usina cor set 2010.p65 - Usina do Porto

usinadoporto.com.br

usina cor set 2010.p65 - Usina do Porto

ANO XVI • Nº 104 • SETEMBRO 2010 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

APOIO:

Projeto Revendo

Porto Alegre

Sérgio Vaz

Pág. 2

“Especialista mundial no cuidado dos pés”

Calos - Calosidades - Unhas

Encravadas - Produtos Ortopédicos

Andradas, 1761 - 3224.0261

Borges de Medeiros, 632 - 3224.0910

24 de Outubro, 348 - 3222.3651

O Jornal da Cultura

E mais...

:: Sergio Napp

:: Renato Pereira

:: Paulo Amaral

:: Marcelo O. da Silva

:: Caetano Silveira

:: Luciano Alabarse

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

R

Pág. 6

Antônio Augusto Fagundes

Pág. 3

Luiz Armando Capra

Pág. 3

Mariângela Machado

:: Jaime Cimenti

:: Teniza Spinelli

:: Thamara Pereira

:: Caho Lopes

:: Dr. Nilton Alves

:: Dra. Beatriz B. Amaral

:: Camilo de Lélis

:: Ana Guedes


2 2

Ressurreição

Tenho vivido dias de fúria. Não, não tenho

tido ímpetos de violência, furor ou raiva.

Mas algumas 24 horas vem se somando

agitadas, sobrepondo-se umas as outras,

trazendo desequilíbrio, desilusão, amargura.

Os dias trazem aquele amargo sabor de

derrota que sentimos quando, por mais que

façamos, nunca fizemos o suficiente.

Escaramuças com antigos monstros de

estimação tem sido a causa deste estado

das coisas. Alguns destes já os julgava

mortos, incrédulo que sou na força do que é

ruim, do que é perverso, do mal que habita

no coração dos homens. Por óbvio não sou

inocente; o mal existe pelo simples fato de

que o bem também existe, e que, se tudo

Por Caho Lopes Escritor e Empresário

tem seu similar, tem também o seu oposto.

Considero o equilíbrio natural do universo.

Também sou sabedor de que deixamos

pegadas de nossa lama primeva pelos caminhos

que percorremos, aquela lama que

antecedeu o barro argiloso do qual hoje somos

feitos. Mas realmente acreditava que

não teria mais que olhar para dentro de certos

abismos, simplesmente afastando-me

deles. E descobri que, em certos momentos

em que o diabo sopra meu nome no ouvido

de um fraco, uma fenda pode começar a abrirse

e alargar-se até se transformar num novo

precipício, olhando-me de dentro da sua escuridão,

estendendo-me seu manto negro

de sofrimento, dor e aflição.

Agenda Cultural – 27 de Setembro a 31 de Outubro de 2010

THEATRO SÃO PEDRO

27/09 - 21h - Trofeu Braskem – Cabarecht. Elenco: Cida Moreira,

Sandra Dani, Antônio Carlos Brunet e Zé Adão Barbosa. O espetáculo

celebra o encerramento do 17º Porto Alegre em Cena e a entrega do

Prêmio Braskem.

Orquestra de Câmara Theatro São Pedro

28/09 e 26/10 – 10h e 15h – Concertos Banrisul para a Juventude. P/

crianças de 1ª a 6ª séries, da rede pública e privada, de escolas municipais

e estaduais, para apreciarem a música da Orquestra de Câmara

Theatro São Pedro. Informações e agendamentos: (51) 3226-2005

18/10 – 21h - Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Canções

Brasileiras. Solista Celine Imbert (soprano) Regência Antonio Carlos

Borges-Cunha

Musical Petropar - Quartas úteis, às 12h30, no Foyer Nobre, entrada

franca.

29/09 – Banda Jazzgig

02 e 03/10 – Sab 21h e Dom 18h - O Despertar da Primavera/RS.

Direção Zé Adão Barbosa

08, 09 e 10/10 – Sex e Sab 21h, Dom 18h - Trair e Coçar é Só Começar/

SP. Diretor Geral Attílio Riccó

16 e 17/10 – Sab 21h, Dom 18h - O Sobrado/RS. Direção Inês Marocco

22, 23 e 24/10 – Sex e Sab 21h, Dom 18h - Mordendo os Lábios/RJ.

Texto, música e dir. Hamilton Vaz Pereira

29, 30 e 31/10 – Sex e Sab 21h, Dom 18h - Além da Vida/SP. Direção

Renato Prieto

FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO

Até 31/10 - De ter a dom, das 12h às 19h. Quintas-feiras, das 12h às

21h. Desenhar no Espaço – artistas abstratos do Brasil e da Venezuela

na Coleção Patricia Phelps de Cisneros

Entrada Franca. As empresas Gerdau, Itaú, Camargo Corrêa, Vonpar e

De Lage Landen garantem a gratuidade do ingresso.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Prêmio Assembleia de Cinema –Vencedores vão receber prêmios em

dinheiro no dia 07/10. A cerimônia vai ser realizada a partir das 18h30min,

na sala José Lewgoy do Solar dos Câmara (Duque de Caxias, 968).

08/10 - Livro Sobe ao Palco – Peça de teatro infantil gratuita incentiva

a leitura A 15ª edição de O Livro Sobe ao Palco, projeto promovido pela

Assembléia Legislativa há mais de 10 anos, estréia em 05/10, com o

espetáculo infanto-juvenil A Menina da Biblioteca. Serão realizadas duas

sessões diárias até o dia 08 de outubro, no Teatro Dante Barone da

Assembleia. O público-alvo são estudantes das escolas públicas e privadas.

O ingresso é a doação de um livro de literatura infanto-juvenil.

Até 30/09 - Parlamento homenageia Erico Verissimo na Semana

Farroupilha com uma exposição organizada em três espaços: Sala J.B.

Scalco do Solar dos Câmara, Novos Talentos e Galeria dos Municípios

do Palácio Farroupilha. Com entrada franca, a mostra reúne fotos, citações

e livros, no Solar. Captadas pelo fotógrafo Leonid Streliaev.

CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA

Até 30/09 - de terça a sexta das 9h às 21h; sábados, domingos e

feriados, das 12h às 21h - Mostra Bibliográfica Sobre a Revolução

Farroupilha. Ministrante Paulo Bocca. Em destaque a obra “Os Farrapos”

de Carlos Urbim. Biblioteca Lucilia Minssen - 5º Andar

Até 28/09 - 20 Anos de CCMQ - Exposição 88 Anos do Prédio da

Biblioteca Pública do Estado. Saguão da Biblioteca Pública do Estado -

3° Andar

28/09 – 20h - Viver e Inspirar Cultura - Fora do ARFora do Ar é um

diário de ator. Dir. e Texto Original Felipe MônacoAdaptação

28/09 – 20h - Castelo de Contos: O Sítio Maluco. Teatro Bruno Kiefer

- 6º Andar

Quintas-feiras - 10h e 15h - Castelo de Contos: O Sítio Maluco. Sala

Lili Inventa O Mundo - 5º Andar. C/ agendamento para escolas fone

3225.7089

Terças-feiras - Agualina, Uma Aventura Fora D'água Agualina Pure-

za Oceânica. Agendamento de escolas pelo 3225.7089 . Sala Lili Inventa

O Mundo - 5º Andar

30/09 – 10h - Teatro Musical: Pindoramao espetáculo faz uma releitura

de algumas cantigas de roda e paralendas infantis. Teatro Bruno Kiefer

28/09 - Viver e Inspirar Cultura - Show Musical Com Banda Pentagrama.

Teatro Carlos Carvalho - 2º Andar

01 e 02/10 – 20h - Show Musical Apocalypse. Teatro Bruno Kiefer - 6º

Andar

Até 24/10 - terça a sexta das 9h as 21h; sábados, domingos e feriados,

das 12h as 21h - Mostra Fotográfica - Teatro de Rua. Fotogaleria Virgilio

Calegari - 7º Andar

Até 26/10 - terças-feiras - Oficina de Técnica Vocal e Canto Com

Elizabeth Jaeger. Sala A4, 4° da CCMQ.

Até 30/10 – Sábados das 14h às 18h - Fotografia Digital Fundamental

com Amauri Fausto de Leão Jr. 19h - Saída fotográfica: domingo dia 31

das 9h às 12h. Sala C3 - 3º Andar. Inscrições: 2º andar das 13h às 18h

Até 28/09 - ter, qua e qui - 19h às 21h - Oficina: Técnicas Para

Contação de História. Ministrante Paulo Bocca

Oficinas com inscrições abertas na CCMQ. Inscrições: térreo da

Casa de Cultura. Informações adicionais: (51) 3221-7147 e 3221-7083

MARGS

Acontece no MARGS

Guiganrd e o Oriente: China. Japão e Minas – exposição de pinturas de

Guignard e paisagens de seu contemporâneo, o mestre chinês Zhang

Daqian – Pinacotecas – A partir de 15 de setembro.

Acervo Permanente – Seleção de pinturas e esculturas do acervo do

MARGS – Galerias João Fahrion, Ângelo Guido e Sala Pedro Weingärtner.

Até 10/10 - Moderno para sempre – Fotografias – Galerias Iberê

Camargo e Oscar Boeira.

Centro Histórico de Porto Alegre – Fotografias do acervo do Museu

de Comunicação Hipólito José da Costa – Café do MARGS.

A Metáfora Indomada e a Metáfora Domesticada – 12° Seminário com

o professor e Coordenador do Núcleo de Documentação do MARGS

Luiz do Amaral. Auditório do MARGS. Até 08/12, quartas, 16h às 18h.

Ciclo de Palestras de Atualização Cultural – O professor e Coordenador

do Núcleo de Acervo do MARGS Antônio Renato Henriques vai

abordar conceitos de estética, modernidade, pós-modernidade, arte contemporânea

e leituras de obras de arte. Auditório do MARGS. Até 30/11,

sempre na última terça-feira do mês, às 15h.

Informações e agendamento de visitas orientadas no Núcleo de Extensão

Cultural. Segunda a sexta, 10h às 18h. Fone 51 3212.2281 ou

extensao@margs.rs.gov.br.

Biblioteca de Artes Visuais - aberta de terça a sexta, das 10h às 12h e

das 13h às 15h, 2º pavimento do Museu.

CENTRO CULT. CEEE ERICO VERISSIMO

Até 02/10 - Exposição Expressões Misturadas, de Carla Osório, Sérgio

GAG e Geri Garcia

Até 02/10 - Exposição Vestígios da Guerra, de Geri Garcia

Porto Poesia recebe inscrições para interessados em participar da

exposição Livros & Não-Livros, a poética de um objeto.

Faça uma visita guiada ao CCCEV e Museu da Eletricidade do RS

Expressões Misturadas - Até 02/10 - todo sábado, das 15h30 às 17h30

- A convergência e o diálogo entre obras expressionistas, reunindo pinturas

e desenhos de três artistas. Alfredo Aquino é o curador da mostra.

