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ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Francisco Torrinha<br />

Agrupamento Francisco Torrinha<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

José Leite | Lurdes Bastos<br />

Ernesto Romano | Simão Mateus<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Tentações<br />

A nossa professora marcou-nos<br />

um trabalho sobre um dos assuntos<br />

abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />

na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />

assunto.<br />

O texto era fabuloso, mas eu queria mais…<br />

Procurei os seus dados, para saber quem era o<br />

autor, e tentei aceder ao seu computador. Apareceu-me<br />

um pedido de password! Não sabia o<br />

que havia de fazer! As datas de nascimento são<br />

as passwords mais comuns, por isso foi por aí<br />

que comecei. Mas qual seria? Provavelmente<br />

estaria mencionado em algum sítio do seu blogue.<br />

Encontrei! Que golpe de sorte! Era mesmo<br />

essa a sua password!<br />

Uau! A quantidade de informação que este continha<br />

para si mesmo era absolutamente enorme! O<br />

meu trabalho vai ser o melhor de todos! Vou ter<br />

nota máxima! Mas ainda não chega… Preciso de<br />

mais! Depois de perceber como fazer, a procura<br />

era muito mais fácil, bastava escolher o alvo e<br />

procurar alguns dados pessoais para aceder ao seu<br />

computador! Sem saber como, tinha-me tornado<br />

um profissional, era como roubar um doce a uma<br />

criança!<br />

Entrei em mais três computadores. O primeiro foi


de um professor universitário de sucesso, mas a sua<br />

rudimentar segurança não era nada contra mim. Bastoume<br />

descobrir o nome da sua adorada filha, que me deu<br />

um total acesso às suas informações!<br />

Passado algumas horas achei que já tinha texto suficiente,<br />

depois de ter invadido mais de cinco bases de<br />

dados pessoais. A professora iria adorar o trabalho!<br />

Mas… Este trabalho não é meu… Limitei-me a copiar<br />

de outras pessoas… NÃO! Eu roubei! Meu Deus! Que<br />

fiz eu? Mas pensando bem, ninguém irá reparar.<br />

Apresentei “o meu” trabalho na semana seguinte<br />

e foi um sucesso! A professora adorou e deu-me<br />

um “Muito Bom”.<br />

Voltei para casa e apeteceu-me “pesquisar”<br />

mais… A adrenalina de invadir espaços pessoais<br />

começou a excitar-me. Passei de meros trabalhos<br />

para mails e de mails para contas bancárias.<br />

Estou rico! Já posso comprar tudo o que<br />

sempre quis! Na semana seguinte já tinha<br />

adquirido os meus dois jogos favoritos, a<br />

minha mãe suspeitou, mas não ligou ao assunto.<br />

Ela achava que eu podia fazer o que quisesse<br />

com o meu dinheiro, mas não sabia<br />

onde eu tinha arranjado aquele pilim todo.<br />

O tempo passou e já tinha um portátil<br />

novo que ainda nem tinha sido lançado na<br />

Europa, uma colecção de CDs únicos da<br />

minha banda favorita e muito mais… A<br />

minha mãe veio falar comigo preocupada,<br />

pensava que eu me podia ter metido num


negócio qualquer obscuro, mal<br />

ela sabia o quanto estava perto da<br />

verdade… Menti-lhe e disse-lhe que<br />

andava a fazer uns trabalhos para a<br />

escola, porque a professora tinha adorado<br />

o meu trabalho. Ela acreditou na história,<br />

até que um dia o meu mundo se<br />

desmoronou, estávamos a jantar quando<br />

deu a notícia que um hacker desconhecido<br />

andava a invadir contas privadas por todo o<br />

país… Davam uma recompensa de 1 milhão de<br />

euros.<br />

Hoje tenho 25 anos, acabei a universidade<br />

com distinção e estou a viver nos Estados Unidos.<br />

De dia tenho um emprego honesto, mas à<br />

noite… Volto a ter aquela idade.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Ana Sofia Rodrigues Cabral da Silva | Ângela<br />

Sofia da Costa Mota<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alto, loiro de olhos azuis, jovem e<br />

bastante simpático. Sendo eu o virtual, durante<br />

as minhas conversas de chat forneço o meu<br />

e-mail e contactos pondo em risco a segurança<br />

de muitas crianças, pois o meu objectivo é aliciá<br />

-las.<br />

Depois de imensas conversas e depois de conquistada<br />

a confiança dos menores, combino<br />

encontros com eles em sítios públicos levando-os<br />

depois para um sítio apropriado para lhes retirar<br />

órgãos humanos.<br />

Não tenho profissão, apenas me dedico e vivo do<br />

mal que causo a estas crianças, pois colaboro com<br />

uma rede de tráfico de órgãos.<br />

Faço essencialmente isto com as crianças, pois são<br />

um “objecto” fácil de manipular o que torna mais<br />

eficaz o resultado que pretendo obter.<br />

Vou-vos falar de um caso em concreto que se passou<br />

com uma rapariga que conheci nos jogos da<br />

internet com a qual dois dias depois combinei um


encontro, e não resisti a viola-la, pois estava sob o efeito<br />

da droga, e ainda lhe retirei o rim. Hoje sei que a tal<br />

rapariga vive traumatizada devido ao facto de ter abusado<br />

dela.<br />

Quero tornar-me uma pessoa comum nesta sociedade<br />

e para isso tenho que sair daquele negócio ilegal e não<br />

me deixar tornar ainda mais no monstro que sou, para<br />

isso, venho deixar o apelo para que as crianças que<br />

frequentemente utilizam a internet, que não revelem<br />

contactos, endereços, ou informações pessoais pois<br />

tal como eu existe muita gente que se aproveita da<br />

ingenuidade de terceiros.<br />

Nem todos estão numa fase tão inicial como a<br />

minha e vão continuar a exercer este acto ilícito.<br />

Neste momento a minha vida corre risco pois<br />

tenho intenção de desmascarar a rede ou redes<br />

que tenho conhecimento, mas isso não se compara<br />

ao mal causado a muitas crianças, provavelmente<br />

irei ser perseguido ate ao fim da<br />

minha vida, é uma forma de pagar por todo o<br />

erro praticado.<br />

Agora que conheces uma de tantas historias<br />

que realmente acontecem espero que estejas<br />

mais atento ao quanto simples paginas da<br />

internet se podem tornar um tormento para<br />

ti e para a tua família.<br />

Cuidado o perigo esta onde menos esperas!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Castêlo da Maia<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Rosa Cruz | Ana P. Rosas<br />

Andreia Carvalho | Beatriz Fernandes<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...Olá! O meu nome é Firtual. Sei que estão a<br />

pensar que é um nome bastante estranho e<br />

que devia matar os meus pais por me terem<br />

dado tal nome, mas apenas o utilizo nos chats e<br />

jogos na Internet. O meu verdadeiro nome é<br />

Filipe Cardoso. Sou um adolescente alto, moreno<br />

e bom aluno. Na internet passo a imagem de um<br />

jovem bastante parecido comigo, mas com um<br />

baixo QI (coeficiente inteligência). Até há pouco<br />

tempo era “chatodependente” (dependente de<br />

chats), mas algo aconteceu, o que me fez perder<br />

um pouco esse vício...<br />

Tudo começou na passada Primavera, quando<br />

entrei numa sala de chat e resolvi “meter” conversa<br />

com uma tal de “SPECTACULAR025”. Ao longo<br />

dos tempos, fomo-nos conhecendo melhor e ela foi<br />

-se tornando, a cada instante, uma grande amiga.<br />

Fomos conversando cada vez mais e as minhas<br />

notas iam baixando, visto que ficava até às<br />

“quinhentas” em frente do monitor. Devido à diminuição<br />

do meu aproveitamento escolar e das


minhas lindas horas de sono, os meus pais necessitaram<br />

de intervir, tirando-me o computador durante cerca de<br />

uma semana. Este foi o pior tempo da minha vida, visto<br />

que sentia cada vez mais a falta da “SPECTACULAR025”.<br />

Mal acabou a censura, rapidamente pus a conversa em<br />

dia com a minha amiga colorida. Através das fotos que<br />

íamos trocando, fui-me apercebendo que ela era bastante<br />

bonita e comecei a ter a necessidade de falar<br />

com ela a toda a hora. Foi nesta altura que comecei a<br />

sentir algo mais do que uma simples amizade, na<br />

internet.<br />

Foi então que ganhei coragem para mostrar todos<br />

os meus sentimentos e pedir o que há tanto desejava.<br />

Da conversa resultou o seguinte:<br />

“Firtual diz:<br />

Há muito que tenho uma coisa para te dizer. Há<br />

algum tempo dei conta do amor que sinto por ti,<br />

e queria pedir-te se nos podíamos encontrar.<br />

Pode ser?<br />

SPECTACULAR025 diz:<br />

Por mim tudo bem. Leva um rato de computador,<br />

eu levarei um também para nos identificar.”<br />

Fiquei radiante com a sua resposta e, passados<br />

alguns dias, lá nos encontramos. Fiquei<br />

bastante desiludido com o encontro, pois<br />

não foi o que estava à espera. Afinal a<br />

minha amada era uma autêntica agente da<br />

polícia, que se infiltrava nos chats, para


tentar proteger os jovens e alertá<br />

-los para os perigos de falarem<br />

com estranhos na internet. Deu-me<br />

um “sermão” e alertou-me para os<br />

perigos e tirei desta situação uma grande<br />

lição. A partir daí, nunca mais me meti<br />

nessas andanças.<br />

Espero que aprendam com a minha história!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Irene Lisboa<br />

Agrupamento Irene Lisboa<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Aida Domingues<br />

Hugo Pinto | Maria Inês<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

«Mas quem será que me anda a ligar?». Esta<br />

foi a pergunta sobre a qual se debruçou durante<br />

vários dias. As mensagens não paravam de chegar.<br />

Ele estava a ficar maluco! Porém, certo dia,<br />

resolveu enfrentar este problema de frente.<br />

Reflectiu durante horas, e após uma análise a<br />

este problema decidiu ligar a quem o incomodava<br />

daquela maneira. «Vou ligar para o número» …<br />

O sol despertou, com a alegria toda a gente, iluminando<br />

com os seus raios, a casa do João.<br />

Tinham passado exactamente três dias após o<br />

telefonema. «Afinal», pensou ele enquanto jogava<br />

na consola, «Nem foi muito mal aquele telefonema.<br />

Do outro lado, encontrei uma rapariga (que<br />

penso ser da escola devido à sua voz adoçada de<br />

juventude) muito interessante. Não estava a ser<br />

chata afinal. Apenas queria falar comigo, porque<br />

estava apaixonada por mim. Que sorte.» Pensou.<br />

Mas gostaria ela dele? Decidiram combinar um


encontro, mas após várias tentativas, não conseguiu,<br />

porque ela não respondia. «Deve estar ocupada…» pensava<br />

ele, um pouco destroçado. Durante vários dias,<br />

João só se concentrou na escola, pois ia ter exames. Ele<br />

andava no 9º ano. Sua amada tinha caído no esquecimento,<br />

por vezes pensava nela, mas logo depois tentava<br />

esquecer tudo.<br />

Certo dia, acordou com o barulho do telemóvel. Era<br />

ela! Queria combinar um encontro! Ficou deliciado<br />

com a situação. Era como se uma abelha tivesse<br />

encontrado a sua flor! Porém o local de encontro era<br />

estranho, um beco sem saída. Será que esta história<br />

do namoro também será um beco do qual ele<br />

não poderá sair? Isso era o que ele mais temia.<br />

Contudo, as notícias da noite, levantaram suspeitas<br />

nos pais. Durante horas a fio, foi desenvolvida<br />

uma espécie de interrogatório. Os pais queriam<br />

saber de tudo o que se passava. Ele contou<br />

tudo. Os pais temiam a sua segurança. Chamaram<br />

a polícia, para que o acompanhassem. Era<br />

perigosa a situação.<br />

Durante o encontro, João estranhou ver tanta<br />

gente ali à volta. Eram polícias à paisana.<br />

Durante a chegada da rapariga, aconteceu<br />

muita coisa. Mal ela saiu de um carro que<br />

fugiu imediatamente, dois carros do corpo de<br />

intervenção impediram que esta se aproximasse<br />

do rapaz, que atónito, não sabia<br />

explicar o que acontecia. A rapariga fazia-se<br />

de difícil, escapando aos carros, que a<br />

acompanharam durante várias horas. A


polícia detectou-a, pois fazia parte<br />

de um grupo vândalo. Perseguiam<br />

este grupo de criminosos,<br />

implantados em Portugal há mais de<br />

um ano. João de um modo indirecto,<br />

ajudara na operação. Porém se não fossem<br />

os pais protectores, a esta hora estava<br />

a ser vendido ou mesmo morto… João<br />

aprendeu a lição, a sua vida esteve em risco<br />

e agora, o que ele queria era descansar…


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Francisco Torrinha<br />

Agrupamento Francisco Torrinha<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

José Leite | Lurdes Bastos<br />

Zé Pedro | Fábio Varela | Frederico Barbosa<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

Então eu dei os meus dados pessoais para<br />

fazer o registo da compra, depois do registo<br />

deram-me um link para eu fazer o download.<br />

Mal sabia eu que ao abrir esse download o meu<br />

computador foi invadido por um hacker!! Remover<br />

o hacker do meu computador vai ser muito<br />

difícil, porque não consigo mexer nele. Depois<br />

vim a saber que o site foi criado por um “pirata”<br />

informático que conseguiu aceder ao meu computador.<br />

Depois efectuaram várias compras a partir<br />

do meu computador, e a daí em diante começaram<br />

a chegar contas de um preço bastante elevado.<br />

A primeira coisa que eu fiz foi avisar as autoridades<br />

locais, de que fui vítima de um pirata informático<br />

“hacker”, as autoridades não conseguiram<br />

identificar o hacker, por isso eu contratei um profissional<br />

que conseguiu localizá-lo.<br />

As autoridades puseram logo mãos ao trabalho e<br />

foram de imediato ao local onde o hacker se<br />

encontrava. Ele foi preso e mais tarde julgado em


tribunal, ficando cinco anos na prisão. A polícia descobriu<br />

que ele já tinha pirateado vários computadores. Como eu<br />

tinha seguro não me preocupei muito, que acabou por<br />

pagar as contas todas.<br />

No final eu descobri que a internet não era totalmente<br />

segura.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Monção<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Carmo Pereira<br />

Alexandra Temporão Esteves<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Fiquei muito entusiasmada com aquele e-mail,<br />

o meu sonho estava prestes a realizar-se<br />

mas… Havia um „‟mas‟‟. Para participar no concurso<br />

tive de preencher um questionário que<br />

falava sobre mundos virtuais e coisas do género,<br />

onde tinha de emitir opiniões sobre alguns<br />

jogos dessa mesma consola! E fui a vencedora,<br />

mas havia um problema, nessa semana tinha<br />

ficado de castigo e os meus pais tiraram-me a<br />

internet e a televisão, logo, era suposto que eu<br />

não tivesse participado no tal concurso!<br />

Como ia eu explicar-lhes, que me tinha escondido<br />

no armário todas as noites e tinha estado a navegar<br />

na internet, e a falar com o meu namorado<br />

até altas horas da noite? E que numa dessas noites,<br />

calhou de participar no concurso…<br />

Uma coisa é certa eu tinha de a ter, não ia perder<br />

aquela oportunidade. Os meus pais não me iam<br />

dar aquela consola, por isso já que a podia ter e<br />

sem pagar, não ia desperdiçar aquela oportunidade!


Antes de aceitar, fui lanchar… Aquela história toda já me<br />

estava a fazer fome! A minha irmã teve a mesma ideia<br />

que eu e também estava na cozinha!<br />

Eu decidi contar-lhe, e ela limitou-se a dizer-me que<br />

era tudo uma fantochada, e que essas coisas não se<br />

ganham assim com tanta facilidade, e que…Blá Blá Blá!<br />

Já não podia mais ouvir todas aquelas desculpas que<br />

ela dizia sem parar! Parecia que me queria arruinar o<br />

sonho, aquilo seria tudo inveja? Que horror!<br />

Depois daquela inveja toda tive ainda mais vontade<br />

de aceitar o prémio, e foi o que fiz! Foram os<br />

segundos que me arruinaram a vida, ou melhor o<br />

computador! E não só, a vida, o computador, o<br />

meu sonho, a minha alegria, ai que ia ser de mim<br />

agora? Estou feita com os meus pais.<br />

Mal cliquei no “Aceito o prémio”, segundos<br />

depois um vírus devorou-me o computador! E<br />

os meus pais mal souberem de tudo o que se<br />

tinha passado, das mentiras e do concurso,<br />

devoraram-me foi a mim, agora podia apenas<br />

dedicar-me aos estudos e esquecer que existem<br />

computadores, durante um bom tempo…


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica e Secundária de Moimenta da Beira<br />

Agrupamento de Moimenta da Beira<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Filomena Vaz | Estela Almeida<br />

Gisela Pinto | Inês Rodrigues<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Eu aceitei, queria mesmo ganhar aquela consola<br />

de jogos, então o meu computador começou<br />

a ficar esquisito, no meio do ecrã piscava<br />

uma luz amarela e preta, parecia um símbolo…<br />

os símbolos químicos que aparecem quando<br />

estamos a trabalhar com algo mesmo mortal, e<br />

depois aconteceu que no ecrã só se via aparecer<br />

umas letras onde dizia “VÍRUS, adeus” e desligou-se<br />

o computador num segundo aconteceu<br />

aquilo tudo, claro que fiquei chocado, não estava<br />

à espera. Fui à loja de informática saber se o meu<br />

computador tinha compostura, o senhor que me<br />

atendeu perguntou “o que tem o computador?” eu<br />

não soube explicar, estava confuso, ele pediu que<br />

o deixa-se lá e tinha que resolver um monte de<br />

papelada.<br />

No dia seguinte, fui às aulas e todos os meus colegas<br />

perguntaram-me o que se passava eu contei,<br />

com vergonha. Um dos meus colegas disse-me<br />

“mas tu não sabes que esses tipos de e-mails só<br />

têm Vírus? és mesmo burro” eu fiquei ofendido e<br />

fui embora para casa, enquanto fazia os meus tra-


alhos de casa a minha mãe recebeu uma chamada da<br />

loja dos computadores a dizer para ir lá à loja. Peguei<br />

nas minhas coisas que estavam espalhadas pela casa e<br />

fui ter com a minha mãe ao carro. Quando chegamos lá<br />

um senhor diz-me “Olá senhor sortudo, o seu computador<br />

vem de onde? Só pode vir da guerra, consegui<br />

resistir ao vírus mais perigoso que existe, muito admirado<br />

que estou!” nesse dia foi o dia mais feliz da<br />

minha vida, dizendo a verdade foi o segundo, porque<br />

o primeiro foi quando me casei. Agora tenho 3 filhos<br />

e o mais novo com 7 anos tem um computador só<br />

para ele, o meu computador, o computador da guerra.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo<br />

Agrupamento São Roque e Nogueira do Cravo<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Neves<br />

André Resende<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Mas o João perguntou ao pai o que fazer e o pai<br />

disse: não faças nada.<br />

Mas a mensagem não parava de chegar…e o<br />

João ainda pensou em abrir e ler a mensagem.<br />

Então, decidiu falar novamente com o pai e tiveram<br />

uma longa conversa sobre este tipo de mensagens.<br />

O pai do João explicou-lhe que há muitos perigos<br />

e pessoas “maquiavélicas” que engendram esquemas<br />

de tal maneira complexos de tal forma que<br />

fazem com que as pessoas que fazem as ligações<br />

sejam responsabilizadas por gastos exorbitantes e<br />

mensagens das quais não são autoras.<br />

Assim, para a mensagem não voltar a aparecer o<br />

pai do João ensinou-o a bloquear mensagens de<br />

números privados e aconselhou-o a não ligar para<br />

números desconhecidos, pois se fosse alguém com<br />

verdadeiro interesse em contactar com ele identificava-se.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Monção<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Carmo Pereira<br />

Diana Esteves Ribeiro<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Ele já estava farto de ouvir o telemóvel tocar,<br />

então deicídio mandar-lhe uma mensagem a<br />

perguntar o que queria. Responderam-lhe que<br />

era muito urgente e para lhe ligar.<br />

João ficou preocupado e decidiu ligar, ouviu uma<br />

voz, aquela voz era de homem. O homem disse:<br />

- Olá, sou o doutor Been, queria-te fazer umas<br />

perguntas, pois daqui a uns dias vais ter de vir ao<br />

meu consultório.<br />

- Ir ao seu consultório? Fazer o quê?<br />

- Tens de vir, pois anda por ai uma doença muito<br />

grave que está a afectar todos os Jovens de 10 a<br />

13 anos, pois tu tens 11 anos acho eu! Tens 11<br />

anos não tens?<br />

- Sim tenho, mas a minha mãe não me avisou de<br />

nada!<br />

- Pois isso é normal só se descobriu na semana


passada, e hoje descobrimos uma vacina contra a doença,<br />

tens de vir é muito urgente!<br />

- Ok, eu vou. Faça-me então as perguntas!<br />

- Onde moras?<br />

- Moro em monção na freguesia da bela, no lugar de<br />

Sta Eugénia.<br />

- Andas em que ano?<br />

- Ando no 6º ano.<br />

- Ah então é tudo, amanhã tens que vir ter ao campo<br />

da feira de Monção eu estarei lá à tua espera.<br />

Ah, e também vou levar uns ténis de cor de prata.<br />

Então ele no dia seguinte foi ter com o tal homem,<br />

o João estava muito nervoso… pois de repente<br />

sentiu alguém a tapar-lhe a boca. Ele ficou muito<br />

nervoso, pois o João tinha karaté então lembrouse<br />

de fazer um truque, o João com a força toda<br />

que tinha fez um truque que o seu professor<br />

tinha ensinado.<br />

Pois conseguiu safar-se o homem ficou deitado<br />

no chão e o João fugiu.<br />

Tudo ficou bem, pois João não quis contar aos<br />

pais.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Francisco Torrinha<br />

Agrupamento Francisco Torrinha<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

José Leite | Teresa Carvalho<br />

Catarina Anacoreta<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Só há um único mas, o meu pai não me deixa.<br />

O pai vem com uma conversa de que nunca<br />

ouviu falar deste passatempo e que provavelmente<br />

é um vírus. Neste momento estou no<br />

meu quarto e ouço uma tremenda discussão<br />

entre os meus pais, em que a minha mãe afirma<br />

que se o meu pai não me deixar aceitar este<br />

prémio, mais tarde terá de ser ela a comprar e<br />

todos sabemos que não há dinheiro para tal luxo.<br />

Estou confuso, prefiro dormir a pensar no assunto.<br />

Hoje, o ambiente continua desagradável, os meus<br />

pais não se falam, e a minha mãe não foi trabalhar.<br />

Acho que aconteceu mais alguma coisa para<br />

além da discussão de ontem. Decidi ir falar com a<br />

minha mãe. Tinha de saber o que é que se passava.<br />

Cheguei ao quarto e a minha mãe estava a<br />

falar ao telemóvel com a minha tia Maria, a chorar…<br />

Foi estranho, pois ela dizia que não esperava<br />

isto do meu pai.<br />

Arrisquei, faltei às aulas, e fui à mercearia falar<br />

com o meu pai. O estado dele era pior que o da


minha mãe, aliás, muito pior! Não estava a chorar, mas<br />

dos seus olhos saia uma tristeza que qualquer pessoa<br />

reparava. Começamos a falar e a certa altura pergunteilhe<br />

o porquê daquele escândalo? Só bastava clicar em<br />

“Aceito o prémio”. E aí obtive uma resposta.<br />

Sai da mercearia a chorar, nunca mais falo com ele.<br />

Como é que ele foi capaz? TRAIR A MINHA MÃE COM<br />

UMA RAPARIGA QUE CONHECEU NA INTERNET? A coisa<br />

que mais o transtorna neste momento é se eu<br />

aceitar o prémio e é isso que eu vou fazer.<br />

Aceitei, e não aconteceu o que eu esperava. Não<br />

recebi o prémio, mas sim um programa de jogos de<br />

computador que mais tarde descobri que era um<br />

vírus. Decidi contar primeiro à minha mãe, ela é<br />

mais compreensível, mas como era de esperar a<br />

minha mãe foi logo contar ao meu pai.<br />

O ambiente está mau, ninguém fala com ninguém.<br />

Só os meus pais para discutir.<br />

Acordei e tomei o pequeno-almoço, reparei que<br />

os meus pais já saíram de casa. Fui a pé para a<br />

escola.<br />

A minha mãe foi-me buscar tarde. Não falamos<br />

durante a viagem ate casa. Cheguei a<br />

casa, o meu pai estava sentado no sofá a ler<br />

o jornal. A minha mãe disse:<br />

-Vamos ter uma conversa, os três!<br />

Sentamo-nos todos na mesa de jantar, os<br />

meus pais estavam calmos. Pedi desculpa<br />

por ter aceitado o prémio e expliquei por


que é que o fiz. Caiu uma lágrima<br />

pelo rosto do meu pai e disse:<br />

- A culpa foi minha, não te preocupes.<br />

Hoje o Sr. Lopes morreu, infelizmente,<br />

mas passarei a ser o dono da<br />

mercearia. Passarei a receber o triplo do<br />

que recebia, nunca mais nos faltara nada.<br />

Sobre o computador, vendemos aquele e<br />

compramos outro. Mas a lição que te dou é:<br />

Aceitar um prémio na internet é a mesma coisa<br />

que dar um passo em frente sem pensar<br />

nas consequências.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica e Secundária Moimenta da Beira<br />

Agrupamento Moimenta da Beira<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Estela Almeida | Filomena Vaz<br />

Jéssica Almeida<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alta, morena, e interessada…<br />

Um dia estava eu a conversar no chat quando<br />

um rapaz entrou dava se pelo nome de Virtual<br />

chat eu com curiosidade comecei a falar com<br />

ele, rapidamente ele envia-me uma mensagem<br />

a dizer:<br />

“Queres-te encontrar comigo?”<br />

Eu estava com tanta curiosidade que aceitei, e<br />

nem me lembrei que poderia se perigoso. O<br />

encontro estava marcado para Sábado, às 7.00<br />

horas, em Viseu ao pé do teatro Viriato.<br />

Passados três dias……<br />

Tinha chegado o grande momento era Sábado,<br />

eram 6:30 e eu estava a sair de casa, inventei<br />

uma desculpa para a minha mãe, disse-lhe que ia<br />

para a casa da minha amiga Daniela; ela acreditou<br />

claro às minhas aulas de teatro tinham me dado<br />

jeito para alguma coisa não é!<br />

Cheguei ao local e vi um rapaz a dirigir-se para


mim com um ar muito misterioso decidi ficar imóvel, de<br />

repente por trás senti uns passos mas já era tarde de<br />

mais bateram-me com um pau na cabeça caí redonda no<br />

chão.<br />

Acordei num armazém abandonado com dois rapazes a<br />

olhar para mim com ar<br />

Misterioso, eu estava ligada com umas máquinas no<br />

peito fique aterrorizada e perguntei o que me estavam<br />

a fazer, eles disseram-me que não ia doer nada.<br />

De repente senti uma descarga de adrenalina e consegui<br />

soltar-me, e fugi.<br />

Apanhei um autocarro e fui para casa, contei aos<br />

meus pais e ainda hoje não sei o que me aconteceu,<br />

só sei que a ajuda de um psicólogo me ajudou<br />

a esquecer este episódio da minha vida.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo<br />

Agrupamento São Roque e Nogueira do Cravo<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Cristina Loureiro<br />

Ruben Chula | Sérgio Valente<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

que sou outra pessoa. Sempre tem as suas<br />

vantagens, mas também desvantagens.<br />

Conheço muita gente, sou uma espécie de rei<br />

dos chats, mas eu já tive outro nome. Já fui o<br />

Fúria, mas tive de mudar porque meti-me nuns<br />

problemas dos quais foi complicado safar-me.<br />

O problema foi o seguinte. Conheci uma rapariga<br />

e amava-a. Não sabia como era durante muito<br />

tempo, mas passado algum tempo enviou-me<br />

umas fotos. Uma vez, pedi-lhe o número de telemóvel<br />

e o seu correio electrónico e ela deu-mo<br />

passado um mês. Depois desta situação, recebi<br />

quatro agentes da Polícia Judiciária que disseram<br />

que tinham um mandato para revistar a minha<br />

casa e para revistar os documentos do meu computador.<br />

Dei-lhes liberdade para o fazerem porque<br />

não tinha nada para esconder.<br />

No entanto, após as buscas, levaram-me para a<br />

esquadra. Durante os interrogatórios, apresentaram-me<br />

uma foto da minha amada e perguntaramme<br />

se eu a conhecia. Respondi afirmativamente e


eles disseram-me que ela era menor e que o seu pai<br />

tinha posto um processo por eu, supostamente, tentar<br />

namorar com uma menor, pois eu tinha vinte e cinco<br />

anos, mas no chat fiz-me passar por um rapaz de dezoito<br />

anos e a rapariga fez-se passar por uma miúda de<br />

dezanove anos e a foto era da irmã mais velha, mas na<br />

verdade ela tinha apenas treze anos.<br />

Os polícias informaram-me que eu ia ser apresentado<br />

a tribunal. Fiquei decepcionado porque me ela me<br />

tinha mentido, mas eu também fiz o mesmo. Já não<br />

havia remédio.<br />

No tribunal, acusaram-me de tentativa de abuso de<br />

menores. Apesar de tudo, tive sorte porque fiquei<br />

apenas a fazer serviço comunitário.<br />

Desde então, nunca esqueci aquele rosto tão<br />

bonito. Mas não podia fazer nada porque, afinal,<br />

não era quem eu julgava ser e tinha apenas<br />

doze anos. Moral da história: tentei enganar<br />

alguém, falsificando os meus dados, mas acabei<br />

por também eu ser enganado: o feitiço<br />

virou-se contra o feiticeiro.<br />

Passaram-se dois anos, continuei a frequentar<br />

salas de chat e até conheci outra rapariga. No<br />

entanto, desta vez não menti relativamente<br />

aos meus dados, mas não sei se do outro<br />

lado do ecrã fico na dúvida se existe ou não<br />

sinceridade.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Monção<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Carmo Pereira<br />

Mariana de Barros Carvalho<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Clico ou não? Se clicar recebo o prémio, se<br />

não clicar não recebo nenhum! Hesitei por<br />

vários momentos, mas depois pensei, é melhor<br />

clicar e ganhar o prémio. Não vou perder a<br />

oportunidade de aceitar a minha sorte e de me<br />

gabar em frente aos meus amigos!<br />

Cliquei, depois mostrava o tal prémio…Uma<br />

Playstation 3, com vários jogos de luta, de corridas,<br />

de acção. E pensar que eu tinha hesitado.<br />

Lá dizia que ma davam no fim da semana, estava<br />

tão contente, que me esqueci de dizer aos meus<br />

pais! Não sei se me deixavam, mas agora já não<br />

interessa, já aceitei.<br />

Estava no meu quarto quando a minha mãe veio<br />

ter comigo a dizer se tinha gasto muito dinheiro<br />

na Internet. Eu disse-lhe que não, que só tinha ido<br />

uma vez. Tinha aparecido uma conta muito grande.<br />

Mas eu estava inocente… Não tinha gasto aquele<br />

dinheiro todo! Lá acreditou.<br />

Finalmente, tinha chegado o dia de receber o meu


Prémio!<br />

Esperei, esperei, esperei…Bem deve ter havido algum<br />

problema para não aparecerem com o meu prémio… Passou<br />

outro mês, e lá veio outra vez uma conta grande da<br />

Internet. Voltou-me a perguntar se tinha gasto muito<br />

dinheiro na Internet, já lhe tinha dito que não.<br />

Passaram dois meses e continuavam a aparecer aquelas<br />

contas grandes. Ah! E também nada do meu prémio.<br />

Decidi, contar aos meus pais sobre o prémio. Eles<br />

passaram - se comigo e diziam que estava de castigo<br />

até aos meus 98 anos.<br />

Fui para o quarto, bateram à porta, e só ouvia<br />

barulhinhos estranhos. Espreitei pela fechadura da<br />

minha porta e era a polícia. Pensei “Será que são<br />

eles a entregar o prémio? Não me parecia. Que é<br />

que eles fazem aqui?”.<br />

Abri a porta do meu quarto, fui ter ao corredor<br />

e perguntei à minha mãe o que faziam os polícias<br />

na minha casa. Ela explicou-me o que<br />

estavam a fazer, e a mentira que aceitei.<br />

Pedi-lhes muitas desculpas e fui para o meu<br />

quarto chorar.<br />

Telefonei à minha prima de total confiança e<br />

contei-lhe o sucedido.<br />

De imediato veio ter comigo e explicou-me<br />

que a Internet é insegura e que não aceitasse<br />

nada, nem clicasse em prémios, pois<br />

isso é tudo mentira.


Felizmente para mim tudo se<br />

tinha resolvido e prometi que nunca<br />

mais fazia aquilo.<br />

Fui-me confessar ao padre Jorge, estava<br />

perdoado pelos meus pais e por<br />

Deus…<br />

Fiquei muito feliz por me sentir de consciência<br />

tranquila.<br />

Nunca mais voltei a fazer uma asneira daquelas,<br />

e em vez de ir à Internet brincava na rua<br />

com os meus amigos.<br />

Mas, ainda continuava de castigo, só tinha ainda<br />

10 anos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Francisco Torrinha<br />

Agrupamento Francisco Torrinha<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

José Leite | Lurdes Bastos<br />

Leonor Balsinha | Mariana Andrade<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Até que algumas horas depois, já tinha recebido<br />

tantas mensagens que decidiu tentar ligar<br />

para o número desconhecido. Quem seria? Seria<br />

um amigo a quem se tinha esquecido de perguntar<br />

o número? Seria um tio ou um primo a<br />

dar-lhe os parabéns atrasados? Sem saber quem<br />

era, João marcou o número e premiu o botão de<br />

chamada.<br />

Este atendeu e disse que era “o amigo do seu primo”;<br />

incentivou-o a aceitar a mensagem multimédia<br />

que lhe tinha mandado. João, apesar de ter<br />

algum receio, abriu a mensagem. Tinha uma imagem<br />

relacionada com a venda de um creme<br />

“milagroso” para emagrecer; rapidamente o telemóvel<br />

ficou infectado com um vírus extremamente<br />

perigoso e deixou de funcionar correctamente. Era<br />

uma mensagem de SPAM.<br />

Com isto, João telefonou ao tal amigo do primo,<br />

através do telefone de casa, a dizer que tinha apa-


nhado um vírus com a mensagem e este pediu-lhe que<br />

se encontrasse com ele perto do centro comercial para<br />

lhe tirar o vírus do telemóvel. João, convencido de que o<br />

seu problema seria resolvido, disse aos pais que se ia<br />

encontrar com um colega e lá foi.<br />

Ao chegar perto do centro, um homem encapuzado<br />

perguntou se ele era o João. Ele acenou com a cabeça<br />

e, com um ar desconfiado, tirou o telemóvel e disse ao<br />

homem que lhe tirasse o vírus que este lhe tinha passado.<br />

O ladrão agarrou João pelo pescoço, tapou-lhe a<br />

boca com um pano para ele não gritar e os olhos<br />

com uma venda e meteu-o no seu carro. João sentiu-se<br />

horrivelmente frustrado por ter caído numa<br />

armadilha tão antiga!<br />

Por sorte, um carro da polícia estava a passar e<br />

mandou o carro do bandido parar por excesso de<br />

velocidade. Ao abrir a porta para cobrar a multa<br />

ao condutor, o polícia viu João amarrado e vendado<br />

e tirou-o do carro, transportando-o de<br />

seguida no carro da polícia até à esquadra,<br />

onde o rapaz foi interrogado sobre as circunstâncias<br />

do rapto. João confessou que se deslocara<br />

ao centro comercial pois combinara com<br />

o amigo do seu primo que este lhe retiraria<br />

um vírus do telemóvel.<br />

O polícia explicou ao João que nunca, NUN-<br />

CA se deve falar com desconhecidos nem<br />

através do telemóvel nem do computador,<br />

pois nunca se sabe se será um ladrão ou<br />

alguém que nos queira fazer mal. João con-


fessou o seu erro mas, de seguida,<br />

reparou que os seus pais, preocupadíssimos,<br />

entravam na esquadra;<br />

estes compreenderam e não se<br />

zangaram muito com o filho, mas repetiram<br />

a lição que o polícia tinha dado.<br />

Por fim, antes de o João ir para casa com<br />

os pais, o agente fez questão de, com um<br />

antivírus especial da polícia, lhe retirar os<br />

vírus do telemóvel.<br />

Foi um longo dia, e João aprendeu uma importante<br />

lição de segurança; isto podia ter acontecido<br />

a qualquer um de nós, logo devemos estar<br />

prevenidos e não dar confiança a ninguém que<br />

não conheçamos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Paranhos<br />

Agrupamento Eugénio de Andrade<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Paula Fonseca<br />

Maria do Carmo Amaral | Marta Sofia Torrie |<br />

Pedro Diogo Anjos | Ricardo Mourisco | Silvana<br />

Sobral<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Tentações<br />

A nossa professora marcou-nos<br />

um trabalho sobre um dos assuntos<br />

abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />

na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />

assunto.<br />

Como estava muito bom, fiz copy paste e<br />

copiei o texto todo para o meu trabalho. No<br />

dia seguinte, mandei um e-mail à professora<br />

com o meu trabalho, mas, no dia da apresentação,<br />

a professora não mo deixou apresentar. No<br />

final da aula, fui ter com a professora e perguntei-lhe<br />

porque não me deu a hipótese de o ler:<br />

-Porque não me deixou ler?<br />

-Francisco, eu fui verificar o site de onde retiraste<br />

informação e reparei que copiaste tudo! Vais<br />

ter de fazer um trabalho novo! Ao menos verificaste<br />

se o texto não tinha direitos de autor?<br />

Mal cheguei a casa fui logo verificar se o texto<br />

tinha ou não direitos de autor e rezei para que não<br />

tivesse. Mas tinha! Não queria acreditar! E a coima<br />

era de mil euros! Não quis dizer aos meus pais,<br />

tive medo! Mas, quando recebi um e-mail a dizer<br />

que se não pagasse a coima contariam à polícia,<br />

fiquei sem saber o que fazer.<br />

Assim, o Francisco resolveu contar aos pais e,


como já era de esperar, ganhou um grande castigo e,<br />

ainda por cima, teve de pagar quatrocentos euros com o<br />

dinheiro das suas poupanças! Ele nunca mais copiou um<br />

texto ou uma imagem sem verificar se tinha ou não<br />

direitos de autor. Afinal, deve ser muito desagradável<br />

escrever-se um texto ou tirar-se uma fotografia, pô-la<br />

na Internet e, de um dia para o outro, vê-la a ser utilizada<br />

por toda a gente para aquilo que bem entender.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica e Secundária de Moimenta da Beira<br />

Agrupamento de Moimenta da Beira<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Estela Almeida | Vera Costa<br />

Ana Catarina | Rafaela Lopes<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

Chegou o dia do meu aniversário e todos me<br />

deram dinheiro como eu queria, então assim<br />

que a festa acabou tranquei-me no quarto sem<br />

os meus pais darem por nada e fui ao site “o<br />

melhor preço” registei os meus dados, mas surgiu<br />

um problema. O problema era que os jogos<br />

tinham de ser pagos com cartão de crédito, coisa<br />

que eu não tinha.<br />

Eu muito triste desisti desta ideia, tinha de juntar<br />

mais dinheiro para conseguir comprar os jogos<br />

numa loja.<br />

No dia seguinte ouvi o meu pai dizer que ia ao<br />

multibanco, e ofereci-me para ir com ele, com a<br />

ideia de ver qual era o código do cartão de crédito<br />

para conseguir ir à internet comprar os jogos.<br />

Consegui ver qual era o código e apontei no meu<br />

pequeno bloco de notas, mas só não sabia o<br />

número do cartão, tinha de arranjar uma maneira<br />

de lhe roubar o cartão. Quando chegamos a casa o<br />

meu pai colocou a carteira no sítio do costume, e<br />

quando o apanhei distraído roubei-lhe o cartão de<br />

crédito, fui ao site, preenchi o formulário todo con-


forme pedia e finalmente consegui encomendar os meus<br />

jogos.<br />

Eu não sabia era que na internet havia muitos perigos.<br />

Passaram algumas semanas e os jogos não apareciam,<br />

fiquei preocupado.<br />

Mas fiquei ainda mais preocupado quando ouvi o meu<br />

pai dizer que lhe estava a desaparecer muito dinheiro<br />

da conta bancária.<br />

Foi falar com o meu melhor amigo e contei-lhe o que<br />

se passava, ele disse-me que eu tinha cometido um<br />

grande erro, pois ele já tinha feito a mesma coisa e<br />

já me tinha avisado. Mas eu não liguei, pensei que<br />

era tudo mentira que era só para ele ter os jogos e<br />

eu não.<br />

Ele disse-me para eu contar aos meus pais para<br />

eles anularem o cartão de crédito, porque se não<br />

o fizessem ficariam sem dinheiro.<br />

Corri para casa e contei aos meus pais, eles<br />

quase me mataram.<br />

Meteram-me de castigo e disseram-me para<br />

quando quisesse alguma coisa para lhes pedir.<br />

Os meus pais foram ao Banco e cancelaram o<br />

cartão de crédito, felizmente ficou tudo bem.<br />

Aprendi uma grande lição, nunca devemos<br />

registar os nossos dados na internet muito<br />

menos sem pedir aos nossos pais. Escrevi<br />

esta história para te mostrar os perigos da<br />

internet e para que nunca cometas este<br />

erro.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Irene Lisboa<br />

Agrupamento Irene Lisboa<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

M.ª João Portela<br />

Benedita | Inês Moura | Inês Raquel | Rafaela<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Para ele isso já se tornava aborrecido, e decidiu<br />

falar com o seu amigo Diogo que já tinha passado<br />

por uma situação idêntica. Seguido de algumas<br />

horas perguntou ao seu amigo se podia<br />

esclarecer algumas dúvidas pois não sabia o que<br />

fazer.<br />

O seu amigo disse-lhe que era melhor ignorar<br />

pois podia ser perigoso. Após a conversa o João<br />

voltou a receber outra mensagem, mas desta vez<br />

dizia “liga-me temos prémio”, ele tão curioso que<br />

estava decidiu ligar. Atendeu-lhe uma voz estranha<br />

a comunicar-lhe, que teria de se encontrar<br />

para puder receber uma PS3, ele perguntou como<br />

é que tinha ganho, então a pessoa disse que se<br />

tinha inscrito num site, ele não se lembrava de o<br />

ter feito, mas como era uma PS3 aceitou logo, e<br />

perguntou onde era esse encontro, essa pessoa<br />

disse que podia ser no jardim da praceta às 16h.<br />

João todo entusiasmado disse-lhe que estaria lá e


desligou o telemóvel.<br />

A mãe estava na porta, ouviu tudo e achou muito estranho,<br />

resolvendo seguir o filho.<br />

Já eram 16h e o João saiu de casa seguido pela mãe.<br />

Chegou ao jardim todo contente, e vê um homem com<br />

uma cara muito assustadora a aproximar-se dele, ficou<br />

muito assustado, pois não sabia o que fazer.<br />

O homem perguntou-lhe se tinha sido com ele que<br />

tinha falado pelo telemóvel, o miúdo disse que sim.<br />

O miúdo perguntou-lhe, onde estava o seu prémio,<br />

e o homem disse que não havia nenhum prémio.<br />

Ele tão assustado que estava decidiu fugir, mas o<br />

homem apanhou.<br />

A mãe viu tudo e chamou logo a polícia, porque<br />

estava muito preocupada, passado 5 minutos<br />

houvesse a buzina da polícia.<br />

Os polícias apanharam o homem e souberam<br />

que estava a tentar raptar.<br />

O João foi a correr para a mãe.<br />

Passado uma semana veio na televisão uma<br />

entrevista sobre ele em que dizia que nunca<br />

deviam combinar um encontro sem conhecer<br />

a pessoa.<br />

A mãe de castigo tirou-lhe o telemóvel<br />

durante 2 semanas pois nunca mais devia<br />

fazer isto, mas por outro lado estava orgulhosa<br />

pelo filho de ter ido á televisão chamar<br />

atenção das outras crianças que pudes-


sem ter algum episódio como<br />

este.<br />

Isto sim foi uma grande lição.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Freixo<br />

