Nesta edição - Revista Jornauto

jornauto.com.br

Nesta edição - Revista Jornauto

Cultura automotiva

Uma publicação da

Diretor responsável:

GilBeRtO GARdeSAni

editORiA@editORAutO.COm.BR

membro Da

Diretora aDministrativa:

neuSA COlOGneSi GARdeSAni

Diretor ComerCial:

GilBeRtO GARdeSAni FilhO

GilBeRtO.FilhO@editORAutO.COm.BR

CaDastro:

CAdAStRO@editORAutO.COm.BR

Distribuição/assinaturas:

dAnielA PeROne BAPtiStA

ASSinAtuRA@editORAutO.COm.BR

CirCulação:

eDição 174

DeZembro - 2009

Rua Oriente, 753

São Caetano do Sul - SP

Cep. 09551-010

PABX: (5511) 4227-1016

Fax: (5511) 4229-2563

editorauto@editorauto.com.br

http://www.editorauto.com.br

proDução GráfiCa:

mAná COmuniCAçãO

impressão:

duO GRAF

ColaboraDores:

AdRiAnA lAmPeRt (RS)

CAtARinA CAROzzi (mG)

CíntiA mAzzARO (PR)

eliAnA teiXeiRA (eS)

FeRnAndO CAlmOn (SP)

GuilheRme RAGePO (BA)

lidiAnne AndRAde - (Pe)

mAuRO CéSAR GueReS - (SC)

PAulO ROdRiGueS (RS)

RiCARdO COnte (SP)

Frotistas urbanos e rodoviários de cargas

e passageiros, rede oficial e independente

de oficinas mecânicas, retíficas, varejistas

e distribuidores de autopeças, fabricantes

de veículos, concessionários, autopeças,

equipamentos, prestadores de serviços, sindicatos

e associações de classes que representam todos

os segmentos do setor automotivo do mercosul.

distribuição dirigida aos empresários

e principais executivos que trabalham

nos segmentos relacionados acima.

AuditAdA pelo:

nosso perfil (our profile):

www.eDitorauto.Com.br

tirAgem - 15.000 exemplAres

Nesta edição

Não sei a origem, mas o dito popular pode servir bem no que

vou escrever: “pelo andar da carruagem...”. Transporte é um

segmento que reflete direta e imediatamente o que ocorre com

a economia de um país. Fazendo uma analogia, os veículos de

transporte, sejam quais forem, seriam as células levando nutrientes

para os órgãos de um corpo humano.

Bem alimentados, por meio de boas veias e artérias, os órgãos

do corpo têm vida saudável e ganham energia para produzir

mais, cada vez mais.

Passamos por uma crise que começa a arrefecer e os empresários

voltam a ter confiança para incrementar suas atividades.

Mas existem problemas a serem contornados.

Ao contrário da China e da Índia que aproveitaram a crise

para investir pesadamente na infraestura, tanto rodoviária

Gilberto Gardesani e

Cledorvino Belini, presidente

da Fiat Automóveis

como ferroviária, o nosso pais continua mantendo, como sempre, cerca de 70% das suas rodovias

em estado ruim ou péssimo. É gravíssimo porque sabemos que mais de 60% de nossas riquezas

são transportadas por caminhões. Mas, parece que os empresários jogaram a toalha e ninguém

reclama mais nada.

Agora, se o setor de energia elétrica também é frágil como dizem os técnicos...a coisa fica ainda

mais assustadora.

Somos grandes exportadores de matérias primas e produtos agrícolas, tudo vendido no mercado

mundial a preços de commodities e, por isso, o Brasil deveria ter as vias e portos mais modernos do

mundo para ser competitivo e ter lucro. E, o que ouvimos ultimamente, é a iminência de uma enorme

inadimplência dos plantadores de soja e demais tipos de grãos que não lucram, em decorrência

dessas, dentre outras falhas. É imprescindível que o homem do campo tenha lucro porque é dali a

origem da metástase de uma economia saudável ou não.

Flávio Benatti, presidente da NTC, traz um alerta importante para o setor. Os fretes devem

aumentar seus preços em 15% sob pena de não poder atender a demanda futura. “A expectativa,

afirma, é de que o Brasil cresça em média 5% nos próximos anos, o que representa aumento

de 15% no setor de transporte. Para que isto ocorra, serão

necessários grandes investimentos na infraestrutura dos operadores:

veículos, implementos, equipamentos e capacitação

de mão de obra”.

Na sua visão, esta providência é imperativa para que se

possa recuperar a rentabilidade perdida devido aos descontos

concedidos e os reajustes não aplicados durante a fase de

crise, que não cobriam os aumentos constantes dos custos.

“As empresas necessitam urgentemente recompor suas

estruturas operacionais desfeitas, melhorar a qualidade e a

produtividade dos serviços prestados, para poder fazer os investimentos

necessários e assim atender a demanda atual e

futura do mercado crescente”, diz.

Flávio Benatti

Isso, obviamente, inclui toda a cadeia de fabricantes, comerciantes

e prestadores de serviços.

molas propulsoras

No entanto, as notícias sobre a economia nacional, para o ano que vem, se não são excepcionais,

são muito boas.

Em 2010, a produção agrícola deverá alcançar 140 milhões de toneladas, um crescimento de 4%

em relação à deste ano, precisando ser colhida, armazenada, transportada, distribuída, industrializada

e/ou embarcada.

O setor automobilístico, segundo Cledorvino Belini, presidente da Fiat, que representa 5,5% do

PIB total nacional, deverá crescer, ano que vem, ao redor de 5% e comercializar cerca de 3,3 milhões

de unidades entre nacionais e importados. Recorde de todos os tempos. Atualmente, temos o 5º.

maior mercado e somos a 6 a maior potência produtora de veículos automotores do mundo.

Ele destaca que existem 25 fabricantes de veículos no Brasil, com capacidade para produzir 4

milhões de unidades anuais. Geram 1,5 milhão de empregos, faturam R$ 146 bilhões e recolhem

R$ 40 por ano, representando 23,3% do PIB industrial brasileiro.

0800 707 80 22 • www.affi nia.com.br

Affinia, 5 anos. Se você tem a impressão de que nos

conhecemos há mais tempo, você está absolutamente certo.

A Affi nia está fazendo 5 anos com a sensação de que está junto de você há muito mais tempo. O que

não deixa de ser verdade. Porque a Affi nia já nasceu com as melhores marcas do mercado de reposição

automotiva. Nasceu com uma grande experiência e um compromisso claro com o futuro, com a

qualidade de seus produtos, com o avanço tecnológico e com o atendimento a seus clientes. Nesses 5

anos, totalmente focada no mercado de reposição automotiva, a Affi nia vem cumprindo aquilo a que

se propôs, graças ao entusiasmo de sua equipe e à parceria de seus clientes e fornecedores. A Affi nia

agradece a todos. E reafi rma seu compromisso com todos os seus princípios de ontem,

de hoje e do futuro. Porque, afi nal, o futuro está exatamente onde nós o colocamos.

futura


E-logística

Anthony Jobim

São Paulo, SP

6

Trabalhoso,

mas rentável

Transportadoras que atuam na entrega de produtos

adquiridos pela internet, o famoso e-commerce, sabem

que este segmento está em franca expansão. Mas,

por ser trabalhoso demais, todo cuidado é pouco.

Aliás, esse é o motivo que afasta muitas empresas. Segmento deve

faturar acima de R$ 10 bilhões em 2009.

Confortavelmente, o usuário de informática, se estiver em casa,

senta em sua cadeira em frente ao computador ou notebook. Traz um

refrigerante ou uma água. Belisca um salgadinho. Vê o tempo passar

navegando nas águas cibernéticas de um bichinho que pegou o

homem moderno para valer: a internet. “O que vou comprar hoje?”,

se pergunta. Entra em trilhões de sites que existem, mas poucos são

confiáveis, e escolhe um produto, que pode ser de uma bandeira do

time do coração a um refrigerador. Bastam alguns cliques e pronto. O

processo de segundos ou no máximo minutos foi concluído. Escolheu

a forma de pagamento, deu aquela última conferida. Beliscou o salgadinho

de novo; dá-lhe gole para refrescar a garganta e vem aquele

sorriso de satisfação. “Não precisei enfrentar o vendedor, gastar

sapato e combustível, perder tempo no trânsito e outras mazelas”,

pensa o feliz consumidor, ou melhor, o e-consumidor.

Agora, começa a contagem regressiva pela espera do produto. Levante

a mão, se você nunca torceu para o produto comprado sair

pela gavetinha do Cd-rom do computador? Ainda isso não é possível,

ok? Não adianta fazer novena ou chamar a benzedeira. A contagem

regressiva não é só para o comprador. Enquanto ele termina de se deliciar

com a compra, os processos são iniciados e até que o produto

chegue às suas mãos, um verdadeiro batalhão se responsabiliza para

que ele tenha satisfação garantida, e o clique final não se transforme

na última compra pela internet.

O processo de entrega não é complicado. O site formata o pedido

numa nota fiscal e passa as informações da compra a uma transportadora

que será a responsável por levar a encomenda. A transportadora

repassa os dados aos seus motoristas que partem para a entrega. Em

caso de ausência do cliente, é necessário informar o remetente em

no máximo duas horas para fazer a tratativa de informação e no mesmo

dia refazer a entrega. A complicação começa quando o cliente é

apenas pessoa física. No caso da pessoa jurídica há uma agenda de

recebimento, sempre terá uma estrutura para isso.

ele sempre tem raZão

“A pessoa física não tem essa estrutura. Se não estiver, perdemos

a viagem. Se estiver, ela quer que seja entregue no seu

andar, se morar num apartamento,

espera que o entregador/motorista

ou ajudante monte o seu móvel, por

exemplo. Ela cria uma expectativa

por um serviço que nesse caso não é

nosso”, explica Adriano Campos,

gerente nacional de E-commerce da

Ramos Transportes.

E assusta o número de ausências. Das

ocorrências de entregas, cerca de 70%

dos clientes não se encontram no local

informado. Ai começa outro processo.

“Todas as vezes que isso ocorre, usa-

Adriano Campos

mos um serviço chamado “Estive aqui”.

Deixamos nosso telefone dizendo que estivemos lá para tranquilizar

o cliente. Ele vai entrar em contato e essa ferramenta também vai

facilitar nosso trabalho”, diz Campos.

A verdade é que fica muito difícil para as transportadoras dar

conta da demanda. É por isso, que não é tradição ser informado o

horário da entrega. “Mas, eu sempre procuro me colocar no lugar

do cliente. Se comprei, eu quero receber logo. As transportadoras

Sergio Brito

loGístiCa, funDamental aliaDa

buscam dia-a-dia a excelência

do serviço”, salienta Campos.

A Total Express pratica a logística

reversa quando o cliente

devolve a mercadoria. “Fazemos

de forma eficiente, pois entendemos

o conceito desse tipo

de logística. Informamos em

tempo real, no site dos clientes,

a posição da mercadoria.

Costumamos dizer que somos,

além de operadora logística,

um vendedor de informações”,

revela Sergio Brito, gerente

comercial.

Em seu livro “Logística –

O último rincão do Marketing”,

Carlos Alberto

Mira, sócio-diretor da Mira

Transportes, economista e

também professor de MBA

de logística, define que o

e-commerce vem produzindo

uma verdadeira revolução

nas formas tradicionais

de relacionamento das empresas

com seus clientes,

seja nas chamadas vendas Carlos Alberto Mira

corporativas (de empresa

para empresa), seja no varejo. “Vejo vantagens nítidas no comércio

eletrônico: a conveniência do cliente que pode decidir

pela pesquisa e pela compra em qualquer horário. O comprador

online não só consome informações como as produz”, afirma.

Ainda segundo Carlos Mira, o comércio eletrônico tem profundo

impacto nas operações logísticas. “Ele é o principal acelerador

dessa importância. No início da web, a logística ficou em

segundo plano. Todo mundo se preocupou em vender com agilidade,

mas quase ninguém lembrou que era preciso armazenar,

transportar, estocar e processar pedidos com eficiência para não

frustrar os clientes”, diz.

Mira cita no livro um exemplo da venda pela internet

sem “braços dados com a logística”. No Natal de 1999, o

Amazom.com, tradicional site americano, fez uma campanha de

marketing pedindo à população que não fizesse compras na rua,

mas “na comodidade de seu lar”. O resultado foi uma enxurrada

de pedidos. O problema é que 60% não foi entregue no prazo. “O

site botou a culpa na logística. Mas, ninguém sabia direito o que

era logística. Mas isso gerou uma preocupação: as empresas de

e-commerce passaram a se organizar”.

operação De “e-Guerra”

O e-commerce não é um serviço fácil de ser feito. O produto

adquirido pela internet não pode ser avariado de forma alguma.

