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ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Ana Catarina Branco Veloso

Andreia Sofia Rego dos Santos

Diana Rafaela Marques Cardoso

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Como já estava cansado, após aquela longa

pesquisa, decidi fazer daquele texto o meu

trabalho.

Chegada a altura de o entregar, sem receio de

crítica, pois tinha em mente que estava perfeito,

fi-lo com o meu maior sorriso. Após isto, a professora

declarou que iria criar um blogue onde

seriam publicados todos os trabalhos da turma.

Como era de esperar, tal declaração provocou em

mim um sentimento de medo, mas ao mesmo

tempo de culpa, pois sabia que cometi um acto

errado. Naquela noite não dormi, dei voltas e voltas,

mas só me surgia aquele problema, como que

uma perseguição.

Passou uma semana e nada aconteceu, por parte

da professora só chegavam críticas positivas e a

minha consciência começava agora a aliviar-se. Na

terça-feira adormeci, razão do meu atraso à escola.

Tal é o meu espanto quando me deparo com

um agente da autoridade acompanhado pela

minha directora de turma no portão da escola. Por

momentos, o meu coração parou e só queria fugir,


mas decidi enfrentar as consequências, entrando sorrateiramente

para que não se apercebessem da minha presença.

Caminhava em direcção da minha sala de aula, num

passo apressado, quando ouvi chamarem pelo meu

nome. Tive receio de olhar para trás, mas encorajei-me

e dirigi-me a eles. A professora pôs-me a par da situação,

que era o que eu mais receava, dizendo-me que

tinha cometido uma fraude e que era necessário dar

conhecimento ao meu encarregado de educação. O

agente comunicou-me também todas as consequências

a que estava sujeito. Fiquei assustadíssimo,

pois reparei que a situação envolvia o tribunal e,

provavelmente, consequências para o meu futuro.

Então foi aí que decidi redimir-me dizendo ao

agente:

- Sr. Agente, sei perfeitamente que errei, contudo

não o fiz com a intenção de prejudicar o

autor do texto, fi-lo porque estava cansado e o

tempo de entrega de trabalho era curto. Sei

também que irá pensar que todos fazem isto,

cometem erros sabendo que estão a errar,

pensando que um pedido de desculpas resolve

tudo. Porém, não agi dessa forma. Achei

estranho termos acesso a um trabalho tão

bom sem restrições é que reflecti, fiz umas

pesquisas e reparei que tal acto era punível

pela lei.

Novamente errei, na esperança de não ser

punido, mentindo ao Sr. Agente, mas fui

ignorado e acabei apenas por prejudicar os


meus pais. Passadas duas semanas,

os meus pais e eu fomos chamados

a Tribunal, tendo o autor perdoado,

pensando que eu não tinha

conhecimento das consequências de tal

prática ilícita, vendo o uso que fiz do seu

texto, bem como o meu estado de arrependimento.

Normalmente, quando ouvimos falar de roubos,

é de imediato associado a dinheiro, a

bens materiais, a coisas concretas. Talvez não

ocorra à grande maioria das pessoas as ideias,

opiniões, investigações dos outros é obrigatório

que se dê o devido crédito aos autores. Quando

isto não acontece estamos a cometer um roubo

chamado plágio que vai contra os direitos de

autor.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Ivan Filipe Carvalho Gomes

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”,

Empolgadíssimo ao ver este link fiquei fora

de mim e cliquei sem qualquer hesitação.

Abriu-se uma nova página, onde teria de colocar

os meus dados pessoais e foi o que fiz, sem

pensar nas eventuais consequências que me

esperariam mais tarde.

Fiz tudo isso sem me informar do que fazia, mas

mais tarde contei aos meus pais, quando chegaram

do trabalho, mas mostraram-se indiferentes

a isso, dizendo que não viam mal nisso e fiquei

descansado.

No dia seguinte, tive aula de TIC e, sem querer,

disse o que tinha feito aos meus colegas. Eles não

se importaram e pediram para eu lhes dar o endereço

correspondente ao site e eu dei sem hesitar.

A professora ao passar ouviu, mas não disse nada

no momento e continuou a sua aula. Faltavam dez

minutos para acabar a aula começou a falar acerca

dos perigos na internet, dando especial importância

à publicidade enganosa. Ao ouvir isto falava

com o Pedro sobre coisas nada relacionadas com o

assunto, mas ao ver o Powerpoint que a professora


apresentava, enquanto falava acerca do assunto abordado,

fiquei pensativo no que via, lembrando- me do que

teria feito.

A professora ouviu o nome do site que disse aos meus

colegas, fechou a apresentação e abriu esse mesmo

site. No início, inocentemente, pensei que professora ia

aconselhar alguns exemplos de sites seguros. Enganeime,

redondamente, pois foi dar justamente a um

exemplo de publicidade enganosa. Olhando para mim

e eu com ar de culpado, pensei no teria feito e disse

em voz alta:

- Eu concorri nesse concurso… A que respondeu a

professora:

- Pois, por isso mesmo é que estamos aqui!!!

Assustado com o que a professora tinha dito

sobre aquele tema, perguntei quais eram as consequências

daquele meu acto inocente e ela disse:

- A principal consequência é a possibilidade de

seres assaltado ou raptado em casa, pois deste

todos os teus dados, agora terás que ter cuidados

redobrados!

Calado, fui para casa a pensar sobre o que a

professora tinha dito e com medo disse aos

meus pais, que, também não sabendo do

que podia acontecer, ficaram muito apreensivos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Ana Patrícia Batista Gomes

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequena,

morena, tímida, mas como Virtual faço

de conta...

… que sou um rapaz muito extrovertido, aquele

rapaz alto, corajoso, capaz de ser muito

directo e fazer rir toda a gente com piadinhas.

Aqui em casa, sou o Real, certinho na escola,

muito organizado, que está sempre a estudar e

quando liga o computador é para fazer trabalhos,

pesquisas. Agora que comecei a estar mais

ligado à internet, os meus amigos falavam-me

sempre de jogos e contactos que tinham encontrado

nos chats. Como não sou diferente estou

em todas as redes, jogos…Descobri que em frente

a um computador, numa dessas redes, sou completamente

diferente. O meu ritual deixou de ser

estudar, ser organizado nos trabalhos e prazos da

escola, passei a estar sempre ligado a internet.

Discuto tudo sobre jogos, comento situações que

se tenham passado cá em casa, divulgo tudo,

estou completamente à vontade com os amigos do

chat. É onde não tenho quaisquer problemas, porque

estou ligado a um mundo fantástico, onde

tudo é diferente, pois só consigo ser o que gostaria


de ser em frente na rede. Até mesmo coragem que tenho

em falar de vários temas e até mesmo deixar a timidez

de lado.

Passados dois anos, sinto que trocar o mundo real pelo

virtual não tinha sido a melhor opção. Devo ser capaz

de ultrapassar todos os meus problemas, enfrentá-los e

não escapar deles. Com o meu outro lado, o Virtual,

fugi de todos os problemas, de tudo que era real cá

em casa; deixei de partilhar o meu dia com os meus

pais e até eles me diziam que havia mudado. Arrependo-me

de tudo… de ter revelado dados pessoais

em rede, quando nem sabia com quem estava a

lidar, partilhei com todos os amigos do chat a

minha idade, a escola onde andava…e, agora sei

que os tais amigos, que diziam que tinham 14

anos, poderiam ter uns 30, que em vez de me

quererem amigo, poderiam querer o mal.

Agora que sei que caí no mundo virtual, acho

que estou a tempo de voltar a ser o Real e

mesmo nos chats, jogos da internet, redes

sociais, não preciso de as largar; posso simplesmente

ser inteligente e não colocar todos

os meus dados, continuar com o Virtual, visto

que, amizades de chat não são amizades

como se fazem na realidade.

Aprendi que os problemas na realidade são

resolvidos com o Real e não o Virtual.

O mundo da internet, a que estamos cada

vez mais ligados, tem os seus lados de

divertimento, informação, mas também o

seu lado perigoso. O mundo virtual e aquele


em que tudo e todos tem dupla

face, que nunca nos passa pela

cabeça do perigo que pode estar do

outro lado.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica e Secundária Fajões, Oliveira de Azeméis

Agrupamento Fajões

Adriana Assunção

Fanny Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Vou copiá-lo e entrego-o assim à professora.

Já não levo falta de trabalho de casa, por isso

mais nada interessa. Talvez ninguém note que

copiei, mesmo que vejam, não tem mal

nenhum; afinal só copiei um trabalho e não

referi a bibliografia.

Hoje entreguei o trabalho à professora e tive que

o apresentar, não sabia falar do tema, porque

não sabia nada acerca dele. A professora ao ver

o trabalho, viu um Português ―abrasileirado‖,

começou então a dizer que não tinha sido eu a

fazer. E agora? A professora não sei porquê, não

sei como, descobriu, começou a dizer que pelo

menos podia ter referido o site, porque estava a

fazer PLÁGIO. Copiar trabalhos? Isso faço eu sempre.

Um amigo meu pediu-me o trabalho, disse que o

tinha achado interessante e queria mostrá-lo ao

pai. Eu disse logo que, por mim, podia levá-lo à

vontade.

No dia seguinte, o pai dele veio falar comigo. Foi

como se Deus me estivesse a castigar ou algo do


género, o pai dele era o autor do trabalho. Fiquei assustadíssimo,

não sabia o que fazer, nem o que dizer, parecia

que agora todas aquelas consequências que diziam

que o plágio trazia estavam agora a ser entendidas por

mim, as palavras do Dr. Ricardo (pai do meu amigo)

entravam bruscamente pelos meus ouvidos e eu tentava

entendê-las, mas o meu coração batia tão forte que

até parecia que ia explodir, os nervos já me estavam a

deixar mal, comecei a suar e no fim só se ouvi soltarse

uma palavra da minha boca: Desculpe – disse eu.

O Dr. Ricardo simplesmente me respondeu: não

peças desculpa porque não és o único a fazer isso,

se fosse confrontar todos os teus amigos com esta

situação, acredita que todos eles ficariam mal.

Por mais que quisesse dizer algo era totalmente

impossível, eu só conseguia estar calada, a tremer,

os nervos neste momento estavam-se a

apoderar de mim! De repente, o pai do meu

amigo disse: - Não te preocupes não vou fazer

queixa, mas espero que o que falei contigo te

tenha aberto os olhos e que tu agora não deixes

que a preguiça te vença, não te esqueças

da bibliografia. Agora quero que tu te acalmes,

isto apenas foi um aviso.

Por fim, esta história parecia ter acabado,

tive muita sorte de ter acabado bem, nunca

mais vou copiar trabalhos, mais vale fazer

um pouco mais de esforço, mas fazê-lo por

mim, porque, além de ter sido apanhado,

levei negativa no trabalho. É uma história

para a vida.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Dr. Serafim Leite, São João da Madeira

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Elisabete dos Inocentes

Linda Tavares

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Assim fiz, cliquei num ícone colorido que piscava.

Surgiu uma janela também muito colorida,

onde li que devia aguardar um novo e-mail

com uma hiperligação para poder aceder ao

site oficial.

Passados alguns minutos recebo o e-mail…

Depois de uma agradável mensagem a dar-me

os parabéns surge a hiperligação, onde cliquei,

depois de já ter entrado na plataforma oficial,

surgiu um questionário onde me eram solicitados

os dados pessoais: o nome, a morada, o número

de telemóvel, entre outros… Preenchi-o todo entusiasmado,

o que eu mais queria era receber a

consola de jogos com que sempre sonhei!

Os meus pais já ma tinham prometido, para o aniversário,

mas ainda faltavam tantos meses… Nunca

me preocupei com as consequências. Expectante,

não comentei nada com os pais nem com os

amigos sobre o sucedido. Queria fazer-lhes uma

surpresa!

No dia seguinte, depois de ter vindo da escola e ter

feito os TPC‘s fui ao computador, tinha um novo e-


mail onde me solicitavam mais dados, mas agora relativos

aos meus pais, alegavam que eu era menor. Relativamente

aos dados pessoais sobre os meus

pais pediram o nome, o número de telemóvel e o número

da conta de um dos elementos do agregado familiar

(diziam que era necessário pagar os custos do transporte

do prémio). Passados alguns minutos recebo um

novo e-mail, onde me asseguravam que dentro de

dias receberia o meu desejado prémio.

Achei sempre que não iriam surgir problemas, e fui

sempre preenchendo todos os dados solicitados. Até

que um dia os meus pais se aperceberam de que

existiam movimentos na sua conta bancária que

incluíam alguns levantamentos de valores elevadíssimos.

E eu ainda não tinha recebido o meu

prémio.

Eu comecei a achar estranho e, receosamente,

decidi dizer aos meus pais o que tinha feito;

eles ficaram indignados comigo e apresentaram

imediatamente queixa na polícia local, com o

objectivo de encontrarem os burlões e evitarem

que mais alguém fosse burlado assim

como nós.Desde esse dia que nunca mais

acreditei em prémios na Internet.

Agora, tenho feito de tudo para tornar a ter a

confiança dos meus pais. Estudo e ajudo lá

em casa. Mas… vai demorar… e pior, neste

momento, mesmo que os meus pais quisessem,

não me conseguiam oferecer a consola

porque estão com o dinheiro todo

―contadinho‖!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Diana Cachada

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


O Melhor Preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Nem hesitei! Queria tanto aqueles jogos…

Recebi uma mensagem de correio electrónico

da empresa a dizer que, dentro de uma

semana, já teria a minha encomenda. Fiquei

mesmo contente! Há já algum tempo que

aguardava esse dia.

Passou um mês e nada chegava à minha caixa

de correio. Não sabia o que estava a acontecer.

Andava triste e desiludida. Todos os dias ligava a

Internet, mais do que uma vez, nem que fosse só

para ver se tinha recebido algum e-mail da

empresa, mas nada.

Houve um dia em que a minha mãe entrou no

meu quarto e quis falar comigo. Apenas me disse

que eu andava muito isolada da família e isso bastou

para me deixar a chorar. Ficou bastante preocupada

comigo e perguntou-me o que estava a

acontecer. Não sabia como lhe havia de dizer, até

que acabei por lhe contar. Disse-lhe que com o

dinheiro do meu aniversário, comprei na Internet

uns jogos mas que nunca mais vinham.


Sabia muito bem que não me ia livrar de um sermão,

pois nem sequer tinha falado com os meus pais para lhes

pedir autorização. Ela perguntou-me a que site fui e se

tive cuidado em ver se não me estavam a enganar.

Estremeci… Porque preenchi dados pessoais no registo,

quando só é necessário colocar o número do cartão de

crédito? ―Fui burlada‖, era o único pensamento que

residia na minha cabeça. E mal eu sabia que, naquele

momento, tinham divulgado a minha identidade,

debitado contas e cometido crimes em meu nome.

Naquele momento, nem sei bem o que mais me

passava pela cabeça. Amarrei-me à minha mãe

com tanta força! Ela também estava bastante perturbada

comigo, mas naquele momento só me

queria consolar com as suas palavras carinhosas,

―Está tudo bem filha! Não te preocupes. Tudo se

vai resolver.‖.

À tarde, já estava mais calma e a minha mãe

pediu-me para ir com ela participar às autoridades.

Não queria ir. Tinha medo que me fizessem

alguma coisa de mal, mas sabia que a

minha mãe me iria proteger.

Como é possível ter ficado tão controlada por

aqueles jogos de computador, que nem me

lembrei do grande erro que estava a cometer?

Eles manipularam-me de uma maneira

que senti a necessidade de os comprar.

Já na esquadra, tive de falar sobre o que se

sucedera e o polícia percebeu que se tratava

de um caso sério, mais um sobre perigos


na Internet. Estivemos a conversar

e como me portei mal e não

tive cuidado ia ter um castigo. Fiquei

assustada. O polícia logo me consolou

dizendo que iria ter de juntar a outros

meninos que tinham passado pela mesma

situação que eu e iríamos fazer uma palestra

de prevenção de situações como esta.

Sorri. Assim sabia que iria estar a prevenir

que acontecesse perigos como este a outras

pessoas.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Diana Manuela Gomes Moreira de Sá

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Cheguei a casa cansado de um longo dia de

escola, deitei-me no sofá para relaxar um

pouco. Queria poder parar o tempo, para combater

aquele cansaço, mas ele era escasso, não

podia perder mais uns minutos. Apressado,

comecei por fazer os trabalhos de casa, depois,

fui concluir o trabalho de biologia que tinha para

entregar no mesmo dia. O tempo passava, passava,

e cada vez mais me sentia mais esgotado.

O dia estava a ser estafante.

Assim que terminei o trabalho enviei-o para a professora,

foi então que, surpresamente vi um email

que me deixou desequilibrado. Tinha sido o

escolhido, para ganhar a consola de jogos que

sempre sonhei, bastava um simples clique onde

diz ―Aceito o prémio‖. Sem pensar duas vezes cliquei,

não aconteceu nada! Esperava ansiosamente

que me enviassem um e-mail como resposta, ou

coisa do género. A resposta parecia não chegar,

começava a ficar novamente desgostoso… Afinal

tudo tinha passado de um engano! Lembrei-me do

que o meu pai sempre me dizia ― não acredites em


tudo que dizem na Internet, muitas das vezes só nos

querem enganar‖, repetia ele vezes sem conta. Passado

cerca de meia hora, recebi a mensagem tão esperada,

dizendo que o prémio seria entregue no dia seguinte de

manhã, junto do Centro Social da cidade, antes das

aulas começarem. Senti uma enorme agitação em

mim, mal consegui dormir, ansioso que o grande dia

chegasse.

Normalmente, costumava levantar-me por volta das 8

horas, mas naquele dia tomei o pequeno-almoço à

pressa e saí às sete e meia de casa. A minha mãe

pressentia que se passava algo, pois normalmente

acordo tarde, mas desculpei-me e disse que tinha

de ir mais cedo para a escola, para imprimir uns

trabalhos. Saí de casa apressadamente e assim

que cheguei perto do Centro Social, o local combinado,

apercebi-me que algo de errado se passava.

Deparei-me com dois homens vestidos de

preto, encostados a um carro; tinham um ar

rude e eram muito altos. Assim que os vi tentei

fugir, corri o mais que podia, mas fui apanhado,

e, além de me terem enganado, burlaramme

e agrediram-se.

Quando as agressões terminaram, tentei

levantar-me, mas não conseguia… estava

estendido no meio do chão a sangrar por

todo o lado!

Foi então que uma senhora, já de certa idade,

se deparou comigo no meio da rua e

chamou uma ambulância. No hospital, um

inspector da polícia judiciária interrogou-


me. Com a ajuda de um profissional

conseguiram fazer um retrato

robot dos suspeitos e publicaram no

site da polícia judiciária. Em poucas

horas começaram a receber pistas de

cibernautas sobre os suspeitos. Com a

colaboração de todos foi possível a captura

dos agressores nesse mesmo dia.

Esta foi uma grande lição, a partir de hoje

ficarei mais atento e alertarei todas as pessoas

para o risco que corremos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Sofia Azevedo Vale

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Já a tinha pedido ao meu pai, mas a ideia não

lhe agradara.

