alunos da escola secundária de são pedro do sul em taizé - Essps.pt

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alunos da escola secundária de são pedro do sul em taizé - Essps.pt

JORNAL DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE SÃO PEDRO DO SUL | Junho de 2010 ‐ Nº25 | 0,50€

35 ANOS

AO SERVIÇO DO CONCELHO

E DA REGIÃO!

ESCOLA SECUNDÁRIA DE SÃO PEDRO DO SUL


2

EDITORIAL

Ficha Técnica

Edição e propriedade da Escola Secundária de São Pedro do Sul

Telefone: 232 723 071 ­ Fax: 232 723 703

http://www.essps.pt ­ E­mail: jornal@essps.pt

Impressão: Publicentro ­ Tiragem: 400 exemplares

Coordenação e paginação: Paulo Paiva, José Bandeira e Ana Sampaio

ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

Está prestes a terminar mais um ano lectivo e é justo sublinhar que a nossa escola, mais

uma vez, esteve à altura da sua missão.

Cumprimos o que tínhamos estabelecido no plano de actividades; cumprimos as activi­

dades lectivas programadas, tendo os nossos profissionais, como sempre, apresentado eleva­

dos níveis de assiduidade e de empenho no trabalho escolar; desenvolvemos múltiplas activi­

dades de enriquecimento curricular, tendo, a este nível, havido desempenhos notáveis; conti­

nuámos a diversificar a nossa oferta educativa e formativa, para jovens e adultos (no período

nocturno, ultrapassámos mesmo os 200 alunos); enriquecemos o nosso universo de parcerias

com instituições e empresas.

Na avaliação externa levada a cabo pela Inspecção Geral da Educação, alcançámos uma

classificação relevante, que deve constituir motivo de forte satisfação e orgulho por parte de

toda a comunidade educativa. A educação não é uma ciência exacta e sempre haverá altos e

baixos. Mas, sem falsa modéstia, devemos realçar que se tratou de um momento alto da vida

da nossa escola. Não podemos, no entanto, esquecer que, nos vários domínios em análise,

apresentamos aspectos menos conseguidos. Mas não podemos igualmente esquecer que os

pontos fracos são desafios de melhoria.

Não é fácil perspectivar o futuro, particularmente neste momento. Sabemos que o ME

vai introduzir alterações profundas na orgânica das escolas, o que, no caso do nosso concelho,

se traduzirá na constituição de um mega­agrupamento, resultante da junção das escolas exis­

tentes. Trata­se de uma decisão que suscita justificados receios e reservas; tudo faremos, no

entanto, para que os destinatários finais do acto educativo – os alunos – continuem a ter uma

escola de qualidade e uma educação à altura das suas necessidades e anseios, como merecem.

Boas férias!

Professor José Manuel Gonçalves

Director da Escola Secundária de São Pedro do Sul


2 3 ESCOLA ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. DE PEDRO S. PEDRO DO SUL DO SUL | Dezembro | Junho de de 2009 2010

AVALIAÇÃO EXTERNA

A IGE – Inspecção Geral da Educação – levou a cabo, nos dias 11 e 12

de Fevereiro de 2010, uma actividade de avaliação global do desempenho

da Escola Secundária de São Pedro do Sul.

Esta actividade de avaliação externa incide em cinco domínios, sub­

divididos em vários factores. Para cada um dos domínios existem 4 níveis

de classificação: Muito Bom, Bom, Suficiente e Insuficiente.

O documento final com a apreciação produzida pela equipa de ava­

liação externa está disponível no sítio da IGE – www.ige.min­edu.pt

domínio:

Foram os seguintes os resultados globais da avaliação de cada

RESULTADOS MUITO BOM

PRESTAÇÃO DO SERVIÇO EDUCATIVO MUITO BOM

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO ESCOLAR MUITO BOM

LIDERANÇA MUITO BOM

CAPACIDADE DE AUTO­REGULAÇÃO E MELHORIA BOM

Não podemos deixar de considerar notável esta classificação, já que

em quatro dos cinco domínios nos foi atribuído o nível superior.

Uma palavra muito forte de reconhecimento para todos aqueles

que contribuíram e contribuem para construir as condições que nos per­

mitiram chegar aqui. Para os ALUNOS, que permanecem a razão de ser do

(muito) que se trabalha na escola; para os PROFESSORES, que todos os

dias se reinventam para que a educação valha a pena; para os FUNCIONÁ­

RIOS, cada vez em menor número e cada vez mais dedicados; para os

ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO, que queremos cada vez mais envolvidos

na vida da escola; para os membros do CONSELHO PEDAGÓGICO e do

CONSELHO GERAL, que sempre foram pontos de apoio e nunca obstácu­

los; para as EMPRESAS e INSTITUIÇÕES, que crescentemente têm confiado

na escola; para TODOS os que dão valor e apoiam o nosso trabalho.

E ainda um cumprimento para a equipa de avaliação externa que

soube olhar e valorizar o essencial (apesar de mantermos algumas discor­

dâncias de análise).

A Direcção da ESSPS

DOMÍNIOS E FACTORES EM AVALIAÇÃO

I RESULTADOS

Resultados académicos

Participação e desenvolvimento cívico

Comportamento e disciplina

Valorização e impacto das aprendizagens

II PRESTAÇÃO DO SERVIÇO EDUCATIVO

Articulação e Sequencialidade

Acompanhamento da prática lectiva (em sala de aula)

Diferenciação e apoios

Abrangência do currículo e valorização dos saberes e da

aprendizagem

III ORGANIZAÇÃO E GESTÃO ESCOLAR

Concepção, planeamento e desenvolvimento da actividade

Gestão dos recursos humanos

Gestão dos recursos materiais e financeiros

Participação e envolvimento dos encarregados de educação

Equidade e justiça

IV LIDERANÇA

Visão e estratégia

Motivação e empenho

Abertura à inovação

Parcerias, protocolos e projectos

V CAPACIDADE DE AUTO­REGULAÇÃO E MELHORIA

Auto­avaliação

Sustentabilidade do processo


4

EQUAMAT E MAT12

Decorreu na Universidade

de Aveiro, nos dias 27 e 28 de

1. Dois vizinhos encontram­se na rua:

“­ Parece mentira, sendo vizinhos, que não nos veja­

mos há anos…como estás?”

“­ Bem, entretanto tive três filhas.”

“ ­ E que idade têm?”

“­ Então verás…o produto das suas idades é 36 e a

sua soma é o número da nossa porta, por isso tu

mesmo…”

“­ Bom…assim ainda não o posso saber com segu­

rança.”

“­ Ah, está bem…bom…sabias que a mais velha

toca piano?”

E com isto o vizinho não ficou com dúvidas acerca

das idades das três meninas…

E você consegue descobrir essas idades?

NO LAVADOURO

No lavadouro municipal existem três torneiras

independentes.

­ Quando se abrem apenas a 1.ª e a 2.ª o tan­

que enche em 30 minutos.

­ Quando se abrem apenas a 1.ª e a 3.ª o tan­

que enche em 40 minutos.

­ Quando se abrem apenas a 2.ª e a 3.ª o tan­

que enche em 60 minutos.

­ Abrindo as três torneiras simultaneamente,

em quanto tempo se encherá o tanque?

Solução: 26 min. 40 s

Resolução em: http://matlab.no.sapo.pt/junho.pdf/

Abril, mais uma Competição

Nacional de Matemática para

alunos do 3o ciclo do Ensino

Básico (Equamat) e Ensino

Secundário (Mat12), respecti­

vamente. Cada nível de ensino

tem a sua própria competição.

Ao associar os conteúdos

leccionados na sala de aula ao

jogo e ao desafio, os alunos

podem, através desta competi­

ção, testar os seus conheci­

mentos de uma forma lúdica,

atractiva e apelativa, que lhes

crie ainda mais gosto e entu­

siasmo pela disciplina.

A nossa escola participou

com 15 equipas, em cada com­

petição.

COMEMORAÇÃO DO DIA DO π

A Escola Secundária de

S. Pedro do Sul comemorou,

pela primeira vez, o dia do π,

dia 14 de Março ( por 3,14 ser a

aproximação mais conhecida

de π ).

O auge das comemora­

ções acontece à 1:59 da tarde

(porque 3,14159 = π arredo

dado até a 5ª casa decimal).

Esta celebração teve

como objectivo promover jun­

A Escola Secundária de S.

Pedro do Sul ficou classificada

em 8º lugar no Mat12.

Destacaram­se, na Compe­

tição Equamat, os seguintes

alunos:

Sami Silva e Ana Martins

do 9º D, no 4º lugar

Pedro Marques e António

B. Rodrigues do 7º D, no 12°

lugar

Beatriz Oliveira e Ana Tei­

xeira do 8º D, no 121° lugar

Destacaram­se na Compe­

tição Mat12 os seguintes alu­

nos:

Fábio Oliveira e Ana Sofia

MATEMÁTICA RECREATIVA - PROBLEMAS

ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

2. Que número falta na pirâmide? 3. Indique o número que falta.

ENCRUZILHADA

1. Polígono com quatro lados iguais e com

quatro ângulos rectos;

2. Operação algébrica com prioridade;

3. Instrumento de desenho que serve para

traçar arcos;

4. Quociente entre o perímetro e o diâmetro de

uma circunferência;

5. Igualdade entre dois membros em que exis­

te uma incógnita;

6. Triângulo com dois lados iguais;

7. Propriedade de uma operação algébrica;

8. Disciplina onde se estudam os sólidos geo­

métricos;

9. Operação algébrica;

10. Parentesco.

1

to do público em geral o gosto

pela matemática, aproveitan­

do o interesse que o π tem sus­

citado ao longo dos tempos em

todas as culturas.

Participaram nesta acti­

vidade todos os alunos do

Ensino Básico que, dando asas

à sua imaginação e utilizando

diversas técnicas, em papel

reciclado, produziram os dígi­

tos do π.

A interdisciplinaridade

A Matemática e a Arte Visual

aliadas

9

Soluções:

1. 2­2­9

2. 3

3. 10

2 3

7

6

4

5

Martins do 10° D, no 19° lugar

Mariana Madanelo e Ana

Sofia Pinho do 11° B, no 18°

lugar

Ricardo Almeida e Marília

Lima do 12° A, no 38° lugar

Parabéns a todos os alunos

participantes da Escola Secun­

dária de S. Pedro do Sul, em

especial aos alunos acima refe­

ridos, pelo seu excelente

desempenho.

Os professores de Matemática

A todos os alunos que

participaram, os nossos para­

béns pelos seus trabalhos.

A todas as pessoas

que tornaram possível a reali­

zação desta actividade, um

muito obrigado. Um agradeci­

mento especial ao Auxiliar da

Acção Educativa António

Figueiredo.

Os professores de Matemática e

Artes Visuais

Grupos 500 e 600

8

10


2 3 5 ESCOLA ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. DE PEDRO S. PEDRO DO SUL DO SUL | Dezembro | Junho de de 2009 2010

PARLAMENTO DOS JOVENS 3.ª FASE A NÍVEL NACIONAL

A REPÚBLICA

Após uma “viva” Sessão

Escolar (em São Pedro do Sul),

uma magnífica Sessão Distrital

(em Mangualde), a nossa esco­

la (Escola Secundária de São

Pedro do Sul) foi à Sessão

Nacional (em Lisboa).

É importante referir

que no Parlamento dos Jovens

do Secundário participaram

321 escolas, das quais 65 vie­

ram ao Palácio de São Bento

nestes dois dias e foram 130 os

deputados que representaram

e apresentaram a sua escola.

Dois deputados, duas

professoras e uma jornalista

partiram na manhã de 26 de

Abril de 2010 rumo a São Ben­

to, Lisboa.

Bem recebidos, os

deputados” entraram pela

porta principal do edifício da

Assembleia da República, que

foi construído em meados do

século XVI por monges benedi­

tinos, na “Quinta da Saúde”,

passando a chamar ­ se

“Mosteiro de São Bento da

Saúde”.

Após a implantação do

regime liberal (em 1820) o edi­

fício tornou­se sede das Cortes

Gerais da Nação, passando a

ser conhecido por “Palácio das

Cortes”. É aqui que, em 1822,

D. João VI jura cumprir a pri­

meira Constituição Portugue­

sa.

Em 1895, um incêndio

destruiu a Câmara dos deputa­

dos, tendo sida feita uma pro­

funda remodelação do edifício

ao longo de 50 anos, conferin­

do­lhe a imponência e a digni­

dade entendidas como ade­

quadas ao órgão de soberania

que alberga.

A actual designação de

“Palácio de S. Bento” mantém

viva a memória do antigo con­

vento.

Nas traseiras do edifício

principal, em terrenos do

outrora mosteiro, situa­se um

palacete mandado construir

em 1877 por Joaquim Macha­

do Cayres para sua residência.

Em 1937, durante o Estado

Novo, este palacete foi adquiri­

do pelo Estado e continua,

ainda hoje, a ser a residência

oficial do primeiro­ministro de

Portugal.

Após a revolução de 25

de Abril de 1974, e as eleições

para a Assembleia Constituinte

em 25 de Abril de 1975, este

edifício foi palco da elaboração

e aprovação, em 1976, da

actual Constituição da Repúbli­

ca Portuguesa.

Feitas as apresentações

e dadas indicações necessárias,

os deputados dos vários distri­

tos iniciaram o seu trabalho,

trabalho esse que foi atenta­

mente seguido pelos respecti­

vos jornalistas. Os deputados

da minha escola trabalharam

na 3.ª Comissão, Sala 11. Esta

comissão foi dirigida pelo

deputado Michael Seufert, do

CDS­PP. Neste primeiro dia

dedicado aos debates nas 4

comissões, os deputados

representantes de todos os

distritos do país, incluindo dos

Açores e Madeira, e da escola

portuguesa de Macau, partici­

param de forma dinâmica e

espontânea sendo muito opor­

tunas as suas intervenções.

Após a votação de

algumas medidas e eliminação

de outras, foram aprovadas 20

medidas (5 medidas em cada

uma das 4 comissões) que

foram apresentadas ao Plená­

rio, no segundo dia da Sessão

Nacional. Também foram pre­

paradas 12 questões, de carác­

ter geral, que foram colocadas

aos deputados da Assembleia

da República dos diversos par­

tidos políticos, que estiveram

presentes na abertura do Ple­

nário, reveladoras das preocu­

pações dos jovens cidadãos.

Este primeiro dia ficou

marcado por um grande conví­

vio entre os vários participan­

tes, pela troca de ideias e

novas amizades. Durante a

tarde, os professores e os jor­

nalistas tiveram uma visita

guiada pelo edifício da Assem­

bleia.

Após o longo período

de debates, os “deputados”,

jornalistas e professores foram

premiados por um espectáculo

de música e dança ­ Programa

Cultural "Monte Lunai” na Sala

do Senado.

Finalmente, depois de

um jantar volante nos claus­

tros do mosteiro, chegou o

momento de descanso. Fomos

rumo a Oeiras, bem juntinho

ao mar, onde ficámos instala­

dos.

O dia seguinte, 27 de

Abril, prometia muitas em

ções, uma vez que seria o

momento de todos os

deputados” se confrontarem

com “deputados a sério” em

plena Sala do Senado. Os

deputados do distrito de Viseu

estiveram à altura do aconteci­

mento, colocando questões

pertinentes e actuais, relativas

à actual crise económica, ao

descontentamento político, ao

papel do cidadão português,

entre outras.

Cada deputado repre­

sentante dos partidos com

assento na Assembleia, (PS,

PSD, CDS­ PP, Bloco de Esquer­

da, PCP e Partido os Verdes),

respondeu às questões referi­

das, destacando­se alguns

comentários:

“A política não deve ser

uma profissão mas um dever de

cidadania”­ PS; “Não há carreira

política”, “A política não é acti­

vismo, é um compromisso cívi­

co”­ Bloco de Esquerda; “Os

nosso direitos passaram a ser

privilégios” Partido os Verdes. “

A política está fora destas pare­

des”­ PSD; “A vossa participação

no Parlamento dos Jovens não

deve ser uma imitação de tiques

e truques da vida política”­ Blo­

co de Esquerda; afinal “NÃO HÁ

MANEIRA DE CALAR A JUVENTU­

DE”­ PCP.

Após a apresentação

das medidas propostas pelas

comissões, apenas 10 foram

votadas para serem apresenta­

das ao Secretário da Assem­

bleia da República.

O debate e as interven­

ções dos vários “deputados”

foram orientados pelos ele­

mentos da mesa que iniciaram

e encerraram a Sessão. No final

houve entrega dos diplomas

de participação a todos os

deputados.

Estes dois dias foram

vividos dentro do Palácio de S.

Bento, as magníficas salas

foram vistas por inúmeros

olhos e os tapetes vermelhos

pisados por muitos pés. Mas as

maiores marcas, ficaram grava­

das na nossa memória. Foi sem

dúvida um”evento” muito enri­

quecedor para todos aqueles

que nele participaram. E, sem

dúvida, que o tema “A Repúbli­

ca” fez cada jovem reflectir

sobre a necessidade de partici­

par mais activamente na vida

política, ajudando a construir

um futuro melhor para o país.

Ekaterina Malginova


6 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

DESPORTO ESCOLAR

ESSPS BRILHOU NO CAMPEONATO REGIONAL

DO DESPORTO ESCOLAR

O primeiro lugar em

Ginástica Aeróbica Desportiva

e Trampolins voltou a assegu­

rar a participação da Escola

Secundária de S. Pedro do Sul

no Campeonato Nacional.

A iniciativa, uma organi­

zação da Direcção Regional da

Educação do Centro, Equipa de

Apoio às Escolas de Viseu e da

Escola Secundária de S. Pedro

do Sul que operacionalizou, no

terreno, a realização do Cam­

peonato Regional de Despor­

tos Gímnicos e Actividades

Rítmicas e Expressivas, aconte­

ceu nos dias 30 de Abril e 1 de

Maio e teve como palco o Pavi­

lhão Municipal de S. Pedro do

Sul, onde participaram cerca de

500 alunos oriundos de 30

escolas dos distritos de Aveiro,

Castelo Branco, Coimbra, Guar­

da, Leiria e Viseu.

De salientar que, a con­

vite da Escola anfitriã, o evento

contou com a presença do

Sporting Clube de Portugal –

Classe “A Mista”, do Ginásio

Clube do Sul – Classe “Rítmica

Representativa” e da Associa­

ção de Educação Física e Des­

porto de S. Pedro do Sul, que

realizaram exibições nos espa­

ços entre as competições.

Em competição

Estiveram em competi­

ção seis modalidades: Ginástica

Artística, Ginástica Acrobática,

Ginástica de Grupo, Ginástica

Aeróbica Desportiva, Trampo­

lins e Actividades Rítmicas

Expressivas. No caso das Activi­

dades Rítmicas e Expressivas o

campeonato para os partici­

pantes terminou em S. Pedro

do Sul. Nas restantes modalida­

des, os primeiros classificados

passaram ao Nacional e nos

dias 28, 29 e 30 de Maio deslo­

cam­se a Aveiro para lutarem

pelo título de campeões.

Resultado conseguido

A professora Helena

Gomes, coordenadora do Des­

porto Escolar da Escola Secun­

dária de S. Pedro do Sul e res­

ponsável pela organização de

tes Campeonatos, mostrou­se

muito satisfeita com o resulta­

do: “os nossos principais objec­

tivos foram alcançados, a esco­

la mobilizou­se em torno deste

evento e a adesão de todos foi

fantástica, cerca de 200 alunos

da Secundária participaram na

Cerimónia de Abertura e tive­

ram um desempenho brilhan­

te, o público aderiu de forma

extraordinária, pelo que, estes

campeonatos para além da

vertente competitiva constituí­

ram­se, sobretudo, numa gran­

de festa de juventude, alegria e

movimento.

Um agradecimento aos

grupos convidados, à equipa

de voluntários, constituída

sobretudo por alunos, ex alu­

nos e professores, aos funcio­

nários, aos professores convi­

dados para apoiarem tecnica­

mente a competição, à Direc­

ção da escola que tudo fez para

criar as melhores condições

para a realização deste evento,

à Câmara Municipal de S. Pedro

do Sul, que foi uma parceira

muito importante neste evento

e a todos que de algum modo

colaboraram para tornar possí­

vel esta grande festa da Ginás­

tica.


11 7 ESCOLA ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. DE PEDRO S. PEDRO DO SUL DO SUL | Dezembro | Junho de 2009 2010

DESPORTO ESCOLAR

CAMPEONATO NACIONAL DE DESPORTOS GÍMNICOS

ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL CAMPEÃ NACIONAL DE DESPORTOS

GÍMNICOS DE GINÁSTICA AERÓBICA DESPORTIVA NA CATEGORIA DE CONJUNTOS

E TRIOS E CAMPEÃ NACIONAL EM TRAMPOLINS

Decorreu em Bustos –

Oliveira do Bairro, de 28 a 30

de Maio de 2010, o Campeona­

to Nacional de Desportos Gím­

nicos do Desporto Escolar.

O Campeonato Nacional

reúne em competição os

melhores alunos, das diversas

especialidades gímnicas, de

cada uma das Direcções Regio­

nais de Educação do País.

Em competição estive­

ram cerca de 500 alunos de

todo o país nas disciplinas de

Ginástica Aeróbica Desportiva,

Ginástica Acrobática, Ginástica

Artística, Ginástica de Grupo e

Trampolins que disputaram o

título de Campeões Nacionais

da sua especialidade.

A Escola Secundária de

S. Pedro do Sul participou nes­

tes Campeonatos com 10 alu­

nos nas especialidades de

Ginástica Aeróbica Desportiva

e Trampolins, sendo 8 ginastas

e 2 juízes, Ana Lino, Juiz de

Trampolins e Matilde Bandeira,

Juiz de Ginástica Aeróbica Des­

portiva e ainda com o grupo

de Actividades Rítmicas e

Expressivas que participou no

nível de exibição.

Parabéns aos alu­

nos da Escola Secundária de S.

Pedro do Sul pelo seu excelen­

te desempenho.

