Casa Anne Frank Um museu com uma história - Anne Frank House
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<strong>Casa</strong> <strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong><br />
<strong>Um</strong> <strong>museu</strong> <strong>com</strong><br />
<strong>uma</strong> <strong>história</strong><br />
Guia em Português
O <strong>museu</strong><br />
Anexo Secreto<br />
10 11<br />
7<br />
8 9<br />
12<br />
6<br />
<strong>Casa</strong><br />
5<br />
4<br />
3<br />
13<br />
1 Entrada<br />
2 Boas-vindas<br />
Prinsengracht 263<br />
<strong>Casa</strong> e Anexo Secreto<br />
3 Armazém<br />
4 Escritórios<br />
5 Depósito
14<br />
15<br />
2<br />
6 Passagem e estante giratória<br />
Esconderijo<br />
7 Quarto de Otto, Edith<br />
e Margot <strong>Frank</strong><br />
8 Quarto de <strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong><br />
e Fritz Pfeffer<br />
9 <strong>Casa</strong> de banho<br />
10 Quarto de Hermann<br />
e Auguste van Pels<br />
11 Quarto de Peter van Pels<br />
16<br />
17<br />
18<br />
12 Passagem para a casa<br />
13 A Sjoa (traição)<br />
Prinsengracht 265<br />
14 Otto <strong>Frank</strong><br />
15 O diário<br />
Prinsengracht 267<br />
16 Área de exposição<br />
17 Café do <strong>museu</strong><br />
18 Livraria<br />
19 Saída<br />
<strong>Casa</strong>s de banho<br />
<strong>Casa</strong>s de banho para pessoas<br />
<strong>com</strong> deficiência<br />
Informação<br />
1<br />
19
2<br />
2 Bem-vindo à <strong>Casa</strong> de <strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong><br />
A <strong>Casa</strong> de <strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong> é um <strong>museu</strong> extraordinário. É o<br />
esconderijo onde, durante a Segunda Guerra Mundial,<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong> escreveu o seu diário. Citações do diário<br />
de <strong>Anne</strong>, fotos, filmes e objetos originais ilustram os<br />
acontecimentos que aqui se passaram. A visita ao <strong>museu</strong><br />
é guiada por um percurso marcado e sinalizado.<br />
Há de chegar o dia em<br />
que esta guerra medonha<br />
acabará, há de chegar o<br />
dia em que também nós<br />
voltaremos a ser gente<br />
<strong>com</strong>o os outros e não<br />
apenas judeus!<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 11 de abril de 1944
“Mergulhar”:<br />
Designação dada<br />
ao desaparecimento<br />
voluntário de<br />
pessoas que<br />
passaram a ter <strong>uma</strong><br />
existência ilegal<br />
ou clandestina.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong><br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong> é <strong>uma</strong> entre os milhões de vítimas da perseguição<br />
aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.<br />
Ela nasceu a 12 junho de 1929 em <strong>Frank</strong>furt am Mein,<br />
na Alemanha. Em 1933 <strong>com</strong> a ascensão de Adolf Hitler<br />
ao poder na Alemanha, instalando um regime antijudaico,<br />
a família <strong>Frank</strong>, de origem judaica, decidiu mudar-se<br />
para os Países Baixos, tendo-se fixado em Amesterdão,<br />
onde o pai Otto estabeleceu <strong>uma</strong> empresa.<br />
A ocupação dos Países Baixos<br />
Em maio de 1940, o exército alemão invadiu os Países<br />
Baixos e veio implementar cada vez mais medidas<br />
contra os judeus. No dia 6 de julho de 1942, Otto e<br />
Edith <strong>Frank</strong> e as filhas Margot e <strong>Anne</strong> “mergulharam”.<br />
Desaparecimento<br />
A família <strong>Frank</strong> escondeu-se no prédio da Prinsengracht<br />
263 onde Otto <strong>Frank</strong> tinha a sua empresa. Mais tarde,<br />
juntaram-se a eles Hermann van Pels, a sua mulher<br />
Auguste, o filho deles, Peter, e Fritz Pfeffer. O prédio da<br />
empresa de Otto era <strong>com</strong>posto por duas partes: a casa<br />
da frente e a “casa das traseiras”, ou o Anexo Secreto.<br />
No andar superior do anexo viviam as oito pessoas<br />
escondidas.<br />
Diário<br />
No seu décimo terceiro aniversário, a <strong>Anne</strong> recebeu um<br />
diário dos pais. Quando a família <strong>Frank</strong> decidiu refugiar-<br />
se no Anexo Secreto, <strong>Anne</strong> levou o diário consigo.<br />
Museu<br />
Das oito pessoas escondidas, só Otto <strong>Frank</strong> sobreviveu<br />
à guerra. Ele decidiu publicar o diário de <strong>Anne</strong>. Em 1960<br />
o Anexo Secreto, onde viveram escondidos, tornou-se<br />
um <strong>museu</strong>.
