jornal do bairro

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jornal do bairro

Primavera, Água Vermelha, Flórida, São Severino,

VilaCapuá, JARDIM ALEGRIA e Vassourai

N 9 5 JANEIRO DE 95

Deputados usam grafica

do estado para fazer /

campanha política

pag 03

A DONA DE CASA

Eu como mulher e dona de casa quero

dar um alerta para minhas companheira do

lar.

Quero dizer a vocês que pratiquem /

outras atividades, que participem dos mo

vimentos do nosso bairro ajudando-nos /

nessa luta para melhoria e conforto de

nossas famílias. Precisamos nos unir pa

ra tentar melhorar a vida de cada mora -

dor que reside nesse bairro.

Nos não podemos ficar dentro de qua

tro paredes. Sendo que juntas temos Ia

fora muitas coisas que nos mulheres po-

deraos^- resolver.

0 bairro esta completamente esque

cido e se tiver que acontecer algo de me

lhor nos temos que brigar e lutar muito

para que isso aconteça.

So que para isto vocês tem que par-

ticiparem mais dos nossos movimentos.

[

ÁGUA VERMELHA.

IDÉIAS...

cl eOTUi

do POVO T R A BAL H A DO R

JANDIRA.

IMPOSTO

Moralmente, de que serve para nos, deste bair-

ro, pagarmos o tão cobrado imposto municipal .

Além de ser cobradas taxas, das quais o bairro

não ê servido, os que são séjvidos ã população são

precárias; taxa de esgoto cobradas mas inexistentes

para a população não so dos bairros vizinhos, co-

mo ciente eu, da maioria do povo çte miserável ci-

dade de Francisco Morato,

Para comerciantes como eu, toda essa precário-,

dade prejudica em vários fatores.

Obviamente que protesto como o meu não modifi-

caria nossa situação de um dia para o outro.

Teríamos que contar com o apoio dos políticos/

da região, que esses cumpram seus devores com hones

tidade. As inúmeras chuvas, que castigam nosso bair

ro, causam destruição em todas as partes, barrancos

bueiros entupidos forçam os moradores (como aconte-

ceu na rua onde moramos) .A impedirem a passagem de

trânsito com muralhas ou barreiras.

SEVERINO V. DA SILVA

COMERCIANTE DO BAIRRO


JORNAL DO BAIRRO pag 02

— Antônio disse que tem gente

que se faz de ovelha

mansa. Se vende por um

riso, dinheiro, um tapinha

nas costas...

COMBATE AO

ANALFABETISMO

Por que não temos mais

no Jardim Alegria o Curso/

Noturno de Alfabetização?

Esse curso sob a res -

ponsabilidade da Prefeitu-

ra Municipal de Francisco/

Morato, era bem freqüenta-

do, nos anos de 1991, 1992

1993 por jovens e adultos,

que aprendiam, a ler e es-

crever .

Infelizmente, no ano

passado, o curso foi cance

lado no nosso bairro, cau-

sando muita frustação aque-

les que tinham neste ensi

no noturno a única esperan

ça de aprender a ler e es

crever.

Esperamos que a Prefei

tura de Francisco Morato ,

neste ano de 1995 que se

inicia com muita esperança

lembre do Jardim Alegria ,

porque no nosso bairro ha

muitas pessoas interessa -

das em estudar e esse cur-

so e a única e ultima espe

rança deles...

PROFESSOR

RILDO.

"QUE BICHO É AQUELE?

É GENTE QUE SE REBAIXA!"

RESSUSCITANDO AS "VELHAS" IDÉIAS

Nós trabalhadores, eu em educação^ nos sentimos ■ mui-

to humilhados por contruir-mos tanto praticamente tudo e -não

desfrutar-mos de nada ou quase nada.

E para humilhar-nos mais, vem esses com suas esmolas,/

e tanto ticket que logo, logo não veremos mais a cor do dinhe

iro.

E as vezes, muito raro, quando fazem algo, pousam co-

mo se estivessem dando esmolas o que ja ê nosso por direito.

"Não queremos que os ricos repartam com os pobres: Não

queremos nem caridade nem esmolas; ambas as coisas são incapa-

zes de impedir o retomo da desigualdade entre os homens.

Não e de modo algum uma partilha entre ricos e pobres

que nos desejamos, mas a completa supreçãc de f ricos e pobres".

Isso é possível desde que as fontes de toda a ilqueza, a terra

em comum com to-ios os outros meios de produção e instrumentos

de trabalho se tomem propriedade coletiva do povo trabalhador

que irá produzir para si próprio, de acordo com as necessida -

des de cada um . (ROSA LUXEMBURGO)

Para que isso não seja apenas o sonho de alguns é pre-

ciso que todos sonhem.

' "Sonhos acreditem neles, e preciso sonhar, mas com a /

condição de crer em nossos sonhos.

De examinar com atenção a vida real, de confrontar nos

sa observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente /

nossa fantasia. "(LÊNIN)"

i


JORNAL DO BAIRRO

RECLAMAÇÕES

Meu nome e Elza Silva

do Nascimento, moro na Ru

a Maria Izabel de Olivei-

ra n? 132, Jd, Flórida.

Morp aqui a mais de /

10 anos, são 10 anos de in

satisfaçãa

As ruas estão em pés-

simas condições, são ratos

cobras, escorpiões e bara-

tas, etc...

O nosso prefeito, an-

tes das eleições, promete

u tanto e não cumpriu na-

da.