A revalidação do título

de Campeões Nacionais é para

todos motivo de alegria e

orgulho, que seja também

uma forte motivação para con­

tinuar a trabalhar e motivar

outros a aderir a esta modali­

dade.

Parabéns a dobrar para

a Catarina Almeida, Daniela

Gomes e João Oliveira que

conquistaram, nestes campeo­

natos, dois títulos de Cam­

peões Nacionais.

Um Muito Obrigado a

todos que ao longo do ano

lectivo colaboraram com o

Desporto Escolar.

À Direcção, aos profes­

sores, funcionários, alunos,

pais e encarregados de educa­

ção, familiares e amigos, a

todos, o nosso sincero OBRI­

GADO!

Prof. Helena Gomes

Ginástica Aeróbica

Desportiva

Catarina Almeida, Daniela

Gomes e João Oliveira

Campeões Nacio­

nais em Trios

Ginástica Aeróbica

Desportiva

Ana Francisca Regalo,

Catarina Almeida, Diana

Rodrigues, Daniela Almei­

da, Daniela Gomes e Isabe­

la Queimadela

Campeãs Nacionais

em Conjuntos

Trampolins

João Oliveira

Campeão Nacional

Nelson Santos

Vice Campeão

Nacional

Juízes:

Ana Lino

Matilde Bandeira


8 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

GRUPO DE BIOLOGIA E GEOLOGIA

O GEOPARQUE DE AROUCA

Os professores de Biolo­

gia e de Geologia participaram

numa Saída de Campo, no pas­

sado dia 6 de Abril, organizada

pelo professor António Beato,

um dos professores do Grupo.

A Saída de Campo com­

preendeu uma série de para­

gens desde a Serra da Freita

até Arouca. A Unesco aprovou,

CLUBE DE CIÊNCIAS E DO AMBIENTE

PEDDY-PAPER

No dia 22 de Abril, o

Clube de Ciências e do

Ambiente promoveu a reali­

zação do 3º Peddy­paper do

Ambiente dirigido aos alu­

nos do 7º ano de escolarida­

de.

Mais uma vez regis­

tou­se um enorme número

de participantes (16 equipas

e aproximadamente 90 alu­

nos) que se envolveram na

realização das tarefas com

recentemente, a entrada de

Arouca na rede europeia de

geoparques, enfatizando a sua

relevância no âmbito do patri­

mónio geológico internacio­

nal. São particularmente famo­

sas as trilobites gigantes de

Canelas, fósseis de animais

marinhos que viveram há

milhões de anos no Ordovícico

muito entusiasmo, apesar

das condições climatéricas

adversas.

Este ano o Clube

contou também com a pre­

ciosa colaboração dos alu­

nos Ália, Rita, Marcelo,

Vítor, Cristina, Natália,

Ruben e João do 8ºB, a

quem agradece a disponibi­

lidade.

Todas as equipas

merecem os parabéns mas

Médio, as "pedras parideiras"

da Castanheira, os icnofósseis

do Vale do Paiva e a Frecha da

Mizarela, uma das quedas de

água com maior desnível na

Europa.

As "pedras parideiras",

que revelam um fenómeno

geológico único no mundo,

são nódulos negros de biotite

especialmente os “Toxyc

Nitro” do 7º C, que vence­

ram a prova.

(um mineral) encrustados

numa matriz granítica, que

pelo efeito da erosão saltam da

rocha.

Com esta iniciativa pre­

tendeu­se conhecer locais de

interesse geológico e preparar

uma Saída de Campo, para

desenvolver actividades de

Trabalho de Campo com os

GRUPO DE BIOLOGIA E GEOLOGIA/CLUBE DO AMBIENTE

CAMINHADA PELA BIODIVERSIDADE

Foi na tarde de Quarta­

feira, dia 26 de Maio, que a tão

esperada caminhada aconte­

ceu. Às 14h30m todos os cora­

josos (alunos, professores e

funcionários) estavam ansiosos

por começar. Fomos de auto­

carro até Vouzela para iniciar a

nossa Caminhada pela Biodi­

versidade. Ao longo do percur­

so tivemos a oportunidade de

observar a belíssima paisagem

junto ao rio Vouga, conversar,

tirar fotos e até molhar os pezi­

nhos nos caminhos natural­

mente alagados.

O nosso passeio à beira

rio levou­nos até às Termas

onde bebemos água fresqui­

nha da fonte. Das Termas à

nossa escola foi um saltinho.

Chegámos um pouco cansa­

dos, mas felizes por termos

conseguido levar a cabo a tare­

fa de alertar os mais novos e

não só, para as tantas espécies

que nos rodeiam.

Já no fim, entre a denta­

da numa maça deliciosa e a

partilha das fotos tiradas, foi

unânime a vontade de repetir

este tipo de iniciativa. E já ago­

alunos no âmbito da Geologia.

O Centro Interpretativo

do Geoparque de Arouca tem

potencialidades didácticas

relevantes no que respeita ao

estudo da Paleontologia

(fósseis), podendo conhecer­

se, igualmente, o processo de

exploração de xistos.

Professores do Grupo de

Biologia e Geologia

ra, façam o favor de olhar com

olhos de ver para a Natureza

que vos rodeia! Certamente

ficarão surpreendidos…

Prof. Isabel Martins

Grupo de Biologia e Geologia

Clube do Ambiente


9 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

GRUPO DE HISTÓRIA

A CRISE MERAS CONSTATAÇÕES

Antes de mais, quase

me sinto obrigado a pedir de

culpa por escrever sobre algo

que tanto nos tem deprimido,

a ponto de nos levar a pouca

alegria com que ainda vivía­

mos; sendo a minha formação

da área da História, desde logo

quero ainda referir­vos o cui­

dado que procurei colocar na

escrita deste artigo, pois o

assunto em análise é do nosso

quotidiano, escapando como

tal, por falta de distanciamento

temporal, a uma reflexão histó­

rica. Aliás, o título que escolhi é

bem revelador deste meu

“jogar à defesa”, devendo o

artigo ser considerado de opi­

nião. Aí seguem algumas refle­

xões:

Um: começo por relem­

brar um artigo anterior em que

fazia referência ao tempo do

que os especialistas chamaram

“o rebentar da bolha”, que

revelava o início da crise oriun­

da dos mercados financeiros

americanos, situação que se

pressentia grave, ao ponto de

muitos políticos, alguns deles

insuspeitos, logo virem afirmar

a necessidade premente de

regular e controlar, acções que

um Estado mais interventivo

faria incidir sobre o capital

financeiro; e a regulação,

viram­na? Mas, se não me

engano, fomos chamados,

cidadãos comuns, a acudir a tal

crise. Também então teria sido

coerente referir que o Estado

somos nós, como muito bem

sabe fazer a classe política, mas

apenas quando tal lhes con­

vém, sempre para nos lembrar

que dele gastamos. Nos EUA,

apesar de tudo, algum exem­

plo veio, por iniciativa do pre­

sidente Obama, que, goste­se

ou não, num mundo vazio de

ideologia e de referências, ain­

da faz a diferença; ali, uma

maior fiscalização do sector

financeiro logo surgiu com

regras mais apertadas, mas

lembro ainda a difícil mas con­

seguida reforma da saúde,

onde enfrentou fortes lobbies

(a expressão não é por acaso

proveniente da terra do tio

Sam), e ainda a sua exigência

de prestação de contas à

petrolífera BP, na actual tragé­

dia do Golfo México. Mas vol­

tando ao assunto em causa, e a

necessidade de mudança de

paradigma que muito bom

político apregoava? Não sei se

a palavra ainda existe, de tal

modo foi recorrentemente

gasta, mas da teoria não transi­

tou, disso estou certo.

Dois: o poder político, e

a Europa da União é disto um

bom exemplo, revelou uma

fraqueza e uma inoperância

inimagináveis, perante a crise

financeira, nada mais fazendo

do que se submeter ao poder

económico/financeiro, deixan­

do­se empurrar isolado para a

gestão atabalhoada do conflito

social, que aquela, inevitavel­

mente provocou. A sua habili­

dade não vai muito além da

estafada frase “vivemos acima

das nossas possibilidades”,

expressão leviana quando ati­

rada para cima de quem leva

um quotidiano duro de traba­

lho e que agora serve como

bode expiatório para a crise.

Aliás, o desacerto dentro da

União foi uma realidade, tal a

desunião verificada na forma

de enfrentar a crise. Tal situa­

ção só veio colocar num plano

de maior evidência o facto de

as nossas democracias actuais

não irem para além de estrutu­

ras políticas pouco mais do

que formais. Admiram­se do

progressivo afastamento dos

cidadãos da política?

Três: a crise ajudou a um

ataque já atrás iniciado ao edi­

fício do Estado­Providência

que, lembro, se tinha erguido,

como forma de resposta a um

conjunto de momentos difí­

ceis, como a crise de 1929, ou a

2ª Guerra Mundial. Pois bem,

caricato ou não, é um momen­

to de crise como o actual, que

vai infligindo uma pesada de

rota sobre tão importante pilar

das nossas sociedades. Quan­

do dele se diz que se faz um

mau uso, e, reconheçamos,

disso não faltam exemplos, a

opinião que se procura fazer

prevalecer é a de que não é

mais sustentável, tomando a

árvore pela floresta. Pois bem,

não me parece que a Europa

deva ignorar a sua longa

herança civilizacional, e se os

seus dirigentes fizerem uma

inversão de discurso para fala­

rem de direitos dos cidadãos,

provenientes, dentre outros,

dos ideais do Iluminismo e da

Revolução Francesa, só podem

estar tranquilos, porque tam­

bém aqui nasceu a Revolução

Industrial que, como julgo

comummente aceite, nos for­

neceu a máquina para, supos­

tamente, ao possibilitar uma

maior produção ir libertando o

homem, não para uma situa­

ção de desemprego crescente,

mas para um maior usufruto

de lazer, na procura de uma

sua maior elevação. O exemplo

chinês do “trabalho a qualquer

A ÁRVORE DO CENTENÁRIO

À semelhança do que

aconteceu um pouco por todo

o país, no dia 22 de Março, os

grupos de Biologia e de Histó­

ria da Escola Secundária de S.

Pedro do Sul levaram a cabo

uma iniciativa inédita: a come­

moração do Centenário da

República conjuntamente com

a do Dia Mundial da Árvore e

da Floresta.

Em que contexto surge

esta actividade? No nosso país

a primeira comemoração ofi­

cial do Dia da Árvore foi a 9 de

Março de 1913, na sequência

dos novos valores e símbolos

introduzidos pela implantação

da República a 5 de Outubro

de 1910, dos quais se desta­

cam a fraternidade, educação

e culto da pátria. Tal como

outrora plantar uma árvore era

apelar à fraternidade, hoje é

um gesto simbólico de aliança

com a Natureza, vital ao futuro

do planeta e portanto ao da

humanidade.

Neste sentido, os alunos

da turma B do 8º ano planta­

ram uma oliveira, árvore autóc­

tone com tradição na nossa

região e no nosso país. Isto foi

acompanhado com a afixação

de cartazes elaborados por

alunos do 8º ano que aludiam

a espécies vegetais representa­

tivas da flora portuguesa e

algumas em vias de extinção.

A Biblioteca da escola

associou­se a esta iniciativa

produzindo um marcador

que fazia referência ao Dia

Mundial da Árvore e Flores­

ta e ao Dia Mundial da Poe­

sia que se comemoravam

no mesmo dia, 21 de Março.

Agradecemos a todos

que permitiram a realização

desta actividade!

Os professores dos Grupos de

Biologia e de História

preço” não parece ter futuro,

do que são prova os recentes

dez suicídios ocorridos na

fábrica de componentes elec­

trónicos Foxconn, em Shenzen,

e que resultaram num aumen­

to dos vencimentos em 20%;

ainda na China, na empresa

Honda, os trabalhadores, há

muito pouco tempo, avança­

ram para a greve, como forma

de defenderem os seus inte­

resses. São os jovens que

começam a contestar o mode­

lo de desenvolvimento ali

desencadeado e que não que­

rem ver perpetuado, com as

mesmas regras de exploração.

Estamos nós europeus dispos­

tos a deixar cair um modelo de

sociedade solidária, que tanto

de nobre e custoso teve na sua

construção, em nome de uma

globalização descontrolada e

mal gerida, e que tem cavado

um maior fosso entre ricos e

pobres? Oportuno será lem­

brar que 900 000 mil milhões

surgiram rapidamente para

salvar o sistema financeiro

europeu, mas 30 mil milhões

de dólares, cálculo da FAO

para erradicar a pobreza no

mundo, foram negados pelos

governos. Possível? No mundo

de hipocrisia de hoje, claro que

é!

Quatro: a aldeia global

que nos tornámos, muito por

mérito das estradas da comu­

nicação, se nos aproximou, em

termos culturais, trouxe peri­

gos vários, como um cresci­

mento económico desequili­

brado, que teima em distanciar

o Norte desenvolvido do Sul

subdesenvolvido; a globaliza­

ção permitiu um capitalismo

desregrado, avesso a leis e

pressionante de governos no

sentido da facilitação de insta­

lação de negócios, quantas

vezes obscuros; estas suas vitó­

rias possibilitam­lhe estraté­

gias como a deslocalização e a

precariedade laboral que tan­

tas vítimas têm feito, maiorita­

riamente, entre os jovens. A

mudança registada no mundo

laboral, de que o operário já

não é o protótipo, por culpa

duma sociedade pós­industrial

cuja aposta se faz sentir no

sector dos serviços, onde a

submissão do trabalhador a

contrato individual é a norma,

vai obrigar o sindicalismo a

mudar o seu tradicional modus

operandi, sob pena da sua gra­

dual extinção.

Por fim, lanço o repto

aos poucos leitores que ainda

me acompanham para as perti­

nentes questões: e se o tão

propalado discurso a que nos

vinculam, “vives acima das

tuas possibilidades”, que nos

faz sentir como uma espécie

de pecadores, não é mais do

que o pretendido por uma

minoria poderosa que dirige o

destino mundial, para daí con­

seguir prorrogar os seus inte­

resses?; ou, parafraseando

alguém, será que não “há vida

para além do défice”?, ou

melhor, e agora sem qualquer

ironia, não será legítimo inter­

rogarmo­nos ­ é esta a única

via, ou o sonho é possível e

uma nova utopia tem de ser

encontrada?

Prof. João Barros Mouro


10

PROMOÇÃO E DE EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE

MAIO, O MÊS DO CORAÇÃO

O mês do Coração foi

assinalado na nossa escola com

actividades diversas que decor­

reram no Polivalente. Este espa­

ço foi decorado com uma faixa,

cartazes e um coração feito de

balões.

Foram construídos e

afixados cartazes no polivalen­

te que caracterizam a anatomia

e a fisiologia do Sistema Car­

diorrespiratório, que retratam

as adaptações deste sistema a

condições extremas e que aler­

tam para as doenças cardiovas­

culares e os respectivos meios

de diagnóstico.

O grupo de Geografia,

promoveu a comemoração do

“Dia Mundial da Meteorologia” a

23 de Março de 2010, no qual

participaram várias turmas:7ºA,

8ºA, 8ºC, 8ºD, 9ºD, 9ºG e 11ºE.

Após o tratamento esta­

tístico dos dados meteorológi­

cos, concluiu­se que relativa­

mente à precipitação, o Inverno

de 2009 (Outubro, Novembro e

Dezembro) em S. Pedro do Sul,

classificou­se como chuvoso a

extremamente chuvoso; só nes­

tes três meses, registou, na nos­

Relativamente a estas

temáticas os alunos do 9.º ano

construíram, no âmbito da dis­

ciplina de Ciências Naturais,

trabalhos em cartolinas que

foram igualmente afixados. Os

alunos contribuíram, também,

para uma apresentação em

Power Point que foi projectada

no palco.

sa estação meteorológica, 673

mm.

O número de dias com

ocorrência de precipitação foi

muito superior ao valor médio,

tendo sido nestes três meses de

Inverno, em S. Pedro do Sul, 45

dias e ao longo de todo o ano

de 2009 de 110 dias.

Registaram­se, ainda, em

2009, duas situações anómalas:

o mês de Março foi um mês

seco (apenas 20,4mm) e o de

Junho, que normalmente é

seco, registou precipitação

abundante (75,8mm).

Em termos de tempera­

tura do ar, este Inverno apresen­

ta valores de temperatura do ar

bastante baixos: registou­se em

Janeiro um valor médio de

0,4ºC no dia 10 e em Dezem­

bro, 2ºC no dia 21. O valor

médio da temperatura máxima,

registou­se em Agosto, de

28,5ºC, no dia 13. O mês de

Agosto foi anormalmente quen­

te registando­se uma média de

24,5ºC.

O grupo agradece aos

professores do grupo de TIC, a

disponibilidade e colaboração

no fornecimento dos dados e

respectivo tratamento estatísti­

co.

(Fonte: Estação Meteoro­

lógica da Escola Secundária S.

Pedro Do Sul)

O grupo de Geografia

ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

ESTAÇÃO METEOROLÓGICA DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL

COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA METEOROLOGIA

LABORATÓRIO ABERTO

Foram ainda distribuídos

folhetos informativos e um por­

ta­chaves anti­stress em forma

de coração. Este tipo de iniciati­

vas permite o envolvimento

dos alunos, a mobilização de

competências e o alerta da

comunidade educativa para os

perigos advenientes de com­

portamentos incorrectos que

colocam em causa a saúde,

concretamente, o funciona­

mento do sistema cardiorrespi­

ratório. Existe informação diver­

sa disponível on­line, como por

e x e m p l o e m : h t t p : / /

www.fpcardiologia.pt/ e http://

www.portaldasaude.pt/.

Prof. Joel Ferreira

(Equipa do Projecto de Promoção e de

Educação para a Saúde)

Na sexta­feira, 16 de

Abril, foi dia de Laboratório

Aberto na Escola Secundária

de S. Pedro do Sul. Os grupos

disciplinares de Biologia e Geo­

logia e de Física e Química,

como vem sendo hábito,

abrem os seus laboratórios aos

alunos, este ano, especialmen­

te às turmas de 8º ano. É uma

actividade que desperta sem­

pre muito interesse, uma vez

que os alunos entram no mara­

vilhoso mundo da ciência. No

laboratório de Biologia os alu­

nos impacientes e curiosos,

como lhes é próprio, puderam

observar ao Microscópio Ópt

co Composto células e tecidos,

observar à lupa estruturas

vegetais e animais, manipular

órgão vivos, bem como entrar

em contacto com algumas

amostras de minerais, rochas e

fósseis. É de realçar o excelente

trabalho dos alunos do 12º A e

do 10º F que receberam e

guiaram os seus colegas do

ano ao longo da exposição. No

laboratório de Química os alu­

nos fizeram eles próprios as

actividades de Física e Quími­

ca, sobre a orientação dos

docentes de modo a que os

alunos ficassem a saber a expli­

cação relativa a cada uma das

experiências. Os alunos diverti­

ram­se imenso e ficaram espe­

cialmente excitados a fazer a

“Pasta de dentes de elefante”, “

Chama sem Fogo”, “ Voz mági­

ca” e ainda o “Pega monstros”.

Este tipo de actividade tem­se

repetido com sucesso ano

após ano, dado o interesse

científico ­ pedagógico para os

alunos mais jovens. É sempre

importante abrir horizontes!

Prof. Isabel Martins


11 2 3 ESCOLA ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. DE PEDRO S. PEDRO DO SUL DO SUL | Dezembro | Junho de de 2009 2010

DIA VOCACIONAL

DEANA BARROQUEIRO

O romance da Bíblia

Um olhar feminino do

Antigo Testamento

Sobre a autora: Nasceu em

New Haven, Connecticut, nos

Estados Unidos da América.

Licenciou­se em Filologia Româ­

nica, na Faculdade de Letras de

Lisboa, de cujo grupo de teatro

fez parte juntamente com Luís

Miguel Cintra, Luís Lima Barreto,

Jorge de Silva Melo e muitos

outros. Foi Professora de Fran­

cês e Português, fez o estágio na

Escola Secundária Passos

Manuel, em Lisboa, onde con­

cretizou a maioria dos seus pro­

jectos de Teatro e de Escrita

Criativa com os alunos. Publicou

várias colectâneas de contos e

peças de teatro com o Grupo de

Trabalho do M.E. para as Come­

morações dos Descobrimentos

Portugueses, a Câmara Munici­

pal de Lisboa e o Instituto de

Inovação Educacional.

Dotada de uma invulgar capaci­

dade de comunicação, é fre­

quentemente solicitada para

palestras e conversas com os

leitores, em escolas e outros

espaços culturais, sobre a época

dos Descobrimentos, a Cultura e

História Portuguesas, em parti­

cular, do século XV ao XVII, que

estuda há quase três décadas.

Publicou nove romances históri­

cos e dois livros de contos, um

dos quais traduzido e editado

em Espanha, Itália e Brasil. O seu

romance, D. Sebastião e o Vide

te, foi distinguido com o Prémio

Máxima de Literatura 2007 –

Prémio Especial do Júri. Roman­

ce de conspiração, mistério e

revelação, D. Sebastião e o

Vidente é construído e narrado

à maneira do século XVI, um dos

séculos da sua especialidade,

onde se enredam as vidas das

duas personagens principais: El­

Rei D. Sebastião e Miguel Leitão

de Andrada. Lê­se com fascínio

da primeira à última página e é,

sem dúvida, uma referência da

ficção histórica, em Língua Por­

tuguesa.

Em 2009, publicou na editora

Ésquilo O Espião de D. João II,

romance histórico dedicado à

missão secreta de Pêro da Covi­

lhã.

Deana Barroqueiro é autora de

numerosos romances inspirados

A nossa escola organi­

zou, 27 de Abril, a 5ª edição do

Dia Vocacional.

O principal objectivo da

iniciativa foi prestar informa­

ção aos alunos sobre a oferta

existente em termos de pros­

seguimento de estudos, divul­

gando também outras possibi­

lidades em termos vocacionais

e profissionais.

