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Indústria de insumos tra para garantir diversi - Engarrafador Moderno

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Sucos

Há algum tempo, o consumidor procura por produtos saudáveis

e com características diferenciadas e no mercado de sucos não é diferente.

Por isso, os produtores de suco industrializado têm recorrido a insumos

diferenciados para garantir produtos igualmente diferenciados nas prateleiras

20

Indústria de insumos tra

para garantir diversi

Danilo Gonçalves

Fotos: divulgação

Ao chegar à gôndola de um

supermercado, você se depara

com uma diversidade

enorme de sucos. Em caixinha, em

garrafas pequenas, médias e grandes,

em embalagens cartonadas grandes

ou pequenas, lights, com ou sem

pedaços da fruta, entre outras

variedades. Na indústria, para

consolidar este cenário que é visto

nos supermercados, os processos de

desenvolvimento e criação são contínuos,

ou seja, quanto mais o consumidor

busca produtos novos, mais o

trabalho dos departamentos competentes

aumenta. É então que se recorre

à indústria de insumos para possibilitar

a criação e, conseqüentemente,

o lançamento de uma nova bebida.

Quando falamos em insumos,

não necessariamente nos resumimos

aos ingredientes que serão usados,

mas também a todo e qualquer material

necessário para que o produto

tome forma. A embalagem, por

exemplo, é um dos principais atrativos

no ponto-de-venda. Ela, aliada

a outras características que dizem

respeito à composição da bebida,

sem esquecer do preço, é que determina

a escolha do consumidor.

A SIG Combibloc, por exemplo,

uma empresa do ramo de tecnologias

de embalagens, desenvolve trabalhos

personalizados junto a seus

clientes de acordo com as características

intrínsecas do produto.

No Egito, a fabricante de sucos e

produtos lácteos Juhayna optou pela

tecnologia de envase flexível da SIG

Engarrafador

Moderno


alha pesado

dade de sucos

Combibloc para atender com mais

eficiência à demanda futura do mercado

de sucos norte-africano. Para isso,

a egípcia construiu uma nova planta

em sua base de produção, na Cidade

6 de outubro, onde um total de

cinco máquinas de envase estão em

operação. Com isso, a Juhayna passa

a envasar sucos e néctares em embalagens

cartonadas SIG Combibloc.

A principal preocupação da empresa

foi quanto a assepsia da em-

Outubro/09

balagem e, por isso, escolheu máquinas

pertinentes ao envase de cartonadas.

Agora, a empresa tem

duas novas máquinas de envase de

cartonadas de alta velocidade, capazes

de envasar até 24 mil embalagens

por hora.

Safwan Thabet, CEO do Grupo

Juhayna, declarou recentemente que

"uma das prioridades da empresa é

apresentar ao mercado alimentos que

ofereçam a mais alta qualidade e ex-

periências novas ao paladar dos

consumidores".

A Juhayna é o principal fornecedor

dos setores de sucos de fruta e

produtos lácteos, além de ser um

dos principais fabricantes de bebidas

não-carbonatadas e lácteos em

embalagens cartonadas, com participações

no mercado egípcio de

38% e 70%, respectivamente.

Uma análise

sobre a indústria

de insumos no Brasil

Como resultado da grande disponibilidade

de frutas tropicais de alta

qualidade e variedade, o consumidor

brasileiro está acostumado a

consumir sucos naturais e é um dos

mais exigentes quanto a qualidade

e diferenciais do produto.

21


Sucos

Assim sendo, a indústria nacional

de insumos para a produção de sucos

tem um enorme desafio em reproduzir

a qualidade desejada pelo consumidor,

assim como superá-la. "A reprodução

do aroma, textura, estabilidade, a

manutenção da naturalidade, assim

como o enriquecimento da bebida,

são fundamentais para o sucesso do

produto", comenta Moses Benzaquen,

diretor presidente da Tovani Benzaquen

Ingredients.

E é justamente pelas exigências

do consumidor que a indústria de

suco nacional tem investido em ingredientes

que remetam a naturalidade,

funcionalidade e enriquecimento

vitamínico da bebida.

O mix de produtos (sabores duplos,

bebida com pedaço da fruta

etc.) também tem feito com que investimentos

fortes sejam realizados

22

nas áreas de desenvolvimento de

aromas, cor, adoçamento, estabilidade,

entre outras características.

Uma tendência, já adiantada pelo

presidente da Tovani Benzaquen,

neste setor é a substituição dos açúcares

convencionais pela sucralose,

considerado o único adoçante que

tem sabor muito próximo ao açúcar

propriamente dito. "Além disso,

acredito que uma das próximas tendências

será a utilização de corantes

naturais, fibras, proteínas de soja,

colágeno e a consolidação da bebida

enriquecida com vitaminas", afirma.

A preocupação com

a qualidade da fruta

e sabor da bebida

para se ter uma idéia, uma

pesquisa da Nielsen revelou que o

mercado de sucos prontos para beber

cresceu, de 2002 a 2006, 72,8%

ou 133,1%, em valor. Índices altíssimos

se compararmos o crescimento

com a categoria de refrigerantes

que apresentou, no mesmo

período, crescimentos de 7,4% e

55,1%, respectivamente.

