16.04.2013 Views

Ania - AOP - Associação de Orizicultores de Portugal

Ania - AOP - Associação de Orizicultores de Portugal

Ania - AOP - Associação de Orizicultores de Portugal

SHOW MORE
SHOW LESS

Create successful ePaper yourself

Turn your PDF publications into a flip-book with our unique Google optimized e-Paper software.

A Indústria do Arroz em <strong>Portugal</strong><br />

Pedro Monteiro<br />

<strong>AOP</strong> - 2.º Encontro da Orizicultura Portuguesa<br />

Alcácer do Sal - Auditório Municipal<br />

16-02-2011


Índice:<br />

1. Alguns números da fileira<br />

2. O mercado europeu<br />

3. Os mercados internacionais<br />

4. O mercado nacional<br />

5. Mercado e concorrência


1. Alguns números da fileira:<br />

Indústria<br />

Existem cerca <strong>de</strong> 10 indústrias a operar no mercado<br />

– todas PME (< 250 trabalhadores, VN


1. Alguns números da fileira:<br />

Agricultura<br />

Cerca <strong>de</strong> 2.000 agricultores<br />

Pessoas envolvidas na fileira<br />

– directamente: 5.000; indirectamente: 10.000<br />

Área <strong>de</strong> produção nacional em 2010: 28.000 ha!<br />

Produção nacional 2010: 165.000 ton em casca<br />

(115.000 ton em equivalente branqueado)<br />

Produtivida<strong>de</strong> agrícola em 2010: 5,9 ton/ha<br />

Taxa <strong>de</strong> cobertura das necessida<strong>de</strong>s internas: 60%!<br />

Maior consumo per capita da UE: 18,0 kg/ano!?


1. Alguns números da Fileira<br />

ANOS<br />

çrea<br />

(1000 ha)<br />

Produ‹ o<br />

(1000 t)<br />

Produtividad<br />

e (ton/ha)<br />

RI Imp-Exp<br />

Utiliza‹ o<br />

c/stocks<br />

%Nac %Imp<br />

2010 27,9 164,8 5,9 115,4 70,0 185,4 62% 38%<br />

2009 27,9 156,1 5,6 109,3 72,6 181,9 60% 40%<br />

2008 26,3 150,7 5,7 105,5 89,7 195,2 54% 46%<br />

2007 26,9 156,2 5,8 109,3 66,8 176,2 62% 38%<br />

2006 25,4 147,2 5,8 103,0 40,4 143,4 72% 28%<br />

2005 21,9 120,2 5,5 84,1 68,6 152,7 55% 45%<br />

2004 25,6 149,3 5,8 104,5 62,0 166,5 63% 37%<br />

2003 25,7 147,8 5,8 103,5 48,8 152,3 68% 32%<br />

2002 25,2 145,9 5,8 102,1 47,9 150,1 68% 32%<br />

2001 24,9 145,9 5,9 102,1 50,7 152,8 67% 33%<br />

2000 23,9 142,6 6,0 99,8 53,5 153,3 65% 35%<br />

Md i a 25,6 147,9 5,8 103,5 61,0 164,5 63% 37%


1. Alguns números da Fileira<br />

2000<br />

2001<br />

2002<br />

2003<br />

Produção, Área e Rendimento<br />

2004<br />

2005<br />

2006<br />

2007<br />

2008<br />

2009<br />

Área (1000 ha)<br />

Produção (1000 t)<br />

Linear (Produção (1000 t))<br />

180,0<br />

2010<br />

160,0<br />

140,0<br />

120,0<br />

100,0<br />

80,0<br />

60,0<br />

40,0<br />

20,0<br />

0,0


1. Alguns números da Fileira<br />

2000<br />

2001<br />

2002<br />

2003<br />

Produção e Importação<br />

2004<br />

2005<br />

2006<br />

2007<br />

2008<br />

2009<br />

RI<br />

Imp-Exp<br />

Utilização c/stocks<br />

220,0<br />

200,0<br />

2010<br />

180,0<br />

160,0<br />

140,0<br />

120,0<br />

100,0<br />

80,0<br />

60,0<br />

40,0<br />

20,0<br />

0,0


2. O mercado Europeu<br />

A Europa consome cerca <strong>de</strong> 3,0Mt <strong>de</strong> arroz em<br />

