Programa - Centro Cultural de Belém

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Programa - Centro Cultural de Belém

ILUMINAÇÕES

um espectáculo de Mónica Calle

com a Companhia Maior


3 a 6 Novembro 2012

3, 5, 6 Novembro às 21h / 4 Novembro às 16h

Pequeno Auditório / M ⁄ 16 anos

ILUMINAÇÕES

um espectáculo de Mónica Calle com a Companhia Maior

a partir de vários autores, e de “Não esquecerás” e “Retrato de um jovem poeta” e outras palavras

de Dulce Maria Cardoso (obrigada, Dulce)

Adaptação, encenação, espaço cénico, figurinos Mónica Calle | Desenho de luz José Álvaro Correia

Assistência de encenação Alexandra Gaspar | Assistência de direcção de actores Rute Cardoso e

Mónica Garnel | Assistente figurinista Isabel Boavida | Fotografia Bruno Simão

Registo vídeo Patrícia Saramago | Co-produção Centro Cultural de Belém / Companhia Maior

Produção executiva Companhia Maior | Produtor Luís Moreira

Artistas

Ana Díaz | António Pedrosa | Carlos Nery | Celeste Melo | Cristina Gonçalves | Diana Coelho

Elisa Worm | Helena Marchand | Isabel Millet | Isabel Simões | Iva Delgado | Jorge Falé

Júlia Guerra | Kimberley Ribeiro | Luna Andermatt | Manuela de Sousa Rama

Michel | Paula Bárcia | Vítor Lopes | Mónica Calle

A História da Companhia Maior

O espectáculo Bela Adormecida, encenado por Tiago Rodrigues, foi

o gesto fundador da Companhia Maior. Este é um projecto artístico

que aposta na ideia de que a criação contemporânea nas artes

performativas pode desenvolver as suas capacidades de pesquisa,

de experimentação e de inovação, através de uma estratégia

inclusiva de artistas mais velhos e experientes. A Companhia Maior é

composta por intérpretes profissionais das áreas do teatro, da dança

e da música, todos com mais de 60 anos. O elenco do primeiro

espectáculo da Companhia foi composto a partir da realização de um

workshop / audição no CCB, em Março de 2010, dirigido por Tiago

Rodrigues. A selecção dos candidatos teve por base um cruzamento

assente na interdisciplinaridade, tendo o elenco do primeiro

espectáculo da Companhia Maior sido bastante ecléctico, tentando

fundir tendências mais eruditas com outras mais populares, nas

diversas aéreas artísticas que nele se incluíram. Ao primeiro workshop

/ audição, seguiram-se três workshops / formação, nas áreas de

dramaturgia, de música e de dança contemporânea, orientados

respectivamente por Jacinto Lucas Pires, João Lucas e Clara

Andermatt. Estes workshops foram frequentados por 14 elementos,

que acabaram por integrar o espectáculo Bela Adormecida, estreado

no Pequeno Auditório, no dia 28 de Outubro de 2010. Após os muito

bem acolhidos quatro dias de exibição no CCB, o espectáculo Bela

Adormecida fez uma grande digressão nacional, recebida por muitos

mais espaços do que os inicialmente previstos, tendo gerado um

notório clima de interesse pelo projecto artístico e pelo tema a ele

inerente. Bela Adormecida passou, cronologicamente, de Dezembro

de 2010 a Maio de 2011, pelas seguintes casas de espectáculo:

Teatro Municipal de Bragança, Cine-Teatro de Estarreja, Tempo em

Portimão, Centro Cultural Vila Flor em Guimarães, Teatro Viriato

em Viseu, TECA no Porto, Teatro Micaelense em Ponta Delgada,

Teatro Virgínia em Torres Novas, Teatro Municipal da Guarda, Casa

da Cultura em Alfandega da Fé e Centro de Espectáculos de Tróia.

