Alvaro Daudt Eyler - Revista Apólice

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Alvaro Daudt Eyler - Revista Apólice

editorial

Novos rumos para

o mercado de seguros

Já está claro para os brasileiros que o dinheiro está mudando de

mãos e migrando para novas regiões.

O Norte e Nordeste brasileiros estão se apresentando como uma

alternativa para as empresas que pretendem desbravar novos mercados.

O PIB pernambucano, por exemplo, cresce em ritmo de Ásia. Nestas

regiões também encontra-se a maior parte da população que foi beneficiada

pela distribuição de renda. De acordo com estudo sobre a nova

classe média do professor Marcelo Neri, da FGV, entre 2001 e 2009, a

população destas regiões acompanhou a variação de sua renda familiar

per capita a partir de 30% para mais.

É claro que 30 % a mais de quase nada ainda é pouco, considerando

que eles partem de um valor de renda muito baixo. Mas, de qualquer

forma, é um crescimento expressivo. Por isso, muitas empresas estão

apostando no potencial da região. Seguradoras e operadoras de saúde

estão abrindo filiais, treinando corretores e investindo em produtos

customizados.

Neste especial sobre Norte e Nordeste você poderá acompanhar o

pensamento das lideranças dos corretores de seguros regionais e o que

se pode esperar em termos de novos produtos e ações direcionadas.

Também mostramos o mercado de saúde suplementar regional e a

importância das empresas estarem fisicamente presentes nas regiões.

É claro que muitos assuntos ainda ficaram de fora, entretanto isso nos

estimula a formular um novo especial para um futuro próximo.

A edição deste mês também traz um mea culpa sobre a imprensa

especializada escrito pela jornalista Denise Bueno que, mais do que

niguém, tem autoridade para comentar a atuação de seus coleguinhas e

dos executivos do setor, seara que ela frequenta há mais de 20 anos.

Boa leitura!

Diretora de Redação

Mande suas dúvidas, críticas e sugestão para redacao@revistaapolice.com.br

Ano 17 - nº 162

Maio 2012

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Revista Apólice


sumário

32

4

turismo 36

Região é responsável por 60% da preferência

dos turistas brasileiros que pretendem

viajar nos próximos seis meses. Diante

desse potencial turístico, seguradoras

e assistências miram nesse mercado para

oferecer maior segurança a esse público

06 entrevista

Desde que assumiu a diretoria da JLT,

Alvaro Daudt Eyler busca expandir as operações

para além do eixo Rio-São Paulo e

abocanhar grandes projetos

22 opinião

Comunicação no setor é tema de análise

da jornalista Denise Bueno, que vê

melhora, mas acredita que ainda há um

longo caminho a ser percorrido

54

56

especial norte-nordeste

mercado

Em Assembleia Geral de Acionistas, Grupo

Generali anuncia que pretende ampliar sua

atuação no Brasil, com produtos da vida e

ramos elementares

negociação

Disparidades culturais provocam efeitos

diretos em hábitos de consumo brasileiros

que terão efeitos futuros, como baixo nível

de poupança e endividamento

08

16

18

24

30

42

48

50

52

58

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painel

publicidade

gente

sindicatos

painel N-NE

gestão

saúde

tendências

Investimentos no Norte e Nordeste, principalmente

em infraestrutura, aumentam

interesse das companhias e elevam

procura por segmentos até então pouco

explorados. Riscos de engenharia, responsabilidade

civil e garantia são exemplos

economia digital

massificados

comunicação e expressão


entrevista | Alvaro Daudt Eyler

Foco em

grandes clientes

6

Desde que assumiu a diretoria executiva

da corretora de seguros, no ano

passado, o executivo busca expandir

as operações da empresa para além do

eixo Rio-São Paulo e abocanhar grandes

projetos e clientes com operações

complexas, oferecendo especialização

em diversas linhas de negócios

Jamille Niero


APÓLICE: Quais produtos oferecem

mais oportunidades de crescimento no

Brasil?

Alvaro Daudt Eyler: Acredito que o

foco do momento no Brasil são riscos de

engenharia e garantia, devido à grande

quantidade de obras de infraestrutura. É

o negócio que temos feito mais.

APÓLICE: Vocês levam alguma demanda

dos seus clientes para as seguradoras,

para formatar novos produtos?

Alvaro Daudt Eyler: Nós fi camos de

olho no mercado internacional, por meio

da nossa matriz, e vemos o que existe lá

e não tem aqui. Buscamos trazer novas

soluções para o mercado brasileiro. Em

operações mais complexas, é preciso

fazer o seguro se adequar à realidade

de cada cliente.

APÓLICE: Houve mudanças na equipe

para atender a demanda?

Alvaro Daudt Eyler: Sim. Nós aumentamos

a estrutura da corretora e

buscamos a especialização. Temos uma

equipe dedicada para cada linha de

negócio (riscos de engenharia, garantia,

transportes, property, energia etc). Temos

uma pessoa que conhece o negócio

tanto quanto o próprio cliente, mas com

a base do seguro. Isso proporciona con-

forto e uma ideia mais abrangente para

buscar coberturas. A mão de obra é local,

treinada aqui, mas também mandamos

nossos funcionários para a matriz, em

Londres. Ainda trazemos do exterior os

nossos especialistas para seminários,

discussões e fóruns.

APÓLICE: O presidente mundial da

JLT, Dominic Burke, esteve no Brasil em

março. Qual foi o resultado dessa visita?

Alvaro Daudt Eyler: A América

Latina e a Ásia são as regiões que mais

crescem no grupo. A Ásia cresce mais

de 30% ao ano e a América Látina mais

de 20%. O Brasil é a menina dos olhos

do Grupo. A meta para a operação brasileira

é de crescimento sólido, rápido e

com especialização. Hoje, o País é visto

pelo Grupo como um dos principais em

termos de crescimento.

APÓLICE: Quanto vocês pretendem

crescer este ano?

Alvaro Daudt Eyler: Pretendemos

crescer de 35 a 40% ao ano.

APÓLICE: Qual será o foco da JLT

para alcançar essa expansão?

Alvaro Daudt Eyler: Nosso foco

são os grandes negócios corporativos.

Fizemos o seguro de Belo Monte e

Expansão e oportunidades

Jirau, dois grandes projetos de engenharia,

e a apólice de garantia de um

aeroporto em São Paulo. Estamos de

olho nas oportunidades que necessitem

dessa especialização profunda,

desde um cliente com uma operação

logística complexa até uma grande

obra de infraestrutura. Recentemente

ganhamos a concorrência para o seguro

de um satélite brasileiro. São duas

apólices, uma cobre o lançamento e

outra quando estiver em órbita. Na

parte de seguro aeroespacial somos

muito fortes também e temos buscado

clientes nessa modalidade.

APÓLICE: A JLT terá outra novidade

para este ano, além da inauguração de

novas fi liais?

Alvaro Daudt Eyler: Estamos trabalhando

em um produto novo, de transportes.

Já tivemos algumas cotações e

já fechamos nosso segundo contrato.

É o stock through put. A cobertura

vai desde a matéria-prima, quando o

cliente assume a responsabilidade, até o

produto fi nal. Dá cobertura para toda a

cadeia produtiva, incluindo o transporte

e armazenagem. Hoje, o mercado tem

restrição para o tempo que a mercadoria

fi ca armazenada, por exemplo. Com o

stock through put não.

Quando Alvaro Daudt Eyler assumiu a diretoria executiva da JLT Corretora

de Seguros, uma das principais ideias foi tentar fugir do eixo Rio-São

Paulo, mercado muito competitivo. Segundo o executivo, como o Brasil está

se desenvolvendo muito nas outras regiões, com grandes investimentos, é

interessante expandir a corretora geografi camente. “É importante ter representantes

locais para dar suporte aos nossos clientes e prospectar negócios

em cada região”, afi rma.

O objetivo é, daqui a dois anos, ter pelo menos 15 fi liais espalhadas pelo

Brasil. As quatro primeiras já foram inauguradas: Curitiba, Recife, Ribeirão Preto

e Rio de Janeiro. O responsável pelas fi liais é o executivo Christian Wellisch.

De acordo com Wellisch, a JLT abrirá pelo menos mais três fi liais este ano.

“Estamos estudando abrir em Vitória, Belo Horizonte e Salvador ou Fortaleza.

Acreditamos muito nessas regiões”, explica.

No Nordeste, principalmente em Pernambuco e no Ceará, há grandes

investimentos. “Nos próximos anos essas duas regiões serão as principais em

termos de investimento em infraestrutura e a JLT quer estar lá”, completa Daudt.

7


painel

tecnologia 1

Atmosphere on Tour

A SulAmérica participou do Atmosphere

on Tour, tradicional evento

organizado pelo Google, que pela primeira

vez esteve no Brasil e em mais

24 cidades dos continentes Americano,

Asiático e Europeu. O diretor

de tecnologia da SulAmérica, Cristiano

Barbieri participou do painel

“Transformação de Empresas”, onde

apresentou o case da seguradora de

incorporação da plataforma Google.

A companhia é uma das primeiras

empresas financeiras no

país a utilizar este sistema no dia

a dia e desde o final do ano passado tem integrado a plataforma de

computação em nuvem do Google, Google Apps, nas operações da

seguradora. Barbieri compartilhou como as soluções do Google Apps

transformaram - e estão transformando - a SulAmérica. “Mais do que

uma nova tecnologia, a implantação de ferramentas colaborativas

muda substancialmente a maneira de trabalhar dentro da empresa. O

sucesso desta iniciativa depende da aceitação das soluções pelo nosso

público interno”, explica Barbieri.

tecnologia 2

CNseg investe em Inteligência de Dados

A CNseg reduziu o tempo de atualização de suas cargas

de dados, contendo informações inerentes às diversas operações

de seguros e que estão distribuídas em 37 grandes

bancos de dados. O projeto de modernização do sistema foi

realizado pela MD2 Consultoria.

O projeto atingiu dois grandes sistemas de informação

em que estão ancoradas as operações da entidade. São eles: o

DATASEG, que contempla os dados estatísticos do mercado

segurador; e o SISEG, sistema integrado de dados técnicos de

seguro. Nestas duas estruturas de dados, a CNseg necessita

administrar cerca de 3 bilhões de registros provenientes de

órgãos reguladores, como a ANS e Susep.

clube vida em grupo

O mercado visto pelo lado

técnico

Esta foi a proposta do CVG-SP para a palestra

de Jair de Almeida Lacerda Junior, diretor

da Bradesco Vida e Previdência. Ele abordou as

perspectivas para o mercado segurador brasileiro

e garantiu que, com a queda das taxas de juros, os

técnicos estão sendo cada vez mais valorizados

dentro das seguradoras.

Foi articulada uma solução para garantir a máxima

qualidade de todos os dados dos repositórios – eliminando

redundância, inconsistência e indefinição de registros e integrando-os

da maneira mais eficiente através da Inteligência

para a análise e correlação dos dados.

Isto inclui registros e estatísticas de roubos ou acidentes

envolvendo veículos; informações sobre demanda de saúde e

estatísticas de internação ou óbito e até dados relacionados a

eventos específicos como a ocorrência de “recall” para automóveis,

que podem ser impactantes para os contratos de seguro. Ao

todo, os sistemas da CNseg registram um movimento anual da

ordem de 65 milhões de acessos em busca desse tipo de dados.


painel

aniversário

8 anos de existência

A UCS (União dos Corretores de Seguros) completou

oito anos de existência, três deles como Personalidade

Jurídica, e reuniu seus associados para comemorar no

dia 17 de abril, no restaurante Roda Grill, em São Paulo.

Na ocasião, a diretoria pontuou todos os projetos em que

a UCS teve participação e apresentou as contas de 2011.

profi ssionalização

Apoio a trainees em segurança

do trabalho

Um problema enfrentado

pelo Cefet e

Senai atualmente é que,

após concluírem o curso

de Segurança do Trabalho,

muitos alunos fi cam

impossibilitados em obter

o seu certifi cado, por

não conseguirem realizar

o estágio obrigatório na

área. O Seconci-Rio desenvolveu

um Programa

de Trainee em Segurança

do Trabalho aplicado ao

mercado da construção civil.

Os alunos passam por uma rigorosa seleção e os

aprovados participam de um curso de 40 horas, simulando

situações reais do cotidiano em uma obra. O objetivo

do programa é dar aos trabalhadores a oportunidade de

aumentarem sua capacitação profi ssional e lhes preparar

efetivamente para a realidade nos canteiros de obra.

O PASI apoia este projeto e oferece a proteção do

seguro de vida para todos os estudantes. Parceiro do

Seconci-Rio há anos, o PASI é o seguro de vida e acidentes

em grupo recomendado pela entidade às construtoras.

Segundo o idealizador do seguro, Alaor Silva Júnior,

“o PASI tem um sentido maior que só pagar indenizações.

Através de nossas parcerias, pretendemos exercer ainda

mais nossa função social”.

10

Espaço GR

DDR: problema ou solução?

Na década de 90, como executivo da extinta BBM (Seguros

da Bahia), tive a oportunidade de negociar uma das primeiras

apólices de seguros para cargas farmacêuticas com carta

de DDR(Dispensa de Direito de Regresso). Esta modalidade

de seguro foi uma forma de viabilizar o transporte para este

tipo de mercadoria, diante das difi culdades na contratação de

transportadoras que conviviam com alto índice de roubos e

cobranças das perdas descontadas sumariamente em seus

contratos de fretes.

A unificação dos processos e a redução de custos e

sinistros foram os principais motivos para a aplicação desta

modalidade de seguro. O grande desafi o para obter a DDR

fi cava na obrigação do cumprimento das regras de gerenciamento

de riscos por parte das transportadoras impostas nos

contratos de seguros.

O que inicialmente foi criado para produtos farmacêuticos

passou a ser contratado para outras mercadorias, mas com

um único interesse, o de reduzir os custos com frete e seguro,

deixando o controle das operações em segundo plano.

Esta falta de cuidado devolveu o problema inicial, voltando

a cobrar do transportador as perdas, só que, desta vez, por

intermédio do jurídico das seguradoras pelo descumprimento

das regras de gerenciamento de riscos.

O êxito deste desenho depende do acompanhamento

de uma gerenciadora de riscos, garantindo que o PGR (Plano

de Gerenciamento de Riscos) seja aplicado na íntegra. Resta

então ao contratante envolver-se diretamente na mudança

de comportamento e cultura para o alcance dos resultados

esperados.

Quem “arregaçou as mangas”, contratou uma gerenciadora

especializada para os devidos controles e aplicação dos

serviços e enfrentou as difi culdades iniciais obteve resultados

surpreendentes.

Com taxas de seguro menores e baixa sinistralidade,

algumas empresas até admitem assumir parte do seu risco,

adequando as coberturas de sua apólice apenas para os riscos

severos com aumento de sua POS(Participação Obrigatória

do Seguro).

Neste caso, sem sombra de dúvidas “os fi ns justifi cam os

meios”. Consultem os seus corretores e mãos à obra.

Abraços a todos!

Eliel Fernandes

Diretor Comercial

Buonny Projetos e Serviços


painel

pesquisa

Mais de 60% dos baby boomers já recebem aposentadoria

Apesar da crença popular que os Baby Boomers continuariam

trabalhando mesmo depois dos 65 anos, a tradicional

idade de aposentadoria, aqueles nascidos em 1946 estão se

aposentando em massa.

A MetLife realizou, nos Estados Unidos, o estudo Transição

para a Aposentadoria. A pesquisa é uma sequência

do estudo publicado em 2009 pelo MetLife Mature Market

Institute intitulado Sustentáculo dos Boomers: Considerações

sobre os Boomers Mais Velhos e Mais Novos, que analisou o

mesmo segmento de Boomers com 62 anos e inclui 450 dos

mesmos entrevistados do estudo original.

O estudo relata que 59% dos primeiros Baby Boomers

completando 65 anos já estão pelo menos parcialmente aposentados

– 45% estão totalmente aposentados e 14% estão aposentados,

mas ainda trabalham meio período. Dos que ainda

trabalham, 37% dizem que vão se aposentar no próximo ano

e em média planejam fazê-lo quando estiverem com 68 anos.

