Theotokos - Dezembro 2010 - Paróquia de Santa Maria de Tondela

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Theotokos - Dezembro 2010 - Paróquia de Santa Maria de Tondela

Theotokos

Queridos amigos e paroquianos de Tondela

Boletim Mensal

Paróquia de Santa Maria de Tondela

Estamos às portas de celebrar mais um Natal do Senhor. Por vezes mais

parece o Natal dos brinquedos, dessa figura de barbas brancas, que de

Jesus Cristo. Esquecemos com facilidade que é o seu dia de aniversário e

que deve ser importante para nós, cristãos, celebrá-lo

convenientemente. Ou será que Ele já não faz parte da nossa família?

Ou será que apenas nos recordamos que Ele está aí, quando nos vemos

aflitos e em situações de desespero. Será que damos a devida

importância e prioridade ao Natal? Será que somos capazes de deixar as

nossas coisas para nos reunirmos em família e celebrar o Natal? Será

que para nós tem importância a chamada Missa do Galo onde nos

reunimos também toda a família cristã para entoar o canto do Glória?

Ou preferimos ficar no sofá abrindo as prendas? Recordamos aqueles

que estão sós e sem prendas? Sejamos capazes, neste Natal de 2010 de

estarmos atentos a todas estas coisas não vá ser necessário que alguém

nos telefone com notícias fortes como no Conto de Natal que encontrei

e aqui vos deixo para reflexão.

A todos os paroquianos de Tondela, votos de um Santo e Feliz Natal.

Espero que nos encontremos todos no dia 24 de Dezembro, pelas 24H00

para celebrar o Nascimento de Cristo Salvador. Até lá!

Um conto de Natal

Esta é uma história de Natal, diferente, mas igual a muitas outras

histórias. E como todas as histórias, invariavelmente esta também

começa com: 'era uma vez...'

Era uma vez um homem e uma mulher, ambos já de muita idade, que

viviam numa pequena e modesta casinha isolada nas terras de Trás-os-

Montes e Alto Douro. E ali viviam, desde que se tinham casado já lá iam

cinquenta e quatro anos.

Os filhos entretanto cresceram, constituíram família e foram viver as

suas vidas para a cidade, tendo ficado o casal a viver sozinho. As visitas

dos filhos eram escassas e este ano tinha sido o primeiro em que

nenhum dos dois filhos tinha feito nem uma visita aos “velhotes”.

Embora não o dissessem, sentiam-se abandonados... mas, o Natal estava

a chegar e como era tradição, as famílias reuniam-se em sua casa e

passavam o período Natalício em conjunto. Já faltava pouco para que

pudessem ver e abraçar filhos e netos!

Entretanto, a velha senhora cozinhava afincadamente dia após dia. Os

seus olhos estavam mais vivos e os seus gestos mais lestos e cheios de

alegria. A seu tempo as guloseimas e doces de Natal iam ficando

prontas. As filhoses, o pão-de-ló, a aletria e os doces feitos a partir de

receitas caseiras que só ela sabia fazer, mas que os netinhos adoravam.

Ah... os queridos netinhos! Havia tanto tempo que não os via! Estas

férias de Verão, e ao contrário do que era normal, não tinham vindo

passar uns dias à aldeia. Mas isso agora não importava, porque não

faltava muito e, eles viriam. Netos, filhos, e o resto da família. Aquela

casa iria encher-se de novo de vida e alegria, com os gritinhos das

crianças enquanto corriam pelo alpendre em gargalhadas histéricas e a

lambuzar-se com os deliciosos docinhos feitas pela avozinha. As suas

vozes acalmavam-se quando iam de encontro a ela e lhe segredavam ao

ouvido: -"Sabes avó, gosto muito dos teus bolinhos... mas gosto ainda

muito mais de ti!"

A avó, com o seu choro fácil, tentava sem conseguir disfarçar as lágrimas

que surgiam. O marido, aparentemente abstraído de tudo, olhava ao

longe. O seu ar duro suavizava-se perante aquele cenário de felicidade:

a alegria daquelas crianças agarradas à avó. Sim, ele também era um

homem feliz.

DEZEMBRO 2010

O filho mais novo vivia em Lisboa e a filha, em Coimbra. O casal não dizia

nada mas sentia a falta dos seus. Estavam a perceber que a pouco e

pouco estes se estavam a afastar, mas não ousavam dizer uma palavra,

pois não queriam perturbar as vidas atarefadas dos seus filhos.

