, traduz um fator inibidor da inovação.

Apresenta custos, riscos, capacidade de absorção

de novas ideias e disponibilidade de recursos humanos.

É fator inibidor em um perfil de sociedade que vive


sobre normas e regras conflitantes, criadas e modificadas

a uma velocidade que o medo de inovar aumenta

exponencialmente.

A (regra da) lei é que garante o funcionamento do sistema

de inovação em países com tal característica,

sendo que no Brasil há 18 mil normas legais e a cada

dia útil são editadas 46 normas tributárias (IBPT) o sistema

não funciona, ele é amedrontado pela vulnerabilidade

da interpretação de tantas leis. E essa é a grande

armadilha que protege a incompetência na ação. Logo,

com esta “camisa de força” não há confiança, sem confiança

não há aposta, sem aposta não há inovação.

Somos ruins em inovação, ruins pois nos entregamos a

neurose da mudança e da condenação. Medo brasileiro de

assumir responsabilidades, responder por um ato, agir.

Mantemos em nossos discursos exemplares e primorosos

a ideia de inovar, mas como dito a ideia, apenas a ideia. Traduzindo,

agimos não como falamos, somente falamos.

E aquela grande dúvida: “Então como inovar? Como

inovar sem enforcar-se em meio tantas normas, regras

e tributações?”

Se conseguíssemos passar por reformas tributárias, previdenciárias,

trabalhistas, ambientais e lutar contras os

juros elevados, conseguiríamos alterar o que temos de

ibérico –“entraríamos em um modelo mais livre de tantas

leis e normas e com mais ações que daria início ao

processo que é inovar”. - Sendo assim, bem-vindo a era

da inovação!

Como exemplo, falar de inovação é falar do sistema de

transporte brasileiro ou melhor, falar de ausência e ne-

cessidade de inovação. Assunto que é de conhecimento,

porém faz parte apenas de um discernimento ilustre sendo

sua ação contraditória ou inexistente.

Um sistema falho e paralisado onde trabalhadores se

tornaram escravos do mesmo, permanecendo sob seu

domínio durante horas do dia e onde a economia sofre

perdas devidas sua infraestrutura. Alterações que apenas

mascaram as lacunas daqueles que são prejudicados

e esgotados pelo seu uso (direto ou indireto). Nada de

inovação! Inovar é modificar e ter resultado dentro de

um contexto onde os personagens do sistema sintam

os impactos positivos dessa renovação.

O potencial inovador está naqueles que enxergarem e

alcançarem além de seus passos, assim como observar

ao seu redor as coisas sem preconceitos, sem limitações

e sem formulários. Como disse Steven Jobs, criativo

e inovador do século 21, “É maravilhoso ter uma

mente aprendiz ... Uma mente aprendiz vê as coisas

como são.”

Como motivação, revelo que agir não é ideia atual. “Homens

de ação” já se mostraram eficientes a muitos. A

história nos conta que “Napoleão aceitou o desafio de

conquistar a Itália em condições desfavoráveis, embora

ninguém,somente ele, acreditasse em sua estratégia. No

entanto, ele conseguiu transformar homens corrompidos

e abomináveis em um exército com espírito de

corpo, que enfrentava qualquer revés.”

Este artigo foi elaborado por Vanessa Werneck Bartoli Pires

(nessaawerneck@hotmail.com), graduando em Engenharia de

Agronegócios da UFF – Universidade Federal Fluminense, a

partir do texto de Jorge Raggi.

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22

Minas | Cenário da energia

MINAS E ENERGIA

Um Panorama da energia em Minas

Por João Camilo Penna e Paulo Sérgio Ribeiro

Alimento é indispensável à vida. Energia é indispensável

ao desenvolvimento. Trabalhamos para um desenvolvimento

viável, sustentável com avanço social. Energia é

insumo básico e sua falta teria efeitos catastróficos.

Qual a contribuição da energia em Minas Gerais?

Minas tem participação entre 9,5% e 10% no Produto

Interno Bruto (PIB) brasileiro, utilizando entre

14% e 15% da energia do país, em economia energiaintensiva.

Os energéticos representam 7,5% do Pib brasileiro e 9,5%

do mineiro.

A Matriz mineira hoje é composta da seguinte forma:

petróleo e gás, 32%; lenha, 26%, cana, 13%, biodiesel, 1%,

carvão mineral, 14%; energia hidráulica, 14%, 54% são

energias renováveis.

A energia importada passou de 20% do total em 1985,

para 51% em 2009. Minas utiliza 14% do diesel do país em

sua extensa malha rodoviária, interligando diversos estados.


O governo federal

age através da Aneel,

agência reguladora do setor elétrico,

e da EPE, empresa de planejamento

do setor, e de modo direto através da Eletrobrás

e de suas subsidiárias. A expansão do setor de geração

e transmissão por concessionárias públicas e

privadas, se dá através de leilões pela menor tarifa,

e existe cuidados especiais com o meio ambiente.

O 23º BEEMG 2008 (Balanço Energético do Estado

de Minas Gerais), importante documento

editado pela Secretaria de Desenvolvimento, informa

sobre a evolução da quantidade de uso dos

diversos energéticos, notando- se que eles têm

uso específico, gasolina, etanol e diesel para

transporte, carvão para metalurgia, eletricidade

para iluminação e motores, entre outros.

O setor industrial consome 62,5% da energia no Estado

em siderúrgicas, cimenteiras, mineradoras, em

um conjunto eletro-intensivo.

Nos próximos anos, haverá diversificação da matriz.

Na oferta, haverá maior utilização de bagaço

de cana, carvão vegetal, resíduos sólidos urbanos,

gás natural, energia eólica, do que no consumo

com produção menos energia intensiva. A demanda

de energia crescerá de 10% a 15% mais

que o PIB, caso a economia ainda permaneça com

o uso de energia intensiva.

A produção de energia em Minas atende a metade

do consumo. A busca de energia fora e indústrias

energia-intensivas têm sido viáveis. A

crescente produção de álcool, carvão vegetal e

biodiesel cria empregos no campo, um avanço social.

Elevação de preços, onerados por transporte

ou transmissão, criam oportunidades sustentáveis

e competitivas para a produção local de energia

e recomendam indústrias menos energia-intensivas

ao fabricar produtos finais. Empresários

terão mais resultados ao diversificar e verticalizar

sua produção para produtos finais, estes são

anunciantes e Minas terá a simpatia da mídia.

Em Abril 2010, o Ciemg-Fiemg lançou o programa

Minas Sustentável, ousado e moderno, que abre caminho

para um trabalho nacional a ser liderado pela

nova CNI (Confederação Nacional da Indústria).

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24

Minas | Cenário da energia

COMPETIÇÃO DERIVA DE

COMPETÊNCIA

Bons empresários conduzem a

produção para ser competitiva e

sustentável, o que resultará da produtividade

da empresa, qualidade

do produto e custos até o comprador,

onerados pelo “Custo Brasil”,

que parte dos governos.

O Brasil compete com ricos e com

países grandes e pobres, como a China,

aqui e em terceiros mercados.

O nosso governo coleta impostos

altos, adota juros altos no combate à

inflação, que resulta em abusos fiscais,

atrai dólares, valoriza o real, empresas

perdem competitividade, a China faz o

contrário e ganha o jogo. É premente

que o governo brasileiro adote políticas

competitivas e mude a ênfase de

política monetária para fiscal, reduzindo

despesas e tributos. Para enfrentar as

estratégias da China, o melhor é adaptar-se

a elas e mudar as regras do jogo,

cabendo inclusive forte esforço de

barreiras não-tarifárias. No grande comércio

Brasil-China, esta importa

matérias- primas e exporta manufaturados,

não compra estes do Brasil,como

os Estados Unidos o fazem. A

China investe aqui para produzir

matériasprimas e ou para comprar

empresas existentes. Cuidado com o

contrabando, que entra por várias formas

e portas e atenção ao problema

de empresas estatais chinesas comprarem

terras no Brasil.

No governo, e em empresas mineiras,

há base forte, vontade, modernidade

e capacidade para competir. Há um

importante parque industrial, avanço

no agronegócio e em serviços e

grande presença exportadora. Em

Belo Horizonte estão ótimas escolas

de gestão, Fundação Dom Cabral,

(sexta no mundo, Financial Times,

2010) e INDG Falconi, com centenas

de clientes aqui e no exterior).

CONSERVAÇÃO

Conservar, o mesmo benefício para

menor uso de energia, custa menos

que a energia equivalente. Em exemplo,

o Inmetro etiquetou consumos

específicos e eletroeletrônicos,

orientando o comprador. Vamos

conservar energia?

A Cemig criou a “eficiência”, para reduzir

custos com energia. A revista

Economia e Energia e o Instituto Nacional

de Eficiência Energética realizam

trabalhos correlatos e a Fiemg

(Federação das Indústrias de Minas

Gerais) publicou em 2009, um notável

estudo sobre conservação.

De avaliações da EPE, há um potencial

de conservação de energia de

10% e espera-se financiamentos a

juros menores e incentivos tributá-

rios para que se alcance esta eficiência

a curto prazo.

O governo mineiro em 2010, em

conjunto com a Cemig, iniciou programa

de doação para entidades sociais

de geladeiras, chuveiros e

lâmpadas de maior eficiência.

ENERGÉTICOS

PETRÓLEO

Energia suja. Minas usa 9,5% do petróleo

e gás e 13% do diesel no

país. É competitiva e necessária a

ampliação da Refinaria Gabriel Passos,

com produção estabilizada em

24 mil m3/dia, desde 1990. 0 governo

mineiro trabalha para que a

Petrobrás aumente seus investimentos

no Estado. Estradas com

melhores traçados e pisos, e cidades

com melhores malhas reduzirão

o consumo de combustíveis.

A Petrobrás com o “Economizar”,

reduziu o consumo em 14% no estado

do Rio. Estuda-se o mesmo

projeto entre o governo mineiro, a

Confederação Nacional de Transportes

e o Conpet.


GÁS - Energia clara

O gás natural responde por 2,5% da

energia primária do Estado e por

9,6% no país. A Gasmig passa de 407

km de gasodutos para 1049 km, de 2

milhões m3/dia para 9 milhões

m3/dia, atende a Região Metropolitana

de BH, (terminou em 200 o

ramal Jacutinga - Poços de Caldas),

ao Sul de Minas e atenderá logo ao

Vale do Aço e a Governador Valadares.

É previsto que em 2025 o gás deverá

responder por mais de 10% da

oferta de eletricidade no Estado.

Hoje estão atendidos 270 clientes

industriais, além de fornecimento às

usinas de Ibirité e Juiz de Fora. A

Gasmig prepara-se para fornecer gás

a consumo residencial, elaborando

projeto piloto para o bairro Cidade

Nova, em Belo Horizonte.

O atendimento ao Triângulo será

construído pela Cemig, ligando o

Triângulo ao gasoduto Bolívia – Brasil.

Foi iniciado em 2010, o programa de

pesquisa de gás na bacia sedimentar

do rio São Francisco, em Minas, nas

proximidades do rio Indaiá, pelo

consórcio Codemig-Orteng-Delp.

A Cemig, Petrobras, Shell, e outras

também conduzem pesquisas ali.

BIO MASSA - Energia verde e limpa

LENHA

De lenha e derivados, em 2009,

Minas utilizou 36% do consumo

total do país, com 26% da demanda

energética, em queda do consumo

estadual.