Estiveram presentes

representações de algumas

das mais prestigiadas institui­

ções do ensino superior,

em conhecidos personagens da

História. A sua pesquisa minu­

ciosa leva­a a recriar com rique­

za de pormenores os ambientes

onde se passam as histórias,

fazendo com que seus leitores

viajem no tempo e no espaço e

vejam o mesmo que o aventu­

reiro viu, observem a estranheza

dos lugares e costumes, sofram

a mesma surpresa e o medo dos

heróis, ouçam os mesmos sons,

cheirem e saboreiem as mesmas

iguarias...

Sobre a obra:

O Romance da Bíblia é uma

reedição revista, depurada e

reorganizada, de duas obras –

os Contos Eróticos do Velho Tes­

tamento e os Novos Contos Eróti­

cos do Velho Testamento –,

publicadas em 2003/2004 e que,

muito rapidamente, deixaram

de estar acessíveis aos leitores.

Como escreve Maria Teresa Hor­

ta, no Prefácio deste livro, a

odisseia das mulheres e homens

do Antigo Testamento é minu­

ciosamente recriada com «uma

escrita toda ela tecida por sen­

sualidades e cintilações auda­

ciosamente irónicas».

O livro de Deana Barroqueiro

nomeadamente as Universida­

des de Aveiro, Coimbra e

Minho, a Universidade Católica

Portuguesa, o Instituto Supe­

rior Técnico/Lisboa, bem como

os Institutos Politécnicos de

Viseu, Guarda e Coimbra.

Estiveram igualmente

presentes representações da

Força Aérea Portuguesa, da

Polícia de Segurança Pública,

da Guarda Nacional Republica­

na e do Exército, que divulga­

ram e explicaram as activida­

des e valências das respectivas

traz consigo a visão da mulher.

Lúcido olhar, que ao longo dos

séculos tem faltado à visitação

deste universo da Bíblia: Velho

Testamento moralista, repleto

de anciãos preguiçosos, libidi­

nosos e lascivos, de brutamon­

tes ignorantes e violadores, con­

vocados por um Deus irado

frente à própria incompetência

e à própria ima­gem, segundo a

qual teria criado o homem, de

quem afinal não gosta e casti­

ga.»

Nas palavras da autora:

“A razão que me levou a escre­

instituições, sendo de destacar

uma exibição de uma equipa

cinotécnica da Força Aérea.

Também a Escola

Secundária de São Pedro do

Sul fez a divulgação da sua

oferta formativa para o próxi­

mo ano.

Através de inquérito,

quer os representantes das

instituições presentes quer os

delegados dos alunos conside­

raram muito útil esta iniciativa.

ver sobre um tema tão delicado,

capaz de ferir ainda algumas

susceptibilidades, em muitos

quadrantes deste nosso mundo,

foi talvez a percepção de que as

lendas, parábolas e histórias

exemplares do Antigo Testa­

mento, com as sua personagens

sacralizadas e, durante milénios,

intocáveis, nunca tinham sido

olhadas e escrutinadas do pon­

to de vista feminino e focando

particularmente a condição da

mulher. Era um desafio irresistí­

vel para uma amante de causas

perdidas.

Reli os livros do Antigo Testa­

mento de fio a pavio e senti,

(Cont.)


12 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

A ESCOLA SECUNDÁRIA NA ILHA DAS LETRAS

NOITE DE POESIA

Com alunos e professo­

res da Escola Secundária

No dia 2 de Junho, a

poesia fez­se ouvir na Ilha das

Letras, uma actividade cultural

concebida pela Câmara Muni­

cipal, no âmbito das Festas da

Cidade, e concretizada pela

Biblioteca da Escola Secundá­

ria de S. Pedro do Sul.

Alunos e professores da

DEANA BARROQUEIRO (CONT.)

desde logo, uma vontade imensa

de reescrever essas histórias,

incarnando um cronista desse

tempo, céptico porém capaz de

aceitar com igual complacência as

crenças em Baal, Osíris, Marduk ou

Jahweh, interessado sobretudo

em descrever os espaços geográfi­

cos, ambientais, sociais e étnicos.

(…)

Pretendi – como já o disse outrora

e tenho feito com os meus roman­

ces sobre o período dos Descobri­

mentos – recriar a vida desses

homens e mulheres, forçosamente

pouco cultos e muito supersticio­

sos, a lutarem ferozmente pelo

seu lugar num mundo bárbaro de

guerras e fomes, recorrendo a

todos os meios que lhes sugeriam

a esperteza e o engenho, para

assegurarem a própria sobrevi­

vência, mesmo se isso implicasse a

destruição do seu próximo.

(…)

Li os textos da Bíblia não com a

inocência maravilhada da juventu­

de, mas com o distanciamento de

mais de meio século de existência.

Li­os com a curiosidade do estu­

dioso (os históricos e os dos pro­

vérbios, mais objectivos ou práti­

cos), com o prazer do poeta (os

dos cânticos e salmos), com o

humor zombeteiro doptico (os

fantasiosos e absurdos, de pura

lenda), com a repugnância de um

humanista face ao atropelo dos

valores éticos e morais (os episó­

dios crudelíssimos das mortes sem

sentido ou do uso e abuso degra­

dantes da mulher).

Por outro lado, não era possível

Escola Secundária foram a voz

de alguns poetas e escritores

portugueses consagrados.

Tivemos ainda a oportunidade

de ouvir, em boa hora renasci­

da das teias do tempo, a poe­

sia de dois poetas nascidos em

S. Pedro do Sul, António Cor­

rêa d’Oliveira e Gouveia Osó­

rio. A Ekaterina Malginova,

aluna russa que elegeu a lín­

gua portuguesa para escrever

os seus Espelhos de Alma, tam­

bém não podia deixar de nos

brindar com um dos poemas

do seu primeiro livro.

Os nossos alunos e res­

pectivos professores desen­

volveram, previamente, um

notável trabalho conjunto na

preparação da actividade. Em

horário extra­lectivo, seleccio­

naram os poetas e os poemas,

decoraram­nos ou trabalha­

ram a sua declamação. Sem

querer esquecer ninguém,

num tempo que ficará, inevita­

velmente, na memória de

todos nós, agradecemos a

preciosa colaboração e dispo­

nibilidade das Professoras Ali­

ce Barbosa, Ana Luísa Basto,

Isabel Prates, Leonor Quintela

ignorar, mesmo que o quisesse

fazer, a componente erótica fortís­

sima que percorre, de modo gri­

tante, persistente, direi mesmo

obsessivo, todo o livro sagrado,

transformando as suas pequenas

histórias, cujos autores preten­

diam que fossem de bons exem­

plos, em crónicas deliciosamente

impudicas, terrivelmente escanda­

losas e, por vezes mesmo, inacre­

ditavelmente depravadas e imo­

rais, por isso mesmo, pulsantes de

vida.

(…)

Procurei mostrar o percurso de

sas nossas antepassadas, através

de sucessivas gerações, num mun­

do em que as descendentes de

Eva eram consideradas pelos

homens como mercadoria e infe­

riores aos animais, conceito que

perdura ainda hoje, perpetuado

por determinadas interpretações

fundamentalistas dos livros ditos

sagrados, em nome de uma

“verdade” religiosa ou ideológica

que nenhum Deus, bom e justo,

poderia alguma vez sancionar ou

sequer tolerar.”

Apresentação da obra:

Deana Barroqueiro dedica O

Romance da Bíblia “A todas as

Mulheres mal­amadas, sofridas,

exploradas, maltratadas, violenta­

das ou assassinadas em nome de

uma religião, tradição, ideologia

ou preconceito.”

Desde o início este é, claramente,

um romance no feminino, mas

superior ao género e ao número,

imune às grades convolutas do

FEIRA DO LIVRO, NO LENTEIRO DO RIO

e Manuela Martins. Agradece­

mos igualmente a todos os

alunos que dedicaram o seu

tempo e se empenharam na

realização desta actividade. O

registo emdeo foi da res­

ponsabilidade do Professor

Paulo Quintela e o registo

fotográfico do Professor Paulo

Paiva.

PEDRO PINTO

Também na Ilha das

Letras com Pedro Pinto,

jornalista e escritor, proposto

pela Escola Secundária e con­

vidado pela Câmara Municipal,

alunos do secundário e alguns

professores fizeram uma gran­

de viagem pela Amazónia,

descendo o rio Madeira, acom­

panharam António Raposo

Tavares, que há quase 400

tempo e do espaço. E toca todas

as farpas que ainda ferem a condi­

ção da mulher na sociedade

actual: a religião, a tradição, a

ideologia e o preconceito

É formado por um texto introdu­

tório, repassado de uma fina iro­

nia, que serve para mergulhar o

leitor no tema e no contexto, que

nos promete um sentido de

humor inteligente, completamen­

te livre de peias e despudorado. O

episódio da criação divina da

mulher e da sua apresentação ao

primeiro homem seria hilariante

se não fosse tão tragicamente

humano.

Seguem­se 19 contos, que apesar

de serem estruturalmente com­

partimentados se encaixam no

esqueleto do romance, conferin­

do­lhe consistência e unidade.

Cada conto que terminamos faz­

nos iniciar avidamente o seguinte,

presos na teia das palavras, magis­

tralmente vivas, que nos fazem

vibrar e sofrer, como se cada per­

sonagem fosse parte da nossa

própria vida. E cada personagem é

simultaneamente do seu tempo e

do nosso e nós descobrimos, em

puro espanto, que somos simulta­

neamente do nosso tempo e do

delas, como se o tempo fosse um

rio e a perspectiva apenas muda

se consoante a margem donde o

observamos.

É um romance construído no fem

nino, mas desenganem­se aqueles

que pensam que é uma apologia

cega da mulher! As personagens

são mulheres no feminino real,

com a sua força, como Maqueda, a

rainha do vento sul, a sua cora­

gem, como Susana, a sua sensibili­

dade como Judite e também com

anos ousou explorar o Brasil

profundo, percorrendo 1200

km repletos de perigos e de

desconhecido. Foi esta viagem

real que maravilhou Pedro

Pinto e o incentivou a escrever

O último Bandeirante, «um

romance histórico» tempera­

do com alguma ficção que nos

dá a conhecer o herói portu­

guês, Raposo Tavares, que

teve um papel fundamental

na preparação do que viria a

ser o Tratado de Tordesilhas.

DEANA BARROQUEIRO

Deana Barroqueiro,

escritora, estudiosa da língua

e da cultura portuguesas, pro­

fessora de Português e de

Francês, cujo «projecto de

escrita criativa “Palavras” a

levou a percorrer inúmeras

a sua manha, como a prostituta

Dalila e a sua maldade. São mulhe­

res que despertam a nossa com­

paixão, como a infeliz Adah e

mulheres que despertam a nossa

revolta, como Sara, porque o sofri­

mento não pode ser pretexto para

a crueldade, sobretudo quando

exercida contra quem é indefeso,

como a sua escrava Agar.

Também as personagens masculi­

nas são resgatadas do estereótipo

original, e descobrimos a cobardia

desprezível de Abraão, o desespe­

ro do pobre Jacob, que se deu

conta de que o paraíso masculino

é afinal um inferno, com aquelas 4

mulheres insaciáveis e vorazes. (Eu

desconfio, aliás, que depois deste

romance, haverá uma procura

imensa de mandrágoras! ) a fiel

integridade de José, a crueldade

do hipócrita Makhir que se descul­

pava do seu atroz egoísmo com a

vontade de Deus, a correcção e a

sensibilidade amorosa de Booz, a

astúcia de Tobias para resgatar a

esquizofrénica Sara das garras de

Asmodeu.

O Romance da Bíblia é, inevitavel­

mente um romance polémico,

porque ousa tocar uma temática

muito sensível. E é incómodo por­

que nos mostra que a nossa socie­

dade não é, na prática, assim tão

diferente da misoginia praticada

nos tempos bíblicos. É incómodo

porque nos faz pensar, porque nos

obriga a ver com olhos desvenda­

dos. Aqueles que, à partida, ques­

tionam a validade do romance

porque recria as velhas histórias

da Bíblia, aposto que nunca leram

o texto que aceitam como sagra­

do e se o fizeram, certamente não

escolas, de norte a sul do país

para promover o interesse

pela leitura entre os alunos

de diferentes níveis de esco­

laridade. Deixou o ensino

para se dedicar exclusivamen­

te à escrita. É autora de

romances históricos, de con­

tos e de crónicas da antiguida­

de.

Para os alunos do

ciclo, falou essencialmente da

História dos Descobrimentos

Portugueses e dos seus heróis

que transformou em persona­

gens históricas, no seu roman­

ce Uraçá, O índio Branco.

A Equipa da

Biblioteca Escolar

leram o romance. Se o lessem

perceberiam que não há no

romance qualquer desrespeito

pela Bíblia. Há apenas o resgate da

velha arte de ensinar que anima o

contador de histórias. Há histórias

que nos divertem e nos dão lições

de vida. Há vidas que nos pregam

dolorosas rasteiras e nos fazem

questionar a nossa fé e as nossas

convicções. As personagens,

como Salomão, têm crises de fé e

questionam­se, como nós, como

pode Deus, sendo Todo­poderoso,

permitir o sofrimento de quem

não tem qualquer sombra de cul­

pa. Só o fundamentalismo cego

tem a pretensão de manter intocá­

vel um texto sagrado.

Eu acredito convictamente que

em literatura não há intocáveis.

A escrita de Deana Barroqueiro

tem a leveza e a aparente facilida­

de do que é perfeito. Tem a matu­

ridade de quem já nada precisa de

provar, tem a beleza de quem

pinta com palavras todos os mati­

zes da sensibilidade humana e

tem a força interventiva de quem

não baixa os braços e faz das pala­

vras as armas de paz para cons­

truir uma sociedade mais justa e

mais humana.

Eu diria mais feminina… mas acho

que é pura provocação.

Prof. Maria Isabel Prates


11 13 ESCOLA ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. DE PEDRO S. PEDRO DO SUL DO SUL | Dezembro | Junho de 2009 2010

COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO LIVRO

No dia 23 de Abril, a

importância da leitura foi

relembrada de forma especial,

na Escola Secundária, com acti­

vidades diversas promovidas

pela equipa da Biblioteca Esco­

lar.

Nesse sentido, quase

todas as turmas tiveram um

momento de leitura de 30

minutos, que decorreu das

9.30 às 10h. A Equipa da Biblio­

teca seleccionou algumas lei­

turas, de acordo com o ano de

escolaridade, porém a maioria

dos docentes, num gesto de

cooperação, fez a sua selecção

tendo em conta o seu gosto

pessoal e também os interes­

ses dos alunos.

O balanço foi muito

positivo. Professores e alunos

consideraram que o tempo foi

pouco para as expectativas dos

MOMENTOS NO LAR DA MISERICÓRDIA

No dia 28 de Maio,

alunas, professoras da nossa

escola e um convidado (Dr.

Lino Tavares – Director da

Escola Profissional de Vouzela)

realizaram mais uma actividade

no Lar da Misericórdia, dando

um pouco da sua alegria e

“cantoria” aos utentes desta

instituição.

A aluna Cristiana

Valério mais uma vez encantou

com a sua extraordinária voz.

Igualmente, o Dr. Lino, que

pela segunda vez nos acompa­

nhou nesta actividade, alegrou a

plateia de idosos executando

várias melodias tradicionais,

participantes.

Associando a leitura à

escrita, na Biblioteca, durante

o mês de Maio, alunos e pro­

fessores foram registando per­

tinentes e criativas reflexões

pessoais sobre a importância

do livro. Estão todos

“publicados” no interior da

Biblioteca.

Também, neste dia, foi

escrita a palavra TIMOR, no

polivalente, com diversos

livros, em Língua Portuguesa.

Este gesto simbólico marcou o

motivando o público que pron­

tamente respondeu cantarolando

e batendo palmas.

Nos intervalos das acti­

vidades foram distribuídos car­

tões, elaborados pela Professora

Teresa Governo, com o nome

de cada utente, explicando a sua

origem e significado.

Momentos felizes e,

especialmente, para nós, bastan­

te enriquecedores ali foram

vividos. Participaram, também,

algumas crianças do infantário

da mesma instituição que tam­

bém quiseram dar o seu contri­

buto cantando e encantando.

Esta mistura de gera­

início de uma recolha de livros

destinados a bibliotecas timo­

renses, concretizando, deste

modo, na nossa escola o pro­

jecto “Há’u hakarak aprende”.

Esta é a nossa modesta

contribuição para aqueles que

valorizam e pretendem manter

viva a chama da Lusofonia.

A Equipa da Biblioteca:

Prof.ª Lurdes Meneses

Prof.ª Clara Esteves

Prof.ª Lurdes Cardoso

Prof.ª Helena Silva

Prof. Paulo Paiva

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA 2009/10

Alunos da Escola Secundária de S. Pedro do Sul partici­

param no Concurso Nacional de Leitura 2009/10

As alunas Ana Filipa San­

tos Martins, Sónia Bárbara

Colaço Carvalho e Melissa Sou­

sa Pinto, do 9º ano, representa­

ram a Escola Secundária de S.

Pedro do Sul na fase distrital

do Concurso Nacional de Lei­

tura que se realizou na Biblio­

teca Municipal Dr. Alexandre

Alves, de Mangualde, no dia 27

de Março. O concurso promo­

vido pelo Plano Nacional de

Leitura, em articulação com a

RTP, com a DGLB /Direcção­

Geral do Livro e das Bibliotecas

e com a rede das Bibliotecas

Escolares, tem “como objectivo

estimular a prática da leitura

entre os alunos do Ensino

Secundário e do 3º Ciclo do

Ensino Básico, e pretende ava­

liar a leitura de obras literárias

pelos estudantes desses graus

de ensino”.

A primeira fase do con­

curso, desenvolvida pela

Biblioteca Escolar e pelo Grupo

de Português, decorreu ao

nível da Escola em que foram

seleccionadas as três alunas

referidas, mediante uma prova

de conhecimentos, tendo por

base a leitura de duas obras

literárias.

Na segunda fase, as con­

correntes leram as obras Os

olhos de Ana Marta de Alice

Vieira e O Hobbit de J.R.R Tol­

kien, seleccionadas pela Biblio­

teca Municipal de Mangualde.

A aluna Ana Filipa San­

tos Martins conseguiu o 3º

lugar, entre alunos de 27 esco­

las do Distrito de Viseu.

Agradecemos todos os

participantes neste concurso e

contamos com mais participa­

ções, no próximo ano lectivo.

A Equipa da Biblioteca Escolar

ções resultou muito bem, preva­

lecendo a harmonia, a alegria e

o respeito.

A finalizar, a Direcção

da Misericórdia presenteou­nos

com um delicioso lanche na

companhia dos idosos, onde se

cantaram os parabéns e se feli­

citaram os utentes nascidos no

mês de Maio.

Professoras Clara Esteves

e Lurdes Meneses

(Condenadoras do Projecto: Professoras

Clara Esteves e Teresa Governo)


14 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

GRUPO DE FILOSOFIA

TECNOLOGIA NO FUTEBOL SIM OU NÃO?

O objectivo deste artigo

é mostrar que com a introdu­

ção da tecnologia no futebol,

poderíamos tornar este de

porto mais correcto e honesto,

evitando, todas as semanas,

situações lamentáveis de erros

humanos que, por vezes, cus­

tam milhões. Por isso, eu

defendo a introdução da tec­

nologia no futebol. Refiro­me

É graças à valorização de

pequenos avanços tecnológi­

cos que a qualidade de vida de

muitas pessoas é melhorada.

O tema deste artigo é a

importância das novas tecno­

logias na vida das pessoas com

ao «video­árbitro» — um ou

dois árbitros auxiliares extra

que acompanhassem o jogo

através de câmaras de TV e

falassem com o arbitro princi­

pal de forma a poder ajudá­lo.

Em primeiro lugar, acho

que esta é a melhor opção,

pois é a mais barata e a mais

simples. Comparativamente a

outras tecnologias, tais como

“chips” na bola e balizas,

poder­se­ia aplicar o «víde

árbitro» em todos os escalões

profissionais de futebol e em

todos os países. Além disso,

com os milhares de milhões de

euros que o futebol movimen­

ta, o investimento resultaria

em “meros trocos”. Para além

do preço, a aplicação é muito

simples e pouco ou nada

mudaria na dinâmica do jogo.

Com um árbitro auxiliar a

incapacidades motoras e,

como tal, proponho­me definir

de que modo elas são uma

amplificação do ser humano. A

tese que defendo é que as

novas tecnologias represen­

tam um benefício na vida dos

cidadãos com limitações

observar as imagens, o árbitro

principal não teria que inter­

romper o jogo para análise. Por

exemplo, no “derby” minhoto

Braga – Guimarães, o árbitro

assinalou mão na área do Bra­

ga. Mas, a após uma discussão

com o auxiliar que manteve o

jogo parado dois minutos, vol­

tou atrás na decisão. Com o

deo­árbitro a situação tinha­

se revolvido em segundos!

Com vemos, esta medida tor­

na­se barata, simples e eficaz.

Em segundo lugar,

acho que a tecnologia seria

muito importante para a ques­

tão da «verdade desportiva».

Os árbitros erram como qual­

quer humano. Mas o futebol,

que cada vez mais é uma

indústria que movimenta

milhões, não pode ser influen­

ciado por erros de arbitragem,

motoras.

Para sustentar esta

posição, posso referir que as

novas tecnologias proporcio­

nam uma maior autonomia e

independência aos deficientes

motores. Tais benefícios são

possíveis, por exemplo, graças

ao avanço tecnológico das

cadeiras de rodas, pois há uns

anos atrás só existiam cadeiras

de rodas manuais, sendo por­

tanto necessário que fossem

empurradas, em situações

mais complicadas, por outrem.

Actualmente já existem cade

ras de rodas eléctricas, não

sendo necessária, por norma, a

ajuda de ninguém.

