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Escolas comunitárias

desmentem Guzzo

Reunidos em Assembléia, anteontem â noite, os repre

sentantes das Escolas Comunitárias de Belém protestaram

contra as declarações prestadas pelo Professor Mário Guz-

zo, à imprensa local, elaborando um documento demons-i

trando o quanto as declarações do Secretário de Educação

do Município não conferem com a realidade vivenciada pe

Ias comunidades que, teimosamente, insistem em dar edu-

cação a seus filhos, mesmo sem ajuda substancial. As difi-

culdades enfrentad3S pelas escolas são inúmeras, e a única

fonte de ajuda é o convênio bolsa/aluno, assinado com a

Semec.

O depoimento dos representantes comunitários

pode ser, inclusive, ratificado pela reportagem feita por O

ESTADO, sobre a escola "Inês Maroja", no Barreiro. A es-

cola do Barreiro não é, entretanto, a única a enfrentar

problemas; uma visita a qualquer uma das escplas locali-

zadas na zona do Canal do Una dá a qualquer leigo uma

idéia dó rol de dificuldades. Na última quarta-feira, na es-

cala mantida pelo Grupo Comunitário São Se--

bastião, pôtíe-se ver professores e alunos tentando, em vão,

na hora da chuva, consertar as goteiras que não eram pou-

cas. As salas de aula são realmente pequenas, como fala a

nota oficial, e a quantia paga pela Semec exige que os dire

tores façam verdadeiras mágicas orçamentárias e pelo de-

monstrativo apresentado pelas escolas é fácil perceber

que, em termos matemáticos, talvez o secretário de Educa-

ção «NLeia bastante enganado.

A seguir transcrevemos a Nota Oficial de Protesto das

Escolas Comunitárias, cujo problema urge solução.

A NOTA

As Escolas Comunitárias de Belém, reunidas em As-

sembléia, vêm de público firmar seu protesto diante das se-

guidas declarações do Sr. Secretário Municipal de Educa-

ção, prof. Mário Guzzo á imprensa, no sentido de diminuir a

importância e o alcance da luta que hora empreendemos e

que não incorpora apenas as 19 Escolas nomeadas pelo Sr.

Secretário ao longo de sua última entrevista ao jornal "O

Liberal" de 21.03.79, pág. 11 do 1' caderno.

l v ) Na verdade, essa luta é de todas as Escolas conve-

niadas com a Prefeitura, quer tenham ou não assinado o

convênio, pois todas serão beneficiadas com o aumento do

valor da bolsa/aluno. São ao todo 91 escolas, abrigando

mais de 27.000 alunos.

2') Pelos termos do convênio, a escola comunitária se

obriga a arcar com todas as despesas de infra-estrutura,

"prédios, salas, manutenção, treinamento das professora?,

habilitação do pessoal, serviço administrativo, obrigações

trabalhistas (Fgts, Inamps) ou qualquer relação de empre-

go. "A PMB cabe apenas o direito de fiscalização e a obnga-

ção de pagar a bolsa/aluno, o que vem fazendo com atraso

dSr. Secretário às escolas comunitárias, que em nada contri-,

buem p'âta resolver os graves problemas educacionais que

afligeiE a nossa cidade

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