Sala O Arquipélago – 1º andar

Cidade das Crianças em curta-metragem - Aquela boina vermelha, do

diretor Juan Zapata, retratará as vivências das crianças em projeto que

ocorre há três anos no CCCEV

Vestígios da Guerra – Mostra Expressões Misturadas - Até 2/10 -

terças a sextas, 10h às 19h e sábados, 11h às 18h - Desenhos que permaneceram

secretos e silenciosos por quase 60 anos são apresentados

agora. Sala Memorial Erico Verissimo – 3º andar

O Centro Cultural CEEE Erico Verissimo realiza visitas guiadas com

grupos interessados. Para participar basta agendar dia e horário escolhendo

entre as seguintes modalidades: 1- Geral e histórica. 2 - À determinada

exposição. 3 - Ao Museu da Eletricidade.

Quem luta com monstros deve velar para que, ao fazê-lo,

não se transforme também em monstro.

E se tu olhares durante muito tempo para um abismo,

o abismo também olha para dentro de ti.

Friedrich Nietzsche

São aqueles momentos em que adentramos

nossos lugares secretos e escuros,

onde guardamos nossos medos, nossas falhas,

nossa autocomiseração. Lugares onde

o temor de não sermos aceitos espreita-nos,

e o terror de não sermos amados eclipsa nossa

auto-estima e a verdade de nosso viver.

E é por isto que tenho me munido de

força e coragem para ressuscitar.

Porque renascemos todos os dias,

quando o sol raia, quando damos o primeiro

passo, quando adquirimos novo impulso

para recomeçar tudo outra vez.

Mas ressuscitamos apenas quando

rompemos com o silêncio e dialogamos

com nossa própria escuridão.

Visita ao MERGS (localizado no 2º andar do CCCEV). Passagem

pelo acervo do Museu com ênfase na trajetória da iluminação pública;

pelo Museu Interativo; filme sobre energia, de acordo com a faixa etária.

Para as visitas descritas nos itens 1 e 2 ligar 3228-9710 ou pelo e-mail

cultural@cccev.com.br. Para a visita descrita no item 3 ligar 3221-6872

ou pelo e-mail museu@ceee.com.br

01/10 – das 10h às 19h - Porto Poesia. Os interessados em participar

da exposição Livros & Não-Livros, a poética de um objeto integrante do

IV Porto Poesia podem inscrever seus trabalhos no dia 1º de outubro, das

10h às 19h no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. As artistas Maria

Helena Piccinini e Eliane Bruel serão encarregadas da expografia da

mostra. Sala Memorial Erico Verissimo, 3º andar de 11 a 17 de outubro,

durante a edição 2010 do Porto Poesia.

TEATRO DO SESC

Rio Grande no Palco – Circulação de Espetáculos

01, 02 e 03/10 – 20h - Espetáculo Tablao. Teatro do Sesc

19/10 – 15h - A Almofada, O Castelo e o Dragão. Grupo Cuidado Que

Mancha. Roteiro e Dir. Raquel Grabauska.

Sesc Música - Sonora Brasil

06/10 – 15h - 2ª Circuito – A obra de Cláudio Santoro e Guerra-Peixe.

Quinteto Latino-Americano de Sopros da Paraíba. Teatro SESC

Até 29/10 - Segunda a Sexta, das 9h às 19h - CINE SESC e Programadora

Brasil / Ponto de Cultura. www.programadorabrasil.com.br.

Serviço de Atendimento ao Cliente / SESC Centro. (Av. Alberto Bins, 665)

Curta + Café

29/09 – Das 15h às 17h - Clássicos e Modernos. Tempo total aproximado

do programa: 85 minutos.

06/10 – Das 15h às 17h - Literatura e Cinema. Tempo total aproximado

do programa: 87 minutos.

20/10 – Das 15h às 17h - Olhares Femininos. Tempo total aproximado

do programa: 63 minutos.

27/10 – Das 15h às 17h - Comédias Contemporâneas. Tempo total

aproximado do programa: 95 minutos.

Cine SESC Criança

05/10 – 10h e 15h - Kirikou - Os animais selvagens. Dir. Francois

Bernard. Teatro SESC

07/10 – 10h e 15h - O Pequeno Narigudo. Dir. Ilya Maximov. Teatro

SESC

08/10 – 10h e 15h - A Lenda da Vida. Dir. John Sayles. Teatro SESC

14/10 – 10h e 15h - O Reino dos Gatos. Dir. Hiroyuki Morita. Teatro

SESC

15/10 – 10h e 15h - O Avião. Dir. Cédric Kahn. Teatro SESC

Artes Visuais - Até 30/09 – 8h às 19h - Feira Desvenda, Intercâmbio de

Arte Contemporânea (Porto Alegre X Santa Maria). SESC Centro

05 a 30/10 – 8h as 19h - Exposição A ESPERA. Marcos Clasen e

Giovana Mazzochi. SESC Centro

Literatura - Oficinas Literárias - 06/10 a 27/10 - quartas-feiras 19h às

22h - Leitura de Poesia – O prazer da poesia. Ministrante Sidnei Schneider.

Avenida Alberto Bins, 665 – 3º andar

SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA

30/09 até 23/10 - Rogério Severo – Exposição. Paço Municipal - Porão

28/09 – 20h - II FestiDubla. O objetivo é mostrar o talento artístico de

pessoas com mais de 50 anos, que desenvolvem performances de dança,

teatro e canto, misturadas à técina de “dublagem”. Teatro Renascença

29/09, 6,13 e 20/10 - 20h - Oco – Projeto Novas Caras. Monólogo.

Teatro de Câmara Túlio Piva

República do Rock

28/09 – 19h30 - Replicantes + Charutos Cubanos. Teatro de Câmara

Túlio Piva. Entrada 1kg de alimento

Até 30/09 - Inscrições Açorianos – categoria Criação Literária. Local:

Coordenação do Livro e Literatura de segundas a sextas, das 9h às 12h

e das 14h às 18h

30/09 à 30/10 - Artefotografia – Exposição. Obras da Pinacoteca Aldo

Locatelli elaboradas por artistas plásticos que exploram as técnicas

analógicas e digitais da fotografia. Paço Municipal - Sala Aldo Locatelli

30/09, 01, 02 e 03/10 – 20h - 13º Festival de Música de Porto Alegre.

Rua Miguel Tostes, 771 cj 03 POA/RS

CEP 90430-061 CNPJ: 74.783.127/0001-60

51 3012 7292 usinadoporto@superig.com.br

Editor e Jornalista

(DRT/RS nº 12460) Jorge Luiz Olup

Administração

Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup

Jornalista Responsável

Thamara de Costa Pereira

Direção de Arte Jorge Luiz Olup

Tiragem 10 mil exemplares

Impressão Correio do Povo

Colaboradores Antônio Augusto Fadundes, Luiz Armando

Capra Filho, Mariângela Machado, Ana Guedes,

Sérgio Sena Vaz, Dra. Beatriz Bohrer Amaral, Camilo

de Lélis, Caetano Silveira, Dr. Nilton Alves, Paulo

Amaral, Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp, Teniza

Spinelli, Renato Pereira, Luciano Alabarse, Jaime

Cimenti, Thamara de Costa Pereira, Caho Lopes, Paulo

Rogério Dias Couto e Mara Cassini Andreta

As opiniões expostas nos textos assinados são de

inteira responsabilidade dos autores e não correspondem

necessariamente à posição do Jornal.

SÉRGIO SENA VAZ, tem 43 anos, é natural de Rio

Grande/RS. Autodidata, dedica-se a arte da fotografia

desde 2000. Seus trabalhos tem como principal

característica, a busca dos detalhes, fotografar

a beleza, a arte e a história contadas nas arquiteturas

dos prédios, nas praças, parques, cemitérios e

ruas que muitas vezes não são percebidas pelos

passos apressados da vida urbana.

Apresentação das 30 Músicas Selecionadas. Teatro Renascença

01 e 02 e 03/10 - sexta e sábado às 21h e domingo às 20h - O Resto é

Perfume – Dança. Teatro de Câmara Túlio Piva

4 a 8/10 - 50 Anos do Atelier Livre - XXIV Festival de Arte Cidade de

POA

5/10 – 20h - A Banda e Seus Solistas. Banda Municipal de POA. Teatro

Renascença

6/10 – 20h - Quartas na Dança. Me...Mo...Mu...- Melhores Momentos

de Musicais - Cia de Dança Edison Garcia. Teatro Renascença

7/10 – 21h - Lagunas & Lagoas – Música. Teatro de Câmara Túlio Piva

8, 9, 10, 15, 16, 17, 22, 23, 24, 30 e 31/10 - sextas e sábados 21h e

domingos 20h - Sexo, Mentiras e Gargalhadas – Teatro Adulto. Teatro

Renascença

9 a 15/10 - Semana da Criança. Espetáculos gratuitos de teatro infantil.

Auditório Álvaro Moreyra, Teatro Renascença e Teatro de Câmara Túlio

Piva. Informações: www.maisteatro.blogspot.com

9, 10, 16, 17, 23, 24, 30 e 31/10 – 16h - A Arca de Noé – Teatro Infantil.

Teatro Renascença

9, 10, 16, 17, 23, 24, 30 e 31/10 – 16h - PUM – Histórias mal Cheirosas

– Teatro Infantil. Auditório Álvaro Moreyra

9, 10, 16, 17, 23, 24, 30 e 31/10 - 16h - Canto de Cravo e Rosa – Teatro

Infantil. Teatro de Câmara Túlio Piva

República do Rock

26/10 – 19h30 - Astronatuta Pingüim + Impressionistas. Teatro de

Câmara Túlio Piva

Sons da Cidade

19/10 – 20h - Midian Almeida + Luiza Caspary. Teatro Renascença

14/10 – 20h - A Banda e Seus Solistas. Banda Municipal de POA. Teatro

de Câmara Túlio Piva

19/10 – 19h - Lançamento do livro “Colonos e Quilombolas”, de Irene

Santos. Museu Joaquim Felizardo - Auditório

21/10 – 21h - Flora Almeida. Teatro Renascença

22,23,24,29,30 e 31/10 - sextas e sábados 21h e domingos 20h - O Dia

Desmanchado – Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva

27/10 – 20H - Nas Profundezas do Bosque – Projeto Novas Caras.

Teatro de Câmara Túlio Piva

CENTRO CULT. USINA DO GASÔMETRO

Sala 400

30 e 31/10 - 20h - Pode Ser Que Seja Só o Leiteiro Lá Fora de Caio

Fernando Abreu

Sala 209

9, 10, 16, 17, 23, 24/10 – 20H - Bundaflor, Bundamor e Convidadas

Até 06/10 1ª quarta de cada mês - 20h - Jam de Contato Improvisação.