Metade (51%) dos que estão aposentados disseram que

se aposentaram mais cedo do que esperavam. Dos que se

aposentaram mais cedo, quatro em dez dizem que o fizeram

por questões de saúde. A maioria (85%) dos entrevistados se

considera saudável e quase todos os aposentados (96%) dizem

que gostam um pouco da aposentadoria. Sete em dez dizem

pesquisa 2

As companhias mais éticas do mundo

A Tokio Marine Holdings foi classificada

na lista das 100 Companhias Mais

Éticas do Mundo (Top 100 World’s Most

Ethical Companies, ranking organizado

pelo Ethisphere Institute). A seguradora

foi avaliada pela sua realização na área

12

de sustentabilidade ambiental, incluindo

o desenvolvimento de produtos, serviços

financeiros e seguros ecologicamente

corretos. A companhia também foi

reconhecida pela obtenção do status

“carbono neutro” e pelo inovador “Green

Gift Project” (Projeto Presente Verde),

em 2010.

“Estamos muito honrados com a

classificação, pois ética é um dos valores

mais cultuados em nossa organização.

Além do reconhecimento, sabemos

que as boas práticas representam uma

vantagem competitiva para a empresa.

Temos muito orgulho de fazer parte do

Grupo Tokio Marine”, afirma o presidente

da Tokio Marine Seguradora, Akira

Harashima.

De acordo com o executivo, a estabilidade

e o desempenho de uma empresa

estão ligados aos valores e práticas

responsáveis na gestão de pessoas e no

relacionamento com segurados, correto-

que gostam muito da aposentadoria.

Quase dois terços (63%) dos entrevistados já estão

recebendo os benefícios da previdência social e em média

começaram a recebê-los com 63 anos de idade, pondo por

terra a crença tradicional de que as pessoas iriam preferir

esperar atingir uma idade mais avançada para receber seus

benefícios com um valor maior.

res, assessorias e fornecedores.

Para assegurar comportamentos

responsáveis, evitar violações da ética

nos negócios - como discriminação,

subornos, fraudes ou conflitos de interesses

-, e enfrentar questões como

as preocupações ambientais, a Tokio

Marine estabeleceu várias estruturas ao

longo dos anos. Com seus “Princípios de

Responsabilidade”, a companhia forneceu

aos seus colaboradores um ponto de

referência comum para comportamento

responsável por meio de políticas setoriais

(compras, qualidade, ambiente, etc).

Em 1999, o grupo Tokio Marine

começou o “Mangrove Planting Project”

(Projeto de Plantio em Manguezais) no

Sudeste da Ásia, como “Seguro para o

futuro da terra”. “Daremos continuidade

a este projeto nos próximos anos, como

uma contribuição para a prevenção do

aquecimento global e para a preservação

da biodiversidade”, garante Harashima.


seguro residencial

Sustentabilidade chega aos produtos do mercado

Mesmo sendo pouco solicitado pelos

consumidores e totalmente dependente

de uma boa oferta, o seguro residencial

conseguiu crescer 14% em 2011. A expectativa

para 2012 é de que ele atinja a

marca de 17%. De acordo com o diretor

de auto e residência da Itaú Seguros, Ney

Dias, este é um produto com um potencial

gigantesco, uma vez que menos de 9% das

residências brasileiros o possuem.

“Agora que as pessoas já possuem

bens, elas sentem a necessidade de

protegê-los. Outro fator de demanda é

a dificuldade de encontrar mão-de-obra

para realizar pequenos serviços domésticos”,

conta Dias.

Para incrementar este produto, a

Itaú criou uma assessoria para serviços

ambientais, amparada por pesquisas que

comprovam que os cidadãos estão cada

vez mais preocupados com o futuro do

planeta. O Descarte Inteligente pega, na

residência segurada, utensílios fora de uso

dos quais o cliente queira se desfazer. Os

itens em bom estado são doados, o que

é possível vai para a reciclagem e o que

resta para um aterro monitorado.

O serviço de Orientação Ambiental

dá assessoria para que as pessoas tenham

atitudes sustentáveis como consumo

consciente de água e energia elétrica, reciclagem

de lixo etc. Por fim, os Projetos

Ecoeficientes estimulam e orientam os

segurados para a instalação de energia

solar, reaproveitamento de água etc.

“O mais importante é lembrar que

nenhum destes serviços representa custo

adicional para o segurado”, enfatizou

Dias, acrescentando que o seguro residencial

tem um custo baixo em relação ao

valor do imóvel, ficando em torno de 0,7%

em caso de residências até R$ 200 mil.


painel

seguro rural

Mais clareza nas políticas voltadas ao segmento

Para especialistas, hoje o seguro agrícola não atinge a

amplitude necessária. Atualmente, apenas cinco seguradoras

operam com seguro rural no Brasil. “É muito pouco para a

extensão territorial do Brasil”, comentou o presidente da comissão

de seguro rural da FenSeg, Luiz Roberto Foz, durante

apresentação no seminário “Instrumentos de crédito e seguro

para o agronegócio”, realizado em 26 de abril pela Associação

Brasileira de Agronegócio (ABAG).

O motivo para o baixo interesse das seguradoras para

atuar no setor é a falta de políticas de proteção climática e

de preço, além da baixa subvenção, tornando o risco muito

grande e, portanto, o seguro caro. “Queremos uma definição

clara de qual é a parceria público-privada. Quem será atendido

por política pública? Porque com mais clareza os agricultores

vão saber qual caso será o seu e o dinheiro da subvenção será

destinado a quem realmente precisa. É necessária uma avaliação

de interesse socioeconômico e político. Também é preciso

levar em conta as regiões e culturas”, pediu Foz. Segundo ele,

os recursos são distribuídos por seguradora, dificultando para

o produtor rural comprar o produto adequado ao seu perfil e

sua produção. “Ele acaba comprando o seguro de quem tem

saúde

Produtos adaptados para classe em ascensão

Todas as pesquisas recentes sobre longevidade demonstram

que a população brasileira tem vivido mais. Em 2010,

o IBGE divulgou a sua pesquisa que ratifica uma evolução

percentual na população de idosos de 3,9% para 5,1%.

As pessoas estão vivendo mais e descobrindo novos prazeres

em suas novas fases. É comum assistirmos programas

de valorização da beleza e da alegria de viver dos idosos.

14

subvenção. O produtor deveria poder escolher onde fará seu

seguro”, opinou.

Outra solicitação do presidente da comissão de seguro

rural da FenSeg foi o cadastro único do produtor. De acordo

com ele, é importante para diminuir as taxas. A FenSeg já

está trabalhando com o Ministério da Agricultura para criar

esse banco com informações que sirvam para seguradoras,

financiadores e monitoramento.

De uma forma geral, as pessoas passaram a cuidar mais de

sua saúde e a privilegiar a sua qualidade de vida, prestando

mais atenção à sua comida, à prática de atividades físicas e

aos hábitos saudáveis. Também visando uma boa forma na

melhor idade.

A medicina também avançou em todas as suas variantes.

Dentro deste campo, as operadoras, seguradoras e outros

agentes de saúde têm caráter altamente contributivo na evolução

dos dados acima. Porém, será necessária a criação de

uma nova “célula” onde a gestão seja diferenciada e adaptada

especialmente para este público que exige acompanhamento

diferenciado.

Na Ameplan, isto já vem ocorrendo. Há aproximadamente

dois anos, a operadora criou serviços e processos

voltados para esta classe. O produto denominado Ameplan

Senior contempla serviços de atendimento pré-hospitalar e

monitoramento de pacientes crônicos, executado por gestores

médicos, através de acompanhamento de consultas, exames,

internações e suporte da equipe multidisciplinar (Fisioterapia,

Nutrição, Psicólogo etc.)

São dois anos de aprendizado e melhorias de processos.

Com este produto a Ameplan cumpre duas missões simultâneas:

atendimento ao idoso e a uma classe social específica.


publicidade | Liberty

Campanha de comunicação

tem como tema Copa de 2014

A companhia é a única

empresa do setor de

seguros com patrocínio

do evento no Brasil

Kelly Lubiato

A

Liberty Seguros, literalmente,

deu o pontapé inicial em sua

campanha publicitária para

divulgar a empresa como seguradora

ofi cial da Copa do Mundo FIFA

2014. As peças começaram a ser exibidas

no dia 8 de maio em TV aberta, canais pagos,

revistas e receberá o reforço dos meios

eletrônicos, como sites e redes sociais.

A apresentação da campanha foi

realizada no dia 7 de maio, no Museu do

Futebol, em São Paulo, e contou com as

presenças do novo presidente da empresa,

Pablo Barahona (que ainda aguarda

autorização da Susep para efetivamente

assumir seu posto) e Cafu, ex-lateral da

seleção brasileira, que é o protagonista

e embaixador da campanha.

De acordo com Adriana Gomes,

diretora de marketing da Liberty, o objetivo

desta campanha é exaltar o orgulho

que todo brasileiro sente em relação ao

futebol e ao fato de ser sede de uma Copa

do Mundo. “Nós temos certeza de que

esta é uma oportunidade de mostrar ao

mundo que somos protagonistas e acreditamos

que se cada um fi zer a sua parte

com responsabilidade, esta Copa será um

grande sucesso”, comemorou Adriana.

Sobre a escolha do jogador Cafu,

Adriana foi enfática: “Queremos mostrar

a identifi cação da Liberty com o Brasil

e o Cafu é um jogador que personifi ca

os valores que estão associados à marca.

O Cafu é responsável, otimista, carismático,

especialista no que faz e isso

nos enche de inspiração. É o jogador

que representa a Liberty e a paixão do

16

❙ (a partir da esquerda) Pablo Barahona, Cafu, Adriana Gomes e Marcos Machini

brasileiro que é o futebol”.

Neste plano, a Liberty prevê investir

R$ 17 milhões até dezembro deste ano.

Os executivos da companhia esperam

que toda a publicidade sirva para fortalecer

a marca junto ao consumidor fi nal,

o que facilita a ação dos corretores de

seguros. “Desde que fechamos a parceira

com a FIFA e iniciamos a divulgação, já

medimos uma melhora signifi cativa no

reconhecimento da marca”, informou

Adriana. Segundo ela, a Liberty realiza

pesquisas periódicas para avaliar a recepção

por parte do cliente.

O vice-presidente da seguradora,

Marcos Machini, também deixou claro,

durante a coletiva de imprensa após

a apresentação, que mesmo sendo patrocinadora

do evento a Liberty não é

privilegiada em nenhuma concorrência

de apólices ligadas à Copa do Mundo.

“Mas nem é isso que esperamos. Nosso

objetivo é sermos reconhecidos como

uma empresa sólida e em crescimento”.

Campanha para corretores e

funcionários

Todos os produtos da Liberty participam

da campanha de incentivo e

valem pontos. A primeira fase da campanha

termina no fi nal de junho. Logo

em seguida tem início as outras fases.

Com o sugestivo nome de “Artilheiros

Liberty”, a campanha propiciará aos 70

vencedores a oportunidade de assistir

ao jogo das eliminatórias europeias

para a Copa (uma vez que o Brasil não

participará das eliminatórias por ser o

país-sede).

Outros 150 corretores e seus acompanhantes

vão assistir, no dia 11 de

setembro, a um jogo das eliminatórias

sul americanas para a Copa. Outros 175

receberão vouchers de viagem no valor

de R$ 2 mil.

Também foram desenvolvidas ações

específi cas para que os colaboradores

da seguradora “vistam a camisa”. A

primeira delas um campeonato de “embaixadinhas”.

Os funcionários acumulam

milhas e podem trocar por prêmios posteriormente.

“Nesse momento de ativação

da campanha a grande expectativa é aumentar

o orgulho de trabalhar na Liberty

Seguros e de fazer parte do patrocínio da

Copa. Convidamos todos a compartilhar

esse momento com os amigos e familiares

para juntos construirmos uma grande

marca”, completou Adriana.


gente

Riscos financeiros

Luciana Natividade, até então diretora de marketing

e da Regional São Paulo, assumiu em maio a diretoria

comercial de riscos financeiros da Berkley Brasil. A

profissional possui experiência de 12 anos no mercado,

sendo 10 deles dedicados exclusivamente à área de riscos

financeiros, especialmente no segmento de produtos de

seguro garantia e fiança locatícia. Luciana integra a equipe

de colaboradores desde a fundação da companhia no país.

Além da nova função, a executiva continuará atuando

como diretora de marketing. Segundo ela, a mudança

busca o encontro de novos canais de distribuição e a

identificação de novos nichos. “Acredito que por estar

completamente integrada à equipe atuarei como um elo

entre a área comercial e a área técnica”, informa.

Expansão em benefícios

O Grupo Case Benefícios e Seguros contratou

Renato Wilmersdorfer, que trabalhou nas Organizações

Globo e na Prudential Seguros, como

gerente corporate para prospectar e incrementar

acordos de consultoria nas áreas de benefícios e

seguros para as empresas startups que não param

de chegar ao Brasil.

18

Reforço na equipe comercial

A Mitsui Sumitomo apresentou

sua nova diretoria. Rogério

Hashimoto assumiu a

diretoria técnica de seguros

massificados, corporativos e

resseguros. Eiichi Mizui assumiu

a diretoria comercial do canal

internacional, que abrange

as corretoras internacionais e a

sucursal Manaus.

Osvaldo Carlos Lopes Junior

assumiu a diretoria comercial

do canal corretores, que

abrange os executivos de negócios

alocados às sucursais, filiais e representações comerciais.

A companhia contará também com reforços na área comercial

internacional. Ichiro Kamezaki, Marcos Hayashi e Koichi

Kawasaki serão os novos superintendentes comerciais do canal

internacional.

A nova estrutura está alinhada com a estratégia de intensificar

a atuação no segmento commercial lines, que engloba as

áreas de riscos industriais e transportes, expandir os negócios

no varejo e aumentar a participação no nicho de pequenas e

médias empresas.

Nova diretoria

❙ (esquerda para direita) Ariovaldo Gomes Marques e Ariovaldo Bracco

A Associação dos Corretores de Planos de Saúde e Odontológicos

(Acoplan) apresenta sua nova diretoria executiva, liderada

agora por Ariovaldo Gomes Marques, como presidente, e Ariovaldo

Bracco, como vice-presidente. Eles foram eleitos em assembleia

realizada no dia 30 de abril. Os outros membros são:

» Tesoureiro: Fernando Silveira de Paula

» Secretário Geral: João Carlos Morrone

» Presidente do Conselho Fiscal: Ulisses Kawan


gente

Investimento em seguro

O KLA- Koury Lopes Advogados

anunciou a contratação de dois advogados

para as áreas de seguros & resseguros

e previdência privada.

Fabio Ramos passa a integrar o

escritório como sócio da área de seguros

Novos executivos

A Fator Seguradora contratou

novos executivos para sua equipe.

Cláudio Macedo Pinto assume

como diretor comercial. O executivo

possui mais de 20 anos de experiência

na área de seguros de risco de

engenharia, responsabilidade civil

geral, garantia e risco de petróleo.

Macedo foi CCO da Rede Latino

Americana Riskco com representantes

em 18 países da América Latina,

além de Membro do CII (Chartered

Insurance Institute). Antes de se juntar

ao time da Fator Seguradora, era diretor executivo internacional

de pessoas jurídicas da Harmonia Corretora de Seguros.

Rafael Starópoli Filho assume como superintendente de riscos.

Com passagens pela Swiss Re, Marítima, Porto Nazareth corretora

/ Rollins Hudig Hall, COSESP (Companhia de Seguros do Estado

de São Paulo) e Bradesco Seguros, Starópoli possui experiência em

subscrição de riscos de engenharia, de riscos operacionais (RO de

Hidroelétricas, Termoelétricas e Ferrovias), inspeções técnicas e

suporte em sinistros.

José Henrique Brandão Teixeira de Freitas assume como gerente

executivo-comercial de engenharia e RO. O executivo possui experiência

em subscrição de riscos nas linhas de property e engenharia,

comercial e inspeção de grandes riscos, somando passagens em

seguradoras como ACE, INA, CIGNA, SulAmérica e The Home

Insurance Co.

