Medo e Solidão - AEFC

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Medo e Solidão - AEFC

Educação Espírita: caminho para o

autoconhecimento

Fatores de Perturbação:

Carla Ribeiro

MEDO

SOLIDÃO

Maria Alice Silva Baptista


Capitulo 1 – HOMEM INTEGRAL

• Fatores de Perturbação:

–ROTINA

–ANSIEDADE

–MEDO

–SOLIDÃO

–LIBERDADE


MEDO

“Em livro tradicional da Índia (Uppanishads) fala-se

que uma pessoa chegou a um quarto escuro e se

horripilou ao ver uma cobra que a ameaçava. Depois que

acendeu o candeeiro, constatou que era tão somente uma

corda.

Nossas reações de medo, ódio, cobiça, apego,

finalmente todas as emoções com que reagimos ao

mundo são originadas por um estado de ilusão, pois não

vemos a corda, vemos a cobra. Reagimos à cobra, que

embora sendo falsa, tem o real poder de afetar-nos. Não

vemos a corda, embora seja real.

(...)


MEDO

Assim com quem viu a figura da cobra, nós

também, em nossas relações com o mundo, sofremos as

mais profundas emoções e reagimos com o corpo: com

os nervos, com as glândulas e vísceras.

O estudo da filosofia é a chave que nos liberta da

vinculação, dos sofrimentos, da cobiça, do medo e do

ódio. Se é a ilusão que nos assusta ou prende, é a

desilusão que nos salva. Nunca se entristeça por

desiludir-se de algo ou alguém. É uma libertação que

merece seja comemorada com um sincero ‘Graças a

Deus’.”

(Parte V – Sâdhana – Svadhyaya: estudo do ser)


Condições produtoras de uma sociedade

amedrontada:

Decorrente dos referidos fatores

sociológicos, das pressões psicológicas, dos

impositivos econômicos, o medo assalta o homem,

empurrando-o para a violência irracional ou

amargurando-o em profundos abismos de

depressão.

Num contexto social injusto, a insegurança

engendra muitos mecanismos de evasão da

realidade, que dilaceram o comportamento

humano, anulando, por fim, as aspirações de

beleza, de idealismo, de afetividade da criatura.


MEDO

Encarcerando-se, cada vez mais, nos

receios justificáveis do relacionamento instável

com as demais pessoas, surgem as ilhas

individuais e grupais para onde fogem os

indivíduos, na expectativa de equilibrarem-se,

sobrevivendo ao tumulto e à agressividade,

assumindo, sem darem-se conta, um

comportamento alienado, que termina por

apresentar-se igualmente patológico. (...)


MEDO

Na luta furiosa, as festas ruidosas, as

extravagâncias de conduta, os desperdícios de

moedas e o exibicionismo com que algumas

pessoas pensam vencer os medos íntimos,

apenas se transformam em lâminas baças de

vidro pelas quais observam a vida sempre

distorcida, face à óptica incorreta que se

permitem. São atitudes patológicas

decorrentes da fragilidade emocional para

enfrentar os desafios externos e internos. (...)


MEDO

O excesso de tecnicismo com a

correspondente ausência de solidariedade

humana produziram a avalanche dos

receios.

A superpopulação tomando os

espaços e a tecnologia reduzindo as

distâncias arrebataram a fictícia segurança

individual, que os grupos passaram a

controlar, e as consequências da insânia que

cresce são imprevistas.


CAUSAS DO MEDO

Todavia, é no cerne do ser – o Espírito –

que se encontram as causas matrizes desse

inimigo rude da vida, que é o medo.

Os fenômenos fóbicos procedem das

experiências passadas – reencarnações

fracassadas – nas quais, a culpa não foi liberada,

face ao crime haver permanecido oculto, ou

dissimulado, ou não justiçado, transferindo-se a

consciência faltosa para posterior regularização.


CAUSAS DO MEDO

Ocorrências de grande impacto negativo, pavores,

urdiduras perversas, homicídios programados com

requintes de crueldade, traições infames sob disfarces de

sorrisos, produziram a atual consciência de culpa, de que

padecem muitos atemorizados de hoje, no interrelacionamento

pessoal.

Outrossim catalépticos sepultados vivos, que

despertaram na tumba e vieram a falecer depois, por

falta de oxigênio, reencarnam-se vitimados pelas

profundas claustrofobias, vivendo em precárias condições

de sanidade mental.