Em 2008, Minas plantou 137mil hectares

e o Brasil, 152 mil. Com 1,160

milhão de hectares de plantações em

Minas, 23% do país em 2020, estará

consumindo carvão destas florestas.

Hoje, 38 milhões de MDC de carvão

produzem gusa de valor. Uma

tonelada de gusa vegetal evita emissão

de três de carbono. Além da cogeração

de energia elétrica usando

resíduos dos setores siderúrgico,

agrícola, moveleiro, celulose, entre

outros, há possibilidade de construir

pequenas centrais térmicas a partir

das florestas plantadas, evitando o

grande consumo de carvão de mata

nativa que ainda representa 42% do

carvão consumido no Estado. Minas

busca carvão em Tocantins, Goiás e

Bahia.

A Acesita vai usar carvão vegetal.

Usinas utiliza gases para produzir

energia.

ÁLCOOL ( ETANOL)

Notável a inovação, o carro a álcool

foi o primeiro veículo no mundo movido

por combustível não derivado de

petróleo. Reduz em 75% a emissão de

CO2 ao substituir a gasolina.

O Programa partiu da antiga competência

brasileira na cana e nas usinas

de açúcar, docemente descrita em

Cultura e Opulência do Brasil, Antonil

- (Itatiaia,BH).O presidente Figueiredo,

em 1979 decidiu: “ Metas audaciosas para

o Pró-Álcool!” Foram fixadas em 170 mil

barris/dia de álcool, equivalente a produção

de petróleo na época. Passou-se da

mistura para a operação do carro a álcool

hidratado, novas bombas, novo sistema

de tancagem e distribuição, busca

de confiança no carro a álcool. A competição

com a gasolina acontece com

o petróleo em torno de US$ 50/barril.

Além de crescente produtividade nos

canaviais e nas usinas, o MIC lançou um

programa de eficiência dos combustíveis,

o “Escolha Certo – Gaste Menos”.

Os carros rodam à gasolina com 20-

25% de álcool, e o flex com álcool ou

gasolina, com menor eficiência pois foi

projetado para combustíveis alternativos.

O carro a álcool hidratado, com

maior eficiência, voltará.

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26

Minas | Cenário da energia

O carro elétrico usa baterias

muito caras para mais autonomia e

só será competitivo para pequenas

distâncias, como pátio de fábricas,

por exemplo.

A cana de açúcar gera 16,5% da energia

no Brasil, supera a hidroelétrica ao

produzir com sinergia álcool e bagaço

para energia, competitiva, distribuída,

produzida na seca, renovável,

rápida implantação, pouco vulnerável

a crises. A energia elétrica da queima

do bagaço superará Itaipu e crescerá,

na medida em que crescem a produção

de açúcar e álcool para o mercado

interno e exportação. Logo

atingirá 15% desta energia no Brasil.

Destacam-se a Embrapa e laboratórios,

como na Copersucar. A Única

reúne produtores e realiza estudos, liderada

por Marcos Jank.

A produção do álcool, 30 bilhões

de litros em 2010, ocupa 8% da

área plantada no país, em terras degradadas

ou liberadas por confinamento

e 2,2% do potencial para

lavouras. Sua fatia no PIB nacional

e sua produtividade crescerão.

Minas utiliza 10% da gasolina-álcool do

Brasil, produz 8% do álcool, crescentes,

alterna com o Paraná a segunda produção,

e em 2002 com 8% da produção

paulista, passou em 2009 a 14%.

Quarenta e três usinas em 2009 produziram

2,3 bilhões de litros. A previ-

são é de mais 20 usinas em Minas até

2013, o que representa mais 4 bilhões

de litros, investimentos de US$ 3,5

bilhões e 50 mil empregos, a maior

parte no Triângulo Mineiro. Até 2015

as 55 usinas de álcool em Minas poderão

gerar mais de 2 mil mw.

A Secretaria de Desenvolvimento estimula

destilarias e identifica com a Secretaria

da Agricultura, áreas próprias

para cana. Na safra 2008, foram processadas

no Estado 44 milhões de toneladas

de cana, produzindo 2,1 bilhões

de litros de etanol, para consumo mineiro

de 1,1 bilhão de litros. O BDMG

é importante financiador do programa,

junto com o BNDES.

O Álcool anidro será energético

brasileiro exportável, quase sem limites

para mistura antipoluição.

Protocolo para “Fim da Queima” até

2014 foi assinado entre o Governo

e o Sindicato de açúcar e álcool de

Minas, presidido Dr. Luis Custodio

Martins líder nacional atuante.

A exemplo do programa Minas -

PCHs, Pequenas Centrais Elétricas, do

governo estadual, é estratégica a criação

de um programa Minas Co-geração,

em acordos de acionistas entre a

Cemig e ou a Petrobras com os produtores

de açúcar e álcool. A Cemig

mantém permanente contato com os

usineiros, inclusive para solução do

acesso das usinas ao sistema elétrico.

BIODIESEL

Com tecnologia em evolução, o biodiesel

exige subsídios. Pode ser adicionado

ao diesel de petróleo em

qualquer proporção.

O consumo brasileiro de diesel é de

40 bilhões ao ano, sendo 10 bilhões importados.

O diesel gera 17% da energia

do Brasil. Minas usa 13% do diesel do

país. Seu custo em 2009 varia de

R$ 0,90/l no Norte a R$ 1,42/l, no Sul.

Produzido de soja, amendoim, mamona,

dendê, pinhão manso, e sebo

- é renovável, biodegradável, neutro

em emissões. Sua viabilidade crescerá

com resultados de pesquisas

para variedades agrícolas com maior

produtividade. Sua produção partindo

de óleo de fritura e de sebo

animal merece atenção.

Em mistura compulsória, hoje a 3%,

a meta é atingir 5% até 2012, correspondendo

a 0,85% da energia do

país. A Petrobras produz 290 milhões/ano,

inclusive em Montes Claros.

A BR e a mineira ALE são

distribuidores. A Malásia produz

120 vezes mais que o Brasil.


ENERGIA SOLAR / TÉRMICA

Energia limpa

Cerca de 2,5 mil edifícios em BH possuem

aquecedores solares para água,

reduzindo a ponta de carga dos chuveiros

elétricos, vilões da história. BH

é a capital brasileira neste campo.

Impõe-se um amplo programa para os

projetos públicos de casas populares.

ENERGIA HIDROELÉTRICA

Energia azul

A capacidade hidroelétrica do país

supera 80 mil mw. As térmicas chegam

a 26 mil mw, inclusive a bagaço

perto de 7 mil mw, e eólicas 700 mw.

Por dificuldades ambientais, térmicas e

eólicas têm deslocado hidroelétricas

de menor custo.

A hidrelétrica gera energia firme e secundária,

as térmicas entram na seca.

O artigo 23 da Constituição fixa com-

petências comuns entre os federados,

entre elas o meio ambiente, e ordena

Lei para cooperação entre as partes.

Em 21 anos sem esta Lei houve retardo

de aprovações para hidrelétricas

levando às térmicas. Em 2009, a

Câmara aprovou projeto a respeito,

aguarda-se o Senado.

CARVÃO MINERAL

Energia suja

Minas participa com 35% do carvão

metalúrgico no Brasil e 10%

do energético, totalizando 13,2%

da energia em Minas. Gases dos

alto-fornos têm potencial para

gerar 8% da demanda total de

energia no Estado, o setor consome

70% dele, 30% perdidos.

Impõe-se realizar acordos entre

os atores envolvidos para anular

este desperdício.

A competitividade das siderúrgicas

no Vale do Aço e na faixa Belo Horizonte

– Rio, desmente que só

usinas litorâneas seriam competitivas.

É de 470 mw o potencial de

instalação de usinas geradoras no

topo dos fornos.

MINAS GERAIS

A capacidade total no Estado e em

suas fronteiras, enviando energia

para fora, é de 18.960 mw, dos quais

cerca de 200mw térmicos, autoprodutores

e Pchs. A capacidade da

Cemig é próxima a 7 mil mw, acrescida

por energia comprada. constroem-se

PCHs, até 30mw,- que em

Minas totalizam 1 mil mw,- e após

leilões, projetos hidroelétricos,

térmicas e eólicas.

A EPE realizou leilão em junho do

ano passado de 13 usinas para 4,7

mil mw, no Norte e uma em Santa

Catarina, o Sudeste quase todo

utilizado.

A Secretaria de Desenvolvimento

avaliou o potencial de 4 mil mw em

usinas médias e 3,7 mil mw em

PCHs, que será reduzido por razões

econômicas e ambientais.

PCHs subsidiadas e financiáveis

pelo BNDES, geram energia mais

cara do que centrais médias, mas

competem com térmicas e eólicas.

O governo lançou o programa

Minas PCHs, com potencial acumulado

em mil mw, para trabalho

conjunto com a Cemig, com R$ 2

bilhões em investimentos privados.

Está em operação a usina Cachoeirão,

no rio Manhuaçu, com

27 mw e Pipoca com 20 mw em

conclusão.

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28

Minas | Cenário da energia

Minas tem grande participação na indústria

eletroeletrônica do país. A

Abinee-MG, presidida por Ailton

Ricaldoni Lobo, reúne empresas de

eletroeletrônicos da Grande BH,

de Santa Rita do Sapucaí-Itajubá e

de outras regiões. Nansen Araújo,

Stefan Salej, Robson Andrade e

Olavo Machado, sucessivos presidentes

da Fiemg, são do setor.

EÓLICA

Energia limpa das ventanias

A Cemig-D operou a primeira

usina eólica no país, em Morro

do Camelinho, Diamantina, em

1994. Nos últimos 10 anos, a

energia eólica usada no mundo

cresceu a cerca de 30% ao ano. A

Cemig publicou em 2010 o

“Mapa Eólico de Minas Gerais,

Schubert,” - um potencial de 90

mil gwh/ano, a mil metros de altura

das hélices, de mais produção

na seca. O programa será

objeto também de empresários

privados. A unidade eólica terá 3

mw, na atual tecnologia.

A Secretaria de Desenvolvimento

coordena a fabricação destes conjuntos

no Estado. Esta energia

ainda relativamente cara, recebe

subsídios do Proinfa, Programa de

Incentivo às Fontes Alternativas de

Energia Elétrica

CONCESSIONÁRIAS

EM MINAS

A Companhia Energética de

Minas Gerais, controlada pelo Estado

de Minas, têm ações nas Bolsas

de São Paulo, Nova York e

Madri, 23% das ações são do

setor público, 35% do privado interno

e 42% do externo. Conquistou

o índice “Dow Jones

sustentability.” A diretoria profissional

exerce gestão corporativa

e coordena equipe de alta qualidade

e os interesses das partes.

A Cemig atende a 774 municípios,

com 10,8 milhões de consumidores.

A capacidade é de 6,560

mw, valor equivalente a R$18

bilhões. Seu Plano Diretor visa

reduzir o problema de débito

do Estado de Minas, resultante

de conta de resultados a compensar.

Busca aumento do lucro

com participações e compras

de empresas do ramo, retendo

65% dos dividendos devidos ao

Estado.

Visa ser uma das duas maiores empresas

de energia do Brasil. Com

12% na geração do país em 1980,

hoje 7%, e comprando 16% da

energia de Itaipu, a Cemig disputa

leilões e constrói usinas. Busca

mais produtividade e menores tarifas,

hoje agravadas por alta tributação,

dispersão, consumidores

pequenos e tarifas sociais. O número

de empregados está há anos

em torno de 10,5 mil.

É a maior comerciante de energia

bruta do país, com 25% do mercado.

