Rede Bretas - Amis

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Rede Bretas - Amis

empreendedores de minas [rEdE brEtas]

Fotos IgnácIo costa

Estevam Duarte de Assis,

presidente da

Rede Bretas

série especial série especial

O amor como

princípio e fim

A

série especial Empreendedores de Minas, que

estará presente na revista GÔNDOLA até dezembro,

é inaugurada pela Rede Bretas. A escolha

para ser o primeiro da lista se deveu a várias razões.

Uma delas é a inauguração no próximo mês de um dos

maiores Centros de Distribuição (CD) de uma empresa

supermercadista em Minas Gerais. Trata-se do novo CD

da Rede Bretas, instalado na divisa dos municípios de

Contagem e Ribeirão das Neves que vem trazer ainda

mais agilidade a essa empresa que é hoje a segunda

maior em faturamento de Minas Gerais (R$ 1,537 bilhão,

“colada” na primeira colocada). Mas a principal razão pa-

ra a escolha é o perfil do principal dirigente do Bretas: Es-

tevam Duarte de Assis. Quem convive com ele sabe que

é um executivo muito diferente de todos os demais que

atuam no trade. Ele traz para o dia-a-dia dos negócios idéias e crenças em que acredita

profundamente e as aplica de fato, não fica só no discurso. Uma delas, a crença no amor

como princípio e fim de tudo. Estevam vive intensamente as ações católicas em prol do

ser humano e da família, o que traz para a sua vida pessoal e empresarial um conteúdo

ético poderoso. Confira na entrevista a seguir um pouco a respeito da vida do Bretas, de

Estevam e das idéias que circulam hoje nesta importantíssima empresa mineira.

n giovanni peres

GÔNDOLA – Fale um pouco da história de

sua vida e de sua empresa.

Estevam Duarte – nasci em Santa maria de

itabira, minas gerais, onde toda a minha família

já tinha a facilidade para lidar com o comércio.

O Bretas começou como uma pequena mercearia

que meu pai tinha com meus tios. então,

desde os sete anos de idade, acompanhava

meu pai no trabalho. aos 15 anos, fui para Belo

Horizonte cursar escola técnica e, logo em seguida,

já entrei na faculdade de engenharia Civil.

no final de 1983, vivi uma experiência única

e abençoada trabalhando com os índios no alto

Solimões, atuando junto aos missionários. Logo

depois, em 1984, fui para rondônia me dedicar

à engenharia. Foi quando, em 1986, meu pai e

meus tios resolveram vender o Bretas.

GÔNDOLA – É aí que entra em cena a segunda

geração da família?

ED – Foi aí então que a segunda geração

passou a administrar a empresa. nessa época,

o Bretas era apenas um armazém de 170 metros

quadrados, com apenas sete funcionários

registrados. Desde o início, eu acreditava no

Bretas e que nós iríamos crescer. em uma das

primeiras reuniões dos sócios, eu disse que o

Bretas estaria entre os 10 maiores supermercados

do Brasil. meus irmãos me disseram

que eu era doido de pensar uma coisa dessa,

porém todo mundo trabalhou pensando nisso.

todos, a partir daquele momento, colocaram

como meta e propósito o Bretas ser a 10ª

empresa supermercadista do Brasil. Foi então

que as coisas aconteceram.

GÔNDOLA – A meta era ser a 10ª e hoje

vocês são a sétima maior!

ED – Com todas as dificuldades que tivemos

no começo, mesmo assim, eu não deixei

de acreditar que com amor no trabalho e nas

pessoas a gente iria conseguir. Foi quando,

em 1987, inauguramos a primeira loja, na cidade

de timóteo. Daí pra frente, não paramos

mais. O principal desafio era encarar e acreditar

que uma empresa que iniciou com 170 metros

quadrados poderia crescer. isso sem contar

que naquela época não tínhamos capital para

Vista geral do Centro

de Distribuição da Rede

Bretas, localizado em

Contagem (MG)

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empreendedores de minas [rEdE brEtas]

Descarregamento de

hortigranjeiros em

uma das 108 docas do

Centro de Distribuição

da Rede Bretas

investir, e a nossa experiência era apenas com

um armazém.

GÔNDOLA – Quais as diretrizes que foram

adotadas e que são importantes até hoje?

ED – até hoje, o que permanece para os

sócios, e agora para todos os nossos colaboradores,

é o amor, a união e a família. nunca

deixamos de pensar na união da família.

meu pai dizia que preferia ver a empresa

quebrada, a ver os irmãos brigando. Por isso,

até hoje seguimos esses princípios. De que o

mais importante é o amor nas pessoas.

GÔNDOLA – Qual foi o momento no passado

em que você percebeu que a empresa

decolaria mesmo?

ED – Sempre acreditei. Desde o instante que

assumimos a empresa.

série especial série especial

GÔNDOLA – Como foram os investimentos

e os resultados nos últimos dois anos?

ED – muito investimento. e o resultado cada

vez mais apertado.

GÔNDOLA – Qual a avaliação do ano de

2007?

ED – O Brasil crescendo, tudo fica melhor.

Para o Bretãs, tivemos no ano um crescimento

de 12,5%.

GÔNDOLA – Qual a expectativa para 2008

e 2009?

