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JULHO/SETEMBRO97

Dicas para uma leitura

interativa Rltamaria Aguiar

Na sociedade exclusiva todos são bonzinhos?

Inclusão: realidade.ou utopia ? E na tentativa

da organização de uma sociedade inclusiva,

quem será bonzinho? Estas e outras indagações

a jornalista Claudia Werneck transpôs para o

seu recente livro "Ninguém mais vai ser

bonzinho na sociedade inclusiva".

A autora enfoca em roteiros, temas para

ponderações, indagações e tentativas de

mudança. Mostra alguns avanços dos

profissionais da mídia em relação à

terminologia e conhecimento das questões

que envolvem as pessoas que portam alguma

deficiência.

Um dos pontos mais interessantes fica por

conta dos depoimentos: da mãe do Yuri e da

Luana; da Madalena, professora de Talita e do

Flávio e o da Margarida Araújo Seabra de

Moura, mãe de Frederico e Débora, que

reproduzimos: "Quando Débora nasceu, eu

estava como a maioria do povo brasileiro:

alheia às diferenças, às deficiências.... Entendo

que um dos meios de se construir cidadania é

oportunizar escolaridade adequada, saudável,

sem discriminações e preconceitos. E isso,

acredito, somente pode acontecer em uma

escola regular, onde o ambiente é natural, em

oposição ao artificialismo de uma escola

especial, formada, montada para

exclusivamente pessoas com determinadas

características" .

No capítulo 27 o Dr. Jesus Florez (catedrático

de farmacologia e editor da Revista Espanõla

de Información e Investigaciòn sobre ei

Sindrome de Down), resume o seu pensamento

sobre inclusão "este processo se dá aos poucos"...

E o capítulo 29 traz uma entrevista com o Dr.

Charles Epstein que nos conta sobre

comportamentos típicos, fertilidade, mosaismo,

inteligência e sindrome de Down.

E, para mostrar como as coisas estão

mudando o depoimento da Ana Cristina Souto

de Oliveira Lima que fala: "Sou uma cidadã e

quero ser respeitada... Não vou desistir e não

sou de desisitir fácil. Sou uma pessoa

vencedora".

Então vamos ler: se navegar é preciso, como

diz o poeta Fernando Pessoa, ler é muito mais.

Ninguém mais vai ser bonzinho na socieda-

de inclusiva

Werneck Claudia

Editora m r A J 997-RJ - n 0 de páginas 314

Se você deseja saber um pouco mais de

"Inclusão", sugerimos o documento sobre

"Declaração de Salamanca" - Espanha, que

pode ser encontrado na CORDE ou na Biblio-

teca do CVIRJ.

A cidade do Rio de Janeiro vai desfrutar, a partir de

novembro, do Museu da Vida. Um projeto da Fundação

Oswaldo Cruz - FIOCRUZ que tem como objetivo a

educação e a difusão da ciência, com ênfase nas atividades

relacionadas à vida e à saúde.

O novo espaço, que teve sua acessibilidade coordenada

pelo CVIRJ, foi implantado nos moldes de alguns dos

mais novos empreendimentos

da Europa e EUÀ. Seu custo é

de R$ 10 milhões e vai produzir

atividades interativas do

público com os experimentos,

estimulando as fantasias e a

criatividade das crianças,

adolescentes e adultos,

promovendo o prazer em

aprender.

Dentro dessa proposta, a

FIOCRUZ procurou incluir

jogos, passeios, espetáculos,

manuseio de equipamentos e

animais, exposições e

brincadeiras que possam

também ser desenvolvidas por

pessoas portadoras de

deficiência.

Como será

O Museu da Vida é composto pelas unidades, Parque

da Ciência, Ciência em Cena, Pombal e Cavalariça. além

do Centro de Recepção. Essas áreas serão percorridas

através de um trem sobre rodas, devido a grande distârtcia

que separa um ambiente do outro. O Trenzinho da

Ciência, como está sendo chamado, vai permitir também

que os visitantes apreciem a beleza arquitetônica da Casa

de Oswaldo Cruz e observem a Mata Atlântica existente

no campus.

O Parque da Ciência, instalado ao ar livre, lembra um

"playground" e vai desenvolver experimentos voltados

para às ciências física e biológica. Suas atividades serão

E

o

10

O

c

re

temos toda a linha para

incontinência urinaria da

Urocare(U.S.A): camisinha,

coletores e cola Manfred Sauer (alemã)

Museu da vida

Parque da Ciência

Rua Novo Mundo, 1350 - Botafogo

Rio de Janeiro - RJ - CEP 22251-020

JORNAL SUPERAçãO- 13

em grupo, trabalhando os diferentes padrões de

propagação do som, energia e luz. "Este é um ambiente

que vai proporcionar as crianças pequenas, principalmente,

aprender brincando", afirma o fisico Paulo Henrique

Colonese, um dos responsáveis por este projeto.

Nesse Parque também foi construída uma grande

escultura que representa o corte de uma célula, em três

dimensões, onde haverá

um espaço aberto

destinado à exibição de

deos e filmes.

No espaço Ciência

em Cena, está localizado

um teatro e quatro

aboratòrios.

construídos no subsolo

para preservar a

natureza.

Esses laboratórios

vão demonstrar como

os estímulos são

capazes de mobilizar

efeitos sensoriais e

afetivos no serhumano

De acordo com

Thelma Lopes.

responsável pelo

Laboratório de Máscaras e Expressão Corporal, este

ambiente vai trabalhar a percepção através dos vários

recursos que o teatro pode oferecer. "A emoção é um

fator que deve ser levado em conta no aprendizado, a

criança alegre aprende melhor que a triste", considera

As máscaras, segundo Thelma. vão representar quatro

séries. Primeiro, com os momentos do tempo (época

grega); as emoções básicas (alegria e tristeza); os

animais (com conceitos da biologia) e por último, as

mascaras que lembram os ancestrais do homem.

acompanhadas de exercícios físicos da coluna.

restabelecendo a evolução humana.

cadeiras de rodas infantis, adultos e "pc

bicicletas e triciclos adaptados

adaptações em veículos

cadeiras higiênicas

* andadores

e tudo mais que

você sonha para sua

independência

IM

criações e adaptações

para deficientes físicos

tel:(021)285-2234

FAX:(021)285-2154

e-mail: alfaj@coc.ufrj.br

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