Os clandestinos<br />
Otto <strong>Frank</strong><br />
Hermann van Pels<br />
Os colaboradores<br />
Miep Gies-Santrouschitz<br />
Edith <strong>Frank</strong>-Holländer<br />
Auguste van Pels-Röttgen<br />
Johannes Kleiman<br />
Margot <strong>Frank</strong><br />
Peter van Pels<br />
Victor Kugler<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong><br />
Fritz Pfeffer<br />
Bep Voskuijl
Entre parênteses:<br />
os nomes fictícios<br />
que <strong>Anne</strong> deu<br />
a quem estava<br />
escondido.<br />
Otto <strong>Frank</strong>, nasceu a 12 de maio de 1889 em <strong>Frank</strong>furt am Mein,<br />
Alemanha; sobreviveu à guerra e faleceu <strong>com</strong> 91 anos de idade<br />
na Basileia, Suíça.<br />
Edith <strong>Frank</strong>-Holländer, nasceu a 16 de janeiro de 1900 em<br />
Aken, Alemanha; faleceu no campo de extermínio Auschwitz-<br />
Birkenau, a 6 de janeiro de 1945.<br />
Margot <strong>Frank</strong>, nasceu a 16 de fevereiro de 1926 em <strong>Frank</strong>furt<br />
am Mein, Alemanha; faleceu de tifo no campo de concentração<br />
Bergen-Belsen, em março de 1945.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, nasceu a 12 de junho de 1929 em <strong>Frank</strong>furt<br />
am Mein, Alemanha; faleceu de tifo, pouco depois de Margot,<br />
no campo de concentração Bergen-Belsen, em março de 1945.<br />
Hermann van Pels (senhor Van Daan), nasceu a 31 de março<br />
de 1898 em Gehrde, Alemanha; faleceu, provavelmente n<strong>uma</strong><br />
câmara de gás, no campo de extermínio Auschwitz-Birkenau,<br />
em outubro de 1944.<br />
Auguste van Pels-Röttgen (senhora Van Daan), nasceu<br />
a 29 de setembro de 1900 em Buer, Alemanha; faleceu durante<br />
o transporte de Bergen-Belsen para o campo de concentração<br />
Theresienstadt, em abril ou em maio de 1945.<br />
Peter van Pels (Peter van Daan), nasceu a 8 de novembro de<br />
1926 em Osnabrück, Alemanha; faleceu no campo de concentração<br />
Mauthausen, em abril ou em maio de 1945.<br />
Fritz Pfeffer (Albert Dussel), nasceu a 30 de abril de 1889 em<br />
Giessen, Alemanha; faleceu no campo de concentração Neuengamme,<br />
a 20 de dezembro de 1944.<br />
Miep Gies-Santrouschitz, nasceu a 15 de fevereiro de 1909<br />
em Viena, Áustria; faleceu a 11 de janeiro de 2010 em Hoorn,<br />
Países Baixos.<br />
Johannes Kleiman, nasceu a 17 de agosto de 1895 em Koog<br />
aan de Zaan, Países Baixos; faleceu a 28 de janeiro de 1959<br />
em Amesterdão.<br />
Victor Kugler, nasceu a 6 junho de 1900 em Hohenelbe, Áustria;<br />
faleceu a 14 de dezembro de 1981 em Toronto, Canadá.<br />
Bep Voskuijl, nasceu a 5 de julho de 1919 em Amesterdão,<br />
faleceu a 6 de maio de 1983 em Amesterdão.