Grupo TATO e público participante

Sala 309

22, 23 e 24/10 – 20h - Hotel Fuck: num dia quente a maionese pode te

matar. Praça da Usina do Gasômetro

Sala 402

Beckett – experimento 1, 2, 3 e 4 - Exp. 2 - 01/10 - 20h, Exp. 3 – 15/10

- 20h - Exp. 4 – 29/10 - 20h

23 e 24/10 - sábado e domingo das 14h às 18h - Exposição Depósito

de Teatro 14 anos. Grupo Depósito de Teatro

7/10 -21h - 21h - Ensaio Aberto – Violência e Paixão

Sala 50

Até 31/10 - sábados e domingos 20h - Para Acabar Com o Julgamento

de Deus. GRUPOJOGO

Sala 505

31/10 - 17h - Domingo Mágico - Show de Mágica com Grupo Magiarte

2, 3, 9, 10, 16 e 17/10 - 21h - Duelos de Sapateado. C/ Leo Dias, Leo

Stenzel e convidados

07/10 – 20h - Ed Lanes e a Bumble Dee. Pré Lançamento do Disco

'MISTURA'

28/10 – 20h - Poesias Cantadas - Caza Artística

Usina na Praça - Aberto ao Público sempre aos domingos às 16h

24/10 - Vinicius Lummertz e Gang do Arrastapé

31/10 - Duda Cunha

22/10 – 18h30 - Usina Polifônica. Com todos os grupos do Usina das

Artes. Térreo

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto


Foto capa: Denise Stumvoll

Desenho fachada do Museu: Jorge Olup

Um dos mais ilustres

cartões portais de Porto

Alegre, a Casa de Cultura

Mario Quintana, celebrou

seus 20 anos no dia 25 de

setembro, como um

espaço múltiplo e

democrático de acesso à

cultura, legitimando-se

como um importante

centro de convivência

das artes.

Por Luiz Armando Capra Filho Diretor da Casa de Cultura Mario Quintana

CCMQ: 20 anos a serviço da CulturaFoto

capa e matéria Arquivo CCMQ

Para celebrar a data em grande estilo, a

instituição da Secretaria de Estado da Cultura

do Rio Grande do Sul promoveu uma

grande virada cultural, convidando a comunidade,

que faz parte desta bela história, a

participar do evento.

Foram oferecidas cerca de 60 atrações

ininterruptas e gratuitas, para todos os gostos

e públicos, que ocuparam o charmoso

prédio, dotado de 12 mil metros quadrados.

Das 20h do dia 24 às 20h do dia seguinte

foram realizados shows musicais, apresentações

teatrais, exposições de arte, saraus,

workshops, espetáculos de dança, exibição

de filmes, festa no decorrer da madrugada,

chimarreada e muito mais. Afinal, o centro

complexo cultural onde funcionou o Hotel

Majestic, por sua importância histórica e

arquitetônica, mereceu uma comemoração

para ficar na memória de todos.

Projetada pelo arquiteto Theodor

Wiedersphan, a construção foi a primeira a

utilizar concreto armado na capital gaúcha,

sendo iniciada em 1910 e concluída em

1933, com sete pavimentos na ala leste e

seis na ala oeste. No período entre as duas

grandes guerras, o Majestic se consolidou

como o grande hotel da cidade, no momen-

Por Mariângela Machado Jornalista e Assessora de Comunicação

Museu da Comunicação busca renovação

O Museu da Comunicação Hipólito

José da Costa, da Secretaria de Estado

da Cultura, que completou 36

anos em setembro, vivencia hoje um

período de grande visibilidade. Uma

realidade concretizada a partir da

campanha institucional, presente

nos principais veículos de comunicação

do Estado – jornais, revistas,

emissoras de rádio e televisão

– e até mesmo em outdoors

espalhados pela cidade. Além

disso, o antigo prédio da instituição

– construído em 1922 para

sediar o jornal A Federação - foi

restaurado através do Projeto

Monumenta, numa soma de esforços

nas diversas instâncias

do poder público. E toda essa

mobilização em torno do museu

tem contribuído para renovação

de sua imagem junto à comunidade

cultural e acadêmica,

bem como, ao grande público.

to de intensa movimentação social, cultural

e política. Entre as décadas de 1950 e 60, já

arrendada pelos herdeiros, apresentou os

primeiros sinais de deterioração, passando

mesmo assim, a abrigar importantes personalidades,

nos anos 70. Seu hóspede

mais ilustre foi Mario Quintana, que ali fixou

residência de 1968 a 1980. Na década de

80 o Governo do Estado comprou o prédio,

reaberto em 1983 como Casa de Cultura,

com o funcionamento em suas dependências

de um cinema e da Discoteca Pública

Natho Henn.

A luta pela adaptação do antigo hotel às

finalidades culturais começou e em 1987,

quando teve início a reforma. Após três anos

de trabalho foi concluída a restauração total

da edificação, surgindo a Casa de Cultura

Mario Quintana, complexo dinâmico e

multifacetado, que sedia salas de cinema,

teatros, galerias de arte, bibliotecas, livraria,

cafés, salas de ensaio e oficinas, ao

lado de instituições da Secretaria de Estado

da Cultura, como a Cinemateca Paulo

Amorim, Discoteca Pública Natho Henn, Biblioteca

Lucília Minssen e, temporariamente,

a Biblioteca Pública do Estado, cujo prédio

encontra-se em processo de restauro.

A campanha publicitária assinada pela

SLM Ogilvy, realizada como trabalho voluntário,

tem como mote a valorização do acervo

da instituição, que registra a trajetória dos

meios de comunicação no Rio Grande do

Sul, abrigando verdadeiras preciosidades,

como a coleção de jornais raros, datados

entre os anos de 1808 e 1924. A inciativa já

trouxe grandes resultados, traduzidos pela

adesão de diversas empresas, hoje parceiras

do museu. São diversas ações

viabilizadas graças ao primoroso trabalho da

Associação de Amigos em prol da instituição,

evidenciando seu potencial como fonte

primária de pesquisa, além da capacidade

em ofertar uma gama de atividades culturais

e formativas direcionadas a rede de ensino.

A modernização do Museu da Comunicação

inspira também uma nova configuração

neste cenário de grandes transformações

dos meios de comunicação e da

crescente convergência digital. O site

www.museudacomunicacao.rs.gov.br já

está no ar, buscando uma aproximação com

A Churrascaria Barranco

parabeniza Luciano Alabarse,

grande incentivador das artes

cênicas, pela homenagem recebida.

Av. Protásio Alves, 1578 - Petrópolis

(51) 3331.6172 - 3331.3962

os usuários do mundo todo. O momento é

de renovação. E o norte está bem definido:

qualificar os eventos do museu para ampliar

e diversificar o seu público.

A programação de outubro está repleta de

atrações: a exposição de design As Faces do

Olhar, do StudioMDA, com os símbolos que

pontuam a comunicação através dos tempos,

dos primórdios à era digital; a exposição de

longa duração, intitulada História da Comunicação,

com o percurso dos meios no Estado,

exibindo parte do acervo tridimensional; a oficina

de cinema – Woody Allen Fora de Quadro,

ministrada pelo crítico José Carlos Avellar;

a Oficina de Fanzine para professores da rede

pública e privada; o Ciclo de Debates sobre

Acervos Fotográficos, que busca incentivar relações

de cooperação para a valorização do

patrimônio do Estado. E, em novembro, está

programado Palestra e Workshop sobre

Gerenciamento de cores em fotografia digital,

realizados em parceira com a Funarte (Ministério

da Cultura), voltada para profissionais e

estudantes. Esperamos vocês!

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

3


4 4

Por Caetano Silveira Compositor e Produtor Cultural

Gisele De Santi, uma bela surpresa

O disco de estréia da cantora

e compositora Gisele De Santi,

homônimo, apresenta uma

jovem e bem preparada artista.

Presentes, ao mesmo tempo, o

frescor próprio da juventude,

do novo, e a precisão e o

desvelo, características

inerentes à experiência

e à maturidade.

Gisele surpreende. Como muitas cantoras,

começou cantando em bares e gravando

jingles. Atividades que, se sabe, dão

muita cancha. Como compositora, perseguiu

obsessivamente a canção popular brasileira,

cursou por dois anos, a faculdade

de letras e depois concluiu o curso de Música,

na UFRGS, com ênfase em canto lírico.

O repertório começou a ser montado

muito tempo. Pra se ter uma ideia, a canção

“Outono”, que flerta com o universo da

black music, do soul, foi composta quando

a artista tinha tão somente 14 anos. Por

sinal, foi sua primeira composição. Daí em

Quer mais?

Ela está no myspace, facebook e tem o site

www.giseledesanti.com.br,

onde consta inclusive um songbook

com as suas canções.

diante a moça não parou mais. O violão era

seu companheiro e ela tinha muito pra dizer.

E disse bem, com profundidade e com

doçura. Este acervo, feito a princípio para

ser tocado apenas com voz e violão, recebeu

um tratamento de muito bom gosto. O

resultado é bonito. Com sofisticação e simplicidade

os arranjos são enxutos e elegantes.

O disco abre com o chamamé “Chamame”.

E já de largada, Gisele mostra suas

credenciais. Letras e melodias bem tramadas

e um canto limpo, carregado de uma

emoção doce, mesmo quando olha para

paisagens amargas como na canção-baião

“E Eu?”, onde lamenta:

Foto Claudio Neves

“Você ficando só no

muro / E eu caminhando

em círculos / Você é

o futuro que passou / E

eu vivendo de particípio”.

“História de Menininha”

é um pop gostoso que

canta de certa forma um

amor ingênuo, imaturo.

Em seguida vem o bacana

afoxé “Morena

Branca”, onde a compositora

de olhar mais maduro

aconselha, digamos

assim, a menininha:

“Deixa a maré te

levar, morena / Deixa a

poeira baixar / Você vai

rir de você, morena /

Quando essa onda passar”.

A belíssima “Mais

Um” é um baião

revisitado – onde a artista

canta um amor platônico.

“Disco Duplo”, a

faixa 5, uma bossa jazz,

cool, que fala do amor

de amizade – foi feita

para o amigo e parceiro

musical Rafael Caetano: “Bem mais do que

um só / Sozinho, sem somar / Bem mais

que um som / Calado sem soar / A gente é

mais que a gente / É mais que eu e você”.

Como já deu pra notar, o cd inaugural da

Gisele é impregnado de amor. Um belo mosaico

com as diversas faces do mais cantado

dos sentimentos, sem se quer passar

perto da pieguice. É inteligente. E a trilha deste

tratado, como também já deve ter dado pra

ver, trás uma série de ritmos e estilos musicais,

mas garanto, em nenhum momento

fica comprometida a unidade do disco. Tra-

Foto Arquivo pessoal

ta-se de um trabalho muito bem acabado.

O samba mostra sua cara na “Há Milênios”,

que fala de um amor futuro, projetado,

feliz: “eu vou fazer história com você”. O

soul, além de presente em “Outono” (aquela

que ela compôs aos 14 anos), está também

no desabafo, no desalento de um

amor desigual da canção “Quinhão” que diz:

“Migalhas de você alimentam meus suspiros

/ Eu não retiro, eu não retiro / Migalhas

de você despedaçam meu sorriso / Eu não

resisto, eu não existo”. Já o amor rasgado

de “Entenda”, a décima faixa, tem a participação

especial de Marcelo Delacroix, dividindo

o vocal com a cantora. “Por Aqui” é

uma valsinha “escura e gélida” como dizem

Gisele e Fabrício, com direito a castanholas,

acordeon e baixo acústico. O disco acaba

com a “Canção do Sol”, que parece resolver

todos os amores ruins e desiguais.

Uma canção do bem. Solar.