A Força e Luz Cataguazes-

Leopoldina atende 66 municípios

em Minas, e atua no Nordeste. Em

linha com Cataguases, a empresa

tem atividade cultural. Em linha

com a tradição técnica, desenvolveu

capacidade em PCHs. Seus 105

anos são exemplo da concessionária

privada que exerce bem os serviços

públicos.

O Departamento de energia de

Poços de Caldas é concessionário

municipal. A Bragantina atende a

10 municípios e a Luz e Força de

Mococa atende a três.

Na área privada, empresários

constroem PCHs e o Programa de

aquecimento de água por calor

solar é o mais avançado no Brasil.


PREÇOS DA ENERGIA

Os custos do mw/h para hidrelétricas,

são da ordem de R$70 para

grandes centrais, R$ 130 para PCH

(Pequena Central Hidrelétrica);

R$140 corresponde ao bagaço;

R$150 são as eólicas; R$160 térmicas

a gás; R$ 450 a óleo, R$700 a

diesel, R$200 e a nuclear, R$180.

Resultam de investimentos, câmbio,

juros e impostos, e acrescente-se custos

de longa transmissão, distribuição

em áreas de baixa densidade e encargos.

O governo, com o Proinfa, incentiva

PCHs e eólicas. As empresas da

União trabalham com remuneração

baixa, o BNDES não financia o setor

publico. Leilões atraem empresários

e concessionárias. O BNDES financia

80% a 30% ao ano, juros baixos. E

surge uma nova Eletrobrás na coordenação

e busca de sinergia entre

subsidiarias.

Regulamentado o Art. 23 da Constituição,

- projeto de lei aprovado na

Câmara em 2009, aguarda o Senado,

João Camilo Penna, do

- que trará ordem e racionalidade ao

licenciamento ambiental ao definir

quem faz o que - com política econômica

sadia e juros menores, as hidrelétricas

serão mais presentes e fortes.

Fontes de menor custo unitário estão

sendo esgotadas. Há grande potencial

de usinas na Amazônia, longínquas, que

geram muito na chuva, pouco na seca.

Serão reguladas por térmicas ou eólicas.

As térmicas, de menor investimento,

têm custos operacionais altos.

A produção de energia elétrica competitiva

pela queima do bagaço,

cresce à medida que crescem o consumo

interno de açúcar, a produção

de álcool pelo aumento da frota e

o mercado externo para álcool anidro

e açúcar. Logo atingirá 15% da

energia elétrica no pais, crescente,

prevendo-se produção de 10 mil

mw sazonais, antes de 2020.

Para “importar” menos energia, o

governo de Minas estimulará no

Estado a conservação, construção de

usinas medias e Pchs, produção de

Conselho de Administração

da Cemig e do Conselho

Consultivo da Eletrobrás.

álcool, carvão vegetal, biodiesel,

eólica e aquecimento solar.

A tributação de energia atinge 36%

do total de ICMS em Minas. De fácil

operação, e blindada contra sonegação,

esta carga afasta investidores,

onera consumidores. Na residência

o tributo sobre energia elétrica pesa

40%, há subsídios para 2,4 milhões

de pequenos consumidores em 6,6

milhões. Em 2010, o governo mineiro

reduziu, a partir de 1 de janeiro

deste ano, o ICMS sobre

álcool, de 25 para 22%, e aumentou

o da gasolina para 27%.

O governo de Minas com o choque

de gestão obteve mais eficácia e eficiência

na máquina pública, aplicando

medidas eficazes como a

redução do ICMS para o álcool.

Estudaremos para conhecer melhor

este fascinante mundo em que nascemos

e trabalharemos para tornar

melhor este estranho mundo em

que vivemos. Com alegria e energia,

vamos em frente!

Paulo Sérgio Ribeiro, Secretário

Adjunto de desenvolvimento de

Minas Gerais e do Conselho de

Administração da Cemig.

29


LITERATURA Dica Técnica

História da Evolução da Engenharia Curso para a mulher

O livro “História da Evolução da

Engenharia” do mineiro Geraldo Dirceu

Oliveira, conta a história da construção

das grandes pirâmides egípcias ao legado

dos sumerianos, passando pelas

civilizações grega a romana, até chegar

à Idade Média e à Contemporânea.

Em relação à engenharia brasileira, o

escritor destaca a construção da Estrada Real e das cidades

do Ciclo do Ouro, especialmente em Minas Gerais. O autor também

fala do importante papel desempenhado pela Escola de

Minas de Ouro Preto. Dirceu Oliveira é engenheiro civil, integrante

do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e

coordenador da Comissão Técnica de Transportes da SME.

SME Seja um associado

Compromisso com Você!

A Sociedade Mineira de Engenheiros,

por meio da sua equipe, tem desenvolvido

uma série de trabalhos

para atender cada vez mais e melhor

a cada um dos associados.

Em seus 80 anos de existência,

a SME trabalha para integrar,

desenvolver e valorizar a Engenharia,

a Arquitetura, a Agronomia e seus

profissionais, contribuindo para o

aprimoramento tecnológico, científico,

sócio-cultural e econômico.

Produtos e Serviços

Em nosso site há uma série de produtos

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extensa gama de convênios que você

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planejamento financeiro, seguros, serviços

fotográficos, hotéis, beleza e estética,

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de Engenheiros (SME), o curso de

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sido uma das grandes bandeiras da

SME na busca em oferecer os melhores

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você e sua família.

Por meio do nosso site:

newsletters, revistas, eventos e

participação nas redes sociais, a

SME tem se tornado, cada vez

mais, um canal aberto para ouvir

suas sugestões e para representar

seu interesse. Aproveitamos para

nos colocar à disposição para outras

informações e demandas.

Acesse: www. sme.org.br.


SME VISITA ESCOLA DE ENGENHARIA

Acompanhado de seus vicepresidentes,

Ailton Ricaldoni Lobo e

Délcio Antônio Duarte, o Presidente

da SME (Sociedade Mineira de Engenheiros),

Márcio Damazio Trindade, visitou

as novas instalações da Escola de

Engenharia da UFMG, e foram recebidos

pelo diretor Benjamim R. de Menezes

e o vice-diretor, professor e

doutor Alessandro F. Moreira.

Que tipo de profissional que

o mercado busca? A resposta vem do

diretor da Escola de Engenharia, Benjamim

R. de Menezes. “Temos que suprir

este mercado com profissionais

bem formados, preparados e com um

viés empreendedorista”.

Um dos temas abordados na

reunião foi a mudança do ensino da

engenharia, já dentro das novas orientações

do MEC, sugerindo uma base

igual para todos os cursos, seguindo-

Frases

O mundo é um lugar perigoso

de se viver, não por

causa daqueles que fazem o

mal, mas sim por causa daqueles

que observam e deixam

o mal acontecer.

Albert Einstein

"Inventar é imaginar o

que ninguém pensou; é

acreditar no que ninguém

jurou; é arriscar o que

ninguém ousou; é realizar

o que ninguém tentou. Inventar

é transcender. "

Santos Dumont

se o aprendizado mais específico nas

áreas escolhidas pelos alunos. Este

tema informou o Presidente, é objeto

das considerações possíveis dentro da

Comissão de Ensino da SME, com a

colaboração dos professores, interessados

e especialistas no assunto.

Trindade informou ainda, ter

lançado um programa de aproximação

mais intensa com a comunidade acadêmica

e estudantil, visando levar às

universidades a palavra experiente de

engenheiros de sucesso, além de palestras

técnicas que introduzam o avanço

tecnológico.

Outra questão abordada foi a

educação básica da população brasileira.

“Recebemos uma juventude despreparada,

sem os alicerces

necessários à construção de um saber

aplicável ao processo de desenvolvimento

acadêmico. Deparamo-nos com

Por Alessandra Sardinha

alunos que saem do ensino médio com

uma formação muito precária e,

quando alcançam a Universidade, têm

séries dificuldades prejudicando o seu

rendimento acadêmico. E muitas das

vezes somos obrigados a nos transformar

em centros de adequação e preparo

dos neos-engenheiros”, explica o

diretor Menezes.

Ainda segundo o diretor da

Escola de Engenharia, a solução para

este problema é nivelar a educação no

ensino fundamental e médio.

Ao término da visita, formalizou-se,

dentre as comemorações dos

100 anos que completa a Escola de Engenharia,

a SME agregará às mesmas

seu 20º Prêmio Ciência, Tecnologia e

Inovação, ao qual podem concorrer

universitários de todas as áreas de Engenharia

e Arquitetura de Universidades

Mineiras.

31


32

A Engenharia Mineira e

Por José Antônio Silva Coutinho

A Sociedade Mineira de Engenheiros

(SME), como programação prioritária de

trabalhos da sua comissão técnica de transportes,

vem desenvolvendo e atualizando

estudos sobre logística e transportes desde

setembro de 2007, quando elaborou e entregou

ao Ministério dos Transportes, o

documento "A Engenharia Mineira e o

Plano Nacional de Logística e Transportes

(PNLT)." O documento é uma contribuição

da SME à implementação do

PNLT, um plano federativo e de estado,

associado ao processo de desenvolvimento

socioeconômico do país, que traz

abordagem multimodal, constituindo-se,

portanto em processo de planejamento

permanente, participativo, integrado e

institucional, ferramenta eficiente e eficaz

para a programação e implementação

das obras do Programa de Aceleração

do Crescimento (PAC1 e PAC2).

Mais recentemente, em abril e julho

de 2010, a Sociedade Mineira de Engenheiros

- SME, por convocação da

Secretaria de Política Nacional de

Transportes/SPNT do Ministério dos

Transportes, e por delegação e credenciamento

das instituições participantes,

representando o setor

público (Secretaria de Estado de

Transportes e Obras Públicas –

Setop) e setor privado (Federação

das Industrias do Estado de Minas

Gerais – Fiemg, representada pelo

sindicato da indústria da construção

pesada do Estado de Minas Gerais –

Sicepot – MG) recebeu a incumbência

de elaborar “proposta integrada

do Estado de Minas Gerais, contendo

as demandas prioritárias de logística

e transportes para o período de 2010

a 2014, por modo de transporte”.

Estas demandas são consideradas como

de relevância para o aprimoramento de

nossa infraestrutura em logística e transporte

de forma a atender o crescente desenvolvimento

sócio-econômico do

Estado de Minas Gerais, e na proposta

estão identificadas em 9 blocos de projetos,

sendo 30 referentes ao modo rodoviário,

14 ao modo ferroviário, 24 ao

modo hidroviário, lacustre e portuário, 02

ao modo aeroportuário e 01 referente

ao desenvolvimento da intermodalidade,

todos considerados como contribuição

para o êxito de um processo de planejamento

permanente, participativo, integrado

e interinstitucional, cuja perenidade

demandará uma forte reorganização e

uma gestão eficiente e eficaz, que seja

capaz de envolver todas as esferas de governo,

bem como as várias instituições,

órgãos públicos e privados afins e corre-


o PNLT

latos ao setor dos transportes.

Estas demandas prioritárias de projetos

para os diferentes modos de

transportes e igualmente, ações institucionais

em políticas públicas, que

tem pertinência com os objetivos e

natureza do PNLT e nele devem ser

incluídos, pois, como o PNLT “buscam

assegurar a plena trafegabilidade e capacidade

do sistema de transportes,

propondo estabelecer melhores condições

para as rodovias e para os acessos

terrestres e marítimos aos portos

nacionais, agregando a priorizando os

sistemas hidroviários e ferroviários

nos principais eixos de desenvolvimento

e terminais de integração do

país, para dotá-lo de uma cadeia logística

de transporte eficiente. Neste

contexto se inserem ações institucio-

nais relevantes, de caráter regulamentar

e normativo, que irão garantir uma

melhor adequação e produtividade da

infraestrutura dos sistemas.” (Marcelo

Perrupato – Secretário de Política Nacional

de Transportes/MT – Revista

Ferroviária/PNLT/out 2006).

