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ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Francisco Torrinha

Agrupamento Francisco Torrinha

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

José Leite | Lurdes Bastos

Ernesto Romano | Simão Mateus

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

O texto era fabuloso, mas eu queria mais…

Procurei os seus dados, para saber quem era o

autor, e tentei aceder ao seu computador. Apareceu-me

um pedido de password! Não sabia o

que havia de fazer! As datas de nascimento são

as passwords mais comuns, por isso foi por aí

que comecei. Mas qual seria? Provavelmente

estaria mencionado em algum sítio do seu blogue.

Encontrei! Que golpe de sorte! Era mesmo

essa a sua password!

Uau! A quantidade de informação que este continha

para si mesmo era absolutamente enorme! O

meu trabalho vai ser o melhor de todos! Vou ter

nota máxima! Mas ainda não chega… Preciso de

mais! Depois de perceber como fazer, a procura

era muito mais fácil, bastava escolher o alvo e

procurar alguns dados pessoais para aceder ao seu

computador! Sem saber como, tinha-me tornado

um profissional, era como roubar um doce a uma

criança!

Entrei em mais três computadores. O primeiro foi


de um professor universitário de sucesso, mas a sua

rudimentar segurança não era nada contra mim. Bastoume

descobrir o nome da sua adorada filha, que me deu

um total acesso às suas informações!

Passado algumas horas achei que já tinha texto suficiente,

depois de ter invadido mais de cinco bases de

dados pessoais. A professora iria adorar o trabalho!

Mas… Este trabalho não é meu… Limitei-me a copiar

de outras pessoas… NÃO! Eu roubei! Meu Deus! Que

fiz eu? Mas pensando bem, ninguém irá reparar.

Apresentei “o meu” trabalho na semana seguinte

e foi um sucesso! A professora adorou e deu-me

um “Muito Bom”.

Voltei para casa e apeteceu-me “pesquisar”

mais… A adrenalina de invadir espaços pessoais

começou a excitar-me. Passei de meros trabalhos

para mails e de mails para contas bancárias.

Estou rico! Já posso comprar tudo o que

sempre quis! Na semana seguinte já tinha

adquirido os meus dois jogos favoritos, a

minha mãe suspeitou, mas não ligou ao assunto.

Ela achava que eu podia fazer o que quisesse

com o meu dinheiro, mas não sabia

onde eu tinha arranjado aquele pilim todo.

O tempo passou e já tinha um portátil

novo que ainda nem tinha sido lançado na

Europa, uma colecção de CDs únicos da

minha banda favorita e muito mais… A

minha mãe veio falar comigo preocupada,

pensava que eu me podia ter metido num


negócio qualquer obscuro, mal

ela sabia o quanto estava perto da

verdade… Menti-lhe e disse-lhe que

andava a fazer uns trabalhos para a

escola, porque a professora tinha adorado

o meu trabalho. Ela acreditou na história,

até que um dia o meu mundo se

desmoronou, estávamos a jantar quando

deu a notícia que um hacker desconhecido

andava a invadir contas privadas por todo o

país… Davam uma recompensa de 1 milhão de

euros.

Hoje tenho 25 anos, acabei a universidade

com distinção e estou a viver nos Estados Unidos.

De dia tenho um emprego honesto, mas à

noite… Volto a ter aquela idade.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Ana Sofia Rodrigues Cabral da Silva | Ângela

Sofia da Costa Mota

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alto, loiro de olhos azuis, jovem e

bastante simpático. Sendo eu o virtual, durante

as minhas conversas de chat forneço o meu

e-mail e contactos pondo em risco a segurança

de muitas crianças, pois o meu objectivo é aliciá

-las.

Depois de imensas conversas e depois de conquistada

a confiança dos menores, combino

encontros com eles em sítios públicos levando-os

depois para um sítio apropriado para lhes retirar

órgãos humanos.

Não tenho profissão, apenas me dedico e vivo do

mal que causo a estas crianças, pois colaboro com

uma rede de tráfico de órgãos.

Faço essencialmente isto com as crianças, pois são

um “objecto” fácil de manipular o que torna mais

eficaz o resultado que pretendo obter.

Vou-vos falar de um caso em concreto que se passou

com uma rapariga que conheci nos jogos da

internet com a qual dois dias depois combinei um


encontro, e não resisti a viola-la, pois estava sob o efeito

da droga, e ainda lhe retirei o rim. Hoje sei que a tal

rapariga vive traumatizada devido ao facto de ter abusado

dela.

Quero tornar-me uma pessoa comum nesta sociedade

e para isso tenho que sair daquele negócio ilegal e não

me deixar tornar ainda mais no monstro que sou, para

isso, venho deixar o apelo para que as crianças que

frequentemente utilizam a internet, que não revelem

contactos, endereços, ou informações pessoais pois

tal como eu existe muita gente que se aproveita da

ingenuidade de terceiros.

Nem todos estão numa fase tão inicial como a

minha e vão continuar a exercer este acto ilícito.

Neste momento a minha vida corre risco pois

tenho intenção de desmascarar a rede ou redes

que tenho conhecimento, mas isso não se compara

ao mal causado a muitas crianças, provavelmente

irei ser perseguido ate ao fim da

minha vida, é uma forma de pagar por todo o

erro praticado.

Agora que conheces uma de tantas historias

que realmente acontecem espero que estejas

mais atento ao quanto simples paginas da

internet se podem tornar um tormento para

ti e para a tua família.

Cuidado o perigo esta onde menos esperas!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Castêlo da Maia

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Rosa Cruz | Ana P. Rosas

Andreia Carvalho | Beatriz Fernandes

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...Olá! O meu nome é Firtual. Sei que estão a

pensar que é um nome bastante estranho e

que devia matar os meus pais por me terem

dado tal nome, mas apenas o utilizo nos chats e

jogos na Internet. O meu verdadeiro nome é

Filipe Cardoso. Sou um adolescente alto, moreno

e bom aluno. Na internet passo a imagem de um

jovem bastante parecido comigo, mas com um

baixo QI (coeficiente inteligência). Até há pouco

tempo era “chatodependente” (dependente de

chats), mas algo aconteceu, o que me fez perder

um pouco esse vício...

Tudo começou na passada Primavera, quando

entrei numa sala de chat e resolvi “meter” conversa

com uma tal de “SPECTACULAR025”. Ao longo

dos tempos, fomo-nos conhecendo melhor e ela foi

-se tornando, a cada instante, uma grande amiga.

Fomos conversando cada vez mais e as minhas

notas iam baixando, visto que ficava até às

“quinhentas” em frente do monitor. Devido à diminuição

do meu aproveitamento escolar e das


minhas lindas horas de sono, os meus pais necessitaram

de intervir, tirando-me o computador durante cerca de

uma semana. Este foi o pior tempo da minha vida, visto

que sentia cada vez mais a falta da “SPECTACULAR025”.

Mal acabou a censura, rapidamente pus a conversa em

dia com a minha amiga colorida. Através das fotos que

íamos trocando, fui-me apercebendo que ela era bastante

bonita e comecei a ter a necessidade de falar

com ela a toda a hora. Foi nesta altura que comecei a

sentir algo mais do que uma simples amizade, na

internet.

Foi então que ganhei coragem para mostrar todos

os meus sentimentos e pedir o que há tanto desejava.

Da conversa resultou o seguinte:

“Firtual diz:

Há muito que tenho uma coisa para te dizer. Há

algum tempo dei conta do amor que sinto por ti,

e queria pedir-te se nos podíamos encontrar.

Pode ser?

SPECTACULAR025 diz:

Por mim tudo bem. Leva um rato de computador,

eu levarei um também para nos identificar.”

Fiquei radiante com a sua resposta e, passados

alguns dias, lá nos encontramos. Fiquei

bastante desiludido com o encontro, pois

não foi o que estava à espera. Afinal a

minha amada era uma autêntica agente da

polícia, que se infiltrava nos chats, para


tentar proteger os jovens e alertá

-los para os perigos de falarem

com estranhos na internet. Deu-me

um “sermão” e alertou-me para os

perigos e tirei desta situação uma grande

lição. A partir daí, nunca mais me meti

nessas andanças.

Espero que aprendam com a minha história!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Irene Lisboa

Agrupamento Irene Lisboa

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Aida Domingues

Hugo Pinto | Maria Inês

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

«Mas quem será que me anda a ligar?». Esta

foi a pergunta sobre a qual se debruçou durante

vários dias. As mensagens não paravam de chegar.

Ele estava a ficar maluco! Porém, certo dia,

resolveu enfrentar este problema de frente.

Reflectiu durante horas, e após uma análise a

este problema decidiu ligar a quem o incomodava

daquela maneira. «Vou ligar para o número» …

O sol despertou, com a alegria toda a gente, iluminando

com os seus raios, a casa do João.

Tinham passado exactamente três dias após o

telefonema. «Afinal», pensou ele enquanto jogava

na consola, «Nem foi muito mal aquele telefonema.

Do outro lado, encontrei uma rapariga (que

penso ser da escola devido à sua voz adoçada de

juventude) muito interessante. Não estava a ser

chata afinal. Apenas queria falar comigo, porque

estava apaixonada por mim. Que sorte.» Pensou.

Mas gostaria ela dele? Decidiram combinar um


encontro, mas após várias tentativas, não conseguiu,

porque ela não respondia. «Deve estar ocupada…» pensava

ele, um pouco destroçado. Durante vários dias,

João só se concentrou na escola, pois ia ter exames. Ele

andava no 9º ano. Sua amada tinha caído no esquecimento,

por vezes pensava nela, mas logo depois tentava

esquecer tudo.

Certo dia, acordou com o barulho do telemóvel. Era

ela! Queria combinar um encontro! Ficou deliciado

com a situação. Era como se uma abelha tivesse

encontrado a sua flor! Porém o local de encontro era

estranho, um beco sem saída. Será que esta história

do namoro também será um beco do qual ele

não poderá sair? Isso era o que ele mais temia.

Contudo, as notícias da noite, levantaram suspeitas

nos pais. Durante horas a fio, foi desenvolvida

uma espécie de interrogatório. Os pais queriam

saber de tudo o que se passava. Ele contou

tudo. Os pais temiam a sua segurança. Chamaram

a polícia, para que o acompanhassem. Era

perigosa a situação.

Durante o encontro, João estranhou ver tanta

gente ali à volta. Eram polícias à paisana.

Durante a chegada da rapariga, aconteceu

muita coisa. Mal ela saiu de um carro que

fugiu imediatamente, dois carros do corpo de

intervenção impediram que esta se aproximasse

do rapaz, que atónito, não sabia

explicar o que acontecia. A rapariga fazia-se

de difícil, escapando aos carros, que a

acompanharam durante várias horas. A


polícia detectou-a, pois fazia parte

de um grupo vândalo. Perseguiam

este grupo de criminosos,

implantados em Portugal há mais de

um ano. João de um modo indirecto,

ajudara na operação. Porém se não fossem

os pais protectores, a esta hora estava

a ser vendido ou mesmo morto… João

aprendeu a lição, a sua vida esteve em risco

e agora, o que ele queria era descansar…


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Francisco Torrinha

Agrupamento Francisco Torrinha

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

José Leite | Lurdes Bastos

Zé Pedro | Fábio Varela | Frederico Barbosa

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Então eu dei os meus dados pessoais para

fazer o registo da compra, depois do registo

deram-me um link para eu fazer o download.

Mal sabia eu que ao abrir esse download o meu

computador foi invadido por um hacker!! Remover

o hacker do meu computador vai ser muito

difícil, porque não consigo mexer nele. Depois

vim a saber que o site foi criado por um “pirata”

informático que conseguiu aceder ao meu computador.

Depois efectuaram várias compras a partir

do meu computador, e a daí em diante começaram

a chegar contas de um preço bastante elevado.

A primeira coisa que eu fiz foi avisar as autoridades

locais, de que fui vítima de um pirata informático

“hacker”, as autoridades não conseguiram

identificar o hacker, por isso eu contratei um profissional

que conseguiu localizá-lo.

As autoridades puseram logo mãos ao trabalho e

foram de imediato ao local onde o hacker se

encontrava. Ele foi preso e mais tarde julgado em


tribunal, ficando cinco anos na prisão. A polícia descobriu

que ele já tinha pirateado vários computadores. Como eu

tinha seguro não me preocupei muito, que acabou por

pagar as contas todas.

No final eu descobri que a internet não era totalmente

segura.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Monção

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Carmo Pereira

Alexandra Temporão Esteves

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Fiquei muito entusiasmada com aquele e-mail,

o meu sonho estava prestes a realizar-se

mas… Havia um „‟mas‟‟. Para participar no concurso

tive de preencher um questionário que

falava sobre mundos virtuais e coisas do género,

onde tinha de emitir opiniões sobre alguns

jogos dessa mesma consola! E fui a vencedora,

mas havia um problema, nessa semana tinha

ficado de castigo e os meus pais tiraram-me a

internet e a televisão, logo, era suposto que eu

não tivesse participado no tal concurso!

Como ia eu explicar-lhes, que me tinha escondido

no armário todas as noites e tinha estado a navegar

na internet, e a falar com o meu namorado

até altas horas da noite? E que numa dessas noites,

calhou de participar no concurso…

Uma coisa é certa eu tinha de a ter, não ia perder

aquela oportunidade. Os meus pais não me iam

dar aquela consola, por isso já que a podia ter e

sem pagar, não ia desperdiçar aquela oportunidade!


Antes de aceitar, fui lanchar… Aquela história toda já me

estava a fazer fome! A minha irmã teve a mesma ideia

que eu e também estava na cozinha!

Eu decidi contar-lhe, e ela limitou-se a dizer-me que

era tudo uma fantochada, e que essas coisas não se

ganham assim com tanta facilidade, e que…Blá Blá Blá!

Já não podia mais ouvir todas aquelas desculpas que

ela dizia sem parar! Parecia que me queria arruinar o

sonho, aquilo seria tudo inveja? Que horror!

Depois daquela inveja toda tive ainda mais vontade

de aceitar o prémio, e foi o que fiz! Foram os

segundos que me arruinaram a vida, ou melhor o

computador! E não só, a vida, o computador, o

meu sonho, a minha alegria, ai que ia ser de mim

agora? Estou feita com os meus pais.

Mal cliquei no “Aceito o prémio”, segundos

depois um vírus devorou-me o computador! E

os meus pais mal souberem de tudo o que se

tinha passado, das mentiras e do concurso,

devoraram-me foi a mim, agora podia apenas

dedicar-me aos estudos e esquecer que existem

computadores, durante um bom tempo…


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica e Secundária de Moimenta da Beira

Agrupamento de Moimenta da Beira

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Filomena Vaz | Estela Almeida

Gisela Pinto | Inês Rodrigues

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Eu aceitei, queria mesmo ganhar aquela consola

de jogos, então o meu computador começou

a ficar esquisito, no meio do ecrã piscava

uma luz amarela e preta, parecia um símbolo…

os símbolos químicos que aparecem quando

estamos a trabalhar com algo mesmo mortal, e

depois aconteceu que no ecrã só se via aparecer

umas letras onde dizia “VÍRUS, adeus” e desligou-se

o computador num segundo aconteceu

aquilo tudo, claro que fiquei chocado, não estava

à espera. Fui à loja de informática saber se o meu

computador tinha compostura, o senhor que me

atendeu perguntou “o que tem o computador?” eu

não soube explicar, estava confuso, ele pediu que

o deixa-se lá e tinha que resolver um monte de

papelada.

No dia seguinte, fui às aulas e todos os meus colegas

perguntaram-me o que se passava eu contei,

com vergonha. Um dos meus colegas disse-me

“mas tu não sabes que esses tipos de e-mails só

têm Vírus? és mesmo burro” eu fiquei ofendido e

fui embora para casa, enquanto fazia os meus tra-


alhos de casa a minha mãe recebeu uma chamada da

loja dos computadores a dizer para ir lá à loja. Peguei

nas minhas coisas que estavam espalhadas pela casa e

fui ter com a minha mãe ao carro. Quando chegamos lá

um senhor diz-me “Olá senhor sortudo, o seu computador

vem de onde? Só pode vir da guerra, consegui

resistir ao vírus mais perigoso que existe, muito admirado

que estou!” nesse dia foi o dia mais feliz da

minha vida, dizendo a verdade foi o segundo, porque

o primeiro foi quando me casei. Agora tenho 3 filhos

e o mais novo com 7 anos tem um computador só

para ele, o meu computador, o computador da guerra.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo

Agrupamento São Roque e Nogueira do Cravo

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ana Neves

André Resende

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Mas o João perguntou ao pai o que fazer e o pai

disse: não faças nada.

Mas a mensagem não parava de chegar…e o

João ainda pensou em abrir e ler a mensagem.

Então, decidiu falar novamente com o pai e tiveram

uma longa conversa sobre este tipo de mensagens.

O pai do João explicou-lhe que há muitos perigos

e pessoas “maquiavélicas” que engendram esquemas

de tal maneira complexos de tal forma que

fazem com que as pessoas que fazem as ligações

sejam responsabilizadas por gastos exorbitantes e

mensagens das quais não são autoras.

Assim, para a mensagem não voltar a aparecer o

pai do João ensinou-o a bloquear mensagens de

números privados e aconselhou-o a não ligar para

números desconhecidos, pois se fosse alguém com

verdadeiro interesse em contactar com ele identificava-se.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Monção

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Carmo Pereira

Diana Esteves Ribeiro

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Ele já estava farto de ouvir o telemóvel tocar,

então deicídio mandar-lhe uma mensagem a

perguntar o que queria. Responderam-lhe que

era muito urgente e para lhe ligar.

João ficou preocupado e decidiu ligar, ouviu uma

voz, aquela voz era de homem. O homem disse:

- Olá, sou o doutor Been, queria-te fazer umas

perguntas, pois daqui a uns dias vais ter de vir ao

meu consultório.

- Ir ao seu consultório? Fazer o quê?

- Tens de vir, pois anda por ai uma doença muito

grave que está a afectar todos os Jovens de 10 a

13 anos, pois tu tens 11 anos acho eu! Tens 11

anos não tens?

- Sim tenho, mas a minha mãe não me avisou de

nada!

- Pois isso é normal só se descobriu na semana


passada, e hoje descobrimos uma vacina contra a doença,

tens de vir é muito urgente!

- Ok, eu vou. Faça-me então as perguntas!

- Onde moras?

- Moro em monção na freguesia da bela, no lugar de

Sta Eugénia.

- Andas em que ano?

- Ando no 6º ano.

- Ah então é tudo, amanhã tens que vir ter ao campo

da feira de Monção eu estarei lá à tua espera.

Ah, e também vou levar uns ténis de cor de prata.

Então ele no dia seguinte foi ter com o tal homem,

o João estava muito nervoso… pois de repente

sentiu alguém a tapar-lhe a boca. Ele ficou muito

nervoso, pois o João tinha karaté então lembrouse

de fazer um truque, o João com a força toda

que tinha fez um truque que o seu professor

tinha ensinado.

Pois conseguiu safar-se o homem ficou deitado

no chão e o João fugiu.

Tudo ficou bem, pois João não quis contar aos

pais.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Francisco Torrinha

Agrupamento Francisco Torrinha

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

José Leite | Teresa Carvalho

Catarina Anacoreta

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Só há um único mas, o meu pai não me deixa.

O pai vem com uma conversa de que nunca

ouviu falar deste passatempo e que provavelmente

é um vírus. Neste momento estou no

meu quarto e ouço uma tremenda discussão

entre os meus pais, em que a minha mãe afirma

que se o meu pai não me deixar aceitar este

prémio, mais tarde terá de ser ela a comprar e

todos sabemos que não há dinheiro para tal luxo.

Estou confuso, prefiro dormir a pensar no assunto.

Hoje, o ambiente continua desagradável, os meus

pais não se falam, e a minha mãe não foi trabalhar.

Acho que aconteceu mais alguma coisa para

além da discussão de ontem. Decidi ir falar com a

minha mãe. Tinha de saber o que é que se passava.

Cheguei ao quarto e a minha mãe estava a

falar ao telemóvel com a minha tia Maria, a chorar…

Foi estranho, pois ela dizia que não esperava

isto do meu pai.

Arrisquei, faltei às aulas, e fui à mercearia falar

com o meu pai. O estado dele era pior que o da


minha mãe, aliás, muito pior! Não estava a chorar, mas

dos seus olhos saia uma tristeza que qualquer pessoa

reparava. Começamos a falar e a certa altura pergunteilhe

o porquê daquele escândalo? Só bastava clicar em

“Aceito o prémio”. E aí obtive uma resposta.

Sai da mercearia a chorar, nunca mais falo com ele.

Como é que ele foi capaz? TRAIR A MINHA MÃE COM

UMA RAPARIGA QUE CONHECEU NA INTERNET? A coisa

que mais o transtorna neste momento é se eu

aceitar o prémio e é isso que eu vou fazer.

Aceitei, e não aconteceu o que eu esperava. Não

recebi o prémio, mas sim um programa de jogos de

computador que mais tarde descobri que era um

vírus. Decidi contar primeiro à minha mãe, ela é

mais compreensível, mas como era de esperar a

minha mãe foi logo contar ao meu pai.

O ambiente está mau, ninguém fala com ninguém.

Só os meus pais para discutir.

Acordei e tomei o pequeno-almoço, reparei que

os meus pais já saíram de casa. Fui a pé para a

escola.

A minha mãe foi-me buscar tarde. Não falamos

durante a viagem ate casa. Cheguei a

casa, o meu pai estava sentado no sofá a ler

o jornal. A minha mãe disse:

-Vamos ter uma conversa, os três!

Sentamo-nos todos na mesa de jantar, os

meus pais estavam calmos. Pedi desculpa

por ter aceitado o prémio e expliquei por


que é que o fiz. Caiu uma lágrima

pelo rosto do meu pai e disse:

- A culpa foi minha, não te preocupes.

Hoje o Sr. Lopes morreu, infelizmente,

mas passarei a ser o dono da

mercearia. Passarei a receber o triplo do

que recebia, nunca mais nos faltara nada.

Sobre o computador, vendemos aquele e

compramos outro. Mas a lição que te dou é:

Aceitar um prémio na internet é a mesma coisa

que dar um passo em frente sem pensar

nas consequências.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica e Secundária Moimenta da Beira

Agrupamento Moimenta da Beira

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Estela Almeida | Filomena Vaz

Jéssica Almeida

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alta, morena, e interessada…

Um dia estava eu a conversar no chat quando

um rapaz entrou dava se pelo nome de Virtual

chat eu com curiosidade comecei a falar com

ele, rapidamente ele envia-me uma mensagem

a dizer:

“Queres-te encontrar comigo?”

Eu estava com tanta curiosidade que aceitei, e

nem me lembrei que poderia se perigoso. O

encontro estava marcado para Sábado, às 7.00

horas, em Viseu ao pé do teatro Viriato.

Passados três dias……

Tinha chegado o grande momento era Sábado,

eram 6:30 e eu estava a sair de casa, inventei

uma desculpa para a minha mãe, disse-lhe que ia

para a casa da minha amiga Daniela; ela acreditou

claro às minhas aulas de teatro tinham me dado

jeito para alguma coisa não é!

Cheguei ao local e vi um rapaz a dirigir-se para


mim com um ar muito misterioso decidi ficar imóvel, de

repente por trás senti uns passos mas já era tarde de

mais bateram-me com um pau na cabeça caí redonda no

chão.

Acordei num armazém abandonado com dois rapazes a

olhar para mim com ar

Misterioso, eu estava ligada com umas máquinas no

peito fique aterrorizada e perguntei o que me estavam

a fazer, eles disseram-me que não ia doer nada.

De repente senti uma descarga de adrenalina e consegui

soltar-me, e fugi.

Apanhei um autocarro e fui para casa, contei aos

meus pais e ainda hoje não sei o que me aconteceu,

só sei que a ajuda de um psicólogo me ajudou

a esquecer este episódio da minha vida.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo

Agrupamento São Roque e Nogueira do Cravo

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Cristina Loureiro

Ruben Chula | Sérgio Valente

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

que sou outra pessoa. Sempre tem as suas

vantagens, mas também desvantagens.

Conheço muita gente, sou uma espécie de rei

dos chats, mas eu já tive outro nome. Já fui o

Fúria, mas tive de mudar porque meti-me nuns

problemas dos quais foi complicado safar-me.

O problema foi o seguinte. Conheci uma rapariga

e amava-a. Não sabia como era durante muito

tempo, mas passado algum tempo enviou-me

umas fotos. Uma vez, pedi-lhe o número de telemóvel

e o seu correio electrónico e ela deu-mo

passado um mês. Depois desta situação, recebi

quatro agentes da Polícia Judiciária que disseram

que tinham um mandato para revistar a minha

casa e para revistar os documentos do meu computador.

Dei-lhes liberdade para o fazerem porque

não tinha nada para esconder.

No entanto, após as buscas, levaram-me para a

esquadra. Durante os interrogatórios, apresentaram-me

uma foto da minha amada e perguntaramme

se eu a conhecia. Respondi afirmativamente e


eles disseram-me que ela era menor e que o seu pai

tinha posto um processo por eu, supostamente, tentar

namorar com uma menor, pois eu tinha vinte e cinco

anos, mas no chat fiz-me passar por um rapaz de dezoito

anos e a rapariga fez-se passar por uma miúda de

dezanove anos e a foto era da irmã mais velha, mas na

verdade ela tinha apenas treze anos.

Os polícias informaram-me que eu ia ser apresentado

a tribunal. Fiquei decepcionado porque me ela me

tinha mentido, mas eu também fiz o mesmo. Já não

havia remédio.

No tribunal, acusaram-me de tentativa de abuso de

menores. Apesar de tudo, tive sorte porque fiquei

apenas a fazer serviço comunitário.

Desde então, nunca esqueci aquele rosto tão

bonito. Mas não podia fazer nada porque, afinal,

não era quem eu julgava ser e tinha apenas

doze anos. Moral da história: tentei enganar

alguém, falsificando os meus dados, mas acabei

por também eu ser enganado: o feitiço

virou-se contra o feiticeiro.

Passaram-se dois anos, continuei a frequentar

salas de chat e até conheci outra rapariga. No

entanto, desta vez não menti relativamente

aos meus dados, mas não sei se do outro

lado do ecrã fico na dúvida se existe ou não

sinceridade.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Monção

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Carmo Pereira

Mariana de Barros Carvalho

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Clico ou não? Se clicar recebo o prémio, se

não clicar não recebo nenhum! Hesitei por

vários momentos, mas depois pensei, é melhor

clicar e ganhar o prémio. Não vou perder a

oportunidade de aceitar a minha sorte e de me

gabar em frente aos meus amigos!

Cliquei, depois mostrava o tal prémio…Uma

Playstation 3, com vários jogos de luta, de corridas,

de acção. E pensar que eu tinha hesitado.

Lá dizia que ma davam no fim da semana, estava

tão contente, que me esqueci de dizer aos meus

pais! Não sei se me deixavam, mas agora já não

interessa, já aceitei.

Estava no meu quarto quando a minha mãe veio

ter comigo a dizer se tinha gasto muito dinheiro

na Internet. Eu disse-lhe que não, que só tinha ido

uma vez. Tinha aparecido uma conta muito grande.

Mas eu estava inocente… Não tinha gasto aquele

dinheiro todo! Lá acreditou.

Finalmente, tinha chegado o dia de receber o meu


Prémio!

Esperei, esperei, esperei…Bem deve ter havido algum

problema para não aparecerem com o meu prémio… Passou

outro mês, e lá veio outra vez uma conta grande da

Internet. Voltou-me a perguntar se tinha gasto muito

dinheiro na Internet, já lhe tinha dito que não.

Passaram dois meses e continuavam a aparecer aquelas

contas grandes. Ah! E também nada do meu prémio.

Decidi, contar aos meus pais sobre o prémio. Eles

passaram - se comigo e diziam que estava de castigo

até aos meus 98 anos.

Fui para o quarto, bateram à porta, e só ouvia

barulhinhos estranhos. Espreitei pela fechadura da

minha porta e era a polícia. Pensei “Será que são

eles a entregar o prémio? Não me parecia. Que é

que eles fazem aqui?”.

Abri a porta do meu quarto, fui ter ao corredor

e perguntei à minha mãe o que faziam os polícias

na minha casa. Ela explicou-me o que

estavam a fazer, e a mentira que aceitei.

Pedi-lhes muitas desculpas e fui para o meu

quarto chorar.

Telefonei à minha prima de total confiança e

contei-lhe o sucedido.

De imediato veio ter comigo e explicou-me

que a Internet é insegura e que não aceitasse

nada, nem clicasse em prémios, pois

isso é tudo mentira.


Felizmente para mim tudo se

tinha resolvido e prometi que nunca

mais fazia aquilo.

Fui-me confessar ao padre Jorge, estava

perdoado pelos meus pais e por

Deus…

Fiquei muito feliz por me sentir de consciência

tranquila.

Nunca mais voltei a fazer uma asneira daquelas,

e em vez de ir à Internet brincava na rua

com os meus amigos.

Mas, ainda continuava de castigo, só tinha ainda

10 anos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Francisco Torrinha

Agrupamento Francisco Torrinha

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

José Leite | Lurdes Bastos

Leonor Balsinha | Mariana Andrade

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Até que algumas horas depois, já tinha recebido

tantas mensagens que decidiu tentar ligar

para o número desconhecido. Quem seria? Seria

um amigo a quem se tinha esquecido de perguntar

o número? Seria um tio ou um primo a

dar-lhe os parabéns atrasados? Sem saber quem

era, João marcou o número e premiu o botão de

chamada.

Este atendeu e disse que era “o amigo do seu primo”;

incentivou-o a aceitar a mensagem multimédia

que lhe tinha mandado. João, apesar de ter

algum receio, abriu a mensagem. Tinha uma imagem

relacionada com a venda de um creme

“milagroso” para emagrecer; rapidamente o telemóvel

ficou infectado com um vírus extremamente

perigoso e deixou de funcionar correctamente. Era

uma mensagem de SPAM.

Com isto, João telefonou ao tal amigo do primo,

através do telefone de casa, a dizer que tinha apa-


nhado um vírus com a mensagem e este pediu-lhe que

se encontrasse com ele perto do centro comercial para

lhe tirar o vírus do telemóvel. João, convencido de que o

seu problema seria resolvido, disse aos pais que se ia

encontrar com um colega e lá foi.

Ao chegar perto do centro, um homem encapuzado

perguntou se ele era o João. Ele acenou com a cabeça

e, com um ar desconfiado, tirou o telemóvel e disse ao

homem que lhe tirasse o vírus que este lhe tinha passado.

O ladrão agarrou João pelo pescoço, tapou-lhe a

boca com um pano para ele não gritar e os olhos

com uma venda e meteu-o no seu carro. João sentiu-se

horrivelmente frustrado por ter caído numa

armadilha tão antiga!

Por sorte, um carro da polícia estava a passar e

mandou o carro do bandido parar por excesso de

velocidade. Ao abrir a porta para cobrar a multa

ao condutor, o polícia viu João amarrado e vendado

e tirou-o do carro, transportando-o de

seguida no carro da polícia até à esquadra,

onde o rapaz foi interrogado sobre as circunstâncias

do rapto. João confessou que se deslocara

ao centro comercial pois combinara com

o amigo do seu primo que este lhe retiraria

um vírus do telemóvel.

O polícia explicou ao João que nunca, NUN-

CA se deve falar com desconhecidos nem

através do telemóvel nem do computador,

pois nunca se sabe se será um ladrão ou

alguém que nos queira fazer mal. João con-


fessou o seu erro mas, de seguida,

reparou que os seus pais, preocupadíssimos,

entravam na esquadra;

estes compreenderam e não se

zangaram muito com o filho, mas repetiram

a lição que o polícia tinha dado.

Por fim, antes de o João ir para casa com

os pais, o agente fez questão de, com um

antivírus especial da polícia, lhe retirar os

vírus do telemóvel.

Foi um longo dia, e João aprendeu uma importante

lição de segurança; isto podia ter acontecido

a qualquer um de nós, logo devemos estar

prevenidos e não dar confiança a ninguém que

não conheçamos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Paranhos

Agrupamento Eugénio de Andrade

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ana Paula Fonseca

Maria do Carmo Amaral | Marta Sofia Torrie |

Pedro Diogo Anjos | Ricardo Mourisco | Silvana

Sobral

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Como estava muito bom, fiz copy paste e

copiei o texto todo para o meu trabalho. No

dia seguinte, mandei um e-mail à professora

com o meu trabalho, mas, no dia da apresentação,

a professora não mo deixou apresentar. No

final da aula, fui ter com a professora e perguntei-lhe

porque não me deu a hipótese de o ler:

-Porque não me deixou ler?

-Francisco, eu fui verificar o site de onde retiraste

informação e reparei que copiaste tudo! Vais

ter de fazer um trabalho novo! Ao menos verificaste

se o texto não tinha direitos de autor?

Mal cheguei a casa fui logo verificar se o texto

tinha ou não direitos de autor e rezei para que não

tivesse. Mas tinha! Não queria acreditar! E a coima

era de mil euros! Não quis dizer aos meus pais,

tive medo! Mas, quando recebi um e-mail a dizer

que se não pagasse a coima contariam à polícia,

fiquei sem saber o que fazer.

Assim, o Francisco resolveu contar aos pais e,


como já era de esperar, ganhou um grande castigo e,

ainda por cima, teve de pagar quatrocentos euros com o

dinheiro das suas poupanças! Ele nunca mais copiou um

texto ou uma imagem sem verificar se tinha ou não

direitos de autor. Afinal, deve ser muito desagradável

escrever-se um texto ou tirar-se uma fotografia, pô-la

na Internet e, de um dia para o outro, vê-la a ser utilizada

por toda a gente para aquilo que bem entender.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica e Secundária de Moimenta da Beira

Agrupamento de Moimenta da Beira

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Estela Almeida | Vera Costa

Ana Catarina | Rafaela Lopes

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Chegou o dia do meu aniversário e todos me

deram dinheiro como eu queria, então assim

que a festa acabou tranquei-me no quarto sem

os meus pais darem por nada e fui ao site “o

melhor preço” registei os meus dados, mas surgiu

um problema. O problema era que os jogos

tinham de ser pagos com cartão de crédito, coisa

que eu não tinha.

Eu muito triste desisti desta ideia, tinha de juntar

mais dinheiro para conseguir comprar os jogos

numa loja.

No dia seguinte ouvi o meu pai dizer que ia ao

multibanco, e ofereci-me para ir com ele, com a

ideia de ver qual era o código do cartão de crédito

para conseguir ir à internet comprar os jogos.

Consegui ver qual era o código e apontei no meu

pequeno bloco de notas, mas só não sabia o

número do cartão, tinha de arranjar uma maneira

de lhe roubar o cartão. Quando chegamos a casa o

meu pai colocou a carteira no sítio do costume, e

quando o apanhei distraído roubei-lhe o cartão de

crédito, fui ao site, preenchi o formulário todo con-


forme pedia e finalmente consegui encomendar os meus

jogos.

Eu não sabia era que na internet havia muitos perigos.

Passaram algumas semanas e os jogos não apareciam,

fiquei preocupado.

Mas fiquei ainda mais preocupado quando ouvi o meu

pai dizer que lhe estava a desaparecer muito dinheiro

da conta bancária.

Foi falar com o meu melhor amigo e contei-lhe o que

se passava, ele disse-me que eu tinha cometido um

grande erro, pois ele já tinha feito a mesma coisa e

já me tinha avisado. Mas eu não liguei, pensei que

era tudo mentira que era só para ele ter os jogos e

eu não.

Ele disse-me para eu contar aos meus pais para

eles anularem o cartão de crédito, porque se não

o fizessem ficariam sem dinheiro.

Corri para casa e contei aos meus pais, eles

quase me mataram.

Meteram-me de castigo e disseram-me para

quando quisesse alguma coisa para lhes pedir.

Os meus pais foram ao Banco e cancelaram o

cartão de crédito, felizmente ficou tudo bem.

Aprendi uma grande lição, nunca devemos

registar os nossos dados na internet muito

menos sem pedir aos nossos pais. Escrevi

esta história para te mostrar os perigos da

internet e para que nunca cometas este

erro.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Irene Lisboa

Agrupamento Irene Lisboa

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

M.ª João Portela

Benedita | Inês Moura | Inês Raquel | Rafaela

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Para ele isso já se tornava aborrecido, e decidiu

falar com o seu amigo Diogo que já tinha passado

por uma situação idêntica. Seguido de algumas

horas perguntou ao seu amigo se podia

esclarecer algumas dúvidas pois não sabia o que

fazer.

O seu amigo disse-lhe que era melhor ignorar

pois podia ser perigoso. Após a conversa o João

voltou a receber outra mensagem, mas desta vez

dizia “liga-me temos prémio”, ele tão curioso que

estava decidiu ligar. Atendeu-lhe uma voz estranha

a comunicar-lhe, que teria de se encontrar

para puder receber uma PS3, ele perguntou como

é que tinha ganho, então a pessoa disse que se

tinha inscrito num site, ele não se lembrava de o

ter feito, mas como era uma PS3 aceitou logo, e

perguntou onde era esse encontro, essa pessoa

disse que podia ser no jardim da praceta às 16h.

