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Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha

Edição julho/2009

Gerência de Comunicação

Ana Paula Costa

Transcrição:

Marilene Rocha e Eliane Condinho

Copidesque:

Revisão:

Adriana Santos

Marcelo Ferreira

Capa e Diagramação:

Luciano Buchacra


Introdução

Não houve e nunca haverá ninguém como Jesus.

Ele é único. E únicas também são as suas palavras,

pois ninguém jamais falou ou falará como ele.

Ainda que você tenha ouvido inúmeras palavras de

encorajamento, de felicitações, de amor, jamais tais

palavras serão comparadas a tudo aquilo que Jesus

disse e ainda fala. Não que as palavras que você ouviu,

ouve e ouvirá sejam falsas ou mentirosas. Nada

disso. Mas é porque por detrás de cada palavra dita

por Jesus emana poder. Poder para consolar, curar,

transformar. E de suas palavras emana ainda amor

que vem do coração dele, de Jesus. Nas palavras

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de Jesus também há verdade, pois Jesus não fala

aquilo que nos agrada, mas aquilo que precisamos

ouvir. E ele não nos faz falsas promessas, pois cumpre

aquilo que promete. Se você já se decepcionou

com os homens (homem e mulher) por aquilo que

eles disseram, volte-se para Jesus para ouvir dele o

que só ele pode dar. Receba do amor que ele tem

por você, pois ninguém falou e amou com esse “Homem-Deus”

e “Deus- Homem”.

Nesta obra trataremos exatamente acerca das

palavras de Jesus.

“Pai, esta é a tua palavra, jamais alguém falou

como Jesus e neste momento queremos continuar

ouvindo a voz dele. Por isso, Senhor, que o teu Espírito

Santo possa vivificar a palavra de Jesus Cristo aos

nossos corações mais uma vez. Queremos continuar

ouvindo a tua voz, ó Jesus, não para nos deleitarmos

nela, mas para viver, para obedecer, tudo aquilo que o

Senhor nos falar, em teu nome, Jesus, amém.”

Boa leitura!

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Que Homem

era esse?

Em João 7, verso 46, lemos acerca das palavras

que foram ditas por Jesus e que muitos as ouviram:

“Responderam eles: Jamais alguém falou como este

homem.” O “eles” nesse verso se refere aos guardas

designados pelos sacerdotes e fariseus para prenderam

Jesus. E tamanho era o poder das palavras de

Jesus que sequer os guardas puderam por as mãos

nele. Seja porque ainda não era a hora (veja verso 30

do capítulo 7 de João), mas também porque esses

mesmo guardas ficaram impressionados por tudo

7


que Jesus havia dito. Tanto que os sacerdotes repreendem

os guardas nesses termos: “[...] Será que também

vós fostes enganados?” (verso 47). E não fora o

timbre da voz de Jesus que impressionara a todos.

Não. Não era simplesmente o som de suas palavras,

mas o que elas continham, o que se transmitia. As

pessoas podiam até odiar a Jesus e serem indiferentes

com ele, mas dificilmente alguém saia da mesma

forma após não só ter encontrado com Jesus,

mas após tê-lo ouvido. Os guardas foram um deles.

Não existe uma única palavra de Jesus que tenha

sido dada sem que as pessoas não ficassem extasiadas.

E Jesus nunca disse uma palavra em vão.

Jesus é a Palavra de Deus viva e encarnada, pois ele

se fizera homem. Está escrito em Primeira João 1.2:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus,

e o Verbo era Deus.” “Verbo” aqui é “Palavra”. Jesus

foi e é a Palavra revelada. E não houve ninguém

como ele. Bem pode ser que muitos de sua época

já tinham ouvido muitas palavras provenientes de

religiosos, filósofos, eruditos. Mas nunca houvera e

nunca haverá alguém que fale como o Senhor. E foram

muitos, milhares, que puderam ouvir a Jesus e

serem transformados por suas palavras.

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Os próprios evangelhos deixam claro que sempre

uma multidão se afluía até Jesus para não só

serem tocados, curados, mas também para ouvi-lo.

Só para citar um exemplo, o Sermão da Montanha.

É dito logo de início no capítulo 5, verso 1: “Vendo

Jesus as multidões.” E foi a essas multidões que Jesus

se dirigiu. Mateus dedicou três capítulos inteiros

ao tema do discurso de Jesus às multidões. E a julgar

pela reação de todos ao ouvir Jesus, dá para se

afirmar, sem sombra de dúvidas, que todos foram

tocados por suas palavras. Veja o que está escrito

no verso 28 do capítulo 7 de Mateus: “Quando Jesus

acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões

maravilhadas [...]” A Bíblia Viva (Editora Mundo

Cristão/ São Paulo/9ª. Edição, 1996), assim como a

NTHL (Nova Tradução na Linguagem de Hoje – Sociedade

Bíblica do Brasil, 2006), traduzem a expressão

“maravilhadas” por “admiradas”.