Se o prefeito, acha

que eu não falei a verda-

de, faça uma visita no Jd.

Flórida, que jardim não

tem nada.

Senadores • Nelson Carneiro (PP-RJ):

calendário para 94. Pagou R$ 13 mil;

Alexandre Cosa (PFL-MA): cjderno

(inclui propaganda da ex-depucada

Roseana Sarney); Pagou R$ 39 mil;

Lourlval Batista (PFL-SE): calendário para

94 e cadernos com fotografia na capa.

Pagou (não informou quanto); Carlos ■

Patrocínio (PFL-TO); cadernos. Pagou

(não informou quanto); Francisco

Rollemberg (PMN-SE): caderno. Pagou

(não informou quanto); Guilherme

Palmeira (PFL-AL): calendário para 94;

Magno Bacelar (PDT-MA): calendário

para 92 e cadernos com fotografia na

capa; Henrique Almeida (PFL-AP):

cadernos com fotografia na capa; Ruy

Bacelar (PMDB-BA): calendário par» 92;

Lavoisier Mala (PDT-PRN): caderno;Jonas

Pinheiro (PTB-AP): caderno; Humberto

Lucena (PMDB-PB): 130 mil calendários.

Deve pagar

R$ 15.210,00

Deputados - Pascoal Novaes (PSD-RO):

calendário para 94. Pagou CRJ 17,4 mil

em 19 de novembro de 93; Nelson

Bornier(PL-RJ): calendários

O POBRE DEFUNTO

No dia 09/01/95 ao participar de um ve-

lório no cemitério do Jardim Alegria fiquei

horrorizada com o que vi lã.

Havia um cadáver sem ser enterrado no mi

nimo a uns quatro dias. O mal cheiro estava

tão forte que não foi possível velar o outro

defunto que eu estava acompanhando.

Ate agora não entendi o motivo daquele/

cadáver estar ali jogado, nem o caixão era /

lacrado. Pelo menos para poder evitar aque-

le cheiro insuportável.

0 corpo jâ estava completamente estoura

do escorria aquele liquido preto de sangue /

pisado.

Acho isso uma falta de respeita com o

pobre defunto, será que nessa cidade não tem

uma pessoa competente para evitar que isso a

conteça.

p-orque o nosso prefeito não fica atento

a essas coisas ou coloque um responsável pa-

ra dar um jeito nessa situação lastimável.

Quando precisou de votos andou atrás /

desses miseráveis que estão morrendo e os

que ainda estão, sobrevivendo nessa cidade es

quecida e desprezada pelos nossos goveman -

1 tes.

IRACI

ÁGUA,"VERMELHA.

pag 03


JORNAL DO BAIRRO

RISCO DE VIDA

pag 04

No dia 23/12/94 exatamente as 12:10 hs da tarde após ter chovido muito eu e vários pas-

sageiros entramos no ônibus Jd. Primavera com destino ao centro de Francisco Morato. Ao chegar

na curva da Rua Fero Vaz de Caminha o ônibus começou a deslizar em sentido ao precipício. A

traseira do ônibus ficou na beira do barranco nos os passageiros ficamos apavorados, o pessoal

que estavam nos bancos da frente desceram rapidamente, agora o pânico maior foi daqueles que

estavam, atrás. Se tentassem sair pela porta traseira correriam o risco de escorregar e cair

lá embaixo o jeito foi pular a catraca para conseguir sair do ônibus.

A ünica forma de tirar o ônibus dali foi colocar algumas pedras nos,pneus de trás para

não deslizar mais. Se não seria pratica

mente fatal para o motorista que mostro

u muita calma e coragem porque ele fi-

cou sozinho dentro do ônibus. Mas gra -

çaa a DEUS ele conseguiu e ajiossa sor

te ê que ele não estava correndo se não

hoje não só eu como os outros passagei-

ros não estaríamos vivos para contar /

esse trágico fato. Só tenho umas pergun

tas para fazer ã aqueles que dizem que

governam esta cidade.

Vocês estão esperando que algum /

acidente grave aconteça naquele preci-

pício para tomarem providencias?

Se fosse vocEs ou algum membro /

da família de vocês que tivessem que

fazer este trajeto já não estariam lá

as barras de proteção?

Será que a vida dos seres humanos

não interessam a vocês? Ou sô os votos

interessam?

Esperamos que tomem uma providen -

cia urgente neste sentido já que a pa-

lavra asfalto ê esquecida no dicionário

de vocês.

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POESIA

Feias veredas em que andei

Um amigo um doce afeto;

Um colo, a fuga da solidão busquei

Fouco me importei ser homem ou mulher.

E foi no frescor da floresta

No calor de um animal

Que achei o porto seguro, de uma pequena

O amor sincero de um irracional.

Andei por veredas lindas incontáveis

fresta

Indo e vindo, cambaleando incontrolavel

Mas III Devastei meu mundo, consagrei a

tua sorte

E sorrindo de mim, abri o portal da mor-

te.

Oral II Mas vocês não tem culpa.

Se minha honra agora é suja

Fui eu, que arrastei-me contra a

solidão

Enquanto vocês se embriagavam

Agora ouçal

Este grito calado na noite

de ilusão

E nesse pesado murmurei diluindo em a-

çoites.

De alguém caindo no chão da existência

Estendendo a mão em direção da sua con

Tu te lembras? Que sou teu irmão.

ciência.

lolita _^__

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