20

& resseguros. Ele, que possui experiência

nas áreas societária, de mercado

de capitais e de seguros & resseguros,

trabalhou em escritórios de advocacia e

em empresas entre 2001 e 2007, tendo

integrado a equipe de seguros & resseguros

do escritório Mattos Filho, Veiga

Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados

nos últimos cinco anos. Em 2011, ele

foi indicado pela publicação Chambers

Latin America 2011 como “associate to

watch” na prática de seguros.

Ivy Cassa passa a integrar o escritório

como responsável pela área de previdência

privada e integrante da equipe

de seguros & resseguros. Ivy é autora do

livro “Contrato de Previdência Privada”

e recebeu o prêmio “Rio Nogueira” –

PREVIC de 2011. Ela tem experiência

em consultoria nas áreas de seguros,

resseguros e previdência privada, tendo

trabalhado anteriormente como sóciadiretora

da consultoria SPInsight. Antes

disso, trabalhou nos escritórios Ernesto

Tzirulnik Advocacia e Demarest &

Almeida e no departamento jurídico de

previdência privada do Santander.

Mudanças para ampliar

negócios

A RSA Seguros anunciou mudanças em

dois cargos de direção. O executivo Fernando

Galán assumirá o cargo de diretor técnico e de

resseguros da companhia. O executivo é formado

em Direito e Ciências Sociais, com mestrado

em Direito Corporativo. Ele terá como objetivo

contribuir para as estratégias da companhia

na ampliação de novos negócios nas carteiras

de Bens Patrimoniais, Casualty, Auto-Frotas e

Engenharia.

Já o diretor das carteiras de Transportes e

Vida, Adailton Dias, passa a ser diretor estatutário

da seguradora.


opinião

por Denise Bueno*

Os ruídos da

comunicação em seguros

“Comunicação no setor de seguros – Análise

da imprensa especializada sobre falhas e avanços”.

Quando a jornalista Marcia Alves, assessora de imprensa

da APTS, me mandou um e-mail perguntando

se eu teria interesse em participar desse debate, topei

na hora. Uma grande oportunidade de contribuir para

melhorar a comunicação do setor com a imprensa.

Devo confessar que melhorou muito. Mas há um

longo caminho para ser percorrido.

Infelizmente não pude ir ao evento, mas quero

aproveitar a chance de contribuir de alguma forma.

A minha visão da comunicação do setor é privilegiada,

pois escuto as queixas dos executivos sobre os

jornalistas, dos profissionais de imprensa sobre todo

o setor, bem como de ambos sobre os assessores de

imprensa. As principais reclamações dos jornalistas

estão na falta de conteúdo e na demora da resposta. Informação

e furo de reportagem estão para o jornalista

assim como lucro e vendas estão para uma empresa.

Acompanho diversas situações interessantes. Vou

contar uma que envolve todos os profissionais: jornalista,

assessor de imprensa, diretor de marketing e CEO.

Trata-se de uma situação que se repete com frequência,

mudando apenas os nomes e endereços. Mandei e-mail

pedindo entrevista em nome de uma revista especial

de seguros de um grande jornal para várias empresas

que sabia ter informações interessantes. Uma delas,

que sei ter muito conteúdo e um presidente vaidoso

e sempre solícito, não retornou. Insisti com o pedido.

A assessora de imprensa disse que realmente não

iriam falar. Insisti com a gerente de comunicação do

grupo. Nada. Quando fui procurar o CEO diretamente,

pois imaginei que o problema era ele não atender

a todos, fiquei sabendo que estava afastado naquela

semana por doença. Então desisti. Resultado: quando

ele leu a revista e não viu sua empresa lá, me ligou

para saber o que tinha acontecido. Ao ouvir o relato,

trocou todos os profissionais envolvidos e nunca mais

falou comigo. Resultado: a companhia continua com

pouca expressão na mídia por não saber respeitar

limites e pessoas, bem como por ter um CEO que

quer concentrar tudo em si.

22

Esse exemplo explica porque muitas vezes uma

empresa não sai na mídia. Além desse esquema centralizador,

tem executivos que simplesmente desprezam

a mídia especializada. Muitos querem sair apenas

em grandes jornais. Outros só querem falar com

determinados jornalistas. Isso não funciona mais.

Falar horas para um jornalista que alimenta

twitter e usar termos técnicos com um repórter de

TV é lamentável nos dias de hoje. Pior ainda é não

ter informações relevantes. Sem isso, nem mais

aquele velho amigo que sempre foi beneficiado com

anúncios ou com “furos” vai ter tempo e paciência

para escutar lenga-lenga. Ou seja: encomende estudos,

faça levantamentos de dados, aposte em iniciativas

sustentáveis para ter conteúdo que interesse a todos.

Falando em sustentabilidade, abusar do poder de

ser anunciante tem limites. Outro dia, uma mídia importante

estava reclamando que a indústria de seguros

era insuportável. Quis saber o que tinha acontecido

para poder ajudar. O CEO pressionou o profissional

de marketing, que partiu para cima do assessor, que

por sua vez foi com os dois pés no peito do editor

porque o jornalista não tinha incluído o cliente dele na

matéria. Resultado: todos na redação ficaram sabendo

da história e obviamente se criou uma antipatia pelo

assessor, pela empresa que ele representa e também

pelo setor. A dica é: investir sempre na oportunidade

de aparecer na mídia, lembrando-se que todo dia sai

um jornal novinho em folha.

Os jornalistas também pecam com a falta de

informação. Muitos profissionais caem de paraquedas

em entrevistas. Claro que o correto é pelo menos dar

um “google” para saber um pouco sobre a empresa e

sobre o executivo que vai entrevistar. Mas, às vezes,

não dá. Realmente a pressa é uma rotina em qualquer

mídia hoje. Há muita notícia e poucos profissionais, o

que gera um corre-corre danado de todos.

No entanto, a humildade é um hábito que deve ser

cultivado. Não entendeu, pergunte. Questione, peça

dados, corra atrás das notícias. Elas estão em todos

os lugares. Afinal, uma indústria que fatura mais de

R$ 200 bilhões por ano faz muitos negócios. Basta


descobrir e publicar. Para facilitar essa realidade,

a saída das empresas é ter sempre em mãos dados

estatísticos e textos simples, sem jargões.

Os assessores de imprensa também são alvos de

frustração na produção de matérias. É certo que eles

podem ser grandes aliados na divulgação do setor

de seguros. Porém, eu e meus amigos da mídia especializada

sempre nos queixamos. Para começar, o

executivo de seguradora, que paga uma fortuna para

a assessoria, não atende as demandas do assessor. Só

isso já gera um grande estresse de todos.

Tem assessor, por exemplo, que não sabe quase

nada da empresa. Mas sabe tudo de comunicação. Outro

dia um me perguntou se eu tinha interesse em um

levantamento do valor da ação do grupo internacional.

Detalhe: a companhia não tem ações em bolsa. Aqui,

vale apostar em fazer a lição de casa antes de querer

vender a empresa para o jornalista. Uma situação

dessas faz o CEO do grupo querer trocar de assessor.

Melhor avaliar antes de tomar essa atitude, pois se ele

é bem relacionado, ético e entende de comunicação,

a saída é apostar no treinamento.

O assessor é pago para aprimorar a relação entre

jornalista e executivos da empresa. No entanto, muitas

vezes eles atuam de forma contrária. Uns para provar

ao cliente que ele precisa de um assessor. Outros por

puro medo de perder o controle da situação. Assessor

que manda e-mail para brigar com o jornalista

porque ele falou direto para a fonte… Sério, não dá

para tolerar. Muito menos aquele assessor que proíbe

o cliente de passar o número do celular para o

jornalista. Eis aqui um exemplo máximo de atitude

antipática. Acredito que o papel do assessor é deixar

seu cliente preparado para qualquer situação. Afinal,

os jornalistas estão por toda parte e a maioria nunca

descansa. Está sempre ligada em tudo e todos.

Enfim, fica a dica: dê ao jornalista o que ele

precisa: informação em tempo recorde. Afinal, uma

indústria que vive de estatística perde a seriedade

se não tem estatísticas para apresentar. Use e abuse

do assessor de imprensa para organizar os dados e

deixá-los do jeito que o jornalista precisa. Juntos,

todos sairão ganhando: o jornalista escreve uma boa

matéria, a empresa lucra com a mídia espontânea, o

assessor de imprensa comemora o gol e a sociedade

fica protegida ao entender melhor o segurês.

* Denise Bueno é articulista da Revista Apólice


especial norte-nordeste | sindicatos

Gigantes em

desenvolvimento

A região Norte do Brasil representa mais de 40% da área

total do País, a Nordeste concentra 28,2% da população.

Juntas, as regiões representam 18,55% do PIB e galgam para

ganhar, cada vez mais, representação na economia brasileira

Gabriela Ferigato

A

região Norte é a mais extensa

do Brasil, ocupando 45% da

área total do País. O Nordeste

é a região que possui o maior

número de estados (nove ao total), sendo

a segunda mais populosa, concentrando

28,2% da população total brasileira.

Juntas, elas representam 18,55% do

PIB brasileiro (5,04% Norte e 13,51%

Nordeste), segundo dados do IBGE.

A economia da região Norte está

intimamente ligada ao seu potencial

natural. Agricultura, pecuária, extrativismo

mineral e animal, exploração

industrial e turismo são as atividades

que se destacam. No âmbito industrial, a

Zona Franca de Manaus e as Usinas Hidrelétricas

(Tucuruí /PA, Curuá-Uma/

PA, Balbinas/AM, Samuel/RO, Coroaci

Nunes/AP, Estreito/TO, Cana Brava/TO,

Serra da Mesa/TO, Peixe Angical/TO

entre outras) impulsionam o mercado.

Existe uma importante movimentação

de capitais de investimento em

24

direção à região Norte, tais como o crescimento

de hotéis e shoppings centers de

médio e grande porte em várias cidades

e o desenvolvimento dos polos de Suape

(Pernambuco), Aratu (Bahia), Pecém

(Ceará) e Itaquí (Maranhão).

Outro fator que impulsiona o desenvolvimento

da região é a exploração

de petróleo - a região é a segunda maior

❙ Mucio Novaes, do Sindseg-N/NE

produtora de petróleo do País e a maior

na extração de petróleo em terra. Possui

um dos principais polos petroquímicos

do Brasil – o de Camaçari, na Bahia.

Além de ser contemplada por inúmeras

cidades litorâneas que atraem milhões

de turistas anualmente.

Segundo o presidente do Sindseg-N/

NE, Mucio Novaes, mais de 10 seguradoras

de médio e grande porte abriram

suas portas nas regiões Norte e Nordeste

em 2011.

De acordo com Novaes, os seguros

mais vendidos nas regiões são VGBL e

automóvel, mas há uma forte tendência

de crescimento de seguros ligados aos

novos investimentos que estão em implantação.

“Isso fará surgir expansão nos

seguros de riscos empresariais, transporte,

RD, RC, saúde empresarial e vida

coletiva. Fora os efeitos do crescimento

econômico com base na expansão de

renda das famílias, com infl uência sobre

seguros residenciais, previdência, automóvel

etc”, complementa o presidente do

Sindseg N/NE. Atualmente o sindicato


possui 14 seguradoras associadas.

Novaes acredita que os três primeiros

meses deste ano mostraram problemas

no setor da indústria, freando o

crescimento. Mas o mercado de seguros

deverá continuar crescendo a taxas de

dois dígitos e mantendo uma diferença

de três a quatro vezes sobre o crescimento

do PIB. “O setor de seguros conseguiu

ultrapassar as duas grandes barreiras que

existiam para a sua expansão. Primeira a

Geraldo Cavalcante Ramos

presidente do Sincor-RO/AC

“Apesar de sermos um

Sindicato novo – atualmente

há uma média de 160 corretores

na nossa região, entre

corretores plenos e de vida -,

já temos 40% deles associados.

Sem dúvidas, o diferencial dos

corretores de RO e AC é a determinação, pois estando

em regiões que ainda precisam de apoio diferenciado

e onde existem muitos riscos declináveis, eles continuam

correndo atrás de seus objetivos. O seguro de

automóvel ainda é o carro chefe dos corretores, mas

podemos observar que há outros ramos despontando,

entre eles estão o seguro garantia, riscos de engenharia,

empresarial e saúde”.

Paulo Thomaz

presidente do Sincor-PA

“O nível de sindicalização dos corretores ao Sincor-

PA já é muito bom e continua crescendo. Como exemplo

temos a região metropolitana de Belém - abrange

os municípios de Ananindeua, Belém, Marituba, Benevides

e Santa Bárbara do Pará – que possui quase 70%

de corretores sindicalizados. Associados ao Sincor-PA

temos hoje cerca de 320 corretores. As nossas principais

oportunidades estão nos grandes projetos

implantados em nosso estado, principalmente no Sul

e Sudeste do Pará. Grandes riscos,

como usinas e hidroelétricas,

por exemplo,são envoltos de

muitas oportunidades, mas

as apólices são fechadas nos

grandes centros. Entretanto,

na periferia destes projetos

existem muitas oportunidades”.

de ordem econômica, representada pelos

baixos níveis de renda da população. A

renda aumentou e ficou mais distribuída,

permitindo que as camadas que não

tinham acesso ao mercado passassem a

consumir produtos de seguros”, afirma.

A segunda barreira, segundo ele, é de

ordem educacional e cultural, formada

pelo desconhecimento do seguro como

instrumento primordial de proteção

econômica e social. “Isto vem sendo

Gilvandro Guedes de Moura

presidente do Sincor-AM/RR

“Em nossa jurisdição temos cerca de 500 corretores, sendo 200

associados. O mercado de seguros no Amazonas e Roraima, assim

como a região Norte do Brasil, vem despontando em um ritmo crescente

de desenvolvimento, em todos os campos,

mas percebemos que o ramo benefícios (vida,

previdência e saúde) se sobressai. As melhores

oportunidades para o seguro estão na capital

e os principais problemas estão no declínio de

aceitação de alguns riscos, principalmente com

a privatização do resseguro e para atividades

atípicas como, por exemplo, hotéis de selva”.

Manoel Coelho Neto

presidente do Sincor-AP

revertido à medida que aumenta na

população consumidora a percepção

sobre a necessidade de proteger bens e

vidas. Ser previdente, proteger o patrimônio

e garantir conquistas são itens que

passaram a fazer parte das prioridades

de milhões de brasileiros”, conclui o

presidente.

A Revista Apólice procurou todos

os presidentes dos Sincor’s das regiões

Norte e Nordeste. Confira abaixo:

“Possuímos mais de 70% dos corretores do

estado filiados ao Sincor-AP. Quando falamos

em seguros, Amapá é uma excelente oportunidade

para as seguradoras, porém no estado,

hoje, não temos nenhuma sucursal. Temos

uma extraordinária carteira de saúde e vida e

um potencial enorme para os produtos RE, mas

não temos seguradoras”.

Antonio Carlos Batista da Rocha

presidente do Sincor-TO

“Atualmente contamos com aproximadamente

70% dos corretores sindicalizados

e estamos trabalhando para alcançar 100%.

Entre os seguros mais vendidos podemos

destacar o automóvel, empresarial, residencial,

vida e previdência e um com grandes chances

de crescimento é o seguro rural. As grandes

oportunidades para o seguro no nosso estado estão relacionadas ao

agronegócio e um dos principais problemas que enfrentamos é o fato

do estado ser novo e ainda não ter indústria”.

