15.04.2013 Views

Pontos de partida para uma pesquisa desenvolvida ... - ppgav - Udesc

Pontos de partida para uma pesquisa desenvolvida ... - ppgav - Udesc

Pontos de partida para uma pesquisa desenvolvida ... - ppgav - Udesc

SHOW MORE
SHOW LESS

Create successful ePaper yourself

Turn your PDF publications into a flip-book with our unique Google optimized e-Paper software.

PONTOS DE PARTIDA PARA UMA PESQUISA DESENVOLVIDA NO<br />

ÂMBITO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES<br />

VISUAIS DA UDESC.<br />

Giovana Bianca Darolt Hillesheim 1<br />

Dra. Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva (orientadora) 2<br />

Resumo<br />

Tendo como tema a investigação “Um Olhar <strong>para</strong> as Pesquisas que Abordam a Formação <strong>de</strong><br />

Professores <strong>de</strong> Artes Visuais”, em fase <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento no PPGAV da UDESC, o texto<br />

trata das motivações e encaminhamentos metodológicos consi<strong>de</strong>rados pela autora na<br />

condução da dissertação. A partir <strong>de</strong> abordagem qualitativa e esclarecimento dos critérios<br />

<strong>para</strong> seleção <strong>de</strong> dados, são tecidas consi<strong>de</strong>rações sobre a pertinência do objeto <strong>de</strong> estudo.<br />

Palavras-chave: formação <strong>de</strong> professores <strong>de</strong> arte; metodologia <strong>de</strong> <strong>pesquisa</strong> qualitativa; coleta<br />

<strong>de</strong> dados.<br />

Abstract<br />

With the theme the investigation “Looking for researches on Teacher Education Visual Arts”<br />

un<strong>de</strong>r <strong>de</strong>velopment in PPGAV, UDESC, the text <strong>de</strong>als with the motivations and<br />

methodological referrals consi<strong>de</strong>red by the author in the conduct of the dissertation. From a<br />

qualitative approach and clear criteria for data selection consi<strong>de</strong>rations are ma<strong>de</strong> about the<br />

relevance of the study object.<br />

Keywords: training for the art teachers; qualitative research methodology; data collection.<br />

Consi<strong>de</strong>rações iniciais<br />

Todo jovem <strong>pesquisa</strong>dor gostaria <strong>de</strong> adotar como livro <strong>de</strong> cabeceira a<br />

<strong>de</strong>spretensiosa obra <strong>de</strong> Mário Quintana Da preguiça como método <strong>de</strong> trabalho 3 . Porém, no<br />

momento em que a <strong>pesquisa</strong> inicia <strong>de</strong> fato, ou mesmo diante do mergulho na poesia do<br />

escritor gaúcho, percebemos que ser simples e sintético é trabalho árduo, fruto <strong>de</strong> infinitas<br />

leituras, inúmeras consi<strong>de</strong>rações e <strong>uma</strong> vasta coleção <strong>de</strong> insatisfações.<br />

A insatisfação é a força motriz do <strong>pesquisa</strong>dor. A <strong>pesquisa</strong> surge daquilo que<br />

nos incomoda, aflige, exige respostas. Charmaz (2009, p.34) chama esta seleção inicial do<br />

1<br />

Mestranda do Programa <strong>de</strong> Pós-Graduação em Artes Visuais Da UDESC; membro do Grupo <strong>de</strong> Pesquisa<br />

Educação, Arte e Inclusão. giovanabianca@yahoo.com.br<br />

2<br />

Professora do Programa <strong>de</strong> Pós-Graduação em Artes Visuais Da UDESC; coor<strong>de</strong>nadora do Grupo <strong>de</strong> Pesquisa<br />

Educação, Arte e Inclusão. cristinau<strong>de</strong>sc@yahoo.com.br<br />

3<br />

QUINTANA. M. Da preguiça como método <strong>de</strong> trabalho. – 2. ed. – São Paulo: Globo, 2007.<br />

1


tema que se transformará em objeto da <strong>pesquisa</strong> <strong>de</strong> conceitos sensibilizadores. Estes<br />

compreen<strong>de</strong>m o conjunto <strong>de</strong> interesses <strong>de</strong> nosso universo investigativo; são pontos <strong>de</strong> <strong>partida</strong><br />

que muitas vezes surgem <strong>de</strong> <strong>uma</strong> premissa pessoal, ferramentas provisórias oriundas <strong>de</strong><br />

questões mal resolvidas em nossa formação inicial ou <strong>de</strong>sdobramentos <strong>de</strong> <strong>uma</strong> perspectiva<br />

singular do mundo que nos ro<strong>de</strong>ia; são, ainda segundo a autora, “um ponto <strong>para</strong> começar, não<br />