João todo entusiasmado disse-lhe que estaria lá e


desligou o telemóvel.

A mãe estava na porta, ouviu tudo e achou muito estranho,

resolvendo seguir o filho.

Já eram 16h e o João saiu de casa seguido pela mãe.

Chegou ao jardim todo contente, e vê um homem com

uma cara muito assustadora a aproximar-se dele, ficou

muito assustado, pois não sabia o que fazer.

O homem perguntou-lhe se tinha sido com ele que

tinha falado pelo telemóvel, o miúdo disse que sim.

O miúdo perguntou-lhe, onde estava o seu prémio,

e o homem disse que não havia nenhum prémio.

Ele tão assustado que estava decidiu fugir, mas o

homem apanhou.

A mãe viu tudo e chamou logo a polícia, porque

estava muito preocupada, passado 5 minutos

houvesse a buzina da polícia.

Os polícias apanharam o homem e souberam

que estava a tentar raptar.

O João foi a correr para a mãe.

Passado uma semana veio na televisão uma

entrevista sobre ele em que dizia que nunca

deviam combinar um encontro sem conhecer

a pessoa.

A mãe de castigo tirou-lhe o telemóvel

durante 2 semanas pois nunca mais devia

fazer isto, mas por outro lado estava orgulhosa

pelo filho de ter ido á televisão chamar

atenção das outras crianças que pudes-


sem ter algum episódio como

este.

Isto sim foi uma grande lição.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Freixo

Agrupamento Freixo

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Filipa Capa

José Pedro Alves

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Então, cuidadosamente, cliquei nas teclas do

computador, pois era do meu pai, e como

sabia a password do computador sem ele

saber, era preciso ter cuidado. Comecei então a

registar-me. No meio da ficha de inscrição havia

um texto comprido, eu só li a primeira frase e

logo me cansei e com o entusiasmo de receber

os jogos, o que queria era despachar-me. Quando

completei todos os espaços em branco, carreguei

num botão que dizia “aceitar” e então cliquei,

e tentei uma vez, e outra, e outra mas não

saí daquela página. Fui rever a ficha e descobri o

que me fazia esperar. Lá dizia “NIB”, mas eu não

sabia o que era e todo descontente saí da ficha e

encerrei o computador. Não tinha perdido a esperança.

No dia seguinte, eu perguntei com muito

jeitinho ao meu pai o que significava “NIB”. Pensando

que me iria responder, perguntou-me para o

que queria saber e nesse momento fiquei um pouco

vermelho e inventei uma desculpa à pressa,

mas mesmo assim não me respondeu. Na escola,

na primeira aula da manhã, fui logo perguntar à

professora e tive sucesso. Agora que sabia o que


era tinha ainda de descobrir o número da conta bancária.

Sabia que hoje a minha mãe ia ao talho e ia sempre ao

multibanco. Então fui com ela. Quando estava no multibanco

eu ergui a cabeça e vi o que eu esperava ver. Em

casa fui para o computador às escondidas e reescrevi a

ficha, no “NIB” pus os números que vi, pois pensava

que seria para pagar os jogos que eram baratos. Os

dias passaram e dos jogos, nada de nada, comecei a

ficar preocupado. Um dia, a minha mãe chega a casa

a choramingar. Eu assustado, perguntei o que se

tinha passado. Pois então tinha perdido umas das

suas poupanças. Eu fiquei aflito, mas mais tarde ou

mais cedo eu tinha que contar a verdade. Senteime

à beira dela e disse-lhe tudo. E esse momento

ficou marcado para o resto da minha vida como

uma lição, pois não recebi os jogos, os meus pais

ficaram com menos poupanças e como castigo

não tive nenhuma prenda de ano, entre outras

coisas. Isto tudo foi devido ao facto de eu não

ter conhecimento do que estava a fazer, por

distracção e por me deixar iludir pela ambição.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Francisco Torrinha

Agrupamento Francisco Torrinha

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

José Leite | Lurdes Bastos

Maria Inês Abreu | Sara Teixeira

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alto, atrevido, divertido, etc. Uma

pessoa que eu tinha como amigo nos chats

pediu o meu email e número de telemóvel…

Como eu sou muito descontraído quando faço

de Virtual, dei-lhe tudo o que ele pediu sem desconfiar

de nada, as pessoas fixes não pensam

duas vezes.

Fiquei tanto tempo sem receber nada que achei

estranho, nem no telemóvel, nem no hotmail…

pensei que ele se esquecera, então, tinha razão,

não ia acontecer nada…

Num outro dia, quando estava a falar com outras

pessoas numa sala de chat onde vou muitas

vezes, outra pessoa pediu-me o meu número de

telemóvel e o meu email.

Eu, apesar de não estar muito preocupado, perguntei-lhe

para quê. Ele disse-me que era para

ficarmos amigos…. As pessoas fixes, segundo ele,

fazem isso muitas vezes…. Eu dei-lhe e no fim da

semana recebi um estranho email… Não conhecia o


endereço electrónico…

Assim que abri o email o meu computador foi abaixo…

ligou outra vez, sozinho, e ficou tudo escuro… de repente

apareceu uma figura de um rapaz desenhado e disseme

adeus.

O meu computador não estava a ligar, a cara ficou lá

mais ou menos uma hora e desapareceu, ficou tudo

escuro e nunca mais ligou… tentei ir ao hi5 e não deu,

tentei ir ao Messenger e também não deu, aparecia:

“a sua sessão já está iniciada”, os meus pais ficaram

muito zangados comigo… o computador teve que ir

para muitos sítios para ver se tinha arranjo, mas

nada feito. Era um vírus letal para o computador,

bastava que soubessem algumas informações

sobre a pessoa a quem era mandado…

Agora é que estava em maus lençóis. Tive que

dizer aos meus pais que tinha dado o meu

número e o meu email àquelas duas pessoas,

na sala de chat. Os meus pais nem sabiam que

eu ia para uma sala de chat… nunca os tinha

visto tão zangados.

Nunca mais faço o mesmo…

Adeus Virtual.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Particular e Cooperativa de Ensino ANCORENSIS

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Carla Renée | Manuela Barros

Ana Patrícia Pires | Ana Sofia Malheiro | Eva Lourenço

| Meritxell Correira

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

No registo pedia o nome da pessoa, a morada,

o número de telemóvel e o número de cartão

de crédito.

Quanto ao número do cartão de crédito, visto

que eu sou menor de idade, fui pedir o cartão

ao meu pai, no entanto ele não mo quis dar. Por

isso só tive uma hipótese, tirá-lo às escondidas.

Coloquei todos os dados necessários e obtive

como resposta: “receberá em breve a sua compra”.

Apesar de os meus pais me avisarem regularmente

para não comprar nada pela Internet, eu acho

que vale a pena, pois poupo dinheiro, e os jogos

são tão bons como comprados numa loja. Fiquei

bastante contente, pois iria receber os jogos que

eu tanto queria, mas espero que os meus pais não

descubram pois ficaria de castigo durante bastante

tempo.

Uma semana depois, recebi uma encomenda do

carteiro. Felizmente, estava sozinho em casa. Que

maravilha! Os meus jogos!


No dia seguinte, fui experimentar os meus jogos novos,

mas, para minha desilusão, não funcionavam, eram

DVD‟s vazios.

Fiquei com remorsos… pois os meus pais tinham razão.

Mais tarde, quando o meu pai chegou a casa, reparei

que vinha com um ar apressado…até fiquei com medo,

será que tinha descoberto?

O meu pai explicou que havia recebido um telefonema

do banco a informar que tinha havido um elevado

levantamento de dinheiro na sua conta e que, por

este motivo, ficou a dever dinheiro ao banco.

Ups…ó meu deus, como é que isso foi acontecer?

- Por acaso tu não tens nada a ver com isto, pois

não filho? – Perguntou-me o meu pai com uma

voz assombrosa.

- Desculpa pai…Eu já deveria saber que isto

poderia acontecer… desculpa.

- Mas como é que isto foi acontecer? Acho que

ainda tens muito por explicar…

Contei aos meus pais a história do princípio ao

fim. A minha mãe estava com uma cara desiludida,

e o meu pai apesar de ter acalmado

um bocadinho, continuava furioso.

- Espero que isto te tenha servido de lição, e

que nunca mais se volte a repetir!

- Já sei pai, perdoa-me, nunca mais volta a

acontecer.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Francisco Torrinha

Agrupamento Francisco Torrinha

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

José Leite | Teresa Carvalho

Jan Almeida | Vasco Machado

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Ao carregar naquele apelativo botão, a coisa

complicou-se. Pediram-me os meus dados

pessoais os quais lhes facultei sem qualquer

hesitação.

Depois, indicaram-me outro website, ao qual eu

acedi e que apresentava uma shoutbox. Falaram

comigo e fizeram conversa, dizendo que eram da

organização do sorteio. Fiquei contente, pois

pareciam muito amigáveis. Aí, disseram que me

iriam mandar por correio a consola para a qual eu

tinha concorrido e ganho.

Em seguida, enviaram-me um link, para um website

que eu desconhecia. Como os considerava

amigos, decidi visualizar o conteúdo do site.

Este passou-me alguns vírus que eu consegui eliminar,

mas aquela imagem ficou-me na memória…

As pessoas, que eu considerava minhas amigas,

tinham-me traído mandando-me para um site de

pornografia do qual saí sem hesitação.

De seguida, abri o anti-vírus e fiz uma verificação

completa de vírus ao computador onde encontrei


um número espantoso de vírus, spyware e worms.

Não disse nada aos meus pais com vergonha, o que

deveria ter feito. Pelo contrário, mantive-me em silêncio,

não pronunciando uma palavra sobre o assunto.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Paranhos

Agrupamento Eugénio de Andrade

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ana Paula Fonseca

Afonso Sousa | Inês Isaías | Inês Teixeira | Rita

Seabra

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

O registo pedia:

Nome, idade, sexo, morada e número do telefone.

No visor apareceu: entrega dentro de 3 dias.

Os meus pais não sabiam da história e, por isso,

no dia da entrega eu pedi – lhes para ir ao

supermercado comprar m&m. Passados cerca de

15 minutos depois dos meus pais saírem, tocáram

à porta.

Abri a porta e à minha frente estava um homem

armado, encapuçado e com um saco às costas.

Aflito, gritei:

- AAAAAAAH! UM LADRÃO!

Corri escada acima, escondi – me no quarto e

liguei para a polícia; de repente, a chamada caiu.

Peguei no telemóvel da minha mãe e … o ladrão

apareceu – me à frente com uma arma e disse:

- Diz – me onde está o dinheiro!

Com medo tentei escapar. O ladrão reagiu dando –


me um tiro.

Felizmente o tiro foi de raspão, mas, talvez pelo susto,

acabei por desmaiar.

O ladrão vasculhou a casa toda, mas acabou por encontrar

apenas um par de brincos de ouro e um anel valioso.

Quando o ladrão estava a descer as escadas, começaram

– se a ouvir as sirenes da polícia. Estes tinham

visto de onde tinha sido feita a chamada que tinha

caído, porque na rua onde eu morava estavam a

fazer obras na ligação dos telefones.

Depois de muito tiroteio entre o ladrão e a polícia,

o ladrão acabou por se entregar e o site de jogos

foi fechado.

Quanto a mim, levaram - me para o hospital para

curar a ferida que tinha sido feita pela bala que

me atingiu de raspão e para recuperar do susto

que tinha apanhado.

Os meu pais foram ter comigo ao hospital para

verem se eu estava bem e também para saberem

o que se tinha passado.

Quando foi para casa os meus pais conversaram

comigo sobre o sucedido e disseram –

me que iam passar a controlar os sites que

eu visitava, porque não queriam que voltasse

a acontecer o mesmo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Irene Lisboa

Agrupamento Irene Lisboa

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ana Maria Teles de Meneses

Ana Andrade | Ariana Coelho | Barbara Vasconcelos

| Ricardo Pereira

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

Inverto a minha personalidade, entro no mundo

da imaginação e de fantasia onde posso ser

quem quiser e fazer o que quiser.

Como Virtual, sou alta, loira e extrovertida. Mas,

um dia quando entrei no chat, meteram conversa

comigo.

Alguém desconhecido, parecia simpático, querido,

sincero, leal como se fosse o meu melhor

amigo. O seu nick era “Engatatão64” o que despertou

interesse nele, sendo ela mais uma vítima.

Fomos falando no chat durante algum tempo, até

que trocámos e-mails, falando de várias coisas,

confesso que na verdade, por vezes, falamos de

coisas íntimas que eu não me sentia à vontade,

sendo ele um desconhecido e eu muito reservada.

Houve um dia, que tudo mudou …Era um sábado,

e combinamos um encontro, num centro comercial

pouco movimentado, às 18:35h. Eu cheguei primeiro,

e estava nervosa e ao mesmo tempo ansiosa.

Quando ele chegou, fiquei admirada e descon-


fiada porque reparei que ele era mais velho, que eu e

também reparei que ele tinha uma cicatriz na cara igual,

a um pedófilo muito conhecido devido ao seu cadastro de

varias vitimas.

Ao perceber isso, fingi que a minha mãe estava a ligarme

para eu ir para casa. Nisto, ele arrancou-me o telemóvel

da mão e atirou-o para o chão. Aflita, comecei a

gritar e ele bateu-me atirando-me para o chão e abusou

de mim.

Fiquei aterrorizada, sem saber o que fazer e neste

preciso momento, eu consegui levantar-me dandolhe

um pontapé na perna, ele desequilibrou-se caindo,

eu consegui fugir.

Cheguei a casa, a chorar e com nojo de mim própria.

Entretanto chegou a minha mãe, que me

ouviu a chorar e rapidamente, perguntou o que

se passava. Contei-lhe a verdade e o que se

tinha sucedido. A minha mãe ficou horrorizada e

preocupada e logo de seguida levou-me para o

hospital.

Fizeram-me análises para saber se estava tudo

bem comigo e se não tinha sofrido nenhum

dano. A minha mãe ficou mais aliviada, e

então fomos para casa.

Eu e a minha mãe fomos à polícia, onde participamos

o sucedido e eu fiz um relatório

sobre o que se tinha passado. Disse quem

era o homem, conseguiram identificá-lo e

logo de seguida avisaram as autoridades e

conseguiram apanhá-lo. Passado vários


meses, o caso ficou resolvido e

teve pena de prisão.

Bem, aprendi que não devo falar com

estranhos no chat nem marcar encontros

com pessoas que não conheço. Conto-vos

a minha história esperando que sirva

de lição.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Nadir Afonso

Agrupamento Nadir Afonso

PROFESSOR(S)

Gil Alvar

ALUNO(S)

Ana Pancieiri | Telma Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

...até que o João decidiu telefonar a esse

número. Foi ai que a voz de um homem (cuja

mesma ele não identificou) dizendo:

-Boa tarde.

-Boa tarde. Tenho recebido numerosas SMS,

enviadas por este número. Podia dizer-me com

quem estou a falar neste momento?

O homem através da voz do João apercebeu-se

que era um jovem.

-Sou o Sr. Avelino Carrapisso pertencente a uma

academia de futebol, cujo nome é “ Paul Frank”

estamos a fazer uma selecção de jovens para

investir nas suas carreiras futebolísticas, será que

está interessado!?

O João gostando de jogar futebol, ficou entusiasmado,

dizendo:

-Sim eu quero, mais primeiro tenho que pedir aos


meus “velhos”, quando tiver a resposta irei contactá-lo.

-Aguardo a resposta. – Disse o homem.

-Ok. Adeus e obrigado. – Disse o João.

O João desligou o telemóvel e sem perder mais tempo

dirigiu-se aos pais e disse:

-Pai, mãe, ligaram-me de uma academia de futebol e

eu fui um dos escolhidos para poder investir na minha

carreira. Não é bestial?

-Sim é, podes ir filho, vamos fazer tudo para que

tenhas o futuro que queres – declarou a mãe sem

pensar duas vezes.

-Trata tudo que nós pagamos. – Afirmou o pai.

Logo de seguida o João muito entusiasmado ligou

para o número, e mal atendeu disse quase a gritar:

-Sim. Os meus “cotas” deixam…

Nem deixou o João encerrar a frase e perguntou:

- Quando podemos encontrar-nos?

-Hoje seria perfeito. - Disse o João

-Claro, claro, às 20 horas na rua da década

de 70.

-Sim pode ser, lá estarei…

Faltava já menos de uma hora para as 20

horas e o João estava tão entusiasmado

que passou o resto do tempo até perto das

20 horas a limpar as chuteiras que tinha


ganho num sorteio de bingo…

Quando chegou a hora do seu

encontro o João vestiu a sua melhor

roupa e saiu para o encontro à muito

esperado.

Quando viu o Sr. Avelino Carrapisso assustou-se

pelo mau aspecto do homem, mesmo

assim disse:

-Como está?

O Sr. Avelino Carrapisso sem pensar duas

vezes deu sinal para um homem que estava

atrás do João com o spray ETER, que o fez desmaiar.

João apercebeu-se do risco que corria,

mas já sem poder fazer nada desmaiou devido

ao spray.

Foi ai que o Sr. Avelino Carrapisso o colocou dentro

de uma carrinha, onde permaneceu algum

tempo. Já no dia seguinte o João acordou com um

aspecto horrível e amarrado e foi ai que começou

a gritar:

-Socorro! Secourt! Help! Aider! Hilfe! – Gritou em

várias línguas pois não sabia em que país estava.

Foi ai que uma mulher francesa o ajudou. João

muito assustado foi para a casa da mesma, e fez

queixa as autoridades, dos presumíveis traficantes

de menores.

Depois de mais de 24 horas, a polícia francesa

conseguiu encontrar os traficantes. Foi ai que o

João soube que os mesmos eram uma quadrilha


montada a mais de 10 anos.

Depois desse episódio João voltou ao seu país natal

(Portugal) onde foi advertido dos perigos do telemóvel,

ai João disse:

-Um episódio a não repetir.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Irene Lisboa

Agrupamento Irene Lisboa

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Aida Domingues

Beatriz Mota | Gabriela Sanches

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alta, bonita e extrovertida. É o

completo oposto do que eu sou fora do visor

do computador.

Apercebi-me um dia que gosto mais de mim

como sou no computador do que sou na vida

real. Na internet, tinha amigos, pretendentes,

etc. Mas o que haveria de fazer? Eu era como era

e não podia mudar nada. Os meus “amigos” pensavam

que eu era a Virtual extrovertida, mas na

Realidade eu não era isso, era apenas a Real, a

miúda tímida.

Os rapazes que me elogiavam na internet pareciam

ser bem reais. Alguns da minha escola,

outros que eu conhecia bem desde pequena. Era

por isso que eu gostava de ser a Virtual. As pessoas

demonstravam mais interesse em mim no

que mostravam quando falavam comigo. Eduardo,

o rapaz de quem eu gostava mandara-me um

pedido de amizade… Eu fiquei a olhar para o seu

pedido, ao lado tinha a sua fotografia.

“Também gosta mais da Virtual”- Pensei eu.


Porém eu sabia que lhe ia mentir e mentir. Aceitei o seu

pedido.

Todos os dias, mandava-me “Olá o meu nome é Eduardo!”.

Eu achava piada, porque eu sabia muito bem

quem ele era! Ele nunca me falara muito. A minha

melhor amiga Gabriela (a única que sabia quem era a

Virtual) dizia para eu falar com ele, tornarmo-nos amigos,

mas a coragem, o elemento essencial, faltava.

“Eu sei!”- Respondi eu. Sabia que aquilo ia ressuscitar

perguntas como “Sabes?” ou “Mas quem és tu?”,

mas não me importava com aquilo. Eu gostava dele

e estava disposta a expor a minha identidade, só

para falar com ele.

Esperei alguns minutos até que ele me respondesse

“Pois. Olá Real!”.

O quê?! Pensei em quem poderia ter-lhe contado.

Claro! Gabriela! Eu iria aniquilá-la no dia

seguinte de escola.

“Na aula de área de projecto, talvez!”- Pensei…

“Acho que devias criar outro perfil, as pessoas

gostam mais da Real, não achas?”- Disse

Eduardo.

“Não”- Respondi. -“ Porque falaste comigo

agora? Tens pena?”

“Não. Porque falas agora, ganhaste coragem?

Não enganes mais ninguém. As pessoas

tuas amigas gostam mais de ti, do que

da Virtual, acredita! Se não porque seriam

teus amigos? Abre os olhos Real e aproveita


o que tu és! Gostavas que alguém

se fizesse de outra pessoa e te

enganasse todos os dias. As pessoas

que fazem isso são falsas, tu não!”

Que grande lição! Talvez ele tivesse

razão! Eu tinha a certeza que no dia

seguinte ia apagar aquele falso perfil do

meu computador para sempre e ser apenas

o que sou, a Real!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Irene Lisboa

Agrupamento Irene Lisboa

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Aida Domingues

Catarina Magalhães Bastos | Sara Filipa Teixeira

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Bem, é melhor perguntar ao meu pai se posso

fazer isto, visto que o computador é dele.

Também raramente me deixa vir para aqui,

tem sempre trabalho a fazer, portanto quero lá

saber! Só preciso de dar alguns dados pessoais,

o nome completo, número de telemóvel e morada.

Já está! Espero que me mandem um e-mail

a dizer que vai chegar o mais rápido possível.

Já passou uma semana e não me responderam…

A semana não está a correr nada bem. O meu pai

anda com problemas na empresa, qualquer coisa

a ver com “blackdoor”, mas não deve ser nada de

interessante comparado ao meu problema. A Filipa,

a rapariga de quem gosto, está chateada

comigo. Disse que o meu e-mail a ofendeu muito

e que nunca mais ia falar comigo. O problema é

que eu não lhe mandei e-mail nenhum! Acho que

foi o Carlos, o meu melhor amigo que também

gosta dela, ele sempre soube a minha palavrachave;

vou ter de falar com ele!

Hoje, o meu pai recebeu uma carta em casa. Não

devia ser boa coisa porque a mãe teve uma discus-


são com ele. Ainda por cima, parece que o problema na

empresa é mesmo muito mau…

Que chatice! Tive uma falta de material a Português porque

supostamente não enviei o trabalho. Mas eu tenho

a certeza que enviei, até foi no mesmo dia que recebi o

e-mail da consola. Estou aborrecido com o Carlos, ele

não admitiu que enviou o „tal‟ e-mail à Filipa. Estes

dias não andam a correr nada bem!

Finalmente, passadas duas semanas, recebi o e-mail

por que tanto esperava. Dizia que tinha de pagar os

portes de transporte da consola. O problema é que

para isso, preciso de realizar uma transferência

bancária… Vou ter de falar com o meu pai.

Não acredito! A conversa com o meu pai não correu

como estava à espera! Começou a gritar

comigo, a dizer que a culpa era minha. Ao início,

estava tão nervoso que não me conseguiu explicar

nada. Voltei ao meu quarto e, passado

algum tempo, ele foi lá ter comigo. Basicamente,

começou a dar-me um sermão sobre os

perigos da internet. Não estava a perceber o

que é que isso tinha a ver, até que o meu pai

se explicou melhor. Pelos vistos, o e-mail da

consola era uma aldrabice! Só trouxe problemas

e nada de consola! Sinto-me tão culpado,

os meus pais quase que se divorciavam

devido à carta da qual ainda não sei o conteúdo;

a empresa do meu pai, por pouco

não foi à falência, alguém andava a aceder

aos ficheiros que ele continha no computador;

ignorei o Carlos e ele não tinha culpa


nenhuma; a Filipa não falava

comigo; a professora de Português

marcou-me uma falta… isto tudo,

porque eu queria uma consola!

Segundo a explicação do meu pai,

alguém mandou aquele e-mail para conseguir

aceder aos ficheiros do computador

e conseguir controlar tudo.

A única coisa que restava fazer, além de

mandar o computador para remover os vírus,

era pedir desculpa aos meus pais, ao Carlos e

explicar a situação à Filipa e à professora de

Português.

Bem, tudo acabou por se resolver. Fiquei proibido

de ir ao computador, pelo menos até ao fim

do meu curso sobre perigos e precauções a ter

na Internet. Até já sei algumas coisitas, mas

uma das mais importantes, não fornecer dados

pessoais a e-mails estranhos nem nada do género.

Tudo isto foi uma grande lição e agora sei

como evitar uma situação semelhante. Não acreditem

em tudo o que diz na Internet!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Monção

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Carmo Pereira

Adrien Esteves

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Eu abri essa pasta e apareceu-me um vírus

que se instalou no meu PC, e eu como não

tinha antivírus no computador, não tinha protecção,

o vírus passou para todo o lado já nem

conseguia fazer nada nem abrir um simples

Word para fazer um trabalho que a professora

de inglês mandou. Por não conseguir fazer nada

tive que mandar o meu PC formatar onde tive

que pagar 50 euros por um simples vírus que me

enviaram pelo Hotmail. O PC teve que o mandar

para o lixo porque não deu para formatar.

Tive uma sorte porque fiz no dia seguinte e recebi

outro PC marca PT melhor do que o outro mas

com o melhor antivírus do mundo chamado «xanxum»

fabricado da china pelo jackie chan o

melhor actor de luta do mundo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Francisco Torrinha

Agrupamento Francisco Torrinha

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

José Leite | Lurdes Bastos

M.ª Miguel Serrano | Maria Bessa

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Fui ao site de imediato para não perder tempo.

Cliquei em “Aceito o Prémio” e pediramme

os meus dados. Preenchi todos os espaços

e cliquei em “Continuar”. Logo a seguir, apareceu

no meu computador, todos os termos que

eu tinha de aceitar. Um dizia que vinham a

minha casa entregar a consola. Fiquei radiante e

aceitei. Marquei uma data e no dia 15.02.2010

eu iria receber a tão esperada consola. Os dias

foram passando, sempre à espera do dia 15. Este

passou e nada da consola. Ninguém apareceu em

minha casa. Fiquei muito chateado, e fui ao site à

procura de mais informações. Quando cliquei no

botão “Ajuda”, algo que eu não contava aconteceu…Um

vírus entrou no meu computador, apagou

-me todos os ficheiros e sem mais nem menos

desligou-se. Fiquei em pânico. Chamei a minha

mãe e contei-lhe o que tinha acontecido. Ela passou-se,

pois eu dei todas as minha informações

pessoais, incluindo a morada e disse-me que eu

tinha de avisar a polícia judiciária e o técnico dos

computadores. No telefone disseram a minha mãe

que ela tinha de ir à judiciária. Saiu de casa e eu


fiquei sozinho. A campainha tocou, fui ver quem era e

abri a porta. Disseram-me que era do site para entregar

a consola e eu mandei-os entrar. Mal eu sabia o que ia

acontecer. Fechei a porta e pedi para esperarem no hall,

enquanto eu ia à cozinha buscar um copo de água.

Grande surpresa quando voltei e não vi ninguém. A

minha casa estava praticamente vazia, sem televisão,

sem rádio, sem as pratas,… Fiquei em choque e, nesse

preciso momento, a minha mãe entrou em casa com

a P.J. Perguntou-me o que tinha acontecido e eu

expliquei tudo. A P.J. foi atrás dos ladrões enquanto

eu e a minha mãe contávamos ao meu pai.

Sorte a minha que a P.J. os encontrou e veio pedir

me que os identificasse. Fiquei nervoso, mas

garantiram-me que ninguém ia ver a minha cara.

Desloquei-me até à esquadra e fiz o que me pediram.

Graças a Deus correu tudo bem! Os ladrões

já estavam presos, agora só lhe restava esperar

pelo técnico e voltar a equipar a casa com tudo

o que tinha sido roubado.

Uns tempos depois…

…tudo tinha voltado ao normal! O Guilherme

já tinha a consola que tanto queria, a sua

casa estava como antes e como o técnico não

conseguiu reparar o computador, teve de

comprar um novo. Agora que ele já conhece

todos os perigos da internet, aprendeu com

os seus erros e nunca mais voltará a fazer o

mesmo, porque no final saiu-lhe mesmo a

sorte grande!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Particular e Cooperativa de Ensino ANCORENSIS

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Carla Renée | Elisabete Pires

Beatriz Cravinho | Diogo Pereira | Filipa Fonseca |

Maria Sá | Rui Amorim

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Passado uns dias esse número ligou-lhe. Ele

estava com muito medo do que poderia ser,

mas pelo sim pelo não, atendeu. Do outro lado

ouviu: “- Sou eu!”. Ele ficou muito assustado

com o que ouviu, mas não disse nada aos pais.

Nesse mesmo dia, recebeu uma mensagem do

tal número a marcar um encontro. Tinha que ir

ter com essa tal pessoa à entrada da escola, às

13:00 em ponto. Deveria ir sozinho. Ele não respondeu,

mas ficou muito intrigado. Passado uma

semana, enviaram-lhe outra mensagem a dizer “-

Olá”. Ele respondeu à mensagem. A pessoa perguntou-lhe

se era o João. Ele ficou admirado como

sabiam o seu nome e respondeu que sim. Então

perguntaram-lhe se tinha namorada e, mentindo,

disse que não.

Contudo, ele passava dias e noites a falar com

essa pessoa. Os seus amigos sabiam quem era.

Era o “Sumos”, que na verdade se chamava Bruno.


Ele só estava a fazer isto ao seu amigo por vingança,

porque o João tinha-lhe “roubado” a namorada. Durante

os SMS´s, o “Sumos” disse que se chamava Sara Francisca,

que era alta, magra, linda, tinha olhos verdes,

cabelos compridos castanhos e era inteligentíssima. Ele

também se descreveu fisicamente. Então marcaram

outro encontro no mesmo sítio do outro. Desta vez o

João aceitou ir ao encontro. Então, quando o João viu

a pessoa, ficou admirado e ao mesmo tempo riu-se. O

João disse-lhe para não repetir aquela brincadeira,

pois a sua namorada não ia voltar para ele. E aquela

brincadeira não voltou mesmo a repetir-se.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Paranhos

Agrupamento Eugénio de Andrade

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ana Paula Fonseca

Ivo Sousa | Marta Azevedo | Miguel Figueiredo |

Rafaela Pereira | Sara Rodrigues

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

o João acabou por ganhar coragem, mas em

vez de ligar, mandou um SMS que dizia “ Quem

és? O que queres de mim? A resposta não tardou

a chegar: “Sou a “Rita95” no Hi5, lá vi o teu

número novo. Também vi o teu perfil – as tuas

fotos são muito giras, gostava de conhecer – te!

O João foi ver o perfil da “Rita, no Hi5, e mandoulhe

mais um SMS:

“ joão_ratão@hotmail.com, adiciona-me!”

A “Rita” adicionou-o rapidamente e depressa se

tornaram amigos. “Rita” dizia ser uma rapariga

morena, com olhos castanho – esverdeados e aparentemente

carinhosa. O João propôs um encontro

perto das escadas em frente ao café “Dark”. “Rita”

aceitou

No dia do encontro, “Rita” não apareceu. João

estava a desesperar. De repente, um homem toca

– lhe no ombro e, juntamente com outros homens,


levaram – no para dentro de uma carrinha onde estava a

Rita. Eles foram levados para uma cabana abandonada e

ficaram acorrentados.

No dia seguinte, a notícia dos raptos chegou aos jornais:

“Mais duas crianças de 14 raptadas num prazo de

uma semana.” Na cabana, as crianças eram drogadas e

torturadas diariamente e João percebeu, da pior

maneira possível” que tudo era uma fraude. Rita era

obrigada a tirar algumas fotos ousadas que depois

eram vendidas.

Um dia as crianças não resistiram à tortura e acabaram

por morrer. Os corpos foram atirados ao rio e

mais tarde descobertos pela GNR. Os criminosos

continuaram a monte.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Arqueólogo Mário Cardoso

Agrupamento Arqueólogo Mário Cardoso

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Marta Silva

Carolina | Margarida | Nádia

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Era um dia maravilhoso, o Sol estava radiante,

as nuvens ainda não haviam aparecido no

céu e eu acordara muito alegre e bemdisposto.

Da janela do meu quarto conseguia

ver perfeitamente todos os prédios, todas as

casas e todas as fábricas como que a olhar para

o infinito, como se fossem pessoas a admirar um

grande vazio. Apesar do barulho constante da

cidade, conseguia ouvir o chilrear dos passarinhos

voando perto do meu prédio, conseguia ver

o parque cheio de cães a passear, melros a fazer

os seus ninhos, e outros pássaros voando à procura

de alimento para os seus filhotes. O dia estava

limpo e claro.

Era o dia perfeito para participar no concurso que

me iria dar a consola de jogos com que sempre

sonhara. As inscrições tinham aberto nesse dia e o

vencedor iria ser sorteado um mês depois. Então,

depois de acordar e me vestir, liguei o computador,

fui à minha conta do Hotmail e enviei um e-mail

para participar no tal concurso. Já se tinham inscrito

cerca de quinhentas pessoas. O concurso


envolvia todo o país, de modo que iria ser muito difícil

ganhar a consola. O vencedor iria ser um grande sortudo.

Depois de enviar o e-mail, saí da minha conta e desliguei

o computador. Após isso, fui para a escola, muito

entusiasmado por causa do concurso.

Quando cheguei à escola fui ter com o meu habitual

grupo de amigos. Contei-lhes logo o que tinha feito, e

já todos eles tinham concorrido também. Sabíamos

que milhares de crianças como nós iam participar

neste concurso. No entanto, não perdíamos a esperança

de ganhar. Depois de todas as aulas, deu o

toque de saída e fui para casa, com uns amigos que

moravam perto do meu prédio. Estava tão ansioso!

Parecia que este mês estava a passar mais devagar

do que todos os outros. Todos os dias falávamos

sobre o concurso, e todos os dias eu ia ver o

número de participantes deste. Cada vez aumentava

mais o número de concorrentes, e cada vez

mais diminuía a minha esperança de ganhar. No

entanto, nunca morreu.

Todos esperávamos, impacientes, até que o

desejado dia chegou. Tudo estava muito escuro

e cinzento… parecia que algo de mau iria

acontecer. Desanimei um pouco quando, ao

acordar, espreitando pela janela, vi o céu

coberto de nuvens cinzentas e gordas, e no

chão, o impacto das grandes gotas de água

a cair nos charcos. Estava tudo tão negro!

Estava tudo tão sombrio! O ar alegre e

luminoso do dia em que tinha participado

no concurso tinha sido abafado por um ar


oprimido, triste e muito sombrio,

alagado por uma chuva amarga e

infeliz que, contrariamente às chuvas

de Primavera, transformavam aquele

dia tão desejado num dia de amargura e

mágoa. Aquele aspecto da cidade fazia

com que tudo e todos desanimassem. No

entanto, um pouco caído, fui ver quem

tinha sido o sortudo do grande concurso.

Estava tão ansioso, que nem sequer me vesti.

Levantei-me da cama e liguei o computador

com tanto afogo que até tinha medo de ser eu

próprio o vencedor. Abri a minha conta do Hotmail

e fui à caixa do correio. Nem queria acreditar!

Tinha sido eu o escolhido entre um milhão

de outros meninos, para ganhar a consola de

jogos com que sempre sonhara. E era tão simples!

Bastava clicar no link que dizia “Aceito o

prémio” e recebia-o instantaneamente. Fiquei

super animado quando vi e sem receio, cliquei

logo naquela que ia ser a porta aberta para uma

maior diversão e, ao mesmo tempo, uma inveja

pelos outros meninos, perante mim.

Mal sabia eu a asneira que estava a cometer. Ao

clicar no link, descobri rapidamente que aquele

concurso era apenas um vírus, que iria apagar

tudo o que estivesse guardado no computador de

quem ganhasse e aceitasse o prémio. No meu

computador eu tinha guardado trabalhos e até

jogos que eram importantes e necessários, como

por exemplo para a escola, que foram totalmente


eliminados do meu computador. Nesse dia aprendi uma

lição que me valeu para a vida inteira. Nunca mais cometi

uma destas asneiras, de clicar em algum link, participar

num concurso ou até mesmo contactar com alguém

desconhecido pela internet. Apesar de ser um bom

meio de comunicação e uma forma de aprender e pesquisar

sobre algum assunto, é necessário ter muito cuidado

com a internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Castêlo da Maia

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Rosa Cruz | Ana P. Rosas

Teresa Dias

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

O João já estava farto, recebera o telemóvel há

tão pouco tempo e já lhe mandavam mensagens

sabe-se lá de onde. Poderia ser um amigo

a gozar, talvez. Mas também poderia ser alguém

que tivesse o número errado. No entanto, as

mensagens não pararam, até que, um dia, quando

João estava na escola, recebeu uma chamada.

Era do número que não conhecia. Resolveu atender:

- Estou. Quem fala? Como arranjou o meu número?

Pare de me telefonar. O que é que quer?

O João não percebia o que lhe estava a ser dito,

havia muitas interferências, mas conseguiu ouvir

alguma coisa:

- …tu...cala-te…eu é que sei…vais pagá-las…muito

dinheiro…sim, eu quero!

O João desligou o telemóvel aterrorizado. O seu

rosto ficou pálido, saiu a correr da escola. Não


sabia o que fazer. Contar a alguém? Para onde ir?

Só parou em casa, no seu quarto. De repente, recebeu

outra chamada.

- Sim – disse João, com a voz trémula – quem fala?