Interessante que mesmo ante a sua morte, Jesus

teve o poder de tocar a muitos. O Evangelho

de Lucas registra: “Quando chegaram ao lugar chamado

Calvário, ali o crucificaram, bem como aos

malfeitores, um à direita, outro à esquerda. Contudo,

Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que

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fazem.” (Lucas 23.33, 34). Difícil precisar se os que

ali estavam ficaram impressionados com a própria

atitude de Jesus ou com as palavras dele. Talvez as

duas coisas juntas, pois o coração do Mestre era dominado

apenas pelo bem, pela misericórdia, pela

compaixão. Ele tinha sido torturado, suas costas e

seu corpo dilacerados pelas chicotadas, pelos açoites

e pela coroa de espinhos sobre a cabeça. Contudo,

não vemos Jesus proferindo uma só palavra de

ódio e amargura. Pelo contrário, apenas palavras de

amor, o amor ágape que transforma. Houve apenas

perdão, independente do mal que lhe causaram.

Jesus sabia e sabe o quanto o ser humano necessita

de perdão. No contexto da salvação, da redenção,

ninguém consegue justificar-se a si mesmo,

pois a Palavra diz: “Pois todos pecaram e carecem

da glória de Deus. (Romanos 3.23). “Pai, perdoa-lhes.”

Essas foram as palavras de Jesus.

Outro grande exemplo, além do Sermão do Monte

e da crucificação, que mostra como Jesus impressionava

a muitos por sua atitude e palavras, está na clássica

passagem de João 8, versos 1 a 11, quando uma

mulher fora pega em flagrante adultério. Ele, com

toda autoridade e simplicidade, demonstrou mais

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uma vez aos homens, como suas palavras refletiam,

em muito, seu coração. Lemos nos versos 4 e 5 de João

8: “Disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada

em flagrante adultério. E na Lei nos mandou Moisés que

tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?” Se

tivéssemos a oportunidade de estar entre aquela multidão

junto àquela mulher, o que teríamos dito a ela?

Como teríamos reagido? Quais seriam as nossas palavras?

Ali estavam todos, de pedras em punhos, cheios

de ódio, implacáveis, pois todos também sabiam que

a lei deveria ser cumprida. E a lei era essa: adulterou,

tem de morrer. E morrer por apedrejamento. E talvez

para testar o próprio Jesus, ele fora procurado. Todos

queriam saber quais seriam suas palavras. E, sábia e

amorosamente, o Senhor disse: “Aquele que dentre vós

estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire a pedra?”

(parte b do verso 7 de João 8). A Lei de Moisés teria

de ser cumprida. O impasse: a Lei ou a piedade? Jesus

não profere uma só palavra. Está no verso 6 (parte b):

“Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.”

Eis então a resposta de Jesus: “Como insistissem na pergunta,

Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre

vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire a

pedra.”

11


O texto é claro em relatar que todos foram tocados,

pois um a um, movidos pela culpa ou pelo

confronto das palavras de Jesus, se retirou. De mãos

vazias, pedras ao chão, coração endurecido e transtornado.

E pensar que a única pessoa que poderia

apedrejar aquela mulher não o fizera, já que Jesus

não tinha pecado. “Mulher, onde estão aqueles teus

acusadores? Ninguém te condenou?” Foi o que Jesus

dissera à mulher adúltera. Ela respondeu assustada:

“Ninguém, Senhor!” Jesus então deu a sentença:

“Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques

mais.” (Veja os versos de 9 a 11, João 7). Ele estava

tomando o lugar daquela mulher, o pecado dela estava

vindo sobre ele. A Lei precisava ser satisfeita.

Quando ele a libertou, assumiu o lugar dela e as pedras

que deveriam cair sobre ela, caíram sobre ele.

Foi isso que aconteceu conosco. Éramos nós que

teríamos de estar na cruz. Mas as palavras de Jesus foram:

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”,

ainda ecoam em nossos corações. O apóstolo Paulo

escreveu em Colossenses 2, verso 13: “E a vós outros,

que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela

incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente

com ele, perdoando todos os nossos delitos.”

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o amor

manIfesto em

palavras

“Pai, perdoa-lhes.” Esta palavra tem de tomar

conta do nosso coração. E no silêncio dos surdos,

elas devem ecoar, pois eles precisam saber que

são, sim, pecadores, mas também amados do Pai.

Repare nos evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e

João) que não foi uma ou duas vezes apenas que

Jesus foi tocante na vida das pessoas por meio de

suas palavras, palavras essas, como já ditas, que

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traduziam muito do seu coração. Um coração terno

e amoroso.