<strong>para</strong> concluir”.<br />

Desta feita, a insatisfação que dá origem ao estudo Um olhar <strong>para</strong> as <strong>pesquisa</strong>s<br />

que abordam a formação <strong>de</strong> professores <strong>de</strong> artes visuais: caminhos percorridos e a<br />

percorrer, objeto <strong>de</strong>ste artigo, brota da observação <strong>de</strong> que a maioria das <strong>pesquisa</strong>s <strong>de</strong> pós-<br />

graduação que investigam a formação do professor <strong>para</strong> o ensino <strong>de</strong> arte está alojada nos<br />

cursos <strong>de</strong> pós-graduação em educação, poucas <strong>de</strong>las encontram-se filiadas aos cursos <strong>de</strong> pós-<br />

graduação em artes.<br />

Tal percepção passou <strong>de</strong> <strong>uma</strong> inquietu<strong>de</strong> inicial a objeto <strong>de</strong> análise, gerando<br />

inúmeras perguntas: Há diferenças epistemológicas entre as <strong>pesquisa</strong>s que investigam a<br />

licenciatura em artes visuais nos programas educacionais e artísticos? Os estudos sobre o<br />

ensino da arte estão se afastando da arte? Os cursos <strong>de</strong> pós-graduação em artes visuais são<br />

insuficientes <strong>para</strong> abrigar a <strong>de</strong>manda <strong>de</strong> <strong>pesquisa</strong>dores? Quais <strong>de</strong>stes cursos têm o ensino da<br />

arte como linha <strong>de</strong> <strong>pesquisa</strong>? Existem conflitos entre arte e educação? De que or<strong>de</strong>m?<br />

Estas questões norteadoras seguem os preceitos <strong>de</strong> Trivinõs (2011, p.95) que<br />

discute a <strong>de</strong>limitação do problema da <strong>pesquisa</strong> sob dois pontos <strong>de</strong> vista: o primeiro <strong>de</strong>les é<br />

<strong>de</strong>finido pelo <strong>pesquisa</strong>dor, mesmo quando este não tenha nenhum contato direto com o objeto<br />

<strong>de</strong> estudo; o segundo diz respeito ao envolvimento do <strong>pesquisa</strong>dor diante <strong>de</strong> <strong>uma</strong> situação que<br />

precisa ser esclarecida. Neste caso o tópico da <strong>pesquisa</strong> recai diretamente no âmbito da<br />

graduação do <strong>pesquisa</strong>dor ou da prática profissional cotidiana. É este caráter <strong>de</strong> envolvimento<br />

e suas respectivas insatisfações que nos interessam e alavancam nossa <strong>pesquisa</strong>.<br />

Embora o tema nos inquiete e <strong>de</strong>sperte o <strong>de</strong>sejo <strong>de</strong> esclarecer nossas dúvidas,<br />

os conceitos sensibilizadores precisam <strong>de</strong> um ponto concreto <strong>de</strong> <strong>partida</strong>, sendo necessário<br />

conhecer as <strong>pesquisa</strong>s preliminares sobre o assunto. Neste sentido, Fonseca da Silva (2011)<br />

elenca alguns autores que tem se <strong>de</strong>dicado à sistematização <strong>de</strong>ste assunto ao longo dos anos.<br />

Dentre eles: Silva (2008), Nunes (2009), Tourinho (2009), Pillar e Rebouças (2008) e Simó<br />

(2010).<br />

2


Tais estudos apontam <strong>para</strong> a existência <strong>de</strong> <strong>uma</strong> produção relevante, embora<br />

ainda insuficiente, no campo <strong>de</strong> formação <strong>de</strong> professores <strong>para</strong> o ensino da arte no Brasil. A<br />

complexida<strong>de</strong> do tema que se abre <strong>para</strong> múltiplas possibilida<strong>de</strong>s <strong>de</strong>ixa transparecer quão<br />

amplo e rico é este campo <strong>de</strong> conhecimento.<br />

O que queremos salientar nesta <strong>pesquisa</strong>, porém, é o enfoque filosófico <strong>de</strong>stes<br />

estudos. Acreditamos que o histórico <strong>de</strong> lutas em prol da inclusão da disciplina na educação<br />

básica, a busca pelo reconhecimento no meio educacional e o movimento <strong>de</strong> professores <strong>de</strong><br />

arte <strong>para</strong> que a área recebesse um tratamento paritário nos documentos oficiais e marcos<br />

legais, tem repercutido em um discurso uníssono que acabou por silenciar outras questões tão<br />

importantes quanto a busca por legitimação <strong>de</strong> espaço.<br />

Destacamos não ser nossa intenção <strong>de</strong>smerecer as <strong>pesquisa</strong>s vinculadas à<br />

valorização do ensino da arte, absolutamente. Tais abordagens contribuíram sobremaneira<br />