branco<br />

Produz cerca <strong>de</strong> 3,0Mt <strong>de</strong> arroz em casca nos<br />

países do sul, o que perfaz 60% das suas<br />

necessida<strong>de</strong>s<br />

Importa os restantes 40% (±1,0Mt)<br />

Dos países produtores do sul da Europa, apenas<br />

<strong>Portugal</strong> e França são importadores líquidos<br />

As importações <strong>de</strong> arroz branqueado têm vindo a<br />

substituir as <strong>de</strong> arroz em película, já são 40%!<br />

A UE importa principalmente arroz Basmati, Thai<br />

e Índica


2. O mercado Europeu<br />

País<br />

Produção<br />

1.000 t<br />

Área<br />

1.000<br />

ha<br />

Produtivida<strong>de</strong><br />

ton/ha<br />

% Produção<br />

Italy 1 585,3 247,7 6,4 50,1%<br />

Spain 926,4 122,5 7,6 29,3%<br />

Greece 210,0 30,0 7,0 6,6%<br />

<strong>Portugal</strong> 164,8 27,9 5,9 5,2%<br />

France 123,9 20,5 6,0 3,9%<br />

Bulgaria 63,3 7,8 8,1 2,0%<br />

Romania 61,9 13,2 4,7 2,0%<br />

Macedonia (ex-Jugoslávia) 19,9 3,3 6,0 0,6%<br />

Hungary 8,2 1,9 4,3 0,3%<br />

UE27 3 163,7 474,8 6,7 100,0%


2. O mercado Europeu<br />

A PAC pós 2013 po<strong>de</strong> levantar mais dificulda<strong>de</strong>s<br />

aos países produtores do sul!?<br />

A UE está em negociações bilaterais (Índia,<br />

Mercosul, etc.) para conce<strong>de</strong>r maior acesso ao<br />

mercado, através <strong>de</strong> contingentes (TRQ) <strong>de</strong> arroz<br />

branco já embalado!!!<br />

O Doha round po<strong>de</strong> ser concluído em 2011!?


3. Os mercados internacionais<br />

Os mercados internacionais pós 2008 nunca mais foram os<br />

mesmos (crise do “subprime” nos EUA, Agosto <strong>de</strong> 2007)<br />

– Tornaram-se extremamente voláteis, quer em preço, quer em<br />

disponibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> matéria-prima<br />

Há países (Índia, Egipto) que ainda não voltaram a abrir as<br />

fronteiras às exportações, preten<strong>de</strong>m garantir stocks <strong>de</strong><br />