- Não interessa, arranjaste o que eu te pedi?

- Só digo, se me disseres como arranjaste o meu

número.

- Não me provoques. Quem manda sou eu, e mais

nada. Mas vou fazer-te a vontade. Marquei um

número à sorte. Graças aos meus contactos, pude

saber com quem me metia. Agora, diz-me, arranjaste

o dinheiro?

- Sim – disse João mentindo. Onde to entrego?

Quando?

- Primeiro, contaste a alguém?

- Não.

- Muito bem. Conheces a praça principal das

flores?

- Sim.

- Óptimo. É lá que nos vamos encontrar. Às

18h. Não dês nas vistas.

E desligou. O que fazer? João estava perdido.

No meio daquelas dúvidas, o seu pai chegou.

Ao vê-lo assim, perguntou-lhe o que se

passava. A medo, contou tudo ao pai. Este

ouviu-o com calma. No final, disse que

tivesse calma, tudo iria passar. Viu no jornal


que andava um bandido a fazer

esse tipo de chantagem e ligou à

polícia.

No dia seguinte, tudo estava pronto.

Armaram uma grande busca. Nada ia

falhar. João tinha muito medo, mas foi-lhe

garantido que tudo iria resultar e que ele

estava muito bem protegido.

João estava no local, à hora marcada. De

repente, um carro parou á sua frente, de lá de

dentro saiu um homem bem alto.

- Dá-me o dinheiro, já!

- Claro que te dou o dinheiro, e também te dou

algo mais!

- O que é?

- A prisão!

Quando ele ouviu isto, começou a fugir, mas estava

cercado.

João sentiu-se muito feliz por ter enfrentado com

coragem aquele homem.

O seu pai também estava muito orgulhoso dele!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Francisco Torrinha

Agrupamento Francisco Torrinha

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

José Leite | Maria Teresa Silva Carvalho

Maria Inês Vasconcelos | Maria Rui Gomes

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Esta história é para alertar a TODOS dos perigos

da Internet:

Finalmente, chegou o dia! Era o meu aniversário!

Estava muito entusiasmado, porque tinha a

certeza que ia receber dinheiro para comprar

uns jogos.

Nem imaginam qual foi a minha desilusão quando

ninguém se lembrou dos meus anos! Fui mesmo

triste para casa.

Quando cheguei a casa, estava tudo muito escuro.

Liguei as luzes e, “SURPRESA!!!!!”. Tinham organizado

uma festa surpresa para mim! Foi muito animada,

talvez o melhor dia da minha vida! Recebi o

que queria, dinheiro para os jogos!

O pior aconteceu no dia seguinte quando quis

investir o dinheiro que recebi. O único problema é

que não era o suficiente para comprar todos os

jogos que queria. Só dava para metade. Resolvi

procurar um site onde os vendessem mais baratos

(até aqui tudo bem).

Encontrei um site espectacular, o “Melhor Preço”.


Fiquei feliz, pois era tudo a metade do preço e não tinha

nenhum vírus. Achei que era muito seguro e perfeitamente

normal o que estava a fazer.

Comecei a escolher os jogos que queria comprar. Quando

acabei (e não eram poucos), e estava quase a seleccionar

“Buy”, a minha mãe entra histérica no meu

quarto a dizer que estávamos atrasadíssimos para o

almoço dos meus anos com a minha família. Tive de

deixar o computador ligado para não perder os jogos.

Quando cheguei a casa, o meu pai não me deixou ir

ao computador. Pelos vistos estava a ficar “viciado”

no computador e “não fazia mais nada sem ser

estar a jogar na Net”, por isso não pude acabar o

que tinha começado de manhã.

Nesse dia, não deu para fazer nada… Fui dormir

ansioso pelo dia seguinte.

Finalmente chegou! Acordei e mesmo sem

tomar o pequeno-almoço, fui para o computador

comprar os jogos.

“Buy” abriu outra página e pediu-me vários

dados: Nome, Apelido, Idade, Endereço de Email,

Nº de Bilhete de Identidade, etc. Preenchi

os dados e carreguei no “Next” e apareceu

-me “Payment Method”, (forma de pagamento)

e disse que queria pagar em dinheiro,

deu erro, pelos vistos só dá para pagar com

Cartão de Crédito. Fui pedir ao meu pai,

mas ele não me deixou…

Nessa noite, fiz um grande erro, fui à carteira

do meu pai e tirei o número do cartão


de crédito. Fui para o computador

sem fazer barulho. Já estavam

todos a dormir, e escrevi o número

no computador.

No dia seguinte, o meu pai foi ao banco,

e reparou que faltava bastante dinheiro.

Pediu um levantamento de registo e viu

que tinham sido levantados 100€ por um IP

desconhecido. Durante o almoço, o meu pai

falou sobre isso e eu fiquei a pensar, pois só

tinha gasto 40€.

No fim do almoço, e cheio de vergonha fui ter

com o meu pai e confessei o que tinha feito,

mas expliquei-lhe que só tinha gasto 40€ e que

tinha dinheiro para lhe pagar de volta…Ele ficou

furioso e obrigou-me a ir com ele à Polícia participar

o acontecimento.

O polícia explicou-me que nunca se deve dar

números nem nomes, nem nada que permita uma

pessoa identificar outra, porque, como aconteceu

desta vez, podem roubar-nos bastante dinheiro. O

pior de tudo é que através de poucos dados

podem arranjar mais, e com isso prejudicar-nos

bastante.

Aprendi a lição. Nunca, mas mesmo nunca dar

informações na Internet. Ficou tudo bem, porque o

site foi criado pela polícia para prevenir e dar uma

lição a quem cometesse o erro.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Almeida Garrett

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Francisco Veiga

Dinis Costa | Inês Oliveira | Luís Podence | Luísa

la Féria

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alta, loira e super extrovertida, com

imensos amigos e à procura de um namorado.

I n s c r e v i - m e n u m s i t e c h a m a d o

www.orkut.com, com o objectivo de fazer mais

amigos sem ter de os conhecer na realidade.

Todas as pessoas que me conhecem sabem que

eu não consigo ser mais sociável, e a minha

família nunca está muito preocupada com o que

eu faço. Por isso, vou para o meu quarto, ligo o

meu computador e aceito todas as propostas de

amigos que recebo.

Era segunda-feira quando tudo aconteceu. Eu

recebi uma mensagem de um rapaz muito bonito

que me queria conhecer. Ele perguntou se nos

podíamos encontrar no beco que faz fronteira

entre a Rua Principal e a Rua Secundária, às 15h e

eu disse tudo bem, que ia. Como ainda eram 12h,

tive tempo para ir ao centro comercial e comprar

uma cabeleira loira e uns sapatos de salto alto,

com o objectivo de me parecer mais com a personagem

que eu tinha dito ser. Acabei as minhas


comprinhas às 13h, porque foi difícil encontrar a cabeleira

de encontrar… Cheguei a casa e não estava lá ninguém,

por isso, fui para o meu quarto e comecei a preparar-me.

Vesti uma camisola branca, um casaco cor-de

-rosa, uma saia bege e umas botas castanhas de salto

alto, que tinha acabado de comprar. Prendi o meu

cabelo e meti a minha cabeleira loira com caracóis.

Escolhi uma mala castanha e meti lá dentro toda a

minha maquilhagem (que até era pouca, porque não

me gosto de maquilhar), a minha carteira e o meu

iPhone. Com isto, já estava pronta para sair e ainda

eram 14:30h. A Rua Principal ainda era longe, por

isso apanhei um táxi. O beco era realmente muito

escuro, e quando eu cheguei, ainda não estava lá

ninguém. Mas, quando me virei, vi que um

homem não muito bonito e que estava com pose

de ladrão. Ele agarrou-me no meu braço e disse

que era o rapaz da internet e que se eu não lhe

desse a minha mala, matava-me. Por isso, batilhe

com a minha mala e ele caiu inconsciente

no chão. Ele queria a minha malinha, não queria?

Pois teve da maneira mais imprevisível!

Aproveitei para chamar a polícia e eles vieram

imediatamente, dizendo que este homem era

o Bin Laden disfarçado. Recebi uma recompensa

de 1 milhão de euros e um sermão de

que não me devo encontrar com as pessoas

que conheço na Internet.

Aprendi a minha lição, e agora nem me

importo com as pessoas que conheço nas

Redes Sociais, prefiro os amigos verdadeiros.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Particular e Cooperativa de Ensino ANCORENSIS

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Carla Renée | Manuela Barros

Cíntia Freitas | Marisa Braz

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

…que sou líder. Neste Mundo imaginário eu

digo que sou o “chefe” do grupo sou eu, aquele

que tem as miúdas todas atrás, sou eu que

tenho os pais mais ricos, sou eu que consigo

fazer tudo o que quero, sou eu que faço festas

lá em casa. Sintetizando, eu neste Mundo sou o

ser perfeito. E, foi aqui que eu errei, e muito.

Certo dia, quando eu estava a “engatar” uma

nova miúda no chat. Ela ficou tão surpreendida

com as minhas “definições”, que me pediu uma

foto. E, como eu até sou giro, e ela era uma brasa

enviei-lhe uma das minhas melhores imagens.

Ela por acaso até gostou. Entretanto ficamos bastantes

amigos, ou melhor ficamos os melhores

amigos.

E, aqui e ali, eu ia convencendo mais uma carrada

de adolescentes tornando-me amigo de toda a

gente.

Neste momento eu sentia-me a pessoa mais feliz

do Mundo, pois tinha dezenas ou até centenas de


amigos, tinha alguém que me adorava, pessoas que me

elogiavam e, sim, sentia-me finalmente completo.

Mas a verdade era que essas pessoas conheciam o Virtual

e não o Real. E o Virtual não era o meu verdadeiro

“EU”. Mas, não me preocupei muito com este “facto”,

porque tinha mais em que pensar.

Chegou Sexta-feira, o melhor dia na Internet, porque

quase toda a gente está online.

E, cá estava ela, a minha brasa preferida, a minha

melhor amiga. Disse-lhe “olá!”, mas em vez de ela

retribuir começou a insultar-me. “Cala-te estúpido!

Nem acredito que tens a lata de vir falar comigo”

“Sim, esquece que eu existo pois é isso que eu vou

fazer.” “Eu descobri que tu és o Real e não o Virtual.”

“Desiludiste-me, mentiste-me, sinto-me

horrível por ter sido enganada por ti” “Não me

importava se tivesses logo dito que eras o Real.

Mas assim não, esquece-me”.

Foi como se tivesse levado um estaladão, pior

do que os do meu pai, porque este não era físico

mas sim psicológico, atingiu-me no coração.

Mas, para verificar, fui falar com outros meus

contactos mas o acontecimento repetiu-se,

repetiu-se e repetiu-se.

E, tinha voltado ao mesmo, ao Real solitário

que não valia nada. Só que agora sentia-me

bem pior, porque me tinham arrancado algo

de mim. Sentia-me miserável.

Decidi que nunca mais na minha vida devia


identificar-me como outra pessoa.

E, foi assim que o Virtual morreu, …

para sempre.

O Real cá ficou, …mas apenas fisicamente.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Irene Lisboa

Agrupamento Irene Lisboa

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Aida Domingues

Leonor Rothes | Mariana Neves

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

...até que João ficou saturado de tantas mensagens

e acabou por informar o pai do sucedido.

Este, preocupado com a segurança do filho,

ligou para o “tal” número. Ligou a primeira vez e

ninguém atendeu. Ligou a segunda vez e continuou

sem resposta, até que achou que era uma

brincadeira de mau gosto e devolveu o telemóvel

ao filho.

No dia seguinte, João voltou a receber a mensagem

e como pensava que era uma brincadeira,

acabou por ligar. O pobre rapaz não sabia no que

se estava a meter, pois tinha apenas 11 anos.

Quando ligou ouviu uma voz nítida e grossa, por

isso João concluiu que fosse um homem.

Ambos conversaram e João, deixando-se levar

pela conversa acabou por contar ao desconhecido

o seu nome, idade, morada e chegou mesmo a

dizer que escola frequentava. Este agradeceu a

informação e combinou um encontro. Disse-lhe que


iria ter com João à porta da escola, pelas 11.40h de

Segunda-feira.

João não avisara ninguém do que acontecera. E na

manhã de segunda-feira, acordou entusiasmado e vestiu-se

apressadamente, o que não era habitual. Os seus

pais acharam estranho e fora do normal, mas ignoraram

por completo a situação, achando que era apenas

um crescimento de maturidade.

Os amigos também acharam estranho, pois João foi

um dos primeiros a chegar à escola. Estes pensaram

que a razão para tal acontecimento era culpa de

uma rapariga, a Matilde, a rapariga mais bonita da

turma. Quando tocou para as 11.40h, João foi o

primeiro a sair da sala, pois estava ansioso por

conhecer o “tal amigo”.

João procurou algo fora do normal e todas as

pessoas que vira à beira do portão lhe eram

familiares, até que, num movimento brusco,

João foi empurrado para trás e deu de caras

com um homem alto, um pouco magro e com

um aspecto terrível.

João ficou com medo e só conseguia pensar

nos seus pais e no que lhe iria acontecer a

seguir. O homem, de nome Fernando, tentou

pegar em João, mas o pobre rapaz começou

aos berros e Matilde vira o que se passara.

Esta saiu a correr, à procura de um funcionário

e encontrou a D. Madalena que foi a

correr, em direcção ao homem.

Depois disso, chamaram a polícia e levaram


João ao psicólogo da escola. Acabaram

por informar os pais do

rapaz e estes ficaram muito desiludidos

com o filho.

João aprendeu uma lição com o que

acontecera e contara a todos os seus amigos,

alertando-os para não fazerem a mesma

asneira que ele. João mudou de número

de telemóvel e nunca mais respondeu a

nenhuma mensagem cujo remetente era desconhecido.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Irene Lisboa

Agrupamento Irene Lisboa

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ana Mª Teles de Meneses

Joana Augusto | Rute Teixeira | Sara Manzano |

Vanessa Pérola

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Fui buscar os documentos para me registar no

site, registei-me e abri uma página para escolher

os jogos. Escolhi os jogos que eu mais

queria, já que aqui são baratos, escolhi muitos!

Quando chegou o meu aniversário estava muito

ansioso porque ia receber o dinheiro para pagar

os jogos que iam chegar. As horas passavam e

os jogos nunca mais chegavam, fui para o computador

para me distrair um bocado e entretanto

recebi um e-mail do site “Melhor preço” a dizer

para eu pagar agora os jogos caso contrário, não

os recebia. Fiz o pagamento pela internet.

No dia seguinte tocaram a campainha e eu fui a

correr, abri a porta e entregaram-me uma caixa

onde vinham esses jogos.

Fui logo para o meu quarto experimentá-los e

quando pus o primeiro CD no computador dizia

“Sem disco”. Fiquei desolado. Fui ver o resto dos

jogos e experimentá-los e nenhum estava gravado

com os jogos que eu queria. Alguns até tinham


vírus. Decidi ir ao site perguntar o que se tinha passado

mas a página já não existia.

Os meus pais entretanto chegaram e eu fui falar com

eles sobre o assunto dos jogos. Estivemos a falar

durante algum tempo e os meus pais decidiram ir a

esse site ver o que se passava. Depois saímos de casa

para ir à polícia denunciar o tal site. A polícia disse que

não se devia comprar jogos pela internet sem saber

se o site era seguro e legal. Voltamos para casa e a

polícia disse que ia investigar o caso. Estava preocupado,

porque tinha sido vítima de burla.

Aprendi que não se deve comprar jogos em sites

que não se conhece e que não se deve pagar primeiro

antes de se receber alguma coisa.

Queremos alertar toda a gente que no que diz

respeito à minha opinião sobre este assunto,

queremos dizer que tenho a certeza de que

muita gente ganhou muito dinheiro a cerca disto,

mas foram muitos mais aqueles que perderam

o seu dinheiro. Há cada vez mais gente a

ser burlada, quando tentam comprar jogos em

segunda-mão através da internet. Gente que

perde dinheiro e não é pouco. Por necessidade,

ganância ou tão simplesmente por ingenuidade,

muitos caem neste novo conto do

vigário. Pensam que estão a comprar jogos

bons, recentes e baratos, mas na realidade

acabam só por arranjar problemas. Ficam

sem o dinheiro e quanto ao jogo ficam a

conhecê-lo apenas pelas fotografias.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Prof. Carlos Teixeira

Agrupamento Prof. Carlos Teixeira

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Rosário Oliveira

Beatriz Lopes | Diogo Ribeiro | João Cunha |

Pedro Rebelo

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

...todos os dias. Essas mensagens pararam,

mas dois meses depois recomeçaram de novo.

Só que desta vez o número era diferente.

O João ao fim de tantas mensagens ganhou

coragem e ligou para o tal número. Atendeu uma

voz suspeita. O João sentiu-se assustado, e ao

fim de alguns segundos de silêncio, perguntou

“Quem é?” e a voz estranha respondeu “Logo

verás”. O João desligou a chamada e com receio

resolveu não contar a ninguém.

Na escola perguntou a todos os colegas e amigos

se conheciam o tal número desconhecido. Toda a

gente respondeu que não. O João ficou ainda mais

assustado, mas mesmo assim não contou a ninguém.

Na semana seguinte a mãe do João foi para Itália,

como os pais eram divorciados, ficou com a avó. A

avó do João sempre que ele chegava das aulas ia

fazer as compras para a casa, e o João ficava sozi-


nho. Numa terça – feira enquanto a avó ia às compras o

João ficou a ver televisão e alguém tocou à campainha.

Como ele tinha recebido aquelas mensagens todas tinha

medo que fosse aquela tal voz estranha. Resolveu não

abrir a porta. Passados alguns minutos recebeu uma

chamada anónima. Atendeu. Ninguém falou. Só se

ouvia uma leve respiração e risos de fundo. João pensou

“ Quem será?”. Ele sentia que tinha de fazer alguma

coisa, mas tinha medo que isso piorasse as coisas.

Resolveu não fazer nada.

Passadas algumas semanas o João desapareceu,

toda a gente ficou preocupada. A mãe do João não

percebia por que é que aquilo tinha acontecido, até

que foi ao telemóvel do João, que ele tinha deixado

em casa, e viu que tinha lá mensagens estranhas

e chamadas anónimas. A mãe fez logo uma

ideia do que podia ter acontecido e fez queixa à

polícia. A polícia conseguiu localizar as chamadas

anónimas.

Passados alguns dias a mãe recebeu uma chamada,

e quando atendeu, ouviu a voz do filho

e não hesitou em fazer queixa à polícia. A polícia

mais uma vez localizou a chamada e dirigiu

-se ao local localizado através das chamadas.

Quando finalmente chegaram os criminosos

tentaram fugir mas a polícia conseguiu apanhá-los

e quando entraram naquela garagem

nojenta encontraram o João mas infelizmente

estava morto. A mãe do João ficou despontada

e sentiu-se culpada.

Ao fim disto tudo a mãe do João nunca mais


foi a mesma, pode-se dizer que

também morreu. Ficou sem vida.

Cuidado, devemos sempre recorrer a

ajuda se não acabamos como o João. o


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Irene Lisboa

Agrupamento Irene Lisboa

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ana Mª Teles de Meneses

Andreia Couto | Tânia Fontes | Fábio Maia

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

…que sou loira, alta e sou bastante comunicativa

mas na realidade ninguém sabe como sou.

Ora bem vocês devem estar a pensar que sou

um pouco maluca mas na realidade não saberem

quem eu sou dá-me um certo gozo, pois

verem certos tipos de personalidades minhas

que eu gostaria por vezes de ter faz-me acreditar

que algum dia possa ter essas personalidades

na vida real, não na vida virtual.

Tudo começou quando eu tinha 10 anos, quando

vinha da escola. Pois os meus pais foram sempre

muito ausentes, só se preocupavam com o seu

emprego. Por isso comecei a refugiar-me nisto

começou por ser um passatempo, ate que começou

a ser um hábito essencial na minha vida. Mas

um certo dia uma certa pessoa descobriu, e ai vi a

minha vida toda a andar para trás, pois como

vocês devem imaginar que a partir dai tornou-se

complicado as pessoas acreditarem em mim, porque

fiz as pessoas apaixonarem-se por uma pessoa

(eu) que não passa de uma mentira… Mas com


o passar do tempo fui conquistando a confiança das pessoas

o que me fez seguir a minha vida para a frente, e

hoje aqui estou eu com 28 anos, num emprego onde

conheci o meu namorado e hoje somos pais de uma filha

de meses, e rezo todos os dias, para que ela não tenha

uma adolescência como a que eu tive. Porque apesar

de ser divertido tem os seus limites e tudo muda num

segundo. Por isso digo-vos: eu sou como sou e não

como vocês gostariam que fosse.

Hoje somos uma família.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Francisco Torrinha

Agrupamento Francisco Torrinha

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

José Leite | Lurdes Bastos

Rui | Carlos

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Neste site tinha muita informação para o trabalho.

Neste site descobri toda a informação, tirei

toda a informação deste site cujo nome é muito

esquisito.

Foi fácil, copiei e colei no Word, mas estava uma

publicidade neste site que me interessou muito,

eu abri, apareceu uma página que dizia que eu

tinha que me inscrever para ser o sorteado do 1º

prémio que era uma playstation 3 com mais dois

jogos, fiquei logo interessado, e, como andava a

poupar dinheiro para comprar uma, era uma

maravilha receber uma em casa praticamente de

graça. Foi muito fácil inscrevi-me e dei o meu contacto,

no site dizia que era preciso dar o meu

número de telemóvel e recebia uma mensagem a

dizer se fui o sorteado, e tinha que dar o meu correio

electrónico.

Passados cinco minutos, recebi uma mensagem a

dizer que estava inscrito e na mensagem também

dizia que no prazo de dois dias saberia a resposta.


Passados os dois dias recebi a mensagem no meu correio

electrónico, e no telemóvel a dizer que não me tinha saído

nada.

Ao final da tarde queria ir ao MSN para conversar com

os meus colegas foi então que escrevi o meu endereço

electrónico e a minha palavra-chave, tudo direitinho,

mas aquilo dava erro, tentei duas, três, quatro, cinco e

nada.

Foi então que me apercebi que tinham roubado o

meu correio electrónico e modificaram a minha palavra-chave.

E também me apercebi que me andavam a roubar

dinheiro do telemóvel, cada vez que o meu pai carregava

o meu telemóvel ficava só com metade do

dinheiro, e os meus pais pensavam que eu andava

a ligar para os meus amigos e gastar o

dinheiro.

Mas depois contei-lhes tudo o que se tinha passado,

felizmente eles compreenderam. Tive que

ligar para a Vodafone e pedi para cancelar

todas as trapalhadas em que me tinha metido,

e eles cancelaram.

E, quanto ao meu correio electrónico, tive que

criar outro e agora já sei os perigos da internet.

Agora só aviso os meus colegas e outras

pessoas para não caírem na tentação das

publicidades da internet. o


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Francisco Torrinha

Agrupamento Francisco Torrinha

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

José Leite | Lurdes Bastos

Mariana Bayam | Rita Bessa

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Já não aguentava ver aquela mensagem. Passado

poucos dias decidiu ligar. A voz era estranha,

não a conhecia. Era de uma mulher entre

os 30 e os 40 anos. Perguntou-lhe o nome, mas

esta não lhe respondeu, apenas disse para combinarem

um encontro. Ele hesitou um bocado,

mas acabou por aceitar. Quando desligou, sentiuse

um bocado nervoso, mas pensou que não era

nada de especial, até se devia sentir feliz. Ia ter

um encontro.

No dia seguinte pela tarde, foi ter ao café combinado.

Já tinham passado 30 minutos desde a hora

estipulada e ainda ninguém tinha aparecido…

Quando se levantou para se ir embora, encontrou

uma mulher muito bonita, mas com alguma idade.

Ela perguntou-lhe se ele era o João e ele acenou

que sim. Estranhou a pergunta, mas reconheceu a

voz. Era a mulher do telefonema.

Entraram novamente no café e sentaram-se a con-


versar. João tinha imensas perguntas para lhe fazer. Queria

saber que idade tinha, como é que se chamava, como

é que tinha arranjado o número dele, como é que o

conhecia e porque é que ela queria marcar aquele

encontro. Ela acalmou-o e rapidamente lhe começou a

esclarecer tudo. Chamava-se Teresa, tinha 42 anos e o

resto não lhe disse. Apenas lhe sussurrou “vem comigo

até minha casa e eu conto-te o resto”.

Saíram do café e quando chegaram a casa dela, o

João nem queria acreditar. A casa estava cheia de

fotografias de adolescentes assassinados. Ele susteve

a respiração e entrou em pânico. Por pouco não

desmaiou ali no meio. A única coisa que ele queria

era sair dali, mas já era tarde demais.

Quando Teresa estava prestes a dar-lhe uma

facada nas costas, sem que ele reparasse, tocaram

à porta. Era a Polícia. Tinham-na visto com

o João e como ela era suspeita de homicídio de

menores de idade, seguiram-nos. Prenderamna,

e João nem queria acreditar no que tinha

acontecido. Estava muito angustiado, mas de

uma coisa estava certo. A Polícia tinha-o salvo.

Ao chegar a casa, contou tudo aos pais que

ficaram chocados. Eles nem sabiam o que

fazer. Por um lado, estavam zangados com

ele e queriam castigá-lo, mas por outro lado

não o queriam pôr mais nervoso.

João resolveu-lhes o problema. Disse que

se o quisessem castigar, que o podiam fazer

porque sabia perfeitamente que tinha errado

e que nunca mais o voltaria a fazer. Os


pais ficaram contentes com a atitude

dele e decidiram não o castigar.

Foi um grande susto para todos, mas

felizmente tudo acabou bem!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Monção

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Carmo Pereira

Noemi Lima Calvo

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Pensei bem se devia clicar mas afinal decidi

esperar para falar com os meus amigos e perguntar-lhes

o que devia fazer. No dia seguinte

perguntei aos meus colegas na escola. Já não

sabia mesmo o que fazer! Uns diziam-me que

aceita-se, até podia ser um a premio e até ser

algo que eu gosta-se, como o meu mp4 de

sonho, que eu andara a pedir aos meus pais e já

lhes andava a pedir o mp4 há meses. Mas eles

sempre respondiam que não podiam permitir-se

esse luxo. Mas eu não ligava todos na minha

escola tinha um e eu não queria ser diferente.

Porém outros diziam-me para não aceitar pois

podia ser uma armadilha. Eu no princípio até também

pensei que era melhor não ligar, podia trazerme

problemas. Mas o desejo era tanto que eu mal

conseguia resistir.

Cheguei a casa e só podia pensar naquela mensagem.

Pensei que podia pedir a opinião aos meus

pais mas não ia dar resultado, de certeza que não

me iam ligar, como sempre achei que era eu quem

devia resolver os meus problemas, como sempre


fizera. Decidi esperar no dia seguinte tínhamos área de

projecto até podia perguntar-lhe a professora, afinal de

contas ela era simpática mais até que os meus pais.

Confiava muito nela, acho que ela também gostava muito

de mim. Foi o que eu fiz. Cheguei a aula e quando

todos já se tinham ido embora pedi-lhe ajuda, conteilhe

tudo até sobre o meu mp4 de sonho, e como já

temia que acontecesse ela disse-me que o melhor era

esquecer a mensagem.

Passaram semanas depois daquela mensagem e eu

quase me ia arrependendo de ter eliminado a tal

mensagem. Não parava de imaginar histórias acerca

do que podia ter acontecido se eu tivesse aceitado

a mensagem, quando cheguei a aula de área

de projecto fiquei para ajudar a professora a arrumar

a sala. Foi então o dia mais feliz da minha

vida quando ela tirou do saco uma caixa embrulhada

com papel de embrulho. Ela disse que era

para mim e eu aceitei. Quando a abri a caixa

não podem acreditar no que vi! Era o meu mp4

com que eu andava meses e meses a sonhar.

Agradeci a professora como nunca o tinha feito

e fiz o meu maior dos sorrisos. A partir daí

esqueci a mensagem e sempre que tenho

uma dúvida não hesito em perguntar-lhe. A

minha melhor amiga.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Prof. Carlos Teixeira

Agrupamento Prof. Carlos Teixeira

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Rosário Oliveira

Ana Alves | Ana Freitas | Ana Moreira | Bruno

Sousa

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

João era um rapaz normal, até ao dia do seu

aniversário. Todos sabiam o que ele queria,

dinheiro para comprar jogos.

Nesse dia, logo depois de ter recebido o dinheiro,

foi directamente ao seu computador, e abriu

uma página na Internet onde vendiam jogos,

sendo na Internet mais baratos do que nas lojas.

A página chamava-se “CheapGames” e para

poder comprar um jogo ele tinha que dar os seus

dados pessoais, o que logo fez.

João encomendou muitos jogos, mas passaram-se

dias e dias, e os jogos continuavam sem chegar, o

que aumentava a preocupação do João em relação

ao seu dinheiro e aos seus dados pessoais.

Passaram-se meses após a encomenda dos jogos,

até que um dia João recebeu uma carta do Tribunal

Judicial de Faro, na qual ele era intimado para

responder a um processo de burla.

João compareceu no tribunal no dia marcado e

soube que estava a ser acusado de ter roubado

uma elevada quantia de dinheiro. Ele defendia-se


dizendo que não sabia de nada do que se estava a passar,

até lhe serem apresentadas provas, pela pessoa que

o estava a acusar. O lesado mostrou-lhe uma folha onde

constavam todos os seus dados pessoais, mas o rapaz

continuava a afirmar que não sabia de nada! O homem

que o estava a acusar disse que foi roubado através da

internet, e nesse momento João lembrou-se do dia do

seu aniversário, recordando-se também do momento

em que forneceu os seus dados pessoais naquele site

de venda jogos.

Este argumentou em sua defesa, com aquele facto e

estava a ser muito credível, conseguindo convencer

o juiz quando lhe mostrou o histórico do seu computador.

O verdadeiro criminoso nunca foi apanhado e

João conseguiu sair ileso daquele processo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Francisco Torrinha

Agrupamento Francisco Torrinha

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

José Leite | Lurdes Bastos

Mafalda Costa | Raquel Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Cliquei no botão que me direccionava para

um site, onde tinha de submeter informações

pessoais como o meu nome, idade, morada e

número de telemóvel e telefone dos meus pais

já que era menor.

Depois de enviar as informações, recebi um email

a dizer que a consola seria enviada num

mínimo de 10 dias.

No dia seguinte, liguei o computador. Abri a

Internet e reparei que a minha homepage era

agora um site de vendas ligado ao prémio que eu

havia recebido ontem e, quando a tentei mudar,

milhares de pop-ups e spam apareceram no meu

ecrã com mensagens de “Parabéns!” e “Ganhou!”.

Tentei fechar as janelas mas era impossível. Se eu

tentasse fechar uma, abriam-se logo duas. Desisti.

Chamei o meu pai e contei-lhe o que havia feito no

dia anterior. Recebi um grande raspanete, mas

acho que o mereci… De repente, o meu telefone

começa a tocar, era um número privado. Atendi e

uma voz perguntou-me se eu era o Filipe Barbosa


que se tinha registado ontem no site CarregaEGanha.com/pt/ganha_uma_consola/0358305%66.

Disse

que sim e passei o telemóvel ao meu pai. Ele disse que

não voltassem a ligar pois não estava interessado no

prémio. Minutos depois de desligar a chamada, comecei

a receber imensos SMS e e-mails com as mensagens

de “Parabéns”, “Ganhou” e imagens com links de sites

de vendas e não só.

Pus o meu antivírus a correr e descobri que tinha 33

vírus, sempre a multiplicarem-se: Cavalos de Tróia,

Time Bombs, entre outros.

O saldo do meu telemóvel começou a diminuir e

recebi uma chamada do meu tarifário a informarme

que estavam a desconfiar que um usuário

estava a tirar todo o meu dinheiro do telemóvel.

O meu pai resolveu chamar um técnico para

arranjar o meu computador e eu fui à loja onde

havia comprado o meu telemóvel, bloquear o

cartão e comprar um telemóvel novo que substituísse

o meu antigo.

Depois de ter o meu computador „limpo‟ e sem

vírus instalei um novo anti-vírus mais eficiente.

Infelizmente, recebi outro raspanete do meu

pai e da minha mãe por causa do dinheiro

que os fiz gastar à causa de uma estupidez e

de um site que devia ter desconfiado logo à

primeira vista.

Aprendi uma grande lição e espero nunca

mais passar pelo mesmo. A partir de agora


vou ter mais cuidado com os emails

que recebo e com as publicidades

que dizem oferecer coisas.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Monção

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Carmo Pereira

Beatriz Alves

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Claro como o trabalho era para segunda-feira,

e não me apetecia estar a pesquisar, resumir,

organizar, essas tretas que os da minha turma

estão sempre a fazer a regra, que seca, eu

decidi copiar, colar esse texto e pronto esta trabalho

feito, e já não tenho que estar a trabalhar

no fim-de-semana, assim já posso ir passear

com os meus amigos, nem sei porque que os

totós, marrões da minha turma fazem os trabalhos

a pormenor, a vida é deles se querem perder

tempo com essas maçadas que percam eu cá não

me importo nada.

A internet é um máximo, vejam lá que até nos faz

trabalhos que espectáculo.

Na segunda-feira quando a professora recolheu os

trabalhos, eu toda feliz por ter um trabalho excelente

pois tinha copiado da Net, mas depois lembrei-me

que me tinha esquecido de apagar o

hiperligação do trabalho, mas que mal. Não me

importa a professora vai pensar que a quilo é uma

bibliografia, e aposto que ela não vai ir ao site ela


já é muito velha nem ao Google sabe ir. Ela não me apanha.

Na quinta-feira não podia acreditar tive 10% na escala

de 100% ainda por cima contava como um teste. E

como já tinha uma nega de 20% ia tirar nega na pauta

mas isso é certo, que mal. Primeiro comecei a ler,

melhor dizendo comecei a gaguejar pois nunca tinha

lido e pior as palavras eram imensamente longas e

sofisticadas, depois a professora mandou-me resumir

o que tinha lido, eu inventei para ali umas coisas que

nunca ninguém tinha ouvido nem a professora

vejam lá, os meus colegas riram-se tanto, tanto

que a professora do lado teve que ir a sala implorar

para fazermos um pouco menos de barulho, eu

fiquei corada, só me apetecia atirar da janela a

baixo embora fica-se esborrachada lá em baixo.

A partir dessa aula nunca mais voltei a fazer

copy - paste, sim até porque além da negativa,

e da coça da minha mãe sim porque quando

cheguei a casa era para não dizer a minha mãe

só que o meu irmão pequenino andou a vasculhar

nas minhas coisas e deixou cair no chão a

folha com o meu trabalho e curiosamente a

hora certa a minha mãe foi buscar o meu

irmão para lhe dar banho quando deu de

caras com o meu trabalho que estava no

chão, nesse momento a minha mãe foi buscar

o chinelo e deu-me tantas, tantas que

durante uma semana me ardeu constantemente

que dor , os meus colegas deram-me

um gozo, fiquei a ser conhecida durante 2


anos a copy – paste, que horror.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Castêlo da Maia

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Cruz | Ana P. Rosas

Maria Moreira | Rúben Sousa

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

O João, farto desta situação decidiu mandar

uma mensagem perguntando:

“Boa tarde, eu sou o João. Gostava de saber

quem o senhor ou a senhora é? E porque me

tem mandado tantas mensagens diariamente. “

Assim que a mensagem foi enviada, o João teve

uma resposta imediatamente:

“ Olá João… Eu sou o teu antigo vizinho, o Tomás.

Lembraste de mim? Gostava de me voltar a

encontrar contigo… Tenho tantas saudades dos

momentos que passávamos a brincar com o

“Bungy”, o meu velho cão… Ainda moras na mesma

casa?”

O João ficou admirado, achando que era algum

amigo dele a gozar. E então, respondeu:

“Tomás? Também tenho muitas saudades… Sim,

moro na mesma casa… Aquela com um telhado

vermelho e quatro janelas verdes na frente. Mas,


de certeza, que tu sabes qual é… Bem, quando nos podemos

encontrar?”

Passado algum tempo, e enquanto o João via o seu programa

preferido na sua nova televisão da sala, o seu

telemóvel voltou a dar sinal de vida:

“ Estou ansioso por me reencontrar contigo… Nem tu

imaginas o quanto! Não calculas as surpresas que

tenho para ti! Lembraste da velha casa atrás do quintal

do Sr. Avelino? Amanhã, às 15:30 estarei lá…”

O João ficou a pensar, a pensar, e a pensar: “ Se

calhar, era mesmo o velho Tomás que lhe estava a

mandar aquelas mensagens… Seria possível? Há

tanto tempo que não falavam, como teria ele

arranjado o seu número? Bem, amanhã teria tempo

para esclarecer o assunto!” Teriam mais tempo

do que João achava… A resposta foi demorada,

mas foi enviada:

“Bem, podíamos encontramo-nos um pouco

mais cedo… É que às 16:30 tenho teste e ainda

queria dar uma revisão! Estou a ficar sem

dinheiro, para continuar a responder às mensagens…

Fica combinado… No nosso velho

esconderijo secreto, às 14:10… Até amanhã,

abraços, João!”