<strong>para</strong> que avanços reais ocorressem no ambiente escolar, tal como a inserção da disciplina na<br />

base nacional comum da educação básica a partir da Lei Nacional <strong>de</strong> Diretrizes e Bases da<br />

Educação, lei nº 9.394, <strong>de</strong> 1996. Também é mérito <strong>de</strong>stes estudos o alerta e cobrança por<br />

melhorias em questões frágeis ainda presentes no cotidiano escolar: investimentos<br />

inexpressivos em formação continuada por parte dos governos, falta <strong>de</strong> logística e material<br />

a<strong>de</strong>quado <strong>para</strong> as aulas, classes lotadas e dificulda<strong>de</strong>s que vão <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o comportamento do<br />

alunado até a inclusão qualitativa <strong>de</strong> alunos com necessida<strong>de</strong>s educativas especiais.<br />

Embora saibamos da concretu<strong>de</strong> <strong>de</strong>stes problemas, propomos aqui um<br />

repensar <strong>de</strong> posicionamentos e <strong>uma</strong> reflexão sobre a formação do professor <strong>de</strong> arte <strong>de</strong> maneira<br />

epistemológica. Lançaremos nosso olhar <strong>para</strong> o quanto há <strong>de</strong> arte nas <strong>pesquisa</strong>s sobre<br />

formação <strong>de</strong> professores. Não teríamos nos afastado <strong>de</strong>mais <strong>de</strong> nosso objeto <strong>de</strong> estudo?<br />

Estaríamos minimizando o po<strong>de</strong>r <strong>de</strong> alcance da arte? Um enredo menos educacional seria <strong>uma</strong><br />

atitu<strong>de</strong> egoísta? Trata-se essencialmente do <strong>de</strong>sejo <strong>de</strong> voltar os olhos <strong>para</strong> a base filosófica da<br />

disciplina e construir um enredo que nos permita reviver o fascínio da atmosfera artística.<br />

Ainda am<strong>para</strong>dos na simplicida<strong>de</strong> calorosa <strong>de</strong> Quintana que transforma<br />

qualquer problema em poesia, ousamos pensar neste novo enredo, embora o poeta alerte:<br />

...o enredo é pretexto, o essencial é a atmosfera. A insatisfação faz parte do fascínio da leitura.<br />

Um verda<strong>de</strong>iro livro, <strong>de</strong> um senhor autor, não é um prato <strong>de</strong> comida, <strong>para</strong> matar a fome. Tratase<br />

<strong>de</strong> um outro pão, mas que nunca sacia... E ainda bem! (QUINTANA, 2007, p. 208).<br />

Este trecho <strong>de</strong> Primeiras Leituras refere-se aos clássicos da literatura e seu<br />

po<strong>de</strong>r arrebatador <strong>de</strong> alimento básico e essencial, tal qual o pão. O pão que queremos<br />

3


fomentar nesta <strong>pesquisa</strong> tem este quê <strong>de</strong> alimento que não se cansa <strong>de</strong> comer. Propomo-nos a<br />

prestar mais atenção aos ingredientes do pão – neste caso, da arte – que à mesa na qual será<br />

servido. Buscamos esquecer, mesmo momentaneamente, que há geleias, biscoitos, café e leite<br />

em volta – aqui representando as <strong>de</strong>mais disciplinas curriculares. Propomos saborear o pão<br />

sem a preocupação <strong>de</strong> discutir sua importância em relação aos outros alimentos que compõem<br />

a refeição.<br />

Muito provavelmente o envolvimento direto com o ensino da arte nos permita<br />

ver com singularida<strong>de</strong> o objeto <strong>de</strong> <strong>pesquisa</strong> proposto. Triviños (2011) afirma que é a<br />

contemplação viva do fenômeno que nos permite estabelecer a diferença que existe entre os<br />

<strong>de</strong>mais fenômenos investigativos e aquele sobre o qual nos <strong>de</strong>bruçamos. Ao reunir<br />

informações e buscar os dados que guiarão o estudo vamos estabelecendo relações sócio-<br />

históricas e elaborando juízos, raciocínios e conceitos que nos permitirão conhecer a realida<strong>de</strong><br />

concreta do fenômeno. Este conhecimento construído através da <strong>pesquisa</strong> torna-se a evidência<br />

do preceito <strong>de</strong> Charmaz anteriormente citado: interesses pessoais se transformam<br />

paulatinamente <strong>de</strong> pontos <strong>de</strong> <strong>partida</strong> em pontos <strong>de</strong> chegada.<br />

O portal da CAPES como fonte <strong>para</strong> a coleta <strong>de</strong> dados<br />

