Segundo Grande Livro - Totem2002

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Segundo Grande Livro - Totem2002

Segundo Grande Livro


Os espíritos que envolvem a

Águia trouxeram uma profecia.

Dias antes de a Primevera se

erguer haverá um encontro dos

Papooses mais astutos.

A floresta que embala o mar

espera-vos quando o Homem

criar os dias de 9 e 10 de

Março. Os Papooses líderes de

cada Tribo deverão então

comparecer para o primeiro

grande confronto e superar as

provas que encontrarem.

Não tarda a Primavera estará aí

e serão reunidas todas as

forças da Terra para nascerem

os novos Guerreiros.

Desafio dos Papoose

O Conselho dos Xamãs continua a insistir na preparação dos Papoose. Manitou

avisa que o “Desafio dos Papoose”desta geração vai ser mais intenso que o

normal. A estranha configuração dos elementos da Natureza e dos astros

celestes, prevista para esta data, pressagia obstáculos difíceis e exigentes a ser

ultrapassados.

O Conselho Tribal decidiu assim continuar a apresentar dicas mais avançadas

sobre temas importantes. Lembrem-se de que a antecipação e preparação para

a actividade é importante, de maneira a que possam ter uma participação em

pleno.

I- Decoração de um Tepee

A seguir à montagem do Tepee, a preocupação vira-se para a sua decoração.

Como já dito no “Primeiro Grande Livro”, a decoração exterior é um aspecto

muito importante porque serve como meio de identificação da Tribo, contando a

sua história e revelando alguns dos seus símbolos sagrados.

II - Orientação

Mais algumas técnicas de orientação poderão tornar-se úteis aquando do

“Desafio dos Papoose”. Aqueles que mais souberem, mais hipóteses terão de

conseguir chegar ao fim. Mas lembrem-se: a prática é imprescindível e não se

fiquem apenas pela teoria; comecem a treinar.

III - Cozinha de campo

O Conselho dos Xamãs determinou que só poderão passar a guerreiros aqueles

que souberem preparar as suas refeições. Para tal contarão com a ajuda do

Fogo, com o qual deverão transmitir à comida as energias (calor) necessárias

para que esta cozinhe. Para passar esta prova, os Papoose de cada Tribo

deverão mostrar ser capazes de acender uma Fogueira e nela cozinhar uma

refeição. Esta prova será superada se a refeição passar no teste oficial do

Conselho Tribal, cujos membros têm um paladar bastante apurado.


I - Decoração de um Tepee

Neste “Segundo Grande Livro” o Conselho Tribal relembra às Tribos os aspectos

que podem ter em conta na decoração dos seus Tepees. No “Desafio dos

Papoose” este será um tema importante pois cada Tribo, no meio de todas as

outras presentes, deve conseguir manter a sua identidade própria.

Cores e padrões

A coloração do pano do Tepee dá azo à primeira impressão com que os outros

ficam do Tepee. As cores podem ter várias intenções, tais como o sobressair, o

camuflar ou um misto dos dois anteriores. As cores também surtem sensações

diversas como a calma, a vontade de acção, etc. Uma escolha adequada das

cores permite criar sensações mistas, por vezes difíceis de identificar, que

podem em certos aspectos caracterizar a Tribo.

História da Tribo

No pano do Tepee, cada Tribo tem a oportunidade de contar um pouco da sua

história e lendas, através de desenhos e símbolos com significados próprios. De

certa maneira a Tribo define-se pela sua História, visto que vive segundo os seus

costumes e ideologias, transmitidas ao longo dos tempos e transmutadas no

decorrer da sua história.

Sinais e Símbolos Sagrados

Alguns símbolos têm uma significância própria

apenas interpretável pelos índios da Tribo a que

correspondem, enquanto que outros

apresentam uma significância globalmente

interpretável. É através dos símbolos que parte

da História da Tribo pode ser contada e também

através deles que, de uma forma geral, a Tribo e

os Índios se identificam, de acordo com as

sensações interiores que cada símbolo invoca.

II - Orientação

Coordenada

Para que se possa conhecer a localização absoluta de locais, convencionaramse

três coordenadas esféricas (latitude, longitude, altitude) que permitem

identificar univocamente a posição de um ponto no Planeta Terra. A latitude mede

a distância (angular) ao equador, a longitude mede a distância (angular) ao

Meridiano de Greenwich (geodésica que passa pelo pelos Pólos e pela cidade de

Greenwich em Inglaterra) e a altitude mede a distância ao nível médio das águas

do mar.