“Quando o lojista compra um produto ele não tem como

reembalar se estourar a caixa, por exemplo. Isso é diferente de

quando se transporta direto do próprio fabricante”.

A operação padrão da maioria das transportadoras, feita

por controle de código de barras, é já sair do cliente para o

local da entrega. Há exceções. Geralmente em dois casos: o

caminhão pode voltar à garagem do frotista caso seja necessário

completar a carga ou em alguma urgência.

As empresas investem cada vez mais em tecnologia e a

moda é a transportadora ser “inserida” dentro da base de

seus clientes. Os processos são feitos, dessa forma, nas

próprias docas. “Antigamente, levávamos até oito horas

para descarregar. Tínhamos que fazer a triagem, o controle.

Com a operação na doca do cliente, o processo não dura

nem meia hora. Ganhamos sete horas e com menos

pessoas”, conta Campos.

Na opinião de Luiz Henrique Nascimento, diretor comercial

da Direct Express,

para entender esse

mercado, a rentbilidade

aparece depois de determinada

escala. “Tudo

porque o tíquete médio

do frete por entrega é

baixo. Quem quiser entrar

no segmento deve

estar preparado para

investir. Estamos falando

de um mercado total

que realizou perto de 25

milhões de entregas em Luiz Henrique Nascimento

2008”, salienta.

7


´

E-logística

muito mais Do que uma enComenDa

Não há a menor dúvida de que o e-commerce é rentável.

Vai continuar e crescerá ainda mais. Porém, se engana quem

imagina que conhece tudo sobre esse mercado. Com a palavra

três dos primeiros desbravadores brasileiros. “Atuamos antes

mesmo desse conceito chegar ao Brasil. Começamos em 1995,

distribuindo produtos comprados por catálogo e televendas.

Em 1998 surgiu o e-commerce no país. Nesse mesmo ano, realizamos

nossa primeira entrega, que foi para a livraria Virtual

Book”, afirma Sergio Brito, da Total Express. De acordo

com ele, a Submarino.com surgiu no Brasil já com os serviços

da Total Express.

A distribuição é feita nacionalmente por veículos utilitários, caminhões

de pequeno porte e caminhões grandes. Basicamente,

os modelos Fiat Fiorino, Volkswagen Kombi e Iveco Daily são

usados para serviços door to door. Os caminhões Mercedes-

Benz 608 são utilizados para transferência. A frota é composta

por 900 veículos (metade própria). A política de renovação

ocorre de três em três anos. A empresa possui centros de

distribuição em São Paulo, Rio Grande do Sul, Belo Horizonte e

Salvador.

Em 2008, o volume de vendas aumentou 70% em relação

2007. Segundo o gerente, a Total Express faz 400 mil entregas/

mês e fatura uma média de R$ 50 milhões por ano.

Os principais clientes da transportadora são Wal Mart, Best

Shopping (TV Gazeta), Sacks Perfurme, Net Shoes e B2W,

grupo detentor das marcas Americanas.com, Shoptime e

Submarino.com.

Outro dos primeiros a encarar o segmento foi o Mira Transportes.

“O e-commerce é muito mais do que encomendar livros

e CD´s. Toda a transação feita via internet (por e-mail ou por

sites de leilão) é considerada e-commerce. É por isso que o

e-commerce cresce cada vez mais. As pessoas têm uma ideia muito

limitada sobre isso. O e-commerce cresce na medida e que

a cabeça do consumidor muda”, conta Carlos Mira, que

iniciou as operações no nicho em 2000, quando criou o

www.netenvio.com.

O site foi vendido no final de 2000, mas como fruto gerou a

criação de uma estrutura no Mira Transportes para transportar

cargas oriundas de encomendas via internet. “Esse site inspi-

rou os provedores da maioria das empresas de e-commerce”,

acredita Mira.

De acordo com o executivo, nos últimos anos a preferência por

transações via internet tem aumentado. “Um empresário que

precisava viajar para fechar negócio, hoje fecha por conferência

via internet e recebe o produto físico em sua base, sem precisar

viajar muito. Isso é e-commerce também”, acredita.

Adriano Campos, da Ramos tem uma opinião formada. “É

uma área bem diferenciada. Trabalhar com a expectativa de

clientes não é fácil. É algo curioso”, completa. Aliás, a Ramos

atua no ramo há oito anos. “Vi esse mercado crescer”,

relembra Campos.

Devido à importância e o tamanho deste nicho, a Ramos resolveu

criar um departamento específico. E quem foi o escolhido

para comandá-lo? O desbravador Adriano Campos. O departamento

é novinho em folha. Nasceu em fevereiro. “Cerca de 90%

dos clientes foram conquistados por meu trabalho. Temos uma

equipe muito competente e temos certeza que ainda há muito

a se explorar no setor”, afirma à Revista Jornauto, na

primeira entrevista de sua vida. Prova mais do que cristalina de

que a transportadora não errou ao investir nesse campo está na

média de crescimento anual desde o nascimento da atividade no

Grupo, que é de 40% a 50%.

A Ramos – que possui uma frota de cerca de 1.200 caminhões

– faz em torno de 60 mil entregas por mês. “Estamos

evoluindo há oito anos. No começo, atendíamos apenas a região

Nordeste. Nosso crescimento foi exponencial e depois,

passamos a atender a região Norte”, relembra. De acordo

com o gerente, os clientes que fazem parte da atual folha

de atendimento da empresa são Submarino, Ponto Frio,

Magazine Luiza e Fenac. “Somos uma das poucas transportadoras

que atendem de forma 100% nacional este nicho”, crê.

Atualmente, de tudo o que a Ramos transporta por ano, 30%

vem dos clientes do e-commerce.

O ano de 2009 marcará um período de grande expansão dos

negócios da Ramos. Desde março, após anos de estudos, a transportadora

passou a atender o Rio de Janeiro e a região Sul. Foi

também no terceiro mês do ano, que a empresa passou a oferecer

o serviço de multi-expresso (entregas com prazos reduzidos

ou courier).

O segundo semestre foi o tempo escolhido para brotar o principal

evento que frutificará o faturamento da Ramos: a maior

cobertura no Sudeste, ou seja, a entrada no mercado de São

Paulo. Estado que representa o maior volume de consumidores

virtuais do Brasil. Hoje, 40% do que é vendido no país se concentra

nas regiões Sul e Sudeste. “Com a modalidade courier,

podemos até crescer seis vezes. Em 2009, a Ramos tem uma

expectativa geral de crescer 13%. Só o e-commerce, no mínimo,

40%. Será o melhor ano de nossa atuação neste segmento”,

completa o gerente.

faturamento superior a r$ 10 bilhões

Mesmo com esse trabalhão todo das transportadoras, o volume

do e-commerce comparado com o varejo é pequeno. “Representa,

hoje, de 4% a 5%”, acredita Campos. Mesmo bem inferior

ao volume de receitas do varejo, o comércio pela internet faturou

R$ 8,2 bilhões em 2008, crescimento de 30%. Em 2009, instituições

como a e-bit –que atua no mercado de e-commerce desde janeiro

de 2000 – já planejavam que o setor continuará aquecido. Apesar

da crise. O faturamento do segmento deve girar, de acordo com a

entidade, em R$ 10,2 bilhões.

Tradicionalmente, os três picos de vendas nos sites acontecem

no Natal, o carro-chefe e que representa perto de 15% do

total anual, no Dia das Mães (12%) e no Dia das Crianças, bem

perto desse percentual. Para se ter uma ideia do tamanho literal

do Natal, o volume normal mensal de uma empresa do setor

que faz 60 mil entregas pode chegar com o Papai Noel a 90 mil.

88 9


E-logística

500 mil entreGas mensais

Outra empresa que atua neste mercado é a

Direct Express – fundada em 2003 – e especialista

em qualquer tipo de entrega expressa

(pacotes de até 30 kg e com prazo até 4 dias).

A empresa trabalha com clientes do porte de

Saraiva, Natura, Carrefour, LG, Embratel, Rede

TV Shop e B2W.

Sua estrutura coordena 16 unidades próprias

e sua frota, exclusiva, conta com cerca de 350

veículos (furgões leves). “Nossa frota tem em

média 2 anos”, diz Luiz Nascimento, diretor

comercial. Entre os planos sobre as mesas da

diretoria, está o de consolidar a empresa ainda

mais no segmento aumentando o número

de entregas por dia para até 30 mil. A companhia

realiza por volta de 500 mil entregas

mensais para o e-commerce, o que representa

cerca de 75% de sua movimentação total.

expeCtativas 2009

Para este ano, a expectativa do mercado geral, segundo o e-bit,

é a de que o crescimento em relação a 2008 fique num patamar

acima de 20%. As empresas estão confiantes. Já a Total Express

espera para 2009 uma projeção de crescimento de 40%. “Mas,

acreditamos que pode ser maior, mesmo porque a economia está

se recuperando”, revela Sergio Brito.

Para Luiz Nascimento, na Direct Express o e-commerce vinha

crescendo a taxas superiores a 40%. Em 2008, subiu 25% e o

faturamento pulou a R$ 55 milhões. “Nesse ano, acredito que

devemos crescer de 20% a 25% e faturar R$ 80 milhões”.

Já Carlos Mira, aposta na região centro-oeste, onde sua transportadora

atua como especialista. Em sua visão, se trata de uma

região que gera muita riqueza para o país, principalmente no

que diz respeito a agricultura.

10

tenDênCias

De acordo com as fontes ouvidas, o segmento de vendas de

computadores é um nicho que está crescendo bastante. Além

disso, outra grande tendência são os sites que vendem diversos

tipos de produtos. Por outro lado, isso não significa que a venda

virtual irá substituir a venda física. “A tendência é que poucas empresas

continuem no ramo, no futuro”, afirma Adriano Campos,

da Ramos Transportes.

Para Carlos Mira, o papel da transportadora diante da mudança

de comportamento de mercado em que a cabeça do cliente muda

constantemente é conferir agilidade nas informações. O caminhão

viaja na mesma velocidade do que há alguns anos, mas a velocidade

da informação precisa ser maior porque as exigências do consumidor

aumentam cada vez mais. “Uma empresa de transporte que se

propõe a trabalhar com cargas oriundas de transações via internet

precisa ser pró-ativa”, propõe.


12 13


Fenatran

Ricardo Conte

São Paulo - SP

Début das autopeças

A Fenatran 2009, maior feira de transportes da América Latina,

despertou de vez o interesse das empresas de autopeças.

Fabricantes de renome participaram pela primeira vez para

promover seus produtos. Alguns, voltados exclusivamente para o

mercado de reposição, buscaram captar novos negócios também

junto às montadoras.

A maioria dos freqüentadores era formada por empresários e funcionários

de transportadoras, operadoras logísticas e frotistas em geral, ligados

tanto ao transporte de carga como de passageiros.

A Allison, fabricante de transmissões automáticas e sistemas híbridos

de propulsão, não perdeu

essa oportunidade. “Estamos

mostrando as novas

características da nossa linha

de produção a serem disponibilizadas

em 2010”, disse

Clovis Vendramini Kitahara,

gerente de Marketing para a

América Latina.

Segundo ele, são softwares

mais inteligentes, com avançados

comandos eletrônicos que equiparão novas transmissões automáticas,

levando benefícios – principalmente a otimização e economia

de combustível – já conhecidos pelo mercado.

A empresa americana, fundada em 1915, em Indianópolis, onde fica

sua sede mundial, está presente em 80 países e tem escritórios na China,

Holanda, Índia, Japão e no Brasil. “Mundialmente, aumenta o número de

veículos comerciais equipados com transmissões automáticas e não será

diferente no mercado latino americano, inclusive no Brasil”, garante.

Para determinadas aplicações, essas transmissões são responsáveis por

uma melhoria de desempenho e produtividade entre 10% e 20%, se

comparadas com as do tipo manual ou automatizada.

O Brasil, segundo Kitahara, é a base das operações para América do Sul.

Este ano, as exportações da Allison, 70% da sua receita, foram afetadas,

registrando quedas entre 30% a 40%, em especial junto a seus principais

mercados: a Argentina, o Chile e a Venezuela. Resultados semelhantes

que atingem toda a indústria

automobilística nacional.

Ventos melhores sopram

para as autopeças que atuam

de forma mais segmentada. É

o caso da Indústria Metalúrgica

Frum, tradicional fornecedora

de peças para freios e

chassi para veículos pesados

e comerciais leves, que assinou

acordo para, a partir de

14

Janeiro 2010, fornecer

com exclusividade cubos

de roda disco, cubos de

roda raiada, tambores

de freio e castanha de

roda para toda a linha da

Guerra S/A Implementos

Rodoviários, uma das

maiores fabricantes de

implementos rodoviários

da América Latina.