Agrupamento Freixo<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Filipa Capa<br />

José Pedro Alves<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

Então, cuidadosamente, cliquei nas teclas do<br />

computador, pois era do meu pai, e como<br />

sabia a password do computador sem ele<br />

saber, era preciso ter cuidado. Comecei então a<br />

registar-me. No meio da ficha de inscrição havia<br />

um texto comprido, eu só li a primeira frase e<br />

logo me cansei e com o entusiasmo de receber<br />

os jogos, o que queria era despachar-me. Quando<br />

completei todos os espaços em branco, carreguei<br />

num botão que dizia “aceitar” e então cliquei,<br />

e tentei uma vez, e outra, e outra mas não<br />

saí daquela página. Fui rever a ficha e descobri o<br />

que me fazia esperar. Lá dizia “NIB”, mas eu não<br />

sabia o que era e todo descontente saí da ficha e<br />

encerrei o computador. Não tinha perdido a esperança.<br />

No dia seguinte, eu perguntei com muito<br />

jeitinho ao meu pai o que significava “NIB”. Pensando<br />

que me iria responder, perguntou-me para o<br />

que queria saber e nesse momento fiquei um pouco<br />

vermelho e inventei uma desculpa à pressa,<br />

mas mesmo assim não me respondeu. Na escola,<br />

na primeira aula da manhã, fui logo perguntar à<br />

professora e tive sucesso. Agora que sabia o que


era tinha ainda de descobrir o número da conta bancária.<br />

Sabia que hoje a minha mãe ia ao talho e ia sempre ao<br />

multibanco. Então fui com ela. Quando estava no multibanco<br />

eu ergui a cabeça e vi o que eu esperava ver. Em<br />

casa fui para o computador às escondidas e reescrevi a<br />

ficha, no “NIB” pus os números que vi, pois pensava<br />

que seria para pagar os jogos que eram baratos. Os<br />

dias passaram e dos jogos, nada de nada, comecei a<br />

ficar preocupado. Um dia, a minha mãe chega a casa<br />

a choramingar. Eu assustado, perguntei o que se<br />

tinha passado. Pois então tinha perdido umas das<br />

suas poupanças. Eu fiquei aflito, mas mais tarde ou<br />

mais cedo eu tinha que contar a verdade. Senteime<br />

à beira dela e disse-lhe tudo. E esse momento<br />

ficou marcado para o resto da minha vida como<br />

uma lição, pois não recebi os jogos, os meus pais<br />

ficaram com menos poupanças e como castigo<br />

não tive nenhuma prenda de ano, entre outras<br />

coisas. Isto tudo foi devido ao facto de eu não<br />

ter conhecimento do que estava a fazer, por<br />

distracção e por me deixar iludir pela ambição.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Francisco Torrinha<br />

Agrupamento Francisco Torrinha<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

José Leite | Lurdes Bastos<br />

Maria Inês Abreu | Sara Teixeira<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alto, atrevido, divertido, etc. Uma<br />

pessoa que eu tinha como amigo nos chats<br />

pediu o meu email e número de telemóvel…<br />

Como eu sou muito descontraído quando faço<br />

de Virtual, dei-lhe tudo o que ele pediu sem desconfiar<br />

de nada, as pessoas fixes não pensam<br />

duas vezes.<br />

Fiquei tanto tempo sem receber nada que achei<br />

estranho, nem no telemóvel, nem no hotmail…<br />

pensei que ele se esquecera, então, tinha razão,<br />

não ia acontecer nada…<br />

Num outro dia, quando estava a falar com outras<br />

pessoas numa sala de chat onde vou muitas<br />

vezes, outra pessoa pediu-me o meu número de<br />

telemóvel e o meu email.<br />

Eu, apesar de não estar muito preocupado, perguntei-lhe<br />

para quê. Ele disse-me que era para<br />

ficarmos amigos…. As pessoas fixes, segundo ele,<br />

fazem isso muitas vezes…. Eu dei-lhe e no fim da<br />

semana recebi um estranho email… Não conhecia o


endereço electrónico…<br />

Assim que abri o email o meu computador foi abaixo…<br />

ligou outra vez, sozinho, e ficou tudo escuro… de repente<br />

apareceu uma figura de um rapaz desenhado e disseme<br />

adeus.<br />

O meu computador não estava a ligar, a cara ficou lá<br />

mais ou menos uma hora e desapareceu, ficou tudo<br />

escuro e nunca mais ligou… tentei ir ao hi5 e não deu,<br />

tentei ir ao Messenger e também não deu, aparecia:<br />

“a sua sessão já está iniciada”, os meus pais ficaram<br />

muito zangados comigo… o computador teve que ir<br />

para muitos sítios para ver se tinha arranjo, mas<br />

nada feito. Era um vírus letal para o computador,<br />

bastava que soubessem algumas informações<br />

sobre a pessoa a quem era mandado…<br />

Agora é que estava em maus lençóis. Tive que<br />

dizer aos meus pais que tinha dado o meu<br />

número e o meu email àquelas duas pessoas,<br />

na sala de chat. Os meus pais nem sabiam que<br />

eu ia para uma sala de chat… nunca os tinha<br />

visto tão zangados.<br />

Nunca mais faço o mesmo…<br />

Adeus Virtual.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Particular e Cooperativa de Ensino ANCORENSIS<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Carla Renée | Manuela Barros<br />

Ana Patrícia Pires | Ana Sofia Malheiro | Eva Lourenço<br />

| Meritxell Correira<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

No registo pedia o nome da pessoa, a morada,<br />

o número de telemóvel e o número de cartão<br />

de crédito.<br />

Quanto ao número do cartão de crédito, visto<br />

que eu sou menor de idade, fui pedir o cartão<br />

ao meu pai, no entanto ele não mo quis dar. Por<br />

isso só tive uma hipótese, tirá-lo às escondidas.<br />

Coloquei todos os dados necessários e obtive<br />

como resposta: “receberá em breve a sua compra”.<br />

Apesar de os meus pais me avisarem regularmente<br />

para não comprar nada pela Internet, eu acho<br />

que vale a pena, pois poupo dinheiro, e os jogos<br />

são tão bons como comprados numa loja. Fiquei<br />

bastante contente, pois iria receber os jogos que<br />

eu tanto queria, mas espero que os meus pais não<br />

descubram pois ficaria de castigo durante bastante<br />

tempo.<br />

Uma semana depois, recebi uma encomenda do<br />

carteiro. Felizmente, estava sozinho em casa. Que<br />

maravilha! Os meus jogos!


No dia seguinte, fui experimentar os meus jogos novos,<br />

mas, para minha desilusão, não funcionavam, eram<br />

DVD‟s vazios.<br />

Fiquei com remorsos… pois os meus pais tinham razão.<br />

Mais tarde, quando o meu pai chegou a casa, reparei<br />

que vinha com um ar apressado…até fiquei com medo,<br />

será que tinha descoberto?<br />

O meu pai explicou que havia recebido um telefonema<br />

do banco a informar que tinha havido um elevado<br />

levantamento de dinheiro na sua conta e que, por<br />

este motivo, ficou a dever dinheiro ao banco.<br />

Ups…ó meu deus, como é que isso foi acontecer?<br />

- Por acaso tu não tens nada a ver com isto, pois<br />

não filho? – Perguntou-me o meu pai com uma<br />

voz assombrosa.<br />

- Desculpa pai…Eu já deveria saber que isto<br />

poderia acontecer… desculpa.<br />

- Mas como é que isto foi acontecer? Acho que<br />

ainda tens muito por explicar…<br />

Contei aos meus pais a história do princípio ao<br />

fim. A minha mãe estava com uma cara desiludida,<br />

e o meu pai apesar de ter acalmado<br />

um bocadinho, continuava furioso.<br />

- Espero que isto te tenha servido de lição, e<br />

que nunca mais se volte a repetir!<br />

- Já sei pai, perdoa-me, nunca mais volta a<br />

acontecer.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Francisco Torrinha<br />

Agrupamento Francisco Torrinha<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

José Leite | Teresa Carvalho<br />

Jan Almeida | Vasco Machado<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Ao carregar naquele apelativo botão, a coisa<br />

complicou-se. Pediram-me os meus dados<br />

pessoais os quais lhes facultei sem qualquer<br />

hesitação.<br />

Depois, indicaram-me outro website, ao qual eu<br />

acedi e que apresentava uma shoutbox. Falaram<br />

comigo e fizeram conversa, dizendo que eram da<br />

organização do sorteio. Fiquei contente, pois<br />

pareciam muito amigáveis. Aí, disseram que me<br />

iriam mandar por correio a consola para a qual eu<br />

tinha concorrido e ganho.<br />

Em seguida, enviaram-me um link, para um website<br />

que eu desconhecia. Como os considerava<br />

amigos, decidi visualizar o conteúdo do site.<br />

Este passou-me alguns vírus que eu consegui eliminar,<br />

mas aquela imagem ficou-me na memória…<br />

As pessoas, que eu considerava minhas amigas,<br />

tinham-me traído mandando-me para um site de<br />

pornografia do qual saí sem hesitação.<br />

De seguida, abri o anti-vírus e fiz uma verificação<br />

completa de vírus ao computador onde encontrei


um número espantoso de vírus, spyware e worms.<br />

Não disse nada aos meus pais com vergonha, o que<br />

deveria ter feito. Pelo contrário, mantive-me em silêncio,<br />

não pronunciando uma palavra sobre o assunto.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Paranhos<br />

Agrupamento Eugénio de Andrade<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Paula Fonseca<br />

Afonso Sousa | Inês Isaías | Inês Teixeira | Rita<br />

Seabra<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

O registo pedia:<br />

Nome, idade, sexo, morada e número do telefone.<br />

No visor apareceu: entrega dentro de 3 dias.<br />

Os meus pais não sabiam da história e, por isso,<br />

no dia da entrega eu pedi – lhes para ir ao<br />

supermercado comprar m&m. Passados cerca de<br />

15 minutos depois dos meus pais saírem, tocáram<br />

à porta.<br />

Abri a porta e à minha frente estava um homem<br />

armado, encapuçado e com um saco às costas.<br />

Aflito, gritei:<br />

- AAAAAAAH! UM LADRÃO!<br />

Corri escada acima, escondi – me no quarto e<br />

liguei para a polícia; de repente, a chamada caiu.<br />

Peguei no telemóvel da minha mãe e … o ladrão<br />

apareceu – me à frente com uma arma e disse:<br />

- Diz – me onde está o dinheiro!<br />

Com medo tentei escapar. O ladrão reagiu dando –


me um tiro.<br />

Felizmente o tiro foi de raspão, mas, talvez pelo susto,<br />

acabei por desmaiar.<br />

O ladrão vasculhou a casa toda, mas acabou por encontrar<br />

apenas um par de brincos de ouro e um anel valioso.<br />

Quando o ladrão estava a descer as escadas, começaram<br />

– se a ouvir as sirenes da polícia. Estes tinham<br />

visto de onde tinha sido feita a chamada que tinha<br />

caído, porque na rua onde eu morava estavam a<br />

fazer obras na ligação dos telefones.<br />

Depois de muito tiroteio entre o ladrão e a polícia,<br />

o ladrão acabou por se entregar e o site de jogos<br />

foi fechado.<br />

Quanto a mim, levaram - me para o hospital para<br />

curar a ferida que tinha sido feita pela bala que<br />

me atingiu de raspão e para recuperar do susto<br />

que tinha apanhado.<br />

Os meu pais foram ter comigo ao hospital para<br />

verem se eu estava bem e também para saberem<br />

o que se tinha passado.<br />

Quando foi para casa os meus pais conversaram<br />

comigo sobre o sucedido e disseram –<br />

me que iam passar a controlar os sites que<br />

eu visitava, porque não queriam que voltasse<br />

a acontecer o mesmo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Irene Lisboa<br />

Agrupamento Irene Lisboa<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Maria Teles de Meneses<br />

Ana Andrade | Ariana Coelho | Barbara Vasconcelos<br />

| Ricardo Pereira<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

Inverto a minha personalidade, entro no mundo<br />

da imaginação e de fantasia onde posso ser<br />

quem quiser e fazer o que quiser.<br />

Como Virtual, sou alta, loira e extrovertida. Mas,<br />

um dia quando entrei no chat, meteram conversa<br />

comigo.<br />

Alguém desconhecido, parecia simpático, querido,<br />

sincero, leal como se fosse o meu melhor<br />

amigo. O seu nick era “Engatatão64” o que despertou<br />

interesse nele, sendo ela mais uma vítima.<br />

Fomos falando no chat durante algum tempo, até<br />

que trocámos e-mails, falando de várias coisas,<br />

confesso que na verdade, por vezes, falamos de<br />

coisas íntimas que eu não me sentia à vontade,<br />

sendo ele um desconhecido e eu muito reservada.<br />

Houve um dia, que tudo mudou …Era um sábado,<br />

e combinamos um encontro, num centro comercial<br />

pouco movimentado, às 18:35h. Eu cheguei primeiro,<br />

e estava nervosa e ao mesmo tempo ansiosa.<br />

Quando ele chegou, fiquei admirada e descon-


fiada porque reparei que ele era mais velho, que eu e<br />

também reparei que ele tinha uma cicatriz na cara igual,<br />

a um pedófilo muito conhecido devido ao seu cadastro de<br />

varias vitimas.<br />

Ao perceber isso, fingi que a minha mãe estava a ligarme<br />

para eu ir para casa. Nisto, ele arrancou-me o telemóvel<br />

da mão e atirou-o para o chão. Aflita, comecei a<br />

gritar e ele bateu-me atirando-me para o chão e abusou<br />

de mim.<br />

Fiquei aterrorizada, sem saber o que fazer e neste<br />

preciso momento, eu consegui levantar-me dandolhe<br />

um pontapé na perna, ele desequilibrou-se caindo,<br />

eu consegui fugir.<br />

Cheguei a casa, a chorar e com nojo de mim própria.<br />

Entretanto chegou a minha mãe, que me<br />

ouviu a chorar e rapidamente, perguntou o que<br />

se passava. Contei-lhe a verdade e o que se<br />

tinha sucedido. A minha mãe ficou horrorizada e<br />

preocupada e logo de seguida levou-me para o<br />

hospital.<br />

Fizeram-me análises para saber se estava tudo<br />

bem comigo e se não tinha sofrido nenhum<br />

dano. A minha mãe ficou mais aliviada, e<br />

então fomos para casa.<br />

Eu e a minha mãe fomos à polícia, onde participamos<br />

o sucedido e eu fiz um relatório<br />

sobre o que se tinha passado. Disse quem<br />

era o homem, conseguiram identificá-lo e<br />

logo de seguida avisaram as autoridades e<br />

conseguiram apanhá-lo. Passado vários


meses, o caso ficou resolvido e<br />

teve pena de prisão.<br />

Bem, aprendi que não devo falar com<br />

estranhos no chat nem marcar encontros<br />

com pessoas que não conheço. Conto-vos<br />

a minha história esperando que sirva<br />

de lição.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Nadir Afonso<br />

Agrupamento Nadir Afonso<br />

PROFESSOR(S)<br />

Gil Alvar<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Pancieiri | Telma Silva<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

...até que o João decidiu telefonar a esse<br />

número. Foi ai que a voz de um homem (cuja<br />

mesma ele não identificou) dizendo:<br />

-Boa tarde.<br />

-Boa tarde. Tenho recebido numerosas SMS,<br />

enviadas por este número. Podia dizer-me com<br />

quem estou a falar neste momento?<br />

O homem através da voz do João apercebeu-se<br />

que era um jovem.<br />

-Sou o Sr. Avelino Carrapisso pertencente a uma<br />

academia de futebol, cujo nome é “ Paul Frank”<br />

estamos a fazer uma selecção de jovens para<br />

investir nas suas carreiras futebolísticas, será que<br />

está interessado!?<br />

O João gostando de jogar futebol, ficou entusiasmado,<br />

dizendo:<br />

-Sim eu quero, mais primeiro tenho que pedir aos


meus “velhos”, quando tiver a resposta irei contactá-lo.<br />

-Aguardo a resposta. – Disse o homem.<br />

-Ok. Adeus e obrigado. – Disse o João.<br />

O João desligou o telemóvel e sem perder mais tempo<br />

dirigiu-se aos pais e disse:<br />

-Pai, mãe, ligaram-me de uma academia de futebol e<br />

eu fui um dos escolhidos para poder investir na minha<br />

carreira. Não é bestial?<br />

-Sim é, podes ir filho, vamos fazer tudo para que<br />

tenhas o futuro que queres – declarou a mãe sem<br />

pensar duas vezes.<br />

-Trata tudo que nós pagamos. – Afirmou o pai.<br />

Logo de seguida o João muito entusiasmado ligou<br />

para o número, e mal atendeu disse quase a gritar:<br />

-Sim. Os meus “cotas” deixam…<br />

Nem deixou o João encerrar a frase e perguntou:<br />

- Quando podemos encontrar-nos?<br />

-Hoje seria perfeito. - Disse o João<br />

-Claro, claro, às 20 horas na rua da década<br />

de 70.<br />

-Sim pode ser, lá estarei…<br />

Faltava já menos de uma hora para as 20<br />

horas e o João estava tão entusiasmado<br />

que passou o resto do tempo até perto das<br />

20 horas a limpar as chuteiras que tinha


ganho num sorteio de bingo…<br />

Quando chegou a hora do seu<br />

encontro o João vestiu a sua melhor<br />

roupa e saiu para o encontro à muito<br />

esperado.<br />

Quando viu o Sr. Avelino Carrapisso assustou-se<br />

pelo mau aspecto do homem, mesmo<br />

assim disse:<br />

-Como está?<br />

O Sr. Avelino Carrapisso sem pensar duas<br />

vezes deu sinal para um homem que estava<br />

atrás do João com o spray ETER, que o fez desmaiar.<br />

João apercebeu-se do risco que corria,<br />

mas já sem poder fazer nada desmaiou devido<br />

ao spray.<br />

Foi ai que o Sr. Avelino Carrapisso o colocou dentro<br />

de uma carrinha, onde permaneceu algum<br />

tempo. Já no dia seguinte o João acordou com um<br />

aspecto horrível e amarrado e foi ai que começou<br />

a gritar:<br />

-Socorro! Secourt! Help! Aider! Hilfe! – Gritou em<br />

várias línguas pois não sabia em que país estava.<br />

Foi ai que uma mulher francesa o ajudou. João<br />

muito assustado foi para a casa da mesma, e fez<br />

queixa as autoridades, dos presumíveis traficantes<br />

de menores.<br />

Depois de mais de 24 horas, a polícia francesa<br />

conseguiu encontrar os traficantes. Foi ai que o<br />

João soube que os mesmos eram uma quadrilha


montada a mais de 10 anos.<br />

Depois desse episódio João voltou ao seu país natal<br />

(Portugal) onde foi advertido dos perigos do telemóvel,<br />

ai João disse:<br />

-Um episódio a não repetir.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Irene Lisboa<br />

Agrupamento Irene Lisboa<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Aida Domingues<br />

Beatriz Mota | Gabriela Sanches<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alta, bonita e extrovertida. É o<br />

completo oposto do que eu sou fora do visor<br />

do computador.<br />

Apercebi-me um dia que gosto mais de mim<br />

como sou no computador do que sou na vida<br />

real. Na internet, tinha amigos, pretendentes,<br />

etc. Mas o que haveria de fazer? Eu era como era<br />

e não podia mudar nada. Os meus “amigos” pensavam<br />

que eu era a Virtual extrovertida, mas na<br />

Realidade eu não era isso, era apenas a Real, a<br />

miúda tímida.<br />

Os rapazes que me elogiavam na internet pareciam<br />

ser bem reais. Alguns da minha escola,<br />

outros que eu conhecia bem desde pequena. Era<br />

por isso que eu gostava de ser a Virtual. As pessoas<br />

demonstravam mais interesse em mim no<br />

que mostravam quando falavam comigo. Eduardo,<br />

o rapaz de quem eu gostava mandara-me um<br />

pedido de amizade… Eu fiquei a olhar para o seu<br />

pedido, ao lado tinha a sua fotografia.<br />

“Também gosta mais da Virtual”- Pensei eu.


Porém eu sabia que lhe ia mentir e mentir. Aceitei o seu<br />

pedido.<br />

Todos os dias, mandava-me “Olá o meu nome é Eduardo!”.<br />

Eu achava piada, porque eu sabia muito bem<br />

quem ele era! Ele nunca me falara muito. A minha<br />

melhor amiga Gabriela (a única que sabia quem era a<br />

Virtual) dizia para eu falar com ele, tornarmo-nos amigos,<br />

mas a coragem, o elemento essencial, faltava.<br />

“Eu sei!”- Respondi eu. Sabia que aquilo ia ressuscitar<br />

perguntas como “Sabes?” ou “Mas quem és tu?”,<br />

mas não me importava com aquilo. Eu gostava dele<br />

e estava disposta a expor a minha identidade, só<br />

para falar com ele.<br />

Esperei alguns minutos até que ele me respondesse<br />

“Pois. Olá Real!”.<br />

O quê?! Pensei em quem poderia ter-lhe contado.<br />

Claro! Gabriela! Eu iria aniquilá-la no dia<br />

seguinte de escola.<br />

“Na aula de área de projecto, talvez!”- Pensei…<br />

“Acho que devias criar outro perfil, as pessoas<br />

gostam mais da Real, não achas?”- Disse<br />

Eduardo.<br />

“Não”- Respondi. -“ Porque falaste comigo<br />

agora? Tens pena?”<br />

“Não. Porque falas agora, ganhaste coragem?<br />

Não enganes mais ninguém. As pessoas<br />

tuas amigas gostam mais de ti, do que<br />

da Virtual, acredita! Se não porque seriam<br />

teus amigos? Abre os olhos Real e aproveita


o que tu és! Gostavas que alguém<br />

se fizesse de outra pessoa e te<br />

enganasse todos os dias. As pessoas<br />

que fazem isso são falsas, tu não!”<br />

Que grande lição! Talvez ele tivesse<br />

razão! Eu tinha a certeza que no dia<br />

seguinte ia apagar aquele falso perfil do<br />

meu computador para sempre e ser apenas<br />

o que sou, a Real!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Irene Lisboa<br />

Agrupamento Irene Lisboa<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Aida Domingues<br />

Catarina Magalhães Bastos | Sara Filipa Teixeira<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Bem, é melhor perguntar ao meu pai se posso<br />

fazer isto, visto que o computador é dele.<br />

Também raramente me deixa vir para aqui,<br />

tem sempre trabalho a fazer, portanto quero lá<br />

saber! Só preciso de dar alguns dados pessoais,<br />

o nome completo, número de telemóvel e morada.<br />

Já está! Espero que me mandem um e-mail<br />

a dizer que vai chegar o mais rápido possível.<br />

Já passou uma semana e não me responderam…<br />

A semana não está a correr nada bem. O meu pai<br />

anda com problemas na empresa, qualquer coisa<br />

a ver com “blackdoor”, mas não deve ser nada de<br />

interessante comparado ao meu problema. A Filipa,<br />

a rapariga de quem gosto, está chateada<br />

comigo. Disse que o meu e-mail a ofendeu muito<br />

e que nunca mais ia falar comigo. O problema é<br />

que eu não lhe mandei e-mail nenhum! Acho que<br />

foi o Carlos, o meu melhor amigo que também<br />

gosta dela, ele sempre soube a minha palavrachave;<br />

vou ter de falar com ele!<br />

Hoje, o meu pai recebeu uma carta em casa. Não<br />

devia ser boa coisa porque a mãe teve uma discus-


são com ele. Ainda por cima, parece que o problema na<br />

empresa é mesmo muito mau…<br />

Que chatice! Tive uma falta de material a Português porque<br />

supostamente não enviei o trabalho. Mas eu tenho<br />

a certeza que enviei, até foi no mesmo dia que recebi o<br />

e-mail da consola. Estou aborrecido com o Carlos, ele<br />

não admitiu que enviou o „tal‟ e-mail à Filipa. Estes<br />

dias não andam a correr nada bem!<br />

Finalmente, passadas duas semanas, recebi o e-mail<br />

por que tanto esperava. Dizia que tinha de pagar os<br />

portes de transporte da consola. O problema é que<br />

para isso, preciso de realizar uma transferência<br />

bancária… Vou ter de falar com o meu pai.<br />

Não acredito! A conversa com o meu pai não correu<br />

como estava à espera! Começou a gritar<br />

comigo, a dizer que a culpa era minha. Ao início,<br />

estava tão nervoso que não me conseguiu explicar<br />

nada. Voltei ao meu quarto e, passado<br />

algum tempo, ele foi lá ter comigo. Basicamente,<br />

começou a dar-me um sermão sobre os<br />

perigos da internet. Não estava a perceber o<br />

que é que isso tinha a ver, até que o meu pai<br />

se explicou melhor. Pelos vistos, o e-mail da<br />

consola era uma aldrabice! Só trouxe problemas<br />

e nada de consola! Sinto-me tão culpado,<br />

os meus pais quase que se divorciavam<br />

devido à carta da qual ainda não sei o conteúdo;<br />

a empresa do meu pai, por pouco<br />

não foi à falência, alguém andava a aceder<br />

aos ficheiros que ele continha no computador;<br />

ignorei o Carlos e ele não tinha culpa


nenhuma; a Filipa não falava<br />

comigo; a professora de Português<br />

marcou-me uma falta… isto tudo,<br />

porque eu queria uma consola!<br />

Segundo a explicação do meu pai,<br />

alguém mandou aquele e-mail para conseguir<br />

aceder aos ficheiros do computador<br />

e conseguir controlar tudo.<br />

A única coisa que restava fazer, além de<br />

mandar o computador para remover os vírus,<br />

era pedir desculpa aos meus pais, ao Carlos e<br />

explicar a situação à Filipa e à professora de<br />

Português.<br />

Bem, tudo acabou por se resolver. Fiquei proibido<br />

de ir ao computador, pelo menos até ao fim<br />

do meu curso sobre perigos e precauções a ter<br />

na Internet. Até já sei algumas coisitas, mas<br />

uma das mais importantes, não fornecer dados<br />

pessoais a e-mails estranhos nem nada do género.<br />

Tudo isto foi uma grande lição e agora sei<br />

como evitar uma situação semelhante. Não acreditem<br />

em tudo o que diz na Internet!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Monção<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Carmo Pereira<br />

Adrien Esteves<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Eu abri essa pasta e apareceu-me um vírus<br />

que se instalou no meu PC, e eu como não<br />

tinha antivírus no computador, não tinha protecção,<br />

o vírus passou para todo o lado já nem<br />

conseguia fazer nada nem abrir um simples<br />

Word para fazer um trabalho que a professora<br />

de inglês mandou. Por não conseguir fazer nada<br />

tive que mandar o meu PC formatar onde tive<br />

que pagar 50 euros por um simples vírus que me<br />

enviaram pelo Hotmail. O PC teve que o mandar<br />

para o lixo porque não deu para formatar.<br />

Tive uma sorte porque fiz no dia seguinte e recebi<br />

outro PC marca PT melhor do que o outro mas<br />

com o melhor antivírus do mundo chamado «xanxum»<br />

fabricado da china pelo jackie chan o<br />

melhor actor de luta do mundo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Francisco Torrinha<br />

Agrupamento Francisco Torrinha<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

José Leite | Lurdes Bastos<br />

M.ª Miguel Serrano | Maria Bessa<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Fui ao site de imediato para não perder tempo.<br />

Cliquei em “Aceito o Prémio” e pediramme<br />

os meus dados. Preenchi todos os espaços<br />

e cliquei em “Continuar”. Logo a seguir, apareceu<br />

no meu computador, todos os termos que<br />

eu tinha de aceitar. Um dizia que vinham a<br />

minha casa entregar a consola. Fiquei radiante e<br />

aceitei. Marquei uma data e no dia 15.02.2010<br />

eu iria receber a tão esperada consola. Os dias<br />

foram passando, sempre à espera do dia 15. Este<br />

passou e nada da consola. Ninguém apareceu em<br />

minha casa. Fiquei muito chateado, e fui ao site à<br />

procura de mais informações. Quando cliquei no<br />

botão “Ajuda”, algo que eu não contava aconteceu…Um<br />

vírus entrou no meu computador, apagou<br />

-me todos os ficheiros e sem mais nem menos<br />

desligou-se. Fiquei em pânico. Chamei a minha<br />

mãe e contei-lhe o que tinha acontecido. Ela passou-se,<br />

pois eu dei todas as minha informações<br />

pessoais, incluindo a morada e disse-me que eu<br />

tinha de avisar a polícia judiciária e o técnico dos<br />

computadores. No telefone disseram a minha mãe<br />

que ela tinha de ir à judiciária. Saiu de casa e eu


fiquei sozinho. A campainha tocou, fui ver quem era e<br />

abri a porta. Disseram-me que era do site para entregar<br />

a consola e eu mandei-os entrar. Mal eu sabia o que ia<br />

acontecer. Fechei a porta e pedi para esperarem no hall,<br />

enquanto eu ia à cozinha buscar um copo de água.<br />

Grande surpresa quando voltei e não vi ninguém. A<br />

minha casa estava praticamente vazia, sem televisão,<br />

sem rádio, sem as pratas,… Fiquei em choque e, nesse<br />

preciso momento, a minha mãe entrou em casa com<br />

a P.J. Perguntou-me o que tinha acontecido e eu<br />

expliquei tudo. A P.J. foi atrás dos ladrões enquanto<br />

eu e a minha mãe contávamos ao meu pai.<br />

Sorte a minha que a P.J. os encontrou e veio pedir<br />

me que os identificasse. Fiquei nervoso, mas<br />

garantiram-me que ninguém ia ver a minha cara.<br />

Desloquei-me até à esquadra e fiz o que me pediram.<br />

Graças a Deus correu tudo bem! Os ladrões<br />

já estavam presos, agora só lhe restava esperar<br />

pelo técnico e voltar a equipar a casa com tudo<br />

o que tinha sido roubado.<br />

Uns tempos depois…<br />

…tudo tinha voltado ao normal! O Guilherme<br />

já tinha a consola que tanto queria, a sua<br />

casa estava como antes e como o técnico não<br />

conseguiu reparar o computador, teve de<br />

comprar um novo. Agora que ele já conhece<br />

todos os perigos da internet, aprendeu com<br />

os seus erros e nunca mais voltará a fazer o<br />

mesmo, porque no final saiu-lhe mesmo a<br />

sorte grande!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Particular e Cooperativa de Ensino ANCORENSIS<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Carla Renée | Elisabete Pires<br />

Beatriz Cravinho | Diogo Pereira | Filipa Fonseca |<br />

Maria Sá | Rui Amorim<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Passado uns dias esse número ligou-lhe. Ele<br />

estava com muito medo do que poderia ser,<br />

mas pelo sim pelo não, atendeu. Do outro lado<br />

ouviu: “- Sou eu!”. Ele ficou muito assustado<br />

com o que ouviu, mas não disse nada aos pais.<br />

Nesse mesmo dia, recebeu uma mensagem do<br />

tal número a marcar um encontro. Tinha que ir<br />

ter com essa tal pessoa à entrada da escola, às<br />

13:00 em ponto. Deveria ir sozinho. Ele não respondeu,<br />

mas ficou muito intrigado. Passado uma<br />

semana, enviaram-lhe outra mensagem a dizer “-<br />

Olá”. Ele respondeu à mensagem. A pessoa perguntou-lhe<br />

se era o João. Ele ficou admirado como<br />

sabiam o seu nome e respondeu que sim. Então<br />

perguntaram-lhe se tinha namorada e, mentindo,<br />

disse que não.<br />

Contudo, ele passava dias e noites a falar com<br />

essa pessoa. Os seus amigos sabiam quem era.<br />

Era o “Sumos”, que na verdade se chamava Bruno.


Ele só estava a fazer isto ao seu amigo por vingança,<br />

porque o João tinha-lhe “roubado” a namorada. Durante<br />

os SMS´s, o “Sumos” disse que se chamava Sara Francisca,<br />

que era alta, magra, linda, tinha olhos verdes,<br />

cabelos compridos castanhos e era inteligentíssima. Ele<br />

também se descreveu fisicamente. Então marcaram<br />

outro encontro no mesmo sítio do outro. Desta vez o<br />

João aceitou ir ao encontro. Então, quando o João viu<br />

a pessoa, ficou admirado e ao mesmo tempo riu-se. O<br />

João disse-lhe para não repetir aquela brincadeira,<br />

pois a sua namorada não ia voltar para ele. E aquela<br />

brincadeira não voltou mesmo a repetir-se.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Paranhos<br />

Agrupamento Eugénio de Andrade<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Paula Fonseca<br />

Ivo Sousa | Marta Azevedo | Miguel Figueiredo |<br />

Rafaela Pereira | Sara Rodrigues<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

o João acabou por ganhar coragem, mas em<br />

vez de ligar, mandou um SMS que dizia “ Quem<br />

és? O que queres de mim? A resposta não tardou<br />

a chegar: “Sou a “Rita95” no Hi5, lá vi o teu<br />

número novo. Também vi o teu perfil – as tuas<br />

fotos são muito giras, gostava de conhecer – te!<br />

O João foi ver o perfil da “Rita, no Hi5, e mandoulhe<br />

mais um SMS:<br />

“ joão_ratão@hotmail.com, adiciona-me!”<br />

A “Rita” adicionou-o rapidamente e depressa se<br />

tornaram amigos. “Rita” dizia ser uma rapariga<br />

morena, com olhos castanho – esverdeados e aparentemente<br />

carinhosa. O João propôs um encontro<br />

perto das escadas em frente ao café “Dark”. “Rita”<br />

aceitou<br />

No dia do encontro, “Rita” não apareceu. João<br />

estava a desesperar. De repente, um homem toca<br />

– lhe no ombro e, juntamente com outros homens,


levaram – no para dentro de uma carrinha onde estava a<br />

Rita. Eles foram levados para uma cabana abandonada e<br />

ficaram acorrentados.<br />

No dia seguinte, a notícia dos raptos chegou aos jornais:<br />

“Mais duas crianças de 14 raptadas num prazo de<br />

uma semana.” Na cabana, as crianças eram drogadas e<br />

torturadas diariamente e João percebeu, da pior<br />

maneira possível” que tudo era uma fraude. Rita era<br />

obrigada a tirar algumas fotos ousadas que depois<br />

eram vendidas.<br />

Um dia as crianças não resistiram à tortura e acabaram<br />

por morrer. Os corpos foram atirados ao rio e<br />

mais tarde descobertos pela GNR. Os criminosos<br />

continuaram a monte.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Arqueólogo Mário Cardoso<br />

Agrupamento Arqueólogo Mário Cardoso<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Marta Silva<br />

Carolina | Margarida | Nádia<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Era um dia maravilhoso, o Sol estava radiante,<br />

as nuvens ainda não haviam aparecido no<br />

céu e eu acordara muito alegre e bemdisposto.<br />

Da janela do meu quarto conseguia<br />

ver perfeitamente todos os prédios, todas as<br />

casas e todas as fábricas como que a olhar para<br />

o infinito, como se fossem pessoas a admirar um<br />

grande vazio. Apesar do barulho constante da<br />

cidade, conseguia ouvir o chilrear dos passarinhos<br />

voando perto do meu prédio, conseguia ver<br />

o parque cheio de cães a passear, melros a fazer<br />

os seus ninhos, e outros pássaros voando à procura<br />

de alimento para os seus filhotes. O dia estava<br />

limpo e claro.<br />

Era o dia perfeito para participar no concurso que<br />

me iria dar a consola de jogos com que sempre<br />

sonhara. As inscrições tinham aberto nesse dia e o<br />

vencedor iria ser sorteado um mês depois. Então,<br />

depois de acordar e me vestir, liguei o computador,<br />

fui à minha conta do Hotmail e enviei um e-mail<br />

para participar no tal concurso. Já se tinham inscrito<br />

cerca de quinhentas pessoas. O concurso


envolvia todo o país, de modo que iria ser muito difícil<br />

ganhar a consola. O vencedor iria ser um grande sortudo.<br />

Depois de enviar o e-mail, saí da minha conta e desliguei<br />

o computador. Após isso, fui para a escola, muito<br />

entusiasmado por causa do concurso.<br />

Quando cheguei à escola fui ter com o meu habitual<br />

grupo de amigos. Contei-lhes logo o que tinha feito, e<br />

já todos eles tinham concorrido também. Sabíamos<br />

que milhares de crianças como nós iam participar<br />

neste concurso. No entanto, não perdíamos a esperança<br />

de ganhar. Depois de todas as aulas, deu o<br />

toque de saída e fui para casa, com uns amigos que<br />

moravam perto do meu prédio. Estava tão ansioso!<br />

Parecia que este mês estava a passar mais devagar<br />

do que todos os outros. Todos os dias falávamos<br />

sobre o concurso, e todos os dias eu ia ver o<br />

número de participantes deste. Cada vez aumentava<br />

mais o número de concorrentes, e cada vez<br />

mais diminuía a minha esperança de ganhar. No<br />

entanto, nunca morreu.<br />

Todos esperávamos, impacientes, até que o<br />

desejado dia chegou. Tudo estava muito escuro<br />

e cinzento… parecia que algo de mau iria<br />

acontecer. Desanimei um pouco quando, ao<br />

acordar, espreitando pela janela, vi o céu<br />

coberto de nuvens cinzentas e gordas, e no<br />

chão, o impacto das grandes gotas de água<br />

a cair nos charcos. Estava tudo tão negro!<br />

Estava tudo tão sombrio! O ar alegre e<br />

luminoso do dia em que tinha participado<br />

no concurso tinha sido abafado por um ar


oprimido, triste e muito sombrio,<br />

alagado por uma chuva amarga e<br />

infeliz que, contrariamente às chuvas<br />

de Primavera, transformavam aquele<br />

dia tão desejado num dia de amargura e<br />

mágoa. Aquele aspecto da cidade fazia<br />

com que tudo e todos desanimassem. No<br />

entanto, um pouco caído, fui ver quem<br />

tinha sido o sortudo do grande concurso.<br />

Estava tão ansioso, que nem sequer me vesti.<br />

Levantei-me da cama e liguei o computador<br />

com tanto afogo que até tinha medo de ser eu<br />

próprio o vencedor. Abri a minha conta do Hotmail<br />

e fui à caixa do correio. Nem queria acreditar!<br />

Tinha sido eu o escolhido entre um milhão<br />

de outros meninos, para ganhar a consola de<br />

jogos com que sempre sonhara. E era tão simples!<br />

Bastava clicar no link que dizia “Aceito o<br />

prémio” e recebia-o instantaneamente. Fiquei<br />

super animado quando vi e sem receio, cliquei<br />

logo naquela que ia ser a porta aberta para uma<br />

maior diversão e, ao mesmo tempo, uma inveja<br />

pelos outros meninos, perante mim.<br />

Mal sabia eu a asneira que estava a cometer. Ao<br />

clicar no link, descobri rapidamente que aquele<br />

concurso era apenas um vírus, que iria apagar<br />

tudo o que estivesse guardado no computador de<br />

quem ganhasse e aceitasse o prémio. No meu<br />

computador eu tinha guardado trabalhos e até<br />

jogos que eram importantes e necessários, como<br />

por exemplo para a escola, que foram totalmente


eliminados do meu computador. Nesse dia aprendi uma<br />

lição que me valeu para a vida inteira. Nunca mais cometi<br />

uma destas asneiras, de clicar em algum link, participar<br />

num concurso ou até mesmo contactar com alguém<br />

desconhecido pela internet. Apesar de ser um bom<br />

meio de comunicação e uma forma de aprender e pesquisar<br />

sobre algum assunto, é necessário ter muito cuidado<br />

com a internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Castêlo da Maia<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Rosa Cruz | Ana P. Rosas<br />

Teresa Dias<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

O João já estava farto, recebera o telemóvel há<br />

tão pouco tempo e já lhe mandavam mensagens<br />

sabe-se lá de onde. Poderia ser um amigo<br />

a gozar, talvez. Mas também poderia ser alguém<br />

que tivesse o número errado. No entanto, as<br />

mensagens não pararam, até que, um dia, quando<br />

João estava na escola, recebeu uma chamada.<br />

Era do número que não conhecia. Resolveu atender:<br />

- Estou. Quem fala? Como arranjou o meu número?<br />

Pare de me telefonar. O que é que quer?<br />

O João não percebia o que lhe estava a ser dito,<br />

havia muitas interferências, mas conseguiu ouvir<br />

alguma coisa:<br />

- …tu...cala-te…eu é que sei…vais pagá-las…muito<br />

dinheiro…sim, eu quero!<br />

O João desligou o telemóvel aterrorizado. O seu<br />

rosto ficou pálido, saiu a correr da escola. Não


sabia o que fazer. Contar a alguém? Para onde ir?<br />

Só parou em casa, no seu quarto. De repente, recebeu<br />

outra chamada.<br />

- Sim – disse João, com a voz trémula – quem fala?<br />

- Não interessa, arranjaste o que eu te pedi?<br />

- Só digo, se me disseres como arranjaste o meu<br />

número.<br />

- Não me provoques. Quem manda sou eu, e mais<br />

nada. Mas vou fazer-te a vontade. Marquei um<br />

número à sorte. Graças aos meus contactos, pude<br />

saber com quem me metia. Agora, diz-me, arranjaste<br />

o dinheiro?<br />

- Sim – disse João mentindo. Onde to entrego?<br />

Quando?<br />

- Primeiro, contaste a alguém?<br />

- Não.<br />

- Muito bem. Conheces a praça principal das<br />

flores?<br />

- Sim.<br />

- Óptimo. É lá que nos vamos encontrar. Às<br />

18h. Não dês nas vistas.<br />

E desligou. O que fazer? João estava perdido.<br />

No meio daquelas dúvidas, o seu pai chegou.<br />

Ao vê-lo assim, perguntou-lhe o que se<br />

passava. A medo, contou tudo ao pai. Este<br />

ouviu-o com calma. No final, disse que<br />

tivesse calma, tudo iria passar. Viu no jornal


que andava um bandido a fazer<br />

esse tipo de chantagem e ligou à<br />

polícia.<br />

No dia seguinte, tudo estava pronto.<br />

Armaram uma grande busca. Nada ia<br />

falhar. João tinha muito medo, mas foi-lhe<br />

garantido que tudo iria resultar e que ele<br />

estava muito bem protegido.<br />

João estava no local, à hora marcada. De<br />

repente, um carro parou á sua frente, de lá de<br />

dentro saiu um homem bem alto.<br />

- Dá-me o dinheiro, já!<br />

- Claro que te dou o dinheiro, e também te dou<br />

algo mais!<br />

- O que é?<br />

- A prisão!<br />

Quando ele ouviu isto, começou a fugir, mas estava<br />

cercado.<br />

João sentiu-se muito feliz por ter enfrentado com<br />

coragem aquele homem.<br />

O seu pai também estava muito orgulhoso dele!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Francisco Torrinha<br />

Agrupamento Francisco Torrinha<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

José Leite | Maria Teresa Silva Carvalho<br />

Maria Inês Vasconcelos | Maria Rui Gomes<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

Esta história é para alertar a TODOS dos perigos<br />

da Internet:<br />

Finalmente, chegou o dia! Era o meu aniversário!<br />

Estava muito entusiasmado, porque tinha a<br />

certeza que ia receber dinheiro para comprar<br />

uns jogos.<br />

Nem imaginam qual foi a minha desilusão quando<br />

ninguém se lembrou dos meus anos! Fui mesmo<br />

triste para casa.<br />

Quando cheguei a casa, estava tudo muito escuro.<br />

Liguei as luzes e, “SURPRESA!!!!!”. Tinham organizado<br />

uma festa surpresa para mim! Foi muito animada,<br />

talvez o melhor dia da minha vida! Recebi o<br />

que queria, dinheiro para os jogos!<br />

O pior aconteceu no dia seguinte quando quis<br />

investir o dinheiro que recebi. O único problema é<br />

que não era o suficiente para comprar todos os<br />

jogos que queria. Só dava para metade. Resolvi<br />

procurar um site onde os vendessem mais baratos<br />

(até aqui tudo bem).<br />

Encontrei um site espectacular, o “Melhor Preço”.


