cvirj - Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro

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cvirj - Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro

centro de vida

independente do

rio de janeiro

ANO VI I - N e 18 JORNAL DO CENTRO DE VIDA INDEPENDENTE DO RIO DE JANEIRO JUU. A SET./97

EDUCAÇÃO INCLUSIVA:

UMA NOVA FILOSOFIA

Os portadores de deficiência matriculados em escolas do Município e do Estado que freqüentam classses

especiais, agora passam a se interagir com alunos de turma regular, participando do mesmo espaço em sala

de aula. Saiba mais detalhes nas págs. 8 e 9

«••w " S/%,

msmkn mim mmrm

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hHmetm

Encontro Internacional

de Mulheres reúne

liderança de 80 países

pág.05

Recepcionista do Paes]

Mendonça ultrapassa

perfil de seleção

Contrariando as normas tradicionalmente exigidas por

todo empregador para o cargo de recepcionista, o restau-

rante "Baby Beef, da Rede Paes Mendonça contratou o

baiano Erondino que mede lm05 para trabalhar na Barra

da Tijuca.

Pág. Ul

Petrobrásfaz

obra de acesso

em frente ao

prédio da

Av. Chile

A psicóloga

Lilia Pinto

Martins é a

Pág. 04

nova presidente

do CVIRJ

Pág. 04

Ostomizados

têm bolsa

desenvolvida por

jovem

pesquisador

VISITE A

PáGINA DO

CVIRJ NA

INTERNET:

Pág. 7

h(t p; /Av w w/ibn scorp. |)r/~C\ iri


JORNAL SUPERAÇÃO-2

Ao ser consultada sobre a possibilidade de assumir

a presidência do CVIRJ, confesso que hesitei,

frente ao inesperado da proposta.

Sendo eu uma das fundadoras do CVIRJ, não

imaginara inicialmente que este adquirisse a

projeção que alcançou, transformando-se, ao mesmo

tempo, numa estrutura complexa, de caráter

empresarial. O crescimento que ocorreu, sem

descaracterizar a entidade de seus princípios básicos,

só me gratificara ao longo desta trajetória com

meus companheiros de trabalho. Era como assistir

ao crescimento de um filho que se projeta para

cumprir um determinado destino, e que acaba por

construir-se numa direção própria, inesperada sim,

mas fortalecida exatamente por este sentido de

singularidade.

Quando pude sair de minhas dúvidas e indagações

sobre como continuar construindo um caminho

criativo para o CVIRJ, foi então que comecei a

sentir a força desta proposta, seduzindo-me na

direção de aceitar o desafio. Neste momento, a

decisão já estava tomada, e só veio a confirmar-se

com o apoio e a acolhida que percebi nas pessoas da

equipe, pessoas estas fundamentais em minha vida,

por compartilharem um sonho e uma caminhada

para a construção deste sonho no real.

Estou iniciando minha gestão, contando com

uma equipe de dirigentes de primeira ordem. E

nesta circunstância, não poderia deixar de consignar

para a presidente anterior o mérito de ter

acompanhado as transformações estruturais por

que o CVIRJ passou, garantindo uma passagem

tranqüila que resultou numa estrutura de caráter

mais empresarial. Além do mais, mostrou uma

EXPEDIENTE

SuperAção é uma publicação periódica, jornal

informativo do Centro de Vida Independente do

Rio de Janeiro-CVIRJ, com circulação dirigida e

qualificada.

Periodicidade: Trimestral

Tiragem: 7 mil exemplares

Formato: Jornal-Tablóide

Diretoria

Presidente - Lilia Pinto Martins

Vice-presidente -Maria Paula Teperino

Diretora-tesoureira - Izabel L. Maior

Diretora-secretária - Marlene Morgado

Diretor-executivo - Geraldo Nogueira

Conselho Editorial

Ritamaria Aguiar

Lilia Pinto Martins

Geraldo Nogueira

Rogério Luiz F. Soares

Ficha Técnica

Edição e Redação:

Geralda Alves Mtb - 14.516/65-RJ

Reportagem: Geralda Alves e Márcio M. Culloch Jr.

Diagramação e Arte Final: César Penna

Redação:

CVIRJ-Rua Marquês de São Vicente 225 -

Estacionamento da PUC (ao lado do Planetário da

Gávea) Cep: 22451-041

Rio - RJ - Brasil

Tel: (021) 512-1088/ Fax 239-6547

Fotolito e Impressão:

Tipológica Integrada Ltda

Toda matéria do SuperAção pode ser reproduzida, total ou

parcialmente, desde que seja citada a fonte. O Jornal não

se responsabiliza por opiniões citadas em matérias, que

contrariem sua ideologia.

EDITORIAL

atitude corajosa ao substituir a presidência de

Rosângela Berman Bieler, fundadora e dirigente

do CVIRJ ao longo de muitos anos de lutas,

conquistas e implantação efetiva de suas propostas

essenciais. Rosângela foi uma pessoa fundamental

para colocar as engrenagens do CVIRJ em

funcionamento, e com sua extrema capacidade de

articulação, projetar a organização a nível nacional

e internacional. E não só foi, como ainda é

fundamental para esta entidade. De seu "posto"

atual em Washington, com um ano apenas de

permanência em terra estrangeira, conseguiu

colocar-se como "coordenadora do evento "da

magnitude do Fórum Internacional de Lideranças

das Mulheres Portadoras de Deficiência, realizado

em Maryland, em junho deste ano. Rosângela, não

só conseguiu formar uma delegação brasileira,

como também colocou algumas delas em painéis,

oficinas e mesas-redonda,para mostrar o trabalho

sério e responsável realizado no Brasil.

Ao mencionar o nome destas duas mulheres

"poderosas", como afetivamente as nomeamos entre

nós, não penso em colocá-las pesando como uma

sombra morta e estática, mas sim como uma

referência viva e dinâmica, animando novos

projetos e desenhando um perfil de ação e

construção para o CVIRJ.

É dentro desta disposição que pretendo dar

continuidade ao projeto do CVIRJ, para o qual

estou investida, não só afetivamente como também

profissionalmente.

^tV

r^ y

^

Lilia Pinto Martins

Presidente do CVIRJ

0 Jornal que o mantém

informado

Se você ainda não respondeu à

pesquisa que o CVIRJ

lhe enviou, ainda está em tempo.

Mande o cupom devidamente

preenchido e indique a forma de

assinatura desejada para que

continue recebendo o seu Jornal em

casa.

0 MUNDO

NUNttBBi

OOMDâ

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JULHO/SETEMBROS?

Formando CVI

Estou escrevendo para agradecer o envio do Jornal

SuperAção, veículo de comunicação que nos mantém

informados sobre acontecimentos nas áreas de defici-

ências corporais, aparelhos e adaptações existentes,

que nos ajudam a ter uma vida cada vez mais indepen-

dente.

Escrevo em nome de um grupo de pessoas portado-

ras de deficiência física, o qual está com muita vontade

e interesse em instituir um CVI em nossa cidade, pois

admiramos o grande trabalho desempenhado por

vocês. Nossa cidade conta com 100 mil habitantes,

dentre estes, aproximadamente 100 pessoas são por-

tadoras de deficiências.

Pedimos informações sobre o procedimento a ser

tomado para que este CVI se torne realidade em

nossa cidade. Acreditamos que o CVTRJ tenha

interesse que se institua outros Centros, pois temos

que nos unir, assim teremos chance de derrubar

tabus e preconceitos existentes em nosso mundo.

Osmar Fabris (Toledo-Pr.)

N. da R. O CVIRJ está prepararuío o próximo

seminário de Vida Independente onde serão pas-

sadas todas as informações a esse respeito.

Cursos

Gostaria de saber quais os cursos que o CVI está

aplicando no momento e se algum deles pode ser

feito por correspondência.

Tânia Gonçalves Costa (Uruguaiana-RS)

N. da R As informações sobre os cursos que o

CVI oferece são encontradas no próprio

SuperAção e geralmente são ministrados na sede

da entidade.

SuperAção

Recebi e agradeço o jornal SuperAção do CVIRJ

em minha casa. E ótimo, e muito "antenado"com

a realidade do portador de deficiência, sobretudo

no mundo. É como houvesse espaço e janelas que

se abrem e tomam o jornal um instrumento que

extrapola limites geográficos.

Jane SoaresfParaná)

0 maior provedor Internet do Rio de Janeiro

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(021) 515-0500


JULHO/SETEMBRO97

CVIRJ

O curso de formação de professores

para utilização da "Oficina Vivencial

de Ajudas Técnicas para Ação

Educativa", promovido pelo Instituto

Helena AntipofF e realizado por este

Setor, teve como objetivo qualificar

professores de escolas regulares,

especiais e itinerantes.

O projeto, foi criado para garantir um

espaço que auxiliará na redefinição de

recursos e estratégias para o

desenvolvimento e aprendizagem dos

alunos portadores de deficiência. Esse

trabalho irá funcionar como multiplicador

de ações, envolvendo alunos,

professores e responsáveis.

O Grupo de Apoio à Família,

formado por mães de crianças e

adolescentes portadores de deficiência,

escreveu uma carta convidando outros

pais e responsáveis para participar dos

encontros mensais promovidos pelo

grupo no CVIRJ. Entitulada "De

mãe para mãe", a carta é a seguinte:

"Como você, enfrentamos uma

rotina diária de muito trabalho e luta

para garantirmos o bem-estar e uma

vida feliz e saudável para nossas

crianças. Gostaríamos de

compartilhar essas experiências,

trocar idéias, esclarecer dúvidas e

descobrir juntos novas soluções para

problemas que todos temos em

comum.

"Promovemos esses encontros e

contamos com o apoio de

profissionais especializados de

diferentes áreas que participam,

apresentando propostas, palestras e

nos ajudam a refletir e buscar

alternativas, para problemas e

dificuldades que muitas vezes

sozinhos não conseguiríamos

resolver.

"Junte-se a nós e fortaleça nosso

grupo. Sua presença é indispensável

para nosso crescimento.

"O CVIRJ cede o espaço. Vamos

aproveitá-lo?. Contamos com você

na próxima reunião."

Contato com Beth Caetano, no

CVIRJ ou pelo telefone 512-1088.

O QUE VAI PELOS CVIS

Setor de Desenvolvimento Humano e Científico

Primeira reunião no CVIRJ

O Grupo de Auto-gerenciamento

de portadores de deficiência mental,

foi criado com o objetivo de preparar

essas pessoas para uma vida mais

independente.

Como proposta básica, o

fortalecimento da autonomia, da

responsabilidade e da tomada de

decisões pelo próprio grupo, fazendo

uso de seus direitos e observando

CVI Araci Nallin

Com a intenção de permitir maior

entrosamento entre as pessoas, o

Centro de Vida Independente Araci

Nallin promove toda última sexta-

feira de cada mês, de 15h às 17h, a

"Cevivência", uma tarde festiva ,

onde qualquer pessoa pode

conhecer o Centro, lanchar e

participar de mesas dejogos. O Araci

Nallin fica na avenida Martins

Rodrigues, travessa 4 e 5, bloco 8,

em frente à ECA, na Cidade

Universitária (USP). Mais

informações: (011)818-7456, com

Daniel.

CVI Maringá

O CVI Maringá inaugura no final

de setembro sua home-page na

Internet, através de uma parceria

com a WNET Internet Provider.

seus deveres.

Questões pessoais, como a

sexualidade, são debatidas nos

encontros, que acontecem no Centro

de Mda do Rio de Janeiro, uma vez

por mês, sempre numa terça-feira,

das 9h30 às 16h30. O grupo é

coordenado por Lilia Martins e

Ritamaria Aguiar e mediado pelos

próprios aprendizes.

