volume 16

invictuslite.dominiotemporario.com

volume 16

outubro / novembro / dezembro 2001

volume 16 / número 4

edIÇÃo PortuGuÊS

ATOS

SALVAÇÃO

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edIÇÃo PortuGuÊS

volume 16 / número 4

ATOS

Índice

SALVAÇÃO

1. NOSSA NECESSIDADE

DE SALVAÇÃO .................................. 4

2. O DOM DE DEUS –

A SALVAÇÃO ................................... 11

3. FEITO LIVRE ATRAVÉS

DA SALVAÇÃO ................................ 16

4. ENVIADO PARA

SALVAÇÃO ....................................... 26

Arrependa-se! ........................................... 28

Definições .................................................. 32

Como Conduzir Alguém a Cristo ........... 35

Diretor Responsável ..................... Ralph Mahoney

Diretores ........................... Frank & Wendy Parrish

Diretores Administrativos

África ................................. Loreen Newington

Índia ................................................. Bill Scott

Internacional ............................. Gayla Dease

Artes Gráficas .... Dennis McLain & Vander Santos

Tradutor Vander Santos

Revisora Rita Leite

Leitora de Provas ....................... Maura Ocampos

Impressao Gráfica ................. Editora Betânia S/C

VISÃO E MISSÃO

Como um ministério ao Corpo de Cristo, o

World MAP existe para:

1. Fornecer aos lideres de igrejas nos países

da Ásia, África e América Latino um

treinamento pratico que os torne eficazes

ministros do Evangelho.

2. Compartilhar com os crentes das na-coes

ocidentais as vitórias e as tribulações de

obreiros de igrejas nacionais, a fim de

que a Igreja: Ore mais fervorosamente e

de mais sacrificialmente para abençoar

e desenvolver a obra dos que servem nas

linhas de frente do evangelismo.

ATOS, no original, (ISSN 0744-1789) e publicada

a cada três meses pelo “World MAP”,

1419 N. San Fernando Blvd., Burbank, CA

91504, EUA. Toda correspondência deve ser

dirigida para o endereço acima ou para Caixa

Postal 5053,31611-970 Venda Nova, MG, Brasil/

P.O. Box 4142, Manilha, Filipinas/P.O. Box 492,

White River 1240, Transvaal, África do Sul/ Post

Bag 459, 18, Khader Nawazkhan Road, Madras

600.006, Índia.

SR. AGENTE POSTAL: Favor enviar as mudanças

de endereço para “World MAP”, Caixa

Postal 5053,31611 -970 Venda Nova, MG, Brasil.

Todas as passagens das Escrituras serão

da Bíblia Sagrada, traduzida em português por

João Ferreira de Almeida – Sociedade Bíblica do

Brasil – 1981, a menos que outra fonte seja indicada.

SALVAÇÃO

A Luz do evangelho

“O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos

que viviam na região e sombra da morte

resplandeceu-lhes a luz” (Mt 4:16).

“... de graça recebestes...”

Sim, querido amigo, como o evangelista nos assegura, uma luz resplandeceu

neste mundo mergulhado em trevas por causa do pecado. E a

“luz do evangelho” (2 Co 4:4) – o glorioso Evangelho da Salvação em

Cristo Jesus, que e a “verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a

todo homem” (Jo 1:9).

Esta Salvação e o dom gratuito de Deus – para você, para mim, e

para qualquer um, em qualquer lugar do mundo, que aceitar esse dom.

Esta determinado que todos os que jazem nas trevas do pecado e na

“sombra da morte” – que e a penalidade pelo pecado – podem ter “a

luz da vida” (Jo 8:12) e a “vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”

(Rm 6:23).

“... de graça dai” (Mt 10:8).

Para serem salvos, eles têm que crer em Cristo. Mas antes disso eles

precisam entender que carecem da salvação; que estão perdidos em

seus pecados, condenados a uma eternidade no inferno, se Cristonãose

tornar, para eles, o seu Salvador pessoal. Eles devem ser informados

de que Deus lhes oferece salvação em Cristo e têm de saber o que esta

salvação fará por eles. Finalmente, eles devem ser encorajados – e treinados

– a falar a outros sobre a salvação.

Você, querido líder de igreja, recebeu este presente inestimável que

e a salvação. Oramos com fervor para que este assunto abordado na

Revista de ATOS faça com que se lembre do que a salvação em Cristo

fez por você, e o inspire – e o prepare – para fazer aos outros o que

alguém fez por você, quando ainda “jazia em trevas”. Nossa oração e

no sentido de que você compartilhe as Boas Novas de salvação com

aqueles quenãoouviram sobre isto, desempenhando, assim, o vital papel

de fazer resplandecer “a luz do evangelho” em todo o mundo.

2 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


Introdução

o PLAno de deuS PArA A SALvAÇÃo

FeIto AnteS dA FundAÇÃo do mundo

A LUZ RAIOU!

Você sabe o quanto somos preciosos

para Deus?

Somos tão preciosos que nosso

Pai divino planejou nossa salvação

antes mesmo de criar os céus e a

terra!

Deus nos “escolheu... antes da

fundação do mundo” (Ef 1:4).

Ele escreveu nosso nome no

Livro da Vida desde a fundação do

mundo (Ap 17:8).

O Cordeiro de Deus, Jesus Cristo,

foi “morto” (em outras palavras,

Deus planejou a Sua morte sacrificial

como pagamento pelos nossos

pecados) “desde a fundação do

mundo” (Ap 13:8).

Antes mesmo que Deus dissesse,

“Haja luz” (Gn 1:3), Ele planejou o

dia em que a luz do Evangelho resplandeceria

em nosso coração.

RESERVADO PARA VOCÊ...

Você é tão precioso para Deus

que Ele lhe revelou, nas paginas da

Bíblia, o que não revelou completamente

aos profetas do Velho Testamento

ou ate mesmo aos anjos.

Deus revelou parcialmente o seu

plano de salvação à humanidade

através dos profetas e anjos. E os

profetas e anjos desejaram saber o

que você já sabe, se estudou diligentemente

o que a Bíblia diz sobre o

plano de salvação de Deus:

“Foi a respeito desta salvação

que os profetas indagaram e inquiriram,

os quais profetizaram acerca

da graça a vós outros destinada,

investigando, atentamente, qual a

ocasião ou quais as circunstâncias

oportunas, indicadas pelo Espírito

de Cristo, que neles estava, ao dar

de antemão testemunho sobre os sofrimentos

referentes a Cristo e sobre

as glórias que os seguiriam.

“A eles foi revelado que, não

para si mesmos, mas para vós outros,

ministravam as coisas que,

agora, vos foram anunciadas

por aqueles que, pelo Espírito

Santo enviado do céu, vos

pregaram o evangelho, coisas

essas que anjos anelam

perscrutar” (1 Pe 1:10-12

– veja também Efésios 3:8-

10). Você deveria desejar

conhecer mais sobre o que

as Escrituras revelam a respeito

do plano de salvação

que Deus lhe reservou...

...E PARA TODOS QUE

VIESSEM A CRER

Mas como eles crerão se não

ouviram? E como ouvirão sem um

pregador para lhes falar que eles

também são tão preciosos para

Deus que o Senhor planejou a salvação

deles? (Veja Romanos 10:14.)

Este é o lugar onde você se encaixa

no plano de salvação elaborado

por Deus: você é o pregador. Multidões

aindanãotêm ouvido as Boas

Novas de Salvação em Cristo Jesus.

Cabe a você falar-lhes, prepará-los

e inspirá-los a contar a outros (veja

2 Timóteo 2:2).

É verdade, querido amigo. Você

e tão precioso para Deus que “antes

da fundação do mundo” Ele o “chamou

com santa vocação” (2 Tm

1:9), a fim de revelar o Seu plano

de salvação àqueles que aindanãoo

ouviram. Assim, a luz do Evangelho

resplandecerá sobre um mundo que

jaz nas trevas do pecado. ■

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 3


SALVAÇÃO CAPÍTULO

1

noSSA neCeSSIdAde de SALvAÇÃo

● DEUS PERMITE O LIVRE-

ArbÍtrIo

● SATANÁS ESCOLHEU SE

rebeLAr

● ADÃO ESCOLHEU PECAR

● NÓS HERDAMOS O

PeCAdo de AdÃo

● A PENALIDADE PELO

PeCAdo É A morte

deuS PermIte o

LIVRE-ARBÍTRIO

Amar Deve Ser Uma Escolha

Era o desejo do Pai que o homem

O amasse, honrasse e obedecesse em

todas as coisas. Deus queria que o homem

buscasse a Sua vontade e Seu

propósito para a sua vida. O Pai desejava

que o homem confiasse nEle e

compartilhasse do Seu grande amor,

sabedoria e poder. Ele almejava que

o homem recebesse e retribuísse

Seu amor – assim como o Pai e o Filho

amam um ao outro (João 17:23).

Deus criou o homem com este propósito

– compartilhar e desfrutar amor,

graça, sabedoria, beleza e glória.

Contudo o amor, por sua própria

natureza, deve ser dado livremente.

nãopode ser forçado.nãopodemos

fazer com que alguém ame a outro,

nem forçar uma pessoa a isso.

O mesmo se aplica a prestar honra,

respeito e adoração. Adoração

tem a ver com “valor”. Nós amamos,

honramos e respeitamos o que

nos é de grande valor ou “preço”.

Isso significa que esse amor re-

quer uma livre escolha. Adoração

também demanda uma livre escolha.

Nós escolhemos amar e adorar o que

nos sentimos ser de grande valor.

Escolha Envolve Risco

Deus é soberano. Ele tem total

liberdade para escolher os seus

desejos e realizá-los. Ele sempre

escolhe o que é certo, bom e

santo. Ele escolheu criar o

homem à sua própria imagem

para que este pudesse

conhecer e experimentar o

Seu amor e, assim, retribuí-lo

a Deus.

Isso significa dar ao

homem livre-arbítrio.

Com o poder de amar

veio o direito de escolher.

Por causa de seu

livre-arbítrio, o homem

poderia escolher amar,

adorar e honrar a Deus.

Quando Deus criou o

homem, deu-lhe a liber-

dade de escolha. Contudo, isso implicava

em grande risco. Significava

que o homem poderia escolher o

bem ou o mal – o certo ou o errado.

Ele poderia escolher o que quisesse!

Ele escolheria baseado no que

pensasse ser bom, verdadeiro e válido.

Nossa vida é centrada em nossos

valores. Amamos, honramos e

respeitamos tudo que sentimos

ser de valor para nós. A questãonão

é “se” vamos adorar,

mas “o que” vamos adorar.

E todo mundo – até certo

ponto, de uma forma ou

outra – adora!

Deus criou o homem

para O adorar. Ao adorar

a Deus o homem expressaria

seu amor, fé e

obediência.nãouma servidão

humilhante, mas

uma obediência repleta

de alegria e confiança,

crendo no amor de Deus

Nós somos livres para escolher o caminho que vamos

seguir: aceitar a Jesus... ou não aceitar a Jesus.

4 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


e seu desejo de fazer o melhor para

nós.

É verdade que nós servimos, obedecemos,

e nos tornamos semelhantes

àquele a quem adoramos. O que

nós adoramos determinara nosso

caráter e nossa conduta – nossas atitudes

e nossas ações. Isto e verdade

tanto negativa (Sl 115:4-8; Is 44:9-

20) como positivamente (2 Co 3:18).

Não admira que Jesus tenha dito:

“buscai, pois, em primeiro lugar, o

seu reino (de Deus)”; pois ao fazermos

isto, tudo se encaixara em seu

devido lugar (veja Mateus 6:33).

Deus permitiu ao homem fazer

sua escolha de adoração obediente,

colocando duas arvores especiais no

Jardim do Éden. Uma foi chamada

de “árvore da vida” (Gn 3:22). A

outra árvore foi chamada de “árvore

de morte”. A esta Deus denominou

“árvore do conhecimento do bem e

do mal” (Gn 2:17). O homem foi

advertido de que não poderia comer

daquela árvore. Ele não deveria fixar

padrões de bem e mal – certo e errado

– para a sua vida independentemente

da sabedoria de Deus: “Há

caminho que ao homem parece direito,

mas ao cabo da em caminhos

de morte” (Pv 14:12).

SATANÁS ESCOLHEU

Se rebeLAr

Expulso do Céu

Satanás, em forma de uma graciosa

serpente, entra em cena. Ele e

astuto nos caminhos do mal e há um

mau propósito em seu coração. De

onde ele veio? Por que ele se encontra

ali? O que estará buscando e o que

pretende fazer? Voltemos novamente

as Escrituras e vejamos as respostas.

Às vezes a Bíblia usa exemplos

terrenos e pessoas para nos ensinar a

respeito das coisas divinas e espirituais.

O profeta Ezequiel nos fala de

um certo rei de Tiro que era muito

mau. Em Ezequiel 28:11-19, o julgamento

de Deus e dirigido ao Rei de

Tiro. Porém, há muitos estudiosos

da Bíblia que vêem nesta passagem

(e em Isaías 14:12-15) uma descrição

da queda de Satanás. Essa foi

uma visão defendida por vários Pais

da Igreja do 4. o século D.C. Uma

leitura cuidadosa dessa passagem

de Ezequiel revela várias descrições

extremas, difíceis de se atribuir ao

Rei de Tiro (veja especial-mente

Ezequiel 28:13-15).

“Tu és o sinete da perfeição,

cheio de sabedoria e formosura.

Estavas no Éden, jardim de Deus;

de todas as pedras preciosas te cobrias:

o sárdio, o topázio, o diamante,

o berilo, o ônix, o jaspe, a safira,

o carbúnculo e a esmeralda; de ouro

se te fizeram os engastes e os ornamentos;

no dia em que foste criado,

foram eles preparados.

“Tu eras querubim da guarda

ungido, e te estabeleci; permanecias

no monte santo de Deus, no brilho

das pedras andavas. Perfeito eras

nos teus caminhos, desde o dia em

que foste criado até que se achou

iniqüidade em ti.

“Na multiplicação do teu comércio,

se encheu o teu interior de violência,

e pecaste; pelo que te lançarei,

profanado, fora do monte de

Deus e te farei perecer, ó querubim

da guarda, em meio ao brilho das pedras.

“Elevou-se o teu coração por

causa da tua formosura, corrompeste

a tua sabedoria por causa do

teu resplendor; lancei-te por terra,

diante dos reis te pus, para que te

contemplem.

“Pela multidão das tuas iniqüidades,

pela injustiça do teu comercio,

profanaste os teus santuários; eu,

pois, fiz sair do meio de ti um fogo,

que te consumiu, e te reduzi a cinzas

sobre a terra, aos olhos de todos os

que te contemplam” (Ez 28:12-18).

O mesmo tipo de quadro e pintado

pelo profeta Isaías. Com palavras

fortes, ele revela o mau caráter

do malvado rei da Babilônia. Novamente,

estes versos tem uma dupla

aplicação. Neles o profeta nos mostra

a imagem maligna de Satanás.

“Como caíste do céu, ó estrela

da manhã, filho da alva! Como foste

lançado por terra, tu que debilitavas

as nações! Tu dizias no teu coração:

Eu subirei ao céu; acima das estrelas

de Deus exaltarei o meu trono e

no monte da congregação me assentarei,

nas extremidades do Norte;

subirei acima das mais altas nuvens

e serei semelhante ao Altíssimo.

Contudo, serás precipitado para o

reino dos mortos, no mais profundo

do abismo” (Is 14:12-15).

Cinco vezes Satanás contrapõe a

“vontade de Deus” a “sua vontade”.

Cinco vezes Satanás declara a própria

vontade em oposição a vontade

de Deus (v.13-14). Podemos ver

claramente o orgulho de Satanás e

sua rebelião contra Deus. Satanás

desejou (e ainda deseja) substituir

a lei soberana de Deus pela sua lei.

Ele também quer agir independentemente

do Deus Altíssimo. Satanás

convida, tenta, intimida e engana os

homens, induzindo-os a cometer o

pecado da auto-exaltação e da independência

egoísta. Parece que

Satanás, antes de sua queda – bem

como todos os outros seres angelicais

– foi criado originalmente com

a capacidade para amar, honrar, adorar

e servir a Deus. Como dissemos,

criar os seres com liberdade de escolha

implicava em grande risco. Há o

perigo de rebelião.

Os resultados dessas escolhas erradas

podem ser trágicos. A rejeição

do amor de Deus, da verdade e da

bondade divinas implica colher os

resultados do ódio, do erro e da maldade.

Rejeitar um e escolher o outro.

E como quando lançamos uma moeda

– um lado ou o outro fica para

cima. Lamentavelmente Satanás fez

a escolha errada!

Em Ezequiel e Isaías as Escrituras

parecem mostrar que Satanás foi

criado por Deus com um propósito

elevado e nobre. Ele era perfeito em

beleza e sabedoria. Recebera grande

poder e autoridade.

Os querubins no Livro de Apocalipse

são relacionados a adorarão

divina. É possível que Satanás, por

um tempo,não só governou as hostes

celestiais como “querubim da guarda

ungido” (Ez 28:14) – o que indica

um alto posto com autoridade e responsabilidade.

Ele também os conduziu

na adoração a Deus. Ezequiel

28:13 parece indicar isso, quando se

refere a instrumento musical incluído

na criação de Lúcifer (Satanás) – de

acordo com a versão Revista e Corrigida.

Muitos vêem isto como apoio

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 5


à idéia de que um dos deveres de Lúcifer

era conduzir as hostes celestiais

em adoração do Supremo. Ele tinha

o dever e a responsabilidade de guardar

o santo testamento e a palavra de

Deus e honrar ao Senhor de todas as

formas. Parece que ele era o “superintendente”

das hostes celestiais.

O Orgulho de Satanás

Por causa de sua beleza e de sua

posição, o orgulho entrou no coração

de Satanás (Ez 28:15,17). Paulo,

ao listar as qualificações de um

bispo, adverte sobre orgulho, e usa

Satanás como exemplo:

“...não seja neófito, para não suceder

que se ensoberbeça e incorra

na condenação do diabo” (1 Tm

3:2-6).

O céu e santo e perfeito. Logo,

o pecado de Satanás só poderia ter

surgido do seu próprio coração. O

orgulho e o desejo de possuir poder

precipitaram a sua queda. Ele achou

mais prazer na própria beleza do que

na glória de Deus. Ele se exaltou aos

próprios olhos e buscou a honra e o

poder que só pertencem a Deus.

Satanás quis a adoração do céu e

a autoridade do trono de Deus. Ele

estava disposto a se rebelar contra

o Deus Altíssimo para adquirir isto.

Lamentavelmente, um grande numero

das hostes angelicais uniu-se a

Satanás em sua rebelião (veja 2 Pedro

2:4; Judas 6).

Talvez alguém desejasse saber

por que Satanás e suas hostes pensaram

que poderiam ter sucesso na

rebelião contra Deus. A Bíblia afirma

até mesmo que ele era “cheio de

sabedoria” (Ez 28:12).

Contudo, como vimos, há uma

“cegueira” e um auto-engano no orgulho.

Quando centramos tudo em

nós mesmos, fica difícil “ver” além

de nós. É engano crer que algo está

certo quando está errado – que algo

é bom quando de fato é mau!

Com o orgulho vem o engano.

Satanás estava verdadeiramente enganado.

Ele era muito inteligente

para tentar algo que fosse claramente

condenado ao fracasso. Mas ele

realmente pensou que ganharia!

Aquele que facilmente engana

outros esta sujeito a ser enganado.

Ele estará muito seguro de que está

certo e parece ser muito sincero.

Certeza e sinceridade não são sinais

confiáveis de que alguém esteja certo.

É possível ser totalmente sincero

mas verdadeiramente errado!

O Auto-Engano de Satanás

Pode ter havido várias razões

pelas quais Satanás e suas hostes

acreditassem que poderiam ganhar.

Ninguém nunca tinha desobedecido

a Deus antes. O poder de Deus bem

como Sua autoridade nunca tinham

sido testados. Os resultados de uma

rebelião nunca tinham sido vistos. A

morte era desconhecida. Além disso,

essa foi a primeira vez que os poderes

do bem e do mal entraram em

conflito um com o outro. A batalha

das eras estava a ponto de começar!

Ao contrário de Deus, Satanás

Foi o orgulho de Satanás

que o fez ser expulso

do Céu!

não era “onisciente” – conhecedor

de todas as coisas. Como um ser

criado, toda informação que ele tinha

era a palavra de Deus. Ele não

sabia realmente o quanto poderia ser

poderoso ou importante.

Com o orgulho vem o engano. E

com o engano vem a dúvida. Satanás

duvidou da palavra de Deus, e, como

resultado, decidiu desobedecê-la.

Os elos da cadeia do mal podiam

ser vistos agora claramente:

ORGULHO – AUTO-ENGANO –

REBELIÃO – DESOBEDIÊNCIA.

O ultimo elo era desconhecido e imprevisto

– o elo da MORTE!

Satanás também pode ter pensado

que tinha achado uma fraqueza

no plano divino. Uma avaliação

bíblica parece mostrar que Deus

escolheu alcançar seu propósito na

criação através de criaturas com

6 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


livre-arbítrio. Os anjos, e depois o

homem, foram feitos com liberdade

de escolha.