Após enviar a mensagem, ansiou desesperadamente

que a sua mãe chegasse rapidamente

a casa para lhe poder contar! Mas,

depois… Foi ao pequeno calendário que

tinha no quarto e viu que hoje a sua mãe

trabalharia no turno da noite…Que chatice!


Contar-lhe-ia assim que pudesse.

Ficou triste! Mas rapidamente voltou-se

para o seu programa preferido

e a tristeza deu lugar ao entusiasmo!

Nesse dia, mal conseguiu adormecer...

Estava tão entusiasmado! Nem queria

acreditar! De manhã, levantou-se e

manteve a sua rotina. Quando veio da

escola, almoçou apressadamente, e quando

o relógio da torre da igreja soou as 14 horas

da tarde, o João foi a passo apressado para o

lugar combinado. A porta já estava aberta, e

ele entrou… Caminhou enquanto chamava pelo

Tomás. Ninguém lhe respondeu… De repente, a

porta fechou-se. Ele olhou para trás… Não queria

acreditar! O mesmo homem com barbas longas,

sujas e despenteadas que o tinha violado

em criança… estava ali… a uma pequena distância

do seu frágil corpo. João sentiu um arrepio na

espinha. Não sabendo com que coragem, disse:

- Que faz aqui? Já não lhe chega o que me fez?

Deixe me sair… Mãe! Pai!

- Cala-te! Aqui quem dita as ordens sou eu! E tu

já sabes quais são… Despe a roupa!

- Socorro! Não! Pare! Por favor…

A voz do João não se ouvia de tanto sofrimento

que tinha! Foi violado… E depois deste acontecimento

foi morto pelo mesmo homem… Para que

não voltasse a ser julgado em tribunal. No dia

seguinte, o corpo de um jovem foi encontrado na

velha casa… e aí ficou também um segredo! O


homem desapareceu e foi fazendo isto por várias terras.

Tantas crianças sofreram…Por falarem com estranhos! q


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo

Agrupamento São Roque e Nogueira do Cravo

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Cristina Loureiro

Raquel Silva | Mário Moreira

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Mais uma vez a história repetiu-se e desta vez

pensou em responder dizendo:” Quem és?”. A

partir daí, começou uma conversa regular entre

estranhos, pois o João não conhecia o contacto.

Até que, um dia, o estranho convidou o João

para se encontrar com ele. O João ficou um pouco

apreensivo, mas aceitou encontrar-se com o

desconhecido, no dia seguinte.

Chegou o momento do encontro com o desconhecido,

no parque da cidade, e ao chegar lá, olhou

para todos os lados e deparou-se com famílias,

idosos, crianças e amigos. Quem seria o tal desconhecido?

Apesar de o João estar um pouco nervoso

com a ideia de não saber quem era a pessoa

com que se iria encontrar, estava alegre, pois

identificava-se com aquela pessoa. Quando falava

com ela, era um outro João.

Enquanto este estava sentado num dos imensos

bancos do parque, tocou-lhe no ombro uma pessoa


com voz masculina e disse-lhe: “É de mim que estás à

espera!”. O João virou-se e reparou que o desconhecido

que falava com ele através das mensagens era um idoso

de mais ou menos sessenta e cinco anos, alto e de raça

branca. O João assustou-se, pois nas mensagens em

que falavam, o senhor tinha-lhe dito que era uma rapariga

da sua idade, bonita, morena e de olhos verdes.

Nesse momento, o João percebeu que tinha sido enganado

e já se preparava para fugir quando o desconhecido

agarrou-o e colocou-o num carro preto estacionado

ali perto. Arrancou e o João desmaiou.

Ao acordar, o João percebeu que estava numa casa

em ruínas. Olhou para o idoso e soltou um grito. O

senhor acalmou-o e disse:” Vai correr tudo bem,

vamos ser muito felizes os dois. Estava à espera

deste momento há muito tempo.”

A mãe de João apercebeu-se do tempo a passar

e ficou preocupada com a ausência do filho e

partiu à sua procura. Pensou em todos os lugares

em que ele podia estar e dirigiu-se para o

parque. Ao chegar lá, encontrou o segurança

do parque que a informou do que tinha acontecido

naquela tarde. Aconselhada pelo segurança,

a mãe ligou para a polícia e logo

encontraram o lugar onde estava prisioneiro o

João, após terem recolhido o testemunho de

algumas pessoas que estavam no parque.

Detiveram o idoso que, afinal, era um pedófilo

procurado há já muito tempo.

João compreendeu que nunca mais devia

falar com desconhecidos através de qual-


quer meio, pois podia ter consequências

graves!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo

Agrupamento São Roque e Nogueira do Cravo

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Cristina Loureiro

Filipa Alves | Filipe Santos

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Cliquei e pediram-me os meus dados pessoais.

Como era um prémio que sempre desejei

ter, dei-os de imediato.

Dias depois, recebi uma carta que mencionava

um local e uma hora em que teria de me encontrar

com um representante da empresa que iria

oferecer-me a consola de jogos.

Compareci ao encontro e verifiquei que, no local,

apenas existia um homem vestido com roupas

escuras e sem qualquer objecto consigo que indicasse

tratar-se do meu prémio.

Aproximei-me dele e perguntei:

- É você o representante da empresa de consolas?

- Sim, sou. – respondeu-me.

Disse-me que fosse com ele à carrinha para receber

o prémio. Segui o homem até ao parque de

estacionamento e, momentos depois, senti uma

forte pancada na cabeça. Fiquei aprisionado

durante vários dias, numa espécie de barracão.

Não tenho noção exacta do tempo que permaneci


naquele local, mas, um dia, uns homens apareceram e

disseram-me que iria ser transportado para o Brasil,

onde iria ter uma nova família. Aí, apercebi-me que fora

raptado. Devia tratar-se de uma rede de tráfico de

crianças e, obviamente, não de uma empresa de consolas.

Já tinha ouvido falar deste tipo de situações na

televisão, mas nunca pensei que poderia acontecer-me

tal coisa. Levaram-me até ao porto mais próximo. Lá,

deparei-me com várias crianças na mesma situação

que eu.

Quando estávamos a entrar para o navio que nos

iria transportar para o Brasil, vários carros da polícia

interceptaram-nos, impedindo a fuga dos raptores.

Fomos libertados e entregues às nossas famílias.

Tivemos sorte por sermos encontrados a tempo,

mas outros poderão não tê-la.

Aqui fica o meu testemunho. A Internet é um

instrumento muito importante, no entanto, é

preciso ter cuidado com a segurança e evitar

atitudes que coloquem a nossa vida em risco.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Irene Lisboa

Agrupamento Irene Lisboa

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ana Maria Teles de Meneses

Ana Pedreira | Fábio Babo | Filipa Silva | Tânia

Almeida

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto,

li tudo, tirei ideias, apontamentos e comecei o

trabalho, estava mesmo preocupado com a

minha nota, pois, este tema dependia do meu

esforço, empenho e trabalho.

Andei mesmo empenhado no trabalho queria

surpreender a professora mas não correu como

esperava…

Perdi o trabalho (o ficheiro) e tive que recorrer ao

Google, pois, já não tinha muito tempo para fazer

de novo o trabalho e tomei como opção de copiar

um trabalho e cola-lo. Não sou de fazer isto mas

não tinha outra opção…

Liguei para o meu amigo:

- Preciso da tua ajuda, podes ajudar-me?

- Sim, do que precisas?

- Perdi o meu trabalho da aula e não tenho tempo

para recomeçar…


- Era só isso?

- Sim…

- Muito fácil…

- Então como?

- Vais a Internet, Procuras sobre o trabalho e fazes

“Copiar, Colar”

- Ok, vou tentar…

Fiz o que o meu colega disse e pensei mesmo que

ninguém notaria o que estava a fazer… mas enganei-me.

A Professora foi a primeira a notar não dei conta

e algumas das coisas até estavam em brasileiro.

Não fui nada inteligente quis fazer os outros de

“burros” e o Burro fui mesmo eu. Não sabia o

que dizer á professora, tinha sido apanhado.

Tive de ser sincero com a professora e no fim

da aula fui falar com ela:

- Desculpe, tem um minuto?

- Sim, o que se passa?

- Queria pedir-lhe desculpa pelo que se passou

com o trabalho…

- Como assim? Sabias muito bem o que


estavas a fazer!

- Não, eu só recorri a esta asneira,

porque, perdi o meu trabalho…

- Estava desesperado e pedi ajuda a um

amigo e ele disse-me para fazer isto…

- Mas esse rapaz não está a ser teu amigo

ao dizer-te isso.

- Eu sei, estou muito arrependido e que não o

devo fazer…

- Bem… visto que estas a ser sincero e que até

és bom aluno, eu vou-te dar mais uma oportunidade.

- Obrigado Professora, Prometo não a desperdiçar.

Esta história acabou bem, mas a histórias que

acabam mal e que nos podem prejudicar… Copiar

e colar é uma opção, mas nem sempre a solução

=)


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Arqueólogo Mário Cardoso

Agrupamento Arqueólogo Mário Cardoso

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ana Borges

Adriana | Dulce | Rita | Vanessa

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Sei que a minha professora aconselhou a não

copiarmos o trabalho pela Internet, mas ela

nunca vai descobrir.

Era sexta-feira, estava uma tarde bonita fui

para o msn e convidei os meus amigos para sair

à noite, mas pela primeira vez eles rejeitaram

por causa do trabalho que eles ainda não tinham

terminado. Só a Bianca, mais conhecida por

“Chiquibaby” é que podia mas, não me apetecia

sair com ela.

Então lá passei eu uma noite de sexta-feira em

casa a navegar. Foi no chat que conheci uma

rapariga muito especial, a “Flor de Lotus”. Ela ajudou-me

imenso quando eu andava à nora com o

trabalho que a professora mandou fazer, pois deume

a ideia de ir buscar o trabalho todo à Internet

e não perder tempo. Assim, poderia ficar a falar

até mais tarde com ela.

Quero conhecê-la pessoalmente, acho que estou a

apaixonar-me por ela. Faço tudo para a agradar e

acho que ela fica contente com as “besteiras” que

faço, ao contrário das outras raparigas que querem


um rapaz certinho, esta quer-me rebelde e é assim que

vou ficar para lhe agradar.

Faltavam dois dias para a apresentação dos trabalhos e

os meus amigos andavam atarefadíssimos a preparar os

últimos pormenores, já me incomodava. Não tinham

tempo para nada. Só me restava uma hipótese, a

“Chiquibaby”, com quem já referi não me dava muito

bem, pois ela era muito preguiçosa e mal disposta,

não se importava com as aulas, só olhava para o penteado

e paras unhas… nem deve ter feito o trabalho…

Finalmente chegou o dia da apresentação do trabalho.

À minha volta só via pessoas nervosas, mas eu

não tinha dúvida nenhuma que o meu trabalho

estava o máximo. Nem me dei ao trabalho de o

ler, mas como foi da internet que o tinha retirado

estava muito confiante. Conferir para quê?

Começou o Alberto, depois a Angelina, estavam

todos muito bons até que chegou a vez da Lara

(Chiquibaby) apresentar o trabalho dela. A professora

fez uma cara quando ela terminou o

trabalho…também ela tinha lá palavras que

nem ela conseguia ler (é mesmo tónia)! Chegou

a minha vez, lá ia eu todo lançado a ler o

meu trabalho até que comecei a ter dificuldades

na leitura de algumas palavras em português

brasileiro. A professora fez a mesma

cara que fez ao trabalho da Lara. Entreguei

o meu trabalho à professora e fui sentarme.

Ela olhou muito seriamente para o meu

trabalho e para o da Lara. E eu ainda não

tinha percebido muito bem porquê. Fitou-


nos seriamente e disse que

ambos teríamos zero no trabalho

porque eram cópias retiradas da

internet e nem nos tínhamos dado ao

trabalho de mudar as palavras. Ainda

me tentei justificar mas não havia remédio,

fiquei boquiaberto e saí da sala.

Fui para casa para a frente do computador

ver se a “Flor de Lotus” estava no chat, mas

não tive sorte. Esperei, esperei e esperei sem

ver as horas a passar e pus-me a jogar poker

na net que era outra das minhas manias. A

minha mãe chamou-me para jantar mas, quando

ia jantar a minha “Flor de Lotus” entrou no

chat e fiquei a falar com ela pela noite dentro

sem comer nada.

Quando acordei não me sentia muito bem mas

fui para a escola não quis preocupar a minha

mãe. Estava a meio da aula de Língua Portuguesa

quando caí para o chão, não sei o que se passou,

depois disso só via muita gente á minha volta a

gritar.

Quando acordei, já no hospital, os meus pais disseram-me

que tinha tido um ataque epiléptico.

Passaram-se algumas semanas e saí do hospital.

Só queria ir para o computador mas não podia

segundo ordens dos médicos. Percebi que até agora

não soube conter-me e passava horas a fio no

computador, sem comer nada, agora quero curarme

e viver uma vida normal e saudável. e


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Particular e Cooperativa de Ensino ANCORENSIS

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Carla Renee | Manuela Barros

Brian Silva | João Freitas | Ricardo Fonseca | Filipa

Vasconcelos

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta,…

…quer dizer, quem é que na Net não faz de

conta, nem que seja só um bocadinho??? Não

resistes à tentação de o fazer, pelo menos eu

não. Estou inscrito em várias contas de e-mail

(tenho no gmail, no hotmail, no sapo, até já

perdi a conta!!!) e só com um é que me identifico

como o Real, o meu verdadeiro eu, é aquele e

-mail onde falo com os meus amigos, aqueles

amigos de circunstância e conhecidos do dia a

dia, mas isso não me chega, esses amigos não

são nada comparados com aquelas centenas de

pessoas que conheço nos chats.

Essas pessoas, sim, têm algo que eu gosto, quando

estou virtualmente com eles, sinto uma total

adrenalina, completam-me. Claro que não deixo

de pensar que essas pessoas, essas centenas de

pessoas, essas centenas de ciberamigos só me

falam porque me apresento sempre no meu “Eu

virtual”. Na Net, sou alto, loiro e olhos azuis e deixo

as cybergirls maravilhadas. Sou um grande

rebelde e rico, não há limites nenhuns, posso dizer


tudo o que quero, porque na Net tudo é mentira. O problema

é que passo lá tanto tempo com o meu novo “eu”,

que às vezes me esqueço da realidade.

A realidade não é nada quando comparada com a facilidade

e a magia da Net, já para não falar que prefiro

um milhão de vezes ser o rebelde e social “Virtual” do

que o chato e impopular “Real”. Mas já sei o que fazer

para distanciar-me da realidade e concentrar-me unicamente

no mundo dos jogos (isso sim é importante),

vou deixar de ligar às mentes desinteressantes, primitivas

e acomodadas com quem convivo no dia-adia

e levar os outros a conhecer aquele grande

jogador que todos veneram, aquela figura de grande

mercenário, impiedoso e cruel, que represento

com um deleite inquestionável. Não queria admitir,

mas sinto-me mais feliz no jogo, onde massacro

impiedosamente os fracos e ingénuos que

ousam confrontar-me, do que na realidade onde

sou constantemente massacrado… … …


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Arões

Agrupamento Arões

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Armindo Abreu

Sofia Boaventura

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

Certo dia, cheguei a casa e como tinha pouco

para fazer decidi ir para os chats conversar.

Não sabia como funcionavam mas sempre me

disseram para não revelar qualquer tipo de

dados pessoais ou profissionais. Ignorava o porquê

de me dizerem tudo isso, para mim era

banal. Como todas as crianças eu era inocente e

não sabia os perigos que isso eventualmente

poderia ter, afinal de conta era só uma página da

internet sem nada de anormal, aparentemente.

Abri a tal página e coloquei o meu nome, Alexandra.

Aparecera-me inúmeras pessoas e falavam de

coisas estranhas, coisas anormais por assim dizer.

Fiquei estupefacta porque nunca me deparei com

algo assim. Mas voltei a ignorar o porquê de falarem

e de se tratarem assim. Via muitas pessoas a

tratarem-se como se conhecessem á anos, para

mim ainda foi mais esquisito esse facto, mas ignorei

novamente. Estava muito calada no meu canto

a visualizar atentamente o que se estava a passar.

Era curioso como aquele mundo era diferente, mas


não me fascinou assim tanto como eu esperava.

De repente, falou alguém. Estive ainda alguns segundo a

pensar o que responder mas depois disse:

-Olá…

Pareceu-me algo inconveniente, fiquei com as mãos

trémulas e muito inquieta.

-Olá, o meu nome é Real Virtual, a minha família e os

meus amigos conhecem-me por Real, já para a malta

dos chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno, moreno, tímido,

mas como Virtual faço de conta que isso são aspectos

que não interessam.

Eu fiquei a olhar para aquilo com espanto. Estava

ele a ser irónico? Achei desde logo empolgante,

mas ao mesmo tempo um pouco desinteressante.

Não sabia o que fazer, se falar ou não falar,

ou sair do chat e ir estudar.

-não respondes? - disse ele. Estou a ver que és

nova aqui, normalmente as pessoas costumam

falar sem qualquer tipo de problemas, se estão

aqui é mesmo para isso.

A conversa dele continuava a ser demasiado

estranha. Não me deixei levar pelo facto dele

ter dito que eu era nova ali, porque realmente

era. Mas também não sabia como agir e

se ele fosse um criminoso? Um psicopata

que estava ali para me atormentar? Esperei

que ele voltasse a falar e passados dez

minutos falou…


-Não tenhas medo que eu não

faço mal. Estou aqui para proteger

pessoas como tu e sou o Virtual por

isso mesmo, para ajudar, sou O Agente

Duplo, mas raramente o digo às pessoas,

porque este mundo dos chats é

para se manter tudo em sigilo. Não podemos

dizer quem somos porque isso pode

ser prejudicial, há pessoas que vêm para

aqui divertir-se mas outras são por pura maldade

e não podemos marcar encontros, dar

contactos ou coisas do género. Na verdade

este mundo é bastante desinteressante, a

internet devia ser usada apenas para trabalhos,

ou então se for usada é com cuidado. - disse

ele.

Parei para pensar e interiorizar o que ele me

havia dito. Seria aquele mundo uma espécie de

„monstro? Pensei e decidi responder.

-provavelmente o Senhor Agente até tem razão…

a mim nunca me explicaram o significado, o que

fazer e não fazer neste mundo da internet. Sou

muito nova e ainda tenho bastante que aprender,

mas há inúmeras coisas que me deixam muito

curiosa. - referi eu.

- É normal que tenhas curiosidade mas este mundo

para ti é desconhecido e nunca deves entrar em

sites nos quais não conheças. É prejudicial! – disse

ele parecendo estar irritado.

Calculei que era o papel dele dizer-me isto, por

isso não protestei. Tentei perceber, apenas.


- Nunca me tinham dito isso dessa maneira, mas pensando

bem é provável que tenha razão. Eu continuo a pensar

o mesmo que pensava dos chats, um mundo desconhecido.

Vejo notícias de furtos via internet, mas também

desconheço como e porquê se faz isso. – disse eu

calmamente.

- O mundo da internet é muito simples, quando cá

estás podes conversar sobre coisas que gostas de

fazer como jogar futebol, às cartas e muitas outras

coisas, mas não podes dar dados pessoas e coisas

que possam identificar-te. – Justificou ele.

- Mas isso de não se poder identificar não tem nexo

nenhum, as pessoas são „falsas‟ basicamente. –

Discordei eu.

- As pessoas não são falsas, como o próprio nome

o diz, isto é um mundo virtual que tu não sabes

quem está do outro lado, podem dizer-te que

são uma coisa e na verdade nem são. Tens que

ter muito cuidado, eu estou a dar-te uma breve

explicação porque tu corres muitos perigos se

divulgares o que quer que seja. – Finalizou ele.

E foi a partir daqui que fiquei a perceber o que

realmente era o „outro mundo‟. No princípio

pensei que era algo sem lógica nenhuma porque

na verdade ninguém se conhecia verdadeiramente,

mas depois começou tudo a

fazer sentido, até que hoje eu tenho a noção

do que devo ou não fazer nos chats. .


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Pedome

Agrupamento Pedome

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

M.ª Conceição Garcês

Diogo Araújo

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Eu estava na internet, a pesquisar informações

sobre o tema – Segurança na Internet -

mas como sou muito mafioso e preguiçoso

resolvi começar a fazer “copy paste”. Eu não

pensei nas consequências que podia sofrer, tal

como ter meu anulado, a professora retirar-me

pontos, ser prejudicado na avaliação etc., etc.

Lá fui eu copiando o meu trabalho. Estava a ficar

um trabalho muito completo, que tinha a informação

de tudo sobre a internet. E eu, burro, pensava

sempre que a professora ia ficar encantada

comigo, que eu era o mais espertinho de todos,

que ia ter o melhor trabalho, que a professora ia

começar a gostar mais de mim, e que ia começar

a ser o menino da professora. E lá fui eu trabalhando

e fazendo o “copy paste”, claro.

Chegou o dia de apresentar os trabalhos e lá fui eu

todo contente, muito confiante e a meter inveja a

toda a turma. Eu cheguei junto do computador,

meti a pen e o meu trabalho apareceu na tela. Mas

antes, a professora pediu-me para dizer o que

achei do trabalho e adiantei dizendo que me correu


muito bem e que foi muito fácil.

Lá comecei a apresentar o trabalho, sem perceber muitas

das palavras nem alguns dos textos. A professora, no

fim, ficou muito surpreendida com o meu trabalho, porque

estava muito bem apresentado, estruturado e com

uma linguagem muito correcta, com palavras muito

ricas. Mas ela disse-me ainda que já era professora há

muito tempo, que não anda aqui a dormir e que sabe

bem que eu tinha ido à Internet e tinha feito plágio

de outro trabalho feito por outra pessoa, que o divulgou

na Internet para as pessoas o consultarem. Por

isso, disse que eu ia ter o trabalho anulado. A professora

acrescentou ainda que é feio copiar, uma

coisa para fracos e forretas que não querem trabalhar.

Depois desse dia, nunca mais copiei trabalhos por

ninguém. E tive sempre bons trabalhos porque

me esforcei! E ao fazer os trabalhos, acabei por

aprender mais. É assim que se deve fazer um

trabalho: com esforço, dedicação e com vontade

de aprender mais e novas coisas. E lembrate,

nunca faças batota.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária D. Egas Moniz

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Francisco Maga | Rui Costa

Rafael Colaço

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

que sou alto forte, muito esperto e o melhor

de todos. Sou o rei disto tudo. Como ninguém

me conhece, tenho diferentes personalidades,

uma como Virtual e outra como Real.

Mas não se esqueçam de ter muito cuidado

comigo! Posso ser muito querido e simpático e,

ao mesmo tempo, estar a estragar-vos a vida,

ou seja, posso ser muito perigoso: primeiro, pergunto-vos

o nome, a idade, a morada, etc.;

segundo, vou marcando encontros em lugares

pouco públicos; terceiro, vocês já imaginam…

Nunca se sabe o que uma pessoa na Net, com

dupla personalidade, pode fazer a outra ingénua

que, por acaso, entre na rede só para pesquisar,

jogar, etc….

E como podes tu, sem querer, entrar nisso?

Às vezes, por publicidade que encontras ao lado do

site onde entraste. Outras vezes, só mesmo por

estares a retirar da Internet um filme, um jogo ou

outra qualquer coisa pela qual te interessaste.


Eu sou assim: movimento-me muito rápido e posso fazer

isto tudo a partir de uma pequena fotografia. A partir daí,

é rápido! Baseio-me num pequeno elemento de identificação

e depois posso fazer com que ele faça tudo para

mim. Sou a MÁFIA VIRTUAL. Se não queres cair na

minha tentação, tem juízo! E não cliques em todos os

links (hiperligações) que te aparecem à frente do PC.

Tem cuidado contigo e não te prejudiques, a ti e à tua

família. Sê esperto! NÃO CAIAS NA TENTAÇÃO!

Sê esperto! Nada te vai acontecer.

Tenta estar sempre atento e não cliques em coisas

suspeitas!

MORAL: Sê esperto(a)! Eu sou perigoso! Tenta

evitar-me! E não venhas ter comigo!...


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

João Pedro da Silva Loureiro | Tiago Filie Pinto

Alpoim

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Ao fim de duas semanas, João deixou de receber

aquelas mensagens estranhas que lhe atormentavam.

João pensava que não tinha passado

de um engano, foi então que lhe ligaram de um

número desconhecido fazendo-se passar por um

polícia, dizendo-lhe que se ia ter de apresentar

na esquadra da polícia, por causa de um problema

escolar. João achou estranho, por um polícia

lhe ter ligado em número desconhecido, mas

como tinha assistido a um assalto, pensou que

fosse para se apresentar como testemunha.

João de 17 anos, no dia 23 de Março de 2005,

tinha de se apresentar na esquadra da polícia de

Rio Tinto. Ao caminho da mesma, um homem com

um aspecto formal, dizendo-lhe que tinha sido o

mesmo a ligar-lhe e que João ia ter de entrar no

carro do individuo, para se dirigirem ao tribunal.

João achou perfeitamente normal, o homem tinha

bom aspecto e tinha conhecimento do telefonema.


João não sabia onde se situava o tribunal, mas estava

achar estranho o tipo de rua no qual se encaminhavam.

Foi quando o indivíduo recebeu um telefonema misterioso

que deixou João um bocado assustado. João quando

se apercebeu do que se passava tentou sair do carro

em andamento. “Mas afinal o que se passava ali?” pensou

João. Ele não sabia onde estava, com quem estava

e para onde ia. João encontrava-se num barracão

enorme isolado por uma mata.

O indivíduo tinha uma arma na parte de trás do carro,

João já não tinha para onde ir. Foi quando o indivíduo

o apanhou e levou-o para o barracão. Estavam

lá 3 jovens do sexo feminino, que aparentavam

ser mais novas e 4 jovens do sexo masculino,

que aparentavam ter a mesma idade. O indivíduo

deixou-os numa sala com um cheiro não apropriado,

o João começou à conversa com os

jovens, eles estavam todos a chorar, foi quando

o João os tentou acalmar e tentar perceber o

que se passava. Uma jovem disse que estavam

ali a ser vítimas de pedofilia. João ficou em

estado de choque.

João estava muito nervoso e não sabia o que

fazer, agora já não era só um individuo estranho,

eram 3 indivíduos estranhos, eram um

local estranho eram pessoas estranhas tudo

era estranho ali. Os pedófilos apenas lhes

davam comida uma vez por dia e às vezes

nem isso. Todos os jovens eram violados

constantemente incluindo o João. Era um

mundo de horror, momentos de aflição,


medo, ansiedade…

Todos os jovens se questionavam

quando é que aquilo ia acabar, como

é que iam sair dali, o que lhes iam

fazer, eram perguntas nas quais nunca

encontravam resposta. Pouco a pouco

jovens iam desaparecendo do barraca, os

que ficavam questionavam-se também o

que lhes terá acontecido, “Será que fugiram?”

, “Será que foram mortos?”, novas perguntas

que não tinham resposta.

Hoje dia 3 de Fevereiro de 2010 ainda não se

sabe nada dos jovens que desapareceram, apenas

sabemos desta história por causa do diário

do João que foi encontrado no barracão, mas

como esta história existem centenas iguais, piores

ou melhores que esta.

Estamos a contar esta história para que todos as

crianças, jovem ou adultos e quem sabe idosos,

de terem uma pequena noção do perigo da internet.

Pode começar por um pequeno telefonema,

como pode começar por uma extravagante noticia

na internet, pode também ser tentações, podem

ser inúmeras razões. .


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Pedome

Agrupamento Pedome

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

M.ª Conceição Garcês

Gabriela Tavares

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

João tinha 15 anos, era moreno, olhos verdes e

cabelo castanho. Era simpático e sociável. Tinha

medo de ligar, pois conhecia os perigos que

poderiam acontecer se o fizesse. Ele pensou que

iriam desistir… Mas não, todos os dias recebia a

mesma mensagem.

Até que um dia caiu na tentação e ligou…

Era um homem, com voz rouca, que disse:

-“Ganhaste uma viagem de uma semana para 6

pessoas a Barcelona!”

João espantado respondeu:

-“A sério? E agora o que tenho que fazer para

receber esse prémio em casa?”

O senhor disse:

-“Basta dares-me a tua morada e o teu nome e

depois um táxi vai buscar-te sábado para te levar

ao aeroporto. De seguida, vais encontrar um


homem com uma camisola vermelha a dizer “S.O.S

Mayby” e ele vai dar-te todas as indicações de que precisas.”

João aceitou e deu todos os dados que o desconhecido

lhe pediu. Convidou 5 amigos: o Luís, a Gabriela, a

Cristiana, a Ana e a Mónica.

Disseram aos pais que era uma visita de estudo durante

uma semana. Os pais acreditaram.

No sábado de manhã, estavam todos na casa de João

à espera do táxi. Estavam ansiosos por viajar, ia ser

a primeira vez.

Quando o táxi chegou, os seis despediram-se dos

pais e entraram no táxi. O aeroporto ficava a 40

km da casa de João.

Já estavam na estrada há duas horas. Acharam

esquisito, pois deveriam demorar aproximadamente

uma hora. Perguntaram ao motorista:

-“Onde é que vamos?”

Mas o motorista não respondeu…

Passadas mais ou menos três horas, o João e

os amigos estavam muito aflitos, com medo,

as raparigas a chorar. O motorista entrou

numa quinta e eles saíram do carro. Chegaram

mais três homens e levaram os 6 amigos

para uma cabana.

Os 6 amigos não estavam a acreditar…

Tinham sido raptados!

Passadas duas semanas, os pais estavam


muito preocupados, pois nem o

João nem nenhum dos amigos

atendia o telemóvel.

Foi aí que receberam uma carta a pedir

dinheiro. Na folha dizia:

-“Temos o seu filho e os amigos dele. Queremos

€500.000, na sexta-feira às 16h00,

na Avenida de São Pedro, no Porto. Encontram

lá uns contentores, onde devem colocar

o dinheiro e depois libertamos os miúdos. Ah,

e se vocês meterem a polícia nisto, nunca

mais vêem as crianças!”

Os pais ficaram aflitos e contaram aos pais dos

amigos do João. Todos os pais ficaram desesperados,

pois não tinham tanto dinheiro! Foi então

que decidiram repartir.

Até quinta-feira, todos os pais arranjaram o

dinheiro e na sexta-feira de manhã reuniram-se

na casa de João e puseram o dinheiro numa mala

preta. De seguida, foram falar com a polícia e elaboraram

um plano…

Às 16h00, lá estava a mala. Quando o homem a

foi buscar, a polícia prendeu-o e ele contou tudo.

Depois foram buscar os miúdos e prenderam o

resto dos bandidos.

Quando as crianças chegaram a casa, cada um

ouviu um sermão dos pais e prometeram nunca

mais fazer o mesmo, pois eles também sofreram.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Ana Cristina | Soraia Pires

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alta, morena e loira de olhos azuis.

Um dia enquanto a Virtual navegava na net,

entrou num chat onde encontrou um rapaz de

nome Cybertrom. Ele dizia ser de estatura

média, moreno, olhos verdes, cabelo encaracolado

castanho. A pequena Virtual sabia dos perigos

dos chats mas começou a falar com o Cyber

e foram-se conhecendo. Ela foi dizendo os seus

gostos, as suas preferências, os seus defeitos,

mas dizendo sempre a verdade. Ele também lhe

foi contando coisas da sua vida, eles já se conheciam

bem e passado uma semana é que decidiram

mostrar uma fotografia um ao outro e a Virtual

achou o Cyber um rapaz encantador a ele achou-a

muito gira. Uns dias mais tarde alguém entrou no

chat com o nome de Virtual e o Cyber pensando

que era ela começou e meter conversa mas do

outro lado alguém se fazia passar pela Virtual.

Cyber desconfiou pois “ela” nada parecia saber a

seu respeito, mas pensou que seria a sua imaginação

a pregar-lhe uma partida. E continuou a falar


normalmente até que “ela” decide marcar um encontro

ao qual o rapaz não diz que não. O rapaz saiu do chat

para se preparar, e enquanto isso a verdadeira Virtual

aparece no chat depois de um problema com a sua

password. Por acaso foi ver o histórico das suas conversas

e reparou que alguém tinha marcado um encontro

com Cyber.

Ela com medo foi ao tal encontro. Quando lá chegou o

Cyber ainda não tinha aparecido e deparou-se com

um grupo de indivíduos, e, achando estranha a sua

forma de agir, ela preferiu prevenir-se e chamou a

policia.

Entretanto ele chegou e um indivíduo dirigiu-se a

ele e perguntando-lhe se era o Cyber e ele disse

que sim. O homem pediu para se dirigir com ele a

uma carrinha onde dizia estar a Virtual A verdadeira

Virtual estava a ver o sucedido em pânico.

Entretanto chega a polícia e os homens começam

a fugir, mas sem êxito a polícia prendeu-os

e a Virtual foi ter com o Cyber, emocionados

abraçaram-se.

A polícia explicou-lhes os perigos da internet,

e avisou que só agiram naquele momento

porque reconheceram o grupo de homens

como sendo traficantes de órgãos. A partir

desse dia os dois jovens começaram a falar

apenas por mensager e a encontrar-se mais

vezes até que começaram a namorar e criaram

um blog sobre net-segura.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Diogo Moinhos

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Como eu queria muito ganhar a consola de

topo, ninguém a tinha, eu seria o primeiro, e

era tão simples, bastava um clique no rato

para a ganhar.

É óbvio que cliquei sem saber os perigos que

corria em aceitar o “Prémio”.

Depois de aceitar a tal consola de jogos que eu

sonhava ter todos os dias, rapidamente recebi

um e-mail a pedir-me uma quantia de 50€, para

despesas de envio da consola, e eu pensei, se a

consola custa 500€ e só tenho que dar 50€ para a

receber em minha casa sem me esforçar, é claro

que compensa.

O e-mail era este:

“Caro senhor(a) como aceitou o prémio maravilhoso

que lhe oferecemos só queríamos pedir-lhe que

nos enviasse pelos correios uma pequena quantia

de 50€ para despesas de envio para a morada,

Rua de Santo António numero.362, e receberá a

grande consola de jogos, obrigado pela atenção.”

Obviamente eu pedi ao meu pai os 50€ para a con-


sola e expliquei-lhe a situação, mas ele disse para eu não

me acreditar nesses e-mails, é só uma forma de nós perdemos

dinheiro, a consola nunca irá chegar a nossa

casa.

Então, eu desiludido fui para o meu quarto, pensando:

- Já não vou ter a consola que sempre sonhei. Caindome

as lágrimas dos olhos.

Mas como eu sabia onde o meu pai guardava o dinheiro

e achava que ele estava errado, arrisquei-me a

“roubar” os 50€ necessários para a tal consola que

me queriam “oferecer”.

Então fui ao quarto do meu pai tirei a chave do

cofre e fui abrir o cofre, retirei rapidamente os 50€

e guardei a chave o mais rápido que consegui.

O meu pai não deu por nada, e no dia seguinte

quando fui para a escola a pé passei pelos correios

da freguesia, já com o dinheiro num envelope,

com o respectivo receptor e o respectivo

remetente, e fui para a escola.

Passou um dia, dois dias, uma semana, um

mês e a consola não tinha aparecido em minha

casa, até que fui a minha conta de e-mail e

tinha o e-mail a tal “empresa de grandes prémios”

O e-mail dizia:

“Caro senhor(a) obrigado por contribuir

para a minha conta bancária volte sempre,

a consola irá recebe-la no dia 31 de Fevereiro.”


Fiquei desiludido e a reconhecer

que o meu pai tinha razão, entretanto

o meu pai deu conta que faltavam

50€ e eu tive que admitir o que

fiz.

Apanhei um grande castigo que nunca me

irei esquecer e também aprendi uma grande

lição:

“Nem tudo que há na internet é verdadeiro”.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Pedome

Agrupamento Pedome

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

M.ª Conceição Garcês

Filipe Cunha

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Passados dois dias, o João não parava de receber

aquela mensagem. Então, decidiu ligar.

- Estou, quem fala? – Disse o João.

- É o teu amigo Paulo! – Respondeu a voz.

- Mas eu não tenho nenhum amigo chamado

Paulo!

- Claro que tens! Não te lembras daquelas brincadeiras

que fazíamos quando éramos mais novos?

Ao ouvir aquilo, o João pensou que o Paulo estava

mesmo a falar verdade.

Então o Paulo disse:

- Na segunda-feira não queres aparecer em minha

casa? Moro na Rua das Pétalas, Nº24, aqui no Porto.

-Pode ser.- Respondeu o João

Na segunda-feira, o João chegou a casa do Paulo e


tocou à campainha. Então aparece um homem à porta

que lhe diz em tom de riso para ele se virar para trás.

Quando o João se vira foi agarrado por dois homens que

o puseram a dormir e o levaram para um armazém. Passadas

algumas horas, o João acordou e estavam três

homens à sua frente e um disse-lhe num tom de riso:

-Vês porque não se deve ligar para números desconhecidos!

E o João respondeu:

-Mas eu pensei que estava mesmo a falar com o

Paulo.