Este belo trabalho inaugural tem a produção

de Gilberto Ribeiro Jr., a co-produção

de Fabrício Gambog e da própria Giesele e

a pós-produção de Leo Bracht. O financiamento

é do Fumproarte. Os arranjos são de

Gilberto Ribeiro Jr, Fabrício Gambogi, Gisele

De Santi e músicos participantes. Os arranjos

de cordas são de Vagner Cunha e os de

sopros de Rodrigo Siervo. A banda base tem

Diego Silveira (bateria); Carlos D’Elia (baixo),

Alexandre Vianna (piano), Fernando

Sessé (percussão), Fabrício Gambogi (violão

e guitarra) e Gilberto Ribeiro Jr. (guitarra).

Participam ainda grandes músicos

como Leonardo Boff, Vagner Cunha,

Matheus Mapa, Clóvis Boca Freire, Rodrigo

Siervo, Alexandre Diel, Ianes Coelho, Marcelo

Delacroix, Ever Vélez, Humberto “Boquinha”,

Tuzinho do Trompete, João

“Chumbinho” Herrlein, Milene Aliverte e

Matheus Kleber.

É música popular brasileira de primeira.

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto


Por Luciano Alabarse Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena

O Livro da Sandra / A Peça do Luiz Paulo

Sandra Dani e Luiz Paulo Vasconcellos

são dois dos meus melhores amigos. Devo

muito a eles, e nossa amizade longeva passa,

sem dúvida, por um olhar muito semelhante

quando o assunto é teatro. Não que

pensemos iguais o tempo todo, nada disso.

Luiz Paulo, inclusive, no programa do

“Bodas de Sangue”, escreveu um artigo lindo

sobre nossas “idênticas diferenças”.

Sandra é minha atriz preferida, num universo

de grandes atrizes que me dão a alegria

de trabalharem comigo. Talvez o dna espa-

Foto Júlio Appel

Pós-dramático: o Teatro do Pós-humano (?)

Parece que o século 20, ao ter fim, nos

trouxe uma mutação darwiniana. Se a espécie

Homo Sapiens surgiu a partir da constituição

do sujeito e, com isso, deu início à

História, agora, milênios depois, muitos filósofos

apontam para a destituição desse

mesmo sujeito.

Ao contrário de Descartes que pensou

ter identificado o fantasma metafísico – a

alma - que habita e comanda a máquina do

corpo, o budismo, filosofia que sempre denunciou

a crença nessa alma como a ilusão

causadora de todo sofrimento humano,

vem adquirindo grande aceitação entre

ocidentais que, insatisfeitos com seus sistemas

de referência, se abrem a outras visões

de mundo.

Porém, poucos entre nós iriam querer

se desfazer da ideia de um “eu” real e permanente,

que domina sobre a matéria inerte

e que sobrevive para além dela. Poucos

reconheceriam que possuem muitos "eus"

circunstanciais e nenhum "eu" absoluto.

Para a maioria, isso seria o inferno; a identidade

fragmentada sobre um solo movedi-

nhol explique a nossa parceria teatral. Somos

espanhóis, temos sangue quente, alegria,

generosidade e fúria em doses bem

misturadas. De qualquer maneira, agradeço

a Deus, a presença de Luiz Paulo e

Sandra na minha vida, para muito além dos

limites dos palcos.

Mais uma vez, estou envolvido com o

meu adorado casal em projetos artísticos.

Durante o “Porto Alegre em Cena”, o festival

vai lançar o primeiro volume da coleção

“Gaúchos em Cena”. Como Sandra é a ma-

ço. Entretanto, queiramos ou não, vivemos,

agora, num mundo virtual que torna a realidade

cada vez mais alucinatória.

Perguntamo-nos se ainda podemos ter

certeza de possuir uma unidade subjetiva a

nos defender da permeabilidade a que

estamos expostos no ambiente biotecnológico

que habitamos. Ou, talvez, em

breve, por força de mutações criadas pela

ciência, já não sejamos mais os mesmos

humanos que habitaram a Terra nos últimos

cem mil anos, mas, inexoravelmente,

de uma forma jamais imaginada, estaríamos

chegando ao “Übermenschen”, preconizado

por Nietzsche no seu Zarathustra.

O Teatro pós-dramático, teorizado por

Hans-Thies Lehmann, descarta o protagonista,

agente e paciente do drama, e nos

apresenta o corte, a dobra, o descontínuo, a

troca do sentido comum por um outro sentido

que nos parecerá non-sense. Esse teatro

tem por missão nos mostrar (o que, de

fato, não queremos ver) que nossa pretensa

identidade, numa sequência com início,

meio e fim, está solapada e mesmo nossa

drinha do “Em Cena” deste ano, uma atriz

com uma carreira digna dos maiores elogios,

não tive um minuto de dúvida ao escolher

quem abriria a coleção: ela, é claro. Pedi

ao Hélio Barcellos que entrevistasse

Sandra e costurasse a idéia do livro. O resultado

é estimulante e precioso. Hélio dividiu

o livro em cenas, e deixou Sandra falar

sobre sua visão de teatro, com riqueza de

detalhes. A gente lê o livro de um fôlego só,

não dá vontade de parar. É emocionante ver

uma grande atriz discorrer sobre seu método

de criação artística, a forma como se

apropria de um personagem em relação

ao texto trabalhado e também

suas posturas e attitudes diante

das questões pertinentes ao fazer

teatral em Porto Alegre. É motivo

de muito orgulho iniciar as

publicações do festival dando

voz à uma artista do porte de

Sandra.

Com Luiz Paulo estou

preparando a versão teatral

de “O Animal Agonizante”,

de Philiph Roth,

unanimemente considerado

o maior escritor

americano vivo.

O livro é realmente

emocionante.

Eu, que já li

toda a obra de

Roth, fiquei

Por Camilo de Lélis Teatrólogo

memória, único atestado de nossa continuidade

enquanto sujeitos no fluir do tempo,

apresenta-se para nós como um filme

que, a cada vez que é revisto, nos

conta uma história diferente.

A forma pós-dramática de teatro se

alia a outras vertentes artísticas, científicas

e filosóficas na busca por um

novo paradigma – referencial de um

admirável mundo novo - e jamais

será um mero entretenimento; este

fica por conta dos estilos dramáticos

convencionais. O Teatro pósdramático

gera desconforto, porque

tira de sob nossos pés a ilusão

de que a velha racionalidade,

agindo num tempo linear, que segue

sempre em frente, nos trará

um futuro melhor.

Essa racionalidade, em primeiro

lugar, é o que o pós-dramático

questiona, pois, mais do que nunca,

precisamos de novas ferramentas

para pensar ativamente sobre

nosso destino.

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

5 5

particularmente emocionado com o seu Animal.

O personagem é extraordinário, um

homem de setenta anos, professor universitário,

intelectual e vivo diante do seu desejo,

sua tesão, seu tempo de vida restante.

Há passagens engasgantes. Só um

grande ator, maduro, sereno e loucamente

criativo, poderia encarná-lo. Luiz Paulo, que

nunca foi bobo, se apaixonou direto por ele.

Para minha felicidade, estarei novamente

repartindo mais um trabalho com ele, desta

vez dirigindo o espetáculo e o grande ator

que ele é. Quando é exclusivamente ator,

surge um Luiz Paulo muito atento e disponível

às orientações da direção. Apesar de

toda sua bagagem teatral, ele se deixa dirigir

com docilidade incomum, e com a insegurança

que marca os grandes atores. Tenho

certeza de que o meu amigo irá compor

um personagem inesquecível. Junto ao Luiz

Paulo, em participações especiais, chamamos

Luciana Éboli e Thales de Oliveira, dois

queridos parceiros de já tantas incursões

teatrais. Vamos estrear no São Pedro e fazer

uma temporada no Teatro do Instituto

Goethe, bem de acordo com a minha vontade

original. Luiz Paulo queria fazer a peça

que comemora seus cinquenta anos de teatro

no Câmara, concorremos e perdemos o

edital dos teatros municipais. (Como diria a

voz do povo, Deus escreve certo por linhas

tortas. Não reclamei, não fiz bafão, não achei

que o mundo conspirava contra nós. Apenas

perdemos – e deixei assim, porque tenho

pavor da síndrome de perseguição de

alguns colegas, quando as coisas não

saem exatamente conforme sua vontade,

nessas coisas de bastidores de teatro.)

Enfim, estou trabalhando com meus

amados parceiros e queria, pela milésima

vez, testemunhar minha amizade mais profunda

e meu amor teatral mais sincero aos

dois. Sandra Dani e Luiz Paulo Vasconcellos

são duas forças da natureza, duas pessoas

que me fazem acreditar que a humanidade

tem solução.

Foto Márcio Peixe


10

6

As Formas Pétreas de

Hidalgo Adams

A Sala Augusto Meyer da Casa de Cultura

Mário Quintana apresentou em agosto a

exposição de esculturas de Hidalgo Adams. Sob

curadoria do marchand Renato Rosa, a mostra

intitulada Formas Pétreas destacou a produção

recente desse escultor gaúcho,

nascido em Cerro Largo, em 1962, que iniciou

sua carreira de forma autodidata.

O texto de apresentação da mostra de

Hidalgo, do escritor Paulo Wainberg, cujo

título é A natureza e a arte fala em dois

mundos, afirma que “já é tempo desses

dois mundos se ligarem, assim

como é indispensável pensarmos

sobre a única Natureza, coisa que

Hidalgo nos proporciona com transparente

talento, magnífica técnica e

incomparável emoção.” Para o

curador da mostra, Renato Rosa, a

arte de Hidalgo Adams revela, antes

de tudo, “um dever de ofício”.

Hidalgo Adams trabalha com arte

desde 1973. Iniciou-se através da

madeira, nas formas de entalhe e

relevo. Estagiou no atelier do escultor

Guma, depois cursou o Atelier Livre

da Prefeitura Municipal onde foi

aluno de Cláudio Martins Costa. Em

1997 retorna ao circuito de galerias

profissionais no estado e no país.

Participa da coletiva Paralelo 30, na

Agência de Arte, exposição não oficial,

comemorativa a I Bienal de Artes Visuais

do Mercosul. Neste mesmo ano

Por Teniza Spinelli Jornalista

passa a freqüentar o Atelier

Vila Nova, recebendo ensinamentos

de Francisco

Stockinger. Hidalgo é verbete

do Dicionário de Artes

Plásticas no RS, de Renato

Rosa e Decio Presser e, de

A Escultura Pública de Porto

Alegre, de José Francisco

Alves.

A obra escultórica de

Hildalgo Adams, presente

nesta exposição,

encontra-se em um alto nível de elaboração

mental e expressiva. O artista revela

uma sensível empatia com o material escolhido,

conseguindo perceber e extrair

da pedra bruta as sutilezas e a beleza

intrínseca de seu estado puro. Sua perspectiva,

ao dar forma e luminosidade às

obras, é o da procura e encontro do humano,

que convive com a natureza e, que

reverbera em si mesmo. Tanto as linhas

sinuosas, usadas para esculpir a forma

do feminino, quanto o sentido totêmico,

que sugere o corpo masculino, são percebidos

e, expressos com a sutileza de

quem domina a técnica de cortar e polir a

pedra desde a origem, espécie de gênese

do humano, que emociona e encanta

os olhos de quem as descobre pela primeira

vez. Por esse encanto, o visitante

volta a cada peça para revê-las em sua potencial

beleza e tridimensionalidade, sentir

seus vazios e reentrâncias, a lisura ou aspereza

que atrai o tato, seus mistérios cósmicos

enfim, a natureza transmutada pelo artista. São

esses os sentidos infinitos da percepção humana,

como nos pede e instiga a verdadeira arte.

