Uma resposta cristã para o HIV e a AIDS
Uma resposta cristã para o HIV e a AIDS
Uma resposta cristã para o HIV e a AIDS
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Seção<br />
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ROOTS 8 <strong>HIV</strong> E <strong>AIDS</strong>: COMEÇANDO A AGIR<br />
<strong>Uma</strong> <strong>resposta</strong> <strong>cristã</strong> <strong>para</strong><br />
o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong><br />
Os doadores estão cada vez mais interessados no trabalho com o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong> realizado<br />
pelas igrejas locais e organizações de base <strong>cristã</strong>s. Há muitos motivos <strong>para</strong> isto:<br />
■ As igrejas locais estão mais próximas da comunidade.<br />
■ Em muitos lugares, as igrejas locais encontram-se numa posição proeminente dentro da<br />
comunidade. A igreja é freqüentemente respeitada.<br />
■ As pessoas escutam os líderes religiosos. Se os líderes tiverem uma boa compreensão sobre<br />
o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong>, a sua <strong>resposta</strong> pode servir de exemplo aos membros da igreja e ao resto<br />
da comunidade.<br />
■ Servir as pessoas marginalizadas enquadra-se bem com a fé <strong>cristã</strong>.<br />
■ Algumas igrejas possuem experiência na ação social dentro das suas comunidades.<br />
■ Algumas igrejas já estão procurando resolver efetivamente a questão do <strong>HIV</strong> e da <strong>AIDS</strong><br />
nas suas comunidades.<br />
Contudo, algumas igrejas não estão dispostas a se envolver no trabalho com as pessoas<br />
afetadas pelo <strong>HIV</strong> e pela <strong>AIDS</strong>. Geralmente isto ocorre, porque o <strong>HIV</strong> é visto erroneamente<br />
como punição de Deus <strong>para</strong> as pessoas que mantêm um comportamento pecaminoso. Em<br />
alguns lugares, as pessoas que se sabem terem <strong>HIV</strong> não são bem recebidas nas igrejas.<br />
Por muitos anos, o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong> foram vistos como o problema das pessoas de fora da<br />
igreja. Entretanto, as igrejas agora estão tendo de aceitar o fato de que o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong> estão<br />
presentes entre os seus membros. À medida que mais e mais pessoas morrem de <strong>AIDS</strong>, as<br />
comunidades estão começando a falar mais abertamente sobre o assunto. Isto pode ajudar os<br />
membros das igrejas a serem mais abertos quanto ao seu status <strong>HIV</strong>.<br />
REFLEXÃO ■ Quantas igrejas da nossa comunidade estão trabalhando com o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong>?<br />
■ Por que motivos algumas igrejas da nossa comunidade não estão trabalhando com o<br />
<strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong>?<br />
■ O que poderia ser feito <strong>para</strong> incentivar mais líderes de igrejas a verem a necessidade<br />
de se trabalhar com o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong> na nossa comunidade?<br />
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<strong>Uma</strong> <strong>resposta</strong><br />
<strong>cristã</strong><br />
ESTUDO DE CASO<br />
Vínculos com a igreja<br />
no Camboja<br />
ROOTS 8 <strong>HIV</strong> E <strong>AIDS</strong>: COMEÇANDO A AGIR<br />
O parceiro da Tearfund, Servants to Asia’s Urban Poor, tem tentado ativamente trabalhar lado a lado<br />
com as igrejas locais. Tem sido difícil encontrar-se regularmente com os líderes das igrejas e criar uma<br />
visão comum do ministério integral. Há também outras dificuldades:<br />
• A maioria dos membros das igrejas são pobres em termos materiais.<br />
• Algumas igrejas estão tendo dificuldade <strong>para</strong> gerir as suas próprias questões internas.<br />
• As igrejas locais possuem fundamentos teológicos diversos.<br />
REFLEXÃO ■ O que poderia ser feito <strong>para</strong> melhorar os vínculos com as igrejas e mobilizá-las<br />
nesta situação?<br />
3.1 <strong>Uma</strong> perspectiva <strong>cristã</strong> do <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong><br />
Embora a Bíblia não mencione o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong> especificamente, podemos encontrar vários<br />
princípios bíblicos <strong>para</strong> nos ajudar a estabelecer o nosso papel como <strong>cristã</strong>os no trabalho com<br />
as pessoas com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong>.<br />