-Pois! Mas a pensar morreu um «BURRO»! – Disse

o outro – agora vais ligar para os teus papás e

dizer-lhes que têm 10h para transferirem 250 mil

euros para uma conta bancária que nós lhes

vamos dar.

Então, o João ligou para casa e contou a história

aos pais. Mas como os pais já tinham avisado a

polícia, esta localizou a chamada. Passados cerca

de 20 minutos, o armazém estava cercado

por polícias, mas sem que os raptores dessem

conta. Passado um bocado, um dos raptores

saiu do armazém para apanhar ar e foi logo

apanhado. Estranhando a demora do outro, o

cabecilha decidiu ir ver o que se passava e

quando chegou lá fora foi também apanhado.

Mas como este não fechou a porta, o

outro raptor que ainda estava no interior

viu tudo e, apontando uma pistola à cabeça

do João, começou a sair do armazém dizen-


do que ou lhe davam um helicóptero

e todas as armas ou ele matava

o João.

A polícia mandou vir um helicóptero da

base. Quando ele chegou ao armazém,

os polícias colocaram lá dentro as armas.

O raptor largou o João, fugiu para o helicóptero

e levantou voo. Mas dentro do helicóptero

estava uma surpresa da polícia, uma

bomba-relógio. Quando levantou voo o raptor

ouviu um tic-tac, mas não ligou. Só quando já

ia no ar é que reparou que era uma bomba e

resolveu aterrar para fugir. Mas a polícia já se

encontrava no local onde aterrou, e ele foi preso,

já que a bomba era falsa. O João agradeceu

aos polícias e prometeu que quando crescesse

iria ser polícia para poder ajudar nas operações

de salvamento de crianças que fossem raptadas.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Inês Barata | Sofia Pires

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

O pai preocupado, tentou contactar o indivíduo.

Sem sucesso, esperou que o tal homem repetisse

as SMS.

Passaram-se 3 meses e sem sinal do tal homem,

a família estava mais descansada. Sem contarem,

o João voltou a receber SMS muito estranhas,

com sinal de que o tal homem tinha voltado…

sem pensar duas vezes, foi logo contar ao

pai. Furioso e com medo de que algo absurdo ou

terrível fosse acontecer ao seu filho contactou de

imediato a polícia que tomou logo, medidas extremas.

A polícia pediu ao João que entregasse o seu

telemóvel para que os especialistas da área trocassem

SMS com o suspeito. O João triste mas

decidido a entregar o telemóvel para que tudo se

resolvesse. Passaram-se duas semanas … e a polícia

tinha conseguido um encontro numa casa antiga

e abandonada fazendo-se passar por João

dizendo nas SMS que o pai não podia suspeitar


desse encontro.

Essa tal casa estava completamente rodeada por armadilhas

e polícias escondidos e camuflados, caso o indivíduo

tentasse fugir. Mas para que isto resultasse teriam de

levar o João com eles. O pai contrariado lá aceitou mas

com a condição de estarem sempre de olho nele. Assim

foi, numa tarde abafada, o indivíduo esperava João nas

traseiras, o que ele não sabia é que em vez de ser o

João iam ser os polícias armados. Mas para que isto

resultasse João teria de descobrir o que é que esse

tal tipo queria, conversaram mas sempre de olho no

João. Passaram-se duas horas e meia e finalmente

o indivíduo que tinha o nome de Tomé contou a

João que a sua vida desde pequeno fora uma

miséria e entretanto tinha-se tornado drogado e

mais tarde pedófilo. Nesse momento o Tomé

ouviu um espirro vindo do corredor escuro e

imundo logo a seguir o Tomé foge com toda a

velocidade, já suspeitando de que a polícia

estava lá. Mas, mal saiu da porta viu-se envolvido

numa multidão de polícias que o atiraram

para o chão e levaram-no para dentro da carrinha

da polícia e logo a seguir para a esquadra.

João viu-se no meio daquela confusão toda e

chorando correu para os braços do pai.

Passaram-se dois anos e Tomé tinha sido

condenado a 3 anos de prisão. O pai revoltado

com os poucos anos de prisão aplicados

a Tomé mudou-se para os EUA pois, em

Portugal a justiça não era justa. João e a

sua família esqueceram aquele incidente


mas ficou gravado na memória de

João aquelas lágrimas que deixara

cair quando ouvira a palavra “ Pedófilo”.

Passaram-se 3 anos e a mensagem repetiu-se

… como será que isto irá acabar?


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Ana Anjos | Beatriz Bettencourt

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alta, loira e extrovertida.

Sempre que me sinto sozinha, vou até ao chat

para encontrar o e-mail de um rapaz na esperança

de encontrar o “tal”. Alguns dias atrás

falei com um rapaz, o problema é que ele é de

Lisboa e eu sou de Porto Santo no Arquipélago

da Madeira, mesmo assim combinamos encontrarmo-nos

em Oeiras, no Parque dos Poetas.

Reservei bilhete e dois dias depois lá estava eu a

partir para Lisboa, quando cheguei apanhei transporte

para Oeiras e de seguida fui arranjar sitio

onde passar a noite. Mal acordei, escolhi a minha

melhor roupa, arranjei-me e fui até ao parque.

Estava entusiasmada mas nervosa ao mesmo

tempo, não sabia quem iria encontrar ali, mesmo

assim decidi arriscar e esperar um pouco a espera

de encontrar o rapaz. Quando ele chegou ficou

bastante admirado, pois eu não sou nada do que

tinha descrito no chat, mesmo assim fomos conversar

para um sítio mais calmo, ao longo da conversa

fomos descobrindo gostos parecidos e perso-


nalidades fortes. Foi muito agradável estar ali com ele e

combinamos encontrar-nos de novo no dia seguinte.

À noite estava tão ansiosa que nem conseguia dormir,

só conseguia pensar como estava alegre por ter

encontrado o “tal”. De manhã quando estava a tomar o

pequeno-almoço, o meu telemóvel começou a tocar,

fiquei surpresa, era a minha mãe. Atendi e inventei

que tinha vindo a Lisboa tentar arranjar uma boa

faculdade para terminar os meus estudos, ela ficou

orgulhosa de mim mas também me alertou para ter

cuidado com estranhos. Estivemos a conversar um

bocado, mas o tempo estava a passar e a hora que

tinha combinado com o Rui estava a chegar, então

despedi-me da minha mãe e fui ter com ele.

Durante o almoço com ele não consegui parar de

pensar no que a minha mãe me tinha dito, parecia

que palavras ecoavam na minha cabeça,

estava de consciência pesada e não podia continuar

ali calada sem fazer nada. Então comecei a

fazer perguntas sobre ele, ele empalideceu e

disse que não era importante eu saber, que

apenas era importante estarmos ali juntos.

Fiquei preocupada com esta resposta dele,

então disse-lhe que ia voltar para Porto Santo,

vi a cara dele a ficar ainda pior então resolvi

vir embora dali, mas ele veio atrás de mim e

eu pedi-lhe para que me deixa-se ir embora,

que tinha sido errado ter vindo a Lisboa e

ter-me encontrado com alguém que não

conheço. Dali fui directa para pensão, arrumei

as minhas coisas e apanhei o autocarro

para o aeroporto, comprei um bilhete de


avião para o próximo voo.

Enquanto esperava tinha receio que

o Rui aparecesse ali, então mantiveme

atenta. Finalmente cheguei a Porto

Santo, contei tudo o que se tinha passado

à minha mãe, ela ficou desiludida,

mas contente por me ter afastado logo que

pude. Falei também que estava interessada

em ir estudar para a faculdade de medicina

no Porto, ela fez uma cara preocupante mas

disse-lhe logo que desta vez era verdade.

Assim acabei por ir para a faculdade e começar

uma vida nova….e pensar que tudo deveu-se a

uma decisão irresponsável da minha parte. Mas

alguns males vêm por bem. Tive notas altas e

acabei por me licenciar em pediatria, trabalho

agora no hospital de S. João.

Há uns tempos atrás, enquanto jantava ouvi

uma notícia sobre um caso de abuso de menores

por parte de um rapaz já suspeito há dois anos.

Estive atenta a ouvir, e apareceu o Rui com algemas

acompanhado pelos polícias, fiquei em choque

e fui prestar declarações à polícia sobre o

sucedido naquela altura. Tenho pena de ter chegado

a pensar que a internet é um meio de arranjar

“o amor da nossa vida”, eu corri um grande risco

em ter ido a Lisboa e ter pensado que o que acabou

bem poderia ter acabado mal e ter-me estragado

o resto da minha vida. Neste momento tenho

um blog onde alerto as pessoas a terem cuidado,

porque nem tudo acaba bem.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Mariana Saraiva | Marcos Costa

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

...O João era uma criança que tinha sete

anos, e adorava navegar na internet certo dia

enquanto estava a estudar deparou-se com

uma janela que dizia que eu tinha sido escolhido

para ganhar uma consola, bem como não

sabia o que fazer decidi então clicar no botão.

De repente apareceu uma imagem no meu computador

que apagou por completo todos os meus

dados pessoais e confidenciais.

No dia seguinte o meu pai foi consultar a sua conta

bancária, através da internet, foi aí que reparou

que o dinheiro tinha-se transferido para uma

conta offshore.

Ficou todo preocupado, mas também não tinha

sido só isso, pois os seus trabalhos e ficheiros

tinham-se “evaporado” decidiu então falar com o

João. O seu filho respondeu:

- Enquanto eu estudava para língua portuguesa

apareceu-me no canto inferior direito uma caixa

de texto que dizia que podia ganhar uma consola

bastava só carregar no botão logo depois apareceu

uma imagem no meu computador que apagou


completamente todos os meus dados pessoais e confidenciais.

O meu pai sem poucas esperanças contratou um técnico

informático para ver se conseguia ajudar.

No dia seguinte apareceu na minha casa o técnico

com o qual o meu pai tinha falado no dia anterior. O

técnico começou por apresentar-se e logo depois

ligou o computador

O meu pai começou a dizer como e que tudo se

tinha passado, o anúncio, a imagem que tinha

aparecido no ecrã, os ficheiros apagados e o

dinheiro que tinha sido transferido para outra

conta. O técnico sempre a ouvir o que o meu pai

estava a dizer respondeu:

- Vocês tinham sido “alvo” de um vírus muito

poderoso, quando o seu filho carregou no

botão, para ganhar a consola, deixou entrar

um vírus no qual desligou o seu antivírus e

firewalls, e quanto a transferência de dinheiro

é simples o vírus descobriu a senha sua conta

bancária e extorqui-lhe o dinheiro.

- É possível recuperar o dinheiro?


- Receio que não! O vírus não

deixou nenhum rasto. Esquemas

como este são quase impossíveis de

anular o seu efeito, porém muito

fáceis de evita-los bastava só não carregar

no botão e nada disto teria acontecido!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Ana Catarina Pinto | Ana Catarina Vaz

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Não me lembro de me ter inscrito neste sorteio,

mas como recebi este e-mail e o prémio

é aquela consola da WWE, com jogos incluídos

e tudo, que já ando a pedir aos meus pais à

anos e anos, vou clicar neste pequeno botão

vibrante e com cores ofuscantes, cujas letras me

saltam para dentro e convencem o meu cérebro

a ordenar ao meu dedo que pressione o rato do

computador.

Cliquei e foi aberta uma nova página onde me

perguntavam que cor preferia: vermelho, azul,

verde ou amarelo. Fiquei radiante, pois nenhum

colega meu tem uma consola vermelha como a

que eu escolhi.

Em seguida preenchi os dados pessoais que me

pediram:

“Nome: Miguel Santos Machado Idade: 10

anos

Morada: Rua S??????? Escola: EB2/3 S. ????


Ano de escolaridade: 5º ano Nº telemóvel: ?????

Nome da mãe: Filomena Santos Nome do pai: Filipe

Machado”

Não percebi para que queriam saber tantas coisas, até

achei estranho, mas como era um site “seguro” e o

meu desejo de ter uma consola era tão grande, não

liguei muito. Enviei todos os meus dados e fiquei à

espera.

Já passara uma semana. Prémio? Nem vista...

Apenas recebia SMS até dar com um pau, de pessoas

desconhecidas, que afirmavam que nunca

mais iria ver os meus pais. Não liguei. Deveria ser

alguma partida dos meus colegas.

Estava a vir para casa, depois de um longo dia de

aulas e recebi uma nova mensagem. Esta dizia:

“Despede-te dos teus pais. Agora!”. De repente,

senti um líquido a entrar-me na boca, um pano

a sufocar-me, braços a agarrarem-me e um

nevoeiro que não me deixava ver. Perdi a consciência.

Acordei na manhã seguinte, amarrado contra

uma cama e com os pulsos magoados. Perguntei

o que se passava. Um homem, de

carapuço na cabeça, respondeu-me:

“-Não te preocupes. Graças a ti, o teu paizinho

está morto e para seres libertado, a tua

mãe vai ter que me pagar 800 mil euros. È

só isso.”

As lágrimas vieram-me aos olhos e, pateti-


camente, perguntei se ainda ia

ter a minha consola. O homem gritou-me

e cuspiu-me na cara, dandome

um estalo que me pôs de novo

inconsciente.

Agora, conto os dias para me virem salvar.

O meu corpo apodrece de tanta espera.

Ajudem-me por favor!!!

Se alguma vez alguém me encontrar, vivo ou

morto, e se virem este papel, por favor digam

à minha mãe que a adoro e que lamento tudo

o que aconteceu.

Beijinho, Miguel


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Inês Silva | Paulo Ribeiro

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

No entanto como queria mesmo os jogos,

entrei no site “melhor preço” e lá tinha todos

os jogos que eu queria, todos mesmo.

Parecia um site normal, no inicio parecia mesmo

um site, verdadeiro, que vendia mesmo

jogos, se soubesse no que me ia meter nunca

teria aderido ao site. Bem recomeçando, entrei

no site “melhor preço”, aderi, o jogo fifa2010

estava sem duvida a metade do preço, e ainda

não tinha saído em nenhuma loja, não resisti e

comprei, dei o meu número de telemóvel, a

minha morada, e os meus documentos todos

incluindo o nome verdadeiro.

Sabia os perigos da internet, mas pensei que não

fosse tão perigoso como costumavam dizer, mas

não tinha contado nada aos meus pais, pois sabia

que eles não iriam deixar. Tocaram à porta, e fui

abrir, tinha uma carta no chão, peguei e abri-a, lá

dentro dizia para ir buscar o jogo a uma morada.

Por acaso, não estranhei nada de mal, apesar de

ter sido muito de pressa a entrega, e terem dado

uma morada, que nem conhecia.


Fui a essa morada, era um grande armazém cheio de caixas,

enormes, pensei que uma delas poderia ser o meu

jogo, bem com um bocado de medo entrei para dentro

do armazém, estava vazia, era um bocado assustador,

mas queria tanto o jogo que não pensei em mais nada

a não ser tê-lo. Estava a procura do jogo chamando

alguém para me ajudar, quando vem três homens

encapuçados ter comigo, apontando-me uma arma à

cabeça.

Cheio de medo entreguei tudo o que tinha, mas mesmo

assim, eles queriam mais do que isso, primeiro

queriam o meu fígado, mas não percebi bem para

que queria, mas nesse momento também não me

interessava, e depois pediram um resgate aos

meus pais de 50 mil milhões de euros, eu não era

propriamente rico nem tinha muitas dificuldades,

mas também não era muito pobre, era de uma

família humilde. Os meus pais assustados, pediram

um empréstimo. O meu pai foi lá entregar,

pois a minha mãe ficou em casa, para estar

mais protegida, o meu pai fez exigências, mas

eles queriam primeiro o dinheiro, o meu pai

entregou mas eles não me libertaram e ainda

prenderam o meu pai.

Em sofrimento, começaram-me a cortar com

uma faca, até que ouviram a polícia, deram

um tiro ao meu pai e conseguiram fugir, deixando-me

lá a sagrar com um corte profundo

à beira do fígado. A polícia entrou lá

dentro com as armas com tudo a traz cães

mas mesmo assim, ainda fugiram e ainda


hoje não os conseguiram apanhar,

neste momento eu estou

numa cama de hospital, com o meu

pai em perigo de vida por causa do

tiro no lado esquerdo da barriga, e eu

tive de levar 29 pontos ao lado do fígado.

Neste momento já estou melhor, mas o

meu pai ainda está muito mal, espero que

ele fique bem.

Passado alguns dias o meu pai não resistiu e

faleceu, fiquei e ainda estou mesmo triste. Á

custa de mim, o meu pai morreu fiquei com

um corte, que vai ficar cicatriz para sempre e

ainda a minha mãe ficou com uma grande divida,

tudo por causa de um jogo mais barato, vou

ficar com remorsos para toda a vida, nunca mais

me vou perdoar, fiz uma estupidez que vai lembrar

sempre a minha mãe e principalmente a

mim, sei que não vai voltar-se mais a repetir

comigo, porque eu aprendi a lição, e a minha mãe

já me tirou a internet de casa, neste momento eu

e ela, apesar de estar completamente zangada

comigo, estamos mais unidos que nunca, porque

afinal de contas eu perdi o meu pai, e sim eu sei

que a minha mãe nunca me vai perdoar mas vou

fazer por isso. Eu só quero agora tentar que tudo

volte ao normal, e que os bandidos sejam apanhados.

POR FAVOR TENHAM CUIDADO!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Fontes Pereira de Melo

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Inês Silva | Paulo Ribeiro

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

Esta é a história da Mariana, uma adolescente

como tantas outras…

A Mariana era uma adolescente de 14 anos, que

já á muito tempo andava a chatear os pais para

estes lhe darem um computador. Estes um pouco

receosos, por certas histórias que já tinham

ouvido, sempre adiaram fazer-lhe a vontade.

Até que um dia, no dia de aniversário da Mariana

quando ela fazia 15 anos, e depois de muito chatear

os pais, estes decidiram dar-lhe o que ela

tanto esperava, o computador.

Ela ficou bastante feliz e entusiasmada. Mas ainda

faltava uma coisa para completar a alegria da

Mariana, a internet. Voltou novamente ela a chatear

os pais, os pais desta vez cederam logo e

decidiram meter internet em casa, até porque a

Mariana precisava de fazer uns trabalhos para a

escola e teria de recorrer ao uso da internet.

Na semana a seguir já a Mariana tinha internet e

estava muito entusiasmada por isso.


A vida da Mariana estava a mudar por completo, em vez

de ir sair com as amigas ao fim-de-semana, já trocava

essas saídas por uma tarde enfrente ao computador.

Para a Mariana aquilo era novidade, e ela desconhecia

os perigos que existiam espalhados pela internet. A

Mariana já tinha criado e-mail, já tinha criado perfis em

muitos sites, como hi5, facebook, myspace e por aí,

também ia para as salas de chat, jogos online, etc. A

Mariana já trocava os seus amigos verdadeiros por

aqueles “amigos” virtuais que ela não conhecia de

lado nenhum. A Mariana estava a viver uma vida virtual,

fora da realidade. As amigas já se afastavam

dela, pois a Mariana já não era a mesma pessoa.

Passado um certo tempo, a Mariana já tinha feito

várias “amizades” virtuais entre elas, tinha conhecido

o Paulo, um rapaz que dizia ter 16 anos e ser

de Lisboa. O Paulo já lhe tinha mandado várias

fotos, já dizia que a adorava muito, para ela já

não conseguia passar 1 dia sem ir a internet e

falar com o Paulo. Até que um dia o Paulo

declarou-se á Mariana e pediu-a em namoro. A

Mariana disse que ia pensar e que lhe daria a

resposta depois. No dia a seguir a Mariana

aceitou namorar com ele, mas disse que para

isso teriam de se encontrar, pois queria

conhece-lo pessoalmente. Ela morava no Porto

e ele em Lisboa, a distancia era um pouco

grande, teriam de arranjar dinheiro e esperar

pelas férias da escola. Até lá teriam de ir

namorando pela internet…

Chega finalmente Junho, a Mariana entra de


férias, e depois daqueles meses a

juntar dinheiro, já tinha dinheiro

suficiente para ir de comboio ter com

o seu namorado. Agora havia ainda

outro problema, a autorização dos pais,

e isso seria o mais difícil, pois os pais

jamais permitiriam que a Mariana fosse ter

com um desconhecido. Ela falou com o Paulo

e ele aconselhou-a a fugir, e prometeu

que ia estar á espera dela e que não deixaria

que nada de mal lhe acontecesse. Ela iludida,

confiou nele, e combinaram encontrar-se em

Coimbra no dia a seguir. A Mariana em seguida

ligou á sua melhor amiga, a Teresa e contou o

que ia fazer. A Teresa disse que ela estava maluca,

pois isso era uma asneira e aconselhou-a a

não fazer nada, mas a Mariana não deu ouvidos.

De madrugada a Mariana saiu com uma mochila

atrás das costas e foi apanhar o comboio. Estava

muito contente pois iria estar com o namorado

que tanto a iludira. Os pais da Mariana acordam e

não vêem a Mariana em casa, preocupados ligam

para casa da Teresa, a perguntar se a Mariana

estava por lá. A Teresa ainda hesitou, mas depois

disse a verdade aos pais da Mariana, pois se acontecesse

alguma coisa á Mariana ela jamais se desculparia.

Os pais da Mariana pegaram no carro e

foram logo para Coimbra e também alertaram a

policia de imediato.

A Mariana ansiosa chega a Coimbra e não vê ninguém.

Decide aguardar, até que vê um carro a

parar, e de lá saem uns homens com um aspecto


assustador. A Mariana assustada, vê eles a virem na

direcção dela, e começa a gritar e ainda tenta fugir mas

não consegue. Eles cercam a Mariana e metem-na á força

no carro. Os pais da Mariana chegam tarde demais á

estação e já não vêem a Mariana. A polícia e os pais da

Mariana iniciam as buscas á procura da Mariana. Passam

os dias, semanas, meses e a Mariana não aparece.

Sem rasto algum a Mariana desapareceu para sempre…

Mas como a esperança é a última a morrer os pais da

Mariana não perdem a esperança…e continuam a

procurá-la mas sem sucesso. E ate hoje a Mariana

nunca mais deu sinal de vida.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Valongo

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ana Isabel Moutinho | Paula Usha

Giselda Silva Sampaio | Tânia Sofia L. Cartucho

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

…até que um dia não conseguiu resistir: a sua

curiosidade já era descomunal e ligou, perguntou

quem era e do outro lado da linha ouvia-se

uma voz feminina dizendo:

-Olá.

Ele respondeu:

- Quem és? E porque insistis-te tanto para que te

ligasse?

A rapariga respondeu:

-Eu sou a Catarina, vi o teu número no FaceBook

e fiquei interessada em conhecer-te, pelas fotos

aparentas ser bonito e bastante interessante,

João envergonhado responde:

-Obrigado. Mas mesmo assim continuo sem saber

quem és. Podes dar-me o link do teu perfil?

Catarina: - Sim claro que te dou, espera um

momento … Aqui está ele vou mandar-te por men-


sagem.

João: - Ok, mas agora vou jantar, mais logo á noite ligote.

Depois do jantar João foi ao perfil da tal rapariga chamada

Catarina. Ficou encantado com as fotografias.

Pensou que talvez fosse umas das mais belas raparigas

que alguma vez tinha visto.

Nesse instante João ligou-lhe. Disse que Catarina

também aparentava ser uma rapariga muito bonita e

muito interessante, e que talvez se devessem

conhecer. Catarina concordou logo com aquela proposta.

Marcaram encontro no parque para o fim-de

-semana.

À medida que os dias passavam a ansiedade de

João aumentava. Já era domingo. O João mal

acordou foi-se arranjar. Entretanto chegam as 15

horas. Ele sai de casa e vai em direcção ao parque

que fica a poucos metros. Chegam as

15:30 horas e a Catarina não aparece. João

começa a ficar preocupado. De repente vê um

carro vir na sua direcção. O carro pára e saem

d o i s h o m e n s . D i s c r e t a m e n t e

apontam-lhe uma arma e obrigam-no a entrar

no carro. João entra e depara-se com um

senhor com cerca de 47 ou 50 anos. Não

percebe o sucedido, fica à nora e com receio

pergunta:

- Porque me fazem isto? O que se passa?

O senhor responde-lhe:


- Olá! Eu sou a Catarina. E então,

ainda me achas interessante?

João sufocado responde em silêncio.

Chegam a uma rua sem saída, onde

com armazéns antigos. Saem do carro.

João ainda tenta fugir mas não consegue.

Levam-no para dentro e o homem pede

aos seus cúmplices para se irem embora.

João, mais uma vez, se questiona sobre o

que se está a passar. O Senhor diz-lhe que a

Catarina fora uma mera desculpa para o atrair

até ao parque e que desde que o tinha observado

naquelas fotos que ele lhe despertou um

interesse profundo. Enquanto falavam ia acariciando-o.

João sentia nojo, medo, fúria por se

ter apercebido que caiu numa artimanha.

Entretanto, os pais de João acabam por dar pela

sua falta. Ligam-lhe e o telemóvel está desligado.

Decidem comunicar às autoridades e estas dizem

que só podem dar como desaparecido e iniciar as

buscas após 24 horas.

No armazém vivem-se momentos de desespero,

alucinações, vergonha.

Entretanto João adormece e quando acorda, repara

que está numa cave subterrânea. Chora desesperado.

Passou-se um mês, dois , três meses e nada se

sabia de João: as esperanças já se vou desvanecendo…

João Morreu no silêncio de uma cave. Foi encontra-


do meses mais tarde a flutuar no Rio.

Por causa de um telefonema desconhecido João perdeu

a vida, mas nós ainda estamos vivos por isso porquê

cairmos em armadilhas?


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Dr. Francisco Gonçalves Carneiro

Agrupamento Dr. Francisco Gonçalves Carneiro

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ana Lídia Fernandes Lopes

Diana Jesus | Marta Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alto, moreno, conversador, atraente,

loiro de olhos azuis, musculado, atrevido,

simpático. Como Virtual, gosto de sair à noite,

beber bebidas alcoólicas, fumar e adoro fazer

tatuagens. Como Real, não bebo bebidas alcoólicas,

nem fumo. Os meus pais não me deixam

sair à noite e não gosto nada de tatuagens, mas,

como esta malta toda adora tatuagens e piercings,

parecia mal eu dizer que não gosto.

Sou muito popular nos chats, porque pensam que

sou muito “à frente”, ou seja, pensam que gosto

de me baldar às aulas, que sou traficante e um

gajo sem medos.

As raparigas adoram-me, porque acreditam em

tudo o que lhes digo. É incrível como elas apreciam

rapazes com as características do Virtual!

Também os rapazes gostam da minha “onda”.

Há muitas raparigas que gostavam de se encontrar

comigo, mas eu nunca me encontrei com nenhuma.

Não me atreveria! Não tenho aquelas características

e não as posso decepcionar. Nem a mim…


Tudo corria bem até que uma amiga minha descobriu que

eu andava a fazer-me passar por outra pessoa, enganando

os outros. Essa amiga conhecia uma das raparigas

com quem eu falava no chat e contou-lhe quem eu era,

que, por sua vez, contou a algumas pessoas com quem

eu também falava. Os rapazes, quando descobriram a

fraude, ”partiram-me a cara”; as raparigas olhavamme

com desdém. Todos me ridicularizavam. Se já

tinha poucos amigos (melhor dizendo, conhecidos), a

partir dali nunca mais ninguém se aproximou de

mim, nem para pedir apontamentos…Tentei fazer

muitos amigos e o que ganhei foi o desprezo dos

poucos que tinha.

Meus amigos, não façam o que eu fiz, pois poderão

sofrer consequências graves, iguais ou piores do

que as minhas.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Dr. Francisco Gonçalves Carneiro

Agrupamento Dr. Francisco Gonçalves Carneiro

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ana Lídia Fernandes Lopes

Ana Carolina Salgado | Ana Filipa Alves | Nicole

Gonçalves | Rute Ferreira

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Estava tão entusiasmado! Fui eu o escolhido!

Ainda nem acredito! Cliquei onde dizia “aceito

o prémio” e, logo a seguir, bastava dar a

minha morada e alguns dos meus dados pessoais

para receber a tão desejada consola de

jogos.

Comecei então a preencher aquele questionário

com o meu nome completo, idade, número de

telefone, e-mail, todas essas coisas e também o

número de bilhete de identidade para comprovar.

Mas fiquei a pensar:

-Para quê tantos dados só para receber a minha

consola de jogos?

Apesar das dúvidas, estava tão feliz que não me

importei mais com o assunto, só a pensar que,

quando a recebesse, iria passar longas e longas

horas a jogar, sozinho ou com o meu irmão. Sim,

porque sabia que, se não o deixasse jogar, ele iria

estar sempre a chatear-me…

Esperei longos dias e cada um deles passava mais

devagar que o anterior. E eu sem receber a minha


consola de jogos! Passaram então um dia, dois dias, três

dias, quatro dias… Comecei a ficar desanimado.

Passadas duas semanas, é que finalmente me apercebi

que tinha sido enganado e que nunca iria receber a

minha consola. Fiquei de rastos, porque cheguei a

sonhar com ela e ela nunca chegou! Até já tinha convidado

a minha namorada para ir a minha casa um dia

destes para jogarmos!

Perguntava-me então:

-Por que é que me enganaram?

Os meus pais, não sei como (mas também já não

quero saber), descobriram tudo e, claro, tiraramme

logo o computador, dizendo-me que, se eu voltasse

a fazer uma destas, nunca mais veria o meu

querido computador! Tive que lhes prometer que

a situação não se voltaria a repetir. Mas será que

não irei cair noutro engano? Espero bem que

não!

Bom, passados dois meses, já com o meu computador,

fui à internet e imaginem o que

encontrei? No meu correio electrónico, uma

mensagem dizia “acabou de ganhar um automóvel”.

Fiquei tão contente! Fui novamente

eu o escolhido para receber um grande prémio!

De imediato, cliquei onde dizia ”aceito o

prémio”…


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária D. Egas Moniz

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Carlos Pinto

Diana Silva | Marisa Palmas | Raquel Almeida |

Sandra Francisco

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alto, loiro, extrovertido e que tenho

uma longa experiência na carreira da Moda.

Um dia, depois da aula de piano, o motorista do

Real como é habitual, levou-o para casa. Pelo

caminho ia a pensar qual era a desculpa que iria

dar à Senhora sua mãe Avira Virtual para não ir

tomar o chá das 5h com as amigas da sua mãe,

as manas Microsofts. Chegou a casa e disse a

mãe:

-Mãe, tenho um trabalho importantíssimo para

fazer. Dá-me licença para faltar ao chá das 5h, e ir

para o meu quarto?

-Real, desta vez passa, querido, mas para a próxima

não vou permitir que falte.

-Mãe, está prometido!

Na verdade, o que o Real Virtual queria mesmo

fazer era ir para os chats que era habitual frequentar.

Como habitual a sua amiga “Media Player” mal

ele entrou, ela disse-lhe:


-Olá Virtual J.

-Olá Medy!

-Olha Virtual, eu hoje vou andar por esses lados, não

queres finalmente conhecer-me? E podermos fazer algo

mais interessante, sabes bem o que quero dizer;

-Ah… não sei, tenho que ir à minha agenda. Olha, hoje

só tenho uma sessão fotográfica.

-Então, eu vou estar numa esplanada para que me

reconheças. Vou levar um lenço branco ao pescoço.

-Vou tentar aparecer. Xau.

Passadas umas horas, Real decide aparecer na

esplanada. Quando lá chegou viu uma senhora de

lenço branco por volta dos 35 anos e apercebeuse

que a suposta rapariga com que falava era afinal

a sua professora de piano.

Concluiu que qualquer pessoa pode estar do

outro lado com muitas intenções, boas ou más.

A partir daí não marcou mais encontros nem

deu confiança a desconhecidos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Bento Carqueja

Agrupamento Bento Carqueja

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Florbela Aguiar

Fan Na | Micael Mendes

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

até que, numa noite, muito impaciente decidiu

ligar ao número referido. De repente, misteriosamente,

uma luz muito forte transportou-o

para outro lugar.

Estranhamente, foi transportado para umas

espécies de estradas que lhe eram completamente

desconhecidas. No ar, andavam criaturas cujo

aspecto fazia lembrar os diferentes dados existentes

no mundo da Internet. Perante este cenário,

Serafim ficou bastante admirado e espantado. Não

fazia a mínima ideia do que se tinha passado e de

onde estava. Entretanto, foi caminhando ao longo

dessas estradas, até encontrar um Computador

falante que lhe disse que mundo era aquele. Serafim

estava na conhecida Internet e cada pedaço de

estrada transportava os habitantes desse mundo:

vírus, antivírus e todos os outros dados desse planeta.

Durante a sua viagem, Serafim, através de

portais, acedeu aos diferentes sites existentes,


como por exemplo, sites de jogos em que o Serafim passou

dias e dias a jogar. Pois, agora não se joga com

teclados ou comandos, mas sim, ele próprio era a personagem.

Entrou noutros sites de educação, aprendeu

várias matérias acerca da Natureza, entrou em sites

inapropriados para a sua idade e até encenou num

vídeo do Youtube. Depois de muitas páginas da Internet

ter visitado e já um pouco acostumado àquele Universo,

encontra o tal Computador falante ao qual lhe

pergunta como sair dali. Este responde-lhe que se

Serafim foi parar naquela dimensão a causa seria um

vírus que estaria a perturbar o seu normal funcionamento

e que facilmente poderia ser derrotado –

bastava que um dos “Agentes Antivírus” o encontrasse

e o detivesse. Tal não demorou muito, pois

o Computador, que acabou por revelar que era a

base de dados da Internet, soou o alarme e rapidamente

os “Agentes” se espalharam até que

cerca de 30 minutos, depois Serafim podia

regressar a casa, onde se sentia bem.

Quando Serafim regressou, verificou que o

tempo no Planeta Terra não tinha passado e

que ninguém tinha dado pela sua falta. Com

certeza, este “milagre” surpreendeu bastante

Serafim, mas também lhe ensinou que existem

diversos tipos de sites, devidamente

adequados às diferentes idades e, por fim,

que os vírus podem ser muito perigosos

para o normal funcionamento do espaço

informático.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Afonso Cunha | Diogo Fernandes

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

O texto estava perfeito, só precisava de uns

ajustes para parecer que tinha sido eu a fazêlo.

Coloquei o meu nome e mudei algumas

palavras. Na semana seguinte entreguei o trabalho.

Estava excelente, falava de tudo o que a

professora tinha pedido e o melhor, é que não

tinha dado nenhum trabalho a fazer, sou mesmo

inteligente, bastou ir à internet e lá estava ele,

prontinho a ser copiado.

Dois dias depois, a professora deu-me zero! Não

percebi, fiquei revoltadíssimo, então o que mais

queria ela?

Para meu azar, vim a descobrir mais tarde, a professora

descobriu rapidamente na internet a enciclopédia

da qual tinha feito o chamado copy paste

do texto apresentado no meu trabalho. Era tal e

qual, eu sei, apenas tinha umas pequenas alterações.

A professora chamou-me ao lado e pediu-me para

esperar pelo fim da aula, tinha que ter uma conversa

comigo, pela cara dela pareceu-me muito

grave.


A aula nunca mais acabava, estive o tempo todo nervoso.

Quando finalmente acabou, fui a medo ter com a professora

e então, deu para perceber, que o que eu tinha feito

era mesmo muito grave. Disse-me que o que eu fiz, foi

plagiar um autor que, segundo o dicionário é a imitação

ou cópia fraudulenta de uma obra, que devia comunicar

ao meu encarregado de educação e ao director da

escola. Pedi-lhe para não o fazer, eu sei que talvez os

meus pais não fossem dar muita importância ao

assunto pois não faziam ideia da gravidade da situação,

eles até me deixam fazer descargas a torto e a

direito, músicas, filmes, jogos, tudo o que quero,

não têm a ideia da ilegalidade do que faço.

Eu, também ouço falar que é ilegal todas estas

descargas que faço mas nunca ninguém veio ter

comigo e explicar o porquê de ser ilegal.

A professora explicou e bem, disse-me que as

obras literárias, artísticas ou científicas ou seja,

textos, músicas, filmes, estudos científicos e

tudo o mais, tinham tido autores que demoraram

tempo, anos, meses, dias, a desenvolver,

a estudar, gastaram dinheiro por exemplo a

fazer experiências e por conseguinte, tinham

direitos sobre essas mesmas obras, direito de

as expor ou não, direito de serem pagos pelo

seu trabalho, enfim, os chamados direitos de

autor que eu fiquei tão bem a conhecer.

Disse-me ainda que, embora nós consigamos

possuir e manipular as novas tecnologias

de informação, manifestamos uma

lamentável incompetência ao nível da pes-


quisa, selecção, tratamento e

transformação da informação que

seleccionamos. Copiamos com tanta

naturalidade que até somos conhecidos

pela geração copy paste.

A professora estava certa, aprendi que

devemos utilizar a internet como um meio

de pesquisa, de ajuda e até para conhecermos

obras que de outra forma nunca conheceríamos.

É importante preservarmos os

direitos dos autores e pagarmos pelas suas

obras, só assim iremos ajudá-los a dar-nos

mais ensinamento, cultura e divertimento.

