Untitled - Fundação Biblioteca Nacional

objdigital.bn.br

Untitled - Fundação Biblioteca Nacional

EXPOSIÇÃO

ILUMINURAS'

DE

HOMENAGEM AO IV CENTENÁRIO

D/\ FUNDAÇÃO

DA CIDADE DE

BRASILEIRAS

SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO

De 2 a 30 de Setembro de 1965

BIBLIOTECA NACIONAL

RIO DE JANEIRO


ILUMINURAS BRASILEIRAS

E X P O S I Ç Ã O

EM HOMENAGEM AO

IV CENTENÁRIO DA FUNDAÇÃO

DO RIO DE JANEIRO

1 565 ::-:: 1965

CATÁLOGO COMEMORATIVO

= De 2 a 30 de Setembro de 1965

BIBLIOTECA NACIONAL - RIO DE JANEIRO


EN-00036 125-9

„ cí leiras catalog

Iluminuras otasuei"

o comemorativo

iconografia (626041/81»)


Célia Mendes Piza de Lara

EXPOSITORAS

apresenta iluminuras decorando Poesias de Poetas Brasileiros Contem-

porâneos, Orações, Sacras e textos Patrióticos.

Isabel Vieira Bueno Penteado Meirelles

divulga Salmos e trechos biblicos.

Maria Amélia Arruda Botelho de Souza Aranha

expõe iluminuras inspiradas em Lendas de Amor do Folclore Indígena,

Retratos, inspirações religiosas e Retratos psicológicos de Rainhas e

Imperatrizes do Brasil que viveram no Rio de Janeiro.

.Nas iluminuras expostas foram aplicadas cinco qualidades diversas de ouro.


RÊS distintas senhoras paulistas - as senhoras CÉLIA MENDES PIZA

4 DE LARA, ISABEL VIEIRA BUENO PENTEADO MEIRELLES e

MARIA AMÉLIA ARRUDA BOTELHO DE SOUZA ARANHA —

estão de viagem programada para a Guanabara, onde vão expor, conjuntamente,

os seus trabalhos artísticos. Trata-se de três ilustres damas da nossa alta sociedade,

as quais, há tempos, resolveram aproveitar a sua vocação, indo freqüentar

o curso de iluminura do eminente artista português Lucas Teixeira, um

dos maiores senão o maior, atualmente, no gênero, não só no Brasil mas em todos

os países do mundo.

Elas já se apresentaram à sociedade paulistana, numa exposição realizada

na Biblioteca Municipal, nesta Capital — e o brilhante êxito que obtiveram

naquela oportunidade fêz com que, desde então, acariciassem o sonho de

uma exposição na Cidade Maravilhosa.

O mês de setembro próximo vai lhes permitir a realização dêsse belo

sonho. Com a grata circunstância, ainda, de que vão promover essa Exposição

de Iluminuras Brasileiras em homenagem ao IV Centenário da Cidade de São

Sebastião.

Desejo, através destas linhas, congratular-me com a fina sensibilidade

carioca pelo alto júbilo espiritual que lhe está sendo reservado por essas três admi-

ráveis iluminuristas.

Longe de mim a pretensão de querer recomendá-las à boa gente do Rio

.de Janeiro, mesmo porque sempre considerei que, em casos como êste, a melhor

recomendação é a da própria obra apresentada. E esta, a meu vêr, é das que

conqiástam desde logo, e definitivamente, a nossa admiração.

A senhora Célia Mendes Piza de Lara comparece com iluminuras de-

corativas de trabalhos de poetas brasileiros contemporâneos, de orações sacras e

de textos patrióticos.

Ela criou uma nova maneira, nova e profundamente sugestiva, de in-

terpretação poética. É uma voz, em linhas e cores, expressando artisticamente

a alma de alguns dos nossos poetas.

Cada tela é uma forma especial de exegese na qual os tons coloridos

adquirem significações correspondentes aos valores emocionais do poema inter-

pretado. Assim também, as orações sacras e os textos patrióticos inspiram às

mãos sábias c delicadas da artista o necessário elemento de exteriorização e co-

municação espiritual com as outras almas.

Salientamos, a propósito, «O Sonho do Bandeirante» e «A Fundação

do Rio de Janeiro».

