Manejo da Pastagem - Universidade Federal de Pelotas

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Manejo da Pastagem - Universidade Federal de Pelotas

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS

FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA

ESTÁGIO CURRICULAR

SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA

ACADÊMICO: LUCAS DE CARLI MENEGHELLO


Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária

www.ufpel.edu.br/nupeec

MANEJO E PRODUÇÃO DE BOVINOS LEITEIROS

– NOVA ZELÂNDIA –

ACADÊMICO: LUCAS DE CARLI MENEGHELLO

ORIENTADOR TÉCNICO: NICHOLAS PATRICK HANSBY

ORIENTADOR ACADÊMICO: MARCIO NUNES CORRÊA

LOCAL: FAZENDA LOURIE – NOVA ZELÂNDIA


INTRODUÇÃO

• Conhecer um sistema que hoje é referência para

muitos países

• Condições de executar ou adaptar algumas das

técnicas de manejo deste local no Brasil (RGS)

Manejo intensivo das pastagens

• Produção de leite de baixo custo


SISTEMA DE PRODUÇÃO NEOZELANDÊS DE BOVINOS LEITEIROS

Produção

Sazonal

Produção de baixo

custo

Pagamento por

Sólidos Totais

INTRODUÇÃO AO SISTEMA

Manejo Int.

Pastagens

Leite é um

NEGÓCIO



70 % do rebanho de vacas leiteiras esta na Ilha Norte

(inovações no Sist. Prod.)



INTRODUÇÃO AO SISTEMA

Rebanho 4 milhões de vacas

Lotações de 3,5 vacas/HA

NZ produz 1,5% dos produtos lácteos produzidos no mundo

95% é

exportado

25% de todos os produtos lácteos exportados no mundo


• Hokitika

SISTEM DE PRODUÇÃO – FAZENDA LOURIE

DESCRIÇÃO DA PROPRIEDADE E INSTALAÇÕES

na Costa Oeste da Ilha Sul da Nova Zelândia

• Aquisição da Fazenda ocorreu na estação 2005/2006

• Área total de 117HA (110HA pastagens)

• Rebanho de 270 vacas em lactação

• Lotação 2,5 animais/HA (ou 2,7 UA/HA)

• Acessória da empresa Ambreed

• Instalações: - Sala de Ordenha

- Galpões

- Mangueiras


New Zealand

Ltd

(MISTRO Farm5)

- Silos

- Confinamento

- Maquinários e Implementos


Azevém perene (Lolium perenne) e

Trevo Branco (Trifolium repens)

• ≠

• ≠

MANEJO NUTRICIONAL

características de qualidade

PASTAGEM

• Maverick

• Feast

Diversificação

II

Gold

• Tabu

• Kopu

↔ capacidade de desenvolvimento

estações do ano - forragem adequada para disponibilizar aos animais

II


Entendendo o Sistema

Manejo Intensivo das Pastagens

• Alta lotação de animais por unidade de área

• Sistema rotacional de potreiros

• Quantidade (MS produzida) ↔ qualidade (EM)

- Quantidade (MS) +

- Qualidade (EM) +


3000 kg de

MS/HA

12 MJEM/KG

de MS

15 - 20 cm

Entendendo o Sistema

Plate Meter

• + Velho -

↓Qualidade

• P/ Mantença 9 MJEM/KG

de MS Ingerida

BEN

• Diminuição da seletividade dos animais pela pastagem

(↑ eficiência de pastejo)

• Evitar a senescência do pasto (lignificação)


Manejo da Pastagem -

Inverno: • ↓

Vacas Secas

Desenvolvimento da pastagem

• Vacas são secas

• 150 vacas eram enviadas p/ outra Fazenda

• Confinamento dos animais

• Suplementação


-

3.2.1.2 Manejo da Pastagem -

-

Pastavam 2h/dia

Suplementadas no cocho

- 3 à 4 sem. antes iniciar EP

fornecíamos 2kg de MS/vaca/dia

Vacas Secas

- 10kg de MS/vaca/dia

- 20% PV do an. em MJEM/dia

- 3000 kg de MS/HA

- Rodízio + lento dos potreiros


Manejo da Pastagem -

• 110 HA / 55 potreiros → maiores (2,5 –

3000 kg de

MS/HA

• Rodízio dos potreiros de 21 –

• Objetivo –

• 4,5 –

Vacas em Lactação

3HA) e menores (1,5 –

25 dias (clima)