Bússola

Uma bússola é um instrumento

de orientação constituído por

uma agulha magnética que,

girando livremente em torno de

um eixo (ou ponto), se orienta

paralelamente ao campo

magnético que por ela passa.

O Planeta Terra funciona como um imã

gigante com os pólos magnéticos próximos

dos pólos geográficos. Na ausência de

campos magnéticos mais intensos, a agulha

da bússola orienta-se paralelamente ao

campo magnético terrrestre. Um dos lados da

agulha, normalmente vermelho, aponta para

o Pólo Norte magnético, que se situa próximo

do Pólo Norte Geográfico, mais

concretamente a Nordeste do Canadá.

Para que a agulha da bússola indique

correctamente o Norte Magnético, é

necessário tomar algumas precauções, tais

como: evitar a proximidade com objectos metálicos ou com propriedades

magnéticas; evitar zonas com altas tensões eléctricas, nomeadamente perto de

cabos ou fontes de alta tensão; evitar proximidade com circuitos eléctricos;

manter a bússola numa posição que permita o livre girar da agulha magnética.

Declinação Magnética

A agulha da bússola não aponta exactamente para o Norte Geográfico. Ao

ângulo que é feito entre o Norte Geográfico e o Norte Magnético chama-se

declinação magnética. Este ângulo varia com a localização no ponto do Planeta

Terra e também com o tempo (variação lenta ao longo dos anos).

No ano de 2002, em Portugal, a declinação magnética tem um

valor médio de cerca de 7º no sentido contrário ao dos

ponteiros do relógio em relação ao Norte Geográfico. Assim,

quem usar uma bússola em Portugal, para seguir o sentido do

Norte Geográfico deverá seguir o azimute magnético 7º.

Posto isto, para uma orientação geográfica através de uma

bússola, basta deixar a agulha magnética indicar o Norte

Magnético, fazer a correcção devida à declinação magnética

e, a partir daí, seguir o azimute pretendido.

Carta Topográfica

Uma carta topográfica de um dado terreno é um desenho representativo do perfil

topográfico desse terreno. Nesse desenho usam-se diversos sinais, cada qual

representando um objecto no terreno. A associação entre o sinal e o objecto no

terreno é descrita na legenda da carta topográfica. Abaixo apresenta-se, como

exemplo, parte da legenda de uma carta topográfica:


Orientar uma carta topográfica

As cartas topográficas têm quase sempre indicadas as linhas de direcção Norte-

Sul. Para orientar uma carta topográfica basta fazer com que estas linhas fiquem

alinhadas (no sentido correcto) com as linhas Norte-Sul reais. Se esta orientação

for feita com o auxílio de uma bússola, é preciso ter em consideração a

declinação magnética. Assim, para correctamente orientar uma carta topográfica

(em Portugal) com uma bússola, basta orientar primeiro as linhas Norte-Sul da

Carta com a agulha da bússola e de seguida rodar o mapa 7º (declinação

magnética média em Portugal em 2002) para a direita.

Localização numa Carta topográfica

Quando se está num terreno com uma carta topográfica desse terreno, existem

diversas maneiras para se descobrir o ponto exacto do mapa correspondente ao

local onde se está. Através da legenda, facilmente se encontram no mapa

localizações correspondentes a locais facilmente identificáveis como rios, linhas

de comboio, pontos elevados, casas, caminhos, ilhas, etc. A identificação, no

terreno, destes pontos de referência impressos no mapa, permite uma

orientação e localização com precisão. A possível ajuda de uma bússola ou de

outros meios de orientação e localização facilitarão ainda mais a tarefa.

Escalas

As cartas topográficas representam terrenos reais num tamanho reduzido. Esta

redução permite que, numa pequena área de carta, seja representada um

grande área de terreno. A escala de uma carta indica a magnitude desta redução.

Por exemplo, uma escala de 1 para 25000 significa que a cada unidade de

medida na carta, correspondem 25000 unidades de medida na realidade.

Quanto maior for o factor de redução, maior será a área de terreno possível

representar numa mesma área de carta topográfica.

Rica e gráfica. Na forma numérica exprimem-se habitualmente por meio de uma

fracção, enquanto que na forma gráfica se representam por desenhos.

