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ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Francisco Torrinha<br />
Agrupamento Francisco Torrinha<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
José Leite | Lurdes Bastos<br />
Ernesto Romano | Simão Mateus<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Tentações<br />
A nossa professora marcou-nos<br />
um trabalho sobre um dos assuntos<br />
abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />
bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />
na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />
assunto.<br />
O texto era fabuloso, mas eu queria mais…<br />
Procurei os seus dados, para saber quem era o<br />
autor, e tentei aceder ao seu computador. Apareceu-me<br />
um pedido de password! Não sabia o<br />
que havia de fazer! As datas de nascimento são<br />
as passwords mais comuns, por isso foi por aí<br />
que comecei. Mas qual seria? Provavelmente<br />
estaria mencionado em algum sítio do seu blogue.<br />
Encontrei! Que golpe de sorte! Era mesmo<br />
essa a sua password!<br />
Uau! A quantidade de informação que este continha<br />
para si mesmo era absolutamente enorme! O<br />
meu trabalho vai ser o melhor de todos! Vou ter<br />
nota máxima! Mas ainda não chega… Preciso de<br />
mais! Depois de perceber como fazer, a procura<br />
era muito mais fácil, bastava escolher o alvo e<br />
procurar alguns dados pessoais para aceder ao seu<br />
computador! Sem saber como, tinha-me tornado<br />
um profissional, era como roubar um doce a uma<br />
criança!<br />
Entrei em mais três computadores. O primeiro foi
de um professor universitário de sucesso, mas a sua<br />
rudimentar segurança não era nada contra mim. Bastoume<br />
descobrir o nome da sua adorada filha, que me deu<br />
um total acesso às suas informações!<br />
Passado algumas horas achei que já tinha texto suficiente,<br />
depois de ter invadido mais de cinco bases de<br />
dados pessoais. A professora iria adorar o trabalho!<br />
Mas… Este trabalho não é meu… Limitei-me a copiar<br />
de outras pessoas… NÃO! Eu roubei! Meu Deus! Que<br />
fiz eu? Mas pensando bem, ninguém irá reparar.<br />
Apresentei “o meu” trabalho na semana seguinte<br />
e foi um sucesso! A professora adorou e deu-me<br />
um “Muito Bom”.<br />
Voltei para casa e apeteceu-me “pesquisar”<br />
mais… A adrenalina de invadir espaços pessoais<br />
começou a excitar-me. Passei de meros trabalhos<br />
para mails e de mails para contas bancárias.<br />
Estou rico! Já posso comprar tudo o que<br />
sempre quis! Na semana seguinte já tinha<br />
adquirido os meus dois jogos favoritos, a<br />
minha mãe suspeitou, mas não ligou ao assunto.<br />
Ela achava que eu podia fazer o que quisesse<br />
com o meu dinheiro, mas não sabia<br />
onde eu tinha arranjado aquele pilim todo.<br />
O tempo passou e já tinha um portátil<br />
novo que ainda nem tinha sido lançado na<br />
Europa, uma colecção de CDs únicos da<br />
minha banda favorita e muito mais… A<br />
minha mãe veio falar comigo preocupada,<br />
pensava que eu me podia ter metido num
negócio qualquer obscuro, mal<br />
ela sabia o quanto estava perto da<br />
verdade… Menti-lhe e disse-lhe que<br />
andava a fazer uns trabalhos para a<br />
escola, porque a professora tinha adorado<br />
o meu trabalho. Ela acreditou na história,<br />
até que um dia o meu mundo se<br />
desmoronou, estávamos a jantar quando<br />
deu a notícia que um hacker desconhecido<br />
andava a invadir contas privadas por todo o<br />
país… Davam uma recompensa de 1 milhão de<br />
euros.<br />
Hoje tenho 25 anos, acabei a universidade<br />
com distinção e estou a viver nos Estados Unidos.<br />
De dia tenho um emprego honesto, mas à<br />
noite… Volto a ter aquela idade.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Ana Sofia Rodrigues Cabral da Silva | Ângela<br />
Sofia da Costa Mota<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alto, loiro de olhos azuis, jovem e<br />
bastante simpático. Sendo eu o virtual, durante<br />
as minhas conversas de chat forneço o meu<br />
e-mail e contactos pondo em risco a segurança<br />
de muitas crianças, pois o meu objectivo é aliciá<br />
-las.<br />
Depois de imensas conversas e depois de conquistada<br />
a confiança dos menores, combino<br />
encontros com eles em sítios públicos levando-os<br />
depois para um sítio apropriado para lhes retirar<br />
órgãos humanos.<br />
Não tenho profissão, apenas me dedico e vivo do<br />
mal que causo a estas crianças, pois colaboro com<br />
uma rede de tráfico de órgãos.<br />
Faço essencialmente isto com as crianças, pois são<br />
um “objecto” fácil de manipular o que torna mais<br />
eficaz o resultado que pretendo obter.<br />
Vou-vos falar de um caso em concreto que se passou<br />
com uma rapariga que conheci nos jogos da<br />
internet com a qual dois dias depois combinei um
encontro, e não resisti a viola-la, pois estava sob o efeito<br />
da droga, e ainda lhe retirei o rim. Hoje sei que a tal<br />
rapariga vive traumatizada devido ao facto de ter abusado<br />
dela.<br />
Quero tornar-me uma pessoa comum nesta sociedade<br />
e para isso tenho que sair daquele negócio ilegal e não<br />
me deixar tornar ainda mais no monstro que sou, para<br />
isso, venho deixar o apelo para que as crianças que<br />
frequentemente utilizam a internet, que não revelem<br />
contactos, endereços, ou informações pessoais pois<br />
tal como eu existe muita gente que se aproveita da<br />
ingenuidade de terceiros.<br />
Nem todos estão numa fase tão inicial como a<br />
minha e vão continuar a exercer este acto ilícito.<br />
Neste momento a minha vida corre risco pois<br />
tenho intenção de desmascarar a rede ou redes<br />
que tenho conhecimento, mas isso não se compara<br />
ao mal causado a muitas crianças, provavelmente<br />
irei ser perseguido ate ao fim da<br />
minha vida, é uma forma de pagar por todo o<br />
erro praticado.<br />
Agora que conheces uma de tantas historias<br />
que realmente acontecem espero que estejas<br />
mais atento ao quanto simples paginas da<br />
internet se podem tornar um tormento para<br />
ti e para a tua família.<br />
Cuidado o perigo esta onde menos esperas!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Castêlo da Maia<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Rosa Cruz | Ana P. Rosas<br />
Andreia Carvalho | Beatriz Fernandes<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...Olá! O meu nome é Firtual. Sei que estão a<br />
pensar que é um nome bastante estranho e<br />
que devia matar os meus pais por me terem<br />
dado tal nome, mas apenas o utilizo nos chats e<br />
jogos na Internet. O meu verdadeiro nome é<br />
Filipe Cardoso. Sou um adolescente alto, moreno<br />
e bom aluno. Na internet passo a imagem de um<br />
jovem bastante parecido comigo, mas com um<br />
baixo QI (coeficiente inteligência). Até há pouco<br />
tempo era “chatodependente” (dependente de<br />
chats), mas algo aconteceu, o que me fez perder<br />
um pouco esse vício...<br />
Tudo começou na passada Primavera, quando<br />
entrei numa sala de chat e resolvi “meter” conversa<br />
com uma tal de “SPECTACULAR025”. Ao longo<br />
dos tempos, fomo-nos conhecendo melhor e ela foi<br />
-se tornando, a cada instante, uma grande amiga.<br />
Fomos conversando cada vez mais e as minhas<br />
notas iam baixando, visto que ficava até às<br />
“quinhentas” em frente do monitor. Devido à diminuição<br />
do meu aproveitamento escolar e das
minhas lindas horas de sono, os meus pais necessitaram<br />
de intervir, tirando-me o computador durante cerca de<br />
uma semana. Este foi o pior tempo da minha vida, visto<br />
que sentia cada vez mais a falta da “SPECTACULAR025”.<br />
Mal acabou a censura, rapidamente pus a conversa em<br />
dia com a minha amiga colorida. Através das fotos que<br />
íamos trocando, fui-me apercebendo que ela era bastante<br />
bonita e comecei a ter a necessidade de falar<br />
com ela a toda a hora. Foi nesta altura que comecei a<br />
sentir algo mais do que uma simples amizade, na<br />
internet.<br />
Foi então que ganhei coragem para mostrar todos<br />
os meus sentimentos e pedir o que há tanto desejava.<br />
Da conversa resultou o seguinte:<br />
“Firtual diz:<br />
Há muito que tenho uma coisa para te dizer. Há<br />
algum tempo dei conta do amor que sinto por ti,<br />
e queria pedir-te se nos podíamos encontrar.<br />
Pode ser?<br />
SPECTACULAR025 diz:<br />
Por mim tudo bem. Leva um rato de computador,<br />
eu levarei um também para nos identificar.”<br />
Fiquei radiante com a sua resposta e, passados<br />
alguns dias, lá nos encontramos. Fiquei<br />
bastante desiludido com o encontro, pois<br />
não foi o que estava à espera. Afinal a<br />
minha amada era uma autêntica agente da<br />
polícia, que se infiltrava nos chats, para
tentar proteger os jovens e alertá<br />
-los para os perigos de falarem<br />
com estranhos na internet. Deu-me<br />
um “sermão” e alertou-me para os<br />
perigos e tirei desta situação uma grande<br />
lição. A partir daí, nunca mais me meti<br />
nessas andanças.<br />
Espero que aprendam com a minha história!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Irene Lisboa<br />
Agrupamento Irene Lisboa<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Aida Domingues<br />
Hugo Pinto | Maria Inês<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
«Mas quem será que me anda a ligar?». Esta<br />
foi a pergunta sobre a qual se debruçou durante<br />
vários dias. As mensagens não paravam de chegar.<br />
Ele estava a ficar maluco! Porém, certo dia,<br />
resolveu enfrentar este problema de frente.<br />
Reflectiu durante horas, e após uma análise a<br />
este problema decidiu ligar a quem o incomodava<br />
daquela maneira. «Vou ligar para o número» …<br />
O sol despertou, com a alegria toda a gente, iluminando<br />
com os seus raios, a casa do João.<br />
Tinham passado exactamente três dias após o<br />
telefonema. «Afinal», pensou ele enquanto jogava<br />
na consola, «Nem foi muito mal aquele telefonema.<br />
Do outro lado, encontrei uma rapariga (que<br />
penso ser da escola devido à sua voz adoçada de<br />
juventude) muito interessante. Não estava a ser<br />
chata afinal. Apenas queria falar comigo, porque<br />
estava apaixonada por mim. Que sorte.» Pensou.<br />
Mas gostaria ela dele? Decidiram combinar um
encontro, mas após várias tentativas, não conseguiu,<br />
porque ela não respondia. «Deve estar ocupada…» pensava<br />
ele, um pouco destroçado. Durante vários dias,<br />
João só se concentrou na escola, pois ia ter exames. Ele<br />
andava no 9º ano. Sua amada tinha caído no esquecimento,<br />
por vezes pensava nela, mas logo depois tentava<br />
esquecer tudo.<br />
Certo dia, acordou com o barulho do telemóvel. Era<br />
ela! Queria combinar um encontro! Ficou deliciado<br />
com a situação. Era como se uma abelha tivesse<br />
encontrado a sua flor! Porém o local de encontro era<br />
estranho, um beco sem saída. Será que esta história<br />
do namoro também será um beco do qual ele<br />
não poderá sair? Isso era o que ele mais temia.<br />
Contudo, as notícias da noite, levantaram suspeitas<br />
nos pais. Durante horas a fio, foi desenvolvida<br />
uma espécie de interrogatório. Os pais queriam<br />
saber de tudo o que se passava. Ele contou<br />
tudo. Os pais temiam a sua segurança. Chamaram<br />
a polícia, para que o acompanhassem. Era<br />
perigosa a situação.<br />
Durante o encontro, João estranhou ver tanta<br />
gente ali à volta. Eram polícias à paisana.<br />
Durante a chegada da rapariga, aconteceu<br />
muita coisa. Mal ela saiu de um carro que<br />
fugiu imediatamente, dois carros do corpo de<br />
intervenção impediram que esta se aproximasse<br />
do rapaz, que atónito, não sabia<br />
explicar o que acontecia. A rapariga fazia-se<br />
de difícil, escapando aos carros, que a<br />
acompanharam durante várias horas. A
polícia detectou-a, pois fazia parte<br />
de um grupo vândalo. Perseguiam<br />
este grupo de criminosos,<br />
implantados em Portugal há mais de<br />
um ano. João de um modo indirecto,<br />
ajudara na operação. Porém se não fossem<br />
os pais protectores, a esta hora estava<br />
a ser vendido ou mesmo morto… João<br />
aprendeu a lição, a sua vida esteve em risco<br />
e agora, o que ele queria era descansar…
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Francisco Torrinha<br />
Agrupamento Francisco Torrinha<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
José Leite | Lurdes Bastos<br />
Zé Pedro | Fábio Varela | Frederico Barbosa<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
Então eu dei os meus dados pessoais para<br />
fazer o registo da compra, depois do registo<br />
deram-me um link para eu fazer o download.<br />
Mal sabia eu que ao abrir esse download o meu<br />
computador foi invadido por um hacker!! Remover<br />
o hacker do meu computador vai ser muito<br />
difícil, porque não consigo mexer nele. Depois<br />
vim a saber que o site foi criado por um “pirata”<br />
informático que conseguiu aceder ao meu computador.<br />
Depois efectuaram várias compras a partir<br />
do meu computador, e a daí em diante começaram<br />
a chegar contas de um preço bastante elevado.<br />
A primeira coisa que eu fiz foi avisar as autoridades<br />
locais, de que fui vítima de um pirata informático<br />
“hacker”, as autoridades não conseguiram<br />
identificar o hacker, por isso eu contratei um profissional<br />
que conseguiu localizá-lo.<br />
As autoridades puseram logo mãos ao trabalho e<br />
foram de imediato ao local onde o hacker se<br />
encontrava. Ele foi preso e mais tarde julgado em
tribunal, ficando cinco anos na prisão. A polícia descobriu<br />
que ele já tinha pirateado vários computadores. Como eu<br />
tinha seguro não me preocupei muito, que acabou por<br />
pagar as contas todas.<br />
No final eu descobri que a internet não era totalmente<br />
segura.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Monção<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Carmo Pereira<br />
Alexandra Temporão Esteves<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Fiquei muito entusiasmada com aquele e-mail,<br />
o meu sonho estava prestes a realizar-se<br />
mas… Havia um „‟mas‟‟. Para participar no concurso<br />
tive de preencher um questionário que<br />
falava sobre mundos virtuais e coisas do género,<br />
onde tinha de emitir opiniões sobre alguns<br />
jogos dessa mesma consola! E fui a vencedora,<br />
mas havia um problema, nessa semana tinha<br />
ficado de castigo e os meus pais tiraram-me a<br />
internet e a televisão, logo, era suposto que eu<br />
não tivesse participado no tal concurso!<br />
Como ia eu explicar-lhes, que me tinha escondido<br />
no armário todas as noites e tinha estado a navegar<br />
na internet, e a falar com o meu namorado<br />
até altas horas da noite? E que numa dessas noites,<br />
calhou de participar no concurso…<br />
Uma coisa é certa eu tinha de a ter, não ia perder<br />
aquela oportunidade. Os meus pais não me iam<br />
dar aquela consola, por isso já que a podia ter e<br />
sem pagar, não ia desperdiçar aquela oportunidade!
Antes de aceitar, fui lanchar… Aquela história toda já me<br />
estava a fazer fome! A minha irmã teve a mesma ideia<br />
que eu e também estava na cozinha!<br />
Eu decidi contar-lhe, e ela limitou-se a dizer-me que<br />
era tudo uma fantochada, e que essas coisas não se<br />
ganham assim com tanta facilidade, e que…Blá Blá Blá!<br />
Já não podia mais ouvir todas aquelas desculpas que<br />
ela dizia sem parar! Parecia que me queria arruinar o<br />
sonho, aquilo seria tudo inveja? Que horror!<br />
Depois daquela inveja toda tive ainda mais vontade<br />
de aceitar o prémio, e foi o que fiz! Foram os<br />
segundos que me arruinaram a vida, ou melhor o<br />
computador! E não só, a vida, o computador, o<br />
meu sonho, a minha alegria, ai que ia ser de mim<br />
agora? Estou feita com os meus pais.<br />
Mal cliquei no “Aceito o prémio”, segundos<br />
depois um vírus devorou-me o computador! E<br />
os meus pais mal souberem de tudo o que se<br />
tinha passado, das mentiras e do concurso,<br />
devoraram-me foi a mim, agora podia apenas<br />
dedicar-me aos estudos e esquecer que existem<br />
computadores, durante um bom tempo…
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica e Secundária de Moimenta da Beira<br />
Agrupamento de Moimenta da Beira<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Filomena Vaz | Estela Almeida<br />
Gisela Pinto | Inês Rodrigues<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Eu aceitei, queria mesmo ganhar aquela consola<br />
de jogos, então o meu computador começou<br />
a ficar esquisito, no meio do ecrã piscava<br />
uma luz amarela e preta, parecia um símbolo…<br />
os símbolos químicos que aparecem quando<br />
estamos a trabalhar com algo mesmo mortal, e<br />
depois aconteceu que no ecrã só se via aparecer<br />
umas letras onde dizia “VÍRUS, adeus” e desligou-se<br />
o computador num segundo aconteceu<br />
aquilo tudo, claro que fiquei chocado, não estava<br />
à espera. Fui à loja de informática saber se o meu<br />
computador tinha compostura, o senhor que me<br />
atendeu perguntou “o que tem o computador?” eu<br />
não soube explicar, estava confuso, ele pediu que<br />
o deixa-se lá e tinha que resolver um monte de<br />
papelada.<br />
No dia seguinte, fui às aulas e todos os meus colegas<br />
perguntaram-me o que se passava eu contei,<br />
com vergonha. Um dos meus colegas disse-me<br />
“mas tu não sabes que esses tipos de e-mails só<br />
têm Vírus? és mesmo burro” eu fiquei ofendido e<br />
fui embora para casa, enquanto fazia os meus tra-
alhos de casa a minha mãe recebeu uma chamada da<br />
loja dos computadores a dizer para ir lá à loja. Peguei<br />
nas minhas coisas que estavam espalhadas pela casa e<br />
fui ter com a minha mãe ao carro. Quando chegamos lá<br />
um senhor diz-me “Olá senhor sortudo, o seu computador<br />
vem de onde? Só pode vir da guerra, consegui<br />
resistir ao vírus mais perigoso que existe, muito admirado<br />
que estou!” nesse dia foi o dia mais feliz da<br />
minha vida, dizendo a verdade foi o segundo, porque<br />
o primeiro foi quando me casei. Agora tenho 3 filhos<br />
e o mais novo com 7 anos tem um computador só<br />
para ele, o meu computador, o computador da guerra.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo<br />
Agrupamento São Roque e Nogueira do Cravo<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Neves<br />
André Resende<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Mas o João perguntou ao pai o que fazer e o pai<br />
disse: não faças nada.<br />
Mas a mensagem não parava de chegar…e o<br />
João ainda pensou em abrir e ler a mensagem.<br />
Então, decidiu falar novamente com o pai e tiveram<br />
uma longa conversa sobre este tipo de mensagens.<br />
O pai do João explicou-lhe que há muitos perigos<br />
e pessoas “maquiavélicas” que engendram esquemas<br />
de tal maneira complexos de tal forma que<br />
fazem com que as pessoas que fazem as ligações<br />
sejam responsabilizadas por gastos exorbitantes e<br />
mensagens das quais não são autoras.<br />
Assim, para a mensagem não voltar a aparecer o<br />
pai do João ensinou-o a bloquear mensagens de<br />
números privados e aconselhou-o a não ligar para<br />
números desconhecidos, pois se fosse alguém com<br />
verdadeiro interesse em contactar com ele identificava-se.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Monção<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Carmo Pereira<br />
Diana Esteves Ribeiro<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Ele já estava farto de ouvir o telemóvel tocar,<br />
então deicídio mandar-lhe uma mensagem a<br />
perguntar o que queria. Responderam-lhe que<br />
era muito urgente e para lhe ligar.<br />
João ficou preocupado e decidiu ligar, ouviu uma<br />
voz, aquela voz era de homem. O homem disse:<br />
- Olá, sou o doutor Been, queria-te fazer umas<br />
perguntas, pois daqui a uns dias vais ter de vir ao<br />
meu consultório.<br />
- Ir ao seu consultório? Fazer o quê?<br />
- Tens de vir, pois anda por ai uma doença muito<br />
grave que está a afectar todos os Jovens de 10 a<br />
13 anos, pois tu tens 11 anos acho eu! Tens 11<br />
anos não tens?<br />
- Sim tenho, mas a minha mãe não me avisou de<br />
nada!<br />
- Pois isso é normal só se descobriu na semana
passada, e hoje descobrimos uma vacina contra a doença,<br />
tens de vir é muito urgente!<br />
- Ok, eu vou. Faça-me então as perguntas!<br />
- Onde moras?<br />
- Moro em monção na freguesia da bela, no lugar de<br />
Sta Eugénia.<br />
- Andas em que ano?<br />
- Ando no 6º ano.<br />
- Ah então é tudo, amanhã tens que vir ter ao campo<br />
da feira de Monção eu estarei lá à tua espera.<br />
Ah, e também vou levar uns ténis de cor de prata.<br />
Então ele no dia seguinte foi ter com o tal homem,<br />
o João estava muito nervoso… pois de repente<br />
sentiu alguém a tapar-lhe a boca. Ele ficou muito<br />
nervoso, pois o João tinha karaté então lembrouse<br />
de fazer um truque, o João com a força toda<br />
que tinha fez um truque que o seu professor<br />
tinha ensinado.<br />
Pois conseguiu safar-se o homem ficou deitado<br />
no chão e o João fugiu.<br />
Tudo ficou bem, pois João não quis contar aos<br />
pais.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Francisco Torrinha<br />
Agrupamento Francisco Torrinha<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
José Leite | Teresa Carvalho<br />
Catarina Anacoreta<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Só há um único mas, o meu pai não me deixa.<br />
O pai vem com uma conversa de que nunca<br />
ouviu falar deste passatempo e que provavelmente<br />
é um vírus. Neste momento estou no<br />
meu quarto e ouço uma tremenda discussão<br />
entre os meus pais, em que a minha mãe afirma<br />
que se o meu pai não me deixar aceitar este<br />
prémio, mais tarde terá de ser ela a comprar e<br />
todos sabemos que não há dinheiro para tal luxo.<br />
Estou confuso, prefiro dormir a pensar no assunto.<br />
Hoje, o ambiente continua desagradável, os meus<br />
pais não se falam, e a minha mãe não foi trabalhar.<br />
Acho que aconteceu mais alguma coisa para<br />
além da discussão de ontem. Decidi ir falar com a<br />
minha mãe. Tinha de saber o que é que se passava.<br />
Cheguei ao quarto e a minha mãe estava a<br />
falar ao telemóvel com a minha tia Maria, a chorar…<br />
Foi estranho, pois ela dizia que não esperava<br />
isto do meu pai.<br />
Arrisquei, faltei às aulas, e fui à mercearia falar<br />
com o meu pai. O estado dele era pior que o da
minha mãe, aliás, muito pior! Não estava a chorar, mas<br />
dos seus olhos saia uma tristeza que qualquer pessoa<br />
reparava. Começamos a falar e a certa altura pergunteilhe<br />
o porquê daquele escândalo? Só bastava clicar em<br />
“Aceito o prémio”. E aí obtive uma resposta.<br />
Sai da mercearia a chorar, nunca mais falo com ele.<br />
Como é que ele foi capaz? TRAIR A MINHA MÃE COM<br />
UMA RAPARIGA QUE CONHECEU NA INTERNET? A coisa<br />
que mais o transtorna neste momento é se eu<br />
aceitar o prémio e é isso que eu vou fazer.<br />
Aceitei, e não aconteceu o que eu esperava. Não<br />
recebi o prémio, mas sim um programa de jogos de<br />
computador que mais tarde descobri que era um<br />
vírus. Decidi contar primeiro à minha mãe, ela é<br />
mais compreensível, mas como era de esperar a<br />
minha mãe foi logo contar ao meu pai.<br />
O ambiente está mau, ninguém fala com ninguém.<br />
Só os meus pais para discutir.<br />
Acordei e tomei o pequeno-almoço, reparei que<br />
os meus pais já saíram de casa. Fui a pé para a<br />
escola.<br />
A minha mãe foi-me buscar tarde. Não falamos<br />
durante a viagem ate casa. Cheguei a<br />
casa, o meu pai estava sentado no sofá a ler<br />
o jornal. A minha mãe disse:<br />
-Vamos ter uma conversa, os três!<br />
Sentamo-nos todos na mesa de jantar, os<br />
meus pais estavam calmos. Pedi desculpa<br />
por ter aceitado o prémio e expliquei por
que é que o fiz. Caiu uma lágrima<br />
pelo rosto do meu pai e disse:<br />
- A culpa foi minha, não te preocupes.<br />
Hoje o Sr. Lopes morreu, infelizmente,<br />
mas passarei a ser o dono da<br />
mercearia. Passarei a receber o triplo do<br />
que recebia, nunca mais nos faltara nada.<br />
Sobre o computador, vendemos aquele e<br />
compramos outro. Mas a lição que te dou é:<br />
Aceitar um prémio na internet é a mesma coisa<br />
que dar um passo em frente sem pensar<br />
nas consequências.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica e Secundária Moimenta da Beira<br />
Agrupamento Moimenta da Beira<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Estela Almeida | Filomena Vaz<br />
Jéssica Almeida<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alta, morena, e interessada…<br />
Um dia estava eu a conversar no chat quando<br />
um rapaz entrou dava se pelo nome de Virtual<br />
chat eu com curiosidade comecei a falar com<br />
ele, rapidamente ele envia-me uma mensagem<br />
a dizer:<br />
“Queres-te encontrar comigo?”<br />
Eu estava com tanta curiosidade que aceitei, e<br />
nem me lembrei que poderia se perigoso. O<br />
encontro estava marcado para Sábado, às 7.00<br />
horas, em Viseu ao pé do teatro Viriato.<br />
Passados três dias……<br />
Tinha chegado o grande momento era Sábado,<br />
eram 6:30 e eu estava a sair de casa, inventei<br />
uma desculpa para a minha mãe, disse-lhe que ia<br />
para a casa da minha amiga Daniela; ela acreditou<br />
claro às minhas aulas de teatro tinham me dado<br />
jeito para alguma coisa não é!<br />
Cheguei ao local e vi um rapaz a dirigir-se para
mim com um ar muito misterioso decidi ficar imóvel, de<br />
repente por trás senti uns passos mas já era tarde de<br />
mais bateram-me com um pau na cabeça caí redonda no<br />
chão.<br />
Acordei num armazém abandonado com dois rapazes a<br />
olhar para mim com ar<br />
Misterioso, eu estava ligada com umas máquinas no<br />
peito fique aterrorizada e perguntei o que me estavam<br />
a fazer, eles disseram-me que não ia doer nada.<br />
De repente senti uma descarga de adrenalina e consegui<br />
soltar-me, e fugi.<br />
Apanhei um autocarro e fui para casa, contei aos<br />
meus pais e ainda hoje não sei o que me aconteceu,<br />
só sei que a ajuda de um psicólogo me ajudou<br />
a esquecer este episódio da minha vida.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo<br />
Agrupamento São Roque e Nogueira do Cravo<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Cristina Loureiro<br />
Ruben Chula | Sérgio Valente<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
que sou outra pessoa. Sempre tem as suas<br />
vantagens, mas também desvantagens.<br />
Conheço muita gente, sou uma espécie de rei<br />
dos chats, mas eu já tive outro nome. Já fui o<br />
Fúria, mas tive de mudar porque meti-me nuns<br />
problemas dos quais foi complicado safar-me.<br />
O problema foi o seguinte. Conheci uma rapariga<br />
e amava-a. Não sabia como era durante muito<br />
tempo, mas passado algum tempo enviou-me<br />
umas fotos. Uma vez, pedi-lhe o número de telemóvel<br />
e o seu correio electrónico e ela deu-mo<br />
passado um mês. Depois desta situação, recebi<br />
quatro agentes da Polícia Judiciária que disseram<br />
que tinham um mandato para revistar a minha<br />
casa e para revistar os documentos do meu computador.<br />
Dei-lhes liberdade para o fazerem porque<br />
não tinha nada para esconder.<br />
No entanto, após as buscas, levaram-me para a<br />
esquadra. Durante os interrogatórios, apresentaram-me<br />
uma foto da minha amada e perguntaramme<br />
se eu a conhecia. Respondi afirmativamente e
eles disseram-me que ela era menor e que o seu pai<br />
tinha posto um processo por eu, supostamente, tentar<br />
namorar com uma menor, pois eu tinha vinte e cinco<br />
anos, mas no chat fiz-me passar por um rapaz de dezoito<br />
anos e a rapariga fez-se passar por uma miúda de<br />
dezanove anos e a foto era da irmã mais velha, mas na<br />
verdade ela tinha apenas treze anos.<br />
Os polícias informaram-me que eu ia ser apresentado<br />
a tribunal. Fiquei decepcionado porque me ela me<br />
tinha mentido, mas eu também fiz o mesmo. Já não<br />
havia remédio.<br />
No tribunal, acusaram-me de tentativa de abuso de<br />
menores. Apesar de tudo, tive sorte porque fiquei<br />
apenas a fazer serviço comunitário.<br />
Desde então, nunca esqueci aquele rosto tão<br />
bonito. Mas não podia fazer nada porque, afinal,<br />
não era quem eu julgava ser e tinha apenas<br />
doze anos. Moral da história: tentei enganar<br />
alguém, falsificando os meus dados, mas acabei<br />
por também eu ser enganado: o feitiço<br />
virou-se contra o feiticeiro.<br />
Passaram-se dois anos, continuei a frequentar<br />
salas de chat e até conheci outra rapariga. No<br />
entanto, desta vez não menti relativamente<br />
aos meus dados, mas não sei se do outro<br />
lado do ecrã fico na dúvida se existe ou não<br />
sinceridade.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Monção<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Carmo Pereira<br />
Mariana de Barros Carvalho<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Clico ou não? Se clicar recebo o prémio, se<br />
não clicar não recebo nenhum! Hesitei por<br />
vários momentos, mas depois pensei, é melhor<br />
clicar e ganhar o prémio. Não vou perder a<br />
oportunidade de aceitar a minha sorte e de me<br />
gabar em frente aos meus amigos!<br />
Cliquei, depois mostrava o tal prémio…Uma<br />
Playstation 3, com vários jogos de luta, de corridas,<br />
de acção. E pensar que eu tinha hesitado.<br />
Lá dizia que ma davam no fim da semana, estava<br />
tão contente, que me esqueci de dizer aos meus<br />
pais! Não sei se me deixavam, mas agora já não<br />
interessa, já aceitei.<br />
Estava no meu quarto quando a minha mãe veio<br />
ter comigo a dizer se tinha gasto muito dinheiro<br />
na Internet. Eu disse-lhe que não, que só tinha ido<br />
uma vez. Tinha aparecido uma conta muito grande.<br />
Mas eu estava inocente… Não tinha gasto aquele<br />
dinheiro todo! Lá acreditou.<br />
Finalmente, tinha chegado o dia de receber o meu
Prémio!<br />
Esperei, esperei, esperei…Bem deve ter havido algum<br />
problema para não aparecerem com o meu prémio… Passou<br />
outro mês, e lá veio outra vez uma conta grande da<br />
Internet. Voltou-me a perguntar se tinha gasto muito<br />
dinheiro na Internet, já lhe tinha dito que não.<br />
Passaram dois meses e continuavam a aparecer aquelas<br />
contas grandes. Ah! E também nada do meu prémio.<br />
Decidi, contar aos meus pais sobre o prémio. Eles<br />
passaram - se comigo e diziam que estava de castigo<br />
até aos meus 98 anos.<br />
Fui para o quarto, bateram à porta, e só ouvia<br />
barulhinhos estranhos. Espreitei pela fechadura da<br />
minha porta e era a polícia. Pensei “Será que são<br />
eles a entregar o prémio? Não me parecia. Que é<br />
que eles fazem aqui?”.<br />
Abri a porta do meu quarto, fui ter ao corredor<br />
e perguntei à minha mãe o que faziam os polícias<br />
na minha casa. Ela explicou-me o que<br />
estavam a fazer, e a mentira que aceitei.<br />
Pedi-lhes muitas desculpas e fui para o meu<br />
quarto chorar.<br />
Telefonei à minha prima de total confiança e<br />
contei-lhe o sucedido.<br />
De imediato veio ter comigo e explicou-me<br />
que a Internet é insegura e que não aceitasse<br />
nada, nem clicasse em prémios, pois<br />
isso é tudo mentira.
Felizmente para mim tudo se<br />
tinha resolvido e prometi que nunca<br />
mais fazia aquilo.<br />
Fui-me confessar ao padre Jorge, estava<br />
perdoado pelos meus pais e por<br />
Deus…<br />
Fiquei muito feliz por me sentir de consciência<br />
tranquila.<br />
Nunca mais voltei a fazer uma asneira daquelas,<br />
e em vez de ir à Internet brincava na rua<br />
com os meus amigos.<br />
Mas, ainda continuava de castigo, só tinha ainda<br />
10 anos.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Francisco Torrinha<br />
Agrupamento Francisco Torrinha<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
José Leite | Lurdes Bastos<br />
Leonor Balsinha | Mariana Andrade<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Até que algumas horas depois, já tinha recebido<br />
tantas mensagens que decidiu tentar ligar<br />
para o número desconhecido. Quem seria? Seria<br />
um amigo a quem se tinha esquecido de perguntar<br />
o número? Seria um tio ou um primo a<br />
dar-lhe os parabéns atrasados? Sem saber quem<br />
era, João marcou o número e premiu o botão de<br />
chamada.<br />
Este atendeu e disse que era “o amigo do seu primo”;<br />
incentivou-o a aceitar a mensagem multimédia<br />
que lhe tinha mandado. João, apesar de ter<br />
algum receio, abriu a mensagem. Tinha uma imagem<br />
relacionada com a venda de um creme<br />
“milagroso” para emagrecer; rapidamente o telemóvel<br />
ficou infectado com um vírus extremamente<br />
perigoso e deixou de funcionar correctamente. Era<br />
uma mensagem de SPAM.<br />
Com isto, João telefonou ao tal amigo do primo,<br />
através do telefone de casa, a dizer que tinha apa-
nhado um vírus com a mensagem e este pediu-lhe que<br />
se encontrasse com ele perto do centro comercial para<br />
lhe tirar o vírus do telemóvel. João, convencido de que o<br />
seu problema seria resolvido, disse aos pais que se ia<br />
encontrar com um colega e lá foi.<br />
Ao chegar perto do centro, um homem encapuzado<br />
perguntou se ele era o João. Ele acenou com a cabeça<br />
e, com um ar desconfiado, tirou o telemóvel e disse ao<br />
homem que lhe tirasse o vírus que este lhe tinha passado.<br />
O ladrão agarrou João pelo pescoço, tapou-lhe a<br />
boca com um pano para ele não gritar e os olhos<br />
com uma venda e meteu-o no seu carro. João sentiu-se<br />
horrivelmente frustrado por ter caído numa<br />
armadilha tão antiga!<br />
Por sorte, um carro da polícia estava a passar e<br />
mandou o carro do bandido parar por excesso de<br />
velocidade. Ao abrir a porta para cobrar a multa<br />
ao condutor, o polícia viu João amarrado e vendado<br />
e tirou-o do carro, transportando-o de<br />
seguida no carro da polícia até à esquadra,<br />
onde o rapaz foi interrogado sobre as circunstâncias<br />
do rapto. João confessou que se deslocara<br />
ao centro comercial pois combinara com<br />
o amigo do seu primo que este lhe retiraria<br />
um vírus do telemóvel.<br />
O polícia explicou ao João que nunca, NUN-<br />
CA se deve falar com desconhecidos nem<br />
através do telemóvel nem do computador,<br />
pois nunca se sabe se será um ladrão ou<br />
alguém que nos queira fazer mal. João con-
fessou o seu erro mas, de seguida,<br />
reparou que os seus pais, preocupadíssimos,<br />
entravam na esquadra;<br />
estes compreenderam e não se<br />
zangaram muito com o filho, mas repetiram<br />
a lição que o polícia tinha dado.<br />
Por fim, antes de o João ir para casa com<br />
os pais, o agente fez questão de, com um<br />
antivírus especial da polícia, lhe retirar os<br />
vírus do telemóvel.<br />
Foi um longo dia, e João aprendeu uma importante<br />
lição de segurança; isto podia ter acontecido<br />
a qualquer um de nós, logo devemos estar<br />
prevenidos e não dar confiança a ninguém que<br />
não conheçamos.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Paranhos<br />
Agrupamento Eugénio de Andrade<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Paula Fonseca<br />
Maria do Carmo Amaral | Marta Sofia Torrie |<br />
Pedro Diogo Anjos | Ricardo Mourisco | Silvana<br />
Sobral<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Tentações<br />
A nossa professora marcou-nos<br />
um trabalho sobre um dos assuntos<br />
abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />
bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />
na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />
assunto.<br />
Como estava muito bom, fiz copy paste e<br />
copiei o texto todo para o meu trabalho. No<br />
dia seguinte, mandei um e-mail à professora<br />
com o meu trabalho, mas, no dia da apresentação,<br />
a professora não mo deixou apresentar. No<br />
final da aula, fui ter com a professora e perguntei-lhe<br />
porque não me deu a hipótese de o ler:<br />
-Porque não me deixou ler?<br />
-Francisco, eu fui verificar o site de onde retiraste<br />
informação e reparei que copiaste tudo! Vais<br />
ter de fazer um trabalho novo! Ao menos verificaste<br />
se o texto não tinha direitos de autor?<br />
Mal cheguei a casa fui logo verificar se o texto<br />
tinha ou não direitos de autor e rezei para que não<br />
tivesse. Mas tinha! Não queria acreditar! E a coima<br />
era de mil euros! Não quis dizer aos meus pais,<br />
tive medo! Mas, quando recebi um e-mail a dizer<br />
que se não pagasse a coima contariam à polícia,<br />
fiquei sem saber o que fazer.<br />
Assim, o Francisco resolveu contar aos pais e,
como já era de esperar, ganhou um grande castigo e,<br />
ainda por cima, teve de pagar quatrocentos euros com o<br />
dinheiro das suas poupanças! Ele nunca mais copiou um<br />
texto ou uma imagem sem verificar se tinha ou não<br />
direitos de autor. Afinal, deve ser muito desagradável<br />
escrever-se um texto ou tirar-se uma fotografia, pô-la<br />
na Internet e, de um dia para o outro, vê-la a ser utilizada<br />
por toda a gente para aquilo que bem entender.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica e Secundária de Moimenta da Beira<br />
Agrupamento de Moimenta da Beira<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Estela Almeida | Vera Costa<br />
Ana Catarina | Rafaela Lopes<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
Chegou o dia do meu aniversário e todos me<br />
deram dinheiro como eu queria, então assim<br />
que a festa acabou tranquei-me no quarto sem<br />
os meus pais darem por nada e fui ao site “o<br />
melhor preço” registei os meus dados, mas surgiu<br />
um problema. O problema era que os jogos<br />
tinham de ser pagos com cartão de crédito, coisa<br />
que eu não tinha.<br />
Eu muito triste desisti desta ideia, tinha de juntar<br />
mais dinheiro para conseguir comprar os jogos<br />
numa loja.<br />
No dia seguinte ouvi o meu pai dizer que ia ao<br />
multibanco, e ofereci-me para ir com ele, com a<br />
ideia de ver qual era o código do cartão de crédito<br />
para conseguir ir à internet comprar os jogos.<br />
Consegui ver qual era o código e apontei no meu<br />
pequeno bloco de notas, mas só não sabia o<br />
número do cartão, tinha de arranjar uma maneira<br />
de lhe roubar o cartão. Quando chegamos a casa o<br />
meu pai colocou a carteira no sítio do costume, e<br />
quando o apanhei distraído roubei-lhe o cartão de<br />
crédito, fui ao site, preenchi o formulário todo con-
forme pedia e finalmente consegui encomendar os meus<br />
jogos.<br />
Eu não sabia era que na internet havia muitos perigos.<br />
Passaram algumas semanas e os jogos não apareciam,<br />
fiquei preocupado.<br />
Mas fiquei ainda mais preocupado quando ouvi o meu<br />
pai dizer que lhe estava a desaparecer muito dinheiro<br />
da conta bancária.<br />
Foi falar com o meu melhor amigo e contei-lhe o que<br />
se passava, ele disse-me que eu tinha cometido um<br />
grande erro, pois ele já tinha feito a mesma coisa e<br />
já me tinha avisado. Mas eu não liguei, pensei que<br />
era tudo mentira que era só para ele ter os jogos e<br />
eu não.<br />
Ele disse-me para eu contar aos meus pais para<br />
eles anularem o cartão de crédito, porque se não<br />
o fizessem ficariam sem dinheiro.<br />
Corri para casa e contei aos meus pais, eles<br />
quase me mataram.<br />
Meteram-me de castigo e disseram-me para<br />
quando quisesse alguma coisa para lhes pedir.<br />
Os meus pais foram ao Banco e cancelaram o<br />
cartão de crédito, felizmente ficou tudo bem.<br />
Aprendi uma grande lição, nunca devemos<br />
registar os nossos dados na internet muito<br />
menos sem pedir aos nossos pais. Escrevi<br />
esta história para te mostrar os perigos da<br />
internet e para que nunca cometas este<br />
erro.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Irene Lisboa<br />
Agrupamento Irene Lisboa<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
M.ª João Portela<br />
Benedita | Inês Moura | Inês Raquel | Rafaela<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Para ele isso já se tornava aborrecido, e decidiu<br />
falar com o seu amigo Diogo que já tinha passado<br />
por uma situação idêntica. Seguido de algumas<br />
horas perguntou ao seu amigo se podia<br />
esclarecer algumas dúvidas pois não sabia o que<br />
fazer.<br />
O seu amigo disse-lhe que era melhor ignorar<br />
pois podia ser perigoso. Após a conversa o João<br />
voltou a receber outra mensagem, mas desta vez<br />
dizia “liga-me temos prémio”, ele tão curioso que<br />
estava decidiu ligar. Atendeu-lhe uma voz estranha<br />
a comunicar-lhe, que teria de se encontrar<br />
para puder receber uma PS3, ele perguntou como<br />
é que tinha ganho, então a pessoa disse que se<br />
tinha inscrito num site, ele não se lembrava de o<br />
ter feito, mas como era uma PS3 aceitou logo, e<br />
perguntou onde era esse encontro, essa pessoa<br />
disse que podia ser no jardim da praceta às 16h.<br />
João todo entusiasmado disse-lhe que estaria lá e
desligou o telemóvel.<br />
A mãe estava na porta, ouviu tudo e achou muito estranho,<br />
resolvendo seguir o filho.<br />
Já eram 16h e o João saiu de casa seguido pela mãe.<br />
Chegou ao jardim todo contente, e vê um homem com<br />
uma cara muito assustadora a aproximar-se dele, ficou<br />
muito assustado, pois não sabia o que fazer.<br />
O homem perguntou-lhe se tinha sido com ele que<br />
tinha falado pelo telemóvel, o miúdo disse que sim.<br />
O miúdo perguntou-lhe, onde estava o seu prémio,<br />
e o homem disse que não havia nenhum prémio.<br />
Ele tão assustado que estava decidiu fugir, mas o<br />
homem apanhou.<br />
A mãe viu tudo e chamou logo a polícia, porque<br />
estava muito preocupada, passado 5 minutos<br />
houvesse a buzina da polícia.<br />
Os polícias apanharam o homem e souberam<br />
que estava a tentar raptar.<br />
O João foi a correr para a mãe.<br />
Passado uma semana veio na televisão uma<br />
entrevista sobre ele em que dizia que nunca<br />
deviam combinar um encontro sem conhecer<br />
a pessoa.<br />
A mãe de castigo tirou-lhe o telemóvel<br />
durante 2 semanas pois nunca mais devia<br />
fazer isto, mas por outro lado estava orgulhosa<br />
pelo filho de ter ido á televisão chamar<br />
atenção das outras crianças que pudes-
sem ter algum episódio como<br />
este.<br />
Isto sim foi uma grande lição.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Freixo<br />
Agrupamento Freixo<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Filipa Capa<br />
José Pedro Alves<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
Então, cuidadosamente, cliquei nas teclas do<br />
computador, pois era do meu pai, e como<br />
sabia a password do computador sem ele<br />
saber, era preciso ter cuidado. Comecei então a<br />
registar-me. No meio da ficha de inscrição havia<br />
um texto comprido, eu só li a primeira frase e<br />
logo me cansei e com o entusiasmo de receber<br />
os jogos, o que queria era despachar-me. Quando<br />
completei todos os espaços em branco, carreguei<br />
num botão que dizia “aceitar” e então cliquei,<br />
e tentei uma vez, e outra, e outra mas não<br />
saí daquela página. Fui rever a ficha e descobri o<br />
que me fazia esperar. Lá dizia “NIB”, mas eu não<br />
sabia o que era e todo descontente saí da ficha e<br />
encerrei o computador. Não tinha perdido a esperança.<br />
No dia seguinte, eu perguntei com muito<br />
jeitinho ao meu pai o que significava “NIB”. Pensando<br />
que me iria responder, perguntou-me para o<br />
que queria saber e nesse momento fiquei um pouco<br />
vermelho e inventei uma desculpa à pressa,<br />
mas mesmo assim não me respondeu. Na escola,<br />
na primeira aula da manhã, fui logo perguntar à<br />
professora e tive sucesso. Agora que sabia o que
era tinha ainda de descobrir o número da conta bancária.<br />
Sabia que hoje a minha mãe ia ao talho e ia sempre ao<br />
multibanco. Então fui com ela. Quando estava no multibanco<br />
eu ergui a cabeça e vi o que eu esperava ver. Em<br />
casa fui para o computador às escondidas e reescrevi a<br />
ficha, no “NIB” pus os números que vi, pois pensava<br />
que seria para pagar os jogos que eram baratos. Os<br />
dias passaram e dos jogos, nada de nada, comecei a<br />
ficar preocupado. Um dia, a minha mãe chega a casa<br />
a choramingar. Eu assustado, perguntei o que se<br />
tinha passado. Pois então tinha perdido umas das<br />
suas poupanças. Eu fiquei aflito, mas mais tarde ou<br />
mais cedo eu tinha que contar a verdade. Senteime<br />
à beira dela e disse-lhe tudo. E esse momento<br />
ficou marcado para o resto da minha vida como<br />
uma lição, pois não recebi os jogos, os meus pais<br />
ficaram com menos poupanças e como castigo<br />
não tive nenhuma prenda de ano, entre outras<br />
coisas. Isto tudo foi devido ao facto de eu não<br />
ter conhecimento do que estava a fazer, por<br />
distracção e por me deixar iludir pela ambição.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Francisco Torrinha<br />
Agrupamento Francisco Torrinha<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
José Leite | Lurdes Bastos<br />
Maria Inês Abreu | Sara Teixeira<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alto, atrevido, divertido, etc. Uma<br />
pessoa que eu tinha como amigo nos chats<br />
pediu o meu email e número de telemóvel…<br />
Como eu sou muito descontraído quando faço<br />
de Virtual, dei-lhe tudo o que ele pediu sem desconfiar<br />
de nada, as pessoas fixes não pensam<br />
duas vezes.<br />
Fiquei tanto tempo sem receber nada que achei<br />
estranho, nem no telemóvel, nem no hotmail…<br />
pensei que ele se esquecera, então, tinha razão,<br />
não ia acontecer nada…<br />
Num outro dia, quando estava a falar com outras<br />
pessoas numa sala de chat onde vou muitas<br />
vezes, outra pessoa pediu-me o meu número de<br />
telemóvel e o meu email.<br />
Eu, apesar de não estar muito preocupado, perguntei-lhe<br />
para quê. Ele disse-me que era para<br />
ficarmos amigos…. As pessoas fixes, segundo ele,<br />
fazem isso muitas vezes…. Eu dei-lhe e no fim da<br />
semana recebi um estranho email… Não conhecia o
endereço electrónico…<br />
Assim que abri o email o meu computador foi abaixo…<br />
ligou outra vez, sozinho, e ficou tudo escuro… de repente<br />
apareceu uma figura de um rapaz desenhado e disseme<br />
adeus.<br />
O meu computador não estava a ligar, a cara ficou lá<br />
mais ou menos uma hora e desapareceu, ficou tudo<br />
escuro e nunca mais ligou… tentei ir ao hi5 e não deu,<br />
tentei ir ao Messenger e também não deu, aparecia:<br />
“a sua sessão já está iniciada”, os meus pais ficaram<br />
muito zangados comigo… o computador teve que ir<br />
para muitos sítios para ver se tinha arranjo, mas<br />
nada feito. Era um vírus letal para o computador,<br />
bastava que soubessem algumas informações<br />
sobre a pessoa a quem era mandado…<br />
Agora é que estava em maus lençóis. Tive que<br />
dizer aos meus pais que tinha dado o meu<br />
número e o meu email àquelas duas pessoas,<br />
na sala de chat. Os meus pais nem sabiam que<br />
eu ia para uma sala de chat… nunca os tinha<br />
visto tão zangados.<br />
Nunca mais faço o mesmo…<br />
Adeus Virtual.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Particular e Cooperativa de Ensino ANCORENSIS<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Carla Renée | Manuela Barros<br />
Ana Patrícia Pires | Ana Sofia Malheiro | Eva Lourenço<br />
| Meritxell Correira<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
No registo pedia o nome da pessoa, a morada,<br />
o número de telemóvel e o número de cartão<br />
de crédito.<br />
Quanto ao número do cartão de crédito, visto<br />
que eu sou menor de idade, fui pedir o cartão<br />
ao meu pai, no entanto ele não mo quis dar. Por<br />
isso só tive uma hipótese, tirá-lo às escondidas.<br />
Coloquei todos os dados necessários e obtive<br />
como resposta: “receberá em breve a sua compra”.<br />
Apesar de os meus pais me avisarem regularmente<br />
para não comprar nada pela Internet, eu acho<br />
que vale a pena, pois poupo dinheiro, e os jogos<br />
são tão bons como comprados numa loja. Fiquei<br />
bastante contente, pois iria receber os jogos que<br />
eu tanto queria, mas espero que os meus pais não<br />
descubram pois ficaria de castigo durante bastante<br />
tempo.<br />
Uma semana depois, recebi uma encomenda do<br />
carteiro. Felizmente, estava sozinho em casa. Que<br />
maravilha! Os meus jogos!