Como foi dito antes, isso implicava

grande risco. Havia o perigo

de escolhas erradas e os resultados

que se seguiriam. Deus previu aquela

possibilidade, mas descansou em

seu conhecimento de que no fim:

O BEM superaria o MAL

O AMOR superaria o ÓDIO

A LUZ superaria as TREVAS

A VERDADE superaria a MENTIRA

O DIREITO superaria o ERRO

O Ciúme de Satanás

Além disso, as nobres qualidades

do caráter de Deus seriam expressas

por aqueles que escolhessem amar,

honrar e obedecer a Ele.

No céu isso seria alcançado pelos

anjos que escolhessem permanecer

leais ao seu Criador.

Na terra isto ocorreria através de

uma família real de filhos e filhas

amados. O “Primogênito” daquela

família seria o próprio Senhor Jesus.

É possível que Satanás tenha tido

ciúmes do amor, da honra e da

adoração que as hostes celestiais

prestavam a Deus. A rebelião de Satanás

era uma tentativa de tomar o

lugar de Deus e receber a adoração

que pertencia a Ele. O diabo ofereceu

a Jesus os rei-nos deste mundo

– numa tentativa para conseguir que

Jesus o adorasse no deserto (veja

Lucas 4:5-8). Este incidente mostra

que o diabo deseja a adoração que só

a Deus pertence.

Opondo-se a Deus, Satanás alinhou

as fileiras de batalha para o

conflito de longas eras entre o bem

e o mal.

As Escrituras mostram que Satanás

não alcançou vitória no céu. Ele

e suas hostes de anjos caídos foram

expulsos. Contudo, mais tarde, eles

tentariam ganhar na terra – no Jardim

do Éden – o que perderam no

céu.

ADÃO ESCOLHEU PECAR

Satanás Entra no Mundo

Como já vimos, há um grande an-

seio no coração de nosso Pai celestial.

E o desejo de estabelecer uma

família através da qual o caráter, a

autoridade e o poder de Seu Filho

possam ser revelados. Por isso, Deus

fez o primeiro homem e a primeira

mulher e lhes disse que fossem os

mordomos, os guardiões da terra – e

a enchessem, formando uma família

de filhos amorosos que fossem leais

a Ele.

E a essa terra e aquela família,

então, que Satanás vem agora. A batalha

que começou no céu alcança

agora a nova criação de Deus. Satanás

busca roubar da primeira família

terrestre a herança que lhes foi dada,

tentando-os para que cometessem o

mesmo pecado que causou a queda

dele das alturas celestiais - orgulho e

rebelião!

Ele se aproxima deles na forma

de uma sagaz e linda serpente. Ele

não pode dominá-los, pois Deus lhes

dera autoridade sobre todas as criaturas

da terra. Ele tem apenas um

modo de enredá-los para o seu maléfico

propósito – o engano! Agora

nós podemos entender por que Jesus

chamou Satanás de “pai da mentira”

(veja João 8:44).

O apóstolo Paulo refere-se a esse

engano em sua segunda carta a

Igreja de Corinto. Atentemos para

suas palavras de advertência: “Mas

receio que, assim como a serpente

enganou a Eva com a sua astúcia,

assim também seja corrompida a

vossa mente e se aparte da simplicidade

e pureza devidas a Cristo” (2

Co 11:3).

Sim, Satanás usou mentiras e

confusão para enganar e confundir o

entendimento deles quanta aos mandamentos

simples de Deus. Você se

recorda de que Deus lhes tinha dito

que não comessem daquela árvore.

Veja-mos novamente as palavras de

advertência de Deus: “... De toda arvore

do jardim comerás livremente,

mas da arvore do conhecimento do

bem e do mal não comerás; porque,

no dia em que dela comeres, certamente

morrereis” (Gn 2:16,17).

Satanás Engana Eva

Satanás, agora, começa a formar

seus laços de maldade: orgulho –

engano – dúvida – desobediência

– morte. Vamos estudar cada elo da

cadeia conforme e apresentado no

próprio registro bíblico:

“Mas a serpente, mais sagaz que

todos os animais selváticos que o

SENHOR Deus tinha feito, disse a

mulher: E assim que Deus disse: não

comereis de toda árvore do jardim?

“Respondeu-lhe a mulher: Do

fruto das árvores do jardim podemos

comer, mas do fruto da árvore

que está no meio do jardim, disse

Deus: Dele não comereis, nem tocareis

nele, para que não morrais.

“Então, a serpente disse a mulher:

E certo que não morrereis.

Porque Deus sabe que no dia em

que dele comerdes se vos abrirão os

olhos e, como Deus, sereis conhecedores

do bem e do mal (Gn 3:1-5).

Satanás lhes falou que o fruto da

arvore do conhecimento do bem e

do mal não era algo que eles deviam

temer, mas, sim, verdadeiramente

desejar. Ele lhes afirmou que, em

vez de morrer como Deus tinha dito,

eles realmente começariam a viver.

Na realidade, de acordo com Satanás,

eles se tornariam como Deus,

e poderiam decidir o que era bom

e mal – certo e errado – para eles.

Eles não precisariam de Deus para

dirigir a vida deles. Eles se conheceriam,

governariam a si mesmos, e

poderiam se tomar os melhores – tudo

por eles mesmos. Então o reino,

o poder e a gloria seriam deles somente!

Se Deus realmente os amasse,

Ele mesmo lhes teria dito isso.

E fácil ver como Satanás primeiramente

lançou as sementes do orgulho

e do desejo egoísta. Então ele

os induziu a duvidar de Deus. Ele

conseguiu que eles duvidassem da

Palavra de Deus, do amor de Deus, e

de Seu poder e autoridade. A duvida

os conduziu a desobediência – e a

desobediência, a morte!

O que Adão Perdeu

“Vendo a mulher que a árvore

era boa para se comer, agradável

aos olhos e árvore desejável para

dar entendimento, tomou-lhe do fruto

e comeu e deu também ao marido,

e ele comeu” (Gn 3:6).

Lamentavelmente, a mentira fun-

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 7


cionou. Quando a mulher aceitou o

engano, acreditando nas mentiras de

Satanás, ela desobedeceu. Então ficou

sujeita ao julgamento que Deus

havia prometido. Embora Adão não

tenha sido enganado, ele escolheu

pecar, submetendo-se, assim, a lei

de Satanás. Deus havia criado o homem

originalmente para ser mordomo

sobre a terra, para governa-la

e cuidar dela. Mas como o homem

desobedeceu a Deus, sujeitando-se

as mentiras de Satanás, tudo isso foi

mudado. A partir de então o domínio

do homem foi entregue a Serpente

(Apocalipse 12:9 mostra que o tentador

no Jardim era Satanás em forma

de serpente). O governo de nosso

mundo, originalmente delegado ao

homem, caiu nas mãos de Satanás.

Satanás foi rápido em tomar o cetro

– o bastão real para reinar – nas próprias

mãos. Satanás assumiu a autoridade

que tinha sido dada ao homem.

Este colocou-se debaixo da autoridade

do reino das trevas e da morte.

Era como se uma tragédia infinita

tivesse começado. For causa de seu

pecado e de sua desobediência, o homem

perdeu muitas coisas:

1. Ele perdeu sua comunhão como

um filho amado.

2. Ele perdeu a cobertura divina

e a autoridade outorgada por

Deus.

3. Ele perdeu a beleza da imagem

de Deus em sua vida.

4. Ele perdeu seu lugar no piano

de Deus.

5. Ele perdeu a própria vida – espírito,

alma e corpo.

NÓS HERDAMOS O

PeCAdo de AdÃo

Por que Nós Pecamos?

Então, o primeiro problema que

temos de resolver para que possamos

ser salvos, e a questão do pecado.

É nosso pecado que nos separa

da santa vontade de Deus e de seu

propósito para nossa vida. Se quisermos

compreender a grandeza de

nossa salvação temos de entender

por que somos pecadores e por

que pecamos.

Isso levanta duas questões importantes:

1. Nos somos pecadores porque pecamos?

2. Ou, nos pecamos porque somos pecadores?

Os teólogos e estudiosos da Bíblia

tem debatido estas questões

durante séculos. No entanto uma

questão tão importante deveria ser

respondida claramente na Bíblia.

O Pecado Entrou no Mundo

por um Homem

Encontramos a chave para entender

a relação entre pecado e

pecador em Romanos, capitulo 5.

Paulo fala sobre a origem do pecado

e como isso afeta cada um de

nos. Observemos suas palavras em

Romanos 5:12: “Portanto, assim

como por um só homem entrou o

pecado no mundo, e pelo pecado,

a morte, assim também a morte

passou a todos os homens, porque

todos pecaram.” A palavra “mundo”

e a mesma usada em João 3:16:

“Por que Deus amou ao mundo...”

Vem do termo grego original kosmos,

e se refere a raça humana.

Paulo esta dizendo que, como cabeça

da raça humana, Adão, ao pecar,

contaminou todo o gênero humano.

A conseqüência dessa terrível

contaminação através do pecado foi

a morte espiritual e física.

Paulo explica esta verdade da

seguinte forma. No período entre

Adão e Moisés ninguém foi julgado

culpado pelos próprios pecados, pois

a lei não tinha ainda sido instituída.

No entanto, eles morreram. Portanto,

essa morte não pode ser atribuída

diretamente aos pecados deles, pois

não havia nenhuma lei para estabelecer

essa sentença.

Assim, Paulo argumenta, a morte

nesse período deveria ter sido

creditada ao pecado de Adão. Estávamos

“em Adão” quando ele desobedeceu

a Deus. Então, nos sofremos

a penalidade daquele pecado

porque nos somos os membros da

raça adâmica (os descendentes de

Adão) (Sl 51:5).

Aqui temos os fatos nas próprias

palavras de Paulo: “Porque até ao

regime da lei havia pecado no mundo,

mas o pecado não é levado em

conta quando não há lei. Entretanto,

reinou a morte desde Adão ate Moisés,

mesmo sobre aqueles que não

pecaram a semelhança da transgressão

de Adão... pela ofensa de

um e por meio de um só, reinou a

morte... pela desobediência de um

só homem, muitos se tornaram pecadores”

(Rm 5:13,14,17, 19).

Em Adão, Todos Pecam;

Em Adão, Todos Morrem.

A verdade é clara; nos todos nascemos

pecadores por causa do pecado

de Adão. Independentemente

de qualquer ato de pecado de nossa

par-te, nos somos herdeiros do pecado

de Adão – e de sua natureza pecaminosa.

Mesmo que nunca tivéssemos

pecado, ainda assim seríamos pecadores.

Pela ofensa de um, o juizo

veio sobre todos. “...a morte veio

por um homem... em Adão, todos

morrem” (1 Co 15:21,22).

Em Adão todos nós pecamos;

em Adão todos nos morremos. Esse

conceito ou idéia de estar “em

Adão” e uma verdade importante

que temos de entender. Como veremos,

o mesmo raciocínio se aplica a

nossa condição de estar “em Cristo”,

e será uma das verdades que nos ajudara

a entender muito melhor nossa

grande salvação.

“Em Adão – em Cristo”:

Um Exemplo da Natureza

Esta idéia de estar “em outro”

pode ser vista também em um exemplo

da natureza. Tentando produzir

arroz de melhor qualidade, cientistas

agrícolas expõem sementes de

arroz a altos raios de energia. Essa

radiação pode mudar a estrutura

genética da semente. Essa radiação

de alta-energia, muda a natureza

da semente de arroz. A forma como

o arroz, a partir dessa semente,

vai crescer e sobreviver e alterada.

A maioria das mudanças feitas por

radiação de genes (material hereditário)

e prejudicial. Contudo,

algumas vezes, essas alterações

promovem melhoria. As mudanças

8 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


provocadas pela radiação só podem

ser conhecidas após o plantio da semente

– e vendo o resultado obtido

na ocasião da colheita.

Uma semente produzira um caule

com muitas sementes. Cada uma

dessas sementes levara consigo as

mudanças genéticas – quer sejam

para melhor ou pior. Isto se aplicara

a todas as produções de arroz que se

seguirão.

Como as sementes são plantadas

e replantadas, após alguns anos haverá

uma grande colheita de arroz.

Cada planta, conseqüentemente, terá

as mesmas características e qualidades

que foram “fixadas” quando a

primeira semente sofreu a radiação.

Se as mudanças genéticas fo-

Assim como uma

árvore tem muitos

ramos mas todos eles

vêm de uma só raiz,

todas as pessoas vêm

de uma única semente:

Adão.

ram para melhor, de onde a grande

colheita de arroz de alta qualidade

teria vindo? Daquela primeira semente!

Muitos alqueires do melhor

arroz estavam todos “em uma semente”.

O mesmo se aplica se a mudança

genética tivesse sido para pior. Naquela

semente ruim estariam muitos

alqueires de arroz de baixa qualidade.

Os resultados da radiação seriam

passados a todas as produções seguintes.

Nenhuma radiação adicional e

necessária para que os resultados

prejudiciais produzidos na primeira

semente continuem. A natureza do

arroz foi mudada para todas as futuras

produções!

Na Carne de Adão

Agora podemos entender melhor

o que Paulo quis dizer ao afirmar

que “em Adão” todos fomos feitos

pecadores. Quando Adão pecou,

estava-mos em sua carne (corpo). A

semente de humanidade da qual viemos

estava potencialmente em Adão

desde o começo. O que nos aconteceu

então quando Adão pecou? Nos

nos tornamos pecadores! “Por uma

só ofensa, veto o juizo sobre todos”

(Rm 5:18).

Davi estava bastante ciente desta

verdade. Ele expressou esse conceito

claramente em um de seus salmos:

“Eu nasci na iniqüidade, e em

pecado me concebeu minha mãe”

(Sl 51:5). Davi está reconhecendo

que ele nasceu pecador. Ele foi feito

pecador – como todo ser humano –

em Adão. Ele sabia que precisava de

um coração limpo e um espírito novo,

não só por causa dos seus pecados,

mas também pela sua natureza

pecaminosa inata.

Nós nascemos pecadores porque

estávamos em Adão. Pecamos

porque temos uma natureza pecaminosa.

Isto evidencia-se muito

cedo na vida. Nós, que somos pais,

vemos isso em nossos filhos. Nós

não tive-mos de ensiná-los a pecar;

eles simplesmente receberam

isso de nós. Eles aprenderam rapidamente

como fazer a sua própria

vontade e a sua própria maneira.

Sempre que a sua vontade foi frustrada,

sua pequena natureza pecaminosa

se manifestava ruidosa e

forte. Aquela atitude pecaminosa

parecia crescer mais rapidamente

que eles!

Por que isso era assim? Porque

todos nos saímos à semelhança de

nosso antepassado, Adão. “Quando

ele pecou, muitos foram feitos pecadores.”

Nós estávamos todos em

Adão desde o principio.

Nascidos pecadores

Todos nos nascemos pecadores.

Mas também e verdade que somos

pecadores porque pecamos. Temos

provado isso através de nossos muitos

e repetidos atos de pecado. Paulo

nos fala claramente que “não há justo,

nem um sequer... todos pecaram

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 9


e carecem da gloria de Deus” (Rm

3:10,23).

Então, se alguém nos perguntar:

“Nós pecamos porque somos pecadores?”,

teríamos de dizer: “Sim”.

Se nos perguntassem também: “Nos

somos pecadores porque pecamos?”,

a resposta seria novamente: “Sim”.

Ambas são verdadeiras. Não é um

ou outro. Nós nascemos pecadores,

e todos têm provado isso através de

seus numerosos pecados. Logo, nos

temos sido julgados pecadores em

ambos os casos – por nosso antepassado

pecador (Adão) e por nossas

ações pecaminosas. São dois lados

da mesma moeda.

Todos somos “nascidos pecadores”.

Porém, muitas pessoas religiosas

continuam sem enxergar sua

necessidade de salvação. Elas não se

consideram pecadoras.

Vivem bem e honestamente. Freqüentam

uma igreja ou vão regularmente

a um templo pagão, e contribuem

financeiramente com esses

trabalhos. Pagam suas contas, não

bebem e nem falam palavrão. Procuram

cumprir os Dez Mandamentos,

e acreditam que, fazendo isso, irão

para o céu – por seus próprios atos

de justiça.

Estão cometendo um trágico erro,

porque estão equivocados! Somos

todos pecadores – duplamente

pecadores – pela nossa herança de

nascença e através de nossos atos. E

um fato da história – e da vida. Não

podemos fazer nada a esse respeito.

Por mais boas obras que façamos,

não mudaremos nossa natureza pecaminosa

nem cancelaremos a penalidade

pelos nossos pecados.

As Escrituras afirmam que por

melhor que façamos “todas as nossas

justiças, (são) como trapo da imundícia”

(Is 64:6). Nós não podemos

esperar cobrir nosso pecado com

nossas “boas obras”. Paulo declara

em Gálatas 2:16 que “por obras da

lei, ninguém será, justificado.” Mesmo

se fôssemos perfeitos em nossa

obediência a toda a lei de Deus, isso

não seria suficiente para nos salvar!

Diante da brilhante luz da santidade

de Deus, nos somos vistos apenas

como os pecadores que somos.

Nossa esperança não pode estar nun-

ca em nossa bondade – somente na

graça de Deus. Nós só receberemos

a cura de Deus quando nos conscientizarmos

de que estamos “doentes

até a morte” por causa do pecado

de Adão, e dos nossos próprios!

A PenALIdAde PeLo

PeCAdo e A morte

“O salário do pecado...”

Vimos que a condição de pecado

e “universal”. Por isso queremos

dizer todo mundo, em todo lugar

e um pecador! Além disso, a penalidade

pelo pecado também e universal.

Todo mundo e sentenciado

a morrer por causa do próprio pecado.

“Todos pecaram... o salário

[penalidade] do pecado e a morte”

(Rm 3:23; 6:23).

A Bíblia diz que todo ser humano

esta debaixo da sentença de morte.

Sem exceção, todos estão separados

da graça de Deus. Desde o começo,

a penalidade pelo pecado tem sido a

mesma. Deus advertiu Adão e Eva

clara e firmemente que a desobediência

significava morte.

“Mas da árvore do conhecimento

do bem e do mal não comerás; porque,

no dia em que dela comeres,

certamente morreras” (Gn 2:17).

Mais adiante, o profeta Ezequiel

declara a pena de morte para o pecado,

usando as seguintes palavras –

simples, mas muito fortes: “A alma

que pecar, essa morrerá.” (Ez 18:4,

20). Nada poderia ser mais verdadeiro.

O salário, ou o resultado, do

pecado e a morte. Por natureza e

por nossos atos somos pecadores.

Nos escolhemos ir pelo nosso caminho

em vez de andar no caminho de

Deus. “Todos nós andávamos desgarrados

como ovelhas; cada um se

desviava pelo caminho” (Is 53:6).

Qual e o resultado de fazermos a

nossa própria vontade e andarmos

no nosso próprio caminho? “Há caminho

que ao homem parece direito,

mas ao cabo da em caminhos de

morte” (Pv 14:12).

Um Destino Sombrio

O caminho do homem e uma rua

sem saída! Realmente não pode ser

outra coisa. Jesus disse: “Eu sou o

caminho, e a verdade, e a vida; ninguém

vem ao Pai senão por mim”

(Jo 14:6).

A vontade do Pai e o caminho

para a vida estão centralizados em

Seu Filho. Qualquer outro caminho

conduz a morte. Quando escolhemos

desobedecer a Deus e andar em

nosso próprio caminho, seguimos

em uma única direção – queda e destruição.

O pecado pode ser definido como

a oposição pessoal a vontade e

ao caminho de Deus. A desobediência,

por sua própria natureza, somente

pode nos levar a morte. Essa

e a razão por que todos os pecadores

estão conde-nados a morrer. Intencionalmente

temos escolhido o caminho

errado. Essa atitude teve inicio

“em Adão”, quando ele escolheu

desobedecer a Deus. Não só fomos

vítimas daquela escolha, como também

desenvolvemos aquela escolha

por nossos próprios atos de desobediência.

Separados de Deus e da sua

graça, estamos sem esperança neste

mundo. A morte é o nosso destino!

Nossa Única Saída

Há apenas um modo pelo qual

podemos escapar deste destine: Alguém

sem pecado deve pagar a penalidade

do pecado por nós. Deus

já fez isto – enviando o Seu único

Filho Jesus, gerado pelo Pai, para levar

sobre Si toda a culpa de nossos

pecados e, na cruz, morrer em nosso

lugar.

Uma Esperança Brilhante

Todo pecador vive sem Deus e

sem esperança neste mundo. E realmente

uma noite de escuridão e

desespero. Mas no final deste escuro

túnel resplandece a brilhante luz do

amor de Deus. Como a Bíblia nos

diz: “onde abundou o pecado, superabundou

a graça”

Nós podemos ser gratos porque

há uma segunda parte no versículo

que declara que “o salário do pecado

e a morte...” Essa parte e uma

mensagem de esperança e amor: “...

mas o dom gratuito de Deus e a vida

eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”

(Rm 6:23). ■

10 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


SALVAÇÃO CAPÍTULO

2

o dom de deuS – A SALvAÇÃo

● UM DOM GRATUITO

● UM DOM QUE DEVEMOS

ACeItAr

● UM DOM QUE DEUS

PAGou Por ComPLeto!

um dom GrAtuIto

O que é um Dom?

O Evangelho de João, em uma

passagem muito conhecida, fala

sobre esse grande dom do amor de

Deus: “Porque Deus amou ao mundo

de tal maneira que deu o seu Filho

unigênito, para que todo o que

nele crê não pereça, mas tenha a

vida eterna” (Jo 3:16).

