Visão Judaica - outubro de 2002 Chesvan / Kislev 5763

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Visão Judaica - outubro de 2002 Chesvan / Kislev 5763

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Publicação mensal

independente da Empresa

Jornalística Visão Judaica Ltda.

Redação, Administração e Publicidade

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Fone/fax: 55 41 3018-8018

Diretora de Operações e Marketing

Sheilla Figlarz

Diretor de Redação

Szyja B. Lorber

Em pleno século 21 ainda existe

gente que, a despeito dos meios

de comunicação, se vale da desinformação

para continuar enganando

ingênuos que acabam servindo

de inocentes úteis. Na semana passada,

via internet, circulou por todo

o País um convite para um “Jejum

pela paz no Oriente Médio e Homenagem

às Crianças Palestinas Mortas

em Conseqüência da Ocupação”,

no sábado, 12, na Praça da

Sé, em São Paulo, das 7 às 18h.

Entre as entidades organizadoras

que assinavam o dito convite estavam:

Grupo Solidário São Domingos,

Grito dos Excluídos Brasil e Latinoamericano,

Via Campesina, Movimento

dos Trabalhadores Sem-Terra (MST),

Central Única dos Trabalhadores

(CUT), Sindicato dos Advogados de

São Paulo, Comissão de Direitos

Humanos da OAB-SP, Rede Social

de Justiça e Direitos Humanos, Central

de Movimentos Populares

(CMP), Centro de Educação Popular

do Instituto Sedes Sapientiae

(CEPIS), Movimento Mística e Revolução,

muitos deles ligados ideologicamente

ao PT ou militantes de

esquerda. A Comissão de Direitos

Humanos da OAB-SP e o Grupo

Diretora Comercial

Hana Kleiner

Diagramação e Arte Gráfica

Sonia Mari Oleskovicz

Colaboram nesta edição:

Antônio Carlos Coelho, Ariel Feldman, Aristide Brodeschi, Clara Blinder Guelmann,

Edda Bergmann, Gustavo D. Perednik, Khaled Abul Toameh, Nahum Sirotsky,

Salomão Figlarz, Sami Goldstein, Sérgio Feldman, Shmuel Lemle, Sílvia Perlov, Tila

Drubrawsky, Yossef Drubrawsky e Yossi Groisseoign.

Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal

Visão Judaica - outubro de 2002 Chesvan / Kislev 5763

Nossa capa

A capa reproduz o quadro cujo título é “O escriba”,

pintado com a técnica óleo sobre tela, e dimensões

60x80 cm, criação de Aristide Brodeschi

especialmente para esta edição de Visão Judaica.

Aristide Brodeschi nasceu em Bucareste,

Romênia. É Arquiteto e Artista Plástico e vive em

Curitiba desde 1978. Já desenvolveu trabalhos

em várias técnicas, dentre elas pintura, gravura

e tapeçaria. Recebeu premiações por seus

trabalhos no Brasil e nos EUA. Suas obras estão espalhadas por vários países e tem no

judaísmo, uma de suas principais fontes de inspiração.

Acendimento das

velas em Curitiba

outubro/novembro

DIA HORA

18/10

25/10

1/11

8/11

15/11

18h04

18h08

18h13

19h17*

19h23*

* Com a vigência do

horário de verão, a partir

de 3/11/2002, nos dias 8/11

e 15/11 já foram acrescentadas

uma hora à tabela.

Passatempo

Usando a desinformação

Solidário São Domingos, ao tomarem

conhecimento do fato desmentiram

sua participação.

Dos termos em que foi redigido

o tal convite, podia-se deduzir antecipadamente

que se tratava de

mais uma manifestação de ódio

anti-semita a caminho, com palavras

de ordem contra os judeus e

agitação de bandeiras nazistas.

Como se do conflito do Oriente Médio

não padecessem também crianças

israelenses. O Grupo Solidário

São Domingos, deu a entender que

o convite distribuído na internet “foi

produto de enxertos maliciosos

promovidos por grupos interessados

em manipular o evento, desvirtuando

o seu caráter eminentemente ecumênico

e pacifista para uma linha

exatamente contrária, de acusações

maniqueístas e de fomento de ódio”,

ressalvando que não havia participado

da organização do evento e tampouco

da redação do convite.