20 kg de MS/vaca/dia

5 HA/dia

1500 kg de

MS/HA

21 – 25

dias

2HA)

1500 kg de

MS/HA


Manejo da Pastagem

Estação das Chuvas

Tabela 1 – Média da Pluviosidade e Temperatura mensal e anual entre os anos de 1981 –

2000 para a cidade de Hokitika.

Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Anual

Pluv. Média 266 180 222 221 235 247 234 219 261 270 234 281 2870

Temp. média 15,7 15,9 14,4 12,3 10,1 8,1 7,4 8,2 9,7 11,3 12,7 14,3 11,7

• ↓

• ↑

• ↓

desenvolvimeto

molhado os potreiros

da pastagem

pisoteio dos animais no potreiro

• Evitar adentrar no local fornecer

suplementação alimentar


Manejo da Pastagem

Feed

Out

Estação das Chuvas

Divisão do Grupo

Ondulação do Relevo Confinamento


-


-

resíduo de forragem

da qualidade no

próximo pastejo

Repasse dos Potreiros e Roçada

Renovação da Pastagem

• 8 –

• 10 –

• ↑


da massa

residual

10 anos replantio


20 % da past./ano

massa forragem

-

Terneiras desmamadas

-

-

Vacas

Roçada




Lotação/HA

Intensidade de pastejo

Adubação



100 kg Ammo

4 –

da área foliar

Capacidade fotossintética

31/HA

6 dias pós pastejo

Ammo 31 (31% N e 15% S)


Adubação

• ↑ velocidade de emissão de novas

folhas e a vida destas na planta

• ↑ eficiência fotossintética da

pastagem

• ↑

Fixação de N no solo

produção de forragem

Análise de Solo

Calagem

NPK

Urina Fezes

Inverno


A

N

*Curva descrita pelo proprietário

SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR

J F

Silagem Palm

Feno

Curva de produção de forragem na fazenda

Necessidade alimentar das vacas

M A

J

Suplementação

Kernal

M

Cevada

Suplementação

Melaço


?

-

-

Confinamento

Silagem + cevada (Set.)

-

Feed

Out

Feno fornecido diariamente

(variável c/ n° an.)

Vacas Secas

Silagem -

Feno -

A Campo

900 kg de MS

400 kg

Disponibilidade de

forragem


Silagem

Vacas em Lactação

Cevada Palm

Melaço

Kernal


MANEJO MINERAL

Pulverização da Pastagem

Magnésio (MgO) Cálcio (CaCO3)

Vacas secas -

Mg

25kg/dia (100g/vc)

Vacas lactação –

Mg/Ca

25kg/dia Ca - 12,5kg/dia Mg


Dosatron

Deficiência do solo NZ

Suprimento na Água

Cu

Co

Se

Zn

Na

Cl

Mg

Bebedouro

Administração = Clima

Suplementação com Selênio

Período seco

Pour-on

Selpor®

(5mg/ml de Selenato

de sódio)


Vacas

- Período seco

- Lactação

- 5ml/an. -

SC

Suplementação com vitamina B 12

-

O solo da NZ é

deficiente em Co

Novilhas

- Novembro (ER)

- 5ml/an. -

SC

-

Terneiras

- Desmame

- 2ml/an. -

- Prolaject B12 2000® - (2000μg/ml Hidroxicobalamina) -

SC


MANEJO REPRODUTIVO

- 270 vacas lactação

- 50% vacas da raça Holandês

- 40% Crossbred® (Holandês X Jersey)

- 10% raça Jersey

-

51 vacas -


cria

- vacas multíparas


ESTAÇÃO DAS PARIÇÕES

Ago


Out

= 2 meses

Confinamento A campo

- N° brinco

Problema !!!