A definição jurídica da palavra

dom requer três partes indispensáveis.

Esses elementos são os seguintes:

1. Alguém tem de oferecer algo

2. Alguém tem de aceitar algo

3. O que aceita algo não paga por isto

Um dom e algo oferecido gratuitamente

e aceito sem qualquer idéia

de pagamento.

Nós Não Merecemos Esse Dom

Um dom e algo que e oferecido

gratuitamente, não pode haver nenhum

pagamento senão o “dom” se

torna uma “aquisição” – algo que foi

comprado. O dom de Deus – a salvação

– foi dado gratuitamente. Ele

não nos oferece algo que temos de

comprar – Ele nos oferece um dom.

O apóstolo Paulo nos lembra

que “todos pecaram e carecem da

glória de Deus” (Rm 3:23). Mas no

verso seguinte ele nos dá as Boas

Novas de que todos que aceitam a

salvação dada por Deus estão “justificados

gratuitamente, por sua graça,

mediante a redenção que há em

Cristo Jesus” (Rm 3:24).

Algumas pessoas não entendem

totalmente que o dom da salvação

foi gratuitamente dado por Deus.

Por isso, eles tentam transformar esse

dom em uma aquisição, buscando

alcançar o favor de Deus pelos próprios

meios.

No Sudeste da Ásia há um grupo

de pessoas que levam seus esforços

a um trágico extremo. Eles são chamados

“flagelistas”. Na Sexta-Feira

Santa, antes da Páscoa, eles chicoteiam

as próprias costas ate sangrar.

Alguns vão tão longe que crucificam

a si mesmos.

Por que as pessoas fazem essas

coisas terríveis em nome do cristianismo?

E porque não entendem que

a salvação é um dom. A vida eterna

e um dom de Deus.

Não há nada que possamos fazer

ou realizar por nossos próprios

meios para merecermos o favor de

Deus. Nos somos salvos pela graça,

não através de “obras” – senão poderíamos

nos vangloriar de nossos

esforços (Ef 2:8,9).

Nossa salvação foi “paga integralmente”

no Calvário. Ao morrer

naquela cruz, Jesus disse, “está consumado”.

Nossa fé, então, repousa

totalmente na obra de Cristo, consumada

na cruz.

Aquelas pessoas no Sudeste da

Ásia são sinceras, porém, ignorantes.

Não sabem ou não entendem a

grandeza da salvação de Deus. Estão

buscando a salvação, mas fazem

isso através de seus próprios meios.

Elas real-mente são muito zelosas,

mas zelo e sinceridade não nos salvarão.

Nos podemos ser sinceros e,

ao mesmo tempo, estarmos errados.

Paulo refere-se a tal zelo religioso

em sua carta aos romanos: “Porque

lhes dou testemunho de que eles

tem zelo por Deus, porem não com

entendimento.

“Porquanto, desconhecendo a

justiça de Deus e procurando estabelecer

a sua própria, não se sujeitaram

a que vem de Deus.

“Porque o fim da lei e Cristo, para

justiça de todo aquele que crê”

(Rm 10:2-4).

O que podemos concluir disso?

Tais pessoas são sinceras? Sim. Zelosas?

Sim. Estão erradas? Sim. Perdidas?

Sim – por ignorância!

Não podemos ser justificados

diante de Deus pelos nossos próprios

esforços ou obras. Esse não e o

caminho de Deus para a vida eterna.

A salvação e um dom, não uma aquisição.

Não podemos adquiri-la, por

mais que nos esforcemos. A obra da

salvação já foi consumada por Cristo

na cruz. Nossa parte é receber o

dom que nos foi dado gratuitamente.

Não há nenhum outro modo.

Muitos aceitaram a Cristo como

Salvador e receberam a vida eterna.

Contudo, há aqueles que pensam

que de qualquer maneira eles tem de

acrescentar algo ao trabalho de Cristo

consumado na cruz. Eles não se

ferem fisicamente, mas se castigam

freqüentemente de outros modos.

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 11


Eles trabalham duro, para conquistar

a aprovação de Deus. Contudo nunca

se sentem totalmente aceitos. Eles

estão constantemente se esforçando

para alcançar maiores metas, mas

sempre falham. Então se castigam severamente

com sentimentos de culpa

e de condenação. São sinceros? Sim.

Zelosos? Sim. Estão errados? Sim.

Perdidos? Sim. Eles não perderam a

salvação, mas ficaram sem a alegria

da salvação – por ignorância!

UM DOM QUE DEVEMOS

ACeItAr

Qualquer um Pode Aceitar

Esse Dom?

Deus fez Sua oferta quando deu

Seu Filho. Porém, a oferta de Deus

não e “legalmente” um dom enquanto

não for aceita. Ele “veio para o

que era seu, e os seus não o receberam”

(Jo 1:11).

Os judeus que viviam no tempo

de Jesus não O aceitaram, por isso

não receberam o benefício e a bênção

da oferta de Deus. “Mas, a todos

quantos o receberam, deu-lhes o poder

de serem feitos filhos de Deus”

(Jo 1:12).

Certa vez Billy Graham, o grande

evangelista, chocou muitas pessoas

ao dizer: “Um dos grandes mistérios

da redenção e este: Enquanto muitos

homens maus irão para o céu, muitos

homens bons irão para o inferno!”

Por que muitos homens maus

irão para o céu? Porque eles aceitaram

o dom de Deus, a vida eterna.

Você se lembra do ladrão que foi

crucificado próximo a Jesus? Em

seu momento de agonia ele disse:

“Lembra-te de mim quando vieres

no teu reino”. A resposta de Jesus

foi imediata: “Em verdade te digo

que hoje estarás comigo no paraíso”

(Lc 23:39-43).

Aquela simples oração do ladrão

estava cheia de fé. Ela continha todos

os elementos de fé para salvação.

Quais são esses elementos?

1. Ele creu que Jesus era o Rei (Senhor).

2. Ele creu que o Rei teria um Reino.

3. Ele pediu para ser incluído naquele

Reino.

Jesus respondeu: “Hoje estarás

comigo no paraíso” (Lc 23:43). Jesus

aceitou o ladrão porque este creu

nEle como Salvador e Rei.

Por que muitos homens bons irão

para inferno? Porque eles recusaram

o dom de Deus e confiaram em suas

“boas obras”.

Jesus declarou a mesma verdade

aos fariseus – que eram muito religiosos,

mas estavam perdidos: “Em

verdade vos digo que publicanos e

meretrizes vos precedem no reino de

Deus” (Mt 21:31).

Por que tais pecadores entrariam

no Reino e os fariseus ficariam de fora?

Os fariseus eram homens muito

religiosos que iam ao Templo, oravam

e davam dízimos. Eles tinham

dias de jejum e dias de banquete, e

guardavam o sábado.

Por que os fariseus iriam para o

inferno, e as meretrizes para o céu?

Porque elas aceitaram o dom de Deus,

e os fariseus, não. Em vez disso, eles

buscavam assegurar a própria salvação

através de seus atos de justiça. O

Caminho Divino para a vida eterna

lhes foi apresentado, mas eles escolheram

seguir o próprio caminho.

Romanos 10:3 diz: “sujeitaram

a (justiça) que vem de Deus”. Isto

significa aceitar o dom da salvação

de Deus, que ocorre apenas mediante

a fé em Cristo Jesus. Para muitos

de nos e difícil “submeter-nos” a

qualquer coisa. Algo dentro de nos

se rebela contra qualquer tipo de autoridade

– até mesmo a de um Deus

sábio e amoroso.

UM DOM QUE DEUS PAGOU

Por ComPLeto!

Nosso Criador – o Redentor

Há uma linda história no Velho

Testamento que exemplifica clara-

A salvação é um dom. Nós temos de aceitar esse dom para que

possamos receber as bênçãos advindas dele.

12 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


mente o amoroso coração paterno de

Deus. Nessa passagem, Deus se revela

não só como um Pai-Criador, mas

também como um Pai-Redentor.

O profeta Isaías teve esta revelação

dupla do caráter de Deus: “Mas

agora, assim diz o SENHOR, que te

criou, ó Jacó, e que reformou, ó Israel:

Não temas, porque eu te remi;

chamei-te pelo teu nome, tu és meu”

(Is 43:1).

O Deus que cria, também resgata.

Resgatar o homem e trazê-lo de

volta ao propósito divino de formar

uma família custou ao Pai a vida do

Seu único Filho. Sua vida foi entregue

– como cordeiro sacrificial – para

nos comprar de volta – nos resgatar.

Abraão e Isaque:

Um Quadro Profético do

Amor Redentor

“Depois dessas coisas, pôs Deus

Abraão a prova e lhe disse: Abraão!

Este lhe respondeu: Eis-me aqui!

“Acrescentou Deus: Toma teu filho,

teu único filho, Isaque, a quem

amas, e vai-te a terra de Moriá; oferece-o

ali em holocausto, sobre um

dos montes, que eu te mostrarei.

“Levantou-se, pois, Abraão de

madrugada e, tendo preparado o

seu jumento, tomou consigo dois

dos seus servos e a Isaque, seu filho;

rachou lenha para o holocausto e

foi para o lugar que Deus lhe havia

indicado.

“Ao terceiro dia, erguendo Abraão

os olhos, viu o lugar de longe.

“Então, disse a seus servos: Esperai

aqui, com o jumento; eu e o

rapaz iremos até lá e, havendo adorado,

voltaremos para junto de vós.

“Tomou Abraão a lenha do holocausto

e a colocou sobre Isaque, seu

filho; ele, porém, levava nas mãos o

fogo e o cutelo. Assim, caminhavam

ambos juntos.

“Quando Isaque disse a Abraão,

seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão:

Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe

Isaque: Eis o fogo e a lenha,

mas onde esta o cordeiro para o holocausto?”

(Gn 22:1-7).

A esta altura de nossa história,

poderíamos desejar saber por que

Deus pediria a um homem que ma-

tasse seu único filho. O nascimento

de Isaque (que significa “riso”) tinha

sido um milagre, pois Abraão e Sara,

há muito tempo, haviam passado da

idade de gerar filhos.

Porém, Deus havia prometido um

filho a Abraão, e cumpriu Sua promessa.

Abraão esperou vinte e cinco

anos pelo cumprimento daquela

promessa, e ficou cheio de júbilo

quando Isaque nasceu. Agora, Deus

ordenava-lhe que matasse o seu único

filho. Será que Ele realmente exigiria

tal coisa, e nesse caso, por que?

Deus tinha um propósito ao registrar

esse acontecimento: revelar uma

verdade importante. Essa história e

um quadro profético do piano divino

de redenção. Deus quer que entendamos

claramente os papéis que o

Pai e o Filho desempenham na obtenção

de nossa salvação.

Isaque – o Filho

Nós sabemos que Isaque, como

filho obediente, e um tipo (figura

profética) do Senhor Jesus. A madeira

que seria usada no sacrifício

foi posta sobre os ombros de Isaque,

quando eles subiram o monte.

Dois mil anos depois, o único Filho

de Deus levaria uma cruz de madeira

em seus ombros ao escalar outro

monte – o Calvário!

Esse acontecimento na vida de

Abraão e Isaque ocorreu nas colinas

de Moriá. Foi nessas colinas, que

se localizam fora de Jerusalém, que

Cristo, o único Filho de Deus, foi sacrificado

como nosso substituto.

Às vezes nós negligenciamos

o fato de que Abraão é um tipo de

Deus, o Pai. Não podemos imaginar

a dor que Abraão deveria estar sentindo

no coração quando tomou em

suas mãos a faca e o fogo. Deus lhe

prometera que, através de Isaque,

sua descendência seria numerosa como

as estrelas no céu. Como poderia

tal promessa se cumprir se Isaque

deveria morrer – a menos que houvesse

esperança de uma ressurreição!

(Hb 11:17-19).

Os Firmes Passos de

Fé e Obediência

Sentimos um toque de ternura

nessa história quando lemos: “e se-

guiam ambos juntos”. Lado a lado,

eles caminhavam em silêncio; um

pai amoroso com seu filho, e um filho

amoroso com seu pai.

O pai Abraão caminhava com

passos firmes de fé e obediência,

mas havia uma grande dor em seu

coração. Essa dor só era suavizada

pela esperança que ele tinha na promessa

de Deus. Finalmente o silêncio

foi quebrado por uma pergunta

de Isaque: “Onde está o cordeiro?”

A resposta de Abraão revela

uma linda figura profética do grande

amor redentor de Deus: “Respondeu

Abraão: Deus proverá para

si, meu filho, o cordeiro para o holocausto;

e seguiam ambos juntos”

(Gn 22:8).

A palavra “juntos” aparece pela

segunda vez nessa passagem e vem

carregada de significado. Ela fala do

amor de um para com o outro; e também

mostra a fé e a obediência deles

a Deus.

Abraão deve ter falado a Isaque

sobre a vontade de Deus que ele fosse

morto – e da promessa divina sobre

a sua vida. Ambos estavam dispostos

a se submeterem a Palavra do

Senhor. Isaque era um jovem forte

e facilmente poderia ter resistido ao

seu pai que era ancião.

Que revelação profética do amor

de Deus nos temos aqui: um pai disposto

a sacrificar o seu filho amado,

e um filho pronto a submeter-se ao

sacrifício. Nós só podemos assistir

em assombroso silêncio.

Nós conhecemos o fim desta história,

e claro. Na última hora Deus

proveu um sacrifício: um carneiro

que estava preso em um arbusto próximo.

A vida de Isaque foi poupada,

e Deus renovou Sua promessa a

Abraão. Da descendência de Isaque

nasceram pessoas que estavam destinadas

a abençoar todas as nações

da terra.

Deus Providenciou um

Cordeiro Para Nós

Dois mil anos depois essa mesma

história se repetiu. Só que dessa

vez não ocorreu um salvamento de

ultima hora para Aquele que submeteu

Sua vida ao sacrifício. Nos estamos

falando do Filho de Deus, que

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 13


Se deu como o “Cordeiro de Deus”.

Abraão e Isaque são uma maravilhosa

tipificação da relação Pai-Filho na

Divindade.

Quando uma palavra, ou conceito

importante, aparece pela primeira

vez nas Escrituras, estabelece-se

um padrão para seu uso futuro. A

colocação na qual aquela palavra e

encontrada carrega, então, um significado

muito especial.

Pensando nisso, é interessante

constatar que a palavra “amor”

ocorre primeiro em referenda ao

amor de um pai por um filho. Mais

especificamente, o amor de Abraão

por Isaque. “Toma teu filho, teu único

filho, Isaque, a quem amas”

(Gn 22:2).

O palavra “amor” no Novo

Testamento ocorre primeiramente

nos evangelhos

sinóticos nesta frase notável:

“Este e o meu Filho amado,

em quem me comprazo” (Mt

3:17; Mc 1:11; Lc 3:22). Se

Abraão amava o seu único

filho, quanto maior e o amor

de Deus pelo Seu único Filho!

O Evangelho de João e o

evangelho do amor de Deus,

Quando lemos a primeira referenda

ao grande amor de

Deus neste livro especial, ficamos

maravilhados e somos

movidos a uma atitude de humildade:

“Porque Deus amou ao

mundo de tal maneira que

deu o seu Filho unigênito,

para que todo o que nele crê

não pereça, mas tenha a vida

eterna” (Jo 3:l6).

Sim, o Pai sempre amou

Seu Filho – desde toda a eternidade

passada Ele O amou

(Jo 17:24). De fato, quão intensamente

eles amaram Um

ao Outro. Mas nos também

somos incluídos nesse amor.

Jesus nos fala que o Pai nos

ama da mesma forma que

ama o Seu Próprio Filho (Jo

17:23).

É quase impossível compreendermos

isso, mas o

Pai e o Filho planejaram em

amor a nossa redenção antes mesmo

que o mundo fosse criado. Eles

“caminharam juntos” nesse amor –

por você e por mim. Mais que isso,

eles “executaram isso juntos” na

cruz.

O Terrível Preço

Muitos de nós temos a falsa idéia

de que, por incrível que pareça, o

Pai estava separado do Próprio Filho

durante aquela hora horrível na

qual Ele foi “abandonado”. Isso é

verdadeiro, pois um Deus Santo não

pode contemplar o pecado. E Cristo

levou sobre Si, nosso pecado na

cruz. “Aquele que não conheceu pe-

cado, ele o fez pecado por nós; para

que, nele, fôssemos feitos justiça de

Deus” (2 Co 5:21).

Contudo isso não significa que

o Pai sentisse menos dor que o Filho

em Sua agonia na cruz. Quando

o Filho de Deus, imaculado, puro e

sem pecado, tomou sobre Si o nosso

pecado, algo temível aconteceu.

Pela primeira vez em toda a eternidade,

Sua comunhão com o Pai foi

quebrada!

O pecado separa. A morte espiritual

e a separação de Deus. Como o

“Filho do Homem” (um titulo profético

de Jesus – Mt 8:20; 17:12,22,

etc.) Jesus pagou por completo a

14 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


penalidade pelo nosso pecado. E Ele

o fez, sozinho, em uma cruz.

Mas o Pai, assim como o Filho,

sentia toda a dor daquela penalidade.

Quando a comunhão e quebrada,

ambas as partes participam da dor

terrível que essa separação causa.

Eles caminharam juntos na estrada

da dor – ate o fim. Da mesma maneira

que o coração de Abraão foi afligido

pelo possível sacrifício do seu

filho Isaque, assim também o coração

de Deus foi afligido pelo sacrifício

do Seu único Filho pelo nosso

pecado.

Ao escrever aos coríntios, Paulo

consegue mostrar o significado dessa

terrível – contudo maravilhosa – verdade:

“Deus [o Pai] estava em Cristo

reconciliando consigo o mundo, não

imputando aos homens as suas transgressões,”

(2 Co 5:19). Esta é uma

parte do mistério da Trindade Santa.

Jesus disse, “eu estou no Pai e... o

Pai, em mim” (Jo 14:10,11).

Quando Jesus nasceu da virgem

Maria, Mateus diz que “ele será chamado

pelo nome de Emanuel (que

quer dizer: Deus conosco).” (Mt

1.23.) João Batista, ao ver Jesus, declarou:

“Eis o Cordeiro de Deus, que

lira o pecado do mundo!” (Jo 1:29).

Abraão disse a Isaque: “Deus

proverá para si, meu filho, o cordeiro

para o holocausto” (Gn 22:8).

Essas palavras proféticas apresentam

um lindo quadro do amor pessoal

de Deus por nos. Deus proverá

um Cordeiro sacrificial pelo nosso

pecado. Ele assumiu a responsabilidade

de prover os meios necessários

pelos quais poderíamos ser salvos.

O Dom Gratuito da Vida Eterna

Um Deus santo e justo declarou:

“A alma que pecar, essa morrera”

(Ez 18:4). Desta forma, o Juiz da toda

a terra sentenciou toda a raça humana

a morte. Esta era a única coisa

que a justiça poderia fazer.

Contudo, o poderoso Criador do

universo e o Juiz de todos os homens,

e um Pai-Redentor também.

Ele olha com amor e misericórdia

para um mundo pecador e toma a

mais maravilhosa – embora terrível

– decisão: “Eu morrerei no lugar deles.

Para que eles possam viver, Eu

pagarei a penalidade que a justiça

exige. Eu os amo demais!”

E foi isso que Deus fez. Ele estava

em Cristo Jesus reconciliando

consigo o mundo. Em Seu Filho

Ele recolheu toda a raça humana – e

morreu em uma cruz. Agora a passagem

da carta de Paulo aos romanos

ganha muito mais vida e significado:

“Pois assim como, por uma

só ofensa, veio o juizo sobre todos

os homens para condenação, assim

também, por um só ato de justiça,

veio a graça sobre todos os homens,

para a justificação que da vida.

“Porque, como, pela desobediência

de um só homem, muitos se

tornaram pecadores, assim também,

por meio da obediência de um só,

muitos se tornarão justos. Sobreveio

a lei para que avultasse a ofensa;

mas onde abundou o pecado,

superabundou a graça, a fim de que,

como o pecado reinou pela morte,

assim também reinasse a graça pela

justiça para a vida eterna, mediante

Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm

5:18-21). Nesta passagem, Paulo resume

o piano de Deus de retenção

e salvação. Nos temos duas cabeças

representativas: Adão, representando

toda a raça humana; e Cristo,

representando todas as pessoas que

creriam nEle para salvação (veja

também 1 Coríntios 15:22). Isso significa

que estamos representados em

Adão através do nascimento natural,

mas em Cristo, pela fé.

Quando Adão, deliberadamente,

desobedeceu a ordem especifica de

Deus (veja Gênesis 2:17; 3:6,17),

ele pecou. Através de Adão, o pecado

entrou no mundo e, com ele, a

sentença de morte. Assim, o pecado

e a morte passaram a todo o gênero

humano porque todos pecaram (Rm

5:12). Desesperadamente, o homem

morreria nesta vida e para toda a

eternidade, a menos que alguém

viesse para salvá-lo!

Deus fez isso em Cristo, quando

o “Cordeiro de Deus”, sem pecado,

pagou pelos pecados de toda a humanidade,

sacrificando-Se na cruz

(Rm 5:6-11).

Em Adão, por nosso nascimento

humano natural, nos somos condenados

a morrer como pecadores.