Os governos encontram-se empenhados em

castigar quem infringe a lei dos direitos de autor

e têm criado leis que obrigam os infractores a

pagar avultadas indemnizações aos autores.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Rita Gonçalves Pinto | Sandrina Raquel Ribeiro

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Copiei, colei e imprimi. Nem me dei ao trabalho

de ler o texto todo. Li o primeiro parágrafo

e era fantástico. Afinal, para quê dar-me ao

trabalho? Bastava trocar o nome e pôr um título

e uma capa original. Claro que não fui eu

quem pensou na capa. Pesquisei um bocado e vi

umas coisas fáceis de se fazer. Bastou isso. A

professora achou o trabalho tão bom, que o quis

publicar no jornal da escola. A escola achou tão

bom que o publicou no jornal da freguesia. E foi

assim por aí fora até chegar a um jornal em que

todo o país o leu!

Estava tudo a correr bem, até que os verdadeiros

autores do texto – os alunos de uma escola do

outro lado do país – deram conta que o texto era

deles!

Recebi uma carta em que me convocaram para ir

ao tribunal. Acusaram-me de plágio. Nem sabia o

que isso era. Os meus pais quando descobriram

deram-me um grande sermão e explicaram-me

que plágio é “roubar” a autoria de um trabalho

escrito. Fiquei em sarilhos. Processaram-me lá no


tribunal e disseram que lá no fundo da página do sítio

estava claramente referido que não se podia copiar.

Tinha lá um símbolo esquisito como este: ©. Isso quer

dizer copyright. Acho que quer dizer que não se pode

copiar, ou assim. E ainda por cima, ainda lá dizia

«Todos os direitos reservados». Meti-me em sarilhos….

Nunca pensei que fizesse assim tão mal copiar um textozinho….

Os meus pais tiveram que pagar uma

indemnização, eu fiquei de castigo - tiraram-me a

PlayStation, o computador e até a televisão… nem se

quer posso ouvir música, sempre que saio de casa é

só casa-escola, escola-casa -, fui alvo de chacota lá

na escola e nos arredores, e ainda por cima tive

zero no trabalho!

Aqui estou eu, no meu quarto, a escrever um texto

sobre aquilo que me aconteceu, tudo porque

copiei um texto da Internet. Da próxima, vou

copiar aos livros! Estou a brincar…é claro que

não. Da próxima, não copio de nada, nem de

ninguém. Os trabalhos de casa copiados apenas

nos intervalos antes das aulas acabaram!

Apanhei susto que chegue. Agora só copio da

minha mente. Moral da história: não utilizes o

que não é teu!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Bento Carqueja

Agrupamento Bento Carqueja

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Florbela Maria Pereira Lopes Aguiar

Ana Filipa Pinto Sousa

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alta, loira, inteligente, bonita, cooperante

e tenho quinze anos.

Aconteceu que um dia, o rapaz de quem todas

as raparigas gostavam, se apaixonou pelo meu

lado Virtual.

Para mim, foi muito bom, mas pensei “…mais

tarde isto vai dar problemas…”. Embora não

tenha ligado nada aos conselhos da minha melhor

amiga, decidi continuar a falar com ele.

Passados cinco dias, eu vejo-o na escola e noto

que ele está mesmo apaixonado! Mas o pior, foi

mais tarde, pois, quando fui ao chat, ele convidava-me

para sairmos no dia seguinte à noite. O

problema não era esse, mas sim como é que eu

iria aparecer.

Ao outro dia, enviei-lhe uma mensagem a dizer

que não podia, pois a minha mãe estava muito

doente e eu tinha teste de Inglês no dia a seguir

(o que era verdade). De seguida, fui para a escola

e vi-o a lamentar-se entre “baba e ranho” o que


me deu muita pena.

Passaram-se muitos meses e foi hoje que decidi

“enfrentar a fera”. Ele, na noite anterior, convidara-me

para ir ao cinema e, como sabem, eu aceitei.

Chegadas as oito horas, fui ter com ele. Quando cheguei

lá, vi-o sentado numa mesa com uma flor. Sem

medo nem receio, fui ter com ele. Quando me apresentei,

ele disse-me “TU?!”. Eu, embora muito triste,

expliquei-lhe tudo e ele foi-se embora atirando a flor

para o chão. Apanhei a flor e fui para casa cabisbaixa.

São seis da manhã e recebi uma mensagem dele

passados cinco dias do tal “conflito”. Na mensagem

dizia “Anda ter comigo ao portão da escola às oito

menos um quarto”. E assim foi. Quando cheguei

lá, ele falou comigo e pediu-me muitas desculpas

pela sua reacção e eu desculpei-o. Lamentandose,

disse-me “Ensinaste-me uma valente lição,

pois eu só me interessava pelo aspecto físico

das pessoas em vez do psicológico” ao que eu

respondi “Também eu aprendi muito contigo”.

Dito isto, senti que ele estava agora apaixonado

pelo meu Real e eu por ele.

Dias mais tarde, quem é que acham que

havia de aparecer com o rapaz mais giro da

escola? Só podia ser EU!!! As raparigas lá da

escola ficaram todas amuadas por ele gostar

de “uma pequenita de palmo e meio”, mas

eu não liguei nada a isso, pois, quando

estamos apaixonados, nada nos pode separar.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Bento Carqueja

Agrupamento Bento Carqueja

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Florbela Maria Pereira Lopes Aguiar

Francisco José Tavares Costa | Miguel Ângelo da

Silva Santos

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou um rapaz atrevido e que tenho um

alto cargo na Portugal Telecom, seduzindo

assim as raparigas nos chats.

Um dia combinei um encontro no Norteshopping,

com uma rapariga que residia no Porto.

Quando lá cheguei, apercebi-me que a rapariga

não era realmente como aparentava na foto,

mas, mesmo assim, fui almoçar com ela. Como

me esqueci da carteira, tive de disfarçar, e ela,

então, teve de pagar o almoço dos dois!

Daí em diante nunca mais marquei nenhum

encontro via internet com ninguém, mas não deixei

de ser um virtual.

Depois disso, continuei a falar nos chats e a jogar

on-line com os meus amigos.

Um dia estava num chat a conversar com um

menino brasileiro, de 12 anos, chamado Nelson.

Ele contou-me que sofria de bullying.

Durante essa conversa ele contou-me o terror que

sofria todos os dias desde que entrava até sair da


escola.

Os colegas troçavam com ele por ser pequeno e gordinho,

até me contou que, já por várias vezes, fingiu estar

doente, para faltar à escola.

Vendo esta situação, disse-lhe para não dar ouvidos

aos rapazes que o gozavam, e o melhor que tinha a

fazer era procurar um amigo com quem pudesse estar

nos intervalos, para conversar, desabafar e brincar.

Também lhe disse que se tivesse algum problema

devia confiar mais nos professores e nos pais.

Passados uns dias, voltei a falar com o Nelson e ele

disse-me que seguiu os meus conselhos e já não

tinha medo de ir à escola, pois, tinha feito amizade

com o seu colega de turma chamado Elson, e que

agora estão sempre juntos, não só na escola,

como através da internet!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Bento Carqueja

Agrupamento Bento Carqueja

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Florbela Maria Pereira Lopes Aguiar

Andreia Lopez | Filipa Gonçalves | Liliana Martins

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Uma vida feliz com uma inocência reservada

e uma maturidade invejada por muitos. Nós,

os adolescentes temos sempre um lado mais

subtil e para mim ter uma consola de jogos era

o meu maior sonho. Já algum tempo que ando a

pedir uma aos meus pais, mas não há maneira

de me darem.

Tudo parecia correr como o normal. Um almoço

com os amigos, rir até não poder mais, um pouco

de leitura e conversas normais, que para muitos

não são tão normais quanto aparentam ser (mas

enfim!..).

4 De Maio de 2009. Um dia atarefado, estava

exausta, tínhamos tido teste de Português, e o

que só queria mesmo era aliviar o stress e falar

com os amigos. Como é normal, os jovens de hoje

gostam imenso de ir para o messenger. Eram

18:30m, e sem nada para fazer, a vontade de ir

para o msn era imensa, decidi ir até lá. Foi então

que me apercebi que tinha, na caixa de correio, 3

emails. Li o primeiro e o segundo, algo sem importância.

Fiquei perplexa ao começar a ler o 3º


email, comecei por ler o assunto, onde dizia:” Consola de

jogos” li o email até ao fim. E quase me deu vontade de

chorar pois, ao fundo da página dizia “grande prémio,

basta clicar aceito prémio para ganhar “. Lembro-me te

ter visto um daqueles anúncios que se encontram nos

lados das páginas da internet, e por mero acaso inscrevi-me

pensando que aquilo não passava de uma mentira,

pois quem é que oferece consolas grátis?!

Cliquei e aparentemente parecia estar tudo certo?!

Mas passado uns 5 minutos o computador foi abaixo.

Meramente me apercebi de que tudo estava errado,

era um vírus. Os vírus informáticos são pequenos

programas de software concebidos para se espalharem

de um computador para outro e para interferir

no seu funcionamento. Um vírus pode danificar ou

eliminar dados no computador, utilizar o programa

de correio electrónico para se alastrar para

outros computadores, ou até apagar tudo o que

esteja no disco rígido.

Não passou tudo senão de uma ilusão de

segundos. Não podia ter sido pior, fiquei de

rastos. Deixei de comer em condições durante

mais de um mês.

Foi assim que me apercebi de que os jogos

não são tudo na vida e que temos amigos

com os quais podemos fazer muito mais do

que jogar.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Sendim

Agrupamento Sendim

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Sandra Marisa Afonso Matela

Ana Daniela | Nathalie Machado | Vanessa Pires

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual

(Lorena Gata). A minha família e os

meus amigos conhecem-me por Real

(Lorena), já para a malta dos chats e dos

jogos, na Internet, sou simplesmente o Virtual

(Gata). Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual faço

de conta…

Como Lorena sou baixa, um pouco forte, uso

óculos, tenho aparelho e o cabelo castanho

muito encaracolado. Como Gata sou alta, elegante,

com olhos azuis e cabelo loiro ondulado.

Quando me perguntam a idade que tenho digo

sempre que tenho entre os 16 e os 20 anos mas,

na verdade, só tenho 13.

Há uns tempos atrás aconteceu-me uma coisa

muito inesperada. Entrei no chat e tive de ir fazer

um favor à minha avó, enquanto a minha prima

mais nova ficou no computador.

Um homem muito mais velho que nós, com 51

anos, meteu conversa com a minha prima e perguntou

como se chamava, que idade tinha e de

onde era.

A minha prima como era muito nova e não conhecia

os perigos que existiam na Internet deu todos

os seus dados verdadeiros.

Disse que se chamava Raquel Solange Monteiro,


que tinha 11 anos e que era do Barreiro (Porto) dando

até a sua própria morada.

Combinaram um encontro e esse tal homem levou a

minha prima para casa dele e tentou violá-la. Ela chegou

apavorada a casa. Foi um grande choque para toda

a família. A minha mãe, no princípio, culpou-me de

tudo o que tinha acontecido à minha prima e proibiume

de entrar no chat.

Mas eu não estava preocupada porque para todos os

chats do mundo eu sou a bombástica Gata.

Quanto ao homem, era muito procurado pela GNR

por violação de menores de idade e foi preso por

mais uma tentativa.

A minha prima ainda hoje não recuperou do susto

mas agora já sabe o que fazer quando voltar a

entrar em algum chat.

Eu ainda ontem ia cometendo o mesmo erro

que ela mas não me deixei levar porque sei que

a Internet é muito útil para umas coisas e para

outras não.

Ajudei a minha prima a construir uma identidade

falsa própria para não voltar a cair no

mesmo erro.

Por isso ela agora já aprendeu uma lição!

Nunca revelar a sua identidade a estranhos

por mais queridos que eles sejam porque

isso pode tornar-se bastante perigoso.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Nuno Pinto | Paulo Freitas

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alto, loiro, de olhos verdes e elegante.

Passava a maior parte das minhas horas

livres em chats, conheci por lá muitos amigos,

alguns mesmo desconhecidos, que comecei a

falar pelos chats.

A minha família não gostava que eu estivesse

nesses chats, diziam que era perigoso falar com

desconhecidos, mas eu nunca liguei nenhuma

pensava que não havia mal nenhum. Na escola

quando se falava dos perigos de falar com desconhecidos,

eu não dava atenção porque já andava

nesses chats a muito tempo e não estava sempre

a falar com desconhecidos, muitas das vezes eram

com colegas de escola, primos ou até vizinhos, por

isso pensava que não havia mal nenhum em frequentar

esses chats. Numa tarde de chuva fui ate

ao chat, ver quem andava por lá. Não estava ninguém

conhecido, mas como estava um mau dia

para ir ter com os colegas decidi ficar por lá a falar

com uma rapariga cujo nome nos chats era picas.

Ela era divertida e engraçada, chegou a mandar-


me uma foto dela, era loira de olhos verdes, era bonita

mas não tenho a certeza se era mesmo ela. Comecei a

falar com ela todos os dias, as vezes tinha duvidas se

não era um “ele”, um dia cheguei ao chat e recebi uma

mensagem dela a marcar um encontro, na mensagem

dizia: “queres-te encontrar comigo amanha pelas 15horas

no largo da igreja?”.

Achei isto estranho, as historias que a minha mãe me

tinha contado sobre estes homens que começam com

conversas queridas durante algum tempo e depois

marcam um encontro, mas quando os rapazes ou

raparigas vão a esses encontros, esses homens raptam-nas

e levam nas para armazéns ou fábricas

abandonadas para se aproveitarem delas, comecei

a ficar preocupado e assustado.

Inventei uma desculpa qualquer e disse que não

podia, ele não se acreditou, mas não disse nada,

começou a fazer muitas perguntas, perguntou a

minha morada, com quem eu vivia e essas perguntas

pessoais. Eu dei as respostas todas

erradas.

Neste dia estava muito preocupado e assustado,

mas dormi mal, então decidi no dia

seguinte mal acordasse que ia falar com os

meus pais e ia-lhes contar tudo o que se

andava a passar, já sabia que a minha mãe

ia ficar zangada e ia começar com a conversa

do costume a dizer que me avisou, mas

tinha mesmo que lhes contar.

No dia seguinte estávamos todos a mesa e

eu comecei a contar a história, os meus


país também estavam a ficar

preocupados, quando acabei de

lhes contar mostrei-lhes umas copias

das conversas com “o” ou “a” picas.

Os meus pais disseram para eu marcar

um encontro com este homem, e foi o

que eu fiz, mas em meu lugar iriam os

meus pais, eles falaram com um agente da

polícia amigo da família, e este disse que os

acompanharia ao encontro e foi o que aconteceu.

No dia seguinte foram os três ao largo

da igreja quando chegaram lá, a suspeita deles

provou-se, estava um homem sentado nos

bancos, o agente da polícia reconheceu-o, era

um pedófilo, que já procuravam a muito tempo,

a mãe do Real quase desmaiou quando o agente

disse isto. O agente apanhou-o.

O Real foi proibido de frequentar mais chats.

Tudo ficou bem. No final ainda todos se riram

com esta história e o Real aprendeu a lição. O

Real na escola contou aos colegas esta história e

avisou os colegas para terem cuidado e não falarem

com desconhecidos. Todos concordaram, e

em casa todos contaram esta história aos primos

e irmãos avisando-os que tivessem cuidado!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco - Carnaxide

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas

Maria Inês Godinho | Raquel Pinto Veloso

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Não pode ser assim tão simples, simplesmente

não pode! Já ouvi falar de concursos

assim que correram mal, mas este diz que é

diferente, diz que é completamente seguro.

Não interessa, vou carregar. Também, que

tenho eu a perder?! Não gasto dinheiro, apenas

carrego num botão e ganho algo que se encontra

nos meus sonhos desde há muito.

Carreguei. Agora não há nada a fazer. Daqui a

uns dias estará uma consola em minha casa, se

os meus pais perguntarem algo, pois, porque eles

não sabem de nada, digo que foi um concurso

qualquer na escola. Ninguém vai desconfiar de

nada, sou um génio!

Bem, agora vou jantar. O meu pai nunca mais se

despacha, e, ainda por cima, está a dar o telejornal,

que só passa desgraças… Mas o jornalista disse

que iam dar uma notícia sobre a Internet, só

não percebi a razão, só pode ser bom, afinal, tem

a ver com a grande Internet!

Finalmente chegou a comida, e a onda de sorte

continua! A notícia começou agora mesmo! Este dia


está a correr mesmo bem, primeiro ganho uma consola,

o meu pai preparou um jantar maravilhoso e… bem, a

notícia não é grande coisa… fala de um vírus e de um

grupo de ladrões virtuais, e, até ao momento, já conseguiram

roubar dinheiro a imensas pessoas. Mas

também, quem é que cai nesses esquemas? São coisas

tão óbvias, até parece que as pessoas não pensam.

O jantar estava uma maravilha! Até o repeti, mas

não sei se fiz bem, estou mesmo muito cheio… O

melhor é ver um bocadinho de televisão e,

depois, vou-me deitar.

Hoje não tenho T.P.C., ou seja, tenho o tempo todo

livre.

Deram dois episódios da minha série favorita,

isto é que é sorte! Mas acho que por hoje já

chega, vou-me deitar. Amanhã devo receber

um e-mail a dizer o que devo fazer para

receber a consola, algo me diz que vai ser um

dia fantástico.

Acordei agora mesmo, já são 9 horas! Não

acordei a tempo de ir para a escola e os

meus pais devem ter saído cedo… Estou

feito. Mas pronto, agora não posso fazer

nada a não ser esperar, até serem horas para

ir a tempo do segundo bloco da manhã.

Já agora, vou ao computador, pode ser que

já tenham respondido…

O computador está mesmo lento! A

página da Internet da minha caixa de

correio


nunca mais abre e eu estou muito

ansioso… Ah, finalmente abriu! E

já responderam!

Dizem para ir a um pavilhão perto da

minha escola, está lá a minha consola.

Ainda tenho tempo e o pavilhão é perto

da escola, não me interessa se tenho

aulas, eu vou lá.

Vesti-me à pressa, comi uma bolacha

enquanto corria, agora estou a passar

pelo portão que dá para o pavilhão, estou quase

a ter a minha consola!

Estou ofegante, mas, agora, isso não

importa. O pavilhão está às escuras e eu

também não tenho lanterna, porém, estou

demasiado entusiasmado para desistir.

Entrei. Estou a caminhar em direcção a uma

escassa fonte de luz.

Estou quase a chegar… Agarraram-me! Alguém

me agarrou e tapou-me a boca! Agora percebo…

Como consegui ser tão idiota, a ponto de cair

num esquema da Internet?

Ainda por cima eu, que sou tão cuidadoso. Só de

pensar que ontem gozei com outros como eu…

As luzes acenderam-se. Consigo ver uns homens

mas não lhes vejo os rostos, será que me vão

fazer mal? O homem que me estava a agarrar largou-me,

e um dos outros dirigiu-se para mim. Preparo-me

para o pior e fecho os olhos.


Nada aconteceu, abri os olhos, o homem fitou-me e

depois colocou a mão no meu ombro. Explica-me que

foi tudo um plano para ver se as pessoas da minha

idade caem mesmo nos planos mais perigosos da Internet.

Não irei receber consola nenhuma, mas, felizmente,

está tudo bem e ganhei uma grande lição. Nunca

mais irei cair num esquema destes, e farei de tudo

para que os meus amigos também não.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Elisabete Ribeiro | Joana Costa

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Peguei então num caderno de capa preta e

uma caneta de cor azul, copiando exactamente

o texto que se encontrava na página da

Internet.

Coloquei o material dentro da mochila, sorrindo

ao imaginar o que a professora iria dizer do meu

trabalho.

No dia seguinte acordei mais cedo que o habitual

ansioso pela aula de português, que infelizmente

seria a última do dia.

Arranjei-me rapidamente, tropeçando nas roupas

espelhadas no chão. Corri para a cozinha, pegando

numa taça e preparando os cereais. Comi o

mais rápido possível, não arrumando aquilo que

deixara em cima da mesa e do balcão de mármore

preto.

-Joaquim já te disse para teres calma. – Ouvi a

voz da minha mãe ao longe, não ligando aquilo

que dizia.

-Levas-me à escola ou não? – Perguntei impaciente,

vestindo o casaco e colocando a mochila às cos-


tas. – MÃE!

-Eu ouço à primeira Joaquim. – Afirmou, ao dar-me um

leve encontrão. – Vamos? Então essa pressa?

Em poucos minutos saímos de casa, entramos no carro

e começamos o caminho até à escola. Ia falando com a

minha mãe sobre vários temas, quando o derradeiro

assunto surgiu.

-Como é que ficou a composição ou texto, que tinhas

de fazer para a aula de português de hoje? – Perguntou-me

com um leve sorriso nos lábios.

-Então…Correu bem mãe… - Respondi enquanto me

escondia no banco de trás.

-Ainda bem. – Voltou a sorrir, apesar de esta vez

este parecer irónico.

Mais tarde chegamos ao recinto escolar; apressei

-me a sair do veículo, não me despedindo da

minha mãe.

O dia passou a correr, sem eu mesmo dar por

tal. Saí da aula de geografia com os meus colegas,

andando em passo lento até ao bar.

-Então Joaquim, conseguis-te fazer o trabalho

para português? – Questionou o Delfim,

enquanto se sentava numa das mesas.

-Correu bem, consegui fazer. – Disse de

maneira vitoriosa, tentando meter inveja

aos restantes. – Acho que vou tirar boa

nota.

-A storâ vai ser muito exigente. – Continuou


a Amélia, levando um naco do

seu lanche à boca. – Ela vai ver se

alguém foi à internet buscar o texto.

Fiquei com medo, aliás com muito

medo. Mas agora de nada adiantava,

tinha acabado de dar o toque de entrada.

Andei sem pressa até à sala; gostas de

suor escorriam pela minha testa, as minhas

mãos tremiam, e o meu rosto ficara pálido.

Entrei com a cabeça baixa, sentando-me na

cadeira e respirando calmamente.

- Boa tarde meninos. – Falou com a sua voz

fina. – Como sabem hoje vamos perder a aula a

ler todas as composições que fizeram. – Fez

uma breve pausa. – Tirem apenas as folhas, que

vem um a um ler aqui à frente. – Chegou-se ao

meio, correndo a sala com o olhar. – Joaquim és

o primeiro. Estou ansiosa para ouvir o teu.

O meu coração batia descompassadamente, o

meu sangue parou de correr e até mesmo o meu

corpo deixou de se mexer. Voltei a respirar com

calma, levantei-me dirigindo-me de seguida até

ao quadro negro.

Arranjei a folha, no mínimo cinco vezes, quando vi

que estava finalmente pronto. Comecei a pronunciar

as palavras escritas; estas voavam pelo ar, de

maneira cativante.

-Joaquim esse texto é-me familiar. – Disse pausadamente.

– Fui eu que o escrevi e publiquei à uns


anos atrás. – Falou num tom mais irritado. – Vou querer

falar com a tua mãe pelo teu acto de fraude. a Amélia,

levando um naco do seu lanche à boca. – Ela vai ver se

alguém foi à internet buscar o texto.

Fiquei com medo, aliás com muito medo. Mas agora de

nada adiantava, tinha acabado de dar o toque de entrada.

Andei sem pressa até à sala; gostas de suor escorriam

pela minha testa, as minhas mãos tremiam, e o

meu rosto ficara pálido. Entrei com a cabeça baixa,

sentando-me na cadeira e respirando calmamente.-

Boa tarde meninos. – Falou com a sua voz fina. –

Como sabem hoje vamos perder a aula a ler todas

as composições que fizeram. – Fez uma breve pausa.

– Tirem apenas as folhas, que vem um a um

ler aqui à frente. – Chegou-se ao meio, correndo

a sala com o olhar. – Joaquim és o primeiro.

Estou ansiosa para ouvir o teu.O meu coração

batia descompassadamente, o meu sangue

parou de correr e até mesmo o meu corpo deixou

de se mexer. Voltei a respirar com calma,

levantei-me dirigindo-me de seguida até ao

quadro negro. Arranjei a folha, no mínimo cinco

vezes, quando vi que estava finalmente

pronto. Comecei a pronunciar as palavras

escritas; estas voavam pelo ar, de maneira

cativante.

-Joaquim esse texto é-me familiar. – Disse

pausadamente. – Fui eu que o escrevi e

publiquei à uns anos atrás. – Falou num

tom mais irritado. – Vou querer falar com a

tua mãe pelo teu acto de fraude.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas

Beatriz Santos | Marta Jardim | Sara Leite

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar uns

jogos. Na Internet são mais baratos, por

isso fui ao site com o “melhor preço”. Só

tinha que dar os meus dados para fazer o registo…

fiz o registo, dei a minha morada e aguardei.

Estava motivado pois era a primeira vez que

fazia isto e tinha corrido muito bem!

Preparei-me para a escola, as aulas foram muito

lentas como sempre, entrei no carro da minha

mãe, cheguei a casa, fui rápido para o computador

ver-se os jogos já tinham chegado, tinha

uma mensagem no correio! Abri a mensagem e

vi, tinha de esperar mais 15 dias para receber,

enviei o dinheiro e… aguardei… e aguardei.

Passaram 15 dias e nada, fui para a escola a pensar:

Será que os jogos vêem? Entrei dentro do

carro do meu pai, era a vez dele, tinha de me

levar para a escola. Durante a viagem veio com

uma conversa estranha: Filho, tens andado a visitar

sites? – Ao que respondi: Não pai, eu alguma

vez? – Não lhe contei… pois o que diria


ele?...

“Mandava vir”, de certeza.

Entrei para o grande pavilhão da escola e o meu pai foi

trabalhar. Desta vez as aulas passaram rápido, desta

vez tinha de ir a pé para casa, que seca…tinha

de andar tanto…estava quase a chegar a casa,

quando reparei que a porta estava aberta, assustei

-me, depressa lá cheguei, ASSALTARAM-ME A CASA!!!

Os assaltantes ainda lá estavam, eu não queria fazer

barulho por isso fui em bicos de pés, para não

chamar a atenção entrei na sala agarrei o

telefone para chamar a polícia.

Quando eu ia chamar a polícia, ao encostarme,

bati num candeeiro e claro este partiuse,

logo fiz barulho.

Mal que eles se aperceberam e vieram atrás de

mim, saí pelas traseiras, ainda tentei fugir, mas

não fui a tempo. Agarraram-me a amarramme.

Prenderam-me na sala e como tinha o

telemóvel no bolso das calças, telefonei para a

polícia, eles receberam a informação, mas os

assaltantes já tinham fugido quando a polícia

chegou.

Os policias libertaram-me e perguntaram

se desconfiava de alguém, disse-lhes que

tinha dado as minhas informações de casa

a um site de jogos, e eles explicaram-me

para nunca mais fazer isso, porque são

assaltantes, para obterem as nossas as


informações, e é uma fraude.

Não acredito, aquela coisa dos

jogos era mentira! Nunca mais voltei

a sites como aqueles!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas

Gonçalo Andrade

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar uns

jogos. Na Internet são mais baratos, por

isso fui ao site com o “melhor preço”. Só

tinha que dar os meus dados para fazer o registo.

Só havia um problema, os meus pais não me

deixam porque dizem que isso é muito perigoso,

mas eu queria, e como sabia que os meus pais

não tinham muito dinheiro, não me comprariam

todos os jogos que eu queria, por isso inscrevi-me

naquele site.

Passaram 3 dias e nada, nada de nada, os meus

pais não me compravam os jogos.

Foi então que fiz um disparate, utilizei o pin do

cartão da minha mãe para me inscrever e fui-me

deitar.

No seguinte dia recebi um email a dizer:

-Foi inscrito com sucesso obrigado.

Foi num instante que tudo se passou era só selec-


cionar os jogos que queria por um lado estava ansioso

por outro estava aborrecido com a minha acção.

Um dia antes do meu aniversário seleccionei os jogos

uns 7 ou 8 jogos muito famosos, não me recordo bem,

foi então que ouvi uns passos a vir na minha

direcção, seria minha impressão, ou, não mas pelo sim

pelo não, desliguei o computador.

Fiquei “chateado” por ter de reiniciar, mas era

melhor que ser apanhado pela minha mãe, foi então

que ela chegou ao pé de mim e perguntou o que

estava a fazer fiquei calado a olhar para ela e disse:

-Nada estava a fazer um trabalho da escola.

-Tens a certeza? Disse a minha mãe com uma

“cara de caso”.

Virou as costas e foi-se embora, fiquei muito aliviado

mas por outro lado preocupado, o que

seria que ela queria dizer com aquilo? pensei

para mim, mas não liguei muito.

Foi então que ela veio ter comigo e disse:

-Inscreves-te em algum site duvidoso na internet,

sabes que isso é muito perigoso?

No dia a seguir era o meu aniversário recebi

as prendas que tinha pedido. A minha mãe

veio ter comigo e disse:

-Espero que não volte a fazer isso.

-Ela apanhou-me mas perdoou-me.

Foi muito minha amiga, é uma grande mãe,

se tivesse sido o meu pai, de certo que já


tinha um mês de castigo, e

isso era mesmo muito mau, a

minha vida acabava por momentos,

mas isso já passou.

Aprendi a lição, Nunca façam isto.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas

Carolina Neves

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

A grande notícia acabou por chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido

entre um milhão de outros meninos, para

ganhar a consola de jogos com que sempre

sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz

“Aceito o prémio”.

Bem, nem podia acreditar, estava tão perto

de ganhar a minha consola quando alguém

me telefonou.

Atendi e disse o que estava prestes a acontecer.

Um amigo disse-me que podia ser vírus e que era

melhor eu não aceitar, mas é claro que eu não

acreditei, estavam era com inveja!

Quando estava a abrir o site para aceitar o prémio

a minha mãe chegou e chamou-me para irmos dar

uma volta, o mundo parecia estar contra mim.

Saí com a minha mãe, antes de me deitar, aceitei

o prémio e fui dormir.

No dia seguinte quando cheguei da escola fui ao

correio e nada.


Ao serão, a minha mãe pediu-me o computador para

ver o que e que eu andava a fazer.

No dia seguinte antes de ir para a escola, o meu pai disse-me

que o meu computador estava danificado e que

íamos ter de o arranjar, o que ia custar algum dinheiro

e que o que tivesse feito podia ter estragado o computador.

Falei com o meu amigo, aquele que me ligou quando

eu ia clicar “aceito este prémio” e pedi-lhe desculpa

por não ter acreditado nele e que agora estava

sem o meu computador por causa dos vírus.

Cheguei a casa, expliquei aos meus pais o que

tinha acontecido para o computador estar como

estava e eles ficaram um pouco zangados, antes

de ter feito alguma coisa devia ter-lhes comunicado,

pois se aquilo não fosse vírus, podia ser

algo pior como por exemplo, pedófilos, ou

ladrões que queriam a nossa morada para

depois a assaltarem, ou, para mandarem cartas,

do que se sabe lá.

Assim que me alertaram para tais factos,

foram ao técnico que estava a tratar do

problema do meu computador e explicaram

o que se tinha passado, para o computador

ter ficado assim.

O técnico disse que não era muito grave e

que no dia seguinte, com certeza, já estaria

arranjado, mas que depois ligava para confirmar.

A minha mãe chegou, já trazia o meu


computador, como novo, claro

que para o reaver, tive de prometer

não me entusiasmar com todos

os E-mails, promocionais, que recebo,

como neste caso, podem ser fraudulentos

e me aconselhasse com os meus pais

antes de tomar qualquer decisão.

Um dia, quando estava a tomar o pequenoalmoço,

vi na caixa de cereais, um anúncio a

dizer “Vá já a este site e habilite-se a receber

um telemóvel fantástico”. Na verdade, até

estava a precisar de um telemóvel novo, mas

quando me lembrei do que se tinha passado…

evitei a tentação e fui para o quarto.

A minha mãe viu a mesa da cozinha toda

desarrumada e chamou-me, apercebeu-se do

fascínio que eu tinha por aquele telemóvel, disse-me

poderia para concorrer e se não ganhasse,

mo oferecia.

Aprendi com esta lição não acreditar em “Sortes

Grandes”.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas

Ana Silva | Gonçalo Ferreira

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos, para

ganhar a consola de jogos com que sempre

sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz

“Aceito o prémio”.

Eu estou muito feliz, nem acredito que isto me

aconteceu! Uma consola! Era logo o que eu mais

queria. Elas estão tão caras e ganhar uma era o

sonho da minha vida.

Comecei logo aos pulos de felicidade. Cliquei no

botão e apareceu uma mensagem que dizia:

- Parabéns!!! Acabaste de ganhar uma consola, só

tens de fazer uma doação de 80 euros. – Tinha

um grande botão vermelho e redondo. Cliquei,

apareceu outra página que pedia o nome,

morada, código-postal, e-mail, telemóvel e o

número da conta bancária. Saí do meu quarto,

fui até ao quarto da minha mãe e “levei

emprestado” o cartão de crédito. Voltei a entrar

no meu quarto e preenchi todos os dados que

eram pedidos e carreguei no botão que dizia enviar.


Passados uns dias a minha mãe pediu para falar

comigo. Será que ela tinha descoberto?! Eram só 80

euros.

- Pedro, usaste o número do cartão de crédito em

algum site?

Olhei para as mãos, estava tão envergonhado. – Foram

só 80 euros. Podes tirar da minha mesada.

- Ficavas sem dinheiro para o resto da tua vida se

tirasse da tua mesada. Não foram só 80 euros,

foram 800 euros!

- 800?! Mas…

- Pensava que sabias os perigos.

Contei-lhe tudo, ela pediu para ver o e-mail e

mostrei-lhe. Acabei por ficar de castigo, mas

aprendi uma lição.

Estava muito arrependido, triste, desapontado e

desanimado.

O meu castigo era três meses sem computador,

dois meses sem televisão e quatro

meses sem telemóvel.

Era basicamente casa escola, nem podia

estar com os meus amigos, melhor, nem

conseguia respirar.

Estava farto, todos erram! O meu erro foi

bastante grande, mas não passava de um

erro de ingenuidade.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas

Catarina Junceiro

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

Olá! O meu nome é Real Virtual. A minha

família e os meus amigos conhecem-me por

Real, já para a malta dos chats e dos jogos, na

Internet, sou simplesmente o Virtual.

Como Real, sou pequeno(a), moreno(a), tímido

(a), mas como Virtual faço de conta que sou

atrevido (a), loiro (a), e alto (a).

Algumas vezes só por brincadeira finjo que sou

rapariga mas a maioria das vezes digo mesmo

que sou rapaz.

Um dia fingi que era uma rapariga loira alta e

atrevida, mas correu mal porque quem estava do

outro lado do messenger era também uma rapariga

lá da minha escola.

No dia seguinte quando cheguei á escola toda as

pessoas olhavam para mim com desconfiança até

que, uma velha amiga veio ter comigo e perguntou

-me se era verdade o que eu andava a fazer, foi

então que lhe disse a verdade.

Depois a história chegou à minha directora de tur-


ma e ela deu-me um grande sermão de uma hora e

meia.

Mas com o sermão aprendi a lição, nunca mais na minha

vida voltava a fazer isso.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas

Ana Inês | Patrícia Miranda

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos, para

ganhar a consola de jogos com que sempre

sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz

“Aceito o prémio”. Era o dia de ir buscar a consola

dos meus sonhos… mas era tão longe e os

meus pais não me conseguiam levar porque o

carro estava na oficina. O que fazer?

Não podia ficar sem a minha consola, não podia

apanhar o autocarro pois os paizinhos não autorizavam,

diziam que era muito perigoso e que não

tinha idade para tal coisa.

Mas eu tinha que conseguir, andava a sonhar com

ela desde que soube que existia e olhem que não

foi há pouco tempo, os meus pais nunca

tiveram dinheiro para a comprar, sim, porque

nós não somos ricos, diziam a mãe e o pai

sempre que lha pedia.

Só havia uma alternativa, pedir boleia na estrada,

sem os meus pais saberem pois não tenho dinheiro

para o autocarro.


Ups! A minha mãe viu-me a chorar tanto que telefonou

para a tia Matilde. Não gosto da tia Matilde sempre que

me vê, dá-me um beijo na cara com aquele batom vermelho

e aperta-me as bochechinhas com tanta força

que até fica marca… Mas por momentos podia-me

ser útil.

Então lá fomos os dois para o local onde decorreu

o concurso. Eu estava super ansioso, ia ter a

minha “menina” nas mãos pela primeira vez. Isto

era um sonho tornado realidade, não estava a acreditar.

Estava mesmo muito feliz.

Chegámos lá, aquilo era espectacular, e ao longe

vi o senhor com a minha consola, ela é tão linda ao

longe, nem imagino ao perto! E, de repente o tal

senhor chegou ao pé de mim com a minha linda

“menina”. Não acredito, é a minha consola, ao

vivo e a cores! Olhei-a nos olhos e ela sorriu

para mim, eu e a minha consola, tivemos o nosso

primeiro encontro, ou, melhor, o nosso

reencontro, sim, porque nós já nos tínhamos

visto montes de vezes, estava sempre a namorá-la

através das montras.

Finalmente fui para casa com a minha consola.

E acho que não é preciso dizer, mas desde

este dia que não vou para de olhar para ela.