Fotos: Arquivo do artista

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto


Por Antônio Augusto Fagundes Historiador e Folclorista

A logística na

Guerra dos Farrapos

Napoleão Bonaparte disse que o exército

caminha sobre o próprio estômago.

Queria assim enfatizar a importância da alimentação

dos soldados em operações militares.

A assertiva do Grande Corso passou

a ser dogma, preocupação fundamental

de forças militares que vão entrar em

combate.

Há um gênero de guerra, porém, que

desmente Bonaparte. É um tipo de choque

bélico com características especiais: é o

que podemos chamar de guerrilhas a cavalo,

especialmente usadas pelos Rio-

Grandenses no Decênio Heróico (1835 a

1845). Antes disso, aqui mesmo na Bacia

do Prata, a guerrilha a cavalo praticamente

fez a história militar do Uruguai, da Argentina

e do Rio Grande do Sul. Assim, quando

explodiu o movimento farroupilha , os gaúchos

estavam largamente treinados neste

tipo de combate.

Pode-se dizer que não havia maiores

novidades deste tipo de guerra que, a rigor,

nasceu com o cavalo. Há 4 mil anos atrás,

nos planaltos da Ásia menor, os citas domesticaram

o cavalo e se tornaram os primeiros

cavaleiros do mundo, descobrindo

as propriedades do animal para a tração, o

transporte de cavaleiros, o lazer, o esporte

e, logo- logo, da guerra. Os citas era um

povo de escassa população, vivendo num

ambiente hostil e extremamente belicoso.

Tornando-se cavaleiro, imediatamente

subjugou e dominou população vizinhas,

impondo sua dominação político militar e

expandindo-se. É extremamente significativo

que quando a escrita é inventada na

Suméria nesta época, um dos primeiros

livros escritos é “Kikuli do País de Mitani”, o

qual têm regras tão precisas sobre a criação

de cavalos para o esporte e para a

guerra que até hoje são válidas!

Muito mais tarde as guerrilhas a cavalo

dos hunos e dos tártaros marcaram o

mapa do mundo com a influência do grande

Khan mongol. Já desde esta época a

logística era a mínima: o cavalo encilhado,

as armas de uso individual, a indumentária

pragmática. Alimento para o homem? Os

rebanhos das estepes forneciam. A

indumentária e arreios? A mesma coisa.

Os pastos alimentavam os cavalos de qualquer

lugar. As armas eram fabricadas pelas

mulheres que se encarregavam também

das barracas de couro e seu transporte.

E com tão poucos recursos dominaram

o mundo conhecido em sua época,

ameaçaram Roma e até hoje os seus descendentes

estão na China, na Rússia e,

claro, na Mongólia.

Os farrapos tinham um pouco mais de

recursos, eventualmente canhões e barcos,

mas o grosso da guerra se movia não

muito diferente dos mongóis. Mesmo nos

nove anos de república proclamada, sobrou

pouco tempo para a administração

política e para a pregação ideológica. As

exigências bélicas eram sempre as mais

prementes e por isso mesmo as

prioritárias. Tudo girava em torno da guerra

e trabalhava para ela.

O cavalo era fundamental. Reunir cavalos,

muitas vezes comprando-os do Uruguai,

conservar a cavalhada em redutos

abrigados, cuidar dos pastos de inverno,

remontar as tropas em ação, tudo isso consumia

esforços consideráveis. A República

Rio-grandense montou fábrica de arreios,

ferrarias, arsenal, serviço de saúde,

confecção de fardamentos, fábrica de pólvora

e de balas e até barcos os republicanos

rio-grandenses construíram. Mas o que

resolvia mesmo era o homem a cavalo, o

guerrilheiro audaz capaz de abrir um quadrado

de infantaria (a Infantaria Imperial era

infinitamente superior em número e em

eficácia militar à dos farrapos) a galope

apenas com uma lança na mão.

A questão de alimento das tropas nunca

exigiu logística especial. Tendo carne

para o churrasco, um punhado de farinha,

erva para o mate, uns tragos de canha e

fumo, o soldado farrapo não exigia mais

nada.

Mais de uma vez os generais da república

rio-grandense foram censurados por

se vestirem displicentemente, confundindo-se

com os soldados rasos, mal

fardados ou simplesmente sem qualquer

farda.

A arma por excelência do soldado era a

lança de cavalaria, com 2,50m de comprimento

do coto à haste, produzidas aos milhares

nas ferrarias da república. A famosa

lança de 3 galhos tinha uma haste central

e duas aletas laterais, para dificultar a defesa

do inimigo atacado. O golpe precisava

ser evitado em profundidade para que o

inimigo escapasse, para que uma das laterais

da lança não levasse uma costela

junto. Quando faltavam lanças de ferraria

o farrapo atava uma faca numa taquara ou

abria uma tesoura de esquila e fazia duas

lanças excelentes e práticas.

arte&fato G A L E R I A

Seis anos após ter realizado individual na Arte&Fato, Solange Caldas está de volta

e inaugura na próxima quarta-feira, dia 29, a mostra denominada Universo Colorido.

Desta vez, além de pinturas, objetos e caixas formam o conjunto selecionado

com curadoria de André Venzon. Pos graduada em Artes Visuais na Feevale,

Solange também tem no currículo cursos com Jailton Moreira, Karin Lambrecht e

Vera Wildner. Com quase vinte anos de carreira chega agora a sua sexta individual

e participação em diversas coletivas e salões. A nova exposição poderá ser

visitada até 27 de outubro, de segunda a sexta, das 14 as 18h e sábado, das 10

as 13h, na rua São Manoel 285, fone 3333.7044, bairro Rio Branco.

Mais detalhes no artefatogaleria.blogspot.com

Os oficiais não usavam

lança, mas espadas.

Quase todos eles tinham

sido militares do Império,

o que explica muitas armas

e fardas. Ademais o

Cel. Albano, de Pelotas,

trouxera do Uruguai uma

grande quantidade de

excelentes espadas toledanas.

Quando ele foi derrotado

e aprisionado pelo

farroupilha João Manoel

essas espadas foram incorporadas

à oficialidade

farrapa, com o nome de

“albanas”. Foi com uma

“albana”, por sinal, que

Bento Gonçalves da Silva

duelou com Onofre Pires.

Os oficiais usavam espadas

curvas de cavalaria, a que davam o

nome de “ferraduras” e sempre pistolas ou

pistolões de cano simples ou duplos.

Essas armas, bem como os mosquetes

da infantaria e os mosquetões da

cavalaria eram de pederneira, com “fogão”

e “caçuleta” e os cartucho eram de papel.

O homem mordia o cartucho, derramava

um pouco de pólvora na culatra da arma,

enfiava o que restava de cartucho de cabeça

para baixo no cano, socava a bala com a

vareta da própria arma para só então fazer

pontaria e efetuar o disparo. A cavalo o homem

dificilmente recarregava e efetuava

um segundo tiro. Fuzis e mosquetões tinham

baioneta triangular que podia ser

colocada na ponta do cano para o embate

corpo-a-corpo.

Esse sistema de arma de fogo era chamado

de “minié” e foi usado até a Guerra

do Paraguai. A propósito, a heroína

vivandeira Florisbela Boca-Negra, a “Leoa

de Curupaiti”, ganhou o honroso apelido

pela rapidez com que mordia os cartuchos

no trágico assalto da Guerra do Paraguai.

Armas não-convencionais importantes foram

o laço e a boleadeira, destramente

manejados pelos gaúchos de então e que

os imperiais não sabiam manejar. Os cirurgiões

do Exército muitas vezes eram

enfermeiros práticos que amputavam um

membro sem mais anestesia que a cachaça.

O médico farroupilha mais famoso nem

era médico, mas farmacêutico, o Dr.

Duarte, o famoso “Doutor Gaiola”, que era

cirurgião do exército de David Canabarro.

Foi ele quem cuidou do ferimento – mortal

– que Onofre Pires recebeu no duelo com

Bento Gonçalves da Silva.

Apesar dessa precariedade de recursos

logísticos, o exército republicano riograndense

sustentou galhardamente durante

dez anos a guerra contra o poderoso

exército imperial brasileiro, que tinha à sua

disposição todos os recursos do mundo.

Os generais do Império não compreendiam

a praticidade da logística farroupilha,

a sua extrema simplicidade e a mortífera

capacidade bélica dos gaúchos que o cavalo

proporcionava.

Mas Caxias, não. Quando Luís Alves de

Lima e Silva assumiu o supremo comando

imperial ele prontamente compreendeu

que precisava privar os farrapos de cavalhada,

que aí residia o segredo do êxito

farroupilha. Então, simplesmente liquidou

os “quartéis de inverno” e tornou impossível

a remonta com cavalos castelhanos. Foi

a genialidade do grande cabo-de-guerra

que fulminou a logística farroupilha e virou

a maré dos combates a favor do Império.

Genialidade, aliás, que se complementa

com a sua concepção de paz, forçando o

império a ceder em tudo – menos na integridade

territorial. Caxias não queria vencidos,

mas aliados para enfrentar (como vai

enfrentar vitoriosamente) a ameaça

castelhana na fronteira.

Sim, os exércitos caminham sobre a

barriga. Mas quando esse estômago está

em cima de um cavalo fica muito mais

leve...

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

7

Foto capa e matéria Ana Piagetti Fagundes


8

Luciano Alabarse homenageado por mérito

A entrega da Comenda Porto do Sol,

na noite de 21 de setembro, no foyer do

Teatro São Pedro ao diretor Luciano

Alabarse faz, enfim um merecido reconhecimento

ao talento, a ousadia e a capacidade

transformadora do homenageado.

Reconhecimento este alcançado

por meio de seu trabalho, construindo

a cultura como experiência viva.

A Comenda completa um reconhecimento

iniciado com a abertura da exposição

"História do Teatro Gaúcho: das

origens ao Porto Alegre em Cena" na Câmara

Municipal. Tanto a Comenda, como

a exposição, constituem a forma do Estado

em elaborar uma memória da qual

Alabarse é protagonista. Essa memória

política diz as novas gerações que em

nossa época, uma política pública foi reconhecida

de importância pela sociedade;

diz também que o Estado valoriza

seus protagonistas e preserva os conceitos

que elaboram em sua existência

e valoriza, fundamentalmente, a experiência

de produção de política cultural

que Luciano e sua equipe conquistaram

ao longo de todos estes anos de Porto

Alegre em Cena.

Pois em termos de política pública,

o desenvolvimento de competências

também é objetivo do gestor. O campo

de avaliação de políticas públicas nos

Por Beatriz Bohrer Amaral Diretora da Radimagem e Radiologista

Cansaço pode não ser só falta de sono

Sempre cansado? É claro que a razão

pode ser a sua agenda lotada de

compromissos profissionais, familiares

e sociais. Tente mudar seu estilo de vida

por duas a três semanas. Aumente suas

horas de sono, diminua a atividade social,

alimente-se melhor, beba mais líquidos

e reduza a cafeína e o álcool. Se

continuar fatigado, talvez a razão não seja

só a falta de sono e a vida estressante. O

cansaço pode ser sinal de outro problema

que necessite ser diagnosticado e

tratado. Leia a seguir algumas outras

causas comuns de fadiga e consulte o

seu médico se necessário.