Sendo a Companhia Maior uma Associação Cultural fundada

com a intenção de dar voz e lugar artístico a uma geração Maior,

valorizando a maturidade e a diferente comunicação artística, e

colateralmente sociológica, que artistas maiores de 60 anos podem

oferecer à comunidade, é sobretudo na digressão que a sua missão

ganha sentido.

Ainda em 2011, uma série de workshops / formação abriu as portas

a novos elementos, por candidatura pública, sendo a equipa artística

da Companhia Maior agora constituída por 19 artistas maiores.

Parte deste grupo de artistas integrou a criação da coreógrafa Clara

Andermatt, no espectáculo intitulado MAior, estreado a 8 de

Dezembro, no Pequeno Auditório do CCB. Seguiu-se uma digressão

nacional, tendo o espectáculo sido apresentado no Teatro de Almada,

no Teatro Gil Vicente em Coimbra, no Teatro-Cine de Torres Vedras e

no Teatro Aveirense.

Entre Março e Julho de 2012, o grupo de 19 artistas maiores

participou em mais workshops, sob a orientação de Teresa Lima, de

Nuno Cardoso e de Mónica Calle, no CCB.

iluMinAções, o novo espectáculo da Companhia Maior com

direcção de Mónica Calle, estreia agora no CCB. Seguir-se-á uma

nova digressão nacional.

A Companhia Maior deseja fazer a ponte entre instituições culturais,

permitindo que diversos teatros sejam parceiros fixos, tanto no plano

do acolhimento como da co-produção de criações da companhia,

ajudando a pensar e a concretizar o futuro deste projecto. Sabemos

também que, para lá do discurso artístico que será criado para cada

espectáculo, há um sinal claro de que, com este projecto, as artes

estão a dar aos diversos sectores da sociedade portuguesa, no que

toca à dignificação e à intervenção activa de toda uma faixa etária.

Estamos convictos de que, sendo essencialmente um projecto de

criação artística, a Companhia Maior pode ser um símbolo de uma

mudança mais profunda e abrangente na sociedade.

Por esse motivo, existe na Companhia Maior um Conselho

Consultivo, cuja função é a de assegurar uma discussão contínua

sobre o funcionamento da companhia, sobre a sua missão artística e

sobre o seu impacto, que transborda claramente as fronteiras estritas

da criação artística.


Pequena, pobre, indefesa mas

extraordinária história de uma vida

humana individual.

Unicamente nesta vida humana

individual estão a verdade, a santidade

e a grandiosidade. É preciso salvá-la do

esquecimento e da destruição, mesmo

com a consciência do fracasso.

Há qualquer coisa de definitivo, qualquer

coisa que aparece diante DO FIM.

Suspeita de narcisismo último e pueril?

O jogo que se trava é muito mais sério,

grave e perigoso. Eu (nós) faço no

palco a manobra mais arriscada e mais

desesperada da minha vida. Acredito nisso.

É preciso ir até ao fim do caminho.

É preciso tocar no fundo, porque só o grito

lá do fundo pode ser ouvido. Lá no fundo,

talvez nos compreendamos uns aos outros.

Pôr a nu o que há de mais secreto na vida

de um indivíduo, o que contém o valor

supremo, o que aos olhos do mundo pode

parecer irrisório, mesquinho, pobre. Trazer

essa pobreza para a luz do dia, para que

ela floresça. E que impere.

Morrerei e não confessarei que sou

velho.


Sei que é preciso resistir. Intensificar.

Densificar. Contra a massificação grotesca

que nos querem fazer crer que é inevitável.

São reis os que não o querem ser.

Achas que Deus me vê?

Eu escolho na minha cave a minha queda,

que é uma subida.

Não me deixarei expulsar do Paraíso.

Tentei, tento, é preciso tentar num outro

presente, mesmo que ainda não seja o

meu. Ser finalmente o que sempre fui.