25


especial norte-nordeste | sindicatos

Acre

Roraima

Capital: Boa Vista

População 2010: 450.479

Área (km²): 224.301,040

Densidade demográfi ca (hab/km²): 2,01

Número de Municípios: 15

Amazonas

Capital: Rio Branco

População 2010: 733.559

Área (km²): 164.122,280

Densidade demográfi ca (hab/km²): 4,47

Número de Municípios: 22

Capital: Manaus

População 2010: 3.483.985

Área (km²): 1.559.161,682

Densidade demográfi ca (hab/km²): 2,23

Número de Municípios: 62

Rondônia

Capital: Porto Velho

População 2010: 1.562.409

Área (km²): 237.590,864

Densidade demográfi ca (hab/km²): 6,58

Número de Municípios: 52

Mercado de Seguros

Prêmio emitido por Estados e Regiões em milhões (Janeiro/fevereiro 2012)

26

Brasil: R$ 18.248 mi

Participação: 100%

Região Nordeste: R$ 1.737 mi

Participação: 9,5%

Região Norte: R$ 358

Participação: 2,0%

Região Norte

Pará: R$ 174

Amazonas: R$ 111

Rondônia: R$ 38

Tocantins: R$ 18

Acre: R$ 7

Amapá: R$ 6

Roraima: R$ 5

Amapá

Capital: Macapá

População 2010: 669.526

Área (km²): 142.827,897

Densidade demográfi ca (hab/km²): 4,69

Número de Municípios: 16

Pará

Capital: Belém

População 2010: 7.581.051

Área (km²): 1.247.950,003

Densidade demográfi ca (hab/km²): 6,07

Número de Municípios: 143

Tocantins

Capital: Palmas

População 2010: 1.383.445

Área (km²): 277.621,858

Densidade demográfi ca (hab/km²): 4,98

Número de Municípios: 139

0,2%

0,1%

0%

0%

0%

0,6%

1,0%


Maranhão

Capital: São Luis

População 2010: 6.574.789

Área (km²): 331.935,507

Densidade demográfi ca (hab/km²): 19,81

Número de Municípios: 217

Bahia

Capital: Salvador

População 2010: 14.016.906

Área (km²): 564.830,859

Densidade demográfi ca (hab/km²): 24,82

Número de Municípios: 417

Região Nordeste

Bahia: R$646

Pernambuco: R$385

Ceará: R$378

Maranhão: R$71

R G do Norte: R$66

Paraíba: R$65

Alagoas: R$54

Piauí: R$39

Sergipe: R$32

0,4%

0,4%

0,4%

0,3%

0,2%

0,2%

2,1%

2,1%

Piauí

Capital: Teresina

População 2010: 3.118.360

Área (km²): 251.576,644

Densidade demográfi ca (hab/km²): 12,40

Número de Municípios: 224

Ceará

Capital: Fortaleza

População 2010: 8.452.381

Área (km²): 148.920,538

Densidade demográfi ca (hab/km²): 56,76

Número de Municípios: 184

3,5%

Rio Grande do Norte

Capital: Natal

População 2010: 3.168.027

Área (km²): 52.810,699

Densidade demográfi ca (hab/km²): 59,99

Número de Municípios: 167

Paraíba

Capital: João Pessoa

População 2010: 3.766.528

Área (km²): 56.469,466

Densidade demográfi ca (hab/km²): 66,70

Número de Municípios: 223

Pernambuco

Capital: Recife

População 2010: 8.796.448

Área (km²): 98.146,315

Densidade demográfi ca (hab/km²): 89,63

Número de Municípios: 185

Alagoas

Capital: Maceió

População 2010: 3.120.494

Área (km²): 27.779,343

Densidade demográfi ca (hab/km²): 112,33

Número de Municípios: 102

Sergipe

Capital: Aracaju

População 2010: 2.068.017

Área (km²): 21.918,354

Densidade demográfi ca (hab/km²): 94,35

Número de Municípios: 75

Fonte: Censo 2010 IBGE

27


especial norte-nordeste | sindicatos

Lúcio Araújo da Cunha

presidente do Sincor-MA

“O Sincor-MA possui 112 corretores

associados. Os seguros mais

vendidos são o de automóvel e saúde.

Nós acreditamos que as melhores

oportunidades em termos de seguros em

nosso estado estão relacionadas à exportação, transporte e

no segmento marítimo. Para este ano estaremos voltados para

tornar o seguro DPVAT gratuito, fazer parcerias com instituições

de nível superior e aumentar o quadro de associados”.

Cláudia Cândido Diniz

presidente do Sincor-PE

“A sindicalização dos corretores

em Pernambuco gira em torno de

40%. Seguro de automóveis e RCF

representam 15,75% das apólices vendidas.

Além dos itens tradicionais que

crescem a cada ano em virtude do desenvolvimento social

e econômico, Pernambuco vem sendo alavancado pela crescente

industrialização no complexo de Suape, no litoral Sul,

onde surgem oportunidades para oferecer novos produtos

de seguros. Pernambuco cresce a um ritmo notável e nossa

meta é assegurar que o setor de seguros venha a crescer no

mesmo tom da economia estadual. A importância crescente

do setor terciário, sobretudo das atividades turísticas e do

complexo industrial e portuário de Suape, soma-se a empreendimentos

dos ramos alimentício, químico, materiais elétricos,

comunicação, metalúrgica, minerais não-metálicos e têxtil.

Destaca-se também em escala, inclusive internacional, a produção

irrigada de frutas ao longo da bacia do Rio São Francisco,

quase que totalmente voltada para exportação e concentrada

no município de Petrolina. Esta cidade possui um aeroporto

internacional com grande capacidade para aviões cargueiros

que fazem rotas com destino à Europa e EUA”.

Antonio Ferreira

presidente do Sincor-SE

“Com os benefícios oferecidos

pelo Sindicato aos associados, como o

plano odontológico gratuito e descontos

em faculdades, o nível de sindicalização

é de mais de 60% em termos gerais e

mais de 80% levando em consideração os novos profissionais

e empresas que estão ingressando no mercado. Uma característica

singular, não somente do corretor de seguros sergipano,

mas sim do mercado de seguros de Sergipe, é que devido

ao seu tamanho praticamente todos se conhecem, o que

possibilita um melhor relacionamento profissional e pessoal”.

28

Manoel Nésio Sousa

presidente do Sincor-CE

“Há 772 corretores pessoas físicas e 285 pessoas jurídicas

no Ceará, 20% são associados ao Sincor. Notamos que o seguro

garantia e compreensivos apresentam

grandes chances de crescimento. As

principais ações do Sincor para este

ano visam o combate à informalidade,

redução da carga tributária (ISS)

e aprimoramento e fortalecimento

da categoria. Para isso queremos uma

aproximação maior junto às seguradoras”.

Alderi Alves de Moura

presidente do Sincor-RN

“Atualmente o mercado de seguros do RN tem 468 corretores

de seguros recadastrados na Susep, atuantes entre

pessoas físicas e jurídicas, sendo que 302 são associados ao

Sincor-RN. Pelo próprio desenvolvimento do estado e com a

proximidade da Copa do Mundo no Brasil, sendo Natal uma

das cidades-sede, os seguros que estão apresentando grandes

chances de crescimento são os da área de infraestrutura

e de petróleo. Entre eles, os seguros de riscos de engenharia,

garantia contratual, responsabilidade civil, vida e saúde. Mas,

também temos um incremento muito grande de concessionárias

de marcas importadas sendo instaladas em Natal, o que

acarretará a entrada de novos veículos. As maiores oportunidades

de seguros no estado são os produtos comercializados

no varejo das grandes lojas da cidade – affinities. Ao mesmo

tempo, essas grandes oportunidades não são aproveitadas

pelos corretores locais porque esses produtos são formatados

com grandes corretoras nacionais e

estrangeiras que, por influências e um

maior poder de barganha junto às

seguradoras, conseguem penetrar

nos grandes grupos locais, ficando os

corretores da região com um menor

poder de atuação junto a esses clientes”.

Otavio Vieira Neto

presidente do Sincor-AL

“Atualmente contamos com 71%

dos corretores alagoanos associados

ao Sincor-AL. Entre os seguros mais

vendidos estão automóvel, previdência,

saúde e capitalização. Destacamos como

uma característica singular do mercado de seguros do estado

a proximidade e a amizade entre segurados e corretores. Uma

das dificuldades que enfrentamos é a distância do centro das

decisões das seguradoras, o que as tornam mais demoradas”.


painel

especial N/NE

evento

Clube dos Seguradores

da Bahia completa 53 anos

❙ (a partir da esquerda): Josimar Antunes, Josanias

❙ Clementino, Fausto Dórea e Paulo Roberto

A entidade completou 53 anos e comemorou a data em

27 de abril, na Churrascaria Sal & Brasa, em Salvador. No

mesmo dia, aconteceu a posse da diretoria e o lançamento

do seu site.

Segundo o presidente Fausto Dórea, a quantidade de

patrocinadores espelha o bom trabalho que a entidade vem

fazendo durante a sua gestão. “Convocamos as seguradoras

e seus principais executivos para participar do evento que

marca uma série de acontecimentos no Clube. Inovamos

com uma nova forma de votação, lançaremos um espaço

na internet de interação com nossos associados e todos os

membros do mercado segurador e agregaremos valores

para todas as seguradoras e entidades sindicais, que colaboraram

para esta festa acontecer”, declarou.

espetáculo

Xanadu estreia no Nordeste

Recife foi a primeira cidade do Nordeste a receber o musical

Xanadu. O espetáculo, que foi sucesso nos cinemas e na

Broadway, tem a versão nacional patrocinada pela SulAmérica.

A primeira apresentação foi no dia 27 de abril no Teatro da

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O roteiro é inspirado no filme “Xanadu”, sucesso norteamericano

na década de 80. Na história os deuses da mitologia

grega descem à terra para ajudar os humanos.Entre eles está

Clio (Danielle Winits), uma semideusa que adota o nome

Kira quando se disfarça como terrena. Ela vem à terra ajudar

Sonny Malone (Danilo Timm) um artista incompreendido

que deseja abrir uma casa noturna diferente.

“A estreia de Xanadu no Nordeste reforça a importância

que a região tem para a companhia e a nossa preocupação em

oferecer espetáculos de qualidade fora do eixo Rio Janeiro /

São Paulo”, comenta o diretor de marketing da SulAmérica,

30

relacionamento

Nova associada

A CesceBrasil passou

a fazer parte do grupo

de associados da Câmara

Brasil Portugal no Ceará.

A entidade conta com 127

empresas sócias e tem a

missão de apoiar as atividades

empresariais e discutir

as políticas públicas referentes

às relações do estado

com Portugal e os demais

países de língua portuguesa,

no âmbito da indústria,

comércio e serviços.

Ao tornar-se sócia da

Câmara, a seguradora pretende fortalecer o relacionamento

com empresários que atuam no mercado cearense. No final de

2011, a companhia inaugurou em Fortaleza seu oitavo escritório

no país, ampliando a presença física para oito estados.

“Agora contamos com a Câmara Brasil Portugal no Ceará

como uma grande parceira para que mais companhias possam

conhecer os benefícios do seguro de crédito para alavancar seus

negócios. Estamos também investindo na contratação de especialistas

e no desenvolvimento de produtos com alta tecnologia

agregada para a gestão integral do risco para que as empresas

locais possam desenvolver suas operações com segurança e

identificar novas oportunidades no mercado regional”, afirma

Luciana Brajterman, gerente de marketing e comunicação

da CesceBrasil.

Zeca Vieira.

Durante toda a temporada, segurados, corretores e funcionários

SulAmérica terão 30% de desconto na compra dos

ingressos. A produção faz parte do Circuito SulAmérica de

Música e Movimento.


especial norte-nordeste | turismo

Mais proteção

ao turista

Segundo pesquisa do Ministério do

Turismo, as regiões Norte e Nordeste

somam 60% da preferência dos

turistas brasileiros que pretendem

viajar nos próximos seis meses.

Diante do potencial turístico das

regiões, seguradoras e assistências

miram nesse mercado para oferecer

maior segurança ao público

O

mercado brasileiro de turismo

contribuiu com US$

79 bilhões para o PIB em

2011, segundo uma pesquisa

divulgada pelo Conselho Mundial de

Viagens e Turismo (WTTC, na sigla

em inglês). Esse número deverá crescer

7,8% em 2012. Apenas o turismo

doméstico apresentou crescimento de

6,5% em 2011, movimentando US$ 130

bilhões da economia. O setor hoteleiro

apresentou crescimento de 24% no País

no ano passado, de acordo com dados

da consultoria multinacional Jones Lang

LaSalle. Outro setor que acompanhou

esse bom momento do mercado foi o

segmento de cruzeiros marítimos. Somente

na temporada de 2010/2011, 793

mil turistas foram transportados na costa

brasileira. Segundo dados da “Cruise Lines

International Association” (CLIA),

divulgados pela Associação Brasileira

32

Gabriela Ferigato

de Cruzeiros Marítimos (Abremar), o

número de passageiros colocou o Brasil

em 5º lugar no ranking dos países que

mais transportam pessoas em cruzeiros

marítimos.

De acordo com a pesquisa mensal

Sondagem do Consumidor, elaborada

pela FGV e pelo Ministério do Turismo,

a região Nordeste é a preferida dos

turistas brasileiros que pretendem viajar

nos próximos seis meses, com 54,8%.

A região Norte aparece com 5,2% da

preferência.

Esse panorama reflete a boa fase

do turismo brasileiro. Com o aumento

da procura por seguro viagem dos que

embarcam em terras brasileiras, tanto

a lazer como a negócios, revela uma

mudança no perfil dos turistas. Eles se

mostram mais conscientes em relação à

importância da apólice, mesmo quando

não há obrigatoriedade por parte do país

de destino. Apenas no primeiro semestre

de 2011, o seguro viagem apresentou

crescimento de 42,29% e prêmios de R$

19,3 milhões, segundo levantamento da

Fenaprevi.

Segundo Edmar Bull, vice-presidente

da Associação Brasileira de

Agências de Viagens (Abav Nacional),

em algumas operadoras o seguro já vem

embutido no valor do pacote de viagens,

caso contrário a operadora oferece a

apólice a parte ao cliente. “As agências

de viagens alertam sobre a importância

de adquirir a apólice. Nós até disseminamos

a importância do seguro de

responsabilidade civil para os agentes

de viagem. Se um consultor cometer um

erro em relação ao horário da viagem,

ao fazer uma reserva ou até mesmo se

indicar um hotel e ele estiver em reforma,

por exemplo, a agência cobre esses

danos”, afirma Bull.


❙ Edmar Bull, da Abav Nacional

As seguradoras estão alertas para

as diversas oportunidades que esse

segmento gera. O seguro viagem da

Porto Seguro abrange planos nacionais e

internacionais. Nos nacionais há diversas

modalidades e, segundo Cristina Vieira,

gerente da área de vida & previdência da

seguradora, o mais vendido é o plano que

conta com serviços de assistências médica,

odontológica, farmacêutica, funeral

e jurídica; remoção inter-hospitalar,

retorno ao domicílio após alta hospitalar,

entre outros serviços. “Entre os

diferenciais que o nosso seguro viagem

possui estão o ‘Porto Viaje Bem’, que é

um conjunto de serviços de concierge

personalizado 24 horas, com assessoria

de entretenimento e cultura, a parceria

com a Localiza, onde o cliente pode alugar

um carro e ganhar 20% de desconto

e descontos em hotéis para pets, que

cuidam do animal de estimação durante

a viagem do cliente”, completa Cristina.

Tendo como foco o turista, porém

não de lazer e sim de negócios, a Companhia

Mutual de Seguros, em parceria

com a Euro-Center, lançou o Seguro

Mutual Business, destinado a empresas

cujos executivos viajam com frequência,

nacional ou internacionalmente. De

acordo com a Associação Brasileira de

Agências de Viagens Corportivas (Abracorp),

somente neste ano as receitas com

viagens corporativas deverão gerar R$

29 bilhões. “As empresas, principalmente

as multinacionais, têm como rotina em

suas sedes a preocupação com a contratação

de seguro. Com a disponibilização

❙ Cristina Vieira, da Porto Seguro

de produtos específicos, a tendência é

de que a consciência se amplie no meio

empresarial”, afirma a superintendente

da Mutual Seguros, Claudia Zalaf. A

apólice oferece cobertura para morte

acidental - com indenização de até R$

250 mil-, proteção para roubo de bagagens,

avarias definitivas ou parciais

por incêndio e roubos, gastos com

médicos ou procedimentos cirúrgicos,

farmacêuticos e hospitalares, perda de

documentos ou chaves etc. O produto

não possui franquia e, além dos demais

itens, inclui cobertura de responsabilidade

civil, indenização por consequência

de sequestro e demora por overbooking.

Sua contratação é anual.