Em conjunto com o Centro de

Estudos Supletivos, a equipe do

CVI-Maringá, responsável pelo

setor de deficiência visual,

coordenada por Claudinei dos

Santos, viabilizou a confecção das

provas do Vestibular de Inverno

da Universidade Estadual de

Maringá, realizado em julho. As

provas foram preparadas em

Braille e no sistema DosVox,

possibilitando assim, que dois

portadores de deficiência visual

participassem das eliminatórias.

Prosseguem as reuniões do

Grupo de Apoio à Família,

iniciadas em Abril. Os encontros

vem ocorrendo todo último sábado

de cada mês, na sede daquele

CVI. Segundo as coordenadoras,

o grupo ainda é pequeno, mas o

crescimento é visível e os objetivos

estão sendo alcançados.

JORNAL SUPERAçãO-3

Setor de Acessibilidade

Dando continuidade à pesquisa

iniciada em 1994, sobre o código de

Diferenciação de Pisos, inserido no

Projeto Rio Cidade, a arquiteta do

CVIRJ Verônica Camisão, fez uma

viagem de pesquisa com a

finalidade de desenvolver estudos

sobre o tema.

Foram visitados diversos centros

atuantes nessa área, entres eles:

Fundacion ONCE e o Real Patronato

de Prevencion y de Atention a

Personas con Minusvalia de Espanã,

em Madri e o Royal National

Institute For The Blind.

A iniciativa do Centro de Vida

Independente do Rio de Janeiro,

busca garantir segurança e

autonomia ao portador de

deficiência visual em vias urbanas.

Setor de Serviço Social

Conta com um cadastro de vários

profissionais aptos a atuarem em

empresas privadas e órgãos públicos,

através de contratos de prestação de'

serviços.

As pessoas portadoras de

deficiência que estiverem

interessadas em fazer parte do

cadastro, devem telefonar para o

Centro de Vida Independente do

Rio de Janeiro, (021) 512-1088 e

marcar uma entrevista. Já as

empresas que quiserem absorver

essa mão-de-obra, devem procurar

por Gildete Ferreira, também no

CVI, no turno da tarde, onde terão

todas as informações necessárias nesse

sentido.

Secretária, Fax,

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JORNAL SUPEKAÇAO • 4

A Coordenadoria para Integração da

Pessoa Portadora de Deficiência do

Distrito Federal, solicitou ao CVIRJ

alterações para a Lei n 0 8.989, que

isenta o IPI as saídas de veículos para

pessoas portadoras de deficiência física.

A iniciativa, vem da intenção do Senador

Humberto Lucena em modificá-la para

o próximo exercício fiscal.

Na verdade, a Assessoria Jurídica do

CVI vem, há algum tempo, recebendo

várias consultas a respeito do assunto e,

em conseqüência, muitas reclamações

face ás exigências impostas pela norma,

tais como: o limite de 127 HP de

potência e o prazo de três anos para a

venda do veículo. Tais restrições vêm

acarretando a falta de oferta e adequação

do mercado, que não dispõe de veículos

que atendam ás necessidades das

pessoas portadoras de deficiência física,

inviabilizando, assim, a aquisição de

novos modelos.

Aproveitando a oportunidade, esta

entidade, imediatamente, encaminhou

as sugestões, devidamente justificadas,

solicitando a liberação do limite de

potência; a diminuição para dois anos

para a venda do veículo; a concessão do

benefício também aos tetraplégicos que

tenham ou não condições de dirigir e a

extensão para carros importados.

Caso as sugestões sejam aprovadas

na íntegra, as pessoas com deficiência

física não serão obrigadas a consumir,

unicamente por necessidade, um

produto imposto por tais limitações

normativas e pela má vontade das

montadoras em oferecer vários tipos e

modelos, mas, simplesmente, o que for

de sua preferência.

A questão da isenção do ICMS é mais

complexa, já que desde a primeira

reunião do Conselho Nacional de

Política Fazendária - CONFAZ, que

ASSESSORIA JURíDICA

Alexandre Gaschi

Assessor Jurídico do CVIRJ

isentou do imposto as saídas de veículos

para portadores de deficiência física, não

atentaram quanto à inclusão da cláusula

de estorno de crédito, constante do

convênio que concede o mesmo benefício

aos motoristas de táxi e que possibilitaria

a aquisição do veículo a um custo menor.

Por conta da falta deste dispositivo, as

pessoas portadoras de deficiência física

adquirem seus veículos com uma não

incidência do Imposto que oscila entre 1

e 4 por cento, dos 18 por cento da alíquota

para carros nacionais no Estado do Rio

de Janeiro.

Em razão do ICMS ser um imposto de

competência Estadual e cada Estado

estabelecer suas próprias regras, as

isenções ou benefícios fiscais, só serão

concedidas através de convênios

aprovados por unanimidade, em reuniões

periódicas do CONFAZ, quando cada

Estado manda seu representante e, no

caso de não haver a concordância de

todos, o benefício não será concedido e

o imposto incidirá normalmente.

Sabendo disso, o CVIRJ, desde abril

deste ano, vem mantendo contato com a

Secretaria de Estado de Fazenda do Rio

de Janeiro - SEF, tentando resolver tal

disparidade no valor final dos veículos,

quando comparado com o concedido aos

taxistas. O insucesso das negociações,

até o momento, não dependeu da SEF

mas, única e exclusivamente, por tratar-

se de uma questão que deverá contar com

a aprovação unânime dos Estados

membros da Federação.

A única resisistência é do Estado de

Minas Gerais que, além de não concordar

com a inclusão daquele dispositivo, não

pretende, sequer, prorrogar o convênio,

mesmo que, da maneira que vem sendo

feito até o momento. O assunto foi

encaminhado ao CVI/BH que está

tomando as providências necessárias.

CVIRJ tem nova diretoria

Lllia P. Martlns(E-D) e M ! Paula Teperíno

No dia 17 de julho, o Centro de Vida

Independente do Rio de Janeiro no-

meou a psicóloga Lilia Pinto Martins

sua nova presidente, em substituição à

advogada Maria Paula Teperino. Lilia,

que pretende investir mais no merca-

do de trabalho para o portador de defi-

ciência , vai cumprir um mandato de

quatro anos.

Segundo ela, o momento é propício

para se desenvolver a questão ligada à

profissionalização do portador de de-

ficiência. "De uma maneira geral a

ação econômica está conduzindo para

esse aspecto da terceirização."

Trabalho

O Setor de Serviço Social do CVIRJ,

através de seu banco de empregos,

está contemplando todas as áreas de

deficiência com um cadastro pronto

para colocar no mercado de trabalho

as diversas pessoas inscritas.

Nesse sentido, vem investindo na

expansão dos convênios com as em-

presas públicas e privadas para am-

pliar o número de vagas em disponi-

bilidade nas diversas empresas que

matem convênio com a entidade.

No último seminário sobre "Reabi-

litação Baseada na Comunidade",

realizado pela entidade, houve um

comprometimento do Ministério do

Trabalho em apoiar os projetos liga-

dos ao setor. Serão repassados recur-

sos para que, no âmbito Estadual e

Municipal eles se viabilizem.

Para que isso se torne realidade,

Lilia diz que o CVIRJ está promoven-

do, junto às entidades representativas

das várias áreas de deficiência, o

seminário "Empresariado, Trabalho e

dEfíciência na Era da Globalização",

de 12 a 14 de novembro, que vai

contar com a participação efetiva da

classe empresarial. O encontro

servirá como preparatório para um

grande evento a ser realizado no pró-

ximo ano.

Qualificação

Para atender à demanda, os porta-

dores de deficiência precisam estar

bem preparados, correspondendo às

exigências do mercado. Pensando nis-

so, o Centro de Vida Independente do

Rio de Janeiro pretende estabelecer

parcerias com entidades que estão

preocupadas com a capacitação pro-

fissional e quejá tenha uma estrutura

nesse sentido, como é o caso do Insti-

tuto Benjamin Constant.

— No momento estamos trabalhan-

do em conjunto com o Instituto, ofe-

recendo o que temos de específico

que são os Cursos de Prontidão para o

Trabalho. Outras parcerias podem sur-

gir de modo que o CVIRJ possa coor-

denar — explica Lilia.

Transporte

Para os portadores de deficiência

que não dispõem de veículo próprio,

as vans podem ser uma alternativa de

transporte. Algumas já estão sendo

adaptadas.

JULHO/SET EM BRO97

Nesse caso, a contribuição que a

entidade pode dar é esclarecer esses

motoristas, através de cursos, como

proceder diante de um passageiro

portador de deficiência.

Projetos

Diversos são os projetos em anda-

mento no CVIRJ . "O Setor de Aces-

sibilidade prepara-se para dar início à

assessoria ao projeto Rio Cidade II.

Além disso há uma idéia de um acom-

panhamento sistemático das obras já

prontas e uma vigilância constante

nas questões mais comuns, como as

rampas que aparecem com obstácu-

los e os estacionamentos sempre ocu-

pados por outros veículos. Temos que

educar e conscientizar as pessoas e,

principalmente, nesses logradouros

onde já passou o projeto Rio Cidade",

enfatiza Lilia Martins.

Para isso, segundo a presidente, a

Prefeitura deveria manter uma equi-

pe de fiscalização ou investir na Guar-

da Municipal dando a ela esse poder.

"Agora mesmo eu estou vendo modi-

ficações sendo feitas sem a preocupa-

ção da acessiblidade. Vejo degraus

serem construídos em lojas."

A contribuição do CVIRJ é levantar

essas questões e agora está investindo

na acessibilidade do portador de defi-

ciência visual, de maneira mais cate-

górica. "A Verônica, nossa arquiteta,

foi à Espanha fazer um curso de

especialização em acessiblidade para

esses deficientes, que vamos aplicar

nas obras do Rio Cidade 11", afirma a

presidente.

Eventos

Além do seminário a ser organizado

para o empresariado no ano que vem,

existem mais dois grande eventos já

programados para mais adiante, o que

não implica no surgimento de outras

atividades.

— No próximo ano, o CVIRJ com-

pleta dez anos de atuação e estamos

preparando a realização de um evento

que irá marcar a data. Vamos fazer

um livro, que estamos chamando provi-

soriamente de'Book', com fotos artísticas

de pessoas portadoras de deficiência

abordando questões cotidianas—fala

Lilia com entusiasmo.

No ano 2000 será a vez do DEF/Rio

acoplado ao evento promovido pela

Rehabilitation International que de-

verá atrair mais de 3 mil pessoas porta-

doras de deficiência de todo o mundo.


JULHO/SET EM BRO97

Brasileiras participam de

congresso internacional de

mulheres

Delegação brasileira se reúne nos Estados Unidos

No mês de junho 600 mulheres, vin-

das de 80 países diferentes, participa-

ram da conferência para mulheres

portadoras de deficiência, que exer-

cessem algum tipo de liderança em seu

país. O "International Leadership

Fórum for Women With Disabilities"

foi realizado no Centro de Conven-

ções do Hyat Hotel, na cidade de

Washington D.C., EUA.

O Fórum, considerado como conti-

nuação da IV Conferência Mundial

sobre a Mulher, teve como propósito

colocar em discussão temas que forta-

leçam as propostas deste segmento,

para a conquista de espaços mais efe-

tivos na família e na sociedade. A

experiência adquirida durante toda a

trajetória do movimento de lutas das

pessoas deficientes, mostrou a neces-

sidade de se criar oportunidades para

que mulheres portadoras de deficiên-

cia desenvolvam suas lideranças.