Outro dos benefícios

que a tecnologia proporciona

a estes cidadãos é o acesso ao

mundo do trabalho, através da

nova forma de trabalho – o

teletrabalho. Este novo méto­

do possibilita o trabalho à dis­

tância (trabalho em casa), sen­

sejam eles intencionais ou não.

Por isso, há que diminuir a

margem de erro. Assim evita­

ríamos ver equipas injusta­

mente prejudicadas. Recorde­

se, por exemplo, a 2ª mão dos

“Play­off” para o Mundial 2010,

jogo França – Irlanda. A Irlanda

estava em vantagem, quando

o jogo já ia no prolongamento.

Surge então o golo da França

de forma irregular por Henry

ter dominado a bola com a

mão. Se o árbitro tivesse sido

auxiliado pelo vídeo­árbitro, o

golo era anulado e a Irlanda ia

ao Mundial justamente. Assim,

vai a França ao Mundial, mas

de forma injusta.

À objecção de que a

tecnologia não dever ser usada

porque tornaria o futebol num

desporto mecanizado, respon­

do que a tecnologia seria ape­

do utilizados equipamentos e

recursos como os computado­

res, a Internet, o telefone e o

fax. Para além de dispensar a

deslocação para o local de tra­

balho, o que seria uma dificul­

dade para os deficientes moto­

res, o teletrabalho estimula e

desenvolve as capacidades de

aprendizagem dos deficientes

motores e promove a inserção

social e profissional destas pes­

soas.

Hoje em dia, o avanço

das técnicas das próteses orto­

pédicas concede uma maior

qualidade de vida aos deficien­

tes motores, pois é possível

praticar desporto deixando

para trás qualquer tipo de pre­

conceito e inúmeras limitações

físicas que podem ser colmata­

das ...

No entanto, a falta de

sensibilidade para com os defi­

cientes motores apresenta­se

como um obstáculo, impedin­

nas um meio auxiliar e não

substitutivo. Defendo uma

maior fiscalização e não a

robotização. Para além disso,

quase todos os desportos

recorrem à tecnologia (rugby,

ténis basquetebol, etc.) e con­

tinuam a ser desportos

“humanos” e não mecaniza­

dos, como alguns defendem.

Em conclusão, o fute­

bol tem que evoluir em termos

de arbitragem. Todos os outros

evoluíram e continuam de

portos apaixonantes. Penso

que agora é a vez do futebol e

tenho a certeza de que, sem

injustiças, seria um desporto

ainda mais apaixonante do

que aquele que já é hoje.

André Santos, nº 4, 11º B

AS NOVAS TECNOLOGIAS REPRESENTAM UM BENEFÍCIO NA

VIDA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MOTORA?

MANIPULAÇÃO GENÉTICA

Será que a busca

incessável de conhe­

cimento pode levar à

extinção do Ser

Humano?

A manipulação genética

consiste na alteração dos

genes de um organismo, com

a finalidade de lhe alterar

determinadas características.

Este artigo tem como

tema a manipulação genética

e o seu objectivo é mostrar

que o desejo obsessivo do

homem de querer modificar

tudo e todos pode acabar com

a vida humana, no seu sentido

mais genuíno, e com as coisas

mais belas do nosso planeta.

Proponho­me defender que

deverá haver limites à manipu­

lação genética.

Os argumentos que

sustentam a minha tese são:

em primeiro lugar, o direito de

cada ser vivo à sua identidade,

às suas características, qualida­

des e defeitos, e às suas limita­

ções; em segundo lugar, a pos­

sibilidade de, ao alterar alguns

organismos, criarmos aberra­

ções, e em terceiro lugar, a

falta de domínio perfeito, pelo

homem, da manipulação

genética.

Podemos refutar o pri­

meiro argumento, por exem­

plo, dizendo que seria muito

melhor se removêssemos

todos os defeitos dos seres

vivos, tornando­os mais fortes,

resistentes e com mais capaci­

dades. Se alterarmos tudo isto,

os seres vivos passam a ser

puras “máquinas de perfeição”,

perdendo a sua essência.

Para finalizar, há que

dizer que é importante que a

humanidade evolua, mas que

pondere os limites éticos desta

evolução. Porque o progresso

é preciso, mas pode ser o nos­

so fim … É muito importante

saber parar e, mais ainda, sal­

vaguardar o direito de cada

pessoa de ser livre e de ter a

sua identidade.

Carlos Santos, nº 21, 11º D

do­os de ter uma vida normal.

Ainda hoje se verifica a falta de

adaptações nas vias públicas,

como por exemplo, a ausência

de rampas, as dificuldades de

aceder às caixas de Multiban­

co, pois estas não se encon­

tram ao alcance das pessoas

que andam de cadeira de

rodas, a ausência de adapt

ções técnicas nos meios de

transporte públicos, nomeada­

mente nos autocarros, pois

estes não estão preparados

para receber e transportar pes­

soas em cadeiras de rodas.

Apesar desta objecção, têm

sido feitos alguns progressos

relativamente à necessidade

de mudar esta maneira egoísta

de agir.

Susana Almeida, nº 19, 11º C


15 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

GRUPO DE FILOSOFIA

VIOLÊNCIA NO NAMORO

Dominar. Agredir.

Controlar. Maltratar

A violência não é apenas

um problema de adultos, ela

ocorre também nas relações

amorosas entre adolescentes.

A violência começa

quando os adolescentes pen­

sam que têm o direito de esco­

lher e decidir determinadas

coisas pelo(a) pela namorado

(a). Pensam que têm poder

sobre a outra pessoa. Mas gos­

tar de alguém significa respei­

tar as escolhas do outro e de

xar escolher cada pessoa por

si. Se se gosta realmente da

outra pessoa, há que aceitá­la,

sem a magoar. Outras vezes, a

violência surge quando as

EUTANÁSIA

Eutanásia: “direito de mor­

rer” ou “direito de matar”?

Para responder a esta ques­

tão, é preciso saber o significado

da palavra “eutanásia” e os seus

vários tipos. A eutanásia é a práti­

ca pela qual se abrevia, sem dor

ou sofrimento, a vida de um

enfermo incurável. Os dois princi­

pais tipos de eutanásia são: a

eutanásia activa — ou seja, o acto

deliberado de provocar a morte

sem sofrimento ao paciente; e a

eutanásia passiva — quando a

morte do paciente ocorre, numa

situação de fase terminal, ou por­

que ou se inicia uma acção médi­

ca ou pela interrupção de todos e

quaisquer cuidados médicos.

Com este artigo pretendo

mostrar que a eutanásia é um

acto moralmente aceitável e que

não diz respeito ao “direito de

matar”, mas sim ao “direito de

morrer”.

raparigas se recusam a ter rela­

ções sexuais quando o namo­

rado deseja, usando este a

força para resolver o problema.

Numa relação, a compreensão

e o respeito são fundamentais.

Nenhum manda no outro;

ambos têm de demonstrar

afecto e carinho. Quando esses

conflitos acontecem, devem

resolver­se através do diálogo,

através de uma conversa a

dois, calma e responsável, pon­

derando os prós e os contras.

Não existe só a violên­

cia física, há também a violên­

cia psicológica ou emocional

que recorre aos insultos, amea­

ças, tentativas de controlo, etc.

Não podemos fazer das pes­

soas o que queremos, pois elas

não são bonecos. Por outro

lado, se não nos sentirmos

Na minha opinião, a eutaná­

sia está relacionada com o

“direito de morrer”, pois a morte,

por vezes, pode pôr fim ao sofri­

mento físico e psicológico da pes­

soa. Eu creio que a eutanásia é

um acto moralmente aceitável,

porque dá prioridade à minimiza­

ção da dor física e psicológica de

doentes incuráveis e em fases ter­

minais.

Há, contudo, quem defenda

que a ideia­base da evolução e da

organização das nossas defesas e

reflexos fisiológicos é sobrevivên­

cia. Se virmos nesta perspectiva, a

eutanásia pode ser encarada

como um fenómeno contra a nos­

sa natureza e que apenas promo­

ve o “direito de matar”.

Se esta objecção fosse ver­

dadeira, ninguém poderia realizar

acções que fossem prejudiciais à

sua integridade, como por exem­

plo o acto de fumar, de beber

bem com certas coisas, não

podemos ceder às ameaças.

Não há motivo para

pensar que a violência não se

pode controlar; basta cada um

conseguir respeitar­se a si pró­

prio para poder fazer o mesmo

àqueles de quem gosta.

Posto isto, penso que

nunca nos deveremos deixar

dominar só por vergonha de

contar o que se está a passar

ou medo de ameaças e perse­

guições. Mesmo que gostemos

da outra pessoa, não podemos

desculpar ou acreditar na pala­

vra do agressor quando este

afirma «nunca mais volta a

acontecer». É preciso coragem

para terminar uma relação

violenta.

Sara Almeida, nº 18, 10º A

bebidas alcoólicas, de praticar

desportos radicais ou outras acti­

vidades que nos possam aproxi­

mar da morte. Ao realizar estas

acções estaríamos a agir contra a

nossa própria natureza.

Um doente em estado ter­

minal deveria poder optar por

uma morte sem dor, em vez de

estar a suportar um grande sofri­

mento físico e psicológico. Esta

opção está relacionada com o

direito de poder optar pela morte

em certas circunstâncias e não

com o facto de podermos fazer

homicídios voluntários. Apesar

dos argumentos que apresentei, o

tema deste ensaio continua a sus­

citar muitas dúvidas.

CARTA DE UMA ADOLESCENTE

Todos os dias estão

cheios de ti. Estão cheios do

teu sorriso, das tuas palavras,

das tuas promessas (que foram

em vão), dos teus beijos e da

tua presença. Mas sabes meu

amor, todos esses dias em que

fazes o triste favor de me lem­

brar da tua existência são os

dias em que me estragas toda

a minha felicidade. Já fui tão

feliz contigo, e hoje prefiro ser

feliz sem ti. De que me serve

querer agarrar­te, se tudo o

que queres é largar­me? Isso já

o fizeste.

Chama­lhe teimosia,

persistência ou simplesmente

falha de carácter, mas eu não

minto quando digo que sinto a

tua falta, e tu entendes tudo

mal, não é por sentir a tua falta

que te quero comigo, não te

quero agora que não és o mes­

mo, queria­te antes quando

ainda agias como se tivesses

coração.

Não passas de um

covarde, se calhar sempre o

foste e só agora é que me

apercebi da tua covardia. Mas

errar é humano, não te preocu­

pes até eu própria já errei. Não

errei em todas as falhas que

me apontas­te antes pelo con­

trário errei sim em todas as

tuas falhas para comigo que eu

perdoei.

O mundo para ti tem

que girar de acordo com a tua

vontade, tens de ter tudo

como queres e quando queres.

E não é assim que as coisas

funcionam, o mundo não gira

à tua volta e estás longe de ser

o centro do mundo, mas se

quiseres continuar perdido

nessas tuas ideias, força, pena

Pedro Gomes, nº 17, 10º C

que não vás a lado nenhum.

Não te escrevo com ran­

cor, raiva ou qualquer senti­

mento parecido que estar car­

ta que dificilmente irás ler te

suscite, pelo contrário cada

uma destas palavras está cheia

de amor: todo aquele amor

que ficou para e que tu não

soubeste receber.

Tinha tanto para te

dizer, mas se calhar nem te

deveria falar. Deveria utilizar o

silêncio como tu o utilizas…

Mas do que me adiantaria utili­

zar o silêncio como arma de

defesa? Só o utilizas para me

magoar, e todas as feridas que

esse teu silêncio imperativo

causou já quase sararam por

completo.

Talvez um dias perce­

bas o quanto eu gostei de ti

porque eu hoje apercebi­me

que tudo isso não me serviu de

nada.

Encontra­te,

Márcia.


16 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

BENTO XVI EM PORTUGAL

O Santo Padre Bento XVI,

correspondendo ao convite, várias

vezes reiterado, dos Bispos portu­

gueses bem como ao convite do

Senhor Presidente da República,

aceitou visitar o nosso País, de 11

a 14 de Maio. O anúncio da visita

suscitou, de imediato, um senti­

mento de júbilo e regozijo entre o

nosso povo. Trata­se da concreti­

zação de um desejo, ansiosamen­

te esperado, que muito nos honra

e distingue. A sua presença entre

nós ocorrerá respectivamente, em

Lisboa, Fátima e Porto. A ida a

Fátima coincide com o décimo

aniversário da beatificação dos

pastorinhos Francisco e Jacinta e

com as comemorações do cente­

nário do nascimento da Jacinta.

Bento XVI conhece como

ninguém o âmago e o alcance da

Mensagem de Fátima, de que se

tornou intérprete singular com o

seu Comentário Teológico ao

“terceiro segredo”, quando era

Prefeito da Congregação para a

Doutrina da Fé, revelado por João

Paulo II a 13 de Maio de 2000, por

ocasião da beatificação dos pasto­

rinhos na Cova da Iria.

Sabe, pois, muito bem qual

é a actualidade e a importância de

Fátima para a Igreja e para o mun­

do, tal como as exprimiu o Papa

João Paulo II, : “De Fátima irradia

para todo o mundo uma mensa­

gem de conversão e de esperança;

uma mensagem que, em confor­

midade com a fé cristã, está pro­

fundamente inserida na história...

O apelo que Deus nos faz chegar

através da Virgem Santa conserva

intacta, ainda hoje, a sua actuali­

dade”.

A peregrinação do Santo

Padre a este lugar mariano é,

assim, uma interpelação para nós.

O Santuário de Fátima, onde se

torna viva e actual a Mensagem de

Nossa Senhora, é hoje um elemen­

to importante para a evangeliza­

ção e para a edificação da Igreja

no nosso País.

RETRATO DE UM PAPA

RESERVADO, PORÉM SURPREEN­

DENTE

Bento XVI é visto como um

Papa menos exuberante que João

Paulo II, quem o conhece fala de

uma pessoa, afável e com um

excelente sentido de humor, pre­

ferindo o aconchego dos peque­

nos grupos ao desconforto das

grandes multidões.

O Pe Henrique Noronha

Galvão, teólogo e professor na

Universidade Católica, cuja tese de

doutoramento foi orientada pelo

Cardeal Ratzinger, hoje Bento VVI,

conta­nos: «João Paulo II era um

homem de massas, Bento XVI

revela­se na intimidade, no diálo­

go,, nos grupos pequenos, onde

se torna mais solto, mais acessível.

É uma pessoa mais meditativa e

reflexiva. Há uma diferença nítida

entre as duas personalidades, mas

há uma comunhão grande de

reflexão e orientação».

Enquanto cardeal, Ratzin­

ger colaborou com grande inten­

sidade no pontificado de João

Paulo II com a elaboração de mui­

tos dos seus documentos, era

alguém muito próximo dele.

O Papa elaborou já diver­

sos documentos, dos quais as

encíclicas são os mais visíveis, que

chamam a atenção para os maio­

res problemas do nosso tempo.

Estas, bem como suas homilias e

discursos, o seu livro sobre Jesus

de Nazaré são documentos pro­

fundos e cheios de significado, de

grande qualidade literária.

O seu itinerário e as suas

posições tornaram­no assim um

papa controverso dentro e fora da

Igreja, mas capaz de surpreender

pelo que diz e pelo que faz. Os

cinco anos volvidos sobre a sua

eleição permitem, neste sentido,

fazer um balanço e perceber a

importância deste pontificado,

que começou sob o signo da tran­

sição e se afirma com alguma sur­

presa.

D. Carlos Azevedo, conhe­

ceu de perto João Paulo I, depois

João Paulo II e mostra­se

"encantado" com Bento XVI. Para

o bispo auxiliar de Lisboa. "este

Papa ainda não foi descoberto

pelas pessoas", embora tenha sido

"etiquetado" por alguns, que

"acabaram por marcá­lo". "As

homilias dele são muito mais cla­

ras do que as de João Paulo II",

refere D. Carlos Azevedo, assegu­

rando que Bento XVI "está a sedu­

zir as pessoas pelo que diz",

nomeadamente "os intelectuais".

"Ele fala com uma grande clareza e

com transparência", reforça, lem­

brando os três encontros ecumé­

nicos que o Papa já realizou em

cinco anos de pontificado. "Ele já

esteve reunido com o Patriarca de

Moscovo", nota, salientando a

importância que Bento XVI tem

tido no diálogo entre religiões.

Ofuscado pelo escândalo

da pedofilia que tem vindo a aba­

ter­se sobre a Igreja Católica nos

últimos tempos, o Papa já afirmou

que não pretende permitir que

estes casos, ou outros de igual

gravidade, sejam mais do que

pedras no caminho da Igreja, e por

isso não deixará de indicar aos

cristãos caminhos diferentes a

percorrer no sentido de tornar a

Igreja mais próxima de Deus e da

Sua Santidade. Por ironia da Histó­

ria, a pessoa que mais fez para que

a Igreja Católica enfrentasse o

problema e actualizasse os proce­

dimentos para investigação e

resolução dos casos acabou por

vir a ficar submergida pelo escân­

dalo; aquele que foi o primeiro a

falar abertamente do assunto e

agiu mais decididamente para o

resolver acabou por ser responsa­

bilizado e criticado. Mas, a verda­

de, mais cedo ou mais tarde, aca­

ba sempre por vir ao de cima e a

nós, fiéis cumpre­nos rezar e con­

fiar naquele que, sem contar, há

cinco anos atrás, era eleito papa,

com 77 anos de idade.

A propósito desta proble­

mática, sugiro a leitura do seguin­

te texto de opinião.

Por Vasco Pulido Valente

Em 1936, um historiador

alemão que vivia na Catalunha

ouviu por acaso um grupo de

camponeses que falava sobre a

Igreja. Para espanto dele, os cam­

poneses, que tinham assassinado

e torturado milhares de católicos,

repetiam as críticas dos folhetos

contra Roma, distribuídos na Ale­

manha do século XVI. Se a Igreja

não muda, o anticlericalismo tam­

bém não. De Lutero ao

"Iluminismo" e da grande revolu­

ção francesa aos pequenos jacobi­

nos de Portugal e Espanha, que há

pouco menos de cem anos que­

riam ainda, como Voltaire,

"esmagar a Infame", a Igreja é

invariavelmente acusada pela sua

presuntiva riqueza e pelo compor­

tamento sexual do clero. Agora

chegou a vez da pedofilia, porque

na sociedade contemporânea a

pedofilia se tornou no último cri­

me sexual.

Claro que Bento XVI já dis­

se que a pedofilia era um crime,

além de ser um pecado, e acres­

centou que os padres pedófilos

tinham feito mais mal à Igreja do

que mil anos de perseguição. Cla­

ro que Bento XVI mandou investi­

gar o caso, removeu bispos, sus­

pendeu padres, castigou culpa­

dos. Claro que nem ele, nem a

Igreja são responsáveis pelas

declarações, de facto ofensivas, de

algumas figuras menores do Vati­

cano ou da Conferência Episcopal

Portuguesa. Mas, como de costu­

me, a lógica não abala o anticleri­

calismo. O anticlericalismo decre­

tou que a Igreja intencionalmente

encobre (ou encobriu) a pedofilia

e não vai mudar. Quem sabe, mes­

mo à superfície, alguma história

sabe que desde o princípio isto foi

assim. Ratzinger, que não nasceu

ontem, com certeza que não se

perturba.

Até porque provavelmente

percebe que, por detrás do escân­

dalo do encobrimento, está o ódio

ao Papa "reaccionário"; ao Papa

que se recusou a transigir com a

cultura dominante em matérias

como o divórcio, o aborto, a

homossexualidade, o celibato do

clero e a ordenação de mulheres.

Não ocorre ao anticlericalismo que

a integridade da Igreja pode exigir

essa rigidez, como já mostrou a

rápida ruína do anglicanismo.

Ratzinger compreende que, sem o

apoio do Estado ou influência

sobre ele, a Igreja depende essen­

cialmente da convicção e da força

com que conseguir conservar a

sua doutrina. Qualquer fraqueza a

transformará numa instituição

vulgar, à mercê da opinião pública

e das mudanças do mundo. Isso

Bento XVI não quer. Como não

quer encobrir a pedofilia.

Prof. Teresa Governo


17 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

ALUNOS DO 9º ANO EMRC

VIAGEM DE ESTUDO A SANTIAGO DE COMPOSTELA ESPANHA

Santiago de Compostela é

uma das mais belas cidades da

Europa. Mas o burgo de matriz

urbana medieval está longe de ser

um museu de pedra: é, aliás, uma

das cidades mais animadas da

vizinha Espanha. Em vários planos,

na verdade: religioso, cultural e

lúdico.

SOBRE SANTIAGO DE COM­

POSTELA

Na segunda semana de

férias da Páscoa, entre 04 e 11 de

Abril, cerca de 100 alunos de Edu­

cação Moral e Religiosa Católica

de algumas Escolas Secundárias

da Diocese de Viseu, visitaram

Taizé em França e o santuário de

Nossa senhora de Lurdes.

A oração comunitária, os

cânticos, o silêncio e a meditação

pessoal puderam ajudar a rede

cobrir a presença de Deus na nos­

sa vida e a encontrar a paz interior,

uma razão de viver e um novo

impulso. Fazer a experiência de

uma vida simples, partilhada com

os outros, proporcionou aos nos­

O que poderá não ser mais

do que uma lenda está na raiz da

edificação da grande catedral de

Santiago de Compostela e é, afi­

nal, fundamento de uma das mais

carismáticas cidades europeias.

Contam essas narrativas, que

foram sobrevivendo durante sécu­

los no verbo de viajantes, peregri­

nos e cronistas, que o apóstolo

Santiago veio ao nordeste da

sos jovens uma vivência única.

Encontrámos milhares de

jovens, de muitos países, à procu­

ra das "fontes da alegria".