Existe um vento impetuosamente solto

na noite da minha vida. Aqui, eu abro as

portas, corro e vou em direcção ao mar. E

tu? Corres de braços abertos em direcção

a ti?

Eu estive aqui.


Atravessar o espelho

A Companhia Maior entra agora na

sua fase adolescente. Depois de A Bela

Adormecida, um espectáculo de teatro

encenado por Tiago Rodrigues, e de Maior,

uma peça de dança com coreografia de

Clara Andermatt, e no seguimento de

várias oficinas com diferentes criadores

e de apresentações em diversos teatros

do país, o grupo começa a olhar para o

seu próprio corpo com novas perguntas

e outros quereres. Quanto a iluminações,

o projecto com direcção de Mónica Calle,

confesso que estou às escuras. Mas,

pelo que conheço dos “adolescentes

maiores” desta Companhia, será mais

um salto em direcção ao espanto. Cada

vez mais seguros das suas capacidades

enquanto intérpretes e criadores, e

juntando naturalmente à sua arte a força

e o desassombro da sua maioridade, estes

actores provocam-nos um olhar sobre a

nossa Cidade muito diferente daquele

que nos querem impingir os anúncios de

sabonetes ou de primeiros-ministros. O

espelho que criámos para nós próprios é

um espelho de feira, distorcido, grotesco,

plástico, falso, onde não há velhos ou

só velhos-que-até-parecem-novos. Uma

sociedade que, com a desculpa do défice

ou com outra qualquer, passa a olhar para

as artes e para o pensamento como um

luxo dispensável ou um lixo dispendioso

é uma sociedade cega em relação a si

própria. Sem cultura, deixamos de nos

confrontar com o nosso corpo colectivo,

no que este tem de antiguidade e de

possibilidade, de sonhos e de medos, de

amor e de fantasma. A Companhia Maior,

com todo o seu despojamento, em toda

a sua “pobreza”, ajuda-nos a atravessar

esse espelho mediático, no sentido de um

retrato mais próximo de nós. Não, um

velho país não está condenado a ser um

país velho. Sejamos mais futuros, mais

audazes, mais verdadeiros, mais vivos.

Maiores.

JACINTO LUCAS PIRES


Surpreendente pela franqueza, pelo esforço

iniciático, pelo conluio com o destino, repete a

operação da verdade como método e objectivo

o número de vezes que achar necessário: de

seguida com um rápido, sonoro, viril, clássico

grito de guerra – bora lá! –, coloca as peças

no quadro básico da incerteza, da dúvida, do

medo paliativo, da impreparação para a dádiva

total, da perplexidade perante o acto puro que

faz nascer o enigma. Os minutos de silêncio

transformam-se em milénios de servidão,

em apocalipses de rebelião, em invisíveis

renúncias, em temerosas audácias. Tudo é

possível quando se busca o insondável do

abismo individual, no olhar, na interioridade,

no antigesto, no espaço entre corpos, na

ausência ou no excesso de regras, na denúncia

de receios, na inibição de hábitos, na quase

impossível fisicalidade do pensamento.

Encontrar o patamar da nudez do óbvio é

tão fácil que chega a ser cruel. Não que a

sensibilidade de Mónica seja implacável,

mas consegue-o pela vitória do momento

em que deslinda o código do actor, a sua

carapaça defensiva, a sua fraqueza contextual.

Colaboradores na esfera de raridade, no limite

da sua própria evidência, a existência em palco

torna-se uma prisão sem grades, um oásis

impenetrável à mentira.

Os momentos vividos nessa recriação penosa,

inconstante, brutal, são pedaços de existência

irrepetíveis, colocando o actor na fronteira

entre o incógnito momento em que se supera

e o vórtice da dádiva. O papel da parteira

cessa. A criadora retoma o tempo que fez

catapultar o impossível para o palco. Os dois

mundos fundem-se na beleza que se apodera

de pormenores, de silêncios, de olhares, de

refúgios. O ciclo recomeça, inabalável aos

percalços, às intempéries, aos desânimos, às

parcelas de incompreensão, à matéria das

horas. Ei-la que regressa, disponível como se

nada se tivesse passado.