Delegação brasileira

Trinta mulheres portadoras de defici-

ência, de diversos Estados, formaram a

delegação brasileira. Dessas, 11 tiveram

participação ativa no Fórum, apresen-

tando trabalhos, como as representantes

do Centro de Vida Independente do Rio

de Janeiro - CVIRJ Maria Paula

Teperino, que falou sobre Acessibilidade ao

Transporte Coletivo na Cidade do Rio de

Janeiro. "Fazer uma palestra fora de nosso

país, jámostra aresponsabilidade de tal ato,

ainda mais nos Estados Unidos, que sem

dúvida, é para nósum referencial em termos

de respeito aos direitos dos portadores de

deficiência".

A atual presidente do CVIRJ, Lilia Pinto

Martins, falou sobre Treinamento e

Consultoria de Empregos e a bailarina

Elizabeth Caetano, abordou A Sexualidade

da Mulher Portadora de Deficiência,

Cultura e as Artes.

As congressistas tiveram a oportunidade

de ouvir ainda as brasileiras Célia Leão

(SP), falando sobre Organização da Comu-

nidade; Tânia Rodrigues (ANDEF/RJ), so-

bre Estratégias: Educação de Crianças e

Mulheres Portadoras de Deficiência;

Terezinha Mauro Miranda (SP), sobre

Emprego a Nível Macro; SilvanaCambiaghi

(CVI/SP), falou sobre Desenho Universal;

Kátia Moura (CVI/BH), sobre Viver de

Maneira Independente; Carmen Fogaça

(ANDEF/RJ), Acesso ao Mercado de

Trabalho; Rosana Bastos (AMP/BH),

Mulheres Deficientes e o Esporte e Maria

Luiza Câmara (ABDF/BA), Escrevendo

Projetos.

Atividades

Com uma agenda bastante extensa, as

congressistas puderam ouvir relatos sobre

os avanços de cada país, nas questões

referentes à deficiência. O evento possibi-

litou a realização de performances artísti-

cas apresentadas por representantes de

várias Federações internacionais, inter-

câmbios culturais, troca de experiências

. telefone

LIGUE

546-2332

JORNAL SUPERAçãO • S

vivenciais, entre outras.

—Ainda temos muito o que apren-

der, mas ficou claro, que as nossas

maiores dificuldades são com relação

ao poder público, que não cumpre as

leis, que não faz campanhas de

conscientização, explicando à socieda-

de que ela tem o dever de colaborar

para o cumprimento das normas exis-

tentes, pois nósdasociedadecivil orga-

nizada, estamosíàzendo e, commaestria,

a nossa parte, mas infelizmente não

podemos e nem devemos nos sobre-

porão poder público constituído, pois é

paraisso que os elegemos—declarou

MariaPaula Teperino.

Dentro das atividades do Con-

gresso o Centro de Vida Indepen-

dente do Rio de Janeiro apresentou

o vídeo "Mãos", que mostra as mais

variadas formas de expressão e suas

representações, através de outras

partes do corpo.

Mas nem só de trabalho viveram

essas 600 mulheres. Durante os cin-

co dias, a organização do evento

programou atividades artísticas, cul-

turais e de lazer.

Houve a "Noite de Talentos", onde

foram apresentados números musi-

cais e coreografias desenvolvidas

por bailarinas portadoras de defici-

ência de vários países.

Na ocasião, o Centro de Vida In-

dependente do Rio de Janeiro foi

representado pelabailarinaElizabeth

Caetano, que dançou com mais dois

dançarinos. Também aconteceram

sessões especiais em que as partici-

pantes tiveram a oportunidade de

realizar performances individuais de

livre expressão.

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JORNAL SUPERAçãO-6

VIAJAR é PRECISO..

Em 1987, o suiço Raniero Bassi, 40

anos, resolveu deixar sua terra natal e vir para

oBrasil. Antes porém, em 84, fez uma viagem

devolta ao mundo; sozinho, com a cadeira de

rodas e uma mochila enfrentou diversas

dificuldades que, com uma boa dose de

espírito aventureiro, conseguiu ultrapassar.

Nos Estados Unidos, de avião, de ônibus

ou de carona, foi de Nova York à Califórnia

e depois ao Havaí. Segundo Raniero, as

dificuldades foram poucas, já que em sua

opinião os Estados Unidos é o país mais

moderno em relação a adaptações. "'Os

americanos evoluem a cada ano, o que não dá

para perceber em outros países."

Foi na Ásia que Raniero encontrou os

maiores contrastes. Passou por cidades com

excelentes • hotéis como o da Singapure

Airlines, em Singapura, onde os quartos e os

banheiros são amplos. Por outro lado, no

Japão, a realidade é completamente diferente.

Como nos apartamentos comuns, os quartos

de hotel são muito pequenos e apertados, o

que impossibilita uma boa movimentação.

Quando dormia em pensões de baixo custo,

sem elevador, tinha que contar com a boa

vontade das pessoas, para subir e descer

escadas.

Na hora das refeições. Raniero passou por

situações difíceis. Em Hong Kong por

.exemplo, os restaurantes são quase todos no

subsolo ou no segundo andar dos prédios.

—Tinha que rodar muito para encontrar

algum restaurante ou lanchonete que ficasse

no térreo. Certa vez, íui auma lanchonete que

ficava no subsolo. Como não podia descer

escadas, pedi ao segurança da loja para

comprar meu lanche. Comi na rua!

No Sri Lanka e na índia, Raniero ficou em

pensões familiares, que não ofereciam

refeições. Tendo que se "safar" sozinho, ia à

algum mercado próximo, comprava peixe e

pedia para o caseiro da pensão preparar. Nas

Fil ipinas, comeu frango em folha de bananeira.

Nestes países pobres da Ásia, o aventureiro

suíço não se limitou a visitar as capitais.

Desbravou o interior e descobriu que uma

cadeira de rodas ainda é novidade para muita

gente.

—No Sri Lanka e nas Filipinas, em alguns

vilarejos você vira atração. As pessoas se

aproximam para tocar em você e na cadeira.

Encontrei pouquíssimas cadeiras de rodas e

mesmo assim, as que vi, eram feitas

artesanalmente.

Ainda no Sri Lanka, Raniero se viu em

meio a uma situação curiosa. Enquanto

passeava por uma praia, foi interpelado por

diversos "gurus", videntes nativos que dizem

prever o futuro: "Um deles me disse que em

pouco tempoeuiriamelevantaresair andando.

O mais espantoso entretanto, foi que nenhum

deles me cobrou um centavo sequer", lembra

ele. Na América do Sul, enfrentou dificuldades.

Na Venezuela um taxista quis cobrar uma

taxa de U$ 5,00 para levar a cadeira de rodas.

Em Lima, dormiu duas noites no Aeroporto e

quase acabou preso. Em Santa Cruz de La

Sierra, na Bolívia, andar pelas ruas era um

tormento, pois o calçamento era de

paralelepípedo e meio fio muito alto.

Nesses últimos 14 anos, Ranierojáviajou

várias vezes. Em sua opinião muita coisa

mudou. Nos países latino-americanos e

asiáticos, o desrespeito à pessoa portadora de

deficiência continua, ou por condições

econômicas desfavoráveis, ou pura falta de

vontade política. ,

Por outro lado, na Suíça, um dos países

mais ricos do mundo, as mudanças foram

feitas com muita lentidão. Em Genebra, as leis

de acessibilidade são realmente cumpridas.

"Existem rampas, estacionamento especial e

telefones públicos adaptados. Mas alguns

prédiospúblicos continuam sendo inaugurados

com escadas na entrada, que impedem o nosso

deslocamento. Além disso, nãò existem

banheiros públicos.

Segundo Raniero, o aeroporto

internacional de Londres, é o único do mundo

que tem Check-In exclusivo para

deficientes.Na maioria deles falta infra-

estrutura de atendimento. No Brasil a infra-

estrutura de embarque e desembarque ainda

é precária.

JULHO /SE TEM BR o 97

Ténis sobre rodas

disputa campeonato

na Inglaterra

A equipe brasileira de tênis sobre

cadeira de rodas teve boa participação no

último campeonato mundial, realizado

em Nottingham, na Inglaterra, no mês de

julho. Antes do mundial, os brasileiros

jogaram na

mesma cidade, o

British Open

Wheelchair

T e n n i s

Championship.

Neste torneio

preparatório, eles

chegaram à

semifinal.

A delegação

formada pelo

técnico e jogador

José Carlos

Morais e pelos

jogadores César

Augusto Gabech,

Adalberto

Rodrigues e Luís

Maciel, ficou duas semanas na Europa.

Segundo José Carlos, a viagem esteve

ameaçada de não acontecer, já que houve

problemas em relação a liberação de

verbas, entre o Ministério Extraordinário

dos Esportes e a Associação Brasileira

de Desporto em Cadeira de Rodas

(ABRADECAR). Patrocinados pelo

Grupo Garantia e pela Nike, a equipe

conseguiu viajar.

Este é o quinto mundial em que o

Brasil participa. O ano de 1987 marcou a

última participação argentina e desde 88,

os brasileiros são os únicos representantes

sul-americanos. Este ano, entretanto, o

Chile também enviou uma equipe. Apesar

de terem se apresentado pela primeira vez

no British Open, Luís Gustavo Maciel e

César Gabech já estiveram no Aberto do

Japão e no Aberto dos Estados Unidos

respectivamente.

E/MATUR

C?,

i


JULHO /SETEMBR097

JORNAL SUPERAçãO- 7

Desinformação e custo de equipamento dificultam

vida de ostomizados no Brasil

O primeiro colocado no concurso Jovem

Cientista, Josué Bruginski, desenvolveu uma bolsa

coletora para ser utilizada por pessoas ostomizadas.

Apesar de ser uma alternativa mais prática, já que

a pessoa pode utilizá-la por oito horas seguidas e

até dormir com ela, na opinião de Cândida

Carvalheira, presidente da Associação dos

Ostomizados do Rio de Janeiro, essa ainda não

deve ser uma boa opção já que a experiência foi

testada somente em animais.

Normalmente a vida útil das bolsas coletoras no

Brasil é de dois dias com um custo em torno de

R$9,00. São encontradas somente em lojas de

equipamentos médicos e mesmo assim ainda há

dificuldade em achar bolsas de certos tamanhos e com

algumas especificidades. "O preço pode parecer

pequeno, mas o problema é que pessoas de baixa

renda não podem se dar ao luxo de gastar mais do

que um salário minimo por mês comprando essas

bolsas", declara Cândida.

Ela afirma que as bolsas plásticas já fazem parte

da tabela de órteses e próteses, do Sistema Único de

Saúde, sendo encontradas apenas em ambulatórios.

Entretanto, nas regiões mais carentes, no interior dos

estados, onde o acesso a postos de saúde é difícil, a

maioria da população desconhece a bolsa.

O que é ostomia

Trata-se de uma operação para retirada de

tumores do intestino, reto ou bexiga, criando uma

saída artificial, no abdômem, para fezes e urina, o que

pode salvar muitas pessoas.

Existem, portanto, três tipos de ostomia. A

Prêmio Jovem Cientista

"Novos equipamentos, aparelhos e utensílios para

portadores de deficiência" foi o tema do XVI Prêmio

Jovem Cientista, que distribuiu R$ 50 mil em

prêmios. Os trabalhos, divididos em três categorias:

Mérito Institucional, Graduados e Estudantes,

premiando os três primeiros lugares de cada categoria.

Na categoria Graduados, o primeiro colocado foi

Josué Bruginski de Paula com o projeto "Oclusor

Ativo Implantável para Colostomias". Esse

equipamento, que pesa apenas 194 gramas, é

implantado sob a pele do paciente, na região da

colostomia. Um pequeno motor, que está sendo

modificado para ter o tamanho de um maço de

cigarros, é acionado por um circuito elétrico, que

movimenta um conjunto de cinco engrenagens,

acionando uma fita que abre e fecha o cólon.