Acreditamos que a tarefa <strong>de</strong> coletar e selecionar dados <strong>para</strong> <strong>uma</strong> <strong>pesquisa</strong> qualitativa é<br />

um tanto quanto complexa, principalmente quando temos em mente um olhar crítico<br />

alicerçado n<strong>uma</strong> triangulação <strong>de</strong> informações com simultâneos enfoques: processos centrados<br />

no sujeito, elementos produzidos pelo meio do sujeito e processos originados pela estrutura<br />

socioeconômica e social. 4 Consi<strong>de</strong>ramos ainda que a credibilida<strong>de</strong> da fonte on<strong>de</strong> os dados<br />

serão coletados empresta sua integrida<strong>de</strong> e legitimação social <strong>para</strong> o estudo proposto. Desta<br />

feita, nossa <strong>pesquisa</strong> se remete à Coor<strong>de</strong>nação <strong>de</strong> Aperfeiçoamento <strong>de</strong> Pessoal <strong>de</strong> Nível<br />

Superior (CAPES), embora saibamos que a confiabilida<strong>de</strong> dos dados é apenas um dos indícios<br />

<strong>para</strong> a qualida<strong>de</strong> da <strong>pesquisa</strong>, <strong>de</strong>vendo a mesma contar ainda com coerência no suporte teórico<br />

e claros critérios <strong>de</strong> análise.<br />

4 Acerca da técnica da triangulação na coleta <strong>de</strong> dados, consultar: TRIVIÑOS, A.N.S. Introdução à <strong>pesquisa</strong> em<br />

ciências sociais: a <strong>pesquisa</strong> qualitativa em educação. – 1. Ed. – 20 reimpr. – São Paulo: Atlas, 2011.<br />

4


Criada em julho <strong>de</strong> 1951, no início do segundo governo Vargas e tendo como primeiro<br />

dirigente a figura do educador Anísio Teixeira, a CAPES adquiriu ao longo <strong>de</strong> sua história<br />

papel fundamental na consolidação e expansão dos cursos <strong>de</strong> pós-graduação stricto sensu no<br />

país. 5 Sua missão <strong>de</strong> corroborar na construção <strong>de</strong> um padrão <strong>de</strong> excelência acadêmica <strong>para</strong> os<br />

mestrados e doutorados nacionais ganhou ainda mais evidência diante do novo Plano<br />

Nacional <strong>de</strong> Educação (PNE 2011-2020). Pela primeira vez o PNE contempla e abriga entre<br />

seus componentes o Plano Nacional <strong>de</strong> Pós-Graduação (PNPG 2011-2020) que, sob a tutela<br />

da CAPES, elenca as próximas políticas nacionais <strong>para</strong> pós-graduação e <strong>pesquisa</strong>. Em sua 6ª<br />

edição o PNPG é testemunho do papel relevante da CAPES junto aos cursos <strong>de</strong> pós-<br />

graduação, embora não possamos negar as polêmicas existentes entorno das motivações que<br />

nortearam o plano, a saber, o vínculo explícito entre o <strong>de</strong>senvolvimento qualitativo do ensino<br />

superior e o olhar externo direcionado ao país como potência emergente.<br />

Excluindo-se discussões <strong>de</strong> or<strong>de</strong>m motivacional no PNPG, há <strong>uma</strong> questão cuja<br />

opinião é unânime: a qualida<strong>de</strong> das <strong>pesquisa</strong>s e o rigor científico nos cursos <strong>de</strong> pós-graduação<br />

são peças chave <strong>para</strong> a almejada excelência acadêmica. Agora, mais do que outrora, o<br />

reconhecimento da importância da <strong>pesquisa</strong> <strong>para</strong> um padrão <strong>de</strong> qualida<strong>de</strong> é um fato, que por<br />

sua vez está formalizado já na introdução do documento:<br />

O núcleo da pós-graduação é a <strong>pesquisa</strong>. A <strong>pesquisa</strong> <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> <strong>de</strong> treinamento e exige<br />

<strong>de</strong>dicação plena ao estudo, sendo a tarefa das instituições acadêmicas e institutos <strong>de</strong><br />

<strong>pesquisa</strong>, públicos ou privados, aliar este e aquela. Os resultados da <strong>pesquisa</strong>, ao<br />

serem aplicados, levam a tecnologias e a procedimentos, po<strong>de</strong>ndo ser usados no<br />

setor público e no sistema privado, e fazendo do conhecimento e da tecnologia <strong>uma</strong><br />

po<strong>de</strong>rosa ferramenta no <strong>de</strong>senvolvimento econômico e social. (PNPG, 2011, p. 18).<br />

Por tais motivos, parece-nos fi<strong>de</strong>digno coletar os dados <strong>para</strong> este estudo no banco <strong>de</strong><br />

teses e dissertações alojado no portal da CAPES. Contando com o resumo das dissertações e<br />

teses <strong>de</strong>fendidas no Brasil <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 1987, este se constitui como um verda<strong>de</strong>iro inventário das<br />