Agora, bastava um clique, e era minha! Já há

muito não me sentia tão feliz!

Rapidamente, coloquei o cursor sobre a imagem

da consola e cliquei, logo uma nova página se

abriu, a imagem da consola estava realçada,

mas havia um enorme inquérito que tinha que

ser preenchido. Que chatice! Nome completo,

idade, número de telemóvel, morada completa,

escola que frequento… Nunca pensei que para me

poderem enviar um prémio era necessário responder

a tantos dados… Mas eu tinha sido escolhido

entre um milhão de outros meninos, nem sei bem

como, pois não tinha participado em nenhum concurso,

mas também não tinha importância, não

podia desperdiçar esta oportunidade! Continuei a

preencher…

Uma alegria extrema invadia-me! Era certamente

o meu dia de sorte! Estava tão empolgado por ter

sido o seleccionado para ganhar o prémio que até

me tinha esquecido de fazer a pesquisa que a pro-


fessora tinha mandado para trabalho de casa.

A pesquisa podia esperar, agora nada importava, apenas

o meu prémio!

- Afonso?! Já cheguei! Trouxe-te uma surpresa!

- Agora não posso, mamã! Estou a fazer uma coisa

importante!

- O que estás a fazer?

A minha mãe estava agora muito séria a observar o

ecrã do computador.

-Vou ter uma consola! Fui o escolhido entre um

milhão de meninos! Já não vou ter de esperar até

ao final do ano lectivo! Só tenho de acabar de

preencher estes dados, já faltam poucos!

Sorria como a criança mais feliz do mundo, mas

a sua mãe desconfiava de tão grande distinção.

Olhando melhor:

- Afonso, isto é perigoso! Não podes dar assim

os teus dados pessoais!

- Oh mamã! Eu fui seleccionado, não posso

perder esta oportunidade!

- Anda para a sala, vamos conversar.

Sabia que não valia a pena refilar e, afinal,

depois podia continuar o inquérito. Senteime

no sofá e a minha mãe sentou-se a meu

lado. Conversámos durante muito tempo e

ela explicou-me o perigo que eu podia correr

a enviar os meus dados pessoais. Explicou-me

que com os dados que eu ia enviar


qualquer pessoa podia localizarme,

assaltar-me ou mesmo raptarme.

Fiquei assustado e ao mesmo

tempo decepcionado; afinal já não ia

receber a consola, tudo era mentira…

A minha mãe pousou a sua mão sobre o

meu ombro e sorriu-me!

- Não fiques triste Afonso, toma, trouxe isto

para ti!

Na mão segurava uma tablete de chocolate

preto, o meu preferido! Sorri-lhe e

abracei-a com muita força.

-Obrigado mamã!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Luísa Catarina Malvar Freixo

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Lá estava eu em frente ao computador, numa

histeria fora do normal. Cliquei onde dizia

―aceito o prémio‖ e, como seria de esperar,

abriu-se outra página onde pedia vários dados

pessoais. Comecei a preencher, até que na

minha cabeça um ―flash-back‖ da última aula de

formação cívica começou a aparecer. A nossa

aula foi centrada nos perigos da internet, tendo

a professora mostrado um PowerPoint onde

explicava tudo com bastante clareza. Mas, mesmo

assim, fiquei com algumas dúvidas, que

depois acabei por esquecer. Nunca damos muita

atenção àquele tipo de coisas, pensamos que

temos tudo controlado e nunca nos irá acontecer

nada. Porém, aquilo até me conseguiu marcar um

pouco, pois foi o ponto de partida para reflectir no

que estava a fazer. Decidi, por isso, fazer uma

pequena pesquisa sobre os perigos que podemos

ter quando acedemos a esta insondável rede que é

a Internet. Com a minha pesquisa esclareci aquelas

dúvidas que me surgiram na aula. Contudo,

ainda estava indeciso sobre o assunto. Era uma

oportunidade única de ter aquela consola que já


desejava há tanto tempo e, que agora, em apenas alguns

minutos poderia ser minha!

E foi nesta ansiedade que recebi um e-mail do meu

melhor amigo. Estava-me a contar que recebeu algo no

seu correio electrónico a informá-lo que havia sido premiado

com uma consola. Pela descrição era exactamente

o mesmo que eu recebera. Fiquei em choque,

mas ao mesmo tempo aliviado por não ter preenchido

aquilo que era pedido.

Continuei a ler e apercebi-me de que o meu amigo

preenchera tudo e agora estava-me a pedir para ir

com ele ao local onde combinaram receber o prémio.

Liguei-lhe de imediato a informá-lo de tudo,

deixando-o boquiaberto com a situação. Claro que

não fomos ao local e decidimos mandar emails a

todos os nossos colegas a dar-lhes conhecimento

de tudo, para nenhum cair naquele engano.

Tinha-se passado uma semana e eu e o meu

amigo encontrávamo-nos sozinhos em sua casa

a fazer um trabalho. Estávamos muito animados,

quando de repente a campainha toca e os

nossos corações deram ―pulos‖ de nervosismo.

Fomos espreitar à janela e de lá vimos dois

homens, daqueles que é mesmo para desconfiar.

Foi, então, que nos lembramos que o

meu amigo tinha referido a sua morada

quando preenchera o formulário há uma

semana atrás. Entramos em pânico, e os

homens continuaram a insistir, sempre

tocando na campainha. Sem hesitar, ligamos

ao pai do meu amigo, que com a nossa


histeria não conseguiu perceber o

que se passava; por isso, dirigiu-se

imediatamente para casa. Quando

chegou os homens já tentavam entrar

dentro de casa, mas felizmente a polícia

passava precisamente ali naquele

momento. O pai do meu amigo pediu ajuda

para intervir naquela situação. Tudo

aconteceu mesmo a tempo de impedir que

tudo isto se desenvolvesse.

Connosco a história acabou bem, mas contigo

pode acabar muito mal. Por isso, quando te

deparares com alguma situação deste género,

não hesites em pedir ajuda a alguém antes de

tomares uma decisão.

Para haver segurança na Internet é necessário

agir, não ficares à espera que tudo aconteça apenas

aos outros.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Sara Cristina Vasco Branco

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Eh, pá, que pontaria, à primeira busca que

fiz, acertei em cheio: era mesmo aquilo que

eu procurava! Xi… com imagens da aula e

tudo… Não posso acreditar… Descansa, Rita e

dedica-te ao chat! Mas o que é isto, um trabalho

por encomenda?

Não fosse o diabo tecê-las, descarreguei o

ficheiro e li-o do princípio ao fim! Ainda por cima

não era daqueles trabalhos em brasileiro, que

dão uma trabalheira incrível a alterar aquele português

de novela. Finalmente, encontrei logo à

primeira o que queria. Estamos em Janeiro e desde

o início do ano é a primeira vez que me acontece

assim; de todas as vezes pesquiso horas, a

colar um bocadito daqui e dali e, no fim, aquilo até

vai passando. Já merecia um prémio assim!

Domingo de manhã fiz um PowerPoint bonitinho.

Depois de um sábado em alta, levantei-me e

depois de um pequeno-almoço à francesa, e de ver

se alguém me tinha enviado alguma mensagem

urgente, mãos à obra: copiei o texto em pequenas

partes e, slide após slide, preparei uma apresenta-


ção de luxo! Estava radiante, porque em menos de uma

hora estava ali uma coisa que se podia ver. O people vaise

―passar‖ com as minhas capacidades!

A apresentação era só na terça-feira, mas como

tinha teste de matemática pelo meio, ficava arrumado.

Na segunda de manhã, a conversa era a do costume:

toda a gente estava à rasca com o trabalho, porque na

net não havia nada… Fiquei admirada como é que não

tinham encontrado aquele trabalhinho à medida!

Na terça-feira de manhã, estava muito confiante

para a apresentação. Depois do intervalo das 10,

comi um chocolatito para dar mais energia e estava

pronta para falar sobre a camada do ozono. O Guilherme

foi o primeiro a saltar para a frente. Ao

contrário do habitual, estava especialmente atenta,

porque o tema era curiosamente igual ao

meu. O Guilherme começa logo por dizer que ―a

camada principal do ozono se encontra na estratosfera‖…

Ao ouvir isto, achei que era uma barbaridade

e, perante o ar complacente da stôra,

levantei o braço e disse:

- A camada principal do ozono encontra-se na

mesosfera! A stôra olhou-me com ar de quem

não tinha gostado e mandou o Guilherme

continuar.

Estava furiosa, porque toda a gente se calara

perante um erro daquela natureza. Fui

confirmar nas cópias que tinha imprimido e

de facto eu tinha razão. Entretanto, Guilherme

prosseguia com a sua apresentação,

cheia de erros, a medir por aquilo que tinha


lido… E mais uma informação

diferente. E outra! A professora não

discordava de nada!

Chegou a minha vez. Toda a segurança

que tinha, estava a transforma-se num

nervoso que se apoderava aos poucos de

mim. Meti a pen no computar e comecei:

- A camada principal do ozono encontra-se

na mesosfera… Parece que vi todas aquelas

caras com ar de reprovação por aquilo que

acabara de dizer. Cada slide que passava,

parecia haver sempre alguém que discordava…

Estava a chegar a meio e não tive coragem para

continuar. Sentei-me, para espanto de todos…Só

pensava na maldita internet, maldito trabalho,

malditos incompetentes…


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica e Secundária Prof. Dr. Flávio F. Pinto Resende,

Cinfães

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Nuno Montenegro Pinto de Miranda

Flávia Daniela M. Cardoso

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

…, ou melhor, fazia de conta que era loiro, de

olhos azuis, alto e forte. Digo que fazia, uma

vez que, depois de tudo o que aconteceu, deixei-me

disso. Quero que conheças a minha história

para que não cometas o mesmo erro que

eu. O melhor é passar à minha história…

Como muitas pessoas, na internet eu tinha uma

nova identidade que pode ser considerada como

uma segunda vida. O problema é que nem todas

as pessoas que encontramos na internet são bem

intencionadas. Devo dizer que nunca tive más

intenções. Quando conhecia alguém numa rede

social, num jogo ou num chat, eu era o Virtual. O

Virtual existia cada vez mais, à medida que o Real

desaparecia. Quando estava em casa e até nos

tempos livres na escola, eu não largava o computador.

Quando não me era permitido estar com o

computador, como nas aulas e às refeições, usava

o telemóvel que era um óptimo substituto do computador,

uma vez que tinha (quase) as mesmas

funções. Tornava-me distante e estava sempre dis-


traído. Quando alguém tentava falar comigo, acabava

sempre por desistir, pois eu nunca ouvia. As pessoas à

minha volta iam desistindo de mim, uma a uma. Foi

assim que fui perdendo amigos, família e estudos. A

minha vida era a do Virtual, os meus ―amigos‖ eram

pessoas que eu nunca tinha visto, com que tinha apenas

comunicado através da internet, a minha família

passou a ser as diversas comunidades que se formavam

na internet e assim sucessivamente. E foi assim

que a conheci... Chamava-se I‘zinha e jogava o mesmo

jogo que eu. Acabamos por ficar amigos através

da internet e falávamos muito nos chats. Muito, por

assim dizer, porque nunca passava de uma hora. Eu

estranhava ela estar tão pouco tempo ligada e ela

admirava-se, porque quando aparecia no chat eu

já estava ligado. Ela explicou-me que só ia para a

internet jogar e falar com os amigos, depois de

fazer os trabalhos da escola e estudar. Fiquei

incrédulo, surpreendido, boquiaberto... Naquele

momento, parecia-me impossível conciliar as

duas coisas, mas ela conseguia e além de ser

uma óptima jogadora, era segundo me contara,

uma boa aluna. Após dois meses de conversação

online, marcamos um encontro.

Quando a vi, tive uma enorme surpresa: ela

era da minha turma! Quando ela viu que era

eu, ficou muito desiludida, pois só me conhecia

como Virtual e apesar de ser da minha

turma, nunca tínhamos falado pessoalmente.

Bem, não é bem assim… Ela já tinha

falado para mim, tinha tentado conhecer o

Real, mas eu estava demasiado ocupado a


ser o Virtual… Depois daquele dia,

apanhei-a muitas vezes com o

olhar fixo em mim e por várias ocasiões

pareceu-me que ela vinha falar

comigo, mas nunca falávamos nem pessoalmente

nem online. Um dia, voltei a

marcar um encontro através da internet,

com uma pessoa que conhecera num chat.

Desta vez, era com uma rapariga de 15

anos, alta e morena. Enquanto estava à

espera, recebi uma mensagem da I‘zinha que

dizia: ―Sai daí!‖. Nesse instante, virei-me para

trás e vi que atrás de mim estava um homem

que aparentava ter cerca de 40 anos. Recebi

outra mensagem, mas ele tirou-me o telemóvel,

impedindo-me de ler. Quando dei por mim, ele

estava a encostar-me uma arma e a dizer que

íamos dar um passeio. Agarrou-me no braço e

arrastou-me dizendo que se não fosse a bem, iria

a mal. Após muito me debater, consegui soltarme

e fugi, ele perseguiu-me e de repente, foi

agarrado por trás e algemado. Na esquadra, ao

prestar depoimento, descobri que aquele homem

era suspeito de rapto, pedofilia e tráfico de crianças.

Explicaram-me que eu tinha tido muita sorte

porque alguém telefonara para lá. Apenas me souberam

dizer que era uma voz de rapariga e perguntaram-me

se eu tinha alguma ideia de quem

teria sido. Respondi que tinha uma ideia de quem

o poderia ter feito. O polícia, que era muito simpático,

disse que eu devia agradecer a essa pessoa,

pois provavelmente devia-lhe a minha vida e que,


naquele momento, era melhor telefonar aos meus pais,

pois eles teriam de ser informados e estava na hora de ir

para casa.

O final da história, vocês já devem ter adivinhado.

Falei com a I‘zinha e agradeci-lhe. Hoje, somos namorados

e estamos muito felizes juntos. Uma curiosidade:

somos óptimos alunos e continuamos a jogar, mas

temos sempre muito cuidado com quem falamos e

estamos uma hora por dia na internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Secundária Monserrate,Viana do Castelo

Paula Alves

Ana Teixeira

Cecília Gonçalves

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O Joao recebeu de presente

“aquele telemóvel”. Há muito tempo

que o desejava! Entusiasmado, lançou-se

ao trabalho. Num instante, os números

dos amigos “voaram” para dentro da

memória. No dia seguinte, recebeu a mensagem

“liga-me”. Não conhecia o número,

não ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiuse,

e repetiu-se …

Cansado destas palavras que o perseguiam

ininterruptamente, decidiu ligar… Talvez do

outro lado da linha estivesse um velho amigo,

ou alguém que precisasse de desabafar. Talvez

fosse apenas uma brincadeira de tantos outros

meninos como ele, ou meramente um engano.

Após os prolongados sinais de chamada, uma voz

rouca invadiu o seu ouvido provocando-lhe um

misto de sentimentos: curiosidade, ousadia e ao

mesmo tempo medo. Pavor daquela voz que lhe

difundia poder, mas, por outro lado, serenidade.

A conversa durou breves minutos. Chamava-se

Guilherme, era dono da loja dos telemóveis e

desejava estabelecer com João uma relação de

amizade.

A chamada caiu. João não voltou a ligar e ficou

na incerteza se admitiria ou não a aproximação de

Guilherme.


Dias depois, Guilherme ligou-lhe para combinar um

encontro na sua loja, na tarde subsequente. Encontraram

-se. Conheceram-se. Falaram. Em pouco tempo tornaram

-se bons amigos. À medida que se iam conhecendo, a

amizade entre eles tornava-se mais forte. João contemplava

Guilherme como o pai que nunca tivera.

Saíram à noite. Divertiram-se, até ao instante em

que Guilherme arriscou algo mais. Aí, as coisas mudaram.

Adveio uma violação.

João era inofensivo. Talvez devido à sua tenra

idade, achou que o que se tivera passado era algo

normal entre dois amigos. Enganou-se. Depois

daquela noite sofreu de abusos sexuais constantemente.

Seguiram-se os maus tratos, as chantagens,

o reconhecer de um pesadelo que estava

longe de terminar.

João viveu, então, num clima de insegurança

durante meses e meses a fio. Não suportava

mais. Já não tinha mais forças. Resolveu contar.

Contou à mãe tudo o que se passara. Participaram

à polícia. Foram meses de espera por um

sinal, por ver o fim àquele pesadelo. Tudo

parecia vagaroso, o medo era maior dia após

dia, contudo, a hora chegou. Guilherme foi

julgado e foi-lhe atribuída uma pesada pena

de prisão.

Ainda hoje João vive com os fantasmas

do passado e espera o futuro com pavor.

Ainda hoje, aquelas recordações povoam o

seu pensamento. Como se ―amanhã‖ o

pesadelo voltasse. Como se o ―ontem‖ ain-


da não tivesse acabado. E ainda

hoje ele se questiona insistentemente

sobre como tudo aconteceu.

Vive de recordações. Espera algo

melhor.

Talvez um dia, ele consiga voltar a

―viver‖…


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Secundária Oliveira do Douro, V. N. Gaia

Maria Carlos Oliveira

Juliana Marcela Sousa Lima

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Cliquei que o meu cérebro divagasse sobre

duas opções: clicar no pequeno anúncio saltitante

no monitor, ou, como sempre me recomendam,

ignorar o mesmo. Talvez tenha sido

uma crise de adolescência, ou aquela tentação

que sentimos de cada vez que nos dizem no restaurante

―o prato está quente, cuidado‖ em que,

apesar do aviso, temos que tocar no prato, mesmo

que isso implique uma queimadura de 3º

grau e um jantar incómodo com a mão a latejar.

Com alguma hesitação deslizei o rato sobre o

pop-up e cliquei sobre o mesmo, aguardado a

ligação ao site oficial.

―Parabéns, foste seleccionado como vencedor

entre 1000 pessoas para o nosso fantástico prémio!‖

li assim que acedi ao site. Não pude evitar

de me rir com a frase que parecia vinda de um

vendedor de carros ou de um anúncio a um supermercado

muito, muito fraquinho.

Sem perder mais tempo voltei à leitura, e pude

encontrar apenas umas linhas depois uma frase

semelhante a isto ―basta preencheres os campos


abaixo para receberes a tua PS3 em casa‖. Desta vez,

sem qualquer relutância, comecei a ler o que me pediam,

nome, morada, contacto pessoal, número de BI. Ergui a

sobrancelha com alguma suspeita, mas rapidamente

esse sentimento foi substituído por um outro; o entusiasmo

de saber que dentro de uns dias teria a PS3 em

casa, à minha espera para uns joguinhos de Pro Evolution

Soccer com o Ricardo e o Bruno, depois das aulas.

Preenchido cada campo informativo, depois de

confirmado e reconfirmado preparo-me para clicar no

botão ―submeter‖ quando, inesperadamente algo me

interrompe.

―Hey maninho, que estás para ai a inventar?‖

Sofia, a minha adorada irmã cuja companhia eu

dispensava e evitava sempre que possível.