No dia seguinte, fui experimentar os meus jogos novos,<br />
mas, para minha desilusão, não funcionavam, eram<br />
DVD‟s vazios.<br />
Fiquei com remorsos… pois os meus pais tinham razão.<br />
Mais tarde, quando o meu pai chegou a casa, reparei<br />
que vinha com um ar apressado…até fiquei com medo,<br />
será que tinha descoberto?<br />
O meu pai explicou que havia recebido um telefonema<br />
do banco a informar que tinha havido um elevado<br />
levantamento de dinheiro na sua conta e que, por<br />
este motivo, ficou a dever dinheiro ao banco.<br />
Ups…ó meu deus, como é que isso foi acontecer?<br />
- Por acaso tu não tens nada a ver com isto, pois<br />
não filho? – Perguntou-me o meu pai com uma<br />
voz assombrosa.<br />
- Desculpa pai…Eu já deveria saber que isto<br />
poderia acontecer… desculpa.<br />
- Mas como é que isto foi acontecer? Acho que<br />
ainda tens muito por explicar…<br />
Contei aos meus pais a história do princípio ao<br />
fim. A minha mãe estava com uma cara desiludida,<br />
e o meu pai apesar de ter acalmado<br />
um bocadinho, continuava furioso.<br />
- Espero que isto te tenha servido de lição, e<br />
que nunca mais se volte a repetir!<br />
- Já sei pai, perdoa-me, nunca mais volta a<br />
acontecer.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Francisco Torrinha<br />
Agrupamento Francisco Torrinha<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
José Leite | Teresa Carvalho<br />
Jan Almeida | Vasco Machado<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Ao carregar naquele apelativo botão, a coisa<br />
complicou-se. Pediram-me os meus dados<br />
pessoais os quais lhes facultei sem qualquer<br />
hesitação.<br />
Depois, indicaram-me outro website, ao qual eu<br />
acedi e que apresentava uma shoutbox. Falaram<br />
comigo e fizeram conversa, dizendo que eram da<br />
organização do sorteio. Fiquei contente, pois<br />
pareciam muito amigáveis. Aí, disseram que me<br />
iriam mandar por correio a consola para a qual eu<br />
tinha concorrido e ganho.<br />
Em seguida, enviaram-me um link, para um website<br />
que eu desconhecia. Como os considerava<br />
amigos, decidi visualizar o conteúdo do site.<br />
Este passou-me alguns vírus que eu consegui eliminar,<br />
mas aquela imagem ficou-me na memória…<br />
As pessoas, que eu considerava minhas amigas,<br />
tinham-me traído mandando-me para um site de<br />
pornografia do qual saí sem hesitação.<br />
De seguida, abri o anti-vírus e fiz uma verificação<br />
completa de vírus ao computador onde encontrei
um número espantoso de vírus, spyware e worms.<br />
Não disse nada aos meus pais com vergonha, o que<br />
deveria ter feito. Pelo contrário, mantive-me em silêncio,<br />
não pronunciando uma palavra sobre o assunto.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Paranhos<br />
Agrupamento Eugénio de Andrade<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Paula Fonseca<br />
Afonso Sousa | Inês Isaías | Inês Teixeira | Rita<br />
Seabra<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
O registo pedia:<br />
Nome, idade, sexo, morada e número do telefone.<br />
No visor apareceu: entrega dentro de 3 dias.<br />
Os meus pais não sabiam da história e, por isso,<br />
no dia da entrega eu pedi – lhes para ir ao<br />
supermercado comprar m&m. Passados cerca de<br />
15 minutos depois dos meus pais saírem, tocáram<br />
à porta.<br />
Abri a porta e à minha frente estava um homem<br />
armado, encapuçado e com um saco às costas.<br />
Aflito, gritei:<br />
- AAAAAAAH! UM LADRÃO!<br />
Corri escada acima, escondi – me no quarto e<br />
liguei para a polícia; de repente, a chamada caiu.<br />
Peguei no telemóvel da minha mãe e … o ladrão<br />
apareceu – me à frente com uma arma e disse:<br />
- Diz – me onde está o dinheiro!<br />
Com medo tentei escapar. O ladrão reagiu dando –
me um tiro.<br />
Felizmente o tiro foi de raspão, mas, talvez pelo susto,<br />
acabei por desmaiar.<br />
O ladrão vasculhou a casa toda, mas acabou por encontrar<br />
apenas um par de brincos de ouro e um anel valioso.<br />
Quando o ladrão estava a descer as escadas, começaram<br />
– se a ouvir as sirenes da polícia. Estes tinham<br />
visto de onde tinha sido feita a chamada que tinha<br />
caído, porque na rua onde eu morava estavam a<br />
fazer obras na ligação dos telefones.<br />
Depois de muito tiroteio entre o ladrão e a polícia,<br />
o ladrão acabou por se entregar e o site de jogos<br />
foi fechado.<br />
Quanto a mim, levaram - me para o hospital para<br />
curar a ferida que tinha sido feita pela bala que<br />
me atingiu de raspão e para recuperar do susto<br />
que tinha apanhado.<br />
Os meu pais foram ter comigo ao hospital para<br />
verem se eu estava bem e também para saberem<br />
o que se tinha passado.<br />
Quando foi para casa os meus pais conversaram<br />
comigo sobre o sucedido e disseram –<br />
me que iam passar a controlar os sites que<br />
eu visitava, porque não queriam que voltasse<br />
a acontecer o mesmo.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Irene Lisboa<br />
Agrupamento Irene Lisboa<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Maria Teles de Meneses<br />
Ana Andrade | Ariana Coelho | Barbara Vasconcelos<br />
| Ricardo Pereira<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
Inverto a minha personalidade, entro no mundo<br />
da imaginação e de fantasia onde posso ser<br />
quem quiser e fazer o que quiser.<br />
Como Virtual, sou alta, loira e extrovertida. Mas,<br />
um dia quando entrei no chat, meteram conversa<br />
comigo.<br />
Alguém desconhecido, parecia simpático, querido,<br />
sincero, leal como se fosse o meu melhor<br />
amigo. O seu nick era “Engatatão64” o que despertou<br />
interesse nele, sendo ela mais uma vítima.<br />
Fomos falando no chat durante algum tempo, até<br />
que trocámos e-mails, falando de várias coisas,<br />
confesso que na verdade, por vezes, falamos de<br />
coisas íntimas que eu não me sentia à vontade,<br />
sendo ele um desconhecido e eu muito reservada.<br />
Houve um dia, que tudo mudou …Era um sábado,<br />
e combinamos um encontro, num centro comercial<br />
pouco movimentado, às 18:35h. Eu cheguei primeiro,<br />
e estava nervosa e ao mesmo tempo ansiosa.<br />
Quando ele chegou, fiquei admirada e descon-
fiada porque reparei que ele era mais velho, que eu e<br />
também reparei que ele tinha uma cicatriz na cara igual,<br />
a um pedófilo muito conhecido devido ao seu cadastro de<br />
varias vitimas.<br />
Ao perceber isso, fingi que a minha mãe estava a ligarme<br />
para eu ir para casa. Nisto, ele arrancou-me o telemóvel<br />
da mão e atirou-o para o chão. Aflita, comecei a<br />
gritar e ele bateu-me atirando-me para o chão e abusou<br />
de mim.<br />
Fiquei aterrorizada, sem saber o que fazer e neste<br />
preciso momento, eu consegui levantar-me dandolhe<br />
um pontapé na perna, ele desequilibrou-se caindo,<br />
eu consegui fugir.<br />
Cheguei a casa, a chorar e com nojo de mim própria.<br />
Entretanto chegou a minha mãe, que me<br />
ouviu a chorar e rapidamente, perguntou o que<br />
se passava. Contei-lhe a verdade e o que se<br />
tinha sucedido. A minha mãe ficou horrorizada e<br />
preocupada e logo de seguida levou-me para o<br />
hospital.<br />
Fizeram-me análises para saber se estava tudo<br />
bem comigo e se não tinha sofrido nenhum<br />
dano. A minha mãe ficou mais aliviada, e<br />
então fomos para casa.<br />
Eu e a minha mãe fomos à polícia, onde participamos<br />
o sucedido e eu fiz um relatório<br />
sobre o que se tinha passado. Disse quem<br />
era o homem, conseguiram identificá-lo e<br />
logo de seguida avisaram as autoridades e<br />
conseguiram apanhá-lo. Passado vários
meses, o caso ficou resolvido e<br />
teve pena de prisão.<br />
Bem, aprendi que não devo falar com<br />
estranhos no chat nem marcar encontros<br />
com pessoas que não conheço. Conto-vos<br />
a minha história esperando que sirva<br />
de lição.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Nadir Afonso<br />
Agrupamento Nadir Afonso<br />
PROFESSOR(S)<br />
Gil Alvar<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Pancieiri | Telma Silva<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
...até que o João decidiu telefonar a esse<br />
número. Foi ai que a voz de um homem (cuja<br />
mesma ele não identificou) dizendo:<br />
-Boa tarde.<br />
-Boa tarde. Tenho recebido numerosas SMS,<br />
enviadas por este número. Podia dizer-me com<br />
quem estou a falar neste momento?<br />
O homem através da voz do João apercebeu-se<br />
que era um jovem.<br />
-Sou o Sr. Avelino Carrapisso pertencente a uma<br />
academia de futebol, cujo nome é “ Paul Frank”<br />
estamos a fazer uma selecção de jovens para<br />
investir nas suas carreiras futebolísticas, será que<br />
está interessado!?<br />
O João gostando de jogar futebol, ficou entusiasmado,<br />
dizendo:<br />
-Sim eu quero, mais primeiro tenho que pedir aos
meus “velhos”, quando tiver a resposta irei contactá-lo.<br />
-Aguardo a resposta. – Disse o homem.<br />
-Ok. Adeus e obrigado. – Disse o João.<br />
O João desligou o telemóvel e sem perder mais tempo<br />
dirigiu-se aos pais e disse:<br />
-Pai, mãe, ligaram-me de uma academia de futebol e<br />
eu fui um dos escolhidos para poder investir na minha<br />
carreira. Não é bestial?<br />
-Sim é, podes ir filho, vamos fazer tudo para que<br />
tenhas o futuro que queres – declarou a mãe sem<br />
pensar duas vezes.<br />
-Trata tudo que nós pagamos. – Afirmou o pai.<br />
Logo de seguida o João muito entusiasmado ligou<br />
para o número, e mal atendeu disse quase a gritar:<br />
-Sim. Os meus “cotas” deixam…<br />
Nem deixou o João encerrar a frase e perguntou:<br />
- Quando podemos encontrar-nos?<br />
-Hoje seria perfeito. - Disse o João<br />
-Claro, claro, às 20 horas na rua da década<br />
de 70.<br />
-Sim pode ser, lá estarei…<br />
Faltava já menos de uma hora para as 20<br />
horas e o João estava tão entusiasmado<br />
que passou o resto do tempo até perto das<br />
20 horas a limpar as chuteiras que tinha
ganho num sorteio de bingo…<br />
Quando chegou a hora do seu<br />
encontro o João vestiu a sua melhor<br />
roupa e saiu para o encontro à muito<br />
esperado.<br />
Quando viu o Sr. Avelino Carrapisso assustou-se<br />
pelo mau aspecto do homem, mesmo<br />
assim disse:<br />
-Como está?<br />
O Sr. Avelino Carrapisso sem pensar duas<br />
vezes deu sinal para um homem que estava<br />
atrás do João com o spray ETER, que o fez desmaiar.<br />
João apercebeu-se do risco que corria,<br />
mas já sem poder fazer nada desmaiou devido<br />
ao spray.<br />
Foi ai que o Sr. Avelino Carrapisso o colocou dentro<br />
de uma carrinha, onde permaneceu algum<br />
tempo. Já no dia seguinte o João acordou com um<br />
aspecto horrível e amarrado e foi ai que começou<br />
a gritar:<br />
-Socorro! Secourt! Help! Aider! Hilfe! – Gritou em<br />
várias línguas pois não sabia em que país estava.<br />
Foi ai que uma mulher francesa o ajudou. João<br />
muito assustado foi para a casa da mesma, e fez<br />
queixa as autoridades, dos presumíveis traficantes<br />
de menores.<br />
Depois de mais de 24 horas, a polícia francesa<br />
conseguiu encontrar os traficantes. Foi ai que o<br />
João soube que os mesmos eram uma quadrilha
montada a mais de 10 anos.<br />
Depois desse episódio João voltou ao seu país natal<br />
(Portugal) onde foi advertido dos perigos do telemóvel,<br />
ai João disse:<br />
-Um episódio a não repetir.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Irene Lisboa<br />
Agrupamento Irene Lisboa<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Aida Domingues<br />
Beatriz Mota | Gabriela Sanches<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alta, bonita e extrovertida. É o<br />
completo oposto do que eu sou fora do visor<br />
do computador.<br />
Apercebi-me um dia que gosto mais de mim<br />
como sou no computador do que sou na vida<br />
real. Na internet, tinha amigos, pretendentes,<br />
etc. Mas o que haveria de fazer? Eu era como era<br />
e não podia mudar nada. Os meus “amigos” pensavam<br />
que eu era a Virtual extrovertida, mas na<br />
Realidade eu não era isso, era apenas a Real, a<br />
miúda tímida.<br />
Os rapazes que me elogiavam na internet pareciam<br />
ser bem reais. Alguns da minha escola,<br />
outros que eu conhecia bem desde pequena. Era<br />
por isso que eu gostava de ser a Virtual. As pessoas<br />
demonstravam mais interesse em mim no<br />
que mostravam quando falavam comigo. Eduardo,<br />
o rapaz de quem eu gostava mandara-me um<br />
pedido de amizade… Eu fiquei a olhar para o seu<br />
pedido, ao lado tinha a sua fotografia.<br />
“Também gosta mais da Virtual”- Pensei eu.
Porém eu sabia que lhe ia mentir e mentir. Aceitei o seu<br />
pedido.<br />
Todos os dias, mandava-me “Olá o meu nome é Eduardo!”.<br />
Eu achava piada, porque eu sabia muito bem<br />
quem ele era! Ele nunca me falara muito. A minha<br />
melhor amiga Gabriela (a única que sabia quem era a<br />
Virtual) dizia para eu falar com ele, tornarmo-nos amigos,<br />
mas a coragem, o elemento essencial, faltava.<br />
“Eu sei!”- Respondi eu. Sabia que aquilo ia ressuscitar<br />
perguntas como “Sabes?” ou “Mas quem és tu?”,<br />
mas não me importava com aquilo. Eu gostava dele<br />
e estava disposta a expor a minha identidade, só<br />
para falar com ele.<br />
Esperei alguns minutos até que ele me respondesse<br />
“Pois. Olá Real!”.<br />
O quê?! Pensei em quem poderia ter-lhe contado.<br />
Claro! Gabriela! Eu iria aniquilá-la no dia<br />
seguinte de escola.<br />
“Na aula de área de projecto, talvez!”- Pensei…<br />
“Acho que devias criar outro perfil, as pessoas<br />
gostam mais da Real, não achas?”- Disse<br />
Eduardo.<br />
“Não”- Respondi. -“ Porque falaste comigo<br />
agora? Tens pena?”<br />
“Não. Porque falas agora, ganhaste coragem?<br />
Não enganes mais ninguém. As pessoas<br />
tuas amigas gostam mais de ti, do que<br />
da Virtual, acredita! Se não porque seriam<br />
teus amigos? Abre os olhos Real e aproveita
o que tu és! Gostavas que alguém<br />
se fizesse de outra pessoa e te<br />
enganasse todos os dias. As pessoas<br />
que fazem isso são falsas, tu não!”<br />
Que grande lição! Talvez ele tivesse<br />
razão! Eu tinha a certeza que no dia<br />
seguinte ia apagar aquele falso perfil do<br />
meu computador para sempre e ser apenas<br />
o que sou, a Real!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Irene Lisboa<br />
Agrupamento Irene Lisboa<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Aida Domingues<br />
Catarina Magalhães Bastos | Sara Filipa Teixeira<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Bem, é melhor perguntar ao meu pai se posso<br />
fazer isto, visto que o computador é dele.<br />
Também raramente me deixa vir para aqui,<br />
tem sempre trabalho a fazer, portanto quero lá<br />
saber! Só preciso de dar alguns dados pessoais,<br />
o nome completo, número de telemóvel e morada.<br />
Já está! Espero que me mandem um e-mail<br />
a dizer que vai chegar o mais rápido possível.<br />
Já passou uma semana e não me responderam…<br />
A semana não está a correr nada bem. O meu pai<br />
anda com problemas na empresa, qualquer coisa<br />
a ver com “blackdoor”, mas não deve ser nada de<br />
interessante comparado ao meu problema. A Filipa,<br />
a rapariga de quem gosto, está chateada<br />
comigo. Disse que o meu e-mail a ofendeu muito<br />
e que nunca mais ia falar comigo. O problema é<br />
que eu não lhe mandei e-mail nenhum! Acho que<br />
foi o Carlos, o meu melhor amigo que também<br />
gosta dela, ele sempre soube a minha palavrachave;<br />
vou ter de falar com ele!<br />
Hoje, o meu pai recebeu uma carta em casa. Não<br />
devia ser boa coisa porque a mãe teve uma discus-
são com ele. Ainda por cima, parece que o problema na<br />
empresa é mesmo muito mau…<br />
Que chatice! Tive uma falta de material a Português porque<br />
supostamente não enviei o trabalho. Mas eu tenho<br />
a certeza que enviei, até foi no mesmo dia que recebi o<br />
e-mail da consola. Estou aborrecido com o Carlos, ele<br />
não admitiu que enviou o „tal‟ e-mail à Filipa. Estes<br />
dias não andam a correr nada bem!<br />
Finalmente, passadas duas semanas, recebi o e-mail<br />
por que tanto esperava. Dizia que tinha de pagar os<br />
portes de transporte da consola. O problema é que<br />
para isso, preciso de realizar uma transferência<br />
bancária… Vou ter de falar com o meu pai.<br />
Não acredito! A conversa com o meu pai não correu<br />
como estava à espera! Começou a gritar<br />
comigo, a dizer que a culpa era minha. Ao início,<br />
estava tão nervoso que não me conseguiu explicar<br />
nada. Voltei ao meu quarto e, passado<br />
algum tempo, ele foi lá ter comigo. Basicamente,<br />
começou a dar-me um sermão sobre os<br />
perigos da internet. Não estava a perceber o<br />
que é que isso tinha a ver, até que o meu pai<br />
se explicou melhor. Pelos vistos, o e-mail da<br />
consola era uma aldrabice! Só trouxe problemas<br />
e nada de consola! Sinto-me tão culpado,<br />
os meus pais quase que se divorciavam<br />
devido à carta da qual ainda não sei o conteúdo;<br />
a empresa do meu pai, por pouco<br />
não foi à falência, alguém andava a aceder<br />
aos ficheiros que ele continha no computador;<br />
ignorei o Carlos e ele não tinha culpa
nenhuma; a Filipa não falava<br />
comigo; a professora de Português<br />
marcou-me uma falta… isto tudo,<br />
porque eu queria uma consola!<br />
Segundo a explicação do meu pai,<br />
alguém mandou aquele e-mail para conseguir<br />
aceder aos ficheiros do computador<br />
e conseguir controlar tudo.<br />
A única coisa que restava fazer, além de<br />
mandar o computador para remover os vírus,<br />
era pedir desculpa aos meus pais, ao Carlos e<br />
explicar a situação à Filipa e à professora de<br />
Português.<br />
Bem, tudo acabou por se resolver. Fiquei proibido<br />
de ir ao computador, pelo menos até ao fim<br />
do meu curso sobre perigos e precauções a ter<br />
na Internet. Até já sei algumas coisitas, mas<br />
uma das mais importantes, não fornecer dados<br />
pessoais a e-mails estranhos nem nada do género.<br />
Tudo isto foi uma grande lição e agora sei<br />
como evitar uma situação semelhante. Não acreditem<br />
em tudo o que diz na Internet!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Monção<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Carmo Pereira<br />
Adrien Esteves<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Eu abri essa pasta e apareceu-me um vírus<br />
que se instalou no meu PC, e eu como não<br />
tinha antivírus no computador, não tinha protecção,<br />
o vírus passou para todo o lado já nem<br />
conseguia fazer nada nem abrir um simples<br />
Word para fazer um trabalho que a professora<br />
de inglês mandou. Por não conseguir fazer nada<br />
tive que mandar o meu PC formatar onde tive<br />
que pagar 50 euros por um simples vírus que me<br />
enviaram pelo Hotmail. O PC teve que o mandar<br />
para o lixo porque não deu para formatar.<br />
Tive uma sorte porque fiz no dia seguinte e recebi<br />
outro PC marca PT melhor do que o outro mas<br />
com o melhor antivírus do mundo chamado «xanxum»<br />
fabricado da china pelo jackie chan o<br />
melhor actor de luta do mundo.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Francisco Torrinha<br />
Agrupamento Francisco Torrinha<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
José Leite | Lurdes Bastos<br />
M.ª Miguel Serrano | Maria Bessa<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Fui ao site de imediato para não perder tempo.<br />
Cliquei em “Aceito o Prémio” e pediramme<br />
os meus dados. Preenchi todos os espaços<br />
e cliquei em “Continuar”. Logo a seguir, apareceu<br />
no meu computador, todos os termos que<br />
eu tinha de aceitar. Um dizia que vinham a<br />
minha casa entregar a consola. Fiquei radiante e<br />
aceitei. Marquei uma data e no dia 15.02.2010<br />
eu iria receber a tão esperada consola. Os dias<br />
foram passando, sempre à espera do dia 15. Este<br />
passou e nada da consola. Ninguém apareceu em<br />
minha casa. Fiquei muito chateado, e fui ao site à<br />
procura de mais informações. Quando cliquei no<br />
botão “Ajuda”, algo que eu não contava aconteceu…Um<br />
vírus entrou no meu computador, apagou<br />
-me todos os ficheiros e sem mais nem menos<br />
desligou-se. Fiquei em pânico. Chamei a minha<br />
mãe e contei-lhe o que tinha acontecido. Ela passou-se,<br />
pois eu dei todas as minha informações<br />
pessoais, incluindo a morada e disse-me que eu<br />
tinha de avisar a polícia judiciária e o técnico dos<br />
computadores. No telefone disseram a minha mãe<br />
que ela tinha de ir à judiciária. Saiu de casa e eu
fiquei sozinho. A campainha tocou, fui ver quem era e<br />
abri a porta. Disseram-me que era do site para entregar<br />
a consola e eu mandei-os entrar. Mal eu sabia o que ia<br />
acontecer. Fechei a porta e pedi para esperarem no hall,<br />
enquanto eu ia à cozinha buscar um copo de água.<br />
Grande surpresa quando voltei e não vi ninguém. A<br />
minha casa estava praticamente vazia, sem televisão,<br />
sem rádio, sem as pratas,… Fiquei em choque e, nesse<br />
preciso momento, a minha mãe entrou em casa com<br />
a P.J. Perguntou-me o que tinha acontecido e eu<br />
expliquei tudo. A P.J. foi atrás dos ladrões enquanto<br />
eu e a minha mãe contávamos ao meu pai.<br />
Sorte a minha que a P.J. os encontrou e veio pedir<br />
me que os identificasse. Fiquei nervoso, mas<br />
garantiram-me que ninguém ia ver a minha cara.<br />
Desloquei-me até à esquadra e fiz o que me pediram.<br />
Graças a Deus correu tudo bem! Os ladrões<br />
já estavam presos, agora só lhe restava esperar<br />
pelo técnico e voltar a equipar a casa com tudo<br />
o que tinha sido roubado.<br />
Uns tempos depois…<br />
…tudo tinha voltado ao normal! O Guilherme<br />
já tinha a consola que tanto queria, a sua<br />
casa estava como antes e como o técnico não<br />
conseguiu reparar o computador, teve de<br />
comprar um novo. Agora que ele já conhece<br />
todos os perigos da internet, aprendeu com<br />
os seus erros e nunca mais voltará a fazer o<br />
mesmo, porque no final saiu-lhe mesmo a<br />
sorte grande!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Particular e Cooperativa de Ensino ANCORENSIS<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Carla Renée | Elisabete Pires<br />
Beatriz Cravinho | Diogo Pereira | Filipa Fonseca |<br />
Maria Sá | Rui Amorim<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Passado uns dias esse número ligou-lhe. Ele<br />
estava com muito medo do que poderia ser,<br />
mas pelo sim pelo não, atendeu. Do outro lado<br />
ouviu: “- Sou eu!”. Ele ficou muito assustado<br />
com o que ouviu, mas não disse nada aos pais.<br />
Nesse mesmo dia, recebeu uma mensagem do<br />
tal número a marcar um encontro. Tinha que ir<br />
ter com essa tal pessoa à entrada da escola, às<br />
13:00 em ponto. Deveria ir sozinho. Ele não respondeu,<br />
mas ficou muito intrigado. Passado uma<br />
semana, enviaram-lhe outra mensagem a dizer “-<br />
Olá”. Ele respondeu à mensagem. A pessoa perguntou-lhe<br />
se era o João. Ele ficou admirado como<br />
sabiam o seu nome e respondeu que sim. Então<br />
perguntaram-lhe se tinha namorada e, mentindo,<br />
disse que não.<br />
Contudo, ele passava dias e noites a falar com<br />
essa pessoa. Os seus amigos sabiam quem era.<br />
Era o “Sumos”, que na verdade se chamava Bruno.
Ele só estava a fazer isto ao seu amigo por vingança,<br />
porque o João tinha-lhe “roubado” a namorada. Durante<br />
os SMS´s, o “Sumos” disse que se chamava Sara Francisca,<br />
que era alta, magra, linda, tinha olhos verdes,<br />
cabelos compridos castanhos e era inteligentíssima. Ele<br />
também se descreveu fisicamente. Então marcaram<br />
outro encontro no mesmo sítio do outro. Desta vez o<br />
João aceitou ir ao encontro. Então, quando o João viu<br />
a pessoa, ficou admirado e ao mesmo tempo riu-se. O<br />
João disse-lhe para não repetir aquela brincadeira,<br />
pois a sua namorada não ia voltar para ele. E aquela<br />
brincadeira não voltou mesmo a repetir-se.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Paranhos<br />
Agrupamento Eugénio de Andrade<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Paula Fonseca<br />
Ivo Sousa | Marta Azevedo | Miguel Figueiredo |<br />
Rafaela Pereira | Sara Rodrigues<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
o João acabou por ganhar coragem, mas em<br />
vez de ligar, mandou um SMS que dizia “ Quem<br />
és? O que queres de mim? A resposta não tardou<br />
a chegar: “Sou a “Rita95” no Hi5, lá vi o teu<br />
número novo. Também vi o teu perfil – as tuas<br />
fotos são muito giras, gostava de conhecer – te!<br />
O João foi ver o perfil da “Rita, no Hi5, e mandoulhe<br />
mais um SMS:<br />
“ joão_ratão@hotmail.com, adiciona-me!”<br />
A “Rita” adicionou-o rapidamente e depressa se<br />
tornaram amigos. “Rita” dizia ser uma rapariga<br />
morena, com olhos castanho – esverdeados e aparentemente<br />
carinhosa. O João propôs um encontro<br />
perto das escadas em frente ao café “Dark”. “Rita”<br />
aceitou<br />
No dia do encontro, “Rita” não apareceu. João<br />
estava a desesperar. De repente, um homem toca<br />
– lhe no ombro e, juntamente com outros homens,
levaram – no para dentro de uma carrinha onde estava a<br />
Rita. Eles foram levados para uma cabana abandonada e<br />
ficaram acorrentados.<br />
No dia seguinte, a notícia dos raptos chegou aos jornais:<br />
“Mais duas crianças de 14 raptadas num prazo de<br />
uma semana.” Na cabana, as crianças eram drogadas e<br />
torturadas diariamente e João percebeu, da pior<br />
maneira possível” que tudo era uma fraude. Rita era<br />
obrigada a tirar algumas fotos ousadas que depois<br />
eram vendidas.<br />
Um dia as crianças não resistiram à tortura e acabaram<br />
por morrer. Os corpos foram atirados ao rio e<br />
mais tarde descobertos pela GNR. Os criminosos<br />
continuaram a monte.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Arqueólogo Mário Cardoso<br />
Agrupamento Arqueólogo Mário Cardoso<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Marta Silva<br />
Carolina | Margarida | Nádia<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Era um dia maravilhoso, o Sol estava radiante,<br />
as nuvens ainda não haviam aparecido no<br />
céu e eu acordara muito alegre e bemdisposto.<br />
Da janela do meu quarto conseguia<br />
ver perfeitamente todos os prédios, todas as<br />
casas e todas as fábricas como que a olhar para<br />
o infinito, como se fossem pessoas a admirar um<br />
grande vazio. Apesar do barulho constante da<br />
cidade, conseguia ouvir o chilrear dos passarinhos<br />
voando perto do meu prédio, conseguia ver<br />
o parque cheio de cães a passear, melros a fazer<br />
os seus ninhos, e outros pássaros voando à procura<br />
de alimento para os seus filhotes. O dia estava<br />
limpo e claro.<br />
Era o dia perfeito para participar no concurso que<br />
me iria dar a consola de jogos com que sempre<br />
sonhara. As inscrições tinham aberto nesse dia e o<br />
vencedor iria ser sorteado um mês depois. Então,<br />
depois de acordar e me vestir, liguei o computador,<br />
fui à minha conta do Hotmail e enviei um e-mail<br />
para participar no tal concurso. Já se tinham inscrito<br />
cerca de quinhentas pessoas. O concurso
envolvia todo o país, de modo que iria ser muito difícil<br />
ganhar a consola. O vencedor iria ser um grande sortudo.<br />
Depois de enviar o e-mail, saí da minha conta e desliguei<br />
o computador. Após isso, fui para a escola, muito<br />
entusiasmado por causa do concurso.<br />
Quando cheguei à escola fui ter com o meu habitual<br />
grupo de amigos. Contei-lhes logo o que tinha feito, e<br />
já todos eles tinham concorrido também. Sabíamos<br />
que milhares de crianças como nós iam participar<br />
neste concurso. No entanto, não perdíamos a esperança<br />
de ganhar. Depois de todas as aulas, deu o<br />
toque de saída e fui para casa, com uns amigos que<br />
moravam perto do meu prédio. Estava tão ansioso!<br />
Parecia que este mês estava a passar mais devagar<br />
do que todos os outros. Todos os dias falávamos<br />
sobre o concurso, e todos os dias eu ia ver o<br />
número de participantes deste. Cada vez aumentava<br />
mais o número de concorrentes, e cada vez<br />
mais diminuía a minha esperança de ganhar. No<br />
entanto, nunca morreu.<br />
Todos esperávamos, impacientes, até que o<br />
desejado dia chegou. Tudo estava muito escuro<br />
e cinzento… parecia que algo de mau iria<br />
acontecer. Desanimei um pouco quando, ao<br />
acordar, espreitando pela janela, vi o céu<br />
coberto de nuvens cinzentas e gordas, e no<br />
chão, o impacto das grandes gotas de água<br />
a cair nos charcos. Estava tudo tão negro!<br />
Estava tudo tão sombrio! O ar alegre e<br />
luminoso do dia em que tinha participado<br />
no concurso tinha sido abafado por um ar
oprimido, triste e muito sombrio,<br />
alagado por uma chuva amarga e<br />
infeliz que, contrariamente às chuvas<br />
de Primavera, transformavam aquele<br />
dia tão desejado num dia de amargura e<br />
mágoa. Aquele aspecto da cidade fazia<br />
com que tudo e todos desanimassem. No<br />
entanto, um pouco caído, fui ver quem<br />
tinha sido o sortudo do grande concurso.<br />
Estava tão ansioso, que nem sequer me vesti.<br />
Levantei-me da cama e liguei o computador<br />
com tanto afogo que até tinha medo de ser eu<br />
próprio o vencedor. Abri a minha conta do Hotmail<br />
e fui à caixa do correio. Nem queria acreditar!<br />
Tinha sido eu o escolhido entre um milhão<br />
de outros meninos, para ganhar a consola de<br />
jogos com que sempre sonhara. E era tão simples!<br />
Bastava clicar no link que dizia “Aceito o<br />
prémio” e recebia-o instantaneamente. Fiquei<br />
super animado quando vi e sem receio, cliquei<br />
logo naquela que ia ser a porta aberta para uma<br />
maior diversão e, ao mesmo tempo, uma inveja<br />
pelos outros meninos, perante mim.<br />
Mal sabia eu a asneira que estava a cometer. Ao<br />
clicar no link, descobri rapidamente que aquele<br />
concurso era apenas um vírus, que iria apagar<br />
tudo o que estivesse guardado no computador de<br />
quem ganhasse e aceitasse o prémio. No meu<br />
computador eu tinha guardado trabalhos e até<br />
jogos que eram importantes e necessários, como<br />
por exemplo para a escola, que foram totalmente
eliminados do meu computador. Nesse dia aprendi uma<br />
lição que me valeu para a vida inteira. Nunca mais cometi<br />
uma destas asneiras, de clicar em algum link, participar<br />
num concurso ou até mesmo contactar com alguém<br />
desconhecido pela internet. Apesar de ser um bom<br />
meio de comunicação e uma forma de aprender e pesquisar<br />
sobre algum assunto, é necessário ter muito cuidado<br />
com a internet.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Castêlo da Maia<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Rosa Cruz | Ana P. Rosas<br />
Teresa Dias<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
O João já estava farto, recebera o telemóvel há<br />
tão pouco tempo e já lhe mandavam mensagens<br />
sabe-se lá de onde. Poderia ser um amigo<br />
a gozar, talvez. Mas também poderia ser alguém<br />
que tivesse o número errado. No entanto, as<br />
mensagens não pararam, até que, um dia, quando<br />
João estava na escola, recebeu uma chamada.<br />
Era do número que não conhecia. Resolveu atender:<br />
- Estou. Quem fala? Como arranjou o meu número?<br />
Pare de me telefonar. O que é que quer?<br />
O João não percebia o que lhe estava a ser dito,<br />
havia muitas interferências, mas conseguiu ouvir<br />
alguma coisa:<br />
- …tu...cala-te…eu é que sei…vais pagá-las…muito<br />
dinheiro…sim, eu quero!<br />
O João desligou o telemóvel aterrorizado. O seu<br />
rosto ficou pálido, saiu a correr da escola. Não
sabia o que fazer. Contar a alguém? Para onde ir?<br />
Só parou em casa, no seu quarto. De repente, recebeu<br />
outra chamada.<br />
- Sim – disse João, com a voz trémula – quem fala?<br />
- Não interessa, arranjaste o que eu te pedi?<br />
- Só digo, se me disseres como arranjaste o meu<br />
número.<br />
- Não me provoques. Quem manda sou eu, e mais<br />
nada. Mas vou fazer-te a vontade. Marquei um<br />
número à sorte. Graças aos meus contactos, pude<br />
saber com quem me metia. Agora, diz-me, arranjaste<br />
o dinheiro?<br />
- Sim – disse João mentindo. Onde to entrego?<br />
Quando?<br />
- Primeiro, contaste a alguém?<br />
- Não.<br />
- Muito bem. Conheces a praça principal das<br />
flores?<br />
- Sim.<br />
- Óptimo. É lá que nos vamos encontrar. Às<br />
18h. Não dês nas vistas.<br />
E desligou. O que fazer? João estava perdido.<br />
No meio daquelas dúvidas, o seu pai chegou.<br />
Ao vê-lo assim, perguntou-lhe o que se<br />
passava. A medo, contou tudo ao pai. Este<br />
ouviu-o com calma. No final, disse que<br />
tivesse calma, tudo iria passar. Viu no jornal
que andava um bandido a fazer<br />
esse tipo de chantagem e ligou à<br />
polícia.<br />
No dia seguinte, tudo estava pronto.<br />
Armaram uma grande busca. Nada ia<br />
falhar. João tinha muito medo, mas foi-lhe<br />
garantido que tudo iria resultar e que ele<br />
estava muito bem protegido.<br />
João estava no local, à hora marcada. De<br />
repente, um carro parou á sua frente, de lá de<br />
dentro saiu um homem bem alto.<br />
- Dá-me o dinheiro, já!<br />
- Claro que te dou o dinheiro, e também te dou<br />
algo mais!<br />
- O que é?<br />
- A prisão!<br />
Quando ele ouviu isto, começou a fugir, mas estava<br />
cercado.<br />
João sentiu-se muito feliz por ter enfrentado com<br />
coragem aquele homem.<br />
O seu pai também estava muito orgulhoso dele!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Francisco Torrinha<br />
Agrupamento Francisco Torrinha<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
José Leite | Maria Teresa Silva Carvalho<br />
Maria Inês Vasconcelos | Maria Rui Gomes<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
Esta história é para alertar a TODOS dos perigos<br />
da Internet:<br />
Finalmente, chegou o dia! Era o meu aniversário!<br />
Estava muito entusiasmado, porque tinha a<br />
certeza que ia receber dinheiro para comprar<br />
uns jogos.<br />
Nem imaginam qual foi a minha desilusão quando<br />
ninguém se lembrou dos meus anos! Fui mesmo<br />
triste para casa.<br />
Quando cheguei a casa, estava tudo muito escuro.<br />
Liguei as luzes e, “SURPRESA!!!!!”. Tinham organizado<br />
uma festa surpresa para mim! Foi muito animada,<br />
talvez o melhor dia da minha vida! Recebi o<br />
que queria, dinheiro para os jogos!<br />
O pior aconteceu no dia seguinte quando quis<br />
investir o dinheiro que recebi. O único problema é<br />
que não era o suficiente para comprar todos os<br />
jogos que queria. Só dava para metade. Resolvi<br />
procurar um site onde os vendessem mais baratos<br />
(até aqui tudo bem).<br />
Encontrei um site espectacular, o “Melhor Preço”.