O crescimento do consumo de

sucos de frutas é definitivamente

uma tendência certeira, observada

em mercados internacionais e também

no Brasil. Já a safra das frutas

necessárias para o alcance da demanda

de suco é bem menos previsível.

Para os produtores, há uma

necessidade constante de maximizar

o rendimento do suco, a partir de

estoques limitados de frutas.

Neste sentido, fornecedores de

produtos e tecnologias para fabricação

de bebidas trabalham para oferecer

atalhos aos contratempos e

também melhorar a qualidade do

produto final. A Danisco, por exemplo,

nota que os consumidores de

suco de maçã estão mais atentos à

qualidade da bebida. Para essa aplicação,

a empresa oferece soluções

enzimáticas capazes de garantir, além

da qualidade, uma relação Custo X

Benefício atraente aos clientes.

Conhecido como processo

MAXJuice, o produto da Danisco é

uma solução integrada para o tratamento

enzimático da fruta na maceração,

extração do bagaço e despectinização

que ocorre antes da ultrafiltração.

Todo esse processo é justificado

pela instabilidade do mercado de sucos

de maçãs. As condições deste

mercado mudam muito porque muita

coisa pode acontecer entre o momento

da produção e a venda dos

concentrados de suco. Aliada a isso,

existe a complicação para a indústria

de suco de que os produtores

que fornecem aos mercados internacionais

estão localizados nos he-

Engarrafador

Moderno


Sucos

misférios norte e sul. Isso porque

não há apenas uma diferença de

tempo de vários meses entre as colheitas

no norte e no sul, mas também

pode haver grande diferença no

tamanho e nas condições de colheita.

Fatores esses que dificultam o

planejamento da produção.

Na maioria dos países, inclusive,

a produção do suco de maçã (representada

no gráfico acima) é considerada

amortizadora para o mercado

de frutas in natura, que, devido

a uma margem de lucro maior, é a

prioridade para os fazendeiros. As

24

Enzimas

para maceração

Não

Sim

Extrato de bagaço

Enzimas para maceração

e extração do bagaço

Fonte: Danisco

Rendimento do suco de maçã e economia geral no processamento

Com base em 100.000 toneladas de maçãs processadas

% Rendimento do suco

(kg de suco por 100 kg

de maçãs processadas)

75

85

92

Kg de maçãs

por 1 kg de

concentrado

8.00

7.06

6.52

Concentrado

(toneladas)

12.500

14.167

15.333

15.333

Renda (USD)

1,2/kg de

concentrado

15.000.000

17.000.000

18.400.000

18.400.000

frutas utilizadas no processamento

estão tipicamente abaixo do padrão

das in natura, ou, caso a colheita seja

grande, são simplesmente o excedente

das exigências do mercado.

Custo

da enzima

15.000.000

120.000

400.000

520.000

Renda

líquida

(USD)

16.880.000

17.880.000

17.880.000

Lucro

líquido

1.880.000

1.000.000

2.880.000

Um sabor de sucos que tem sido

bastante aceito pelos consumidores

nos últimos tempos é o de frutas cítricas.

Assim sendo, como na indústria

de bebidas, cada produto tem

suas características particulares e,

conseqüentemente necessita de processos

de fabricação específicos.

A Duas Rodas, empresa empenhada

em fornecer ingredientes para

a indústria de bebidas, oferece

uma diversidade de emulsões especialmente

desenvolvidas para aplicação

neste tipo de produto. No caso

específico das frutas cítricas, há

Engarrafador

Moderno


Outubro/09

uma grande tendência em buscar um

perfil mais próximo ao produto encontrado

na natureza e que remeta ao

sabor do suco de fruta madura.

Suco de uva

cresce no mercado

No ano passado, mais de 43,4 milhões

de litros de suco de uva elaborados

no Rio Grande do Sul foram comercializados

no Brasil e no exterior.

Esse valor representa um incremento de 15,56%, em

relação a 2007, e de 144,15%, quando comparado a 2003.

Mais um exemplo de que o consumidor busca produtos

não-nocivos à saúde, o sucesso do suco de uva

tem sido relacionado especialmente com os efeitos antienvelhecimento

e contra o câncer.

A Vinícola Salton identificou essa tendência e investiu

no marketing do seu suco de uva. Além do sabor, a

empresa destaca como diferencial da bebida a ausência

de açúcar e conservantes, além de ser elaborado 100%

com uvas americanas, Isabel e Concord. O suco de uva

apresenta tonalidade púrpura e aromas que remetem a

frutas vermelhas e de compota. Para comercialização,

o suco de uva natural deve ser engarrafado ainda durante

a safra, com o objetivo de preservar as características

organolépticas da fruta.

A qualidade do Suco de Uva Salton já rendeu à Vinícola

alguns destaques, como a distinção no Guia Quatro

Rodas em degustação às cegas, quando foram avaliados

sucos naturais de sete vinícolas do Rio Grande

do Sul, principal Estado produtor da bebida.