ED – esperamos crescer no mesmo ritmo. nosso

objetivo é, cada vez mais, abrir espaço para

vários jovens entrarem no mercado de trabalho,

dando a oportunidade do primeiro emprego.

além de contribuir para o desenvolvimento dos

nossos colaboradores que já estão na empresa.

GÔNDOLA – Que caminhos pretende seguir

nos próximos 10 anos?

ED – Hoje para mim, o mais importante é

acreditar no amor e levar esta verdade às

pessoas. Para isto, estou empenhado em

ajudar a construir a Fundasinum (clínica

que trabalha a abordagem Direta ao inconsciente

- aDi). esta terapia nos ajuda

a tirar os registros negativos que temos

para podermos viver o verdadeiro amor.

Sou dedicado também às obras sociais da

Fazenda esperança, que cuida de jovens e

adultos a se recuperarem da dependência

química. meus finais de semana, dedico

à igreja, participando de encontros de casais,

movimentos de jovens e encontros de

liderança cristã. então, pretendo continuar

no caminho de Deus, pois acredito muito

no que o Papa Bento XVi falou: “Quem não

dá Deus aos outros, dá muito pouco.”

GÔNDOLA – Qual o futuro do supermercado? As

lojas pequenas, de conveniência, são o futuro?

ED – todas as lojas de supermercado terão

futuro, desde que bem administradas.

GÔNDOLA – O hipermercado terá sempre

lugar?

ED – Sim. Sempre terá um público para determinado

supermercado e vice-versa.

GÔNDOLA – A loja de vizinhança é um

formato insuperável?

ED – Sim, porque cada vez mais o consumidor

busca comodidade.

GÔNDOLA – Há espaço para as vendas via

internet?

ED – Claro que sim, mas antes precisamos

corrigir alguns pontos em nossa operação,

principalmente ruptura.

Conjunto de esteiras

de classificação e

pré-distribuição no

Centro de Distribuição

da Rede Bretas

2 ABRIL DE 2008 GÔNDOLA 25


empreendedores de minas [rEdE brEtas]

As cargas de

hortigranjeiros e

outros perecíveis

são armazenadas

em câmaras

refrigeradas; o

uso de códigos de

barras e de paletes

é a base de toda

a organização

no Centro de

Distribuição.

GÔNDOLA – Há espaço para a presença de

mais produtos importados nas gôndolas?

ED – Sim, principalmente se o dólar permanecer

nesse patamar.

GÔNDOLA – Qual a importância dos funcionários

em uma rede de supermercados?

ED – Os colaboradores são fundamentais,

pois a empresa é feita, construída por eles

diariamente. a proposta do supermercado é

servir, é nós só conseguimos alcançar este

propósito, por meio das pessoas que servem

série especial série especial

com o seu sorriso, alegria e coração. acreditar

na capacidade das pessoas e na sua

possibilidade de transformação e promoção

faz parte da nossa crença.

GÔNDOLA – A logística é hoje uma preocupação

no Bretas?

ED – Sim. estamos trabalhando cada vez mais

para melhorar nossa logística. Para isso, construímos

um Centro de Distribuição (CD) em goiânia

e acabamos de inaugurar um novo CD em

Contagem, divisa com ribeirão das neves.

2 ABRIL DE 2008 GÔNDOLA

GÔNDOLA – O Bretas já pensou em atuar

em outros Estados, além de Minas e

Goiás?

ED – não, não é nosso foco.

GÔNDOLA – Existe alguma característica

que só o consumidor mineiro tem?

ED – nada com muita diferença, existem

pequenas particularidades.

GÔNDOLA – Qual o futuro do Brasil?

ED – eu acredito no Brasil e nas pessoas que

trabalham, que são honestas e que têm Deus

e amor no coração. n

Retaguarda garantida

Quem tem mais de uma loja sabe a importância de uma

gestão eficiente do estoque que vai abastecer as unidades.

Imagine uma empresa que movimenta cerca de R$ 1,5

bilhão em vendas, com dezenas de lojas em dois Estados,

como é o caso da Rede Bretas. Nada mais natural que

investir em uma excelente central de distribuição (CD). É

o que fez a empresa, que inaugurará sua mais nova CD no

próximo mês.

De cara adquiriu um terreno de 305 mil metros quadrados

em um loteamento empresarial localizado em Contagem

(MG), a poucos metros de onde passará o Rodoanel Metropolitano.

Mas enquanto o Rodoanel não fica pronto, o CD já

é servido pela BR-040, saída para Brasília, a quatro quilômetros

da Ceasa Contagem e de todas as vias que servem

àquele entreposto. Ou seja, o terreno está situado em local

privilegiado para quem precisa distribuir mercadorias.

Foram pavimentados 65 mil metros quadrados para permitir

a circulação de veículos de todos os portes dentro

das instalações do CD. Para abrigar as mercadorias e os

equipamentos de processamento, ergueram-se dois galpões

gigantes, que totalizam uma área coberta de 33 mil metros.

Os galpões contam com 108 docas. O CD tem uma população

flutuante estimada em 500 pessoas, entre funcionários do

Bretas, caminhoneiros e outros profissionais.


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Nós, fornecedores, home nageamos a Rede Bretas

por suas importa ntes conquistas

2 ABRIL DE 2008

GÔNDOLA

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