4<br />
3<br />
Vitrina<br />
Estrela dos<br />
judeus<br />
(estrela de David)<br />
3 Armazém<br />
Otto <strong>Frank</strong> tinha duas empresas sediadas neste prédio:<br />
a Opekta e a Pectacon. A Opekta <strong>com</strong>ercializava um<br />
gelificante para <strong>com</strong>pota e a empresa Pectacon fazia<br />
condimentos para carne. Para tal, no armazém moíam-se<br />
especiarias, tais <strong>com</strong>o pimenta e cravinho.<br />
Será que os empregados tinham conhecimento<br />
do esconderijo?<br />
Os empregados do armazém desconheciam que havia<br />
gente escondida no anexo. No entanto, os empregados<br />
do escritório sabiam. Otto <strong>Frank</strong> pediu-lhes para o ajudarem<br />
a ele e à sua família, na clandestinidade.<br />
Durante o dia temos sempre que andar levemente<br />
e falar sem barulho, porque não nos podem ouvir<br />
no armazém.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 11 de julho de 1942
Vídeo<br />
Miep Gies num<br />
filme promocional<br />
da Opekta<br />
nos anos 30<br />
Produtos da<br />
Opekta<br />
4 Escritórios<br />
Os empregados de escritório e colaboradores, Victor<br />
Kugler, Miep Gies, Johannes Kleiman e Bep Voskuijl<br />
mantiveram-se a trabalhar para a Opekta e Pectacon<br />
durante a guerra. Partilhavam o mesmo espaço<br />
de escritório. Os colaboradores forneciam aos<br />
clandestinos alimentos, roupas, livros e jornais.<br />
Esta responsabilidade era pesada: os clandestinos<br />
estavam <strong>com</strong>pletamente dependentes deles e ajudar<br />
gente escondida era <strong>uma</strong> atividade de grande risco.<br />
Como é que os colaboradores conseguiam alimentos<br />
para os clandestinos?<br />
Miep Gies e Bep Voskuijl <strong>com</strong>pravam alimentos nas lojas<br />
do bairro e no mercado negro. Jan Gies, o marido de Miep,<br />
arranjava senhas de racionamento através dos seus<br />
contactos <strong>com</strong> a resistência. Com o decorrer da guerra,<br />
tornava-se cada vez mais difícil encontrar <strong>com</strong>ida.<br />
Kugler, por ter assumido <strong>uma</strong> responsabilidade colossal,<br />
que por vezes lhe pesa demais e o põe tão nervoso que<br />
quase não consegue pronunciar <strong>uma</strong> palavra.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 26 de maio de 1944
6<br />
Maquete<br />
O anexo<br />
mobilado<br />
5<br />
5 Depósito<br />
No depósito guardavam-se, entre outros, especiarias.<br />
Visto que as mesmas não podiam estar diretamente<br />
expostas à luz do dia, as janelas foram pintadas.<br />
Assim, o Anexo não era visível.<br />
Os quartos do anexo estão vazios. Em 1961, Otto <strong>Frank</strong><br />
mandou fazer maquetes do anexo, que mostram <strong>com</strong>o<br />
o anexo estava mobilado durante o tempo em que<br />
serviu de esconderijo.<br />
Porque é que os quartos do anexo estão vazios?<br />
Depois de os clandestinos terem sido presos, o Anexo<br />
foi esvaziado por ordem dos nazis. Quando o Anexo,<br />
em 1960, se tornou um <strong>museu</strong>, os quartos ficaram vazios<br />
a pedido de Otto <strong>Frank</strong>. O anexo vazio simboliza o vazio<br />
de milhões de pessoas que foram levadas e nunca mais<br />
voltaram.
A estante<br />
giratória é<br />
original.<br />
6 Passagem <strong>com</strong> estante giratória<br />
A estante giratória escondia a entrada para o anexo<br />
e foi construída à medida para este fim. As janelas<br />
da passagem foram coladas <strong>com</strong> papel opaco de fibra<br />
de vidro. Para quem se encontrava na parte da frente<br />
da casa, o anexo era totalmente invisível.<br />
O nosso esconderijo é agora perfeito. O senhor Kugler<br />
teve a boa ideia de tapar a porta de entrada do anexo.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 21 de agosto de 1942
7<br />
O esconderijo<br />
No dia 6 de julho de 1942, segunda-feira de manhã,<br />
“mergulharam” Otto, Edith, Margot e <strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>.<br />
<strong>Um</strong>a semana depois seguiu-se a família Van Pels:<br />
Hermann, um associado de Otto, Auguste e o filho<br />
Peter. Quatro meses mais tarde, juntou-se a eles<br />
Fritz Pfeffer, um conhecido da família <strong>Frank</strong>.<br />
Os clandestinos iriam permanecer dois anos no<br />
esconderijo.<br />
Durante o dia as nossas cortinas não se podem abrir<br />
nem um centímetro.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 28 de novembro de 1942<br />
Os clandestinos estavam 24 horas por dia no<br />
interior. As cortinas do anexo permaneciam sempre<br />
fechadas, para que os vizinhos não os pudessem ver.<br />
De dia, quando os trabalhadores estavam ao serviço<br />
no armazém, os clandestinos tinham de estar em<br />
silêncio. A falta de espaço no esconderijo e a angústia<br />
de serem descobertos provocavam muita tensão.