Assistência de viagem

Entre as preocupações mais constantes

dos turistas estão o rápido atendi-

❙ Claudia Zalaf, da Mutual

mento em caso de emergências médicas

e o extravio de bagagens. Para assegurar

esses e outros possíveis imprevistos que

podem acontecer durante uma viagem,

as assistências oferecem diversos serviços

aos clientes.

A venda do SegurViaje (da Brasil

Assistência, subsidiária do Grupo

Mapfre) já representa 20% na carteira

da companhia — as regiões Norte

e Nordeste correspondem, juntas, a

aproximadamente 32% das viagens

nacionais. O produto cobre viagens

marítimas, aéreas e terrestres (com

exceção de viagens em motocicleta).

Na opinião de Sandro Barbosa, gerente

de distribuição da área comercial da

Brasil Assistência, nos últimos anos

está se falando mais em assistência

viagem ou seguro viagem e, aos poucos,

a população está se conscientizando

da importância e dos benefícios que o

produto pode proporcionar ao usuário.

“Vemos o crescimento nas vendas, principalmente

com a expansão dos canais

de compra desse produto, que hoje não

é vendido somente pelas agências de

turismo e corretoras de seguros, mas

também por empresas de outros ramos

que acabam incorporando a assistência

viagem em seus produtos para agregar

valor, como locadoras de veículos, estacionamentos

de aeroportos, hotéis etc”,

reforça Barbosa.

A Europ Assistance cobre despesas

médicas e odontológicas, regresso antecipado,

indicação de médicos e informações

de viagem. “Com os adventos

❙ Lilian Ferraz, da Europ Assistance

33


especial norte-nordeste | turismo

❙ Renato Spadafora, da Assist-Card Brasil

da Copa e Olimpíadas, a consciência

da importância da assistência viagem

se tornará mais presente em nosso País,

pois são oportunidades nas quais os

serviços de assistência, de forma geral,

serão muito demandados”, opina Lilian

Ferraz, gerente de produtos da empresa,

que pretende crescer 20% neste ano em

relação a 2011.

A Assist-Card oferece aos seus

clientes assistência médica e odontológica,

auxílio no rastreio de extravio de

bagagem, traslado sanitário (médico) e

repatriação funerária. Renato Spadafora,

CEO da empresa, destaca que no caso de

riscos naturais, a exemplo de intempéries

climáticas, a empresa oferece todo o

apoio logístico e auxílio com sua rede

de prestadores conveniados. “Em alguns

casos, como foi o exemplo do vulcão

que entrou em erupção recentemente no

Chile, a Assist-Card estendeu automaticamente

a vigência de todos os vouchers

dos clientes que não puderam prosseguir

viagem em virtude deste problema”,

exemplifi ca Spadafora. A empresa, que

pretende crescer no mínimo 30% em

2012, terá novidades nos produtos corporativos

e de intercâmbio.

Hotelaria

De acordo com a Associação Brasileira

da Indústria de Hotéis (Abih), com

base em informações do Cadastur, o Brasil

possui 5.925 meios de hospedagem

legalmente registrados. O setor hoteleiro

do Brasil estima fazer investimentos de

R$ 2,4 bilhões na construção de 92 novos

empreendimentos nas cidades-sede

da Copa de 2014. Pensando na movimentação

voltada para esse segmento,

a Abih Nacional, em parceria com o

Hotel Assist e o Grupo Coris Brasil,

lançou o programa “Hóspede Protegido”,

que oferece para clientes dos hotéis

associados à entidade um seguro saúde

que inclui cobertura médica, hospitalar,

remoção de emergência, odontológica,

farmacêutica, de repatriação e funerária.

A assistência funcionará 24 horas

por dia, em todo o território brasileiro,

durante o período da hospedagem. O

hotel que adotar o programa recebe o

selo Hóspede Protegido. Os estados

de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande

do Norte e Bahia foram os primeiros a

adotar o projeto piloto. Segundo Enrico

Fermi Torquato, presidente da Abih, o

programa atende a Lei Geral do Turismo,

na qual responsabiliza o Hotel por qualquer

dano causado ao cliente, enquanto

ele estiver no estabelecimento. “Vamos

ter três categorias dentro do programa.

Os valores variam de acordo com a

quantidade de coberturas escolhidas.

Meios de hospedagem com até 15 apartamentos

irão pagar R$247 por mês, já os

que possuem de 151 a 200 apartamentos

pagarão R$ 2283. O seguro cobre o hóspede

do check in ao check out”, afi rma

Torquato. A meta da Abih é atingir mil

hotéis associados em seu primeiro ano

de atuação com o programa.

Confi ra as principais proteções oferecidas no seguro viagem das companhias

• Assistência médica

• Assistência odontológica

• Assistência farmacêutica

• Garantia de viagem de regresso

• Regresso antecipado por

falecimento de parente ou cônjuge

• Repatriação Sanitária

• Repatriação Funerária

• Traslado / repatriamento médico

• Remoção inter-hospitalar

• Retorno ao domicilio após alta

hospitalar

34

Assistência jurídica

• Morte acidental ou invalidez

• Localização e encaminhamento

de bagagem/ extravio de

bagagem

• Extensão de período de

internação pós-vencimento

de voucher

• Hospedagem em hotel após

alta hospitalar

• Adiantamento de fundos

no exterior

• Despesas por atraso ou

cancelamento de voo


especial norte-nordeste | tendências

Novos segmentos

ganham destaque

Grandes projetos em

desenvolvimento na região

despertam interesse por produtos

até então pouco explorados,

como riscos de engenharia,

responsabilidade civil, garantia,

property, vida e saúde

Jamille Niero

Os investimentos no Norte e

Nordeste, principalmente

em infraestrutura, elevaram

o interesse por segmentos

do seguro que até então não eram muito

explorados. Riscos de engenharia, responsabilidade

civil, garantia, property,

vida e saúde são exemplos de segmentos

que tiveram maior procura e representam

boas oportunidades para o mercado.

A região será foco de diversos

projetos do PAC (Plano de Aceleração

do Crescimento) e destino de empresas

estrangeiras que buscam a economia

aquecida do Brasil para investir. Serão

ampliações e remodelagem de portos,

empreendimentos de refino de petróleo,

extração de minérios e produção de aço,

energia, gasodutos e fruticultura, fora a

preparação para a Copa do Mundo, com

a reforma de estádios, ampliação dos aeroportos

e obras de mobilidade urbana.

“As empresas que estão chegando

devem se preocupar principalmente

com os riscos de engenharia/instalação

e montagem de suas plantas, bem como

os danos que possam causar às empresas

36

que já estão instaladas, em função de

suas obras. Cada uma destas tem seu

risco próprio, salvo os riscos comuns,

como falhas na cadeia de abastecimento,

utilidades e logístico”, analisa Helenicy

Lima, diretora da filial Salvador da Aon.

“Todas essas obras fizeram com que

a distribuição de renda melhorasse. Há

empregos nas regiões e o retorno das

pessoas que tinham ido para o Sul e o

Sudeste”, constata Fernando Grossi, diretor

de produção Nordeste da Marítima.

A seguradora já tinha uma filial em

❙ Helenicy Lima, da AON

Fortaleza, desde 2003, mas em dezembro

de 2010 designou Grossi para incrementar

a atuação e, este ano, inaugurou filial

em Recife. Com o desenvolvimento da

região, a seguradora conseguiu fechar o

seguro de property (sendo a cobertura

de incêndio a principal), responsabilidade

civil e toda a frota de automóveis

de uma rede de lojas que comercializa

eletrodomésticos, além de participar

dos seguros de riscos de engenharia da

construção e ampliação de shoppings.

“De 2010 para 2011 crescemos 47% em

❙ Fernando Grossi, da Marítima


Fortaleza devido a esses projetos novos”,

complementa Grossi.

A CesceBrasil, especializada em seguro

garantia e de crédito, também notou

que o interesse por seus produtos cresceu

na região. “As construtoras e prestadoras

de serviços locais normalmente participam

de projetos de infraestrutura e

requerem garantia para participação”,

explica Daniel Nobre, diretor comercial

da seguradora.

Nobre conta que antes de inaugurar

a fi lial em Salvador, em 2010, a demanda

era atendida pelo Rio de Janeiro. No

primeiro ano da sucursal a companhia

viu seu volume de emissões dobrar na

região. “O prêmio girava em torno de R$

800 mil em 2010 e em 2011 foi para R$

1,5 milhão”, afi rma o executivo.

A produção da região – que ganhou

mais uma fi lial em 2011, em Fortaleza

- ainda representa 5% da produção

total da seguradora, mas, com os novos

Porto Digital, em Pernambuco

projetos, a meta é dobrar de tamanho nos

próximos dois anos e crescer em torno

de 35% em volume de prêmios. “Na

nossa produção, os estados da Bahia,

Pernambuco e Ceará têm se destacado.

Começamos um trabalho em Belém,

já que existe o polo de mineração no

interior de estado (em Paraupebas). São

locais onde estamos chegando e identifi

cando oportunidades”, complementa

Nobre. Outro destaque é o Pará, onde

a seguradora recebeu consultas sobre

seguro para concessão florestal, um

produto que ainda está desenvolvendo.

A Zurich, que tem fi liais em Salvador,

Recife e Fortaleza, também notou

o aumento na procura, por parte do

corretor, por determinados ramos que

antes não eram expressivos. Até abril a

companhia tinha cerca de 450 corretores

registrados na região. “Vemos também

que grandes corretoras fortes no Sul

e no Sudeste se instalaram no Norte e

Localizado em Recife, foi criado em julho de 2000 e agrega investimentos

públicos, iniciativa privada e universidades. Tem, atualmente, 200 instituições

entre empresas de tecnologia, serviços especializados e órgãos de fomento. Em

2010, o faturamento chegou a R$ 1 bilhão.

Em 12 anos de operação, o Porto Digital já transferiu para o Bairro do Recife

6.500 postos de trabalho, atraindo 10 empresas de outras regiões do País e quatro

multinacionais, abrigando, ainda, quatro centros de tecnologia. Destacam-se as

produções de softwares para gestão, soluções para o sistema fi nanceiro e de

saúde, games, softwares para o setor de segurança, sistemas para gerenciamento

de tráfego e transporte etc.

Já no setor da Economia Criativa, destacam-se empreendimentos de games,

animação, design, cinema, música e fotografi a.

O cluster é composto, em sua maioria, por pequenas e médias empresas,

porém multinacionais como IBM, Motorola, Samsung e Microsoft também estão

presentes.

Fonte: portodigital.org

Foto: Imago Fotografi a

❙ Daniel Nobre, da CesceBrasil

no Nordeste, para não perder oportunidades”,

aponta o responsável pela área

comercial de seguros gerais da Zurich

para o Norte e Nordeste, Eduardo Fazio.

Para atender a demanda e expandir a

atuação, a seguradora planeja abrir mais

duas fi liais ainda no primeiro semestre

de 2012, em Belém e Manaus.

O bom cenário atrai mais seguradoras

para a região, permitindo aos

consumidores e corretores terem mais

opções de produtos e serviços, gerando

para o mercado um cenário favorável

para todos.

Relacionamos abaixo alguns projetos

de destaque do Norte e Nordeste:

Portos

O Brasil possui hoje 37 portos públicos

e movimenta 76,7% do comércio

exterior. Apenas no Norte e Nordeste

são 18 os principais. Nos últimos anos,

os portos brasileiros ganharam destaque

❙ Eduardo Fazio, da Zurich

37


especial norte-nordeste | tendências

e sua capacidade aumentou – em 2007

o governo até criou uma Secretaria

Especial dos Portos –, mas anos de

abandono estagnaram alguns. A crise

mundial também prejudicou a economia

da maioria dos portos, que perderam

volume de exportação em 2008 e 2009.

Mas agora alguns portos investem em

novos produtos e querem incrementar

a receita. Alguns inauguram novos

empreendimentos, outros lutam contra

problemas antigos.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto

de Pesquisa Econômica Aplicada

(Ipea) identifi cou que o Brasil precisaria

fazer 265 obras e investir R$ 43 bilhões

na construção, ampliação e recuperação

das áreas portuárias. A ANTAQ

(Agência Nacional de Transportes Aquaviários)

anunciou, recentemente, investimentos

de R$ 30 bilhões nas instalações

portuárias brasileiras. Os recursos contemplam

R$ 9,5 bilhões para terminais

de portos públicos e R$ 21 bilhões a

serem aplicados na construção, ampliação

e operação de terminais de uso

privativo (TUP). Do valor destinado aos

38

portos públicos, R$ 2 bilhões vão para

a região Nordeste e R$ 1,5 bilhão para

os portos instalados no Norte do País. É

uma boa oportunidade para o mercado

de seguros, como indica Helenicy, da

Aon. “Surgirá uma demanda enorme relacionada

a cada uma destas obras, desde

as fases de concorrência/licitação, como

as garantias de licitante e posteriormente

de execução, bem como os seguros de

riscos de engenharia e equipamentos,

responsabilidade civil de obras na fase

de construção. Depois de executadas as

obras, apareceria a demanda de seguros

de operação e equipamentos, além de

danos causados a terceiros”, prevê.

A Marsh é uma das corretoras que

está aguardando a defi nição de marcos

regulatórios para a expansão de portos.

“Há vários portos privados sendo construídos

e expandidos no Sul e Sudeste.

Acredito que no Norte e Nordeste deve

acontecer a mesma coisa. Já há consulta

pública sobre o assunto”, informa

Armando Bandechi, especialista em

infraestrutura da Marsh. Segundo ele,

em termos de riscos, a operação portu-

Complexo Industrial Portuário de Suape,

em Pernambuco

A posição geográfi ca de Pernambuco, no centro da Região Nordeste, transforma

Suape em um centro concentrador e distribuidor de cargas, inclusive

um porto internacional concentrador de cargas para toda a América do Sul.

Suape hoje recebe investimentos da ordem de US$ 17 bilhões. São mais de

100 empresas instaladas e outras 35 em fase de implantação nos seus 30 anos

de existência.Uma refi naria de petróleo, três plantas petroquímicas e o maior

estaleiro do hemisfério sul estão em construção no local. Esses investimentos

alavancaram novas cadeias produtivas no estado em um movimento que irá

transformá-lo em um grande polo de bens e serviços para as indústrias de

petróleo, gás, off shore e naval.

Essas empresas contam ainda com incentivos fi scais, oferecidos pelos

Governos Federal e Estadual, com o objetivo de estimular a geração de empregos

e incrementar a economia regional.

Fonte: www.suape.pe.gov.br

❙ Armando Bandechi, da Marsh

ária é muito complexa e exige, além de

proteção do patrimônio, a cobertura de

responsabilidade civil, já que é intensa

a utilização de terceiros. “São vários os

seguros contratados para preservação

do operador. Especialmente se for em

regime de concessão, os editais sobre

expansão dos portos virão com especifi

cidades sobre seguros”, sugere.

Na área de transportes, Bandechi

vai além do setor portuário e aposta no

desenvolvimento do transporte hidroviário.

“É o momento de se investir na

utilização de hidrovias. O processo é

mais barato e o impacto ambiental é bem

menor do que as ferrovias, por exemplo”.

Complexos e polos industriais

Helenicy, da Aon, destaca o interesse

de grandes montadoras de veículos em

se instalar no Nordeste – como a Fiat,

que terá fábrica em Pernambuco –, não

apenas pelo potencial de consumo, mas

também devido a sua posição geográfi ca,

facilitando a distribuição da mercadoria

produzida. “A Aon está trabalhando

fortemente nos setores de mineração,

energia eólica e construção. As principais

coberturas contratadas são garantia

aos fi nanciadores, risco de engenharia e

responsabilidade civil das obras, transportes

de equipamentos (importação), todos

na fase de instalação das unidades”,

indica a diretora. Algumas já têm sua

produção de automóveis por lá – é o caso

da Ford, que tem sua planta no Polo de

Camaçari, um complexo industrial que

integra o segmento petroquímico com a

indústria de transformação.


especial norte-nordeste | tendências

Fotos: COFIC

40

Zona Franca de Manaus, no Amazonas

A ZFM compreende três polos econômicos: comercial, industrial e agropecuário.