Considerações e destaques

O interesse comum no processo de

desenvolvimento estratégico sustentado,

contribuindo para a melhoria e

o desenvolvimento constante das condições

sócio-econômicas do Estado

de Minas Gerais, justifica a apresentação

de proposta única, integrando as

prioridades definidas nas demandas

apresentadas pelo setor público e pelo

setor privado, para os diferentes

modos de transporte.

A unicidade destes propósitos e princípios,

leva em consideração a atualização

de pressupostos e paradigmas

apresentados nos documentos “Plano

Estratégico de Logística e Transportes

– PELT/MG” (Governo/Setop/Seplag)

e a “A Engenharia Mineira e o PNLT”

(Setor Privado – SME), resultando na

proposta de destaques de estudos,

projetos, obras e ações estratégicas e

institucionais para os superiores interesses

do Estado de Minas Gerais.

A proposta ressalta a importância do

conceito de logística integrada preconizado

no Plano Nacional de Logística

e Transportes – PNLT, assim como a

ênfase do plano às conexões multimodais

e ao uso dos modos de transportes

de melhor desempenho

energético, caso especial do incentivo

às ferrovias e hidrovias.

A proposta igualmente sustenta a

importância fundamental das ações

de caráter institucional, nos casos

da perenização do processo de planejamento

estratégico, do estabelecimento

criterioso dos marcos

regulatórios e, ainda, da consolidação

da plena atuação das agências

reguladoras.

A proposta leva em consideração, também,

que o Plano Nacional de Logística

e Transportes – PNLT, ao considerar os

corredores de transportes como parte

das cadeias logísticas que, por sua vez,

refletem as cadeias produtivas – poderá

33


34

dar o necessário suporte à indução da

localização, em território mineiro, de elementos

chaves associados à esta concepção:

centros, instalações de ensilagem, de

transbordo, de comercialização e, sobretudo,

de beneficiamento de grãos.

A perspectiva das cadeias logísticas

transcenderá, portanto, a própria perspectiva

da multimodalidade. Dos 70

projetos, destacaríamos como mais importantes

para serem priorizados em

sua execução no PAC:

AEROPORTUÁRIOS

O aumento da capacidade do Aeroporto

Internacional Tancredo Neves, na

região metropolitana de Belo Horizonte

(Confins) e a conclusão do aeroporto

regional da zona da mata (Goianá).

RODOVIÁRIOS

• Projeto e construção do arco viário

de contorno norte (rodoanel) da

região metropolitana de Belo Horizonte

(ligação da BR 381 Sul / Fernão

Dias, e a BR 381 Norte para Governador

Valadares);

• Conclusão da construção do portal

sul de Belo Horizonte (BR

356/BR040/Nova Lima/ MG30);

• Projeto e construção do arco viário

sul (via das indústrias) da região

metropolitana de Belo Horizonte;

• Conclusão da obra de duplicação

da BR 050 entre as divisas GO/MG/SP;

• Conclusão da obra de melhoria da

capacidade de tráfego e duplicação da

BR 040 do trevo para Ouro Preto/BR

356 até Juiz de Fora/MG 452;

• Projeto e construção da obra de

adequação e duplicação da BR 381 –

norte de Belo Horizonte a Governador

Valadares;


Conclusão da obra de adequação

e duplicação da BR 040 entre Belo

Horizonte/Sete Lagoas/Curvelo.

HIDROVIÁRIOS / LACUSTRES

e PORTUÁRIOS:

• Construção de eclusas nas barragens

de Água Vermelha, Marimbondo e

Porto Colombia, no Rio Grande para

aumento de sua navegabilidade;

• Implantação de transporte lacustre

na Bacia da Barragem de Furnas;

• Construção de 03 (três) portos e

reformas de 06 (seis) portos no Rio

São Francisco para ampliar seu potencial

de transporte hidroviário;

• Melhorias no transporte hidroviário

do Rio São Francisco entre Pirapora,

Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

FERROVIÁRIOS

• Implementação do Prosefer – programa

de segurança ferroviária, com a

eliminação de passagens de nível e de

invasões nas faixas de domínio da malha

ferroviária do Estado de Minas Gerais;

• Construção da obra de retificação

e duplicação do trecho ferroviário

entre a estação do Horto Florestal e

de General Carneiro, antigo projeto da

travessia ferroviária da região metropolitana

de Belo Horizonte;

• Construção da ligação ferroviá ria

entre Governador Valadares / Teófilo

Otoni / Itaobim / Turmalina / Grão

Mogol/Salinas/Rio Pardo de Minas/Pai

Pedro, pólos de celulose e mineração,

para o desenvolvimento das regiões

norte e nordeste de Minas Gerais;

• Construção da ligação ferroviária

entre Pirapora/Unai/Planalto Central,

promovendo a integração da malha

ferroviária de Minas Gerais com a

ferrovia norte/sul e importantes

regiões produtoras do centro-oeste

e norte/nordeste do Brasil;

• Conclusão da ferrovia do aço na

região metropolitana de Belo Horizonte

do km 0, em BH/Caetano Furquim,

até o pátio de andaime no km

29, no município de Itabirito, trecho

ferroviário, em que toda a infraestrutura

está pronta;

• Conclusão de viaduto ferroviário

eliminando a passagem de nível

no cruzamento com a MG 040 na cidade

de Sarzedo;


35

• Construção de viadutos, trincheiras

e passarelas em ramal ferroviário

no centro da cidade de juiz de fora

para eliminar-se conflitos de mobilidade

urbana;

• Construção do contorno ferroviário

de Santos Dumont;

• Conclusão das obras do metrô de

Belo Horizonte com a modernização

da linha 01 existente e ampliação da

frota atual; conclusão linha Barreiro-

Calafate e dos projetos e construções

das linhas 02 (Calafate/Hospitais) e 03

(Pampulha/Savassi);

• Implantação do transporte ferroviário

de passageiros com o emprego

de veículos leves sobre trilhos – VLTS,

como alternativa viável técnica e economicamente,

para os projetos de mobilidade

em transporte de massa, na

região metropolitana “expandida’’ de

Belo Horizonte, aproveitando-se 835

km de malha ferroviária existente, com

o adequado compartilhamento dos

trens de carga, influenciando social e

economicamente 129 municípios, 81 a

mais do que os 48 da RMBH e seu

colar;

• Implantação em Minas Gerais de

um “Centro de Referência e Excelência

em Engenharia Ferroviária – Cengefer”

constituindo-se em rede inovadora de

instituições, especializado em projetos

de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico

para a indústria ferroviária em

sua cadeia produtiva e na formação de

novas gerações de técnicos e engenheiros

para o setor;

Por questões de política orçamentária

e de prioridades estratégicas, o governo

federal redefiniu a programação

de obras de infraestrutura de transportes

em PAC_1 e PAC_2 implementando

e concluindo aquelas que se

iniciaram com recursos do PAC_1,

como, por exemplo, dentre outras, a

conclusão da duplicação da BR 262

entre Betim e Nova Serrana, da BR 040

entre Belo Horizonte e Sete Lagoas, e

o novo viaduto sobre a BR 040, em

Congonhas, antigo Viaduto Vila Rica.

As demais obras consideradas como

demandas prioritárias para o Estado de

Minas Gerais, conforme proposta integrada

enviada pela SME ao MT/PNLT,

deverão ser objeto de ações estratégicas

para a conquista de sua completa

inclusão no PAC_2, sem o que dificilmente

serão executadas, com exceção

da “Travessia Ferroviária de Belo Horizonte”,

que será executada por conta

da ferrovia centro atlântica - FCA/Vale

conforme acertos viabilizados com o

Governo Federal e Rede Ferroviária

Federal S.A., devendo ser iniciada nos

próximos dias.

José Antônio Silva

Coutinho é engenheiro

Coordenador

Adjunto da

Comissão

Técnica de

Transportes

da SME

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36

EÓLICA | Energia limpa

Bons ventos para a matriz

Por Ailton Ricaldoni Lobo

Com a crise econômica

que assola a Europa e também

os Estados Unidos desde

2008, assistimos a consolidação de

uma reviravolta na estrutura mundial

com a escalada do poderio

econômico do Brasil e da China.

A economia do Brasil está se internacionalizando,

fato decorrente

de o País ocupar o primeiro

lugar na produção de vários insumos

agrícolas. O Brasil se consolidará

como celeiro do mundo

expandindo 40% a sua produção

agrícola nos próximos dez anos.

Com o objetivo de tornar realidade

essas perspectivas econômicas,

o Brasil como todas as outras

nações com alto índice de desenvolvimento,

vai precisar de muita

energia.

Quando comecei os meus trabalhos

na Gerência de Desenvolvimento

Tecnológicos da Cemig,

utilizando outras fontes renováveis,

a saber: eólica, solar, biomassa, e

outras, para compor a matriz elé-

trica brasileira, esse esforço era

visto como pesquisa científica. No

Brasil não se permitia falar em

outra fonte renovável, como solução

energética para o País, que não

fossem as grandes usinas hidrelétricas,

que transformaram o Brasil

entre os países industrializados, em

um dos mais dependentes da hidroeletricidade,

com 96,8% da

energia produzida por cerca de

600 barragens. O Brasil se colocou

como o maior produtor de hidroeletricidade

da América Latina, seguido

pela Argentina com 101


energética brasileira

barragens, Venezuela com 72 e

Chile com 87. Brasil e Paraguai juntos

tem a maior usina hidroelétrica

do mundo, com uma capacidade

total de 12.600 megawatts. O consumo

de energia per capta no Brasil

quadruplicou desde 1970, de

491 kilowatt para 2.242 kwa atualmente.

O grande desenvolvimento da hidroeletricidade

no Brasil foi entre

1975, quando a capacidade instalada

era apenas de 18.500 megawatts,

e 1985, quando passou para

54.000 megawatts. A partir de

então a construção de barragens

tornou-se mais difícil devido à crise

econômica e ao endividamento,

assim como ao crescimento das

críticas às barragens devido aos impactos

sociais e ambientais.

Hoje, estamos assistindo o resultado

do esforço concentrado de

algumas pessoas que acreditaram

que os ventos iriam ocupar o seu

lugar na matriz elétrica mundial.

A energia do vento (eólica) pode

garantir 10% das necessidades

mundiais de eletricidade até o

ano 2020, criar 1,7 milhão de

novos empregos e reduzir a emissão

global de dióxido de carbono

na atmosfera em mais de 10 bilhões

de toneladas. Estes são os

principais dados de um novo relatório

internacional elaborado

pelo Greenpeace, pela Associação

Européia de Energia Eólica

(EWEA) e pelo Fórum pela Energia

e Desenvolvimento e lançado

em Bruxelas (Bélgica) durante um

seminário sobre fontes de energias

renováveis.

37


38

EÓLICA | Energia limpa

O relatório "Wind Force 10: A

Blueprint to Achieve 10% of the

World’s Electricity from Wind

Power by 2020" mostra que um

total de 1,2 milhão de megawatts

(mw) de energia eólica pode ser

instalado ao redor do mundo até

2020, produzindo, mas que o total

de energia necessária para alimentar

toda a Europa hoje.