Outro maravilhoso exemplo de quão Jesus marcava

a vida das pessoas por suas palavras e ações

está exatamente no ato de sua crucificação, e faz

referência aos dois ladrões ao lado dele, também na

cruz. Conta o texto de Lucas 23, versos 39 a 43:

“Um dos malfeitores crucificados blasfemava

contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti

mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o

outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a

Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade,

com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos

atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou:

Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu

reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que

hoje estarás comigo no paraíso.”

Tão interessante que durante o discurso amargo

de um dos malfeitores na cruz, Jesus nada falara. O

outro malfeitor que ouvira o que dissera o companheiro,

saiu em “defesa” de Jesus. E talvez impressionado

por sua atitude, Jesus lhe disse: “Em verdade te

digo que hoje estarás comigo no paraíso.” Só mesmo

Jesus para ter dito isso. A salvação, de fato, é um ato

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que vem pela graça. Pois Paulo também escreveu

em Efésios 2.8: “Porque pela graça sois salvos, mediante

a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não

de obras, para que ninguém se glorie.” Há um só Deus

e um só mediador entre Deus e os homens: Cristo

Jesus, homem. E a cada um de nós cabe o desafio

de ser prudente nas nossas palavras, até mesmo

quando pecamos. Pois lemos em Romanos 10.9,10

e13: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor

e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou

dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração

se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito

da salvação. Todo aquele que invocar o nome do Senhor

será salvo.”

Ali estavam dois ladrões crucificados, prestes a

morrerem. Um permanecera indiferente à sua situação,

blasfemando: “Não és tu o Cristo? Salva-te a ti

mesmo e a nós também.” Mas o outro se manifestara:

“Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o,

dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob

igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque

recebemos o castigo que os nossos atos merecem;

mas este nenhum mal fez.” Jesus lhe deu a resposta:

“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no

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paraíso” (Veja Lucas 23.39 a 43). Normalmente as

religiões mostram um caminho longo, sacrificante,

doutrinas que não têm nada a ver com a Palavra,

tudo tão longe da Verdade.

É fascinante como por trás de cada palavra de

Jesus havia amor e cuidado. Na própria iminência

de sua morte, sendo inclusive visto por sua mãe e

por João, a quem a palavra o cita como seu amigo

íntimo, Jesus se mostrara tenro em suas palavras.

Veja o relato dado pelo próprio João, no capítulo

19, versos 25 a 27: “E junto à cruz estavam a mãe

de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e

Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela

o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí o teu filho. Depois

disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em

diante, o discípulo a tomou para casa.” O “discípulo”

ou “discípulo amado” nesse verso é o próprio João.

Jesus se dirige à sua mãe, Maria, e diz: “Mulher, eis aí

o teu filho”. Era como se Jesus tivesse dito à sua mãe:

“Bem, mãe, aqui estou eu. Esse foi meu fim”. Seria esse

o fim mesmo? Mas a história não termina aí. Sabendo

de como ela se sentiria, Jesus se adianta e diz a

João, em tom de instrução: ‘Eis aí tua mãe.” Isso fora

dito para que João cuidasse de Maria. E ele enten-

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dera bem o recado, pois o texto afirma: ‘Dessa hora

em diante, o discípulo a tomou para casa.”

Mais uma vez, por meio de suas palavras, Jesus

manifesta seu amor, carinho, cuidado. Não só com

a sua mãe, mas também com o seu discípulo amado,

João. Jesus era o filho mais velho e sua ausência

física não poderia ser motivo de desamparo para

Maria. João era o discípulo mais novo. Mas nem por

isso estava isento quanto à responsabilidade de

cuidar da mãe de Jesus. E essa responsabilidade lhe

fora designada justamente por ser ele o mais íntimo

da família de Jesus e do próprio Jesus.

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maIs acerca

de Jesus

Em Lucas 7, versos 11 ao 17, lemos acerca de

mais um magnífico exemplo de como Jesus ia fundo

ao coração do homem com suas palavras. O

texto traz o relato da ressurreição do filho da viúva

da cidade de Naum. Diz o verso 13: “Vendo-a, o

Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores!”

Jesus dissera isso à viúva porque ela se encontrava

profundamente triste pela morte do filho, e diga-se

de passagem, filho único. E a razão de suas lágrimas

pode estar também no fato de ela já ter perdido o

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marido, já que era viúva. E enquanto o cortejo fúnebre

seguia, Jesus a avistou e pediu a todos que

parassem. Bastou para que Jesus tocasse o esquife,

o caixão, para que de lá o filho da viúva ressuscitasse.

Mais uma vez, suas palavras tocaram e transformaram.