―Nada‖ apressei-me a responder, minimizando

a janela no monitor.

―Não pareceu nada.‖ ela retorquiu, esboçando

um pequeno sorriso, suficientemente grande

para que se vissem os seus dentes.

―Que queres?‖ perguntei, de certo modo a

esgueirar-me do assunto, voltando a cadeira

de rodinhas para ela, que se encontrava

encostada à ombreira da porta, de braços

cruzados e uma expressão descontraída.

―Nada, só vim mesmo moer-te o juízo,

basicamente porque não tenho nada que

fazer‖ declarou com um novo sorriso ―vê lá

se não fazes asneiras, o ultimo rapaz que

acreditou nessas maroscas de supostos pré-


mios acabou com a conta do banco

a zeros.‖ disse Sofia relaxadamente,

antes de se retirar do quarto.

Assim que me encontrei de novo sozinho

no meu quarto, retornei à janela e

sem pensar duas vezes premi o botão

―fechar‖. Apercebi-me então do quão rápido

o meu coração estava a bater, ao perceber o

disparate que ia cometer, se não fosse a

minha irmã.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Pedro Daniel Freixo Ribeiro

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

Sou o Virtual e Real pedófilo. Sento-me todos

os dias frente à frente do computador e vou

engordando o meu álbum com o melhor do

mundo… São discos inteirinhos de intermináveis

listas de tenrinhas recordações… E cada vez é

mais fácil: um piscar de olho, a promessa daquilo

que sempre sonharam e logo o seu mundo

vem ao encontro do meu…Lindos pais que deixam

as criancinhas livres, sem um sorriso, sem

uma brincadeira e cada vez mais só contam o

amor Real-Virtual! É deste modo que sou, há muitos

anos, o Real-Virtual. Há muitos anos, entre

sorrisos e dissimuladas histórias, faço com que as

sinceras e admiráveis criancinhas se deixem seduzir

e dão-me o todo o prazer de as conquistar. Há

tantos anos, de que já nem tenho memória, tem

sido assim: uma por uma… Uma atrás de outra…

Uma atrás de outra… Com o passar dos anos tudo

se foi tornando um processo natural e instintivo.

Depois de umas conversas simpáticas em algum

chat, uns comentários agradáveis num perfil de

uma rede social, era seguro que não recusariam a


todas as perguntas e, quantas vezes, dizem mais do que

lhes pergunto. Ainda ontem, sábado, falei durante toda a

tarde com duas dezenas e olhem só para esta maravilhosa

lista… Ah!, cheguem cá, vou contar-vos um segredo.

Agora, quase todos os meninos ligam a webcam,

assombroso, não é? Eu não ligo, porque a minha avariou…

E passeiam-se pela casa e às vezes até cruzo um

olhar acidental com os seus pais! Assim a selecção fica

facilitada, como compreenderão. Esta vida é muito

cansativa e também dispendiosa. Não fossem alguns

generosos meninas e meninas darem-me o números

dos cartões de crédito dos seus papás e estava falido.

Vá lá, ultimamente, as coisas até não estão a

correr mal, desde que dediquei a fazer algumas

visitas-surpresa a algumas casas…Estou a ficar

cansado de dizer aos meus filhos que cada vez

tenho mais trabalho do ateliê para terminar em

casa, porque isto de ser Real-Virtual é muito difícil

e quase já fui conquistado pelo desânimo. E

as coisas complicam-se, quando me lembro da

quantidade de doces meninas e meninos que

molestei, fico triste, arrependido, muito arrepend…

arrepend…

Fechei o portátil com raiva e parei de escrever

o Diário Íntimo do Real-Virtual. Umas lagrimazitas

teimosas saltaram. Gostava de me

olhar ao espelho, mas tenho medo de ver o

Virtual, que é Real… Nestas alturas que

estou mais nostálgico, passa por mim uma

sensação de profunda tristeza, até me parece

arrependimento… Mas não sou eu que

faço as crianças felizes?


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Ana Rita Lima Duarte

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O Joao recebeu de presente

“aquele telemóvel”. Há muito tempo

que o desejava! Entusiasmado, lançou-se

ao trabalho. Num instante, os números

dos amigos “voaram” para dentro da

memória. No dia seguinte, recebeu a mensagem

“liga-me”. Não conhecia o número,

não ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiuse,

e repetiu-se …

O João andava num estado de ansiedade e ainda

faltava um mês. Como consequência dessa

ansiedade já tinha feito uma lista de presentes

possíveis para o grande dia, o dia em que completava

15 anos. Nessa lista constavam nomes

dos vários presentes possíveis. No entanto,

―Telemóvel‖ estava sublinhado e ligeiramente

maior que todos os outros presentes desejados. O

João tinha a esperança que se estivesse destacado,

seria aquele o presente escolhido pelos pais.

De facto resultou! No dia 16 de Fevereiro, logo de

manhã, os pais chegaram ao quarto com um

embrulho. O João recebeu de presente ―aquele‖

telemóvel. Há muito que o desejava! Entusiasmado,

lançou-se ao trabalho. Num instante, os números

dos amigos ―voaram‖ para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem ―liga-me‖.

Não conhecia o número e, como os pais lhe

tinham ensinado que não se pode falar com estranhos,

decidiu não ligar. O telemóvel estava sempre


a vibrar, sempre a mesma mensagem, ―liga-me‖. A consciência

do João dizia-lhe para ele não ligar, mas a curiosidade

foi mais forte. Ligou e do outro lado soou uma voz

muito doce, certamente de mulher, disse:

- Olá João! Como estás? Daqui a 5 minutos passo na

tua casa!

- Estou bem! Quem és tu?

- Sou a Carolina. Estou quase a chegar…

A chamada caiu. João ficou preocupado, porque tinha

consciência que falar com aquela mulher estava

errado, que não era seguro. Não demorou 5 minutos

a ouvir o barulho do motor de um carro abrandar

junto à porta de casa. O carro buzinou… Ainda

hesitou, mas o carro apitou novamente e João,

decidido e sem pensar em mais nada, pegou no

casaco e saiu a correr. Mais uma vez a maldita

curiosidade falou mais alto.

Quando bateu à porta, começou a caminhar

muito rapidamente para aquele carro vermelho,

até que o vizinho, o Sr. António perguntou:

- Então rapaz, está tudo bem? Pareces apresado?

– De facto o vizinho achou toda aquela

situação bastante estranha.

- Estou muito bem, obrigado! Tenho a minha

tia à minha espera! – Dizendo com ar comprometido…

- Então vai lá. Até logo!

Pois bem, o Sr. António foi a última pessoa

a ver o João. Apesar de ter achado toda


aquela situação bastante suspeita,

não poderia adivinhar a crueldade

que estava a acontecer mesmo

em frente dos seus olhos.

A Polícia desconfia que João tenha caído

numa grande rede de tráfico de órgãos,

que andava a operar naquela zona, mas

ainda não tinham conseguido encontrar os

suspeitos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Thiago Gonçalves

João Tiago Guerra

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

Nunca me haverei de esquecer destas palavras,

nem daquele dia onde todo o meu sofrimento

começou. O meu olhar estava debruçado

sobre o monitor, as suas palavras faziam de

mim uma rainha, cada palavra que ele escrevia

dava um novo sentido à minha vida, o meu

coração perdera-se com diversas mentiras que

ele me dissera, e míseras palavras que me fizeram

soltar os horizontes por ele.

Apaixonei-me. Passava horas a contar a minha

vida e dele só sabia aquelas marcantes palavras

que quando nos cruzamos online ele me dissera.

O tempo passava, cada dia, cada hora, imaginava

a sua imagem à minha frente, passava as noites

acordadas a pensar como ele haveria de ser na

realidade mas, de tão cega e desesperada que

estava, não conseguia sequer imaginar.

Os dias …, desabafava com a minha melhor amiga

todos os dias. Certo dia entro online, comecei a

falar com ele, a conversa correu bem, marcámos

um encontro perto de um descampado. Felicíssima,


no dia seguinte, corri para a escola, o tempo parecia que

não passava, nunca mais havia maneira de dar o último

toque da campainha!

Finalmente tocara, eu corri para o local, o meu rosto

transparecia uma imagem feliz, estava entusiasmada

com o acontecimento, até que de repente vejo uma

pessoa a aproximar-se, o seu olhar era de uma pessoa

revoltada com tudo e com todos, não o conheci, online

aparentava ser da minha idade, quando o vi era um

adulto frio e insensível como metal.

Assustada, tentei fugir, agarrou-me, eu tentara gritar,

mas a felicidade que tinha estava-se a tornar

em dor, obrigou-me a fazer algo que eu não queria,

bateu-me, fui violada!

Perdida, voltei para casa, olhei para o meu espelho

e o que sentia era raiva, dor, angústia. Tinha

vergonha de mim, do meu próprio corpo, não

conseguia falar com ninguém. Eu sei que deveria

contar a alguém, mas o medo, a vergonha e

a minha mente fez com que eu me escondera.

Sofri sozinha, mas hoje conto-vos que, na verdade,

se tudo acontecesse novamente, iria ser

diferente.

Cuidado, a internet é um sonho para alguns

mas um pesadelo para outros.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

João André Costa Fernandes

Tiago Pereira de Miranda

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

…… que sou um exemplo de rapaz: alto, loiro,

extrovertido, alegre e muito bonito. A minha

vida é uma correria da escola para casa, de

casa para o ginásio, e depois os testes, trabalhos,

relatórios…

Às vezes penso como seria a vida sem computador.

Não consigo mesmo imaginar o que faziam

os nossos pais… Mas será possível que haja

alguém que sobrevive sem computar?

Vivo cada vez mais horas por dia dentro desse

admirável mundo, onde posso encontrar tudo o

que quero; é como uma janela de acesso para

mundo. Descobri que todos os meus problemas

encontram uma solução ali, naquela caixinha sem

fios. Quem inventou as redes sociais e a ―Game

browsers‖ Facebook, Hi5, Twitter, Tribos, Wildguns,

Farmville, Fishville deu sentido à minha vida. Às

vezes sinto-me um bocadinho enjoado com tanta

gente que conheço, com tantos convites, tantos

desafios…

Ultimamente as coisas têm andado pouco pacíficas.


O Karol não deixa de me enviar ameaças de morte, sempre

que passo de nível, primeiro do que ele. Mas o que

me está a chatear verdadeiramente é que ele parece que

sabe tudo sobre mim: onde moro, conhece os meus pais

a minha família, sabe onde estudo, o que fiz ontem,

onde passei e isto começa a deixar-me assustado…, já

não sei o que hei-de fazer, já pensei em tudo, até mesmo

ir à polícia, mas tenho medo…

Às vezes, dou por mim a pensar no que me dizia o

profe de física, quando estava sempre a repetir para

não darmos os dados pessoais na net. Sempre pensei

que isso era tanga de cota sem experiência em

surfar em grandes aventuras.

Hoje vou ligar o computador e se receber qualquer

tipo de ameaça acho que vou dizer ao meu pai,

mas nem sei se ele vai compreender.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Gabriel Joaquim Gonçalves Vilas Boas

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Oi, chamo-me Carlos e vou contar-vos como

plagiar trabalhos na net pode não ser a

melhor escolha. Era quarta-feira e estava um

bocado atulhado de trabalho. É que eu tinha

um trabalho para fazer da disciplina de Biologia

sobre células e estava um pouco à rasca. Tinha

de o entregar em poucas horas e, ao invés de

trabalhar, estava no chat ―teclando‖ com os

meus amigos.

Visto que necessitava da nota para concretizar o

10.ºano com sucesso, teria que fazer mesmo o

trabalho proposto pela professora de Biologia.

Após actualizar o meu estado no chat como ocupado,

iniciava uma longa pesquisa, mas necessitava

de algum tempo para jogar o meu jogo preferido

em rede, com os meus colegas. Abri uma

página na Web e pesquisei no Google sobre células.

Foi então que milhares de sites foram-me propostos

pelo motor de busca virtual e fui começando

a seleccionar. Encontrei, então, o site ideal

para o trabalho. Entrar no site, despertou-me uma

enorme vontade de plagiar a informação, ou seja,


de copiar o que lá estava escrito, pois era bastante bom

e tinha a informação que tanto procurava. Subitamente,

recebo uma mensagem instantânea no chat, em que

dizia que o jogo iria começar mais cedo do que o previsto.

Instintivamente, não hesitei e plagiei a informação,

visto que o meu desejo era imenso de jogar. Nesse

caso fiz o famoso Ctrl+C e Ctrl+V, em dois simples cliques

no teclado tinha o trabalho pronto. Só necessitei

de fazer uma formatação ao texto antes de entregar à

professora, via e-mail.

Apressei-me o mais rápido que consegui e enviei-o à

professora atempadamente, e, logo de seguida, fui

jogar com os meus amigos. No dia seguinte, tive

aulas de Biologia e a professora divulgou resultados

dos trabalhos que tínhamos realizado no dia

anterior. Ao divulgar as notas, a professora

enviou uma repreensão para mim e para o meu

colega Filipe, visto que os trabalhos estavam

idênticos, segundo a professora.

De seguida, deduzi que o Filipe só podia ter

tido a mesma ideia que eu, visto que ele também

teria plagiado o trabalho. Após isso, a

professora foi bárbara e puniu-nos com um

0% no trabalho. Nunca na minha vida me

senti tão infortunado e parecia que tudo tinha

desabado em cima de mim. Concluiu dizendo

que plagiar informação na Internet é reprovável,

visto que apesar de não estarmos a

ser sinceros connosco mesmos, estamos a

cometer um crime real, e isso é grave, pois

não respeitamos os direitos de autor.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Isabel Cristina Figueiredo Dias

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse,

E João, farto de estar a receber sempre aquelas

mensagens no telemóvel, resolveu ligar para

aquele número.

Ao fim de algum tempo, atendeu alguém do

outro lado. Pela voz ele percebeu que era uma

rapariga.

João, então, ficou surpreendido, já que pela voz

não era nenhuma das suas amigas, nem tão pouco

conhecia aquela voz. Porém, aquela voz deixou

-o encantado, pois era tão doce, tão carinhosa,

tão meiga, que só podia ser vinda de uma pessoa

com boas intenções.

Quem falava do outro lado começou por se identificar,

dizendo que se chamada Joana e tinha 16

anos e frequentava a escola Luís de Camões, em

Vieira da Lagoa. Tinha, portanto, a mesma idade e

estudava na mesma escola que João.

Depois de ela ter feito uma breve apresentação


sobre si própria, João perguntou-lhe qual a razão pela

qual ela lhe tinha mandado aquelas mensagens.

A rapariga deixou de falar por alguns instantes; porém,

ao fim de algum tempo, disse-lhe que tudo tinha sido

por falta de coragem, pois ela estava apaixonada por

ele, porém era uma pessoa muito tímida. Daí vinha o

facto de ter mandado mensagens a pedir-lhe que a

contactasse.

João estava cada vez mais espantado. Primeiro a história

das mensagens, agora uma rapariga que gostava

dele. Que confusão!

Entretanto, falaram mais um pouco, e o João começava

também a ser contagiado por algum sentimento

que ele não sabia explicar muito bem qual.

Antes de se despedirem um do outro, Joana convida

João a ir ter com ela, ao fim da tarde do dia

seguinte, pois gostava de poder falar pessoalmente

com ele.

O rapaz, já encantado por aquela voz vinda do

outro lado, aceita o convite, sem hesitar.

Era uma bela tarde de Sábado. João, durante

o dia não tinha parado de pensar naquele

encontro que tanto ansiava. Vestiu as suas

roupas preferidas, escolheu o perfume para

estas situações e pôs-se a caminho do local

combinado para o encontro.

Antes da hora, o João já se encontrava no

sítio onde se iria encontrar com a rapariga.

Já passaram três dias e nem rasto do João.


Os amigos, a família, colegas de

escola e toda a gente que o conhecia

andavam à sua procura. Tudo

apontava que tinha sido rapto.

Não vou dizer o que aconteceu aquele

pobre rapaz, mas acho que já devem

estar a imaginar. Apelo, por isso, para não

se deixarem levar pelas aparências!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Particular e Cooperativa INED - Instituto de Educação

e Desenvolvimento

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ricardo Cruz

Patrícia Marta

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

A vontade não era muita. Fui pelo caminho

mais fácil. Pesquisar na Net. Aliás, foi nas pesquisas

que decidi o tema a abordar. Havia

alguns trabalhos sobre o assunto. Um deles

estava espectacular!

Bingo!!! Pensei eu. Vai ser mesmo este! Vou

arrasar e sacar grande nota. Este é mesmo para

mostrar aos meus pais. Certamente ficarão orgulhosos

de mim.

Até o entreguei antes do tempo.

No dia da entrega dos trabalhos estava confiante.

Super confiante.

Porém o resultado foi péssimo. Não percebi porquê,

e questionei a Professora dos motivos de tal

resultado. Afinal o trabalho estava tão bem feito e

até tinha imagens.

A Professora pediu-me para falar comigo no final

da aula.

Quando vi o portátil em cima da secretária, pensei

por instantes. Apanhaste-me!


No final, quando já todos tinham saído, a Professora abre

o portátil e acede à internet. Entrou no site onde eu tinha

ido sacar o trabalho. Os meus olhos caíram de vergonha.

Mais ainda, provou-me que o texto estava cheio de

erros, muitos deles científicos. Disse-me ainda que o

plágio é crime e que apresentei um trabalho que não

foi feito por mim.

Poupou-me duma grande vergonha perante a turma.

Moral da história:

A tecnologia é neutra. O uso que se faz dela é que

pode ser mau. A internet é um excelente instrumento

de informação. Devia certificar-me e apropriar-me

da fiabilidade da informação e do conhecimento

contido no texto e nas imagens. A minha

obrigação era fazê-lo e não copia-lo.

Comigo, certamente não voltará a acontecer.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Secundária Padrão da Légua, Matosinhos

Maria de Nazaré Coimbra

Alberto Filipe de Sousa Ponces

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Estranhei essa simplicidade do processo,

sabendo que a consola em assunto era bastante

cara, para a qual eu não tinha dinheiro.

Tinha consciência que não era brinquedo para

estarem a distribuir de borla, como os que vêm

a acompanhar os cereais da manhã, por exemplo.

Já tinha ouvido falar em Spam e que era um

dos perigos dos correios electrónicos e da Internet

em geral. Apenas sabia que estava relacionado

com publicidade e que teve origem num dos

sketchs dos Monty Pyton, a minha série favorita.

No entanto, aquele email não estava a tentar vender

nenhum produto, logo não era publicidade. De

repente, lembrei-me de passar com o cursor do

rato por cima do link que dizia ―Aceito o prémio‖ e

reparei que aparecia um endereço brasileiro, visto

que tinha como subdomínio ―br‖. Hesitei, e, por

momentos, tive o meu primeiro pensamento inteligente:

esperar pelos meus pais e falar-lhes desta

mensagem.