PRINCÍPIO 1 O <strong>HIV</strong> É UMA CONSEQÜÊNCIA DO PECADO UNIVERSAL,<br />
NÃO A PUNIÇÃO DE DEUS PARA INDIVÍDUOS<br />
Um dos maiores obstáculos <strong>para</strong> as igrejas que trabalham com pessoas com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong> é a<br />
crença incorreta de que o <strong>HIV</strong> seja a punição de Deus <strong>para</strong> a maneira como elas vivem.<br />
Quando o <strong>HIV</strong> começou a se propagar nos anos 80, a propagação ocorreu principalmente<br />
dentro de certos grupos de pessoas, entre eles, homens que mantinham relações sexuais com<br />
homens, pessoas que trabalhavam com o sexo comercial e pessoas que se injetavam drogas. Isto,<br />
muitas vezes, resultava na opinião de que o <strong>HIV</strong> fosse uma punição de Deus <strong>para</strong> indivíduos.<br />
Entretanto, o <strong>HIV</strong> afeta-nos a todos de uma forma ou de outra, e, até certo ponto, todos nós<br />
corremos risco de contraí-lo.<br />
Em Gênesis 3, Adão e Eva decidiram que queriam levar as suas vidas da sua maneira e<br />
voltaram as costas <strong>para</strong> Deus. Isto prejudicou as relações dos seres humanos com Deus,<br />
consigo próprios, com os outros e com a criação. As conseqüências do pecado são o<br />
sofrimento, a doença, a pobreza e a exploração.<br />
Somos todos vulneráveis à infecção do <strong>HIV</strong>, porque vivemos numa sociedade caída. Por<br />
exemplo, a pobreza pode forçar as pessoas a se colocarem em maior risco de infecção. O<br />
conflito pode aumentar a probabilidade de contração do <strong>HIV</strong> através do estupro ou das<br />
transfusões de sangue. O status baixo da mulher em algumas sociedades pode fazer com que<br />
elas sejam exploradas sexualmente.<br />
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<strong>Uma</strong> <strong>resposta</strong><br />
<strong>cristã</strong><br />
ESTUDO BÍBLICO<br />
escrito por Tim Oakley<br />
ROOTS 8 <strong>HIV</strong> E <strong>AIDS</strong>: COMEÇANDO A AGIR<br />
O <strong>HIV</strong>, a <strong>AIDS</strong> e a glória de Deus<br />
Na época de Jesus, muitos dos ensinamentos do Velho Testamento haviam sido excessivamente<br />
simplificados, resultando em crenças como: “Se você está sofrendo, deve ser porque pecou”.<br />
■ Leia João 9:1-7<br />
• Pense sobre a <strong>resposta</strong> de Jesus, quando os discípulos perguntaram de quem era o<br />
pecado que havia causado a cegueira do homem. O que ele quis dizer? O que isto<br />
significa <strong>para</strong> nós?<br />
A nossa atitude <strong>para</strong> com a <strong>AIDS</strong> não deve ser “De quem é a culpa?”, mas sim “A oportunidade<br />
de Deus <strong>para</strong> fazer o quê?”.<br />
• O que as pessoas da nossa comunidade dizem sobre as pessoas que vivem com <strong>HIV</strong><br />
e <strong>AIDS</strong>?<br />
• Como podemos ser práticos no nosso amor?<br />
• Como podemos apoiar as pessoas que vivem com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong> e os que cuidam delas?<br />
PRINCÍPIO 2 DEUS ESTABELECEU LIMITES PARA AJUDAR A NOS PROTEGER<br />
E PERMITIR QUE VIVAMOS DE MANEIRA A HONRÁ-LO …<br />
Grande parte da transmissão do <strong>HIV</strong> no mundo ocorre como resultado das relações sexuais<br />
fora do plano de Deus. Embora algumas pessoas saibam que as relações sexuais fora do<br />
casamento sejam contra os valores de Deus, há outras que não estão cientes das diretrizes de<br />
Deus <strong>para</strong> o comportamento sexual. Muitas vezes, o sexo é um assunto tabu dentro das<br />
igrejas. Os líderes das igrejas possuem a função de ensinar o plano de Deus <strong>para</strong> o sexo.<br />
ESTUDO BÍBLICO O plano de Deus <strong>para</strong> as relações sexuais<br />
A Bíblia ensina que o sexo é uma coisa boa dentro do contexto certo.<br />
■ Leia Gênesis 2:24<br />
• Qual é o significado de “uma só carne”?<br />
• O sexo é uma coisa boa ou má?<br />
■ Leia 1 Coríntios 7:1-5<br />
• Qual é o contexto certo <strong>para</strong> as relações sexuais?<br />
• O que isto significa <strong>para</strong> as pessoas que se envolvem em relacionamentos sexuais<br />
casuais?<br />
■ Cantares é uma celebração de amor. Leia Cantares 4:9-16.<br />
• Como o homem descreve a esposa nos versículos 10 e 11?<br />
• O que compreendemos com o versículo 12?<br />
• Conversar com os jovens sobre os benefícios de esperarem <strong>para</strong> usufruir das relações<br />