Cumpre assinalar também a sua grande capacidade'técnica, revelado-

ra fiel da sua sutil faculdade artística, do seu extraordinário dom de aproveita-


mento e ampliação lírica, através de belas composições como estas, das sonori-

dades sentimentais e das mensagens de fé brotadas de corações igualmente vi-

brantes e sonhadores.

•—• Dona Isabel Vieira Bueno Penteado Meirelles divulga Salmos e trechos

litúrgicos iluminados. E' uma criatura de sensibilidade claustral e de gosto clássico,

que permanece fiel ao trabalho da iluminura no gênero dos famosos missais

do século XV (como bem acentuou Oliveira Ribeiro Neto no prefácio da Exposição

que ela fêz em São Paulo, juntamente, também, com as suas duas companheiras

e colegas de agora). Sua grande sensibilidade mística, tão profunda

quanto comunicativa, encontrou nas iluminuras religiosas que ora nos apresenta

o seu elemento revelador por excelência.

Veja-se, outrossim, nos trabalhos intitulados «Missa de Matrimônio»

e «Profecias de Isaias», como essa alma visionária, que tanto tem de solitária e

de mística, sabe identificar-se com os motivos religiosos, sempre imbuida de

profunda unção espiritual, a caracterizar-lhe mais do que tudo o belo temperamento

artístico.

— Na senhora Maria Amélia Arruda Botelho de Souza Aranha, pintora

já laureada nos salões do Rio de Janeiro e de São Paulo, aluna dos pintores

Antonio Rocco e Gaetano de Gennaro, encontramos uma vigorosa iluminurista

apaixonada pelas lendas do amor do folclore indígena e devotada ainda aos retratos

de Rainhas e Imperatrizes do Brasil que viveram no velho Rio imperial.

E' Vice-Presidente e uma das fundadoras do Instituto Histórico e Geográfico

Guarujá-Bertioga, sócia honorária do Instituto Pontenovense de História,

sócia benfeitora da Associação Paulista de Belas Artes e sócia do Instituto

Histórico e Geográfico de São Paulo.

Culta folclorista, pronunciou, em setembro de 1961, no Instituto de

Engenharia de São Paulo, notável palestra sobre «Lendas de amor do folclore

indígena», na qual mostra incomum conhecimento do assunto. Tendo estudado

com o mestre Lucas Teixeira, passou, sem demora, a assenhorear-se dos segrêdos

da iluminura, o que, com a sua cultura, o seu intenso amor ao nosso folclore,

logo a tornou independente e dona de um forte poder pessoal no tratamento

das figuras e dos temas de sua especialidade.

Tenho, pois, como uma das mais significativas homenagens à gloriosa

efeméride carioca a presença artística dessas três ilustres damas paulistas no

cenário das festivas comemorações que ora atraem a atenção mundial para o

Rio de Janeiro.

Parabéns, querida e maravilhosa Guanabara!

Glória a ti, Rio Quatrocentão, iluminura de ouro a que Deus deu por

moldura o mais belo sorriso da Terra Brasileira!

CORRÊA JÚNIOR

São Paulo, ig6s


CÉLIA MENDES PIZA DE LARA

— Poesias de Poetas Brasileiros Contemporâneos, Sacras, Orações e

Textos patrióticos.

POESIAS DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS, ilustradas com motivos

de nossa flora e fauna e autografadas pelos autores

1 — Saudade — Menoti dei Pichia — Nas miniaturas estão representados os homens

que construíram o Brasil: o luso que aqui ficou, o missionário, o bandeirante,

o negro e o índio, irmanados todos pelo sentimento da saudade.

2 — Credo — Cleómenes Campos — Iluminura com motivos geométricos, apresentando

no centro, a idéia abstrata de Deus uno e Trino, representando num triângulo,

já que de vós Senhor, «não poderei fazer nem uma idéia ao menos do

que sois, porque sois grande demais».

3 — Nossa Senhora da Porta do Céu — Pedro Oliveira Ribeiro Neto — Nossa Senhora

cercada de flores — desde as mais aristocráticas representantes das

nossas matas, às mais humildes de nossos campos — entrega a chave do céu

ao pecador.

4 — Canto da minha terra — Olegário Mariano — No barrado, vêm-se plantas estilizadas,

pássaros e orquídeas brasileiras e nas diferentes miniaturas as mais

belas paisagens de nossa terra: o perfil da Velha-Cap, as praias do norte,

as igrejas de Minas, as fazendas paulistas e «as casas lendárias onde amaram

os nossos avós».