<strong>pesquisa</strong>s realizadas no Brasil 6 .<br />

Cabe registramos aqui a salutar contribuição das <strong>pesquisa</strong>s <strong>de</strong>senvolvidas e<br />

divulgadas no âmbito das associações <strong>de</strong> <strong>pesquisa</strong>dores, críticos, artistas e professores <strong>de</strong> arte<br />

do Brasil, citamos: a Associação Nacional <strong>de</strong> Pesquisadores <strong>de</strong> Artes Plásticas (ANPAP) e a<br />

5 Informações disponíveis no portal da CAPES: http://www.capes.gov.br<br />

6 Os programas <strong>de</strong> pós-graduação informam a CAPES sobre a produção <strong>de</strong> seus discentes (dissertações e teses) e<br />

respon<strong>de</strong>m pela veracida<strong>de</strong> das informações.<br />

5


Fe<strong>de</strong>ração <strong>de</strong> Arte/Educadores do Brasil (FAEB) que, <strong>de</strong>ntre outras, tem publicações<br />

relevantes sobre formação <strong>de</strong> professores <strong>para</strong> o ensino da arte. Estas certamente po<strong>de</strong>riam<br />

compor o universo <strong>de</strong>sta <strong>pesquisa</strong>, mas, por razões <strong>de</strong> dificulda<strong>de</strong>s <strong>de</strong> acesso aos anais<br />

completos e pela representativida<strong>de</strong> relativamente baixa <strong>de</strong> alg<strong>uma</strong>s regiões do Brasil nestes<br />

eventos, optamos por referenciar tais estudos sem, no entanto, fazer <strong>de</strong>les nossa fonte primária<br />

<strong>de</strong> informações 7 .<br />

Dois critérios iniciais <strong>de</strong> seleção: o recorte temporal e a especificida<strong>de</strong> do objeto <strong>de</strong><br />

<strong>pesquisa</strong><br />

A investigação Um olhar <strong>para</strong> as <strong>pesquisa</strong>s que abordam a formação <strong>de</strong> professores<br />

<strong>de</strong> artes visuais: caminhos percorridos e a percorrer integra um projeto mais amplo intitulado<br />

“Observatório da Formação <strong>de</strong> Professores no âmbito do ensino da Arte: estudos<br />

com<strong>para</strong>tivos entre Brasil e Argentina”, sob coor<strong>de</strong>nação brasileira da professora Dra. Maria<br />

Cristina da Rosa Fonseca da Silva/ UDESC e das <strong>pesquisa</strong>doras Dra. Maria Christina <strong>de</strong><br />

Sousa Rizzi/USP e Dra. Isabela Nascimento Fra<strong>de</strong>/UERJ como componentes da equipe, além<br />

<strong>de</strong> <strong>pesquisa</strong>dores argentinos.<br />

Com relação às parcerias acadêmicas internacionais, o projeto citado enten<strong>de</strong> que há<br />

um distanciamento tanto do Brasil, quanto da Argentina, do contexto da América Latina,<br />

prevalecendo normalmente estudos <strong>de</strong>senvolvidos em conjunto com universida<strong>de</strong>s europeias.<br />

Buscando construir relações que possam oportunizar reflexões sobre o estado da arte na<br />

formação <strong>de</strong> professores latino-americanos, o projeto direciona <strong>uma</strong> atenção especial às<br />

peculiarida<strong>de</strong>s dos dois países no contexto das inovações no campo da arte. Tais inovações<br />

abrangem tecnologia, educação inclusiva, produção multicultural, temáticas <strong>de</strong> gênero na arte,<br />

cultura visual, entre tantos outros <strong>de</strong>safios que permearam a formação dos professores<br />

brasileiros e argentinos na última década. Neste sentido, o projeto tem um recorte temporal –<br />

7<br />

Tanto a ANPAP quanto a FAEB realizam eventos com periodicida<strong>de</strong> regular, há porém, <strong>uma</strong> rotativida<strong>de</strong> do<br />

local/estado que abrigará estes eventos. Em razão da distância e dos custos financeiros <strong>de</strong>la <strong>de</strong>correntes, os<br />

eventos atingem dois grupos <strong>de</strong> participantes: um grupo composto por <strong>pesquisa</strong>dores com carreira acadêmica<br />

consolidada e vínculo direto com os interesses das associações e outro formado por jovens <strong>pesquisa</strong>dores, que<br />

apesar <strong>de</strong> muito contribuírem com as discussões, tem participação ocasional quando estão cursando pósgraduação<br />

ou morando relativamente próximos da região na qual os eventos acontecem.<br />

6


<strong>pesquisa</strong>s <strong>de</strong> pós-graduação realizadas a partir <strong>de</strong> 2000 – investigando mobilida<strong>de</strong>,<br />

concentração, dispersão e inserção dos temas citados nas políticas públicas em arte e<br />

educação. 8<br />

Reafirmamos aqui a credibilida<strong>de</strong> que <strong>de</strong>positamos em <strong>pesquisa</strong>s que se enca<strong>de</strong>iam<br />

formando, ao nosso enten<strong>de</strong>r, um consistente corpo teórico. Quando um grupo <strong>de</strong><br />