Fiquei feliz, pois era tudo a metade do preço e não tinha<br />

nenhum vírus. Achei que era muito seguro e perfeitamente<br />

normal o que estava a fazer.<br />

Comecei a escolher os jogos que queria comprar. Quando<br />

acabei (e não eram poucos), e estava quase a seleccionar<br />

“Buy”, a minha mãe entra histérica no meu<br />

quarto a dizer que estávamos atrasadíssimos para o<br />

almoço dos meus anos com a minha família. Tive de<br />

deixar o computador ligado para não perder os jogos.<br />

Quando cheguei a casa, o meu pai não me deixou ir<br />

ao computador. Pelos vistos estava a ficar “viciado”<br />

no computador e “não fazia mais nada sem ser<br />

estar a jogar na Net”, por isso não pude acabar o<br />

que tinha começado de manhã.<br />

Nesse dia, não deu para fazer nada… Fui dormir<br />

ansioso pelo dia seguinte.<br />

Finalmente chegou! Acordei e mesmo sem<br />

tomar o pequeno-almoço, fui para o computador<br />

comprar os jogos.<br />

“Buy” abriu outra página e pediu-me vários<br />

dados: Nome, Apelido, Idade, Endereço de Email,<br />

Nº de Bilhete de Identidade, etc. Preenchi<br />

os dados e carreguei no “Next” e apareceu<br />

-me “Payment Method”, (forma de pagamento)<br />

e disse que queria pagar em dinheiro,<br />

deu erro, pelos vistos só dá para pagar com<br />

Cartão de Crédito. Fui pedir ao meu pai,<br />

mas ele não me deixou…<br />

Nessa noite, fiz um grande erro, fui à carteira<br />

do meu pai e tirei o número do cartão


de crédito. Fui para o computador<br />

sem fazer barulho. Já estavam<br />

todos a dormir, e escrevi o número<br />

no computador.<br />

No dia seguinte, o meu pai foi ao banco,<br />

e reparou que faltava bastante dinheiro.<br />

Pediu um levantamento de registo e viu<br />

que tinham sido levantados 100€ por um IP<br />

desconhecido. Durante o almoço, o meu pai<br />

falou sobre isso e eu fiquei a pensar, pois só<br />

tinha gasto 40€.<br />

No fim do almoço, e cheio de vergonha fui ter<br />

com o meu pai e confessei o que tinha feito,<br />

mas expliquei-lhe que só tinha gasto 40€ e que<br />

tinha dinheiro para lhe pagar de volta…Ele ficou<br />

furioso e obrigou-me a ir com ele à Polícia participar<br />

o acontecimento.<br />

O polícia explicou-me que nunca se deve dar<br />

números nem nomes, nem nada que permita uma<br />

pessoa identificar outra, porque, como aconteceu<br />

desta vez, podem roubar-nos bastante dinheiro. O<br />

pior de tudo é que através de poucos dados<br />

podem arranjar mais, e com isso prejudicar-nos<br />

bastante.<br />

Aprendi a lição. Nunca, mas mesmo nunca dar<br />

informações na Internet. Ficou tudo bem, porque o<br />

site foi criado pela polícia para prevenir e dar uma<br />

lição a quem cometesse o erro.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Almeida Garrett<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Francisco Veiga<br />

Dinis Costa | Inês Oliveira | Luís Podence | Luísa<br />

la Féria<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alta, loira e super extrovertida, com<br />

imensos amigos e à procura de um namorado.<br />

I n s c r e v i - m e n u m s i t e c h a m a d o<br />

www.orkut.com, com o objectivo de fazer mais<br />

amigos sem ter de os conhecer na realidade.<br />

Todas as pessoas que me conhecem sabem que<br />

eu não consigo ser mais sociável, e a minha<br />

família nunca está muito preocupada com o que<br />

eu faço. Por isso, vou para o meu quarto, ligo o<br />

meu computador e aceito todas as propostas de<br />

amigos que recebo.<br />

Era segunda-feira quando tudo aconteceu. Eu<br />

recebi uma mensagem de um rapaz muito bonito<br />

que me queria conhecer. Ele perguntou se nos<br />

podíamos encontrar no beco que faz fronteira<br />

entre a Rua Principal e a Rua Secundária, às 15h e<br />

eu disse tudo bem, que ia. Como ainda eram 12h,<br />

tive tempo para ir ao centro comercial e comprar<br />

uma cabeleira loira e uns sapatos de salto alto,<br />

com o objectivo de me parecer mais com a personagem<br />

que eu tinha dito ser. Acabei as minhas


comprinhas às 13h, porque foi difícil encontrar a cabeleira<br />

de encontrar… Cheguei a casa e não estava lá ninguém,<br />

por isso, fui para o meu quarto e comecei a preparar-me.<br />

Vesti uma camisola branca, um casaco cor-de<br />

-rosa, uma saia bege e umas botas castanhas de salto<br />

alto, que tinha acabado de comprar. Prendi o meu<br />

cabelo e meti a minha cabeleira loira com caracóis.<br />

Escolhi uma mala castanha e meti lá dentro toda a<br />

minha maquilhagem (que até era pouca, porque não<br />

me gosto de maquilhar), a minha carteira e o meu<br />

iPhone. Com isto, já estava pronta para sair e ainda<br />

eram 14:30h. A Rua Principal ainda era longe, por<br />

isso apanhei um táxi. O beco era realmente muito<br />

escuro, e quando eu cheguei, ainda não estava lá<br />

ninguém. Mas, quando me virei, vi que um<br />

homem não muito bonito e que estava com pose<br />

de ladrão. Ele agarrou-me no meu braço e disse<br />

que era o rapaz da internet e que se eu não lhe<br />

desse a minha mala, matava-me. Por isso, batilhe<br />

com a minha mala e ele caiu inconsciente<br />

no chão. Ele queria a minha malinha, não queria?<br />

Pois teve da maneira mais imprevisível!<br />

Aproveitei para chamar a polícia e eles vieram<br />

imediatamente, dizendo que este homem era<br />

o Bin Laden disfarçado. Recebi uma recompensa<br />

de 1 milhão de euros e um sermão de<br />

que não me devo encontrar com as pessoas<br />

que conheço na Internet.<br />

Aprendi a minha lição, e agora nem me<br />

importo com as pessoas que conheço nas<br />

Redes Sociais, prefiro os amigos verdadeiros.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Particular e Cooperativa de Ensino ANCORENSIS<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Carla Renée | Manuela Barros<br />

Cíntia Freitas | Marisa Braz<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

…que sou líder. Neste Mundo imaginário eu<br />

digo que sou o “chefe” do grupo sou eu, aquele<br />

que tem as miúdas todas atrás, sou eu que<br />

tenho os pais mais ricos, sou eu que consigo<br />

fazer tudo o que quero, sou eu que faço festas<br />

lá em casa. Sintetizando, eu neste Mundo sou o<br />

ser perfeito. E, foi aqui que eu errei, e muito.<br />

Certo dia, quando eu estava a “engatar” uma<br />

nova miúda no chat. Ela ficou tão surpreendida<br />

com as minhas “definições”, que me pediu uma<br />

foto. E, como eu até sou giro, e ela era uma brasa<br />

enviei-lhe uma das minhas melhores imagens.<br />

Ela por acaso até gostou. Entretanto ficamos bastantes<br />

amigos, ou melhor ficamos os melhores<br />

amigos.<br />

E, aqui e ali, eu ia convencendo mais uma carrada<br />

de adolescentes tornando-me amigo de toda a<br />

gente.<br />

Neste momento eu sentia-me a pessoa mais feliz<br />

do Mundo, pois tinha dezenas ou até centenas de


amigos, tinha alguém que me adorava, pessoas que me<br />

elogiavam e, sim, sentia-me finalmente completo.<br />

Mas a verdade era que essas pessoas conheciam o Virtual<br />

e não o Real. E o Virtual não era o meu verdadeiro<br />

“EU”. Mas, não me preocupei muito com este “facto”,<br />

porque tinha mais em que pensar.<br />

Chegou Sexta-feira, o melhor dia na Internet, porque<br />

quase toda a gente está online.<br />

E, cá estava ela, a minha brasa preferida, a minha<br />

melhor amiga. Disse-lhe “olá!”, mas em vez de ela<br />

retribuir começou a insultar-me. “Cala-te estúpido!<br />

Nem acredito que tens a lata de vir falar comigo”<br />

“Sim, esquece que eu existo pois é isso que eu vou<br />

fazer.” “Eu descobri que tu és o Real e não o Virtual.”<br />

“Desiludiste-me, mentiste-me, sinto-me<br />

horrível por ter sido enganada por ti” “Não me<br />

importava se tivesses logo dito que eras o Real.<br />

Mas assim não, esquece-me”.<br />

Foi como se tivesse levado um estaladão, pior<br />

do que os do meu pai, porque este não era físico<br />

mas sim psicológico, atingiu-me no coração.<br />

Mas, para verificar, fui falar com outros meus<br />

contactos mas o acontecimento repetiu-se,<br />

repetiu-se e repetiu-se.<br />

E, tinha voltado ao mesmo, ao Real solitário<br />

que não valia nada. Só que agora sentia-me<br />

bem pior, porque me tinham arrancado algo<br />

de mim. Sentia-me miserável.<br />

Decidi que nunca mais na minha vida devia


identificar-me como outra pessoa.<br />

E, foi assim que o Virtual morreu, …<br />

para sempre.<br />

O Real cá ficou, …mas apenas fisicamente.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Irene Lisboa<br />

Agrupamento Irene Lisboa<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Aida Domingues<br />

Leonor Rothes | Mariana Neves<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

...até que João ficou saturado de tantas mensagens<br />

e acabou por informar o pai do sucedido.<br />

Este, preocupado com a segurança do filho,<br />

ligou para o “tal” número. Ligou a primeira vez e<br />

ninguém atendeu. Ligou a segunda vez e continuou<br />

sem resposta, até que achou que era uma<br />

brincadeira de mau gosto e devolveu o telemóvel<br />

ao filho.<br />

No dia seguinte, João voltou a receber a mensagem<br />

e como pensava que era uma brincadeira,<br />

acabou por ligar. O pobre rapaz não sabia no que<br />

se estava a meter, pois tinha apenas 11 anos.<br />

Quando ligou ouviu uma voz nítida e grossa, por<br />

isso João concluiu que fosse um homem.<br />

Ambos conversaram e João, deixando-se levar<br />

pela conversa acabou por contar ao desconhecido<br />

o seu nome, idade, morada e chegou mesmo a<br />

dizer que escola frequentava. Este agradeceu a<br />

informação e combinou um encontro. Disse-lhe que


iria ter com João à porta da escola, pelas 11.40h de<br />

Segunda-feira.<br />

João não avisara ninguém do que acontecera. E na<br />

manhã de segunda-feira, acordou entusiasmado e vestiu-se<br />

apressadamente, o que não era habitual. Os seus<br />

pais acharam estranho e fora do normal, mas ignoraram<br />

por completo a situação, achando que era apenas<br />

um crescimento de maturidade.<br />

Os amigos também acharam estranho, pois João foi<br />

um dos primeiros a chegar à escola. Estes pensaram<br />

que a razão para tal acontecimento era culpa de<br />

uma rapariga, a Matilde, a rapariga mais bonita da<br />

turma. Quando tocou para as 11.40h, João foi o<br />

primeiro a sair da sala, pois estava ansioso por<br />

conhecer o “tal amigo”.<br />

João procurou algo fora do normal e todas as<br />

pessoas que vira à beira do portão lhe eram<br />

familiares, até que, num movimento brusco,<br />

João foi empurrado para trás e deu de caras<br />

com um homem alto, um pouco magro e com<br />

um aspecto terrível.<br />

João ficou com medo e só conseguia pensar<br />

nos seus pais e no que lhe iria acontecer a<br />

seguir. O homem, de nome Fernando, tentou<br />

pegar em João, mas o pobre rapaz começou<br />

aos berros e Matilde vira o que se passara.<br />

Esta saiu a correr, à procura de um funcionário<br />

e encontrou a D. Madalena que foi a<br />

correr, em direcção ao homem.<br />

Depois disso, chamaram a polícia e levaram


João ao psicólogo da escola. Acabaram<br />

por informar os pais do<br />

rapaz e estes ficaram muito desiludidos<br />

com o filho.<br />

João aprendeu uma lição com o que<br />

acontecera e contara a todos os seus amigos,<br />

alertando-os para não fazerem a mesma<br />

asneira que ele. João mudou de número<br />

de telemóvel e nunca mais respondeu a<br />

nenhuma mensagem cujo remetente era desconhecido.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Irene Lisboa<br />

Agrupamento Irene Lisboa<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Mª Teles de Meneses<br />

Joana Augusto | Rute Teixeira | Sara Manzano |<br />

Vanessa Pérola<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

Fui buscar os documentos para me registar no<br />

site, registei-me e abri uma página para escolher<br />

os jogos. Escolhi os jogos que eu mais<br />

queria, já que aqui são baratos, escolhi muitos!<br />

Quando chegou o meu aniversário estava muito<br />

ansioso porque ia receber o dinheiro para pagar<br />

os jogos que iam chegar. As horas passavam e<br />

os jogos nunca mais chegavam, fui para o computador<br />

para me distrair um bocado e entretanto<br />

recebi um e-mail do site “Melhor preço” a dizer<br />

para eu pagar agora os jogos caso contrário, não<br />

os recebia. Fiz o pagamento pela internet.<br />

No dia seguinte tocaram a campainha e eu fui a<br />

correr, abri a porta e entregaram-me uma caixa<br />

onde vinham esses jogos.<br />

Fui logo para o meu quarto experimentá-los e<br />

quando pus o primeiro CD no computador dizia<br />

“Sem disco”. Fiquei desolado. Fui ver o resto dos<br />

jogos e experimentá-los e nenhum estava gravado<br />

com os jogos que eu queria. Alguns até tinham


vírus. Decidi ir ao site perguntar o que se tinha passado<br />

mas a página já não existia.<br />

Os meus pais entretanto chegaram e eu fui falar com<br />

eles sobre o assunto dos jogos. Estivemos a falar<br />

durante algum tempo e os meus pais decidiram ir a<br />

esse site ver o que se passava. Depois saímos de casa<br />

para ir à polícia denunciar o tal site. A polícia disse que<br />

não se devia comprar jogos pela internet sem saber<br />

se o site era seguro e legal. Voltamos para casa e a<br />

polícia disse que ia investigar o caso. Estava preocupado,<br />

porque tinha sido vítima de burla.<br />

Aprendi que não se deve comprar jogos em sites<br />

que não se conhece e que não se deve pagar primeiro<br />

antes de se receber alguma coisa.<br />

Queremos alertar toda a gente que no que diz<br />

respeito à minha opinião sobre este assunto,<br />

queremos dizer que tenho a certeza de que<br />

muita gente ganhou muito dinheiro a cerca disto,<br />

mas foram muitos mais aqueles que perderam<br />

o seu dinheiro. Há cada vez mais gente a<br />

ser burlada, quando tentam comprar jogos em<br />

segunda-mão através da internet. Gente que<br />

perde dinheiro e não é pouco. Por necessidade,<br />

ganância ou tão simplesmente por ingenuidade,<br />

muitos caem neste novo conto do<br />

vigário. Pensam que estão a comprar jogos<br />

bons, recentes e baratos, mas na realidade<br />

acabam só por arranjar problemas. Ficam<br />

sem o dinheiro e quanto ao jogo ficam a<br />

conhecê-lo apenas pelas fotografias.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Prof. Carlos Teixeira<br />

Agrupamento Prof. Carlos Teixeira<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Rosário Oliveira<br />

Beatriz Lopes | Diogo Ribeiro | João Cunha |<br />

Pedro Rebelo<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

...todos os dias. Essas mensagens pararam,<br />

mas dois meses depois recomeçaram de novo.<br />

Só que desta vez o número era diferente.<br />

O João ao fim de tantas mensagens ganhou<br />

coragem e ligou para o tal número. Atendeu uma<br />

voz suspeita. O João sentiu-se assustado, e ao<br />

fim de alguns segundos de silêncio, perguntou<br />

“Quem é?” e a voz estranha respondeu “Logo<br />

verás”. O João desligou a chamada e com receio<br />

resolveu não contar a ninguém.<br />

Na escola perguntou a todos os colegas e amigos<br />

se conheciam o tal número desconhecido. Toda a<br />

gente respondeu que não. O João ficou ainda mais<br />

assustado, mas mesmo assim não contou a ninguém.<br />

Na semana seguinte a mãe do João foi para Itália,<br />

como os pais eram divorciados, ficou com a avó. A<br />

avó do João sempre que ele chegava das aulas ia<br />

fazer as compras para a casa, e o João ficava sozi-


nho. Numa terça – feira enquanto a avó ia às compras o<br />

João ficou a ver televisão e alguém tocou à campainha.<br />

Como ele tinha recebido aquelas mensagens todas tinha<br />

medo que fosse aquela tal voz estranha. Resolveu não<br />

abrir a porta. Passados alguns minutos recebeu uma<br />

chamada anónima. Atendeu. Ninguém falou. Só se<br />

ouvia uma leve respiração e risos de fundo. João pensou<br />

“ Quem será?”. Ele sentia que tinha de fazer alguma<br />

coisa, mas tinha medo que isso piorasse as coisas.<br />

Resolveu não fazer nada.<br />

Passadas algumas semanas o João desapareceu,<br />

toda a gente ficou preocupada. A mãe do João não<br />

percebia por que é que aquilo tinha acontecido, até<br />

que foi ao telemóvel do João, que ele tinha deixado<br />

em casa, e viu que tinha lá mensagens estranhas<br />

e chamadas anónimas. A mãe fez logo uma<br />

ideia do que podia ter acontecido e fez queixa à<br />

polícia. A polícia conseguiu localizar as chamadas<br />

anónimas.<br />

Passados alguns dias a mãe recebeu uma chamada,<br />

e quando atendeu, ouviu a voz do filho<br />

e não hesitou em fazer queixa à polícia. A polícia<br />

mais uma vez localizou a chamada e dirigiu<br />

-se ao local localizado através das chamadas.<br />

Quando finalmente chegaram os criminosos<br />

tentaram fugir mas a polícia conseguiu apanhá-los<br />

e quando entraram naquela garagem<br />

nojenta encontraram o João mas infelizmente<br />

estava morto. A mãe do João ficou despontada<br />

e sentiu-se culpada.<br />

Ao fim disto tudo a mãe do João nunca mais


foi a mesma, pode-se dizer que<br />

também morreu. Ficou sem vida.<br />

Cuidado, devemos sempre recorrer a<br />

ajuda se não acabamos como o João. o


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Irene Lisboa<br />

Agrupamento Irene Lisboa<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Mª Teles de Meneses<br />

Andreia Couto | Tânia Fontes | Fábio Maia<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

…que sou loira, alta e sou bastante comunicativa<br />

mas na realidade ninguém sabe como sou.<br />

Ora bem vocês devem estar a pensar que sou<br />

um pouco maluca mas na realidade não saberem<br />

quem eu sou dá-me um certo gozo, pois<br />

verem certos tipos de personalidades minhas<br />

que eu gostaria por vezes de ter faz-me acreditar<br />

que algum dia possa ter essas personalidades<br />

na vida real, não na vida virtual.<br />

Tudo começou quando eu tinha 10 anos, quando<br />

vinha da escola. Pois os meus pais foram sempre<br />

muito ausentes, só se preocupavam com o seu<br />

emprego. Por isso comecei a refugiar-me nisto<br />

começou por ser um passatempo, ate que começou<br />

a ser um hábito essencial na minha vida. Mas<br />

um certo dia uma certa pessoa descobriu, e ai vi a<br />

minha vida toda a andar para trás, pois como<br />

vocês devem imaginar que a partir dai tornou-se<br />

complicado as pessoas acreditarem em mim, porque<br />

fiz as pessoas apaixonarem-se por uma pessoa<br />

(eu) que não passa de uma mentira… Mas com


o passar do tempo fui conquistando a confiança das pessoas<br />

o que me fez seguir a minha vida para a frente, e<br />

hoje aqui estou eu com 28 anos, num emprego onde<br />

conheci o meu namorado e hoje somos pais de uma filha<br />

de meses, e rezo todos os dias, para que ela não tenha<br />

uma adolescência como a que eu tive. Porque apesar<br />

de ser divertido tem os seus limites e tudo muda num<br />

segundo. Por isso digo-vos: eu sou como sou e não<br />

como vocês gostariam que fosse.<br />

Hoje somos uma família.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Francisco Torrinha<br />

Agrupamento Francisco Torrinha<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

José Leite | Lurdes Bastos<br />

Rui | Carlos<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Tentações<br />

A nossa professora marcou-nos<br />

um trabalho sobre um dos assuntos<br />

abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />

na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />

assunto.<br />

Neste site tinha muita informação para o trabalho.<br />

Neste site descobri toda a informação, tirei<br />

toda a informação deste site cujo nome é muito<br />

esquisito.<br />

Foi fácil, copiei e colei no Word, mas estava uma<br />

publicidade neste site que me interessou muito,<br />

eu abri, apareceu uma página que dizia que eu<br />

tinha que me inscrever para ser o sorteado do 1º<br />

prémio que era uma playstation 3 com mais dois<br />

jogos, fiquei logo interessado, e, como andava a<br />

poupar dinheiro para comprar uma, era uma<br />

maravilha receber uma em casa praticamente de<br />

graça. Foi muito fácil inscrevi-me e dei o meu contacto,<br />

no site dizia que era preciso dar o meu<br />

número de telemóvel e recebia uma mensagem a<br />

dizer se fui o sorteado, e tinha que dar o meu correio<br />

electrónico.<br />

Passados cinco minutos, recebi uma mensagem a<br />

dizer que estava inscrito e na mensagem também<br />

dizia que no prazo de dois dias saberia a resposta.


Passados os dois dias recebi a mensagem no meu correio<br />

electrónico, e no telemóvel a dizer que não me tinha saído<br />

nada.<br />

Ao final da tarde queria ir ao MSN para conversar com<br />

os meus colegas foi então que escrevi o meu endereço<br />

electrónico e a minha palavra-chave, tudo direitinho,<br />

mas aquilo dava erro, tentei duas, três, quatro, cinco e<br />

nada.<br />

Foi então que me apercebi que tinham roubado o<br />

meu correio electrónico e modificaram a minha palavra-chave.<br />

E também me apercebi que me andavam a roubar<br />

dinheiro do telemóvel, cada vez que o meu pai carregava<br />

o meu telemóvel ficava só com metade do<br />

dinheiro, e os meus pais pensavam que eu andava<br />

a ligar para os meus amigos e gastar o<br />

dinheiro.<br />

Mas depois contei-lhes tudo o que se tinha passado,<br />

felizmente eles compreenderam. Tive que<br />

ligar para a Vodafone e pedi para cancelar<br />

todas as trapalhadas em que me tinha metido,<br />

e eles cancelaram.<br />

E, quanto ao meu correio electrónico, tive que<br />

criar outro e agora já sei os perigos da internet.<br />

Agora só aviso os meus colegas e outras<br />

pessoas para não caírem na tentação das<br />

publicidades da internet. o


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Francisco Torrinha<br />

Agrupamento Francisco Torrinha<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

José Leite | Lurdes Bastos<br />

Mariana Bayam | Rita Bessa<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Já não aguentava ver aquela mensagem. Passado<br />

poucos dias decidiu ligar. A voz era estranha,<br />

não a conhecia. Era de uma mulher entre<br />

os 30 e os 40 anos. Perguntou-lhe o nome, mas<br />

esta não lhe respondeu, apenas disse para combinarem<br />

um encontro. Ele hesitou um bocado,<br />

mas acabou por aceitar. Quando desligou, sentiuse<br />

um bocado nervoso, mas pensou que não era<br />

nada de especial, até se devia sentir feliz. Ia ter<br />

um encontro.<br />

No dia seguinte pela tarde, foi ter ao café combinado.<br />

Já tinham passado 30 minutos desde a hora<br />

estipulada e ainda ninguém tinha aparecido…<br />

Quando se levantou para se ir embora, encontrou<br />

uma mulher muito bonita, mas com alguma idade.<br />

Ela perguntou-lhe se ele era o João e ele acenou<br />

que sim. Estranhou a pergunta, mas reconheceu a<br />

voz. Era a mulher do telefonema.<br />

Entraram novamente no café e sentaram-se a con-


versar. João tinha imensas perguntas para lhe fazer. Queria<br />

saber que idade tinha, como é que se chamava, como<br />

é que tinha arranjado o número dele, como é que o<br />

conhecia e porque é que ela queria marcar aquele<br />

encontro. Ela acalmou-o e rapidamente lhe começou a<br />

esclarecer tudo. Chamava-se Teresa, tinha 42 anos e o<br />

resto não lhe disse. Apenas lhe sussurrou “vem comigo<br />

até minha casa e eu conto-te o resto”.<br />

Saíram do café e quando chegaram a casa dela, o<br />

João nem queria acreditar. A casa estava cheia de<br />

fotografias de adolescentes assassinados. Ele susteve<br />

a respiração e entrou em pânico. Por pouco não<br />

desmaiou ali no meio. A única coisa que ele queria<br />

era sair dali, mas já era tarde demais.<br />

Quando Teresa estava prestes a dar-lhe uma<br />

facada nas costas, sem que ele reparasse, tocaram<br />

à porta. Era a Polícia. Tinham-na visto com<br />

o João e como ela era suspeita de homicídio de<br />

menores de idade, seguiram-nos. Prenderamna,<br />

e João nem queria acreditar no que tinha<br />

acontecido. Estava muito angustiado, mas de<br />

uma coisa estava certo. A Polícia tinha-o salvo.<br />

Ao chegar a casa, contou tudo aos pais que<br />

ficaram chocados. Eles nem sabiam o que<br />

fazer. Por um lado, estavam zangados com<br />

ele e queriam castigá-lo, mas por outro lado<br />

não o queriam pôr mais nervoso.<br />

João resolveu-lhes o problema. Disse que<br />

se o quisessem castigar, que o podiam fazer<br />

porque sabia perfeitamente que tinha errado<br />

e que nunca mais o voltaria a fazer. Os


pais ficaram contentes com a atitude<br />

dele e decidiram não o castigar.<br />

Foi um grande susto para todos, mas<br />

felizmente tudo acabou bem!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Monção<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Carmo Pereira<br />

Noemi Lima Calvo<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Pensei bem se devia clicar mas afinal decidi<br />

esperar para falar com os meus amigos e perguntar-lhes<br />

o que devia fazer. No dia seguinte<br />

perguntei aos meus colegas na escola. Já não<br />

sabia mesmo o que fazer! Uns diziam-me que<br />

aceita-se, até podia ser um a premio e até ser<br />

algo que eu gosta-se, como o meu mp4 de<br />

sonho, que eu andara a pedir aos meus pais e já<br />

lhes andava a pedir o mp4 há meses. Mas eles<br />

sempre respondiam que não podiam permitir-se<br />

esse luxo. Mas eu não ligava todos na minha<br />

escola tinha um e eu não queria ser diferente.<br />

Porém outros diziam-me para não aceitar pois<br />

podia ser uma armadilha. Eu no princípio até também<br />

pensei que era melhor não ligar, podia trazerme<br />

problemas. Mas o desejo era tanto que eu mal<br />

conseguia resistir.<br />

Cheguei a casa e só podia pensar naquela mensagem.<br />

Pensei que podia pedir a opinião aos meus<br />

pais mas não ia dar resultado, de certeza que não<br />

me iam ligar, como sempre achei que era eu quem<br />

devia resolver os meus problemas, como sempre


fizera. Decidi esperar no dia seguinte tínhamos área de<br />

projecto até podia perguntar-lhe a professora, afinal de<br />

contas ela era simpática mais até que os meus pais.<br />

Confiava muito nela, acho que ela também gostava muito<br />

de mim. Foi o que eu fiz. Cheguei a aula e quando<br />

todos já se tinham ido embora pedi-lhe ajuda, conteilhe<br />

tudo até sobre o meu mp4 de sonho, e como já<br />

temia que acontecesse ela disse-me que o melhor era<br />

esquecer a mensagem.<br />

Passaram semanas depois daquela mensagem e eu<br />

quase me ia arrependendo de ter eliminado a tal<br />

mensagem. Não parava de imaginar histórias acerca<br />

do que podia ter acontecido se eu tivesse aceitado<br />

a mensagem, quando cheguei a aula de área<br />

de projecto fiquei para ajudar a professora a arrumar<br />

a sala. Foi então o dia mais feliz da minha<br />

vida quando ela tirou do saco uma caixa embrulhada<br />

com papel de embrulho. Ela disse que era<br />

para mim e eu aceitei. Quando a abri a caixa<br />

não podem acreditar no que vi! Era o meu mp4<br />

com que eu andava meses e meses a sonhar.<br />

Agradeci a professora como nunca o tinha feito<br />

e fiz o meu maior dos sorrisos. A partir daí<br />

esqueci a mensagem e sempre que tenho<br />

uma dúvida não hesito em perguntar-lhe. A<br />

minha melhor amiga.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Prof. Carlos Teixeira<br />

Agrupamento Prof. Carlos Teixeira<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Rosário Oliveira<br />

Ana Alves | Ana Freitas | Ana Moreira | Bruno<br />

Sousa<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

João era um rapaz normal, até ao dia do seu<br />

aniversário. Todos sabiam o que ele queria,<br />

dinheiro para comprar jogos.<br />

Nesse dia, logo depois de ter recebido o dinheiro,<br />

foi directamente ao seu computador, e abriu<br />

uma página na Internet onde vendiam jogos,<br />

sendo na Internet mais baratos do que nas lojas.<br />

A página chamava-se “CheapGames” e para<br />

poder comprar um jogo ele tinha que dar os seus<br />

dados pessoais, o que logo fez.<br />

João encomendou muitos jogos, mas passaram-se<br />

dias e dias, e os jogos continuavam sem chegar, o<br />

que aumentava a preocupação do João em relação<br />

ao seu dinheiro e aos seus dados pessoais.<br />

Passaram-se meses após a encomenda dos jogos,<br />

até que um dia João recebeu uma carta do Tribunal<br />

Judicial de Faro, na qual ele era intimado para<br />

responder a um processo de burla.<br />

João compareceu no tribunal no dia marcado e<br />

soube que estava a ser acusado de ter roubado<br />

uma elevada quantia de dinheiro. Ele defendia-se


dizendo que não sabia de nada do que se estava a passar,<br />

até lhe serem apresentadas provas, pela pessoa que<br />

o estava a acusar. O lesado mostrou-lhe uma folha onde<br />

constavam todos os seus dados pessoais, mas o rapaz<br />

continuava a afirmar que não sabia de nada! O homem<br />

que o estava a acusar disse que foi roubado através da<br />

internet, e nesse momento João lembrou-se do dia do<br />

seu aniversário, recordando-se também do momento<br />

em que forneceu os seus dados pessoais naquele site<br />

de venda jogos.<br />

Este argumentou em sua defesa, com aquele facto e<br />

estava a ser muito credível, conseguindo convencer<br />

o juiz quando lhe mostrou o histórico do seu computador.<br />

O verdadeiro criminoso nunca foi apanhado e<br />

João conseguiu sair ileso daquele processo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Francisco Torrinha<br />

Agrupamento Francisco Torrinha<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

José Leite | Lurdes Bastos<br />

Mafalda Costa | Raquel Silva<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Cliquei no botão que me direccionava para<br />

um site, onde tinha de submeter informações<br />

pessoais como o meu nome, idade, morada e<br />

número de telemóvel e telefone dos meus pais<br />

já que era menor.<br />

Depois de enviar as informações, recebi um email<br />

a dizer que a consola seria enviada num<br />

mínimo de 10 dias.<br />

No dia seguinte, liguei o computador. Abri a<br />

Internet e reparei que a minha homepage era<br />

agora um site de vendas ligado ao prémio que eu<br />

havia recebido ontem e, quando a tentei mudar,<br />

milhares de pop-ups e spam apareceram no meu<br />

ecrã com mensagens de “Parabéns!” e “Ganhou!”.<br />

Tentei fechar as janelas mas era impossível. Se eu<br />

tentasse fechar uma, abriam-se logo duas. Desisti.<br />

Chamei o meu pai e contei-lhe o que havia feito no<br />

dia anterior. Recebi um grande raspanete, mas<br />

acho que o mereci… De repente, o meu telefone<br />

começa a tocar, era um número privado. Atendi e<br />

uma voz perguntou-me se eu era o Filipe Barbosa


que se tinha registado ontem no site CarregaEGanha.com/pt/ganha_uma_consola/0358305%66.<br />

Disse<br />

que sim e passei o telemóvel ao meu pai. Ele disse que<br />

não voltassem a ligar pois não estava interessado no<br />

prémio. Minutos depois de desligar a chamada, comecei<br />

a receber imensos SMS e e-mails com as mensagens<br />

de “Parabéns”, “Ganhou” e imagens com links de sites<br />

de vendas e não só.<br />

Pus o meu antivírus a correr e descobri que tinha 33<br />

vírus, sempre a multiplicarem-se: Cavalos de Tróia,<br />

Time Bombs, entre outros.<br />

O saldo do meu telemóvel começou a diminuir e<br />

recebi uma chamada do meu tarifário a informarme<br />

que estavam a desconfiar que um usuário<br />

estava a tirar todo o meu dinheiro do telemóvel.<br />

O meu pai resolveu chamar um técnico para<br />

arranjar o meu computador e eu fui à loja onde<br />

havia comprado o meu telemóvel, bloquear o<br />

cartão e comprar um telemóvel novo que substituísse<br />

o meu antigo.<br />

Depois de ter o meu computador „limpo‟ e sem<br />

vírus instalei um novo anti-vírus mais eficiente.<br />

Infelizmente, recebi outro raspanete do meu<br />

pai e da minha mãe por causa do dinheiro<br />

que os fiz gastar à causa de uma estupidez e<br />

de um site que devia ter desconfiado logo à<br />

primeira vista.<br />

Aprendi uma grande lição e espero nunca<br />

mais passar pelo mesmo. A partir de agora


vou ter mais cuidado com os emails<br />

que recebo e com as publicidades<br />

que dizem oferecer coisas.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Monção<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Carmo Pereira<br />

Beatriz Alves<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Tentações<br />

A nossa professora marcou-nos<br />

um trabalho sobre um dos assuntos<br />

abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />

na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />

assunto.<br />

Claro como o trabalho era para segunda-feira,<br />

e não me apetecia estar a pesquisar, resumir,<br />

organizar, essas tretas que os da minha turma<br />

estão sempre a fazer a regra, que seca, eu<br />

decidi copiar, colar esse texto e pronto esta trabalho<br />

feito, e já não tenho que estar a trabalhar<br />

no fim-de-semana, assim já posso ir passear<br />

com os meus amigos, nem sei porque que os<br />

totós, marrões da minha turma fazem os trabalhos<br />

a pormenor, a vida é deles se querem perder<br />

tempo com essas maçadas que percam eu cá não<br />

me importo nada.<br />

A internet é um máximo, vejam lá que até nos faz<br />

trabalhos que espectáculo.<br />

Na segunda-feira quando a professora recolheu os<br />

trabalhos, eu toda feliz por ter um trabalho excelente<br />

pois tinha copiado da Net, mas depois lembrei-me<br />

que me tinha esquecido de apagar o<br />

hiperligação do trabalho, mas que mal. Não me<br />

importa a professora vai pensar que a quilo é uma<br />

bibliografia, e aposto que ela não vai ir ao site ela


já é muito velha nem ao Google sabe ir. Ela não me apanha.<br />

Na quinta-feira não podia acreditar tive 10% na escala<br />

de 100% ainda por cima contava como um teste. E<br />

como já tinha uma nega de 20% ia tirar nega na pauta<br />

mas isso é certo, que mal. Primeiro comecei a ler,<br />

melhor dizendo comecei a gaguejar pois nunca tinha<br />

lido e pior as palavras eram imensamente longas e<br />

sofisticadas, depois a professora mandou-me resumir<br />

o que tinha lido, eu inventei para ali umas coisas que<br />

nunca ninguém tinha ouvido nem a professora<br />

vejam lá, os meus colegas riram-se tanto, tanto<br />

que a professora do lado teve que ir a sala implorar<br />

para fazermos um pouco menos de barulho, eu<br />

fiquei corada, só me apetecia atirar da janela a<br />

baixo embora fica-se esborrachada lá em baixo.<br />

A partir dessa aula nunca mais voltei a fazer<br />

copy - paste, sim até porque além da negativa,<br />

e da coça da minha mãe sim porque quando<br />

cheguei a casa era para não dizer a minha mãe<br />

só que o meu irmão pequenino andou a vasculhar<br />

nas minhas coisas e deixou cair no chão a<br />

folha com o meu trabalho e curiosamente a<br />

hora certa a minha mãe foi buscar o meu<br />

irmão para lhe dar banho quando deu de<br />

caras com o meu trabalho que estava no<br />

chão, nesse momento a minha mãe foi buscar<br />

o chinelo e deu-me tantas, tantas que<br />

durante uma semana me ardeu constantemente<br />

que dor , os meus colegas deram-me<br />

um gozo, fiquei a ser conhecida durante 2


anos a copy – paste, que horror.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Castêlo da Maia<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Cruz | Ana P. Rosas<br />

Maria Moreira | Rúben Sousa<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

O João, farto desta situação decidiu mandar<br />

uma mensagem perguntando:<br />

“Boa tarde, eu sou o João. Gostava de saber<br />

quem o senhor ou a senhora é? E porque me<br />

tem mandado tantas mensagens diariamente. “<br />

Assim que a mensagem foi enviada, o João teve<br />

uma resposta imediatamente:<br />

“ Olá João… Eu sou o teu antigo vizinho, o Tomás.<br />

Lembraste de mim? Gostava de me voltar a<br />

encontrar contigo… Tenho tantas saudades dos<br />

momentos que passávamos a brincar com o<br />

“Bungy”, o meu velho cão… Ainda moras na mesma<br />

casa?”<br />

O João ficou admirado, achando que era algum<br />

amigo dele a gozar. E então, respondeu:<br />

“Tomás? Também tenho muitas saudades… Sim,<br />

moro na mesma casa… Aquela com um telhado<br />

vermelho e quatro janelas verdes na frente. Mas,


de certeza, que tu sabes qual é… Bem, quando nos podemos<br />

encontrar?”<br />

Passado algum tempo, e enquanto o João via o seu programa<br />

preferido na sua nova televisão da sala, o seu<br />

telemóvel voltou a dar sinal de vida:<br />

“ Estou ansioso por me reencontrar contigo… Nem tu<br />

imaginas o quanto! Não calculas as surpresas que<br />

tenho para ti! Lembraste da velha casa atrás do quintal<br />

do Sr. Avelino? Amanhã, às 15:30 estarei lá…”<br />

O João ficou a pensar, a pensar, e a pensar: “ Se<br />

calhar, era mesmo o velho Tomás que lhe estava a<br />

mandar aquelas mensagens… Seria possível? Há<br />

tanto tempo que não falavam, como teria ele<br />

arranjado o seu número? Bem, amanhã teria tempo<br />

para esclarecer o assunto!” Teriam mais tempo<br />

do que João achava… A resposta foi demorada,<br />

mas foi enviada:<br />

“Bem, podíamos encontramo-nos um pouco<br />

mais cedo… É que às 16:30 tenho teste e ainda<br />

queria dar uma revisão! Estou a ficar sem<br />

dinheiro, para continuar a responder às mensagens…<br />

Fica combinado… No nosso velho<br />

esconderijo secreto, às 14:10… Até amanhã,<br />

abraços, João!”<br />

Após enviar a mensagem, ansiou desesperadamente<br />

que a sua mãe chegasse rapidamente<br />

a casa para lhe poder contar! Mas,<br />

depois… Foi ao pequeno calendário que<br />

tinha no quarto e viu que hoje a sua mãe<br />

trabalharia no turno da noite…Que chatice!