Segundo Bruginski, o oclusor pode substituir a

bolsa plástica utilizada por todos os ostomizados e

oferecerá um período de 8 horas sem vazamento de

gazes ou fezes, tempo suficiente para uma noite

tranqüila.

colostomia, que prevê a retirada só do reto ou de uma

parte do intestino grosso. A ileostomia, quando se

retira todo o intestino grosso e a urostomia é quando

se fazum desvio para aurina. Efeitauma ligação entre

osrins, diretamente num ostoma, criando uma alça que

possibilita a saída da urina pelo abdômem.

A desinformação

O pós-operatório da ostomia requer que o

paciente passe a utilizar uma bolsa plástica,

acoplada ao corpo, que fará daí para frente, a coleta

das fezes e da urina. A falta de informação é um

fator prejudicial ao ostomizado. A maior parte

deles, segundo Cândida Carvalheira, opera, tem

alta e vai para casa com aquela bolsa que colocaram

em seu corpo. "Só depois de algum tempo é que

eles percebem que aquele é um material descartável,

que precisa ser jogado fora após dois dias de uso.

Essa informação deveria ser dada pelos médicos

que fizeram a cirurgia. Mas- muitas vezes eles

mesmos não sabem o que dizer", opina ela.

Cândida conta ainda que na Bahia é costume

usar pedaços de coco, atados ao abdômem, para

fazer a coleta de fezes ou urina. Mas, recentemente,

o caso que mais a impressionou foi o de um rapaz

que fez a cirurgia e, sem dinheiro para comprar a

bolsa, resolveu improvisar. "Ele cortava o fundo de

garrafas plásticas de água mineral e colava junto ao

abdômem, utilizando coladurepox. O contato diário

da durepox com a pele provocou câncer de pele e

pouco tempo depois, o rapaz morreu com infecção

generalizada".

Além das dificuldades encontradas para aquisição

Apesar de ter sido testado apenas em cães a

expectativa é que daqui a três ou quatro anos o

aparelho possa ser utilizado por seres humanos.

Atualmente o protótipo tem um preço estimado em

R$ 800, devendo ter um preço mais acessível.

O prêmio de segundo melhor trabalho na categoria

graduados foi para "Engenharia de reabilitação:

modulação e controle sensorial e motor em

paraplégicos e tetraplégicos" do professor, Alberto

Cliquet Jr.

Essa pesquisa, resultou num sistema de estimulação

elétrica neuromuscular, controlada por

microcomputador ou por microcontrolador próprio,

que emite sinais próprios para os nervos. O estímulo

proporciona a contração muscular necessária para a

execução de movimentos. Sensores ligados ao corpo

do paciente medem as forças nas solas dos pés,

pontas dos dedos das mãos, muletas, articulações e

na atividade muscular da região acima do nível da

lesão. Numa próxima etapa, a pele da região

paralisada, passa a ser estimulada, com o objetivo de

restaurar a sensação dos movimentos.

Em terceiro lugar, ria categoria graduados, ficou

o projeto "Print Braille" do Engenheiro Guy

da bolsa, a qualidade dos equipamentosbrasileiros é

outro fator problemático. "O ostomizado não tem

controle sobre as fezes e a urina. Por isso, esse

processo de excreção involuntária requer bolsas que

não permitam vazamentos e passagem de cheiro",

explica a presidente da Associação.

Discriminação

Como os portador de deficiência, os ostomizados

também sofrem com a discriminação no mercado

de trabalho e até mesmo no convívio social. Segundo

Cândida, a situação no serviço público ainda é

melhor. No setor privado os ostomizados são

considerados inaptos ao trabalho.

No Rio por exemplo, a lei municipal n 0 645

garante que nenhuma pessoa portadora de

deficiência deixará de prestar concurso público por

portar algum tipo de deficiência, desde que seja

capaz de exercer a função pretendida.

Entretanto, Cândida foi alvo de discriminação.

Em 1980, ela lecionava na rede pública e teve que

fazer uma ileostomia. Apesar de provar que o uso

da bolsa não iria atrapalhar em nada a sua rotina, o

governo quis aposentá-la por invalidez. "Eu queria

voltar ao trabalho por dois motivos. Primeiro para

me sentir útil e depois, para continuar ganhando o

meu dinheiro. Minha aposentadoria seria tão baixa

que eu não conseguiria comprar as bolsas para

ileostomia, que naquela época, tinham que ser

importadas", lembra a professora.

Perelmuter. Guy desenvolveu esse trabalho durante

o curso de graduação em Engenharia de Computação

na PUC-Rio mas só foi finalizá-lo no curso de

Mestrado em Sistemas de Computação, feito na

mesma instituição.

O "Print Braille" é um sistema que possibilita a

conversão de textos escritos no alfabeto convencional

para a linguagem Braille e sua impressão em

impressoras matriciais convencionais. Na verdade, o

sistema é um kit, composto por um software, uma

folha elástica e um folha de papel vegetal. O Kit pode

ser instalado em qualquer PC, transportado em

disquete ou CD-ROM e enviado via internet. A

impressão de textos existente na Rede, permite o

acesso de deficientes visuais a esse tipo de

comunicação.

Na categoria estudantes, Marcelo Luiz Pimentel

Pinheiro recebeu o primeiro prêmio, com o trabalho

"Computação - uma VOZ que ajuda", o segundo

ficou com Sandro Scholze, com "Sistema NMES

de Dois Canais Sincronizados" e o terceiro com

Sérgio Ricardo Master Penedo e "UFFPAUDI -

Desenvolvimento de Jogos Computadorizados para

auxílio no Treinamento de Deficientes Auditivos".


JORNAL SUPERAçãO-8

O processo de educação no Brasil vem passando

por transformações não só no segundo e terceiro

graus, como também no primeiro. E nessa ponta,

inclui a integração total do portador de deficiência

na classe de ensino regular.

Essa iniciativa não é um sistema novo no Muni-

cípio do Rio de Janeiro," sempre houve a integração

em sala regular, mas era feita no sentido de

preparar o aluno, para ajustá-lo a uma realidade

imediata. Hoje em dia a gente já propõe que seja

extensivo para todo e qualquer aluno", diz Sônia

Maltez, da Secretaria Municipal de Educação.

Várias mudanças já foram determinadas na

tentativa de integrar o portador de deficiência à

sociedade. Merece ressaltar o trabalho da profes-

sora Helena Antipoff, com deficientes mentais,

nas Sociedades Pestalozzi. Mestres, como Olívia

Pereira, que acreditava na inclusão, Nise da Silveira

e muitos discípulos espalhados pelo Brasil têm

lutado para que as mudanças ocorram e a socieda-

de se torne verdadeiramente inclusiva.

Evolução

Nesse processo evolutivo consta sempre a busca

de uma melhor condição de vida para os portado-

res de deficiência, semelhante as demais pessoas.

Desde 1966 a UNESCO através de um setor dedi-

cado à educação especial vem tratando de assuntos

de interesse nesta área.

— Assim, em 1981, foi declarado o Ano Interna-

cional das Pessoas Portadoras de Deficiência. A

partir daí os trabalhos e ações foram fortalecidos

estabelecendo-se a década de 80 como um prolon-

gamento do Ano Internacional—lembra a profes-

sora Sarah Couto César, presidente de honra da

Federação Nacional das Sociedades Pestalozzi -

FENASP.

Já em 1988, a educação inclusiva foi claramente

reconhecida como uma questão fundamental para

a ação futura, em termos de uma mudança educa-

cional mais abrangente no sentido de oferecer uma

educação de qualidade para todos os alunos.

Essas ações foram reforçadas na Conferência

Mundial sobre a Educação para Todos, em 1990.

Nessa época, a expressão excepcional, usada no

final da década de 70, para denominar os deficien-

tes mentais, físicos e sensoriais, foi trocada por

portadores de necessidades especiais.

A partir de 1993, surgiu a idéia da escola para a

diversidade, que culminou com o encontro de

Salamanca, surgindo daí o modelo de educação

inclusiva em substituição à educação especial.

Será este mais um termo da moda? Ou a sociedade

começou a se preocupar com a inclusão de todos os

cidadãos?

A idéia — que saiu de uma proposta da ONU,

lançada em 1991, onde as minorias não devem

nem podem continuar à margem da sociedade

dá aos portadores de deficiência, por exemplo, as

mesmas oportunidades e direitos a uma vida dinâ-

mica, participativa e produtiva fazendo valer sua

cidadania.

Salamanca

Em 1973, começou o movimento para se mudar

a política de ensino desenvolvida com a pessoa

JUt.H0y / SETKMBn097 JULMO /SETEMB R O97

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. VOCÊ SABE O QUÊ É ISSO?

portadora de deficiciência. Essa transformação

passou a tomar vulto em 1994, com a declaração

de Salamanca apresentada na Conferência Mun-

dial sobre Necessidades Especiais, realizada na

Espanha.

Tal declaração tem como objetivo oferecer a

educação para todos, analisando as mudanças

fundamentais de política para promover o enfoque

da educação integradora, capacitando as escolas

para atender a todas as crianças, principalmente as

que portam alguma necessidade especial.

O evento contou com a participação de 300

representantes de diversos países, 92 governantes

e mais 25 organizações internacionais.

Inclusão/integração

Segundo a musicoterapeuta Ritamaria Aguiar

até agora temos vivido em uma sociedade

exclusivista: "ela alija de seus espaços sofistica-

dos os que não têm status e poder aquisitivo; deixa

crianças sem escola, principalmente aquelas que

portam algum tipo de deficiência. Nas artes não há

espaço para os artistas ditos normais que fazem

um trabalho de qualidade quanto mais para os

portadores de deficiência. Nas questões relativas

ao trabalho, o desconhecimento da capacidade

laborativa desse segmento ainda se evidencia de

diversas maneiras".

Mas esse processo está mudando e sendo a

escola o primeiro passo para o indivíduo se tornar

um cidadão de fato, os dirigentes de órgãos de

educação deram o pontapé inicial nessa nova

proposta. A escola inclusiva (para todos) começa

a mudar seu perfil integrando os alunos portado-

res de deficiência.

Existe no Município do Rio de Janeiro 513

escolas que trabalham no sistema de educação

inclusiva. Nelas estão inseridos 873 alunos com

necessidades especiais em salas regulares e outros

1400 que ainda continuam em classes especiais.

— Educação inclusiva é um movimento mais

avançado em torno dessa proposta de integrar os

portadores de necessidades especiais em escola

regular. Esse processo de integração foi se modi-

ficando ao longo do tempo. Inicialmente havia uma

percepção que valia a pena integrar, principalmen-

te pelo aspecto de socialização. Pouco a pouco se

foi entendendo a importância de um processo de

integração onde o aluno deveria não só se socializar

mas também se apropriar de conhecimentos. O que

alguns professores ainda não entenderam bem,—

explica Sônia.

A professora Sarah diz que a integração é um

processo de duas vias: "por um lado há que se

preparar a sociedade para que integre as pessoas

portadoras de necessidades especiais e por outro,

há que se preparar estas pessoas para que se adap-

tem. Implica portanto, numa mudança social que

afeta grande parte da população e não só os grupos

sociais diretamente envolvidos".

Para Sônia Maltez não basta se pensar apenas na

entrada desses alunos na escola. "A gente, antes de

tudo, tem que perguntar que escola é essa. É a

escola do fracasso escolar? É a que exclui? Se é a

que exclui, ela também está excluindo todos os

outros".

O conceito de educação inclusiva no seu sentido

mais amplo refere-se à oportunidade das pessoas

portadoras de deficiência participaremplenamente de

todo o processo educacional e social.