sexuais até que se casem pode, muitas vezes, parecer difícil <strong>para</strong> eles. Como as palavras<br />
do versículo 12-15 ajudam?<br />
■ Leia Romanos 1:18-27, 1 Coríntios 6:12-20 e Hebreus 13:4<br />
• No que consiste a imoralidade sexual?<br />
• Ela é uma conseqüência do quê?<br />
• Qual deveria ser a nossa atitude em relação ao nosso corpo? O que isto significa em<br />
termos de sexo?<br />
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<strong>Uma</strong> <strong>resposta</strong><br />
<strong>cristã</strong><br />
ROOTS 8 <strong>HIV</strong> E <strong>AIDS</strong>: COMEÇANDO A AGIR<br />
ESTUDO BÍBLICO Sabedoria no comportamento sexual<br />
■ Leia Gênesis 39:5-20<br />
A história de José mostra-nos um jovem que temia a Deus e que decidiu viver em obediência às<br />
suas leis.<br />
• O que nos mostra que isto é verdade? (versículos 8, 9, 12)<br />
• Como José resistiu à tentação?<br />
■ Se considerarmos a posição de José como escravo na casa de Potifar naquela época, só<br />
poderemos admirá-lo pela sua coragem.<br />
• Por que a mulher de Potifar reagiu daquela maneira?<br />
• Como José sofreu pelas suas crenças?<br />
■ José escolheu viver na pureza sexual, porque sabia que este era o ensinamento de Deus.<br />
Isto tornou a sua vida muito difícil e ele sofreu por muito tempo.<br />
• De que forma esta história serve de incentivo <strong>para</strong> nós?<br />
PRINCÍPIO 3 … MAS ELE NOS CHAMA PARA TERMOS COMPAIXÃO<br />
PARA COM TODOS<br />
ESTUDO BÍBLICO<br />
escrito por<br />
Isabel Carter<br />
Jesus mostrou compaixão <strong>para</strong> com todos que encontrou, e nós devemos fazer o mesmo.<br />
Atitudes <strong>para</strong> com a doença<br />
■ Leia Lucas 8:42b-48<br />
Desde a época do Antigo Testamento, acreditava-se que as mulheres eram impuras durante o<br />
seu sangramento mensal. Como resultado, elas ficavam longe do templo durante este período.<br />
De acordo com a lei de Moisés (Levítico 15), se Jesus fosse tocado por uma mulher que<br />
estivesse sangrando, ele ficaria impuro.<br />
• Por que Jesus não se zangou com a mulher por tocá-lo?<br />
• Esta mulher deve ter se sentido impura por 12 anos. Como Jesus respondeu a ela?<br />
• Será que, às vezes, fazemos as pessoas com <strong>HIV</strong> se sentirem “impuras” ou rejeitadas? Por<br />
quê? Como podemos mudar isto?<br />
• Por que Jesus fez a mulher se apresentar e admitir que o havia tocado? O que podemos<br />
aprender com isto?<br />
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3<br />
<strong>Uma</strong> <strong>resposta</strong><br />
<strong>cristã</strong><br />
ESTUDO BÍBLICO Amor maravilhoso<br />
ESTUDO BÍBLICO<br />
escrito por<br />
Graham Gordon<br />
ROOTS 8 <strong>HIV</strong> E <strong>AIDS</strong>: COMEÇANDO A AGIR<br />
Enquanto esteva na Terra, Jesus mostrou o seu amor da forma mais desafiadora possível. Ele se<br />
enchia de compaixão ao olhar <strong>para</strong> as pessoas à sua volta.<br />
■ Leia Mateus 9:35-38<br />
• Como Jesus mostrou o seu amor <strong>para</strong> com os que encontrou?<br />
• Como podemos mostrar amor <strong>para</strong> com os que nos rodeiam?<br />
■ Leia Lucas 15:1-7<br />
Jesus freqüentemente irritava as autoridades religiosas por passar muito tempo com pessoas<br />
que elas consideravam inaceitáveis e por mostrar amor por elas.<br />
• Por que Jesus decidiu passar tanto tempo com pessoas rejeitadas?<br />
• Como Jesus lida com a crítica dos fariseus e dos escribas?<br />
• Como podemos mostrar amor <strong>para</strong> com as pessoas que são rejeitadas pela nossa<br />
sociedade?<br />
Quando conhecemos pessoas que têm <strong>HIV</strong> por causa de práticas pecaminosas, tais como o<br />
adultério, pode ser tentador negar-lhes amor. Se estas pessoas infectam os seus parceiros fiéis<br />
com o <strong>HIV</strong>, é fácil culpá-las e tratá-las mal, <strong>para</strong> puni-las. Entretanto, Jesus veio <strong>para</strong> salvar os<br />
pecadores – como nós. Devemos mostrar benevolência, amor e compaixão <strong>para</strong> com todas as<br />
pessoas, com a esperança de que elas se abram <strong>para</strong> que Jesus as transforme.<br />
A <strong>resposta</strong> de Jesus <strong>para</strong> o pecado<br />
■ Leia João 8:1-11<br />
Os escribas trouxeram a Jesus uma mulher que havia sido pega cometendo adultério. Os<br />
acusadores queriam humilhá-la e colocar Jesus numa armadilha. O homem, que também havia<br />