No capítulo 27 de Mateus, verso 46, lemos acerca

das palavras de Jesus na ocasião de sua crucificação:

“Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta

voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer:

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Não se trata do fato de Jesus ter sido esquecido por

Deus, mas sim, do fato de Jesus ter experimentado

a dor da solidão e separação para com Deus por

causa dos nossos pecados. Era como se naquele

exato momento Jesus estivesse absorvendo todos

os nossos pecados, todas as nossas dores, todas as

nossas enfermidades. Ele que era bênção pura, estava

agora se transformando em maldição em nosso

lugar. E segundo as Escrituras, Deus não contempla

a iniquidade. Era um quadro terrível, homem algum

podia contemplar, quanto mais o próprio Deus, que

é santo. A Terra se fez trevas. Jesus fora desamparado

para que nunca o fôssemos. Ele foi desamparado

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para que eu e você pudéssemos ter companhia. Ele

foi desamparado para que hoje eu e você pudéssemos

encontrar o nosso lugar nos braços do Pai. Ele

foi desamparado para que eu e você pudéssemos

ter a vida. Um alto preço foi pago por “aquele que

não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para

que, nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios

5.21). Agora ressurreto, Jesus ainda hoje fala ao nosso

coração.

Um fato que também chama a atenção acerca de

Jesus é o de que as suas palavras exprimem muito

de seu amor e seu caráter. Em João 19, verso 28, lemos

que lá no madeiro, na cruz, Jesus demonstrou,

exalou amor. Se até o momento de sua crucificação,

ele se mantivera mudo, agora com os pregos nos

punhos e nos pés, ele abrira a boca porque estava

com sede. Diz o verso: “Depois, vendo Jesus que tudo

que já estava consumado, para se cumprir a Escritura,

disse: Tenho sede.” Ele que é a fonte das águas vivas,

teve sede. Ele teve sede para que eu e você jamais

pudéssemos ter sede. Sede do sentido da vida, para

que a vida pudesse ser plena. Disse o profeta Isaías

acerca de Jesus: “Mas ele foi traspassado pelas nossas

transgressões e moído pelas nossas iniquidades;

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o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas

suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53.5.)

“Está consumado!” na língua grega é a palavra

“teletestai”, que significa “está pago.” Há quem diga

que isso era o que se lia nas placas que eram colocadas

nas celas de prisioneiros que outrora lá estiveram,

mas que agora estavam livres após terem

cumprido com a pena. “Teletestai”. E quando Jesus

disse: “Está consumado”, ele estava proclamando

que a dívida do homem para com Deus estava

paga. Todo o domínio da maldição ele transformara

em bênção. O homem não precisaria pagar nada,

pois Cristo já o fizera. O texto de Hebreus 7.26 e 27

relata isso de forma gloriosa: “Com efeito, nos convinha

um sumo sacerdote como este, santo, inculpável,

sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto

do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos

sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios,

primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do

povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si

mesmo se ofereceu.” Também em Hebreus, no capítulo

12, verso 2, lemos algo que é um desafio para

nós. “Olhando firmemente para o Autor e Consumador

da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe

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estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso

da ignomínia, e está assentado à destra do trono de

Deus.”

Ainda acerca da crucificação, lemos também

algo que diz respeito às palavras de Jesus. Disse

Lucas, no capítulo 23, verso 46: “Então, Jesus clamou

em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu

espírito! E, dito isto, expirou.” Se até então permanecera

mudo até ser crucificado, agora prestes a expirar,

brada a plenos pulmões: “Pai, nas tuas mãos

entrego o meu espírito!” Seria esse o fim de todas as

coisas? Jamais se ouviria as palavras de Jesus? Um

retumbante NÃO. Pois ainda hoje ele fala aos nossos

corações. Ele ainda nos toca com suas palavras

e transforma nossas vidas. E suas palavras são muito

mais que o som de sua voz, mas a realidade de

seu propósito em nossas vidas. Jamais alguém falou

como este Homem.

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palavras

Que tocam e

transformam

A suma de tudo que temos dito até agora é isso:

quando ouvimos a voz de Deus, nossa vida jamais

se torna a mesma. Jamais. É vida que sai de seus

lábios. Talvez você tenha vivido sob tantas palavras

de condenação, opressão e culpa, e o que mais esteja

precisando é de ouvir a voz de Jesus. Se ainda

não experimentou da maravilhosa graça da salvação

em Cristo, saber de suas palavras pode ser

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a oportunidade que faltava à sua vida. Pois é essa

oportunidade de um recomeço, de um reinício de

sua história, que está diante de você. E só mediante

a chamada conversão que poderá se apropriar

de tudo aquilo que tem ouvido da parte de Deus.