segurança e controlar os preços internos (inflação)<br />

Apesar <strong>de</strong> tudo, a produção mundial tem subido a um bom<br />

ritmo e tem-se conseguido recuperar stocks (políticas<br />

nacionais activas na Índia, China, Vietname, etc.)<br />

Os preços internacionais do arroz têm subido, mas nada<br />

que se compare com outras culturas (trigo, milho, etc.)<br />

A FAO prevê que no mundo inteiro se utilize mais terras<br />

para produzir arroz


3. Os mercados internacionais<br />

Continentes<br />

Produção<br />

Casca<br />

Import.<br />

Cargo<br />

Export.<br />

Cargo<br />

Exp-Imp<br />

%<br />

Produção<br />

Mundo 697,9 30,5 30,5 0,0 100,0%<br />

Ásia 631,4 14,2 23,6 9,4 90,5%<br />

África 24,6 9,8 0,4 -9,4 3,5%<br />

América do Sul 23,6 1,1 2,4 1,3 3,4%<br />

América do Norte 11,0 1,0 3,6 2,6 1,6%<br />

Europa 4,2 1,7 0,3 -1,4 0,6%<br />

América Central 2,9 2,3 0 -2,3 0,4%<br />

Oceânia 0,2 0,4 0,2 -0,2 0,0%


3. Os mercados internacionais<br />

Países<br />

Produção<br />

Casca<br />

Países<br />

Import.<br />

Cargo<br />

Países<br />

Export.<br />

Cargo<br />

1 China 197,9 Filipinas 2,5 Tailândia 8,5<br />

2 Índia 147,0 Nigéria 2,0 Vietname 6,9<br />

3 Indonésia 66,0 Iraque 1,2 EUA 3,5<br />

4 Bangla<strong>de</strong>sh 50,3 Irão 1,1 Paquistão 3,2<br />

5 Vietname 39,9 UE 1,1 Índia 2,4<br />

6 Tailândia 31,0 China 0,9 Myanmar (Burma) 0,8<br />

7 Myanmar (Burma) 30,8 Malásia 0,9 China 0,7<br />

8 Filipinas 17,0 Costa do Marfim 0,9 Uruguai 0,7<br />

9 Brasil 11,3 África do Sul 0,9 Argentina 0,5<br />

10 EUA 11,0 Arábia Saudita 0,8 Guiana 0,3<br />

11 Japão 10,7<br />

12 Madagáscar 4,8<br />

13 Egipto 4,5<br />

14 Nigéria 4,5<br />

15 UE 3,0


3. Os mercados internacionais<br />

Apenas 5% do arroz produzido no mundo é<br />

comercializado: 30Mt<br />

A Ásia representa:<br />

– 90% da produção<br />

– 80% das exportações<br />

– 50% das Importações<br />

A Europa representa:<br />

– 0,6% da produção<br />

– 1,0% das exportações<br />

– 5,6% das importações


3. Os mercados internacionais


3. Os mercados internacionais


1300<br />

1200<br />

1100<br />

1000<br />

900<br />

800<br />

700<br />

600<br />

500<br />

400<br />

300<br />

200<br />

09-2006<br />

3. Os mercados internacionais<br />

12-2006<br />

2006/07<br />

03-2007<br />

World market prices (milled eq., FoB, USD/t)<br />

Japonica US California 4%<br />

Japonica US South 4%<br />

Indica US long 4%<br />

Indica Thai 100% B<br />

Indica Vietnam 5%<br />

06-2007<br />

09-2007<br />

12-2007<br />

03-2008<br />

2007/08 2008/09<br />

06-2008<br />

09-2008<br />

12-2008<br />

03-2009<br />

06-2009<br />

09-2009<br />

12-2009<br />

03-2010<br />

06-2010<br />

09-2010<br />

12-2010


4. O mercado nacional<br />

A oferta <strong>de</strong> matéria-prima é assegurada por cerca <strong>de</strong> 2.000<br />

fornecedores, <strong>de</strong> pequena, média e gran<strong>de</strong> dimensão<br />

– Fornecem um produto <strong>de</strong> boa qualida<strong>de</strong>, <strong>de</strong>vido às boas práticas<br />

agrícolas<br />

– Têm pouca capacida<strong>de</strong> <strong>de</strong> armazenagem, o que obriga a indústria a<br />

compras maciças em apenas 4 meses<br />

– Principalmente na zona do Mon<strong>de</strong>go estão muito atomizados<br />

– Depen<strong>de</strong>m <strong>de</strong> sementes importadas, embora haja alguma semente<br />

multiplicada em <strong>Portugal</strong><br />

– Têm-se vindo a organizar em agrupamentos com maior capacida<strong>de</strong><br />

negocial e produtiva<br />

– Têm sofrido também com o aumento dos custos dos factores <strong>de</strong><br />

produção (energia, combustíveis, produtos químicos, água, etc.)