cometido adultério, não foi levado <strong>para</strong> ser julgado (geralmente o adultério era visto como sendo<br />
culpa da mulher). Eles levaram a mulher <strong>para</strong> fora, em público, pronta <strong>para</strong> ser apedrejada.<br />
• Como Jesus respondeu às acusações?<br />
• Como ele julgou o pecado da mulher?<br />
• O que podemos aprender com esta passagem sobre a nossa atitude <strong>para</strong> com os outros,<br />
quando eles pecam?<br />
■ Observe que Jesus não defendeu as ações da mulher, porque ele lhe disse que deixasse a<br />
vida de pecado. As ações de Jesus eram motivadas pelo amor e pelo desejo de<br />
reconciliação. Ele ensinava o perdão, ao invés da condenação.<br />
• Como podemos incentivar os outros a viverem de forma virtuosa e, ao mesmo tempo,<br />
mostrar compaixão?<br />
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<strong>Uma</strong> <strong>resposta</strong><br />
<strong>cristã</strong><br />
ROOTS 8 <strong>HIV</strong> E <strong>AIDS</strong>: COMEÇANDO A AGIR<br />
ESTUDO BÍBLICO Misericórdia e condenação<br />
■ Leia Tiago 2:8-13<br />
• O que significa “amarás ao próximo como a ti mesmo”?<br />
• Por que devemos ter misericórdia?<br />
• A nossa <strong>resposta</strong> prática <strong>para</strong> as pessoas que contraíram o <strong>HIV</strong> por causa do seu próprio<br />
comportamento pecaminoso deveria ser diferente da nossa <strong>resposta</strong> <strong>para</strong> os que o<br />
contraíram sem terem “culpa”?<br />
• Como esta passagem nos ajuda a chegar a esta conclusão?<br />
■ Leia Lucas 6:41-42<br />
• Compare a diferença entre um cisco e uma trave.<br />
• O que o cisco e a trave representam?<br />
• Resuma esta passagem numa frase.<br />
■ Leia Gálatas 6:1<br />
• Como este versículo afeta a maneira como poderíamos responder aos <strong>cristã</strong>os que estão<br />
cometendo o pecado sexual?<br />
PRINCÍPIO 4 SOMOS CHAMADOS A PROTEGER OS VULNERÁVEIS<br />
E DESAFIAR A INJUSTIÇA<br />
Um aspecto da sociedade caída em que vivemos são as atitudes negativas em relação às<br />
mulheres. Por exemplo, uma mulher poderia começar a trabalhar com o sexo comercial,<br />
porque não tem outra opção. Isto talvez seja porque ela é discriminada no setor do trabalho,<br />
por ser mulher, ou porque não recebeu o mesmo grau de instrução que os homens. Embora o<br />
seu estilo de vida não seja o que Deus quer <strong>para</strong> ela, este exemplo mostra que a sociedade<br />
como um todo também é responsável por incentivar a propagação do <strong>HIV</strong>. O empoderamento<br />
das mulheres pode levar tempo, mas poderia ser uma maneira eficaz de diminuir a<br />
propagação do <strong>HIV</strong> a longo prazo.<br />
ESTUDO BÍBLICO A maneira como Deus vê as mulheres<br />
■ O que Gênesis 1:27 diz sobre a maneira como Deus vê as mulheres?<br />
• As pessoas vêem as mulheres desta maneira na nossa cultura?<br />
• De que forma as mulheres são desvalorizadas?<br />
■ Na época de Jesus, as mulheres tinham um status baixo, assim como elas ainda têm em<br />
muitos países hoje em dia.<br />
• Por que, então, João 4:4-26, Marcos 5:25-34 e João 8:2-11 são tão notáveis?<br />
• Que implicações isto tem <strong>para</strong> nós, ao realizarmos o trabalho de Deus?<br />
■ Gálatas 3:26-29 chama a atenção <strong>para</strong> o fato de que as mulheres e os homens recebem<br />
direitos de herança iguais no reino de Deus.<br />
• Será que sempre reconhecemos isto nas nossas igrejas?<br />
• De que maneiras práticas podemos mostrar que as mulheres possuem o mesmo valor que<br />
os homens e o mesmo acesso ao reino de Deus?<br />
R E C U R S O S R O O T S D A T E A R F U N D
3<br />
<strong>Uma</strong> <strong>resposta</strong><br />
<strong>cristã</strong><br />
ESTUDO BÍBLICO<br />
escrito por<br />
Dewi Hughes<br />
ROOTS 8 <strong>HIV</strong> E <strong>AIDS</strong>: COMEÇANDO A AGIR<br />
Nós também temos a responsabilidade de cuidar das viúvas e dos órfãos, que são, muitas<br />
vezes, deixados <strong>para</strong> se arranjarem sozinhos, quando os maridos ou os pais morrem de <strong>AIDS</strong>.<br />
Cuidando das viúvas e dos órfãos<br />
■ Leia Deuteronômio 10:12-22<br />
Os versículos 12-13 refletem o grande mandamento de Deuteronômio 6:5, de que Israel deve<br />
amar o Senhor seu Deus de todo o coração, toda a alma e toda força. Nos versículos 14-19,<br />