De acordo com Ritamaria Aguiar, se hoje há inclu-

são social devemostambémaomestreBetinho. "Atra-

vés de sua solidariedade, sem pieguismo, entendemos

que questões como a fome, a aids, o preconceito

racial e as deficiências são particularidades de todos

nós. O que podemos fazer agora é dar continuidade à

filosofia inclusiva, o fortalecimento de Direitos (e

deveres) Humanos, o princípio fundamental da linha

de ação que é o daEducação para todos. Colocando

em prática a Declaração de Salamanca. Assim o

conceito de vida independente (Autonomia e compe-

tência), uma das prerrogativas de ação do Centro de

Vida Independente estará consolidado".

O professor

O ensino inclusivo deve começar na conscientização

de todos os educadores. Ele envolve um processo de

preparação desses profissionais que vêem nas dificul-

dades dos alunos uma forma de aprendizagem e

aperfeiçoamento profisisonal.

Segundo a presidente de honra da FENASP, o

professorado está bastante assustado "porque acha

que vai simplesmente receber essas crianças em

sala e pronto. Não é bem assim. Vai haver uma

preparação".

Para ajudar na capacitação dessas pessoas, as

secretarias de educação estão promovendo treina-

mentos que levam os educadores a uma reflexão

constante e mais profunda sobre a forma de ensinar

esses novos alunos.

Nos municípios mais atrasados o processo é mais

lento e o efeito funciona mais de "boca-a-boca"

multiplicando-se as experiências. Para

conscientizar esses profissionais mais longínquos, o

MEC vem investindo em seminários e cursos

aplicados nos mais diversos estados do país,

pretendendo atingir uma meta de 2.400 municípios

até o final do ano.

Sônia Maltez afirma que atualmente o professor

não vem dando conta nem dos alunos considera-

dos normais, por isso ele acaba excluindo e

radicalizando o processo, tentando localizar no

aluno uma série de culpas pelo não aprendizado

dele. "De alguma maneira o mestre não está prepa-

rado para receber o portadorde necessidades espe-

ciais. Ele não tem conhecimento específico das

deficiências".

No caso do Município do Rio de Janeiro esse

problema está sendo sanado com seminários, cur-

sos, palestras, além de um programa educativo

veiculado por uma emissora de televisão.

A partir dessa experiência o professor concluiu

que as turmas não poderão mais ser homogêneas.

A diversidade do aluno terá que ser respeitada e

trabalhada de acordo com as suas necessidades. "O

educador tem que aprender a lidar com isso e

entender a riqueza que é o confronto de diferentes

realidades no mesmo espaço. Aquele que tem uma

boa visão disso vai trabalhar muito bem com o

portador de necessidades especiais. Porque não é

só colocar o aluno na sala, no termo incluir. Você

pode incluir e não fazer nada", diz Sônia.

Qualidade do ensino

Existe uma tendência que o portador de deficiên-

cia participe do planejamento curricular e das

atividades extra-curriculares. Mas até chegar aí

muito coisa aconteceu. Segundo Sarah, tudo come-

çou com o Centro Nacional de Educação Especial,

"primeiro órgão do MEC que congregou a política

e diretrizes para a educação especial e agora Secre-

taria Nacional de Educação Especial, responsável

em promover a educação inclusiva".

Apesar de haver um esforço comum dos

educadores para a inserção do aluno nesse novo

espaço, para o portador de deficiência acompanhar

uma aula numa sala regular não é tarefa muito fácil,

principalmente para aqueles com deficiência auditiva,

que não conseguem entender o que o professor está

dizendo.

Nesse caso, o professor terá que dominar a língua de

sinais, ou se torna indispensável a presença de um

intérprete em sala de aula. Enfim, o professor terá que

desenvolver um trabalho específico para cada tipo de

deficiência; portanto, a qualidade do ensino para

esses alunos vai depender do professor, da

disponibilidade que ele tem e da assessoria que é dada

a ele para isso.

Para a professora Sônia, tudo vai depender de como

se constrói esse processo. "Não adianta chegar e

colocar o menino na escola e pronto. Tem que, de

alguma forma, construir a integração do aluno junto

com a escola. Não é só o professor que vai ficar com

ele. E afamlia, adireção do colégio, amerendeira, são

os outros professores, enfim, todos tem que se

envolver com essa integração".

Como dizia a grande mestra Olívia Pereira, a

inclusão começa na família. "Se a pessoa não é

aceita na família também não é na vizinhança, nem

na escola e nem em lugar nenhum".

Nesse sentido, a escola tem que desenvolver seu

projeto político pedagógico fazendo uma análise

da situação em que se encontra, o que pretende

mudar, que alunado ela tem, o que pretende

oferecer e qual o seu papel. "Na elaboração desse

projeto é que se vai prever o que a escola vai fazer

em relação à educação inclusiva. Não dá mais para

Alsuns resultados

JORNAÍ. SUPERAÇÃO'9

a escola fugir disso", enfatiza Sônia.

De acordo com Sarah existem dez razões para a

inclusão, uma delas é que a segregação ensina às

crianças a serem temerosas, ignorantes e a reforçar

fracassos. "Não existem razões legítimas para

separar as crianças no processo da educação. As

crianças se pertencem mutuamente com vantagens

e benefícios para todos. Não necessitam ser

protegidas umas das outras", afirma.

O desenvolvimento social de uma criança, seja

ela deficiente ou não, depende, em grande parte,

dos pais e dos demais familiares que mais tarde vão

influir no processo de aprendizagem pedagógica.

Nesse sentido, justifica-se a nova geração de pais

que vêm lutando contra a rotulação e as barreiras

que existem entre os diferentes tipos de deficiências.

Segundo a professora Sarah, a inclusão também

significa uma colaboração mais estreita entre os

pais e os grupos de defensores dos direitos das

pessoas portadoras de deficiência e um novo marco

de ação a todas associações a este segmento.

Mesmo assim,, conforme declara a professora

Sarah, "o pessoal das instituições está assustado,

pensando que elas vão acabar e eles vão ficar sem

emprego. Não é bem assim. As instituições tem um

papel importante, elas vão trabalhar junto a escola.

Mas para isso, é preciso mudar sua forma. Sua

estrutura é um poderoso suporte para que aconteça

a educação inclusiva, lá é que tem pessoal

especializado."

O projeto, já implantado no Município do Rio de Janeiro, começa a frutifican No dia 6 de

marçodeste ano, a Secretaria Municipal de Educação Especial recebeu uma carta aberta de

dois ex-alunos que acabavam de se formar Di?. a carta;

"Nós. Fábio Fernandes da Silva e Aline Santangclo Cardoso, portadores de Paralisia

Cerebral, não só nós oferecemos para apoiar. irrestri tamen te. a qualquer inic iati va consciente

que vise a integração do aluno portador de 1 imitações, pois somos frutos de um processo de

integração que teve sucesso. Issonos leva acrerqueo aluno deficiente é capazetem direito

de freqüentar qualquer unidade escolar; afinal antes de qualquer coisa, lemos que ve-lo

como cidadão que merece todo respeito.

"Também destacamos a necessidade de um apoio a nível de preparação do professor que

recebe esse aluno no ensino regular.

"Acreditamos que o Instituto Helena Antipoff tenha uma importante contribuição a dar

nesse sentido.

"Nos parece evidente, e até lógico, que ao receber um aluno totalmente diferente da

clientela que freqüenta uma escola comum e sem o mínimo de preparo, o professor tenha

uma reação negativa ao se defrontar com esse aluno.

"Cremos que esse será um dever de todos nós deficientes já integrados, bem como os

profissionais da educação especial, pois só com a nossa união e empenho iremos derrubar

essas barreiras que infelizmente ainda cs tão presentes, não apenas enuncio escolar, mas sim

em toda sociedade."


JORNAL SUPERAçãO- 10 JULHO /SETEMBRO97

O crescimento é um processo biológi-

co que vai desde a infância até o final da

juventude e depende de determinadas

estruturas anatômicas, de diversos fato-

res hormonais e nutritivos. As enfermi-

dades crônicas e problemas do sistema

ósseo congênito, também influenciam

no desenvolvimento físico do ser humano.

Segundo o endocrinologista Alexandra

Buescu, do Hospital Universitário

Clementino Fraga Filho, da UFRJ, o caso

mais comum de nanismo é aquele

acarretado por defeito de formação da

cartilagem. "Esse não tem tratamento, a

gaite diagnostica e pronto. O que interes-

sa a nós como cndocnnologistas é detec-

tar aqueles casos que faltam hormônios de

crescimento. É o caso do hipofisário —

pode ser congênito ou não — que guarda

as proporções normais mas o indivíduo

não passa de lm30", explica.

Todos esses defeitos congênitos resul-

tam de alguma mutação genética, adqui-

rida durante a fase embrionária. Segundo

o dr. Alexandra, o hipofisário, se for trata-

do a tempo com hormônio de crescimento,

recupera o crescimento normal.

— Hoje, com as ténicas de biologia

molecular modernas é possível que,

olhando as células do líquido aminiótico,

durante a gravidez, se faça a detecção

desses defeitos genéticos. A correção só

C VI festa novos

equipamentos

O Setor de Vida Independente do

CVIRJ vem testando novos

equipamentos para reabilitação e

maior conforto das pessoas portadores

de deficiência física e mental.

Para Sheila Salgado, fisioterapeuta

reponsável pela avaliação, o produto

que mais impressiona, entre todos os

que estão sendo testados, é uma nova

cadeira para crianças ou adultos,

portadores de paralisia cerebral. A

cadeira é na verdade um acento-

encosto rígido, feito em fibra de vidro,

em formato de concha.

— Achei espetacular. O

equipamento é extremamente móvel,

podendo ser fixado em um carrinho

com rodas e também no acento de um

carro. Além disso, permite que

paralisados cerebrais graves possam

ficar bem acomodados e seguros —

entusiasma-se Sheila.

Outra novidade, é um suporte para

O nanismo do ponto

de vista clínico

seria possível se se inserisse o gen normal

substituindo o defeituoso, que resulta

numa molécula inativa, ou no caso, uma

molécula da cartilagem anormal. Com o

gen normal ele vai começar a produzir a

proteína normal — afirma o médico.

A deficiência congênita do crescimen-

to é causada por um defeito no processo

normal de crescimento que resulta no

nanismo. "Mas isso não significa que

uma pessoa não possa se tomar anã du-

rante o desenvolvimento normal. Se ela

tiver uma doença hipofisária na infância

ou antes da puberdade, ela pode deixar

de crescer se não for tratada a tempo", diz

dr. Alexandra.

Graças às técnicas de engenharia ge-

nética, que permitem a produção do

hormônio de crescimento sintético, é

possível a correção desse problema e, de

acordo com o endocrinologista, existe a

perspectiva de não se desenvolver pes-

soas com nanismo no futuro.

Apesar da terapia genética ainda ser

um sonho de muitos cientistas do mundo

inteiro, o Hospital Universitário da UFRJ,

trabalha com a engenharia genética que

coluna que pode ser utilizado por

motoristas ou para quem fica muito

tempo sentado. Bom para quem tem

problemas na coluna ou então hérnia

de disco. O acento é dobrável, podendo

assim, ser transportado com facilidade,

para qualquer lugar.

O Airex é outro produto que também

merece destaque na consepção de

Sheila. Trata-se de um protetor, de

espuma especial flutuante, muito

confortável e pode ser usado em

diversas ocasiões.

— Esse equipamento é muito útil

para paraplégicos ou tetraplégicos,

funciona como acento em cadeiras de

rodas ou na hora do banho, permitindo

que eles se sentem de forma confortável

e higiênica. É bom lembrar que o Airex

é impermeável e flutuante, podendo

ser usado também em piscinas.