O primeiro teve maior ascensão até o fi nal da década de 80, quando o

Brasil adotava o regime de economia fechada. O industrial é considerado a base

de sustentação da ZFM. O polo Industrial de Manaus possui aproximadamente

600 indústrias de alta tecnologia gerando mais de meio milhão de empregos,

diretos e indiretos, principalmente nos segmentos de eletroeletrônicos, duas

rodas e químico. Entre os produtos fabricados destacam-se: aparelhos celulares

e de áudio e vídeo, televisores, motocicletas, concentrados para refrigerantes,

entre outros. O polo Agropecuário abriga projetos voltados à atividades de

produção de alimentos, agroindústria, piscicultura, turismo, benefi ciamento

de madeira, entre outras.

A ZFM é administrada pela Suframa - Superintendência da Zona Franca

de Manaus, autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria

e Comércio Exterior.

Fonte: www.suframa.gov.br

Polo Industrial de Camaçari, na Bahia

O polo iniciou suas operações em 1978. É o primeiro complexo petroquímico

planejado do País e fi ca a 50 quilômetros de Salvador. Maior complexo

industrial integrado do Hemisfério Sul, são mais de 90 empresas químicas,

petroquímicas e de outros ramos de atividade como indústria automotiva,

de celulose, metalurgia do cobre, têxtil, bebidas e serviços. Com a atração de

novos empreendimentos para a Bahia, experimenta novo ciclo de expansão.

O Polo surgiu sob o modelo tripartite, reunindo em sua composição acionária

participações do estado e da iniciativa privada nacional e estrangeira. A

fase atual do Polo apresenta como traços a expansão e diversifi cação industrial.

Os maiores empreendimentos implantados no estado nos anos recentes se

localizaram no Polo de Camaçari. A Ford instalou o Complexo Industrial Ford

Nordeste, que é o maior e mais recente investimento da montadora em todo o

mundo, estimado em US$ 1,2 bilhão, para produzir 250 mil veículos/ano para os

mercados interno e externo. Já a Monsanto investiu US$550 milhões para instalar

a primeira indústria de matérias-primas para herbicidas da América do Sul.

Fonte: www.cofi cpolo.com.br

Principais portos

das regiões Norte

e Nordeste

Maceió - AL

Manaus - AM

Macapá - AP

Aratu - BA

Ilhéus - BA

Salvador - BA

Pecém - CE

Itaquí - MA

Santarém - PA

Vila do Conde - PA

Belém - PA

Cabedelo - PB

Sergipe - SE

Suape - PE

Recife - PE

Natal - RN

Areia Branca - RN

Porto Velho - RO

Locais como o polo industrial de

Camaçari, o polo de tecnologia da informação

Porto Digital e os complexos

industriais portuários de Suape e Pecém

não são novos, mas estão em expansão.

“Antes a região era hospedeira de grandes

indústrias, mas as decisões eram

tomadas no Centro-Sul do País. Hoje

isso mudou. Vemos que os investimentos

estão indo para lá e a decisão fi nanceira

é tomada lá também”, analisa Nobre, da

CesceBrasil. Segundo ele, a indústria

está em plena expansão no Nordeste e

as empresas têm aumentado a busca pelo

seguro de crédito. “Existem características

de performance exportadora que têm

aumentado. As empresas estão se internacionalizando.

Parte delas trabalha com

comércio exterior e oferecemos proteção

contra inadimplência”, complementa.


especial norte-nordeste | gestão

Ser visto para

ser lembrado

42

Seguradoras inauguram filiais, direcionam executivos para

atender à região e realizam ações específicas para a população

local. A ideia é marcar presença e melhorar o atendimento para

aproveitar as oportunidades de uma terra em expansão

Jamille Niero

Acompanhando o crescimento das regiões

Norte e Nordeste, várias seguradoras estão

optando por estabelecer filiais nos estados

com mercado em desenvolvimento.

O objetivo é aumentar e melhorar o relacionamento

com os corretores, principal canal de distribuição

de produtos, além de se destacar aos olhos dos

consumidores.

A SulAmérica é uma das seguradoras que desenvolveu

ação específica para a região. A companhia

tem um projeto piloto de serviço de manutenção

preventiva em veículos com atendimento em domicílio.

O projeto começou no dia 2 de abril e, por

enquanto, só é válido na região metropolitana de

Recife. Os segurados da região recebem desconto

de R$ 100 para serviços de manutenção preventiva

que permitem a realização de revisões programadas

no endereço onde o cliente estiver.

Hoje, o Norte e o Nordeste representam 15% da

vendas da seguradora. Recentemente, o presidente

e o vice visitaram as cidades de Fortaleza, Maceió

e Salvador, entre outras, para conversar com mais

de 400 corretores da região. “O Norte e o Nordeste

estão crescendo e toda a concorrência está indo para

lá. Temos que ir também”, alega o diretor regional

de Vendas da SulAmérica no Norte e Nordeste, José

Henrique Pimentel. Segundo ele, a visita foi importante

para medir o nível de desenvolvimento da companhia

na região e as possibilidades de crescimento,

especialmente no interior. “Estamos reforçando

a rede referenciada no interior”, indica Pimentel.

Conforme dados da Susep e da ANS, referentes ao

segundo trimestre de 2011, as carteiras de maior

destaque para a SulAmérica na região foram Auto

(crescimento de 27,2% em receita) e Odonto (avanço

de 25,1% em número de segurados). A performance

positiva na carteira de Odonto reflete a compra da

DentalPlan, em 2011, estratégica para a expansão dos

negócios na região.

A região também é estratégica para a Tokio

Marine, que conta com oito sucursais no Norte e no

Nordeste: Recife, Fortaleza, Natal, Aracaju, Manaus,


❙ José Henrique Pimentel, da SulAmérica

Porto Velho, Salvador e Belém. A meta

é dobrar o prêmio no Brasil até 2016 e,

para a companhia, é fundamental estar

mais próximo do corretor para conquistar

este objetivo.

“Atualmente, esta região responde

por aproximadamente 10% do volume

de produção da diretoria varejo. Nossa

expectativa de expansão na região é de

20% e essa projeção está baseada no

crescimento médio de toda a região,

que hoje é praticamente o dobro do PIB

brasileiro”, afi rma o diretor executivo

comercial da Tokio Marine, Valmir

Rodrigues. Para auxiliar no crescimento

da produção na região, a diretoria da

seguradora decidiu destacar um novo

titular para a área comercial varejo Norte

e Nordeste: João Melo e Silva. Nascido

no Piauí, criado no Ceará e há 26 anos

radicado em São Paulo, o executivo tem

❙ Valmir Rodrigues, da Tokio Marine

experiência de 12 anos em corretora e

13 anos na própria Tokio Marine. Melo

acumula as diretorias do RJ, ES, SC,

PR e RS.

A MetLife é outra seguradora que

busca designar um executivo para a

região. Até o fechamento desta matéria,

a companhia estava em processo de contratação

de um gerente para a regional

Nordeste para focar em relacionamento

com corretor. “Mais de 90% da nossa

produção na região é de corretores

locais. Principalmente os pequenos e

médios têm confi ado no nosso trabalho”,

destaca o diretor comercial, Marcio

Magnaboschi.

A regional Nordeste da seguradora

fechou o primeiro semestre de 2011

com crescimento de 51,3% em prêmios

acumulados em relação ao mesmo

período do ano passado na área de seguro

de vida. O resultado da regional

foi impulsionado, principalmente, pelo

rendimento de Pernambuco (61,7%) e

por diferentes ações que a companhia

desenvolve como parte do plano estratégico

de inserção no mercado, como

apoio e participação em congressos e

eventos da região.

De acordo com Magnaboschi, as

fi liais facilitam o entendimento da cultura

e o modelo de negócios da região.

“Muitas vezes os corretores perdem

velocidade de atendimento operando

com a matriz em São Paulo ou no Rio

de Janeiro. Se há documentação para

ser entregue ele pode pegá-la na fi lial,

se precisar ter reunião já estamos por

❙ Durvalice Fontana, da ACE

❙ Marcio Magnaboschi, da MetLife

lá”, defi ne.

A MetLife pretende ampliar a fi lial

de Pernambuco, estado que cresce a

passos largos. “O parque industrial tem

crescido bastante e as empresas de lá

apostam nos planos odontológicos para

reter talentos”.

Novas fronteiras

2011 foi o ano em que a Ace criou

a sua segunda estrutura regional. Para

sediar a operação, a fi lial Salvador foi

reformulada para abrigar novos profi ssionais

que passaram a atuar no suporte

às transações locais. Estes colaboradores

operaram a partir das unidades já estabelecidas

na capital baiana e Belém, além

das novas sucursais inauguradas ao longo

do ano: Recife, Fortaleza e Manaus.

“Nesta estrutura, o corretor pode falar

diretamente com a pessoa que conhece

as necessidades regionais e tem poder

de decidir”, ressalta Durvalice Fontana,

responsável pelas operações no Norte

e Nordeste. “Clientes e parceiros estão

ganhando muito em agilidade e na capacidade

de criar soluções inovadoras para

cada tipo de situação”, complementa.

A sede regional da Ace em Salvador

recebeu investimentos em tecnologia da

informação e em telefonia para operar de

forma interligada à matriz. O escritório

está instalado em um prédio que conta

com infraestrutura para eventos, fl ats e

restaurantes. Durvalice diz que, atualmente,

a Ace é a única seguradora na

região com a estrutura de subscritores

locais.

43


especial norte-nordeste | gestão

Conversamos com alguns corretores do Norte e Nordeste

para saber a opinião deles sobre a importância

da seguradora “estar mais perto fi sicamente”. Confi ra:

NORTE

Pará


A presença da seguradora nas praças onde opera

demonstra que ela acredita naquela região e está disposta

a investir ali primeiro para depois angariar resultados. Por

outro lado, é um meio de conhecer as peculiaridades

regionais, o que não se consegue à distância.

Para o corretor, a presença da seguradora promove

uma interação muito maior, além de fortalecimento e

estreitamento das relações, resultando em maior agilidade

em todas as etapas do negócio. Ao fi nal, quem sente a

diferença é o cliente, pois observa que tudo o que se

relaciona ao seu seguro


‘rola’ com maior desembaraço.

Amapá


Devido à população do estado não ser muito grande

- a capital tem cerca de 300 mil habitantes -, a maioria

das seguradoras nos atende por meio das fi liais no Pará.

Algumas mantêm escritórios com funcionários “volantes”,

que fazem visitas periodicamente, como a Mapfre, a Porto

Seguro e a SulAmérica. Considero o que já temos aqui

satisfatório, mas devido à demanda e ao mercado estar

crescendo, as companhias deveriam pensar em colocar

mais pessoas para nos atender.


Ulisses Ribeiro da Silva Filho, diretor financeiro do Sincor-AP

e da UF Corretora

NORDESTE

44

Marcos Telles Gentil, diretor da Monte Carlo Corretora

Elevador Lacerda - Bahia

Tocantins


Orla de Icoaraci - Belém do Pará

É fundamental termos as fi liais na nossa região,

pois, com o advento da internet, tudo (ou quase) é feito

via sistema. Entretanto, mesmo com toda a tecnologia

existente e a disposição dos corretores, são inúmeros os

problemas que, tendo a existência física da seguradora,

podemos resolver com mais rapidez. Além disso, a falta

de seguradoras de grande porte na nossa região faz

com que deixemos de concretizar operações de seguros

diferenciados, pois os reduzidos números de fi liais

existentes ‘massifi cam’ somente os produtos ‘básicos’

(como automóvel e bilhetes feitos em bancos detentores

de algumas seguradoras).


Bahia


A seguradora estar fi sicamente na região gera confi ança. O

produto ‘seguro’ precisa que o consumidor confi e no intermediário

(corretor) e, principalmente, na empresa que presta o serviço. Sendo

assim, é fundamental para a credibilidade do produto a presença

física da instituição.

Para o corretor, entendo que é a sinergia e interação. A presença

física no atendimento é fundamental para dar o diferencial ao

produto e ao serviço. Temos muitos


produtos parecidos e o que faz

a diferença é o talento de cada pessoa.

Antonio de Oliveira Sousa, diretor da Pirâmide Corretora

Fausto Dórea, presidente do Clube dos Seguradores da Bahia


especial norte-nordeste | gestão

Pernambuco


Como diz o velho ditado, ‘Quem não é visto, não

é lembrado’. Primeiro, ser visto para ser lembrado, e

continuar sendo visto para ser confi ado.

Ultimamente, tenho me preocupado com o

excesso de valor creditado às máquinas e à informática,

apontando que ela por si só é sufi ciente para substituir

uma boa representação pessoal. Acho que é um

caminho equivocado e que a informática é o melhor

instrumento para auxiliar as pessoas, não fazer as pessoas

serem auxiliares das máquinas. Estar próximo é a única

maneira de prospectar e manter um relacionamento

profícuo para segurador, corretor e cliente.


Carlos Valle, vice-presidente da Fenacor para o Nordeste e

diretor da Valle Corretora

Maranhão


A sucursal na região nem sempre ajuda

no atendimento ao corretor. É relativo, porque

às vezes o tratamento direto com as pessoas é

mais compreensivo, mas pode servir apenas de

‘trampolim’ para o problema ser passado para

frente. Problemas relacionados a ramos diversos

e benefícios são mais fáceis de serem resolvidos

na própria diretoria. Falta autonomia e estrutura

para algumas fi liais. Ramos que praticamente não

tínhamos cultura de operar estão se desenvolvendo.

Estamos nos moldando à necessidade, mas as

seguradoras estão engatinhando em preparar

melhor o corretor para trabalhar


com esses

produtos que antes não lidávamos.

Paraíba

Adalberto Soares, diretor da Monumental Corretora

“Sergipe

“ “

diferenciado. Porém, alguns problemas demoram mais pois


Flaviano de Lucena Oliveira, diretor da Flaviano Lucena Corretora

Penso que, embora adepto das formas modernas

de comunicação, no que tange o relacionamento entre

seguradora e corretor de seguros é muito importante a

presença física da companhia na região, pois mostra o quão

a localidade é importante nos planos da empresa e reforça

fatores que são primordiais no setor de seguros, que são a

credibilidade e a confi ança.


Érico Melo, diretor da BRR Seguros, criador e responsável pelo

conteúdo do blog Seguros-SE

Rio Grande do Norte

É importante manter fi liais para dar assistência ao

corretor. Como vamos resolver problemas com seguradoras

O crescimento do Nordeste mostra que as seguradoras

que não têm fi liais no Nordeste, especialmente na Paraíba?

precisam estruturar melhor o atendimento na região. É

Via telefone é muito complicado. Temos exemplos de

um investimento, mas também tem o retorno por estar

parcerias boas com seguradoras, como a Mapfre, que

ali com a marca. Há boa vontade no atendimento, mas

tem fi liais em João Pessoa e Campina Grande, e há outras

algumas seguradoras têm pouca estrutura operacional e

seguradoras que disponibilizam visita do gerente, como

não conseguem atender a demanda. Não falta capacidade

HDI, Porto Seguro e Liberty. As seguradoras estão se

técnica, mas sim estrutural.

interessando mais pela região e querem dar atendimento

diferenciadas para o mercado regional.

só são resolvidos em São Paulo ou no Rio de Janeiro, onde

há a matriz. Isso poderia ser melhorado.

Jaques Andrade, diretor da Andrade Estrela Corretora

46

A presença das seguradoras trouxe proteções


Lençóis Maranhenses - Maranhão


especial norte-nordeste | saúde

Consolidação na região

depende de aquisições

Tanto as empresas originárias da região quanto aquelas

que vêm de outros estados buscam o crescimento

expressivo com a aquisição de carteiras regionais

Kelly Lubiato

A

grande mobilidade social

proporcionada pelo desenvolvimento

econômico desperta

nos consumidores emergentes

a necessidade de buscar um plano

de saúde suplementar.