Entretanto, reflecti mais sobre o assunto e deci-


di arriscar, pois pensava ser suficientemente autónomo

para resolver tal problema. Como previ, ao clicar no

botão abriu um sítio brasileiro que pedia informações

pessoais, tais como o número de telefone e número da

conta bancária, as quais eu estupidamente decidi

preencher, com a consola sempre na minha cabeça.

Queria-a a qualquer preço e, visto que esse não era

nenhum e que bastava preencher uns simples campos

obrigatórios, então fi-lo. Tinha acabado de arruinar a

minha vida e a dos meus pais e ainda não tinha essa

noção.

A partir desse dia, nunca mais ouvi falar na consola,

nem sequer de alguma tentativa de contacto

por parte dos responsáveis pelo prémio. Soube

que os meus pais perderam algum dinheiro e que

tinham sido alvo de burla por alguém. Nunca

mais mexi no computador sem o conhecimento

ou super vigilância de algum adulto. Os meus

pais conseguiram bloquear a conta bancária a

tempo e conseguiram reaver algum dinheiro. A

ambição leva-nos a tomar atitudes sem as

reflectir com tempo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Augusto Gomes, Matosinhos

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Alegria Beltrán

Kimberlim Talyta de Freitas Almeida

Sandra Marisa Jesus Campos

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos um

trabalho sobre um dos assuntos abordados

nas últimas aulas. Pesquisei bastante

e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

El trabajo, al principio, me pareció aburrido,

pero no lo dejé. Me gusta el tema que he elegido:

"¿Significan algo los sueños en nuestras

vidas?" Siempre he tenido mucha curiosidad

en saber lo que es el sueño.

Leí primero la información de la Wikipedia, después

un sitio sobre análisis e interpretación de

los sueños. Una página me llevaba a otra, el

tiempo pasaba sin darme cuenta y ya casi no

sabía dónde estaba ni qué buscaba. Navegar en

Internet es una aventura, a veces arriesgada.

¿Quién está detrás de todas esas palabras e imágenes?

¿Será todo verdad?

¿Serán verdad los sueños?

Yo creo que el sueño es quizás la forma más fácil

de llegar a algo que realmente queremos. Soñamos

durante la noche, o incluso despiertos pensando

en algo que deseamos en ese momento. Si

un sueño es bueno, viajamos largas distancias. Si

un sueño es malo, unas veces nos despertamos

durante la noche sin saber lo que pasa y otras nos

damos cuenta enseguida de que era sólo una

pesadilla y volvemos a dormir.


Para mí siempre ha sido un gran misterio lo que he soñado,

lo que sueño y lo que soñaré. ¿Tendrán los sueños

algún mensaje real sobre nuestras vidas?

Cuando entras en ese mundo lleno de aventuras, nunca

sabes qué te va a pasar, ni siquiera lo piensas. Algunos

dicen que controlamos nuestros sueños, pero yo creo

que eso es imposible. Cuando estamos soñando todo

parece tan real que sólo nos damos cuenta de que

estábamos durmiendo cuando nos despertamos y volvemos

a la realidad. La cruel realidad que vivimos día

a día.

Mi teoría es que si de día estamos estresados nuestros

sueños pueden ser malos pero si el día nos ha

ido muy bien, seguirá y acabará de la misma

manera, iniciando otro lleno de alegría y felicidad

Creo que los sueños son una especie de refugio

como Internet también lo es algunas veces. Claro,

que si vivimos una pesadilla en la net, no

podemos despertar, del otro lado de la pantalla

hay gente de verdad que a veces dice mentiras.

Menos mal que al contrario de en los sueños,

podemos protegernos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária António Nobre, Porto

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Conceição Menezes | Luís Frias

Leandro Eduardo

Sérgio Reis

Tiago Valente

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

Olá! O meu nome é Joaquim/Fabinho. A minha

família e os meus amigos conhecem-me por

Joaquim, já para a malta dos chats e dos jogos,

na internet, sou simplesmente o Fabinho. Como

Joaquim, sou pequeno, moreno, tímido, mas

como Fabinho faço de conta que sou alto, loiro e

extrovertido, sou um rapaz mais social, tenho

199969 visitas ao perfil do hi5, não tenho vergonha

de me expressar com as pessoas uma vez

que estas pessoas, na internet, não me conseguem

ver o meu rosto. Assim sinto-me mais confiante

para lidar com elas. Mas, o problema é na

vida real. Na vida real sou o Joaquim, um rapaz

que não consegue manter uma conversa com ninguém,

cheio de complexos e muito anti-social.

Um dia, o Joaquim/Fabinho deparou-se com um

problema: começou a falar com uma rapariga de

nome Benedita que tinha 56098333 visitas no hi5,

toda a gente queria tentar alguma coisa com ela

mas esta não dava letra a ninguém, até que Fabinho

meteu-se com Benedita pelo o hi5 e esta por


mais estranho que pareça foi com a cara do Fabinho.

Depois de longos dias de dialogo entre os dois, Benedita

propôs um encontro para eles se conhecerem pessoalmente

e foi ai que as coisas se complicaram.

Ele gostava muito dela mas tinha medo da reacção que

Benedita iria ter depois de se aperceber que ele não

era a pessoa que ela imaginava. Fabinho estava perante

um dilema e, depois de um longo período de reflexão,

o jovem decidiu que iria enfrentar os seus complexos

e encontrar-se com a Benedita.

Depois de um longo período de espera por parte de

Benedita lá apareceu Joaquim/Fabinho.

Quando o viu logo se apercebeu que Fabinho não

passaria de uma miragem e quem estaria ali era

outro ser e, com o olhar que ele desferiu, ela

entendeu que quem estava ali era um indivíduo

tímido, envergonhado e atributos pouco selectivos.

Mas, por muito estranho que pareça, achou

-lhe piada e convidou-o para tomar um café.

Sentaram-se os dois a uma mesa numa esplanada

e começaram uma longa e produtiva conversa.

Abordaram todo o tipo de temas, desde

literatura, casos amorosos, desporto e até de

fofoquices sobre revistas cor-de-rosa.

Após três horas de conversação chegaram á

conclusão que, pelo menos, na primeira

impressão que tiveram um do outro, gostaram.

As pessoas que se encontravam ao

lado pensaram para si mesmas: eu já vi

este filme, ―A Bela e o Monstro‖.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Profissional Tecnologia Psicossocial do Porto

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Pedro Azevedo | Sofia Nina

Ana Filipa Gomes

Liliana Azevedo

Sara Guedes

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O Joao recebeu de presente

“aquele telemóvel”. Há muito tempo

que o desejava! Entusiasmado, lançou-se

ao trabalho. Num instante, os números

dos amigos “voaram” para dentro da

memória. No dia seguinte, recebeu a mensagem

“liga-me”. Não conhecia o número,

não ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiuse,

e repetiu-se …

... até que a última dizia “vou-me suicidar”.

João preocupado decidiu ligar, pensando que

seria alguma brincadeira dos amigos da Faculdade.

Nunca pensou que era aquela sua última

namorada, ainda devastada com o fim do relacionamento

que tinha acontecido anos atrás, ainda

no Secundário.

Quando atenderam a chamada, ele reconheceu de

imediato a voz da rapariga. Ela estava radiante

por ouvir a sua voz de novo. João estava intrigado

com o facto de ela ter o seu número de telemóvel,

pois era um número novo que somente os amigos

tinham.

―Como será que ela o tinha?‖ – pensou ele. Mas

não chegou sequer a perguntar-lhe. Assumiu o

bem-estar da rapariga e desligou a chamada.

A situação prolongou-se durante várias semanas, e

João sentia que tinha que arranjar forma de parar

com ela. Decidiu mudar de número novamente.


Porém, as mensagens e as chamadas chegavam sempre.

Então, para a fazer parar, decidiu enviar-lhe um e-mail.

―Grande erro‖ – pensou ele depois de o enviar. Agora ela

tinha mais uma maneira para o contactar.

De facto, ela, não parou de o perseguir, quer por telemóvel

quer por e-mail. João começou a desconfiar,

quando a sua ―ex‖ mostrava saber todos os seus compromissos,

os lugares a onde ia, as pessoas com

quem estaria, e até o acesso à sua conta bancária.

Tudo! Assustado, pensou que sozinho não iria conseguir

resolver o problema.

Foi então que resolveu procurar um consultor de

segurança. Fez-lhe a pergunta mais básica:

―Conseguirá alguém através da Internet saber o

que estou a fazer? Ter acesso a tudo o que

faço?‖.

O consultor perguntou-lhe se a rapariga alguma

vez teve acesso ao computador. O João respondeu

que sim. Fora ela que lho tinha dado de

presente.

Depois de inspeccionar o computador, o consultor

chegou à conclusão que ela lhe tinha

inserido um programa, do tipo spyware, cuja

finalidade era monitorizar tudo o que João

digitasse com o propósito de conseguir todas

as informações.

Aconselhou-o logo a adquirir e instalar um

anti-virus mais completo no computador, ou

então, a formatá-lo.


João seguiu de imediato o seu

conselho e não perdeu tempo.

Realmente, os emails, as fugas de

dinheiro da sua conta (fugas pelas

quais nunca tinha dado conta) deixaram

de existir. As mensagens é que não. Continuavam.

Depois de perguntar, descobriu que um amigo

seu era o actual namorado da sua ex, daí

ela saber sempre o seu número de telemóvel.

Mudou mais uma vez de número e começou a

ter cuidado com as pessoas a quem o dava.

Em relação à sua ―ex‖, desde que se soube toda

a verdade, simplesmente desapareceu. João

ficou a pensar como é que uma simples mensagem

e uma simples chamada podiam ter tanto

impacto na vida dela. A partir desse dia avisou

toda a gente e contava a sua história como um

exemplo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Profissional Tecnologia Psicossocial do Porto

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Pedro Azevedo | Sofia Nina

Andreia Gomes

Verónica Cardoso

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O Joao recebeu de presente

“aquele telemóvel”. Há muito tempo

que o desejava! Entusiasmado, lançou-se

ao trabalho. Num instante, os números

dos amigos “voaram” para dentro da

memória. No dia seguinte, recebeu a mensagem

“liga-me”. Não conhecia o número,

não ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiuse,

e repetiu-se …

… até que ele, farto de receber a mesma mensagem,

decidiu ligar. Quando ligou, ninguém

atendeu. Nesse dia, o João ficou a pensar em

quem seria. De repente, lembrou-se que tinha

dado o número à nova rapariga da escola que

até era bastante gira. Então, ficou todo contente,

pois deveria ser ela quem estava a mandar aquelas

mensagens. No dia seguinte, a mensagem voltou

a aparecer. O João tinha acabado de acordar e

ligou. Atendeu uma rapariga, mas ele nem deu

tempo para ela falar.

- Lara?

- Sim, querido. – Disse ela. – Queres sair hoje?

- Claro que sim, Lara. Onde é que nos encontramos?

- No Jardim do Palácio às 15 horas.

- Lá estarei.


- Ainda bem. Até logo então.

- Até logo. Beijinhos.

Vestiu-se, todo entusiasmado, olhou para as horas e viu

que faltavam apenas 15 minutos. Nem comeu, pois não

queria deixá-la à espera. Quando lá chegou, a Lara não

estava, mas sim uma rapariga chamada Joana que

tinha tinha conhecido pela internet num chat. Eles costumavam

falar no Messenger e o João até lhe deu o

seu número de telemóvel. Só que um dia tiveram

uma enorme discussão porque ele não podia se

encontrar com ela, no dia em que ela queria. A partir

daí, começou a intimidá-lo e a dizer que o odiava.

Nunca mais conversaram. Entretanto, ela dirigiu-se

a ele a berrar, admitindo que foi ela quem

mandou as mensagens. Mal o João abriu a boca

para lhe responder, apareceu do nada um bando

de rapazes, supostamente amigos da Joana que

começaram a agredi-lo. Porém, não tinha como

se defender. Ficou em tal estado que, quando

chegou a casa, a mãe, assustada e preocupada,

levou-o para o hospital.

João lembrou-se de uma palestra que houve

na escola, em que explicaram os riscos da

internet e chegou à conclusão que tinha sido

vítima de cyberbullying, que é uma forma de

intimidar, ameaçar através de mensagens,

telefonemas, tal como lhe tinha acontecido.

Mudou de número e, a partir de então, nunca

mais o deu a pessoas desconhecidas na

internet e teve mais cuidado com quem

falava e o que lhes dizia.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Instituto de Educação e Desenvolvimento – Maia

Sofia Trigo

Sarah Sá

Soraia Nogueira

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Cliquei então no ―Aceite o prémio‖ e fui parar

não seicomo a um site que não tinha nada a

ver com a consola de jogos. No site, apareciam

várias demonstrações, como por exemplo marcas

de electrodomésticos, de telemóveis, etc.

Como é normal, fiquei estupefacto, pois não

passava de numa mentira, tudo isto era uma

brincadeira.

Fiquei muito desiludido… Quando vi o e-mail,

achei bom demais, pois, entre um monte

de gente, fui o escolhido. Era um pouco estranho.

Como é que eles tinham o meu e-mail? Eu não me

tinha inscrito numa publicidade para ganhar uma

consola!

Mas o mais incrível que é que eu estava quase,

quase a fazer anos.

Se eu ganhasse, era a melhor prenda que podia

ter, porque sempre quis aquilo e era

uma coisa que eu desejava. A consola era muito


oa, tinha uma óptima qualidade de

imagem, um bom som e eu podia escolher todos os tipos

de jogos.

A minha mãe disse-me para eu não desanimar, pois

haveria outras oportunidades

para poder ter a consola que sempre quis. E isso aconteceu.

No dia dos meus anos, a minha mãe chegou a

casa com uma prenda. Era uma consola de jogos

igual àquela que mostravam na publicidade.

Nesse dia, saiu-me a sorte grande!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Instituto de Educação e Desenvolvimento – Maia

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Sofia Trigo

Catarina Xavier

César Cardoso

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Cliquei e Realmente é muito simples. Enquanto

passeio aqui na Internet posso ganhar os

mais variadíssimos prémios … isto é fantástico!

Mas às vezes as coisas correm mal!

Por exemplo, na semana passada, o Rafael da

minha turma inscreveu-se num passatempo

online para ganhar um iPhone. Correu mal, muito

mal. O Rafael inscreveu-se e deu os seus

dados pessoais, incluindo a sua morada. No

Domingo assaltaram-lhe a casa! A polícia está a

investigar, mas o assalto à casa dele pode estar

relacionado com essa ―fuga de informação‖.

Estou confuso! O prémio é irresistível, é sem dúvida

a melhor coisa que me podia ter acontecido!

Mas, ao mesmo tempo, ouço várias vezes, na televisão,

alertas sobre furtos e assaltos devido a

estas mensagens. E, como se não bastasse, cada

vez que falam disto na televisão o meu pai e a

minha mãe começam logo a alertar-me, tornandose

chatos. Acho que não me perdoavam se eu

aceitasse este prémio. Se fosse contigo, o que

fazias?


É claro que a Internet é a rede com mais informação disponível

em todo o Mundo. Toda a informação que se

encontra na Internet é colocada pelos seus utilizadores

que editam e fornecem as mesmas. Contudo, a Internet

não é segura. Muitos utilizadores desta grande rede

aproveitam-se dos mais confiantes que abrem e recebem

tudo o que aparece na sua caixa de correio electrónico.

Por exemplo, assistimos recentemente, deste lado do

mundo, a uma catástrofe natural. Na cidade de Portau-Prince,

fez-se sentir um sismo de magnitude 7.3

na escala de Richter, deixando a cidade e quase

todo o país completamente desfeito em ruínas.

Rapidamente fizeram-se chegar pedidos de ajuda

para todo o mundo. Como é de calcular, a Internet

foi a primeira rede onde se concentraram as principais

informações, aliás, foi através da mesma

que um jornalista haitiano se manteve em contacto

com os E.U.A.

Os apelos aos donativos fizeram-se chegar em

minutos e Portugal não foi excepção. Uma

semana depois, fazia-se circular em mensagem

corrente de e-mail que apelava aos utilizadores

da Internet para doarem para uma

conta numa instituição financeira, a fim de

contribuir para o povo haitiano que sobreviveu

à catástrofe. Esta mensagem mencionava

o INEM e a Protecção Civil Portuguesa. A

mensagem era falsa, provavelmente criada

por alguém que se queria aproveitar da

situação.


É triste saber que a falta de civismo

leva ao furto das pessoas mais

inocentes.

A Internet é uma ―caixinha de surpresas‖,

pois nunca se sabe em quem podemos

confiar. Por isso, e por muitas outras

razões, nunca devemos ―Aceitar o prémio‖!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica e Secundária Diogo Bernardes

Agrupamento Ponte da Barca

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Laura Rodrigues

Alexandra Sousa

Carlos Alberto

Cristina Esteves

Telma Afonso

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Assim que cliquei, surgiu uma janela no ecrã

do computador a dizer:‖ Coloque aqui os seus

dados pessoais para que seja possível o envio

do respectivo prémio!‖.

E assim fiz, escrevi os meus dados pessoais pela

seguinte ordem nos espaços em branco: Nome

completo: Rui Pedro Afonso Laranjeira; Morada:

256 Rua das Andorinhas – Coimbra; Telefone:

927693007. No inferior da janela, em letras mais

pequenas que as restantes dizia: ―Estes dados

são confidenciais e necessários para a solicitação

do prémio‖.

Esperei uma semana. Eu já nem dormia só de

pensar no assunto, apenas pensava em ter aquela

consola nas minhas mãos, para me divertir e

poder mostrar aos meus amigos o magnífico prémio

que ia receber.

Chegou o tão esperado dia, era hoje que a minha

consola chegava e, como tal, queria ficar em casa

para a poder receber, mas a minha mãe obrigoume

a ir à escola. Eu tentei desculpar-me inventando

doenças, doenças que nem eu sabia se existiam


para não ter de ir à escola. Mas ela, não sei como, sabia

que eu não tinha doença nenhuma, ou melhor que se

tratava de uma desculpa. Lá tive eu de ir à escola, obrigado

claro. Os meus professores de Língua Portuguesa,

Matemática e Estudo do Meio (a professora Maria, o

professor Adriano, e o professor Alberto respectivamente),

queixaram-se da pouca atenção da minha parte

às aulas deles. Bem, para dizer a verdade, eu nem

sequer estava o mínimo concentrado, mas ouvia-os…

A campainha tocou. Era a hora do almoço. Já podia ir

para casa jogar na consola que ganhei. Apanhei o

autocarro, mesmo à frente da escola, que me levou

para casa. Quando cheguei lá, todas as janelas

estavam abertas e a porta da frente estava também

aberta. Entrei pela porta das traseiras, para

saber o que estava a acontecer. Algo de estranho

se tinha passado, deparei com a casa vazia e,

quando digo vazia, não estava a exagerar…Tudo

parecia ter desaparecido…a nossa mobília nova,

as nossas televisões, o MEU COMPUTADOR!