Contar-lhe-ia assim que pudesse.<br />

Ficou triste! Mas rapidamente voltou-se<br />

para o seu programa preferido<br />

e a tristeza deu lugar ao entusiasmo!<br />

Nesse dia, mal conseguiu adormecer...<br />

Estava tão entusiasmado! Nem queria<br />

acreditar! De manhã, levantou-se e<br />

manteve a sua rotina. Quando veio da<br />

escola, almoçou apressadamente, e quando<br />

o relógio da torre da igreja soou as 14 horas<br />

da tarde, o João foi a passo apressado para o<br />

lugar combinado. A porta já estava aberta, e<br />

ele entrou… Caminhou enquanto chamava pelo<br />

Tomás. Ninguém lhe respondeu… De repente, a<br />

porta fechou-se. Ele olhou para trás… Não queria<br />

acreditar! O mesmo homem com barbas longas,<br />

sujas e despenteadas que o tinha violado<br />

em criança… estava ali… a uma pequena distância<br />

do seu frágil corpo. João sentiu um arrepio na<br />

espinha. Não sabendo com que coragem, disse:<br />

- Que faz aqui? Já não lhe chega o que me fez?<br />

Deixe me sair… Mãe! Pai!<br />

- Cala-te! Aqui quem dita as ordens sou eu! E tu<br />

já sabes quais são… Despe a roupa!<br />

- Socorro! Não! Pare! Por favor…<br />

A voz do João não se ouvia de tanto sofrimento<br />

que tinha! Foi violado… E depois deste acontecimento<br />

foi morto pelo mesmo homem… Para que<br />

não voltasse a ser julgado em tribunal. No dia<br />

seguinte, o corpo de um jovem foi encontrado na<br />

velha casa… e aí ficou também um segredo! O


homem desapareceu e foi fazendo isto por várias terras.<br />

Tantas crianças sofreram…Por falarem com estranhos! q


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo<br />

Agrupamento São Roque e Nogueira do Cravo<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Cristina Loureiro<br />

Raquel Silva | Mário Moreira<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Mais uma vez a história repetiu-se e desta vez<br />

pensou em responder dizendo:” Quem és?”. A<br />

partir daí, começou uma conversa regular entre<br />

estranhos, pois o João não conhecia o contacto.<br />

Até que, um dia, o estranho convidou o João<br />

para se encontrar com ele. O João ficou um pouco<br />

apreensivo, mas aceitou encontrar-se com o<br />

desconhecido, no dia seguinte.<br />

Chegou o momento do encontro com o desconhecido,<br />

no parque da cidade, e ao chegar lá, olhou<br />

para todos os lados e deparou-se com famílias,<br />

idosos, crianças e amigos. Quem seria o tal desconhecido?<br />

Apesar de o João estar um pouco nervoso<br />

com a ideia de não saber quem era a pessoa<br />

com que se iria encontrar, estava alegre, pois<br />

identificava-se com aquela pessoa. Quando falava<br />

com ela, era um outro João.<br />

Enquanto este estava sentado num dos imensos<br />

bancos do parque, tocou-lhe no ombro uma pessoa


com voz masculina e disse-lhe: “É de mim que estás à<br />

espera!”. O João virou-se e reparou que o desconhecido<br />

que falava com ele através das mensagens era um idoso<br />

de mais ou menos sessenta e cinco anos, alto e de raça<br />

branca. O João assustou-se, pois nas mensagens em<br />

que falavam, o senhor tinha-lhe dito que era uma rapariga<br />

da sua idade, bonita, morena e de olhos verdes.<br />

Nesse momento, o João percebeu que tinha sido enganado<br />

e já se preparava para fugir quando o desconhecido<br />

agarrou-o e colocou-o num carro preto estacionado<br />

ali perto. Arrancou e o João desmaiou.<br />

Ao acordar, o João percebeu que estava numa casa<br />

em ruínas. Olhou para o idoso e soltou um grito. O<br />

senhor acalmou-o e disse:” Vai correr tudo bem,<br />

vamos ser muito felizes os dois. Estava à espera<br />

deste momento há muito tempo.”<br />

A mãe de João apercebeu-se do tempo a passar<br />

e ficou preocupada com a ausência do filho e<br />

partiu à sua procura. Pensou em todos os lugares<br />

em que ele podia estar e dirigiu-se para o<br />

parque. Ao chegar lá, encontrou o segurança<br />

do parque que a informou do que tinha acontecido<br />

naquela tarde. Aconselhada pelo segurança,<br />

a mãe ligou para a polícia e logo<br />

encontraram o lugar onde estava prisioneiro o<br />

João, após terem recolhido o testemunho de<br />

algumas pessoas que estavam no parque.<br />

Detiveram o idoso que, afinal, era um pedófilo<br />

procurado há já muito tempo.<br />

João compreendeu que nunca mais devia<br />

falar com desconhecidos através de qual-


quer meio, pois podia ter consequências<br />

graves!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Comendador Ângelo Azevedo<br />

Agrupamento São Roque e Nogueira do Cravo<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Cristina Loureiro<br />

Filipa Alves | Filipe Santos<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Cliquei e pediram-me os meus dados pessoais.<br />

Como era um prémio que sempre desejei<br />

ter, dei-os de imediato.<br />

Dias depois, recebi uma carta que mencionava<br />

um local e uma hora em que teria de me encontrar<br />

com um representante da empresa que iria<br />

oferecer-me a consola de jogos.<br />

Compareci ao encontro e verifiquei que, no local,<br />

apenas existia um homem vestido com roupas<br />

escuras e sem qualquer objecto consigo que indicasse<br />

tratar-se do meu prémio.<br />

Aproximei-me dele e perguntei:<br />

- É você o representante da empresa de consolas?<br />

- Sim, sou. – respondeu-me.<br />

Disse-me que fosse com ele à carrinha para receber<br />

o prémio. Segui o homem até ao parque de<br />

estacionamento e, momentos depois, senti uma<br />

forte pancada na cabeça. Fiquei aprisionado<br />

durante vários dias, numa espécie de barracão.<br />

Não tenho noção exacta do tempo que permaneci


naquele local, mas, um dia, uns homens apareceram e<br />

disseram-me que iria ser transportado para o Brasil,<br />

onde iria ter uma nova família. Aí, apercebi-me que fora<br />

raptado. Devia tratar-se de uma rede de tráfico de<br />

crianças e, obviamente, não de uma empresa de consolas.<br />

Já tinha ouvido falar deste tipo de situações na<br />

televisão, mas nunca pensei que poderia acontecer-me<br />

tal coisa. Levaram-me até ao porto mais próximo. Lá,<br />

deparei-me com várias crianças na mesma situação<br />

que eu.<br />

Quando estávamos a entrar para o navio que nos<br />

iria transportar para o Brasil, vários carros da polícia<br />

interceptaram-nos, impedindo a fuga dos raptores.<br />

Fomos libertados e entregues às nossas famílias.<br />

Tivemos sorte por sermos encontrados a tempo,<br />

mas outros poderão não tê-la.<br />

Aqui fica o meu testemunho. A Internet é um<br />

instrumento muito importante, no entanto, é<br />

preciso ter cuidado com a segurança e evitar<br />

atitudes que coloquem a nossa vida em risco.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Irene Lisboa<br />

Agrupamento Irene Lisboa<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Maria Teles de Meneses<br />

Ana Pedreira | Fábio Babo | Filipa Silva | Tânia<br />

Almeida<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Tentações<br />

A nossa professora marcou-nos<br />

um trabalho sobre um dos assuntos<br />

abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />

na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />

assunto,<br />

li tudo, tirei ideias, apontamentos e comecei o<br />

trabalho, estava mesmo preocupado com a<br />

minha nota, pois, este tema dependia do meu<br />

esforço, empenho e trabalho.<br />

Andei mesmo empenhado no trabalho queria<br />

surpreender a professora mas não correu como<br />

esperava…<br />

Perdi o trabalho (o ficheiro) e tive que recorrer ao<br />

Google, pois, já não tinha muito tempo para fazer<br />

de novo o trabalho e tomei como opção de copiar<br />

um trabalho e cola-lo. Não sou de fazer isto mas<br />

não tinha outra opção…<br />

Liguei para o meu amigo:<br />

- Preciso da tua ajuda, podes ajudar-me?<br />

- Sim, do que precisas?<br />

- Perdi o meu trabalho da aula e não tenho tempo<br />

para recomeçar…


- Era só isso?<br />

- Sim…<br />

- Muito fácil…<br />

- Então como?<br />

- Vais a Internet, Procuras sobre o trabalho e fazes<br />

“Copiar, Colar”<br />

- Ok, vou tentar…<br />

Fiz o que o meu colega disse e pensei mesmo que<br />

ninguém notaria o que estava a fazer… mas enganei-me.<br />

A Professora foi a primeira a notar não dei conta<br />

e algumas das coisas até estavam em brasileiro.<br />

Não fui nada inteligente quis fazer os outros de<br />

“burros” e o Burro fui mesmo eu. Não sabia o<br />

que dizer á professora, tinha sido apanhado.<br />

Tive de ser sincero com a professora e no fim<br />

da aula fui falar com ela:<br />

- Desculpe, tem um minuto?<br />

- Sim, o que se passa?<br />

- Queria pedir-lhe desculpa pelo que se passou<br />

com o trabalho…<br />

- Como assim? Sabias muito bem o que


estavas a fazer!<br />

- Não, eu só recorri a esta asneira,<br />

porque, perdi o meu trabalho…<br />

- Estava desesperado e pedi ajuda a um<br />

amigo e ele disse-me para fazer isto…<br />

- Mas esse rapaz não está a ser teu amigo<br />

ao dizer-te isso.<br />

- Eu sei, estou muito arrependido e que não o<br />

devo fazer…<br />

- Bem… visto que estas a ser sincero e que até<br />

és bom aluno, eu vou-te dar mais uma oportunidade.<br />

- Obrigado Professora, Prometo não a desperdiçar.<br />

Esta história acabou bem, mas a histórias que<br />

acabam mal e que nos podem prejudicar… Copiar<br />

e colar é uma opção, mas nem sempre a solução<br />

=)


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Arqueólogo Mário Cardoso<br />

Agrupamento Arqueólogo Mário Cardoso<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Borges<br />

Adriana | Dulce | Rita | Vanessa<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Tentações<br />

A nossa professora marcou-nos<br />

um trabalho sobre um dos assuntos<br />

abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />

na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />

assunto.<br />

Sei que a minha professora aconselhou a não<br />

copiarmos o trabalho pela Internet, mas ela<br />

nunca vai descobrir.<br />

Era sexta-feira, estava uma tarde bonita fui<br />

para o msn e convidei os meus amigos para sair<br />

à noite, mas pela primeira vez eles rejeitaram<br />

por causa do trabalho que eles ainda não tinham<br />

terminado. Só a Bianca, mais conhecida por<br />

“Chiquibaby” é que podia mas, não me apetecia<br />

sair com ela.<br />

Então lá passei eu uma noite de sexta-feira em<br />

casa a navegar. Foi no chat que conheci uma<br />

rapariga muito especial, a “Flor de Lotus”. Ela ajudou-me<br />

imenso quando eu andava à nora com o<br />

trabalho que a professora mandou fazer, pois deume<br />

a ideia de ir buscar o trabalho todo à Internet<br />

e não perder tempo. Assim, poderia ficar a falar<br />

até mais tarde com ela.<br />

Quero conhecê-la pessoalmente, acho que estou a<br />

apaixonar-me por ela. Faço tudo para a agradar e<br />

acho que ela fica contente com as “besteiras” que<br />

faço, ao contrário das outras raparigas que querem


um rapaz certinho, esta quer-me rebelde e é assim que<br />

vou ficar para lhe agradar.<br />

Faltavam dois dias para a apresentação dos trabalhos e<br />

os meus amigos andavam atarefadíssimos a preparar os<br />

últimos pormenores, já me incomodava. Não tinham<br />

tempo para nada. Só me restava uma hipótese, a<br />

“Chiquibaby”, com quem já referi não me dava muito<br />

bem, pois ela era muito preguiçosa e mal disposta,<br />

não se importava com as aulas, só olhava para o penteado<br />

e paras unhas… nem deve ter feito o trabalho…<br />

Finalmente chegou o dia da apresentação do trabalho.<br />

À minha volta só via pessoas nervosas, mas eu<br />

não tinha dúvida nenhuma que o meu trabalho<br />

estava o máximo. Nem me dei ao trabalho de o<br />

ler, mas como foi da internet que o tinha retirado<br />

estava muito confiante. Conferir para quê?<br />

Começou o Alberto, depois a Angelina, estavam<br />

todos muito bons até que chegou a vez da Lara<br />

(Chiquibaby) apresentar o trabalho dela. A professora<br />

fez uma cara quando ela terminou o<br />

trabalho…também ela tinha lá palavras que<br />

nem ela conseguia ler (é mesmo tónia)! Chegou<br />

a minha vez, lá ia eu todo lançado a ler o<br />

meu trabalho até que comecei a ter dificuldades<br />

na leitura de algumas palavras em português<br />

brasileiro. A professora fez a mesma<br />

cara que fez ao trabalho da Lara. Entreguei<br />

o meu trabalho à professora e fui sentarme.<br />

Ela olhou muito seriamente para o meu<br />

trabalho e para o da Lara. E eu ainda não<br />

tinha percebido muito bem porquê. Fitou-


nos seriamente e disse que<br />

ambos teríamos zero no trabalho<br />

porque eram cópias retiradas da<br />

internet e nem nos tínhamos dado ao<br />

trabalho de mudar as palavras. Ainda<br />

me tentei justificar mas não havia remédio,<br />

fiquei boquiaberto e saí da sala.<br />

Fui para casa para a frente do computador<br />

ver se a “Flor de Lotus” estava no chat, mas<br />

não tive sorte. Esperei, esperei e esperei sem<br />

ver as horas a passar e pus-me a jogar poker<br />

na net que era outra das minhas manias. A<br />

minha mãe chamou-me para jantar mas, quando<br />

ia jantar a minha “Flor de Lotus” entrou no<br />

chat e fiquei a falar com ela pela noite dentro<br />

sem comer nada.<br />

Quando acordei não me sentia muito bem mas<br />

fui para a escola não quis preocupar a minha<br />

mãe. Estava a meio da aula de Língua Portuguesa<br />

quando caí para o chão, não sei o que se passou,<br />

depois disso só via muita gente á minha volta a<br />

gritar.<br />

Quando acordei, já no hospital, os meus pais disseram-me<br />

que tinha tido um ataque epiléptico.<br />

Passaram-se algumas semanas e saí do hospital.<br />

Só queria ir para o computador mas não podia<br />

segundo ordens dos médicos. Percebi que até agora<br />

não soube conter-me e passava horas a fio no<br />

computador, sem comer nada, agora quero curarme<br />

e viver uma vida normal e saudável. e


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Particular e Cooperativa de Ensino ANCORENSIS<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Carla Renee | Manuela Barros<br />

Brian Silva | João Freitas | Ricardo Fonseca | Filipa<br />

Vasconcelos<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta,…<br />

…quer dizer, quem é que na Net não faz de<br />

conta, nem que seja só um bocadinho??? Não<br />

resistes à tentação de o fazer, pelo menos eu<br />

não. Estou inscrito em várias contas de e-mail<br />

(tenho no gmail, no hotmail, no sapo, até já<br />

perdi a conta!!!) e só com um é que me identifico<br />

como o Real, o meu verdadeiro eu, é aquele e<br />

-mail onde falo com os meus amigos, aqueles<br />

amigos de circunstância e conhecidos do dia a<br />

dia, mas isso não me chega, esses amigos não<br />

são nada comparados com aquelas centenas de<br />

pessoas que conheço nos chats.<br />

Essas pessoas, sim, têm algo que eu gosto, quando<br />

estou virtualmente com eles, sinto uma total<br />

adrenalina, completam-me. Claro que não deixo<br />

de pensar que essas pessoas, essas centenas de<br />

pessoas, essas centenas de ciberamigos só me<br />

falam porque me apresento sempre no meu “Eu<br />

virtual”. Na Net, sou alto, loiro e olhos azuis e deixo<br />

as cybergirls maravilhadas. Sou um grande<br />

rebelde e rico, não há limites nenhuns, posso dizer


tudo o que quero, porque na Net tudo é mentira. O problema<br />

é que passo lá tanto tempo com o meu novo “eu”,<br />

que às vezes me esqueço da realidade.<br />

A realidade não é nada quando comparada com a facilidade<br />

e a magia da Net, já para não falar que prefiro<br />

um milhão de vezes ser o rebelde e social “Virtual” do<br />

que o chato e impopular “Real”. Mas já sei o que fazer<br />

para distanciar-me da realidade e concentrar-me unicamente<br />

no mundo dos jogos (isso sim é importante),<br />

vou deixar de ligar às mentes desinteressantes, primitivas<br />

e acomodadas com quem convivo no dia-adia<br />

e levar os outros a conhecer aquele grande<br />

jogador que todos veneram, aquela figura de grande<br />

mercenário, impiedoso e cruel, que represento<br />

com um deleite inquestionável. Não queria admitir,<br />

mas sinto-me mais feliz no jogo, onde massacro<br />

impiedosamente os fracos e ingénuos que<br />

ousam confrontar-me, do que na realidade onde<br />

sou constantemente massacrado… … …


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Arões<br />

Agrupamento Arões<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Armindo Abreu<br />

Sofia Boaventura<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

Certo dia, cheguei a casa e como tinha pouco<br />

para fazer decidi ir para os chats conversar.<br />

Não sabia como funcionavam mas sempre me<br />

disseram para não revelar qualquer tipo de<br />

dados pessoais ou profissionais. Ignorava o porquê<br />

de me dizerem tudo isso, para mim era<br />

banal. Como todas as crianças eu era inocente e<br />

não sabia os perigos que isso eventualmente<br />

poderia ter, afinal de conta era só uma página da<br />

internet sem nada de anormal, aparentemente.<br />

Abri a tal página e coloquei o meu nome, Alexandra.<br />

Aparecera-me inúmeras pessoas e falavam de<br />

coisas estranhas, coisas anormais por assim dizer.<br />

Fiquei estupefacta porque nunca me deparei com<br />

algo assim. Mas voltei a ignorar o porquê de falarem<br />

e de se tratarem assim. Via muitas pessoas a<br />

tratarem-se como se conhecessem á anos, para<br />

mim ainda foi mais esquisito esse facto, mas ignorei<br />

novamente. Estava muito calada no meu canto<br />

a visualizar atentamente o que se estava a passar.<br />

Era curioso como aquele mundo era diferente, mas


não me fascinou assim tanto como eu esperava.<br />

De repente, falou alguém. Estive ainda alguns segundo a<br />

pensar o que responder mas depois disse:<br />

-Olá…<br />

Pareceu-me algo inconveniente, fiquei com as mãos<br />

trémulas e muito inquieta.<br />

-Olá, o meu nome é Real Virtual, a minha família e os<br />

meus amigos conhecem-me por Real, já para a malta<br />

dos chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno, moreno, tímido,<br />

mas como Virtual faço de conta que isso são aspectos<br />

que não interessam.<br />

Eu fiquei a olhar para aquilo com espanto. Estava<br />

ele a ser irónico? Achei desde logo empolgante,<br />

mas ao mesmo tempo um pouco desinteressante.<br />

Não sabia o que fazer, se falar ou não falar,<br />

ou sair do chat e ir estudar.<br />

-não respondes? - disse ele. Estou a ver que és<br />

nova aqui, normalmente as pessoas costumam<br />

falar sem qualquer tipo de problemas, se estão<br />

aqui é mesmo para isso.<br />

A conversa dele continuava a ser demasiado<br />

estranha. Não me deixei levar pelo facto dele<br />

ter dito que eu era nova ali, porque realmente<br />

era. Mas também não sabia como agir e<br />

se ele fosse um criminoso? Um psicopata<br />

que estava ali para me atormentar? Esperei<br />

que ele voltasse a falar e passados dez<br />

minutos falou…


-Não tenhas medo que eu não<br />

faço mal. Estou aqui para proteger<br />

pessoas como tu e sou o Virtual por<br />

isso mesmo, para ajudar, sou O Agente<br />

Duplo, mas raramente o digo às pessoas,<br />

porque este mundo dos chats é<br />

para se manter tudo em sigilo. Não podemos<br />

dizer quem somos porque isso pode<br />

ser prejudicial, há pessoas que vêm para<br />

aqui divertir-se mas outras são por pura maldade<br />

e não podemos marcar encontros, dar<br />

contactos ou coisas do género. Na verdade<br />

este mundo é bastante desinteressante, a<br />

internet devia ser usada apenas para trabalhos,<br />

ou então se for usada é com cuidado. - disse<br />

ele.<br />

Parei para pensar e interiorizar o que ele me<br />

havia dito. Seria aquele mundo uma espécie de<br />

„monstro? Pensei e decidi responder.<br />

-provavelmente o Senhor Agente até tem razão…<br />

a mim nunca me explicaram o significado, o que<br />

fazer e não fazer neste mundo da internet. Sou<br />

muito nova e ainda tenho bastante que aprender,<br />

mas há inúmeras coisas que me deixam muito<br />

curiosa. - referi eu.<br />

- É normal que tenhas curiosidade mas este mundo<br />

para ti é desconhecido e nunca deves entrar em<br />

sites nos quais não conheças. É prejudicial! – disse<br />

ele parecendo estar irritado.<br />

Calculei que era o papel dele dizer-me isto, por<br />

isso não protestei. Tentei perceber, apenas.


- Nunca me tinham dito isso dessa maneira, mas pensando<br />

bem é provável que tenha razão. Eu continuo a pensar<br />

o mesmo que pensava dos chats, um mundo desconhecido.<br />

Vejo notícias de furtos via internet, mas também<br />

desconheço como e porquê se faz isso. – disse eu<br />

calmamente.<br />

- O mundo da internet é muito simples, quando cá<br />

estás podes conversar sobre coisas que gostas de<br />

fazer como jogar futebol, às cartas e muitas outras<br />

coisas, mas não podes dar dados pessoas e coisas<br />

que possam identificar-te. – Justificou ele.<br />

- Mas isso de não se poder identificar não tem nexo<br />

nenhum, as pessoas são „falsas‟ basicamente. –<br />

Discordei eu.<br />

- As pessoas não são falsas, como o próprio nome<br />

o diz, isto é um mundo virtual que tu não sabes<br />

quem está do outro lado, podem dizer-te que<br />

são uma coisa e na verdade nem são. Tens que<br />

ter muito cuidado, eu estou a dar-te uma breve<br />

explicação porque tu corres muitos perigos se<br />

divulgares o que quer que seja. – Finalizou ele.<br />

E foi a partir daqui que fiquei a perceber o que<br />

realmente era o „outro mundo‟. No princípio<br />

pensei que era algo sem lógica nenhuma porque<br />

na verdade ninguém se conhecia verdadeiramente,<br />

mas depois começou tudo a<br />

fazer sentido, até que hoje eu tenho a noção<br />

do que devo ou não fazer nos chats. .


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Pedome<br />

Agrupamento Pedome<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

M.ª Conceição Garcês<br />

Diogo Araújo<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Tentações<br />

A nossa professora marcou-nos<br />

um trabalho sobre um dos assuntos<br />

abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />

na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />

assunto.<br />

Eu estava na internet, a pesquisar informações<br />

sobre o tema – Segurança na Internet -<br />

mas como sou muito mafioso e preguiçoso<br />

resolvi começar a fazer “copy paste”. Eu não<br />

pensei nas consequências que podia sofrer, tal<br />

como ter meu anulado, a professora retirar-me<br />

pontos, ser prejudicado na avaliação etc., etc.<br />

Lá fui eu copiando o meu trabalho. Estava a ficar<br />

um trabalho muito completo, que tinha a informação<br />

de tudo sobre a internet. E eu, burro, pensava<br />

sempre que a professora ia ficar encantada<br />

comigo, que eu era o mais espertinho de todos,<br />

que ia ter o melhor trabalho, que a professora ia<br />

começar a gostar mais de mim, e que ia começar<br />

a ser o menino da professora. E lá fui eu trabalhando<br />

e fazendo o “copy paste”, claro.<br />

Chegou o dia de apresentar os trabalhos e lá fui eu<br />

todo contente, muito confiante e a meter inveja a<br />

toda a turma. Eu cheguei junto do computador,<br />

meti a pen e o meu trabalho apareceu na tela. Mas<br />

antes, a professora pediu-me para dizer o que<br />

achei do trabalho e adiantei dizendo que me correu


muito bem e que foi muito fácil.<br />

Lá comecei a apresentar o trabalho, sem perceber muitas<br />

das palavras nem alguns dos textos. A professora, no<br />

fim, ficou muito surpreendida com o meu trabalho, porque<br />

estava muito bem apresentado, estruturado e com<br />

uma linguagem muito correcta, com palavras muito<br />

ricas. Mas ela disse-me ainda que já era professora há<br />

muito tempo, que não anda aqui a dormir e que sabe<br />

bem que eu tinha ido à Internet e tinha feito plágio<br />

de outro trabalho feito por outra pessoa, que o divulgou<br />

na Internet para as pessoas o consultarem. Por<br />

isso, disse que eu ia ter o trabalho anulado. A professora<br />

acrescentou ainda que é feio copiar, uma<br />

coisa para fracos e forretas que não querem trabalhar.<br />

Depois desse dia, nunca mais copiei trabalhos por<br />

ninguém. E tive sempre bons trabalhos porque<br />

me esforcei! E ao fazer os trabalhos, acabei por<br />

aprender mais. É assim que se deve fazer um<br />

trabalho: com esforço, dedicação e com vontade<br />

de aprender mais e novas coisas. E lembrate,<br />

nunca faças batota.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária D. Egas Moniz<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Francisco Maga | Rui Costa<br />

Rafael Colaço<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

que sou alto forte, muito esperto e o melhor<br />

de todos. Sou o rei disto tudo. Como ninguém<br />

me conhece, tenho diferentes personalidades,<br />

uma como Virtual e outra como Real.<br />

Mas não se esqueçam de ter muito cuidado<br />

comigo! Posso ser muito querido e simpático e,<br />

ao mesmo tempo, estar a estragar-vos a vida,<br />

ou seja, posso ser muito perigoso: primeiro, pergunto-vos<br />

o nome, a idade, a morada, etc.;<br />

segundo, vou marcando encontros em lugares<br />

pouco públicos; terceiro, vocês já imaginam…<br />

Nunca se sabe o que uma pessoa na Net, com<br />

dupla personalidade, pode fazer a outra ingénua<br />

que, por acaso, entre na rede só para pesquisar,<br />

jogar, etc….<br />

E como podes tu, sem querer, entrar nisso?<br />

Às vezes, por publicidade que encontras ao lado do<br />

site onde entraste. Outras vezes, só mesmo por<br />

estares a retirar da Internet um filme, um jogo ou<br />

outra qualquer coisa pela qual te interessaste.


Eu sou assim: movimento-me muito rápido e posso fazer<br />

isto tudo a partir de uma pequena fotografia. A partir daí,<br />

é rápido! Baseio-me num pequeno elemento de identificação<br />

e depois posso fazer com que ele faça tudo para<br />

mim. Sou a MÁFIA VIRTUAL. Se não queres cair na<br />

minha tentação, tem juízo! E não cliques em todos os<br />

links (hiperligações) que te aparecem à frente do PC.<br />

Tem cuidado contigo e não te prejudiques, a ti e à tua<br />

família. Sê esperto! NÃO CAIAS NA TENTAÇÃO!<br />

Sê esperto! Nada te vai acontecer.<br />

Tenta estar sempre atento e não cliques em coisas<br />

suspeitas!<br />

MORAL: Sê esperto(a)! Eu sou perigoso! Tenta<br />

evitar-me! E não venhas ter comigo!...


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

João Pedro da Silva Loureiro | Tiago Filie Pinto<br />

Alpoim<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Ao fim de duas semanas, João deixou de receber<br />

aquelas mensagens estranhas que lhe atormentavam.<br />

João pensava que não tinha passado<br />

de um engano, foi então que lhe ligaram de um<br />

número desconhecido fazendo-se passar por um<br />

polícia, dizendo-lhe que se ia ter de apresentar<br />

na esquadra da polícia, por causa de um problema<br />

escolar. João achou estranho, por um polícia<br />

lhe ter ligado em número desconhecido, mas<br />

como tinha assistido a um assalto, pensou que<br />

fosse para se apresentar como testemunha.<br />

João de 17 anos, no dia 23 de Março de 2005,<br />

tinha de se apresentar na esquadra da polícia de<br />

Rio Tinto. Ao caminho da mesma, um homem com<br />

um aspecto formal, dizendo-lhe que tinha sido o<br />

mesmo a ligar-lhe e que João ia ter de entrar no<br />

carro do individuo, para se dirigirem ao tribunal.<br />

João achou perfeitamente normal, o homem tinha<br />

bom aspecto e tinha conhecimento do telefonema.


João não sabia onde se situava o tribunal, mas estava<br />

achar estranho o tipo de rua no qual se encaminhavam.<br />

Foi quando o indivíduo recebeu um telefonema misterioso<br />

que deixou João um bocado assustado. João quando<br />

se apercebeu do que se passava tentou sair do carro<br />

em andamento. “Mas afinal o que se passava ali?” pensou<br />

João. Ele não sabia onde estava, com quem estava<br />

e para onde ia. João encontrava-se num barracão<br />

enorme isolado por uma mata.<br />

O indivíduo tinha uma arma na parte de trás do carro,<br />

João já não tinha para onde ir. Foi quando o indivíduo<br />

o apanhou e levou-o para o barracão. Estavam<br />

lá 3 jovens do sexo feminino, que aparentavam<br />

ser mais novas e 4 jovens do sexo masculino,<br />

que aparentavam ter a mesma idade. O indivíduo<br />

deixou-os numa sala com um cheiro não apropriado,<br />

o João começou à conversa com os<br />

jovens, eles estavam todos a chorar, foi quando<br />

o João os tentou acalmar e tentar perceber o<br />

que se passava. Uma jovem disse que estavam<br />

ali a ser vítimas de pedofilia. João ficou em<br />

estado de choque.<br />

João estava muito nervoso e não sabia o que<br />

fazer, agora já não era só um individuo estranho,<br />

eram 3 indivíduos estranhos, eram um<br />

local estranho eram pessoas estranhas tudo<br />

era estranho ali. Os pedófilos apenas lhes<br />

davam comida uma vez por dia e às vezes<br />

nem isso. Todos os jovens eram violados<br />

constantemente incluindo o João. Era um<br />

mundo de horror, momentos de aflição,


medo, ansiedade…<br />

Todos os jovens se questionavam<br />

quando é que aquilo ia acabar, como<br />

é que iam sair dali, o que lhes iam<br />

fazer, eram perguntas nas quais nunca<br />

encontravam resposta. Pouco a pouco<br />

jovens iam desaparecendo do barraca, os<br />

que ficavam questionavam-se também o<br />

que lhes terá acontecido, “Será que fugiram?”<br />

, “Será que foram mortos?”, novas perguntas<br />

que não tinham resposta.<br />

Hoje dia 3 de Fevereiro de 2010 ainda não se<br />

sabe nada dos jovens que desapareceram, apenas<br />

sabemos desta história por causa do diário<br />

do João que foi encontrado no barracão, mas<br />

como esta história existem centenas iguais, piores<br />

ou melhores que esta.<br />

Estamos a contar esta história para que todos as<br />

crianças, jovem ou adultos e quem sabe idosos,<br />

de terem uma pequena noção do perigo da internet.<br />

Pode começar por um pequeno telefonema,<br />

como pode começar por uma extravagante noticia<br />

na internet, pode também ser tentações, podem<br />

ser inúmeras razões. .


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Pedome<br />

Agrupamento Pedome<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

M.ª Conceição Garcês<br />

Gabriela Tavares<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

João tinha 15 anos, era moreno, olhos verdes e<br />

cabelo castanho. Era simpático e sociável. Tinha<br />

medo de ligar, pois conhecia os perigos que<br />

poderiam acontecer se o fizesse. Ele pensou que<br />

iriam desistir… Mas não, todos os dias recebia a<br />

mesma mensagem.<br />

Até que um dia caiu na tentação e ligou…<br />

Era um homem, com voz rouca, que disse:<br />

-“Ganhaste uma viagem de uma semana para 6<br />

pessoas a Barcelona!”<br />

João espantado respondeu:<br />

-“A sério? E agora o que tenho que fazer para<br />

receber esse prémio em casa?”<br />

O senhor disse:<br />

-“Basta dares-me a tua morada e o teu nome e<br />

depois um táxi vai buscar-te sábado para te levar<br />

ao aeroporto. De seguida, vais encontrar um


homem com uma camisola vermelha a dizer “S.O.S<br />

Mayby” e ele vai dar-te todas as indicações de que precisas.”<br />

João aceitou e deu todos os dados que o desconhecido<br />

lhe pediu. Convidou 5 amigos: o Luís, a Gabriela, a<br />

Cristiana, a Ana e a Mónica.<br />

Disseram aos pais que era uma visita de estudo durante<br />

uma semana. Os pais acreditaram.<br />

No sábado de manhã, estavam todos na casa de João<br />

à espera do táxi. Estavam ansiosos por viajar, ia ser<br />

a primeira vez.<br />

Quando o táxi chegou, os seis despediram-se dos<br />

pais e entraram no táxi. O aeroporto ficava a 40<br />

km da casa de João.<br />

Já estavam na estrada há duas horas. Acharam<br />

esquisito, pois deveriam demorar aproximadamente<br />

uma hora. Perguntaram ao motorista:<br />

-“Onde é que vamos?”<br />

Mas o motorista não respondeu…<br />

Passadas mais ou menos três horas, o João e<br />

os amigos estavam muito aflitos, com medo,<br />

as raparigas a chorar. O motorista entrou<br />

numa quinta e eles saíram do carro. Chegaram<br />

mais três homens e levaram os 6 amigos<br />

para uma cabana.<br />

Os 6 amigos não estavam a acreditar…<br />

Tinham sido raptados!<br />

Passadas duas semanas, os pais estavam


muito preocupados, pois nem o<br />

João nem nenhum dos amigos<br />

atendia o telemóvel.<br />

Foi aí que receberam uma carta a pedir<br />

dinheiro. Na folha dizia:<br />

-“Temos o seu filho e os amigos dele. Queremos<br />

€500.000, na sexta-feira às 16h00,<br />

na Avenida de São Pedro, no Porto. Encontram<br />

lá uns contentores, onde devem colocar<br />

o dinheiro e depois libertamos os miúdos. Ah,<br />

e se vocês meterem a polícia nisto, nunca<br />

mais vêem as crianças!”<br />

Os pais ficaram aflitos e contaram aos pais dos<br />

amigos do João. Todos os pais ficaram desesperados,<br />

pois não tinham tanto dinheiro! Foi então<br />

que decidiram repartir.<br />

Até quinta-feira, todos os pais arranjaram o<br />

dinheiro e na sexta-feira de manhã reuniram-se<br />

na casa de João e puseram o dinheiro numa mala<br />

preta. De seguida, foram falar com a polícia e elaboraram<br />

um plano…<br />

Às 16h00, lá estava a mala. Quando o homem a<br />

foi buscar, a polícia prendeu-o e ele contou tudo.<br />

Depois foram buscar os miúdos e prenderam o<br />

resto dos bandidos.<br />

Quando as crianças chegaram a casa, cada um<br />

ouviu um sermão dos pais e prometeram nunca<br />

mais fazer o mesmo, pois eles também sofreram.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Ana Cristina | Soraia Pires<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alta, morena e loira de olhos azuis.<br />

Um dia enquanto a Virtual navegava na net,<br />

entrou num chat onde encontrou um rapaz de<br />

nome Cybertrom. Ele dizia ser de estatura<br />

média, moreno, olhos verdes, cabelo encaracolado<br />

castanho. A pequena Virtual sabia dos perigos<br />

dos chats mas começou a falar com o Cyber<br />

e foram-se conhecendo. Ela foi dizendo os seus<br />

gostos, as suas preferências, os seus defeitos,<br />

mas dizendo sempre a verdade. Ele também lhe<br />

foi contando coisas da sua vida, eles já se conheciam<br />

bem e passado uma semana é que decidiram<br />

mostrar uma fotografia um ao outro e a Virtual<br />

achou o Cyber um rapaz encantador a ele achou-a<br />

muito gira. Uns dias mais tarde alguém entrou no<br />

chat com o nome de Virtual e o Cyber pensando<br />

que era ela começou e meter conversa mas do<br />

outro lado alguém se fazia passar pela Virtual.<br />

Cyber desconfiou pois “ela” nada parecia saber a<br />

seu respeito, mas pensou que seria a sua imaginação<br />

a pregar-lhe uma partida. E continuou a falar


normalmente até que “ela” decide marcar um encontro<br />

ao qual o rapaz não diz que não. O rapaz saiu do chat<br />

para se preparar, e enquanto isso a verdadeira Virtual<br />

aparece no chat depois de um problema com a sua<br />

password. Por acaso foi ver o histórico das suas conversas<br />

e reparou que alguém tinha marcado um encontro<br />

com Cyber.<br />

Ela com medo foi ao tal encontro. Quando lá chegou o<br />

Cyber ainda não tinha aparecido e deparou-se com<br />

um grupo de indivíduos, e, achando estranha a sua<br />

forma de agir, ela preferiu prevenir-se e chamou a<br />

policia.<br />

Entretanto ele chegou e um indivíduo dirigiu-se a<br />

ele e perguntando-lhe se era o Cyber e ele disse<br />

que sim. O homem pediu para se dirigir com ele a<br />

uma carrinha onde dizia estar a Virtual A verdadeira<br />

Virtual estava a ver o sucedido em pânico.<br />

Entretanto chega a polícia e os homens começam<br />

a fugir, mas sem êxito a polícia prendeu-os<br />

e a Virtual foi ter com o Cyber, emocionados<br />

abraçaram-se.<br />

A polícia explicou-lhes os perigos da internet,<br />

e avisou que só agiram naquele momento<br />

porque reconheceram o grupo de homens<br />

como sendo traficantes de órgãos. A partir<br />

desse dia os dois jovens começaram a falar<br />

apenas por mensager e a encontrar-se mais<br />

vezes até que começaram a namorar e criaram<br />

um blog sobre net-segura.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Diogo Moinhos<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Como eu queria muito ganhar a consola de<br />

topo, ninguém a tinha, eu seria o primeiro, e<br />

era tão simples, bastava um clique no rato<br />

para a ganhar.<br />

É óbvio que cliquei sem saber os perigos que<br />

corria em aceitar o “Prémio”.<br />

Depois de aceitar a tal consola de jogos que eu<br />

sonhava ter todos os dias, rapidamente recebi<br />

um e-mail a pedir-me uma quantia de 50€, para<br />

despesas de envio da consola, e eu pensei, se a<br />

consola custa 500€ e só tenho que dar 50€ para a<br />

receber em minha casa sem me esforçar, é claro<br />

que compensa.<br />

O e-mail era este:<br />

“Caro senhor(a) como aceitou o prémio maravilhoso<br />

que lhe oferecemos só queríamos pedir-lhe que<br />

nos enviasse pelos correios uma pequena quantia<br />

de 50€ para despesas de envio para a morada,<br />

Rua de Santo António numero.362, e receberá a<br />

grande consola de jogos, obrigado pela atenção.”<br />

Obviamente eu pedi ao meu pai os 50€ para a con-


sola e expliquei-lhe a situação, mas ele disse para eu não<br />

me acreditar nesses e-mails, é só uma forma de nós perdemos<br />

dinheiro, a consola nunca irá chegar a nossa<br />

casa.<br />

Então, eu desiludido fui para o meu quarto, pensando:<br />

- Já não vou ter a consola que sempre sonhei. Caindome<br />

as lágrimas dos olhos.<br />

Mas como eu sabia onde o meu pai guardava o dinheiro<br />

e achava que ele estava errado, arrisquei-me a<br />

“roubar” os 50€ necessários para a tal consola que<br />

me queriam “oferecer”.<br />

Então fui ao quarto do meu pai tirei a chave do<br />

cofre e fui abrir o cofre, retirei rapidamente os 50€<br />

e guardei a chave o mais rápido que consegui.<br />

O meu pai não deu por nada, e no dia seguinte<br />

quando fui para a escola a pé passei pelos correios<br />

da freguesia, já com o dinheiro num envelope,<br />

com o respectivo receptor e o respectivo<br />

remetente, e fui para a escola.<br />

Passou um dia, dois dias, uma semana, um<br />

mês e a consola não tinha aparecido em minha<br />

casa, até que fui a minha conta de e-mail e<br />

tinha o e-mail a tal “empresa de grandes prémios”<br />

O e-mail dizia:<br />

“Caro senhor(a) obrigado por contribuir<br />

para a minha conta bancária volte sempre,<br />

a consola irá recebe-la no dia 31 de Fevereiro.”