Especialmente para crianças, está

sendo avaliado, um conjunto mesa-

cadeira ergométrico. A cadeira em

fibra, permite que a criança fique ereta

e bem fixada. Já a mesa, por ser baixa

e em forma de meia hia, fica bem perto

da criança facilitando o manuseio.

produz o hormônio de crescimnto huma-

no sintético.

— Tratamos de pessoas a partir de 12

anos de idade, com deficiência de

hormônio de crescimento. Esse hormônio

é muito caro e a gente tem que contar com

os laboratórios que querem nos ajudar—

justifica dr. Alexandra.

Há muitos anos atrás o Hospital Uni-

versitário da UFRJ tinha um programa de

tratamento de hormônio de crescimento

que era obtido de hipófíses de cadáveres,

processado nos EUA e enviado de volta

ao programa.

— Nós. fornecíamos o material, eles

processavam essas hipófeses e extraiam

o hormônio de crescimento, até que nós

divulgamos um caso de uma doença hu-

mana, análoga à da vaca louca, que ocor-

reu exatamente porque algum material

foi contaminado por um vírus desses e

houve casos no mundo inteiro. Por isso

esse programa acabou — explica o

endocrinologista.

O médico diz que o tratamento em

adultos é importante — apesar de não

crescer mais — pelo aspecto da

longevidade e do envelhecimento. "O

hormônio de crescimento também esti-

mula as proteínas que são nossa base

estrutural. Isso é fundamental. É por isso

que a desnutrição é uma causa comum de

baixa estatura."

Nesse sentido, o portador de nanismo

hipofisário, que não repõe o hormônio de

crescimento, de um modo geral, tem uma

sobrevida menor que uma pessoa nor-

mal.

Segundo dr. Alexandra o acondroplásio,

em função dos defeitos de formação de

cartilagem e deformidades ósseas, tam-

bém acaba tendo uma série de prejuízos

que diminuem sua sobrevida. "Eles che-

gam a uma faixa etária de 60 anos, no

máximo, enquanto que o homem normal,

chega aos 70 anos", afirma.

— O importante é saber que há uma

esperança para que esses problemas se-

jam resolvidos, principalmente no cam-

po da genética. A biologia molecular está

avançando de forma espantosa; assim

como são produzidos clones de animais,

há perspectiva de corrigir defeito genéti-

co com a inserção de um gen normal.

Acho que daqui a cinco ou dez anos isso

já será possível na prática — prevê dr.

Alexandra.

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JULHO /SerEMBRo97 Perfil JORNAL

Trabalho e competência fazem de anão

padrão do "Paes Mendonça "

Quem já foi ao Restaruante "Baby

Beef da Barra da Tijuca, no Rio de

Janeiro, pôde constatar a presença de

um recepcionista que mede ImOScm

e divide o espaço com uma bela

moça. O caso, considerado inédito —

já que um anão contraria o perfil

tradicionalmente traçado para o cargo

de recepcionista — chama a atenção

dos clientes, causando surpresa e

curiosidade. Mas para a Rede Paes

Mendonça, dona do restaurante,

Erondino de Jesus Pereira, 43 anos é

seu melhor funcionário e considerado

padrão, pelo gerente Walmir Valcch.

Casado e pai de duas adolescentes,

Erondino trabalha no "Baby Beef há

14 anos e costuma treinar outras

pessoas para o cargo que exerce.

Natural da Bahia, ele está no Rio há

dois anos , atendendo a convite do

gerente Walmir para trabalhar no

restaurante, que tinha acabado de ser

inaugurado, possuindo em sua

estrutura banheiros adaptados e cadeiras

até para obesos.

Super Ação - Como você foi trabalhar

no Paes Mendonça ?

Erondino - Por volta de 1978, eu

trabalhava numa construtora lá em

Salvador, que prestava serviços ao

Paes Mendonça e eu ia sempre na

matriz levar documentos. Um dia,

em 1980, o senhor Mamede Paes

Mendonça me chamou para trabalhar

com eles como porteiro.

S - Como chegou ao cargo de

recepcionista?

E - Estava sendo inaugurado o "Baby

Beef de Salvador e o senhor Mamede

queria me dar uma promoção,

melhorar meu salário, aí resolveu me

colocar na recepção. Depois, todos

os restaurantes que inauguravam eu

ia passar um período.

S - Como foi para você essa nova

experiência?

E - Foi muito boa. Eu fazia sucesso,

as crianças faziam questão de ir ao

"Baby Beef porque tinha um anão

para elas brincarem. Aqui no Rio

também é assim.

S - Você disse que ia a todos os

restaurantes que inaugurava,como

assim?

E - Eu ia para treinar as pessoas da

recepção. Em 1989 eu íui mandado

ao Rio de Janeiro, fiquei aqui um mês

e meio dando instruções para elas.

Em 1992 fiquei também um mês em

Belo Horizonte treinando um pessoal

de lá para uma nova loja.

S-É melhor trabalhar no Rio ou em

Salvador?

E - Não encontrei dificuldade em

nenhum dos lugares. Tanto aqui no

Rio quanto em Salvador os clientes

me vêem como uma coisa engraçada.

Chamo muito a atenção,

principalmente das crianças.

S- Você é bem remunerado?

E - Atualmente o salário está meio

defasado, como o de qualquer outro

trabalhador. Masjá ganhei muito bem.

Inclusive quando estive no Rio a

primeira vez, recebi várias propostas

para trabalhar em outros lugares, mas

como ganhava muito bem não aceitei.

S - Você já sofreu algum tipo de

preconceito?

E - Vários, desde criança, mas não me

importo. Se for ligar para isso não

saio de casa, não vivo. O importante é

viver.

S - Qual o mais comum ?

E - As pessoas se admiram por ter um

anão na recepção. Sou muito gozado,

alguns acham que é muito engraçado,

outros, não acham certo eu estar ali.

Já escutei: "que coisa horrível!". Uma

senhora disse que ia deixar de ir ao

"Baby Beef por minha causa.

S - Como você se sentiu?

E - Eu acho que cada um tem que

viver como deve. O garçon foi

conversar com ela e depois comigo.

Eu continuei a atendê-la com o mesmo

respeito de antes, ela querendo ou

não. Fiz o meu trabalho. Eu sempre

tratei os fregueses com educação eo

respeito que a empresa exige. Sempre

fui muito querido pelos meus colegas

e superiores.

S - Porque você veio para o Rio?

E - A empresa foi vendida lá em

Salvador aí eu pedi demissão. Na

ocasião, estava inaugurando o "Baby

Beef da Barra e o senhor Mamede,

Erondino ao lado de uma colega de trabalho

que era presidente superintendente,

me convidou para vir para o Rio e eu

aceitei.

S - Existem outros funcionários

deficientes?

E - Não, apenas eu.

S - Você sabe a causa de sua

deficiência?

E - Não. Aliás eu sou o único anão na

família Mas quando eu tinha uns 12

anos, por volta de 1965, estive fazendo

uns exames e um médico disse que a

causa desse nanismo é um verme que

penetra na espinha da criança com

dois meses de gravidez e ela não se

desenvolve. Na ocasião o médico

constatou que eu ainda crescia,

bastava uma cirurgia, mas que havia

50% de chanche de dar certo. Meu pai

ia vender oito garrotes para me levar

até Brasília fazer a operação, mas eu

não aceitei.

Segundo o endocrinologista dr.

Alexandru Buescu, do Hospital

Universitário da UFRJ, o nanismo é

acarretado por defeito de formação

da cartilagem, ou por doença

hipofisária. "Todos esses defeitos

congênitos resultam de alguma

mutação genética, adquirida durante

a fase embrionária". Mais

informações sobre o assunto, na

página 10.

SUPERAçãO- 11

Gerente só tem elogios para

Erondino

— Ele nunca faltou e nunca chegou

atrasado. Não muda nada o fato de ter

lm05 de altura.A única coisa que ele

não faz é bater o cartão porque não

alcança. Os clientes o adoram. Ele é

muito responsável —, com esses elo-

gios o gerente Walmir Valcch, que

trabalha na Rede Paes Mendonça há

oito anos, define Erondino como seu

melhor empregado.

Ele veio para o Rio, depois que o

Paes Mendonça da Bahia foi vendido

para a Odebrech. "Todos o queriam,

mas eu peguei primeiro. Como ele

tinha casa na Bahia, nós pagamos o

aluguel dele até hoje. Essa foi uma

condição que oferecemos para que ele

viesse", continua Walmir.

Quanto aos preconceitos por parte

dos clientes, o gerente diz que procura

conversar com essas pessoas e tenta

conscientizá-las, mostrando que

Erondino é normal, inteligente e ape-

nas não cresceu." O cliente está sem-

pre com a razão, mas tem que ser

educado. Antigamente o restaurante

não permitia a entrada de pessoas de

short e camiseta. Uma vez um cliente

tentou entrar nesses trajes e o Erondino

não permitiu. O cliente veio falar co-

migo: 'Fui barrado por um anão?'. Eu

disse: não, você foi barrado por um

funcionário".


JORNAL SUPERAçãO- 12 JULHO /SETEMBROS?

CVIRJ promove o II Encontro de

Reabilitação Baseada na Comunidade

Durante uma semana, no mês de julho,

representantes de instituições de Apoio às Pessoas

Portadoras de Deficiência dos estados e municípios

das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, estiveram

no Rio de Janeiro, aprendendo um pouco mais

sobre Reabilitação Baseada na Comunidade

(RBC).

Realizado com apoio estrutural do Centro de

Vida Independente do Rio de Janeiro, o Curso de

Capacitação de Multiplicadores em RBC foi

composto por uma extensa programação, indo

desde as palestras até visita a instituições e escolas

que trabalham com pessoas portadoras de

deficiência. A organização programou ainda um

Workshop com atividades práticas.

O evento contou com a presença de diversos

especialistas na área, sendo o principal convidado

o mentor da técnica de reabilitação, David Werner.

Eleja viajou por mais de setenta países do terceiro

mundo, visitando e trabalhando com comunidades

carentes; desenvolveu no vilarejo de Ajoia, nas

montanhas mexicanas, o projeto PROJIMO, de

Reabilitação Baseada na Comunidade e trouxe a

idéia para o Brasil.

— A Reabilitação Baseada na Comunidade

consiste em desenvolver nas comunidades carentes,

principalmente nas áreas rurais, técnicas para

trabalhar com pessoas portadoras de deficiência,

de acordo com a necessidade — explica David.

Um dos problemas salientados por ele, é a forte

carga de preconceito em relação às pessoas

portadoras de deficiência. A sociedade.

desinformada, costuma ver o deficiente como um

ser totalmente incapaz. "A Reabiitação Baseada

na Comunidade também trabalha a mudança dessa

mentalidade, mostrando que o portador de

deficiência pode ser responsável por diversas

funções dentro da comunidade".

Segundo David, navilade Ajoiaa cargapreconceitual

era muito grande. As pessoas portadoras de deficiência

eram marginalizadas e, se a deficiência fosse grave,

havia barreiras sociais para que essas pessoas

pudessem, por exemplo, se casar. Para os habitantes

do vilarejo, quem não podia andar, não podia fazer

sexo.

No Brasil, a situação é bastante semelhante. Mas

para David, nos últimos 15 anos, houve muito

progresso. "Instituições de apoio à pessoas

portadoras de deficiência, como o CVI, através de

seus programas de conscientização, inserção do

deficiente no mercado de trabalho e de constante

vigilância às autoridades, para que sejam

respeitados os direitos desse segmento da

sociedade, ajudaram muito a melhorar o quadro".

