Aula 6 AGENTES QUÍMICOS - SimuCAD
Aula 6 AGENTES QUÍMICOS - SimuCAD
Aula 6 AGENTES QUÍMICOS - SimuCAD
Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!
Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.
<strong>Aula</strong> 6<br />
<strong>AGENTES</strong> <strong>QUÍMICOS</strong><br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
<strong>AGENTES</strong> <strong>QUÍMICOS</strong><br />
Substâncias que reagem quimicamente com o organismo<br />
humano provocando lesões mediatas ou imediatas,<br />
dependendo da:<br />
.Composição<br />
.Concentração<br />
.Via de penetração<br />
.Tempo de exposição<br />
AERODISPERSÓIDES<br />
GASES E VAPORES<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
AERODISPERSÓIDES<br />
NÉVOAS - Aerosóis líquidos formados por desagregação mecânica de<br />
líquidos.<br />
Ex. pinturas spray, névoas de H2SO4 no carregamento de baterias.<br />
NEBLINAS - Aerosóis líquidos formados por condensação de vapores em<br />
temperaturas normais.<br />
Ex. neblina de gasolina.<br />
POEIRAS - Aerosóis sólidos formados por desagregação mecânica de<br />
sólidos.<br />
Ex. minérios, madeiras, cereais, amianto, granito, etc.<br />
FUMOS - Aerosóis sólidos formados por condensação de sólidos envolvendo<br />
processo de oxidação.<br />
Ex. PbO, FE2O3, CdO.<br />
FUMAÇAS - Aerosóis sólidos resultante de combustão incompleta de<br />
materiais carbonáceos ( carvão e óleos ).<br />
Ex. queima de materiais orgânicos.<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
VIAS DE PENETRAÇÃO<br />
. Respiratória<br />
. Cutânea<br />
. Digestiva<br />
TIPOS DE LESÕES<br />
PELE<br />
dermatites, câncer, erupções, queratoses.<br />
PULMÕES<br />
silicose, asma, pneumonias, bronquite, câncer.<br />
CORAÇÃO E SIST. VASCULAR<br />
infarto do miocardio, intox. CO, leucemia, anemia.<br />
SIST. NERVOSO<br />
RIM<br />
APARÊLHO DIGESTIVO - úlceras<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
LIMITES DE TOLERÂNCIA – GASES E VAPORES<br />
a) MÉDIA PONDERADA<br />
VALOR MÁXIMO = LT x FD<br />
LT = Limite de Tolerância<br />
FD = Fator de Desvio<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
Por exemplo, a amônia, que tem L. T. = 20 ppm, terá fator de<br />
desvio de 1,5 (conforme tabela) e terá como valor máximo<br />
permissível de 30 ppm (valor máximo = LT x FD = 20 x 1,5),<br />
sendo que este valor deverá ser compensado por valores inferiores<br />
ao LT durante outros períodos de trabalho, a fim de que a média<br />
ponderada das concentrações durante a jornada de trabalho (diária<br />
ou semanal) seja igual ou inferior a 20 ppm.<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
Graficamente<br />
teríamos:<br />
Neste caso, o limite de tolerância não foi ultrapassado, já que a média ponderada<br />
resultará menor que o L. T.<br />
(é visível que o excedido entre a 2a. e 3a. hora e a 6a e 7a hora é amplamente<br />
compensado pelos valores abaixo do L. T. existentes no restante do tempo) e<br />
que, em nenhum momento foi ultrapassado o valor máximo.<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
Neste caso, o limite foi ultrapassado porque, apesar de a média<br />
ponderada resultar menor que o L. T., o valor máximo foi<br />
ultrapassado.<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
Neste caso, o limite de tolerância também foi ultrapassado, já que a<br />
média ponderada visivelmente será maior que o L. T. especificado,<br />
apesar de o valor máximo não ter sido ultrapassado em momento<br />
algum.<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
Neste caso, também o limite foi excedido, já que a média ponderada<br />
é maior que o L. T. fixado na tabela e o valor máximo foi<br />
ultrapassado.<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
) LIMITE DE TOLERÂNCIA – VALOR TETO<br />
Representa uma concentração máxima que não pode ser excedida em<br />
momento algum da jornada de trabalho. Para as substâncias com estes<br />
limites, não são aplicados os fatores de desvio, sendo o valor máximo<br />
sempre igual ao limite de tolerância fixado.<br />