Mapa<br />
Os movimentos<br />
das tropas<br />
aliadas na<br />
Normandia<br />
Close-up<br />
dos riscos de<br />
crescimento;<br />
à esquerda de<br />
<strong>Anne</strong> e à direita<br />
de Margot<br />
7 Quarto de Otto, Edith<br />
e de Margot <strong>Frank</strong><br />
O quarto de dormir de Otto, Edith e Margot era usado<br />
pela família <strong>Frank</strong> também <strong>com</strong>o sala de estar.<br />
<strong>Anne</strong> encontrava-se aqui muitas vezes.<br />
Para grande alegria dos clandestinos, os aliados<br />
chegaram à Normandia a 6 de junho de 1944. Cheios de<br />
excitação, os clandestinos seguiam os movimentos das<br />
tropas aliadas através da rádio. Num mapa, Otto <strong>Frank</strong><br />
ia marcando os avanços.<br />
Desde o início da vida de clandestinos, Otto e Edith<br />
iam marcando <strong>com</strong> riscos na parede o crescimento<br />
das filhas. Em dois anos, Margot cresceu uns cinco<br />
centímetros e <strong>Anne</strong> mais de treze centímetros.<br />
Havia um rádio no anexo?<br />
Havia um pequeno rádio na sala <strong>com</strong>um. Era aí que os<br />
clandestinos ouviam a BBC e acalentavam a esperança<br />
<strong>com</strong> as notícias sobre o desenrolar da guerra.
8<br />
Filme<br />
Greta Garbo<br />
<strong>Casa</strong> real<br />
Princesa<br />
Elisabeth<br />
Arte<br />
Rembrandt<br />
8 O quarto de <strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong><br />
e de Fritz Pfeffer<br />
<strong>Anne</strong> tinha de partilhar um quarto <strong>com</strong> Fritz e isso provocava<br />
regularmente grandes brigas. A <strong>Anne</strong> custava-lhe<br />
muito não poder ir para o exterior. No seu diário podia<br />
desabafar, e ela passava muito tempo a escrever.<br />
Apetecia-me andar de bicicleta, dançar, assobiar,<br />
ver o mundo, gozar a minha juventude, ser livre.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 24 de dezembro de 1943<br />
Como muitas meninas, a <strong>Anne</strong> decorava o seu quarto<br />
<strong>com</strong> imagens. As imagens refletem a transformação de<br />
<strong>Anne</strong> de menina para mulher adulta. No início do tempo<br />
no anexo, ela gostava sobretudo de estrelas de cinema,<br />
mais tarde ela interessava-se mais pela arte e pela<br />
<strong>história</strong>. Ela acrescentava imagens e colava-as <strong>uma</strong>s<br />
sobre as outras.<br />
O pai trouxe toda a minha coleção de postais de estrelas<br />
de cinema e de vistas, e eu transformei-os, <strong>com</strong> cola e<br />
pincel, em lindos quadros para as paredes. Agora o<br />
quarto tem um aspeto alegre.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 11 de julho de 1942
Quarto de<br />
<strong>Anne</strong> e de Fritz<br />
decorado <strong>com</strong><br />
requisitos
10<br />
9<br />
9 <strong>Casa</strong> de banho<br />
Durante o dia, os clandestinos evitavam usar a sanita<br />
e a torneira. A canalização passava pelo armazém e<br />
os empregados não sabiam que havia gente escondida<br />
no edifício.<br />
“ Sst... pai, quieto, Otto, sst... Anda cá, já não podes<br />
deixar a água correr. Anda devagar!” Estes foram os<br />
vários avisos para o pai na casa de banho. Às nove horas<br />
em ponto ele tem de estar na sala. Nem <strong>uma</strong> gota de<br />
água pode correr, já não se pode ir à casa de banho,<br />