Mas, por causa da obra remidora de

Cristo na cruz, podemos ser justificados

e viver, se estivermos nEle pela

fé (Rm 5:18,19). Em outras palavras,

nos precisamos “nascer de novo”

em uma nova “família” para que possamos

ter a experiência de um nascimento

espiritual (Jo 3:1 -6).

AGORA é o Dia da Salvação

Para que os homens sejam salvos

eles tem de vir pessoalmente a Cristo

para receber dele a salvação. Nós

já vimos anteriormente que um presente

não e um presente ate que seja

aceito.

Romanos 5:17 diz que temos de

“receber” pessoalmente o gracioso

dom da vida de Deus em Cristo Jesus.

Se não o recebermos, ele não nos fará

nenhum bem. A oferta já foi feita,

mas deve ser aceita. Só aqueles que

recebem o Senhor Jesus como seu

Salvador desfrutarão da vida eterna.

“Eis, AGORA, o tempo sobremo-do

oportuno, eis, AGORA, o dia

da salvação” (2 Co 6:2).

Deus nos chama hoje para fazermos

uma única coisa: Receber o

Filho dEle como Salvador. Nada

mais realmente importa.

Carlos Wesley escreveu o maravilhoso

hino, “Nada em minha mão

eu trago, somente a Tua cruz eu me

apego”. E ele disse tudo.

Andrew Murray falou a mesma

coisa da seguinte forma: “Todo ser

humano deveria colocar seus pecados

em uma pilha, e todas as suas

boas obras em outra. E então, deveria

deixar ambos para juntar-se a Jesus”!

“Porque o salário do pecado e a

morte, mas o dom gratuito de Deus e

a vida eterna em Cristo Jesus, nosso

Senhor” (Rm 6:23). “Veio para o

que era seu, e os seus não o receberam.

Mas, a todos quantos o receberam,

deu-lhes o poder de serem feitos

filhos de Deus” (Jo 1:11,12).

“Está Consumado”!

Nós não merecemos esse dom

precioso de vida eterna – mas não

precisamos merecer. Isso não nos

custa nada. Quando Jesus disse na

cruz “esta consumado”, o preço de

nossa salvação havia sido pago – por

completo! ■

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 15


SALVAÇÃO CAPÍTULO

3

FeIto LIvre AtrAvÉS dA SALvAÇÃo

● ATRAVÉS DE UMA NOVA

ALIAnÇA

● LIVRE DO LEGALISMO

● LIVRE DA CONDENAÇÃO

● LIVRE PARA SE TORNAR

Como CrISto

● LIVRE PARA “ANDAR NA

Luz”

AtrAvÉS de umA novA

ALIAnÇA

Alianças bíblicas

Uma aliança é um acordo em

que duas partes juram cumprir

certas promessas ou condições.

Uma aliança “condicional” e

uma promessa feita por uma parte, e

que só será honrada se a outra parte

cumprir certas condições. “Eu farei

isto, se você fizer isso”.

Uma aliança “incondicional” e

uma promessa sem condições. “Eu

farei isto, não importa o que você

faca, ou deixe de fazer”.

As Escrituras mostram varias

alianças muito interessantes e importantes

entre Deus e o homem:

1. Edênica ........................... Entre

Deus e o Gênero Humano

2. Adâmica ......................... Entre

Deus e Adão

3. Noélica ............................ Entre

Deus e Noé

4. Abraâmica ..................... Entre

Deus e Abraão

5. Mosaica (velho) ............. Entre

Deus e Israel

6. Davídica ......................... Entre

Deus e Davi

7. Novo Testamento ........... Entre

Deus e a Igreja

A palavra “testamento” significa

“aliança”. A Bíblia e dividida em

Velho e Novo “Testamentos”.

Num sentido mais especifico,

o “Velho Testamento” se refere a

Aliança Mosaica, que era baseada

na lei de Deus. O “Novo Testamento”

refere-se a uma aliança nova e

melhor, que e baseada na graça de

Deus. Agora estudaremos estas duas

alianças com mais detalhes.

A Nova Aliança Substitui a Velha

Para entender a salvação, e necessário

saber a diferença entre a velha

e a nova aliança. Como um raio

na escuridão, o contraste e muito

grande. O escritor da carta aos hebreus

explica isto da seguinte maneira:

“Agora, com efeito, obteve

Jesus ministério tanto mais excelente,

quanta e ele também Mediador

de superior aliança instituída com

base em superiores promessas.

“Porque, se aquela primeira

aliança tivesse sido sem defeito, de

maneira alguma estaria sendo buscado

lugar para uma segunda. E,

de fato, repreendendo-os, diz: Eis

ai vem dias, diz o Senhor, e firmarei

nova aliança com a casa de Israel

e com a casa de Judá, não segundo

a aliança que fiz com seus pais, no

dia em que os tomei pela mão, para

os conduzir ate fora da terra do

Egito; pois eles não continuaram

na minha aliança, e eu não atentei

para eles, diz o Senhor.

“Porque esta é a aliança que

firmarei com a casa de Israel, de-

pois daqueles dias, diz o Senhor:

na sua mente imprimirei as minhas

leis, também sobre o seu coração as

inscreverei; e eu serei o seu Deus, e

eles serão o meu povo...

“Pois, para com as suas iniqüidades,

usarei de misericórdia e dos

seus pecados jamais me lembrarei.

“Quando ele diz Nova, torna antiquada

a primeira. Ora, aquilo que

se torna antiquado e envelhecido esta

prestes a desaparecer” (Hb 8:6-

10, 12,13).

A Nova Aliança:

Baseada no Amor, não na Lei

Deus escreveu as leis e os mandamentos

da velha aliança em duas

tábuas de pedra. A lei era santa; mas

fria, difícil e pesada para suportar.

Ela estava sempre lá–no exterior de

cada pessoa – fazendo exigências

que o “homem interior” não podia

cumprir.

A nova aliança, ao contrário, e

uma obra do Espírito de Deus que

escreve a Sua vontade em nossos

corações e mentes.

Além disso, a vontade de Deus se

resume na lei real do amor: “Amaras,

pois, o Senhor, teu Deus, de todo

o teu coração, de toda a tua alma,

de todo o teu entendimento e de toda

a tua força... Amaras o teu próximo

como a ti mesmo” (Mc 12:30,31).

A motivação da nova aliançã e o

amor. Jesus simplesmente disse: “Se

me amais, guardareis os meus mandamentos”

(Jo 14:15). “Nos amamos

porque ele nos amou primeiro”

(1 Jo 4:19).

16 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


Essencial Para se Obter um

Novo Coração

Um dos salmos de Davi revela

claramente as diferenças entre a velha

e a nova aliança. Ele o escreveu

depois de adulterar com Bate-Seba.

Quando Davi de fato entendeu a

grande dor que seu pecado causara

ao coração de Deus, ele se arrependeu

com profunda tristeza. Com o

coração angustiado ele clamou a

Deus por misericórdia e perdão.

A oração de Davi, então, assumiu

um aspecto profético que e bom

observarmos. Ele revela a base da

salvação do homem, que um dia seria

garantida pela morte de Cristo

na cruz, e escrita uma nova aliança.

Prestemos atenção a estas belas palavras:

“Compadece-te de mim, ó Deus,

segundo a tua benignidade; e, se-

gundo a multidão das tuas misericórdias,

apaga as minhas transgressões.

Lava-me completamente

da minha iniqüidade e purifica-me

do meu pecado.

“Pois eu conheço as minhas

transgressões, e o meu pecado esta

sempre diante de mim. Pequei contra

ti, contra ti somente, e fiz o que

e mal perante os teus olhos, de maneira

que serás tido por justo no teu

falar e puro no teu julgar.

“Eu nasci na iniqüidade, e em

pecado me concebeu minha mãe.

Eis que te comprazes na verdade

no intimo... Cria em mim, ó Deus,

um coração puro e renova dentro

em mim um espírito inabalável.” (Sl

51:1-6,10).

A revelação profética que Davi

recebeu dizia respeito a nova obra

que Deus queria fazer em sua vida.

Uma outra versão da Bíblia apresen-

Davi, quando caiu em pecado, clamou a Deus para que criasse

nele um coração novo. Ele sabia que se se

arrependesse, Deus faria o resto.

ta o texto deste modo: “Cria em mim

um coração novo.”

Davi entendeu claramente que a

lei de Deus era boa; mas seu coração,

mau. Ele não podia estabelecer

uma coexistência pacifica entre os

dois. O apóstolo Paulo, sabendo

que em seu próprio coração havia

este problema, clamou: “Desventurado

homem que sou! Quem me livrara

do corpo desta morte?” (Rm

7:24.)

Nossa Luta Contra o Pecado

Temos de concordar que Davi e

Paulo não eram os únicos a enfrentar

esse problema. Todo mundo tem

de lidar com a presença, o poder e o

hábito do pecado na própria vida.

Além disso, nós nunca encontramos

alivio nas “tábuas de pedra” da

Lei. Verdadeiramente, a Lei e santa,

justa e boa (Rm 7: 12), contudo

nosso coração e pecaminoso e infiel,

como bem nos mostram as nossas

próprias experiências pessoais!

A boa lei de Deus condena – mas

não pode ajudar – o mau coração do

homem. Por isso, como Davi, todos

nos podemos clamar a Deus para

que faca uma obra profunda em nosso

interior: “Cria em mim, ó Deus,

um novo e puro coração...”

Jeremias Olha Além da

Velha Aliança

Uns quatrocentos anos depois de

Davi, o profeta Jeremias abordou o

mesmo tema. Ele claramente previu

a nova aliança como uma obra

interior da graça de Deus. Ele traçou

claramente uma linha definida

de contraste entre a velha e a nova

aliança.

Prestemos bastante atenção as

palavras dele. Perceberemos que

elas são as mesmas citadas no oitavo

capitulo de Hebreus. Vamos rever

aqui o registro original: “Eis ai vem

dias, diz o SENHOR, em que firmarei

nova aliança com a casa de Israel e

com a casa de Judá. Não conforme a

aliança que fiz com seus pais, no dia

em que os tomei pela mão, para os

tirar da terra do Egito; porquanto

eles anularam a minha aliança, não

obstante eu os haver desposado, diz

o SENHOR.

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 17


“Porque esta e a aliança que firmarei

com a casa de Israel, depois

daqueles dias, diz o SENHOR: Na

mente, lhes imprimirei as minhas

leis, também no coração lhas inscreverei;

eu serei o seu Deus, e eles

serão o meu povo” (Jr 31:31-33; veja

também Ezequiel 36:26,27).

A Velha Aliança:

Escrita em Tábuas de Pedra

Jeremias diz que quando Deus,

pelo seu grandioso poder, trouxe seu

povo da terra do Egito para o monte

Sinai, Ele fez uma aliança com eles

(Êxodo, capítulos 18-32).

Deus prometeu fazer deles um

reino de sacerdotes, uma nação santa,

e um povo especial – se eles guardassem

as Suas leis e obedecessem a

Sua voz.

Ele escreveu Sua lei em tábuas

de pedra e as deu a Moisés. A importância

dessa aliança foi demonstrada

por uma prodigiosa exibição de fogo,

fumaça, trovão e um terremoto.

Os israelitas ficaram grandemente

impressionados – mas apenas por

pouco tempo. Antes que Moisés descesse

do monte, eles já haviam infringido

a lei de Deus. Eles fizeram

ídolos de ouro, como os que viram

no Egito, e estavam dançando ao redor

deles e adorando-os.

Quando Moisés viu o que eles

estavam fazendo, lançou as tábuas

de pedra ao chão – quebrando-as. As

tabu-as quebradas aos pés dos israelitas

constituíam uma clara figura da

lei quebrada em seus corações.

A Arca da Aliança

Moisés retornou ao topo do monte,

e Deus lhe deu outras tábuas de

pedra nas quais estavam escritos os

seus mandamentos. Uma vez mais,

Moisés trouxe a lei ate o povo.

Deus, então, designou um lugar

seguro onde as tábuas de pedra da

Lei seriam guardadas. Este lugar foi

denominado “Área da Aliança”. Essa

área ficava na parte do Tabernáculo

conhecida como o “Santo dos

Santos”.

A Arca da Aliança era uma linda

tipificação ou figura do Senhor Jesus

Cristo. Ele era o Guardião perfeito

da Lei. Ele nunca falhou. A lei de

Deus era sempre a alegria e delícia

do Seu coração. “Agrada-me fazer

a tua vontade, ó Deus meu; dentro

do meu coração, está a tua lei” (Sl

40:8).

Durante séculos a Lei tinha estado

gravada em pedra. Agora, pela

primeira vez, a Lei estava no coração

de um homem – o Homem Cristo

Jesus. Ele era o Escolhido através

de Quem a nova aliança viria.

A Arca da Aliança era o lugar de

habitação de Deus entre os Seus escolhidos,

os israelitas. Jesus Cristo,

contudo, se tornou a Área viva da

presença de Deus entre as pessoas

de todo o mundo.

O Fracasso da Velha Aliança

A lei da velha aliança não tornou

os homens santos. Ela era uma lista

de faça isto e não faça aquilo: “Você

fará isto; você não fará aquilo!”

Os homens deveriam ler a Lei, e

então cumprir suas ordenanças. Paulo,

porem, deixa muito claro que essa

e uma tarefa impossível (veja Gálatas

Capítulos 2-4). Nenhum homem

consegue cumprir a Lei, não importa

com quanto empenho ele o tente.

O propósito da Lei não é nos fazer

santos, mas revelar-nos o quanto

somos pecaminosos. A Lei mostranos

claramente que não podemos

nos salvar a nos mesmos – não importa

o que façamos. A Lei foi dada

para nos conduzir ao nosso Salvador:

“De maneira que a lei nos serviu

de aio para nos conduzir a Cristo,

a fim de que fôssemos justificados

por fé” (Gl 3:24).

Não, nos não podemos ser justificados

diante de Deus pelo que fazemos;

somente pelo que cremos. A

justificação vem pela fé, não através

de obras! (veja Romanos 3:21-26).

A Lei da velha aliança era uma

“manifestação externa” – uma palavra

que vem de fora – dizendo-nos o

que Deus deixara em testamento e o

que Ele queria.

Porém, a Lei não pode dar-nos

o poder para cumprirmos as ordenanças.

A Lei nos dissera o que

devia-mos realizar, mas não nos

deu nenhum poder para fazê-lo. Ela

mostrou-nos o quanto somos fracos

e pecadores, mas não nos proveu de

nenhum talento para cumprirmos

suas ordenanças.

O Novo Testamento e diferente.

Na nova aliança, Deus diz ao Seu

povo: “Eu farei por vocês o que vocês

não podem fazer por si mesmos.

Eu tomarei esta, que tem sido externa,

e a escreverei em seu interior –

em seus corações.

“Vocês já não vão mais considerar

a manifestação exterior da Lei, e tomar

o seu fardo pesado em suas mãos.

Eu imprimirei isto em seu ‘interior’,

e os levarei a cumprir fielmente a Minha

vontade e a andar nos Meus caminhos.

Minha Lei, agora, governará

e capacitara seu ser interior, em vez

de fazer cobranças vindas de fora.

“Além disso, Minha nova aliança

não impõe nenhuma condição. A

única coisa que você precisa fazer e

crer nela e recebe-la. E Meu presente

de graça e amor para você.”

Necessidade de um Espírito Novo

Como Deus consegue manter

uma promessa tão maravilhosa? De

que maneira Ele pode remover a Lei

das inanimadas tábuas de pedra e

escrevê-las no coração e na mente

do homem?

Temos de voltar ao profeta Ezequiel

para achar nossa resposta. E

importante que o façamos, pois sem

considerarmos a revelação de Ezequiel,

a nova aliança será apenas

uma teoria, e nunca uma realidade

em nossa vida.

Davi pediu a Deus que lhe desse

não apenas um coração limpo, mas

que renovasse dentro dele um espírito

reto. Observemos o teor da

profecia de Ezequiel:

“Dar-vos-ei coração novo e porei

dentro de vos espírito novo; tirarei

de vos o coração de pedra e vos

darei coração de carne.

“Porei dentro de vós o meu Espírito

e farei que andeis nos meus

estatutos, guardeis os meus juizos e

os observeis” (Ez 36:26,27).

A Nova Aliança Ratificada

Para que uma aliança tenha efeito,

primeiramente, deve ser ratificada,

ou estabelecida. Somente a

morte de Cristo poderia ratificar (estabelecer)

a nova aliança.

18 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


Na queda do homem, a lei do pecado

e da morte entrou em vigor.

A conseqüência disso para todo

o gênero humano teria sido uma

tragédia infinita não fosse a graça

de Deus. Essa graça foi revelada na

cruz de Cristo no Calvário. Só Ele

poderia se-lar definitivamente a nossa

salvação através da nova aliança

de Deus.

Meditemos um pouco sobre isso.

Quando um homem faz um testamento,

registrando sua ultima vontade,

as leis da maioria das nações

determinam que este testamento só

pode ser executado quando esse homem

morrer.

Deus também estabeleceu a Sua

vontade em forma de um novo testamento

ou aliança. Isto não poderia

ser posto em vigor ate que Aquele

que o escrevera tivesse morrido.

Por isso Deus, o Filho, veio a esta

Terra como o Filho do homem. Ele

O Espírito Santo

flui de Deus

para nós.

veio morrer para que a nova aliança

– a Sua vontade e Seu testamento –

tivesse efeito.

O Espírito Santo:

O Executor da Nova Aliança

Quando morre o homem que declarou

sua vontade, escrevendo seu

testamento, e necessário que alguém

tome as medidas relacionadas ao

testamento. Alguém tem de executar

(ou cumprir) essas providencias.

A pessoa nomeada para fazer

isto e chamada “testamenteiro” –

porque ele executa (ou determina)

as medidas para o cumprimento da

vontade do falecido.

Cristo não só morreu, mas Ele

subiu novamente e ascendeu a mão

direita do Pai. Ao fazer isso, Ele poderia

se tornar, no céu, “o executor”

da Sua vontade, do Seu Testamento.

Ele poderia estabelecer assim, legalmente,

as providências para a exe-

cução do próprio testamento, da Sua

(nova) aliança.

Uma vez que o novo testamento

foi estabelecido no céu, era necessário

executá-lo ou colocá-lo em vigor

– aqui na Terra. Por isso, do céu,

Deus enviou o Seu Espírito Santo no

dia do Pentecostes.

O Espírito de Deus e o divino

“Executor” da vontade e do testamento

de Cristo. Ele e Aquele que

executa a nova aliança com suas bênçãos

e benefícios. “Porei dentro de

vós o meu Espírito e farei que andeis

nos meus estatutos, guardeis os meus

juízos e os observeis” (Ez 36:27).

O papel do Espírito Santo de executor

da nova aliança e confirmado

pelas palavras do próprio Cristo.

Logo antes de Sua crucificação,

Jesus tentou preparar os Seus discípulos

para a Sua partida. Ele iria

deixa-los, e eles ficariam por conta

própria. Contudo, Ele lhes prometeu

que não os deixaria órfãos; Ele enviaria

Alguém para ocupar o Seu lugar:

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos

dará outro Consolador, a fim de que

esteja para sempre convosco, o Espírito

da verdade, que o mundo não

pode receber, porque não no vê, nem

o conhece; vos o conheceis, porque

ele habita convosco e estará em

vos” (Jo 14: 16,17).

A palavra grega para “consolador”

é parakletos. Ela tem um significado

muito mais amplo do que

“aquele que conforta ou consola”.

Esta palavra vem da combinação

de duas palavras gregas: para, que

significa “ao lado de”, e kaleo, cujo

sentido e “chamar”. Juntas essas palavras

querem dizer “chamado para

o lado da pessoa”. Esta palavra, parakletos,

significa muitas coisas no

Novo Testamento. E traduzida como

“intercessor”, “consolador”, “ajudante”,

“defensor”, “conselheiro”.

Ela conceituava um advogado que

representa um dos lados num tribunal.

Vemos esse sentido em 1 João

2:1: “Se, todavia, alguém pecar, temos

Advogado junto ao Pai, Jesus

Cristo, o Justo”.

Um “advogado” é um conselheiro

legal ou um defensor. Ele pleiteia

a causa de seu cliente perante um tribunal

de justiça. O advogado fica ao

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 19


lado do seu cliente, para aconselhalo

e defender seus interesses. E dever

do advogado providenciar para

que seu cliente tenha acesso a todos

os benefícios da lei.

Para fazer vigorar o Seu testamento

– a nova aliança – Deus, o

Pai, designou dois Advogados para

nos. (Isso deveria nos dar uma medida

de “conforto”!) Um deles esta a

mão direita do Pai. Como já vimos,

Ele e o próprio Senhor Jesus. Desta

forma, se nos pecamos, temos um

“Advogado” no céu para pleitear

nossa causa – e Ele nunca perdeu nenhum

caso. Também e muito importante

nos lembrarmos de que Deus,

o Pai, Juiz de tudo, esta totalmente

ao nosso lado! Deus e por nós (Rm

Jesus se tornou nosso

Advogado ou Aquele

que irá ao Pai para

nos representar.

8:31-39). Mas Ele também tem que

satisfazer sua perfeita justiça, exigindo

um pagamento pelo pecado.

Ele fez isso quando “não poupou o

seu próprio Filho, antes, por todos

nos o entregou” (Rm 8:32).