Os produtos apresentarão

tecnologia de ponta

desenvolvida em conjunto

com entre as engenharias

Marco A. De Sordi, vice Presidente da

FRUM e Rodimar Cardinali, presidente da

GUERRA, assinam contrato de fornecimento

de cubos e tambores de freio.

de ambas as empresas. A idéia é obter a melhor performance de frenagem

com menor peso e maior troca de calor, proporcionando maior durabilidade

para todo o conjunto e, consequentemente, mais economia de

combustível. Novas parcerias estão em andamento.

A Frum segue o mesmo ritmo das indústrias em geral que este ano apresentam

declínios nas vendas comparadas ao ano atípico de 2008. As montadoras

hoje representam 70% do seu faturamento de R$ 150 milhões.

Para 2009, novos negócios junto à Ford sustentaram, em parte, as perdas

de volume das montadoras, principalmente as de implementos rodoviários.

Contudo, atua em outros mercados para os quais parte de seus negócios

foi desviada, em especial, para o de reposição. “Foi também afetada,

mas nem tanto”, disse Roberto Del Papa, diretor Comercial.

Como resultado deverá registrar queda de 5 pontos percentuais no

faturamento junto às montadoras,

passando de 70% para

65%, sendo que destes 60%

estão representados pelo

mercado interno e 5% pelas

exportações. Já os 30% restantes,

referentes às vendas

ao mercado de reposição, são

oriundos do mercado nacional

(25%) e do exterior (5%).

Por isso, a empresa mineira,

estabelecida em Extrema,

manterá seus investimentos

Roberto Del Papa

iniciais de US$ 60 milhões planejados até 2011. “Estamos sempre investindo

continuamente em tecnologia, capacitação de pessoal e aprimoramento

dos nossos processos industriais já que o volume das montadoras

não diminuiu”, disse Del Papa.

Produzindo quase 40 mil toneladas de fundidos para freios de veículos pesados,

espera até lá ampliar para 75 mil toneladas. “Queremos levar ao mercado

mais qualidade para uma melhor rentabilidade para o cliente”, disse.

Outra autopeça que não sabe o que é crise é a Platodiesel Indústria e

Comércio de Embreagens, que fabrica e remanufatura platô, discos, rolamentos

e mancais de embreagem para o mercado de reposição.

Apesar de um ano pouco favorável para as fornecedoras de autopeças

das montadoras, a Platodiesel, empresa 100% nacional, não tem o que

reclamar. “Nossas vendas estão contínuas e deveremos faturar mais que

2008”, disse João Carlos Garlin, diretor Comercial.

Sem falar em cifras, lembra

que todos querem esquecer

2009 e comparar volumes com

o ano de 2007, justamente

pela atipicidade do ano passado.

Enquanto isso, investe

na sua produção, que alcança

hoje 12 mil conjuntos remanufaturados

por mês.

Instalada em São Caetano

do Sul (SP), pensa grande e

investe agora na sua marca,

prospectando novos clientes

em grandes eventos, como a Fenatran. “Estamos investindo nosso marketing

de relacionamento junto a frotistas de maior porte”, esclarece.

Com 35 anos de atividades na área de remanufaturamento de platôs

e discos de embreagens para ônibus, caminhões e tratores, aproveitou a

oportunidade e, pela primeira vez, participou da Fenatran, lançando novas

embreagens de 430mm. Expôs também sua linha Premium de embreagem

que abastece o mercado e equipam caminhões da F-Truck.

O mesmo acontece com a Motopeças Transmissões, mais uma empresa

100% nacional, fundada em 1956. Afirmou que o mercado de reposição

cresceu o ano todo. “A crise não passou por aqui”, comentou Roberto

Arazera, coordenador Técnico.

Considerada hoje “a maior fornecedora de coroa e pinhão” para o mercado

de reposição, é reconhecida pelo Prêmio “Mérito Reconhecido” em

pesquisa realizada pela Revista Jornauto, duas vezes consecutivas. Ro-

berto brinca, dizendo que, sem dúvida, é a “Rainha das Coroas”.

De fato, a sua gama de produtos consiste essencialmente de coroas e pinhões,

engrenagens de câmbio, eixos, semi-eixos, sincronizadores e caixa

de satélites, totalizando quase 900 itens disponíveis.

“As nossas coroas e pinhões abrangem um elevadíssimo número de

modelos, utilizados em veículos de todas as categorias: comerciais leves,

caminhões, ônibus e produtos

agrícolas”, detalhou.

A empresa sorocabana disponibiliza

peças as marcas Agrale

(Volare), CBT, GM, Ford, Massey/

Agco, Mercedes-Benz, Scania,

Valmet, Volvo e Volkswagen

(agora MAN). “Nossa linha de

diferencial aumenta a cada ano.

Produzimos hoje também para

Arvin Meritor e Dana”, disse.

A Fenatran foi surpreendida

com a presença da gigante BBTS

(Bandag Truck Service), resultado

da união de duas marcas líderes

mundiais em seus segmentos de

atuação: a Bridgestone, um dos

maiores fabricantes mundiais

de pneus, e a Bandag Incorporated,

também líder mundial de

recapagem a frio, concluída em

meados de 2007.

Ricardo Drygalla Moreira

Mas, até meados deste ano,

aguardava a repercussão do

mercado e dos organismos internacionais. “Queríamos que certificassem

que essa operação foi em nível mundial - não apenas no Brasil

- e que não representava nenhum prejuízo comercial”, disse Ricardo

Drygalla Moreira, gerente de Marketing da Divisão Carga.

No Brasil, a Bandag chegou em 1975, estabelecendo fábrica, quatro

anos depois, em Campinas. Mais tarde, em 1997 inaugurou sua segunda

fábrica de manufatura de bandas, na cidade de Mafra (SC) com

capacidade de produção de 7 mil toneladas.

A fusão, segundo o executivo, agregou valores. Foi realizado o melhor

aproveitamento dos atuais 3 mil empregados no País. “Hoje, a cultura

é bastante permeável. Já conseguimos trazer ganhos não só para

funcionários, mas e principalmente para os clientes”,

declarou.

Escolheu a Fenatran como primeiro grande passo

para divulgar a nova marca designada ao setor de

cargas (recapagem para caminhões e ônibus). O setor

de produção pneus continua Bridgestone/ Firestone.

A BBTS mostrou no evento a elevada tecnologia de

ponta e os serviços alcançados, resultado do compartilhamento

de processos produtivos. Entre outros,

o funcionamento de softwares de gerenciamento de

pneus, como o Survey que, assegura, proporciona aos

frotistas redução de 30% nas despesas com pneus.

15


Garantia até a Copa de 2014

até a Copa de 2014




Fotos ilustrativas. Veículos vendidos sem implementos. Algumas versões, itens opcionais e cores estão sujeitos à disponibilidade de estoque, podendo variar seu prazo de entrega (máximo 50 unidades). *Taxa fi xa de 0,57%

ao mês = 7,00% ao ano através da modalidade FINAME, linha de repasse do BNDES dentro das condições especiais para o programa BNDES PSI. Taxa fi xa de 0,37% ao mês = 4,5% ao ano através do produto FINAME BNDES

PROCAMINHONEIRO. Condições vigentes a partir de 27/7/2009 até 31/12/2009, conforme circulares do BNDES 71-2009, 72-2009, 195-2006 e 196-2006, sujeitas a alterações por atos de autoridade monetária, BNDES e BACEN.

Entrada mínima de 10% para micro, pequenas e médias empresas (faturamento anual inferior a R$ 60 milhões) e entrada mínima de 20% para empresas de grande porte (faturamento anual superior a R$60 milhões ou que pertençam

a grupo econômico onde a receita consolidada das empresas supere esse montante). As operações são aplicáveis aos veículos Iveco produzidos no Brasil e homologados no BNDES. O prazo máximo das operações será de

60 meses com até 6 meses de carência para as entradas de até 20%. Prazo de 72 meses com entrada mínima de 30%. Um maior percentual de entrada poderá ser exigido de acordo com os critérios de aprovação de crédito do

CENTRO DE ATENÇÃO AO CLIENTE

0800 702 3443

w w w . i v e c o . c o m . b r

TAXAS A PARTIR DE:







16 17



Banco Fidis S/A, aos quais todas as propostas estarão submetidas. Será cobrada taxa de cadastro de R$600,00 no caso de pessoa jurídica e R$ 500,00 para pessoa física, somente no caso de operações efetivamente realizadas.

Para mais informações, consulte a rede de concessionárias Iveco. Telefone comercial Iveco Capital: (31) 2123-5918. Ouvidoria: 0800 28 29900 - ouvidoria@bancofi dis.com.br - Iveco Capital é uma unidade de negócios do Banco Fidis S/A.

** Garantia PROMOCIONAL até a Copa de 2014: válida exclusivamente em uso normal (não severo) para os modelos Iveco Tector 4x2 e 6x2 e Iveco Cursor com pedidos recebidos entre 25/10/09 e 31/12/09. Essa garantia

contempla o 1° ano de cobertura total e demais anos de cobertura do trem de força (motor/transmissão/eixo traseiro), expirando em 30 de junho de 2014. Sem limite de quilometragem. Será automaticamente cancelada caso

o Plano de Manutenção expresso no Manual do Proprietário não seja integralmente cumprido em uma concessionária Iveco e de acordo com regras explícitas nos Termos de Garantia. Consulte o site www.garantiaiveco.com.br

para mais detalhes sobre as regras de cobertura dessa garantia promocional. Promoção não cumulativa com outras promoções oferecidas pela Iveco.


Entrevista

Gilberto Filho

São Paulo, SP

Navistar Engine

pensando longe

Michael A. Ketterer é o novo diretor de Vendas, Marketing e

Gerenciamento de Programas da MWM International. Ele assumiu

a vaga do José Eduardo Luzzi, que agora é o vice-Presidente do

Global Bussiness Unit. Michael explica como está funcionando a

nova estrutura de negócios da Navistar Engine.

O grupo americano Navistar, que é subdivido em dois, Truck e Engine,

passou recentemente por uma reestruturação na parte de geradores de

energia. Erick Tech, presidente da divisão Engines, mudou tudo e criou

três unidades de negócios. Uma é responsável pelo NAFTA (Canadá, Estados

Unidos e México), o MERCOSUL continua sob a responsabilidade

da MWM International, que tem à sua frente Waldey Sanchez e, a nova

unidade criada esse ano, a Global Bussiness Unit, sob o comando de

Eduardo Luzzi.

Essa parte irá cuidar de todo restante do globo terrestre e o mais importante,

com sua estrutura fixada no Brasil. “Essa nova unidade, excluindo o

Nafta e o Mercosul, irá cuidar de todos os outros mercados, que são: América

latina, América Central, Ásia, Oceania, África e Europa” diz Michael e

explica o porquê dessa decisão. “a Navistar sempre teve foco no cliente

cativo, voltado para trucks e tecnologias para poder atender as normas de

emissões do EPA (órgão regulador de emissões nos USA)”.

“A MWM International, além do Brasil e Mercosul, sempre trabalhou

globalmente e os outros centros, quase todos, trabalham mais focados em

emissões e tecnologias européias. Então, preferiram basear o Global aqui

no Brasil, por ter essa vocação mundial”.

quem é Ketterer

O engenheiro mecânico é nascido na Alemanha e veio para o Brasil com

apenas dois anos de vida. Trabalha na MWM International desde1993,

sempre focado no desenvolvimento de tecnologias e produtos. Em 1997,

foi designado a cuidar do principal cliente da empresa fora do Brasil, a

Volkswagen da Alemanha. “Naquela época, nós fornecíamos o motor

Sprint 2.8, primeiro mecânico e depois eletrônico. Em um contrato de 18

meses, acabei ficando seis anos na Alemanha, isso dentro da planta da

Volkswagen em Hanover” fala, explicando a sua trajetória dentro da empresa.

Acabou sendo o responsável pela parte de engenharia, assistência

técnica, qualidade, entre outras atribuições. Em 2003, retornou ao Brasil

e assumiu a gerência de Engenharia, controlando projetos até chegar à

gerência de Engenharia Avançada que é responsável pelas tecnologias do

futuro, que naquela época seriam o Euro V e VI. Com a nova reestruturação,

foi convidado a assumir o posto deixado por Eduardo Luzzi, que tinha além das

vendas e marketing, também o gerenciamento de programas.

Segundo o executivo, essa área é responsável por todos os passos dos

novos projetos e áreas que estejam comprometidas para o seu sucesso.