Outra vinícola que também aposta no suco de uva

como grande potencial de mercado é a Aurora. Porém,

além do suco de uva tradicional, a Vinícola investiu no

lançamento de um suco de uva branca, produto que noticiamos

recentemente na seção Ponto-de-Venda.

O Suco de Uva Branco Aurora é natural , elaborado

com uvas selecionadas sem adição de açúcar. Com esse

novo produto, a Aurora consolida sua posição no

segmento de suco de uva natural. Além deder nacional,

a Aurora é a primeira vinícola brasileira a conquistar

o certificado Halal em seu suco de uva tinto, condição

indispensável para que o produto possa ser exportado

para os países muçulmanos, um mercado estimado em

2 bilhões de consumidores potenciais - o selo Halal significa

que o produto é aprovado por Alah, segundo o

Alcorão, pela sua pureza.

25


Entrevista

14

A reali

de um

Durante o

Confrebras 2009,

no dia 11, o

ex-Ministro

Maílson da Nóbrega

fará uma palestra

sobre as perspectivas

da economia brasileira

no cenário pós crise

Carlos Donizete Parra e

Danilo Gonçalves

Fotos: Divulgação

Economista, ex-Ministro da

Fazenda, depois de uma

longa carreira no Banco do

Brasil e setor público, Maílson da

Nóbrega tem três livros e diversos

artigos publicados em revistas especializadas

e veículos de imprensa.

Atualmente, é colunista da Revista

Veja e sócio da Tendência Consultoria

Integrada, empresa sediada

em São Paulo, que presta assistência

consultiva nas áreas de economia

e política.

Na posição de Ministro da Fazenda,

entre 1988 e 1990, foi membro

do board de Governadores do

Engarrafador

Moderno


dade econômica

ano conturbado

Bando Mundial, do FMI e do Banco

Interamericano de Desenvolvimento,

além de chefe da delegação brasileira

na negociação do acordo bilateral

Brasil-Japão, no âmbito do

Clube de Paris; membro do Grupo

de Trabalho das Nações Unidas sobre

um Código de Conduta para as

Empresas Transnacionais.

No decorrer de sua carreira, realizou

diversas viagens de estudo sobre

os mecanismos de financiamento

à agricultura nos Estados Unidos,

Canadá, Austrália, França e Japão.

Na entrevista a seguir, o ex- Ministro

fala sobre os efeitos da crise

mundial no Brasil, o atual cenário

econômico do País e as perspectivas

para 2010.

Outubro/09

Engarrafador Moderno - Apesar

da estabilidade econômica, o

Brasil não consegue uma melhora

acentuada em seu IDH (Índice

de Desenvolvimento Humano).

O que é necessário fazer para

que o País obtenha índices mais

elevados de IDH?

Maílson da Nobrega - A estabilidade

econômica é apenas uma condição

(e não a única) para o crescimento

do PIB e da renda, que influenciam

o cálculo do IDH. É preciso

muito mais, particularmente os

avanços na educação e no ambiente

de negócios, que permitem ampliar o

bem-estar, em especial a situação da

saúde, que influencia a expectativa de

vida, outro dos componentes do IDH.

“ Nada nos fará

melhor nas próximas

décadas do que

uma revolução

na educação


Nada nos fará melhor nas próximas

décadas do que uma revolução na

educação.

E.M. - É possível mensurar o

impacto da crise mundial na economia

brasileira? E na economia

mundial?

Maílson da Nobrega - A crise

provocou uma forte desaceleração

da economia mundial. Em 2009, pe-

15


Entrevista

la primeira vez

desde a Segunda

Guerra, veremos uma

queda do PIB mundial, superior

a 1%. Os Estados Unidos, líderes

da economia mundial, vivem a mais

longa recessão desde os anos 1980.

No Brasil, a crise chegou forte no

quarto trimestre de 2008, quando a

economia se contraiu expressivos

3,6% do PIB. No trimestre seguinte,

caiu mais cerca de 1%. Não foi,

portanto, uma marolinha. Felizmente,

a recessão foi curta, pois a

economia já iniciou sua recuperação

no segundo trimestre de 2009.

E.M. - O Brasil é considerado

um dos países menos vulneráveis

à crise mundial. Que fatores contribuíram

para que o País fosse

menos afetado?

Maílson da Nobrega - O Brasil

se beneficiou de pelo menos vinte

anos de avanços institucionais que

consolidaram a democracia, vence-

16

ram a inflação, abriram a economia,

legaram um sistema de finanças públicas

transparente, permitiram ao

Banco Central adquirir autonomia

operacional e promoveram uma profunda

reforma do Estado: a Lei de

Responsabilidade Fiscal, a eliminação

de monopólios estatais criados

pela Constituição de 1988 e a privatização

de empresas estatais.

Poucos se lembram hoje, depois que

muitas cidades já têm mais telefones

do que gente, de que, na época

da Telebrás, as filas para comprar

telefones eram enormes, havia mercado

secundário de linhas e os pobres

não tinham acesso ao serviço.

O Brasil se tornou estruturalmente

superavitário em suas contas externas.