A justiça exigiu que o Juiz de toda

a Terra julgasse o pecado; e a sentença

foi a morte. Ou seja, o homem

errou e a justiça puniu.

Mas Deus, que e totalmente justo,

e também perfeitamente misericordioso.

A perfeita justiça requer

pagamento pelo pecado, contudo a

perfeita misericórdia fez pelo homem

o que este não pode fazer por si

mesmo. “Mas Deus, sendo rico em

misericórdia, por causa do grande

amor com que nos amou, e estando

nos mortos em nossos delitos, nos

deu vida juntamente com Cristo, –

pela graça sois salvos, e juntamente

com ele, nos ressuscitou, e nos fez

assentar nos lugares celestiais em

Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos

vindouros, a suprema riqueza

da sua graça, em bondade para

conosco, em Cristo Jesus. Porque

pela graça sois salvos, mediante a

fé; e isto não vem de vós; é dom de

Deus; não de obras, para que ninguém

se glorie. Pois somos feitura

dele, criados em Cristo Jesus para

boas obras, as quais Deus de antemão

preparou para que andássemos

nelas” (Ef 2:4-10). Louvado seja

Deus pelo Seu grande amor!

Nós também temos um Advogado

aqui na Terra. E o Espírito Santo

– nosso divino Conselheiro e Advogado.

Foi isso que Jesus disse quando

afirmou que o Pai nos enviaria

outro Parakletos. A seguir, vamos

meditar na obra do Espírito Santo

em nosso coração e em nosso viver

diário.

O Espírito Santo:

O Controle Interior Para Nossa Vida.

O que é que nosso Advogado,

o Espírito Santo, ira fazer por nos?

Ezequiel responde a essa pergunta:

“Dar-vos-ei coração novo... Porei

dentro de vós o meu Espírito e farei

que andeis nos meus estatutos” (Ez

36: 26,27).

Em outras palavras, Deus esta

colocando a Sua “lei de amor” em

nosso coração e mente, através da

presença do Espírito Santo que habita

em nos. Então, o Espírito Santo

nos “ensinará todas as coisas” (Jo

14:26) e nos “guiará a toda a verdade”

(Jo 16:13). É através do Espírito

de Deus em nós que começamos

a experimentar nossa salvação em

nosso viver diário.

É de suma importância lembrarmos

de que o Espírito Santo não

substitui a Palavra de Deus. O Espírito

Santo veio para explicar a Palavra

e aplicá-la em nossa vida. O

Espírito e a Palavra trabalham juntos

para revelar-nos a vontade de Deus

e dar-nos poder para sermos transformados

na imagem de Cristo. A

obra do Espírito Santo em nossa

20 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


vida sempre estará de acordo com

a verdade da Palavra de Deus.

Além disso, o Espírito Santo não

só nos revelará a vontade do Pai;

Ele também nos capacitara a cumpri-la.

Se nos submetermos ao Seu

controle, o Espírito Santo não apenas

nos mostrará o que fazer e aonde

ir; mas também nos levara na direção

certa.

A “lei interior do amor” – unida

ao Espírito Santo da verdade – e

muito exigente. Ela abrange todos

os detalhes e minutos de nossa vida.

De fato, a vida dirigida pelo Espírito

e mais exigente ate mesmo que a

lei de Moisés. Contudo, há uma diferença.

Nesta vida nova em Cristo,

nos somos movidos pelo poder interior

do amor de Deus. Somos dirigidos

pelo Seu Espírito, que revela a

Sua verdade escrita em Sua Palavra.

A vida cheia do Espírito não exige

nenhuma sujeição severa, mas, sim,

uma obediência amorosa.

Contudo, não quero dizer que,

sendo conduzidos pelo Espírito Santo,

ficaremos livres das exigências

da Lei. A presença do Espírito de

Deus em nós nos tornou livres das

leis escritas em pedra; contudo Ele

nos fez livres para obedecermos a lei

escrita em nosso coração. Nenhuma

lei escrita em tábuas de pedra pode

abranger completamente todas as situações

que enfrentamos. Somente o

Espírito Santo, que lança luz sobre a

verdade da Palavra de Deus, poderia

fazer isso. Ser livres em Cristo não

significa fazer tudo que queremos.

Nós somos libertos para cumprir

o que temos de fazer – obedecer a

Deus em toda situação por que passarmos!

O poder do amor de Deus em

nosso coração e muito mais que um

simples entusiasmo. Esta “lei do

amor” pode nos condenar quando

não agimos ou falamos em amor.

Ela atua em todos os tipos de situações,

muitas das quais não foram,

especificamente, cobertas pelos Dez

Mandamentos.

Todos nós necessitamos de um tipo

de “controle interior” para dirigir

nossa vida diariamente. Isto é Cristo

vivendo Sua vida através de nós.

Tragicamente, muitos de nós não

confiamos no Espírito Santo que

habita em nosso coração. Em vez

disso, olhamos para as “tábuas de

pedra” que estão fora de nosso coração.

Tentamos cumprir as leis de

Deus usando nossos fracos esforços.

Pensamos que, de alguma maneira,

podemos nos tornar santos a partir

de algo externo ou uma fonte de fora.

Mas isso não funciona.

Agora talvez possamos entender

melhor a diferença entre as duas

alianças. Na velha aliança, a lei estava

fora de nós – escrita em tábuas de

pedra. Na nova aliança, a lei está dentro

de nós – escrita em nosso coração

e mente. A Lei poderia forçar uma

conformidade externa que só duraria

temporariamente. Mas o Espírito

que habita em nós pode transformar

nosso interior permanentemente.

Deus nos deu o Seu Espírito Santo

para que pudéssemos conhecer a

Sua vontade em nossa mente, e ser

movidos a fazer a Sua vontade com

o coração – pelo poder concedido

pelo Espírito. Assim, nós cumprimos

as exigências da lei, que requerem

uma vida reta e santa. Porque

nós já não andamos na carne, mas

no Espírito. Verdadeiramente, Ele e

o controle interior de nossa vida!

LIvre do LeGALISmo

Não Mais Presos

Infelizmente, muitos cristãos sinceros

são tentados a voltar para o

controle exterior da Velha Lei. Isso

já acontecia com alguns cristãos judeus

na época de Paulo.

Eles estavam sendo tentados por

lideres legalistas a abandonar a graça

que alcançaram em Cristo Jesus.

Paulo fez uma referência direta a

este tipo de perigo em sua carta aos

romanos:

“Porventura, ignorais, irmãos

(pois falo aos que conhecem a lei),

que a lei tem domínio sobre o homem

toda a sua vida?

“Ora, a mulher casada esta ligada

pela lei ao marido, enquanto

ele vive; mas, se o mesmo morrer,

desobrigada ficará da lei conjugal.

“De sorte que será considerada

adúltera se, vivendo ainda o marido,

unir-se com outro homem; porém, se

morrer o marido, estará livre da lei

e não será adultera se contrair novas

núpcias.

“Assim, meus irmãos, também

vos morrestes relativamente a lei,

por meio do corpo de Cristo, para

pertencerdes a outro, a saber, aquele

que ressuscitou dentre os mortos,

para que frutifiquemos para Deus”

(Rm 7:1-4).

Matrimônio:

Uma Figura de Nosso Novo

Relacionamento com Cristo

Paulo usa as leis do matrimônio

para ilustrar o relacionamento com

Cristo sob a Nova Aliança (testamento).

Como pecadores, éramos “casados”

com a Lei e presos as suas exigências.

Quando aceitamos a Cristo

como Salvador, fomos “batizados”

(colocados) em Seu Corpo (1 Co

12:13). Assim fomos identificados

com Ele – na Sua morte e ressurreição

(veja Romanos 6).

Quando Cristo morreu na cruz,

nos estávamos “Nele”. Quando Ele

foi levantado da morte e ascendeu

ao céu – nós também subimos e ascendemos

“Nele” e estamos assentados

com Ele nos céus (veja Efésios

2:1-6).

Pela nossa morte na cruz (em

Cristo), nós não apenas fomos feitos

livres do poder do pecado, mas

também livres de nossa “escravidão

matrimonial” para com a Lei. Agora

nos somos livres para nos casarmos

com “Outro” – Cristo.

Quando Cristo ressurgiu, nos

também revivemos Nele. Quando

Jesus ressuscitou, Ele se tornou nosso

Esposo divino, e nós nos tornamos

a Noiva de Cristo.

Nós não estamos mais debaixo

da regra da Lei – nosso “velho

marido”. Agora nos estamos sob a

amorosa norma e lei de nosso “novo

Marido” – o Senhor Jesus.

“Adultério” Espiritual:

Um Problema Para

Muitos Cristãos Sinceros

Um problema para muitos cristãos

sinceros e a tentação de viver

novamente sob o domínio da Lei.

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 21


Em Cristo, Deus os livrou dela, o

“velho marido” (a Lei). Assim eles

poderiam se casar com o “novo marido”

(o Senhor).

Eles ainda parecem atraídos a

voltar a uma relação “amigável”

com aqueles com quem eles já foram

casados. Com certeza, eles não

percebem o que estão fazendo. Contudo,

esses cristãos estão “flertando”

com a lei, e isso pode conduzi-los ao

adultério espiritual.

Eles não estão confiando totalmente

na “consumação” da obra de

Cristo na cruz. Então, sentem que

precisam “acrescentar algo” para

satisfazer completamente as exigências

da Lei. Eles não entendem

que, quando olham para a Lei desse

modo, eles verdadeiramente estão

sendo “infiéis” ao novo Marido, o

Senhor Jesus. Nos não podemos por

nossa fé na Lei e na graça de Deus

ao mesmo tempo.

Legalismo: Um Problema Sério na

Igreja da Galácia

A igreja da Galácia havia enfrentado

esse mesmo problema. Alguns

mestres legalistas vieram de Jerusalém

e tentaram conduzir os gálatas

cristãos de volta a submissão a Lei.

Esses mestres judeus disseram aos

crentes da Galácia que eles somente

seriam salvos do pecado e separados

para Cristo se fossem circuncidados.

Eles ensinaram aos Gálatas que isso

era algo que eles teriam de fazer,

alem de confiar em Cristo.

Submetendo-se as ordenanças da

Lei do Velho Testamento que exigia

a circuncisão, eles eram como uma

mulher casada que se submete a alguém

que não o próprio marido. Isso

e errado no matrimônio. Uma esposa

só se submete a seu marido.

Da mesma maneira, estão erradas

as pessoas que dizem que estão

total-mente (e somente) confiando em

Cristo – e põem a confiança em outras

coisas como medalhas religiosas, penitências,

e outras práticas religiosas.

Retornando ao velho “marido” (a

Lei), os gálatas estavam sendo infiéis.

Cristo os libertara através de Sua

morte na cruz. Agora eles voltavam

a escravidão das leis do Velho Testamento.

Legalismo:

Um Perigo Permanente

O perigo que os crentes corriam

de se deixar escravizar novamente

a uma relação infiel com a Lei era

uma grande preocupação do apóstolo

Paulo. Ele advertiu a igreja da

Galácia com estas fortes palavras:

“Para a liberdade foi que Cristo

nos libertou. Permanecei, pois, firmes

e não vos submetais, de novo, a

jugo de escravidão.

“Eu, Paulo, vos digo que, se vos

deixardes circuncidar, Cristo de nada

vos aproveitará.

“De novo, testifico a todo homem

que se deixa circuncidar que esta

obrigado a guardar toda a lei. De

Cristo vos desligastes, vos que procurais

justificar-vos na lei; da graça

decaístes.” (Gl 5:1-4).

Na mente de Paulo, não havia

nada mais trágico do que o Cristão

voltar da liberdade que tem em Cristo,

para a escravidão de um sistema

legalista. Lamentavelmente, sempre

existiram fariseus que buscavam levar

o povo de Deus de volta aquele

tipo de escravidão.

Uma Sombra Escura de Medo

O espírito do legalismo e muito

poderoso e extremamente enganoso.

O cristão sincero, que não entende

a verdadeira base da sua salvação,

pode ser facilmente seduzido ou enganado.

Ele quer verdadeiramente

agradar a Deus e ter a Sua aprovarão.

Tentar cumprir as exigências da

Lei parece-lhe um jeito certo de conseguir

isto. Pode parecer certo, mas

está errado!

Quando ofereceremos

nossas obras a Deus,

negamos a obra

realizada por Jesus

na cruz.

22 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


A força básica por trás do legalismo

é o medo. A Lei diz estritamente

que nos temos de fazer ou

então morreremos. Contudo, assim

que seguimos esse caminho, vemos

claramente que nada que fizermos

será suficiente para satisfazer a Lei.

Então, uma nuvem escura de condenação

vem sobre nos e enche nosso

coração. Só a luz do amor de Deus

– a “luz do Evangelho” – pode dispersar

essa escuridão.

E isso tem acontecido!

Se nós aceitarmos a salvação

completamente como um dom gratuito,

somos feitos livres da escravidão

do legalismo.

LIvre dA CondenAÇÃo

Palavras de Esperança que Iluminam

Vejamos as palavras de esperança

e encorajamento do apóstolo

Paulo no primeiro verso do Oitavo

Capitulo de Romanos: “Agora, pois,

já NENHUMA CONDENAÇÃO há

para os que estão em Cristo Jesus.”

A segunda parte do verso 4 –

“que não andamos segundo a carne,

mas segundo o Espírito” – não se

encontra nos melhores e mais confiáveis

textos do grego. E possível

que essa parte do verso 4 tenha sido

acrescentada aqui, acidentalmente,

por erro de um copista.

Contudo, alguns dos tradutores

posteriores talvez não tenham aceitado

tal declaração, sem impor algumas

condições. Certamente, eles

podem ter pensado que deveria haver

algo que nos teríamos de “fazer”

para sairmos de debaixo da condenação.

Assim eles tiraram uma parte

do verso quatro e a acrescentaram ao

verso um.

Por que eles fizeram isto? Possivelmente

porque ainda estavam

vivendo pela Lei exterior. Eles não

entenderam as providencias da nova

aliança completamente. Então, somaram

algumas condições de esforço

próprio: “Para sair da condenação,

você não deve andar na carne;

você tem de andar no Espírito.”

Ao acrescentar essas palavras a

Bíblia, eles distorceram a beleza primitiva

de nossa nova aliança. Essas

palavras nos ensinam falsamente que

qualquer fracasso de nossa parte nos

colocara imediatamente debaixo de

condenação. Isso é falso e é o oposto

do que Paulo estava tentando dizer e

ensinar. Porém, como dissemos anteriormente,

fomos feitos livres para

obedecer a Deus. Não devemos usar

nossa liberdade para satisfazer aos

desejos da carne. “Porque vos, irmãos,

fostes chamados a liberdade;

porem não useis da liberdade para

dar ocasião à carne; sede, antes,

servos uns dos outros, pelo amor...

Digo, porém: andai no Espírito e jamais

satisfareis a concupiscência da

carne” (Gl 5:13,16).

Se estamos em Cristo, nos não

estamos debaixo de condenação

(Deus está expulsando o julgamento).

Contudo se violarmos o Seu Domínio

e a lei do amor que o Espírito

Santo colocou em nos, sentiremos

convicção do nosso erro.

Há uma diferença entre convicção

e condenação. A convicção nos

atrairá a Cristo, levando-nos a buscar

o Seu perdão e purificação. Um

senso de condenação nos afastará de

Deus e nos fará tentar trabalhar mais

duro, com nosso próprio esforço,

para estarmos religiosamente perfeitos.

Algumas pessoas adquirem um

estranho senso de satisfação que

vem de um ministério de condenação.

Se não são açoitadas e golpeadas

pela Lei, não consideram que tiveram

uma boa reunião. Essa atitude

legalista pode levar a pessoa a sentir

orgulho de sua noção de justiça.

Foi por isso que Jesus corajosa

e duramente confrontou os fariseus.

Eles colocavam fardos de legalismo

nas costas das pessoas, os quais elas

não podiam aguentar (Mt 23:4; At

15:10,11).

Para Sempre Livres da Lei

Estamos livres da condenação

porque Cristo já pagou pelo nosso

pecado. Ele o levou sobre Si e recebeu

o castigo pelo mesmo quando

morreu na cruz. Ele foi condenado

em nosso lugar. Por isso, estamos livres

da lei do pecado e da morte – e

da condenação que ela causa.

É exatamente isso que Paulo nos

diz no verso seguinte: “Porque a lei

do Espírito da vida, em Cristo Jesus,

te livrou da lei do pecado e da morte”

(Rm 8:2).

Podemos entender melhor o significado

desse verso se substituirmos

a palavra “lei” pela palavra

“controle”. “Porque o controle do

Espírito... te livrou do controle do

pecado e da morte”.

“Pecado e morte” representam os

resultados da lei escrita em pedra.

Paulo esta afirmando que o Espírito

Santo tem maior controle sobre nossa

vida a partir de nosso interior do

que a Lei a partir de nosso exterior.

A autoridade superior habita dentro,

não fora.

LIvre PArA Se tornAr

Como CrISto

A Lei da Verdade e Amor

O controle do Espírito Santo dentro

de nós nos livra do domínio do

pecado e da morte. A autoridade interior

do Espírito Santo e um poder

superior ao poder da Lei. Na realidade,

.a Lei nunca poderia produzir

a justiça que exige. Só o poder e a

autoridade ido Espírito Santo podem

fazer isso.

Paulo amplia essa idéia nos dois

próximos versos: “Agora, pois, já

nenhuma condenação há para os

que estão em Cristo Jesus.

“Porque a lei do Espírito da

vida, em Cristo Jesus, te livrou da

lei do pecado e da morte.

“Porquanto o que fora impossível

a lei, no que estava enferma pela

carne, isso fez Deus enviando o seu

próprio Filho em semelhança de carne

pecaminosa e no tocante ao pecado;

e, com efeito, condenou Deus, na

carne, o pecado, a fim de que o preceito

da lei se cumprisse em nós, que

não andamos segundo a carne, mas

segundo o Espírito” (Rm 8:1-4).

Nossa velha natureza pecaminosa

também e denominada a “carne”.

Viver “na carne” e agir por nossos

próprios esforços – independentemente

do Guardião interne da Lei (o

Espírito Santo).

Esse procedimento nos leva de

volta a subordinação da Lei e a sua

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 23


condenação. Paulo diz claramente

que isso só nos conduzira ao fracasso

e ao sentimento de culpa. Nos

nos torna-mos novamente enredados

pela lei do pecado e da morte!

Andar no Espírito e exercitar o

domínio próprio–que e um fruto do

Espírito (veja Gálatas 5:22) – pelo

poder do Espírito Santo.

Andar no Espírito traz vida. Nos

andamos e vivemos no Espírito

quando nos entregamos ao Seu controle.

Ele sempre regera nossa vida

em verdade e amor. Ele será muito

rápido em nos convencer do pecado

e, ao mesmo tempo, nunca nos

condenara. Toda vez que desobedecermos

a santa lei do amor de Deus,

o Espírito Santo fielmente nos mostrara.

Ele também nos dará o poder

para viver sem a antiga lei, e assim

ela não nos fará falta.

Que lindo presente da graça de

Deus o Espírito Santo e para o nosso

coração! Não admira que Ele seja

chamado de o Santo Consolador –

nosso Conselheiro e Companheiro

sempre presente.

Um Desejo Interne e Poder

Neste ponto, queremos esclarecer

duas coisas para que não sejamos

mal entendidos.

1a Observação. Nós não estamos

afirmando que o Espírito Santo

veio substituir a Palavra de Deus (a

Bíblia). Algumas pessoas ensinam

isso, mas não e verdade.

O Espírito Santo veio explicar

a Palavra e aplicá-la a nossa vida.

Sem as Escrituras, Ele não teria nada

a explicar. A ação do Espírito Santo

em nossa vida estará sempre de

acordo com a verdade da Palavra

de Deus. O Seu desejo e relacionar

aquela Palavra aos detalhes de nossas

atividades diárias.

O Espírito Santo converte a Palavra

Escrita em Palavra Viva em

nosso coração. Ele faz disto o alvo

vital de nossa fé. O Senhor Jesus e

nosso Irmão modelo. Ele confiou

totalmente em ambos – na Palavra

de Deus e no Espírito de Deus–para

cumprir a vontade de Seu Pai aqui

na terra. E o que temos de fazer – e

nada menos que isso.

2 a Observação. Outro ponto importante

e a nossa liberdade no Espírito.

Quando estamos em Cristo, o Espírito

Santo, a Palavra escrita de Deus e Sua

vontade estão em pleno acordo.

24 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


ANTEs DE sER CHEIO

DO EsPÍRITO DE

DEUs, EU ERA MUITO

RELIGIOsO.

O Espírito Santo não nos liberta

das exigências da Lei para que

possa-mos viver dissolutamente. Ele

nos fez livres da lei escrita em pedra,

para obedecermos à lei escrita em

nosso coração.

Essa lei ou controle e superior.

E esta lei mais elevada, do Espírito

Santo dentro de nos, governara todas

as áreas de nossa vida. Nenhuma

lei escrita em tábuas de pedra jamais

poderia cobrir todas as diferentes

situações que enfrentamos na vida.

Só o Espírito Santo pode, em cada

situação, aplicar a lei interior que e

fruto do amor de Deus.

Não, nós não estamos sendo libertos

para seguir as cobiças ou os

desejos de nossa carne. Na realidade,

se estivermos em falta com relação

a vontade de Deus para nos

em Cristo, o Espírito Santo nos

convencerá disso e nos corrigira

imediatamente.