Fiquei feliz, pois era tudo a metade do preço e não tinha<br />
nenhum vírus. Achei que era muito seguro e perfeitamente<br />
normal o que estava a fazer.<br />
Comecei a escolher os jogos que queria comprar. Quando<br />
acabei (e não eram poucos), e estava quase a seleccionar<br />
“Buy”, a minha mãe entra histérica no meu<br />
quarto a dizer que estávamos atrasadíssimos para o<br />
almoço dos meus anos com a minha família. Tive de<br />
deixar o computador ligado para não perder os jogos.<br />
Quando cheguei a casa, o meu pai não me deixou ir<br />
ao computador. Pelos vistos estava a ficar “viciado”<br />
no computador e “não fazia mais nada sem ser<br />
estar a jogar na Net”, por isso não pude acabar o<br />
que tinha começado de manhã.<br />
Nesse dia, não deu para fazer nada… Fui dormir<br />
ansioso pelo dia seguinte.<br />
Finalmente chegou! Acordei e mesmo sem<br />
tomar o pequeno-almoço, fui para o computador<br />
comprar os jogos.<br />
“Buy” abriu outra página e pediu-me vários<br />
dados: Nome, Apelido, Idade, Endereço de Email,<br />
Nº de Bilhete de Identidade, etc. Preenchi<br />
os dados e carreguei no “Next” e apareceu<br />
-me “Payment Method”, (forma de pagamento)<br />
e disse que queria pagar em dinheiro,<br />
deu erro, pelos vistos só dá para pagar com<br />
Cartão de Crédito. Fui pedir ao meu pai,<br />
mas ele não me deixou…<br />
Nessa noite, fiz um grande erro, fui à carteira<br />
do meu pai e tirei o número do cartão
de crédito. Fui para o computador<br />
sem fazer barulho. Já estavam<br />
todos a dormir, e escrevi o número<br />
no computador.<br />
No dia seguinte, o meu pai foi ao banco,<br />
e reparou que faltava bastante dinheiro.<br />
Pediu um levantamento de registo e viu<br />
que tinham sido levantados 100€ por um IP<br />
desconhecido. Durante o almoço, o meu pai<br />
falou sobre isso e eu fiquei a pensar, pois só<br />
tinha gasto 40€.<br />
No fim do almoço, e cheio de vergonha fui ter<br />
com o meu pai e confessei o que tinha feito,<br />
mas expliquei-lhe que só tinha gasto 40€ e que<br />
tinha dinheiro para lhe pagar de volta…Ele ficou<br />
furioso e obrigou-me a ir com ele à Polícia participar<br />
o acontecimento.<br />
O polícia explicou-me que nunca se deve dar<br />
números nem nomes, nem nada que permita uma<br />
pessoa identificar outra, porque, como aconteceu<br />
desta vez, podem roubar-nos bastante dinheiro. O<br />
pior de tudo é que através de poucos dados<br />
podem arranjar mais, e com isso prejudicar-nos<br />
bastante.<br />
Aprendi a lição. Nunca, mas mesmo nunca dar<br />
informações na Internet. Ficou tudo bem, porque o<br />
site foi criado pela polícia para prevenir e dar uma<br />
lição a quem cometesse o erro.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Almeida Garrett<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Francisco Veiga<br />
Dinis Costa | Inês Oliveira | Luís Podence | Luísa<br />
la Féria<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alta, loira e super extrovertida, com<br />
imensos amigos e à procura de um namorado.<br />
I n s c r e v i - m e n u m s i t e c h a m a d o<br />
www.orkut.com, com o objectivo de fazer mais<br />
amigos sem ter de os conhecer na realidade.<br />
Todas as pessoas que me conhecem sabem que<br />
eu não consigo ser mais sociável, e a minha<br />
família nunca está muito preocupada com o que<br />
eu faço. Por isso, vou para o meu quarto, ligo o<br />
meu computador e aceito todas as propostas de<br />
amigos que recebo.<br />
Era segunda-feira quando tudo aconteceu. Eu<br />
recebi uma mensagem de um rapaz muito bonito<br />
que me queria conhecer. Ele perguntou se nos<br />
podíamos encontrar no beco que faz fronteira<br />
entre a Rua Principal e a Rua Secundária, às 15h e<br />
eu disse tudo bem, que ia. Como ainda eram 12h,<br />
tive tempo para ir ao centro comercial e comprar<br />
uma cabeleira loira e uns sapatos de salto alto,<br />
com o objectivo de me parecer mais com a personagem<br />
que eu tinha dito ser. Acabei as minhas
comprinhas às 13h, porque foi difícil encontrar a cabeleira<br />
de encontrar… Cheguei a casa e não estava lá ninguém,<br />
por isso, fui para o meu quarto e comecei a preparar-me.<br />
Vesti uma camisola branca, um casaco cor-de<br />
-rosa, uma saia bege e umas botas castanhas de salto<br />
alto, que tinha acabado de comprar. Prendi o meu<br />
cabelo e meti a minha cabeleira loira com caracóis.<br />
Escolhi uma mala castanha e meti lá dentro toda a<br />
minha maquilhagem (que até era pouca, porque não<br />
me gosto de maquilhar), a minha carteira e o meu<br />
iPhone. Com isto, já estava pronta para sair e ainda<br />
eram 14:30h. A Rua Principal ainda era longe, por<br />
isso apanhei um táxi. O beco era realmente muito<br />
escuro, e quando eu cheguei, ainda não estava lá<br />
ninguém. Mas, quando me virei, vi que um<br />
homem não muito bonito e que estava com pose<br />
de ladrão. Ele agarrou-me no meu braço e disse<br />
que era o rapaz da internet e que se eu não lhe<br />
desse a minha mala, matava-me. Por isso, batilhe<br />
com a minha mala e ele caiu inconsciente<br />
no chão. Ele queria a minha malinha, não queria?<br />
Pois teve da maneira mais imprevisível!<br />
Aproveitei para chamar a polícia e eles vieram<br />
imediatamente, dizendo que este homem era<br />
o Bin Laden disfarçado. Recebi uma recompensa<br />
de 1 milhão de euros e um sermão de<br />
que não me devo encontrar com as pessoas<br />
que conheço na Internet.<br />
Aprendi a minha lição, e agora nem me<br />
importo com as pessoas que conheço nas<br />
Redes Sociais, prefiro os amigos verdadeiros.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Particular e Cooperativa de Ensino ANCORENSIS<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Carla Renée | Manuela Barros<br />
Cíntia Freitas | Marisa Braz<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
…que sou líder. Neste Mundo imaginário eu<br />
digo que sou o “chefe” do grupo sou eu, aquele<br />
que tem as miúdas todas atrás, sou eu que<br />
tenho os pais mais ricos, sou eu que consigo<br />
fazer tudo o que quero, sou eu que faço festas<br />
lá em casa. Sintetizando, eu neste Mundo sou o<br />
ser perfeito. E, foi aqui que eu errei, e muito.<br />
Certo dia, quando eu estava a “engatar” uma<br />
nova miúda no chat. Ela ficou tão surpreendida<br />
com as minhas “definições”, que me pediu uma<br />
foto. E, como eu até sou giro, e ela era uma brasa<br />
enviei-lhe uma das minhas melhores imagens.<br />
Ela por acaso até gostou. Entretanto ficamos bastantes<br />
amigos, ou melhor ficamos os melhores<br />
amigos.<br />
E, aqui e ali, eu ia convencendo mais uma carrada<br />
de adolescentes tornando-me amigo de toda a<br />
gente.<br />
Neste momento eu sentia-me a pessoa mais feliz<br />
do Mundo, pois tinha dezenas ou até centenas de
amigos, tinha alguém que me adorava, pessoas que me<br />
elogiavam e, sim, sentia-me finalmente completo.<br />
Mas a verdade era que essas pessoas conheciam o Virtual<br />
e não o Real. E o Virtual não era o meu verdadeiro<br />
“EU”. Mas, não me preocupei muito com este “facto”,<br />
porque tinha mais em que pensar.<br />
Chegou Sexta-feira, o melhor dia na Internet, porque<br />
quase toda a gente está online.<br />
E, cá estava ela, a minha brasa preferida, a minha<br />
melhor amiga. Disse-lhe “olá!”, mas em vez de ela<br />
retribuir começou a insultar-me. “Cala-te estúpido!<br />
Nem acredito que tens a lata de vir falar comigo”<br />
“Sim, esquece que eu existo pois é isso que eu vou<br />
fazer.” “Eu descobri que tu és o Real e não o Virtual.”<br />
“Desiludiste-me, mentiste-me, sinto-me<br />
horrível por ter sido enganada por ti” “Não me<br />
importava se tivesses logo dito que eras o Real.<br />
Mas assim não, esquece-me”.<br />
Foi como se tivesse levado um estaladão, pior<br />
do que os do meu pai, porque este não era físico<br />
mas sim psicológico, atingiu-me no coração.<br />
Mas, para verificar, fui falar com outros meus<br />
contactos mas o acontecimento repetiu-se,<br />
repetiu-se e repetiu-se.<br />
E, tinha voltado ao mesmo, ao Real solitário<br />
que não valia nada. Só que agora sentia-me<br />
bem pior, porque me tinham arrancado algo<br />
de mim. Sentia-me miserável.<br />
Decidi que nunca mais na minha vida devia
identificar-me como outra pessoa.<br />
E, foi assim que o Virtual morreu, …<br />
para sempre.<br />
O Real cá ficou, …mas apenas fisicamente.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Irene Lisboa<br />
Agrupamento Irene Lisboa<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Aida Domingues<br />
Leonor Rothes | Mariana Neves<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
...até que João ficou saturado de tantas mensagens<br />
e acabou por informar o pai do sucedido.<br />
Este, preocupado com a segurança do filho,<br />
ligou para o “tal” número. Ligou a primeira vez e<br />
ninguém atendeu. Ligou a segunda vez e continuou<br />
sem resposta, até que achou que era uma<br />
brincadeira de mau gosto e devolveu o telemóvel<br />
ao filho.<br />
No dia seguinte, João voltou a receber a mensagem<br />
e como pensava que era uma brincadeira,<br />
acabou por ligar. O pobre rapaz não sabia no que<br />
se estava a meter, pois tinha apenas 11 anos.<br />
Quando ligou ouviu uma voz nítida e grossa, por<br />
isso João concluiu que fosse um homem.<br />
Ambos conversaram e João, deixando-se levar<br />
pela conversa acabou por contar ao desconhecido<br />
o seu nome, idade, morada e chegou mesmo a<br />
dizer que escola frequentava. Este agradeceu a<br />
informação e combinou um encontro. Disse-lhe que
iria ter com João à porta da escola, pelas 11.40h de<br />
Segunda-feira.<br />
João não avisara ninguém do que acontecera. E na<br />
manhã de segunda-feira, acordou entusiasmado e vestiu-se<br />
apressadamente, o que não era habitual. Os seus<br />
pais acharam estranho e fora do normal, mas ignoraram<br />
por completo a situação, achando que era apenas<br />
um crescimento de maturidade.<br />
Os amigos também acharam estranho, pois João foi<br />
um dos primeiros a chegar à escola. Estes pensaram<br />
que a razão para tal acontecimento era culpa de<br />
uma rapariga, a Matilde, a rapariga mais bonita da<br />
turma. Quando tocou para as 11.40h, João foi o<br />
primeiro a sair da sala, pois estava ansioso por<br />
conhecer o “tal amigo”.<br />
João procurou algo fora do normal e todas as<br />
pessoas que vira à beira do portão lhe eram<br />
familiares, até que, num movimento brusco,<br />
João foi empurrado para trás e deu de caras<br />
com um homem alto, um pouco magro e com<br />
um aspecto terrível.<br />
João ficou com medo e só conseguia pensar<br />
nos seus pais e no que lhe iria acontecer a<br />
seguir. O homem, de nome Fernando, tentou<br />
pegar em João, mas o pobre rapaz começou<br />
aos berros e Matilde vira o que se passara.<br />
Esta saiu a correr, à procura de um funcionário<br />
e encontrou a D. Madalena que foi a<br />
correr, em direcção ao homem.<br />
Depois disso, chamaram a polícia e levaram
João ao psicólogo da escola. Acabaram<br />
por informar os pais do<br />
rapaz e estes ficaram muito desiludidos<br />
com o filho.<br />
João aprendeu uma lição com o que<br />
acontecera e contara a todos os seus amigos,<br />
alertando-os para não fazerem a mesma<br />
asneira que ele. João mudou de número<br />
de telemóvel e nunca mais respondeu a<br />
nenhuma mensagem cujo remetente era desconhecido.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Irene Lisboa<br />
Agrupamento Irene Lisboa<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Mª Teles de Meneses<br />
Joana Augusto | Rute Teixeira | Sara Manzano |<br />
Vanessa Pérola<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
Fui buscar os documentos para me registar no<br />
site, registei-me e abri uma página para escolher<br />
os jogos. Escolhi os jogos que eu mais<br />
queria, já que aqui são baratos, escolhi muitos!<br />
Quando chegou o meu aniversário estava muito<br />
ansioso porque ia receber o dinheiro para pagar<br />
os jogos que iam chegar. As horas passavam e<br />
os jogos nunca mais chegavam, fui para o computador<br />
para me distrair um bocado e entretanto<br />
recebi um e-mail do site “Melhor preço” a dizer<br />
para eu pagar agora os jogos caso contrário, não<br />
os recebia. Fiz o pagamento pela internet.<br />
No dia seguinte tocaram a campainha e eu fui a<br />
correr, abri a porta e entregaram-me uma caixa<br />
onde vinham esses jogos.<br />
Fui logo para o meu quarto experimentá-los e<br />
quando pus o primeiro CD no computador dizia<br />
“Sem disco”. Fiquei desolado. Fui ver o resto dos<br />
jogos e experimentá-los e nenhum estava gravado<br />
com os jogos que eu queria. Alguns até tinham
vírus. Decidi ir ao site perguntar o que se tinha passado<br />
mas a página já não existia.<br />
Os meus pais entretanto chegaram e eu fui falar com<br />
eles sobre o assunto dos jogos. Estivemos a falar<br />
durante algum tempo e os meus pais decidiram ir a<br />
esse site ver o que se passava. Depois saímos de casa<br />
para ir à polícia denunciar o tal site. A polícia disse que<br />
não se devia comprar jogos pela internet sem saber<br />
se o site era seguro e legal. Voltamos para casa e a<br />
polícia disse que ia investigar o caso. Estava preocupado,<br />
porque tinha sido vítima de burla.<br />
Aprendi que não se deve comprar jogos em sites<br />
que não se conhece e que não se deve pagar primeiro<br />
antes de se receber alguma coisa.<br />
Queremos alertar toda a gente que no que diz<br />
respeito à minha opinião sobre este assunto,<br />
queremos dizer que tenho a certeza de que<br />
muita gente ganhou muito dinheiro a cerca disto,<br />
mas foram muitos mais aqueles que perderam<br />
o seu dinheiro. Há cada vez mais gente a<br />
ser burlada, quando tentam comprar jogos em<br />
segunda-mão através da internet. Gente que<br />
perde dinheiro e não é pouco. Por necessidade,<br />
ganância ou tão simplesmente por ingenuidade,<br />
muitos caem neste novo conto do<br />
vigário. Pensam que estão a comprar jogos<br />
bons, recentes e baratos, mas na realidade<br />
acabam só por arranjar problemas. Ficam<br />
sem o dinheiro e quanto ao jogo ficam a<br />
conhecê-lo apenas pelas fotografias.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Prof. Carlos Teixeira<br />
Agrupamento Prof. Carlos Teixeira<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Rosário Oliveira<br />
Beatriz Lopes | Diogo Ribeiro | João Cunha |<br />
Pedro Rebelo<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
...todos os dias. Essas mensagens pararam,<br />
mas dois meses depois recomeçaram de novo.<br />
Só que desta vez o número era diferente.<br />
O João ao fim de tantas mensagens ganhou<br />
coragem e ligou para o tal número. Atendeu uma<br />
voz suspeita. O João sentiu-se assustado, e ao<br />
fim de alguns segundos de silêncio, perguntou<br />
“Quem é?” e a voz estranha respondeu “Logo<br />
verás”. O João desligou a chamada e com receio<br />
resolveu não contar a ninguém.<br />
Na escola perguntou a todos os colegas e amigos<br />
se conheciam o tal número desconhecido. Toda a<br />
gente respondeu que não. O João ficou ainda mais<br />
assustado, mas mesmo assim não contou a ninguém.<br />
Na semana seguinte a mãe do João foi para Itália,<br />
como os pais eram divorciados, ficou com a avó. A<br />
avó do João sempre que ele chegava das aulas ia<br />
fazer as compras para a casa, e o João ficava sozi-
nho. Numa terça – feira enquanto a avó ia às compras o<br />
João ficou a ver televisão e alguém tocou à campainha.<br />
Como ele tinha recebido aquelas mensagens todas tinha<br />
medo que fosse aquela tal voz estranha. Resolveu não<br />
abrir a porta. Passados alguns minutos recebeu uma<br />
chamada anónima. Atendeu. Ninguém falou. Só se<br />
ouvia uma leve respiração e risos de fundo. João pensou<br />
“ Quem será?”. Ele sentia que tinha de fazer alguma<br />
coisa, mas tinha medo que isso piorasse as coisas.<br />
Resolveu não fazer nada.<br />
Passadas algumas semanas o João desapareceu,<br />
toda a gente ficou preocupada. A mãe do João não<br />
percebia por que é que aquilo tinha acontecido, até<br />
que foi ao telemóvel do João, que ele tinha deixado<br />
em casa, e viu que tinha lá mensagens estranhas<br />
e chamadas anónimas. A mãe fez logo uma<br />
ideia do que podia ter acontecido e fez queixa à<br />
polícia. A polícia conseguiu localizar as chamadas<br />
anónimas.<br />
Passados alguns dias a mãe recebeu uma chamada,<br />
e quando atendeu, ouviu a voz do filho<br />
e não hesitou em fazer queixa à polícia. A polícia<br />
mais uma vez localizou a chamada e dirigiu<br />
-se ao local localizado através das chamadas.<br />
Quando finalmente chegaram os criminosos<br />
tentaram fugir mas a polícia conseguiu apanhá-los<br />
e quando entraram naquela garagem<br />
nojenta encontraram o João mas infelizmente<br />
estava morto. A mãe do João ficou despontada<br />
e sentiu-se culpada.<br />
Ao fim disto tudo a mãe do João nunca mais
foi a mesma, pode-se dizer que<br />
também morreu. Ficou sem vida.<br />
Cuidado, devemos sempre recorrer a<br />
ajuda se não acabamos como o João. o
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Irene Lisboa<br />
Agrupamento Irene Lisboa<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Mª Teles de Meneses<br />
Andreia Couto | Tânia Fontes | Fábio Maia<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
…que sou loira, alta e sou bastante comunicativa<br />
mas na realidade ninguém sabe como sou.<br />
Ora bem vocês devem estar a pensar que sou<br />
um pouco maluca mas na realidade não saberem<br />
quem eu sou dá-me um certo gozo, pois<br />
verem certos tipos de personalidades minhas<br />
que eu gostaria por vezes de ter faz-me acreditar<br />
que algum dia possa ter essas personalidades<br />
na vida real, não na vida virtual.<br />
Tudo começou quando eu tinha 10 anos, quando<br />
vinha da escola. Pois os meus pais foram sempre<br />
muito ausentes, só se preocupavam com o seu<br />
emprego. Por isso comecei a refugiar-me nisto<br />
começou por ser um passatempo, ate que começou<br />
a ser um hábito essencial na minha vida. Mas<br />
um certo dia uma certa pessoa descobriu, e ai vi a<br />
minha vida toda a andar para trás, pois como<br />
vocês devem imaginar que a partir dai tornou-se<br />
complicado as pessoas acreditarem em mim, porque<br />
fiz as pessoas apaixonarem-se por uma pessoa<br />
(eu) que não passa de uma mentira… Mas com
o passar do tempo fui conquistando a confiança das pessoas<br />
o que me fez seguir a minha vida para a frente, e<br />
hoje aqui estou eu com 28 anos, num emprego onde<br />
conheci o meu namorado e hoje somos pais de uma filha<br />
de meses, e rezo todos os dias, para que ela não tenha<br />
uma adolescência como a que eu tive. Porque apesar<br />
de ser divertido tem os seus limites e tudo muda num<br />
segundo. Por isso digo-vos: eu sou como sou e não<br />
como vocês gostariam que fosse.<br />
Hoje somos uma família.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Francisco Torrinha<br />
Agrupamento Francisco Torrinha<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
José Leite | Lurdes Bastos<br />
Rui | Carlos<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Tentações<br />
A nossa professora marcou-nos<br />
um trabalho sobre um dos assuntos<br />
abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />
bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />
na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />
assunto.<br />
Neste site tinha muita informação para o trabalho.<br />
Neste site descobri toda a informação, tirei<br />
toda a informação deste site cujo nome é muito<br />
esquisito.<br />
Foi fácil, copiei e colei no Word, mas estava uma<br />
publicidade neste site que me interessou muito,<br />
eu abri, apareceu uma página que dizia que eu<br />
tinha que me inscrever para ser o sorteado do 1º<br />
prémio que era uma playstation 3 com mais dois<br />
jogos, fiquei logo interessado, e, como andava a<br />
poupar dinheiro para comprar uma, era uma<br />
maravilha receber uma em casa praticamente de<br />
graça. Foi muito fácil inscrevi-me e dei o meu contacto,<br />
no site dizia que era preciso dar o meu<br />
número de telemóvel e recebia uma mensagem a<br />
dizer se fui o sorteado, e tinha que dar o meu correio<br />
electrónico.<br />
Passados cinco minutos, recebi uma mensagem a<br />
dizer que estava inscrito e na mensagem também<br />
dizia que no prazo de dois dias saberia a resposta.
Passados os dois dias recebi a mensagem no meu correio<br />
electrónico, e no telemóvel a dizer que não me tinha saído<br />
nada.<br />
Ao final da tarde queria ir ao MSN para conversar com<br />
os meus colegas foi então que escrevi o meu endereço<br />
electrónico e a minha palavra-chave, tudo direitinho,<br />
mas aquilo dava erro, tentei duas, três, quatro, cinco e<br />
nada.<br />
Foi então que me apercebi que tinham roubado o<br />
meu correio electrónico e modificaram a minha palavra-chave.<br />
E também me apercebi que me andavam a roubar<br />
dinheiro do telemóvel, cada vez que o meu pai carregava<br />
o meu telemóvel ficava só com metade do<br />
dinheiro, e os meus pais pensavam que eu andava<br />
a ligar para os meus amigos e gastar o<br />
dinheiro.<br />
Mas depois contei-lhes tudo o que se tinha passado,<br />
felizmente eles compreenderam. Tive que<br />
ligar para a Vodafone e pedi para cancelar<br />
todas as trapalhadas em que me tinha metido,<br />
e eles cancelaram.<br />
E, quanto ao meu correio electrónico, tive que<br />
criar outro e agora já sei os perigos da internet.<br />
Agora só aviso os meus colegas e outras<br />
pessoas para não caírem na tentação das<br />
publicidades da internet. o
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Francisco Torrinha<br />
Agrupamento Francisco Torrinha<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
José Leite | Lurdes Bastos<br />
Mariana Bayam | Rita Bessa<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Já não aguentava ver aquela mensagem. Passado<br />
poucos dias decidiu ligar. A voz era estranha,<br />
não a conhecia. Era de uma mulher entre<br />
os 30 e os 40 anos. Perguntou-lhe o nome, mas<br />
esta não lhe respondeu, apenas disse para combinarem<br />
um encontro. Ele hesitou um bocado,<br />
mas acabou por aceitar. Quando desligou, sentiuse<br />
um bocado nervoso, mas pensou que não era<br />
nada de especial, até se devia sentir feliz. Ia ter<br />
um encontro.<br />
No dia seguinte pela tarde, foi ter ao café combinado.<br />
Já tinham passado 30 minutos desde a hora<br />
estipulada e ainda ninguém tinha aparecido…<br />
Quando se levantou para se ir embora, encontrou<br />
uma mulher muito bonita, mas com alguma idade.<br />
Ela perguntou-lhe se ele era o João e ele acenou<br />
que sim. Estranhou a pergunta, mas reconheceu a<br />
voz. Era a mulher do telefonema.<br />
Entraram novamente no café e sentaram-se a con-
versar. João tinha imensas perguntas para lhe fazer. Queria<br />
saber que idade tinha, como é que se chamava, como<br />
é que tinha arranjado o número dele, como é que o<br />
conhecia e porque é que ela queria marcar aquele<br />
encontro. Ela acalmou-o e rapidamente lhe começou a<br />
esclarecer tudo. Chamava-se Teresa, tinha 42 anos e o<br />
resto não lhe disse. Apenas lhe sussurrou “vem comigo<br />
até minha casa e eu conto-te o resto”.<br />
Saíram do café e quando chegaram a casa dela, o<br />
João nem queria acreditar. A casa estava cheia de<br />
fotografias de adolescentes assassinados. Ele susteve<br />
a respiração e entrou em pânico. Por pouco não<br />
desmaiou ali no meio. A única coisa que ele queria<br />
era sair dali, mas já era tarde demais.<br />
Quando Teresa estava prestes a dar-lhe uma<br />
facada nas costas, sem que ele reparasse, tocaram<br />
à porta. Era a Polícia. Tinham-na visto com<br />
o João e como ela era suspeita de homicídio de<br />
menores de idade, seguiram-nos. Prenderamna,<br />
e João nem queria acreditar no que tinha<br />
acontecido. Estava muito angustiado, mas de<br />
uma coisa estava certo. A Polícia tinha-o salvo.<br />
Ao chegar a casa, contou tudo aos pais que<br />
ficaram chocados. Eles nem sabiam o que<br />
fazer. Por um lado, estavam zangados com<br />
ele e queriam castigá-lo, mas por outro lado<br />
não o queriam pôr mais nervoso.<br />
João resolveu-lhes o problema. Disse que<br />
se o quisessem castigar, que o podiam fazer<br />
porque sabia perfeitamente que tinha errado<br />
e que nunca mais o voltaria a fazer. Os
pais ficaram contentes com a atitude<br />
dele e decidiram não o castigar.<br />
Foi um grande susto para todos, mas<br />
felizmente tudo acabou bem!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Monção<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Carmo Pereira<br />
Noemi Lima Calvo<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Pensei bem se devia clicar mas afinal decidi<br />
esperar para falar com os meus amigos e perguntar-lhes<br />
o que devia fazer. No dia seguinte<br />
perguntei aos meus colegas na escola. Já não<br />
sabia mesmo o que fazer! Uns diziam-me que<br />
aceita-se, até podia ser um a premio e até ser<br />
algo que eu gosta-se, como o meu mp4 de<br />
sonho, que eu andara a pedir aos meus pais e já<br />
lhes andava a pedir o mp4 há meses. Mas eles<br />
sempre respondiam que não podiam permitir-se<br />
esse luxo. Mas eu não ligava todos na minha<br />
escola tinha um e eu não queria ser diferente.<br />
Porém outros diziam-me para não aceitar pois<br />
podia ser uma armadilha. Eu no princípio até também<br />
pensei que era melhor não ligar, podia trazerme<br />
problemas. Mas o desejo era tanto que eu mal<br />
conseguia resistir.<br />
Cheguei a casa e só podia pensar naquela mensagem.<br />
Pensei que podia pedir a opinião aos meus<br />
pais mas não ia dar resultado, de certeza que não<br />
me iam ligar, como sempre achei que era eu quem<br />
devia resolver os meus problemas, como sempre
fizera. Decidi esperar no dia seguinte tínhamos área de<br />
projecto até podia perguntar-lhe a professora, afinal de<br />
contas ela era simpática mais até que os meus pais.<br />
Confiava muito nela, acho que ela também gostava muito<br />
de mim. Foi o que eu fiz. Cheguei a aula e quando<br />
todos já se tinham ido embora pedi-lhe ajuda, conteilhe<br />
tudo até sobre o meu mp4 de sonho, e como já<br />
temia que acontecesse ela disse-me que o melhor era<br />
esquecer a mensagem.<br />
Passaram semanas depois daquela mensagem e eu<br />
quase me ia arrependendo de ter eliminado a tal<br />
mensagem. Não parava de imaginar histórias acerca<br />
do que podia ter acontecido se eu tivesse aceitado<br />
a mensagem, quando cheguei a aula de área<br />
de projecto fiquei para ajudar a professora a arrumar<br />
a sala. Foi então o dia mais feliz da minha<br />
vida quando ela tirou do saco uma caixa embrulhada<br />
com papel de embrulho. Ela disse que era<br />
para mim e eu aceitei. Quando a abri a caixa<br />
não podem acreditar no que vi! Era o meu mp4<br />
com que eu andava meses e meses a sonhar.<br />
Agradeci a professora como nunca o tinha feito<br />
e fiz o meu maior dos sorrisos. A partir daí<br />
esqueci a mensagem e sempre que tenho<br />
uma dúvida não hesito em perguntar-lhe. A<br />
minha melhor amiga.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Prof. Carlos Teixeira<br />
Agrupamento Prof. Carlos Teixeira<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Rosário Oliveira<br />
Ana Alves | Ana Freitas | Ana Moreira | Bruno<br />
Sousa<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
João era um rapaz normal, até ao dia do seu<br />
aniversário. Todos sabiam o que ele queria,<br />
dinheiro para comprar jogos.<br />
Nesse dia, logo depois de ter recebido o dinheiro,<br />
foi directamente ao seu computador, e abriu<br />
uma página na Internet onde vendiam jogos,<br />
sendo na Internet mais baratos do que nas lojas.<br />
A página chamava-se “CheapGames” e para<br />
poder comprar um jogo ele tinha que dar os seus<br />
dados pessoais, o que logo fez.<br />
João encomendou muitos jogos, mas passaram-se<br />
dias e dias, e os jogos continuavam sem chegar, o<br />
que aumentava a preocupação do João em relação<br />
ao seu dinheiro e aos seus dados pessoais.<br />
Passaram-se meses após a encomenda dos jogos,<br />
até que um dia João recebeu uma carta do Tribunal<br />
Judicial de Faro, na qual ele era intimado para<br />
responder a um processo de burla.<br />
João compareceu no tribunal no dia marcado e<br />
soube que estava a ser acusado de ter roubado<br />
uma elevada quantia de dinheiro. Ele defendia-se
dizendo que não sabia de nada do que se estava a passar,<br />
até lhe serem apresentadas provas, pela pessoa que<br />
o estava a acusar. O lesado mostrou-lhe uma folha onde<br />
constavam todos os seus dados pessoais, mas o rapaz<br />
continuava a afirmar que não sabia de nada! O homem<br />
que o estava a acusar disse que foi roubado através da<br />
internet, e nesse momento João lembrou-se do dia do<br />
seu aniversário, recordando-se também do momento<br />
em que forneceu os seus dados pessoais naquele site<br />
de venda jogos.<br />
Este argumentou em sua defesa, com aquele facto e<br />
estava a ser muito credível, conseguindo convencer<br />
o juiz quando lhe mostrou o histórico do seu computador.<br />
O verdadeiro criminoso nunca foi apanhado e<br />
João conseguiu sair ileso daquele processo.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Francisco Torrinha<br />
Agrupamento Francisco Torrinha<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
José Leite | Lurdes Bastos<br />
Mafalda Costa | Raquel Silva<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Cliquei no botão que me direccionava para<br />
um site, onde tinha de submeter informações<br />
pessoais como o meu nome, idade, morada e<br />
número de telemóvel e telefone dos meus pais<br />
já que era menor.<br />
Depois de enviar as informações, recebi um email<br />
a dizer que a consola seria enviada num<br />
mínimo de 10 dias.<br />
No dia seguinte, liguei o computador. Abri a<br />
Internet e reparei que a minha homepage era<br />
agora um site de vendas ligado ao prémio que eu<br />
havia recebido ontem e, quando a tentei mudar,<br />
milhares de pop-ups e spam apareceram no meu<br />
ecrã com mensagens de “Parabéns!” e “Ganhou!”.<br />
Tentei fechar as janelas mas era impossível. Se eu<br />
tentasse fechar uma, abriam-se logo duas. Desisti.<br />
Chamei o meu pai e contei-lhe o que havia feito no<br />
dia anterior. Recebi um grande raspanete, mas<br />
acho que o mereci… De repente, o meu telefone<br />
começa a tocar, era um número privado. Atendi e<br />
uma voz perguntou-me se eu era o Filipe Barbosa
que se tinha registado ontem no site CarregaEGanha.com/pt/ganha_uma_consola/0358305%66.<br />
Disse<br />
que sim e passei o telemóvel ao meu pai. Ele disse que<br />
não voltassem a ligar pois não estava interessado no<br />
prémio. Minutos depois de desligar a chamada, comecei<br />
a receber imensos SMS e e-mails com as mensagens<br />
de “Parabéns”, “Ganhou” e imagens com links de sites<br />
de vendas e não só.<br />
Pus o meu antivírus a correr e descobri que tinha 33<br />
vírus, sempre a multiplicarem-se: Cavalos de Tróia,<br />
Time Bombs, entre outros.<br />
O saldo do meu telemóvel começou a diminuir e<br />
recebi uma chamada do meu tarifário a informarme<br />
que estavam a desconfiar que um usuário<br />
estava a tirar todo o meu dinheiro do telemóvel.<br />
O meu pai resolveu chamar um técnico para<br />
arranjar o meu computador e eu fui à loja onde<br />
havia comprado o meu telemóvel, bloquear o<br />
cartão e comprar um telemóvel novo que substituísse<br />
o meu antigo.<br />
Depois de ter o meu computador „limpo‟ e sem<br />
vírus instalei um novo anti-vírus mais eficiente.<br />
Infelizmente, recebi outro raspanete do meu<br />
pai e da minha mãe por causa do dinheiro<br />
que os fiz gastar à causa de uma estupidez e<br />
de um site que devia ter desconfiado logo à<br />
primeira vista.<br />
Aprendi uma grande lição e espero nunca<br />
mais passar pelo mesmo. A partir de agora
vou ter mais cuidado com os emails<br />
que recebo e com as publicidades<br />
que dizem oferecer coisas.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Monção<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Carmo Pereira<br />
Beatriz Alves<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Tentações<br />
A nossa professora marcou-nos<br />
um trabalho sobre um dos assuntos<br />
abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />
bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />
na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />
assunto.<br />
Claro como o trabalho era para segunda-feira,<br />
e não me apetecia estar a pesquisar, resumir,<br />
organizar, essas tretas que os da minha turma<br />
estão sempre a fazer a regra, que seca, eu<br />
decidi copiar, colar esse texto e pronto esta trabalho<br />
feito, e já não tenho que estar a trabalhar<br />
no fim-de-semana, assim já posso ir passear<br />
com os meus amigos, nem sei porque que os<br />
totós, marrões da minha turma fazem os trabalhos<br />
a pormenor, a vida é deles se querem perder<br />
tempo com essas maçadas que percam eu cá não<br />
me importo nada.<br />
A internet é um máximo, vejam lá que até nos faz<br />
trabalhos que espectáculo.<br />
Na segunda-feira quando a professora recolheu os<br />
trabalhos, eu toda feliz por ter um trabalho excelente<br />
pois tinha copiado da Net, mas depois lembrei-me<br />
que me tinha esquecido de apagar o<br />
hiperligação do trabalho, mas que mal. Não me<br />
importa a professora vai pensar que a quilo é uma<br />
bibliografia, e aposto que ela não vai ir ao site ela
já é muito velha nem ao Google sabe ir. Ela não me apanha.<br />
Na quinta-feira não podia acreditar tive 10% na escala<br />
de 100% ainda por cima contava como um teste. E<br />
como já tinha uma nega de 20% ia tirar nega na pauta<br />
mas isso é certo, que mal. Primeiro comecei a ler,<br />
melhor dizendo comecei a gaguejar pois nunca tinha<br />
lido e pior as palavras eram imensamente longas e<br />
sofisticadas, depois a professora mandou-me resumir<br />
o que tinha lido, eu inventei para ali umas coisas que<br />
nunca ninguém tinha ouvido nem a professora<br />
vejam lá, os meus colegas riram-se tanto, tanto<br />
que a professora do lado teve que ir a sala implorar<br />
para fazermos um pouco menos de barulho, eu<br />
fiquei corada, só me apetecia atirar da janela a<br />
baixo embora fica-se esborrachada lá em baixo.<br />
A partir dessa aula nunca mais voltei a fazer<br />
copy - paste, sim até porque além da negativa,<br />
e da coça da minha mãe sim porque quando<br />
cheguei a casa era para não dizer a minha mãe<br />
só que o meu irmão pequenino andou a vasculhar<br />
nas minhas coisas e deixou cair no chão a<br />
folha com o meu trabalho e curiosamente a<br />
hora certa a minha mãe foi buscar o meu<br />
irmão para lhe dar banho quando deu de<br />
caras com o meu trabalho que estava no<br />
chão, nesse momento a minha mãe foi buscar<br />
o chinelo e deu-me tantas, tantas que<br />
durante uma semana me ardeu constantemente<br />
que dor , os meus colegas deram-me<br />
um gozo, fiquei a ser conhecida durante 2
anos a copy – paste, que horror.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Castêlo da Maia<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Cruz | Ana P. Rosas<br />
Maria Moreira | Rúben Sousa<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
O João, farto desta situação decidiu mandar<br />
uma mensagem perguntando:<br />
“Boa tarde, eu sou o João. Gostava de saber<br />
quem o senhor ou a senhora é? E porque me<br />
tem mandado tantas mensagens diariamente. “<br />
Assim que a mensagem foi enviada, o João teve<br />
uma resposta imediatamente:<br />
“ Olá João… Eu sou o teu antigo vizinho, o Tomás.<br />
Lembraste de mim? Gostava de me voltar a<br />
encontrar contigo… Tenho tantas saudades dos<br />
momentos que passávamos a brincar com o<br />
“Bungy”, o meu velho cão… Ainda moras na mesma<br />
casa?”<br />
O João ficou admirado, achando que era algum<br />
amigo dele a gozar. E então, respondeu:<br />
“Tomás? Também tenho muitas saudades… Sim,<br />
moro na mesma casa… Aquela com um telhado<br />
vermelho e quatro janelas verdes na frente. Mas,
de certeza, que tu sabes qual é… Bem, quando nos podemos<br />
encontrar?”<br />
Passado algum tempo, e enquanto o João via o seu programa<br />
preferido na sua nova televisão da sala, o seu<br />
telemóvel voltou a dar sinal de vida:<br />
“ Estou ansioso por me reencontrar contigo… Nem tu<br />
imaginas o quanto! Não calculas as surpresas que<br />
tenho para ti! Lembraste da velha casa atrás do quintal<br />
do Sr. Avelino? Amanhã, às 15:30 estarei lá…”<br />
O João ficou a pensar, a pensar, e a pensar: “ Se<br />
calhar, era mesmo o velho Tomás que lhe estava a<br />
mandar aquelas mensagens… Seria possível? Há<br />
tanto tempo que não falavam, como teria ele<br />
arranjado o seu número? Bem, amanhã teria tempo<br />
para esclarecer o assunto!” Teriam mais tempo<br />
do que João achava… A resposta foi demorada,<br />
mas foi enviada:<br />
“Bem, podíamos encontramo-nos um pouco<br />
mais cedo… É que às 16:30 tenho teste e ainda<br />
queria dar uma revisão! Estou a ficar sem<br />
dinheiro, para continuar a responder às mensagens…<br />
Fica combinado… No nosso velho<br />
esconderijo secreto, às 14:10… Até amanhã,<br />
abraços, João!”<br />
Após enviar a mensagem, ansiou desesperadamente<br />
que a sua mãe chegasse rapidamente<br />
a casa para lhe poder contar! Mas,<br />
depois… Foi ao pequeno calendário que<br />
tinha no quarto e viu que hoje a sua mãe<br />
trabalharia no turno da noite…Que chatice!
