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revista de estudos internacionais - rei

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CONSIDERAÇÕES SOBRE A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO E O<br />

LIVRE COMÉRCIO<br />

A Organização Mundial <strong>de</strong> Comércio (OMC) é uma instituição internacional, criada em<br />

1995, com o objetivo básico <strong>de</strong> liberalizar o comércio internacional. A OMC é formada por<br />

diversos órgão e acordos, tais como GATT, TRIPS, GATS, TRIMS. O comércio livre, por si só,<br />

é visto pela organização como benéfico para o bom funcionamento do sistema internacional, no<br />

entanto, o protecionismo é uma estratégia constante na prática comercial, por parte,<br />

principalmente, dos países <strong>de</strong>senvolvidos em áreas que eles não gozam <strong>de</strong> competitivida<strong>de</strong><br />

internacional, sendo o setor agrícola uma <strong>de</strong>ssas áreas.<br />

Este po<strong>de</strong> ser um motivo pelo qual os países <strong>de</strong>senvolvidos procuraram resolver as<br />

pendências liberalizantes industriais, leia-se liberalizar, antes <strong>de</strong> negociar as pendências agrícolas<br />

on<strong>de</strong> são menos competitivos e, por essa razão, reduzir os subsídios e liberalizar o comércio<br />

implicaria em conseqüências domésticas graves e distributivas. Assim, por essa distributivida<strong>de</strong> a<br />

política externa referente a esse setor se torna muito politizada. Autores como Maria Regina Lima<br />

tratam tal distributivida<strong>de</strong> como um fator que torna a política externa diretamente influenciada<br />

pela dinâmica da política interna.<br />

O livre comércio aprofunda-se por meio <strong>de</strong> gran<strong>de</strong>s rodadas <strong>de</strong> negociações. A “Uruguay<br />

Round”, ocorrida no âmbito do GATT, <strong>de</strong>la resultou a criação da OMC, e “Doha Round”,<br />

quando a OMC já estava em vigor, são exemplos mais atuais, além das antece<strong>de</strong>ntes. A última <strong>de</strong><br />

tais rodadas, a já mencionada Doha, abarcava questões ambientais, agrícolas, industriais, <strong>de</strong>ntre<br />

outras. Carvalho (2008) coloca o foco na análise das políticas internas dos países porque as<br />

<strong>de</strong>mocracias levam a politização das políticas comercias, uma vez que os resultados são<br />

distributivos. Instituições canalizam pressões e interesses e influenciam a forma como a política<br />

doméstica interfere na política comercial externa. Portanto Doha seria uma extensão das políticas<br />

internas dos países. Entendida aqui como disputas, interesses e acesso aos policy-makers para<br />

satisfação <strong>de</strong> interesses.<br />

A OMC trata <strong>de</strong> um tipo <strong>de</strong> política externa <strong>de</strong>veras politizada. Para enten<strong>de</strong>r o porquê<br />

retornar ao conceito <strong>de</strong> distributivida<strong>de</strong> se faz necessário. O fato <strong>de</strong>las não beneficiarem<br />

igualmente todos os setores da socieda<strong>de</strong> a torna politizada. Maria Izabel Carvalho coloca mais<br />

<strong>de</strong>talhadamente:<br />

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