É propósito Dele nos tornar como

Jesus – nos conformar a imagem de

Cristo. Como o Espírito de Cristo,

Ele se torna para nos nossa lei interior

de vida. Já não somos controlados

por uma lei exterior de “faça

isso” e “não faça aquilo”, mas por

um desejo e um poder interiores de

nos tornarmos como o Senhor Jesus.

“E todos nos, com o rosto desvendado,

contemplando, como por

MINHA ATENçãO

EsTAvA vOLTADA

EM fAzER...

espelho, a glória do Senhor, somos

transformados, de glória em glória,

na sua própria imagem, como

pelo Senhor, o Espírito” (2 Co

3:18).

LIvre PArA

“ANDAR NA LUZ”

Livre Para Sempre!

A glória do Senhor e uma luz

magnífica, “e não há nele treva nenhuma”

(1 Jo 1:5). Assim também,

querido e santo irmão, não deve haver

nenhum tipo de trevas em nosso

andar com o Senhor.

A nuvem de condenação foi retirada.

A sombra escura do medo foi

dispersa.

Se já submetemos nosso espírito

ao Espírito de Deus, e nossa mente

à Sua Palavra, verdadeiramente, não

precisamos mais ter medo. Podemos

cometer alguns erros, mas Deus será

fiel em operar junto a eles para o

nosso bem e a gloria Dele. Ele nos

instruirá amorosamente e nos disciplinará,

dia a dia, se assim o permitirmos.

Graças a Deus, nos temos recebido

um coração novo, um espírito

novo e uma nova aliança.

Nós fomos feitos livres – e nossa

AGORA, EU AINDA AjO

CONfORME DEUs DIRI-

GE, MAs PROCURO EsTAR

NELE – NãO sOMENTE

TRAbALHAR PARA ELE.

liberdade em Cristo esta sempre segura!

O Caminho de Deus de Paz e Alegria

Querido e santo irmão, Deus deseja

que desfrutemos das bênçãos e

benefícios de Sua nova aliança. E

um dom da Sua graça em Cristo Jesus.

O Seu Espírito Santo habita em

nos agora, e “onde está o Espírito

do Senhor, aí há liberdade” (2 Co

3:17). É a liberdade da lei do pecado

e da morte.

A lei de amor de Deus esta claramente

escrita em nosso coração. O

Espírito Santo – nosso Consolador e

Conselheiro – aplicará essa lei a todos

os detalhes de nossa vida. Ele fielmente

nos corrigira e nos dirigira nos caminhos

do Senhor. Esse e o caminho

de Deus de paz e alegria para nós.

Podemos ter paz e alegria, querido

amigo! Se você se sente sempre

tentado a voltar para a servidão da

escravidão do legalismo, repita estas

palavras de confiança encontradas

em Romanos 8:1,2:

“Agora, pois já NENHUMA

CONDENAÇÃO há para os que estão

em Cristo Jesus. Porque a lei do

Espírito da vida, em Cristo Jesus,

TE LIVROU” – nos fez livres para

andar “na luz, como ele esta na luz”

(1 Jo 1.7), a luz gloriosa do amor e

da graça de Deus. ■

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 25


SALVAÇÃO CAPÍTULO

envIAdo PArA SALvAÇÃo

● CHAMADO PARA IR!

● CUMPRINDO O PLANO DE

deuS PArA o FInAL doS

temPoS

CHAMADO PARA IR!

Nós não devemos apenas andar na

luz; fomos chamados, como João Batista,

para dar testemunho da luz (Jo

1:7).

O Senhor Jesus "vos chamou das

trevas para a sua maravilhosa luz” (1

Pe 2:9). Mas ao nos conceder o dom

da salvação, Ele não apenas nos chamou

a sair das trevas; Ele nos convocou

a IR até aqueles que ainda jazem

“em trevas” (Mt 4:16) – para lhes dar

as Boas Novas de salvação e “os converteres

das trevas para a luz” (At

26:18).

Você tem a luz do Evangelho. Você

possui a “luz da vida – vida eterna

em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Jo

8:12; Rm 6:23).

Muitas pessoas não sabem disso.

Multidões em todo o mundo permanecem

na sombra da morte – morte

eterna, o “salário do pecado” (Mt

4:16; Rm 6:23). Eles ainda não viram

a luz.

Cabe a você:

Mostrar-lhes a luz. Deixar a luz do

Evangelho, que brilha em você, brilhar

sobre eles. Atenda a ordem de Cristo, e

assim “brilhe também a vossa luz diante

dos homens” (Mt 5:16).

Afinal Ele não diz em Mateus 5:14,

“VÓS sois a luz do mundo”?

Jesus NÃO afirmou que você e luz

somente em sua igreja, ou apenas em

sua cidade, ou nação – Ele disse O

MUNDO.

É verdade: Jesus, “a verdadeira

Luz” (Jo 1:9), quer que nos resplandeçamos

“como luzeiros no mundo”

(Fp 2:15); Ele quer que façamos brilhar

a luz do Evangelho em TODO o

mundo:

“Eu te constituí para luz

dos gentios, [nações]

a fim de que sejas para salvação

até aos confins da terra"

(At 13:47).

Jesus disse “Ide... fazei discípulos

de todas as nações” (Mt 28:19);

“Ide por todo o mundo e pregai o

Evangelho” (Mc 16:15).

Deixe SUA luz brilhar!

4

Uma Pessoa Pode

Ganhar Milhares

É claro que não podemos ir a todo

o mundo e nós mesmos pregar o

Evangelho.

Mas quem é pastor pode, encorajar

os membros de sua igreja a

pregar aqueles que estão fora dela.

Se houver membros da igreja que

tem ministério e dons de liderança,

o pastor pode enviá-los a plantar

novas igrejas – e eles, por sua vez,

podem enviar outros a, igualmente,

fundar mais igrejas.

Quem é evangelista pode ir para

a próxima cidade ou aldeia, pregar

o Evangelho e ganhar almas para

Cristo. Então treinará esses novos

convertidos para irem a uma cidade

ou aldeia mais adiante e ganhar ainda

mais almas para Cristo; e enviar

aqueles novos convertidos ate mais

distante para ganhar muitos mais...

Deste modo, o ministério de apenas

um líder de igreja – VOCÊ! –

pode ganhar dezenas, centenas, ou,

até mesmo, milhares para Cristo...

Assim, a luz do Evangelho que

resplandeceu em seu coração pode

iluminar todo o caminho até aos

confins da terra...

E dessa maneira, querido companheiro

de trabalho no Evangelho, você

pode exercer função vital nesta obra...

CumPrIndo o PLAno de deuS

PArA o FInAL doS temPoS

“Que todos sejam um"

Jesus falou aos Seus discípulos que

nos últimos dias o mundo enfrentaria

26 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


tempos de grande angústia e dificuldade

(2 Tm 3:1). Medo, ódio e ganância

levariam as nações do mundo a guerrearem

uma contra a outra. Os “últimos

dias” serão verdadeiramente tempos de

trevas (veja Mateus 24; Lucas 21).

Porém, há um brilho de esperança

para a Igreja Crista:

“E acontecerá nos últimos dias,

diz o Senhor, que derramarei do meu

Espírito sobre toda a carne... E acontecera

que todo aquele que invocar

o nome do Senhor será salvo” (At

2:17,21).

Esses versos de Joel 2:28-32 que

Pedro citou em seu sermão, significam

que a era da Igreja estava começando

no Dia de Pentecostes, quando o Espírito

Santo foi derramado. Essa era

terminara nos eventos culminantes do

apocalipse.

Isso mostra que mais pessoas vão

ouvir do Evangelho e serão salvas nos

últimos dias do que em qualquer outro

tempo da história. Naqueles dias, haverá

um grande avivamento que será como

a luz do Evangelho brilhando na escuridão

de um mundo agonizante. Deus

sempre traz uma “advertência” e uma

“testemunha” antes dos tempos de grande

julgamento.

Por isto, Deus deseja unificar a

Igreja através da adoração, do trabalho,

da luta e do testemunho. O avivamento

só virá quando o poder e a

glória de Cristo forem revelados pelo

Seu Corpo através do mundo inteiro.

“Rogo... que todos sejam um...

para que o mundo creia que tu me enviaste”

(Jo 17:20,21);

“E será pregado este evangelho do

reino por todo o mundo, para testemunho

a todas as nações. Então, vira

o fim” (Mt 24:14).

“Porque Deus amou

ao mundo de tal maneira...”

“Reconciliação” é uma palavra bonita

e maravilhosa. Significa “promover

a paz entre aqueles que quebraram a

comunhão entre si”. Quando o homem

pecou, ele se opôs a Deus, colocando-se

sob o controle do Seu inimigo – Satanás.

Desobedecer a Deus e pecado. E o pecado

nos separa de Deus e nos torna Seus

inimigos.

Deus, em Sua graça, quer nos perdoar

os pecados e nos levar de volta

à Sua família. Em resumo, o Criador

quer que sejamos “reconciliados” e vivamos

em paz com Ele. Essa é a razão

pela qual enviou Seu Filho ao mundo;

para morrer por nossos pecados. Deus

quer ser nosso Pai; Ele deseja ser nosso

amigo!

Reconciliação e uma palavra transbordante

de uma santa maravilha. Ela

nasce no coração do próprio Deus. Ela

fala do Seu amor e graça para com

todo o gênero humano. Mostra o Seu

desejo de atrair todas as nações do

mundo para Si.

As nações são compostas por pessoas,

e Deus ama as pessoas – até

mesmo aquelas pessoas que pecaram

e buscaram fazer a própria vontade e

andar no próprio caminho. Por causa

do pecado, o homem se afastou de

Deus e se tornou Seu inimigo. Através

de Cristo, Deus busca resgatar o mundo

inteiro para ter um relacionamento

perfeito com Ele.

“Porque Deus amou ao mundo de

tal maneira que deu o seu Filho unigênito,

para que todo o que nele crê

não pereça, mas tenha a vida eterna”

(Jo 3.16).

“Os Embaixadores em

Nome de Cristo”

Deus revelou ao apóstolo Paulo

o Seu grande amor pelas nações do

mundo. Além disso, Ele encheu o coração

do próprio Paulo desse mesmo

amor. Leia com atenção estas palavras

que Paulo escreveu para à igreja em

Corinto:

“Ora, tudo provém de Deus, que

nos reconciliou consigo mesmo por

meio de Cristo e nos deu o ministério

da reconciliação, a saber, que Deus estava

em Cristo reconciliando consigo

o mundo, não imputando aos homens

as suas transgressões, e nos confiou a

palavra da reconciliação.

“De sorte que somos embaixadores

em nome de Cristo, como se Deus

exortasse por nosso intermédio. Em

nome de Cristo, pois, rogamos que vos

reconcilieis com Deus” (2 Co 5:18-

20).

Verdadeiramente, este é o plano

de Deus para as nações: reconciliálas

com Ele. O Senhor quer que

TODAS as pessoas O conheçam, O

amem, O adorem e O sirvam com

todo o seu ser. Ele nunca mudou Seu

propósito. Esse ainda é o desejo profundo

do Seu coração.

Os Primeiros Embaixadores

Este era o desejo profundo do coração

de Pedro, de Paulo e de Filipe.

E de todos os apóstolos do Novo Testamento,

profetas, anciãos, diáconos –

toda a Igreja.

Eles viram a “verdadeira Luz” – Jesus.

Eles creram nesta luz (Jo 12:36).

Eles receberam o dom da salvação. A

luz do Evangelho brilhou em seus corações.

Eles não mantiveram essa dádiva

em segredo. Eles não esconderam a

luz “debaixo do alqueire” (Mt 5:15).

Eles “a deixaram brilhar” diante dos

homens e mulheres na Judéia, Samaria...

e até aos confins da terra.

Um Poderoso Começo

Eles testemunharam da Luz. Agora,

iam adiante como testemunhas da Luz

– pregando o Evangelho da salvação a

tantos quantos lhes fosse possível.

E eles testemunharam tão fielmente,

e pregaram tão destemidamente – sob

a orientação do Espírito Santo – que,

apenas dois meses após a Ressurreição,

milhares de pessoas haviam recebido o

dom gratuito de Deus que e a salvação

em Cristo Jesus (Atos 2:41).

Apesar disso, não era “todo o mundo”

(Mc 16:15) – mas um poderoso

começo.

“... para Deus TUDO e possível”

“Mas recebereis poder, ao descer

sobre vos o Espírito Santo, e sereis minhas

testemunhas tanto em Jerusalém

como em toda a Judéia e Samaria e

até aos confins da terra” (At 1:8).

Isso pode ter parecido uma tarefa

impossível. Mas o Senhor havia lhes

assegurado que “... para Deus TUDO

é possível" (Mt 19:26).

Assim eles saíram em fé, e foram

trabalhar, testemunhando em um mundo

mergulhado em trevas pelo pecado.

O Espírito Santo iluminou o caminho.

Ele os inspirou e lhes deu autoridade

para desempenharem um papel vital

no cumprimento do piano de Deus

para o fim dos tempos.

Ele pode fazer a mesma coisa por

você. ■

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 27


deuS ordenA...

ARREPENDA-SE

“... Deus... agora, porém, notifica

aos homens que todos, em toda

parte, se arrependam” (At 17:30).

A Primeira Mensagem de Jesus

A primeira experiência sobre

a qual uma vida Crista tem de ser

construída e o Arrependimento. A

primeira palavra do Evangelho – as

maravilhosas Boas Novas de salvação

em Cristo – e “arrependa-se”. A

segunda e “creia”:

“...foi Jesus para a Galiléia,

pregando o evangelho de Deus, dizendo:

O tempo está cumprido, e o

reino de Deus esta próximo; arrependei-vos

e crede no evangelho”

(Mc 1.14, 15).

A primeira mensagem de João

Batista foi “Arrependei-vos” (Mt

3:2). A primeira mensagem de Jesus

Cristo foi “Arrependei-vos” (Mt

4:17). Quando subiu aos céus, o Senhor

Jesus ordenou aos Seus discípulos

“que em seu nome se pregasse

arrependimento para remissão

de pecados a todas as nações” (Lc

24:47). Portanto, a primeira mensagem

de Pedro foi sobre o arrepen-

Graham Truscott

dimento (Atos 2:38). O apóstolo

Paulo pregou: “... Deus... agora, porém,

notifica aos homens que todos,

em toda parte, se arrependam” (At

17:30). Desta forma, podemos ver a

extrema urgência deste mandamento

de Deus em todos os lugares e a todos

os homens – “Arrependa-se!”

O que Não é Arrependimento

Arrependimento não e convicção

de pecado – o sentimento de culpa e

vergonha pelo pecado. A convicção

de que nos pecamos contra o Santo

Deus da Bíblia e quebramos os

Seus Mandamentos deve preceder o

arrependimento, mas não e arrependimento.

Enquanto não perceber os

próprios pecados, ninguém se arrependera.

Contudo nem todos os que

tiverem consciência dos próprios

pecados irão se arrepender.

Arrependimento não é nos entristecer

quando somos surpreendidos

fazendo alguma coisa errada.

Arrependimento não é reformar

nossa vida, ou tentar começar tudo

de novo.

Arrependimento não é ser religioso.

Arrependimento não é ter conceitos.

Multidões de pessoas estão

enganadas porque conceberam

em suas mentes alguns credos ou

doutrinas. Elas tem “fé intelectual”.

Porque aceitaram alguns ensinamentos

e tradições, elas crêem

que estão bem com Deus. Contudo

nunca se arrependeram do pecado,

nem convidaram o Senhor Jesus

para entrar no coração. Também

não praticaram a “fé de coração”,

que e a única que da acesso a salvação.

A Bíblia diz que você tem

de aceitar e “crer em seu coração”

(Rm 10:9).

O que é o Verdadeiro

Arrependimento

O arrependimento envolve a personalidade

total, o homem por inteiro.

É uma mudança completa de

mente, coração e vontade, particularmente

no que se refere ao pecado,

e a nossa relação para com Deus e

Seu Filho Jesus Cristo.

A mudança de mente inclui nosso

intelecto. Há uma mudança na

maneira como pensamos a respeito

28 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


do pecado, e da pessoa do Senhor

Jesus Cristo.

A mudança de coração envolve

nossas emoções. Modificamos o

sentimento que nutrimos com relação

ao pecado, e a pessoa do Senhor

Jesus Cristo.

Na mudança da vontade, nosso

desejo e nos tornarmos do pecado

para Deus, e recebermos a Sua salvação.

Judas Iscariotes, que traiu Jesus,

mudou sua mente, mas não sua vontade.

Ele enforcou-se e partiu para

uma noite eterna.

No princípio o homem era perfeito.

Sua mente estava sempre voltada

para a Palavra, a vontade e os caminhos

de Deus. Mas o homem escolheu

desobedecer a Deus. For causa da

desobediência para com a Palavra e a

vontade de Deus, a mente, o coração e

a vontade do homem se tornaram contra

Deus. For isso hoje precisamos nos

“arrepender” – mudar. Nos tornarmos

do nosso próprio caminho. Abrir

mão da nossa própria vontade. Dar

meia volta e retornar a Deus.

Há alguns que lêem estas linhas

e que nunca se arrependeram. Agora

mesmo, como você está na presença

de Deus, você se sente culpado e

envergonhado pelo seu pecado. Mas

tenha coragem. Deus o ama do jeito

que você é. Se você se arrepender – se

mudar a atitude de sua mente, coração

e vontade diante de Deus – Ele entrará

em sua vida e o salvará do seu pecado.

Conhecer Jesus Pessoalmente

A segunda palavra destas Boas

Novas de salvação em Jesus Cristo

e “Crer” (Mc 1:15). Você precisa se

arrepender e ter fé no Senhor Jesus

Cristo, porque “o arrependimento

para com Deus e a fé em nosso

Senhor Jesus Cristo” fará de você

um filho de Deus (At 20:21). Isto

não e uma crença intelectual sobre

a pessoa de Jesus Cristo, algo que

só ocorre em sua mente. Você talvez

saiba algo sobre Jesus. Mas você O

conhece pessoalmente? Eu sei fatos

sobre muitas pessoas famosas. Contudo

não as conheço pessoalmente.

Você conhece Jesus pessoalmente?

Volte-se para Deus agora, com

toda a sua mente, coração e vonta-

de, e arrependa-se verdadeiramente

de seus pecados. Aceite Jesus no coração

como seu Senhor e Salvador

pessoal. Ele o purificara de seus pecados

pelo poder do sangue que fluiu

do Seu corpo quando ele morreu na

cruz. Não importa quem você e; Jesus

o ama. Ele esta batendo a porta de

seu coração. Arrependa-se, abra sua

vida para Ele, e deixe-O entrar!

Ninguém “Nasce” Cristão

Tenho viajado extensivamente por

muitos países do mundo. Sempre que

conheço alguém que se diz cristão,

freqüentemente faço esta pergunta:

“Quando foi que você se tornou um

cristão”? Sempre obtenho uma destas

respostas: Um entusiasmado testemunho

de salvação, ou um olhar de

surpresa, como a dizer: “Sobre que

mundo você esta falando?” Frequentemente

me respondem: “O que você

quer dizer ao me perguntar quando eu

me tornei cristão? Eu nasci cristão!

Minha mãe era uma cristã. Meu pai

era cristão. Meu tio era pastor! Eu

sempre fui cristão”.

O fato de ter nascido em um lar

cristão não faz de você um cristão;

assim como nascer em uma garagem

não faz de nos um automóvel! Eu

nasci em um hospital, mas isso não

faz de mim um médico!

A Bíblia não diz nenhuma palavra

sobre “nascer” cristão. Pelo

contrário, Jesus disse: “importa-vos

nascer de novo” (Jo 3:7).

Quantas pessoas são batizadas,

confirmadas, ou se tornaram membros

de uma igreja, acreditando que

no Dia do Juízo suas boas ações serão

comparadas as suas mas ações

e, de alguma maneira, esperam que

as boas ações excedam em valor as

mas. Mas Jesus disse: “Em verdade,

em verdade te digo que, se alguém

não nascer de novo, não pode ver o

reino de Deus” (Jo 3:3).

Como se Arrepender

“Como posso dar o primeiro passo?

Como posso me arrepender?”

1. O Arrependimento é um Dom de

Deus

“O Deus de nossos pais ressuscitou

a Jesus, a quem vos matastes,

pendurando-o num madeiro. Deus,

porém, com a sua destra, o exaltou a

Príncipe e Salvador, a fim de conceder...

arrependimento e a remissão

de pecados” (At 5:30,31).

O arrependimento e o perdão de

pecados são dons de Deus. Eles estão

em uma Pessoa, o Filho de Deus, o

Senhor Jesus Cristo. Para receber os

dons do arrependimento e do perdão

dos pecados, temos de receber a Pessoa

em Quem estão esses dons. Receba

a Jesus em seu coração e em sua

vida de uma maneira consciente.

2. Tristeza Pelo Pecado

“Porque a tristeza segundo Deus

produz arrependimento para a salvação,

que a ninguém traz pesar;

mas a tristeza do mundo produz

morte” (2 Co 7:10).

Quando pensamos em nosso pecado,

sentimo-nos culpados e envergonhados.

Sentimos tristeza e

aflição por causa do pecado. E essa

tristeza segundo Deus que produz

arrependimento.