Esse conjunto poderoso de mudanças

se complementou com a corajosa

decisão do presidente Lula de

jogar fora as idéias equivocadas do

PT sobre a gestão macroeconômica.

Tudo isso, mais uma quadra internacional

amplamente favorável,

entre 2003 e 2007, contribuiu para

que o País acumulasse mais de US$

200 bilhões de reservas internacionais.

O Brasil se tornou, efetivamente,

menos vulnerável a crises

vindas do exterior.

E.M. - Qual a sua projeção para

o crescimento do Brasil em

2009 e que fatores levarão direta

ou indiretamente a esse resultado?

Maílson da Nobrega - A economia

brasileira deve ficar estável em

2009. O resultado final do PIB deve

ser algo em torno de zero, um pouco

abaixo ou um pouco acima.

E.M. - A falta de infra-estrutura

e de mão-de-obra qualificada

são problemas que afetam a

competitividade brasileira. O sr.

concorda com essa afirmação? E

quais outros fatores ainda prejudicam

nossa competitividade?

Maílson da Nobrega - O mau

estado das estradas e de outros serviços

de infra-estrutura respondem

pelos altos custos da logística, que

afetam a competitividade dos produtos

brasileiros e inibem o avanço

da produtividade. A educação continua

sendo um de nossos principais

calcanhares de Aquiles. Sem mãode-obra

qualificada as empresas

Engarrafador

Moderno


têm dificuldade de se tornarem mais

competitivas. Há muitos outros fatores

que inibem a competitividade,

como a caótica e excessiva carga

tributária, a anacrônica legislação

trabalhista, o exagero da burocracia,

para citar os principais.

E.M. - Quais os pontos mais

polêmicos e mais difíceis para serem

aprovados em uma reforma

tributária brasileira?

Maílson da Nobrega - O principal

obstáculo à aprovação de uma

reforma tributária racional é o

ICMS. O principal tributo brasileiro

se tornou uma completa bagunça,

particularmente depois que a Constituição

de 1988 atribuiu aos Estados

o poder de legislar sobre o assunto.

Há hoje 27 legislações distintas, incontáveis

regimes tributários e um

sem número de alíquotas implícitas

Outubro/09

ou explícitas. A situação tem piorado

com a extensão da substituição

tributária (arrecadação do ICMS na

fonte de produção) a áreas inacreditáveis

como a da fabricação de telefones

celulares. Mudar esse caos

exige mobilizar as vontades de 27

governadores, que dificilmente estão

interessados em contribuir para

a harmonização das regras, abandonar

a guerra fiscal, deixar de lado

a substituição tributária e assim por

“ Uma carga

tributária racional,

no Brasil, dificilmente

poderia passar

de 25% do PIB


diante. O projeto de reforma do governo,

ora sob exame do Congresso,

pode piorar a situação. Para se ter

uma idéia, a proposta do relator altera

mais de 300 dispositivos da

Constituição.

E.M. - Os empresários da indústria

de bebidas reclamam da

elevada carga tributária. O sr.

acredita em uma reforma ainda

para essa gestão do Governo?

Maílson da Nobrega - Como dito

acima, é melhor que não haja a

reforma, pois o sistema pode piorar.

Também se deve esquecer qualquer

sonho de queda da carga tributária

nas próximas décadas. A carga tributária

brasileira, exagerada sob

qualquer ângulo pelo qual ela seja

examinada, é a conseqüência natural

do desastre fiscal da Constituição

de 1988, que criou inúmeros

17


Entrevista

benefícios para os servidores públicos,

multiplicou os gastos previdenciários

e piorou o já grave engessamento

das despesas. Hoje, os gastos

obrigatórios com pessoal, previdência,

educação, saúde e encargos

financeiros é superior a 33% do

PIB, maior do que a dos Estados

Unidos, que é inferior a 30% do

PIB. Uma carga tributária racional

no Brasil dificilmente poderia passar

de 25% do PIB. Em suma, o

País terá que conviver por muito

tempo com esse limitador de seu

crescimento. Não há liderança política

disponível para desatar esse nó.

E.M. - A indústria de bebidas

não foi tão fortemente afetada pela

crise, talvez porque o nível de

renda do brasileiro tenha sido

preservado. Quais outros fatores

contribuíram para manutenção

dos negócios nesse segmento, especificamente?

Maílson da Nobrega - Creio que

realmente a preservação da renda,

que continuou subindo ainda que a

ritmo mais lento, é o principal fator.

Mais recentemente, pode-se dizer

que a recuperação da confiança dos

consumidores deu nova sustentação

à demanda de bebidas.

E.M. - O que a indústria de bebidas

pode esperar para 2010?

Quais suas projeções para o PIB,

juros, níveis de renda, emprego,

gastos públicos, investimentos em

infra-estrutura etc.?