esta passagem continua a lembrar Israel sobre quem é Deus, o que Ele faz e o que Ele quer<br />
que as pessoas que crêem nele façam. Isto é repetido duas vezes – cada vez numa bela série<br />
equilibrada de três versículos. Os versículos 14 e 17 lembram-nos de quem é Deus, os versículos<br />
15 e 18 dizem o que Deus faz, e os versículos 16-19 dizem o que Ele quer que façamos.<br />
• O que o versículo 17 diz sobre a grandeza de Deus? O que significa dizer que Deus “é o<br />
Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível”?<br />
• O que o versículo 18 diz sobre o que este grande Deus faz?<br />
• Por que Deus está tão interessado em ver a justiça sendo feita <strong>para</strong> os órfãos, as viúvas e<br />
os estrangeiros?<br />
• A preocupação de Deus pelas viúvas e pelos órfãos também é evidente no Novo<br />
Testamento. Leia Tiago 1:27. Como podemos cuidar dos órfãos e das viúvas na nossa<br />
comunidade?<br />
3.2 Como as igrejas podem responder ao <strong>HIV</strong><br />
e à <strong>AIDS</strong><br />
Em muitos lugares, as igrejas foram mobilizadas e fazem uma contribuição positiva <strong>para</strong> com<br />
a ação contra a epidemia da <strong>AIDS</strong>. Entretanto, as igrejas que querem chegar até as pessoas<br />
afetadas pelo <strong>HIV</strong> e pela <strong>AIDS</strong> nas suas comunidades podem perceber que a sua capacidade<br />
<strong>para</strong> realizar isto está cada vez menor, porque muitos dos seus membros estão adoecendo. Isto<br />
ocorre principalmente na região africana ao sul do Saara. Ao mesmo tempo, as necessidades<br />
nas suas comunidades podem estar aumentando, à medida que o <strong>HIV</strong> se propaga. Entretanto,<br />
fazer alguma coisa é melhor do que não fazer nada. As igrejas deveriam estar fazendo algo de<br />
positivo <strong>para</strong> responder ao <strong>HIV</strong> e à <strong>AIDS</strong>, de acordo com o mandamento de Jesus “Amarás ao<br />
próximo como a ti mesmo” (Lucas 10:27).<br />
<strong>Uma</strong> boa liderança na igreja é essencial. O que os líderes das igrejas dizem e fazem pode ter<br />
um impacto importante sobre as pessoas que freqüentam as suas igrejas e as pessoas da<br />
comunidade local. É bom envolver os líderes das igrejas, porque:<br />
■ o líderes são reconhecidos pela comunidade<br />
■ os líderes podem oferecer incentivo aos membros da igreja<br />
■ eles freqüentemente têm vínculos com outras igrejas, organizações e pessoas em posição de<br />
responsabilidade na comunidade e vínculos com redes em âmbito nacional<br />
■ como são responsáveis por pregar sermões nos domingos, eles têm um papel importante<br />
no ensino sobre questões relacionadas com o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong>.<br />
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<strong>Uma</strong> <strong>resposta</strong><br />
<strong>cristã</strong><br />
ESTUDO BÍBLICO A boa liderança<br />
ESTUDO DE CASO<br />
Fazendo com que os<br />
líderes das igrejas se<br />
envolvam na Índia<br />
ROOTS 8 <strong>HIV</strong> E <strong>AIDS</strong>: COMEÇANDO A AGIR<br />
■ Leia 1 Timóteo 3:1-13 e 1 Pedro 5:1-4<br />
• Faça uma lista de todas as características dos bons líderes mencionadas nestas passagens.<br />
• Por que é importante que os líderes tenham estas características?<br />
• O que significa, na prática, “com o desejo de servir” e “exemplo <strong>para</strong> o rebanho” ao se<br />
responder ao <strong>HIV</strong> e à <strong>AIDS</strong>?<br />
Entretanto, os líderes das igrejas podem ser justamente os que estão menos dispostos a admitir<br />
que o <strong>HIV</strong> representa um problema nas suas comunidades. Eles podem ter medo de que falar<br />
sobre o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong> possa causar danos à sua reputação devido ao estigma. Eles talvez não<br />
acreditem que a sua igreja deva alcançar a comunidade de maneira prática. Os membros que<br />
estão convencidos de que as suas igrejas deveriam agir na comunidade, devem primeiro<br />
conversar com os líderes das igrejas. Eles talvez tenham de conscientizar e educar os líderes das<br />
igrejas sobre questões relativas ao <strong>HIV</strong> e à <strong>AIDS</strong>, <strong>para</strong> que eles possam tomar uma decisão<br />
bem fundamentada sobre mobilizar ou não a igreja. Se os líderes, então, não mostrarem<br />
nenhum interesse, deve-se pedir a sua benção <strong>para</strong> o trabalho, mesmo que eles não queiram<br />