ANEMIA

É causada pela redução das células

vermelhas no sangue, responsáveis por

levar o oxigênio do pulmão para os tecidos

do corpo. Pode ser causada por

deficiência de ferro, perda sanguínea ou

doença crônica. É comum em mulheres

com fluxo menstrual intenso e também

nas grávidas, que necessitam de

doses mais altas de ferro. A fadiga cos-

Próxima palestra: OBESIDADE: TRATAMENTO E RISCO

Dr. Mauro Jacques Ramos, Cirurgião

Data: 29 de setembro às 16 horas

Av. Cristóvão Colombo, 1691

tuma ser o sintoma mais importante

deste problema.

Por Por Ana Guedes Assessora Cultural

diz que tanto o conceito quanto as práticas

são objeto de avaliação. Mais: de

que política pública – no caso, de fomento

a criação teatral – se faz no tempo.

Pois é disto que se trata: o sucesso do

projeto Porto Alegre em Cena está menos

na qualidade – evidente – de seus

espetáculos e mais na insuperável conquista

de Luciano: a continuidade das

políticas públicas.

DIABETES

A glicose é o combustível do nosso organismo,

mas pessoas com diabetes

tipo II não podem usá-la de forma adequada,

aumentando o seu índice no sangue.

Sem energia suficiente para dar

conta do metabolismo do corpo, o cansaço

costuma ser um dos primeiros sintomas

da doença.

DOENÇAS DA TIREÓIDE

A tireóide é uma glândula situada no

pescoço, que produz hormônios que

controlam o metabolismo. Excesso de

hormônio da tireóide (hipertireoidismo)

aumenta o metabolismo e pode causar

fadiga muscular e fraqueza, principalmente

nas pernas. A falta deste

hormônio (hipotireoidismo) reduz o metabolismo

e também causa fraqueza,

dificuldade de concentração e dor muscular.

ENTRADA FRANCA

Aceitamos 1 kg de

alimento não perecível.

Porto Alegre em Cena veio para ficar.

Raro exemplo de continuidade na ação

do Estado, mostra que bons projetos devem

ultrapassar os governos de plantão.

A avaliação do sucesso desta iniciativa dase

pelo alcance do público. Novamente,

salas lotadas e filas de espera a procura

de bons espetáculos. E isto, o Porto Alegre

em Cena tem de sobra e as homenagens

a Luciano, mais que merecidas.

Creative Fotografia

DEPRESSÃO

Os sintomas podem variar, mas é comum

a sensação de perda de energia, mudança

nos padrões de sono e dieta, dificuldade

de memória e concentração e sentimentos

de desvalia e negatividade. Sem

tratamento, estes sintomas podem durar

por semanas, meses e até anos. Diferentemente

das outras doenças acima

citadas, a depressão não pode ser

identificada por um exame de sangue,

mas o seu médico poderá fazer o

diagnóstico conversando com você.

Endometriose 3

Por Dr. Nilton Alves Ginecologista CREMERS 15.193

A endometriose, que representa um dos

mais freqüentes distúrbios ginecológicos e que

foi definida como a presença de endométrio

fora de seu local habitual (cavidade uterina),

teve, nas duas edições passadas, uma abordagem

sobre a sua etiologia, suas manifestações

clínicas e o seu diagnóstico. Neste mês,

para finalizar o tema, iremos abordar o seu tratamento.

Por ser uma doença muito complexa, que

pode atingir vários órgãos e apresentar-se em

vários estágios, o seu tratamento também pode

variar muito.

Dependendo da idade da paciente, do desejo

de gestar, da severidade dos sintomas e

do estadiamento da doença, poderemos indicar

tratamentos clínicos e/ou cirúrgicos.

O tratamento clínico pode ocorrer ao nível

da hipófise/hipotálamo, ao nível dos ovários ou

ao nível do endométrio ectópico, mas a intenção

é fazer com que as pacientes entrem em

amenorréia, ou seja, parem de menstruar. As

drogas mais frequentemente usadas podem

ser a progesterona contínua, pílula contínua,

gestrinona, danazol ou os conhecidos como

análogos do GnRH (lupron, zoladex ou synarel),

sendo que estas podem ser administradas em

comprimidos, injeções ou spray nasal.

O tratamento cirúrgico, por sua vez, tem

como objetivo a excisão completa do tecido

endometriótico ativo e a correção das distorções

anatômicas induzidas por aderências ou lesões

císticas associadas.

A videolaparoscopia é a via preferencial para

o tratamento cirúrgico da endometriose, oferecendo

como vantagens a visualização ampliada

de pequenos focos da doença, uma

hemostasia adequada, menor formação de

aderências e uma rápida recuperação da paciente

com alta hospitalar precoce e um menor

custo global.

Nas pacientes com endometriose severa

(grau IV) e infertilidade com alterações

anatômicas pélvicas, a indicação da fertilização

“in vitro” parece ser a melhor opção.

Por ter uma capacidade de recidiva, esta

enfermidade deve ser enfrentada com toda

energia, mesmo nos casos de extensão mínima.

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto


Por Marcelo Oliveira da Silva Coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal da Cultura

Um terceiro corte de Chanel

Coco Chanel & Igor Stravinsky

chega aos cinemas como terceira

tentativa em um curto espaço de tempo

a retratar a mais famosa de todos

os estilistas de moda. Ao contrário

do que se diz das histórias, que na

primeira vez (Coco Chanel, 2008, de

Christian Duguay) são engraçadas,

na segunda nem tanto (Coco antes

de Chanel, 2009, de Anne Fontaine)

e na terceira chateiam, o filme de Jan

Kounen dá uma idéia bastante

razoável da época e do espírito de

mais uma grande pioneira das mulheres

emancipadas, independentes

e poderosas. Mais que isso, o último

é dos três o mais fluido e certamente

o menos preocupado em nos

“ensinar” a biografia daquela musa.

O filme de Kounen começa a traçar

o perfil da estilista atendo-se ao

que o diretor (que também é um dos

roteiristas, junto com o autor do livro

homônimo, Chris Greenhalg) considera

a pedra angular da trajetória dela:

o romance com o compositor russo

Igor Stravinsky. O filme começa com

a mais bem feita recriação da peça

mais famosa dele, A Sagração da Primavera,

cuja estréia na Paris de 1913

foi intensamente vaiada. Sabedora

das dificuldades financeiras do autor,

que vivia com toda a família em um

apartamento de único quarto em Paris,

Coco o convida para morar com

sua mulher e filhos numa de suas

residências no interior. Ali ele teria

espaço para acomodar decentemente

a prole, além de silêncio – condição

sine qua non para compositores

– e um bom piano. De tempos em

tempos, ela também passaria algumas

noites na casa e dessas visitas

surge um romance de início tolerado

pela mulher compositor.

O corte temporal é bastante curto

na vida de ambos. A ação toda não

se passa em mais que quatro outonos,

até que a mulher de Stravinsky,

sob pretexto de tratar uma tuberculose,

se muda para uma clínica na

Suíça. Isso no entanto não facilitou o

affair entre ele e Chanel. O início da

ruptura é discreta e efetivamente encenado

numa discussão boba entre

os dois, quando ele desdenha as

preocupações da parceira e afirma

que Chanel não é uma artista, mas

uma “comerciante de panos”. Não é

preciso mais que um registro do rosto

de Anna Mouglalis, uma atriz certamente

dotada de beleza, mas ainda

melhor aquinhoada com charme

e voz marcante, para revelar ao espectador

que dali em adiante o romance

minguaria.

Ainda haveria tempo para que

Chanel financiasse – sem que

Stravinsky soubesse – a encenação

de Les Noces, escrita em sua casa. A

atitude certamente disse muito mais

sobre a “comerciante de panos” do que

qualquer outro enfrentamento com o

talentosíssimo, mas certamente menos

moderno, artista durango. Outro

grande acerto da produção foi a escolha

de Mads Mikkelsen, que além de

se parecer com o mestre russo, captura

com grande sensibilidade sua mistura

de fragilidade e violenta inquietação.

O filme não tem exatamente um

fim, mas une os dois destinos ao mostrar

duas cenas curtas (quase

polaroids em movimento) de ambos

em adiantada velhice. Ele em Nova

York, onde faleceria, e Coco naquela

mesma casa, ambos em devaneios

saudosistas com sobre o tempo que

compartilharam.

Desnecessário dizer que o apuro

visual de figurinos, móveis e objetos

é irrepreensível. Qualquer projeto

sobre essa mestra do design, cujo

bom gosto se expressava não apenas

em cores, padrões, tecidos e

madeiras como também em perfumes,

não decolaria sem resolver

essa parte. Já os créditos de abertura

mostram uma elegante evolução

de padronagens típicas de tecidos

finos em preto-e-branco, cujo efeito

caleidoscópico evolui para uma ilusão

de tridimensionalidade, produzindo

um resultado hipnótico.

Talvez a melhor qualidade do perfil

de Kounen desse ícone da mulher

modernista que é Chanel esteja na

opção por um único corte de tempo e

na decisão de nada explicar sobre o

que tenha se passado antes na vida

dela ou de seu igualmente famoso

amante. A receita segue de certa forma

os preceitos que J. D. Salinger

imortalizou no primeiro parágrafo do

romance O Apanhador nos Campos

de Centeio. Nele o protagonista define

com um palavrão o que acha das

histórias que começam contando

quem foram os avós e os pais do

narrador, antes de entrar na ação em

si. O diretor usa o mesmo atalho daquele

marco literário para contar o que

lhe interessa, sem didatismos. E consegue

dar vida ao monumento

Chanel. Sobre quem foram os avós e

os pais dela, e como foi sua infância

e essa droga toda à moda de Charles

Dickens, você pode ler na Wikipédia,

ou ver nos outros dois filmes.

DICIONÁRIO POLÍTICO

DO RIO GRANDE DO SUL

1821/1937

No dia 19 de agosto, na Livraria Nova Roma, aconteceu

o lançamento e sessão de autógrafos do inédito

DICIONÁRIO POLÍTICO DO RIO GRANDE DO SUL, de autoria

do historiador Sérgio da Costa Franco. Fruto de uma

minuciosa investigação, este dicionário biográfico reúne

mais de quinhentos verbetes, compreendendo políticos,

pensadores, caudilhos, instituições peculiares, partidos

de bandeiras, programas característicos e a imprensa alinhada

com a política partidária no período de 1821 a 1937

no RS.

Com organização de Mário Rozano, a obra tem prefácio

de Raphael Copstein e projeto gráfico de Alex Medeiros.

O projeto recebeu patrocínio das empresas BRDE, Celulose

Riograndense, Grupo CEEE, Marquardt Scherer,

Randon e Sulgás, através da Lei Federal de Incentivo à

Cultura.

É só chamar o

HOMEM PIZZA

e ele leva

o mais

delicioso

rodízio na sua

festa ou evento!