<strong>pesquisa</strong>dores se <strong>de</strong>bruça sobre um tema, as perspectivas se ampliam, pois a combinação <strong>de</strong><br />

envolvimento pessoal e compromisso coletivo mantem o foco da <strong>pesquisa</strong>. Por estarmos<br />

cientes da amplitu<strong>de</strong> do objeto <strong>de</strong> estudos, encaramos as eventuais divergências<br />

metodológicas como oportunida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> corrigir possíveis equívocos ou apontar diferentes<br />

posturas frente ao objeto. Na condição <strong>de</strong> <strong>uma</strong> <strong>pesquisa</strong> que nasce <strong>de</strong>ntro <strong>de</strong> outra <strong>de</strong> maior<br />

amplitu<strong>de</strong>, queremos enfatizar o caráter específico <strong>de</strong>ste estudo dissertativo, <strong>uma</strong> vez que o<br />

mesmo busca <strong>uma</strong> reflexão filosófica sobre os estudos que abordam a formação <strong>de</strong><br />

professores <strong>para</strong> o ensino da arte. O recorte temporal – ano 2000 em diante – é mantido, pois<br />

concordamos ser este período significativo <strong>para</strong> o ensino da arte ao enten<strong>de</strong>r que foi nesse<br />

contexto que a formação <strong>de</strong> professores se <strong>de</strong>parou <strong>de</strong> forma mais sistemática com temáticas<br />

ligadas à tecnologia, inclusão, acessibilida<strong>de</strong>, gênero e multiculturalismo.<br />

O segundo critério <strong>para</strong> a coleta <strong>de</strong> dados diz respeito à própria especificida<strong>de</strong> da<br />

investigação, pois é gran<strong>de</strong> a diversida<strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>pesquisa</strong>s sobre formação <strong>de</strong> professores alojada<br />

no banco <strong>de</strong> teses e dissertações da CAPES. 9 Em nossas consultas realizadas nos meses <strong>de</strong><br />

março e abril <strong>de</strong> 2012 adotamos os termos formação <strong>de</strong> professores <strong>de</strong> arte como ferramentas<br />

<strong>de</strong> busca, optando por iniciar com o nível mestrado <strong>para</strong>, n<strong>uma</strong> próxima etapa <strong>de</strong>sta mesma<br />

<strong>pesquisa</strong>, ampliar <strong>para</strong> as teses <strong>de</strong> doutorado.<br />

Quatrocentas dissertações foram apresentadas pelo banco <strong>de</strong> dados. Dentre elas<br />

<strong>de</strong>scartamos os estudos 10 que apresentavam as seguintes características:<br />

a) Reflexão sobre formação <strong>de</strong> professores a partir <strong>de</strong> suas histórias <strong>de</strong> vida;<br />

b) Formações em outras licenciaturas, embora a abordagem recaísse sobre a arte;<br />

c) Consi<strong>de</strong>rações subjetivas na formação do professor: criativida<strong>de</strong>, autonomia, ética, entre<br />

outras questões.<br />

8 Síntese redigida a partir do projeto “Observatório da Formação <strong>de</strong> Professores no âmbito do Ensino <strong>de</strong> Arte:<br />

estudos com<strong>para</strong>dos entre Brasil e Argentina – (OFPEA\BRARG)”.<br />

9 http://capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html?idtese=2010133052018003P8<br />

10 Os estudos mencionados, apesar <strong>de</strong> não se configurarem como fontes <strong>de</strong> informação <strong>de</strong>sta dissertação,<br />

alimentarão o banco <strong>de</strong> dados do projeto “Observatório...”.<br />

7


d) Formação em linguagem artística alheia às artes visuais (música, dança, literatura e teatro);<br />

e) Análise <strong>de</strong> cursos <strong>de</strong> formação continuada ligados a programas <strong>de</strong> iniciativa privada ou<br />

governamental;<br />

f) Formação <strong>de</strong> docentes <strong>para</strong> atuar no ensino superior;<br />

g) Estudos <strong>de</strong> caso vinculados a sistemas <strong>de</strong> ensino, pessoas e contextos geográficos muito<br />

específicos.<br />

As dissertações selecionadas <strong>para</strong> compor o banco <strong>de</strong> dados <strong>de</strong>sta <strong>pesquisa</strong><br />

caracterizam-se essencialmente pela preocupação com a formação inicial do professor <strong>para</strong> o<br />

ensino das artes visuais/licenciatura. Ao <strong>de</strong>scartarmos as <strong>pesquisa</strong>s realizadas anteriormente a<br />