Quando você se reconhece como sendo pecador,

e pecado é tudo aquilo que nos afasta de Deus, e

que por isso se encontra na condição de separado

e distante dele, confessando a ele essa sua condição,

e que carece muito da graça dele em sua vida, a

mudança acontece. E somente ele pode perdoá-lo,

salvá-lo e libertá-lo de tudo que até agora tem lhe

prendido. E o ponto inicial para que tudo se desencadeasse

até esse momento foi justamente o fato

de tê-lo ouvido, ter ouvido a sua doce voz. Sinal de

que entendeu a realidade da cruz, que Jesus fora

crucificado em seu lugar, para que pudesse ter vida,

e vida em abundância. Quem sabe até tenha um

dia ouvido sua doce voz, tenha o recebido como

Senhor e Salvador de sua vida, mas hoje, distante

e afastado, já não reconhece tão bem assim a sua

voz, ainda que ele continue falando. Este é o momento

da volta, do retorno, para os braços do Pai.

Não deixe, jamais, de ouvir a voz de Cristo. Pois não

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há ninguém que tenha falado ou fale como ele. E

não são meras palavras. A partir do momento que

ouvimos sua voz, jamais somos os mesmos. Jamais!

27


Que grande

amor é esse?

Nenhum outro motivo justificaria Jesus ter dito

tantas coisas aos homens, a fim de transformar sua

vida, a não ser seu grande amor. Ninguém o ama

mais do que Jesus! Muitas vezes falamos essa verdade

apenas para o outro. Mas essa é também uma

realidade para sua vida. Diga de si para si mesmo:

“Ninguém me ama mais que Jesus!” Você é um ser

único! Não existe ninguém igual a você. Ninguém

há que tenha uma impressão digital como a sua.

Você é um ser único para Deus e ninguém o ama

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mais do que Jesus. Talvez se encontre triste, amargurado,

cercado de problemas, dores, tribulações.

Quem sabe até esteja experimentando um grande

vazio em seu coração! Momentos de incertezas e

temores acerca do presente e do futuro. Quem sabe

até tenha aberto espaço para a ação do diabo em

sua vida! Eis a grande verdade e realidade imutável:

Jesus o ama. E ama muito. Pois a própria Palavra

afirma: “Mas Deus prova o seu amor para conosco

pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda

pecadores” (Romanos 5.8).

Via de regra, as pessoas premiam aqueles que

são vencedores. As medalhas costumam ser para

aqueles que chegam à linha de frente, em primeiro

lugar. Os de boa aparência, os mais inteligentes,

os mais capazes. Mas o amor do Senhor é incondicional.

Independe de cor, raça, posição social. Ele

escolheu nos amar. Até mesmo aqueles que temos

como sendo os mais pervertidos e não merecedores

de coisa alguma. Ele escolheu amar o mais miserável,

o mais pecador. Lucas assim escreveu: “Porque

o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lucas

19.10). Ele também disse: “Os sãos não precisam

de médico, e sim os doentes” (Lucas 9.12). Ele veio e

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nos amou sem condições, sem barreiras, e na cruz

se deu por nós. Tudo que Deus podia fazer, Ele fez.

Ele deu o que tinha de mais precioso.

Deus não pode fazer nada além do que ele já

fez. Vamos entender isso: Deus nos deu Jesus, o

maior de todos os “bens”, o que de mais preciso há.

Nada se compara a Jesus. Todo o dinheiro e riquezas

não são nada perto do valor imensurável de Jesus.

E Deus nos deu esse Bem Maior! Não existe outro

caminho. Não existe outra declaração de amor

de Deus para com o homem, a não ser a pessoa de

Jesus, o seu filho. Daí o apóstolo Paulo ter dito em

2 Coríntios 5.14: “O amor de Cristo me constrange.”

E nós o servimos e o adoráramos porque reconhecemos

que ele é o Senhor dos senhores, o Único e

suficiente Salvador de nossas vidas.

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fazeI Isso em

memórIa dele

Afinal, o que é a Santa Ceia se não um memorial

eterno desse grande amor de Deus por nós, para

que nós não nos esquecêssemos dessa realidade e

para que jamais pudéssemos duvidar dessa mensagem

tremenda: seu corpo foi quebrado para que

nós pudéssemos ter vida. “Isto é o meu corpo, que é

dado por vós; fazei isto em memória de mim. Porque,

todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice,

anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.”

O pão tipifica o corpo de Cristo, e o vinho, o sangue

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de Jesus. Por que os poderes do inferno temem tanto

o sangue de Jesus? Porque o sangue de Cristo

derramado na cruz do calvário é um marco eterno

da sua sentença de condenação, bem como de seus

demônios. E tudo que Deus tem prometido em sua

Palavra nos são oferecidas por meio da morte de Jesus

no calvário! E é o sangue de Jesus que cancela

qualquer aliança com os poderes do inferno. Nós

reconhecemos, sim, os poderes de Satanás. Mas

cremos que maior é o que está em nós do que o

que está no mundo! Maior é Jesus em nossa vida.