3. Confesse Seu Pecado a Deus

“Ó Deus, sê propício a mim, pecador”

(Lc 18:13.)

“Se confessarmos os nossos pecados,

ele é fiel e justo para nos perdoar

os pecados e nos purificar de

toda injustiça” (1 Jo 1:9).

Se confessarmos nossos pecados

a Deus, Ele nos perdoara e nos purificará

– agora mesmo! Quão maravilhosos

são o amor e a misericórdia

de Deus!

4. Abandone o Pecado

“O que encobre as suas transgressões

jamais prosperará; mas o

que as confessa e deixa alcançará

misericórdia” (Pv 28:13).

Depois que confessarmos os pecados

e transgressões a Deus, temos

de abandoná-los – deixá-los, afastarnos

deles, e nunca mais praticá-los.

5. Faça Restituição

Depois que confessamos nosso

pecado, experimentamos o perdão

de Deus, recebemos Cristo como

Salvador e Senhor e abandonamos

nosso pecado, temos de fazer algo:

a restituição. Temos de restituir di-

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 29


nheiro ou bens que não são nossos

para os seus legítimos donos. Talvez

tenhamos de escrever a pessoas que

porventura tenhamos feri do com

nosso pecado e pedir-lhes perdão.

Leia a história de Zaqueu (Lc 19:1-

10) e veja como ele fez restituição

depois de conhecer o Senhor Jesus.

Amigo, a Bíblia nos exorta: “Arrependei-vos,

pois, e convertei-vos

para serem cancelados os vossos

pecados” (At 3:19). Aceite Jesus em

seu coração como seu Salvador, e

confie que Ele vai cancelar seus pecados

pelo poder do Seu sangue. O

Espírito Santo fará um milagres em

seu coração – e você nascerá novamente.

Só então você terá “fé com a

consciência limpa” (1 Tm 3:9).

O Fruto do Arrependimento

A Bíblia ordena: “Produzi, pois,

frutos dignos de [compatíveis com

o] arrependimento” (Mt 3:8).

“Pelo fruto se conhece a árvore”

(Mt 7:15-20; 12:33-37). O fruto de

uma árvore é o reflexo de sua raiz,

que não pode ser vista, pois está oculta

debaixo da terra. Assim é o verdadeiro

arrependimento. O fruto, que é

compatível com o arrependimento,

é a contínua evidência externa que

demonstra a mudança de coração.

Se o nosso coração, mente e vontade

tem sido transformados, então nossas

palavras e modo de vida mudarão

também. Abandonamos nossos maus

hábitos. O maravilhoso fruto do Espírito

Santo, Aquele que nos deu o novo

nascimento, se manifesta – “amor,

alegria, paz, longanimidade, benignidade,

bondade, fidelidade, mansidão,

domínio próprio” (Gl 5:22,23).

O caráter é totalmente mudado, e a

vida começa a se tornar semelhante à

de Cristo. A expressão “semelhante a

Cristo” traduz o verdadeiro significado

da palavra “Cristão”.

A Bíblia ordena àqueles que entregam

sua vida a Cristo que “se

arrependessem e se convertessem a

Deus, praticando obras dignas de

arrependimento” (At 26:20). Enquanto

o fruto fala da manifestação

Quando Deus realiza

uma obra genuína em

seu interior, a direção

(ou bússola) de seu

coração se refletirá no

rumo externo de seu

caminhar.

do interior – o crescimento invisível

– as obras falam do que fazemos.

Elas são a manifestação externa. Se

há verdadeiro arrependimento

interior, isso é demonstrado pelas

obras praticadas.

O verdadeiro arrependimento

produz uma mudança completa. Não

é um pesado e rígido conjunto de regras

e regulamentos – “eu tenho de

fazer isto, eu não devo levar aquele

‘tipo de vida’” – mas uma jubilosa

expressão da vida de Jesus Cristo

dentro de nos. Antes nos agradávamos

a nos mesmos. Se-guiamos nossos

próprios pensamentos. Traçávamos

nosso próprio caminho. Mas

agora nós nos arrependemos. Demos

meia-volta. Nos cremos em Jesus

Cristo e O recebemos como Salvador

e Senhor. Agora nos “temos a

mente de Cristo” (1 Co 2:16). Ele

vive a Sua vida em nós. Sendo assim,

fazemos somente as coisas que

Cristo faz. Pensamos os Seus pensamentos.

Falamos as Suas palavras.

Esses frutos e obras são visíveis na

vida de quem verdadeiramente se arrependeu.

Os Cristãos Nascidos de Novo

Também Têm de Arrepender-se

A ordem para se arrepender não

é somente para aqueles que nunca

receberam pessoalmente a Cristo

como seu Salvador. Muitos cristãos

nascidos de novo também precisam

se arrepender.

Sem dúvida, a frieza de nosso

amor por Cristo exige arrependimento.

Nossa falta de compaixão

para com aqueles que ainda não

conhecem a Cristo; a idolatria que

criamos em torno de nossas posses,

títulos, posição – tudo demanda de

nos arrependimento. Precisamos nos

arrepender de nosso roubo. Nós não

quebramos a janela de uma loja e

roubamos os bens do lojista. Contudo

roubamos a Deus e não nos arrependemos

por coisa alguma! Um

décimo de tudo que nos ganhamos

pertence a Deus. E ousamos usar isso

para nós mesmos! Qualquer oferta

que possamos dar ao Senhor deve

estar além e acima da décima parte

de nossa renda, que pertence a Ele

(Ml 3:8,9).

30 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


EU sEI qUE DEUs EsTá

CONTENTE COMIGO...

O Senhor disse a Igreja de Éfeso:

“Tenho, porém, contra ti que abandonaste

o teu primeiro amor” (Ap

2:4). Esse é, possivelmente, o pecado

mais cometido entre aqueles que

verdadeiramente se voltaram para

Cristo e Sua salvação. A emoção e

o brilho daquele amor que tivemos

pelo Salvador, quando primeiramente

O aceitamos em nossa vida, não

existem mais. Se hoje eu amo o meu

Senhor menos do que ontem, então

eu também tenho que atender a Sua

ordem: “Lembra-te, pois, de onde

caíste, arrepende-te e volta a prática

das primeiras obras; e, se não,

venho a ti e moverei do seu lugar o

teu candeeiro, caso não te arrependas”

(Ap 2:5).

Possa Deus ajudar-nos a obedecer

ao Seu mandamento hoje! Oxalá

nossos corações sejam dominados

pela urgência de nossa necessidade

de nos arrependermos!

O Fundamento da Doutrina do

Arrependimento

O arrependimento e uma doutrina

fundamental. Em Hebreus 6:1 temos

o seguinte mandamento: “Por

isso, pondo de parte os princípios

elementares da doutrina de Cristo,

deixemo-nos levar para o que e perfeito,

não lançando, de novo, a base

do arrependimento de obras mortas

e da fé em Deus.” É claro que isso

não significa deixarmos de ensinar e

experimentar essas abençoadas doutrinas

elementares. O escritor aos

hebreus simplesmente esta dizendo

que eles deveriam estar estudando

verdades mais profundas da Palavra

de Deus. Ele diz: “Pois, com efeito,

quando devíeis ser mestres, aten-

POIs EU REALIzEI

MUITO PARA ELE

dendo ao tempo decorrido, tendes,

novamente, necessidade de alguém

que vos ensine, de novo, quais são

os princípios elementares dos oráculos

de Deus; assim, vos tornastes

como necessitados de leite e não de

alimento sólido. Ora, todo aquele

que se alimenta de leite e inexperiente

na palavra da justiça, porque

e criança. Mas o alimento sólido e

para os adultos, para aqueles que,

pela pratica, tem as suas faculdades

exercitadas para discernir não somente

o bem, mas também o mal”

(Hb 5:12-14).

Se o escritor aos hebreus vivesse

hoje, o que ele escreveria a maioria

de nossas igrejas? Poucos de nos sabemos

algo sobre os princípios elementares,

deixando de lado o sólido

alimento da Palavra de Deus! Os

princípios elementares são listados

para nos em Hebreus 6:1,2:

1. A Base do Arrependimento de

obras mortas

2. Fé em Deus

3. Ensino de batismos

4. Imposição de mãos

5. Ressurreição dos mortos

6. Juízo eterno

Destes nos somos exortados a ir

até a:

7. “Perfeição” (maturidade)

(Essa lista foi traduzida direto de

uma versão da Bíblia em inglês.)

Você conhece esses princípios

fundamentais da doutrina de Cristo?

Nos temos de deixar este estudo

abençoado para outra hora e lugar.

Porem, note particularmente o que

e escrito sobre Arrependimento –

“lançando ... a base do arrependimento”

(Hb 6:1). Isso estabelece o

sIM, MAs vOCê PERCEbEU

qUE AINDA TEM qUE sE

ARREPENDER? bOAs

ObRAs NãO

bAsTAM!

arrependimento como o primeiro

fundamento da vida cristã.

Arrependa-se – ou Pereça

Estamos vivendo o final dos Últimos

Dias. Os sinais do fim dos

tempos que a Bíblia apresenta estão

se cumprindo numa incidência alarmante.

Jesus esta voltando em poder

e grande gloria “para julgar vivos

e mortos” (1 Pe 4:5). Ninguém

escapará desse julgamento. Todos

nos estaremos lá. “Pois todos compareceremos

perante o tribunal de

Deus” (Rm 14:10). Baseados em

quais critérios seremos julgados?

Pelo fato de termos nos arrependido

ou não, e se vivemos de acordo

com o padrão de Jesus Cristo. Nossa

vida será comparada a Dele, e

seremos julgados de acordo com a

medida em que nos Lhe permitimos

viver em nós. A Bíblia adverte: “...

Deus ... agora, porém, notifica aos

homens que todos, em toda parte,

se arrependam; porquanto estabeleceu

um dia em que há de julgar o

mundo com justiça, por meio de um

varão [Jesus] que destinou e acreditou

diante de todos, ressuscitando-o

dentre os mortos” (At 17:30,

31).

Você tem certeza de que está

pronto para ficar diante Dele no

Dia do Juízo? Se não, é hora de você

arrepender-se de seus pecados e

aceitar o Senhor Jesus Cristo em sua

vida. A ordem bíblica e “agora”!

Não temos outra alternativa: ou

nos arrependemos ou sofremos o

terrível julgamento de Deus. Jesus

nos adverte: “se não vos arrependerdes,

todos igualmente perecereis”

(Lc 13:5). ■

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 31


seção especial de

termos relativos

à salvação

e suas definições

Conceitos Importantes

de Salvação

A “Base da Igreja” esta firmemente

fundamentada em nosso

grande Salvador, Jesus! Há vários

outros termos relativos a salvação

que foram usados neste artigo. Estes

e outros serão abordados em futuras

edições da Revista ATOS. Contudo,

por causa da importância deles, vamos

listá-los e defini-los agora.

1. SALVAÇÃO

Este termo se refere a obra da

graça de Deus em Cristo, pela qual

nos somos:

a. Salvos “da” penalidade, do

poder e da futura presença do pecado.

b. Salvos “pelo” propósito de

Deus e inseridos em Sua família, na

qual expressamos a semelhança de

Seu Filho.

Quando Cristo morreu na cruz

pelos nossos pecados, Ele se tornou

nosso Salvador. Ele morreu em nosso

lugar e pagou o preço (penalidade)

pelo nosso pecado. Quando nós,

por fé, O aceitamos como nosso Salvador,

também recebemos o poder

da Sua vida e ressurreição. Como

esta vida nova flui em nos, isto traz

perfeição (cura) para nosso espírito,

alma e corpo.

Ser “salvo” significa ser perdoado,

curado, liberto, feito integro (ou

completo) e restaurado. Nos somos

salvos, íntegros e libertos. Somos livres

para nos tornar tudo que Deus

nos chamou para ser como Seus filhos

e filhas reais e amados.

2. REGENERACÃO

O termo “gerar” significa criar ou

produzir vida. Regeneração, como

nos aprendemos acima, refere-se ao

retorno a vida ou a sua restauração

depois da morte.

Nós estamos “mortos” em nossos

pecados. Por isso temos de ter uma

“nova injeção” de vida espiritual

(nascer de novo) para voltarmos a

família de Deus.

Há apenas um modo pelo qual

podemos nascer em uma família

terrena: através da comunicação ou

injeção de vida natural. Isso acontece

pelo processo de reprodução

biológica. As células germinativas

do sexo trazem consigo a vida que e

necessária para gerar um novo bebezinho.

Acontece o mesmo quando se

“nasce” na família de Deus. Precisa

haver uma injeção de vida espiritual

– uma Divina semente. Essa

“Semente de Vida” e uma Pessoa

– Jesus Cristo. Quando recebemos

Cristo em nosso coração, Ele e a

Vida que nos faz nascer na santa família

de Deus. Portanto todo cristão

teve dois nascimentos: um natural e

um espiritual. Isso e o que significa

“nascer de novo”.

3. RECONCILIAÇÃO

A palavra “reconciliar” quer dizer

“estabelecer a paz entre” pessoas.

Tem o sentido de acordo e paz

que são o resultado de se reparar o

erro.

O pecado e uma ofensa contra

Deus. Portanto ele nos separa ou nos

“aliena” de Deus. Nos precisamos

ser “reconciliados” ou levados de

volta a comunhão com Ele.

A única maneira de fazer com

que os resultados do pecado não

tenham efeito e através da “justificação”

(declarando um pecador

como integro). Justificação não e o

ato (como alguns supõem) de omitir

o pecado ou cegamente ignorar a

transgressão. Um Deus santo e justo

não pode tolerar o pecado.

O pecado só pode ser cancelado,

encoberto ou ignorado se a penalidade

por ele for paga. Somente assim

a justiça pode ser satisfeita e o pecado,

cancelado. Quando a penalidade

pela injustiça for totalmente paga, a

comunhão poderá ser restabelecida.

32 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


A penalidade pelo pecado e a

morte. Jesus, em Sua graça e misericórdia,

liquidou, por nos, aquela

divida quando morreu na cruz por

nossos pecados. Por isso nos podemos

dizer que o sangue de Jesus

cobriu e cancelou nosso pecado.

(“Cancelar” significa tornar sem

efeito.) Reconciliação, então, e a

ação de Deus – pela morte de Cristo

– pela qual nossa comunhão com

Ele é restabelecida. Nós nos reconciliamos

com Deus.

4. RETIDÃO

Esta expressão refere-se ao caráter

santo de Deus. Ele é sempre

“justo” em pensamento, palavras e

obras – em atitudes e ações. Ele é

justo, bom e verdadeiro de todos os

modos e em todas as coisas.

Esse é o “reto” padrão da Lei.

Tudo que não é reto é mau, maligno

e errado – em resumo, pecaminoso.

Por isso, o homem pecador

nunca pode permanecer diante de

um Deus santo. Retidão e iniqüidade

são sempre opostos um ao outro.

Não existe base para comunhão.

Por esta razão Deus enviou o Seu

Filho, para que nos “reconciliasse”

devido aos nossos pecados. Quando

aceitamos a Cristo em nosso coração

como nosso Salvador, nossos

pecados são encobertos e cancelados.

Deus já não nos vê em nossos

pecados, mas na retidão de Seu

Filho. Não apenas Ele está

em nós, mas nos estamos

Nele.

A isso deno-

mina-se “retidão” imputada. A palavra

“imputar” é um termo legal.

Significa que algo foi creditado em

nossa conta por outro. O que é dele

agora também nos pertence. A posição

e a posse dele se tornam nossas.

É uma conta conjunta. A retidão de

Jesus se tornou nossa retidão. A posição

de Jesus à mão direita do Pai

se tornou nossa posição (veja Efésios

1:20-22; 2:4-5).

Além da retidão “imputada”, que

e nossa posição legal, há uma retidão

“concedida”. “Conceder” significa

pôr algo em. Quando nós nos

tornamos cristãos, algo foi “depositado

em” nossa vida. Não apenas

nós estamos “em Cristo” no sentido

legal, mas Cristo está “em nós” num

sentido pessoal e prático.

Quando recebemos Jesus, recebemos

também a Sua natureza san-

“...todos nós fomos batizados em um corpo...”

(1 Co 12:13.)

ta e Íntegra. Adquirimos uma nova

natureza – uma fonte nova de poder

interior – pela qual podemos possuir

uma vida “íntegra”. Nossa “velha

natureza” morreu com Jesus na cruz,

o que nos dá o direito à liberdade para

expressar nossa “nova natureza”.

(Veja Romanos Capítulo 6.)

5. JUSTIFICAÇÃO

“Justificar” significa tornar certo

perante a Lei, e então tornar livre de

culpa ou condenação.

“Condenar” significa sentenciar

alguém culpado perante a Lei. O

pecado é a quebra das leis de Deus.

Então todos os pecadores são culpados

perante Deus. A penalidade para

nosso pecado é a morte. As exigências

da Lei só podem ser satisfeitas

quando a penalidade pelo pecado é

paga. A “Justiça” não pode ignorar

o pecado como se ele não tivesse

acontecido.

No plano de redenção de Deus,

misericórdia e justiça podem dar as

mãos de uma única maneira: O Juiz

(Deus) não apenas profere a sentença,

ele também paga a penalidade (a

morte de Cristo)! A parte culpada fica

assim “justificada” e se torna reta

perante a Lei.

O pecador pode ir livre agora

porque o seu Juiz não apenas foi

justo (exigindo que fosse cumprida

a penalidade da Lei), mas também

cheio de misericórdia (pois Ele

pagou a penalidade que Sua

justiça exigiu que Ele

impusesse ao pecador).

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 33


Isso é o que Deus fez por nós na

morte de Cristo na cruz. O pecado

foi julgado. A penalidade foi paga.

E nós fomos perdoados e feitos livres!

Nós fomos, assim, JUSTIFI-

CADOS.

A Igreja:

Vida familiar e o

Poder do Reino

A expressão “família de Deus”

descreve relacionamentos humanos

e divinos de vida e amor. Não

apenas é uma família “amada”, mas

também uma família “real”. Cristo

não só é nosso irmão Redentor, mas

também nosso irmão Real – o Rei

dos reis e o Senhor dos senhores.

Nós não só nascemos na família de

Deus, mas também no Seu Reino.

Na “família” de Deus nós temos

vida; no “Reino” de Deus, poder e

autoridade.

A Igreja de Jesus Cristo abrange

ambos os conceitos; a “família”

e o “Reino”. Cristo é o Filho real

de Deus. Sua vida e Sua autoridade

serão manifestas através de nós e

seremos “um” com Ele. O apóstolo

Paulo ensina que “em um só Espírito,

todos nos fomos batizados em

um corpo, quer judeus, quer gregos,

quer escravos, quer livres. E a todos

nós foi dado beber de um só Espírito”

(1 Co 12:13).

O termo “batizar” significa ser

colocado em ou tornar-se um com

alguém. Nós fomos colocados em

Cristo e nos tornamos um com Ele.

Na salvação, o Espírito Santo nos

põe em Cristo (imputa retidão) e

Cristo em nós (concede retidão).

Nós, verdadeiramente, nos tornamos

membros do Seu Corpo. Ele é a Cabeça

desse Corpo, e esse Corpo é a

Igreja. (Veja Colossenses 1:18.)

A primeira vez que encontramos

a palavra “igreja” no Novo Testamento,

é através do próprio Jesus.

Pedro acabara de confessar a Jesus

como “o Cristo, o Filho do Deus

Vivo”. Jesus lhe disse que “o Pai” o

tinha abençoado com aquela revelação.

Então, chamando Pedro pelo nome,

Jesus declara que “sobre esta

pedra [a revelação de que Jesus é o

Cristo, o Filho do Deus Vivo] edifi-

uma nova maneira de ajudar outros

líderes de igreja a receber atos!

querido Leitor da Revista ATOs,

se você conhece outros líderes de igreja que ainda

não recebem a Revista ATOs, e acha que eles gostariam

de recebê-la, por favor, peça-lhes que nos escrevam e nos

enviem os seguintes dados:

● O nome completo e endereço, em LETRA DE fÔRMA;

● A quantas pessoas ensinam ou pregam a cada semana;

● Uma descrição do ministério que exercem.

querido leitor, NãO nos envie os nomes e endereços

dessas pessoas. quem desejar ser assinante da Revista

ATOs deve escrever-nos pessoalmente; isso nos ajudará

a estar seguros de que só estamos enviando a Revista aos

líderes de igreja que a queiram receber.

que Deus possa fortalecer e capacitar você e seus

companheiros líderes de igreja para a sua grande obra!

carei a minha Igreja, e as portas [as

defesas] do inferno não prevalecerão

contra ela. Dar-te-ei as chaves

[autoridade] do reino dos céus...”

(Mt 16: 13-19.)

Uma Pedra Angular

e Uma Fundação Segura

Jesus estava dizendo aos discípulos

que Ele ia construir a Sua Igreja

sobre uma fundação segura. Ele

seria a Pedra Angular, mas haveria

também outras pedras nessa fundação.

(Veja Efésios 2:20.)

Essas pedras seriam homens que,

como Pedro, tinham um “relacionamento”

com o Pai – e uma “revelação”

Dele.

O relacionamento com o Pai se

daria “através” de Jesus: “ninguém

vem ao Pai sendo por mim” (Jo

14:6).