Contar-lhe-ia assim que pudesse.<br />
Ficou triste! Mas rapidamente voltou-se<br />
para o seu programa preferido<br />
e a tristeza deu lugar ao entusiasmo!<br />
Nesse dia, mal conseguiu adormecer...<br />
Estava tão entusiasmado! Nem queria<br />
acreditar! De manhã, levantou-se e<br />
manteve a sua rotina. Quando veio da<br />
escola, almoçou apressadamente, e quando<br />
o relógio da torre da igreja soou as 14 horas<br />
da tarde, o João foi a passo apressado para o<br />
lugar combinado. A porta já estava aberta, e<br />
ele entrou… Caminhou enquanto chamava pelo<br />
Tomás. Ninguém lhe respondeu… De repente, a<br />
porta fechou-se. Ele olhou para trás… Não queria<br />
acreditar! O mesmo homem com barbas longas,<br />
sujas e despenteadas que o tinha violado<br />
em criança… estava ali… a uma pequena distância<br />
do seu frágil corpo. João sentiu um arrepio na<br />
espinha. Não sabendo com que coragem, disse:<br />
- Que faz aqui? Já não lhe chega o que me fez?<br />
Deixe me sair… Mãe! Pai!<br />
- Cala-te! Aqui quem dita as ordens sou eu! E tu<br />
já sabes quais são… Despe a roupa!<br />
- Socorro! Não! Pare! Por favor…<br />
A voz do João não se ouvia de tanto sofrimento<br />
que tinha! Foi violado… E depois deste acontecimento<br />
foi morto pelo mesmo homem… Para que<br />
não voltasse a ser julgado em tribunal. No dia<br />
seguinte, o corpo de um jovem foi encontrado na<br />
velha casa… e aí ficou também um segredo! O
homem desapareceu e foi fazendo isto por várias terras.<br />
Tantas crianças sofreram…Por falarem com estranhos! q
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo<br />
Agrupamento São Roque e Nogueira do Cravo<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Cristina Loureiro<br />
Raquel Silva | Mário Moreira<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Mais uma vez a história repetiu-se e desta vez<br />
pensou em responder dizendo:” Quem és?”. A<br />
partir daí, começou uma conversa regular entre<br />
estranhos, pois o João não conhecia o contacto.<br />
Até que, um dia, o estranho convidou o João<br />
para se encontrar com ele. O João ficou um pouco<br />
apreensivo, mas aceitou encontrar-se com o<br />
desconhecido, no dia seguinte.<br />
Chegou o momento do encontro com o desconhecido,<br />
no parque da cidade, e ao chegar lá, olhou<br />
para todos os lados e deparou-se com famílias,<br />
idosos, crianças e amigos. Quem seria o tal desconhecido?<br />
Apesar de o João estar um pouco nervoso<br />
com a ideia de não saber quem era a pessoa<br />
com que se iria encontrar, estava alegre, pois<br />
identificava-se com aquela pessoa. Quando falava<br />
com ela, era um outro João.<br />
Enquanto este estava sentado num dos imensos<br />
bancos do parque, tocou-lhe no ombro uma pessoa
com voz masculina e disse-lhe: “É de mim que estás à<br />
espera!”. O João virou-se e reparou que o desconhecido<br />
que falava com ele através das mensagens era um idoso<br />
de mais ou menos sessenta e cinco anos, alto e de raça<br />
branca. O João assustou-se, pois nas mensagens em<br />
que falavam, o senhor tinha-lhe dito que era uma rapariga<br />
da sua idade, bonita, morena e de olhos verdes.<br />
Nesse momento, o João percebeu que tinha sido enganado<br />
e já se preparava para fugir quando o desconhecido<br />
agarrou-o e colocou-o num carro preto estacionado<br />
ali perto. Arrancou e o João desmaiou.<br />
Ao acordar, o João percebeu que estava numa casa<br />
em ruínas. Olhou para o idoso e soltou um grito. O<br />
senhor acalmou-o e disse:” Vai correr tudo bem,<br />
vamos ser muito felizes os dois. Estava à espera<br />
deste momento há muito tempo.”<br />
A mãe de João apercebeu-se do tempo a passar<br />
e ficou preocupada com a ausência do filho e<br />
partiu à sua procura. Pensou em todos os lugares<br />
em que ele podia estar e dirigiu-se para o<br />
parque. Ao chegar lá, encontrou o segurança<br />
do parque que a informou do que tinha acontecido<br />
naquela tarde. Aconselhada pelo segurança,<br />
a mãe ligou para a polícia e logo<br />
encontraram o lugar onde estava prisioneiro o<br />
João, após terem recolhido o testemunho de<br />
algumas pessoas que estavam no parque.<br />
Detiveram o idoso que, afinal, era um pedófilo<br />
procurado há já muito tempo.<br />
João compreendeu que nunca mais devia<br />
falar com desconhecidos através de qual-
quer meio, pois podia ter consequências<br />
graves!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo<br />
Agrupamento São Roque e Nogueira do Cravo<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Cristina Loureiro<br />
Filipa Alves | Filipe Santos<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Cliquei e pediram-me os meus dados pessoais.<br />
Como era um prémio que sempre desejei<br />
ter, dei-os de imediato.<br />
Dias depois, recebi uma carta que mencionava<br />
um local e uma hora em que teria de me encontrar<br />
com um representante da empresa que iria<br />
oferecer-me a consola de jogos.<br />
Compareci ao encontro e verifiquei que, no local,<br />
apenas existia um homem vestido com roupas<br />
escuras e sem qualquer objecto consigo que indicasse<br />
tratar-se do meu prémio.<br />
Aproximei-me dele e perguntei:<br />
- É você o representante da empresa de consolas?<br />
- Sim, sou. – respondeu-me.<br />
Disse-me que fosse com ele à carrinha para receber<br />
o prémio. Segui o homem até ao parque de<br />
estacionamento e, momentos depois, senti uma<br />
forte pancada na cabeça. Fiquei aprisionado<br />
durante vários dias, numa espécie de barracão.<br />
Não tenho noção exacta do tempo que permaneci
naquele local, mas, um dia, uns homens apareceram e<br />
disseram-me que iria ser transportado para o Brasil,<br />
onde iria ter uma nova família. Aí, apercebi-me que fora<br />
raptado. Devia tratar-se de uma rede de tráfico de<br />
crianças e, obviamente, não de uma empresa de consolas.<br />
Já tinha ouvido falar deste tipo de situações na<br />
televisão, mas nunca pensei que poderia acontecer-me<br />
tal coisa. Levaram-me até ao porto mais próximo. Lá,<br />
deparei-me com várias crianças na mesma situação<br />
que eu.<br />
Quando estávamos a entrar para o navio que nos<br />
iria transportar para o Brasil, vários carros da polícia<br />
interceptaram-nos, impedindo a fuga dos raptores.<br />
Fomos libertados e entregues às nossas famílias.<br />
Tivemos sorte por sermos encontrados a tempo,<br />
mas outros poderão não tê-la.<br />
Aqui fica o meu testemunho. A Internet é um<br />
instrumento muito importante, no entanto, é<br />
preciso ter cuidado com a segurança e evitar<br />
atitudes que coloquem a nossa vida em risco.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Irene Lisboa<br />
Agrupamento Irene Lisboa<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Maria Teles de Meneses<br />
Ana Pedreira | Fábio Babo | Filipa Silva | Tânia<br />
Almeida<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Tentações<br />
A nossa professora marcou-nos<br />
um trabalho sobre um dos assuntos<br />
abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />
bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />
na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />
assunto,<br />
li tudo, tirei ideias, apontamentos e comecei o<br />
trabalho, estava mesmo preocupado com a<br />
minha nota, pois, este tema dependia do meu<br />
esforço, empenho e trabalho.<br />
Andei mesmo empenhado no trabalho queria<br />
surpreender a professora mas não correu como<br />
esperava…<br />
Perdi o trabalho (o ficheiro) e tive que recorrer ao<br />
Google, pois, já não tinha muito tempo para fazer<br />
de novo o trabalho e tomei como opção de copiar<br />
um trabalho e cola-lo. Não sou de fazer isto mas<br />
não tinha outra opção…<br />
Liguei para o meu amigo:<br />
- Preciso da tua ajuda, podes ajudar-me?<br />
- Sim, do que precisas?<br />
- Perdi o meu trabalho da aula e não tenho tempo<br />
para recomeçar…
- Era só isso?<br />
- Sim…<br />
- Muito fácil…<br />
- Então como?<br />
- Vais a Internet, Procuras sobre o trabalho e fazes<br />
“Copiar, Colar”<br />
- Ok, vou tentar…<br />
Fiz o que o meu colega disse e pensei mesmo que<br />
ninguém notaria o que estava a fazer… mas enganei-me.<br />
A Professora foi a primeira a notar não dei conta<br />
e algumas das coisas até estavam em brasileiro.<br />
Não fui nada inteligente quis fazer os outros de<br />
“burros” e o Burro fui mesmo eu. Não sabia o<br />
que dizer á professora, tinha sido apanhado.<br />
Tive de ser sincero com a professora e no fim<br />
da aula fui falar com ela:<br />
- Desculpe, tem um minuto?<br />
- Sim, o que se passa?<br />
- Queria pedir-lhe desculpa pelo que se passou<br />
com o trabalho…<br />
- Como assim? Sabias muito bem o que
estavas a fazer!<br />
- Não, eu só recorri a esta asneira,<br />
porque, perdi o meu trabalho…<br />
- Estava desesperado e pedi ajuda a um<br />
amigo e ele disse-me para fazer isto…<br />
- Mas esse rapaz não está a ser teu amigo<br />
ao dizer-te isso.<br />
- Eu sei, estou muito arrependido e que não o<br />
devo fazer…<br />
- Bem… visto que estas a ser sincero e que até<br />
és bom aluno, eu vou-te dar mais uma oportunidade.<br />
- Obrigado Professora, Prometo não a desperdiçar.<br />
Esta história acabou bem, mas a histórias que<br />
acabam mal e que nos podem prejudicar… Copiar<br />
e colar é uma opção, mas nem sempre a solução<br />
=)
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Arqueólogo Mário Cardoso<br />
Agrupamento Arqueólogo Mário Cardoso<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Borges<br />
Adriana | Dulce | Rita | Vanessa<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Tentações<br />
A nossa professora marcou-nos<br />
um trabalho sobre um dos assuntos<br />
abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />
bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />
na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />
assunto.<br />
Sei que a minha professora aconselhou a não<br />
copiarmos o trabalho pela Internet, mas ela<br />
nunca vai descobrir.<br />
Era sexta-feira, estava uma tarde bonita fui<br />
para o msn e convidei os meus amigos para sair<br />
à noite, mas pela primeira vez eles rejeitaram<br />
por causa do trabalho que eles ainda não tinham<br />
terminado. Só a Bianca, mais conhecida por<br />
“Chiquibaby” é que podia mas, não me apetecia<br />
sair com ela.<br />
Então lá passei eu uma noite de sexta-feira em<br />
casa a navegar. Foi no chat que conheci uma<br />
rapariga muito especial, a “Flor de Lotus”. Ela ajudou-me<br />
imenso quando eu andava à nora com o<br />
trabalho que a professora mandou fazer, pois deume<br />
a ideia de ir buscar o trabalho todo à Internet<br />
e não perder tempo. Assim, poderia ficar a falar<br />
até mais tarde com ela.<br />
Quero conhecê-la pessoalmente, acho que estou a<br />
apaixonar-me por ela. Faço tudo para a agradar e<br />
acho que ela fica contente com as “besteiras” que<br />
faço, ao contrário das outras raparigas que querem
um rapaz certinho, esta quer-me rebelde e é assim que<br />
vou ficar para lhe agradar.<br />
Faltavam dois dias para a apresentação dos trabalhos e<br />
os meus amigos andavam atarefadíssimos a preparar os<br />
últimos pormenores, já me incomodava. Não tinham<br />
tempo para nada. Só me restava uma hipótese, a<br />
“Chiquibaby”, com quem já referi não me dava muito<br />
bem, pois ela era muito preguiçosa e mal disposta,<br />
não se importava com as aulas, só olhava para o penteado<br />
e paras unhas… nem deve ter feito o trabalho…<br />
Finalmente chegou o dia da apresentação do trabalho.<br />
À minha volta só via pessoas nervosas, mas eu<br />
não tinha dúvida nenhuma que o meu trabalho<br />
estava o máximo. Nem me dei ao trabalho de o<br />
ler, mas como foi da internet que o tinha retirado<br />
estava muito confiante. Conferir para quê?<br />
Começou o Alberto, depois a Angelina, estavam<br />
todos muito bons até que chegou a vez da Lara<br />
(Chiquibaby) apresentar o trabalho dela. A professora<br />
fez uma cara quando ela terminou o<br />
trabalho…também ela tinha lá palavras que<br />
nem ela conseguia ler (é mesmo tónia)! Chegou<br />
a minha vez, lá ia eu todo lançado a ler o<br />
meu trabalho até que comecei a ter dificuldades<br />
na leitura de algumas palavras em português<br />
brasileiro. A professora fez a mesma<br />
cara que fez ao trabalho da Lara. Entreguei<br />
o meu trabalho à professora e fui sentarme.<br />
Ela olhou muito seriamente para o meu<br />
trabalho e para o da Lara. E eu ainda não<br />
tinha percebido muito bem porquê. Fitou-
nos seriamente e disse que<br />
ambos teríamos zero no trabalho<br />
porque eram cópias retiradas da<br />
internet e nem nos tínhamos dado ao<br />
trabalho de mudar as palavras. Ainda<br />
me tentei justificar mas não havia remédio,<br />
fiquei boquiaberto e saí da sala.<br />
Fui para casa para a frente do computador<br />
ver se a “Flor de Lotus” estava no chat, mas<br />
não tive sorte. Esperei, esperei e esperei sem<br />
ver as horas a passar e pus-me a jogar poker<br />
na net que era outra das minhas manias. A<br />
minha mãe chamou-me para jantar mas, quando<br />
ia jantar a minha “Flor de Lotus” entrou no<br />
chat e fiquei a falar com ela pela noite dentro<br />
sem comer nada.<br />
Quando acordei não me sentia muito bem mas<br />
fui para a escola não quis preocupar a minha<br />
mãe. Estava a meio da aula de Língua Portuguesa<br />
quando caí para o chão, não sei o que se passou,<br />
depois disso só via muita gente á minha volta a<br />
gritar.<br />
Quando acordei, já no hospital, os meus pais disseram-me<br />
que tinha tido um ataque epiléptico.<br />
Passaram-se algumas semanas e saí do hospital.<br />
Só queria ir para o computador mas não podia<br />
segundo ordens dos médicos. Percebi que até agora<br />
não soube conter-me e passava horas a fio no<br />
computador, sem comer nada, agora quero curarme<br />
e viver uma vida normal e saudável. e
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Particular e Cooperativa de Ensino ANCORENSIS<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Carla Renee | Manuela Barros<br />
Brian Silva | João Freitas | Ricardo Fonseca | Filipa<br />
Vasconcelos<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta,…<br />
…quer dizer, quem é que na Net não faz de<br />
conta, nem que seja só um bocadinho??? Não<br />
resistes à tentação de o fazer, pelo menos eu<br />
não. Estou inscrito em várias contas de e-mail<br />
(tenho no gmail, no hotmail, no sapo, até já<br />
perdi a conta!!!) e só com um é que me identifico<br />
como o Real, o meu verdadeiro eu, é aquele e<br />
-mail onde falo com os meus amigos, aqueles<br />
amigos de circunstância e conhecidos do dia a<br />
dia, mas isso não me chega, esses amigos não<br />
são nada comparados com aquelas centenas de<br />
pessoas que conheço nos chats.<br />
Essas pessoas, sim, têm algo que eu gosto, quando<br />
estou virtualmente com eles, sinto uma total<br />
adrenalina, completam-me. Claro que não deixo<br />
de pensar que essas pessoas, essas centenas de<br />
pessoas, essas centenas de ciberamigos só me<br />
falam porque me apresento sempre no meu “Eu<br />
virtual”. Na Net, sou alto, loiro e olhos azuis e deixo<br />
as cybergirls maravilhadas. Sou um grande<br />
rebelde e rico, não há limites nenhuns, posso dizer
tudo o que quero, porque na Net tudo é mentira. O problema<br />
é que passo lá tanto tempo com o meu novo “eu”,<br />
que às vezes me esqueço da realidade.<br />
A realidade não é nada quando comparada com a facilidade<br />
e a magia da Net, já para não falar que prefiro<br />
um milhão de vezes ser o rebelde e social “Virtual” do<br />
que o chato e impopular “Real”. Mas já sei o que fazer<br />
para distanciar-me da realidade e concentrar-me unicamente<br />
no mundo dos jogos (isso sim é importante),<br />
vou deixar de ligar às mentes desinteressantes, primitivas<br />
e acomodadas com quem convivo no dia-adia<br />
e levar os outros a conhecer aquele grande<br />
jogador que todos veneram, aquela figura de grande<br />
mercenário, impiedoso e cruel, que represento<br />
com um deleite inquestionável. Não queria admitir,<br />
mas sinto-me mais feliz no jogo, onde massacro<br />
impiedosamente os fracos e ingénuos que<br />
ousam confrontar-me, do que na realidade onde<br />
sou constantemente massacrado… … …
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Arões<br />
Agrupamento Arões<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Armindo Abreu<br />
Sofia Boaventura<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
Certo dia, cheguei a casa e como tinha pouco<br />
para fazer decidi ir para os chats conversar.<br />
Não sabia como funcionavam mas sempre me<br />
disseram para não revelar qualquer tipo de<br />
dados pessoais ou profissionais. Ignorava o porquê<br />
de me dizerem tudo isso, para mim era<br />
banal. Como todas as crianças eu era inocente e<br />
não sabia os perigos que isso eventualmente<br />
poderia ter, afinal de conta era só uma página da<br />
internet sem nada de anormal, aparentemente.<br />
Abri a tal página e coloquei o meu nome, Alexandra.<br />
Aparecera-me inúmeras pessoas e falavam de<br />
coisas estranhas, coisas anormais por assim dizer.<br />
Fiquei estupefacta porque nunca me deparei com<br />
algo assim. Mas voltei a ignorar o porquê de falarem<br />
e de se tratarem assim. Via muitas pessoas a<br />
tratarem-se como se conhecessem á anos, para<br />
mim ainda foi mais esquisito esse facto, mas ignorei<br />
novamente. Estava muito calada no meu canto<br />
a visualizar atentamente o que se estava a passar.<br />
Era curioso como aquele mundo era diferente, mas
não me fascinou assim tanto como eu esperava.<br />
De repente, falou alguém. Estive ainda alguns segundo a<br />
pensar o que responder mas depois disse:<br />
-Olá…<br />
Pareceu-me algo inconveniente, fiquei com as mãos<br />
trémulas e muito inquieta.<br />
-Olá, o meu nome é Real Virtual, a minha família e os<br />
meus amigos conhecem-me por Real, já para a malta<br />
dos chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno, moreno, tímido,<br />
mas como Virtual faço de conta que isso são aspectos<br />
que não interessam.<br />
Eu fiquei a olhar para aquilo com espanto. Estava<br />
ele a ser irónico? Achei desde logo empolgante,<br />
mas ao mesmo tempo um pouco desinteressante.<br />
Não sabia o que fazer, se falar ou não falar,<br />
ou sair do chat e ir estudar.<br />
-não respondes? - disse ele. Estou a ver que és<br />
nova aqui, normalmente as pessoas costumam<br />
falar sem qualquer tipo de problemas, se estão<br />
aqui é mesmo para isso.<br />
A conversa dele continuava a ser demasiado<br />
estranha. Não me deixei levar pelo facto dele<br />
ter dito que eu era nova ali, porque realmente<br />
era. Mas também não sabia como agir e<br />
se ele fosse um criminoso? Um psicopata<br />
que estava ali para me atormentar? Esperei<br />
que ele voltasse a falar e passados dez<br />
minutos falou…
-Não tenhas medo que eu não<br />
faço mal. Estou aqui para proteger<br />
pessoas como tu e sou o Virtual por<br />
isso mesmo, para ajudar, sou O Agente<br />
Duplo, mas raramente o digo às pessoas,<br />
porque este mundo dos chats é<br />
para se manter tudo em sigilo. Não podemos<br />
dizer quem somos porque isso pode<br />
ser prejudicial, há pessoas que vêm para<br />
aqui divertir-se mas outras são por pura maldade<br />
e não podemos marcar encontros, dar<br />
contactos ou coisas do género. Na verdade<br />
este mundo é bastante desinteressante, a<br />
internet devia ser usada apenas para trabalhos,<br />
ou então se for usada é com cuidado. - disse<br />
ele.<br />
Parei para pensar e interiorizar o que ele me<br />
havia dito. Seria aquele mundo uma espécie de<br />
„monstro? Pensei e decidi responder.<br />
-provavelmente o Senhor Agente até tem razão…<br />
a mim nunca me explicaram o significado, o que<br />
fazer e não fazer neste mundo da internet. Sou<br />
muito nova e ainda tenho bastante que aprender,<br />
mas há inúmeras coisas que me deixam muito<br />
curiosa. - referi eu.<br />
- É normal que tenhas curiosidade mas este mundo<br />
para ti é desconhecido e nunca deves entrar em<br />
sites nos quais não conheças. É prejudicial! – disse<br />
ele parecendo estar irritado.<br />
Calculei que era o papel dele dizer-me isto, por<br />
isso não protestei. Tentei perceber, apenas.
- Nunca me tinham dito isso dessa maneira, mas pensando<br />
bem é provável que tenha razão. Eu continuo a pensar<br />
o mesmo que pensava dos chats, um mundo desconhecido.<br />
Vejo notícias de furtos via internet, mas também<br />
desconheço como e porquê se faz isso. – disse eu<br />
calmamente.<br />
- O mundo da internet é muito simples, quando cá<br />
estás podes conversar sobre coisas que gostas de<br />
fazer como jogar futebol, às cartas e muitas outras<br />
coisas, mas não podes dar dados pessoas e coisas<br />
que possam identificar-te. – Justificou ele.<br />
- Mas isso de não se poder identificar não tem nexo<br />
nenhum, as pessoas são „falsas‟ basicamente. –<br />
Discordei eu.<br />
- As pessoas não são falsas, como o próprio nome<br />
o diz, isto é um mundo virtual que tu não sabes<br />
quem está do outro lado, podem dizer-te que<br />
são uma coisa e na verdade nem são. Tens que<br />
ter muito cuidado, eu estou a dar-te uma breve<br />
explicação porque tu corres muitos perigos se<br />
divulgares o que quer que seja. – Finalizou ele.<br />
E foi a partir daqui que fiquei a perceber o que<br />
realmente era o „outro mundo‟. No princípio<br />
pensei que era algo sem lógica nenhuma porque<br />
na verdade ninguém se conhecia verdadeiramente,<br />
mas depois começou tudo a<br />
fazer sentido, até que hoje eu tenho a noção<br />
do que devo ou não fazer nos chats. .
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Pedome<br />
Agrupamento Pedome<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
M.ª Conceição Garcês<br />
Diogo Araújo<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Tentações<br />
A nossa professora marcou-nos<br />
um trabalho sobre um dos assuntos<br />
abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />
bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />
na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />
assunto.<br />
Eu estava na internet, a pesquisar informações<br />
sobre o tema – Segurança na Internet -<br />
mas como sou muito mafioso e preguiçoso<br />
resolvi começar a fazer “copy paste”. Eu não<br />
pensei nas consequências que podia sofrer, tal<br />
como ter meu anulado, a professora retirar-me<br />
pontos, ser prejudicado na avaliação etc., etc.<br />
Lá fui eu copiando o meu trabalho. Estava a ficar<br />
um trabalho muito completo, que tinha a informação<br />
de tudo sobre a internet. E eu, burro, pensava<br />
sempre que a professora ia ficar encantada<br />
comigo, que eu era o mais espertinho de todos,<br />
que ia ter o melhor trabalho, que a professora ia<br />
começar a gostar mais de mim, e que ia começar<br />
a ser o menino da professora. E lá fui eu trabalhando<br />
e fazendo o “copy paste”, claro.<br />
Chegou o dia de apresentar os trabalhos e lá fui eu<br />
todo contente, muito confiante e a meter inveja a<br />
toda a turma. Eu cheguei junto do computador,<br />
meti a pen e o meu trabalho apareceu na tela. Mas<br />
antes, a professora pediu-me para dizer o que<br />
achei do trabalho e adiantei dizendo que me correu
muito bem e que foi muito fácil.<br />
Lá comecei a apresentar o trabalho, sem perceber muitas<br />
das palavras nem alguns dos textos. A professora, no<br />
fim, ficou muito surpreendida com o meu trabalho, porque<br />
estava muito bem apresentado, estruturado e com<br />
uma linguagem muito correcta, com palavras muito<br />
ricas. Mas ela disse-me ainda que já era professora há<br />
muito tempo, que não anda aqui a dormir e que sabe<br />
bem que eu tinha ido à Internet e tinha feito plágio<br />
de outro trabalho feito por outra pessoa, que o divulgou<br />
na Internet para as pessoas o consultarem. Por<br />
isso, disse que eu ia ter o trabalho anulado. A professora<br />
acrescentou ainda que é feio copiar, uma<br />
coisa para fracos e forretas que não querem trabalhar.<br />
Depois desse dia, nunca mais copiei trabalhos por<br />
ninguém. E tive sempre bons trabalhos porque<br />
me esforcei! E ao fazer os trabalhos, acabei por<br />
aprender mais. É assim que se deve fazer um<br />
trabalho: com esforço, dedicação e com vontade<br />
de aprender mais e novas coisas. E lembrate,<br />
nunca faças batota.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária D. Egas Moniz<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Francisco Maga | Rui Costa<br />
Rafael Colaço<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
que sou alto forte, muito esperto e o melhor<br />
de todos. Sou o rei disto tudo. Como ninguém<br />
me conhece, tenho diferentes personalidades,<br />
uma como Virtual e outra como Real.<br />
Mas não se esqueçam de ter muito cuidado<br />
comigo! Posso ser muito querido e simpático e,<br />
ao mesmo tempo, estar a estragar-vos a vida,<br />
ou seja, posso ser muito perigoso: primeiro, pergunto-vos<br />
o nome, a idade, a morada, etc.;<br />
segundo, vou marcando encontros em lugares<br />
pouco públicos; terceiro, vocês já imaginam…<br />
Nunca se sabe o que uma pessoa na Net, com<br />
dupla personalidade, pode fazer a outra ingénua<br />
que, por acaso, entre na rede só para pesquisar,<br />
jogar, etc….<br />
E como podes tu, sem querer, entrar nisso?<br />
Às vezes, por publicidade que encontras ao lado do<br />
site onde entraste. Outras vezes, só mesmo por<br />
estares a retirar da Internet um filme, um jogo ou<br />
outra qualquer coisa pela qual te interessaste.
Eu sou assim: movimento-me muito rápido e posso fazer<br />
isto tudo a partir de uma pequena fotografia. A partir daí,<br />
é rápido! Baseio-me num pequeno elemento de identificação<br />
e depois posso fazer com que ele faça tudo para<br />
mim. Sou a MÁFIA VIRTUAL. Se não queres cair na<br />
minha tentação, tem juízo! E não cliques em todos os<br />
links (hiperligações) que te aparecem à frente do PC.<br />
Tem cuidado contigo e não te prejudiques, a ti e à tua<br />
família. Sê esperto! NÃO CAIAS NA TENTAÇÃO!<br />
Sê esperto! Nada te vai acontecer.<br />
Tenta estar sempre atento e não cliques em coisas<br />
suspeitas!<br />
MORAL: Sê esperto(a)! Eu sou perigoso! Tenta<br />
evitar-me! E não venhas ter comigo!...
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
João Pedro da Silva Loureiro | Tiago Filie Pinto<br />
Alpoim<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Ao fim de duas semanas, João deixou de receber<br />
aquelas mensagens estranhas que lhe atormentavam.<br />
João pensava que não tinha passado<br />
de um engano, foi então que lhe ligaram de um<br />
número desconhecido fazendo-se passar por um<br />
polícia, dizendo-lhe que se ia ter de apresentar<br />
na esquadra da polícia, por causa de um problema<br />
escolar. João achou estranho, por um polícia<br />
lhe ter ligado em número desconhecido, mas<br />
como tinha assistido a um assalto, pensou que<br />
fosse para se apresentar como testemunha.<br />
João de 17 anos, no dia 23 de Março de 2005,<br />
tinha de se apresentar na esquadra da polícia de<br />
Rio Tinto. Ao caminho da mesma, um homem com<br />
um aspecto formal, dizendo-lhe que tinha sido o<br />
mesmo a ligar-lhe e que João ia ter de entrar no<br />
carro do individuo, para se dirigirem ao tribunal.<br />
João achou perfeitamente normal, o homem tinha<br />
bom aspecto e tinha conhecimento do telefonema.
João não sabia onde se situava o tribunal, mas estava<br />
achar estranho o tipo de rua no qual se encaminhavam.<br />
Foi quando o indivíduo recebeu um telefonema misterioso<br />
que deixou João um bocado assustado. João quando<br />
se apercebeu do que se passava tentou sair do carro<br />
em andamento. “Mas afinal o que se passava ali?” pensou<br />
João. Ele não sabia onde estava, com quem estava<br />
e para onde ia. João encontrava-se num barracão<br />
enorme isolado por uma mata.<br />
O indivíduo tinha uma arma na parte de trás do carro,<br />
João já não tinha para onde ir. Foi quando o indivíduo<br />
o apanhou e levou-o para o barracão. Estavam<br />
lá 3 jovens do sexo feminino, que aparentavam<br />
ser mais novas e 4 jovens do sexo masculino,<br />
que aparentavam ter a mesma idade. O indivíduo<br />
deixou-os numa sala com um cheiro não apropriado,<br />
o João começou à conversa com os<br />
jovens, eles estavam todos a chorar, foi quando<br />
o João os tentou acalmar e tentar perceber o<br />
que se passava. Uma jovem disse que estavam<br />
ali a ser vítimas de pedofilia. João ficou em<br />
estado de choque.<br />
João estava muito nervoso e não sabia o que<br />
fazer, agora já não era só um individuo estranho,<br />
eram 3 indivíduos estranhos, eram um<br />
local estranho eram pessoas estranhas tudo<br />
era estranho ali. Os pedófilos apenas lhes<br />
davam comida uma vez por dia e às vezes<br />
nem isso. Todos os jovens eram violados<br />
constantemente incluindo o João. Era um<br />
mundo de horror, momentos de aflição,
medo, ansiedade…<br />
Todos os jovens se questionavam<br />
quando é que aquilo ia acabar, como<br />
é que iam sair dali, o que lhes iam<br />
fazer, eram perguntas nas quais nunca<br />
encontravam resposta. Pouco a pouco<br />
jovens iam desaparecendo do barraca, os<br />
que ficavam questionavam-se também o<br />
que lhes terá acontecido, “Será que fugiram?”<br />
, “Será que foram mortos?”, novas perguntas<br />
que não tinham resposta.<br />
Hoje dia 3 de Fevereiro de 2010 ainda não se<br />
sabe nada dos jovens que desapareceram, apenas<br />
sabemos desta história por causa do diário<br />
do João que foi encontrado no barracão, mas<br />
como esta história existem centenas iguais, piores<br />
ou melhores que esta.<br />
Estamos a contar esta história para que todos as<br />
crianças, jovem ou adultos e quem sabe idosos,<br />
de terem uma pequena noção do perigo da internet.<br />
Pode começar por um pequeno telefonema,<br />
como pode começar por uma extravagante noticia<br />
na internet, pode também ser tentações, podem<br />
ser inúmeras razões. .
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Pedome<br />
Agrupamento Pedome<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
M.ª Conceição Garcês<br />
Gabriela Tavares<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
João tinha 15 anos, era moreno, olhos verdes e<br />
cabelo castanho. Era simpático e sociável. Tinha<br />
medo de ligar, pois conhecia os perigos que<br />
poderiam acontecer se o fizesse. Ele pensou que<br />
iriam desistir… Mas não, todos os dias recebia a<br />
mesma mensagem.<br />
Até que um dia caiu na tentação e ligou…<br />
Era um homem, com voz rouca, que disse:<br />
-“Ganhaste uma viagem de uma semana para 6<br />
pessoas a Barcelona!”<br />
João espantado respondeu:<br />
-“A sério? E agora o que tenho que fazer para<br />
receber esse prémio em casa?”<br />
O senhor disse:<br />
-“Basta dares-me a tua morada e o teu nome e<br />
depois um táxi vai buscar-te sábado para te levar<br />
ao aeroporto. De seguida, vais encontrar um
homem com uma camisola vermelha a dizer “S.O.S<br />
Mayby” e ele vai dar-te todas as indicações de que precisas.”<br />
João aceitou e deu todos os dados que o desconhecido<br />
lhe pediu. Convidou 5 amigos: o Luís, a Gabriela, a<br />
Cristiana, a Ana e a Mónica.<br />
Disseram aos pais que era uma visita de estudo durante<br />
uma semana. Os pais acreditaram.<br />
No sábado de manhã, estavam todos na casa de João<br />
à espera do táxi. Estavam ansiosos por viajar, ia ser<br />
a primeira vez.<br />
Quando o táxi chegou, os seis despediram-se dos<br />
pais e entraram no táxi. O aeroporto ficava a 40<br />
km da casa de João.<br />
Já estavam na estrada há duas horas. Acharam<br />
esquisito, pois deveriam demorar aproximadamente<br />
uma hora. Perguntaram ao motorista:<br />
-“Onde é que vamos?”<br />
Mas o motorista não respondeu…<br />
Passadas mais ou menos três horas, o João e<br />
os amigos estavam muito aflitos, com medo,<br />
as raparigas a chorar. O motorista entrou<br />
numa quinta e eles saíram do carro. Chegaram<br />
mais três homens e levaram os 6 amigos<br />
para uma cabana.<br />
Os 6 amigos não estavam a acreditar…<br />
Tinham sido raptados!<br />
Passadas duas semanas, os pais estavam
muito preocupados, pois nem o<br />
João nem nenhum dos amigos<br />
atendia o telemóvel.<br />
Foi aí que receberam uma carta a pedir<br />
dinheiro. Na folha dizia:<br />
-“Temos o seu filho e os amigos dele. Queremos<br />
€500.000, na sexta-feira às 16h00,<br />
na Avenida de São Pedro, no Porto. Encontram<br />
lá uns contentores, onde devem colocar<br />
o dinheiro e depois libertamos os miúdos. Ah,<br />
e se vocês meterem a polícia nisto, nunca<br />
mais vêem as crianças!”<br />
Os pais ficaram aflitos e contaram aos pais dos<br />
amigos do João. Todos os pais ficaram desesperados,<br />
pois não tinham tanto dinheiro! Foi então<br />
que decidiram repartir.<br />
Até quinta-feira, todos os pais arranjaram o<br />
dinheiro e na sexta-feira de manhã reuniram-se<br />
na casa de João e puseram o dinheiro numa mala<br />
preta. De seguida, foram falar com a polícia e elaboraram<br />
um plano…<br />
Às 16h00, lá estava a mala. Quando o homem a<br />
foi buscar, a polícia prendeu-o e ele contou tudo.<br />
Depois foram buscar os miúdos e prenderam o<br />
resto dos bandidos.<br />
Quando as crianças chegaram a casa, cada um<br />
ouviu um sermão dos pais e prometeram nunca<br />
mais fazer o mesmo, pois eles também sofreram.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Ana Cristina | Soraia Pires<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alta, morena e loira de olhos azuis.<br />
Um dia enquanto a Virtual navegava na net,<br />
entrou num chat onde encontrou um rapaz de<br />
nome Cybertrom. Ele dizia ser de estatura<br />
média, moreno, olhos verdes, cabelo encaracolado<br />
castanho. A pequena Virtual sabia dos perigos<br />
dos chats mas começou a falar com o Cyber<br />
e foram-se conhecendo. Ela foi dizendo os seus<br />
gostos, as suas preferências, os seus defeitos,<br />
mas dizendo sempre a verdade. Ele também lhe<br />
foi contando coisas da sua vida, eles já se conheciam<br />
bem e passado uma semana é que decidiram<br />
mostrar uma fotografia um ao outro e a Virtual<br />
achou o Cyber um rapaz encantador a ele achou-a<br />
muito gira. Uns dias mais tarde alguém entrou no<br />
chat com o nome de Virtual e o Cyber pensando<br />
que era ela começou e meter conversa mas do<br />
outro lado alguém se fazia passar pela Virtual.<br />
Cyber desconfiou pois “ela” nada parecia saber a<br />
seu respeito, mas pensou que seria a sua imaginação<br />
a pregar-lhe uma partida. E continuou a falar
normalmente até que “ela” decide marcar um encontro<br />
ao qual o rapaz não diz que não. O rapaz saiu do chat<br />
para se preparar, e enquanto isso a verdadeira Virtual<br />
aparece no chat depois de um problema com a sua<br />
password. Por acaso foi ver o histórico das suas conversas<br />
e reparou que alguém tinha marcado um encontro<br />
com Cyber.<br />
Ela com medo foi ao tal encontro. Quando lá chegou o<br />
Cyber ainda não tinha aparecido e deparou-se com<br />
um grupo de indivíduos, e, achando estranha a sua<br />
forma de agir, ela preferiu prevenir-se e chamou a<br />
policia.<br />
Entretanto ele chegou e um indivíduo dirigiu-se a<br />
ele e perguntando-lhe se era o Cyber e ele disse<br />
que sim. O homem pediu para se dirigir com ele a<br />
uma carrinha onde dizia estar a Virtual A verdadeira<br />
Virtual estava a ver o sucedido em pânico.<br />
Entretanto chega a polícia e os homens começam<br />
a fugir, mas sem êxito a polícia prendeu-os<br />
e a Virtual foi ter com o Cyber, emocionados<br />
abraçaram-se.<br />
A polícia explicou-lhes os perigos da internet,<br />
e avisou que só agiram naquele momento<br />
porque reconheceram o grupo de homens<br />
como sendo traficantes de órgãos. A partir<br />
desse dia os dois jovens começaram a falar<br />
apenas por mensager e a encontrar-se mais<br />
vezes até que começaram a namorar e criaram<br />
um blog sobre net-segura.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Diogo Moinhos<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Como eu queria muito ganhar a consola de<br />
topo, ninguém a tinha, eu seria o primeiro, e<br />
era tão simples, bastava um clique no rato<br />
para a ganhar.<br />
É óbvio que cliquei sem saber os perigos que<br />
corria em aceitar o “Prémio”.<br />
Depois de aceitar a tal consola de jogos que eu<br />
sonhava ter todos os dias, rapidamente recebi<br />
um e-mail a pedir-me uma quantia de 50€, para<br />
despesas de envio da consola, e eu pensei, se a<br />
consola custa 500€ e só tenho que dar 50€ para a<br />
receber em minha casa sem me esforçar, é claro<br />
que compensa.<br />
O e-mail era este:<br />
“Caro senhor(a) como aceitou o prémio maravilhoso<br />
que lhe oferecemos só queríamos pedir-lhe que<br />
nos enviasse pelos correios uma pequena quantia<br />
de 50€ para despesas de envio para a morada,<br />
Rua de Santo António numero.362, e receberá a<br />
grande consola de jogos, obrigado pela atenção.”<br />
Obviamente eu pedi ao meu pai os 50€ para a con-
sola e expliquei-lhe a situação, mas ele disse para eu não<br />
me acreditar nesses e-mails, é só uma forma de nós perdemos<br />
dinheiro, a consola nunca irá chegar a nossa<br />
casa.<br />
Então, eu desiludido fui para o meu quarto, pensando:<br />
- Já não vou ter a consola que sempre sonhei. Caindome<br />
as lágrimas dos olhos.<br />
Mas como eu sabia onde o meu pai guardava o dinheiro<br />
e achava que ele estava errado, arrisquei-me a<br />
“roubar” os 50€ necessários para a tal consola que<br />
me queriam “oferecer”.<br />
Então fui ao quarto do meu pai tirei a chave do<br />
cofre e fui abrir o cofre, retirei rapidamente os 50€<br />
e guardei a chave o mais rápido que consegui.<br />
O meu pai não deu por nada, e no dia seguinte<br />
quando fui para a escola a pé passei pelos correios<br />
da freguesia, já com o dinheiro num envelope,<br />
com o respectivo receptor e o respectivo<br />
remetente, e fui para a escola.<br />
Passou um dia, dois dias, uma semana, um<br />
mês e a consola não tinha aparecido em minha<br />
casa, até que fui a minha conta de e-mail e<br />
tinha o e-mail a tal “empresa de grandes prémios”<br />
O e-mail dizia:<br />
“Caro senhor(a) obrigado por contribuir<br />
para a minha conta bancária volte sempre,<br />
a consola irá recebe-la no dia 31 de Fevereiro.”