Que prova maior desse seu grande amor que a vida

de Cristo em nós!

34


o preço do

amor

O Novo Testamento registra muito da ação dos

demônios na vida das pessoas. Não fora um ou dois

que foram libertos do poder das trevas. Foram muitos.

Basta ler os quatro evangelhos (Mateus, Marcos,

Lucas e João) para se constatar isso. Os demônios

podem, sim, controlar vidas, afligir pessoas, trazer

enfermidades, atacar, oprimir. Eles agem até como

acusador contra o povo de Deus. Mas a grande

arma que temos em mãos para líder com tudo isso

é o sangue de Jesus! Pois lemos em Apocalipse 12,

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verso 11: “Eles, pois, o venceram por causa do sangue

do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho

que deram e, mesmo em face da morte, não amaram

a própria vida.”

“Eles, pois, o venceram por causa do sangue do

Cordeiro!” Leitor amado, as Escrituras nos mostram

pelo menos sete razões porque o sangue de Jesus

tem grande poder contra as trevas. A primeira delas:

fomos redimidos por esse sangue. Lemos em 1

Pedro 1.18 e 19: “Sabendo que não foi mediante coisas

corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados

do vosso fútil procedimento que vossos pais vos

legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro

sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo.” O que

é redimir? O que é resgatar? A palavra resgate tem

sido usada com frequência nos dias de hoje, devido

à violência. E nesse contexto, fala-se também do

sequestro, quando é exigido um valor em resgate

da vítima sequestrada. Ou seja, um preço tem de

ser pago por alguém para que essa pessoa seja liberta

do seu cativeiro, onde as vítimas costumam

ser colocadas. Isso acontece no mundo natural. Mas

façamos um paralelo disso no mundo espiritual. Digamos

que satanás nos sequestrou. Esse sequestro

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aconteceu no Jardim do Éden, quando o homem

se curvou a satanás pela obediência a ele, por terlhe

emprestado seus ouvidos a quem queria não o

bem, mas a morte do indivíduo. Paulo escreveu em

Romanos 5, verso 12, que pela desobediência de

um só homem, entrou o pecado no mundo. E com

isso a maldição e a morte.

O que fez Jesus então? Ele veio para pagar o resgate!

E qual a “moeda” usada por ele? Ouro, prata?

Não. Mas seu próprio sangue. A Escritura nos revela:

“Fostes resgatados pelo precioso sangue, como de

cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo.”

Também lemos em Isaías 52, a partir do verso

14, o relato do sofrimento de Jesus Cristo, quando

somos informados de que sua aparência fora desfigurada

durante sua crucificação. A coroa que colocaram

sobre sua cabeça não fora de outro, de jóias ,

mas de espinhos. Não lhe abraçaram ou o beijaram,

mas o espancaram e esbofetearam. Cuspiram nele.

Ele ainda fora despido. Imagine a vergonha, o constrangimento!

E tudo isso sem merecer. Tão logo

teve os pregos cravados sobre as mãos e os pés e a

cruz erguida, o sangue passou a jorrar. Sangue que

nos comprou, nos redimiu. Não somos mais de nós

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mesmos, pois o resgate fora pago. E a preço altíssimo.

Não pertencemos a nós mesmos. E a vida cristã

começa exatamente com essa compreensão de que

somos dele. E ele nos comprou não para nos pisar,

para nos escravizar, mas para nos fazer seu, para

que assentássemos com ele nas regiões celestiais.

Ele não nos comprou para sermos simplesmente

seus filhos. Temos esse direito e o sangue dele proclama

essa verdade. Veja o que Paulo escreveu acerca

desse fato em Romanos 5, verso 9: “Logo, muito

mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos

por ele salvos da ira.” É isso que o sangue faz:

nos justifica. E o que é a justificação? É a declaração

de Deus que ele nos vê como se nós nunca tivéssemos

pecado. Ainda em Romanos 3, versos 24 e

25, lemos: “Sendo justificados gratuitamente, por sua

graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a

quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação,

mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter

Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados

anteriormente cometidos.”

Você pode imaginar a pessoa mais depravada

do mundo?! Imagine Hitler. Se ele tivesse convertido,

aceitado a Jesus, o que teria acontecido com

38


os seus pecados? Todos eles teriam sido perdoados.