Fiquei desiludido e a reconhecer<br />

que o meu pai tinha razão, entretanto<br />

o meu pai deu conta que faltavam<br />

50€ e eu tive que admitir o que<br />

fiz.<br />

Apanhei um grande castigo que nunca me<br />

irei esquecer e também aprendi uma grande<br />

lição:<br />

“Nem tudo que há na internet é verdadeiro”.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Pedome<br />

Agrupamento Pedome<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

M.ª Conceição Garcês<br />

Filipe Cunha<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Passados dois dias, o João não parava de receber<br />

aquela mensagem. Então, decidiu ligar.<br />

- Estou, quem fala? – Disse o João.<br />

- É o teu amigo Paulo! – Respondeu a voz.<br />

- Mas eu não tenho nenhum amigo chamado<br />

Paulo!<br />

- Claro que tens! Não te lembras daquelas brincadeiras<br />

que fazíamos quando éramos mais novos?<br />

Ao ouvir aquilo, o João pensou que o Paulo estava<br />

mesmo a falar verdade.<br />

Então o Paulo disse:<br />

- Na segunda-feira não queres aparecer em minha<br />

casa? Moro na Rua das Pétalas, Nº24, aqui no Porto.<br />

-Pode ser.- Respondeu o João<br />

Na segunda-feira, o João chegou a casa do Paulo e


tocou à campainha. Então aparece um homem à porta<br />

que lhe diz em tom de riso para ele se virar para trás.<br />

Quando o João se vira foi agarrado por dois homens que<br />

o puseram a dormir e o levaram para um armazém. Passadas<br />

algumas horas, o João acordou e estavam três<br />

homens à sua frente e um disse-lhe num tom de riso:<br />

-Vês porque não se deve ligar para números desconhecidos!<br />

E o João respondeu:<br />

-Mas eu pensei que estava mesmo a falar com o<br />

Paulo.<br />

-Pois! Mas a pensar morreu um «BURRO»! – Disse<br />

o outro – agora vais ligar para os teus papás e<br />

dizer-lhes que têm 10h para transferirem 250 mil<br />

euros para uma conta bancária que nós lhes<br />

vamos dar.<br />

Então, o João ligou para casa e contou a história<br />

aos pais. Mas como os pais já tinham avisado a<br />

polícia, esta localizou a chamada. Passados cerca<br />

de 20 minutos, o armazém estava cercado<br />

por polícias, mas sem que os raptores dessem<br />

conta. Passado um bocado, um dos raptores<br />

saiu do armazém para apanhar ar e foi logo<br />

apanhado. Estranhando a demora do outro, o<br />

cabecilha decidiu ir ver o que se passava e<br />

quando chegou lá fora foi também apanhado.<br />

Mas como este não fechou a porta, o<br />

outro raptor que ainda estava no interior<br />

viu tudo e, apontando uma pistola à cabeça<br />

do João, começou a sair do armazém dizen-


do que ou lhe davam um helicóptero<br />

e todas as armas ou ele matava<br />

o João.<br />

A polícia mandou vir um helicóptero da<br />

base. Quando ele chegou ao armazém,<br />

os polícias colocaram lá dentro as armas.<br />

O raptor largou o João, fugiu para o helicóptero<br />

e levantou voo. Mas dentro do helicóptero<br />

estava uma surpresa da polícia, uma<br />

bomba-relógio. Quando levantou voo o raptor<br />

ouviu um tic-tac, mas não ligou. Só quando já<br />

ia no ar é que reparou que era uma bomba e<br />

resolveu aterrar para fugir. Mas a polícia já se<br />

encontrava no local onde aterrou, e ele foi preso,<br />

já que a bomba era falsa. O João agradeceu<br />

aos polícias e prometeu que quando crescesse<br />

iria ser polícia para poder ajudar nas operações<br />

de salvamento de crianças que fossem raptadas.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Inês Barata | Sofia Pires<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

O pai preocupado, tentou contactar o indivíduo.<br />

Sem sucesso, esperou que o tal homem repetisse<br />

as SMS.<br />

Passaram-se 3 meses e sem sinal do tal homem,<br />

a família estava mais descansada. Sem contarem,<br />

o João voltou a receber SMS muito estranhas,<br />

com sinal de que o tal homem tinha voltado…<br />

sem pensar duas vezes, foi logo contar ao<br />

pai. Furioso e com medo de que algo absurdo ou<br />

terrível fosse acontecer ao seu filho contactou de<br />

imediato a polícia que tomou logo, medidas extremas.<br />

A polícia pediu ao João que entregasse o seu<br />

telemóvel para que os especialistas da área trocassem<br />

SMS com o suspeito. O João triste mas<br />

decidido a entregar o telemóvel para que tudo se<br />

resolvesse. Passaram-se duas semanas … e a polícia<br />

tinha conseguido um encontro numa casa antiga<br />

e abandonada fazendo-se passar por João<br />

dizendo nas SMS que o pai não podia suspeitar


desse encontro.<br />

Essa tal casa estava completamente rodeada por armadilhas<br />

e polícias escondidos e camuflados, caso o indivíduo<br />

tentasse fugir. Mas para que isto resultasse teriam de<br />

levar o João com eles. O pai contrariado lá aceitou mas<br />

com a condição de estarem sempre de olho nele. Assim<br />

foi, numa tarde abafada, o indivíduo esperava João nas<br />

traseiras, o que ele não sabia é que em vez de ser o<br />

João iam ser os polícias armados. Mas para que isto<br />

resultasse João teria de descobrir o que é que esse<br />

tal tipo queria, conversaram mas sempre de olho no<br />

João. Passaram-se duas horas e meia e finalmente<br />

o indivíduo que tinha o nome de Tomé contou a<br />

João que a sua vida desde pequeno fora uma<br />

miséria e entretanto tinha-se tornado drogado e<br />

mais tarde pedófilo. Nesse momento o Tomé<br />

ouviu um espirro vindo do corredor escuro e<br />

imundo logo a seguir o Tomé foge com toda a<br />

velocidade, já suspeitando de que a polícia<br />

estava lá. Mas, mal saiu da porta viu-se envolvido<br />

numa multidão de polícias que o atiraram<br />

para o chão e levaram-no para dentro da carrinha<br />

da polícia e logo a seguir para a esquadra.<br />

João viu-se no meio daquela confusão toda e<br />

chorando correu para os braços do pai.<br />

Passaram-se dois anos e Tomé tinha sido<br />

condenado a 3 anos de prisão. O pai revoltado<br />

com os poucos anos de prisão aplicados<br />

a Tomé mudou-se para os EUA pois, em<br />

Portugal a justiça não era justa. João e a<br />

sua família esqueceram aquele incidente


mas ficou gravado na memória de<br />

João aquelas lágrimas que deixara<br />

cair quando ouvira a palavra “ Pedófilo”.<br />

Passaram-se 3 anos e a mensagem repetiu-se<br />

… como será que isto irá acabar?


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Ana Anjos | Beatriz Bettencourt<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alta, loira e extrovertida.<br />

Sempre que me sinto sozinha, vou até ao chat<br />

para encontrar o e-mail de um rapaz na esperança<br />

de encontrar o “tal”. Alguns dias atrás<br />

falei com um rapaz, o problema é que ele é de<br />

Lisboa e eu sou de Porto Santo no Arquipélago<br />

da Madeira, mesmo assim combinamos encontrarmo-nos<br />

em Oeiras, no Parque dos Poetas.<br />

Reservei bilhete e dois dias depois lá estava eu a<br />

partir para Lisboa, quando cheguei apanhei transporte<br />

para Oeiras e de seguida fui arranjar sitio<br />

onde passar a noite. Mal acordei, escolhi a minha<br />

melhor roupa, arranjei-me e fui até ao parque.<br />

Estava entusiasmada mas nervosa ao mesmo<br />

tempo, não sabia quem iria encontrar ali, mesmo<br />

assim decidi arriscar e esperar um pouco a espera<br />

de encontrar o rapaz. Quando ele chegou ficou<br />

bastante admirado, pois eu não sou nada do que<br />

tinha descrito no chat, mesmo assim fomos conversar<br />

para um sítio mais calmo, ao longo da conversa<br />

fomos descobrindo gostos parecidos e perso-


nalidades fortes. Foi muito agradável estar ali com ele e<br />

combinamos encontrar-nos de novo no dia seguinte.<br />

À noite estava tão ansiosa que nem conseguia dormir,<br />

só conseguia pensar como estava alegre por ter<br />

encontrado o “tal”. De manhã quando estava a tomar o<br />

pequeno-almoço, o meu telemóvel começou a tocar,<br />

fiquei surpresa, era a minha mãe. Atendi e inventei<br />

que tinha vindo a Lisboa tentar arranjar uma boa<br />

faculdade para terminar os meus estudos, ela ficou<br />

orgulhosa de mim mas também me alertou para ter<br />

cuidado com estranhos. Estivemos a conversar um<br />

bocado, mas o tempo estava a passar e a hora que<br />

tinha combinado com o Rui estava a chegar, então<br />

despedi-me da minha mãe e fui ter com ele.<br />

Durante o almoço com ele não consegui parar de<br />

pensar no que a minha mãe me tinha dito, parecia<br />

que palavras ecoavam na minha cabeça,<br />

estava de consciência pesada e não podia continuar<br />

ali calada sem fazer nada. Então comecei a<br />

fazer perguntas sobre ele, ele empalideceu e<br />

disse que não era importante eu saber, que<br />

apenas era importante estarmos ali juntos.<br />

Fiquei preocupada com esta resposta dele,<br />

então disse-lhe que ia voltar para Porto Santo,<br />

vi a cara dele a ficar ainda pior então resolvi<br />

vir embora dali, mas ele veio atrás de mim e<br />

eu pedi-lhe para que me deixa-se ir embora,<br />

que tinha sido errado ter vindo a Lisboa e<br />

ter-me encontrado com alguém que não<br />

conheço. Dali fui directa para pensão, arrumei<br />

as minhas coisas e apanhei o autocarro<br />

para o aeroporto, comprei um bilhete de


avião para o próximo voo.<br />

Enquanto esperava tinha receio que<br />

o Rui aparecesse ali, então mantiveme<br />

atenta. Finalmente cheguei a Porto<br />

Santo, contei tudo o que se tinha passado<br />

à minha mãe, ela ficou desiludida,<br />

mas contente por me ter afastado logo que<br />

pude. Falei também que estava interessada<br />

em ir estudar para a faculdade de medicina<br />

no Porto, ela fez uma cara preocupante mas<br />

disse-lhe logo que desta vez era verdade.<br />

Assim acabei por ir para a faculdade e começar<br />

uma vida nova….e pensar que tudo deveu-se a<br />

uma decisão irresponsável da minha parte. Mas<br />

alguns males vêm por bem. Tive notas altas e<br />

acabei por me licenciar em pediatria, trabalho<br />

agora no hospital de S. João.<br />

Há uns tempos atrás, enquanto jantava ouvi<br />

uma notícia sobre um caso de abuso de menores<br />

por parte de um rapaz já suspeito há dois anos.<br />

Estive atenta a ouvir, e apareceu o Rui com algemas<br />

acompanhado pelos polícias, fiquei em choque<br />

e fui prestar declarações à polícia sobre o<br />

sucedido naquela altura. Tenho pena de ter chegado<br />

a pensar que a internet é um meio de arranjar<br />

“o amor da nossa vida”, eu corri um grande risco<br />

em ter ido a Lisboa e ter pensado que o que acabou<br />

bem poderia ter acabado mal e ter-me estragado<br />

o resto da minha vida. Neste momento tenho<br />

um blog onde alerto as pessoas a terem cuidado,<br />

porque nem tudo acaba bem.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Mariana Saraiva | Marcos Costa<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

...O João era uma criança que tinha sete<br />

anos, e adorava navegar na internet certo dia<br />

enquanto estava a estudar deparou-se com<br />

uma janela que dizia que eu tinha sido escolhido<br />

para ganhar uma consola, bem como não<br />

sabia o que fazer decidi então clicar no botão.<br />

De repente apareceu uma imagem no meu computador<br />

que apagou por completo todos os meus<br />

dados pessoais e confidenciais.<br />

No dia seguinte o meu pai foi consultar a sua conta<br />

bancária, através da internet, foi aí que reparou<br />

que o dinheiro tinha-se transferido para uma<br />

conta offshore.<br />

Ficou todo preocupado, mas também não tinha<br />

sido só isso, pois os seus trabalhos e ficheiros<br />

tinham-se “evaporado” decidiu então falar com o<br />

João. O seu filho respondeu:<br />

- Enquanto eu estudava para língua portuguesa<br />

apareceu-me no canto inferior direito uma caixa<br />

de texto que dizia que podia ganhar uma consola<br />

bastava só carregar no botão logo depois apareceu<br />

uma imagem no meu computador que apagou


completamente todos os meus dados pessoais e confidenciais.<br />

O meu pai sem poucas esperanças contratou um técnico<br />

informático para ver se conseguia ajudar.<br />

No dia seguinte apareceu na minha casa o técnico<br />

com o qual o meu pai tinha falado no dia anterior. O<br />

técnico começou por apresentar-se e logo depois<br />

ligou o computador<br />

O meu pai começou a dizer como e que tudo se<br />

tinha passado, o anúncio, a imagem que tinha<br />

aparecido no ecrã, os ficheiros apagados e o<br />

dinheiro que tinha sido transferido para outra<br />

conta. O técnico sempre a ouvir o que o meu pai<br />

estava a dizer respondeu:<br />

- Vocês tinham sido “alvo” de um vírus muito<br />

poderoso, quando o seu filho carregou no<br />

botão, para ganhar a consola, deixou entrar<br />

um vírus no qual desligou o seu antivírus e<br />

firewalls, e quanto a transferência de dinheiro<br />

é simples o vírus descobriu a senha sua conta<br />

bancária e extorqui-lhe o dinheiro.<br />

- É possível recuperar o dinheiro?


- Receio que não! O vírus não<br />

deixou nenhum rasto. Esquemas<br />

como este são quase impossíveis de<br />

anular o seu efeito, porém muito<br />

fáceis de evita-los bastava só não carregar<br />

no botão e nada disto teria acontecido!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Ana Catarina Pinto | Ana Catarina Vaz<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Não me lembro de me ter inscrito neste sorteio,<br />

mas como recebi este e-mail e o prémio<br />

é aquela consola da WWE, com jogos incluídos<br />

e tudo, que já ando a pedir aos meus pais à<br />

anos e anos, vou clicar neste pequeno botão<br />

vibrante e com cores ofuscantes, cujas letras me<br />

saltam para dentro e convencem o meu cérebro<br />

a ordenar ao meu dedo que pressione o rato do<br />

computador.<br />

Cliquei e foi aberta uma nova página onde me<br />

perguntavam que cor preferia: vermelho, azul,<br />

verde ou amarelo. Fiquei radiante, pois nenhum<br />

colega meu tem uma consola vermelha como a<br />

que eu escolhi.<br />

Em seguida preenchi os dados pessoais que me<br />

pediram:<br />

“Nome: Miguel Santos Machado Idade: 10<br />

anos<br />

Morada: Rua S??????? Escola: EB2/3 S. ????


Ano de escolaridade: 5º ano Nº telemóvel: ?????<br />

Nome da mãe: Filomena Santos Nome do pai: Filipe<br />

Machado”<br />

Não percebi para que queriam saber tantas coisas, até<br />

achei estranho, mas como era um site “seguro” e o<br />

meu desejo de ter uma consola era tão grande, não<br />

liguei muito. Enviei todos os meus dados e fiquei à<br />

espera.<br />

Já passara uma semana. Prémio? Nem vista...<br />

Apenas recebia SMS até dar com um pau, de pessoas<br />

desconhecidas, que afirmavam que nunca<br />

mais iria ver os meus pais. Não liguei. Deveria ser<br />

alguma partida dos meus colegas.<br />

Estava a vir para casa, depois de um longo dia de<br />

aulas e recebi uma nova mensagem. Esta dizia:<br />

“Despede-te dos teus pais. Agora!”. De repente,<br />

senti um líquido a entrar-me na boca, um pano<br />

a sufocar-me, braços a agarrarem-me e um<br />

nevoeiro que não me deixava ver. Perdi a consciência.<br />

Acordei na manhã seguinte, amarrado contra<br />

uma cama e com os pulsos magoados. Perguntei<br />

o que se passava. Um homem, de<br />

carapuço na cabeça, respondeu-me:<br />

“-Não te preocupes. Graças a ti, o teu paizinho<br />

está morto e para seres libertado, a tua<br />

mãe vai ter que me pagar 800 mil euros. È<br />

só isso.”<br />

As lágrimas vieram-me aos olhos e, pateti-


camente, perguntei se ainda ia<br />

ter a minha consola. O homem gritou-me<br />

e cuspiu-me na cara, dandome<br />

um estalo que me pôs de novo<br />

inconsciente.<br />

Agora, conto os dias para me virem salvar.<br />

O meu corpo apodrece de tanta espera.<br />

Ajudem-me por favor!!!<br />

Se alguma vez alguém me encontrar, vivo ou<br />

morto, e se virem este papel, por favor digam<br />

à minha mãe que a adoro e que lamento tudo<br />

o que aconteceu.<br />

Beijinho, Miguel


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Inês Silva | Paulo Ribeiro<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

No entanto como queria mesmo os jogos,<br />

entrei no site “melhor preço” e lá tinha todos<br />

os jogos que eu queria, todos mesmo.<br />

Parecia um site normal, no inicio parecia mesmo<br />

um site, verdadeiro, que vendia mesmo<br />

jogos, se soubesse no que me ia meter nunca<br />

teria aderido ao site. Bem recomeçando, entrei<br />

no site “melhor preço”, aderi, o jogo fifa2010<br />

estava sem duvida a metade do preço, e ainda<br />

não tinha saído em nenhuma loja, não resisti e<br />

comprei, dei o meu número de telemóvel, a<br />

minha morada, e os meus documentos todos<br />

incluindo o nome verdadeiro.<br />

Sabia os perigos da internet, mas pensei que não<br />

fosse tão perigoso como costumavam dizer, mas<br />

não tinha contado nada aos meus pais, pois sabia<br />

que eles não iriam deixar. Tocaram à porta, e fui<br />

abrir, tinha uma carta no chão, peguei e abri-a, lá<br />

dentro dizia para ir buscar o jogo a uma morada.<br />

Por acaso, não estranhei nada de mal, apesar de<br />

ter sido muito de pressa a entrega, e terem dado<br />

uma morada, que nem conhecia.


Fui a essa morada, era um grande armazém cheio de caixas,<br />

enormes, pensei que uma delas poderia ser o meu<br />

jogo, bem com um bocado de medo entrei para dentro<br />

do armazém, estava vazia, era um bocado assustador,<br />

mas queria tanto o jogo que não pensei em mais nada<br />

a não ser tê-lo. Estava a procura do jogo chamando<br />

alguém para me ajudar, quando vem três homens<br />

encapuçados ter comigo, apontando-me uma arma à<br />

cabeça.<br />

Cheio de medo entreguei tudo o que tinha, mas mesmo<br />

assim, eles queriam mais do que isso, primeiro<br />

queriam o meu fígado, mas não percebi bem para<br />

que queria, mas nesse momento também não me<br />

interessava, e depois pediram um resgate aos<br />

meus pais de 50 mil milhões de euros, eu não era<br />

propriamente rico nem tinha muitas dificuldades,<br />

mas também não era muito pobre, era de uma<br />

família humilde. Os meus pais assustados, pediram<br />

um empréstimo. O meu pai foi lá entregar,<br />

pois a minha mãe ficou em casa, para estar<br />

mais protegida, o meu pai fez exigências, mas<br />

eles queriam primeiro o dinheiro, o meu pai<br />

entregou mas eles não me libertaram e ainda<br />

prenderam o meu pai.<br />

Em sofrimento, começaram-me a cortar com<br />

uma faca, até que ouviram a polícia, deram<br />

um tiro ao meu pai e conseguiram fugir, deixando-me<br />

lá a sagrar com um corte profundo<br />

à beira do fígado. A polícia entrou lá<br />

dentro com as armas com tudo a traz cães<br />

mas mesmo assim, ainda fugiram e ainda


hoje não os conseguiram apanhar,<br />

neste momento eu estou<br />

numa cama de hospital, com o meu<br />

pai em perigo de vida por causa do<br />

tiro no lado esquerdo da barriga, e eu<br />

tive de levar 29 pontos ao lado do fígado.<br />

Neste momento já estou melhor, mas o<br />

meu pai ainda está muito mal, espero que<br />

ele fique bem.<br />

Passado alguns dias o meu pai não resistiu e<br />

faleceu, fiquei e ainda estou mesmo triste. Á<br />

custa de mim, o meu pai morreu fiquei com<br />

um corte, que vai ficar cicatriz para sempre e<br />

ainda a minha mãe ficou com uma grande divida,<br />

tudo por causa de um jogo mais barato, vou<br />

ficar com remorsos para toda a vida, nunca mais<br />

me vou perdoar, fiz uma estupidez que vai lembrar<br />

sempre a minha mãe e principalmente a<br />

mim, sei que não vai voltar-se mais a repetir<br />

comigo, porque eu aprendi a lição, e a minha mãe<br />

já me tirou a internet de casa, neste momento eu<br />

e ela, apesar de estar completamente zangada<br />

comigo, estamos mais unidos que nunca, porque<br />

afinal de contas eu perdi o meu pai, e sim eu sei<br />

que a minha mãe nunca me vai perdoar mas vou<br />

fazer por isso. Eu só quero agora tentar que tudo<br />

volte ao normal, e que os bandidos sejam apanhados.<br />

POR FAVOR TENHAM CUIDADO!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Fontes Pereira de Melo<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Inês Silva | Paulo Ribeiro<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

Esta é a história da Mariana, uma adolescente<br />

como tantas outras…<br />

A Mariana era uma adolescente de 14 anos, que<br />

já á muito tempo andava a chatear os pais para<br />

estes lhe darem um computador. Estes um pouco<br />

receosos, por certas histórias que já tinham<br />

ouvido, sempre adiaram fazer-lhe a vontade.<br />

Até que um dia, no dia de aniversário da Mariana<br />

quando ela fazia 15 anos, e depois de muito chatear<br />

os pais, estes decidiram dar-lhe o que ela<br />

tanto esperava, o computador.<br />

Ela ficou bastante feliz e entusiasmada. Mas ainda<br />

faltava uma coisa para completar a alegria da<br />

Mariana, a internet. Voltou novamente ela a chatear<br />

os pais, os pais desta vez cederam logo e<br />

decidiram meter internet em casa, até porque a<br />

Mariana precisava de fazer uns trabalhos para a<br />

escola e teria de recorrer ao uso da internet.<br />

Na semana a seguir já a Mariana tinha internet e<br />

estava muito entusiasmada por isso.


A vida da Mariana estava a mudar por completo, em vez<br />

de ir sair com as amigas ao fim-de-semana, já trocava<br />

essas saídas por uma tarde enfrente ao computador.<br />

Para a Mariana aquilo era novidade, e ela desconhecia<br />

os perigos que existiam espalhados pela internet. A<br />

Mariana já tinha criado e-mail, já tinha criado perfis em<br />

muitos sites, como hi5, facebook, myspace e por aí,<br />

também ia para as salas de chat, jogos online, etc. A<br />

Mariana já trocava os seus amigos verdadeiros por<br />

aqueles “amigos” virtuais que ela não conhecia de<br />

lado nenhum. A Mariana estava a viver uma vida virtual,<br />

fora da realidade. As amigas já se afastavam<br />

dela, pois a Mariana já não era a mesma pessoa.<br />

Passado um certo tempo, a Mariana já tinha feito<br />

várias “amizades” virtuais entre elas, tinha conhecido<br />

o Paulo, um rapaz que dizia ter 16 anos e ser<br />

de Lisboa. O Paulo já lhe tinha mandado várias<br />

fotos, já dizia que a adorava muito, para ela já<br />

não conseguia passar 1 dia sem ir a internet e<br />

falar com o Paulo. Até que um dia o Paulo<br />

declarou-se á Mariana e pediu-a em namoro. A<br />

Mariana disse que ia pensar e que lhe daria a<br />

resposta depois. No dia a seguir a Mariana<br />

aceitou namorar com ele, mas disse que para<br />

isso teriam de se encontrar, pois queria<br />

conhece-lo pessoalmente. Ela morava no Porto<br />

e ele em Lisboa, a distancia era um pouco<br />

grande, teriam de arranjar dinheiro e esperar<br />

pelas férias da escola. Até lá teriam de ir<br />

namorando pela internet…<br />

Chega finalmente Junho, a Mariana entra de


férias, e depois daqueles meses a<br />

juntar dinheiro, já tinha dinheiro<br />

suficiente para ir de comboio ter com<br />

o seu namorado. Agora havia ainda<br />

outro problema, a autorização dos pais,<br />

e isso seria o mais difícil, pois os pais<br />

jamais permitiriam que a Mariana fosse ter<br />

com um desconhecido. Ela falou com o Paulo<br />

e ele aconselhou-a a fugir, e prometeu<br />

que ia estar á espera dela e que não deixaria<br />

que nada de mal lhe acontecesse. Ela iludida,<br />

confiou nele, e combinaram encontrar-se em<br />

Coimbra no dia a seguir. A Mariana em seguida<br />

ligou á sua melhor amiga, a Teresa e contou o<br />

que ia fazer. A Teresa disse que ela estava maluca,<br />

pois isso era uma asneira e aconselhou-a a<br />

não fazer nada, mas a Mariana não deu ouvidos.<br />

De madrugada a Mariana saiu com uma mochila<br />

atrás das costas e foi apanhar o comboio. Estava<br />

muito contente pois iria estar com o namorado<br />

que tanto a iludira. Os pais da Mariana acordam e<br />

não vêem a Mariana em casa, preocupados ligam<br />

para casa da Teresa, a perguntar se a Mariana<br />

estava por lá. A Teresa ainda hesitou, mas depois<br />

disse a verdade aos pais da Mariana, pois se acontecesse<br />

alguma coisa á Mariana ela jamais se desculparia.<br />

Os pais da Mariana pegaram no carro e<br />

foram logo para Coimbra e também alertaram a<br />

policia de imediato.<br />

A Mariana ansiosa chega a Coimbra e não vê ninguém.<br />

Decide aguardar, até que vê um carro a<br />

parar, e de lá saem uns homens com um aspecto


assustador. A Mariana assustada, vê eles a virem na<br />

direcção dela, e começa a gritar e ainda tenta fugir mas<br />

não consegue. Eles cercam a Mariana e metem-na á força<br />

no carro. Os pais da Mariana chegam tarde demais á<br />

estação e já não vêem a Mariana. A polícia e os pais da<br />

Mariana iniciam as buscas á procura da Mariana. Passam<br />

os dias, semanas, meses e a Mariana não aparece.<br />

Sem rasto algum a Mariana desapareceu para sempre…<br />

Mas como a esperança é a última a morrer os pais da<br />

Mariana não perdem a esperança…e continuam a<br />

procurá-la mas sem sucesso. E ate hoje a Mariana<br />

nunca mais deu sinal de vida.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Valongo<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Isabel Moutinho | Paula Usha<br />

Giselda Silva Sampaio | Tânia Sofia L. Cartucho<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

…até que um dia não conseguiu resistir: a sua<br />

curiosidade já era descomunal e ligou, perguntou<br />

quem era e do outro lado da linha ouvia-se<br />

uma voz feminina dizendo:<br />

-Olá.<br />

Ele respondeu:<br />

- Quem és? E porque insistis-te tanto para que te<br />

ligasse?<br />

A rapariga respondeu:<br />

-Eu sou a Catarina, vi o teu número no FaceBook<br />

e fiquei interessada em conhecer-te, pelas fotos<br />

aparentas ser bonito e bastante interessante,<br />

João envergonhado responde:<br />

-Obrigado. Mas mesmo assim continuo sem saber<br />

quem és. Podes dar-me o link do teu perfil?<br />

Catarina: - Sim claro que te dou, espera um<br />

momento … Aqui está ele vou mandar-te por men-


sagem.<br />

João: - Ok, mas agora vou jantar, mais logo á noite ligote.<br />

Depois do jantar João foi ao perfil da tal rapariga chamada<br />

Catarina. Ficou encantado com as fotografias.<br />

Pensou que talvez fosse umas das mais belas raparigas<br />

que alguma vez tinha visto.<br />

Nesse instante João ligou-lhe. Disse que Catarina<br />

também aparentava ser uma rapariga muito bonita e<br />

muito interessante, e que talvez se devessem<br />

conhecer. Catarina concordou logo com aquela proposta.<br />

Marcaram encontro no parque para o fim-de<br />

-semana.<br />

À medida que os dias passavam a ansiedade de<br />

João aumentava. Já era domingo. O João mal<br />

acordou foi-se arranjar. Entretanto chegam as 15<br />

horas. Ele sai de casa e vai em direcção ao parque<br />

que fica a poucos metros. Chegam as<br />

15:30 horas e a Catarina não aparece. João<br />

começa a ficar preocupado. De repente vê um<br />

carro vir na sua direcção. O carro pára e saem<br />

d o i s h o m e n s . D i s c r e t a m e n t e<br />

apontam-lhe uma arma e obrigam-no a entrar<br />

no carro. João entra e depara-se com um<br />

senhor com cerca de 47 ou 50 anos. Não<br />

percebe o sucedido, fica à nora e com receio<br />

pergunta:<br />

- Porque me fazem isto? O que se passa?<br />

O senhor responde-lhe:


- Olá! Eu sou a Catarina. E então,<br />

ainda me achas interessante?<br />

João sufocado responde em silêncio.<br />

Chegam a uma rua sem saída, onde<br />

com armazéns antigos. Saem do carro.<br />

João ainda tenta fugir mas não consegue.<br />

Levam-no para dentro e o homem pede<br />

aos seus cúmplices para se irem embora.<br />

João, mais uma vez, se questiona sobre o<br />

que se está a passar. O Senhor diz-lhe que a<br />

Catarina fora uma mera desculpa para o atrair<br />

até ao parque e que desde que o tinha observado<br />

naquelas fotos que ele lhe despertou um<br />

interesse profundo. Enquanto falavam ia acariciando-o.<br />

João sentia nojo, medo, fúria por se<br />

ter apercebido que caiu numa artimanha.<br />

Entretanto, os pais de João acabam por dar pela<br />

sua falta. Ligam-lhe e o telemóvel está desligado.<br />

Decidem comunicar às autoridades e estas dizem<br />

que só podem dar como desaparecido e iniciar as<br />

buscas após 24 horas.<br />

No armazém vivem-se momentos de desespero,<br />

alucinações, vergonha.<br />

Entretanto João adormece e quando acorda, repara<br />

que está numa cave subterrânea. Chora desesperado.<br />

Passou-se um mês, dois , três meses e nada se<br />

sabia de João: as esperanças já se vou desvanecendo…<br />

João Morreu no silêncio de uma cave. Foi encontra-


do meses mais tarde a flutuar no Rio.<br />

Por causa de um telefonema desconhecido João perdeu<br />

a vida, mas nós ainda estamos vivos por isso porquê<br />

cairmos em armadilhas?


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Dr. Francisco Gonçalves Carneiro<br />

Agrupamento Dr. Francisco Gonçalves Carneiro<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Lídia Fernandes Lopes<br />

Diana Jesus | Marta Silva<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alto, moreno, conversador, atraente,<br />

loiro de olhos azuis, musculado, atrevido,<br />

simpático. Como Virtual, gosto de sair à noite,<br />

beber bebidas alcoólicas, fumar e adoro fazer<br />

tatuagens. Como Real, não bebo bebidas alcoólicas,<br />

nem fumo. Os meus pais não me deixam<br />

sair à noite e não gosto nada de tatuagens, mas,<br />

como esta malta toda adora tatuagens e piercings,<br />

parecia mal eu dizer que não gosto.<br />

Sou muito popular nos chats, porque pensam que<br />

sou muito “à frente”, ou seja, pensam que gosto<br />

de me baldar às aulas, que sou traficante e um<br />

gajo sem medos.<br />

As raparigas adoram-me, porque acreditam em<br />

tudo o que lhes digo. É incrível como elas apreciam<br />

rapazes com as características do Virtual!<br />

Também os rapazes gostam da minha “onda”.<br />

Há muitas raparigas que gostavam de se encontrar<br />

comigo, mas eu nunca me encontrei com nenhuma.<br />

Não me atreveria! Não tenho aquelas características<br />

e não as posso decepcionar. Nem a mim…


Tudo corria bem até que uma amiga minha descobriu que<br />

eu andava a fazer-me passar por outra pessoa, enganando<br />

os outros. Essa amiga conhecia uma das raparigas<br />

com quem eu falava no chat e contou-lhe quem eu era,<br />

que, por sua vez, contou a algumas pessoas com quem<br />

eu também falava. Os rapazes, quando descobriram a<br />

fraude, ”partiram-me a cara”; as raparigas olhavamme<br />

com desdém. Todos me ridicularizavam. Se já<br />

tinha poucos amigos (melhor dizendo, conhecidos), a<br />

partir dali nunca mais ninguém se aproximou de<br />

mim, nem para pedir apontamentos…Tentei fazer<br />

muitos amigos e o que ganhei foi o desprezo dos<br />

poucos que tinha.<br />

Meus amigos, não façam o que eu fiz, pois poderão<br />

sofrer consequências graves, iguais ou piores do<br />

que as minhas.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Dr. Francisco Gonçalves Carneiro<br />

Agrupamento Dr. Francisco Gonçalves Carneiro<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Ana Lídia Fernandes Lopes<br />

Ana Carolina Salgado | Ana Filipa Alves | Nicole<br />

Gonçalves | Rute Ferreira<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Estava tão entusiasmado! Fui eu o escolhido!<br />

Ainda nem acredito! Cliquei onde dizia “aceito<br />

o prémio” e, logo a seguir, bastava dar a<br />

minha morada e alguns dos meus dados pessoais<br />

para receber a tão desejada consola de<br />

jogos.<br />

Comecei então a preencher aquele questionário<br />

com o meu nome completo, idade, número de<br />

telefone, e-mail, todas essas coisas e também o<br />

número de bilhete de identidade para comprovar.<br />

Mas fiquei a pensar:<br />

-Para quê tantos dados só para receber a minha<br />

consola de jogos?<br />

Apesar das dúvidas, estava tão feliz que não me<br />

importei mais com o assunto, só a pensar que,<br />

quando a recebesse, iria passar longas e longas<br />

horas a jogar, sozinho ou com o meu irmão. Sim,<br />

porque sabia que, se não o deixasse jogar, ele iria<br />

estar sempre a chatear-me…<br />

Esperei longos dias e cada um deles passava mais<br />

devagar que o anterior. E eu sem receber a minha


consola de jogos! Passaram então um dia, dois dias, três<br />

dias, quatro dias… Comecei a ficar desanimado.<br />

Passadas duas semanas, é que finalmente me apercebi<br />

que tinha sido enganado e que nunca iria receber a<br />

minha consola. Fiquei de rastos, porque cheguei a<br />

sonhar com ela e ela nunca chegou! Até já tinha convidado<br />

a minha namorada para ir a minha casa um dia<br />

destes para jogarmos!<br />

Perguntava-me então:<br />

-Por que é que me enganaram?<br />

Os meus pais, não sei como (mas também já não<br />

quero saber), descobriram tudo e, claro, tiraramme<br />

logo o computador, dizendo-me que, se eu voltasse<br />

a fazer uma destas, nunca mais veria o meu<br />

querido computador! Tive que lhes prometer que<br />

a situação não se voltaria a repetir. Mas será que<br />

não irei cair noutro engano? Espero bem que<br />

não!<br />

Bom, passados dois meses, já com o meu computador,<br />

fui à internet e imaginem o que<br />

encontrei? No meu correio electrónico, uma<br />

mensagem dizia “acabou de ganhar um automóvel”.<br />

Fiquei tão contente! Fui novamente<br />

eu o escolhido para receber um grande prémio!<br />

De imediato, cliquei onde dizia ”aceito o<br />

prémio”…


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária D. Egas Moniz<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Carlos Pinto<br />

Diana Silva | Marisa Palmas | Raquel Almeida |<br />

Sandra Francisco<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alto, loiro, extrovertido e que tenho<br />

uma longa experiência na carreira da Moda.<br />

Um dia, depois da aula de piano, o motorista do<br />

Real como é habitual, levou-o para casa. Pelo<br />

caminho ia a pensar qual era a desculpa que iria<br />

dar à Senhora sua mãe Avira Virtual para não ir<br />

tomar o chá das 5h com as amigas da sua mãe,<br />

as manas Microsofts. Chegou a casa e disse a<br />

mãe:<br />

-Mãe, tenho um trabalho importantíssimo para<br />

fazer. Dá-me licença para faltar ao chá das 5h, e ir<br />

para o meu quarto?<br />

-Real, desta vez passa, querido, mas para a próxima<br />

não vou permitir que falte.<br />

-Mãe, está prometido!<br />

Na verdade, o que o Real Virtual queria mesmo<br />

fazer era ir para os chats que era habitual frequentar.<br />

Como habitual a sua amiga “Media Player” mal<br />

ele entrou, ela disse-lhe:


-Olá Virtual J.<br />

-Olá Medy!<br />

-Olha Virtual, eu hoje vou andar por esses lados, não<br />

queres finalmente conhecer-me? E podermos fazer algo<br />

mais interessante, sabes bem o que quero dizer;<br />

-Ah… não sei, tenho que ir à minha agenda. Olha, hoje<br />

só tenho uma sessão fotográfica.<br />

-Então, eu vou estar numa esplanada para que me<br />

reconheças. Vou levar um lenço branco ao pescoço.<br />

-Vou tentar aparecer. Xau.<br />

Passadas umas horas, Real decide aparecer na<br />

esplanada. Quando lá chegou viu uma senhora de<br />

lenço branco por volta dos 35 anos e apercebeuse<br />

que a suposta rapariga com que falava era afinal<br />

a sua professora de piano.<br />

Concluiu que qualquer pessoa pode estar do<br />

outro lado com muitas intenções, boas ou más.<br />

A partir daí não marcou mais encontros nem<br />

deu confiança a desconhecidos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Bento Carqueja<br />

Agrupamento Bento Carqueja<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Florbela Aguiar<br />

Fan Na | Micael Mendes<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

até que, numa noite, muito impaciente decidiu<br />

ligar ao número referido. De repente, misteriosamente,<br />

uma luz muito forte transportou-o<br />

para outro lugar.<br />

Estranhamente, foi transportado para umas<br />

espécies de estradas que lhe eram completamente<br />

desconhecidas. No ar, andavam criaturas cujo<br />

aspecto fazia lembrar os diferentes dados existentes<br />

no mundo da Internet. Perante este cenário,<br />

Serafim ficou bastante admirado e espantado. Não<br />

fazia a mínima ideia do que se tinha passado e de<br />

onde estava. Entretanto, foi caminhando ao longo<br />

dessas estradas, até encontrar um Computador<br />

falante que lhe disse que mundo era aquele. Serafim<br />

estava na conhecida Internet e cada pedaço de<br />

estrada transportava os habitantes desse mundo:<br />

vírus, antivírus e todos os outros dados desse planeta.<br />

Durante a sua viagem, Serafim, através de<br />

portais, acedeu aos diferentes sites existentes,


como por exemplo, sites de jogos em que o Serafim passou<br />

dias e dias a jogar. Pois, agora não se joga com<br />

teclados ou comandos, mas sim, ele próprio era a personagem.<br />

Entrou noutros sites de educação, aprendeu<br />

várias matérias acerca da Natureza, entrou em sites<br />

inapropriados para a sua idade e até encenou num<br />

vídeo do Youtube. Depois de muitas páginas da Internet<br />

ter visitado e já um pouco acostumado àquele Universo,<br />

encontra o tal Computador falante ao qual lhe<br />

pergunta como sair dali. Este responde-lhe que se<br />

Serafim foi parar naquela dimensão a causa seria um<br />

vírus que estaria a perturbar o seu normal funcionamento<br />

e que facilmente poderia ser derrotado –<br />

bastava que um dos “Agentes Antivírus” o encontrasse<br />

e o detivesse. Tal não demorou muito, pois<br />

o Computador, que acabou por revelar que era a<br />

base de dados da Internet, soou o alarme e rapidamente<br />

os “Agentes” se espalharam até que<br />

cerca de 30 minutos, depois Serafim podia<br />

regressar a casa, onde se sentia bem.<br />

Quando Serafim regressou, verificou que o<br />

tempo no Planeta Terra não tinha passado e<br />

que ninguém tinha dado pela sua falta. Com<br />

certeza, este “milagre” surpreendeu bastante<br />

Serafim, mas também lhe ensinou que existem<br />

diversos tipos de sites, devidamente<br />

adequados às diferentes idades e, por fim,<br />

que os vírus podem ser muito perigosos<br />

para o normal funcionamento do espaço<br />

informático.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Afonso Cunha | Diogo Fernandes<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Tentações<br />

A nossa professora marcou-nos<br />

um trabalho sobre um dos assuntos<br />

abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />

na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />

assunto.<br />

O texto estava perfeito, só precisava de uns<br />

ajustes para parecer que tinha sido eu a fazêlo.<br />

Coloquei o meu nome e mudei algumas<br />

palavras. Na semana seguinte entreguei o trabalho.<br />

Estava excelente, falava de tudo o que a<br />

professora tinha pedido e o melhor, é que não<br />

tinha dado nenhum trabalho a fazer, sou mesmo<br />

inteligente, bastou ir à internet e lá estava ele,<br />

prontinho a ser copiado.<br />

Dois dias depois, a professora deu-me zero! Não<br />

percebi, fiquei revoltadíssimo, então o que mais<br />

queria ela?<br />

Para meu azar, vim a descobrir mais tarde, a professora<br />

descobriu rapidamente na internet a enciclopédia<br />

da qual tinha feito o chamado copy paste<br />

do texto apresentado no meu trabalho. Era tal e<br />

qual, eu sei, apenas tinha umas pequenas alterações.<br />

A professora chamou-me ao lado e pediu-me para<br />

esperar pelo fim da aula, tinha que ter uma conversa<br />

comigo, pela cara dela pareceu-me muito<br />

grave.