2000 e aquelas cujo resumo aponta <strong>para</strong> um objeto que foge da especificida<strong>de</strong> <strong>de</strong>ste estudo,<br />

obtivemos 09 dissertações. Destas, apenas <strong>uma</strong> havia sido realizada no contexto <strong>de</strong> um curso<br />

<strong>de</strong> pós-graduação em artes visuais; as outras oito foram <strong>de</strong>senvolvidas em cursos <strong>de</strong> pós-<br />

graduação em educação. A continuida<strong>de</strong> na coleta <strong>de</strong> dados oriundos das teses <strong>de</strong> doutorado<br />

contidas no banco da CAPES obe<strong>de</strong>cerá aos mesmos critérios acima citados.<br />

Argumentos finais <strong>para</strong> <strong>uma</strong> <strong>pesquisa</strong> que se inicia<br />

Repensando o mo<strong>de</strong>lo <strong>de</strong> <strong>pesquisa</strong>dor anteriormente mencionado, como alguém<br />

movido pela insatisfação e ansioso por apropriar-se das particularida<strong>de</strong>s do mundo a sua<br />

volta, nos remetemos à questão suprema da filosofia: a cognoscibilida<strong>de</strong> do mundo. 11 Ao nos<br />

embrenharmos em <strong>uma</strong> <strong>pesquisa</strong> buscamos apoio na ciência <strong>para</strong> explicar o mundo, o homem,<br />

a vida e acreditamos na matéria, na consciência e na prática social como indícios passíveis <strong>de</strong><br />

investigação também da arte.<br />

Voltar nosso olhar <strong>para</strong> as <strong>pesquisa</strong>s que pensam a formação do professor <strong>de</strong> arte é<br />

buscar respostas na prática social e encará-la como um dos critérios que vai legitimando a<br />

verda<strong>de</strong>. Pensamos haver <strong>uma</strong> forte influência do contexto na construção das <strong>pesquisa</strong>s que<br />

servem como objeto <strong>de</strong>ste estudo, nos parecendo oportuno pensar em quais cursos <strong>de</strong> pós-<br />

graduação foram elaboradas, qual a formação <strong>de</strong> seus orientadores ou quais as referências<br />

teóricas <strong>de</strong> análise. Sabemos, no entanto, <strong>de</strong> nossas próprias limitações ao nos aproximarmos<br />

11 TRIVIÑOS, A.N.S. Introdução à <strong>pesquisa</strong> em ciências sociais: a <strong>pesquisa</strong> qualitativa em educação. – 1. Ed. –<br />

20 reimpr. – São Paulo: Atlas, 2011<br />

8


<strong>de</strong>stes estudos, pois na condição <strong>de</strong> <strong>pesquisa</strong>dor também estamos ligados a um contexto que<br />

nos dá sustentação. Isto, porém, não impe<strong>de</strong> um olhar reflexivo e questionador sobre o<br />

conhecimento construído até o momento.<br />

Na <strong>pesquisa</strong> Um olhar <strong>para</strong> as <strong>pesquisa</strong>s que abordam a formação <strong>de</strong> professores <strong>de</strong><br />

artes visuais: caminhos percorridos e a percorrer, o enredo que envolve a história do ensino<br />

da arte ce<strong>de</strong>rá espaço <strong>para</strong> a atmosfera <strong>de</strong>ste contexto histórico. A atmosfera é mais fluida que<br />

o enredo, mas nem por isso, menos presente. Reafirmando o pensamento <strong>de</strong> Quintana, <strong>para</strong><br />

quem o enredo é pretexto, o essencial é a atmosfera, nos colocamos na condição <strong>de</strong> um<br />

<strong>pesquisa</strong>dor que acredita que a realida<strong>de</strong> existe in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> nossa consciência, e que há<br />

diversas maneiras <strong>de</strong> nos aproximarmos <strong>de</strong>la; basicamente, a <strong>pesquisa</strong> buscará distinguir<br />

como a educação e a arte buscam esta aproximação.<br />

Ao mapearmos quem são, on<strong>de</strong> estão e como pensam as pessoas que <strong>pesquisa</strong>m o<br />

estado da arte nos cursos <strong>de</strong> formação <strong>de</strong> nível superior, vamos construindo a imagem da<br />

licenciatura em Artes Visuais no país. Sendo imagem, fica implícito que a mesma po<strong>de</strong><br />

apresentar diferentes ângulos <strong>de</strong> um mesmo objeto. Tal qual <strong>uma</strong> casa <strong>de</strong> espelhos, as<br />

<strong>pesquisa</strong>s po<strong>de</strong>m dar ênfase ou retirar <strong>de</strong> cena características que fazem parte do objeto e que,<br />

por alg<strong>uma</strong> razão, chamaram a atenção do <strong>pesquisa</strong>dor ou, ao contrário, são por ele<br />