4. O mercado nacional<br />

As 10 empresas que transformam o arroz em casca<br />

funcionam em regime <strong>de</strong> concorrência, num mercado<br />

muito competitivo<br />

– Debate-se com a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> ter que gerir gran<strong>de</strong>s stocks <strong>de</strong><br />

matéria-prima, o que acarreta elevados custos financeiros<br />

– Está <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte dos mercados internacionais para abastecer o<br />

mercado interno<br />

– Tem feito gran<strong>de</strong>s investimentos quer em imobilizado corpóreo<br />

quer incorpóreo, nomeadamente I&D, algumas empresas são<br />

certificadas (ISO 9001, ISO 14001, ISO 22000)<br />

– Tem gran<strong>de</strong>s custos energéticos associados (electricida<strong>de</strong> e gás)<br />

– Os custos <strong>de</strong> financiamento têm aumentado muito, há escassez <strong>de</strong><br />

crédito bancário<br />

– Tem como principais clientes estruturas muito gran<strong>de</strong>s e muito<br />

exigentes, <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ndo <strong>de</strong>stas em mais <strong>de</strong> 80% das suas vendas!


4. O mercado nacional<br />

A procura do produto, arroz branqueado, é<br />

assegurada por 6 gran<strong>de</strong>s ca<strong>de</strong>ias <strong>de</strong> distribuição<br />

(GD):<br />

– Sonae (Continente e Mo<strong>de</strong>lo)<br />

– Jerónimo Martins (Pingo Doce e Recheio)<br />

– Auchan (Jumbo e Pão <strong>de</strong> Açucar)<br />

– Lidl<br />

– Dia/Minipreço<br />

– Intermaché/Mosqueteiros


4. O mercado nacional<br />

Segundo a AdC, os dois maiores grupos (Sonae e JM)<br />

<strong>de</strong>tinham em 2008 uma quota no arroz <strong>de</strong> 40% e os quatro<br />

maiores grupos 66%!<br />

Segundo a AdC, as quotas das marcas da GD em 2008<br />

estavam nos 32% (MDD+MPP)<br />

Segundo dados Nielsen <strong>de</strong> 2010:<br />

– a quota da MDD é <strong>de</strong> 40%<br />

– a quota das marcas primeiro-preço (MPP), também da<br />

GD, é <strong>de</strong> 13%<br />

– o que coloca a GD com uma quota global <strong>de</strong> 53%!<br />

As marcas da indústria (MDI) já só valem 47%!


4. O mercado nacional<br />

O arroz é utilizado como um “chamariz” pela GD, é um<br />

produto “âncora”, pois faz parte do cabaz psicológico do(a)<br />

consumidor(a) padrão<br />

O arroz Agulha é lí<strong>de</strong>r em volume com cerca <strong>de</strong> 47% <strong>de</strong><br />

quota <strong>de</strong> mercado, seguido do Carolino com cerca <strong>de</strong> 43%,<br />

vindo <strong>de</strong>pois o Vaporizado com 7% e em quarta posição<br />

aparece o Basmati com 2%<br />

As vendas <strong>de</strong> arroz caíram em 2010:<br />

– 2% em quantida<strong>de</strong>; 12% em valor!!!<br />

Este é um mercado maduro em vendas, pois não cresce em<br />

quantida<strong>de</strong> e tem margens cada vez menores <strong>de</strong>vido à<br />

baixa contínua dos PMVP<br />

Segundo o relatório final da AdC, “o po<strong>de</strong>r <strong>de</strong> compra da<br />

GD tem vindo a aumentar”!


4. O mercado nacional<br />

Quotas <strong>de</strong> mercado dos diversos tipos <strong>de</strong> arroz<br />