Para a psicóloga Tânia Maria Silva de Almeida,

coordenadora nacional em exercício, da CORDE

e representante da Secretaria Nacional dos Direitos

Humanos, a idéia de RBC é bem adequada à

realidade brasileira.

— Logicamente essa técnica não se adequa à

realidade das cidades grandes. Talvez alguma coisa

possa ser utilizada em favelas, mas com certeza é

indicada às comunidades ribeirinhas e do interior,

onde o acesso a hospitais, postos de saúde e

assistência social é difícil. Então é possível treinar

agentes comunitários para que eles possam divulgar

a Reabilitação Baseada na Comunidade nesses

locais.

O evento, que foi promovido pelo Ministério da

Justiça, Secretaria Nacional dos Direitos Humanos

e Coordenadoria Nacional para Educação e

Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, na

opinião da professora Lígia Moreira, responsável

pelo relatório, foi um sucesso. Esta é a segunda

parte de um projeto desenvolvido pela CORDE

que visa a divulgação da RBC no Brasil. A primeira

etapa foi realizada em Pernambuco, em outubro

do ano passado e teve como objetivo a capacitação

de multiplicadores para as regiões norte e nordeste.

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JULHO/SETEMBRO97

Dicas para uma leitura

interativa Rltamaria Aguiar

Na sociedade exclusiva todos são bonzinhos?

Inclusão: realidade.ou utopia ? E na tentativa

da organização de uma sociedade inclusiva,

quem será bonzinho? Estas e outras indagações

a jornalista Claudia Werneck transpôs para o

seu recente livro "Ninguém mais vai ser

bonzinho na sociedade inclusiva".

A autora enfoca em roteiros, temas para

ponderações, indagações e tentativas de

mudança. Mostra alguns avanços dos

profissionais da mídia em relação à

terminologia e conhecimento das questões

que envolvem as pessoas que portam alguma

deficiência.

Um dos pontos mais interessantes fica por

conta dos depoimentos: da mãe do Yuri e da

Luana; da Madalena, professora de Talita e do

Flávio e o da Margarida Araújo Seabra de

Moura, mãe de Frederico e Débora, que

reproduzimos: "Quando Débora nasceu, eu

estava como a maioria do povo brasileiro:

alheia às diferenças, às deficiências.... Entendo

que um dos meios de se construir cidadania é

oportunizar escolaridade adequada, saudável,

sem discriminações e preconceitos. E isso,

acredito, somente pode acontecer em uma

escola regular, onde o ambiente é natural, em

oposição ao artificialismo de uma escola

especial, formada, montada para

exclusivamente pessoas com determinadas

características" .

No capítulo 27 o Dr. Jesus Florez (catedrático

de farmacologia e editor da Revista Espanõla

de Información e Investigaciòn sobre ei

Sindrome de Down), resume o seu pensamento

sobre inclusão "este processo se dá aos poucos"...

E o capítulo 29 traz uma entrevista com o Dr.

Charles Epstein que nos conta sobre

comportamentos típicos, fertilidade, mosaismo,

inteligência e sindrome de Down.

E, para mostrar como as coisas estão

mudando o depoimento da Ana Cristina Souto

de Oliveira Lima que fala: "Sou uma cidadã e

quero ser respeitada... Não vou desistir e não

sou de desisitir fácil. Sou uma pessoa

vencedora".

Então vamos ler: se navegar é preciso, como

diz o poeta Fernando Pessoa, ler é muito mais.

Ninguém mais vai ser bonzinho na socieda-

de inclusiva

Werneck Claudia

Editora m r A J 997-RJ - n 0 de páginas 314

Se você deseja saber um pouco mais de

"Inclusão", sugerimos o documento sobre

"Declaração de Salamanca" - Espanha, que

pode ser encontrado na CORDE ou na Biblio-

teca do CVIRJ.

A cidade do Rio de Janeiro vai desfrutar, a partir de

novembro, do Museu da Vida. Um projeto da Fundação

Oswaldo Cruz - FIOCRUZ que tem como objetivo a

educação e a difusão da ciência, com ênfase nas atividades

relacionadas à vida e à saúde.

O novo espaço, que teve sua acessibilidade coordenada

pelo CVIRJ, foi implantado nos moldes de alguns dos

mais novos empreendimentos

da Europa e EUÀ. Seu custo é

de R$ 10 milhões e vai produzir

atividades interativas do

público com os experimentos,

estimulando as fantasias e a

criatividade das crianças,

adolescentes e adultos,

promovendo o prazer em

aprender.

Dentro dessa proposta, a

FIOCRUZ procurou incluir

jogos, passeios, espetáculos,

manuseio de equipamentos e

animais, exposições e

brincadeiras que possam

também ser desenvolvidas por

pessoas portadoras de

deficiência.

Como será

O Museu da Vida é composto pelas unidades, Parque

da Ciência, Ciência em Cena, Pombal e Cavalariça. além

do Centro de Recepção. Essas áreas serão percorridas

através de um trem sobre rodas, devido a grande distârtcia

que separa um ambiente do outro. O Trenzinho da

Ciência, como está sendo chamado, vai permitir também

que os visitantes apreciem a beleza arquitetônica da Casa

de Oswaldo Cruz e observem a Mata Atlântica existente

no campus.

O Parque da Ciência, instalado ao ar livre, lembra um

"playground" e vai desenvolver experimentos voltados

para às ciências física e biológica. Suas atividades serão

E

o

10

O

c

re

temos toda a linha para

incontinência urinaria da

Urocare(U.S.A): camisinha,

coletores e cola Manfred Sauer (alemã)

Museu da vida

Parque da Ciência

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JORNAL SUPERAçãO- 13

em grupo, trabalhando os diferentes padrões de

propagação do som, energia e luz. "Este é um ambiente

que vai proporcionar as crianças pequenas, principalmente,

aprender brincando", afirma o fisico Paulo Henrique

Colonese, um dos responsáveis por este projeto.

Nesse Parque também foi construída uma grande

escultura que representa o corte de uma célula, em três

dimensões, onde haverá

um espaço aberto

destinado à exibição de

deos e filmes.

No espaço Ciência

em Cena, está localizado

um teatro e quatro

aboratòrios.

construídos no subsolo

para preservar a

natureza.

Esses laboratórios

vão demonstrar como

os estímulos são

capazes de mobilizar

efeitos sensoriais e

afetivos no serhumano

De acordo com

Thelma Lopes.

responsável pelo

Laboratório de Máscaras e Expressão Corporal, este

ambiente vai trabalhar a percepção através dos vários

recursos que o teatro pode oferecer. "A emoção é um

fator que deve ser levado em conta no aprendizado, a

criança alegre aprende melhor que a triste", considera

As máscaras, segundo Thelma. vão representar quatro

séries. Primeiro, com os momentos do tempo (época

grega); as emoções básicas (alegria e tristeza); os

animais (com conceitos da biologia) e por último, as

mascaras que lembram os ancestrais do homem.

acompanhadas de exercícios físicos da coluna.

restabelecendo a evolução humana.

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JORNAL SUPERAçãO- 14 JULHO /SETEMBRO97

Petrobrás

faz obra de

A Petrobrás firmou convênio com a

Rio-Urbe para a construção de obras

de acesso na área próxima a sua sede

na Av. Chile, no Centro do Rio de

Janeiro. Serão investidos R$ 500mil na

construção de rampas, instalação de

sinais e iluminação das ruas.

Segundo Celso Baltazar, engenheiro

de segurança do prédio, as rampas

serão construídas na descida do

viaduto da Av. Paraguai e na rua Lélio

Gama (subida do bondinho para Santa

Tereza). "A rampa vai permitir que o

portador de deficiência saia do BNH,

atravesse a Av. Paraguai e chegue à

rua Senador Dantas. A outra, dá acesso

à praça de alimentação nas redondezas

do bondinho. Atualmente o deficiente

atravessa a Av. Paraguai mas não

consegue descer, porque, além das

escadas existe um desnível entre a

calçada e o piso de mais ou menos um

metro e meio", diz Celso Baltazar.

A iniciativa surgiu, a principio, pela

necessidade das pessoas que circulam

no prédio em busca dos serviços de

perícia médica, oferecido pela empresa.

Muitas vezes essas pessoas estão

momentaneamente impossibilitadas de se

locomoverem sem a ajuda de muletas ou

de cadeira de rodas.

Outra proposta que levou a Petrobrás

a investir nessas obras, é a pretensão

que a empresa tem de abrir vagas para

pessoas portadoras de deficiência,

"mas antes é preciso dar condições de

trabalho e de acesso a essas pessoas"

explica Raimundo Ramos, chefe do

setor de segurança patrimonial.

O prédio já possui algumas

adaptações que consiste em três vagas

de estacionamento, doze poltronas no

auditório, "mas isso não é suficiente;

queremos adaptar os banheiros e nos

colocamos abertos a novas idéias para

obras que sejam necessárias ao bem

estar do portador de deficiência",

afirmou Rogério Castelo Branco,

assistente do chefe do serviço

executivo da administração central.

Segundo ele, o prédio que fica no

Maracanã foi o primeiro a passar por

essas obras e já está com seus

banheiros adaptados e as rampas

construídas. "Esse processo se

desencadeou devido a dois

funcionários usuários de cadeira de

rodas que trabalhavam no Maracanã,

observamos suas necessidades e

resolvemos saná-las da melhor forma

possível", completaRogério.

Fórum de Portadores de Deficiência

e Patologias do Rio, elege o CVIRJ

para a sua Secretaria Executiva

Criado em 1994, o Fórum Estadual de

Entidades de Pessoas Portadoras de Defici-

ência e Patologias do Rio de Janeiro elegeu,

em Assembléia, uma Secretaria Executiva

provisória coordenada pelo Centro de Vida

Independente do Rio de Janeiro, represen-

tada por Geraldo Nogueira; com a vice-

coordenação da Sociedade Pestalozzi de

Petrópolis-RJ, representada por Humberto

Fadini e na coordenadoria de apoio o

MORHAM, representada por Lúcio Freitas

de Andrade.

Geraldo Nogueira, que vai acumular o

novo cargo com a diretoria executiva do

CVIRJ, disse que o objetivo principal

do Fórum é implementar políticas uni-

formes nas áreas da deficiência e patolo-

gias. "Ele continuará sendo um espaço

informal para colocação de idéias sobre

vários assuntos ligados aos grupos."

Uma das primeiras providências to-

madas pela nova diretoria foi uma carta

de convocação a todas as entidades de

Portadores de Deficiência e Patologias

do Rio de Janeiro, a comparecerem à

Assembléia Geral Ordinária, a ser reali-

zada de dois em dois meses na sede da

Entidade. E na primeira discutiu-se, en-

tre outras questões, o posicionamento do

Fórum sobre o Projeto de Lei/Cearense,

de autoria do Vereador Antônio da

Silveira Machado, que versa sobre a

gratuidade em transportes coletivos ur-

banos. Na ocasião, foi feito um manifes-

to de apoio ao Projeto de Lei, da Senado-

ra Benedita da Silva, sobre a oficialização

da Língua Brasileira de Suuis - LIBRAS.

O Fórum continua convocando entida-

des interessadas em participar de suas

discussões e informa que a próxima As-

sembléia Ordinária, em data ainda não

estipulada, deve acontecer em setembro.

As reuniões do Fórum são na rua Odílio

Bacelar, 48 - Urca, sede da Fenasp.

Semana

Internacional

do Surdocego

Foi comemorada na última semana

de junho, em todo o mundo, a

Semana Internacional do Surdocego e

pela primeira vez no Brasil, as

instituições que atendem a essa área,

se uniram para dar um novo impulso à

educação dessas pessoas com uma

comunicação tão específica.