“Nós cuidamos da interligação de todas as áreas na empresa, de “A”

a “Z”, ou seja, desde o primeiro projeto até a entrada em produção e

também a pós-produção (que controla os primeiros meses de vida desses

produtos). Tudo isso para evitar que depois do desenvolvimento da engenharia

a manufatura fale que não tem como usinar a peça, evitando com

isso o desperdício de tempo e dinheiro”, revela Ketterer, que mesmo assumindo

outra função dentro da empresa, não abandonou a sua verdadeira

paixão, a engenharia.

merCaDo na visão mwm

Ketterer avalia a crise, no Brasil, como sendo apenas um susto, isso excluindo

a exportação evidentemente, referindo-se apenas o mercado doméstico.

“Desde o final do ano passado, nós sentimos uma forte retração

nas vendas, chegando ao ponto mais baixo em dezembro de 2008. Quando

fomos obrigados a fazer a redução de jornada de trabalho e salários,

para não haver demissão. Isso perdurou três meses. Nós acreditávamos

na retomada mais cedo ou mais tarde, mas ainda nesse ano, então não

mandamos ninguém embora”.

A partir de maio, quando medidas do governo começaram a surtir efeito,

o mercado começou a reagir. Mas o estrago do primeiro semestre não tinha

volta e as perdas entre o segundo semestre de 2008 comparado com

o primeiro desse ano resultou em retração em torno de 30%, para a MWM.

Para citar um bom exemplo, o segmento de picapes foi quase zerado na

passagem de ano e já registra 92% de recuperação.

Comparando em números, em 2007 a empresa produziu 122 mil motores,

em 2008, um ano fora da curva, foram 141 mil e em 2009 serão algo

em torno de 113 mil. Mas, Ketterer salienta que a produção do segundo

semestre desse ano será algo muito próximo do que foi no ano passado,

ou seja, 65 mil unidades. “Então, no ano de 2009 teremos uma perda de

20% em relação ao bom ano de 2008”. Ele cita que alguns mercados

como o agrícola, andaram na contramão da crise e tiveram aumento de

produção e ganho de market share. “A queda média do mercado foi entre

20% e 30% e nós aumentamos o nosso volume em 11%. O ganho se

deu no segmento de tratores de roda, que recebeu atenção especial tanto

do governo federal como dos estaduais, com programas específicos”. Ele

credita esse sucesso ao grande portfólio que a empresa possui ofertando

propulsores para vários segmentos.

perspeCtivas futuras

Para a MWM International 2010 já chegou. Recentemente, a empresa

organizou um work shop com os seus fornecedores para traçar metas e

planos para o próximo ano. “Cerca de 100 empresas participaram, entre

fornecedores e sub-fornecedores, e mostramos para eles a retomada que

se desenha para 2010. Os pedidos dos nossos principais clientes, desde

aplicações especiais até os grandes O&Ms aumentaram muito. Em outubro,

nós atingimos a média mensal que era de 2008, 12.600 motores. Estamos

prevendo manteremos essa média em novembro e dezembro desse

ano e o primeiro trimestre de 2010. Alguns clientes aumentaram seus

pedidos em 8% e um deles aumentou em 50%, em relação ao segundo

semestre de 2009. Por causa dessa retomada nós ficamos preocupados

com a cadeia de suprimentos”. A previsão feita por eles para o próximo

ano é ficar entre 2007 e 2008, algo em torno de 130 mil motores. Michael

acredita que, em termos de volume, teremos o segundo melhor ano da

história em 2010, contando apenas com o mercado doméstico.

novas teCnoloGias

Com a entrada em vigor do Proconve P7 em 2012, quando teremos a

mudança de todos os motores que hoje estão em produção, o executivo

acredita que os produtos sofrerão aumento de preço na ordem de 15% a

30%, dependendo do produto e da tecnologia que for adotada e, explica

o por que: “daremos um salto do P5 para o P7 ou, Euro III para o Euro

V e isso vai impactar bastante, mas eu não acredito que teremos uma

corrida às compras em 2011, porque tem clientes que querem essa nova

tecnologia em suas frotas. Essa diferença de valores incluem a tecnologia

do SCR, que é o pós tratamento de gases de escape, então o conjunto,

terá esse inevitável aumento de preço”.

Hoje, a planta brasileira já exporta para o México o motor Acteon

de quatro e seis cilindros Euro 4 ou EPA 4 e em paralelo eles já

desenvolvem as tecnologias necessárias para atender seus clientes

cativos na versão cinco dessas legislações. “Nós estamos desenvolvendo

o Euro V em duas versões, EGR e SCR. A EGR para atender a

tendência norte americana e SCR para tendência européia e global,

que inclúi o Brasil”.

A tecnologia SCR, segundo o executivo, é mais cara que a EGR, mas

é mais vantajosa para veículos com vocação estradeira, porque tem

um consumo cerca de 5% menor, dependendo da aplicação.

O MaxxForce de 3.2 litros é um upgrade do 3.0 litro. Esse propulsor

estava em exposição no Congresso do SAE Brasil, que aconteceu

recentemente em São Paulo. O motor tinha três válvulas por cilindro

na versão Euro III e agora conta com quatro. Possui tecnologia EGR

para atender as novas legislações de emissões e já está comprometido

com a DAEWOO Bus da Coréia do Sul. Como a vocação do Sprint

3.2 é mais urbana, não compensa utilizar a tecnologia do SCR, por

ser mais cara. Para a família Acteon, além do desenvolvimento bem

avançado para as próximas exigências, a empresa já esta focando

no Euro VI e EPA 10.

No Maxxforce de 9.3 litros, ele diz que faz mais sentido a tecnologia

SCR, por ser voltado a aplicações estradeiras, de longo curso.

E ainda tem mais, o desenvolvimento dos bi-combustíveis está

acelerado. A MWM International americana já homologou todos os

seus propulsores para o B20, antecipando a exigência do governo

para janeiro. Hoje, eles trabalham com o B30, B50 e até B100, com

aplicação agrícola.

Estão adiantados inclusive na tecnologia do GNV, com veículos de

passageiros urbanos já rodando e Flex, gás/diesel, onde testes já

foram feitos em uma picape. Agora, a bola da vez é biodiesel/etanol,

utilizando do B5 até o B20 com etanol, tanto para aplicações de ônibus

como de caminhões e, terminando seu desenvolvimento, já entra

em produção para atender um cliente do ramo de tratores.

18

19


Autos

José Roberto Nasser

Brasilia – DF

Quer fazer um bom veículo?

Pergunte a um vendedor de carros usados,a um colecionador de

antigos ou, em caso de renovação, aos antigos clientes.

E esqueça os manuais de comercialização escrito pelos engenheiros.

A soma dos catetos, com o vetor de forças, ou a impedância da folga

do virabrequim dificilmente entenderá o impalpável mecanismo

que liga o emocional na cabeça aos dedos polegar e indicador com

os quais o comprador preenche o cheque.

Do acatamento das opiniões e sugestões destes vivenciadores sairão

boas sugestões sobre onde implementar para melhorar as boas

sensações, o que mudar para dar conforto visual e de tato, eventualmente

em ergonomia e, até, em comportamento dinâmico.

A Volkswagen não fez a lição de casa em toda a extensão, mas

conversou com os 60 maiores vendedores de Fox em sua rede, e

deles tomou as impressões dos clientes.

Somou-as às necessidades de mudança para dar novo fôlego ao

carro, e deu no dito Novo Fox.

Mudou o de sentir. Por exemplo, no sentido da visão, na frente,

parachoques e grupo óptico. Refinou os faróis, aplicou sombra

negra, destacando-o como se fosse um olho feminino. Frescuras

que marcam e diferenciam. Atrás, idem, e em especial mudou as

lanternas, deslocou as luzes de neblina sob o parachoques posterior,

lembra as soluções de Fiats Punto e Stilo, mas deu harmonia

e largura ao Fox. Outra boa adição foi incorporar piscas laterais

nos espelhos retrovisores.

No interior, mudou o painel. Que bom. Removeram a instrumentação

lembrando rádio antigo, e aplicaram solução invulgarmente

feliz: os mostradores de combustível e temperatura do motor replicando

a identificação visual do velocímetro e do conta giros.

Bom exemplo a ser seguido pelo Honda Civic e o tumulto visual

de seus controles.

No sentir, tecidos, revestimentos, maçanetas, revestimento do

volante – e seus botões de comando, tudo aprimorado para ofe-

Novo Fox. Muito, muito melhor

Gerson Barone, gerente Executivo de Design da Volkswagen do Brasil

recer toque mais agradável. Chegou-se ao preciosismo, explicado

por Gerson Barone, número 1 no design, no buscar um plástico

com toque próximo ao da pele humana. Ainda na área do tato,

mudou-se a coluna de direção para tipo mais atualizado. E, na de

sensação térmica, melhorou a ventilação da cabine em 23%.

O pacote de dedicação mudou o interior, o painel, e sanou

economias injustificáveis. Não mexeu na mecânica. Não reduziu

a marcha a ré nos carros com motor 1.0 – que em subidas

em ré empacam e não sobem, nem melhoraram as

limitações da suspensão.

Na prática as intervenções, aprimoramentos e adições ampliaram

a colocação mercadológica, pela aplicação de confortos, como os

comandos de som ao volante, o automatizador da transmissão

que abduz o pedal da embreagem e diminui o desgaste do motorista

no pára-e-anda do trânsito. Com isto busca clientes na faixa

superior. Parece pretender migrar na conquista dos usuários

de Pólo hatch.

A pretensão é manter e ampliar sua colocação de 6º. mais vendido

do mercado. E na prática, permite um raciocínio: como era

tosca a primeira série. Três versões, simples, Trend e Prime. A do

meio será a mais vendida. Motores 1.0, 76 cv e 1.6, 106 cv, e

opção automatizada apenas para a mais potente.

Preços abrem em R$ 29.990, das remanescentes unidades agora

tornadas antigas, e podem superar R$ 43.000 dependendo do

pacote de equipamentos.

A Volkswagen diz mirar nos compradores do Renault Sandero. A

GM, com o Agile, informou apontar para o Novo Fox. Na prática,

com este leque de preços, o Novo Fox, agora elevado a melhor

classe, amplia o leque de clientes.

20

21


Autopeças

Ricardo Conte

São Paulo - SP

Remanufaturado é

novo, na Arvin Meritor

A Arvin Meritor está diversificando sua atuação no mercado

nacional de reposição, passando a fornecer diferencial da marca

remanufaturado. Acompanha uma tendência mundial que tem

como finalidade, além de somar mais um bom negócio para o

fabricante, colaborar com a preservação do meio ambiente.

Angelo Morino

“É o nosso compromisso para ajudar a

humanidade”, disse Angelo Morino, diretor

geral de Aftermarketing para a América

do Sul.

Em fase inicial de uma operação independente

de pós-venda, a empresa americana

investe US$ 300 mil em mão de obra

e equipamentos, entre outros, na aquisição

de tanques de lavagens, cabine de pintura

e prensas. “Estamos aproveitando parte

da nossa equipe e iniciando o treinamento

dos futuros técnicos”, disse.

Desde setembro, a Arvin Meritor começou

a explorar o reaproveitamento da carcaça

do diferencial, que acopla o planetário, satélite,

coroa e pinhão, que transmitem às

rodas a tração necessária para movimentar

caminhões e ônibus para aplicações dentro

dos segmentos médio e pesado.

“Há muito tempo, a nossa matriz nos

Estados Unidos faz isso, remanufaturando

também sapatas de freios, caixas de transmissão

etc”, conta.

Nenhuma tecnologia será importada,

servindo-se a empresa no Brasil da sua

experiência e maquinários próprios para

atender à demanda do mercado interno

que, por sua vez, é ávido por produtos

remanufaturados, isto é, quando são retrabalhados

pelos próprios fabricantes das

peças originais.

a Diferença é GranDe

Quando se adquire peças recondicionadas

no mercado paralelo, o usuário corre

um enorme risco de adquirir produtos sem

a mesma qualidade e sem a garantia dada

pelo fabricante original.

Assim, ao invés de sucatear os componentes

que formam o diferencial, a idéia é

ofertar ao usuário final – caminhoneiros e

frotistas e, em especial, as operadoras de pequeno

e médio porte – preços mais competitivos

com a mesma qualidade da original.

“Damos a garantia de 1 ano e de um melhor

custo benefício”, informa Morino.

Mas, para isso, os clientes formados por

concessionárias e distribuidores,

assinam contrato de

compromisso de devolução

de peças usadas na hora da

compra para obter desconto.

Tem de haver um caminho de

mão dupla no qual o fabricante

garante um produto remanufaturado

de alta qualidade

e, em contrapartida, o cliente

faz o retorno de igual quantidade

de unidades adquiridas

a curto prazo, iniciando o imprescindível

giro de estoque.

Custo é CompensaDor

O custo do diferencial remanufaturado,

comparado ao original de fábrica, é cerca

de 60% menor. Um negócio interessante

para ambas as partes, favorecendo, principalmente,

o usuário final. “Caso não

ocorra a devolução, é cobrada a diferença

de preço em relação ao produto original”,

alerta.