participar ativamente.<br />
A cidade de Imphal possui uma incidência muito alta de<br />
<strong>HIV</strong>. O parceiro da Tearfund, El Shaddai Resource Centre<br />
(ESRC), achou que a igreja estava numa boa posição<br />
<strong>para</strong> procurar resolver os problemas que causam a<br />
propagação do <strong>HIV</strong> e começou a conscientizar e motivar<br />
os líderes das igrejas.<br />
Os desafios enfrentados pelo ESRC foram as regras<br />
rígidas e o desejo de manter as coisas do jeito como<br />
Os líderes das igrejas recebem treinamento<br />
sobre <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong>.<br />
estavam, a ignorância sobre o <strong>HIV</strong>, a opinião de que o<br />
<strong>HIV</strong> era uma punição de Deus <strong>para</strong> alguns indivíduos e <strong>para</strong> o comportamento sexual casual entre os<br />
membros das igrejas. Fazendo com que houvesse uma mudança de atitude dos líderes das igrejas em<br />
relação aos usuários de drogas e às pessoas que vivem com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong>, o ESRC esperava que o<br />
estigma e a discriminação tanto dentro quanto fora da igreja diminuísse. Eles esperavam que a abertura<br />
resultasse em igrejas interessadas nas pessoas com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong>.<br />
O ESRC encontrou-se com os líderes e visitou as igrejas nos domingos, <strong>para</strong> conscientizar os membros.<br />
Depois de fazer uma conscientização geral, os líderes das igrejas receberam treinamento <strong>para</strong> ajudá-los a<br />
refletir sobre o papel que as suas igrejas poderiam desempenhar na prevenção da propagação do <strong>HIV</strong> e<br />
no tratamento das pessoas envolvidas no abuso de drogas. Foram feitos um levantamento das necessidades<br />
básicas e uma explosão de idéias participativa. Foi feito um treinamento em prevenção e cuidados<br />
com líderes de igrejas, mulheres, jovens, presbíteros e professores de escolas dominicais. Ex-usuários<br />
de drogas e pessoas que vivem com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong> compartilharam seus testemunhos, <strong>para</strong> desafiar os<br />
participantes e incentivá-los a ajudar na tentativa de diminuir o estigma. Os participantes foram levados<br />
em visitas a centros de tratamento e de pacientes terminais.<br />
Os líderes das igrejas agora falam abertamente sobre questões tais como drogas, sexo e o <strong>HIV</strong>. Estes<br />
tópicos são integrados nos seus sermões.<br />
R E C U R S O S R O O T S D A T E A R F U N D<br />
Foto: Rev. Banner Makan
3<br />
<strong>Uma</strong> <strong>resposta</strong><br />
<strong>cristã</strong><br />
ESTUDO DE CASO<br />
Igrejas trabalhando<br />
juntas na República<br />
Democrática do<br />
Congo<br />
ROOTS 8 <strong>HIV</strong> E <strong>AIDS</strong>: COMEÇANDO A AGIR<br />
Há muitas maneiras através das quais as igrejas podem alcançar as suas comunidades:<br />
■ Educando as pessoas sobre o <strong>HIV</strong> – sobre a sua existência, como ele se propaga, como<br />
diminuir o risco de infecção, como cuidar de pessoas com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong> e da comunidade<br />
afetada<br />
■ Oferecendo esperança em Jesus <strong>para</strong> os que vivem com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong><br />
■ Oferecendo apoio e amor às pessoas que vivem com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong> ou são afetadas por eles<br />
■ Oferecendo ajuda prática às famílias com membros doentes<br />
■ Promovendo a reconciliação entre a comunidade e os familiares que têm dificuldade em<br />
pedir ou dar perdão pelo comportamento pecaminoso que resultou na infecção do <strong>HIV</strong><br />
■ Assegurando que as pessoas que vivem com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong> sejam bem-recebidas ao<br />
freqüentarem a igreja e atividades comunitárias<br />
■ Assegurando que haja alguém <strong>para</strong> cuidar dos órfãos<br />
■ Tomando-se medidas <strong>para</strong> diminuir o estigma e a discriminação<br />
■ Defendendo os direitos das pessoas que vivem com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong><br />
■ Desafiando as normas culturais prejudiciais <strong>para</strong> o status das mulheres<br />
■ Oferecendo treinamento sobre como desenvolver relações fortes e de amor.<br />
Em 2001, oito pessoas de diferentes igrejas de Goma reuniram-se com o objetivo comum de verem as<br />