Ela é mesmo muito especial para mim. Saiume

a sorte grande! Eu amo a minha consola!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas

João Martins

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

A nossa professora marcou-nos um trabalho

sobre um dos assuntos abordados nas últimas

aulas.

Pesquisei bastante e já escolhi o meu tema.

Descobri, na Internet, um texto fabuloso sobre

o assunto. Mas vai-me dar imenso trabalho estar

a seleccionar a informação e a escrever tudo por

minhas palavras… Talvez pudesse, simplesmente,

fazer copy-paste… Assim não teria tanto trabalho…

Copiei, colei, imprimi o trabalho, e fui ver televisão.

Nem alterei um bocadinho.

No dia seguinte, quando cheguei à escola entreguei

o trabalho à professora.

Pareceu-me espantada e até fez um comentário a

referir o tamanho e a aparente qualidade do trabalho

ao “ver por alto”.

Fiquei todo feliz, claro. No fim do dia, tinha a aula

de Área de Projecto. Estivemos a falar sobre o que

devíamos ou não fazer na Internet.


Os professores falaram em copy-paste e em direitos de

autor.

De seguida, perguntaram se alguém já tinha feito copypaste.

Com vergonha, não me acusei.

No fim da aula, fui para casa.

Quando acordei, no dia seguinte, fui para a escola.

A minha professora estava com uma cara zangada,

quando me viu, disse-me que queria falar comigo no

fim da aula.

A aula passou, e no fim, eu fui ter com ela.

Pôs o meu trabalho copiado em cima da mesa e,

eu vi logo que ela tinha descoberto que eu tinha

feito copy-paste.

O que eu tinha feito não se fazia e deu-me um

grande sermão.

No fim, disse-me que ia comunicar o que eu

fizera, aos meus pais e que ia ter de fazer o

trabalho outra vez.

Quando cheguei a casa, os meus pais zangaram-se

muito comigo e castigaram-me! Não

podia ver televisão e tinha de ir refazer o trabalho…

Fui para o meu quarto e fiz o trabalho.

Custou-me imenso! Analisei informação,

escolhi o que precisava, escrevi com palavras

minhas… Tudo sem fazer copy-paste.


No dia seguinte, entreguei o trabalho

à professora e tive um Muito

Bom.

E foi assim que aprendi que devemos

sempre respeitar os direitos de autor e

nunca fazer copy-paste.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas

Salomé Pereira

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos, para

ganhar a consola de jogos com que sempre

sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz

“Aceito o prémio”. Desde que fiz 10 anos que

sonho com este jogo, e agora, depois de

dois anos de espera consegui! Nem acredito.

Este concurso consiste no seguinte: todos os

dias quem está interessado em ganhar este prémio,

responde a um questionário.

Ao fim de um mês é enviada uma mensagem

a comunicar o número de respostas certas e

erradas.

O concorrente com maior número de respostas

certas ganha o concurso.

Este ano apenas errei uma resposta, ora,

sendo este o número mínimo, ganhei o concurso.

Ao princípio quando recebi esta mensagem

pensei que era alguém a gozar, mas agora,


descobri que não.

Ganhei mesmo o concurso! Vou já clicar no “Aceito o prémio”.

Afinal tem que se ligar para um número ou, em

último caso, ir a casa de um tal informático,

embora tudo isto seja estranho, decidi-me por ligar

para o tal número…

Não estive dois anos á espera deste momento para

agora desistir.

Antes de ligar para o tal número, achei mais sensato

falar com a minha mãe. Depois de uma longa

conversa ela concordou comigo.

Logo que liguei ao informático, este disse-me

que para adquirir a consola tinha que dizer qual

o meu endereço, número de telefone e o

meu nome completo, pois esta vem do

estrangeiro, e, por ultimo, pagar. Ah! Já me

esquecia a consola custa 100 euros. É um

pouco cara eu sei mas… valhe a pena. Sempre

é a realização do meu sonho, depois de um

dois anos de espera.

Espero pela consola há um mês e esta ainda

não apareceu.

Descobri, depois de algum tempo, que tudo

isto é mentira. A minha mãe já falou com a

polícia e já fomos reembolsados. Amanha

vamos comprar uma nova.

Aprendi que nem tudo é seguro na Internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas

Susana Neves

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

Olá! O meu nome é Real Virtual. A minha

família e os meus amigos conhecem-me por

Real, já para a malta dos chats e dos

jogos, na internet, sou simplesmente o Virtual.

Como real, sou pequeno, moreno, tímido,

mas como Virtual, faço de conta, que sou um

rapaz forte, com 1.75, loiro e de olhos azuis…

Algumas raparigas pedem-me fotografias, ao

princípio, fiquei um pouco embaraçado, mas logo

resolvi o problema, e é simples: Google! Procurei

umas fotos de uns rapazes parecidos com a

descrição que lhes tinha dado, e já está! As raparigas

dizem que sou giro, e eu fico feliz, porque a

malta da Net gosta de mim assim… o Virtual.

No outro dia, conheci num chat uma rapariga tão

gira! Ela mandou-me uma foto, é morena, de

olhos verdes, cabelo encaracolado, é a rapariga

mais bonita que já vi na minha vida. Trocámos os

mails, os números de telemóvel, e agora passamos

os dias inteiros a falar, é desde que nos

levantamos até nos deitarmos, todo o dia, todos


me avisam que ela me pode estar a enganar, mas eu

acho que não, é a minha Filipa, e não quero saber dos

avisos dos outros, ela não me ia mentir.

Falou-me de nos encontrarmos, uma vez que as nossas

casas não são assim tão longe. Eu não sabia o que

fazer, se lhe contasse a verdade, ela podia ficar aborrecida,

se eu dissesse que não me queria encontrar com

ela, ela também podia ficar triste, se marcasse o

encontro e aparecesse assim como eu sou, o verdadeiro

Real, ela podia ficar ainda mais desiludida, e aí

a nossa relação acabava, e eu não aguentava ficar

sem ela. Decidi meditar sobre o assunto.

Quando acordei, decidi que ia contar a verdade

à Filipa, porque se ela gostasse mesmo de falar

comigo ia aceitar a forma como sou, não interessava

a minha altura, a minha cor de cabelo ou

a cor dos meus olhos, assim sendo, mandei-lhe

uma mensagem para o telemóvel: “Filipa, preciso

de ter uma conversa séria contigo, vai para

o MSN, não dá para explicar por aqui, beijinho

Real”. Esperei 10 minutos e ali estava ela a

entrar… Fiquei nervoso, senti um arrepio na

barriga e pensei em desistir, mas não, aquilo

não podia esperar mais, tinha mesmo que o

fazer naquele momento. Meti conversa e logo

lhe expliquei como eu era, e que tinha inventado

aquele “outro” Virtual para a malta da

Net gostar de mim e aceitar-me, uma vez

que na vida real eu não era lá muito social,

quando acabei de escrever e lhe mandei a

minha explicação, ela demorou a responder…

Não sabia o que pensar daquela


situação, será que ela tinha ficado

desiludida, será que estava arrependida

de ter começado esta

amizade?! Mas logo que vi o que

ela tinha escrito, todas as inseguranças

passaram… Ela disse que não se

importava, que a única coisa que lhe interessava

era aquele rapaz querido e

amoroso com quem tinha falado dia e

noite naquelas ultimas semanas. E como

se isso não bastasse, quando lhe mandei

uma fotografia do verdadeiro Real Virtual, ela

disse que eu era lindo, e que não precisava de

fingir ser outra pessoa, porque era realmente

fofinho. Falou logo em marcar o nosso

encontro, e eu depois do sucedido claro que

aceitei, ficou marcado para terça-feira à quatro

da tarde, pois era o dia em que eu não tinha

aulas a tarde, e a Filipa saía mais cedo.

Lá estava eu, terça-feira, 15.46 horas da tarde,

tinha chegado mais cedo pois estava nervoso

e tinha medo de me atrasar… O tempo

passou a voar, e os meus pensamentos eram

inúmeros, será que ela ia gostar verdadeiramente

de mim?!

Quando dei por mim já eram 16.05, e ela não

aparecia, o parque estava vazio, e a minha ansiedade

aumentava a cada segundo. Mandei-lhe

uma mensagem “Então Filipa, onde estás?”. Ela

respondeu logo a seguir “já estou a chegar Real”.

Passados


uns dois ou três minutos, não vejo nada a não ser um

senhor, tinha uns 50‟s e tais anos a vir na minha direcção,

chegou bem perto de mim e disse “És tu o Real?”

eu nervoso respondi “Sim...sim, sou porquê?” ele respondeu

“então, acho que estavas à minha espera, eu

sou a Filipa! Ou melhor dizendo, Fernando” eu fiquei

passado! Não podia acreditar naquilo que se estava a

passar, não sabia o que fazer, o meu cérebro paralisou,

e só tive tempo de sair dali a correr que nem um

maluco. Afinal todos tinham razão, e se não tivesse

saído dali a correr, não sei o que podia ter acontecido.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Barcelinhos

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

António José Codesseira Fernandes

Alda João Araújo Andrade | Carla Elisabete Fraga

Campos | Catarina Sofia Fernandes Costa | Cátia

Sofia Pedras Costa | Daniela Sofia Freitas Silva |

Joana Maria Pereira Ferreira Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Fui logo abrir aquela ligação à página do prémio.

Fiz o meu registo preenchendo com todos

os meus dados e como era menor, com os

dados do meu pai. Segundos depois recebi uma

mensagem no meu correio electrónico com a

minha pass. Voltei ao sítio, introduzi essa pass

que tinha recebido e … - Isto parece o paraíso, a

minha consola!!! Uau!!!

Antes de clicar no prémio foi só confirmar os

dados do meu registo, introduzir o meu número

do telemóvel e aguardar. Esperei algum tempo e

então lá apareceu o tesouro. Cliquei e “Parabéns,

o prémio é teu”. Por baixo pedia para indicar o

contacto de outros colegas que eu achava poderem

vir a gostar de ganhar também o prémio.

Eufórica como estava, comecei a escrever os mail

dos meus amigos; foi o do Pedro, da Raquel, da

Catarina e de todos aqueles que me lembrei. No

final tinha conseguido escrever cinquenta e dois

endereços.

Passei a consultar, todos os dias e várias vezes por

dia, a tal mensagem a comunicar onde e quando


poderia receber o meu prémio. Na escola fui dizendo aos

meus amigos o que tinha feito por eles e todos agradeceram

o gesto. Um a um lá me foram dizendo que tinham

feito os registos e que todos tinham ganho uma consola

igual à minha.

Liguei à minha maior amiga, mas não tinha dinheiro no

telemóvel. Mas como era possível se ainda na semana

anterior o meu pai me tinha carregado dez euros e

nem tinha feito muitas chamadas? Fui pedir à minha

mãe para me carregar mais cinco euros para poder

falar com a Sofia; ela perguntou-me o que tinha feito

para gastar tanto dinheiro numa semana, mas lá

foi ao Multibanco para fazer o carregamento. Quando

chegou a casa disse que já o tinha feito e eu lá

liguei; ela disse para ligar ao Rafael e dizer para

ele fazer o mesmo e logo que desliguei a Sofia,

tentei ligar ao Rafael, mas…

- Outra vez sem dinheiro! Como pode ser?

Fui logo falar com a minha mãe e ela viu que

tinha realmente gasto o dinheiro todo. Ligou

para o apoio ao cliente e lá disseram que

tinham descontado quatro euros de uma inscrição

que eu tinha feito; mas eu não tinha

feito nada, não tinha pedido nada. Só aquilo

da consola, mas tinha sido pela Internet. A

minha mãe foi ver o tal sítio do prémio e

reparou que havia umas letras pequeninas

onde se dizia que ao introduzir o meu

número de telemóvel seriam descontados

quatro euros em quatro mensagens e que

assim continuaria até eu mandar uma men-


sagem para eles a pedir para acabar

com aquilo. A minha mãe mandou

logo a mensagem e eles responderam

dizendo que não podia porque

não tinha dinheiro para descontarem as

outras duas vezes os quatro euros; só

depois disso é que poderia cancelar. A

minha mãe ralhou muito comigo e lá foi

carregar mais sete euros para eles descontarem

o resto. Meu dito, meu feito; foi logo.

A minha mãe perguntou o que mais tinha feito

e eu disse os dados que lá tinha colocado. Certo

é que no correio dela começaram a aparecer

mensagens com prémios para ela e também

recebeu, pelos correios, publicidade com muitos

prémios que ela podia receber. Claro que ela

nunca pediu nada e eu aprendi que estas coisas

dos prémios fáceis pela Internet às vezes (ou

sempre) são para nos enganar.

Para além da tristeza por não ter ganho a consola

e por ter perdido o dinheiro do telemóvel, ainda

tive de ouvir os meus amigos a “agradecer” o

favor de lhes ter tirado dinheiro dos telemóveis

deles. Dois deles ficaram mesmo de castigo por

não terem contado aos pais aquilo que tinham feito

nas suas costas.

Nunca mais me esqueci deste caso e dos problemas

que tive para recuperar a confiança dos meus

amigos. Com toda a razão, sempre que eu lhes

dizia alguma coisa, eles perguntavam logo se não

tinha a ver com prémios dados na Internet e des-


contos no telemóvel.

Nunca mais preenchi nada na Internet sem primeiro ler

bem o que lá estava escrito, mesmo que as letras fossem

muito pequeninas. Aproveitei para falar com o meu

professor de TIC que me deu algumas dicas de como

deveria fazer quando estivesse nestas páginas da

Internet e até me indicou uns sítios onde poderia ver

alguns conselhos sobre como usar a Net.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Sendim

Agrupamento Sendim

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Sandra Marisa Afonso Matela

Ana Vitória | Hugo Poço | João Marcos | Sara

Nobre

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Estava eu a jogar no meu computador, e vi um

anúncio na internet. Era só clicar num botão,

responder a umas perguntas. De seguida inseria

o meu número de telemóvel e davam-me um pin

para ganhar o tal telemóvel.

Não liguei, podia até ser uma “bomba”.

No dia seguinte, quando fui para a escola, os

meus amigos também receberam esse anúncio.

Tenho um amigo que se chama João, ele com este

anúncio ficou todo entusiasmado, fez todos os

passos que lhe mandava fazer. Ficou surpreendido,

que de 4 em 4 horas mandavam-lhe esta mensagem:

”Impossível mostrar a mensagem”, com

isto roubavam-lhe no mínimo 4 euros.

Para pararem de lhe mandar essas mensagens, ele

teve que mandar uma mensagem para esse número,

que dizia:”SAIR”.

Ele nunca mais quis aceitar uma coisa dessas.


A minha prima Rita, tem 11 anos.

Eu deixei-a andar no meu computador, visto que ela vai

ficar uma semana em minha casa. Mas eu não lhe disse

que quando se liga a internet lhe aparecia o tal anúncio.

Ela como não se apercebeu dos perigos que podia correr,

seguiu todos os passos.

No sábado, por volta das 4 horas da tarde ela saiu

sem dizer onde ia. Quando eu fui ligar o computador,

achei estranho, não me apareceu o anúncio. Pensei

logo que tinha sido a minha prima que……

Peguei no telemóvel dela, tinha uma mensagem

que às 4 horas, ela dirigia-se a uma morada para

receber o prémio.

Eu fui ter àquela morada e encontrei a pessoa

que fazia esse tipo de roubos. O que ele queria

não era entregar o computador era violá-la.

Tive tempo, chamei a polícia e essa pessoa teve

que pagar pelo que fez.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Sendim

Agrupamento Sendim

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Sandra Marisa Afonso Matela

Alfredo Delgado | João Pedro | Mickael Neto |

Rafael Gomes

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

O site tinha jogos fabulosos e baratos.

Então escolhi cinco jogos de que gostei, custavam

todos menos de dez euros, por isso se

cada pessoa me der cinco euros, vai dar para

comprar esses jogos. No meu aniversário vão

estar dez tios e alguns primos, só os meus tios é

que me dão dinheiro, por isso!

Estou cada vez mais ansioso por o meu aniversário,

é já para a semana e parece que faltam anos.

Os dias passam cada vez mais devagar, mas já só

faltam 2 dias.

O meu aniversário chega finalmente, a minha mãe

está a fazer um bolo, os meus tios e primos começam

a chegar, ninguém trás embrulhos, e eu suspeito

logo que me vão dar dinheiro.

Sentamo-nos todos à mesa para jantar, e eu estava

tão ansioso que me aprecei a comer, mas os

meus tios comeram normalmente. Levantei-me e

fui para o meu quarto, liguei o computador e fui

ver os jogos que o site tinha, ainda estavam lá os

jogos que eu queria.


Depois ouço a minha mãe a chamar-me:

- Ó filho vem para a sala!

- Já vou.

Desliguei o computador e fui para a sala todo contente.

Cheguei lá e todos cantaram os parabéns, mas eu nem

liguei só pensava no dinheiro que ia receber.

Logo depois começaram todos a tirar as carteiras e a

tirarem dinheiro. Uns deram-me cinco euros, outros

dez. Fiquei todo contente, por todos os meus tios

recebi cinquenta euros. Fez-se tarde e os meus tios

e primos foram para casa, eu ainda queria ir registar-me

no site para ter os jogos logo no dia seguinte,

mas os meus pais disseram-me para ir para a

cama senão tiravam-me os cinquenta euros que

os meus tios me tinham dado. Nem hesitei, fui

logo para a cama ansioso por o dia seguinte.

A noite passou, mal acordei fui logo ligar o computador,

fui ao site e registei-me, escrevi o meu

email, o meu nome completo, onde vivo e

quando nasci. Logo depois, apareceu-me espaço

para escolher os jogos que queria, escolhi

os cinco jogos que podia comprar. Escolhi

pagar por telemóvel, mas reparei que ainda

não tinha carregado o telemóvel com o

dinheiro que precisava para pagar os jogos.

Fui logo carregar o telemóvel à loja que

estava mais perto de minha casa, demorei

um pouco, mais do que esperava demorar

e, quando cheguei a minha mãe tinha-me

desligado o computador. Pensei logo se ela


não teria visto o site dos jogos, é

que se visse já não me deixava

comprar. Mas não me preocupei muito,

voltei a ligá-lo e voltei a fazer tudo

o que tinha feito, email... pagar com

telemóvel, e foi logo, cliquei concluir e

recebi uma mensagem a dizer que receberia

os jogos entre um a dois dias. Passou

um dia e ainda não tinha recebido nada,

comecei a ficar farto.

Passaram dois dias e fiquei chateado, à tarde

fui ao site e o site já não estava operacional,

reparei logo que me tinham enganado.

Então fui à polícia fazer queixa e contei-lhes

tudo o que tinha acontecido, um agente disseme

que a maioria dos sites eram de ladrões que

dizem vender jogos ou músicas a baixo preço e

depois tiram o dinheiro às pessoas que caem nos

esquemas deles e depois não entregam nada. O

agente disse que eu não tinha sido o único a cair

nesses esquemas.

Deixei a queixa na polícia e fui para casa, fui mas

com o medo de que os meus pais descobrissem

que tinha gasto cinquenta euros em jogos na

internet.

Mas quando cheguei já os meus pais sabiam porque

o agente da polícia já lhes tinha telefonado a

contar tudo. Mal entrei em casa começaram logo a

reclamar comigo por a asneira que eu tinha feito.

Fui para o quarto, e reflecti porque razão fizera eu


esta asneira.

Desde aí nunca mais voltei a ir a esses sites de comprar

jogos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Sendim

Agrupamento Sendim

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Sandra Marisa Afonso Matela

Ana Vitória | Hugo Poço | João Marcos | Sara

Nobre

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos

um trabalho sobre um dos assuntos

abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

O tema que eu escolhi foi “Segurança no Trabalho”.

Era um tema sobre o qual eu sempre

me interessei. Na aula seguinte, o primeiro

assunto e pergunta da aula foi:

-Já todos escolheram o trabalho?

Fui o primeiro a intervir.

-Eu já escolhi o meu tema.

-Então qual é?

-O tema que eu escolhi foi a “Segurança no Trabalho”.

-Um tema muito interessante, mas um pouco difícil

de abordar, mas acho que tu vais conseguir. -

Respondeu a professora.

Ao final da tarde, fui logo a correr para casa, para

começar a fazer o meu trabalho, estava muito

entusiasmado.

Comecei então a fazer o meu trabalho. Pesquisei,

pesquisei na Internet e após uma longa pesquisa,

encontrei um site, do qual retirei toda a informação.


Agora que já tinha a informação, era só organizá-la e foi

o que fiz, passei toda a tarde, nem lanchei, nem jantei,

para elaborar o meu trabalho. Ao final da noite finalizei a

elaboração do meu trabalho, estava exausto e fui logo

dormir. No dia seguinte, na aula, a professora perguntou:

- Quem é que já finalizou o trabalho?

Fui o primeiro a responder - Eu.

- Muito bem. Estou muito contente pela rapidez com

que finalizaste o trabalho, mostra que te empenhaste,

de forma persuasiva na sua elaboração.

Fiquei extremamente contente, porque vi que todo

o meu esforço estava a ser recompensado. Fui

então dar o meu trabalho à professora, que me

disse que iria analisar e depois classificar. Há tarde

mal cheguei a casa, disse logo à minha mãe

que a professora me tinha elogiado pelo meu

empenho em relação ao trabalho que fora proposto

para desenvolver pela professora, ficou

extremamente contente.

No dia seguinte, na aula a professora, chamou

-me e disse-me:

- Não percebo como isto aconteceu, parecias

tão entusiasmado e que tinhas realizado de

forma correcta este trabalho. Mas não foi

isso que aconteceu, o teu trabalho é negativo

e isso deve-se à informação do trabalho

estar completamente errada.

Percebera então que a informação que reti-


ara daquele site era errada e que

a Internet não era um meio de pesquisa

fiável e fiquei frustrado por não

ver todo aquele meu esforço premiado


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Sendim

Agrupamento Sendim

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Sandra Marisa Afonso Matela

Ricardo Machado | Tiago Alves | Tiago Branco |

Vasco Martins

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Até que ficou tão zangado que decidiu ligar

para perguntar quem era, e detrás da chamada

ouvia-se a voz de um homem. Assustado com

aquela voz desligou a chamada mas não adiantou,

a chamada repetiu-se mais e mais vezes até

que decidiu fazer queixa à polícia. A polícia descobriu

logo quem era. E não será que era apenas

um amigo seu que estava a gozar com ele. Ele

zangou-se com o seu amigo e disse que nunca

mais o perdoaria pois o que fez não se fazia a ninguém

e como palavra puxa palavra, a discussão

deu em pancadaria a pancadaria. Foi na escola ali

num lugar onde não eram conhecidos. Os dois

foram descobertos naquela cena de pancadaria e

foram expulsos da escola. A mãe do Rui ficou tão

zangada com a situação que foi também discutir

com a mãe do amigo do seu filho e depois de tanta

discussão voltou a aparecer a polícia, e as duas

foram passar a noite a esquadra. Os dois jovens

perdoaram-se novamente e disseram que nunca


mais voltaria a acontecer e que nunca mais discutiriam.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Jean Almeida | Ricardo Freitas

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Depois de dar os meus dados pessoais, ligaram-me

a dizer que vinham trazer a casa

daqui por 2 semanas e não precisava de ir

busca-lo aos correios.

Esperei as 2 semanas, parecia que nunca iam

acabar, estava muito ansioso para receber o

meu jogo novo.

Passadas as 2 semanas nada sabia sobre o jogo,

como já tinha pago comecei a ficar um pouco

preocupado e tentei ligar para o dono do jogo

mas não me atenderam. Fui contar aos meus pais

e eles chateados por eu ter dado os dados pessoais

a pessoas desconhecidas. Como o jogo era

muito caro os meus pais quiseram o dinheiro de

volta o problema é que ninguém atendia aos meus

telefonemas e era a única maneira de contactar

com o dono do jogo, os meus pais já desconfiavam

que não iam receber dinheiro nem o jogo.

Entretanto como o dinheiro não foi devolvido nem

recebi o jogo, os meus pais foram à esquadra.

Quando chegou à esquadra o meu pai apresentou

queixa contra aquele site mas como não havia


meio de descobrir quem me tinha enganado fiquei sem o

jogo e sem o meu dinheiro.

Um mês depois tocaram a minha campainha e não me

parecia ninguém familiar, era um homem alto, magro,

cabelo grande e castanho e com umas roupas velhas,

eu abri a porta e ele agarrou-me e levou-me para uma

carrinha que estava ali estacionada. Os meus pais chegaram

a casa a meio da tarde e eles ficaram preocupados

porque não me encontraram e porque não

atendia o telemóvel e não sabiam onde e que eu

estava, e como eu dei os meus dados a um desconhecido

o meu pai desconfiou e foi à polícia, a polícia

andou a investigar e mais tarde descobriu-se

que um pedófilo me tinha raptado assim como

outras crianças.

A polícia descobriu a casa do pedófilo e encontraram-me

a mim e aos outros rapazes e raparigas

que estavam comigo, o homem foi preso e ainda

descobriram que ele tinha cocaína em casa, ele

apanhou 40 anos de prisão.

Os meus pais puseram-me de castigo durante

um mês, mas deram-me o jogo que eu tanto

queria.

Com isto tudo aprendi que mais vale comprar

mais caro do que na Internet arriscando a

minha vida.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Maria Inês | Sofia

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Era a véspera do meu aniversário, os meus

pais estavam a trabalhar, e eu em casa sem

nada para fazer, decidi ligar o computador e

pesquisar um site de jogos, pois no Natal recebi

uma consola. Fui ao site “melhor preço” e vi um

jogo que desejava há muito tempo, e que tinha

um preço absolutamente incrível! No site pedia

todas as informações pessoais necessárias para

efectuar a compra, como o meu nome; idade; nº

telemóvel; morada. Depois de fazer a encomenda

só tinha que esperar duas semanas.

Finalmente chegou o tão desejado dia! A minha

encomenda chegou e eu tinha que a ir buscar aos

correios. Quando a fui buscar achei muito estranho

pois a minha encomenda estava muito pesada

para ser um simples jogo! Fui até casa sempre

com um ar muito curioso. Quando cheguei senteime

no sofá e abri a caixa, para meu espanto era

um monte de pedras. Fiquei tão furioso que agarrei

na primeira coisa que vi, neste caso foi uma

jarra, parti-a com toda a minha força e neste

constante barulho ouvi o som da campainha a soar


no meu ouvido.

-Quem será agora? – disse eu furioso enquanto abria a

porta. Era um sujeito alto e forte com ar carrancudo, que

me agarrou antes de eu conseguir dizer uma palavra.

Tentei soltar-me mas a sua força era superior à minha,

apenas ouvi umas vozes a dizer: - Manel abre a porta

do carro, temos aqui mais um miúdo!

Quando acordei, estava num armazém velho. As

minhas mãos estavam acorrentadas e encontrava-me

todo dorido. Ao meu lado estava uma rapariga com

sensivelmente 15 anos.

Enquanto isto tudo aconteceu, os meus pais chegaram

a casa e viram a jarra partida no chão e uma

caixa cheia de pedras. Achando isto muito estranho

ligaram para mim, mas eu tinha o telemóvel

desligado. Já preocupados, foram até à esquadra

da polícia, mas foram informados que só me

podiam dar como desaparecido passadas 48

horas. Os meus pais tão preocupados, não

desistiram e foram à minha procura. Chegaram

a casa e viram na caixa a morada dos correios,

foram até lá e perguntaram de onde tinha vindo

a encomenda. Dirigiram-se ao tal armazém

e pelos vidros viram imensos miúdos deitados

no chão acorrentados. Decidiram ligar à polícia

e esconderam-se atrás de um arbusto.

Quando os polícias chegaram apanharam em

flagrante a quadrilha que há muito procuravam.

Eu fiquei bem pois os meus pais eram

os meus heróis, aprendi a lição.

Sempre que usares a internet, pensa que


pode estar sempre alguém a tramar-te,

e não faças como eu fiz,

não encomendes nada pela internet,

quem sabe pode ser uma armadilha!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Rute Dias | Sara Maia

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

até que um dia o João acabou por lhe ligar.

Era um homem de 40 anos que se fez passar

por um rapaz de 15 anos que tinha chegado a

pouco tempo à cidade.

O João achou um pouco estranho mas como era

um rapaz da sua idade até acabou por lhe dar o e

-mail pois o “rapaz” o tinha pedido para eles se

poderem conhecer melhor. Falavam durante horas

sobre jogos, sobre a escola, sobre os seus amigos

e muitas mais coisas.

Começaram a falar por e-mail e por telemóvel

João adiciono-o no hi5 e no facebook. Este começou

a pensar que o “rapaz” era seu amigo de verdade

e como o “rapaz” se fez passar por um novo

aluno da sua escola ele decidiu ajudá-lo.

João acabou por marcar um encontro com o

homem pensando que era o rapaz, à porta da

escola mas o “rapaz”, preferiu que eles se encon-


trassem num lugar mais sossegado e que o seu pai o iria

buscar.

Foi tudo uma armadilha para apanhar o João, quando o

João chegou ao carro encontrou-se com o homem de 40

anos. Este levou para um sítio escondido onde o prendeu

e o violou. Dai levou-o para um iate e prendeu-o

durante grande parte da sua vida numa ilha desconhecida.

O caso foi descoberto pela polícia marítima e

finalmente João foi libertado e o homem de 40 anos

acabou por morrer na prisão.

Depois de muito desespero João finalmente reencontrou

a sua família que desejava ver há muito

tempo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues | Paula Ferreira

Ana Luísa Meneses | Vítor Manuel Nunes

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Aceitei a consola e logo a seguir pediram o

número da conta bancária do meu pai, a

minha idade, morada e número de telefone.

Ao princípio não acreditava, mas como todos os

meus amigos tinham aquela consola, eu também

queria. Por isso, escrevi os dados pedidos

pela página, e aceitei o prémio. Eles disseram

que entregavam a consola uma semana depois.

Passou um mês e ainda não tinha consola. No dia

seguinte o meu pai foi ver o saldo da conta e viu

que tinha menos 100 euros, mas não sabia de

onde. Foi ai que percebi que tinha sido enganado

e que apenas iam tirar dinheiro. Fiquei assustado

sem saber o que fazer. Tentei ganhar coragem

para contar isto, pois sabia que quando fosse contar

ao meu pai iria ficar de castigo, mas tinha que

contar pois senão ainda ficamos na miséria. E

então contei ao meu pai. Ele reagiu muito mal,

mas eu tinha mesmo de dizer.

O meu pai ficou chateado, por um lado mas pelo

outro ele sabia que eu não fiz aquilo de propósito,

pois ele sabia que eu a queria.


Por isso ele só tinha uma coisa a fazer, cancelar a conta e

foi o que ele fez. Passado algum meses o meu pai deume

aquela consola e fiquei a perceber alguns dos perigos

da internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Ângela Teixeira | Catarina Almeida

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que tenho 18 anos, embora só tenha 15,

digo que sou loiro e tenho olhos azuis e converso

com várias pessoas de diferentes regiões.

Numa tarde, depois das aulas liguei o computador

e fui para o chat falar com uma amiga que

tinha conhecido lá. Era uma amiga que conhecia

há poucas semanas, mas sabia que com ela

podia desabafar e falar de tudo. Falamos durante

horas e horas e no fim da conversa ela disse-me

que estava a começar a gostar de mim.

Fiquei estupefacto a olhar para o computador, pois

não conseguia compreender como é que ela poderia

gostar de mim se nunca me tinha visto e nem

sabia a minha aparência.

Passados uns dias decidimos encontrarmo-nos,

não porque estava interessado mas sim porque

gostava de saber como era a minha amiga com

que eu tanto falava e desabafava.

Decidimos encontrarmo-nos num parque. Esperei

muito tempo até que apareceu um homem com


mais ou menos 35 anos, ao princípio pensei que era uma

pessoa que como as outras por ali passava, mas depois

fiquei assustado pois compreendi que tinha sido enganado,

que afinal a rapariga com quem falava era um

homem de 35 anos! Ele veio ter comigo, disse-me “olá”

e disse que era a pessoa com que esperava. De seguida

agarrou-me e tentou-me levar com ele.

Tive sorte de a polícia estar ali de passagem viram-no

e levaram-no.

Nunca devia ter combinado uma saída sem se quer

conhecer a pessoa, nunca mais voltei a falar com

pessoas no chat, pois aprendi que nunca sabemos

quem está do outro lado.

Comentário: Este texto serve de exemplos reais

que acontecem mesmo, mas muitos não têm a

sorte de a polícia aparecer, muitos nunca são

encontrados!

Nunca se deve combinar nada com ninguém

que não se conhece principalmente através do

chat porque não se sabe a pessoa que está do

outro lado, neste caso era um pedófilo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Cristiana Fernandes | Margarida Oliveira

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

No site que me recomendaram pediam-me

vários dados nomeadamente nome, morada,

idade, peso, altura, cor de cabelo, local de nascimento,

entre outros.

Pensei que era informação a mais só para a

compra de uns jogos, mas como era mais barato

e queria mesmo os jogos preenchi.

Acabei o preenchimento dos dados, a seguir

escolhi os jogos que queria mandar vir, com a

informação que no prazo de 4 dias teria a encomenda

em casa e teria de ter o dinheiro na mão

para efectuar o pagamento, tendo o valor de 65€

na compra de 3 jogos.

Passado 4 dias, bateram-me a porta e lá estava o

homem com a encomenda na mão, eu estava contente

e ansioso por ter os jogos na mão então corri

para a porta com o dinheiro e efectuei o pagamento.

Entrei em casa, a caixa estava um pouco pesada,

reparava-se que estavam lá os jogos e quando a

abri surpreendi-me.


Olhei para dentro da caixa e não estava lá o que pedi,

mas sim uns objectos a fazer peso.

Fiquei enervado pois reparei que me tinham burlado, fui

ao site e tentei reaver o meu dinheiro.

Mas não me disseram nada, então deixei lá uns avisos

a explicar o que se tinha sucedido e a dizer para ninguém

cair no mesmo erro.

E depois foi o pior, lembrei-me que ao dar os meus

dados corria o risco de qualquer pessoa pegar neles e

prejudicar-me.

Fui à polícia e expliquei o sucedido, processei a

empresa que dito pela polícia não estava legalizada,

e o site foi eliminado da internet.

Tive de ir a tribunal e como a empresa não estava

legalizada e já tinham burlado mais pessoas eu

consegui ganhar e eles devolveram-me o dinheiro

e tiveram de me dar uma indemnização pelo

sucedido.

Por isso, antes de conceder os seus dados na

internet, deveria certificar-se que o site onde

pretende comprar os jogos é legal e que não

corre o risco de ser burlado, pois nunca sabe

quem esta por detrás desses anúncios e

publicidade de compra.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Daniela Pinto | Luísa Guimarães

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

Eu logo, cliquei na mensagem e apareceu-me

no ecrã do computador uma página com um

programa que desconhecia, e que me pedia os

meus dados pessoais e o meu número de telemóvel.

Eu decidi preencher os meus dados pessoais

e depois carreguei em “Ok” e aceitei o termos

gerais. A página com o programa desconhecido

logo se fechou e nada aconteceu. Na manhã

seguinte, esperei e apareceu-me finalmente no

telemóvel uma mensagem que pensei logo ser do

prémio. Peguei no telemóvel e li a mensagem que

era, de um número desconhecido, receoso reparei

que a mensagem, só continha publicidade que não

me interessava e logo a seguir a este momento,

apareceu outra mensagem com mais publicidade e

umas palavras que eu não percebia que parecia

ser códigos para inserir na Net, e me tirou 4€ de

saldo. Durante duas semanas permanentemente e

sempre a mesma hora, continuaram a mandar-me

as mensagens com publicidade e códigos para

inserir na Net. Que me tiravam dinheiro do saldo.

Como já estava farto, pedi aos meus pais que me


deixassem de carregar o meu saldo do meu telemóvel.

Eles assim o fizeram e durante duas semanas consecutivas

não me voltaram a roubar dinheiro do saldo e a

mandar as mensagens de publicidade e códigos. Daí voltei

a carregar o saldo do meu telemóvel pensando que

eles tinham desistido e esquecido o meu número.

Depois de receber o carregamento, nesse instante voltaram

a mandar milhares de mensagens (que pensei

que estavam retidas durante as duas semanas que

não carreguei o saldo do meu telemóvel), seguidas e

a roubar mais dinheiro do meu saldo do telemóvel.

Então só vi uma solução, trocar de cartão de telemóvel,

e mudar de número de telemóvel, assim

não conseguiram voltar a tirar me dinheiro do saldo,

e eu aprendi a lição, que nunca mais dou os

meus dados pessoais e o meu número de telemóvel

a um site desconhecido que não sei se é

seguro e que não conheço.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Hugo Moreira | Pedro Durães

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...muitas vezes que sou algo que na verdade

não sou. De vez em quando faço de conta que

sou, uma pessoa mais velha, que sou bastante

bonito, alto, moreno e atlético.

Existem certos perigos nestes chats como por

exemplo, tentativas de pedofilia, burlas ou enganos.

Bem vou-te contar agora a minha história. Não

foi há muito tempo que, estava eu no meu chat,

quando de repente apareceu alguém no sistema

de conversação online. Chamava-se Gforce64 e

tinha uma bela fotografia. Estava a tentar saber

informações sobre mim e a marcar um encontro.