Esse retorno do diferencial está estimado

em torno de 90 dias, período ideal para

garantir sua remanufatura em escala industrial.

Para isso, foram ampliadas novas

instalações independentes numa área, inicialmente,

de 300 metros quadrados junto

à unidade de Reposição da companhia,

situada em Osasco (SP).

Morino acredita que a médio prazo, praticamente,

60% do consumo desse produto

no mercado de reposição serão de conjuntos

remanufaturados. “Isso será possível

pela estrutura e flexibilidade de entrega

que já temos com a comercialização de

peças originais”, finaliza.

Gente

Produtos

Serviços

O GPS da Scania

22

23

Scania. Tudo por Você.


24 25


Autos

Roberto Nasser

Maceió - AL

Novo Fiat Doblò...

Quase único em seu segmento, curioso, personalista, feliz com

as menos de 400 unidades mensais que vende, a Fiat deu uma

acertada estética no inclassificável Doblò.

O simpático veículo para passageiros e carga faz parte do segmento que

a montadora chama de Multivan. Encomendas locais que geraram linhas e

soluções com personalidade de Mercosul, marca-se por harmonia estética

entre os itens de decoração externa – faróis implementados, polielípticos de

dupla parábola. É o eixo em torno do qual adejam as modificações: parachoques,

grade, paralamas, todos adições plásticas ao cerne em chapa de aço.

Há harmonia no trato e, tanto de frente, quando de lado e traseira com novo

grupo óptico, parachoques, e detalhamento interno, painel, perceber-se-ão

mudanças identificativas de ano/modelo.

...primeiro e úniCo...

Apesar dos contidos números de vendas, o Doblò é multifacetado, com seis

versões, quatro para passageiros e duas ditas furgões Cargo.

Adventure com sistema Locker, habilita o veículo a vencer maiores dificuldades

em pisos irregulares, seguida pela HLX 1.8. Em escala decrescente

de equipamentos e preços, ELX 1.4 e simplesmente 1.4. Esta versão tem

apenas a direção assistida e o ar condicionado, assim como almofadas de

ar e ABS como opcionais. O motor, da família Fire flex, produz 86 cv quando

a álcool, e 12,4 kgfm. Uma boa dosagem de torque, a medida responsável

pelas respostas do veículo. Nas versões Cargo há, também, opção de motor

26

O Fiat Doblò Cargo tem espaço para 3.200 litros.

Devido sua boa ergonomia, agilidade e economia,

é recomendado para entregas rápidas.

DaDos básiCos

1.4

r$ 48.950

elx 1.4

r$ 52.540

hlx 1.8

r$ 54.670

“O Fiat Doblò conquista o consumidor devido ao

generoso espaço interno para até sete ocupantes –

tornando-o um verdadeiro “family car” – e também

para bagagem (750 litros), conquista ainda pela

ampla área envidraçada, pela versatilidade e por

sua tecnologia. O novo Fiat Doblò 2010 mantém

todos esses predicados em um conjunto funcional e

atraente, que oferece conforto para todos e prazer

ao dirigir”, diz Lélio Ramos, diretor Comercial da Fiat.

aDventure

loCKer

r$ 59.680

CarGo 1.4

r$ 38.680

CarGo 1.8

r$ 43.320

motor 1.4 flex 1.8 flex 1.4 flex 1.8 flex

potênCia

torque

85 Cv (Gas.)

86 (álC.)

12,4 KGfm (Gas.)

12,5 KGfm (álC.)

versões e preços Do novo fiat DoblÒ

Itens de segurança aBs e aIr Bag Formam o kIt HsV - custam adIcIonaIs r$ 3.049,00

1.4, 8 válvulas. Os 1.8, fruto do mal sucedido acordo entre Fiat e GM, são

projeto antigo, áspero, de baixa potência e torque, respectivos 114 cv a álcool

e 18,5 kgmf.

...e seus aCertos De estétiCa e Conforto.

Na prática, se o cliente cogitar de incluir o Doblò em sua relação de pretensões,

haverá um adequável ao seu bolso. Mas desconsidere a simplesmente

1.4. A ELX 1.4 é o começo do mínimo de exigência de conforto e

segurança.

A Fiat mantém sua política de agregar acessórios e equipamentos aos seus

veículos, maneira de compará-los com os da concorrência, para sobressair

na relação preço x conteúdo. Nas versões Cargo, o mínimo de equipamento,

como direção assistida, ar condicionado, aparece apenas na versão com

motor maior.

A garantia, fator que o consumidor aprendeu a considerar, é

curta: 1 ano.

112 Cv (Gas.)

114 Cv (álC.)

17,8 KGfm (Gas.)

18,5 KGfm (álC.)

85 Cv (Gas.)

86 (álC.)

12,4 KGfm (Gas.)

12,5 KGfm (álC.)

112 Cv (Gas.)

114 Cv (álC.)

17,8 KGfm (Gas.)

18,5 KGfm (álC.)

No campo ou na cidade, seu

companheiro é um Agrale.

Caminhões Agrale










Mais de 70 concessionários distribuídos por todo Brasil.

www.agrale.com.br


Comercial Leve

Gilberto Gardesani

São Paulo – SP

Furgão Jumper,

nova aposta

da Citröen

Montadora que só comercializava a

versão para passageiros, agora lança

também a de carga, e tem justos motivos

para isso. O fortalecimento do mercado

interno permitirá buscar uma fatia para o produto da marca.

e não é só isso, a rede de revendas da Citröen agradece. embora a linha

de furgões pertença a um segmento ainda desconhecido para eles, não

deixa de ser mais um bom produto para ser colocado na vitrine. A Citroën

decidiu também investir na qualidade de seus serviços, reestruturando,

ampliando e padronizando a área de Vendas especiais.

Até agora, as revendas da marca só comercializavam o Citroën Jumper

minibus, uma van com capacidade para transportar até 16 passageiros.

Com mais de 7.000 unidades colocadas no mercado

brasileiro, continua sendo uma das melhores

opções do segmento, apresentando grande confiabilidade

e conforto para os usuários. é um veículo

ideal para empresas de turismo ou aéreas, hotéis,

locadoras, traslado em aeroportos, entre outros.

”decidimos oferecer as nossos clientes um

furgão médio com capacidade volumétrica de

10 m³ e que atenda a legislação dos grandes

Ruy Águas centros urbanos”, afirma Ruy Águas, gerente

de marketing de Produto da marca.

teCnoloGia atualiZaDa

na europa, essa linha de utilitários é produzida em uma única unidade,

a Cevel, uma joint-venture com instalações em Val de Sangro, centro-leste

da itália. Produz cerca de 900 unidades por dia para a Fiat (ducato), Peugeöt

(Boxer) e Citröen (Jumper).

no Brasil, a produção desses modelos está concentrada na fábrica da

iveco, em Sete lagoas, mG.

A linha Jumper 2010, van e furgão, está

equipada com o novo motor 2.3 turbodiesel

intercooler, com potência de 127cv@3600rpm

e torque de 30,7kgfm@1800rpm.

este motor é um desenvolvimento recente

da FPt – Fiat Powertrain technologies que traz,

segundo o fabricante, alta tecnologia, ótimo desempenho,

menor consumo e menores índices

de emissões, em relação à versão anterior.

A FPt garante que, com uma curva de torque

bastante plana entre 1.800 rpm e 2.800

28

rpm, trabalha a maior parte do tempo na faixa de eficiência máxima o

que resulta em mais economia e melhor rendimento, com menor necessidade

de trocas de marchas, retomadas mais ágeis e força para qualquer

situação.

proDuto e merCaDo

no início desta edição, o leitor tem a oportunidade de conhecer detalhes da

chamada e-logística, sistema que faz a entrega de mercadorias desse novo e

crescente sistema de comercialização de produtos via internet –e-commerce,

que exige uma logística de distribuição altamente complexa. A previsão é faturar

cerca de R$ 10 bilhões este ano e bem mais no ano que vem.

Ai entra esse tipo de produto que a Citröen está disponibilizando com

sua marca, pois as entregas são, forçosamente, feitas de casa em casa,

geralmente em zonas de máxima restrição, onde só eles podem trafegar.

A correta opção da Citröen é pelo modelo com carroçaria de teto alto,

com capacidade para 1620 kg de peso e 10 m³ de volume, com porta

lateral corrediça que mede 1265 mm, conferindo grande versatilidade às

operações de carga e descarga. Custará R$ 74.990.

O veículo tem 5099 mm de comprimento, 1998 mm de largura e

2450 mm de altura, portanto, enquadrado na categoria VuC (veículos

urbanos de carga).

Sua boa ergonomia já é conhecida e a tração dianteira permite boa dirigibilidade.

A alavanca de câmbio, instalada no painel, é mais um destaque

nesse aspecto.

Outros itens importantes são a direção hidráulica, bancos dianteiros

1+2, chave com dispositivo antifurto transponder,

abertura interna da porta traseira e

ganchos para amarração no compartimento

de carga.


Avaliação

Carlos Roberto Fernandez

São Caetano do Sul, SP

Renault Master

simplicidade inteligente

Imponente, a van Master Minibus se destaca com facilidade.

O design Renault, até onde isso é possível num “paralelepípedo”,

gerou um carro de linhas belas e harmoniosas, que ao mesmo

tempo transmitem uma proposta de força e robustez.

A beleza do design não se reflete, contudo, em detalhes de acabamento

de algumas peças externas que, vistas de perto depõem contra a

manufatura Renault, problema de pouca importância e fácil de sanar.

Por dentro, a simplicidade e funcionalidade: tecidos e revestimentos

robustos e sóbrios dão o tom de “lavou tá novo” necessário num segmento

competitivo, onde longas jornadas de trabalho intenso são as

normas para fazer quem quer obter algum lucro no final do mês.

O pacote de eletrônica e conveniência é bastante completo, incluindo

air-bag para o motorista, mas alguns problemas da parte eletrônica

ocorridos durante a avaliação requerem atenção: leituras aleatórias de

odômetro e medidor de combustível, que aumentavam e diminuíam,

bem como falhas dos sensores de portas que impediam o correto funcionamento

do controle remoto e resultavam em sinalização aleatória

de “porta aberta”.

bom De DiriGir

Seguindo o padrão da marca, o posto do motorista é confortável

e espaçoso, com boa ergonomia. As regulagens do banco do motorista

permitem acomodar muito bem pessoas de qualquer estatura e

compleição. A posição alta de dirigir não só transmite confiança como

permite uma visibilidade soberba em todas as direções. Amplos espelhos

permitem uma visualização perfeita das laterais do carro até os

pára-choques traseiros, literalmente. As portas, todavia são um pouco

pesadas, diminuindo o conforto em segmentos onde o motorista deve

descer e retornar ao posto de trabalho a cada parada. O grande número

de porta-trecos e escaninhos mostra que a Renault entendeu que

seus clientes praticamente vivem dentro da cabina. Grandes bolsos nas

portas, com porta-garrafas, até um porta-prancheta/documentos, permitem

ao motorista e auxiliar manter um ambiente de trabalho limpo e

30

organizado. O posto do motorista tem ar condicionado e aquecimento

separados dos passageiros, bom para economizar combustível quando

o veículo está vazio e importante também porque o motorista e auxiliar

estão em uma posição do veículo que requer um fluxo mais intenso de

ar para controle do conforto térmico. um ponto positivo é que embora

o espaço para bagagens de passageiros seja o mesmo do restante da

categoria, ou seja, nenhum, no master existe um bagageiro atrás, ao

lado do estepe, de bom tamanho para bagagem do motorista, caixas

de ferramentas ou outros itens necessários e mais volumosos que não

se pode acomodar na cabina.

A embreagem é leve e os engates do câmbio são macios e exatos,

associados ao volante preciso e leve, fazem do master um dos veículos

mais agradáveis de dirigir no seu segmento. uma observação sobre o

volante: o perfil oval escolhido pela Renault produz uma empunhadura

estranha, que tende a fazer o volante deslizar de dentro da mão em

manobras muito fechadas. Com pouco tempo o motorista se habitua,

mas nos primeiros dias de trabalho causa algum incômodo. O painel é

simples, mas completo, com agradável iluminação âmbar, como prescreve

a melhor prática ergonômica.