Agindo dessa forma, os fomentadores

do ódio prestam um grande

desserviço ao mundo em geral e

aos israelenses e palestinos, em

particular. Não é de hoje que Israel

defende a criação de um estado

palestino que coexista pacificamente

ao seu lado. Em 1931, Ben Gurion

já escrevia que o direito de autodeterminação

dos povos deve

prevalecer. “Da mesma maneira que

queremos que o povo judeu seja

senhor de seu próprio destino e possa

determinar seu futuro histórico

sem depender da vontade - ainda

que seja a boa vontade, dos outros

povos, devemos aceitá-lo nos árabes”,

disse acrescentando ainda

que “não nos deve caber nenhuma

dúvida a respeito do direito de autodeterminação

dos habitantes árabes

de Eretz Israel. Nosso dever é

reconhecê-lo e apoiá-lo”. Ele foi

muito claro nisso. Nem os jornais,

nem a Tv registrou como foi o tal

jejum, que parece ter saído rapidamente

do cenário depois que foi denunciado

como sendo um ato de

ódio e preconceitos manipulados.

Destaque-se em contraposição,

que uma vida dedicada ao amor e

às crianças, não só do as Brasil,

mas também as do Exterior, foi reconhecida

pela unanimidade dos

membros da B’nai Br'tih internacional,

reunidos nos Estados Unidos

em agosto passado, e que resolveram

apoiar o nome da Pastoral da

Humor Judaico

Um divórcio judaico

Criança, na pessoa da médica Zilda

Arns Neuman para receber o

Prêmio Nobel da Paz. Quando os

membros da B’nai B’rith de Curitiba

visitaram a sede da Pastoral para

entregar as cópias das cartas endereçadas

aos membros do Comitê

de Oslo, a dra. Zilda disse que

se quisermos chegar à paz devemos

começar cedo, pelas crianças.

Ela tem toda a razão. Contudo, os

noruegueses resolveram conceder

o prêmio para o ex-presidente

Jimmy Carter, no que foi considerado

pelos analistas como uma resposta

ao “espírito belicista” do presidente

George Bush. O conselho

de Zilda não foi seguido. Por outro

lado, ao conceder o Prêmio Nobel

de Literatura para o escritor judeu

húngaro Imre Kertesz, autor de livros

sobre o Holocausto e sobrevivente

de Auschwitz, a Academia

deu um “tapa” com luvas de pelica

em outro Prêmio Nobel de Literatura,

José Saramago, que elegeu o

povo palestino para compará-lo com

o sofrimento dos judeus durante o

Holocausto. Tudo para ficar de bem

com a esquerda internacional.

Um velho judeu de Miami liga para seu filho em Nova

York e diz: “Odeio arruinar seu dia, mas eu quero lhe

comunicar que sua mãe e eu estamos nos divorciando.

Quarenta e cinco anos de miséria é bastante.”

“Pai, de que você está falando?”, grita o filho.

“Nós não podemos mais nos encarar”, diz o velho.

“Nós estamos enjoados um do outro, e eu estou enjoado

de falar sobre isso. Você liga para sua irmã em

Chicago e lhe conta”, e desliga.

Furioso, o filho liga para sua irmã que explode no telefone:

“Por que, inferno, eles estão se divorciando?” grita

ela. “Eu vou cuidar disso!”

Ela liga imediatamente para Miami e esbraveja com

o velho pai: “Vocês não vão se divorciar! Não faça nada

até eu chegar aí. Estou ligando de volta para meu irmão

e nós dois estaremos aí amanhã. Até lá não faça

nada, você me ouviu?” E desliga.

O velho desliga o telefone e dirige-se para a esposa:

“Ok,” ele diz, “Eles estão vindo para Pêssach (Páscoa).

Agora, o que vamos lhes dizer para o Rosh Hashaná

(Ano Novo)?”

Datas importantes

5 de novembro — 1 º Rosh Chodesh

6 de novembro — 2 º Rosh Chodesh

A Redação

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