não se pode andar, tudo quieto.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 23 de agosto de 1943
Vitrina<br />
Lista de <strong>com</strong>pras<br />
Maquete da sala<br />
mobilada<br />
10 O quarto de Hermann e de<br />
Auguste van Pels e sala <strong>com</strong>um<br />
O quarto de dormir de Hermann e de Auguste servia<br />
igualmente de sala de estar e de cozinha. Os clandestinos<br />
passavam aqui muito tempo a cozinhar, a <strong>com</strong>er,<br />
a estudar, a ler, a rir e a brigar. Com o decorrer<br />
do tempo, estar escondido tornava-se mais difícil.<br />
As reservas de alimentos diminuíam e as tensões<br />
e irritações aumentavam.<br />
Para amanhã já não temos um pedacinho de pingue,<br />
para já não falar de manteiga ou de margarina.<br />
O nosso almoço: couve de conserva de barrica! É incrível<br />
<strong>com</strong>o a couve cheira mal depois de ter estado guardada<br />
durante todo o ano!<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 14 de março de 1944
11<br />
12<br />
Espelho<br />
No espelho vê-se<br />
a janela do sótão<br />
11 Quarto de Peter van Pels<br />
Peter era o único dos clandestinos que tinha um<br />
“quarto” próprio. A escada no seu quarto conduzia ao<br />
sótão, onde se guardavam os alimentos. <strong>Anne</strong> e Peter<br />
passavam muito tempo no sótão. Era o único sítio onde<br />
eles podiam olhar para a rua e estar sozinhos.<br />
Olhámos os dois para o céu azul, para o castanheiro<br />
sem folhas, em cujos ramos cintilam gotinhas, para as<br />
gaivotas, no seu voo planado, parecem de prata.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 23 de fevereiro de 1944<br />
<strong>Anne</strong> está apaixonada por Peter?<br />
Inicialmente, <strong>Anne</strong> não tinha grande apreço por Peter.<br />
Mais tarde, corrigiu essa imagem; até se apaixonou por<br />
Peter e recebeu dele o seu primeiro beijo. Depois de algum<br />
tempo, estes sentimentos passaram e <strong>Anne</strong> afastava-se<br />
mais dele.
12 Passagem<br />
Aqui vai deixar o anexo, passando para a parte<br />
da frente da casa.<br />
A emissora inglesa<br />
fala de câmaras de gás.<br />
Sinto-me horrível.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 9 de outubro de 1942
Vídeo<br />
Hanneli Goslar<br />
sobre <strong>Anne</strong> em<br />
Bergen-Belsen<br />
13<br />
14<br />
13 A Sjoa (traição)<br />
Após <strong>uma</strong> denúncia feita por telefone às S.S. alemãs,<br />
a polícia invadiu a Prinsengracht 263 a 4 de agosto de<br />
1944. Tinham sido traídos. Os oito clandestinos e os<br />
colaboradores Johannes Kleiman e Victor Kugler foram<br />
presos. Os nazis deixaram Miep Gies e Bep Voskuijl<br />
em paz.<br />
Quem denunciou os clandestinos?<br />
Há muitas teorias sobre a traição. Nenh<strong>uma</strong> pode ser<br />
confirmada, apesar das diversas investigações que foram<br />
feitas depois da guerra. O traidor nunca foi encontrado.<br />
A 3 de setembro de 1944 os oito clandestinos foram<br />
deportados para o campo de extermínio Auschwitz-<br />
Birkenau. Dos oito apenas Otto <strong>Frank</strong> sobreviveu<br />
à guerra. <strong>Anne</strong>, Margot e Edith <strong>Frank</strong>, Peter, Auguste<br />
e Hermann van Pels e Fritz Pfeffer encontraram a morte<br />
num campo de concentração. Os colaboradores<br />
sobreviveram à guerra.