suas igrejas locais envolvidas na luta contra a <strong>AIDS</strong>. Eles começaram a agir em três áreas principais:<br />
treinamento <strong>para</strong> o aconselhamento pastoral de pessoas afetadas pela <strong>AIDS</strong>, conscientização entre os<br />
jovens e seus pais sobre o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong> e treinamento de grupos de mulheres <strong>para</strong> cuidar de familiares<br />
doentes em casa.<br />
Depois de 12 meses, todas as igrejas de Goma haviam realizado encontros de conscientização sobre a<br />
<strong>AIDS</strong>. Todas as denominações nomearam o seu próprio especialista <strong>para</strong> a <strong>AIDS</strong>, treinado pelo<br />
programa. Dentro da rede da Choisir la Vie (Escolha a Vida), as igrejas podem recorrer aos<br />
especialistas de outras igrejas <strong>para</strong> obter ajuda. Por exemplo, uma igreja pode ter um especialista em<br />
apresentações teatrais, enquanto outra pode ter um especialista que oferece aconselhamento sobre<br />
cuidados domiciliares. Cada igreja desenvolveu os seus próprios programas, adaptando os modelos, as<br />
estratégias e as ferramentas oferecidas pela Choisir la Vie <strong>para</strong> as necessidades determinadas pela sua<br />
própria congregação.<br />
O ponto forte da Choisir la Vie é a propriedade local. A equipe da Choisir la Vie não tem nenhuma<br />
intenção de criar uma organização permanente. Ela terminará quando os seus objetivos forem<br />
alcançados: quando todas as igrejas tiverem o seu próprio programa de ação <strong>para</strong> a <strong>AIDS</strong>.<br />
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<strong>Uma</strong> <strong>resposta</strong><br />
<strong>cristã</strong><br />
ESTUDO DE CASO<br />
Mobilizando as<br />
igrejas em Zimbábue<br />
ESTUDO DE CASO<br />
Trabalhando com<br />
igrejas em Uganda<br />
ROOTS 8 <strong>HIV</strong> E <strong>AIDS</strong>: COMEÇANDO A AGIR<br />
3.3 Como as organizações <strong>cristã</strong>s de desenvolvimento<br />
podem responder ao <strong>HIV</strong> e à <strong>AIDS</strong><br />
As organizações <strong>cristã</strong>s podem responder de muitas maneiras diferentes. Isto talvez tenha de<br />
ser feito de forma direta. Entretanto, se possível, devem-se encontrar maneiras de capacitar as<br />
igrejas <strong>para</strong> responderem. Trabalhando juntas e coordenando as atividades, as igrejas e as<br />
organizações <strong>cristã</strong>s podem ter um impacto maior na luta contra a <strong>AIDS</strong>:<br />
■ Há alguns tipos de ação que são melhores e mais baratos, se forem realizados por membros<br />
das igrejas locais. Por exemplo, as igrejas talvez possam fornecer voluntários <strong>para</strong> cuidar de<br />
pessoas que vivem com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong> em casa. Isto pode ser muito mais benéfico do que<br />
cuidar das pessoas nos hospitais.<br />
■ Por outro lado, há alguns tipos de ação que são melhores, se forem realizados por<br />
organizações <strong>cristã</strong>s, <strong>para</strong> as quais as igrejas locais podem encaminhar as pessoas. Por<br />
exemplo, as organizações poderiam oferecer cuidados de saúde ou aconselhamento<br />
profissional e serviços de teste de <strong>HIV</strong>.<br />
As organizações <strong>cristã</strong>s devem pensar sobre como integrar o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong> no seu trabalho de<br />
desenvolvimento. Elas devem pensar sobre como irão ajudar os funcionários afetados pelo<br />
<strong>HIV</strong> e pela <strong>AIDS</strong>. Estas questões serão discutidas na SEÇÃO 6.<br />
A parceira da Tearfund, Family <strong>AIDS</strong> Caring Trust (FACT), treina voluntários de igrejas <strong>para</strong> treinar<br />
familiares <strong>para</strong> cuidar dos parentes doentes. Primeiro, foram realizados encontros individuais com os<br />
líderes das igrejas <strong>para</strong> obter o seu apoio. <strong>Uma</strong> vez que os pastores haviam compreendido a idéia, eles<br />
convidaram os funcionários da FACT <strong>para</strong> falar nos cultos das igrejas e nos encontros de grupos de<br />
confraternização e iniciar atividades com o <strong>HIV</strong> e a <strong>AIDS</strong> nos encontros de grupo de jovens das igrejas.<br />
<strong>Uma</strong> vez que a conscientização havia sido feita, foram enviados convites às igrejas <strong>para</strong> recrutar<br />