CAUSAS DO MEDO

O medo é fator dissolvente na organização

psíquica do homem, predispondo-o, por

somatização, a enfermidades diversas que

aguardam correta diagnose e específica

terapêutica.

À medida que a consciência se expande e

o indivíduo se abriga na fé religiosa racional, na

certeza da sua imortalidade, ele se liberta, se

agiganta, recupera a identidade e humaniza-se

definitivamente, vencendo o medo e os seus

sequazes sejam de ontem ou de agora.


SOLIDÃO

Espectro cruel que se origina nas paisagens

do medo, a solidão é, na atualidade, um dos mais

graves problemas que desafiam a cultura e o

homem.

A necessidade de relacionamento humano,

como mecanismo de afirmação pessoal, tem

gerado vários distúrbios de comportamento, nas

pessoas tímidas, nos indivíduos sensíveis e em

todos quantos enfrentam problemas para um

intercâmbio de idéias, uma abertura emocional,

uma convivência saudável.


SOLIDÃO

A sociedade competitiva dispõe de pouco

tempo para a cordialidade desinteressada,

para deter-se em labores a benefício de

outrem.

O atropelamento pela oportunidade do

triunfo impede que o indivíduo, como

unidade essencial do grupo, receba

consideração e respeito ou conceda ao

próximo este apoio que gostaria de fruir.


SOLIDÃO

A mídia exalta os triunfadores...esquecendo

rapidamente os heróis de ontem...

O homem, no entanto, sem ideal, mumificase.

O ideal é-lhe de vital importância, como o ar

que respira.

O sucesso social... cobra os louros das

circunstâncias favoráveis e se apóia na bem urdida

promoção de mercado, para vender imagens e

ilusões breves, continuamente substituídas, graças

à rapidez com que devora as suas estrelas.


SOLIDÃO

Quem, portanto, não se vê projetado no

caleidoscópio mágico do mundo fantástico,

considera-se fracassado e recua para a solidão, em

atitude de fuga de uma realidade mentirosa,

trabalhada em estúdios artificiais.

Parece muito importante, no

comportamento social, receber e ser recebido,

como forma de triunfo, e o medo de não ser

lembrado nas rodas bem sucedidas, leva o homem

a estados de amarga solidão, de desprezo por si

mesmo.


SOLIDÃO

Há terrível ânsia para ser-se amado, não

para conquistar o amor e amar, porém para ser

objeto de prazer, mascarado de afetividade.

Dessa forma, no entanto, a pessoa se desama,

não se torna amável nem amada realmente.

Campeia, assim, o “medo da solidão”, numa

demonstração caótica de instabilidade emocional

do homem, que parece haver perdido o rumo, o

equilíbrio.


SOLIDÃO

O silêncio, o isolamento espontâneo são

muito saudáveis para o indivíduo, podendo

permitir-lhe reflexão, estudo, auto-

aprimoramento, revisão de conceitos perante

a vida e a paz interior.


SOLIDÃO

O homem solitário, todo aquele que se diz em

solidão, exceto nos casos patológicos, é alguém que se

receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se,

assim ocultando a sua identidade na aparência de

infeliz, de incompreendido e abandonado.

A velha conceituação de que todo aquele que

tem amigos não passa necessidades, constitui uma

forma desonesta de estimar, ocultando o utilitarismo

sub-reptício, quando o prazer da afeição em si mesma

deve ser a meta a alcançar-se no inter-relacionamento

humano, com vista à satisfação de amar.


SOLIDÃO

O medo da solidão, portanto, deve ceder lugar, à

confiança nos próprios valores, mesmo que de pequenos

conteúdos, porém significativos para quem os possui.

Jesus, ao sugerir o “amor ao próximo como a si

mesmo” após o “amor a Deus” como a mais importante

conquista do homem, conclama-o a amar-se, a valorizarse,

a conhecer-se de modo a plenificar-se com o que é e

tem, multiplicando esses recursos em implementos de

vida eterna, em saudável companheirismo, sem a

preocupação de receber resposta equivalente.


SOLIDÃO

O homem solidário, jamais se

encontra solitário.

A fé no futuro, a luta por conseguir a paz

íntima — eis os recursos mais valiosos para

vencer-se a solidão, saindo do arcabouço

egoísta e ambicioso para a realização edificante

onde quer que se esteja.


Outro tipo de mulher nua

Marta Medeiros

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OBRIGADO!

BOA SEMANA A TODOS.

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