5 — Poema de Natal — Nóbrega de Siqueira — Na tarja estão representados os brinquedos

recebidos pelo filho da vizinha: «presentes para a vida inteira», enquanto

na miniatura central, aparece o menino que narra a história verdadeira

do seu triste natal, hoje relembrado com amor.

6 — Ouro Preto — Manuel Bandeira — Iluminura de composição em estilo barroco,

vendo-se no centro, a antiga Casa da Câmara e Cadeia de Ouro Preto, hoje

museu, que encerra as cinzas dos inconfidentes e muitas das obras do Aleijadinho.

7 — Poema para minha mãe — Paulo Bonfim — Nossa Senhora — símbolo de tôdas

as mães — contempla o Filho com enlêvo. No barrado de fundo côr de cobre,

destacam-se os motivos ornamentais, que representam aquelas cujos gestos

são mais verdes que a esperança» e cujas «palavras são botões de rosas».

8 — Minha Terra — Corrêa Júnior — Na tarja e nas miniaturas se destacam os encantos

da terra brasileira: flores e pássaros, «rios, florestas, cafezais, fazendas

... Eo sorriso de Deus pela amplidão».

9 — Ladainha — Cassiano Ricardo — No barrado e na miniatura está representado

o Brasil nascente, a terra no seu ninho primitivo, cheia de flores, de pássaros

e de luz.

10 — As três coroas — Guilherme de Almeida — O duplo barrado guarnecido com

plantas estilizadas e espinhos conduz o pensamento ao Cristo cingido com a

corôa com que coroou «os reis e os heróis .

11 — Primavera — Henriqueta Lisboa — Sôbre a barra de ouro fosco o bailado de

borboletas e na miniatura central, aquela que tão sôfregamente acariciou a

rosa vermelha «que se desfolhou contra o seu coração».


12 — Tempo de Frio — Álvaro Moreyra — Na cercadura o cobertor tecido pelo vento

com os galhos que «soltam as folhas como farrapos no chão» e no centro os

filhos da terra gaúcha, tão boa, que para que os anjos não a vejam «Nosso

Senhor cobre os pagos com um poncho de cerração».

13 — Encomenda — Cecilia Meirelles — Iluminura com diversos tons e técnicas de

ouro, apresentando a encomenda da autora: «Desejo uma fotografia como

esta: em que para sempre me ria, com um vestido de eterna festa».

14 — Velhinhos — Laurindo de Brito — Esta iluminura representa, no simbolismo mágico

da côr, «a primavera azul da mocidade».

ILUMINURAS RELIGIOSAS E PATRIÓTICAS

15 — Sacra — Anunciação.

16 — » — Incarnação.

17 — » — Consagração.

Estas sacras pertencem à Ordem de Jesus Crucificado, de Campinas

18 — Bênção de São Francisco de Assis.

19 — Oração de São Francisco de Assis.

20 — Sonho do Bandeirante — Texto da autora — Representa a beleza, o perigo e a

atração da mata para o bandeirante paulista que procura levar avante a bandeira

dos seus sonhos.

21 — Fundação do Rio de Janeiro — No barrado, o momento histórico da chegada da

frota de Estácio de Sá junto ao môrro Cara de Cão e na letra capital a figura

do fundador da cidade.

As Iluminuras de ns. 2, 3, 18, 19 e 20 pertencem ao período de aprendizado com o Prof.

Lucas Teixeira e as caligrafias de 1 a 9 e 11 foram escritas pelo mesmo.


ISABEL VIEIRA BUENO PENTEADO MEIRELLES

— Salmos e trechos bíblicos

1 — Deus meu, Deus meu, por que me abandonastes?

Marc. XV, 34

2 — Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei!

Sto. Agostinho - Confissões -

Livro X cap. 27

3 — Quam dilecta tabernacula tua, Domine virtutem!

SI. LXXXIII

4 — Cum invocarem exaudivit me Deus justitia mea: in tribulatione dilatasti mihi.

SI. IV, 1-2

5 — Que a caridade seja sem fingimento. Aborrecei o mal, aderi ao bem.

Rom. XII, 9-21

6 — Improperium expectavit cor meum et miseriam.