Aos olhos de Deus, Hitler era como Paulo, como

João, Tiago. É verdade que ele teria que responder

à justiça dos homens, mas diante de Deus, ele seria

o quê? Santo. Quando uma prostituta se converte,

a partir desse momento, no plano espiritual, ela se

torna santa, pura, íntegra. O sangue de Jesus faz

isso. Ele justifica. É por isso que celebramos sempre

a Ceia, pois por meio dela, recordamos também

essa verdade e deixamos de ser alvo das acusações

de Satanás. Pode ser que você tenha vivido situações

as quais gostaria de apagar da sua mente. Porém,

as lembranças parecem torna-se cada vez mais

vivas. Mas temos essa promessa em Isaías 43.25:

“Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões

por amor de mim e dos teus pecados não me lembro.”

Procure ter a compreensão não de quem você

era, mas do que você é hoje: justo e santo aos olhos

de Deus. Em Hebreus 13, verso 12, temos mais uma

demonstração do cuidado do Senhor e da verdade

de que o sangue dele nos justifica: “Por isso, foi que

também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio

sangue, sofreu fora da porta.” Compreenda essa verdade

em plenitude.

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Se durante a sua caminhada, você tropeçar (pois

o pecado na vida do cristão pode acontecer como

tropeços e não como rotina), o sangue de Cristo o

limpa, o santifica. Desde que você se arrependa genuinamente

e abandone o erro. Lemos em 1 João 1,

verso 7: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está

na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o

sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”

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conclusão

O sangue de Jesus nos redime, lava, limpa, purifica.

Purifica a consciência, o coração, as intenções.

É por isso que você pode andar de cabeça erguida.

Ter uma vida íntegra e verdadeira só é possível

por causa do sangue do Senhor. A separação que

havia entre nós e o Senhor foi desfeita ali na cruz.

Paulo afirma, categórico, em Colossenses 1, versos

20 a 22: “E que, havendo feito a paz pelo sangue da

sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo

todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. E a

vós outros também, outrora éreis estranhos e inimigos

no entendimento pelas vossas obras malignas, agora,

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porém vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante

a sua morte, para apresentar-vos perante ele, santos,

inculpáveis e irrepreensíveis.”

Deus quer se apresentar e revelar a mim e a

você. Sendo assim, o Espírito Santo move as nossas

vidas para nos apresentar inculpáveis, santos e

irrepreensíveis. Nós fomos reconciliados pelo sangue

do Senhor. Temos acesso a ele pelo sangue de

Cristo. O sangue de Cristo é o sangue de uma nova

aliança em e por Cristo. Esse novo pacto foi feito

pelo sangue de Jesus. Por isso, não é errado clamarmos:

“Senhor, venha cobrir meu marido com o sangue

de Jesus! Venha cobrir o meu filho com o sangue de

Jesus”. É assim! Significa aplicar o sangue. Significa

confiar no poder do sangue, na cruz, na morte, na

ressurreição do Senhor. Que você possa sempre dizer

como o apóstolo Paulo afirmou em 2 Coríntios

4.13: “Eu cri; por isso, é que falei. Eu cri, por isto é que

falei!”

Se você crê no sangue do Senhor, você precisa

proclamar essa verdade. No livro do Apocalipse 1,

versos 5 e 6, está escrito: “Aquele que nos ama, e, pelo

seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos

constituiu o reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai,

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a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos.

Amém!” Nós fomos redimidos pelo sangue; fomos

justificados pelo sangue; fomos santificados pelo

sangue. Nós fomos lavados, limpos pelo sangue.

Nós fomos reconciliados pelo sangue. Nós temos

acesso a Deus pelo sangue de Jesus e temos uma

aliança eterna, selada pelo sangue de Jesus”.

Temos este acesso ao Pai pelo sangue de Jesus.

O sangue de Jesus nos garante a vitória! O que garante

a vitória não é o seu próprio patrimônio de fé,

mas o sangue de Jesus. Do mesmo modo que você

pede para ser cheio do Espírito Santo todos os dias

e vive essa novidade de vida em Cristo Jesus, constantemente,

viva debaixo da graça, do favor e da vitória

do Senhor. Que a graça dele seja tão abundante

na sua vida, para que você continue amando-o,

servindo-o, querendo-o. Ame-o com todo o seu coração.

Ninguém o ama mais do que Jesus. Ninguém

tem o melhor para você do que ele. Sirva-o com

todo o seu coração. Sirva-o inteiramente. Sirva-o

para a glória do seu nome.

Davi escreveu no Salmo 131: “Senhor, não é soberbo

o meu coração, nem altivo o meu olhar; não

ando à procura de grandes coisas, nem de coisas ma-

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avilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e

sossegar a minha alma; como a criança desmamada

se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança

é a minha alma para comigo.” Há esse lugar nos

braços do Senhor. Jamais alguém falou como este

Homem, e quando você ouve a palavra dele tudo

muda, tudo se torna diferente.