Nos últimos dez anos, a força do

vento foi a fonte de energia de

maior crescimento no mundo, com

uma média de 30% de crescimento

ao ano. Apesar de suprir cerca de

10% das necessidades de eletricidade

da Dinamarca, por exemplo, a

contribuição da energia eólica em

todo o mundo permanece abaixo

de seu potencial, com uma média

de 0,15%.

Com custo cada vez menor, e

bem mais barato que a hidráulica,

desempenho cada vez maior,

comparável a hidráulica, prazos

de instalação menores, modularidade

e menos impacto ambiental,

esse tipo de energia se tornou a

bola da vez.

Temos que considerar esta opção

com muita ênfase, haja vista, que

o Brasil hoje possui conhecimento

tecnológico para produzir

todos os componentes dos geradores,

possui também um parque

industrial capaz de produzir tais

componentes e uma demanda interna

enorme, pois, o mapeamento

dos potenciais de vento

indica que em Minas Gerais, por

exemplo, só existem 40 giwatts

de potencial instalável.

A contribuição para a autonomia

energética e para o balanço comercial

internacional é significante. Ao

invés de o governo pensar em enterrar

bilhões de dólares na finalização

da usina nuclear de Angra II

e na construção de Angra III, deveria

tomar uma atitude mais estratégica,

e investir até dez vezes

menos em fontes de energias renováveis

e de baixo impacto sobre

o meio ambiente, como a eólica,

obtendo melhores resultados para

a matriz energética brasileira.

Num mundo em que estamos assistindo

o crescimento vertiginoso

das fontes renováveis, em especial

a eólica, o Brasil terá de se livrar

de seus principais nós e aproveitar

que os ventos estão favoráveis.

Disso dependem da nossa política

energética, a formação de mão de

obra qualificada, investimentos em

pesquisa e desenvolvimento com

forte participação da indústria, financiamentos

de longo prazo e a

manutenção do crescimento econômico.

Ailton Ricaldoni Lobo , Presidente eleito da SME

para o mandato Abril / 2011 - 2014


Djalma Bastos de Morais,

A sólida formação em engenharia

de telecomunicações e matemática

de Djalma Bastos de Morais

obtida em instituições do Sul e Sudeste

naturalmente encaminharam o

jovem militar, natural de Maceió (AL),

para a chefia do serviço de rádio do

Exército na Zona da Mata mineira. Daí

para cargos de superintendência na

Telemig, uma das maiores empresas

estaduais de telefonia do País na década

de 80, e para a Telebrás, então

controlada pelo governo federal,

foram superadas etapas em um processo

constante até o Ministério das

Telecomunicações em 1994.

Em 1995, no entanto, sua carreira

viria a sofrer uma guinada radical

com a nomeação para vice-presidente

da Petrobrás Distribuidora. Desde

então, passou a desempenhar um papel

de protagonista no setor energético

brasileiro, função que mantém há 11

anos como diretor-presidente da

Companhia Energética de Minas Gerais.

Com isso, o engenheiro Djalma

Bastos de Morais não é apenas o presidente

da maior companhia integrada

de energia elétrica do País como também

é a personalidade a ocupar por

mais tempo, o cargo mais alto da diretoria

da Cemig desde sua fundação, há

quase seis décadas, em 1952.

Com Djalma Morais na presidência da

Empresa, a Cemig tem conhecido um

crescimento como nunca havia acontecido

antes. Nos seus primeiros quatro

anos de gestão (1998/2001), a

Cemig empreendeu o seu maior volume

de obras para implantação de hidrelétricas

no País. Em quatro anos

foram iniciadas ou concluídas as obras

das hidrelétricas de Porto Estrela, Funil,

Aimorés, Irapé, Queimado, Pai Joaquim,

Capim Branco I e II e a térmica do Barreiro.

A Companhia iniciou ainda um

processo que lhe permitiu, em pouco

tempo, entrar para o exclusivo grupo

das empresas que são líderes mundiais

em sustentabilidade econômica, ambiental

e social.

A partir de 2002, a Cemig

avançou ainda mais e, em quatro anos,

o seu valor de mercado praticamente

triplicou. Estrategicamente, com muita

segurança e habilidade a Cemig partiu

para o desafio de ser uma empresa global,

passando a ter negócios em 19 estados

brasileiros e no Distrito Federal,

mas sem nunca deixar as raízes de

Minas. Dessa forma, a Cemig expandiu

os seus negócios com participação na

Light, do Rio de Janeiro, aquisição do

controle da Terna e de parte da TBE,

que atuam na operação de linhas transmissão

no Norte, Nordeste, Sul e Sudeste

do Brasil, de parques de geração

eólica no Ceará e da implantação e

operação de uma linha de transmissão

no Chile. Ao mesmo tempo, a Companhia

atingiu o índice de 100% de consumidores

urbanos ligados e está

terminando as obras para a universalização

da eletrificação rural. Tudo isso

só foi possível graças à habilidade e

visão do presidente Djalma Bastos de

Morais à frente da Cemig.

39


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FERROVIA | Cengefer

Projeto inovador

‘’Centro de Referência e Excelência em Engenharia Ferroviária – Cengefer’’

Projeto inédito e pioneiro no Brasil,

de criação de um Centro de Referência

e Excelência em Engenharia Ferroviária

(Cengefer), centrado em

pesquisas e no resgate dos avanços

tecnológicos voltados para o sistema

de transportes ferroviários de cargas

e passageiros, agregado ao polo industrial

ferroviário em sua cadeia

produtiva, incluindo-se a inserção das

escolas técnicas e de engenharia na

formação de novas gerações de técnicos

e engenheiros ferroviários, faz

parte das políticas públicas de

transporte e logística. Essas políticas

públicas contribuem para reordenar

a matriz de transporte do país,

ainda predominantemente apoiada

no modo rodoviário e consta como

destaque na “proposta integrada de

Minas Gerais”, elaborada pela comissão

técnica de transportes da Sociedade

Mineira de Engenheiros (SME),

para o Plano Nacional de Logística e

Transportes (PNLT).

O Centro de Referência e Excelência

em Engenharia Ferroviária (Cengefer)

é fator fundamental para o sucesso

do plano de revitalização das ferrovias

e sua criação e implantação em

Minas Gerais se justifica pelas seguintes

premissas: O Governo Federal

implementa o plano de revitalização

das ferrovias, desenvolvendo projetos

que objetivam a integração e adequa-

ção operacional das ferrovias e a ampliação

de sua capacidade nos corredores

de transporte. O Estado de

Minas Gerais tem localização estratégica

em relação a outros grandes

centros de produção e de consumo,

e por dispor dos maiores segmentos

da malha ferroviária do país em operação,

ocupa posição privilegiada nas

cadeias logísticas visando à integração

modal e operacional nos corredores

de transporte destinados aos

mercados internos e às exportações.

Também as ferrovias em Minas Gerais

têm especial significado no novo

paradigma da logística em infraestrutura

de transportes, constituindo-se

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FERROVIA | Cengefer

na alternativa viável e necessária para

a eficácia do processo de desenvolvimento

econômico e social sustentado,

com competitividade e consequente

redução do chamado “custo Brasil.’’.

O Estado de Minas vem atuando como

indutor e articulador de ações de implementação,

visando reordenar e dar

nova dinâmica ao “desenvolvimento

do transporte ferroviário no Estado’’,

tendo criado para isto, o programa

Trens de Minas.”

É importante lembrar que o êxito na

realização dos projetos de revitalização

do transporte ferroviário, estará

assegurado na medida que seja desenvolvida

a cadeia produtiva ferroviária,

fundada em pesquisa, conhecimento

tecnológico e formação adequada de

técnicos para o setor ferroviário.

Há que se considerar também que a

grande maioria dos países do mundo

que possuem uma razoável infraestrutura

de transportes tem como suporte

de seu desenvolvimento um

instituto ou centro de pesquisas ferroviárias,

pois o desenvolvimento do

transporte ferroviário compreende o

conhecimento da engenharia ferroviária,

bem como o domínio e atualização

permanente da tecnologia do setor

que depende, dentre outros fatores,

da realização de pesquisas específicas

e da sua interação prática com a revitalização

organizada do parque indus-

trial ferroviário.

O incompatível estágio de desenvolvimento

do setor ferroviário brasileiro,

que vem afetando a sua já menor participação

na matriz de transportes, decorre

da inexistência no Brasil, de um

Centro desta natureza.

Cengefer = inovação

“ Brasil carece de uma

cultura que privilegie a

inovação como fator

determinante da competitividade

de sua

economia e de suas

empresas – carta de

minas pela inovação –

hora de inovar.”

Olavo Machado

Presidente da FIEMG

A modelagem para a estruturação

deste Centro de Referência e Excelência

em Engenharia Ferroviária

será o resultado de proposta de parcerias

alternativas de financiamento

e modelo de gestão autosustentável.

Silogismos estruturantes

A busca da riqueza nacional e da justiça

social se alicerça em várias

ações. Impõe-se que todas elas privilegiem

a componente evolução do

conhecimento e da tecnologia.

Uma maneira eficaz para mudar o

quadro de subdesenvolvimento consiste

no investimento contínuo, ordenado

e crescente de recursos e de

esforços em Ciência e tecnologia,

sempre buscando a integração, a formação

de redes e ampla mobilização

para gerar conhecimentos e tecnologias

nacionais de vanguarda. Nesse

contexto é que se insere o projeto

Cegenfer.

A ideia de implantar este projeto

vem ao encontro do anseio de se

criar um novo paradigma, contextualizando

suas ações dentro de um enfoque

de ciência e tecnologia

aplicada aos produtos, processos e

serviços. Os institutos de pesquisa

do país elaboram seus trabalhos técnicos

que nem sempre chegam ao

conhecimento geral, pela falta da

praticidade de suas teorias e, na

maioria dos casos, tem maior ênfase

o ‘Paper’ elaborado sobre o assunto

do que a aplicação prática em benefício

da sociedade como um todo.

Os fabricantes de novos equipamentos

não têm, na maioria das vezes,

campos de provas reais para o teste

de seus novos produtos, senão apenas

esporádicos espaços abertos em

algumas empresas que usufruem os

eventuais benefícios para a melhoria

apenas de sua instituição, não se

preocupando com o restante do sistema

nacional.


Pela falta de sinergia entre estas entidades,

deixa-se de obter respostas

mais elaboradas que possam agregar

renovadas inteligências na solução de

problemas na área do conhecimento

da engenharia nacional. Isto se deve a

forma de trabalho quase totalmente

estanque dessas instituições, que normalmente

cumprem com suas missões

e atribuições através de uma sistemática

de trabalho que não potencializa

nem integra seus diversos componentes,

gerando assim, um resultado eficiente,

porém, não eficaz.

A busca da referência pela excelência

em Engenharia Ferroviária

A busca da excelência ou da vanguarda

em algum campo de atuação,

seja na administração pública, seja no

mundo empresarial ou em qualquer

outro setor da atividade humana, depende

de muito esforço e de muita

determinação, sobretudo, de desafios

inteligentes ou de situações por si só

instigantes, do desejo de estruturação

de parcerias estratégicas, da formatação

de rede onde cada

componente procure alcançar a excelência

na sua restrita área de ação.

Manter-se na vanguarda é desafio tão

empolgante quanto o de atingí-la.