Testemunhos de alguns

alunos:

“O que aqui escrevo reflec­

te a minha opinião sobre esta

pequena localidade francesa da

Borgonha. Uma multidão multi­

cultural e agitada levou­me a pen­

sar que a organização seria caóti­

ca. Posteriormente apercebi­me

de que a mesma era extraordiná­

ria. Essa organização era fruto do

Península Ibérica ­ a Finisterrae do

mundo de então ­ com a finalida­

de de converter as gentes da

região. Regressado à Palestina, aí

veio a terminar os seus dias. Mas

os seus discípulos acharam por

bem devolvê­lo à longínqua terra

evangelizada e decidiram trans­

portar o corpo do santo por via

marítima até Iria Flavia, povoação

da costa galega, terra natal de

Camilo Jose Cela. Aí foi o apóstolo

enterrado, em lugar de que se

perderia o rasto por largos sécu­

los. Só quase no final do primeiro

milénio, houve notícia da desco­

berta do sepulcro, acontecimento

que acabou por abrir caminho à

edificação do primitivo santuário.

A aura do santo cedo ganhou

fama pela Europa e o fenómeno

das peregrinações teve início logo

a seguir, começando a esboçar­se

uma extensa rede de caminhos

que viriam a ser tomados como o

primeiro itinerário cultural euro­

peu. Nascia assim no extremo

noroeste da Península Ibérica um

dos três grandes centros da cris­

tandade ocidental, a par de Roma

e de Jerusalém.

A identidade espiritual e

cultural de Santiago de Compos­

tela é, pois, obra lavrada ao longo

de mais de mil anos de peregrina­

ções, que fez do espaço urbano

trabalho de grupos de voluntários.

A partir desses primeiros momen­

tos e, em especial do jantar e da

oração comunitária, conscienciali­

zei­me do grande objectivo de

Taizé: levar­nos a despojar­nos de

tudo o que é supérfluo, a fim de

melhor vivermos a sua espirituali­

dade. Sim, sem dúvida que a

"colher" de todas as refeições era

um grande símbolo de humildade;

os pratos e tigelas de plástico

apontavam para uma vida singela

em comunidade, onde as referên­

cias eram as palavras e actos de

Jesus; o trabalho de voluntariado

e partilha esvaziavam­nos de

todas as vaidades, orgulhos e

egoísmo; as orações comunitárias

elevavam­nos através dos cânticos

e momentos de silêncio; a presen­

ça discreta dos sacerdotes no

meio de nós, dormindo nas nossas

camaratas, partilhando connosco

as reflexões em grupo era um

símbolo de que eles existem para

servir e não para serem servidos.

No meio de colinas e vales, Taizé,

está ali para nos dizer que deve­

mos desmontar a falsa ideia de

da cidade, com traçado eminente­

mente medieval, um harmonioso

relicário de estilos, da solidez pre­

dominante do românico ao ritmo

e teatralidade gótica, do esplen­

dor renascentista e neo­clássico à

ornamentalidade barroca ou pla­

teresca. Um notável exemplo de

ta singular harmonia descobre­se

na Praza do Obradoiro, onde con­

vivem a fachada barroca da cate­

dral, O Colégio de San Jerónimo,

com uma portada românico­

ogival e um claustro gótico, o

Palácio de Raxoi, de estilo neo­

clássico, e o antigo Hospital Real,

hoje Hotel dos Reis Católicos, com

a sua inconfundível frontaria pla­

que somos "detentores de um

saber acabado e de uma verdade

única”.

Érika, Viriato 10º Ano

“Aqui encontrei o verda­

deiro sentimento de Taizé, "a ale­

gria, a partilha, o convívio entre

pessoas e países, sem fronteiras".

Ana Luísa SPS, 11º Ano

“Daniel SPS, disse que

partia mais feliz. Sinto Deus. Isto

representa um encontro com os

outros e comigo. Sai­se mais

preenchido".

«Obrigado por este

pequeno milagre que Taizé fez na

minha vida. Encontrei a paz e a

serenidade: obrigado por essa

herança do irmão Roger.»

Inês, SPS 10º ano

“Os tempos de oração

foram muito fortes e não deixaram

ninguém indiferente. Muitos que

viajaram a Taizé não estão habi­

tuados a tempos tão longos de

o r a ç ã o . M e s m o

teresca. Esta é, definitivamente,

uma das mais belas praças de

Espanha, que pede ao viajante

tempo e recolhimento.

F achada da

Catedral de Santiago de Compos­

tela

Estivemos na Catedral! e

desta vez a ver o espectáculo do

Botafumeiro! É lindo! Admirem, a

presença de Deus!

Éramos um grande grupo,

foi difícil juntarem­nos a todos

para uma foto de grupo. Aqui

estamos em Viana do Castelo

Professora Teresa Governo

ALUNOS DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE SÃO PEDRO DO SUL EM TAIZÉ

assim participaram e gostaram

desses momentos. Uma forma

diferente de rezar, mas também

uma forma muito simples de

expressar a fé. Rezamos cantando

e cantamos rezando”.

Patrick, 11º ano

“Em Taizé as pessoas

param, pensam na sua vida.

Depois de uma conversa com

Deus, recomeçam a sua caminha­

da. Levo daqui uma paz interior

muito grande. Taizé é uma fonte

de fé e de espiritualidade que me

enche de força para continuar o

ano”.

Prof. Teresa Governo

Termino dizendo " obriga­

do, irmão Roger pelo belo lega­

do que nos deixou e pela sua

vida de sincera entrega aos mais

humildes, pela preocupação em

unir os Cristãos desavindos e

divididos em tantas capelinhas".

XIV ENCONTRO DIOCESANO

ALUNOS DE EMRC DO ENSINO SECUNDÁRIO EM LAMEGO

No passado dia 23 de Abril,

realizou­se o XIV Encontro Dioce­

sano de alunos de EMRC do Ensi­

no Secundário de Viseu, em Lame­

go, tendo como tema «A Civiliza­

ção do Amor». Lamego foi escolhi­

da, por ser uma cidade antiga,

onde se abraçam vários séculos. É

a capital do património cultural da

mais antiga região vitícola demar­

cada em todo o mundo. Lamego é

Nª Sr.ª dos Remédios. Lamego é

lugar onde Deus está…. O dia

começou com o Peddy Paper, à

descoberta de Lamego, seguiu­se

o almoço partilhado e por fim

cada escola apresentou diferentes

actividades, desde a música, tea­

tro à dança. A nossa escola apre­

sentou a canção intitulada

Prof. Teresa Governo

http://www.taize.fr/pt

”Palavras” do padre Vitor.

O dia terminou em beleza

com as escolas da diocese de

Viseu em festa desejando que a

paz, a amizade e o espírito de

solidariedade reinem e que essa

Civilização do Amor se fortaleça a

cada dia que passa.

Prof. Teresa Governo


18 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

GRUPO DE INGLÊS

SCHOOL TRIP TO OPORTO

On the 28th April some

classes of the 10th and 11th

forms went on a school trip to

Oporto.

It all started at 8:30 a.m.

when we got on the bus which

would drive us to the

“Romantic Museum”. When we

arrived there, we were divided

in smaller groups, so that we

could visit and appreciate the

beauty and the richness of that

house, characteristic of the

ENGLISH

Sometimes, when I’m

trying to get something,

I can almost see it,

t h a t d r e a m I ’ m

dreaming…

But there’s the voice

inside my head

saying ‘you’ll never

reach it’.

Every step I’m taking,

every move I make

Are you in the 7 th , 8 th

or 9 th form? Read these

interviews! You’ll find

some useful tips .

W h a t a r e t h e

differences between “Ensino

Básico” and “Ensino

Secundário”?

Alexandra: When we

are in the 7 th ,8 th or 9 th form we

don’t care about marks! We

just think of finishing the day

and go home to play computer

and get out with friends. Then

when we begin the 10 th form

you start thinking about your

future, your job… You need to

get good marks! It’s a big

difference!

Inês Mariana: It´s hard

to explain, because everything

has changed! Last year I didn’t

care about my marks. I

thought they were not

important, but now it’s the

most important thing you

have to worry about. Now we

study every day.

Inês Isabel: Well I think

7 th form is really easy if we

compare it to the 10 th form. In

the 10 th form we need to have

more responsibility and study

harder to have good marks.

However we have new

subjects that may become

your favourite.

André: I can say that I

felt a lot of differences. The

XVIII­XIX century Nobleness.

12:30 p.m. ­ time to have

lunch. Everyone enjoyed the

meal at the Arrábida Shopping

Center.

In the afternoon we visi­

ted “Sea­life” which is a fantas­

tic and colourful exhibition.

There we could see world wide

fishes.

It was really cool and

everybody liked it. We would

definitely repeat the experien­

feels lost with no

direction.

My faith is shaken…

But I gotta keep on

trying,

gotta keep me head

held high!

The struggles I’m

facing,

the chances I’m taking

they might knock me

ENGLISH

INTERVIEW WITH STUDENTS OF THE 10TH FORM

teachers are more dedicated

and they don’t give up on their

students. It’s a level up, so it’s

m o r e d i f f i c u l t , m o r e

demanding and tiresome.

Andrea: Yes, I agree.

Teachers really try hard to

make us increase our

knowledge.

Carlos: Well in 10 th

grade the classes are smaller.

The teachers are very

demanding and you have to

study much more

Emanuel: In spite of

that I love studying in this

school. It’s a good school, nice

staff, good teachers. We can

make lots of friends. It’s a very

good school.

Looking back, is there

anything you regret you

didn’t do? Talk about the

difficulties you felt.

Ana Sofia: I think if I had

paid more attention in my old

classes, I would remember

more things that I need now

and it would be easier for me

now

Alexandra: I would

change many things­ my

attitude, the methods of

studying, my ideas…

What’s your favourite

class?

Alexandra: Now I love

Literature. Analysing poems or

ce.

While we’re waiting for

the other groups to finish visiting

“Sea­life”, we walked to

the nearest beach, where we

had lots of fun, and where we

took a lot of photos.

Alunos do 10ºB

down

but no! I’m not breaking!

these will be the

moments that I’ll remember

most

and just gotta keep on

going!

I got to be strong, just

keep pushing ,

cause: there’s always

gonna be another mountain,

texts is awesome!

Carlos: I would have

paid more attention in the

classroom, I would have

studied more, I would have

had better marks and I would

have got a scholarship. This

way I could have helped my

parents.

Inês Mariana: Now I

love Philosophy. In this class I

can express my feelings, throw

out opinions. It makes me

think about things I had never

thought before and then I go

on thinking over the topics we

discussed in the class. I love it!

Oh! Besides this, I must say

that Philosophy lessons are the

funniest classes I have…

Inês Isabel: I have two

favourite classes: sports and

English. Sports is great fun.

English is everywhere so you

must learn it.

Andrea: Yes! English is

my favourite too. It’s easy for

me. It’s great to know a foreign

language but my problem is

that I don’t follow the rules,

which is no really good if you

want to have some accuracy.

Carlos: I love Biology.

We discover many things and

the classes are great fun.

What do you think of

th e o th er s tud e n ts’

attitudes?

Emanuel: Well I know all

I’m always gonna want

to make it move,

always gonna be an

uphill battle,

that I may loose or win,

it ain’t about how fast I

get there,

ain’t about what’s

waiting on the other side,

it’s the climb that is

important

the students in my class. As

friends they are really cool but

as students… Not all students

should be in this class. They

have talent but for this kind of

classes… Unfortunately those

have bad marks.

Andrea: Some students

are a bit sloppy, just like me.

We only open our eyes when

something bad happens to us

and sometimes we don’t open

them at all.

Alexandra: I think that

most of my classmates still

believe that life is parties and

games. However there are

others who are very

responsible and are worried

about their future.

Which advice would

you give to students of the

7 th , 8 th or 9 th grade?

Inês Mariana: Don’t

give up! We only have one

opportunity to do the right

things, so don’t waste it. Do

the things by yourself and

you’ll see that you’ll be glad to

see the results. Then you’ll

know that this success is your

own and you can believe you

are the best

André: Follow your

dreams. Don’t just take the

advice of anyone at home. Do

what your heart tells you to.

But remember­ you will only

have a good future if you are a

hard worker and if you have

We don’t have the

power, but we should never

say “never”.

It’s hard to get old

without a cause.

Inês Lopes 10º D

knowledge. So, start now, work

and have a good future!

Inês Isabel: Another

thing I can say is: Study and

enjoy the time with your

friends too. It´s important too.

Daniel: I’m going to

give you, guys, a little “heads

up” for when you get to the

10 th form. Well, depending on

the subjects you pick, you have

to STUDY and HARD. It’s kind

of a whole new world…

Maybe this will decide your

future… It’s a challenging

grade but with the right

amount of study and high self­

esteem, maybe it could be the

best grade of your life. Just be

a good student, try not to skip

classes even it sometimes the

teachers seem a little boring

and you don’t feel like going or

it gets on your nerves… This is

my advice! Behave !...

Trabalho realizado por:

Ana Sofia Martins, Inês Isabel Almeida,

Inês Mariana Lopes, Carlos Ferreira,

Emanuel do 10ºD, Alexandra Oliveira,

André Almeida, Andrea Santos e Daniel

do 10º E.


19 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

CLUBE EUROPEU

SEMANA DA EUROPA

A Escola Secundária de

S. Pedro do Sul, pela mão do

Clube Europeu, proporcionou

a todos uma maior vivência da

dimensão europeia na semana

que decorreu de 10 a 14 de

Maio, em que foi comemorada

a Semana da Europa. Foram os

alunos os verdadeiros protago­

nistas desse acontecimento.

A abertura desta jorna­

da Europeia ficou marcada

pelo entusiasmo dos alunos do

Ensino Básico que coloriram

com 200 balões o céu inespe­

radamente azul do dia 10 de

Maio. Toda a comunidade

escolar foi também presentea­

da com folhetos alusivos ao

simbolismo do dia 9 de Maio

que foram elaborados por alu­

nos do 9º ano de escolaridade,

turma D.

A exposição permanen­

te “Portugal e a Europa – uma

história contada através dos

selos” – instalada no polivalen­

te, permitiu refazer o percurso

de Portugal como país perten­

cente à União Europeia.

Também houve tempo

para saborear a gastronomia

de diferentes países Europeus

num inesquecível almoço con­

feccionado na cantina escolar.

O Concurso “Euro­

Génios” revelou definitiva e

inequivocamente o domínio

dos nossos alunos nas ques­

tões Europeias. Uma manhã

divertida e muito enriquecedo­

ra, onde o conhecimento da

dimensão Europeia esteve

sempre presente. Aos alunos

do 10º ano, os nossos para­

béns, em especial para as equi­

pas vencedoras: 1º lugar –

Equipa “Bijus“ – Rita Conde,

Beatriz Loureiro Cátia Poças; 2º

Lugar – Equipa “Os Gadelhu­

dos“ – Mariana Gonçalves,

Mariana Guerra, Pedro Matos.

O encerramento desta

Semana da Europa revelou­se

igualmente um ponto alto. A

conferência sobre “O Tratado

de Lisboa” pela Professora

Doutora Paula Santos, repre­

sentou uma oportunidade

para conhecermos melhor o

caminho de uma Europa que

dá os primeiros passos no

século XXI.

E depois de alimentar­

mos o nosso espírito, foram de

novo os alunos a fechar a porta

desta semana – o Hino da

Europa, desta vez com a letra

vencedora do concurso “Uma

letra para O Hino da Europa”,

cuja autora foi a Ekaterina Mal­

ginova do 12º ano, foi tocado e

cantado por um grupo dos

nossos alunos: Gonçalo, ao

Violino, Luís Duarte e Marta à

viola, João no baixo e Cristiana

Valério, na voz.

Se foram os balões que

coloriram o início desta sem

na, foram as vozes destes

jovens que deram cor aos últi­

mos momentos de uma sem

na que esperamos ter sido

enriquecedora e promotora da

cidadania Europeia.

Prof. Manuela Martins


20 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

GRUPO DE ESPANHOL

VISITA DE ESTUDO A SALAMANCA

Cerca de noventa alunos

de Espanhol da Escola desloca­

ram­se a Espanha em dois gru­

pos, mais concretamente a

Salamanca, no âmbito das acti­

vidades previstas no Plano de

Actividades do Grupo de Espa­

nhol.

A deslocação, que con­

tou com a colaboração da

Câmara Municipal, teve como

finalidade o contacto com a

cultura espanhola, aplicando

conhecimentos obtidos em

contexto de sala de aula, a prá­

tica da língua estrangeira, o

desenvolvimento da cidadania

europeia e o intercâmbio entre

pares.

FESTIVAL DA CANÇÃO

My class participated in

the Song Festival with an

unpublished song. The tune

was of the well­known

Portuguese song “O Anzol” and

the lyrics were written by

Isabela.

It wasn’t the first time

that I was participating in a

Song Festival but it surely

looked like it.

At first, I was very

nervous because I was playing

the guitar for a lot of people

and I was afraid to make a

mistake.

When I picked up the

guitar and I started playing, it

was like taking a tranquilizer; I

was more relaxed, confident

and excited.

When we finished I still

wanted to continue because I

really love playing that

wonderful blue guitar.

It was awesome!!!!!!!!

Mariana Fecha, 7ºA

On the 26 th March 2010

the 19 th Song Festival was held

in our school. This event

started at 9:30 with the

student Marta Duarte who

Durante três dias, os

alunos, acompanhados pelos

respectivos Professores, visita­

ram locais de interesse históri­

co da cidade, obtendo infor­

mações históricas sobre os

principais monumentos, como

sejam a Ponte Romana, as

Catedrais, a Universidade, a

Clerecía, expoente do ensino

jesuíta na Península Ibérica, a

par de outras referências e

exposições temporárias.

O ponto de encontro foi

sempre a Plaza Mayor, uma das

principais praças europeias,

cuja construção terminou em

1755, data importante na His­

tória Portuguesa, ainda que

sang “Let it be” from the

Beatles.

A few minutes later

some students sang songs that

I like, for example: “We are the

world”; “Vou chamar a música”,


I liked the performance

of my Physical Education

teacher Sónia Silva and

Cristiana’s very much. In my

opinion both of them sang

spectacularly.

M y c l a s s a l s o

participated. This was much

fun.

When it was time to

receive the prizes the

competitors were nervous. But

after knowing that Cristiana

was the 1 st prize winner, Janete

was the 2 nd prize winner and

Elizabeth was the 3 rd third

prize winner, all the nerves and

anxiety vanished.

After this, five students

organised a little fun.

At the end, all students

went back to classes… so the

last day of 2 nd term finished

really well!

Dinis Roque, 7ºA

por motivos negativos, como é

por todos sabido.

Mas o grande momento

da visita teve a ver com a ida a

um estabelecimento do Ensino

Secundário, o Instituto de

Enseñanza Secundária Vagua­

da de la Palma, que acolheu

com muita simpatia os dois

grupos de estudantes da nossa

Escola.

Na manhã passada nes­

sa Escola, os alunos portugue­

ses familiarizaram­se não só

com a organização do sistema

de ensino espanhol, mas tam­

bém com o funcionamento

desta Escola Secundária, per­

correndo todo o seu espaço e

ABOUT THE SCHOOL SONG FESTIVAL

It’s always the same party

every year. But all the talents

that shined and the opportunity

that I had to be on stage, on that

day, I will never forget.

So … here we go:

I was nervous! We were

nervous! Nothing could calm

our hearts down.

It was the time. We were

waiting on stage for the

curtains to open.

Suddenly, we started! At

first all the nervous invaded

my conscience. I was afraid of

the public, so I didn’t look,

because I could block!

But in fact the stage can

be a very good friend at those

moments. The happiness of

our song and the emotion of

all the public applauding really

helped me! I showed a smile

and all the fear disappeared

definitively!

I loved that moment. It

was an excellent sensation.

Really! You’ve got to try…! See

you soon!

Isabela Queimadela, 7ºA

Don’t let yourself go

assistindo a diversas aulas.

Os cicerones foram os

seus colegas espanhóis, com

quem estabeleceram contac­

tos de amizade, perdendo o

medo de falar em contexto

real e em língua estrangeira.

No final houve troca de

correios electrónicos e pensa­

se já na possibilidade de se

concretizar um intercâmbio

entre as duas escolas, situação

que para além de possibilitar o

contacto entre pessoas de cul­

turas diferentes, permite a eli­

minação de preconceitos e de

ideias erradas sobre o país que

connosco compartilha uma

larga fronteira.

down just because you are

nervous …

It was January and I

found out that there was

going to be a song festival in

my school where everyone

could sing. I wanted to

participate! So I asked my best

friend Isabela if she wanted to

go with me and she said yes.

After a couple of days she

refused to go. She asked me:

“why am I going to sing if I

don’t know how to? So I told

her “… of course you know

how to sing! You have a

wonderful voice! Come on and

give it a try!” But she didn’t

want to go.

A month went by and it

was Febru ary and I

remembered that my other

best friend Sofia loved to sing

so, I asked her and she said yes

right away.

Since then we rehearsed

and rehearsed. The day of the

big rehearsal came and I was

very nervous and so was Sofia.

The first time we sang was

horrible but then the second

time wasn’t that bad.

Then 2 days passed by

and it was Friday the 26th

March. There were lots of

people in the audience. First I

A noite foi também

aproveitada para um salutar

convívio entre todos, permitin­

do o conhecimento da gastro­

nomia local, tendo todos ido

de tapas, que são uma verda­

deira instituição espanhola.

No final, os alunos foram

unânimes em considerar que

esta actividade foi muito enri­

quecedora e contribuiu para

uma maior motivação relativa­

mente à língua estrangeira,

permitindo­lhes o contacto

com uma realidade distinta da

sua e que está aqui tão perto.

Prof. Ester Vargas

sang with my classmates and

then I asked myself: why be

nervous if there is no reason to

be? It is fun and easy to sing in

front of people! So, when it

was my turn I wasn’t nervous

at all. I did my best and

showed what I got. You see, it’s

like I said: don’t let yourself go

down just because you’re

nervous!

Jennifer Pinto, 7ºA

In our school, the end of

the 2 nd term is always very

exciting! This year there was a

big song festival and we didn’t

have classes in the morning!

Lots of pupils were

there. Pupils, teachers,

EVERYONE!

Everyone wanted to

sing and hear songs sang by

pupils.

It was very interesting.