Encerro essa obra orando. Mas antes, ore comigo

assim:

“Jesus, jamais alguém falou como o Senhor. E eu

quero obedecer a sua voz. Eu reconheço que eu sou

um pecador. Que a tua Palavra traga vida à minha

vida. Eu reconheço que ali na cruz o Senhor tomou

o meu lugar para que eu pudesse ter a vida. Por isso,

nesta hora, eu abro o meu coração e te recebo como

meu Senhor e meu Salvador. Entra agora na minha

vida. Senhor Jesus, eu que um dia andei em teus caminhos

e me desviei, agora arrependido eu volto, porque

a tua Palavra diz que eu posso encontrar o perdão no

Senhor. E aqui estou. Recebe-me. E lava-me com teu

sangue. Em nome de Jesus. Amém”.

Agora, se possível, ore em voz alta comigo. Se

não, apenas em Espírito. Mas ore:

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“Oh, Deus, nosso Pai, louvamos o teu nome precioso,

porque és a fonte da vida. Louvamos o teu nome

porque és tudo que o nosso coração precisa. Tu és a

fonte, Senhor. E nesta hora, quando o nosso coração

se volta para o calvário, quando percebemos a realidade

do teu grande e infinito amor para conosco, bendizemos-te

Senhor e ao teu amor, que nos constrange.

Senhor, o teu amor, a tua fidelidade, o teu carinho, a

tua misericórdia para conosco são eternos. E nesta

hora, pelo poder que há no sangue de Jesus, eu coloco

a vida de cada leitor. Coloco cada irmão, cada família,

cada necessidade diante de ti, neste momento, Senhor,

em nome de Jesus, pelo poder que há no sangue

do cordeiro. Pai, que toda obra do mal, toda obra do

inimigo, seja desfeita na vida desse amado leitor, dessa

amada leitora. Na autoridade do nome de Jesus,

Senhor. Pai, que a graça da tua benção, do teu poder,

do seu próprio nome, domine cada coração, Senhor.

Que nesta hora, cada um possa se ver como o Senhor

nos vê: santos, inculpáveis. Senhor, que o nosso coração

seja inundado de amor pelo Senhor, e que não

haja nenhuma outra proposta em nossa alma, a não

ser aquela de servir-te e honrar-te com integridade de

vida. Eu coloco cada vida, dentro do teu coração, para

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que cada um possa se apropriar da tua benção, da tua

vitória e do teu poder, e que cada um possa viver em

vitória. Em nome de Jesus. Pelo seu sangue.

Nós abençoamos você, querido leitor, no precioso

nome de Jesus! Amém!

Pr. Márcio Valadão

46


Jesus te

ama e Quer

vocÊ!

1º PASSO: Deus o ama e tem um plano

maravilhoso para sua vida. “Porque Deus amou

o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito,

para que todo o que nele crê não pereça, mas

tenha a vida eterna.“ (Jo 3.16.)

2º PASSO: O Homem é pecador e está

47


separado de Deus. “Pois todos pecaram e carecem

da glória de Deus.“ (Rm 3.23b.)

3º PASSO: Jesus é a resposta de Deus,

para o conflito do homem. “Respondeu-lhe

Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida;

ninguém vem ao Pai senão por mim.“ (Jo 14.6.)

4º PASSO: É preciso receber a Jesus em

nosso coração. “Mas, a todos quantos o receberam,

deu-lhes o poder de serem feitos filhos

de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.“

(Jo 1.12a.) “Se, com tua boca, confessares Jesus

como Senhor e, em teu coração, creres que

Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.

Porque com o coração se crê para justiça

e com a boca se confessa a respeito da salvação.”

(Rm 10.9-10.)

5º PASSO: Você gostaria de receber a

Cristo em seu coração? Faça essa oração de

decisão em voz alta:

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“Senhor Jesus eu preciso de Ti, confesso-te o

meu pecado de estar longe dos teus caminhos.

Abro a porta do meu coração e te recebo como

meu único Salvador e Senhor. Te agradeço porque

me aceita assim como eu sou e perdoa o

meu pecado. Eu desejo estar sempre dentro

dos teus planos para minha vida, amém”.

6º PASSO: Procure uma igreja evangélica

próxima à sua casa.

Nós estamos reunidos na Igreja Batista da

Lagoinha, à rua Manoel Macedo, 360, bairro

São Cristóvão, Belo Horizonte, MG.

Nossa igreja está pronta para lhe acompanhar

neste momento tão importante da

sua vida.

Nossos principais cultos são realizados

aos domingos, nos horários de 10h, 15h e

18h horas.

Ficaremos felizes com sua visita!

49


Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha

Gerência de Comunicação

Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão

CEP 31110-440 - Belo Horizonte - MG

www.lagoinha.com

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