O Nordeste está se revelando como

uma região estratégica para as operadoras

e seguradoras. “O mercado de saúde

suplementar é pró-cíclico, ou seja, cresce

junto com a economia. Movimentos

como a descentralização regional dos

investimentos – públicos e privados

-, o aumento da renda e o acesso das

48

classes C e D ao consumo, assim como

o crescimento do emprego formal e a

necessidade de retenção de mão-de-obra

pelas pequenas e médias empresas, são

fatores que sustentam o crescimento da

economia e devem manter o mercado

aquecido nos próximos anos”, avalia o

presidente da Bradesco Saúde, Marcio

Coriolano. Em 2011, a carteira da Bradesco

Saúde cresceu 20,9%, sendo que

aumentou 75% na região Norte e 28%

na região Nordeste.

Vale ressaltar que junto com o

crescimento econômico vem a conscientização

das pessoas e empresas sobre a

necessidade de proteger suas vidas, de

seus funcionários e seu patrimônio.

Entre as carteiras potenciais estão

Auto e Saúde. Dados de mercado

mostram que as classes C e D já são

responsáveis por 39% das motos vendidas

e 23% dos carros comercializados

no País. “Embora o nicho represente

mais da metade da população, apenas

19% desses cidadãos têm planos de

saúde privados”, constata Matias de

Ávila, vice-presidente comercial da

SulAmérica.

O maior impulso atual na economia

da região Norte e Nordeste está nas

pequenas e médias empresas. Essa característica

tem se acentuado diante dos


❙ Marcio Coriolano, da Bradesco Saúde

incentivos governamentais à formalização

dos empreendedores. Por isso, este

é um nicho em que todas as empresas

pretendem investir.

Só no ramo de Saúde, a SulAmérica

cresceu mais de 40% no último ano no

Norte e Nordeste. Para 2012, o cenário

de mercado é mais conservador, mas

pela experiência dos últimos anos, não

seria exagero esperarmos um crescimento

entre 10% e 15% na região neste ano,

considerado todos os ramos de negócio.

Em 2011, a validação da compra

da DentalPlan foi estratégica para a

expansão dos negócios da SulAmérica

nessa região. “Focada na venda de planos

odontológicos para pessoas jurídicas, a

operadora iniciou as operações em Recife,

nos anos 1980, e se tornou uma das

maiores operadoras das regiões Norte e

Nordeste”, explica Ávila.

❙ Matias de Ávila, da SulAmérica

O desafi o de manter um padrão de

qualidade nacional, na região, parece

não preocupar as seguradoras. “Estamos

sempre muito atentos aos fornecedores e

buscamos os melhores estabelecimentos

médicos visando aprimorar ao máximo

a rede referenciada da Bradesco Saúde

e da Mediservice. O resultado é fruto de

muito diálogo com os hospitais, clínicas

e laboratórios de todo o país”, ressalta

Coriolano.

Entretanto, como todo local mais

afastado, a verticalização do atendimento

é uma alternativa para o crescimento

sustentado. Este foi o principal mote para

a criação de uma operadora regional, o

Hapvida, que nasceu no Ceará, mas está

presente nas principais capitais e cidades

das duas regiões.

André Rosas, superintendente comercial

da Hapvida, conta que a empresa

nasceu a partir do visionário médico Dr.

Cândido Pinheiro que resolveu criar

o plano de saúde do Hospital Antonio

Prudente, em Fortaleza, há 18 anos. “Por

10 anos atuamos com rede credenciada.

A partir de 2004, para ganhar competitividade,

encontramos na verticalização

nosso caminho de seguir com preços que

fossem do tamanho da necessidade do

Norte e Nordeste”, conta.

As regiões Norte e Nordeste do

País apresentam algumas peculiaridades.

Rosas explica que ainda há muitas

epidemias locais, épocas de viroses etc,

que provocam lotações sazonais nas

emergências hospitalares. “Por isso, temos

que contar com a tecnologia para o

controle do volume diário de atendimentos”,

pontua, acrescentando que pediatria

é um grande problema local pela falta

de profi ssionais e UTI neonatal. Para se

destacar, a operadora investiu neste segmento

e hoje é referência em pediatria e

emergências pediátricas.

Como é um público em ascensão,

ele conhece as benevolências de um

plano de saúde, mas ainda não tem

renda sufi ciente para adquirir um produto

de ponta. “O desafi o é equilibrar a

expectativa de nossos clientes para um

plano de saúde, que tenha qualidade com

custo baixo”, argumenta o executivo do

Hapvida.

As seguradoras que atuam na re-

❙ André Rosas, da Hapvida

gião apostam na diversifi cação para

enfrentar esta questão. De acordo com

Marcio Coriolano, “A Bradesco Saúde

possui diversos produtos para atender

os diferentes tipos de clientes de norte

ao sul do país. Os valores são baseados

em vários atributos, como a região do

risco de saúde, faixa etária, cobertura

geográfi ca dos segurados, múltiplos de

reembolso, fator moderador, entre outros”.

Já a SulAmérica oferece “todos os

planos da rede referenciada em todo o

País, porém com preços regionalizados,

todos com acomodação em apartamento”,

reforça Matias de Ávila.

Comercialização

O Hapvida é uma das poucas operadoras

do país que tem uma venda muito

grande de planos individuais. No início

de suas operações, em Fortaleza, não

havia corretores específi cos de planos

de saúde. Por isso, em algumas praças

como Fortaleza, Natal, Manaus, Belém,

Aracaju e Maceió, o Hapvida ajudou empreendedores

locais a se estabelecerem e

se tornarem concessionários dedicados

de venda dos planos da operadora.

“Para a venda de planos empresariais,

Recife e Salvador são mercados

onde existem consultorias de benefícios

e que também atuam conosco”, conta

Rosas. Por outro lado, ele ressalta que

já existe um movimento das consultorias

nacionais para abrirem fi liais em

Fortaleza e Manaus. Os corretores plenos

atuam na região, porém, em menor

escala para saúde.

49


economia digital

por Thaís Ruco*

Corretores são protagonistas

no comércio eletrônico

A cada ano, os números do comércio eletrônico

dão saltos. O faturamento somou R$ 18,7 bilhões em

2011, com crescimento de 26% em relação ao ano

anterior. Em transações, o crescimento foi de 34%

no mesmo período. Esse avanço superou de longe o

crescimento das lojas físicas. Em 2010, aconteceu o

maior crescimento do comércio eletrônico em toda

a história do Brasil: 40% em relação ao ano anterior.

Por trás de pesquisas desta natureza está a Câmara

Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.

net), maior entidade multissetorial da América Latina,

agregando diversos segmentos da economia que se

inserem nas práticas on-line – entre eles, o de seguros.

Democratizar as compras eletrônicas seguras é

o papel da camara-e.net, que tem os corretores de

seguros como parceiros ideais. Esses profissionais

são grandes protagonistas do comércio eletrônico:

lideram no Brasil o processo de atendimento na

emissão de certificados digitais, insumos básicos

para transações eletrônicas seguras e com validade

jurídica. São mais de 50 empresas, corretoras de

seguros, que se tornaram Autoridades de Registro

(AR’s) de certificados digitais, além de dezenas delas

em processo de credenciamento nas Autoridades

Certificadoras (AC’s), como, por exemplo, Sincor e

Fenacor. As vantagens dos corretores de seguros é

que estão próximos do cliente e são especialistas em

atendimento presencial e consultivo, o que é indispensável

para a tarefa de analisar e conceder documentos

como os certificados digitais.

Corretores de seguros estão entre os representantes

de diversos setores interessados no avanço

da economia digital, que compõem o Comitê de

Identidades Confiáveis da camara-e.net. Em abril,

o grupo promoveu discussão sobre novos modelos

e aplicações de certificados digitais, analisando as

propostas apresentadas pelo ITI (Instituto Nacional

de Tecnologia da Informação).

Foram discutidas as assinaturas digitais avançadas

especificamente para documentos PDF – ou

50

seja, utilizar o PAdES (PDF Advanced Electronic

Signatures) no padrão brasileiro de assinatura digital.

O PDF hoje é mais do que um arquivo, é uma estrutura

de documento de diversas camadas, separando texto,

imagens e o certificado digital. Com isso, o PAdES

permite assinar um ponto específico do documento,

por exemplo, dentro de um campo de formulário,

de forma bem análoga ao papel. Esta evolução deve

contribuir para migração dos documentos para o meio

eletrônico em diversos segmentos, como o jurídico,

a imprensa oficial e o setor de seguros, não só para

preservar informações como torná-las eletrônicas

para facilitar consultas.

Os corretores de seguros também estão participando

da discussão sobre o novo certificado de atributo,

tecnologia complementar que amplia o potencial

de uso do certificado digital, com um fator maior de

segurança. Enquanto o certificado digital identifica

uma pessoa ou empresa, o certificado de atributo qualifica.

Exemplos seriam certificados de atributos de

membro da OAB para advogados, ou de representante

de uma entidade de seguros. O certificado de atributo

determina alçadas – não representa quem a pessoa é,

mas o que ela pode fazer naquele momento. O prazo

de validade daquele atributo pode não ser o mesmo

do certificado digital, assim, o certificado digital

deve ser renovado sempre que ocorrer alteração em

qualquer um dos prazos. Pelo fato de o certificado

de atributo não existir sem o certificado digital, ele

é um indutor do uso da tecnologia de segurança da

certificação digital.

Além de os corretores fornecerem certificados

digitais como novo item em sua carteira de produtos

e serviços, é a partir daí que acontecerá o comércio

eletrônico no setor de seguros. Os sites das corretoras

estão se modernizando e, com a ativa participação

desses profissionais pelo avanço da economia digital,

em breve deveremos ter consolidada a contratação de

seguros via internet, para bem atender os consumidores,

que estão cada vez mais on-line.

* Thaís Ruco é jornalista especialista em seguros e economia digital


produtos | massifi cados

Inovação

na gestão

operacional

e de vendas

De olho no potencial do mercado, a Tempo

Afinidades aposta na gestão diferenciada e

na inovação dos meios de suporte aos seus

parceiros de negócio

O

mercado de produtos massificados

no Brasil vem

se tornando um berço de

oportunidades, que não se

limitam a modelos convencionais. A

inovação parte da oferta de produtos e

serviços cada vez mais personalizados

para os clientes fi nais e alcança até a

gestão operacional e comercial. “O

futuro dos produtos massifi cados está

na gestão diferenciada, amparada pela

construção de plataformas web”, afi rma

Marcos Couto, CEO da Tempo Assist,

cuja carreira acumula mais de 15 anos

de experiência no mercado segurador.

A gestão diferenciada é o destaque

da Tempo Afi nidades, divisão de ne-

❙ Marcos Couto, CEO

52

gócios massifi cados da Tempo Assist.

Líder na comercialização de planos

odontológicos por esse canal de distribuição,

a Tempo Afi nidades tem caminhado

rápida e constantemente rumo à

inovação dos meios de suporte aos seus

parceiros de negócio. “Nossos clientes

têm à disposição uma plataforma digital

personalizada, que permite o acesso a

informações como detalhes do produto,

rede credenciada, impressão de carteirinha,

busca de rede por celular, entre

outros”, explica Alex Silva, diretor da

Tempo Afi nidades.

A pré-disposição do mercado aos

produtos massifi cados é determinante

para os investimentos no canal de dis-

❙ Alex Silva, diretor de Afinidades

tribuição por afi nidade. Silva menciona

o aumento do poder aquisitivo da classe

C como um dos principais fatores que

impulsionam a demanda por esses produtos.

Entender como fazer a oferta para

esse público tem sido um exercício para

todas as empresas. “Na Tempo Afi nidades,

temos analisado minuciosamente

o comportamento do mercado em que

os nossos parceiros atuam e realizamos

uma venda consultiva. Assim, podemos

oferecer soluções adequadas em assistências

e odontologia ao público-alvo,

com canais de venda efi cientes”, afi rma.

Confiante na estratégia de compartilhamento

da gestão dos clientes,

a Tempo Afinidades se prepara para

oferecer aos seus parceiros – empresas

e corretores – novos recursos para

acompanhamento online. “Sabemos da

complexidade de administrar um volume

de vendas na casa dos milhares e queremos

tornar esse desafi o algo simples

e nada burocrático. Faremos isso por

meio de uma plataforma digital, pela

qual será possível acessar informações

relacionadas à ‘conta’. Nossos parceiros

também poderão realizar solicitações

operacionais, consultar os indicadores

das campanhas de incentivo à venda e

solicitar materiais de apoio à comunicação,

por exemplo”, complementa o

diretor da Tempo Afi nidades.


vitrine

avulsos

Serviços podem ser contratos

individualmente

A Porto Seguro criou

o “Porto Seguro Serviços

Avulsos”, modalidade na qual

os serviços são contratados à

parte, tanto pelo segurado que

já esgotou o limite de solicitações

gratuitas previsto em

sua apólice quanto aos não

clientes da companhia. “Os

Serviços Avulsos aumentam

a percepção de valor dos

seguros e de produtos da

companhia, que oferece esses serviços como benefícios. É

como oferecer uma ‘degustação’ do que temos de melhor”,

afi rma Milton Oliveira, diretor de serviços da Porto Seguro.

Os serviços estão organizados em quatro categorias: casa;

carro; pet e para o próprio cliente. A relação completa está

disponível no site www.portoseguro.com.br/servicosavulsos.

ferramenta

Informações unifi cadas para iPad

O Grupo elaborou um aplicativo que

unifi ca as informações das empresas Bradesco

Auto/RE, Bradesco Capitalização,

Bradesco Saúde e Bradesco Vida e Previdência.

Os dados de todos os produtos

se encontram em apenas um ambiente.

O aplicativo permite aos clientes

adquirir produtos da Bradesco Capitalização

e planos de previdência privada da

Bradesco Vida e Previdência por meio de link para clientes

do Banco Bradesco. A ferramenta também possui área

pública que oferece videodicas sobre segurança no trânsito

e economia, serviço de consulta de produtos e contato.

“Trabalhamos para oferecer aos clientes todas as informações

em um só lugar. Para isso criamos um aplicativo

que unifi ca a visão do segurado e facilita o seu dia a dia”,

explica o diretor de tecnologia da informação e soluções

digitais, Enrique Adan. O aplicativo pode ser baixado

gratuitamente no iTunes ou na App Store.


Foto: Marino Sterle

mercado | internacional

Mais investimentos

para o Brasil

Diretoria do Grupo Generali anunciou, em

sua Assembleia Geral de Acionistas, que

pretende ampliar sua atuação no País, com

produtos da vida e ramos elementares

Nos próximos 10 anos, a Generali

pretende ampliar o mix de

sua arrecadação de prêmios

e o Brasil será um dos focos,

junto com países do Leste Europeu e

Ásia. Hoje, 70% dos prêmios ganhos da

Generali vem dos países da Europa “antiga”

(Itália, Alemanha, França), onde é

líder em seguro de vida, mas que apresentam

mercados já consolidados, sem

grandes possibilidades para expansão.

Em médio prazo, a companhia espera

que 50% dos prêmios venham destes

mercados em desenvolvimento.

Em 2011, a seguradora arrecadou

69 bilhões de euros em prêmios globais.

Fundado em Trieste em 1831, o Grupo

atua em mais de 60 países, com cerca

de 70% dos seus prêmios oriundos de

mercados internacionais e possui 65

54

Kelly Lubiato, de Trieste

milhões de clientes. Mais de 100 mil

pessoas atuam no Grupo. Em sua divisão

de Asset Management, ele administra

cerca de 460 bilhões de euros.

Para atingir seus objetivos ao redor

do mundo, a Generali pretende lançar

produtos específicos para atender as necessidades

de cada mercado, com foco na

diversificação dos canais de distribuição,

principalmente na atuação via internet.

Para o Brasil, o plano de expansão

ainda não está pronto, mas a atual administração

dá sinais de que em breve haverá

novidades. Segundo Sergio Balbinot,

diretor de negócios internacionais, o País

tem um potencial de desenvolvimento

grande e está presente nas estratégias

internacionais da seguradora. “Em dez

anos, esperamos que apenas 50% dos

prêmios venham de Itália, Alemanha

e França, ampliando a participação da

Ásia e América Latina”, ressaltou.