Retoma-se o ensaio no ponto exacto em

que ficou, ou talvez noutro ponto, em que

tudo se reinicia, desde o abjecto ao sublime,

passando pelo obnóxio, pelo grotesco, pelo

inclassificável, atingindo planetas de nada,

ou universos de grandeza tão simples que

lembram um sorriso captado por acaso.

Os actores colocam-se em espaço de palco,

cansados, exactos, alerta, preparados, ansiosos,

ainda na vertigem da perplexidade. Como

aprendizes do eterno retorno, aguardam. Não

é fácil a imobilidade atenta, a disciplina ideal,

a repetição. Quando menos se espera, como

rabanada de vento surgida do silêncio, ouvese

a voz de comando – bora lá! – e o trabalho

recomeça.

IVA DELGADO


Vivemos porque outros vivem, só por isso.

Porque o que me mostram passa a ser meu. Por

sermos como pedras lançadas no ar que um dia

se encontrarão.

E quando morrermos, Deus não saberá o que

fazer. Muito mais do que isto não temos. Mas é

tanto.

Os encontros e as despedidas são as coisas mais

importantes da vida. O momento em que o meu

nome, por fim, será esquecido.

Sabes que a luz dá conforto ao corpo e a

escuridão dá conforto ao espírito? Há pessoas

que acreditam nisso.

Uma beleza sem as marcas da morte não

existe. Pessoas que não esquecemos. Talvez

a pele, sobretudo o toque. As palavras que

conseguiram dizer-nos. Nada disto é nosso,

apenas se transfere.

Coisas que não podemos agradecer nunca. Nem

por elas pedir desculpa. A maravilhosa violência

da nossa vida, que nunca pede desculpa. Viver

em cima de uma árvore, as costas vergadas,

os braços esticados. Para quê? Fome, indómita

fome. Fome de contacto nas palavras e no

corpo.

Esta mancha vermelha não sou eu, somos nós.