Maílson da Nobrega - O próximo

ano será de forte recuperação

da economia, a menos que a situação

piore com um duplo mergulho

recessivo nos países ricos, o que

não é o cenário mais provável. O

PIB pode crescer perto de 5%, a inflação

ficará dentro da meta de

4,5%, a taxa Selic pode terminar o

ano em torno de 10%, a taxa de

câmbio continuará a se valorizar e

18

a massa salarial deve crescer perto

de 5% acima da inflação. Não vejo

avanços relevantes na área de infra-estrutura,

embora o governo

continue a martelar as maravilhas

do PAC, que constitui mais um slogan

político do que uma efetiva fonte

de melhoria considerável.

E.M. - A maioria dos empresários

seguraram os investimentos

em equipamentos, ampliações

e novas unidades industriais, em

decorrência da crise. É possível

retomar, já em 2010, esses investimentos

com as perspectivas de

melhora econômica?

Maílson da Nobrega - Já há sinais

de recuperação do investimento

no setor privado. A continuidade da recuperação

da demanda e da confiança

deve contribuir para a elevação da

taxa de investimento no próximo ano.

“(...) deve-se esquecer

qualquer sonho

de queda da

carga tributária

nas próximas décadas


E.M. - Já é possível decretar,

definitivamente, o fim da crise?

Quais são ainda os riscos reais de

uma nova turbulência?

Maílson da Nobrega - A crise de

2007/2008 pode ser vista sob três dimensões:

o risco de colapso do sistema

financeiro, o risco de depressão

e o risco de uma longa recuperação

da economia dos países ricos.

Os dois primeiros riscos estão

definitivamente afastados. O terceiro

ainda não. Tudo indica que os

países ricos somente iniciarão uma

retomada firme e robusta da atividade

econômica a partir de 2011.

Se essa situação for rotulada de

crise, esta ainda não acabou. O que

se pode dizer, com razoável grau de

segurança, é que o pior já passou.

Felizmente, países emergentes como

o Brasil, que promoveram avanços

institucionais nos últimos anos e

conduziram políticas macroeconômicas

responsáveis, ou não entraram

em crise (China e Índia) ou já estão

saindo dela (Brasil, Coréia do Sul,

Taiwan, Cingapura e Chile), para citar

os principais, estão de fato mais

aliviados. São muito baixos os riscos

de uma nova turbulência, embora a

subida nas bolsas em todo o mundo

esteja sinalizando a formação de

uma nova bolha. Mas mesmo que

seja uma bolha e venha a ser furada,

não terá o efeito devastador da crise

que já atravessamos.

Engarrafador

Moderno


Energia

Uso racional de energia

26

elétrica na indústria

A seguir, algumas dicas que podem auxiliar na racionalização do uso

da energia elétrica, em suas diversas utilizações em uma indústria

Hoje em dia, economizar

energia elétrica é assunto

presente em lares, comércio

e indústria de igual maneira. Proporcionalmente,

as preocupações com

esses cuidados são as mesmas em

qualquer residência ou estabelecimento,

mas se calcularmos quanto se gasta

a mais em uma indústria pela má

utilização de eletricidade, chegaremos

a valores absurdos.

E, como dizem os especialistas do

ramo, economizar energia não é tarefa

difícil para execução nem para

implementação. Obviamente, na indústria

algumas mudanças poderão

demandar investimentos mais altos.

Em seguida, serão listadas algumas

dicas para racionalização de energia

elétrica, separadas por setores e/ou

equipamentos de uma indústria.

Da redação

Fotos: divulgação

Transformadores

e motores elétricos

É importante verificar sempre se

os transformadores estão superdimensionados,

pois suas perdas aumentam

com a sobra de potência e

sempre que possível, é necessário

trocá-los por modelos mais eficientes.

Outra dica importante é para

que transformadores sem carga nunca

sejam deixados conectados à rede

de AT.

No caso dos motores elétricos,

o ideal é que os responsáveis estejam

sempre atentos se o tempo de

operação do motor pode ser reduzido.

Da mesma forma que os transformadores,

os motores não devem

trabalhar superdimensionados. É

bastante comum trabalhar com po-

tências superiores às necessárias

como um fator de segurança, mas

quando um motor indica uma determinada

potência em sua placa, ele

estará apto a fornecer esta potência

como sendo útil, ou seja, disponível

na ponta do eixo.

Ao observar uma curva típica de

um motor (rendimento e fator de

potência), observa-se que quanto

menor o grau de utilização do motor,

pior será seu rendimento e fator

de potência.

Analisando um motor de 25cv,

verifica-se rendimento a plena carga

(100% da potência nominal) igual a

89%. Fazendo um exemplo de

utilização de motor de 100 cv, fornecendo

apenas 25 cv (18,4 Kw), ou

seja, 25% da potência nominal, verifica-se

um rendimento de 78%.

Engarrafador

Moderno


Neste caso, temos:

A) Motor 100 cv a 25% da potência

nominal:

n = P útil / P ativa

P ativa = P (cv) . 0,736 / n ; (1

cv - 0, 736 Kw) = 25 x 0,736 / 0,78

= 23,6 Kw

B) Se utilizarmos o motor correto

(25 cv):

P ativa = P (cv) . 0,736 / n = 25

x 0,736 / 0,89 = 20,7 Kw

Assim, a energia desperdiçada

em um ano será (considerando operação

do motor em 24 horas por dia,

30 dias por mês, 12 meses por ano):

E = (23,6 - 20,7) x 24 x 30 x 12

= 25.056 KWh/ano

Manter o motor limpo para diminuir

seu aquecimento também é essencial.