O CEO do Grupo Generali, Giovanni

Perissinoto, disse no evento que

❙ Sergio Balbinot

Foto: Giuliano Koren Foto: Marino Sterle

Foto: Giotto Enterprise


Foto: Giuliano Koren

❙ Giovanni Perissinotto

“o Brasil é um mercado em que estamos

prestando muita atenção”. Segundo

matéria publicada no jornal Valor Econômico,

o executivo veio ao Brasil para

anunciar um investimento de R$ 150

milhões. Estas palavras são ratifi cadas

pelas mudanças que vêm ocorrendo na

diretoria da empresa por aqui, que já

conta com Carmelo Furci na presidência

do Conselho de Administração, José Ribeiro

como novo CEO e Luigi Barcarolo

Praça de São Marcos

Piazza Venezia

Prêmios Globais de Seguros em 2011 =

69 bilhões de Euros

24% Alemanha

3.1% América do Sul

10.9% Europa

(outros países)

1% Asia

na diretoria de marketing e novos canais.

Os executivos foram muito claros

ao destacar que a seguradora não tem

nenhuma intenção de adquirir qualquer

empresa brasileira. “Nosso objetivo é

crescer organicamente, reestruturando

nossa atuação e canais de distribuição”,

enfatizou Balbinot. Ele sinalizou que

estes novos produtos devem seguir pelo

Presença na Itália

A Generali domina o território italiano

e está presente nos maiores cartões

postais daquele País, como a Praça de

São Marcos, em Veneza, ou a Piazza

Venezia, em Roma.

O core business da companhia está

direcionado para os produtos de vida,

com foco em apólices de proteção de

poupança e previdência privada complementar.

No segmento de não vida,

o Grupo foca o mercado de varejo, com

um grande portfolio de coberturas.

Ela também está presente no setor de

assistência, através da Europ Assistance,

que oferece serviços nos segmentos de

viagens, saúde, residência e familiar.

O Grupo Generali lidera também o

mercado europeu em termos de distribuição

por canais diretos (internet e telefone),

com arrecadação de 3,5 bilhões de

prêmios em 2011. Mas a sua atuação via

direta somente é realizada nos países em

que este tipo de transação é permitida.

por área

18.9% França

5.7% Leste Europeu

29.2% Itália

3.7% Outros países

3.5% Espanha

caminho da segmentação, como aqueles

que são voltados para as pequenas e

médias empresas. A seguradora pretende

criar novos produtos, mas ainda não

defi niu se serão nas áreas de vida ou

ramos elementares.

Para se ter uma ideia das experiências

que podem ser aproveitadas no

mercado brasileiro, em outros países o

Grupo tem forte captação via internet,

por exemplo. Na França, onde os resultados

não foram muito favoráveis no canal

banco, os agentes e a internet tiveram

melhor desempenho, tendo este último

arrecadado mais de um milhão de euros

em prêmios em 2011.

No Brasil, a Generali atua em

oito estados com 14 escritórios, desde

1925, e tem participação de 0,35% do

mercado, o que é muito pouco frente à

sua postura europeia. Em 2011, o crescimento

de seus prêmios no país fi cou

em torno de 5,5%, alcançando a marca

R$ 45,3 milhões.

Os resultados apresentados na Assembleia

de Acionistas mostraram que

o Grupo Generali melhorou o seu índice

combinado para 96,5% em 2011. Mesmo

assim, houve uma ligeira queda no resultado

das operações, principalmente por

conta de aplicações em dívidas soberanas

europeias. Entretanto, os executivos fi zeram

questão de ressaltar que o resultado

do primeiro trimestre de 2012 já apresentou

signifi cativa melhora, com a volta do

crescimento da companhia.

55


negociação

por Richard Hessler Furck*

Como vender seguros ao

novo consumidor brasileiro

Todos os meios de comunicação celebram a evolução

e o crescimento econômico do povo brasileiro,

que passa por um raro momento sinérgico, em que

as classes sociais mais baixas sobem, “puxando” as

demais para cima, num círculo virtuoso.

Neste sentido, as classes E e D estão migrando

para classe C, que por sua vez, gradativamente migra

para a classe B e assim por diante. Some-se a isso o

fato de que aumenta cada vez mais o número de brasileiros

ricos, e tem-se aí um grande retrato da pujança

econômica que a política brasileira conquistou nos

últimos anos, entre os governos FHC, Lula e Dilma.

Fato é que o grande público-alvo do mercado segurador

brasileiro para esta próxima década é exatamente

este, ascendente das classes mais baixas.

O que chama a atenção é que, ao contrário de

países como China e Coreia do Sul, que focam seu

crescimento sustentado em valores como educação e

cidadania, no Brasil, ocorrem disparidades culturais

que provocam efeitos diretos em alguns hábitos de

consumo, e que invariavelmente terão efeitos futuros

que podem vir a ser nefastos se algo não for feito agora.

Veja o gráfico abaixo, que representa a relação

entre crescimento econômico e cultural dos povos:

Crescimento Econômico da população

12

10

8

6

4

2

0

56

Brasil

Ideal

Coreia, China

Evolução Cultura:

Informação

Estudo

Conhecimento

Cultura

Experiências

Observa-se no gráfico ao lado uma análise relativa

entre o crescimento econômico da população

e a sua evolução cultural, comparando três cenários

diversos. O cenário ideal é representado pela linha

verde, onde a evolução cultural segue gradativamente

na mesma proporção da evolução econômica de um

povo - ou pessoa. Desta forma, quanto mais dinheiro

as pessoas têm, hipoteticamente, mais têm acesso à

informação, estudo, conhecimento e experiências, e

portanto mais cultura.

Já a curva azul representa os países que investem

em educação e cidadania, como por exemplo, a China

e a Coreia do Sul, e em nosso continente o Chile.

Nesta linha, observa-se que a evolução cultural ocorre

antes ainda da evolução econômica das pessoas, isto

é, prioriza-se o estudo e o conhecimento ao enriquecimento

patrimonial, que passa a ser conseqüência

do engrandecimento cultural do país. Claro que

isso também acontece no Brasil, porém em caráter

excepcional.

No Brasil, de forma geral, há uma classe pobre

que agora passa a conquistar bens de consumo aos

quais nunca teve acesso, como televisores de LED 3D,

geladeiras e carros, financiados em até 60 parcelas.

Neste cenário de descompasso evolutivo, já

experimentado pelos EUA das décadas de 50 e 60,

percebemos que o enriquecimento cultural está sendo

relegado a um segundo plano, situação que vale para

todas as classes, variando aí apenas os exemplos, quer

sejam a TV de LED para a classe baixa, o veículo

sedan importado “completão” para a classe média ou

aquele apartamento em Miami para os mais ricos.

Os efeitos deste cenário, além dos mais óbvios,

como o baixo nível de poupança, o endividamento

excessivo e a criação de uma economia de viés inflacionário,

no entanto, podem ser ainda mais graves. De

imediato, já se sente o aumento real da inadimplência,

afetando diretamente a oferta de crédito bancário.

Sabe-se, historicamente, que um povo mais culto,

informado e experiente se protege mais, e que a instituição

do seguro visa justamente devolver à sociedade


tudo aquilo que lhe é turbado enriquecendo o ciclo da

economia. Ocorre que o sujeito, hoje, se sente seguro

para ter mais filhos, mas não faz seguro de vida para

proteger esta família maior. O sujeito compra TV

de LED e “Home Theater”, mas diz que não sobrou

nada para fazer o seguro residencial, e a fulana gasta

até seu último centavo para comprar um carro zero

quilômetro em 60 parcelas, enche ele de acessórios

como DVD e GPS com dez cheques pré-datados, e se

dá conta de que não consegue pagar o seguro.

A curva vermelha do gráfico acima, mostra nossa

situação atual, onde uma camada da população que

está sendo agraciada com estes bens de consumo sobe

mais rápido na linha patrimonial do que na esfera

cultural, perigosamente chegando mais rápido na

condição de comprar seus bens do que na experiência

e cultura necessárias para gozar deles e de avaliar

os riscos e efeitos desta posse. Assumindo que os

sinistros irão inegavelmente ocorrer com esta parcela

desprotegida, os resultados disso são inevitavelmente,

a médio e longo prazo, uma sociedade endividada,

com nome “sujo” e sem condições de prosperar por

falta de crédito. A mesma falta de crédito que fez

nascer o monstro da crise de 2008, e que ainda resiste

vivo e forte na Europa e EUA.

No gráfico, o quadro ressaltado em preto, mostra

exatamente os consumidores com os quais o mercado

atual de seguros se depara e para os quais temos que

“reaprender a vender”.

Os tres dilemas para vender seguros

neste cenário:

1. conhecer a cadeia de valor:

Este público que não compreende o discurso

tradicional de vendas, baseado em VALOR, pois,

segundo a equação V=P/E, VALOR é uma função

relativa entre a EXPECTATIVA de uma pessoa e

a PERCEPÇÃO dela sobre a experiência do que se

compra (seja bem ou serviço). Quanto maior a expectativa,

mais difícil é perceber-se satisfeito, e por

consequência, ver VALOR. Assim, para se verificar

VALOR, há que se ter expectativa, o que hoje não

há, pois tudo é novo para aquela pessoa. E se algo é

novo, não sei o que esperar disso. VALOR é função

direta de expectativa. Expectativa é função direta de

experiência. Onde não há experiência, expectativa, o

VALOR desaparece.

2. Gerenciar a expectativa:

Como a experiência interfere na expectativa,

temos um consumidor que, ao adquirir um produto

como seguro, não sabe o que esperar dele. Desta forma,

é muito comum a falha na gestão da expectativa,

como por exemplo no caso do segurado que acha que

o corretor de seguros deve ir ao “Poupatempo” providenciar

a segunda via dos seus documentos perdidos,

pois “pagou por isso”, ou daquele que exige que a seguradora

“dê perda total” em seu carro, simplesmente

porque acha que os reparos não irão ficar bons e não

quer ficar com um carro quase zero batido.

Outra questão vinculada á expectativa é a do

segurado que se esquece de que o seguro não vale

apenas para quem sofre um sinistro, mas pela proteção

que dá, todos os dias. Entre as missões do

nosso mercado, está portanto a de disseminar uma

cultura de seguros, e gerenciar esta expectativa deixando

cada vez mais claro quais são os benefícios,

direitos e deveres das pessoas quando se trata da

instituição seguro.

3. Gerenciar a experiência:

Como já dissemos, aonde não há experiência, a

expectativa é falha. Assim, é nossa missão cada vez

mais compreender as experiências de vida desta nova

parcela consumidora. Suas paixões, medos, costumes,

valores, anseios, e tudo o mais que se possa observar

num novo processo de gestão de relacionamento, que

costumo chamar de “CRM 3.0”, ou, uma nova versão

do marketing de relacionamento, com menos discurso

e mais ação.

Além disso, há que se adequar o discurso, para

se tornar mais palatável ao novo consumidor. À

parte de qualquer viés político, sabemos que uma

das grandes competências do ex-presidente Lula era

seu enorme poder de retórica, em um discurso que

atingia todas as parcelas da população, indistintamente,

sem complexidades nem condescendências.

Uma de suas ferramentas mais importantes era o

frequente uso de metáforas, que lhe permitiam

explicar de forma cristalina, o “déficit fiscal”,

comparando-o com a conta do armazém da dona

de casa, ou a complexa política partidária, como

se fora um jogo de futebol.

A capacidade de negociar valor com o novo consumidor

ascendente brasileiro, que teve acesso aos

bens de consumo mais rapidamente que à informação,

e ao conhecimento, será diretamente proporcional

à nossa habilidade de comparar, metaforicamente,

o complexo setor de seguros com coisas simples e

corriqueiras como uma panela de pressão para uma

dona de casa de meia idade. Pois não há dona de casa

que não saiba dos efeitos de uma panela de pressão

estourada em sua cozinha.

* Richard Hessler Furck é corretor de seguros, palestrante e consultor de empresas, e atua como

professor de Pós-Graduação nos cursos de Negociação Estratégica e Venda Consultiva.

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comunicação e expressão

por J. B. Oliveira*

O muito comum lugar-comum!

lugar-comum. S. m. 1. Fonte de onde se podem

tirar argumentos, provas etc., para quaisquer

assuntos. 2. P. ext. Fórmula, argumento ou

ideia já muito conhecida e repisada. 3. Trivial;

trivialidade. [Sin., nas acepções 2 e 3: chapa,

chavão, clichê. Pl.: lugares-comuns.]

É o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa

que assim define o verbete lugar-comum. A

primeira acepção é branda, amigável. As duas outras

são mais severas, condenatórias, indicando que sua

utilização não é recomendável por traduzir redundância

ou irrelevância. Em outras palavras: ou consiste na

repetição de fórmulas muito conhecidas e repisadas –

na acepção número dois – ou se refere a banalidades,

vulgaridades mesmo, no sentido número três.

Por representar uma forma de empobrecimento

da língua, o lugar-comum torna-se um vício de linguagem,

ao lado de tantos outros, igualmente condenáveis,

como: pleonasmo, plebeísmo, barbarismo,

solecismo e que tais, todos comprometedores da

beleza e estética do idioma.

O interessante é que, às vezes – e felizmente –

alguns deles caem em desuso e acabam no esquecimento.

Até porque outros vêm ocupar seu lugar nas

mensagens da mídia e dos comunicadores (querem

a aplicação de um lugar-comum? Então aí vai: “dos

comunicadores de plantão!”).

Ora, sendo a nossa “última flor do Lácio” uma

das mais ricas, belas e flexíveis línguas do mundo,

com algo ao redor de 435.000 verbetes e 510.000

palavras, não se justifica que alguém fique a repetir

mecânica e, muitas vezes, inconsequentemente, frases

feitas e – não raro – malfeitas! Em conversa com o

excelente comunicador Flávio Prado, ele relatou o

caso de um colega, a quem perguntaram sua opinião

sobre determinado lance e ele não pestanejou,

“mandou” um sonoro “Para mim foi ‘sine qua non’”!

Essa expressão latina, muito usada no meio jurídico,

significa apenas “sem o que não” e se aplica ao caso

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em que determinada coisa é absolutamente indispensável:

“a presença de um advogado é conditio sine qua

non para que se realize um julgamento”. Já se pode

ver que o uso desse clichê foi totalmente descabido!

Há algum tempo, sempre que alguém fazia alusão

à implementação de uma melhoria, por exemplo, em

algum setor da empresa ou da sociedade, o chavão

era: “Será um salto de qualidade”.

Mas é evidente que, para que isso acontecesse,

tornava-se necessário “fazer a lição de casa”... Isso

porque, se as coisas não dessem certo, seria preciso

o quê? : “Correr atrás do prejuízo”. (Sempre indago:

para que correr atrás do prejuízo? Eu prefiro correr

atrás do lucro, porque este eu quero alcançar e não

aquele!).

De igual modo, para estimular uma pessoa a

assumir uma postura inovadora ou ousada, dizia-se

que, com tal atitude, ela iria “fazer a diferença” ou

“acrescentar um plus” (alguns, achando que isso era

pouco, reforçavam: “acrescentar um plus A MAIS!”)

Queixando-se das dificuldades enfrentadas para

obter os resultados financeiros que busca, é tristemente

comum ouvir alguém exclamar – e reclamar – que

“tem que matar um leão por dia”!

E se, por acaso, também encontra dificuldades de relacionamento

no serviço, ainda tem que “engolir sapo”...

Durante o carnaval, toda vez que, nos desfiles, um

bloco – pela boa apresentação da bateria, de uma ala,

das alegorias ou por qualquer outra razão – causa sensação

na assistência, o narrador dispara um sonoro:

“A escola levantou a arquibancada!” Isso quer dizer

que o grupo “caiu no gosto” do público!

Por sua vez, na área esportiva, quando um atleta

se classifica para participar nos jogos olímpicos ou em

outro certame importante, o que ele fez? “Carimbou

o passaporte”!

Estou certo de que um dia nossos profissionais

e órgãos de comunicação se conscientizarão desse

empobrecimento linguístico e fugirão dos horríveis

lugares-comuns!

“Quem viver verá”!

* J. B. é Consultor de Empresas, Professor Universitário, Advogado e Jornalista.

É Autor do livro “Falar Bem é Bem Fácil”, e membro da Academia Cristã de Letras.

jboliveira@jbo.com.br | www.jboliveira.com.br

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