Nem acreditava no que estava a ver…

Fui até à sala comum para saber se a minha

colecção de CD‘s, DVD‘s e videojogos, com

quem eu não ―vivo‖, se encontravam lá. Aproximei-me

do centro da sala, olhei em redor,

mas em vão, já não estavam lá! Infeliz e

confuso, dirigi-me ao meu quarto…e somente

restava a minha cama, no meio do nada…

e mais estranho ainda, havia uma coisa que

não encaixava no ―recheio‖ do meu quarto….Era

a consola…velha, riscada e com

pó…totalmente diferente daquilo que eu


pensava vir a ter…e mesmo em

cima dela, tinha um daqueles Postit

amarelos a dizer: ―Obrigado pelas

tuas informações, foste muito útil

como podes ver!‖

De súbito, dei um salto da cama e

exclamei:‖ Ufa!… foi só um sonho!‖


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Secundária Arouca

Márcia Cristina de Bessa Brandão Ferreira

Ana Adelaide Azevedo Almeida

Daniela Cristina Azevedo Rocha

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse,

Farto das mensagens, o João ligou e do outro

lado atendeu uma rapariga.

Sara – ‗Tou‖, é o João?

João - Sim, sou eu.

Sara - Desculpa a insistência nas mensagens,

mas não sabia como falar contigo.

João – Ok. Não faz mal. Mas quem és tu? E por

que é que querias que eu te ligasse? E como

arranjaste o meu número?

Sara - Não importa como o arranjei. Eu chamo-me

Sara. Ando na tua escola e gostava de te conhecer.

João - Pois, não sei o que dizer…

Sara - Podes falar comigo por mensagens?

João - Sim.

Sara – Xau.


Ainda muito confuso, com o que tinha acontecido, recebe

uma nova mensagem.

Sara - Ainda devex estar confuxo com o telefonema

João - Xim, um bokado. De q turma ex??

Sara - Sou do 10º G

João -Tenho pessoas conhecidas lá…

Sara - Ai sim quem??

João - Amigos meus

Sara - AH! Ok!

João - Por acaxo ñ ex aquela de cabelo loiro??

Sara - Xou

João - Já xei quem ex…ex mt bonita

Sara - Tu é q ex

João - Eu xei q xim

Sara - Nd convenxido

João - Claro q ñ :D

Sara - Extou a goxtar mt de te conhecer

João - Eu tbm, já está um pouco tarde vamos

dormir??

Sara - Xim, boa noite bjx

João - Boa noite bjx

No dia seguinte, na escola, passaram um

pelo outro, mas não falaram. Sorriram-se

discretamente. A Carla apercebeu-se. Não

gostava nada da Sara, fez-se amiga dela e


perguntou-lhe se ela conhecia

aquele rapaz. Sara, ingénua, disse

que sim e contou-lhe tudo. Na sala

de aula, a Carla tirou-lhe o telemóvel,

sem ela dar conta, e começou a mandar

mensagens com insultos para o João. De

seguida, tornou a colocar o telemóvel no

sítio.

No intervalo, a Sara vê que recebeu uma

mensagem.

João - Q se paxa? Q te deu? Extas extupida…

Sara – Ah? Ñ extou a entender nd

João - Ai ñ? insultas-me e agora ñ xabex??

Sara - De q extax a falar??

João - Do sms q me mandax-te. ñ falex maix pra

mim.

A Sara começou a chorar e a Liliana foi ter com

ela.

Liliana – O que se passa?

Sara - O João está chateado comigo e não sei porquê…

Liliana – Acho que sei…

Ela contou tudo à Sara, pois tinha visto a Carla a

mexer no telemóvel.No intervalo, a Sara foi ter

com o João e falou com ele pessoalmente, mesmo

com os amigos ao lado. Passado uns instantes,

deram um beijo e esqueceram o telemóvel.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária de Arouca

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Márcia Cristina de Bessa Brandão Ferreira

Patrícia Manuela Vieira Pinho

Sandra Lúcia Rodrigues Pinto

Ana Raquel Rosário de Pinho

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse,

Comentou com os amigos na escola, para saber

se não seria algum deles. Ninguém conhecia o

número. Na verdade, Miguel, um dos seus amigos,

conhecia, mas não queria que se soubesse.

Decidiu falar primeiro com ela.

As mensagens continuavam. Até que um dia, o

João decidiu responder para perguntar quem era.

Obteve como resposta ―Sou a Sofia e gosto muito

de ti…‖

No dia seguinte, o João comentou com os amigos.

O Miguel ganhou coragem e foi falar com a Sofia.

Perguntou-lhe por que andava ela a mandar mensagens

ao João. Ela responde-lhe que era apenas

por lhe dar gozo brincar com a cara dele.

Ao ouvir isto, o Miguel foi ter com o João e disselhe

que ele não deveria responder mais àquelas

mensagens.

O João não seguiu o seu conselho e continuou a


mandar mensagens à Sofia. Um dia, entusiasmado quis

combinar um encontro, para que eles se pudessem

conhecer pessoalmente. A Sofia responde-lhe que era

melhor não. Ele insiste. Acaba por receber como resposta:

―Achas que eu algum dia ia gostar de ti? Ah, ah, ah

só queria gozar com a tua cara‖.

João, triste com esta mensagem, vai falar com Miguel,

e diz-lhe que ele tinha razão e que o seu caso com a

Sofia serviu para nunca mais se deixar levar por ilusões.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Secundária Arouca

Márcia Brandão Ferreira

Ana Maria Teixeira Silva

Paula Cristina da Rocha Teixeira

Raquel Rocha Sousa

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse,

Até que ele decidiu investigar e foi falar com os

amigos, mas ninguém conhecia o número.

Resolveu ligar para saber quem era. Ligou,

ligou, mas ninguém atendeu. Achou estranho,

mas como pensava que era uma brincadeira,

esqueceu o assunto.

Passado algum tempo, voltou a receber a mensagem

com frequência. Resolveu ligar novamente.

Atenderam, mas só se ouvia uma respiração ofegante

e nada mais. A partir desse momento

começou a ficar assustado.

Não sabendo o que fazer, foi consultar o seu

melhor amigo, o Pedro, que lhe disse que poderia

ser engano e para ele não ficar assustado.

Mais tarde recebeu a mensagem: ―vem ter agora

comigo ao parque e saberás quem sou‖. O João

pensou bem e resolveu não ir, pois na escola já

tinham abordado o tema dos perigos virtuais.


No dia seguinte, a mãe do João foi falar com ele e explicou-lhe

que ele tinha feito muito bem em não ir ao

encontro. O João não estava a perceber o porquê da mãe

lhe estar a falar desse assunto, pois só ele e o Pedro é

que sabiam.

A mãe revelou-lhe que era ela que lhe mandava as

mensagens, apenas para ver o que ele fazia se tudo

fosse mesmo real.

A mãe do João ficou muito orgulhosa, por ele não ter

ido ao tal encontro e por estar a par dos perigos que

existem nessas histórias virtuais.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Dr. Serafim Leite, São João da Madeira

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Elisabete dos Inocentes

Ana Ferreira

Samuel Pinho

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

…que sou alta, que sou uma Carla Matadinho

(uma mulher deslumbrante, sensual e atrevida).

Farta da pasmaceira daquela noite de sexta-feira,

toda a gente tinha saído para se divertir

enquanto eu ficava em casa de castigo por

um mal entendido, decidi ir explorar um site de

que as minhas amigas já me tinham falado. Até

aquele dia nunca tinha tido coragem para tal!

Pois, naquela noite, decidi ultrapassar o meu

medo e meti conversa com algumas pessoas no

chat: ―Fofinho 17‖, ―Gato 18‖, ―Moreninho 21‖…

Falei com todos eles, mas só um me despertou o

interesse. ―Bombeiro 20‖.

Começamos a falar e a conhecermo-nos melhor.

Obviamente, eu não estava a dizer a verdade

sobre mim própria. Mas será que ele estava a

fazer o mesmo? Comecei a ficar duvidosa e o

medo apoderou-se de mim. Será que ele tem mesmo

15 anos? Será que ele é loiro e de olhos azuis

como diz ser? Será que tem os computadores que

diz ter? Será que ele é o que diz ser? Desliguei o


computador da corrente e só pensava em nunca mais ir

aquele site.

Depois de estar mais calma, a curiosidade voltou a aparecer

e aí voltei ao mesmo site, com o mesmo nome.

Quando dei por mim, já estava outra vez a falar com

ele, mas desta vez a conversa levou outro rumo. Quis

encontrar-me com ele. Ele aceitou sem sequer hesitar.

Achei um pouco estranho, mas com o entusiasmo do

encontro, nem pensei nas consequências do que

estava a fazer.

Combinámos encontro num sítio pouco movimentado

para que estivéssemos tranquilos e para que

tudo decorresse pelo melhor.

Ele realmente era como se tinha descrito. Loiro,

de olhos azuis e… Simplesmente lindo.

Pensei para mim ―ele não me mentiu‖ e sorri. E

penso que ele também não se importou com a

minha mentirinha. Depois de um bom pedaço

de conversa, perdemos o controlo da situação.

Avançamos mais do que o que devíamos… e

não me lembro de mais nada.

No dia seguinte, acordei com os meus pais

aflitos e a bombardearem-me com perguntas.

Estava num local que desconhecia…

- Porque é que fugiste? O que se passou? O

que estás aqui a fazer?

Desiludi-me completamente quando percebi

que ele me tinha deixado ali sozinha. Mas o

problema maior ainda não era esse… Não


me lembrava de como lá tinha ido

parar e do que tinha acontecido.

Será que tinha acontecido o que eu

estava a pensar? Falei com os meus

pais, apesar de hesitar bastante, lá

ganhei coragem… Fomos a um médico

que atestou: eu tinha sido violada!

Perdi a confiança dos meus pais, mas acredito

que aos poucos vou voltar a recuperá-la.

No meio disto tudo, aprendi uma grande

lição: nunca mais falo ou me encontro com

desconhecidos. Vou perder o sobrenome e passar

a ser só Real.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Particular e Cooperativa Escola de Formação Social

Rural de Lamego

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Duarte Ferreira

Pedro Camilo

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


O Melhor Preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Mal recebeu o dinheiro, decidiu arriscar. O

negócio parecia fácil. Era só dar o nome, a

morada, hora de entrega e o número do cartão

de crédito para débito. Como não tinha cartão

de crédito, foi sorrateiramente à carteira do seu

pai e copiou o número do cartão dele pensando

em dar-lhe, quando chegassem, o dinheiro dos

jogos. Com esta ideia na cabeça e com vontade

de ter os novos jogos foi para o computador,

ligou a internet, foi ao site que era português e

passados alguns minutos o negócio estava feito.

Orgulhoso do feito, foi para o MSN gabar o seu

êxito aos meus amigos e procurar ideias onde

gastar o dinheiro que poupoui…

Enquanto falava com os seus amigos e contava o

que tinha feito, um deles alertou-o logo para ter

muito cuidado com esses negócios, pois poderia

ser um embuste… não acreditou e até gozou com

a situação.

No dia seguinte, recebeu uma mensagem de correio

electrónico que dizia que em breve receberia

os jogos. Ficou feliz porque ia receber os jogos que


tinha pedido e tinha poupado dinheiro para outras coisas.

Mas ainda não sabia o que aí vinha…

Com o passar do tempo, começou a ficar triste porque os

jogos que tinha pedido ainda não tinham chegado… passaram

muitos dias e, para sua tristeza, nada chegava.

Até que um dia chegou a casa e uma surpresa o esperava…

Ao chegar a casa, no final do dia de aulas, viu um

carro da Polícia à sua porta. Assustado, começou a

correr para casa e, ao aproximar-se, viu os seus pais

a chorar. Perguntou o que se passou e a resposta foi

‖ A casa foi assaltada e levaram tudo.‖

Atónito com toda a situação, foi ver o seu quarto

e, sobre a mesa do computador, lá estava um

bilhete. Pegou-lhe e ficou assustado. Ele dizia

‖aqui estão os teus jogos‖...

Não acreditava… os ladrões eram os que lhe

tinham vendido os jogos… afinal aquilo era

mesmo mentira… e os dados que lhe pediram

serviram para mais facilmente prepararem o

golpe… foi um esquema e ele caiu e agora perdeu

tudo o que era dele e dos pais.

A chorar, desceu do segundo piso e foi contar

tudo à polícia que conseguiu, através da história

que lhe contou, perceber como é que

tudo se passou. No entanto, havia ainda

outra desgraça que estava para se abater

pois todas as poupanças que estavam na

conta do seu pai também tinham desaparecido….


Os pais nem conseguiam acreditar

no que o seu filho tinha feito.

Perderam tudo porque o seu filho foi

iludido pela internet. Eles já tinham

ouvido falar dos perigos da internet mas

nunca os esperavam viver. Esta situação

serviu-lhes de lição e espero que também

sirva de lição para todos aqueles que lêem

esta história. Cuidado na internet, pois é um

mundo de ilusões que pode trazer grandes

dissabores.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundaria/3 de Oliveira do Douro

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Maria Carlos Oliveira

Ana Patrícia Martins Gonçalves,

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O Joao recebeu de presente

“aquele telemóvel”. Há muito tempo

que o desejava! Entusiasmado, lançou-se

ao trabalho. Num instante, os números

dos amigos “voaram” para dentro da

memória. No dia seguinte, recebeu a mensagem

“liga-me”. Não conhecia o número,

não ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiuse,

e repetiu-se …

… mas o João com medo não ligava porque não

sabia quem estava do outro lado.

Os dias foram passando e o João continuava a

receber a mensagem ―liga-me‖, várias vezes por

dia. Ele não queria dizer nada aos pais porque

falava com bastantes pessoas pela internet e

conhecia muitas pessoas nos ―chats‖, mas ele já

estava farto de receber sempre a mesma mensagem,

várias vezes por dia, até que chegou ao

ponto de ligar para o número da mensagem ―ligame‖.

O João ficou muito assustado, pois não sabia

quem estava a falar até que a pessoa que estava

do outro lado da se identificou. Ele não sabia

quem era, pois normalmente falava com raparigas

da sua idade, até que a pessoa com quem estava

a falar ao telemóvel era um homem. Este fazia-se

passar por uma rapariga chamada Margarida pois

ele aproveitava-se de rapazes mais novos, ele que-


ia conhecer o João pessoalmente mas assim que ele

soube nunca mais falou com ele.

Mas certo dia Pedro apareceu na escola de João para o

conhecer pessoalmente, pois Pedro tinha fotos de João

que este lhe tinha mandado. Quando o João saiu da

escola, o Pedro veio ter com ele e queria leva-lo para

sua casa, mas o João, que ficou bastante assustado,

fugiu para dentro da escola e não saiu de lá enquanto

os pais não o vieram buscar. Os seus pais estavam

muito preocupados pois não sabiam o que se estava

a passar e João decidiu contar o que estava a acontecer.

Quando os pais ficaram a saber de tudo ligaram

para a polícia porque a situação de João podia

agravar-se ainda mais, no dia seguinte quando os

pais o foram levar à escola Pedro estava no portão

á sua espera, o João já não sabia o que fazer pois

os seus pais já tinham ido embora. O João fugiu

e o Pedro foi atrás dele, o João não sabia o que

fazer estava muito assustado, mas teve sorte

de encontrar um carro da polícia e disse que

aquele homem o estava a seguir já há alguns

dias. A polícia levou o Pedro para a esquadra e

investigou o seu caso. Passado alguns dias

descobriu quem ele era e o que já tinha feito

no seu passado. Pedro conhecia rapazes

menores na internet e aproveitava-se deles,

mas nunca mais o fez porque foi preso e fez

um tratamento.

Felizmente João percebeu o que tinha feito

e nunca mais foi para um chat falar com

desconhecidos pois nunca se sabe quem


está do outro lado, pois podia ter

acabado como muitos rapazes de

que Pedro se aproveitou, ficando

traumatizado para o resto da sua vida.

A internet por vezes pode ser muito traiçoeira,

nunca sabemos o que nos pode

acontecer pois hoje em dia as crianças e os

jovens são alvo de tentações. Os pais

deviam preocupar-se mais com a segurança

dos seus filhos pois nunca se sabe o que eles

podem estar a ver ou a fazer. O conhecimento

de João aumentou bastante pois agora sabe

que a internet deve ser usada com segurança.

O João ficou sem o computador devido ao seu

comportamento, e agora sabe que a internet

deve ser usada com segurança e não deve ser

usada para falar com pessoas que não se conhecem

de lado nenhum. A internet pode ser muito

boa mas também muito má.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Dr. Serafim Leite, São João da Madeira

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Celestino Pinheiro

Valter Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

Conheci uma pessoa pela internet num jogo

chamado World OF Warcraft. Após alguns

dias, convidou-me a ir ao café com ele.

Na minha boa vontade, pensei no caso e disse

que mais tarde combinava, mas, por vários

imprevistos, não pude ir no dia que finalmente

tínhamos combinado. Assim, fui-o conhecendo

melhor e conclui que talvez não fosse boa ideia

encontrar-me com ele. Mais tarde acabei por falar

com os meus pais e eles não concordavam nada

que eu fosse ter com essa tal pessoa virtual.

Mas continuei a falar várias vezes nesse assunto,

até que, um dia, o meu pai e a minha mãe disseram

que iam comigo.

Nessa altura, falei com essa pessoa para combinar

novamente um dia para poder ir ter com ele. Ele

marcou o dia, mas quando eu lhe disse que os

meus pais também iam ele respondeu que não

podia ir e, a partir daí, nunca mais me falou.

Foi então que fiquei a pensar que ele me queria


fazer mal. Por isso, dou um conselho que dou a todos os

jovens nunca irem na conversa de pessoas virtuais.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Dr. Serafim Leite, São João da Madeira

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Manuela Balseiro

Mariana Pinheiro

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O Joao recebeu de presente

“aquele telemóvel”. Há muito tempo

que o desejava! Entusiasmado, lançou-se

ao trabalho. Num instante, os números

dos amigos “voaram” para dentro da

memória. No dia seguinte, recebeu a mensagem

“liga-me”. Não conhecia o número,

não ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiuse,

e repetiu-se …

Chegou a um ponto que a sua caixa de entrada

estava cheia destas mensagens. O João, farto

de as receber, começou a apagá-las, mas, ao

fim de um tempo, achou que nem adiantava

muito fazê-lo, que elas continuariam a vir. Estava

a lanchar quando, de repente, um único e

tentador pensamento lhe passou pela cabeça

―Ligar-lhe‖. Pegou no telemóvel com o objectivo

de ligar ao número chato, mas, assim que abriu a

mensagem, as recomendações dos pais e os perigos

que poderiam existir por detrás da mensagem,

vieram-lhe à cabeça.

Reflectiu e chegou à conclusão que não podia fazê

-lo, mas a tentação era mais forte e por isso fê-lo.

Levou o telemóvel ao ouvido e ficou à espera.

Estava a chamar. Alguém atendeu, mas ninguém

falou, o que fez com que o rapaz se sobressaltasse.

Chamou por alguém, mas não obteve resposta

e esteve nisto durante algum tempo. Fartou-se e


desligou.