Fiquei desiludido e a reconhecer<br />
que o meu pai tinha razão, entretanto<br />
o meu pai deu conta que faltavam<br />
50€ e eu tive que admitir o que<br />
fiz.<br />
Apanhei um grande castigo que nunca me<br />
irei esquecer e também aprendi uma grande<br />
lição:<br />
“Nem tudo que há na internet é verdadeiro”.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Pedome<br />
Agrupamento Pedome<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
M.ª Conceição Garcês<br />
Filipe Cunha<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Passados dois dias, o João não parava de receber<br />
aquela mensagem. Então, decidiu ligar.<br />
- Estou, quem fala? – Disse o João.<br />
- É o teu amigo Paulo! – Respondeu a voz.<br />
- Mas eu não tenho nenhum amigo chamado<br />
Paulo!<br />
- Claro que tens! Não te lembras daquelas brincadeiras<br />
que fazíamos quando éramos mais novos?<br />
Ao ouvir aquilo, o João pensou que o Paulo estava<br />
mesmo a falar verdade.<br />
Então o Paulo disse:<br />
- Na segunda-feira não queres aparecer em minha<br />
casa? Moro na Rua das Pétalas, Nº24, aqui no Porto.<br />
-Pode ser.- Respondeu o João<br />
Na segunda-feira, o João chegou a casa do Paulo e
tocou à campainha. Então aparece um homem à porta<br />
que lhe diz em tom de riso para ele se virar para trás.<br />
Quando o João se vira foi agarrado por dois homens que<br />
o puseram a dormir e o levaram para um armazém. Passadas<br />
algumas horas, o João acordou e estavam três<br />
homens à sua frente e um disse-lhe num tom de riso:<br />
-Vês porque não se deve ligar para números desconhecidos!<br />
E o João respondeu:<br />
-Mas eu pensei que estava mesmo a falar com o<br />
Paulo.<br />
-Pois! Mas a pensar morreu um «BURRO»! – Disse<br />
o outro – agora vais ligar para os teus papás e<br />
dizer-lhes que têm 10h para transferirem 250 mil<br />
euros para uma conta bancária que nós lhes<br />
vamos dar.<br />
Então, o João ligou para casa e contou a história<br />
aos pais. Mas como os pais já tinham avisado a<br />
polícia, esta localizou a chamada. Passados cerca<br />
de 20 minutos, o armazém estava cercado<br />
por polícias, mas sem que os raptores dessem<br />
conta. Passado um bocado, um dos raptores<br />
saiu do armazém para apanhar ar e foi logo<br />
apanhado. Estranhando a demora do outro, o<br />
cabecilha decidiu ir ver o que se passava e<br />
quando chegou lá fora foi também apanhado.<br />
Mas como este não fechou a porta, o<br />
outro raptor que ainda estava no interior<br />
viu tudo e, apontando uma pistola à cabeça<br />
do João, começou a sair do armazém dizen-
do que ou lhe davam um helicóptero<br />
e todas as armas ou ele matava<br />
o João.<br />
A polícia mandou vir um helicóptero da<br />
base. Quando ele chegou ao armazém,<br />
os polícias colocaram lá dentro as armas.<br />
O raptor largou o João, fugiu para o helicóptero<br />
e levantou voo. Mas dentro do helicóptero<br />
estava uma surpresa da polícia, uma<br />
bomba-relógio. Quando levantou voo o raptor<br />
ouviu um tic-tac, mas não ligou. Só quando já<br />
ia no ar é que reparou que era uma bomba e<br />
resolveu aterrar para fugir. Mas a polícia já se<br />
encontrava no local onde aterrou, e ele foi preso,<br />
já que a bomba era falsa. O João agradeceu<br />
aos polícias e prometeu que quando crescesse<br />
iria ser polícia para poder ajudar nas operações<br />
de salvamento de crianças que fossem raptadas.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Inês Barata | Sofia Pires<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
O pai preocupado, tentou contactar o indivíduo.<br />
Sem sucesso, esperou que o tal homem repetisse<br />
as SMS.<br />
Passaram-se 3 meses e sem sinal do tal homem,<br />
a família estava mais descansada. Sem contarem,<br />
o João voltou a receber SMS muito estranhas,<br />
com sinal de que o tal homem tinha voltado…<br />
sem pensar duas vezes, foi logo contar ao<br />
pai. Furioso e com medo de que algo absurdo ou<br />
terrível fosse acontecer ao seu filho contactou de<br />
imediato a polícia que tomou logo, medidas extremas.<br />
A polícia pediu ao João que entregasse o seu<br />
telemóvel para que os especialistas da área trocassem<br />
SMS com o suspeito. O João triste mas<br />
decidido a entregar o telemóvel para que tudo se<br />
resolvesse. Passaram-se duas semanas … e a polícia<br />
tinha conseguido um encontro numa casa antiga<br />
e abandonada fazendo-se passar por João<br />
dizendo nas SMS que o pai não podia suspeitar
desse encontro.<br />
Essa tal casa estava completamente rodeada por armadilhas<br />
e polícias escondidos e camuflados, caso o indivíduo<br />
tentasse fugir. Mas para que isto resultasse teriam de<br />
levar o João com eles. O pai contrariado lá aceitou mas<br />
com a condição de estarem sempre de olho nele. Assim<br />
foi, numa tarde abafada, o indivíduo esperava João nas<br />
traseiras, o que ele não sabia é que em vez de ser o<br />
João iam ser os polícias armados. Mas para que isto<br />
resultasse João teria de descobrir o que é que esse<br />
tal tipo queria, conversaram mas sempre de olho no<br />
João. Passaram-se duas horas e meia e finalmente<br />
o indivíduo que tinha o nome de Tomé contou a<br />
João que a sua vida desde pequeno fora uma<br />
miséria e entretanto tinha-se tornado drogado e<br />
mais tarde pedófilo. Nesse momento o Tomé<br />
ouviu um espirro vindo do corredor escuro e<br />
imundo logo a seguir o Tomé foge com toda a<br />
velocidade, já suspeitando de que a polícia<br />
estava lá. Mas, mal saiu da porta viu-se envolvido<br />
numa multidão de polícias que o atiraram<br />
para o chão e levaram-no para dentro da carrinha<br />
da polícia e logo a seguir para a esquadra.<br />
João viu-se no meio daquela confusão toda e<br />
chorando correu para os braços do pai.<br />
Passaram-se dois anos e Tomé tinha sido<br />
condenado a 3 anos de prisão. O pai revoltado<br />
com os poucos anos de prisão aplicados<br />
a Tomé mudou-se para os EUA pois, em<br />
Portugal a justiça não era justa. João e a<br />
sua família esqueceram aquele incidente
mas ficou gravado na memória de<br />
João aquelas lágrimas que deixara<br />
cair quando ouvira a palavra “ Pedófilo”.<br />
Passaram-se 3 anos e a mensagem repetiu-se<br />
… como será que isto irá acabar?
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Ana Anjos | Beatriz Bettencourt<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alta, loira e extrovertida.<br />
Sempre que me sinto sozinha, vou até ao chat<br />
para encontrar o e-mail de um rapaz na esperança<br />
de encontrar o “tal”. Alguns dias atrás<br />
falei com um rapaz, o problema é que ele é de<br />
Lisboa e eu sou de Porto Santo no Arquipélago<br />
da Madeira, mesmo assim combinamos encontrarmo-nos<br />
em Oeiras, no Parque dos Poetas.<br />
Reservei bilhete e dois dias depois lá estava eu a<br />
partir para Lisboa, quando cheguei apanhei transporte<br />
para Oeiras e de seguida fui arranjar sitio<br />
onde passar a noite. Mal acordei, escolhi a minha<br />
melhor roupa, arranjei-me e fui até ao parque.<br />
Estava entusiasmada mas nervosa ao mesmo<br />
tempo, não sabia quem iria encontrar ali, mesmo<br />
assim decidi arriscar e esperar um pouco a espera<br />
de encontrar o rapaz. Quando ele chegou ficou<br />
bastante admirado, pois eu não sou nada do que<br />
tinha descrito no chat, mesmo assim fomos conversar<br />
para um sítio mais calmo, ao longo da conversa<br />
fomos descobrindo gostos parecidos e perso-
nalidades fortes. Foi muito agradável estar ali com ele e<br />
combinamos encontrar-nos de novo no dia seguinte.<br />
À noite estava tão ansiosa que nem conseguia dormir,<br />
só conseguia pensar como estava alegre por ter<br />
encontrado o “tal”. De manhã quando estava a tomar o<br />
pequeno-almoço, o meu telemóvel começou a tocar,<br />
fiquei surpresa, era a minha mãe. Atendi e inventei<br />
que tinha vindo a Lisboa tentar arranjar uma boa<br />
faculdade para terminar os meus estudos, ela ficou<br />
orgulhosa de mim mas também me alertou para ter<br />
cuidado com estranhos. Estivemos a conversar um<br />
bocado, mas o tempo estava a passar e a hora que<br />
tinha combinado com o Rui estava a chegar, então<br />
despedi-me da minha mãe e fui ter com ele.<br />
Durante o almoço com ele não consegui parar de<br />
pensar no que a minha mãe me tinha dito, parecia<br />
que palavras ecoavam na minha cabeça,<br />
estava de consciência pesada e não podia continuar<br />
ali calada sem fazer nada. Então comecei a<br />
fazer perguntas sobre ele, ele empalideceu e<br />
disse que não era importante eu saber, que<br />
apenas era importante estarmos ali juntos.<br />
Fiquei preocupada com esta resposta dele,<br />
então disse-lhe que ia voltar para Porto Santo,<br />
vi a cara dele a ficar ainda pior então resolvi<br />
vir embora dali, mas ele veio atrás de mim e<br />
eu pedi-lhe para que me deixa-se ir embora,<br />
que tinha sido errado ter vindo a Lisboa e<br />
ter-me encontrado com alguém que não<br />
conheço. Dali fui directa para pensão, arrumei<br />
as minhas coisas e apanhei o autocarro<br />
para o aeroporto, comprei um bilhete de
avião para o próximo voo.<br />
Enquanto esperava tinha receio que<br />
o Rui aparecesse ali, então mantiveme<br />
atenta. Finalmente cheguei a Porto<br />
Santo, contei tudo o que se tinha passado<br />
à minha mãe, ela ficou desiludida,<br />
mas contente por me ter afastado logo que<br />
pude. Falei também que estava interessada<br />
em ir estudar para a faculdade de medicina<br />
no Porto, ela fez uma cara preocupante mas<br />
disse-lhe logo que desta vez era verdade.<br />
Assim acabei por ir para a faculdade e começar<br />
uma vida nova….e pensar que tudo deveu-se a<br />
uma decisão irresponsável da minha parte. Mas<br />
alguns males vêm por bem. Tive notas altas e<br />
acabei por me licenciar em pediatria, trabalho<br />
agora no hospital de S. João.<br />
Há uns tempos atrás, enquanto jantava ouvi<br />
uma notícia sobre um caso de abuso de menores<br />
por parte de um rapaz já suspeito há dois anos.<br />
Estive atenta a ouvir, e apareceu o Rui com algemas<br />
acompanhado pelos polícias, fiquei em choque<br />
e fui prestar declarações à polícia sobre o<br />
sucedido naquela altura. Tenho pena de ter chegado<br />
a pensar que a internet é um meio de arranjar<br />
“o amor da nossa vida”, eu corri um grande risco<br />
em ter ido a Lisboa e ter pensado que o que acabou<br />
bem poderia ter acabado mal e ter-me estragado<br />
o resto da minha vida. Neste momento tenho<br />
um blog onde alerto as pessoas a terem cuidado,<br />
porque nem tudo acaba bem.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Mariana Saraiva | Marcos Costa<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
...O João era uma criança que tinha sete<br />
anos, e adorava navegar na internet certo dia<br />
enquanto estava a estudar deparou-se com<br />
uma janela que dizia que eu tinha sido escolhido<br />
para ganhar uma consola, bem como não<br />
sabia o que fazer decidi então clicar no botão.<br />
De repente apareceu uma imagem no meu computador<br />
que apagou por completo todos os meus<br />
dados pessoais e confidenciais.<br />
No dia seguinte o meu pai foi consultar a sua conta<br />
bancária, através da internet, foi aí que reparou<br />
que o dinheiro tinha-se transferido para uma<br />
conta offshore.<br />
Ficou todo preocupado, mas também não tinha<br />
sido só isso, pois os seus trabalhos e ficheiros<br />
tinham-se “evaporado” decidiu então falar com o<br />
João. O seu filho respondeu:<br />
- Enquanto eu estudava para língua portuguesa<br />
apareceu-me no canto inferior direito uma caixa<br />
de texto que dizia que podia ganhar uma consola<br />
bastava só carregar no botão logo depois apareceu<br />
uma imagem no meu computador que apagou
completamente todos os meus dados pessoais e confidenciais.<br />
O meu pai sem poucas esperanças contratou um técnico<br />
informático para ver se conseguia ajudar.<br />
No dia seguinte apareceu na minha casa o técnico<br />
com o qual o meu pai tinha falado no dia anterior. O<br />
técnico começou por apresentar-se e logo depois<br />
ligou o computador<br />
O meu pai começou a dizer como e que tudo se<br />
tinha passado, o anúncio, a imagem que tinha<br />
aparecido no ecrã, os ficheiros apagados e o<br />
dinheiro que tinha sido transferido para outra<br />
conta. O técnico sempre a ouvir o que o meu pai<br />
estava a dizer respondeu:<br />
- Vocês tinham sido “alvo” de um vírus muito<br />
poderoso, quando o seu filho carregou no<br />
botão, para ganhar a consola, deixou entrar<br />
um vírus no qual desligou o seu antivírus e<br />
firewalls, e quanto a transferência de dinheiro<br />
é simples o vírus descobriu a senha sua conta<br />
bancária e extorqui-lhe o dinheiro.<br />
- É possível recuperar o dinheiro?
- Receio que não! O vírus não<br />
deixou nenhum rasto. Esquemas<br />
como este são quase impossíveis de<br />
anular o seu efeito, porém muito<br />
fáceis de evita-los bastava só não carregar<br />
no botão e nada disto teria acontecido!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Ana Catarina Pinto | Ana Catarina Vaz<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Não me lembro de me ter inscrito neste sorteio,<br />
mas como recebi este e-mail e o prémio<br />
é aquela consola da WWE, com jogos incluídos<br />
e tudo, que já ando a pedir aos meus pais à<br />
anos e anos, vou clicar neste pequeno botão<br />
vibrante e com cores ofuscantes, cujas letras me<br />
saltam para dentro e convencem o meu cérebro<br />
a ordenar ao meu dedo que pressione o rato do<br />
computador.<br />
Cliquei e foi aberta uma nova página onde me<br />
perguntavam que cor preferia: vermelho, azul,<br />
verde ou amarelo. Fiquei radiante, pois nenhum<br />
colega meu tem uma consola vermelha como a<br />
que eu escolhi.<br />
Em seguida preenchi os dados pessoais que me<br />
pediram:<br />
“Nome: Miguel Santos Machado Idade: 10<br />
anos<br />
Morada: Rua S??????? Escola: EB2/3 S. ????
Ano de escolaridade: 5º ano Nº telemóvel: ?????<br />
Nome da mãe: Filomena Santos Nome do pai: Filipe<br />
Machado”<br />
Não percebi para que queriam saber tantas coisas, até<br />
achei estranho, mas como era um site “seguro” e o<br />
meu desejo de ter uma consola era tão grande, não<br />
liguei muito. Enviei todos os meus dados e fiquei à<br />
espera.<br />
Já passara uma semana. Prémio? Nem vista...<br />
Apenas recebia SMS até dar com um pau, de pessoas<br />
desconhecidas, que afirmavam que nunca<br />
mais iria ver os meus pais. Não liguei. Deveria ser<br />
alguma partida dos meus colegas.<br />
Estava a vir para casa, depois de um longo dia de<br />
aulas e recebi uma nova mensagem. Esta dizia:<br />
“Despede-te dos teus pais. Agora!”. De repente,<br />
senti um líquido a entrar-me na boca, um pano<br />
a sufocar-me, braços a agarrarem-me e um<br />
nevoeiro que não me deixava ver. Perdi a consciência.<br />
Acordei na manhã seguinte, amarrado contra<br />
uma cama e com os pulsos magoados. Perguntei<br />
o que se passava. Um homem, de<br />
carapuço na cabeça, respondeu-me:<br />
“-Não te preocupes. Graças a ti, o teu paizinho<br />
está morto e para seres libertado, a tua<br />
mãe vai ter que me pagar 800 mil euros. È<br />
só isso.”<br />
As lágrimas vieram-me aos olhos e, pateti-
camente, perguntei se ainda ia<br />
ter a minha consola. O homem gritou-me<br />
e cuspiu-me na cara, dandome<br />
um estalo que me pôs de novo<br />
inconsciente.<br />
Agora, conto os dias para me virem salvar.<br />
O meu corpo apodrece de tanta espera.<br />
Ajudem-me por favor!!!<br />
Se alguma vez alguém me encontrar, vivo ou<br />
morto, e se virem este papel, por favor digam<br />
à minha mãe que a adoro e que lamento tudo<br />
o que aconteceu.<br />
Beijinho, Miguel
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Inês Silva | Paulo Ribeiro<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
No entanto como queria mesmo os jogos,<br />
entrei no site “melhor preço” e lá tinha todos<br />
os jogos que eu queria, todos mesmo.<br />
Parecia um site normal, no inicio parecia mesmo<br />
um site, verdadeiro, que vendia mesmo<br />
jogos, se soubesse no que me ia meter nunca<br />
teria aderido ao site. Bem recomeçando, entrei<br />
no site “melhor preço”, aderi, o jogo fifa2010<br />
estava sem duvida a metade do preço, e ainda<br />
não tinha saído em nenhuma loja, não resisti e<br />
comprei, dei o meu número de telemóvel, a<br />
minha morada, e os meus documentos todos<br />
incluindo o nome verdadeiro.<br />
Sabia os perigos da internet, mas pensei que não<br />
fosse tão perigoso como costumavam dizer, mas<br />
não tinha contado nada aos meus pais, pois sabia<br />
que eles não iriam deixar. Tocaram à porta, e fui<br />
abrir, tinha uma carta no chão, peguei e abri-a, lá<br />
dentro dizia para ir buscar o jogo a uma morada.<br />
Por acaso, não estranhei nada de mal, apesar de<br />
ter sido muito de pressa a entrega, e terem dado<br />
uma morada, que nem conhecia.
Fui a essa morada, era um grande armazém cheio de caixas,<br />
enormes, pensei que uma delas poderia ser o meu<br />
jogo, bem com um bocado de medo entrei para dentro<br />
do armazém, estava vazia, era um bocado assustador,<br />
mas queria tanto o jogo que não pensei em mais nada<br />
a não ser tê-lo. Estava a procura do jogo chamando<br />
alguém para me ajudar, quando vem três homens<br />
encapuçados ter comigo, apontando-me uma arma à<br />
cabeça.<br />
Cheio de medo entreguei tudo o que tinha, mas mesmo<br />
assim, eles queriam mais do que isso, primeiro<br />
queriam o meu fígado, mas não percebi bem para<br />
que queria, mas nesse momento também não me<br />
interessava, e depois pediram um resgate aos<br />
meus pais de 50 mil milhões de euros, eu não era<br />
propriamente rico nem tinha muitas dificuldades,<br />
mas também não era muito pobre, era de uma<br />
família humilde. Os meus pais assustados, pediram<br />
um empréstimo. O meu pai foi lá entregar,<br />
pois a minha mãe ficou em casa, para estar<br />
mais protegida, o meu pai fez exigências, mas<br />
eles queriam primeiro o dinheiro, o meu pai<br />
entregou mas eles não me libertaram e ainda<br />
prenderam o meu pai.<br />
Em sofrimento, começaram-me a cortar com<br />
uma faca, até que ouviram a polícia, deram<br />
um tiro ao meu pai e conseguiram fugir, deixando-me<br />
lá a sagrar com um corte profundo<br />
à beira do fígado. A polícia entrou lá<br />
dentro com as armas com tudo a traz cães<br />
mas mesmo assim, ainda fugiram e ainda
hoje não os conseguiram apanhar,<br />
neste momento eu estou<br />
numa cama de hospital, com o meu<br />
pai em perigo de vida por causa do<br />
tiro no lado esquerdo da barriga, e eu<br />
tive de levar 29 pontos ao lado do fígado.<br />
Neste momento já estou melhor, mas o<br />
meu pai ainda está muito mal, espero que<br />
ele fique bem.<br />
Passado alguns dias o meu pai não resistiu e<br />
faleceu, fiquei e ainda estou mesmo triste. Á<br />
custa de mim, o meu pai morreu fiquei com<br />
um corte, que vai ficar cicatriz para sempre e<br />
ainda a minha mãe ficou com uma grande divida,<br />
tudo por causa de um jogo mais barato, vou<br />
ficar com remorsos para toda a vida, nunca mais<br />
me vou perdoar, fiz uma estupidez que vai lembrar<br />
sempre a minha mãe e principalmente a<br />
mim, sei que não vai voltar-se mais a repetir<br />
comigo, porque eu aprendi a lição, e a minha mãe<br />
já me tirou a internet de casa, neste momento eu<br />
e ela, apesar de estar completamente zangada<br />
comigo, estamos mais unidos que nunca, porque<br />
afinal de contas eu perdi o meu pai, e sim eu sei<br />
que a minha mãe nunca me vai perdoar mas vou<br />
fazer por isso. Eu só quero agora tentar que tudo<br />
volte ao normal, e que os bandidos sejam apanhados.<br />
POR FAVOR TENHAM CUIDADO!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Fontes Pereira de Melo<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Inês Silva | Paulo Ribeiro<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
Esta é a história da Mariana, uma adolescente<br />
como tantas outras…<br />
A Mariana era uma adolescente de 14 anos, que<br />
já á muito tempo andava a chatear os pais para<br />
estes lhe darem um computador. Estes um pouco<br />
receosos, por certas histórias que já tinham<br />
ouvido, sempre adiaram fazer-lhe a vontade.<br />
Até que um dia, no dia de aniversário da Mariana<br />
quando ela fazia 15 anos, e depois de muito chatear<br />
os pais, estes decidiram dar-lhe o que ela<br />
tanto esperava, o computador.<br />
Ela ficou bastante feliz e entusiasmada. Mas ainda<br />
faltava uma coisa para completar a alegria da<br />
Mariana, a internet. Voltou novamente ela a chatear<br />
os pais, os pais desta vez cederam logo e<br />
decidiram meter internet em casa, até porque a<br />
Mariana precisava de fazer uns trabalhos para a<br />
escola e teria de recorrer ao uso da internet.<br />
Na semana a seguir já a Mariana tinha internet e<br />
estava muito entusiasmada por isso.
A vida da Mariana estava a mudar por completo, em vez<br />
de ir sair com as amigas ao fim-de-semana, já trocava<br />
essas saídas por uma tarde enfrente ao computador.<br />
Para a Mariana aquilo era novidade, e ela desconhecia<br />
os perigos que existiam espalhados pela internet. A<br />
Mariana já tinha criado e-mail, já tinha criado perfis em<br />
muitos sites, como hi5, facebook, myspace e por aí,<br />
também ia para as salas de chat, jogos online, etc. A<br />
Mariana já trocava os seus amigos verdadeiros por<br />
aqueles “amigos” virtuais que ela não conhecia de<br />
lado nenhum. A Mariana estava a viver uma vida virtual,<br />
fora da realidade. As amigas já se afastavam<br />
dela, pois a Mariana já não era a mesma pessoa.<br />
Passado um certo tempo, a Mariana já tinha feito<br />
várias “amizades” virtuais entre elas, tinha conhecido<br />
o Paulo, um rapaz que dizia ter 16 anos e ser<br />
de Lisboa. O Paulo já lhe tinha mandado várias<br />
fotos, já dizia que a adorava muito, para ela já<br />
não conseguia passar 1 dia sem ir a internet e<br />
falar com o Paulo. Até que um dia o Paulo<br />
declarou-se á Mariana e pediu-a em namoro. A<br />
Mariana disse que ia pensar e que lhe daria a<br />
resposta depois. No dia a seguir a Mariana<br />
aceitou namorar com ele, mas disse que para<br />
isso teriam de se encontrar, pois queria<br />
conhece-lo pessoalmente. Ela morava no Porto<br />
e ele em Lisboa, a distancia era um pouco<br />
grande, teriam de arranjar dinheiro e esperar<br />
pelas férias da escola. Até lá teriam de ir<br />
namorando pela internet…<br />
Chega finalmente Junho, a Mariana entra de
férias, e depois daqueles meses a<br />
juntar dinheiro, já tinha dinheiro<br />
suficiente para ir de comboio ter com<br />
o seu namorado. Agora havia ainda<br />
outro problema, a autorização dos pais,<br />
e isso seria o mais difícil, pois os pais<br />
jamais permitiriam que a Mariana fosse ter<br />
com um desconhecido. Ela falou com o Paulo<br />
e ele aconselhou-a a fugir, e prometeu<br />
que ia estar á espera dela e que não deixaria<br />
que nada de mal lhe acontecesse. Ela iludida,<br />
confiou nele, e combinaram encontrar-se em<br />
Coimbra no dia a seguir. A Mariana em seguida<br />
ligou á sua melhor amiga, a Teresa e contou o<br />
que ia fazer. A Teresa disse que ela estava maluca,<br />
pois isso era uma asneira e aconselhou-a a<br />
não fazer nada, mas a Mariana não deu ouvidos.<br />
De madrugada a Mariana saiu com uma mochila<br />
atrás das costas e foi apanhar o comboio. Estava<br />
muito contente pois iria estar com o namorado<br />
que tanto a iludira. Os pais da Mariana acordam e<br />
não vêem a Mariana em casa, preocupados ligam<br />
para casa da Teresa, a perguntar se a Mariana<br />
estava por lá. A Teresa ainda hesitou, mas depois<br />
disse a verdade aos pais da Mariana, pois se acontecesse<br />
alguma coisa á Mariana ela jamais se desculparia.<br />
Os pais da Mariana pegaram no carro e<br />
foram logo para Coimbra e também alertaram a<br />
policia de imediato.<br />
A Mariana ansiosa chega a Coimbra e não vê ninguém.<br />
Decide aguardar, até que vê um carro a<br />
parar, e de lá saem uns homens com um aspecto
assustador. A Mariana assustada, vê eles a virem na<br />
direcção dela, e começa a gritar e ainda tenta fugir mas<br />
não consegue. Eles cercam a Mariana e metem-na á força<br />
no carro. Os pais da Mariana chegam tarde demais á<br />
estação e já não vêem a Mariana. A polícia e os pais da<br />
Mariana iniciam as buscas á procura da Mariana. Passam<br />
os dias, semanas, meses e a Mariana não aparece.<br />
Sem rasto algum a Mariana desapareceu para sempre…<br />
Mas como a esperança é a última a morrer os pais da<br />
Mariana não perdem a esperança…e continuam a<br />
procurá-la mas sem sucesso. E ate hoje a Mariana<br />
nunca mais deu sinal de vida.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Valongo<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Isabel Moutinho | Paula Usha<br />
Giselda Silva Sampaio | Tânia Sofia L. Cartucho<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
…até que um dia não conseguiu resistir: a sua<br />
curiosidade já era descomunal e ligou, perguntou<br />
quem era e do outro lado da linha ouvia-se<br />
uma voz feminina dizendo:<br />
-Olá.<br />
Ele respondeu:<br />
- Quem és? E porque insistis-te tanto para que te<br />
ligasse?<br />
A rapariga respondeu:<br />
-Eu sou a Catarina, vi o teu número no FaceBook<br />
e fiquei interessada em conhecer-te, pelas fotos<br />
aparentas ser bonito e bastante interessante,<br />
João envergonhado responde:<br />
-Obrigado. Mas mesmo assim continuo sem saber<br />
quem és. Podes dar-me o link do teu perfil?<br />
Catarina: - Sim claro que te dou, espera um<br />
momento … Aqui está ele vou mandar-te por men-
sagem.<br />
João: - Ok, mas agora vou jantar, mais logo á noite ligote.<br />
Depois do jantar João foi ao perfil da tal rapariga chamada<br />
Catarina. Ficou encantado com as fotografias.<br />
Pensou que talvez fosse umas das mais belas raparigas<br />
que alguma vez tinha visto.<br />
Nesse instante João ligou-lhe. Disse que Catarina<br />
também aparentava ser uma rapariga muito bonita e<br />
muito interessante, e que talvez se devessem<br />
conhecer. Catarina concordou logo com aquela proposta.<br />
Marcaram encontro no parque para o fim-de<br />
-semana.<br />
À medida que os dias passavam a ansiedade de<br />
João aumentava. Já era domingo. O João mal<br />
acordou foi-se arranjar. Entretanto chegam as 15<br />
horas. Ele sai de casa e vai em direcção ao parque<br />
que fica a poucos metros. Chegam as<br />
15:30 horas e a Catarina não aparece. João<br />
começa a ficar preocupado. De repente vê um<br />
carro vir na sua direcção. O carro pára e saem<br />
d o i s h o m e n s . D i s c r e t a m e n t e<br />
apontam-lhe uma arma e obrigam-no a entrar<br />
no carro. João entra e depara-se com um<br />
senhor com cerca de 47 ou 50 anos. Não<br />
percebe o sucedido, fica à nora e com receio<br />
pergunta:<br />
- Porque me fazem isto? O que se passa?<br />
O senhor responde-lhe:
- Olá! Eu sou a Catarina. E então,<br />
ainda me achas interessante?<br />
João sufocado responde em silêncio.<br />
Chegam a uma rua sem saída, onde<br />
com armazéns antigos. Saem do carro.<br />
João ainda tenta fugir mas não consegue.<br />
Levam-no para dentro e o homem pede<br />
aos seus cúmplices para se irem embora.<br />
João, mais uma vez, se questiona sobre o<br />
que se está a passar. O Senhor diz-lhe que a<br />
Catarina fora uma mera desculpa para o atrair<br />
até ao parque e que desde que o tinha observado<br />
naquelas fotos que ele lhe despertou um<br />
interesse profundo. Enquanto falavam ia acariciando-o.<br />
João sentia nojo, medo, fúria por se<br />
ter apercebido que caiu numa artimanha.<br />
Entretanto, os pais de João acabam por dar pela<br />
sua falta. Ligam-lhe e o telemóvel está desligado.<br />
Decidem comunicar às autoridades e estas dizem<br />
que só podem dar como desaparecido e iniciar as<br />
buscas após 24 horas.<br />
No armazém vivem-se momentos de desespero,<br />
alucinações, vergonha.<br />
Entretanto João adormece e quando acorda, repara<br />
que está numa cave subterrânea. Chora desesperado.<br />
Passou-se um mês, dois , três meses e nada se<br />
sabia de João: as esperanças já se vou desvanecendo…<br />
João Morreu no silêncio de uma cave. Foi encontra-
do meses mais tarde a flutuar no Rio.<br />
Por causa de um telefonema desconhecido João perdeu<br />
a vida, mas nós ainda estamos vivos por isso porquê<br />
cairmos em armadilhas?
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Dr. Francisco Gonçalves Carneiro<br />
Agrupamento Dr. Francisco Gonçalves Carneiro<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Lídia Fernandes Lopes<br />
Diana Jesus | Marta Silva<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alto, moreno, conversador, atraente,<br />
loiro de olhos azuis, musculado, atrevido,<br />
simpático. Como Virtual, gosto de sair à noite,<br />
beber bebidas alcoólicas, fumar e adoro fazer<br />
tatuagens. Como Real, não bebo bebidas alcoólicas,<br />
nem fumo. Os meus pais não me deixam<br />
sair à noite e não gosto nada de tatuagens, mas,<br />
como esta malta toda adora tatuagens e piercings,<br />
parecia mal eu dizer que não gosto.<br />
Sou muito popular nos chats, porque pensam que<br />
sou muito “à frente”, ou seja, pensam que gosto<br />
de me baldar às aulas, que sou traficante e um<br />
gajo sem medos.<br />
As raparigas adoram-me, porque acreditam em<br />
tudo o que lhes digo. É incrível como elas apreciam<br />
rapazes com as características do Virtual!<br />
Também os rapazes gostam da minha “onda”.<br />
Há muitas raparigas que gostavam de se encontrar<br />
comigo, mas eu nunca me encontrei com nenhuma.<br />
Não me atreveria! Não tenho aquelas características<br />
e não as posso decepcionar. Nem a mim…
Tudo corria bem até que uma amiga minha descobriu que<br />
eu andava a fazer-me passar por outra pessoa, enganando<br />
os outros. Essa amiga conhecia uma das raparigas<br />
com quem eu falava no chat e contou-lhe quem eu era,<br />
que, por sua vez, contou a algumas pessoas com quem<br />
eu também falava. Os rapazes, quando descobriram a<br />
fraude, ”partiram-me a cara”; as raparigas olhavamme<br />
com desdém. Todos me ridicularizavam. Se já<br />
tinha poucos amigos (melhor dizendo, conhecidos), a<br />
partir dali nunca mais ninguém se aproximou de<br />
mim, nem para pedir apontamentos…Tentei fazer<br />
muitos amigos e o que ganhei foi o desprezo dos<br />
poucos que tinha.<br />
Meus amigos, não façam o que eu fiz, pois poderão<br />
sofrer consequências graves, iguais ou piores do<br />
que as minhas.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Dr. Francisco Gonçalves Carneiro<br />
Agrupamento Dr. Francisco Gonçalves Carneiro<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Ana Lídia Fernandes Lopes<br />
Ana Carolina Salgado | Ana Filipa Alves | Nicole<br />
Gonçalves | Rute Ferreira<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Estava tão entusiasmado! Fui eu o escolhido!<br />
Ainda nem acredito! Cliquei onde dizia “aceito<br />
o prémio” e, logo a seguir, bastava dar a<br />
minha morada e alguns dos meus dados pessoais<br />
para receber a tão desejada consola de<br />
jogos.<br />
Comecei então a preencher aquele questionário<br />
com o meu nome completo, idade, número de<br />
telefone, e-mail, todas essas coisas e também o<br />
número de bilhete de identidade para comprovar.<br />
Mas fiquei a pensar:<br />
-Para quê tantos dados só para receber a minha<br />
consola de jogos?<br />
Apesar das dúvidas, estava tão feliz que não me<br />
importei mais com o assunto, só a pensar que,<br />
quando a recebesse, iria passar longas e longas<br />
horas a jogar, sozinho ou com o meu irmão. Sim,<br />
porque sabia que, se não o deixasse jogar, ele iria<br />
estar sempre a chatear-me…<br />
Esperei longos dias e cada um deles passava mais<br />
devagar que o anterior. E eu sem receber a minha
consola de jogos! Passaram então um dia, dois dias, três<br />
dias, quatro dias… Comecei a ficar desanimado.<br />
Passadas duas semanas, é que finalmente me apercebi<br />
que tinha sido enganado e que nunca iria receber a<br />
minha consola. Fiquei de rastos, porque cheguei a<br />
sonhar com ela e ela nunca chegou! Até já tinha convidado<br />
a minha namorada para ir a minha casa um dia<br />
destes para jogarmos!<br />
Perguntava-me então:<br />
-Por que é que me enganaram?<br />
Os meus pais, não sei como (mas também já não<br />
quero saber), descobriram tudo e, claro, tiraramme<br />
logo o computador, dizendo-me que, se eu voltasse<br />
a fazer uma destas, nunca mais veria o meu<br />
querido computador! Tive que lhes prometer que<br />
a situação não se voltaria a repetir. Mas será que<br />
não irei cair noutro engano? Espero bem que<br />
não!<br />
Bom, passados dois meses, já com o meu computador,<br />
fui à internet e imaginem o que<br />
encontrei? No meu correio electrónico, uma<br />
mensagem dizia “acabou de ganhar um automóvel”.<br />
Fiquei tão contente! Fui novamente<br />
eu o escolhido para receber um grande prémio!<br />
De imediato, cliquei onde dizia ”aceito o<br />
prémio”…
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária D. Egas Moniz<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Carlos Pinto<br />
Diana Silva | Marisa Palmas | Raquel Almeida |<br />
Sandra Francisco<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alto, loiro, extrovertido e que tenho<br />
uma longa experiência na carreira da Moda.<br />
Um dia, depois da aula de piano, o motorista do<br />
Real como é habitual, levou-o para casa. Pelo<br />
caminho ia a pensar qual era a desculpa que iria<br />
dar à Senhora sua mãe Avira Virtual para não ir<br />
tomar o chá das 5h com as amigas da sua mãe,<br />
as manas Microsofts. Chegou a casa e disse a<br />
mãe:<br />
-Mãe, tenho um trabalho importantíssimo para<br />
fazer. Dá-me licença para faltar ao chá das 5h, e ir<br />
para o meu quarto?<br />
-Real, desta vez passa, querido, mas para a próxima<br />
não vou permitir que falte.<br />
-Mãe, está prometido!<br />
Na verdade, o que o Real Virtual queria mesmo<br />
fazer era ir para os chats que era habitual frequentar.<br />
Como habitual a sua amiga “Media Player” mal<br />
ele entrou, ela disse-lhe:
-Olá Virtual J.<br />
-Olá Medy!<br />
-Olha Virtual, eu hoje vou andar por esses lados, não<br />
queres finalmente conhecer-me? E podermos fazer algo<br />
mais interessante, sabes bem o que quero dizer;<br />
-Ah… não sei, tenho que ir à minha agenda. Olha, hoje<br />
só tenho uma sessão fotográfica.<br />
-Então, eu vou estar numa esplanada para que me<br />
reconheças. Vou levar um lenço branco ao pescoço.<br />
-Vou tentar aparecer. Xau.<br />
Passadas umas horas, Real decide aparecer na<br />
esplanada. Quando lá chegou viu uma senhora de<br />
lenço branco por volta dos 35 anos e apercebeuse<br />
que a suposta rapariga com que falava era afinal<br />
a sua professora de piano.<br />
Concluiu que qualquer pessoa pode estar do<br />
outro lado com muitas intenções, boas ou más.<br />
A partir daí não marcou mais encontros nem<br />
deu confiança a desconhecidos.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Bento Carqueja<br />
Agrupamento Bento Carqueja<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Florbela Aguiar<br />
Fan Na | Micael Mendes<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
até que, numa noite, muito impaciente decidiu<br />
ligar ao número referido. De repente, misteriosamente,<br />
uma luz muito forte transportou-o<br />
para outro lugar.<br />
Estranhamente, foi transportado para umas<br />
espécies de estradas que lhe eram completamente<br />
desconhecidas. No ar, andavam criaturas cujo<br />
aspecto fazia lembrar os diferentes dados existentes<br />
no mundo da Internet. Perante este cenário,<br />
Serafim ficou bastante admirado e espantado. Não<br />
fazia a mínima ideia do que se tinha passado e de<br />
onde estava. Entretanto, foi caminhando ao longo<br />
dessas estradas, até encontrar um Computador<br />
falante que lhe disse que mundo era aquele. Serafim<br />
estava na conhecida Internet e cada pedaço de<br />
estrada transportava os habitantes desse mundo:<br />
vírus, antivírus e todos os outros dados desse planeta.<br />
Durante a sua viagem, Serafim, através de<br />
portais, acedeu aos diferentes sites existentes,
como por exemplo, sites de jogos em que o Serafim passou<br />
dias e dias a jogar. Pois, agora não se joga com<br />
teclados ou comandos, mas sim, ele próprio era a personagem.<br />
Entrou noutros sites de educação, aprendeu<br />
várias matérias acerca da Natureza, entrou em sites<br />
inapropriados para a sua idade e até encenou num<br />
vídeo do Youtube. Depois de muitas páginas da Internet<br />
ter visitado e já um pouco acostumado àquele Universo,<br />
encontra o tal Computador falante ao qual lhe<br />
pergunta como sair dali. Este responde-lhe que se<br />
Serafim foi parar naquela dimensão a causa seria um<br />
vírus que estaria a perturbar o seu normal funcionamento<br />
e que facilmente poderia ser derrotado –<br />
bastava que um dos “Agentes Antivírus” o encontrasse<br />
e o detivesse. Tal não demorou muito, pois<br />
o Computador, que acabou por revelar que era a<br />
base de dados da Internet, soou o alarme e rapidamente<br />
os “Agentes” se espalharam até que<br />
cerca de 30 minutos, depois Serafim podia<br />
regressar a casa, onde se sentia bem.<br />
Quando Serafim regressou, verificou que o<br />
tempo no Planeta Terra não tinha passado e<br />
que ninguém tinha dado pela sua falta. Com<br />
certeza, este “milagre” surpreendeu bastante<br />
Serafim, mas também lhe ensinou que existem<br />
diversos tipos de sites, devidamente<br />
adequados às diferentes idades e, por fim,<br />
que os vírus podem ser muito perigosos<br />
para o normal funcionamento do espaço<br />
informático.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Afonso Cunha | Diogo Fernandes<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Tentações<br />
A nossa professora marcou-nos<br />
um trabalho sobre um dos assuntos<br />
abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />
bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />
na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />
assunto.<br />
O texto estava perfeito, só precisava de uns<br />
ajustes para parecer que tinha sido eu a fazêlo.<br />
Coloquei o meu nome e mudei algumas<br />
palavras. Na semana seguinte entreguei o trabalho.<br />
Estava excelente, falava de tudo o que a<br />
professora tinha pedido e o melhor, é que não<br />
tinha dado nenhum trabalho a fazer, sou mesmo<br />
inteligente, bastou ir à internet e lá estava ele,<br />
prontinho a ser copiado.<br />
Dois dias depois, a professora deu-me zero! Não<br />
percebi, fiquei revoltadíssimo, então o que mais<br />
queria ela?<br />
Para meu azar, vim a descobrir mais tarde, a professora<br />
descobriu rapidamente na internet a enciclopédia<br />
da qual tinha feito o chamado copy paste<br />
do texto apresentado no meu trabalho. Era tal e<br />
qual, eu sei, apenas tinha umas pequenas alterações.<br />
A professora chamou-me ao lado e pediu-me para<br />
esperar pelo fim da aula, tinha que ter uma conversa<br />
comigo, pela cara dela pareceu-me muito<br />
grave.