voluntários <strong>para</strong> o treinamento. Dentro de um ano, 125 voluntários haviam sido treinados. O projeto de<br />
cuidados domiciliares, que costumava alcançar 5 por cento dos que necessitavam ajuda com cuidados<br />
domiciliares, agora chega a 24 por cento.<br />
O Community-based <strong>AIDS</strong> Programme (COBAP) trabalha num bairro favelado de Kampala, capital<br />
de Uganda. <strong>Uma</strong> das atividades é oferecer apoio <strong>para</strong> as pessoas com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong> em casa. Ele<br />
procurou uma igreja anglicana local <strong>para</strong> assumir a liderança do desenvolvimento das suas estratégias<br />
espirituais. Como resultado, o COBAP fornece à igreja uma lista de pessoas com <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong> da<br />
comunidade que precisam de ajuda. Os membros da igreja, então, visitam-nas em casa. Eles as<br />
animam, oram com elas e as ajudam com questões práticas. Transferindo esta responsabilidade,<br />
espera-se que o aspecto espiritual do trabalho do COBAP continue, uma vez que o programa tiver sido<br />
entregue à comunidade.<br />
R E C U R S O S R O O T S D A T E A R F U N D
3<br />
<strong>Uma</strong> <strong>resposta</strong><br />
<strong>cristã</strong><br />
REFLEXÃO<br />
Baseado em<br />
Effective prevention<br />
strategies in low <strong>HIV</strong><br />
prevalence settings<br />
(2001) Family Health<br />
International<br />
ROOTS 8 <strong>HIV</strong> E <strong>AIDS</strong>: COMEÇANDO A AGIR<br />
■ O que a nossa organização pode oferecer, que as igrejas não podem?<br />
■ Que atividades as igrejas podem realizar com maior eficácia que as organizações,<br />
e por quê?<br />
■ Como a nossa organização pode apoiar o trabalho que as igrejas já estão realizando<br />
nas nossas comunidades?<br />
■ Que áreas do nosso trabalho poderiam ser entregues às igrejas locais?<br />
■ Como a nossa organização e as igrejas locais podem coordenar melhor o seu<br />
trabalho?<br />
3.4 Respondendo em países com uma baixa<br />
prevalência de <strong>HIV</strong> e <strong>AIDS</strong><br />
Quando os níveis de infecção do <strong>HIV</strong> são altos, e especialmente quando as pessoas estão<br />
morrendo de <strong>AIDS</strong> é fácil mobilizar uma <strong>resposta</strong>. Muitas vezes, é somente quando as pessoas<br />
vêem que há um problema, que elas decidem fazer alguma coisa quanto a ele. É possível que o<br />
alto número de mortes causadas pela <strong>AIDS</strong> em alguns países possa resultar na diminuição do<br />
número de novas infecções, porque, quando as pessoas testemunham o impacto da <strong>AIDS</strong>, elas<br />
procuram se proteger contra o <strong>HIV</strong>.<br />
Se houvessem sido tomadas medidas <strong>para</strong> evitar a propagação do <strong>HIV</strong> antes, esses países não<br />
estariam tendo tantas dificuldades agora. Os países que atualmente possuem uma baixa<br />
prevalência de <strong>HIV</strong> podem aprender muitas lições. Há vários motivos <strong>para</strong> a falta de ação<br />
<strong>para</strong> responder ao <strong>HIV</strong> nos países com baixa prevalência. Muitos destes motivos também são<br />
os mesmos <strong>para</strong> a falta de ação nos países com alta prevalência:<br />
■ O <strong>HIV</strong> fica oculto, porque as pessoas que o têm parecem saudáveis, e, silenciosamente, ele<br />
vai tomando conta das comunidades.<br />
■ O <strong>HIV</strong> recebe baixa prioridade, porque há muitas outras preocupações imediatas.<br />
■ O fato de as pessoas negarem que o <strong>HIV</strong> exista no país, especialmente quando há<br />
obstáculos culturais e religiosos.<br />
■ Os líderes não sabem como começar a responder.<br />
■ A concepção de que “o nosso país não corre risco”.<br />
REFLEXÃO ■ Podemos pensar em algum outro motivo pelo qual talvez haja falta de ação nos<br />
países com baixa prevalência?<br />
■ Se a nossa organização se encontra num país de baixa prevalência, como podemos<br />
responder ao <strong>HIV</strong>?<br />
■ O que podemos fazer <strong>para</strong> incentivar os outros, tais como as igrejas, a responderem<br />
ao <strong>HIV</strong>?<br />
■ Possuímos conhecimento ou habilidades específicas <strong>para</strong> auxiliar os outros a<br />
responder?<br />
© T E A R F U N D 2 0 0 5<br />
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