Sabe-se que o desenvolvimento da

ciência e da tecnologia, para o qual a

criatividade e a inovação têm de

estar necessariamente presentes, se

apóia em três premissas básicas. A

primeira delas deve-se à existência

do cérebro humano e ao incentivo a

sua utilização, perseguindo os limites

de sua potencialidade. A segunda é localizada

na mobilização das pessoas e

instituições em torno de bandeiras,

de metas geradoras de algum benefício

estratégico ou social; e a terceira

refere-se ao esforço nacional, canalizando

recursos adequados para a

área científica e tecnológica.

O projeto de um Centro de Referência

e Excelência em Engenharia

Ferroviária se preocupa com os

procedimentos para introduzir a inteligência

nacional no processo produtivo.

Isso representa agregar um

insumo que reverterá em divisas

para o país e em sustentação para a

entidade.

Mobilização nacional, incentivos ou

grandes empenhos de lideranças

são essenciais para o alcance de resultados

de alto significado, tais

como: assumir a liderança nacional

na área de engenharia ferroviária.

Pensar em desenvolvimento tecnológico

não implica somente as grandes

realizações dos países já desenvolvidos.

O Brasil pode pensar tanto em projetos

estruturais, de grande alcance,

como em inúmeros temas do dia a

dia que precisam, constantemente

de evolução tecnológica. Nesse ca-

minho, o país encontrará fácil maneira

de agregar a inteligência nacional

aos seus produtos, processos

e serviços.

Deve-se sempre considerar que as

tecnologias do presente caminham

para a obsolescência e que muitas

daquelas que serão as preferidas

nos próximos 20 anos não se encontram

no mercado, por isso sobram

chances para quem se lança na

luta da conquista tecnológica.

O Brasil tem condições objetivas

de alcançar um patamar mais alto

de desenvolvimento se estimular os

seus especialistas, técnicos, cientistas

e empresários, enfim, mobilizar

suas inteligências para promover a

superação dos modernos desafios

da tecnologia e o uso criativo de

conhecimentos.

O uso do nome Centro de Excelência

constitui uma decisão de

marketing, visando conferir status

a uma ampla rede estruturada

a partir de competências, de empresas,

de órgãos e de universidades

que se complementam na

realização de objetivos comuns.

Essa concepção de rede de excelência

funciona em harmonia e sinergicamente

e, por isso, produz riqueza e

oportunidades como se fora uma

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FERROVIA | Cengefer

única estrutura – daí o conceito de

Centro.

Este é sempre virtual, pois se assenta

numa rede de competências

e recursos. A rede tem suas regras

e seus objetivos como um todo,

mas também tem os objetivos de

seus componentes. As interligações

do sistema são sólidas, sustentadas

e imprescindíveis.

O Centro de Referência

e Excelência em Engenharia

Ferroviária resulta de

uma bem articulada rede

de parcerias estratégicas.

São ligações permanentes

e sustentadas.

Busca-se, como condição

para o sucesso, a otimização

dos recursos existentes.

A utilização de técnicas

inovadoras e métodos

científicos avançados, por profissionais

de elevada capacitação,

gera resultados situados no limiar

ou além da fronteira do conhecimento

em determinada área industrial

ou tecnológica.

Por meio de trabalho interativo de

recursos humanos e tecnológicos,

com o envolvimento de entidades

governamentais, de instituições de

pesquisa, de empresas e de universidades

nacionais e internacionais,

busca-se a valorização, o desenvolvimento

e a disseminação de competências,

ingredientes

imprescindíveis para a superação

do subdesenvolvimento.

Há para os projetos do Centro, a

definição de uma ou de várias uni-

versidades-âncoras. Essas instituições

completam ou suprem as

pesquisas necessárias, promovem

cursos de graduação e pós-graduação

de interesse da rede ou geradores

de renda para o conjunto,

estabelecem a disseminação dos

conhecimentos gerados (que não

sejam objeto de acordo de sigilo)

e coordenam outras instituições

acadêmicas que possam se integrar

ao projeto. Vale considerar que a

ampliação das atividades tecnológicas

de um núcleo requer a agregação

de recursos humanos e

físicos, possível campo de atuação

das universidades-âncora, as quais

podem propiciar que a desejada

expansão de recursos se processe

nos seus domínios.

Com a participação de

empresas privadas ou

estatais há ligação

para o desenvolvimento

de produtos,

processos, equipamentos

e softwares.

Qualquer entidade ou

empresa nacional

compõe um perfeito

laboratório capaz de

viabilizar a utilização

de tecnologias aplicáveis

ao seu negócio,

valorizando rapidamente

seus produtos,

processos e serviços,

validando-os para o trânsito internacional.

Por vezes, muitas são as entidades,

organizações e empresas cuidando

de um assunto importante.

Mas, poucas vezes, ocorre a sinergia

nas ações, a otimização dos recursos

e a inovação na gestão. Por

isso, poucos são os grandes resultados.


Estruturação de um projeto de

busca da referência pela excelência

em Engenharia Ferroviária

De maneira geral, os projetos de formatação

de centros de excelência seguem

o roteiro da realização de um

diagnóstico do objeto de estudo, da definição

de uma visão de trabalho a ser

adotada e dos projetos para atingir os

objetivos propostos. Cada projeto tem

estruturação própria, em função das diferentes

configurações possíveis, a partir

de realidades distintas.

Por outro lado, é fundamental que haja

um grupo líder para conduzir o projeto,

com acesso à alta administração

da entidade ou do órgão da administração

pública responsável. O projeto

busca elevar parte da entidade ou organização

ao nível da excelência, colocando

sua tecnologia específica na

vanguarda mundial, ou elevá-las, como

um todo, à excelência.

É importante buscar a aplicação dos

conceitos de gestão pela qualidade

total ao segmento em questão, e que

se procure trabalhar segundo critérios

da administração estratégica. A criação

de um centro de excelência resulta de

um esforço de estabelecimento paulatino

de parcerias, as quais, pouco a

pouco, enriquecem o projeto:

Conceito - Conjunto de recursos físicos,

humanos, tecnológicos, integra-

dos numa rede por área temática, que

objetiva a manutenção da supremacia

no campo escolhido, a valorização contínua

e sustentada do desenvolvimento

dos elos da rede e a transformação da

tecnologia e do conhecimento em produtos,

processos ou serviços.

Forma - Sólida união através de uma

rede de alto desempenho, percebida

como um conjunto uno, caracterizando

assim, para efeito de marketing, um

centro de excelência. Assenta-se sobre

parcerias estratégicas entre indústrias,

instituições, universidades, governos Federal,

Estadual e Municipal.

Missão - Busca de resultados situados

no limiar ou além da fronteira do conhecimento

existente em determinada

área industrial, tecnológica, de gestão

ou do conhecimento, pela utilização de

técnicas inovadoras e métodos científicos

avançados, reunindo para tanto

profissionais de elevada qualificação.

Visão - Ser reconhecido como um

conjunto unificado de recursos com

desempenho no patamar da excelência,

situando-se sempre na vanguarda

tecnológica ou do conhecimento.

Não se constrói um centro de excelência

de um dia para o outro. Durante

anos constrói-se degrau a degrau, a escala

do sucesso. A entidade (ou o conjunto

delas) é o laboratório principal

de teste das inovações.

Em resumo, a busca da referência pela

excelência em Engenharia Ferroviária

se sustenta na ideia:

• Empresas, organismos e associações

constituem laboratórios que possam

viabilizar o desenvolvimento de

conhecimentos, tecnologias e inovações

aplicáveis ao seu campo de atuação,

valorizando seus produtos,

processos e serviços. Cada entidade

pode se unir a universidades, de forma

a compartilhar tecnologias e processos

inovadores.

• É preciso criar, no país, núcleos de

desenvolvimento de tecnologias e de

conhecimentos avançados, formandose

massa crítica, trabalhando em várias

frentes, fazendo surgir outras inovações

e novos produtos, processos e

serviços.

• Tecnologias, conhecimentos e modelos

de gestão evoluem a cada instante.

• A aplicação constante em inovação

e tecnologia, tanto nas entidades

quanto nas universidades, gera um excepcional

mercado de trabalho.

José Antônio Silva

Coutinho é

engenheiro e

Coordenador

Adjunto da

Comissão

Técnica de

Transportes

da SME

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA | Prêmio

Chuveiro o vilão da energia

Por Alessandra Sardinha

O estudante do curso de Engenharia Mecânica

da UFMG, João Bosco Barbosa Filho, vencedor do 19º

prêmio SME de Ciência e Tecnologia, apresentou o projeto

“Chuveiro otimizado: Uma nova concepção de banho

acerca do uso racional da energia elétrica”. A solenidade

foi realizada no Usiminas em dezembro de 2010.

O Brasil tem experimentado nos últimos anos

um considerável crescimento que o tem qualificado como

um País emergente. A consequência disso é o elevado

consumo de energia e, por conseguinte, o aumento do

risco do “apagão” que tem se tornado um grande desafio

para as autoridades brasileiras. Nas palavras do estudante,

“o apagão ocorre porque existe um horário de maior

consumo de energia, no qual vários aparelhos são ligados

ao mesmo tempo”. Estima-se que o uso do chuveiro, o

vilão da energia, corresponda a 26% desse consumo de

energia elétrica. De acordo o vencedor do prêmio, João

Bosco Barbosa Filho, nos últimos anos, poucas medidas

têm sido feitas em relação ao problema, sendo a mais conhecida

o horário de verão, com uma economia de 5%.

“Este aumento no consumo de energia elétrica faz com

que aumente a necessidade de termoelétricas, hidrelétricas

e usinas nucleares, e isto muitas vezes significa poluir

e desmatar de forma irracional”, explica Filho. Diante

disso, ele pensou em criar uma solução para amenizar o

consumo de energia elétrica e apresentou um sistema

que, instalado no chuveiro, acarreta um menor consumo

de energia elétrica (supondo que se mantenha o mesmo

tempo de banho). O uso da vazão intermitente, quase que

imperceptível ao usuário permitiu aumentar a temperatura

da água na saída do chuveiro com uma menor potência.

“Esse é o chuveiro ideal para o nosso País”, afirma

o estudante do curso de Engenharia.


Vencedores do prêmio

matura ou perda da capacidade de produção de veneno.

Diante disso Amaral cria um sistema capaz con-

O grupo de estudantes Lucas Machado Viana, Igor José trolar de forma adequada os níveis de tensão,

Moreira Marques e Augusto Matheus dos Santos corrente, frequência e duração da aplicação do estí-

Alonso do curso de Engenharia de Controle e Automulo elétrico, prolongando-se a vida útil dos animais

mação da Universidade Federal de Ouro Preto em cativeiro. E ainda, este estímulo elétrico poderá

(UFOP), autores do projeto “Desenvolvimento de sen- ser ajustado de acordo com cada espécie, evitando sua

sor orgânico para monitoramento e análise de dose fadiga ou morte prematura e intensificando a disponi-

de radiação em soluções de MEH-PPV/Alq3, para fubilidade de veneno para a produção de soros anti-peturas

aplicações médico-hospitalar” ficou com o 2º

lugar. Foi desenvolvido um

çonhentos na FUNED.

dispositivo que provou ser

O projeto

uma alternativa viável para

“Monitoramento do

aumentar a segurança dos

desgaste dos refra-

tratamentos envolvendo ratários

dos cadinhos

diação, além do baixo custo

dos altos-fornos”,

de produção e manutenção.

4º lugar, elaborado

A leitura dos dados forne-

por Leandro Dijon

cidos pelo protótipo é rápida

e intuitiva devido à

escala de cor no display.