Estava prestes a sair da cozinha, quando o telemóvel

tocou. Foi a correr atendê-lo, mas, mais uma vez, ninguém

falou, apesar de sentir uma respiração do outro

lado. O seu coração começou a bater aceleradamente,

juntamente com vários pensamentos que lhe surgiram

na cabeça - ―Será alguém que me quer fazer mal? Será

alguém que eu conheça, mas que está ligar de outro

telemóvel? Ou será alguém que quer gozar comigo?‖.

Foi verificar os seus contactos para ver se se tinha

esquecido de algum. Reparou então que se tinha

esquecido de um, o do seu primo Carlos. Não estavam

muito juntos e ele era um brincalhão de primeira.

Entretanto, o telemóvel voltou a tocar, mais

uma mensagem do número chato. No preciso

momento em que ia voltar a telefonar ao número

chato, o telefone de casa tocou e o João, irritado,

foi atender. Começou por ouvir umas valentes

gargalhadas e depois, silêncio. Era o seu primo

Carlos como era de esperar.

- Ouve! Já te expliquei que não se deve brincar

com coisas sérios. Assustaste-me! - disse o

João irritadíssimo.

- Pronto, pronto! Era só para te dar os Parabéns!

– disse Carlos com ar de gozo.

Ambos riram. E se tivesse sido algum desconhecido?

Nunca se sabe…


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Dr. Serafim Leite, São João da Madeira

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Manuela Balseiro

Ana Sofia Pereira da Costa

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O Joao recebeu de presente

“aquele telemóvel”. Há muito tempo

que o desejava! Entusiasmado, lançou-se

ao trabalho. Num instante, os números

dos amigos “voaram” para dentro da

memória. No dia seguinte, recebeu a mensagem

“liga-me”. Não conhecia o número,

não ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiuse,

e repetiu-se …

Até que o João se fartou daquela ansiedade de

saber quem seria que lhe andara a semana toda

a enviar mensagens, sempre com o mesmo conteúdo.

Então lá ligou para aquele número misterioso,

mas não atenderam e passado pouco tempo

de ter telefonado, recebeu uma mensagem

cujo conteúdo era o mesmo de sempre: ― ligame‖.

Achou estranho, mas pensou que talvez fosse

uma brincadeira dos amigos. No dia seguinte,

continuou a receber as mesmas mensagens e

resolveu tentar a sua sorte. Então lá foi telefonar:

chamou, chamou e chamou. Até que alguém do

outro lado atendeu e não disse nada. Assustado

perguntou quem é que estava do outro lado, mas

sem resposta, desligou a chamada. Nos dias que

se seguiram, não voltou a receber mais mensagens

e então acabou por se esquecer da situação.

Uma semana depois começou a sentir que estava

a ser seguido e decidiu contar a um amigo. Então,


quando chegou à escola, contou tudo ao Pedro. Este riuse

e disse-lhe que era uma admiradora secreta, que talvez

fosse misteriosa e envergonhada demais para se dar

a conhecer. O João ficou mais descansado e pensou que

se calhar estaria a fazer filmes onde eles não existiam.

O Pedro aconselhou-o a ligar de novo e foi o que o João

acabou por fazer. Ligou e finalmente ouviu uma voz

que lhe parecia a voz de uma rapariga a pedir ajuda e

dizia ainda para ele ir ter a uma morada e, sem dizer

mais nada, desligou.

O João ficou muito preocupado e acabou por não

conseguir apontar toda a morada indicada. Nessa

semana tentou chegar à morada pela primeira parte

do que tinha percebido no telefonema, mas não

chegou a lado nenhum e, então, começou a perguntar

às pessoas se sabiam onde ficava aquela

morada, até que um senhor lhe indicou o caminho.

Foi a correr para lá, era um sítio escuro e

medonho, mas entrou e começou a deparar-se

com gritos de uma rapariga que julgava ser a

mesma das mensagens e do telefonema. Aproximou-se

e viu um rapaz a espancar uma

rapariga, assustado pegou numa pena e aproximou-se

do homem. O homem começou a

espirrar pois era alérgico.

Com o acontecimento da alergia, ambos fugiram.

Quando estavam bem longe daquele

sítio, a rapariga contou-lhe tudo o que se

passara. João, ao ver o olhar triste dela,

abraçou-a num abraço intenso que significou

muito para ambos. Ao despedirem-se, a


apariga disse que se chamava

Maria, deixou-lhe o número dela e

foi-se embora. Quando o João chegou

a casa, ia telefonar-lhe, mas

reparou que o numero dela não era o

mesmo número das mensagens... Estaria

a ser envolvido numa trama demasiado

elaborada ou teria mesmo conhecido a

rapariga dos seus sonhos? Começou a pensar

que não estava seguro – poderia cair no

―conto do vigário‖ ou poderia estar irremediavelmente

apaixonado…


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Jorge Fernando Enes Ribeiro

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Esse texto era para um concurso que o professor

de português divulgou aos seus alunos.

Dez dias depois, o júri do concurso estava a

avaliar os textos e quando chegou ao texto do

João, um elemento do júri reconheceu-o como

seu. Na verdade o blogue onde o João foi buscar

o texto era do elemento do júri que o avaliou.

O elemento do júri, que se chamava José, era

muito rezingão e não gostava que usassem nada

que fosse seu. Por isso, foi no final do dia ao seu

advogado e interpôs um processo jurídico ao João.

No dia do julgamento, José acusa o João de utilizar

abusivamente um texto que por ele escrito. No

final do julgamento, o juiz deu uma pena de um

ano num colégio interno ao João.

Ele ficou desolado, chorou, chorou, chorou, e perguntou

a si próprio porque é que foi buscar aquele

texto à internet.

João sempre foi uma criança muito deprimida e

com aquele acontecimento não aguentou, ficou

com uma depressão profunda e foi mesmo para


aquele colégio

No colégio, não saía do seu quarto e era constantemente

gozado pelos seus colegas. Com o passar dos dias, João

ficou pior e já nem sequer comia. Os outros colegas

passaram a agredi-lo constantemente; contudo, ninguém

dizia nada.

Na sua cama, onde passava todos os dias, todas as

noites, todas as horas, João pensou para quê viver e

sofrer, se mais parecia um morto. Num momento de

cobardia, João sai da cama, sobe as escadas até ao

último andar e vai para o telhado do colégio. Então,

na borda do telhado, atira-se à vista de todos. Foi

durante aqueles três segundos que pareceram uma

eternidade que ele pensou o que tinha feito. Foi

nesse momento que ele caiu. O seu corpo bateu

no chão com uma força tremenda que teve morte

imediata, mas horrível. Tudo aconteceu por causa

de um texto que o João teve preguiça de

escrever.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Vila Cova, Barcelos

Agrupamento Vila Cova

Paulo Manuel Miranda Faria

Daniel Filipe Gonçalves da Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


O Melhor Preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Naquele dia pela manhã, quando ainda se

sentia a aragem fria de Março, já se viam pela

janela os pássaros saltarem de galho em

galho. O Joel acordou cedo com a expectativa

de poder arranjar os seus jogos de uma forma

muito mais barata e cómoda. O seu amigo

Pedro mandara-lhe uma sms que dizia: ― Joel

amnha de manha vao paxar umax publicidadex

nu Messenger s/ jogus a meiu do preso‖.

Ligou o computador, estava ansioso e irrequieto,

pois iriam chegar os jogos que os pais lhe tinham

prometido há meia dúzia de meses, mas nunca os

conseguiram dar, pois os jogos eram um pouco

pesados para a carteira deles.

Já no Messenger, depara-se ao fundo com um link

por baixo de uma imagem que dizia: ― Pro Evolution

Soccer 9 a metade do preço até às 10:00 h da

manhã‖. Ao ler isto o Joel desata um sorriso e clica

no portal de acesso, pois ainda eram 9:35h e tinha

tempo para fechar o negócio em 25 min. Desta

forma, abre no seu monitor uma página cheia de

jogos, com altas promoções, e ele suspirando


exclama: Eiih! Agora vou poder comprar todos os jogos

que quiser!

Escolheu o seu jogo rapidamente, com o medo que o

tempo esgotasse. Após escolher, apareceu uma página

para ser preenchida com dados pessoais. Ele admirouse,

pois nunca pensava que era preciso tanta coisa só

para comprar um jogo, porque nas lojas é só pagar e

andar. Esse inquérito pedia: nome, idade, local de

residência, data de nascimento, sexo, …

Joel lembrou-se do que os pais lhe tinham dito que

não se davam os dados pessoais a ninguém, pois

era perigoso. Mas ele, na maior das inocências pensou:

" o computador não diz a ninguém‖. Contudo,

depois de ter preenchido todos os dados, clicou

em ―obter jogo‖, e apareceu um texto em Inglês

do qual ele até nem percebia nada, mas viu no

texto a palavra ok e tirou logo uma conclusão: "

isto quer dizer que o jogo já é meu‖, espectáculo…

Mas nem sabia muito bem como, e o seu

próximo passo era arranjar dinheiro para o

pagar, estava a metade do preço, 45 euros.

Então, este pobre rapaz põem-se a pensar,

pensar, e decide roubar 25 euros ao pai e 20

euros à mãe. Para ele era pouco dinheiro mas

para os pais que trabalhavam para o seu próprio

sustento era uma fortuna.

Tudo aconteceu quando o rapazito roubou o

dinheiro aos pais para o dar não sabia ainda

muito bem a quem. A verdade é que os pais

tinham o dinheiro contado a dedo e rapidamente

se aperceberam de que algo estava


mal. Decidem, então, perguntar

ao seu filho:

- Joel, tiraste algum dinheiro da carteira?

Ele, sem jeito nenhum para

mentir, diz:

- Achas, mãe, nunca faria isso…E logo

corou que parecia um autêntico tomate!

Desta forma, o Joel foi completamente apanhado

e os seus pais chegaram , deram-lhe

uma grande lição de vida e esclareceram tudo

o que se passou.

Joel, impávido e sereno, pediu desculpa aos

seus pais e aprendeu que não se pode confiar

em ninguém, a não ser pessoas conhecidas e

amigas.

No seu aniversário, os seus pais ofereceram-lhe

finalmente um dos jogos que ele tanto ansiava.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Profissional Cenatex

Paulo Ventura

Flávia Marcela Fernandes

Sofia Maria Castro

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual.

A minha família e os meus amigos

conhecem-me por Real, já para a malta

dos chats e dos jogos, na internet, sou

simplesmente o Virtual. Como Real, sou

pequeno(a), moreno(a), tímido(a), mas

como Virtual faço de conta…

Um rapaz chamado Rui, com 19 anos tinha o

costume de estar na Internet e falar com as

pessoas que conhecia no MSN. Certo dia um

amigo dele falou-lhe num site, que também era

um chat e curioso como era, foi lá ―espreitar‖

tendo adoptado o nick RG19.

Em determinado momento recebeu uma mensagem

de alguém cujo nick se designava por MS20

a dizer:

MS20: olá está tudo bem contigo?

RG19: sim mas não sei quem és tu…

MS20: Sou uma menina de 20 anos que procura

novas amizades e tu que idade tens?

RG19: Eu…Eu tenho 19 anos

MS20: Humm! Ambos temos uma idade muito

próxima…parece que nos vamos dar bem!

RG19: Não sei. Talvez sim!

MS20: De onde és?

RG19: Taipas. E tu de onde és?


MS20: Eu sou de Guimarães. Moramos relativamente

perto um do outro, talvez um dia dê para nos encontrarmos.

RG19: Talvez, quem sabe. Mas diz-me como és.

MS20: Sou loirinha e tenho o cabelo encaracolado,

tenho olhos azuis como o azul do céu, sou alta, sou

magra. Digamos que sou atraente, pelo menos é o que

dizem. E tu? Conta- me coisas sobre ti, como és?

RG19: Eu sou alto, tenho olhos azuis, cabelo curto e

castanho e de corpo sou bem constituído.

MS20: HUMM! Isso agrada-me…

RG19: Agrada-te porquê?

MS20: Porque pareces-me interessante, és muito

simpático, acho que és aquela pessoa de quem

eu estava à procura já há muito tempo

RG19: Mas isso não será um exagero?

MS20: Pode parecer que sim mas acredita que

não, eu estou a dizer isto do fundo do meu

coração, eu acho que estou a apaixonar-me

por ti, acho que em ti eu encontrei a minha

alma gémea.

RG19: Será mesmo? Mas tu nunca me viste…

MS20: Sim é verdade, mas tu podes me

enviar uma foto e assim já te posso ver,

pode ser?

RG19: Sim, pode ser. Eu vou procurar a

melhor foto para te enviar, espera um bocado


MS20: Sim eu espero

RG19: Já te enviei, vê se já recebeste

MS20: Sim já recebi, de facto és muito

lindo!

RG19: Agora é a tua vez de me enviares

uma foto tua

MS20: Sim mas de momento não tenho aqui

nenhuma foto minha porque o meu computador

foi há pouco tempo para formatar e perdi

todas as minhas coisas

RG19: Oh! Que pena, gostava tanto de te poder

ver …

MS20: Oh lindo não fiques triste porque podemos

resolver isso

RG19: Podemos?? Como?

MS20: Eu tenho uma sugestão mas não sei se

vais aceitar

RG19: Então diz-me e logo te direi se aceito ou

não

MS20: O que achas de marcarmos um encontro?

RG19: Não sei, não será cedo demais?

MS20: Eu acho que não mas não confias em mim?

RG19: Esta bem, eu aceito marcar um encontro

contigo. Mas onde nos encontramos?

MS20: Pode ser no shopping de Guimarães?


RG19: Sim claro. Este Domingo às 14h00?

MS20: Sim por mim está tudo bem. Eu te procuro lá!

RG19: Ok. Então está combinado. Olha agora tenho de

sair da Net, até Domingo beijinhos

MS20: Até Domingo Beijinhos para ti também lindo!

Como estava combinado; o Rui no Domingo foi ter ao

shopping às 14h00 em ponto, no entanto andava por

lá a passear à espera que a tal rapariga aparecesse.

Essa mesma rapariga também já estava lá e já tinha

visto o Rui mas andava apenas a observá-lo para

ver até que ponto estava desnorteado e ansioso por

a conhecer.

Até que uma mulher que tinha por volta dos 35

anos se aproximou do Rui e lhe disse olá. O Rui

na sua ideia pensava que a senhora precisava de

alguma informação e perguntou-lhe se precisava

de alguma coisa, quando de imediato ela lhe

respondeu que era a pessoa que ele esperava.

Estupefacto disse que deveria existir engano

pois estava à espera de uma rapariga loira,

com olhos azuis e com 20 anos mas ela confirmou

que não estava enganada e que tinha

sido com ela que ele tinha falado no chat no

outro dia. Rui muito assustado e admirado

vira as costas e foge!

Moral da história: Nunca devemos confiar

em alguém que ―conhecemos‖ num chat,

porque essas pessoas enganam-nos e

manipulam-nos a ponto de fazer-mos coisas

muito perigosas e negligentes. E também


nunca devemos dar qualquer

informação nossa a ninguém nem

marcar encontros porque por vezes

só se querem aproveitar de nós e

fazer-nos mal.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Profissional Cenatex

Paulo Ventura

Firmino Manuel Ferreira

Paulo Jorge Guimarães

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

Uma vez, estava num chat a conversar com

um rapariga que dizia chamar-se Filipa, tinha

20 anos era loira, alta e bonita. Depois de falar

muito tempo com ela, marcámos um encontro,

eu não disse a ninguém pois não queria que ninguém

soubesse que ia ter com uma rapariga que

não conhecia. Nesse dia, combinámos ir os dois

de Azul a um café na cidade que ambos conhecíamos.

Quando lá cheguei não estava nenhuma Filipa

mas sim um Filipe com 1,90 metros, entroncado e

vestido de Azul. Desesperei, pensava que vinha

uma loiraça, mas afinal não era aquilo eu esperava.

Ele dirigiu-se a mim e disse que era a ―Filipa‖; eu

fiquei branco, nunca na vida imaginei uma situação

como esta. A primeira coisa que pensei foi sair

porta fora, mas ele era muito grande e de certeza

corria mais do que eu. Ele falou comigo mas eu

nem ouvi, comecei a gritar por SOCORRO, mas ele

e mais dois amigos agarraram-me e levaram-me


para a bagageira do carro. Quando acordei estava num

armazém abandonado, dentro de uma banheira com gelo

e com um ferimento na barriga, tinha um bilhete a dizer

a morada do armazém com um telefone ao lado. Peguei

no telefone, liguei para o 112 e passado 10 min eles

estavam lá. Informaram-me que era um caso de tráfico

de órgãos, fiquei sem um rim.

Meteram-me na ambulância com muita urgência e saíram

do armazém em direcção ao Hospital. Se tivesse

tido cuidado e nunca tivesse marcado o encontro

nada disto teria acontecido, pois em chats nunca

temos a certeza se estamos a falar com alguém de

confiança.

Tudo se resolveu, e a partir desse dia o Virtual

passou a ser só Real, e tive sempre muito mais

cuidado nas conversas que realizei nos chats.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Medas, Gondomar

Agrupamento À Beira Douro

Helena Maria Almeida | Patrícia Silva Lopes

Bernardo de Sousa Esteves

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

O sol jovem embateu na minha janela, como

um despertador matutino, isso só significava

uma coisa: está na hora de acordar e enterrarme

no computador, pensei eu, coberto de sono.

Ligo o computador e em vez da rotina diária

de entrar na internet, navegar no meu adorado

hi5, abri a caixa de e-mail. Deparei-me com uma

mensagem de um site em que dizia o seguinte:

―ganhaste a megabox 4, insere os dados e clica

no enviar‖.

Após ter visto esta mensagem, não hesitei,

irreflectidamente, preenchi todos os dados requeridos,

nome, sexo, data de nascimento, e-mail,

filiação, irmãos, morada e código postal.

Era de manhã e o dia estava a correr como

nunca tinha corrido em toda a minha vida, tudo

isto por algo supérfluo, um engenho electrónico

que me ia ocupar a minha miserável vida (por

momentos).

A manhã correu deveras depressa e pensei ir à

casa do meu amigo Fábio, para me gabar, sentir a


inveja dele para comigo, por não ter uma consola daquelas

(até pensei em fazer uma chantagem psicológica com

ele, ou seja, eu deixava-o jogar e ele fazia-me os trabalhos

de casa, uma excelente ideia por sinal…).

Após o almoço, lá fui para casa do meu amigo Fábio

que ficava apenas a cinco minutos da minha casa. Nunca

as panquecas da D. Luísa, a mãe do Fábio, me souberam

tão bem. A superioridade corria-me no corpo (o

ser humano é tão feio). Após o lanche, regressei a

casa, pois a minha ―missão‖ já estava cumprida, o

Fábio ficou coberto de inveja, tal como tinha previsto.

No caminho para casa, tão curto como nunca

fora, até de felicidade cantarolava, levava na

minha mente uma porção de ambições maquiavélicas.

Subi o elevador, aproximei-me da porta, um

silêncio escuro percorria o corredor do andar.