A aula nunca mais acabava, estive o tempo todo nervoso.<br />

Quando finalmente acabou, fui a medo ter com a professora<br />

e então, deu para perceber, que o que eu tinha feito<br />

era mesmo muito grave. Disse-me que o que eu fiz, foi<br />

plagiar um autor que, segundo o dicionário é a imitação<br />

ou cópia fraudulenta de uma obra, que devia comunicar<br />

ao meu encarregado de educação e ao director da<br />

escola. Pedi-lhe para não o fazer, eu sei que talvez os<br />

meus pais não fossem dar muita importância ao<br />

assunto pois não faziam ideia da gravidade da situação,<br />

eles até me deixam fazer descargas a torto e a<br />

direito, músicas, filmes, jogos, tudo o que quero,<br />

não têm a ideia da ilegalidade do que faço.<br />

Eu, também ouço falar que é ilegal todas estas<br />

descargas que faço mas nunca ninguém veio ter<br />

comigo e explicar o porquê de ser ilegal.<br />

A professora explicou e bem, disse-me que as<br />

obras literárias, artísticas ou científicas ou seja,<br />

textos, músicas, filmes, estudos científicos e<br />

tudo o mais, tinham tido autores que demoraram<br />

tempo, anos, meses, dias, a desenvolver,<br />

a estudar, gastaram dinheiro por exemplo a<br />

fazer experiências e por conseguinte, tinham<br />

direitos sobre essas mesmas obras, direito de<br />

as expor ou não, direito de serem pagos pelo<br />

seu trabalho, enfim, os chamados direitos de<br />

autor que eu fiquei tão bem a conhecer.<br />

Disse-me ainda que, embora nós consigamos<br />

possuir e manipular as novas tecnologias<br />

de informação, manifestamos uma<br />

lamentável incompetência ao nível da pes-


quisa, selecção, tratamento e<br />

transformação da informação que<br />

seleccionamos. Copiamos com tanta<br />

naturalidade que até somos conhecidos<br />

pela geração copy paste.<br />

A professora estava certa, aprendi que<br />

devemos utilizar a internet como um meio<br />

de pesquisa, de ajuda e até para conhecermos<br />

obras que de outra forma nunca conheceríamos.<br />

É importante preservarmos os<br />

direitos dos autores e pagarmos pelas suas<br />

obras, só assim iremos ajudá-los a dar-nos<br />

mais ensinamento, cultura e divertimento.<br />

Os governos encontram-se empenhados em<br />

castigar quem infringe a lei dos direitos de autor<br />

e têm criado leis que obrigam os infractores a<br />

pagar avultadas indemnizações aos autores.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Rita Gonçalves Pinto | Sandrina Raquel Ribeiro<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Tentações<br />

A nossa professora marcou-nos<br />

um trabalho sobre um dos assuntos<br />

abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />

na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />

assunto.<br />

Copiei, colei e imprimi. Nem me dei ao trabalho<br />

de ler o texto todo. Li o primeiro parágrafo<br />

e era fantástico. Afinal, para quê dar-me ao<br />

trabalho? Bastava trocar o nome e pôr um título<br />

e uma capa original. Claro que não fui eu<br />

quem pensou na capa. Pesquisei um bocado e vi<br />

umas coisas fáceis de se fazer. Bastou isso. A<br />

professora achou o trabalho tão bom, que o quis<br />

publicar no jornal da escola. A escola achou tão<br />

bom que o publicou no jornal da freguesia. E foi<br />

assim por aí fora até chegar a um jornal em que<br />

todo o país o leu!<br />

Estava tudo a correr bem, até que os verdadeiros<br />

autores do texto – os alunos de uma escola do<br />

outro lado do país – deram conta que o texto era<br />

deles!<br />

Recebi uma carta em que me convocaram para ir<br />

ao tribunal. Acusaram-me de plágio. Nem sabia o<br />

que isso era. Os meus pais quando descobriram<br />

deram-me um grande sermão e explicaram-me<br />

que plágio é “roubar” a autoria de um trabalho<br />

escrito. Fiquei em sarilhos. Processaram-me lá no


tribunal e disseram que lá no fundo da página do sítio<br />

estava claramente referido que não se podia copiar.<br />

Tinha lá um símbolo esquisito como este: ©. Isso quer<br />

dizer copyright. Acho que quer dizer que não se pode<br />

copiar, ou assim. E ainda por cima, ainda lá dizia<br />

«Todos os direitos reservados». Meti-me em sarilhos….<br />

Nunca pensei que fizesse assim tão mal copiar um textozinho….<br />

Os meus pais tiveram que pagar uma<br />

indemnização, eu fiquei de castigo - tiraram-me a<br />

PlayStation, o computador e até a televisão… nem se<br />

quer posso ouvir música, sempre que saio de casa é<br />

só casa-escola, escola-casa -, fui alvo de chacota lá<br />

na escola e nos arredores, e ainda por cima tive<br />

zero no trabalho!<br />

Aqui estou eu, no meu quarto, a escrever um texto<br />

sobre aquilo que me aconteceu, tudo porque<br />

copiei um texto da Internet. Da próxima, vou<br />

copiar aos livros! Estou a brincar…é claro que<br />

não. Da próxima, não copio de nada, nem de<br />

ninguém. Os trabalhos de casa copiados apenas<br />

nos intervalos antes das aulas acabaram!<br />

Apanhei susto que chegue. Agora só copio da<br />

minha mente. Moral da história: não utilizes o<br />

que não é teu!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Bento Carqueja<br />

Agrupamento Bento Carqueja<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Florbela Maria Pereira Lopes Aguiar<br />

Ana Filipa Pinto Sousa<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alta, loira, inteligente, bonita, cooperante<br />

e tenho quinze anos.<br />

Aconteceu que um dia, o rapaz de quem todas<br />

as raparigas gostavam, se apaixonou pelo meu<br />

lado Virtual.<br />

Para mim, foi muito bom, mas pensei “…mais<br />

tarde isto vai dar problemas…”. Embora não<br />

tenha ligado nada aos conselhos da minha melhor<br />

amiga, decidi continuar a falar com ele.<br />

Passados cinco dias, eu vejo-o na escola e noto<br />

que ele está mesmo apaixonado! Mas o pior, foi<br />

mais tarde, pois, quando fui ao chat, ele convidava-me<br />

para sairmos no dia seguinte à noite. O<br />

problema não era esse, mas sim como é que eu<br />

iria aparecer.<br />

Ao outro dia, enviei-lhe uma mensagem a dizer<br />

que não podia, pois a minha mãe estava muito<br />

doente e eu tinha teste de Inglês no dia a seguir<br />

(o que era verdade). De seguida, fui para a escola<br />

e vi-o a lamentar-se entre “baba e ranho” o que


me deu muita pena.<br />

Passaram-se muitos meses e foi hoje que decidi<br />

“enfrentar a fera”. Ele, na noite anterior, convidara-me<br />

para ir ao cinema e, como sabem, eu aceitei.<br />

Chegadas as oito horas, fui ter com ele. Quando cheguei<br />

lá, vi-o sentado numa mesa com uma flor. Sem<br />

medo nem receio, fui ter com ele. Quando me apresentei,<br />

ele disse-me “TU?!”. Eu, embora muito triste,<br />

expliquei-lhe tudo e ele foi-se embora atirando a flor<br />

para o chão. Apanhei a flor e fui para casa cabisbaixa.<br />

São seis da manhã e recebi uma mensagem dele<br />

passados cinco dias do tal “conflito”. Na mensagem<br />

dizia “Anda ter comigo ao portão da escola às oito<br />

menos um quarto”. E assim foi. Quando cheguei<br />

lá, ele falou comigo e pediu-me muitas desculpas<br />

pela sua reacção e eu desculpei-o. Lamentandose,<br />

disse-me “Ensinaste-me uma valente lição,<br />

pois eu só me interessava pelo aspecto físico<br />

das pessoas em vez do psicológico” ao que eu<br />

respondi “Também eu aprendi muito contigo”.<br />

Dito isto, senti que ele estava agora apaixonado<br />

pelo meu Real e eu por ele.<br />

Dias mais tarde, quem é que acham que<br />

havia de aparecer com o rapaz mais giro da<br />

escola? Só podia ser EU!!! As raparigas lá da<br />

escola ficaram todas amuadas por ele gostar<br />

de “uma pequenita de palmo e meio”, mas<br />

eu não liguei nada a isso, pois, quando<br />

estamos apaixonados, nada nos pode separar.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Bento Carqueja<br />

Agrupamento Bento Carqueja<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Florbela Maria Pereira Lopes Aguiar<br />

Francisco José Tavares Costa | Miguel Ângelo da<br />

Silva Santos<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou um rapaz atrevido e que tenho um<br />

alto cargo na Portugal Telecom, seduzindo<br />

assim as raparigas nos chats.<br />

Um dia combinei um encontro no Norteshopping,<br />

com uma rapariga que residia no Porto.<br />

Quando lá cheguei, apercebi-me que a rapariga<br />

não era realmente como aparentava na foto,<br />

mas, mesmo assim, fui almoçar com ela. Como<br />

me esqueci da carteira, tive de disfarçar, e ela,<br />

então, teve de pagar o almoço dos dois!<br />

Daí em diante nunca mais marquei nenhum<br />

encontro via internet com ninguém, mas não deixei<br />

de ser um virtual.<br />

Depois disso, continuei a falar nos chats e a jogar<br />

on-line com os meus amigos.<br />

Um dia estava num chat a conversar com um<br />

menino brasileiro, de 12 anos, chamado Nelson.<br />

Ele contou-me que sofria de bullying.<br />

Durante essa conversa ele contou-me o terror que<br />

sofria todos os dias desde que entrava até sair da


escola.<br />

Os colegas troçavam com ele por ser pequeno e gordinho,<br />

até me contou que, já por várias vezes, fingiu estar<br />

doente, para faltar à escola.<br />

Vendo esta situação, disse-lhe para não dar ouvidos<br />

aos rapazes que o gozavam, e o melhor que tinha a<br />

fazer era procurar um amigo com quem pudesse estar<br />

nos intervalos, para conversar, desabafar e brincar.<br />

Também lhe disse que se tivesse algum problema<br />

devia confiar mais nos professores e nos pais.<br />

Passados uns dias, voltei a falar com o Nelson e ele<br />

disse-me que seguiu os meus conselhos e já não<br />

tinha medo de ir à escola, pois, tinha feito amizade<br />

com o seu colega de turma chamado Elson, e que<br />

agora estão sempre juntos, não só na escola,<br />

como através da internet!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Bento Carqueja<br />

Agrupamento Bento Carqueja<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Florbela Maria Pereira Lopes Aguiar<br />

Andreia Lopez | Filipa Gonçalves | Liliana Martins<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Uma vida feliz com uma inocência reservada<br />

e uma maturidade invejada por muitos. Nós,<br />

os adolescentes temos sempre um lado mais<br />

subtil e para mim ter uma consola de jogos era<br />

o meu maior sonho. Já algum tempo que ando a<br />

pedir uma aos meus pais, mas não há maneira<br />

de me darem.<br />

Tudo parecia correr como o normal. Um almoço<br />

com os amigos, rir até não poder mais, um pouco<br />

de leitura e conversas normais, que para muitos<br />

não são tão normais quanto aparentam ser (mas<br />

enfim!..).<br />

4 De Maio de 2009. Um dia atarefado, estava<br />

exausta, tínhamos tido teste de Português, e o<br />

que só queria mesmo era aliviar o stress e falar<br />

com os amigos. Como é normal, os jovens de hoje<br />

gostam imenso de ir para o messenger. Eram<br />

18:30m, e sem nada para fazer, a vontade de ir<br />

para o msn era imensa, decidi ir até lá. Foi então<br />

que me apercebi que tinha, na caixa de correio, 3<br />

emails. Li o primeiro e o segundo, algo sem importância.<br />

Fiquei perplexa ao começar a ler o 3º


email, comecei por ler o assunto, onde dizia:” Consola de<br />

jogos” li o email até ao fim. E quase me deu vontade de<br />

chorar pois, ao fundo da página dizia “grande prémio,<br />

basta clicar aceito prémio para ganhar “. Lembro-me te<br />

ter visto um daqueles anúncios que se encontram nos<br />

lados das páginas da internet, e por mero acaso inscrevi-me<br />

pensando que aquilo não passava de uma mentira,<br />

pois quem é que oferece consolas grátis?!<br />

Cliquei e aparentemente parecia estar tudo certo?!<br />

Mas passado uns 5 minutos o computador foi abaixo.<br />

Meramente me apercebi de que tudo estava errado,<br />

era um vírus. Os vírus informáticos são pequenos<br />

programas de software concebidos para se espalharem<br />

de um computador para outro e para interferir<br />

no seu funcionamento. Um vírus pode danificar ou<br />

eliminar dados no computador, utilizar o programa<br />

de correio electrónico para se alastrar para<br />

outros computadores, ou até apagar tudo o que<br />

esteja no disco rígido.<br />

Não passou tudo senão de uma ilusão de<br />

segundos. Não podia ter sido pior, fiquei de<br />

rastos. Deixei de comer em condições durante<br />

mais de um mês.<br />

Foi assim que me apercebi de que os jogos<br />

não são tudo na vida e que temos amigos<br />

com os quais podemos fazer muito mais do<br />

que jogar.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Sendim<br />

Agrupamento Sendim<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Sandra Marisa Afonso Matela<br />

Ana Daniela | Nathalie Machado | Vanessa Pires<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual<br />

(Lorena Gata). A minha família e os<br />

meus amigos conhecem-me por Real<br />

(Lorena), já para a malta dos chats e dos<br />

jogos, na Internet, sou simplesmente o Virtual<br />

(Gata). Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual faço<br />

de conta…<br />

Como Lorena sou baixa, um pouco forte, uso<br />

óculos, tenho aparelho e o cabelo castanho<br />

muito encaracolado. Como Gata sou alta, elegante,<br />

com olhos azuis e cabelo loiro ondulado.<br />

Quando me perguntam a idade que tenho digo<br />

sempre que tenho entre os 16 e os 20 anos mas,<br />

na verdade, só tenho 13.<br />

Há uns tempos atrás aconteceu-me uma coisa<br />

muito inesperada. Entrei no chat e tive de ir fazer<br />

um favor à minha avó, enquanto a minha prima<br />

mais nova ficou no computador.<br />

Um homem muito mais velho que nós, com 51<br />

anos, meteu conversa com a minha prima e perguntou<br />

como se chamava, que idade tinha e de<br />

onde era.<br />

A minha prima como era muito nova e não conhecia<br />

os perigos que existiam na Internet deu todos<br />

os seus dados verdadeiros.<br />

Disse que se chamava Raquel Solange Monteiro,


que tinha 11 anos e que era do Barreiro (Porto) dando<br />

até a sua própria morada.<br />

Combinaram um encontro e esse tal homem levou a<br />

minha prima para casa dele e tentou violá-la. Ela chegou<br />

apavorada a casa. Foi um grande choque para toda<br />

a família. A minha mãe, no princípio, culpou-me de<br />

tudo o que tinha acontecido à minha prima e proibiume<br />

de entrar no chat.<br />

Mas eu não estava preocupada porque para todos os<br />

chats do mundo eu sou a bombástica Gata.<br />

Quanto ao homem, era muito procurado pela GNR<br />

por violação de menores de idade e foi preso por<br />

mais uma tentativa.<br />

A minha prima ainda hoje não recuperou do susto<br />

mas agora já sabe o que fazer quando voltar a<br />

entrar em algum chat.<br />

Eu ainda ontem ia cometendo o mesmo erro<br />

que ela mas não me deixei levar porque sei que<br />

a Internet é muito útil para umas coisas e para<br />

outras não.<br />

Ajudei a minha prima a construir uma identidade<br />

falsa própria para não voltar a cair no<br />

mesmo erro.<br />

Por isso ela agora já aprendeu uma lição!<br />

Nunca revelar a sua identidade a estranhos<br />

por mais queridos que eles sejam porque<br />

isso pode tornar-se bastante perigoso.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Nuno Pinto | Paulo Freitas<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alto, loiro, de olhos verdes e elegante.<br />

Passava a maior parte das minhas horas<br />

livres em chats, conheci por lá muitos amigos,<br />

alguns mesmo desconhecidos, que comecei a<br />

falar pelos chats.<br />

A minha família não gostava que eu estivesse<br />

nesses chats, diziam que era perigoso falar com<br />

desconhecidos, mas eu nunca liguei nenhuma<br />

pensava que não havia mal nenhum. Na escola<br />

quando se falava dos perigos de falar com desconhecidos,<br />

eu não dava atenção porque já andava<br />

nesses chats a muito tempo e não estava sempre<br />

a falar com desconhecidos, muitas das vezes eram<br />

com colegas de escola, primos ou até vizinhos, por<br />

isso pensava que não havia mal nenhum em frequentar<br />

esses chats. Numa tarde de chuva fui ate<br />

ao chat, ver quem andava por lá. Não estava ninguém<br />

conhecido, mas como estava um mau dia<br />

para ir ter com os colegas decidi ficar por lá a falar<br />

com uma rapariga cujo nome nos chats era picas.<br />

Ela era divertida e engraçada, chegou a mandar-


me uma foto dela, era loira de olhos verdes, era bonita<br />

mas não tenho a certeza se era mesmo ela. Comecei a<br />

falar com ela todos os dias, as vezes tinha duvidas se<br />

não era um “ele”, um dia cheguei ao chat e recebi uma<br />

mensagem dela a marcar um encontro, na mensagem<br />

dizia: “queres-te encontrar comigo amanha pelas 15horas<br />

no largo da igreja?”.<br />

Achei isto estranho, as historias que a minha mãe me<br />

tinha contado sobre estes homens que começam com<br />

conversas queridas durante algum tempo e depois<br />

marcam um encontro, mas quando os rapazes ou<br />

raparigas vão a esses encontros, esses homens raptam-nas<br />

e levam nas para armazéns ou fábricas<br />

abandonadas para se aproveitarem delas, comecei<br />

a ficar preocupado e assustado.<br />

Inventei uma desculpa qualquer e disse que não<br />

podia, ele não se acreditou, mas não disse nada,<br />

começou a fazer muitas perguntas, perguntou a<br />

minha morada, com quem eu vivia e essas perguntas<br />

pessoais. Eu dei as respostas todas<br />

erradas.<br />

Neste dia estava muito preocupado e assustado,<br />

mas dormi mal, então decidi no dia<br />

seguinte mal acordasse que ia falar com os<br />

meus pais e ia-lhes contar tudo o que se<br />

andava a passar, já sabia que a minha mãe<br />

ia ficar zangada e ia começar com a conversa<br />

do costume a dizer que me avisou, mas<br />

tinha mesmo que lhes contar.<br />

No dia seguinte estávamos todos a mesa e<br />

eu comecei a contar a história, os meus


país também estavam a ficar<br />

preocupados, quando acabei de<br />

lhes contar mostrei-lhes umas copias<br />

das conversas com “o” ou “a” picas.<br />

Os meus pais disseram para eu marcar<br />

um encontro com este homem, e foi o<br />

que eu fiz, mas em meu lugar iriam os<br />

meus pais, eles falaram com um agente da<br />

polícia amigo da família, e este disse que os<br />

acompanharia ao encontro e foi o que aconteceu.<br />

No dia seguinte foram os três ao largo<br />

da igreja quando chegaram lá, a suspeita deles<br />

provou-se, estava um homem sentado nos<br />

bancos, o agente da polícia reconheceu-o, era<br />

um pedófilo, que já procuravam a muito tempo,<br />

a mãe do Real quase desmaiou quando o agente<br />

disse isto. O agente apanhou-o.<br />

O Real foi proibido de frequentar mais chats.<br />

Tudo ficou bem. No final ainda todos se riram<br />

com esta história e o Real aprendeu a lição. O<br />

Real na escola contou aos colegas esta história e<br />

avisou os colegas para terem cuidado e não falarem<br />

com desconhecidos. Todos concordaram, e<br />

em casa todos contaram esta história aos primos<br />

e irmãos avisando-os que tivessem cuidado!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco - Carnaxide<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />

Maria Inês Godinho | Raquel Pinto Veloso<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Não pode ser assim tão simples, simplesmente<br />

não pode! Já ouvi falar de concursos<br />

assim que correram mal, mas este diz que é<br />

diferente, diz que é completamente seguro.<br />

Não interessa, vou carregar. Também, que<br />

tenho eu a perder?! Não gasto dinheiro, apenas<br />

carrego num botão e ganho algo que se encontra<br />

nos meus sonhos desde há muito.<br />

Carreguei. Agora não há nada a fazer. Daqui a<br />

uns dias estará uma consola em minha casa, se<br />

os meus pais perguntarem algo, pois, porque eles<br />

não sabem de nada, digo que foi um concurso<br />

qualquer na escola. Ninguém vai desconfiar de<br />

nada, sou um génio!<br />

Bem, agora vou jantar. O meu pai nunca mais se<br />

despacha, e, ainda por cima, está a dar o telejornal,<br />

que só passa desgraças… Mas o jornalista disse<br />

que iam dar uma notícia sobre a Internet, só<br />

não percebi a razão, só pode ser bom, afinal, tem<br />

a ver com a grande Internet!<br />

Finalmente chegou a comida, e a onda de sorte<br />

continua! A notícia começou agora mesmo! Este dia


está a correr mesmo bem, primeiro ganho uma consola,<br />

o meu pai preparou um jantar maravilhoso e… bem, a<br />

notícia não é grande coisa… fala de um vírus e de um<br />

grupo de ladrões virtuais, e, até ao momento, já conseguiram<br />

roubar dinheiro a imensas pessoas. Mas<br />

também, quem é que cai nesses esquemas? São coisas<br />

tão óbvias, até parece que as pessoas não pensam.<br />

O jantar estava uma maravilha! Até o repeti, mas<br />

não sei se fiz bem, estou mesmo muito cheio… O<br />

melhor é ver um bocadinho de televisão e,<br />

depois, vou-me deitar.<br />

Hoje não tenho T.P.C., ou seja, tenho o tempo todo<br />

livre.<br />

Deram dois episódios da minha série favorita,<br />

isto é que é sorte! Mas acho que por hoje já<br />

chega, vou-me deitar. Amanhã devo receber<br />

um e-mail a dizer o que devo fazer para<br />

receber a consola, algo me diz que vai ser um<br />

dia fantástico.<br />

Acordei agora mesmo, já são 9 horas! Não<br />

acordei a tempo de ir para a escola e os<br />

meus pais devem ter saído cedo… Estou<br />

feito. Mas pronto, agora não posso fazer<br />

nada a não ser esperar, até serem horas para<br />

ir a tempo do segundo bloco da manhã.<br />

Já agora, vou ao computador, pode ser que<br />

já tenham respondido…<br />

O computador está mesmo lento! A<br />

página da Internet da minha caixa de<br />

correio


nunca mais abre e eu estou muito<br />

ansioso… Ah, finalmente abriu! E<br />

já responderam!<br />

Dizem para ir a um pavilhão perto da<br />

minha escola, está lá a minha consola.<br />

Ainda tenho tempo e o pavilhão é perto<br />

da escola, não me interessa se tenho<br />

aulas, eu vou lá.<br />

Vesti-me à pressa, comi uma bolacha<br />

enquanto corria, agora estou a passar<br />

pelo portão que dá para o pavilhão, estou quase<br />

a ter a minha consola!<br />

Estou ofegante, mas, agora, isso não<br />

importa. O pavilhão está às escuras e eu<br />

também não tenho lanterna, porém, estou<br />

demasiado entusiasmado para desistir.<br />

Entrei. Estou a caminhar em direcção a uma<br />

escassa fonte de luz.<br />

Estou quase a chegar… Agarraram-me! Alguém<br />

me agarrou e tapou-me a boca! Agora percebo…<br />

Como consegui ser tão idiota, a ponto de cair<br />

num esquema da Internet?<br />

Ainda por cima eu, que sou tão cuidadoso. Só de<br />

pensar que ontem gozei com outros como eu…<br />

As luzes acenderam-se. Consigo ver uns homens<br />

mas não lhes vejo os rostos, será que me vão<br />

fazer mal? O homem que me estava a agarrar largou-me,<br />

e um dos outros dirigiu-se para mim. Preparo-me<br />

para o pior e fecho os olhos.


Nada aconteceu, abri os olhos, o homem fitou-me e<br />

depois colocou a mão no meu ombro. Explica-me que<br />

foi tudo um plano para ver se as pessoas da minha<br />

idade caem mesmo nos planos mais perigosos da Internet.<br />

Não irei receber consola nenhuma, mas, felizmente,<br />

está tudo bem e ganhei uma grande lição. Nunca<br />

mais irei cair num esquema destes, e farei de tudo<br />

para que os meus amigos também não.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Elisabete Ribeiro | Joana Costa<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Tentações<br />

A nossa professora marcou-nos<br />

um trabalho sobre um dos assuntos<br />

abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />

na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />

assunto.<br />

Peguei então num caderno de capa preta e<br />

uma caneta de cor azul, copiando exactamente<br />

o texto que se encontrava na página da<br />

Internet.<br />

Coloquei o material dentro da mochila, sorrindo<br />

ao imaginar o que a professora iria dizer do meu<br />

trabalho.<br />

No dia seguinte acordei mais cedo que o habitual<br />

ansioso pela aula de português, que infelizmente<br />

seria a última do dia.<br />

Arranjei-me rapidamente, tropeçando nas roupas<br />

espelhadas no chão. Corri para a cozinha, pegando<br />

numa taça e preparando os cereais. Comi o<br />

mais rápido possível, não arrumando aquilo que<br />

deixara em cima da mesa e do balcão de mármore<br />

preto.<br />

-Joaquim já te disse para teres calma. – Ouvi a<br />

voz da minha mãe ao longe, não ligando aquilo<br />

que dizia.<br />

-Levas-me à escola ou não? – Perguntei impaciente,<br />

vestindo o casaco e colocando a mochila às cos-


tas. – MÃE!<br />

-Eu ouço à primeira Joaquim. – Afirmou, ao dar-me um<br />

leve encontrão. – Vamos? Então essa pressa?<br />

Em poucos minutos saímos de casa, entramos no carro<br />

e começamos o caminho até à escola. Ia falando com a<br />

minha mãe sobre vários temas, quando o derradeiro<br />

assunto surgiu.<br />

-Como é que ficou a composição ou texto, que tinhas<br />

de fazer para a aula de português de hoje? – Perguntou-me<br />

com um leve sorriso nos lábios.<br />

-Então…Correu bem mãe… - Respondi enquanto me<br />

escondia no banco de trás.<br />

-Ainda bem. – Voltou a sorrir, apesar de esta vez<br />

este parecer irónico.<br />

Mais tarde chegamos ao recinto escolar; apressei<br />

-me a sair do veículo, não me despedindo da<br />

minha mãe.<br />

O dia passou a correr, sem eu mesmo dar por<br />

tal. Saí da aula de geografia com os meus colegas,<br />

andando em passo lento até ao bar.<br />

-Então Joaquim, conseguis-te fazer o trabalho<br />

para português? – Questionou o Delfim,<br />

enquanto se sentava numa das mesas.<br />

-Correu bem, consegui fazer. – Disse de<br />

maneira vitoriosa, tentando meter inveja<br />

aos restantes. – Acho que vou tirar boa<br />

nota.<br />

-A storâ vai ser muito exigente. – Continuou


a Amélia, levando um naco do<br />

seu lanche à boca. – Ela vai ver se<br />

alguém foi à internet buscar o texto.<br />

Fiquei com medo, aliás com muito<br />

medo. Mas agora de nada adiantava,<br />

tinha acabado de dar o toque de entrada.<br />

Andei sem pressa até à sala; gostas de<br />

suor escorriam pela minha testa, as minhas<br />

mãos tremiam, e o meu rosto ficara pálido.<br />

Entrei com a cabeça baixa, sentando-me na<br />

cadeira e respirando calmamente.<br />

- Boa tarde meninos. – Falou com a sua voz<br />

fina. – Como sabem hoje vamos perder a aula a<br />

ler todas as composições que fizeram. – Fez<br />

uma breve pausa. – Tirem apenas as folhas, que<br />

vem um a um ler aqui à frente. – Chegou-se ao<br />

meio, correndo a sala com o olhar. – Joaquim és<br />

o primeiro. Estou ansiosa para ouvir o teu.<br />

O meu coração batia descompassadamente, o<br />

meu sangue parou de correr e até mesmo o meu<br />

corpo deixou de se mexer. Voltei a respirar com<br />

calma, levantei-me dirigindo-me de seguida até<br />

ao quadro negro.<br />

Arranjei a folha, no mínimo cinco vezes, quando vi<br />

que estava finalmente pronto. Comecei a pronunciar<br />

as palavras escritas; estas voavam pelo ar, de<br />

maneira cativante.<br />

-Joaquim esse texto é-me familiar. – Disse pausadamente.<br />

– Fui eu que o escrevi e publiquei à uns


anos atrás. – Falou num tom mais irritado. – Vou querer<br />

falar com a tua mãe pelo teu acto de fraude. a Amélia,<br />

levando um naco do seu lanche à boca. – Ela vai ver se<br />

alguém foi à internet buscar o texto.<br />

Fiquei com medo, aliás com muito medo. Mas agora de<br />

nada adiantava, tinha acabado de dar o toque de entrada.<br />

Andei sem pressa até à sala; gostas de suor escorriam<br />

pela minha testa, as minhas mãos tremiam, e o<br />

meu rosto ficara pálido. Entrei com a cabeça baixa,<br />

sentando-me na cadeira e respirando calmamente.-<br />

Boa tarde meninos. – Falou com a sua voz fina. –<br />

Como sabem hoje vamos perder a aula a ler todas<br />

as composições que fizeram. – Fez uma breve pausa.<br />

– Tirem apenas as folhas, que vem um a um<br />

ler aqui à frente. – Chegou-se ao meio, correndo<br />

a sala com o olhar. – Joaquim és o primeiro.<br />

Estou ansiosa para ouvir o teu.O meu coração<br />

batia descompassadamente, o meu sangue<br />

parou de correr e até mesmo o meu corpo deixou<br />

de se mexer. Voltei a respirar com calma,<br />

levantei-me dirigindo-me de seguida até ao<br />

quadro negro. Arranjei a folha, no mínimo cinco<br />

vezes, quando vi que estava finalmente<br />

pronto. Comecei a pronunciar as palavras<br />

escritas; estas voavam pelo ar, de maneira<br />

cativante.<br />

-Joaquim esse texto é-me familiar. – Disse<br />

pausadamente. – Fui eu que o escrevi e<br />

publiquei à uns anos atrás. – Falou num<br />

tom mais irritado. – Vou querer falar com a<br />

tua mãe pelo teu acto de fraude.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />

Beatriz Santos | Marta Jardim | Sara Leite<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

Todos sabiam o que eu queria para o<br />

meu aniversário. Dinheiro para comprar uns<br />

jogos. Na Internet são mais baratos, por<br />

isso fui ao site com o “melhor preço”. Só<br />

tinha que dar os meus dados para fazer o registo…<br />

fiz o registo, dei a minha morada e aguardei.<br />

Estava motivado pois era a primeira vez que<br />

fazia isto e tinha corrido muito bem!<br />

Preparei-me para a escola, as aulas foram muito<br />

lentas como sempre, entrei no carro da minha<br />

mãe, cheguei a casa, fui rápido para o computador<br />

ver-se os jogos já tinham chegado, tinha<br />

uma mensagem no correio! Abri a mensagem e<br />

vi, tinha de esperar mais 15 dias para receber,<br />

enviei o dinheiro e… aguardei… e aguardei.<br />

Passaram 15 dias e nada, fui para a escola a pensar:<br />

Será que os jogos vêem? Entrei dentro do<br />

carro do meu pai, era a vez dele, tinha de me<br />

levar para a escola. Durante a viagem veio com<br />

uma conversa estranha: Filho, tens andado a visitar<br />

sites? – Ao que respondi: Não pai, eu alguma<br />

vez? – Não lhe contei… pois o que diria


ele?...<br />

“Mandava vir”, de certeza.<br />

Entrei para o grande pavilhão da escola e o meu pai foi<br />

trabalhar. Desta vez as aulas passaram rápido, desta<br />

vez tinha de ir a pé para casa, que seca…tinha<br />

de andar tanto…estava quase a chegar a casa,<br />

quando reparei que a porta estava aberta, assustei<br />

-me, depressa lá cheguei, ASSALTARAM-ME A CASA!!!<br />

Os assaltantes ainda lá estavam, eu não queria fazer<br />

barulho por isso fui em bicos de pés, para não<br />

chamar a atenção entrei na sala agarrei o<br />

telefone para chamar a polícia.<br />

Quando eu ia chamar a polícia, ao encostarme,<br />

bati num candeeiro e claro este partiuse,<br />

logo fiz barulho.<br />

Mal que eles se aperceberam e vieram atrás de<br />

mim, saí pelas traseiras, ainda tentei fugir, mas<br />

não fui a tempo. Agarraram-me a amarramme.<br />

Prenderam-me na sala e como tinha o<br />

telemóvel no bolso das calças, telefonei para a<br />

polícia, eles receberam a informação, mas os<br />

assaltantes já tinham fugido quando a polícia<br />

chegou.<br />

Os policias libertaram-me e perguntaram<br />

se desconfiava de alguém, disse-lhes que<br />

tinha dado as minhas informações de casa<br />

a um site de jogos, e eles explicaram-me<br />

para nunca mais fazer isso, porque são<br />

assaltantes, para obterem as nossas as


informações, e é uma fraude.<br />

Não acredito, aquela coisa dos<br />

jogos era mentira! Nunca mais voltei<br />

a sites como aqueles!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />

Gonçalo Andrade<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

Todos sabiam o que eu queria para o<br />

meu aniversário. Dinheiro para comprar uns<br />

jogos. Na Internet são mais baratos, por<br />

isso fui ao site com o “melhor preço”. Só<br />

tinha que dar os meus dados para fazer o registo.<br />

Só havia um problema, os meus pais não me<br />

deixam porque dizem que isso é muito perigoso,<br />

mas eu queria, e como sabia que os meus pais<br />

não tinham muito dinheiro, não me comprariam<br />

todos os jogos que eu queria, por isso inscrevi-me<br />

naquele site.<br />

Passaram 3 dias e nada, nada de nada, os meus<br />

pais não me compravam os jogos.<br />

Foi então que fiz um disparate, utilizei o pin do<br />

cartão da minha mãe para me inscrever e fui-me<br />

deitar.<br />

No seguinte dia recebi um email a dizer:<br />

-Foi inscrito com sucesso obrigado.<br />

Foi num instante que tudo se passou era só selec-


cionar os jogos que queria por um lado estava ansioso<br />

por outro estava aborrecido com a minha acção.<br />

Um dia antes do meu aniversário seleccionei os jogos<br />

uns 7 ou 8 jogos muito famosos, não me recordo bem,<br />

foi então que ouvi uns passos a vir na minha<br />

direcção, seria minha impressão, ou, não mas pelo sim<br />

pelo não, desliguei o computador.<br />

Fiquei “chateado” por ter de reiniciar, mas era<br />

melhor que ser apanhado pela minha mãe, foi então<br />

que ela chegou ao pé de mim e perguntou o que<br />

estava a fazer fiquei calado a olhar para ela e disse:<br />

-Nada estava a fazer um trabalho da escola.<br />

-Tens a certeza? Disse a minha mãe com uma<br />

“cara de caso”.<br />

Virou as costas e foi-se embora, fiquei muito aliviado<br />

mas por outro lado preocupado, o que<br />

seria que ela queria dizer com aquilo? pensei<br />

para mim, mas não liguei muito.<br />

Foi então que ela veio ter comigo e disse:<br />

-Inscreves-te em algum site duvidoso na internet,<br />

sabes que isso é muito perigoso?<br />

No dia a seguir era o meu aniversário recebi<br />

as prendas que tinha pedido. A minha mãe<br />

veio ter comigo e disse:<br />

-Espero que não volte a fazer isso.<br />

-Ela apanhou-me mas perdoou-me.<br />

Foi muito minha amiga, é uma grande mãe,<br />

se tivesse sido o meu pai, de certo que já


tinha um mês de castigo, e<br />

isso era mesmo muito mau, a<br />

minha vida acabava por momentos,<br />

mas isso já passou.<br />

Aprendi a lição, Nunca façam isto.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />

Carolina Neves<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

A grande notícia acabou por chegar ao<br />

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido<br />

entre um milhão de outros meninos, para<br />

ganhar a consola de jogos com que sempre<br />

sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz<br />

“Aceito o prémio”.<br />

Bem, nem podia acreditar, estava tão perto<br />

de ganhar a minha consola quando alguém<br />

me telefonou.<br />

Atendi e disse o que estava prestes a acontecer.<br />

Um amigo disse-me que podia ser vírus e que era<br />

melhor eu não aceitar, mas é claro que eu não<br />

acreditei, estavam era com inveja!<br />

Quando estava a abrir o site para aceitar o prémio<br />

a minha mãe chegou e chamou-me para irmos dar<br />

uma volta, o mundo parecia estar contra mim.<br />

Saí com a minha mãe, antes de me deitar, aceitei<br />

o prémio e fui dormir.<br />

No dia seguinte quando cheguei da escola fui ao<br />

correio e nada.


Ao serão, a minha mãe pediu-me o computador para<br />

ver o que e que eu andava a fazer.<br />

No dia seguinte antes de ir para a escola, o meu pai disse-me<br />

que o meu computador estava danificado e que<br />

íamos ter de o arranjar, o que ia custar algum dinheiro<br />

e que o que tivesse feito podia ter estragado o computador.<br />

Falei com o meu amigo, aquele que me ligou quando<br />

eu ia clicar “aceito este prémio” e pedi-lhe desculpa<br />

por não ter acreditado nele e que agora estava<br />

sem o meu computador por causa dos vírus.<br />

Cheguei a casa, expliquei aos meus pais o que<br />

tinha acontecido para o computador estar como<br />

estava e eles ficaram um pouco zangados, antes<br />

de ter feito alguma coisa devia ter-lhes comunicado,<br />

pois se aquilo não fosse vírus, podia ser<br />

algo pior como por exemplo, pedófilos, ou<br />

ladrões que queriam a nossa morada para<br />

depois a assaltarem, ou, para mandarem cartas,<br />

do que se sabe lá.<br />

Assim que me alertaram para tais factos,<br />

foram ao técnico que estava a tratar do<br />

problema do meu computador e explicaram<br />

o que se tinha passado, para o computador<br />

ter ficado assim.<br />

O técnico disse que não era muito grave e<br />

que no dia seguinte, com certeza, já estaria<br />

arranjado, mas que depois ligava para confirmar.<br />

A minha mãe chegou, já trazia o meu


computador, como novo, claro<br />

que para o reaver, tive de prometer<br />

não me entusiasmar com todos<br />

os E-mails, promocionais, que recebo,<br />

como neste caso, podem ser fraudulentos<br />

e me aconselhasse com os meus pais<br />

antes de tomar qualquer decisão.<br />

Um dia, quando estava a tomar o pequenoalmoço,<br />

vi na caixa de cereais, um anúncio a<br />

dizer “Vá já a este site e habilite-se a receber<br />

um telemóvel fantástico”. Na verdade, até<br />

estava a precisar de um telemóvel novo, mas<br />

quando me lembrei do que se tinha passado…<br />

evitei a tentação e fui para o quarto.<br />

A minha mãe viu a mesa da cozinha toda<br />

desarrumada e chamou-me, apercebeu-se do<br />

fascínio que eu tinha por aquele telemóvel, disse-me<br />

poderia para concorrer e se não ganhasse,<br />

mo oferecia.<br />

Aprendi com esta lição não acreditar em “Sortes<br />

Grandes”.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />

Ana Silva | Gonçalo Ferreira<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

A grande notícia acabou de chegar ao<br />

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,<br />

entre um milhão de outros meninos, para<br />

ganhar a consola de jogos com que sempre<br />

sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz<br />

“Aceito o prémio”.<br />

Eu estou muito feliz, nem acredito que isto me<br />

aconteceu! Uma consola! Era logo o que eu mais<br />

queria. Elas estão tão caras e ganhar uma era o<br />

sonho da minha vida.<br />

Comecei logo aos pulos de felicidade. Cliquei no<br />

botão e apareceu uma mensagem que dizia:<br />

- Parabéns!!! Acabaste de ganhar uma consola, só<br />

tens de fazer uma doação de 80 euros. – Tinha<br />

um grande botão vermelho e redondo. Cliquei,<br />

apareceu outra página que pedia o nome,<br />

morada, código-postal, e-mail, telemóvel e o<br />

número da conta bancária. Saí do meu quarto,<br />

fui até ao quarto da minha mãe e “levei<br />

emprestado” o cartão de crédito. Voltei a entrar<br />

no meu quarto e preenchi todos os dados que<br />

eram pedidos e carreguei no botão que dizia enviar.


Passados uns dias a minha mãe pediu para falar<br />

comigo. Será que ela tinha descoberto?! Eram só 80<br />

euros.<br />

- Pedro, usaste o número do cartão de crédito em<br />

algum site?<br />

Olhei para as mãos, estava tão envergonhado. – Foram<br />

só 80 euros. Podes tirar da minha mesada.<br />

- Ficavas sem dinheiro para o resto da tua vida se<br />

tirasse da tua mesada. Não foram só 80 euros,<br />

foram 800 euros!<br />

- 800?! Mas…<br />

- Pensava que sabias os perigos.<br />

Contei-lhe tudo, ela pediu para ver o e-mail e<br />

mostrei-lhe. Acabei por ficar de castigo, mas<br />

aprendi uma lição.<br />

Estava muito arrependido, triste, desapontado e<br />

desanimado.<br />

O meu castigo era três meses sem computador,<br />

dois meses sem televisão e quatro<br />

meses sem telemóvel.<br />

Era basicamente casa escola, nem podia<br />

estar com os meus amigos, melhor, nem<br />

conseguia respirar.<br />

Estava farto, todos erram! O meu erro foi<br />

bastante grande, mas não passava de um<br />

erro de ingenuidade.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />

Catarina Junceiro<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A minha<br />

família e os meus amigos conhecem-me por<br />

Real, já para a malta dos chats e dos jogos, na<br />

Internet, sou simplesmente o Virtual.<br />

Como Real, sou pequeno(a), moreno(a), tímido<br />

(a), mas como Virtual faço de conta que sou<br />

atrevido (a), loiro (a), e alto (a).<br />

Algumas vezes só por brincadeira finjo que sou<br />

rapariga mas a maioria das vezes digo mesmo<br />

que sou rapaz.<br />

Um dia fingi que era uma rapariga loira alta e<br />

atrevida, mas correu mal porque quem estava do<br />

outro lado do messenger era também uma rapariga<br />

lá da minha escola.<br />

No dia seguinte quando cheguei á escola toda as<br />

pessoas olhavam para mim com desconfiança até<br />

que, uma velha amiga veio ter comigo e perguntou<br />

-me se era verdade o que eu andava a fazer, foi<br />

então que lhe disse a verdade.<br />

Depois a história chegou à minha directora de tur-


ma e ela deu-me um grande sermão de uma hora e<br />

meia.<br />

Mas com o sermão aprendi a lição, nunca mais na minha<br />

vida voltava a fazer isso.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />

Ana Inês | Patrícia Miranda<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

A grande notícia acabou de chegar ao<br />

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,<br />

entre um milhão de outros meninos, para<br />

ganhar a consola de jogos com que sempre<br />

sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz<br />

“Aceito o prémio”. Era o dia de ir buscar a consola<br />

dos meus sonhos… mas era tão longe e os<br />

meus pais não me conseguiam levar porque o<br />

carro estava na oficina. O que fazer?<br />

Não podia ficar sem a minha consola, não podia<br />

apanhar o autocarro pois os paizinhos não autorizavam,<br />

diziam que era muito perigoso e que não<br />

tinha idade para tal coisa.<br />

Mas eu tinha que conseguir, andava a sonhar com<br />

ela desde que soube que existia e olhem que não<br />

foi há pouco tempo, os meus pais nunca<br />

tiveram dinheiro para a comprar, sim, porque<br />

nós não somos ricos, diziam a mãe e o pai<br />

sempre que lha pedia.<br />

Só havia uma alternativa, pedir boleia na estrada,<br />

sem os meus pais saberem pois não tenho dinheiro<br />

para o autocarro.


Ups! A minha mãe viu-me a chorar tanto que telefonou<br />

para a tia Matilde. Não gosto da tia Matilde sempre que<br />

me vê, dá-me um beijo na cara com aquele batom vermelho<br />

e aperta-me as bochechinhas com tanta força<br />

que até fica marca… Mas por momentos podia-me<br />

ser útil.<br />

Então lá fomos os dois para o local onde decorreu<br />

o concurso. Eu estava super ansioso, ia ter a<br />

minha “menina” nas mãos pela primeira vez. Isto<br />

era um sonho tornado realidade, não estava a acreditar.<br />

Estava mesmo muito feliz.<br />

Chegámos lá, aquilo era espectacular, e ao longe<br />

vi o senhor com a minha consola, ela é tão linda ao<br />

longe, nem imagino ao perto! E, de repente o tal<br />

senhor chegou ao pé de mim com a minha linda<br />

“menina”. Não acredito, é a minha consola, ao<br />

vivo e a cores! Olhei-a nos olhos e ela sorriu<br />

para mim, eu e a minha consola, tivemos o nosso<br />

primeiro encontro, ou, melhor, o nosso<br />

reencontro, sim, porque nós já nos tínhamos<br />

visto montes de vezes, estava sempre a namorá-la<br />

através das montras.<br />

Finalmente fui para casa com a minha consola.<br />

E acho que não é preciso dizer, mas desde<br />

este dia que não vou para de olhar para ela.<br />

Ela é mesmo muito especial para mim. Saiume<br />

a sorte grande! Eu amo a minha consola!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />

João Martins<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Tentações<br />

A nossa professora marcou-nos<br />

um trabalho sobre um dos assuntos<br />

abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />

na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />

assunto.<br />

A nossa professora marcou-nos um trabalho<br />

sobre um dos assuntos abordados nas últimas<br />

aulas.<br />

Pesquisei bastante e já escolhi o meu tema.<br />

Descobri, na Internet, um texto fabuloso sobre<br />

o assunto. Mas vai-me dar imenso trabalho estar<br />

a seleccionar a informação e a escrever tudo por<br />

minhas palavras… Talvez pudesse, simplesmente,<br />

fazer copy-paste… Assim não teria tanto trabalho…<br />

Copiei, colei, imprimi o trabalho, e fui ver televisão.<br />

Nem alterei um bocadinho.<br />

No dia seguinte, quando cheguei à escola entreguei<br />

o trabalho à professora.<br />

Pareceu-me espantada e até fez um comentário a<br />

referir o tamanho e a aparente qualidade do trabalho<br />

ao “ver por alto”.<br />

Fiquei todo feliz, claro. No fim do dia, tinha a aula<br />

de Área de Projecto. Estivemos a falar sobre o que<br />

devíamos ou não fazer na Internet.