Destaque no Desempenho

em movimento, o motor produz amplo torque em rotação bastante

baixa, tornando o master ágil e vigoroso no trânsito urbano. há que

se registrar, todavia, que o motor Renault é um dos mais barulhentos

entre os modelos avaliados pela Revista Jornauto. na estrada, o carro

atinge e mantém fácil uma boa velocidade, embora a sexta marcha,

muito longa, comprometa a elasticidade. A 90km/h o ronco do motor

Visite

www.jornauto.com.br

Cultura Automotiva

dá lugar a intenso e descômodo ruído dos pneus. Pneus grandes, que

em todas as demais situações só trazem vantagens, principalmente

por resistirem melhor aos buracos e irregularidades de nossas surradas

ruas e estradas. nota-se bem o valor dado pela Renault ao estado

lastimável das vias: a suspensão do master parece indestrutível a olho

nu e é bastante dura, afetando o conforto dos passageiros. Por outro

lado, mesmo com tração dianteira, o veículo não perde tração mesmo

atravessando valetas muito profundas, situação irritante apontada em

carros menos bem adaptados à realidade brasileira. Os freios, dotados

de ABS, são poderosos e dão ao motorista governo total sobre os

3.640 kg do carro.

Os bancos dos passageiros deixam a desejar em termos de conforto para

viagens mais longas, um ponto fraco do master em relação aos demais

concorrentes avaliados pela Revista Jornauto. Outro ponto negativo é a iluminação

deficiente da cabina de passageiros. O ar condicionado separado

para os passageiros, com quatro velocidades, é bastante eficiente em todas

as fileiras de bancos, mesmo em dias muito quentes. A porta dos passageiros

é mais leve e fácil de operar do que a média do segmento, uma necessidade

particularmente importante no segmento de transporte de escolares,

onde uma parte significativa dos carros é operada por mulheres.

Carro de boas qualidades e poucos defeitos, bem adaptado

às necessidades do mercado brasileiro, o master se posiciona

competitivamente no disputado segmeto minibus, com uma

pragmática abordagem“pé-no-chão”, que une a tecnologia de ponta

onde ela é necessária e pouca perfumaria.

31


Logística

guilherme ragepo

salvador - Ba

Abrir frentes e integrar

o mercado

Trinta e dois anos de experiência faz diferença. E a atuação da

Braspress Transportes Urgentes tende a se intensificar, são novas

rotas abertas no Norte e Nordeste do país e planos de buscar a

excelência nas entregas. Depois da criação da Regional Bahia, com

sede em Salvador, a meta é abraçar o estado em diferentes frentes.

A Bahia já era caminho há muitos anos.

então, há sete, uma das filiais da empresa foi

aberta na capital baiana e no primeiro semestre

de 2009, Salvador se transformou em sede

da Regional Bahia, fonte administrativa das

outras filiais do estado, Feira de Santana e Vitória

da Conquista, e mais a sergipana Aracaju.

O objetivo é ainda maior, abarcar um mercado

ainda carente de investimentos na logística e

transporte de cargas

fracionadas de até

100 quilos.

“trabalhamos com

foco na integração

comercial. nosso

objetivo é interligar

pessoas jurídicas por

meio da distribuição

de encomendas urgentes”,

afirma o

gerente da Regional

HÉLIO SEREJO CARVALHO Bahia, Hélio Serejo

Carvalho. Para ele,

a malha operacional aliada à qualidade dos

serviços oferecidos e prestados são os principais

responsáveis pelo sucesso da empresa.

“As nossas entregas são diretas, evitamos redespachos

e o resultado são os prazos mais

curtos”, revela.

estratéGias na bahia

O nordeste e, em especial a Bahia, ainda

se caracteriza por ser um pólo importador

de produtos manufaturados e exportador de

matérias-primas. Contudo, a importância que

o norte e nordeste ganham na economia do

país abriu os olhos de muitos empresários que

nos últimos anos intensificaram a instalação

32

de fábricas nessas regiões. A Braspress busca

explorar este nicho de mercado.

“A Bahia trabalha com 70% de importações

FOB e 30% de exportações CiF, explorar este

potencial será a estratégia da Braspress”,

indica hélio Carvalho. Para desenvolvê-la, o

gerente destaca a ampliação das operações

FOB e intensificação das CiF, “as importações

ainda são o foco da Braspress que trazem as

encomendas do Sul e Sudeste. Já as exportações

dão mais afinidade à empresa com o

mercado”. e revela: “temos planos de abrir

mais duas novas frentes no Oeste e Sul do estado,

favorecendo ainda mais a região e sua

produção”.

Para assegurar a qualidade nos

transportes, a Braspress Regional

Bahia conta com 16 veículos que

rodam por Salvador e Região metropolitana,

mais oito para Feira

de Santana e interior do estado,

além dos sete que trafegam a partir

da terceira filial, em Vitória da

Conquista, pelo Sul e Sudoeste da

Bahia. Segundo o executivo, toda

esta estrutura é operacionalizada

por funcionários capacitados: “somos

136 colaboradores no estado,

todos com cursos oferecidos pela

própria Braspress”.

quebra De

paraDiGmas

Quando assumiu a gerência da

Regional Bahia, Carvalho teve

contato com a disposição e a

grande vontade de trabalhar dos

baianos. “A primeira impressão

VW Constellation 17.320

que tive quando cheguei aqui foi que o julgamento

é muito inferior ao potencial da região”.

ele completa elogiando o modo de ser baiano:

“aquela alegria peculiar estava descaracterizada.

Faltava motivação e a Braspress chegou

para acabar com essa carência”.

O gerente da Regional Bahia diz que a empresa

vai evidenciar o potencial não só da

Bahia, como do nordeste. diariamente são três

carretas, carregadas com nove toneladas cada

uma, que chegam de São Paulo. “temos prazo,

estrutura e tecnologia para isso, então só nos

resta trabalhar com afinco para buscar aqui no

nordeste a qualidade e agilidade, características

da Braspress”, finaliza.

Paradiso 1200

Paradiso 1050

BEM-VINDO AO FUTURO, HOJE.

Em um dos mais modernos centros de desenvolvimento de engenharia e produção de veículos para transporte coletivo de passageiros

foi concebida a Geração 7 da Marcopolo. Muito mais que uma nova geração, a Marcopolo lança um novo conceito que inova caminhos

para passageiros, motoristas e frotistas. Os detalhes evolucionários são impressionantes em todos os aspectos. É um projeto inteiramente

novo que priorizou o prazer de viajar e, para o frotista, proporciona menor custo operacional. Do ponto de vista técnico, representa um

grande avanço no universo do design, aerodinâmica, identidade, originalidade, segurança, robustez e acessibilidade. Com a Geração 7, a

Marcopolo amplia a paixão pela superação e evolução nos caminhos do futuro.

APROXIMANDO PESSOAS

marcopolo.com.br

Viaggio 1050

Viaggio 900


Premiação

Gilberto Gardesani

São Paulo – SP

ABIAUTO premia os melhores

A Abiauto é a entidade que congrega jornalistas especializados de todo

o Brasil e realiza, anualmente, a escolha dos melhores automóveis

nacionais e importados comercializados no mercado brasileiro.

Na 11ª. versão do chamado “Prêmio Imprensa Automotiva” que foi

realizado em São Paulo, o grande vencedor foi o Chevrolet Agile.

“O Prêmio Imprensa Automotiva é o de maior representatividade

do jornalismo automotivo e está caminhando para ser o maior

prêmio da indústria automotiva brasileira”, comentou Paulo Rodrigues,

presidente da Abiauto. “Graças ao esforço e profissionalismo

de todos os associados e ao apoio dos patrocinadores, esta foi a

maior premiação que fizemos, com uma organização perfeita”, comemorou.

A escolha começa com um teste drive, este ano realizado na pista

da Goodyear, onde os jornalistas fazem sua aferição final, aproveitando

a presença de todos os cinco finalistas escolhidos em uma

prévia anterior.

Distinção por CateGoria

A votação é feita ali mesmo na pista de testes e a cédula entregue

a uma empresa de auditora independente. A premiação aconteceu à

noite, em uma festa de gala quando, finalmente, os escolhidos foram

conhecidos. Dividido por categorias, os 73 jornalistas representando

jornais, rádios, revistas, site e programas de TV de todo o Brasil distinguiram

os seguintes veículos:

André Senador, diretor Assuntos Corporativos

e Relações com a Imprensa e Gilberto

Santos Gerente de Produtos da Volkswagen,

juntamente com sua equipe recebem o

prêmio como Melhor Caro Popular, o Fox

Pinheiro Neto, vice-Presidente da General

Motors, Pedro Luis Dias, diretor de Comunicação

Social e sua equipe recebem o prêmio maior

das mãos de Jackson Schneider, presidente da

Anfavea. Na foto, Paulo Rodrigues, presidente

da Abiauto e Célia Murgel, vice-Presidente e

responsável pela organização do evento.

André Senador, diretor da Volkswagen

recebe de Marcos Sawaya Jank, presidente

da Unica, o troféu Mobilidade Sustentável

para os modelos de menor poluição

ambiental: Volkswagen Polo 1.6 Bluemotion.

Na foto, Paulo Rodrigues e Célia Murgel.

Carro Abiauto: Chevrolet Agile

Popular: Volkswagen Fox

Nacional: Chevrolet Agile

Minivan: Honda Fit

Utilitário Esportivo: Chevrolet Captiva

Importado: Fiat 500

Picape: Fiat Strada

E a revelação do melhor dos melhores ficou para o fim. O grande

premiado, que recebeu o troféu “Carro Abiauto”, foi o Chevrolet

Agile, sem dúvida a grande novidade do ano, um carro totalmente

desenvolvido no Brasil pela General Motors.

A novidade deste ano foi a premiação do carro que menos polui,

instituído pela Única, entidade que congrega os produtores de açúcar

e álcool. O ganhador foi o Volkswagen Polo 1.6 Bluemotion.

Patricia Leme, da Linkpress,

representando a Honda,recebe o troféu

de Melhor Minivan, Honda Fit.

Marco Antonio Lage, da Fiat recebe mais um

troféu, o de Melhor Carro Importado: Fiat 500

Marco Antonio Lage, diretor da Fiat,

liderando sua equipe recebe o troféu

de melhor picape: Fiat Strada

34

35


Autos

Gilberto Gardesani

São Paulo - SP

Novo CrossFox,

aventura com sofisticação

A Volkswagen coloca no mercado a versão Crossfox dando sequência

ao programa de lançamento da família do novo Fox. Este é

para aqueles que são e os que

gostariam de ser aventureiros,

Este mercado de carros com apelo à esportividade já representa

5% das vendas totais, com oito modelos de diversas marcas à disposição

do público.

As cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de janeiro absorvem 40%

do total comercializado no Brasil, o interior de São Paulo, outros 15%. Os

estados do Sul, 20% e os demais, 25%.

A montadora garante que a idéia

é a de oferecer um modelo versátil

com reais condições de rodar fora

das vias asfaltadas e, ao mesmo

tempo, proporcionar um aspecto

mais moderno e elegante.

A engenharia de design da VW

procurou acentuar a identidade

off-road do novo CrossFox com

uma série de detalhes exclusivos. O

para-choque dianteiro, por exemplo,

incorpora uma larga abertura de

Flávio Padovan

ventilação com grade tipo colméia

e dois grandes faróis auxiliares. A

idéia foi integrar tudo com a grade superior, em preto brilhante, com apenas

um elemento horizontal servindo de suporte ao logotipo central.

“O veículo incorpora uma imagem de liberdade e ousadia que se

associa a um nível de sofisticação e conforto superior, cada vez mais

exigido pelos consumidores. Da mesma forma que os utilitários esportivos

produzidos pela Volkswagen na Europa, o Novo CrossFox prova

que é possível unir elegância com robustez e confiabilidade”. diz

Flávio Padovan, vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen.

Detalhes faZem a Diferença

Os novos faróis são de dupla parábola

e complementam o conjunto dando

um aspecto mais horizontal e uma sensação

de maior volume e robustez.

Um elemento com o formato de asa

tem textura exclusiva para valorizar a

escultura do farol e se integrar às linhas

frontais do veículo.

Os novos faróis auxiliares também

foram feitos para completar a inovação

do ponto de vista estético e funcional.

36

O estepe continua posicionado externamente, mas ganhou um novo

suporte que, de acordo com a VW, foi inspirado no conceito utilizado pelo

Volkswagen Touareg. Agora tem um dispositivo que está fixado na estrutura

interna do para-choque.

Os retro-refletores e a lanterna de neblina estão colocados na região

inferior para dar harmonia ao conjunto formado com o para-choque.

O defletor de ar está aplicado na tampa traseira fora do vidro, juntamente

com a terceira luz de freio posicionada para maior visibilidade.

por Dentro e por fora

As novas rodas são de liga de 15 polegadas, exclusivas do modelo.

Os estribos têm um perfil retangular com cantos arredondados e as portas

receberam uma larga faixa decorativa com a identificação CrossFox vazada e as

maçanetas e os espelhos, com piscas integrados, são da cor da carroçaria.

O novo rack de teto é composto por duas barras longitudinais de alumínio,

com acabamento fosco.

O interior acompanha as modificações feitas no Novo Fox, com diferentes

materiais que criam um ambiente interno mais acolhedor e confortável.