<strong>de</strong>sconsi<strong>de</strong>radas.<br />

Investigando nossa própria imagem no espelho a cada manhã <strong>de</strong>scobrimos outras<br />

facetas <strong>de</strong> nós mesmos, e isso não faz com que a imagem refletida ontem possa ser chamada<br />

<strong>de</strong> mentira. A busca por quem somos continuará dia após dia e, há não ser num ato <strong>de</strong><br />

extrema rebeldia, jamais <strong>de</strong>sistiremos <strong>de</strong> nos conhecer. De tal forma, po<strong>de</strong>mos afirmar que a<br />

última imagem vista é sempre aquela que nos parece a mais verda<strong>de</strong>ira, pois nela está a<br />

síntese <strong>de</strong> todos os nossos reflexos vistos até então.<br />

Conhecer a fundo a formação do professor <strong>de</strong> artes visuais exige esta mirada em<br />

vários espelhos. Cada <strong>pesquisa</strong>dor contribui <strong>de</strong> alg<strong>uma</strong> forma <strong>para</strong> que outras facetas sejam<br />

<strong>de</strong>scobertas. A <strong>pesquisa</strong> em questão busca enten<strong>de</strong>r quais os pontos <strong>de</strong> vista que os espelhos<br />

já mostraram, ou <strong>de</strong>ram mais ênfase, e quais os ângulos que merecem atenção. A constatação<br />

inicial <strong>de</strong> que a maior parte dos estudos sobre a formação do professor <strong>de</strong> artes visuais foi<br />

realizada nos cursos <strong>de</strong> pós-graduação em educação dá pistas sobre o caminho trilhado por<br />

estas <strong>pesquisa</strong>s, mas conhecer <strong>de</strong> fato o quê exatamente isto significa é tarefa <strong>de</strong> garimpo,<br />

algo a ser feito com cuidado e <strong>de</strong>sejo real <strong>de</strong> ampliar a imagem refletida no espelho.<br />

9


Referências bibliográficas<br />

CHARMAZ K. A construção da teoria fundamentada: guia prático <strong>para</strong> análise e<br />

qualitativa; trad. Joice Elias Costa. – Porto Alegre: Artmed, 2009.<br />

QUINTANA. M. Da preguiça como método <strong>de</strong> trabalho. – 2. Ed. – São Paulo: Globo, 2007.<br />

NUNES, A.L.R. Panorama da <strong>pesquisa</strong> me artes visuais em interação com a inclusão. In:<br />

Men<strong>de</strong>s, G.M.L. e Silva, M.C. (Orgs.)Educação, Arte e Inclusão: trajetórias <strong>de</strong> <strong>pesquisa</strong>. 1.<br />

ed. – Florianópolis: Editora da UDESC, 2008, v.1, p. 21-34.<br />

PILLAR, A.D. e REBOUÇAS, M. Panorama <strong>de</strong> <strong>pesquisa</strong>s- Comitê Ensino e Aprendizagem<br />

da Arte. In: Ramalho e Oliveira, S.R.; Makowiecky, S. (Orgs.). O estado da arte da <strong>pesquisa</strong><br />

em artes plásticas no Brasil. 1. ed. – Florianópolis: Editora da UDESC, 2008, v.1, p. 21-34.<br />

SIMÓ, C. H. O Estado da Arte das Teses Acadêmicas que Abordam Arte e Inclusão. Um<br />

Recorte <strong>de</strong> 1998 a 2008. (Dissertação- PPGAV/UDESC). Florianópolis, 2010.<br />

SILVA, M.C.R.F. Projeto “Observatório da Formação <strong>de</strong> Professores no âmbito do ensino da<br />

Arte: estudos com<strong>para</strong>tivos entre Brasil e Argentina”, 2012.<br />

SILVA, E.M.A.; ARAÚJO, C.M. A formação <strong>de</strong> professores <strong>para</strong> o ensino da arte no Brasil:<br />

qual o estado do conhecimento? In Anais da 32ª Reunião da Anped. Caxambu: Editora<br />

Anped, 2008.<br />

TOURINHO, I. Pegando ondas nas questões <strong>de</strong> investigação em educação das artes visuais.<br />

In: Silva, M.C.R. e Makowiecky, S. (Orgs). Linhas Cruzadas: Artes Visuais em <strong>de</strong>bate. 1. ed.<br />

– Florianópolis: Editora da UDESC, 2009, v.1, p. 15-31.<br />

TRIVIÑOS, A.N.S. Introdução à <strong>pesquisa</strong> em ciências sociais: a <strong>pesquisa</strong> qualitativa em<br />

educação. – 1. Ed. – 20 reimpr. – São Paulo: Atlas, 2011.<br />

10

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!