A aula nunca mais acabava, estive o tempo todo nervoso.<br />
Quando finalmente acabou, fui a medo ter com a professora<br />
e então, deu para perceber, que o que eu tinha feito<br />
era mesmo muito grave. Disse-me que o que eu fiz, foi<br />
plagiar um autor que, segundo o dicionário é a imitação<br />
ou cópia fraudulenta de uma obra, que devia comunicar<br />
ao meu encarregado de educação e ao director da<br />
escola. Pedi-lhe para não o fazer, eu sei que talvez os<br />
meus pais não fossem dar muita importância ao<br />
assunto pois não faziam ideia da gravidade da situação,<br />
eles até me deixam fazer descargas a torto e a<br />
direito, músicas, filmes, jogos, tudo o que quero,<br />
não têm a ideia da ilegalidade do que faço.<br />
Eu, também ouço falar que é ilegal todas estas<br />
descargas que faço mas nunca ninguém veio ter<br />
comigo e explicar o porquê de ser ilegal.<br />
A professora explicou e bem, disse-me que as<br />
obras literárias, artísticas ou científicas ou seja,<br />
textos, músicas, filmes, estudos científicos e<br />
tudo o mais, tinham tido autores que demoraram<br />
tempo, anos, meses, dias, a desenvolver,<br />
a estudar, gastaram dinheiro por exemplo a<br />
fazer experiências e por conseguinte, tinham<br />
direitos sobre essas mesmas obras, direito de<br />
as expor ou não, direito de serem pagos pelo<br />
seu trabalho, enfim, os chamados direitos de<br />
autor que eu fiquei tão bem a conhecer.<br />
Disse-me ainda que, embora nós consigamos<br />
possuir e manipular as novas tecnologias<br />
de informação, manifestamos uma<br />
lamentável incompetência ao nível da pes-
quisa, selecção, tratamento e<br />
transformação da informação que<br />
seleccionamos. Copiamos com tanta<br />
naturalidade que até somos conhecidos<br />
pela geração copy paste.<br />
A professora estava certa, aprendi que<br />
devemos utilizar a internet como um meio<br />
de pesquisa, de ajuda e até para conhecermos<br />
obras que de outra forma nunca conheceríamos.<br />
É importante preservarmos os<br />
direitos dos autores e pagarmos pelas suas<br />
obras, só assim iremos ajudá-los a dar-nos<br />
mais ensinamento, cultura e divertimento.<br />
Os governos encontram-se empenhados em<br />
castigar quem infringe a lei dos direitos de autor<br />
e têm criado leis que obrigam os infractores a<br />
pagar avultadas indemnizações aos autores.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Rita Gonçalves Pinto | Sandrina Raquel Ribeiro<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Tentações<br />
A nossa professora marcou-nos<br />
um trabalho sobre um dos assuntos<br />
abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />
bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />
na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />
assunto.<br />
Copiei, colei e imprimi. Nem me dei ao trabalho<br />
de ler o texto todo. Li o primeiro parágrafo<br />
e era fantástico. Afinal, para quê dar-me ao<br />
trabalho? Bastava trocar o nome e pôr um título<br />
e uma capa original. Claro que não fui eu<br />
quem pensou na capa. Pesquisei um bocado e vi<br />
umas coisas fáceis de se fazer. Bastou isso. A<br />
professora achou o trabalho tão bom, que o quis<br />
publicar no jornal da escola. A escola achou tão<br />
bom que o publicou no jornal da freguesia. E foi<br />
assim por aí fora até chegar a um jornal em que<br />
todo o país o leu!<br />
Estava tudo a correr bem, até que os verdadeiros<br />
autores do texto – os alunos de uma escola do<br />
outro lado do país – deram conta que o texto era<br />
deles!<br />
Recebi uma carta em que me convocaram para ir<br />
ao tribunal. Acusaram-me de plágio. Nem sabia o<br />
que isso era. Os meus pais quando descobriram<br />
deram-me um grande sermão e explicaram-me<br />
que plágio é “roubar” a autoria de um trabalho<br />
escrito. Fiquei em sarilhos. Processaram-me lá no
tribunal e disseram que lá no fundo da página do sítio<br />
estava claramente referido que não se podia copiar.<br />
Tinha lá um símbolo esquisito como este: ©. Isso quer<br />
dizer copyright. Acho que quer dizer que não se pode<br />
copiar, ou assim. E ainda por cima, ainda lá dizia<br />
«Todos os direitos reservados». Meti-me em sarilhos….<br />
Nunca pensei que fizesse assim tão mal copiar um textozinho….<br />
Os meus pais tiveram que pagar uma<br />
indemnização, eu fiquei de castigo - tiraram-me a<br />
PlayStation, o computador e até a televisão… nem se<br />
quer posso ouvir música, sempre que saio de casa é<br />
só casa-escola, escola-casa -, fui alvo de chacota lá<br />
na escola e nos arredores, e ainda por cima tive<br />
zero no trabalho!<br />
Aqui estou eu, no meu quarto, a escrever um texto<br />
sobre aquilo que me aconteceu, tudo porque<br />
copiei um texto da Internet. Da próxima, vou<br />
copiar aos livros! Estou a brincar…é claro que<br />
não. Da próxima, não copio de nada, nem de<br />
ninguém. Os trabalhos de casa copiados apenas<br />
nos intervalos antes das aulas acabaram!<br />
Apanhei susto que chegue. Agora só copio da<br />
minha mente. Moral da história: não utilizes o<br />
que não é teu!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Bento Carqueja<br />
Agrupamento Bento Carqueja<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Florbela Maria Pereira Lopes Aguiar<br />
Ana Filipa Pinto Sousa<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alta, loira, inteligente, bonita, cooperante<br />
e tenho quinze anos.<br />
Aconteceu que um dia, o rapaz de quem todas<br />
as raparigas gostavam, se apaixonou pelo meu<br />
lado Virtual.<br />
Para mim, foi muito bom, mas pensei “…mais<br />
tarde isto vai dar problemas…”. Embora não<br />
tenha ligado nada aos conselhos da minha melhor<br />
amiga, decidi continuar a falar com ele.<br />
Passados cinco dias, eu vejo-o na escola e noto<br />
que ele está mesmo apaixonado! Mas o pior, foi<br />
mais tarde, pois, quando fui ao chat, ele convidava-me<br />
para sairmos no dia seguinte à noite. O<br />
problema não era esse, mas sim como é que eu<br />
iria aparecer.<br />
Ao outro dia, enviei-lhe uma mensagem a dizer<br />
que não podia, pois a minha mãe estava muito<br />
doente e eu tinha teste de Inglês no dia a seguir<br />
(o que era verdade). De seguida, fui para a escola<br />
e vi-o a lamentar-se entre “baba e ranho” o que
me deu muita pena.<br />
Passaram-se muitos meses e foi hoje que decidi<br />
“enfrentar a fera”. Ele, na noite anterior, convidara-me<br />
para ir ao cinema e, como sabem, eu aceitei.<br />
Chegadas as oito horas, fui ter com ele. Quando cheguei<br />
lá, vi-o sentado numa mesa com uma flor. Sem<br />
medo nem receio, fui ter com ele. Quando me apresentei,<br />
ele disse-me “TU?!”. Eu, embora muito triste,<br />
expliquei-lhe tudo e ele foi-se embora atirando a flor<br />
para o chão. Apanhei a flor e fui para casa cabisbaixa.<br />
São seis da manhã e recebi uma mensagem dele<br />
passados cinco dias do tal “conflito”. Na mensagem<br />
dizia “Anda ter comigo ao portão da escola às oito<br />
menos um quarto”. E assim foi. Quando cheguei<br />
lá, ele falou comigo e pediu-me muitas desculpas<br />
pela sua reacção e eu desculpei-o. Lamentandose,<br />
disse-me “Ensinaste-me uma valente lição,<br />
pois eu só me interessava pelo aspecto físico<br />
das pessoas em vez do psicológico” ao que eu<br />
respondi “Também eu aprendi muito contigo”.<br />
Dito isto, senti que ele estava agora apaixonado<br />
pelo meu Real e eu por ele.<br />
Dias mais tarde, quem é que acham que<br />
havia de aparecer com o rapaz mais giro da<br />
escola? Só podia ser EU!!! As raparigas lá da<br />
escola ficaram todas amuadas por ele gostar<br />
de “uma pequenita de palmo e meio”, mas<br />
eu não liguei nada a isso, pois, quando<br />
estamos apaixonados, nada nos pode separar.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Bento Carqueja<br />
Agrupamento Bento Carqueja<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Florbela Maria Pereira Lopes Aguiar<br />
Francisco José Tavares Costa | Miguel Ângelo da<br />
Silva Santos<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou um rapaz atrevido e que tenho um<br />
alto cargo na Portugal Telecom, seduzindo<br />
assim as raparigas nos chats.<br />
Um dia combinei um encontro no Norteshopping,<br />
com uma rapariga que residia no Porto.<br />
Quando lá cheguei, apercebi-me que a rapariga<br />
não era realmente como aparentava na foto,<br />
mas, mesmo assim, fui almoçar com ela. Como<br />
me esqueci da carteira, tive de disfarçar, e ela,<br />
então, teve de pagar o almoço dos dois!<br />
Daí em diante nunca mais marquei nenhum<br />
encontro via internet com ninguém, mas não deixei<br />
de ser um virtual.<br />
Depois disso, continuei a falar nos chats e a jogar<br />
on-line com os meus amigos.<br />
Um dia estava num chat a conversar com um<br />
menino brasileiro, de 12 anos, chamado Nelson.<br />
Ele contou-me que sofria de bullying.<br />
Durante essa conversa ele contou-me o terror que<br />
sofria todos os dias desde que entrava até sair da
escola.<br />
Os colegas troçavam com ele por ser pequeno e gordinho,<br />
até me contou que, já por várias vezes, fingiu estar<br />
doente, para faltar à escola.<br />
Vendo esta situação, disse-lhe para não dar ouvidos<br />
aos rapazes que o gozavam, e o melhor que tinha a<br />
fazer era procurar um amigo com quem pudesse estar<br />
nos intervalos, para conversar, desabafar e brincar.<br />
Também lhe disse que se tivesse algum problema<br />
devia confiar mais nos professores e nos pais.<br />
Passados uns dias, voltei a falar com o Nelson e ele<br />
disse-me que seguiu os meus conselhos e já não<br />
tinha medo de ir à escola, pois, tinha feito amizade<br />
com o seu colega de turma chamado Elson, e que<br />
agora estão sempre juntos, não só na escola,<br />
como através da internet!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Bento Carqueja<br />
Agrupamento Bento Carqueja<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Florbela Maria Pereira Lopes Aguiar<br />
Andreia Lopez | Filipa Gonçalves | Liliana Martins<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Uma vida feliz com uma inocência reservada<br />
e uma maturidade invejada por muitos. Nós,<br />
os adolescentes temos sempre um lado mais<br />
subtil e para mim ter uma consola de jogos era<br />
o meu maior sonho. Já algum tempo que ando a<br />
pedir uma aos meus pais, mas não há maneira<br />
de me darem.<br />
Tudo parecia correr como o normal. Um almoço<br />
com os amigos, rir até não poder mais, um pouco<br />
de leitura e conversas normais, que para muitos<br />
não são tão normais quanto aparentam ser (mas<br />
enfim!..).<br />
4 De Maio de 2009. Um dia atarefado, estava<br />
exausta, tínhamos tido teste de Português, e o<br />
que só queria mesmo era aliviar o stress e falar<br />
com os amigos. Como é normal, os jovens de hoje<br />
gostam imenso de ir para o messenger. Eram<br />
18:30m, e sem nada para fazer, a vontade de ir<br />
para o msn era imensa, decidi ir até lá. Foi então<br />
que me apercebi que tinha, na caixa de correio, 3<br />
emails. Li o primeiro e o segundo, algo sem importância.<br />
Fiquei perplexa ao começar a ler o 3º
email, comecei por ler o assunto, onde dizia:” Consola de<br />
jogos” li o email até ao fim. E quase me deu vontade de<br />
chorar pois, ao fundo da página dizia “grande prémio,<br />
basta clicar aceito prémio para ganhar “. Lembro-me te<br />
ter visto um daqueles anúncios que se encontram nos<br />
lados das páginas da internet, e por mero acaso inscrevi-me<br />
pensando que aquilo não passava de uma mentira,<br />
pois quem é que oferece consolas grátis?!<br />
Cliquei e aparentemente parecia estar tudo certo?!<br />
Mas passado uns 5 minutos o computador foi abaixo.<br />
Meramente me apercebi de que tudo estava errado,<br />
era um vírus. Os vírus informáticos são pequenos<br />
programas de software concebidos para se espalharem<br />
de um computador para outro e para interferir<br />
no seu funcionamento. Um vírus pode danificar ou<br />
eliminar dados no computador, utilizar o programa<br />
de correio electrónico para se alastrar para<br />
outros computadores, ou até apagar tudo o que<br />
esteja no disco rígido.<br />
Não passou tudo senão de uma ilusão de<br />
segundos. Não podia ter sido pior, fiquei de<br />
rastos. Deixei de comer em condições durante<br />
mais de um mês.<br />
Foi assim que me apercebi de que os jogos<br />
não são tudo na vida e que temos amigos<br />
com os quais podemos fazer muito mais do<br />
que jogar.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Sendim<br />
Agrupamento Sendim<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Sandra Marisa Afonso Matela<br />
Ana Daniela | Nathalie Machado | Vanessa Pires<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual<br />
(Lorena Gata). A minha família e os<br />
meus amigos conhecem-me por Real<br />
(Lorena), já para a malta dos chats e dos<br />
jogos, na Internet, sou simplesmente o Virtual<br />
(Gata). Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual faço<br />
de conta…<br />
Como Lorena sou baixa, um pouco forte, uso<br />
óculos, tenho aparelho e o cabelo castanho<br />
muito encaracolado. Como Gata sou alta, elegante,<br />
com olhos azuis e cabelo loiro ondulado.<br />
Quando me perguntam a idade que tenho digo<br />
sempre que tenho entre os 16 e os 20 anos mas,<br />
na verdade, só tenho 13.<br />
Há uns tempos atrás aconteceu-me uma coisa<br />
muito inesperada. Entrei no chat e tive de ir fazer<br />
um favor à minha avó, enquanto a minha prima<br />
mais nova ficou no computador.<br />
Um homem muito mais velho que nós, com 51<br />
anos, meteu conversa com a minha prima e perguntou<br />
como se chamava, que idade tinha e de<br />
onde era.<br />
A minha prima como era muito nova e não conhecia<br />
os perigos que existiam na Internet deu todos<br />
os seus dados verdadeiros.<br />
Disse que se chamava Raquel Solange Monteiro,
que tinha 11 anos e que era do Barreiro (Porto) dando<br />
até a sua própria morada.<br />
Combinaram um encontro e esse tal homem levou a<br />
minha prima para casa dele e tentou violá-la. Ela chegou<br />
apavorada a casa. Foi um grande choque para toda<br />
a família. A minha mãe, no princípio, culpou-me de<br />
tudo o que tinha acontecido à minha prima e proibiume<br />
de entrar no chat.<br />
Mas eu não estava preocupada porque para todos os<br />
chats do mundo eu sou a bombástica Gata.<br />
Quanto ao homem, era muito procurado pela GNR<br />
por violação de menores de idade e foi preso por<br />
mais uma tentativa.<br />
A minha prima ainda hoje não recuperou do susto<br />
mas agora já sabe o que fazer quando voltar a<br />
entrar em algum chat.<br />
Eu ainda ontem ia cometendo o mesmo erro<br />
que ela mas não me deixei levar porque sei que<br />
a Internet é muito útil para umas coisas e para<br />
outras não.<br />
Ajudei a minha prima a construir uma identidade<br />
falsa própria para não voltar a cair no<br />
mesmo erro.<br />
Por isso ela agora já aprendeu uma lição!<br />
Nunca revelar a sua identidade a estranhos<br />
por mais queridos que eles sejam porque<br />
isso pode tornar-se bastante perigoso.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Nuno Pinto | Paulo Freitas<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alto, loiro, de olhos verdes e elegante.<br />
Passava a maior parte das minhas horas<br />
livres em chats, conheci por lá muitos amigos,<br />
alguns mesmo desconhecidos, que comecei a<br />
falar pelos chats.<br />
A minha família não gostava que eu estivesse<br />
nesses chats, diziam que era perigoso falar com<br />
desconhecidos, mas eu nunca liguei nenhuma<br />
pensava que não havia mal nenhum. Na escola<br />
quando se falava dos perigos de falar com desconhecidos,<br />
eu não dava atenção porque já andava<br />
nesses chats a muito tempo e não estava sempre<br />
a falar com desconhecidos, muitas das vezes eram<br />
com colegas de escola, primos ou até vizinhos, por<br />
isso pensava que não havia mal nenhum em frequentar<br />
esses chats. Numa tarde de chuva fui ate<br />
ao chat, ver quem andava por lá. Não estava ninguém<br />
conhecido, mas como estava um mau dia<br />
para ir ter com os colegas decidi ficar por lá a falar<br />
com uma rapariga cujo nome nos chats era picas.<br />
Ela era divertida e engraçada, chegou a mandar-
me uma foto dela, era loira de olhos verdes, era bonita<br />
mas não tenho a certeza se era mesmo ela. Comecei a<br />
falar com ela todos os dias, as vezes tinha duvidas se<br />
não era um “ele”, um dia cheguei ao chat e recebi uma<br />
mensagem dela a marcar um encontro, na mensagem<br />
dizia: “queres-te encontrar comigo amanha pelas 15horas<br />
no largo da igreja?”.<br />
Achei isto estranho, as historias que a minha mãe me<br />
tinha contado sobre estes homens que começam com<br />
conversas queridas durante algum tempo e depois<br />
marcam um encontro, mas quando os rapazes ou<br />
raparigas vão a esses encontros, esses homens raptam-nas<br />
e levam nas para armazéns ou fábricas<br />
abandonadas para se aproveitarem delas, comecei<br />
a ficar preocupado e assustado.<br />
Inventei uma desculpa qualquer e disse que não<br />
podia, ele não se acreditou, mas não disse nada,<br />
começou a fazer muitas perguntas, perguntou a<br />
minha morada, com quem eu vivia e essas perguntas<br />
pessoais. Eu dei as respostas todas<br />
erradas.<br />
Neste dia estava muito preocupado e assustado,<br />
mas dormi mal, então decidi no dia<br />
seguinte mal acordasse que ia falar com os<br />
meus pais e ia-lhes contar tudo o que se<br />
andava a passar, já sabia que a minha mãe<br />
ia ficar zangada e ia começar com a conversa<br />
do costume a dizer que me avisou, mas<br />
tinha mesmo que lhes contar.<br />
No dia seguinte estávamos todos a mesa e<br />
eu comecei a contar a história, os meus
país também estavam a ficar<br />
preocupados, quando acabei de<br />
lhes contar mostrei-lhes umas copias<br />
das conversas com “o” ou “a” picas.<br />
Os meus pais disseram para eu marcar<br />
um encontro com este homem, e foi o<br />
que eu fiz, mas em meu lugar iriam os<br />
meus pais, eles falaram com um agente da<br />
polícia amigo da família, e este disse que os<br />
acompanharia ao encontro e foi o que aconteceu.<br />
No dia seguinte foram os três ao largo<br />
da igreja quando chegaram lá, a suspeita deles<br />
provou-se, estava um homem sentado nos<br />
bancos, o agente da polícia reconheceu-o, era<br />
um pedófilo, que já procuravam a muito tempo,<br />
a mãe do Real quase desmaiou quando o agente<br />
disse isto. O agente apanhou-o.<br />
O Real foi proibido de frequentar mais chats.<br />
Tudo ficou bem. No final ainda todos se riram<br />
com esta história e o Real aprendeu a lição. O<br />
Real na escola contou aos colegas esta história e<br />
avisou os colegas para terem cuidado e não falarem<br />
com desconhecidos. Todos concordaram, e<br />
em casa todos contaram esta história aos primos<br />
e irmãos avisando-os que tivessem cuidado!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária de Camilo Castelo Branco - Carnaxide<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />
Maria Inês Godinho | Raquel Pinto Veloso<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Não pode ser assim tão simples, simplesmente<br />
não pode! Já ouvi falar de concursos<br />
assim que correram mal, mas este diz que é<br />
diferente, diz que é completamente seguro.<br />
Não interessa, vou carregar. Também, que<br />
tenho eu a perder?! Não gasto dinheiro, apenas<br />
carrego num botão e ganho algo que se encontra<br />
nos meus sonhos desde há muito.<br />
Carreguei. Agora não há nada a fazer. Daqui a<br />
uns dias estará uma consola em minha casa, se<br />
os meus pais perguntarem algo, pois, porque eles<br />
não sabem de nada, digo que foi um concurso<br />
qualquer na escola. Ninguém vai desconfiar de<br />
nada, sou um génio!<br />
Bem, agora vou jantar. O meu pai nunca mais se<br />
despacha, e, ainda por cima, está a dar o telejornal,<br />
que só passa desgraças… Mas o jornalista disse<br />
que iam dar uma notícia sobre a Internet, só<br />
não percebi a razão, só pode ser bom, afinal, tem<br />
a ver com a grande Internet!<br />
Finalmente chegou a comida, e a onda de sorte<br />
continua! A notícia começou agora mesmo! Este dia
está a correr mesmo bem, primeiro ganho uma consola,<br />
o meu pai preparou um jantar maravilhoso e… bem, a<br />
notícia não é grande coisa… fala de um vírus e de um<br />
grupo de ladrões virtuais, e, até ao momento, já conseguiram<br />
roubar dinheiro a imensas pessoas. Mas<br />
também, quem é que cai nesses esquemas? São coisas<br />
tão óbvias, até parece que as pessoas não pensam.<br />
O jantar estava uma maravilha! Até o repeti, mas<br />
não sei se fiz bem, estou mesmo muito cheio… O<br />
melhor é ver um bocadinho de televisão e,<br />
depois, vou-me deitar.<br />
Hoje não tenho T.P.C., ou seja, tenho o tempo todo<br />
livre.<br />
Deram dois episódios da minha série favorita,<br />
isto é que é sorte! Mas acho que por hoje já<br />
chega, vou-me deitar. Amanhã devo receber<br />
um e-mail a dizer o que devo fazer para<br />
receber a consola, algo me diz que vai ser um<br />
dia fantástico.<br />
Acordei agora mesmo, já são 9 horas! Não<br />
acordei a tempo de ir para a escola e os<br />
meus pais devem ter saído cedo… Estou<br />
feito. Mas pronto, agora não posso fazer<br />
nada a não ser esperar, até serem horas para<br />
ir a tempo do segundo bloco da manhã.<br />
Já agora, vou ao computador, pode ser que<br />
já tenham respondido…<br />
O computador está mesmo lento! A<br />
página da Internet da minha caixa de<br />
correio
nunca mais abre e eu estou muito<br />
ansioso… Ah, finalmente abriu! E<br />
já responderam!<br />
Dizem para ir a um pavilhão perto da<br />
minha escola, está lá a minha consola.<br />
Ainda tenho tempo e o pavilhão é perto<br />
da escola, não me interessa se tenho<br />
aulas, eu vou lá.<br />
Vesti-me à pressa, comi uma bolacha<br />
enquanto corria, agora estou a passar<br />
pelo portão que dá para o pavilhão, estou quase<br />
a ter a minha consola!<br />
Estou ofegante, mas, agora, isso não<br />
importa. O pavilhão está às escuras e eu<br />
também não tenho lanterna, porém, estou<br />
demasiado entusiasmado para desistir.<br />
Entrei. Estou a caminhar em direcção a uma<br />
escassa fonte de luz.<br />
Estou quase a chegar… Agarraram-me! Alguém<br />
me agarrou e tapou-me a boca! Agora percebo…<br />
Como consegui ser tão idiota, a ponto de cair<br />
num esquema da Internet?<br />
Ainda por cima eu, que sou tão cuidadoso. Só de<br />
pensar que ontem gozei com outros como eu…<br />
As luzes acenderam-se. Consigo ver uns homens<br />
mas não lhes vejo os rostos, será que me vão<br />
fazer mal? O homem que me estava a agarrar largou-me,<br />
e um dos outros dirigiu-se para mim. Preparo-me<br />
para o pior e fecho os olhos.
Nada aconteceu, abri os olhos, o homem fitou-me e<br />
depois colocou a mão no meu ombro. Explica-me que<br />
foi tudo um plano para ver se as pessoas da minha<br />
idade caem mesmo nos planos mais perigosos da Internet.<br />
Não irei receber consola nenhuma, mas, felizmente,<br />
está tudo bem e ganhei uma grande lição. Nunca<br />
mais irei cair num esquema destes, e farei de tudo<br />
para que os meus amigos também não.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Elisabete Ribeiro | Joana Costa<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Tentações<br />
A nossa professora marcou-nos<br />
um trabalho sobre um dos assuntos<br />
abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />
bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />
na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />
assunto.<br />
Peguei então num caderno de capa preta e<br />
uma caneta de cor azul, copiando exactamente<br />
o texto que se encontrava na página da<br />
Internet.<br />
Coloquei o material dentro da mochila, sorrindo<br />
ao imaginar o que a professora iria dizer do meu<br />
trabalho.<br />
No dia seguinte acordei mais cedo que o habitual<br />
ansioso pela aula de português, que infelizmente<br />
seria a última do dia.<br />
Arranjei-me rapidamente, tropeçando nas roupas<br />
espelhadas no chão. Corri para a cozinha, pegando<br />
numa taça e preparando os cereais. Comi o<br />
mais rápido possível, não arrumando aquilo que<br />
deixara em cima da mesa e do balcão de mármore<br />
preto.<br />
-Joaquim já te disse para teres calma. – Ouvi a<br />
voz da minha mãe ao longe, não ligando aquilo<br />
que dizia.<br />
-Levas-me à escola ou não? – Perguntei impaciente,<br />
vestindo o casaco e colocando a mochila às cos-
tas. – MÃE!<br />
-Eu ouço à primeira Joaquim. – Afirmou, ao dar-me um<br />
leve encontrão. – Vamos? Então essa pressa?<br />
Em poucos minutos saímos de casa, entramos no carro<br />
e começamos o caminho até à escola. Ia falando com a<br />
minha mãe sobre vários temas, quando o derradeiro<br />
assunto surgiu.<br />
-Como é que ficou a composição ou texto, que tinhas<br />
de fazer para a aula de português de hoje? – Perguntou-me<br />
com um leve sorriso nos lábios.<br />
-Então…Correu bem mãe… - Respondi enquanto me<br />
escondia no banco de trás.<br />
-Ainda bem. – Voltou a sorrir, apesar de esta vez<br />
este parecer irónico.<br />
Mais tarde chegamos ao recinto escolar; apressei<br />
-me a sair do veículo, não me despedindo da<br />
minha mãe.<br />
O dia passou a correr, sem eu mesmo dar por<br />
tal. Saí da aula de geografia com os meus colegas,<br />
andando em passo lento até ao bar.<br />
-Então Joaquim, conseguis-te fazer o trabalho<br />
para português? – Questionou o Delfim,<br />
enquanto se sentava numa das mesas.<br />
-Correu bem, consegui fazer. – Disse de<br />
maneira vitoriosa, tentando meter inveja<br />
aos restantes. – Acho que vou tirar boa<br />
nota.<br />
-A storâ vai ser muito exigente. – Continuou
a Amélia, levando um naco do<br />
seu lanche à boca. – Ela vai ver se<br />
alguém foi à internet buscar o texto.<br />
Fiquei com medo, aliás com muito<br />
medo. Mas agora de nada adiantava,<br />
tinha acabado de dar o toque de entrada.<br />
Andei sem pressa até à sala; gostas de<br />
suor escorriam pela minha testa, as minhas<br />
mãos tremiam, e o meu rosto ficara pálido.<br />
Entrei com a cabeça baixa, sentando-me na<br />
cadeira e respirando calmamente.<br />
- Boa tarde meninos. – Falou com a sua voz<br />
fina. – Como sabem hoje vamos perder a aula a<br />
ler todas as composições que fizeram. – Fez<br />
uma breve pausa. – Tirem apenas as folhas, que<br />
vem um a um ler aqui à frente. – Chegou-se ao<br />
meio, correndo a sala com o olhar. – Joaquim és<br />
o primeiro. Estou ansiosa para ouvir o teu.<br />
O meu coração batia descompassadamente, o<br />
meu sangue parou de correr e até mesmo o meu<br />
corpo deixou de se mexer. Voltei a respirar com<br />
calma, levantei-me dirigindo-me de seguida até<br />
ao quadro negro.<br />
Arranjei a folha, no mínimo cinco vezes, quando vi<br />
que estava finalmente pronto. Comecei a pronunciar<br />
as palavras escritas; estas voavam pelo ar, de<br />
maneira cativante.<br />
-Joaquim esse texto é-me familiar. – Disse pausadamente.<br />
– Fui eu que o escrevi e publiquei à uns
anos atrás. – Falou num tom mais irritado. – Vou querer<br />
falar com a tua mãe pelo teu acto de fraude. a Amélia,<br />
levando um naco do seu lanche à boca. – Ela vai ver se<br />
alguém foi à internet buscar o texto.<br />
Fiquei com medo, aliás com muito medo. Mas agora de<br />
nada adiantava, tinha acabado de dar o toque de entrada.<br />
Andei sem pressa até à sala; gostas de suor escorriam<br />
pela minha testa, as minhas mãos tremiam, e o<br />
meu rosto ficara pálido. Entrei com a cabeça baixa,<br />
sentando-me na cadeira e respirando calmamente.-<br />
Boa tarde meninos. – Falou com a sua voz fina. –<br />
Como sabem hoje vamos perder a aula a ler todas<br />
as composições que fizeram. – Fez uma breve pausa.<br />
– Tirem apenas as folhas, que vem um a um<br />
ler aqui à frente. – Chegou-se ao meio, correndo<br />
a sala com o olhar. – Joaquim és o primeiro.<br />
Estou ansiosa para ouvir o teu.O meu coração<br />
batia descompassadamente, o meu sangue<br />
parou de correr e até mesmo o meu corpo deixou<br />
de se mexer. Voltei a respirar com calma,<br />
levantei-me dirigindo-me de seguida até ao<br />
quadro negro. Arranjei a folha, no mínimo cinco<br />
vezes, quando vi que estava finalmente<br />
pronto. Comecei a pronunciar as palavras<br />
escritas; estas voavam pelo ar, de maneira<br />
cativante.<br />
-Joaquim esse texto é-me familiar. – Disse<br />
pausadamente. – Fui eu que o escrevi e<br />
publiquei à uns anos atrás. – Falou num<br />
tom mais irritado. – Vou querer falar com a<br />
tua mãe pelo teu acto de fraude.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />
Beatriz Santos | Marta Jardim | Sara Leite<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
Todos sabiam o que eu queria para o<br />
meu aniversário. Dinheiro para comprar uns<br />
jogos. Na Internet são mais baratos, por<br />
isso fui ao site com o “melhor preço”. Só<br />
tinha que dar os meus dados para fazer o registo…<br />
fiz o registo, dei a minha morada e aguardei.<br />
Estava motivado pois era a primeira vez que<br />
fazia isto e tinha corrido muito bem!<br />
Preparei-me para a escola, as aulas foram muito<br />
lentas como sempre, entrei no carro da minha<br />
mãe, cheguei a casa, fui rápido para o computador<br />
ver-se os jogos já tinham chegado, tinha<br />
uma mensagem no correio! Abri a mensagem e<br />
vi, tinha de esperar mais 15 dias para receber,<br />
enviei o dinheiro e… aguardei… e aguardei.<br />
Passaram 15 dias e nada, fui para a escola a pensar:<br />
Será que os jogos vêem? Entrei dentro do<br />
carro do meu pai, era a vez dele, tinha de me<br />
levar para a escola. Durante a viagem veio com<br />
uma conversa estranha: Filho, tens andado a visitar<br />
sites? – Ao que respondi: Não pai, eu alguma<br />
vez? – Não lhe contei… pois o que diria
ele?...<br />
“Mandava vir”, de certeza.<br />
Entrei para o grande pavilhão da escola e o meu pai foi<br />
trabalhar. Desta vez as aulas passaram rápido, desta<br />
vez tinha de ir a pé para casa, que seca…tinha<br />
de andar tanto…estava quase a chegar a casa,<br />
quando reparei que a porta estava aberta, assustei<br />
-me, depressa lá cheguei, ASSALTARAM-ME A CASA!!!<br />
Os assaltantes ainda lá estavam, eu não queria fazer<br />
barulho por isso fui em bicos de pés, para não<br />
chamar a atenção entrei na sala agarrei o<br />
telefone para chamar a polícia.<br />
Quando eu ia chamar a polícia, ao encostarme,<br />
bati num candeeiro e claro este partiuse,<br />
logo fiz barulho.<br />
Mal que eles se aperceberam e vieram atrás de<br />
mim, saí pelas traseiras, ainda tentei fugir, mas<br />
não fui a tempo. Agarraram-me a amarramme.<br />
Prenderam-me na sala e como tinha o<br />
telemóvel no bolso das calças, telefonei para a<br />
polícia, eles receberam a informação, mas os<br />
assaltantes já tinham fugido quando a polícia<br />
chegou.<br />
Os policias libertaram-me e perguntaram<br />
se desconfiava de alguém, disse-lhes que<br />
tinha dado as minhas informações de casa<br />
a um site de jogos, e eles explicaram-me<br />
para nunca mais fazer isso, porque são<br />
assaltantes, para obterem as nossas as
informações, e é uma fraude.<br />
Não acredito, aquela coisa dos<br />
jogos era mentira! Nunca mais voltei<br />
a sites como aqueles!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />
Gonçalo Andrade<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
Todos sabiam o que eu queria para o<br />
meu aniversário. Dinheiro para comprar uns<br />
jogos. Na Internet são mais baratos, por<br />
isso fui ao site com o “melhor preço”. Só<br />
tinha que dar os meus dados para fazer o registo.<br />
Só havia um problema, os meus pais não me<br />
deixam porque dizem que isso é muito perigoso,<br />
mas eu queria, e como sabia que os meus pais<br />
não tinham muito dinheiro, não me comprariam<br />
todos os jogos que eu queria, por isso inscrevi-me<br />
naquele site.<br />
Passaram 3 dias e nada, nada de nada, os meus<br />
pais não me compravam os jogos.<br />
Foi então que fiz um disparate, utilizei o pin do<br />
cartão da minha mãe para me inscrever e fui-me<br />
deitar.<br />
No seguinte dia recebi um email a dizer:<br />
-Foi inscrito com sucesso obrigado.<br />
Foi num instante que tudo se passou era só selec-
cionar os jogos que queria por um lado estava ansioso<br />
por outro estava aborrecido com a minha acção.<br />
Um dia antes do meu aniversário seleccionei os jogos<br />
uns 7 ou 8 jogos muito famosos, não me recordo bem,<br />
foi então que ouvi uns passos a vir na minha<br />
direcção, seria minha impressão, ou, não mas pelo sim<br />
pelo não, desliguei o computador.<br />
Fiquei “chateado” por ter de reiniciar, mas era<br />
melhor que ser apanhado pela minha mãe, foi então<br />
que ela chegou ao pé de mim e perguntou o que<br />
estava a fazer fiquei calado a olhar para ela e disse:<br />
-Nada estava a fazer um trabalho da escola.<br />
-Tens a certeza? Disse a minha mãe com uma<br />
“cara de caso”.<br />
Virou as costas e foi-se embora, fiquei muito aliviado<br />
mas por outro lado preocupado, o que<br />
seria que ela queria dizer com aquilo? pensei<br />
para mim, mas não liguei muito.<br />
Foi então que ela veio ter comigo e disse:<br />
-Inscreves-te em algum site duvidoso na internet,<br />
sabes que isso é muito perigoso?<br />
No dia a seguir era o meu aniversário recebi<br />
as prendas que tinha pedido. A minha mãe<br />
veio ter comigo e disse:<br />
-Espero que não volte a fazer isso.<br />
-Ela apanhou-me mas perdoou-me.<br />
Foi muito minha amiga, é uma grande mãe,<br />
se tivesse sido o meu pai, de certo que já
tinha um mês de castigo, e<br />
isso era mesmo muito mau, a<br />
minha vida acabava por momentos,<br />
mas isso já passou.<br />
Aprendi a lição, Nunca façam isto.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />
Carolina Neves<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
A grande notícia acabou por chegar ao<br />
meu correio electrónico. Fui eu o escolhido<br />
entre um milhão de outros meninos, para<br />
ganhar a consola de jogos com que sempre<br />
sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz<br />
“Aceito o prémio”.<br />
Bem, nem podia acreditar, estava tão perto<br />
de ganhar a minha consola quando alguém<br />
me telefonou.<br />
Atendi e disse o que estava prestes a acontecer.<br />
Um amigo disse-me que podia ser vírus e que era<br />
melhor eu não aceitar, mas é claro que eu não<br />
acreditei, estavam era com inveja!<br />
Quando estava a abrir o site para aceitar o prémio<br />
a minha mãe chegou e chamou-me para irmos dar<br />
uma volta, o mundo parecia estar contra mim.<br />
Saí com a minha mãe, antes de me deitar, aceitei<br />
o prémio e fui dormir.<br />
No dia seguinte quando cheguei da escola fui ao<br />
correio e nada.
Ao serão, a minha mãe pediu-me o computador para<br />
ver o que e que eu andava a fazer.<br />
No dia seguinte antes de ir para a escola, o meu pai disse-me<br />
que o meu computador estava danificado e que<br />
íamos ter de o arranjar, o que ia custar algum dinheiro<br />
e que o que tivesse feito podia ter estragado o computador.<br />
Falei com o meu amigo, aquele que me ligou quando<br />
eu ia clicar “aceito este prémio” e pedi-lhe desculpa<br />
por não ter acreditado nele e que agora estava<br />
sem o meu computador por causa dos vírus.<br />
Cheguei a casa, expliquei aos meus pais o que<br />
tinha acontecido para o computador estar como<br />
estava e eles ficaram um pouco zangados, antes<br />
de ter feito alguma coisa devia ter-lhes comunicado,<br />
pois se aquilo não fosse vírus, podia ser<br />
algo pior como por exemplo, pedófilos, ou<br />
ladrões que queriam a nossa morada para<br />
depois a assaltarem, ou, para mandarem cartas,<br />
do que se sabe lá.<br />
Assim que me alertaram para tais factos,<br />
foram ao técnico que estava a tratar do<br />
problema do meu computador e explicaram<br />
o que se tinha passado, para o computador<br />
ter ficado assim.<br />
O técnico disse que não era muito grave e<br />
que no dia seguinte, com certeza, já estaria<br />
arranjado, mas que depois ligava para confirmar.<br />
A minha mãe chegou, já trazia o meu
computador, como novo, claro<br />
que para o reaver, tive de prometer<br />
não me entusiasmar com todos<br />
os E-mails, promocionais, que recebo,<br />
como neste caso, podem ser fraudulentos<br />
e me aconselhasse com os meus pais<br />
antes de tomar qualquer decisão.<br />
Um dia, quando estava a tomar o pequenoalmoço,<br />
vi na caixa de cereais, um anúncio a<br />
dizer “Vá já a este site e habilite-se a receber<br />
um telemóvel fantástico”. Na verdade, até<br />
estava a precisar de um telemóvel novo, mas<br />
quando me lembrei do que se tinha passado…<br />
evitei a tentação e fui para o quarto.<br />
A minha mãe viu a mesa da cozinha toda<br />
desarrumada e chamou-me, apercebeu-se do<br />
fascínio que eu tinha por aquele telemóvel, disse-me<br />
poderia para concorrer e se não ganhasse,<br />
mo oferecia.<br />
Aprendi com esta lição não acreditar em “Sortes<br />
Grandes”.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />
Ana Silva | Gonçalo Ferreira<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
A grande notícia acabou de chegar ao<br />
meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,<br />
entre um milhão de outros meninos, para<br />
ganhar a consola de jogos com que sempre<br />
sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz<br />
“Aceito o prémio”.<br />
Eu estou muito feliz, nem acredito que isto me<br />
aconteceu! Uma consola! Era logo o que eu mais<br />
queria. Elas estão tão caras e ganhar uma era o<br />
sonho da minha vida.<br />
Comecei logo aos pulos de felicidade. Cliquei no<br />
botão e apareceu uma mensagem que dizia:<br />
- Parabéns!!! Acabaste de ganhar uma consola, só<br />
tens de fazer uma doação de 80 euros. – Tinha<br />
um grande botão vermelho e redondo. Cliquei,<br />
apareceu outra página que pedia o nome,<br />
morada, código-postal, e-mail, telemóvel e o<br />
número da conta bancária. Saí do meu quarto,<br />
fui até ao quarto da minha mãe e “levei<br />
emprestado” o cartão de crédito. Voltei a entrar<br />
no meu quarto e preenchi todos os dados que<br />
eram pedidos e carreguei no botão que dizia enviar.
Passados uns dias a minha mãe pediu para falar<br />
comigo. Será que ela tinha descoberto?! Eram só 80<br />
euros.<br />
- Pedro, usaste o número do cartão de crédito em<br />
algum site?<br />
Olhei para as mãos, estava tão envergonhado. – Foram<br />
só 80 euros. Podes tirar da minha mesada.<br />
- Ficavas sem dinheiro para o resto da tua vida se<br />
tirasse da tua mesada. Não foram só 80 euros,<br />
foram 800 euros!<br />
- 800?! Mas…<br />
- Pensava que sabias os perigos.<br />
Contei-lhe tudo, ela pediu para ver o e-mail e<br />
mostrei-lhe. Acabei por ficar de castigo, mas<br />
aprendi uma lição.<br />
Estava muito arrependido, triste, desapontado e<br />
desanimado.<br />
O meu castigo era três meses sem computador,<br />
dois meses sem televisão e quatro<br />
meses sem telemóvel.<br />
Era basicamente casa escola, nem podia<br />
estar com os meus amigos, melhor, nem<br />
conseguia respirar.<br />
Estava farto, todos erram! O meu erro foi<br />
bastante grande, mas não passava de um<br />
erro de ingenuidade.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />
Catarina Junceiro<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A minha<br />
família e os meus amigos conhecem-me por<br />
Real, já para a malta dos chats e dos jogos, na<br />
Internet, sou simplesmente o Virtual.<br />
Como Real, sou pequeno(a), moreno(a), tímido<br />
(a), mas como Virtual faço de conta que sou<br />
atrevido (a), loiro (a), e alto (a).<br />
Algumas vezes só por brincadeira finjo que sou<br />
rapariga mas a maioria das vezes digo mesmo<br />
que sou rapaz.<br />
Um dia fingi que era uma rapariga loira alta e<br />
atrevida, mas correu mal porque quem estava do<br />
outro lado do messenger era também uma rapariga<br />
lá da minha escola.<br />
No dia seguinte quando cheguei á escola toda as<br />
pessoas olhavam para mim com desconfiança até<br />
que, uma velha amiga veio ter comigo e perguntou<br />
-me se era verdade o que eu andava a fazer, foi<br />
então que lhe disse a verdade.<br />
Depois a história chegou à minha directora de tur-
ma e ela deu-me um grande sermão de uma hora e<br />
meia.<br />
Mas com o sermão aprendi a lição, nunca mais na minha<br />
vida voltava a fazer isso.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />
Ana Inês | Patrícia Miranda<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
A grande notícia acabou de chegar ao<br />
meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,<br />
entre um milhão de outros meninos, para<br />
ganhar a consola de jogos com que sempre<br />
sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz<br />
“Aceito o prémio”. Era o dia de ir buscar a consola<br />
dos meus sonhos… mas era tão longe e os<br />
meus pais não me conseguiam levar porque o<br />
carro estava na oficina. O que fazer?<br />
Não podia ficar sem a minha consola, não podia<br />
apanhar o autocarro pois os paizinhos não autorizavam,<br />
diziam que era muito perigoso e que não<br />
tinha idade para tal coisa.<br />
Mas eu tinha que conseguir, andava a sonhar com<br />
ela desde que soube que existia e olhem que não<br />
foi há pouco tempo, os meus pais nunca<br />
tiveram dinheiro para a comprar, sim, porque<br />
nós não somos ricos, diziam a mãe e o pai<br />
sempre que lha pedia.<br />
Só havia uma alternativa, pedir boleia na estrada,<br />
sem os meus pais saberem pois não tenho dinheiro<br />
para o autocarro.
Ups! A minha mãe viu-me a chorar tanto que telefonou<br />
para a tia Matilde. Não gosto da tia Matilde sempre que<br />
me vê, dá-me um beijo na cara com aquele batom vermelho<br />
e aperta-me as bochechinhas com tanta força<br />
que até fica marca… Mas por momentos podia-me<br />
ser útil.<br />
Então lá fomos os dois para o local onde decorreu<br />
o concurso. Eu estava super ansioso, ia ter a<br />
minha “menina” nas mãos pela primeira vez. Isto<br />
era um sonho tornado realidade, não estava a acreditar.<br />
Estava mesmo muito feliz.<br />
Chegámos lá, aquilo era espectacular, e ao longe<br />
vi o senhor com a minha consola, ela é tão linda ao<br />
longe, nem imagino ao perto! E, de repente o tal<br />
senhor chegou ao pé de mim com a minha linda<br />
“menina”. Não acredito, é a minha consola, ao<br />
vivo e a cores! Olhei-a nos olhos e ela sorriu<br />
para mim, eu e a minha consola, tivemos o nosso<br />
primeiro encontro, ou, melhor, o nosso<br />
reencontro, sim, porque nós já nos tínhamos<br />
visto montes de vezes, estava sempre a namorá-la<br />
através das montras.<br />
Finalmente fui para casa com a minha consola.<br />
E acho que não é preciso dizer, mas desde<br />
este dia que não vou para de olhar para ela.<br />
Ela é mesmo muito especial para mim. Saiume<br />
a sorte grande! Eu amo a minha consola!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />
João Martins<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Tentações<br />
A nossa professora marcou-nos<br />
um trabalho sobre um dos assuntos<br />
abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />
bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />
na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />
assunto.<br />
A nossa professora marcou-nos um trabalho<br />
sobre um dos assuntos abordados nas últimas<br />
aulas.<br />
Pesquisei bastante e já escolhi o meu tema.<br />
Descobri, na Internet, um texto fabuloso sobre<br />
o assunto. Mas vai-me dar imenso trabalho estar<br />
a seleccionar a informação e a escrever tudo por<br />
minhas palavras… Talvez pudesse, simplesmente,<br />
fazer copy-paste… Assim não teria tanto trabalho…<br />
Copiei, colei, imprimi o trabalho, e fui ver televisão.<br />
Nem alterei um bocadinho.<br />
No dia seguinte, quando cheguei à escola entreguei<br />
o trabalho à professora.<br />
Pareceu-me espantada e até fez um comentário a<br />
referir o tamanho e a aparente qualidade do trabalho<br />
ao “ver por alto”.<br />
Fiquei todo feliz, claro. No fim do dia, tinha a aula<br />
de Área de Projecto. Estivemos a falar sobre o que<br />
devíamos ou não fazer na Internet.