Nesta azáfama dos preparativos para o Natal, a velha senhora

preparava-se para tirar uns docinhos deliciosos da fornalha caseira que

ardia incessantemente quando o telefone tocou. O marido atendeu,

deviam ser os filhos para avisar quando chegariam. Ainda viriam

provavelmente a tempo do almoço da véspera de Natal. Ele ouviu e não

disse uma única palavra enquanto escutava o seu filho... este explicavalhe

que não iria ser possível ir lá acima. Um imprevisto profissional tinha

acontecido e não seria possível passar o Natal lá em casa. Ao mesmo

tempo, explicou-lhe que a sua irmã, ao saber disto, decidira também

não ir, dado que sendo só ela, não valeria a pena ir! Afinal era uma

viagem cansativa e complicada para os miúdos. Ele baixou o auscultador

preto do seu velhíssimo telefone. O seu olhar triste foi pousar no olhar

da sua esposa. Imediatamente ela percebeu. Não foi preciso dizer uma

única palavra naquele momento. E não o disseram...

Sem desconfiarem, os filhos tinham destroçado os velhos corações dos

seus pais e desta vez tinha sido a machadada final num ano muito difícil

para ambos. Esquecidos e amargurados, ali ficaram. Ele ainda de pé,

encostado à mesa, enquanto ela tinha já largado os doces e estava agora

sentada numa cadeirinha de baloiço enquanto se cobria com uma

coberta antiga que lhe protegia as pernas cansadas do frio, ao mesmo

tempo que tentava esconder uma lágrima que lhe caía subitamente e

rolava pela face. E assim, naquela noite adormeceram agarradinhos um

ao outro, sentindo o calor da salamandra e tentando em vão aquecer os

seus corações tristes.

Lá fora o frio caía na pequena aldeia, estava escuro e o vento soprava

ferozmente... Ele levantou-se a meio da noite para fechar uma janela

que batia furiosamente. O vento forte assobiava tenebrosamente na

noite escura. Voltou para a cama e observou com um olhar sério e

circunspecto a sua esposa que jazia com um olhar triste e vazio de

esperança. Deitou-se lentamente e apagou a luz da gambiarra. E aquele

dia assim findou...

De manhã, o dia acordou radioso, e apesar do frio que se fazia sentir, ele

levantou-se cedo como era seu hábito e foi apanhar lenha para

alimentar a sua salamandra... A esposa, pelo contrário, ficou deitada.

Não tinha vontade nem forças para se levantar naquele dia. Ele entrou

em casa, olhou-a prostrada naquela cama e, revoltado, pousou os ramos

apanhados no bosque e dirigiu-se resoluto para o velho telefone.

Desta vez é que era. Estava decidido e ia fazer aquilo em que tinha

pensado. A ideia amadurecera durante a noite mal passada. Esta vida

triste tinha de acabar e ele estava resolvido a fazê-lo, dissessem o que

dissessem, desta vez não iria estar com contemplações...

Pegou no telefone e ligou para o filho em Lisboa:

-"Filho... desculpa, eu não queria estar a incomodar-te, mas... eu tenho

que te dar uma notícia. A tua mãe e eu... bem, nós... nós vamos separarnos;

54 anos de sofrimento e infelicidade são para mim mais que

suficientes, e para mim, chega! Estou farto...

-"Mas, pai... O que é que estás pr'aí a dizer? - gritou o filho.

Ele respondeu: -"Não conseguimos suportar-nos mais. Estamos fartos, e

também já estamos fartos de discutir este assunto. Por isso telefona à

tua irmã e dá-lhe tu a notícia." - e desligou o telefone.

Ela olhou com um ar de espanto o seu marido, pensando que talvez

desta vez ele tivesse perdido o juízo por completo, enquanto este olhava

para cima e esboçava um sorriso de satisfação. Uma confiança súbita

invadiu-lhe a alma com uma esperança renovada.


Histérico, o filho telefona à sua irmã de Coimbra que, ao saber da

novidade, explode ao telefone. -"...o tanas é que eles se vão separar," -

grita ela - "Eu vou já tratar disto."

Telefona logo de seguida para casa dos pais. O telefone toca e quase de

imediato o pai atende. Ele não tinha saído de perto como se adivinhasse

que ele iria tocar daí a um instante: A filha, literalmente aos berros com

o pai, diz: -"Vocês NÃO se VÃO divorciar. Tantos anos de casados,

aturaram-se durante tanto tempo um ao outro, não é agora que vocês

vão fazer uma coisa dessas. Não faz sentido! Não façam NADA enquanto

eu não chegar aí. Eu vou ligar novamente para o meu irmão, e nós os

dois vamos estar aí amanhã, sem falta. Até lá, não façam nada,

OUVIRAM?" - e desligou o telefone.