Vídeo<br />
Otto <strong>Frank</strong> sobre<br />
a sua filha <strong>Anne</strong><br />
14 Otto <strong>Frank</strong><br />
Para construíres um futuro, tens de conhecer o passado.<br />
Otto <strong>Frank</strong>, 1967<br />
No dia 3 de junho de 1945, Otto <strong>Frank</strong> voltou para<br />
Amesterdão. Sabia que a sua mulher Edith tinha<br />
morrido, mas tinha a esperança de que as suas filhas<br />
ainda estivessem vivas. Depois de saber que Margot<br />
e <strong>Anne</strong> tinham morrido em Bergen-Belsen, Miep Gies<br />
entregou-lhe os diários da <strong>Anne</strong>.<br />
Após alg<strong>uma</strong> hesitação, Otto decidiu publicar o diário<br />
de <strong>Anne</strong>. No dia 25 de junho de 1947, saiu a primeira<br />
edição em holandês.<br />
Otto <strong>Frank</strong> empenhou-se durante o resto da sua vida<br />
no <strong>com</strong>bate à discriminação e aos preconceitos.<br />
Ele teve um papel ativo na abertura do esconderijo<br />
<strong>com</strong>o <strong>museu</strong> em 1960. Até à sua morte em 1980, ele<br />
respondeu a milhares de cartas de pessoas que tinham<br />
lido o diário de <strong>Anne</strong>.<br />
Como ficou guardado o diário?<br />
Após a detenção dos clandestinos, Miep Gies e Bep Voskuijl<br />
encontraram no Anexo Secreto os diários, os cadernos<br />
e as folhas soltas, escritas por <strong>Anne</strong>. Miep escondeu tudo<br />
na sua secretária. Quando a guerra terminou e se veio<br />
a constatar que <strong>Anne</strong> não tinha conseguido sobreviver,<br />
ela entregou os diários a Otto.
Diário<br />
O diário original<br />
de <strong>Anne</strong><br />
15 O diário<br />
15<br />
Quando escrevo, sinto um alívio, a minha dor<br />
desaparece, a coragem volta.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 5 de abril de 1944<br />
No seu décimo terceiro aniversário, <strong>Anne</strong> recebeu<br />
um diário aos quadrados vermelhos. Quando este<br />
ficou cheio, ela continuou a escrever em cadernos.<br />
A partir de 20 de maio de 1944, <strong>Anne</strong> reescreveu o<br />
diário em folhas soltas. Ela queria publicar um livro<br />
depois da guerra sobre a sua vida no Anexo Secreto.<br />
<strong>Anne</strong> também escrevia pequenas <strong>história</strong>s e copiava<br />
frases dos livros que lia.<br />
16
Café do <strong>museu</strong><br />
16 Área de exposição<br />
O que passou, já não podemos mudar. A única coisa que<br />
podemos fazer é aprender <strong>com</strong> o passado e <strong>com</strong>preender<br />
o que significa a discriminação e a perseguição de<br />
gente inocente. A minha opinião é que todos temos<br />
a obrigação de <strong>com</strong>bater os preconceitos.<br />
Otto <strong>Frank</strong>, 1970<br />
Free2choose<br />
Há muitas lições a retirar do passado. O destino de<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, e de milhões de vítimas da Alemanha nazi,<br />
mostra-nos que o desrespeito pelos direitos h<strong>uma</strong>nos<br />
pode ter consequências devastadoras. Todas as<br />
pessoas têm um número de direitos fundamentais, tais<br />
<strong>com</strong>o a liberdade de expressão, a liberdade de religião<br />
e o direito a não ser discriminado.<br />
Através da Free2choose, damos exemplos atuais<br />
de direitos que se podem chocar. Qual deles tem<br />
prioridade? Dê-nos a sua opinião.<br />
Exposição temporária<br />
As exposições temporárias aprofundam a <strong>história</strong><br />
da família <strong>Frank</strong> e assuntos relacionados.
Livraria<br />
Eu sei o que quero,<br />
tenho um objetivo,<br />
tenho <strong>uma</strong> opinião,<br />
tenho <strong>uma</strong> crença<br />
e um amor.<br />
<strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>, 11 de abril de 1944<br />
Obrigado pela sua visita<br />
Com a sua visita está a apoiar o trabalho<br />
da Fundação <strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>: www.annefrank.org<br />
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© Textos <strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong>: ANNE FRANK-Fonds, Basileia © Fotos da família <strong>Frank</strong>: ANNE FRANK-Fonds, Basileia / <strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong> Stichting, Amesterdão © 2012 <strong>Anne</strong> <strong>Frank</strong> Stichting, Amesterdão<br />
01-2012 design: Beukers Scholma ilustração: Frédérik Ruys fotografia: Luuk Kramer, Riekus Heller, Cris Toala Olivares, Kees Hummel impressão: Booxs.nl