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9

Autor: Sérgio da Costa Franco

Organizador: Mário Rozano

Editora: Suliani Letra & Vida

Formato: 20,5 cm x 25 cm

240 páginas, 2010

ABERTO EDITAL PARA OCUPAÇÃO DOS TEATROS DA CCMQ EM 2011

São oito temporadas em teatro adulto e infantil e cinco de dança e música. Deverão ser

entregues sinopse/roteiro do espetáculo, concepção, ficha técnica, currículo dos participantes,

inclusive da equipe técnica, informações sobre cenários, figurinos, sonoplastia

e iluminação, repertório e cópia do texto, fita ou CD. Serão avaliados os critérios de

clareza e coerência; criatividade e abrangência; histórico do grupo; currículo dos participantes;

adequação da proposta ao espaço pretendido e significado da proposta

dentro do contexto cultural da cidade. O Teatros Carlos Carvalho (2º andar) tem a taxa

diária de R$ 65,00 e o Bruno Kiefer (6º andar), correspondente a R$ 95,00 ou 10% da

bilheteria (caso a arrecadação for maior).

O QUE: Ocupação dos Teatros Bruno Kiefer e Carlos Carvalho

PERÍODO: 4 de março a 11 de dezembro de 2011

PRAZO: Até 05 de novembro de 2010

INSCRIÇÕES: Núcleo de Artes Cênicas da CCMQ – Andradas, 736

Alunos da Oficina de Criação

Literária da PUC/RS lançaram

a antologia de contos 40

Em 2010, a Oficina de Criação Literária da PUC/

RS, ministrada pelo escritor e Doutor em Letras

Luiz Antonio de Assis Brasil, comemora 25 anos

de atuação ininterrupta e lançou o livro 40, que

reúne a produção de nove jovens autores, oriundos

da 40ª turma. Editada pela Libretos, a obra

tem organização do professor Assis Brasil.

Os artistas interessados em ocupar as

salas de espetáculos da Casa de Cultura

Mario Quintana (Andradas, 736),

de 4 de março a 11 de dezembro de 2011,

podem entregar seus projetos no Núcleo

de Artes Cênicas (4º andar), até o dia 5

de novembro. O regulamento está à disposição

no site www.ccmq.com.br,

no e-mail artescenicas@ccmq.rs.gov.br

ou no local, das 13h às 19h.

A pizza vai até você!

Informe-se 3338.4299

www.homempizza.com.br


10

Foto Luciane Thomé

Sob o céu de agosto é o romance de estreia do jornalista

Gustavo Machado. Juremir Machado da Silva disse

que é bem escrito, tem adensamento de linguagem,

sexo, sangue, mistério, tom e unidade. A trama policial

se passa numa cidade sem nome, onde impera uma

ditadura de esquerda. A cidade é parecida com Porto

Alegre. Como se vê, estréia promissora. 168 páginas,

Dublinense, www.dublinense,

com.br

Arpoador

Por Sergio Napp Escritor

O mar, à minha frente, é de um azul

melancólico. Adiante, se transforma em

verde taciturno. Ao contrário do sol acalenta,

com sua luz e seu calor, toda a extensão

da praia. Ou estarão em mim estes

sentimentos confusos?

A poucos metros, uma garota, sentada

sobre a saída de praia, lê Martha

Medeiros. Uma lancha vermelha brinca

sobre as ondas dividindo as águas agitadas,

deixando um rastro de espuma.

O que esconde o mar? O amor se esconde

no mar?

Uma pomba, vinda não sei de onde,

pousa na areia e parece, com seu olhar,

me dizer alguma coisa. Talvez traga notícias

de onde eu quero chegar. Talvez onde

eu quero chegar seja um lugar impossível.

Quem sabe a pomba me olhe tão somente

buscando comida. Quem sabe

nem haja esta pomba que veio voando na

tarde. Talvez sejam meus olhos ansiosos

por uma pomba que nunca chegue.

O sol, cansado de tanto iluminar o dia,

Leonardo da Vinci da escritora

e dramaturga francesa

Sophie Chauveau trata de uma das

maiores figuras que a humanidade já teve. Gênio, sedutor

inveterado e de espírito mordaz, Da Vinci, 1452-1519, foi

da física à botânica, da geologia à anatomia, passando

pela astronomia, música, arquitetura, escultura, desenho

e pintura. Autor das telas Mona Lisa e Última Ceia, sua

vida segue um enigma. 204 páginas, L&PM Pocket,

www.lpm.com.br

Por Jaime Cimenti Jornalista e Escritor

se esvai pela tarde. Ao longe, a ilha se

escora no fio do horizonte.

O que esconde o mar? O amor se esconde

no mar?

Talvez na ilha em frente se esconda

quem eu quero encontrar. Existirá este

alguém? Estará na ilha este meu querer,

agitando um lenço vermelho, fazendo sinais

de fumaça, gritando a plenos pulmões

sem que meu coração melancólico e taciturno

perceba?

Uma garota com sua saída de praia e

a ilha de onde alguém me faz sinais se

deslocam no fio do horizonte. Martha

Medeiros, ao longe, passeia na lancha

vermelha que singra as águas até se perder

de vista.

O mar é feito de quê? De quem é feito

o amor?

A pomba, cansada de esperar que eu

a entenda ou lhe alcance comida, voa e se

perde no dentro do anoitecer.

As luzes, quando acesas, devolvem o

dia à praia. Por ela caminho. Misturo-me

às gentes. Há quem jogue futebol. Há

quem faça a sua caminhada diária. Há

quem se encontre por acaso. Há quem

sente em um quiosque para contemplar o

que ainda se vê do mar. Da moça, da lancha,

da pomba os olhos não mais sabem.

Só o coração os reconhece.

A saudade me assalta e eu me descubro

sozinho. Saudade de algo indefinido.

Saudade de afagos, de beijos, de tudo o

que se perdeu no tempo e que, agora, me

assume exigindo troco. Tenho as mãos

vazias de tocar. A alma vazia de sentir. Os

olhos vazios de ver. Sabem os homens do

amor que eles carregam consigo, amor

que eu deixei em algum ponto deste mar?

O quanto me reconheço neste mar, nesta

noite, neste momento em que não sei de

mim?

É um instante fugaz, tênue, que se

esboroa. O suficiente para que a pergunta

se faça: o que sei do amor? A resposta é

pronta, direta, amarga: do amor eu conheço

as histórias que a vida ensinou.

Estado alterado de consciência -

Uma pesquisa científica que coloca

a religião a serviço da ciência

médica do conhecido Dr. Ivan

Hervé, é fruto da longa experiência

médica e espiritualista do autor

e demonstra a eficácia da

técnica de trabalho utilizada pelos

grupos

do Dr. Ivan na Casa de João Pedro. É

indicado para cientistas e pesquisadores

e leitores em geral. 80 páginas, www.editoraage.com.br

Por amor também se casa do médico, professor e escritor gaúcho

Henry Wolff, traz contos com temas de juventude e infância e narrativas

que envolvem o jovem médico em formação. Na apresentação

elogiosa o professor e editor Carlos Jorge Appel fala que no subsolo

das histórias pungentes do livro, além da questão estética, está

sempre a esperança de uma nova vida. 88 páginas, Movimento,

www.editoramovimento.com.br

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto


O pouco

Foto: arquivo pessoal

Independente do Data Folha e de outros

ibopes, fiz o meu próprio levantamento sobre

quem será o vitorioso no próximo pleito. Os

convocados para trabalhar nas eleições, em

primeiro lugar, é claro. Não é todo dia que nos

dão sanduiche de graça. Mas uma pesquisa

nas mais diferentes classes sociais me levou

à conclusão óbvia de que o cara que é o

cara não é quem estão dizendo e muito menos

quem não tem o que dizer ao encarar o

presidente anfibio que está pintando nos números

menos especulativos, uma vez que até

a dona Letícia chama o Lula de Dilma na intimidade

e a própria Dilma já ronca acordada

para parecer o chefe quando fala.

Não, senhores, lamento informar que pela

boca de urna sem a urna ou o ouvindo o cochicho

pela porta dos fundos, quem vai levar

a taça é um candidato que não gastou um

tostão na campanha, nem prentende, não tem

Vale-tudo

De eleições brasileiras, sabemos todos,

pode-se esperar de tudo.

Na década de cinquenta, quando ainda

não havia a cédula eletrônica e o eleitor escrevia

sobre um papel próprio o nome do candidato

de sua preferência, o “candidato” Cacareco,

que era um hipopótamo do Zoológico

de São Paulo, arrebanhou cerca de 100.000

votos, numa clara manifestação do desgosto

popular quanto ao baixo nível dos candidatos.

Foi assim mesmo, alguém lançou Cacareco

a vereador e ele obteve mais votos do

que o segundo candidato colocado, este autorizado,

com cerca de 95.000.

Passados mais de cinqüenta anos, nem

tanto mudou nas cenas dos sucessivos sufrágios.

Não bastasse sermos obrigados a

conviver com o horário político obrigatório pela

TV e pelo rádio, e assim nos darmos conta

do grau de mediocridade de tantos candidatos

que em pouco estarão sentados lá nas

câmaras dos representantes do povo, somos

ainda obrigados a votar. E com a desvanta-

Por Paulo César B. do Amaral Escritor, artista plástico e escritor

Por Renato Pereira Jornalista

assessores, prescinde totalmente de

marketeiros e jamais será visto pichado, fotografado

ou entulhando as esquinas mais

movimentados com este sorriso de mona lisa

com hemorróidas que todos têm. Sem falar

no retoque fotográfico que deixou o Tarso com

15 anos, o Fogaça antes do Vento Negro e a

Dilma virgem logo após a primeira comunhão.

Jamais. Nem um vidro traseiro, uma

porta de kombi, ou carroça de aluguel vai

levar o nome do vitorioso. É um candidato

jovem mas já perambulou pelo Velho Testamento

quando Moisés descobriu que tinha

dado cupim nas Táboas da Lei. Não

tem partido definido mas elegeu o Collor

senador depois do fiasco e, muito antes,

em São Paulo, o rinoceronte Cacareco. Portanto

um cabo eleitoral de faca sem cabo.

Está em todas sem se comprometer com

nenhuma, é talho pra todo lado.

51 3248 1270 9987 5625

renatopereira2@terra www.renatopereira.com.br

gem de não podermos, por via eletrônica, expressar

nossas reais opiniões sobre o grande

circo eleitoral, por exemplo, preferindo o

Cacareco a tantas nulidades.

E escrevo isso com certa vergonha, porque

na realidade nunca anulei voto, nunca

votei em branco e sei que somos responsáveis

por nossas escolhas, mesmo que dentre

elas figure um Cacareco. Mas o pior desta

vez leva outro nome. Chama-se promiscuidade.

Explico com a ajuda do Dicionário

Houaiss, que entre outras definições mais

conhecidas aponta para aquela que designa:

2. mistura confusa, desordenada.