Outro conselho de especialistas

é sempre que possível e viável,

instalar motores mais eficientes

Outubro/09

(alto rendimento), que forneçam a

mesma potência útil na ponta do

eixo que os outros motores consumindo

menos energia.

Por exemplo, um motor standard

de 25 cv, IV pólos, trabalhando a

100% de sua carga nominal tem rendimento

de 90%. Um motor de alto

rendimento com a mesma potência

e trabalhando nas mesmas condições

possui rendimento de 93%.

Aconselha-se também desligar

motores sempre que possível, pois

é comum deixar um motor funcionando

a vazio sob alegação de evitar

o aumento de consumo e demanda

em conseqüência de uma nova

partida. Isto também é um fator de

desperdício. Apesar da corrente de

partida de um motor ser alta (7 a 8

vezes a nominal), a potência consumida

na partida é baixa e o tempo

de duração é em torno de 10 segundos,

o que não afeta a demanda.

Esta, por sua vez, é medida em intervalos

de 15 minutos.

Deve-se sim evitar a partida simultânea

de vários motores e várias

partidas seguidas em um mesmo

motor, pois irá provocar um aumento

de temperatura.

Para partidas de motores chaves,

quando possível utilizar soft-starter

que possibilita o ajuste do torque do

motor às necessidades do torque da

carga, de modo que a corrente absorvida

será a mínima necessária

para acelerar a carga.

Observar atentamente o acoplamento

dos motores, pois quanto menor

o seu rendimento, mais potência

perde-se, ou seja, menos potência é

transmitida do motor à máquina acionada.

A maior incidência em aco-

27


Energia

plamentos é por polias e correias e

a fim de se maximizar o seu rendimento

observe o alinhamento, a tensão

das correias e o paralelismo.

28

Refrigeração

Não menos importante, os cuidados

com a refrigeração também auxiliam,

e muito, na economia de

energia. Algumas dicas importantes

nesta área da empresa são:

Regular o termostato das câmaras

frias de modo a manter a

temperatura interna do ambiente

dentro da faixa recomendada para

o armazenamento de produtos;

Procurar armazenar na mesma

câmara produtos que necessitem da

mesma temperatura de armazenagem;

Programar o horário de transporte

de mercadorias para as câmaras,

diminuindo assim, o tempo de

permanência da porta aberta;

Usar lâmpadas frias nas câmaras

frigoríficas, a fim de diminuir a

carga térmica e manter o nível de

iluminação adequado;

Usar cortina de ar ou de borracha

quando não houver antecâmara,

reduzindo assim a infiltração

de ar quente no espaço refrigerado;

Verificar o isolamento das câ-

maras e das linhas de refrigeração;

Evitar a instalação dos condensadores

em locais sujeitos a raios

solares, sem ventilação natural ou

perto de outros equipamentos que

irradiam calor;

Verificar a limpeza dos tubos dos

condensadores, o que prejudica a

circulação do ar e da água, aumentando

o consumo de energia elétrica;

Instalar o compressor o mais

perto possível do evaporador (é indicado

evitar distâncias acima de

15m o que eleva o consumo de

energia elétrica);

Evitar o acúmulo de gelo no

evaporador obstruindo a passagem

do ar e elevando o consumo de

energia.

Iluminação

A primeira dica dessa categoria

é daquelas que valem para todos os

ambientes e estabelecimentos: evitar

luzes acesas em ambientes desocupados.

Outra, ainda melhor, é

utilizar luz natural quando possível,

prática que as empresas já têm adotado

em larga escala.

Um conselho que é pouco praticado

na indústria, mas é extremamente

importante, é o de efetuar a limpeza de

lâmpadas e luminárias. A sujeira reduz

o fluxo luminoso exigindo maior número

de lâmpadas acesas. Há casos em

que a simples limpeza ocasiona aumento

de 60% no nível de iluminação.

Tipos de lâmpadas

eficientes

Uma lâmpada fluorescente de

32w (2700 lúmen - lm) ilumina mais

que uma incandescente de 150w

(2200 lm), gasta menos energia e

dura mais;

Uma lâmpada fluorescente compacta

de 23w (1500 lm) fornece iluminamento

equivalente de uma lâmpada

incandescente de 100w (1560

lm) e gasta 75% menos energia;

Uma lâmpada de vapor de mercúrio

de 125w (6200 lm) ilumina mais

que uma mista de 250w (5500 lm) e

gasta cerca de metade da energia;

Uma lâmpada de vapor de sódio

de alta pressão de 70w (5600

lm) fornece iluminamento equivalente

ao de uma lâmpada mista de

250w (5500 lm) ou de um vapor de

mercúrio de 125w (6200 lm);

Observando a questão de segurança,

diminuir iluminação de pátios,

estacionamentos, garagens,

áreas de circulação e depósitos;

Instalar telhas translúcidas na

área de produção;

Quando possível, utilizar iluminação

localizada no lugar da geral;

Utilize luminárias com refletores

de alto desempenho;

Se houver possibilidade, evitar

o uso de difusores nas luminárias,

pois diminuem o fluxo luminoso;

Evite pintar paredes e tetos

com cores escuras que exigirão

lâmpadas com maior potência para

a iluminação do ambiente. Limpe

regularmente essas paredes e tetos

para uma melhor reflexão da luz

evitando a necessidade de uma

maior iluminação artificial.