1

QUARTA

3

SEXTA

5

DOMINGO

7

TERÇA

8

QUARTA

10

SEXTA

11

SÁBADO

12

DOMINGO

14

TERÇA

15

QUARTA

18

SÁBADO

20

SEGUNDA

21

TERÇA

22

QUARTA

23

QUINTA

24

SEXTA

25

SÁBADO

26

DOMINGO

28

TERÇA

31

SEXTA

O velho homem desligou também o telefone em seguida, e virando-se

para a sua mulher deitada na cama, diz: -"Pronto, está tudo bem, minha

querida. Eles vêm cá ter amanhã para passar o dia de Natal connosco!"

Ela virou-se, olhou profundamente nos olhos do seu marido e

percebendo a astuciosa artimanha que este tinha preparado aos filhos,

abraçou-o. Uma outra lágrima voltou a escorrer na sua face, só que

desta vez, a lágrima era de alegria. Iam passar o Natal com quem mais

gostavam. Iam rever os seus filhos, os seus netinhos adoráveis e iam

passar um inesperado, mas Feliz Natal... em família.

Autor desconhecido

(Adaptado)

CALENDÁRIO DE ACTIVIDADES PARA DEZEMBRO DE 2010

21H00: Reunião da Equipa de Programação Litúrgica

21H00: Reunião das Zeladoras de S. Silvestre da Ermida (Sala anexa da Capela da Ermida)

15H00: Concerto de Advento na Igreja Paroquial

20H00: Início da procissão com a imagem de Nª Srª do Amparo da Ermida. Na Capela do Carvalhal, junta-se ao cortejo a

imagem de Nª Srª do Alívio. As duas imagens virão em procissão para a Igreja Paroquial. Da Igreja de Nª Srª do Carmo sairá

também a imagem em procissão para a Igreja Matriz.

21H00: SOLENE VIGÍLIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO E DA FESTA DA COMUNIDADE PAROQUIAL

Neste dia não se celebra Missa na Ermida nem no Carvalhal, mas apenas às 08H00 na Igreja Matriz. Às 10H30 será a MISSA

SOLENE DA IMACULADA CONCEIÇÃO e a Festa da Comunidade Paroquial que se reúne à volta de Nossa Senhora. Depois da

Missa e da Procissão, partilha de farnéis e convívio no Salão Paroquial

21H00: Reunião das Zeladoras do Carvalhal (na Capela do Carvalhal)

Todo o dia: Retiro de Catequistas em Molelos. Inclui almoço. Neste Sábado não haverá catequese paroquial.

17H30: Catequese de preparação para o Crisma de adultos.

11H00: FESTA DO ACOLHIMENTO PARA AS CRIANÇAS DO 1º ANO

10H00: Reunião do Arciprestado de Tondela em Dardavaz (Outeiros)

21H00: Reunião do Conselho Económico

21H00: Reunião da Acção Católica Rural

11H30: Missa de Natal na Santa Casa da Misericórdia

Final do 1º trimestre da Catequese (neste dia como no Domingo ainda há Catequese)

17H00: Confissões de Advento para as crianças do 4º e 5º ano

17H00: Confissões de Advento para as crianças do 6º e 7º ano

17H00: Confissões de Advento para as crianças do 8º e 9º ano

17H00: Confissões de Advento para as crianças do 10º ano

19H30: Ceia de Natal dos Acólitos

24H00: MISSA DO GALO

Não se celebra Missa das 08H00 na Igreja Matriz. Missas às 09H30 na Ermida; 11H00 na Igreja Matriz e 12H00 no Carvalhal

DIA DA SAGRADA FAMÍLIA: Celebração do Dia da Família na Paróquia

Nos dias 28 e 29 de Dezembro não haverá Missa na Igreja Paroquial. O Pároco estará ausente.

10H00: FESTA DE S. SILVESTRE NA ERMIDA (Missa Solene e Procissão)

Com as bênçãos de Deus,

recebam um abraço muito amigo do Vosso Reitor e Pároco,

Pe. Manuel António Rocha, cmf

Contactos: 232822240 * 916060125 * 967118086 * mrochasantoscmf@hotmail.com

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