Eu confuso e indeciso aceitei com a condição de

ser eu a escolher o local de encontro.

Com um pouco de receio combinei com o meu

melhor amigo que ele viesse comigo mas se

escondesse, para que se algo acontecesse não

estivesse sozinho. Marcamos o nosso encontro no

café O Cantinho do Manuel.


No dia do encontro quando lá cheguei não estava ninguém

à minha espera e então resolvi esperar por algum

sinal. Foi então que de repente apareceram dois homens

que me agarraram e me tentaram levar.

Foi então que de trás dos arbustos saíram quatro polícias,

que agarraram os indivíduos. Com azar um dos

homens escapou, mas o outro não, tendo sido levado

para a esquadra. A polícia obrigou o criminoso a confessar

tudo o que tinha feito e quem era ele.

Afinal estes dois homens faziam parte de uma rede

de pedofilia. Mas havia uma coisa que eu não percebia,

que era, como é que a polícia tinha aparecido.

Fui esclarecer-me ao meu amigo, e este explicoume

que na verdade fora ele que chamara a polícia

com receio de não poder fazer nada sozinho.

Parece que já contei a minha história.

Queria por fim alertar-vos para os perigos da

Internet e para terem cuidado pois nunca se

fiem nestes encontros sem antes terem a certeza

de que não há nenhum perigo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Joana Pereira | Rui Bernardes

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alto, desconhecem a minha idade e

não sou tímido. Conheci uma rapariga no chat

que me interessou bastante. Era o tipo de raparigas,

que me despertava curiosidade. Passava

horas, a falar com ela. Ela chamava-se Maria e

tinha 14 anos. Passado algum tempo de nos termos

conhecido melhor, trocamos emails e numa

das conversas, decidi convida-la para sair.

Combinamos ir ao cinema, tinha muita vontade

de estar com ela. Quando a vi, preferi não ir ter

com ela e aprecia-la de longe. Era bela, e muito

bem formada. Senti que estava nervosa. Eu confesso

que também o estava, por isso decidi ir

embora.

Saí do centro comercial, dirigindo-me ao parque

de estacionamento. Olhei para o lado, e vi-a novamente.

Nem acreditava no que estava a ver, parecia

que ela me seguia.

Entrei no carro e sai dali o mais rapidamente possível.

Sou muito inseguro, e tenho medo de arriscar.

Por outro lado sei que se não perder este


medo, nunca terei o que desejo. Cheguei a casa e num

ápice dirigi-me ao computador. Liguei-o e de seguida

entrei no Messenger. Lá estava ela. O meu desejo de a

voltar a ver, crescia minuto a minuto. Falou para mim

perguntando-me o que tinha acontecido. Eu respondilhe

com uma resposta sem sentido, pedindo-lhe novamente

para marcarmos outro encontro.

Maria respondeu-me que não podia vir ter comigo e eu

fiquei irritado com aquela resposta. Ela nunca me

tinha dito que não a nada.

- Maria já te disse que quero estar contigo. Já te

pedi desculpa de te ter deixado pendurada. Por

favor, vem ter comigo.

- E eu já te disse que não posso. A minha mãe

anda desconfiada, passo muito tempo aqui no

computador e hoje saí toda a tarde para estar

contigo e tu nem sequer apareces-te!

- Eu necessito de estar contigo. Nem que seja

só por uns 15 minutos. Amanhã de manhã

estarei à tua espera perto da tua escola,

naquela rua deserta.

- Pronto, está bem. Vou sair, amanhã saio às

14:20.

Estávamo-nos a envolver cada vez mais.

Desliguei o computador e fui à cozinha beber

um copo de água. Já era tarde, e decidi ir

dormir.

O dia amanheceu. Acordei muito bemdisposto.

Fui tomar um banho que me dei-


xou bastante relaxado. Vesti-me,

pus perfume, peguei na chave do

carro e saí para o exterior.

Estava um dia quente. Entrei dentro do

carro, dirigindo-me então para o sítio

que tínhamos combinado. Hoje sentia-me

seguro de mim mesmo. Estacionei o carro,

ao fundo da rua. Eram precisamente 14:26.

Olhei pelo retrovisor, e vi-a. Estava novamente

muito bonita, e muito apetecível. Saí

do carro, sorrindo.

- Olá, Maria. Eu sou o teu amigo do chat, o

Jorge.

- Olá Jorge. Nas fotos que me mandaste não

parecias ser assim. Parecias diferente.

- Sabes, aquelas fotos, já tem algum tempo.

Vamos dar uma volta? Até minha casa, talvez.

- Não sei se é boa ideia. – Respondeu-lhe com a

voz trémula.

- Confia em mim.

Maria entrou dentro do carro. Decidi levá-la para

minha casa. Ela não fazia ideia do que se estava a

passar. Estacionei o carro na garagem. Abusei

sexualmente dela ali. Ela gritou, chorou e sentiuse

enganada. Os pais dela, fizeram queixa à polícia.

Maria tinha realmente desaparecido e ninguém

sabia dela. Depois de muitas procuras, o trabalho

da polícia valeu a pena. Encontraram o paradeiro

do raptor. Era um dos mais perigosos raptores do


país. Nunca tinha sido apanhado. A polícia dirigiu-se a

casa dele, e encontrou Maria a ser novamente abusada

por aquele monstro. Ele ficou surpreendido ao ver aquele

cenário e um dos polícias pegou nele, de rastos retirando-o

de cima do corpo de Maria. O seu choro tornou-se

audível. Maria saiu daquela casa, muito transtornada e

foi entregue aos pais. Passou muitos anos a correr para

psicólogos que a ajudaram bastante. Aquele homem

monstruoso, que lhe estragou a vida, estava agora

preso a pagar pelo que tinha feito. Esta história, também

pode acontecer a ti se não tiveres cuidado na

internet. Não penses que as coisas só acontecem

aos outros.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Luís Morujão

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou grande, pele clara e extrovertido

(a).Normalmente falo nos chats com gente da

minha idade e tento saber ao máximo sobre a

identidade e o sexo das pessoas que estão do

outro lado. Nos chats, as pessoas fazem como

eu. Também tentam saber ao máximo sobre

mim.

Habitualmente falo em chats públicos já que os

privados são perigosos porque não têm um moderador

e porque um menor pode, inadvertidamente,

conversar com um pedófilo, ou com alguém

que se queira apropriar da sua identidade ou da

dos seus familiares, ou até obter informações que

lhe permitam planear um roubo. Mesmo assim

não deixo de ir aos privados Os chats que eu mais

frequento são os de desporto e música, já que são

os meus passatempos preferidos. Adoro falar

sobre futebol. Falar sobre as minhas ligas preferidas

e, consequentemente, os clubes.

Ainda ontem, estava a falar com uma suposta

rapariga que dizia ser bonita, inteligente e atleta.


Fartou-se de me pedir os meus dados pessoais mas não

dei por experiência própria e pelos avisos que são feitos

tanto na televisão como no computador sobre os perigos

da internet. Essa tal “rapariga” tem sido muito simpática

para mim. Tem feito muitas perguntas sobre mim e

sobre a minha família e se nos podemos encontrar um

dia destes. Como me tem dito para nunca aceitar os

convites das pessoas do outro lado da conversa eu

recusei.

Já na vida real falo muito e não tenho receio de partilhar

assuntos sobre a minha vida como os meus

amigos. Adoro sair à noite e de estar com os meus

colegas. Não gosto da escola, muito menos das

aulas.

Os chats que eu mais frequento são os de desporto

e música, já que são os meus passatempos

preferidos. Adoro falar sobre futebol. Falar sobre

as minhas ligas preferidas e, consequentemente,

os clubes.

Assim ficaram a saber um pouco mais sobre a

minha virtual e, consequentemente, sobre a

minha vida real e como diferencio as duas.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Márcia Vieira | Sara Branco

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...Quando estou no chat, falo com diversas

pessoas, por vezes duvido se não me enganam

em relação ao sexo, à idade e até mesmo do

próprio nome.

Até já me aconteceu estar a conversar com uma

suposta rapariga bonita. Pedia-me em cada conversa

um dado pessoal diferente, enrolando-me

na conversa de que tínhamos de nos conhecer

melhor, mas nunca me deu os seus dados, fazia

grande mistério, e quando eu lhe dizia para revelar,

este utilizador saía de imediato da internet.

Nunca me quis dizer o verdadeiro nome, a idade

nem o sítio onde vivia. Fazia questão em ocultarme

os seus dados pessoais.

Um dia, como eu já tinha conhecimento dos perigos

nas salas de chat, quis ter a certeza que a

pessoa com quem eu mais falava era uma rapariga,

então escrevi um novo nickname com o nome

de uma rapariga, entrei na sala de chat com a tal

pessoa, inventei uma idade, um nome, e um sítio

do país. Com algum esforço lá lhe ia perguntando a


medo da resposta, os dados pessoais, até que o indivíduo

assumiu ter o nome de uma rapariga apenas para conseguir

emails de crianças do sexo masculino.

Depois daquela conversa, fiquei com bastante receio

deste tipo de sites e destas salas de chat, foi então que

decidi apagar os emails que tinha adicionado daquelas

pessoas desses sites e fiz questão de nunca mais voltar

a entrar lá.

Foi assim, que fui avisando os meus amigos e familiares

para os perigos que corremos naquele tipo de

salas de conversação, contei a minha história, e surpreendidos

fizeram questão de fazer como eu, deixar

de frequentar estes chats.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Maria Ferreira | Vitor Santos

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alto, loiro com olhos azuis.

Quando sou o virtual vejo as coisas de outra

forma e sou outra pessoa completamente diferente

faço isso para esconder a minha identidade.

Há muitos perigos por ai, assim, sendo o virtual

posso esconder a minha pessoa e ao mesmo

tempo falar com as mesmas pessoas que falava

se fosse o Real, mas não tenho de dar a minha

identidade a pessoas que não conheço para não

correr perigo algum.

Conheço casos de meninos que desaparecem, por

dar a sua identidade nos chats, no messeger…

entre outros métodos de comunicar com as pessoas

que não se conhece.

Quando conheço a pessoa pessoalmente, quando é

meu amigo eu aí dou a minha identidade certa,

mas só dou quando tenho a certeza que é essa

pessoa porque podem-se fazer passar por ela.

Não pensem que não me divirto à mesma sendo


outra pessoa, até acho que me divirto a dobrar pois

fazendo-me passar por outra pessoa pode conhecer

outras pessoas, que se calhar se fosse o Real não conhecia.

Não custa nada fazer-me passar por outra pessoa, até

fico a ganhar, fico em segurança e conheço outras pessoas.

Tenho muitos amigos Virtuais, conversamos sobre coisas

do dia-a-dia, jogamos jogos e assim de todo

DIVERTIMO-NOS!

Lembro-me de uma menina chamada Maria que deu

a sua identidade na internet, começou a falar com

um rapaz que dizia ter 16 anos e que era parecido

ao Zac Efron, e ela ficava muito entusiasmada

quando falava com ele.

Começou a contar a vida pessoal dela, a dizer

locais que frequentava, e começou a dar dados

pessoais.

O suposto rapaz de 16 anos, quis marcar um

encontro e ela ficou logo super excitada para

esse encontro e marcaram o local.

Ela quando chegou lá não via ninguém com a

discrição que lhe tinham dado, começou a

ficar desiludida, pois o tal rapaz não aparecia.

Até que apareceu um homem com os seus

40 anos, dirigiu-se à rapariga e perguntou:

“ és a Maria?”a rapariga com uma expressão

estranha respondeu: “ sim, sou e tu


quem és?”, o homem respondeu:”

o rapaz da Net!” Maria muito

assustada, em pânico tenta ligar à

mãe para a vir buscar, mas nem teve

reacção o homem pegou no braço dela e

meteu-a dentro da carrinha.

Maria ainda muito assustada, tenta fazer

um telefonema para a polícia e muito discretamente

descrever o Homem sem o

homem se aperceber de alguma voz vinda da

mala. A polícia percebeu logo de quem se tratava

pois Maria não era a primeira vítima deste

criminoso.

A polícia por sorte apanha o homem e Maria

regressa a casa são e salva.

Esta história correu bem, porque Maria apareceu

mas podia não ter corrido, Maria nunca voltou a

dizer a sua identidade real a pessoas que não

conhecia!

Por isso por favor não mostre a tua identidade na

internet!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Miguel Cardoso | Pedro Miguel

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

“Práticas comerciais e publicitárias não-éticas

que, não distinguindo a informação da publicidade,

podem enganar crianças e jovens, promover

a recolha de informações que violam a

sua privacidade e promover a venda directa a

crianças, atraindo-as a fazerem compras não

autorizadas”, isto foi o que os meus pais leram

na net, mas eu não me acredito por isso voulhes

pedir dinheiro e vou ser eu mesmo a comprar

no site!!

Na primeira vez tudo correu bem, fui aos correios

e quando abri a caixa, estava lá os jogos, mas

depois tudo mudou fui lá para ir levantar o meu

suposto telemóvel novo e dentro da caixa encontrei

uma pedra.

Como podem imaginar estou de castigo para o

resto da minha vida. Mas história não acaba aqui

pois há uns dias atrás o meu pai recebeu uma carta

com uma quantia enorme para pagar sobre o

que eu já tinha pago nos correios, o meu pai teve

que ir às autoridades para que elas lhe resolvessem

aquele grande problema. Pelo que soubemos


eles foram apanhados, e também o meu pai não recebeu

mais contas sobre os jogos.

Agora percebi que isto de fazer compras na internet é

bastante perigoso e nunca mais vou fazer compras lá.

Espero que a minha história seja uma lição para todos!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Ana Galvão | Ana Moura

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou alto, moreno, interessante e desinibido.

Eu uso sempre o nome Virtual, porque há um

tempo atrás quando ainda utilizava a minha verdadeira

identidade, tive um encontro com uma

pessoa desconhecida que se fazia passar por

uma bela rapariga de 14 anos, na qual eu estava

muito interessado.

Foram várias as nossas conversas no chat, sentiame

bem a conversar com ela, era querida, compreensiva

e dava-me bons conselhos. Até que um

dia me enviou umas fotografias escaldantes (das

quais gostei muito). Ela perguntou se eu queria

encontrar-me com ela para nos conhecermos pessoalmente,

logo de imediato respondi que sim,

sem dúvidas de que iria ser um encontro inesquecível.

Na tarde do tão esperado encontro, muito ansioso,

fui até á praia. Quando lá cheguei em vez de lá

estar a “sedutora rapariga”, encontrei um homem

que se aproximou e começou a falar comigo como


se já me conhecesse há muito tempo. Começando-se a

aproximar mais de mim, achei estranho, e quando já

vinha embora sem esperanças de encontrar a rapariga, o

homem agarrou-me, abusou de mim e levou todos os

meus valores pessoais, e então percebi que tudo isto

não tinha passado de uma farsa. Fiquei na praia até

ganhar coragem de ir para casa e contar tudo aos

meus pais.

Quando cheguei a casa e contei aos meus pais o pior

dia da minha vida, eles levaram-me logo ao hospital

para ser analisado e logo de seguida fomos prestar

declarações à polícia. Lá fizeram-me muitas perguntas

(as quais não me apetecia responder, mas sabia

que era o melhor). Com alguma dificuldade descrevi

o “terrível homem”.

Depois de tudo isto, fui para casa descansar. Ao

outro dia recebi a notícia da polícia de que o

homem tinha sido encontrado e que infelizmente

eu não tinha sido a única vitima.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Ana Maria Guedes | Mariana Pinto

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

De certo que demorou algum tempo a preencher

o registo, mas o que importava era que

em breve iria ter o jogo que tanto queria.

No registo perguntava coisas do tipo: “Quantos

anos tens?”; “Vives sozinho?”, “Dá-me a tua

morada...”; “Dá-me o teu número de telemóvel...”;

“Costumas navegar muito na internet? Se

sim, diz os sites que costumas frequentar.” E

mais à frente dizia em letras pequeninas “Deves

pagar nas próximas 24h por transferência bancária

ou dando o número de um cartão de crédito

(se fores maior de idade ou o dos teus pais)”.

Como não sabia fazer transferências bancárias, fui

à carteira da minha mãe e tirei-lhe o cartão de

crédito. Assim, já podia preencher o espaço onde

dizia “Número do cartão de crédito”.

Eram perguntas um pouco suspeitas, mas o que

interessava? Eu só queria o meu jogo…

No site disseram que só demorava uma semana a

entregar o jogo, por isso a partir desse dia esperei

impulsivamente a sua chegada.


Passou uma semana, duas e três e nenhuma notícia do

“jogo barato”…

A minha ansiedade crescia de dia para dia, então decidi

ir ao site e ligar para o número de telefone que lá estava.

Supostamente deveria ser o do criador.

Liguei e atenderam. Era uma voz sinistra, masculina e

um pouco assustadora. De seguida, essa voz pediu-me

de novo a minha identificação e o nome do jogo de

que estava à espera. Não hesitei e de novo dei-a.

Logo, responderam-me friamente que o dinheiro não

tinha sido entregue, por isso tinha de voltar a reenviá-lo.

Disse-lhes que já tinha enviado mas eles insistiam

que não.

Com um tom ameaçador disse-lhes que ia comunicar

à polícia esta situação e sem pronunciar

uma única palavra desligaram o telemóvel.

Quando olhei para o ecrã do computador, o site

tinha expirado. Tinha ficado sem o jogo e sem

o dinheiro.

Fui de imediato falar com a polícia e eles alertaram-me

para os perigos da internet e ainda

disseram que para além de ter sido burlado

da primeira vez, poderia ter sido da segunda

vez ou talvez da terceira, mas como os burlões

não queriam ser apanhados expiraram

o site. Nem acreditei como caí naquela

armadilha. Para a próxima espero pelos saldos

das lojas reais.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Bruna Peres | Joana Santos

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou uma adolescente de 16 anos, bonita,

sedutora, sociável e alta.

Uma vez, estava eu nos chats da internet e

apareceu um pedido de amizade de um rapaz

giro que dizia ter a minha idade chamado João,

eu inocentemente fiquei interessada e aceitei.

Mal o aceitei começou a falar comigo

Olá tudo bem?

Eu respondi-lhe, passados algumas horas já estávamos

na parte dar dados pessoais, como não

achei que tivesse mal nenhum dei-os com a condição

de me dar os dele.

Começou por me perguntar a minha morada, a

escola, o número de telemóvel, perguntas supostamente

inocentemente para um amigo.

Estava quase na hora de jantar quando me despedi

dele, logo a seguir disse-me que mandava mensagens,

eu disse tudo bem.

Estava a jantar com os meus pais quando ouço o


telemóvel a tocar. Sai da mesa e fui ver o telemóvel li a

mensagem.

Passado um mês de nos conhecermos as nossas conversas

começaram a ficar mais íntimas e comecei a confiar

nele. Por incrível que pareça eu considerava-o o meu

melhor amigo sem nunca o ter visto na vida (apenas

em fotos).

Numa das nossas conversas, combinamos um encontro

num café muito conhecido no bairro, às 17:00

(como era uma hora de muito movimento aceitei).

Estava nas aulas sempre a pensar no nosso encontro.

Chegaram as 17:00h e eu fui a correr para o

café, estava montes de gente mas iria ser fácil de

o encontrar tinha olhos azuis, loiro e simplesmente

era lindo. Não o encontrei mas quando menos

esperava sinto a mão de uma pessoa no meu

ombro, quando me virei um velho de mais ou

menos perto dos 65 anos que disse:

És a amiga do meu neto João?

Eu disse que sim e logo ele disse anda o meu

neto está no carro à tua espera.

Eu mais uma vez acreditei e fui imediatamente

pois adorava o João.

O carro estava numa zona escura e sem saída,

o velho empurrou-me para o carro já

não estava simpático mas sim agressivo

comecei a assustar-me e tentei sair do carro

mas este estava trancado. O velho levoume

para um monte colocou um pano na


oca e o tal melhor amigo transformou-se

no meu pior pesadelo.

Nesse monte começou a violar sentia

-me mal, tinha nojo de mim…...depois

foi embora e deixou-me lá.

A partir desse dia deixei de conversar com

as pessoas que não conhecia de lado

nenhum mas acho que o pior de tudo e que

muitas raparigas como eu deixam-se levar.

Acham sempre que tudo e todos são inocentes,

mas não, por traz está uma pessoa horrível

e nojenta. Eu sei o que e ser iludida mas

também sei o que e ser gozada, e quando sei

que estraguei a minha vida por um rapaz que

nem existia fico doente. E agora aconselho a

todas as raparigas, rapazes, crianças e até adultos

para terem muito cuidado com a internet e

com as pessoas que podem nem existir. E principalmente

para todos os pais atenção com os

filhos que têm acesso à internet pois se até adultos

se deixam levar imaginem crianças!!!!! Alertem

os mais novos e talvez mais inocentes…


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Bruno Silva | Diogo Pinheiro

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...Costumo estar muitas vezes no chat, mas

um dia tudo mudou na minha história como

um utilizador de chats. Era um dia normal para

mim mas até que uma rapariga chamada “ gatinha_29

“ que disse que me queria conhecer e

eu comecei a falar com ela, ela disse-me que

tinha entre 15 a 16 anos e perguntou-me que

idade eu tinha, eu respondi que tinha 15 anos.

Depois ela perguntou-me de onde eu era, eu respondi

que era do Porto, perguntei-lhe a mesma

cosia e ela disse que também era do Porto. Então

a meio da conversa ela perguntou-me se eu a

queria conhecer pessoalmente, eu estranhei, pois

aquilo era apenas um chat onde as pessoas só se

conheciam “virtualmente”, mas mesmo assim eu

tinha curiosidade em conhecê-la, aceitei, mas

depois perguntei-lhe se ela não estaria a mentir

em relação ao seu perfil. Ela disse que não e eu

acreditei, combinamos encontrar-nos ao pé do

shopping, Dolce Vita, às 21:00 horas. Eu fui para o

local combinado, eram 20:57, sentei-me num ban-


co ao pé da paragem do autocarro, às 21:02, uma rapariga

apareceu, era pequena, gorda, cabelo castanho e

olhos castanhos, não tinha nada haver com o que ela me

tinha dito no chat, no chat ela tinha dito que era loira,

alta, olhos azuis e magra.

A rapariga veio ter comigo e perguntou-me se era o

Real Virtual, eu respondi que sim e perguntei se ela era

a gatinha_29, ela respondeu que sim. Eu disse-lhe

que ela era uma mentirosa e vim-me embora. A partir

daí nunca mais fui a um chat online.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Daniela Dias | Rita Azevedo

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou rico, tenho uma grande moradia e

um bom carro. Tenho 15 anos, solteiro e procuro

companhia entre os 14 – 17 anos.

Houve um dia que entrei no chat e apareceu

uma rapariga que dizia que era alta, morena,

loira, tinha olhos verdes e dizia que tinha 16

anos e me queria conhecer. Começamos a falar,

a ser amigos até que marcamos um encontro no

Bairro Alto. Nesse dia fiquei ansioso, esperava

conhecer uma rapariga especial, esperava que ao

vivo fosse como no chat ou ainda melhor, vesti a

minha melhor roupa, preparei-me com cuidado

para estar prefeito, dei o meu melhor, chegou a

hora, sai de casa apanhei um táxi cheguei ao Bairro

Alto e ainda não estava lá ninguém, esperei dez

minutos, vinte minutos e ninguém aparecia peguei

e liguei e ela disse-me que já estava a chegar e eu

perguntei como é que eu a iria conhecer e ela respondeu

que iria parar o carro a minha frente e eu

respondi que estava bem.

Até que parou um carro a minha frente e saiu uma


mulher do carro e não tinha nada a ver com o que dizia

no chat, a mulher que saiu do carro era baixa, gorda,

tinha cabelos oleosos tinha entre os seus 30 – 40 anos, e

perguntou-me se eu era o Real Virtual e eu respondi que

sim, e ela disse-me que era a rapariga do chat e que se

chamava Albertina.

Como não tinha nada a ver com o que dizia no chat,

queira-me vir embora, e ela respondeu que estava

bem, ao ir para a praceta de táxis reparei que um

carro me seguia, apanhei o táxi e continuei a reparar

que o tal carro me continuava a seguir, cheguei a

casa, e antes de entrar o carro parou a minha porta

e puxou-me eu fiz força mas como era dois meteram-me

dentro do carro levaram-me para um

armazém no meio do nada, taparam-me os olhos

com uma venda preta e taparam-me a boca para

eu não poder gritar.

Fizeram-me coisas horríveis, que nunca pensei

que me fizessem, mas tive alguma sorte, apareceu

o dono do armazém e socorreu-me e

chamou a polícia. Dentro daquele armazém

tinha mais crianças, e a polícia disse-nos que

já andava atrás destes traficantes de crianças

há algum tempo.

Os traficantes foram presos, levaram uma

pena de 21 anos!

Isto aconteceu-me e hoje quero fazer um

apelo a todas as pessoas para terem cuidado

nos chats, na internet e em todo sitio

com as pessoas que não conhecemos porque

parte destas pessoas só nos querem


fazer mal, enganar-nos e nos

ameaçar verdadeiramente!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Diogo Conceição

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para

o meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor

preço”. Só tinha que dar os meus dados

para fazer o registo.

Preenchi os meus dados e registei-me, precisava

de enviar o dinheiro agora, pus

o numero de cartão de crédito do meu pai e

cliquei enter - a pior asneira da minha vida – e

lá esperei pela encomenda.

Passaram dias e dias, e um dia cheguei da

escola, alguém tocou a campainha, fui atender,

era um senhor empregado dos C.T.T.

Finalmente tinha chegado a encomenda abri-a e

lá dentro encontrava-se um sapato roto com

papel a dizer:

“Tu acabaste de ser burlado!”

Contei ao meu pai, e ele ficou abismado, tinha

comprado o “jogo” com o “melhor preço” de um

site que nem conhecia, e não podia fazer nada!

No dia seguinte lá continuei com a minha vida,

agora sem dinheiro e sem jogo, aprendi a nunca

mais fazer compras pela internet não é seguro.

Instalei um antivírus muito bom e informei-me

melhor sobre burlas na internet para não ser apa-


nhado por ninguém.

Noutro dia vi uma publicidade a um site de leilões

na internet, jurei nunca mais fazer compras pela internet,

e pensei:

-Mais vale a segurança do que o dinheiro!

Por isso quer vos peçam o vosso nome, informações,

nº de cartão de crédito …, NÃO DÊEM! Segurança

sempre primeiro!

Eu já a minha aprendi a lição e vocês?


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Diogo Cristóvão | Diogo Magalhães

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou uma mulher, com cabelo loiro, olhos

verdes, morena e sedutora. Costumo marcar

encontros mas nunca apareço, porque na realidade

sou um homem. Quando começo a falar

nos chats para iludir as pessoas costumo criar

um Hotmail para falar com essas pessoas a sós,

quando me pedem para mostrar uma foto minha

costumo tirar as fotos da Net, os que não se iludem

conseguem-se aperceber que sou um

homem, não vão na minha conversa, essas pessoas

sabem mais sobre a internet e os seus perigos.

Os que “ela” conseguiu iludir conseguia fazer

tudo o queria deles.

Um dia conheci uma pessoa que em vez de ser eu

a iludir, fui eu que fui iludida, assim sem saber

estava a falar da minha vida privada, essa pessoa

conseguiu descobrir a minha verdadeira identidade,

assim eu fui seguida por essa pessoa. A partir

desse dia deixei de frequentar a internet.

Acho que estes sites depois da experiencia que

tive são bastante enganosos pois consegui as pes-


soas que frequentaram esses chats mas também fui

enganado. Por isso nunca falem com pessoas que não

conhecem muito menos se encontrarem com eles.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Joana Cardoso | Mariana Paiva

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.

...Cliquei, a apareceu-me uma janela que me

pediram a morada, o meu nome e o meu

número de telemóvel. E disseram-me que

daqui a três dias ia receber a consola e então

esperei os três dias e não recebi nada.

Falei com a minha irmã e contei-lhe tudo, ela

disse-me que aquele prémio era falso e que nunca

ia receber uma consola de jogos….

Sempre pensei que ia receber uma consola de

jogos, mas afinal não era desta vez, fiquei triste

agora não há nada a fazer…

Neste momento não acredito em mais nenhuma

mensagem de prémios que recebo. Ontem cheguei

a escola e o meu amigo disse-me que tinha

ganhado uma PSP, e que iam-lhe entregar hoje as

15:45…. Chegou a casa e ainda não tinha recebido

nada, esperou, esperou e esperou, no dia seguinte

chega a escola e conta que não recebeu nada, eu

disse-lhe que também tinha recebido um prémio e

que nunca me tinha chegado nada, e o meu amigo

ficou desiludido e disse que nunca mais ia acreditar

nesses prémios. Afinal de contas ficamos os dois


sem prémios e desiludidos, agora apercebo-me que a

internet é um perigo nos chats e nos sites de prémios e

de dinheiro…. Enfim acho que nunca vou conseguir ter a

minha consola de jogos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Magda Silva | Mariana Paiva

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...que sou um rapaz milionário que tenho uma

grande casa e sou alto moreno, olhos azuis

quer dizer fazia, porque há 2 meses atrás eu

cometi um grande erro, no chat conheci uma

rapariga chamada Filipa ela dizia que era alta

morena olhos verdes, e eu falava com ela 24

horas por dia.

3 Dias depois de começarmos a falar ela queria

fazer uma chamada por Web, hesitei mas ela falava

de uma forma tão carinhosa para mim que eu

pouco a pouco comecei a ganhar uma certa confiança

para com ela, aceitei e fizemos a chamada

eu coloquei um pano preto na Web, e disse que a

minha câmara estava estragada e estranhamente

a dela também estava e arranjamos uma solução

eu fui à internet e mandei uma foto qualquer e ela

mandou uma dela, o problema ficou resolvido,

mas eu tinha que lhe contar a verdade. No dia

seguinte eu disse-lhe toda a verdade ela não ficou

chateada comigo, para meu espanto, disse que

estava feliz por eu ter sido sincero com ela. Duas


semanas depois de começarmos a falar Filipa pediu-me

para se encontrar comigo, disse que sim, pois sentia-me

atraído por ela.

Fui ter com ela ao parque da cidade dois dias depois do

combinado, quando lá cheguei não havia nenhuma

rapariga, esperei bastante tempo e apareceu um

homem que eu nunca tinha visto na minha vida, ele

aproximou-se de mim e veio meter conversa comigo,

disse-lhe que estava á espera de uma rapariga que

tinha conhecido na internet. Ele rindo-se disse-me

que iria levar até ela. Fiquei desconfiando, pois Filipa

nunca me tinha dito que alguém me iria buscar

quando me apercebi do que era esse homem era

um pedófilo.

Tive a sorte de ter um polícia que estava a fazer

uma ronda pelo parque, se não hoje de certeza

que já não existia. Aprendi que nunca devemos

confiar em pessoas que não conhecemos de

lado nenhum são um dos graves perigos da

internet, e vou fazer um apelo a todos os

jovens ou até adultos que não se deixem levar

por essas pessoas da internet. O meu nome é

Real e eu fui alvo de um dos graves perigos da

internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Rio Tinto Nº 2

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paulo Rodrigues

Ricardo Monteiro

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

...Na net como virtual, jogo online com outras

pessoas, como Virtual sou ricaço, tiro fotos de

Lamborguinis na net e meto nas minhas páginas

de hi5 e outros locais de chat e digo que

vivo em Lisboa…

Como Real sou um gangster tipo 50 Cent, tenho

um grupo de amigos, na rua somos conhecidos

por “Reis da casa” e também sou de Boston, vivo

em Boston mas sou português!

No outro dia num chat online, pediram-me informações

pessoais, eu perguntei porquê, o tipo disse-me

que tinha ganhado um vale de 500€ para

descontos nas lojas Adidas, bem que eu e os

“Reis” precisávamos dumas choças novas, por isso

dei as informações.

Como era de Boston foi difícil de receber o vale,

mas um dia, numa tarde, estava eu a grafitar o

nome do presidente bem aldrabado quando me

atiraram uma caixa a cabeça, lá dentro dizia “se

queres o teu vale vem sozinho até ao parque da

cidade” então eu lá fui, de repente aparece-me


uma carrinha grande, preta a parar mesmo à minha frente

e estavam a sair 3 tipos encapuçados, eu corri e corri,

com sorte escapei, mas a partir de aí nunca mais dei

informações…

Um dia no site do aeiou.com apareceu-me este tipo no

chat:

Nigga301- Olá Virtual, está tudo?

R3AL V1RTUAL- Conheço-te?

Nigga301- Epa, não, mas, será que alguém se

conhece online?

R3AL V1RTUAL- Ah pois, lol, bem visto.

Pica_PauxXx- Alguém quer um encontro?

Nigga301- haum? És feminino ou masculino?

Pica_PauxXx- epa, nem eu sei, sou o que quiseres

R3AL V1RTUAL- É AQUI QUE EU DOU O FORA!!!

VOU PO CHAT DA RADIO!

É nestes comentários que penso naquela carrinha

preta… Ainda hoje não consigo dormir

direito durante as noites. Miúdos em casa,

não se “mostrem” não dêem informações…

não sobre vocês nem o cartão de crédito do

vosso pai… Segurança sempre.

Para sempre na memória, Real Virtual


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Arquitecto Oliveira Ferreira

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Lurdes Xambre

Bruna Nunes | Daniela Bastos

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Passados alguns dias, o João tinha o telemóvel

cheio de mensagens iguais, “liga-me”. Decidiu

contar à mãe o que lhe estava a acontecer. A

mãe, preocupada, disse-lhe que não fizesse

nada e esperasse mais alguns dias.

Sem o João se aperceber, telefonou para o número

que enviava as mensagens. Do outro lado do

telemóvel, respondeu a Tiago, que é um amigo do

João. Era um amigo que o João já não via há muito

tempo, e estava a tentar contactar com ele. A

mãe do João ficou mais descansada.

A mãe teve uma conversa com o João, e explicoulhe

o que tinha feito, e o sucedido. Sem saber o

que pensar e o que fazer, o João foi buscar a sua

agenda para confirmar se tinha passado todos os

números. Confirmou que alguns números não

estavam no telemóvel, entre os quais o do Tiago.

A mãe do João pediu-lhe que estivesse mais atento

à agenda e alertou-o para os cuidados que deve ter


ao atender o telemóvel quando o número não é conhecido.

Disse-lhe que procedeu muito bem, pois não respondeu

à mensagem e falou com ela.

O João ficou muito contente, pois o problema estava

resolvido e ele até tinha procedido muito bem.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Fontes Pereira de Melo

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

António Castro

Inês Soares ferreira

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é Real Virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por Real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual

faço de conta…

Venho por aqui vos avisar o que a internet não

é segura !!!!

Eu era viciada em internet em chats MSN etc.…

até ao dia 8 de Agosto de 2006 estava a falar

com uma amiga e de repente ela diz que está a

conhecer um rapaz .

No dia seguinte ela diz que continua a falar com

ele e o acha impecável e eu aviso-a que pode ser

perigoso mas ela não quis saber .

Uma semana depois perguntei como e que estava

a correr e ela me diz que vai estar com ele, só

não sabe quando ao certo , e eu volto a avisar .

No dia seguinte queria falar com ela não estava na

net ; fui a casa dela e vejo a mãe a chorar preocupada

e então fiquei a saber que essa minha amiga

tinha desaparecido .

2 meses depois ela aparece e disse o que se passou

, por isso tenham sempre muito cuidado com

a internet não e seguro …


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Sendim

Agrupamento Sendim

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Sandra Marisa Afonso Matela

Alberto Pardal | Carmen Machado

ANO DE ESCOLARIDADE

8º ano


Que chato!

O João recebeu de presente

“aquele” telemóvel. Há muito que o

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao

trabalho. Num instante, os números dos

amigos “voaram” para dentro da memória.

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.

Não conhecia o número, não ligou. A

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

Até que ficou tão zangado que decidiu ligar

para perguntar quem era, e detrás da chamada

ouvia-se a voz de um homem. Assustado com

aquela voz desligou a chamada mas não adiantou,

a chamada repetiu-se mais e mais vezes até

que decidiu fazer queixa á policia.

A polícia descobriu logo quem era. E não será um

amigo seu que está a gozar com ele. Ele zangouse

com o seu amigo e disse que nunca mais o perdoaria,

pois o que fez não se fazia a ninguém e

como palavra puxa palavra a discussão deu em

pancadaria. A pancadaria foi na escola, ali num

lugar onde não eram conhecidos. Os dois foram

descobertos naquela cena de pancadaria e foram

expulsos da escola. A mãe do João ficou tão zangada

com a situação que foi também discutir com

a mãe do amigo do seu filho e depois de tanta discussão

voltou a aparecer a polícia As duas foram

passar a noite à esquadra, os dois jovens perdoa-


am-se novamente e disseram que nunca mais voltaria a

acontecer e que nunca mais discutiriam. As duas senhoras

saíram da esquadra e tudo ficou novamente bem.

Para esquecer tudo aquilo organizara uma grande festa.

Essa festa era a festa de anos do João.

Por isso eu dou-lhes um conselho, nunca façam nada

do que aconteceu nesta história porque pode gerar

confusões!