COMPANHIA MAIOR

CONSELHO CONSULTIVO

DANIEL SAMPAIO

ANTóNIO MEGA FERREIRA

EDUARDO MARÇAL GRILO

JACINTO LUCAS PIRES

ASSEMBLEIA GERAL

JACINTO LUCAS PIRES

DANIEL SAMPAIO

CLÁUDIA GAIOLAS

DIRECÇÃO DA ASSOCIAÇÃO

LUÍSA TAVEIRA

TIAGO RODRIGUES

SOFIA CAMPOS

CONSELHO FISCAL

EUGéNIO SENA

MAGDA BIZARRO

RITA BAGORRO

ASSESSORIA JURíDICA

FERNANDA RODRIGUES

PRODUTOR

LUÍS MOREIRA

CO-PRODUÇÃO

CENTRO CULTURAL DE BELéM

MECENAS PRINCIPAL

FUNDAÇÃO EDP

APOIOS

ANO EUROPEU DO ENVELHECIMENTO ACTIVO E

DA SOLIDARIEDADE ENTRE GERAÇÕES

AO QUADRADO

EFICÁCIA LIVRE

EL CORTE INGLÊS

TEATRO CASA CONVENIENTE

VIVEIROS DAS NAUS

CONTACTO

COMPANHIA MAIOR

COMPANHIAMAIOR@GMAIL.COM

+ 351 924386010

CCB

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

VASCO GRAÇA MOURA PRESIDENTE

DALILA RODRIGUES VOGAL

MIGUEL LEAL COELHO VOGAL

ANDRé DOURADO DIRECTOR COORDENADOR

CENTRO DE ESPECTÁCULOS

COORDENADORA CLÁUDIA BELCHIOR | CONSULTOR PARA

A áREA DA MúSICA ANDRé CUNHA LEAL | ASSESSORA PARA

A PROGRAMAÇÃO DE TEATRO GABRIELA CERQUEIRA

| CONSULTOR PARA DANÇA E MúSICAS PLURAIS FERNANDO LUÍS

SAMPAIO | ASSISTENTE DE PROGRAMAÇÃO RITA BAGORRO

| PRODUÇÃO INÊS CORREIA \ PATRÍCIA SILVA \ HUGO CORTEZ

\ VERA ROSA \ INÊS LOPES | DIRECTOR DE CENA COORDENADOR

JONAS OMBERG | DIRECTORES DE CENA PEDRO RODRIGUES

\ PATRÍCIA COSTA \ PAULA FONSECA | DIRECÇÃO

DE CENA TÂNIA AFONSO | SECRETARIADO YOLANDA SEARA

| CHEFE TÉCNICO DE PALCO RUI MARCELINO | ASSISTENTE DE

DIRECÇÃO TÉCNICA JOSé VALéRIO | TÉCNICOS PRINCIPAIS PEDRO

CAMPOS \ LUÍS SANTOS \ RAUL SEGURO | TÉCNICOS EXECUTIVOS

F. CÂNDIDO SANTOS \ VÍTOR PINTO \ CéSAR NUNES \ JOSé

CARLOS ALVES \ HUGO CAMPOS \ MÁRIO SILVA \ RICARDO

MELO \ RUI CROCA | CHEFE TÉCNICO DE AUDIOVISUAIS NUNO

GRÁCIO | TÉCNICOS DE AUDIOVISUAIS RUI LEITÃO \ EDUARDO

NASCIMENTO \ LUÍS GARCIA SANTOS \ NUNO BIZARRO \

PAULO CACHEIRO \ NUNO RAMOS | CHEFE TÉCNICO DE GESTÃO

E MANUTENÇÃO SIAMANTO ISMAILY | TÉCNICOS DE MANUTENÇÃO

JOÃO SANTANA \ LUÍS TEIXEIRA \ VÍTOR HORTA | SECRETARIADO

DE DIRECÇÃO TÉCNICA SOFIA MATOS

DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO

E RELAÇÕES PÚBLICAS

COORDENADORA SOFIA MÂNTUA | SECRETARIADO DE DEPARTA MENTO

LÚCIA OLIVEIRA | GABINETE WEB MANUELA MOREIRA \ SANDRA

GRILO | GESTÃO DE BASE DE DADOS VERA MESTRINHO | GABINETE DE

RELAÇÕES PúBLICAS ISABEL ROQUETTE RESPONSáVEL \ CONCEIÇÃO

BERMUDEZ \ MIGUEL MANTA | GABINETE DE IMPRENSA SOFIA

CARDIM RESPONSáVEL \ ANA BRAVO | SECTOR EDIÇÕES /

PRODUÇÃO E PROMOÇÃO MADALENA FRADE | GABINETE GRáFICO

PAULA CARDOSO RESPONSáVEL \ PAULO FERNANDES \ MARISA

LOURENÇO \ RUI RIBEIRO \ SANDRA SALGUEIRO PRODUÇÃO

GRáFICA E SECRETARIADO | RECEPÇÃO ANA SILVA \ CLÁUDIA

ANTUNES \ MARIA FILOMENA ROSA / PATRÍCIA SALEIRO

Já a seguir >

9 e 10 Novembro 21h 2012

Pequeno Auditório M ⁄ 3

Sábado 2

Paulo Ribeiro coreografia

Celebramos o nosso 15.º aniversário. Sábado 2 foi a nossa

primeira e muito emblemática obra. só pode fazer sentido

recuperá-la e partilhá-la com todos os que apreciam a Dança

e a sua muito particular capacidade de ser intemporal. PAULO RIBEIRO

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