O novo instrumento combina com mostradores analógicos duplos com

quatro agulhas e display TFT de alta definição. O conjunto se caracteriza

pela clareza das informações e, à noite,

tem iluminação azul.

O bagageiro é para 260 litros, podendo

chegar a 353 litros. Com o

banco rebatido a capacidade chega

a 1.016 litros.

Utiliza o motor flex 1.6 VHT com

104 cv com álcool e 101 cv com

gasolina.

A transmissão é a manual MQ200

de cinco velocidades.


Autopeças

Lidianne Andrade

Belo Jardim, PE

Moura investe em

Bateria inteligente com

nova embalagem

novas tecnologias

A fabricante de baterias Moura investe no novo segmento

automotivo para carros movidos a eletricidade pura ou híbrida,

e vem com boas novidades para 2010.

Mesmo consagrada no mercado

em seus 51 anos de história, a Baterias

Moura não parou no tempo

e já enxerga o futuro dos veículos

elétricos, quando poderão ser recarregados

em qualquer corrente de

110V/220V.

Em parceria com a Eletra – Tecnologia

em Tração Híbrida, vem

desenvolvendo, há cerca de cinco

anos, novidades avançadas para o

setor de transporte público. Novas

baterias foram apresentadas no ultimo

mês de novembro, na VE 2009 – 6º Seminário e Exposição de

Veículos Elétricos, em Campinas, interior de São Paulo.

Os veículos de transporte coletivo já estão sendo testados em

São Paulo, com a nova bateria. Hoje, cerca de 35 ônibus operam na

grande metrópole com esta tecnologia, tornando a cidade pioneira

nesse segmento de veículos elétricos.

Uma estrutura de postos de abastecimento já está sendo planejada

e colocada em prática para atender a nova demanda. Visando

e acreditando em tal mercado, a Moura fornece acumuladores para

ônibus medindo 18 metros de comprimento nas versões híbrido

(grupo motor gerador + baterias) e elétrico (somente baterias).

DiversifiCanDo as apliCações

Nos últimos dez anos, a Moura vem investido significativamente

na diversificação de produtos e em novas tecnologias, a exemplo

da aplicada na parceria com a Eletra. Além do segmento automotivo,

a fabricante atende também o setor náutico, de logística, telecomunicações,

no-breaks e energia alternativa.

A maior fabricante de baterias do Brasil começou de uma forma

bem artesanal. O químico industrial Edson Mororó Moura (falecido

em janeiro de 2009), transformou a idéia de um amigo do pai em

realidade: fabricar baterias para carros através das dicas de um

livro. A idéia soou promissora e Edson pediu ajuda a um antigo professor,

que lhe conseguiu um estágio em uma fábrica do segmento

em São Paulo, começando ali a sua história com as baterias.

Para quem começou em Belo Jardim com a fabricação de 50 baterias

por mês, em 1958, o primeiro lugar no ranking de maior fabricante

do Brasil é assustador. Mais ainda, quando o fornecimento

é tão excelente a ponto de arrancar o Prêmio Ford de Melhor

38

Fornecedor da América Latina por

três anos seguidos, além de outros

13 prêmios pela qualidade da bateria.

A marca exporta para a Argentina,

Uruguai, Portugal e Porto Rico e

fornece seus produtos para as principais

montadoras do Mercosul.

estrutura pronta

para 2010

A crise mundial que tanto assustou

as montadoras brasileiras já passou

e o setor já pode comemorar. “Ficamos aliviados quando os mercados

de reposição e de montadoras reagiram bem aos impactos da

crise e conseguimos em nossas abordagens encontrar um caminho

para não perder para 2008”, comenta Marcos Ferreira, gerente de

Marketing da empresa.

Novidades ainda são esperadas, mas muito mais no setor tecnológico

que em estrutura. As ampliações já foram concluídas e

mais mudanças estruturais só estão previstas para 2011. “Durante

o ano de 2008 já houve um investimento expressivo quando ampliamos

em 25% as instalações industriais de produção da baterias”,

explica Marcos. A mudança ocorreu para suprir a necessidade

de mercado de reposição de vendas para linhas de montagens,

setor com aumento significativo. “Os investimentos nas

pessoas continuam, tendo o foco principal na melhoria contínua

na qualidade e produtividade em todas as áreas do negócio”,

complementa o profissional.

Edson Viana, Paulo Sales e Sergio Moura, diretores da Moura.

0800 707 80 22 • www.urba.com.br

Urba. O encanto das águas.

Há 60 anos no mercado, as bombas d’água Urba são sinônimo de qualidade e durabilidade. Líderes absolutas de

mercado e referência entre os profi ssionais brasileiros, as bombas d’água Urba são produzidas no Brasil com a

mais alta tecnologia e garantem sua tranquilidade por muito mais quilômetros. Exija Urba. O encanto das águas.

futura


Peças e Serviços

Lidianne Andrade

Recife - PE

Pensar no cliente é um

bom negócio

Prestes há completar 29 anos, a Antonio Soluções persiste e

resiste ao tempo e à crise econômica, sempre obtendo sucesso

em seus planos de incremento nas vendas.

Ao comprar um pneu na Antônio Soluções,

há chances de ser atendido por Antonio

Maciel Lins, com 70 anos e mais de

40 dedicados a autopeças, sempre presente

para constatar o sucesso da empresa. Vindo

da interiorana Arcoverde, aos 15 anos começou

na Irmãos Cabral, onde permaneceu

até montar a sua própria loja, em 1981.

Com boa administração aumentou os serviços

e mudou para o bairro da Imbiribeira

onde permanece. Marlon Lins, 36, filho

mais velho e diretor da matriz relembra

o único comercial para TV. “Era um violeiro

anunciando a vinda de Seu Antônio

para a Imbiribeira. Na época, em 1989, era

muito engraçado”, conta.

serviço Completo

Na oficina o cliente terá avaliação gratuita

e orçamento prévio. São 12 mecânicos

com reciclagem e capacitação constante.

Garantem que as peças à venda no local

possuem valores abaixo do mercado,

por serem também revendedores de

grandes marcas como Mahle, Monroe,

MWM, TRW, Varga e Texaco, entre outras.

Na linha de pneus com marcas populares

e top de linha, como Bridgestone/Firestone

Michelan, Pirelli, Maxxis

e Yokohama.

Em acessórios há uma gama de produtos

indo desde os populares alarmes até vidros,

cobrindo toda a parte elétrica, com marcas

nacionais e importadas e serviços de

instalação no local. Para os frotistas,

revenda e instalação de cronotacógrafos

eletrônico digital da SEVA, exclusivo

em Pernambuco e o único

modelo digital sem necessidade de

utilizar discos de papel e ainda com

rastreador via GPS / GPRS. Atendem também

microônibus e veículos de cargas. Em 2000,

iniciaram parceria com venda ‘exclusiva’ e

Antonio Maciel Lins, Márcia Lins,

Mario Lins e Marlon Lins

posto autorizado de peças e serviços para

carroçarias Volare e Marcopolo, além de

posto autorizado da Bosch.

atenDimento DiferenCiaDo

A política da Antonio Soluções é atender

bem. Os serviços em automóveis são

o foco do RH e administrativo. Escutar o

cliente é uma norma e por isso há, ao lado

do caixa, ficha destacável para avaliação

do atendimento, uma média de 400 por

mês na matriz.

Há uma sala de espera climatizada de onde

o cliente pode observar o atendimento no

seu carro e acesso à internet com mesa para

laptop, também fruto de sugestão.

A estrutura já ampla deve ser aumentada

em breve, pois ao trabalhar com veículos

de carga o espaço atual tornou-se pequeno.

“Talvez ainda este ano façamos uma

oficina na matriz para estes veículos”,

comenta Marlon.

As mudanças estruturais devem acontecer

logo mas com cautela. Apesar de não ter

dado grandes saltos manteve-se estável nos

3% nos últimos dois anos, gerando boas

expectativas da diretoria. “Filiais em outros

estados do nordeste estão em estudo,

e não são descartadas”, diz Marlon.

Pode-se esperar mais novidades da Antonio

Soluções, só aguardar.

Produtos Bosch.

Na Pellegrino tem.

O melhor lugar para comprar produtos da

linha Bosch é na Pellegrino. Porque na

Pellegrino você encontra um excelente

atendimento, competência, rapidez e bons

preços. Sem falar na enorme variedade de

produtos da linha Bosch:

• Elétrico: motor de partida, alternador e

componentes

• Correias

• Freio: freio hidráulico, cilindro e reparos

• Buzinas

• Motor elétrico: ventilador, radiador,

limpador de para-brisa

• Tubo injetor

• Filtros: ltro de ar, óleo e combustível

CENTRO-OESTE

1. Campo Grande - MS (67) 3041-2600

2. Cuiabá - MT (65) 3051-6000

3. Goiânia - GO (62) 3091-8888

NORDESTE

4. Fortaleza - CE (85) 4009-9800

5. Recife - PE (81) 2123-3400

6. Salvador - BA (71) 2102-3200

www.pellegrino.com.br

SUDESTE

7. Belo Horizonte - MG (31) 2121-6111

8. Campinas - SP (19) 4009-6900

9. Rio de Janeiro - RJ (21) 2131-5999

10. S. José do Rio Preto - SP (17) 3016-6800

11. São Paulo - SP (11) 2171-7992

12. Uberlândia - MG (34) 2101-2308

SUL

13. Blumenau - SC (47) 3036-5400

14. Curitiba - PR (41) 2141-3900

15. Londrina - PR (43) 3372-2900

16. Porto Alegre - RS (51) 2121-4800

NORTE

17. Araguaína - TO (63) 3414-6200

18. Belém - PA (91) 4005-0955

40

41


Varejo

Guilherme Ragepo

Salvador - BA

O Carreteiro abre frente

para novas alternativas

do mercado

A experiência de mais de duas décadas facilitaram o caminho

para o empreendimento pessoal. A ideia de funcionar no bairro de

Campinas de Pirajá e se lançar à exploração do comércio

multimarcas e multi-peças, ajudou na superação da crise e

nos planos de crescimento futuro.

O comércio de peças no bairro de Campinas de Pirajá apresenta-se

em ritmo crescente e em clima de tranquilidade quanto à concorrência.

A cada ano são novas lojas, sociedades são criadas, desfeitas e

refeitas. Nesse plano, todos conseguem conviver, mas já são evidentes

os sinais de desgaste e, por isso, a diversidade e a melhor oferta têm

sido a saída escolhida por boa parte dos empresários da região.

O proprietário da O Carreteiro,

Silvino Macena, buscou

na diversificação de peças e de

marcas a solução para ganhar

espaço no mercado. “Oferecemos

itens elétricos, de freio,

motor, caixa de embreagem,

diferencial, tudo de acordo

com a necessidade do cliente”,

indica “Sempre nos empenhamos

em oferecer o que cliente

Silvino Macena

necessita”, conta Macena. Ele

faz questão de ressaltar que, para trabalhar com veículos Ford, Volks,

Scania e Volvo, é necessário dar opções à clientela: “trabalhamos com

Wabco, Vox, VDO, Tecfil e Lontra, além de produtos Goodyear, Mann,

Bosch e Gates”.

atenDimento em foCo

O objetivo de não perder clientes através da grande gama de itens e

marcas é arrematado pelo que o proprietário chama de atendimento

de primeira linha. “Todos os nossos colaboradores são instruídos a

dar atenção aos pedidos, satisfazendo plenamente todas as necessidades

deles”, afirma Silvino Macena. São quatro funcionários na

Carreteiro dedicados a essa função, três com larga experiência no

mercado e mais um jovem aprendiz.

“Assim conseguimos aliar a experiência com a juventude”, avalia o

proprietário. O próprio Silvino, transmitindo parte da sua vivência de

mercado, faz-se presente e indica melhores formas de atender a clientela.

“Passo o que sei aos demais colaboradores e assim crescemos

ainda mais”, diz. Essa troca de conhecimentos favoreceu ao estabelecimento

da Carreteiro na região, que segundo Macena, é uma das

mais procuradas.

superanDo a má fase

O ano de 2008 foi fatal para muitos empresários. A crise financeira

mundial forçou muitos a fechar as portas ou, na melhor das hipóteses,

reduzir drasticamente custos. O Carreteiro foi fundada no início daquele

ano e logo nos seus primeiros meses teve que encarar de frente

as dificuldades impostas pelo momento. “Por um lado foi bom, porque

tivemos que vencer a crise na marra”, lembra Silvino Macena.

Para o proprietário, o período difícil serviu também para intensificar

as parcerias. “Aprendemos a negociar diretamente com as fábricas

para conseguir um melhor preço”. Hoje a VDO e a Tecfil fornecem

sem intermediários para nós. “Compramos também de distribuidoras

como a Sama, Pelegrino, DPK e Platinum, sempre buscando melhores

vantagens aos nossos clientes”, afirma.