Os professores falaram em copy-paste e em direitos de<br />
autor.<br />
De seguida, perguntaram se alguém já tinha feito copypaste.<br />
Com vergonha, não me acusei.<br />
No fim da aula, fui para casa.<br />
Quando acordei, no dia seguinte, fui para a escola.<br />
A minha professora estava com uma cara zangada,<br />
quando me viu, disse-me que queria falar comigo no<br />
fim da aula.<br />
A aula passou, e no fim, eu fui ter com ela.<br />
Pôs o meu trabalho copiado em cima da mesa e,<br />
eu vi logo que ela tinha descoberto que eu tinha<br />
feito copy-paste.<br />
O que eu tinha feito não se fazia e deu-me um<br />
grande sermão.<br />
No fim, disse-me que ia comunicar o que eu<br />
fizera, aos meus pais e que ia ter de fazer o<br />
trabalho outra vez.<br />
Quando cheguei a casa, os meus pais zangaram-se<br />
muito comigo e castigaram-me! Não<br />
podia ver televisão e tinha de ir refazer o trabalho…<br />
Fui para o meu quarto e fiz o trabalho.<br />
Custou-me imenso! Analisei informação,<br />
escolhi o que precisava, escrevi com palavras<br />
minhas… Tudo sem fazer copy-paste.
No dia seguinte, entreguei o trabalho<br />
à professora e tive um Muito<br />
Bom.<br />
E foi assim que aprendi que devemos<br />
sempre respeitar os direitos de autor e<br />
nunca fazer copy-paste.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />
Salomé Pereira<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
A grande notícia acabou de chegar ao<br />
meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,<br />
entre um milhão de outros meninos, para<br />
ganhar a consola de jogos com que sempre<br />
sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz<br />
“Aceito o prémio”. Desde que fiz 10 anos que<br />
sonho com este jogo, e agora, depois de<br />
dois anos de espera consegui! Nem acredito.<br />
Este concurso consiste no seguinte: todos os<br />
dias quem está interessado em ganhar este prémio,<br />
responde a um questionário.<br />
Ao fim de um mês é enviada uma mensagem<br />
a comunicar o número de respostas certas e<br />
erradas.<br />
O concorrente com maior número de respostas<br />
certas ganha o concurso.<br />
Este ano apenas errei uma resposta, ora,<br />
sendo este o número mínimo, ganhei o concurso.<br />
Ao princípio quando recebi esta mensagem<br />
pensei que era alguém a gozar, mas agora,
descobri que não.<br />
Ganhei mesmo o concurso! Vou já clicar no “Aceito o prémio”.<br />
Afinal tem que se ligar para um número ou, em<br />
último caso, ir a casa de um tal informático,<br />
embora tudo isto seja estranho, decidi-me por ligar<br />
para o tal número…<br />
Não estive dois anos á espera deste momento para<br />
agora desistir.<br />
Antes de ligar para o tal número, achei mais sensato<br />
falar com a minha mãe. Depois de uma longa<br />
conversa ela concordou comigo.<br />
Logo que liguei ao informático, este disse-me<br />
que para adquirir a consola tinha que dizer qual<br />
o meu endereço, número de telefone e o<br />
meu nome completo, pois esta vem do<br />
estrangeiro, e, por ultimo, pagar. Ah! Já me<br />
esquecia a consola custa 100 euros. É um<br />
pouco cara eu sei mas… valhe a pena. Sempre<br />
é a realização do meu sonho, depois de um<br />
dois anos de espera.<br />
Espero pela consola há um mês e esta ainda<br />
não apareceu.<br />
Descobri, depois de algum tempo, que tudo<br />
isto é mentira. A minha mãe já falou com a<br />
polícia e já fomos reembolsados. Amanha<br />
vamos comprar uma nova.<br />
Aprendi que nem tudo é seguro na Internet.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />
Susana Neves<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A minha<br />
família e os meus amigos conhecem-me por<br />
Real, já para a malta dos chats e dos<br />
jogos, na internet, sou simplesmente o Virtual.<br />
Como real, sou pequeno, moreno, tímido,<br />
mas como Virtual, faço de conta, que sou um<br />
rapaz forte, com 1.75, loiro e de olhos azuis…<br />
Algumas raparigas pedem-me fotografias, ao<br />
princípio, fiquei um pouco embaraçado, mas logo<br />
resolvi o problema, e é simples: Google! Procurei<br />
umas fotos de uns rapazes parecidos com a<br />
descrição que lhes tinha dado, e já está! As raparigas<br />
dizem que sou giro, e eu fico feliz, porque a<br />
malta da Net gosta de mim assim… o Virtual.<br />
No outro dia, conheci num chat uma rapariga tão<br />
gira! Ela mandou-me uma foto, é morena, de<br />
olhos verdes, cabelo encaracolado, é a rapariga<br />
mais bonita que já vi na minha vida. Trocámos os<br />
mails, os números de telemóvel, e agora passamos<br />
os dias inteiros a falar, é desde que nos<br />
levantamos até nos deitarmos, todo o dia, todos
me avisam que ela me pode estar a enganar, mas eu<br />
acho que não, é a minha Filipa, e não quero saber dos<br />
avisos dos outros, ela não me ia mentir.<br />
Falou-me de nos encontrarmos, uma vez que as nossas<br />
casas não são assim tão longe. Eu não sabia o que<br />
fazer, se lhe contasse a verdade, ela podia ficar aborrecida,<br />
se eu dissesse que não me queria encontrar com<br />
ela, ela também podia ficar triste, se marcasse o<br />
encontro e aparecesse assim como eu sou, o verdadeiro<br />
Real, ela podia ficar ainda mais desiludida, e aí<br />
a nossa relação acabava, e eu não aguentava ficar<br />
sem ela. Decidi meditar sobre o assunto.<br />
Quando acordei, decidi que ia contar a verdade<br />
à Filipa, porque se ela gostasse mesmo de falar<br />
comigo ia aceitar a forma como sou, não interessava<br />
a minha altura, a minha cor de cabelo ou<br />
a cor dos meus olhos, assim sendo, mandei-lhe<br />
uma mensagem para o telemóvel: “Filipa, preciso<br />
de ter uma conversa séria contigo, vai para<br />
o MSN, não dá para explicar por aqui, beijinho<br />
Real”. Esperei 10 minutos e ali estava ela a<br />
entrar… Fiquei nervoso, senti um arrepio na<br />
barriga e pensei em desistir, mas não, aquilo<br />
não podia esperar mais, tinha mesmo que o<br />
fazer naquele momento. Meti conversa e logo<br />
lhe expliquei como eu era, e que tinha inventado<br />
aquele “outro” Virtual para a malta da<br />
Net gostar de mim e aceitar-me, uma vez<br />
que na vida real eu não era lá muito social,<br />
quando acabei de escrever e lhe mandei a<br />
minha explicação, ela demorou a responder…<br />
Não sabia o que pensar daquela
situação, será que ela tinha ficado<br />
desiludida, será que estava arrependida<br />
de ter começado esta<br />
amizade?! Mas logo que vi o que<br />
ela tinha escrito, todas as inseguranças<br />
passaram… Ela disse que não se<br />
importava, que a única coisa que lhe interessava<br />
era aquele rapaz querido e<br />
amoroso com quem tinha falado dia e<br />
noite naquelas ultimas semanas. E como<br />
se isso não bastasse, quando lhe mandei<br />
uma fotografia do verdadeiro Real Virtual, ela<br />
disse que eu era lindo, e que não precisava de<br />
fingir ser outra pessoa, porque era realmente<br />
fofinho. Falou logo em marcar o nosso<br />
encontro, e eu depois do sucedido claro que<br />
aceitei, ficou marcado para terça-feira à quatro<br />
da tarde, pois era o dia em que eu não tinha<br />
aulas a tarde, e a Filipa saía mais cedo.<br />
Lá estava eu, terça-feira, 15.46 horas da tarde,<br />
tinha chegado mais cedo pois estava nervoso<br />
e tinha medo de me atrasar… O tempo<br />
passou a voar, e os meus pensamentos eram<br />
inúmeros, será que ela ia gostar verdadeiramente<br />
de mim?!<br />
Quando dei por mim já eram 16.05, e ela não<br />
aparecia, o parque estava vazio, e a minha ansiedade<br />
aumentava a cada segundo. Mandei-lhe<br />
uma mensagem “Então Filipa, onde estás?”. Ela<br />
respondeu logo a seguir “já estou a chegar Real”.<br />
Passados
uns dois ou três minutos, não vejo nada a não ser um<br />
senhor, tinha uns 50‟s e tais anos a vir na minha direcção,<br />
chegou bem perto de mim e disse “És tu o Real?”<br />
eu nervoso respondi “Sim...sim, sou porquê?” ele respondeu<br />
“então, acho que estavas à minha espera, eu<br />
sou a Filipa! Ou melhor dizendo, Fernando” eu fiquei<br />
passado! Não podia acreditar naquilo que se estava a<br />
passar, não sabia o que fazer, o meu cérebro paralisou,<br />
e só tive tempo de sair dali a correr que nem um<br />
maluco. Afinal todos tinham razão, e se não tivesse<br />
saído dali a correr, não sei o que podia ter acontecido.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Barcelinhos<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
António José Codesseira Fernandes<br />
Alda João Araújo Andrade | Carla Elisabete Fraga<br />
Campos | Catarina Sofia Fernandes Costa | Cátia<br />
Sofia Pedras Costa | Daniela Sofia Freitas Silva |<br />
Joana Maria Pereira Ferreira Silva<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Fui logo abrir aquela ligação à página do prémio.<br />
Fiz o meu registo preenchendo com todos<br />
os meus dados e como era menor, com os<br />
dados do meu pai. Segundos depois recebi uma<br />
mensagem no meu correio electrónico com a<br />
minha pass. Voltei ao sítio, introduzi essa pass<br />
que tinha recebido e … - Isto parece o paraíso, a<br />
minha consola!!! Uau!!!<br />
Antes de clicar no prémio foi só confirmar os<br />
dados do meu registo, introduzir o meu número<br />
do telemóvel e aguardar. Esperei algum tempo e<br />
então lá apareceu o tesouro. Cliquei e “Parabéns,<br />
o prémio é teu”. Por baixo pedia para indicar o<br />
contacto de outros colegas que eu achava poderem<br />
vir a gostar de ganhar também o prémio.<br />
Eufórica como estava, comecei a escrever os mail<br />
dos meus amigos; foi o do Pedro, da Raquel, da<br />
Catarina e de todos aqueles que me lembrei. No<br />
final tinha conseguido escrever cinquenta e dois<br />
endereços.<br />
Passei a consultar, todos os dias e várias vezes por<br />
dia, a tal mensagem a comunicar onde e quando
poderia receber o meu prémio. Na escola fui dizendo aos<br />
meus amigos o que tinha feito por eles e todos agradeceram<br />
o gesto. Um a um lá me foram dizendo que tinham<br />
feito os registos e que todos tinham ganho uma consola<br />
igual à minha.<br />
Liguei à minha maior amiga, mas não tinha dinheiro no<br />
telemóvel. Mas como era possível se ainda na semana<br />
anterior o meu pai me tinha carregado dez euros e<br />
nem tinha feito muitas chamadas? Fui pedir à minha<br />
mãe para me carregar mais cinco euros para poder<br />
falar com a Sofia; ela perguntou-me o que tinha feito<br />
para gastar tanto dinheiro numa semana, mas lá<br />
foi ao Multibanco para fazer o carregamento. Quando<br />
chegou a casa disse que já o tinha feito e eu lá<br />
liguei; ela disse para ligar ao Rafael e dizer para<br />
ele fazer o mesmo e logo que desliguei a Sofia,<br />
tentei ligar ao Rafael, mas…<br />
- Outra vez sem dinheiro! Como pode ser?<br />
Fui logo falar com a minha mãe e ela viu que<br />
tinha realmente gasto o dinheiro todo. Ligou<br />
para o apoio ao cliente e lá disseram que<br />
tinham descontado quatro euros de uma inscrição<br />
que eu tinha feito; mas eu não tinha<br />
feito nada, não tinha pedido nada. Só aquilo<br />
da consola, mas tinha sido pela Internet. A<br />
minha mãe foi ver o tal sítio do prémio e<br />
reparou que havia umas letras pequeninas<br />
onde se dizia que ao introduzir o meu<br />
número de telemóvel seriam descontados<br />
quatro euros em quatro mensagens e que<br />
assim continuaria até eu mandar uma men-
sagem para eles a pedir para acabar<br />
com aquilo. A minha mãe mandou<br />
logo a mensagem e eles responderam<br />
dizendo que não podia porque<br />
não tinha dinheiro para descontarem as<br />
outras duas vezes os quatro euros; só<br />
depois disso é que poderia cancelar. A<br />
minha mãe ralhou muito comigo e lá foi<br />
carregar mais sete euros para eles descontarem<br />
o resto. Meu dito, meu feito; foi logo.<br />
A minha mãe perguntou o que mais tinha feito<br />
e eu disse os dados que lá tinha colocado. Certo<br />
é que no correio dela começaram a aparecer<br />
mensagens com prémios para ela e também<br />
recebeu, pelos correios, publicidade com muitos<br />
prémios que ela podia receber. Claro que ela<br />
nunca pediu nada e eu aprendi que estas coisas<br />
dos prémios fáceis pela Internet às vezes (ou<br />
sempre) são para nos enganar.<br />
Para além da tristeza por não ter ganho a consola<br />
e por ter perdido o dinheiro do telemóvel, ainda<br />
tive de ouvir os meus amigos a “agradecer” o<br />
favor de lhes ter tirado dinheiro dos telemóveis<br />
deles. Dois deles ficaram mesmo de castigo por<br />
não terem contado aos pais aquilo que tinham feito<br />
nas suas costas.<br />
Nunca mais me esqueci deste caso e dos problemas<br />
que tive para recuperar a confiança dos meus<br />
amigos. Com toda a razão, sempre que eu lhes<br />
dizia alguma coisa, eles perguntavam logo se não<br />
tinha a ver com prémios dados na Internet e des-
contos no telemóvel.<br />
Nunca mais preenchi nada na Internet sem primeiro ler<br />
bem o que lá estava escrito, mesmo que as letras fossem<br />
muito pequeninas. Aproveitei para falar com o meu<br />
professor de TIC que me deu algumas dicas de como<br />
deveria fazer quando estivesse nestas páginas da<br />
Internet e até me indicou uns sítios onde poderia ver<br />
alguns conselhos sobre como usar a Net.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Sendim<br />
Agrupamento Sendim<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Sandra Marisa Afonso Matela<br />
Ana Vitória | Hugo Poço | João Marcos | Sara<br />
Nobre<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Estava eu a jogar no meu computador, e vi um<br />
anúncio na internet. Era só clicar num botão,<br />
responder a umas perguntas. De seguida inseria<br />
o meu número de telemóvel e davam-me um pin<br />
para ganhar o tal telemóvel.<br />
Não liguei, podia até ser uma “bomba”.<br />
No dia seguinte, quando fui para a escola, os<br />
meus amigos também receberam esse anúncio.<br />
Tenho um amigo que se chama João, ele com este<br />
anúncio ficou todo entusiasmado, fez todos os<br />
passos que lhe mandava fazer. Ficou surpreendido,<br />
que de 4 em 4 horas mandavam-lhe esta mensagem:<br />
”Impossível mostrar a mensagem”, com<br />
isto roubavam-lhe no mínimo 4 euros.<br />
Para pararem de lhe mandar essas mensagens, ele<br />
teve que mandar uma mensagem para esse número,<br />
que dizia:”SAIR”.<br />
Ele nunca mais quis aceitar uma coisa dessas.
A minha prima Rita, tem 11 anos.<br />
Eu deixei-a andar no meu computador, visto que ela vai<br />
ficar uma semana em minha casa. Mas eu não lhe disse<br />
que quando se liga a internet lhe aparecia o tal anúncio.<br />
Ela como não se apercebeu dos perigos que podia correr,<br />
seguiu todos os passos.<br />
No sábado, por volta das 4 horas da tarde ela saiu<br />
sem dizer onde ia. Quando eu fui ligar o computador,<br />
achei estranho, não me apareceu o anúncio. Pensei<br />
logo que tinha sido a minha prima que……<br />
Peguei no telemóvel dela, tinha uma mensagem<br />
que às 4 horas, ela dirigia-se a uma morada para<br />
receber o prémio.<br />
Eu fui ter àquela morada e encontrei a pessoa<br />
que fazia esse tipo de roubos. O que ele queria<br />
não era entregar o computador era violá-la.<br />
Tive tempo, chamei a polícia e essa pessoa teve<br />
que pagar pelo que fez.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Sendim<br />
Agrupamento Sendim<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Sandra Marisa Afonso Matela<br />
Alfredo Delgado | João Pedro | Mickael Neto |<br />
Rafael Gomes<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
O site tinha jogos fabulosos e baratos.<br />
Então escolhi cinco jogos de que gostei, custavam<br />
todos menos de dez euros, por isso se<br />
cada pessoa me der cinco euros, vai dar para<br />
comprar esses jogos. No meu aniversário vão<br />
estar dez tios e alguns primos, só os meus tios é<br />
que me dão dinheiro, por isso!<br />
Estou cada vez mais ansioso por o meu aniversário,<br />
é já para a semana e parece que faltam anos.<br />
Os dias passam cada vez mais devagar, mas já só<br />
faltam 2 dias.<br />
O meu aniversário chega finalmente, a minha mãe<br />
está a fazer um bolo, os meus tios e primos começam<br />
a chegar, ninguém trás embrulhos, e eu suspeito<br />
logo que me vão dar dinheiro.<br />
Sentamo-nos todos à mesa para jantar, e eu estava<br />
tão ansioso que me aprecei a comer, mas os<br />
meus tios comeram normalmente. Levantei-me e<br />
fui para o meu quarto, liguei o computador e fui<br />
ver os jogos que o site tinha, ainda estavam lá os<br />
jogos que eu queria.
Depois ouço a minha mãe a chamar-me:<br />
- Ó filho vem para a sala!<br />
- Já vou.<br />
Desliguei o computador e fui para a sala todo contente.<br />
Cheguei lá e todos cantaram os parabéns, mas eu nem<br />
liguei só pensava no dinheiro que ia receber.<br />
Logo depois começaram todos a tirar as carteiras e a<br />
tirarem dinheiro. Uns deram-me cinco euros, outros<br />
dez. Fiquei todo contente, por todos os meus tios<br />
recebi cinquenta euros. Fez-se tarde e os meus tios<br />
e primos foram para casa, eu ainda queria ir registar-me<br />
no site para ter os jogos logo no dia seguinte,<br />
mas os meus pais disseram-me para ir para a<br />
cama senão tiravam-me os cinquenta euros que<br />
os meus tios me tinham dado. Nem hesitei, fui<br />
logo para a cama ansioso por o dia seguinte.<br />
A noite passou, mal acordei fui logo ligar o computador,<br />
fui ao site e registei-me, escrevi o meu<br />
email, o meu nome completo, onde vivo e<br />
quando nasci. Logo depois, apareceu-me espaço<br />
para escolher os jogos que queria, escolhi<br />
os cinco jogos que podia comprar. Escolhi<br />
pagar por telemóvel, mas reparei que ainda<br />
não tinha carregado o telemóvel com o<br />
dinheiro que precisava para pagar os jogos.<br />
Fui logo carregar o telemóvel à loja que<br />
estava mais perto de minha casa, demorei<br />
um pouco, mais do que esperava demorar<br />
e, quando cheguei a minha mãe tinha-me<br />
desligado o computador. Pensei logo se ela
não teria visto o site dos jogos, é<br />
que se visse já não me deixava<br />
comprar. Mas não me preocupei muito,<br />
voltei a ligá-lo e voltei a fazer tudo<br />
o que tinha feito, email... pagar com<br />
telemóvel, e foi logo, cliquei concluir e<br />
recebi uma mensagem a dizer que receberia<br />
os jogos entre um a dois dias. Passou<br />
um dia e ainda não tinha recebido nada,<br />
comecei a ficar farto.<br />
Passaram dois dias e fiquei chateado, à tarde<br />
fui ao site e o site já não estava operacional,<br />
reparei logo que me tinham enganado.<br />
Então fui à polícia fazer queixa e contei-lhes<br />
tudo o que tinha acontecido, um agente disseme<br />
que a maioria dos sites eram de ladrões que<br />
dizem vender jogos ou músicas a baixo preço e<br />
depois tiram o dinheiro às pessoas que caem nos<br />
esquemas deles e depois não entregam nada. O<br />
agente disse que eu não tinha sido o único a cair<br />
nesses esquemas.<br />
Deixei a queixa na polícia e fui para casa, fui mas<br />
com o medo de que os meus pais descobrissem<br />
que tinha gasto cinquenta euros em jogos na<br />
internet.<br />
Mas quando cheguei já os meus pais sabiam porque<br />
o agente da polícia já lhes tinha telefonado a<br />
contar tudo. Mal entrei em casa começaram logo a<br />
reclamar comigo por a asneira que eu tinha feito.<br />
Fui para o quarto, e reflecti porque razão fizera eu
esta asneira.<br />
Desde aí nunca mais voltei a ir a esses sites de comprar<br />
jogos.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Sendim<br />
Agrupamento Sendim<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Sandra Marisa Afonso Matela<br />
Ana Vitória | Hugo Poço | João Marcos | Sara<br />
Nobre<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Tentações<br />
A nossa professora marcou-nos<br />
um trabalho sobre um dos assuntos<br />
abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />
bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />
na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />
assunto.<br />
O tema que eu escolhi foi “Segurança no Trabalho”.<br />
Era um tema sobre o qual eu sempre<br />
me interessei. Na aula seguinte, o primeiro<br />
assunto e pergunta da aula foi:<br />
-Já todos escolheram o trabalho?<br />
Fui o primeiro a intervir.<br />
-Eu já escolhi o meu tema.<br />
-Então qual é?<br />
-O tema que eu escolhi foi a “Segurança no Trabalho”.<br />
-Um tema muito interessante, mas um pouco difícil<br />
de abordar, mas acho que tu vais conseguir. -<br />
Respondeu a professora.<br />
Ao final da tarde, fui logo a correr para casa, para<br />
começar a fazer o meu trabalho, estava muito<br />
entusiasmado.<br />
Comecei então a fazer o meu trabalho. Pesquisei,<br />
pesquisei na Internet e após uma longa pesquisa,<br />
encontrei um site, do qual retirei toda a informação.
Agora que já tinha a informação, era só organizá-la e foi<br />
o que fiz, passei toda a tarde, nem lanchei, nem jantei,<br />
para elaborar o meu trabalho. Ao final da noite finalizei a<br />
elaboração do meu trabalho, estava exausto e fui logo<br />
dormir. No dia seguinte, na aula, a professora perguntou:<br />
- Quem é que já finalizou o trabalho?<br />
Fui o primeiro a responder - Eu.<br />
- Muito bem. Estou muito contente pela rapidez com<br />
que finalizaste o trabalho, mostra que te empenhaste,<br />
de forma persuasiva na sua elaboração.<br />
Fiquei extremamente contente, porque vi que todo<br />
o meu esforço estava a ser recompensado. Fui<br />
então dar o meu trabalho à professora, que me<br />
disse que iria analisar e depois classificar. Há tarde<br />
mal cheguei a casa, disse logo à minha mãe<br />
que a professora me tinha elogiado pelo meu<br />
empenho em relação ao trabalho que fora proposto<br />
para desenvolver pela professora, ficou<br />
extremamente contente.<br />
No dia seguinte, na aula a professora, chamou<br />
-me e disse-me:<br />
- Não percebo como isto aconteceu, parecias<br />
tão entusiasmado e que tinhas realizado de<br />
forma correcta este trabalho. Mas não foi<br />
isso que aconteceu, o teu trabalho é negativo<br />
e isso deve-se à informação do trabalho<br />
estar completamente errada.<br />
Percebera então que a informação que reti-
ara daquele site era errada e que<br />
a Internet não era um meio de pesquisa<br />
fiável e fiquei frustrado por não<br />
ver todo aquele meu esforço premiado
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Sendim<br />
Agrupamento Sendim<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Sandra Marisa Afonso Matela<br />
Ricardo Machado | Tiago Alves | Tiago Branco |<br />
Vasco Martins<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Até que ficou tão zangado que decidiu ligar<br />
para perguntar quem era, e detrás da chamada<br />
ouvia-se a voz de um homem. Assustado com<br />
aquela voz desligou a chamada mas não adiantou,<br />
a chamada repetiu-se mais e mais vezes até<br />
que decidiu fazer queixa à polícia. A polícia descobriu<br />
logo quem era. E não será que era apenas<br />
um amigo seu que estava a gozar com ele. Ele<br />
zangou-se com o seu amigo e disse que nunca<br />
mais o perdoaria pois o que fez não se fazia a ninguém<br />
e como palavra puxa palavra, a discussão<br />
deu em pancadaria a pancadaria. Foi na escola ali<br />
num lugar onde não eram conhecidos. Os dois<br />
foram descobertos naquela cena de pancadaria e<br />
foram expulsos da escola. A mãe do Rui ficou tão<br />
zangada com a situação que foi também discutir<br />
com a mãe do amigo do seu filho e depois de tanta<br />
discussão voltou a aparecer a polícia, e as duas<br />
foram passar a noite a esquadra. Os dois jovens<br />
perdoaram-se novamente e disseram que nunca
mais voltaria a acontecer e que nunca mais discutiriam.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Jean Almeida | Ricardo Freitas<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
Depois de dar os meus dados pessoais, ligaram-me<br />
a dizer que vinham trazer a casa<br />
daqui por 2 semanas e não precisava de ir<br />
busca-lo aos correios.<br />
Esperei as 2 semanas, parecia que nunca iam<br />
acabar, estava muito ansioso para receber o<br />
meu jogo novo.<br />
Passadas as 2 semanas nada sabia sobre o jogo,<br />
como já tinha pago comecei a ficar um pouco<br />
preocupado e tentei ligar para o dono do jogo<br />
mas não me atenderam. Fui contar aos meus pais<br />
e eles chateados por eu ter dado os dados pessoais<br />
a pessoas desconhecidas. Como o jogo era<br />
muito caro os meus pais quiseram o dinheiro de<br />
volta o problema é que ninguém atendia aos meus<br />
telefonemas e era a única maneira de contactar<br />
com o dono do jogo, os meus pais já desconfiavam<br />
que não iam receber dinheiro nem o jogo.<br />
Entretanto como o dinheiro não foi devolvido nem<br />
recebi o jogo, os meus pais foram à esquadra.<br />
Quando chegou à esquadra o meu pai apresentou<br />
queixa contra aquele site mas como não havia
meio de descobrir quem me tinha enganado fiquei sem o<br />
jogo e sem o meu dinheiro.<br />
Um mês depois tocaram a minha campainha e não me<br />
parecia ninguém familiar, era um homem alto, magro,<br />
cabelo grande e castanho e com umas roupas velhas,<br />
eu abri a porta e ele agarrou-me e levou-me para uma<br />
carrinha que estava ali estacionada. Os meus pais chegaram<br />
a casa a meio da tarde e eles ficaram preocupados<br />
porque não me encontraram e porque não<br />
atendia o telemóvel e não sabiam onde e que eu<br />
estava, e como eu dei os meus dados a um desconhecido<br />
o meu pai desconfiou e foi à polícia, a polícia<br />
andou a investigar e mais tarde descobriu-se<br />
que um pedófilo me tinha raptado assim como<br />
outras crianças.<br />
A polícia descobriu a casa do pedófilo e encontraram-me<br />
a mim e aos outros rapazes e raparigas<br />
que estavam comigo, o homem foi preso e ainda<br />
descobriram que ele tinha cocaína em casa, ele<br />
apanhou 40 anos de prisão.<br />
Os meus pais puseram-me de castigo durante<br />
um mês, mas deram-me o jogo que eu tanto<br />
queria.<br />
Com isto tudo aprendi que mais vale comprar<br />
mais caro do que na Internet arriscando a<br />
minha vida.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Maria Inês | Sofia<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
Era a véspera do meu aniversário, os meus<br />
pais estavam a trabalhar, e eu em casa sem<br />
nada para fazer, decidi ligar o computador e<br />
pesquisar um site de jogos, pois no Natal recebi<br />
uma consola. Fui ao site “melhor preço” e vi um<br />
jogo que desejava há muito tempo, e que tinha<br />
um preço absolutamente incrível! No site pedia<br />
todas as informações pessoais necessárias para<br />
efectuar a compra, como o meu nome; idade; nº<br />
telemóvel; morada. Depois de fazer a encomenda<br />
só tinha que esperar duas semanas.<br />
Finalmente chegou o tão desejado dia! A minha<br />
encomenda chegou e eu tinha que a ir buscar aos<br />
correios. Quando a fui buscar achei muito estranho<br />
pois a minha encomenda estava muito pesada<br />
para ser um simples jogo! Fui até casa sempre<br />
com um ar muito curioso. Quando cheguei senteime<br />
no sofá e abri a caixa, para meu espanto era<br />
um monte de pedras. Fiquei tão furioso que agarrei<br />
na primeira coisa que vi, neste caso foi uma<br />
jarra, parti-a com toda a minha força e neste<br />
constante barulho ouvi o som da campainha a soar
no meu ouvido.<br />
-Quem será agora? – disse eu furioso enquanto abria a<br />
porta. Era um sujeito alto e forte com ar carrancudo, que<br />
me agarrou antes de eu conseguir dizer uma palavra.<br />
Tentei soltar-me mas a sua força era superior à minha,<br />
apenas ouvi umas vozes a dizer: - Manel abre a porta<br />
do carro, temos aqui mais um miúdo!<br />
Quando acordei, estava num armazém velho. As<br />
minhas mãos estavam acorrentadas e encontrava-me<br />
todo dorido. Ao meu lado estava uma rapariga com<br />
sensivelmente 15 anos.<br />
Enquanto isto tudo aconteceu, os meus pais chegaram<br />
a casa e viram a jarra partida no chão e uma<br />
caixa cheia de pedras. Achando isto muito estranho<br />
ligaram para mim, mas eu tinha o telemóvel<br />
desligado. Já preocupados, foram até à esquadra<br />
da polícia, mas foram informados que só me<br />
podiam dar como desaparecido passadas 48<br />
horas. Os meus pais tão preocupados, não<br />
desistiram e foram à minha procura. Chegaram<br />
a casa e viram na caixa a morada dos correios,<br />
foram até lá e perguntaram de onde tinha vindo<br />
a encomenda. Dirigiram-se ao tal armazém<br />
e pelos vidros viram imensos miúdos deitados<br />
no chão acorrentados. Decidiram ligar à polícia<br />
e esconderam-se atrás de um arbusto.<br />
Quando os polícias chegaram apanharam em<br />
flagrante a quadrilha que há muito procuravam.<br />
Eu fiquei bem pois os meus pais eram<br />
os meus heróis, aprendi a lição.<br />
Sempre que usares a internet, pensa que
pode estar sempre alguém a tramar-te,<br />
e não faças como eu fiz,<br />
não encomendes nada pela internet,<br />
quem sabe pode ser uma armadilha!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Rute Dias | Sara Maia<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
até que um dia o João acabou por lhe ligar.<br />
Era um homem de 40 anos que se fez passar<br />
por um rapaz de 15 anos que tinha chegado a<br />
pouco tempo à cidade.<br />
O João achou um pouco estranho mas como era<br />
um rapaz da sua idade até acabou por lhe dar o e<br />
-mail pois o “rapaz” o tinha pedido para eles se<br />
poderem conhecer melhor. Falavam durante horas<br />
sobre jogos, sobre a escola, sobre os seus amigos<br />
e muitas mais coisas.<br />
Começaram a falar por e-mail e por telemóvel<br />
João adiciono-o no hi5 e no facebook. Este começou<br />
a pensar que o “rapaz” era seu amigo de verdade<br />
e como o “rapaz” se fez passar por um novo<br />
aluno da sua escola ele decidiu ajudá-lo.<br />
João acabou por marcar um encontro com o<br />
homem pensando que era o rapaz, à porta da<br />
escola mas o “rapaz”, preferiu que eles se encon-
trassem num lugar mais sossegado e que o seu pai o iria<br />
buscar.<br />
Foi tudo uma armadilha para apanhar o João, quando o<br />
João chegou ao carro encontrou-se com o homem de 40<br />
anos. Este levou para um sítio escondido onde o prendeu<br />
e o violou. Dai levou-o para um iate e prendeu-o<br />
durante grande parte da sua vida numa ilha desconhecida.<br />
O caso foi descoberto pela polícia marítima e<br />
finalmente João foi libertado e o homem de 40 anos<br />
acabou por morrer na prisão.<br />
Depois de muito desespero João finalmente reencontrou<br />
a sua família que desejava ver há muito<br />
tempo.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues | Paula Ferreira<br />
Ana Luísa Meneses | Vítor Manuel Nunes<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Aceitei a consola e logo a seguir pediram o<br />
número da conta bancária do meu pai, a<br />
minha idade, morada e número de telefone.<br />
Ao princípio não acreditava, mas como todos os<br />
meus amigos tinham aquela consola, eu também<br />
queria. Por isso, escrevi os dados pedidos<br />
pela página, e aceitei o prémio. Eles disseram<br />
que entregavam a consola uma semana depois.<br />
Passou um mês e ainda não tinha consola. No dia<br />
seguinte o meu pai foi ver o saldo da conta e viu<br />
que tinha menos 100 euros, mas não sabia de<br />
onde. Foi ai que percebi que tinha sido enganado<br />
e que apenas iam tirar dinheiro. Fiquei assustado<br />
sem saber o que fazer. Tentei ganhar coragem<br />
para contar isto, pois sabia que quando fosse contar<br />
ao meu pai iria ficar de castigo, mas tinha que<br />
contar pois senão ainda ficamos na miséria. E<br />
então contei ao meu pai. Ele reagiu muito mal,<br />
mas eu tinha mesmo de dizer.<br />
O meu pai ficou chateado, por um lado mas pelo<br />
outro ele sabia que eu não fiz aquilo de propósito,<br />
pois ele sabia que eu a queria.
Por isso ele só tinha uma coisa a fazer, cancelar a conta e<br />
foi o que ele fez. Passado algum meses o meu pai deume<br />
aquela consola e fiquei a perceber alguns dos perigos<br />
da internet.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Ângela Teixeira | Catarina Almeida<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que tenho 18 anos, embora só tenha 15,<br />
digo que sou loiro e tenho olhos azuis e converso<br />
com várias pessoas de diferentes regiões.<br />
Numa tarde, depois das aulas liguei o computador<br />
e fui para o chat falar com uma amiga que<br />
tinha conhecido lá. Era uma amiga que conhecia<br />
há poucas semanas, mas sabia que com ela<br />
podia desabafar e falar de tudo. Falamos durante<br />
horas e horas e no fim da conversa ela disse-me<br />
que estava a começar a gostar de mim.<br />
Fiquei estupefacto a olhar para o computador, pois<br />
não conseguia compreender como é que ela poderia<br />
gostar de mim se nunca me tinha visto e nem<br />
sabia a minha aparência.<br />
Passados uns dias decidimos encontrarmo-nos,<br />
não porque estava interessado mas sim porque<br />
gostava de saber como era a minha amiga com<br />
que eu tanto falava e desabafava.<br />
Decidimos encontrarmo-nos num parque. Esperei<br />
muito tempo até que apareceu um homem com
mais ou menos 35 anos, ao princípio pensei que era uma<br />
pessoa que como as outras por ali passava, mas depois<br />
fiquei assustado pois compreendi que tinha sido enganado,<br />
que afinal a rapariga com quem falava era um<br />
homem de 35 anos! Ele veio ter comigo, disse-me “olá”<br />
e disse que era a pessoa com que esperava. De seguida<br />
agarrou-me e tentou-me levar com ele.<br />
Tive sorte de a polícia estar ali de passagem viram-no<br />
e levaram-no.<br />
Nunca devia ter combinado uma saída sem se quer<br />
conhecer a pessoa, nunca mais voltei a falar com<br />
pessoas no chat, pois aprendi que nunca sabemos<br />
quem está do outro lado.<br />
Comentário: Este texto serve de exemplos reais<br />
que acontecem mesmo, mas muitos não têm a<br />
sorte de a polícia aparecer, muitos nunca são<br />
encontrados!<br />
Nunca se deve combinar nada com ninguém<br />
que não se conhece principalmente através do<br />
chat porque não se sabe a pessoa que está do<br />
outro lado, neste caso era um pedófilo.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Cristiana Fernandes | Margarida Oliveira<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
No site que me recomendaram pediam-me<br />
vários dados nomeadamente nome, morada,<br />
idade, peso, altura, cor de cabelo, local de nascimento,<br />
entre outros.<br />
Pensei que era informação a mais só para a<br />
compra de uns jogos, mas como era mais barato<br />
e queria mesmo os jogos preenchi.<br />
Acabei o preenchimento dos dados, a seguir<br />
escolhi os jogos que queria mandar vir, com a<br />
informação que no prazo de 4 dias teria a encomenda<br />
em casa e teria de ter o dinheiro na mão<br />
para efectuar o pagamento, tendo o valor de 65€<br />
na compra de 3 jogos.<br />
Passado 4 dias, bateram-me a porta e lá estava o<br />
homem com a encomenda na mão, eu estava contente<br />
e ansioso por ter os jogos na mão então corri<br />
para a porta com o dinheiro e efectuei o pagamento.<br />
Entrei em casa, a caixa estava um pouco pesada,<br />
reparava-se que estavam lá os jogos e quando a<br />
abri surpreendi-me.
Olhei para dentro da caixa e não estava lá o que pedi,<br />
mas sim uns objectos a fazer peso.<br />
Fiquei enervado pois reparei que me tinham burlado, fui<br />
ao site e tentei reaver o meu dinheiro.<br />
Mas não me disseram nada, então deixei lá uns avisos<br />
a explicar o que se tinha sucedido e a dizer para ninguém<br />
cair no mesmo erro.<br />
E depois foi o pior, lembrei-me que ao dar os meus<br />
dados corria o risco de qualquer pessoa pegar neles e<br />
prejudicar-me.<br />
Fui à polícia e expliquei o sucedido, processei a<br />
empresa que dito pela polícia não estava legalizada,<br />
e o site foi eliminado da internet.<br />
Tive de ir a tribunal e como a empresa não estava<br />
legalizada e já tinham burlado mais pessoas eu<br />
consegui ganhar e eles devolveram-me o dinheiro<br />
e tiveram de me dar uma indemnização pelo<br />
sucedido.<br />
Por isso, antes de conceder os seus dados na<br />
internet, deveria certificar-se que o site onde<br />
pretende comprar os jogos é legal e que não<br />
corre o risco de ser burlado, pois nunca sabe<br />
quem esta por detrás desses anúncios e<br />
publicidade de compra.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Daniela Pinto | Luísa Guimarães<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
Eu logo, cliquei na mensagem e apareceu-me<br />
no ecrã do computador uma página com um<br />
programa que desconhecia, e que me pedia os<br />
meus dados pessoais e o meu número de telemóvel.<br />
Eu decidi preencher os meus dados pessoais<br />
e depois carreguei em “Ok” e aceitei o termos<br />
gerais. A página com o programa desconhecido<br />
logo se fechou e nada aconteceu. Na manhã<br />
seguinte, esperei e apareceu-me finalmente no<br />
telemóvel uma mensagem que pensei logo ser do<br />
prémio. Peguei no telemóvel e li a mensagem que<br />
era, de um número desconhecido, receoso reparei<br />
que a mensagem, só continha publicidade que não<br />
me interessava e logo a seguir a este momento,<br />
apareceu outra mensagem com mais publicidade e<br />
umas palavras que eu não percebia que parecia<br />
ser códigos para inserir na Net, e me tirou 4€ de<br />
saldo. Durante duas semanas permanentemente e<br />
sempre a mesma hora, continuaram a mandar-me<br />
as mensagens com publicidade e códigos para<br />
inserir na Net. Que me tiravam dinheiro do saldo.<br />
Como já estava farto, pedi aos meus pais que me
deixassem de carregar o meu saldo do meu telemóvel.<br />
Eles assim o fizeram e durante duas semanas consecutivas<br />
não me voltaram a roubar dinheiro do saldo e a<br />
mandar as mensagens de publicidade e códigos. Daí voltei<br />
a carregar o saldo do meu telemóvel pensando que<br />
eles tinham desistido e esquecido o meu número.<br />
Depois de receber o carregamento, nesse instante voltaram<br />
a mandar milhares de mensagens (que pensei<br />
que estavam retidas durante as duas semanas que<br />
não carreguei o saldo do meu telemóvel), seguidas e<br />
a roubar mais dinheiro do meu saldo do telemóvel.<br />
Então só vi uma solução, trocar de cartão de telemóvel,<br />
e mudar de número de telemóvel, assim<br />
não conseguiram voltar a tirar me dinheiro do saldo,<br />
e eu aprendi a lição, que nunca mais dou os<br />
meus dados pessoais e o meu número de telemóvel<br />
a um site desconhecido que não sei se é<br />
seguro e que não conheço.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Hugo Moreira | Pedro Durães<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...muitas vezes que sou algo que na verdade<br />
não sou. De vez em quando faço de conta que<br />
sou, uma pessoa mais velha, que sou bastante<br />
bonito, alto, moreno e atlético.<br />
Existem certos perigos nestes chats como por<br />
exemplo, tentativas de pedofilia, burlas ou enganos.<br />
Bem vou-te contar agora a minha história. Não<br />
foi há muito tempo que, estava eu no meu chat,<br />
quando de repente apareceu alguém no sistema<br />
de conversação online. Chamava-se Gforce64 e<br />
tinha uma bela fotografia. Estava a tentar saber<br />
informações sobre mim e a marcar um encontro.<br />
Eu confuso e indeciso aceitei com a condição de<br />
ser eu a escolher o local de encontro.<br />
Com um pouco de receio combinei com o meu<br />
melhor amigo que ele viesse comigo mas se<br />
escondesse, para que se algo acontecesse não<br />
estivesse sozinho. Marcamos o nosso encontro no<br />
café O Cantinho do Manuel.