Abri a porta e deparei-me com a maior atrocidade

que os meus olhos joviais poderiam ver em

toda a minha vida. Na minha frente, estava o

meu pai debruçado no chão, com uma faca

enfiada na têmpora, a jorrar sangue pelas

paredes cor púrpura que naquele preciso

momento estavam de encarnado vivo. A

minha mãe despida, em cima da banca da

cozinha, degolada com um golpe profundo,

rasgando-lhe as carótidas. Todo este cenário

de horror colossal agravou-se, quando entro

no meu quarto e observo a minha irmã de

cinco anos em cima da minha cama, com as

suas inocentes roupas rasgadas, cobertas


de sangue, com golpes profundos

por todo o corpo.

Após todos os esforços para

não vomitar e não chorar, levantei-me

do chão e algo me despertou a atenção

no meio daquele ―rio‖ de morte, o meu

computador tinha uma página de internet

ligada, continha imagens de pornografia

sádica e infantil, na qual estava fotografias

da minha família após a sua morte horrenda.

Também estava no computador um ficheiro de

Word aberto. Eu cliquei no ficheiro com os

meus dedos trémulos de cepticismo e apareceu

o seguinte ―obrigado por seres um jovem ambicioso‖

Antes de me encontrar com eles, escrevo

esta carta, para alertar que a ambição e o descuido

do ser humano, por vezes são a sua perdição.

Boa Noite.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Secundária Inês de Castro, Canidelo, V. N. Gaia

Elda Martins| Márcia Silva | Rui Diegues

Liliana

Pedro André

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Assim foi …

Ele - Nuno—fartou-se de pedir aos seus pais,

[ Counter Strike 1.6 ] aquele jogo que todas as

crianças, na escola dele, andavam a jogar. Ele

estava a ficar doido, por ele ser o único que não

tinha o jogo.

Todos os dias, ele chegava a casa e a primeira

coisa que pedia era o jogo, mas a resposta era

sempre a mesma: NÃO!!. Chegou à escola e mais

uma vez disse aos amigos que não tinha conseguido

convencer os pais a comprar o famoso jogo,

foi então que Rui, o mau da turma, tentou convencê-lo

a roubar o Cartão de Crédito à mãe e

depois ir à net e comprar o jogo e a mãe não ia

dar falta. No inicio ele hesitou, mas, depois de

muita pressão do Rui, ele concordou.

Chegou a casa, nem perguntou nada, os pais ficaram

admirados por ele não ter pedido o jogo. À

noite, quando os pais deles estavão a dormir, ele

foi à carteira da mãe e tirou o cartão de crédito.

Chegou ao Google e escreveu ― Jogo Counter.Strike

melhor Preço ―, entrou no primeiro site, mas não


estava lá o que ele desejava. Foi entrando em vários, até

que encontrou. No site pedia lhe que ele metesse os seus

dados: Nome completo, Morada, Localidade, Nº de BI,

Código Postal e no final pedia o nº do cartão de crédito.

Ele nem hesitou e escreveu o nº, e no final aparecia: ―

Compra efectuada com sucesso, aguarde ―, passaram

dias e dias, e o jogo não chegava a casa. Passadas 2

semanas chegou o jogo.

Disse aos amigos, e agradeceu ao Rui. Começou por

faltar às aulas só para jogar Counter Strike, não saia

de casa para lado nenhum e mal comia. No final do

mês, a família dele passava por uma crise nunca

antes vista, o ordenado dos pais ia para o Cartão

de Crédito, mas sabem que, quando Nuno quis

adquirir o jogo, forneceu os dados a um Hacker e

ele aproveitou-se e roubou todo o dinheiro que os

pais deles tinham.

Tiveram de vender bens para poderem comer,

não tinham luz nem água, e o culpado por tudo

isso foi ele, Nuno. Tudo por culpa de um jogo.

Por isso, um conselho de amigo, nunca divulguem

os seus dados pessoais, seja para o que

for. Falsifiquem ou não introduzam nada. Não

se deixem enganar.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Particular e Cooperativa INED - Instituto de Educação

e Desenvolvimento (Maia)

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ricardo Cruz

Rúben Gomes

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

A oferta era tão apelativa, eu só pensava:

―será que devo ignorar todos os conselhos que

me deram sobre isto para ganhar a consola

dos meus sonhos ou será que devo seguir os

conselhos que ouvi e ignorar o e-mail?‖. Como é

óbvio não estaria a escrever este texto se não

tivesse clicado…

Alguns segundos depois recebi outro e-mail a

dizer que a consola ia ser enviada para a mim em

3 dias, o que foi de desconfiar, visto que quem

me mandou o e-mail nem sequer tinha a minha

morada, mas mesmo assim carreguei na opção

―Confirmar Envio‖.

Só me apercebi hoje do erro fatal que cometi. Fui

vítima de fishing, ou seja, a partir do meu click

naqueles e-mails, roubaram-me as passwords

todas memorizadas no meu computador. Se não

tivesse avisado a polícia, não sei onde poderiam

estar as minhas informações pessoais neste preciso

momento.

E pior do que isso, já me disseram que pessoas

foram violentadas por causa disto. Ainda bem que


ecorri a isto para partilhar esta minha experiência convosco.

Obrigado pelos vossos conselhos. Acho que assim

já pude partilhar este incidente aqui, para quem é amador

nestas coisas, como eu, de forma a evitar mais

situações iguais ou piores que a minha.‖

Excerto de uma publicação num fórum online

dedicado à segurança na internet

2 De Fevereiro, 2010


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Inês de Castro, Canidelo, V. N. Gaia

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Elda Martins | Márcia Silva | Rui Diegues

Fábio Soares

Ricardo Cerqueira

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

Querido diário,

Hoje o dia não foi o melhor, aconteceu o que

eu menos estava à espera, aquele rapaz era lindo,

de olhos azuis, moreno e musculado no hi5.

No hi5, tudo era bonito, elas ficavam malucas

por ele só de comentar o meu hi5, eu, toda convencida,

fazia inveja às minhas amigas, e já o

considerava o meu próximo namorado. Cheguei a

fazer montagens com fotos nossas, e pôr no meu

perfil só para me gabar. Ele comentava: Amo-te. E

eu respondia: Eu amo-te muito mais. Nunca o vi

pessoalmente, nunca ouvi a voz dele, mas ele era

tão giro. E, bem, hi5 é o que esta a dar, e causava

muita inveja às minhas amigas.

Finalmente, combinámos um encontro. O que ia

na minha mente era: Shopping, cinema, e no cinema…

tudo escuro, sem ver o filme, a gente fazer o

que sabemos fazer melhor nesta idade!

Lá estava eu, na entrada do shopping, com a

minha mini-saia sexy, e claro, maquilhada. Não


tinha o número dele, não tinha o msn, mas não queria

saber, eu esperava o tempo que fosse preciso!

Passados 27 minutos e 32 segundos da hora combinada

uma rapariga aborda-me e diz:

- Olha, és a Carminda?

- Sou, porquê? Eu conheço-te?

- Conheces, mas por outro nome.

- Hum? Não te estou a perceber, rapariga.

- Sou o suposto rapaz do hi5, o Serafim Saudade,

mas na verdade chamo-me Maria dos Anjos e queria

muito conhecer-te, e tive medo de te dizer que

sou uma rapariga, porque isto de ser bissexual é

difícil…

- Estás a brincar? Onde está o Serafim? Ele que

apareça e se deixe de brincadeiras!

- Não, não estou a brincar. Mas estás disposta a

ir ao cinema na mesma? É que pelo que disseste

no hi5...

- Eu contigo não vou a lado nenhum!

E fugi dali o mais depressa que pude. Quando

cheguei a casa, a primeira coisa que fiz foi

apagar o meu hi5. E agora, pergunto-me, a

internet serve para quê afinal?


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Secundária Oliveira do Douro, V. N. Gaia

Maria Carlos Oliveira

Beatriz Valverde

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O Joao recebeu de presente

“aquele telemóvel”. Há muito tempo

que o desejava! Entusiasmado, lançou-se

ao trabalho. Num instante, os números

dos amigos “voaram” para dentro da

memória. No dia seguinte, recebeu a mensagem

“liga-me”. Não conhecia o número,

não ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiuse,

e repetiu-se …

… até que chegou ao dia em que o João respondeu

a perguntar quem era. Alguém

respondeu de imediato, dizendo que era uma

rapariga da escola dele chamada Márcia. João

perguntou-lhe como tinha obtido o seu número e

ela respondeu que tinha sido na página do hi5 de

João. Embora o João não conhecesse aquela Márcia

de lado nenhum, como ela dissera que frequentava

a mesma escola, pensou que não faria

mal continuar a falar com ela.

Os dias foram passando, e o João falava com a

Márcia sobre as coisas de que gostava, dos seus

gostos musicais, da sua idade, dos seus passatempos,

de onde vivia, e cedo descobriu que ambos

tinham tudo em comum.

Um dia a Márcia pediu a João que lhe enviasse

uma mms com uma fotografia dele, e João enviou,

pedindo uma dela também. A fotografia que Márcia

era de uma


apariga morena, de olhos verdes, muito bonita. João

mandou-lhe uma mensagem a elogiá-la e ela perguntoulhe

se ele queria encontrar-se com ela no dia seguinte,

depois das aulas, em sua casa, e João disse logo que

sim.

No dia seguinte, João disse aos pais que, depois das

aulas, ia fazer um trabalho para casa do seu melhor

amigo, e os pais não se opuseram, pois se era para

casa do seu melhor amigo, não havia problema.

Depois das aulas, como prometido, João encaminhou

-se sozinho para casa de Márcia, que não ficava

muito longe da escola… quando lá chegou, tocou à

campainha e foi recebido por um homem, já de

uma certa idade, que ele pensou tratar-se do pai

de Márcia. O senhor mandou-o entrar e sentar-se

na sala. João assim fez, e mandou uma mensagem

à Márcia perguntando-lhe onde estava e se

demorava muito a chegar a casa. Não obteve

resposta. O pai da Márcia veio para a sala e

perguntou ao João se alguém sabia para onde

ele tinha vindo, e ele, muito ingénuo respondeu

que não.

Depois, viu o pai da Márcia mandar uma mensagem

e, mal acabou, João recebeu uma da

Márcia a dizer: ―Estou à tua frente, João.‖

João olhou em frente e apenas viu o suposto

pai da Márcia e viu que este estava sorrir, a

olhar para ele com um ar doentio. João

imediatamente percebeu que não existia

nenhuma Márcia, e que o senhor sentado à

sua frente se tratava de um pedófilo! João,


horrorizado, correu para a porta,

mas esta estava trancada. O pedófilo

riu-se e chamou-lhe fofinho e

docinho e dizia-lhe para não ter medo

que ele não lhe ia fazer mal. João, enojado

com o comportamento do homem,

arremessou tudo o que tinha à mão contra

este, no entanto não lhe provocou muitos

danos, pois o homem avançava para ele a

passos largos. João não sabia o que fazer, em

desespero correu para a janela mais próxima

e tentou-a abrir, no entanto o homem agarrouo

e disse-lhe:

- O que se passa João?

João, em completo desespero, agarrou numa

estatueta em ferro pousada no parapeito da

janela e bateu com ela na cabeça do homem,

fazendo-o desmaiar. João partiu a janela e fugiu

através dela, correndo o mais depressa que as

suas pernas podiam para casa. Quando lá chegou,

contou tudo aos seus pais e estes chamaram a

polícia. O pedófilo foi detido e condenado a 3 anos

de prisão e depois foi libertado.

João e a sua família tiveram que mudar de casa,

de comprar um novo cartão de telemóvel para

João, que agora apenas falava por mensagens com

quem conhecia pessoalmente ou de vista e os pais

certificavam-se que o número do seu filho não ia

parar à internet novamente.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Particular e Cooperativa INED - Instituto de Educação

e Desenvolvimento

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ricardo Cruz

Mariana Mota

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

passando-me por uma pessoa que gostava de

ser. Alto, loiro, muito social e com coragem

para tudo. Vejo a internet como uma forma de

me realizar e ao mesmo tempo para estar ocupado,

porque na escola ando sozinho e tenho

poucos amigos. Quando me acontece alguma

coisa de mal, falo com os meus amigos e amigas

do chat, dificilmente falo com os meus pais ou

amigos ―reais‖.

As raparigas com quem falo são sempre do chat e

às vezes duvido que o sejam mesmo, devido a

algumas conversas que têm comigo. Já ouvi muitas

vezes os meus professores e familiares dizerem

que não devia de estar tanto tempo no computador

por causa ―dos perigos da internet‖. Não

percebo porque me chateiam tanto com essas conversas,

nunca me aconteceu nada de mal, até ao

dia em que me ia encontrar com uma amiga do

chat e aconteceu algo que não estava mesmo nada

à espera…


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Instituto de Educação e Desenvolvimento – Maia

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Sofia Trigo

Bruno Charters

Nuno Ramos

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

que sou uma pessoa muito popular entre os

meus amigos. As fotos que mostro aos outros

através da Internet, tiro-as das imagens do

Google e digo que sou eu. Escolho sempre fotos

de alguém alto, de cabelo preto e curto, uma

que dê nas vistas e que tenha muito estilo. Não

sei bem por que faço isto; talvez queira apenas

esconder o meu lado frágile sensível.

Na minha vida como Real, para além de ser como

me auto-retratei a cima, sou também um rapaz

gordo e com poucos cuidados higiénicos e pessoais;

para além disso sou muito excluído dos grupos

e o único onde me integro é o grupo dos

―totós‖ da minha escola.

Na Internet, as pessoas pensam que ando numa

escola cinco estrelas, onde toda agente pertence a

uma classe social média-alta ou alta. Na verdade,

estudo numa escola pública como todas as outras

mas, nesta há muitos problemas. Ela situa-se perto

de um bairro social com muitos conflitos.


Vivo num mundo só meu com duas realidades diferentes:

a do Real e a do Virtual. Isto é, na vida Real isolo-me

muito dos meus amigos, sou uma pessoa pouco confiante

e muito insegura. Na vida Virtual sou um rapaz aparentemente

feliz, extrovertido e deveras social.

É assim que eu passo os meus dias como o Agente

Duplo.

Aqui me despeço com um abraço e duas fotografias

minhas, a de Real e a de Virtual!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Dr. Manuel Pinto Vasconcelos, Freamunde,

Agrupamento Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Cândida Carvalho

André Machado

João Pedro

Pedro Alves

Pedro Salgado

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Um miúdo com apenas 15 anos, procurava na

internet paginas Web onde houvesse alguns

jogos de que ele gostava de ter.

O rapaz depois de ter aberto inúmeras páginas

encontrou uma que aparentava ser muito fiável

e que tinha um bom aspecto, o rapaz de imediato

foi ver se aquela página tinha os jogos que

ele pretendia ter e fazer o Download, mas quando

foi para baixar viu que os jogos tinham um

preço.

O rapaz pediu aos pais para emprestarem dinheiro

para comprar os jogos, só que os pais estavam

mal financeiramente e disseram que gostavam de

o ajudar, mas não seria possível. Então o rapaz

pensou durante vários dias uma maneira de arranjar

dinheiro, até que um dia, ao passar na rua, o

rapaz viu numa garagem de limpeza de carros que

precisavam de alguém com mais de 15 anos para

ajudar aos fins-de-semana. O rapaz nem pensou

duas vezes, foi logo candidatar-se e o patrão, uma

pessoa muito simpática, contratou logo o rapaz.

Logo que o rapaz arranjou o dinheiro, foi logo enco-


mendar os jogos. Na pagina Web, pedia para pôr lá

vários dados do consumidor e o rapaz preencheu tudo.

Passaram-se vários dias, e os jogos nunca mais chegavam,

e o rapaz foi outra vez à página e encontrou o

número do homem da página Web e ligou. Atendeu um

homem que disse que teve uns problemas e que os

jogos foram enviados mais tarde do que o previsto.

Passado três dias o rapaz recebeu uma encomenda

que dizia WWW.PTGAMES.COM.PT. O rapaz todo contente

foi logo abrir e viu que só tinha a caixa e a

capa e percebeu logo que tinha sido burlado.

O rapaz explicou a situação aos pais e os pais

foram à guarda municipal queixar-se mas os guardas

disseram que já não era a primeira vez que

acontecia isso e que já varias pessoas tinham

sido enganadas pela mesma pessoa.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Profissional Tecnologia Psicossocial do Porto

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Pedro Azevedo | Sofia Nina

Ana Cristina Cadilhe

Bárbara Filipa Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

…que sou simplesmente fantástico.

Como Virtual sou o rei do mundo, capaz de

tudo. Consigo conquistar todas as raparigas que

quero, convencer toda a gente que sou modelo,

apenas com umas fotografias que arranjo em

sites de agências fotográficas.

Em chats, ninguém me pára! Transfiguro-me

exactamente no oposto da pessoa que sou na

realidade. Consigo fazer com que as raparigas

consigam gostar de mim com poucas palavras. É

tão mais fácil assim do que as dizer pessoalmente.

Já em jogos, faço de conta que sou um empresário

com bastante dinheiro e uma pessoa bastante

culta. Tento falar caro, aliás, às vezes nem sei se

as palavras serão escritas daquela maneira, mas

devo conseguir convencer alguns!!

Tenho de confessar que gosto bastante da Internet!

Posso ser tudo o que quero e que me passar

pela cabeça. Mas o que mais gosto mesmo é de


falar com raparigas. Já tive algumas que pediram para

me encontrar com elas, mas não tive coragem de assumir

quem sou na realidade.

Esta minha personagem faz-me aumentar a autoestima.

É uma fantasia óptima para pessoas que, como

eu, que não conseguem falar com as pessoas pessoalmente.

Esta história pode servir de exemplo para comprovar

que o que os nossos pais diziam quando éramos

pequenos está certo - não se deve falar com estranhos,

porque nem sempre as pessoas são aquilo

que pensamos.

Devemos ter cuidado, porque ao falarmos com

desconhecidos podemos estar a pôr em risco a

nossa própria vida. Por isso, da próxima vez que

alguém falar contigo na internet, pensa duas

vezes.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Profissional Tecnologia Psicossocial do Porto

Cátia Sofia Pires | Pedro Azevedo

Ana Patrícia Torres

Cátia Sofia Pires

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


O Melhor Preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Então, devido ao meu interesse e entusiasmo

pelo baixo preço dos jogos, resolvi dar todos

os dados que pediam para poder ter acesso

aos jogos: nome, morada, o estado civil, faculdade,

data de aniversário, número da conta

bancária e o número de contribuinte. Fiquei

ansiosa pelo meu aniversário, pois era o dia

esperado para receber os jogos.

Acordava todos os dias feliz, por saber que o dia

de receber os jogos estava cada vez mais próximo.

Até que chegou a data. Estava muito confiante

pelo dia que era, mas sobretudo pelo que

iria receber. Naquele dia, fiz o habitual, mas o dia

para mim tinha uma cor diferente, um brilho luminoso

no presente que tanto aguardava.

Entretanto, quando saí da faculdade em direcção a

casa, sozinha, estava um pouco estranha, como

me estivesse a sentir seguida por alguém. Mas

tentei abstrair-me de tal e continuei o meu caminho.