A revelação do Pai seria “sobre”

Jesus: “Bem-aventurado és, Simão

Barjonas, porque não foi carne e

sangue que to revelaram, mas meu

Pai, que está nos céus” (Mt 16:17).

O apóstolo Paulo explica estas

verdades com muita sensibilidade

em sua carta aos Efésios:

“Edificados sobre o fundamento

dos apóstolos e profetas, sendo ele

mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;

no qual todo o edifício, bem

ajustado, cresce para santuário dedicado

ao Senhor, no qual também

vós juntamente estais sendo edificados

para habitação de Deus no Espírito”

(Ef 2:20-22).

Que santo prodígio e maravilha!

Nosso Pai celestial nos escolheu

para fazermos parte do Seu plano

eterno. Pela Sua graça, nós temos

um lugar especial na Sua família, no

Seu Reino e na Igreja do Seu Filho.

Portanto, podemos nos unir a Paulo

nestas lindas palavras de adoração:

“Por esta causa, me ponho de joelhos

diante do Pai, de quem toma o

nome toda família, tanto no céu como

sobre a terra... Ora, àquele que

é poderoso para fazer infinitamente

mais do que tudo quanto pedimos

ou pensamos, conforme o seu poder

que opera em nós, a ele seja a glória,

na igreja e em Cristo Jesus, por

todas as gerações, para todo o sempre.

Amém!” (Ef 3:14,15,20,21) ■

34 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


Como Conduzir

Alguém a

Cristo

Gerald Rowlands & Frank Parrish

Ao conduzirmos alguém a Cristo,

temos de estar atentos a vários

princípios fundamentais. Se não os

usarmos, corremos o risco de fazer

alguém desviar-se ou de dar-lhe uma

falsa certeza de que e salvo. Não

estamos sugerindo que existe uma

técnica ou formula especial. Porem,

ignorar o que a Bíblia ensina sobre

este assunto pode significar um desastre

espiritual para aqueles que estamos

tentando conduzir a Cristo.

Os princípios a seguir poderiam

ser facilmente um ensino prolongado,

mas os expomos aqui resumidamente

para sua consulta.

O Caminho Para a Redenção

Como você busca conduzir as

pessoas a Cristo, e útil ter uma “rota

planejada” em mente. Estas rotas bíblicas

o ajudarão a seguir adiante na

direção certa. Se você ficar bastante

familiarizado com estes simples

passos, eles podem dar-lhe muita

segurança ao conduzir alguém à salvação.

Recomendamos insistentemente

que você memorize os textos

bíblicos usados em cada passo.

Uma das mais simples rotas bíblicas

para a salvação e chamada

“Estrada Romana”. É assim denominada

porque os mais relevantes

textos bíblicos usados em cada passo

foram extraídos do Livro de Romanos,

no Novo Testamento.

1. Romanos 3:23: “Pois todos

pecaram e carecem da glória [padrão]

de Deus”.

2. Romanos 6:23: “Porque o

salário do pecado é a morte, mas o

dom gratuito de Deus é a vida eterna

em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

3. Romanos 10:9,10: “Se, com

a tua boca, confessares Jesus como

Senhor e, em teu coração, creres que

Deus o ressuscitou dentre os mortos,

serás salvo. Porque com o coração

se crê para justiça e com a boca se

confessa a respeito da salvação”.

A seguir apresentamos outro

conjunto de diretrizes simples que

podem ajudá-lo a conduzir alguém a

Cristo, levando-o a entender que:

1. TODO SER HUMANO E

PECADOR

“Pois todos pecaram e carecem

da glória [padrão] de Deus” (Rm

3:23).

2. A PENALIDADE PELO

PECADO É A SEPARAÇÃO

ETERNA DE DEUS

“O salário do pecado é a morte”

[separação de Deus] (Rm 6:23).

3. DEUS NÃO QUER QUE

NINGUÉM PEREÇA

“O Senhor... não [está] querendo

que nenhum pereça, senão que todos

cheguem ao arrependimento” (2 Pe

3:9).

4. JESUS CRISTO PAGOU O

PREÇO

“Cristo morreu pelos nossos pecados,

segundo as Escrituras” (1

Co 15:3).

5. NÓS DEVEMOS CRER NESTA

VERDADE E CONFESSÁ-LA

“Se, com a tua boca, confessares

Jesus como Senhor e, em teu coração,

creres que Deus o ressuscitou dentre

os mortos, serás salvo” (Rm 10:9).

Percebemos, ao olhar essas duas

diretrizes simples, que ambas tratam

primeiramente com o pecado.

Isso ocorre porque frequentemente

as pessoas não sabem que são pecadoras

e que carecem de salvação.

Em outras palavras, as Boas Novas

do Evangelho podem não ser “boas

novas” até que eles ouçam as “más

novas”! As más novas constituem o

fato de que elas são pecadoras e que

passarão a eternidade separadas de

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 35


Deus se morrerem sem Cristo como

o seu Salvador pessoal.

Assim, a primeira coisa que deve

ser tratada quando estamos conduzindo

alguém a Cristo e o seu pecado.

1. O Pecado

O Pecado não é um assunto popular

nos dias de hoje. O homem

moderno prefere se referir ao pecado

como “inconveniência”, “preferência

pessoal”, “peculiaridades genéticas”,

ou “falhas de personalidade”.

Muitas outras pessoas se recusam a

reconhecer que haja algo que seja

pecado. Esse tipo de conceito deve

ser desafiado e derrotado com a Palavra

de Deus. A Bíblia ensina claramente,

em seus primeiros capítulos,

a realidade do pecado e sua penalidade.

A não ser que a pessoa concorde

com a Bíblia nesse tema básico,

toda a abordagem que fizermos

sobre salvação será em vão. Pois, se

não houvesse pecado, não haveria

nenhuma necessidade de salvação

ou de um Salvador. Isso significa-

ria que todo o plano de retenção

seria irrelevante e desnecessário.

Nós temos de entender que pecado

e o que separa o homem de Deus.

Inicialmente, no quadro bíblico, foi

Adão e a desobediência de Eva que

originaram o primeiro pecado. A

desobediência deles separou toda

a raça humana de Deus. Assim, em

primeiro lugar, os homens e mulheres

são pecadores, não por causa de

algo que eles façam ou deixem de

fazer, mas por causa de Adão e a

transgressão de Eva. Nos herdamos

nosso estado pecaminoso de nossos

primeiros pais. Nós somos, portanto,

pecadores por herança.

Romanos 3:23 mostra isso de

forma simples e clara, tanto quanta

possível: “Pois todos pecaram e carecem

da glória [padrão] de Deus”.

(Para informação adicional sobre

este assunto, por favor, veja o artigo

sobre “Salvação” nesta edição de

ATOS.)

Esse texto ensina a universalidade

do pecado. Todas as pessoas, em

todos lugares são pecadoras. Mostra

a natureza do pecado; isto é, ficar

aquém da gloria (padrão) de Deus.

Quando nós nos empenhamos

em mostrar a alguém que ele e um

peca-dor aos olhos do Deus todopoderoso,

nos não os estamos criticando,

ou sugerindo que pensamos

que o comportamento pessoal deles

ou seus padrões são piores que os de

uma pessoa comum. Nos simplesmente

estamos declarando que eles,

juntos com todos os homens, carecem

dos padrões exigidos por Deus.

Em segundo lugar, devemos

mostrar-lhes que temos uma responsabilidade

definitiva e absoluta

perante Deus por nossa vida. Como

parte desta responsabilidade, há uma

penalidade pelo pecado.

2. A Penalidade Pelo Pecado

Romanos 6:23 diz: “O salário

do pecado e a morte”. Não apenas

a morte física, quando o espírito

humano deixa o corpo físico: mas

a morte espiritual, que significa

separação eterna de Deus. Esta e a

penalidade sobre a qual Deus advertiu

Adão e Eva. Ele lhes disse: “no

dia em que dela comeres, certamente

morreras” (Gn 2:17). Por causa

da transgressão deles, a morte física

passou a operar em seus corpos. Eles

se tornaram seres mortais (condenados

a morte). A morte física e seus

sintomas começaram a manifestarse

na vida deles imediatamente. E,

em conseqüência do que ocorrera

naquele dia, eles morreriam.

Mas a maior tragédia e que morrer

em pecado significa que a pessoa

ficará separada de Deus eternamente.

E isso que a Bíblia chama de inferno.

Esse é um julgamento abso-

“... mas o dom gratuito de Deus

é a vida eterna...”

36 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


luto sem exceção ou desculpa, e é

eterno, não temporário.

A esta altura, a pessoa com a qual

estamos falando pode estar pronta

para as Boas Novas de salvação em

Cristo.

3. A Salvação

A última parte de Romanos 6:23

introduz um aspecto positivo quando

declara: “mas o dom gratuito

de Deus é a vida eterna em Cristo

Jesus, nosso Senhor”. Nós enfatizamos

que salvação não é por obras,

esforço próprio, exercício de bem

viver ou prática de boas ações; mas

é por Jesus Cristo, nosso Senhor.

Nós temos de mostrar a pessoa a

necessidade absoluta que ela tem de

um Salvador. Se ela não estiver ciente

da própria necessidade, não terá

nenhuma motivação para procurar

um Salvador.

Nós devemos, mais adiante,

mostrar a ela que Jesus Cristo e o

Salvador. “É que hoje vos nasceu,

na cidade de Davi, o Salvador, que e

Cristo, o Senhor” (Lc 2:11).

Ele é o único Salvador. “E não

há salvação em nenhum outro; porque

abaixo do céu não existe nenhum

outro nome, dado entre os

homens, pelo qual importa que sejamos

salvos” (At 4:12).

Ele é um Salvador completo.

“Por isso, também pode salvar totalmente

os que por ele se chegam a

Deus” (Hb 7:25).

Ele é um Salvador Poderoso.

“Para que, por sua morte, destruísse

aquele que tem o poder da morte,

a saber, o diabo, e livrasse todos

que, pelo pavor da morte, estavam

sujeitos a escravidão por toda a vida”

(Hb 2:14, 15).

Ele é um Salvador Universal.

“Salvador de TODOS os homens,

especialmente dos fiéis” (l Tm 4:10).

A seguir devemos mostrar a pessoa

com quem estamos falando, como

ela pode ter Jesus Cristo, de fato,

como seu Salvador pessoal.

4. A salvação e pela fé em Cristo

“Crê no Senhor Jesus e serás

salvo” (At 16:11).

Essas palavras poderosas foram

ditas ao carcereiro de Filipo em res-

posta a pergunta feita por ele: “Que

devo fazer para que seja salvo”?

Elas se aplicam a todos os homens

em todos os lugares, e constituem o

único meio de salvação disponível.

Romanos 10:9 diz: “Se, com a

tua boca, confessares Jesus como

Senhor e, em teu coração, creres que

Deus o ressuscitou dentre os mortos,

SERÁS SALVO”

“O que devo fazer para ser salvo”?

– A resposta a essa pergunta

tem de ser completa. Ela deve conter

os seguintes elementos:

a) Compreenda que você e um

pecador, e arrependa-se sinceramente

de seus pecados (veja 1 João 1:8;

2 Coríntios 7:10 e o artigo sobre

“Arrependimento” nesta edição).

b) Confesse seus pecados a Deus

e peça a Ele o perdão (veja 1 João

1:9).

c) Creia que Jesus morreu na

cruz por você como pagamento

pelos seus pecados, e que Deus O

levantou da morte como prova da

divindade de Cristo e aceitou o pagamento

dele pela sua salvação (veja

Romanos 5:9,10; Tito 2:14);

A pessoa também tem que entender

que essa salvação vem pela fé.

Fé e a decisão de crer no que Deus

diz. Ela é ativada “pela palavra de

Cristo” (Rm 10:17). Algo bem no

fundo de nosso coração nos diz que

Deus está falando conosco. Decidimos

crer em Deus e aceitar o que Ele

diz. Concordamos com Deus – isso

e fé. Nossa fé pode andar frequentemente

a frente de nossa mente. Fazemos

coisas por fé que nossa mente

ainda não pode entender ou crer.

Frequentemente aceitamos coisas

pela fé antes que nossas emoções tenham

tempo de responder.

O próximo e último passo e a

pessoa receber a Cristo como seu

Senhor e Salvador.

5. Nos temos de “receber Cristo” em

nossa vida

João 1:12 diz: “Mas, a todos

quantos o receberam, deu-lhes o poder

[autoridade] de serem feitos filhos

de Deus, a saber, aos que crêem no

seu nome.” O que significa, “receber

a Cristo”, e como nós fazemos isto?

O que as Escrituras ensinam e

muito simples e direto. Em Apocalipse

3:20, Jesus compara nossa vida

a uma casa e diz: “Eis que estou

a por-ta e bato; se alguém ouvir a

minha voz e abrir a porta, entrarei

em sua casa e cearei com ele, e ele,

comigo.” Quando mostramos esse

verso a alguém, podemos perguntar-lhe:

“Se alguém batesse em sua

porta, como você faria para que a

pessoa entrasse em sua casa”? Ele

provavelmente responderá: “Bem,

eu abriria a porta”. Então podemos

perguntar: “E então o que faria”? Invariavelmente

ele dirá: “Eu o convidaria

a entrar”.

Isso é muito simples, e a maioria

das pessoas compreenderá o que

tem de fazer para receber a Cristo.

O Senhor Jesus esta batendo a porta

da vida delas. Mas Ele não derrubara

a porta e nem forçará Sua entrada

na vida deles. Eles tem de abrir-lhe

a porta e convidá-Lo a entrar. Eles

podem fazer isto com as próprias palavras,

em oração. E eles tem a Sua

promessa de que Ele entrará e estará

com eles pela eternidade.

Assim, quando uma pessoa recebe

a Cristo, ela O aceita pela fé,

independentemente de pensamentos

naturais ou sentimentos. Ele entra

na vida dela pelo seu espírito, mas

Ele deseja também agir através de

seus pensamentos e sentimentos.

Ele quer que a pessoa se renda totalmente

a Sua lei benigna e desfrute

as bênçãos e benefícios da presença

Dele em todas as áreas da vida.

Tendo recebido a Cristo como

Salvador, o próximo passo e a pratica

externa dessa decisão. Confessar

a Jesus diante dos homens pode não

parecer tão importante quanto os outros

passos na trajetória da salvação.

Mas pode ser uma parte crucial para

manter um novo convertido em comunhão

com o seu recém-encontrado

Salvador.

6. Nós temos de confessá-lO diante

dos homens

Paulo disse: “Se, com a tua boca,

confessares... e, em teu coração,

creres... Porque com o coração se

crê para justiça e com a boca se

confessa a respeito da salvação”

(Rm 10:9,10).

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 37


O próprio Jesus disse: “Portanto,

todo aquele que me confessar diante

dos homens, também eu o confessarei

diante de meu Pai, que esta

nos céus; mas aquele que me negar

diante dos homens, também eu o

negarei diante de meu Pai, que esta

nos céus” (Mt 10:32,33).

Tendo crido em Jesus como Salvador

e Senhor, e óbvio que a necessidade

de reconhecer a Cristo

abertamente e de confessá-lo diante

dos homens e vital e indispensável

ao processo da salvação. A confissão

de uma pessoa sobre esse fato e

freqüentemente um fator definitivo

para que ela sinta uma garantia pessoal

de salvação. Ocasionalmente,

alguns talvez digam: “Eu cri em

Jesus, mas não pareço ter qualquer

garantia”. Então pergunte-lhe: “Você

já confessou sua convicção a alguém”?

A resposta invariavelmente

e “Não”. Nossa palavra nesse caso

deve ser: “Vá e conte a alguém o

que você fez; confesse que você recebeu

a salvação por crer em Cristo”.

Se eles fizerem isso, o resultado

quase sempre será uma garantia

interna.

Nós também deveríamos encorajá-los

fortemente a que começassem

a falar para todos os seus amigos não

salvos sobre receber a Cristo. O jubiloso

entusiasmo deles pode ser uma

ferramenta poderosa para ganhar os

amigos para Cristo. A mudança no

estilo de vida deles será um ponto de

curiosidade e interessará aos amigos

do “velho modo de vida”. Pessoas

desejarão saber o que é isso que tem

mudado o modo de viver do novo

convertido. Nunca é muito cedo para

começar a compartilhar nossa fé

(veja João 4:l-42; Mateus 5:13-16;

Filipenses 2:14,15).

E, finalmente, nenhum líder cristão

comprometido e sincero quereria

perder aquele recém-nascido “bebe

em Cristo”. Nós temos de ensinarlhes

como crescer na sua nova vida

com Cristo, para ajudá-los a se firmarem

no Reino de Deus.

7. Nos temos de crescer em Cristo

“Antes, crescei na graça e no conhecimento

de nosso Senhor e Salvador

Jesus Cristo” (2 Pe 3:18).

Como podemos mostrar a um novo convertido, de uma forma simples e clara,

como crescer na sua fé e em seu relacionamento com Cristo? Aqui está um plano

simples baseado na palavra “C-R-E-S-C-E”.

C – Comunique-se com Deus todos os dias em oração (1 Ts 5:17).

R – Realize diariamente a sua leitura bíblica (1 Pe 2:12).

E – Expresse obediência a Deus e a Sua Palavra em sua vida diária (1 Sm 15:22).

S – Some-se a outros crentes em uma igreja local (Hb 10:25; 13:15).

C – Conte a outros sobre sua nova fé em Cristo (Mt 5:13-16).

E – Edifique o povo de Deus em sua igreja (Ef 4:16).

Esse é um modelo muito simples para o crescimento espiritual pessoal tanto do

novo crente como de alguém mais velho na fé. Poderíamos mostrar muito mais sobre

como crescer, mas se eles fizerem estas coisas diariamente, serão firmados em sua

salvação e em seu viver cristão. ■

você precisa renovar

sua assinatura de atos?

Veja aqui como saber disso:

● Verifique sua etiqueta de endereço no envelope da Revista

ATOS. No topo direito da etiqueta há uma DATA (month/

year) depois da palavra “EXPIR”;

● Se a data está a QUATRO MESES ou MENOS DE QUATRO

MESES da data atual, então está na hora de renovar!

● Você não precisa renovar sua assinatura a cada edição da Revista

ATOS; você só precisa renovar SE sua assinatura de dois

anos estiver vencendo nos próximos quatro meses.

Veja aqui como renovar sua assinatura de dois anos

da Revista ATOS:

● Destaque o Formulário de Renovação da Revista ATOS desta

revista;

● Siga TODAS as instruções do Formulário de Renovação;

● Responda a TODAS as perguntas do Formulário de Renovação

– escreva claramente em letra de fôrma; e,

● Remeta o Formulário de Renovação, sem demora, para o escritório

do World MAP mais próximo de você!

NOTA: A Revista ATOS não é um “curso por correspondência”.

Você não receberá um “certificado” ou “diploma” depois que ler

a Revista ATOS. Nossa esperança e oração é que você receba

algo mais valioso: ensinamento bíblico e treinamento para

o ministério prático! Isto o ajudará a tornar-se mais eficaz no

ensino, no serviço e no testemunho a outros.

A Revista ATOS é enviada, gratuitamente, quatro vezes ao ano.

aos líderes de igreja que a solicitem na Ásia, África, e América

Latina. Esses líderes receberão a Revista ATOS durante dois anos,

e após esse período eles deverão renovar sua assinatura para que

continuem a recebê-la por mais dois anos.

38 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001


ao olHarmos a nossa frente...

“... que devo fazer para que seja salvo?” (Atos 16:30)

“Que faremos, irmãos?” (Atos 2:37)

Esses são os tipos de perguntas que você estará ouvindo ao conduzir pessoas a Cristo.

Você pode responder-lhes como Pedro fez em Atos 2:38:

Arrependei-vos...

Seja batizado...

Recebereis o dom do Espírito Santo”.

Entretanto eles terão mais perguntas:

o que e batismo nas águas?

o que e batismo com o espírito santo?

A próxima edição da Revista ATOS o capacitara também a responder a essas duas

perguntas.

Portanto, aguarde a edição de janeiro. Quando a receber, estude cuidadosamente. Se

você o fizer, adquirira uma compreensão completa da doutrina dos batismos (Hb 6:2 -

RC); e você verá claramente por que essa doutrina, juntamente com a do arrependimento,

formam o ÚNICO FUNDAMENTO no qual uma vida Crista pode ser construída.

e à medida Que vocÊ caminHa...

... desejará manter disponíveis TODAS as edições da Revista ATOS que lhe chegarem,

para estudo e consulta contínuos, a fim de estabelecer um fundamento bíblico firme

para sua vida pessoal, sua vida familiar, e sua eficácia como líder de igreja.

A edição de abril o equipará e o inspirará a construir, sobre um fundamento bíblico

firme, uma vida de constante triunfo em Cristo (2 Co 2:14).

A Revista ATOS de julho lhe mostrara como construir igrejas crescentes – à maneira do

Novo Testamento.

E a edição de outubro lhe dará um alicerce firme em fundamentação bíblica

doutrinária, para construir e manter um matrimônio e uma vida familiar que glorificarão a

outubro / novembro / dezembro 2001 AtoS / 39


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igreja que trabalham na Ásia, África, e América Latina. Ele contém

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abrangendo todos os assuntos que você deveria ensinar a todos os

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referências bíblicas que abrangem 200 temas principais da

Bíblia, para ajudá-lo no ensino da Bíblia aos outros.

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40 / AtoS outubro / novembro / dezembro 2001

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