Engarrafador

Moderno


Outubro/09

Ar comprimido

Muitas vezes o ar comprimido é

utilizado na limpeza de máquinas e

roupas de funcionários, mas, no processo

de economia de energia é necessário

verificar se é possível reduzir

a quantidade de ar.

Além disso, eliminar vazamentos

no sistema de ar comprimido (geração,

distribuição e uso final) periodicamente

é de extrema importância.

Sempre que possível, é necessário

chamar um técnico para evitar a procedência

de tubulações restritivas, que

aumentam a perda de pressão, forçando

o compressor a produzir ar

comprimido a uma pressão mais alta.

Outras dicas rápidas:

Captar o ar fora da casa dos

compressores (ar mais frio). Para

cada 3ºC a menos na temperatura do

ar aspirado, o compressor consumirá

1% a menos de potência para entregar

o ar nas mesmas condições;

Instalar filtro de ar na entrada do

compressor e mantê-lo limpo. Isso

diminui a energia para comprimir o ar;

Compressor e tanque de ar-

mazenamento devem ter uma capacidade

adequada para evitar que o

compressor trabalhe em vazio. O

reservatório deve ser de 6 a 10 vezes

a capacidade do compressor na

mesma unidade.

29


Consumo

34

O consumidor

não é mais o mesmo

O novo perfil de consumidores tem feito com que empresas

estudem estratégias para tornar os produtos mais atrativos e ainda

aliar baixo custo e qualidade que atendam às necessidades da nova demanda

Éfundamental para todos os

departamentos de marketing

e vendas os estudos de

comportamento dos consumidores.

Mas, sabemos também que a maioria

das empresas não conhece muito

bem quem são seus clientes.

Em reuniões rotineiras com ven-

Carlos Donizete Parra

Fotos: divulgação

dedores é sempre bom perguntar se

eles conhecem bem os clientes que

atendem. Com certeza, não será

surpresa nenhuma se a maioria não

souber que tipo de produtos seus

clientes fornecem, qual o tamanho

do segmento em que atuam, o porte

de seus clientes, o perfil dos deci-

sores de compra nessas empresas

etc. Além dessa deficiência, depois

de toda a crise que vivemos nos últimos

doze meses, a mudança no

comportamento do consumidor é

ainda maior. Ele ficou mais exigente

e complexo. As empresas terão que

estudar esse novo comportamento e

Engarrafador

Moderno


oferecer produtos e serviços, de

acordo com esta nova realidade, ou

seja, muita coisa deve mudar.

Em épocas de crise, é natural

que as pessoas optem por produtos

mais baratos e também sejam mais

seletivas nas escolhas. O consumidor

dá mais atenção ao valor que o

produto oferece em relação ao que

ele paga. É a velha relação Custo

X Benefício sendo colocada em prática

pelo mercado.

Novos consumidores

No Brasil, há poucos anos, incorporamos

ao mercado de consumo, a

população da classe C e, recentemente,

segundo pesquisas do IBGE

(Instituto Brasileiro de Geografia e

Estatística) e Fundação Getúlio Vargas

- FGV, a classe D se juntou ao

restante da população economicamente

ativa do país. A classe D é formada

por famílias com rendas entre

R$ 804 e R$ 1.115, cerca de 45 milhões

de pessoas, aproximadamente

25% da população brasileira. A massa

total de renda disponível na classe

D é de R$ 256 bilhões, maior que a

renda disponível na classe A (elite brasileira),

que responde atualmente por

R$ 204 bilhões, cerca de 16% do total

da renda disponível no País.

Muito importante, ainda, é o fato

de que, de junho de 2008 a junho de

Outubro/09

2009, cerca de 17,4 milhões de pessoas

pertencentes à classe D tiveram

um aumento de renda e migraram

automaticamente para a classe

C, responsável pelo maior volume

de renda disponível no Brasil, algo

em torno de R$ 398 bilhões. Com

isso, segundo dados da FGV/ IBGE,

de 2003 para 2008, as classes A, B,

e C saíram de 45,2% do total da

massa de consumo para 59,6% em

2008. Se incluirmos a classe D, essa

massa de renda passa para 69,6%.

Em 2003, a população da classe

E, considerada de extrema pobreza,

era de cerca de 49,3 milhões de pessoas,

algo em torno de 28,1% do total,

enquanto em 2008 essa porcentagem

caiu para 16% da população,

cerca de 30 milhões de pessoas. Ou

seja, em cinco anos 19,3 milhões de

pessoas aumentaram o poder aquisitivo

ficando em condições efetivas de

compra. Isso pode ser notado em todos

os setores da economia como

construção civil, automobilístico, eletrodoméstico,

alimentação e outros,

além de serviços em geral.