No dia do encontro quando lá cheguei não estava ninguém<br />
à minha espera e então resolvi esperar por algum<br />
sinal. Foi então que de repente apareceram dois homens<br />
que me agarraram e me tentaram levar.<br />
Foi então que de trás dos arbustos saíram quatro polícias,<br />
que agarraram os indivíduos. Com azar um dos<br />
homens escapou, mas o outro não, tendo sido levado<br />
para a esquadra. A polícia obrigou o criminoso a confessar<br />
tudo o que tinha feito e quem era ele.<br />
Afinal estes dois homens faziam parte de uma rede<br />
de pedofilia. Mas havia uma coisa que eu não percebia,<br />
que era, como é que a polícia tinha aparecido.<br />
Fui esclarecer-me ao meu amigo, e este explicoume<br />
que na verdade fora ele que chamara a polícia<br />
com receio de não poder fazer nada sozinho.<br />
Parece que já contei a minha história.<br />
Queria por fim alertar-vos para os perigos da<br />
Internet e para terem cuidado pois nunca se<br />
fiem nestes encontros sem antes terem a certeza<br />
de que não há nenhum perigo.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Joana Pereira | Rui Bernardes<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alto, desconhecem a minha idade e<br />
não sou tímido. Conheci uma rapariga no chat<br />
que me interessou bastante. Era o tipo de raparigas,<br />
que me despertava curiosidade. Passava<br />
horas, a falar com ela. Ela chamava-se Maria e<br />
tinha 14 anos. Passado algum tempo de nos termos<br />
conhecido melhor, trocamos emails e numa<br />
das conversas, decidi convida-la para sair.<br />
Combinamos ir ao cinema, tinha muita vontade<br />
de estar com ela. Quando a vi, preferi não ir ter<br />
com ela e aprecia-la de longe. Era bela, e muito<br />
bem formada. Senti que estava nervosa. Eu confesso<br />
que também o estava, por isso decidi ir<br />
embora.<br />
Saí do centro comercial, dirigindo-me ao parque<br />
de estacionamento. Olhei para o lado, e vi-a novamente.<br />
Nem acreditava no que estava a ver, parecia<br />
que ela me seguia.<br />
Entrei no carro e sai dali o mais rapidamente possível.<br />
Sou muito inseguro, e tenho medo de arriscar.<br />
Por outro lado sei que se não perder este
medo, nunca terei o que desejo. Cheguei a casa e num<br />
ápice dirigi-me ao computador. Liguei-o e de seguida<br />
entrei no Messenger. Lá estava ela. O meu desejo de a<br />
voltar a ver, crescia minuto a minuto. Falou para mim<br />
perguntando-me o que tinha acontecido. Eu respondilhe<br />
com uma resposta sem sentido, pedindo-lhe novamente<br />
para marcarmos outro encontro.<br />
Maria respondeu-me que não podia vir ter comigo e eu<br />
fiquei irritado com aquela resposta. Ela nunca me<br />
tinha dito que não a nada.<br />
- Maria já te disse que quero estar contigo. Já te<br />
pedi desculpa de te ter deixado pendurada. Por<br />
favor, vem ter comigo.<br />
- E eu já te disse que não posso. A minha mãe<br />
anda desconfiada, passo muito tempo aqui no<br />
computador e hoje saí toda a tarde para estar<br />
contigo e tu nem sequer apareces-te!<br />
- Eu necessito de estar contigo. Nem que seja<br />
só por uns 15 minutos. Amanhã de manhã<br />
estarei à tua espera perto da tua escola,<br />
naquela rua deserta.<br />
- Pronto, está bem. Vou sair, amanhã saio às<br />
14:20.<br />
Estávamo-nos a envolver cada vez mais.<br />
Desliguei o computador e fui à cozinha beber<br />
um copo de água. Já era tarde, e decidi ir<br />
dormir.<br />
O dia amanheceu. Acordei muito bemdisposto.<br />
Fui tomar um banho que me dei-
xou bastante relaxado. Vesti-me,<br />
pus perfume, peguei na chave do<br />
carro e saí para o exterior.<br />
Estava um dia quente. Entrei dentro do<br />
carro, dirigindo-me então para o sítio<br />
que tínhamos combinado. Hoje sentia-me<br />
seguro de mim mesmo. Estacionei o carro,<br />
ao fundo da rua. Eram precisamente 14:26.<br />
Olhei pelo retrovisor, e vi-a. Estava novamente<br />
muito bonita, e muito apetecível. Saí<br />
do carro, sorrindo.<br />
- Olá, Maria. Eu sou o teu amigo do chat, o<br />
Jorge.<br />
- Olá Jorge. Nas fotos que me mandaste não<br />
parecias ser assim. Parecias diferente.<br />
- Sabes, aquelas fotos, já tem algum tempo.<br />
Vamos dar uma volta? Até minha casa, talvez.<br />
- Não sei se é boa ideia. – Respondeu-lhe com a<br />
voz trémula.<br />
- Confia em mim.<br />
Maria entrou dentro do carro. Decidi levá-la para<br />
minha casa. Ela não fazia ideia do que se estava a<br />
passar. Estacionei o carro na garagem. Abusei<br />
sexualmente dela ali. Ela gritou, chorou e sentiuse<br />
enganada. Os pais dela, fizeram queixa à polícia.<br />
Maria tinha realmente desaparecido e ninguém<br />
sabia dela. Depois de muitas procuras, o trabalho<br />
da polícia valeu a pena. Encontraram o paradeiro<br />
do raptor. Era um dos mais perigosos raptores do
país. Nunca tinha sido apanhado. A polícia dirigiu-se a<br />
casa dele, e encontrou Maria a ser novamente abusada<br />
por aquele monstro. Ele ficou surpreendido ao ver aquele<br />
cenário e um dos polícias pegou nele, de rastos retirando-o<br />
de cima do corpo de Maria. O seu choro tornou-se<br />
audível. Maria saiu daquela casa, muito transtornada e<br />
foi entregue aos pais. Passou muitos anos a correr para<br />
psicólogos que a ajudaram bastante. Aquele homem<br />
monstruoso, que lhe estragou a vida, estava agora<br />
preso a pagar pelo que tinha feito. Esta história, também<br />
pode acontecer a ti se não tiveres cuidado na<br />
internet. Não penses que as coisas só acontecem<br />
aos outros.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Luís Morujão<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou grande, pele clara e extrovertido<br />
(a).Normalmente falo nos chats com gente da<br />
minha idade e tento saber ao máximo sobre a<br />
identidade e o sexo das pessoas que estão do<br />
outro lado. Nos chats, as pessoas fazem como<br />
eu. Também tentam saber ao máximo sobre<br />
mim.<br />
Habitualmente falo em chats públicos já que os<br />
privados são perigosos porque não têm um moderador<br />
e porque um menor pode, inadvertidamente,<br />
conversar com um pedófilo, ou com alguém<br />
que se queira apropriar da sua identidade ou da<br />
dos seus familiares, ou até obter informações que<br />
lhe permitam planear um roubo. Mesmo assim<br />
não deixo de ir aos privados Os chats que eu mais<br />
frequento são os de desporto e música, já que são<br />
os meus passatempos preferidos. Adoro falar<br />
sobre futebol. Falar sobre as minhas ligas preferidas<br />
e, consequentemente, os clubes.<br />
Ainda ontem, estava a falar com uma suposta<br />
rapariga que dizia ser bonita, inteligente e atleta.
Fartou-se de me pedir os meus dados pessoais mas não<br />
dei por experiência própria e pelos avisos que são feitos<br />
tanto na televisão como no computador sobre os perigos<br />
da internet. Essa tal “rapariga” tem sido muito simpática<br />
para mim. Tem feito muitas perguntas sobre mim e<br />
sobre a minha família e se nos podemos encontrar um<br />
dia destes. Como me tem dito para nunca aceitar os<br />
convites das pessoas do outro lado da conversa eu<br />
recusei.<br />
Já na vida real falo muito e não tenho receio de partilhar<br />
assuntos sobre a minha vida como os meus<br />
amigos. Adoro sair à noite e de estar com os meus<br />
colegas. Não gosto da escola, muito menos das<br />
aulas.<br />
Os chats que eu mais frequento são os de desporto<br />
e música, já que são os meus passatempos<br />
preferidos. Adoro falar sobre futebol. Falar sobre<br />
as minhas ligas preferidas e, consequentemente,<br />
os clubes.<br />
Assim ficaram a saber um pouco mais sobre a<br />
minha virtual e, consequentemente, sobre a<br />
minha vida real e como diferencio as duas.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Márcia Vieira | Sara Branco<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...Quando estou no chat, falo com diversas<br />
pessoas, por vezes duvido se não me enganam<br />
em relação ao sexo, à idade e até mesmo do<br />
próprio nome.<br />
Até já me aconteceu estar a conversar com uma<br />
suposta rapariga bonita. Pedia-me em cada conversa<br />
um dado pessoal diferente, enrolando-me<br />
na conversa de que tínhamos de nos conhecer<br />
melhor, mas nunca me deu os seus dados, fazia<br />
grande mistério, e quando eu lhe dizia para revelar,<br />
este utilizador saía de imediato da internet.<br />
Nunca me quis dizer o verdadeiro nome, a idade<br />
nem o sítio onde vivia. Fazia questão em ocultarme<br />
os seus dados pessoais.<br />
Um dia, como eu já tinha conhecimento dos perigos<br />
nas salas de chat, quis ter a certeza que a<br />
pessoa com quem eu mais falava era uma rapariga,<br />
então escrevi um novo nickname com o nome<br />
de uma rapariga, entrei na sala de chat com a tal<br />
pessoa, inventei uma idade, um nome, e um sítio<br />
do país. Com algum esforço lá lhe ia perguntando a
medo da resposta, os dados pessoais, até que o indivíduo<br />
assumiu ter o nome de uma rapariga apenas para conseguir<br />
emails de crianças do sexo masculino.<br />
Depois daquela conversa, fiquei com bastante receio<br />
deste tipo de sites e destas salas de chat, foi então que<br />
decidi apagar os emails que tinha adicionado daquelas<br />
pessoas desses sites e fiz questão de nunca mais voltar<br />
a entrar lá.<br />
Foi assim, que fui avisando os meus amigos e familiares<br />
para os perigos que corremos naquele tipo de<br />
salas de conversação, contei a minha história, e surpreendidos<br />
fizeram questão de fazer como eu, deixar<br />
de frequentar estes chats.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Maria Ferreira | Vitor Santos<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alto, loiro com olhos azuis.<br />
Quando sou o virtual vejo as coisas de outra<br />
forma e sou outra pessoa completamente diferente<br />
faço isso para esconder a minha identidade.<br />
Há muitos perigos por ai, assim, sendo o virtual<br />
posso esconder a minha pessoa e ao mesmo<br />
tempo falar com as mesmas pessoas que falava<br />
se fosse o Real, mas não tenho de dar a minha<br />
identidade a pessoas que não conheço para não<br />
correr perigo algum.<br />
Conheço casos de meninos que desaparecem, por<br />
dar a sua identidade nos chats, no messeger…<br />
entre outros métodos de comunicar com as pessoas<br />
que não se conhece.<br />
Quando conheço a pessoa pessoalmente, quando é<br />
meu amigo eu aí dou a minha identidade certa,<br />
mas só dou quando tenho a certeza que é essa<br />
pessoa porque podem-se fazer passar por ela.<br />
Não pensem que não me divirto à mesma sendo
outra pessoa, até acho que me divirto a dobrar pois<br />
fazendo-me passar por outra pessoa pode conhecer<br />
outras pessoas, que se calhar se fosse o Real não conhecia.<br />
Não custa nada fazer-me passar por outra pessoa, até<br />
fico a ganhar, fico em segurança e conheço outras pessoas.<br />
Tenho muitos amigos Virtuais, conversamos sobre coisas<br />
do dia-a-dia, jogamos jogos e assim de todo<br />
DIVERTIMO-NOS!<br />
Lembro-me de uma menina chamada Maria que deu<br />
a sua identidade na internet, começou a falar com<br />
um rapaz que dizia ter 16 anos e que era parecido<br />
ao Zac Efron, e ela ficava muito entusiasmada<br />
quando falava com ele.<br />
Começou a contar a vida pessoal dela, a dizer<br />
locais que frequentava, e começou a dar dados<br />
pessoais.<br />
O suposto rapaz de 16 anos, quis marcar um<br />
encontro e ela ficou logo super excitada para<br />
esse encontro e marcaram o local.<br />
Ela quando chegou lá não via ninguém com a<br />
discrição que lhe tinham dado, começou a<br />
ficar desiludida, pois o tal rapaz não aparecia.<br />
Até que apareceu um homem com os seus<br />
40 anos, dirigiu-se à rapariga e perguntou:<br />
“ és a Maria?”a rapariga com uma expressão<br />
estranha respondeu: “ sim, sou e tu
quem és?”, o homem respondeu:”<br />
o rapaz da Net!” Maria muito<br />
assustada, em pânico tenta ligar à<br />
mãe para a vir buscar, mas nem teve<br />
reacção o homem pegou no braço dela e<br />
meteu-a dentro da carrinha.<br />
Maria ainda muito assustada, tenta fazer<br />
um telefonema para a polícia e muito discretamente<br />
descrever o Homem sem o<br />
homem se aperceber de alguma voz vinda da<br />
mala. A polícia percebeu logo de quem se tratava<br />
pois Maria não era a primeira vítima deste<br />
criminoso.<br />
A polícia por sorte apanha o homem e Maria<br />
regressa a casa são e salva.<br />
Esta história correu bem, porque Maria apareceu<br />
mas podia não ter corrido, Maria nunca voltou a<br />
dizer a sua identidade real a pessoas que não<br />
conhecia!<br />
Por isso por favor não mostre a tua identidade na<br />
internet!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Miguel Cardoso | Pedro Miguel<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
“Práticas comerciais e publicitárias não-éticas<br />
que, não distinguindo a informação da publicidade,<br />
podem enganar crianças e jovens, promover<br />
a recolha de informações que violam a<br />
sua privacidade e promover a venda directa a<br />
crianças, atraindo-as a fazerem compras não<br />
autorizadas”, isto foi o que os meus pais leram<br />
na net, mas eu não me acredito por isso voulhes<br />
pedir dinheiro e vou ser eu mesmo a comprar<br />
no site!!<br />
Na primeira vez tudo correu bem, fui aos correios<br />
e quando abri a caixa, estava lá os jogos, mas<br />
depois tudo mudou fui lá para ir levantar o meu<br />
suposto telemóvel novo e dentro da caixa encontrei<br />
uma pedra.<br />
Como podem imaginar estou de castigo para o<br />
resto da minha vida. Mas história não acaba aqui<br />
pois há uns dias atrás o meu pai recebeu uma carta<br />
com uma quantia enorme para pagar sobre o<br />
que eu já tinha pago nos correios, o meu pai teve<br />
que ir às autoridades para que elas lhe resolvessem<br />
aquele grande problema. Pelo que soubemos
eles foram apanhados, e também o meu pai não recebeu<br />
mais contas sobre os jogos.<br />
Agora percebi que isto de fazer compras na internet é<br />
bastante perigoso e nunca mais vou fazer compras lá.<br />
Espero que a minha história seja uma lição para todos!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Ana Galvão | Ana Moura<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou alto, moreno, interessante e desinibido.<br />
Eu uso sempre o nome Virtual, porque há um<br />
tempo atrás quando ainda utilizava a minha verdadeira<br />
identidade, tive um encontro com uma<br />
pessoa desconhecida que se fazia passar por<br />
uma bela rapariga de 14 anos, na qual eu estava<br />
muito interessado.<br />
Foram várias as nossas conversas no chat, sentiame<br />
bem a conversar com ela, era querida, compreensiva<br />
e dava-me bons conselhos. Até que um<br />
dia me enviou umas fotografias escaldantes (das<br />
quais gostei muito). Ela perguntou se eu queria<br />
encontrar-me com ela para nos conhecermos pessoalmente,<br />
logo de imediato respondi que sim,<br />
sem dúvidas de que iria ser um encontro inesquecível.<br />
Na tarde do tão esperado encontro, muito ansioso,<br />
fui até á praia. Quando lá cheguei em vez de lá<br />
estar a “sedutora rapariga”, encontrei um homem<br />
que se aproximou e começou a falar comigo como
se já me conhecesse há muito tempo. Começando-se a<br />
aproximar mais de mim, achei estranho, e quando já<br />
vinha embora sem esperanças de encontrar a rapariga, o<br />
homem agarrou-me, abusou de mim e levou todos os<br />
meus valores pessoais, e então percebi que tudo isto<br />
não tinha passado de uma farsa. Fiquei na praia até<br />
ganhar coragem de ir para casa e contar tudo aos<br />
meus pais.<br />
Quando cheguei a casa e contei aos meus pais o pior<br />
dia da minha vida, eles levaram-me logo ao hospital<br />
para ser analisado e logo de seguida fomos prestar<br />
declarações à polícia. Lá fizeram-me muitas perguntas<br />
(as quais não me apetecia responder, mas sabia<br />
que era o melhor). Com alguma dificuldade descrevi<br />
o “terrível homem”.<br />
Depois de tudo isto, fui para casa descansar. Ao<br />
outro dia recebi a notícia da polícia de que o<br />
homem tinha sido encontrado e que infelizmente<br />
eu não tinha sido a única vitima.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Ana Maria Guedes | Mariana Pinto<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
De certo que demorou algum tempo a preencher<br />
o registo, mas o que importava era que<br />
em breve iria ter o jogo que tanto queria.<br />
No registo perguntava coisas do tipo: “Quantos<br />
anos tens?”; “Vives sozinho?”, “Dá-me a tua<br />
morada...”; “Dá-me o teu número de telemóvel...”;<br />
“Costumas navegar muito na internet? Se<br />
sim, diz os sites que costumas frequentar.” E<br />
mais à frente dizia em letras pequeninas “Deves<br />
pagar nas próximas 24h por transferência bancária<br />
ou dando o número de um cartão de crédito<br />
(se fores maior de idade ou o dos teus pais)”.<br />
Como não sabia fazer transferências bancárias, fui<br />
à carteira da minha mãe e tirei-lhe o cartão de<br />
crédito. Assim, já podia preencher o espaço onde<br />
dizia “Número do cartão de crédito”.<br />
Eram perguntas um pouco suspeitas, mas o que<br />
interessava? Eu só queria o meu jogo…<br />
No site disseram que só demorava uma semana a<br />
entregar o jogo, por isso a partir desse dia esperei<br />
impulsivamente a sua chegada.
Passou uma semana, duas e três e nenhuma notícia do<br />
“jogo barato”…<br />
A minha ansiedade crescia de dia para dia, então decidi<br />
ir ao site e ligar para o número de telefone que lá estava.<br />
Supostamente deveria ser o do criador.<br />
Liguei e atenderam. Era uma voz sinistra, masculina e<br />
um pouco assustadora. De seguida, essa voz pediu-me<br />
de novo a minha identificação e o nome do jogo de<br />
que estava à espera. Não hesitei e de novo dei-a.<br />
Logo, responderam-me friamente que o dinheiro não<br />
tinha sido entregue, por isso tinha de voltar a reenviá-lo.<br />
Disse-lhes que já tinha enviado mas eles insistiam<br />
que não.<br />
Com um tom ameaçador disse-lhes que ia comunicar<br />
à polícia esta situação e sem pronunciar<br />
uma única palavra desligaram o telemóvel.<br />
Quando olhei para o ecrã do computador, o site<br />
tinha expirado. Tinha ficado sem o jogo e sem<br />
o dinheiro.<br />
Fui de imediato falar com a polícia e eles alertaram-me<br />
para os perigos da internet e ainda<br />
disseram que para além de ter sido burlado<br />
da primeira vez, poderia ter sido da segunda<br />
vez ou talvez da terceira, mas como os burlões<br />
não queriam ser apanhados expiraram<br />
o site. Nem acreditei como caí naquela<br />
armadilha. Para a próxima espero pelos saldos<br />
das lojas reais.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Bruna Peres | Joana Santos<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou uma adolescente de 16 anos, bonita,<br />
sedutora, sociável e alta.<br />
Uma vez, estava eu nos chats da internet e<br />
apareceu um pedido de amizade de um rapaz<br />
giro que dizia ter a minha idade chamado João,<br />
eu inocentemente fiquei interessada e aceitei.<br />
Mal o aceitei começou a falar comigo<br />
Olá tudo bem?<br />
Eu respondi-lhe, passados algumas horas já estávamos<br />
na parte dar dados pessoais, como não<br />
achei que tivesse mal nenhum dei-os com a condição<br />
de me dar os dele.<br />
Começou por me perguntar a minha morada, a<br />
escola, o número de telemóvel, perguntas supostamente<br />
inocentemente para um amigo.<br />
Estava quase na hora de jantar quando me despedi<br />
dele, logo a seguir disse-me que mandava mensagens,<br />
eu disse tudo bem.<br />
Estava a jantar com os meus pais quando ouço o
telemóvel a tocar. Sai da mesa e fui ver o telemóvel li a<br />
mensagem.<br />
Passado um mês de nos conhecermos as nossas conversas<br />
começaram a ficar mais íntimas e comecei a confiar<br />
nele. Por incrível que pareça eu considerava-o o meu<br />
melhor amigo sem nunca o ter visto na vida (apenas<br />
em fotos).<br />
Numa das nossas conversas, combinamos um encontro<br />
num café muito conhecido no bairro, às 17:00<br />
(como era uma hora de muito movimento aceitei).<br />
Estava nas aulas sempre a pensar no nosso encontro.<br />
Chegaram as 17:00h e eu fui a correr para o<br />
café, estava montes de gente mas iria ser fácil de<br />
o encontrar tinha olhos azuis, loiro e simplesmente<br />
era lindo. Não o encontrei mas quando menos<br />
esperava sinto a mão de uma pessoa no meu<br />
ombro, quando me virei um velho de mais ou<br />
menos perto dos 65 anos que disse:<br />
És a amiga do meu neto João?<br />
Eu disse que sim e logo ele disse anda o meu<br />
neto está no carro à tua espera.<br />
Eu mais uma vez acreditei e fui imediatamente<br />
pois adorava o João.<br />
O carro estava numa zona escura e sem saída,<br />
o velho empurrou-me para o carro já<br />
não estava simpático mas sim agressivo<br />
comecei a assustar-me e tentei sair do carro<br />
mas este estava trancado. O velho levoume<br />
para um monte colocou um pano na
oca e o tal melhor amigo transformou-se<br />
no meu pior pesadelo.<br />
Nesse monte começou a violar sentia<br />
-me mal, tinha nojo de mim…...depois<br />
foi embora e deixou-me lá.<br />
A partir desse dia deixei de conversar com<br />
as pessoas que não conhecia de lado<br />
nenhum mas acho que o pior de tudo e que<br />
muitas raparigas como eu deixam-se levar.<br />
Acham sempre que tudo e todos são inocentes,<br />
mas não, por traz está uma pessoa horrível<br />
e nojenta. Eu sei o que e ser iludida mas<br />
também sei o que e ser gozada, e quando sei<br />
que estraguei a minha vida por um rapaz que<br />
nem existia fico doente. E agora aconselho a<br />
todas as raparigas, rapazes, crianças e até adultos<br />
para terem muito cuidado com a internet e<br />
com as pessoas que podem nem existir. E principalmente<br />
para todos os pais atenção com os<br />
filhos que têm acesso à internet pois se até adultos<br />
se deixam levar imaginem crianças!!!!! Alertem<br />
os mais novos e talvez mais inocentes…
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Bruno Silva | Diogo Pinheiro<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...Costumo estar muitas vezes no chat, mas<br />
um dia tudo mudou na minha história como<br />
um utilizador de chats. Era um dia normal para<br />
mim mas até que uma rapariga chamada “ gatinha_29<br />
“ que disse que me queria conhecer e<br />
eu comecei a falar com ela, ela disse-me que<br />
tinha entre 15 a 16 anos e perguntou-me que<br />
idade eu tinha, eu respondi que tinha 15 anos.<br />
Depois ela perguntou-me de onde eu era, eu respondi<br />
que era do Porto, perguntei-lhe a mesma<br />
cosia e ela disse que também era do Porto. Então<br />
a meio da conversa ela perguntou-me se eu a<br />
queria conhecer pessoalmente, eu estranhei, pois<br />
aquilo era apenas um chat onde as pessoas só se<br />
conheciam “virtualmente”, mas mesmo assim eu<br />
tinha curiosidade em conhecê-la, aceitei, mas<br />
depois perguntei-lhe se ela não estaria a mentir<br />
em relação ao seu perfil. Ela disse que não e eu<br />
acreditei, combinamos encontrar-nos ao pé do<br />
shopping, Dolce Vita, às 21:00 horas. Eu fui para o<br />
local combinado, eram 20:57, sentei-me num ban-
co ao pé da paragem do autocarro, às 21:02, uma rapariga<br />
apareceu, era pequena, gorda, cabelo castanho e<br />
olhos castanhos, não tinha nada haver com o que ela me<br />
tinha dito no chat, no chat ela tinha dito que era loira,<br />
alta, olhos azuis e magra.<br />
A rapariga veio ter comigo e perguntou-me se era o<br />
Real Virtual, eu respondi que sim e perguntei se ela era<br />
a gatinha_29, ela respondeu que sim. Eu disse-lhe<br />
que ela era uma mentirosa e vim-me embora. A partir<br />
daí nunca mais fui a um chat online.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Daniela Dias | Rita Azevedo<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou rico, tenho uma grande moradia e<br />
um bom carro. Tenho 15 anos, solteiro e procuro<br />
companhia entre os 14 – 17 anos.<br />
Houve um dia que entrei no chat e apareceu<br />
uma rapariga que dizia que era alta, morena,<br />
loira, tinha olhos verdes e dizia que tinha 16<br />
anos e me queria conhecer. Começamos a falar,<br />
a ser amigos até que marcamos um encontro no<br />
Bairro Alto. Nesse dia fiquei ansioso, esperava<br />
conhecer uma rapariga especial, esperava que ao<br />
vivo fosse como no chat ou ainda melhor, vesti a<br />
minha melhor roupa, preparei-me com cuidado<br />
para estar prefeito, dei o meu melhor, chegou a<br />
hora, sai de casa apanhei um táxi cheguei ao Bairro<br />
Alto e ainda não estava lá ninguém, esperei dez<br />
minutos, vinte minutos e ninguém aparecia peguei<br />
e liguei e ela disse-me que já estava a chegar e eu<br />
perguntei como é que eu a iria conhecer e ela respondeu<br />
que iria parar o carro a minha frente e eu<br />
respondi que estava bem.<br />
Até que parou um carro a minha frente e saiu uma
mulher do carro e não tinha nada a ver com o que dizia<br />
no chat, a mulher que saiu do carro era baixa, gorda,<br />
tinha cabelos oleosos tinha entre os seus 30 – 40 anos, e<br />
perguntou-me se eu era o Real Virtual e eu respondi que<br />
sim, e ela disse-me que era a rapariga do chat e que se<br />
chamava Albertina.<br />
Como não tinha nada a ver com o que dizia no chat,<br />
queira-me vir embora, e ela respondeu que estava<br />
bem, ao ir para a praceta de táxis reparei que um<br />
carro me seguia, apanhei o táxi e continuei a reparar<br />
que o tal carro me continuava a seguir, cheguei a<br />
casa, e antes de entrar o carro parou a minha porta<br />
e puxou-me eu fiz força mas como era dois meteram-me<br />
dentro do carro levaram-me para um<br />
armazém no meio do nada, taparam-me os olhos<br />
com uma venda preta e taparam-me a boca para<br />
eu não poder gritar.<br />
Fizeram-me coisas horríveis, que nunca pensei<br />
que me fizessem, mas tive alguma sorte, apareceu<br />
o dono do armazém e socorreu-me e<br />
chamou a polícia. Dentro daquele armazém<br />
tinha mais crianças, e a polícia disse-nos que<br />
já andava atrás destes traficantes de crianças<br />
há algum tempo.<br />
Os traficantes foram presos, levaram uma<br />
pena de 21 anos!<br />
Isto aconteceu-me e hoje quero fazer um<br />
apelo a todas as pessoas para terem cuidado<br />
nos chats, na internet e em todo sitio<br />
com as pessoas que não conhecemos porque<br />
parte destas pessoas só nos querem
fazer mal, enganar-nos e nos<br />
ameaçar verdadeiramente!
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Diogo Conceição<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
O melhor preço<br />
Todos sabiam o que eu queria para<br />
o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />
uns jogos. Na Internet são mais<br />
baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />
preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />
para fazer o registo.<br />
Preenchi os meus dados e registei-me, precisava<br />
de enviar o dinheiro agora, pus<br />
o numero de cartão de crédito do meu pai e<br />
cliquei enter - a pior asneira da minha vida – e<br />
lá esperei pela encomenda.<br />
Passaram dias e dias, e um dia cheguei da<br />
escola, alguém tocou a campainha, fui atender,<br />
era um senhor empregado dos C.T.T.<br />
Finalmente tinha chegado a encomenda abri-a e<br />
lá dentro encontrava-se um sapato roto com<br />
papel a dizer:<br />
“Tu acabaste de ser burlado!”<br />
Contei ao meu pai, e ele ficou abismado, tinha<br />
comprado o “jogo” com o “melhor preço” de um<br />
site que nem conhecia, e não podia fazer nada!<br />
No dia seguinte lá continuei com a minha vida,<br />
agora sem dinheiro e sem jogo, aprendi a nunca<br />
mais fazer compras pela internet não é seguro.<br />
Instalei um antivírus muito bom e informei-me<br />
melhor sobre burlas na internet para não ser apa-
nhado por ninguém.<br />
Noutro dia vi uma publicidade a um site de leilões<br />
na internet, jurei nunca mais fazer compras pela internet,<br />
e pensei:<br />
-Mais vale a segurança do que o dinheiro!<br />
Por isso quer vos peçam o vosso nome, informações,<br />
nº de cartão de crédito …, NÃO DÊEM! Segurança<br />
sempre primeiro!<br />
Eu já a minha aprendi a lição e vocês?
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Diogo Cristóvão | Diogo Magalhães<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou uma mulher, com cabelo loiro, olhos<br />
verdes, morena e sedutora. Costumo marcar<br />
encontros mas nunca apareço, porque na realidade<br />
sou um homem. Quando começo a falar<br />
nos chats para iludir as pessoas costumo criar<br />
um Hotmail para falar com essas pessoas a sós,<br />
quando me pedem para mostrar uma foto minha<br />
costumo tirar as fotos da Net, os que não se iludem<br />
conseguem-se aperceber que sou um<br />
homem, não vão na minha conversa, essas pessoas<br />
sabem mais sobre a internet e os seus perigos.<br />
Os que “ela” conseguiu iludir conseguia fazer<br />
tudo o queria deles.<br />
Um dia conheci uma pessoa que em vez de ser eu<br />
a iludir, fui eu que fui iludida, assim sem saber<br />
estava a falar da minha vida privada, essa pessoa<br />
conseguiu descobrir a minha verdadeira identidade,<br />
assim eu fui seguida por essa pessoa. A partir<br />
desse dia deixei de frequentar a internet.<br />
Acho que estes sites depois da experiencia que<br />
tive são bastante enganosos pois consegui as pes-
soas que frequentaram esses chats mas também fui<br />
enganado. Por isso nunca falem com pessoas que não<br />
conhecem muito menos se encontrarem com eles.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Joana Cardoso | Mariana Paiva<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Sorte grande!<br />
A grande notícia acabou de chegar<br />
ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />
escolhido, entre um milhão de outros<br />
meninos, para ganhar a consola de jogos<br />
com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />
basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />
...Cliquei, a apareceu-me uma janela que me<br />
pediram a morada, o meu nome e o meu<br />
número de telemóvel. E disseram-me que<br />
daqui a três dias ia receber a consola e então<br />
esperei os três dias e não recebi nada.<br />
Falei com a minha irmã e contei-lhe tudo, ela<br />
disse-me que aquele prémio era falso e que nunca<br />
ia receber uma consola de jogos….<br />
Sempre pensei que ia receber uma consola de<br />
jogos, mas afinal não era desta vez, fiquei triste<br />
agora não há nada a fazer…<br />
Neste momento não acredito em mais nenhuma<br />
mensagem de prémios que recebo. Ontem cheguei<br />
a escola e o meu amigo disse-me que tinha<br />
ganhado uma PSP, e que iam-lhe entregar hoje as<br />
15:45…. Chegou a casa e ainda não tinha recebido<br />
nada, esperou, esperou e esperou, no dia seguinte<br />
chega a escola e conta que não recebeu nada, eu<br />
disse-lhe que também tinha recebido um prémio e<br />
que nunca me tinha chegado nada, e o meu amigo<br />
ficou desiludido e disse que nunca mais ia acreditar<br />
nesses prémios. Afinal de contas ficamos os dois
sem prémios e desiludidos, agora apercebo-me que a<br />
internet é um perigo nos chats e nos sites de prémios e<br />
de dinheiro…. Enfim acho que nunca vou conseguir ter a<br />
minha consola de jogos.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Magda Silva | Mariana Paiva<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...que sou um rapaz milionário que tenho uma<br />
grande casa e sou alto moreno, olhos azuis<br />
quer dizer fazia, porque há 2 meses atrás eu<br />
cometi um grande erro, no chat conheci uma<br />
rapariga chamada Filipa ela dizia que era alta<br />
morena olhos verdes, e eu falava com ela 24<br />
horas por dia.<br />
3 Dias depois de começarmos a falar ela queria<br />
fazer uma chamada por Web, hesitei mas ela falava<br />
de uma forma tão carinhosa para mim que eu<br />
pouco a pouco comecei a ganhar uma certa confiança<br />
para com ela, aceitei e fizemos a chamada<br />
eu coloquei um pano preto na Web, e disse que a<br />
minha câmara estava estragada e estranhamente<br />
a dela também estava e arranjamos uma solução<br />
eu fui à internet e mandei uma foto qualquer e ela<br />
mandou uma dela, o problema ficou resolvido,<br />
mas eu tinha que lhe contar a verdade. No dia<br />
seguinte eu disse-lhe toda a verdade ela não ficou<br />
chateada comigo, para meu espanto, disse que<br />
estava feliz por eu ter sido sincero com ela. Duas
semanas depois de começarmos a falar Filipa pediu-me<br />
para se encontrar comigo, disse que sim, pois sentia-me<br />
atraído por ela.<br />
Fui ter com ela ao parque da cidade dois dias depois do<br />
combinado, quando lá cheguei não havia nenhuma<br />
rapariga, esperei bastante tempo e apareceu um<br />
homem que eu nunca tinha visto na minha vida, ele<br />
aproximou-se de mim e veio meter conversa comigo,<br />
disse-lhe que estava á espera de uma rapariga que<br />
tinha conhecido na internet. Ele rindo-se disse-me<br />
que iria levar até ela. Fiquei desconfiando, pois Filipa<br />
nunca me tinha dito que alguém me iria buscar<br />
quando me apercebi do que era esse homem era<br />
um pedófilo.<br />
Tive a sorte de ter um polícia que estava a fazer<br />
uma ronda pelo parque, se não hoje de certeza<br />
que já não existia. Aprendi que nunca devemos<br />
confiar em pessoas que não conhecemos de<br />
lado nenhum são um dos graves perigos da<br />
internet, e vou fazer um apelo a todos os<br />
jovens ou até adultos que não se deixem levar<br />
por essas pessoas da internet. O meu nome é<br />
Real e eu fui alvo de um dos graves perigos da<br />
internet.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />
Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Paulo Rodrigues<br />
Ricardo Monteiro<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
...Na net como virtual, jogo online com outras<br />
pessoas, como Virtual sou ricaço, tiro fotos de<br />
Lamborguinis na net e meto nas minhas páginas<br />
de hi5 e outros locais de chat e digo que<br />
vivo em Lisboa…<br />
Como Real sou um gangster tipo 50 Cent, tenho<br />
um grupo de amigos, na rua somos conhecidos<br />
por “Reis da casa” e também sou de Boston, vivo<br />
em Boston mas sou português!<br />
No outro dia num chat online, pediram-me informações<br />
pessoais, eu perguntei porquê, o tipo disse-me<br />
que tinha ganhado um vale de 500€ para<br />
descontos nas lojas Adidas, bem que eu e os<br />
“Reis” precisávamos dumas choças novas, por isso<br />
dei as informações.<br />
Como era de Boston foi difícil de receber o vale,<br />
mas um dia, numa tarde, estava eu a grafitar o<br />
nome do presidente bem aldrabado quando me<br />
atiraram uma caixa a cabeça, lá dentro dizia “se<br />
queres o teu vale vem sozinho até ao parque da<br />
cidade” então eu lá fui, de repente aparece-me
uma carrinha grande, preta a parar mesmo à minha frente<br />
e estavam a sair 3 tipos encapuçados, eu corri e corri,<br />
com sorte escapei, mas a partir de aí nunca mais dei<br />
informações…<br />
Um dia no site do aeiou.com apareceu-me este tipo no<br />
chat:<br />
Nigga301- Olá Virtual, está tudo?<br />
R3AL V1RTUAL- Conheço-te?<br />
Nigga301- Epa, não, mas, será que alguém se<br />
conhece online?<br />
R3AL V1RTUAL- Ah pois, lol, bem visto.<br />
Pica_PauxXx- Alguém quer um encontro?<br />
Nigga301- haum? És feminino ou masculino?<br />
Pica_PauxXx- epa, nem eu sei, sou o que quiseres<br />
R3AL V1RTUAL- É AQUI QUE EU DOU O FORA!!!<br />
VOU PO CHAT DA RADIO!<br />
É nestes comentários que penso naquela carrinha<br />
preta… Ainda hoje não consigo dormir<br />
direito durante as noites. Miúdos em casa,<br />
não se “mostrem” não dêem informações…<br />
não sobre vocês nem o cartão de crédito do<br />
vosso pai… Segurança sempre.<br />
Para sempre na memória, Real Virtual
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Arquitecto Oliveira Ferreira<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Lurdes Xambre<br />
Bruna Nunes | Daniela Bastos<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Passados alguns dias, o João tinha o telemóvel<br />
cheio de mensagens iguais, “liga-me”. Decidiu<br />
contar à mãe o que lhe estava a acontecer. A<br />
mãe, preocupada, disse-lhe que não fizesse<br />
nada e esperasse mais alguns dias.<br />
Sem o João se aperceber, telefonou para o número<br />
que enviava as mensagens. Do outro lado do<br />
telemóvel, respondeu a Tiago, que é um amigo do<br />
João. Era um amigo que o João já não via há muito<br />
tempo, e estava a tentar contactar com ele. A<br />
mãe do João ficou mais descansada.<br />
A mãe teve uma conversa com o João, e explicoulhe<br />
o que tinha feito, e o sucedido. Sem saber o<br />
que pensar e o que fazer, o João foi buscar a sua<br />
agenda para confirmar se tinha passado todos os<br />
números. Confirmou que alguns números não<br />
estavam no telemóvel, entre os quais o do Tiago.<br />
A mãe do João pediu-lhe que estivesse mais atento<br />
à agenda e alertou-o para os cuidados que deve ter
ao atender o telemóvel quando o número não é conhecido.<br />
Disse-lhe que procedeu muito bem, pois não respondeu<br />
à mensagem e falou com ela.<br />
O João ficou muito contente, pois o problema estava<br />
resolvido e ele até tinha procedido muito bem.
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Secundária Fontes Pereira de Melo<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
António Castro<br />
Inês Soares ferreira<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Agente duplo<br />
Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />
minha família e os meus amigos conhecem-me<br />
por Real, já para a malta dos<br />
chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />
o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />
moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />
faço de conta…<br />
Venho por aqui vos avisar o que a internet não<br />
é segura !!!!<br />
Eu era viciada em internet em chats MSN etc.…<br />
até ao dia 8 de Agosto de 2006 estava a falar<br />
com uma amiga e de repente ela diz que está a<br />
conhecer um rapaz .<br />
No dia seguinte ela diz que continua a falar com<br />
ele e o acha impecável e eu aviso-a que pode ser<br />
perigoso mas ela não quis saber .<br />
Uma semana depois perguntei como e que estava<br />
a correr e ela me diz que vai estar com ele, só<br />
não sabe quando ao certo , e eu volto a avisar .<br />
No dia seguinte queria falar com ela não estava na<br />
net ; fui a casa dela e vejo a mãe a chorar preocupada<br />
e então fiquei a saber que essa minha amiga<br />
tinha desaparecido .<br />
2 meses depois ela aparece e disse o que se passou<br />
, por isso tenham sempre muito cuidado com<br />
a internet não e seguro …
ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />
Escola Básica Sendim<br />
Agrupamento Sendim<br />
PROFESSOR(S)<br />
ALUNO(S)<br />
Sandra Marisa Afonso Matela<br />
Alberto Pardal | Carmen Machado<br />
ANO DE ESCOLARIDADE<br />
8º ano
Que chato!<br />
O João recebeu de presente<br />
“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />
desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />
trabalho. Num instante, os números dos<br />
amigos “voaram” para dentro da memória.<br />
No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />
Não conhecia o número, não ligou. A<br />
mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />
Até que ficou tão zangado que decidiu ligar<br />
para perguntar quem era, e detrás da chamada<br />
ouvia-se a voz de um homem. Assustado com<br />
aquela voz desligou a chamada mas não adiantou,<br />
a chamada repetiu-se mais e mais vezes até<br />
que decidiu fazer queixa á policia.<br />
A polícia descobriu logo quem era. E não será um<br />
amigo seu que está a gozar com ele. Ele zangouse<br />
com o seu amigo e disse que nunca mais o perdoaria,<br />
pois o que fez não se fazia a ninguém e<br />
como palavra puxa palavra a discussão deu em<br />
pancadaria. A pancadaria foi na escola, ali num<br />
lugar onde não eram conhecidos. Os dois foram<br />
descobertos naquela cena de pancadaria e foram<br />
expulsos da escola. A mãe do João ficou tão zangada<br />
com a situação que foi também discutir com<br />
a mãe do amigo do seu filho e depois de tanta discussão<br />
voltou a aparecer a polícia As duas foram<br />
passar a noite à esquadra, os dois jovens perdoa-
am-se novamente e disseram que nunca mais voltaria a<br />
acontecer e que nunca mais discutiriam. As duas senhoras<br />
saíram da esquadra e tudo ficou novamente bem.<br />
Para esquecer tudo aquilo organizara uma grande festa.<br />
Essa festa era a festa de anos do João.<br />
Por isso eu dou-lhes um conselho, nunca façam nada<br />
do que aconteceu nesta história porque pode gerar<br />
confusões!