My class (7 th A) was there

singing a song! After our

performance everyone took a

bow and made some noise!!!

Even one of our

teachers sang. And she sang

very well!

In the end there was an


21 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

XIX FESTIVAL DA CANÇÃO

DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL

No dia 26 de Março de

2010, pelas 9:30h, no Poliva­

lente, teve início o Festival da

Canção da nossa escola.

Nos três primeiros luga­

res ficaram belíssimas vozes

femininas. A grande vencedora

foi a Cristiana Valério, do 12º C,

com uma impressionante

interpretação da canção Chu­

va, de Mariza. Repetiu a proeza

do ano lectivo passado, pois

tinha vencido com outra can­

ção da mesma cantora, Cava­

leiro Monge.

No segundo lugar ficou

a Janete Silva, do 10º E, com a

canção Senhora do Mar, de

Vânia Fernandes.

O terceiro Lugar foi atri­

buído à Elisabete Oliveira, do

12º A, com a canção Eu não sei

quem te perdeu, de Pedro

Abrunhosa.

Este ano a participação

dos alunos foi excepcional, em

todos os sentidos. Houve vinte

e cinco canções concorrentes,

um número verdadeiramente

excessivo, mas dada a qualida­

de das interpretações a organi­

zação decidiu que todas se

poderiam apresentar a concur­

so. Houve turmas inteiras a

concorrer em excelente espíri­

to de equipa, houve uma can­

ção interpretada por muitos

alunos de várias turmas do 11º

ano, que nos alertava para a

urgente necessidade de ser­

mos solidários no mundo

actual. Participaram alunos de

todos os anos de escolaridade,

individualmente ou em grupo.

A apresentação do festival foi

feita por dois alunos do 12º C:

o Gonçalo Martins e a Sandra

Antunes.

Os funcionários da esco­

la também não deixaram os

seus créditos perderem o bri­

lho e participaram com a habi­

tual alegria, até hoje participa­

ram sempre, apesar das dificul­

dades para ensaiarem em con­

junto. Desta vez notámos a

ausência de quem costuma

participar, mas que não o fez

porque estava de luto por uma

perda recente.

Este ano tivemos uma

participação individual de uma

professora, o que já não suce­

dia há imenso tempo. Eu devo

dizer que fiquei emocionada

com a interpretação da profes­

sora Sónia Silva, da canção

Grita, sente, de Diana Bastos.

Ficou bem clara a sua garra e a

sua coragem.

Os apresentadores esta­

vam muito elegantes, o júri

muito atento, a assistência

muito interventiva e animada.

No intervalo pudemos

ver as actuações de alunas de

Desporto Escolar: Grupos de

Actividades Rítmicas Expressi­

vas e Ginástica Aeróbica Des­

portiva ­ entre elas as nossas

campeãs distritais, que nos

enchem de orgulho e que vão

representar o Distrito de Viseu

nos Campeonatos Regionais a

decorrer em S. Pedro do Sul a

30 de Abril e 1 de Maio de

2010..

Como fazemos coisas de

qualidade e valorizamos o que

é nosso costumamos ocupar o

intervalo com a participação

de alunos da nossa escola.

Aqui fica o nosso sincero agra­

decimento à professora Helena

Gomes, colaboradora habitual

na animação do nosso festival,

ao professor Paulo Quintela,

responsável pelo Clube de

deo, que assegura a grava­

ção e a divulgação desta activi­

dade e a todos quantos cola­

boraram e tornaram possível a

realização desta actividade.

A Coordenadora do

Departamento de Línguas

Maria Isabel Prates


22 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

QUE BALANÇO ?

CEF DE ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES NÍVEL 2, TIPO 3 TURMA 9º F (TURMA 9º F)

Os cursos CEF, após uma

maturação de 4 anos lectivos

consecutivos, estão plenamen­

te integrados no meio escolar

fazendo parte da oferta forma­

tiva da escola e constituindo

uma opção motivadora, profí­

cua e sequencial para alunos

com percurso escolar irregular.

Não é um caminho fácil

de percorrer quer para os pro­

fessores envolvidos, quer para

os alunos, já que em termos

curriculares o curso é exigente

CURSO PROFISSIONAL

As visitas de estudo,

mais do que “passeios”, são

formas de enriquecimento

cultural e de concretização no

terreno dos objectivos defini­

dos para as várias áreas de

estudo, preferencialmente as

de carácter tecnológico. É nos­

sa preocupação agendar maior

número de visitas de estudo

abrangendo um leque vasto

de disciplinas do curso. Nesse

sentido, realizamos várias saí­

das ao longo deste período.

tendo uma carga horária pesa­

da: 1200h.

Apesar do historial esco­

lar de alguns alunos envolvi­

dos apontar para interesses

divergentes dos da escola tal

não foi impeditivo de todos os

alunos que iniciaram o ano

lectivo terem concluído o 9º

ano de escolaridade. Deste

modo , o objectivo principal

desta oferta formativa foi atin­

gido.

Como sabemos os CEFs

permitem aos alunos adquiri­

No dia 15 de Abril fomos

à Escola Superior de Biotecno­

logia da Universidade Católica

do Porto aproveitando o Dia

Aberto para contactar mais de

perto com diferentes áreas da

Ciência, nomeadamente com

os laboratórios de Microbiolo­

gia e de Química dos Alimen­

tos, acondicionamento e con­

servação de alimentos, infor­

mação ao cliente (rótulos ali­

mentares sobre investigação) e

o tratamento de águas resi­

rem certificação escolar e pro­

fissional sendo o currículo de

te curso constituído por forma­

ção em sala de aula e formação

em contexto de trabalho.

A formação prática em

contexto de trabalho iniciou­se

no dia 17 de Maio e termina no

próximo dia 30 de Junho cor­

respondendo a 210 h de for­

mação. Até à data os alunos

têm sido assíduos, pontuais e

responsáveis e muitos estão a

demonstrar capacidade técni­

ca e de trabalho. Esta é a infor­

mação que tenho recebido dos

monitores dos alunos. Portan­

to, tudo leva a crer que obte­

nham certificação profissional,

como técnicos de electricidade

de nível II, com reconhecimen­

to na Europa Comunitária.

Para a realização dos

estágios com qualidade é

importante encontrarmos enti­

dades e empresários com sen­

sibilidade e disponibilidade

para colaborarem com a Esco­

la. Há empresas que colabo­

ram com a escola há vários

anos. Aproveito para agrade­

cer e destacar as empresas e

entidades que neste ano lecti­

vo receberam estagiários:

TÉCNICO DE PROCESSAMENTO E CONTROLO

DA QUALIDADE ALIMENTAR 10ºF

duais em laboratório. Para pre­

miar tanto empenho fomos

presenteados com um belíssi­

mo lanche.

No dia 10 de Maio

fomos à Casa do Aido em Car­

valhais, onde nos foi mostrado

todo o processo, desde a pos­

tura dos ovos à embalagem e

rotulagem, passando pelo

rigoroso controlo de qualida­

de. Ficamos a saber, por exem­

plo, que não devemos lavar os

ovos antes de serem colocados

no frigorífico, pois o risco de

contaminação através da casa­

ca muito porosa é maior, com­

prometendo a sua qualidade.

Alunos na Casa do Aido

No dia 19 de Maio visita­

mos da parte da manhã a

empresa Águas do Vouga que

faz a captação da água do Rio

Vouga, tratamento, armazena­

mento e distribuição por vários

municípios da região de Avei­

ro. Após algum tempo de con­

fraternização à hora de almoço

Alberto, João e Ladeira Lda (1

estagiário)

AVICASAL – Sociedade Avícola

SA ( 2 estagiários )

C.A. Santos – Comércio de

Electrodomésticos Lda (1 esta­

giário)

Câmara Municipal de S. Pedro

do Sul (1 estagiário)

Daniel, Santos & Afonso ( 1

estagiário )

Misericórdia de Santo António

( 1 estagiário)

Rui Henrique Rodrigues Carva­

lho (1 estagiário)

Sociedade Unipessoal de José

dirigimo­nos à Nestlé. Nos

laboratórios da empresa

foram­nos demonstradas

todas as fases do processo de

controlo da qualidade dos pro­

dutos. Na zona de laboração

vimos a embalamento de

cereais e farinhas lácteas. A

saber, o invólucro em alumínio

é usado nos cereais e farinhas

onde são utilizados produtos

lácteos; nos outros usa­se o de

plástico branco.

O grupo de alunos e

Augusto Mouro Gomes (1 esta­

giário)

António Manuel Reis Venâncio

(1 estagiário)

O esforço, o empenho e

a perseverança que é preciso

ter neste tipo de cursos aca­

bou por ser compensado pelos

resultados obtidos.

Maio de 2010

O Director do Curso

Prof. João Rodrigues Oliveira

professoras na empresa Nestlé

Estas visitas são impor­

tantes na construção do saber,

pois os alunos tomam cons­

ciência da realidade que os

espera no mundo do trabalho.

As Directora de Curso e de Turma

Prof. Marta Roque

e Prof. Isabel Martins


24 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

QUAL É A ORIGEM DA VIDA?

Todos nós sabemos o que é a

vida, mas não há dicionário ou manual

que apresente uma definição de «vida»

completamente satisfatória. Uma defi­

nição aceitável que servirá para o

objectivo presente iria destacar que a

vida envolve a utilização de energia a

partir do ambiente circundante para

criar moléculas complexas, crescer e

reproduzir­se. A vida «alimenta­se»

sempre de uma fonte de energia exter­

na ­ no caso da vida na superfície da

Terra, essa fonte de energia é, claro

está, o Sol. Uma definição um pouco

mais pormenorizada iria também referir

que a vida está sempre associada a sis­

temas que se encontram longe de um

equilíbrio químico. Por exemplo, como

consequência dos processos da vida, a

atmosfera da Terra é rica em oxigénio,

um gás extremamente reactivo. Isto

não representa um equilíbrio químico.

Se não houvesse vida na Terra, o oxigé­

nio rapidamente ficaria preso em molé­

culas estáveis, como água e dióxido de

carbono. O facto de o nosso vizinho

Vénus ter uma atmosfera estável (em

equilíbrio) rica em dióxido de carbono

é um forte indício de que o planeta não

comporta vida.

Até há pouco tempo julgava­se

que basicamente todos os passos

envolvidos no surgimento de vida

tinham ocorrido na Terra, pouco depois

de o nosso planeta ter sido formado.

Mas agora tornou­se claro que, pelo

menos, o primeiro passo ­ a extracção

de energia do ambiente circundante

para criar moléculas complexas ­ ocor­

reu, e continua a decorrer, nas nuvens

de poeira e gás onde as estrelas se for­

mam. Tal como os átomos que existem

nas camadas exteriores de uma estrela,

as moléculas no espaço podem ser

identificadas pela espectroscopia. Mas

a diferença essencial é que em vez de

serem identificadas pelas linhas que

produzem no espectro da luz visível, as

moléculas complexas, por serem maio­

res, são identificadas pela radiação

característica em comprimentos de

onda mais longos, nos comprimentos

de onda de infravermelhos e de rádio.

A descoberta de tais moléculas no

espaço foi retardada, em parte, por a

tecnologia para as procurar não existir

até à segunda metade do século XX e,

em parte, porque ninguém esperava

que elas lá estivessem, por isso nin­

guém as procurava. As primeiras molé­

culas a serem identificadas no espaço

foram descobertas na década de 1930,

pois eram fáceis de localizar. Mas não

se podem considerar complexas ­ uma

simples combinação de carbono e

hidrogénio (CH) e o composto de car­

bono e azoto conhecido como cianogé­

nio (CN). Apenas em 1963 se identificou

outro composto ­ o radical hidroxilo

(OH). Mas o primeiro grande passo em

frente chegou em 1968, quando uma

emissão de amónia, uma molécula com

quatro átomos (NH3), foi detectada vin­

da da direcção do centro da nossa Galá­

xia. Foi essa descoberta que encorajou

os astrónomos a procurar moléculas

mais complexas no espaço. Esse enco­

rajamento foi necessário, pois na maior

parte dos casos primeiro era preciso

decidir o que procurar e, depois, medir

os espectros das moléculas adequadas

em laboratório na Terra, antes de se

poder identificar os espectros rádio

detectados em nuvens de material

interstelar. Em breve descobriram água

(H2O), e depois uma molécula deu iní­

cio à corrida, a molécula orgânica for­

maldeído (H2CO).

Estas descobertas representaram

um certo alívio para os biólogos. Os

indícios fósseis mostram que a vida

(vida unicelular) já existia na Terra há

quase quatro mil milhões de anos,

menos de mil milhões de anos depois

da formação do nosso planeta. Algu­

mas centenas de milhões de anos pare­

cem um espaço de tempo desconforta­

velmente curto para que a química evo­

lua de coisas simples como o dióxido

de carbono e a amónia para coisas

como proteínas e ADN. Mas se as molé­

culas orgânicas complexas já existiam

desde o tempo em que o nosso planeta

arrefeceu, a velocidade com que a vida

surgiu é menos surpreendente. Nos

últimos anos, os astrónomos também

identificaram este tipo de moléculas

em outras galáxias, mostrando que a

sua existência no espaço interstelar é

literalmente um fenómeno universal,

não algo restrito à nossa galáxia Via

Láctea.

Tal como o nome sugere, os

compostos orgânicos estão associados

à vida. Todas as chamadas moléculas

orgânicas contêm átomos de carbono

ligados quimicamente a átomos de

hidrogénio e, na maioria dos casos,

igualmente a átomos de outros ele­

mentos. Originalmente, no século XIX,

pensava­se que tais compostos esta­

vam exclusivamente associados à vida,

daí o nome. Mas, quando se tornou

claro que muitas moléculas orgânicas

podiam ser sintetizadas artificialmente

no tubo de ensaio proverbial, o termo

química orgânica tornou­se quase sinó­

nimo de química de carbono. Mas isso

não significa que não exista uma liga­

ção entre a química orgânica e a vida.

Todos os processos vivos estão associa­

dos a compostos orgânicos, mesmo

que nem todos os compostos

«orgânicos» estejam associados à vida.

Existem dois motivos para que o

carbono seja tão importante para a

vida, O primeiro é que cada átomo de

carbono consegue criar quatro elos

(ligações) separados com outros áto­

mos, incluindo outros átomos de carbo­

no, de cada vez. Excepto por alguns

casos especiais um tanto ou quanto

peculiares, este é o número máximo de

ligações que qualquer átomo consegue

estabelecer, por isso o carbono conse­

gue criar muitas ligações com outros

átomos e instalar­se no centro de um

composto complexo contendo muitos

átomos de diferentes elementos. O

outro motivo para que o carbono seja

tão importante é o facto de ser relativa­

mente comum. À parte o hidrogénio e

o hélio, que compõem o grosso do

material bariónico 1 no Universo, o ele­

mento mais comum é o oxigénio e o

segundo mais comum é o carbono,

ambos criados pelo processo de

nucleossíntese estelar. Ainda por cima,

os átomos de carbono não precisam de

gastar os quatro elos ligando­se a qua­

tro outros átomos. Podem também

formar ligações duplas (ou mesmo tri­

plas), sendo que, por exemplo, dois

átomos de carbono podem usar dois

dos seus elos para se ligarem um ao

outro com uma ligação dupla, deixan­

do cada um deles dois elos livres para

se ligarem a outros átomos. Os átomos

de carbono podem também formar

cadeias longas, ligados uns aos outros

como uma espinha, com outros átomos

e grupos de átomos ligados dos lados.

E podem mesmo criar anéis (regra

geral, com seis átomos de carbono «de

mãos dadas» numa espiral) com outro

material químico ligado ao longo do

perímetro do anel. Assim, o carbono é a

um tempo comum e ansioso por criar

muitos elos com outros átomos. Em

retrospectiva, parece inevitável que

deva haver muitos compostos de car­

bono ­ compostos orgânicos ­ nas

nuvens interstelares e circunstelares,

onde a energia da luz das estrelas

(incluindo radiação infravermelha e

ultravioleta) está disponível para insti­

gar reacções químicas interessantes.

Em 2005, já tinham sido detecta­

das no espaço mais de cento e trinta

moléculas, a maioria das quais nas

nuvens moleculares gigantes onde nas­

cem as estrelas (e os planetas). Estas

variam das simples moléculas de dois

átomos, tais como óxido nítrico (NO) e

monóxido de silício (SiO), às variedades

de três átomos como o cianeto de

hidrogénio (HCN) e o dióxido de enxo­

fre (SO2), a amónia e o acetileno de qua­

tro átomos (HC2H), e o ácido fórmico de

cinco átomos (HCOOH, o ingrediente

activo nas picadas de abelha e nas urti­

gas), até às moléculas orgânicas maio­

res que são o nosso interesse principal.

O tamanho não é tudo e uma das maio­

res moléculas identificadas no espaço

até à data consiste numa cadeia monó­

tona de onze átomos de carbono com

um único átomo de hidrogénio numa

ponta e um único átomo de azoto na

outra. Chama­se cianopentacetileno e

tem a fórmula química HC11N. No que

diz respeito à vida, a complexidade

conta tanto como o tamanho, e é muito

mais excitante e significativo identificar

moléculas que podem ser mais peque­

nas que o HC11N, mas que contêm uma

variedade mais rica de átomos dispos­

tos de formas mais interessantes. É cla­

ro que aquilo que podemos considerar

moléculas interessantes são as usadas

para criar os blocos de construção da

vida. Podemos identificá­las olhando

para a estrutura que os bioquímicos

descobriram ao decompor as moléculas

biológicas.

...

___________

1 matéria propriamente dita,

constituída por protões, neutrões, elec­

trões e neutrinos.

Prof. Manuel Fecha

Clube de Astronomia

Referência: Gribbin, Jonh; UNIVERSO UMA BIOGRAFIA ­

Estrela Polar, 1ª edição 2009


25 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

NOVAS POSSIBILIDADES

A capacidade de produ­

zir novos materiais remonta a

tempos muito distantes. Na

Idade do Bronze, há cerca de

5300 anos, iniciou­se a produ­

ção desta liga metálica, consti­

tuída por cobre e estanho. A

partir da descoberta desse novo

material, foi possível desenvol­

ver ferramentas, armas, está­

tuas, etc.

Hoje a manipulação de

átomos permite quer construir

biliões de dispositivos electróni­

cos num processador de com­

putador, quer modificar a estru­

tura genética de uma célula. A

cada dia que passa, aumenta a

nossa compreensão sobre a

produção de novos materiais,

sendo que os progressos nesta

área são cada vez mais rápidos

e os resultados mais imediatos.

Dos exemplos que já são

conhecidos, é fácil perceber

que possibilidades impensáveis

até há uns anos atrás se estão a

surgir a uma velocidade vertigi­

nosa com efeitos nas mais

diversas áreas.

Na área das aplicações

médicas, por exemplo, existem

grandes potencialidades. Meios

de diagnóstico nano com possi­

bilidades de serem implantados

de forma a permitir um diag­

nóstico precoce de doenças

(nanobombas, que possam per­

mitir o fluxo sanguíneo num

pequeno implante, que contro­

la a concentração de glicose no

sangue, controlando a quanti­

dade de insulina a ser injecta­

da); Melhoramento da bioactivi­

dade e biocompatibilidade de

implantes (deposição física de

películas finas de hidroxiapatite

com alguns nanómetros de

espessura sobre superfícies de

próteses metálicas ou poliméri­

cas); Novas gerações de mate­

riais biométricos e de engenha­

ria de tecidos, com um grande

potencial, a longo prazo, para a

síntese de orgãos de substitui­

ção; Sistemas inovadores para

administração orientada de

fármacos e terapias (já é possi­

vel canalizar nanopartículas

para o interior de células tumo­

rais, que após interacção mag­

nética aumentam bruscamente

de temperatura, levando à de

truição das células tumorais).

Um conjunto de investi­

gadores do MIT conseguiu fazer

quimioterapia localizada no

interior de tumores, através do

recurso a nanopartículas, que

são injectadas na corrente san­

guínea. Uma vez no interior do

tecido tumoral, a sua camada

exterior desintegra­se, libertan­

do um fármaco, que corta o

fluxo sanguíneo ao tumor. A

parte central remanescente

liberta, então, um agente qui­

mioterapêutico que destrói o

tumor "por dentro".

Este sistema permite

aparentemente resolver os pro­

blemas mais frequentes em

quimioterapia: a toxicidade

contra as células normais e a

resistência aos fármacos pelas

células tumorais.

R e s u m id a m e n te o s

impactos nano na área da saú­

de serão: diagnóstico rápido de

doenças, tratamentos não inva­

sivos, introdução de "drogas

inteligentes", nanomedicina

(nanorobots), tecidos artificiais

(regeneração), ligação entre

sistema nervoso e circuitos inte­

grados.

No que toca à nanoelec­

trónica, grandes empresas

como a IBM, INTEL, e HP, estão a

investir grandes somas de capi­

tal no desenvolvimento de

memórias lógicas baseadas em

nanotubos de carbono, nano­

fios e nanofitas de semicondu­

tores. O objectivo é miniaturizar

ainda mais os circuitos e abrir o

caminho para a era dos nanocir­

cuitos.

As células de energia

alternativa sofrem cada vez

mais melhoramentos. Tem sido

investido muito conhecimento

e trabalho no desenvolvimento

e aperfeiçoamento das células

de silício, dispositivos electróni­

cos semicondutores, que utili­

zam o efeito fotovoltaico para

produzir electricidade a partir

da luz solar. São as células mais

utilizadas hoje no mercado, no

entanto, uma nova geração está

na sombra a emergir. Um exem­

plo são as células celulares

orgânicas constituídas por

pequenas moléculas à base de

carbono. O material resultante é

ultra­fino e flexível e pode ser

aplicado em praticamente qual­

quer superfícies, como as pare­

des ou janelas de um edifício.

Outras alternativas estão nos

laboratórios do MIT, onde inves­

tigadores produziram células

eléctricas a partir de proteínas

retiradas de folhas de espinafre

como alternativa às células de

silício. Na Universidade de Ber­

keley foi descoberta uma forma

de construir células solares plás­

ticas a baixo custo, tão flexíveis

que podem ser pintadas em

qualquer superfície, podendo

ser utilizadas para fornecer

energia a dispositivos electróni­

cos portáteis.