Esse aumento do poder aquisitivo da

população brasileira, bem como da chegada

desse novo consumidor da classe

D, traz desafios incomuns às empresas

brasileiras e seus profissionais.

Quais as necessidades desse

consumidor? Os produtos e serviços

35


Consumo

disponíveis precisam de adaptações

ou já atendem aos anseios desse

novo consumidor?

Desenvolver estratégias que atendam

às necessidades desses consumidores

que estão chegando é o

grande desafio de executivos e empresários

espalhados pelo País. Há

vários anos, a maior empresa de alimentos

do mundo, a Nestlé, detentora

de um faturamento de quase U$$ 100

bilhões por ano, adotou como prioridade

no Brasil a forte atuação junto

às classes C, D e E, acrescentando

atualmente ao faturamento da empresa

cerca de R$ 1 bilhão provenientes

das compras efetivadas pelos consumidores

dessas classes sociais.

Para chegar a esse resultado, no

entanto, a Nestlé passou algum

tempo estudando o dia-a-dia dessas

pessoas, para poder entender suas

necessidades e, então, disponibilizar

produtos compatíveis. Além disso, a

Nestlé criou um sistema de venda

porta-a-porta composto por cerca

de 6 mil vendedores responsáveis

por atender esses consumidores

que, conforme estudos da empresa,

disponibilizam de pouco tempo para

compras em supermercados.

No embalo da crise econômica,

a Nestlé acelerou a introdução desse

modelo de produtos populares

(também chamados de "PPP" pela

empresa) inclusive em países desen-

36

volvidos como Estados Unidos e

França, onde esses produtos em outros

mercados são oferecidos para

camadas específicas da sociedade.

Globalmente, a venda dos produtos

populares cresceu 12% este ano,

alcançando 7 bilhões de dólares nos

nove primeiros meses do ano.

As oportunidades de negócios

nas classes C e D ainda são muitas

e estão espalhadas por todas as regiões

do Brasil, com predomínio no

norte e nordeste do País. Para se

ter uma idéia, 32% da população da

região norte pertence à classe D,

enquanto no nordeste esse número

é de 31% da população. O centrooeste

vem com 24%, seguido pelas

regiões sudeste e sul com 20% e

17%, respectivamente.

Para a classe C, as compras pela

Internet já não assustam como antes

e mostram um fechamento promissor

para o comércio em 2009. Atentas a

essa realidade e as cerca de 17 milhões

que efetuam compras através

da rede, os varejistas se preparam para

bons negócios no período de festas

natalinas e Ano Novo. Grandes varejistas

como Walmart e Casas Bahia

já iniciaram suas vendas pela internet,

e outro gigante, o Carrefour, fará o

mesmo em 2010. Essa pressa toda

tem explicação: a classe C agora

compra pela internet e ninguém quer

deixar esse filão de fora de suas estratégias

de vendas.

Outros consumidores

Captar os desejos dos consumidores

e transformar esse conhecimento

em produtos e/ou serviços que proporcionem

uma experiência única ao

consumidor, parece ser a busca das

principais empresas em todo o mundo.

Colocar no mercado produtos

com tecnologia futurista, design inovador

e revolucionário, fazem parte

das prioridades dos tomadores de decisões

dessas companhias. Atender ao

segmento formado pelo público jovem

impõe às empresas esse tipo de desafio.

Esse público é caracterizado pelo

imediatismo e pela busca por informações

instantâneas. É um jovem

que pouco lê e pouco escreve. Seus

contatos são feitos através da Internet

em textos de 140 caracteres onde

necessitam de pouca concentração,

até porque ao mesmo instante que fazem

essa comunicação ouvem música,

assistem a TV, comem um sanduíche

e marcam onde será a próxima

balada pelo celular. Uma velocidade

impressionante! E desenvolver produtos

para esse público (as chamadas

gerações y e playstation) não é nada

fácil, mas é fundamental para qualquer

empresa que pretenda sobreviver no

mercado.

Assim também acontece com as

mulheres. Pesquisa recente realizada

por uma empresa americana em cerca

de 12 países, entre eles o Brasil,

mostrou que as mulheres não recebem

a atenção que deveriam pelas

empresas. O sexo feminino exige produtos

personalizados, com cores, formatos

e funções específicas para

suas necessidades. Elas precisam e

devem ser atendidas, afinal as mulheres

já respondem por quase 50%

das vagas em universidades e no mercado

de trabalho, além de apresentarem

crescimento constante no nível

de renda nos últimos anos.

A tarefa de fornecer para esses

novos grupos de consumidores que

despontam é árdua, mas recompensadora.

É normal levar algum tempo

de estudo, pesquisas e desenvolvimento

de produtos. No entanto, conhecer

bem esse consumidor complexo

e exigente significa não somente

atender suas necessidades mas, principalmente,

criar demandas que ainda

não foram descobertas e que podem

resultar em diferenciais competitivos

que alavancarão os negócios

das empresas colocando-as em destaque

no mundo corporativo global.

Engarrafador

Moderno

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