SI. LXVIII, 21-22

7 — Haec dies quam fecit Dominus. gl CXyn 24 e 1

8 — Ora naquela mesma região havia uns pastores que velavam e faziam de noite a

guarda ao seu rebanho. Luc JJ g l3

9 — Et Verbum caro factum est et habitavit in nobis.

Jo. I, 14

10 — Êle não tinha beleza nem formosura, e vimo-10 e não tinha parecença do que era,

e porisso nenhum caso fizemos d'Êle. jg 2 7

11 — Domine, ne in furore tuo arguas me, neque in ira tua corripias me.

SI. VI, 1-6

12 — Dominus dabit benegnitatem et terra nostra dabit fructum suum.

SI. LXXXIV, 13

13 — Inclina, Senhor, o Teu ouvido e ouve-me, porque eu sou desvalido e pobre.

SI. LXXXV, 1-9, 11-12-13-17

14 — Cantai a Deus, entoai salmos ao Seu nome; aplainai o caminho

Aquele que avança pelo deserto, cujo nome é Senhor, e regosijai-vos diante d'Êle.

SI. LXVII, 5-8


15 — Buscai o Senhor enquanto se pode encontrar; invocai-0 enquanto está perto.

Is. LV, 6-7

16 — Desperta! Por que dormes Senhor! Acorda! Não nos rejeites para sempre!

SI. XLIII, 24-27

17 — O Senhor é a minha luz e minha salvação: a quem temerei?

O Senhor é o baluarte da minha vida: diante de quem tremerei?

SI. XXVI, 1

18 — Benedicite, omnes volucres coeli, Domino; laudate et superexaltate eum in saecula.

Dan. III, 80

19 — Senhor, Deus meu, clamo durante o dia, de noite lamento-me na Tua presença.

SI. LXXXVII

20 — Eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: Levanta-te,

toma o Menino e Sua Mãe e foge para o Egito. Math. n, 13-14

Um missal, contendo 36 páginas «Missa de Matrimônio» em escrita uncial e capitais

em ouro e prata.


MARIA AMÉLIA ARRUDA BOTELHO DE SOUZA ARANHA

Lendas de Amor do Folclore Indígena, Retratos, Inspirações Religiosas,

Retratos Psicológicos de Rainhas e Imperatrizes do Brasil que viveram no Rio de Janeiro.

LENDAS DE AMOR

1 — Icamiabas — A lenda das mulheres guerreiras do Amazonas que suprimiam o

próprio seio para melhor firmarem o arco de combate.

Descrição de frei Gaspar de Carvajal, componente da expedição de Francisco

Orellana. Século XVI.

2 — Muiraquitã — O fetiche das Amazonas. Decoram a tarja peixes da bacia amazônica.

Texto da autora.

3 — A Yara — Considerada por Olavo Bilac a mãe da poesia brasileira. Texto de

Afonso Arinos.

4 — Moema — Do poema épico «Caramuru» de Santa Rita Durão. Século XVIII. No

barrado caramujos do Norte.

5 Tatus Brancos — Lenda bandeirante que nos foi transmitida por Afonso Arinos.

Pássaros de uma espécie extinta da região onde supõe-se ter nascido a lenda

decoram esta iluminura.

6 A Mandioca — Olhos aflitos de mãe procuram Mani na floresta. Árvores apontam:

Mani morreu, Mani morreu mas sua alma vagueia pelo espaço. Iluminura

surrealista. Inspirada em narração do General Couto de Magalhães.

LETRAS SIMBÓLICAS

7 j. ean — Nome fictício do herói da lenda de Marabá, a mestiça rejeitada pela

tribo.

g _ o B-rasil — Maiúsculas interpretando a lenda do Córrego das Lágrimas, contada

por Oswaldo Orico. Pequena medalha de prata na exposição coletiva da

Associação Paulista de Belas Artes.

9 l - onge — Interpretação do poema épico nativista brasileiro «Uruguai» de Bazilio

da Gama. Corrêa Júnior compôs versos para esta iluminura. Eis a primeira

quadra:

Da mata escura num local traiçoeiro,

Lindoia a morte espera, adormecida,

Pois que o amado Cocambo crê sem vida,

E não dos brancos feito prisioneiro.