As comemorações culminaram com

a realização do I Encontro de

Surdoscegos Brasileiros que

aconteceu em São Paulo e contou

com a participação do grupo, vindo

de todo o país, além de pais e

representantes de entidades ligadas ao

segmento.

O evento, organizado pelo Grupo

Brasil de Apoio ao Surdocego e ao

Múltiplo Deficiente Sensorial, teve

como objetivo levarão conhecimento

da população quem é o surdocego,

suas formas alternativas de

comunicação e a necessidade que têm

de serem aceitos com os mesmos

direitos e deveres de cidadania.

O que é Surdocego?

Segundo informações do Grupo

Brasil - formado por entidades que

atendem o surdocego - esta dupla

deficiência tem origem na Rubéola

Congênita e na Prematuridade,

responsáveis pela maioria dos

casos, seguidos pela Menigite,

Toxoplasmose, Síndromes e causas

combinadas.

O surdocego é o indivíduo que

mesmo tendo as duas deficiências ,

auditiva e visual, em diferentes

graus, tem possibilidades de

desenvolver suas potencialidades

desde que atendido adequadamente.

Ele se comunica através de sinais

que são codificados na mão de

outra pessoa. O receptor desses

sinais tem que entender da

linguagem e funciona como um

intérprete do surdocego.

O trabalho com o surdocego

Helen Keller foi uma surdacega que

se tomou cidadã internacionalmente

respeitada por ter vencido as barreiras

da comunicação e por suas

qualidades. Percorreu o mundo

divulgando suas experiências devida e

motivando educadores a

empreenderem uma luta a favor do

grupo. Helen veio ao Brasil em 1953 e

deixou uma forte impressão na

professora Nice Tonhozi Saraiva, que

ensinava deficientes visuais. A partir

daí, Nice começou seu trabalho em

conseguir uma escola que atendesse a

pessoas com essa dupla deficiência.

Depois de muitaluta, surgiu a primeira

escola em São Caetano do Sul, com o

nomedeE.R.D.A.V.(EscoIaRegional

de Deficientes Auditivos e Visuais),

hoje Escola de Educação Especial

"Anne Sullivan".

Outros trabalhos têm surgido

estimulados pelo programa Hilton

Perkins para América Latina, como

a Asssociação para Deficientes da

Audio Visão - ADefAV e

Associação para o Múltiplo

Deficiente, em São Paulo -

AHIMSA. Os estados do Paraná,

Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul,

Minas Gerais, Bahia e Ceará,

também desenvolvem trabalhos

com os surdocegos.

Quem quiser saber mais sobre os

recursos educacionais para o

surdocego no Brasil deve entrar em

contato com Regina ou Shirley, da

AHIMSA (011) 570-5438; Maria

Aparecida ou Ana Maria, da

ADefAV (011) 270-5283 ou ainda,

(011) 448-6787, com Suzana, do

Grupo Brasil.

y


Curso

O Centro de Vida Independente do Rio de Janeiro

e o IBRM promovem o primeiro Curso para

Capacitação de Motoristas no Transporte Adaptado,

nos dias 20 e 27 de setembro, de 9h às 13h.

O objetivo é treinar e capacitar esses profissionais

no transporte as pessoas portadoras de deficiência.

Os organizadores estão oferecendo aos

participantes, certificado, adesivo de acesso e uma

ampla divulgação de seus veículos.

Mais informações através dos telefones 258-1849

e 204-0601.

Deficiente Visual

AAssociaçãoBrasileirade Assistência ao Deficiente

Visual inaugurou, em agosto, o seu Centro de

Estudos e Pesquisas Dra. NatalieBarraga, localizado

em São Paulo.

A cerimônia contou com a presença da ilustre

educadora que deu seu nome ao Centro, e é

professora Emérita da Universidade de Austin no

Texas - EUA.

Nohands mouse

A revista "Globo Ciência" divulgou em julho um

mouse que é substituído por pedais. "Um pé move

o cursor na tela, enquanto o outro faz o movimento

de clique.

"A novidade previne tendinite e também auxilia

os deficientes físicos manuais". O aparelho pode

ser encomendado pela internet: http//

www.footmouse.com

Emprego

O Centro de Vida Indepentende do Rio de Janeiro

fechou contrato com o Hospital Geral de

Jacarepaguá para a contratação de cinco portadores

de deficiência visual, para trabalhar como

operadores de raio X e na massoterapia. A seleção

foi feita, em conjunto com o Instituto Benjamin

Constant.

•Está sendo ampliado o convênio do C VIRJ com

a Cedae, que visa a contratação de portadores de

deficiência. A iniciativa é resultado dos bons

serviços prestados por esses profissionais naquela

empresa desde outubro de 1994.

Qualidade Total

A Associação para Valorização e Promoção de

Excepcionais (Avape), que atua na habilitação e

reabilitação clínica, terapêutica e profissional de

portadores de deficiência física, ganhou no dia 10

de junho o prêmio "Bem Eficiente".

Com isso, a Entidade ganhou o certificado ISO

9002 de qualidade total, em reconhecimento à

gestão transparente de suas atividades, que inclui

NOTAS a NOTICIAS

auditoria semestral e um Conselho Fiscal constituído,

em sua maioria, por pais de deficientes

atendidos.

Sindrome de Down

A Associação para Desenvolvimento Integral do

Downé uma escola, localizada em São Paulo, voltada

exclusivamente para a educação de portadores da

Sindrome de Down e atende a alunos de 7 a 30 anos,

que são divididos em pequenos grupos.

O currículo, que vai da alfabetização à

profissionalização, inclui português, matemática,

ciências, estudos sociais, música, artes e educação

física . Informações pelo telefone (011) 885-7854.

Sociedade Pestalozzi

O Centro de Desenvolvimento Humano e

Capacitação Técnica (CEDEHCAT), a ser

inaugurado em outubro, é o mais novo

empreendimento da Sociedade Pestalozzi do Estado

do Rio de Janeiro e terá como finalidade, servir

como núcleo de desenvolvimento de cursos,

palestras, ciclos, simpósios, treinamentos e todo e

qualquer evento direcionado ao aperfeiçoamento

profissional de funcionários da Pestalozzi, ou não.

O CEDEHCAT estará também à disposição de

outras empresas ou instituições que se interessarem

em usar sua estrutura como local para seus eventos

ou reuniões. O projeto abrange ainda, a hospedagem

dos participantes em alojamentos próprios.

Estudo Bíblico

A União Presbiteriana de Surdos da Igreja

Presbiteriana da Tijuca, oferece todos os domingos,

cursos e cultos para deficientes auditivos. A

iniciativa faz parte de um projeto que visa assistir

espiritualmente as pessoas com surdes e promover

a integração destes com a sociedade e suas famílias.

O estudo acontece das 15h às 16h e o culto, das

16h30 às 17h30, na rua Alzira Brandão, 135, Tijuca.

Informações: 569-5375.

Posse

O Conselho Fiscal e Conselho de Administração

da Federação das Associações de Pais e Amigos

dos Excepcionais do Estadodo Rio de Janeiro,

mudaram de diretoria em agosto, para o biênio 97/99.

Banco de Dados

O Núcleo de Fraternistas Correspondentes,

JORNAL SUPERAçãO- 1S

coordenado por Gustavo Joppert, criou um Banco de

Dados contendo nomes e endereços de pessoas

portadoras de deficiência, com o objetivo de promover

a comunicação e desenvolver amizades.

Os interessados devem escrever para Gustavo

Joppert, av. Lineu de Paula Machado, 826/701 -

Rio de Janeiro-RJ / CEP-22470-040.

Educação Condutiva

Com o objetivo de introduzir conhecimentos

sobre o Método de Educação Condutiva, de origem

húngara, através da Equipe Técnica do Grupo de

Reabilitação e Habilitação Unificado-SP e o Centro

de Informática e Informações sobre Paralisias

Cerebrais estão com inscrições abertas para o I Curso

de Introdução ao Método de Educação Condutiva.

As aulas começam em setembro e terminam em

outubro e serão ministradas em dois finais de

semanas cumprindo uma carga horária de 20h/aula.

Mais informações pelo telefax (021) 285-7145.

Hanseníase

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro

e o MORHAN - Movimento de Reintegração das

Pessoas Atingidas pela Hanseníase, realizam, no

dia da multivacinação, 18 de outubro, a Campanha

Nacional de Eliminação da Hanseníase. Mais de 20

Estados brasileiros vão participar com equipes de

dermatologistas e outros profissionais de saúde

que estarão a postos para atender aqueles que

apresentarem sinais no corpo parecidas com as da

doença.

As manchas na pele podem ser brancas

avermelhadas ou brancas com bordas vermelhas e

nelas há perda de sensibilidade à dor, ao calor, ao

frio e ao tato. Também pode haver dormência,

queda de pêlos ou surgirem caroços pelo corpo.

As informações devem ser obtidas pelo telefone

242-3098.

Expo Arte

A I Expo Arte de Deficientes na Zona Oeste é

uma exposição com trabalhos de artistas portadores

de deficiência, que se realiza nos dia 18 e 19 de

setembro, no Bangu Atlético Clube, no Rio de

Janeiro.

O evento será aberto com uma série de palestras

dirigidas às pessoas portadoras de deficiência,

organizadas pela equipe da RBC da Funlar.

Quem quiser participar deve ligar para o telefone

401-5507, das 14h às 17h.

CORDE/DF

A Coordenadoria para a Integração da Pessoa

PortadoradeDefidênciado Distrito Federal - CORDE/

DF realiza o I Encontro Brasileiro das Pessoas

Portadoras de Deficiência em data a ser determinada.

Mais informações pelo telefone (061) 224-2073.


JOfíNAL SUPERAÇÃO' í 6

EVENTOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

A Academia Brasileira

de Medicina de Reabili-

tação promove o I Ciclo

de Conferências sobre

Cirurgia de Reabilitação

no Centro de Conven-

ções do Colégio

Brasilerio de Cirurgiões,

na Rua Visconde Silva,

152 - Botafogo - Rio de

Janeiro.Mais informa-

ções: (021) 531-2389.

IO I Seminário de Arte

| Educação Especial e a I

Mostra Amazônica de

Arte sem Barreiras, se-

| rão realizados pelo Very

Special Arts Brasil -

Comitê/AM, no Centro

de Formação e Treina-

mento de Professores Pe.

José Anchieta - CEP AN

e no Mini-Campus da

Universidade do Ama-

zonas. Informações

(092)233-0440 ou pelo

fax (092) 234-1764, com

Ruth.

Conferência Mundial

sobre Deficientes e

Isolados acontece na

Itália e os interessados

podem conseguir mais

informações: Secretaria,

PROGRESS

Promoziane Congressi

s.r.l.. Via Giacomo

Trevis 88, 00147 Rome,

Italy. Tel: +

39651600647. Pela

anniveid@nlxK.\dit,

u acessar a home-page

t t p : / /

massimio.it: 80 8 1/

nniverdi.

A Academia Brasileira

e Medicina e

[Reabilitação promove o I

Ciclo de Conferências

Sobre Cirurgia de

[Reabilitação. O evento

[acontece na av. Graça

Aranha n 0 1, Centro-RJ.

[Paralelamente, haverá

uma exposição técnica

Níovembro

12-14

|que contará com a

presença de empresas e

iindustrias ligadas direta ou

[indiretamente à temática

jdo encontro.

O CVIRJ, em parceria

com representantes de en-

tidades das várias áreas de

deficiência está promo-

vendo o seminário

"Empresariado, Trabalho e

dEficiência na Era da

Globalização". Mais infor-

mações no CVI ou pelo

[telefone (021) 512-1088.

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Remetente: Centro de Vida Independente do Rio de Janeiro (CVIRJ)

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