A escala numérica permite fazer cálculos exactos, como calcular que 2,5cm num

mapa 1/25000 correspondem a 2,5cm25000=625m no terreno real. A escala

gráfica permite comparar directamente distâncias da carta topográfica com

distâncias do desenho da escala gráfica, tornando imediata a determinação da

distância no terreno real. A escala gráfica tem a vantagem, relativamente às

escalas numéricas, de se manter correcta em cópias de tamanho reduzido ou

ampliado da carta original, coisa que não acontece com as escalas numéricas.

No tema da orientação e topografia a prática ajuda muito. O Conselho Tribal

aconselha portanto todos os Papoose a treinar e aprofundar as técnicas

ensinadas, de maneira a que as possam usar quando chegar a hora do “Desafio

dos Papoose”.


III - Cozinha de Campo

Aqui o Conselho Tribal dá algumas dicas de como aproveitar o Fogo para

cozinhar alimentos, possibilitando assim umaa alimentação cuidada dos

papoose.

Para começar o Fogo são precisos três elementos: combustível, comburente e

energia. No campo, os elementos mais à disposição são normalmente o oxigénio

(comburente) e a lenha (combustível). De início o calor (energia) tem de ser

concentrado num foco do combustível para que o Fogo se inicie. Depois o calor

mantém-se à medida que o combustível arde

Como preparar uma fogueira

Recolher lenha de vários tamanhos, desde a mais fina

até a mais grossa. Limpar o local em redor da fogueira,

para evitar que o fogo se propague por algum acaso e

cause um incêndio

Fazer a mecha, que pode ser composta por caruma,

aparas, palha, gravetos finos, etc., de preferência

secos. Deixando uma abertura do lado de onde vem o

vento. Ir empilhando, sobre a forma de pirâmide,

gravetos bem finos e secos sobre a mecha. Ir

acrescentando gravetos mais grossos, tendo o

cuidado de não formar uma barreira pela qual não

consiga passar ar suficiente para manter a fogueira

acesa.

Acender a mecha. Uma das maneiras mais fáceis de a

acender é usando fósforos. Os fósforos são leves,

baratos, seguros e ocupam pouco espaço. Se não se

tiver fósforos ou isqueiro, pode-se recorrer a maneiras

mais antigas como usar o calor gerado pelo friccionar

de dois pedaços de madeira bem seca, pela

convergência de raios luminosos num foco localizado

num pau de caruma ou papel, etc.

Se não houver vento, soprar um pouco. Há medida que o fogo for ficando mais

intenso ir acrescentando paus cada vez mais grossos, sempre com o cuidado de

não abafar a fogueira, pois isso pode implicar que o fogo se apague e se tenha de

ateá-la de novo.

Alguns tipos de Fogueira

As fogueiras podem ser construídas de várias maneiras, consoante o propósito

pretendido: para grelhados são precisas brasas, para coser arroz é preciso lume

quente, para um Fogo de Conselho é preciso calor e duração. Há também que ter

em atenção o tempo disponível para acender a fogueira, a lenha disponível, as

condições climatéricas (nomeadamente a intensidade do vento), etc. O

Conselho Tribal apresenta aqui alguns exemplos de Fogueiras, para que se

possam melhor preparar, para o confeccionamento da refeição que pretenderem

apresentar na prova de comidas do “Desafio dos Papoose”.


Apagar a fogueira

Para bem apagar uma fogueira deve-se começar por extinguir as chamas e de

seguida certificar-se de que o fogo não reacenderá.

Para extinguir as chamas basta retirar um dos três componentes (combustível,

comburente, calor) necessários para a existência de fogo, por exemplo pondo

terra em cima da lenha de modo que a o contacto com o oxigénio seja impedido,

ou deitando água para cima da lenha de maneira a que o calor necessário para a

combustão se dissipe.

Para que o fogo não reacenda basta certificar-se de que os três componentes

não se juntem de novo, por exemplo enterrando as brasas na terra de modo a

que estas não fiquem em contacto com o ar, ou resfriando as brasas de maneira a

que o calor do seu interior não seja suficiente para aquecer o exterior a

temperaturas altas.

A importância de apagar bem fogueiras está no facto de uma fogueira mal

apagada poder ser a causadora de um incêndio. Uma rajada de vento pode por

exemplo reacender uma brasa ainda quente, que faça com que a fogueira se

acenda e que por sua vez se libertem fagulhas que queimem vegetação por

perto, iniciando-se um incêndio.

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