RETRATOS

10 Auto Retrato Introspectivo — A mão do destino mantém sob plácidas águas

um cérebro em ebulição.

11 _ Maria Cândida Baeta Neves no dia de seu casamento com José Honorato da Camara

Botelho de Medeiros.

PARA O IV CENTENÁRIO

12 índias choram a partida dos homens da frota de Estácio de Sá da Bertioga

para fundar o Rio de Janeiro.

l>


INSPIRAÇÕES RELIGIOSAS

10 _ Nossa Senhora da Mata, envolta no ruído da passarada brasileira. Criação simbólica

da autora. Iluminura premiada com a Taça «Visconde de Congonhas

do Campo» na I Exposição de Artezanato da Mulher Brasileira no Rio de Janeiro.

Pedro Oliveira Ribeiro Neto dedicou-lhe versos, do qual extraímos a

seguinte quadra:

Orquídea de ouro, perfumada e casta,

Que pões na mata milagroso véu.

Dá-me um sorriso, que um sorriso basta.

Dentro da mata, encontrarei o Céu.

14. _ Nossa Senhora dos Navegantes, envolta na mansidão silenciosa dos mares tranauilos

Iluminura idealizada para comemorar a restauração da igreja e das

festividades de Nossa Senhora dos Navegantes, no estuário de Santos. Decoram-na

rubis e pérolas orientais.

i* _ Anchieta — O taumaturgo brasileiro expulsa o monstro da toca do Gaecá. Lenda

* popular do litoral de São Sebastião. Medalha de Bronze no XXI Salão Paulislista

de Belas Artes.

RETRATOS PSICOLÓGICOS DE RAINHAS E IMPERATRIZES DO BRASIL

i« _ D Maria I — Rainha de Portugal, Brasil e Algarves: — Espírito perturbado

' ante as chamas do inferno e o castigo de Deus. — Mae de D. João VI. Reinou

de 1777 a 1816 e faleceu no Rio de Janeiro. Iluminura realçada por ametistas

brasileiras. Premiada com pequena medalha de prata no XXX Salão Paulista

de Belas Artes.

17 _ D Carlota Joaquina — Rainha de Portugal, Brasil e Algarves. Esposa de D. João

VI mãe de D. Pedro I. — Alma torturada ante a obrigatória permanência na

terra brasileira. — Na iluminura, a simbolizar o desprêzo pelas normas religiosas

uma casula transforma-se em capa de toureiro. Decoram-na turmalinas

brasileiras.

..o D Maria Leopoldina — Arquiduquesa da Áustria e 1.® Imperatriz do Brasil. Foi

primeira esposa de D. Pedro I e mãe de D. Pedro II. — Temperamento enlevado

pela beleza da flora e fauna de sua nova terra. — Grande incentivadora

da Independência do Brasil. Faleceu no Rio. Esta iluminura foi doada ao Museu

José Bonifácio, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Decoram-na

pérolas cultivadas e turmalinas brasileiras.

D

Amélia de Leuchtenberg — 2.® Imperatriz do Brasil. — Rósea e apaixonada

desconhece seu fatídico destino. Lágrimas transformadas em sangue tingem

rosas, sua flôr predileta. —

Segunda esposa de D. Pedro I. Na decoração, turmalinas brasileiras.

20 D Tereza Cristina — 3.' Imperatriz do Brasil. Esposa de D. Pedro II. — Tranqüila,

a ignorar o triste desfêcho de seu reinado. — Na iluminura alegre

floração em forma de corôa mortuária simboliza a perda da corôa imperial.

Com a proclamação da República acompanhou seu marido no exílio,

morrendo na França. Turquesas, pérolas orientais e brilhantes brasileiros,

decoram esta iluminura.

21 jj. Izabel a Redentora — Caráter forte que, consciente do sacrifício inevitável,

cumpriu a sua missão. — Foi regente do Império durante a ausência de

seu pai D. Pedro n. Assinou a Lei Áurea decretando a abolição da escravatura.

Topázios a enriquecem.

As iluminuras 1, 2, 3, 6, 13, 15 pertencem à fase de estudos sob a orientação do Prof.

Lucas Teixeira.


Composto 6 impresso na

Tipografia «O CALVABIO»

Rua Cardeal Arcoverde, 950

Telefone 80-6001 - São Paulo

More magazines by this user
Similar magazines