Os professores falaram em copy-paste e em direitos de<br />

autor.<br />

De seguida, perguntaram se alguém já tinha feito copypaste.<br />

Com vergonha, não me acusei.<br />

No fim da aula, fui para casa.<br />

Quando acordei, no dia seguinte, fui para a escola.<br />

A minha professora estava com uma cara zangada,<br />

quando me viu, disse-me que queria falar comigo no<br />

fim da aula.<br />

A aula passou, e no fim, eu fui ter com ela.<br />

Pôs o meu trabalho copiado em cima da mesa e,<br />

eu vi logo que ela tinha descoberto que eu tinha<br />

feito copy-paste.<br />

O que eu tinha feito não se fazia e deu-me um<br />

grande sermão.<br />

No fim, disse-me que ia comunicar o que eu<br />

fizera, aos meus pais e que ia ter de fazer o<br />

trabalho outra vez.<br />

Quando cheguei a casa, os meus pais zangaram-se<br />

muito comigo e castigaram-me! Não<br />

podia ver televisão e tinha de ir refazer o trabalho…<br />

Fui para o meu quarto e fiz o trabalho.<br />

Custou-me imenso! Analisei informação,<br />

escolhi o que precisava, escrevi com palavras<br />

minhas… Tudo sem fazer copy-paste.


No dia seguinte, entreguei o trabalho<br />

à professora e tive um Muito<br />

Bom.<br />

E foi assim que aprendi que devemos<br />

sempre respeitar os direitos de autor e<br />

nunca fazer copy-paste.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />

Salomé Pereira<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

A grande notícia acabou de chegar ao<br />

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,<br />

entre um milhão de outros meninos, para<br />

ganhar a consola de jogos com que sempre<br />

sonhei! E é tão simples, basta clicar onde diz<br />

“Aceito o prémio”. Desde que fiz 10 anos que<br />

sonho com este jogo, e agora, depois de<br />

dois anos de espera consegui! Nem acredito.<br />

Este concurso consiste no seguinte: todos os<br />

dias quem está interessado em ganhar este prémio,<br />

responde a um questionário.<br />

Ao fim de um mês é enviada uma mensagem<br />

a comunicar o número de respostas certas e<br />

erradas.<br />

O concorrente com maior número de respostas<br />

certas ganha o concurso.<br />

Este ano apenas errei uma resposta, ora,<br />

sendo este o número mínimo, ganhei o concurso.<br />

Ao princípio quando recebi esta mensagem<br />

pensei que era alguém a gozar, mas agora,


descobri que não.<br />

Ganhei mesmo o concurso! Vou já clicar no “Aceito o prémio”.<br />

Afinal tem que se ligar para um número ou, em<br />

último caso, ir a casa de um tal informático,<br />

embora tudo isto seja estranho, decidi-me por ligar<br />

para o tal número…<br />

Não estive dois anos á espera deste momento para<br />

agora desistir.<br />

Antes de ligar para o tal número, achei mais sensato<br />

falar com a minha mãe. Depois de uma longa<br />

conversa ela concordou comigo.<br />

Logo que liguei ao informático, este disse-me<br />

que para adquirir a consola tinha que dizer qual<br />

o meu endereço, número de telefone e o<br />

meu nome completo, pois esta vem do<br />

estrangeiro, e, por ultimo, pagar. Ah! Já me<br />

esquecia a consola custa 100 euros. É um<br />

pouco cara eu sei mas… valhe a pena. Sempre<br />

é a realização do meu sonho, depois de um<br />

dois anos de espera.<br />

Espero pela consola há um mês e esta ainda<br />

não apareceu.<br />

Descobri, depois de algum tempo, que tudo<br />

isto é mentira. A minha mãe já falou com a<br />

polícia e já fomos reembolsados. Amanha<br />

vamos comprar uma nova.<br />

Aprendi que nem tudo é seguro na Internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Carnaxide<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

António Melo | Alcino Lopes | André Vinhas<br />

Susana Neves<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A minha<br />

família e os meus amigos conhecem-me por<br />

Real, já para a malta dos chats e dos<br />

jogos, na internet, sou simplesmente o Virtual.<br />

Como real, sou pequeno, moreno, tímido,<br />

mas como Virtual, faço de conta, que sou um<br />

rapaz forte, com 1.75, loiro e de olhos azuis…<br />

Algumas raparigas pedem-me fotografias, ao<br />

princípio, fiquei um pouco embaraçado, mas logo<br />

resolvi o problema, e é simples: Google! Procurei<br />

umas fotos de uns rapazes parecidos com a<br />

descrição que lhes tinha dado, e já está! As raparigas<br />

dizem que sou giro, e eu fico feliz, porque a<br />

malta da Net gosta de mim assim… o Virtual.<br />

No outro dia, conheci num chat uma rapariga tão<br />

gira! Ela mandou-me uma foto, é morena, de<br />

olhos verdes, cabelo encaracolado, é a rapariga<br />

mais bonita que já vi na minha vida. Trocámos os<br />

mails, os números de telemóvel, e agora passamos<br />

os dias inteiros a falar, é desde que nos<br />

levantamos até nos deitarmos, todo o dia, todos


me avisam que ela me pode estar a enganar, mas eu<br />

acho que não, é a minha Filipa, e não quero saber dos<br />

avisos dos outros, ela não me ia mentir.<br />

Falou-me de nos encontrarmos, uma vez que as nossas<br />

casas não são assim tão longe. Eu não sabia o que<br />

fazer, se lhe contasse a verdade, ela podia ficar aborrecida,<br />

se eu dissesse que não me queria encontrar com<br />

ela, ela também podia ficar triste, se marcasse o<br />

encontro e aparecesse assim como eu sou, o verdadeiro<br />

Real, ela podia ficar ainda mais desiludida, e aí<br />

a nossa relação acabava, e eu não aguentava ficar<br />

sem ela. Decidi meditar sobre o assunto.<br />

Quando acordei, decidi que ia contar a verdade<br />

à Filipa, porque se ela gostasse mesmo de falar<br />

comigo ia aceitar a forma como sou, não interessava<br />

a minha altura, a minha cor de cabelo ou<br />

a cor dos meus olhos, assim sendo, mandei-lhe<br />

uma mensagem para o telemóvel: “Filipa, preciso<br />

de ter uma conversa séria contigo, vai para<br />

o MSN, não dá para explicar por aqui, beijinho<br />

Real”. Esperei 10 minutos e ali estava ela a<br />

entrar… Fiquei nervoso, senti um arrepio na<br />

barriga e pensei em desistir, mas não, aquilo<br />

não podia esperar mais, tinha mesmo que o<br />

fazer naquele momento. Meti conversa e logo<br />

lhe expliquei como eu era, e que tinha inventado<br />

aquele “outro” Virtual para a malta da<br />

Net gostar de mim e aceitar-me, uma vez<br />

que na vida real eu não era lá muito social,<br />

quando acabei de escrever e lhe mandei a<br />

minha explicação, ela demorou a responder…<br />

Não sabia o que pensar daquela


situação, será que ela tinha ficado<br />

desiludida, será que estava arrependida<br />

de ter começado esta<br />

amizade?! Mas logo que vi o que<br />

ela tinha escrito, todas as inseguranças<br />

passaram… Ela disse que não se<br />

importava, que a única coisa que lhe interessava<br />

era aquele rapaz querido e<br />

amoroso com quem tinha falado dia e<br />

noite naquelas ultimas semanas. E como<br />

se isso não bastasse, quando lhe mandei<br />

uma fotografia do verdadeiro Real Virtual, ela<br />

disse que eu era lindo, e que não precisava de<br />

fingir ser outra pessoa, porque era realmente<br />

fofinho. Falou logo em marcar o nosso<br />

encontro, e eu depois do sucedido claro que<br />

aceitei, ficou marcado para terça-feira à quatro<br />

da tarde, pois era o dia em que eu não tinha<br />

aulas a tarde, e a Filipa saía mais cedo.<br />

Lá estava eu, terça-feira, 15.46 horas da tarde,<br />

tinha chegado mais cedo pois estava nervoso<br />

e tinha medo de me atrasar… O tempo<br />

passou a voar, e os meus pensamentos eram<br />

inúmeros, será que ela ia gostar verdadeiramente<br />

de mim?!<br />

Quando dei por mim já eram 16.05, e ela não<br />

aparecia, o parque estava vazio, e a minha ansiedade<br />

aumentava a cada segundo. Mandei-lhe<br />

uma mensagem “Então Filipa, onde estás?”. Ela<br />

respondeu logo a seguir “já estou a chegar Real”.<br />

Passados


uns dois ou três minutos, não vejo nada a não ser um<br />

senhor, tinha uns 50‟s e tais anos a vir na minha direcção,<br />

chegou bem perto de mim e disse “És tu o Real?”<br />

eu nervoso respondi “Sim...sim, sou porquê?” ele respondeu<br />

“então, acho que estavas à minha espera, eu<br />

sou a Filipa! Ou melhor dizendo, Fernando” eu fiquei<br />

passado! Não podia acreditar naquilo que se estava a<br />

passar, não sabia o que fazer, o meu cérebro paralisou,<br />

e só tive tempo de sair dali a correr que nem um<br />

maluco. Afinal todos tinham razão, e se não tivesse<br />

saído dali a correr, não sei o que podia ter acontecido.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Barcelinhos<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

António José Codesseira Fernandes<br />

Alda João Araújo Andrade | Carla Elisabete Fraga<br />

Campos | Catarina Sofia Fernandes Costa | Cátia<br />

Sofia Pedras Costa | Daniela Sofia Freitas Silva |<br />

Joana Maria Pereira Ferreira Silva<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Fui logo abrir aquela ligação à página do prémio.<br />

Fiz o meu registo preenchendo com todos<br />

os meus dados e como era menor, com os<br />

dados do meu pai. Segundos depois recebi uma<br />

mensagem no meu correio electrónico com a<br />

minha pass. Voltei ao sítio, introduzi essa pass<br />

que tinha recebido e … - Isto parece o paraíso, a<br />

minha consola!!! Uau!!!<br />

Antes de clicar no prémio foi só confirmar os<br />

dados do meu registo, introduzir o meu número<br />

do telemóvel e aguardar. Esperei algum tempo e<br />

então lá apareceu o tesouro. Cliquei e “Parabéns,<br />

o prémio é teu”. Por baixo pedia para indicar o<br />

contacto de outros colegas que eu achava poderem<br />

vir a gostar de ganhar também o prémio.<br />

Eufórica como estava, comecei a escrever os mail<br />

dos meus amigos; foi o do Pedro, da Raquel, da<br />

Catarina e de todos aqueles que me lembrei. No<br />

final tinha conseguido escrever cinquenta e dois<br />

endereços.<br />

Passei a consultar, todos os dias e várias vezes por<br />

dia, a tal mensagem a comunicar onde e quando


poderia receber o meu prémio. Na escola fui dizendo aos<br />

meus amigos o que tinha feito por eles e todos agradeceram<br />

o gesto. Um a um lá me foram dizendo que tinham<br />

feito os registos e que todos tinham ganho uma consola<br />

igual à minha.<br />

Liguei à minha maior amiga, mas não tinha dinheiro no<br />

telemóvel. Mas como era possível se ainda na semana<br />

anterior o meu pai me tinha carregado dez euros e<br />

nem tinha feito muitas chamadas? Fui pedir à minha<br />

mãe para me carregar mais cinco euros para poder<br />

falar com a Sofia; ela perguntou-me o que tinha feito<br />

para gastar tanto dinheiro numa semana, mas lá<br />

foi ao Multibanco para fazer o carregamento. Quando<br />

chegou a casa disse que já o tinha feito e eu lá<br />

liguei; ela disse para ligar ao Rafael e dizer para<br />

ele fazer o mesmo e logo que desliguei a Sofia,<br />

tentei ligar ao Rafael, mas…<br />

- Outra vez sem dinheiro! Como pode ser?<br />

Fui logo falar com a minha mãe e ela viu que<br />

tinha realmente gasto o dinheiro todo. Ligou<br />

para o apoio ao cliente e lá disseram que<br />

tinham descontado quatro euros de uma inscrição<br />

que eu tinha feito; mas eu não tinha<br />

feito nada, não tinha pedido nada. Só aquilo<br />

da consola, mas tinha sido pela Internet. A<br />

minha mãe foi ver o tal sítio do prémio e<br />

reparou que havia umas letras pequeninas<br />

onde se dizia que ao introduzir o meu<br />

número de telemóvel seriam descontados<br />

quatro euros em quatro mensagens e que<br />

assim continuaria até eu mandar uma men-


sagem para eles a pedir para acabar<br />

com aquilo. A minha mãe mandou<br />

logo a mensagem e eles responderam<br />

dizendo que não podia porque<br />

não tinha dinheiro para descontarem as<br />

outras duas vezes os quatro euros; só<br />

depois disso é que poderia cancelar. A<br />

minha mãe ralhou muito comigo e lá foi<br />

carregar mais sete euros para eles descontarem<br />

o resto. Meu dito, meu feito; foi logo.<br />

A minha mãe perguntou o que mais tinha feito<br />

e eu disse os dados que lá tinha colocado. Certo<br />

é que no correio dela começaram a aparecer<br />

mensagens com prémios para ela e também<br />

recebeu, pelos correios, publicidade com muitos<br />

prémios que ela podia receber. Claro que ela<br />

nunca pediu nada e eu aprendi que estas coisas<br />

dos prémios fáceis pela Internet às vezes (ou<br />

sempre) são para nos enganar.<br />

Para além da tristeza por não ter ganho a consola<br />

e por ter perdido o dinheiro do telemóvel, ainda<br />

tive de ouvir os meus amigos a “agradecer” o<br />

favor de lhes ter tirado dinheiro dos telemóveis<br />

deles. Dois deles ficaram mesmo de castigo por<br />

não terem contado aos pais aquilo que tinham feito<br />

nas suas costas.<br />

Nunca mais me esqueci deste caso e dos problemas<br />

que tive para recuperar a confiança dos meus<br />

amigos. Com toda a razão, sempre que eu lhes<br />

dizia alguma coisa, eles perguntavam logo se não<br />

tinha a ver com prémios dados na Internet e des-


contos no telemóvel.<br />

Nunca mais preenchi nada na Internet sem primeiro ler<br />

bem o que lá estava escrito, mesmo que as letras fossem<br />

muito pequeninas. Aproveitei para falar com o meu<br />

professor de TIC que me deu algumas dicas de como<br />

deveria fazer quando estivesse nestas páginas da<br />

Internet e até me indicou uns sítios onde poderia ver<br />

alguns conselhos sobre como usar a Net.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Sendim<br />

Agrupamento Sendim<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Sandra Marisa Afonso Matela<br />

Ana Vitória | Hugo Poço | João Marcos | Sara<br />

Nobre<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Estava eu a jogar no meu computador, e vi um<br />

anúncio na internet. Era só clicar num botão,<br />

responder a umas perguntas. De seguida inseria<br />

o meu número de telemóvel e davam-me um pin<br />

para ganhar o tal telemóvel.<br />

Não liguei, podia até ser uma “bomba”.<br />

No dia seguinte, quando fui para a escola, os<br />

meus amigos também receberam esse anúncio.<br />

Tenho um amigo que se chama João, ele com este<br />

anúncio ficou todo entusiasmado, fez todos os<br />

passos que lhe mandava fazer. Ficou surpreendido,<br />

que de 4 em 4 horas mandavam-lhe esta mensagem:<br />

”Impossível mostrar a mensagem”, com<br />

isto roubavam-lhe no mínimo 4 euros.<br />

Para pararem de lhe mandar essas mensagens, ele<br />

teve que mandar uma mensagem para esse número,<br />

que dizia:”SAIR”.<br />

Ele nunca mais quis aceitar uma coisa dessas.


A minha prima Rita, tem 11 anos.<br />

Eu deixei-a andar no meu computador, visto que ela vai<br />

ficar uma semana em minha casa. Mas eu não lhe disse<br />

que quando se liga a internet lhe aparecia o tal anúncio.<br />

Ela como não se apercebeu dos perigos que podia correr,<br />

seguiu todos os passos.<br />

No sábado, por volta das 4 horas da tarde ela saiu<br />

sem dizer onde ia. Quando eu fui ligar o computador,<br />

achei estranho, não me apareceu o anúncio. Pensei<br />

logo que tinha sido a minha prima que……<br />

Peguei no telemóvel dela, tinha uma mensagem<br />

que às 4 horas, ela dirigia-se a uma morada para<br />

receber o prémio.<br />

Eu fui ter àquela morada e encontrei a pessoa<br />

que fazia esse tipo de roubos. O que ele queria<br />

não era entregar o computador era violá-la.<br />

Tive tempo, chamei a polícia e essa pessoa teve<br />

que pagar pelo que fez.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Sendim<br />

Agrupamento Sendim<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Sandra Marisa Afonso Matela<br />

Alfredo Delgado | João Pedro | Mickael Neto |<br />

Rafael Gomes<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

O site tinha jogos fabulosos e baratos.<br />

Então escolhi cinco jogos de que gostei, custavam<br />

todos menos de dez euros, por isso se<br />

cada pessoa me der cinco euros, vai dar para<br />

comprar esses jogos. No meu aniversário vão<br />

estar dez tios e alguns primos, só os meus tios é<br />

que me dão dinheiro, por isso!<br />

Estou cada vez mais ansioso por o meu aniversário,<br />

é já para a semana e parece que faltam anos.<br />

Os dias passam cada vez mais devagar, mas já só<br />

faltam 2 dias.<br />

O meu aniversário chega finalmente, a minha mãe<br />

está a fazer um bolo, os meus tios e primos começam<br />

a chegar, ninguém trás embrulhos, e eu suspeito<br />

logo que me vão dar dinheiro.<br />

Sentamo-nos todos à mesa para jantar, e eu estava<br />

tão ansioso que me aprecei a comer, mas os<br />

meus tios comeram normalmente. Levantei-me e<br />

fui para o meu quarto, liguei o computador e fui<br />

ver os jogos que o site tinha, ainda estavam lá os<br />

jogos que eu queria.


Depois ouço a minha mãe a chamar-me:<br />

- Ó filho vem para a sala!<br />

- Já vou.<br />

Desliguei o computador e fui para a sala todo contente.<br />

Cheguei lá e todos cantaram os parabéns, mas eu nem<br />

liguei só pensava no dinheiro que ia receber.<br />

Logo depois começaram todos a tirar as carteiras e a<br />

tirarem dinheiro. Uns deram-me cinco euros, outros<br />

dez. Fiquei todo contente, por todos os meus tios<br />

recebi cinquenta euros. Fez-se tarde e os meus tios<br />

e primos foram para casa, eu ainda queria ir registar-me<br />

no site para ter os jogos logo no dia seguinte,<br />

mas os meus pais disseram-me para ir para a<br />

cama senão tiravam-me os cinquenta euros que<br />

os meus tios me tinham dado. Nem hesitei, fui<br />

logo para a cama ansioso por o dia seguinte.<br />

A noite passou, mal acordei fui logo ligar o computador,<br />

fui ao site e registei-me, escrevi o meu<br />

email, o meu nome completo, onde vivo e<br />

quando nasci. Logo depois, apareceu-me espaço<br />

para escolher os jogos que queria, escolhi<br />

os cinco jogos que podia comprar. Escolhi<br />

pagar por telemóvel, mas reparei que ainda<br />

não tinha carregado o telemóvel com o<br />

dinheiro que precisava para pagar os jogos.<br />

Fui logo carregar o telemóvel à loja que<br />

estava mais perto de minha casa, demorei<br />

um pouco, mais do que esperava demorar<br />

e, quando cheguei a minha mãe tinha-me<br />

desligado o computador. Pensei logo se ela


não teria visto o site dos jogos, é<br />

que se visse já não me deixava<br />

comprar. Mas não me preocupei muito,<br />

voltei a ligá-lo e voltei a fazer tudo<br />

o que tinha feito, email... pagar com<br />

telemóvel, e foi logo, cliquei concluir e<br />

recebi uma mensagem a dizer que receberia<br />

os jogos entre um a dois dias. Passou<br />

um dia e ainda não tinha recebido nada,<br />

comecei a ficar farto.<br />

Passaram dois dias e fiquei chateado, à tarde<br />

fui ao site e o site já não estava operacional,<br />

reparei logo que me tinham enganado.<br />

Então fui à polícia fazer queixa e contei-lhes<br />

tudo o que tinha acontecido, um agente disseme<br />

que a maioria dos sites eram de ladrões que<br />

dizem vender jogos ou músicas a baixo preço e<br />

depois tiram o dinheiro às pessoas que caem nos<br />

esquemas deles e depois não entregam nada. O<br />

agente disse que eu não tinha sido o único a cair<br />

nesses esquemas.<br />

Deixei a queixa na polícia e fui para casa, fui mas<br />

com o medo de que os meus pais descobrissem<br />

que tinha gasto cinquenta euros em jogos na<br />

internet.<br />

Mas quando cheguei já os meus pais sabiam porque<br />

o agente da polícia já lhes tinha telefonado a<br />

contar tudo. Mal entrei em casa começaram logo a<br />

reclamar comigo por a asneira que eu tinha feito.<br />

Fui para o quarto, e reflecti porque razão fizera eu


esta asneira.<br />

Desde aí nunca mais voltei a ir a esses sites de comprar<br />

jogos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Sendim<br />

Agrupamento Sendim<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Sandra Marisa Afonso Matela<br />

Ana Vitória | Hugo Poço | João Marcos | Sara<br />

Nobre<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Tentações<br />

A nossa professora marcou-nos<br />

um trabalho sobre um dos assuntos<br />

abordados nas últimas aulas. Pesquisei<br />

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri,<br />

na Internet, um texto fabuloso sobre o<br />

assunto.<br />

O tema que eu escolhi foi “Segurança no Trabalho”.<br />

Era um tema sobre o qual eu sempre<br />

me interessei. Na aula seguinte, o primeiro<br />

assunto e pergunta da aula foi:<br />

-Já todos escolheram o trabalho?<br />

Fui o primeiro a intervir.<br />

-Eu já escolhi o meu tema.<br />

-Então qual é?<br />

-O tema que eu escolhi foi a “Segurança no Trabalho”.<br />

-Um tema muito interessante, mas um pouco difícil<br />

de abordar, mas acho que tu vais conseguir. -<br />

Respondeu a professora.<br />

Ao final da tarde, fui logo a correr para casa, para<br />

começar a fazer o meu trabalho, estava muito<br />

entusiasmado.<br />

Comecei então a fazer o meu trabalho. Pesquisei,<br />

pesquisei na Internet e após uma longa pesquisa,<br />

encontrei um site, do qual retirei toda a informação.


Agora que já tinha a informação, era só organizá-la e foi<br />

o que fiz, passei toda a tarde, nem lanchei, nem jantei,<br />

para elaborar o meu trabalho. Ao final da noite finalizei a<br />

elaboração do meu trabalho, estava exausto e fui logo<br />

dormir. No dia seguinte, na aula, a professora perguntou:<br />

- Quem é que já finalizou o trabalho?<br />

Fui o primeiro a responder - Eu.<br />

- Muito bem. Estou muito contente pela rapidez com<br />

que finalizaste o trabalho, mostra que te empenhaste,<br />

de forma persuasiva na sua elaboração.<br />

Fiquei extremamente contente, porque vi que todo<br />

o meu esforço estava a ser recompensado. Fui<br />

então dar o meu trabalho à professora, que me<br />

disse que iria analisar e depois classificar. Há tarde<br />

mal cheguei a casa, disse logo à minha mãe<br />

que a professora me tinha elogiado pelo meu<br />

empenho em relação ao trabalho que fora proposto<br />

para desenvolver pela professora, ficou<br />

extremamente contente.<br />

No dia seguinte, na aula a professora, chamou<br />

-me e disse-me:<br />

- Não percebo como isto aconteceu, parecias<br />

tão entusiasmado e que tinhas realizado de<br />

forma correcta este trabalho. Mas não foi<br />

isso que aconteceu, o teu trabalho é negativo<br />

e isso deve-se à informação do trabalho<br />

estar completamente errada.<br />

Percebera então que a informação que reti-


ara daquele site era errada e que<br />

a Internet não era um meio de pesquisa<br />

fiável e fiquei frustrado por não<br />

ver todo aquele meu esforço premiado


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Sendim<br />

Agrupamento Sendim<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Sandra Marisa Afonso Matela<br />

Ricardo Machado | Tiago Alves | Tiago Branco |<br />

Vasco Martins<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Até que ficou tão zangado que decidiu ligar<br />

para perguntar quem era, e detrás da chamada<br />

ouvia-se a voz de um homem. Assustado com<br />

aquela voz desligou a chamada mas não adiantou,<br />

a chamada repetiu-se mais e mais vezes até<br />

que decidiu fazer queixa à polícia. A polícia descobriu<br />

logo quem era. E não será que era apenas<br />

um amigo seu que estava a gozar com ele. Ele<br />

zangou-se com o seu amigo e disse que nunca<br />

mais o perdoaria pois o que fez não se fazia a ninguém<br />

e como palavra puxa palavra, a discussão<br />

deu em pancadaria a pancadaria. Foi na escola ali<br />

num lugar onde não eram conhecidos. Os dois<br />

foram descobertos naquela cena de pancadaria e<br />

foram expulsos da escola. A mãe do Rui ficou tão<br />

zangada com a situação que foi também discutir<br />

com a mãe do amigo do seu filho e depois de tanta<br />

discussão voltou a aparecer a polícia, e as duas<br />

foram passar a noite a esquadra. Os dois jovens<br />

perdoaram-se novamente e disseram que nunca


mais voltaria a acontecer e que nunca mais discutiriam.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Jean Almeida | Ricardo Freitas<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

Depois de dar os meus dados pessoais, ligaram-me<br />

a dizer que vinham trazer a casa<br />

daqui por 2 semanas e não precisava de ir<br />

busca-lo aos correios.<br />

Esperei as 2 semanas, parecia que nunca iam<br />

acabar, estava muito ansioso para receber o<br />

meu jogo novo.<br />

Passadas as 2 semanas nada sabia sobre o jogo,<br />

como já tinha pago comecei a ficar um pouco<br />

preocupado e tentei ligar para o dono do jogo<br />

mas não me atenderam. Fui contar aos meus pais<br />

e eles chateados por eu ter dado os dados pessoais<br />

a pessoas desconhecidas. Como o jogo era<br />

muito caro os meus pais quiseram o dinheiro de<br />

volta o problema é que ninguém atendia aos meus<br />

telefonemas e era a única maneira de contactar<br />

com o dono do jogo, os meus pais já desconfiavam<br />

que não iam receber dinheiro nem o jogo.<br />

Entretanto como o dinheiro não foi devolvido nem<br />

recebi o jogo, os meus pais foram à esquadra.<br />

Quando chegou à esquadra o meu pai apresentou<br />

queixa contra aquele site mas como não havia


meio de descobrir quem me tinha enganado fiquei sem o<br />

jogo e sem o meu dinheiro.<br />

Um mês depois tocaram a minha campainha e não me<br />

parecia ninguém familiar, era um homem alto, magro,<br />

cabelo grande e castanho e com umas roupas velhas,<br />

eu abri a porta e ele agarrou-me e levou-me para uma<br />

carrinha que estava ali estacionada. Os meus pais chegaram<br />

a casa a meio da tarde e eles ficaram preocupados<br />

porque não me encontraram e porque não<br />

atendia o telemóvel e não sabiam onde e que eu<br />

estava, e como eu dei os meus dados a um desconhecido<br />

o meu pai desconfiou e foi à polícia, a polícia<br />

andou a investigar e mais tarde descobriu-se<br />

que um pedófilo me tinha raptado assim como<br />

outras crianças.<br />

A polícia descobriu a casa do pedófilo e encontraram-me<br />

a mim e aos outros rapazes e raparigas<br />

que estavam comigo, o homem foi preso e ainda<br />

descobriram que ele tinha cocaína em casa, ele<br />

apanhou 40 anos de prisão.<br />

Os meus pais puseram-me de castigo durante<br />

um mês, mas deram-me o jogo que eu tanto<br />

queria.<br />

Com isto tudo aprendi que mais vale comprar<br />

mais caro do que na Internet arriscando a<br />

minha vida.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Maria Inês | Sofia<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

Era a véspera do meu aniversário, os meus<br />

pais estavam a trabalhar, e eu em casa sem<br />

nada para fazer, decidi ligar o computador e<br />

pesquisar um site de jogos, pois no Natal recebi<br />

uma consola. Fui ao site “melhor preço” e vi um<br />

jogo que desejava há muito tempo, e que tinha<br />

um preço absolutamente incrível! No site pedia<br />

todas as informações pessoais necessárias para<br />

efectuar a compra, como o meu nome; idade; nº<br />

telemóvel; morada. Depois de fazer a encomenda<br />

só tinha que esperar duas semanas.<br />

Finalmente chegou o tão desejado dia! A minha<br />

encomenda chegou e eu tinha que a ir buscar aos<br />

correios. Quando a fui buscar achei muito estranho<br />

pois a minha encomenda estava muito pesada<br />

para ser um simples jogo! Fui até casa sempre<br />

com um ar muito curioso. Quando cheguei senteime<br />

no sofá e abri a caixa, para meu espanto era<br />

um monte de pedras. Fiquei tão furioso que agarrei<br />

na primeira coisa que vi, neste caso foi uma<br />

jarra, parti-a com toda a minha força e neste<br />

constante barulho ouvi o som da campainha a soar


no meu ouvido.<br />

-Quem será agora? – disse eu furioso enquanto abria a<br />

porta. Era um sujeito alto e forte com ar carrancudo, que<br />

me agarrou antes de eu conseguir dizer uma palavra.<br />

Tentei soltar-me mas a sua força era superior à minha,<br />

apenas ouvi umas vozes a dizer: - Manel abre a porta<br />

do carro, temos aqui mais um miúdo!<br />

Quando acordei, estava num armazém velho. As<br />

minhas mãos estavam acorrentadas e encontrava-me<br />

todo dorido. Ao meu lado estava uma rapariga com<br />

sensivelmente 15 anos.<br />

Enquanto isto tudo aconteceu, os meus pais chegaram<br />

a casa e viram a jarra partida no chão e uma<br />

caixa cheia de pedras. Achando isto muito estranho<br />

ligaram para mim, mas eu tinha o telemóvel<br />

desligado. Já preocupados, foram até à esquadra<br />

da polícia, mas foram informados que só me<br />

podiam dar como desaparecido passadas 48<br />

horas. Os meus pais tão preocupados, não<br />

desistiram e foram à minha procura. Chegaram<br />

a casa e viram na caixa a morada dos correios,<br />

foram até lá e perguntaram de onde tinha vindo<br />

a encomenda. Dirigiram-se ao tal armazém<br />

e pelos vidros viram imensos miúdos deitados<br />

no chão acorrentados. Decidiram ligar à polícia<br />

e esconderam-se atrás de um arbusto.<br />

Quando os polícias chegaram apanharam em<br />

flagrante a quadrilha que há muito procuravam.<br />

Eu fiquei bem pois os meus pais eram<br />

os meus heróis, aprendi a lição.<br />

Sempre que usares a internet, pensa que


pode estar sempre alguém a tramar-te,<br />

e não faças como eu fiz,<br />

não encomendes nada pela internet,<br />

quem sabe pode ser uma armadilha!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Rute Dias | Sara Maia<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

até que um dia o João acabou por lhe ligar.<br />

Era um homem de 40 anos que se fez passar<br />

por um rapaz de 15 anos que tinha chegado a<br />

pouco tempo à cidade.<br />

O João achou um pouco estranho mas como era<br />

um rapaz da sua idade até acabou por lhe dar o e<br />

-mail pois o “rapaz” o tinha pedido para eles se<br />

poderem conhecer melhor. Falavam durante horas<br />

sobre jogos, sobre a escola, sobre os seus amigos<br />

e muitas mais coisas.<br />

Começaram a falar por e-mail e por telemóvel<br />

João adiciono-o no hi5 e no facebook. Este começou<br />

a pensar que o “rapaz” era seu amigo de verdade<br />

e como o “rapaz” se fez passar por um novo<br />

aluno da sua escola ele decidiu ajudá-lo.<br />

João acabou por marcar um encontro com o<br />

homem pensando que era o rapaz, à porta da<br />

escola mas o “rapaz”, preferiu que eles se encon-


trassem num lugar mais sossegado e que o seu pai o iria<br />

buscar.<br />

Foi tudo uma armadilha para apanhar o João, quando o<br />

João chegou ao carro encontrou-se com o homem de 40<br />

anos. Este levou para um sítio escondido onde o prendeu<br />

e o violou. Dai levou-o para um iate e prendeu-o<br />

durante grande parte da sua vida numa ilha desconhecida.<br />

O caso foi descoberto pela polícia marítima e<br />

finalmente João foi libertado e o homem de 40 anos<br />

acabou por morrer na prisão.<br />

Depois de muito desespero João finalmente reencontrou<br />

a sua família que desejava ver há muito<br />

tempo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues | Paula Ferreira<br />

Ana Luísa Meneses | Vítor Manuel Nunes<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Aceitei a consola e logo a seguir pediram o<br />

número da conta bancária do meu pai, a<br />

minha idade, morada e número de telefone.<br />

Ao princípio não acreditava, mas como todos os<br />

meus amigos tinham aquela consola, eu também<br />

queria. Por isso, escrevi os dados pedidos<br />

pela página, e aceitei o prémio. Eles disseram<br />

que entregavam a consola uma semana depois.<br />

Passou um mês e ainda não tinha consola. No dia<br />

seguinte o meu pai foi ver o saldo da conta e viu<br />

que tinha menos 100 euros, mas não sabia de<br />

onde. Foi ai que percebi que tinha sido enganado<br />

e que apenas iam tirar dinheiro. Fiquei assustado<br />

sem saber o que fazer. Tentei ganhar coragem<br />

para contar isto, pois sabia que quando fosse contar<br />

ao meu pai iria ficar de castigo, mas tinha que<br />

contar pois senão ainda ficamos na miséria. E<br />

então contei ao meu pai. Ele reagiu muito mal,<br />

mas eu tinha mesmo de dizer.<br />

O meu pai ficou chateado, por um lado mas pelo<br />

outro ele sabia que eu não fiz aquilo de propósito,<br />

pois ele sabia que eu a queria.


Por isso ele só tinha uma coisa a fazer, cancelar a conta e<br />

foi o que ele fez. Passado algum meses o meu pai deume<br />

aquela consola e fiquei a perceber alguns dos perigos<br />

da internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Ângela Teixeira | Catarina Almeida<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que tenho 18 anos, embora só tenha 15,<br />

digo que sou loiro e tenho olhos azuis e converso<br />

com várias pessoas de diferentes regiões.<br />

Numa tarde, depois das aulas liguei o computador<br />

e fui para o chat falar com uma amiga que<br />

tinha conhecido lá. Era uma amiga que conhecia<br />

há poucas semanas, mas sabia que com ela<br />

podia desabafar e falar de tudo. Falamos durante<br />

horas e horas e no fim da conversa ela disse-me<br />

que estava a começar a gostar de mim.<br />

Fiquei estupefacto a olhar para o computador, pois<br />

não conseguia compreender como é que ela poderia<br />

gostar de mim se nunca me tinha visto e nem<br />

sabia a minha aparência.<br />

Passados uns dias decidimos encontrarmo-nos,<br />

não porque estava interessado mas sim porque<br />

gostava de saber como era a minha amiga com<br />

que eu tanto falava e desabafava.<br />

Decidimos encontrarmo-nos num parque. Esperei<br />

muito tempo até que apareceu um homem com


mais ou menos 35 anos, ao princípio pensei que era uma<br />

pessoa que como as outras por ali passava, mas depois<br />

fiquei assustado pois compreendi que tinha sido enganado,<br />

que afinal a rapariga com quem falava era um<br />

homem de 35 anos! Ele veio ter comigo, disse-me “olá”<br />

e disse que era a pessoa com que esperava. De seguida<br />

agarrou-me e tentou-me levar com ele.<br />

Tive sorte de a polícia estar ali de passagem viram-no<br />

e levaram-no.<br />

Nunca devia ter combinado uma saída sem se quer<br />

conhecer a pessoa, nunca mais voltei a falar com<br />

pessoas no chat, pois aprendi que nunca sabemos<br />

quem está do outro lado.<br />

Comentário: Este texto serve de exemplos reais<br />

que acontecem mesmo, mas muitos não têm a<br />

sorte de a polícia aparecer, muitos nunca são<br />

encontrados!<br />

Nunca se deve combinar nada com ninguém<br />

que não se conhece principalmente através do<br />

chat porque não se sabe a pessoa que está do<br />

outro lado, neste caso era um pedófilo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Cristiana Fernandes | Margarida Oliveira<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

No site que me recomendaram pediam-me<br />

vários dados nomeadamente nome, morada,<br />

idade, peso, altura, cor de cabelo, local de nascimento,<br />

entre outros.<br />

Pensei que era informação a mais só para a<br />

compra de uns jogos, mas como era mais barato<br />

e queria mesmo os jogos preenchi.<br />

Acabei o preenchimento dos dados, a seguir<br />

escolhi os jogos que queria mandar vir, com a<br />

informação que no prazo de 4 dias teria a encomenda<br />

em casa e teria de ter o dinheiro na mão<br />

para efectuar o pagamento, tendo o valor de 65€<br />

na compra de 3 jogos.<br />

Passado 4 dias, bateram-me a porta e lá estava o<br />

homem com a encomenda na mão, eu estava contente<br />

e ansioso por ter os jogos na mão então corri<br />

para a porta com o dinheiro e efectuei o pagamento.<br />

Entrei em casa, a caixa estava um pouco pesada,<br />

reparava-se que estavam lá os jogos e quando a<br />

abri surpreendi-me.


Olhei para dentro da caixa e não estava lá o que pedi,<br />

mas sim uns objectos a fazer peso.<br />

Fiquei enervado pois reparei que me tinham burlado, fui<br />

ao site e tentei reaver o meu dinheiro.<br />

Mas não me disseram nada, então deixei lá uns avisos<br />

a explicar o que se tinha sucedido e a dizer para ninguém<br />

cair no mesmo erro.<br />

E depois foi o pior, lembrei-me que ao dar os meus<br />

dados corria o risco de qualquer pessoa pegar neles e<br />

prejudicar-me.<br />

Fui à polícia e expliquei o sucedido, processei a<br />

empresa que dito pela polícia não estava legalizada,<br />

e o site foi eliminado da internet.<br />

Tive de ir a tribunal e como a empresa não estava<br />

legalizada e já tinham burlado mais pessoas eu<br />

consegui ganhar e eles devolveram-me o dinheiro<br />

e tiveram de me dar uma indemnização pelo<br />

sucedido.<br />

Por isso, antes de conceder os seus dados na<br />

internet, deveria certificar-se que o site onde<br />

pretende comprar os jogos é legal e que não<br />

corre o risco de ser burlado, pois nunca sabe<br />

quem esta por detrás desses anúncios e<br />

publicidade de compra.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Daniela Pinto | Luísa Guimarães<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

Eu logo, cliquei na mensagem e apareceu-me<br />

no ecrã do computador uma página com um<br />

programa que desconhecia, e que me pedia os<br />

meus dados pessoais e o meu número de telemóvel.<br />

Eu decidi preencher os meus dados pessoais<br />

e depois carreguei em “Ok” e aceitei o termos<br />

gerais. A página com o programa desconhecido<br />

logo se fechou e nada aconteceu. Na manhã<br />

seguinte, esperei e apareceu-me finalmente no<br />

telemóvel uma mensagem que pensei logo ser do<br />

prémio. Peguei no telemóvel e li a mensagem que<br />

era, de um número desconhecido, receoso reparei<br />

que a mensagem, só continha publicidade que não<br />

me interessava e logo a seguir a este momento,<br />

apareceu outra mensagem com mais publicidade e<br />

umas palavras que eu não percebia que parecia<br />

ser códigos para inserir na Net, e me tirou 4€ de<br />

saldo. Durante duas semanas permanentemente e<br />

sempre a mesma hora, continuaram a mandar-me<br />

as mensagens com publicidade e códigos para<br />

inserir na Net. Que me tiravam dinheiro do saldo.<br />

Como já estava farto, pedi aos meus pais que me


deixassem de carregar o meu saldo do meu telemóvel.<br />

Eles assim o fizeram e durante duas semanas consecutivas<br />

não me voltaram a roubar dinheiro do saldo e a<br />

mandar as mensagens de publicidade e códigos. Daí voltei<br />

a carregar o saldo do meu telemóvel pensando que<br />

eles tinham desistido e esquecido o meu número.<br />

Depois de receber o carregamento, nesse instante voltaram<br />

a mandar milhares de mensagens (que pensei<br />

que estavam retidas durante as duas semanas que<br />

não carreguei o saldo do meu telemóvel), seguidas e<br />

a roubar mais dinheiro do meu saldo do telemóvel.<br />

Então só vi uma solução, trocar de cartão de telemóvel,<br />

e mudar de número de telemóvel, assim<br />

não conseguiram voltar a tirar me dinheiro do saldo,<br />

e eu aprendi a lição, que nunca mais dou os<br />

meus dados pessoais e o meu número de telemóvel<br />

a um site desconhecido que não sei se é<br />

seguro e que não conheço.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Hugo Moreira | Pedro Durães<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...muitas vezes que sou algo que na verdade<br />

não sou. De vez em quando faço de conta que<br />

sou, uma pessoa mais velha, que sou bastante<br />

bonito, alto, moreno e atlético.<br />

Existem certos perigos nestes chats como por<br />

exemplo, tentativas de pedofilia, burlas ou enganos.<br />

Bem vou-te contar agora a minha história. Não<br />

foi há muito tempo que, estava eu no meu chat,<br />

quando de repente apareceu alguém no sistema<br />

de conversação online. Chamava-se Gforce64 e<br />

tinha uma bela fotografia. Estava a tentar saber<br />

informações sobre mim e a marcar um encontro.<br />

Eu confuso e indeciso aceitei com a condição de<br />

ser eu a escolher o local de encontro.<br />

Com um pouco de receio combinei com o meu<br />

melhor amigo que ele viesse comigo mas se<br />

escondesse, para que se algo acontecesse não<br />

estivesse sozinho. Marcamos o nosso encontro no<br />

café O Cantinho do Manuel.