Os materiais nanoestru­

turados prometem grandes

aplicações no sector espacial

devido às propriedades de

resistência, leveza e estabilida­

de térmica.

Materiais inteligentes,

estruturas capazes de se modifi­

carem em reacção a mudanças

no ambiente, têm sido introdu­

zidos em diversas aplicações

como motores de automóveis,

equipamentos electrónicos,

aviões, aparelhos de CD. O

modelo da BMW, xActivity, pos­

sui várias inovações incorpora­

das através dos materiais inteli­

gentes. A pintura especial que

parece bronze, azul­cinzento ou

verde de acordo com a incidên­

cia da luz, e os bancos de regu­

lação automática que permitem

o ajuste da sua forma à do cor­

po humano através da pressão

exercida sobre o material. No

desporto, a empresa Head lan­

çou uma raquete de ténis que

utiliza este tipo de materiais

permitindo que a energia do

impacto da bola seja utilizada

para aumentar a sua perfor­

mance.

Os investigadores estão a

trabalhar no sentido de num

futuro próximo, materiais inteli­

gentes sejam utilizados na

AULAS DE CAMPO NA SERRA DA FREITA E VISITA

DE ESTUDO À FÁBRICA SIMOLDES

No âmbito dos progra­

mas das disciplinas de Biologia

e Geologia e Física e Química A,

na terça­feira, 20 de Maio, os

alunos das turmas do 11.º ano

da nossa escola, foram em aulas

de campo, às “Pedras Paride

ras”; “Frecha da Mizarela” – Ser­

ra da Freita e ao Alto dos Gali­

nheiros, em Canelas – Arouca,

para o estudo de fósseis de Tri­

lobites e Braquiópodes e à Fábri­

ca de Moldes – SIMOLDES, em

Oliveira de Azeméis.

Na Geologia de Campo,

os alunos estudaram alguns

exemplares didácticos de fós­

seis de Trilobites e Braquiópodes,

d a t a d o s d e h á

( a p r o x i m a d a m e n te ) 5 0 0

milhões de anos, nomeadamen­

te, algumas amostras das maio­

res Trilobites fósseis do mundo

– As Trilobites Gigantes de Cane­

las. Puderam, ainda, compreen­

der a génese litológica dos

Nódulos de Biotite, conhecidos

vulgarmente por “Pedras Pari­

deiras”, e relaciona­la com o

enquadramento geológico da

região. Também na Zona da

Freita observaram a Macro –

Falha da Mizarela, junto da que­

da de água natural – Frecha da

Mizarela, com aproximadamen­

te 90 metros, que origina a nas­

cente do Rio Caima, o que lhes

permitiu compreender melhor a

importância dos acidentes tec­

tónicos na geomorfologia da

região.

Na visita guiada ao pro­

cesso fabril da Simoldes os nos­

sos alunos puderam constatar e

conhecer materiais poliméricos,

nomeadamente a sua natureza

Disco de Nebra, encontrado na Alemanha, foi feito durante a Era do Bronze,

por volta do ano 3.600 a.C.. Com 30 cm de diâmetro, representa a o Sol, a

Lua e as estrelas, e tinha provavelmente uma função astronómica."

(conhecimento químico), as

suas propriedades e aplicações

(conhecimento tecnológico) e o

im p a c te d o s e u u s o

(conhecimento sóciocultural);

puderam interpretar a estrutura

química de materiais com estru­

tura “gigante” (vítrea, cristalina

e polimérica), com especial de

taque para os plásticos. Esta

visita de estudo proporcionou,

ainda, a oportunidade para dis­

cutir questões novas que a pro­

dução de novos materiais sem­

pre acarreta e a necessidade de

promover a investigação sobre

a sua produção, devido ao

esgotamento de matérias­

primas tradicionais e à procura

de soluções para novas situa­

ções. A síntese de “materiais por

medida” é uma exemplificação

de como as questões sociais

pressionam a investigação cien­

tífica (procura de materiais mais

construção civil para garantir

uma total segurança nas estru­

turas, por exemplo, nas pontes

e em prédios, onde esses mate­

riais mudarão de cor de forma a

que se detecte peso excessivo

ou condições que desfavore­

çam a segurança, antes que

qualquer acidente aconteça.

Nas peças dos automóveis este

mesmo sistema poderá ser utili­

zado para caracterizar o desgas­

te da peça e alertar para a sua

substituição.

Os exemplos podem

continuar a ser dados, muito

mais se poderia dizer, por

exemplo sobre os materiais

optoelectrónicos, a intenção

aqui não foi cobrir toda a imen­

sidão de novas aplicações, mas

o importante é perceber que o

mundo nano está já a entrar em

todas as áreas do quotidiano

humano, e salientar o facto que

as nanopartículas e nanomate­

riais irão ter um papel funda­

mental no futuro próximo.

Prof. Manuel Fecha

Física e Química

adequados, ambientalmente

mais compatíveis e economica­

mente mais viáveis).

Todos os alunos realiza­

ram, no final desta actividade,

uma ficha de avaliação à disci­

plina de Biologia e Geologia A,

tendo no geral obtido classifica­

ções muito positivas. Esta activi­

dade curricular revelou­se, na

nossa perspectiva, muito pro­

veitosa para os alunos e concer­

teza motivadora para o estudo

das Ciências Experimentais Físico

– Naturais.

Os Professores Organizadores:

António Beato

Marta Roque


26 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

ÁREA DE PROJECTO 12º A

RECICLA P´RÁ VIDA

Olá a todos!

Aqui estamos nós pela

última vez para vos falar do

nosso trabalho da disciplina de

Área de Projecto. O nosso

tema, como já sabem, é a

“Reciclagem”, e pretendemos,

acima de tudo, que as pessoas

percebam o significado deste

conceito e que lhe dêem o

valor que merece nos dias de

hoje.

Assim sendo, a Recicla­

gem define­se como o repro­

cessamento dos resíduos num

processo de produção para o

fim original ou outros fins, ou

seja, é a forma de se produzir

novos produtos a partir dos

resíduos, através de processos

simples e rápidos.

Este processo de trata­

mento do lixo é importante

ÁREA DE PROJECTO 12º A

uma vez que proporciona uma

redução do consumo energéti­

co de cada país, uma diminui­

ção da deposição dos Resíduos

Sólidos Urbanos (RSU) nos

aterros, uma diminuição do

consumo dos recursos natu­

rais, principalmente dos mine­

rais e leva a uma redução da

poluição atmosférica e da

água. Estas consequências

positivas da prática da Recicla­

gem levam ainda a outras van­

tagens, tais como, a preserva­

ção das reservas de combustí­

veis fósseis, poupança de ener­

gia, protecção da biodiversida­

de, diminuição da destruição

de habitats naturais e ainda,

muito importante, leva a uma

diminuição das alterações cli­

máticas através da redução da

poluição atmosférica e do efei­

to de estufa.

Todos estes aspectos

assentam num pressuposto

que é o desenvolvimento sus­

tentável. A sociedade em que

vivemos, tão influenciada pelo

marketing e pela publicidade,

não se apercebe da quantida­

de de lixo que produz

(desnecessariamente) e do

valor que esse lixo ainda pode

vir a ter.

Por isso, pedimos a esta

sociedade consumista do sécu­

lo XXI para reflectir sobre os

seus actos em relação ao

ambiente, preservando­o e

tendo hábitos que levem a um

planeta mais limpo.

Como somos jovens

deste planeta Terra e desta

cidade de São Pedro do Sul,

assumimos a responsabilidade

de tentar melhorar os hábitos

da população local mostrando,

através de textos e de outros

suportes informativos, a

importância da Reciclagem.

Assim, produzimos um vídeo

onde explicamos estes aspec­

tos que referimos anterior­

mente, e demos­lhe o título:

“RECICLAR­TE”. Este título sig­

nifica não só a separação e

posterior reciclagem dos mate­

riais usados, como também a

reciclagem dos nossos pró­

prios hábitos e dos nossos

pensamentos em relação à

LAVAR E POUPAR

Ao longo do ano traba­

lhámos no sentido de visar o

aproveitamento energético,

essencialmente no aproveita­

mento da energia térmica das

águas termais. Após uma visita

ao Balneário termal D. Afonso

Henriques descobrimos uma

nova possível utilização para a

água termal: utilizá­la de modo

a transferir o calor nela presen­

te para outro tipo de água,

evitando assim o aquecimento

desnecessário de outras águas.

A aplicação deste princípio

visa as máquinas de lavar rou­

pa dos balneários termais das

Termas de São Pedro do Sul.

Para tal, trabalhámos ao

longo do ano de modo a

demonstrar matematicamente

a importância do nosso projec­

to, nomeadamente em termos

económicos e ambientais. Veri­

ficamos que, apenas neste pro­

cesso, a Termalistur, empresa

gestora dos balneários termais,

gasta mais de 4 mil euros no

período de maior afluência,

emitindo mais de 8 toneladas

de CO2 por ano para a atmosfe­

ra, sendo estes cálculos realiza­

dos considerando um rendi­

mento de 100% no processo

de aquecimento da água desti­

nada às lavagens de roupa, ou

seja, desprezando todas as

perdas energéticas no proces­

so de aquecimento da água. A

consideração anterior leva a

que as vantagens económicas

e ambientais anteriormente

referidas sejam inequivoca­

mente superiores na realidade.

Apresentámos o pro­

jecto desenvolvido ao longo

do ano à Termalistur no passa­

do dia 31 de Maio, no auditório

do balneário Rainha D. Amélia,

através de uma palestra apre­

sentada pelo nosso grupo. Na

apresentação do trabalho esti­

veram presentes o Dr. Vítor

Leal, Administrador da Terma­

listur, a Dra. Ana Jorge, respon­

sável pelo departamento

ambiental da Termalistur,

alguns funcionários, colegas

de escola e o professor da dis­

ciplina. A Termalistur mostrou­

se bastante receptiva ao nosso

nossa vida na Terra e ao futuro

do ambiente. O vídeo vai estar

em apresentação no polivalen­

te e no site da escola.

Como produto final,

realizámos uma Acção de Sen­

sibilização com as Crianças da

Escola Primária de São Pedro

do Sul “Educação para a Reci­

clagem”. O nosso principal

objectivo foi sensibilizar os

miúdos para a prática da sepa­

ração do lixo e posterior reci­

clagem, mostrando a impor­

tância que estes actos têm no

Ambiente.

Deste modo, realizámos

uma apresentação para lhes

explicar os conceitos, com ima­

gens elucidativas, mostrámos­

lhes o nosso vídeo “Reciclar­

Te” e fizemos uns jogos didác­

ticos com eles. Colocámo­los à

prova, fazendo eles próprios a

separação de embalagens nos

respectivos ecopontos. Temos

de salientar que esta Acção foi

muito produtiva pois as crian­

ças estavam relativamente à

vontade com o assunto, empe­

nharam­se em mostrar que

sabiam e que iam fazer o que

lhes ensinámos e, acima de

tudo, fizemos a nossa parte

como sensibilizadoras da Reci­

clagem, fizemos a nossa parte

como grupo e projecto.

Temos de agradecer à

nossa Escola e aos nossos pro­

projecto e fez referência à sua

implementação num futuro

próximo.

Os valores apresentados

tornam­se bastante avultados

já que as máquinas de lavar

roupa do balneário D. Afonso

Henriques têm capacidade

para 140 kg de roupa e traba­

lham intensamente todos os

dias. Para cada lavagem, aque­

cem água da rede pública atra­

vés de uma resistência eléctri­

ca, consumindo imensas quan­

tidades de energia e conse­

quentemente são feitos consi­

deráveis gastos energéticos,

ambientais e monetários. No

entanto, mesmo que o projec­

to se revelasse um prejuízo

para a empresa, ainda seria

muito importante a sua prática

pelas razões ambientais que

este originaria. Existem ainda

outras vantagens: promoção

em termos de marketing da

empresa, lavagens mais rápi­

das (não é necessário o funcio­

namento da resistência eléctri­

fessores por nos terem dispo­

nibilizado o material que preci­

sámos, e temos de agradecer

especialmente ao Agrupamen­

to de Escolas de São Pedro do

Sul por nos permitir realizar

esta actividade com as crianças

do 4º ano.

Esperamos que todos

vocês fiquem sensibilizados

para esta forma de tratamento

de lixo e que a façam sempre

nas vossas casas, na escola, no

local de trabalho e na rua. Que­

remos mostrar que podemos

fazer algo de positivo em rela­

ção ao nosso futuro e assim

ficarmos com a consciência um

pouco mais tranquila.

Nós já começámos a

fazer a nossa parte. E tu?

Rita Martins, Elisabete Oliveira, Joana

Sequeira e Tânia Rito – 12º A

ca, logo não se perde tempo a

aquecer a água da rede públi­

ca destinada às lavagens), rea­

proveitamento de um recurso

e a inovação de mentalidades,

abrindo as portas a outros pro­

jectos tendo como base este.

Gostámos bastante de desen­

volver este trabalho, já que nos

permitiu abrir os nossos hori­

zontes e actuar perante um

problema que afecta toda a

nova geração. Assim, o grupo

“Lavar e Poupar” visa ser uma

das pequenas soluções para o

grande problema energético

da humanidade. Queres saber

se podes aplicar um projecto

deste tipo em tua casa? Vai a

www.aguatermalsps.blogspot.

com e descobre!

César Damas, João Rodrigues, Luís

Duarte, Luís Melo e Pedro Cardão ­ 12º A


27 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

ÁREA DE PROJECTO 12º A

RADIOACTIVIDADE NATURAL

Como já puderam ler

nas edições anteriores do jor­

nal da nossa escola, o tema

que o nosso grupo de trabalho

desenvolveu ao longo do ano

foi a Radioactividade Natural.

Através das notícias publicadas

neste jornal nos períodos pas­

sados e também através do

nosso blog tentámos divulgar

a temática e o trabalho que

realizámos ao longo do ano.

Recebemos alguns comentá­

rios, opiniões e críticas e agra­

decemos desde já a todos os

que se interessaram pelo nos­

so trabalho e nos ajudaram a

desenvolvê­lo.

O ano lectivo está mes­

mo a chegar ao fim, e nesta

recta final é pertinente fazer

um balanço do trabalho

desenvolvido. Achámos então

que deveríamos aproveitar o

Pssst!!! para dar a conhecer

alguns dos trabalhos desenvol­

vidos.

A adesão ao projecto

Radiação e Ambiente do LIP

(Laboratório de Instrumenta­

ção e Física Experimental de

Partículas) permitiu­nos estru­

turar melhor o nosso projecto,

e no fundo, o trabalho que

desenvolvemos foi no segui­

mento desse projecto. Assim

realizámos algumas activida­

des práticas que eram propos­

tas pelo LIP, as quais apresen­

tamos aqui de uma forma mui­

to sintetizada.

Começámos por reali­

zar a actividade Germinação de

Sementes Irradiadas que con­

sistiu na plantação de algumas

sementes irradiadas com dife­

rentes doses de radiação (0, 50,

150 e 300 Gy) para verificar

qual era a influência das doses

de irradiação no crescimento

das plantas, sendo que estas

estavam sob as mesmas condi­

ções de luz e temperatura.

Depois seguiu­se a acti­

vidade Amostras de Materiais

Retirados da “Casa do Radão”

que tinha como objectivo

estudar o decaimento dos de

cendentes do radão ( 222 Rn) a

partir de materiais existentes

na "casa do radão", abordar

aspectos relacionados com

tempos de meia­vida e tam­

bém sensibilizar­nos para

temática da radioactividade

natural. Assim o que fizemos

foi colocar algumas fitas de

papel de alumínio dentro de

um garrafão com rochas

radioactivas (a tal "casa do

radão") durante uma semana,

e depois disso, com um conta­

dor Geiger, efectuámos as con­

tagens por minuto durante

1h30, observando assim o

decaimento dos nuclideos dos

descendentes do radão.

Realizámos também

uma outra actividade denomi­

nada Radioactividade Natural

que tinha como objectivos

detectar a existência de radia­

ção emitida por rochas (muitas

das quais são utilizadas em

materiais de construção),

detectar experimentalmente a

radioactividade do potássio

( 40 K) e também alertar os alu­

nos para o facto de alguns ali­

mentos que comemos conte­

rem nuclídeos radioactivos.

Esta actividade foi muito sim­

ples, sendo que com um con­

tador Geiger detectámos

durante dez minutos as radia­

ções emitidas por rochas

radioactivas, cloreto de sódio

(o típico sal de cozinha) e o

cloreto de potássio (um sal

também bastante utilizado na

alimentação).

No fim de realizadas

estas actividades, elaborámos

relatórios sobre os resultados

obtidos, e assim tentámos res­

ponder às questões colocadas

nos protocolos.

Paralelamente às activi­

dades experimentais, desen­

volvemos outras actividades,

das quais queríamos salientar

as medições que efectuámos

com o contador Geiger. Em

algumas salas da nossa escola

e em algumas divisões de

casas particulares fizemos a

contagem de radiações emiti­

das por minuto (CPM), sendo

que verificámos que havia

variações quando as condições

de arejamento não eram

iguais. Em espaços arejados as

radiações emitidas eram infe­

riores relativamente a espaços

fechados, daí a importância do

arejamento dos edifícios, pois

a acumulação de gases

radioactivos, como o radão, é

menor e consequentemente a

ÁREA DE PROJECTO 12º A

PREVENIR PARA CURAR

Olá pessoal!

Como sabem, nós alu­

nos do 12º ano, temos Área de

Projecto. E como já vos explicá­

mos, cada grupo tem de apre­

sentar um trabalho final. Esta­

mos de volta para contar como

foi a nossa corrida/marcha a

favor da luta contra o cancro,

que era o nosso produto final.

A actividade tinha como

objectivo dar voz a uma causa:

a prevenção do cancro. Desta

forma, cerca de 150 pessoas

acordaram no dia 23 de Maio,

para correrem ou simplesmen­

te caminharem da escola até

ao Lenteiro do Rio, com uma t­

shirt alusiva à nossa actividade.

A actividade iniciou­se

por volta das 9h15 e terminou

perto das 10h00 no Lenteiro

do Rio. Para participarem,

todos os interessados tinham

de possuir uma t­shirt que

adquiriam por um preço sim­

bólico mínimo de 1€ nos mem­

bros da organização. A quantia

angariada foi de cerca de 500

euros e vai ser doada ao IPO de

Coimbra nos próximos dias.

Na realização desta acti­

vidade, contámos com o auxí­

lio do BPI que nos facultou as t­

shirts, da escola Secundária de

São Pedro do Sul e da Câmara

de São Pedro do Sul, que nos

ajudou ao nível da publicação

da actividade. E é óbvio, o

sucesso desta actividade só foi

possível graças à participação

de vários elementos da nossa

escola.

A todos os que nos apoiaram,

auxiliaram e participaram, um

sincero muito obrigado!

Catarina Ferreira, Patrícia Regueira,

Paulo Rodrigues e Ricardo Almeida

12º A

exposição do Homem é tam­

bém menor.

Estes foram alguns

pontos do nosso projecto que

queríamos dar a conhecer a

toda a comunidade escolar e

até ao final do ano as conclu­

sões a que chegámos serão

apresentadas, quer no nosso

blog como numa palestra que

iremos realizar para alguma

turmas do ensino secundário.

Acreditamos que a dis­

ciplina de Área de Projecto foi

importante neste ano tão deci­

sivo, que é o 12º ano, na medi­

da que pôs à prova a nossas

capacidades de autonomia e

de trabalho. Fazendo um

balanço do projecto e de todo

o ano lectivo sentimos que o

nosso esforço não foi em vão.

Apesar de o projecto não ter

tido a projecção inicialmente

desejada sentimos que o nos­

so dever foi cumprido.

Fica aqui o apelo para

consultarem o nosso blog,

r a d a o e m t o d o l a ­

do.blogspot.com, de modo a

conhecerem melhor o trabalho

desenvolvido. Estejam tam­

bém atentos a assuntos rela­

cionados com a radioactivida­

de, quer natural quer artificial,

pois estas questões, embora

não sejam muito conhecidas,

estão bastante presentes no

nosso dia­a­dia.

Ana Barros, Andreia Rocha, Carolina

Bastos e Marília Lima ­ 12º A


28 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Março de 2010

ÁREA DE PROJECTO 12º B

O FUTURO DA MOBILIDADE ECOLÓGICA

No passado dia 5 de

Maio, foi organizada pelo gru­

po V (João Marcelino, João

Neves, Solange Pinto, Ana Mar­

garida e Cláudio Michael) da

turma 12.ºB, uma palestra no

âmbito da disciplina de Área

de Projecto.

A actividade teve lugar

junto ao “Espelho de Água” e

foi apresentada às turmas do

12.ºB, C e D bem como aos

professores acompanhantes e

aos alunos que não estavam

em tempo de aulas.

O tema do grupo V é: “O

Futuro da Mobilidade Ecológi­

ca” (Saúde e Ambiente). Este

grupo dedicou se a explorar os

novos tipos de energia que se

podem utilizar nos veículos,

ÁREA DE PROJECTO 12º D

ESPECTÁCULO DO HUMORISTA HUGO SOUSA

Foi no dia 4 de Junho de

2010, que os alunos de Área de

Projecto da ESSPS, do 12ºD

(Grupo 3), deram a conhecer à

jovem cidade de São Pedro do

Sul, um grande espectáculo de

Stand up Comedy, com o

humorista Hugo Sousa, partici­

pante em vários programas de

humor: Levanta­te e Ri, Sempre

em Pé e em Londres no

Comedy Store.

reduzindo assim a poluição e

as emissões excessivas de CO2

que têm sido assuntos bastan­

te debatidos à escala mundial.

