,«5=^ história 2 - Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro

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SIWPICALISMO

No próximo dia 26 ocorrerá

sm São Paulo um novo Encon-

tro de Metalúrgicos petistas,

convocado pelo Encontro ante-

rior, realizado em outubro. A.

pauta desse Encontro deverá

discutir questões centrais, como

a construção do PT na catego-

ria, a relação que o partido deve

manter «om o sindicato e com o

conjunto das forças de oposição

à atual diretoria (presidida por

Joaquim), e a questão das elei-

ções - que deverão ocorrer no

final do próximo semestre.

Já no processo preparatório

ao Encontro do dia 26 abriu-se

um processo positivo de discus-

sões, a partir da organização de

encontros regionais, que em sua

maioria ocorreram neste final

de semana. Em Santo Amaro,

por exemplo, cerca de 30 meta-

lúrgicos participaram das dis-

cussões.

Num sentido geral. Lula defi-

niu aquela que deve ser a atuação

do partido, durante o Encontro

de outubro: o PT deve construir

seus núcleos nas fábricas, nas

regiões, onde for possível,-pro-

curando organizar os trabalha-

dores na luta pela satisfação

das reivindicações. Ao mesmo

tempo, o PT não pode se trans-

formar "num grupo a mais",

mas sim ser o motor de um

processo que constitua uma for-

te oposição a Joaquim. Nesse

sentido, como disse Lula, o PT

deve fazer um chamado a todas

as forças de oposição para levar

um combate unitário para tirar

o Joaquim da diretoria do Sin-

dicato.

Tirar o Joaquim

da direção

A afirmação desse objetivo - ti-

rar o Joaquim da direção do

Sindicato - decorre do próprio

lugar que sua diretoria (com-

posta por pelegos e burocratas

ligados ao Partido Comunista

Brasileiro - PCB) ocupa no mo-

vimento sindical brasileiro.

Os metalúrgicos de São

Paulo constituem uma das mais

Metalúrgicos do PT

realizarão novo Encontro

.Q IRAtíAl.tiC)

fortes e importantes categorias

de trabalhadores de toda á

América Latina. Do ponto de

vista da própria categona, Joa-

quim e sua diretoria constituem

o principal obstáculos à luta

-«pela satisfação das reivindica-

ções. Isso foi amplamente de-

monstrado, por exemplo, na úl-

tima campanha salarial (outu-;

bro/novembro), em que o pró-

prio Joaquim encarregou-se de

aplicar sobre a categoria o 2065

- o mesmo decreto contra o qual

os metalúrgicos do ABC tize-

ram greve e foram vitoriosos.

Do ponto de vista mais geral,

Joaquim foi um dos principais

sustentadores do Encontro Sin-

dical fantoche de novembro, na

Praia Grande, um circo monta-

do por pelegos e stalinistas do

PCB para dividir o movimento

sindical e atacar a CUT.

E açsim que todos os que

lutam pela satisfação das rei-

vindicações dos metalúrgicos de

São Paulo; todos os que se pro-

põem a engajar a preparação da

Greve Geral e a construção da

CUT unificando os metalúrgi-

cos de São Paulo com o conjun-

to dos trabalhadores brasilei-

RESENHA - 4

ros, encontram em Joaquim e

sua diretoria o grande obstácu-

lo a ser varrido. Assim, antes

de mais nada, o objetivo de tirar

o Joaquim deve ser a preocupa-

ção central, para assegurar a

ünidaHe. de todos os que sé

opõem ao notório pelego.

Construir oPT

na categoria

Dentro desse quadro, o PT,

como partido cujos militantes

estão na primeira linha da luta

contra ditadura, contra o sindi-

calismo oficial e contra os pele-

gos, pode e deve ser o motor da

constituição de uma forte oposi-

ção a Joaquim. Uma oposição

que se concretize numa chapa

unitária, baseada no combate.

O Encontro do partido terá a

oportunidade de realizar essa

discussão, e tirar uma orienta-

ção geral a todos os militantes.

Desde já, entretanto, a iniciati-

va de sua realização, já consti-

tui um passo extremamente po-

sitivo, que deverá ter continui-

dade com a construção do PT

na categoria.

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