Evidenciando assim um mé-

Vencedores do Prêmio 1º ao 5º lugar

todo inovador e revolucionário

para ser utilizado em ambientes médicos

de Oliveira Campos,

estudante do

curso de Engenharia

Metalúrgica da

Universidade Fede-

hospitalares.

ral de Minas Gerais (UFMG), cita as empresas siderúrgicas

que trabalham com Altos-Fornos,

já o 3º colocado, Fernando Venâncio Amaral, estudante termopares instalados ao longo do corpo desses rea-

do curso de Engenharia Elétrica do CEFET-MG, apretores com a finalidade de se medirem as temperatusentou

o projeto “Estimulador elétrico digital para exras em regiões diferentes, para se avaliar a

tração de veneno em aranhas e escorpiões na distribuição interna da carga, o fluxo gasoso, o des-

Fundação Ezequiel Dias (FUNED)”. O soro anti-peçogaste da parede refratária que reveste o interior desnhento

é produzido a partir do próprio veneno do tes equipamentos, dentre outras utilidades. O

animal. A extração do veneno é realizada através da problema identificado foi a utilização inadequada dos

aplicação de estímulo elétrico aplicado na glândula dados coletados pelos termopares na região do ca-

produtora de veneno do animal. Esse procedimento é dinho, e a solução encontrada foi a criação de um

empregado na FUNED, mas sem a capacidade de se software capaz de ler as temperaturas medidas pelos

controlar os níveis e tempos de exposição do animal

termopares e traduzi-las em espessura da parede e

ao choque. Isso provoca, muitas vezes, a morte pre-

desgaste do refratário.

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA | Prêmio

Em 5º lugar, Bruna Monteiro Ferreira, aluna do

curso de Engenharia Civil da UFOP, com o projeto “Estudo

de caracterização da escória de ferro silício manganês para

a aplicação em lastro ferroviário”. De acordo com a estudante

o Brasil é o um dos maiores produtores de ferroligas

de manganês do mundo. A escória de ferro silício manganês

é um resíduo da produção industrial siderúrgica. Em síntese

o material, escória de ferro silício manganês em estudo se

enquadrou nos seguintes requisitos de: análise granulométrica,

abrasão Los Angeles, índice de tenacidade TRETON,

massa específica aparente, absorção de água, porosidade

Abertura do

evento com

o presidente

da SME,

Márcio Trindade

APOIADORES DO EVENTO

aparente, teor de materiais macios e friáveis, forma do material

e teor de material pulverulento, teor de argila em

torrões, resistência a intempéries, carga pontual e compressão

axial. Todos estes índices têm como referência os

padrões estabelecidos pela ABNT e AREMA. No que diz

respeito aos estudos de classificação ambiental, mineralógico

e elétrico, o material, escória de ferro, silício, manganês

também se enquadrou em todos os requisitos estabelecidos

por norma. Dessa forma, pode-se afirmar que o material

está apto, ou seja, pode ser usado como lastro

ferroviário, dando uma alternativa técnica.

O estudante do curso de Engenharia Mecânica/UFMG, João Bosco Barbosa Filho, vencedor do 19º prêmio SME de Ciência e

Tecnologia, apresentou o projeto “Chuveiro Otimizado: Uma nova concepção de banho acerca do uso racional da energia elétrica”

A Sociedade Mineira de Engenheiros (SME) criou

há 19 anos o Prêmio de Ciência e Tecnologia para incentivar

e valorizar a produção de trabalhos técnico-científicos

desenvolvidos por estudantes de graduação nas áreas

de engenharia, arquitetura e agronomia de Minas Gerais.

De acordo com o presidente da SME, Márcio Damazio

Trindade, os trabalhos inscritos são analisados por

um comitê de profissionais especializados e os autores

dos cinco melhores trabalhos recebem uma premiação

em dinheiro, no total de R$20 mil. Além disso, os trabalhos

bem classificados recebem menções honrosas e a instituição

de ensino com maior número de proposições,

uma premiação especial.

Anualmente, os universitários de Minas Gerais

têm a oportunidade de se inscreverem no Prêmio de

Ciência e Tecnologia, além de concorrer, o universitário

poderá ter o seu trabalho conhecido dentro da área acadêmica

e de grandes empresas.


O desequilíbrio das Metrópoles

Por Hudson Navarro - Diretor geral do Instituto Horizontes

O desequilíbrio tem sido a marca comum do crescimento

das metrópoles brasileiras nas últimas décadas,

sendo o principal responsável pelos grandes problemas

por elas enfrentados hoje, como os bolsões de pobreza,

a baixa mobilidade e ainda, a crescente violência, resultado

muitas vezes dos desníveis regionais internos.

Esses problemas gerados pelo modo de crescimento criaram

verdadeiras armadilhas, que estão aí a desafiar a criatividade

dos gestores e a enfrentar a geralmente crônica

escassez de recursos dos cofres municipais, submetidos à

vontade e aos caprichos do poder federal, que arrecada a

maior (bem maior) fatia do bolo tributário.

Rio de Janeiro e São Paulo são os dois principais exemplos,

mas a capital mineira também não foge à regra, em

muitos casos, as situações não tenham ainda atingido a

magnitude e a gravidade que ostentam nas duas maiores

metrópoles brasileiras. Episódios recentes como a violência

no Aglomerado da Serra ou o caos provocado

por uma simples ameaça de greve dos rodoviários, por

exemplo, não podem ser vistos isoladamente, mas analisados

nesse contexto mais amplo, pois podem ser enquadrados

na cesta que acumula as conseqüências

indesejáveis do crescimento desordenado.

Se, em muitos casos, os gestores públicos se sentem de

mãos atadas diante da escassez de recursos, a conclusão

que se deve chegar é de que não há nada a ser

feito? Naturalmente que não. Se a responsabilidade do

gestor público é, indubitavelmente, maior do que a de

outros atores, os segmentos organizados da sociedade

devem participar ativamente desse processo, sob pena

de serem punidos pela passividade.

É essa a linha de raciocínio que tem levado o Instituto Horizontes

a tomar a iniciativa de debater e oferecer sugestões

para alguns dos principais entraves ao bem estar da

nossa metrópole, quase todos fruto do desequilíbrio do

crescimento. Foi assim com o Vetor Norte, objeto de um

Plano de Ações Imediatas que gerou e tem gerado subsídios

a diversas decisões para ordenamento do desenvolvimento

daquela região, possivelmente, no momento

atual, a mais dinâmica da RMBH(Região Metropolitana de

Belo Horizonte); e foi assim com o Vetor Sul, para o qual

o instituto produziu um Plano de Ações Estratégicas que

tem balizado entendimentos e deliberações envolvendo

o empresariado, a comunidade, o Ministério Público e autoridades

estaduais e municipais.

É este o princípio que move também o Instituto Horizontes

(IH) a promover os estudos para elaboração do

Plano de Ações Estratégicas para o Vetor Noroeste,

tendo como foco principalmente os municípios de Ribeirão

das Neves, Esmeraldas, Pedro Leopoldo e, parcialmente,

Contagem. Essa região é um bom exemplo de

desequilíbrio, pois é cercada por dois corredores de economia

altamente dinâmica – o eixo da BR 040, em direção

a Sete Lagoas, e o do Vetor Norte – mas não tem se

beneficiado dessa dinâmica e continua a ostentar os piores

índices sociais e econômicos da RMBH.

O estudo coordenado pelo IH irá articular a visão técnica

dos especialistas - nas áreas ambiental, socioeconômica, de

mobilidade e de ocupação e uso do solo – com o sentimento

do próprio cidadão, seja por meio de suas organizações, seja

por sua própria iniciativa. Dessa conjunção, nossa expectativa

é de que surjam diretrizes consensuais, capazes de serem

assimiladas pelos gestores e transformadas em soluções.

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ENGENHEIRO DO ANO | Homenagem

Rubens Menin recebe título de

Engenheiro do Ano

A Sociedade Mineira de Engenheiros (SME) homenageia

o sócio fundador e presidente da MRV Engenharia,

Rubens Menin, com o título “Engenheiro do Ano

2010.” Menin dedicou toda sua vida profissional à

construção civil, mais especificamente à MRV, conseguiu

fazer da empresa, líder no segmento econômico

no Brasil. “Receber este prêmio da mais importante

entidade do setor no Estado é muito gratificante,

pois representa o reconhecimento dos meus colegas

de profissão ao meu trabalho e ao meu amor pela

engenharia”, diz.

A homenagem é concedida pela SME desde 1985, para

aqueles que se destacam em sua área de atuação e que contribuem

para a sociedade com suas ideias e atividades, apontando

novos rumos para o desenvolvimento do país.

A paixão pela engenharia sempre esteve presente na vida

de Menin, seu avô e pais foram engenheiros, assim como os

irmãos. Ele foi criado respirando engenharia e sempre

soube qual caminho trilharia. “Desde muito jovem sempre

soube que queria ser engenheiro”, diz. Já na faculdade de

engenharia da UFMG, Rubens começou a fazer estágio na


Vega Engenharia e foi ali que se encantou

pela construção popular e

passou a cultivar a ideia da criação de

uma empresa que construísse para o

público de baixa renda.

Em 1977, junto com os primos Mário

e Homero, construiu a primeira casa,

na Rua dos Maçaricos, na Vila Clóris, e

o negócio deu tão certo que não pararam

mais. Com a venda desta casa

construíram mais três e depois outras

dez, foi aí em outubro de 1979, que

nasceu a MRV Engenharia.

Logo depois da criação da empresa, veio

a crise de 1982 e o primeiro grande desafio.

Quinze das dezesseis empresas

que construíam para a baixa renda na

capital mineira desistiram de construir

para este público. Contrariando a tendência,

a MRV tomou uma decisão corajosa

e que se mostrou acertada.

Presidente da SME, Márcio Trindade e

Rubens Rubens Menin “Engenheiro do Ano”

Segundo Menin, a crise

foi determinante para o

desencadeamento de

dois dos fatores que

hoje são o DNA da

empresa, o controle de

custos e o planejamento

financeiro.

No início da estabilização econômica

em 1994, a empresa decidiu que era

chegada a hora de começar a sua expansão

geográfica. Foi quando iniciaram

os negócios da MRV no Triângulo

Mineiro e, logo depois, em Ribeirão

Preto, Americana e Campinas, no interior

de São Paulo. Daí para frente, a

MRV não parou mais e hoje está presente

em 90 cidades, de 15 Estados e

também no Distrito Federal.

Um dos passos determinantes para o

forte crescimento da MRV foi a decisão

de seu presidente de abrir o capital

da empresa. Em julho de 2007, a

companhia passou a fazer parte do

Novo Mercado - mais elevado nível

de Governança Corporativa da Bovespa

- ofertando 45,9 milhões de

ações ordinárias ao mercado, equivalentes

a R$ 1,2 bilhão, passando a ser

APOIADORES DO EVENTO

uma empresa com ações cotadas em

bolsa.

Em 2009, Rubens foi convidado

pessoalmente pela então Ministra

Dilma Rousseff para participar da

elaboração do programa habitacional

do governo “Minha Casa, Minha

Vida.”Os impactos provocados pelo

“Minha Casa, Minha Vida” foram determinantes

para os bons resultados

financeiros da MRV, já que a

empresa era a mais preparada para

atender a forte demanda por produtos

que se enquadram ao perfil

eleito pelo governo.

Em 2010, Rubens Menin conduziu

a MRV para mais um ano de recordes.