No dia do encontro quando lá cheguei não estava ninguém<br />

à minha espera e então resolvi esperar por algum<br />

sinal. Foi então que de repente apareceram dois homens<br />

que me agarraram e me tentaram levar.<br />

Foi então que de trás dos arbustos saíram quatro polícias,<br />

que agarraram os indivíduos. Com azar um dos<br />

homens escapou, mas o outro não, tendo sido levado<br />

para a esquadra. A polícia obrigou o criminoso a confessar<br />

tudo o que tinha feito e quem era ele.<br />

Afinal estes dois homens faziam parte de uma rede<br />

de pedofilia. Mas havia uma coisa que eu não percebia,<br />

que era, como é que a polícia tinha aparecido.<br />

Fui esclarecer-me ao meu amigo, e este explicoume<br />

que na verdade fora ele que chamara a polícia<br />

com receio de não poder fazer nada sozinho.<br />

Parece que já contei a minha história.<br />

Queria por fim alertar-vos para os perigos da<br />

Internet e para terem cuidado pois nunca se<br />

fiem nestes encontros sem antes terem a certeza<br />

de que não há nenhum perigo.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Joana Pereira | Rui Bernardes<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alto, desconhecem a minha idade e<br />

não sou tímido. Conheci uma rapariga no chat<br />

que me interessou bastante. Era o tipo de raparigas,<br />

que me despertava curiosidade. Passava<br />

horas, a falar com ela. Ela chamava-se Maria e<br />

tinha 14 anos. Passado algum tempo de nos termos<br />

conhecido melhor, trocamos emails e numa<br />

das conversas, decidi convida-la para sair.<br />

Combinamos ir ao cinema, tinha muita vontade<br />

de estar com ela. Quando a vi, preferi não ir ter<br />

com ela e aprecia-la de longe. Era bela, e muito<br />

bem formada. Senti que estava nervosa. Eu confesso<br />

que também o estava, por isso decidi ir<br />

embora.<br />

Saí do centro comercial, dirigindo-me ao parque<br />

de estacionamento. Olhei para o lado, e vi-a novamente.<br />

Nem acreditava no que estava a ver, parecia<br />

que ela me seguia.<br />

Entrei no carro e sai dali o mais rapidamente possível.<br />

Sou muito inseguro, e tenho medo de arriscar.<br />

Por outro lado sei que se não perder este


medo, nunca terei o que desejo. Cheguei a casa e num<br />

ápice dirigi-me ao computador. Liguei-o e de seguida<br />

entrei no Messenger. Lá estava ela. O meu desejo de a<br />

voltar a ver, crescia minuto a minuto. Falou para mim<br />

perguntando-me o que tinha acontecido. Eu respondilhe<br />

com uma resposta sem sentido, pedindo-lhe novamente<br />

para marcarmos outro encontro.<br />

Maria respondeu-me que não podia vir ter comigo e eu<br />

fiquei irritado com aquela resposta. Ela nunca me<br />

tinha dito que não a nada.<br />

- Maria já te disse que quero estar contigo. Já te<br />

pedi desculpa de te ter deixado pendurada. Por<br />

favor, vem ter comigo.<br />

- E eu já te disse que não posso. A minha mãe<br />

anda desconfiada, passo muito tempo aqui no<br />

computador e hoje saí toda a tarde para estar<br />

contigo e tu nem sequer apareces-te!<br />

- Eu necessito de estar contigo. Nem que seja<br />

só por uns 15 minutos. Amanhã de manhã<br />

estarei à tua espera perto da tua escola,<br />

naquela rua deserta.<br />

- Pronto, está bem. Vou sair, amanhã saio às<br />

14:20.<br />

Estávamo-nos a envolver cada vez mais.<br />

Desliguei o computador e fui à cozinha beber<br />

um copo de água. Já era tarde, e decidi ir<br />

dormir.<br />

O dia amanheceu. Acordei muito bemdisposto.<br />

Fui tomar um banho que me dei-


xou bastante relaxado. Vesti-me,<br />

pus perfume, peguei na chave do<br />

carro e saí para o exterior.<br />

Estava um dia quente. Entrei dentro do<br />

carro, dirigindo-me então para o sítio<br />

que tínhamos combinado. Hoje sentia-me<br />

seguro de mim mesmo. Estacionei o carro,<br />

ao fundo da rua. Eram precisamente 14:26.<br />

Olhei pelo retrovisor, e vi-a. Estava novamente<br />

muito bonita, e muito apetecível. Saí<br />

do carro, sorrindo.<br />

- Olá, Maria. Eu sou o teu amigo do chat, o<br />

Jorge.<br />

- Olá Jorge. Nas fotos que me mandaste não<br />

parecias ser assim. Parecias diferente.<br />

- Sabes, aquelas fotos, já tem algum tempo.<br />

Vamos dar uma volta? Até minha casa, talvez.<br />

- Não sei se é boa ideia. – Respondeu-lhe com a<br />

voz trémula.<br />

- Confia em mim.<br />

Maria entrou dentro do carro. Decidi levá-la para<br />

minha casa. Ela não fazia ideia do que se estava a<br />

passar. Estacionei o carro na garagem. Abusei<br />

sexualmente dela ali. Ela gritou, chorou e sentiuse<br />

enganada. Os pais dela, fizeram queixa à polícia.<br />

Maria tinha realmente desaparecido e ninguém<br />

sabia dela. Depois de muitas procuras, o trabalho<br />

da polícia valeu a pena. Encontraram o paradeiro<br />

do raptor. Era um dos mais perigosos raptores do


país. Nunca tinha sido apanhado. A polícia dirigiu-se a<br />

casa dele, e encontrou Maria a ser novamente abusada<br />

por aquele monstro. Ele ficou surpreendido ao ver aquele<br />

cenário e um dos polícias pegou nele, de rastos retirando-o<br />

de cima do corpo de Maria. O seu choro tornou-se<br />

audível. Maria saiu daquela casa, muito transtornada e<br />

foi entregue aos pais. Passou muitos anos a correr para<br />

psicólogos que a ajudaram bastante. Aquele homem<br />

monstruoso, que lhe estragou a vida, estava agora<br />

preso a pagar pelo que tinha feito. Esta história, também<br />

pode acontecer a ti se não tiveres cuidado na<br />

internet. Não penses que as coisas só acontecem<br />

aos outros.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Luís Morujão<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou grande, pele clara e extrovertido<br />

(a).Normalmente falo nos chats com gente da<br />

minha idade e tento saber ao máximo sobre a<br />

identidade e o sexo das pessoas que estão do<br />

outro lado. Nos chats, as pessoas fazem como<br />

eu. Também tentam saber ao máximo sobre<br />

mim.<br />

Habitualmente falo em chats públicos já que os<br />

privados são perigosos porque não têm um moderador<br />

e porque um menor pode, inadvertidamente,<br />

conversar com um pedófilo, ou com alguém<br />

que se queira apropriar da sua identidade ou da<br />

dos seus familiares, ou até obter informações que<br />

lhe permitam planear um roubo. Mesmo assim<br />

não deixo de ir aos privados Os chats que eu mais<br />

frequento são os de desporto e música, já que são<br />

os meus passatempos preferidos. Adoro falar<br />

sobre futebol. Falar sobre as minhas ligas preferidas<br />

e, consequentemente, os clubes.<br />

Ainda ontem, estava a falar com uma suposta<br />

rapariga que dizia ser bonita, inteligente e atleta.


Fartou-se de me pedir os meus dados pessoais mas não<br />

dei por experiência própria e pelos avisos que são feitos<br />

tanto na televisão como no computador sobre os perigos<br />

da internet. Essa tal “rapariga” tem sido muito simpática<br />

para mim. Tem feito muitas perguntas sobre mim e<br />

sobre a minha família e se nos podemos encontrar um<br />

dia destes. Como me tem dito para nunca aceitar os<br />

convites das pessoas do outro lado da conversa eu<br />

recusei.<br />

Já na vida real falo muito e não tenho receio de partilhar<br />

assuntos sobre a minha vida como os meus<br />

amigos. Adoro sair à noite e de estar com os meus<br />

colegas. Não gosto da escola, muito menos das<br />

aulas.<br />

Os chats que eu mais frequento são os de desporto<br />

e música, já que são os meus passatempos<br />

preferidos. Adoro falar sobre futebol. Falar sobre<br />

as minhas ligas preferidas e, consequentemente,<br />

os clubes.<br />

Assim ficaram a saber um pouco mais sobre a<br />

minha virtual e, consequentemente, sobre a<br />

minha vida real e como diferencio as duas.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Márcia Vieira | Sara Branco<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...Quando estou no chat, falo com diversas<br />

pessoas, por vezes duvido se não me enganam<br />

em relação ao sexo, à idade e até mesmo do<br />

próprio nome.<br />

Até já me aconteceu estar a conversar com uma<br />

suposta rapariga bonita. Pedia-me em cada conversa<br />

um dado pessoal diferente, enrolando-me<br />

na conversa de que tínhamos de nos conhecer<br />

melhor, mas nunca me deu os seus dados, fazia<br />

grande mistério, e quando eu lhe dizia para revelar,<br />

este utilizador saía de imediato da internet.<br />

Nunca me quis dizer o verdadeiro nome, a idade<br />

nem o sítio onde vivia. Fazia questão em ocultarme<br />

os seus dados pessoais.<br />

Um dia, como eu já tinha conhecimento dos perigos<br />

nas salas de chat, quis ter a certeza que a<br />

pessoa com quem eu mais falava era uma rapariga,<br />

então escrevi um novo nickname com o nome<br />

de uma rapariga, entrei na sala de chat com a tal<br />

pessoa, inventei uma idade, um nome, e um sítio<br />

do país. Com algum esforço lá lhe ia perguntando a


medo da resposta, os dados pessoais, até que o indivíduo<br />

assumiu ter o nome de uma rapariga apenas para conseguir<br />

emails de crianças do sexo masculino.<br />

Depois daquela conversa, fiquei com bastante receio<br />

deste tipo de sites e destas salas de chat, foi então que<br />

decidi apagar os emails que tinha adicionado daquelas<br />

pessoas desses sites e fiz questão de nunca mais voltar<br />

a entrar lá.<br />

Foi assim, que fui avisando os meus amigos e familiares<br />

para os perigos que corremos naquele tipo de<br />

salas de conversação, contei a minha história, e surpreendidos<br />

fizeram questão de fazer como eu, deixar<br />

de frequentar estes chats.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Maria Ferreira | Vitor Santos<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alto, loiro com olhos azuis.<br />

Quando sou o virtual vejo as coisas de outra<br />

forma e sou outra pessoa completamente diferente<br />

faço isso para esconder a minha identidade.<br />

Há muitos perigos por ai, assim, sendo o virtual<br />

posso esconder a minha pessoa e ao mesmo<br />

tempo falar com as mesmas pessoas que falava<br />

se fosse o Real, mas não tenho de dar a minha<br />

identidade a pessoas que não conheço para não<br />

correr perigo algum.<br />

Conheço casos de meninos que desaparecem, por<br />

dar a sua identidade nos chats, no messeger…<br />

entre outros métodos de comunicar com as pessoas<br />

que não se conhece.<br />

Quando conheço a pessoa pessoalmente, quando é<br />

meu amigo eu aí dou a minha identidade certa,<br />

mas só dou quando tenho a certeza que é essa<br />

pessoa porque podem-se fazer passar por ela.<br />

Não pensem que não me divirto à mesma sendo


outra pessoa, até acho que me divirto a dobrar pois<br />

fazendo-me passar por outra pessoa pode conhecer<br />

outras pessoas, que se calhar se fosse o Real não conhecia.<br />

Não custa nada fazer-me passar por outra pessoa, até<br />

fico a ganhar, fico em segurança e conheço outras pessoas.<br />

Tenho muitos amigos Virtuais, conversamos sobre coisas<br />

do dia-a-dia, jogamos jogos e assim de todo<br />

DIVERTIMO-NOS!<br />

Lembro-me de uma menina chamada Maria que deu<br />

a sua identidade na internet, começou a falar com<br />

um rapaz que dizia ter 16 anos e que era parecido<br />

ao Zac Efron, e ela ficava muito entusiasmada<br />

quando falava com ele.<br />

Começou a contar a vida pessoal dela, a dizer<br />

locais que frequentava, e começou a dar dados<br />

pessoais.<br />

O suposto rapaz de 16 anos, quis marcar um<br />

encontro e ela ficou logo super excitada para<br />

esse encontro e marcaram o local.<br />

Ela quando chegou lá não via ninguém com a<br />

discrição que lhe tinham dado, começou a<br />

ficar desiludida, pois o tal rapaz não aparecia.<br />

Até que apareceu um homem com os seus<br />

40 anos, dirigiu-se à rapariga e perguntou:<br />

“ és a Maria?”a rapariga com uma expressão<br />

estranha respondeu: “ sim, sou e tu


quem és?”, o homem respondeu:”<br />

o rapaz da Net!” Maria muito<br />

assustada, em pânico tenta ligar à<br />

mãe para a vir buscar, mas nem teve<br />

reacção o homem pegou no braço dela e<br />

meteu-a dentro da carrinha.<br />

Maria ainda muito assustada, tenta fazer<br />

um telefonema para a polícia e muito discretamente<br />

descrever o Homem sem o<br />

homem se aperceber de alguma voz vinda da<br />

mala. A polícia percebeu logo de quem se tratava<br />

pois Maria não era a primeira vítima deste<br />

criminoso.<br />

A polícia por sorte apanha o homem e Maria<br />

regressa a casa são e salva.<br />

Esta história correu bem, porque Maria apareceu<br />

mas podia não ter corrido, Maria nunca voltou a<br />

dizer a sua identidade real a pessoas que não<br />

conhecia!<br />

Por isso por favor não mostre a tua identidade na<br />

internet!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Miguel Cardoso | Pedro Miguel<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

“Práticas comerciais e publicitárias não-éticas<br />

que, não distinguindo a informação da publicidade,<br />

podem enganar crianças e jovens, promover<br />

a recolha de informações que violam a<br />

sua privacidade e promover a venda directa a<br />

crianças, atraindo-as a fazerem compras não<br />

autorizadas”, isto foi o que os meus pais leram<br />

na net, mas eu não me acredito por isso voulhes<br />

pedir dinheiro e vou ser eu mesmo a comprar<br />

no site!!<br />

Na primeira vez tudo correu bem, fui aos correios<br />

e quando abri a caixa, estava lá os jogos, mas<br />

depois tudo mudou fui lá para ir levantar o meu<br />

suposto telemóvel novo e dentro da caixa encontrei<br />

uma pedra.<br />

Como podem imaginar estou de castigo para o<br />

resto da minha vida. Mas história não acaba aqui<br />

pois há uns dias atrás o meu pai recebeu uma carta<br />

com uma quantia enorme para pagar sobre o<br />

que eu já tinha pago nos correios, o meu pai teve<br />

que ir às autoridades para que elas lhe resolvessem<br />

aquele grande problema. Pelo que soubemos


eles foram apanhados, e também o meu pai não recebeu<br />

mais contas sobre os jogos.<br />

Agora percebi que isto de fazer compras na internet é<br />

bastante perigoso e nunca mais vou fazer compras lá.<br />

Espero que a minha história seja uma lição para todos!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Ana Galvão | Ana Moura<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou alto, moreno, interessante e desinibido.<br />

Eu uso sempre o nome Virtual, porque há um<br />

tempo atrás quando ainda utilizava a minha verdadeira<br />

identidade, tive um encontro com uma<br />

pessoa desconhecida que se fazia passar por<br />

uma bela rapariga de 14 anos, na qual eu estava<br />

muito interessado.<br />

Foram várias as nossas conversas no chat, sentiame<br />

bem a conversar com ela, era querida, compreensiva<br />

e dava-me bons conselhos. Até que um<br />

dia me enviou umas fotografias escaldantes (das<br />

quais gostei muito). Ela perguntou se eu queria<br />

encontrar-me com ela para nos conhecermos pessoalmente,<br />

logo de imediato respondi que sim,<br />

sem dúvidas de que iria ser um encontro inesquecível.<br />

Na tarde do tão esperado encontro, muito ansioso,<br />

fui até á praia. Quando lá cheguei em vez de lá<br />

estar a “sedutora rapariga”, encontrei um homem<br />

que se aproximou e começou a falar comigo como


se já me conhecesse há muito tempo. Começando-se a<br />

aproximar mais de mim, achei estranho, e quando já<br />

vinha embora sem esperanças de encontrar a rapariga, o<br />

homem agarrou-me, abusou de mim e levou todos os<br />

meus valores pessoais, e então percebi que tudo isto<br />

não tinha passado de uma farsa. Fiquei na praia até<br />

ganhar coragem de ir para casa e contar tudo aos<br />

meus pais.<br />

Quando cheguei a casa e contei aos meus pais o pior<br />

dia da minha vida, eles levaram-me logo ao hospital<br />

para ser analisado e logo de seguida fomos prestar<br />

declarações à polícia. Lá fizeram-me muitas perguntas<br />

(as quais não me apetecia responder, mas sabia<br />

que era o melhor). Com alguma dificuldade descrevi<br />

o “terrível homem”.<br />

Depois de tudo isto, fui para casa descansar. Ao<br />

outro dia recebi a notícia da polícia de que o<br />

homem tinha sido encontrado e que infelizmente<br />

eu não tinha sido a única vitima.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Ana Maria Guedes | Mariana Pinto<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

De certo que demorou algum tempo a preencher<br />

o registo, mas o que importava era que<br />

em breve iria ter o jogo que tanto queria.<br />

No registo perguntava coisas do tipo: “Quantos<br />

anos tens?”; “Vives sozinho?”, “Dá-me a tua<br />

morada...”; “Dá-me o teu número de telemóvel...”;<br />

“Costumas navegar muito na internet? Se<br />

sim, diz os sites que costumas frequentar.” E<br />

mais à frente dizia em letras pequeninas “Deves<br />

pagar nas próximas 24h por transferência bancária<br />

ou dando o número de um cartão de crédito<br />

(se fores maior de idade ou o dos teus pais)”.<br />

Como não sabia fazer transferências bancárias, fui<br />

à carteira da minha mãe e tirei-lhe o cartão de<br />

crédito. Assim, já podia preencher o espaço onde<br />

dizia “Número do cartão de crédito”.<br />

Eram perguntas um pouco suspeitas, mas o que<br />

interessava? Eu só queria o meu jogo…<br />

No site disseram que só demorava uma semana a<br />

entregar o jogo, por isso a partir desse dia esperei<br />

impulsivamente a sua chegada.


Passou uma semana, duas e três e nenhuma notícia do<br />

“jogo barato”…<br />

A minha ansiedade crescia de dia para dia, então decidi<br />

ir ao site e ligar para o número de telefone que lá estava.<br />

Supostamente deveria ser o do criador.<br />

Liguei e atenderam. Era uma voz sinistra, masculina e<br />

um pouco assustadora. De seguida, essa voz pediu-me<br />

de novo a minha identificação e o nome do jogo de<br />

que estava à espera. Não hesitei e de novo dei-a.<br />

Logo, responderam-me friamente que o dinheiro não<br />

tinha sido entregue, por isso tinha de voltar a reenviá-lo.<br />

Disse-lhes que já tinha enviado mas eles insistiam<br />

que não.<br />

Com um tom ameaçador disse-lhes que ia comunicar<br />

à polícia esta situação e sem pronunciar<br />

uma única palavra desligaram o telemóvel.<br />

Quando olhei para o ecrã do computador, o site<br />

tinha expirado. Tinha ficado sem o jogo e sem<br />

o dinheiro.<br />

Fui de imediato falar com a polícia e eles alertaram-me<br />

para os perigos da internet e ainda<br />

disseram que para além de ter sido burlado<br />

da primeira vez, poderia ter sido da segunda<br />

vez ou talvez da terceira, mas como os burlões<br />

não queriam ser apanhados expiraram<br />

o site. Nem acreditei como caí naquela<br />

armadilha. Para a próxima espero pelos saldos<br />

das lojas reais.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Bruna Peres | Joana Santos<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou uma adolescente de 16 anos, bonita,<br />

sedutora, sociável e alta.<br />

Uma vez, estava eu nos chats da internet e<br />

apareceu um pedido de amizade de um rapaz<br />

giro que dizia ter a minha idade chamado João,<br />

eu inocentemente fiquei interessada e aceitei.<br />

Mal o aceitei começou a falar comigo<br />

Olá tudo bem?<br />

Eu respondi-lhe, passados algumas horas já estávamos<br />

na parte dar dados pessoais, como não<br />

achei que tivesse mal nenhum dei-os com a condição<br />

de me dar os dele.<br />

Começou por me perguntar a minha morada, a<br />

escola, o número de telemóvel, perguntas supostamente<br />

inocentemente para um amigo.<br />

Estava quase na hora de jantar quando me despedi<br />

dele, logo a seguir disse-me que mandava mensagens,<br />

eu disse tudo bem.<br />

Estava a jantar com os meus pais quando ouço o


telemóvel a tocar. Sai da mesa e fui ver o telemóvel li a<br />

mensagem.<br />

Passado um mês de nos conhecermos as nossas conversas<br />

começaram a ficar mais íntimas e comecei a confiar<br />

nele. Por incrível que pareça eu considerava-o o meu<br />

melhor amigo sem nunca o ter visto na vida (apenas<br />

em fotos).<br />

Numa das nossas conversas, combinamos um encontro<br />

num café muito conhecido no bairro, às 17:00<br />

(como era uma hora de muito movimento aceitei).<br />

Estava nas aulas sempre a pensar no nosso encontro.<br />

Chegaram as 17:00h e eu fui a correr para o<br />

café, estava montes de gente mas iria ser fácil de<br />

o encontrar tinha olhos azuis, loiro e simplesmente<br />

era lindo. Não o encontrei mas quando menos<br />

esperava sinto a mão de uma pessoa no meu<br />

ombro, quando me virei um velho de mais ou<br />

menos perto dos 65 anos que disse:<br />

És a amiga do meu neto João?<br />

Eu disse que sim e logo ele disse anda o meu<br />

neto está no carro à tua espera.<br />

Eu mais uma vez acreditei e fui imediatamente<br />

pois adorava o João.<br />

O carro estava numa zona escura e sem saída,<br />

o velho empurrou-me para o carro já<br />

não estava simpático mas sim agressivo<br />

comecei a assustar-me e tentei sair do carro<br />

mas este estava trancado. O velho levoume<br />

para um monte colocou um pano na


oca e o tal melhor amigo transformou-se<br />

no meu pior pesadelo.<br />

Nesse monte começou a violar sentia<br />

-me mal, tinha nojo de mim…...depois<br />

foi embora e deixou-me lá.<br />

A partir desse dia deixei de conversar com<br />

as pessoas que não conhecia de lado<br />

nenhum mas acho que o pior de tudo e que<br />

muitas raparigas como eu deixam-se levar.<br />

Acham sempre que tudo e todos são inocentes,<br />

mas não, por traz está uma pessoa horrível<br />

e nojenta. Eu sei o que e ser iludida mas<br />

também sei o que e ser gozada, e quando sei<br />

que estraguei a minha vida por um rapaz que<br />

nem existia fico doente. E agora aconselho a<br />

todas as raparigas, rapazes, crianças e até adultos<br />

para terem muito cuidado com a internet e<br />

com as pessoas que podem nem existir. E principalmente<br />

para todos os pais atenção com os<br />

filhos que têm acesso à internet pois se até adultos<br />

se deixam levar imaginem crianças!!!!! Alertem<br />

os mais novos e talvez mais inocentes…


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Bruno Silva | Diogo Pinheiro<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...Costumo estar muitas vezes no chat, mas<br />

um dia tudo mudou na minha história como<br />

um utilizador de chats. Era um dia normal para<br />

mim mas até que uma rapariga chamada “ gatinha_29<br />

“ que disse que me queria conhecer e<br />

eu comecei a falar com ela, ela disse-me que<br />

tinha entre 15 a 16 anos e perguntou-me que<br />

idade eu tinha, eu respondi que tinha 15 anos.<br />

Depois ela perguntou-me de onde eu era, eu respondi<br />

que era do Porto, perguntei-lhe a mesma<br />

cosia e ela disse que também era do Porto. Então<br />

a meio da conversa ela perguntou-me se eu a<br />

queria conhecer pessoalmente, eu estranhei, pois<br />

aquilo era apenas um chat onde as pessoas só se<br />

conheciam “virtualmente”, mas mesmo assim eu<br />

tinha curiosidade em conhecê-la, aceitei, mas<br />

depois perguntei-lhe se ela não estaria a mentir<br />

em relação ao seu perfil. Ela disse que não e eu<br />

acreditei, combinamos encontrar-nos ao pé do<br />

shopping, Dolce Vita, às 21:00 horas. Eu fui para o<br />

local combinado, eram 20:57, sentei-me num ban-


co ao pé da paragem do autocarro, às 21:02, uma rapariga<br />

apareceu, era pequena, gorda, cabelo castanho e<br />

olhos castanhos, não tinha nada haver com o que ela me<br />

tinha dito no chat, no chat ela tinha dito que era loira,<br />

alta, olhos azuis e magra.<br />

A rapariga veio ter comigo e perguntou-me se era o<br />

Real Virtual, eu respondi que sim e perguntei se ela era<br />

a gatinha_29, ela respondeu que sim. Eu disse-lhe<br />

que ela era uma mentirosa e vim-me embora. A partir<br />

daí nunca mais fui a um chat online.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Daniela Dias | Rita Azevedo<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou rico, tenho uma grande moradia e<br />

um bom carro. Tenho 15 anos, solteiro e procuro<br />

companhia entre os 14 – 17 anos.<br />

Houve um dia que entrei no chat e apareceu<br />

uma rapariga que dizia que era alta, morena,<br />

loira, tinha olhos verdes e dizia que tinha 16<br />

anos e me queria conhecer. Começamos a falar,<br />

a ser amigos até que marcamos um encontro no<br />

Bairro Alto. Nesse dia fiquei ansioso, esperava<br />

conhecer uma rapariga especial, esperava que ao<br />

vivo fosse como no chat ou ainda melhor, vesti a<br />

minha melhor roupa, preparei-me com cuidado<br />

para estar prefeito, dei o meu melhor, chegou a<br />

hora, sai de casa apanhei um táxi cheguei ao Bairro<br />

Alto e ainda não estava lá ninguém, esperei dez<br />

minutos, vinte minutos e ninguém aparecia peguei<br />

e liguei e ela disse-me que já estava a chegar e eu<br />

perguntei como é que eu a iria conhecer e ela respondeu<br />

que iria parar o carro a minha frente e eu<br />

respondi que estava bem.<br />

Até que parou um carro a minha frente e saiu uma


mulher do carro e não tinha nada a ver com o que dizia<br />

no chat, a mulher que saiu do carro era baixa, gorda,<br />

tinha cabelos oleosos tinha entre os seus 30 – 40 anos, e<br />

perguntou-me se eu era o Real Virtual e eu respondi que<br />

sim, e ela disse-me que era a rapariga do chat e que se<br />

chamava Albertina.<br />

Como não tinha nada a ver com o que dizia no chat,<br />

queira-me vir embora, e ela respondeu que estava<br />

bem, ao ir para a praceta de táxis reparei que um<br />

carro me seguia, apanhei o táxi e continuei a reparar<br />

que o tal carro me continuava a seguir, cheguei a<br />

casa, e antes de entrar o carro parou a minha porta<br />

e puxou-me eu fiz força mas como era dois meteram-me<br />

dentro do carro levaram-me para um<br />

armazém no meio do nada, taparam-me os olhos<br />

com uma venda preta e taparam-me a boca para<br />

eu não poder gritar.<br />

Fizeram-me coisas horríveis, que nunca pensei<br />

que me fizessem, mas tive alguma sorte, apareceu<br />

o dono do armazém e socorreu-me e<br />

chamou a polícia. Dentro daquele armazém<br />

tinha mais crianças, e a polícia disse-nos que<br />

já andava atrás destes traficantes de crianças<br />

há algum tempo.<br />

Os traficantes foram presos, levaram uma<br />

pena de 21 anos!<br />

Isto aconteceu-me e hoje quero fazer um<br />

apelo a todas as pessoas para terem cuidado<br />

nos chats, na internet e em todo sitio<br />

com as pessoas que não conhecemos porque<br />

parte destas pessoas só nos querem


fazer mal, enganar-nos e nos<br />

ameaçar verdadeiramente!


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Diogo Conceição<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


O melhor preço<br />

Todos sabiam o que eu queria para<br />

o meu aniversário. Dinheiro para comprar<br />

uns jogos. Na Internet são mais<br />

baratos, por isso fui ao site com o “melhor<br />

preço”. Só tinha que dar os meus dados<br />

para fazer o registo.<br />

Preenchi os meus dados e registei-me, precisava<br />

de enviar o dinheiro agora, pus<br />

o numero de cartão de crédito do meu pai e<br />

cliquei enter - a pior asneira da minha vida – e<br />

lá esperei pela encomenda.<br />

Passaram dias e dias, e um dia cheguei da<br />

escola, alguém tocou a campainha, fui atender,<br />

era um senhor empregado dos C.T.T.<br />

Finalmente tinha chegado a encomenda abri-a e<br />

lá dentro encontrava-se um sapato roto com<br />

papel a dizer:<br />

“Tu acabaste de ser burlado!”<br />

Contei ao meu pai, e ele ficou abismado, tinha<br />

comprado o “jogo” com o “melhor preço” de um<br />

site que nem conhecia, e não podia fazer nada!<br />

No dia seguinte lá continuei com a minha vida,<br />

agora sem dinheiro e sem jogo, aprendi a nunca<br />

mais fazer compras pela internet não é seguro.<br />

Instalei um antivírus muito bom e informei-me<br />

melhor sobre burlas na internet para não ser apa-


nhado por ninguém.<br />

Noutro dia vi uma publicidade a um site de leilões<br />

na internet, jurei nunca mais fazer compras pela internet,<br />

e pensei:<br />

-Mais vale a segurança do que o dinheiro!<br />

Por isso quer vos peçam o vosso nome, informações,<br />

nº de cartão de crédito …, NÃO DÊEM! Segurança<br />

sempre primeiro!<br />

Eu já a minha aprendi a lição e vocês?


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Diogo Cristóvão | Diogo Magalhães<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou uma mulher, com cabelo loiro, olhos<br />

verdes, morena e sedutora. Costumo marcar<br />

encontros mas nunca apareço, porque na realidade<br />

sou um homem. Quando começo a falar<br />

nos chats para iludir as pessoas costumo criar<br />

um Hotmail para falar com essas pessoas a sós,<br />

quando me pedem para mostrar uma foto minha<br />

costumo tirar as fotos da Net, os que não se iludem<br />

conseguem-se aperceber que sou um<br />

homem, não vão na minha conversa, essas pessoas<br />

sabem mais sobre a internet e os seus perigos.<br />

Os que “ela” conseguiu iludir conseguia fazer<br />

tudo o queria deles.<br />

Um dia conheci uma pessoa que em vez de ser eu<br />

a iludir, fui eu que fui iludida, assim sem saber<br />

estava a falar da minha vida privada, essa pessoa<br />

conseguiu descobrir a minha verdadeira identidade,<br />

assim eu fui seguida por essa pessoa. A partir<br />

desse dia deixei de frequentar a internet.<br />

Acho que estes sites depois da experiencia que<br />

tive são bastante enganosos pois consegui as pes-


soas que frequentaram esses chats mas também fui<br />

enganado. Por isso nunca falem com pessoas que não<br />

conhecem muito menos se encontrarem com eles.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Joana Cardoso | Mariana Paiva<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Sorte grande!<br />

A grande notícia acabou de chegar<br />

ao meu correio electrónico. Fui eu o<br />

escolhido, entre um milhão de outros<br />

meninos, para ganhar a consola de jogos<br />

com que sempre sonhei! E é tão simples,<br />

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”.<br />

...Cliquei, a apareceu-me uma janela que me<br />

pediram a morada, o meu nome e o meu<br />

número de telemóvel. E disseram-me que<br />

daqui a três dias ia receber a consola e então<br />

esperei os três dias e não recebi nada.<br />

Falei com a minha irmã e contei-lhe tudo, ela<br />

disse-me que aquele prémio era falso e que nunca<br />

ia receber uma consola de jogos….<br />

Sempre pensei que ia receber uma consola de<br />

jogos, mas afinal não era desta vez, fiquei triste<br />

agora não há nada a fazer…<br />

Neste momento não acredito em mais nenhuma<br />

mensagem de prémios que recebo. Ontem cheguei<br />

a escola e o meu amigo disse-me que tinha<br />

ganhado uma PSP, e que iam-lhe entregar hoje as<br />

15:45…. Chegou a casa e ainda não tinha recebido<br />

nada, esperou, esperou e esperou, no dia seguinte<br />

chega a escola e conta que não recebeu nada, eu<br />

disse-lhe que também tinha recebido um prémio e<br />

que nunca me tinha chegado nada, e o meu amigo<br />

ficou desiludido e disse que nunca mais ia acreditar<br />

nesses prémios. Afinal de contas ficamos os dois


sem prémios e desiludidos, agora apercebo-me que a<br />

internet é um perigo nos chats e nos sites de prémios e<br />

de dinheiro…. Enfim acho que nunca vou conseguir ter a<br />

minha consola de jogos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Magda Silva | Mariana Paiva<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...que sou um rapaz milionário que tenho uma<br />

grande casa e sou alto moreno, olhos azuis<br />

quer dizer fazia, porque há 2 meses atrás eu<br />

cometi um grande erro, no chat conheci uma<br />

rapariga chamada Filipa ela dizia que era alta<br />

morena olhos verdes, e eu falava com ela 24<br />

horas por dia.<br />

3 Dias depois de começarmos a falar ela queria<br />

fazer uma chamada por Web, hesitei mas ela falava<br />

de uma forma tão carinhosa para mim que eu<br />

pouco a pouco comecei a ganhar uma certa confiança<br />

para com ela, aceitei e fizemos a chamada<br />

eu coloquei um pano preto na Web, e disse que a<br />

minha câmara estava estragada e estranhamente<br />

a dela também estava e arranjamos uma solução<br />

eu fui à internet e mandei uma foto qualquer e ela<br />

mandou uma dela, o problema ficou resolvido,<br />

mas eu tinha que lhe contar a verdade. No dia<br />

seguinte eu disse-lhe toda a verdade ela não ficou<br />

chateada comigo, para meu espanto, disse que<br />

estava feliz por eu ter sido sincero com ela. Duas


semanas depois de começarmos a falar Filipa pediu-me<br />

para se encontrar comigo, disse que sim, pois sentia-me<br />

atraído por ela.<br />

Fui ter com ela ao parque da cidade dois dias depois do<br />

combinado, quando lá cheguei não havia nenhuma<br />

rapariga, esperei bastante tempo e apareceu um<br />

homem que eu nunca tinha visto na minha vida, ele<br />

aproximou-se de mim e veio meter conversa comigo,<br />

disse-lhe que estava á espera de uma rapariga que<br />

tinha conhecido na internet. Ele rindo-se disse-me<br />

que iria levar até ela. Fiquei desconfiando, pois Filipa<br />

nunca me tinha dito que alguém me iria buscar<br />

quando me apercebi do que era esse homem era<br />

um pedófilo.<br />

Tive a sorte de ter um polícia que estava a fazer<br />

uma ronda pelo parque, se não hoje de certeza<br />

que já não existia. Aprendi que nunca devemos<br />

confiar em pessoas que não conhecemos de<br />

lado nenhum são um dos graves perigos da<br />

internet, e vou fazer um apelo a todos os<br />

jovens ou até adultos que não se deixem levar<br />

por essas pessoas da internet. O meu nome é<br />

Real e eu fui alvo de um dos graves perigos da<br />

internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Rio Tinto Nº 2<br />

Agrupamento Rio Tinto Nº 2<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Paulo Rodrigues<br />

Ricardo Monteiro<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

...Na net como virtual, jogo online com outras<br />

pessoas, como Virtual sou ricaço, tiro fotos de<br />

Lamborguinis na net e meto nas minhas páginas<br />

de hi5 e outros locais de chat e digo que<br />

vivo em Lisboa…<br />

Como Real sou um gangster tipo 50 Cent, tenho<br />

um grupo de amigos, na rua somos conhecidos<br />

por “Reis da casa” e também sou de Boston, vivo<br />

em Boston mas sou português!<br />

No outro dia num chat online, pediram-me informações<br />

pessoais, eu perguntei porquê, o tipo disse-me<br />

que tinha ganhado um vale de 500€ para<br />

descontos nas lojas Adidas, bem que eu e os<br />

“Reis” precisávamos dumas choças novas, por isso<br />

dei as informações.<br />

Como era de Boston foi difícil de receber o vale,<br />

mas um dia, numa tarde, estava eu a grafitar o<br />

nome do presidente bem aldrabado quando me<br />

atiraram uma caixa a cabeça, lá dentro dizia “se<br />

queres o teu vale vem sozinho até ao parque da<br />

cidade” então eu lá fui, de repente aparece-me


uma carrinha grande, preta a parar mesmo à minha frente<br />

e estavam a sair 3 tipos encapuçados, eu corri e corri,<br />

com sorte escapei, mas a partir de aí nunca mais dei<br />

informações…<br />

Um dia no site do aeiou.com apareceu-me este tipo no<br />

chat:<br />

Nigga301- Olá Virtual, está tudo?<br />

R3AL V1RTUAL- Conheço-te?<br />

Nigga301- Epa, não, mas, será que alguém se<br />

conhece online?<br />

R3AL V1RTUAL- Ah pois, lol, bem visto.<br />

Pica_PauxXx- Alguém quer um encontro?<br />

Nigga301- haum? És feminino ou masculino?<br />

Pica_PauxXx- epa, nem eu sei, sou o que quiseres<br />

R3AL V1RTUAL- É AQUI QUE EU DOU O FORA!!!<br />

VOU PO CHAT DA RADIO!<br />

É nestes comentários que penso naquela carrinha<br />

preta… Ainda hoje não consigo dormir<br />

direito durante as noites. Miúdos em casa,<br />

não se “mostrem” não dêem informações…<br />

não sobre vocês nem o cartão de crédito do<br />

vosso pai… Segurança sempre.<br />

Para sempre na memória, Real Virtual


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Arquitecto Oliveira Ferreira<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Lurdes Xambre<br />

Bruna Nunes | Daniela Bastos<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Passados alguns dias, o João tinha o telemóvel<br />

cheio de mensagens iguais, “liga-me”. Decidiu<br />

contar à mãe o que lhe estava a acontecer. A<br />

mãe, preocupada, disse-lhe que não fizesse<br />

nada e esperasse mais alguns dias.<br />

Sem o João se aperceber, telefonou para o número<br />

que enviava as mensagens. Do outro lado do<br />

telemóvel, respondeu a Tiago, que é um amigo do<br />

João. Era um amigo que o João já não via há muito<br />

tempo, e estava a tentar contactar com ele. A<br />

mãe do João ficou mais descansada.<br />

A mãe teve uma conversa com o João, e explicoulhe<br />

o que tinha feito, e o sucedido. Sem saber o<br />

que pensar e o que fazer, o João foi buscar a sua<br />

agenda para confirmar se tinha passado todos os<br />

números. Confirmou que alguns números não<br />

estavam no telemóvel, entre os quais o do Tiago.<br />

A mãe do João pediu-lhe que estivesse mais atento<br />

à agenda e alertou-o para os cuidados que deve ter


ao atender o telemóvel quando o número não é conhecido.<br />

Disse-lhe que procedeu muito bem, pois não respondeu<br />

à mensagem e falou com ela.<br />

O João ficou muito contente, pois o problema estava<br />

resolvido e ele até tinha procedido muito bem.


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Secundária Fontes Pereira de Melo<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

António Castro<br />

Inês Soares ferreira<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Agente duplo<br />

Olá! O meu nome é Real Virtual. A<br />

minha família e os meus amigos conhecem-me<br />

por Real, já para a malta dos<br />

chats e dos jogos, na Internet, sou simplesmente<br />

o Virtual. Como Real, sou pequeno(a),<br />

moreno(a), tímido(a), mas como Virtual<br />

faço de conta…<br />

Venho por aqui vos avisar o que a internet não<br />

é segura !!!!<br />

Eu era viciada em internet em chats MSN etc.…<br />

até ao dia 8 de Agosto de 2006 estava a falar<br />

com uma amiga e de repente ela diz que está a<br />

conhecer um rapaz .<br />

No dia seguinte ela diz que continua a falar com<br />

ele e o acha impecável e eu aviso-a que pode ser<br />

perigoso mas ela não quis saber .<br />

Uma semana depois perguntei como e que estava<br />

a correr e ela me diz que vai estar com ele, só<br />

não sabe quando ao certo , e eu volto a avisar .<br />

No dia seguinte queria falar com ela não estava na<br />

net ; fui a casa dela e vejo a mãe a chorar preocupada<br />

e então fiquei a saber que essa minha amiga<br />

tinha desaparecido .<br />

2 meses depois ela aparece e disse o que se passou<br />

, por isso tenham sempre muito cuidado com<br />

a internet não e seguro …


ESCOLA/AGRUPAMENTO<br />

Escola Básica Sendim<br />

Agrupamento Sendim<br />

PROFESSOR(S)<br />

ALUNO(S)<br />

Sandra Marisa Afonso Matela<br />

Alberto Pardal | Carmen Machado<br />

ANO DE ESCOLARIDADE<br />

8º ano


Que chato!<br />

O João recebeu de presente<br />

“aquele” telemóvel. Há muito que o<br />

desejava! Entusiasmado, lançou-se ao<br />

trabalho. Num instante, os números dos<br />

amigos “voaram” para dentro da memória.<br />

No dia seguinte, recebeu a mensagem “ligame”.<br />

Não conhecia o número, não ligou. A<br />

mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…<br />

Até que ficou tão zangado que decidiu ligar<br />

para perguntar quem era, e detrás da chamada<br />

ouvia-se a voz de um homem. Assustado com<br />

aquela voz desligou a chamada mas não adiantou,<br />

a chamada repetiu-se mais e mais vezes até<br />

que decidiu fazer queixa á policia.<br />

A polícia descobriu logo quem era. E não será um<br />

amigo seu que está a gozar com ele. Ele zangouse<br />

com o seu amigo e disse que nunca mais o perdoaria,<br />

pois o que fez não se fazia a ninguém e<br />

como palavra puxa palavra a discussão deu em<br />

pancadaria. A pancadaria foi na escola, ali num<br />

lugar onde não eram conhecidos. Os dois foram<br />

descobertos naquela cena de pancadaria e foram<br />

expulsos da escola. A mãe do João ficou tão zangada<br />

com a situação que foi também discutir com<br />

a mãe do amigo do seu filho e depois de tanta discussão<br />

voltou a aparecer a polícia As duas foram<br />

passar a noite à esquadra, os dois jovens perdoa-


am-se novamente e disseram que nunca mais voltaria a<br />

acontecer e que nunca mais discutiriam. As duas senhoras<br />

saíram da esquadra e tudo ficou novamente bem.<br />

Para esquecer tudo aquilo organizara uma grande festa.<br />

Essa festa era a festa de anos do João.<br />

Por isso eu dou-lhes um conselho, nunca façam nada<br />

do que aconteceu nesta história porque pode gerar<br />

confusões!

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