O limite não foi ultrapassado, já que em momento algum a concentração ambiental<br />
excedo o LT fixado<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
O limite de tolerância foi ultrapassado, já que o L T fixado foi<br />
excedido<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
CLASSIFICAÇÃO DOS <strong>AGENTES</strong> <strong>QUÍMICOS</strong> QUANTO À AGRESSÃO<br />
AO CORPO HUMANO<br />
GRUPO I – Substâncias de ação generalizada sobre o organismo.<br />
. Dependem da quantidade absorvida<br />
. Quantidade podem ser compensadas<br />
. Média ponderada do limite de tolerância<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
GRUPO II – Idem grupo I, podendo ser absorvida via cutânea<br />
Substâncias de ação generalizada sobre o organismo.<br />
. Dependem da quantidade absorvida<br />
. Quantidade podem ser compensadas<br />
. Média ponderada do limite de tolerância<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
GRUPO III – substâncias de efeito extremamente rápido<br />
. Não podem ultrapassar o L. T.<br />
. Possuem “valor teto”<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
GRUPO IV – idem grupo II, com absorção cutânea<br />
substâncias de efeito extremamente rápido<br />
. Não podem ultrapassar o L. T.<br />
. Possuem “valor teto”<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
GRUPO V – asfixiantes simples.<br />
. Deslocam oxigênio do ar<br />
. Mínimo de O2 no ar = 18%<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
GRUPO VI – poeiras - (NR-15 anexo 12 – Poeiras minerais)<br />
. Asbestos – 4 fibras > 5 m por cc<br />
. Sílica livre (tabela)<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
GRUPO VII – substâncias cancerígenas<br />
. asbesto<br />
. Cloreto de vinila (156 ppm, valor teto)<br />
. Benzidina (NR-15 anexo 13)<br />
. B naftalina<br />
. 4 nitrodifenil<br />
. 4 aminodifenil<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
AMOSTRAGEM DE GASES E VAPORES<br />
Parâmetros: ppm ou mg/m3<br />
Leitura direta<br />
. Colorimétricos<br />
. Meios físicos<br />
Amostras<br />
. Deslocamentos de ar<br />
. Condensadores<br />
. Absorvedores<br />
. Adsorvedores<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
AERODISPERSÓIDES (poeiras, fumos, etc.)<br />
MÉTODOS DE MEDIÇÃO - EQUIPAMENTOS<br />
Amostragem<br />
. Concentração em massa da suspensão em g/m3<br />
. Tamanho da partícula<br />
. Distr. Do tamanho<br />
. Composição química<br />
Tipos de filtros<br />
. Papel<br />
. Fibra de vidro<br />
. Membrana de PVC<br />
. Fibra plástica<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
. Inerciais – IMPINGERS<br />
TIPOS DE COLETORES<br />
. Gravitacionais – CICLONES<br />
. Precipitados eletrostáticos<br />
. Precipitados térmicos<br />
. Instrumentos óticos<br />
. Absorção<br />
. dispersão<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto
QUADRO I – Esquema de trabalho para determinação quantitativa do risco potencial de silicose.<br />
Amostragem<br />
Métodos mais utilizados<br />
- Difração de raios-X<br />
- Espectroscopia de IR<br />
- Térmico diferencial<br />
- Telvitie (colorimetria)<br />
- Petrografia<br />
Determinação da<br />
concentração<br />
ambiental da poeira<br />
(C)<br />
Análise de<br />
sílica livre<br />
cristalizada na<br />
amostra<br />
coletada<br />
Determinação do limite<br />
de tolerância (LT)<br />
Métodos mais utilizados<br />
1. Gravimetria<br />
2. Contagem de particulas<br />
(microscopia)<br />
Comparação<br />
de<br />
resultados<br />
Existe risco de<br />
pneumoconiose<br />
C > LT<br />
C < LT<br />
Risco<br />
sob<br />
controle<br />
Adoção de<br />
medidas de<br />
controle<br />
- Mudança de<br />
processos<br />
Amostragem periódica<br />
para conseguir manter<br />
sempre a C < LT<br />
- Mudança de<br />
matérias-primas<br />
- Métodos úmidos<br />
- Enclausuramento de<br />
processo<br />
- Ventilação local<br />
exaustora<br />
- EPI adequado, etc.<br />
Exames médicos<br />
específicos<br />
- Abreugrafia<br />
-Exame de<br />
capacidade pulmonar<br />
Introd. Eng. Segurança João A. Camarotto