Até que cheguei a minha casa, satisfeita,

depois do dia que tinha tido. Sentei-me no sofá da

sala a ver a televisão. De repente, tocam à campa-


inha e eu já toda eufórica, com a esperança de serem os

meus desejados jogos, abri a porta.

Nesse momento, puxaram-me para fora de casa e taparam-me

a boca. Meteram-me dentro de uma carrinha.

Como eu estava muito assustada, desmaiei. Acordei

com as mãos atadas e a boca tapada. Olhei à minha

volta e pareceu-me estar dentro de um armazém.

De seguida, dois homens apareceram, riram-se de

mim e disseram-me que eu era muito ingénua,

enquanto falavam um com o outro de tudo aquilo

que eu tinha feito. Apercebi-me que tinha sido

enganada.

Aqueles tipos criaram o site, fizeram-se passar por

um site de jogos de baixo preço para atraírem

jovens. Eram uns criminosos.

Fizeram-me muito mal. Bateram-me, mexeramme

e muitas coisas que jamais esquecerei. Passadas

duas semanas, libertaram-me, em frente

a minha casa. Entrei e abracei com toda a força

os meus pais. Contei-lhe o sucedido. Ficaram

chocados e depois levaram-me à esquadra

para eu fazer o perfil dos pedófilos. Não adiantou

nada, porque não foram apanhados. Ainda

conseguiram-me roubar todo o dinheiro que

tinha na conta bancária.

Aprendi a maior lição da minha vida.

Com isto, recomendo-vos a ter cuidado com

os sites em que navegam e a não dar identidades

pela internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Instituto de Educação e Desenvolvimento – Maia

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Sofia Trigo

Tiago Ferreira

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O Joao recebeu de presente

“aquele telemóvel”. Há muito tempo

que o desejava! Entusiasmado, lançou-se

ao trabalho. Num instante, os números

dos amigos “voaram” para dentro da

memória. No dia seguinte, recebeu a mensagem

“liga-me”. Não conhecia o número,

não ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiuse,

e repetiu-se …

Como Juan es Depois de ter acabado o trabalho,

o João olhou para o telemóvel e já tinha

trinta mensagens. Então decidiu ligar para o

número.

Alguém atendeu. Era uma voz grossa e arrogante

que disse:

- Preciso de falar contigo, é urgente.

O João assustado perguntou:

- Quem fala?

- Marca o local e a hora e manda-me uma mensagem

– acrescentou a voz desconhecida.

O João pensou durante algum tempo e decidiu

marcar o local e a hora.

No dia seguinte, ele lá estava à espera há quinze

minutos, quando, de repente, apareceu um carro

preto com os vidros escuros cuja porta se abriu. O

João entrou, e viu que estavam dois homens sen-


tados à sua frente. Eram altos, vestidos de fato preto e

tinham as caras tapadas. Um dos homens disse:

- Preciso do teu telemóvel!

O João perguntou:

- Porquê?

- Porque o teu telemóvel é um telemóvel especial, pois

tem um microchip que contém informações secretas.

- E quem me diz que vão ser usadas para o Bem? –

perguntou o João.

Os dois homens mostraram a sua identificação,

eram da CIA.

Quando ele chegou a casa, foi para a sala, ligou a

televisão e viu as notícias. Passado algum tempo,

quando já estava quase a dormir, alguém interrompeu

as notícias. Era o capitão das forças

especiais portuguesas que disse:

-Venho por este meio avisar que andam dois

homens com identificações da CIA falsificadas a

tentar encontrar um telemóvel com um microchip

instalado. Este tem informações suficientes

para detonar uma bomba nuclear e acabar

com o Mundo.

Quem tiver informações, que ligue para o

número 123478913.

O João telefonou rapidamente e disse-lhes

que já tinha entregue o telemóvel aos dois

agentes falsos.

As forças especiais portuguesas tentaram


localizar de imediato o telemóvel

e mandaram vinte agentes.

Quando os agentes chegaram ao

local, que era uma casa abandona, eles

cercaram-na e, depois de entrar, encontram

duas pessoas a desencadear a contagem

decrescente da bomba nuclear.

Os vinte agentes prendem os dois homens e

comunicaram com o capitão para informarem

que a bomba já estava em contagem decrescente.

O capitão telefonou logo para um aluno

chamado Tiago Ferreira, do 10º ano do curso

de Informática de Gestão, para ver se ele conseguia

parar a bomba. O Tiago apanhou um

helicóptero.

Quando chegou ao local, só faltavam dez segundos

e, no último milésimo de segundo, ele desarmou

a bomba, salvando assim o mundo.

No dia seguinte, o Tiago recebeu uma medalha e

foi reconhecido por todos como um herói.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Secundária José Régio, Vila do Conde

Manuela Martins

Ana Raquel Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com

que sempre sonhei! E é tão simples, basta

clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Cliquei e fui Aceitei! Comecei a preencher um

questionário com os meus dados pessoais,

Nome, Morada, Número de telefone, etc.

No dia seguinte, na escola, fui contar tudo aos

meus amigos, eles disseram-me que não era

boa ideia dar os nossos dados pessoais na Internet,

mas eu não liguei, ―eles tinham inveja de

mim‖.

Cheguei a casa muito aborrecido, pois os meus

amigos não se tinham calado o dia todo, jantei e

esperava no computador ansiosamente por uma

resposta dos vendedores. Passaram 5, 10, 20

minutos e nada aconteceu, mas não perdia a

esperança; todos os dias me deslocava ao computador,

para ver se recebia uma resposta.

No dia 1 de Dezembro, fui normalmente para a

escola quando, no final da aula de Formação Cívica,

a directora veio falar comigo e disse:

- Frederico, os teus colegas vieram dizer-me, muito

preocupados, que tu tinhas dado os dados pessoais

numa publicidade de uma consola.


Eu, muito admirado por darem tanta importância a um

assunto insignificante, disse-lhe:

- Sim, dei, mas o assunto não é assim tão grave para

recorrer a este meio.

- Sabes o que estás a dizer? - Disse-me ela com um ar

preocupado.

- Sei! Eles estão com inveja, porque não são eles que

vão receber a consola!

- E sabes se isso é realmente para uma consola ou

será para te roubarem ou enganarem? Sabes quantas

pessoas já foram raptadas, violadas, ou até

mortas por participarem nessas coisas, eu acho

que deves ler este folheto pode ajudar-te‖.

Deu-me um pequeno papel com um título grande

a dizer ―Segurança na Internet‖, peguei no

pequeno folheto e fiquei a pensar no que a

directora me tinha dito.

Saí da sala e fui para casa, era óbvio que não

tinha dito nada aos meus pais, mas quando

chegasse a altura certa, eu diria. Passadas

duas semanas, já tinha perdido a esperança,

quando vou ver o meu correio electrónico e

encontro uma mensagem a pedirem-me mais

informações. Dei-as, até que me pediram o

meu número de cartão de crédito, havia um

problema eu não tinha cartão de crédito

mas os meus pais sim, então fui buscar um

recibo do banco onde estava o número do

cartão, escrevi mas hesitei, pensei um pouco

nas palavras da minha directora, - ―Oh


nada disto é verdade, estão a

tentar assustar-me mas não vão

conseguir – ―disse eu muito confiante‖.

Confirmei as informações, então entrou a

minha mãe no quarto e perguntou-me o

que eu estava a fazer, eu respondi-lhe:

- Nada de especial, estava só a pesquisar

umas coisas.

A minha mãe não ficou muito confiante, então

saí rapidamente do quarto para ela não me

fazer mais perguntas, mas a minha mãe não

era ―burra‖ e foi ver o meu histórico e viu que

eu tinha participado num tipo de concurso e veio

falar comigo.

Explico-lhe tudo ela põe-me de castigo e tenta

resolver a situação mas já era tarde demais.

No dia seguinte, quando o meu pai foi verificar a

nossa conta, tinham retirado quase todas as nossas

poupanças. Fiquei realmente assustado, jurei

que nunca mais participava nestas falcatruas da

Internet. Foi uma boa lição para mim.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Oliveira do Douro, V. N. Gaia

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Maria Carlos Oliveira

Sara Pereira

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


O Melhor Preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Nome Nada de muito complicado, tudo muito

fácil. (fácil demais, não seria?) Não pensei

duas vezes sequer, preenchi tudo e enviei o

mais rápido possível. Não me preocupei com

nada, confiei no que estava a preencher sem

sequer conhecer. Afinal, estava mesmo a precisar

de uns jogos novos e aquilo era o ideal… Era

o site com o ―melhor preço‖, mas eu não tinha

certezas relativamente ao que lá dizia. Não tinha

maneira de saber, a não ser tentando. Ao comprar

na internet, sabia que ia ficar desde logo sem

o dinheiro, que seria retirado após receberem os

meus dados, e os jogos poderiam demorar a chegar.

Fiz tudo sozinho, não pedi nem disse nada aos

meus pais. Eles perguntaram-me se já sabia o que

ia fazer com o dinheiro, eu respondi de imediato

dizendo que sim, disse que ia comprar uns jogos,

eles concordaram, mas não referi o facto de comprar

pela internet. O meu pai não gosta dessas

coisas, ele percebe muito de informática e sempre

me tem vindo a dizer para não comprar nada pela


internet, porque não é muito seguro. Eu não quis saber

disso, afinal, é o que todos os pais dizem aos filhos. Os

meus colegas compravam e eu queria ser igual, então,

comprei e não disse a ninguém.

O tempo foi passando, dias, semanas, meses… E não

havia maneira de eu receber os jogos nem receber

nenhum e-mail a explicar a demora. Eu queria falar

com o meu pai sobre isto, para perguntar se era normal,

mas não podia. Ele iria ficar furioso. Então esperei,

esperei… E desesperei. Será que fui enganado?

Será que aquele site com o melhor preço não existia?

O que faço agora? – Pensei eu, sem saber o

que fazer.

Deveria ter dado ouvidos ao meu pai, o que ele

me disse sempre foi correcto, nunca se enganou

em nada. Quis ser igual aos meus amigos mas

agora estou arrependido disso. Vou falar com o

meu pai, vou pedir-lhe ajuda! Mas… Eu tenho

medo… Será que o que fiz é muito grave? Pus o

medo de parte, ‗fiz-me um homenzinho‘ e

encarei o meu pai. Contei-lhe que tinha visto

um site com os jogos que queria e que tinha

comprado por lá. Para meu espanto, o meu

pai não ficou furioso, não me ralhou como eu

estava à espera.

Apenas disse que lhe deveria ter dado ouvidos

e que o que fiz não foi o correcto. Faloume

das vezes que isto acontece e como é

perigoso. Senti-me melhor ao falar com ele,

mesmo sabendo que nunca mais iria ver o

dinheiro, nem teria os tão desejados jogos.


Errei ao fazer o que fiz, mas agora

sei que nunca mais voltarei a

fazer o mesmo. E, na verdade, prende-se

com os erros.

Também tenho a certeza de que nunca

mais irei fazer nada de novo sem falar primeiro

com os meus pais, aprendi uma lição

com isto! Agora, vou avisar os meus colegas

sobre o que me aconteceu, espero que eles

acreditem e comecem a ter mais cuidado com

as coisas que compram e fazem na Internet.

Com todos os avisos que temos, acho que

poderíamos defender-nos muito melhor deste

tipo de perigos e burlas.

A Internet ajuda, ajuda muito. Mas nem todas

as pessoas são boas, e por isso, existem outras

que usam esta tecnologia para fazer coisas desagradáveis,

principalmente às crianças, que têm a

tendência a acreditar em tudo o que lhes aparece.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Secundária Oliveira do Douro, V. N. Gaia

Maria Carlos Oliveira

Beatriz Valverde

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse,

… até que chegou ao dia em que o João respondeu

a perguntar quem era. Alguém respondeu

de imediato, dizendo que era uma rapariga da

escola dele chamada Márcia. João perguntou-lhe

como tinha obtido o seu número e ela respondeu

que tinha sido na página do hi5 de João. Embora

o João não conhecesse aquela Márcia de lado

nenhum, como ela dissera que frequentava a

mesma escola, pensou que não faria mal continuar

a falar com ela.

Os dias foram passando, e o João falava com a

Márcia sobre as coisas de que gostava, dos seus

gostos musicais, da sua idade, dos seus passatempos,

de onde vivia, e cedo descobriu que ambos

tinham tudo em comum.

Um dia a Márcia pediu a João que lhe enviasse

uma mms com uma fotografia dele, e João enviou,

pedindo uma dela também. A fotografia que Márcia

era de uma rapariga morena, de olhos verdes, mui-


to bonita. João mandou-lhe uma mensagem a elogiá-la e

ela perguntou-lhe se ele queria encontrar-se com ela no

dia seguinte, depois das aulas, em sua casa, e João disse

logo que sim.

No dia seguinte, João disse aos pais que, depois das

aulas, ia fazer um trabalho para casa do seu melhor

amigo, e os pais não se opuseram, pois se era para

casa do seu melhor amigo, não havia problema.

Depois das aulas, como prometido, João encaminhouse

sozinho para casa de Márcia, que não ficava muito

longe da escola… quando lá chegou, tocou à campainha

e foi recebido por um homem, já de uma certa

idade, que ele pensou tratar-se do pai de Márcia. O

senhor mandou-o entrar e sentar-se na sala. João

assim fez, e mandou uma mensagem à Márcia

perguntando-lhe onde estava e se demorava

muito a chegar a casa. Não obteve resposta. O

pai da Márcia veio para a sala e perguntou ao

João se alguém sabia para onde ele tinha vindo,

e ele, muito ingénuo respondeu que não.

Depois, viu o pai da Márcia mandar uma mensagem

e, mal acabou, João recebeu uma da

Márcia a dizer: ―Estou à tua frente, João.‖

João olhou em frente e apenas viu o suposto

pai da Márcia e viu que este estava sorrir, a

olhar para ele com um ar doentio. João imediatamente

percebeu que não existia nenhuma

Márcia, e que o senhor sentado à sua

frente se tratava de um pedófilo! João, horrorizado,

correu para a porta, mas esta

estava trancada. O pedófilo riu-se e chamou


-lhe fofinho e docinho e dizia-lhe

para não ter medo que ele não lhe

ia fazer mal. João, enojado com o

comportamento do homem, arremessou

tudo o que tinha à mão contra este,

no entanto não lhe provocou muitos

danos, pois o homem avançava para ele a

passos largos. João não sabia o que fazer,

em desespero correu para a janela mais próxima

e tentou-a abrir, no entanto o homem

agarrou-o e disse-lhe:

- O que se passa João?

João, em completo desespero, agarrou numa

estatueta em ferro pousada no parapeito da

janela e bateu com ela na cabeça do homem,

fazendo-o desmaiar. João partiu a janela e fugiu

através dela, correndo o mais depressa que as

suas pernas podiam para casa. Quando lá chegou,

contou tudo aos seus pais e estes chamaram

a polícia. O pedófilo foi detido e condenado a 3

anos de prisão e depois foi libertado.

João e a sua família tiveram que mudar de casa,

de comprar um novo cartão de telemóvel para

João, que agora apenas falava por mensagens

com quem conhecia pessoalmente ou de vista e os

pais certificavam-se que o número do seu filho não

ia parar à internet novamente.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Secundária Inês de Castro, Canidelo, V. N. Gaia

Rui Diegues | Elda Martins | Márcia Silva

e

Rafael

Ricardo Ramos

Carlos Soares

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Agente Duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

…Certo dia lembra-se de fazer passar por um

homem e marca um encontro com uma mulher

mais velha. A mulher tinha segundas intenções

e combinou um encontro num lugar reservado.

A mulher tinha o IP do computador do suposto

homem e descobriu que ele era um rapazito,

mas mesmo assim marcou o encontro devido às

suas segundas intenções. A intenção da mulher

era raptar a criança e vendê-la a um casal inglês

que não podia ter filhos e que procurava negócios

desse tipo. Contudo os pais do rapaz acharam que

ele passa demasiadas horas no computador e o

simples facto de o rapazito não deixar os pais ver

o que lá fazia fez com que os pais do rapazito

marcassem uma consulta num psicólogo, visto que

o seu aproveitamento escolar tinha baixado imenso.

Já no psicólogo, o rapazito contou toda a sua

vida inclusive o que fazia na internet. O psicólogo

alertou os pais para um possível contacto do miúdo

com predadores sexuais ou raptores, etc. Os

pais falaram com o miúdo e ele nunca mais frequentou

esses chats.


Sorte Grande!

A grande notícia acabou de chegar ao meu correio electrónico.

Fui eu o escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos com que

sempre sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz

“Aceito o prémio”.

Muito contente com aquela mensagem, vai ver o que

era preciso fazer para ganhar o carro de compras.

Depara-se com um questionário a perguntar os seus

dados pessoais. Ele responde a tudo, num deles era

para pôr o número da conta, para fazer as compras

que estava a fazer.

Recebe as compras em casa e o tal carro de compras

como dizia.

Mas passando algum tempo depois da compra

que ele fez, tem havido outras compras de coisas

que ele não sabia o que eram.

Foi averiguar o que se passava e descobriu que

alguém andava a fazer compras com a conta

dele, só depois de ter feito compras pela internet.

Depois de saber isso ele foi tentar descobrir

quem era que andava a fazer isso mas

não deu em nada.

Então ele cancelou qualquer compra que

houvesse a partir daquele momento.

Ele assim veio descobrir que a internet não

é totalmente segura. E começou a ter mais

cuidado nos sites onde comprava coisas.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Profissional Agricultura e Desenvolvimento Rural,

Marco de Canaveses

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Cândida Carvalho

André Machado

João Pedro

Pedro Alves

Pedro Salgado

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano


Que Chato!

O Joao recebeu de presente

“aquele telemóvel”. Há muito tempo

que o desejava! Entusiasmado, lançou-se

ao trabalho. Num instante, os números

dos amigos “voaram” para dentro da

memória. No dia seguinte, recebeu a mensagem

“liga-me”. Não conhecia o número,

não ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiuse,

e repetiu-se …

… até que chegou um ponto que se fartou de

receber a mesma mensagem e do qual decidiu

ligar. Era um senhor a dizer que fazia parte de

um programa televisivo, João foi premiado. Marcaram

um lugar e uma hora, do qual o João foi,

o senhor não apareceu.

Continuou a receber as mensagens, dos quais

diziam:

―- Apareça no mesmo sítio, à mesma hora

para combinarmos tudo.‖

João tornou aparecer e desta vez a brincadeira

calhou-lhe mal. Foi convidado a ir ver o estúdio,

mas foi tudo por engano, ele ficou sem cartões de

crédito e documentos. No fim disto tudo ele foi

abandonado num lugar longínquo e até agora ninguém

sabe de João. Os amigos e a família estão

preocupados e procuram-no por tudo que é canto.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Dr. Manuel Pinto Vasconcelos, Freamunde,

Agrupamento Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Cândida Carvalho

André Machado

João Pedro

Pedro Alves

Pedro Salgado

ANO DE ESCOLARIDADE

10º ano

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