47,7<br />

42,4<br />

Volume - Ton Valor – Mil €<br />

7,5 7,0 7,2<br />

1,8 1,8<br />

7,9 7,7<br />

2,1<br />

7,9<br />

3,5 3,7 4,0<br />

36,3<br />

54,2<br />

43,1 41,6<br />

46,7 44,7<br />

35,8 36,8<br />

50,4 48,1<br />

0,1 0,1 0,1 0,4 0,6 0,4 0,6 0,5 0,8<br />

AM QS 2009 01 AM QS 2009 53 AM QS 2010 52 AM QS 2009 01 AM QS 2009 53 AM QS 2010 52<br />

OUTROS<br />

VAPORIZADO<br />

BASMATI<br />

CAROLINO<br />

AGULHA<br />

PRONTO<br />

DESIDRATADOS


4. O mercado nacional<br />

PMVP em Dezembro <strong>de</strong> 2010:<br />

arroz Agulha<br />

– MPP: 0,54€<br />

– MDD: 0,77€<br />

– MDI: entre 0,89€ e 1,17€<br />

arroz Carolino:<br />

– MPP: 0,53€<br />

– MDD: 0,67€<br />

– MDI: entre 0,67€ e 1,02€<br />

arroz Vaporizado:<br />

– MPP: 0,77€<br />

– MDD: 0,80€<br />

– MDI: entre 0,90€ e 1,18€<br />

arroz Basmati:<br />

– MPP: não há!?<br />

– MDD: 1,57€<br />

– MDI: entre 1,70€ e 2,50€


5. Mercado e Concorrência<br />

No relatório final da AdC, sobre “Relações Comerciais<br />

entre a Distribuição Alimentar e os seus Fornecedores”<br />

foram <strong>de</strong>talhadas diversas práticas comerciais restritivas<br />

(PCR) (DL 370/93 e 140/98), nomeadamente:<br />

– “venda com prejuízo”<br />

– “práticas negociais abusivas”<br />

Lei nacional da concorrência (LNC), Lei 18/2003, é <strong>de</strong><br />

aplicação ou análise horizontal e não vertical!?<br />

“a análise conduzida aos múltiplos contratos celebrados<br />

entre distribuidores e fornecedores indicia o que se po<strong>de</strong><br />

consi<strong>de</strong>rar como um <strong>de</strong>sequilíbrio negocial entre as duas<br />

partes, com uma prepon<strong>de</strong>rância para os primeiros”


5. Mercado e Concorrência<br />

Aos <strong>de</strong>scontos incondicionais e/ou <strong>de</strong>scontos comerciais,<br />

acrescem <strong>de</strong>scontos justificados por outro tipo <strong>de</strong> motivos:<br />

– <strong>de</strong>scontos financeiros<br />

– <strong>de</strong>scontos em factura<br />

– <strong>de</strong>scontos associados à abertura, mudança <strong>de</strong> insígnia ou<br />

remo<strong>de</strong>lação <strong>de</strong> loja<br />

– <strong>de</strong>scontos <strong>de</strong> quantida<strong>de</strong> (escalonados, ou não, consoante o<br />

volume <strong>de</strong> compras)<br />

– <strong>de</strong>scontos por campanhas e/ou por acções promocionais<br />

– <strong>de</strong>scontos por aniversário<br />

– <strong>de</strong>scontos por competitivida<strong>de</strong><br />

– <strong>de</strong>scontos <strong>de</strong> cartão cliente<br />

– <strong>de</strong>sconto <strong>de</strong> investimento<br />

– <strong>de</strong>sconto logístico


5. Mercado e Concorrência<br />

Por regra, os contratos <strong>de</strong> fornecimento têm uma valida<strong>de</strong> <strong>de</strong> doze<br />

meses renovável, geralmente, por períodos iguais. Ainda assim, não<br />

raras vezes são os mesmos – durante a sua vigência anual – objecto <strong>de</strong><br />

aditamentos, complementos ou a<strong>de</strong>ndas em resultado <strong>de</strong> promoções ou<br />

campanhas pontuais, e às quais é associada a aplicação <strong>de</strong> uma<br />

contrapartida adicional à inicialmente prevista => Nota <strong>de</strong> débito!<br />

Por outro lado, a análise dos instrumentos contratuais revela que,<br />

in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntemente da data <strong>de</strong> celebração do contrato, os respectivos<br />

efeitos, retroagem ao mês <strong>de</strong> Janeiro.<br />

Há 4 áreas on<strong>de</strong> se acentua o <strong>de</strong>sequilíbrio negocial entre as partes:<br />

– Imposição unilateral <strong>de</strong> condições, negociação <strong>de</strong> contrato-tipo<br />