Chegamos ao ponto que passou do simples

vira-casaca, figura tão conhecida da política,

quando um candidato sai da extrema

esquerda para a extrema direita, ou desta

para aquela, indo assim, do zero ao infinito,

como numa mera equação de cálculo integral

e diferencial. Agora alguns candidatos,

ancorados em duplicidades ideológicas -

acendem simultaneamente uma vela ao santo

e outra ao diabo, e as duas no mesmo

castiçal da incoerência. Quase todos interes-

Ágil, rápido e pronto para assumir sem

questionar se o Hugo Chaves virá à posse

de cueca vermelha ou se a Hillary Clinton

manda a Madona como representante. Ele

é total e completamente à prova de manifestações

prós ou contra. Nunca foi vaiado

e jamais temeu qualquer represália do TRE

por terem começado a campanha dele em

2010 muito antes do permitido. Ele nem tá

na lista, muito menos na negra. É um cara

tão à prova de partido quer corre por fora

sem ninguém pela frente ou inimigo na trincheira

por trás. Acima do bem e do mal,

sabe da vitória mas nunca se ouviu ele contar

vantagem, pelo contrário, quando apontado

pela infro pesquisa, arrisca, como se

fosse o Serra...Quem sabe no segundo turno

a gente vira o jogo...

Duvido muito que, a essa altura da apresentação

vocês não saibam de quem se tra-

11

11

sadas na carona da influência da marola do

presidente brasileiro - queira-se ou não - com

forte aprovação popular.

Os que não estão nesta barca - porque por

coerência não poderiam estar - singram na

nau dos desesperados. E a baixaria dos palanques

assume níveis já antes vistos, mas

desta vez de ambos os lados, beirando a insensatez

de quem acusa e a cara de pau de

quem nega. É para isso que servem os dossiês

que estão a merecer neste país de língua portuguesa

um novo significado. E la nave và.

Quanto à imprensa, é difícil encontrar um

jornal ou uma revista que não expresse sua

preferência por a ou por b de forma escancarada.

Em alguns casos, vergonhosamente,

desdenhando a sabedoria do povo, omitindo

notícias relevantes ou fortalecendo a invenção

de outras de seu interesse próprio. Articulistas

brilhantes emprestam seus talentos

ao jogo sujo da promiscuidade, às vezes

extrapolando vias racionais usualmente aceitas

pelo bom senso comum.

Então, seja qual for o resultado, tudo voltará

ao statu quo ante, porque isso faz parte

do jogo depois da tempestade. E la nave và...

ta o digníssimo candidato, um campeão das

urnas de Norte a Sul, um imbativel bastião

da democracia à brasileira, casualmente

neste período premiada com a exposição

internacional das vacas com alegorias de

artistas plásticos do maior renome, não querendo

insinuar que, na vitória do candidato, a

vaca vá irremediavelmente pro brejo.

Bem, como eu não sou o Edgard Allan

Poe e esta coluna nunca foi de suspense,

para os raríssimos que ainda não entenderam,

lá vou eu tremelicando a bandeira do

grande campeão para saciar a curiosidade.

A todos que eu perguntei, nas mais diferentes

classes de indecisos a desinteressados,

o numericamente majoritário nestas eleições

é o Pouco. O que não é pouco, analisando

a resposta completa que os meus

entrevistados declinaram. Pelo que me disseram

o pole position é o Pouco Se Me dá.

CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO

AUXILIADORA - CIDADE BAIXA - MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO, ZONA NORTE, ZONA SUL E FLORESTA

Palácio Piratini - Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Secretaria Estadual de Educação – Depto. Pedagógico - Assessoria de Projetos Especiais para 258 Escolas Estaduais – SMED – para 92 Escolas Municipais - Secretaria Municipal de Cultura - Centro Municipal de Cultura - SETUR - Secr. de Estado

do Turismo - Usina do Gasômetro - Teatro da Ospa - Teatro de Câmara - Museu da Comunicação Social - Teatro de Arena - Teatro Bruno Kiefer - Salão de Atos da UFRGS - Assembléia Legislativa - Solar dos Câmara - Theatro São Pedro - Casa de Cultura Mário Quintana - Teatro do SESC - Curso Mauá

- Rede Hoteleira - Shopping Praia de Belas - ARI - Ass. Riograndense de Imprensa - Sind.Comp.Musicais do Estado/RS - Academia Kyokushin - Sec. de Cultura do RS - Agências de Publicidade - IOF-Instituto Ortopedia e Fisioterapia - Museu Joaquim José Felizardo - Arte Café - Bazar Londres - Guarida

Imóveis - Clínica Menino Deus - AGAPA (Associação Gaúcha de Pintura Artística) - GBOEX Previdência Privada - Confiança Companhia de Seguros - Super Pizza - Espaço Dança e Memória - Instituto Estadual de Cinema (SEDAC) - Secretaria Estadual da Saúde – Cia. das Pizzas - Ótica Andradas -

School - Casa dos Óculos - Tia Iara - Líber Livros - 5 à Sec - .com Cyber Café - Gambrinus - Pronto Olhos - Anita Cell - Rede Drogadil - Cachorro do Rosário (Emancipação, Shopping Total e Mariante) – Churrascaria São Rafael - Barranco - Livraria Nova Roma - General Rock - Fisk - Bar do Beto - Laboratório

Marques Pereira - Mauá - Biblioteca Pública do Estado - Haiti - Ótica Moinhos de Vento - Wow! - DAER - Zil Vídeo - Livraria Vozes - Trianon - Café Arte & Cia - Homeograal - Assistir Escitório de Advocacia - Se Acaso Você Chegasse - Livraria Londres - Banca 43 - Livraria do Mercado e Banca Bang-

Bang - Palavraria Livraria-Café - Panificação Copacabana - Bar e Café Pan Americano - Bar Chopp e Restaurante Pacífico - Chopp & Companhia - Copão - Papillon - Sierra Maestra - Restaurante Natural Flor de Maçã - Planet Dog - Escola Arte Educação - Morano - Galeria Arte & Fato - Beiruth - Maomé

- Matheus Confeitaria, Buffet e Café - Essência da Fruta – Academia Bio Ativa – Só Portáteis - Cyber Point - Bazar Londres - Print Cópias – Paradouro Pet – Drogabel – FINASA – Porto Pastéis – Roberto Celular – COMUI: Conselho Municipal do Idoso – SIMPA: Sindicato dos Municipários de POA - Lyon

Press - Ferragem Bom Fim – Ferragem Igor – Óptica Santo Antônio – Belver Óticas – Brubins Bistrô Cafeteria Congelados – Feito à Mão Café – Café Paris – Centralfarma - Color House - Stratus Celular - Café dos Cataventos – Casa de Ferragens - Corebrás - Café do Porto – Café - Clínica Visão –

Restaurante Solle Mio - Café Concerto Mário Quintana - Companhia do Cachorro do Rua da Praia Shopping - Garcias Churrascaria – Garcias Bar - Cachorro Gordo – Clindent – Laboratório Crol – Móveis Masotti – Personalle – Todeschini - LilliPut - Jazz Café – El Viejo Panchos - Le Bistrot - Bistrô Torta

de Sorvete - Café do Porto - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria – Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua – Sexxxy Butik – Bella Morano – Sulina Grill - La PizzaMia - Churrascaria Laço

Aberto - Churrascaria Schneider - Silva & Rossol Advogados Associados - SIJ – Serviço de Informação do Judiciário - Via di Trento - Villa Rústica - Café Correto - Miau da Cabral - Churrascaria Komka - Churrascaria Santo Antônio – Lamb’s – Drogamaster – Tablado Andaluz: Curso de Dança e Restaurante

– Copão - Parque Virtual - ABIC - Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural - Consultório Dr. Nilton Alves – Piovesani – Radimagem – Jazz Café – Bar da Bel – Tortaria – LilliPut - Le Bistrot - Café Correto - RD-Assessoria Jurídica - Estocke Off - Centro Médico Rubem Rodrigues - Bistrô Torta de Sorvete

- Café do Porto - Ponto de Antiguidades - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria - Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Vinhos Giuliano - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua - Vila Madalena - Chopp Stübel – Casa Elétrica

– Advogare – Assessoria Jurídica – Tec Líder - Mac Dinhos - Cachorro do Porto - Castanhas Express - Per Tutti Galeto - Sashiburi - Peppo Cucina - Bom Bocado - Churrascaria Laço Aberto - Baumbach Restaurante – Churrascaria Na Brasa - Miau da Cabral - Xis Moita - Opus - La Chiviteria - Se Acaso

Você Chegasse - AGEA - Assoc. Gaúcha de Economiários Aposentados - Cine House - Home Theater Automação Residencial - IOF - Telas Gaudi - Intit. de Ortopedia e Fisioterapia - Sapere Audi!Livros - Clínica Odontológica Dr. Nelson Monteiro - English Consultancy - Radicom - Clinica de Diagnóstico

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Por Thamara de Costa Pereira

Jornalista

22º Festival do

Turismo de Gramado

Uma feira profissional com uma ótima dinâmica e um conceituado

nível de expositores. Este é o Festival do Turismo de Gramado

(Festuris), que neste ano alcança a sua 22ª edição.

A feira, considerada pelo trade a de maior retorno de negócios

para o setor na América do Sul, ocorre entre os dias 18 e

21 de novembro, no Serra Park. E reúne profissionais com

poder de decisão - operadores, executivos, empresários e imprensa.

São mais de 2.600 marcas nos 17 mil metros quadrados

de feira, por onde circulam durante o evento cerca de 13

mil pessoas.

Consolidado e consagrado por apontar com antecedência

rumos e tendências do mercado, o Festuris é um espaço onde

se fazem negócios e se estabelecem relações. O Festival é

dividido em salões segmentados por nichos do mercado, a

saber: Ecoturismo e

Turismo de Aventura,

Tecnologia, Turismo

Rural, Saúde, Salão

Místico, Religioso e Esotérico,

Cultural, GLS e Destinos em

Destaque. Executivos e empresários

fazem questão de participar pessoalmente

do Festuris, discutindo os rumos

tomados por esta economia que

move o Brasil, o mundo e faz crescer

seus negócios.

Paralelamente à feira, é promovido

o Congresso, que conta com nomes

de destaque do cenário turístico e

mercadológico. O tema central esse

ano é “Um Novo Olhar Sobre a Indústria

Turística em uma Economia

Globalizada: Sustentabilidade,

Negócios e Investimento”

e foi elaborado

em parceira com a ABAV-RS. Neste ano, quando os painéis retornam

ao Centro de Convenções do Serrano Resort & SPA, estão confirmados

nomes tais com o diretor executivo da Organização Mundial do Turismo,

Márcio Favilla de Paula, o Ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin,

o presidente do Conselho da GJP Participações, Guilherme Paulus, o

publicitário João Satt Filho, o presidente da ABRACOPR, Faustino Pereira,

entre outros.

INTERATIVIDADE

Atento às novas tecnologias, a feira aposta na

criação de canais de comunicação para facilitar a

interatividade com todos os seus públicos, utilizando

ferramentas tais como o twitter

(@festurgramado) e o chat reverso no site. O próprio

site foi todo reformulado, proporcionando

muito mais dinamismo. Através dele, é possível

fazer inscrições online e download dos manuais

de expositor, de montador e de participante. Os

expositores também ganharam reforço na divulgação

de seus produtos através da publicação de

notícias na seção Imprensa, em Releases de Expositores.

Confira as novidades em

www.festivalturismogramado.com.br.

Fotos Testuris

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