Devido ao facto do nos­

so tema de Área de Projecto

ser A Comédia, estabelecemos

desde o início do ano, que o

nosso projecto final seria con­

vidar um humorista para uma

actuação pública. Escolhemos

este produto final, para trazer

às pessoas bons momentos de

humor, pois sabemos o quão

importante e saudável é sorrir.

Pretendemos ainda contribuir

Assim sendo, foram con­

vidados para dar voz à palestra

o Engenheiro Luís Pinto que

explicou o que é um “carro

eléctrico”, o seu funcionamen­

to, a transformação que ocorre

até obter este tipo de automó­

veis e a sua evolução até aos

dias de hoje.

Esteve também presen­

te o Engenheiro Vasco Santos

que apresentou um modelo de

carro eléctrico por ele criado,

explicou de forma sucinta o

processo de elaboração de um

carro desse tipo e comparou

um carro eléctrico (cuja fonte

de energia vem da bateria

eléctrica) à um carro

“normal” (cujo funciona com

um derivado do petróleo

para o enriquecimento cultural

da nossa cidade.

Deste espectáculo faze­

mos um balanço muito positi­

vo, comprovado pela grande

audiência presente no cine­

teatro, que em tudo superou

as nossas expectativas. As pal­

mas e os risos que a cada ins­

tante se faziam ouvir naquela

sala de espectáculos, evide

ciavam a satisfação do público

face à performance do grande

comediante Hugo Sousa.

Tínhamos consciência

de que este tipo de espectácu­

lo não era usual na nossa cida­

de e por isso não sabíamos

como ia ser a adesão. Mas con­

cluímos que afinal os cidadãos

de São Pedro do Sul aprecia­

ram bastante Stand up comedy

e então nós apelamos para

que se realizem mais espectá­

culos deste género.

O desenrolar do projec­

to foi bastante trabalhoso,

dado que envolvia bastantes

entidades e muita burocracia,

não contando com o valor do

cachet pedido pelo humorista,

(gasóleo ou gasolina)).

Também foram convida­

das e tiveram a palavra duas

engenheiras do Ambiente, da

Câmara Municipal de São

Pedro do Sul, cujas desperta­

ram a atenção dos presentes

para as desvantagens do uso

dos carros de combustível fós­

sil (gasolina, gasóleo, etc;) e as

vantagens da utilização do

“novo tipo de carros”.

O objectivo principal do

trabalho dos alunos e convida­

dos foi dar a conhecer aos

“espectadores” novas formas

de transportes, a evolução que

estes apresentam, bem como,

despertar a sua curiosidade

para se questionarem acerca

da escolha dum próximo veí­

que nos obrigou a procurar

patrocinadores, aos quais de

de já manifestamos o nosso

profundo agradecimento

(Novóptica, Perfisa, Casa do

Aido, Editora Porca Danada,

Restaurante Laranjeira, Papela­

ria Vouga, Be Funky, Lafode

tal e Câmara Municipal de São

Pedro do Sul) visto que, sem

estes apoios, o nosso projecto

poderia não ter ido avante.

Deixamos um apelo a

todos aqueles que têm relu­

tância em cooperar com pro­

jectos organizados por alunos,

para que acreditem e os

apoiem, pois nós só consegui­

mos levar os nossos projectos

adiante, se nos ajudarem a dar

credibilidade ao nosso traba­

lho. Este tipo de projecto é

muito importante para o nosso

futuro, dado que estamos a

desenvolver a nossa responsa­

bilidade e autonomia e o apoio

de todas as entidades da nossa

comunidade é essencial.

Deixamos um agradeci­

mento especial à Câmara

Municipal pelo apoio prestado,

culo.

A palestra foi acompanhada

por uma exposição de

carros (transformados e os que

usamos no dia a dia), para que

as pessoas pudessem ver e/ou

comparar o “design” e não só.

Foi uma iniciativa bastante

interessante visto que

um novo assunto teve lugar na

nossa escola e muito de novo

trouxe para os que estiveram

presentes.

Para relatar o acontecimento

estiveram presentes

alguns órgãos da comunicação

social da nossa região.

Os alunos do 12º B: João Marcelino, João

Neves, Solange Pinto, Ana Margarida

e Cláudio Michael

ao Clube dedeo da Escola

Secundária pela amabilidade

de filmar o espectáculo, a

todas as pessoas que estive­

ram presentes no cine­teatro

nessa noite e, claro, ao come­

diante Hugo Sousa, por ter

aceitado o nosso convite e

contribuído para a concretiza­

ção do nosso objectivo final da

disciplina não curricular de

Área de Projecto.

No fim do espectáculo

também o humorista referen­

ciou ter gostado da atitude

participativa do público, fazen­

do igualmente um balanço

positivo do espectáculo, refe­

renciando a beleza do cine­

teatro local.

Foi uma grande noite de

humor e todos os nossos

objectivos foram conseguidos.

Bem hajam todos quan­

tos contribuíram para o êxito

desta nossa iniciativa!

Alunos 12º D – Grupo 3

Teresa, Margarida, Patrícia e Marco


29 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

ÁREA DE PROJECTO 12º B

PALESTRA AS PRINCIPAIS DOENÇAS DO SÉC. XXI

No dia 12 de Maio, reali­

zou­se na Escola Secundária de

São Pedro do Sul uma Palestra

acerca do tema “Doenças

Génicas e Cromossómicas”,

organizada pelo grupo III da

turma 12ºB no âmbito da área

curricular de Área de Projecto.

Na sessão participou a

Doutora Margarida Venâncio,

especializada em Genética, e a

Dona Rosário, portadora de

Síndrome de Turner. A oradora

Margarida Venâncio abordou

os principais síndromes causa­

dos por anomalias génicas e

cromossómicas focando em

particular o Síndrome do Miar

de Gato, Síndrome de

Edwards, Síndrome de Turner,

Progeria, Síndrome de Down,

evidenciando não só as causas

concretas (anomalias no mate­

rial genético e sua localização

especifica no genótipo huma­

no), principais sintomas/

consequências fisiológicas e

probabilidade de ocorrência.

A Dona Rosário contri­

buiu com o seu testemunho

real, a sua experiência quoti­

diana, sensibilizando todo o

público com as dificuldades

com que se depara no seu dia­

Decorreu no passado dia 21

de Abril de 2010, no auditório da

Escola Secundária de S. Pedro do

Sul, uma palestra sobre “As princi­

pais doenças do Séc. XXI”, mais

especificamente sobre a Obesida­

de. A realização desta palestra

esteve a cargo do grupo I do 12ºB,

no âmbito da Área de Projecto,

tendo contado com o precioso

apoio da Dra. Aline Maia, nutricio­

nista no Centro de Saúde de S.

Pedro do Sul. Estiveram presentes

a­dia.

Atendendo à pertinência

do tema, ao modo esclarecedor

e ao carácter sensível

com que a palestra decorreu,

consideramos que a mesma foi

bastante positiva, dando mais

um pequeno contributo para

um maior civismo e sensibilização

no que se refere à discriminação

das pessoas vistas como

“diferentes”.

as turmas 7ºA e 9ºC, além da tur­

ma do 12ºB.

Durante o 2º Período, o

grupo aplicou inquéritos a várias

turmas dos ensinos básico e

secundário, cujas informações

prestadas foram bastante perti­

nentes, tendo sido analisados os

mesmos, globalmente, durante a

nossa palestra, pela Dra. Aline. Esta

apresentou, ainda, detalhadamen­

te várias formas de melhorar a

alimentação/nutrição e alertou­

nos para os perigos dos erros ali­

mentares que, por vezes, comete­

mos involuntariamente. Deste

modo, ficou mais uma vez evide

te o lema que é uma verdade ine­

quívoca e que adoptamos como

ideia principal do nosso projecto:

Mente sã em corpo são.

AREA DE PROJECTO 12ºB

PALESTRA SOBRE DOENÇAS GÉNICAS E CROMOSSÓMICAS

CURSO EFA

Grupo 3, 12º B

EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS DOS FORMANDOS

No dia 20 de Maio cele­

brou­se o dia da Independên­

cia de Timor Leste. Para cele­

brar este acontecimento, os

formandos do Curso EFA –

Turma C 3 expuseram os seus

trabalhos na biblioteca da

escola.

Estes trabalhos foram

realizados na área de compe­

tência de Cidadania e Profissio­

nalidade e inserem­se no âmbi­

to do Projecto ”Ha´u Hakarak

Aprende” (Campanha de reco­

MARIA AURORA CARVALHO HOMEM

Na semana em que

morreu José Saramago, de

xou­nos também uma filha

da terra, talvez desconhecida

para muitos, de nome Maria

Aurora Carvalho Homem.

Recordo dela o carácter ale­

gre e afável e foi com tristeza

que soube da sua morte.

Nasceu em São Pedro

do Sul em 1939 e residia na

Madeira desde 1974. Docente

do ensino secundário, exer­

ceu o jornalismo e a anima­

ção cultural. Foi assessora

cultural do Departamento de

Cultura da Câmara Municipal

do Funchal. Autora e apre­

sentadora de diversos progra­

mas da RTP Madeira. Tem

diversas obras publicadas em

várias áreas: poesia ­ Raízes do

lha de material escolar para

Timor Leste).

Foi um dia especial para

todos os formandos que deste

modo, e após muita dedicação,

puderam apresentar a toda a

comunidade escolar um retra­

to bastante completo de um

dos mais novos país do mun­

do.

E já sabem se tiverem

um livro “esquecido” numa

Silêncio, Ilha a Duas Vozes,

Uma voz de Muda Espera, Cin­

tilações e 12 Textos de Desejo;

conto ­ A Santa do Calhau e

Para ouvir Albinoni; conto

infantil ­ Juju a Tartaruguinha,

Vamos Cantar Histórias, A

Fada Íris e a Floresta Mágica,

Marta, Xispas e a Gruta Miste­

riosa, O Anjo Tobias e a Rochi­

nha de Natal, Maria e a Estrela

Grupo 1, 12ºB

qualquer estante de casa, tra­

gam­no e deixem­no na biblio­

teca…

Prof. Alexandre Luís

do Mar, A Fada Ofélia e o Véu

da Noiva, Uma Escadinha para

o Menino Jesus, entre outros.

Prof. Helena Silva


30 ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. PEDRO DO SUL | Junho de 2010

LÍNGUA PORTUGUESA 12º ANO

SAUDADE DO TEU

REGAÇO

Tenho saudades do não cruzar

Do sem medo atravessar

Do correr e vaguear

Do olhar e encontrar

O despretensioso gesto de amar

Que em teu seio era estar.

Tenho saudades do tempo

Em que em teu regaço me aninhava

E me sentia a mais completa

Das flores ao mundo dadas.

Perdoa, Mãe, ter crescido.

Não foi por malquerença.

Minha intenção era permanecer

No teu doce e terno colo,

E aí, perpetuamente, viver.

ADOLESCÊNCIA

É uma revolução,

Salve­se quem puder.

Não sei o que fazer …

É viver ou morrer!

O espelho estragou­se,

Parece tudo diferente.

Quem me dera poder ser

Aquela criança dependente!

O armário está vazio

O coração assombrado

O amor não corresponde

Sou um ser acabado!

O que posso eu fazer

Se é o fim do mundo?

Sou só, sou assim…

Estás a ler o que há em mim?

Nada!...

Ana Fernandes, 12º D

Isabel Queimadela – 7º A

SONHO ESCURO AO MEU PAI, MEU ÍDOLO

Procuro e não encontro

Não sei mais onde procurar.

O vagar da noite passa lento

Aflição escura do recordar.

Não sei mais onde vasculhar!

Abismo ténue que me ultrapassa

A mesma noite que passa devagar.

Tento, em vão, o caminho percorrer,

Sei que de saudade posso adoecer,

Se em breve teu abraço não apertar!

Cedo foi o tempo em que partiste,

Tarde é o tempo que demoras a regressar.

Anseio pelo sonho que era nosso,

Desejo cumpri­lo todo pela metade,

Não é inteiro, porque não vais voltar.

Quero, mando, mas não posso.

Enquanto viver não te vou alcançar.

Quarto azul de colcha branca onde vives,

Um simples humano não pode tocar!

Oh, que desilusão é este durar…

Dos três homens da minha vida,

Apenas com dois partilho o olhar.

Contigo há muito que o perdi –

Numa noite ao retardar do luar,

Foi a última vez que olhei para ti!

Não sou inteira na vontade de sorrir,

Muito por culpa de quem te levou.

Sinto falta daquela inconsciência nossa,

Que nos alagava de emoções fortes

E me fazia acreditar que nada era tardar!

Quero e tento, mas não consigo…

Ana Fernandes, 12º D

Sei que não sou mais do que qualquer outra pes­

soa e que nem sequer tenho o poder de mudar o mun­

do com um “click”, mas tive um privilégio que mais

nenhuma outra teve, a não ser aquela que partilha comi­

go o mesmo sangue: de poder conhecer e chamar “Pai”

a um ser excepcional que, para além de pai, é o meu

melhor amigo.

Há uns tempos atrás, não te conhecia. Via­te a

entrar e a sair de casa, sabia que eras o meu pai, mas

mesmo assim não te conhecia. Eras um ser ausente, era

difícil chegar a ti. Posso mesmo dizer que não te com­

preendia e que me eras um estranho. Saías de casa

cedo, pouco tempo depois de eu acordar. Quando che­

gavas a casa estava a dormir: ou eu adormecia no sofá

na esperança de te ver entrar mais cedo ou simplesmen­

te lá dormia na esperança de acordar quando entrasses.

No entanto, raramente isso acontecia. Sentia tanto a tua

falta Pai! Porém, tudo o que fazias era para o nosso bem

e, hoje, percebo isso.

Presentemente, entendo todas as horas passadas

na rua, todos os momentos longe de mim… Afinal, luta­

vas por uma vida melhor para todos nós, para nos dares

tudo o que podes dar agora e para que nunca nos faltas­

se nada. És um bom pai e não exagero quando digo que

és o melhor do mundo! Para mim, não há outro que te

possa substituir.

Amo­te, Pai. Tudo o que te poderei dizer não é

nada comparado com tudo o que fizeste por nós. Se há

na Terra um anjo que converte todos os maus momen­

tos em lições de vida, que torna tudo menos difícil e

todas as dúvidas em certezas, esse anjo tem teu nome.

És, sem dúvida, o meu ídolo. Um dia, quero poder ensi­

nar aos meus filhos tudo aquilo que me transmitistes.

Quero dar­lhes tudo o que me deste e, aí, saberei que

sou uma boa mãe.

Obrigada, Pai, por cada dia passado ao teu lado,

por cada sorriso dado quando só havia lágrimas, por

cada incentivo quando tudo parecia desmoronar­se.

Obrigada por tudo e por nada, meu Pai, meu

porto seguro, meu ninho…

Se os sonhos não existissem,

Não existiria vida,

Porque uma vida sem sonhos

É uma vida perdida!

Se os sonhos nao existissem,

Não existiriam famílias,

(nem a minha, nem a tua),

Porque um Homem sem sonhos

É um Homem na Lua!

Se o Homem sonhar,

Basta querer para poder

Continuar a lutar

Sem se perder!

Uma vida sem sonhos,

É como uma flor sem pétalas!!!

Ana Fernandes, 12º D

UMA VIDA SEM SONHOS

Joana Santos, 7ºA


31 2 ESCOLA ESCOLA SECUNDÁRIA DE S. DE PEDRO S. PEDRO DO SUL DO SUL | Dezembro | Junho de de 2009 2010

A IDADE, É O HOMEM QUE A ESCOLHE!

No passado dia 7 de

Maio fui convidada a ir à Uni­

versidade Sénior da Curia

(concelho da Anadia, distrito

de Aveiro) para apresentar o

meu livro. Aceitei prontamente

o convite, movida sobretudo

pela curiosidade e pela novida­

de que este encontro me pro­

porcionava.

Acompanhada pela

professora de Inglês, Anabela

Santiago, chegámos ao desti­

no por volta das 14:50h.

Entrei no auditório, que

brilhava de tão novo, sorri para

mim mesma e para quem esta­

va ao meu lado.

Sentei­me, saudei a pla­

teia, que aderiu à iniciativa

também por curiosidade e

pelo gosto de contactar com

uma jovem de uma nacionali­

dade diferente… Apercebi­me

ao longo da minha apresenta­

ção que cada um dos rostos

tinha uma história, uma

expressão e um sorriso hones­

tos. Foi um enorme prazer

estar “ali”!

Finda a apresentação,

recebi dois convites, um para

lanchar outro para jantar,

comemorando assim os ani­

versários de dois senhores, que

por mero acaso faziam ambos

anos nesse dia.

Sempre rodeada de

homens e mulheres de uma

jovialidade incrível, apesar de

‘seniores’, não pude deixar de

reparar e reflectir sobre o seu

dia­a­dia e a sua vida dentro e

fora das quatro paredes da

casa. E é precisamente por isso

que resolvi escrever este

pequeno artigo.

Apesar de todos eles

serem já pais idosos e avós, o

espírito dessa gente é mais

jovem do que de alguns jovens

da minha idade, já para não

falar da sinceridade de cada

sorriso e da alegria que o rosto

deles carrega.

Para além da vida habi­

tual, que vós leitores podem

imaginar, eles estão inscritos

em várias disciplinas na Uni­

versidade Sénior da Curia e,

para além disso, organizam

almoços, jantares e passeios

com os amigos. Divertem­se à

brava!

Confesso­vos que fiquei

surpreendida ao reparar na

energia e na boa disposição

que eles “teimam” em

demonstrar e passar aos

outros. Senti um enorme pra­

zer em conversar com cada um

deles, constatei quão cultos

eles são e admirei­me com a

sua preocupação em sê­lo ain­

da mais. Por isso, não pensem

que as pessoas depois dos 60

não podem ser divertidas ou

animadas, que a qualidade de

vida está fora do seu alcance e

que o conhecimento lhes está

vedado.

Estou muito grata pelo

SE EU PUDESSE MUDAR O MUNDO

Se eu pudesse mudar o

mundo, todos os dias choveria

música, e as pessoas viveriam a

dançar. A dançar nasceriam,

cresceriam e até ao morrer

dançariam…

Todas as flores seriam

A VIDA É

A vida é uma corrida

sem parar composta por três

passos, o nascimento, o ama­

durecimento e a morte. O

importante é acreditar nela e

nunca desistir, olhar sempre

em frente com um sorriso nos

lábios e um brilho nos olhos,

porque tudo vale sempre a

A VIDA É

A vida é…

…uma montanha russa

de emoções, experiências, um

reboliço constante e uma maré

inconstante de encontros e

desencontros.

Não podemos definir a

vida numa só palavra. É algo

impossível, um desafio às leis

da física… Afinal a vida é toda

uma passagem neste mundo

desde que nascemos até que

amarelas e muito, muito gran­

des. E nelas viveriam as pes­

soas e os animais.

Toda a gente saberia

sorrir.

Se eu pudesse mudar o

mundo nunca ninguém iria

pena e, por isso, todos os nos­

sos pequenos grandes proble­

mas servem sempre para nos

ensinar algo novo, algo que de

outra forma não poderíamos

descobrir.

A vida é natureza dos

encantos, a abundância da

biodiversidade que constitui

morremos. E mesmo aí…será

que acaba?!

O que é a vida afinal?

Um presente, acho! Não, não

vem embrulhado com o papel

normal de embrulho, não nos

é oferecido pelos anos, e só o

recebemos uma única vez,

aliás… por mais que uns ten­

tem não tem preço, e por mais

que uns peçam ou chorem por

isso, não vem com talão para

aprender o que é guerra, nem

o que é sofrer. Não seriam pre­

cisas prisões, nem tribunais.

Se eu pudesse mudar o

mundo, este seria como um

berlinde… Perfeitamente

redondo e transparente. Não

um equilíbrio perfeito, uma

beleza extraordinária em cada

cantinho, que precisa que a

deixe apenas crescer até florir.

…é o que nós quiser­

mos fazer dela e, por isso, se

quisermos que seja bela por

que não embelezá­la, por que

não dar­lhe asas para esvoaçar

troca!

É complicado isto de

dizer o que é a vida… vivemola,

aproveitamo­la, rimo­nos

dela e, nos momentos mais

complicados, choramos, gritamos

da nossa própria desgraçada,

originamos um rio de

lágrimas e de tristeza só nosso

e que ninguém, por mais que

tente, nos consegue tirar!

Consegue ser mesmo

haveria ninguém a olhar para

as coisas sem realmente as ver,

e todos seriamos iguais. Nunca

ninguém adoeceria, e toda,

toda a gente viveria no Paraíso,

pois seriamos escravos dos

nossos próprios sonhos.

e deixar que ela percorra os

céus do nosso planeta inteiro,

suavemente, olhando bem

para o fundo com um brilho

encantador, sem nunca mais

encontrar fim.

Então, sendo a vida um

sonho e os nossos sonhos con­

cretizados, não nos podemos

má esta vida, é capaz de nos

pôr completamente em baixo,

fazer­nos sentir lixo, ervas

daninhas de uma sociedade

imperfeita!

Por outro lado, quantas

foram as vezes que a vida me

fez rir às gargalhadas? Sorrir do

improvável, levantar­me

daquele abismo em que outro­

ra me encontrei, sentir­me

capaz de reinar o meu próprio

convite, particularmente ende­

reçado pela professora da nos­

sa escola, e pela oportunidade

que tive de conviver, ao longo

de uma longa tarde, com gen­

te tão simpática…

A tal ponto, que fiquei

com muitas saudades dos

meus avós…

Ekaterina Malginova 12ºD

Quando eu puder

mudar o mundo, com certeza

estarei a sonhar… E a sonhar,

viverei dançando!

Mariana Santos Guerra, 10ºB.

esquecer que o importante é

usar todas as garras e mais

algumas e pegar­lhe pelas asas

deixando­nos levar pelo sopro

do vento ao sabor da felicida­

de.

Isaura Silva ­ 10º B

mundo?

A vida é o que eu dela

fizer e neste momento fiz delas

puras, verdadeiras e simples

reticências …

Mariana Roque Gonçalves, 10º B


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12º B

12º A

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