As vendas contratadas

totalizaram R$ 3,75 bilhões com

crescimento de 33% ante o resultado

de 2009. Os lançamentos chegaram

a R$ 4,6 bilhões, número

histórico de 46.975 unidades residenciais.

Em 2011, Rubens espera

conduzir a MRV para voos ainda

mais altos. A empresa já apresentou

seu guidance de vendas contratadas

que deverá fechar o ano entre

R$ 4,3 e R$ 4,7 bilhões.

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GESTÃO EMPRESARIAL | IP

REVITALIZAÇÃO

DO INSTITUTO

DE PESQUISA

Por Márcio Damázio Trindade

Objetivo

A proposição apresentada neste

documento visa criar meios para

que a interação entre os sistemas

geradores, difusores e absorvedores

de tecnologia e serviços técnico-científicos

se torne mais

efetiva e produtiva.

Justificativa

As dificuldades de interação entre

os sistemas geradores e absorvedores

de tecnologia e de serviços

técnicos são históricas e muito

pouco tem sido feito, de forma

efetiva, par sanar os problemas

existentes.

Os modelos de financiamento à

pesquisa no Brasil, apesar de esforços

louváveis, nem sempre

têm sido traduzidos em termos

de melhoria do sistema produtivo

do País. Os principais pontos de

entrave decorrem do fato de que

as necessidades e oportunidades

de inovação estão no mercado,

enquanto as potencialidades de

invenções estão mais concentradas

nas instituições de ensino e

pesquisa. A falta de conexão

entre os centros geradores de

tecnologia e o mercado decorre,

sobretudo, porque as pessoas envolvidas

nos dois ambientes não

têm oportunidades de atuarem

conjuntamente.

Enfoques da sugestão

Organização :

Em diversos países da Europa,

foram criados os chamados Centros

de Tecnologia. Na França, por

exemplo, os Centres Techniques

Industriels apóiam 19 setores industriais.

Na Bélgica, os Centres

dÉxpertises em Wallonie e na Alemanha

(Federação de Associações

de Pesquisa Industrial) atuam de

forma semelhante. As principais

características são: entidades de

utilidade pública, envolvidas contratualmente

com o conjunto de

empresas de setores pré-selecionados.


Contrariamente às entidades de

pesquisa que selecionam seus

clientes e suas tecnologias, têm,

para com os empresários, uma

responsabilidade permanente.

Na França, há uma cotização obrigatória

das empresas, definida

por decreto ou regulamento, que

garante um compromisso mútuo

entre a instituição de pesquisa e

a empresa. O Estatuto do Centro

o obriga a trabalhar em

temas que respondam às necessidades

comuns das empresas e

de seus ramos profissionais. As

modalidades globais de financiamento

variam conforme os Centros;

todos, entretanto, dispõem

de um financiamento mutuali-

zado, proveniente do(s)

setor(es) do(s) qual(ais) depemde(m).

Os recursos provêm, em

proporções variadas, de :

• Cotizações obrigatórias, pagas

anualmente;

• Recursos próprios, provenientes

de trabalhos realizados;

• Subvenções e contribuições

provenientes de órgãos públicos

regionais, nacionais e CEE.

Para sugerir um modelo organizacional

para o Instituto de Pes-

quisa, foram consideradas as experiências

internacionais de sucesso,

buscando-se aliar as

vantagens da participação do Estado,

como definidor de políticas

públicas e agente de fomento,

com as da participação privada,

como comprador de serviços/desenvolvedor

de produtos e investidor.

Foi agregado também um

novo vetor - a universidade. É um

importante parceiro por ser formadora

de profissionais de nível

superior e de pesquisadores,

além de executoras de pesquisa.

• Modelo: fundamenta-se, basicamente,

em três modalidades de

interação.

53


54

GESTÃO EMPRESARIAL | IP

a) Instituto de Pesquisa / Empresa :

a interação entre o IP e a Empresa

tem por objetivo melhorar as potencialidades

de criação de inventos

e de novos serviços

técnico-científicos que estejam intimamente

relacionados com a necessidade

da indústria ou do

empresário empreendedor. As obrigações

das partes serão fixadas

em contratos. As equipes, montadas

por projeto, poderão contar

com profissionais das próprias empresas

interessadas nos resultados.

b) Instituto de Pesquisa / Universidade:

o pesquisador universitário

passará a integrar temporariamente

a equipe de um dado projeto

de pesquisa, na modalidade de

Pesquisador Associado.

c) Instituto de Pesquisa / Empresa

Agência de Fomento: projetos

conjuntos poderão ser apresentados

às agências de fomento para

buscar o financiamento das ações

previstas. Nesses casos, o IP

apresentará contrapartidas não-financeiras

(equipe técnica, equipamentos,

laboratórios, etc.) e a

empresa apresentará contrapartida

financeira, podendo também incluir

profissionais de seu próprio quadro

de funcionários.

• Regime jurídico: Nos países já

citados, são utilizadas formas jurídicas

variadas. No entanto, todos

são dirigidos por um Conselho de

Administração, que delega poder a

uma Diretoria.

O Conselho de Administração garante

aos empresários e profissionais

o controle da gestão e das

atividades de seu centro.

Considerando que o Instituto de

Pesquisa como instituição pública,

regime atual, não possui autonomia

de gestão, eficiência administrativa

e condições para manutenção ou

recomposição do quadro de pessoal

e para contratação de terceiros,

devem ser criadas condições

para resolver essas questões e

também para que o setor produtivo,

seu principal cliente, participe

diretamente na definição de suas linhas

prioritárias de atuação. É também

preciso que haja um

verdadeiro comprometimento do

IP na excussão dos programas de

desenvolvimento tecnológico definidos.

Sob esses aspectos, o modelo

europeu é adequado, podendo

servir como base.

Considerando ainda que o Instituto

de Pesquisa possua uma grande infraestrutura,

composta por bens

públicos, que deverá continuar integrando

os ativos da instituição, a

forma jurídica adequada para conciliar

os dois aspectos seria a

OSCIP – Organização da Sociedade

Civil de Interesse Público.

• Seleção das áreas de atuação:

adotado o modelo proposta, a

seleção as áreas de atuação prioritárias

será feita pela Instituição,

considerando os interesses dos

parceiros privados, mas com base

nos programas de políticas públicas

adotados no Estado e que

são refletidos no PMDI. Com periodicidade

a ser definida, as linhas

de ação serão revistas e

alteradas, se necessário, segundo

critérios a serem acordados

entre as partes. A partir dessa

definição, poderá ser elaborado o

Plano Diretor e composta a carteira

de projetos e serviços.


• Constituição da(s) equipe(s) /

formação e treinamento de pessoal;

plano de carreira: por possuir

um conjunto de pesquisadores e

técnicos que são servidores públicos

e portanto sujeitos à legislação

própria, a flexibilização

necessária para permitir ascensão

profissional, tanto técnica como

financeira, poderá ser obtida através

do patrocínio das empresas

parceiras aos membros das equipes

dos projetos de desenvolvimento.

Como dito anteriormente,

essas equipes poderão ser complementadas

com pessoal procedente

das universidades ou das

próprias empresas.

• Inserção no mercado / interação

com clientes públicos e privados:

o elevado grau de

interação pretendido com o

setor privado será assegurado

pela participação do setor privado

na manutenção da instituição

e na definição as linhas de

trabalho.

55


56

PROFISSÃO | Mercado

Afinal, o que é

um currículo de Engenharia?

Por Adriana Maria Tonini

Na verdade, um currículo de engenharia nada

mais é do que aquilo que denominávamos de “grade

curricular”, na qual são estruturadas as disciplinas que

o aluno de engenharia deve estudar durante seus

cinco anos de graduação. É fundamental

entender que o currículo

deve apresentar conotação

diferente, daquela

de ser somente uma

série de disciplinas

com pré-requisitos.

É preciso que

o conceito de currículo

vá muito além

desse, que praticamente

todo profissional

tem em mente. Assim mais do

que o espaço nas instituições de ensino,

é ele que traz à tona as questões para a formação

do aluno, para a integração com o mercado de

trabalho, como também da própria escola com o mercado

de trabalho. Desse modo, defendo que um currículo

estruturado sem a participação e colaboração

dos agentes externos aos muros escolares, como as

empresas, portanto gerido somente na escola, não vai

de maneira alguma atender aos anseios da sociedade

atual, que grita por engenheiros que, além das técnicas,

apresentem competências generalistas,

humanistas e gerenciais. É isso que o

mundo pede e principalmente o

Brasil, no século XXI.

Considero pertinente o

entendimento de Pinheiro

(1998, p.81) , ao

afirmar que a elaboração

do currículo define aspectos

voltados diretamente

para a prática pedagógica, marcando

o espaço e o papel exercido

pelos diferentes elementos envolvidos no

processo educativo, levando em conta o aproveitamento

do tempo escolar, a articulação entre as diversas

áreas do conhecimento, os conteúdos e

programas, a definição de normas e padrões de comportamento,

a escolha de técnicas, de procedimentos


didáticos e de avaliação, assim como as intenções relativas

aos aspectos valorativos e morais projetados

pela escola. É exatamente este o currículo para o

qual as escolas de engenharia devem se voltar, para

(re) elaborar, (re) pensar e (re) estruturar seus

objetivos.

Neste contexto, para mudar as metodologias de ensino

e formas de implementação de currículos, é preciso

que, na formação do engenheiro, se considere que seus

formadores são sujeitos capazes de transpor a condição

que permeia a grande maioria dos mestres – principalmente

aqueles das áreas tecnológicas –, que é a de

“formador daltônico”, ou seja, aquele que considera,

“idênticos” seus alunos, com saberes e necessidades

semelhantes. Assim, para esse “formador daltônico”, diferenciar

o currículo e a relação pedagógica que se estabelece

em sala de aula é quase impossível, na medida

em que ele está enraizado no currículo formal, na preocupação

com cumprimento dos tempos e conteúdos

pré-estabelecidos no compartilhamento e na seleção

das disciplinas. É função do professor, entender que seu

papel como educador, se caracteriza na construção do

currículo em sala de aula e não somente na reprodução

de modelos prontos.

Entendendo, pois, que o currículo fornece a direção a

seguir para o pleno exercício profissional no âmbito da

engenharia, unindo, num contexto único, a ciência e a

tecnologia.

Para atender à tão falada modernização da Engenharia

e ao mercado de trabalho, que a cada dia solicita mais

e mais engenheiros, acredito que o currículo seja a

peça-chave. A sociedade atual requer que os cursos de

Engenharia considerem, na formação profissional, o

acesso permanente ao saber científico-tecnológico.

Para dar conta do alto grau de complexidade que envolve

todo o processo formativo, é necessário que o

currículo incorpore, de forma crítica e consequente, as

propostas de flexibilização apontadas pelas novas Diretrizes

Curriculares Nacionais (CNE/CES/MEC

11/2002). Pela flexibilização, o currículo formal deixa

de ter preponderância sobre um currículo estruturado

por meio de um projeto pedagógico do curso (PPC)

bem delineado e constantemente reavaliado, cujo objetivo

principal é orientar a vida acadêmica do futuro

engenheiro, levando em conta a diversidade do público

a que se destina, seja na academia, seja no mundo do

trabalho.

Adriana Maria Tonini é engenheira civil pela UFMG; mestre em Tecno-

logia Modelos Matemáticos e Computacionais pelo CEFET/MG e dou-

tora em Educação – Ensino de Engenharia pela UFMG. Professora da

UFOP. E-mail: atonini@cead.ufop.br

57


58

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