- M/F

- Planilha

(parições)


ESTAÇÃO REPRODUTIVA

Detecção de cio IA

Técnica Tail Paint

- 01 –

22/Nov.

- 85% vc

IA

- Cont. Rep.

CIO


Monta Natural

ESTAÇÃO REPRODUTIVA

- Repasse

- 5 touros Jersey

- ↑

- ↓


porte

(alugados)

facilidade de parição

- ↓

lesão (MN)

- relação de 1:54 touros/vaca

ER → 3 - 4 semanas utilizando IA e + 6 semanas fazendo uso de MN (esta

podendo variar de 4 – 8 semanas de acordo com o número de animais

que não foram inseminados).


Sêmen

TJ

Sêmen

TH

Cruzamentos e Seleção do Sêmen para IA

VH

Cross

Cross

Objetivo –

VJ

Cross

Cross

100% animais Cruza

Cruzamentos Seleção do Sêmen

Sêmen

TH

Sêmen

TH

- Proprietário (Exp./Prog.)

- Consanguinidade

- Qualidade de úbere

- Cascos

- Fertilidade

- Produção de ST de leite

Holandês Cruza Jersey


- Final do mês de maio

- Restrição alim. p/ 1 sem.

- 1 ordenha no dia marcado

- Cepravin Dry Cow®

(250mg de Cephalonium)

DIAGNÓSTICO DE GESTAÇÃO

MANEJO DE VACA SECA

- Abril

- Toque Retal (Vet.)

- N° brinco/Per. Gest.

- Vc “atrasadas” → Ind.

- Vazias → Descarte

- 6 a 12% de vc vazias/ER

- Repetição de cria = 91%


- Vacas c/ 10 –

- Vacas vazias

3.3.5 INDUÇÃO AO PARTO

- Vacas c/ prenhes recente

- Diag. Gest. → inserção da cauda pintada

- Agosto → aparte

- Vacas c/ CC de 4 - 6 e de 12 - 6 sem. da

parição

- Àvaliação do úbere

3.3.6 DESCARTE E REPOSIÇÃO

12 anos

- Problemas nos cascos

- Mamite

- 10% de taxa de reposição/ano

- Indutor: 10ml (50mg de trimetilacetato

dexametasona), via IM


MANEJO DE TERNEIRAS (OS) E NOVILHAS

Suplementação Enz.

Identificação e seleção

M – vendidos p/ vitelo

F – recria / venda

MATERNIDADE

Desinfecção do umbigo

Alimentação


Permaneciam dos 4 –

Ração / Feno

CRECHE

25 dias

- Colostro

- Complexo Enz


Escolha do local:

-

-


2000kg MS/HA

-


qualidade

quantidade de

lignina

PASTAGEM

-

Troca de potreiro:


-

disponibilidade de

forragem

Potreiros recém

pastejados


Colostro/Sucedâneo

Ração/Feno

Alimentação

-1 vez/dia

- 100 l/grupo

- Feno era fornecido por + 2

sem.

- Substituição da ração a

partir dos 35 – 40 dias


DESMAME COMERCIALIZAÇÃO

RECRIA DESCORNA


MANEJO DE ORDENHA

VACAS DE COLOSTRO E/OU MAMÍTICAS

- Checagem e identificação dos animais inseridos no grupo e daqueles

sob tratamento p/ mamite

- Tratamento p/ mamite

- Ausência de higienização pré-ordenha

Troca de grupo

A B C

D E F

A) Teto esquerdo posterior sem ser ordenhado;

B) Teto direito posterior sem ser ordenhado;

C) Ambos os tetos do lado esquerdo sem ser ordenhados;

D) Teto esquerdo anterior sem ser ordenhado;

E) Teto direito anterior sem ser ordenhado;

F) Ambos os tetos do lado direito sem ser ordenhados;


VACAS INDUZIDAS

CARREGAMENTO E TESTES

NO LEITE

VACAS NÃO COLOSTRAIS

- Sem procedimentos higiênicosanitários

pré-ordenha

- Avaliação da CCS

- Checagem do rebanho

- Identificação e tratamento




MANEJO SANITÁRIO

CONTROLE DE PARASITAS

Terneiras Vacas

- alimentação c/ pastagem:

1ml/10 kg de PV (4,5mg de Oxfendazole/kg)

- desmame:

1ml/kg de PV, VO (10 mg/kg de Albendazole,

7,5mg/kg de Hidroclorido de Levamisole)

Período Seco:

- IVOMEC PLUS® (1% de Ivermectina e

10% de Clorsulon), 1ml/50kg PV, SC

- IVOMEC POUR-ON® (5mg de

Ivermectina/ml e 2-Propanol 623g/L),

1ml/10kg dePV


CONTROLE DE TUBERCULOSE

Terneiras Vacas

- 1 vez ao ano em todo rebanho

- Realizado em Maio p/ as vacas antes de deixarem a Fazenda

- P/ as terneiras em Novembro antes de deixarem a Fazenda

- Toda vez que for ocorrer movimentação dos animais (60 dias)

MANEJO VACINAL


PRODUÇÃO

Tabela 2 - Produções mensais da estação passada e atual (até o mês de Outubro) em

kg de Sólidos de Leite.

TOTAIS MENSAIS Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Maio

Distribuição médias 0 0 1654 9799 14954 0 0 0 0 0 0 0

Ano atual 0 0 2154 10773 14804 0 0 0 0 0 0 0

Último ano 0 0 938 8513 14352 12662 10957 10405 8650 8042 7536 4122

Kg/dia

600

500

400

300

200

100

0

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Jan

Fev

Mar

Abr

Maio

Este ano

Último ano

Média do Distrito

Gráfico 1 – Curva das produções médias diárias em kg de SL/dia de cada mês nesta e na

última estação, bem como a média do Distrito.


- Intensificação da produção por HA e não por animal (782kg de SL/HA)

-

-

Estimativa: ↑

em 15% a produção em relação a estação passada

Estação 2008/2009, atingir uma média de 400kg de SL/vaca/estação

Tabela 3 - Dados de produtividade da última estação e da atual em kg/HA, bem

como a relação entre ambas.

Mês Atual Estação até a data

Comparação Sólidos de Leite (SL)

Total kg kg por HA Total kg kg por HA

SL este ano 14803,82 134,58 27730,7 252,1

SL este último ano 14352,28 130,48 23803,54 216,4

Este ano por dia 477,54 4,34 301,42 2,74

Último ano por dia 462,98 4,21 258,73 2,35

% Diferença

Médias do Distrito

kg/HA/dia 3,15 kg/HA 16,5

Este ano kg/HA/dia 3,69 kg/HA 210,05

Último ano kg/HA/dia 3,68 kg/HA 203,26

% Diferença kg/HA/dia 0,23 kg/HA 3,34

2006/2007:

NZ$ 4,50 / 1kg de SL

Custo: NZ$ 2,25 / kg de SL

CUSTOS

2007/2008:

NZ$ 6,30 / 1kg de SL

Custo: NZ$ 2,25 / kg de SL


CASOS CLÍNICOS

Tabela 4 – Casos clínicos ocorridos na fazenda

durante o período de estágio.

Casos Clínicos Número

Mamite *

Hipocalcemia/Hipomgsenemia* Pneumonia Aspirativa

26

8

1

Broncopneumonia 1

Infecção Uterina* Prolapso de Útero *

Timpanismo Primário *

Poliartrite

1

1

1

1

Parto Distócicos 4

* Casos de maior ocorrência

-

Medidas de rebanho/falta de diagnóstico

- Medidas de manejo preventivas


VIVÊNCIAS PROFISSIONAIS E PESSOAIS

- Nível de informação

- Visão empresarial

- Tecnologia simples e eficaz

- Pesquisa prática e com foco

- Cadeia produtiva = “engrenagem”

- Importância do Med. Veterinário

- Experiências pessoais...


CONCLUSÃO

- Capacidade

- Perfil profissional

- Amadurecimento

- Conhecimento técnico

- Conhecimento da língua inglesa


-

Nova cultura

Viagem cura ignorância "

Mark Twain


MUITO OBRIGADO !!!

lucasmeneghello@yahoo.com.br

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