– Descontos e outras contrapartidas<br />

– Penalizações<br />

– Prazos <strong>de</strong> pagamento


5. Mercado e Concorrência<br />

Face ao exposto, verifica-se que:<br />

a) O <strong>de</strong>sequilíbrio negocial fornecedor-distribuidor, ainda que,<br />

eventualmente, susceptível <strong>de</strong> consi<strong>de</strong>rações em termos éticocomerciais<br />

ou <strong>de</strong> legislação civil, quando não conjugado, por exemplo,<br />

com uma situação <strong>de</strong> posição dominante do distribuidor, nos termos do<br />

artigo 6.º da LNC – não se enquadra, per se na LNC, <strong>de</strong>signadamente,<br />

nos seus artigos 4.º, 6.º ou 7.º; e<br />

b) No que concerne ao regime jurídico <strong>de</strong> PCR, certas manifestações<br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong>sequilíbrio negocial, <strong>de</strong>signadamente em termos <strong>de</strong><br />

retroactivida<strong>de</strong>, aplicação <strong>de</strong> penalizações e <strong>de</strong>finição <strong>de</strong> prazos <strong>de</strong><br />

pagamento, parecem (a priori) ser enquadráveis no âmbito do artigo<br />

4.ºA daquele regime, relativo à proibição <strong>de</strong> práticas negociais<br />

abusivas, pelo que se justifica uma actuação <strong>de</strong> fiscalização sistemática<br />

pela ASAE, enquanto entida<strong>de</strong> competente, a qual remete à AdC<br />

eventuais infracções <strong>de</strong>tectadas para correspon<strong>de</strong>nte instrução do<br />

processo e eventual aplicação <strong>de</strong> sanções contra-or<strong>de</strong>nacionais.


5. Mercado e Concorrência<br />

Queixas apresentadas em 2009 pela fileira <strong>de</strong>vido às PCR<br />

- “Venda com prejuízo”<br />

QuickTime and a<br />

<strong>de</strong>compressor<br />

are nee<strong>de</strong>d to see this picture.


5. Mercado e Concorrência<br />

Para resolver estes problemas a AdC aponta um caminho,<br />

“po<strong>de</strong>r-se-á aplicar medidas <strong>de</strong> carácter regulamentar e/ou<br />

<strong>de</strong> natureza legislativa, ou ser objecto <strong>de</strong> auto-regulação”<br />

A GD é ao mesmo tempo cliente e concorrente dos seus<br />

fornecedores, o que não <strong>de</strong>ixa <strong>de</strong> ser estranho, pois têm<br />

sempre condições mais vantajosas relativamente aos outros<br />

concorrentes<br />

A Comissão Europeia está atenta ao po<strong>de</strong>r crescente da<br />

GD e já está a estudar formas <strong>de</strong>ste ser atenuado,<br />

principalmente nos casos em que estejam em causa PME


Algumas conclusões<br />

Só uma fileira a actuar <strong>de</strong> forma mais concertada, através<br />

<strong>de</strong> um projecto associativo, “Casa do Arroz” & COTArroz,<br />

po<strong>de</strong>rá dar resposta a esta conjuntura muito difícil<br />

A escolha das cultivares a<strong>de</strong>quadas ao nosso mercado é<br />

outro factor estratégico para a nossa fileira<br />

– temos que <strong>de</strong>senvolver as nossas varieda<strong>de</strong>s para não continuarmos<br />

totalmente <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>ntes do estrangeiro<br />

Temos ainda que criar mais valor na fileira e distribuí-lo<br />

equitativamente<br />

Só através <strong>de</strong> um produto diferenciado po<strong>de</strong>remos ter<br />

“força” negocial<br />

Os tempos estão muito difíceis para todos os sectores e o<br />

nosso só evoluirá se nos soubermos adaptar e<br />

reinventarmos o nosso produto, o Arroz


Obrigado pela vossa atenção<br />

ANIA - <strong>Associação</strong> Nacional dos Industriais <strong>de</strong> Arroz<br />

Av. da República, 60, 5.º Esq.<br />

1050-197 Lisboa<br />

ania@ania.pt<br />

21 781 5840

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!