Com um ano de funcionamento, a meta agora é crescer investindo

no estoque. “Atualmente temos pouco mais de mil itens, queremos

alcançar os cinco mil”, planeja. A outra meta é ampliar o espaço físico

da loja, todo esse planejamento com um prazo determinado: “faremos

isso em no máximo dois anos”.

42

43


Distribuição

Guilherme Ragepo

Salvador – BA

Nelcars levanta bandeira

contra pirataria

Há sete anos no mercado, a distribuidora oficial da marca Luk, vê

na falsificação das peças o maior entrave para o desenvolvimento

do mercado. A especialização e capacitação de representantes e

funcionários é a solução apontada para o problema

Em 2001, quando aceitou a proposta de se mudar de São Caetano

para Salvador, Carlos Alberto Brito se transformou de funcionário do

grupo Nelser para sócio. A distribuidora oficial da marca Luk decidiu

que o Nordeste seria o melhor local para abrir novas frentes e a capital

baiana foi o ponto de partida para ganhar o “norte” do país.

“A necessidade das cidades nordestinas contar com um produto da

qualidade Luk está a cada ano sendo suplantada, com a atuação mais

abrangente da Nelcars na região”, fala o sócio-proprietário, Carlos

Alberto Brito. Ele salienta que a empresa tem se preocupado em,

a partir da capital baiana, fazer amplo contato com toda a região

Nordeste.

Segundo Brito, a dificuldade inicial na chegada se deu principalmente

pelo pouco conhecimento dos clientes sobre a Luk. “Poucas

pessoas conheciam a marca. Tivemos que achar nosso espaço entre

duas grandes potências, a Sachs e a Platodiesel, mas conseguimos”,

lembra. E essa vitória, o sócio-proprietário credita ao importante

apoio da sede e também da própria fábrica.

pirataria e representação

“Temos que combater a falsificação das peças Luk diariamente.

Existem empresas, inclusive as grandes, que compram peças com defeito,

fazem uma ‘maquiagem’ e vendem mais barato como se fossem

novas”, denuncia Carlos Alberto. Ele fala que o contra-ataque vem

em forma de um atendimento diferenciado e especializado dos colaboradores.

“Treinamos nossos funcionários para tirar todas as dúvidas

dos clientes e guiá-los para a melhor solução do problema”.

Carlos Alberto Brito

Outra medida adotada é investimento em representantes capacitados.

São, além dos vendedores da capital soteropolitana, outros três

representantes em importantes capitais nordestinas: Aracaju, Recife

e Fortaleza. “Eles nos ajudam a fidelizar clientes. Conseguimos cobrir

boa parte do Nordeste e mais Sudoeste, Extremo-Sul e Sertão da

Bahia”, afirma Brito.

CresCimento e expeCtativas

De acordo com o sócio-proprietário da Nelcars, a crise financeira

mundial do final do ano passado foi menos intensa do que se comenta.

Ele fala isso com base nas vendas da empresa: “tivemos um baque

pequeno nas vendas, mas superamos esse problema”. E afirma que

“essa vitória foi conquistada pelos nossos produtos de alta qualidade,

a assistência técnica diferenciada e facilidade no pagamento”.

Nessa caminhada, Carlos Alberto Brito já traça novos rumos para

a Nelcars. “Nos próximos cinco anos prevemos um crescimento ainda

maior. A meta é dobrar nossa capacidade e abrir novas filiais no

Nordeste”. Um primeiro passo já foi dado. A empresa assumiu, além

das embreagens Luk, a venda oficial de conjuntos de freios Baltec.

“Vamos prosseguir com os investimentos para conquistarmos ainda

mais espaço no mercado”.

Outro destaque é a conquista da certificação ISO 16949, que confere

à empresa um atendimento mais direcionado ao seu público-alvo,

que conta ainda com facilidades na garantia dos produtos. “Fazemos

isso para melhor atender nossa clientela. São atrativos que fidelizam

quem compra com a gente e atrai novos clientes”, ressalta.

44

45


Estatística

acumulado - Janeiro a novembro de 2009 / 2008

Produção por segmento de mercado

Tipo de veículo ........ 2009 ....... 2008 ...............Var %

Automóveis ....................... 2.303.249 ............2.341.509 ..........................1,6

Com. leves .......................... 394.987 ............422.281 ........................... -6,5

Cam. Semileves ........................ 4.630 ............6.754 ............................. -31,4

Cam. leves ............................ 28.340 ............28.368 ............................. -0,1

Cam. médios .......................... 11.777 ............15.024 ........................... -21,6

Cam. Semipesados ................. 36.050 ............51.315 ........................... -29,7

Cam. Pesados ......................... 28.008 ............56.399 ........................... -50,3

Ônibus ................................... 28.230 ............37.311 ........................... -24,3

Total ............... 2.835.271 ....... 2.958.961 .......... -4,2

Licenciamentos

Tipo de veículo ........ 2009 ....... 2008 ...............Var %

Automóveis ....................... 1.974.219 ............1.830.778 ..........................7,8

Com. leves .......................... 327.785 ............316.238 .............................3,7

Cam. Semileves ........................ 4.157 ............5.221 ............................. -20,4

Cam. leves ............................ 22.924 ............23.423 ............................. -2,1

Cam. médios .......................... 10.278 ............11.049 ............................. -7,0

Cam. Semipesados ................. 30.488 ............34.654 ........................... -12,0

Cam. Pesados ......................... 26.130 ............35.779 ........................... -27,0

Ônibus ................................... 20.167 ............24.619 ........................... -18,1

Total ................2.416.148 ....... 2.281.761 ............ 5,9

Exportação (Veículos + CKD)

Tipo de veículo ........ 2009 ....... 2008 ...............Var %

Automóveis. ........................ .333.386 ............523.529 ......................... -36,3

Com. leves ............................ 68.568 ............115.494 ......................... -40,6

Cam. Semileves ........................... 502 ............1.486 ............................. -66,2

Cam. leves .............................. 3.423 ............5.037 ............................. -32,0

Cam. médios ............................ 1.298 ............2.449 ............................. -47,0

Cam. Semipesados ................... 3.763 ............10.750 ........................... -65,0

Cam. Pesados ........................... 3.155 ............17.555 ........................... -82,0

Ônibus ..................................... 8.903 ............14.703 ........................... -39,4

Total ................. 422.998 ....... 691.003 ........... -38,8

Veículos Licenciados

Automóveis Utilitários

1. Gol .............................. 251.636 .......... 1. Strada .................. 73.566

2. Palio ........................... 169.541 .......... 2. Ecosport ............... 37.012

3. Uno .............................. 141.036 .......... 3. S-10 ...................... 31.912

4. Corsa Sedan .....................116.115 ...........4. montana ................... 27.352

5. Celta .................................115.059 ...........5. hilux ........................ 25.073

6. Fox/Cross Fox ...................109.558 ...........6. Saveiro ...................... 23.315

7. Siena...................................93.594 ...........7. tucson....................... 22.987

8. Voyage ................................70.725 ...........8. Kombi ....................... 22.746

9. Ka .......................................69.179 ...........9. l200 ......................... 16.654

10. Fiesta ...............................60.687 ..........10. Fiorino .................... 13.952

11. Prisma ...............................52.203 ...........11. Pajero ..................... 12.047

12. Corolla ..............................43.925 ...........12. Captiva ................... 11.144

13. Civic ..................................42.742 ...........13. CRV .......................... 9.998

14. Fit .....................................40.865 ...........14. Ranger ...................... 9.791

15. Sandero ............................39.590 ...........15. hyundai hR ............... 8.706

16. Weekend ...........................36.559 ...........16. Courier...................... 9.929

17. Fiesta Sedan ......................35.378 ...........17. Sportage ................... 6.427

18. Corsa ................................30.795 ...........18. ducato ...................... 6.417

19. C3 ....................................28.728 ...........19. Santa Fé.................... 5.495

20. Space Fox ..........................25.996 ...........20. hilux SW4 ................ 4.568

Fonte: Anfavea / Fenabrave

Informações sempre atualizadas em nosso site

www.jornauto.com.br

Vendas de caminhões no atacado

Semileves (3,5 / 6 - Ton./PBT)

Fabricantes ......2009 ..Part. %..... 2008 . Part. % .. Var. %

Ford .............................. 2.174 ............. 36,3 ........... 2.385 ...........29,2 ............-8,8

mercedes ...................... 1.662 ............. 27,8 ........... 2.884 ...........35,3 ..........-42,4

iveco ............................. 1.477 ............. 24,7 ........... 2.052 ...........25,0 ..........-28,0

mAn - Volks ..................... 672 ............. 11,2 .............. 859 ...........10,5 ..........-21,8

Agrale .................................. 0 ............... 0,0 .................. 0 .............0,0 ............. 0,0

Total .............. 5.985 .................. 8.180 .................-26,8

Leves (6 / 10 - Ton./PBT)

Fabricantes ......2009 ..Part. %..... 2008 . Part. % .. Var. %

mAn-Volks ................... 9.575 ............. 36,6 ........... 9.030 ...........36,4 ............. 6,0

mercedes ...................... 8.124 ............. 31,1 ........... 7.891 ...........31,8 ............. 3,0

Ford .............................. 7.197 ............. 27,5 ........... 6.470 ...........26,1 ........... 11,2

iveco ................................ 861 ............... 3,3 .............. 788 .............3,2 ............. 9,3

Agrale .............................. 375 ............... 1,4 .............. 610 .............2,5 ..........-38,5

Total .............26.132 ................24.789 ....................5.4

Médios (10 / 15 - Ton./PBT)

Fabricantes ......2009 ..Part. %..... 2008 . Part. % .. Var. %

mAn-Volks ................... 5.586 ............. 51,4 ........... 5.452 ...........45,7 ............. 2,5

mercedes ...................... 2.873 ............. 26,4 ........... 3.916 ...........32,8 ..........-26,6

Ford .............................. 2.284 ............. 21,0 ........... 2.380 ...........20,0 ............-4,0

Agrale .............................. 132 ............... 1,2 .............. 177 .............1,5 ..........-25,4

Total .............10.875 ................. 11.925 ...................-8.8

Semipesados (acima de 15 Ton./PBT)

Fabricantes ......2009 ..Part. %..... 2008 . Part. % .. Var. %

mAn-Volks ................. 11.279 ............. 35,0 ......... 12.559 ...........33,9 ..........-10,2

mercedes .................... 10.455 ............. 32,4 ......... 11.917 ...........32,2 ..........-12,3

Ford .............................. 6.777 ............. 21,0 ........... 8.239 ...........22,2 ..........-17,7

Volvo ............................ 1.913 ............... 5,9 ........... 2.910 .............7,8 ..........-34,3

iveco ............................. 1.839 ............... 5,7 ........... 1.432 .............3,9 ........... 28,4

Scania .................................. 3 ............. 0,01 .................. 1 .............0,0 ......... 200,0

Total ............ 32.266 ................37.058 ..................-12,9

Pesados (acima de 15 Ton./PBT/PBTC/CMT)

Fabricantes ......2009 ..Part. %..... 2008 . Part. % .. Var. %

mercedes ...................... 7.273 ............. 25,5 ........... 9.294 ...........24,7 ..........-21,7

Scania ........................... 7.240 ............. 25,4 ........... 7.477 ...........19,9 ............-3,2

Volvo ............................ 5.741 ............. 20,1 ........... 6.508 ...........12,3 ..........-11,8

mAn-Volks ................... 4.629 ............. 16,2 ........... 7.338 ...........19,5 ..........-36,9

iveco ............................. 2.918 ............. 10,2 ........... 5.471 ...........14,6 ..........-46,7

Ford ................................. 701 ............... 2,5 ........... 1.472 .............3,9 ..........-52,4

Total ............ 28.502 ...................37.560 ................-24,1

Vendas de ônibus no atacado

Fabricantes ......2009 ..Part. %..... 2008 . Part. % .. Var. %

mercedes .................... 10.880 ............. 48,4 ......... 12.556 ...........46,9 ..........-13,3

mAn-Volks ................... 6.491 ............. 28,9 ........... 7.680 ...........28,7 ..........-15,5

Agrale ........................... 3.687 ............. 16,4 ........... 5.363 ...........20,1 ..........-31,3

Scania .............................. 698 ............... 3,1 .............. 808 .............3,0 ..........-13,6

iveco ............................... 546 ............... 2,4 ................ 36 .............0,1 ...... 1.416,7

Volvo ............................... 196 ............... 0,9 .............. 298 .............1,1 .........-34,2

Total ............ 22.498 .................26.741 ..................-15,9

46 47

More magazines by this user
Similar magazines